<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>Artigos do Pe. Matias Soares</title><description>Pe. Matias Soares é pároco da paróquia de Santana e São Joaquim, em São José de Mipibú-RN (Arquidiocese de Natal).</description><managingEditor>noreply@blogger.com (Pe. Matias Soares)</managingEditor><pubDate>Fri, 4 Oct 2024 18:57:24 -0700</pubDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">96</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/</link><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle/><itunes:author>Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN</itunes:author><itunes:owner><itunes:email>soaresmatias@hotmail.com</itunes:email><itunes:name>Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN</itunes:name></itunes:owner><xhtml:meta content="noindex" name="robots" xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml"/><item><title>O Natal e o Pobre</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/12/o-natal-e-o-pobre.html</link><pubDate>Sat, 17 Dec 2011 18:34:00 -0800</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-7178668193800301451</guid><description>Nos aproximamos da celebração do Natal. A História da Humanidade, para quem crê, tem um ponto de plenitude. O amor é agora não só sentido, mas encarnado. A vida toma sua verdadeira dignidade. O parâmetro é a abundancia dela para todos. Se isto não acontece, Deus aí não está; e se Ele aí não está a dignidade humana fica comprometida.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

Quando falamos sobre o Natal, nem sempre lembramos da pessoa do pobre. Este comportamento deveria nos levar a profundos questionamentos. Jesus Cristo nasceu e viveu no meio dos pobres. Demonstrou por eles um amor preferencial, sem ser exclusivo. Devemos ter claro este perspectiva, principalmente se lemos o Evangelho como Boa Notícia que é anunciada para salvação de todos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

O que de fato queremos considerar é o pobre excluído socialmente. Aquele que não goza dos bens que estruturalmente deveriam ser de todos e para todos. O que passa fome, o sem saúde de qualidade, o dependente químico, o desempregado, o que não tem moradia, enfim, o que não tem seus direitos sociais garantidos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

O que será tido como dilema é que uma preocupação com o pobre, que dispensa sua fundamentação cristocêntrica, nos levará a uma ação social sem alma. Deve nos ajudar a refletir o testemunho deixado por grandes santos da Igreja, que viveram essa opção e foram sinais para o mundo de experiências que verdadeiramente marcaram a história ocidental no seu tempo até nossos dias. Quem nega o que representou a ação de Madre Teresa de Calcutá para o mundo atual? A pessoa de irmã Dulce? Estas santas foram pessoas profundamente apaixonadas por Jesus Cristo. Fizeram muito mais do que muitíssimos representantes públicos, sem ter os mesmos recursos que estes.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

Jesus tinha um programa de vida que promovia a liberdade e vida para todos, a saber: “o Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor” (Lc. 4,18-19). O tempo de Cristo é bom para todos. A ética cristã não se contenta com a integração de alguns. O aqui e agora é o verdadeiro momento da ação de Deus. O resto é responsabilidade humana.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

Por fim, que sejam fortalecidos em nossos corações os sentimentos de partilha e solidariedade para com os mais pobres dos pobres. Feliz Natal para todos e um Feliz Ano Novo! Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>As ONGs: transparência e prestação de contas</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/11/as-ongs-transparencia-e-prestacao-de.html</link><category>direito</category><category>sociedade</category><category>tolerância</category><pubDate>Sun, 13 Nov 2011 12:44:00 -0800</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-5855089762213016882</guid><description>Estava a ler uma reportagem, cujo título era: “denúncias apressam marco regulatório para as ONGs” (vide: TN, 13/11/2011). A matéria, confesso-lhes, caros leitores, chamou-me à atenção já que nos vários recantos do nosso País há “alguém” querendo possuir uma organização não governamental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem falas bem pontuais, no texto, quanto à necessidade de se “fiscalizar estas entidades”. Mas aqui não quero me deter em todas as sentenças. No entanto, há algumas que me parecem bem adequadas para fundamentação da finalidade deste ”artigo de opinião” como, por exemplo, o que a presidenta da Abong, Vera Masagão, diz no final da reportagem: “ninguém está acima do bem e do mal, nem gestor público, nem gestor de organização social. O que precisamos é que existam regras que sejam cumpridas. ‘precisamos de transparência’. Acredito, diz ela, firmemente que não há como combater corrupção pelos órgãos de controle porque eles não têm condições de ir a cada canto do País”. E propõe que “exista informação pública sobre os convénios e quem eles atendem”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A preocupação que, por sinal, é também de outros representantes, é profundamente atual e relevante, já que da mesma forma que são exigidas prestações de contas de outras entidades que recebem “dinheiro público”, o mesmo deve e precisa urgentemente acontecer com estas instituições que recebem muito dinheiro dos entes federativos e que “nunca” dizem ao Povo o que fazem com as altas quantias que são recebidas. A corrupção é abominável em quaisquer órgãos que se auto-intitulam defensoras do bem comum e dos indivíduos. Lembro e ressalto o que acontece quando estas mesmas instituições vivem a disseminar por palavras e ações o desrespeito aos direitos fundamentais das comunidades onde elas atuam, como por exemplo, o assédio moral, pelo perjúrio, difamação e calúnia às pessoas da comunidade, por veículos de comunicação utilizados de modo irresponsável e com o objetivo de intimidar a quem não alimenta a seus interesses económicos e políticos, a agressão aos sentimentos religiosos da maioria da população, chegando ao absurdo de serem invadidos templos cristãos, por integrantes de festividades promovidas por estas organizações que, como já disse, recebem grandes quantias de dinheiro, que infelizmente nem sempre se sabe como é usado e para que verdadeiramente deveria ser usado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A liberdade religiosa é direito humano. A nossa Constituição Federal no-la garante, como também, o respeito às nossas liturgias e templos. Então cabem as perguntas: será que estas organizações que se dizem defensoras de direitos e que recebem dinheiro desta maioria, que constantemente é desrespeitada em suas tradições e costumes, vão insistir em ofender e agredir às pessoas? É para isto que elas são patrocinadas pelo dinheiro público? O Ministério Público acompanha e fiscaliza estas ONGs? Se não o faz, deveria fazê-lo. Nós esperamos por isto e temos obrigação civil e moral de exigi-lo, já que somos ofendidos e, por porque não dizer, assediados por indivíduos que só pensam em ganhar dinheiro e fazer as pessoas de fantoches e marionetes para que seus interesses económicos sejam garantidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estado Democrático, que é tido como laico, não pode esquecer que também é de Direito, nem muito menos é ateu. Existe uma tentativa desleal e desonesta de alienar a verdade das ideias e dos fatos. Estão a tentar manipular o significado da Democracia. Vejamos o caso da USP que teve seu património destruído por uma minoria que nem pensou quebrar o que era dela mesma, mas que também pertencia à maioria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, fica o questionamento que já é visto como esclarecimento necessário pelos representantes nacionais destas próprias organizações: quando a transparência e a prestação de contas serão apresentadas à população? Todos esperam que o dinheiro público não seja usado para que os direitos já garantidos sejam feridos! As passeatas e as redes sociais poderiam ser usadas para estas ações. Todos aguardam por isto e não por atentados ao bem e a verdade da população. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>O amigo do maligno</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/09/o-amigo-do-maligno.html</link><pubDate>Fri, 30 Sep 2011 17:35:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-3895750942643696873</guid><description>A vida nos ensina. A nossa história é sempre a nossa maior mestra. Quem não aproveita os desencontros para crescer e amadurecer ficará&amp;nbsp; sempre esperando as migalhas dos porcos. Alguns, depois de tantas decepções por causa de suas anomalias, preferem as depreciações e companhias do mal. Precisamos repensar o que significa a presença do maligno. Essa questão que passa necessariamente pelo discurso religioso, que ressurge com toda força e potência nos vários recantos do mundo, tem uma efervescência subjetivada e objetivada devido à crise pela qual passa o Homem posmoderno no tocante ao sentido da vida, instigado e magoado pela mentalidade secularizada, na América Latina e especificamente no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem se acompanha com bandido e cede às suas chantagens mais cedo ou mais tarde será vitimado por ele. O mal não tem o que perder. Ele sobrevive da desgraça dos outros. Quem pactua com ele, ou ela, está fadado a sofrer profundamente. Ele não tem o que oferecer a ninguém. Quando o faz, com certeza, matará quem o sustenta para sugar outra presa. Infelizmente quem adere às ciladas dos discípulos de satanás não pára para rever a caminhada. Continua maquinando a destruição e infelicidade dos outros. A leitura psiquiátrica é que este tipo de gente é psicopata ou, mais propriamente, um doente mental. Sua ânsia de fazer o mal é continuada. Uma das características destes legionários é que ninguém se aproxima deles por amor. As suas relações são sempre pautadas pela ambição, mentiras, violência, covardia, desonestidade, intrigas, inveja, ganância e por fim a morte e perpétua morada no inferno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele busca o poder e o dinheiro a qualquer preço. Nada o satisfaz. Como filho da mentira, ele só possui a falsidade para parecer alguém. O seu vômito é calúnia, difamação e o perjúrio. Suas maquinações buscam seus interesses a todo custo. Não poderia ser diferente. Sua vida é uma continua farsa. O seu norte é o nada; e para quem já leu o autor de “O Ser e Nada”, a náusea deveras é causada pelo nada. O conteúdo do finito sem o infinito e vice-versa. Onde ele está, o caos se aproxima e tenta tomar posse de tudo para destruir sem nunca poder construir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas existe algo emblemático que os filhos de Deus não podem esquecer é&amp;nbsp; que “o mal por si se destrói”. O maior inimigo do maligno é ele mesmo e quem o&amp;nbsp; acompanha. Basta observarmos. Ele não tem identidade. Vive em função dos outros. Ele só procura destruir porque tem consciência da total rejeição que o bem tem a ele. O Bem renega o maligno (cf. Lc 4,1-13; Mt 4,1-11 e Mc 1,12-13). Ele (O Sumo Bem) não aceita suas investidas, suas tentações no intuito de dominar, manipular e escravizar as massas para sugar seu sangue, que garantir-lhe-á muito dinheiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas quem está na companhia do Senhor jamais desistirá; pois Jesus Cristo rogou a Ele o seguinte: “eu não te peço que os tire do mundo, mas que os guarde do Maligno” (cf. Jo 17,15). Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>O Pároco e a comunidade</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/09/o-paroco-e-comunidade.html</link><category>espiritualidade</category><category>pastoral</category><category>sacerdote</category><pubDate>Fri, 2 Sep 2011 09:29:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-7475982992676824180</guid><description>No código de Direito Canônico, art. 519, está codificado que o pároco é o pastor próprio da paróquia a ele confiada; exerce o cuidado pastoral da comunidade que lhe foi entregue, sob a autoridade do Bispo diocesano, em cujo ministério de Cristo é chamado a participar, a fim de exercer em favor dessa comunidade o múnus de ensinar, santificar e governar, com a cooperação dos fiéis leigos, de acordo com o direito. A experiência parocal é muito exigente. As relações estabelecidas envolvem muitas pessoas. Há um dinamismo muito enriquecedor, quando vivido com responsabilidade e testemunho, de ambas as partes, ou seja, a pessoa do pároco e dos paroquianos. Um texto de leitura satisfatória e deleitosa, para qualquer bibliófilo, é o “Diário de um pároco de aldeia” de Bernanos (escritor francês).  