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	<description>Um maltrapilho alcançado pela graça de Deus</description>
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		<title>Aflição para a Glória</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 12:42:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ A.W. Pink
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente. II Coríntios 4:17    Estas palavras nos oferecem uma razão por que não deveríamos desfalecer sob as aflições nem ser subjugados por infortúnios. Elas nos ensinam a olhar para as aflições do tempo sob [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b> A.W. Pink</b></p>
<p>Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente. II Coríntios 4:17    <br />Estas palavras nos oferecem uma razão por que não deveríamos desfalecer sob as aflições nem ser subjugados por infortúnios. Elas nos ensinam a olhar para as aflições do tempo sob a luz da eternidade. Elas afirmam que as presentes desgraças do cristão exercem um efeito benéfico no homem interior. Se estas verdades fossem agarradas firmemente pela fé elas mitigariam muito da amargura de nossas tristezas. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Este verso estabelece uma gloriosa antítese, contrastando nosso estado futuro com nosso presente. Aqui há aflição, lá há glória. Aqui há uma “leve aflição&quot;, lá uma &quot;glória mui excelente.&quot; Em nossa aflição há leviandade e brevidade; é uma aflição leve, mas é por um momento; em nossa glória futura haverá solidez e eternidade! Descobrir a preciosidade deste contraste permite-nos considerar separadamente, cada parte, mas na ordem inversa da menção.     <br />1. &quot;um peso eterno de glória.&quot; É significante saber que a palavra hebréia para &quot;gloria&quot;-kabod &#8211; também é &quot;peso&quot;. Quando o peso do ouro é acrescentado de pedras preciosas isto aumenta o seu valor. A felicidade do céu não pode ser contada nas palavras terreais; expressões figurativas são melhor calculadas para transmitir algumas visões imperfeitas a nós. Aqui em nosso texto um termo é empilhado sobre outro. O que espera o crente é &quot;glória&quot; e quando dizemos que uma coisa é gloriosa nós alcançamos os limites do idioma humano para expressar o que é excelente e perfeito. Mas a &quot;glória&quot; que nos espera está pesado, sim é “mais excelente” que qualquer coisa terrestre e temporal; seu valor desafia os cálculos; sua excelência transcende além da descrição verbal. Além disso, esta glória maravilhosa que nos espera não é evanescente e temporal, mas divina e eterna; não pôde ser &quot;eterna&quot; a menos que seja divina. O grande e santo Deus vai nos dar o que é digno dEle, sim, tal qual como ele é, infinito e eterno.     <br />2. &quot;nossa leve e momentânea tribulação.&quot; (1) &quot;tribulação&quot; é a sina comum da existência humana; Mas o homem nasce para a tribulação, como as faíscas se levantam para voar. Jó 5:7. Isto faz parte do vínculo do pecado. E não se encontra uma criatura caída que deva estar perfeitamente feliz em seus pecados. Nem as crianças estão isentas; pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus. Atos 14:22. Por uma estrada difícil e acidentada Deus nos leva a glória e a imortalidade. (2) nossa tribulação é &quot;leve.&quot; Tribulações muitas vezes não são leves, são pesadas e dolorosas; mas elas são comparativamente leves! Elas são leves quando comparadas com o que nós realmente mereceríamos. Elas são leves quando comparadas com os sofrimentos do Senhor Jesus. Mas talvez a real leveza delas seja mais bem vista comparando-as com o peso de glória que está nos esperando. Como disse o mesmo apóstolo em outro lugar, porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Rom. 8:18. (3) &quot;Que é por um momento. Se nossas tribulações deveriam continuar ao longo de uma vida inteira e essa vida fosse igual em duração como o foi para Matusalém, contudo, isto é momentâneo se comparado com a eternidade que está diante de nós. No máximo nossa aflição é para esta vida presente, que é como um vapor que aparece por um pouco de tempo e então desaparece. Oh, que Deus nos permita examinar nossas aflições na verdadeira perspectiva delas.     <br />3. Note a conexão agora entre os dois. Nossa leve tribulação que é para um momento, produz &quot;para nós um peso eterno de glória mui excelente;&quot; O presente está influenciando o futuro. Não é para nós argumentarmos e filosofarmos sobre isto, mas submeter-se a Deus e a Sua Palavra e crer nisto. Experiências, sentimentos, observação da vida dos outros podem parecer negar este fato. Aflições muitas vezes só parecem nos amargurar e nos fazer mais rebeldes e descontentes. Mas deixe-me lembrá-lo que aflições não são enviadas por Deus com a finalidade de purificar a carne: elas são intencionadas para o benefício do &quot;novo homem.&quot; Além disso, aflições nos ajudam a nos preparar daqui por diante para a glória. Aflição afasta nosso coração do amor pelo mundo; nos faz almejar mais por aquele tempo em que seremos tirados deste mundo de pecado e tristeza; nos permitirá apreciar as coisas que Deus tem preparado para os que O amam. Então aqui é o que a fé é convidada a fazer: colocar em uma balança a aflição presente, no outro, a glória eterna. Eles merecem ser comparados? Não, realmente. Um segundo de glória vale mais do que o contrapeso uma vida inteira de sofrimentos. O que é anos de labuta, de doença, de lutar contra a pobreza, de perseguição, sim, da morte como um mártir, quando pesado contra as glórias que estão à mão direita de Deus que é eterno! Uma respiração no céu extinguirá todos os ventos adversos da terra. Um dia na Casa do Pai vale mais que o contrapeso dos anos que nós passamos neste triste deserto terreno. Que Deus nos conceda fé.Que nos habilite a esperançosamente nos agarrarmos a esse futuro e viver alegremente no presente com esta promessa. </p>
<p>FONTE: <strong>ASSOCIAÇÃO BETEL DE EVANGELISMO E MISSÕES – LONDRINA – PR. </strong></p>
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		<title>O MODELO PASTORAL DE JESUS (IV)                                  O Compromisso com a libertação do coração</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 00:21:08 +0000</pubDate>
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É impressionante o trato que Jesus dá ao coração. Na verdade, segundo o diagnóstico do Senhor através do profeta Jeremias, o coração do homem é ‘desesperadamente corrupto’ (17.9,10). Jesus também falou sobre este assunto que não é popular. “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias”(Mt 15.19). Quando uma pessoa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p>É impressionante o trato que Jesus dá ao coração. Na verdade, segundo o diagnóstico do Senhor através do profeta Jeremias, o coração do homem é ‘<i>desesperadamente corrupto’</i> (17.9,10). Jesus também falou sobre este assunto que não é popular. “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias”(Mt 15.19). Quando uma pessoa é escrava do pecado e dos poderes espirituais do mal, só há uma solução para a sua cardiopatia (doença do coração): <b>o transplante</b>. Na libertação espiritual acontece a troca do coração. O coração de pedra é tirado e implantado o coração de carne. O coração da incredulidade é retirado e colocado o coração da fé, que é um presente do Senhor. “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus (Ef 2.8). A salvação vem pela libertação espiritual. O homem salvo é um liberto pela ação do Pai por meio do Filho no poder do Espírito Santo. </p>
<p>Depois de ensinar na Sinagoga de Cafarnaum, o Senhor Jesus se depara com um endemoninhado (Mc 1.21-28). Mais tarde, o inimigo revela o seu total antagonismo ao Senhor e, ao mesmo tempo, reconhece que Ele é o Santo de Deus (1.24). Jesus, com todo o Seu poder, ordena que o demônio se cale e saia do homem (1.25). Finalmente, o espírito imundo sai dele (1.26). Mas há outros dois textos que precisamos considerar (Mc 5.1-20; 9.14-29), que revelam a ação maligna contra o homem criado à imagem e semelhança de Deus. Todos os textos ensinam a supremacia do Senhor Jesus sobre os espíritos da maldade. Sabemos que eles trabalham debaixo da soberania de Deus. Em todos os três casos, Jesus revela a Sua autoridade e o Seu poder. Jesus nos ensina a tratar deste assunto com muita seriedade. </p>
<p>Jesus veio para libertar o cativo. A Sua morte e a Sua ressurreição são a base da nossa autoridade e poder. É na autoridade dEle que exercemos os nossos ministérios. Somos Seus discípulos comprometidos com todo o evangelho que liberta ao que crê. Paulo nos ensina que “<i>foi para a liberdade que Cristo nos libertou</i>” (Gl 5.1). Vivemos num mundo caracterizado pela escravidão a satanás. O mundo, a carne e o diabo são inimigos mortais do homem. O campo de ação do nosso inimigo é o coração. O sábio nos ensina: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração porque dele procedem as saídas da vida” (Pv 4.23). O modelo pastoral de Jesus é o modelo da libertação a partir do coração. À semelhança de Jesus, especialmente na libertação do endemoninhado gadareno, precisamos agir para que o liberto <i>descanse</i>, <i>seja vestido com as vestes da salvação e tenha a mente simples – a mente de Cristo</i> (Mc 5.15). Somos ministros de um novo pacto, não da letra, mas do Espírito. Não no poder humano, mas com base no poder de Deus. Não na sabedoria humana, mas na sabedoria de Deus. Não antropocêntrico, mas cristocêntrico. </p>
