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(A. Einstein)</description><link>http://www.paginainternacional.com.br/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Alcir Candido)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>912</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/paginainternacional" /><feedburner:info uri="paginainternacional" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>"O mais incompreensível do mundo é que ele seja compreensível." (A. Einstein)</itunes:subtitle><itunes:summary>"O mais incompreensível do mundo é que ele seja compreensível." (A. Einstein)</itunes:summary><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-7052640303036994572</guid><pubDate>Sun, 26 Feb 2012 01:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-25T23:13:46.417-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><title>O clube dos sem candidatos</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-R0v7Sjbb4iQ/T0mBPesIc0I/AAAAAAAAAW0/d0uG0F3j_Vg/s1600/Ron-Paul-2012-GOP-Primary-Cartoon.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://1.bp.blogspot.com/-R0v7Sjbb4iQ/T0mBPesIc0I/AAAAAAAAAW0/d0uG0F3j_Vg/s320/Ron-Paul-2012-GOP-Primary-Cartoon.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A corrida eleitoral
norte-americana segue indefinida, talvez mais do que nunca. Pelo lado
republicano, tivemos alguns favoritos, outras ascensões meteóricas (quase
sempre acompanhadas de uma decadência tão ou mais rápida) e, mais recentemente,
um quadro descrito pelo governador do estado de Vermont, Peter Shumlin, como
deprimente. De fato, surgiu nesta semana uma perspectiva ainda mais sombria. As
&lt;a href="http://www.huffingtonpost.com/2012/02/25/republican-governors-2012-race_n_1301414.html"&gt;primárias &lt;/a&gt;do partido podem chegar ao fim com um vencedor, mas sem candidato à
presidência do país.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Quem assiste a um (dos inúmeros)
debates entre os republicanos, no mínimo, se diverte. Entre as discussões
propostas estão temas importantes como saúde, economia e política externa.
Contudo, as abordagens que predominam são prioritariamente pouco construtivas.
No &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/eua-romney-e-santorum-monopolizam-debate-no-arizona"&gt;último encontro&lt;/a&gt;, Santorum insistiu que o Obama Care foi baseado em um plano
de gestão da saúde pública criado e implementado por Romney em &lt;span lang="EN-GB"&gt;Massachusetts&lt;/span&gt;. Por seu lado,
Romney destacava os votos do então senador Santorum, que para ele contradiziam
seus ideários conservadores ao apoiar alguns projetos de democratas. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Não, o concordar em discordar não
virou o lema destas &lt;a href="http://www.economist.com/node/21548243"&gt;primárias&lt;/a&gt;. Eles fazem questão em concordar no óbvio, como
na questão do controle das fronteiras dos Estados Unidos com o México. Em
outros momentos se juntam para criticar o Obama Care e prometem revogá-lo logo
no primeiro dia de governo. Nos demais tópicos, um vira lobo do outro. Ao
destacar o pior dos outros, um candidato pensa que destacará seu melhor. Esta
tática funciona em parte, a julgar pelo sobe e desce das pesquisas. No entanto,
tomando os efeitos cumulativos de tanta exposição negativa, fica clara uma
tendência: o enfraquecimento da candidatura republicana nas eleições gerais. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Talvez o elemento mais trágico do
atual contexto é a possibilidade do vencedor das primárias, historicamente
garantido como candidato do partido contra os democratas, sair tão fragilizado
da disputa que não tenha legitimidade suficiente para representar os que o
elegeram. Outros rumores dão conta da pressão sobre outras eminentes figuras
republicanas para que entrem na disputa, ainda que tardiamente. Antes tarde do
que nunca. Ao passo que vamos, nem Romney conseguirá angariar apoio suficiente
para enfrentar Obama. Contando com o histórico recente, nada está descartado,
nem mesmo uma mudança radical do quadro e a consolidação de um candidato
inconteste para o partido, apesar de tudo. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Neste contexto, destaca-se ainda o&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-deserto-eleitoral-,839232,0.htm"&gt;deserto eleitoral&lt;/a&gt; americano, no qual&amp;nbsp;&lt;i&gt;“a
pequena fração de americanos que está tentando escolher o candidato republicano
é velha, branca, uniformemente cristã e não representativa do país em geral”.&lt;/i&gt;
Ou seja, os pré-candidatos estão projetando uma imagem baseada somente em uma
porção pequena do eleitorado total. Mais do que isso, estão destruindo as campanhas
uns dos outros por este pequeno grupo que não dá conta de congregar o “clube”
inteiro. No mesmo país, de acordo com &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/paul-krugman/2012/02/18/oportunistas-contra-os-beneficios-sociais.htm"&gt;Paul Krugman:&lt;/a&gt; &lt;i&gt;“... as regiões nas quais os programas do governo representam a maior
parcela dos rendimentos pessoais são precisamente aquelas que estão elegendo
esses severos conservadores...”&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Vai entender. O único feliz, ao
menos com grande parte de tudo isso, é Obama. Afinal, cada dia mais sua
campanha se fortalece enquanto os republicanos esquadrinham os detalhes mais
sórdidos de seus candidatos e expõem suas mais diversas fraquezas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-7052640303036994572?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=SVkB-zHb-pQ:UgX-KlAD3lA:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/SVkB-zHb-pQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/SVkB-zHb-pQ/o-clube-dos-sem-candidatos.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Felipe Kitamura)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-R0v7Sjbb4iQ/T0mBPesIc0I/AAAAAAAAAW0/d0uG0F3j_Vg/s72-c/Ron-Paul-2012-GOP-Primary-Cartoon.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/o-clube-dos-sem-candidatos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-5754243284360844324</guid><pubDate>Sat, 25 Feb 2012 01:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-25T01:48:39.010-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oriente Médio e Mundo Islâmico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conflitos</category><title>Amigos da Síria</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3jG8lG5zt4s/T0hYiQp9zyI/AAAAAAAACuM/0znrUx25rO0/s1600/post.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-3jG8lG5zt4s/T0hYiQp9zyI/AAAAAAAACuM/0znrUx25rO0/s320/post.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5712913472929255202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Segundo um pensamento atribuído a Aristóteles, "ter muitos amigos é não ter nenhum". No dia em que se reuniram na Tunísia os &lt;a href="http://www.band.com.br/noticias/mundo/noticia/?id=100000487811"&gt;"Amigos da Síria"&lt;/a&gt; – grupo de países formado para discutir a situação do país e pedir a cessão da violência contra o povo – vale a reflexão acerca da aplicabilidade (ou não) dessa frase neste cenário particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como já abordado em posts anteriores no blog (&lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/alguem-quer-damascos.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/o-pior-cego.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), a situação de protestos populares na Síria tem se prolongado e atinge níveis alarmantes de violência e destruição, especialmente em meio à população civil. Hoje, &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120221_siria_cruz_vermelha_rc.shtml"&gt;a Cruz Vermelha foi (finalmente) autorizada a agir na cidade de Homs&lt;/a&gt;, a terceira maior do país, que sofre há aproximadamente 20 dias com &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120223_siria_relatorio_onu_crimes_humanidade_mm.shtml"&gt;brutais ofensivas do governo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no dia de hoje, a conferência internacional "Amigos da Síria", organizada pela Liga Árabe, reuniu na cidade de Túnis os principais líderes mundiais em uma &lt;a href="http://aeiou.expresso.pt/amigos-da-siria-reunem-se-na-tunisia=f706757"&gt;tentativa diplomática de proposição de medidas em apoio ao povo sírio&lt;/a&gt;, contra a repressão governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, esta iniciativa deve se restringir ao &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5631619-EI17615,00.html"&gt;âmbito diplomático&lt;/a&gt;, com medidas de pressão e propostas paliativas de ajuda humanitária, especialmente porque entre a lista de "amigos do povo sírio", certamente não se encontram Rússia e China – importantes atores no jogo internacional. O caso é que, pautados em interesses nacionais, estes dois países têm deixado claro seu apoio ao governo sírio, &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/russia-e-china-vetam-resolucao-da-onu-contra-a-siria/n1597614503641.html"&gt;vetando as resoluções do Conselho de Segurança&lt;/a&gt; relativas à renúncia de Bashar-al-Assad (veja post a respeito &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/licenca-para-matar-com-impunidade.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "amizade" (talvez não em sua mais pura versão, por assim dizer) constitui um elemento estratégico nas relações internacionais. Boas relações bi e multilaterais significam certamente bons frutos políticos e econômicos, em diversas perspectivas. No caso do apoio à causa popular síria, contudo, as relações amistosas em questão extrapolam a esfera puramente interestatal, envolvendo um embate direto entre os interesses – e os aliados – do governo e do povo, diante ainda de uma urgência humanitária em grandes proporções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto posto, talvez a citação aristotélica (?) possa/deva ser adaptada na análise deste caso. Para o povo sírio, ter muitos amigos &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/conferencia-na-tunisia-sobre-a-siria-busca-ultimato-para-assad/n1597650561889.html"&gt;(mais de 70 países participaram da conferência de hoje!)&lt;/a&gt; não significa necessariamente não ter nenhum, já que a pressão internacional é valiosa para promover mudanças estruturais. Entretanto, ter muitos amigos dentre os quais não se encontram todas as potências detentoras do veto onusiano pode, sim, gerar inconvenientes e dificultar o sucesso de qualquer operação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-5754243284360844324?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=AMZ5EFJ40VI:s2FWtZwmDuo:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/AMZ5EFJ40VI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/AMZ5EFJ40VI/amigos-da-siria.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-3jG8lG5zt4s/T0hYiQp9zyI/AAAAAAAACuM/0znrUx25rO0/s72-c/post.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/amigos-da-siria.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-8702313955738814326</guid><pubDate>Thu, 23 Feb 2012 09:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-23T08:10:23.871-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polêmica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mídia</category><title>O Lula é pop e samba!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cG2Bva9D7PY/T0YKa8tPooI/AAAAAAAAABI/HxFCeMIi49o/s1600/lulagaviao24153.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://2.bp.blogspot.com/-cG2Bva9D7PY/T0YKa8tPooI/AAAAAAAAABI/HxFCeMIi49o/s320/lulagaviao24153.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Acabou o carnaval 2012 no Brasil, mas a figura de “bom garoto” do ex-presidente parece estar longe de chegar ao fim. Quando ainda estava em seu mandato, era fácil ler notícias do Lula nas páginas sobre política, economia e, evidentemente, assuntos internacionais que envolviam a política externa brasileira. Entretanto, desde que a presidente Dilma assumiu o posto, tornou-se mais habitual ver o rosto do petista nas seções de personalidades e famosos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como é do conhecimento da grande maioria, Lula foi o tema principal do enredo da escola de samba “Gaviões da Fiel”, intitulado &lt;a href="http://diversao.terra.com.br/carnaval/2012/noticias/0,,OI5621345-EI19421,00.html"&gt;Verás que o filho fiel não foge à luta – Lula o retrato de uma nação&lt;/a&gt;. Por motivos de saúde envolvendo seu tratamento contra o câncer, ele não marcou presença, mas a ex-primeira-dama, Marisa, o representou no penúltimo desfile em São Paulo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pois bem, e o que isso nos revela? Logo que vi toda movimentação da imprensa, seja na televisão, na internet e até mesmo no rádio, me lembrei de como a figura pessoal do Lula ajudou bastante na imagem de seu governo. É evidente que este é apenas um aspecto de um conjunto de fatores que influenciaram seu cargo presidencial, mas é o intuito de análise neste post.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lula é, em partes, o retrato do que Max Weber, considerado um dos fundadores da Sociologia, denomina poder ou dominação carismática, na qual “a autoridade é suportada graças a uma devoção afetiva por parte dos dominados”. Esta caracterização abarca desde heróis, líderes autoritários e profetas até demagogos e políticos, sendo que o ex-presidente se situa neste último patamar. Diferentemente das outras tipologias de dominação (veja &lt;a href="http://meuartigo.brasilescola.com/sociologia/os-tipos-dominacao-segundo-max-weber.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;), a carismática age sobre princípios pessoais e se baseia no carisma e na virtude do líder.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Houve e ainda há, com Lula, a ideia de uma devoção afetiva e de uma oratória ímpar. Basta voltarmos no tempo e recapitularmos o que Getúlio Vargas representou para a população da época, era &lt;a href="http://contextopolitico.blogspot.com/2009/08/morte-de-getulio-vargas-emociona-todo-o.html"&gt;“o pai dos pobres e a mãe dos ricos”&lt;/a&gt;. O debate se estenderia com os emblemáticos John Kennedy e Mahatma Gandhi, por exemplo, que se enquadram nesta perspectiva. No caso brasileiro, a personificação realizada no desfile da “Gaviões da Fiel” na última semana, no qual a bateria representou &lt;a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/carnaval/2012/videos/t/bateria/v/bateria-da-gavioes-da-fiel-representa-transicao-de-lula-de-operario-para-presidente/1820097/"&gt;Lula enquanto operário&lt;/a&gt;, é o retrato da admiração e da identidade nacional.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ainda mereceriam apreciação a relação cultural do Brasil com o carnaval e o próprio futebol...mas o que ficou bem claro foi a recuperação da importância social que Lula possui. Existem rumores recentes colocando-o como &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/fernando-dantas/2012/02/17/lula-como-presidente-do-banco-mundial/"&gt;o ideal presidente do Banco Mundial&lt;/a&gt; em virtude de sua gestão competente, do prestígio alcançado com países ricos e, com certeza, do seu carisma mencionado anteriormente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Será que Lula volta agora ou só nas próximas eleições? Talvez seja cedo para afirmar alguma coisa, mas ele ainda estampará muitas capas de revistas e artigos de jornais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-8702313955738814326?