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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454</atom:id><lastBuildDate>Mon, 09 Nov 2009 16:53:29 +0000</lastBuildDate><title>Paulo Guerra</title><description>Notas de um estudante de Relações Internacionais</description><link>http://www.pauloguerra.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/pauloguerra" type="application/rss+xml" /><feedburner:emailServiceId>pauloguerra</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-6837388727335109401</guid><pubDate>Mon, 02 Nov 2009 20:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-02T18:23:52.477-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rússia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">liberdade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Guerra Fria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">relações internacionais</category><title>Os Filhos da Revolução</title><description>&lt;blockquote&gt;Liberdade, Amor!&lt;p class="MsoNormal"&gt;Desses dois eu preciso,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pelo meu amor eu sacrifico,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha vida,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pela minha liberdade eu sacrifico,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu amor.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://en.wikipedia.org/wiki/S%C3%A1ndor_Pet%C5%91fi"&gt;Sándor Petöfi&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, 1847)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/F32mX62TIug&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/F32mX62TIug&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Em 1956 a Hungria passou por uma experência política catártica, a qual imprimiu nas areias da história passos profundos e, ao meu ver, tão significativos que tiveram ampla repercussão tempos depois no fatídico ano de 1968. Era a primeira vez que um país sob o signo soviético se rebelava contra o comando central e propugnava uma liberalização política, rebelião esssa liderada simbolicamente pelo comunista reformista Imre Nagy.&lt;br /&gt;No filme húngaro "Os Filhos da Revolução" (o título original é "Szabadsag, Szerelem", o que quer dizer "Liberdade, Amor", título também do poema com o qual iniciei este artigo) esse evento é narrado tendo como pano de fundo as Olimpíadas de Melbourne e um romance entre um jogador de polo aquático e uma ativista do movimento estudantil universitário. Com efeito, o movimento libertário teve como ponto inicial as universidades e rapidamente ganhou adeptos por todos os cantos do país, o que parece muito óbvio. No entanto, se bem que a liberdade seja um ideal ao qual muitos aspiram, o regime comunista de então não estava disposto a abrir mão de qualquer fração do seu poder e, para que a balança da política internacional não favorecesse mais aos capitalistas, qualquer contestação da ordem seria abafada por Moscou tanto por meio da imprensa quanto através do som lancinante das metralhadoras e tanques de guerra.&lt;br /&gt;Num primeiro momento os acontecimentos beneficiaram os manifestantes revolucionários e o filme mostra a população gritando em coro pela saída dos russos, pedindo que a estrela do Partido Comunista se apagasse, falando na rádio libertária, que teve vida tão efêmera quanto a de uma borboleta, e também recortando o ícone comunista que então estava gravado no centro da bandeira húngara. O ritmo dos fatos se acelerou e eles se tingiram de vermelho. Um vermelho intenso que não simbolizava o arrependimento dos dissidentes, mas, sim, o sangue dos que morreram clamando pela liberdade. O clímax do filme representou o próprio ápice da revolução húngara, quando Imre Nagy se torna o primeiro-ministro e as tropas soviéticas saem de Budapeste. A verdadeira dinâmica dessa história, porém, se assemelhou muito à de um filme, mas à de um filme dramático, uma vez que seu final não foi feliz (exceto o fato da seleção húngara de polo aquático ter ganhado o ouro nas Olimpíadas de Melboourne em 1956), e como o clímax representou o ápice do movimento pela liberalização política, a partir de então se sucederam na tela e nas ruas da Hungria terríveis ataques soviéticos destinados a reverter a situação a um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo ante&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;O que o filme expressa, ou pelo menos o que eu retive dele, é que qualquer tentativa de se manter a unanimidade é instável, para não dizer burra, pelo fato mesmo de a essência da alma ser trangressora e, não, obediente como o corpo, o qual simplesmente zela pela segurança física dos homens. E essa instabilidade se evidenciou diversas vezes ao longo da história, ocasionando uma série de revoluções momentosas e outras mais sutis gestadas longamente em silêncio no âmago das sociedades totalitárias e, é redundante informar, repressivas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-6837388727335109401?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/GHjftAaloa0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/GHjftAaloa0/os-filhos-da-revolucao.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/11/os-filhos-da-revolucao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-4385065599487134276</guid><pubDate>Wed, 28 Oct 2009 23:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-28T16:05:30.750-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">economia internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Neoliberalismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">América Latina</category><title>O neoliberalismo e como a América Latina chegou a ele</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SujOIGx62mI/AAAAAAAAAUs/zrMrsUBUFQA/s1600-h/memorial.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SujOIGx62mI/AAAAAAAAAUs/zrMrsUBUFQA/s320/memorial.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397790792057805410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; A partir de 1980 verificou-se no mundo uma mudança significativa do paradigma econômico dominante, o que remonta aos mais diversos fatores da economia política internacional. No entanto, vou focar o meu esforço na compreensão da difusão das políticas econômicas neoliberais na América Latina, utilizando quatro diferentes abordagens explicativas, as quais foram elencadas por Thomas Biersteker como: explicação sistêmica, explicações baseadas no interesse interno dos países, explicações baseadas na influência das instituições internacionais e, por fim, explicações baseadas em idéias. &lt;br /&gt; O sistema internacional, nesse caso no concernente às relações econômicas internacionais, a partir de meados dos anos 1970 sofreu uma mutação em sua forma de produção a partir da introdução do modelo produtivo criado no Japão, o Toyotismo. Esse modelo, ao meu ver, foi elaborado de modo a contornar as contingências geográficas que esse país detinha pelo fato de ser uma ilha diminuta e com grande parte do seu território montanhoso. No entanto, o sucesso econômico de sua implantação implicou na sua difusão global por força da pressão de socialização típica do sistema internacional. O que se seguiu, portanto, foi uma compartimentação do processo produtivo das mais variadas indústrias, o que, de acordo com as considerações teóricas, acarretaria numa redução dos custos de produção, posto que a alocação do capital produtivo estaria atrelada à consideração e ao trade off das vantagens comparativas dos diversos países.&lt;br /&gt; Além disso, tal modificação da estrutura produtiva global teve paralelo no estrutura financeira internacional, a qual foi substantivamente favorecida pelo desenvolvimento tecnológico, principalmente no que tange as telecomunicações e os meios de transporte. Esses são os pontos que fundamentaram a globalização na esfera econômica.&lt;br /&gt; O fenômeno da globalização teve como corolário o desvio de fluxos de capital, em forma de investimento direto externo, dos países da tríade (América do Norte, Europa Ocidental e Japão) para os países intensivos em mão-de-obra e/ou ricos em matérias primas. Ou seja, a globalização trouxe benefícios econômicos reais aos países emergentes, que em sua maioria apresentavam tal configuração de fatores econômicos, sendo que obviamente ela só promoveria uma inflexão vantajosa nas economias liberais, abertas ao capital estrangeiro e nas quais o Estado resguardava a competitividade do mercado e investia em infra-estrutura.&lt;br /&gt; Se bem que tal fato isoladamente não responde pelo estabelecimento de uma ordem econômica neoliberal na América Latina, sua ocorrência deu-se emparelhada no espaço temporal a uma crise do modelo de industrialização por substituição de importações (ISI). A política econômica dominante na região desde a elaboração da Teoria da Dependência não mais encontrava respaldo político interno. No que tange a questão interna, havia então uma pressão por parte dos empresários pela liberalização comercial, sobretudo nas indústrias que por tempos se beneficiaram de incentivos à indústria nascente e que, por conseguinte, já apresentavam capacidade de concorrer no mercado internacional em grau de igualdade com as indústrias dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Outrossim, a entrada no comércio internacional também beneficiaria as oligarquias do campo, tão poderosas em toda a região latino americana, as quais teriam maior poder de barganha num esquema de double-edged diplomacy, facilitando a derrubada do protecionismo agrícola dos membros da OCDE. Por outro lado, o que Prebisch não previu foi o super endividamento da região de modo a capitalizar os Estados para a promoção da ISI, que em valores brutos chegou a US$ 333 bilhões em 1982. Com a elevação das taxas de juros dos países da OCDE, ou seja dos países credores, a crise da dívida afetou em cheio a região como um todo, provocando surtos inflacionários e a decadência líquida do valor dos salários da população. Com isso, a população, assim como os setores burgueses, que via o seu dinheiro se esvair ao longo dos meses numa curva em queda brusca, precisava de uma alternativa econômica para escapar de tal situação degradante, criando uma espécie de vácuo paradigmático que logo viria a ser preenchido pelas idéias neoliberais.&lt;br /&gt; No que diz respeito às instituições financeiras internacionais é significativo o fato de que a partir da crise da dívida, alegando tratar-se de medidas de precaução e cautela, o FMI e o Banco Mundial passaram a condicionar os seus empréstimos à modificação estrutural das economias em desenvolvimento, propugnando para elas o receituário neoliberal mainstream tanto nos EUA quanto na Grã-Bretanha. É certo que isso também teve influência na modificação da ordem econômica regional, uma vez que a tomada de empréstimos estava em certa medida vinculada à solução imediata do problema da hiperinflação que então se observava.&lt;br /&gt; Há de se constatar, ademais, a influência das idéias que fundamentaram essa movimentação vetorizada ao neoliberalismo. O sucesso econômico dos EUA e da Grã-Bretanha ocorrido após o estabelecimento de políticas de cunho neoliberal era óbvio ululante e principalmente pelo fato desses países terem apresentado grande desenvoltura para superar os problemas decorridos em larga medida pela estagflação da década de 1970. No entanto, é imperativo considerar na própria região  latino americana a existência de exemplos de sucesso da política neoliberal.&lt;br /&gt; Nesse ínterim, destaca-se por exemplo o caso da Bolívia, que em meados de 1980 chegou a ter uma inflação de 24000 % e que tinha um empresariado parasitário além de uma máquina estatal ineficiente, dispendiosa e sabidamente corrupta. Gozalo Sánchez de Lozada, o Goni, era em 1985 o ministro do planejamento do país e afirmou ser um leitor assíduo da The Economist e que acompanhava através desta publicação o que estava ocorrendo ao redor do mundo, inclusive na Grã-Bretanha de Tatcher e o milagre das economias asiáticas. Ele ficou particularmente impressionado com a situação na Nova Zelândia, onde um governo trabalhista teve que desmantelar o sistema econômico rigidamente controlado pelo Estado para a promoção do desenvolvimento do país, e mais ainda pelo que então ocorria na China pós-Mao, quando Deng iniciou a liberalização econômica parcial e afirmou que ele não se importava com o tipo de gato que a China era, contanto ela pegasse ratos.&lt;br /&gt; Através de uma terapia de choque determinada oficialmente pelo decreto 21060 de agosto e 1985, Goni eliminou o controle dos preços, instituiu a redução dos salários, reduziu e racionalizou a taxação sobre a produção, de modo a introduzir preços competitivos na economia e iniciou uma restruturação radical do setor público e uma redução nos seus gastos. Em 1987 a taxa de inflação boliviana havia passado de 24000% ao ano para 9% ao ano.