<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087</id><updated>2026-04-01T04:21:43.655-03:00</updated><title type='text'>CLIO Blog</title><subtitle type='html'>“O passado não sabe o seu lugar: o passado é sempre presente.”</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>474</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-3675593872214805650</id><published>2010-04-29T20:16:00.002-03:00</published><updated>2010-04-29T20:17:40.934-03:00</updated><title type='text'>Estamos mudando...</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKo8WpE5Xyl8ChOzEJRJNPY6OJkoFLgWf7sUfXWJSNwNF77Mb0JVMZ5PmROPkXjy_vXkHK_LhLP1Vj4VG4aKNwOAPtSXkXUfkZsAWVFPiVc36LxU_xadXEluY9dj9kJAJ-uihs5Zd7LIs/s1600/mudar.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKo8WpE5Xyl8ChOzEJRJNPY6OJkoFLgWf7sUfXWJSNwNF77Mb0JVMZ5PmROPkXjy_vXkHK_LhLP1Vj4VG4aKNwOAPtSXkXUfkZsAWVFPiVc36LxU_xadXEluY9dj9kJAJ-uihs5Zd7LIs/s320/mudar.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Após 3 anos, CLIO Blog esta se mudando para um novo endereço:&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://cliohistoriablog.blogspot.com/&quot;&gt;cliohistoriablog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
A mudança se fez necessária para facilitar a administração dos blogs que mantemos.&lt;br /&gt;
Todos os posts já foram transferidos para o novo endereço, que manterá o mesmo layout.&lt;br /&gt;
Desculpe-nos o imprevisto. Continue sendo bem vindo!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/3675593872214805650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/3675593872214805650?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/3675593872214805650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/3675593872214805650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/estamos-mudando.html' title='Estamos mudando...'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKo8WpE5Xyl8ChOzEJRJNPY6OJkoFLgWf7sUfXWJSNwNF77Mb0JVMZ5PmROPkXjy_vXkHK_LhLP1Vj4VG4aKNwOAPtSXkXUfkZsAWVFPiVc36LxU_xadXEluY9dj9kJAJ-uihs5Zd7LIs/s72-c/mudar.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-7204968825705079078</id><published>2010-04-25T08:27:00.001-03:00</published><updated>2010-04-25T08:27:46.244-03:00</updated><title type='text'>Obama e o capitalismo corsário</title><content type='html'>Clóvis Rossi&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;O setor púbico salva sempre o privado, que &quot;agradece&quot; atacando cofres públicos e, no percurso, destruindo países&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUhJxzViqXmO3kSXKo_VNrF9IsPDm3CUR3l7la5V2Ok68H4dqIvw_VbsvoJn5boT0R9S1Gb60DDeaKYjn3HZkWagywmH3Fe0MqKT5b-yse4BBYASN7Lf0GunPVj3ACAwt_dXCWdjIRhdo/s1600/Clipboard01.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUhJxzViqXmO3kSXKo_VNrF9IsPDm3CUR3l7la5V2Ok68H4dqIvw_VbsvoJn5boT0R9S1Gb60DDeaKYjn3HZkWagywmH3Fe0MqKT5b-yse4BBYASN7Lf0GunPVj3ACAwt_dXCWdjIRhdo/s320/Clipboard01.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
HÁ ALGO de profundamente errado na governança global e na maneira como está funcionando o capitalismo quando os cofres públicos se abrem regularmente para salvar o setor privado, mas o setor privado conspira abertamente para arrombar ainda mais os cofres públicos -e, no percurso, destruir países.&lt;br /&gt;
Refiro-me às ajudas públicas para evitar o colapso de empresas privadas e, por extensão, da economia, durante a crise ainda em curso.&lt;br /&gt;
Mas me refiro também ao recente caos aéreo na Europa. Há indícios de que os governos sairão mais cedo do que tarde em ajuda das empresas aéreas. O argumento para tanto foi dado por Giovanni Bisignani, diretor-geral da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo):&lt;br /&gt;
&quot;É uma situação extraordinária à que chegamos não por conduzir mal nossos negócios mas por coisas que escapam a nosso controle&quot;.&lt;br /&gt;
De acordo: erupção de vulcões escapam de fato ao controle das companhias aéreas. Mas o argumento deveria ser usado também no caso dos governos agora sob ataque continuado dos corsários do sistema financeiro. Antes que alguém se queixe da expressão &quot;corsários&quot;, passo a palavra a um certo Barack Obama, em seu discurso da quinta-feira:&lt;br /&gt;
&quot;Acredito no poder do livre mercado. Acredito em um setor financeiro forte que ajude as pessoas a levantar capital e conseguir empréstimos e investir suas poupanças. Mas um mercado livre jamais deveria ser uma licença para tomar o que quer que possa, de qualquer maneira que possa. Foi isso o que aconteceu com excessiva frequência nos anos que levaram a esta crise&quot;.&lt;br /&gt;
Não é a descrição de um &quot;modus operandi&quot; de piratas? Volto ao fio da meada: nem todos os governos que se endividaram geriram mal seus negócios. Foram forçados pela dimensão da crise ou das tais &quot;coisas que escapam a nosso controle&quot;, para usar o argumento da Iata.&lt;br /&gt;
Mas o setor privado, em vez de ajudar a apagar o fogo, vai ao ataque, derruba a Grécia, volta a mira para Portugal agora e, amanhã, sabe-se lá para que país.&lt;br /&gt;
É verdade que o governo grego anterior exagerou nos gastos e ainda por cima falsificou os dados sobre o deficit. Mas é igualmente verdade que foi auxiliado na maquiagem por firmas financeiras, que, no entanto, detêm o poder de vida ou morte sobre as finanças públicas.&lt;br /&gt;
E foram elas que &quot;conduziram mal os seus negócios&quot;, de que dão prova ao menos dois fatos recentes:&lt;br /&gt;
1 - A Goldman Sachs está sendo investigada por manobras com instrumentos opacos de investimento. George Soros, que atua às vezes como corsário, mas tem agudo senso autocrítico, comenta no &quot;Financial Times&quot;: &quot;Seja a Goldman culpada ou não, a transação em questão claramente não tem benefício social&quot;.&lt;br /&gt;
2 - Uma investigação do Senado americano mostrou que as duas principais agências de avaliação de risco, a Standard&amp;amp;Poor&#39;s e a Moody&#39;s, foram indevidamente influenciadas por banqueiros de investimento que pagam suas taxas. Ignoraram propositadamente sinais de fraude na indústria de empréstimos na caminhada rumo à crise.&lt;br /&gt;
Não obstante, são avaliadoras como essas que determinam ou influenciam no preço que o Tesouro grego tem que pagar a quem compra seus papéis. Não seria mais correto e justo que os governos é que cobrassem da indústria financeira uma taxa para tapar os rombos que elas ajudaram a criar, sem qualquer &quot;benefício social&quot;?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[Folha de São Paulo, 24/04/2010]&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/7204968825705079078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/7204968825705079078?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/7204968825705079078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/7204968825705079078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/obama-e-o-capitalismo-corsario.html' title='Obama e o capitalismo corsário'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUhJxzViqXmO3kSXKo_VNrF9IsPDm3CUR3l7la5V2Ok68H4dqIvw_VbsvoJn5boT0R9S1Gb60DDeaKYjn3HZkWagywmH3Fe0MqKT5b-yse4BBYASN7Lf0GunPVj3ACAwt_dXCWdjIRhdo/s72-c/Clipboard01.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-6149448349535888360</id><published>2010-04-25T08:22:00.000-03:00</published><updated>2010-04-25T08:22:07.202-03:00</updated><title type='text'>Nova lei do Arizona reacende batalha pela reforma da imigração</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Randal C. Archibold, em Phoenix, Arizona (EUA)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfO3ygpd03PoktaffYXca_e72ehcDv3odwHyVZBoiB4sIvNTFAlM03RPjZUu3rbIAGbSUrWKxbaIlmHPBULmXfR8exFePL2BggclN_q1tNNoRIer2UYDp-QEHOjDMdBQHbMPFkP7qOVDc/s1600/Border-fence-near-Tijuana-001.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfO3ygpd03PoktaffYXca_e72ehcDv3odwHyVZBoiB4sIvNTFAlM03RPjZUu3rbIAGbSUrWKxbaIlmHPBULmXfR8exFePL2BggclN_q1tNNoRIer2UYDp-QEHOjDMdBQHbMPFkP7qOVDc/s400/Border-fence-near-Tijuana-001.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A governadora do Arizona, Jan Brewer, sancionou em lei na sexta-feira o projeto mais duro do país sobre imigração ilegal; sua meta é identificar, processar e deportar os imigrantes ilegais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A medida provocou protestos imediatos e reacendeu a batalha divisora em todo o país em torno da reforma da imigração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo antes da governadora sancionar a lei em uma coletiva de imprensa ocorrida à tarde aqui, o presidente Barack Obama a criticou fortemente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Falando em uma cerimônia de naturalização para 24 militares do serviço ativo no Jardim das Rosas da Casa Branca, ele pediu por uma reforma federal das leis de imigração, que os líderes do Congresso disseram estar preparando para tratar em breve, para evitar “a irresponsabilidade dos outros”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lei do Arizona, ele acrescentou, ameaça “minar as noções básicas de justiça que prezamos como americanos, assim como a confiança entre a polícia e nossas comunidades, o que é crucial para a manutenção de nossa segurança”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lei, que defensores e críticos dizem ser a medida de imigração mais ampla e mais rígida em gerações, tornaria o não porte de documentos de imigração em crime e daria à polícia amplo poder para deter qualquer um suspeito de estar no país ilegalmente. Os oponentes a chamam de um convite aberto ao molestamento e discriminação contra latinos, independente de seu status de cidadania.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate político que levou à decisão de Brewer e as críticas de Obama à lei –presidentes muito raramente discutem uma legislação estadual– ressaltam o poder do debate da imigração nos Estados ao longo da fronteira mexicana. Ele pressagia as discussões polarizadas que aguardam o presidente e o Congresso quando tratarem da questão nacionalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Ministério das Relações Exteriores do México disse em uma declaração que teme a respeito dos direitos de seus cidadãos e das relações com o Arizona. O arcebispo católico de Los Angeles chamou de nazismo o poder das autoridades de exigir documentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto centenas de manifestantes se reuniam, em grande parte pacificamente, na praça do Capitólio, a governadora, falando em um prédio do governo a poucos quilômetros de distância, disse que a lei “representa outra ferramenta para nosso Estado usar para resolvermos uma crise que não criamos e que o governo federal se recusa a consertar”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lei entrará em vigor 90 dias após o término do ano legislativo –o que significa em agosto. A lei provavelmente será contestada na Justiça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os latinos, em particular, que foram há não muito tempo cortejados pelo Partido Republicano como um bloco eleitoral indefinido, se mobilizaram contra a lei como sendo uma receita para discriminação étnica e racial. “A governadora Brewer cedeu à margem radical”, disse uma declaração do Fundo Mexicano-Americano de Defesa Legal e Educação, prevendo que a lei criaria “uma espiral de medo, desconfiança na comunidade, maior criminalidade e processos legais caros, com repercussões nacionais”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ser comum a polícia exigir documentos em metrôs, estradas e em lugares públicos em alguns países, como a França, o Arizona é o primeiro Estado a exigir que os imigrantes cumpram a exigência federal de portar documentos de identidade legitimando sua presença em solo americano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brewer reconheceu as preocupações dos críticos, dizendo que trabalhará para assegurar que a polícia tenha treinamento apropriado para executar a lei. Mas ela apoia os argumentos dos autores da lei, de que ela fornece uma ferramenta indispensável para a polícia em um Estado de fronteira que é um dos principais ímãs de imigração ilegal. Ela disse que a discriminação racial não será tolerada, acrescentando: “Nós temos que confiar em nossa polícia”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A governadora e outros líderes eleitos estão sob intensa pressão política aqui, exacerbada pela morte de um fazendeiro no sul do Arizona, supostamente por um contrabandista, duas semanas antes da votação do projeto de lei pelo Legislativo estadual. Sua morte foi mencionada na quinta-feira por Brewer, enquanto ela anunciava um plano que pede ao governo federal para que posicione tropas da Guarda Nacional na fronteira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O presidente George W. Bush tentou realizar uma reforma abrangente, mas fracassou quando seu próprio partido ficou dividido em torno do assunto. Novamente, os republicanos que estão enfrentando concorrência da direita nas primárias, incluindo Brewer e o senador John McCain, estão sob tremenda pressão para apoiar a lei do Arizona, conhecida como SB 1070.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
McCain, que está enfrentando nas primárias um adversário que tem a imigração como tema de campanha, só demonstrou apoio à lei horas antes do Senado estadual aprová-la, na tarde de segunda-feira. Brewer, mesmo após a aprovação do projeto de lei pelo Senado, se manteve em silêncio sobre se o sancionaria. Apesar da expectativa de que ela o faria, dado sua disputa nas primárias, ela se recusou a declarar sua posição até mesmo em um jantar na quinta-feira, para uma organização latina de serviço social, Chicanos Por La Causa, onde vários membros presentes pediram pelo veto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre outras coisas, a medida do Arizona é uma rejeição extraordinária a Janet Napolitano, que vetou repetidamente uma legislação semelhante como governadora democrata do Estado, antes de ser nomeada secretária de Segurança Interna por Obama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lei abre um profundo racha no Arizona, com a maioria de milhares de eleitores que telefonaram ao gabinete da governadora pedindo que ela a vetasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos dias que antecederam a decisão de Brewer, o deputado federal Raul M. Grijalva, um democrata, pediu por um boicote da convenção em seu Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de lei, de autoria de Russell Pearce, um senador estadual e um agitador em questões de imigração, tem vários artigos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele exige que os policiais, “quando viável”, detenham as pessoas que eles suspeitem, de forma razoável, que estejam no país ilegalmente e verifiquem seu status junto às autoridades federais, a menos que fazê-lo atrapalhe uma investigação ou um tratamento médico de emergência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lei também transforma em crime estadual –uma contravenção– não portar documentos de imigração. Além disso, ela permite que as pessoas processem as prefeituras ou agências caso acreditem que a lei estadual ou federal de imigração não esteja sendo cumprida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estados por todo o país propuseram ou aprovaram centenas de projetos de lei tratando da imigração desde 2007, a última vez em que um esforço federal para reforma da lei de imigração fracassou. No ano passado, houve um número recorde de leis aprovadas (222) e resoluções (131) em 48 Estados, segundo a Conferência Nacional dos Legislativos Estaduais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A perspectiva de mergulho em um debate nacional de imigração está sendo cada vez mais discutida no Capitólio, promovida em parte pelas recentes declarações do senador Harry Reid, democrata de Nevada e líder da maioria, de que pretende apresentar uma legislação no plenário do Senado após o Memorial Day (dia em homenagem aos militares mortos no serviço ativo, celebrado na última segunda-feira de maio).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas apesar do debate da imigração poder ajudar a mobilizar os eleitores latinos e fornecer benefícios políticos para os democratas em dificuldades, que estão buscando a reeleição em novembro –como o próprio Reid– ele também poderia mobilizar os eleitores conservadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também poderia desviar a atenção dos democratas de outras prioridades, como a medida de energia que a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, descreveu como sendo seu assunto principal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reid se recusou a dizer na quinta-feira que a lei de imigração é mais importante que a de energia. Mas ele a chamou de um imperativo: “O sistema está quebrado”, ele disse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelosi e o deputado Steny H. Hoyer, democrata de Maryland e líder da maioria, disseram que a Câmara discutirá a política de imigração apenas se o Senado produzir um projeto de lei primeiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: George El Khouri Andolfato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[The New York Times News Service, 25/04/2010]&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/6149448349535888360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/6149448349535888360?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/6149448349535888360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/6149448349535888360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/nova-lei-do-arizona-reacende-batalha.html' title='Nova lei do Arizona reacende batalha pela reforma da imigração'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfO3ygpd03PoktaffYXca_e72ehcDv3odwHyVZBoiB4sIvNTFAlM03RPjZUu3rbIAGbSUrWKxbaIlmHPBULmXfR8exFePL2BggclN_q1tNNoRIer2UYDp-QEHOjDMdBQHbMPFkP7qOVDc/s72-c/Border-fence-near-Tijuana-001.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-451619478380859832</id><published>2010-04-25T08:18:00.000-03:00</published><updated>2010-04-25T08:18:17.103-03:00</updated><title type='text'>Quem manda na internet?</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;David Alandete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUGb2-_c_pnrt-I2P9qdKeRthqHx9ZSFrex2yTh1Z-vF4f98fr75Ut1BVq36sGFVAqNgQkHWoUbwe5wqBgGKyLelyiMi5ml0yRM-QpNhbMkTvpEArdBLbu1ODw8oPh8UkOeG54ngnKZ2c/s1600/internet.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUGb2-_c_pnrt-I2P9qdKeRthqHx9ZSFrex2yTh1Z-vF4f98fr75Ut1BVq36sGFVAqNgQkHWoUbwe5wqBgGKyLelyiMi5ml0yRM-QpNhbMkTvpEArdBLbu1ODw8oPh8UkOeG54ngnKZ2c/s400/internet.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Quem manda na rede? As empresas de telefonia e cabo oferecem conexões pagas à internet. Os produtores de conteúdo, como Google ou Yahoo, contribuem com a informação, financiando-se com a venda de publicidade. Os usuários pagam pelo acesso à rede e com suas visitas geram tráfego, aumentando as receitas publicitárias. Nessa cadeia de serviços, quem administra o tráfego online? Quem tem o direito de dar mais ou menos velocidade às conexões? De quem é a internet?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por enquanto, os que podem administrar fisicamente a rede são os provedores de internet. Na Espanha, são empresas como a Telefónica, que oferecem conexões e cobram por elas. Com a generalização da rede, esses provedores denunciam que lhes é negada uma oportunidade de negócio: os usuários usam a internet como desejam, os provedores de conteúdo enriquecem às suas custas, e apesar disso suas receitas se mantêm fixas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse incômodo foi manifestado pelo presidente da Telefónica, César Alierta, em fevereiro passado. &quot;É evidente que as máquinas de busca na internet utilizam nossa rede sem pagar nada, o que é uma sorte para eles e uma infelicidade para nós. Mas também é evidente que isto não pode continuar. As redes são implantadas por nós; os sistemas são feitos por nós; o serviço pós-venda é feito por nós. Isto vai mudar, estou convencido&quot;, ele disse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O governo da França lançou uma pesquisa popular para saber a opinião dos cidadãos a respeito, e Bruxelas espera debater um modelo para a Europa antes do verão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alierta representa os interesses dos provedores de conexão, que não só pedem que se cobre das empresas de conteúdo, como também reclamam a capacidade de administrar suas redes, mesmo que isso represente certa discriminação contra alguns usuários. Já existe um pronunciamento judicial sobre o assunto nos EUA. Em 6 de abril um tribunal decidiu que o governo não tem o direito de obrigar as empresas de telefonia e cabo a serem neutras no tratamento dado a seus clientes. Isto é, um provedor (como a Telefónica ou, nos EUA, a Comcast) tem o direito de discriminar um usuário que utilize programas que ocupem muita largura de banda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comcast, maior operadora de cabo dos EUA, começou em 2007 a desacelerar o tráfego de usuários que executam frequentemente programas de troca de arquivos P2P. Um deles, Raam Dev, de 28 anos, fez um teste com sua conexão. Era cliente da Comcast havia quatro anos. Começou a utilizar o programa de troca de arquivos BitTorrent e notou uma grande lentidão. Decidiu usar um programa para medir a velocidade dos downloads. Passaram 18.878 para 4.500 Kbps (kilobits por segundo), depois de baixar um arquivo legal através de um torrent (um programa de acesso a páginas de download).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Repeti a experiência meia dúzia de vezes&quot;, ele explica. &quot;Em cada ocasião minha conexão desacelerou de forma considerável, depois de passar 4 ou 5 minutos descarregando um torrent, e depois voltava à normalidade depois de 20 ou 25 minutos&quot;. Há anos ele deixou de ser cliente da Comcast, mas continua indignado por essa política. &quot;É como se a companhia telefônica distorcesse as ligações quando seus clientes falam de assuntos de que a firma não gosta. É absurdo.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a mesma opinião da agência do governo americano que regulamenta as comunicações, a Federal Communications Commission (FCC), que em 2008 advertiu verbalmente a Comcast por desacelerar conforme o tipo de tráfego. O então presidente da comissão, Kevin Martin, disse: &quot;Alguém gostaria que o serviço de correio abrisse sua correspondência e decidisse que não quer ter o incômodo de entregá-la, devolvendo-a ao remetente com a desculpa de que não encontrou o destinatário?&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comcast se justificou dizendo que essas medidas correspondiam a uma mera &quot;gestão da rede&quot;. &quot;A grande maioria dos 9 bilhões de protocolos de controle de transmissão de redes P2P que ocorrem na rede da Comcast não são afetados por essa medida&quot;, explicou Sena Fitzmaurice, porta-voz da firma. &quot;Só entre 6% e 7% de nossos clientes utilizam P2P semanalmente.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo dos anos, criaram-se dois campos na batalha pela neutralidade na internet. De um lado, as empresas provedoras de conteúdo online como Google, Amazon ou Skype, apoiadas pelo governo Obama. Por outro, a Comcast e outros grandes provedores, como Verizon ou AT&amp;amp;T, que consideram que a infraestrutura é sua e podem fazer o que quiserem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até os pais fundadores da internet se manifestaram, enviando em outubro uma carta aberta à FCC. &quot;Acreditamos que as propostas de neutralidade na rede de não discriminação e transparência são componentes imprescindíveis de uma agenda de políticas públicas centrada na inovação de que este país precisa&quot;, disseram, entre outros, o vice-presidente da Google, Vint Cerf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante meses a batalha parecia favorecer um lado. A neutralidade na rede se impunha. A tal ponto que em 22 de outubro passado a FCC apresentou seus princípios para conseguir a neutralidade total na internet. Entre suas propostas mais inovadoras, destacam-se três: que os provedores de internet não possam impedir que os usuários compartilhem informação legal na rede; que respeitem a livre concorrência entre provedores de conteúdo, sem favorecer uns ou outros, e que informem ao governo e a seus clientes como administram suas redes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Obama disse, dias depois, que não poderia estar mais de acordo. &quot;Esse é o papel do governo: investir para incentivar a inovação e impor normas de senso comum que assegurem que existe um campo de jogo nivelado.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ascensão da neutralidade parecia inevitável, até que no último dia 6 um juiz de Washington sentenciou que o governo não tem o direito de ditar aos provedores de banda larga como devem administrar suas redes, e que a FCC havia se excedido em sua competência. Há um motivo principal para isso: segundo a lei de telecomunicações de 1996, a internet é um serviço de informação, e não de telecomunicações. A FCC só pode regulamentar serviços de telecomunicações (telefonia, emissão de rádio, satélite, cabo coaxial).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As firmas telefônicas e de cabo se felicitaram por essa vitória jurídica. Nem o governo nem a FCC reagiram ainda. Os líderes democratas no Congresso, sim. E anunciaram que tentarão reclassificar a internet e colocá-la na categoria da telefonia. Entre eles, o senador John F. Kerry, de Massachusetts: &quot;A FCC deve ter autoridade legal sobre isso, e uma mudança semelhante seria coerente com a história das telecomunicações nos EUA&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Pelo contrário&quot;, opina o pesquisador associado da faculdade de direito da Universidade de Stanford Larry Downes. &quot;Se o governo ganhar a capacidade de regulamentar a internet, poderá impor tarifas e preços, lastreando o mercado. Esse tipo de regulamentação se aplicava no século passado, quando havia um monopólio legal na telefonia, algo que sucedeu até 1984. Além disso, implica que os governos estatais e locais também podem cobrar impostos e tarifas, fazendo que os serviços encareçam.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Se uma coisa está funcionando, por que modificá-la?&quot;, explica Downes. &quot;Apesar desses casos isolados, a internet funciona de forma imparcial. De nossas conexões, podemos ter acesso a qualquer site do mundo, desde que não haja censura. É anacrônico que o governo federal queira erigir-se como um policial da rede, tentando solucionar um problema antes que ele exista.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por motivos comerciais, os provedores têm a mesma opinião. Em fevereiro, duas das grandes operadoras, AT&amp;amp;T e Verizon, redigiram uma carta aberta na qual diziam que reclassificar os serviços de internet seria uma medida &quot;extremista&quot;. &quot;Essa drástica mudança na normativa seria insustentável legalmente e no mínimo afundaria a indústria em anos de litígios e caos regulatório&quot;. Foi um aviso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caso da Comcast, no entanto, é isolado. Esse tipo de desaceleração ou bloqueio das conexões só ocorreu com outra empresa, a Madison River Communications, em 2005. &quot;O risco de que uma companhia desacelere o tráfego de seus usuários está sendo exagerado&quot;, opina Robert Litan, economista e advogado do Instituto Brookings, em Washington. &quot;O mercado de internet nos EUA é muito competitivo. As empresas oferecem serviços cada vez melhores por preços cada vez mais módicos. Só pela má publicidade que isso representa, é pouco provável que a Comcast volte a adotar uma medida semelhante.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, esse é um debate meramente teórico? É algo que só vai definir como os cidadãos navegam pela rede? Os provedores de conexão e muitos analistas opinam que não, e apontam para um setor específico que abriu o debate e se beneficiará de uma normativa como a proposta por Obama: as firmas que oferecem conteúdo, como Google, Microsoft, Yahoo ou Amazon. Pode ser que esse apoio angélico à neutralidade, à liberdade, à transparência na internet esconda interesses comerciais, dizem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;As empresas que criam aplicativos, como Google, Amazon ou Ebay, são as grandes beneficiárias da neutralidade&quot;, explica Downes, de Stanford. &quot;Com essas iniciativas, se garantem de forma preventiva que ganharão dos provedores de conexão. Na realidade, funcionam como um hobby: forçam um tipo de legislação para se beneficiar dela. Mas a verdade é que o controle governamental da rede só prejudicaria a competitividade no mercado. Que interesse terão as empresas de cabo e telefonia em melhorar as infraestruturas se não puderem obter um benefício adicional por isso?&quot; Isto é, se Google e outras pagarem para usar a rede, a Comcast e a Telefónica terão mais incentivos para melhorar suas infraestruturas, beneficiando finalmente o usuário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As organizações de cidadãos que defendem a imposição da neutralidade o fazem citando outras possíveis consequências. &quot;Entendemos que as empresas querem fazer dinheiro&quot;, explica Liz Rose, porta-voz da Free Press, que processou a Comcast em 2007 pelo caso que agora foi decidido em Washington. &quot;O que queremos é que os consumidores tenham direitos. Nenhuma empresa telefônica ou de cabo deveria censurar o que os internautas comunicam a seus amigos. Segundo estão as coisas hoje, podem fazê-lo. A Comcast não deveria poder censurar crenças políticas na rede, e o é. Não deveria poder espionar as comunicações de seus usuários e vender a informação para empresas publicitárias.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A menção à publicidade não é casual. E pode ser que eventualmente o debate da neutralidade na rede se concentre nas receitas de publicidade. A Comcast está em uma posição comprometida. Em dezembro, a General Electric anunciou sua intenção de lhe vender parte do conglomerado multimídia NBC. Isso significa que a maior operadora de cabo dos EUA também terá uma grande plataforma de conteúdos, que inclui redes de televisão como NBC, Bravo ou SyFy.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isto, se a Comcast decidir priorizar um tráfego em suas redes sobre outro, e se tiver o direito de fazê-lo, quem a impedirá de fazer que o conteúdo de seus canais e seus sites seja carregado mais rapidamente que os da concorrência, assim obtendo mais receitas de publicidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse delicado equilíbrio que é a arquitetura comercial da rede, o conceito de neutralidade é tão complexo quanto mutável. Diz servir ao cidadão, mas não é um assunto exclusivamente de liberdades civis. Baseia-se em interesses econômicos subjacentes. Em meio à polêmica, os EUA poderão se tornar um exemplo de intervenção governamental, coisa que não ocorre com muita frequência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[El Pais, 25/04/2010]&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/451619478380859832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/451619478380859832?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/451619478380859832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/451619478380859832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/quem-manda-na-internet.html' title='Quem manda na internet?'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUGb2-_c_pnrt-I2P9qdKeRthqHx9ZSFrex2yTh1Z-vF4f98fr75Ut1BVq36sGFVAqNgQkHWoUbwe5wqBgGKyLelyiMi5ml0yRM-QpNhbMkTvpEArdBLbu1ODw8oPh8UkOeG54ngnKZ2c/s72-c/internet.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-4569931432944653675</id><published>2010-04-25T08:14:00.000-03:00</published><updated>2010-04-25T08:14:14.754-03:00</updated><title type='text'>Bagdá quer voltar a ser a capital cultural do mundo árabe</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Ulrike Putz, em Bagdá (Iraque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgODCc0dST3Q-LyCL7oZjSc51jWbdzpbsy-HX9XtPRCFT04J2e6xhT0tmEU6Yycc1MQux7k4cENq7Hq-HsuETF_XsYIn5JOqjz1jyv2RnD1MZqzPo_N1BdUr5nndmRqSFjZiFvJ_erhHI0/s1600/39499-artwork_images_116956_430053_lalla-essaydi.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;313&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgODCc0dST3Q-LyCL7oZjSc51jWbdzpbsy-HX9XtPRCFT04J2e6xhT0tmEU6Yycc1MQux7k4cENq7Hq-HsuETF_XsYIn5JOqjz1jyv2RnD1MZqzPo_N1BdUr5nndmRqSFjZiFvJ_erhHI0/s400/39499-artwork_images_116956_430053_lalla-essaydi.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Durante décadas Bagdá foi a capital cultural do mundo árabe. A guerra mudou tudo isso e só agora a cena artística iraquiana está lentamente voltando a florescer. Enquanto os artistas lutam com as consequências do conflito e com a falta de patrocinadores, dizem que o estado da arte está intimamente ligado ao estado de seu país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sentado em seu jardim, Qasim Sabti fala veementemente sobre os terroristas “filhos da puta”, que repetidas vezes ameaçaram atacar sua galeria de arte no centro de Bagdá. Ele também reclama dos “pequenos homens cinza” no Ministério da Cultura, que colocam o pouco dinheiro que restou para as artes no Iraque diretamente em seus bolsos. Mas, sobretudo, ele reclama da “invasão das pessoas sem cultura”, que segundo Sabti é a pior tragédia do Iraque. “Primeiro, os americanos ocuparam nosso país. E a multidão veio logo atrás deles. Qualquer um que soubesse andar saiu do interior e veio para Bagdá. Essas pessoas destruíram tudo o que fazia de Bagdá a capital cultural do mundo árabe.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se considerar o discurso de Sabti como nonsense e elitista: a maioria do povo iraquiano têm preocupações mais prementes do que o declínio da arte no país. A guerra, o terrorismo, a pobreza e o desemprego levaram milhões de pessoas para as cidades iraquianas onde elas esperam encontrar empregos e um pouco de segurança. Elas não estão muito preocupadas se sua presença nas cidades perturba os árbitros da cultura como Sabti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tampouco, Sabti não é qualquer um. O pintor e dono de galeria com excelentes conexões com o Ocidente, é uma espécie de autoridade não oficial para os artistas visuais do Iraque. Durante a tarde, ele se encontra com escultores, pintores, dramaturgos e poetas de Bagdá no jardim de sua galeria, a Hewar. Tomando chá e fumando um narguilé, eles falam sobre seus colegas e colecionadores que foram para o exílio, e sobre os problemas de dinheiro que afetam a maioria dos que permaneceram no Iraque.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quer ver arte em Bagdá? Primeiro seu carro passará por uma vistoria antibombas&lt;br /&gt;