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=bPgMA6-B9Rk:qfznalTTdF0:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/bPgMA6-B9Rk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/bPgMA6-B9Rk/o-lula-e-pop-e-samba.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Junqueira)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-cG2Bva9D7PY/T0YKa8tPooI/AAAAAAAAABI/HxFCeMIi49o/s72-c/lulagaviao24153.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/o-lula-e-pop-e-samba.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-914099311947208887</guid><pubDate>Wed, 22 Feb 2012 00:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-22T06:56:21.270-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oriente Médio e Mundo Islâmico</category><title>Festa histórica</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EYFfSFVfCjw/T0StJcUQ8-I/AAAAAAAACuA/Ox798Mc04Lc/s1600/post.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 175px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-EYFfSFVfCjw/T0StJcUQ8-I/AAAAAAAACuA/Ox798Mc04Lc/s320/post.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5711880605144249314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não, o título do post não se refere ao Carnaval brasileiro e a toda a magia e simbolismo que o envolvem (provocando, por vezes, &lt;a href="http://www.noticiasbr.com.br/carnaval-de-sao-paulo-tumulto-interrompe-apuracao-da-campea-2012-42486.html"&gt;reações lastimáveis&lt;/a&gt; em meio à alegria das festividades). A festa histórica em questão é a festa dos eleitores líbios que finalmente – &lt;a href="http://www.band.com.br/noticias/mundo/noticia/?id=100000487195"&gt;após 40 anos&lt;/a&gt; – se veem diante da possibilidade de escolherem seus representantes municipais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Misrata, cidade-símbolo da resistência anti-Kadhafi, &lt;a href="http://www.sidneyrezende.com/noticia/163057+apos+40+anos+eleitores+da+libia+escolhem+seus+lideres"&gt;o dia foi de feriado nacional&lt;/a&gt;, sendo que elevado contingente da população participou do processo eleitoral. Em junho, &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/africa/intervencaonalibia/noticias/0,,OI5623727-EI17839,00-Cidade+libia+de+Misrata+realiza+primeira+eleicao+em+anos.html"&gt;o novo Parlamento da Líbia será escolhido&lt;/a&gt; e, pouco a pouco, espera-se que o país alcance sua estabilidade política. Um ano depois das revoluções que alteraram completamente o cenário geopolítico do Oriente Médio, a Líbia espera consolidar seu novo sistema político com a (antes impensável) participação popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, eleições bem planejadas e, consequentemente, bem-sucedidas, promovem o fortalecimento das instituições democráticas; assim como o (sempre almejado) desenvolvimento de um país. Em termos de transformação do conflito e reconstrução social, a estabilidade de um sistema político baseado na legítima escolha da população representa um fator essencial à análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garantir a boa realização destas eleições municipais e, principalmente, assegurar as condições para as eleições de junho serão interessantes indicadores para avaliar as características de uma &lt;a href="http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=528091&amp;amp;tm=7&amp;amp;layout=121&amp;amp;visual=49"&gt;Líbia pós-Revolução e sem Kadhafi&lt;/a&gt;. Apenas o tempo poderá dizer se a festa dos eleitores líbios de hoje pode, efetivamente, entrar para a História como um marco no desenvolvimento da democracia no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-914099311947208887?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=K0boVLVtKz4:3nCqW1J3Eeo:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/K0boVLVtKz4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/K0boVLVtKz4/festa-historica.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-EYFfSFVfCjw/T0StJcUQ8-I/AAAAAAAACuA/Ox798Mc04Lc/s72-c/post.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/festa-historica.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-7781196449382278634</guid><pubDate>Mon, 20 Feb 2012 14:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-20T13:02:00.497-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ásia e Oceania</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Europa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Economia</category><title>É ritmo de festaaa...</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zHPMXGRDMgA/T0Jf-cL8vCI/AAAAAAAAAfE/shSWnN-sIGk/s1600/carnaval.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 227px; height: 222px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zHPMXGRDMgA/T0Jf-cL8vCI/AAAAAAAAAfE/shSWnN-sIGk/s400/carnaval.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5711232803782048802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Post rápido de feriadão. Nessa segunda-feira de carnaval, parece que apenas no Brasil se tem o que comemorar. A economia vai relativamente bem e o governo é &lt;a href="http://www.economist.com/node/21547856"&gt;reconhecido&lt;/a&gt; internacionalmente pela “limpeza” que vem promovendo nos ministérios (e pelo modo como está cada vez mais criando uma identidade própria, saindo da sombra dos governos Lula) e já há quem &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,credibilidade-do-brasil-ajudara-dialogo-com-ira-diz-analista,837317,0.htm"&gt;defenda&lt;/a&gt; a volta do Brasil pra ajudar a resolver o problema nuclear do Irã. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Já no mundo desenvolvido a coisa não anda tão bem. A coisa ficou feia no final do ano passado para boa parte dos países desenvolvidos, que tiveram &lt;a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,paises-desenvolvidos-reduzem-o-crescimento-no-4-trimestre,103516,0.htm"&gt;retração&lt;/a&gt; no seu crescimento per capita. Vejam que não é uma situação tão ruim – há indícios de estabilização, e um crescimento pequeno ainda é um crescimento (aliás, isso é meio que uma norma pra países desenvolvidos, que já não têm muito onde crescer). Não chega a ser uma recessão (em que a economia encolhe, como deve acontecer na &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,italia-enfrentara-recessao-em-2012-diz-presidente-do-bc,837658,0.htm"&gt;Itália&lt;/a&gt;, pra não falar da Grécia), e cada vez mais parece distante um quadro de depressão (quando a recessão sai do controle e mantém uma crise generalizada por muito tempo, estagnando a economia do mundo) que muitos analistas mais pessimistas previam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Ainda assim, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1051287-grecia-tem-realizado-esforcos-muito-significativos-diz-diretora-do-fmi.shtml"&gt;expectativas&lt;/a&gt; positivas não são garantias, e com os problemas específicos de cada país/região (como a crise deflacionária do Japão, o ciclo eleitoral dos EUA e o resgate à Grécia na UE), o sinal amarelo está aceso por aquelas bandas. Mas vamos deixar pra avaliar isso quando o carnaval desocupar as manchetes, certo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-7781196449382278634?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=1iM7IaZECkU:-4eihYsx9Ps:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/1iM7IaZECkU" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/1iM7IaZECkU/e-ritmo-de-festaaa.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-zHPMXGRDMgA/T0Jf-cL8vCI/AAAAAAAAAfE/shSWnN-sIGk/s72-c/carnaval.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/e-ritmo-de-festaaa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-4298675417163102120</guid><pubDate>Sun, 19 Feb 2012 00:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-19T22:54:27.317-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><title>Estudar ou não estudar?</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tW_5EFDK1vk/T0A8Hkk5hII/AAAAAAAAAWo/6LILpq-Aihs/s1600/mortar-board.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-tW_5EFDK1vk/T0A8Hkk5hII/AAAAAAAAAWo/6LILpq-Aihs/s320/mortar-board.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
De bolha em bolha, a economia segue seu rumo. Passamos, por exemplo, pela bolha da internet e mais recentemente a do mercado imobiliário norte-americano. Estudar talvez seja uma premissa inquestionável, toda família preza pela educação de seus filhos como forma de garantir um futuro seguro. Contudo, será que alguns pagam em excesso por um título universitário? Ou pior, será que o investimento em uma universidade vale a pena? &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O Brasil vive um cenário positivo, com uma economia em crescimento e a melhoria dos indicadores sociais. Nosso modelo para a educação superior, parte público e parte privado, também apresenta tendência similar. O número de cursos, universidades e fontes definanciamento aumentaram nos últimos anos, possibilitando que o sonho de muitas famílias fosse realizado.  Em outros países, como os Estados Unidos e o &lt;a href="http://www.huffingtonpost.com/2011/11/09/london-student-protests_n_1083828.html"&gt;Reino Unido&lt;/a&gt;, o ensino superior tem custo para o estudante. A diferença básica é quem paga a &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/atualidades/protestos-no-chile-onda-de-manifestacoes-estudantis-sacode-o-pais.jhtm"&gt;conta&lt;/a&gt;, algumas vezes é o governo e outras o próprio estudante. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Pensando o modelo norte-americano, Peter Thiel, um dos fundadores da &lt;a href="https://personal.paypal.com/br/cgi-bin/marketingweb?cmd=_render-content&amp;amp;content_ID=marketing_br/How_does_PayPal_work&amp;amp;locale.x=pt_BR&amp;amp;gclid=CJu6q6_fqK4CFQpY7AodxF7OQg&amp;amp;mpch=ads&amp;amp;mplx=3484-96843-2056-6"&gt;PayPal&lt;/a&gt;, enxerga a educação superior como a próxima &lt;a href="http://techcrunch.com/2011/04/10/peter-thiel-were-in-a-bubble-and-its-not-the-internet-its-higher-education/"&gt;possível bolha&lt;/a&gt; a estourar nos Estados Unidos. Como em outros casos, trata-se de um investimento pensando para garantir maior segurança no futuro. Na medida em que nem todos conseguirão entrar em escolas de elite (as da chamada &lt;a href="http://topics.nytimes.com/topics/reference/timestopics/organizations/i/ivy_league/index.html"&gt;Ivy League&lt;/a&gt;), Thiel defende que um modelo baseado no empreendedorismo deveria predominar sobre o atual focado no ensino superior. Afinal, mesmo os formados em escola de elite, poderão se deparar com índices de desemprego preocupantes e podem terminar forçados a aceitar posições abaixo de suas reais capacidades. Empreendedores em potencial podem ser perdidos no processo. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Por outro lado, quais são as funções do mercado de trabalho que realmente requerem uma formação universitária? Na prática, muitos diplomas universitários não garantirão uma excelente oferta de trabalho logo após a formatura. Para os que pagam pelos estudos, a situação será ainda mais dramática, ficará uma frustração por não encontrar um posição a seu agrado somada à &lt;a href="http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=112432364"&gt;dívida&lt;/a&gt; adquirida na universidade. A necessidade de planejamento é evidente, como quando se compra um bem, as oportunidades existem, mas estarão limitadas. O diploma sozinho não garante um futuro seguro. Ainda que o ensino superior resulte em incremento de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/noticias/2011/09/13/fazer-faculdade-no-brasil-pode-aumentar-salario-em-mais-de-150-diz-ocde.htm"&gt;renda&lt;/a&gt;, não é em si um bilhete de ouro como muitos pensam. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
E agora? Este foi o modelo que aprendemos a amar. Famílias investiram por anos na educação de seus filhos para nada? Em realidade, haverá a necessidade de adaptação das expectativas anteriores, não se trata de eliminar por completo o construído até agora. Mais que isso, deve-se ampliar a gama de &lt;a href="http://www.foreignpolicy.com/articles/2012/01/31/the_harvard_of_hong_kong_and_8_other_great_international_schools"&gt;oportunidades&lt;/a&gt; e o entendimento em relação ao mercado de trabalho, para que assim todos possam tomar decisões embasadas na realidade (não mais no sonho de um diploma). Cabe prioritariamente àqueles que investem na educação decidirem pautados em expectativas reais de seu retorno. No Brasil surfamos uma onda diferente, próxima talvez do pleno emprego, porém nos resta avaliar que futuro queremos para nossa educação superior, especialmente caso enfrentemos um cenário econômico menos favorável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-4298675417163102120?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=3o6QgYuFdwI:dXREdkWZjLg:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/3o6QgYuFdwI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/3o6QgYuFdwI/estudar-ou-nao-estudar.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Felipe Kitamura)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-tW_5EFDK1vk/T0A8Hkk5hII/AAAAAAAAAWo/6LILpq-Aihs/s72-c/mortar-board.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/estudar-ou-nao-estudar.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-2250690124500032308</guid><pubDate>Fri, 17 Feb 2012 21:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-19T18:43:46.753-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Américas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polêmica</category><title>Mais uma vez, Malvinas.</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GrNUj_3WJIo/Tz7Bnh6RoFI/AAAAAAAAAhg/2B5krHB1ov8/s1600/CrisKbitch.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-GrNUj_3WJIo/Tz7Bnh6RoFI/AAAAAAAAAhg/2B5krHB1ov8/s400/CrisKbitch.JPG" border="0" height="272" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;A disputa pelas Malvinas já chegou até as &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19768/site+de+jornal+das+malvinas+chama+cristina+kirchner+de+bitch.shtml"&gt;barras de endereço dos sites de notícias ingleses&lt;/a&gt;... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Malvinas são argentinas. As Malvinas não são argentinas. Essas são duas frases que temos ouvido muito nos últimos trinta anos. Normalmente, uma muito próxima da outra e proferidas por pólos opostos. Ainda hoje, essas ilhas são um tema importantíssimo na política do país. Pode-se dizer que, em certa medida, foram determinantes para o fim da ditadura militar. No início dos anos 70 já se desenvolvia um pequeno processo entre os políticos para uma transição para a democracia mais controlada pelos militares. Mas a guerra, a última tentativa do regime se segurar acabou mexendo muito com o moral da população e levando a quebra de todo apoio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O regime militar acabou. A guerra das Malvinas também. A questão, todavia, perdura. Por quê? Será que de fato Cristina Kirchner e a trupe de sua diplomacia têm alguma esperança de que o governo britânico irá abdicar às ilhas? Se entendem isso ou não, é difícil dizer. Mas que acreditam na importância do tema para o país e para seus eleitores, não há dúvida alguma. É um daqueles temas, como educação no Brasil, que todo político tem a obrigação de tratar. E, por isso, nunca passa despercebido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Próximo do aniversário de 30 anos da guerra, estamos vendo uma tensão diplomática entre a Grã-Bretanha e a Argentina. Observa-se um lado falando, o outro retrucando e, pela primeira vez, a ONU dizendo que vai mediar. Sim, isso mesmo. É a primeira vez que um governo argentino aceita a mediação das Nações Unidas para tentar atingir um acordo nesse tema. Essa tensão toda se intensificou quando Kirchner acusou a Grã-Bretanha de &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19727/argentina+denunciara+reino+unido+a+onu+por+militarizacao+do+atlantico+sul.shtml"&gt;militarização da região&lt;/a&gt;, pois houve um exercício militar que chegou a envolver até mesmo o príncipe William. Depois,&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,argentina-leva-disputa-sobre-malvinas-a-onu-entenda,833113,0.htm"&gt; na Assembleia da ONU&lt;/a&gt;, a Argentina até mesmo acusou os ingleses de terem &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,argentina-londres-enviou-armas-nucleares-as-malvinas,834184,0.htm"&gt;armas nucleares na região&lt;/a&gt;. Cameron e sua diplomacia&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,londres-nega--militarizacao-do-atlantico-sul-,833248,0.htm"&gt; negavam tudo&lt;/a&gt; e ainda complementavam que não há acordo sobre a soberania das Malvinas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Todavia, o &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19870/argentina+aceita+oficialmente+mediacao+da+onu+em+conflito+sobre+malvinas.shtml"&gt;aceite de uma atuação da ONU na questão&lt;/a&gt; pode apontar para uma mudança de postura. Como já disse, é a primeira vez, em trinta anos, que isso ocorre. Por outro lado, é difícil vislumbrar no curto prazo uma resolução da disputa, já que ambos os lados colocam-se de maneira&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,londres-vigia-malvinas-com-maquina-de-guerra-,834691,0.htm"&gt; pouco flexível&lt;/a&gt; e, &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,gra-bretanha-descarta-negociar-sobre-soberania-das-malvinas,832973,0.htm"&gt;para os ingleses, não existe negociação&lt;/a&gt;. Da mesma forma, pode até ser que os argentinos estejam buscando alguém mais forte para legitimarem sua posição, nesse caso, a ONU. Além do que a atuação do órgão em tensões desse tipo nem sempre atingiu bons resultados na história, mas já é interessante o passar de “apontar os dedos” para uma possível negociação (note-se que, por enquanto, só dos argentinos). O mais interessante é notar a postura dos moradores da região das Malvinas, os kelpers. De origem inglesa, quase não há quem se identifique com a Argentina e, para eles, também não há o que negociar. Preocupam-se com os ganhos econômicos e agora &lt;a href="http://rio-negocios.com/en/economia-anima-moradores-das-malvinas/"&gt;temem um isolacionismo&lt;/a&gt; que possa vir do apoio do Mercosul à causa argentina (tema já tratado no blog anteriormente, confira &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/falklands-ou-malvinas.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A raíz histórica da disputa das Malvinas já vem do século XIX. Há quem diga que os ingleses estiveram lá primeiro, há quem defenda que os argentinos estavam lá antes e há também os que dizem que a Inglaterra rompeu tratados internacionais para ocupar a região (clique &lt;a href="http://diplomatizzando.blogspot.com/2012/02/malvinas-falklands-opiniao-de-um.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ver essas posturas interessantes). Seja lá quem está correto de verdade, até que essa dita mediação da ONU ocorra, continuaremos a ouvir muito as frases “Malvinas são argentinas!” e “as Malvinas não são argentinas!”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-2250690124500032308?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=_3t7YWaYqQg:F_56YpuCR7w:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/_3t7YWaYqQg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/_3t7YWaYqQg/mais-uma-vez-malvinas.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-GrNUj_3WJIo/Tz7Bnh6RoFI/AAAAAAAAAhg/2B5krHB1ov8/s72-c/CrisKbitch.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/mais-uma-vez-malvinas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-1832325112295036004</guid><pubDate>Thu, 16 Feb 2012 10:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-16T08:49:37.574-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Defesa; Segurança e Paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oriente Médio e Mundo Islâmico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conflitos</category><title>Alguém quer damascos?</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oxLdJVDd54E/TzzdlZm6noI/AAAAAAAAABA/ys4KqB8SMas/s1600/bandeira-da-siria-pais-arabe-cuja-capital-e-damasco-1324297578101_300x300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-oxLdJVDd54E/TzzdlZm6noI/AAAAAAAAABA/ys4KqB8SMas/s200/bandeira-da-siria-pais-arabe-cuja-capital-e-damasco-1324297578101_300x300.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Uma onda de protestos, mortes e insatisfação social tomou conta da Síria, país árabe situado na chamada “Ásia ocidental”, desde março de 2011 e, de lá pra cá, sua capital, Damasco, começou a retratar uma série de implicações características do atual cenário internacional. Se meses atrás o centro das atenções era a Grécia e/ou o Egito, sem dúvidas &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/siria-ignora-criticas-da-onu-e-lanca-ataque-brutal-em-homs/n1597625789011.html"&gt;a Síria tomou seus postos nos noticiários&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De uma maneira ou de outra, vejamos quais são as implicações causadas por conflitos internos nas relações internacionais, utilizando, para tanto, o caso sírio. Este é bastante singular e central, pois coloca em questão diversos pontos que devem ser debatidos e indagados:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a) Oriente Médio: continua a se mostrar como uma das regiões, ou talvez a principal região, mais conflituosas do mundo. De um lado estão Irã, Síria, Rússia e China. De outro aparecem Israel e Estados Unidos. Nem preciso me estender no debate, é digno de contraste e oposição;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU): Rússia e China vetaram a resolução contrária ao presidente sírio, Bashar al-Assad, e colocaram mais dúvidas ainda sobre a política dos &lt;a href="http://www.blogger.com/(2)http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120204_siria_onu_fn.shtml"&gt;“cinco grandes” da organização&lt;/a&gt;. É claro que ambos os países seguiram suas linhas de política externa, mas a pergunta que voltou com total força foi: “Já passou da hora de haver uma mudança nos membros permanentes e no modo de resolução de litígios do CSNU, não?”;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c) Liga Árabe: antes da Primavera pouco se falava nesta organização. Ela vem demonstrando o quão importante é a atuação de vários países por meio de um órgão único que leva ao debate os ideais envolvidos. A liga mostra-se contrária ao governo sírio e &lt;a href="http://www.blogger.com/(3)http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/liga-arabe-pedira-na-onu-criacao-de-forca-de-paz-conjunta-para-s/n1597623425081.html"&gt;vem dialogando constantemente com as Nações Unidas&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
d) Democracia: a Síria simboliza, do mesmo modo que o Egito, a força dos movimentos favoráveis à democracia, mas também evidencia a complexidade de se chegar, de fato, a um “governo do povo”. Parece que ainda existirá um longo caminho para isso, porque este regime representa muito mais do que reivindicações sociais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e) Sanções: não se sabe ao certo se os bloqueios comerciais e a suspensão de exportações colocarão fim à problemática interna do país. Tais ações são mais recorrentes por parte dos Estados Unidos, o qual, em tempos passados, utilizou-as contra os &lt;a href="http://www.blogger.com/(4)http://extra.globo.com/noticias/mundo/camara-dos-eua-amplia-sancoes-ao-ira-coreia-do-norte-siria-3450574.html"&gt;iranianos, norte-coreanos e os próprios sírios&lt;/a&gt;. Mês passado, foi a vez da União Europeia &lt;a href="http://www.blogger.com/(5)http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5595995-EI17594,00-UE+promete+endurecer+sancoes+para+isolar+governo+sirio.html"&gt;aprovar sanções&lt;/a&gt; ao governo de Assad, mas, mesmo assim, Bruxelas, sede da Comissão e do Conselho europeus, aposta na via diplomática e no diálogo para pôr fim a esta questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas são apenas algumas constatações que podem ser pensadas em meio à repercussão causada, ultimamente, pela Primavera Árabe. É interessante observar, através deste viés, como uma desordem interna pode servir de base para se analisar inúmeras problemáticas internacionais. Com certeza alguém quer Túnis, Cairo, Trípoli e Damasco. A região interessa a todos.
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-1832325112295036004?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=fHpzry9D8iw:lrXsU_osLQY:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/fHpzry9D8iw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/fHpzry9D8iw/alguem-quer-damascos.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Junqueira)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-oxLdJVDd54E/TzzdlZm6noI/AAAAAAAAABA/ys4KqB8SMas/s72-c/bandeira-da-siria-pais-arabe-cuja-capital-e-damasco-1324297578101_300x300.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/alguem-quer-damascos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-6053535006883805484</guid><pubDate>Wed, 15 Feb 2012 00:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-14T22:22:40.496-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Europa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Economia</category><title>Elefantes na sala</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_IC8s2za_Tg/Tzr5LwOiRdI/AAAAAAAAAhM/ZiC545cZmIs/s1600/ele3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="251" src="http://3.bp.blogspot.com/-_IC8s2za_Tg/Tzr5LwOiRdI/AAAAAAAAAhM/ZiC545cZmIs/s400/ele3.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nos dizeres populares, quanto se quer falar que há um problema enorme pelo qual passamos despercebidos, diz-se que há elefantes na sala. Algo tão grande que não teria como não se reparar, mas por razões quaisquer que sejam, impede-se de vê-lo ou simplesmente o ignora. 
Pensando sobre isso que li um recente editorial para a Folha de S. Paulo no qual &lt;a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2012/02/clovis-rossi-ditadura-esfola-grecia.html"&gt;Clovis Rossi disse que a Grécia tem vivido sobre uma ditadura&lt;/a&gt;. O país estaria sob um governo central composto pelo FMI, pela União Europeia e pelo Banco Central Europeu que estaria limitando a escolha da população.  A cada dia esses “ditadores” forçariam a Grécia a adotar mais medidas que envolviam cortes de gastos (&lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19764/grecia+aceita+medidas+de+austeridade+impostas+pela+troika.shtml"&gt;como ocorreu na essa semana&lt;/a&gt;), já que não lhe apresentam nenhuma outra solução. Papandreou caiu e logo veio esse “governo central” para substituí-lo por um tecnocrata de sua escolha, Lucas Papademos, sem que houvesse sequer eleições diretas. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Será que de fato a Grécia estaria vivendo sob essa ditadura? Bom, ditadura é sempre um termo muito forte para se usar. Mas, por outro lado, é um termo interessante, pois revela a indignação e busca chocar. Talvez, o que a Grécia, ou melhor, a União Europeia, tenha vivido é com elefantes na sala. Elefantes tão grandes que somente pela “doutrina absoluta do mercado”, da austeridade, do corte de gastos é que os países poderiam passar despercebidos. 
Basta lembrar as opções quase nulas que os organismos internacionais forneceram para o Brasil na década de 1980 e 1990 e para os países latino-americanos em suas inflações desenfreadas no mesmo período.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há muito louvamos a União Europeia como o maior exemplo da integração regional, aquele que atingiu o último estágio, o do Mercado Comum com moeda única. Todavia, é difícil ver em que medida os países do bloco estão dispostos a agir coletivamente e aceitar os custos das crises pelas quais o bloco passa. Paul Krugman mostrou que de fato a Grécia passou por uma gastança pública sem limites. Com os demais “porcalhões”, nossos PIIGS (Portugal, Espanha, Irlanda e Itália), houve uma gastança aliada a problemas estruturais grandes (clique&lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/paul-krugman/2012/02/02/problemas-da-zona-do-euro/"&gt; aqui&lt;/a&gt; para conferir). Há também os efeitos da crise financeira mundial (clique&lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/19880/a+grecia+como+um+modelo+em+escala+para+a+europa.shtml"&gt; aqui &lt;/a&gt;para um artigo interessante sobre o assunto) que tem ainda complicado mais o conjunto europeu, sem que haja uma ação conjunta de fato. 
Os elefantes na sala seriam os problemas que emergiriam da falta de ação conjunta do bloco.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Alemanha, a maior economia europeia, é o maior exemplo desse posicionamento. Quer, como todos, utilizar-se da melhor forma possível dos benefícios que a união político-econômica proporciona, mas não parece disposta a aceitar os problemas conjuntos insistindo apenas no corte de gastos dos demais. É um bloco que não age sempre como bloco. Pode-se dizer que há entre os alemães uma espécie de &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/19825/angela+merkel+e+o+novo+nacionalismo+alemao.shtml"&gt;nacionalismo econômico &lt;/a&gt;que tem levado a uma visão (tanto na mídia europeia quanto no plano político) sempre pela austeridade, culpando os “gastadores” pela crise e louvando a austeridade, quando há muitos outros problemas por trás.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há uma ditadura? Talvez não, pois de fato não restam opções agora para a Grécia. Há, contudo, uma lição. Se a Europa continuar a viver com seus elefantes na sala, ignorando a ação conjunta e limitando as perdas aos países que considera os focos de crise, o bloco poderá não se sustentar. Os elefantes vão começar a se mexer e aí a coisa pode complicar ainda mais...
