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	<title>OutraCoisa</title>
	
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		<title>Oficina Prática de Leitura Dramatizada – com Renata Mizrahi</title>
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		<pubDate>Wed, 01 May 2013 21:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=255751684439551&amp;xfbml=1"></script>Maio será um mês especial para atores, estudantes de teatro, dramaturgia e roteiro do Rio de Janeiro. Acontecerá, às terças-feiras, de 18h30 às 20h30 a Oficina Prática de Leitura Dramatizada, ministrada por Renata Mizrahi. A Oficina Prática de Leitura Dramatizada tem como objetivo disponibilizar ferramentas básicas importantes para a construção de uma obra de dramaturgia. [...]<div class='yarpp-related-rss'>
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<p>Maio será um mês especial para atores, estudantes de teatro, dramaturgia e roteiro do Rio de Janeiro. Acontecerá, às terças-feiras, de 18h30 às 20h30 a Oficina Prática de Leitura Dramatizada, ministrada por Renata Mizrahi.</p>
<p>A Oficina Prática de Leitura Dramatizada tem como objetivo disponibilizar ferramentas básicas importantes para a construção de uma obra de dramaturgia. A oficina busca fomentar a interpretação de textos e mostrar a importância da construção de uma visão individual e um pensamento crítico sobre as obras dramatúrgicas. Durante a oficina serão trabalhados autores contemporâneos e clássicos,  e Renata Mizrahi tratará ainda de temas como o conhecimento da dramaturgia universal e a intenções dos personagens em uma obra.</p>
<p>Renata Mizrahi é dramaturga, roteirista e diretora de teatro de grande destaque no cenário nacional, e atualmente vem conquistando cada vez mais visibilidade nesta área. Formada em Artes Cênicas pela Uni-Rio, cursou a oficina de atores da Rede Globo e estudou roteiro na Escola de Cinema e Televisão de Cuba &#8211; EICTV &#8211; com o premiado roteirista Eliseo Altunaga. Renata Mizhari também é professora de interpretação e de dramaturgia do Sesc Rio Casa da Gávea e Sbat (Sociedade Brasileira dos Autores Teatrais), além de fazer parte da Cia de Teatro de Nós.</p>
<p>Como autora, foi duas vezes contemplada com o prêmio Zilka Salaberry &#8211; em 2012  pelo espetáculo &#8220;Coisas que a gente não vê&#8221; e em 2010 pelo espetáculo &#8220;Joaquim e as Estrelas&#8221;, peça que também foi premiada por melhor espetáculo infantil da FITA 2011(Festa Internacional de Teatro de Angra). Foi contemplada com a bolsa se pesquisa de dramaturgia da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, SEC RJ, com orientação do diretor Moacir Chaves. A leitura do texto foi lida em julho de 2012 no Midrash, com Susana Vieira no papel principal.</p>
<p>A Oficina Prática de Leitura Dramatizada acontecerá na Rua Almirante Barroso, nº 97, 3º andar. E como dito anteriormente, será realizada às terças-feiras do mês de maio &#8211; dias 7,14,21 e 28 &#8211; das 18h30 às 20h30.</p>
<p>Inscrições e maiores informações através do email <a href="mailto:programasbat@gmail.com">programasbat@gmail.com</a> ou pelo telefone (21) 8404-5633</p>
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	<div class="author-avatar"><div class="author-avatar-wrap"><a class="author-link" href="http://www.outracoisa.com.br/author/carol/"><img alt='' src='http://0.gravatar.com/avatar/0c10cebbabcf797b098c3c2467155b63?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></a></div></div>
	<div class="author-box-content">
		<h3 class="author-name">Carol Fortuna</h3>
		<div class="author-description">Carol Fortuna é redatora do <a href="http://www.outracoisa.com.br/">OutraCoisa.com.br</a>, Atriz, Produtora Cultural, trabalha para na <a href="http://dotweb.com.br">dotweb.com.br</a> e dona da <a href="http://CrazyLittleThings.com.br">CrazyLittleThings.com.br</a>.</div>
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		<title>Pequenas histórias quotidianas e fantásticas</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Feb 2013 19:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma novidade interessante está surgindo na Internet para os apreciadores da boa leitura, uma que nasce com um pé fincado na literatura fantástica e o outro nas artes plásticas. Apelidado de Quotidianos, o projeto surgiu com o propósito de unir diferentes vertentes da literatura fantástica [ficção cientifica, fantasia, horror e seus subgêneros], das HQs, ilustrações [...]<div class='yarpp-related-rss yarpp-related-none'>

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<p>Uma novidade interessante está surgindo na Internet para os apreciadores da boa leitura, uma que nasce com um pé fincado na literatura fantástica e o outro nas artes plásticas. </p>
<p>Apelidado de Quotidianos, o projeto surgiu com o propósito de unir diferentes vertentes da literatura fantástica [ficção cientifica, fantasia, horror e seus subgêneros], das HQs, ilustrações e artes em geral para criar um ponto de referência que se apoie nesses vários caminhos criativos, além de apresentar novos nomes ligados tanto à literatura quanto à arte. Mas o projeto quer ir além. “Mais do que apenas contar histórias e enfeitá-las com traços inovadores, o Quotidianos quer vir a público com um diferencial, quer apresentar um conceito totalmente distinto do que é feito hoje: assim, cada história, cada autor/ilustrador terá como missão buscar o mais simples e corriqueiro de seus mundos, mas não o banal no sentido depreciativo, mas aquelas histórias únicas que muitas vezes são deixadas de lado em detrimento do acontecimento maior: a visão do servo, do cuidador de dragões, do coelho fugitivo, do soldado raso, e também o experimentalismo do traço, a forma a princípio incoerente, a colagem, a arte inovadora e fora do padrão dito convencional”, diz o texto de apresentação do projeto. E continua, “O Quotidianos quer apresentar histórias/artes que primem pelo tom cotidiano, porém fantástico, que procurem valorizar o mínimo que se esconde por detrás das grandes aventuras e, a partir dele, criar uma arte totalmente inovadora, com ambas as correntes, literária e artística, devidamente bem casadas, desenho e texto soando como uma extensão/complemento um do outro”.</p>
<p>Com lançamento previsto para o início de março de 2013, o Quotidianos terá como casa uma plataforma on-line que unirá texto e arte para narrar essas pequenas histórias. O site terá uma frequência de publicação diária e contará com 10 duplas de artistas, sempre formadas por um escritor e um ilustrador, que ocuparão os dias da semana. Já os sábados serão reservados a escritores de FC&#038;F especialmente convidados para dividir com os leitores, pela primeira vez, as pequenas maravilhas que se escondem por detrás de suas grandes histórias. </p>
<p>Segundo Rober Pinheiro, idealizador do projeto, a ideia é que o Quotidianos seja um espaço de criação e propagação para todas as formas de arte fantástica e, para isso, cada dupla terá total liberdade de criação e as histórias poderão se apropriar de todos os estilos e formatos possíveis. “Independente da forma, se um conto ou uma crônica, se um haicai, um diálogo entre o imaginado e o não-visto ou qualquer outra forma de escrita, inventada ou por inventar, o que interessa ao Quotidianos é a simplicidade do que está sendo contado, que o texto, mesmo aludindo a todos os gêneros e subgêneros da ficção especulativa, da fantasia, do horror, da ficção nova e alternativa, possa apresentar um viés único e preferencialmente voltado para as pequenas mazelas e enlevos do cotidiano”.</p>
<p>Entre os escritores há veteranos e novatos, fantásticos e científicos, alguns já bastante conhecidos e outros estreantes nas letras. O time é formado por Alliah, autora que lançou o recente Metanfetaedro pela Tarja Editorial, Sumaya Sarran, que tem contos publicados nas coletâneas Grimório dos Vampiros e Fragmentos do Inferno, Tânia Souza, com contos publicados em coletâneas como À Sombra do Corvo e Cursed City, ambas pela Editora Estronho, Felipe Castilho, autor do folclórico Ouro, Fogo &#038; Megabytes [Gutenberg, 2012], Jim Anotsu, dos recentes e bastante comentados Annabel &#038; Sarah e A Morte é Legal, ambos editados pela paulista Draco, Cirilo S. Lemos, autor que arrebatou ótimas críticas em seu livro de estreia, O Alienado, Fernando Salvaterra, que teve recentemente um conto publicado no projeto A Fantástica Literatura Queer, Osíris Reis, autor do romance de FC Treze Milênios e de contos publicados nos Volumes Laranja e Verde d’A Fantástica Literatura Queer, Cláudio Parreira, pai do ótimo Gabriel, também lançado pela editora Draco e Rober Pinheiro, que encabeça o projeto.</p>
<p>Dos ilustradores, estão no time Matheus A. Quinan, Carlos Cruz, Carolina Mancini, Rafael Narchi, Lucas Zavagli, Rogério Geo, Pedro Felipe, Felipe Mascarenhas e Fernando Salvaterra e Alliah em dobradinha escrita / ilustração. </p>
<p>Para marcar o lançamento do projeto, vai rolar uma balada literária no Espaço Terracota com música, dança, mash ups musicais, leitura dramática dos textos que comporão o site, vernissage e venda de livros e artes dos participantes. </p>
<p>E a partir do dia 02/03, acesse www.quotidianos.com.br pra conferir diariamente as novidades, textos e artes dessa nova iniciativa literária, algo que, pelo time e pela proposta, sem dúvida valerá muito a pena ficar de olho!</p>
<h2>Serviço</h2>
<p>Balada Literária de Lançamento do Projeto Quotidianos.<br />
Data: dia 02 de março, sábado, a partir das 18h30.<br />
Local: Espaço Terracota.<br />
Endereço: Av. Lins de Vasconcelos, nº 1886 [próximo à estação Vila Mariana do Metrô].<br />
Site: www.quotidianos.com.br</p>
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		<title>Judge Dredd</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Dec 2012 19:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Judge Dredd]]></category>

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<p>Sob muitos aspectos absolutamente inesperado e surpreendente, &#8220;Judge Dredd&#8221; é um filme anacrônico que não parece ter sido lançado em 2012, mas na década de 1980, um daqueles memoráveis filmes onde a simplicidade narrativa e a violência eram mais importantes do que a um enredo elaborado e um roteiro politicamente correto.</p>
<p>A proposta estética da obra parece uma repaginação bem pensada da estética que Riddley Scott teria usado para filmá-lo no passado e, no entanto, em seus 10 anos de carreira, o diretor Peter Travis, que responde pelo filme, não fez mais que 10 produções para a TV e seu potencial só ficou claro mesmo a partir de 2008, com <a href="http://www.imdb.com/title/tt1217616/">&#8220;End Game&#8221;</a> e 2009, quando lançou o ótimo <a href="http://www.imdb.com/title/tt0443274/">&#8220;Vantage Point&#8221;</a>.</p>
<p>&#8220;Judge Dredd&#8221; não deixa a desejar aos grandes filmes de ficção científica distópica da década de 80 e faz juz ao personagem de forma mais convincente que o filme de Silvester Stalone (1985), sob direção de Danny Cannon.</p>
<p>Mega City 1 é uma metrópole de 800 milhões de habitantes, que vivem sobre as ruínas da civilização antiga e dentro das mega-estruturas da nova civilização. Os prédios megalíticos dão lugar a um montante populacional que mais se parece com o de pequenas cidades.</p>
<p>Em uma realidade onde 12 crimes são cometidos por minuto e 17 mil crimes têm lugar por dia, a polícia só dá conta de 6% dos delitos diários, mesmo assim porque, para aplacar o crime organizado e criminosos menores o poder executivo e o poder judiciário se juntaram em um corpo de policiais muito especiais chamados &#8220;Juízes&#8221;, profissionais cujo objetivo é julgar e condenar criminosos no local do flagrante, evitando longos processos e, de forma duvidosa, aumentando a eficiência no combate ao crime.</p>
<p>Dredd é um juíz com a reputação de ser implacável e extremamente competente e é destacado para levar a campo uma mutante mal sucedida nos testes para juíza mas cujas habilidades telepáticas a tornariam um recurso importante no combate ao crime.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/12/judge-dredd-1-outracoisa.jpg" rel="lightbox[13584]"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/12/judge-dredd-1-outracoisa-550x286.jpg" alt="judge-dredd-1-outracoisa" width="550" height="286" class="alignright size-medium wp-image-13589" /></a></p>
<p>Karl Urban, no papel de Dredd, sem tirar o capacete nenhuma vez, faz um personagem enigmático, forte e bastante semelhante ao assustador personagem dos quadrinhos no qual foi inspirado.</p>
<p>Olivia Thirlby (de &#8220;Juno&#8221;, &#8220;Uncertainty&#8221; e &#8220;The Darkest Hour&#8221;), como Anderson, faz uma personagem mais interessante que as que vinha fazendo no cinema até então, mas com a mesma competência de sempre, o que acaba sendo ótima notícia para o filme, que ficaria árido demais se apenas Dredd aparecesse na tela o tempo todo.</p>
<p>A bela e competente Lena Headey (de &#8220;300&#8243;, &#8220;Game of Thrones&#8221; e &#8220;Terminator: The Sarah Connor Chronicles&#8221;) vive uma traficante acabou por comandar o crime organizado em toda Peach Tree, a mega-estrutura vertical na qual Dredd e Anderson acabam por ficar confinados juntos com uma população de gente inocente e centenas de criminosos armados cuja intenção é matá-los para evitar que a responsabilidade da personagem de Headey no tráfico de drogas seja devidamente apurada.</p>
<p><iframe width="550" height="309" src="http://www.youtube.com/embed/dp8Nw-yZEIQ?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>É um filme pouco filosófico e pouco profundo, mas o que lhe falta em profundidade temática sobra em diversão e curiosidade sobre aquele universo e estas personagens que, facilmente, poderiam estar nas telas de TV toda a semana para delírio de quem já curtia o personagem nos quadrinhos.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/12/judge-dredd-2-outracoisa.jpg" rel="lightbox[13584]"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/12/judge-dredd-2-outracoisa-550x365.jpg" alt="Judge Dredd Still Image" width="550" height="365" class="alignright size-medium wp-image-13590" /></a></p>
<div class="author-box gray-noborder-round">
   <div class="author-box1">
	<div class="author-avatar"><div class="author-avatar-wrap"><a class="author-link" href="http://www.outracoisa.com.br/author/baccioly/"><img alt='' src='http://0.gravatar.com/avatar/cf9ccc8cb3319b5b3487c17b6d9ead6a?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></a></div></div>
	<div class="author-box-content">
		<h3 class="author-name">Bruno Accioly</h3>
		<div class="author-description"><a href="http://brunoaccioly.com.br">Bruno Accioly</a> é diretor da <a href="http://dotweb.com.br">dotweb.com.br</a>, editor do <a href="http://outracoisa.com.br">OutraCoisa.com.br</a>, concebeu a iniciativa <a href="http://aolimiar.com.br">aoLimiar.com.br</a> e é co-fundador do <a href="http://steampunk.com.br">Conselho SteamPunk</a></div>
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		<title>Editora Draco: Aniversário e Promoção 50% Off</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Nov 2012 17:56:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Nerd]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Draco]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe aqueles buracos na sua estante que ainda não foram preenchidos por causa daquele outro buraco, o do orçamento? Não se preocupe. Este problema está, pelo menos, 50% mais fácil de ser resolvido! Para comemorar seu 3º aniversário, a Editora Draco resolveu dar um presente para os apreciadores de ficção cientifica, fantasia &#038; terror e [...]<div class='yarpp-related-rss'>
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<p>Sabe aqueles buracos na sua estante que ainda não foram preenchidos por causa daquele outro buraco, o do orçamento? Não se preocupe. Este problema está, pelo menos, 50% mais fácil de ser resolvido!</p>
<p>Para comemorar seu 3º aniversário, a Editora Draco resolveu dar um presente para os apreciadores de ficção cientifica, fantasia &#038; terror e colocou todo o seu catálogo para venda com desconto de 50%. Isso mesmo, o catálogo inteirinho pela metade do preço!</p>
<p>A promoção vale para quem fizer a compra via site [http://blog.editoradraco.com/] e abrange, inclusive, os livros ainda em pré-venda. Dieselpunk, Vaporpunk, Coleção Imaginários, Meu Amor é um Vampiro/Anjo/Mito&#8230; tudo 50% off. </p>
<p>As regras para participar da promoção, os descontos e a lista de livros da editora estão todos detalhadinhos lá no site. Só passar lá, escolher aqueles que faltam pra completar a coleção e mandar bala!!!</p>
<p>Ah, detalhe importante: essa promoção só valerá até o dia 25 próximo. Então, corra!!!</p>
<p>Aproveitando, pedi ao editor Erick Santos Cardoso que fizesse um resumo desses três anos de caminhada e nos contasse o que ainda virá por aí.<br />
Então&#8230;</p>
<p>“A Draco completa em 2012 três anos de existência, mas ouso dizer que isso não é nem o começo da nossa atuação. Com mais de 40 títulos impressos e mais de 50 e-books, tenho definido esse #AnodoDragao como o último ano da formação de catálogo básico da editora.<br />
Ainda em 2012, teremos diversos lançamentos, além dos já ocorridos na Fantasticon, como A Morte é Legal, Space Opera II, O Andarilho das Sombras, Erótica Fantástica, Lugar de Mulher é na Cozinha e Imaginários Vol. 5. O interessante do Imaginários Vol. 5, aliás, é que ele é praticamente feito só de novos autores; não há veteranos no grupo. E não só essa antologia aberta, como todas as outras, têm nos apresentado muita gente legal que escreve bem, tem visões e repertórios diferentes e agregam muito ao nosso catálogo. Para o final do ano teremos Super-Heróis, Solarpunk, Dragões, Excalibur, Imaginários HQ e mais algumas surpresas que podem surgir caso tudo continue andando bem. </p>
<p>O que foi possível tirar dessa experiência até então é que há como fazer um trabalho que flutue em diversos ciclos sem atrapalhar a qualidade e relevância dos títulos. Hoje temos títulos que vão desde o mainstream, policial, chick-lit / infantojuvenil, FC, terror e fantasia. Enquanto a distribuição ainda continua sendo o maior desafio, o retorno de nossos clientes — tanto nas mídias como dos parceiros distribuidores — tem sido cada vez melhor, o que nos indica que há um caminho. Só não podemos, nem de longe, pensar que isso é o suficiente, que estamos fazendo tudo certinho. Há muito que aprender e se podemos comemorar algo é que finalmente há um norte.</p>
<p>Para 2013, teremos o início real do mercado de e-books. Temos boas expectativas do que está por vir graças à ótima aceitação dos nossos eletrônicos esse ano. Enquanto o e-book nos dá alcance praticamente mundial, não queremos perder de vista a importância de uma presença cada vez maior e mais abrangente nas lojas físicas. A Draco diminuirá o seu ritmo de lançamentos ano que vem, mas isso não quer dizer que trabalharemos menos. Muitas ações e novidades estão no escopo e estamos entusiasmados com as possibilidades”.</p>
<p>Para conferir a promoção de 3 anos da Editora Draco, acesse o site: <a href="http://blog.editoradraco.com/">http://blog.editoradraco.com/</a></p>
<div class="author-box gray-noborder-round">
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	<div class="author-avatar"><div class="author-avatar-wrap"><a class="author-link" href="http://www.outracoisa.com.br/author/rober/"><img alt='' src='http://1.gravatar.com/avatar/364acc0ba7c7765180052dc0662cbe76?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></a></div></div>
	<div class="author-box-content">
		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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   </div>
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		<title>Crônicas Póstumas – Machado de Assis &amp; SteamPunk</title>
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		<comments>http://www.outracoisa.com.br/2012/10/16/cronicas-postumas-machado-de-assis-steampunk/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2012 14:38:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[SteamPunk]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Accioly]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho SteamPunk]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas Póstumas]]></category>

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		<description><![CDATA[Atualização: A primeira noveleta do universo &#8220;Crônicas Póstumas&#8221; já está disponível no site, na opção de menu &#8220;Biblioteca&#8221;. http://cronicaspostumas.com.br No ano de 2011 o Conselho SteamPunk publicou o número zero da revista Vapor Marginal, uma publicação totalmente dedicada ao SteamPunk e que dá lugar a redatores e escritores aspirantes e consagrados de todo o país [...]<div class='yarpp-related-rss'>
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<h5>Atualização: A primeira noveleta do universo &#8220;Crônicas Póstumas&#8221; já está disponível no site, na opção de menu &#8220;Biblioteca&#8221;.</h5>
<h3><a href="http://cronicaspostumas.com.br">http://cronicaspostumas.com.br</a></h3>
<p>No ano de 2011 o <a href="http://steampunk.com.br" target="_blank">Conselho SteamPunk</a> publicou o número zero da revista <a href="http://vapormarginal.com.br" target="_blank">Vapor Marginal</a>, uma publicação totalmente dedicada ao SteamPunk e que dá lugar a redatores e escritores aspirantes e consagrados de todo o país que estejam interessados em se aventurar no retrofuturismo do Século XIX.</p>
<p>Cabe aqui explicar brevemente, para os que não conhece, o que é SteamPunk. SteamPunk é a produção de ficção científica do Século XIX no Século XXI, através de qualquer forma de expressão. Seja através da literatura, quadrinhos, ilustração, pintura, escultura, moda ou qualquer outra disciplina, quem produz cultura SteamPunk produz artefatos dentro do fascinante estilo de Julio Verne, H.G. Wells e Mary Shelley, tão presentes no imaginário atual através de livros e filmes.</p>
<p>No próximo número da revista, além de conhecidos nomes da literatura fantástica nacional, a noveleta piloto de um universo SteamPunk criado pelo co-fundador do Conselho SteamPunk, Bruno Accioly, vai tomar conta de umas boas páginas para narrar uma aventura inédita de Quincas Borba!</p>
<p>O personagem, criado por Machado de Assis em 1880, na obra &#8220;Memórias Póstumas de Brás Cubas&#8221; e que reaparece no livro &#8220;Quincas Borba&#8221; em 1891, era um livre pensador, um filósofo de alcova e um excêntrico de carteirinha, cheio de ideologias e doutrinas engendradas por si mesmo e lições contra-intuitivas que efetivamente faziam o leitor refletir.</p>