&lt;br /&gt; O caso do Chile foi ainda mais bem sucedido. Apesar do General golpista Pinochet e seus colegas militares não terem nenhum plano econômico para o país, havia na elite governante uma urgência pelo estabelecimento de um sistema econômico diametralmente oposto ao de Allende, o qual os militares associavam ao espectro do Comunismo e por conseguinte a uma afronta à segurança nacional. Na eleição de 1970 o Partido Democrata Cristão havia concorrido com uma plataforma econômica criada pela Universidade Católica do Chile denominada El Ladrillo. Tal plataforma estava disposta num documento com o mesmo nome e apresentava idéias neoliberais para economia do país. Soma-se a isso a existência então dos Chicago boys, os quais tomaram as rédeas da instalação de tal modelo econômico no Chile sob o governo ditatorial. Eles liberaram os preços assim como o mercado e desregularam o setor financeiro. Eles privatizaram massivamente as indústrias nacionais, reduzindo o número de empresas estatais de 500 em 1973 para apenas 25 em 1980.&lt;br /&gt; Em 1982 o Chile também foi afetado pela crise da dívida externa, o que desnorteou a política econômica neoliberal dos Chicago boys, os quais, de acordo com a população, estavam voltando ao socialismo. Em 1985, porém, um novo grupo de economistas, dessa vez de Harvard, surgiram no país e diferenciavam-se dos seus antecessores pela sua maior flexibilidade e por serem menos austeros. Com isso o Chile manteve a sua alta taxa de crescimento econômico com uma baixa inflação e ainda ampliou os seus mercados de exportação, inclusive diversificando-os.&lt;br /&gt; É indubitável, por fim, a influência que tais sucessos apresentaram na construção de uma ordem neoliberal na América Latina, ainda mais quando os consideramos dentro do quadro internacional supracitado, marcado pelo condicionamento dos empréstimos, pela pressão de socialização e levando em consideração ainda a situação das forças endógenas dos Estados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-4385065599487134276?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/A8-jiYBC1GE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/A8-jiYBC1GE/o-neoliberalismo-e-como-america-latina.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SujOIGx62mI/AAAAAAAAAUs/zrMrsUBUFQA/s72-c/memorial.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/10/o-neoliberalismo-e-como-america-latina.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-4625615253646816272</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2009 22:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-23T16:25:59.862-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">democracia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">BRIC</category><title>Do Oeste para o Leste: a geopolítica e o confronto entre o Ocidente e o Oriente</title><description>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não quero ir onde não há luz,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De sob a inútil gleba não ver nunca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As flores, nem o curso ao sol dos rios,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem como as estações se renovam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Reiteram a terra. Já me pesa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nas pálpebras que tremem o oco medo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de nada ser, e nem ter vista ou gosto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Calor, amor, o bem e o mal da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ligeia, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;, 1924)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma semana Catarina Alexon, uma internacionalista sueca, questionou um grupo de profissionais de relações internacionais sobre as mudança geopolíticas que estão ocorrendo atualmente. Para ilustrar a sua pergunta, antes ela disse uma frase do Einstein, segundo a qual "a vida é como andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio você precisa se manter em movimento." A sua dúvida, quase que retórica, é a seguinte: "O equilíbrio [de poder] mundial está se movendo para o Oriente Médio e à Ásia? Muito provavelmente porque ter um sonho a perseguir facilita o progresso. E no Oriente Médio e na Ásia mais pessoas estão sonhando e fazendo um enorme esforço para tornar seus sonhos em realidade."&lt;br /&gt;Alguns se manifestaram contra essa consideração benevolente dos países asiáticos exclamando que não é possível sonhar sob regimes ditatoriais e que, além disso, nesses países, ou bem as populações apóiam o sonho oficial ou elas sofrerão as consequências desse desvio de conduta. Citaram até o comunismo e de forma inflamada um dos profissionais disse que o comunismo é imoral e homicida, tendo em seguida reproduzido uma frase do Reagan:"How do you tell a Communist? Well, it's someone who reads Marx and Lenin. And how do you tell an anti-Communist? It's someone who understands Marx and Lenin."&lt;br /&gt;A minha resposta foi ao encontro dessa concepção equivocada dos sistemas políticos asiáticos e ainda da confusão política entre capitalismo e comunismo. Na verdade eu creio que o crescimento econômico e a ascensão política dos países orientais em questão não são fruto, é claro, da sua localização geográfica, mas antes pela busca ideal de uma liberdade política que há tempos lhes foi tolhida através da dominação direta e até mesmo através de chantagens e jogos de poder atrelados a aspectos econômicos.&lt;br /&gt;A meu ver, a dinâmica dialética das relações internacionais nunca esteve tão explícita quanto agora e nesse interím é possível destacar a ampliação da importância de grupos como o BRIC, o G20 e até mesmo do Fórum Social Mundial em detrimento do G8 e do Fórum Econômico Mundial. Esses países que se encontravam antes inexoravelmente inseridos na lógica da dependência, tão bem elaborada pelo ex-presidente Fernando Henrique entre outros, agora estão seguindo o seu rumo de forma mais flexível, mais independente e de forma casada com os interesses realmente nacionais. Creio que Fernando Pessoa diria que eles estão seguindo um caminho que muito se assemelha ao curso ao sol dos rios.&lt;br /&gt;Seguem alguns excertos da minha resposta ao grupo de internacionalistas.&lt;br /&gt;Politics is not a matter of morality. And even if it were, the most logical thing that a dictatorship should do is to cohere his people through a dream or a certain idea of how the future would be like. But the idea that China and also the middle eastern countries are dictatorships is an underevaluation of their systems formed by a series of prejudices that the western culture has created. Since some of their political systems are based upon popular will, although through a different way than the American democratic, the use of such terms to describe them is permeated by a narrow conception of sovereignty.&lt;br /&gt;The geopolitcal turnaround is de facto based on dreams. Dreams that are as old as the Anglo-saxon (and European as a whole) domination of the Eastern part of the world. The economic and political domination that has occurred for centuries has developed there a bunch of societies that feel that their self determination is not just a matter of having a compatriot ruler, but much more important is to have liberty to undergo its own scrutiny in considering their future position in the global stage. Their dream is a social urge towards a better place to live, and better not in economic terms but in political ones. Their interests need a fuel!&lt;br /&gt;About communism, I may add that the propositions of Marx and Lenin, especifically, are quite similar to that that constitute the foundations of the nowadays Welfare state.&lt;br /&gt;[Saber que o Comunismo é o responsável pela morte de centenas de milhões de pessoas é o suficiente] That is enough for those who are not concerned with political questions. It's just impossible to discuss such a theme with a person that doesn't know any alternative system to his own. A man that has a categorical faith in the American democracy, and that is astonished to hear about hundreds of millions murders under Communism, but when turns on the CNN remains impassive with the numerous victims of his country's wars. The History is favourable to the winners as long as they stay winning. Someday in the future the children may get to know about a country called China that was, in the terms of Marco Polo, a paradise in the Earth.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-4625615253646816272?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/VU5ylJ_P6Js" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/VU5ylJ_P6Js/do-oeste-para-o-leste.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/10/do-oeste-para-o-leste.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-417547983062826800</guid><pubDate>Sat, 17 Oct 2009 18:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-17T17:11:30.378-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">integração</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">América do Sul</category><title>Integração e desenvolvimento</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/StoyR4wxEsI/AAAAAAAAAUk/A9J4Jq1ErVQ/s1600-h/sudamerica_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/StoyR4wxEsI/AAAAAAAAAUk/A9J4Jq1ErVQ/s320/sudamerica_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393678786605683394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esta semana participei do seminário internacional Interconexões e Negócios em Geração e Transmissão. Este nome pomposo intitulou o encontro de alguns dos importantes atores da integração regional latinoamericana, sobretudo no que concerne a cooperação energética. Estiveram presentes diversos ministros de energia dos diferentes Estados, políticos, acadêmicos e também representantes das empresas, privadas e estatais, diretamente envolvidas no setor elétrico.&lt;br /&gt;Na minha percepção, a integração energética latinoamericana consiste num grande passo para o processo mais amplo de cooperação regional pelo fato de se tratar de um assunto estratégico fundamental tanto ao desenvolvimento econômico quanto ao bem-estar social. A relevância do tema está vinculada não somente à questão específica da energia, mas principalmente na formação de vínculos perenes entre as sociedades do nosso continente. E não estou me referindo somente aos contatos entre os presidentes e ministros, os quais de fato são cruciais para a intensificação da integração, mas também à formação de uma identidade entre os povos. Ou seja, o Lula por exemplo vai bater mais papos com o Evo Morales o que é tão significativo quanto o casamento de um engenheiro elétrico uruguaio com uma comerciante argentina.&lt;br /&gt;Isso se vincula à minha crença de que a questão da integração regional e, portanto, da cooperação entre os Estados não deve se limitar às cúpulas de decisão governamental, sob pena de ruir pela base mais cedo ou mais tarde em vista da falta de sustentação política por parte das sociedade. O ponto a que quero chegar é simples: a integração latinoamericana depende da semelhança entre os interesses nacionais, o que em última instância significa que as sociedades dos diversos Estados precisam ter em mente que a cooperação com seus vizinhos lhe trará benefícios que sobrepujarão as inexoráveis desvantagens.&lt;br /&gt;No que tange a interconexão elétrica a internalização social dos benefícios da cooperação é fácil por afetar diretamente o bolso da população. O caso uruguaio ilustra bem isso, posto que a eletricidade do país é gerada em usinas hidrelétricas e também em termoelétricas. A hidroeletricidade apresenta um custo menor de geração, até mesmo porque diferentemente do gás que abastece as termoelétricas, ninguém literalmente paga para utilizar a água que passa pelas turbinas das centrais. O problema, no entanto, é que as hidrelétricas do país estão localizadas em uma única bacia o que gera uma profunda instabilidade paralela à instabilidade hidrológica. Em outras palavras, a conta de luz dos uruguaios aumenta nos períodos de seca e diminui quando a chuva cai. É certo que essa situação compromete o desenvolvimento nacional de várias formas, contribuindo inclusive para uma estagflação: parte do dinheiro que uma família gastava no supermercado em épocas chuvosas, por exemplo, tem que ser dispendida para o pagamento da conta de luz num período seco, o que contribui para estagnação econômica. Por outro lado, o custo de produção dos itens manufaturados tendem a incorporar a elevação do preço da eletricidade, o que repercute em inflação. E isso para citar somente um dos efeitos diretos para a população da dependência de um sistema elétrico instável e ocasionalmente dispendioso.