<p>Somos chamados à comunhão de Jesus Cristo, Filho de Deus (1 Co 1.9). É nesta comunhão que estamos prontos a ir ao encontro dos escravizados pelo inimigo das nossas almas para que sejam libertos. É no poder de Jesus que somos chamados a servir em amor. Os discípulos não puderam ordenar ao espírito que saísse daquele menino pelo fato de não <i>orarem</i> e não <i>jejuarem</i> (diagnostico de Jesus, Mc 9.29). O que Jesus quis dizer é que não podemos lutar contra as hostes do mal sem dependermos do Pai ou dEle. Esta luta não é nossa, mas dEle. O poder está no Senhor. Não é horizontal, mas vertical. Quando Davi foi lutar contra Golias ele o fez na dependência de Yaweh. Não foi ele que venceu, mas o Senhor. Os nossos ministérios devem ser pautados no Senhor. Depender dEle não é uma opção, mas uma ordem. Como ensina magistralmente o apóstolo Paulo – que aprendeu com Jesus – temos que nos <i>revestir de toda a armadura de Deus para que possamos estar firmes contra as ciladas do diabo</i>. <b>A nossa luta não é contra carne e sangue, mas sim contra principados e potestades</b> (Ef 6.10-20). Jesus é o nosso modelo de Pastor que se interessa por aqueles que estão escravizados pelo maligno, que sofrem, e se compromete com eles. Fomos chamados como homens comuns para um trabalho extraordinário – pregar o genuíno evangelho da graça para que as pessoas sejam libertas e transformadas à imagem do Senhor. Jesus disse: “Se, pois, o Filho do homem vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). Jesus veio para libertar os cativos e estamos a serviço dEle para a glória do Pai. </p>
<p><b>Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor. </b></p>
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		<title>O MODELO PASTORAL DE JESUS (III)</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 20:45:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um ministério voltado para o discipulado
Em todo o Seu ministério o Senhor Jesus estava comprometido com a escolha e o treinamento de pessoas para o exercício da Missão do Pai. O evangelho de Marcos é a nossa base para desenvolvermos este tema. Jesus chama os pescadores Pedro, Tiago e João no primeiro momento para serem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b>Um ministério voltado para o discipulado</b></p>
<p>Em todo o Seu ministério o Senhor Jesus estava comprometido com a escolha e o treinamento de pessoas para o exercício da Missão do Pai. O evangelho de Marcos é a nossa base para desenvolvermos este tema. Jesus chama os pescadores Pedro, Tiago e João no primeiro momento para serem pescadores de homens (1,16-20) e, num segundo momento, chama outros para somarem a eles (3.13-19). Num outro texto (6.7-13), Ele dá algumas instruções muito valiosas. Há três pontos aqui no espectro do discipulado: autoridade espiritual (v.7); dependência de Deus (v.8); e seriedade com a mensagem (vv.10,11). Observemos que nos versos 12 e 13 há a aplicação do que eles aprenderam como discípulos: pregavam com poder e autoridade. Pessoas se arrependiam e eram libertas dos demônios pelo poder do Senhor. Os milagres aconteciam pelo poder da Pessoa suficiente de Cristo.</p>
<p>O discipulado é uma característica do ministério pastoral de Jesus. A vida do Mestre estava ligada a dos discípulos. A formação de discípulos era o Seu foco a partir da salvação (Lc 19.10). Então, o Seu objetivo era buscar e salvar o perdido e fazê-lo semelhante ao Pai. A ordem de Paulo aos irmãos em Éfeso era: “<b>Sede</b>, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e <b>andai</b> em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a Si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave” (5.1,2). Aqui está a essência do discipulado: imitar o Pai com base na obra do Filho – uma obra de amor extravagante e incomparável. Cristo morreu por nós para que morrêssemos com Ele para dar fruto. O grão de trigo morre para frutificar (João 12.24). É a vida que nasce da morte. A nossa vida deve ser uma vida de muito fruto (João 15), mas não na perspectiva pragmática. </p>
<p>Todo o treinamento de Jesus estava comprometido com o fazer a vontade do Pai. O centro da vontade de Cristo, o Filho, era a vontade do Pai. Ele sempre dizia: não a minha, mas a tua vontade. Não o que eu quero, mas o que tu queres. Em todo o treinamento que ele fazia com os Seus discípulos, a vontade do Pai era o cerne. Ele foi um filho obediente que deu muito prazer ao Pai. No discipulado, o Senhor nos ensina a fazer a vontade de Deus Pai, a estar no centro da Sua vontade. A caminhada do discípulo de Cristo é estreita, tem espinhos, pedras, barreiras, lutas, dificuldades, sofrimento, aflições. Evidentemente nEle nós somos mais que vencedores porque o nosso foco é Ele, somente Ele. </p>
<p>O discipulado empreendido por Jesus leva muito em conta o valor do compromisso de vida. Este valor está na profundidade do testemunho de Paulo aos Gálatas: “Não mais eu, mas Cristo”. Por que? Já estou crucificado com Cristo (Gl 2.20). A obra de Cristo, que é completa, está consumada. Devo confiar no que Ele fez. Discipulado é a formação do caráter de Cristo no discípulo para que agrade ao Pai, servindo-O com alegria e singeleza de coração. O nosso Deus precisa ver a vida de Cristo, Seu Filho tão amado, na vida dos que crêem, na vida dos discípulos. Paulo mais uma vez diz: “Para mim o viver é Cristo” (Fil 1.21). É a vida de Cristo em nós. Mais uma vez Paulo: levando o morrer de Jesus (a cada dia) para que a Sua vida se manifeste em nossa carne mortal (2 Co 4.10). O modelo pastoral de Jesus enseja discipulado a cada dia para a glória de Deus, o Pai. Não como uma vida de programa, de eventos, mas um estilo de vida semelhante Àquele que deu a Sua vida por nós. </p>
<p><i>Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor. </i></p>
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		<title>JETRO E CADA UM DE NÓS</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 12:11:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O nome Jetro significa ‘superioridade’. Olhando pelo aspecto de liderança, ele possuía uma visão superior – estava numa posição de maior visibilidade. Jetro, sacerdote de Midiã (Ex 18.1), é o pai da descentralização administrativa. Ele observou como Moisés concentrava a sua liderança. ”No dia seguinte, assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nome Jetro significa ‘<b>superioridade</b>’. Olhando pelo aspecto de liderança, ele possuía uma visão superior – estava numa posição de maior visibilidade. Jetro, sacerdote de Midiã (Ex 18.1), é o pai da descentralização administrativa. Ele observou como Moisés concentrava a sua liderança. ”<b>No dia seguinte, assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até ao pôr do sol. Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até ao pôr do sol? Respondeu Moisés ao seu sogro: Porque o povo me vem a mim para consultar a Deus; quando alguma questão, vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis. O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes</b>”(Ex 18.13-17 – o texto completo é todo o capítulo). Ele percebeu Moisés pesado, atordoado e tenso diante de tanta gente para julgar. Como líderes, temos a tendência de concentrar e controlar as coisas. Somos, muitas vezes, egocêntricos e não damos oportunidade a outros para crescerem emocional e espiritualmente. A relação entre Moisés e Jetro era uma relação além de genro e sogro. Era uma relação orientada por Deus para o bem de Moisés e o povo da promessa, o povo chamado. O Senhor sempre usa pessoas das mais diversas matizes para cumprir o Seu propósito. Os princípios administrativos de Jetro continuam até hoje. Moisés entendeu o conselho e o colocou em prática. </p>
<p>Jetro era um homem que temia Yaweh. Conhecia o caráter de Moisés. Ele se colocou numa posição de ajuda. Foi um consultor competente. Estava atento às coisas que aconteciam à sua volta. Era detentor de um olhar clinico. Sensível às necessidades do outro. Simpático e empático estava comprometido com a excelência do líder. Via a liderança como multiplicadora de líderes. Ele entendia de gestão. Suas qualidades eram bem definidas. Homem firme em suas convicções, personalidade madura e uma capacidade de entender as dificuldades do próximo. Disponível para servir. Um homem proativo, isto é, de iniciativa. </p>
<p>Moisés, por outro lado, estava absorto no atendimento ao povo. Ele não estava vendo além do povo que liderava. O foco do líder cristão deve ser sempre o Senhor. Não podemos tirar os olhos dEle porque fracassaremos. Somos chamados à liderança responsável que é caracterizada pelo treinamento e acompanhamento daqueles que lideramos. Jetro é o nosso modelo de servo que serve com amor àqueles que estão em dificuldade. Ele entendia o que é levar a carga do outro. Paulo nos faz caminhar nesta posição (Gl 6.2). O líder precisa treinar outros a partir da dependência do Senhor e de um caráter íntegro. Ele amadurece quando treina outros. </p>
<p>Jesus é a ponte entre Jetro e nós. Ele escolheu doze homens, treinou-os e deu-lhes uma missão (Mt 28.18-20). Ele era o Servo-Sofredor que veio para servir e dar a Sua vida por nós (Mt 20.28). O líder cristão autêntico tem as características de Moisés, Jetro e Jesus. Moisés porque era um homem trabalhador e obedeceu, colocando os ensinos de Jetro em pratica; Jetro porque entrou para ajudar no momento certo e Jesus porque veio para servir. Na verdade, a síntese dos três é o serviço abnegado. Como líderes, devemos estar sempre dispostos a ouvir conselhos dos mais experientes. Trabalharmos com espírito de servo. Submeter-nos Àquele que pode todas as coisas. Moisés estava trabalhando errado, mas Deus levantou Jetro para fazê-lo trabalhar certo. Podemos errar, mas não devemos permanecer no erro. Certamente aprendemos com os erros durante a nossa caminhada com o Senhor. Os erros revelam a nossa fragilidade, a nossa vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, nos leva à dependência do Pai. Jetro é um exemplo para todos nós – exemplo de amor, sensibilidade, disposição para servir e proatividade. Sejamos assim para a Glória do Pai. </p>
<p>Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor. </p>
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		<title>O Plano de Deus para a Agenda Gay</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 21:04:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; 
John MacArthur
John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.     