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[Para mais, clique&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2012/02/14/pacto-orcamentario-na-europa-e-uma-escolha-de-velho.htm"&gt; aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://blog.foreignpolicy.com/posts/2012/02/13/why_is_greece_cutting_private_sector_wages"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19835/protestos+contra+aprovacao+do+plano+de+austeridade+deixam+centenas+de+feridos+na+grecia.shtml"&gt;aqui&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-6053535006883805484?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/GMeyFz0aTuM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/GMeyFz0aTuM/elefantes-na-sala.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-_IC8s2za_Tg/Tzr5LwOiRdI/AAAAAAAAAhM/ZiC545cZmIs/s72-c/ele3.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/elefantes-na-sala.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-3596707216678852569</guid><pubDate>Mon, 13 Feb 2012 22:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-13T20:24:12.197-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Defesa; Segurança e Paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oriente Médio e Mundo Islâmico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conflitos</category><title>Os homens da bomba</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HZ7KrfQ55Ww/TzmMOQciDhI/AAAAAAAAAe4/BMKzvGfk2k0/s1600/bomberman.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 312px; height: 302px; " src="http://3.bp.blogspot.com/-HZ7KrfQ55Ww/TzmMOQciDhI/AAAAAAAAAe4/BMKzvGfk2k0/s400/bomberman.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708748179229511186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Atacar uma embaixada é uma das coisas mais baixas que se pode fazer quando pensamos em Direito Internacional. Afinal, imunidade diplomática é tradição que vem lá do início da formação do Estado moderno, em que os governantes precisavam começar a criar laços de confianças sem que seus emissários voltassem cheios de flechas nas costas (quando voltavam). Isso vale até hoje e não é definido por nenhuma regulamentação específica, mas um costume. Isso por mais estranho que seja - eu e mais dois colaboradores desse mesmo blog lembramos bem da vez em que um carro de placa azul passou a um palmo de nós atravessando uma avenida (e sem se preocupar muito com o resultado, pelo visto).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E&lt;/span&gt;&lt;span&gt; eis que as embaixadas de Israel na Índia e na Geórgia foram alvo de &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ira-acusa-israel-de-planejar-atentados-contra-proprias-embaixadas,835337,0.htm"&gt;bombas&lt;/a&gt; (apesar de só uma ter explodido). Como sempre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt; acontece aquele &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/12/imunidade.html"&gt;déjà vu&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, pra variar o Irã está envolvido. Israel acusa o Irã de ter patrocinado os ataques. O Irã rebate... dizendo que foi Israel. Eu não duvido de nada - ainda sustento aquela minha teoria da conspiração de que Israel soltou presos do Hamas pra que voltassem a atacar e justificar uma ação mais dura. Ao mesmo tempo, o Irã já tem precedentes com aquele vandalismo na embaixada do Reino Unido. Mas seja quem for que ordenou isso escolheu uns capangas bem atrapalhados. A ação até pareceu coisa de filme de James Bond (com suspeitos grudando um "dispositivo magnético" com a bomba em um dos casos), mas o fato de uma bomba ter sido desarmada e de no outro terem visto claramente quem as colocou significa que os terroristas foram bastante descuidados... ou queriam ser vistos? Como nesse tipo de ataque o que pesa mais é a &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ataques-contra-diplomatas-aumentam-tensao-entre-israel-e-ira,835294,0.htm"&gt;repercussão&lt;/a&gt; que o dano em si, acho que poder causar esse tipo de especulação já pode ser considerado um sucesso pra eles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Aliás, esse negócio de atacar missão diplomática não está dando certo faz algum tempo - basta lembrar aquela história do ataque planejado ao embaixador saudita dos EUA em que tentaram contratar traficantes mexicanos pra executar o serviço e acabaram encontrando um agente do FBI disfarçado (e no fim das contas o caso caiu no esquecimento...). Ou aquela história meio mal-contada dos ataques a embaixadas na Síria (que assim como o caso das embaixadas de Israel, não se sabe ainda quem foi, seja vândalos ou forças do governo, que instigou isso). Mas parece que esses últimos anos deram início a uma tendência nada saudável na relação entre alguns países.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;No fim das contas, os panos quentes entram em cena, e a intenção provavelmente é chantagear ou intimidar o outro lado. A não ser que seja uma matança muito escandalosa ou em escala suficiente pra causar uma guerra, quem está envolvido não vai correr o risco de perder um dos meios mais eficientes (e, muitas vezes, derradeiro) de negociar com os demais Estados, e o dano fica mesmo pra quem acaba vitimado por esses atentados. Nesse jogo, perde quem não tem nada a ver com isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-3596707216678852569?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/MFs0MYw3iuM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/MFs0MYw3iuM/os-homens-da-bomba.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-HZ7KrfQ55Ww/TzmMOQciDhI/AAAAAAAAAe4/BMKzvGfk2k0/s72-c/bomberman.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/os-homens-da-bomba.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-6647430540004210492</guid><pubDate>Mon, 13 Feb 2012 00:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-12T22:42:12.482-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Há um ano...</category><title>Há um ano...</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_zRZKtmhQD0/TzhbsIaKOaI/AAAAAAAACt0/0vocbyI-U7k/s1600/post.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 215px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-_zRZKtmhQD0/TzhbsIaKOaI/AAAAAAAACt0/0vocbyI-U7k/s320/post.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708413341421681058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há um ano, o assunto mais comentado no blog (e na mídia em geral) era a ascensão da "Primavera Árabe", especialmente na Tunísia e no Egito. &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/02/egito-11-de-fevereiro-o-dia-que-nao.html"&gt;O dia 11 de fevereiro se tornou um marco internacional&lt;/a&gt; com a queda de Mubarak, responsável por décadas de ditadura egípcia, e com o sucesso dos movimentos populares de contestação no país. Um ar de esperança dominava o ambiente internacional e amplas eram as expectativas de renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano que se passou, contudo, a euforia tem cedido lugar à frustração dos cidadãos, na medida em que a queda de Mubarak não proporcionou também a (esperada) queda dos dois pilares de seu regime: a forte repressão do Estado e o sistema econômico injusto, &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5603796-EI17594,00-Um+ano+depois+Egito+posMubarak+ainda+busca+seu+caminho.html"&gt;segundo uma professora de Ciências Políticas na Universidade Americana do Cairo.&lt;/a&gt; A data foi comemorada esse ano como um &lt;a href="http://pt.euronews.net/2012/02/12/egito-um-aniversario-sem-revolucao/"&gt;"aniversário sem revolução"&lt;/a&gt;, enquanto a forte corrupção e os conflitos políticos assolam o país em meio à (já não tão eufórica) esperança popular por mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano atrás, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) também &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/02/ausencia-dificil-de-preencher.html"&gt;lançava seu conhecido relatório &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Food Outlook&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, no qual uma grave crise alimentar era anunciada para 2011. De fato, as (tristes) expectativas se cumpriram e o último ano foi marcado por uma situação alarmante no Chifre da África, &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/08/cova-somaliana.html"&gt;especialmente na Somália&lt;/a&gt;. Devido às secas prolongadas, a crise de fome tem afetado mais de 11 milhões de pessoas nessa região, desafiando as iniciativas das Organizações Internacionais e Não-Governamentais. No início deste mês, &lt;a href="http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/crise_alimentar_chegou_ao_fim"&gt;foi anunciado pela ONU o fim do "estado de fome" na Somália&lt;/a&gt;, mas um terço da população ainda necessita de &lt;a href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2012/1/6/FAO-advoga-ajuda-alimentar-emergencia,7066d4c3-3816-4a01-bca8-8566b5dc6d93.html"&gt;ajuda urgente e contínua&lt;/a&gt; da comunidade internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto em 2011 nesta época &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/02/duelo-de-titas.html"&gt;comentávamos ainda sobre as expectativas em relação ao encontro diplomático de Dilma Rousseff com Barack Obama&lt;/a&gt; e o reforço das relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, há poucos dias comentamos aqui no blog sobre outra viagem diplomática da presidente. Neste ano de 2012, &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/post-do-leitor-cairo-junqueira.html"&gt;a presidente foi a Cuba&lt;/a&gt;, demonstrando a diversificação diplomática do governo e o reforço para a construção de uma agenda cada vez mais multilateral. Novo ano, novas perspectivas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, um último importante fato comparativo entre 2011 e 2012 merece atenção: o Conselho de Segurança da ONU e seu polêmico e persistente sistema de veto. Há um ano, &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/02/o-primeiro-veto.html"&gt;os Estados Unidos assumiram seu apoio a Israel e vetaram&lt;/a&gt; – contra o posicionamento geral – o projeto de resolução que condenava a política israelense de construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados. Neste ano, mais uma vez o veto foi utilizado em situação polêmica – e também contra o posicionamento geral, especialmente estadunidense – &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/licenca-para-matar-com-impunidade.html"&gt;só que desta vez por China e Rússia&lt;/a&gt;. Aliadas da Síria, estas potências demonstraram-se, por sua vez, contrárias à resolução que indicava a necessidade de renúncia de Bashar al-Assad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos os vetos foram justificados como "ingerência nos afazeres internos", mas ambas as situações demonstram claramente que este argumento só é acionado quando se encontra em consonância com os interesses envolvidos. Situação previsível, apesar de demonstrar uma das mais claras fraquezas de nosso sistema internacional contemporâneo. Passa ano, entra ano e, afinal, existem coisas que parecem não mudar nunca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-6647430540004210492?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=BM93ykH6qTU:JC-odAyns2M:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/BM93ykH6qTU" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/BM93ykH6qTU/ha-um-ano.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-_zRZKtmhQD0/TzhbsIaKOaI/AAAAAAAACt0/0vocbyI-U7k/s72-c/post.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/ha-um-ano.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-4297843559024855553</guid><pubDate>Sun, 12 Feb 2012 01:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-12T05:07:23.281-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Europa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Meio Ambiente</category><title>Congelando</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-B3L4Tmy-uXg/TzdkHiru-II/AAAAAAAACto/lIqSFeXOHWI/s1600/post.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 188px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-B3L4Tmy-uXg/TzdkHiru-II/AAAAAAAACto/lIqSFeXOHWI/s320/post.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708141133447493762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enquanto o Brasil vive o auge do verão, com sol e calor às vésperas do Carnaval, no Velho Continente a situação é absolutamente contrária. Um dos mais rigorosos invernos dos últimos tempos é vivido na Europa este ano e as consequências práticas deste fato alcançam níveis alarmantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Morrer de frio" deixou de ser uma expressão retórica para se tornar uma preocupante realidade neste inverno europeu. &lt;a href="http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?id=1222817"&gt;Mais de 600 mortes (!)&lt;/a&gt; já foram registradas em toda a Europa (especialmente na Ucrânia) devido às nevascas desde meados de janeiro. E este número continua aumentando exponencialmente a cada dia, já que é enorme a quantidade de pessoas em situação vulnerável – notadamente os moradores de rua – e as medidas sociais de urgência para protegê-las avança em ritmo mais lento que a queda de temperatura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do grande desafio social, ainda existem &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/neve-que-castiga-europa-provoca-danos-em-infraestrutura-e-redes-de-transporte"&gt;consequências econômicas importantes&lt;/a&gt; advindas do frio extremo: vias marítimas, rodoviárias e ferroviárias &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/neve-na-europa-danifica-infraestrutura-e-redes-de-transporte/n1597616049159.html"&gt;se tornam intransitáveis&lt;/a&gt;; safras agrícolas apodrecem antes de chegarem a seus destinos; &lt;a href="http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?id=1222817"&gt;cidades e até mesmo países (caso da Sérvia) são isolados&lt;/a&gt;, etc. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Na foto, vê-se uma pessoa passeando com seus cachorros sobre o Rio Danúbio, um dos mais importantes canais europeus – &lt;a href="http://www.d24am.com/noticias/mundo/onda-de-frio-na-europa-paralisa-navegacao-no-rio-danubio/50141"&gt;totalmente congelado!&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; Muitas vezes, estas consequências ultrapassam o nível local e alcançam os âmbitos nacional e internacional, influenciando o comportamento dos demais atores devido a características naturais imprevisíveis e/ou incontornáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desta situação de "estado de emergência" decretada em vários países, estudos concluem que &lt;a href="http://brasil247.com.br/pt/247/pernambuco247/40415/Frio-na-Europa-%C3%A9-fruto-do-aquecimento-global.htm"&gt;a intensidade deste inverno está diretamente relacionada à evolução do aquecimento global.&lt;/a&gt; Compreender em que medida a diminuição do gelo no Ártico influencia o frio europeu parece ser um grande desafio para geólogos e especialistas nesta área. Compreender de que forma a comunidade internacional vai se preparar daqui pra frente para enfrentar esta situação e buscar alternativas à sua intensificação é tarefa para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-4297843559024855553?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=dk4gC5yMSZ4:ue4OOhD-9e4:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/dk4gC5yMSZ4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/dk4gC5yMSZ4/congelando.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-B3L4Tmy-uXg/TzdkHiru-II/AAAAAAAACto/lIqSFeXOHWI/s72-c/post.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/congelando.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-49044219389875848</guid><pubDate>Fri, 10 Feb 2012 19:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-10T17:17:46.818-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Américas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Defesa; Segurança e Paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conflitos</category><title>As FARC, a Colômbia e um problema sem fim...</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[Pessoal, este é o primeiro post oficial do nosso novo colaborador, Cairo Junqueira! Porém, por motivos técnicos, hoje postaremos em seu lugar. Confiram esse polêmico debate!]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dG8iiLOGVPE/TzVsZ7YP67I/AAAAAAAAAes/jdUTczHPOV8/s1600/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 259px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-dG8iiLOGVPE/TzVsZ7YP67I/AAAAAAAAAes/jdUTczHPOV8/s400/clip_image002.