O exército iraquiano se certifica de que esses homens sejam capazes de se reunir em segurança. Como em muitos bairros da capital iraquiana, o bairro em que a galeria de Sabti está localizada é quase que hermeticamente fechado. Quem quiser ver arte em Bagdá precisa passar por vários postos de checagem e ter o carro vistoriado em busca de explosivos por soldados armados. No quintal de Sabti só dá para dizer que há uma guerra acontecendo por causa do barulho dos helicópteros militares norte-americanos voando acima e interrompendo as conversas por alguns segundos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E sem compradores, não há comissões. Ser pago por seu trabalho sempre foi um problema para os artistas de todo o mundo. Mas para os artistas iraquianos, o conceito é relativamente recente – e é motivo de reclamações. Durante todo o século 20, o Iraque era visto como o centro cultural do mundo árabe. Durante o governo de Saddam Hussein, Bagdá era a Meca da criatividade árabe. O ditador gostava de ver a si mesmo homenageado em esculturas e pinturas e encorajava os artistas que tinham talento. Os cursos de arte eram gratuitos; até as telas e tintas importadas da França eram gratuitas. Se você fosse leal ao regime, tinha um meio de vida e recebia comissões regulares do governo ou um cargo de professor. Além disso, a rica classe média de Bagdá sentia que era chique colecionar a arte iraquiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Invasores internacionais se tornaram fãs de arte&lt;br /&gt;
Com a invasão das tropas norte-americanas em 2003, a cena de arte em Bagdá entrou em colapso. Os colecionadores fugiram do país e os pintores e escultores que tinham dinheiro para isso também fugiram. Entretanto, durante os primeiros anos da guerra, Sabti diz que muitos artistas locais ainda conseguiam sobreviver da arte. “Primeiro, os funcionários da ONU, jornalistas, e até soldados norte-americanos vinham à minha galeria para comprar arte”, explica. Com preços que variavam de US$ 800 a US$ 2.000 (entre R$ 1.400 e R$ 3.500) por uma pintura a óleo, muitos dos invasores encontraram um lugar em seus corações para a arte iraquiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas então veio o terrorismo e com ele uma queda nas vendas. “Em 2005, os estrangeiros não conseguiam mais se mover livremente. E desde então os negócios praticamente pararam”, diz Sabti. Culpar o povo iraquiano por isso, como faz Sabti, não é exatamente lógico. Mas a triste verdade permanece: a cultura de elite do Iraque diminuiu nos últimos anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Bagdá pode se tornar uma cidade sem rosto”, diz o escultor e escritor Ahmed Abdullah Fadaam. As estátuas públicas e esculturas são sinais do caráter de uma nação, observa o artista. “Em Bagdá, os antigos trabalhos de arte estão sendo destruídos porque foram encomendados por Saddam. Mas, ao mesmo tempo, nada novo está sendo encomendado. O Iraque tornar-se-á uma sociedade sem face”, alerta ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esculturas famosas retiradas por causa de mamilos à mostra&lt;br /&gt;
Com a ajuda de alguns colegas, Fadaam está tentando salvar o que pode. Durante anos a estátua do conhecido escultura Khalid Al-Rahal, chamada Virgem dos Banhados, ornamentou a praça central da Cidade Sadr, um subúrbio pobre de Bagdá. De acordo com Fadaam, quando os islamitas tomaram o poder, eles retiraram a figura feminina “porque seus mamilos podiam ser vistos vagamente”. Ele e outras pessoas que pensavam como ele tiveram dificuldades de convencer outros iraquianos a não derreter a escultura de bronze porque ela havia sido feita por um dos mais importantes artistas iraquianos do século 20. “Agora ela está juntando poeira no porão do Ministério da Cultura”, diz Fadaam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fadaam é um homem sensível e atento. Suas reflexões sobre a vida no Iraque, que foram encomendadas pela Universidade da Carolina do Norte, receberam vários prêmios internacionais. Atualmente, ele está transformando seus relatos, que foram originalmente concebidos como transmissões de rádio, num diário ilustrado para uma editora de quadrinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escultura oferece a Fadaam uma forma de mostrar tudo o que ele não quer expressar em sua escultura. “Logo que a guerra começou, parei de esculpir”, disse ele – porque não queria que ninguém tivesse de olhar para o terror da guerra numa peça de arte tamanho real. “Que bem faz eu traduzir meu horror, meu medo, em esculturas? Eu só levaria o observador ao mesmo tipo de desespero em que eu estava.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vida diária é tão deprimente que a criatividade é quase impossível&lt;br /&gt;
Fadaam diz que a arte contemporânea do Iraque é como o próprio povo do Iraque: uma vítima da guerra. A vida diária é tão deprimente que o trabalho criativo é quase impossível. “E aqueles que ainda conseguem pintar não conseguem vender nada, de qualquer forma. Quem quer pendurar um quadro de um corpo decapitado na sua sala de jantar?”, diz Fadaam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os pintores não podem senão recriar a realidade brutal, e os escultores preferem não trabalhar a espelhar o horror da guerra: Fadaam fala pelos melhores da comunidade artística iraquiana, ele fala por aqueles que têm necessidade de criar, pelos que são motivados. Entretanto, muitos dos artistas iraquianos pertencem a outra espécie: profissionais tecnicamente competentes mas sem inspiração, que foram educados nas artes durante a ditadura de Saddam. Seu trabalho, chamdo de Arte Jubileu, tampouco é requisitado. Esta é outra razão pela qual a cena artística do Iraque nunca voltará à sua condição anterior à guerra. “Mas essa redução é saudável”, explica Fadaam. “É amarga, mas também necessária.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fadaam tem grandes esperanças para a nova geração de iraquianos, os que estão hoje nas escolas de arte. “Há alguns talentos genuínos estudando”, diz ele. Em alguns anos iniciantes respirarão uma vida nova na cena artística iraquiana, transformando Bagdá novamente numa metrópole cultural. Faddam acredita que o estado da arte está intimamente ligado com o próprio futuro do país. “Se a situação melhorar, se os jovens forem capazes de expressar amor e felicidade em seus trabalhos, então não só a arte iraquiana terá um futuro, mas o próprio Iraque também o terá”, conclui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: Eloise De Vylder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[Der Spiegel, 25/04/2010]&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/4569931432944653675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/4569931432944653675?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/4569931432944653675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/4569931432944653675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/bagda-quer-voltar-ser-capital-cultural.html' title='Bagdá quer voltar a ser a capital cultural do mundo árabe'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgODCc0dST3Q-LyCL7oZjSc51jWbdzpbsy-HX9XtPRCFT04J2e6xhT0tmEU6Yycc1MQux7k4cENq7Hq-HsuETF_XsYIn5JOqjz1jyv2RnD1MZqzPo_N1BdUr5nndmRqSFjZiFvJ_erhHI0/s72-c/39499-artwork_images_116956_430053_lalla-essaydi.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-9098369357836479224</id><published>2010-04-25T08:12:00.000-03:00</published><updated>2010-04-25T08:12:10.141-03:00</updated><title type='text'>Brasília, 50 anos: um sonho no centro do Brasil</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjL2LwAMzZyYE8mWfS-TY4MU106nrhbWTfO6wqH9A2emdakHQmqn79Ota7jmEYbfJQpdJNtrQbzYRoYy_VBCwzvu52tsL1jrV6JpmSuHT1rZSEhvN3rJPQwttGyoP1xgGz-mjVjTxaHr4Q/s1600/brasilia_1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjL2LwAMzZyYE8mWfS-TY4MU106nrhbWTfO6wqH9A2emdakHQmqn79Ota7jmEYbfJQpdJNtrQbzYRoYy_VBCwzvu52tsL1jrV6JpmSuHT1rZSEhvN3rJPQwttGyoP1xgGz-mjVjTxaHr4Q/s320/brasilia_1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A “interiorização” da capital federal é um projeto do século XIX que o presidente Juscelino Kubitschek executou a partir de idéias que remetem ao período da Independência do nosso país&lt;br /&gt;
Da revista &lt;i&gt;História Viva&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. &lt;a href=&quot;http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/brasilia_50_anos_um_sonho_no_centro_do_brasil.html&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Clique aqui para ler&lt;/a&gt;...</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/9098369357836479224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/9098369357836479224?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/9098369357836479224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/9098369357836479224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/brasilia-50-anos-um-sonho-no-centro-do.html' title='Brasília, 50 anos: um sonho no centro do Brasil'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjL2LwAMzZyYE8mWfS-TY4MU106nrhbWTfO6wqH9A2emdakHQmqn79Ota7jmEYbfJQpdJNtrQbzYRoYy_VBCwzvu52tsL1jrV6JpmSuHT1rZSEhvN3rJPQwttGyoP1xgGz-mjVjTxaHr4Q/s72-c/brasilia_1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-546824519258630375</id><published>2010-04-19T00:50:00.000-03:00</published><updated>2010-04-19T00:50:26.335-03:00</updated><title type='text'>O curioso caso de James Cameron</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAZH_CaPEr2rhyphenhyphenQrGqYNctHjfPe0aRV9FNdvCO65X2MXs6W8O2oI4huNXjZ00M77z_1b_36Bqc1JIzukfd0OANf6ZCnU3T89DN8igz2J3hbdVAa6GZRrczQ0W97Ebv4Cz3RtICYoiWdOY/s1600/james-cameron-avatar-afp.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAZH_CaPEr2rhyphenhyphenQrGqYNctHjfPe0aRV9FNdvCO65X2MXs6W8O2oI4huNXjZ00M77z_1b_36Bqc1JIzukfd0OANf6ZCnU3T89DN8igz2J3hbdVAa6GZRrczQ0W97Ebv4Cz3RtICYoiWdOY/s320/james-cameron-avatar-afp.jpg&quot; wt=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Li e ri bastante a entrevista do diretor James Cameron às páginas amarelas da &quot;Veja&quot;. Escrevi &quot;diretor&quot;, mas estou a ser generoso. Cameron, de fato, dirigiu alguns filmes interessantes no século passado: os estimáveis &quot;Aliens&quot; ou mesmo &quot;O Exterminador do Futuro&quot;. Bons tempos. Hoje, Cameron é o guru de uma igreja ambientalista que faz cinema para efeitos de propaganda. Um Michael Moore verde, em suma. &lt;br /&gt;
Cameron esteve no Brasil para participar no Fórum Internacional de Sustentabilidade, em Manaus. Diz a revista que sobrevoou a Floresta Amazônica, previsivelmente com reverência panteísta. E até pediu ao presidente Lula para não construir uma usina hidrelétrica no Xingu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu nunca sobrevoei a Amazônia. Eu nunca estive no Xingu. Eu não sei se o Brasil precisa de uma usina hidrelétrica. Mas sei que James Cameron precisa de tratamento urgente. Com uma pose ridícula de iluminado espiritual, Cameron começa por lamentar a alienação dos homens modernos, cada vez mais afastados da natureza e do contato com os outros seres humanos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
James Cameron tem da natureza a mesma idealização romântica que os românticos do século 19. Como se a natureza fosse lugar protetor da nossa existência terrena: uma fonte de bondade que revitaliza os nossos espíritos tresmalhados. Valerá a pena desmontar essa falácia? Valerá a pena dizer que a natureza é uma força indiferente e brutal, sem qualquer dimensão ética? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cameron discorda. Não sei se os milhares de passageiros retidos nos aeroportos da Europa por causa da natureza &quot;benigna&quot; de um vulcão concordam com Cameron. Duvido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E também duvido da dimensão humanista de Cameron. O &quot;diretor&quot; lamenta que os homens estejam afastados uns dos outros. E culpa a tecnologia, a internet, as &quot;redes sociais&quot; por oferecerem simulacros de realidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em teoria, sou capaz de concordar com Cameron. É por isso que uso a internet esparsamente e não frequento &quot;redes sociais&quot;. Mas levar a sério uma condenação da tecnologia feita pelo mais adolescente entusiasta dela é como ouvir um discurso feminista pela boca de Osama Bin Laden. Um paradoxo. &lt;br /&gt;
Aliás, tudo em Cameron é paradoxal. A começar pela justificação da sua derrota no Oscar desse ano. Para Cameron, &quot;Avatar&quot; é tão visualmente deslumbrante que os membros da Academia não deram grande crédito à história. Infelizmente, a &quot;Veja&quot; não formulou a questão fundamental: &quot;Mas que história, Padre Cameron?&quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Avatar&quot;, em termos narrativos, não se distingue dos clichês habituais sobre a ganância do &quot;homem branco&quot; e a grandeza moral de qualquer tribo indígena que desconheça o papel higiênico. Até o momento em que o &quot;homem branco&quot; se converte ao nativismo, usando folhas de árvore para o serviço e olhando com repugnância para a sua própria cultura &quot;imperialista&quot; e ocidental. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sei quantas vezes assisti a esse sermão. Mas sei que o sabor do refogado não se altera com temperos tecnológicos. &quot;Avatar&quot; é um exercício moralista e pedestre construído por um milionário californiano que jamais abandonaria os confortos da civilização &quot;branca&quot; e &quot;imperialista&quot; para se entregar à pureza das florestas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;João Pereira Coutinho&lt;/em&gt;, 33 anos, é colunista da Folha. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro &quot;Avenida Paulista&quot; (Record). Escreve quinzenalmente, às segundas-feiras, para a Folha Online.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/546824519258630375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/546824519258630375?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/546824519258630375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/546824519258630375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/o-curioso-caso-de-james-cameron.html' title='O curioso caso de James Cameron'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAZH_CaPEr2rhyphenhyphenQrGqYNctHjfPe0aRV9FNdvCO65X2MXs6W8O2oI4huNXjZ00M77z_1b_36Bqc1JIzukfd0OANf6ZCnU3T89DN8igz2J3hbdVAa6GZRrczQ0W97Ebv4Cz3RtICYoiWdOY/s72-c/james-cameron-avatar-afp.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-5124179750128985287</id><published>2010-04-18T08:34:00.001-03:00</published><updated>2010-04-18T08:36:46.411-03:00</updated><title type='text'>Datas: Inconfidência Mineira</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPAZ2BiY8vav8BDk7KhCXTZwJUKzhdXRS8CDSwxGbhIJcJ4rFbKhshfAfhRu-76VhNWinNXebo-_pkiQRmWgEL9Pfnh4gdrFj0WbHv9SPHyzZWb6UbvNyF_9fyMZnGPSIqBLrtHNecw-I/s1600/tiradentes1.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPAZ2BiY8vav8BDk7KhCXTZwJUKzhdXRS8CDSwxGbhIJcJ4rFbKhshfAfhRu-76VhNWinNXebo-_pkiQRmWgEL9Pfnh4gdrFj0WbHv9SPHyzZWb6UbvNyF_9fyMZnGPSIqBLrtHNecw-I/s320/tiradentes1.gif&quot; wt=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Da &lt;em&gt;Revista de História da Biblioteca Nacional&lt;/em&gt; um conjunto de artigos enfocando o epidódio sob variados ângulos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=1517&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;As outras Inconfidências Mineiras&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Muito antes de Tiradentes, vários episódios em Minas mostraram a insatisfação popular com a monarquia, reproduzindo rixas locais&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;
Leandro Pena Catão &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=532&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Conjuração revisitada&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A Revista de História conversa com um dos principais estudiosos da Inconfidência Mineira: Kenneth Maxwell&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=539&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Joaquim José da Silva Xavier era um simples alferes sem posses?&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
André Figueiredo Rodrigues &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=544&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;É pejorativo chamar a conspiração de “inconfidência”?&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Luciano Figueiredo &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=547&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Inconfidência em círculos&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Além de homens e mercadorias, idéias políticas que atiçavam as sublevações circulavam de um lado a outro do império português, como a notícia de uma rebelião na Índia&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;
Anita Correia Lima de Almeida &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=548&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Desonrados e banidos&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Dos inconfidentes condenados ao degredo, uns padeceram mais que outros, e poucos, como Francisco de Paula Freire de Andrada, tiveram a chance de voltar ao Brasil&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=527&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;A outra face do alferes&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Documento raro revela um Tiradentes demasiado humano&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;
Paulo da Costa e Silva &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBDaFCtTmKgcEpn3N8-LbaKOS7FDaG8xTjMCMsYuwq29EFqtvIoScoD8J9LvAMW7RapqLYly6hMFsD5ENMTo6KmBhZKQ5zs64G8H3PGNFsanvu97-bayO2eu7Du3fwpvTLoqFMLq7EF4E/s1600/tiradkkk.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBDaFCtTmKgcEpn3N8-LbaKOS7FDaG8xTjMCMsYuwq29EFqtvIoScoD8J9LvAMW7RapqLYly6hMFsD5ENMTo6KmBhZKQ5zs64G8H3PGNFsanvu97-bayO2eu7Du3fwpvTLoqFMLq7EF4E/s320/tiradkkk.gif&quot; wt=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=529&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Herói em pedaços&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Único quadro que restou da série sobre a Inconfidência, “Tiradentes supliciado”, de Pedro Américo, despreza a visão triunfante de um “imprudente conspirador”&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;
Maraliz de Castro Vieira Christo &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=536&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Os inconfidentes podem ser divididos em grupos bem definidos: contratadores, advogados...&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
João Pinto Furtado &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=537&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Os inconfidentes conheciam a situação da capitania que pretendiam sublevar?&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Junia Ferreira Furtado &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=538&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Tiradentes foi diretamente influenciado pelo Iluminismo?&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Caio Boschi &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=934&quot;&gt;Batinas incendiárias&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A participação de membros do clero na Conjuração Mineira revela a íntima relação entre o mundo profano e o religioso no Brasil colonial&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;
André Figueiredo Rodrigues &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=704&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Liberdade ainda que tardia&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Nas Minas setecentistas, o republicanismo seguia os passos da América inglesa, buscando o autogoverno &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
Heloisa Maria Murgel Starling</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/5124179750128985287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/5124179750128985287?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/5124179750128985287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/5124179750128985287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/datas-inconfidencia-mineira.html' title='Datas: Inconfidência Mineira'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPAZ2BiY8vav8BDk7KhCXTZwJUKzhdXRS8CDSwxGbhIJcJ4rFbKhshfAfhRu-76VhNWinNXebo-_pkiQRmWgEL9Pfnh4gdrFj0WbHv9SPHyzZWb6UbvNyF_9fyMZnGPSIqBLrtHNecw-I/s72-c/tiradentes1.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-8822763894718933051</id><published>2010-04-18T08:26:00.000-03:00</published><updated>2010-04-18T08:26:48.533-03:00</updated><title type='text'>Homossexualidade não é a mesma coisa que pedofilia</title><content type='html'>&lt;em&gt;Rhonda Swan&lt;/em&gt;, em West Palm Beach, Flórida (EUA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirZDnBZF8UWUmx6BTL_5qVubhutZIX_5Gawr8ys9B0TXCrHvnyycry647281vpjiotVnED_2-_qGEj1acEhO2jCI50YaIkOOpQJamtWku0oGMDgVaweRgKyaMeiE87OSLptPHcK3gqfBU/s1600/Pedofilia+gay.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;162&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirZDnBZF8UWUmx6BTL_5qVubhutZIX_5Gawr8ys9B0TXCrHvnyycry647281vpjiotVnED_2-_qGEj1acEhO2jCI50YaIkOOpQJamtWku0oGMDgVaweRgKyaMeiE87OSLptPHcK3gqfBU/s200/Pedofilia+gay.jpg&quot; width=&quot;200&quot; wt=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As igrejas são um ótimo esconderijo para pecadores. Especialmente, durante as últimas décadas, para a Igreja Católica Apostólica Romana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso é o que deveria ter dito o cardeal Tarcisio Bertone, o secretário de Estado do Vaticano, nesta semana, no Chile. Mas, em vez disso, ele culpou os homossexuais pelo mais recente escândalo envolvendo a igreja. Bertone afirmou que o celibato não causa pedofilia, mas que a homossexualidade causa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não existe relação entre o celibato e a pedofilia”, disse o cardeal Bertone. “Mas muitos outros demonstraram, segundo me disseram recentemente, que existe uma relação entre a homossexualidade e a pedofilia. Isso é verdade. Esse é o problema”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas isso não é verdade. E esse não é o problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não existem dados científicos que indiquem que os homossexuais têm uma predisposição a praticar a pedofilia. Os homossexuais são apenas bodes expiatórios fáceis para uma denominação religiosa que se recusa a sequer discutir o fato de que poucos padres são voluntariamente capazes de praticar o celibato por toda a vida. No livro “Celibacy in Crisis” (“Celibato em Crise”), o padre e psicoterapeuta Richard Sipe estima que, qualquer que seja o período selecionado, apenas 2% dos clérigos praticam o celibato permanente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo assim, não se pode também culpar mais o celibato do que a homossexualidade pelos inúmeros escândalos de abusos sexuais que sacodem o Vaticano. O problema é o sistema de sigilo do Vaticano e a forma desavergonhada como os seus líderes têm respondido aos pecados institucionais da igreja. Até o momento, eles têm culpado a mídia, os homossexuais e os judeus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Vaticano distanciou-se dos comentários do cardeal Bertone, e na última quinta-feira o papa pediu aos fiéis que fizessem “penitência” devido “aos ataques feitos pelo mundo, que fala conosco de nossos pecados”. No entanto, dizer que o mundo está atacando a igreja é mais um exemplo daquilo que anda errado em Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante décadas o Vaticano tem ajudado e protegido molestadores sexuais contumazes de crianças, fornecendo a eles a sua proteção institucional e encobrindo as ações criminosas desses indivíduos. Essa política tem possibilitado que os pedófilos destruam e desestabilizem as vidas de incontáveis crianças, muitas das quais chegaram a cometer suicídio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma carta de 1985 obtida na semana passada pela agência de notícias “The Associated Press” indica que quando o papa Bento 16 era o cardeal Joseph Ratzinger, o arcebispo de Munique, ele resistiu aos apelos para que exonerasse um padre com um histórico de assédio sexual de crianças, citando “o bem da igreja universal”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E quanto ao bem das crianças do universo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A carta contradiz a alegação feita pelo Vaticano de que o papa Bento 16 nada tinha a ver com o veto da remoção de padres pedófilos durante os anos em que chefiou o departamento de fiscalização doutrinária da igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde 2002, quando o jornal “The Boston Globe” publicou uma matéria revelando que o arcebispo de Boston admitiu ter protegido um padre que eles sabiam ter abusado sexualmente de crianças novas, os relatos sobre padres pedófilos têm sido numerosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso porque os pedófilos vão até onde as crianças estão. Alguns tornam-se professores. Outros líderes de tropas de escoteiros. Muitos vão para a igreja porque aquele é o lugar perfeito. Lá eles têm acesso a centenas de filhos de pais confiantes, que acreditam na autoridade suprema dos padres que supostamente contam com o poder para absolvê-los dos seus pecados. Se os padres são pegos cometendo abusos, não há punição. A igreja paga uma indenização às vítimas e transfere os transgressores para uma outra paróquia, na qual eles poderão estuprar mais crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eles contam com total liberdade. A Igreja Católica Apostólica Romana é um potencial paraíso dos pedófilos na terra. E ela tem sido o inferno na terra para as crianças inocentes que são vítimas de padres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a igreja, que tenta reabilitar os padres que cometeram abusos sexuais, nada faz por essas vítimas – que chegam a milhares em todo o mundo –, a menos que estas entrem com processos na justiça e ganhem a causa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Será que esse tipo de procedimento é cristão?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A igreja, na sua tentativa de proteger uma instituição, transformou-se em um refúgio para os piores indivíduos da sociedade, em vez de ser um santuário para os mais humildes dentre nós. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: UOL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;[Cox News Service, 17/04/2010]&lt;/strong&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/8822763894718933051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/8822763894718933051?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/8822763894718933051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/8822763894718933051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/homossexualidade-nao-e-mesma-coisa-que.html' title='Homossexualidade não é a mesma coisa que pedofilia'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirZDnBZF8UWUmx6BTL_5qVubhutZIX_5Gawr8ys9B0TXCrHvnyycry647281vpjiotVnED_2-_qGEj1acEhO2jCI50YaIkOOpQJamtWku0oGMDgVaweRgKyaMeiE87OSLptPHcK3gqfBU/s72-c/Pedofilia+gay.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-5072690444968078853</id><published>2010-04-18T08:23:00.000-03:00</published><updated>2010-04-18T08:23:51.609-03:00</updated><title type='text'>Os Beatles ainda reinam quatro décadas depois do fim do grupo</title><content type='html'>&lt;em&gt;Diego A. Manrique&lt;/em&gt;, em Madri(Espanha)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9dvW-e5dMWCPTdZGhmGKxLVjAJvE-JSzNkEGbGLxvEXJrlRfUNgI-iGvFbBe-UPeLALYf9JlhPLeugwTILex4VDxyCRn3G4SHA2NeKOdMEfJSbQs9GBm3gShqv3gpGlvCmApka44EUW8/s1600/BEA2.bmp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9dvW-e5dMWCPTdZGhmGKxLVjAJvE-JSzNkEGbGLxvEXJrlRfUNgI-iGvFbBe-UPeLALYf9JlhPLeugwTILex4VDxyCRn3G4SHA2NeKOdMEfJSbQs9GBm3gShqv3gpGlvCmApka44EUW8/s320/BEA2.bmp&quot; wt=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em 10 de abril de 1971, há 40 anos, era divulgado um comunicado taxativo de Paul McCartney: ele abandonava os Beatles - &quot;por diferenças pessoais, musicais e de negócios&quot; - e o grupo deixava de existir. O anúncio não provocou manifestações de histeria nem lamentos: havia a convicção de que aquilo era um rompante, algo que poderia ser acertado. Impossível imaginar um mundo sem os Beatles: eles haviam pilotado a emancipação dos anos 1960 e não poderiam nos abandonar quando começava uma década incerta. Mas era sério: no último dia de 1970, Paul apresentou uma queixa nos tribunais exigindo a dissolução da empresa comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas palavras de John Lennon, o sonho havia acabado. O sonho de uma geração inspirada por simpáticos rebeldes procedentes de uma cidade - e de um império - em declínio, o ideal da fraternidade criativa desenvolvida por quatro músicos (e o produtor George Martin, que conduziu sua vertiginosa evolução). Em termos artísticos, a ruptura representou um desastre maiúsculo: nunca se repetiria semelhante alquimia de talento em um grupo pop, tal sincronia de música e mudança social. Foi como o expressou Kurt Cobain vinte anos depois, justificando o enfoque do Nirvana: &quot;Não podemos tocar pop, os Beatles já fizeram tudo&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se seus dez anos de existência foram extraordinários, não o foram menos as quatro décadas posteriores. As impressionantes vendas dos anos 60 ficaram reduzidas pelo imenso negócio gerado posteriormente. Os Beatles sustentam uma indústria poderosa, reanimada periodicamente por reedições, remasterizações e - proximamente - sua disponibilidade em lojas digitais. Sua Liverpool natal se transformou em um parque temático para maior glória daqueles renegados que fugiram para Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O final do grupo desperta os piores instintos: acelera fobias e filias, permite atacar as mulheres - Yoko Ono, Linda Eastman... - que entraram naquele clube masculino, justifica um maniqueísmo que opõe os artistas aos homens do dinheiro. Ainda dispara abundantes especulações: tudo seria diferente se houvessem retornado aos shows, em condições mais civilizadas do que as que obrigaram a suspender as turnês; talvez tivessem se apaziguado os confrontos se contassem com um árbitro, como foi Brian Epstein até sua morte em 1967.