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	<description>Um maltrapilho alcançado pela graça de Deus</description>
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		<title>À SEMELHANÇA DO AUTÊNTICO</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 01:23:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por: Glenio Fonseca Paranaguá 22/08/2010 Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça. João 7:24. Um dos grandes problemas do ser humano é a aparência. Todos nós temos uma tremenda dificuldade em analisar os fatos, quando há ampla semelhança entre a realidade e a imitação. As cópias e os covers têm causado dificuldades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Glenio Fonseca Paranaguá    <br />22/08/2010</p>
<p><b>Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça. João 7:24</b>.</p>
<p>Um dos grandes problemas do ser humano é a aparência. Todos nós temos uma tremenda dificuldade em analisar os fatos, quando há ampla semelhança entre a realidade e a imitação. As cópias e os <i>covers</i> têm causado dificuldades terríveis no campo da ética e a falsificação, prejuízos incalculáveis no comércio. Muitas vezes ninguém sabe qual é o verdadeiro ou o falso. Isto também é uma charada indecifrável no seio da igreja. </p>
<p>Há muita gente parecida com cristão que não é cristã. Tudo começa com a origem. A cria de um tucura é um tucurinha. Tucura é gado sem raça aprimorada. Filho de Nelore PO (Puro por Origem) tem genética de qualidade no sangue. Nenhum criador experiente confunde um tucura pé-duro com um Nelore de elite. Vamos trabalhar neste exame aqui, do ponto de vista cristão. Quem é quem no reino da graça?</p>
<p>O fato de alguém ter um comportamento parecido com a conduta cristã, não significa que aquela pessoa é de fato uma filha de <i>Abba</i>. O humanismo é especialista em imitações baratas. O joio é semelhante ao trigo, assim como muitos religiosos são falsificações do verdadeiro cristianismo. Mas, ninguém os julgue segundo a aparência.</p>
<p>Há uma turma enorme que gosta demais de atuação. O mundo do desempenho fascina os alucinados pelo exterior que querem ver apenas a fachada. Para estes iludidos com a forma, o apóstolo Paulo rebate: <b>Não nos recomendamos novamente a vós outros; pelo contrário, damo-vos ensejo de vos gloriardes por nossa causa, para que tenhais o que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração. 2 Coríntios 5:12</b>.</p>
<p>A aparência e o coração são duas realidades diferentes. “Quem vê cara não vê coração”, diz o adágio popular. Sócrates foi irretocável, mas faltava-lhe a vida de Cristo. O centurião Cornélio era justo, mas não era novo nascido. Ele tinha casca e não cerne.</p>
<p>Saulo foi um religioso de exterioridade. Viveu como fariseu, que segundo Jesus, é a turma velada do sepulcro caiado. A religião farisaica só se preocupa com o reboco. Passa massa corrida em parede deteriorada. Além do que, sepulcro pintado é apenas o depósito da carniça no seu íntimo, de forma abafada. Paulo não queria mais esta hipocrisia em sua vida cristã aceita pela graça incondicional de Cristo. Ele pulou fora.</p>
<p>A academia das aparências e a passarela dos esnobes foram sempre lutas na vida deste homem sem apreensão com o desempenho. Ele foi contundente ao dizer: <b>E, quanto àqueles que pareciam ser de maior influência (quais tenham sido, outrora, não me interessa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que me pareciam ser alguma coisa nada me acrescentaram; Gálatas 2:6</b>. Paulo não estava preocupado com a importância de Pedro, Tiago e João. Ele queria ver a vida de Cristo neles.</p>
<p>Esta é a questão fundamental. Não é tão-somente a conduta correta que deve ser observada, mas o caráter manso e humilde de coração manifesto pela vida de Cristo. Aqui reside o ponto central da vida autêntica. Cristo vive em mim? Sim, é santificação.</p>
<p>Ouvi, algum tempo atrás, uma mensagem gravada, em que o pregador dizia que o novo nascimento não era o fato mais importante da vida cristã. O mais importante era o crescimento espiritual. Como? Perguntei sem cerimônia. Eu estava sozinho e a pergunta veio ao vivo e gritante. Eu sou limitado, mas não posso admitir o crescimento de alguém que não nasceu. Como pode haver crescimento espiritual de um morto?</p>
<p>Pouco tempo depois ouvi outra pessoa dizer que não era preciso evangelizar alguém que convivia na igreja. Se ela estivesse frequentando a igreja, era porque tinha sido evangelizada, por isso mesmo, só precisava ser alimentada para o seu crescimento espiritual. Ninguém poderia estar na igreja, se o Pai não tivesse trazido. Uau!</p>
<p>Eu pensava que a velha doutrina que dizia: “só há salvação na igreja”, havia sido explicada e resolvida com a reforma protestante, mas parece que a coisa continua viva e ativa pelos meandros da eclesiologia atual. Só que eu não consigo digerir essa coisa.</p>
<p>A pergunta do salmista me estimula: <b>Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios? Salmos 82:2</b>. Jesus falou de novo nascimento para um religioso de estirpe. Nicodemos era um mestre da religião judaica, que vivia no templo, ensinando nas sinagogas, mas não havia nascido do alto. Ele era um homem justo, que não havia sido justificado. Era uma pessoa reta, que nada sabia da santidade em Cristo.</p>
<p>Conforme a Bíblia, o grão de trigo precisa morrer para poder dar fruto. Jesus era o grão de trigo e ele precisava morrer para poder gerar vidas renascidas. Mas, como um homem sem pecados poderia morrer? Campbell Morgan dizia que é não-natural a morte de um homem sem pecado. Desde que o salário do pecado é a morte e, Jesus, um homem sem pecado morreu, todos têm que concluir que aquela morte não poderia ser a sua.</p>
<p>Segundo Jesus, sem o novo nascimento, ninguém poderá entrar no reino de Deus. Não há novo nascimento ou nascimento do alto sem a morte do único homem que veio do alto, Jesus. Ora, Jesus, o homem do alto, o homem sem pecado não poderia morrer, jamais. Mas ele morreu, logo, ele teve que assumir o pecado de alguém para poder morrer, já que só o pecado, de acordo com a Bíblia, pode levar alguém à morte.</p>
<p>Não há nascimento sem a morte da semente. Esta é uma lei biológica, mas também espiritual. Antes do nascimento é necessário que a semente morra. <b>Insensato! O que semeias não nasce se primeiro não morrer; 1 Coríntios 15:36</b>. Antes do novo nascimento é preciso que Adão seja crucificado com Cristo. Não tem outro jeito. É a lei do plantio.</p>
<p>Para Lance Lambert, judeu messiânico da atualidade, “não há vida de ressurreição nem poder sem a morte da cruz. Se você e eu vamos conhecer, em experiência, a vida mais abundante, a vida que transborda. Se vamos conhecer a vida de ressurreição e poder, então, nós temos de conhecer a morte da cruz trabalhando em nós”. </p>
<p>A base do novo nascimento é a morte da velha vida na cruz com Cristo e a substituição daquela vida pela nova vida ressurreta de Cristo. Adão não pode ser educado ou reformado espiritualmente falando. Para Adão não há recuperação. Ele tem que morrer. E a única morte que engloba a natureza adâmica é a morte de Jesus, o homem sem pecado, incluindo os pecados da raça humana, no seu corpo, sobre o madeiro.</p>