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707587295453899698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Tensas relações, falta de diálogo e inquietação social são velhas preocupações vividas pelos colombianos em relação às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Embora a grande mídia não tenha divulgado muitas notícias recentes sobre estes fatos, o grupo continua agindo constantemente no &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5599375-EI8140,00-Apos+atentados+Farc+negam+campanha+terrorista+na+Colombia.html"&gt;território&lt;/a&gt; e coloca em questão a eficiência das políticas adotadas pelos últimos governos acerca da segurança nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Num primeiro momento, é importante dizer que a Colômbia é, e sempre foi, um país de contrastes. Durante as últimas décadas, tem apresentado os maiores índices de violência da região sul-americana, mas detém forte estabilidade econômica e política, haja vista que é a quarta economia da América Latina, estando atrás somente do Brasil, da Argentina e do México, e possui dois grandes partidos políticos que dominam o cenário nacional: o Liberal e o Conservador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;As FARC surgiram na década de 1960, mais precisamente em 1964, período em que também nasceram outras organizações contrárias à Frente Nacional (FN), a qual representava a alternância de poder dos dois partidos mencionados acima. Além das FARC, o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o M-19 tinham como objetivo a oposição ao Estado colombiano. Posteriormente, a década de 1980 representou a mais convulsionada do país devido à irrupção do narcotráfico e, a partir de 1990, uma série de medidas governamentais tentou colocar fim ao chamado “caos social” colombiano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Os presidentes César Gaviria (1990-1994) e Ernesto Pizano (1994-1998) apostaram na resolução pacífica com as guerrilhas, mas fracassaram. Consequentemente, começaram a surgir as organizações paramilitares, as quais são associações civis, armadas e sem vínculo com as forças militares nacionais. Com Andrés Pastrana (1998-2002), a experiência de desmilitarização também falhou e coube ao seu sucessor, Álvaro Uribe (2002-2010), a tentativa de minimizar os problemas do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Mesmo assim, no governo de Pastrana foi colocado em prática o Plano Colômbia, componente exclusivo para a luta contra o narcotráfico e os grupos armados. Baseando-se em inversão social, desenvolvimento alternativo e fortalecimento militar, o governo tinha como objetivo reduzir a produção de cocaína no país, mesmo que, para isso, precisasse fortemente do auxílio norte-americano. Para alguns &lt;a href="http://www.thedialogue.org/colombiadosdcadasdelaconstitucinde1991avancesdelarepresentacinyretosdelagobernabilidad2"&gt;especialistas&lt;/a&gt;, o plano fracassou na luta contra as drogas, contudo obteve sucesso no combate às forças contrainsurgentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Somente na década de 2000, com Uribe, entrou em cena a “segurança democrática”, uma politica central de governo para tentar recuperar o controle territorial, debilitar os grupos irregulares e assegurar o controle de liberdades à população. Sumariamente, caracterizou-se como uma medida para fortalecer e aumentar a presença do Estado em todo o território nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Foi este o legado deixado ao atual presidente, Juan Manuel Santos, como tentativa de dar maior suporte ao tão mencionado, nas Relações Internacionais, monopólio legítimo da força do Estado. Os desafios de Santos para com a Colômbia são inúmeros: resolução do conflito armado, consolidação do Estado de Direito, estabelecimento de uma maior conexão entre o governo central e os governos regionais, reavaliação das medidas antidrogas etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O cerne da questão é que as demandas colombianas, no que tange à ação de forças “antigovernamentais”, com destaque para as FARC, estão sendo resolvidas de forma parcial. O problema sem fim que mencionei no título vai muito além de medidas estatais para combater grupos revolucionários e paramilitares. A “segurança democrática” leva em consideração, também, uma maior participação popular e um maior diálogo entre esta e o governo. É isso que falta na Colômbia, mas deixemos para um futuro (talvez) não muito distante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-49044219389875848?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/bGGjVIoqD5M" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/bGGjVIoqD5M/as-farc-colombia-e-um-problema-sem-fim.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-dG8iiLOGVPE/TzVsZ7YP67I/AAAAAAAAAes/jdUTczHPOV8/s72-c/clip_image002.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/as-farc-colombia-e-um-problema-sem-fim.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-1747282252848559984</guid><pubDate>Thu, 09 Feb 2012 22:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-09T21:26:11.916-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Post Especial</category><title>Post especial - Boas-vindas!</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sonho que se sonha só&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É só um sonho que se sonha só&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas sonho que se sonha junto é realidade"&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estes versos da canção "Prelúdio", de Raul Seixas, de certa forma traduzem o histórico da Página Internacional: um "sonho" que começou em 2009 pela iniciativa do Alcir Candido e que, de lá pra cá, tem se tornado cada vez mais "realidade" a partir de um constante e prazeroso trabalho em equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, é com muita satisfação que neste post especial anunciamos a chegada do mais novo membro da Equipe Página Internacional! Nosso colega &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cairo Junqueira&lt;/span&gt;, a partir dessa semana, se junta ao grupo para nos brindar com suas ótimas análises, que temos certeza que em muito enriquecerão o conteúdo do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como os demais membros, Cairo é graduado em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) - Campus Franca, e neste ano de 2012 ingressa no curso de Mestrado também em Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB). Cairo tem se mostrado bastante prestativo e auxiliado o blog com entusiasmo, enviando postagens muito pertinentes como leitor. A partir de agora, semanalmente nos proporcionará a leitura de seus textos como colaborador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste post especial, damos as boas-vindas ao Cairo, agradecendo por seu interesse e desejando sucesso nessa nova etapa. Aproveitamos para agradecer ainda a todos os leitores que nos prestigiam e enviam seus textos para colaborar com este espaço. Juntos, esperamos seguir transformando nosso sonho em realidade diariamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-1747282252848559984?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/L_HMVT2tfJA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/L_HMVT2tfJA/post-especial-novo-colaborador.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/post-especial-novo-colaborador.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-3252134941042025208</guid><pubDate>Thu, 09 Feb 2012 01:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-09T01:32:20.831-02:00</atom:updated><title>Um jogo sem tempo</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oN63-a6QgMU/TzM6OdqivBI/AAAAAAAAAgM/WI4t_hopdOc/s1600/tragedia-egito-futebol-mortes4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-oN63-a6QgMU/TzM6OdqivBI/AAAAAAAAAgM/WI4t_hopdOc/s400/tragedia-egito-futebol-mortes4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706969172964195346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos jogos de futebol nem tudo é decidido no primeiro tempo. Para que isso aconteça é preciso que se esteja muito bem no jogo e que o adversário não tenha tanta reação. De maneira semelhante parece estar funcionando o jogo da transição para a democracia no Egito. Para que se tivesse obtido sucesso logo nos primeiros movimentos, seria preciso uma vontade muito grande de todos envolvidos (nisso também falo dos que tem cargos no governo). O que não ocorreu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, essa comparação com futebol poderia parecer banal para qualquer outro caso, mas, considerando que para o povo egípcio, esse esporte parece estar junto deles na “primavera egípcia”, é válido. Na tarde de 01 de fevereiro, o &lt;a href="http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2012/02/disturbios-em-jogo-de-futebol-deixam-25-mortos-no-egito.html"&gt;jogo entre dois times locais&lt;/a&gt; teve quatro gols, quase 74 mortos, 1000 feridos e foi marcado pelos dribles da polícia, que evitou ao máximo intervir nos momentos da tensão. Esse triste evento foi &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19593/irmandade+muculmana+acusa+simpatizantes+de+mubarak+por+tragedia+no+futebol+egipcio.shtml"&gt;também alvo de suspeitas.&lt;/a&gt; A inação da polícia não pode ter sido orientada pelo governo para mostrar que tudo andava muito instável?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer que seja a resposta que o povo encontrou, para um país que já se encontra em situação de incerteza sobre o futuro da democracia, a mínima dúvida sobre a integridade de um governo de transição já é capaz de alavancar mais protestos. E de fato ocorreu. O jogo foi um marco. Um triste marco para a história do esporte egípcio, mas, um &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19717/egito+volta+as+urnas+sob+protestos+e+confrontos.shtml"&gt;marco que garantiu novo fôlego &lt;/a&gt;para os protestos da população, &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/19661/as+torcidas+organizadas+e+a+revolucao+egipcia.shtml"&gt;encontrando nas torcidas organizadas&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19659/egito+registra+novos+confrontos+entre+torcedores+e+forcas+de+seguranca.shtml"&gt;o mais novo aliado&lt;/a&gt;&lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/19661/as+torcidas+organizadas+e+a+revolucao+egipcia.shtml"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas em qual tempo o jogo da democracia egípcia se encontra? Teríamos um empate ou a população já estaria perdendo depois dos lances de perigo que as respostas violentas da Junta Militar representaram? Bom, o cronograma adotado, diga-se de passagem, arbitrariamente, pelo governo está sendo seguido. O processo eleitoral do legislativo já vem sendo conduzido desde dezembro do passado e vai até o final de fevereiro. O registro dos candidatos para presidente também está marcado para o&lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19695/egito+inicia+registro+de+candidatos+a+presidencia+no+dia+10+de+marco.shtml"&gt; início de março&lt;/a&gt; e as &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19748/premie+egipcio+diz+que+junta+militar+permanecera+no+poder+ate+junho.shtml"&gt;eleições somente para junho.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, não é esse o cronograma que a população quer. Mesmo porque, em 11 de fevereiro, fará exatamente um ano que Mubarak deixou o poder. E para essa data, a festividade marcada foi uma &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/world/2012/feb/06/egyptian-activists-trials-ngo-workers"&gt;greve geral pelas eleições presidenciais&lt;/a&gt;. A promessa do governo é responder a esses eventos à altura, mantendo a fórmula anterior. E, ainda, há alguns casos, como o &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/world/2012/feb/06/egyptian-activists-trials-ngo-workers"&gt;julgamento judicial de 43 ONGs&lt;/a&gt; no país pró-democracia no país, dentre elas 19 estadunidenses, (justificando-se que estão sendo beneficiadas por governos e organizações estrangeiras para realizar atividades ilegais, para mais sobre as ONGs, clique &lt;a href="http://www.foreignpolicy.com/articles/2012/02/07/the_cairo_19"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.aljazeera.com/programmes/insidestory/2012/02/201227819457932.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), que levantam mais suspeitas de que o governo está querendo passar uma imagem de instabilidade para segurar-se no poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se pode dizer em que altura do jogo da democracia o Egito está. Em alguns momentos a população tem aquele gostinho de gol marcado. Logo depois já sentem o dissabor de um gol do adversário ao final do segundo tempo. A população tem jogado como se estivesse com pressa, na prorrogação. Já o governo, parece querer segurar o resultado, após um gol no início do jogo. Nesse jogo sem tempo, com cada time com uma percepção diferente do relógio, quem sai perdendo é o Egito todo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[É bacana lembrar o complexo e longo processo eleitoral do Egito, no qual cada votação é dividida por região em um sistema de eleições misto e complexo. &lt;a href="http://www.aljazeera.com/indepth/interactive/2011/11/20111121104852168402.html"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para um interessante quadro explicativo sobre ele.]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-3252134941042025208?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/GO3BGT8pqgQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/GO3BGT8pqgQ/um-jogo-sem-tempo.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-oN63-a6QgMU/TzM6OdqivBI/AAAAAAAAAgM/WI4t_hopdOc/s72-c/tragedia-egito-futebol-mortes4.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/um-jogo-sem-tempo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-1158379341577710207</guid><pubDate>Tue, 07 Feb 2012 22:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-07T20:47:54.903-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conversando com a Teoria</category><title>Conversando com a Teoria</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Damos continuidade à nossa conversa com a teoria falando “dos” Neorrealismos... Mas como assim? Afinal, quando falamos de Neorrealismo logo se pensa em Waltz – e foi dele que tratamos até agora; nada mais justo, considerando que foi o primeiro a articular essas ideias. Porém, vida de estudante de Relações Internacionais não é fácil, e mesmo um ramo de pensamento relativamente coeso como esse tem montes de subdivisões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, pra se ter uma ideia, para ficarmos apenas na divisão “histórica”, temos a divisão entre Neorrealismo e Realismo Neoclássico: enquanto o primeiro busca apenas determinar conseqüências da atuação dos Estados no sistema, o segundo entra no aspecto do comportamento e razões dos mesmos (assim como no Realismo “original”). Ou seja, grosso modo é mais ou menos como um conflito entre conseqüências e motivações, com as teorias analisando os mesmos fenômenos mas com objetivos diferentes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, temos a divisão, essa mais conhecida, entre os Realismos Ofensivo e Defensivo. E vejam só: essas divisões (para ficar apenas nas mais conhecidas e simplificar), não se anulam, e sim se sobrepõem, formando na verdade um quadro analítico bastante complexo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-jkqETtxpr0s/TzGppKnP6KI/AAAAAAAAAeg/b7rXIZkfW04/s400/robert%2Bjervis.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706528727543834786" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 225px; height: 341px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span &gt;Robert Jervis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Defensivo é o tradicional, que tem origem em Waltz (e sua tradição do balanço do poderes) e Robert Jervis, com suas teorizações acerca do dilema de segurança (brevemente, quando um Estado busca sua segurança gera insegurança para os demais Estados). O nome diz tudo – a sobrevivência do Estado vem da capacidade de lidar com a divisão de poder na estrutura internacional e se impor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os Defensivos se destaca Stephen Walt, um Neoclássico, que defende a teoria do Balanço de Ameaças, separando os termos “poder” e “ameaça” como elementos distintos na condução da política internacional: apenas quando uma soma de fatores de certo Estado como força bruta, proximidade geográfica, capacidades e intenções se mostrar como uma ameaça, é que outro Estado vai tentar crescer pra balancear aquele que ameaça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já a vertente ofensiva, apesar de ter ficado famosa com John Mearsheimer, tem origem na teoria hegemônica vista em Robert Gilpin (aquele da economia), em que a estabilidade viria de um Estado hegemônico no sistema. Assim como o ramo defensivo adota as idéias de Waltz, o ofensivo parte da hegemonia de Gilpin, mas indo pelo lado de que não basta para o Estado se adaptar à divisão de poder da estrutura, mas sim “criar” condições ideais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-vwtoSmRLY6g/TzGpMMZruyI/AAAAAAAAAeU/4Kq2txKiyRI/s400/john%2Bmearsheimer.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706528229807602466" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 363px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;John Mearsheimer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais famoso dessa leva, Mearsheimer, por exemplo, seria um Neorrealista Ofensivo – sua teorização da política de grandes potências evoca uma posição de destaque para os EUA, mesmo que apenas como um hegemon regional. Mas não se enganem com o título! Ser ofensivo não significa necessariamente ser favorável à guerra. Mearsheimer é um dos grandes críticos da condução da guerra no &lt;a href="http://mearsheimer.uchicago.edu/pdfs/A0050.pdf"&gt;Afeganistão&lt;/a&gt; e do modo como Israel lida com os Palestinos; ao mesmo tempo, considera um erro a aproximação econômica com a &lt;a href="http://mearsheimer.uchicago.edu/pdfs/A0056.pdf"&gt;China&lt;/a&gt; (que seria estar municiando um futuro inimigo). No caso, ser “ofensivo” seria apenas se tornar “menos amistoso”...