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu desaparecimento empurrou McCartney para o timão. Ele morava no centro de Londres, enquanto os outros andavam dispersos por mansões na periferia, sem se sentir especialmente felizes. Ele era o mais social dos Beatles, alguém muito envolvido na contracultura do momento: foi o primeiro a reconhecer que tomava LSD e maconha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em julho de 1967, Paul e John, com suas respectivas companheiras, viajaram ao mar Egeu, em nome de um plano eminentemente juvenil: comprar uma ilha na qual os quatro pudessem viver e trabalhar. Nem sequer estavam conscientes de que a Grécia sofria então uma cruel ditadura militar que dificilmente teria tolerado suas peculiaridades. Falamos do mesmo grupo que no início de 1968 iniciou a Apple Corps como uma experiência de capitalismo hippie, com vários negócios que, fora a Apple Records, rapidamente se mostraram ruinosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também foi Paul, apoiado por John, quem decidiu convidar em 1969 uma equipe de filmagem durante a gravação do LP finalmente conhecido como &quot;Let It Be&quot;. Hoje sabemos que a experiência foi desastrosa, mas o plano combinava substância e audácia: além de conseguir um filme rentável, esperavam uma catarse regeneradora, ao obrigar-se a criar música diante das câmeras. Anos depois, os membros do Metallica se submeteriam a uma terapia semelhante, da qual saíram fortalecidos e com um documentário memorável, &quot;Some Kind of Monster&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi nessas sessões infelizes que George Harrison explodiu. De idade inferior à dos outros, sentia-se menosprezado na hora de dividir o jogo. E também havia embarcado em uma busca espiritual, pela mão do Maharishi Manesh Yoghi, mas só ele persistiu depois da estada na Índia (um retiro paradoxalmente produtivo em termos musicais). George abandonou a gravação, gesto que logo seria repetido por Ringo Starr.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seu papel de catalisador do quarteto, Paul McCartney também dava pisões em seu sócio principal. E Lennon estava extremamente sensível: depois de separar-se de sua esposa Cynthia, desejava reinventar-se como criador vanguardista e politicamente ativo ao lado de Yoko. O novo John não tinha paciência para os compromissos necessários em um grupo; considerava os Beatles uma aventura superada, um tempo de pactos e mentiras. Pouco preparado para enfrentar a realidade, deixou-se iludir por um sujeito duro, Allen Klein. Sua insistência em tê-lo como empresário o levaria a uma colisão fatal com Paul McCartney.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;[El Pais, 14/04/2010]&lt;/strong&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/5072690444968078853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/5072690444968078853?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/5072690444968078853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/5072690444968078853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/os-beatles-ainda-reinam-quatro-decadas.html' title='Os Beatles ainda reinam quatro décadas depois do fim do grupo'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9dvW-e5dMWCPTdZGhmGKxLVjAJvE-JSzNkEGbGLxvEXJrlRfUNgI-iGvFbBe-UPeLALYf9JlhPLeugwTILex4VDxyCRn3G4SHA2NeKOdMEfJSbQs9GBm3gShqv3gpGlvCmApka44EUW8/s72-c/BEA2.bmp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-1121901887484868081</id><published>2010-04-18T08:21:00.000-03:00</published><updated>2010-04-18T08:21:12.920-03:00</updated><title type='text'>Eldorado dos Carajás: chacinas são um bom negócio no Brasil</title><content type='html'>&lt;em&gt;Leonardo Sakamoto&lt;/em&gt;, para o UOL Notícias&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-UmsADPde2McfMvwOVYOSMK77cjyDDOUOAmEaGC9bJZRJjb_lXurd4Rjsp3enmAajdibgU_1Qmr-1Ne459luLIYjvM5KGZvEd7Zshn0YwZGbEoC6dwWiToRT1sjxLO55GAqqVWuad3IQ/s1600/foto_17abril3_jpg.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-UmsADPde2McfMvwOVYOSMK77cjyDDOUOAmEaGC9bJZRJjb_lXurd4Rjsp3enmAajdibgU_1Qmr-1Ne459luLIYjvM5KGZvEd7Zshn0YwZGbEoC6dwWiToRT1sjxLO55GAqqVWuad3IQ/s320/foto_17abril3_jpg.jpg&quot; wt=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Massacre de Eldorado dos Carajás, no Sul do Pará, que matou 19 sem-terra e deixou mais de 60 feridos após uma ação violenta da Polícia Militar para desbloquear a rodovia PA-150, completa 14 anos hoje. A estrada estava ocupada por uma marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra que se dirigia à Marabá a fim de exigir a desapropriação de uma fazenda, área improdutiva que hoje abriga o assentamento 17 de Abril. A Polícia recebeu ordens de retirá-los e deu no que deu. O Massacre é considerado o maior caso contemporâneo de violência no campo, tanto que esta data passou a ser lembrada como o Dia Mundial de Luta pela Reforma Agrária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde então, a realidade pouco mudou na região. O Pará, sob forte influência de proprietários rurais e de mineradoras, é o estado com maior número de casos comprovados de trabalho escravo e um dos lideres no desmatamento ilegal. É também campeão no número de assassinatos de trabalhadores rurais em conflitos agrários e de lideranças sociais e religiosas que, marcadas para morrer, já têm uma bala batizada com seu nome. Isso sem contar o descaso com a infância, que toma forma de meninas nos bordéis e de meninos em serviços insalubres no campo. Garotas com idade de “vaca velha”, como dizem garimpeiros e peões, ou seja, com 10, 12 anos, trocam a sua alegria pela dos clientes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que é justiça? É punir apenas aqueles que apertaram o gatilho ou inclui os que, através de sua ação ou inação, também garantiram que uma tragédia acontecesse? Em 1992, 111 detentos foram mortos na já desativada Penitenciária do Carandiru após uma ação bizarra da Polícia Militar. Mais de 153 pessoas ficaram feridas, das quais 23 policiais. O falecido Coronel Ubiratan Guimarães, que coordenou a invasão/banho de sangue para conter a rebelião, foi eleito posteriormente deputado estadual, tripudiando a memória dos mortos – candidatava-se com o número 14.111. Luiz Antônio Fleury Filho, governador na época do massacre, aprovou a conduta da polícia. Hoje é deputado federal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E por aí vai: Quem foi responsável pela Chacina da Castelinho, quando um comboio de supostos criminosos foi parado próximo a um pedágio na rodovia Castelinho, em Sorocaba (SP), e 12 pessoas executadas em 2002? E pelo Massacre de Corumbiara (RR), no qual 200 policiais realizaram uma ação armada para retirar cerca de 500 posseiros que ocupavam uma fazenda no município, resultando na morte de dois PMs e nove camponeses, entre eles uma menina de 7 anos em 1995? Ou ainda Vigário Geral, em que 50 policiais militares, que estavam fora de seu horário de serviço, entraram atirando na favela e mataram 21 inocentes em 1993 como uma “prestação de contas”? &lt;br /&gt;
No caso de Eldorados dos Carajás, as autoridades políticas na época, o governador Almir Gabriel e o secretário de Segurança Pública, Paulo Câmara, não foram nem indiciados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos esses massacres e chacinas têm em comum o fato de vitimarem pessoas excluídas socialmente: camponeses, trabalhadores rurais, pobres da periferia, presos. Enquanto isso, o envolvimento de policiais militares tem sido uma constante. Se, hoje, massacres como os de 10, 20 anos atrás são mais raros, o mesmo não se pode dizer da violência policial. Comportamento que, muitas vezes, é aplaudido pela classe média, pois isso lhes garante o sono diante das hordas bárbaras. Muitas chacinas passaram a ocorrer em conta-gotas, no varejo, de forma silenciosa que não chame a atenção da mídia daí e aqui de fora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Poder Judiciário tem sua grande parcela de responsabilidade no clima de impunidade que alimenta a violência. A Justiça, que normalmente é ágil em conceder liminares de reintegração de posse e determinar despejos no caso de ocupações na cidade, é lenta para julgar e punir assassinatos e outras formas de violência contra trabalhadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que direitos humanos sejam efetivamente respeitados no país são necessárias mudanças reais, pois há impunidade também quando o governo não atua para acabar com a situação de desigualdade ou exploração que estava na origem do conflito. Seja ao permitir que garimpeiros continuem a explorar reservas indígenas, seja ao tolerar que crianças durmam na rua ou trabalhadores precisem perder a vida na luta pela reforma agrária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma relação carnal que se estabelece entre o patrimônio público e a propriedade privada não só na Amazônia, mas em outras partes do país. Muito similar ao que se enraizou com o coronelismo nordestino da Primeira República, o detentor da terra exerce o poder político, através de influência econômica e da coerção física. O já tênue limite entre as duas esferas se rompe. É freqüente, por exemplo, encontrar policiais que fazem bicos como jagunços de fazendas. O Massacre de Eldorado dos Carajás é um dos tristes episódios brasileiros em que o Estado usou de sua força contra os trabalhadores e a favor dos grandes proprietários de terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, ao final, quem estava no topo da cadeia de responsabilidade pode continuar indo para sua casa tomar um uísque e coçar a barriga. Pois sabe que sua contribuição de violência é apenas mais uma, entre outras tantas que povoam a mídia ou, pior, passam despercebidos dela e da opinião pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Após Carajás, ao menos 180 morreram em conflitos no campo no PA; Estado é o mais violento do país&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Guilherme Balza, do UOL Notícias, em São Paulo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjX1nvKDOvmuJ_-r-yx4pr-I3xx0ZplthTC2LUMzx9n_44oejNKLhn0fVd-ssOtdtyBw2Y0iv2CEmB1W8kf8R73NvAJX8h8IVIfsrF6M8S78fJ4vcqRc7uHjlqy_YwuNl_a-cfokJyOVv8/s1600/untitled.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjX1nvKDOvmuJ_-r-yx4pr-I3xx0ZplthTC2LUMzx9n_44oejNKLhn0fVd-ssOtdtyBw2Y0iv2CEmB1W8kf8R73NvAJX8h8IVIfsrF6M8S78fJ4vcqRc7uHjlqy_YwuNl_a-cfokJyOVv8/s320/untitled.gif&quot; wt=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Pará é o campeão em assassinatos cometidos em conflitos no campo nos últimos 13 anos. Das 467 mortes ocorridas no Brasil no período, 180 (39%) aconteceram no Estado, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT). O Pará registrou o maior número de homicídios em todos os anos em que os números foram levantados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos cinco anos posteriores ao massacre de Eldorado dos Carajás --no qual 19 sem-terra foram mortos e 79 mutilados ou feridos pela polícia em 17 de abril de 1996--, durante o mandato de Almir Gabriel (na época do PSDB), ocorreram 45 mortes, uma média de nove homicídios por ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 2003 e 2006, quando o Estado foi governado por Simão Jatene (PSDB), foram 88 assassinatos, ou seja, em média, 22 por ano. Após a eleição de Ana Julia Carepa (PT), as mortes no campo voltaram a cair: 26 entre 2007 e 2009, uma média de aproximadamente nove homicídios anuais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A petista foi eleita prometendo diálogo com os movimentos sociais e ações concretas para a realização da reforma agrária. Contudo, na avaliação do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o atual governo reduziu a repressão aos sem-terra, mas tem uma atuação tímida na condução da reforma agrária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nos governos anteriores a polícia reprimia as ocupações e manifestações públicas. Hoje existe a orientação de negociar com os trabalhadores”, afirma Ulisses Manaças, diretor estadual do MST no Pará e integrante da coordenação nacional do movimento. “Já na reforma agrária o Estado tem sido extremamente tímido”, acrescenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Heder Benatti, presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), defende a atual gestão, que, segundo ele, já assentou mais de 5.000 famílias, e diz que para acabar com a violência no campo é necessário adotar “ações conjugadas”. “Temos que combinar a regularização fundiária, o reconhecimento de populações tradicionais e a mediação de interesses”, diz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já Eduardo Sizo, coordenador da Câmara Setorial de Defesa Social da Secretaria de Estado de Governo, órgão responsável pela mediação dos conflitos no campo, disse que os dados da CPT serão analisados antes de o governo tomar uma posição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Vamos analisar o relatório para saber efetivamente as razões das mortes. É o inquérito policial que trará elementos elucidativos para determinar se as mortes foram causadas pela disputa agrária. É conhecendo as causas da violência que temos condições de atacá-las”, disse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Manaças, além da má-distribuição da terra, o agronegócio tem influência na violência no meio rural paraense. “A ocupação do território foi feita de forma violenta pelas elites. Desde a colonização o Pará foi visto como o exportador de matéria-prima. Hoje impera o modelo agromineral exportador, dominado pelas empresas transnacionais, e a pressão pelo lucro eleva os conflitos pela posse da terra. O agronegócio é um setor truculento, que oprime o movimento camponês”, diz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Campeão da grilagem&lt;br /&gt;
O Pará também é detentor de outro recorde negativo, causador de um impacto direto na violência no campo: é o Estado brasileiro com a maior quantidade de terras griladas -- propriedades obtidas de modo irregular, por meio da falsificação de documentos cartoriais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se fossem considerados os registros em cartório, o território do Pará teria 490 milhões de hectares, o que representa mais de três vezes o tamanho real do Estado, segundo o Tribunal de Justiça. A discrepância é causada pela superposição de propriedades nos registros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as irregularidades, estão documentos que não transferem domínio ou que não constam dados de título de origem, mais de mil registros de propriedades com área superior ao limite constitucional e ainda títulos emitidos pelo governo do Pará também em situações semelhantes, segundo o Iterpa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O instituto diz que já foram bloqueados mais de 10 mil títulos de propriedade irregulares nos últimos três anos. “Precisamos deixar o Pará do tamanho que ele é, e declarar de forma segura os títulos que são podres e os títulos que tem validade”, disse Sizo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Massacre de Eldorado dos Carajás completa 14 anos com responsáveis em liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Guilherme Balza, do UOL Notícias,em São Paulo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoAW2ZmgeFnYwVFDEYPkPbeX1DUMiuSAySxxpb-Amz9O8xIMzipnqy7k1QGJ9MOhJgC5yU_lT6T6JbVRK1FqRQR1NKXvR57alVHNLZG_39-xim5AgU-Ur7K8Tm9U4LP5CvYdWje-jgr1s/s1600/Clipboard01.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoAW2ZmgeFnYwVFDEYPkPbeX1DUMiuSAySxxpb-Amz9O8xIMzipnqy7k1QGJ9MOhJgC5yU_lT6T6JbVRK1FqRQR1NKXvR57alVHNLZG_39-xim5AgU-Ur7K8Tm9U4LP5CvYdWje-jgr1s/s320/Clipboard01.gif&quot; wt=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A operação que resultou no massacre de Eldorado dos Carajás (PA), no qual 19 sem-terra foram mortos e 79 mutilados ou feridos pela polícia na rodovia PA-150, em 17 de abril de 1996, envolveu ao menos 155 policiais militares. Além deles, tiveram participação indireta no episódio o então governador, Almir Gabriel (ex-PSDB), e o secretário de Segurança, Paulo Sette Câmara --que não foram julgados pelos crimes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De todos os envolvidos, 146 policiais foram indiciados criminalmente, e o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira foram condenados à pena máxima de detenção pelo Tribunal do Júri de Belém, em junho de 2002. Porém, 14 anos depois do massacre, tanto Pantoja, quanto Oliveira, permanecem em liberdade, já que em 2005 ambos conseguiram no STF (Supremo Tribunal Federal) o habeas corpus para aguardarem o fim do processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A concessão foi decidida pelo ministro Cezar Peluso --indicado pelo presidente Lula para o cargo--, que será empossado presidente do Supremo na próxima sexta-feira (23), em substituição a Gilmar Mendes. O último recurso da defesa dos condenados aguarda julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem previsão de data para acontecer. “Esses nunca vão ser presos. Eles são o Estado, têm dinheiro, contratam os melhores advogados”, afirma Antonio Alves de Oliveira, 50, conhecido como “Índio”, um dos sobreviventes do massacre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Duas das três balas que atingiram Índio permanecem alojadas no seu corpo: uma no joelho e outra no calcanhar. A terceira, que atingiu sua coxa, foi removida na época. “A gente vive em um estado de miséria e calamidade tão grande que não confio na saúde pública. Por isso não arrisquei tirar as balas. Elas continuam no mesmo lugar, provocando as mesmas dores, as mesmas infelicidades”, diz o sem-terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O promotor Marco Aurélio Nascimento, um dos representantes do Ministério Público Estadual que atuaram no caso, vê no processo de Carajás mais um exemplo de desprestígio dos órgãos de primeira instância da Justiça. “As decisões [em primeira instância] não são cumpridas, e as pessoas ficam recorrendo. No Brasil há uma infinidade de recursos. Os processos nunca se encerram”, afirma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O massacre&lt;br /&gt;
Em 17 de abril de 1996, os sem-terra, liderados pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), bloqueavam a rodovia para protestar contra a demora do poder público em desapropriar terras na região. Os protestos já duravam uma semana. Do gabinete de Almir Gabriel partiu a ordem para “desobstruir” a via; Sette Câmara reforçou a orientação e autorizou o uso da força para tirar os manifestantes da rodovia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pantoja disse, em seu depoimento no Tribunal do Júri, que tentou argumentar com seus superiores para que a tropa de choque da PM fosse chamada para a operação, já que seus comandados não teriam condições para cumprir a ordem. Porém, orientado a seguir com a desobstrução, o coronel partiu de Marabá com policiais munidos de armamentos pesados. No lado oposto da PA-150, a partir de Parauapebas, vieram os comandados de Oliveira, também fortemente armados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na curva do S, onde a multidão se aglomerava, os PMs utilizaram bombas lacrimogêneo para liberar a rodovia. Os sem-terra revidaram atirando pedras, paus e foices em direção dos policiais. Acuados, alguns PMs atiraram em direção aos manifestantes. Apesar dos tiros, a maioria das mortes não ocorreram no momento do enfrentamento, e sim alguns instantes depois, quando os trabalhadores já estavam rendidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O laudo da perícia constatou que a maior parte dos crimes tiveram características de execução, algumas delas com requintes de crueldade. Além das mortes, dezenas de trabalhadores sofreram ferimentos graves resultantes do uso de armas brancas pelos policiais. “Depois que os sem-terra foram dispersos que as execuções começaram. As vítimas foram mortas sem condições de defesa”, afirma o promotor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Indenizações&lt;br /&gt;
De acordo com Índio, as famílias das vítimas recebem mensalmente do Estado um salário mínimo (R$ 510, atualmente) de indenização - cerca de 10% do valor que o diretor de teatro José Celso Martinez Correa receberá de pensão vitalícia por ter sido perseguido pela ditadura, além da parcela fixa de R$ 596 mil que ele já recebeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No momento da entrevista ao UOL Notícias, Índio completava o 18º dia em Belém, onde ele e outros sobreviventes do massacre aguardavam o desfecho do trâmite na Justiça para a liberação de R$ 20 mil para cada sem-terra mutilado em Eldorado dos Carajás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Índio, os sobreviventes compartilham de um mesmo sentimento a cada aniversário do massacre. “O que nós sentimos é um massacre psicológico. É uma coisa que nunca vai sair da mente das pessoas. Abalou, mudou várias histórias no país. A gente se sente como se fosse no dia”, diz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A reportagem do UOL Notícias entrou em contato com o coronel Pantoja, mas o réu desligou o telefone quando questionado sobre o massacre. Já o major José Maria afirmou não querer se manifestar sobre o episódio. Almir Gabriel também foi procurado, mas a reportagem não conseguiu localizá-lo.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/1121901887484868081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/1121901887484868081?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/1121901887484868081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/1121901887484868081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/eldorado-dos-carajas-chacinas-sao-um.html' title='Eldorado dos Carajás: chacinas são um bom negócio no Brasil'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-UmsADPde2McfMvwOVYOSMK77cjyDDOUOAmEaGC9bJZRJjb_lXurd4Rjsp3enmAajdibgU_1Qmr-1Ne459luLIYjvM5KGZvEd7Zshn0YwZGbEoC6dwWiToRT1sjxLO55GAqqVWuad3IQ/s72-c/foto_17abril3_jpg.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-8952784745723217053</id><published>2010-04-11T12:44:00.000-03:00</published><updated>2010-04-11T12:44:19.231-03:00</updated><title type='text'>O Brasil real e o Afeganistão</title><content type='html'>Clóvis Rossi&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO9N3xC_5bLzlqxJfnbMrL07Xq1h7qFNYsbTk6y_oThu8xMJhge26Fa0i9a0nvQdEFsQXn2dDEm7S-63qFw_G2MkZYQCdWXwwANbsoP9GYxkAzIdad8fdezkmD17doKKEpCvd4ooF6kTE/s1600/pobreza.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO9N3xC_5bLzlqxJfnbMrL07Xq1h7qFNYsbTk6y_oThu8xMJhge26Fa0i9a0nvQdEFsQXn2dDEm7S-63qFw_G2MkZYQCdWXwwANbsoP9GYxkAzIdad8fdezkmD17doKKEpCvd4ooF6kTE/s320/pobreza.jpg&quot; width=&quot;212&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;SÃO PAULO - Informa a ONU: &quot;Os indicadores do Brasil em saneamento básico são, na área urbana, inferiores aos de países como Jamaica, República Dominicana e Territórios Palestinos ocupados&quot;. Sim, é isso que você leu: pior do que na Palestina ocupada.&lt;br /&gt;
Acrescenta a ONU: &quot;O Brasil rural amarga índices africanos. O acesso a saneamento básico adequado é inferior ao registrado entre camponeses de nações imersas em conflitos internos, como Sudão e Afeganistão&quot;. Sim, Afeganistão. É esse o Brasil que vai às urnas dentro de seis meses. O Brasil real, que não aparece nem no discurso do governismo nem apareceu no de José Serra, principal candidato oposicionista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serra fala, aliás, em avanços. Houve, como é óbvio. Mas não cabe um conformismo medíocre, mesmo em áreas como a redução da pobreza (que também houve). Vejamos a propósito o que diz o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, em entrevista para a revista do Ipea:&lt;br /&gt;
&quot;A classe A e B são pessoas que ganham mais de R$ 4.000, e R$ 4.000 não é propriamente uma renda extraordinária. Agora imagine que os outros todos ganham menos de R$ 4.000. Então, a maioria está lá na classe C, D e E. São mais de 50% a 60% da população. É pouco importante saber se é 60% ou 70%, porque é um número tão grande...&quot; Pulemos para educação e desigualdade. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios trabalhados pela Unicamp mostram que, no nível médio de ensino, estão na escola 75% dos jovens que pertencem ao grupo dos 20% mais ricos, contra apenas 25% dos garotos do andar de baixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É pedir demais que a campanha eleitoral se concentre em como reduzir (de preferência eliminar) a aberração que é o Brasil ser a oitava economia do planeta e o 75º país em desenvolvimento humano?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[Folha de São Paulo, 11/04/2010]&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/8952784745723217053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/8952784745723217053?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/8952784745723217053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/8952784745723217053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/o-brasil-real-e-o-afeganistao.html' title='O Brasil real e o Afeganistão'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO9N3xC_5bLzlqxJfnbMrL07Xq1h7qFNYsbTk6y_oThu8xMJhge26Fa0i9a0nvQdEFsQXn2dDEm7S-63qFw_G2MkZYQCdWXwwANbsoP9GYxkAzIdad8fdezkmD17doKKEpCvd4ooF6kTE/s72-c/pobreza.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-4844722374065800092</id><published>2010-04-11T12:42:00.000-03:00</published><updated>2010-04-11T12:42:55.338-03:00</updated><title type='text'>Caldeira fervente</title><content type='html'>&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Rafael Cariello&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjiTq_ioIC3NclhfWrHeLKZIWi4km47rS863FJpfTb7l1lIIdTg1B3AK-xaDOaQgmwBitxJe7SfzY3bhqDznmgDlhWOSdte5AwX_hD64utmQkYVvpaJRJTfn7sJANLhollHFWejV7r2kw/s1600/veliero1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;275&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjiTq_ioIC3NclhfWrHeLKZIWi4km47rS863FJpfTb7l1lIIdTg1B3AK-xaDOaQgmwBitxJe7SfzY3bhqDznmgDlhWOSdte5AwX_hD64utmQkYVvpaJRJTfn7sJANLhollHFWejV7r2kw/s320/veliero1.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Em nova obra, historiador diz que esquerda brasileira se enganou na interpretação do Brasil e afirma que país não era refém da metrópole&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Processos de revisão histórica exigem trabalho redobrado. Não basta chamar atenção para fatos que antes passavam despercebidos ou explicar, de maneira inédita, o passado.&lt;br /&gt;
Uma vez estabelecida a nova interpretação, é hora de perguntar: como foi possível que os pesquisadores de décadas passadas não vissem isso? O que levou historiadores, por tanto tempo, a se &quot;enganar&quot;?&lt;br /&gt;
Já faz mais de duas décadas que a visão sobre o passado colonial brasileiro tem mudado radicalmente. O novo livro de Jorge Caldeira, &quot;História do Brasil com Empreendedores&quot;, cumpre o importante trabalho de sintetizar e divulgar boa parte dos trabalhos acadêmicos recentes que contribuíram para essa empreitada.&lt;br /&gt;
Mas vai além, ao buscar uma explicação para a vigência da interpretação anterior, que prevaleceu na maior parte do século passado.&lt;br /&gt;
Ficou para trás, como mostra Caldeira, a ideia de uma América portuguesa pobre e espoliada pelas metrópoles europeias. Passou a prevalecer a interpretação de uma economia mais dinâmica e uma sociedade muito mais complexa do que as explicações que colocavam ênfase na dependência colonial deixavam ver.&lt;br /&gt;
As razões do atraso do país são mais recentes e determinadas não pela transferência de recursos para Portugal, mas pelas escolhas que uma elite política e econômica, residente no Brasil, fez.&lt;br /&gt;
A contribuição inédita de Caldeira, autor da importante biografia de Irineu Evangelista de Sousa, &quot;Mauá - Empresário do Império&quot; (Cia. das Letras), está na segunda tarefa, para a qual é dedicada metade de seu novo livro.&lt;br /&gt;
Ele diz ter descoberto, de maneira fortuita, uma espécie de véu ideológico no trabalho de Caio Prado Jr. (1907-90), pai das explicações hegemônicas sobre o país entre os anos de 1930 e 1980.&lt;br /&gt;
Há mais de uma década, enquanto pesquisava para seu doutorado em ciência política, na USP, ele notou semelhanças impressionantes entre trechos das obras de Prado Jr. e do historiador conservador Oliveira Vianna (1883-1951).&lt;br /&gt;
A visão que Prado Jr. -autor marxista e referência para gerações de pesquisadores de esquerda- tinha do Brasil havia sido cunhada, em grande medida, por Vianna, pensador antiliberal e crítico da democracia representativa, diz.&lt;br /&gt;
Parte da esquerda brasileira, portanto, seria herdeira direta do pensamento conservador da virada do século 19 para o 20. Ambas, às vezes pelas mesmas razões, às vezes por motivos diversos, leram mais de quatro séculos de história como a narrativa de um país cronicamente inviável.&lt;br /&gt;
Foi Vianna, antes de Prado Jr., quem colocou o &quot;latifúndio&quot; no centro de seu modelo explicativo sobre as razões do atraso brasileiro. Para o conservador, as consequências da importância exacerbada da fazenda exportadora eram sobretudo políticas.&lt;br /&gt;
A sociedade brasileira se via reduzida à oposição entre senhores e escravos, e entre eles uma massa de homens dependentes dos proprietários, incapazes de se associar livremente e criar o substrato social necessário para a vigência, mais tarde, da democracia.&lt;br /&gt;
Daí por que o modelo liberal -incluindo o voto direto- era estranho ao país e não deveria ser importado, dizia Vianna. Prado Jr. foi diretamente influenciado por esse modelo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;O capital ficava aqui&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Caldeira compara trechos extensos das obras dos dois autores para mostrar os empréstimos interpretativos do historiador marxista -que, no entanto, centrou esforços na explicação das consequências econômicas do &quot;latifúndio agrário-exportador&quot;.&lt;br /&gt;
Por ser montada sobre uma base material de grandes fazendas voltadas para o comércio externo, a América portuguesa -segundo o modelo de Prado Jr. e da explicação hegemônica sobre o país depois dele- era pobre, dependente, desprovida de lógicas política e ideológica próprias tanto quanto de dinamismo econômico interno.&lt;br /&gt;
Versão falhada, mero simulacro, da sociedade europeia e, mais tarde, da americana. Pesquisas recentes, citadas por Caldeira, demonstram que a explicação estava errada. O país não só dispunha de um dinâmico mercado interno já no século 18 como boa parte da riqueza que sua elite acumulava não era transferida para Portugal -ao contrário, era reinvestida na própria colônia.&lt;br /&gt;
Do ponto de vista social, a maior parte da população não era composta por senhores ou escravos, mas por homens livres, mestiços, que estavam longe de ser meros agregados dos poderosos.&lt;br /&gt;
Muitos eram lavradores ou comerciantes, e a forma mais comum de propriedade não era o latifúndio, mas o sítio, o pequeno pedaço de terra trabalhado pela família. Apenas um décimo da população livre era proprietária de escravos.&lt;br /&gt;
Forçando bastante a analogia com os tempos atuais, é como se as pesquisas das últimas décadas tivessem descoberto uma enorme &quot;classe C&quot; no passado colonial do país -além de uma pujante elite financeira.&lt;br /&gt;
São esses os &quot;empreendedores&quot; da obra de Caldeira: não só os traficantes de escravos e &quot;banqueiros&quot; que se encontravam no topo da pirâmide econômica mas também os pequenos comerciantes e lavradores, bandeirantes e proprietários de pequenas manufaturas.&lt;br /&gt;
O comércio era intenso, a colônia enriqueceu e, ao final do século 18, o Brasil já era indubitavelmente mais rico que sua metrópole, Portugal. O caminho para a acumulação não estava na produção em grande escala de mercadorias, como viria a acontecer em todo o mundo depois da Revolução Industrial. Na América portuguesa, exatamente como nos países europeus do Antigo Regime, eram os grandes comerciantes que enriqueciam.&lt;br /&gt;
Acumulavam recursos e emprestavam dinheiro aos proprietários. Mas também havia comércio e investimento em menor escala, espalhados de forma capilar pela colônia. Eram esses canais que permitiam a acumulação de recursos, o reinvestimento na produção e o enriquecimento material -para falar em termos atuais, o &quot;crescimento do PIB&quot;.&lt;br /&gt;