<p>Para Lambert “a chave verdadeira para a vida transbordante, para a vida mais abundante, a vida de ressurreição, não é o quanto eu vivo, mas o quanto eu morro. O problema não é como viver a vida cristã. O problema é como morrer. Se você tiver o segredo de morrer com Cristo, não terá de aborrecer a mente sobre como viver a vida cristã”.</p>
<p>Temos que examinar com imparcialidade. <b>São também estes provérbios dos sábios. Parcialidade no julgar não é bom. Provérbios 24:23</b>. Julgar pela aparência é uma temeridade. Ver a conduta e não analisar a fé que procede do coração quebrantado e contrito é muito arriscado. Sem a morte do velho homem não há possibilidade do nascimento do novo, criado em Cristo Jesus. Não há nova criatura sem a morte da velha.</p>
<p>O ser humano nasce no mundo como um ser perverso. Jesus nasceu aqui como justo. Agora estamos com um problema teológico sério em razão de sua morte, diante deste texto de Salomão. <b>O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro. Provérbios 17:15</b>. Como o Senhor pode sair desta abominação que justifica o perverso e condena o justo, sem ferir seu caráter divino? </p>
<p>Jesus era justo, não tinha pecado algum. Nós somos pecadores e por isso, perversos por natureza. Como podemos ser justificados por aquele que não pode ser condenado? Esta é a obra do evangelho da graça. Fomos atraídos por Jesus na cruz e ele assumiu os nossos pecados como se dele fossem. Assim, o justo é condenado como perverso e os perversos são justificados, a ponto de serem feitos justos, pela justiça divina em sua graça.</p>
<p>Esta justiça não é comportamental à primeira vista, mas imputada. Somos justificados pela sua justiça, enquanto ele foi condenado pelos nossos pecados. Mas a coisa vai mais longe, pois ele não somente levou os nossos pecados, mas nós também fomos incluídos em seu corpo para morrermos juntamente com ele.</p>
<p>A minha experiência com Cristo não é uma questão de aparência. Nada tem a ver com a conduta humana, mas com a vida de Cristo. Paulo, vergastando os teóricos da religião que se preocupavam com o comportamento, foi decisivo: <b>Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade. Colossenses 2:23</b>.</p>
<p>A vida do cajueiro é uma questão da semente. Nela está a essência genética da planta e o poder do seu crescimento. A coisa mais importante para a vida do cajueiro é o seu nascimento e, a coisa mais importante para o seu nascimento é a morte da semente. O cajueiro não pode crescer se não nascer e, também, não pode nascer se a semente não morrer. É verdade que o solo, a água e os nutrientes vão ter grande importância no seu desenvolvimento, mas se não nascer, nada disso tem qualquer valor para ele.</p>
<p>Não adianta o tucura querer viver como se fosse um Nelore. Aqui estamos diante de uma questão genética. Se você tem a natureza de Adão, você vai se desenvolver dentro da sua natureza adâmica. Você pode até mascarar muitas coisas, mas será sempre um adâmico. A vida de Cristo é uma questão da Sua natureza. Não adianta tentar imitá-la, pois ela só se manifesta pelo caráter do próprio Cristo, vivendo em nosso ser. Aleluia. Amém.</p>
<p><img border="0" src="http://www.palavradacruz.com.br/imgsite/x.gif" width="1" height="13" /></p>
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		<title>Companheiros</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 12:47:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por T. Austin-Sparks (transcrito de uma mensagem de 1958) Hebreus 3:1: “Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus” Eu desejo enfatizar aquela expressão: &#34;que participais&#34; – da vocação celestial. Este é, para o momento, o propósito desta breve meditação, seu ponto focal. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por T. Austin-Sparks </em></p>
<p><i>(transcrito de uma mensagem de 1958)</i></p>
<p><i>Hebreus 3:1: “Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus”</i>    <br />Eu desejo enfatizar aquela expressão: &quot;que participais&quot; – da vocação celestial. Este é, para o momento, o propósito desta breve meditação, seu ponto focal. Mas, como se vê, decorre de uma continuação sugerida pelas primeiras palavras da sentença: &quot;Por isso&quot;. É matéria de comum conhecimento que esta carta aos hebreus é cheia de comparações e contrastes. Há vários deles. Neste ponto, enfoca-se duas casas e duas pessoas responsáveis por e pertencentes a estas duas casas. Duas casas, como se percebe nas palavras imediatamente seguintes: de um lado, em primeiro lugar, a de Moisés em que ele era fiel como um servo; de outro lado, a casa de Jesus na qual Ele é Filho e sobre a qual Ele é cabeça.    <br />A palavra &quot;casa&quot;, é claro, é mais literalmente uma “economia&quot; ou “ordem” de Deus nesta dispensação. Assim, de um lado há a casa terrena; do outro, a celestial em contraste. De um lado a temporal, do outro a espiritual. De um lado, como diz: &quot;a que veio por meio de anjos&quot;; do outro, a que veio pelo Filho de Deus. A carta inteira tem este objetivo: a superioridade, a grandeza da última sobre a primeira.    <br />Estas palavras com as quais o capítulo inicia nos dizem ou indicam algo quanto à constituição desta casa celestial, espiritual e tão mais superior. Faz isto usando as palavras: &quot;Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial&quot;. Santos irmãos: são eles que constituem esta casa. A casa santa, portanto, é composta daqueles que foram separados de um sistema, domínio e natureza para Deus; para uma outra ordem. Separados do mundo, do pecado, da morte; este é o sentido da palavra &quot;santos&quot; &#8211; separados.    <br />Irmãos &#8211; santos irmãos. Bonito título para a casa de Deus! A família dos santos, dos separados. Esta é a natureza superior DESTA casa. Gostaria de permanecer nisto pois há muito dito sobre isto antes, sobre Cristo cantando no meio de Seus irmãos e não se envergonhando em chamá-los de irmãos, dizendo: &quot;Eu e os filhos que Deus me deu&quot; e assim por diante, tudo conduzindo a isto: &quot;santos irmãos&quot;. A casa celestial, espiritual, é uma casa de irmãos e irmãs santificados. É uma FAMÍLIA SANTA.</p>
<p>Mas então chegamos ao ponto especial para este momento, a designação particular daqueles que são desta casa. &quot;Por isso, santos irmãos, que participais&#8230;&quot; &#8211; uma tradução infeliz. No original a expressão “que participais” é &quot;companheiros&quot; (NT: ou “parceiros”). Companheiros &#8211; a mesma palavra ocorre em Lucas 5:7 sobre os discípulos e os peixes: &quot;fizeram sinais aos companheiros&quot;. Esta é exatamente a mesma palavra aqui. Por que a mudaram para &quot;que participais&quot; em vez de dizer &quot;Por isso, santos irmãos, companheiros na vocação celestial&quot;? Há muitas designações na Palavra de Deus a respeito dos servos do Senhor. Estamos familiarizados com escravos de Jesus Cristo, ministros de Cristo, mordomos do mistério, cooperadores; e assim podemos ir adiante &#8211; um grande número de títulos e concepções dos servos do Senhor na casa do Senhor. Mas aqui está uma outra designação. E se pudermos capturar seu peculiar e particular sentido, veremos que ela vai um pouco além que muitas das outras&#8230; Praticamente todos estes outros títulos trazem a idéia de responsabilidade delegada. Um servo, por exemplo, é encarregado em seu serviço com responsabilidade. A um mordomo lhe são confiados recursos, é algo delegado a ele. E assim todos os outros títulos têm esta idéia embutida neles. Mas aqui está algo que vai além &#8211; COMPANHEIROS! Companheiros na vocação celestial&#8230; trazidos ao companheirismo com Cristo e uns com os outros a respeito desta casa. Esta casa é um companheirismo, uma parceria.   <br />Estou bem certo, caros amigos, que vocês percebem quase todo dia a diferença entre um empregado e um parceiro. Todos percebemos isto, pois salta aos olhos em todo lugar. Estive numa casa durante esta semana, enquanto este evento transcorria. Os empregados estavam trabalhando. Eles não relacionam o ir embora após o trabalho e o deixar TODAS as luzes acesas. Eu vi um jovem pondo seu casaco para sair, deixando uma grande lâmpada acesa. Eu lhe disse: &quot;Aonde você vai?&quot; &quot;Pra casa jantar&quot;. &quot;Por que deixa a luz acesa?&quot; &quot;Oh, eu nunca pensei sobre isto!&quot;. Veja, ser &quot;empregado&quot; é uma coisa – eu é que senti a ofensa, pois partilharei as contas a pagar e tudo o mais. Se tivesse sido um companheiro &#8211; um parceiro, um co-proprietário &#8211; ele teria sido muito, muito cuidadoso sobre a casa, sobre toda sorte de detalhes, porque como um companheiro ele está envolvido em todas as contas a pagar. Há toda esta diferença. Parece simples, mas há TODA esta diferença na casa de Deus entre empregados (servos, num sentido) e companheiros. E percebendo que o companheirismo de que se fala aqui é de um tipo familiar, a família está em companheirismo sobre a casa, a economia, a ordem; uma responsabilidade familiar de parceria &#8211; é isto que temos aqui. Uma responsabilidade FAMILIAR de parceria por esta casa.    <br />Isto traz a casa para bem perto do coração, não? Para uma preocupação legítima, um cuidado real, um ciúme verdadeiro. Estamos envolvidos como companheiros! Veja, as perdas serão as nossas perdas, não são as perdas do patrão, do proprietário, de alguém para quem trabalhamos e que tem que arcar com isso; são NOSSAS perdas. Os ganhos são NOSSOS ganhos! Estamos tão envolvidos nos assuntos desta casa que o que a toca, nos toca. As perdas e os ganhos, tudo que tem a ver com ela é um assunto da nossa própria vida.     <br />Uma responsabilidade conjunta porque, e é tremendo ouvir isto dito aqui, a casa de DEUS é a nossa casa &#8211; sim, é a casa de Deus e também é a nossa casa. De que casa somos? É dito que somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Jesus Cristo. Esta é a nossa casa, somos co-proprietários. Pertence a nós em um sentido espiritual, é parte de nós e somos co-participantes em todos os interesses desta casa.    <br />Enfatizo esta palavra &quot;companheiros&quot;. Isto é tudo que desejo dizer, pense nisto. Isto convém muito. Penso que vai até o coração de tudo, vai mesmo. É uma idéia linda. Não somos mais apenas empregados do Senhor &#8211; servos no sentido oficial ou profissional &#8211; nós somos companheiros.    <br />Pense sobre os discípulos em parceria no lago. Tenho certeza de que o que afetava um bote, afetava todos os parceiros. O que afetava um parceiro afetava os outros. Era uma parceria e a perda de qualquer parte era uma perda para todos; o ganho de qualquer parte era o ganho de todos. E quando o bote estava quase afundando pela abundância da pesca, eles não guardaram para si, como sua bênção; eles sinalizaram aos parceiros e repartiram a bênção. Esta é a casa de Deus.    <br />Possa Ele justamente aplicar a nós Seu próprio entendimento nisto: &quot;santos irmãos, companheiros na vocação celestial&quot;.</p>
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		<title>A SIMPLICIDADE DE JESUS</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 20:44:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nesta sociedade chamada de pós-moderna o homem busca intensamente uma vida sofisticada que lhe proporcione imenso prazer. Ele quer estar no topo. Busca intensamente o prazer pelo prazer. Paga qualquer preço para ser ovacionado e ‘curtir’ a vida. O homem faz de tudo para sofisticar relacionamentos. Cria etiquetas para viver em sociedade. Gasta horrores para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta sociedade chamada de pós-moderna o homem busca intensamente uma vida sofisticada que lhe proporcione imenso prazer. Ele quer estar no topo. Busca intensamente o prazer pelo prazer. Paga qualquer preço para ser ovacionado e ‘curtir’ a vida. O homem faz de tudo para sofisticar relacionamentos. Cria etiquetas para viver em sociedade. Gasta horrores para celebrações vazias e extravagantes. Estragam comidas das mais sofisticadas. Gastam rios de dinheiro para adquirir casas e carrões cinematográficos. Casam hoje e se divorciam amanhã banalizando o casamento – instituição criada por Deus para durar até que a morte os separe. Vivemos num tempo de muitos contrastes na sociedade. Tenho a impressão que muitas igrejas estão buscando o conforto nos templos, enclausuradas como um grupo de monges, alienadas da dura realidade da pobreza, dos vícios, da pedofilia, da prostituição infantil, das doenças, da imoralidade, etc. Caímos no grande erro de estabelecer igrejas segmentadas como se igreja fosse de classe pobre, média ou rica. Pastores almofadinhas, mauricinhos da religião, que não entram em favela, não atende pessoas pobres e estão aí na TV pregando o que pensam e voando nos seus jatinhos particulares ou alugados. Homens que impressionam os incautos, os fracos e os emocionalmente manipulados. Um bando de bajuladores investindo nesses homens que estão totalmente fora da realidade de miséria e pobreza em muitos lugares deste imenso Brasil. </p>
<p>Quando olho para Jesus, o vejo sensível aos miseráveis, pobres, cegos e nus. Jesus sempre se importou com os párias da sociedade. Ele curou aleijados, cegos, leprosos, perdoou a adultera arrependida, ressuscitou mortos, pregou o evangelho do Reino, ensinou que o amor supera tudo, inclusive o preconceito que existe em tantas igrejas chamadas evangélicas onde maltrapilhos não entram. Jesus não tolerava os almofadinhas da religião – os escribas, saduceus e fariseus. Ele os condenava veementemente e os chamava de sepulcros caiados, de hipócritas. Eram bem trajados, bonitos por fora, mas por dentro eram podres, mal cheirosos. Como precisamos aprender com o Mestre a ser humildes e mansos de coração; a chorar com os que choram; a levar as cargas e não os cargos uns dos outros; a abençoar os que nos amaldiçoam; a amar os que nos odeiam; a repartir o pão, o espaço, a fé, a alegria com os mais necessitados; a verdade com os que vivem no erro; a convicção com quem vive de opinião; a mostrar o caminho com quem está perdido. Sim, Jesus era simples. A Sua vida era uma vida de autenticidade. Vida de integridade. </p>