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito confuso? Não é tão ruim quanto parece – o Neoliberalismo consegue ser ainda pior quando falamos em ramificações. É claro que essa análise varia de autor para autor – há quem considere, por exemplo, Barry Buzan (um autor mais ligado à Escola Inglesa) e Samuel Huntington (aquele do “choque de civilizações”) autores neorrealistas. Rotulações à parte, o que importa é que para esses autores o Estado ainda é o ator principal, e a distribuição de poderes no sistema sempre leva à consideração, para o bem ou para o mal, do conflito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um artigo interessante sobre o tema (e com uns quadros bastante explicativos) pode ser visto &lt;a href="http://www.irchina.org/en/pdf/liu&amp;amp;zhang.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Até a próxima!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-1158379341577710207?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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Afinal, quando falamos de Neorrealismo logo se pensa em Waltz – e foi dele que tratamos até agora; nada mais justo, considerando que foi o primeiro a articular</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</itunes:author><itunes:summary>Damos continuidade à nossa conversa com a teoria falando “dos” Neorrealismos... Mas como assim? Afinal, quando falamos de Neorrealismo logo se pensa em Waltz – e foi dele que tratamos até agora; nada mais justo, considerando que foi o primeiro a articular essas ideias. Porém, vida de estudante de Relações Internacionais não é fácil, e mesmo um ramo de pensamento relativamente coeso como esse tem montes de subdivisões. Bom, pra se ter uma ideia, para ficarmos apenas na divisão “histórica”, temos a divisão entre Neorrealismo e Realismo Neoclássico: enquanto o primeiro busca apenas determinar conseqüências da atuação dos Estados no sistema, o segundo entra no aspecto do comportamento e razões dos mesmos (assim como no Realismo “original”). Ou seja, grosso modo é mais ou menos como um conflito entre conseqüências e motivações, com as teorias analisando os mesmos fenômenos mas com objetivos diferentes. Por outro lado, temos a divisão, essa mais conhecida, entre os Realismos Ofensivo e Defensivo. E vejam só: essas divisões (para ficar apenas nas mais conhecidas e simplificar), não se anulam, e sim se sobrepõem, formando na verdade um quadro analítico bastante complexo. Robert Jervis O Defensivo é o tradicional, que tem origem em Waltz (e sua tradição do balanço do poderes) e Robert Jervis, com suas teorizações acerca do dilema de segurança (brevemente, quando um Estado busca sua segurança gera insegurança para os demais Estados). O nome diz tudo – a sobrevivência do Estado vem da capacidade de lidar com a divisão de poder na estrutura internacional e se impor. Entre os Defensivos se destaca Stephen Walt, um Neoclássico, que defende a teoria do Balanço de Ameaças, separando os termos “poder” e “ameaça” como elementos distintos na condução da política internacional: apenas quando uma soma de fatores de certo Estado como força bruta, proximidade geográfica, capacidades e intenções se mostrar como uma ameaça, é que outro Estado vai tentar crescer pra balancear aquele que ameaça. Já a vertente ofensiva, apesar de ter ficado famosa com John Mearsheimer, tem origem na teoria hegemônica vista em Robert Gilpin (aquele da economia), em que a estabilidade viria de um Estado hegemônico no sistema. Assim como o ramo defensivo adota as idéias de Waltz, o ofensivo parte da hegemonia de Gilpin, mas indo pelo lado de que não basta para o Estado se adaptar à divisão de poder da estrutura, mas sim “criar” condições ideais. John Mearsheimer O mais famoso dessa leva, Mearsheimer, por exemplo, seria um Neorrealista Ofensivo – sua teorização da política de grandes potências evoca uma posição de destaque para os EUA, mesmo que apenas como um hegemon regional. Mas não se enganem com o título! Ser ofensivo não significa necessariamente ser favorável à guerra. Mearsheimer é um dos grandes críticos da condução da guerra no Afeganistão e do modo como Israel lida com os Palestinos; ao mesmo tempo, considera um erro a aproximação econômica com a China (que seria estar municiando um futuro inimigo). No caso, ser “ofensivo” seria apenas se tornar “menos amistoso”... Muito confuso? Não é tão ruim quanto parece – o Neoliberalismo consegue ser ainda pior quando falamos em ramificações. É claro que essa análise varia de autor para autor – há quem considere, por exemplo, Barry Buzan (um autor mais ligado à Escola Inglesa) e Samuel Huntington (aquele do “choque de civilizações”) autores neorrealistas. Rotulações à parte, o que importa é que para esses autores o Estado ainda é o ator principal, e a distribuição de poderes no sistema sempre leva à consideração, para o bem ou para o mal, do conflito. Um artigo interessante sobre o tema (e com uns quadros bastante explicativos) pode ser visto aqui. Até a próxima!</itunes:summary><itunes:keywords>Conversando com a Teoria</itunes:keywords><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/conversando-com-teoria.html</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~5/SnSE09-foCk/A0050.pdf" length="29881" type="application/pdf" /><feedburner:origEnclosureLink>http://mearsheimer.uchicago.edu/pdfs/A0050.pdf</feedburner:origEnclosureLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-8113519769817367693</guid><pubDate>Mon, 06 Feb 2012 13:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-06T11:33:03.185-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Organizações Internacionais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Europa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Economia</category><title>A próxima vítima</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dc1Ja87S_Co/Ty_WB0w02pI/AAAAAAAAAeI/9D_Oqzl7lJs/s1600/boc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-dc1Ja87S_Co/Ty_WB0w02pI/AAAAAAAAAeI/9D_Oqzl7lJs/s400/boc.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706014579733355154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caiu mais um ministro. Mas não, não estamos falando do Brasil – a Página é “Internacional”, oras. Na tempestade europeia, é a vez do Primeiro-Minstro da Romênia dar &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,primeiro-ministro-da-romenia-renuncia-apos-protestos-contra-cortes,832018,0.htm"&gt;adeus&lt;/a&gt; ao governo e se juntar a um seleto grupo de governantes que foi devidamente defenestrado por causa da crise.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nome da vez é Emil Boc, conservador, que renunciou, além das acusações de autoritarismo junto com o presidente Traian Basescu, pela rejeição popular a medidas de austeridade econômica. O roteiro é bem parecido com o de muitos outros países europeus: na Irlanda, Reino Unido, Portugal, Espanha, Holanda e Dinamarca, foi por meio do voto, enquanto na Itália e na Grécia a coisa foi mais dramática, com renúncia dos líderes pra evitar o pior. Em todos os casos, “crise econômica” era o denominador comum. E persistindo a crise, outros mais podem cair.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria interessante fazer esse exercício de previsão. Quem seria o próximo? Começando por Alemanha e França, os mais pujantes, a chance é muito maior para o segundo país. A Alemanha continua firme e forte enquanto a França tem um governo desgastado e que carrega o peso de decisões ruins e escândalos de monsieur Sarkozy – não cai, mas tampouco será reeleito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais para o leste, os países parecem, nesse momento, estar com preocupações mais urgentes, como a onda de frio que já matou mais de 300 pessoas. Isso não impede, por exemplo, que na República Checa haja uma &lt;a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,rejeicao-da-republica-checa-ao-pacto-fiscal-da-ue-expoe-divisao-no-governo,101225,0.htm"&gt;controvérsia&lt;/a&gt; que rachou o governo – o país não faz parte da zona do Euro, mas precisa acatar medidas de austeridade para, em alguma hora, aderir à moeda comum. Não é uma queda iminente, mas a luz amarela está acesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nem mesmo nos países onde a coisa parecia resolvida (em termos de queda de governo, claro...) as coisas vão bem. Na Grécia, o governo que entrou há três meses já estoura prazos de negociação e &lt;a href="http://estadao.br.msn.com/economia/impasse-pode-derrubar-governo-grego"&gt;pode cair&lt;/a&gt; por causa desse impasse na redução de gastos. Se der errado, (já se fala em algo mais drástico como uma moratória), vai levar meia Europa junto. Mesmo na &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,presidente-da-islandia-anuncia-que-deixara-cargo-neste-ano,817413,0.htm"&gt;Islândia&lt;/a&gt;, que já mencionei &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/11/cai-cai.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; como um caso exemplar de como lidar com a crise, o presidente vai renunciar depois de 16 anos por conta de um impasse na negociação de dívida com bancos holandeses e britânicos.&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A grande ironia de tudo isso é que a salvação deve vir de fora. A &lt;a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=557022"&gt;China&lt;/a&gt; tem muito interesse em uma Europa estável, como seu principal mercado de exportação. A Alemanha já fez sua parte, &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=535341"&gt;cortejando&lt;/a&gt; Beijing para aumentar sua parcela de ajuda nos fundos de resgate europeus, e parece que nas negociações multilaterais a China é a única que deve ter força (leia-se, grana) suficiente para evitar essa matança em série de gabinetes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-8113519769817367693?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=PyQUP3zcJ-I:erphUh1vASE:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/PyQUP3zcJ-I" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/PyQUP3zcJ-I/proxima-vitima.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-dc1Ja87S_Co/Ty_WB0w02pI/AAAAAAAAAeI/9D_Oqzl7lJs/s72-c/boc.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/proxima-vitima.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-738168244730464891</guid><pubDate>Sun, 05 Feb 2012 14:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-05T13:10:36.155-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oriente Médio e Mundo Islâmico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conflitos</category><title>Licença para matar com impunidade?</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8e6sRq0ypXs/Ty6bNMTxV9I/AAAAAAAACtE/uL0RMcASnN0/s1600/post.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8e6sRq0ypXs/Ty6bNMTxV9I/AAAAAAAACtE/uL0RMcASnN0/s320/post.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705668428869752786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE81400720120205?sp=true"&gt;"Licença para matar com impunidade"&lt;/a&gt; foi como o Conselho Nacional Sírio (representante dos grupos de oposição) caracterizou o veto de China e Rússia ontem contra a proposta do Conselho de Segurança das Nações Unidas em relação à crise Síria. A resolução se baseava no apoio ao plano de paz da Liga Árabe, &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120204_siria_onu_fn.shtml"&gt;indicando a necessidade de renúncia de Bashar al-Assad, atual presidente sírio.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China e, especialmente, a Rússia possuem fortes laços geopolíticos e econômicos com o governo da Síria, e já haviam declarado publicamente a recusa contra qualquer resolução que visasse uma &lt;a href="http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE81400720120205?sp=true"&gt;"mudança de regime"&lt;/a&gt;. O bom e velho debate entre soberania e intervenção humanitária volta à tona na análise do caso sírio... [Veja recente &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/o-pior-cego.html"&gt;post no blog a este respeito aqui.&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto conflitos com grandes perdas humanas podem ser aceitos pela comunidade internacional como "assuntos internos", sem que qualquer intervenção seja arquitetada? Mas até que ponto os interesses de uma intervenção deste tipo são estritamente humanitários? Por que existem crises que parecem ser simplesmente esquecidas pela comunidade internacional, na medida em que não se encontram relacionadas a nenhum interesse estratégico paralelo? [O clássico caso de Ruanda em 1994 ainda é o melhor exemplo desta última afirmação.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação da Síria vem se tornando cada vez mais caótica desde meados de março do ano passado, quando as manifestações contra o governo começaram, inspiradas pelo sucesso da "Primavera Árabe" no Egito e na Tunísia. Em meio aos conflitos entre os grupos armados e as forças repressivas governamentais, milhares de civis foram &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5595712-EI17594,00-Siria+tem+novo+dia+de+repressao+pelo+menos+pessoas+morrem.html"&gt;(ou estão sendo)&lt;/a&gt; mortos, e centenas de milhares indiretamente afetados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bZF32fox458/Ty6bZ8ZBvlI/AAAAAAAACtc/PeB__OsqiKY/s1600/post2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 258px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-bZF32fox458/Ty6bZ8ZBvlI/AAAAAAAACtc/PeB__OsqiKY/s400/post2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705668647935131218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O histórico da crise que está prestes a completar um ano impressiona não apenas por seus números e características, mas também pela visível ineficácia dos mecanismos multilaterais existentes em resolver a questão. [Entenda os aspectos básicos da crise &lt;a href="http://oglobo.globo.com/mundo/entenda-crise-na-siria-2878323"&gt;por meio deste texto.&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o veto deste sábado na ONU, o assunto continua sem perspectiva de resolução prática a curto prazo e alternativas de resposta da comunidade internacional devem ser repensadas, rediscutidas, reapresentadas... uma importante questão levantada em meio às discussões desta semana no Conselho de Segurança a respeito da Síria foi a seguinte: &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2012/02/01/mais-mortes-na-siria-enquanto-russia-resiste-a-acao-da-onu.htm"&gt;"Quantos civis inocentes ainda vão morrer antes que este país esteja pronto para seguir em frente?"&lt;/a&gt;. Boa pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-738168244730464891?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=UATNQFTfEJc:gMu2KXMu5VA:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/UATNQFTfEJc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/UATNQFTfEJc/licenca-para-matar-com-impunidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-8e6sRq0ypXs/Ty6bNMTxV9I/AAAAAAAACtE/uL0RMcASnN0/s72-c/post.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/licenca-para-matar-com-impunidade.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-8771278165730296168</guid><pubDate>Thu, 02 Feb 2012 19:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-03T12:48:20.692-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Américas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><title>Falar ou não falar? Eis a questão...</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Z4TyWzIgcwA/TyrhWLMDGBI/AAAAAAAAAf0/cOB3n14U0j0/s1600/size_590_dilma-raul-castro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Z4TyWzIgcwA/TyrhWLMDGBI/AAAAAAAAAf0/cOB3n14U0j0/s320/size_590_dilma-raul-castro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704619649094850578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos últimos dias foi realizada a primeira grande viagem internacional de Dilma em 2012. Desta vez, a presidente deu o ar da graça em Havana, a &lt;a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203920204577195323279961812.html?KEYWORDS=JOHN+LYONS"&gt;capital cubana&lt;/a&gt;. Como já tratado aqui no blog, esse encontro representou uma mostra da diversificação diplomática do governo e um reforço para agenda multilateral brasileira. Da mesma forma, possibilitou &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,em-cuba-dilma-diz-que-direitos-humanos-sao-questao-multilateral,829555,0.htm"&gt;largos investimentos subsidiados em infra-estrutura no país&lt;/a&gt; e l&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,longe-de-dissidentes-dilma-chega-a-cuba-com-linha-de-credito-milionaria,829208,0.htm"&gt;inhas de crédito brasileiras&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, não foi esse o tom da avaliação da mídia e dos &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,brasil-tem-de-defender-os-direitos-humanos-,829888,0.htm"&gt;dissidentes&lt;/a&gt; sobre a visita. Muitos dos jornais e revistas destacaram uma questão que sempre emerge quando o assunto é Cuba. E os direitos humanos? Nada diferente do que se imaginava ocorreu. Do que se sabe, a comitiva de Dilma não saiu da reunião com Raúl Castro mencionando publicamente as violações de direitos humanos ou mesmo tratando da morte de um dissidente cubano vinculada à sua greve de fome.