Não se trata ainda de capitalismo. Não havia relações contratuais ou de troca monetária em larga escala, como hoje. Para investir, e enriquecer, os &quot;empreendedores&quot; dependiam de relações de confiança, da teia de vínculos sociais que criavam. Ao casar, criar laços de compadrio ou de dependência, a sociedade colonial se reproduzia segundo uma lógica que não era &quot;utilitarista&quot;, que não visava simplesmente o lucro, mas que não excluía o ganho material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Fiado e dote&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Esse modelo misto já foi flagrado por outros historiadores, e Caldeira tenta uma sistematização para o caso brasileiro. O adiantamento de bens ou recursos, a instituição do &quot;fiado&quot;, o empréstimo e o dote criavam canais que levavam ao enriquecimento do credor ao mesmo tempo em que se baseavam em relações pessoais.&lt;br /&gt;
Sem esse &quot;capital&quot;, não se poderia explicar de onde o interior da colônia tirava recursos para se reproduzir materialmente, para ampliar seus negócios -da criação de gado ao plantio de alimentos para a venda no mercado interno.&lt;br /&gt;
Como se vê, há analogias óbvias, da &quot;classe C&quot; à expansão do crédito, entre essa interpretação renovada do Brasil Colônia e certa euforia econômica atualmente vivida pelo país. Mas seria um erro fazer de uma o reflexo da outra. As pesquisas que mudaram a compreensão sobre o passado do país tiveram seu grande impulso em um momento completamente diferente, entre o final dos anos 80 e início dos 90, quando o ambiente político e econômico no Brasil era outro.&lt;br /&gt;
Não será surpresa, no entanto, se a atual atenuação do secular complexo de vira-latas dos brasileiros contribuir para uma maior difusão desses trabalhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[Folha de São Paulo, 11/04/2010]&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/4844722374065800092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/4844722374065800092?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/4844722374065800092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/4844722374065800092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/caldeira-fervente.html' title='Caldeira fervente'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjiTq_ioIC3NclhfWrHeLKZIWi4km47rS863FJpfTb7l1lIIdTg1B3AK-xaDOaQgmwBitxJe7SfzY3bhqDznmgDlhWOSdte5AwX_hD64utmQkYVvpaJRJTfn7sJANLhollHFWejV7r2kw/s72-c/veliero1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-7724991858537592726</id><published>2010-04-11T12:40:00.000-03:00</published><updated>2010-04-11T12:40:13.892-03:00</updated><title type='text'>Novo estudo revela planos soviéticos para a Terceira Guerra Mundial</title><content type='html'>Matthias Schulz&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh85hCluZJPswm2ynKMKvJbFDf9eIqTfRfwLmRWOYLrLbjKdb5yjYBfc2zuJGQxM3H8FAdFoDHNOZZ27w4zCyOqPYycf-5wlZ0NdlzwHR9anj94c4XGgq97MktMVqhJljy0Qwq4QwB019I/s1600/US-Russian_nuclear_sub_battle.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh85hCluZJPswm2ynKMKvJbFDf9eIqTfRfwLmRWOYLrLbjKdb5yjYBfc2zuJGQxM3H8FAdFoDHNOZZ27w4zCyOqPYycf-5wlZ0NdlzwHR9anj94c4XGgq97MktMVqhJljy0Qwq4QwB019I/s320/US-Russian_nuclear_sub_battle.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Os historiadores alemães estão divididos sobre a importância de um maciço &quot;bunker&quot; da era comunista na antiga Alemanha Oriental. Ele seria usado como posto de comando no caso de uma invasão soviética à Europa Ocidental? Hoje os pesquisadores acreditam que a Europa esteve mais perto do abismo nuclear do que se acreditava anteriormente.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Trafegando em caminhões totalmente fechados, uma equipe de construção militar sob o comando do Exército Nacional do Povo da Alemanha Oriental foi levada a uma remota área de floresta perto de Kossa, no estado da Saxônia, que na época fazia parte da Alemanha Oriental comunista. Eles não podiam ouvir nada, ver nada ou dizer nada - estavam ali só para trabalhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro os soldados montaram 6 km de cerca de aço e instalaram nela 6 mil volts de eletricidade. Os homens fizeram buracos profundos com escavadeiras e neles ergueram paredes de concreto. Depois a instalação subterrânea foi dotada de sistemas eletrônicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fortaleza secreta foi concluída em 1979. Localizada no meio de um campo de arbustos, a instalação consistia em seis casamatas separadas que só podem ser vistas do ar, espalhadas por uma área de 75 hectares e construídas com portas de aço resistente a explosões e chuveiros de descontaminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer pessoa interessada em visitar as instalações hoje deveria usar botas de borracha. A estrada passa por espessas florestas de pinheiros e termina em um portão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olaf Strahlendorff, que é o diretor do Museu Militar de Kossa, sai de uma cabana pintada em camuflagem para cumprimentar os visitantes. &quot;Olá&quot;, diz. &quot;É daqui que os russos planejavam conduzir a Terceira Guerra Mundial.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passando por câmaras de ar à prova de gás, o homem desce por uma escada estreita, onde se veem macacões protetores e dosímetros enferrujados. O ar está pesado, cheirando a madeira compensada mofada. Caminhões militares com antenas de satélite estão estacionados dentro de estruturas subterrâneas de 40 metros de comprimento, conhecidas como &quot;tubos para veículos&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até recentemente, a linha oficial era que essa instalação incomum serviu como abrigo para o comando territorial do Terceiro Distrito Militar do Exército Nacional do Povo, que teria cerca de 90 mil soldados sob seu comando em períodos de guerra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Linha direta para Moscou&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Mas diversos historiadores hoje suspeitam que ela tivesse outro objetivo. Por exemplo, Torsten Diedrich, do Instituto de Pesquisa Histórica Militar, sediado em Potsdam, atribui um papel muito maior à casamata - que as forças armadas alemãs, as Bundeswehr, talvez em uma medida míope, venderam para um taxidermista da África do Sul em 1993. &quot;Kossa era um bunker de comando para o Pacto de Varsóvia&quot;, diz Diedrich.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso de hostilidades militares, 350 oficiais e oficiais subgraduados, juntamente com uma equipe completa de telecomunicações de 250 especialistas, poderiam ter-se servido nesse posto fortificado, semelhante a uma prisão, onde teriam comandado um exército de milhões rumando para a Europa Ocidental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda hoje há telefones empoeirados na casamata. Antenas subterrâneas se estendem sob o solo da floresta. O bunker tinha linhas diretas para Moscou. Usando estações de rádio troposféricas, eles poderiam enviar mensagens mesmo através de grandes clarões atômicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas isso teria sido suficiente para a batalha final? Alguns especialistas continuam céticos. &quot;Eu acho um pouco pequeno demais para um centro de comando na linha de frente&quot;, diz o historiador do Bundeswehr Heiner Bröckermann.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Estruturas misteriosas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Por trás da controvérsia há um problema fundamental. Embora os filmes de Hollywood costumem retratar os rudes marechais soviéticos com os dedos prestes a apertar o botão vermelho, nenhum historiador contemporâneo pode dizer com qualquer grau de certeza onde se localizariam os postos de comando de uma guerra nuclear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando os soviéticos se retiraram da antiga Alemanha Oriental, deixaram para trás um grande número de estruturas defensivas e campos de treinamento militar contaminados, mas ninguém sabe exatamente qual era o objetivo dessas instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que está claro, porém, é que no caso de uma guerra o líder alemão-oriental Erich Honecker teria se refugiado em Prenden, perto de Berlim, onde o Politburo tinha montado um vasto bunker fortificado, com uma cozinha completa e banheiro. Mas qual era o objetivo dos outros 1.200 bunkers da Alemanha Oriental?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em dia, caçadores de tesouros armados de detectores de metais ocasionalmente vasculham as câmaras subterrâneas mofadas. Algumas das estruturas desmoronaram ou estão cheias de água. Outras foram transformadas em museus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cogumelos já brotaram no posto de comando de Kreien. Enquanto isso, em Mosel, perto de Zwickau, um antigo quartel-general do Exército Nacional do Povo hoje abriga uma instalação para testes de motores da Volkswagen. &quot;Os arquivos russos continuarão selados por mais 70 anos&quot;, diz Diedrich, &quot;e por isso não sabemos o suficiente para decifrar o objetivo desses prédios.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, pode-se deduzir um bocado sobre o formato geral dos cenários russos para uma guerra mundial entre os blocos oriental e ocidental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando diversos arquivos foram abertos depois do fim da Guerra Fria, o mundo ficou sabendo que o exército soviético estava preparado para pegar o Ocidente de surpresa com um ataque decisivo. A Europa esteve mais perto do abismo nuclear do que muitos imaginavam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É verdade que os planejadores militares do bloco oriental sempre trabalharam com base na suposição de que uma &quot;agressão&quot; viria da Otan. No entanto, teria bastado para os soviéticos descobrir evidências seguras de um ataque iminente para que o comando geral ordenasse um ataque nuclear preventivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse ataque foi planejado para ser rápido e surpreendente. &quot;Eles estavam determinados a conduzir a guerra no território do adversário&quot;, diz o historiador contemporâneo Harald Nielsen.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se preparar para a eventualidade de um conflito militar em plena escala, os mais graduados militares de Moscou dividiram o mundo em 14 &quot;teatr voiny&quot; (&quot;teatros de guerra&quot;), que se estendiam do Extremo Oriente ao oceano Ártico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Kremlin previu os combates mais pesados na Europa Central. A região tem &quot;importância econômica destacada e particularmente grandes reservas de pessoas&quot;, notou o ex-comandante e chefe do Pacto de Varsóvia Andrei Grechko.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto levou a aliança comunista a manter cem maciças divisões (aproximadamente 2 milhões de soldados) de prontidão para o &quot;teatro de guerra ocidental&quot;. Somente no território da Alemanha Oriental os russos tinham 7 mil tanques, 6.500 transportes de pessoal blindados, 700 aviões e 31 depósitos de ogivas nucleares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Procedimento rápido&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
No momento em que a ordem fosse emitida, tudo aconteceria extremamente rápido:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;* No norte, o exército polonês deveria avançar e chegar à península da Jutlândia, perto da Dinamarca, em 6 dias;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;* A frente sudoeste (reforçada por unidades checas) deveria marchar para o estado da Baviera, no sul da Alemanha;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;* Caberia à &quot;frente central&quot;, apoiada por divisões da Guarda Soviética, romper a fronteira em Helmstedt e avançar para a região do Ruhr e da Lorena na França.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante os primeiros 90 minutos, esse ataque por terra teria sido acompanhado de uma chuva de ogivas convencionais e nucleares destinadas a milhares de alvos predeterminados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Instalações da Otan, aeroportos e centros de comunicações, gabinetes de governo, usinas de energia e cruzamentos de tráfego até o rio Reno seriam reduzidos a cinzas. Mapas de campanha do Pacto de Varsóvia hoje acessíveis têm círculos vermelhos sobre as cidades de Antuérpia, Amsterdã, Bremen, Cuxhaven, Emden e Munique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&quot;Rolo compressor&quot;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Então os tanques seriam despachados. &quot;Os soldados atacantes deveriam atingir as margens do Reno antes que qualquer um demonstrasse sintomas de radiação&quot;, diz o historiador polonês Pawel Piotrowski. O plano então era substituir essas tropas contaminadas por radiação por unidades do &quot;Segundo Esquadrão Estratégico&quot;. As autoridades da Otan chamavam isto de &quot;rolo compressor polonês-soviético&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma campanha tão colossal teria exigido uma sala de guerra - um centro nevrálgico para coordenar os vários exércitos, forças de ar e terra e brigadas de mísseis. Mas onde ele se localizava?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que os historiadores sabem é que se uma grande guerra tivesse irrompido na década de 1970 o comandante em chefe das Forças Armadas Unidas do Pacto de Varsóvia, Leonid Brejnev, teria se deslocado para uma casamata perto de Moscou. É para lá que as linhas de comando teriam convergido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Legnica, na Polônia, a 20 km a leste do rio Oder, que corre pela fronteira polonesa-alemã, foi localizado um posto avançado de comando que teria sido o quartel-general de coordenação de toda a Europa. Ao todo, 300 generais e 60 mil soldados estavam constantemente estacionados lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Esconderijo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Nesse posto de comando ficava longe demais, porém, para um ataque-relâmpago lutado na região entre os rios Elba e Reno. Além disso, documentos mostram que o comando operacional para esse grande assalto ao Ocidente ficaria nas mãos do alto comando das forças armadas soviéticas na Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os principais comandantes dessa unidade viviam em uma base militar em Wünsdorf, ao sul de Berlim, embora durante um estado de alerta reforçado eles teriam fugido imediatamente para outro local. O sigilo da base havia sido violado - a Otan a havia localizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para onde teriam ido os principais oficiais? Que esconderijo teriam escolhido para uma guerra nuclear? Essa é a pergunta chave.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hans-Albert Hoffmann, um ex-tenente-coronel do Exército Nacional do Povo, acha que sabe para onde eles teriam rumado. Ele supõe que o staff da frente, que incluía até mil oficiais, teria passado fugido discretamente durante a noite e rumado para &quot;Möhlau ou Schwepnitz&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os nomes representam duas instalações militares soviéticas que nunca foram usadas em tempo de paz e eram mantidas estritamente secretas. A instalação de Möhlau está fechada hoje, depois de ter sido demolida com explosivos. Schwepnitz - que nunca foi totalmente explorada - tem dois níveis subterrâneos e está inundada de água da chuva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Falkenhagen, no estado alemão de Brandemburgo, é muitas vezes citado como o antigo centro de comando de guerra nuclear da Alemanha Oriental. Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas construíram uma usina química dentro do bunker de concreto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Ideal para atacar o Ocidente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Hoje outro local chamou a atenção das pessoas: Kossa. &quot;Sua localização geográfica teria tornado o bunker ideal para o grande ataque contra a Europa Ocidental&quot;, diz Strahlendorff. Além disso, a Otan nunca descobriu a instalação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro fato que sustenta essa teoria é o de que Kossa estava praticamente lotado de material eletrônico para comunicações. A instalação tinha até um computador &quot;mainframe&quot; AP3, feito pela fábrica alemã-oriental Robotron. Tecnologia de vídeo sofisticada teria possibilitado enviar planos de batalha diretamente para a frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ainda há dúvidas. Alguns especialistas dizem que a casamata na Saxônia é simplesmente pequena e desconfortável demais. Os banheiros parecem demasiado espartanos. &quot;Um general jamais teria se sentado em um destes&quot;, diz Bröckermann. A construção também não tinha uma cozinha adequada: em uma emergência, a elite militar de Moscou teria de comer bolachas e carne enlatada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, eles certamente não pretendiam usar o posto de comando por muito tempo. Segundo seus planos, os soviéticos pretendiam atingir o Reno em sete dias - e o Atlântico em 12.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Milhares de vítimas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Também há acordo sobre o fato de que na antiga Alemanha Oriental a instalação esteve plenamente operacional a todo momento. Uma equipe de 48 técnicos recrutados mantinha o equipamento, todas as salas aquecidas e garantia que a cerca elétrica estivesse ligada - o que representou um consumo elétrico anual de 345 mil kWh.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos esses esforços foram - felizmente - inúteis. O inferno nuclear nunca foi lançado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, o bunker foi responsável por um grande número de vítimas - animais silvestres. Como explica Strahlendorff, &quot;milhares de coelhos e cervos morreram na cerca elétrica&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[Der Spiegel, 11/04/2010]&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/7724991858537592726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/7724991858537592726?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/7724991858537592726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/7724991858537592726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/novo-estudo-revela-planos-sovieticos.html' title='Novo estudo revela planos soviéticos para a Terceira Guerra Mundial'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh85hCluZJPswm2ynKMKvJbFDf9eIqTfRfwLmRWOYLrLbjKdb5yjYBfc2zuJGQxM3H8FAdFoDHNOZZ27w4zCyOqPYycf-5wlZ0NdlzwHR9anj94c4XGgq97MktMVqhJljy0Qwq4QwB019I/s72-c/US-Russian_nuclear_sub_battle.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-6723966703514104306</id><published>2010-04-11T12:35:00.000-03:00</published><updated>2010-04-11T12:35:56.905-03:00</updated><title type='text'>Shakespeare foi Shakespeare</title><content type='html'>&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Patricia Tubella, em Londres&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFb9xfzFJXudUeM5j7TZ1zgFFL7GIKIbeAXmUy0QaiX4ooEJacb8jvDTj3fdf5Cnmy3WC-F2ouV6MndP05wadJ9Wb-oiHF3tMSgOoBe5Ovb5uFPR_w2GqyN7dRDRbCkJ1Gd8StmT6dHlA/s1600/silly-shakespeare.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFb9xfzFJXudUeM5j7TZ1zgFFL7GIKIbeAXmUy0QaiX4ooEJacb8jvDTj3fdf5Cnmy3WC-F2ouV6MndP05wadJ9Wb-oiHF3tMSgOoBe5Ovb5uFPR_w2GqyN7dRDRbCkJ1Gd8StmT6dHlA/s320/silly-shakespeare.jpg&quot; width=&quot;237&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;O especialista James Shapiro desmonta as teorias que negam sua existência&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Shakespeare escreveu as obras de Shakespeare? A verdadeira identidade do maior dramaturgo de todos os tempos, que legou obras repletas de símbolos universais como a paixão, a ambiguidade, a sátira ou o instinto político, continua dividindo os círculos culturais quase 400 anos depois da morte do bardo de Stratford-upon-Avon (1564-1616). Foi um impostor, uma fraude, a assinatura encobridora de um personagem mais ilustre? As teorias conspiratórias nunca deixaram de estar em voga, mas na era da internet dispõem inclusive de uma melhor tribuna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Representantes da nata teatral britânica, como Derek Jacobi ou Vanessa Redgrave, aderiram a essa corrente de ceticismo. O diretor Mark Rylance afirma sem recato que a criação de Hamlet, Otelo ou Macbeth foi produto de uma &quot;cabala literária&quot;, da qual fazia parte sir Francis Bacon. Antes deles, outras figuras de renome como Mark Twain, Henry James ou Sigmund Freud demonstraram preconceitos culturais semelhantes, apoiando-se em um certo esnobismo e em algumas pistas mais que precárias, na opinião do escritor americano James Shapiro, que desmontou todas essas teorias em seu livro &quot;Contested Will: Who Wrote Shakespeare?&quot; [Testamento contestado: quem escreveu Shakespeare?].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como pôde o filho de um simples comerciante de lã, açougueiro e meeiro, um homem de estudos limitados que escrevia para pagar suas dívidas e que nunca viajou, entender o mundo de reis e cortesãos, tratar de assuntos de Estado, filosofia, leis, música ou a arte da falcoaria? Shapiro, professor da Universidade Columbia e especialista na obra do autor inglês (a quem já dedicou o livro &quot;Um Ano na Vida de William Shakespeare: 1599&quot;), propõe um percurso histórico por algumas das teorias negacionistas de maior repercussão para salientar, antes de tudo, seu anacronismo: as suspeitas sobre a pluma de Shakespeare só surgem 200 anos depois de sua morte. Ninguém antes encarou a leitura de suas obras levando em conta a biografia do criador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Denso em histórias e argumentos, ao mesmo tempo que ameno, &quot;Contested Will: Who Wrote Shakespeare?&quot; relata como as teorias alternativas nascem no início do século 19, quando se fortalece a suposição de que os trabalhos artísticos são reflexo das chaves pessoais do autor e devem ser interpretados como uma autobiografia, inclusive espiritual, segundo os românticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A americana Delia Bacon, filha de um pregador visionário, afirmou em um estudo publicado em 1857 que Shakespeare era &quot;um iletrado e ator de quarta categoria, simples demais&quot; para ter concebido uma obra que manifesta &quot;os últimos refinamentos da mais alta educação parisiense&quot;. Escolheu como alternativa o poeta, filósofo e cientista Francis Bacon (do qual não era parente), com o argumento de que seu ódio secreto ao despotismo monárquico o obrigava a recorrer a um pseudônimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Influenciada pelas ideias de Mark Twain - que também afirmava que Elisabeth 1ª era na verdade um homem -, Delia Bacon não trouxe mais que elucubrações para o debate, embora, ao morrer em um hospital psiquiátrico, uma nova geração tenha tomado seu lugar com uma vasta produção de artigos. Em 1920, o professor T. J. Looney atribuiu em um livro a autoria das obras a Edward de Vere, conde de Oxford, baseando-se em seus conhecimentos de falcoaria, na coincidência de que tinha três filhas - como o rei Lear - e outras generalidades. Looney passa por alto que o conde morreu em 1604, antes de ter sido escrito o grosso da obra shakespeariana. Isso não foi obstáculo para que Sigmund Freud abraçasse a teoria como alimento de suas próprias obsessões: relacionou o complexo de Édipo de Hamlet com o de Edward de Vere, impotente diante do casamento de sua mãe com outro homem depois de enviuvar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra tese afirma que o dramaturgo e poeta inglês Christopher Marlowe - assassinado em 1593 - fingiu sua morte para continuar escrevendo sob o nome de William Shakespeare, de quem era contemporâneo. Essa teoria denota, segundo Shapiro, a resistência entre um vasto setor do mundo acadêmico a aceitar que William Shakespeare escreveu várias de suas obras em coautoria. Porque Marlowe foi um desses colaboradores, em uma prática habitual nos tempos do teatro elisabetano. Inclusive hoje, acrescenta Shapiro, os estudiosos estão muito longe de entender como o bardo e seus coautores dividiam tramas e personagens, revisavam seus respectivos trabalhos ou unificavam estilos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade é que apenas um punhado de documentos confirma a trajetória privada do escritor que deixou tal marca na literatura universal. Nem sequer existe absoluta certeza sobre seus verdadeiros traços físico, objeto de perene controvérsia entre historiadores e especialistas do mundo da arte. Mas o veredicto de Shapiro é uma defesa a toda regra do homem de Stratford. Seu retrato o apresenta como um homem de teatro, que lia, observava, escutava e colocava tudo em obras que refletem o gênio da imaginação. Sim, conclui Shapiro, Shakespeare escreveu Shakespeare.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[El Pais, 10/04/2010]&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/6723966703514104306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/6723966703514104306?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/6723966703514104306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/6723966703514104306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/shakespeare-foi-shakespeare.html' title='Shakespeare foi Shakespeare'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFb9xfzFJXudUeM5j7TZ1zgFFL7GIKIbeAXmUy0QaiX4ooEJacb8jvDTj3fdf5Cnmy3WC-F2ouV6MndP05wadJ9Wb-oiHF3tMSgOoBe5Ovb5uFPR_w2GqyN7dRDRbCkJ1Gd8StmT6dHlA/s72-c/silly-shakespeare.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-2575749472777352596</id><published>2010-04-11T12:31:00.001-03:00</published><updated>2010-04-11T12:36:20.958-03:00</updated><title type='text'>Extrema direita avança na Hungria e no resto do Leste Europeu</title><content type='html'>&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Gloria Torrijos, em Viena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7jjtKGFMlh9bQMVPF816OxmpmZKElr0NVDlQdFcGjS7ZreXtUktvigXtKFslvYvwskvuOyW9h1GgjZPKvQUWtbfwlDLpbB0KXbg0L1wzTTaf9hjSj_hpRtQXwjRNeVQr-lqSqeYAC4OY/s1600/u__Jobbik_.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;192&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7jjtKGFMlh9bQMVPF816OxmpmZKElr0NVDlQdFcGjS7ZreXtUktvigXtKFslvYvwskvuOyW9h1GgjZPKvQUWtbfwlDLpbB0KXbg0L1wzTTaf9hjSj_hpRtQXwjRNeVQr-lqSqeYAC4OY/s320/u__Jobbik_.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Pesquisas preveem que será a segunda força política nas eleições húngaras de 11 e 25 de abril&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
A direita radical, xenófoba e ultranacionalista representada pelo partido Jobbik (Movimento para uma Hungria Melhor) poderá se transformar nas eleições legislativas da Hungria, em 11 e 25 de abril, na segunda força política, desalojando os socialistas do MSZP, no governo, do qual se prevê que sofra um duro revés e caia do primeiro para o terceiro lugar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrita política orçamentária aplicada pelos socialistas em troca do empréstimo de 20 bilhões de euros (cerca de R$ 48 bilhões) pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a União Européia (UE) para salvar a Hungria da falência é impopular entre sua população, que viu maiores impostos, menores ajudas estatais, cortes nas aposentadorias e o cancelamento do 13º salário anual. As razões que alimentam o sucesso do jovem Jobbik – que, embora criado em 2003, participou pela primeira vez isoladamente das eleições para o Parlamento Europeu em 2009, nas quais obteve 15% dos votos (três lugares) - são o descontentamento, a falta de esperança, tensões sociais e agressões, devido à grave crise econômica do país centro-europeu, a pior em sua democracia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O prognóstico, segundo as últimas pesquisas, de que o Jobbik consiga até 18% dos votos se baseia na falta de confiança nos socialistas, por obrigarem a apertar o cinto, e o desgaste de oito anos no poder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas também porque o Jobbik atiçou o ódio &quot;contra os bodes-expiatórios tradicionais nesta região europeia&quot;: ciganos, judeus e homossexuais. A isso somam-se &quot;teorias de conspirações mundiais&quot;, analisa Anton Pelinka, catedrático de ciências políticas e estudos do nacionalismo na Universidade Centro-Europeia em Budapeste.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa tática encontra um campo fértil entre os populistas de direita nos países da região, em contraposição ao medo da imigração que domina os discursos da direita populista na Europa Ocidental, afirma Pelinka.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os bancos e as multinacionais são, para o Jobbik, outros culpados, dos quais exige que &quot;paguem impostos&quot; e dos segundos &quot;que paguem mais&quot;, e assim &quot;a Hungria voltará a ser dos húngaros&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A intensa campanha eleitoral do Jobbik, mais que a de nenhum outro partido e que quase não é repercutida nos grandes veículos da imprensa local, contribui para seu grande apoio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quase diariamente o Jobbik, encabeçado por jovens políticos radicais com conhecimentos de mídia, realiza cerca de 12 atos eleitorais na área deprimida do leste da Hungria, dos quais participam seu líder, Gabor Vona, e o padre Lóránt Hegedus, conhecido por seus slogans antissemitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A falta de cobertura jornalística também é compensada pelo Jobbik, considerado neofascista por sua semelhança com o movimento da Cruz Gamada - aliado do Terceiro Reich da Alemanha nazista -, com o contato pessoal de seus ativistas, que vão de porta em porta. Parece que essa estratégia dá frutos entre uma parte do eleitorado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a criação da Guarda Húngara, embora proibida nos tribunais, o &quot;exército&quot; do Jobbik, que marcha marcando o passo, com bandeiras e saudações paramilitares, pelos assentamentos ciganos, amplia o sentimento de medo contra &quot;os inimigos da pátria&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora essa força desempenhe um papel decisivo nas eleições e para muitos seja uma ameaça à democracia, as pesquisas preveem uma vitória segura da Aliança de Jovens Democratas, do carismático ex-primeiro-ministro Viktor Orban, que exerceu essa função de 1998 a 2002 e que chegou a ela com apenas 35 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[El Pais, 10/04/2010]&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/2575749472777352596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/2575749472777352596?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/2575749472777352596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/2575749472777352596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/extrema-direita-avanca-na-hungria-e-no.html' title='Extrema direita avança na Hungria e no resto do Leste Europeu'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7jjtKGFMlh9bQMVPF816OxmpmZKElr0NVDlQdFcGjS7ZreXtUktvigXtKFslvYvwskvuOyW9h1GgjZPKvQUWtbfwlDLpbB0KXbg0L1wzTTaf9hjSj_hpRtQXwjRNeVQr-lqSqeYAC4OY/s72-c/u__Jobbik_.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-5556843791163936735</id><published>2010-04-11T11:48:00.000-03:00</published><updated>2010-04-11T11:48:33.969-03:00</updated><title type='text'>Igreja Católica:  Protegendo os infratores, ignorando as vítimas</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKInVW8Ui1MXLrIvFJ8e4yRQ7Q27vGU5CkLIWGEXOSXegLGFiwY70lWbhpVvCEUfCfAvIUTGYGKCuOG9nPYWRNJesw1VHz4wgH5aV2L4D31kWTA2sbFct1hHS0qXvHHeUTKR6f_wxHqUo/s1600/igreja-catolica-e-pedofilia.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKInVW8Ui1MXLrIvFJ8e4yRQ7Q27vGU5CkLIWGEXOSXegLGFiwY70lWbhpVvCEUfCfAvIUTGYGKCuOG9nPYWRNJesw1VHz4wgH5aV2L4D31kWTA2sbFct1hHS0qXvHHeUTKR6f_wxHqUo/s320/igreja-catolica-e-pedofilia.