<p>O Quincas Borba de Bruno Accioly, muito embora mantenha-se fiel ao personagem de Machado de Assis, é descrito pelo autor como testemunha e agente da história, uma misto de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0100519/">Rosencrantz</a> com <a href="http://www.imdb.com/title/tt0109830/" target="_blank">Forest Gump</a> que faz par com o melhor amigo, Brás Cubas, este último retratado como um <a href="http://www.imdb.com/title/tt0072684/" target="_blank">Barry Lyndon</a> Machadiano.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/10/cronicas-postumas-de-bruno-accioly-outracoisa-2.jpg" rel="lightbox[13558]" title="Vista da Lapa e do Morro do Castelo, Rio de Janeiro, 1844"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/10/cronicas-postumas-de-bruno-accioly-outracoisa-2-550x332.jpg" alt="" title="Vista da Lapa e do Morro do Castelo, Rio de Janeiro, 1844" width="550" height="332" class="alignright size-medium wp-image-13560" /></a></p>
<p>Segundo o autor, uma interpretação lúdica dos personagens ficcionais da obra de Machado de Assis, somados às personalidades da época, permitem a criação de cenários muito ricos, sobretudo diante de uma pesquisa histórica relevante, como a que levou a cabo nos últimos dois anos.</p>
<p>Resoluto em publicar digitalmente sua obra, Bruno Accioly não se furta a defender o trabalho de editoras convencionais, mas afirma buscar um processo editorial digital através do qual tanto ele quanto outros autores possam vir a se beneficiar para evitar as armadilhas da publicação de material de qualidade duvidosa &#8211; muito comum quando se tenta publicar por conta própria.</p>
<p>O autor, aliás, é o mesmo responsável pela Rede Social de Literatura Fantástica <a href="http://aoLimiar.com.br" target="_blank">aoLimiar.com.br</a> e pelo site <a href="http://ficcionista.com.br" target="_blank">ficcionista.com.br</a>, &#8220;Ambos experimentos importantes para o lançamento de um projeto maior, que atenda a classe de escritores com ferramentas úteis para a produção literária, criação colaborativa e distribuição de obras&#8221;, diz.</p>
<p>&#8220;&#8216;Crônicas Póstumas&#8217; bebe da importante fonte que é universo literário de Machado de Assis, mas também flerta com as adaptações cinematográficas de suas obras e com outras produções épicas relevantes produzidas por aqui, costurando a memória literária com o imaginário cinematográfico sem deixar de lançar mão do conhecimento histórico do leitor.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/10/cronicas-postumas-de-bruno-accioly-outracoisa-3.jpg" rel="lightbox[13558]" title="Cais Pharoux, Rio de Janeiro, 1844"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/10/cronicas-postumas-de-bruno-accioly-outracoisa-3-550x332.jpg" alt="" title="Cais Pharoux, Rio de Janeiro, 1844" width="550" height="332" class="alignright size-medium wp-image-13561" /></a></p>
<p>A noveleta piloto deste universo &#8211; que leva o título &#8220;O Grande Desapontamento&#8221; &#8211; a ser publicada na revista <a href="http://vapormarginal.com.br" target="_blank">Vapor Marginal</a>, narra a ocasião em que Quincas Borba, em missão encomendada pelo Paço Imperial, vai fazer visita à cidade de Petrópolis para apaziguar uma situação difícil gerada pela profecia Millerita do fim dos tempos.</p>
<p>Nesta empreitada, Quincas Borba encontra uma dúzia de personagens históricos, é abordado por uma série de figuras misteriosas e tenta resolver a questão espinhosa imposta pela corrupção Brasil do Século XIX em conjunto com a ambição que vinha de fora do país.</p>
<p>Passada em 1844, a noveleta fala de um país que começa a mostrar sinais da influência do desenvolvimento tecnológico europeu e norte-americano, ao mesmo tempo que começa a insinuar quem pode vir a ser um dos heróis do progresso nacional.</p>
<p>Misturando ficção e realidade, o autor ambiciona tornar lúdica a História Brasileira recente e atrair tanto o público SteamPunk, quanto amantes de Literatura Fantástica e aqueles que se interessam por História, um objetivo difícil de alcançar, mas pelo qual todos torcemos que tenha sucesso.</p>
<p>A revista Vapor Marginal número 1 deve ser lançada até Dezembro/2012 e poderá ser acessada sem custos ou baixada em PDF através do endereço: <a href="http://vapormarginal.com.br" target="_blank">http://vapormarginal.com.br</a></p>
<h2>Para saber mais&#8230;</h2>
<p><strong>webSite:</strong> <a href="http://cronicaspostumas.com.br" target="_blank">http://cronicaspostumas.com.br</a><br />
<strong>FanPage:</strong> <a href="http://facebook.com.br/CronicasPostumas" target="_blank">http://facebook.com.br/CronicasPostumas</a></p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/10/cronicas-postumas-de-bruno-accioly-outracoisa-4.jpg" rel="lightbox[13558]" title="Paço Municipal, Salvador (1844)"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/10/cronicas-postumas-de-bruno-accioly-outracoisa-4-550x373.jpg" alt="" title="Paço Municipal, Salvador (1844)" width="550" height="373" class="alignright size-medium wp-image-13565" /></a></p>
<p><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.outracoisa.com.br/2012/10/16/cronicas-postumas-machado-de-assis-steampunk/&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=550&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:550px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe></p><div class='yarpp-related-rss'>
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		<title>3 perguntas para Cláudio Villa</title>
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		<comments>http://www.outracoisa.com.br/2012/09/24/3-perguntas-para-claudio-villa/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Sep 2012 17:40:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho Nerd]]></category>
		<category><![CDATA[Claudio Villa]]></category>
		<category><![CDATA[O Vento Norte]]></category>

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		<description><![CDATA[Crowdfunding! Sabe o que é, não? Explico: [Mas antes, volte ali na linha de cima, leia-a outra vez e guarde bem o nome; algo me diz que você ainda ouvirá falar muito dele]. Enciclopedicamente falando&#8230; O termo crowdfunding, ou financiamento coletivo / colaborativo, foi utilizado pela primeira vez em agosto de 2006 pelo empresário norte-americano [...]<div class='yarpp-related-rss yarpp-related-none'>

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<h2>Crowdfunding!</h2>
<p>Sabe o que é, não? </p>
<p>Explico:<br />
[Mas antes, volte ali na linha de cima, leia-a outra vez e guarde bem o nome; algo me diz que você ainda ouvirá falar muito dele]. </p>
<p>Enciclopedicamente falando&#8230;</p>
<p>O termo crowdfunding, ou financiamento coletivo / colaborativo, foi utilizado pela primeira vez em agosto de 2006 pelo empresário norte-americano Michael Sullivan [embora o referencial conceitual date de muito antes disso, de meados de 1997, quando fãs do grupo de rock britânico Marillion organizaram uma campanha via internet para angariar fundos para uma turnê da banda pelos EUA], e basicamente descreve uma ação cuja finalidade é a arrecadação de fundos para bancar iniciativas culturais, ou de cunho artístico, através da cooptação de diversas fontes, no mais das vezes, pessoas físicas interessadas na ação proposta. Resumindo: tem-se um projeto cultural que precisa de grana pra sair do plano das ideias, o autor cria um crowdfunding / plano colaborativo, especifica valores, cotas e retornos e o disponibiliza para o público. </p>
<p>Diferente da doação pura e simples, este sistema garante ao filantropo de ocasião a chance de obter algo em troca de sua boa ação, um “regalo” diretamente ligado ao projeto e proporcional ao valor ofertado, o que pode variar de uma menção honrosa a um exemplar exclusivo do item a ser produzido. </p>
<p>Este sistema de financiamento colaborativo chegou ao Brasil faz pouco, mas já conta com entusiastas do porte dos desenhistas Mike Deodato Jr. e Rafael Coutinho, que recorreram ao crowdfunding para financiar seus projetos pessoais.</p>
<p>E depois dos quadrinhistas, temos agora o nosso primeiro crowdfundingiano literário-fantástico. Na batalha para lançar seu segundo romance [o primeiro foi o livro Pelo Sangue e Pela Fé, de 2007], Claudio Villa abriu recentemente uma conta no site Catarse para angariar fundos para bancar as etapas de preparação de seu original, uma aventura bucaneira chamada O Vento Norte.</p>
<p>O livro, uma típica aventura corsária, com piratas da perna de pau [certo, a perna de pau é grifo meu], navios, batalhas, palavrões, rum e tudo o mais que forma parte desse cadinho flibusteiro, está em sua etapa de preparação textual. Daí, a necessidade do projeto.<br />
Para conhecer mais sobre e saber o que ele anda aprontando com esse tal de crowdfunding, fizemos 3 perguntas para o marujo Villa [tá, foi ruim a tentativa de piada (deveria ser capitão?), mas o que vale é a intenção!].</p>
<p><strong>Outra Coisa: O crowdfunding, apesar de recente por estas bandas, já foi adotado por nomes famosos, como os desenhistas Mike Deodato Jr. [The Cartoon Art Of Mike Deodato Jr.] e Rafael Coutinho [O Beijo Adolescente]. Você acredita que este sistema colaborativo de financiamento é uma saída interessante para o [quase] inexistente apoio dado às artes em geral e, em especial, àqueles projetos de cunho mais pessoal? O mercado brasileiro, e especificamente o literário, está aberto a este tipo de prática?</strong></p>
<p>Cláudio Villa: Antes de responder, quero agradecer ao Rober e ao site Outra Coisa por abrir este espaço para falar sobre o projeto e esclarecer algumas dúvidas. Eu acredito que o crowdfunding surgiu como uma opção muito viável para o financiamento de projetos culturais, especialmente por que permite um contato direto entre o artista e seu público através de uma plataforma de relacionamento confiável. Pedir ajuda e patrocínio para a realização desse tipo de iniciativa não é uma novidade [eu mesmo fiz isso com meu primeiro livro], mas a questão é que no formato antigo o contato entre o colaborador e o artista era limitado. Não havia como acompanhar direito a evolução do projeto e nem ter nenhuma garantia de que, se o projeto não fosse viabilizado, aquele que colaborou teria seu investimento de volta. Hoje, com essa plataforma, as pessoas podem acompanhar minuto a minuto a evolução de sua ideia e saber exatamente o que você esta fazendo para concretizá-la. Colocar um projeto de crowdfunding no ar é, sobretudo, dar a cara à tapa, assumir um compromisso público e colocar sua imagem em cheque.<br />
Acho que o público brasileiro ainda esta se acostumando com essa ideia de financiamento coletivo e acredito que muitos ainda se sentem inseguros sobre isso. Li uma matéria em um site de crowdfunding que diz que muitas pessoas só resolvem investir em um projeto quando ele já está financiado ou muito próximo disso. Chega a ser curioso, pois essa atitude acaba indo um pouco contra o principio do crowdfunding em si, que é apoiar projetos com pouca projeção, fazendo com que sejam bem sucedidos. </p>
<p>Acredito que meu projeto ajudará a dizer se o mercado literário está pronto para esse tipo de iniciativa. Até agora, vi pouquíssimos projetos de literatura serem feitos [de literatura fantástica, não vi nenhum até o momento], o que chega a ser curioso, pois teoricamente é o tipo de projeto mais fácil de criar uma premiação palpável que o colaborador poderá receber. Eu espero que, com essa iniciativa, eu possa realmente quebrar um paradigma e apresentar a autores iniciantes uma nova ferramenta que pode ser utilizada em seus projetos. Fazer um crowdfunding é também colocar à prova sua rede de contatos e o quanto você consegue influenciar as pessoas a comprar sua ideia. Isso pode servir como um excelente teste para determinar se a história que você pretende contar tem algum apelo junto ao público, se o tema interessa e se os elementos que você apresenta estão suficientemente maduros para serem consumidos. Nunca devemos nos esquecer de que um livro é um produto para ser consumido, e se ele não tiver apelo a seu público, não irá vender.</p>
<p><strong>OC: O crowdfunding criado para seu segundo romance, O Vento Norte, destina-se às etapas preliminares de preparação do texto original [leitura crítica, copidesque e revisão]. Como foi feita a escolha / delimitação das fases deste processo e porque não foram consideradas todas as etapas, como a publicação? Além das doações, é possível colaborar de outra maneira? E já que de crowdfunding estamos falando, o que o colaborador pode esperar como retorno, além da satisfação em ter ajudado?</strong></p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Lauren-e-Kitty.jpg" rel="lightbox[13546]" title="Lauren-e-Kitty"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Lauren-e-Kitty.jpg" alt="" title="Lauren-e-Kitty" width="250" height="460" class="alignright size-full wp-image-13552" /></a>CV: Uma coisa que eu sempre falo quando converso com alguém sobre mercado editorial [especialmente quem está começando] é que publicar um livro é, na verdade, muito fácil. Qualquer pessoa pode pegar seu original, levar a uma gráfica de livros e imprimir 20, 50 cópias sem gastar uma fortuna. Muitos autores novos, deslumbrados com a possibilidade de serem publicados, acabam caindo na história de supostas “editoras” que vendem mundos e fundos, dizendo que adoraram aquela história, que irão publicar e distribuir e que só pedem uma pequena ajuda de custo para o processo. No final, o autor paga a edição inteira e acaba com um monte de livros em casa, sem ter como desová-los no mercado. Eu poderia pegar meu original e levar a uma dessas gráficas, mas eu tenho consciência [como qualquer autor responsável] de que não sou a melhor pessoa para julgar se aquela obra esta pronta para meu público e para o mercado editorial. Qualquer história precisa de revisões e cortes e por mais que o autor possa fazer isso por si só, é sempre melhor ter o suporte de um profissional que não tenha um apego emocional à história e saiba distinguir o que vale e o que não vale a pena ser publicado. Teoricamente, todos os livros de literatura precisam passar por essas etapas e acabou sendo um processo simples determinar essas fases.</p>
<p>É claro que adquirir uma das cotas do crowdfunding [não considero uma doação, pois a pessoa esta recebendo algo em troca] é a forma mais importante de se ajudar. O que tenho pedido a amigos e pessoas que possuem blogs e sites de cultura nerd é que mesmo após adquirirem sua cota, que continuem divulgando para seus contatos ao menos uma vez por semana. Um crowdfunding para dar certo precisa de volume e quanto mais pessoas ele atingir, maiores são as chances de sucesso.</p>
<p>Quanto ao retorno, o que eu posso garantir a meus leitores é que eles receberão um livro de qualidade, já que irei participar e supervisionar cada etapa do processo. Essa qualidade estará tanto na forma [tipo de papel, imagem da capa, impressão, texto bem revisado, com diagramação agradável e de fácil leitura] quanto no conteúdo. Para me certificar que não será apenas um livro bonito, antes de iniciar o crowdfunding, fiz uma extensa pesquisa de profissionais que realizam o trabalho de preparação de texto. Após conhecer o trabalho de diferentes pessoas, cheguei à Kyanja Lee. Eu a escolhi não só por ter sido recomendada por diferentes autores e até editores que já trabalharam com ela, mas também por trabalhar bastante com literatura fantástica e, portanto, conhecer bem o terreno em que está pisando. Mais do que simplesmente revisar o texto, nós iremos trabalhar em parceria, mudando e reescrevendo o que for preciso para garantir uma aventura e experiência de leitura inesquecível. </p>
<p><iframe width="549" height="309" src="http://www.youtube.com/embed/m2dJW-mqK10?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>OC: O Vento Norte conta a história de uma jovem aguerrida e sonhadora que, a despeito de sua posição e obrigações sociais, se lança em uma aventura marítima em busca de suas aspirações. Esse plot também é, de certo modo, um reflexo da busca do Cláudio Villa escritor? A ideia desse crowdfunding seria uma primeira tentativa de vencer esse mar / mercado bravio?</strong></p>
<p>CV: Sempre acreditei que todo personagem carrega junto de si um pouco de seu autor. Mesmo que muitas vezes eles se rebelem contra você, queiram tomar rumos que você não espera e simplesmente destruam toda a trama bem planejada que você tem para eles, ainda assim, eles são um reflexo de suas experiências. Acho que um dos motivos pelos quais eu esteja há três anos brigando para ver esse livro virar realidade é o quanto a Colleen [minha protagonista] acabou se tornando importante para mim. Sua origem remonta há quase dez anos, quando minha namorada [hoje esposa] precisava de uma personagem para um jogo de RPG Live. Ela, assim como eu, adorava piratas e juntos acabamos construindo essa personagem. Anos depois, comecei a jogar um MMORPG chamado Neverwinter Nights e não sei exatamente porque resolvi assumir essa personagem no jogo. Posso dizer que foram durante os dois anos seguintes que ela realmente nasceu, ganhou suas características mais marcantes, encontrou aqueles que seriam suas companheiras de aventura [na época, personagens de outros jogadores que viraram personagens do livro] e se tornou uma pessoa quase real para mim.</p>
<p>Vivenciar essa personagem foi uma experiência muito diferente daquela que tive com Jonathan Devilla [protagonista de meu primeiro romance, Pelo Sangue e Pela Fé]. Colleen é um espírito livre, uma pessoa que não aceita que outros estabeleçam padrões para seu comportamento, que busca e luta por aquilo que quer, mesmo que outras pessoas digam a ela que é impossível. Ao longo desses cinco anos, desde que saiu meu primeiro livro, vi amigos autores que começaram do zero, encontrarem editoras que apostaram em suas histórias e seus mundos e é isso, essencialmente, que busco com esse projeto. </p>
<p>Para conhecer o projeto de crowdfunding de O Vento Norte e colaborar com a iniciativa do Cláudio, além, claro, de descobrir o que você pode ganhar [porque ajudar é bom, mas ajudar e ainda levar algo em troca é melhor ainda], acesse <a href="http://catarse.me/pt/vento_norte">http://catarse.me/pt/vento_norte</a>. </p>
<p>E curta a fanpage no Facebook: <a href="https://www.facebook.com/ventonorte">https://www.facebook.com/ventonorte</a></p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Vento-Norte-Capa-Frente.Web_.jpeg" rel="lightbox[13546]" title="Vento-Norte-Capa-Frente.Web"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Vento-Norte-Capa-Frente.Web_-550x773.jpeg" alt="" title="Vento-Norte-Capa-Frente.Web" width="550" height="773" class="aligncenter size-medium wp-image-13551" /></a></p>
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	<div class="author-avatar"><div class="author-avatar-wrap"><a class="author-link" href="http://www.outracoisa.com.br/author/rober/"><img alt='' src='http://1.gravatar.com/avatar/364acc0ba7c7765180052dc0662cbe76?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></a></div></div>
	<div class="author-box-content">
		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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		<title>Entrevista Coletiva: Leandro Reis</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Sep 2012 16:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Para encerrar a série de matérias especiais sobre o universo fantástico de Grinmelken, suas personagens cativantes e as dezenas de histórias já lançadas e por lançar, nada melhor do que uma entrevista com o criador dessa bagunça toda. Mas, como não sou muito adepto das coisas certinhas, regradas, resolvi fazer diferente. Então, em vez das [...]<div class='yarpp-related-rss yarpp-related-none'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.outracoisa.com.br/2012/09/22/entrevista-coletiva-leandro-reis/&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=550&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:550px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe></p><p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/grinmelken-outracoisa-capa1.jpeg" rel="lightbox[13536]" title="grinmelken-outracoisa-capa"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/grinmelken-outracoisa-capa1-550x263.jpeg" alt="" title="grinmelken-outracoisa-capa" width="550" height="263" class="aligncenter size-medium wp-image-13537" /></a></p>
<p>Para encerrar a série de matérias especiais sobre o universo fantástico de Grinmelken, suas personagens cativantes e as dezenas de histórias já lançadas e por lançar, nada melhor do que uma entrevista com o criador dessa bagunça toda. Mas, como não sou muito adepto das coisas certinhas, regradas, resolvi fazer diferente. Então, em vez das sempremesmas perguntas de praxe presentes em nove de cada dez entrevistas e do entrevistador chato [no caso, este que vos tecla] que assume para si o papel de Deus, resolvi reunir um time de excelentes entendedores do fantástico para fazermos uma inédita Entrevista Coletiva. </p>
<p>Então, com vocês, as dúvidas, indagações e questionamentos de escritores, editores e leitores a Leandro Reis:</p>
<p><strong>Pergunta: O que você acha dessa eterna procura pelo “novo Tolkien/ Tolkien brasileiro”? É algo válido, literariamente falando, ou é apenas marketing? É algo que você almeja? — Ana Cristina Rodrigues, Escritora.</strong></p>
<p>Leandro Reis: Acredito que seja uma busca um tanto sem sentido.  Claro, é normal que os leitores e críticos procurem comparações. Mas, Stephenie Meyer é a nova Anne Rice? Martin é o novo Tolkien? Bernard Cornwell é o novo Alexandre Dumas? Eu não diria isso. Admito que não costumo fazer tais comparações. O fato é que eu almejo contar uma história que prenda o leitor, que o faça rir, chorar, ter medo e, no fim de tudo, pensar que valeu a pena despender várias horas diante daquelas páginas. As comparações eu deixo para o público.</p>
<p><strong>P: Houve a preocupação em criar um mundo completo de alta fantasia, em todos os seus aspectos? Como você lidou com a problemática de leis da física diferentes e os seus impactos no cotidiano de quem vive no seu mundo? Erick Santos Cardoso, Escritor e Editor da Draco.</strong></p>
<p>LR: Exceto por colocar a magia na balança, o resto eu mantive do mesmo modo, exatamente para não precisar explicar leis da física, órbitas loucas e comportamentos climáticos. Deste modo, pode-se considerar que Grinmelken possui as mesmas leis da física que a Terra, assim como os mesmos ciclos. Logo, não há problemática e posso focar no que mais gosto: a trama. Já a magia foi pensada com cuidado. Eu tenho sua origem bem detalhada, suas regras e suas variações. No meu mundo, o leitor encontrará a magia elemental, que permite aos homens conjurarem relâmpagos e erguerem muralhas de pedra; também há a magia necromante, responsável por criar mortos-vivos e aprisionar a alma dos inimigos, e, ainda, a magia rúnica, que pode erguer uma cidade voadora após intricados rituais.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Floresta2.jpeg" rel="lightbox[13536]" title="Floresta2"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Floresta2-550x342.jpeg" alt="" title="Floresta2" width="550" height="342" class="aligncenter size-medium wp-image-13538" /></a></p>