Se você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160; <a href="http://www.editorafiel.com.br/busca_artigos.php?criterio_busca_livros=John MacArthur&amp;pagina=1&amp;busca_livros=2"><img border="0" src="http://www.editorafiel.com.br/fotos_autores/destaques/00009.JPG" /></a></p>
<h4><a href="http://www.editorafiel.com.br/busca_artigos.php?criterio_busca_livros=John MacArthur&amp;pagina=1&amp;busca_livros=2">John MacArthur</a></h4>
<p><em>John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos. </em>    </p>
<p>Se você tem visto os títulos de manchetes de jornais nos últimos anos, talvez tenha observado o incrível aumento do interesse por afirmar a homossexualidade. Quer esteja no âmago de um escândalo religioso, de corrupção política, de legislação radical e da redefinição do casamento, o interesse homossexual tem caracterizado a América. Isso é uma indicação do sucesso da agenda gay. Mas, infelizmente, quando as pessoas se recusam a reconhecer a pecaminosidade do homossexualismo — chamando o mal bem e o bem, mal (Is 5.20), elas o fazem em prejuízo de muitas almas e, talvez, de si mesmas.   <br />Como você deve reagir ao sucesso da agenda gay? Deve aceitar a tendência recente em direção à tolerância? Ou ficar ao lado daqueles que excluem os homossexuais e condenam com veemência o pecado? A Bíblia nos exorta a um equilíbrio entre o que as pessoas consideram duas reações opostas — condenação e compaixão. De fato, essas duas atitudes juntas são elementos essenciais do amor bíblico, do qual os homossexuais necessitam desesperadamente. Os defensores do homossexualismo têm sido notavelmente eficazes em promover suas interpretações distorcidas de passagens da Bíblia. Quando você pergunta a um homossexual o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade — e muitos deles o sabem — percebe que eles absorveram um interpretação que não é somente distorcida, mas também completamente irracional. Os argumentos a favor dos homossexuais extraídos da Bíblia são nuvens de fumaça — à medida que nos aproximamos deles, vemos com clareza o que está por trás.    <br />Deus condena a homossexualidade, e isto é muito evidente. Ele se opõe à homossexualidade em todas as épocas. Na época dos patriarcas (Gn 19.1-28) Na época da Lei de Moisés (Lv 18.22; 20.13) Na época dos Profetas (Ez 16.46-50) Na época do Novo Testamento (Rm 1.18-27; 1 Co 6.9-10; Jd 70-8) Por que Deus condena a homossexualidade? Porque ela transtorna o plano fundamental de Deus para as relações humanas — um plano que retrata o relacionamento entre um homem e uma mulher (Gn 2.18-25; Mt 19.4-6; Ef 5.22-33). Então, por que as interpretações homossexuais das Escrituras têm sido tão bem-sucedidas em persuadir inúmeras pessoas? A resposta é simples: as pessoas se deixam convencer. Visto que a Bíblia é tão clara a respeito deste assunto, os pecadores têm resistido à razão e aceitado o erro, a fim de acalmarem a consciência que os acusa (Rm 2.14-16). Conforme disse Jesus: “Os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.19-20). Se você é um crente, não deve comprometer o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade — jamais.    <br />Não importa o quanto você deseja ser compassivo para os homossexuais, o seu primeiro amor é ao Senhor e à exaltação da justiça dEle. Os homossexuais se mantêm em rebeldia desafiante contra a vontade de seu Criador, que, desde o princípio, “os fez homem e mulher” (Mt 19.4). Não se deixe intimidar pelos defensores do homossexualismo e por sua argumentação fútil — os argumentos deles não têm conteúdo. Os homossexuais e os que defendem esse pecado estão comprometidos fundamentalmente em transtornar a soberania de Cristo neste mundo. Mas a rebelião deles é inútil, visto que o Espírito Santo afirma: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9-10; cf. Gl 5.19-21). Então, qual a resposta de Deus à agenda homossexual? O julgamento certo e final. Afirmar qualquer outra coisa, além disso, é adulterar a verdade de Deus e enganar aqueles que estão em perigo. Quando você interage com homossexuais e seus simpatizantes, tem de afirmar a condenação bíblica.    <br />Você não está procurando lançar condenação sobre os homossexuais, está tentando trazer convicção, de modo que eles se convertam do pecado e recebam a esperança da salvação para todos nós, pecadores. E isso acontece por meio da fé no Senhor Jesus Cristo. Os homossexuais precisam de salvação. Não precisam de cura — o homossexualismo não é uma doença. Eles não carecem de terapia — o homossexualismo não é uma condição psicológica. Os homossexuais precisam de perdão, porque a homossexualidade é um pecado.    <br />Não sei como aconteceu, mas algumas décadas atrás alguém rotulou os homossexuais com o incorreto vocábulo “gay”. Gay, no inglês, significava uma pessoa feliz, mas posso assegurar-lhe: os homossexuais não são pessoas felizes. Eles procuram felicidade seguindo prazeres destrutivos. Esta é a razão por que Romanos 1.26 chama o desejo homossexual de “paixão infame”. É uma concupiscência que destrói o corpo, corrompe os relacionamentos e traz sofrimento perpétuo à alma — e o seu fim é a morte (Rm 7.5). Os homossexuais estão experimentando o juízo de Deus (Rm 1.24, 26, 28) e, por isso, são infelizes — muito, muito infelizes. 1 Coríntios 6 é bem claro a respeito das conseqüências eternas que sobrevirão àqueles que praticam a homossexualidade — mas existem boas-novas. Não importa o tipo de pecado, quer seja homossexualidade, quer seja outra prática, Deus oferece perdão, salvação e esperança da vida eterna àqueles que se arrependem e aceitam o evangelho. Depois de identificar os homossexuais como pessoas que não “herdarão o reino de Deus”, Paulo disse: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11). O plano de Deus para muitos homossexuais é a salvação. Nos dias de Paulo, havia ex-homossexuais na igreja de Corinto, assim como, em nossos dias, existem muitos ex-homossexuais em minha igreja e em igrejas fiéis ao redor do mundo. Eles ainda lutam contra a tentação homossexual? Com certeza. Que crente não luta contra os pecados de sua vida anterior? Até o grande apóstolo Paulo reconheceu essa luta (Rm 7.14- 25). No entanto, ex-homossexuais assentam-se nos bancos de igrejas bíblicas em todo o mundo e louvam o Senhor, ao lado de ex-fornicadores, ex-idólatras, ex-adúlteros, ex-ladrões, ex-avarentos, ex-beberrões, ex-injuriadores e ex-defraudadores. Lembrem-se: alguns de vocês eram assim.    <br />Qual deve ser a nossa resposta à agenda homossexual? Oferecer-lhe uma resposta bíblica — confrontála com a verdade das Escrituras, que condena a homossexualidade e promete castigo eterno para todos os que a praticam. Qual deve ser a nossa resposta ao homossexual? Oferecerlhe uma resposta bíblica — confrontá-lo com a verdade das Escrituras, que o condena como pecador e lhe mostra a esperança da salvação, por meio do arrependimento e da fé em Jesus Cristo. Permaneçam fiéis ao Senhor, quando reagirem à homossexualidade, honrando a Palavra de Deus e deixando com Ele os resultados.</p>
</p>
<p><strong>Fonte: Newsletter da Editora Fiel </strong></p>
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		<title>O Outro Evangelho</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 20:35:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Estudos em Texto]]></category>