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Stefan Berg, Jürgen Dahlkamp, Jan Friedmann, Frank Hornig, Simone Kaiser, Sven Röbel, Alexander Smoltczyk, Peter Wensierski&lt;/i&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;A Igreja Católica alemã foi abalada nos últimos dias por revelações de uma série de casos de abuso sexual. Perto de 100 padres e membros do corpo laico foram apontados como suspeitos de abuso nos últimos anos. Após anos de supressão, o muro de silêncio parece estar ruindo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto é o que parece, o documento de uma conspiração: 24 páginas em latim, com apêndice, publicadas pela Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano. Uma “norma interna”, ou conjunto confidencial de diretrizes para todos os bispos, aos quais foi exigido que o mantivessem em segredo por toda a eternidade, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As diretrizes, emitidas no ano de Nosso Senhor de 1962, tratam de um assunto delicado: o sexo no confessionário. O Vaticano não colocou de forma tão direta, preferindo o uso de uma terminologia mais cautelosa para descrever o que acontece quando um padre desvia um membro de seu rebanho antes, durante ou depois da confissão –em outras palavras, quando ele induz um penitente a “assuntos impuros e obscenos” por meio de “palavras, gestos, toques ou sinais com a cabeça”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo as instruções de Roma, os bispos precisavam lidar firmemente com cada caso individual –tão firmemente, de fato, que tudo permaneceria dentro dos limites da Santa Igreja. Afinal, a Congregação para a Doutrina da Fé –antes conhecida como a Inquisição– tem séculos de experiência na condução de investigações internas. O Vaticano sempre preencheu todos os cargos nestas investigações –promotores, defensores, juízes– com membros de suas próprias fileiras, enquanto os documentos das investigações são mantidos em arquivos secretos na Cúria Romana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Posição de autoridade moral &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Na superfície, o objetivo do Vaticano é proteger o sacramento da confissão. Na realidade, entretanto, ele tenta manter a posição de autoridade moral superior da Igreja Católica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nada pode ser autorizado a manchar essa autoridade: nem o abuso sexual de crianças e adolescentes, cometido por milhares de padres católicos em todo o mundo; nem os relacionamentos secretos entre padres e empregadas; nem o acobertamento de filhos de padres; nem os casos amorosos entre clérigos gays. Todos eles são casos de dois pesos e duas medidas que surgiram porque é difícil para as pessoas –até mesmo para os padres– subordinar seus desejos humanos a uma encíclica papal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este código de silêncio foi mantido por décadas, em alguns casos informalmente e em alguns casos em virtude de diretrizes do Vaticano como as de 1962. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas agora o muro de silêncio está ruindo na Alemanha. Isso começou quando o Canisius College de Berlim, um colégio jesuíta de elite, revelou recentemente o passado sórdido de uma série de membros da ordem, que abusaram de alunos da escola nos anos 70 e 80. Depois disso, novas vítimas começaram a surgir quase que diariamente. Até a última sexta-feira, pelo menos 40 delas acusavam três padres jesuítas de terem molestado crianças e adolescentes, primeiro em Berlim e depois na Saint Ansgar School em Hamburgo, no Saint Blasien College, na Floresta Negra, e em várias paróquias da Baixa Saxônia, um Estado no norte da Alemanha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Ponta do Iceberg &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Por mais chocantes que fossem as revelações, elas eram apenas a “ponta do iceberg”, diz o atual diretor do Canisius College, o padre Klaus Mertes, que tornou público o abuso sexual contra os estudantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por décadas, os bispos alemães tentaram olhar para o outro lado enquanto seus padres praticavam abuso sexual, assim como minimizar o problema ao caracterizá-lo como incidentes isolados. Agora eles estão finalmente revelando seus próprios números, apesar de que de modo hesitante. Segundo uma pesquisa da “Spiegel” envolvendo 27 dioceses alemãs na semana passada, pelo menos 94 padres e membros do corpo laico na Alemanha são suspeitos de terem abusado de inúmeras crianças e adolescentes desde 1995. Um total de 24 das 27 dioceses responderam às perguntas da “Spiegel”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um grupo chamado de Mesa Redonda para o Atendimento nos Lares para Crianças publicou recentemente um relatório provisório que contém conclusões dramáticas. O relatório trata dos abusos cometidos desde os anos 50 contra crianças e adolescentes vivendo em orfanatos, quase metade deles dirigidos pela Igreja Católica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o relatório, mais de 150 vítimas de abuso sexual se apresentaram com suas histórias nos últimos meses. Uma delas é uma mulher que, aos 15 anos, teve que assistir a um padre se masturbando no confessionário. Quando ela tentou fugir dele, ela apanhou das freiras que dirigiam o orfanato. Nunca houve uma investigação sistemática de quantas escolas, orfanatos e reitorias católicas foram cenas de abuso, mesmo quando havia evidência nos arquivos. O grupo Mesa Redonda planeja apresentar seu relatório final antes do fim deste ano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Protegendo os infratores, ignorando as vítimas &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Um tremor está atualmente ocorrendo na Igreja Católica alemã. Pode vir a ser o início de um terremoto só visto até o momento na Igreja americana e irlandesa. Dezenas de milhares de casos de abuso vieram à tona em ambos os países. A Alemanha poderia ser o próximo país? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O escândalo está apenas começando e já deixou uma impressão profunda: nos pais, que esperam que as escolas católicas ofereçam uma orientação moral aos seus filhos; nas vítimas, que agora estão enfrentando seu passado sombrio após conviverem com ele por metade de suas vidas; e nos fiéis, que agora veem sua Igreja com desalento. O choque deles vem não apenas do fato de haver pedófilos na Igreja, como em toda parte na sociedade. Ele vem do fato da Igreja ter protegido sistematicamente os perpetradores e ignorado as vítimas, e por ter encoberto os casos de abuso sexual em suas próprias fileiras por décadas –e ao fazê-lo ter permitido aos padres pedófilos deixarem um rastro de devastação emocional por toda a Alemanha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até hoje, o presidente da Conferência Episcopal alemã, o arcebispo de Freiburg, Robert Zollitsch, não ofereceu nenhuma palavra convincente de desculpas ou gestos de empatia para as vítimas dos dois pesos e duas medidas da Igreja. Após hesitar por dias, ele finalmente decidiu não conceder uma entrevista à “Spiegel”. A Igreja prefere oficialmente não permitir que o sofrimento de suas vítimas se torne um assunto importante, porque não se enquadra na visão de mundo hipócrita da Igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Conferência Episcopal nem mesmo discutirá os escândalos sexuais até 22 de fevereiro. “As revelações mostram um lado sombrio da Igreja que me assusta”, disse o jesuíta Hans Langendörfer, secretário da Conferência Episcopal. “Nós queremos uma investigação.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Moralidade reprimida &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Todavia, os clérigos ainda estão longe de qualquer verdadeira autocrítica ou análise abrangente, porque ela exigiria que examinassem a moralidade sexual reprimida da Igreja que é ditada do alto. Ela exigiria uma discussão honesta sobre o celibato e suas consequências, particularmente quando se trata das práticas de recrutamento da Igreja. Em uma Igreja que tem dificuldade em atrair homens ao sacerdócio, particularmente em consequência da proibição ao casamento, o número de bons candidatos se torna tão pequeno que muitos candidatos impróprios são admitidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso significa que a Igreja manterá sua política hesitante e disfuncional, evitando as questões importantes, como já fez com tanta frequência? Será difícil fazer isso, agora que a ofensiva dos jesuítas colocou todo o clero sob pressão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ordem pretende investigar sistematicamente os abusos ocorridos em suas próprias fileiras, por mais doloroso que seja o esforço e mesmo se um crescente número de revelações, por parte de ex-alunos, a mergulhem naquela que provavelmente seria a crise mais profunda na história dos jesuítas. O padre Stefan Dartmann, o chefe da ordem jesuíta da Alemanha, diz que “uma tragédia imensa agora está se tornando aparente”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seus temores são justificados, à medida que mais e mais ex-alunos se apresentam. Além do Canisius College e das escolas em Saint Ansgar e Saint Blasien, agora há revelações de abuso no Aloisius College dos jesuítas no bairro Bad Godesberg, em Bonn, onde gerações inteiras de filhos de políticos e diplomatas foram à escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEij-zZT8sEgwqJkoeIpr_3JpxhP8EDSG9elDS2Z3NrAFOYgoyE8ys3VsMJ8RnwZW9kzqmRfsI8FarfodpFTPaavQT8jpFfsSOu2jfsk_0_QbQY2wR0qLu-urnIH4udogj6kARhksAEoa0w/s1600/padre-pedofilos_thumb%5B2%5D.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEij-zZT8sEgwqJkoeIpr_3JpxhP8EDSG9elDS2Z3NrAFOYgoyE8ys3VsMJ8RnwZW9kzqmRfsI8FarfodpFTPaavQT8jpFfsSOu2jfsk_0_QbQY2wR0qLu-urnIH4udogj6kARhksAEoa0w/s320/padre-pedofilos_thumb%5B2%5D.jpg&quot; width=&quot;282&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;‘Era difícil para nós suportar os avanços sexuais dos padres’ &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Um dos estudantes que experimentou pessoalmente o amor fraternal de um padre jesuíta é Robert K. Falando sobre seu tempo na escola em Bad Godesberg, ele diz: ‘Era difícil para nós, como garotos, suportar os avanços sexuais dos padres. Eles variavam de perguntas extremamente embaraçosas sobre detalhes minuciosos de ‘atos vergonhosos’ durante a confissão, até perguntas sobre beijos e carícias e, finalmente, a investidas sexuais sadistas concretas”. Um monitor, o padre S., “fazia com que os meninos pequenos fossem ao seu quarto, fazia com que se despissem da cintura para baixo e deitassem de bruços em sua cama. O padre então batia violentamente neles com um cabide, realizando depois demonstrações de afeto.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Imagem jovial &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
A evidência desses ataques remonta aos anos 50. Alguns padres aparentemente eram capazes de manter seus impulsos mais ou menos sob controle para não atraírem atenção, como o padre M., um falecido ex-professor de matemática no Canisius College, que gostava de assistir as aulas de natação dos meninos da 7ª série. Outros convidavam seus alunos para passeios em suas BMWs. Os estudantes faziam piadas sobre o fato dos padres envolvidos tentarem acariciá-los enquanto estavam no carro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois os infratores envolviam a si mesmos e seus alunos em uma teia de culpa, silêncio desajeitado e uma expiação extorquida. Um deles foi o padre Peter R., um professor de religião corpulento, com costeletas e óculos escuros, que é um dos três padres no Canisius College cujas transgressões agora foram reveladas –e que nega tudo. O padre jesuíta cultivou uma imagem jovial e tenta passar a ideia de ser alguém que entende os jovens. A placa do ônibus VW que ele dirigia incluía as letras SJ, de “Societas Jesu”. Posteriormente, os alunos do Canisius passaram a dizer sarcasticamente que as letras significavam “Seine Jungs” (“Seus meninos”). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por oito anos, a partir de 1973, Peter R., dirigiu uma espécie de centro para jovens na propriedade do Canisius College conhecido como “Congregação Mariana”. O padre selecionava um grupo de líderes entre os estudantes matriculados em seu clube vespertino, conhecido como Burg (“Castelo”), que então eram convidados para participarem de “sessões de treinamento” de fim de semana em um retiro jesuíta na Baviera. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fotos tiradas na época mostravam o padre, que insistia que seus estudantes o chamassem de Peter, cercado por seus queridos alunos. Ele então acompanhava “seus meninos” em saídas para esquiar e na piscina. Os adolescentes nas fotos trajam jeans e casacos de tweed. Eles podem ser vistos bebendo cerveja e vinho direto da garrafa, carregando uns aos outros nas costas e às vezes correndo sem camisa pela sala. À primeira vista, as imagens parecem não ser nada mais que fotos inocentes de jovens privilegiados de Berlim Ocidental, que se viam como parte da última escola livre diante da Rússia e como parte de um grupo exclusivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Conversas reservada&lt;/b&gt;s &lt;br /&gt;
Quando ele pensa no trabalho dos jesuítas com os jovens na época, Ansgar Hocke, que atualmente tem 52 anos, diz que ele era caracterizado por um espírito de otimismo. Na época, ele lembra, ele e seus amigos acreditavam que “os tempos de padres em batinas, que gritavam com seus alunos, que eram profundamente conservadores e que viam o catecismo como seu único guia, estavam chegando ao fim”. Padres jovens, atléticos, estavam injetando nova vida na escola. “Nós não víamos quão doentes e instáveis eles eram”, diz Hocke. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudantes sentiam que o direito à felicidade sexual deve ser parte da felicidade humana. “Nós sabíamos que os padres jovens estavam excluídos dessa felicidade e frequentemente víamos quão impotentes eles eram”, diz Hocke. Ele não teve nenhuma experiência pessoal relacionada aos complexos deles, mas outros sofreram de formas terríveis. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudantes que pertenciam à roda mais íntima do padre R. eram submetidos constantemente a “conversas reservadas”. As sessões às vezes ocorriam no porão em Burg, que rapidamente ganhou uma reputação notória entre os estudantes, que o chamavam de “porão da masturbação” ou “sala de interrogatório”. “Eu tive que tirar minhas calças e deitar na cama”, diz um ex-aluno. “Ele queria assistir enquanto eu me masturbava e me tocava enquanto eu fazia aquilo”. Quando ele terminava, diz o ex-aluno, R. perguntava: “Você gostou?” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Mantendo em segredo &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Uma mistura de vergonha e medo, ameaças constantes e intimidação, mas também gestos amistosos por parte do padre e sua imagem de ser amigo dos estudantes, devem ter levado suas vítimas a manterem seu segredo por anos, ou tratá-lo como motivo de piada. Geralmente o abuso só terminava quando os estudantes se tornavam mais velhos e deixavam de ser do agrado do padre R. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Na época, todos nós ouvíamos essas histórias de masturbação. Mas costumávamos rir delas”, disse Johannes Siebner, um ex-aluno do Canisius College que agora é um padre jesuíta e atual diretor do Saint Blasien College. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As cartas que os estudantes escreveram uns aos outros quando tomaram conhecimento das alegações revelam a perplexidade deles: “Tudo é completamente novo para mim, apesar de sempre ter tido essa sensação a respeito (...) A coisa toda foi um choque para mim e tive dificuldade em processá-la. Isso tudo é tão inacreditável, vil, enojante e ruim (...) E havia todo um sistema de pressão, do qual não era fácil sair depois de entrar (...) Mas eu também não entendo a ordem, como pôde ser tão irresponsável (...) Eu tremo enquanto escrevo isto hoje e sinto medo”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;‘Eu perdi minha inocência&lt;/b&gt;’ &lt;br /&gt;
O menino que recebeu a carta, uma vítima do padre R.. tem 48 anos hoje e diz que o abuso “projeta uma sombra” sobre seus tempos de escola. O clima de “impotência, humilhação e mentiras” ainda tem um impacto sobre ele hoje, ele diz. “Você se sente você mesmo apenas parte do tempo. Eu ainda não entendo por que suportei aquilo na época. Eu perdi minha inocência e o alegria da vida.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apenas em 1981, quando ele se formou no colégio, é que ele encontrou coragem para denunciar o abuso ao então diretor, o padre Karl Heinz Fischer. Fischer relatou as acusações aos seus superiores e o padre R. foi transferido logo depois. Fischer não sabe o que aconteceu depois disso ao padre. “Eu reagi na época dentro daquilo que era possível”, ele diz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Protelar a solução do problema ou transferir o transgressor eram as abordagens preferidas dentro da hierarquia da Igreja e da ordem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O padre R. e seus companheiros, os padres Bernhard E. e Wolfgang S., foram transferidos de Berlim para vários locais na Alemanha, trabalhando em posições subsequentes como professores em Hamburgo e na Floresta Negra, e como pastores e diretores de grupos para jovens em Hildesheim, Göttingen e Hanover. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nenhum desses lugares os diretores da escola, padres, estudantes e seus pais foram alertados sobre as tendências perigosas dos novos padres –algo que não causa surpresa, dada a tendência da Igreja de manter as coisas em sigilo. Qualquer um que perguntasse o motivo das transferências era informado, por exemplo, que tinham ocorrido irregularidades financeiras. Quando isso acontecia, o padre em questão apenas não recebia acesso aos fundos da escola. O dinheiro podia ser protegido –mas os estudantes não. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Uma alternativa atraente às escolas públicas para muitos pais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Muitos pais na Alemanha há muito consideram as escolas católicas como uma alternativa atraente ao ensino público de baixa qualidade. Eles esperam professores dedicados que desafiam e encorajam seus alunos, transmitindo tanto conhecimento quanto valores para eles. “O estudante deve sentir a todo tempo que ele, como uma pessoa em desenvolvimento, é importante para o professor”, disse a declaração de missão da Saint Ansgar School, em Hamburgo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas agora estão começando a aparecer rachaduras nesta imagem cuidadosamente cultivada –e precisamente no momento em que muitas escolas estão realizando as matrículas para o próximo ano letivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“É um desastre para nós”, diz Friedrich Stolze, o diretor da Saint Ansgar, que veste calça jeans e uma jaqueta esportiva. “Esses padres causaram danos imensos, tanto aos seus alunos quanto a nós atualmente.” Ele sente “raiva e desprezo” pelos homens envolvidos e diz que está claro que “a reputação das escolas católicas foi danificada”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando Stolze chegou ao colégio em Hamburgo como um jovem professor em 1981, dois dos padres atualmente acusados de molestamento ainda estavam lá. Ele e seus colegas deveriam ter notado algo? “Não havia nada”, ele diz. “Nós não nos lembramos de nada.” Ele fica furioso com os líderes da ordem na época. “Eu não consigo entender que alguém deveria ser simplesmente transferido para outra escola, sob a suposição de que ele seria capaz de controlar suas tendências pedófilas lá.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Minimizando o abuso &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Sempre que rumores surgiam nas escolas católicas, paróquias, grupos de jovens e orfanatos, ou as vítimas superavam sua vergonha e denunciavam o abuso, a Igreja minimizava os casos, os caracterizando como isolados, exceções lamentáveis ou uma conduta imprópria de um padre desgarrado. Esta era a posição adotada pelo Vaticano e pelos bispos alemães, que não estavam dispostos a aceitar que o problema podia estar no próprio sistema. Mas o que acontece quando o número de casos começa a crescer, como aconteceu em outros países? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos Estados Unidos, também começou como um problema de padres individuais que tinham molestado alunos ou coroinhas. Como seus irmãos alemães, os bispos católicos americanos tentaram por anos proteger seus padres, minimizando as acusações e ignorando as vítimas –até que os tribunais americanos, políticos e o público começaram a exigir respostas, os obrigando a pagar indenizações. No Estado de Delaware e em outros, por exemplo, os legisladores suspenderam o prazo de prescrição dos crimes, levando a uma enxurrada de novos processos. As decisões resultantes forçaram as dioceses a abrirem seus arquivos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais e mais vítimas se apresentaram e, no final, a Igreja Católica na América do Norte foi tomada pelo maior escândalo em sua história. Os bispos americanos concluíram que havia acusações críveis contra cerca de 5 mil padres, envolvendo o abuso de cerca de 12 mil crianças e adolescentes desde 1950. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Várias dioceses, incluindo Tucson, Arizona e San Diego, Califórnia, tiveram que pedir concordata quando se viram incapazes de pagar os acordos financeiros ordenados pela Justiça para as centenas de queixas apresentadas. Apenas a Arquidiocese de Los Angeles teve que pagar mais de US$ 660 milhões em danos, o que representou uma parcela substancial dos mais de US$ 2 bilhões pagos pela Igreja Católica americana como um todo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma série de escândalos sexuais também sacudiu a Irlanda, onde uma comissão concluiu que cerca de 35 mil crianças sofreram agressões e abusos nos lares para crianças e orfanatos católicos entre 1914 e 2000. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Não apenas incidentes isolados &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
A Igreja alemã, por sua vez, está apenas começando a confrontar seu passado. Na semana passada, 24 das 27 dioceses da Alemanha responderam ao levantamento da “Spiegel” sobre casos de suspeita de abuso em suas próprias fileiras desde 1995. Apenas três dioceses, Limburg, Regensburg e Dresden-Meissen, optaram por não responder. Um porta-voz da diocese de Dresden disse que ela não participou porque “não deseja inflamar ainda mais a atual discussão”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os resultados do levantamento mostram que as paróquias e entidades da Igreja por toda a Alemanha enfrentaram casos de abuso sexual cometidos por padres e outras pessoas ligadas á Igreja. Com pelo menos 94 suspeitos revelados até o momento em todo o país, a posição oficial da Igreja de que os casos de abuso são incidentes isolados não mais se sustenta. Os molestadores incluem não apenas padres, mas também leigos que trabalham para a Igreja, como sacristãos, diretores de coral, funcionários das caridades da Igreja e voluntários dos programas para jovens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está cada vez mais claro quão difícil é para o Estado punir os culpados. Em muitos casos, os abusos enfrentam o problema da prescrição do crime. Como no caso dos ex-alunos do Canisius College em Berlim, as vítimas só se apresentam 20 ou 30 anos depois. A esta altura, os promotores não contam mais com a opção de abertura de processo. A única opção deles é rejeitar o processo ou encerrá-los prontamente. &lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
Múltiplos casos &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
A diocese de Rottenburg-Stuttgart, no sudoeste da Alemanha, processou 18 padres e 5 leigos em 23 casos de abuso. Seis casos foram abandonados imediatamente, porque os cinco clérigos e um leigo envolvidos já tinha morrido. No final, 11 suspeitos foram investigados e cinco sentenciados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois padres foram associados a abuso na diocese de Magdeburg, mas em seus casos o crime também prescreveu. Mas um voluntário da Igreja foi julgado por alegações de molestamento durante uma “semana religiosa para crianças”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na arquidiocese de Paderborn, um padre foi sentenciado a seis anos e três meses de prisão, enquanto outro padre recebeu dois anos sob liberdade condicional. Ambos foram expulsos da Igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Munique, foram impetrados três casos de abuso de menores. Um caso foi rejeitado, um segundo resultou em condenação e o terceiro está em andamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Colônia, um padre morreu antes que as acusações pudessem ser esclarecidas, outro foi sentenciado e três casos foram rejeitados. Além disso, acusações de abuso foram impetradas contra um músico da Igreja em 2001, um organista em 2002, o diretor de um grupo de escoteiros em 2004 e um sacristão em 2008. Um faxineiro de igreja atualmente está sendo julgado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na cidade de Bamberg, na Baviera, várias pessoas acusaram um vigário de abuso sexual. O homem foi afastado do posto, mas então a investigação do promotor foi encerrada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMIJZiR4f3KmeWRVaayxBJOZ31EAjSBMHRsbrHtZfzuDU_Gy3TIlQ2IYYmf8plkrvUjgUOR9Em9OAJUXIatEtKBVNTb6_FNp4wpAm_BG4PGIgDHE9m4Hre-XSI0eqNz0gmI4Qr4en_jw0/s1600/pedophile2.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;242&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMIJZiR4f3KmeWRVaayxBJOZ31EAjSBMHRsbrHtZfzuDU_Gy3TIlQ2IYYmf8plkrvUjgUOR9Em9OAJUXIatEtKBVNTb6_FNp4wpAm_BG4PGIgDHE9m4Hre-XSI0eqNz0gmI4Qr4en_jw0/s320/pedophile2.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Relutância da Igreja em esclarecer os crimes &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Relatos semelhantes surgiram em cidades como Würzburg, Münster e Aachen, além de muitas outras dioceses. Alguns poucos levaram a condenações, mas na maioria dos casos o Estado está impotente devido aos supostos crimes terem acontecido muitos anos atrás. E o que a Igreja está fazendo a respeito da situação? Por que reluta tanto em esclarecer os crimes? E por que não adotou uma posição mais dura em relação aos suspeitos de abuso? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A visão predominante no Vaticano é que a revolta pública em relação aos casos de abuso é utilizada como uma desculpa para reviver velhas animosidades em relação à Igreja Católica como um todo, assim como para alimentar as críticas de costuma ao papa por intelectuais seculares e desencantados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por este motivo, muitos membros da Cúria acreditam ser preferível manter o silêncio do que dar a esses inimigos da Igreja a chance de atacar, além de que a prioridade de Roma deve ser esperar o momento propício –não apenas para superar a tempestade, mas também para evitar ir ao ataque. Determinada a proteger os seus, eles colocam instintivamente o bem da Igreja acima do bem das vítimas. A primeira pergunta não é “como podemos ajudar as vítimas?”, mas “o que devemos fazer com os padres?” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito tempo –tempo demais, pelo ponto de vista das vítimas– geralmente se passa antes do próprio papa se manifestar sobre o assunto. Após o tamanho do escândalo de abusos nos Estados Unidos ficar aparente no início de 2002, foi necessário cerca de meio ano para que o então papa João Paulo 2º finalmente fizesse uma declaração no Dia Mundial da Juventude, em Toronto. O papa Bento 16 foi o primeiro papa a se encontrar com as vítimas de abuso –apesar de não oficialmente, à margem de sua viagem aos Estados Unidos e apenas após uma prolongada hesitação por parte de seus assessores. “É mais importante ter bons padres do que muitos padres”, ele disse em um comentário um tanto medíocre. Estava longe de ser um momento de virada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até hoje, Bento não enviou a carta pastoral reconfortante que prometeu aos irlandeses, que ficaram abalados pelo escândalo de décadas de abusos. Além disso, nenhuma vítima foi convidada ao Vaticano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;‘Não se pode dizer que a lei criminal tenha alguma importância prática’ &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
O assunto do abuso cometido por padres não tem lugar no mundo acadêmico e de oração de Joseph Ratzinger. Para ele, os crimes contra crianças são a expressão máxima, mais chocante, de uma cultura ateísta, e infelizmente nem mesmo os clérigos estão imunes a ela. Em seu pronunciamento na quarta-feira da semana passada, a recomendação de Bento aos seus padres foi simplesmente seguir o exemplo de São Domingos e se dedicarem plenamente à oração e ao aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E para aqueles que já caíram vítima das “fraquezas” da carne, o papa oferece a relativa leniência de um procedimento interno da Igreja. Ao lidar com os transgressores sexuais no clero, o Vaticano depende, pelo menos inicialmente, apenas de seu aparato, de seus próprios investigadores e de seus próprios tribunais. Isso é um reflexo de séculos de tradição, que vai da “santa” Inquisição até a atual Congregação para a Doutrina da Fé, em Roma. Os procedimentos são nobres, caracterizados por um espírito de perdão e caridade em relação aos irmãos, geralmente conduzidos em latim e fechados ao público. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas como a Igreja se recusa a admitir a mera possibilidade de crimes dentro de suas próprias fileiras, sua lei criminal tem tanto peso quanto a fumaça de incenso no altar. “Não se pode dizer que lei criminal tenha alguma importância prática”, diz Klaus Lüdicke, um especialista em lei da Igreja na cidade Münster, no noroeste da Alemanha. No passado, ele acrescenta, o número de casos que se tornaram conhecidos foi “insignificantemente pequeno”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Problema de definição &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Todavia, a Igreja preferiria usar precisamente esses procedimentos para disciplinar seus padres “pecadores”. Mas ela nem mesmo sabe como definir os crimes. Uma opção é tratá-los como um “delictum contra mores”, ou crime contra a moral, enquanto outro seria aplicar o Sexto Mandamento (“Não cometerás adultério”). O problema com a segunda abordagem é que os perpetradores nunca são casados e suas vítimas raramente são casadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As penas –transferência ou excomunhão– ficam bem aquém das penas da lei criminal secular, enquanto as circunstâncias atenuantes que podem ser aplicadas para reduzir as penas são generosas. Uma dessas circunstâncias envolve padres, fora isso celibatários, sendo tomados por uma “tempestade de paixão” (“gravis passionis aestus”). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, uma disposição à penitência, expressão de remorso e correção dos modos normalmente aplaca aqueles que julgam. De qualquer forma, os detalhes sobre as decisões são de difícil obtenção: os veredictos são secretos e desaparecem, como um “secretum pontificium” em arquivos selados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Conferência Episcopal alemã gosta de apontar para um conjunto de “diretrizes”, que ela aprovou em 2002, sobre como responder às suspeitas de abuso sexual. O secretário Hans Langendörfer as descreve como um “passo importante”. “Nós queremos tratar do assunto abertamente, que é o que temos feito desde 2002, no mínimo”, ele diz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Código de sigilo &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Mas sob uma análise mais atenta, mesmo essas diretrizes são tomadas pela forma de pensar da Igreja, como afirmado pela Santa Sé em 1962, sob o papa João 23, e novamente em 2001. Segundo essas diretrizes, que permanecem atualmente em vigor, casos potenciais de abuso devem ser informados à Congregação para a Doutrina da Fé. As diretrizes também proíbem os bispos de todo mundo de agirem além da investigação inicial das acusações sem instruções diretas de Roma. Todo o procedimento está sujeito ao “sigilo pontifício”, o segundo maior grau de sigilo dentro da Santa Sé. Qualquer um que violar este código de sigilo sem a permissão papal pode ser punido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As diretrizes da Conferência Episcopal alemã são elaboradas de acordo e enfatizam a primazia das investigações internas discretas. Antes de tomar uma decisão, cada bispo deve primeiro considerar formas de proteger a reputação do padre e da Igreja. Quando Roma assume a investigação, certos casos de abuso podem ser tratados discretamente em julgamentos secretos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com base em sua própria lei canônica, a Igreja Católica alemã não se sente obrigada a relatar imediatamente os casos de abuso dentro de suas próprias fileiras para as autoridades alemãs, para que as autoridades possam conduzir buscas nas casas, por exemplo. Os críticos dizem que a Igreja está se expondo a acusações de obstrução da Justiça caso o clero cuide dos casos de forma puramente interna. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grupos católicos há muito buscam mudar as diretrizes da Conferência Episcopal, mas sem sucesso. Bernd Göhrig, o diretor executivo de um grupo chamado Igreja de Baixo, pede pela criação de ombudsmen independentes para cuidar dos interesses das vítimas, em vez de representantes tendenciosos da diocese. Esta provavelmente é a única opção viável, dado que os bispos alemães são tão relutantes em tratar da questão do sexo proibido quanto o papa alemão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Sem necessidade de ag&lt;/b&gt;ir &lt;br /&gt;