<p><strong>P: Os cenários e personagens dos livros são muito bem descritos, sem tornar a leitura cansativa, e esse é um dos pontos pelos quais considero [O Legado Goldshine] uma das melhores séries de livros que já li. Sei da sua experiência com RPG, mas ainda assim queria saber de onde veio tanta inspiração para tipos tão diferentes de personagens que, ao mesmo tempo, se completam de maneira quase natural? M. D. Amado, Escritor e Editor da Estronho.</strong></p>
<p>LR: Se narrar RPG por mais de uma década me ensinou algo, esse algo foi “criar”. O Legado Goldshine foi criado em meio a inúmeras sessões de jogos, onde testávamos personagens, cenários, monstros e até intrigas. Eu reuni nesses primeiros livros aquilo que mais deu certo e nos divertiu. Talvez o que nos tenha destacado no mercado tenha sido o modo como escolhi e reuni essas cenas. Desde pequeno, sou fanático por histórias épicas, de Willow na Terra da Magia a O Império do Sol. Gosto de pensar que, por ter absorvido tantas histórias emocionantes, aprendi a ter uma noção do que fica bom no papel. Ainda estou aprendendo e tenho muito que melhorar na minha escrita, mas meu arsenal de cenários, intrigas e heróis ainda está longe de acabar.</p>
<p><strong>P: Como é o seu processo criativo e de onde tirou o nome para os personagens? Douglas MCT, Escritor.</strong></p>
<p>LR: No começo, costumo brincar, eu dava umas testadas no teclado e emendava as letras que saía. Algo mais ou menos assim: “csamkl”; vejamos, um “á” e um “o” bem posicionados e temos “Cásamkol”, um lendário guerreiro de Antália. Eu também ficava misturando nomes. Olhava em volta, via uma “caneta”, depois lia “gradiente” no som ao meu lado. Aí, misturava: “Granente”, o mago, ou “Tagra”, o bárbaro&#8230; Hoje em dia eu parei com isso. Procuro nomes por aí, focando no significado deles. Aisha = vida, Helena = Luz, Alexia = Que repele e defende, Ingrid = Em forma de guerreira, Autólico = Lobo perfeito, e por aí vai.</p>
<p><strong>P: Você enfrentou barreiras para publicar a sua obra? Caso sim, quais foram? Por que o apelido “Radrak”? Ademir Pascale, Escritor e Editor do site Cranik.</strong></p>
<p>LR: O fato de querer começar a carreira com uma saga foi a maior barreira que enfrentei. A principal justificativa das editoras era o fato de eu apresentar uma trilogia, sendo que nunca tinha publicado nada. Foram quase dois anos em busca da publicação e, ainda assim, a primeira edição do livro Filhos de Galagah saiu como se não fosse parte de uma trilogia. Só depois de um ano, com a resposta do público e uma visão do potencial da saga, a Idea Editora assumiu a trilogia. Contudo, uma vez que a Idea decidiu apostar na trilogia, as coisas fluíram muito bem.</p>
<p>A origem do nome Radrak é uma história à parte. Possuo esse nick desde os 16 anos, na época dos IRCs e chats. Tal alcunha surgiu por ser o primeiro personagem que criei para Grinmelken, e permaneceu até hoje.</p>
<p><strong>P: Você chegou a um patamar que poucos autores da literatura fantástica brasileira alcançam: publicou uma trilogia em um mercado editorial arisco que se tranca a sete chaves para publicar autores nacionais em séries, com medo do risco financeiro que isso envolve. Como foi a experiência de ter que negociar uma saga com a editora, a receptividade, o planejamento editorial, como controlou a ansiedade normal aos autores e, principalmente, como manteve o lado artístico em equilíbrio com o [lado] comercial da questão? Georgette Silen, Escritora.</strong></p>
<p>LR: Uma vez que a Idea comprou a aposta da trilogia, controlar a ansiedade até que foi fácil. Sou uma pessoa acostumada com cronogramas e planejamentos. Assim, uma vez que as datas, mesmo provisórias, foram esclarecidas, eu me acalmei. Quanto ao lado artístico versus o lado comercial, nunca precisei me preocupar. A Idea sempre me apoiou em minhas criações, sem podar cenas ou exigir inserções para aumentar a vendabilidade do livro. Este é um ponto ótimo no meu relacionamento com a editora, pois tenho plena liberdade para criar. Contudo, tenho total ciência de que esta sociedade entre meu mundo e a editora só é possível por que meu trabalho possui certo apelo comercial. Mas, realço: isso nunca foi cobrado de mim. Tal apelo é natural ao tema da obra.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/cena4.jpeg" rel="lightbox[13536]" title="cena4"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/cena4-550x366.jpeg" alt="" title="cena4" width="550" height="366" class="aligncenter size-medium wp-image-13539" /></a></p>
<p><strong>P: Adotar o formato de trilogia aumentou a força de divulgação do seu trabalho de alguma forma [ou seja, você acha que o pessoal recebe mais abertamente ou entende com mais facilidade o formato e isso ajuda no buzz]? Eric Novello, Escritor.</strong></p>
<p>LR: Na verdade, não. Adotar o formato de trilogia apenas dificultou a divulgação do trabalho, exigindo que multiplicássemos esforços e gastos na promoção desta história. Tanto que decidi escrever alguns volumes únicos antes de entrar em outra trilogia. Quanto à receptividade, varia de leitor para leitor. Eu visito feiras constantemente e adoro trocar palavras com os leitores, divulgando a obra, pessoa a pessoa. Nessas conversas, já vi quem reclamou da obra ser uma trilogia e disse “estar cansado de séries” e vi quem disse “eu adoro séries” e comprou os três livros para eu autografar. No frigir dos ovos, creio que a força da divulgação está no trabalho do autor e na sua presença constante em eventos literários e redes sociais. Isso gera o buzz e isso me trouxe ao patamar que estou hoje.</p>
<p><strong>P: Crossmedia é um termo relativamente recente que serve para definir vários desdobramentos de uma mesma ideia em diversos meios, seja literatura, cinema, quadrinhos, RPG ou videogames. Seu trabalho já veio a público investindo neste conceito, unindo literatura e jogos de interpretação. Pretende investir em novas mídias no futuro? Poderia adiantar em quais? Romeu Martins, Escritor.</strong></p>
<p>LR: Sou da geração Y, então, estou sempre pensando em várias coisas ao mesmo tempo. Hoje, eu sei que as chances de fazer um Live action [filme com atores reais] de Grinmelken são ínfimas, mas tenho projetos que envolvem HQs, animação e jogos, tanto de tabuleiro quanto de RPG clássico.  No entanto, meu foco é fortalecer Grinmelken como literatura, para, depois de consolidado, partir para outras mídias. Vontade de fazer tudo não falta, mas respeito o ditado: “tudo ao seu tempo”.</p>
<p><strong>P: Na hora de criar você abusa das referências, só escreve quando todas as ideias já estão formuladas na cabeça ou passa por um longo caminho de pesquisa para achar as ideias perfeitas? Como sua mente trabalha neste momento de criação, desde o início até a finalização de um trabalho? Tiago Castro, Editor do site Universo Insônia.</strong></p>
<p>LR: Eu sempre faço pesquisas, mas, como é um mundo próprio, não preciso me aprofundar nelas. Quando estou criando eu sigo um roteiro básico que preparo antes de começar o livro. Neste roteiro eu tenho, em uma frase, a essência do capítulo. Algo como “Casakól encontra Tagra aprisionado.” A partir disto, desenvolvo o capítulo escrevendo meio no improviso, meio no planejado. Às vezes, um capítulo segue seu próprio rumo e eu preciso mexer em todo o roteiro. Mas o resultado é algo bom, inconstante como a vida é. Quando estou mais próximo do final da obra, a coisa flui de modo frenético. Nos últimos capítulos, esqueço-me do roteiro e vou escrevendo até a história fechar. É interessante, pois 70% do livro é escrito em cinco meses. Os últimos 30% são escritos em menos de um. Uma curiosidade: enquanto estou escrevendo um romance, não consigo pular um capítulo para adiantar outro. Eu sempre escrevo em sequência.</p>
<p><strong>P: A Fantasia estabelece uma linguagem na qual tem espaço a profundidade temática e o questionamento moral? Ou literatura é e deveria ser somente entretenimento? Bruno Accioly, Escritor e Editor do site Outra Coisa.</strong></p>
<p>LR: Toda literatura nos dá espaço para trabalharmos tanto a profundidade temática quanto o questionamento moral, seja terror, policial, fantasia ou romance. Cabe ao autor decidir se vai fazê-lo e, optando por isso, também decidir se o fará de modo sutil ou escancarado. Eu foco minhas histórias no entretenimento, enquanto tento incluir questionamentos de um modo sutil. Muitos leitores perceberam e comentaram a mensagem que eu desejava passar com o relacionamento entre as protagonistas da trilogia, Galatea e Iallanara. É ótimo quando encontro leitores assim e posso discutir com eles.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/batismo-fogo.jpeg" rel="lightbox[13536]" title="batismo-fogo"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/batismo-fogo-550x328.jpeg" alt="" title="batismo-fogo" width="550" height="328" class="aligncenter size-medium wp-image-13540" /></a></p>
<p><strong>P: Você publicou uma trilogia em pouquíssimo tempo, praticamente com apenas um ano de intervalo entre elas. Houve um tempo de gaveta para cada livro, os manuscritos passaram por leitores betas e copidesques [e, neste caso, quais foram os pontos positivos / negativos destas análises] ou os textos, ao modo rowlingiano, saíram prontos da sua cabeça? Rober Pinheiro, Escritor. </strong></p>
<p>LR: O processo foi um misto de escrita direta com leitor beta. Possuo um amigo chamado Daniel Alencar que o destino colocou no meu caminho por volta do ano de 2004. Quando comecei a escrever, o Daniel começou a me criticar. Ao contrário do que costuma acontecer nesses casos, após alguns anos, nos tornamos grandes amigos e, hoje, passo os texto para ele conforme vou escrevendo. Ele vai opinando, questionando, discutindo e altero a história quando aceito os pontos dele. Além dele, possuo outros amigos que olham a obra enquanto estou escrevendo. E minha tiete-mor, minha esposa Priscila Cunha, que acha que está tudo sempre muito bom [muito útil após uma sessão de criticas e zoações do Daniel]. Apesar do trabalho de revisão da Idea, não temos trabalho de copidesque no Legado Goldshine.</p>
<p><strong>P: Um dos pontos que você sempre faz questão de ressaltar ao falar de sua trilogia é o plano de negócios para publicação. Como ele foi realizado? O que de mais relevante foi considerado durante seu desenvolvimento? Everson Probst, Leitor.</strong></p>
<p>LR: O plano de negócios foi feito pelo Daniel Alencar, como trabalho de pós-graduação em Gerenciamento de Projetos. O maior foco dele era no modo de como preparar o “produto” e entregá-lo ao “mercado”. No estudo feito, foi analisado também o investimento e os riscos de uma publicação por conta própria. É um trabalho muito completo, que me orientou no início de carreira e, sem dúvida, ajudou-me a conquistar a trilogia publicada.</p>
<h2>ATENÇÃO! A próxima pergunta traz um leve spoiler sobre o livro três da série, Enelock. Se você ainda não o leu, sugiro que pule a próxima pergunta e vá direto para a pergunta seguinte, ou, então, leia-a por sua conta e risco.</h2>
<p><strong>P: Quando Enelock mata Helena, a sacerdotisa pergunta quantas vezes eles repetiriam aquilo e sua última visão é a de Orgul, o deus da escuridão e da maldade, e Aisha, a deusa da luz e da bondade, juntos. Poderia explicar melhor essa ligação entre os deuses quando eram mortais? E por que Helena perguntou a Enelock quantas vezes repetiriam aquilo? Eles se mataram em outras vidas? Eles foram Aisha e Orgul em outras vidas? Giovane Fernandes, Leitor.</strong></p>
<p>LE: Explico. Existe um conceito hermético que diz mais ou menos o seguinte: “O que está em cima é como o que está em baixo e vice-versa”. O Legado Goldshine está repleto de conceitos deste tipo. Para escrevê-lo, quando comecei a brincar com esses conceitos, foi-me apresentado o livro Caibalion [livro esotérico e ocultista que trata dos princípios herméticos]. Fiquei tão fascinado com o livro e seus princípios que criei grande parte da espiritualidade de Grinmelken baseado nos seus ensinamentos. Voltando: a cena entre Enelock e Aisha é um reflexo do que aconteceu milênios atrás entre Orgul e Aisha, quando eram irmãos e mortais. Essa cena reflete o ciclo de batalhas entre o bem e o mal, que nunca termina, dando ritmo ao mundo. Helena é um anjo de Aisha e Enelock, um Aspecto de Orgul. Ali, as palavras de Helena vêm da própria deusa da bondade, sempre esperançosa na redenção do irmão, enquanto as ações de Enelock são ordenadas pelo próprio Orgul, sempre cheio de ódio. A situação é um ciclo, por isso ela faz a pergunta “Quantas vezes repetiremos isso?”. Essa cena é inspirada no conceito espírita de que o universo te apresentará a mesma lição, inúmeras vezes, até que você aprenda com ela.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/exercito2.jpeg" rel="lightbox[13536]" title="exercito2"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/exercito2-550x366.jpeg" alt="" title="exercito2" width="550" height="366" class="aligncenter size-medium wp-image-13542" /></a></p>
<p><strong>P: Garras de Grifo é seu primeiro trabalho depois da bem sucedida Trilogia Goldshine. Onde este novo trabalho se situa dentro do seu universo? Há ligação com os trabalhos anteriores [livros / contos]? Há planos para novas trilogias? Flávio Vicentin, Leitor.</strong></p>
<p>LR: Enquanto a trilogia Legado Goldshine se passa no Oeste do continente, [a história de] Garras de Grifo se passa no Leste, 50 anos após o fim da história do Legado. As obras são interligadas por menções aos personagens antigos [que nada atrapalham a leitura, para quem não conhece a trilogia] e pela participação do espadachim  Gawyn Silverheart e do sacerdote da Guerra Caorídio. O [livro] Garras de Grifo também tem ligação com os contos Ruínas de Aço e A Morte e a Guerra, ambos disponíveis no meu site [www.guinmelken.com.br], para quem quiser conhecer. O legal é que, quando se termina a leitura do [livro] Garras de Grifo, percebe-se claramente que planejo escrever mais uma história sobre a Iallanara Nindra; esta seria uma trilogia, trazendo de volta Lemurian e revelando o destino de Ragasha&#8230; Mas deixarei a surpresa para os leitores. ☺ </p>
<p>A entrevista está quase no fim, mas para fechá-la como se deve, com chave de ouro, nada melhor do que uma pergunta feita ao Leandro Reis pelo próprio&#8230; Leandro Reis!<br />
Então&#8230;</p>
<p><strong>P: O que seria da sua vida se você parasse de escrever? Leandro Reis, Escritor.</strong></p>
<p>LR: [Eu me pergunto isso com certa constância e] não sei responder. Hoje eu veria tristeza, pois quando estou trabalhando para Grinmelken eu me sinto pleno. É como se ligasse uma tomada na nuca e carregasse minhas energias, dando-me humor e disposição para acordar cedo e ficar no computador do começo ao fim do dia. Essa é minha paixão e, sem ela, não consigo ver o fim da minha própria história.</p>
<p><strong>Esta entrevista só foi possível graças à ajuda [e às excelentes perguntas] de muitos — e queridos — amigos. Então, o meu muitíssimo obrigado a Ana Cristina Rodrigues, Erick Santos Cardoso, M. D. Amado, Douglas MCT, Ademir Pascale, Georgette Silen, Eric Novello, Romeu Martins, Tiago Castro, Bruno Accioly, Everson Probst, Giovane Fernandes e Flávio Vicentin.</p>
<p>E, claro, um obrigado máster a Leandro Reis!!!</strong></p>
<p><a href="http://grinmelken.com.br/">http://grinmelken.com.br/</a></p>
<p><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.outracoisa.com.br/2012/09/22/entrevista-coletiva-leandro-reis/&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=550&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:550px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe></p><div class='yarpp-related-rss yarpp-related-none'>
<p>Não foram encontrados.</p>
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		<title>Ted – Entrevista com Mark Wahlberg e Mila Kunis</title>
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		<comments>http://www.outracoisa.com.br/2012/09/22/ted-entrevista-com-mark-wahlberg-e-mila-kunis/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Sep 2012 16:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Wahlberg]]></category>
		<category><![CDATA[mila kunis]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Ted&#8221;, uma comédia despretensiosa mas sensível, nostálgica e cheia de carisma, vem sendo contada para ser a comédia do ano e, nesta entrevista, a bela Mila Kunis e o ótimo Mark Wahlberg dividem conosco suas opiniões sobre o filme. Subestimado pelos mau-humorados, que se recordam de sua efêmera carreira como músico &#8211; pelo hit &#8220;Fell [...]<div class='yarpp-related-rss yarpp-related-none'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.outracoisa.com.br/2012/09/22/ted-entrevista-com-mark-wahlberg-e-mila-kunis/&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=550&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:550px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe></p><p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/ted-mark-wahlberg-mila-kunis-outracoisa.jpg" rel="lightbox[13523]" title="ted-mark-wahlberg-mila-kunis-outracoisa"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/ted-mark-wahlberg-mila-kunis-outracoisa-550x263.jpg" alt="" title="ted-mark-wahlberg-mila-kunis-outracoisa" width="550" height="263" class="aligncenter size-medium wp-image-13531" /></a></p>
<p>&#8220;Ted&#8221;, uma comédia despretensiosa mas sensível, nostálgica e cheia de carisma, vem sendo contada para ser a comédia do ano e, nesta entrevista, a bela Mila Kunis e o ótimo Mark Wahlberg dividem conosco suas opiniões sobre o filme.</p>
<p>Subestimado pelos mau-humorados, que se recordam de sua efêmera carreira como músico &#8211; pelo hit <a href="http://www.youtube.com/watch?v=-eSN8Cwit_s">&#8220;Fell the Vibrations&#8221;</a> &#8211; Mark Wahlberg não é apenas o extremamente talentoso ator, que se encarregou de roubar cenas debaixo do nariz de Martin Sheen, Alec Baldwin, Jack Nickolson e Leonardo diCaprio, em &#8220;O Infiltrado&#8221;, como também vem fazendo muito pelo cinema nos EUA.</p>
<p>Wahlberg é, hoje, um dos mais ocupados produtores de Hollywood e vai produzir 15 dos 20 filmes com os quais estará envolvido nos próximos 3 anos, fora as produções televisivas.</p>
<p><object width='550' height='309'><param name='movie' value='http://www.videolog.tv/swfs/player.swf' /><param name='flashvars' value='id_video=828346&#038;jsapi=true&#038;vdl=true' /><param name='allowScriptAccess' value='always' /><param name='allowFullScreen' value='true' /><param name='wmode' value='opaque' /><embed src="http://www.videolog.tv/swfs/player.swf?id_video=828346&#038;jsapi=true&#038;vdl=true" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="550" height="309" /><br />
            </object></p>
<p>Fonte: Reporter Hollywood</p>
<div class="author-box gray-noborder-round">
   <div class="author-box1">
	<div class="author-avatar"><div class="author-avatar-wrap"><a class="author-link" href="http://www.outracoisa.com.br/author/baccioly/"><img alt='' src='http://0.gravatar.com/avatar/cf9ccc8cb3319b5b3487c17b6d9ead6a?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></a></div></div>
	<div class="author-box-content">
		<h3 class="author-name">Bruno Accioly</h3>
		<div class="author-description"><a href="http://brunoaccioly.com.br">Bruno Accioly</a> é diretor da <a href="http://dotweb.com.br">dotweb.com.br</a>, editor do <a href="http://outracoisa.com.br">OutraCoisa.com.br</a>, concebeu a iniciativa <a href="http://aolimiar.com.br">aoLimiar.com.br</a> e é co-fundador do <a href="http://steampunk.com.br">Conselho SteamPunk</a></div>
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   </div>
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		<title>Enelock, o fim e um novo começo</title>
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		<comments>http://www.outracoisa.com.br/2012/09/21/enelock-o-fim-e-um-novo-comeco/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Sep 2012 18:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Enelock]]></category>
		<category><![CDATA[Grinmelken]]></category>
		<category><![CDATA[Leandro Reis]]></category>

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		<description><![CDATA[E eis que chegamos ao final dessa grande aventura. Depois de percorrer as terras abençoadas de Galagah na companhia de bravos, bruxas e princesas sagradas, de andar pelas ruas estreitas e invertidas de Lemurian, de enfrentar espíritos amaldiçoados e bárbaros sanguinários e pelejar contra mortos-vivos, senhores das sombras e dragões ancestrais, finalmente chegou a hora [...]<div class='yarpp-related-rss'>
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<p>E eis que chegamos ao final dessa grande aventura. Depois de percorrer as terras abençoadas de Galagah na companhia de bravos, bruxas e princesas sagradas, de andar pelas ruas estreitas e invertidas de Lemurian, de enfrentar espíritos amaldiçoados e bárbaros sanguinários e pelejar contra mortos-vivos, senhores das sombras e dragões ancestrais, finalmente chegou a hora de&#8230; lutar, oras!</p>
<p>Se o primeiro livro foi chamado de luz e o segundo, de escuridão, o terceiro volume da saga épica criada por Leandro Reis pode ser definido — para usar uma só palavra — como luta! Mais do que a conclusão de um trabalho bem feito Enelock, o respeitável calhamaço que encerra a trilogia Legado Goldshine, é a síntese da luta derradeira pela qual todos esperam — a luta das personagens, a luta do bem versus mal, a luta pessoal do autor e a luta da própria literatura, infelizmente, ainda tem que se provar a cada dia. Lutas, lutas e mais lutas que, nas páginas do livro, se transformam em uma espécie de vertigem literária, uma aventura que percorre da primeira à última página do livro — ou de fio a pavio, como diriam os mais avançados na idade. </p>
<p>“Encerrar uma história assim é uma experiência única. É maravilhoso sair costurando todas as arestas deixadas nos livros anteriores e revelar alguns segredos que escondo de todos” — declara Reis. E continua: — “Mas, pelo mesmo motivo, está sendo muito difícil escrevê-la”.</p>
<p>O livro, cujo título evoca o mais temível inimigo dos habitantes de Grinmelken desde os tempos rashidianos [eu poderia discorrer sobre a era rashidiana e encher estas páginas — e seus olhos — com informações valiosas, mas não vou fazer isso, não! Então, se quiser saber — e, acredite amigo, vale muito a pena saber — quem foi Rashidi, terminando de ler essa matéria, corra lá para o site do autor] dá continuidade e fim à busca épica da princesa [e agora rainha] guerreira Galatea Goldshine pela terceira e última runa. O grande problema é que, para encontrá-la, a soberana de Galagah e seus companheiros terão que entrar no coração de Ars Níbul, um reino amaldiçoado, e enfrentar o maior mal que já marchou sobre Grinmelken: o Lorde Supremo dos Mortos. </p>
<p>Mas o que diabos é esse tal de Enelock?, você me pergunta. Segundo Reis, na história de seu mundo, o Manda-Chuva dos desafortunados que já passaram dessa para uma melhor [ou não, como você vai descobrir] surgiu há tempos na região sul do reino, mais precisamente nas planícies bárbaras, quando um portal dimensional foi aberto e quatro poderosos demônios escaparam dos Planos Inferiores. Durante o conflito com os bárbaros que lá viviam, ele acabou desaparecendo e os maus ventos — além dos rumores — o levaram para o norte, onde ele acabou erigindo, aos poucos, o reino dos mortos, Ars Níbul. </p>