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		<description><![CDATA[Satanás não é um iniciador; ele é um imitador. Deus tem um Filho unigênito, o Senhor Jesus Cristo; de modo similar, Satanás tem o “filho da perdição” (2 Ts 2.3). Existe uma Trindade Santa; de maneira semelhante, existe a Trindade do Mal (Ap 20.10). Lemos nas Escrituras a respeito dos “filhos de Deus”? Lemos também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Satanás não é um iniciador; ele é um imitador. Deus tem um Filho unigênito, o Senhor Jesus Cristo; de modo similar, Satanás tem o “filho da perdição” (2 Ts 2.3). Existe uma Trindade Santa; de maneira semelhante, existe a Trindade do Mal (Ap 20.10). Lemos nas Escrituras a respeito dos “filhos de Deus”? Lemos também sobre os “filhos do maligno” (Mt 13.38). Deus realmente realiza em seus filhos tanto o querer como o executar a sua boa vontade? Somos informados que Satanás é o “espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2.2). Existe um “mistério da piedade” (1Tm 3.16)? Também existe um “mistério da iniqüidade” (2 Ts 2.7). A Bíblia nos diz que Deus, por meio de seus anjos, sela os seus servos em suas frontes (Ap 7.3)? Aprendemos igualmente que Satanás, por meio de seus agentes, coloca uma marca sobre as frontes de seus servidores (Ap 13.16). As Escrituras nos revelam que o “Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1 Co 2.10)? De maneira semelhante, Satanás possui as suas “coisas profundas” (Ap 2.24). Cristo realiza milagres? Satanás também pode fazer isso (2 Ts 2.9). Cristo está assentado em seu trono? De modo semelhante, Satanás tem o seu trono (Ap 2.13). Cristo possui uma Igreja? Satanás tem a sua sinagoga (Ap 2.9). Cristo é a luz do mundo? De modo similar, o próprio Satanás “se transforma em anjo de luz” (2 Co 11.14). Cristo designou os seus apóstolos? Satanás também possui os seus apóstolos (2 Co 11.13 Jesus semeou a boa semente. O diabo está procurando impedir o crescimento do trigo, utilizando-se de outra planta, o joio, que em aparência se assemelha muito ao trigo. Em resumo, por meio de um processo). Tudo issonos leva a considerar o “Evangelho de Satanás”. Satanás é um arquiimitador. Ele está agora em atividade no mesmo campo em que o Senhor de imitação, Satanás está almejando neutralizar a obra de Cristo. Portanto, assim como Cristo tem um evangelho, Satanás também possui um evangelho, que é uma imitação sagaz do evangelho de Cristo. O evangelho de Satanás se parece tanto com aquele que procura imitar, que multidões de pessoas não-salvas são enganadas por este evangelho.<br />
O apóstolo Paulo se referiu a este evangelho, quando disse: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo” (Gl 1.6,7). Este falso evangelho estava sendo proclamado mesmo nos dias do apóstolo, e uma terrível maldição foi lançada sobre aqueles que o pregavam. O apóstolo continuou: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (v. 8). Com a ajuda de Deus, nos esforçaremos para explicar, ou melhor, para desmascarar este falso evangelho.<br />
O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios revolucionários, nem mesmo um programa de anarquia. Este evangelho não promove conflitos ou guerras, mas tem como alvo a paz e a unidade. Não procura colocar a mãe contra a filha, nem o pai contra o filho; ao invés disso, ele fomenta o espírito de fraternidade pelo qual a raça humana é considerada uma grande “irmandade”. Este evangelho não procura mortificar o homem natural, e sim aprimorá-lo e enaltecê-lo. O evangelho de Satanás defende a educação e a instrução, apelando ao “melhor que há no íntimo do ser humano”; tem como alvo fazer deste mundo um habitat tão confortável e agradável, que a ausência de Cristo não será sentida e Deus não será necessário. O evangelho de Satanás se esforça para manter o homem tão ocupado com as coisas deste mundo, que não tem ocasião nem inclinação para pensar no mundo por vir. Este evangelho propaga os princípios do auto-sacrifício, da caridade e da benevolência, ensinando-nos a viver para o bem dos outros e sermos bondosos para todos. Apela fortemente à mentalidade carnal, tornando-se popular entre as massas, porque ignora os solenes fatos de que, por natureza, o homem é uma criatura caída, está alienado da vida de Deus, morto em delitos e pecados, e de que a única esperança se encontra em ser nascido de novo.<br />
Em distinção ao evangelho de Cristo, o evangelho de Satanás ensina que a salvação se realiza por meio das obras; incute na mente das pessoas a idéia de que a justificação diante de Deus ocorre com base nos méritos humanos. A frase sagrada do evangelho de Satanás é: “Seja bom e faça o bem”; mas falha em reconhecer que na carne não habita bem algum. O evangelho de Satanás anuncia uma salvação que se realiza por meio do caráter, uma salvação que é o reverso da ordem estabelecida por Deus, em sua Palavra — o caráter se manifesta como fruto da salvação. As ramificações e organizações deste evangelho são multiformes. Temperança, movimentos de reforma, associações de cristãos socialistas, sociedades de cultura ética, congressos sobre a paz, todas estas coisas são empregadas (talvez inconscientemente) em proclamar este evangelho de Satanás — a salvação pelas obras. Cristo é substituído pelo cartão de apelo; o novo nascimento do indivíduo é trocado pela pureza social; e a doutrina e a piedade são substituídas por filosofia e política. A cultivação do velho homem é considerada mais prática do que a criação de um novo homem em Cristo Jesus, enquanto a paz universal é procurada sem a interposição e o retorno do Príncipe da Paz.<br />
Os apóstolos de Satanás não são donos de bares e negociantes de escravos brancos; em sua maioria, eles são ministros do evangelho ordenados por igrejas. Milhares daqueles que ocupam os púlpitos das igrejas modernas não estão mais engajados em apresentar as verdades fundamentais da fé cristã; eles deixaram de lado a verdade e se entregaram a fábulas. Em vez de magnificarem a grande vileza do pecado e revelarem as suas eternas conseqüências, tais ministros minimizam o pecado, por declararem que este é apenas uma ignorância ou uma ausência do bem. Em vez de advertirem seus ouvintes a fugirem da “ira vindoura”, tais ministros tornam Deus um mentiroso, por declararem que Ele é muito amável e misericordioso e que, por isso mesmo, não enviará qualquer de suas criaturas para o tormento eterno. Em vez de declararem que, “sem derramamento de sangue, não há remissão”, tais ministros apenas apresentam Cristo como o grande Exemplo e exortam seus ouvintes a seguirem os passos dEle. Temos de afirmar a respeito desses ministros: “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus” (Rm 10.3). A mensagem deles talvez pareça bastante plausível, e seu objetivo, digno de louvor; todavia, lemos a respeito deles: “Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras” (2 Co 11.13-15). Além do fato de que centenas de igrejas estão sem líderes que proclamem fielmente todo o conselho de Deus e apresentem o caminho de salvação dEle, também temos de encarar o fato de que a maioria das pessoas destas igrejas provavelmente têm de aprender a verdade por si mesmas. O culto familiar, onde uma porção da Palavra de Deus deveria ser lida todos os dias, é atualmente, mesmo nos lares de muitos crentes nominais, uma coisa do passado. A Bíblia não é exposta no púlpito, nem lida nos bancos das igrejas. As exigências de uma época repleta de atividades são inumeráveis, de modo que milhares de crentes têm pouco tempo e, menos ainda, inclinação de prepararem-se para o encontro com Deus. Por isso, a maioria dos que são muito indolentes para investigarem por si mesmos são deixados à mercê daqueles a quem eles pagam para examinarem as Escrituras no lugar deles; muitos deles negam a sua confiança em Deus, por estudarem e exporem os problemas econômicos e sociais, e não os óraculos de Deus.<br />
Em Provérbios 14.12, lemos: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Este “caminho” que termina em “morte” é uma ilusão do diabo — o evangelho de Satanás — um caminho de salvação por meio de realizações humanas. É um caminho que “parece direito”, ou seja, é um caminho apresentado de uma maneira tão plausível, que apela ao homem natural; e de uma maneira tão sutil e atrativa, que recomenda a si mesmo à inteligência de seus ouvintes. Multidões incontáveis são seduzidas e enganadas por este caminho, devido ao fato de que ele se apropria de uma terminologia religiosa, recorre, às vezes, à Bíblia, para sustentar a si mesmo (sempre que isto for conveniente aos seus propósitos), e defende ideais nobres diante dos homens, sendo proclamado por aqueles que foram graduados em nossas instituições teológicas.<br />
O sucesso de um falsificador de moedas depende de quão parecida a moeda falsa se torna com a genuína. A heresia não é uma negação completa da verdade, e sim uma perversão da verdade. Esta é a razão por que uma mentira incompleta é mais perigosa do que uma mentira completa. Por isso, quando “o pai da mentira” sobe ao púlpito, ele não costuma negar abertamente as verdades fundamentais do cristianismo; pelo contrário, ele as reconhece astutamente e, em seguida, apresenta uma interpretação errônea e uma falsa aplicação. Por exemplo, ele não manifestará uma tolice tão excessiva, a ponto de anunciar ousadamente sua incredulidade em um Deus pessoal; Satanás admite a existência de um Deus pessoal, mas, em seguida, apresenta uma falsa descrição do caráter deste Deus. Satanás anuncia que Deus é o Pai espiritual de todos os homens, quando as Escrituras nos dizem claramente que somos “filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus” (Gl 3.26) e que, “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (Jo 1.12). Além disso, Satanás declara que Deus é extremamente misericordioso e jamais enviará qualquer membro da raça humana para o inferno, quando Deus mesmo afirmou: “Se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lado de fogo” (Ap 20.15).<br />