O mesmo, ao iniciar sua genial obra, diz “minha paróquia, parafraseando o pároco, é uma paróquia como todas as outras. Todas as paróquias se parecem. As paróquias de hoje, naturalmente. Eu dizia ontem ao pároco de Nerofontes: o bem e o mal devem ficar em equilíbrio nelas, só que o centro de gravidade está lá embaixo, bem lá embaixo”. Como escritor, não teólogo, este centro não vem tão bem elucidado pelo autor, que, se o fosse, deveria dizer que este centro de gravidade é o mistério pascal de Cristo, que é força motriz e vencedora do mal que assola muitas vezes às paróquias. Mas porque nela estão presentes pessoas, que por mais pecadores que o sejam, são filhos de Deus, apesar de muitas vezes se comportarem como filhos da mentira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tipo de relação que o pároco, mistagogicamente, deve ter com a paróquia é a mesma que Cristo teve com sua Igreja (Ef. 5,25), ou seja, ele se consagra e a ela se doa. Vale tomar a metáfora e dizer que a paróquia para o pároco é como uma esposa para a qual o padre está permanentemente a dedicar-se. Com fidelidade e respeito, amando e respeitando-a até que providencialmente Deus os separe. O equilíbrio humano, refletido na postura de quem está apto a ser Pater Família” (Pai de Família), é algo a ser atualmente zelado. O escritor tem razão quando diz que sua paróquia é como as outras, mas o ponto de equilíbrio será aquele que agirá “in persona Christi”. Um pároco de uma cabeça bagunçada, faz muito mal a sua paróquia. Um padre, que não dá testemunho e que não tem uma identidade sacerdotal que se define diariamente para Cristo, vicia e tenderá os fiéis para o mal. O múnus de ensinar, santificar e governar a paróquia será responsabilidade deste pastor próprio, em comunhão com o Bispo. O papa João Paulo II afirmou que o padre de ontem, de hoje e de amanhã deve se configurar a Cristo (Pastores dabo vobis, 5).   A cultura da mediocridade que impulsiona a muitos serem amantes do luxo, do materialismo, do carreirismo, da sexualidade doentia e do laxismo moral precisa ser superada. O Papa Bento XVI afirmou que os piores inimigos da Igreja estão dentro da própria Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tomando o outro lado, lembro aos fiéis leigos que estes também são responsáveis pelo bem da vossa paróquia. O pároco precisa trabalhar com pessoas de amor a Cristo e a sua Igreja. Esta não pode ser usada para promoções individuais, no campo econômico, político e social. É a comunidade dos fiéis batizados. Com eles e o pároco deve haver parceria e consciência de pertença a Cristo, marcada pelo Batismo. Este sacramento os faz participarem de um único Povo, que é o de Deus. Jesus no capítulo 17 de João nos dá a pista para o tipo de relação entre este Povo e o seu sacerdote.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, o amor não dispensa a justiça. O pároco e os fiéis não podem esquecer destas atitudes. O pároco ensina o amor que santifica e que se santifica e age com a justiça que não perde nem é perdida. O mesmo Cristo que perdoa é o mesmo que diz que não peques mais. Amor sem justiça é alimento que cria sanguessugas. Hoje a maior proposta é que todos se tornem discípulos missionários para renovação de todas as estruturas, individuais e coletivas. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>Células Sacerdotais</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/09/celulas-sacerdotais.html</link><category>eclesiologia</category><category>sacerdote</category><category>vocação</category><pubDate>Thu, 1 Sep 2011 19:39:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-5532357072518548225</guid><description>Os padres fazem parte de um presbitério. “Estão sacramentalmente unidos, em íntima fraternidade por causa da ordenação... é importante que diocesanos e religiosos cooperem na verdade. Estejam unidos uns aos outros pelos laços do ministério, da fraternidade e de uma toda especial caridade apostólica” (cf. Presbiterorum Ordinis, n. 8).  É muito importante que exista comunhão e unidade no presbitério e, conseqüentemente, com o Bispo diocesano. Deveria ser visto como algo muito preocupante a situação de um presbítero que não se sente bem em ser e estar em comunhão com seus colegas padres. Um clero que trabalha em comunhão fortalece a ação evangelizadora da igreja particular, testemunha a fé na comunhão trinitária e opera com a vida a oração sacerdotal de Jesus (cf. Jo 17,21). Causa profundo sofrimento ao povo de Deus perceber a desunião dos padres. Tenho consciência que em qualquer relação humana existem dificuldades; no entanto, não podemos esquecer a orientação de Jesus que diz: “Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (cf. 13,35). Para que isto aconteça a palavra e a atitude de ordem é: “Conversão”. Todos nós precisamos mudar e não nos acomodarmos com nossas limitações e mazelas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe uma tendência muito forte de enveredarmos pelo caminho do individualismo. Com freqüência sentimos colegas que perdem o sentido da diocesaneidade. Fogem da vida da diocese e pouco a pouco relativizam o valor do próprio ministério ordenado. Sem dúvida é Jesus que chama (cf. Mc 1,16-19). Mas é na Igreja e por ela que nós temos nossas vocações confirmadas. Ela é comunhão. Quando não favorecemos a unidade do presbitério, com suas diversidades de dons e carismas, ferimos o coração materno da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na nossa diocese nós temos testemunhos muito ricos de experiências de fraternidade sacerdotal. Claro que o contexto era outro! Eles moravam distante e normalmente ficavam “sozinhos” nas extensas paróquias da diocese. Neste momento me vêm à memória os “poucos e grandes” padres que em e pela comunhão, amor a Jesus, a sua Igreja e ao Povo de Deus, tornaram real o Evangelho. Lembremo-nos do Movimento de Natal!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje nós precisamos de um projeto de formação permanente para o clero. Poderíamos nos utilizar das estruturas que já temos e utilizando a pedagogia e as dimensões já pensadas pela Igreja para formação humana, espiritual, pastoral e intelectual. Nos momentos diocesanos, os das regiões pastorais, zonais e paroquiais, nós padres, poderíamos ter mais tempo que nos ajudasse a integrarmo-nos mais valorizando estas dimensões e fortalecendo-as pelo encontro, a oração, o estudo e a troca de experiências pastorais. Proporcionemos mais estes encontros, e aí as &lt;b&gt;células sacerdotais&lt;/b&gt;, não só por afinidade; mas, antes de tudo porque queremos ser e viver plenamente a nossa “identidade presbiteral”. Por isso, façamos a nossa parte que será muito importante para nossa missão e principalmente para o bem do Povo de Deus do qual nós devemos ser “servidores” (cf. Jo 13,1-20).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, me lembro do que Pedro disse nas suas admoestações aos presbíteros: “apascentais o rebanho de Deus que vos foi confiado, cuidando dele, não como por coação, mas de livre vontade, como Deus o quer, nem por torpe ganância, mas por devoção, nem como senhores daqueles que vos couberam por sorte, mas, antes, como modelos do rebanho. Assim, quando aparecer o supremo pastor, recebereis a coroa imarcescível da glória” (cf. 1Pd 5,1-4). Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>As juventudes</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/08/as-juventudes.html</link><category>jovens</category><category>juventude</category><category>religião</category><category>sociedade</category><pubDate>Thu, 11 Aug 2011 14:34:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-6888032743750050048</guid><description>Uma comunidade que não cuida das suas crianças e dos seus jovens não tem futuro. Isto não é vã filosofia. Venho insistindo em sermões e admoestações às assembléias. Aliás, a Igreja sempre pensou na juventude como uma prioridade. Na atualidade mais do que nunca. Basta pensarmos no significado das jornadas mundiais da juventude, que por sinal a próxima está para acontecer na Espanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No nosso município vai acontecer a “II Conferencia da Juventude”. Espero que seja para o bem das nossas juventudes! Isto mesmo. Na nossa realidade, como nos vários recantos do nosso País, se fala de juventudes. Existe a juventude campesina, a juventude digital, a juventude marginalizada, a juventude desempregada etc. A importância deste encontro dos dias 5 e 6 de Setembro consiste na escuta, interpretação e síntese dos anseios, sonhos e esperanças duma juventude que precisa e merece a nossa mais sincera preocupação. No entanto, tenho duas ponderações, a saber: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) Parabenizar quem teve a iniciativa de pensar esta conferência como algo necessário para pensar o bem das nossas juventudes e as políticas públicas que venham concretizá-lo no nosso município, tão atrasado política e socialmente;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) Lembrar a todos que este evento não pode ser só e somente só uma artimanha que esteja sendo pensada só por causa das próximas eleições para o executivo e o legislativo municipais. Seria uma atitude mesquinha e nada louvável;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os jovens que estão participando deste processo, com certeza, estão cientes disto. Não tenho dúvida que são maravilhosos e muito inteligentes. Queridos jovens, vocês têm uma força tremenda. O presente e o futuro podem ser de vocês. Aproveitem todas as oportunidades que Deus vos apresentar para vossa felicidade. Pois Dele só pode vir o belo e o bem, porque Ele é Amor. Analisem a conjuntura sócio, política e econômica do Município. Proponham e cobrem ações que verdadeiramente venham para possibilitar melhores condições de vida para nossas juventudes, hoje e amanhã. O projeto a ser traçado não pode ser partidário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, independente de qualquer situação, a Igreja(s) estará sempre do vosso lado e com palavras de vida e esperança para todos. Cristo vos ama e vos garante a plena alegria. Contem comigo, sejam felizes e mãos a obra! Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>A Igreja e a homofobia</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/07/igreja-e-homofobia.html</link><category>controvérsias</category><category>homofobia</category><category>homossexualidade</category><category>sexualidade</category><category>tolerância</category><pubDate>Fri, 29 Jul 2011 06:06:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-5956439278511710246</guid><description>O tema sobre o qual venho a tratar é muito atual. Talvez não  devesse ser visto pela Igreja e pelos movimentos (LGBT) com qualquer sombra de tensão relacional no tocante aos direitos humanos, já que não existiu nem existe, principalmente na América Latina, instituição que tenha defendido mais os direitos humanos do que a Igreja Católica. Basta fazer a leitura e a interpretação da história. E ainda o próprio conceito de dignidade de pessoa humana a quem está vinculado como mola mestra desta busca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja Católica não fomenta nem defende desrespeito e violência contra os homossexuais. O cardeal de São Paulo, D. Odilo Scherer, em excelente artigo (respeitar e ser respeitado), faz este esclarecimento que deveria chamar a atenção destes movimentos para o que vem sendo semeado em várias instâncias do nosso País nas relações entre as comunidades cristãs e estas organizações. Com as atitudes de “intolerância” que estão acontecendo todos sairão “violentados e sofridos”. A razão não pode perfurar as leis da natureza. Quando isto acontece todos ou a maioria perdem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Catecismo da Igreja Católica ensina que “os homossexuais devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta” (n. 2358). A experiência pastoral nos ajuda muito nesta questão: a discriminação das pessoas com tendências homossexuais começa trivialmente nas famílias. Logo, alguém diria que é por questão religiosa. Mas um questionamento, em contrapartida, também precisa ser respondido: a religião, principalmente para a Igreja Católica, não tem sua racionalidade, já que esta defende que fé e razão devem caminhar juntas? Como foi o passado, é o presente e será o futuro duma Civilização que não tem a família, constituída entre o homem e a mulher, como base de perpetuação da Humanidade? A própria Palavra de Deus é luz para estas confusões, a ver: Jesus não condena o pecador, mas pede que ele não peque mais; já que todos têm pecado, todos precisam desta “conversão”, que é endireitar o coração para vontade de Deus e o bem do próximo. O chamado não é só para os homossexuais, e sim para aqueles que querem estar em comunhão com Deus e com o próximo (cf. Jo 8, 1-11; 1Jo 4,7-21). O Catecismo continua coerente quando ensina que “os homossexuais são chamados a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãos, a unir ao sacrifício da cruz do senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição” (idem).