<p>Enelock é o grande vilão da saga, aquele destinado a acaba com os dias e a glória dos Filhos de Galagah e, por conseguinte, com toda a vida do reino. No entanto, falar mais sobre ele seria estragar a história.</p>
<p>E por falar em história, Leandro conseguir neste terceiro livro dar mais substância às suas personagens, especialmente Galatea e Iallanara. Antes reclusa e solitária, a bruxa vermelha evoluiu de uma criatura que, mesmo poderosa, vivia à mercê de um senhor escuro para uma mulher forte e decidida, alguém capaz de fazer escolhas e de arcar com elas, além, claro, de ter se tornado uma profunda conhecedora de magia. É interessante observar sua evolução, relembrar cada momento de agonia, as dúvidas sobre o certo e errado e finalmente, acompanhar sua epifania tardia.</p>
<p><iframe width="549" height="309" src="http://www.youtube.com/embed/ShbmdbpfgYk?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Já Galatea ganhou outro tom nesta aventura final, mais firme, decidido. Da heroína ingênua e pia do primeiro livro restou pouco — e vale ressaltar que boa parte dessa transformação foi ocorrendo ao longo das páginas d’O Senhor das Sombras — e agora, às portas de Ars Níbul, o que temos é uma mulher forte e confiante, não aquela confiança indulgente, mas uma confiança em si e em sua própria capacidade, conseguidas, ambas, à custa das experiências pelas quais teve de passar ao longo de sua jornada autoimposta. Mais do que representar a vontade de um deus-dragão sagrado, ela agora representa a inspiração de seu povo, a força que congrega todos os guerreiros de seu tempo — seus companheiros de aventuras e aqueles que se juntam para combater os exércitos do senhor dos mortos, a chamada União das Espadas — e os guia na luta contra o também maior inimigo de seu tempo.</p>
<p>Uma guerreira — e rainha — de fato! </p>
<p>Com Enelock, Leandro elevou suas personagens a outro patamar e, para confrontá-las, criou um vilão nada menos que à altura.<br />
Lançado em 2011, o livro veio com todo o kit característico dos lançamentos anteriores do autor: capa emblemática e belamente ilustrada, desenhos incríveis de Licínio Souza e um dos melhores — se não o melhor — booktrailers de toda a saga, novamente a cargo de Leonardo Reis.</p>
<p>Mas como eu disse no título desta matéria, Enelock finda uma era e dá início a outra.</p>
<p>“A jornada realizada em Legado Goldshine, apesar de abranger uma boa parte do mapa de Grinmelken, ainda é uma fração pequena das histórias que meu mundo pode gerar”. — confidencia Reis.</p>
<p>Prova disso é que este ano, durante a 22ª Bienal do Livro de São Paulo, o autor lançou seu mais novo projeto grinmelkeniano, o livro-solo Garras de Grifo, um belo de um tijolinho que narra a história de Alexia Garras de Grifo, uma mulher bárbara criada em uma tribo que está prestes a se desfazer. A obra, também com chancela da Editora Idea, irá explorar mais a fundo a cultura e a história bárbara das planícies do sul, que é superficialmente apresentada n’O Senhor das Sombras. </p>
<p>Entre projetos, rabiscos e ideias, Reis conta que ainda pretende trabalhar outros referenciais de seu mundo fantástico, como o surgimento de Lemurian, a Cidadela Invertida, e uma obra cujo título provisório é Réquiem pra Leyar, do qual o conto Dia de Caçada forma um prólogo.<br />
“Tenho outros projetos mais ambiciosos em mente, sendo um deles para Iallanara, outro para o Ethan, da época em que ele e o dragão Nogard se tornaram os heróis lendários que são hoje, e mais alguns que seguirão uma linha de terror medieval, passados nos Vales dos Horrores, local que serve de cenário para dois dos meus contos mais conhecidos: A Dama Noturna e Esperança Corrompida”.</p>
<p>E arremata:</p>
<p>“Grinmelken é minha paixão e é neste mundo que mais me divirto e, assim sendo, é nele onde mais posso divertir meus leitores”.<br />
E essa é uma diversão, sem erro de causa, garantidíssima!</p>
<p>Se você quiser — e eu sei que você vai — conhecer mais sobre o trabalho do Leandro, basta acessar seu site: http://grinmelken.com.br/ e se esbaldar com as muitas informações, contos e histórias que formam esse incrível universo.  </p>
<p>Ah, e volte aqui depois para conferir a entrevista especial que fizemos com o Leandro Reis!</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Capa_Enelock-outracoisa.jpeg" rel="lightbox[13515]" title="Capa_Enelock-outracoisa"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Capa_Enelock-outracoisa-550x790.jpeg" alt="" title="Capa_Enelock-outracoisa" width="550" height="790" class="aligncenter size-medium wp-image-13516" /></a></p>
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	<div class="author-avatar"><div class="author-avatar-wrap"><a class="author-link" href="http://www.outracoisa.com.br/author/rober/"><img alt='' src='http://1.gravatar.com/avatar/364acc0ba7c7765180052dc0662cbe76?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></a></div></div>
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		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
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		<title>3 perguntas para Duda Falcão</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/outracoisa/~3/1Tc5ObRVwvs/</link>
		<comments>http://www.outracoisa.com.br/2012/09/15/3-perguntas-para-duda-falcao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2012 13:42:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Duda Falcão]]></category>
		<category><![CDATA[Protetores]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de se aventurar por mais de uma dezena de coletâneas fantásticas, o escritor porto-alegrense Duda Falcão resolveu alçar voos mais altos e, chancelado pela Editora Underworld, lança agora em setembro seu primeiro romance, Protetores, uma fantasia urbana que traz em seu cerne uma leve propensão para o terror. Na história, o misterioso Antonio Vilemum [...]<div class='yarpp-related-rss yarpp-related-none'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.outracoisa.com.br/2012/09/15/3-perguntas-para-duda-falcao/&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=550&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:550px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe></p><p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/protetores-duda-falcao-outracoisa.jpg" rel="lightbox[13501]" title="protetores-duda-falcao-outracoisa"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/protetores-duda-falcao-outracoisa-550x263.jpg" alt="" title="protetores-duda-falcao-outracoisa" width="550" height="263" class="aligncenter size-medium wp-image-13502" /></a></p>
<p>Depois de se aventurar por mais de uma dezena de coletâneas fantásticas, o escritor porto-alegrense Duda Falcão resolveu alçar voos mais altos e, chancelado pela Editora Underworld, lança agora em setembro seu primeiro romance, Protetores, uma fantasia urbana que traz em seu cerne uma leve propensão para o terror.</p>
<p>Na história, o misterioso Antonio Vilemum convida indivíduos especiais para se tornarem os novos Protetores. Entre a turma escolhida está Jango, um amazonense, Mirah, uma oriental, Ordep, um futuro caçador de vampiros, Jhava, uma mulher comum em busca de seu marido, Astrid, uma psicóloga, Rufus, um historiador e Gargul, um homúnculo. Mais diversificado, impossível, não?</p>
<p>Na primeira reunião dessa turma, realizada na mansão do emblemático anfitrião, os protagonistas são lançados em uma noite de aventura fantasmagórica e descobrem, depois dessa empreitada inicial, que o sobrenatural é parte integrante do mundo em que vivem e que, ao se tornarem Protetores, eles deverão proteger os frágeis e indefesos seres humanos da sede de sangue dos vampiros, das garras de lobisomens, dos demônios que pretendem aprisionar as pobres almas mortais e de fantasmas que de gasparzinhos não têm nada.</p>
<p>Ficou interessando em saber mais sobre essa fantasia urbana com cara de terror? Então, olho nas 3 perguntas que fizemos para o Duda:</p>
<p><strong>Outra Coisa: Você trilhou um caminho literário bem interessante: de autor de coletâneas por demanda a publisher de uma editora fantástica. Quais foram os maiores desafios enfrentados em cada uma dessas fases tão distintas? Ainda há espaço, hoje, para coletâneas pagas ou você acredita que elas já cumpriram seu papel?</strong></p>
<p>Duda Falcão: Em primeiro lugar, quero agradecer pelo espaço que a entrevista proporciona à divulgação do meu trabalho. Cara, sempre quis ser escritor e desde moleque invento minhas histórias. Na primeira oportunidade que tive de publicar um texto meu, fui em frente. Estou me referindo a uma coletânea paga organizada pela Editora Guemanisse, em 2005, pelo que me lembro. Foi minha primeira experiência, um conto de horror. </p>
<p>Continuei escrevendo contos&#8230; Fui criando narrativas curtas em função das antologias abertas que eu encontrava pela rede. Quando pediam histórias de vampiros, eu escrevia sobre vampiros, quando pediam enredos com lobisomens ou com zumbis, eu escrevia sobre lobisomens e zumbis. Mas não pense que se tratava de oportunismo, eu realmente gosto de horror; esses personagens sempre povoaram meu imaginário. </p>
<p>As primeiras oportunidades surgiram com coletâneas pagas. Você envia um texto, disputa com outros autores um espaço na obra e, depois, assina um contrato se comprometendo a pagar por uma cota de livros. Nesse sentido, posso destacar pontos que considerei muito positivos: li resenhas sobre meus contos, fiz amizades com escritores e editores e tudo isso significou experiência.</p>
<p>Atualmente participo apenas de livros em que sou convidado ou contratado. As coletâneas pagas cumpriram o seu papel no início da minha caminhada. Para quem está ingressando no mercado, é uma alternativa&#8230; Boa ou ruim, somente a própria experiência do autor dirá!</p>
<p>Em relação aos desafios, percebo que essa é uma realidade constante para o escritor. Somente a prática de escrever e a leitura contínua são capazes de nos aprimorar. Entender o mercado, conhecer pessoas do ramo, escritores, editores, leitores, participar de eventos literários são ações que contribuem para a complexidade de ser um profissional da escrita no nosso mundo contemporâneo, na nossa sociedade conectada.</p>
<p>Já no caso da Argonautas, o maior desafio é sobreviver. Não buscamos ser uma editora popular, em se tratando de vendas. Eu e o Cesar [Alcázar, coeditor e cofundador da Argonautas] temos outras atividades que nos sustentam economicamente. Então, a editora produz pouco, mas produz com foco na qualidade e com o compromisso de gerar livros de Literatura Fantástica que possam ser lembrados no futuro por aqueles que nos leram.</p>
<p>Vale destacar que a Argonautas trabalha com escritores convidados. Escolhemos um tema para a obra e contatamos os autores que acreditamos se encaixarem no perfil editorial. Ou seja, nosso objetivo é publicar Literatura Fantástica: Horror, Fantasia e Ficção Científica. Até o momento publicamos somente contos e não romances.</p>
<p><strong>OC: Você é graduado em história e especialista em Literatura Brasileira, além de docente. Como professor, você consegue ver a entrada da literatura especulativa na sala de aula? Há algum espaço ou abertura para se trabalhar com a fantasia na formação do jovem leitor?</strong></p>
<p>DF: Eu vejo da seguinte forma: na sala de aula quem decide o que o aluno vai ler é o professor. Se o professor gosta de literatura especulativa, ele pode, sim, inserir livros desse nicho no programa de seus alunos. Isso não significa abandonar as leituras básicas, aquelas indicadas por programas oficiais, mas ampliar o leque de possibilidades que considera importante para a formação do aluno. </p>
<p>No mundo conectado em que vivemos, os professores precisam conhecer o que está fora dos muros da escola e da educação tradicional. Se os alunos acompanham no cinema Os Vingadores, é hora de trabalhar história em quadrinhos, é hora de falar sobre História da América, é hora de falar sobre mitos e heróis; temos muitas alternativas, basta sermos criativos.</p>
<p>A literatura especulativa terá lugar na sala de aula se o professor conhecê-la ou der ouvidos aos interesses de seus alunos. Só assim o professor poderá indicar, propor debates e discutir criticamente as obras de gênero fantástico. O aluno, como sujeito, pode ler literatura fantasiosa, mas isso não significa que a discutirá em sala de aula. Para isso, é necessário o aval do professor.<br />
Sem dúvida, a fantasia pode ser trabalhada com o jovem leitor. Podemos começar com a leitura e a análise da Odisseia de Homero, por exemplo, depois pensar em uma série de obras que seguem caminhos épicos na atualidade, tais como, O Senhor dos Anéis e As crônicas de Gelo e Fogo. Como disse anteriormente, dependerá do professor. Ele precisará usar a criatividade, além de saber comparar, criticar e inovar.</p>
<p><strong>OC: Protetores é seu primeiro romance publicado, uma fantasia urbana com uma inclinação para o terror. No que ele difere de seus projetos anteriores, como o Hylana nas Terras de Lhu? Esta guinada para a fantasia urbana foi acidental ou providencial? E, pra fechar, o que o leitor acostumado com o Duda Falcão épico-fantástico pode esperar desse novo projeto?</strong></p>
<p>DF: Minha curiosidade por saber o que as pessoas pensariam dos meus textos me levou a criar um blog: Hylana nas Terras de Lhu. Na “cara dura” ou “de pau”, como se diz, eu escrevia capítulos curtos e postava sem as preocupações que uma edição deve ter. Ou seja, não foi exatamente um trabalho profissional, mas um laboratório. Meu primeiro Frankenstein <img src='http://www.outracoisa.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Em Hylana, o leitor não vai encontrar um trabalho maduro, e sim um projeto de um autor que está experimentando, tanto as possibilidades do texto, quanto as peculiaridades de publicar na rede.<br />
Já em Protetores busco o profissionalismo; escrevo, releio, reescrevo, deixo o texto hibernar, corto personagens, altero enredo e estrutura até chegar ao produto final. Além de ter procurado por uma edição tradicional, impressa.</p>
<p>Sou fã de literatura fantástica: horror, fantasia e ficção científica. Gosto de transitar por essa tríplice. No entanto, o horror tem se mostrado o chão ao qual estou mais bem adaptado no momento. Portanto, não foi acidental, foi mesmo por uma questão de gosto.</p>
<p>O leitor pode esperar por um livro de ação, repleto de personagens “vivos” e criaturas sobrenaturais. E uma edição de tirar o fôlego, criada com enorme competência pela Editora Underworld, desde o visual completo da capa até a diagramação, revisão e ilustrações internas do livro.</p>
<p>O livro Protetores será lançado durante o Fantasticon 2012, aqui em São Paulo, nos dias 15 de 16 de setembro.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Capa_Protetores.jpeg" rel="lightbox[13501]" title="Capa_Protetores"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Capa_Protetores-550x818.jpeg" alt="" title="Capa_Protetores" width="550" height="818" class="aligncenter size-medium wp-image-13503" /></a></p>
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	<div class="author-avatar"><div class="author-avatar-wrap"><a class="author-link" href="http://www.outracoisa.com.br/author/rober/"><img alt='' src='http://1.gravatar.com/avatar/364acc0ba7c7765180052dc0662cbe76?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></a></div></div>
	<div class="author-box-content">
		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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		<title>3 perguntas para A. Z. Cordenonsi</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 19:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[A. Z. Cordenonsi]]></category>
		<category><![CDATA[Duncan Garibaldi e a Ordem dos Bandeirantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Trens desgovernados, ordens de cavalaria, dois garotos perdidos, uma assombração e a busca por um artefato mágico. Parece samba de crioulo doido, né? Só que não. Ou quase! Duncan Garibaldi e a Ordem dos Bandeirantes, de A. Z. Cordenonsi, é o livro responsável por juntar essa salada de referências tão improváveis num cadinho só. Com [...]<div class='yarpp-related-rss yarpp-related-none'>

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<p>Trens desgovernados, ordens de cavalaria, dois garotos perdidos, uma assombração e a busca por um artefato mágico. Parece samba de crioulo doido, né? Só que não. Ou quase!</p>
<p>Duncan Garibaldi e a Ordem dos Bandeirantes, de A. Z. Cordenonsi, é o livro responsável por juntar essa salada de referências tão improváveis num cadinho só. Com lançamento anunciado pela Editora Underworld, a história é uma fantasia aventuresca que conta a saga de dois garotos de uma pequena cidade gaúcha que, após encontrar o corpo ensanguentado de uma jovem, acabam se envolvendo em uma luta secular pela posse de um artefato misterioso.</p>
<p>Depois deste incidente, suas vidas monótonas e sem graça são completamente transformadas e eles acabam descobrindo que a pitoresca Vila Belga pode conter muitos mais segredos do que eles poderiam imaginar. Acaudilhados para o olho do furacão pelo impetuoso Cavaleiro Nicolau, Duncan e Joaquim, os dois pentelhos da trama, são atacados por ghouls assassinos, viajam em um trem cambaleante, combatem um gigantesco tartaranho e precisam se defender do irrefreável Homem do Chapéu de Ferro.</p>
<p>Perseguidos pelos inescrupulosos agentes d’O Inimigo e contando com a ajuda da menina desencarnada, os garotos terão que sobreviver ao desafio mais difícil de suas vidas, contando apenas com a força da sua amizade e uma boa dose de coragem. Ao participar da busca pela Clave Cristalina, eles se deparam com horrores inimagináveis e se agarram com todas as forças a sua sedutora companheira, a Aventura!</p>
<p>Para conhecer um pouco mais dessa história instigante, fizemos 3 perguntas para A. Z. Cordenonsi:</p>
<p><strong>Outra Coisa: Recentemente surgiu uma geração de escritores preocupados em apresentar em suas histórias uma conceitualização mais nacionalista de tramas e personagens, trazendo para a literatura reinvenções de arquétipos e mitos folclóricos clássicos. Como autor dessa leva de novos fantásticos, você acha que a literatura especulativa encontrou nessa releitura um caminho para se desvincular do modelo fantástico anglo-saxão ou, em sua opinião, isso não chega a ser uma necessidade / preocupação?</strong></p>
<p>A. Z. Cordenonsi: Bom, primeiramente, olá a todos os leitores outrocoisenses. Eu não acredito que a “necessidade” seja um termo que deva permear qualquer livro de ficção, seja literatura fantástica ou não. Eu vejo os autores biográficos beberem, constantemente, da fonte da necessidade, principalmente, a de ocasião [quando da morte de uma pessoa famosa, por exemplo]. Desta forma, não acredito que os autores, nacionais ou não, necessitem se desvincular de alguma fórmula pronta, ou mesmo se preocupar com ela. Sim, existem fórmulas prontas para qualquer tipo de livro, mas utilizar este tipo de paradigma não leva nem ao sucesso ou ao insucesso. A história a ser contada é muito mais importante do que o modelo que o autor resolveu adotar. A originalidade pura, em essência, raramente existe. Se algum autor acha que, por escrever utilizando-se dos mitos nacionais, vai ser “original”, provavelmente terá problemas. O mais importante, para esse que vos responde, é o “projeto do livro”. O que você pretende com o livro? Que história você vai contar? Ela tem vinculação com a nossa realidade? Não? Sem problemas! Crie um mundo verossímil [ou mundos], pontilhe com acidentes geográficos, acrescente algumas espécies que se adaptam a este mundo, insira, aqui ou acolá, seres dotados de inteligência e voilá! Agora, escreva, entre o capítulo 1 e o the end, a sua ideia. Ah, não é isso que você quer? Quer escrever algo que se passa nos dias de hoje, ou em outra época, mas na nossa realidade? Bom, aqui temos um probleminha adicional. Onde vai se passar a história? Em São Paulo? Nova York? Londres? Teerã? Antártida? Você conhece o local? Pesquisou suficientemente sobre ele? Sabe como as pessoas de lá se comportam? O que elas comem? Que horas faz frio? Quando chega o calorão? Você já morou lá? Bom, se, para a grande maioria das perguntas acima, a resposta for sim, você tem meio caminho andado para escrever sua história. Agora, se a reposta for não&#8230; Bem, meu caro, acho melhor voltar para a prancheta. </p>
<p>E onde quero chegar com tudo isso? Que eu não vejo como “necessidade” escrever histórias com o nosso rico panteão mitológico, mas, acredito que deva ser uma “preocupação” escrever uma história verossímil. A história pode conter boitatás, vampiros ou nefertitis; isso, realmente, não importa. A veracidade do livro é o que prenderá o leitor e a mesma é diretamente proporcional ao conhecimento que o autor tem sobre a realidade que ele deseja representar. Ou teremos sempre chineses lutadores de kung-fu, japoneses nerds, americanos de sorriso largo e bombadões, russos introspectivos e por aí vai&#8230;</p>
<p><strong>OC: Em Duncan Garibaldi e a Ordem dos Bandeirantes você criou todo um pano histórico ficcional que remonta à época quinhentista e à Corte Portuguesa. Como se deu a construção deste Zeitgeist garibaldino e de que modo você trabalhou a relação da fictícia Ordem dos Bandeirantes com os fatos históricos reais, como a atuação da Companhia de Jesus no Brasil? </strong></p>