Mesmo antes do imenso escândalo de abusos nos Estados Unidos em 2002, o cardeal Karl Lehmann, o bispo da cidade alemã de Mainz, no sudoeste, e chefe da Igreja Católica alemã na época, não sentia nenhuma necessidade em particular de agir. “Nós não temos um problema da mesma dimensão (que na Igreja americana)”, ele disse à “Spiegel” em uma entrevista na época. Em sua diocese, ele disse, qualquer um que seja “realmente um pedófilo, é removido imediatamente do serviço pastoral”. Essas pessoas, ele disse, “não podem ser simplesmente transferidas para um local diferente”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apenas poucas semanas depois, entretanto, Lehmann se viu diante de um novo caso de abuso dentro de sua própria diocese, em uma paróquia perto de Darmstadt. Poucos meses antes, os pais em uma pequena cidade próxima de Frankfurt descobriram, para seu desalento, que o novo diretor do coral infantil, o padre E., era o mesmo homem que foi forçado a deixar sua paróquia anterior por causa de relacionamentos questionáveis com menores. O sistema de Lehmann já tinha transferido o padre várias vezes de um local para outro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Diocese de Aachen, no oeste da Alemanha, também demonstrou pouca disposição de mudar sua abordagem tradicional em um caso recente. Apesar do departamento pessoal da diocese ter conhecimento de que o padre Georg K. tinha convidado coroinhas menores de idade para irem até sua sauna privada, o homem foi simplesmente transferido para uma congregação alemã no exterior, na África do Sul. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas K. atraiu atenção imediatamente para si mesmo, após assumir um retiro com crianças que estavam prestes a receber sua primeira comunhão. Os investigadores acreditam que ele as assediou de forma imprópria no dormitório. A nova paróquia de K. não foi informada sobre o incidente em sua paróquia anterior. Foi apenas quando as pessoas envolvidas no caso contataram a mídia que a Igreja reagiu, anunciando que uma autoridade especial da Igreja, responsável pelos casos de abuso, estava tratando do assunto e que as pessoas deviam contatá-la com qualquer informação –que pudessem ser “inocentadoras”, preferencialmente, ou “incriminatórias”. &lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
As investigações se arrastam sem resultados &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Enquanto isso, em Berlim, o cardeal Georg Sterzinsky está ciente das alegações contra o padre da paróquia da Santa Cruz desde julho de 2009. Apesar de seu caso poder em breve prescrever –as acusações relacionadas aos incidentes supostamente ocorreram em 2001– uma investigação interna por uma comissão “independente” da Igreja em Berlim está se arrastando. Uma investigação, apesar de secreta, também foi iniciada pelo Vaticano. Coube à vítima denunciar as alegações de abuso à polícia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses casos de abuso, que aconteceram apenas há poucos meses ou anos, mostram que, apesar de suas alegações do contrário, a Igreja fez pouco para mudar sua posição. Isso coincide com a percepção de Johannes Heibel, que trabalha para uma associação alemã que aconselha as vítimas de violência sexual e que trabalha há muitos anos com pessoas que foram abusadas por padres. “A abordagem tradicional –mantenha em sigilo, acoberte, transfira o transgressor– está longe de ser coisa do passado”, ele diz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Vocês não estão preocupados com as vítimas, mas principalmente em assegurar que nada apareça na mídia”, disse um adolescente vítima de abuso, em uma acusação voltada ao bispo de Regensburg, Gerhard Müller. Um capelão agarrou seus genitais em 1999. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A Igreja paga pelo silêncio &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Em vez da investigação do caso e do capelão ser levado à Justiça, o capelão, agindo por ordem episcopal, pagou à família uma indenização pela dor e sofrimento, sob a condição de que ficasse em silêncio. Então o homem foi transferido para outra paróquia, que não foi informada sobre as alegações de abuso, e onde novos casos de abuso foram denunciados em 2003. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os incidentes em escolas, que contavam com um total de 220 mil alunos no início dos anos 60, também permaneceram em grande parte sem solução até agora. Michael-Peter Schiltsky, que sofreu abuso várias vezes por diáconos enquanto estava em um lar para crianças da Igreja em Westuffeln, no Estado de Hesse, no oeste, compilou os relatos de muitas outras vítimas de abuso, incluindo 40 de orfanatos católicos. Um dos relatos é de Peter Rueth, um ex-coroinha em um lar para crianças dirigido pelos salvatorianos perto da cidade de Paderborn, no noroeste: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Certa manhã, quando ele estava sozinho no vestiário comigo, um padre fechou a porta para ouvir minha confissão antes da missa. Ele disse: apenas um espírito puro pode servir a Deus. Eu tive que me sentar em uma cadeira. Então o padre me vendou com sua estola e amarrou minhas mãos com outra peça, dizendo que tinha que fazer isso porque supostamente não se deve ver a outra pessoa durante a confissão. Ele me pediu para falar sobre meus pecados, e quando confessei, ele me disse que, como punição, eu devia abrir minha boca para que ele pudesse colocar uma esponja embebida em vinagre, como a esponja que foi oferecida ao Senhor na cruz.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o sexo oral que seu seguiu, o menino foi instruído a recitar o Pai Nosso três vezes e então lavar sua boca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Prescrição: um dos maiores problemas para as vítima&lt;/b&gt;s &lt;br /&gt;
Heinz-Jürgen Overfeld, natural de Berlim, estava no mesmo lar para crianças dirigido pelos salvatorianos. Há duas semanas, ele escreveu uma carta para o presidente da Alemanha, Horst Köhler, pedindo que outro padre daquela casa fosse destituído da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha, porque o padre também tinha molestado crianças. Overfeld já confrontou o transgressor, mas a única resposta do padre idoso foi que qualquer coisa que tenha ocorrido no passado já prescreveu. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“No que me concerne, nada prescreve”, escreveu Overfeld para Köhler. “Está tudo voltando.” O presidente ainda não respondeu à carta de Overfeld. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prescrição é um dos maiores problemas para as vítimas de abuso. A prescrição para crimes sexuais na Alemanha geralmente é de 10 anos a partir do 18º aniversário da vítima. Em outras palavras, alguém que sofreu abuso aos 13 anos deve denunciar o caso às autoridades antes de completar 28 anos, ou o transgressor permanecerá impune. Indenizações expiram três anos após o 21º aniversário da vítima. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra vítima da Igreja, Norbert Denef, já reuniu 7 mil assinaturas como parte de uma iniciativa para que o prazo de prescrição seja ampliado ou eliminado, pelo menos na lei civil, para que as vítimas possam ao menos ter a esperança de serem indenizadas financeiramente. Em um caso anterior sem precedente, Denef, após uma longa disputa contra uma ordem de proibição de divulgação, finalmente recebeu 25 mil euros em indenização pela dor e sofrimento causados pela Diocese de Magdeburg, no leste da Alemanha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a Igreja, um esforço sério para confrontar sua própria moral sexual deveria ser tão importante quanto tratar das ramificações legais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Se você é forçado, por virtude de sua profissão, a viver uma vida sem esposa e filhos, há um grande risco de que a integração saudável da sexualidade fracassará, o que pode levar a atos pedófilos, por exemplo”, escreveu o teólogo Hans Küng na “Spiegel”, em 2005. “Além da Congregação para a Doutrina da Fé, faria sentido para Roma estabelecer uma Congregação para a Doutrina do Amor, que examinaria cada decreto emitido pela Cúria para assegurar que está de acordo com o conceito cristão de amor.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu colega teólogo Eugen Drewermann escreve sobre uma “estrutura de igreja que é repressiva em áreas emocionais e em questões de amor”. Por causa dessas e outras opiniões semelhantes, o Vaticano revogou a permissão para ambos os teólogos lecionarem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O celibato, que só passou a ser exigido a partir de 1139, é visto como o principal motivo para o acúmulo reprimido de impulsos sexuais, que às vezes irrompem de formas brutais, dentro do clero. O celibato e a proibição do casamento são padrões rigorosos que nem todos os membros do clero conseguem cumprir. Com frequência, a exibição de castidade na Igreja está em atrito com a realidade. Segundo uma pesquisa americana, dois terços dos padres cumprem seus votos de castidade, enquanto os demais praticam sexo de todos os tipos e formas: heterossexual, bissexual, homossexual, monógamo, promíscuo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;2% dos padres são pedófilos &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Há um amplo acordo de que este clima de sexualidade reprimida promove o abuso sexual de crianças nas escolas, orfanatos e paróquias. Vários estudos nos Estados Unidos concluíram que cerca de 2% de todos os padres católicos são pedófilos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando aplicado à Alemanha, este número sugere que de um total de 20 mil membros do clero católico, pelo menos 400 poderiam ser potencialmente pedófilos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa pesquisa levou movimentos leigos como “Nós somos a Igreja” a pedir aos bispos que promovam uma discussão fundamental sobre a sexualidade. O movimento cita um problema estrutural, na qual a combinação de uma moralidade sexual rígida e um sistema autoritário forma uma mistura perigosa. Mas os bispos se recusam até mesmo a discutir o assunto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wunibald Müller também pede pelo fim do celibato e pela ordenação das mulheres, dizendo que ambos são “uma forma de prevenção”. Müller, um teólogo católico e psicólogo da Abadia Beneditina de Münsterschwarzach, aconselha os padres que enfrentam sérias crises. Há anos ele defende uma maior abertura em assuntos de sexo e diz: “A experiência da dor e do sofrimento pode nos levar a Deus, mas também o erotismo e a paixão sexual”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Müller insiste que os membros do clero devem tratar de sua sexualidade. “Eles não podem reprimir esta área, caso contrário ela encontrará formas de vir à tona e causar problemas para outras pessoas.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Posturas inibidoras em relação à homossexualidade&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
As posturas do Vaticano em relação à homossexualidade são particularmente inibidoras, apesar do fato dela ser um tanto disseminada dentro da Igreja e parecer ser relativamente tolerada, desde que não seja discutida. Como o Vaticano considera a prática da homossexualidade um pecado, e como até mesmo passou a exigir testes visando manter os gays longe do sacerdócio nos últimos anos, muitos gays no clero reprimem seus sentimentos. Müller cita uma “homossexualidade imatura” que torna os padres “suscetíveis” em suas interações com jovens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os tabus foram suspensos da sexualidade em quase todas as áreas da sociedade nos últimos anos, facilitando para que as vítimas se apresentem. A Igreja, entretanto, continua se agarrando aos seus valores morais de séculos. Segundo Müller, muitos padres que se tornam transgressores sexuais nunca aprenderam a desenvolver relacionamentos íntimos e estreitos. Alguns, ele acrescenta, nunca progrediram além dos níveis infantis de sexualidade ou desenvolveram outros problemas sexuais. Todavia, eles nunca ousariam confessar esses problemas ou mesmo passar por terapia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante de seus problemas de recrutamento, a Igreja aceita quase qualquer um que decidir ser um padre. Entretanto, poucos na Igreja estão dispostos a reconhecer que os novos recrutas cada vez mais incluem jovens que consideram o sacerdócio atraente em parte por acreditarem que lhes permitirá ocultar seus problemas sexuais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É um círculo vicioso. Menos e menos jovens estão optando pelo sacerdócio –apenas cerca de 100 foram ordenados em 2008– enquanto a maioria esmagadora dos 20 mil pastores e diáconos na Igreja Católica alemã foi educada em um ambiente arquiconservador, sexualmente reprimido da Igreja dos anos 50, 60 e 70. Isto é particularmente verdadeiro a respeito de muitos clérigos veteranos nas dioceses que, em consequência, deixaram os padres jovens sozinhos com seus problemas por tempo demais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Especialistas concordam que mudanças radicais nos seminários são necessárias, e que questões importantes precisam ser tratadas: quão emocionalmente maduros são os candidatos? Como discussões abertas podem ser iniciadas com aqueles que podem precisar de ajuda, como eles podem ser convencidos a aceitar as ofertas de ajuda? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Celibato: uma vida desperdiçada sem sentido ou um presente do Espírito Santo? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Mas a Igreja mantém teimosamente o voto do celibato e a proibição do casamento, como se fossem uma garantia para –e, talvez, não uma ameaça à– sua existência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bispos, como Wilhelm Schraml da Diocese de Passau, na Baviera, glorificam constantemente “o modo de vida celibatário voluntário”, que eles dizem ter provado ser bem-sucedido por centenas de anos. Em uma carta pastoral recente, o cardeal de Colônia, Joachim Meisner, até mesmo descreveu o sacerdócio como “um sinal benéfico de provocação” contra o comportamento predominante. Em uma sociedade de prazer febril, escreveu Meisner, a vida celibatária de um padre pode até ser vista “como uma vida desperdiçada sem sentido”, mas na verdade deve ser vista como um presente precioso do Espírito Santo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Klaus Beier, um dos especialistas médicos em sexualidade mais proeminentes da Alemanha, iniciou o Projeto de Prevenção Dunkelfeld, no Hospital da Universidade Charité, em Berlim, para ajudar pedófilos. Alguns dos homens que participaram do projeto são religiosos e, para eles, o caminho até seu instituto foi particularmente difícil. Beier teve acesso a vários padres, incluindo membros de ordens, às vezes no contexto de julgamentos e às vezes em resposta a um pedido da Igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Primeiro eles precisam concluir que a fé deles não os ajudou”, diz Beier. “Quem pode falar abertamente sobre suas inclinações quando até mesmo a fantasia sexual é considerada um pecado?” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a prevenção é mais importante do que nunca na Igreja, diz Beier, porque “as ordens têm um apelo particularmente forte para pessoas com preferências pedófilas”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Beier, que está convencido de que os padres podem ser ajudados, ofereceu seu apoio ao Vaticano em uma carta ao papa Bento 16, no final de 2008. Sua experiência clínica, ele escreveu ao Santo Padre, pode ser “de grande benefício para os membros afetados do clero”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surpreendentemente, o Vaticano respondeu à carta de Beier. “Em nome da Santa Sé, eu desejo agradecer por sua preocupação com o bem-estar das crianças e aos seus esforços para fornecer a assistência apropriada aos afetados”, disse um representante do Secretariado de Estado do Vaticano. Os comentários de Beier, ele acrescentou, seriam “cuidadosamente considerados e encaminhados às autoridades apropriadas”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um ponto de virada? Dificilmente. A carta de Beier provavelmente foi parar nos arquivos secretos da Cúria, juntamente com os muitos registros dos procedimentos internos da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tradução: George El Khouri Andolfato</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/5556843791163936735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/5556843791163936735?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/5556843791163936735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/5556843791163936735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/04/igreja-catolica-protegendo-os.html' title='Igreja Católica:  Protegendo os infratores, ignorando as vítimas'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKInVW8Ui1MXLrIvFJ8e4yRQ7Q27vGU5CkLIWGEXOSXegLGFiwY70lWbhpVvCEUfCfAvIUTGYGKCuOG9nPYWRNJesw1VHz4wgH5aV2L4D31kWTA2sbFct1hHS0qXvHHeUTKR6f_wxHqUo/s72-c/igreja-catolica-e-pedofilia.png" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-5224985923576233637</id><published>2010-02-08T09:46:00.000-02:00</published><updated>2010-02-08T09:46:57.894-02:00</updated><title type='text'>Da Revista de História da Biblioteca Nacional</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNrUAljM87DybwZ73U0Dqo1PpFyaFmaLWvy_MethP3W_3XsgR_yaCRKmfYdMuqRPPCFUhvPjkELCkwyANO615ZjCwNb5oGJmfv6eBnLrSvmDiNxQ1m8LkRj7wrN3zEWySbrsvUdQVxVBU/s1600-h/gay-wedding-photos-002.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNrUAljM87DybwZ73U0Dqo1PpFyaFmaLWvy_MethP3W_3XsgR_yaCRKmfYdMuqRPPCFUhvPjkELCkwyANO615ZjCwNb5oGJmfv6eBnLrSvmDiNxQ1m8LkRj7wrN3zEWySbrsvUdQVxVBU/s320/gay-wedding-photos-002.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Mamãe, eu quero...&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
A Constituição de 1988 determinou que os tabeliães fossem escolhidos por concurso. Mas só agora a medida tem efeito. &lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=2876&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Gays nas Forças Armadas&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
General indicado para o Superior Tribunal Militar diz ser contra homossexuais nas Forças Armadas e esquenta a discussão sobre o tema, também em pauta nos EUA. &lt;a href=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=2903&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt;...</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/5224985923576233637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/5224985923576233637?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/5224985923576233637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/5224985923576233637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/02/da-revista-de-historia-da-biblioteca.html' title='Da Revista de História da Biblioteca Nacional'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNrUAljM87DybwZ73U0Dqo1PpFyaFmaLWvy_MethP3W_3XsgR_yaCRKmfYdMuqRPPCFUhvPjkELCkwyANO615ZjCwNb5oGJmfv6eBnLrSvmDiNxQ1m8LkRj7wrN3zEWySbrsvUdQVxVBU/s72-c/gay-wedding-photos-002.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-2516448274085852417</id><published>2010-02-08T09:39:00.000-02:00</published><updated>2010-02-08T09:39:49.448-02:00</updated><title type='text'>Noam Chomsky: A tomada da democracia norte-americana pelo setor corporativo</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Noam Chomsky&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmW6c7-7Ij5yY8_KJHNksaOADH-zsZLb0dOHSCcyX6xdRR2txfypEmOUQzSFFNDdU4vJhn9D3uhjSBRzwUDagQnpoSCoN3BhrLECa378ljBbhf0AbxMS3lmwELacsBFZsGI3jTte7mc5A/s1600-h/mcdonalds.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmW6c7-7Ij5yY8_KJHNksaOADH-zsZLb0dOHSCcyX6xdRR2txfypEmOUQzSFFNDdU4vJhn9D3uhjSBRzwUDagQnpoSCoN3BhrLECa378ljBbhf0AbxMS3lmwELacsBFZsGI3jTte7mc5A/s320/mcdonalds.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O dia 21 de janeiro de 2010 será lembrado como uma data sombria na história da democracia norte-americana e seu declínio.&lt;br /&gt;
Naquele dia, a Suprema Corte dos EUA determinou que o governo não pode proibir as corporações de fazerem gastos políticos durante as eleições – uma decisão que afeta profundamente a política do governo, tanto interna quanto externa.&lt;br /&gt;
A decisão anuncia uma tomada ainda maior do sistema político dos EUA por parte do setor corporativo.&lt;br /&gt;
Para os editores do The New York Times, a decisão “atinge o coração da democracia” ao “abrir caminho para que as corporações usem seus vastos tesouros para dominar as eleições e intimidar as autoridades eleitas a cumprirem suas ordens”.&lt;br /&gt;
O tribunal ficou dividido, 5 a 4, com os quatro juízes reacionários (equivocadamente chamados de “conservadores”) recebendo o apoio do juiz Anthony M. Kennedy. O juiz chefe John G. Roberts Jr. selecionou um caso que poderia facilmente ter sido resolvido em esferas mais baixas e manobrou o tribunal, usando-o para empurrar uma decisão de amplo alcance que derruba um século de precedentes que restringiam as contribuições corporativas às campanhas federais.&lt;br /&gt;
Agora os gerentes corporativos podem de fato comprar as eleições diretamente, evitando meios indiretos mais complexos. É bem sabido o fato de que as contribuições corporativas, às vezes reempacotadas de formas complexas, podem influenciar em peso as eleições, direcionando assim a política. O tribunal simplesmente deu muito mais poder ao pequeno setor da população que domina a economia.&lt;br /&gt;
A “teoria do investimento na política” do economista político Thomas Ferguson faz um prognóstico muito eficaz da política do governo durante longos períodos. A teoria interpreta as eleições como ocasiões nas quais segmentos de poder do setor privado se unem para investir com o objetivo de controlar o Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;A decisão de 21 de janeiro apenas reforça os meios para minar a democracia em funcionamento&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
O pano de fundo é esclarecedor. Em seu argumento contrário, o juiz John Paul Stevens reconheceu que “há muito sustentamos que as corporações estão cobertas pela Primeira Emenda” - a garantia constitucional para a liberdade de discurso, que incluiria o apoio aos candidatos políticos.&lt;br /&gt;
No começo do século 20, teóricos de direito e tribunais implementaram a decisão do tribunal de 1886 de que as corporações – essas “entidades legais coletivistas” - têm os mesmos direitos que as pessoas de carne e osso.&lt;br /&gt;
Este ataque contra o liberalismo clássico foi duramente condenado por um tipo de conservadores que está desaparecendo. Christopher G. Tiedeman descreveu o princípio como uma “ameaça à liberdade do indivíduo, e à estabilidade dos Estados norte-americanos enquanto governos populares”.&lt;br /&gt;
Morton Horwitz escreve em sua história legal que o conceito de “pessoa” corporativa evoluiu lado a lado com a mudança de poder dos acionistas para os gerentes, e finalmente para a doutrina de que “os poderes do quadro de diretores (…) são idênticos aos poderes da corporação”. Anos depois os direitos corporativos foram expandidos bem além dessas pessoas, principalmente pelos equivocadamente denominados “acordos de comércio livre”. Por esses acordos, por exemplo, se a General Motors estabelece uma fábrica no México, ela pode pedir para se tratada da mesma forma que as empresas mexicanas (“tratamento nacional”) - bem diferente de um mexicano de carne e osso que busca “tratamento nacional” em Nova York, ou mesmo os direitos humanos mínimos.&lt;br /&gt;
Há um século, Woodrow Wilson, na época um acadêmico, descreveu uns Estados Unidos em que “grupos comparativamente pequenos de homens”, gerentes corporativos, “exercem o poder e controlam a riqueza e os negócios do país”, tornando-se “rivais do próprio governo”.&lt;br /&gt;
Na realidade, esses “pequenos grupos” se tornaram cada vez mais os mestres do governo. O tribunal de Roberts deu a eles um alcance ainda maior.&lt;br /&gt;
A decisão de 21 de janeiro veio três dias depois de outra vitória da riqueza e do poder: a eleição do candidato republicano Scott Brown para substituir o finado senador Edward M. Kennedy, o “leão liberal” de Massachusetts. A eleição de Brown foi retratada como uma “virada populista” contra as elites liberais que comandam o governo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Os dados da votação revelam uma história diferente&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
Altos índices de participação nos subúrbios ricos, e baixos em áreas urbanas em grande parte democratas, ajudaram a eleger Brown. “50% dos eleitores republicanos disseram que estavam &#39;muito interessados&#39; na eleição”. Informou a pesquisa do The Wall Street Journal/NBC, “comparado a 38% dos democratas”.&lt;br /&gt;
Então os resultados foram de fato uma virada contra as políticas do presidente Obama: para os ricos, ele não estava fazendo o suficiente para deixá-los mais ricos, enquanto que para os setores pobres, ele estava fazendo demais para atingir esse fim.&lt;br /&gt;
A irritação popular é bastante compreensível, dado que os bancos estão prosperando, graças à ajuda do governo, enquanto o desemprego aumentou para 10%.&lt;br /&gt;
Nas fábricas, uma em cada seis pessoas está sem trabalho – desemprego nos níveis da Grande Depressão. Com a financialização crescente da economia e o esvaziamento da indústria produtiva, as perspectivas são não trazem esperanças de recuperação dos empregos que foram perdidos.&lt;br /&gt;
Brown apresentou a si mesmo como o 41º voto contra o sistema de saúde – ou seja, o voto que poderia acabar com a maioria no Senado dos EUA.&lt;br /&gt;
É verdade que o programa de saúde de Obama foi um fator importante na eleição de Massachusetts. As manchetes estão corretas ao dizer que o público está se voltando contra o programa.&lt;br /&gt;
Os números da pesquisa explicam porquê: o projeto de lei não vai longe o suficiente. A pesquisa do The Wall Street Journal/NBC descobriu que a maioria dos eleitores desaprova a forma como tanto Obama quanto os Republicanos estão lidando com o sistema de saúde.&lt;br /&gt;
Esses números se alinham com as recentes pesquisas nacionais. A opção do sistema público foi apoiada por 56% dos entrevistados, e a adesão ao Medicare aos 55 anos por 64%; ambos os programas foram abandonados.&lt;br /&gt;
Oitenta e cinco por cento acreditam que o governo deveria ter o direito de negociar os preços dos medicamentos, como acontece em outros países; Obama garantiu à indústria farmacêutica que não perseguirá esta opção.&lt;br /&gt;
Grandes maiorias apoiam o corte de custos, o que faz bastante sentido: os custos per capita dos EUA com a saúde são cerca de duas vezes maiores que os dos países industrializados, e os resultados da saúde são de má qualidade.&lt;br /&gt;
Mas o corte de custos não pode ser seriamente empreendido enquanto as companhias farmacêuticas são agraciadas, e o sistema de saúde está nas mãos de seguradoras praticamente desreguladas – um sistema caro peculiar aos EUA.&lt;br /&gt;
A decisão de 21 de janeiro levanta novas barreiras significativas para superar a séria crise do sistema de saúde, ou para lidar com assuntos críticos como as ameaçadoras crises do meio ambiente e da energia. O hiato entre a opinião pública e a política pública cresce cada vez mais. E o prejuízo para a democracia norte-americana dificilmente pode ser superestimado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: Eloise De Vylder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;[The New York Times, 07/02/2010]&lt;/strong&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/2516448274085852417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/2516448274085852417?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/2516448274085852417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/2516448274085852417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/02/noam-chomsky-tomada-da-democracia-norte.html' title='Noam Chomsky: A tomada da democracia norte-americana pelo setor corporativo'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmW6c7-7Ij5yY8_KJHNksaOADH-zsZLb0dOHSCcyX6xdRR2txfypEmOUQzSFFNDdU4vJhn9D3uhjSBRzwUDagQnpoSCoN3BhrLECa378ljBbhf0AbxMS3lmwELacsBFZsGI3jTte7mc5A/s72-c/mcdonalds.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-142223860927059075</id><published>2010-02-08T09:35:00.000-02:00</published><updated>2010-02-08T09:35:33.774-02:00</updated><title type='text'>Umberto Eco: A leal oposição</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Umberto Eco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
O cientista Edoardo Boncinelli deu recentemente uma série de aulas na Universidade de Bolonha sobre as origens e o desenvolvimento da teoria da evolução. A coisa que mais me surpreendeu não foi tanto as provas irrefutáveis; mas, sim, o fato de que não apenas os oponentes, mas também muitos dos defensores da teoria, têm ideias tão ingênuas e confusas sobre a evolução.&lt;br /&gt;
Uma ideia desse tipo é a crença de algumas darwinianos de que o homem descende dos macacos. (No mínimo, depois de testemunhar certos episódios racistas de nossa época, ficamos tentados a comentar, assim como fez o escritor Alexandre Dumas a um tolo que zombou de sua herança étnica mista: “Meu pai era mulato, meu avô era negro e meu tataravô era um macaco. Veja, senhor: minha família começa onde a sua termina.”)&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgotywKvFjxZFEbSWCqr6NfWHtXJe-ZkBRLvOYy9dGW9UBMk6uyNPF9GasuFr-aWITNuW2cegiF21tNknjfzOplEI81A2fJytj4ynHMJ_lRWH-ZMj1mswqua0l7UaD-kL4yyw3hUp7mIRc/s1600-h/Clipboard02.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgotywKvFjxZFEbSWCqr6NfWHtXJe-ZkBRLvOYy9dGW9UBMk6uyNPF9GasuFr-aWITNuW2cegiF21tNknjfzOplEI81A2fJytj4ynHMJ_lRWH-ZMj1mswqua0l7UaD-kL4yyw3hUp7mIRc/s320/Clipboard02.gif&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O fato é que a ciência sempre desafia o senso comum, que normalmente é menos avançado do que as pessoas imaginam. Todas as pessoas escolarizadas sabem que a Terra gira em torno do Sol e não vice-versa. Mesmo assim, em nossas vidas cotidianas, ainda nos apegamos a percepções ingênuas, observando tranquilamente que o Sol está se “levantando” ou se “pondo”, ou está “alto no céu”.&lt;br /&gt;
E quantas pessoas de fato podem ser consideradas escolarizadas? Uma pesquisa de 1982 feita na França pela revista Science et Vie revelou que uma em cada três pessoas acreditava que o Sol girava em torno da Terra.&lt;br /&gt;
Tirei esta pérola da edição de abril de 2009 do “Les Cahiers de l&#39;Institut” – a revista de um instituto internacional para pesquisa sobre “fous litteraires” (em outras palavras, todos os escritores mais ou menos loucos que defendem ideias improváveis). O artigo de Olivier Justafre tem como foco aqueles que negam que a Terra é redonda e que gira em torno do Sol.&lt;br /&gt;
Talvez não surpreenda que as pessoas, incluindo alguns acadêmicos importantes, ainda negassem a hipótese de Copérnico no final do século 17. Mas o fato de que ainda havia grandes oponentes à teoria nos séculos 19 e 20 é bastante alarmante. Embora Justafre limite-se estritamente à oposição francesa, há gente mais do que suficiente –desde Abbe Matalene, que em 1842 demonstrou que o diâmetro do Sol era de apenas 32 centímetros (uma ideia de Epicuro, 22 séculos antes), a Victor Marcucci, que acreditava que a Terra era plana e a Córsega ficava no centro dela.&lt;br /&gt;