&lt;br /&gt;Logo, a interconexão entre o mercado elétrico uruguaio e o brasileiro, primordialmente fundado na hidroeletricidade gerada em diversas bacias, mitigaria tal gargalo sócioeconômico contundentemente. A população do Uruguai se beneficiaria da estabilidade do preço da sua conta de luz e até mesmo da provável redução desta. No Brasil, por outro lado, haveria maior influxo de dinheiro o que acarretaria inevitavelmente numa forcinha a mais para o desenvolvimento nacional. Viu como todo mundo saiu ganhando? Este exemplo ilustra o fato de que a integração, de qualquer aspecto que seja, não deve ser vista como uma abdicação do interesse nacional por força de um espírito solidário e, sim, deve ter raízes firmadas na observância dos vários anseios nacionais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-417547983062826800?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/qTO-OrFDOuo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/qTO-OrFDOuo/integracao-e-desenvolvimento.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/StoyR4wxEsI/AAAAAAAAAUk/A9J4Jq1ErVQ/s72-c/sudamerica_1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/10/integracao-e-desenvolvimento.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-7006104589750174485</guid><pubDate>Wed, 29 Jul 2009 22:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-29T15:18:07.517-07:00</atom:updated><title>A saudade</title><description>Por que que tudo que começa tem um fim? Tudo... Sinceramente eu não espero responder a essa pergunta, até mesmo porque tenho minhas mãos atadas severamente pelo afã dos fins e começos da vida. Mas tenho, sim, as minha ideias, minhas especulações sobre esse tal negócio que infligiram à gente: todo começo ser seguido de um fim.&lt;br /&gt; Às vezes alguma coisa começa meio sem pé nem cabeça e termina tão sem explicação quanto seu início, mas é um fato que tudo que começa, termina, mais cedo ou mais tarde. Acho que as coisas simplesmente seguem a dinâmica natural da vida: nascer, crescer e morrer. Um namoro, por exemplo, nasce, cresce e morre, e pode ser que tenha nascido meio sem graça, um pouco acanhado, quem sabe até renegado pelos amantes, mas depois que ele cresce e ganha força e exuberância, aí sem dúvida o seu fim não vai ter nada de insosso, vai ser apimentado como um acarajé. O amante incauto, aliás, ainda corre o risco de fazer cara feia frente à ardência impalatável de um fim.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SnDKYq43_tI/AAAAAAAAAUc/Ig5PtW1W7NM/s1600-h/futuro2.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SnDKYq43_tI/AAAAAAAAAUc/Ig5PtW1W7NM/s400/futuro2.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364009681376771794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; E assim se dá com os empregos, as amizades, os casamentos, enfim, com todas as coisas passíveis de mudanças em geral, ou seja, quase tudo. Eu, porém, acreditava piamente ser já imune às mudanças, pensando que estava protegido das variações do tempo, imaginando talvez que pudesse sair de casa rumando a alguma estrela sem nem me dar falta do que havia deixado pra trás na estação. Confiava cegamente no meu ascetismo, na minha habilidade de me desvencilhar das amarras que me prendiam a algum lugar, pensava ser forte o bastante pra me desligar num piscar de olhos e me teletransportar pra outro imune, impune e com tamanha inconsequência.&lt;br /&gt; Não pense você que eu tenha nascido com esse dom, mas já me ocorreram tantas mudanças, foram tantas cidades, tantos colégios e namoradas, tantos amigos quanto eu pude fazer pelo caminho, que pra mim era óbvio que o meu destino era uma curva ascendente ou sei lá qual seria o sentido dela, sei que não me ocorreria um retorno, nenhum círculo era possível nesse tal gráfico da minha vida.&lt;br /&gt; Descobri então que eu me adaptei muito precariamente às mudanças. Vi que cada dilúvio era uma tempestade nas novas circunstâncias em que me achava, e sem querer reconheci em mim uma pessoa normal que sente saudade e que às vezes sente aflição quando se depara com o novo. Sinto agora que qualquer tentativa de lutar contra isso é infrutífera e até maléfica, porque afinal as marés só podem encher depois de já haverem esvaziado durante o dia.&lt;br /&gt; Em verdade, o porquê dessa dinâmica eu não sei, o que eu sei, meu nobre leitor, é que a vida é feita de começos que se dão em meio a uma neblina deixada pelo fim, a qual talvez nunca se desfaça completamente, que é ao mesmo tempo etérea e real e atende por Saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-7006104589750174485?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/YwY05oiGzZ8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/YwY05oiGzZ8/saudade.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SnDKYq43_tI/AAAAAAAAAUc/Ig5PtW1W7NM/s72-c/futuro2.png" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/07/saudade.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-5585084373043676232</guid><pubDate>Mon, 13 Jul 2009 01:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-12T18:05:43.527-07:00</atom:updated><title>Positivistas versus Tradicionalistas: uma cesura metodológica.</title><description>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='margin-left: 106pt'&gt;&lt;em&gt;Conhecemos apenas o que vemos, podemos perguntar-nos, ou apenas vemos o que conhecemos? As nossas mentes não podem registrar e fazer alguma coisa das muitas coisas que em algum sentido vemos. Assim inclinamo-nos para ver o que procuramos, para encontrar o que a nossa percepção das causas das coisas nos leva a acreditar ser significativo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 106pt'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;    O segundo grande debate das teorias de Relações Internacionais (RI) se inscreve no âmbito menos do conteúdo exato da disciplina que no da forma científica que esta deve adquirir. Apesar das implicações científicas deste debate, ele é fundamentalmente filosófico e abrange questões acerca da epistemologia, da metodologia e da ontologia referentes ao conhecimento das RI.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Neste caso se encontram em posições opostas os tradicionalistas e os positivistas, sendo que todos, no entanto, convergem no tocante à credibilidade da perspectiva realista da política internacional, divergindo a respeito dos métodos empregados para a elaboração de uma teoria deste cunho. Nesse ínterim, por exemplo, destacam-se as semelhanças e contradições existentes entre as teorias de Hans Morgenthau e Kenneth Waltz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Tenho para mim que o cerne do segundo debate é, então, a prática teórica, nos termos de Louis Althusser, pelo fato mesmo de ele compreender um esforço intelectual vetorizado para a cesura metodológica das teorias de RI. Ademais, considero relevante para o entendimento do assunto em cheque a seguinte asserção deste autor:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 35pt'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;A prática teórica de uma ciência distingue-se sempre claramente da prática teórica ideológica da sua pré-história: essa distinção toma a forma de uma descontinuidade "qualitativa" teórica e histórica [...].&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Em vista disso, configuro enquanto meu objetivo neste artigo a análise desse embate principalmente metodológico fundando-a nos dois conceitos de prática teórica supracitados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tradicionalismo enquanto prática teórica pré-científica ou ideológica&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tradicionalismo na teoria de RI tem entre seus mais ilustres representantes Edward Carr e Hans Morgenthau, dois historiadores por profissão e que tomaram para si o ofício de analisar e teorizar a política internacional. A formação acadêmica de ambos é indissociável do método por eles empregado, sendo, aliás, patente que fundamentaram as suas teorias em uma concepção epistemológica empirista típica da historiografia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Presente no âmago do positivismo empirista, o empirismo enquanto método exclusivo de apreensão da matéria-prima necessária para a elaboração de uma teoria tem como pressuposto necessário uma consideração ontológica fatalista. Sendo assim, para os tradicionalistas a verdade está &lt;em&gt;objetificada&lt;/em&gt; na natureza e não há meio capaz de modificar tal realidade, sendo ela passível de ser no máximo analisada, nunca explicada a partir dos seus fundamentos intrínsecos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A crítica fundamental feita pelos positivistas reside exatamente na falta de rebuscamento das teorias anteriormente formuladas, uma vez que elas apresentavam maior utilidade quando empregadas retroativamente, sobretudo porque "[observação] e experiência nunca levam diretamente ao conhecimento das causas". Por conseguinte, Waltz afirma que o tradicionalismo é falível enquanto propositor de alguma teoria, pois uma teoria pressupõe a possibilidade de controle dos eventos e as tradicionais permitem somente a previsão de uma ocorrência e, não, o seu controle.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tradicionalismo, no entanto, justifica o seu afastamento das bases científicas modernas por considerar a política internacional em termos mais filosóficos que científicos: de acordo com tal visão, a complexidade da política internacional é de tal monta que é inócua a busca insistente por precisão, rigor, quantificação e teoria geral nesse campo. Nesse ponto, discordo frontalmente do tradicionalismo e compartilho da afirmação de Kaplan de que "[o] grau apropriado de teoria e de precisão depende tanto do estado da disciplina quanto da matéria em questão."&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Positivismo enquanto prática teórica científica&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;    &lt;/strong&gt;O positivismo, identificando notadamente o neorealismo ou behaviorismo, é o campeão do cientificismo e o responsável pela injeção do caráter metodológico pragmático às teorias de RI. Ele mescla a razão e os sentidos na apreensão das suas fontes conceituais e, como corolário, delimita os níveis de análise, segregando o nível teórico da realidade &lt;em&gt;de facto&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    O positivismo pragmático não é permeado por preocupações ontológicas, apenas explicativas, o que conseqüentemente determina que o principal parâmetro para a avaliação de uma teoria é a sua utilidade no que tange a elucidação e a simplificação de um assunto em substituição à sua verdade/falsidade. Para Waltz,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 35pt'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;[através] de uma teoria o significado do observado torna-se manifesto [...] Uma teoria deve então ser construída através de simplificação. [...] As simplificações desnudam os elementos essenciais em jogo e indicam as relações necessárias de causa e interdependência – ou sugere onde as procurar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Além disso, o positivismo pragmático evidente no neorealismo de Waltz, se bem que acarrete na mesma imobilidade dos atores internacionais, difere do empirismo por não aplicar a responsabilidade sobre as estruturas do sistema internacional à natureza e, sim, à "tirania das pequenas decisões". Sendo assim, o neorealismo acredita que no sistema internacional existe a possibilidade de mudança, mas que "o único remédio para um efeito estrutural forte é uma mudança estrutural." &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Na perspectiva neorealista, somente uma teoria pragmaticamente concebida transmite o sentido de como as coisas funcionam, de como se mantém unidas, de qual pode ser a estrutura de um domínio de investigação. Logo, uma teoria de RI fundada no tradicionalismo não deve obter credibilidade acadêmica por antes &lt;em&gt;exprimir&lt;/em&gt; a relação causal entre eventos que &lt;em&gt;explicar&lt;/em&gt; de fato&lt;em&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/em&gt;as interações por eles estabelecidas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre a cesura epistemológica&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    O segundo debate das RI, por ser incrustado de questões metodológicas, pode ser facilmente comparado à produção teórica de Marx, a qual não por acaso é usualmente dividida em duas categorias: jovem Marx e velho Marx. O enfrentamento acadêmico que se deu na disciplina de RI comportou de um lado uma abordagem teórica normativa fundamentada na intuição e do outro uma abordagem preocupada com os princípios explicativos de uma teoria que necessariamente determinaria estruturas conceituais precisas. Em Marx, os "Manuscritos Econômico-Filosóficos" fazem as vezes desse segundo debate, sendo o ponto da inflexão do pensamento marxista, evidenciando o embate entre o predomínio de especulações humanistas e o de questões cientificamente mais tangíveis.