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas e aí, falar ou não falar de direitos humanos no país? Eis a questão! Bom, sendo essa uma questão tão delicada e polêmica, sabe-se que o Itamaraty entende que esse não é o ponto principal de negociação desta vez. Talvez porque se tema que uma postura&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,em-cuba-dilma-diz-que-direitos-humanos-nao-podem-ser-arma-ideologica,829549,0.htm"&gt; ideológica&lt;/a&gt; (aqui falo em termos de política externa, uma postura ideológica, de alinhamento por ideais, ou pragmática, de negociações com todos) nos remeta aos distantes tempos de Guerra Fria e impeça o procedimento de negociações que garantam capital político e, mais adiante, um status concreto de líder regional.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se falássemos? Bom, ao que me parece, tudo depende de como poderia ser falado. No momento atual, de negociações bilionárias para a reconstrução do porto de Mariel, financiada pelo BNDES, talvez não fosse mesmo apropriada uma declaração pública no país. Todavia, um &lt;a href="http://www.transparenciacapixaba.org.br/noticia-detalhe.aspx?idNot=DILMA+EM+CUBA"&gt;editorial da Folha de S. Paulo no último dia 28&lt;/a&gt;, indicou uma possibilidade interessante. Uma breve e singela menção antes de embarcar poderia não ser de todo ruim. O problema, como já disse, são os interesses e ambições da diplomacia brasileira. A ambição política de potência global com o apoio da América Latina e os interesses econômicos regionais podem estar atando as mãos do governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de toda essa discussão, já temos uma mudança. A concessão do visto de turista para a blogueira cubana Yoani Sánchez (o primeiro passo para que Cuba libere sua saída do país) já ocorreu. Essa já é a quinta vez que a blogueira pede visto brasileiro e, alguns poucos dias antes da viagem a Cuba, o Itamaraty concedeu a autorização. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser que haja mais coisas entre o céu e a diplomacia do que imaginam que sonha nossas vãs suposições ou a diplomacia brasileira está dando seu recado&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-nao-se-omitiu-sobre-direitos-humanos-diz-ministro,830458,0.htm"&gt; nas entrelinhas&lt;/a&gt;. Atualmente é difícil romperem-se posturas internacionais da noite para o dia dentro de um mesmo partido no poder. Já uma mudança gradual, parece ser bem possível. E a concessão do visto à cubana pode ser a indicação de que o Itamaraty não esteja ignorando os críticos do regime cubano, mas que apenas não está preparado para movimentos bruscos. Talvez essa seja “a breve declaração antes de embarcar...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-8771278165730296168?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=_5A-1GZSUWg:_Xq337G7oJs:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/_5A-1GZSUWg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/_5A-1GZSUWg/falar-ou-nao-falar-eis-questao.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-Z4TyWzIgcwA/TyrhWLMDGBI/AAAAAAAAAf0/cOB3n14U0j0/s72-c/size_590_dilma-raul-castro.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/02/falar-ou-nao-falar-eis-questao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-384639147417482558</guid><pubDate>Tue, 31 Jan 2012 01:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-31T11:37:19.193-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conversando com a Teoria</category><title>Conversando com a teoria</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Qky-xIJHwDY/TydmRmApB6I/AAAAAAAAAfc/YfYltJj6NGo/s1600/mundo%2Bmetal.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 291px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Qky-xIJHwDY/TydmRmApB6I/AAAAAAAAAfc/YfYltJj6NGo/s400/mundo%2Bmetal.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703639905535068066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Que entre o Neorrealismo!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No último post tratamos da primeira obra de Kenneth Waltz. Dissemos que ela estabelecia as bases para uma atualização de um realismo que lentamente caminhava pelo pântano do descrédito. Essas bases viriam a sustentar uma nova versão da teoria realista, publicada mais de 20 anos depois, no livro “Teoria da Política Internacional” (do inglês, “&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Theory_of_International_Politics"&gt;Theory of International Politics”&lt;/a&gt;), cujo objetivo era ser mais científica e fundamentada que as demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao averiguar que a base científica das teorias de política internacional até o momento era fraca, Waltz definiu um caminho para que se obtenha uma teoria satisfatória e buscou trazer um modelo que seguisse essa cientificidade. Para tanto, o primeiro passo seria necessário desenvolver uma construção intelectual que parta da identificação de um domínio estudado como isolado dos demais. A partir daí, grosso modo, seria preciso deixar de lado todas as outras questões que não são centrais para a teoria, estabelecer algumas relações entre os elementos que se selecionou e exercer a criatividade para criar um modelo ideal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para entendermos em termos concretos, vamos à própria política internacional. Sabe-se que na realidade, a política, a economia, a cultura e a história são elementos inseparáveis. Todavia, para o autor, uma teoria da política internacional de grande potencial explicativo seria aquela capaz de identificar a excentricidade, a diferença ou a característica determinante dessa área. E o cerne, o fator que caracterizaria e possibilitaria pensar o sistema da política internacional como um todo, seria a “estrutura política”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é o conceito-chave do neorrealismo waltziano, também conhecido como realismo estrutural. Mas o que seria essa tal estrutura?  Bom, é um conceito não-concreto que se baseia em dois elementos, a distribuição de capacidades entre as unidades e um princípio ordenador. Pensemos no mercado como analogia. Primeiro, as pessoas ao interagirem comercialmente, o criaram. Logo menos, não tinham mais controle sobre ele, passando a sofrer influências e pressões dele emergentes. Para outra analogia poderíamos pensar em uma estrutura metálica de uma construção. Ela fornece as bases e, paralelamente, impede que as paredes, o teto e os cômodos saiam do lugar; em outras palavras, exerce uma “constrição”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim funciona a estrutura na política internacional. Em um ambiente de anarquia (princípio ordenador), as interações entre os Estados (unidades do sistema), com capacidades diferentes (poderio econômico e militar) vivem sob uma estrutura que atua como uma espécie de força que limita e constringe a ação das unidades no plano internacional. Por que o Brasil tem tanta dificuldade de consolidar sua candidatura ao Conselho de Segurança da ONU? Por que a reforma dos organismos internacionais é tão difícil? A estrutura talvez ofereça uma interessante resposta para essas perguntas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse conceito seria definido por esses dois elementos centrais, o princípio ordenador, no caso a anarquia, e a distribuição de capacidades, que gera uma força limitante na atuação dos Estados. Se a tal distribuição de capacidades for alterada, o sistema pode até mudar de característica (um exemplo é o fim da Guerra Fria, deixando de ser bipolar para ser unipolar), mas a estrutura continuará existindo, em todo o seu esplendor, constringindo e limitando a atuação dos países no plano internacional. Bom, como já se pode ver por outras obras do autor, o nível do sistema internacional é muito valorizado por ele para analisar a política. Waltz introduz o mundo ao neorrealismo e abre novas portas para formas de análise, garantindo força e vitalidade para o realismo. Até a próxima semana!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[Para uma interessante entrevista com Waltz sobre sua teoria, clique &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=F9eV5gPlPZg"&gt;aqui&lt;/a&gt;]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-384639147417482558?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=q4bj2EeSnTQ:k0omWAuLbQA:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/q4bj2EeSnTQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/q4bj2EeSnTQ/que-entre-o-neorrealismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-Qky-xIJHwDY/TydmRmApB6I/AAAAAAAAAfc/YfYltJj6NGo/s72-c/mundo%2Bmetal.png" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/que-entre-o-neorrealismo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-4252924508986918288</guid><pubDate>Sun, 29 Jan 2012 23:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-29T21:44:00.115-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direitos Humanos e Assistência Humanitária</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Organizações Internacionais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polêmica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Defesa; Segurança e Paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oriente Médio e Mundo Islâmico</category><title>O pior cego...</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aXTycFqoFIg/TyXZSTPc7TI/AAAAAAAAAd8/A2hT0ZFKT9M/s1600/3-monkeys.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 258px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-aXTycFqoFIg/TyXZSTPc7TI/AAAAAAAAAd8/A2hT0ZFKT9M/s400/3-monkeys.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703203411560557874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... é o que não quer ver, e no caso da ONU a coisa tá feia. A situação de repressão na Síria está atingindo níveis alarmantes, com mais de 60 mortes somente nesse fim de semana. Enquanto isso, os baluartes da democracia continuam a pressionar o Irã por conta de seu programa nucelar, com sanções econômicas e aqueles divertidos jogos de guerra no mar da Arábia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São dois os problemas aqui. O primeiro é de ordem prática. Se dá muita importância ao Irã, mas quem está endurecendo as negociações são os próprios países ocidentais. Muita gente da região, inclusive de Israel, acha uma péssima ideia que haja um ataque militar ao Irã (o que parece se encaminhar cada vez mais, e isso numa semana crítica, com visita de inspetores da AIEA...). Ao mesmo tempo, uma bomba relógio que é essa crise na Síria (que afeta, em teoria, todos os países vizinhos e pode por muito mais a perder para Israel que o caso do Irã) vira um tema secundário de notas de telejornal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso leva ao segundo problema – interesses. Quando falamos em atuação do Conselho de Segurança da ONU, nesses dois casos temos uma divisão de interesses nos cinco permanentes, com EUA, Reino Unido e França de um lado do ringue contra China e Rússia. No caso do Irã até que os dois últimos cederam um pouco e o Irã está meio que sem sua blindagem no Conselho. Mas, no caso da Síria, principalmente a Rússia defende com unhas e dentes que não haja a brecha para a possibilidade de intervenção, e vai &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,russia-vetara-esboco-de-resolucao-contra-a-siria-no-conselho-de-seguranca,827992,0.htm"&gt;vetar&lt;/a&gt; qualquer resolução nesse sentido. No discurso, a defesa do não-intervencionismo é muito bonita, mas na prática o que temos é um grande comprador de armamento e recursos energéticos sendo defendido pelo seu “patrono”. Nada mais pragmático, a não ser quando vemos que, do jeito que as coisas estão ruins, &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,liga-arabe--suspende--missao-na-siria-,828536,0.htm"&gt;suspenderam&lt;/a&gt; hoje mesmo  a missão de observadores da Liga Árabe (entendida como um último esforço de negociação pra acabar com os massacres), e moralmente parece inaceitável essa posição da Rússia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é que a ONU não se pronuncie ou se posicione contra isso. O que escandaliza é ver como um interesse específico atravanca um processo todo, e como a organização fica de mãos atadas. Não é que eu esteja defendendo a intervenção (mesmo por que isso também tem seus interesses...), mas ao mesmo tempo a inação é uma coisa incômoda. Esse dilema entre o seguir as regras do jogo deixando o sangue jorrar ou derrubar a mesa e terminar com a catástrofe humanitária foi o mote de toda a discussão da intervenção na Líbia ano passado. E é claro que se a resposta fosse fácil não estaríamos discutindo isso até agora...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-4252924508986918288?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=m0OVFzh_Pgo:6SMOIVYxfTw:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/m0OVFzh_Pgo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/m0OVFzh_Pgo/o-pior-cego.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-aXTycFqoFIg/TyXZSTPc7TI/AAAAAAAAAd8/A2hT0ZFKT9M/s72-c/3-monkeys.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/o-pior-cego.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-4475412987199573667</guid><pubDate>Sun, 29 Jan 2012 01:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-25T23:14:42.222-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Américas</category><title>O lugar mais radical e interessante na Terra?</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wuh2uak_QP0/TySbaXaKkVI/AAAAAAAAAWc/j9PIuqwYSSk/s1600/5042384062_b31e049269_z.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-wuh2uak_QP0/TySbaXaKkVI/AAAAAAAAAWc/j9PIuqwYSSk/s320/5042384062_b31e049269_z.jpg" width="314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Há cerca de uma semana, me
deparei com um &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2012/jan/19/ecuador-radical-exciting-place"&gt;artigo&lt;/a&gt; interessante. O seu título: Poderia ser o &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/02/equador.html"&gt;Equador&lt;/a&gt; o lugar
mais radical e excitante da Terra? Segundo a autora, uma correspondente do
jornal britânico “The Guardian”, alguns elementos recentes deste país indicam
um novo paradigma para o desenvolvimento. Muito do que foi construído através
da vontade política do governo teve de subjugar condições econômicas incertas. Ainda assim emergiu um novo modelo. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Muito do que é comentado no
artigo remete a temas já tratados aqui no blog, entre eles cabe ressaltar: a
&lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2010/09/equador-instabilidade-politica-e-suas.html"&gt;instabilidade&lt;/a&gt; política, os problemas econômicos que levaram a dolarização e a
forte desigualdade social. Além disso, um outro fator (relegado pela autora)
teve grande influência no Equador de hoje. Refiro-me à corrupção, dando ensejo
a cenas tragicômicas, como ousadas tentativas de fuga do país ou mesmo
ex-presidentes acionando a Corte Interamericana dos Direitos Humanos contra seu
próprio país. Nem mesmo a Junta de Salvação Nacional, constituída em 2000 com
participação militar, foi capaz de efetivamente salvar o país.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O martírio, pelo menos o
político, parece ter terminado. O governo atual é o mais estável dos últimos
tempos, fundado em uma nova constituição e com índices de aprovação acima dos
70%. Muitas são as críticas ao presidente &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/10/ha-um-ano.html"&gt;Correa&lt;/a&gt;, internas e, por vezes,
externas. Contudo, é inegável que houve uma melhora sensível em diferentes
aspectos. No artigo em questão são citados fatores que promoveram melhoras, como
o aumento das receitas advindas da extração de petróleo e dos impostos para
empresas privadas, assim como a expansão dos gastos públicos. Podemos ainda destacar os investimentos sociais (que dobraram) e a diversificação dos
parceiros comerciais. Como conclusão, a autora toma o exemplo equatoriano como
inspiração, uma vez que, para ela, o resto do mundo poderia aprender muito com
este experimento em curso no país. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Resta saber, qual a direção da
&lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2010/06/revolucao-cidada-esta-em-curso.html"&gt;revolução cidadã&lt;/a&gt;? O aumento da arrecadação pública possibilitou a expansão de
programas e políticas que visam o bem-estar da população. São iniciativas que
interministeriais baseadas em objetivos claros. Um ponto segue indefinido.
Haverá uma continuidade democrática no Equador? Caso Rafael Correa projete sua
permanência no poder por vários mandatos consecutivos, tal como Chávez na
Venezuela, certamente fortalecerá as vozes que afirmam haver um plano de poder
pessoal em andamento. Uma decisão errada, neste sentido, pode ameaçar o
conquistado até agora e devolver o país para aquele cenário de instabilidade.
Quem sabe &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/05/equador-reflexoes-finais.html"&gt;Correa&lt;/a&gt; não encontre um sucessor tão ou mais aprovado que ele mesmo.