Satanás não seria tão medíocre, a ponto de ignorar o personagem central da História da humanidade — o Senhor Jesus. Pelo contrário, o evangelho de Satanás reconhece o Senhor Jesus como o melhor homem que já viveu. Este evangelho atrai a atenção das pessoas às obras de compaixão e de misericórdia realizadas por Jesus, à beleza de seu caráter e à sublimidade de seus ensinos. A sua vida é elogiada, mas a sua obra vicária é ignorada; a importantíssima obra de expiação na cruz nunca é mencionada, enquanto a sua triunfante ressurreição física, dentre os mortos, é considerada como uma das credulidades de uma época de superstições. Este evangelho não contém o sangue da expiação e apresenta um Cristo sem cruz, que é recebido não como Deus manifestado na carne, e sim apenas como o Homem Ideal.<br />
Em 2 Coríntios 4.3-4, temos uma passagem bíblica que oferece muito esclarecimento sobre o nosso tema. Esta passagem nos diz: “Se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século [Satanás] cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. Satanás cega a mente dos incrédulos por ocultar-lhes a luz do evangelho de Cristo e por substituí-lo pelo seu próprio evangelho. Ele é apropriadamente chamado de “diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo” (Ap 12.9). Apenas em apelar ao “melhor que existe no homem” e em exortá-lo a “seguir uma vida nobre”, Satanás fornece uma plataforma geral sobre a qual as pessoas de diferentes tons de opinião podem se unir e proclamar esta mensagem comum.<br />
Citamos, novamente, Provérbios 14.12: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Alguém já disse, com considerável verdade, que o caminho para o inferno está pavimentado com boas intenções. Haverá muitos no lago de fogo que recomendaram suas próprias vidas com boas intenções, resoluções honestas e ideais elevados — aqueles que eram justos em seus relacionamentos, corretos em suas transações e caridosos em todos os seus procedimentos; homens que se orgulhavam de sua integridade, mas que procuravam justificar-se a si mesmos diante de Deus, por meio de sua justiça própria; homens de boa moralidade, misericordiosos, magnânimos, mas que nunca se viram como pecadores culpados, perdidos, merecedores do inferno e necessitados de um Salvador. Este é o caminho que “parece direito”; é o caminho que a si mesmo se recomenda à mente carnal e a multidões de pessoas iludidas em nossos dias. O engano do diabo afirma que podemos ser salvos por meio de nossas próprias obras e justificados por meio de nossos atos; enquanto Deus nos declara em sua Palavra: “Pela graça sois salvos, mediante a fé&#8230; não de obras, para que ninguém se glorie”; e: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou”.<br />
Há alguns anos, conheci um homem que era um pregador leigo e obreiro cristão entusiasta. Durante sete anos, ele estivera engajado na pregação pública e em atividades religiosas. No entanto, por meio das expressões que ele utilizava, eu mesmo duvidei se ele era “nascido de novo”. Quando comecei a questioná-lo, descobri que ele tinha um conhecimento muito imperfeito das Escrituras e apenas uma vaga noção sobre a obra de Cristo em favor dos pecadores. Por algum tempo, procurei apresentar-lhe o caminho da salvação, de uma maneira simples e impessoal, e encorajá-lo a estudar a Palavra de Deus, na esperança de que, se meu amigo ainda não era salvo, Deus se agradaria em revelar-lhe o Salvador que ele necessitava.<br />
Uma noite, para nossa alegria, aquele que estivera pregando o evangelho por vários anos, confessou que havia encontrado a Cristo somente na noite anterior. Ele reconheceu (usando as suas próprias palavras) que estivera apresentando “o Cristo ideal”, e não o Cristo da cruz. Creio que existem milhares de pessoas semelhantes a este pregador, pessoas que, talvez, foram trazidas à Escola Dominical, aprenderam sobre o nascimento, a vida e os ensinos de Jesus Cristo; pessoas que crêem na historicidade da pessoa de Cristo; pessoas que esporadicamente se esforçam para obedecer os preceitos de Jesus e pensam que isso é tudo que é necessário para a sua salvação. Com freqüência, esse tipo de pessoa, quando atinge a maturidade e sai para o mundo, depara-se com os ataques de ateístas e infiéis, dizendo-lhes que Jesus de Nazaré nunca viveu neste mundo. Mas as impressões dos primeiros contatos com o evangelho não podem ser facilmente apagadas e tais pessoas permanecem firmes na confissão de que crêem em Jesus. Apesar disso, quando a sua fé é examinada, com muita freqüência descobre-se que, embora acreditem em muitas coisas sobre Jesus, tais pessoas realmente não crêem nEle. Em sua mente, elas acreditam que Ele realmente viveu neste mundo (e, por crerem nisso, imaginam que são salvas), mas nunca abaixaram as armas de sua guerra contra Jesus, sujeitando-se a Ele, nem creram nEle verdadeiramente, com todo o seu coração.<br />
A simples aceitação de uma doutrina ortodoxa sobre a pessoa de Cristo, sem o coração haver sido conquistado por Ele e sem a vida Lhe ser consagrada, é outra fase do “caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”; em outras palavras, é outro aspecto do evangelho de Satanás.<br />
E, agora, qual é a sua situação? Você está no caminho que “parece direito”, mas termina na morte, ou no caminho estreito que conduz à vida? Você abandonou verdadeiramente o caminho largo que conduz à perdição? O amor de Cristo criou em seu coração um ódio e horror por tudo aquilo que é desagradável a Deus? Você tem desejo de que Ele reine sobre você (Lc 19.14)? Você está descansando plenamente na justiça de Cristo e no sangue dEle para a sua aceitação diante de Deus?<br />
Aqueles que estão confiando em formas exteriores de piedade, como o batismo ou a “confirmação”; aqueles que são religiosos porque isto é considerado uma característica de respeitabilidade; aqueles que freqüentam alguma igreja, porque fazê-lo está na moda; e aqueles que se unem a alguma denominação porque supõem que esse passo os capacitará a se tornarem cristãos — todos esses estão no caminho que “ao cabo dá em morte” — morte espiritual e eterna. Não importa quão puros sejam os nossos motivos; quão bem intencionados, os nosso propósitos; quão nobres, as nossas intenções; quão sinceros, os nossos esforços, Deus não nos reconhece como seus filhos enquanto não recebemos o seu Filho.<br />
Uma forma ainda mais ilusória do evangelho de Satanás consiste em levar os pregadores a apresentarem o sacrifício expiatório de Cristo e, em seguida, dizerem aos seus ouvintes que a única exigência de Deus para eles é que creiam no seu Filho. Por meio disso, milhões de almas que não se arrependem são iludidas, pensando que foram salvas. Mas o Senhor Jesus disse: “Se&#8230;. não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lc 13.3). Arrepender-se significa odiar o pecado, sentir tristeza por causa do pecado e converter-se dele. É o resultado da obra do Espírito Santo em tornar o coração contrito diante de Deus. Ninguém, exceto a pessoa de coração quebrantado, pode crer de maneira salvífica no Senhor Jesus Cristo.<br />
Afirmamos, mais uma vez, que milhares estão iludidos, ao supor que “aceitaram a Cristo” como seu “Salvador pessoal”, quando na realidade ainda não O receberam como seu SENHOR. O Filho de Deus não veio ao mundo para salvar seu povo nos pecados deles, e sim para salvá-los “dos pecados deles” (Mt 1.21). Ser salvo dos pecados significa ser salvo do ignorar e do rejeitar a autoridade de Deus; significa abandonar o curso de vida caracterizado pelo egoísmo e pela satisfação pessoal; ou, em outras palavras, abandonar nosso próprio caminho (Is 55.7). Ser salvo significa sujeitar-se à autoridade de Deus, render-se ao domínio dEle, oferecer-nos a nós mesmos para sermos governados por Ele. Aquele que nunca tomou sobre si o jugo de Cristo; aquele que não está verdadeira e diligentemente procurando agradar a Cristo, em todos os aspectos da sua vida, e continua supondo que está confiando na obra consumada de Cristo, esse está iludido por Satanás.<br />