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Nesse ínterim, a abordagem metodológica clássica é impregnada pelo empirismo e "considera a verdadeira pesquisa acadêmica como um produto da experiência da prática ou da vocação" . Adiciona-se a isso que para os tradicionalistas "[proposições] gerais sobre as Relações Internacionais 'devem ser geradas pelo processo cientificamente imperfeito de percepção ou de intuição' e só podem apresentar um 'status experimental e indeterminado'".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Com efeito, Morgenthau afirma que a escola realista neoclássica "recorre mais a precedentes históricos do que a princípios abstratos". Decorre daí, por exemplo, o fato de a teoria realista neoclássica de Morgenthau basear-se em seis princípios do realismo político que têm em seu cerne considerações induzidas pela experiência e que reclamam valor ontológico, como a de natureza humana e a de interesse universalmente definido em termos de poder.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    A abordagem metodológica neorealista, por sua vez, fundamenta-se em assunções teóricas não factuais úteis para desvelar os padrões recorrentes da política internacional. Para essa escola é um imperativo, segundo Waltz, o fato de que as "teorias não podem ser construídas só através da indução, uma vez que as noções teóricas só podem ser inventadas, não descobertas".Apresenta também "técnicas de reunião, quantificação e apresentação dos dados precisos".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Portanto, as teorias neorealistas em geral evidenciam as estruturas fundamentais do sistema de RI, criando explicações para as relações tipo-lei verificadas neste âmbito e generalizando os fenômenos de modo a submetê-los em sua totalidade às contingências impostas pelas estruturas. Para Waltz, por exemplo, "a política da balança de poder prevalece onde quer que dois, e apenas dois, requisitos existam: que a ordem seja anárquica e que seja povoada por unidades que desejem sobreviver".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Tenho para mim, por fim, que é válido formular a distinção entre os positivistas (neorealistas) e os tradicionalistas (realistas neoclássicos) nos termos de Althusser, sendo o primeiro identificado com a prática teórica científica e o último com a prática teórica pré-científica ou ideológica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Essa minha asserção enraíza-se no fato de que ambas as escolas de pensamento se utilizam de matéria-prima muito semelhante, senão idêntica (relações entre estados, conceito de poder, fatos de relevância internacional...) e que os produtos determinados pelas transformações derivadas da aplicação das diferentes metodologias são também significativamente semelhantes (balança de poder). Em outras palavras, os &lt;em&gt;inputs&lt;/em&gt; e os &lt;em&gt;outputs &lt;/em&gt;de ambas as escolas são indubitavelmente semelhantes, sendo todos eles realistas, a diferenciação dá-se, no entanto, nos métodos empregados por cada escola para a consecução das suas teorias, ou seja, a prática teórica é o que os distingue.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Sendo assim, considero que a prática teórica tradicionalista possui características tais que a habilitam a se conformar nas fronteiras do conceito de prática teórica pré-científica e que a prática teórica positivista, em contraposição, dado o seu esforço em prol do cientificismo nas RI, é uma prática teórica científica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;ALTHUSSER, Louis (1979). A Favor de Marx. Rio de Janeiro, RJ, Brasil: Zahar Editores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;JACKSON, Robert &amp;amp; SORENSEN, Georg. Introdução às Relações Internacionais: Teorias e Abordagens. Rio de Janeiro, RJ, Brasil: Zahar Editores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;KAPLAN, Morton (1966-2001). The new great debate: traditionalism vs. Science in international relations. International Relations Volume I. Florence, KY, USA: Routledge.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;SMITH, S. (2001). Positivism and Beyond. International Relations Volume I. Florence, KY, USA: Routledge.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;WALTZ, Kenneth (2002).  Teoria de Relações Internacionais. Lisboa, Portugal: Gradiva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Sítio virtual:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://www.rubemalves.com.br/rubensalvesentrevistamaxnumacervejaria.htm'&gt;http://www.rubemalves.com.br/rubensalvesentrevistamaxnumacervejaria.htm&lt;/a&gt;, acessado em 10 de julho de 2009.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-5585084373043676232?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/A1ducCHkA3Q" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/A1ducCHkA3Q/positivistas-versus-tradicionalistas.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/07/positivistas-versus-tradicionalistas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-7789016168462199397</guid><pubDate>Fri, 10 Jul 2009 16:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-10T09:25:19.479-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociologia</category><title>O suicídio em Marx e Durkheim</title><description>O fenômeno do suicídio foi abordado tanto por Marx quanto por Durkheim em tempos diferentes e, para mim, também sob pontos de vista ideologicamente desconexos. Apesar de ambos rebaixarem a influência de fatores individuais na decisão de positiva ou negativamente suprimir a própria vida, dando ênfase, portanto, aos fatores contidos na sociedade (transformando o suicídio num fato social), os dois sociólogos discordam em diversos aspectos fundamentais sobre o assunto, os quais eu porei em evidência a seguir.&lt;br /&gt; A relação de causa e efeito verificada por Durkheim no que tange a ação da sociedade e o suicídio é permeada sobretudo pela noção de integração da sociedade e pela sua coesão moral. No pensamento marxiano, por outro lado, não é a integração ou a coesão da sociedade que definem, em última instância, a intensidade de ocorrência de suicídios e, sim, o tipo de sociedade existente. Nesse caso específico, ele critica a sociedade burguesa, a qual se caracteriza por uma esquizofrenia no concernente às esferas públicas e privadas.&lt;br /&gt; Nesse ínterim, a distinção teórica entre Marx e Durkheim se estende também ao aspecto dimensional do domínio do fato social suicídio. O primeiro vincula-o à estrutura familiar, a esse microcosmo representativo da sociedade, enquanto o último estabelece um domínio mais abrangente para o suicídio, atrelando este fato às sociedades política, religiosa e/ou doméstica.&lt;br /&gt; São notáveis, ademais, as diferenças no tocante à prolixidade de ambos e ao propósito a que servem. Tenho para mim que a obra de Durkheim referente ao suicídio, por se inserir no seu esforço direcionado ao cientificismo, explora detalhadamente os caracteres determinantes desse fato social, denominando seletivamente as diversas formas deste e delimitando conceitualmente tal fenômeno. Contrariamente, Marx não se ateve à caracterização pormenorizada do suicídio e preconizou quase que exclusivamente a relação simplista entre tal fato social e a opressão da sociedade burguesa, o que muito tem a ver com o seu propósito de criticar a ordem de coisas então vigente.&lt;br /&gt; Outra diferença que se faz notar tem a ver com a adjetivação das mulheres. De acordo com o pensamento de Marx a mulher é injustamente uma vítima da opressão exercida pela família burguesa (a qual, na verdade, trata-se de um resquício medieval) e, logo, está mais sujeita ao suicídio, independente da sua classe social. Contrariamente, Durkheim afirma que a mulher, de fato, está mais sujeita ao suicídio altruísta, mas excluída essa possibilidade, a falta de complexidade feminina enquanto um ente social lhe permite viver em isolamento em relação à sociedade sem que isso incorra no empreendimento da própria morte. Tem-se aí claramente um antagonismo ideológico, sendo Marx um revolucionário, um sociólogo heterodoxo, e Durkheim um pensador inserido na matriz dominante, um burguês conservador.&lt;br /&gt; Por fim, é de todo indubitável que haja uma convergência entre as formulações teóricas desses dois sociólogos no tocante à classificação do suicídio enquanto um fato social. Ambos suprimem do indivíduo a competência exclusiva do ato de retirar a própria vida, deixando-a recair também sobre a sociedade, a qual exerce uma determinada força coercitiva sobre os entes que a constitui, seja por meio da opressão e da humilhação, seja por meio da coesão moral e integração que apresenta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-7789016168462199397?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/KKxYcW4Ydiw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/KKxYcW4Ydiw/o-suicidio-em-marx-e-durkheim.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/07/o-suicidio-em-marx-e-durkheim.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-8954803181835598990</guid><pubDate>Wed, 01 Jul 2009 21:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-01T14:36:19.441-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ciência política</category><title>WORLD WIDE WEB, POLITICAL USES</title><description>A minha matéria-prima para um futuro artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Political uses of the World Wide Web refers to the ways in which political actors can use Hypertext Markup Language (HTML) for political action. That political action can include information dissemination,&lt;br /&gt;discussion, mobilization, and activism.&lt;br /&gt;Information dissemination is the core of the Web’s functions and is one of its most heavily used elements. Discussion includes conversation among citizens&lt;br /&gt;in online discussion spaces, including Web logs. Mobilization refers to the ways that political organizations can use the Web to engage potential supporters&lt;br /&gt;in online or offline political action. Activism refers specifically to the uses to which activist-citizens use the Web for political expression and protest.&lt;br /&gt;Researchers of political communication have found that the technical characteristics of the World Wide Web open up the possibility for political action. Web pages are relatively cheap to produce, especially compared with newspapers or television. This inexpensive cost entails that more people can share information or express themselves online than they could through traditional media channels. The phenomenon of Web logging is a good example of this. Web logging or “blogging” is a way for people to easily create a personal space on the Web and then to express their opinions or share information with readers of the blog."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirado de: Encyclopedia of Political Communication.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-8954803181835598990?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/6G3iN9J3vPk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/6G3iN9J3vPk/world-wide-web-political-uses.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/07/world-wide-web-political-uses.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-2496616961503918199</guid><pubDate>Wed, 01 Jul 2009 19:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-01T12:29:29.878-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ciência política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">relações internacionais</category><title>"A Ciência da Política Internacional"</title><description>A conscrição em massa iniciada quando da Revolução Francesa e posta em prática na Primeira Guerra Mundial dissipou a idéia de que a guerra é um assunto que afeta unicamente os soldados profissionais e insuflou a agitação popular contra ela. Tal fato deu um termo à idéia de que a política internacional deveria ser conduzida exclusivamente por diplomatas profissionais e ampliou a gama de estudantes dessa disciplina, agora objeto de interesse de toda a população.&lt;br /&gt; Nota-se, portanto, que o contexto histórico do entre guerras (1919-1939) foi marcado pela aversão à guerra e à violência em geral, o que foi um fator decisivo para a determinação do objetivo do estudo de RI em seu estágio inicial. Nesse estágio, o desejo passional por evitar tão grande e desastroso fenômeno sócio-político prevaleceu sobre a análise empírica da realidade, o que se revelou infrutífero ao longo do tempo.