<p>AZC: Com muito trabalho! O projeto do livro começou com duas coisas: a Vila Belga real, uma vila operária, construída no final do século XIX junto à Estação Ferroviária para abrigar os empregados que trabalhavam na via férrea; e o embate ficcional entre os seres d’Outro Lado com a civilização humana. Eu precisava de uma associação que fizesse frente às entidades amaldiçoadas, uma associação que tivesse uma história antiga e bem desenvolvida. Considerando o Brasil Colônia [1500 em diante], me detive em dois elementos principais: a vinda da Companhia de Jesus para o Brasil e o contínuo aparecimento de Ordens de Cavaleiros que prestavam honra a Igreja Católica. Com este fundo histórico, era crível imaginar uma Ordem de Cavaleiros que atuasse no Brasil, secretamente, combatendo as forças malignas. Além disso, a história da Companhia de Jesus no Brasil era amplamente favorável à minha concepção de uma Ordem proscrita: eu desejava desvencilhar a Ordem atual dos mandos de Roma e, para tanto, utilizei-me do conflito real entre o Marques de Pombal e a Companhia de Jesus, fornecendo o estopim para a ruptura entre o Vaticano e a Ordem dos Bandeirantes. No site www.duncangaribaldi.com.br há um texto completo explicando a Origem da Ordem dos Bandeirantes. Eu escrevi este texto durante o processo de desenvolvimento do livro, o que acabou sendo decisivo para o enredamento da história. Ao desenvolver o texto, elucidei para mim mesmo grande parte das motivações dos envolvidos: A Ordem dos Bandeirantes, a Corte Portuguesa, o Vaticano, o Brasil Imperial e a própria Companhia de Jesus. Isso tornou o processo de escrita do livro muito mais rápido e prazeroso. Convém notar que o meu livro “não é” um romance histórico, como, por exemplo, os textos de Bernard Cornwell. A minha intenção era escrever uma “realidade alternativa de não-ruptura”. Explico o neologismo: a maioria dos livros de realidade alternativa apresenta um ponto de ruptura em algum lugar do passado para, a partir daí, desenvolver toda uma nova sociedade. Exemplos clássicos: e se os nazistas ganhassem a guerra? E se os EUA vencessem a guerra do Vietnã? E se Solano López ganhasse a Guerra do Paraguai? E se a Revolução Farroupilha tivesse desmembrado o Rio Grande do Sul do Brasil? E se os estados sulistas ganhassem a Guerra da Secessão nos EUA?, e por aí vai&#8230; Já a realidade que apresento no livro é exatamente a mesma em que vivemos. No entanto, o que acreditamos ser verdade, está longe de ser verdadeiro. Existem elementos nebulosos cercando-nos, escondendo a verdade aterrorizante dos cidadãos comuns. Por isso, a História dos Cavaleiros Bandeirantes é recheada de fatos históricos verdadeiros. O que muda, na maioria das vezes, é a intenção e as causas por trás das versões oficiais. Em relação à fantasia, neste primeiro volume comecei a esboçar o plano mitológico que quero representar. O tema ferroviário sempre foi muito presente na literatura de fantasia. É um trem acidentado que finaliza As Crônicas de Nárnia [C.S.Lewis], é um trem que leva o desaparecido Richard para a Earl’s Court [Lugar Nenhum, Neil Gaiman], existem trens nas obras de Stephen King, J. K. Rowling e Chris Van Allsburg. O meu desafio é ir além deste ponto, além da utilização das locomotivas fumegantes como um elemento imponente, porém, ambiental, das histórias. O que desejo é construir um mito ferroviário, onde arquétipos como o psicopompo, o inferno, a alma e, até mesmo, os seres sobrenaturais, assumam contornos baseados no pistão, no vapor, nos carris e nas locomotivas. Ao invés de um Grande Arquiteto do Universo, apresento-lhes o Grande Maquinista. </p>
<p><strong>OC: Duncan Garibaldi e a Ordem dos Bandeirantes é seu primeiro romance publicado. De ordens de cavalaria a criaturas fantásticas, da tecnologia retrô e de seu fascínio por trens à boa e velha jornada do(s) herói(s), o que mais os leitores podem esperar deste cadinho fantástico?</strong></p>
<p>AZC: Muita ação, aventura e divertimento. Eu classificaria o livro como uma aventura fantástica, onde os seres d’Outro Lado e a ambientação retrô das velhas ferrovias apresentam um pano de fundo perfeito para as aventuras pickwickianas dos dois garotos, sempre acompanhados pelo Cavaleiro Bandeirante turrão e uma assombração impertinente. É um livro de origem, como não poderia deixar de ser, mas também de descobertas, de amadurecimento dos protagonistas, de exploração de uma nova realidade. Entre golpes de esgrima, trens a vapor, ghouls e uma rainha de tirar o fôlego, o livro pretende agarrar o leitor pelo cangote e arrastá-lo por uma jornada de vapor, lágrimas e risos. </p>
<p>Sejam bem-vindos, Cavaleiros e Amazonas, ao mundo obscuro das noites perigosas d’Outro Lado. Mas, não se preocupem&#8230;</p>
<p>Pois agora e para todo o sempre,<br />
A Ordem Vigia!</p>
<p>O livro Duncan Garibaldi e a Ordem dos Bandeirantes será lançado durante o Fantasticon 2012, aqui em São Paulo, nos dias 15 de 16 de setembro.</p>
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		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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		<title>3 perguntas para Felipe Castilho</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 18:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Castilho]]></category>
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<p>O MMORPG Battle of Asgorath, conhece? E capelobos, boitatás e mães d’água? Ah, esses você conhece de cor e salteado, certo?!</p>
<p>Enfim, se a resposta foi um triste meneio de cabeça para as duas perguntas anteriores ou se você não sabe patavina do primeiro e apenas ouviu falar dos segundos, não se desespere!, pois eis que surgiu uma excelente oportunidade para remediar esse erro.</p>
<p>Lançamento especialíssimo da Editora Gutenberg, o braço fantástico — e, neste caso, folclórico — do Grupo Autêntica, Ouro, Fogo &#038; Megabytes traz tudo isso que citei logo ali em cima e muito mais, numa história que, segundo o que ouvi por aí, é melhor que fumo de cachimbo de saci [ia falar “melhor que Percy Jackson”, mas aí soaria clichê]. </p>
<p>Na história, primeiro romance a sair da mente fértil de Felipe Castilho, somos apresentados a Anderson Coelho, um garoto de 12 anos que divide sua vida entre a pacata realidade escolar na cidade de Rastelinho e uma gloriosa rotina virtual repleta de aventuras em Battle of Asgorath [ta-dãn!], um jogo de RPG online em que jogadores do mundo todo vivem num universo medieval, cheio de fantasia. Lá, Anderson — ou Shadow, como é conhecido seu avatar — tem uma vida de estrela e seu sucesso nestas coisas de capa, espada e magia virtual é tanto que ele acaba se tornando o segundo melhor jogador do ranking mundial. E são justamente essas habilidades no jogo online que chamam a atenção de uma misteriosa organização que o escolhe para comandar uma missão surpreendente junto com um grupo de ecoativistas nada convencionais.</p>
<p>Trocando a pacata Rastelinho pela agitadíssima São Paulo, Anderson será jogado no meio de uma aventura muito mais fantástica que aquelas vividas na tela de seu computador. Encontros com hackers ambientalistas, ativistas com estranhos modos de agir e muitas criaturas folclóricas são apenas algumas das experiências pelas quais ele irá passar e cada uma delas irá lhe dar respostas não só sobre sua missão, mas também sobre sua própria vida, enquanto um novo mundo se descortina diante de seus olhos.</p>
<p>A premissa dessa história toda? É essa: “como esconder uma suspensão escolar dos pais, resgatar uma criatura mágica das garras de uma poderosa e mal-intencionada corporação e ainda por cima salvar o país de um desastre sem precedentes”? Pra descobrir as respostas, só lendo Ouro, Fogo &#038; Megabytes. Mas antes, que tal conferir as 3 perguntas que fizemos para o Felipe Castilho e desvendar um pouco mais dessa folclórica aventura?</p>
<p><strong>Outra Coisa: Você é um escritor que também trabalha em um grande grupo editorial. Esse dualismo escritor/profissional do meio literário ajuda ou atrapalha? De que forma isso contribui / prejudica sua literatura? A escrita foi uma decorrência natural dessa proximidade?</strong></p>
<p>Felipe Castilho: Na verdade, desde cedo eu procurei trabalhar no ramo para me aproximar do que eu mais gosto de fazer na vida. Fui de caixa de livraria à gerente de vendas, e hoje trabalho no setor de divulgação/eventos do Grupo Autêntica. Aprendi como funciona a grande engrenagem do mercado, dando uma olhada bem de perto, de dentro dele. A escrita já havia se manifestado bem antes de eu ingressar na área, mas creio que o conhecimento prático fez com que eu já me direcionasse da maneira certa e não perdesse tempo andando em círculos. Quanto à minha literatura, creio que devo muito mais a tudo o que li até hoje do que ao meio em que trabalho. </p>
<p><strong>OC: Anderson, a personagem central de Ouro, Fogo &#038; Megabytes, apresenta uma caracterização bastante lacônica do jovem de hoje e traça um contraponto interessante entre o real e o virtual. Como você vê essa influência massiva da Internet e dos meios de comunicação na formação dessa nova leva de jovens leitores? A virtualidade trouxe benefícios para a literatura?</strong></p>
<p>FC: Sim, trouxe! Eu tenho leitores que nunca haviam botado as mãos e os olhos em um livro antes, e que foram atraídos pelo “tema” games. Além do mais, uma boa história pode ser contada em diversas mídias. Talvez World of Warcraft não fosse tão legal se não fosse possível interagir e modificar o cenário a sua volta, e sua principal veiculação fosse em forma de romance. Alguns games estão sendo romanceados, inclusive, e obtendo sucesso estrondoso. Mas a internet é uma faca, que pode servir tanto para um homicídio quanto para passar manteiga no pão. Como talher, a net divulga a literatura quase à velocidade da luz, o ritmo que a juventude de hoje encara como mínimo aceitável. </p>
<p><strong>OC: Ouro, Fogo &#038; Megabytes apresenta [e mescla] dois mundos completamente distintos: o dos MMORPG [Massive Multiplayer Online Role-Playing Game, um jogo de interpretação com personagens online e em massa para múltiplos jogadores, geralmente com temática fantástica] e o do folclore brasileiro. Quais foram os maiores desafios ao transitar entre dois universos tão antagônicos? A partir dessa experiência, você consegue vislumbrar um movimento crescente de autores fantásticos que se preocupam cada vez mais em trabalhar a temática folclórica? </strong></p>
<p>FC: Levar o protagonista de um mundo onde a fantasia entretém para um mundo onde a fantasia pode matar, de fato, pode ter dado certo trabalho. A nova roupagem dada ao folclore também consumiu muito de mim, e tive que ser meticuloso para que a parte ‘’mítica’’ do livro continuasse prendendo tanto a atenção quanto a parte ‘’geek’’. Mas talvez o maior desafio de Ouro, Fogo &#038; Megabytes tenha sido colocar temas ambientais, políticos e éticos embutidos na trama de uma maneira que não atrapalhasse o leitor [e que não tentasse doutrina-lo], e, sim, que o fizesse questionar algo quando fechasse o livro após a última página. E o movimento dos autores que mexem com as lendas daqui está aumentando exponencialmente, ao meu ver. Christopher Kastensmidt, Walter Tierno, Gustavo Rosseb, você, Rober [hahaha (nota pessoal, abre aspas: JURO que o entrevistado NÃO foi ameaçado para fazer esta citação. Fecha aspas. Ah, e o “hahaha” também é coisa do entrevistado)], que já estavam por aí, e mais um punhado de gente nova no mercado, com ótimo potencial. Espero que chegue o dia em que escrever sobre folclore nacional seja considerado “normal”.</p>
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		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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		<title>O lado sombrio de Grinmelken</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2012 22:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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<p>Sequências literárias costumam ser o calcanhar de Aquiles de quase todo escritor. Além de não trazer o frescor da ideia original, já apresentada e trabalhada à exaustão no volume de estreia, o número dois de uma série carrega a imensa responsabilidade de ter que sustentar o ritmo da primeira história, sem contar a necessidade de inovar para continuar mantendo o interesse, tanto dos velhos quanto dos possíveis novos leitores, no seguimento da trama. Há, entre os adeptos da fantasia, aqueles que torcem — mesmo que de leve — o nariz para As Duas Torres em comparação com A Sociedade do Anel, e aqueles que acham A Faca Sutil enfadonha se colocada ao lado da Bússola de Ouro. Há, igualmente, autores que apelam para um sem números de personagens e referências e tramas paralelas, Martin que o diga, e aqueles que usam as entrelinhas — ou as notas de rodapé — para criar outros universos além do seu próprio, como Jonathan Stroud fez em seu ótimo Bartimaeus.</p>
<p>O fato é que manter o interesse e trazer aqueles plus para uma história que já tem seu quinhão de fama é tarefa para poucos, coisa que, pelas boas resenhas e pelo retorno positivo dos fãs, Leandro Reis parece ter conseguido com o seu O Senhor das Sombras, o segundo volume da Trilogia Legado Goldshine.</p>
<p>“Escrever o livro dois foi muito interessante, pois eu tinha aprendido muita coisa desde o primeiro livro”, conta Reis.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/o_senhor_das_sombras.jpeg" rel="lightbox[13479]" title="o_senhor_das_sombras"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/o_senhor_das_sombras-550x343.jpeg" alt="" title="o_senhor_das_sombras" width="550" height="343" class="aligncenter size-medium wp-image-13483" /></a></p>
<p>Entre essas muitas coisas às quais Reis se refere, vale destacar duas sumamente importantes: a boa e velha mudança de estilo de escrita — do romance longo para o conto curto — e a sempre bem-vinda arte — infelizmente tão pouco praticada — da refacção: escrever, ler, reescrever, reler, revisar, voltar a escrever&#8230; </p>
<p>Após o término da maratona de divulgação d’Os Filhos de Galagah e seguindo a dica de amigos próximos Reis começou, nesta época, a elaborar sua já famosa série de contos grinmelkenianos. Valendo-se do já batido — mas ainda válido — adágio de que literatura é feita com 90% de transpiração e 10% de alguma outra coisa, o autor conta que, dos vários contos escritos entre o primeiro e o segundo livro, alguns ainda permanecem escondidos em sua gaveta, poucos viram a luz do dia — entre eles, os publicados em coletâneas, casos do A Dama Inevitável e O Deus Mantícora,  e aqueles próprios do site — e muitos tiveram apenas na escrita, aquele ato sutil de sair da mente e ganhar o papel, seu propósito, seja para extravasar seu furor literário ou como um modo sadio de praticar o estilo e a prosa e, assim, esvaziar a mente para as ideias que seriam posteriormente aproveitadas no livro. </p>
<p>“Escrever os contos me manteve focado e serviu de válvula de escape para algumas ideias que surgiram do nada e, acreditem, estas ideias podem perturbar a ponto de acabar com o foco de um capítulo inteiro”. </p>
<p>De volta ao livro, Reis conta que concluiu a escrita de suas pouco mais de 340 páginas em 2009, iniciando, logo após, o processo de revisão e negociação com a Editora Idea para a publicação da continuação d’Os Filhos de Galagah.</p>
<p>“O Senhor das Sombras é bem diferente do primeiro livro. Eu gosto de dizer que ele retrata a escuridão, pois ele força os personagens aos seus extremos, começando a mostrar as mudanças que eles estão sofrendo na jornada que decidiram enfrentar”.</p>
<p>O livro dois retoma a jornada da princesa guerreira Galatea Goldshine, de seus companheiros e da missão que lhes fora confiada, a busca pelas três crianças perdidas e pelo poder que cada uma carrega, antes que os dedos sombrios e compridos do mal as alcancem. Leandro conta que, como não havia a necessidade de familiarizar o leitor com as personagens, religião ou política de Grinmelken, o foco pôde ser direcionado para outros elementos, como a questão do ritmo mais alucinante que foi imposto à história. Diferente do primeiro, aqui a aventura acontece de ponta a ponta. Há lutas, brigas e conflitos os mais diversos, incluindo disputas sombrias entre criaturas maléficas e uma batalha aérea digna de figurar nas melhores telas dos cinemas. Se n’Os Filhos de Galagah havia a constância marcante da luz, sinalizada principalmente pela reluzente presença de Galatea, aqui são as trevas que ditam o ritmo da aventura, e apesar de estar bem servido em matéria de vilões maléficos, com Sukemarantus ditando as regras e ali, mais adiante, um Enelock à espreita, é em Iallanara Nindra que a coisa toda se concentra. </p>
<p>“O carro-chefe d’O Senhor das Sombras é a escolha de Iallanara” — confessa Reis. “Aqui, a bruxa que escolheu seguir Galatea terá que enfrentar seu passado e tomar uma difícil decisão: trair sua amiga e protetora ou matá-la”.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/o_senhor_das_spmbras.jpeg" rel="lightbox[13479]" title="o_senhor_das_spmbras"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/o_senhor_das_spmbras-550x343.jpeg" alt="" title="o_senhor_das_spmbras" width="550" height="343" class="aligncenter size-medium wp-image-13482" /></a></p>
<p>Além dessa luta interior reservada à jovem bruxa, o acréscimo de novas personagens à trama, e o consequente enfrentamento / disputa de interesses entre eles, enriquece a trama e o caminho trilhado por essa trupe de aventureiros e seja através dos tiradas espirituosas de Gawin, do heroísmo galante do guerreiro Adam ou das palavras apaziguadoras da sacerdotisa Helena, Reis vai expandindo seu universo e sua própria literatura, demonstrando de forma bem concisa todo o aprendizado obtido durante a escrita da série.</p>
<p>Em uma conversa de bastidores, o autor indicou três momentos os quais considera especiais neste livro: a travessia da Floresta dos Enforcados, onde uma horda de espíritos raivosos quase enlouquece os heróis — “Espero conseguir deixar algumas pessoas receosas com meus fantasmas” —; a batalha dos poderosos Melatander e Geska, dois dos maiores dragões grinmelkenianos, uma paixão declarada do RPGista e nerd convicto Leandro Reis; e, finalmente, a decisão de Iallanara, especialmente a cena onde ela decide o rumo que a história irá tomar. “Não falo do livro, mas da saga em si. Coloquei muita emoção ali. Descrevi cada linha de diálogo arrepiado. Espero que a galera goste”.</p>
<p><iframe width="550" height="309" src="http://www.youtube.com/embed/sk3SrRi_Mds?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Mais do que trazer personagens fortes e interessantes para esta continuação, como os dragões, os asgardianos que formam as poderosas tribos bárbaras do sul, ou o maléfico Sukemarantus, Reis aprofunda o drama de Iallanara e lhe dá uma nova dimensão. Exposta aos seus maiores conflitos, ela se vê obrigada a fazer uma escolha crucial, uma escolha que antes talvez não fosse tão difícil, mas que a convivência e aquele bichinho que ela tem tanto medo de chamar de amizade acabaram por alimentar e desenvolver: no final, ela terá que escolher e dessa depende sua vida.</p>
<p>E aí reside o mérito deste Senhor das Sombras. O plus dessa nova narrativa, que mencionei lá no começo, não está na criação de tramas paralelas ou na inserção infinita de outras personagens e cenários deslumbrantes, mas no aprofundamento das difíceis escolhas de uma só personagem, no mergulho e no desmembramento da essência de alguém que já conquistou o leitor desde sua primeira aparição, lá nas páginas do brilhante Filhos de Galagah. </p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Capa_Senhor_das_Sombras-1.png" rel="lightbox[13479]" title="Capa_Senhor_das_Sombras-1"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Capa_Senhor_das_Sombras-1.png" alt="" title="Capa_Senhor_das_Sombras-1" width="543" height="811" class="aligncenter size-full wp-image-13484" /></a></p>
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		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
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		<title>3 perguntas para Christine M.</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Aug 2012 18:54:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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<p>Imagine a seguinte situação: você está começando a construir uma carreira de sucesso, tem um bom emprego e uma grana sobrando, mas para dar um up nas competências profissionais [além das sociais, claro!], resolve fazer um intercâmbio / curso no exterior. Escolhe o lugar, arruma as malas, dá beijo na família e ensaia um tchau! Na chegada, país diferente, idioma diferente, gente diferente&#8230; E no meio desse todo diverso você acaba encontrando um desconhecido e, papo vai, papo vem, descobre o amor da sua vida. </p>
<p>Roteiro da próxima temporada de Malhação?! Parece, né?! Só que não&#8230; aqui o negócio é literatura!!! </p>
<p>Primeiro livro da paulista Christine M., Sob a luz dos seus olhos traz para as letras essa experiência cada vez mais comum entre os jovens brasileiros: a da temporada longe de casa e dos olhos atentos dos pais. Mas e a literatura, onde entra? No romance, oras!</p>
<p>Lançado pela mineiríssima Editora Underworld, Sob a luz dos seus olhos nos apresenta a Elisa, uma garota determinada e com futuro bastante promissor. Como muitos jovens de sua idade, ela resolve escolher a gélida e cinzenta Londres como destino de sua viagem. Lá, conhece Paul, um jovem de espírito livre e com uma já expressiva carreira de ator, com quem engata um romance que, a princípio, parece ser algo apenas casual. Ma a coisa se torna séria e Paul e Elisa acabam se apaixonando e vivendo uma experiência que vai mudá-los para sempre. Graças a essa dedicação e entrega incondicional, ambos descobrem um sentimento todo especial: ela encontra nele a força para ultrapassar todas as barreiras e ele descobre nela o poder de mudar completamente tudo o que já havia planejado. A história dos dois pombinhos segue viagem desde a tradicional e britânica York, passando pelas belas praias de Angra dos Reis, até às paisagens de Santa Mônica, na Califórnia, tudo mostrado pela ótica dos dois jovens amantes. Mas a coisa vai muito além do Love! Love! Love!  O livro também busca trabalhar as questões existenciais humanas, se transformando em um convite à reflexão sobre o autoconhecimento e a incapacidade de prever do que somos capazes. Segundo a autora, “muito mais do que uma história de amor furtiva ou pueril, Sob a luz dos seus olhos relata de maneira envolvente como esse sentimento pode mudar vidas e construir pontes que nem mesmo o tempo e o espaço podem destruir”. </p>
<p>Para situar um pouco mais a história, fizemos 3 perguntas para Christine M.</p>
<p><strong>Outra Coisa: Com o sucesso das sagas Crepúsculo e Jogos Vorazes uma discussão acalorada surgiu na Internet, criando duas vertentes antagônicas relacionadas ao papel das jovens protagonistas de séries / romances literários: por um lado, a submissa e apaixonada Bella Swan, e, por outro, a aguerrida e decidida Katniss Everdeen. Mesmo não sendo um romance fantástico, há algo de Bella ou de Katniss, ou de ambas, em Elisa ou sua concepção envereda mais pelo caminho do real?</strong></p>
<p>Christine M: Considerando o contexto, diria que se Elisa estivesse em Crepúsculo ela não seria a Bella, mas se estivesse em Jogos Vorazes, ela certamente seria a Katniss. No entanto, minha personagem pertence a uma história bem diferente das citadas, dificultando comparações precisas, pois é sua trajetória e ações que contribuem para a construção de sua personalidade.</p>
<p>Antes de começar a escrever Sob a luz dos seus olhos, a primeira coisa que decidi foi que eu queria uma protagonista sem problemas de autoestima. Não queria que Elisa parecesse uma garota rejeitada à espera de um homem perfeito que, enfim, a fizesse se sentir especial. Ela já existia antes de Paul. Tinha planos, projetos e objetivos de vida. Começa a história bem menina e, portanto, com algumas infantilidades. Depois cresce, passa a se conhecer melhor e a amadurecer com suas escolhas.</p>
<p>Não sou contra protagonistas frágeis, todas serviram aos propósitos de seus autores. No entanto, acredito ser possível construir um Romance romântico em que ambas as personagens sejam atraentes, fortes e humanas. É possível falar sobre uma relação profunda e de amor, na qual os envolvidos prezam o crescimento individual, sem recorrer aos elementos fantásticos. De outra forma, correríamos o risco de dizer que o amor só acontece para as pobres “Cinderelas” ou para os seres sobrenaturais. </p>