<p>Num tempo de tanta falsidade e falsa religiosidade, precisamos reafirmar o genuíno evangelho da graça, o evangelho da cruz. Pregarmos a suficiência de Cristo para todo o que crê. Vivermos a simplicidade de Jesus em nossos relacionamentos – amando os que nos odeiam e perdoando os que nos ofendem. Fazermos isto de todo o nosso coração. Dia a dia precisamos olhar para Jesus, o Autor e o Consumador de nossa fé (Hb 12.1,2). Ensinar que o justo por sua fé viverá (Rm 1.17). A Igreja precisa vivenciar a simplicidade de Jesus. Igreja que pratica as atitudes e os atos de Jesus e não uma teologia da prosperidade que quer fazer barganha com o Senhor . Uma Igreja comprometida com todo o evangelho. Que seja corajosa neste mundo que jaz no maligno. Uma igreja que prega contra toda e qualquer forma de erro, comprometida com os ensinos de Jesus nos evangelhos. Uma igreja constituída de homens e mulheres cheios do Espírito Santo, vivendo um amor extravagante. Que aja neste mundo como sal e luz. Comunidade de discípulos de Jesus, vivendo diariamente a Sua simplicidade. Que o Senhor nos livre do preconceito, da mesmice, da acomodação, do anonimato, da alienação e da conivência com os homens maus e muitos deles estão na liderança do país. Que sejamos simples como Jesus, que estejamos na contramão de tudo o que está aí – a corrupção, o trafico de influência, a violência, a imoralidade, a mundanismo e tudo aquilo que destoa dos princípios do Seu evangelho. Que sejamos uma igreja comprometida com a ética, com o evangelismo inteligente e com a expansão missionária a partir de um ensino centrado nas Escrituras. </p>
<p>Jesus nos ensinou que devíamos ser simples como as pombas e prudentes como as serpentes, isto é, sermos como Ele. Como nos ensina João, “a andarmos como Ele andou” (1 João 2.6). O Pai se agrada muitíssimo quando buscamos a semelhança com o Seu Filho Jesus, quando vivemos a Sua simplicidade neste mundo ‘sofisticado’ e alienado. Sim, vivermos a simplicidade que ama, perdoa, abençoa, encoraja, edifica, fortalece, reparte, inspira, motiva, alimenta, ora, enfim, faz tudo o que Ele ensinou. Sigamos e sirvamos a Cristo com a Sua simplicidade. Busquemos uma vida simples, uma vida cheia de atitudes e ações que realmente valem a pena. As pessoas no mundo precisam ver Cristo, a Sua simplicidade e o Seu amor em nós. Sejamos como Ele. O Pai pelo Espírito tem todo o poder para nos fazer assim. Que realmente assim seja para a Sua Glória!</p>
<p>Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor (Segunda Igreja Batista em Barra Mansa)</p>
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		<title>COMO DEVE SER O HOMEM DE DEUS EM NOSSOS DIAS?</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 03:05:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160; 1. Deve ter a intimidade com Deus como Enoque&#8230;”. Antes de falar ao povo sobre Deus, o homem de Deus precisa falar com Deus, entrar no Santo dos Santos confiado na perfeita obra de Cristo. Observemos o que o escritor aos Hebreus diz: “Tendo, pois, irmãos intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p>1. Deve ter a intimidade com Deus como Enoque&#8230;”. Antes de falar ao povo sobre Deus, o homem de Deus precisa falar com Deus, entrar no Santo dos Santos confiado na perfeita obra de Cristo. Observemos o que o escritor aos Hebreus diz: “<i>Tendo, pois, irmãos intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela Sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel </i>(10.19-23).</p>
<p>2. Deve ter a fé de Abraão que não sabia para onde ia, mas sabia com quem ia&#8230;O homem de Deus anda por fé e não por vista&#8230;Lutero dizia: “<i>A única fé que salva é a daquele que se atira em Deus, para viver ou morrer”.</i></p>
<p>3. Deve ter a persistência de Jacó que lutou com o Anjo até que fosse abençoado&#8230;O verbo permanecer (João 15, em 10 versos, 11 vezes) deve ser o estilo de vida do homem de Deus. Tamberlane, um revolucionário na euroasia, fugindo dos seus algozes, entrou numa gruta onde entrava uma tira de sol. Ele observou uma formiga subindo a pequena rocha com um pedacinho de folha 69 vezes&#8230;</p>
<p>4. Deve ter a pureza e a coerência de José, que não abriu a guarda para a entrada de uma linda mulher&#8230;Ele é um dos nossos exemplos de dizer não à sensualidade. Num apelo feito no avivamento das Ilhas Hébridas, um líder disse: “<i>Irmãos, se não levarmos uma vida reta diante de Deus, será uma falsidade clamarmos por um avivamento, dia e noite, meses e meses seguidos. Temos que perguntar a nós mesmos: meu coração está puro? Minhas mãos estão limpas?”</i></p>
<p>5. Deve ter a confiança que Davi colocou no Senhor quando foi lutar com o gigante Golias&#8230;Confiança é fruto da fé. O homem de Deus confia não para receber, mas para honrar o seu Deus. Os fundamentos da confiança estão na obra perfeita, do Cristo perfeito na cruz.</p>
<p>6. Deve ter a coragem de Elias que pregou contra a casa de Acabe e Jezabel, enfrentando os 450 profetas de Baal. Não podemos, em hipótese nenhuma, ser coniventes com o pecado. Não podemos retroceder diante do combate a toda a forma de erro. Dentro deste contexto Ravenhill nos chama a atenção para algumas coisas muito relevantes:</p>
<p>a) Assim que Deus abre as janelas do céu para nos abençoar, o inimigo abre as portas do inferno para nos intimidar;</p>
<p>b) O pregador talvez agrade o povo, mas o profeta o contrariará; o mero pregador é aclamado; o profeta de Deus é perseguido.</p>
<p>c) O preço é elevado. Deus não quer ser apenas nosso sócio; quer ser o nosso proprietário;</p>
<p>d) Elias viveu com Deus. Ele via o pecado da nação como Deus via. Entristecia-se por causa dele, do modo como Deus se entristecia; repreendeu o pecado do modo como Deus repreendia.</p>
<p>7. Deve ser como Isaias que teve a consciência de sua impureza diante da visão da santidade de Deus, assentado sobre um alto e sublime trono que, como resultado: visão da necessidade do povo de Deus e da missão dada pelo Senhor.<b>“Em cada um de nós existem três pessoas: a que nós achamos que somos; a que os outros pensam que somos, e a que Deus sabe que somos”.</b> O profeta Isaias profetizava e olhava para o Cristo que se manifestaria no tempo determinado por Yaweh. Somos desqualificados naturalmente para realizarmos a obra de Deus. </p>
<p>8. Deve ser como Jeremias que chorou pelo povo, que preferiu o exílio a negociar os valores do Reino de Deus&#8230;Que sofrimento este profeta teve. Quantas angústias no coração! <i>“Corações que não choram nunca poderão ser arautos da Paixão de Cristo” JH Jowett</i></p>
<p>9. Deve ser como Malaquias que denunciou os pecados do sacerdócio judaico de sua época. Que teve a coragem de chamar o povo judaico de ladrão por não dizimar&#8230; Que profeta precioso este profeta de Deus. Um homem intrépido, ousado, resolvido e profundamente comprometido com o Senhor. O profeta foi chamado não para agradar a homens, mas ao Senhor. O caráter do profeta deve ser fruto do caráter de Deus que o chamou.</p>
<p>10. Deve ser como João Batista que apontou para Jesus, preparou o Seu caminho e preferiu morrer denunciando o pecado de Herodes Antipas a experimentar o politicamente correto&#8230;Ele não fazia média. Não negociava princípios cristãos. Um homem espiritual, ético, corajoso e que amava profundamente o seu Senhor. João se auto-negava. Dr. Charles Inwood disse: “<i>Irmãos e irmãs, a autonegação é o principio ético básico da Igreja Cristã”. </i>João Batista não queria ser popular&#8230;Zepp dizia: “Que Deus nos ajude a querer ser populares no lugar onde a popularidade realmente conta: junto ao trono de Deus”. </p>
<p>11. Deve ser como Mateus que saiu da comodidade da coletoria para viver do ministério, servindo ao seu Rei&#8230;Usado pelo Espírito para escrever um evangelho precioso.</p>
<p>12. Dever ser como João Marcos que apresentou Jesus como o Filho do Homem&#8230;A sua imaturidade no início quando causou problemas entre Paulo e Barnabé, foi transformada na maturidade para escrever o evangelho de Cristo precioso.</p>
<p>13. Deve ser como o médico Lucas que revelou Cristo como o Servo&#8230;Não ficou satisfeito em servir com médico, mas foi usado pelo Espírito para revelar a vida de Jesus, o médico de almas. </p>