Em Mateus 7, há duas passagens que nos mostram os resultados aproximados entre o evangelho de Cristo e a falsificação de Satanás. Primeira, nos versículos 13 e 14: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela”. Segunda, nos versículos 22 e 23: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.<br />
Sim, querido leitor, é possível trabalhar em nome de Cristo (até pregar em seu nome) e, embora o mundo e a igreja nos conheçam, não sermos conhecidos pelo Senhor! Quão necessário é que descubramos em que situação realmente estamos; que examinemos a nós mesmos, a fim de sabermos se estamos na fé; que nos julguemos pela Palavra de Deus e verifiquemos se estamos sendo enganados pelo nosso sutil inimigo; que descubramos se estamos edificando nossa casa sobre a areia ou se ela está construída sobre a Rocha, que é Jesus Cristo!<br />
Que o Espírito de Deus examine nosso coração, quebrante nossa vontade, destrua nossa inimizade contra Deus, produza em nós um profundo e verdadeiro arrependimento e faça os nossos olhos se fixarem no Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.</p>
<p><strong>A.w. PINK</strong></p>
<p>Fonte:Revista Fé Para Hoje, nr19, 2003.<br />
É permitido baixar este arquivo, copiar, imprimir e distribuir este material, desde que explicite a autoria do mesmo.</p>
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		<title>A Vida que Nasce da Morte</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 15:00:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna”, João 12:24-25.   O pensamento que ainda predomina na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna”, João 12:24-25.   <br />O pensamento que ainda predomina na maioria das pessoas, é que o indivíduo precisa estar ligado a uma religião para ser salvo. Mas, isso não tem respaldo nas Escrituras. O essencial é estar em Cristo, e não na instituição religiosa. Cristo é quem regenera e salva o pecador, e não a religião: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura”, II Coríntios 5:17. Para estar em Cristo, o pecador precisa ter uma experiência real de novo nascimento. Entretanto, muitos dos que se dizem convertidos, não dão importância ao que Jesus disse: “Em verdade, em verdade te digo, que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”, João 3:3. As expressões: “novo nascimento”, “nascer de novo,” “nascer do Espírito”, a maioria já conhece; mas, de modo superficial, sem ter uma experiência real de conversão. Além do mais, a doutrina do novo nascimento não é vista com muita clareza nas comunidades religiosas, porque a maioria confunde vida em Cristo, com práticas religiosas; batismo na morte de Cristo, com batismo nas águas; justificação pela fé, com perdão de pecados; ser feito justo em Cristo, com integridade moral. Daí, a grande necessidade de conhecermos as Escrituras com mais profundidade, deixando de lado as idéias preconcebidas, as crendices, as intolerâncias e as opiniões religiosas.    <br />Para entendermos a doutrina do novo nascimento com mais clareza, é importante começar com a pergunta que Nicodemos fez a Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?”, João 3:4. A pergunta do doutor da lei aponta para uma resposta lógica: Novo nascimento não é a repetição do nascimento natural – João 1.13.    <br />As Escrituras mostram também, com muita clareza, que novo nascimento não é formalismo religioso, nem vida religiosa exemplar, como pensavam os fariseus – Lucas 18:11-12. Existem bons religiosos que precisam nascer de novo: “Eles vêm a ti como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põe por obra; pois, com a boca confessam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro”, Ezequiel 33:31. Por mais dotado e refinado que seja o religioso, existe no seu interior uma natureza ímpia que precisa ser tratada em Cristo, na cruz. Além do mais, o homem sem a experiência real de regeneração é completamente cego às verdades espirituais. Todos os que são dotados de justiça própria, boas atitudes e bons costumes, precisam ser regenerados: “Não te admires de eu te dizer: Importa-vos nascer de novo”, João 3:7.    <br />As Escrituras informam ainda, que, novo nascimento não é rito batismal. A água do batismo não regenera o pecador. Se o batismo nas águas ou com água, regenerasse o pecador, Cristo não precisaria ter morrido. Segundo o propósito de Deus, o pecador precisa ser batizado em Cristo, na cruz, para ser salvo: “Ou, porventura, ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte?”, Romanos 6:3. Este é o batismo que dá ao regenerado o revestimento de Cristo: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes”, Gálatas 3:27. O rito batismal é apenas um símbolo do batismo em Cristo.     <br />Obras religiosas também não provam novo nascimento na vida do crente &#8211; Mateus 7:21-23. A educação religiosa e os conhecimentos teológicos dão aos homens sabedoria; mas, são impotentes para produzirem o milagre da regeneração. Todos sabem que por trás de muitos púlpitos existem teólogos que precisam ser regenerados.     <br />Novo nascimento não é reencarnação. Quem afirma que João Batista foi à reencarnação de Elias, está equivocado, porque Elias nunca desencarnou: “Indo eles andando e falando&#8230; eis que Elias subiu ao céu num redemoinho”, II Reis 2:11.     <br />Novo nascimento não é filosofia de vida; não é código moral. Os códigos morais são importantes, mas não conferem vida a ninguém; além do mais, os homens fazem as leis, mas não conseguem cumpri-las.     <br />Novo nascimento não é escapar com vida de um acidente trágico. O motorista perdeu o controle do automóvel em alta velocidade ao passar por um viaduto. O carro desgovernado saiu da pista, voou por cima das árvores e caiu no gramado do outro lado da rua. O motorista não sofreu um só aranhão. O repórter comentando o acidente disse: “Aquele rapaz nasceu de novo!” O nascer de novo segundo o repórter, foi o fato do motorista ter escapado com vida daquele acidente de grandes proporções.    <br />Depois dessas considerações negativas sobre o novo nascimento, vejamos o que o Senhor Jesus diz sobre o assunto: “O que é nascido da carne, é carne; o que é nascido do espírito, é espírito. Não te admires de eu te dizer: Importa-vos nascer de novo”, João 3:6-7. Isso significa nascer do alto, nascer do Espírito. É um milagre que só Deus pode realizar na vida do pecador- João 1:13. Milagre é um acontecimento que não pode ser explicado pelas leis da natureza. Assim como um lobo não se transforma em ovelha, nem um tigre em elefante, a não ser por meio de um milagre realizado pelo poder divino, assim também o homem nasce de novo pelo poder Deus.     <br />Novo nascimento segundo o profeta Ezequiel 36:26-27, é a troca de coração; e na linguagem paulina é o despir-se do velho homem e o revestir-se do novo &#8211; Colossenses 3:9-10.     <br />Novo nascimento é mudança de filiação. O pecador passa da condição de filho da ira &#8211; Efésios 2:3, para a condição de filho de Deus &#8211; Gálatas 4:6. O vínculo de filiação na família humana só pode ser por meio do nascimento natural. E o vínculo de filiação na família de Deus ocorre por meio do nascimento do Espírito &#8211; I João 3:9-10.     <br />Foi Deus quem tomou a iniciativa de regenerar o homem por meio de Cristo. A salvação que Deus nos deu em Cristo, é perfeita e completa no sentido mais absoluto. Deus não nos deixa à mercê da nossa natureza pecaminosa. Deus tem poder para fazer do mais vil pecador, uma nova criatura – Marcos 10:27.    <br />Deus é o autor do novo nascimento &#8211; Tiago 1:18. Jesus Cristo é a base &#8211; II Coríntios 5:17. O Espírito Santo é o agente &#8211; João 3:8. A Escritura é o meio &#8211; I Pedro 1:23.     <br />Muitos estão perguntando: “Porque insistir tanto neste assunto?” Deixemos que o Senhor Jesus dê a resposta: “Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”, João 3:5. Com a natureza com a qual todos nascem, ninguém pode entrar no reino de Deus. Deus diz que a humanidade inteira é corrupta, rebelde, incrédula e perversa &#8211; Salmos 14:2-3. Tendo nascido errado é preciso nascer de novo. O ser humano em seu nascimento natural é filho espiritual do diabo &#8211; I João 3:8. A Escritura diz que todas as pessoas já nascem espiritualmente mortas em delitos e pecados &#8211; Efésios 2:1. Isso não significa que as pessoas estão fisicamente mortas; mas, por não possuírem a vida de Cristo, para serem chamadas de vivas, é que estão espiritualmente mortas. Daí, todos precisam nascer de novo. Mas, lembre-se, não existe novo nascimento sem morte: “Insensatos! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer”, I Coríntios 15:36.    <br />Se a semente for lançada na terra e não morrer,     <br />permanece na escuridão, sozinha, enterrada     <br />debaixo da terra, até que venha apodrecer    <br />sem vir à vida, e produzir a colheita desejada.     <br />Deus incluiu o pecador em Cristo para morrer,    <br />conforme o Seu propósito inserido na Escritura.     <br />Esta é a grande verdade que todos devem crer:     <br />Se não morrer, não nasce, é a lei da semeadura.     <br />Embora se trate de uma coisa tão familiar, aprendemos com a lei da semeadura uma grande lição. A semente morre, para depois nascer e gerar frutos. É o milagre da vida que nasce da morte. Por isso Deus nos colocou em Cristo, na cruz, para a morte, a fim de recebermos a nova vida na sua ressurreição &#8211; I Pedro 1:3. A morte de Cristo foi a nossa morte &#8211; II Coríntios 5:14. Quem morreu em Cristo vive para Deus – II Coríntios 5:15.    <br />A nossa inclusão em Cristo na sua crucificação, na sua morte e ressurreição, é a verdade central do Evangelho da Graça, que todos precisam conhecer e crer. Deus diz que toda a raça humana foi crucificada, morta e sepultada com Cristo no mesmo dia: “Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu lavrarei a sua escultura, diz o Senhor dos Exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra num só dia”, Zacarias 3:9.     <br />Assim como Cristo identificou-se com a raça humana no pecado, para tirar a iniqüidade da terra, também toda a humanidade identificou-se com Ele na morte, para se livrar da natureza pecaminosa. Todos nós fomos levados ao Calvário na pessoa de Cristo: “Fomos unidos com Ele na sua morte”, Romanos 6:5. A lei exige a morte do pecador para o pecado: “A alma que pecar essa morrerá”, Ezequiel 18:4. Não existe discórdia entre o amor e a lei; o amor reconhece que o pecador precisa ser punido: “O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder, e jamais inocenta o culpado”, Naum 1:3.     <br />Tudo o que Deus fez por meio de Cristo, foi em benefício de todos, ninguém foi excluído do propósito divino: Deus amou a todos &#8211; João 3:16; Cristo atraiu a todos &#8211; João 12:32; todos morreram em Cristo &#8211; II Coríntios 5:14; todos foram batizados em Cristo &#8211; Romanos 6:3; todos foram ressuscitados em Cristo &#8211; Efésios 2:6; e todos os que crêem serão feitos filhos de Deus &#8211; João 1:12.     <br />A doutrina do novo nascimento é uma verdade radical. Mas, “nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade”, II Coríntios 13:8. Assim afirmou Reginald Cooke: “Mesmo que a verdade doa, machuque, aceite-a de qualquer maneira.” A pregação da nossa morte em Cristo, na cruz é vergonhosa e humilhante. Por isso, não é vista pela igreja moderna com bons olhos. Não combina com o evangelho popular que está em pleno crescimento em nossos dias. Assim dizia A.W. Tozer: “A cruz do evangelho popular, não é a cruz do Novo Testamento. É ao contrário um novo e brilhante ornamento do seio de um cristianismo autoconfiante e carnal. A antiga cruz matava os homens, a nova os entretém; a antiga os condenava, a nova os diverte; a antiga destruía a confiança na carne, a nova a estimula; a antiga produzia lágrimas e sangue, a nova produz risos.”    <br />A maioria dos pregadores não fala da morte do pecador com Cristo, na cruz, porque essa pregação provoca antagonismo e incompatibilidade com os doutores, com os nobres, com os empresários, e com a mídia. Acham que a classe nobre não pode ser hostilizada com uma pregação que visa combater pela raiz a natureza perversa do homem e suas anomalias sociais, mediante a transformação do caráter, de maneira inflexível e implacável.     <br />Para quem pensa que essa pregação deve ficar de lado precisa ler Mateus 23:13 e 15. É impossível o pecador entrar no céu, sem passar pela porta estreita do novo nascimento. Uma pessoa pode ir à igreja todos os dias, participar da ceia do Senhor todos os domingos, dar o dízimo de tudo o que produzir e receber, decorar muitos capítulos da Bíblia, realizar obras sociais importantes, participar de todos os cultos e grupos de estudos, seminários, programas de missões, evangelização, congressos, e ler bons livros que existem sobre Jesus Cristo; mesmo assim, precisa nascer de novo.    <br />Clame a Deus para lhe dar a experiência de morte e ressurreição em Cristo. Deus pode e quer fazer este milagre em qualquer pessoa: “O qual deseja que todos os homens sejam salvos, e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”, I Timóteo 2:4. O propósito de Deus é que todos participem da vida que nasce da morte.</p>
<p><strong>Sinval T.Silva – Site da Associação Betel, Londrina, PR.</strong></p>
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		<title>SEJA SINCERO</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 00:15:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ser sincero é ser autêntico, verdadeiro, sem máscara, sem hipocrisia, sem fingimento. Do latim: ‘sinceru’ “sem mistura, sem malicia; puro, verdadeiro, autentico” (Aurélio). Na verdade é ser você mesmo como é em casa, pois é na família que revelamos quem realmente somos, não é verdade? Não deve ser assim, pois autenticidade deve ser revelada em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser sincero é ser autêntico, verdadeiro, sem máscara, sem hipocrisia, sem fingimento. Do latim: ‘<b><i>sinceru</i></b>’ “sem mistura, sem malicia; puro, verdadeiro, autentico” (Aurélio). Na verdade é ser você mesmo como é em casa, pois é na família que revelamos quem realmente somos, não é verdade? Não deve ser assim, pois autenticidade deve ser revelada em qualquer lugar e em quaisquer circunstancias. Jesus era assim. Dizia o que pensava. Ele condenou veementemente a hipocrisia dos escribas e fariseus. Para o Senhor, a religião mecânica era um solo muito fértil para o crescimento e a colheita da insinceridade, do fingimento, enquanto o evangelho é o solo fértil que revela quem realmente somos, a nossa sinceridade. O evangelho nos expõe de forma muito clara. A sinceridade é um traço marcante do cristianismo autentico, daquele que nasceu de novo, pois “se alguém está em Cristo nova criatura é; as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). O evangelho enseja a troca do coração de pedra pelo coração de carne – o coração da incredulidade pelo coração da fé. </p>
<p>Vivemos numa sociedade doente, estigmatizada pelos vícios de linguagem e comportamento. Uma sociedade marcada pela aparência. Mente-se com naturalidade, inclusive membros de igreja e até ‘pastores’. A marca da sociedade é a inversão de valores. Fala-se a mentira como se fosse verdade e vice-versa. Somos conhecidos como o povo do jeitinho. Agir com sinceridade num mundo de engano é uma atitude de nadar contra a maré. Precisamos ser sinceros em todas as áreas de nossa vida. Cada dia nossa <i>fibra moral</i> deve ser fortalecida pela ação do Espírito Santo em nós. </p>
<p>Como falei anteriormente, o Senhor Jesus é o nosso modelo se sinceridade a toda a prova. Em nenhum momento Ele negociou a Sua sinceridade e os valores do Reino de Deus. Nunca se curvou diante dos poderes romano e judaico. A Sua sinceridade revelou-se na contundência de Sua pregação contra toda a sorte de erro dos religiosos e dos não religiosos. Em todo o tempo orientou os discípulos a não se contaminarem com o fermento da religião de aparência. Ensinou que o que contamina o homem é o que sai do coração, que revela a velha natureza que ainda está nele. “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem” (Mt 15.19,20).</p>