<p><strong>OC: Sob a luz dos teus olhos conta a história de uma jovem que sai do Brasil para estudar fora e, apaixonada, acaba encontrando nos braços de um desconhecido o amor que sempre procurou. Você tomou como base algum caso de facto para escrever o romance? Há algo de Christine M. em Elisa?</strong></p>
<p>CM: Todo texto que escrevo nasce primeiro em mim, com sensações, percepções e reflexões minhas. Contudo, isso não significa que seja autobiográfico. Elisa possui algumas características, particularidades e paixões minhas, mas tudo muito superficialmente. A parte profunda e realmente importante pertence somente a ela e só existe porque a personagem criou vida dentro daquela história e daquele contexto.</p>
<p>Escrever em primeira pessoa pode gerar certa confusão e fazer com que o leitor pense que o texto é totalmente baseado em experiências reais. Quando isso acontece, penso que o leitor, em algum momento, encontrou verdade nas minhas linhas, mesmo se tratando de ficção, e isso me agrada.</p>
<p><strong>OC: Uma das características mais marcantes da geração pós-século XX é a pressa constante, uma avidez por descobrir o mundo em um minuto; tudo é simultâneo, tudo é para ontem, até o aguardado primeiro beijo ocorre antes do primeiro encontro. Você acredita que, no meio dessa pressa toda, ainda há espaço para um amor à primeira vista? Os jovens ainda acreditam em romances arrebatadores?</strong></p>
<p>CM: Acredito que eles esperam ser arrebatados por um grande amor a qualquer momento, e talvez por isso se apressem tanto em suas relações. Não digo que esperam pelo amor à primeira vista, mas que desejam encontrar a pessoa com a qual possam criar uma conexão imediata.<br />
Por mais que não pensemos muito no assunto ou que não seja algo tratado como prioridade, me parece que a maior parte das pessoas deseja encontrar alguém que desperte algo novo, verdadeiro e único, ainda que em meio à correria e praticidade da vida atual.<br />
A boa aceitação de Sob a luz dos seus olhos é a prova de que a maioria aceitaria passar por profundos sofrimentos e desventuras, desde que também pudesse viver momentos inimagináveis e incrivelmente felizes. </p>
<p>Sob a luz dos seus olhos pode ser adquirido na <a href="http://www.facebook.com/EditoraUnderworld/app_239759689377180">loja virtual da Editora Underworld no Facebook</a>, ou em lojas físicas.</p>
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		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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		<title>Xochiquetzal</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 18:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
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<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/xochiquetzal-uma-princesa-asteca-entre-os-incas-outracoisa-capa.jpg" rel="lightbox[13458]" title="xochiquetzal-uma-princesa-asteca-entre-os-incas-outracoisa-capa"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/xochiquetzal-uma-princesa-asteca-entre-os-incas-outracoisa-capa-550x263.jpg" alt="" title="xochiquetzal-uma-princesa-asteca-entre-os-incas-outracoisa-capa" width="550" height="263" class="aligncenter size-medium wp-image-13460" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>“Eis que ouvimos o uivo cavernoso de um Dom Vasco raivoso a berrar mais forte que o ronco da ventania que fustigava nossos costados e os mastros há muito desnudos de todo o velame:</em><br />
<em> — Vede, ó Lusíadas! — ele sacou a rapieira e a ergueu por sobre a cabeça —</em><br />
<em> Pois que o próprio mar treme diante da vossa coragem!”.</em><br />
<em> Xochiquetzal [Gerson Lodi-Ribeiro]</em></p>
<p>Sempre fui um fã confesso das histórias em quadrinhos, e antes mesmo de embarcar pelo caminho da literatura, eu já devorava pilhas e pilhas de HQs, em que pese o desespero do meu bolso e os gritos histéricos da minha mãe.</p>
<p>Lembro que um dos primeiros gibis [nem sei se esse termo ainda é usado hoje] que li era um “What If” — espécie de história hipotética que no Brasil ficou conhecido como “O que aconteceria se..?”— da Disney chamado “A caixa-forte dos Irmãos Metralhas” que imaginava a absurda e improvável situação do Tio Patinhas perder sua herança para os famigerados ladrões mascarados.</p>
<p>Era uma edição especial, caprichada mesmo, com direito a título brilhante e tudo o mais, que guardei por muito tempo, até cometer a loucura de presenteá-la ao meu irmão caçula. E uma relíquia de anos se transformou, em questão de dias, em milhares de pedacinhos entre os dedinhos ávidos dele.<br />
Acabei me esquecendo dela até começar a ler um livro que, embora não tenha absolutamente nada a ver com tudo o que falei até agora, me trouxe à lembrança aquele universo hipotético que me apresentou às HQs.</p>
<p>A obra em questão, uma espécie de vertente literária do “Waht if” que atende pelo nome bonito de História Alternativa, tem um nome prá lá de complicado: “Xochiquetzal &#8211; Uma princesa asteca entre os incas”, primeiro romance do carioca Gerson Lodi-Ribeiro lançado pela Editora Draco.</p>
<p>Primeiro romance, sim, mas não o primeiro passeio por esse ramo da ficção especulativa que trata das coisas que deveriam ter sido, mas que, por alguma razão desconhecida, não foram. Depois de brincar com outras realidades nas coletâneas de contos Outras Histórias&#8230; [1997], O Vampiro de Nova Holanda [1998] e Outros Brasis [2006], o autor traz neste romance uma releitura da época das grandes navegações e da relação dos portugueses com os impérios pré-colombianos descobertos quando da chegada dos conquistadores às Américas — ou às Cabrálias, para já entrarmos na dinâmica da história.</p>
<p>O livro, narrado sob a ótica particular de Xochiquetzal, uma princesa asteca que foi educada na corte lisboeta, tem início com a viagem de Dom Vasco da Gama, seu esposo, à frente da Esquadra da Vingança, uma grande força naval que foi enviada por El-Rei Dom Manuel contra Calicute para vingar a morte de Fernão de Magalhães, que havia sido capturado e morto pelo Samorim, a suprema autoridade local.</p>
<p>Numa inversão da viagem original — aquela que aconteceu em nossa realidade — a Esquadra da Vingança que parte rumo ao oriente é mostrada como um reflexo do poder de Dom Vasco e, por conseguinte, do próprio “rei dos reis”, Dom Manuel, e de Portugal. Sob o olhar tendencioso e por vezes compassivo de Dona Xochiquetzal, é construída a imagem dos portugueses como os senhores absolutos dos mares, um povo cujo poder já havia conquistado e avassalado todos os grandes impérios do novo mundo.<br />
Cumprida a vingança, após a destruição de Calicute a Esquadra parte de volta, fazendo o caminho que, em nossa realidade, foi a descoberta que conduziu os portugueses às Índias, através do Cabo das Tormentas.</p>
<p>Interessante observar que a travessia, nesta viagem, parece ser o único ponto do livro em que o autor flerta com a alta fantasia, numa espécie de remissão, proposital ou não, aos Lusíadas, que serve unicamente para confirmar — novamente — a quase onipotência que Dom Vasco possui até mesmo sobre as revoltas dos mares.</p>
<p>Por outro lado, a Espanha, enfraquecida pelas guerras internas entre os reinos de Castela e Aragão, desempenha no livro o papel de coadjuvante, mais como forma de mostrar a superioridade naval de Portugal do que como uma ameaça real, algo que fica claro durante o sítio ao Golfo Mexicatl, ou mesmo à Cabrália do Norte e à ilha de Mana Rata, orquestrado pelo Rei Carlos, e durante o enfrentamento com as naus portuguesas de Dom Vasco e do Vice-rei, que chegam poucos dias depois, em um auxílio que já não se faz necessário.</p>
<p>Vencido mais este desafio, que nas páginas do livro passa tão rápido que nem mesmo chega a ser considerado como tal, eles recebem das mãos do Vice-rei outra missão, para desagrado de Xochiquetzal, e partem para o sul rumo ao Império Inca.</p>
<p>E é nesta parte do livro que os principais conflitos, principalmente os de ordem interna, passam a acontecer. Enquanto prestam auxílio ao Príncipe Atahualpa, um dos herdeiros à sucessão do trono incaico após a morte do Sapa Inca Huayna Capac, vemos a tentativa dos príncipes astecas e inca de travar conhecimento e troca de informações à revelia de Dom Vasco e, por conseguinte, da coroa portuguesa. Alguns pontos interessantes são levantados pelo autor, como as grandes epidemias que dizimaram as populações autóctones — tanto no Império Asteca, quanto no Inca — e ajudaram no avassalamento, por parte de Portugal, dos povos do novo continente, além da desconfiança de se os portugueses eram cônscios de serem portadores desta tragédia anunciada. A matéria chega até a ganhar certo destaque, com reuniões secretas em que o príncipe Atahualpa pede conselhos a Xochiquetzal e ao príncipe Itzcoatl, seu irmão, mas morre antes de alcançar corpo, ficando a dúvida de se esta história não poderia ter sido mais trabalhada ou se voltará em futuros projetos do autor.</p>
<p>A parte final do livro se dedica à narrativa mais pormenorizada da guerra interina que varre o Império, traçando uma visão mais do que interessante, oportuna até, acerca da dicotomia existente entre o modo de guerrear dos portugueses e dos Incas e de até que ponto a arte da guerra deve ser usada tão somente como um instrumento de conquista.</p>
<p>A história flui bem, graças em grande parte a habilidade do autor em criar um pano de fundo histórico verossímil e por dar a narrativa um viés mais voltado para a aventura, não se preocupando em demasia com explicações ou detalhes desnecessários.</p>
<p>Talvez o grande problema do livro — que não chega a ser exatamente um problema, mas um empecilho para leitores de primeira viagem — seja a forma como foi trabalhada a linguagem.</p>
<p>Escrita em um rico português quinhentista, com palavras que nem a avó da minha tataravó haveria de conhecer, a história ainda conta com um sem número de expressões em náhuatl, como títulos de nobreza e as designações dos filhos e filhas das Cortes Astecas, o que pode acabar comprometendo o bom andamento da história para um leitor médio [ou desinteressado]. Porém, nada que prejudique em absoluto o livro. Antes, lhe empresta um ar de beleza bastante peculiar.</p>
<p>Confesso que não sou um leitor assíduo de histórias alternativas, mas no final da leitura não pude deixar de imaginar como seria a história hoje se o que se passa no livro tivesse realmente acontecido. Na pior das hipóteses, teríamos um pano de fundo histórico muito mais rico — e menos sangrento — do que o que de fato ocorreu.</p>
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		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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		<title>Imaginários – Volume II</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Aug 2012 19:54:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Imaginários]]></category>
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<p>Como muitos dos contos que fazem parte desta seleta, o segundo volume da Coleção Imaginários rompeu barreiras e, literalmente, atravessou o Atlântico. Ao lado dos brasileiros André Carneiro, Alexandre Heredia e dos organizadores Eric Novello, Saint-Clair Stockler e Tibor Moricz, quatro escritores portugueses, João Barreiros, Jorge Candeias, Sasha Ramos e Luis Felipe Silva, apresentam suas histórias fantásticas, mostrando que também se produz ficção de gênero, e da boa, entre Trás-os-Montes e Lisboa. </p>
<p>O conto “Se acordar antes de morrer”, que abre este volume dois é, de longe, um dos mais interessantes da coletânea. Nele, João Barreiros retrata uma impressionante catástrofe global, o apocalipse visto sob a ótica de um robô-promotor. Despertado antes do tempo por um erro de programação em sua diretriz de controle, ele assume a forma e gesto de um bom velhinho, cuja missão é distribuir amostras grátis de produtos numa determinada área da cidade. Porém, logo que deixa a base, seus circuitos notam algo incomum: os clientes, sempre afoitos, mostram agora uma estranha atitude comportamental, dezenas de corpos frios agem de forma automática, repetindo gestos e a sempre mesma frase monocórdica: “gah”. A história ganha interesse à medida que o autor, ao longo do desenvolvimento do conto e através das reações do robô a determinadas situações, vai dimensionando a extensão da catástrofe que afetou não apenas humanos, mas animais, aves e até insetos, que se tornaram mais frios que o habitual. Dadas as suas funcionalidades, numa espécie de alusão à dicotomia homem/máquina, o robô não consegue “entender” o que acontece à sua volta, porque as crianças estão se comportando daquela maneira, por que os adultos não se interessam por seus produtos e por que continuam a ostentar aquela expressão apática, e nas poucas vezes em que encontra humanos quentes ele age unicamente da maneira que pode: entrega-lhes sua cota de amostras grátis — para os clientes com potencial de compra, é claro — e segue a sua programação de “promotor natalino”. Mas haverá noite feliz? Bem, pra descobrir, só lendo o conto! </p>
<p>“Às vezes eu os vejo”, de Saint-Clair Stockler, traz uma mistura interessante de elementos da ficção científica, da fantasia e do sobrenatural. Numa cidade do interior, praticamente abandonada pelos moradores mais jovens, uma mulher presencia estranhas aparições, seres que somente ela consegue enxergar. O conto brinca o tempo todo com esta situação e com a relação de crença entre a mãe, religiosa e discípula de Kardec, que acredita serem as aparições “espíritos de luz” que vieram traz mensagens de ajuda, e a descrença a filha, cética quanto a este provável interesse dos espíritos. A história, que ainda apresenta um interesse amoroso e um tutor que faz aflorar seu lado culto latente, segue nesse passo até bem próximo do fim, o que nos deixa sem saber exatamente do que se tratam as tais aparições. Até que um inesperado encontro/devaneio põe mais incerteza no relato da tal moça, e no final fica a dúvida se tudo realmente não passou de um sonho ou se foi a mais pura realidade.</p>
<p>Histórias sobre escolhidos e predestinados são uma constante na literatura fantástica, e não raro vemos surgir toda sorte de messias, dos pós-apocalípticos aos pós-cibernéticos. “Flor do Trovão”, de Jorge Candeias, se apossa dessa velha necessidade humana e a insere num contexto alienígena. Nascida entre o “clarão do raio e o estrondo do trovão”, Flor é tida como a salvadora de sua espécie desde que nasceu e, por tal sorte, adorada. Porém, receosos de interferir nos caminhos de uma antiga profecia, seu povo a cria na mais completa ignorância, fato que a faz sentir-se superior aos demais. Talvez esta seja a nota de dissonância desta história em relação às outras, algo que faz toda a diferença: desde sempre Flor se sabe diferente e em sua cabeça isso a torna superior. Quando a lenda sobre seu nascimento é-lhe finalmente revelada, Flor já se encontra predisposta a aceitá-la como verdade inquestionável. O conto, com uma pegada mais experimentalista, apresenta elementos que vão sendo introduzidos na história sem qualquer comentário ou explicação sobre, como as demais raças que habitam as montanhas deste mundo primitivo e os animais selvagens que ameaçam o povo de Flor do Trovão, deixando para o leitor sua conceituação. O final também surpreende, e, como numa espécie de lição de moral, Flor encontra o mesmo destino que os demais de sua espécie a quem julgava inferiores. </p>
<p>Em tempos de internet e comunicação instantânea em escala global, o autor Alexandre Heredia tece uma história perigosamente atual. Na trama, um programa computacional adquire inteligência e se espalha por toda a rede mundial, tornando-se totalmente onipresente entre bits e bytes. E, num mundo onde tudo é controlado por computador, desde a torradeira às ogivas nucleares, isso soa um bocadinho perigoso. Curiosamente, o programa, agraciado com o nome de Phoebe, se liga de maneira inesperada a seu criado (existe amor/lealdade em um programa de computador?). A história oscila do plano geral para o reduzido espaço de uma empresa particular, onde o futuro do mundo — e da cabeça do funcionário que criou o tal programa — vai ser decidido pelos caprichos desta nova e abrangente forma de vida. O conto soa ligeiramente ingênuo, focando-se mais na preocupação do funcionário em relação a seu futuro na companhia do que nas implicações globais que poderiam advir de uma criação dessa magnitude.</p>
<p>A fantasia urbana, como o próprio nome já evidencia, é um subgênero que utiliza elementos clássicos do fantástico e da ficção e os insere sem o menor pudor em um determinado contexto urbano, mesclando o mágico com o cotidiano e dando uma cara nova para a literatura de gênero. Infelizmente, no Brasil, temos poucos escritores que se arriscam neste terreno, mas ao menos um deles já começa a mostrar a que veio. Em “O Cheiro do Suor”, Eric Novello se apossa de um mito/personagem clássico e o apresenta sob uma nova roupagem, inserindo-o num ambiente urbano que lembra muito os filmes noir das décadas de 40 e 50. Um lobisomem, marginal e socialmente deslocado, como todo bom personagem dessa estética deve ser, se vê às voltas com um policial linha dura e um serviço bem ao estilo “viva e não deixe mais ninguém viver”. No conto, um dos melhores desse volume, se não o melhor (não me decidi entre este e o do Barreiros), o autor dedica uma atenção toda especial à construção textual em detrimento das ações desenfreadas que a gente comumente vê/espera de uma personagem assim. Mas não pense que o conto se torna menos interessante por isso. A narrativa intensa, suja, também lembra em muito a utilizada por Frank Miller em suas HQs (como os primeiros números de Sin City, pra ficarmos no mais recente) e, ao final, fica aquela impressão forte de que o conto muito bem poderia ser parte da malha narrativa que compõe, ao lado das histórias de Marvin, o submundo da “cidade do pecado”.</p>
<p>A “Rosa Negra”, de Sasha Ramos, reconta a história de amor e morte que ronda a vida de um jovem sonhador, tema já visitado por vários outros escritores de épocas tão distantes quanto diversas. Porém, aqui, o papel da mãe zelosa que faz de tudo para salvaguardar o filho ganha outro rosto, além de aspirações bem mais funestas. Sai a figura perversa e dominadora e entra a mãe fraca e suscetível, que mantém o controle por medo de um fantasma do passado. Os elementos fantásticos e científicos aparecem de modo bem dosado, mais como contribuição que como suporte à história, e a relação entre o jovem e a rosa negra que dá nome e desfecho ao conto é das mais interessantes. Do amor que constrói e inspira à morte que acaba com sonhos e anos de opressão, a velha máxima de que para se ganhar algo novo é necessário deixar para trás algo velho é revista aqui sob uma perspectiva nada animadora. </p>
<p>Num futuro próximo, onde a tecnologia tornou as habitações móveis, um homem parte em busca de sua casa, que se encontra presa em algum lugar de uma extensa área da antiga Europa comandada por um regime neonazista.  Viajando de uma Manhattan que se tornou uma espécie de Hong Kong futurista a uma parte de Portugal vendida para pagar dívidas, a personagem de “A casa de um homem”, de Luiz Felipe Silva, acaba por terminar sua busca no castelo de um antigo conhecido da época em que trabalhava como agente secreto do governo. O conto, que o tempo todo parece tratar apenas do desejo de um homem em pegar de volta um bem precioso que lhe foi tomado, mostra no final ser bem mais do que isso, trazendo à tona o antigo desejo do homem de alcançar a imortalidade. </p>
<p>“Eu te Amo, Papai”, de Tibor Moricz, traz um relato de um futuro distópico em que as cidades se tornaram grandes núcleos alimentados por energia proveniente de crianças que ficam confinadas em pequenos casulos desde que nascem. Há séculos este sistema de obtenção de energia paranormal é mantido seguro, até que um pirralho escapa de um dos casulos e organiza uma rebelião. Seu propósito? Ora, encontrar o pai e ganhar dele aquele abraço apertado. O problema é que o tal pai da criança não é lá muito dado a essas coisas de paternalismos e, diante do filhote, se vê às voltas com uma difícil decisão, algo que acaba por se tornar um grande e irremediável inferno particular.</p>
<p>Fechando este segundo volume, André Carneiro apresenta mais um conto que resvala na sua temática preferida: a busca de um homem por seu amor idealizado. No conto “Uma Questão de Língua”, o protagonista é um homem obcecado pela vizinha culta e boazuda, que adora livros raros. No início, ele apenas a observa de longe, segue seus passos e os do pai, mas depois passa a fazer de tudo para conquistá-la, até ir contra os ensinamentos de seu mestre. </p>
<p>Com este número, a Imaginários fechou um ciclo e começou outro, desta vez sob a batuta de Erick Santos, editor da Draco, que já lançou mais três volumes da coleção, além de um filhote que se dedicará ao mundo das HQs.</p>
<p>Mais informações sobre os cinco volumes já lançados e sobre o projeto Imaginários HQ, no <a href="http://editoradraco.com/">Site da Editora</a>.</p>
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		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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		<title>3 perguntas para L.P. Faustini e R.M. Pavani</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Aug 2012 18:21:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[Todo bom apreciador de literatura sabe que há livros e livros, assim como todo bom enólogo sabe que há vinhos e vinhos. Alguns deles têm a capacidade de prender o leitor somente após hora de dedicada leitura, e outros, mais imediatos, prendem desde o primeiro olhar. Foi mais ou menos isso que sentir ao conhecer [...]<div class='yarpp-related-rss yarpp-related-none'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.outracoisa.com.br/2012/08/11/3-perguntas-para-l-p-faustini-e-r-m-pavani/&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=550&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:550px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe></p><p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/maretenebrae-outracoisa-capa.jpg" rel="lightbox[13436]" title="maretenebrae-outracoisa-capa"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/maretenebrae-outracoisa-capa-550x263.jpg" alt="" title="maretenebrae-outracoisa-capa" width="550" height="263" class="aligncenter size-medium wp-image-13438" /></a></p>
<p>Todo bom apreciador de literatura sabe que há livros e livros, assim como todo bom enólogo sabe que há vinhos e vinhos. Alguns deles têm a capacidade de prender o leitor somente após hora de dedicada leitura, e outros, mais imediatos, prendem desde o primeiro olhar. Foi mais ou menos isso que sentir ao conhecer o livro Maretenebræ.</p>