Isto apenas no século 19 – a loucura continuou no século seguinte. Em 1907, Leon Max publicou o “Essai de Rationalization de la Science Experimentale” [“Ensaio de Racionalização da Ciência Experimental”] em uma editora científica de renome, e em 1936 um certo B. Raiovitch publicou “La Terre Ne Tourne Pas” [“A Terra Não Gira”] no qual argumentava que o Sol era menor do que a Terra e maior do que a Lua (enquanto em 1815 Abbe Bouheret havia sustentado o contrário). Em 1935, Gustave Plaisant, que descrevia a si mesmo como “um ex-aluno da Ecole Polytechnique” escreveu um livro dramaticamente intitulado “Tourne-T-Elle?” (“Será Que Ela Gira?”). E mesmo em 1965, Maurice Ollivier, que também se denominava “ex-aluno da Ecole Polytechnique”, escreveu um livro sobre a imobilidade da Terra.&lt;br /&gt;
O único livro mencionado no artigo de Justafre que não foi escrito por um francês foi um de Samuel Birley Rowbotham, escritor britânico que acreditava que a Terra era um disco localizado a 650 quilômetros do Sol, com o Polo Norte no centro. O trabalho de Rowbotham, intitulado “Zetetic Astronomy: Earth Not a Globe” [“Astronomia Zetética: A Terra Não É Um Globo”], foi publicado em forma de panfleto em 1849. Mas nas três décadas seguintes ele cresceu para se tornar um livro de 430 páginas e deu origem à Sociedade Zetética Universal, que sobreviveu até a 1ª Guerra Mundial.&lt;br /&gt;
Em 1956, um integrante da Sociedade Astronômica Real, Samuel Shenton, fundou a Flat Earth Society [Sociedade da Terra Plana], com a missão de levar adiante o legado de Rowbotham. Quando a Nasa produziu fotos da Terra vista do espaço nos anos 60, ninguém podia racionalmente negar que o planeta era esférico. Mas na visão de Shenton, as fotos apenas enganavam o olho destreinado: todo o programa espacial era uma fraude, incluindo o pouso na Lua da Nasa, cuja intenção foi fazer com que o público acreditasse que a Terra é redonda.&lt;br /&gt;
O sucessor de Shenton, Charles Kenneth Johnson, continuou a denunciar o golpe, escrevendo em 1980 que tanto Moisés quanto Colombo haviam conspirado para difundir a ideia de um globo giratório. Um dos argumentos de Johnson era de que, se a Terra de fato fosse uma esfera, então as superfícies das grandes massas de água também teriam que ser curvas. Mas ele havia checado as superfícies do Lago Tahoe e do Mar de Salton e não encontrou nenhuma curvatura.&lt;br /&gt;
Será que deveríamos de fato nos surpreender, então, com o fato de que ainda há pessoas que rejeitam a teoria da evolução?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: Eloise De Vylder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;[The New York Times, 07/02/2010]&lt;/strong&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/142223860927059075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/142223860927059075?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/142223860927059075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/142223860927059075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/02/umberto-eco-leal-oposicao.html' title='Umberto Eco: A leal oposição'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgotywKvFjxZFEbSWCqr6NfWHtXJe-ZkBRLvOYy9dGW9UBMk6uyNPF9GasuFr-aWITNuW2cegiF21tNknjfzOplEI81A2fJytj4ynHMJ_lRWH-ZMj1mswqua0l7UaD-kL4yyw3hUp7mIRc/s72-c/Clipboard02.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-375624584558458108</id><published>2010-02-08T09:21:00.000-02:00</published><updated>2010-02-08T09:21:33.176-02:00</updated><title type='text'>Bispo Williamson insiste na negação do Holocausto</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Peter Wensierski e Steffen Winter&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhhMDcBIH4Eb_D2Rfg7b-W7oo0rSsCNCYdyyyYNgB-EQ5hmrFEoymxu7OGDxhSDTorS_gldrozsduNCWpcBRnsoelPSQtAIEBoaYEYVVlTX53V7GFzGg9Ahw5_NzCyqON9a8qNHddvoz4/s1600-h/com0612c.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhhMDcBIH4Eb_D2Rfg7b-W7oo0rSsCNCYdyyyYNgB-EQ5hmrFEoymxu7OGDxhSDTorS_gldrozsduNCWpcBRnsoelPSQtAIEBoaYEYVVlTX53V7GFzGg9Ahw5_NzCyqON9a8qNHddvoz4/s320/com0612c.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;O controverso bispo Richard Williamson continua negando o Holocausto, embaraçando tanto a Sociedade de São Pio 10º (SSPX) a qual ele pertence quanto o Vaticano. Mas a SSPX está se tornando cada vez mais poderosa, apesar da controvérsia, e está atraindo mais e mais fiéis. &lt;/div&gt;As queixas de Richard Williamson começam quando ele olha pela janela de seu escritório na Casa de São Jorge, a sede em Londres da Sociedade de São Pio 10º (SSPX). Passando o jardim, na base de uma pequena colina no verdejante Parque de Wimbledon, se encontram um lago, um campo de golfe, um clube de croquet e as famosas quadras de tênis. &lt;br /&gt;
O velho na janela gosta de tênis, que ele chama com admiração de “o maior espetáculo”, um jogo que envolve “um espírito único, uma vontade única”. No tênis, ele diz, é como se dois gladiadores estivessem enfrentando um ao outro, “apenas sem derramamento de sangue”. &lt;br /&gt;
Mas não seria Williamson se ele não sentisse danação até mesmo no mais nobre dos espetáculos. Os trajes vestidos pelas tenistas, diz o bispo com indignação, “mal chegam ao meio de suas coxas”. Williamson notou torcedoras usando saias ainda menores. “Não restou nenhum homem que diga para suas filhas, irmãs, esposas ou mães que este tipo de traje é destinado apenas aos olhos de seus próprios maridos?”&lt;br /&gt;
O mundo se tornou um local menor para o notório bispo. Desde que ele negou a existência do Holocausto na televisão há mais de um ano, causando sérios problemas para o papa Bento 16 e quase provocando uma revolta de fiéis cristãos contra Roma, a ultraconservadora SSPX o tem mantido em quarentena virtual em sua sede em Wimbledon. O bispo Bernard Fellay, o superior geral da SSPX, compara Williamson a urânio: “É algo perigoso de se ter”, ele diz, mas você não pode “simplesmente deixar na rua”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
‘&lt;b&gt;Uma grande mentira’&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Fellay sabe do que está falando. Williamson não tem intenção de rever suas posições sobre as câmaras de gás. Quando a caçadora de nazistas Beate Klarsfeld lhe enviou um livro sobre a história do Holocausto no ano passado, ele o deixou de lado, sem ler. “O fato é que 6 milhões de pessoas que supostamente foram mortas a gás representam uma enorme mentira”, ele escreveu recentemente aos demais membros da SSPX, notando que “uma ordem mundial completamente nova foi construída” com base neste “fato”. Os judeus, ele acrescentou, “se transformaram em salvadores substitutos graças aos campos de concentração”. &lt;br /&gt;
Williamson, após se recusar a pagar uma multa de 12 mil euros, enfrenta acusações de incitação de ódio racial em um julgamento na cidade de Regensburg, no sul da Alemanha, que começará em 16 de abril. Apesar de não se saber se ele estará presente no julgamento, o bispo já reuniu uma equipe legal que inclui o advogado alemão Matthias Lossmann e o advogado britânico que já representou o ex-ditador chileno Augusto Pinochet em sua luta contra a extradição. &lt;br /&gt;
Tanto a recusa obstinada do bispo em abandonar suas teorias afrontosas do Holocausto e o julgamento em Regensburg são um embaraço tanto para a SSPX quanto para o Vaticano, que está atualmente em conversações diretas com os fundamentalistas. Durante as reuniões mensais, três teólogos da SSPX sentam, quase como se estivessem participando de outro concílio do Vaticano, diante de três teólogos do papa no Palácio do Santo Ofício, que é lar da Congregação para a Doutrina da Fé e é adjacente à Basílica de São Pedro. Mais próximo do Vaticano impossível. Teólogos liberais e esquerdistas como Hans Küng passaram suas vidas sonhando em vão com um encontro desses. &lt;br /&gt;
O Segundo Concílio do Vaticano de 1962 a 1965, também conhecido como Vaticano 2º, cujas reformas ajudaram a modernizar a Igreja Católica, está no alto da agenda dos membros do SSPX, que querem vê-lo revertido o máximo possível. Para eles, ecumenismo é coisa do diabo, o reconhecimento do judaísmo é fonte de disputa e a forma moderna da liturgia é um ato impossível de assimilação do zeitgeist. &lt;br /&gt;
A meta deles é serem reconhecidos em Roma novamente após 22 anos. O Vaticano também quer colocar um fim à divisão dentro da Igreja. Mas Williamson, que vem sendo um espinho para aqueles que buscam a reaproximação, não vai embora. &lt;br /&gt;
Se um bispo fundamentalista como Williamson for afastado, ele teria o potencial de dividir a Igreja de novo. Ele poderia consagrar novos padres a qualquer momento ou criar seu próprio movimento, ainda mais radical. Isso seria inconveniente tanto para Bento 16 quanto para a SSPX, o motivo para Williamson estar sendo tolerado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUg0BoH5SPWD91AUFAbE2uKD5jjheHo2tOwMI5G1UkJIp12oBLEIoyd4kpMzIPQKWNeyJIjT9wHwM9FZej6ntcI7xHITw4L90ScORPivunKJBbzedbieKjhRnCphpE0fEsN_ZSNKJG3MI/s1600-h/os_monstros.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUg0BoH5SPWD91AUFAbE2uKD5jjheHo2tOwMI5G1UkJIp12oBLEIoyd4kpMzIPQKWNeyJIjT9wHwM9FZej6ntcI7xHITw4L90ScORPivunKJBbzedbieKjhRnCphpE0fEsN_ZSNKJG3MI/s320/os_monstros.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;‘Estes homens são ratos’&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
O refúgio de Williamson é um pequeno quarto de hóspedes na Arthur Road, no sul de Londres, onde ele tem uma vista da Quadra Central de Wimbledon. O quarto fica em um prédio novo, de aspecto comum, adornado apenas com duas colunas flanqueando a entrada da frente. Uma placa na entrada para uma capela no jardim pede aos fiéis que rezem durante a futura “Cruzada do Rosário” da SSPX. O padre Lindström, um sueco magro, assegura que apenas as pessoas certas estão autorizadas a visitar Williamson. &lt;br /&gt;
O bispo tem uma reputação de ser imprevisível. Às vezes ele dá aos funcionários instruções para dizerem aos visitantes que ele não está em casa, mas em certa ocasião ele sentou-se ao lado de uma árvore de Natal para dar uma entrevista a um vídeo blogger. Uma entrevista para a “Spiegel”, que estava marcada há algum tempo, ocorreu por acaso em um dia ruim. Williamson estava disposto a aparecer apenas do patamar da escada, e mesmo aí, tudo o que era visível dele era um de seus braços e sua mão usando o anel de bispo. Sua voz era fácil de reconhecer, mas ele se recusou a falar diretamente com os entrevistadores, restando a Lindström subir e descer as escadas, levando as perguntas e respostas. &lt;br /&gt;
Posteriormente, Williamson decidiu continuar a entrevista para a “Spiegel” por e-mail – apesar dele estar na sala ao lado. A visita o deixou muito irado. “Nós estamos em guerra”, ele esbravejou, “e vocês estão no lado errado”. Intelectuais liberais alemães são tão detestáveis para ele quanto as minissaias na quadra de tênis. “Estes homens são, pelo menos objetivamente, ratos”, ele escreveu em uma referência aos jornalistas da “Spiegel”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Heresias e erros&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Há uma rotina rígida na sede em Londres da Fraternitas Sacerdotalis Sancti Pii X, como a SSPX é chamada em latim: despertar às 6h, primeiras orações às 6h30, missa às 7h15, almoço às 12h45, rosário às 18h30, orações noturnas às 21h. &lt;br /&gt;
À direita da entrada fica a biblioteca, que tem uma estante separada para os livros proibidos. Guardada por duas estátuas, uma de Jesus e uma da Virgem Maria, um sinal identifica claramente as publicações perigosas na estante como “Heresias/Erros”. Na prateleira superior se encontra um livro do teólogo liberal alemão Karl Rahner, uma influência chave sobre o Vaticano 2º, e ao lado dele se encontra um livro que, apesar de considerado uma autoridade por mais de um bilhão de católicos, é moderno demais para a SSPX: “O Catecismo da Igreja Católica”. &lt;br /&gt;
Williamson mora no segundo andar. É onde o bispo, que gosta de interpretar lieder de Schumann, retira seu anel pesado de bispo e toca as obras do compositor alemão no piano. “A música é uma expressão da harmonia ou da desarmonia na alma humana”. &lt;br /&gt;
Ele também passa bastante tempo navegando na Internet, onde possui fãs leais. Há 520 pessoas registradas como amigos na sua página no Facebook, e centenas leem suas colunas na Internet, que ele escreve sob o nome de “Dinoscopus” –uma palavra inventada derivada de dinossauro e episcopus (a palavra em latim para bispo). Ele cultiva sua imagem como a de um reacionário e um guardião da fé pura. Viver em uma cidade grande é prejudicial, ele pontificou enquanto olhava para as quadras de tênis. Isso interfere e destroi casamentos, ele disse, torna os jovens em “panos de lavar”, que são “enxaguados pelo liberalismo”, tanto que “seu bom senso é diluído”. &lt;br /&gt;
Williamson é um homem sofisticado que faz sermões poderosos. Ele é um acadêmico literário com diploma por Cambridge e fala francês, alemão e espanhol perfeitamente. Ele também é vaidoso, com apreço por modos refinados e roupas caras, e esquece do mundo ao seu redor quando toca Beethoven. &lt;br /&gt;
E é alguém que acredita que nenhum judeu foi morto nas câmaras de gás do Terceiro Reich. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;‘Nós perdemos um de nossos quatro bispos’&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
O bispo Fellay, o superior de Williamson, parece perturbado enquanto permanece sentado em seu escritório no Palácio Schwandegg, em Menzingen, Suíça. Ele torce fervorosamente para que “Williamson não exploda”. O palácio oferece uma ampla vista dos Alpes no cantão de Zug, onde a velha cidade spa fica situada no topo de uma montanha de 900 metros de altitude. As vozes das oblatas, as mulheres leigas devotas que ajudam os padres a administrar a casa, podem ser ouvidas nos corredores. &lt;br /&gt;
“Nós perdemos um de nossos quatro bispos”, diz Fellay. “Nós não podemos usá-lo para mais nada.” Ele está lutando contra si mesmo e contra a história, tentando encontrar as palavras certas e o distanciamento apropriado ao assunto. Ele considera a coisa toda “incrivelmente desagradável” e diz que acreditou que “o bispo tinha entendido melhor as coisas nesse ínterim”. Mas infelizmente Williamson não entendeu. Fellay diz que sua crença pessoal é de que o Holocausto é um fato “óbvio”. &lt;br /&gt;
Mas nem todos seus irmãos estão dispostos a concordar. Logo após o estouro do escândalo de Williamson no início de 2009, o padre italiano Floriano Abrahamowicz especulou que as câmaras de gás podiam ser usadas apenas para “desinfecção”, e que Erich Priebke, o ex-capitão da SS que esteve envolvido e foi posteriormente condenado por centenas de execuções de civis na Itália, não era de fato um executor. Isso também foi “desagradável” para a liderança da SSPX.&lt;br /&gt;
Por outro lado, o debate teve suas vantagens. Por causa de Williamson, a SSPX adquiriu uma notoriedade sem precedente desde sua criação em 1969 pelo arcebispo francês renegado Marcel Lefebvre. Os ultraconservadores sempre amaram os irmãos da Sociedade e agora eles se transformaram em heróis da direita, do movimento antimodernista. O que um superior geral como Fellay acha disso? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Apelo aos extremistas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
“Nós temos apelo junto aos extremistas, algo que não queremos”, diz Fellay, para quem os assuntos de fé são as questões mais importantes. Uma dessas questões de fé envolve quem deve ter a palavra em assuntos religiosos na Suíça: a Igreja, com seus belos templos e torres de sino, ou as mesquitas, com seus minaretes? Por isso Fellay alimentou o recente debate na Suíça a respeito da proibição dos minaretes. Na verdade, ele apreciou o debate, porque, como ele diz, o Islã é “agressivo em geral”. &lt;br /&gt;
Por outro lado, os discípulos da SSPX são calmos e compreensivos quando se trata dos discursos falsos e cheios de ódio que vêm de suas próprias fileiras. Nenhum dos colegas de Williamson se incomoda quando o bispo escreve com desprezo sobre as mulheres em seu blog, as chamando de “menos que zeros” e insistindo que estão “sob o poder do homem”. “Ele deve ser seu mestre”, ele escreve. &lt;br /&gt;
Os irmãos católicos em Stuttgart mostraram seu lado agressivo contra os gays ao promover um protesto contra a Parada da Christopher Street da cidade, que celebra o orgulho gay. Os padres ergueram cartazes dizendo “Salvem as Crianças da Perversão” e um deles condenava o evento como “poluição moral”. Ele se negou a mencionar a negação do Holocausto por seu colega da SSPX. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;‘Febre no corpo da Igreja’&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Para evitar mal-entendidos, os ultraconservadores até mesmo contrataram seu próprio especialista em relações públicas, Rudolph Lobmeyr, que já trabalhou para a emissora pública nacional austríaca “ORF”, em Viena, para explicar os benefícios da campanha da Sociedade ao público. “Uma fé mais frágil não é mais desejada”, ele diz. Ele insiste que as pessoas estão à procura de uma liderança decidida e querem poder dividir o mundo em bem e mal –assim como a SSPX faz quando investe contra gays, mulheres e jornalistas. “É um reflexo do desejo de muitas pessoas e é o segredo para o aumento da popularidade da Sociedade”, diz Lobmeyr. &lt;br /&gt;
“Nós somos apenas o termômetro indicando a febre no corpo da Igreja”, diz o bispo Fellay, líder da SSPX. A sociedade alega ter 600 mil seguidores. Ela mantém seis seminários, 14 distritos, 161 conventos e 725 centros populares, além de ser ativa em 1.000 locais em todo o mundo. A Sociedade está crescendo nos Estados Unidos, na Ásia e na África. &lt;br /&gt;
Foi esse potencial que o papa tinha em mente quando suspendeu as excomunhões dos quatro bispos da SSPX no ano passado. Bento 16 é um tradicionalista e, como os irmãos da Sociedade, adora missas em latim, compartilha suas ideias a respeito da moralidade e às vezes se desespera diante da sociedade moderna, que pode transformar uma frase de Williamson em um programa de televisão sueco em um escândalo global. &lt;br /&gt;
Fellay relata triunfantemente que o próprio papa – em acordo com as exigências da SSPX – aparentemente não mais coloca a hóstia da comunhão nas mãos dos fieis, mas diretamente em suas bocas. Para Fellay, isso representa outro sucesso na batalha contra a Igreja moderna. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Congregação crescente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
É meio-dia na igreja de mais de 700 anos de Saint-Nicolas-du-Chardonnet em Paris, que é ocupada pela SSPX desde 1977. Todas as missas aqui são realizadas segundo o ritual latino, acompanhadas por cantos gregorianos, com o padre de costas para a congregação –práticas-padrão por séculos, até que o Vaticano 2º destruiu as tradições. Um número notavelmente maior de jovens está ajoelhado no piso frio de pedra e o ar está tomado pelo cheiro de incenso. &lt;br /&gt;
A divisão de Paris da SSPX notou um aumento acentuado da frequência à igreja desde o início do ano passado. Os padres tiveram que aumentar a oferta semanal de hóstias em 300, para que haja o suficiente para colocar na língua dos fieis. Talvez o escândalo do Holocausto tenha sido o responsável pelo aumento da frequência, ou talvez o aumento do número de fieis tenha sido encorajado pela suspensão pelo papa da excomunhão dos quatro bispos –ou talvez ambos os fatores sejam responsáveis. &lt;br /&gt;
A França é a fortaleza da Sociedade. Ela agora conta com 100 mil seguidores no país e 4 mil crianças frequentam suas escolas. Os tradicionalistas veem o movimento como o futuro do catolicismo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhByBVRBVHsctpGec7vAuHMh0qYfJvhwm3VxJBF619Ry3-meTaQBZEwruXV2G9s8fduM9ijadImSL4DWh_xqZng6d6ahYW7x_bnuHw2Gy6Tg5oPTZUcLkCGmCUp2dISRe8aqmXAcjkIc9E/s1600-h/Clipboard01.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhByBVRBVHsctpGec7vAuHMh0qYfJvhwm3VxJBF619Ry3-meTaQBZEwruXV2G9s8fduM9ijadImSL4DWh_xqZng6d6ahYW7x_bnuHw2Gy6Tg5oPTZUcLkCGmCUp2dISRe8aqmXAcjkIc9E/s320/Clipboard01.gif&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Ideias estranhas &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Niklaus Pfluger acaba de voltar da missa em Saint-Nicolas-du-Chardonnet. Na hierarquia da ordem, o padre suíço fica atrás apenas do bispo Fellay. Quando Williamson chocou a Igreja há um ano ao negar o Holocausto em uma entrevista, Fellay imediatamente enviou Pfluger à Argentina, onde Williamson estava na época, para impedir o bispo renegado de falar à mídia. &lt;br /&gt;
Pfluger ainda está confuso a respeito dos motivos de seu companheiro da SSPX. Sentado no Bistrot Saint Honoré em Paris, diante de um prato de mexilhões e uma taça de Ladoix 1er Cru 2002, ele tenta conceber uma explicação. Williamson, ele diz, por acaso é um provocador de primeira e sempre teve ideias estranhas. Logo após o 11 de Setembro de 2001, ele alegou que o governo americano tinha encenado os ataques ao World Trade Center em Nova York. Ele também alega que não foi o Japão, mas a Casa Branca que ordenou o ataque a Pearl Harbor, em um esforço para atrair os americanos à Segunda Guerra Mundial. &lt;br /&gt;
Durante um sermão na província canadense de Quebec, em abril de 1989, Williamson disse que os judeus inventaram Auschwitz como forma de obter certos benefícios. Uma pessoa o processou criminalmente e Williamson tem feito o possível para evitar Quebec desde então. &lt;br /&gt;
“Ele é na verdade um artista, não um acadêmico”, diz Pfluger. “Ele coloca uma ideia na cabeça, fica fixado nela e exagera. Mas ele não estuda os documentos.” Ele chama Williamson de uma “bomba relógio ativa” para sua organização, mas também aponta que o bispo tem muitos méritos, de forma que não deve ser “exilado na Lua”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Comportamento imprevisível&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
Pfluger também está preocupado com a saúde do bispo de 69 anos, que aparentemente sofre de mal de Parkinson há vários anos. Isso poderia explicar seu comportamento imprevisível? Pfluger e seus irmãos da Sociedade frequentemente se irritam com os e-mails que recebem regularmente de Londres. Em um e-mail recente, Williamson escreveu que “1,3 milhão de pessoas deportadas” não foram mortas com gás nos campos de concentração de Treblinka, Majdanek, Belzec e Sobibor, mas foram simplesmente transportadas para a parte da União Soviética que estava ocupada pela Alemanha. Rumores ridículos sobre o contrário devem ser ignorados, acrescentou Williamson. &lt;br /&gt;
A sociedade também está ciente dos contatos de Williamson com Ingrid Rimland, a esposa de Ernst Zündel, que está atualmente em uma prisão alemã após ter sido condenado por incitação à negação do Holocausto. Rimland continua disseminando as teorias de seu marido. &lt;br /&gt;
O bispo também mantém contato por e-mail com o negador suíço do Holocausto, Jürgen Graf, que está sendo procurado pelas autoridades alemãs, francesas e suíças. Graf acredita que a ideia dos campos de extermínio foi uma invenção dos judeus. Ele planeja publicar um novo livro sobre o campo de extermínio de Sobibor, onde cerca de 250 mil judeus foram mortos nas câmaras de gás, intitulado “Sobibor: Mito e Realidade”. Graf diz que espera que Williamson escreva a introdução para seu livro. &lt;br /&gt;
Os padres prestaram atenção em especial quando Williamson, no início do ano, descreveu sua permanência em Londres como uma “licença agradável apesar de não planejada”. Soou como se estivesse cheio das saias das tenistas em Wimbledon e estivesse pronto para começar a falar em público de novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: George El Khouri Andolfato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[Der Spiegel, 02/02/2010]&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/375624584558458108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/375624584558458108?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/375624584558458108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/375624584558458108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/02/bispo-williamson-insiste-na-negacao-do.html' title='Bispo Williamson insiste na negação do Holocausto'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhhMDcBIH4Eb_D2Rfg7b-W7oo0rSsCNCYdyyyYNgB-EQ5hmrFEoymxu7OGDxhSDTorS_gldrozsduNCWpcBRnsoelPSQtAIEBoaYEYVVlTX53V7GFzGg9Ahw5_NzCyqON9a8qNHddvoz4/s72-c/com0612c.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-8942966932359479075</id><published>2010-02-08T09:11:00.000-02:00</published><updated>2010-02-08T09:11:19.670-02:00</updated><title type='text'>Igrejas promovem vale-tudo para conectar-se com os jovens</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;R. M. Schneiderman, em Memphis (EUA)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgM1ICUxpzrcd2nMhV4B4wyg3d1b83vEWDyQyxRvI-GjsqdHNAQebLHYwYaNTyJL2lVkCzn7N1W6D5Ftq01J-U8vB-L0SzeqwxrVrEmPiK6QYcdPSzgkF0g7KsKJOXDO7pBrJvNUqeHSSs/s1600-h/Clipboard03.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgM1ICUxpzrcd2nMhV4B4wyg3d1b83vEWDyQyxRvI-GjsqdHNAQebLHYwYaNTyJL2lVkCzn7N1W6D5Ftq01J-U8vB-L0SzeqwxrVrEmPiK6QYcdPSzgkF0g7KsKJOXDO7pBrJvNUqeHSSs/s320/Clipboard03.gif&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em uma sala de ensaio do teatro da rua Beale, o pastor John Renken, 42, recentemente puxou uma oração com um grupo de jovens: “&lt;i&gt;Agradecemos por esta noite. Que seja uma representação do Senhor&lt;/i&gt;”. &lt;br /&gt;
Uma hora depois, um membro de seu rebanho que havia baixado a cabeça em sinal de respeito estava dando uma chuva de socos em um oponente. As orientações de Renken não eram exatamente delicadas.&lt;br /&gt;
“&lt;i&gt;Golpeie com força&lt;/i&gt;!”, gritava ao lado de um ringue de um evento de artes marciais chamado Gaiola de Ataques. “&lt;i&gt;Termine a luta! Vai na cabeça! Na cabeça&lt;/i&gt;!” &lt;br /&gt;
O jovem era membro de uma equipe de luta do Ministério Extremo, uma pequena igreja próxima a Nashville que serve também de academia de artes marciais. Renken, que fundou a igreja e a academia também é técnico da equipe. O lema da escola é “Onde os pés, os pulsos e a fé colidem”. &lt;br /&gt;
O ministério de Renken faz parte de uma parcela pequena mas crescente de igrejas evangélicas que adotam o vale-tudo -um esporte com fama de violência e sangue que combina vários estilos de luta- para alcançar e converter jovens, cujas participação na igreja tem sido persistentemente baixa. Os eventos de vale tudo atraíram milhões de telespectadores; um deles foi o maior evento pay-per-view de 2009. &lt;br /&gt;
O recrutamento nessas igrejas, predominantemente brancas, envolve reuniões para assistir lutas na televisão e palestras que usam os combates para explicar como Cristo lutou pelo que acreditava. Outros ministros vão mais longe, sediando ou participando de eventos ao vivo. &lt;br /&gt;
O objetivo, segundo esses pastores, é injetar masculinidade em seus ministérios - e na imagem de Jesus - na esperança de tornar o cristianismo mais atraente. “&lt;i&gt;Amor e compaixão, concordamos com essas coisas também. Mas o que me fez encontrar Cristo foi que Jesus era um lutador&lt;/i&gt;”, disse Brandon Beals, 37, pastor da igreja Canyon Creek no subúrbio de Seattle. &lt;br /&gt;
O esforço faz parte de um programa mais amplo e mais antigo de alguns ministros que temem que suas igrejas tornaram-se femininas demais, promovendo a gentileza e a compaixão à custa da força e da responsabilidade. &lt;br /&gt;
“O&lt;i&gt; homem deve ser o líder do lar. Criamos uma geração de menininhos&lt;/i&gt;”, disse Ryan Dobson, 39, pastor e fã do vale tudo que é filho de James C. Dobson, fundador do grupo evangélico proeminente “Foco na Família”. &lt;br /&gt;
Esses pastores dizem que o casamento da fé com o combate tem a intenção de promover os valores cristãos, citando versos como “trave a boa luta da fé”, Timóteo 6:12. &lt;br /&gt;
Muitos estimam que o número de igrejas que estão adotando as artes marciais está em torno de 700, de um total de 115.000 igrejas evangélicas brancas nos EUA. O esporte é considerado uma ferramenta legítima para alcançar os jovens pela Associação Nacional de Evangélicos, que representa mais de 45.000 igrejas. &lt;br /&gt;
“&lt;i&gt;Existem muitos jovens perturbados que cresceram sem pais e estão vagando sem esperança. Eles próprios também são péssimos pais, perdidos&lt;/i&gt;”, disse Paul Robie, 54, pastor da igreja comunitária de South Main em Dhackerer, Utah. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwGt_cGQtu8E2FwXl5DOgC1ZoaYfs7tVWQM3DGP0Ki1MmUfk6e2FrQDAl3d2PIw0crmYo7eUVCYCgN3UlpKvUDfyEWD2M0Q6q1RMXR9T8XhtHMXf-A6Nhn41Tn0xievq1Lt55h4aGMKWM/s1600-h/Clipboard01.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwGt_cGQtu8E2FwXl5DOgC1ZoaYfs7tVWQM3DGP0Ki1MmUfk6e2FrQDAl3d2PIw0crmYo7eUVCYCgN3UlpKvUDfyEWD2M0Q6q1RMXR9T8XhtHMXf-A6Nhn41Tn0xievq1Lt55h4aGMKWM/s320/Clipboard01.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;A luta como metáfora faz sentido para alguns jovens.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
“&lt;i&gt;Estou lutando para fornecer uma qualidade de vida melhor para minha família e dar-lhe coisas que eu não tive quando era pequeno&lt;/i&gt;”, disse Mike Thompson, 32, ex-membro de gangue e estudante de Renken que até recentemente era desempregado e hoje luta com o apelido de “A Fúria”. &lt;br /&gt;
“&lt;i&gt;Quando aceitei Cristo em minha vida, compreendi que uma pessoa pode lutar pelo bem&lt;/i&gt;”, disse Thompson. &lt;br /&gt;
Igrejas evangélicas sem denominação têm uma longa história de usar a cultura popular -rock, skate e até ioga- para atingir novos seguidores. Ainda assim, mesmo entre as seitas mais experimentais, o vale tudo têm críticos. &lt;br /&gt;
“&lt;i&gt;Aquilo que você usa para atrair as pessoas para Cristo também será aquilo que você vai precisar para manter as pessoas&lt;/i&gt;”, disse Eugene Cho, 39, pastor da igreja Quest, uma congregação evangélica em Seattle. “&lt;i&gt;Eu não vivo pelo Jesus que come carne vermelha, bebe cerveja e bate em outros homens&lt;/i&gt;.” &lt;br /&gt;
Robert Brady, 49, vice-presidente executivo de um grupo evangélico conservador concordou, dizendo que a mistura do vale tudo com o evangelismo “&lt;i&gt;tira tão facilmente o verdadeiro foco da igreja que é o gospel&lt;/i&gt;”. &lt;br /&gt;
Há quase uma década, o vale tudo era considerado um esporte sangrento, sem regras ou regulamentos. Foi proibido em quase todos os Estados e criticado por políticos como o senador republicano do Arizona John McCain. &lt;br /&gt;
Nos últimos cinco anos, contudo, graças a um inteligente marketing do Ultimate Fighting Championship, a principal marca do esporte, o vale tudo se tornou comum. Hoje, é legal e regulamentado em 42 estados. &lt;br /&gt;
Seus defensores apontam para um estudo da Universidade Johns Hopkins mostrando que os participantes das lutas sofrem menos nocautes do que os lutadores de boxe. &lt;br /&gt;
No último ano e meio, uma sub-cultura evoluiu, com os cristãos das artes marciais vestindo marcas como “&lt;i&gt;&lt;b&gt;Jesus didn’t tap&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;” e redes sociais cristãs como a anointedfighter.com. &lt;br /&gt;
Cerca de 100 homens, muitos tatuados e de cabeça raspada, participam das festas de lutas em Canyon Creek, assistindo combates em quatro grandes televisões da igreja. Há vendedores de cachorro-quente e de camisetas com a frase “&lt;i&gt;&lt;b&gt;Predestinado a Lutar&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;”. &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDuBpl_jJKUj7sYJRk4Z-RWjBQ9HmXXWu4IiMKOxxCp_5G5MPPYG1pc-KUvPdhsNWu9PS4yLSMsvIA-nb5I-HDC_srmpQPsBelPGg8VG02uRVh2uJHOH0-dCWpDT7bnlWfMbQV_KbYvTQ/s1600-h/Clipboard02.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDuBpl_jJKUj7sYJRk4Z-RWjBQ9HmXXWu4IiMKOxxCp_5G5MPPYG1pc-KUvPdhsNWu9PS4yLSMsvIA-nb5I-HDC_srmpQPsBelPGg8VG02uRVh2uJHOH0-dCWpDT7bnlWfMbQV_KbYvTQ/s320/Clipboard02.gif&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Metade dos que estão ali não são membros da igreja, mas vieram por meio de amigos, disse Beals, conhecido como o pastor da luta. &lt;br /&gt;
Os homens de 18 a 34 anos estão ausentes das igrejas, disseram os pastores, porque as igrejas se tornaram mais cômodas para mulheres e crianças. &lt;br /&gt;
“&lt;i&gt;Crescemos em igreja de tons pastéis. Os homens caíam no sono&lt;/i&gt;”, disse Tom Skiles, 37, pastor da igreja Spirit of St. Louis em Montana. &lt;br /&gt;