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estado Democrático tipifica sobre as liberdades de pensamento e a inviolabilidade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as liturgias (CF art. 5, IV e VI). Isto nos leva a inferir que a questão se tornou verdadeiramente ideológica e impositiva. O que se tenta amordaçar é a voz profética da Igreja que continua sendo sinal de esperança nos vários recantos do nosso País.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, retomo palavras de Jesus Cristo, que falando aos seus discípulos apresenta-lhes a regra de ouro: “tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei vós a eles” (Mt 7,12; Lc 6,31). Portanto, dizer que a Igreja é homofóbica não tem consistência, nem é honesto. A Igreja tem uma proposta que é dirigida a todos, a fim de que todos sejam livres em Cristo. Eis a verdadeira liberdade.  Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>O profetismo e a cultura posmoderna</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/06/o-profetismo-e-cultura-posmoderna.html</link><category>antropologia</category><category>epistemologia</category><category>filosofia</category><category>meios de comunicação</category><category>política</category><category>profetismo</category><category>psicologia</category><category>pós-modernidade</category><category>religião</category><category>sociedade</category><category>sociologia</category><category>tolerância</category><pubDate>Wed, 29 Jun 2011 19:09:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-8925405820822502490</guid><description>Um dos temas mais abordados pelos pensadores sociais da atualidade é a Posmodernidade. Diria até que é um tema transversal. Filósofos, sociólogos, psicólogos e antropólogos, o vêem como a questão que coloca o humano diante do dilema de quem ele é e que papel ocupa na nova ordem civilizatória. Digo nova porque, mesmo sem definição e fronteira históricas, tem elementos idiossincráticos ao seu dinamismo, como por exemplo a força e o poder avassaladores que têm hoje os “meios de comunicação sociais”. Com a reviravolta epistemológica orquestrada por René Descartes e aprofundada por Kant, a Modernidade lançará suas redes no individuo como sujeito-objeto e objeto-sujeito de tudo que o rodeia e que está sob seu jugo. Este dado é suficiente para o direcionamento racional da propositiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As instituições estão a passar também por uma crise de identidade. Os estados entram na armadilha de querer agradar a todos. A crise política do Oriente Médio, com toda sua tradição teocrática, instigou as movimentações de grupos nos outros recantos do mundo. Aí eclodem as variadas formas de pressão da opinião pública e da classe política para que tantos direitos, e espero que deveres, sejam reconhecidos. Transparece uma insatisfação com o já existente e o desejo de que novas ordens sistêmicas sejam institucionalizadas. No entanto, a discussão de maior relevância ainda não foi chamada em causa, que é a urgente e necessária existência da Tolerância. Mesmo sendo uma temática abordada na modernidade, fruto da reflexão política e filosófica sobre o estado moderno; ela continua fundamental para que a maturação das decisões, presentes e futuras, cheguem a bom termo de eficiência e eficácia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma impostação que não considero, em hipótese alguma ingênua e a mais necessária de todas e, por isso, profundamente profética na Posmodernidade, é a máxima de Jesus: “o que vocês desejam que os outros lhes façam, também vocês devem fazer a eles” (cf. Lc 6,31). Eis um ensinamento que configura e sintetiza que tipo de profetismo pode ser anunciado na Posmodernidade. Esta cultura não pode querer ser só institucional nem só individual; mas sim relacional, que, por sua, vez só será possível se existir respeito mútuo entre as pessoas, as instituições e os povos. Para aqueles que fogem do discurso religioso esta Tolerância pode soar como via alienadora e alienante que precisa ser superada e abolida pelo dogmático e absolutista estado laico. Para estes a luta estratificada e revoltosa é que trará concretização das tantas e minoritárias buscas dos componentes dos grupos. Neste cenário, vem o “Homem Revoltado” de Albert Camus. O indignado com a injustiça do real. Isto particularmente deveria nos chamar à atenção, sendo que, nas religiões monoteístas o profeta também era este inquieto que representava os interesses de grupos não atendidos pela religião dominante institucionalizada (cf. Pierre Bourdieu).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profetismo para o mundo de hoje continua sendo necessário; mas sem os embasamentos ideológicos e relativistas, que violentam a realidade e as pessoas. A orientação de Jesus Cristo é a mais profética e atual de todos os tempos, pois não violenta o pessoal nem o coletivo. Mudemos os nossos corações e conseguiremos redirecionar nossas atitudes para que haja convivência pacífica e respeitosa de todos os Seres Humanos. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>Tenho fé e não creio?!</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/06/tenho-fe-e-nao-creio.html</link><category>ateísmo</category><category>fé</category><category>virtude</category><pubDate>Mon, 13 Jun 2011 10:01:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-8227773110784720643</guid><description>O ateu confunde Deus com uma idéia. Eis uma provocação que merece um movimento discursivo e cíclico, ou seja, um aprofundamento onde um mediador enredaria uma partilha entre um crente e um ateu que se aventurariam a dizer as “motivações” da sua fé ou não crença em Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de qualquer desdobramento cabe a diferenciação do que seja “Crer e ter Fé”. Claro que aqui entraremos num jogo, que para alguns será retórico, já que, é impossível ter fé sem crer e crer sem ter fé. Vejamos alguns pontos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) A Fé: esta é uma virtude teologal, ou seja, é um dom sobrenatural concedido por Deus que permite ao Homem a comunhão com Ele. Ela existe com mais duas forças que são a Esperança e o Amor. A Fé e a Esperança pertencem só ao Homem. Elas preparam o ser humano para alcançar a plenitude da vida, que é o encontro com Deus. São Paulo fala das três, mas sem nunca esquecer quem é o pináculo da escalada (cf. 1 Cor 13,1-13). Se essa possibilidade é existencial e histórica, ela tem sua fonte em Deus, pois Ele é amor (cf. 1Jo 4,7-21) e nos conduz para o Amor. Deste modo podemos afirmar que a confusão que é feita por um ateu começa por falta de amor e que depois será substituído por uma idéia. O atual Papa, Pontífice e Teólogo, Bento XVI, vem refletindo e afirmando constantemente essa verdade teológica, epistemológica e humana. A Fé, como experiência humana, torna o humano inquieto e buscante de Deus, que é uma Pessoa, que se encarnou e habitou na História Humana (cf. Jo 1,14). A Fé nos leva ao encontro com este Mistério de Amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) A Crença: esta é embasada por elementos objetivos. Estes são meios de construção e constituição da hierarquia das verdades. Em todas as religiões existem as crenças. No Cristianismo temos o “Símbolo Apostólico”, ou o “Credo” como comumente é conhecido. Ele preenche a necessidade subjetiva da pessoa, que deseja dar respostas aos questionamentos intrínsecos à experiência de quem crê. Estas verdades, conseqüências da única e eterna Verdade, para ser conteúdo da Revelação, precisam ser manifestada(s) por Deus (cf. Mt 16,16-17), através daqueles que foram encarregados de as guardar. Por isso, falamos do “Símbolo dos Apóstolos”. O apóstolo das gentes não contradiz a Tradição cristã quando trata da Fé como meio para justificação, em Cristo Jesus (cf. Rm 5). No Evangelho de S. João esta síntese teológica, cristológica e pneumatológica é tratada de forma complementar entre uma Fé que necessita crê e uma crença que precisa ter Fé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O aprofundamento de como esta relação se deu no decorrer da História da Igreja nos colocaria diante de uma análise e de um verdadeiro anseio de renovação evangelizadora e pastoral. O que é irrenunciável à sincera experiência de Fé é a conversão. Deixemos a indagação: as nossas “crenças” realmente foram instrumentos que ajudaram na mudança dos batizados e comunidades cristãs? Aqui incluímos todas as realidades eclesiais. O intento da V Conferência latino-americana, realizada em Aparecida, nos coloca diante deste imenso e necessário desafio da ação evangelizadora da Igreja da América Latina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, confiemos na ação do Espírito da Verdade que, derramado sobre nós, pode nos unir e fortalecer para que o mundo creia e crendo tenha a vida eterna. A nossa crença não pode ser como a dos ateus, que se envenenaram com uma idéia, e sim como aquela que é qualificada pela Fé em Jesus Cristo que diz: “a tua fé de salvou!”(cf. Lc 18,42-43). Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>O suicídio do Estado Laico</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/05/o-suicidio-do-estado-laico.html</link><category>Bento XVI</category><category>controvérsias</category><category>liberdade religiosa</category><category>meios de comunicação</category><category>poder</category><category>política</category><category>valores</category><pubDate>Wed, 18 May 2011 10:03:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-6409785389630489551</guid><description>A discussão sobre a separação entre o Estado e a Igreja foi retomada com muita ênfase nos últimos tempos. Na última eleição para Presidente, a questão foi bem acentuada. Líderes religiosos entraram no cenário político com discursos que influenciaram significativamente na existência dum II turno das disputas pelo poder. As proposições saíram do âmbito acadêmico e entraram nos púlpitos com relevante entusiasmo. Os novos areópagos, que são os meios de comunicação social, ajudaram neste tiroteio. Os laicistas defendem que a religião deve estar voltada para o que é privado. A fé é da esfera individual. Não pode envolver e determinar o que é de âmbito público. Mais propriamente se retruca a possibilidade da Igreja (ou igrejas) influenciarem no que é próprio do Estado. Os outros (igrejas) reconhecem a necessidade desta separação, todavia defendem a importância do reconhecimento de princípios e valores humanos religiosos na constituição da legislação dos direitos e deveres dos cidadãos que são fiéis, e fiéis que são cidadãos. Esta problemática já vem da Revolução Francesa (1789). Na Europa, esta formatação é bem embasada e as instituições conseguem cumprir seus papeis como meios de realização do bem coletivo. Aí uma ideologia relativista se desenvolveu com pertinência. Nos Estados Unidos o discurso não adentrou na linha atéia e arreligiosa e, mesmo assim, estes conseguiram ser potencia mundial, ideológica e materialmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Europa e nos Estados Unidos a discussão mais atual, no tocante aos direitos humanos, é o tema da “Liberdade Religiosa”. Esta não é uma bandeira, só e somente só, do Papa Bento XVI. A própria ONU propaga e defende este Direito. Por estar aberto ao transcendente, e isto é comprovado em todas as culturas, o homem tem esse “dogma jurídico” salvaguardo no Ocidente desde 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Depois, as demais constituições ocidentais sempre respeitaram esta peculiaridade humana. O Estado é constituído por estes humanos, demasiadamente humanos. A cultura ocidental vê nesta seqüela histórica um elemento de suma importante na compreensão dos fundamentos que caracterizam a Civilização do Velho Mundo e, conseqüentemente, das Américas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cristianismo entra neste desenrolar histórico como via de síntese na concepção da Pessoa