<p>Mas a sinceridade é o <i>imprimatur</i> do verdadeiro cristão. Ele sempre dirá a verdade em amor. João Batista era um homem comprometido com a verdade e chamou os religiosos judeus de ‘<i>raça de víboras’</i>. Denunciou o pecado de Herodes Antipas com Herodias, mulher de seu irmão. Exortou aos soldados para não se corromperem, mas se contentarem com o seu soldo. João era um profeta comprometido com o Senhor. Homem corajoso que nunca negociou os princípios do Pai. Morreu de coerência profética. Morreu porque era sincero. Que sejamos autênticos em todo o nosso proceder. Firmes em nossas convicções. Não percamos de vista Aquele que morreu por nós na cruz para que sejamos sinceros até às ultimas conseqüências. Não tenhamos medo de revelar o que realmente somos. Andemos com Cristo em sinceridade de coração. Sinceros sempre, testemunhando do evangelho de Cristo e para a Glória de Deus Pai. </p>
<p><b></b></p>
<p><b>Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor. </b></p>
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		<title>Aflição para a Glória</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 23:44:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente. II Coríntios 4:17    Estas palavras nos oferecem uma razão por que não deveríamos desfalecer sob as aflições nem ser subjugados por infortúnios. Elas nos ensinam a olhar para as aflições do tempo sob a luz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente. II Coríntios 4:17    <br />Estas palavras nos oferecem uma razão por que não deveríamos desfalecer sob as aflições nem ser subjugados por infortúnios. Elas nos ensinam a olhar para as aflições do tempo sob a luz da eternidade. Elas afirmam que as presentes desgraças do cristão exercem um efeito benéfico no homem interior. Se estas verdades fossem agarradas firmemente pela fé elas mitigariam muito da amargura de nossas tristezas. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Este verso estabelece uma gloriosa antítese, contrastando nosso estado futuro com nosso presente. Aqui há aflição, lá há glória. Aqui há uma “leve aflição&quot;, lá uma &quot;glória mui excelente.&quot; Em nossa aflição há leviandade e brevidade; é uma aflição leve, mas é por um momento; em nossa glória futura haverá solidez e eternidade! Descobrir a preciosidade deste contraste permite-nos considerar separadamente, cada parte, mas na ordem inversa da menção.     <br />1. &quot;um peso eterno de glória.&quot; É significante saber que a palavra hebréia para &quot;gloria&quot;-kabod &#8211; também é &quot;peso&quot;. Quando o peso do ouro é acrescentado de pedras preciosas isto aumenta o seu valor. A felicidade do céu não pode ser contada nas palavras terreais; expressões figurativas são melhor calculadas para transmitir algumas visões imperfeitas a nós. Aqui em nosso texto um termo é empilhado sobre outro. O que espera o crente é &quot;glória&quot; e quando dizemos que uma coisa é gloriosa nós alcançamos os limites do idioma humano para expressar o que é excelente e perfeito. Mas a &quot;glória&quot; que nos espera está pesado, sim é “mais excelente” que qualquer coisa terrestre e temporal; seu valor desafia os cálculos; sua excelência transcende além da descrição verbal. Além disso, esta glória maravilhosa que nos espera não é evanescente e temporal, mas divina e eterna; não pôde ser &quot;eterna&quot; a menos que seja divina. O grande e santo Deus vai nos dar o que é digno dEle, sim, tal qual como ele é, infinito e eterno.     <br />2. &quot;nossa leve e momentânea tribulação.&quot; (1) &quot;tribulação&quot; é a sina comum da existência humana; Mas o homem nasce para a tribulação, como as faíscas se levantam para voar. Jó 5:7. Isto faz parte do vínculo do pecado. E não se encontra uma criatura caída que deva estar perfeitamente feliz em seus pecados. Nem as crianças estão isentas; pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus. Atos 14:22. Por uma estrada difícil e acidentada Deus nos leva a glória e a imortalidade. (2) nossa tribulação é &quot;leve.&quot; Tribulações muitas vezes não são leves, são pesadas e dolorosas; mas elas são comparativamente leves! Elas são leves quando comparadas com o que nós realmente mereceríamos. Elas são leves quando comparadas com os sofrimentos do Senhor Jesus. Mas talvez a real leveza delas seja mais bem vista comparando-as com o peso de glória que está nos esperando. Como disse o mesmo apóstolo em outro lugar, porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Rom. 8:18. (3) &quot;Que é por um momento. Se nossas tribulações deveriam continuar ao longo de uma vida inteira e essa vida fosse igual em duração como o foi para Matusalém, contudo, isto é momentâneo se comparado com a eternidade que está diante de nós. No máximo nossa aflição é para esta vida presente, que é como um vapor que aparece por um pouco de tempo e então desaparece. Oh, que Deus nos permita examinar nossas aflições na verdadeira perspectiva delas.     <br />3. Note a conexão agora entre os dois. Nossa leve tribulação que é para um momento, produz &quot;para nós um peso eterno de glória mui excelente;&quot; O presente está influenciando o futuro. Não é para nós argumentarmos e filosofarmos sobre isto, mas submeter-se a Deus e a Sua Palavra e crer nisto. Experiências, sentimentos, observação da vida dos outros podem parecer negar este fato. Aflições muitas vezes só parecem nos amargurar e nos fazer mais rebeldes e descontentes. Mas deixe-me lembrá-lo que aflições não são enviadas por Deus com a finalidade de purificar a carne: elas são intencionadas para o benefício do &quot;novo homem.&quot; Além disso, aflições nos ajudam a nos preparar daqui por diante para a glória. Aflição afasta nosso coração do amor pelo mundo; nos faz almejar mais por aquele tempo em que seremos tirados deste mundo de pecado e tristeza; nos permitirá apreciar as coisas que Deus tem preparado para os que O amam. Então aqui é o que a fé é convidada a fazer: colocar em uma balança a aflição presente, no outro, a glória eterna. Eles merecem ser comparados? Não, realmente. Um segundo de glória vale mais do que o contrapeso uma vida inteira de sofrimentos. O que é anos de labuta, de doença, de lutar contra a pobreza, de perseguição, sim, da morte como um mártir, quando pesado contra as glórias que estão à mão direita de Deus que é eterno! Uma respiração no céu extinguirá todos os ventos adversos da terra. Um dia na Casa do Pai vale mais que o contrapeso dos anos que nós passamos neste triste deserto terreno. Que Deus nos conceda fé.Que nos habilite a esperançosamente nos agarrarmos a esse futuro e viver alegremente no presente com esta promessa. </p>
<p><strong>A. W. PINK – ASSOCIAÇÃO BETEL – LONDRINA, PR. </strong></p>
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		<title>ANTES ERA …</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 23:36:01 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes era a benção; agora é o Senhor.
Antes era o que eu sentia; agora é a Palavra.
Antes eu queria os dons; agora, o Doador.
Antes eu queria a cura; agora basta-me o próprio Jesus.
Antes era o esforço penoso; agora, a confiança perfeita.
Antes era uma salvação incompleta; agora, é a perfeição.
Antes me segurava Nele; agora, Ele me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes era a benção; agora é o Senhor.</p>
<p>Antes era o que eu sentia; agora é a Palavra.</p>
<p>Antes eu queria os dons; agora, o Doador.</p>
<p>Antes eu queria a cura; agora basta-me o próprio Jesus.</p>
<p>Antes era o esforço penoso; agora, a confiança perfeita.</p>
<p>Antes era uma salvação incompleta; agora, é a perfeição.</p>
<p>Antes me segurava Nele; agora, Ele me segura firmemente.</p>
<p>Antes estava sempre à deriva; agora minha âncora está firme.</p>
<p>Antes era um planejamento incessante; agora, a oração da fé.</p>
<p>Antes era uma preocupação constante; agora, Ele cuida de tudo.</p>
<p>Antes era o que eu queria; agora, é o que Jesus disser.</p>
<p>Antes era uma petição constante; agora, adoração incessante.</p>
<p>Antes era eu que trabalhava; agora, Ele age por mim.</p>
<p>Antes eu tentava usá-lo: agora é Ele que me usa.</p>
<p>Antes queria o poder; agora tenho o Todo Poderoso.</p>
<p>Antes trabalhava por vaidade; agora, tão somente para Ele.</p>
<p>Antestinha esperança de conhecer Jesus; agora sei que Ele é meu.</p>
<p>Antes minha luz era intermitente; agora brilha intensamente.</p>
<p>Antes esperava a morte; agora anseio por Sua volta.</p>
<p>E minhas esperanças estão firmadas no céu. </p>
<p><strong>A. B. Simpson </strong></p>
<p><strong>Fonte: Revista Betel – Ano 5 – no. 02/2009 – Londrina – PR. </strong></p>
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