<p>14. Deve ser como João, que apresentou Jesus como o Filho de Deus, o Cordeiro de Deus&#8230;Um homem que começou a seguir a Cristo a partir do barco de pesca, seguiu-O pelos caminhos do deserto e das cidades, pagando o preço por seguir a servir a Cristo sendo exilado na Ilha de Patmos. </p>
<p>15. Deve ser como Paulo que, sendo Saulo, seguia uma religião, mas, sendo alcançado por Cristo passou a percorrer o caminho do sofrimento por Cristo, a pagar o preço do compromisso com Cristo às raias da morte e que vivia Cristo com intensidade para morrer por, em e com Ele (Fil 1.21; Gl 2.20). Que pregou de Jerusalém a Roma a Palavra da cruz, que é loucura para os que perecem&#8230;(1 Co 1.18).</p>
<p>16. Deve ser como Jesus que preferiu fazer a vontade do Pai a Sua. Que foi manso e humilde de coração. Que veio dar a Sua vida por nós&#8230; Que morreu de coerência&#8230; Que nos ensinou a amar os nossos inimigos, bendizer os que nos maldizem, a perdoar os que nos ofendem, a caminhar a segunda milha, a sofrer calado, a não se defender, a orar pelos seus algozes&#8230;</p>
<p>17. Aqui estão os nossos referenciais, modelos, exemplos. Tudo o que precisamos como homens de Deus está nas Escrituras, na Palavra revelada. TODOS ESTES MODELOS, REFERENCIAIS NOS APONTAM PARA CRISTO, O AUTOR E CONSUMADOR DE NOSSA FÉ. NOSSO SENHOR – AQUELE QUE ERA, QUE É E QUE HÁ DE VIR COM PODER E GRANDE GLÓRIA PARA DAR A CADA UM DE NÓS A RECOMPENSA POR SUAS OBRAS A PARTIR DA FÉ. </p>
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		<title>SER PAI</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 00:07:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Discute-se muito hoje sobre a paternidade biológica, pelo DNA, mas a paternidade ética e emocional está fora da agenda neste mundo louco – imediatista, hedonista e alienado. O que é ser pai? Gostaria de repartir com você o significado que achei nas três letras que formam este substantivo. PRESENTE. O pai é um presente de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Discute-se muito hoje sobre a paternidade biológica, pelo DNA, mas a paternidade ética e emocional está fora da agenda neste mundo louco – imediatista, hedonista e alienado. O que é ser pai? Gostaria de repartir com você o significado que achei nas três letras que formam este substantivo.</p>
<p>PRESENTE. O pai é um presente de Deus. Aliás, sem o pai os filhos não existem. Também, não seria pai sem filhos. Além de ser um presente, uma dádiva de Deus, o pai deve estar presente na vida dos filhos. Há muitos pais ausentes. A presença do pai traz segurança. Ela é uma presença educadora, provedora e protetora. O pai é colocado por Deus como alguém que tem autoridade. “<b>Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor</b>” (Efésios 6.1-3). O pai presente evita que outros “pais” tomem o seu lugar. O pai presente é influente. A figura do pai na vida dos filhos é fundamental para a formação do caráter, do equilíbrio emocional e da vida espiritual. O pai responderá diante de Deus pelo uso de sua liderança em relação aos filhos. </p>
<p>AMOROSO. O pai que é presente deve ser, acima de tudo, amoroso. O pai amoroso dialoga com o filho, ouve com atenção o que ele diz e faz uma leitura da comunicação não-verbal empreendida pelo filho. O exemplo extraordinário de amor é Deus. “<b>Acaso, pode uma mulher esquecer-se do seu filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti”</b> (Isaias 49.15). A paternidade de Deus é essencialmente amorosa. Deus é amor. <b>“Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor</b>” (1 João 4.8). A paternidade de Deus está ligada a Cristo, o Filho. Se queremos ser pais amorosos devemos aprender de Deus por meio da Sua Palavra – o manual da paternidade bem-sucedida. O amor é o oxigênio do relacionamento pai-filho. O pai precisa sempre tomar a iniciativa de se aproximar do filho. É o amor que deve estabelecer e ordenar o diálogo. </p>
<p>INTERCESSOR. O pai é o sacerdote do lar. Uma de suas principais prerrogativas é orar diariamente pelos filhos e com os filhos. Estas práticas têm sido esquecidas em nossos lares. Preferencialmente, a oração deve ser acompanhada do exemplo. O pai-intercessor é aquele que agoniza diante de Deus pela vida dos filhos. Ora pela formação do caráter de Cristo na vida dos filhos, por sua vida emocional e sentimental e pela influencia que ele deve ter no mundo, testemunhando de Cristo. O pai que intercede é aquele que tem consciência de quem é Deus e a importância do crescimento (maturidade) dos filhos. A intercessão é o produto de um pai presente e amoroso. Não é intercessor eficiente o pai que não está presente e não ama. A presença amorosa é combustível essencial para uma vida de intercessão pelos filhos. A intercessão deve ser uma responsabilidade diária. </p>
<p>Deus, o Pai, nos chama à responsabilidade neste mundo perdido. A agirmos como pais presentes, amorosos e intercessores. Temos um compromisso com o Senhor através da nossa paternidade. O nosso modelo é Deus, nosso Pai, que sempre foi e é presente, amoroso e intercessor, que cuida de nós. Paulo nos ensina que devemos ser imitadores de Deus como filhos amados e andarmos em amor (Efésios 5.1,2). Aprendamos com o Pai do céu a ser pais presentes, amorosos e intercessores. </p>
<p>OSWALDO LUIZ GOMES JACOB, PR. </p>
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		<title>O SILÊNCIO DE JESUS</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 21:45:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Silenciar na hora certa é uma grande dádiva do Pai. Como precisamos ficar em silêncio nas diversas circunstancias da nossa vida! Silenciar no devido tempo é uma atitude de sabedoria. O nosso silêncio não pode ser confundido com covardia, medo ou conivência com o erro, com a injustiça ou quaisquer formas de pecado. Martin Luther [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Silenciar na hora certa é uma grande dádiva do Pai. Como precisamos ficar em silêncio nas diversas circunstancias da nossa vida! Silenciar no devido tempo é uma atitude de sabedoria. O nosso silêncio não pode ser confundido com covardia, medo ou conivência com o erro, com a injustiça ou quaisquer formas de pecado. Martin Luther King já dizia: “Eu não me preocupo com o grito dos maus, mas com o silêncio dos bons”. Este silêncio a que o pastor King se refere é o silencio negativo. O silêncio positivo é quando aprendo a ficar calado e deixo o outro falar. Quando ouço mais e falo menos. Na verdade, o silêncio é o equilíbrio dos diálogos. Aprender a silenciar no tempo certo é sinal de prudência, de sabedoria. Tiago já nos ensina: “O homem seja pronto para ouvir (silêncio), tardio para falar e tardio para se irar” (1.19). Este principio bíblico é muito precioso nas nossas relações, inclusive em nossa relação com o Senhor, procurando ouvi-lO mais. Quando silenciamos nós temos a capacidade de aprender e motivar os outros a repartir o coração. Ouvir é uma arte. </p>