Ao se focar na dureza de Cristo, os líderes evangélicos estão voltando a um movimento similar do início do século passado, dizem os historiadores, quando as mulheres começaram a entrar para força de trabalho. Os proponentes desse cristianismo muscular defendiam o levantamento de peso e outros esportes como forma de expressarem sua masculinidade. &lt;br /&gt;
“&lt;i&gt;Toda essa geração foi criada com a idéia que estão em uma guerra pelo coração e alma dos EUA&lt;/i&gt;”, disse Stephen Prothero, professor de religião da diversidade Boston. &lt;br /&gt;
Paul Burress, capelão e técnico de luta da igreja Batista Victory, em Rochester, disse que o vale tudo dera a seus alunos uma chance de trabalhar de corpo, alma e espírito. “&lt;i&gt;Ganhando ou perdendo, representamos Jesus&lt;/i&gt;”, disse ele. “&lt;i&gt;E vencemos na maior parte das vezes&lt;/i&gt;.” &lt;br /&gt;
Contudo, na noite fria de Memphis, Renken, o pastor dos Ministérios Extremos, assistiu a dois de seus três lutadores apanhando, um quebrando o tornozelo. &lt;br /&gt;
O outro, Jesse Johnson, 20, potencial convertido, foi dominado pelo pescoço e decidiu não voltar para casa com os outros membros da igreja. Ele ficou em Memphis bebendo e estejando com amigos ao longo da rua Beale, ponto agitado e cheio de neons da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: Deborah Weinberg&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;[The New York Times, 03/02/2010]&lt;/strong&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/8942966932359479075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/8942966932359479075?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/8942966932359479075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/8942966932359479075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/02/igrejas-promovem-vale-tudo-para.html' title='Igrejas promovem vale-tudo para conectar-se com os jovens'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgM1ICUxpzrcd2nMhV4B4wyg3d1b83vEWDyQyxRvI-GjsqdHNAQebLHYwYaNTyJL2lVkCzn7N1W6D5Ftq01J-U8vB-L0SzeqwxrVrEmPiK6QYcdPSzgkF0g7KsKJOXDO7pBrJvNUqeHSSs/s72-c/Clipboard03.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-2063059862552960972</id><published>2010-01-31T00:21:00.000-02:00</published><updated>2010-01-31T00:21:29.914-02:00</updated><title type='text'>Freud, em permanente ebulição</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;José Andrés Rojo, em Madri&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilOJv21wJiAZAmNfytpEqTEOKztwJqtf8LFNgNZuM-Q7Nof11EqTyxbe1kW-67CBZMSj3ZTM8Iu-JBq57zc2ZWK3Jty_QuagMkfHvCY059hzeA4IefoV9BdDtiZEAh4E62C5Cnb-0EPis/s1600-h/warhol20freud.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilOJv21wJiAZAmNfytpEqTEOKztwJqtf8LFNgNZuM-Q7Nof11EqTyxbe1kW-67CBZMSj3ZTM8Iu-JBq57zc2ZWK3Jty_QuagMkfHvCY059hzeA4IefoV9BdDtiZEAh4E62C5Cnb-0EPis/s320/warhol20freud.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Desde 1º de janeiro, as obras de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, ficaram livres de direitos autorais no mundo inteiro. Exceto na Espanha, onde devido a uma disposição transitória da lei de propriedade intelectual continuam vigentes até 2019. Na França a notícia mobilizou as editoras, e ao longo do ano serão traduzidos por diversos selos vários textos do fundador da psicanálise. Tal rapidez de reflexos indica que Freud continua conquistando leitores e que sua obra mantém seu virulento poder de agitar o debate intelectual?Sigmund Freud (1856-1939) veio questionar que o sujeito governasse sua vida com total autonomia, como se acreditava até então. Em condições normais, contou em &quot;O Mal-estar da Cultura&quot;, o ego &quot;se apresenta como algo independente, unitário, bem demarcado diante de todo o resto&quot;. Mas, acrescentou, esse ego se prolonga &quot;para dentro, sem limites precisos, com uma entidade psíquica inconsciente que denominamos id, ao qual vem a servir de fachada&quot;. Por isso não sabemos grande coisa do que ocorre por essas zonas interiores, explicou, onde operam muitos desejos sexuais reprimidos.&lt;br /&gt;
Médico de formação, Freud investigou esses territórios obscuros para encontrar a maneira de curar determinados transtornos psicológicos. Daí surgiu uma nova escola, e sua correspondente terapia, a psicanálise. Mas o que fez principalmente esse brilhante senhor vienense foi mudar nossa maneira de entendermos a nós mesmos e ao mundo.&lt;br /&gt;
&quot;Pode-se acreditar ou não na psicanálise, como se pode ser ou não marxista, entretanto as contribuições de Freud são indiscutíveis&quot;, comenta Antonio Valdecantos, um filósofo que ensina na Universidade Carlos 3º de Madri e que publicou há pouco tempo &quot;La fábrica del bien&quot; (ed. Síntesis). &quot;Todo mundo sabe hoje que o ego não é transparente, nem está sempre disponível. Ninguém discute que haja zonas obscuras e que por mais liberdade que se possa ter nossa sexualidade continuará sendo opaca.&quot;&lt;br /&gt;
Carlos Gómez Sánchez, autor de &quot;Freud y su obra: Génesis y constitución de la teoría psicoanalítica&quot; (ed. Biblioteca Nueva), entende que o médico vienense soube vincular de maneira muito frutífera a sexualidade com a cultura, o desejo com a norma. Por isso considera que sua influência pode ser localizada em boa parte das referências intelectuais do século 20, começando pela fenomenologia e passando por Sartre, Fromm ou Bloch até chegar a Deleuze. &quot;Há duas questões que me preocupam a propósito de seu legado&quot;, explica. &quot;Em primeiro lugar, que não sejam levadas a sério suas contribuições e que sua obra se banalize e vulgarize. Ou, pelo contrário, que se entendam suas teorias como uma nova pedra filosofal, com o que a psicanálise poderá se transformar em uma péssima metafísica. Freud não é nenhum molho que sirva para enfeitar todos os pratos.&quot;&lt;br /&gt;
Em geral não há discussão: Freud é um clássico, faz parte do patrimônio intelectual de nosso tempo, dinamitou a maneira de entender o sujeito enquanto tentou tratou da força da libido.&lt;br /&gt;
Fernando Savater, em um artigo sobre o fundador da psicanálise, lembrou-se da definição que Chesterton deu em sua biografia de Dickens do que é um clássico: &quot;Um rei do qual já se pode desertar, mas que não há modo de destronar&quot;. A citação veio a calhar, porque se alguém teve discípulos dispostos a questioná-lo foi Freud. Mas ninguém foi tão longe quanto ele na hora de mostrar o fundamental. É &quot;invulnerável&quot;, escreveu Savater, apesar de ter sido muitas vezes traído. E anotou que a mais escandalosa dessas tradições foi a estilística. &quot;É interessante, é detalhista, é pedagógico&quot;, dizia sobre Freud, &quot;não renuncia às imagens nem as confunde com as explicações, pertence à cultura da sinceridade.&quot;&lt;br /&gt;
Continuam, portanto, vivos seus conceitos e sua lucidez na hora de diagnosticar nossas complicações. E sua terapia? Francisco Granados, que é analista há mais de 30 anos e dirige a revista da Associação Psicanalítica de Madri, responde no intervalo entre duas sessões. &quot;O que podemos oferecer a quem nos consulta é a maneira de encontrar suas pulsões, seus medos, sua sexualidade, seus problemas na relação com os outros... mas a cura é algo que fica no ar: está em suas mãos seguir ou não o caminho proposto.&quot; Voltando a Freud, Granados insiste em um detalhe que nem sempre é valorizado em sua obra: que não há psicanálise se não for social. &quot;Sem o outro não somos nada&quot;, afirma.&lt;br /&gt;
O escritor Andrés Barba, que ganhou com Javier Montes o Prêmio Anagrama de Ensaio com o livro &quot;La ceremonia del porno&quot;, observa que, por mais permissiva que possa ser a sociedade atual na hora de difundir imagens sexuais, &quot;a pornografia não resolve nada de nossa relação com os outros&quot;. &quot;É um canal que nos permite o acesso a uma informação ilimitada sobre as práticas menos ortodoxas&quot;, diz, &quot;mas não vai além.&quot;&lt;br /&gt;
Freud nos permitiu &quot;ser conscientes de que existe uma série de processos que ocorrem de maneira soterrada, inconsciente, mas tanta consciência não consertou grande coisa&quot;. Abriu, isso sim, imensos caminhos para a literatura ao &quot;transformar a nós mesmos em objeto de observação&quot;. Esse interesse continua aí. Será por isso que, como afirma Antonio Valdecantos, Freud continua sendo lido. E certamente será ainda mais, agora que em quase todo lugar sua obra ficou livre de direitos autorais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;[El Pais, 30/01/2010]&lt;/strong&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/2063059862552960972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/2063059862552960972?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/2063059862552960972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/2063059862552960972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/01/freud-em-permanente-ebulicao.html' title='Freud, em permanente ebulição'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilOJv21wJiAZAmNfytpEqTEOKztwJqtf8LFNgNZuM-Q7Nof11EqTyxbe1kW-67CBZMSj3ZTM8Iu-JBq57zc2ZWK3Jty_QuagMkfHvCY059hzeA4IefoV9BdDtiZEAh4E62C5Cnb-0EPis/s72-c/warhol20freud.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-3959054378606932696</id><published>2010-01-31T00:19:00.000-02:00</published><updated>2010-01-31T00:19:15.104-02:00</updated><title type='text'>Como foi a grande invasão</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;David Alandete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinKzWi9y455C6bPPeI419308P0XV6q8jlUvp3zeGawR8OnbsYZZ1XlvTz41j3qdjuHxjptkxliVWAyfn-sUvK2dtM3ym72ugrMAADKDuLh_X0imQxcjUB5l5XwE8NrsiC0mqXj1k7Nt70/s1600-h/bej80304121112_hmedium.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinKzWi9y455C6bPPeI419308P0XV6q8jlUvp3zeGawR8OnbsYZZ1XlvTz41j3qdjuHxjptkxliVWAyfn-sUvK2dtM3ym72ugrMAADKDuLh_X0imQxcjUB5l5XwE8NrsiC0mqXj1k7Nt70/s320/bej80304121112_hmedium.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;em&gt;O ataque ao Google e outras 33 empresas americanas revela a infiltração de espiões em redes vitais para a segurança mundial&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Os alarmes se acenderam na sede do Google em Mountain View, Califórnia, no início deste mês. Os engenheiros encarregados da segurança das redes da empresa tinham encontrado um vírus troiano. Mais um. Este, no entanto, era diferente dos outros. Havia se alojado nos servidores durante dias, trabalhando silenciosa e incansavelmente. Os espiões tiveram acesso à informação muito valiosa da companhia e à informação relativa às contas de vários usuários do Gmail, o serviço de correio eletrônico do Google.&lt;br /&gt;
O troiano, batizado de Hydraq, tinha penetrado nos servidores do Google de uma forma já quase rotineira: um link anexado a um e-mail. Essa mensagem foi recebida por apenas alguns funcionários, mas tratava-se de um grupo muito seleto, que tinha acesso a redes valiosas para a empresa. Os hackers sabiam perfeitamente quem estavam atacando e que portas queriam forçar para entrar no Google e roubar a informação secretamente.&lt;br /&gt;
Os espiões tinham enviado mensagens verossímeis, com assuntos e textos semelhantes aos que esses funcionários teriam recebido em um dia normal de trabalho, segundo comprovaram posteriormente empresas de segurança online como Symantec e McAfee. Depois, através de uma falha no Internet Explorer da Microsoft, os hackers teriam causado uma profunda brecha no Google. Quando um troiano desse tipo se instala no computador ou servidor, pode assumir o controle dele; pode acionar e apagar programas, criar privilégios, permitir acessos e, sobretudo, pode enviar informação para seus donos a milhares de quilômetros, à vontade.&lt;br /&gt;
Para os engenheiros do Google, o principal era saber para onde o Hydraq tinha enviado aquela informação. Os engenheiros determinaram que se comunicava com servidores de comando e controle que a empresa rastreou imediatamente, seis endereços com nomes como yahooo.8866.org ou ftp2.homeunix.com. Todos eles estão localizados em Taiwan. A grande maioria, cinco, era propriedade da empresa local Era Digital Media.&lt;br /&gt;
O que o Google descobriu naqueles servidores era preocupante. O ataque não tinha sido dirigido só à empresa da máquina de buscas mais famosa do mundo. Havia outras 33 companhias atacadas. Muitas delas vitais para a segurança dos EUA, como a empresa química Dow Chemical ou a produtora dos caças B-2 Spirit, Northrop Grumman, contratada pelo Pentágono.&lt;br /&gt;
A pedido de Washington, o governo de Taiwan investigou o assunto e chegou à conclusão de que esses endereços eram só uma rota de ataque. Os hackers os haviam ocupado e usado para canalizar a invasão. &quot;Esses endereços IP e os servidores dos quais partiu o ataque e se enviaram aquelas mensagens eletrônicas, todos foram usados no passado por hackers associados ao governo chinês ou por agências que dependem diretamente dele&quot;, explica um investigador que trabalha para uma empresa de segurança que presta serviços para outras firmas atacadas e prefere se manter no anonimato. &quot;Isto dá uma ideia de que o ataque veio do governo ou de gente associada ao governo chinês.&quot;&lt;br /&gt;
O Google informou às outras empresas e ao governo de Washington, alertando sobre o que poderia ser o maior caso de espionagem industrial e estratégica da história. No Departamento de Estado houve certo nervosismo, suficiente para que sua titular, Hillary Clinton, emitisse um comunicado e anunciasse, dias depois, o envio de uma nota de protesto diplomático a Pequim. No Pentágono, entretanto, poucos estranharam: suas agências de inteligência já tinham descoberto em abril do ano passado uma série de ataques semelhantes, que deixaram um rastro de troianos e códigos maliciosos na rede elétrica dos EUA, procedentes da Rússia e principalmente da China.&lt;br /&gt;
Aquele ataque foi descoberto semanas e até meses depois de os espiões terem se infiltrado nas redes. O dano já estava feito. Se tivessem desejado, os espiões poderiam ter desligado a eletricidade de regiões inteiras dos EUA, por exemplo. A secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, disse que se sabia &quot;há algum tempo&quot; desse tipo de infiltração, mas recomendava que o país &quot;ficasse alerta&quot;. A China, através de seu Ministério das Relações Exteriores, afirmou que não havia se infiltrado em nenhuma rede pública americana.&lt;br /&gt;
Desde os anos da Guerra Fria e das sofisticadas operações de espionagem realizadas por agentes secretos, os procedimentos podem ter mudado drasticamente. &quot;Assim poderia estar sendo feita a espionagem do futuro&quot;, explica Rob Knake, analista de ciber-segurança no Conselho de Relações Internacionais de Washington.&lt;br /&gt;
&quot;O governo chinês tem todas as capacidades necessárias para armar uma operação dessa escala, disso não há dúvida, embora por enquanto tudo sejam suposições. E tem os recursos humanos e a disciplina necessária para executá-lo, algo que uma organização privada não poderia fazer. Isso demonstra como se pode estar efetuando a espionagem entre nações. Trata-se de operações realizadas através da rede, com muito pouco custo para os que as fazem, e, se derem certo, elevados benefícios.&quot;&lt;br /&gt;
Na delicada ordem mundial cibernética, a China supera os EUA: sua comunidade de internautas atingiu 380 milhões de pessoas, contra pouco mais de 220 milhões nos EUA, segundo a consultoria Nielsen Online. Além disso, &quot;na China existe uma população abundante de jovens que são muito dedicados à causa do governo&quot;, explica Cheng Li, diretor do Comitê Nacional de Relações entre China e EUA e analista do Instituto de Pesquisas Brookings de Washington. &quot;Não podemos dizer que sejam maioria. Mas existem, e são jovens com elevados conhecimentos de informática e com sentimentos indubitavelmente nacionalistas. E para alguns deles uma operação assim seria um triunfo, uma medalha.&quot;&lt;br /&gt;
Aí está o grande debate: se a operação foi algo cometido por alguns hackers vagamente associados ao governo, como um atentado em rede inspirado pelo fervor patriótico, ou se a mão do governo de Pequim se encontrava efetivamente por trás da operação. A reação da diplomacia americana parece indicar o segundo, pois Washington chegou a anunciar o envio de um protesto diplomático a Pequim.&lt;br /&gt;
Em um discurso em Washington na quinta-feira passada, Hillary Clinton deixou claro que os EUA não vão tolerar outro ataque dessas características, com duras advertências: &quot;Quanto ao terrorismo de determinados Estados e seus associados, estes devem saber que os EUA protegerão suas redes, e aqueles que interromperem o livre fluxo de informação para nossa sociedade e para qualquer outra são considerados um risco para a economia, para o governo e para a sociedade civil&quot;.&lt;br /&gt;
O tipo de informação que os espiões obtiveram parece confirmar que por trás de seu ataque havia algo mais que um simples roubo de dados comerciais. O próprio vice-presidente executivo e chefe do departamento jurídico do Google, David Drummond, telefonou para a ativista tibetana Tenzin Seldon, estudante na Universidade Stanford, para avisá-la de que sua conta do Gmail tinha sido infiltrada. Levaram seu computador portátil. Procuraram troianos, alguma brecha do exterior e não encontraram nada. Os espiões tinham acessado seu correio através de informação armazenada nos servidores do Google.&lt;br /&gt;
Segundo um relatório feito no ano passado pela Northrop Grumman para a Comissão Governamental de Assessoria em Economia e Segurança EUA-China, esse é o tipo de informação que o governo de Pequim procura: &quot;As categorias de informação roubada não têm qualquer valor monetário, como números de cartões de crédito ou informação sobre contas bancárias, que são objeto de organizações cibercriminosas. Informação técnica de engenharia de defesa, informação relativa aos exércitos ou documentos de análise política dos governos não são material facilmente vendável pelos cibercriminosos, a não ser que haja um comprador que seja um Estado-nação&quot;.&lt;br /&gt;
Ao intuir que haveria uma motivação política por trás do ataque, a direção do Google organizou um ato conjunto de desafio ao governo chinês. Pediu às outras empresas que dessem a entender que estavam fartas, que exigissem novas regras do jogo. Mas as negociações não tiveram êxito. As outras empresas -não só Dow Chemical ou Northrop Grumman, mas também a empresa de segurança online Symantec, o Yahoo ou a Adobe- preferiram continuar fazendo negócios na China como sempre, sem irritar o governo.&lt;br /&gt;
A própria natureza das empresas afetadas explica por que o Google reagiu desse modo e as outras não. Segundo Ed Stroz, um ex-agente do FBI que agora é codiretor da prestigiosa empresa de segurança digital Stroz Friedberg, &quot;essas empresas têm uma segurança fortíssima. Estamos falando, em alguns casos, de firmas de segurança que trabalham ou trabalharam para o Pentágono. Não têm só uma rede. Normalmente essas empresas contam com diversas redes que não estão conectadas entre si, para salvaguardar a informação&quot;.&lt;br /&gt;
As empresas deixam vazios entre suas redes para evitar roubo de informação. &quot;Duvido que os hackers tenham chegado ao coração da informação de muitas dessas companhias. Mas o caso é outro se a empresa afetada se dedica a prover serviços aos usuários. Uma empresa concentrada em buscas ou em correio eletrônico como o Google deve ter mais informação em seus servidores gerais. Para elas, a interconexão e a rapidez são vitais. Foi assim que se chegou a obter dados sobre as contas de ativistas, e daí a reação do Google&quot;, acrescenta Stroz.&lt;br /&gt;
Um dos temores do Google é que os hackers tenham contado com ajuda interna. Ao saber do ataque, a empresa começou a investigar seus funcionários na China. &quot;Minha impressão é que as empresas que localizam sua pesquisa e desenvolvimento na China e empregam cidadãos chineses para trabalhar em seu software provavelmente melhoraram a capacidade de infiltração em informática dos serviços de inteligência e segurança chineses&quot;, explica Larry Wortzel, um dos mais reputados especialistas em relações sino-americanas e membro da Comissão Governamental de Assessoria em Economia e Segurança EUA-China.&lt;br /&gt;
Afinal, esses são os riscos associados a entrar no maior mercado de Internet do mundo. As empresas ocidentais que buscam um benefício sabem a que se submetem: um mercado opaco, duras normas de censura e a possibilidade de vazamentos e ataques. Para o Google é um preço alto demais. Outras, como Microsoft e Yahoo, decidiram continuar jogando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;[El Pais, 28/01/2010]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;A nova guerra fria?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
José Reinoso, em Pequim&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;em&gt;&quot;Caso Google&quot; aumenta a tensão nas complexas relações China-EUA&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;O surpreendente anúncio do Google de que poderá encerrar seus negócios na China, em reação aos ataques cibernéticos sofridos por seus computadores e os e-mails de dissidentes do país asiático que utilizam seu serviço Gmail, provocou um novo foco de tensão nas complexas relações entre China e EUA.&lt;br /&gt;
No plano econômico, a crise deixou claras as dificuldades que as companhias estrangeiras enfrentam para trabalhar no mercado chinês -especialmente as que operam em um setor extremamente sensível como o da informática- e o impacto que a crescente ciberespionagem tem sobre a concorrência empresarial em um mundo cada vez mais globalizado. No plano político, o ciberataque atribuído à China é uma chamada de atenção para o crescente poder desse país e o aumento do uso da Internet como ferramenta de espionagem política e militar. A revelação do Google adquire uma dimensão especial devido à identidade de algumas das empresas americanas afetadas, como a Northrop Grumman, uma das maiores fabricantes de armas do mundo.&lt;br /&gt;
O governo de Pequim negou qualquer envolvimento no assunto e replicou à empresa californiana que se quiser trabalhar no país asiático terá de cumprir a lei. Refere-se ao anúncio feito pelo Google de que deixará de censurar as informações em sua máquina de buscas chinesa (algo que fazia desde que se instalou na China em 2006, para cumprir as exigências oficiais) e que se o governo não aceitar irá embora.&lt;br /&gt;
Com toda a certeza Pequim vai recusar essa exigência porque a censura na Internet -assim como nos jornais, rádio e televisão- é um dos elementos cruciais de seu sistema político de partido único. Mas tentará buscar uma solução, na mais pura tradição negociadora asiática. O abandono da China por parte de uma das empresas tecnológicas mais admiradas do mundo seria um novo revés para a imagem de um país que tem má reputação no Ocidente, e aplicaria um golpe na confiança empresarial estrangeira na China, quando os investimentos estrangeiros continuam sendo um dos principais motores de sua economia.&lt;br /&gt;
Por isso as autoridades chinesas estão tentando minimizar o impacto do caso. O vice-ministro das Relações Exteriores, He Yafei, disse na quinta-feira passada que o caso Google não deve ser &quot;interpretado de modo exagerado&quot; nem ligado às relações entre os dois países. Na semana passada Yao Jian, porta-voz do Ministério do Comércio, enfatizou que há muitas formas, que não explicou, de resolver a diferença. Mas insistiu em que todas as empresas estrangeiras, incluindo o Google, devem cumprir a lei; em outras palavras, aceitar a censura. &quot;Qualquer decisão que a Google tomar não afetará as relações econômicas e comerciais entre China e EUA, porque ambas as partes têm muitas vias de comunicação e negociação&quot;, disse.&lt;br /&gt;
As autoridades de Washington não se mostram tão claras e afirmam que ainda é cedo para conhecer todas as consequências da crise. Há muito tempo estão preocupadas com os programas de ciberespionagem chineses. Um painel de assessores do Congresso afirmou em novembro que Pequim parecia ter aumentado o acesso a computadores americanos para obter informação útil para seus programas militares.&lt;br /&gt;
Chip Gregson, subsecretário de Defesa para Assuntos de Segurança na Ásia-Pacífico, afirmou que seu departamento está especialmente preocupado com os programas nuclear, espacial e ciberespacial da China, com quem, segundo disse, as relações são &quot;complicadas&quot; por seu duplo caráter de parceiro e concorrente.&lt;br /&gt;
Robert Willlard, almirante chefe das forças americanas no Pacífico, afirmou que a incerteza é um dos maiores obstáculos nas relações mútuas e denunciou o que chamou de inconsistência entre as declarações oficiais e a realidade, já que, segundo ele, por um lado Pequim diz que seu programa militar é só defensivo e que busca um ambiente harmonioso e pacífico no qual sua economia possa crescer e prosperar, mas por outro o Exército Popular de Libertação está aumentando a capacidade para projetar seu poder e suas forças assimétricas e convencionais.&lt;br /&gt;
A decisão do Google colocou em uma posição incômoda as outras empresas americanas que trabalham no setor de Internet na China. Mas por enquanto olharam para o outro lado. O Yahoo disse que &quot;se alinha&quot; com a posição de sua concorrente, sem dar mais detalhes, enquanto a Microsoft afirmou que não tem qualquer plano de abandonar esse suculento mercado. &quot;Não entendo de que forma nos ajudaria, não entendo de que forma ajudaria a China&quot;, declarou Steve Ballmer, conselheiro delegado dessa empresa. &quot;Todos os dias nos atacam de todas as partes do mundo, e creio que aos outros também. Não creio que tenha ocorrido nada fora do normal.&quot; Os ciberpiratas aproveitaram defeitos de segurança do navegador Internet Explorer da Microsoft para os ataques.&lt;br /&gt;
O Yahoo controla 40% da empresa proprietária do Alibaba, o maior site de comércio eletrônico da China, enquanto a empresa de Bill Gates possui numerosos interesses no país, que vão da venda de programas de informática a centros de pesquisa e desenvolvimento. Além disso, seu buscador Bing poderia se beneficiar da saída do Google, que detém 31% do mercado de máquinas de busca. A empresa local Baidu, com uma cota de 63%, lidera o setor, que atingiu US$ 1 bilhão em 2009.&lt;br /&gt;
As multinacionais estrangeiras aceitaram há muito tempo as restrições governamentais em troca de uma parte do mercado chinês, imenso e em alta. E não só no setor de Internet, onde devem cooperar com a censura. Desde a indústria de automóveis até a de comidas rápidas, as empresas às vezes se viram obrigadas a seguir as sugestões ou imposições oficiais sobre a escolha do sócio local. Poucas falam disso claramente por temor de represálias. O negócio tem primazia.&lt;br /&gt;
Mas Pequim não é imune às pressões. No último verão renunciou à obrigatoriedade anunciada anteriormente de que todos os computadores vendidos na China fossem estejam equipados com um programa de filtro de Internet. E meses antes da oposição de Washington fez Pequim abandonar a exigência de que as empresas revelassem o funcionamento de sua tecnologia de segurança informática.&lt;br /&gt;
As tensões sobre o caso Google se acrescentam aos habituais atritos entre a maior e a quase segunda economia do mundo, que vão desde as queixas americanas pela supervalorização da moeda chinesa até as acusações de Pequim sobre protecionismo comercial americano, as diferenças sobre direitos humanos e a ira chinesa pela venda de armas americanas a Taiwan. Uma longa lista de contenciosos à qual a ciberespionagem acrescentou agora um novo e moderno elemento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;[El Pais, 28/01/2010]&lt;/strong&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/3959054378606932696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/3959054378606932696?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/3959054378606932696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/3959054378606932696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/01/como-foi-grande-invasao.html' title='Como foi a grande invasão'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinKzWi9y455C6bPPeI419308P0XV6q8jlUvp3zeGawR8OnbsYZZ1XlvTz41j3qdjuHxjptkxliVWAyfn-sUvK2dtM3ym72ugrMAADKDuLh_X0imQxcjUB5l5XwE8NrsiC0mqXj1k7Nt70/s72-c/bej80304121112_hmedium.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312482437947676087.post-7215357541605350869</id><published>2010-01-31T00:13:00.000-02:00</published><updated>2010-01-31T00:13:52.217-02:00</updated><title type='text'>Céticos encenam &quot;overdose&quot; em massa de homeopatia na Inglaterra</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;da BBC Brasil&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7EsMEXsXGK_TrGyFUQ8_55pIPXySxzSvRsWT5XmzkWDCws96ZrYJUnvcPFKLS3Y47hxoTu_Xr_RY4ENYMmeotm__UcJBhXM52z89bjgiZfHXRKjUK2IKYPM62uzVcUpS-f55nypkYVnw/s1600-h/homeopathy_bottle.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; kt=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7EsMEXsXGK_TrGyFUQ8_55pIPXySxzSvRsWT5XmzkWDCws96ZrYJUnvcPFKLS3Y47hxoTu_Xr_RY4ENYMmeotm__UcJBhXM52z89bjgiZfHXRKjUK2IKYPM62uzVcUpS-f55nypkYVnw/s320/homeopathy_bottle.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um grupo de pessoas céticas com relação aos efeitos da homeopatia encenou uma &quot;overdose&quot; massiva de remédios homeopáticos em 13 cidades britânicas para denunciar a falta de provas científicas sobre a eficácia dos tratamentos e tentar provar a ineficiência dos medicamentos. &lt;br /&gt;
Os manifestantes tomaram frascos inteiros de remédios homeopáticos em frente a lojas de uma rede de farmácias nas cidades de Londres, Liverpool, Manchester, Edimburgo, Glasgow, entre outras. &lt;br /&gt;
O protesto foi organizado pelo grupo Sociedade Merseyside de Céticos (MSS, na sigla em inglês). &lt;br /&gt;
Os manifestantes pediram à rede de drogarias Boots para interromper a venda de remédios homeopáticos em suas lojas, alegando que os mesmos são &quot;um absurdo científico&quot;. &lt;br /&gt;
&quot;&lt;em&gt;Eu acredito que eles devam estar vendendo pílulas de açúcar para os doentes. A homeopatia não funciona melhor do que um placebo, Os remédios são tão diluídos que não há nada neles&lt;/em&gt;&quot;, afirmou Michael Marshall, porta-voz da MSS. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Mau gosto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A Sociedade de Homeopatas do Reino Unido classificou a demonstração como um &quot;trote&quot;. &lt;/div&gt;&quot;&lt;em&gt;Esse é um trote publicitário pouco aconselhável, de mau gosto, que não contribui em nada para o avanço do debate científico sobre a forma como a homeopatia funciona&lt;/em&gt;&quot;, disse a diretora da Sociedade, Paula Ross. &lt;br /&gt;
Segundo ela, os manifestantes não devem sofrer reações adversas por terem tomado uma grande quantidade de remédios homeopáticos. &lt;br /&gt;
Já o diretor de padrões profissionais da Boots afirmou que a rede segue as regras da indústria farmacêutica para a venda de homeopatia. &lt;br /&gt;
&quot;&lt;em&gt;A homeopatia é reconhecida pelo NHS&lt;/em&gt; (o sistema nacional de saúde britânico) &lt;em&gt;e muitos profissionais da saúde e nossos clientes optam por usar remédios&lt;/em&gt; homeopáticos&quot;, disse. &lt;br /&gt;
De 2005 a 2009, o NHS, sistema nacional de saúde britânico, gastou cerca de 12 milhões de libras em tratamentos homeopáticos, segundo um levantamento encomendado pela rede de televisão Channel 4. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;[FolhaOnLine, 30/01/2010]&lt;/strong&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/feeds/7215357541605350869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1312482437947676087/7215357541605350869?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/7215357541605350869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312482437947676087/posts/default/7215357541605350869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiafunbbe.blogspot.com/2010/01/ceticos-encenam-overdose-em-massa-de.html' title='Céticos encenam &quot;overdose&quot; em massa de homeopatia na Inglaterra'/><author><name>Prof. Almir Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06531477672950218474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie3zY2mPp-RFNOFF591WO9u5_GPorxPVNe7TcSOZvJPzsCByby-Ge_1SMLlwT303SgZ5J1O1P1In6XyR6q2p93_kdYeta5ssNPO6IRthmsaFz2oT711C7YN48YECCvHg/s220/almir.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7EsMEXsXGK_TrGyFUQ8_55pIPXySxzSvRsWT5XmzkWDCws96ZrYJUnvcPFKLS3Y47hxoTu_Xr_RY4ENYMmeotm__UcJBhXM52z89bjgiZfHXRKjUK2IKYPM62uzVcUpS-f55nypkYVnw/s72-c/homeopathy_bottle.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>