<p>Belíssimo projeto dos escritores L.P. Faustini e R.M. Pavani, o livro tem uma apresentação geral de encher os olhos, completa em todos os detalhes e de uma riqueza pouco vista em se tratando de uma obra de dois escritores estreantes. Unindo fantasia épica, religião e boas pitadas de preceitos filosóficos, o respeitável calhamaço de mais de 500 páginas foi lançado ano passado pela editora paulistana Biblioteca 24&#215;7.   </p>
<p>A história nos transporta para a Província de Bogdana, no reino de Sieghard, no ano 476 após a unificação. Uma desconhecida força invasora irrompe pelo Grande Mar e ataca a costa protegida pelos soldados da Ordem, utilizando-se de poderosos navios nunca antes vistos. Ao mesmo tempo, uma estranha peste se espalha pelas comarcas do reino, cegando e invalidando sua população. Nobres e plebeus são igualmente afetados, padecendo do misterioso mal. Em uma iniciativa desesperada, Sir Nikoláos de Askalor, o oficial responsável por defender a Ordem, abdica de todos os planos e estratagemas para investir de uma só vez contra os inimigos, sem saber que deste modo cairá na armadilha preparada por eles. </p>
<p>Tendo suas fileiras dizimadas, o exército da Ordem recua e toma a direção do Domo do Rei para defender seu soberano, Marcus II, O Ousado, cuja vida representa a perpetuação dos valores ordeiros. Porém, para um pequeno grupo composto por 7 bravos, Roderick, Petrus, Chikara, Heimerich, Braun, Formiga e Victor Didacus — cada qual personificando um dos sete pecados capitais —, as sucessivas derrotas do reino são apenas o início da maior de todas as suas aventuras e desventuras. Diante deles, e de suas incontáveis diferenças, assombra-se um grande plano arquitetado por Destino.</p>
<p>Diante de tantos elementos instigantes, nada mais justo do que pedir aos autores para esclarecer em 3 perguntas alguns dos mistérios dessa história. </p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Maretenebrae-capa.jpeg" rel="lightbox[13436]" title="Maretenebrae-capa"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Maretenebrae-capa-550x398.jpeg" alt="" title="Maretenebrae-capa" width="550" height="398" class="aligncenter size-medium wp-image-13440" /></a></p>
<p><strong>Outra Coisa: Maretenebræ apresenta uma trama de fantasia épica com boas pinceladas de filosofia e religião. Como surgiu a ideia de unir estas três vertentes [religião, fantasia e filosofia] e o quão difícil foi trabalhar essa mistura sem cair no didatismo acadêmico ou na superficialidade? Como foi o processo de confecção do material de apoio [site, background, ilustrações, etc.] da história?</strong></p>
<p>R.M. Pavani: Ambos os autores, Luiz e eu, gostamos bastante e somos fãs extremados da fantasia medieval. Isso por diversas razões. Uma delas, acredito que uma das mais relevantes, foi o fato de termos nascido ambos em meados da década de 1980, época de ouro das produções fantásticas, seja por meio dos desenhos animados, dos filmes, dos jogos de RPG e dos videogames voltados para esse mesmo fim. É claro que nem toda criança que tem a mesma idade que nós necessariamente aprecia esses mesmos temas. Há que se considerar, da mesma forma, outros interesses e aptidões puramente pessoais, desenvolvidos na infância ou na maturidade [como em minha formação acadêmica, de historiador]. Além disso, admiramos bastante a literatura de um modo geral, os romances históricos e as histórias de imaginário em particular. Porém, além da questão puramente artística, de fazer entreter, também acreditamos que a literatura pode auxiliar as pessoas que leem a desenvolver o gosto pela reflexão, sobre os mais variados temas da vida. Ou seja, enxergamos na literatura também uma forma de conhecimento, isto é, uma maneira de ensinar filosofia, feita, obviamente, de uma maneira muito sutil. Por exemplo, como você reagiria se estivesse em uma situação limite? E se fosse necessário abrir mão de tudo aquilo que você crê ser o mais correto e a maneira natural de viver? Até onde suas crenças iriam diante do desconhecido ou mesmo da possibilidade da morte? Como nos filmes do famoso diretor alemão Werner Herzog, perguntas como essas podem ser encontradas em várias partes de Maretenebrae, se não explicitamente, ao menos destiladas em vários capítulos, perpassando a vida e o desenvolvimento de cada personagem. É sabido que a religião, em suas várias vertentes, tem o objetivo de responder a várias perguntas que inquietem os corações dos homens, desde há muitos séculos. Ela tem o poder de confortá-los, de dar-lhes segurança, de formarem sistemas aparentemente perfeitos de pensamento e moral. Em termos mais simples, de explicar o real, e, ao mesmo tempo, dizer o que é certo e o que é errado. Mas até onde pode ir esse mesmo sistema religioso, ao confrontar-se com o inimaginável? Assim como Santo Agostinho e demais cristãos perguntavam a si mesmos como o Império Romano, guardião da Igreja e da fé, poderia ruir diante de invasores pejorativamente taxados como “bárbaros”? Una três ingredientes: 1] o gosto pela fantasia medieval, por esse ambiente contagiante e por uma história repleta de feitos épicos e heroicos; 2] a necessidade de por os personagens [e os próprios leitores, enquanto entes que volta e meia se colocam ao lado, ou mesmo, no lugar dos personagens] em eterna contradição e angústia, o que os faz entender que a moral e os bons costumes são necessidades imediatas, e não verdades imutáveis desde sempre; 3] as brechas e fragilidades dos sistemas religiosos no momento em que se veem obrigados a explicar o “outro” e, mais ainda, o sucesso desse “outro” diante do que parecia ser o mais evidente. A esse caldeirão mirabolante demos o nome de Maretenebrae. Ao contrário do que possa parecer, porém, em nenhum momento fazemos apologia ao ateísmo ou à descrença, mesmo porque criamos para essa obra um universo fantástico e controlado por forças que aqui podemos chamar simplesmente de divinas. Nosso objetivo foi apenas tentar mostrar como é possível, por meio da reflexão e da mudança de atitude diante daquilo que não nos é comum, conviver com o diferente. Nesse sentido, nossa obra possui um sensível caráter antropológico. Como professor universitário e pesquisador de História, procurei auxiliar o enredo previamente concebido pelo Luiz para a obra, de modo a dar a ela uma fundamentação plausível, verossímil e histórica, embora não se trate exatamente de um romance histórico. Nascidos no século XIX, os romances históricos [que não são a mesma coisa do que um artigo, uma monografia ou uma tese de doutorado em História] pretendem contar uma história ficcional, com possíveis referências a lugares e pessoas reais, ambientada em uma época diferente daquela em que se escreve. São exemplos de romancistas históricos: Walter Scott, Alexander Dumas, Marguerite Yourcenar, Maurice Druon, Umberto Eco, dentre outros. Na maior parte dos casos, o autor não se preocupa em entender ou analisar historicamente a época, os valores e os costumes retratados em suas narrativas. Ao contrário, ele utiliza a época em que não viveu como um poderoso pano de fundo, sobre o qual constrói personagens e situações mais parecidos com a época em que está vivendo. O exemplo mais comum é o do amor romântico, que nasce somente no século XVIII, mas que pode muito bem ser atribuído a Odisseu e Penélope, ou a Júlio César e Cleópatra. Diferente do romance histórico encontra-se na fantasia aquilo que não aconteceu, nem que se pretende como aquilo que poderia ter acontecido, ao menos, não no mundo como o conhecemos. É o caso dos mestres Tolkien e sua “Terra-Média”, e George Martin e seu “Westeros”. Nenhum desses lugares existiu de fato, nem se tratam de narrativas ficcionais ambientadas em uma outra época da humanidade. Outros mundos. Outros costumes. Outros valores. No caso de nosso livro, estamos diante do reino de Sieghard, e de uma horda de navios repleta de homens estranhos que o tomam em poucos dias. Mesmo assim, o jeito moderno [e pós-moderno] de se escrever fantasia é inspirar-se num passado remoto, tradicionalmente conhecido como “Idade Média”: os dragões, as espadas, as bruxas, os cavaleiros, os castelos, os nobres e os reis, a honra, a bravura, etc. Não o período medieval em si, mas sim no que acreditamos ter acontecido lá. Foi nesses termos que os pensadores românticos do século XIX o conceberam, em contraposição a um mundo moderno frio, desencantado, como diz Max Weber, individualista, urbano, burocrático, industrial, etc. É como se esses românticos, frustrados com os rumos tomados pela modernidade, quisessem construir um outro caminho, permeado por valores tradicionais. E, para isso, elevavam a Idade Média a um grau de perfeição, idealizando-a, ao mesmo contrapondo-se aos teóricos iluministas do século anterior, que a viam simplesmente como a “Idade das Trevas” [se bem que volta e meia encontramos um ou outro ignorante dizendo coisas semelhantes ainda nos dias de hoje]. São esses valores imaginados e, por isso, imaginários, que preenchem as obras de Tolkien, de Martin e a nossa. São eles que serão contestados e/ou reafirmados diante de algumas situações. Se foi difícil produzir um mundo a essa maneira? Um pouco. Digamos que a pesquisa e a vocação falaram mais alto.</p>
<p>L.P. Faustini: O site foi inteiramente criado por mim. Não sou um expert em webdesign, mas me considero com certos dons artísticos. Como minha profissão pede experiência em softwares de desenho e programação lógica, não foi muito difícil entender html e criar um layout atraente para nossa obra. E claro, tínhamos belas ilustrações ao nosso lado, que foram retiradas de passagens de Maretenebræ, escolhidas a dedo pelo próprio ilustrador que teve o trabalho [ou o prazer] de ler a obra completa antes de ser lançada e dela fazer seu proveito [e sustento]. Quanto ao mapa, contratamos outro ilustrador para dar realismo a um rascunho que eu fiz, nos primórdios de nossa parceria, que foi estudado a finco a fim de caracterizar as regiões, as cidades, etc. e seus respectivos nomes. Falando em nomes, nenhum deles foi inventado, exceto Askalor, que foi uma sugestão do Roney. Estudamos nomes antigos e seus significados para correlacionar com qualquer coisa da trama. Por isso temos muitos nomes em latim, grego antigo, aramaico, inglês antigo, germânico, sânscrito, etc. Preferimos assim, por gostarmos de história e porque queríamos uma trama menos fantasiosa, que agradasse tanto aos fãs de alta fantasia, quanto de romances históricos. Uma ideia altamente apoiada pelo nosso futuro revisor, que é o meu tio, e foi ex-presidente da Biblioteca Nacional, professor Ronaldo Menegaz, doutor em letras vernáculas e literatura portuguesa pela UFRJ. Se posso dizer, é um erudito que eu considero pra valer [e que cozinha muito bem também]. Então essa parte da minha família ligada à cultura, como música, filosofia, literatura e afins me impulsionou a pincelar Maretenebræ com referências culturais. Não será coincidência o leitor encontrar partes que se assemelham a Dom Quixote, por exemplo, a trechos bíblicos, a lendas astecas, e várias outras referências [até um trecho de Let it Be dos Beatles está “embutida” na obra. Claro, de maneira muito sutil]. O Roney deu um dos maiores apoios à trama, por ele ser professor de história e mestre em história política [e além de seu eruditismo], foi ele que conseguiu dar o realismo da época [que, suponho eu, deve estar na transição da baixa idade média para alta idade média]. Alimentação, hábitos, superstições, saúde, modo de contar o tempo, as distâncias, os dias, os meses, etc., tudo foi pensado, repensado e estudado de modo a não descaracterizar a leitura. O leitor lê Maretenebræ como um leitor daquela época leria um livro qualquer.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Maretenebrae-braun-a-lebre-e-os-trolls.jpeg" rel="lightbox[13436]" title="Maretenebrae-braun-a-lebre-e-os-trolls"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Maretenebrae-braun-a-lebre-e-os-trolls-550x367.jpeg" alt="" title="Maretenebrae-braun-a-lebre-e-os-trolls" width="550" height="367" class="aligncenter size-medium wp-image-13441" /></a></p>
<p><strong>OC: O nome da série, Maretenebræ [Mare et Tenebræ], significa, literalmente, Mar e Treva. A que se deve a escolha do título e o que ele representa para a história?</strong></p>
<p>L.P.F.: Assim como a série Harry Potter tem como título o nome de seu protagonista, nossa obra funciona mais ou menos dessa forma: Maretenebrae é o nome do mar que circunda o reino de Sieghard, além de vilão da história. A própria menção “treva” relacionada ao nome dá a condição tanto dos protagonistas da trama quanto do leitor: ignorância&#8230; falta de conhecimento. O temido e respeitado “Grande Mar”, ou o “Mar Escuro”, representa a ignorância da qual todos compartilham, heróis e leitor, e esconde mistérios que serão revelados com o passar da trama. Todos os fatos relevantes para a história envolve de alguma forma o mar Maretenebræ, mas devido ao respeito e ao medo que se tem por ele, é praticamente evitado falar o seu nome. Um fato que se torna importante à medida que esta barreira vai sendo contornada, isto é, quebra-se o tabu, ou “adquire-se iluminação”, “se ergue das trevas”. Tanto os personagens como o leitor participam e crescem no entendimento deste mistério, ou graça. Temos como exemplo disso, na bíblia, o nome impronunciável YHWH, ou Jeová; assim como muitas superstições que permeavam a idade média e até algumas que continuam nos dias atuais [quem nunca se reprimiu por falar o nome “satanás”?]. Queríamos mostrar em nossa obra a realidade desta ignorância e representar em título a que ela se refere.</p>
<p><strong>OC: As personagens de Maretenebræ são descritas como arquétipos dos pecados e das virtudes atribuídos ao homem ao longo da história e adotados de modo bastante particular pela doutrina cristã. Cada uma delas carrega em seu cerne um pecado — ou vício, para retornarmos ao pré-cristianismo — e uma virtude. A história também trabalha a filosofia e o pensamento schopenhaueriano na formação / representação destas personagens. Contudo, por se tratar de uma trama épico-medieval e, portanto, carregada de certo maniqueísmo inerente, quanto do Weltgeist hegeliano há na história em contraponto ao pessimismo-realismo de Schopenhauer?</strong></p>
<p>R.M.P.: Acredito que esteja havendo uma pequena confusão da parte de nosso ilustre interlocutor. Os personagens são, sim, moldados por vícios e virtudes – como qualquer pessoa em qualquer época, se pensarmos do ponto de vista pós-moderno, embora haja um realce específico em cada um deles, correspondendo aos sete pecados capitais e às sete virtudes capitais, ao mesmo tempo. Foi uma forma que criamos para homenagear a moral medieval, a qual, em si mesma, procurava homenagear a moral pagã clássica [grega e romana], acrescentando a ela as heranças da Igreja e dos escritos dos Primeiros Padres, como S. Agostinho.</p>
<p>No entanto, ao focarmos dentro de um mesmo personagem, pelo menos um vício e uma virtude, tentamos da maneira mais didática possível fugir ao maniqueísmo simplista do senso-comum: “essa é uma boa pessoa!” ou “esse sujeito não presta!”. Para além do bem e do mal, não há mocinhos e bandidos por aqui, mas indivíduos diferentes, capazes de gestos extraordinários ou mesquinhos, lutando por sua sobrevivência.</p>
<p>Com relação ao ponto de vista do narrador da história, estamos contando o que se passou, a guerra e a invasão de Sieghard a partir do olhar das pessoas que se autoidentificam como “ordeiras”, em oposição a seus inimigos de além-mar, chamados de “bárbaros”, “selvagens” ou “caóticos”, ou seja, termos pejorativos. À primeira vista poder-se-ia pensar que estamos conferindo nomes novos para um povo “do bem” e outro “do mal”. Como se fossem bons ou maus ontologicamente. No entanto, deixamos claro que esses inimigos também possuem a sua visão sobre o que está acontecendo, tanto é que eles se intitulam o povo “livre” ou o povo da “liberdade”, em oposição à “tirania”. Isso nos faz pensar acerca do papel que o outro estabelece em nosso próprio processo de reflexão. Em outras palavras, “bom ou mau”, “caótico ou ordeiro” não são substâncias que existam por si sós, mas, ao contrário, são tão relativas a ponto de estarem relacionados com os interesses de quem os usa.</p>
<p>No caso da influência de Schopenhauer, não são todos os personagens que participam dessa concepção. Um deles somente, para dizer a verdade. Por se tratar de um romance com pitadas de uma Idade Média imaginada, é bastante difícil [isto é, ao menos se se quiser conferir um grau de historicidade e verossimilhança ao cenário e aos personagens] conceber um indivíduo pré-moderno com uma visão de mundo caracteristicamente moderna, como é o caso do realismo/pessimismo do pensador alemão. Segundo tais ideias, concebidas em um mundo desacreditado no Iluminismo e na Razão como guia para toda a humanidade, só resta o caminho da subjetividade. No entanto, em seis dos sete protagonistas de Maretenebrae, visualizamos valores e ideias pré-modernas, o que estaria mais de acordo não com a época em que viveram [já que não viveram em nossa Idade Média, mas em um mundo fora da história], mas com uma época cujas condições materiais são semelhantes àquelas que deram origem à Idade Média. Logo, é possível que essas ideias também sejam semelhantes: honra e nobreza, conhecimento intelectual, conforto e fruição, destemor, amizade, tradição e apreço pela família.</p>
<p>Da mesma forma, não acredito que nossa obra possa ser analisada a partir da dialética hegeliana e do desenvolvimento e das superações do “espírito absoluto”. Em seu lugar, preferimos utilizar uma cosmovisão também pré-moderna, que é a ideia de Fortuna ou Destino – a divindade maior para o povo de Sieghard.</p>
<p>Antes de tudo, Fortuna, aqui, assim como em seu significado original não diz respeito a uma grande quantidade de riqueza material [como quando se diz que o Tio Patinhas possui uma grande “fortuna” em seus 3 acres cúbicos de dinheiro]. Aliás, Fortuna não é algo necessariamente positivo. Trata-se, simplesmente, do acaso, do aleatório, da sorte que governa o mundo e a todos nós em nossas vidas. Por isso, se diz que alguém é afortunado, isto é, possui uma boa fortuna, é feliz porque a sorte lhe foi favorável; ou então, ao contrário, desafortunado seria aquele sem sorte, infeliz. Se observarmos que os termos em inglês para &#8220;felizmente&#8221; e &#8220;infelizmente&#8221; são, respectivamente, fortunately e unfortunately, ambas as palavras derivadas de fortune e, por conseguinte, do latim fortuna, tornaremos essa relação ainda mais clara.</p>
<p>Entretanto, com o tempo, fortuna deixou de significar &#8220;sorte&#8221;, dando lugar à sua variante &#8220;boa sorte&#8221;, &#8220;felicidade&#8221; e, logo em seguida, &#8220;riquezas&#8221;. Essa mudança de sentidos dentro de uma mesma palavra certamente está conjugada com a ascensão, o desenvolvimento e a consolidação das ideias liberais, do liberalismo, as quais enfatizam que todo o homem faz a sua própria sorte, cada um é livre para prosperar ou não, de acordo com seus próprios méritos.</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Maretenebrae-os-thurayyas.jpeg" rel="lightbox[13436]" title="Maretenebrae-os-thurayyas"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Maretenebrae-os-thurayyas-550x367.jpeg" alt="" title="Maretenebrae-os-thurayyas" width="550" height="367" class="aligncenter size-medium wp-image-13442" /></a></p>
<p>Em termos mais amplos, para a sociedade contemporânea, fruto indigesto de visões de mundo como essa, não existe &#8220;sorte&#8221;, &#8220;acaso&#8221;, &#8220;aleatoriedade&#8221;: cada um de nós é única e diretamente responsável por seus atos, seus fracassos e seus sucessos. Usando uma linguagem vulgar: não adianta colocar a culpa nos outros, em Deus, na família, no governo, no sistema, etc. Por essa ótica, todos nascem iguais em liberdade de iniciativa, portanto, chega na frente quem for melhor [e não o "bem-afortunado"], e ficam para trás os preguiçosos e estúpidos [não os "azarados"]. É isso o que reza na maior parte das constituições dos países do mundo, como princípio fundamental [ou como os juristas gostam de verborragizar: "é cláusula pétrea!" Pomposo, não?].</p>
<p>No entanto, a ideia de que  um homem pode ser senhor do seu próprio destino não é tão antiga assim [remontam ao século XVII, talvez]. Se levarmos em consideração que esses princípios só se aplicariam a homens nobres e passou a ser popular só muito mais tarde [século XIX], nos resumimos a pouco mais que 150 anos de história. Conceitos e visões tão conhecidas e tão alardeadas, tidas como dogmas e verdades de fé para quase todas as pessoas, não possuem nem meio milênio de existência. Em contrapartida, o Homo sapiens já caminha por essas bandas há mais ou menos 120 mil anos. Algo está errado. Se a sorte não governa mais o mundo [a menos que você seja um jogador ou apostador inveterado na expectativa de ganhar uma bolada na Mega Sena da virada...], o que havia antes? Em quê se acreditava?</p>
<p>Os antigos gregos e romanos, dos quais somos parentes próximos [assim como os "bárbaros" germânicos que por lá andavam], como em todas as sociedades com uma pitada de criatividade, eram politeístas. Criam em vários deuses. Uma dessas divindades chamava-se Tique [para os gregos] ou Fortuna [para os romanos], a deusa da sorte [boa ou má, como dissemos anteriormente] e da esperança. Ou a própria sorte em si, a ideia da sorte e do acaso personificados. Era representada portando uma cornucópia [uma espécie de chifre gigante, contendo em seu interior todos os benefícios do mundo] e um timão [não estou falando do Sport Club Corinthians Paulista...], que simbolizava a distribuição desses bens e a coordenação da vida dos homens. Geralmente a deusa também era retratada cega ou com a vista coberta [assim como a moderna imagem da justiça], pois distribuía seus desígnios &#8220;ao sabor da maré&#8221;, isto é, aleatoriamente. A alguns a sorte era favorável, a outros não. Simples assim. </p>
<p>&#8220;Isso não é justo&#8221;, alguns podem dizer. &#8220;E quem disse que o mundo é justo?&#8221;, outros podem responder. O fato é que há muitas maravilhas e muitas calamidades no universo as quais não dependem da nossa vontade para existirem. Acontecem e ponto final. Não pedem a sua opinião, nem se importam se você ficará incomodado ou não com elas. Só lhe resta recebê-las, como qualquer mortal, de forma honrada ou covarde: e é justamente aí que entra a parte referente ao mérito dos homens, à sua liberdade de ação e às suas vontades. Quer dizer, os seres humanos são livres, porém, dentro de um conjunto muito maior de eventos involuntários, aos quais se poderia dar o nome de vontade dos deuses, ou, simplesmente, &#8220;acaso&#8221;, &#8220;sorte&#8221;, &#8220;fortuna&#8221;. E, por que não dizer, &#8220;destino&#8221;?</p>