<p>Jesus para mim é o exemplo de alguém que ensinou pelo silêncio, pois Suas atitudes e Seus atos falavam muito mais alto. Diante dos acusadores da mulher ‘pega’ em flagrante adultério, Ele silenciosamente escrevia na areia. Ele ouviu as duas partes. À luz de cada palavra Ele deu o veredicto. É impressionante a sabedoria do Mestre. Quando da negação de Pedro o Senhor Jesus só olhou (silêncio) para ele. O olhar (silêncio) do Mestre bastou para desencadear em Pedro uma profunda consciência de pecado, de falsidade e falta de compromisso. O olhar de Jesus levou Pedro a chorar amargamente. Jesus apanhou das autoridades religiosas judaicas, sofreu muito em silêncio. Não buscou defesa para si, mas simplesmente confiou na justiça do Pai. O silêncio positivo é uma forma de confiança no Senhor. Diante da dor, nós temos uma das reações: louvar, murmurar ou ficar em silêncio confiando totalmente no Pai Soberano. </p>
<p>Usar do silêncio é uma forma de comunicar humildade, mansidão e profundo amor. O silêncio sugere um tipo de comunicação eficiente que é a não-verbal. Comunicamos com os olhos, a face, as mãos. Quando o salmista compartilha conosco que ‘esperou paciente ou confiantemente no Senhor’, quer dizer que em silêncio (dos lábios) ele expressou fé e confiança; alegria e paz; harmonia e sintonia interiores e o cântico das entranhas. </p>
<p>O silêncio é necessário nesta geração tão barulhenta que não o suporta. Ele é terapêutico, pois permite ouvir mais os sinais que estão sendo dados. O silêncio aguça a audição enquanto o barulho a compromete. Ele permite que eu aprenda mais. Que eu ouça a voz das entranhas e, principalmente, a voz de Deus. Precisamos ler a Bíblia de forma quieta, fazer uma leitura das pessoas em silêncio. O silêncio enriquece e amadure aquele que busca. Orar ao Senhor pedindo mais sensibilidade com a Sua manifestação é uma grande virtude. Dentro dos templos, nos hospitais o silêncio é remédio. Pode ajudar em muito o tratamento. </p>
<p>O Senhor Jesus silenciou no Seu sofrimento, não abrindo a Sua boca (Is 53). Silenciou na Sua morte para, ressurreto, dar as boas novas da justificação ao que crê. Silêncio é trabalhar na dependência de Deus, o Pai, como fez o Senhor Jesus. Uma atitude de coerência. Por ser coerente, morreu por nós. Ele é o amigo silencioso que revela o Seu amor por atitudes e atos para a Glória de Deus Pai. Na Sua humilhação e na Sua exaltação (Fil 2.5-11), ele demonstrou o quanto estava comprometido com a nossa salvação, a nossa santificação e a nossa glorificação. </p>
<p>OSWALDO LUIZ GOMES JACOB, pastor. </p>
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		<title>CULTO LÓGICO</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 15:01:29 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Culto é a expressão sincera do coração que reconhece a majestade, santidade e o poder de Deus, o Senhor Soberano. Ele é a expressão de um coração agradecido pelo dom inefável de Deus em Cristo Jesus. O verdadeiro culto é quando todas as minhas faculdades estão submetidas ao exame de Deus. Quando há coerência na minha vida em servir a Deus. Paulo chama de ‘culto racional’ ou ‘lógico’ (Rm 12.1,2). O Pai conhece quando Seus filhos O adoram em espírito e em verdade (João 4.24). Ele sabe perfeitamente o que está em nosso coração. O culto a Deus não está ligado ao espaço do templo, mas no dia a dia, em nosso ambiente, em nossas relações. É bem verdade que cultuar ao Senhor num templo com os irmãos caracteriza seriedade e espírito de comunhão ensinados pelas Escrituras. Há quatro pontos essenciais que caracterizam o culto lógico.</p>
<p><i>O primeiro é a adoração sincera, sem hipocrisia, fingimento</i>. Enquanto Jesus ensinava a adorar ao Pai em espírito e em verdade, os escribas e fariseus ensinavam a aparência, o aspecto meramente religioso, caracterizado pelo antropocentrismo. Sabemos que o ser e o fazer devem estar em harmonia plena. Deus é Espírito e requer de nós uma adoração sincera, real, fiel, sem máscaras, sem ferrolhos. A verdadeira adoração mexe com todas as áreas de nossa vida. Adoração é submissão, coerência, contentamento, quebrantamento, cura, manifestação da graça do Pai, arrependimento, comunhão, seriedade e manifestação da justiça de Deus em Cristo. Adorar é orar no espírito, com peso, com sinceridade de coração. É estar humilhado diante do Deus assentado sobre um alto e sublime trono à semelhança do profeta Isaias quando do seu chamado (6.1-8). </p>
<p><i>O segundo é o aprendizado da Palavra de Deus.</i> O povo se reúne no santuário para aprender a Palavra de Deus que é viva e eficaz (Hb 4.12). Jesus nos convidou a aprender dEle, que é manso e humilde de coração (Mt 11.29). Aprendemos para crescermos na graça e no conhecimento de Cristo Jesus, o Senhor (2 Pe 3.18). Aprender está ligado à formação de caráter. Aprender é crescer. O aprendizado no espectro do culto lógico está ligado a agir como servo. Tem a implicação do crescimento espiritual. A Palavra de Deus é a base para um culto lógico. </p>
<p><i>O terceiro é a comunhão entre os membros do corpo de Cristo</i>. O prazer do cristão é ter comunhão com o seu irmão. A comunhão é a expressão horizontal da obra da cruz. Cristo morreu para que fossemos um. Não estamos meramente juntos, mas vivemos na unidade do Espírito Santo. Há uma interdependência. Somos um purê de batatas. Somos uma só massa. Um só o coração, uma só fé, uma só mente. Era assim que viviam os nossos irmãos primitivos. Diz do texto que “da multidão dos que creram era um o coração e a alma” (At 4.32). <em>A igreja não era um museu para santos, mas um hospital para pecadores.</em> Somos um time ou uma equipe unida. A comunhão se caracteriza pela participação de todos no esforço de cada um. Jesus é a Videira e nós somos os ramos ligados nEle. Esta é a condição essencial para darmos fruto. Culto é fruto a partir da comunhão fraterna. </p>
<p><i>O quarto é o testemunho.</i> Não é possível nos reunirmos, cultuarmos ao Senhor sem expressão da vida no altar. As pessoas precisam ver Cristo em nós. O povo primitivo dava um excelente testemunho da graça de Deus. As pessoas vinham ao santuário pelo belo testemunho da obra de Cristo na vida da Igreja. O salmista dá um belo testemunho no Salmo 40, versos 1-3 – tirou-me de um charco de lodo, firmou os meus passos e pôs um novo cântico na minha boca. Muitos verão isso e temerão, e confiarão no Senhor. No culto lógico, o testemunho é o cartão de visitas muito eficiente, marcado pelo compromisso com Cristo. O culto lógico tem implicações éticas muito fortes. Temos um compromisso de santidade com o Senhor. Pacto com o Senhor para sermos diferentes <em>do mundo</em> para fazermos toda a diferença <em>no mundo </em>para a Glória de Deus, o nosso Pai. </p>
<p>Estes quatro pontos revelam a seriedade do culto lógico. Então, adoração + aprendizado + comunhão + testemunho = culto lógico. Todos estes pontos são convergentes na caminhada da igreja com o Senhor. Deus, nosso Pai, requer de nós coerência, lógica em tudo o que fazemos para Ele. Jesus morreu de coerência. Sejamos coerentes, lógicos em nossa relação com o Senhor e com o nosso próximo. Que o nosso culto tenha intimidade com Aquele que nos fez à Sua imagem e semelhança. Somos dEle por direito de criação e por direito de redenção em Cristo Jesus. Que em nossa adoração ao Senhor exalemos o bom perfume de Cristo diante dos que são salvos e dos que se perdem. </p>
<p>OSWALDO LUIZ GOMES JACOB, pastor </p>