&lt;br /&gt; É exatamente sobre esse estágio pioneiro do estudo da política internacional que recai a crítica de Edward Carr ("The twenty Years Crisis", 1939), a qual é pautada por diversos elementos que em conjunto fundamentam o apelo inflamado do autor em prol da introdução da racionalidade e do cientificismo no estudo da política internacional.&lt;br /&gt; Segundo Carr, a empresa inicial de sistematização e estudo organizado das questões internacionais correntes era débil no sentido de que não apreendia a principal força-motriz das Relações Internacionais, qual seja o poder. O grupo que ele denomina de utópicos baseava a sua produção acadêmica sobre preceitos racionais que nada tinham a ver com a realidade, senão por conexões meramente morais, logo, abstratas e inaplicáveis ao campo da política internacional.&lt;br /&gt; Nesse ínterim, o autor ressalta alguns aspectos da teoria utópica que são de todo incoerentes e desligados da realidade verificada historicamente, como por exemplo, a crença no progresso inexorável da humanidade, o qual em última instância acarretaria no fim das guerras e na criação de um estado uno responsável pela segurança coletiva de todo o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-2496616961503918199?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/LOMKXjmWpto" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/LOMKXjmWpto/ciencia-da-politica-internacional.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/07/ciencia-da-politica-internacional.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-398460227827231166</guid><pubDate>Fri, 26 Jun 2009 02:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-25T21:00:55.279-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">direito internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Hegel</category><title>Direito Internacional e Hegel</title><description>Uma idéia que preciso desenvolver: o Direito Internacional se configura enquanto um sistema proto-jurídico* fundamentado no positivismo hegeliano. Ou seja, suas regras são estabelecidas a partir da negação dos fatos indesejados e não por uma afirmação, propriamente dita, dos desejos ontológicos compartilhados pelos membros do sistema internacional. Tá certa essa afirmação? E se tiver, é nesse ponto que reside um dos fatores da fragilidade de tal sistema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*ou ao menos, um sistema de normas que não encontra analogia no direito nacional, uma vez que não é respaldado por poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-398460227827231166?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/Gba0vaFUggc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/Gba0vaFUggc/direito-internacional-e-hegel.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/06/direito-internacional-e-hegel.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-8532572928508166696</guid><pubDate>Sun, 21 Jun 2009 17:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-21T10:38:38.511-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ciência política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">diplomacia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">relações internacionais</category><title>"Rio Branco, O Brasil no Mundo"</title><description>No âmbito da Coleção Identidade Brasileira, a qual visa a oferecer ao público estudos sobre personalidades que contribuíram para a formação da identidade nacional, foi publicado no ano de 2000 o livro “Rio Branco, O Brasil no mundo”, de autoria de Rubens Ricupero.&lt;br /&gt;Tal publicação vem a ser uma obra de caráter historiográfico de espectro amplo, uma vez que trata de temas relativos tanto à história tradicional do país quanto à  sua história diplomática. Nesse ínterim, aborda as diversas contendas de fronteira nas quais o Brasil se viu envolvido no final do século XIX e início do XX e também apresenta testemunho das ações e manobras diplomáticas empreendidas nessas situações, sobretudo por parte do ilustre Barão do Rio Branco.&lt;br /&gt;O conteúdo textual foi compartimentado em três seções de modo a conferir maior inteligibilidade e caráter didático ao livro, sendo a primeira delas dedicada aos “anos de preparação”, com ênfase no período da vida pessoal e diplomática de Rio Branco anterior à sua nomeação a Ministro das Relações Exteriores. Outra fração do conteúdo trata especificamente do “período da vida ativa” e, por fim, tem-se uma seção destinada a abordar o “legado de Rio Branco”, a qual explicita os ecos e repercussões de seus feitos e obras ao longo do tempo.&lt;br /&gt;Rubens Ricupero dá inicio ao texto enfatizando a “certa idéia do Brasil” que caracteriza a vida e a obra de Rio Branco. O autor acredita que a simples apresentação do Barão enquanto o responsável pela definição das fronteiras do país seria de todo uma injustiça, uma vez que tal empresa é somente uma peça do complexo quebra-cabeça estratégico desenvolvido por ele. A delimitação final do espaço brasileiro é fundamental, sim, sendo, no entanto, melhor entendida enquanto uma etapa inicial do projeto de inserção internacional do país idealizado e posto em prática pelo ilustre embaixador.&lt;br /&gt;Ademais, o simplismo da configuração de Rio Branco enquanto o protagonista da definição territorial brasileira acarretaria na omissão de um traço crucial para a explicação da grandeza do Barão, qual seja a sua personalidade excepcional. Segundo Ricupero, destacam-se nesse personagem caracteres tais como o comprometimento com o Estado brasileiro, a erudição principalmente no que tange a história e a geografia, o éthos aristocrático e ainda a empatia em relação ao Brasil.&lt;br /&gt;No concernente à fase de preparação do Barão do Rio Branco é notável a influência paterna e também do ambiente social no qual José Maria da Silva Paranhos se situa desde a tenra infância. O seu pai foi um importante político, expoente do Partido Conservador, além de ministro de Negócios Estrangeiros no segundo reinado, e mantinha o escritório em sua residência o que possibilitou ao jovem Juca acompanhar com certa proximidade as negociações diplomáticas e as disputas de poder num período de movimentada dinâmica política na região do Prata. Reteve dessa experiência características como a devoção ao serviço do Estado e a idéia de que o Brasil se confunde com o Estado brasileiro, sendo estas concepções estado-centradas determinantes da sua preferência pelos aspectos diplomáticos e militares da nossa história&lt;br /&gt;Além disso, a formação acadêmica de Juca foi bem convencional para os padrões da época e da sua classe, tendo empreendido seus estudos no Colégio Pedro II e nas duas faculdades de Direito do país, complementando sua bagagem intelectual com uma breve estada na Europa no ano de 1867. Iniciou-se na política após seu retorno da Europa e também desenvolveu trabalhos como jornalista, decidindo-se definitivamente em seguida pela carreira diplomática.&lt;br /&gt;Enquanto cônsul Rio Branco primeiramente se estabeleceu em Liverpool tendo início aí um largo período silencioso da vida do Barão, no qual dividia o tempo entre Inglaterra e França, dedicando-se a diversas pesquisas relacionadas ao Brasil nos arquivos de Paris. Lá recebe os influxos finais que moldarão a sua certa idéia a respeito do Brasil, dando um contorno mais acentuado ao projeto de inserção brasileira no cenário internacional, sendo que este se relaciona, paradoxalmente, sobretudo aos Estados Unidos e, não, às potências européias já consolidadas ou às em consolidação, leia-se Alemanha e Itália.&lt;br /&gt;Em 1893 o marasmo se rompe com a sua participação ativa na questão de Palmas, a qual nos opõe à Argentina sobre questões territoriais envolvendo uma região do estado do Paraná. Em vista do êxito nessa contenda e de outros fatores conjunturais, dois anos mais tarde Rio Branco foi novamente requisitado para advogar em defesa do Brasil no problema do Amapá, o qual envolvia a França. O sucesso em ambas as disputas, “separadas por um pequeno intervalo, vão retirá-lo da obscuridade para a glória praticamente de um dia para o outro”, sendo que essas vitórias pouco ou nada tiveram de manobra política e valeram-se simplesmente da erudição do Barão a respeito da história e da geografia brasileiras, tendo esses problemas sido resolvidos em campos puramente jurídicos.&lt;br /&gt;Torna-se por fim ministro do Exterior no governo de Rodrigues Alves, tendo declinado o convite até tomar ciência da sua importância para o país, o que reitera o seu caráter de estadista. Como primeiro desafio tem a questão do Acre, a qual difere significativamente das demais disputas territoriais por se tratar de expansionismo brasileiro e de conter em seu cerne a noção da defesa dos interesses nacionais na região através da aplicação balanceada de elementos da política internacional, notadamente a diplomacia e o poder militar.&lt;br /&gt;Nesse episódio exibe majestosamente a sua capacidade de conciliar o poder com a moderação além de dar cabo de desbaratar a tripla oposição, tomando em separado cada potencial e real opositor (Peru, Bolívia e Bolivian Sindicate). Com efeito, segundo o próprio Rio Branco “vale mais esta obra (...) do que as duas outras, julgadas com tanta bondade pelos nossos concidadãos”. Dava termo, com isso, às disputas territoriais brasileiras sem ter recorrido diretamente a meios militares para alcançar tal fim, dando prova empírica do seu caráter liberal, no que tange a crença na transigência e no Direito enquanto os elementos mais recomendáveis para a consecução exitosa da política internacional.&lt;br /&gt;Eliminada a problemática das fronteiras do teatro de operações imediato, Rio Branco empenha seus trabalhos diplomáticos de modo a conformar o Brasil no cenário internacional em uma posição condizente com a sua grandeza cultural, populacional e geográfica. Almejando tal objetivo promove uma política externa marcada por dois direcionamentos fundamentais, um de aproximação com os Estados Unidos e outro de harmonização dos interesses latino-americanos em geral.&lt;br /&gt;A percepção de Rio Branco da ascensão dos EUA e a subseqüente aproximação com este Estado é de fundamental importância para as relações internacionais do Brasil nesse contexto histórico. Tendo em vista que a antiga disputa competitiva ibérica foi transposta para a América do Sul, essa aliança informal ampliava a estabilidade do país frente aos seus vizinhos hispânicos e ainda em relação às potências européias, algumas das quais além de fazerem fronteira conosco (França e Inglaterra) também já tinham demonstrado certa atitude imperialista em diversas situações concretas.&lt;br /&gt;Por conta da astúcia de Rio Branco no manejo da política internacional tantas vezes evidenciada, tanto em disputas concretas quanto na concepção de um ambiente internacional mais cômodo para o Brasil, a sua atuação teve repercussões significativas na formação dos conceitos basilares da política externa brasileira. Ele foi em grande medida o responsável por “essa ‘idéia’ de um Brasil fiel aos compromissos jurídicos, cioso da defesa de direitos herdados, mas com moderação e equilíbrio, disposto a transigir, sem intentos agressivos ou de interferência em relação a vizinhos”.&lt;br /&gt;É indubitável, com efeito, que o caminho médio tomado pelo Barão na racionalização das relações entre o Brasil e os demais países no cenário global transformou-se em paradigma dogmático do Itamaraty. A sua atitude eqüidistante entre o realismo e o liberalismo, entre a utilização inconteste do poder militar e o comprometimento com questões de ordem jurídica, foi a seu tempo caracterizada enquanto heterodoxa, sendo que em seguida transformou-se em modelo ortodoxo fundamental para as formulações da política externa brasileira.&lt;br /&gt;Além disso, a grande publicização dos seus atos enquanto o membro do corpo diplomático responsável pela delimitação das fronteiras do país de forma vantajosa para o Brasil garantiu ao Barão um inigualável reconhecimento público. Ainda em vida Rio Branco tornou-se um herói brasileiro e teve sua imagem estampada na moeda assim como o seu nome dedicado àquela que foi a avenida mais movimentada e importante do século XX, a Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. Segundo Ricupero, “o que distingue as mitologias não é que os povos possuam as virtudes atribuídas a seus heróis e deuses, mas sim o desejo, a aspiração de vir a possuí-las”, portanto o fato de os brasileiros considerarem o Barão um herói nacional “[é] como se estivessem a indicar a preferência pelos valores civis, os valores da construção da cívitas, da cidade, da civilização, da comunidade”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-8532572928508166696?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/4O3DE7Fy3A0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/4O3DE7Fy3A0/rio-branco-o-brasil-no-mundo.