<p>Um dos sentidos da Fortuna, como vimos, é a sorte e o acaso. E um dos sentidos do acaso é, exatamente, tudo aquilo que, além de acontecer sem se importar com a vontade dos indivíduos, também acontece sem uma causa aparente [a-caso, sem causa]. Trata-se de um aleatório absoluto. Os gregos e os romanos diziam que a Fortuna era justa porque caprichosa, por favorecer e prejudicar as pessoas independentemente de sua condição jurídica e social. Partindo do princípio de que as pessoas, em sociedades como essas, já nascem desiguais [perante a lei e perante tudo], elas são iguais em apenas um aspecto: todas estão presas à roda da fortuna, a situações as quais não desejaram ou escolheram. Todos são tratados da mesma forma, nesse sentido. Se compararmos novamente com a nossa sociedade moderna, veremos que, como os homens são totalmente responsáveis pelos seus atos [partindo das mesmas condições de liberdade, já que todos iguais perante a lei], a desigualdade entre eles não será somente natural, mas também moralmente justa. Os conceitos de justiça também são diferentes.<br />
Uma visão de mundo fatalista [que crê no destino ou no fado] é sutilmente diferente. Apesar de também dizer respeito a um conjunto de fenômenos que acontecem independentemente da sua vontade, parte do princípio de que existe um plano já traçado para cada um dos seres humanos. Se as coisas acontecem, para o bem ou para o mal, não é &#8220;por acaso&#8221;, mas sim porque algo ou alguém ou alguma inteligência superior, como Deus ou os deuses, assim o quiseram. Por exemplo, se partirmos da premissa de que existe um Deus onisciente, isto é, que sabe de tudo o que aconteceu, acontece e ainda está por acontecer [já que tudo está traçado e definido], e ele determinou que você, antes do seu nascimento, quando crescesse se tornaria um homem pobre, não adianta você estudar, trabalhar, ganhar na loteria, etc., sua sina já está traçada. Por quê? Ora, pergunte para Deus, foi Ele quem criou as regras que comandam o universo. Tecnicamente, Ele só dá satisfações a Ele mesmo. Nesse ponto de vista, não existem coincidências, apenas o inevitável. </p>
<p>Em Maretenebrae, Destino é o responsável por governar a vida de todos os homens, nobres ou plebeus, corajosos ou covardes. Até onde vai a sua liberdade de escolha? Há alguma? Leia o romance e tire suas próprias conclusões!</p>
<p>Os autores L.P. Faustini e R.M. Pavani vão participar de uma sessão de autógrafos na Bienal do Livro de São Paulo, neste sábado, dia 11 de agosto, a partir das 20h00min no estande da editora Biblioteca 24X7 [K22].</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/mapa-maretenebrae.jpeg" rel="lightbox[13436]" title="mapa-maretenebrae"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/mapa-maretenebrae-550x404.jpeg" alt="" title="mapa-maretenebrae" width="550" height="404" class="aligncenter size-medium wp-image-13439" /></a></p>
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		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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		<title>3 perguntas para Amanda Reznor</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Aug 2012 17:49:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
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<p>Mais uma fantasia nacional chegando, dessa vez pelas mãos de uma moçoila bem conhecida dos habitués do fandom. Primeiro livro da prolífica Amanda Reznor, Delenda conta a história de Cláudia Blaise, uma garota quase comum que vive com a avó em um bairro nobre, sustentada por uma generosa pensão deixada por seu avô. Tudo seria perfeito em sua vida não fosse o fato de ela não conhecer a mãe, que sumiu após o parto, e o pai, que foi assassinado no mesmo dia em que ela nasceu. </p>
<p>No seu décimo oitavo aniversário, porém, Cláudia terá uma surpresa que irá alterar para sempre toda a sua vida, um presente tentador que pode ser, na verdade, uma cilada de encantos, mistério e morte.</p>
<p>Com a intrigante premissa “passarão a temer as sombras do dia”, Delenda pretende instigar o leitor a desvendar os mistérios do Vale dos Segredos, um lugar onde superstição e ceticismo se encontram, morte e vida dão as mãos e espelho e reflexo dançam juntos. </p>
<p>Ficou curioso para saber o que, afinal, quer dizer Delenda? Então, leia as 3 perguntas feitas à Amanda Reznor e mate um pouco da sua curiosidade. </p>
<p><strong>Outra Coisa: Delenda est Carthago, expressão latina do século II A.C. atribuída a Catão, o Antigo, é geralmente empregada como uma forma de simbolizar a busca incansável por aquilo que se deseja, pela concretização de um desejo / sonho. De que forma o significado dessa expressão está inserido no livro? O nome do livro também se prende a outros significados, como o semântico [destruição] ou o musical? (<em>Nota: Delenda Arcana é o nome de uma banda de Black Metal nacional</em>)</strong></p>
<p>Amanda Reznor: O verbo Delenda [do latim delere, destruir], no meu livro, está mais associado ao contexto Delenda est Carthago [frase que, inclusive, é citada na história também], e ligada a Delenda est Anagké [melhor explicado no livro, Anagké é como os gregos chamavam o Destino], e, neste significado, posso afirmar que o Delenda — que também se tornou a designação de um objeto da história — está aplicado como um termo apocalíptico e relacionado a questões psicológicas machadianas — nos textos de Machado de Assis, ele sempre estava confrontando a eterna insatisfação humana [como em a Igreja do Diabo, conto em que as pessoas resolvem aderir a um “partido religioso” mais liberal, mas nem assim se dão por realizadas]. Assim, Delenda é um objeto relacionado a poder, vaidade, forças interiores e conhecimentos que certamente não deveriam cair em mãos humanas, correndo-se o risco de obter resultados catastróficos para a humanidade. </p>
<p><strong>OC: Você já possui contos publicados em antologias e coletâneas de ficção e fantasia e agora se lança como escritora de romances longos. Mas, quem surgiu primeiro, a Amanda contista ou a escritora e de que forma se deu a transição, literariamente falando, entre uma e outra?</strong></p>
<p>AM: Meus primeiros escritos, entre 7 e 8 anos, foram redações escolares em forma de fábulas, e eu descobri que gostei de criar o meu  primeiro sapinho fictício. Não costumava escrever para os outros, e sim para mim. Principalmente com o divórcio dos meus pais, nessa mesma época, me tornei uma pessoa mais introspectiva do que eu já era [é, a Amanda Reznor expansiva que vocês conhecem foi processo de um longo aprendizado de bullying], e eu sempre tive preferência por escrever textos mais longos. Claro que eu não tinha base literária e técnica suficiente para criar um romance, mas aos nove anos escrevi o meu primeiro — Mirela, a Moska — que atingiu 40 páginas [infelizmente, perdi muitos textos quando me mudei com minha mãe para o Mato Grosso]. O fato de eu ter estudado em 14 escolas diferentes e morado em diversas cidades e em outro estado também me deu outras visões de mundo e de personalidades. Delenda é fruto de uma ideia que tive em 2003, mas por vários fatores só vim a escrevê-la em 2010, quando o título era Vale dos Segredos, e a reescrevê-la este ano, quando concatenei melhor as ideias embutidas e dei um início e final inexistentes no texto original. Só comecei a escrever contos em 2011, motivada pelos concursos literários, e essa experiência me deu uma base melhor para finalizar o Delenda — afinal, a estrutura de um conto é complicada e exige bastante habilidade para se escrever parágrafos mais concisos, com início, meio e fim bem delineados e um clímax bem pensado. Aconselho a todo autor iniciante [dos quais faço parte] a elaborar contos antes de concluir qualquer estória mais longa — e, sim, eu prefiro diferenciar estória e história.</p>
<p><strong>OC: Você também canta, dança, desenha, pinta, encena, fotografa e compõe. Esse leque amplo de gostos artísticos também influencia / se reflete em sua literatura?</strong></p>
<p>AM: Com certeza. O livro é um misto de fantasia e vivências / interesses pessoais. Acredito que a minha “elasticidade” artística também se reflete nas personagens e histórias que crio, primando por temas originais e variados. Como castigo, eu nunca tenho tempo ou disposição para me dedicar a todas essas atividades, e acabo não me aprofundando em nenhuma delas. Mas é uma questão de tempo — ainda quero cursar a área multimídia e voltar às aulas de pintura e teclado. Quem sabe, e assim permita Anagké, eu ainda consiga, futuramente, embasamento catedrático e patrocínio suficiente para transformar meus papeis escritos em cenas filmadas? Vocês serão meus aclamados espectadores!</p>
<p>O lançamento de Delenda, primeiro romance de Amanda Reznor, vai rolar nesse domingo, dia 12 de agosto, a partir das 16 horas, na Bienal do Livro de São Paulo, no Stand da Editora Delicatta [R78, Esquina com Rua J].</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/delenda-amanda-reznor-outracoisa.jpg" rel="lightbox[13429]" title="delenda-amanda-reznor-outracoisa"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/delenda-amanda-reznor-outracoisa-550x813.jpg" alt="" title="delenda-amanda-reznor-outracoisa" width="550" height="813" class="aligncenter size-medium wp-image-13433" /></a></p>
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		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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		<title>3 perguntas para Rosana Rios e Martha Argel</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2012 14:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
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<p>Histórias de horror sempre fascinaram o homem, fato! </p>
<p>Afinal, quem nunca se pegou tremendo de medo ao ouvir um conto de fantasmas em torno da fogueira ou não foi vítima, durante a infância, das indefectíveis canções de ninar repletas de bois de caras pretas e homens do saco? Isso sem contar outras tantas narrativas que apresentaram zumbis, espectros, lobisomens e vampiros à nossa imaginação medrosa. </p>
<p>Estes mitos que [ainda] hoje assombram e fazem sucesso em livrarias e nas telas gigantes dos cinemas já permeavam a literatura desde o século XVIII, sobretudo durante o Romantismo.</p>
<p>Buscando resgatar essas referências pouco ou nada conhecidas dos jovens leitores nacionais, as escritoras Martha Argel e Rosana Rios vasculharam suas bibliotecas particulares e outras tantas bibliotecas, desde mundo e de outros mais sombrios, à cata de histórias de horror dignas que botarem medo até no mais corajoso dos escoteiros.</p>
<p>Reunindo contos que vão de Charles Dickens a Edgar Allan Poe, passando por Arthur Conan Doyle e Mary E. Brandon, a coletânea Contos de Horror, lançada pela Farol Literário, faz um apanhado do que de melhor foi produzido em matéria de terror / horror por estes ícones da literatura mundial.</p>
<p>Além dos contos, que já falam por si, o livro ainda traz notas explicativas que inserem o leitor na cultura da época, apresentando um panorama geral do horror enquanto gênero literário, provedor eterno de arrepios e sustos. </p>
<p>Para falar um pouco mais sobre a obra, Rosana Rios e Martha Argel toparam responder 3 perguntas para o Outra Coisa.</p>
<p><strong>Outra Coisa: A Coletânea Contos de Horror surgiu como uma necessidade ou como uma oportunidade de mercado? Como foi o processo de pesquisa, de concepção e como se deu a divisão de trabalho?</strong></p>
<p>Rosana Rios e Martha Argel: Nós duas somos fãs, já de longa data, da literatura fantástica do século XIX e começo do XX. Nessa época foram produzidas maravilhas, histórias elegantes, cativantes e muito assustadoras. Quando recebemos o convite da Farol Literário para organizarmos uma antologia com contos de terror escritos por autores renomados do passado, não pensamos duas vezes. Primeiramente definimos nossos escritores favoritos, e que achávamos que poderiam ser incluídos. Em seguida, partimos para vasculhar nossas bibliotecas pessoais (que não são pequenas!). Foi um trabalho intenso e delicioso, e lemos dezenas de contos, procurando aqueles que se encaixassem na proposta. </p>
<p><strong>OC: O livro foi pensado tendo em vista um público prioritariamente jovem. Quais critérios foram considerados na escolha dos textos e como foi o processo de transpor Dickens, Poe e Doyle para a atualidade, para um público acostumado à hiperatividade da internet?</strong></p>
<p>RR / MA: Acima de tudo, os contos tinham que ser realmente assustadores. Além disso, deviam ter um ritmo que pudesse ser acompanhado pelo leitor jovem; esse é um ponto importante, e tivemos de descartar várias histórias ótimas porque eram demasiado longas, ou com um desenrolar lento demais para a agitação do público de hoje. </p>
<p>Tivemos especial cuidado com as traduções, que visam muito mais manter o clima do que traduzir os textos ao pé da letra. Não se trata de uma adaptação, porque fomos totalmente fiéis aos textos, sem tentar resumir ou recontar as narrativas. O que fizemos foi simplificar estruturas antiquadas, que mesmo no idioma original caíram em desuso; também tentamos escolher com cuidado as palavras, de modo a permitir um entendimento mais intuitivo. </p>
<p>Ainda assim, é claro que o ritmo e o enfoque dos contos são diferentes do que os leitores jovens estão acostumados. Mas a ideia é justamente mostrar a esse público mais novo de onde surgiram as obras atuais da literatura fantástica, as fontes de inspiração dos autores contemporâneos. Só pode fazer bem, em termos de cultura geral, assimilar o fato de que a literatura de hoje não surgiu de um vácuo – ela vem na esteira de um longo processo de evolução e de mudança da produção literária, da cultura, da tecnologia e do mundo como um todo. Apreciar estilos e ritmos diferentes, reconhecendo o processo evolutivo constante na linguagem literária, valoriza e diversifica o senso estético, e torna mais crítico o leitor. Senso crítico – fundamentado em cultura – é algo de que nosso país precisa desesperadamente.</p>
<p><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/contos-de-horror-martha-argel-rosana-rios-outracoisa.jpeg" alt="" title="contos-de-horror-martha-argel-rosana-rios-outracoisa" width="461" height="737" class="aligncenter size-full wp-image-13423" /></p>
<p><strong>OC: Todos os contos presentes no livro têm como berço ou a Inglaterra de Dickens ou os Estados Unidos de Poe. Esta predileção por histórias na língua de Shakespeare foi proposital ou deu-se unicamente pela nossa total falta de representantes no gênero? É justo dizer que temos uma deficiência histórica em matéria de [boa] produção de ficção especulativa, especialmente nos gêneros horror / terror?</strong></p>
<p>RR / MA: Boas narrativas de terror não faltam na literatura clássica brasileira. O que acontece é que, como tais textos foram produzidos por autores “respeitados”, não existe um interesse editorial em rotulá-los como terror, ou como fantástico.</p>
<p>Só para citar um exemplo, a antologia Contos Macabros, organizada por Lainister de Oliveira Esteves [Escrita Fina, 2010] traz uma boa amostra da produção brasileira de terror, treze contos que reúnem Machado de Assis, Álvares de Azevedo e Lima Barreto. Citaríamos, ainda, o maravilhoso conto “As Formigas”, de Lygia Fagundes Telles.</p>
<p>Resolvemos enfocar autores de língua inglesa, não só por serem mais conhecidos, mas por terem de fato desenvolvido as bases modernas da fantasia e do terror sobrenatural.</p>
<p>Além de nosso intuito máximo – claro, causar arrepios de medo! – outro objetivo foi mostrar que autores importantes, reconhecidos até hoje por produzirem “boa” Literatura, dedicaram-se com muito sucesso a produzir histórias de Terror Sobrenatural. Ou seja, autores excelentes do passado, como Edgar Allan Poe e Charles Dickens, não consideravam a Literatura Fantástica como uma literatura “menor”, e não tinham o preconceito que muitos escritores contemporâneos demonstram pela literatura de entretenimento. </p>
<p>Em nossa opinião, todo esse trabalho, que levou vários meses, resultou na descoberta de várias pérolas da literatura de terror da época, contos de uma qualidade incrível que nunca, nem nos dias de hoje, foi superada. </p>
<p>O lançamento da Coletânea Contos de Horror ocorrerá hoje, sexta-feira 10 de agosto, na 22ª Bienal de São Paulo, a partir das 15 horas no Stand da Editora Farol Literário [E30].</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/convite_contos-de-horror.jpeg" rel="lightbox[13420]" title="convite_contos de horror"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/convite_contos-de-horror-550x717.jpeg" alt="" title="convite_contos de horror" width="550" height="717" class="aligncenter size-medium wp-image-13425" /></a></p>
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		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
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		<title>3 perguntas para Mariana Mello Sgambato</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2012 14:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>b.accioly@dotweb.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Beijos e Batom]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Mello Sgambato]]></category>

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<p>E como nem só de fantasia e ficção vive o Outra Coisa, esse 3 perguntas traz uma microentrevista bem diferente, com uma escritora que resolveu enveredar por aquela fase complicada, capaz de tirar qualquer um do sério, chamada adolescência.</p>
<p>Beijos &#038; Batom, primeiro romance da paulistana Mariana Mello Sgambato, é uma YA [Young Adult, ou literatura para jovens] recheada de referências e verdades universais que caracterizam esses jovens-quase-adultos. Na trama, Gustavo e Daniel, amigos de longa data, resolvem fazer um pacto de nunca se envolverem com as garotas um do outro, e isso inclui irmãs, primas, namoradas… Um esforço hercúleo que tem como objetivo preservar a grande amizade que os une. Só que, com o passar do tempo, a coisa desanda e, obviamente, a promessa é quebrada, gerando uma confusão que vai envolver a irmã-gêmea de Gustavo, Bia, suas ex-namoradas, futuras pretendentes e até mesmo outros garotos, pretensos rivais. Discussões, beijos roubados, brigas, transas escondidas, intrigas e lágrimas são algumas das consequências da quebra dessa difícil promessa.</p>
<p>Resultado da parceria entre a Editora MODO e o Clube de Novos Autores, Beijos &#038; Batom aborda as várias facetas do conturbado universo adolescente, os conflitos dos amores impossíveis e as consequências de promessas desfeitas que caem como uma bomba sobre as cabeças de todos os envolvidos, mudando suas vidas — e as das pessoas que os rodeiam — para sempre.</p>
<p>Vamos, então, às 3 perguntas para Mariana Mello Sgambato?</p>
<p><strong>Outra Coisa: Neste primeiro livro, você aborda as dores e delícias da adolescência, com suas idas e vindas, amores complicados e pra sempres que duram o tempo de um beijo. Como foi a experiência de retratar em palavras todo esse turbilhão de emoções?</strong></p>
<p>Mariana Mello Sgambato: Quando escrevi Beijos &#038; Batom, as emoções jorraram de mim para as personagens e vice-versa. É sempre uma experiência interessante quando experimentamos as dores das personagens, suas confusões e suas alegrias. As personagens de Beijos &#038; Batom possuem personalidades fortes e bem definidas; foi muito interessante trabalhar assim. Muitos podem achar que isso cria limitações, mas comigo foi diferente; criou uma densa esfera de possibilidades, tanto que o que acontece na história é surpreendente e fora do convencional, mesmo se passando em um universo real. Costumam dizer que sou uma pessoa muito sensível e dramática. Acho que sou mesmo e, por consequência, minhas histórias também o são.</p>
<p><strong>OC: O livro trata de questões delicadas, como o valor da amizade, pactos desfeitos e desilusões. O fato que você ser uma escritora adolescente ajudou ou atrapalhou o desenvolvimento da história? Quanto o livro traz de suas próprias experiências?</strong></p>
<p>MMS: Eu sou muito saudosista da minha época de adolescente; na verdade, eu gostaria que tivesse acontecido mais do que de fato aconteceu, já que fui sempre tímida e introspectiva. Por ter sido uma pessoa de poucos amigos e de poucas palavras, muito se passou na minha imaginação. Nada do que acontece em Beijos &#038; Batom aconteceu de fato comigo, mas poderia ter acontecido tanto quanto com qualquer um de nós. São aquelas coisas que vemos acontecer com amigos de amigos nossos, que achamos estar distantes da gente, mas que podem estar mais perto do que imaginamos&#8230; E também aquelas coisas que acontecem com todo mundo; afinal, desde o momento em que colocamos nosso coração à disposição das flechadas do amor, estamos jogando com o risco de nos machucarmos em busca da felicidade, e isso independe da idade que temos.</p>
<p><strong>OC: Você é forma em Produção Editorial com diploma em Criação de Roteiros para Produções. De que forma esse conhecimento de outras mídias te auxiliou na escrita? </strong></p>
<p>MMS: Quando decidi escrever Beijos &#038; Batom queria que a leitura fosse verossímil, real, simples e dinâmica, já que as personagens e acontecimentos são bem complexos e, muitas vezes, complicados. O conhecimento que adquiri em minha formação me auxiliou a identificar pontos da linguagem escrita para tornar isso possível, sem tornar a história superficial ou tediosa. Escrever de forma simples às vezes é mais complicado do que parece, pois tive que tomar todo um cuidado para que a linguagem simples fosse completa o suficiente para transbordar [os estados de] emoções em que se encontram as personagens em determinadas cenas. Escolhi contar essa história em 3ª pessoa, trocando o ponto de vista entre as personagens, pois dessa forma o leitor terá uma visão geral do que está acontecendo, como se fosse um seriado de televisão, dinâmico, que torna a leitura bem interessante e enérgica, mas incrivelmente emocional.</p>
<p>O lançamento de Beijos &#038; Batom vai rola na Bienal de São Paulo, dia 11 de agosto, a partir das 11 horas, no Stand da Editora Delicatta (Rua R78, esquina com a Rua J).</p>
<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/1.jpeg" rel="lightbox[13411]" title="Promoção Beijos e Batom"><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2012/08/1-550x169.jpeg" alt="" title="Promoção Beijos e Batom" width="550" height="169" class="alignnone size-medium wp-image-13414" /></a></p>
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	<div class="author-avatar"><div class="author-avatar-wrap"><a class="author-link" href="http://www.outracoisa.com.br/author/rober/"><img alt='' src='http://1.gravatar.com/avatar/364acc0ba7c7765180052dc0662cbe76?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></a></div></div>
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		<h3 class="author-name">Rober Pinheiro</h3>
		<div class="author-description">Rober Pinheiro é publicitário e tradutor. Autor do romance <a href="http://www.lordesdethargor.com/">Lordes de Thargor</a>, <a href="http://roberpinheiro.blogspot.com">possui um
blog</a> dedicado a este universo fantástico e outro, onde escreve de tudo um pouco. É coautor de diversas coletâneas e organizador dos projetos A Fantástica Literatura Queer e Fragmentos do Inferno.</div>
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