&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/1037642-aprovacao-de-dilma-supera-a-de-lula-apos-primeiro-ano.shtml"&gt;Dilma&lt;/a&gt;, sucessora de Lula, parece ser um exemplo a ser considerado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-4475412987199573667?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=4UedwO1__Ms:VoRKLxCqQWQ:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/4UedwO1__Ms" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/4UedwO1__Ms/o-lugar-mais-radical-e-interessante-na.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Felipe Kitamura)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-wuh2uak_QP0/TySbaXaKkVI/AAAAAAAAAWc/j9PIuqwYSSk/s72-c/5042384062_b31e049269_z.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/o-lugar-mais-radical-e-interessante-na.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-1166286727680930158</guid><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 21:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-27T19:29:57.209-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polêmica</category><title>Massacre de Pinheirinho</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hkMx3CD35Jk/TyMTEv8MUBI/AAAAAAAACs4/p40Cp6XxipM/s1600/post.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 198px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-hkMx3CD35Jk/TyMTEv8MUBI/AAAAAAAACs4/p40Cp6XxipM/s320/post.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702422525490515986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Massacre de Pinheirinho". Apesar de o Brasil usualmente não ser conhecido como um país conflituoso, este é o nome com o qual está adquirindo repercussão nacional e internacional o complexo incidente envolvendo os moradores da ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos/SP. Com ampla cobertura da mídia, &lt;a href="http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6101-desocupacao-da-favela-pinheirinho#foto-114536"&gt;novas (e chocantes) imagens&lt;/a&gt; são divulgadas a cada dia mostrando uma verdadeira situação de guerra entre os moradores e a polícia, marcada por forte desrespeito aos Direitos Humanos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Completo artigo para o entendimento dos detalhes da situação &lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2446-pinheirinho-jornalista-de-caros-amigos-narra-os-abusos-em-s-j-dos-campos"&gt;pode ser encontrado aqui&lt;/a&gt;.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pinheirinho corresponde a um terreno equivalente a &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120124_pinheirinho_sp_galeria_foto_mm.shtml"&gt;três vezes a área total do Vaticano&lt;/a&gt; (e, portanto, com altíssimo valor imobiliário), pertencendo ao polêmico empresário &lt;a href="http://veja.abril.com.br/infograficos/rede-escandalos/perfil/naji-nahas.shtml"&gt;Naji Nahas&lt;/a&gt;, o qual protagonizou diversos escândalos financeiros desde a década de 1980 e possui um montante gigantesco de dívidas acumuladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupado há quase uma década, o caso alcançou a mídia nacional (&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2012/jan/24/brazil-pinheirinho-eviction-inspiration"&gt;e internacional!&lt;/a&gt;) nos últimos dias devido aos esforços para a desocupação do terreno que tramitaram em âmbitos judiciais estaduais e federais. Apesar de negada em instâncias federais, a ordem de desocupação foi autorizada pelo juizado do estado de São Paulo, com a &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120124_entrevista_pinheirinho_pu.shtml"&gt;justificativa de que o proprietário tem o direito de reaver seu imóvel.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detalhe é que esse "imóvel" não envolvia apenas um bem físico, mas a vida de cerca de 6 mil moradores que há anos batalham também pela legalização da área. Abusos em relação ao comportamento da polícia, &lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2446-pinheirinho-jornalista-de-caros-amigos-narra-os-abusos-em-s-j-dos-campos"&gt;informações enviesadas sobre mortos e feridos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/naji-nahas-tem-interesses-no-despejo-de-moradores-afirma-protogenes/"&gt;interesses particulares, poderosas redes de influência política&lt;/a&gt;: todos estes elementos vêm à tona e tornam impossível uma análise do caso em termos simplistas, apenas como um processo de reintegração de posse qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Cláudio Acioly, coordenador do programa da ONU para o Direito à Habitação, &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120124_entrevista_pinheirinho_pu.shtml"&gt;remoções forçadas "criam mais problemas (que soluções) para a sociedade"&lt;/a&gt;. De fato. A lista de abusos cometidos desde o início desta remoção forçada é imensa, e o caso adquire cada vez mais repercussão. &lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2446-pinheirinho-jornalista-de-caros-amigos-narra-os-abusos-em-s-j-dos-campos"&gt;Uma carta de Apelo Urgente e Declaração Pública foi encaminhada para a Missão Permanente do Brasil em Genebra, e um dossiê a ser entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA)&lt;/a&gt; está sendo preparado por responsáveis para apurar as denúncias de violações cometidas no caso do "Massacre de Pinheirinho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este emblemático caso reflete, na verdade, uma situação muito mais ampla relacionada ao direito à moradia no Brasil: &lt;a href="http://www.actionaid.org.br/tabid/1482/Default.aspx"&gt;segundo informações oficiais, o déficit habitacional no país é de mais de 5 milhões de moradias&lt;/a&gt;, em sua grande parte no estado de São Paulo (!). A deficiência no combate a este tipo de situação de vulnerabilidade demonstra como o Brasil ainda precisa se desenvolver internamente para alcançar o almejado patamar de "potência internacional", não apenas em termos econômicos... o Pinheirinho que o diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Um breve documentário a respeito do tema foi produzido pelos moradores e veiculado na internet, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NBjjtc9BXXY"&gt;disponível aqui&lt;/a&gt;.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-1166286727680930158?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/vpdJ7W7qUx0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/vpdJ7W7qUx0/o-massacre-de-pinheirinho.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-hkMx3CD35Jk/TyMTEv8MUBI/AAAAAAAACs4/p40Cp6XxipM/s72-c/post.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/o-massacre-de-pinheirinho.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-295836005994560952</guid><pubDate>Thu, 26 Jan 2012 15:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-26T13:57:55.072-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polêmica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mídia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Post do leitor</category><title>Post do leitor - Laura Pimentel Barbosa</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Hoje apresentamos mais um post do leitor que nos foi enviado por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Laura Pimentel Barbosa&lt;/span&gt;, recém-formada em Relações Internacionais pela UNESP - Campus Franca. Nesta oportunidade, ela discute um tema bastante atual, a respeito da internet e sua relação com o desenvolvimento econômico e social, sugerindo uma interessante reflexão a respeito. Vale a pena conferir! Agradecemos a participação dos leitores e os convidamos a construírem sempre conosco o conteúdo da Página Internacional! Boa leitura!]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Criatividade em rede&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G2ywkQvWyus/TyF2ZcuFIEI/AAAAAAAACss/V7kf0ShHQfg/s1600/post.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-G2ywkQvWyus/TyF2ZcuFIEI/AAAAAAAACss/V7kf0ShHQfg/s320/post.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701968782806032450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quaisquer que sejam as antinomias que&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;se apresentem entre as visões da história&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que emergem em uma sociedade, o&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;processo de mudança social que chamamos&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;desenvolvimento adquire certa nitidez quando o&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;relacionamos com a idéia de criatividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Celso Furtado&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias assistimos ao aprofundamento do debate a respeito das &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/12/quem-quer-sopa-no-natal.html"&gt;regulamentações&lt;/a&gt; contra a pirataria na Internet propostas pelo Congresso estadunidense. As indústrias fonográficas e cinematográficas têm interesse na aprovação da SOPA &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Stop Online Piracy Act)&lt;/span&gt; e PIPA &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Protect IP Act)&lt;/span&gt;, porque vêem o sistema de funcionamento da Internet, abalizado no compartilhamento descentralizado de informações, um risco aos lucros fundamentados nos direitos de propriedade intelectual, tão caros ao nosso sistema econômico. É importante lembrar que no Brasil também tivemos um caso semelhante, embora infelizmente a visibilidade tenha sido bem menor, como foi o caso da &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/cibercrime_megalobby_e_sottogoverno"&gt;Lei Azeredo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar de ser possível apreender diversos temas a partir desse debate, achei que seria pertinente colocar em discussão a relação entre o caráter da Internet e os novos rumos para a cidadania e para o desenvolvimento econômico e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para tanto, faço uma breve introdução aos princípios da Internet. Durante os anos 60 e 70 houve um debate acirrado a respeito de quais deveriam ser os padrões que regeriam a rede, em razão da forte influência dos setores acadêmicos com ideais libertários na sua criação, os padrões mais simples, ou seja, com menos regulamentação tanto no processo de geração do conteúdo quanto no de compartilhamento, acabaram por se tornar os princípios da rede&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação é condição necessária aos investimentos internacionais, e os padrões abertos facilitam a inovação e a criação de novas ferramentas para que se tornem mais sofisticados os modelos de desenvolvimento, tornando a pluralidade cultural e informacional cada vez mais valorizadas no sistema econômico internacional. A SOPA e a PIPA são propostas oriundas de um sistema econômico que não parece ter acompanhado as demandas do desenvolvimento tecnológico e científico que ele próprio incentivou.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nesse sentido, os convido a fazer um paralelo entre a cidadania e como ela pode se beneficiar através de um recurso tão importante como o é a Internet. Yonchai Benkler&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;**&lt;/span&gt; afirma que as relações no ecossistema digital, baseadas na colaboração e em uma infra-estrutura orientada a serviços públicos ou bens comuns, pode ampliar a voz dos cidadãos. E esses bens comuns não necessariamente obedecem aos padrões de propriedade, ou seja, às relações tradicionais do mercado, que por sua vez são fundamentadas na apropriação e na restrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A justificativa de proteção às patentes pela SOPA e PIPA pode resultar em mais do que a restrição ao acesso à informação, cultura e conhecimento, pode ser um freio à inovação e criatividade que vem impulsionando planos para o desenvolvimento econômico de países em desenvolvimento e subdesenvolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, gostaria de colocar como reflexão a questão da apropriação social da tecnologia da informação e comunicação, que pode ser sim um risco ao sistema econômico e produtivo como o conhecemos, mas talvez seja uma oportunidade para um novo modelo econômico, mais plural e cooperativo, que encontre caminhos para a superação das desigualdades que a apropriação e a acumulação ajudaram a criar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; GETSCHKO, Demi. Algumas características inatas da Internet. Publicação do Comitê Gestor da Internet do Brasil, ano 1, 2009, ed. 1. p. 42-43.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;**&lt;/span&gt; AMADEU, Sérgio. Cidadania e redes digitais. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2010. p. 22-25.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-295836005994560952?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=bYJIvaJPUtY:9im9Zj7QUp0:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/bYJIvaJPUtY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/bYJIvaJPUtY/post-do-leitor-laura-pimentel-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-G2ywkQvWyus/TyF2ZcuFIEI/AAAAAAAACss/V7kf0ShHQfg/s72-c/post.gif" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/post-do-leitor-laura-pimentel-barbosa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-4524502421567913953</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 23:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-26T13:58:58.455-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Américas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Post do leitor</category><title>Post do Leitor - Cairo Junqueira</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Pessoal, abaixo está um interessante texto sobre o aniversário de São Paulo e algumas reflexões sobre a cidade, proposta pelo nosso leitor, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cairo Junqueira&lt;/span&gt;. Lembrando a todos os leitores que gostariam de postar na Página Internacional, basta que nos enviem textos para o e-mail &lt;b&gt;contato@paginainternacional.com.br&lt;/b&gt;. Aproveitem a leitura!] &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;São paulo. 458 anos e outros números&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cIRWlg0II2o/TyCWM-SmW6I/AAAAAAAAAek/8cv3DIC0-pk/s1600/s%25C3%25A3o%2Bpaulo.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cIRWlg0II2o/TyCWM-SmW6I/AAAAAAAAAek/8cv3DIC0-pk/s320/s%25C3%25A3o%2Bpaulo.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701722277874654114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante meu período como coordenador do Setor Governamental da ORBE, a Empresa Júnior de Relações Internacionais da UNESP/Franca, recebi em mãos uma publicação intitulada “Discover a Green City – &lt;a href="http://www.blogger.com/%281%29%20http://www.analise.com/index.php/site/edicoes_especiais/exibe/9/sao-paulo-outlook"&gt;A guide to one of the world’s largest cities”&lt;/a&gt; que tratava sobre as iniciativas locais para a inserção internacional da capital paulista. Para tanto, achei interessante pegar alguns dados da publicação e esquematizar um pequeno texto em comemoração à data mencionada no título.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Paulo festejou seu 458º aniversário como a maior cidade brasileira e a sétima maior do mundo, com uma população na casa dos 11 milhões e 200 mil. Possuindo um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 388 bilhões de dólares, também está no ranking das dez cidades mais ricas, lideradas por Tóquio, Nova Iorque e Los Angeles, respectivamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cada três eventos realizados no nosso país, dois acontecem em São Paulo. Ela é a 24ª no ranking mundial de cidades por eventos de negócios internacionais e recebe cerca de um milhão e 600 mil turistas estrangeiros todo ano. Ainda assim, detém a maior frota de helicópteros e a maior rede de iluminação pública mundiais. Na Avenida Paulista, em horário de pico, passam cerca de 4 mil carros e pouco mais de 200 ônibus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A capital é um exemplo clássico de cidade-global: tem uma completa rede de empresas que prestam serviços especializados e que dinamizam suas estruturas internacionalmente. Embora em número reduzido, comparado com outras cidades brasileiras, participa ativamente de redes de cidades, as quais são um meio de organização e coordenação descentralizada destes atores para fortalecerem suas atividades internacionais. Exemplos são a &lt;a href="http://www.mercociudades.org/pt-br"&gt;Rede Metrópolis e a Rede Mercocidades&lt;/a&gt;, aquela composta por cidades com mais de um milhão de habitantes e esta representante da estratégia mais usada no Cone Sul para a inserção externa de atores subnacionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Articula-se, também, através dos Fóruns de Secretários e Gestores Municipais de Relações Internacionais (FONARI) e possui uma &lt;a href="http://www.blogger.com/%283%29%20http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/relacoes_internacionais/"&gt;Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI)&lt;/a&gt; desde 2001, responsável por projetar a cidade mundialmente e estabelecer contatos e convênios com os mais variados atores internacionais. Entretanto, inúmeras vezes, fica à mercê da burocracia pública e, com as mudanças de governo, acaba por retardar as iniciativas que vão ao encontro dos fatos mencionados acima. Inúmeros são os comentários benéficos sobre a gestão da Marta Suplicy no que tange à “internacionalização paulistana”, mas isto mudou com as diretrizes dos prefeitos mais recentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que está em pauta, atualmente, é a promoção da capital como “cidade verde”. Sediou a reunião do &lt;a href="http://www.blogger.com/%284%29%20http://www.c40saopaulosummit.com/site/conteudo/index.php?in_secao=26&amp;amp;lang=1"&gt;C40 (Climate Leadership Group)&lt;/a&gt; no ano passado e tem buscado observar o que fazem outras cidades para o aumento da sustentabilidade ambiental. Amsterdã, na Holanda, é pioneira no uso da bicicleta como transporte diário e para o trabalho; Johannesburgo, na África do Sul, tem corredores de ônibus com baixo nível de poluição; São Francisco, nos Estados Unidos, destina apenas 20% do lixo para aterros sanitários; e os exemplos não param por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Baseando-se na máxima liberal, no campo das Relações Internacionais, de que os ambientes interno e externo são inseparáveis, ainda faltam ajustes para ratificar, de fato, a inserção internacional de São Paulo. É óbvio que a capital enfrenta problemas de transporte, de infraestrutura e de urbanismo. Mas é gratificante ver como a maior cidade do país se firmou nos últimos anos, sendo um dos cartões postais brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O enfoque, agora, é a Copa do Mundo e a possível realização da EXPO em 2020,&lt;a href="http://www.blogger.com/%285%29%20http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111123_worldexpo_sp_df.shtml"&gt; considerada o terceiro maior evento mundial em termos econômicos&lt;/a&gt;. Com uma área de 1.500 km², densidade demográfica de 7,4 mil habitantes/km² e um orçamento municipal de cerca de 28 bilhões de reais; São Paulo, composta por 5 regiões, 31 subprefeituras, 96 distritos e 58 zonas eleitorais, tem muito a crescer e muito a ensinar para o restante das cidades brasileiras. Mesmo com seus pontos negativos, a capital paulista é um espelho dos brasileiros, tanto nacional, quanto internacionalmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parabéns, São Paulo!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-4524502421567913953?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/gCa7-rv90NQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/gCa7-rv90NQ/post-do-leitor-cairo-junqueira_25.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-cIRWlg0II2o/TyCWM-SmW6I/AAAAAAAAAek/8cv3DIC0-pk/s72-c/s%25C3%25A3o%2Bpaulo.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/post-do-leitor-cairo-junqueira_25.html</feedburner:origLink></item><language>en-us</language><media:rating>nonadult</media:rating></channel></rss>