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/06/rio-branco-o-brasil-no-mundo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-551249708914065190</guid><pubDate>Wed, 10 Jun 2009 01:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-09T18:20:10.097-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bush</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">guerra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">segurança internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><title>As causas fajutas de guerras mal explicadas</title><description>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;There was never any evidence to prove that Iraq was involved in 9/11.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Ex-presidente dos Estados Unidos da América, Dick Cheney&lt;/span&gt;, o qual disse em 2004 que as evidências indubitavelmente indicavam uma ligação entre o Iraque e a Al-Qaeda, mas depois opinou que o trabalho dos serviços de inteligência consistia mais em uma forma de arte que numa ciência.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-551249708914065190?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/PYCysEwUwlo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/PYCysEwUwlo/as-causas-fajutas-e-as-guerras-mal.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/06/as-causas-fajutas-e-as-guerras-mal.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-331319109011587670</guid><pubDate>Sat, 06 Jun 2009 23:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-06T17:45:29.363-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">guerra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obama</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">segurança internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><title>O "Dia D" aos olhos do novo século</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SisF1vE5LyI/AAAAAAAAATM/RgcOBwD0D7Y/s1600-h/uc68a.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 326px; height: 444px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SisF1vE5LyI/AAAAAAAAATM/RgcOBwD0D7Y/s320/uc68a.1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344371803533422370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há 65 anos iniciava-se na Europa, mais especificamente, na França, uma das maiores operações militares da História, a Operação Overlord, mais conhecida como Dia D ou Batalha da Normandia. O Dia D consistiu em um ataque decisivo e unificado das forças aliadas contra o poder nazista estabelecido no continente. Sob o comando dos ilustres militares Eisenhower e Churchill, ocorreram desembarques aliados ao longo de quase toda a costa atlântica da França, bombardeios aéreos e navais, além do envio de paraquedistas e da movimentação dos exércitos já em terra, visando a derrocada de Hitler, ao menos no teatro de operações ocidental.&lt;br /&gt;O mais longo dos dias, como também é costumeiramente chamado, foi extremamente simbólico pois se tratou de um ponto de inflexão da guerra, a qual doravante passou a pender mais vantajosamente para os Aliados. A reconstituição da soberania francesa se deu cerca de dois meses após o fatídico dia 6 de junho de '44, mas as reverberaçõs dessa operação seguem até os dias atuais, tendo eco em diversas produçõpes literárias e cinematográficas (O Mais Longo dos Dias, O Resgate do Soldado Ryan, respectivamente).&lt;br /&gt;Segundo Obama, nesse dia, pessoas que se achavam normais descobriram em si mesmas a habilidade de fazer algo extraordinário.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_Kp142oiPBE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_Kp142oiPBE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, &lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;o Dia D deveria simbolizar a luta contra as opressões, contra a discriminação racial e  qualquer tipo de violência infundada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; A guerra taravada há tanto tempo e às duras penas parece não ter sido suficiente para dar um termo a todos os traços deploráveis do nazismo!&lt;br /&gt;Hoje, em comemoração ao sucesso do Dia D, foram postadas diversas mensagens no Twitter sobre o assunto. Seguem abaixo (sem os respectivos nomes dos autores) algumas selecionadas por mim.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span id="msgtxt2059269118" class="msgtxt en"&gt;Didn't realize today was &lt;b&gt;D-Day&lt;/b&gt;. My father fought in WWII, but in the Pacific. I agree with &lt;a href="http://twitter.com/brandonuttley" onclick="pageTracker._trackPageview('/exit/to/brandonuttley')" target="_blank"&gt;@brandonuttley&lt;/a&gt;. We owe those heroes our freedom.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;To those who served in d-day, and all others who have ever served, thank you.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;D-Day: 65 years, but we will not/cannot forget. Thank you for your courage.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;War tears at the fabric of the family as men and women pray “forget me not.” D-Day. For all families sundered. &lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-331319109011587670?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/5Zfzx-BETBU" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/5Zfzx-BETBU/o-dia-d-aos-olhos-do-novo-seculo.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SisF1vE5LyI/AAAAAAAAATM/RgcOBwD0D7Y/s72-c/uc68a.1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/06/o-dia-d-aos-olhos-do-novo-seculo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-4841362037807076998</guid><pubDate>Thu, 04 Jun 2009 00:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-03T17:12:20.635-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ONU</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Irã</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sarkozy</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">nuclear</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">energia</category><title>Irã e a questão nuclear</title><description>PARIS (Reuters) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, alertou na quarta-feira que o Irã enfrentará um maior isolamento internacional caso não aceite em breve estabelecer um diálogo com as grandes potências a respeito do seu programa nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autoridades francesas haviam dito que o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, entregaria, durante encontro com Sarkozy em Paris, uma mensagem das "mais altas autoridades" do seu país a respeito da questão nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes mesmo de Mottaki deixar o prédio, o gabinete presidencial francês divulgou nota sugerindo que não houvera avanços, e sugerindo que o Irã participe de um diálogo com EUA, França, Grã-Bretanha, Reino Unido, Rússia, China e Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(Sarkozy) salientou a importância e seriedade da iniciativa dos seis (países)", disse a nota. "Frustrando-se isso, o Irã se exporá a uma pressão internacional constantemente crescente em todos os níveis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conselho de Segurança da ONU já aprovou várias rodadas de sanções para pressionar o Irã a abandonar seu programa nuclear, que o Ocidente suspeita que tenha finalidades militares. Teerã garante que se trata de um programa destinado a gerar eletricidade com fins civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As seis potências oferecem benefícios econômicos e políticos em troca de o país abandonar suas atividades de enriquecimento de urânio, processo que pode ter fins militares ou civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Irã rejeita que a suspensão do enriquecimento seja um pré-requisito para o início de negociações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por François Murphy. Copiado e colado &lt;a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/06/03/sarkozy-recomenda-ao-ira-que-aceite-oferta-nuclear-756183260.asp"&gt;daqui.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-4841362037807076998?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/Lxdcya95-ik" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/Lxdcya95-ik/ira-e-questao-nuclear.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/06/ira-e-questao-nuclear.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-9122583918313514425</guid><pubDate>Tue, 02 Jun 2009 20:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-02T13:27:32.126-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obama</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><title>Olha o realismo aí!</title><description>&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RkyUrw87oGY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RkyUrw87oGY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-9122583918313514425?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/uHirw3Bvfxw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/uHirw3Bvfxw/olha-o-realismo-ai.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/06/olha-o-realismo-ai.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-4799636757215320714</guid><pubDate>Tue, 02 Jun 2009 17:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-02T10:52:11.891-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">economia internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crise</category><title>A falência da filha pródiga dos Estados Unidos</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SiVmEQe8IRI/AAAAAAAAAS8/0x41QqMimDE/s1600-h/gm.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 204px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SiVmEQe8IRI/AAAAAAAAAS8/0x41QqMimDE/s320/gm.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342788756275208466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;It is a company that helped lift hundreds of thousands of American workers&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;into the middle class. &lt;/span&gt;It transformed Detroit into the Silicon Valley of its&lt;br /&gt;day, a symbol of America’s talent for innovation. It built celebrated cars,&lt;br /&gt;like Cadillacs, that became synonymous with luxury.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;And now it is filing for bankruptcy&lt;/span&gt;, something that would have been&lt;br /&gt;unfathomable even a few years ago, much less decades ago, when it was a&lt;br /&gt;dominant force in the American economy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rarely has a company fallen so far and so fast as General Motors.&lt;/span&gt; And while&lt;br /&gt;its bankruptcy appeared increasingly likely in recent weeks, the arrival of&lt;br /&gt;the moment is still a staggering blow, particularly for anyone with ties to&lt;br /&gt;the company.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“I never ever could have believed that one day this thing would go that&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;way,”&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt; said Jim Wangers, a retired advertising executive who was part of the&lt;br /&gt;team that developed the Pontiac GTO, and the author of “Glory Days,” about&lt;br /&gt;Pontiac’s heyday in the muscle-car era of the 1960s. “We were so&lt;br /&gt;successful,” he added.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Founded in 1908, G.M. ruled the car industry for more than half a century,&lt;br /&gt;with a broad range of vehicles, reflecting the company’s promise to offer “a&lt;br /&gt;car for every purse and purpose.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The expression “What’s good for General Motors is good for the country”&lt;br /&gt;entered the lexicon, even though it was a slight misquotation of Charles E.&lt;br /&gt;Wilson, G.M.’s president in the early 1950s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But then G.M. began a long and slow process of undermining itself. Its&lt;br /&gt;strengths, like the rigid structure that provided discipline early on,&lt;br /&gt;became weaknesses, and it lost its feel for reading the American car market&lt;br /&gt;it helped create, as Japanese automakers lured away even its most loyal&lt;br /&gt;buyers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Only eight months ago, Rick Wagoner, then its chief executive, stood before&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;hundreds of G.M. employees to celebrate the company’s 100th anniversary.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“We’re a company that’s ready to lead for 100 years to come,” Mr. Wagoner&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;said.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instead of leading, G.M. will instead be following other failed companies on&lt;br /&gt;a well-worn path into bankruptcy court.