Humana e seus direitos fundamentais e inalienáveis. Como pensar epistemologicamente os conceitos de Dignidade Humana, Liberdade, Solidariedade, Fraternidade, Justiça Social, Unidade, Respeito, Bem Comum, Igualdade, Amor, Perdão, Misericórdia, Subsidiariedade, Família, Verdade, Estado e etc. sem dizer que eles não foram elaborados pela Igreja, nela e através dela chegaram aos propositores Iluminados (pensadores iluministas)? As contribuições da Igreja para o reconhecimento dos valores e direitos das gentes é inegável. A roupagem filosófica que levou à apropriação feita pelo Estado destes conceitos e por quem deles se utilizaram para a tomada dos poderes, que antes pertencia às instancias ultramontanas, mudaria os rumos das caravanas da história. O juízo de valor, se isto foi bom ou ruim, no mínimo seria tendencioso e ideológico, como comumente está acontecendo. O Cristianismo enriqueceu estes bens necessários integração da Pessoa Humana, como ser de relação com o transcendente e com o próximo, e isto só foi possível porque o que era mais humano se fez carne e habitou entre nós (cf. Evang. Jo 1,14). O que existe de mais humano no humano é a Palavra. Por ela a pessoa se revela. Não pode trair o humano. Diz a sua consciência, seu eu, sua subjetividade, sua totalidade, formada de corpo, psique e espírito. Considerar que a pessoa é fruto do meio ou da cultura é a mais atroz das traições ao futuro da própria Humanidade. Como centro da criação e sujeito, tanto quanto, às leis naturais, o ser humano pode vir a ser refém do próprio imediatismo histórico e relativista. Considerar que os desdobramentos sejam acolhidos pelas gerações não quer dizer que estas sejam “sempre”determinadas por estas. Se perdermos os elementos vinculantes da existência dos povos no Mundo, o que podemos esperar do futuro? O que podemos aguardar? A reviravolta antropocêntrica só aconteceu porque o homem, pelo auto-conhecimento, se reconheceu Senhor da História, e não ela dele. Por mais que equivocadamente tente, o ser humano “nunca” poderá mudar isto. Nunca!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dito estado laico também não consegue determinar o que é humano. Está falido, principalmente neste nosso Novo Mundo. Ele não consegue cumprir suas utopias. Onde está a Segurança Pública? Onde tem Moradia para todos? A Saúde é de qualidade? Onde se encontra a Educação? A Justiça Social é encontrada em todas as ruelas? Nós temos que procurar por estes Direitos. Tem pouca gente lutando por eles. A maldita e sórdida corrupção apodrecem o Sistema. Talvez por que não sejam dispensados montantes de dinheiro para que eles sejam adquiridos poucos os busquem, para aqueles que deveras são os senhores da “Real Democracia”! Esta sim procurará condicionar a tolerância e o respeito das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, que a vida plena para todos seja uma meta dum Estado forte e respeitoso das instituições, inclusive daquelas que são sinais de que só haverá verdadeira justiça quando Deus estiver presente com seu amor e misericórdia, que garantem a integração das pessoas e, por isso, do próprio Estado Democrático de Direito. Salve a Liberdade Religiosa! Assim o Seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>A paz é dom de Deus</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/05/paz-e-dom-de-deus.html</link><category>justiça</category><category>liturgia</category><category>paz</category><category>política</category><category>religião</category><pubDate>Sat, 7 May 2011 19:22:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-3632287089905413184</guid><description>Como é bom estar em paz! Ela é dom de Deus. É algo que nos é concedido para que possamos experienciar a presença do Eterno tornado presente, em nós. Eis porque a consideramos como mais pura gratuidade do Senhor. Infelizmente ainda há quem não a ame. Por sinal, a primeira etapa para possessão de tão maravilhosa dádiva é o desejo de buscá-la e, conseqüentemente, possuí-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na liturgia do II domingo da Páscoa, Jesus Cristo nos diz: “a paz esteja convosco!” (Jo 20,20). Acolhamos a paz. O nosso salvador no-la concedeu. Quem seria tão insensato em não a querer?!  Nenhum tesouro do mundo paga a alegria de estarmos em paz. Quem acolhe a presença de Jesus Cristo encontrará a verdadeira e única paz. Sem ela, nós, famílias, escolas e várias outras instituições, não lograremos o verdadeiro significado da justiça. A Doutrina Social da Igreja afirma que a paz é fruto da justiça. Parafraseando Rui Barbosa, podemos dizer que “sem Deus não há justiça”, e claro que como cristão que era, se refere ao Deus Pai de Jesus. Nós continuamos a pregar e anunciar esse Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos deparamos constantemente com a problemática da Segurança Pública. A Carta Magna assevera que é dever do Estado garanti-la aos cidadãos. Por causa dos desmandos da política brasileira, o texto constitucional não está sendo respeitado. Mas, por isso, vamos deixar de lutar por ela? Claro que não! Façamos uma corrente pela paz. Formemos uma cultura da paz. Que as nossas palavras, ações, discursos e intentos, venham nos auxiliar e orientar para esta Terra Prometida! É isto mesmo. A paz tem que ser para cada pessoa um lugar, uma Utopia, que tem espaço e tempo. No mundo, nas civilizações, nos países, estados, municípios, mui especialmente o nosso, digamos como o Mestre e Senhor: a paz esteja convosco!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Mídia mundial divulga e verbaliza a morte de Bin Laden. Para quem matou isto é esperança de possível redirecionamento das relações entre os grupos extremistas do Islã. Para quem reelabora o acontecimento numa outra perspectiva, isto será estopim para retomada dos ataques terroristas. O mundo se volta para o fato e se pergunta o que realmente aconteceu e qual o simbolismo desta epopéia globalizada. Estudiosos da filosofia política, considerando interdisciplinarmente, o estado da questão, consideram necessário o papel da religião como ponto de equilíbrio para consecução da paz. E ninguém instrumentalize a discussão confundindo fundamentalismo religioso, que obscurece a racionalidade da religião, com a via da racionalidade da religião, que na modernidade oferece aos sujeitos as condições de interação que possibilitam o respeito mútuo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, que reine entre nós o desejo de estarmos em paz, conosco, com os outros e com Deus! Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>Vale à pena amar a justiça</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/04/vale-pena-amar-justica.html</link><category>justiça</category><category>moral</category><category>pecado</category><category>ética</category><pubDate>Sat, 9 Apr 2011 11:27:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-9050556214465021562</guid><description>Nem sempre somos justos como deveríamos, mas precisamos amar a justiça. Ela é a virtude humana por excelência. É a verdade cardeal. Não se confunde com a mentira e os desvios de conduta e personalidade. É a força das pessoas de Boa Vontade que desejam um mundo mais humano e verdadeiro. Como não amar o que nos liberta de tantos males!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Sagrada Escritura nos apresenta um presságio àqueles que reconhecem a beleza da justiça quando olhados pelos ímpios, em seus falsos raciocínios: “cerquemos o justo, porque nos incomoda e se opõe às nossas ações, nos censura as faltas contra a Lei, nos acusa de faltas contra a nossa educação” (Cf. Sb 2,12). Num mundo tão carente de referencias, o justo tem que confiar Naquele que é Fiel. A consistência da justiça é a certeza da sua imortalidade. O mal jamais vencerá. Por mais que tente (Cf. Lc 4, 1-13). Ele não tem sentido porque é fruto das ações humanas. Vem a ser realidade quando aceito como escolha para fazer o mal e evitar o bem. Na atualidade há uma tendência cientifica e religiosa de relativizar o mal (ou pecado), interpretando-o social ou psicologicamente. Esta perspectiva eleva o nível de ódio e maldade no mundo. Diferente do que ideologicamente dizem, a tentativa de negar a existência do pecado, para se justificar a negação da existência de Deus, pela fracassada alocução de que “Ele morreu!”, é uma mentira. Quem disse que Ele está morto, já morreu! No entanto, cabe a ressalva de que as “imagens” de deuses, que são pregadas, estão maculando a verdade da Revelação. Em 1Jo 4,8 é afirmado que “Deus é amor”. A verdadeira fidelidade brota dum coração que ama. Dizer que o mundo e as pessoas estão carentes de Deus é reconhecer que elas estão necessitando de Amor. Vejamos o que nos mandou Jesus: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Cf. Jo 13,34-35). É a grande mensagem do Cristianismo à Humanidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mistério pascal que estamos para celebrar nos confirma na Fé, e nos assegura que a “iniqüidade” será esmagada pelo Poder do Redentor. O mal sempre quer ferir o próximo, esquecendo que este é imagem e semelhança de Deus. A dignidade humana, para nós cristãos, tem este fundamento como norte de reflexão e verdade da Esperança. A certeza da vitória da vida sobre a morte é a único elemento que é Luz para os seres humanos. Não estamos tratando de fundamentalismos; mas do Fundamento, que é Cristo. Ele diz que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Cf. Jo 14,6). “Todo o que Nele crê tem a vida eterna” (Cf. Jo 3,15). &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Eis porque vale à pena acreditar na Justiça! Não só porque ela concede a cada um, o que lhe é próprio. A falsa alegria do mal se agarra desesperadamente à possibilidade da cegueira da justiça. Contudo, o salmista canta a respeito do ímpio: “ei-lo gerando a iniqüidade: concebe a maldade e dá à luz a mentira. Ele cava e aprofunda um buraco, mas cai na cova que fez. Sua maldade se volta contra ele, sobre o crânio lhe cai a própria violência. Eu agradeço a Iahweh pela sua justiça, e toco ao nome do Altíssimo” (Cf. Sl 7,15-18). Boa Semana Santa para todos e confiem em Deus!  Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>Carnaval: Encantos e riscos</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/03/carnaval-encantos-e-riscos.html</link><category>carnaval</category><category>formação</category><category>sociedade</category><pubDate>Sat, 5 Mar 2011 09:12:00 -0800</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-2927363727735131754</guid><description>O Brasil tem uma cultura carnavalesca. As motivações midiáticas só fortalecem um sentimento bem arraigado no inconsciente coletivo. O nosso povo tem uma tendência lúdica que germina com qualquer motivação festiva. Isto é bom? O juízo de valor pode ser particular, mas que este não venha ferir o que é comum. No período do carnaval o que observamos é que, o êxtase dos foliões, com suas peculiaridades, são representações duma psicologia das multidões que confunde o que é individual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na multidão, o particular desaparece e, aí, ganham força os riscos advindos do irracional comunitário. Os festejos carnavalescos têm essa forma encantadora de ser vivido o incomum. Este se fortalece quando o diferente é animado na totalidade. Por isso que, o que pode ser encanto subjetivo tornar-se-á risco individual na prática e nas conseqüências. O anonimato do indivíduo não anula as suas inclinações. Os desequilíbrios e vícios, pela informalidade circunstancial, serão alterados pela sonoridade e tipicidade musicais, o alto índice de consumo de bebidas alcoólicas e outros tipos de drogas, o imediatismo das relações que “ficam” sem encantamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A experiência da alegria é uma dádiva do Criador. Todos têm direito a ela. O que é celebrado nos vários recantos do nosso país é bom, como manifestação pública do desejo humano de “estar” feliz. Mas a responsabilidade deve ser uma exigência; pois, o carnaval é um meio de realização da identidade humana como ser social. Neste, os interesses comuns também estão em jogo. Os riscos que surgem no carnaval normalmente estão ligados ao que vem dos interesses econômicos e a falta de educação para a verdadeira finalidade das festas, que é a vivência da dimensão lúdica do humano. A paz, a concórdia, a amizade, o respeito, a dança e a magia devem fazer parte deste tempo. É necessária a devida formação para o exercício destes comportamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro grande risco deste período são as doenças sexualmente transmissíveis, dentre elas a Aids. A sífilis também surge como das grandes ameaças que deve ser prevenida pela maior das atitudes preventivas, que é a liberdade vivida com amor, pelo amor e no amor, que implica fidelidade e respeito ao outro. Por exemplo, esta última pode ser transmitida através do beijo. Ouvimos, amiúde, depoimentos de pessoas se vangloriando que beijaram vários outros em períodos de carnaval. E daí?! Um dos maiores desafios dos formadores das juventudes, mui especialmente dos pais, é orientar às futuras gerações para agirem com consciência de que suas atitudes implicam responsabilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, que nestas festas carnavalescas de 2011, os muitos participantes se divirtam em paz e ponderando que tudo nos é permitido; porém, nem tudo nos convém. Se confraternizem com vossas famílias e amigos, sem esquecer o imenso amor que Deus tem por cada um. Sejam felizes hoje e sempre! Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>O ritual</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2011/02/o-ritual.html</link><category>cinema</category><category>exorcismo</category><category>pós-modernidade</category><pubDate>Thu, 17 Feb 2011 19:22:00 -0800</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-6462791000412648937</guid><description>Nos cinemas está passando um filme fascinante, cujo título é:  “O ritual”. A película trata duma questão pouco discutida; mas que está muito presente nas experiências da sociedade contemporânea. O que para alguns seria problemática do período medieval, ganhou formas e fórmulas desconcertantes no contemporâneo. A trama é baseada em fatos reais e isto torna a descrição ainda mais intrigante. Citando João Paulo II, o autor categoriza o mistério do pecado como algo que faz parte da situação contemporânea como qualquer outra realidade, que apesar de tendencialmente eclipsada, continua muito presente nas multifacetadas façanhas do “original-originante” da confusão humana. O Cristianismo entende o Mal como conseqüência do pecado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Catecismo da Igreja Católica abrange o sentido do exocismo quando afirma que “o advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: ‘Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós’ (Mt 12,28). Os exorcismos de Jesus libertam os homens do domínio dos demônios. Antecipam a grande vitória de Jesus sobre ‘o príncipe deste mundo’ (Jo 12,31). É pela Cruz de Cristo que o Reino de Deus será definitivamente estabelecido: ‘Regnavit a ligno Deus’- Deus reinou do madeiro” (Cf. 550).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem não acredita na possessão demoníaca, outrossim, não pode negá-la. O racionalismo iluminista não conseguiu varrer para debaixo do tapete a dimensão espiritual do homem. Por incrível que pareça ser, a modernidade está muito mais propensa ao mistério que dantes. O diferencial é que se existia uma hegemonia católica até o século XVI, depois surgirão as fragmentações com suas liquidações na Posmodernidade. Os diálogos traçados pelos personagens são profundamente relevantes para compreensão dos fenômenos espirituais que radicalmente envolvem o ser humano no seu modo de viver e saber o mistério, numa perspectiva maniqueísta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda o Catecismo reitera que “a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto sejam protegidos contra a influência do maligno e subtraídos a seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus o praticou, é Dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcisar. Sob uma forma simples, o exorcismo é praticado durante a celebração do Batismo. O exorcismo solene, chamado ‘grande exorcismo’, só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do Bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. É importante, pois, assegurar-se, antes de celebrar o exorcismo, se se trata de uma presença do maligno ou de uma doença”(Cf. n. 1673).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja Católica trata a questão, como está explicitado, com muita seriedade. A “Fé dignifica a vida do ser humano”. O encontro e a certeza da sua existência de Deus nos livram do Mal. Confiemos na Palavra do Senhor que diz: “Não peço que os tire do mundo, mas que os guardes do Maligno”(Cf. Jo 17,15). O filme é uma produção que nos coloca diante de questionamentos existenciais e absolutos interessantes e necessários. Vale a pena ser visto e refletido. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>Quem é homofóbico?</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/12/quem-e-homofobico.html</link><category>antropologia</category><category>homossexualidade</category><category>pós-modernidade</category><category>sexualidade</category><category>sociedade</category><category>ética</category><pubDate>Fri, 10 Dec 2010 14:13:00 -0800</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-9021429086079610784</guid><description>O papa Paulo VI certa vez afirmou que uma questão preocupante é que o homem moderno perdeu a consciência do pecado. Esta inquietação é de suma relevância a compreensão do sentido da vida para o homem Posmoderno. Este, por sua vez, perdeu os referenciais institucionais. Só que sua historicidade exige uma relação autoconfirmadora da identidade social. A Igreja católica é uma instituição que existe para evangelizar. O mesmo pontífice relaciona a dinâmica da evangelização com a promoção humana. A Igreja é perita em humanidade. Isto porque o divino se fez homem para que o homem pudesse ser divino, e este mesmo homem é chamado diariamente à conversão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente as “minorias” têm muitos recursos para fazer suas manifestações. Elas querem criar uma nova ordem sistêmica. Como este cenário, vale a pena uma visualização apocalíptica! Muitos cordeiros serão imolados, porque se busca respeito, mas respeitar que é bom, nem pensar! Aliás, quem não se respeita e nem tem auto-estima nunca será capaz de acolher também o diferente! Depois daquela frase da jovem paulista pedindo para que alguém matasse um nordestino, o tema sobre o preconceito veio novamente à tona. Mas como negar que todo mundo tem “pré-conceitos”. Esta tendência faz parte da contingencialidade humana. O homem precisa ser lobo do outro homem; o outro será sempre o seu inferno; se existe o evolucionismo biológico, o social será uma realidade do transcendente para o transcendental. Todo mundo tem esses pressupostos, que normalmente são gnosiológicos, subjetivos e, por isso, culturais. Niklas Luhmann (autor alemão) analisa a evolução de ordens sistêmicas que evolutivamente dão sentido e se constroem na História. Estamos passando por uma nova metamorfose cultural, mesmo sem uma configuração identificada do tipo de construção civilizatória que queremos. O que os filósofos da ciência chamaram de paradigmas, os da área de humanidades ressignificaram para falar que está sendo travestido o que é humano e sempre demasiadamente humano. A única realidade que pode identificar ela mesma é o próprio ser humano.  Todas as pessoas merecem respeito, todas! Suas tradições, seus costumes, seus valores, sua história, seus ideais... Este conflito no Estado de Direito sempre vai existir. Mas se vivemos numa democracia, como conceber que uma minoria sufoque o que é próprio da maioria?! O que se sabe é que tem muito dinheiro rolando por trás destes movimentos. Os defensores dos direitos das minorias, que verdadeiramente merecem todo respeito porque são filhos de Deus, se utilizam bem destas “oportunidades” para angariar muitos recursos e que nem sempre são aplicados como realmente deveriam. Os homossexuais, travestis, lésbicas e outros, sem perceber, muitas vezes são usados para manter a situação satisfatória de muitas pessoas sem escrúpulos e princípios éticos. Ninguém diga que reunir pessoas que são usadas como fantoches para que alguns sejam promovidos parasitariamente é o que vai levar dignidade a uma pessoa que por questões biológicas, sociais ou psicológicas tem um modo de viver diferente e que necessita de acolhimento, antes como filho(a) muito amado(a), apesar de seu pecado! Todos os seres humanos têm uma tendência para praticar o mal, todos! Isto não é um privilégio de quem é branco ou negro, hetero ou homo, rico ou pobre etc, mas Cristo morreu por todos. Isto não é fundamentalismo religioso e, quiçá, possa ser! Quem não tem fundamentos, quem é e o que é? Quem poderia dizer diferente que o diga... Mas os elementos estão postos e quem tem outros pontos de vista porque não os defende com honradez e honestidade? Não respeita mais os outros? Por que violenta os sentimentos religiosos e íntimos dos demais?&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Homofóbico é quem não diz ao homossexual e outras minorias que eles precisam ter mais hombridade, porque são dignos filhos de Deus e podem ser reconhecidos pelo trabalho; pela busca de educação; pela competência; pelo amor a família e etc, e não pela vulgaridade; violência; desrespeito pelos valores dos outros, também; ou se esquecem disto!?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, busquem seus direitos, porém, não esqueçam de respeitar o que é dos outros! Uma ordem que se pretende humana, nunca maltratará o que verdadeiramente humano. Tem muito mercenário se dizendo protetor das causas quase impossíveis. Cuidado! Diga com quem andas que todos vos dirão quem és... Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>O Papa e os preservativos</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/12/o-papa-e-os-preservativos.html</link><category>Bento XVI</category><category>controvérsias</category><category>matrimônio</category><category>moral</category><category>preservativos</category><category>pós-modernidade</category><category>sexualidade</category><category>sociedade</category><pubDate>Tue, 7 Dec 2010 09:33:00 -0800</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-2764210011068007534</guid><description>Nestes últimos dias surgiram divulgações e comentários jornalísticos em torno da resposta do Santo Padre, O Papa Bento XVI, o qual ao ser indagado sobre a questão do uso dos preservativos declara: “É obvio que ela (a Igreja) não os vê como uma solução real e moral. Não obstante, em um ou outro caso, podem ser, ‘na intenção de reduzir o perigo de contágio’, um primeiro passo no caminho rumo a uma sexualidade mais humana” (cf. Zenit).  Contudo, muito mais relevante para compreensão do pensamento do Pontífice é o que ele afirma sobre o significado da sexualidade: “O importante é que o homem é alma e corpo, que ele é ele mesmo enquanto corpo e que, por isso, é possível conceber o corpo de forma positiva e a sexualidade como um dom positivo. Através dela, o homem participa da condição criadora de Deus. Encontrar esta concepção positiva e cuidar desse tesouro que nos foi dado é uma grande tarefa” (Idem). Estas questões podem ser lidas no livro “Luz do Mundo”, que segundo o autor, Peter Seewald, o papa apresenta um amplo “panorama”, em seis horas de entrevista realizadas em junho passado, em Castel Gandolfo, na residência de verão dos pontífices.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O que o papa disse em hipótese alguma fere o que é magistério eclesiástico. O bombardeio jornalístico focou a atenção muito mais no uso da camisinha do que na afirmação do pontífice sobre o sentido da sexualidade. Sem dúvida, com um teor de ideologia da ditadura do relativismo Posmoderno, foi imediatamente traçado uma massificação das palavras do pontífice para que o uso das “sacolas de plástico” possa passar a ser visto, paulatinamente, como a solução para os reais problemas que afligem a vivência da sexualidade, que “é uma componente fundamental da personalidade, um modo de ser, de se manifestar, de se comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano. Esta capacidade de amor como dom de si tem, por isso, uma encarnação no caráter esponsal do corpo, no qual se inscreve a masculinidade e a feminilidade da pessoa. (...) A sexualidade deve ser orientada, elevada e integrada pelo amor, que é o único a torná-la verdadeiramente humana. Quando tal amor se realiza no matrimônio, o dom de si exprime, por intermédio do corpo, a complementaridade e a totalidade do dom; o amor conjugal torna-se, então, força que enriquece e faz crescer as pessoas e, ao mesmo tempo, contribui para alimentar a civilização do amor; quando pelo contrário falta o sentido e o significado do dom na sexualidade, acontece uma civilização das coisas e não das pessoas; uma civilização onde as pessoas se usam como se usam as coisas. No contexto da civilização do desfrutamento, a mulher pode tornar-se para o homem um objeto, os filhos um obstáculo para os pais” (cf. sexualidade humana: verdade e significado, 10).