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		<title>PARA A MENTE CANSADA</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 22:08:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O cansaço mental é muito mais complicado do que o cansaço físico. Este com um pouco de descanso resolve, mas aquele pode levar ao stress, à depressão, a transtornos no raciocínio, a sérias complicações orgânicas. Resulta em problemas no relacionamento como a impaciência, o nervosismo. Produz a ansiedade. Na verdade é uma retro-alimentação. A mente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>O cansaço mental é muito mais complicado do que o cansaço físico</i>. Este com um pouco de descanso resolve, mas aquele pode levar ao stress, à depressão, a transtornos no raciocínio, a sérias complicações orgânicas. Resulta em problemas no relacionamento como a impaciência, o nervosismo. Produz a ansiedade. Na verdade é uma retro-alimentação. </p>
<p><i>A mente cansada se constitui um obstáculo para o aprendizado eficiente</i>. Ela é um peso. Ela pode prosperar para uma insônia, o que agrava a situação. Obstrui o raciocínio. Compromete os caminhos do pensamento. </p>
<p><i>Para aliviar a mente cansada a pessoa precisa pensar no Senhor, no Seu amor, na Sua graça e na Sua misericórdia</i>. Paulo nos ensina a pensar nas coisas do alto, onde Cristo está assentado à direita do Pai (Cl 3.1-4). Ele também declara que nós temos a mente de Cristo (1 Co 2.16). Esta mente tem quatro focos fundamentais: o Senhor, eu, o próximo e as circunstâncias. </p>
<p><i>O que podemos fazer mais para aliviar a mente cansada? Atentarmos para o conselho de Jesus: olharmos para os lírios do campo; para as aves do céu; para a natureza tão bela que Deus criou com amor</i> (Mt 6.25-34). O nosso desafio é descansarmos a mente experimentando o contato com a natureza, colocar os pés na areia do mar; andar descalço em casa; ouvir os pássaros; observar as estrelas; fechar os olhos diante do <i>nascer</i> e do <i>pôr</i> do sol; relacionar-se com pessoas saudáveis emocional e espiritualmente; ajudar as pessoas carentes servindo no voluntariado cristão; ler e meditar na Palavra; estudar bons livros; usar as mãos para fazer alguma arte, enfim, fazer coisas diferentes da rotina. </p>
<p><i>Olhar para Jesus significa a saúde da mente, a fortificação do coração e ampliação da visão</i>. Descansar na obra de Cristo na cruz e na ressurreição significa descansar a mente das preocupações da vida. No descanso da mente, preciso pensar em tudo o que é verdadeiro, puro, justo, amável, de boa fama, alguma virtude. Nestas coisas que devo ocupar a minha mente (Fil 4.8). </p>
<p><i>Para a mente cansada, o Senhor tem a renovação</i> (Rm 12.2). A mente renovada é um antídoto para a mente cansada. Esta é um peso, enquanto a mente renovada é um descanso. Jesus faz o convite: “Vinde a mim todos vós que estás cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Ele mesmo diz que encontraremos descanso para as nossas almas. É em Cristo que a mente cansada encontra descanso, alívio, renovação e saúde. Descansemos a mente nEle e haverá paz (Is 26.3).</p>
<p>Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.</p>
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		<title>A SOLIDÃO DE DEUS – ARTHUR W. PINK</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 19:13:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160; Houve tempo, se é que se lhe pode chamar “tempo”, em que Deus, na unidade de Sua natureza, habitava só (embora subsistindo igualmente em três pessoas divinas). “No princípio&#8230; Deus&#8230;”. Não existia o céu, onde agora se manifesta particularmente a Sua glória. Não existia a terra, que Lhe ocupasse a atenção. Não existiam os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p>Houve tempo, se é que se lhe pode chamar “tempo”, em que Deus, na unidade de Sua natureza, habitava só (embora subsistindo igualmente em três pessoas divinas). “No princípio&#8230; Deus&#8230;”. Não existia o céu, onde agora se manifesta particularmente a Sua glória. Não existia a terra, que Lhe ocupasse a atenção. Não existiam os anjos, que Lhe entoassem louvores, nem o universo, para ser sustentado pela palavra do Seu poder. Não havia nada, nem ninguém, senão Deus; e isso, não durante um dia, um ano ou uma época, mas “desde sempre”. Durante uma eternidade passada, Deus esteve só &#8211; completo, suficiente, satisfeito em Si mesmo, de nada necessitando.   <br />Se um universo, ou anjos, ou seres humanos Lhe fossem necessários de algum modo, teriam sido chamados à existência desde toda a eternidade. Ao serem criados, nada acrescentaram a Deus essencialmente. Ele não muda (Malaquias 3:6), pelo que, essencialmente, a Sua glória não pode ser aumentada nem diminuída.    <br />Deus não estava sob coação, nem obrigação, nem necessidade alguma de criar. Resolver fazê-lo foi um ato puramente soberano de Sua parte, não produzido por nada alheio a Si próprio; não determinado por nada, senão o Seu próprio beneplácito, já que Ele “faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11). O fato de criar foi simplesmente para a manifestação da Sua glória.    <br />Será que algum dos nossos leitores imagina que fomos além do que nos autorizam as Escrituras? Sabemos que o elevado terreno que estamos pisando é novo e estranho para quase todos os nossos leitores; por esta razão faremos bem em andarmos devagar. Recorramos de novo às Escrituras. No final de Romanos capítulo 11, onde o apóstolo conclui sua longa argumentação sobre a salvação pela pura e soberana graça, pergunta ele: “Por que quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?” (vers. 34-35). A importância disto é que é impossível submeter o Todo-poderoso a quaisquer obrigações para com a criatura; Deus nada ganha da nossa parte. ´Se fores justo, que lhe darás, ou que receberá da tua mão? A tua impiedade faria mal a outro tal como tu; e a tua justiça aproveitaria a um filho do homem” (Jó 35-7-8), mas certamente não pode afetar a Deus, que é bem-aventurado em si mesmo. “quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: “Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer” (Lucas 17:10) &#8211; nossa obediência não dá nenhum proveito a Deus.    <br />De mais a mais, vamos além: nosso Senhor Jesus Cristo não acrescentou nada a Deus em Seu Ser essencial e à glória essencial do Seu Ser, nem pelo que fez, nem pelo que sofreu. É certo, bendita e gloriosamente certo, que Ele nos manifestou a glória de Deus, porém nada acrescentou a Deus. Ele próprio o declara expressamente, e não há apelação quanto às Suas palavras: “não tenho outro bem além de ti” (Salmo 16:2; na versão usada pelo autor, literalmente: “&#8230; a minha bondade não chega a Ti”). Em toda a sua extensão, este é um Salmo sobre Cristo. A bondade e a justiça de Cristo alcançou os Seus santos na terra (Salmo 16:3), mas Deus estava acima e além disso tudo, pois unicamente Deus é “o Bendito” (Marcos 14:61, no grego).    <br />É absolutamente certo que Deus é honrado e desonrado pelos homens; não em Seu Ser essencial, mas em Seu caráter oficial. É igualmente certo que Deus tem sido “glorificado” pela criação, pela providência e pela redenção. Não contestamos isso, e não ousamos fazê-lo nem por um momento. Mas isso tudo tem que ver com a Sua glória declarativa e com o nosso reconhecimento dela. Todavia, se assim Lhe aprouvesse, Deus poderia ter continuado só, por toda a eternidade, sem dar a conhecer a Sua glória a qualquer criatura. Que o fizesse ou não, foi determinado unicamente por Sua própria vontade. Ele era perfeitamente bem-aventurado em Si mesmo antes de ser chamada à existência a primeira criatura. E, que são para Ele todas as Suas criaturas, mesmo agora? Deixemos outra vez que as Escrituras dêem a resposta- “Eis que as nações são consideradas por ele como a gota dum balde, e como o pó miúdo das balanças. eis que lança por aí as ilhas como a uma coisa pequeníssima. Nem todo o Líbano basta para o fogo, nem os seus animais bastam para holocaustos. Todas as nações são como nada perante ele; ele as considera menos do que nada e como uma coisa vã. A quem pois fareis semelhante a Deus: ou com que o comparareis?” (Isaías 40:15-18). Esse é o Deus das Escrituras; infelizmente Ele continua sendo o “Deus desconhecido” (Atos 17:23) para as multidões desatentas. ´Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda para neles habitar; o que faz voltar ao nada os príncipes e torna coisa vã os Juizes da terra&quot; (Isaías 40.22-23). Quão imensamente diverso é o Deus das Escrituras do “deus” do púlpito comum!    <br />O testemunho do Novo Testamento não tem nenhuma diferença do que vemos no Velho Testamento; como poderia ser, uma vez que ambos têm o mesmo Autor! Ali também lemos. “A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, o único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver. ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (1 Timóteo 6:15-16). O Ser que aí é descrito deve ser reverenciado, cultuado, adorado. Ele é solitário em Sua majestade, único em Sua excelência, incomparável em Suas perfeições. Ele tudo sustenta, mas Ele mesmo é independente de tudo e de todos. Ele dá bens a todos, mas não é enriquecido por ninguém.    <br />Um Deus tal não pode ser encontrado mediante investigação; só pode ser conhecido como e quando revelado ao coração pelo Espírito Santo, por meio da Palavra. É verdade que a criação manifesta um Criador, e isso com tanta clareza, que os homens ficam “inescusáveis” (Romanos 1:20); contudo, ainda temos que dizer com Ló: “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem pois entenderia o trovão do seu poder?” (Jó 26:14). Cremos que o argumento baseado no desígnio, assim chamado, argumento apresentado por “apologetas” bem intencionados, tem causado mais dano que benefício, pois tenta baixar o grande Deus ao nível do entendimento finito e, com isso, perde de vista a Sua singular excelência.    <br />Tem-se feito uma analogia com o selvagem que achou um relógio e que, depois de um detido exame, inferiu a existência de um. relojoeiro. Até aqui, tudo bem. Tentemos ir mais longe, porém. Suponhamos que o selvagem procure formar uma concepção pessoal desse relojoeiro, de seus afetos pessoais, de suas maneiras; de sua disposição, conhecimentos e caráter moral &#8211; de tudo aquilo que se junte para compor uma personalidade. Poderia ele chegar a imaginar ou pensar num homem real &#8211; o homem que fabricou o relógio &#8211; de modo que pudesse dizer: “Eu o conheço”? Fazer perguntas como esta parece fútil, mas estará o eterno e infinito Deus tanto mais ao alcance da razão humana? Realmente, não. O Deus das Escrituras só pode ser conhecido por aqueles a quem Ele próprio Se dá a conhecer.    <br />Tampouco o intelecto pode conhecer a Deus. “Deus é espírito. . .” (João 4:24) e, portanto, só pode ser conhecido espiritualmente. Mas o homem decaído não é espiritual; é carnal. Está morto para tudo que é espiritual. A menos que nasça de novo, que seja trazido sobrenaturalmente da morte para a vida, miraculosamente transferido das trevas para a luz, não pode sequer ver as coisas de Deus (João 3:3), e muito menos entendê-las (1 Coríntios 2:14. É mister que o Espírito Santo brilhe em nossos corações (não no intelecto) para dar-nos o “&#8230; conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2 Coríntios 4:6). E até mesmo esse conhecimento espiritual é apenas fragmentário. A alma regenerada terá de crescer na graça e no conhecimento do Senhor Jesus (2 Pedro 3:18).    <br />A nossa principal oração e finalidade como cristãos deve ser que possamos “&#8230; andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus”.    <br />(Colossenses 1-.10    <br />www.monergismo.com</p>
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		<title>A ESPOSA DO PASTOR – Uma perspectiva de um pastor- esposo</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 00:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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<p>Na Igreja, a esposa do pastor é uma das pessoas mais visadas. Uma comunidade mal instruída ou mal doutrinada cobra da esposa do pastor tudo e mais alguma coisa. Ela tem que exercer todos os cargos que lhe são dados. Ela sofre ao ver as cobranças acerca de seu esposo, de si mesma e dos filhos. Ela percebe claramente que os membros da igreja querem que seus filhos tenham asas como anjos. A esposa do ministro pode absorver muitas coisas negativas promovidas por membros de igreja. Existe uma pressão muito forte acerca da sua posição na igreja local. Há irmãos que têm até pena dela. Outros descontam nela suas diferenças com seu marido. Há ciúmes em relação a sua posição. Há esposas de pastores que ficam doentes. As pessoas, muitas vezes, são implacáveis. Há muita infantilidade e maldade com relação a vida e ao trabalho da esposa do líder da igreja. </p>
<p>Na minha percepção – creio que é bíblica – a esposa do pastor deve ser, acima de tudo, uma cristã comprometida com a vida de oração e com a profundidade bíblica. Não é condição essencial que ela tenha feito um curso teológico ou de musica sacra. O seu trabalho mais importante, a sua vocação, é cuidar do esposo e dos filhos. É o seu ministério necessário. Se trabalha fora, ela tem um compromisso de testemunhar de Cristo como uma cristã autêntica, mantendo o seu lar em ordem – cuidando muito bem de sua família. A esposa do obreiro é fundamental para um lar bem estruturado cujo centro é Jesus Cristo. Se a Bíblia diz que <i>a mulher sábia edifica a sua casa</i>, a esposa do obreiro deve ser esta edificadora. Os membros da Igreja não devem cobrar cargos da esposa do líder, mas olhar para o seu belo testemunho em casa. Quando o lar do líder é equilibrado toda a igreja é abençoada. Então, o ministério principal da esposa do pastor é na administração do lar. Ela é a facilitadora do trabalho ministerial do marido. </p>
<p>A esposa do obreiro deve ter o espírito de aprendizado de Maria e o trabalho duro e responsável de Marta. A vida dela deve ser marcada pela devoção e pelo serviço. Ter o equilíbrio entre o necessário e o importante dentro e fora do lar. Todo o seu trabalho deve ser fruto de seu amor ao Senhor, ao marido e aos filhos. Amor pelo Senhor, por sua família, pela Igreja e pelas almas perdidas. Geralmente a mulher do obreiro é uma mulher consciente de que deve exalar o bom perfume de Cristo em todo o lugar. A sua posição é muito relevante no Reino de Deus. Uma mulher <i>pronta para ouvir, tardia para falar e tardia para se irar</i> (Tg 1.19). Mulher observadora, conselheira do seu marido e que está sempre disposta a orientar os seus preciosos filhos. Ela pode também ser uma orientadora das meninas, moças e mulheres da igreja. Mulher santa não porque é esposa do líder, mas porque tem um compromisso com o seu Senhor amando-O de todo o coração, alma e entendimento e convivendo com as pessoas com um amor extravagante para a Glória de Deus. </p>
<p>Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pas</p>
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