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The moment will reverberate beyond G.M.’s epicenter in Detroit, to factory&lt;br /&gt;towns in other parts of Michigan and in states like Indiana, Tennessee and&lt;br /&gt;Louisiana. It will even be felt on Fifth Avenue in New York, where it built&lt;br /&gt;its financial headquarters, and Epcot at Walt Disney World in Florida, where&lt;br /&gt;G.M. sponsors the Test Track Pavilion, a showcase of its latest cars.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G.M. factories churned out family cars, pickup trucks and memorable muscle&lt;br /&gt;cars with taut, sculptured body panels that were rolling displays of&lt;br /&gt;American DNA.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SiVmKbQr_dI/AAAAAAAAATE/tu4IzBmVOVI/s1600-h/gm-plant-closings-map.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 300px; height: 208px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SiVmKbQr_dI/AAAAAAAAATE/tu4IzBmVOVI/s320/gm-plant-closings-map.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342788862247435730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A G.M. plant was a ticket to prosperity for the communities lucky enough to&lt;br /&gt;land one. G.M. literally put Spring Hill, Tenn., on the map when it picked&lt;br /&gt;the town outside Nashville for its Saturn plant in 1985, prompting the&lt;br /&gt;hamlet to swell with new homes, motels and restaurants.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now city officials around the country, including those in Spring Hill,&lt;br /&gt;nervously await phone calls on Monday to tell them if their plants will be&lt;br /&gt;among the 14 G.M. is expected to announce it will close in the latest round&lt;br /&gt;of cuts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But even after its deep cuts, G.M. can still claim to be the country’s&lt;br /&gt;largest automaker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For G.M., that simple fact — its sheer size — was long used as a trump card&lt;br /&gt;to end debates. If the critics were so right about all that was wrong with&lt;br /&gt;G.M., why did so many people buy its cars?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The company did have vast numbers of loyal buyers, but G.M. lost them&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;through a series of strategic and cultural missteps starting in the 1960s.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It bungled efforts in the 1980s to cut costs by sharing the underpinnings of&lt;br /&gt;its cars across different brands, blurring their distinctiveness.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G.M. gave in to union demands in 1990 and created a program that paid&lt;br /&gt;workers even when plants were not running, forcing it to build cars and&lt;br /&gt;trucks it could not sell without big incentives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Its finance staff argued with product developers and marketers who pushed&lt;br /&gt;for aggressive spending on new cars and trucks. But forced to feed so many&lt;br /&gt;brands, G.M. often resorted to a practice called “launch and leave” —&lt;br /&gt;spending billions upfront to bring vehicles to market, but then failing to&lt;br /&gt;keep supporting them with sustained advertising.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;With its market share shrinking, G.M. could not give its multiple brands and&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;car models the individual attention that helped Honda attract customers to&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;the Accord and Toyota to its Camry.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It also lost interest in vehicles that needed time to find their audience,&lt;br /&gt;as happened when the company introduced the EV1 electric vehicle and then&lt;br /&gt;dropped it in 1999 after only three years.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now G.M.’s brand lineup is being halved, with the company jettisoning&lt;br /&gt;divisions like Pontiac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nobody gave any respect to this thing called image because it wasn’t in the&lt;br /&gt;business plan,” Mr. Wangers said. “It was all about, ‘When is this going to&lt;br /&gt;earn a profit?’ ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Over the years, G.M. executives became practiced at the art of explaining&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;their problems, attributing blame to everyone but themselves.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That list included the United Automobile Workers, for demanding health care&lt;br /&gt;coverage and pensions (even though G.M. agreed to provide them); government&lt;br /&gt;regulators, for imposing rules that G.M. said hampered its competitiveness;&lt;br /&gt;the Japanese government, for unfairly helping its own carmakers break into&lt;br /&gt;the United States market; and the news media, for failing to appreciate G.M.&lt;br /&gt;vehicles and the strides the company was making to improve them.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asked in 1995 why he had not moved faster to reorganize the company, the&lt;br /&gt;late G.M. chief executive Roger Smith replied, “Wouldn’t it have been&lt;br /&gt;wonderful if we could have flipped a switch?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Even last week, G.M.’s newly retired vice chairman, Robert A. Lutz, said the&lt;br /&gt;automaker had experienced a “world of hurt, much of it not of our own&lt;br /&gt;doing.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sloganeering was not backed up by execution. Executives wore lapel pins, for&lt;br /&gt;example, in 2002, with the number “29” — referring to the market share the&lt;br /&gt;company vowed to regain (most companies focus on profits). Through April of&lt;br /&gt;this year, its share was 19 percent, a steep drop from its peak of 54&lt;br /&gt;percent in 1954.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consumers started blaming G.M. for sub-par vehicles. They may have given&lt;br /&gt;them second and third chances, but many eventually started switching to&lt;br /&gt;other brands, which will make it that much harder for G.M. to win them back.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mr. Wagoner was able to hold on to his job for longer than people expected,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;as G.M.’s stock fell steadily from about $70 when he took charge at the&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;start of the decade. It closed at 75 cents a share on Friday.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mr. Wagoner was pushed out by the Obama administration, which is now making&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;the call to push the company into bankruptcy court.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A judge will then start the process of building a new, though much&lt;br /&gt;diminished, G.M. into a company that might have a shot at a second century.&lt;br /&gt;But the automaker that so dominated center stage in the American car market&lt;br /&gt;for so long will have to earn that place back.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Micheline Maynard. Retirado de &lt;a target="_blank" rel="nofollow" href="http://www.nytimes.com/2009/06/01/business/01downfall.html"&gt;http://www.nytimes.com/2009/06/01/business/01downfall.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-4799636757215320714?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/8NqCgc68ZyI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/8NqCgc68ZyI/falencia-da-filha-prodiga-dos-estados.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SiVmEQe8IRI/AAAAAAAAAS8/0x41QqMimDE/s72-c/gm.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/06/falencia-da-filha-prodiga-dos-estados.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-4333756047150406104</guid><pubDate>Fri, 29 May 2009 19:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-29T12:32:29.308-07:00</atom:updated><title>Sobre a moral do Estado e a dos homens</title><description>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Every single person in combat today, I sent there. And I never forget that for a second. So, no, I don't enjoy my job.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Secretário de Desefa dos Estados Unidos, Robert Gates, sobre a difícil tarefa de ser "secretário de guerra em tempos de guerra"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-4333756047150406104?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/XeV8kOpoOTI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/XeV8kOpoOTI/sobre-moral-do-estado-e-dos-homens.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/05/sobre-moral-do-estado-e-dos-homens.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-7782827675885646236</guid><pubDate>Wed, 27 May 2009 21:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-27T15:00:12.975-07:00</atom:updated><title>Aos que não entendem economia</title><description>A melhor explicação jamais vista sobre a utilidade do mercado financeiro ou, trocando em miúdos, como funciona essa institucionalização do comprar fiado. Enfim, essa história é o que falta entender pra resolvermos a crise de uma vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mês de agosto, às margens do Mar Negro. Chovia muito e o vilarejo estava totalmente abandonado.&lt;p&gt;Eram tempos muito difíceis e todos tinham dívidas e viviam de empréstimos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De repente, chega ao vilarejo um turista muito rico. Entra no único hotel do vilarejo, coloca sobre o balcão uma nota de 100 euros e sobe as escadas para escolher um quarto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O dono do hotel pega os 100 euros e corre para pagar sua dívida com o açougueiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O açougueiro pega o dinheiro e corre para pagar o criador de gado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O criador pega o dinheiro e corre para pagar a prostituta do vilarejo, que por conta da crise, trabalhou fiado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A prostituta corre para o hotel e paga o dono pelo quarto que alugou para atender seus clientes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse instante, o turista desce as escadas após examinar o local, pega o dinheiro de volta, diz que nãogostou de nenhum dos quartos e abandona o vilarejo.&lt;/p&gt;Ninguém lucrou absolutamente nada, mas toda a aldeia vive hoje sem dívidas, otimista por um futuro melhor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Créditos ao &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.carlosraffaeli.com/"&gt;Carlos Raffaeli&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-7782827675885646236?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/267f2AVs9Xs" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/267f2AVs9Xs/aos-que-nao-entendem-economia.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/05/aos-que-nao-entendem-economia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-7708925645872860977</guid><pubDate>Tue, 26 May 2009 01:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-25T19:03:50.867-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">relações Brasil-África</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lula</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">eventos</category><title>Um Brasil com olhos para a África</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/ShtNh9cq4BI/AAAAAAAAAS0/qvjhLgsuPTU/s1600-h/logo_fesman_black.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 160px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/ShtNh9cq4BI/AAAAAAAAAS0/qvjhLgsuPTU/s400/logo_fesman_black.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339947029003690002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p&gt;No Dia da Libertação da África, nada mais emblemático que o lançamento do III Festival Mundial de Artes Negras em Salvador (BA)! Isso mesmo, o &lt;a href="http://www.fesman2009.com/pt/"&gt;Fesman&lt;/a&gt; , que é a maior reunião das artes e da cultura negra do mundo, esse ano homenageará o Brasil e, portanto, nada mais justo que celebrar aqui o lançamento da terceira edição deste evento.