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A assertiva do pontífice deverá ser interpretada tendo-se em vista questões urgentes e circunstanciais. A sexualidade não perde sua finalidade de ser meio de realização da pessoa humana. A vivência da sexualidade implica doação e integração total. Por sinal, uma das características de pessoas que vivem uma sexualidade desumanizada é desequilíbrio psicossocial. Basta conversarmos com pessoas que têm esta vivência. Mas não deveria ser o contrário!? Só que não é. Pela sua significância para realização humana, a sexualidade só é meio de satisfação psicoafetivamente e conseqüentemente, potencialidade criadora da Civilização quando tem sua intenção finalística plenamente respeitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, que a experiência do amor seja a qualidade inerente às relações sexuais e que, assim sendo, tudo possa ser um sinal deste amor do Criador. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>Uma visita à Assembléia Legislativa</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/11/uma-visita-assembleia-legislativa.html</link><category>poder</category><category>política</category><category>sociedade</category><pubDate>Sat, 20 Nov 2010 18:52:00 -0800</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-4451433829463535487</guid><description>Sempre ouvi pessoas dizendo que a casa onde os representantes do legislativo exercem seu poder de delegados do povo, pertencia a esse mesmo povo. Ainda, estão por lá, os vários funcionários de plantão que são pagos com o dinheiro deste povo para atenderem às pessoas que são seus reais empregadores. Tudo isto é tão lindo! Parece que a ilha utópica de Tomas More por lá chegou, mas reluta em não ficar. Os leitores logo acharão engraçado. Eu também. Pois é mais uma piada da dita, democracia brasileira. Estava lendo que as instituições de maior credibilidade da sociedade brasileira são as Forças Armadas e a Igreja Católica (Cf. Instituto Getúlio Vargas) Por que será? Basta uma simples visita a uma destas casas. Quando não está do lado deles, criticam a mídia por causa desta falta de crédito da comunidade na sua classe. Mas não é! Os meios de comunicação, quando exercem com seriedade seu múnus, reproduzem o que é latente à realidade. Os políticos não estão nem querem se preparar para ser servidores dos cidadãos na justiça e na verdade. Preferem enganar e mentir com seus desvios de conduta e de honradez. No Brasil hodierno, ser político, parece mais coisa de vagabundo e gente vaidosa. Para os pobres que se candidatam é porque querem se promover mais facilmente, e para os ricos é pura vaidade. O poder é uma tentação de todos. Nem sempre, quem tem dinheiro, o tem. Como a massa se corrompe porque não tem educação, nem saúde, nem segurança etc, então os corruptores se aproveitam, como sanguessugas, das misérias sociais dos mais pobres. Lá, nestas casas, também percebemos esta tendência. As pessoas são maltratadas porque, para eles, todos vão lá para pedir um dinheirinho. Como eles são, como são, os demais cidadãos também o sejam. Existem, ainda, pessoas, que têm ciência que aquela instancia é bem público e que aqueles outros cidadãos que estão ali têm a obrigação de tratar respeitosamente às pessoas. Será que eles se esquecem de receber seus salários no final do mês? Claro que eu me refiro aos que, mesmo desastrosamente, fazem alguma atividade! Pois nem falamos nos parasitas que nem lá aparecem, mas recebem as moedas por causa dos acordões dos tempos da campanha. Será que não há possibilidade de limpar aquele almoxarifado da prodigalidade, daquele que deveria ser o espaço da ação democrática por excelência? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os deputados não são encontrados. Os atendentes mentem mais que animal ruim de preá. Com certeza, poucos têm formação e condições de trabalhar ali, porque, se o tivessem, estavam num lugar que oferecesse mais estabilidade empregatícia e econômica. E muitos que hoje têm alguma seguridade é porque entraram antes da obrigação concursal tipificada pela Constituição de 1988. Será que não há reciclagem para os funcionários? Pode ter certeza que estão precisando! Até para mentir tem que haver alguma artimanha. Se os senhores que deveriam estar para atender aos seus empregadores não estão, ao menos que colocassem gente mais idônea para receber os cidadãos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo sabendo que a culpa é nossa, que ainda não aprendemos a votar, vale a deixa que uma casa se caracteriza como espaço de acolhimento; por isso, aquela que é do povo, em hipótese alguma pode ser diferente. Caros políticos, como dizem os simples: “falta de aviso não foi!” a pesquisa poderia nos apontar para uma necessária reflexão, a saber: Que tipo de democracia nós ainda estamos vivendo e malevolamente celebrando? A política deveria nos levar ao verdadeiro exercício da liberdade. O que ela é muitos sabem, mas o que de fato significa, muitos ainda estão precisando descobrir. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>O Pároco</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/11/o-paroco.html</link><category>eclesiologia</category><category>relacionamento</category><category>vocação</category><pubDate>Thu, 4 Nov 2010 09:25:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-8576771696688202674</guid><description>No código de Direito Canônico, art. 519, está codificado que o pároco é o pastor próprio da paróquia a ele confiada; exerce o cuidado pastoral da comunidade que lhe foi entregue, sob a autoridade do Bispo diocesano, em cujo ministério de Cristo é chamado a participar, a fim de exercer em favor dessa comunidade o múnus de ensinar, santificar e governar, com a cooperação dos fiéis leigos, de acordo com o direito. A experiência parocal é muito exigente. As relações estabelecidas envolvem muitas pessoas. Há um dinamismo muito enriquecedor, quando vivido com responsabilidade e testemunho, de ambas as partes, ou seja, a pessoa do pároco e dos paroquianos. Um texto de leitura satisfatória e deleitosa, para qualquer bibliófilo, é o “Diário de um pároco de aldeia” de Bernanos (escritor francês).  O mesmo, ao iniciar sua genial obra, diz “minha paróquia, parafraseando o pároco, é uma paróquia como todas as outras. Todas as paróquias se parecem. As paróquias de hoje, naturalmente. Eu dizia ontem ao pároco de Nerofontes: o bem e o mal devem ficar em equilíbrio nelas, só que o centro de gravidade está lá embaixo, bem lá embaixo”.  Como escritor, não teólogo, este centro não vem tão bem elucidado pelo autor, que, se o fosse, deveria dizer que este centro de gravidade é o mistério pascal de Cristo, que é força motriz e vencedora do mal que assola muitas vezes às paróquias. Mas porque nela estão presentes pessoas, que por mais pecadores que o sejam, são filhos de Deus, apesar de muitas vezes se comportarem como filhos da mentira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tipo de relação que o pároco, mistagogicamente, deve ter com a paróquia é a mesma que Cristo teve com sua Igreja (Ef. 5,25), ou seja, ele se consagra e a ela se doa. Vale tomar a metáfora e dizer que a paróquia para o pároco é como uma esposa para a qual o “padre homem e o homem padre” está permanentemente a dedicar-se. Com fidelidade e respeito, amando e respeitando-a até que providencialmente Deus os separe. O equilíbrio humano, refletido na postura de quem está apto a ser Pater família” (Pai de família), é algo a ser atualmente zelado por quem tem a responsabilidade de formar futuros sacerdotes.  O escritor tem razão quando diz que sua paróquia é como as outras, mas o ponto de equilíbrio será aquele que agirá “in persona Christi”. Um pároco de uma cabeça bagunçada, faz muito mal a sua paróquia. Um padre, que não dá testemunho e que não tem uma identidade sacerdotal que se define diariamente para Cristo, vicia e tenderá os fiéis para o mal. O múnus de ensinar, santificar e governar a paróquia será responsabilidade deste pastor próprio, em comunhão com o Bispo. O papa João Paulo II afirmou que o padre de ontem, de hoje e de amanhã deve se configurar a Cristo (Pastores dabo vobis, 5).   A cultura da mediocridade que impulsiona a muitos serem amantes do luxo, do materialismo, do carreirismo, da sexualidade doentia e do laxismo moral precisa ser superada. O Papa Bento XVI afirmou que os piores inimigos da Igreja estão dentro da própria Igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tomando o outro lado, lembro aos fiéis leigos que estes também são responsáveis pelo bem da vossa paróquia. O pároco precisa trabalhar com pessoas de amor a Cristo e a sua Igreja. Esta não pode ser usada para promoções individuais, no campo econômico, político e social. É a comunidade dos fiéis batizados. Com eles e o pároco deve haver parceria e consciência de pertença a Cristo, marcada pelo Batismo. Este sacramento os faz participarem de um único Povo, que é o de Deus. Jesus no capítulo 17 de João nos dá a pista para o tipo de relação entre este Povo e o seu sacerdote.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, o amor não dispensa a justiça. O pároco e os fiéis não podem esquecer destas atitudes. O pároco ensina o amor que santifica e que se santifica e age com a justiça que não perde nem é perdida. O mesmo Cristo que perdoa é o mesmo que diz que não peques mais. Amor sem justiça é alimento que cria sanguessugas. Hoje a maior proposta é que todos se tornem discípulos missionários para renovação de todas as estruturas, individuais e coletivas. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>A Igreja e suas orientações</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/09/igreja-e-suas-orientacoes.html</link><category>formação</category><category>homossexualidade</category><category>moral</category><category>psicologia</category><category>sexualidade</category><category>vocação</category><pubDate>Thu, 30 Sep 2010 19:29:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-6454861315352170772</guid><description>A Igreja tem personalidade jurídica, reconhecida pelo Estado Brasileiro, mais recentemente oficializada mediante estatuto jurídico firmado e celebrado entre o governo brasileiro e a Santa Sé. Ao introduzir o estado da questão as Altas Partes, assim se pronunciam que: “os contratantes são, cada um na própria ordem, autônomos e se baseiam nos documentos do Concílio Vaticano II e no Código de Direito Canônico, e a República Federativa do Brasil, no seu ordenamento jurídico”. No Artigo 10, § 1º está codificado que a República Federativa do Brasil reconhece à Igreja Católica o direito de constituir e administrar Seminários e outros Institutos eclesiásticos de formação e cultura. A Congregação para a Educação Católica publicou no dia 23 de Novembro de 2008 as “Orientações para a utilização das competências psicológicas na admissão e na formação dos candidatos ao sacerdócio”, onde elucida que cabe à Igreja escolher as pessoas que considera aptas para o ministério pastoral e é seu direito e dever verificar a presença das qualidades requeridas naqueles que ela admite ao ministério sagrado. E ainda, o Código de Direito Canônico prevê que, para o escrutínio das qualidades requeridas para a ordenação, providencie-se, entre outras coisas, à investigação sobre o estado de saúde física e psíquica do candidato. O Cân. 1052 estabelece que “o Bispo, para poder proceder à ordenação, deve ter certeza moral acerca da idoneidade do candidato. Resulta daí que a Igreja tem o direito de verificar, inclusive recorrendo à ciência médica e psicológica, a idoneidade dos futuros presbíteros” (cf n. 11) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é segredo à Sociedade os tristes escândalos que, infelizmente, alguns sacerdotes com desequilíbrios psicoafetivos, (ou tem alguém que defenda ser uma opção?!), cometeram envolvendo crianças indefesas. É o caso da pedofilia, que vale ressaltar, não é um problema do clero; mas uma problemática humana e que precisa ser encarada com seriedade e honradez, para o bem das várias crianças indefesas. Claro que a Igreja, quando “orienta” um candidato a deixar o seminário, não quer dizer que seja só por questões de desvios sexuais. No entanto, estes problemas existem e infortunadamente e com muita freqüência tem gente querendo se esconder nas casas de formação, não por vocação ao ministério consagrado, mas para fugir das responsabilidades que o Mundo exigirá quanto os vários anseios da Vida de quaisquer cidadãos que são chamados a ser Homens e Mulheres íntegros e integrados socialmente. A Igreja está querendo corresponder aos desafios de ser testemunha da verdade em meio aos turbilhões dum pansexualismo desordenando e doentio. Para ser padre é fundamental que o candidato seja Homem de personalidade ajustada. A Igreja nunca negou a dignidade do cristão que, por questões até o momento, não bem explicadas, direciona sua atividade sexual para uma pessoa do mesmo sexo. Todos são filhos de Deus. São amados por Deus e essa certeza de amor e fé ninguém pode esquecer. Urge considerar, que essa mesma Igreja pode ter suas orientações disciplinares. Ela também não pode ser livre? Porque não?! Ninguém é obrigado a ser Padre e, se o desejar, que o seja com dignidade, pensando em servir ao Povo de Deus, pelo testemunho de vida e serviço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, rendamos graças ao bom Deus pelo Seminário de São Pedro da Arquidiocese de Natal, que tanto bem já fez à Sociedade, formando, não só  sacerdotes, mas também leigos engajados, para o bem dos fiéis e hoje, mui especialmente, à equipe de formação que na pessoa do seu Reitor, que é um Homem justo, que dedica-se para que os futuros sacerdotes possam ser Homens de serviço e doação ao querido Povo de Deus, a quem também agradecemos pelas ajudas materiais e espirituais concedidas ao Seminário, porque deseja que esta mesma casa continue a oferecer sacerdotes santos para o serviço e santificação dos fiéis. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>O que fortalece a Igreja?</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/09/o-que-fortalece-igreja.html</link><category>antropologia</category><category>eclesiologia</category><category>pós-modernidade</category><pubDate>Mon, 20 Sep 2010 18:08:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-3244985858804269524</guid><description>O referencial da nossa conversão é Jesus Cristo. Sua pessoa e sua obra. Alguém poderia perguntar onde este mestre e senhor pode ser conhecido? A resposta é imediata: na palavra de Deus, claro que sem negar os demais lugares de encontro (cf. DA, n. 246-275). O princípio teológico e hermenêutico para o inicio deste processo é saber que ele “no princípio era o Verbo, e o Verbo estava voltado para Deus, e o Verbo era Deus (...) e o Verbo se fez carne e habitou entre nós (cf. Jo 1,1.14). Mesmo com sua preocupação circunstancial, a teologia paulina seria utilizada no futuro para que nós possamos compreender universalmente a importância da sua eclesiologia para o passado, para o presente e, ainda mais, para o futuro. Os padres conciliares ao apresentarem a Igreja, metaforicamente, como corpo de Cristo afirmam que “assim como são muitos os membros do corpo humano, mas o corpo é um só, também os fiéis (cf. 1Cor 12,12). Na edificação do corpo de Cristo há igualmente diversidade de membros e de funções. O Espírito é sempre o mesmo, que distribui os seus dons segundo sua generosidade, as necessidades do ministério e a utilidade da Igreja (in. LG, cf. 1Cor 12,1-11)”. Sem delongas, vale sublinhar três ações que sinalizam a augusta necessidade da Igreja como luz do mundo, a saber: 1) O testemunho; 2) A comunhão e 3) O profetismo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O testemunho: O mundo está carente de testemunhas do Evangelho. Jesus, depois de falar da importância das bem aventuranças, acrescentou que os seus ‘ouvintes’ devem ser “Sal da terra e Luz do mundo (cf. Mt 5,13-16)”. As pessoas perderam os referenciais da Verdade. Esta inclui, sem dúvida, as palavras e as obras. A ação humana só ecoa se estiver carregada de testemunho de vida. Os pensadores da Humanidade falam duma crise do humano. Se existe uma confusão do que é humano é porque existe um obscurecimento do que é divino. O ocultamento de Deus é uma inventiva desumana de quem não entende que Ele é necessário para o esclarecimento humano. A crise da Era Posmoderna, delineada por pensadores sociais, é visível diante das crises existenciais do Humano. Os desencontros pessoais e globais são bases para a reflexão do que é mister ser mudado para o bem futuro da Humanidade. O testemunho cristão é Luz para essa empreitada. Isso porque é constituído sobre palavras de Vida Eterna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunhão: Esta constituição nos levará a uma possibilidade e necessária comunhão universal. Nenhum projeto de ética ou humanismo tem consistência sem uma unidade que respeite as diversidades. Claro que será uma projeção da Esperança cristã. Não da Utopia, que é um “não lugar”. A via cristã tem lugar no tempo e no espaço da História da Humanidade. Por isso, um sacramento universal de Vida e Salvação é condição imprescindível para esta realização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Profetismo: O verdadeiro profetismo não violenta a realidade. Infelizmente durante algum tempo existiu alguém que achou isto. A profecia para ser autenticamente divina não dispensa o que é humano; mas o aperfeiçoa e o condiciona à vontade de Deus. O amor e a razão elevam as atitudes do profeta. Ele não pode ser um mero visionário. Por acaso, o que é de Deus é ilusão?! Deus pode ser o pai de uma mentira? A História da Salvação para quem tem Fé é um auto-engano? Não. Como Discípulos de Jesus Cristo, somos chamados a ser profetas no Mundo, hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, que nossas atitudes como filhos de Deus e da Igreja sejam as marcas da credibilidade tão necessária para consecução duma Sociedade onde ainda possa reinar a Verdade e a Justiça. Estas fortalecem as pessoas e a comunidade. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>É melhor ser ouvido</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/09/e-melhor-ser-ouvido.html</link><category>política</category><category>sociedade</category><category>ética</category><pubDate>Mon, 20 Sep 2010 10:05:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-8742604836267029150</guid><description>Nos vários recantos do País o Povo se prepara para escolher os seus representantes no exercício do Poder. Alguém, logo poderia rebater esta afirmação, que esse mesmo Povo não está ciente disto; contudo, essa continua sendo a realidade. As vontades são concedidas aos políticos para que os mesmos façam e efetivem o bem da coletividade. Se a pilantragem existe, eis aí outra questão que só caberá aos eleitores tomarem a iniciativa de mudar para melhor. Contudo, vale a indicação sempre necessária duma reformulação do pensar social que torne viável uma democracia fundada nas aptidões humanas fundamentais, como por exemplo, o respeito pela vida, desde a sua concepção até a sua morte natural, educação, moradia, segurança, lazer, comida, saúde e tantos outros bens necessários à integração física, psicológica e social das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando vemos cidadãos muitas vezes até de formação acadêmica elevada, que vivem aplaudindo políticos despreparados, mesmo sabendo que eles mentem deslavadamente e sem nenhuma proposta legislativa e executiva enganam à massa sofrida, é que é decepcionante! Não adianta se enganar com o engano. Elogiar um incompetente com palmas e assovios é próprio da alienação infiltrada nos meios populares. Não existe líder enganador. Ele é só um aproveitador. Nós estamos na Era da mediocridade. Os valores perderam os fundamentos, que se relativizaram. O sentido da vida só é nutrido pela Verdade e esse horizonte para o qual todos queremos nos encaminhar. Porque alimentar uma mentira quando nós desejamos só a verdade?! A esquizofrenia está acontecendo justamente neste ponto. No mundo da política está sendo apresentado o perfil de líder que é aplaudido para ser ouvido e não ouvido para ser ovacionado. Agora isto sucede por que?! A política naufragou na mentira e agora tem sérias dificuldades para se restabelecer. Há quem diga que a democracia brasileira é uma pilhéria. Sem dúvida porque o nosso povo não é preparado para votar e nem para ser votado. Por incrível que pareça, uma pessoa de caráter tem vergonha de ser político nas nossas comunidades. Sem dúvida isto é terrível para quem sonha ver no poder que emana dos anseios do Povo uma esperança de pensar num melhor, onde a solidariedade e a justiça possam acontecer. Ressalto que esta discussão vale também para os ambientes eclesiais. Nesta situação o elemento indubitável para que esta trans formação aconteça existe, que é a Palavra de Deus. Basta conferir todos os discursos de Jesus sobre o Reino de Deus e o que ele significa. Um cristão não deve nunca se contentar em elogiar e se emparelhar com a mentira. “Às vezes acontece de até sacerdotes entrarem por esta linha; mas, o que se observa é que logo perdem a credibilidade da própria comunidade que deveria ouvi-lo e não só elogiá-lo, isto porque as palmas podem ser fruto da retórica enquanto que a escuta só acontece pela força do testemunho de vida”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim, vamos dar passos para que as nossas vidas, que têm sempre sua dimensão política, possam ser sinais da verdade que liberta os seres humanos das suas próprias mentiras que só lhe fazem sofrer e a seus semelhantes. O Cristão não se contenta com o seu próprio bem; mas sim, com a alegria de todos aqueles que são convidados a participar das festas dos filhos de Deus. Por isso, votemos conscientes e não batamos palmas para os mentirosos e medíocres de carteirinha. Vamos exigir mudanças qualitativas e quantitativas na ação política de nossos representantes. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>O político precisa do bêbado</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/08/o-politico-precisa-do-bebado.html</link><category>política</category><pubDate>Thu, 5 Aug 2010 15:08:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-5128891887646192081</guid><description>A política é uma arte humana. Sem dúvida, uma das mais fascinantes. Por ela, as possibilidades sociais são dialeticamente discutidas. Surge, daí, a necessidade do cuidado pelo que é comum, que por ser de todos, não quer dizer que seja de cada um. Na democracia o individual cede lugar ao que é da maioria, sem que essa aniquile o que é do particular. O Estado de Direito, regido por uma carta magna, acolhe esta forma de ação para uma adequada tecitura social.  De outro modo, acabaria existindo um colapso microrgânico do corpo civil. Mesmo sendo, hoje, um conceito polissêmico, já que existem estados ateus, teocráticos, laicos etc..., o ordenamento social não consegue dispensar um objeto universal para que o mesmo possa subsistir, e este é a garantia da dignidade da pessoa humana. Aqui retomo a possibilidade dialética da política que só a será se for observada a primazia do sujeito, desde o seu nascimento até a sua morte natural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quiçá, alguém se indague porque a busca deste pormenor para falar sobre a política do bêbado? Vai a resposta que é o fato de que “todos” tendem a participar do substrato político quando vivem em sociedade. O que está acontecendo na política nacional é que a maioria está vendo ebriamente. Sempre que alçamos as vozes para votar e defender políticos medíocres e despreparados para conduzir o “bem público”, nos comportamos como bêbados que precisamos, na maioria das vezes, dum dinheiro para continuar com a cara nos restos intestinais. O que é próprio da política feita e vivida pelo bêbado é que ele continuará sendo só uma porqueira do que é falso e mentiroso. Os poucos lúcidos estão precisando ter mais ousadia para penetrar nos momentos de omissão da embriaguez. Sim! A loucura também tem seu momento de lucidez. Como ela perde a noção de tempo e espaço, o seu delírio pode ser levado para o desconhecido dela e firmar o bom senso do outro. Certa vez, só ilustrando, vi um político mentiroso, e espero que haja redundância, indagar uma comunidade rural acerca do que seria da mesma se não existisse (fulano x) como representante? E prontamente, o bêbado respondeu: uma grande felicidade. Imaginemos a cena! O descrédito na política está acontecendo porque infelizmente se separou a política da ética. Com a intenção de fortalecer o estado (ou o príncipe) um tal de Nicolau Maquiavel afirmou, ou descreveu, que “os fins justificam os meios”. Como o povo está bêbado, ou seja, corrompido também, a mudança de mentalidade teria que começar da base. Se exige uma desintoxicação popular. Não pela força física; mas pela formação de valores e ideais humanos e, porque, não dizer, evangélicos. Não só a Igreja, mas todas as instituições, naquilo que lhes competem, precisam retomar este discurso para o bem de todos os seres humanos de boa vontade. Ele é o único que não é utópico; pois tem um referencial. Não é só ideológico, porque se fundamenta numa pessoa, Jesus Cristo. Ninguém pense que a impostação é só teológica. O intento aqui é político já que tem sua fonte histórica. Se não tivesse tido seu vínculo espaço-temporal, não seria meio para uma proposta esperançosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, tenhamos uma fortaleza dos racionais. A política deve voltar seu olhar para a razão, novamente. Enquanto a nossa democracia for conduzida por políticos que viciam e eleitores que são viciados, as nossas comunidades e várias situações estarão piores e mais degradadas. Comecemos desde já, a não votar em candidatos que não têm propostas e nem capacidade de representar o povo naquilo que é-lhe de direito e dever, no tocante à Justiça e à Caridade. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>Santo Antonio e o casamento</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/06/santo-antonio-e-o-casamento.html</link><category>matrimônio</category><category>namoro</category><category>santos</category><category>sexualidade</category><pubDate>Sat, 12 Jun 2010 18:19:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-5394368641321952981</guid><description>Santo Antonio nasceu em Lisboa, Portugal, com o nome de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo, em 15 de Agosto de 1195. Morreu dia 13 de Junho de 1231. Frei Antonio tinha apenas 36 anos de idade. O Povo brasileiro, assim como o português, inclui nas virtudes do santo que se festeja a 13 de Junho, a de “milagroso casamenteiro”. Haverá quem diga que descobrir um noivo arisco é atribuição do advogado das causas perdidas. E Santo Antonio é, também, como se sabe o advogado das coisas inencontráveis.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O catecismo da Igreja católica lembra que “a aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento, por Cristo Senhor (cf. CIC, 1601)”. Disto se infere três dimensões da aliança que fundamentais para a realização humana e vocacional do Homem e da Mulher, a saber: 1) A comunhão de vida dos cônjuges; 2) O bem dos mesmos e 3) A geração e educação dos filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) Base teológica para a relação conjugal é o amor Uno e Trino. Deus é amor e quem permanece no amor, permanece em Deus (cf. 1Jo 4,8). O amor tem sua fonte no próprio amor. A Trindade é a fonte da comunhão. O Outro é o meio pelo este se manifesta e se realiza. Uma das grandes lacunas que levam à crise a vida matrimonial, na atualidade, é o fato de que o materialismo exacerbado menosprezou o que, só na pessoa, não tem consistência permanente. O que inquieta a vida humana é sua imanência que olha para o transcendente. Nas relações humanas o Eu terá sempre uma abertura para o Tu, que pela integração biológica, psicológica e espiritual forma um Nós, em comunhão de vida e amor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) O bem é a felicidade do Homem e da Mulher que desejam estabelecer o seu novo lar. A sua doação é o futuro da sociedade. “Sem casamento entre um Homem e uma Mulher o futuro da sociedade está comprometido”. Como falar duma integração humanizada e antropologicamente equilibrada sem relação “biológica”, psicológica e espiritual. A felicidade não dispensa a condição humana; mas, ao contrário, do que a ditadura do relativismo está querendo injetar, é a condição sem a qual o humano possa ser verdadeiramente civilizado, tanto objetiva como subjetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) A geração e educação dos filhos é conseqüência existencial do casal que amando se doa para gerar a comunhão que, por sua vez, promove e zela pela vida. Os filhos são fruto do amor. Aqui vale incentivar e agradecer a Deus pelas atitudes dos homens e mulheres casados que adotam e amam outras crianças! A vossa comunhão no diferente proporcionará o justo meio daquele(a) que for acolhido por vós. Deus vos abençoe! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, a sociedade precisa da família com aquilo que a identifica. Ela continua a ser o lugar por excelência de harmonização das personalidades. Os erros estruturais da cultura do ódio e das separações não podem ser vias interpretativas para a dissolução ideológica do grandioso valor do casamento e da família humana. O simbolismo religioso da figura deste franciscano é atual e provocante. Que Antonio, o santo casamenteiro, nos defenda disto! Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>Pensar com a Igreja</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/05/pensar-com-igreja.html</link><category>aborto</category><category>política</category><pubDate>Thu, 27 May 2010 11:53:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-6896018701117390974</guid><description>“Quem está com a Igreja estar com o Povo, quem está contra o Povo estar contra a Igreja”. Eis uma afirmação teológica e politicamente razoável. A Igreja é o Povo de Deus (cf. Lumen Gentium, cap. II). Ela é a congregação dos consagrados a Deus, em Jesus Cristo, pela ação do Espírito Santo. Ela é o Corpo de Cristo (cf. CIC, 787-89). Esta comparação da Igreja com o corpo projeta uma luz sobre os laços íntimos entre a Igreja e Cristo. Ela não é somente congregada em torno dele; é unificada nele, no seu corpo (idem). Uma das muitas belezas da Igreja é comunhão. A fonte desta é a Trindade. Por isso que, historicamente ela está no mundo para evangelizar e tal ação consiste em anunciar o eterno amor de Deus pelos seus filhos. Eis um ponto que merece uma conseqüencial afirmação: “por mais pecadores que o sejamos, nenhum de nós, seres humanos, é filho do Mal; mas somos filhos de Deus”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A Igreja é, em Cristo, como que o sacramento ou sinal e instrumento da união com Deus e da unidade de todo o gênero humano (cf. LG, n. 1)”. Qual é a outra instituição que tem tal princípio como base segura para consecução da unidade na diversidade? A política como atitude humana e estatal de gerenciar a “res publica” passa por uma forte crise paradigmática. Há uma profunda e preocupante carência de lideres e políticos que tenham uma visão “eclesial” do simbólico presente na religião como meio de realização do que é coletivo. O individual é apolítico. Sem abertura para o Outro que mostra sua face na e com a comunidade não é possível uma prática pessoal que vise a sociedade. O caminho para uma ética do Bem Comum pode ser pensado, na atualidade, com esta proposta epistemológica. Quem ataca o que é corporificado é o vírus. A ação política das e nas comunidades está virulenta. Tal postura torna o corpo doente e mata as possibilidades de vida. A justiça gera a paz, que por sua vez, promove a vida. O desrespeito das condições que a dignificam não matam a Deus; mas destroem a Humanidade e seu habitat natural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja, hoje, é chamada, mais uma vez, a ser profética ao defender a pessoa. Quem não respeita o que é comum e próprio da pessoa perfura com uma lança o coração de Cristo e o coração da Igreja. Por isso, pensemos com a Igreja e como a Igreja quando a mesma cuida e fala em favor da pessoa humana e quando estar ao lado dela, ou seja, sempre! Os solipsistas de plantão estão se perdendo e vão se perder ainda mais. Hoje quem não se une a Alguém perde o sentido do humano. O mundo está gritando por Deus porque não escuta sua Palavra. Existe uma confusão do que é subjetivo e do que é objetivo. Eis um dos dilemas filosóficos da Posmodernidade. O Homem precisa conciliar os dois mundos; contudo, não sabe como fazê-lo, nem por onde buscá-lo. O Cristianismo, ou mais propriamente Jesus Cristo, tem a resposta. Ela é radical porque tem um fundamento, que não se confunde com o fundamentalismo. A verdade de Cristo é a aquela da Revelação do amor amante e do amor que deve ser amado. A Humanidade necessita de lugares de encontro com esta verdade de Deus. O questionamento é: quem pode oferecê-los? A Igreja, pela sua Tradição kairótica, deve manifestar a bondade de Deus no tempo atual, sendo com o Povo e no meio do Povo este sacramento universal de salvação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, podemos categoricamente dizer que quem está contra a Igreja estar contra o Povo; pois a Igreja é o Povo constituído por cada pessoa humana, deste a sua concepção até a sua morte natural. Os cristãos não podem dispensar esta real possibilidade eclesial e política. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item><item><title>À mulher que é Mãe</title><link>http://padrematiassoares.blogspot.com/2010/05/mulher-que-e-mae.html</link><category>maternidade</category><pubDate>Wed, 5 May 2010 12:01:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7431789791556206170.post-8052910234327729810</guid><description>Escrevo às mulheres que são mães. Elas são universais porque amam e cuidam daqueles que natural ou casualmente lhes foram confiados. O pressuposto da filiação será necessário para que nós nunca esqueçamos que a vocação da mulher é o amor; e aqui me permitam a diferenciação já que a intenção é saudá-las como “Mães”! A vocação da maternidade é um dos tantos dons que Deus concedeu às Evas da Humanidade. Por elas, a vida germina para o florescimento da visibilidade da imagem e semelhança que é o analógico de Deus na História.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dia é um reconhecimento simbólico da sublime dignidade das mulheres. Nem todas as mulheres são mães; mas todas são filhas. A relação da feminilidade com a maternidade é intrínseca. O encantamento da filiação tem mais a nos dizer neste dia do que qualquer outra manifestação pública. As nossas mães são presente de Deus para todos nós. Obrigado Senhor pelas mães que temos! A Ti o nosso mais sincero agradecimento. Queremos que o mundo sinta que elas são importantes para nós e para o mundo. Muito palavreado sem amor e reconhecimento neste dia não valem tanto. O que elas desejam é o que todos os dias as pessoas amadas e que dão sentido a cada momento das nossas vidas merecem, que é gratidão e correspondência. Há tantos filhos que maltratam suas mães, na juventude e amiúde na velhice. Existem muitos filhos ingratos. Se me perguntarem as razões eu saberia dizer muitas; mas não as compreenderia! Existem situações de muito descaso por parte de muitos filhos. Graças a Deus, não é o trivial! Quem tem este tipo de atitude normalmente é por perturbações históricas e existenciais. Nestes casos é muito importante que haja amor e conversão. Quem não converte seu coração a Deus, também pode chegar a não valorizar uma mãe. Por parte de muita gente ainda há esta forma frustrante de relacionamento. Os filhos, ressentidos por causa de separações, infidelidades, violências, desamor e outros comportamentos, prejudicam a forma de amor que mais deve se assemelhar com o amor de Deus. Porém, por ser humano este também falha, porque há mães que tentam abortar ou pior matam suas próprias crias. Contudo, por ser mulher e estar aberta à vida toda mãe é chamada a ser sinal de amor na e para vida de seu filho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia dedicado singelamente às mães, façamos a nossa mais pura e singela homenagem a elas. No momento, poderíamos nos perguntar que tipo de gestos estamos expressando para dizer a elas o quanto as amamos. Aproveitemos este dia para isto. Pensemos como será gratificante para nós e para elas ouvir o doce balbuciar desta tão significativa exclamação: “Mãe, eu te amo”! Oxalá, muitos filhos já viram suas mães partirem para junto de Deus. Não tem problema! Diga assim mesmo. O coração de quem ama trás para junto de si as pessoas que amamos. Não podemos temer a nossa humanidade. Ela também é dom de Deus. O Seu Filho se fez carne, também. Quantos filhos não se arrependem por ter passado a vida e nunca terem dito que amavam suas mães. Este é o tempo de Deus, pois o amor será sempre o meio pelo qual Deus fala, faça isto hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, celebremos na intenção de todas as mães, biológicas ou casuais! Aos filhos não fantasiem este dia só com presentes caros que na grande maioria das vezes não dizem muito. Ame sua mãe e diga, com ações e palavras, o quanto elas são especiais! Tenha certeza que será inesquecível para você e para ela. Muitos já chegaram a reclamar que só valorizaram depois que as perderam. Não deixe que aconteça com você. Assim o seja!</description><author>soaresmatias@hotmail.com (Pe. Matias Soares, pároco de São José de Mipibú-RN)</author></item></channel></rss>