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, o lançamento contará com a presença do presidente do Senegal,  Abdoulaye Wade, e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e será repleto de atrações culturais, como, por exemplo, apresentações do balé folclórico da Bahia, de blocos afro da cidade de Salvador, de artistas senegalenses, além de shows de Margareth Menezes e de Gilberto Gil, o qual, aliás, é o presidente internacional do 3° Fesman. O festival será realizado entre os dias 1° e 14 de dezembro em Dacar, no Senegal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A homenagem que o festival está fazendo ao Brasil deve-se principalmente ao fato do país possuir a segunda maior população negra mundial, após a da Nigéria, e ter sua cultura fortemente influenciada pelas tradições, costumes e religiosidade dos povos africanos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No âmbito desse festival, o Ministério da Cultura assumiu o compromisso de auxiliar na realização de um cortejo de Carnaval para marcar as comemorações de abertura do evento. Provavelmente enviaremos um trio elétrico para Senegal, mas o verdadeiro desejo expresso pelos senegaleses é a realização de uma partida de futebol entre as seleções de ambos os países.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, o governo pretende levar ao  país africano uma representação cultural de cerca de 300 artistas nacionais relacionados com as expressões da arte negra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na opinião do presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, esse evento representa para o Brasil uma oportunidade de adotar parceria com países da África em prol do desenvolvimento do continente africano e de estimular relações entre as nações. Nesse ínterim, é notável o fato de que, das quatro viagens internacionais feitas pelo atual ministro da cultura, três foram para tratar de assuntos relativos à cultura negra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, as ligações culturais e históricas multicentenárias entre África e Brasil avançaram bastante depois de alguns anos do governo Lula: as inúmeras viagens presidenciais à África, o ensinamento nos estabelecimentos escolares da cultura e da história afro-brasileira ou ainda a criação de uma Jornada nacional de luta contra a intolerância religiosa destinada a valorizar os cultos de origem africana evidenciam a vontade de oferecer o reconhecimento à comunidade negra.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-7708925645872860977?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/7yoOcgTjlkI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/7yoOcgTjlkI/o-brasil-mira-africa.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/ShtNh9cq4BI/AAAAAAAAAS0/qvjhLgsuPTU/s72-c/logo_fesman_black.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/05/o-brasil-mira-africa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-7312255879967730588</guid><pubDate>Mon, 25 May 2009 10:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-25T03:17:32.563-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ONU</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obama</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">nuclear</category><title>Teste nuclear na Coréia do Norte</title><description>O governo da Coréia do Norte afirmou que realizou nesta segunda-feira um novo teste nuclear. Segundo a agência de notícias oficial do país, a explosão foi bem-sucedida. &lt;p&gt;A agência de notícias oficial norte-coreana, KCNA, disse que o país conduziu um teste nuclear abaixo da superfície. O anúncio ocorreu momentos depois de sensores geológicos do governo sul-coreano detectarem um tremor ativado artificialmente de Kilju, no nordeste da Coreia do Norte, segundo Lee Dong-Kwan, porta-voz do presidente sul-coreano Lee Myung-bak. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O porta-voz acrescentou que funcionários dos serviços de inteligência da Coreia do Sul e dos Estados Unidos estão analisando os dados e monitorando a situação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A estatal Agência Coreana Central de Notícias disse que o regime "realizou com êxito um novo teste nuclear subterrãneo como parte das medidas para fortalecer sua força dissuasiva nuclear para a autodefesa". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O regime também disse que o teste tem um nível superior em termos de poder explosivo e tecnologica de controle.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/ShpwI4BeC1I/AAAAAAAAASs/Pe55BxPqj6M/s1600-h/kim3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 481px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/ShpwI4BeC1I/AAAAAAAAASs/Pe55BxPqj6M/s320/kim3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339703605980957522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Depois que o Conselho de Segurança da ONU condenou seu lançamento de um foguete de longo alcance no dia 5 de abril  , o regime comunista norte-coreano tinha ameaçado no dia 29 de abril realizar um teste nuclear.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Coréia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006, três meses após lançar vários mísseis, entre eles um Taepodong de longo alcance, e isso lhe acarretou sanções e a condenação das Nações Unidas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo teste nuclear realizado pela Coreia do Norte nesta segunda-feira, já provoca reações.O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, emitiu nesta madrugada um comunicado que diz que as ações norte-coreanas "são um tema de grande preocupação para todas as nações", e uma "ameaça à paz e à segurança nacional". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Ao atuar em aberto desafio do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Coreia do Norte desafia direta e irresponsavelmente a comunidade internacional", disse.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O comportamento da Coreia do Norte aumenta as tensões e prejudica a estabilidade no nordeste da Ásia. Semelhantes provocações só servirão para aprofundar o isolamento da Coreia do Norte". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Obama assegurou que a comunidade internacional deve atuar e anunciou que nos próximos dias os Estados Unidos seguirão trabalhando com o Conselho de Segurança e os países envolvidos em conversações sobre a Coreia do Norte. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O teste torna mais séria e tensa a confrontação internacional sobre o programa de mísseis nucleares da Coreia do Norte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Copiado e colado d'O Globo on line&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-7312255879967730588?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/OOOLyfjO5BI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/OOOLyfjO5BI/teste-nuclear-na-coreia-do-norte.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/ShpwI4BeC1I/AAAAAAAAASs/Pe55BxPqj6M/s72-c/kim3.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/05/teste-nuclear-na-coreia-do-norte.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-4079225127109823791</guid><pubDate>Sun, 24 May 2009 02:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-23T21:11:42.151-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">democracia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><title>Bombardearam a estátua da Liberdade</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.aquaphoenix.com/doc/nyc/statue_of_liberty1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 396px; height: 564px;" src="http://www.aquaphoenix.com/doc/nyc/statue_of_liberty1.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma notícia n'O Globo on line hoje me chamou a atenção: &lt;a href="http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/23/microsoft-corta-acesso-ao-msn-para-paises-do-eixo-do-mal-756002673.asp"&gt;Microsoft corta aceso ao MSN para países do "Eixo do Mal"&lt;/a&gt;. Agora quem tenta acessar o programa de comunicação instantânea em Cuba, Síria, Irã, Sudão e Coreia do Norte recebe a seguinte mensagem de erro "810003c1: We were unable to sign you in to the .NET Messenger Service" (Não foi possível registrá-lo no serviço .NET Messenger).&lt;br /&gt;Essa medida da gigante da informática é de todo contraditória com o liberalismo norte-americano primeiro porque evidencia a relação intrínseca existente entre a iniciativa privada e o governo dos Estados Unidos, o qual até o estourar da crise era o baluarte da ideologia liberal, e além disso ela é uma afronta à liberdade de expressão. O bloqueio do MSN é uma forma de censurar a internet deliberadamente, o que aproxima os EUA de países tão criticados por tal motivo, como Cuba, China e Irã.&lt;br /&gt;Para mim, a decisão de inviabilizar a utilização do MSN nesses países do "Eixo do Mal" é ainda mais deplorável pois parece se tratar de um desdobramento de um conflito assimétrico entre um país da proporção dos EUA e os nacionais dos países desse grupo, enquanto na realidade não o é. Levando-se em conta que um traço comum a todos os países do "Eixo", segundo os americanos, é o fato de eles destituírem seus cidadãos de liberdade, essa sanção se torna surpreendentemente incongruente: é como punir a vítima pelo assalto!&lt;br /&gt;Estou decepcionado com a política externa do Obama! É ridículo que um país fundado na liberdade se torne agora um inimigo dela e sobretudo de forma tão mesquinha, tão baixa. Quais são os meios de defesa dos cidadãos do "Eixo do Mal" frente a isso? Qual a utilidade do MSN para os órgãos oficiais desses Estados?&lt;br /&gt;Para um país que censura a internet de forma tão simbólica e prepotente, declarar-se uma democracia exemplar (e inclusive enfrentar guerras em nome dela) é o cúmulo da futilidade e da disconexão entre a ideologia e a prática. Sem dúvida, isso é um bombardeio aos princípios liberais que permeiam os Estados Unidos desde a sua independência!&lt;br /&gt;&lt;div style="background: transparent url(chrome://dogears/skin/dogears-bg.png) no-repeat scroll left top; left: 173px; top: 303px; width: 32px; height: 21px; padding-top: 14px; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; color: rgb(0, 0, 0); z-index: 55555; cursor: default; position: absolute; font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-weight: bold; text-align: center; opacity: 0.8;" class="dogear-y5" id="dogear-y5-1"&gt;1&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-4079225127109823791?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/FJj8xw6NETg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/FJj8xw6NETg/bombardearam-estatua-da-liberdade.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/05/bombardearam-estatua-da-liberdade.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-6217434486148652447</guid><pubDate>Tue, 12 May 2009 17:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-25T03:19:47.266-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">França</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">guerra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">relações internacionais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Napoleão</category><title>De Napoleão a Metternich</title><description>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma análise das Guerras Napoleônicas e de suas conseqüências traduzidas no cenário mundial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Guerras Napoleônicas consagraram um personagem lendário, que povoa inúmeras mentes e prateleiras de bibliotecas, no entanto, mais do que isso, elas marcaram o ponto inicial do mundo moderno, foram responsáveis pelo estabelecimento do moderno sistema de Estados, da difusão do liberalismo e da criação do sentimento nacionalista, que atualmente nos é tão corriqueiro.&lt;br /&gt;Para o pleno entendimento dessas que foram as primeiras guerras do século XIX, faz-se necessário a compreensão de dois aspectos: a) a primordial necessidade francesa de se entrincheirar em meio a “repúblicas irmãs” de modo a conter os muitos contra-revolucionários; b) a ambição pessoal do jovem militar francês Napoleão Bonaparte, o qual almejava (e de fato conseguiu) ultrapassar o projeto expansionista de Carlos Magno.&lt;br /&gt;A iniciação política do Napoleão está intrinsecamente ligada à sua esplêndida campanha militar na Itália, mas, sobretudo à necessidade burguesa de um tenaz mantenedor das conquistas revolucionárias favoráveis a esta classe. Seu trabalho seria o de “repor a ordem social no lugar do caos inseparável das revoluções” e seu êxito foi muito além dessas demandas iniciais, foi além até mesmo das “fronteiras naturais” francesas, como veremos a seguir.&lt;br /&gt;Quanto às demandas iniciais da burguesia e também do povo francês, o “filho pródigo” da Revolução (título devido às habilidades militares e ao conhecimento filosófico advindo de obras iluministas) restabeleceu a paz no plano interno e externo através do combate ao extremismo político na França, de uma Concordata com o papa Pio VII e de sucessivas vitórias e alianças no plano continental europeu.&lt;br /&gt;Já no quesito expansão territorial Napoleão empreendeu quantas guerras foram possíveis e necessárias para a construção do Império Francês, que melhor se denomina Império Napoleônico. Na escalada política de coronel a imperador, Napoleão protagonizou em nome do seu Estado batalhas contra diversas coalizões inimigas (sendo estas lideradas invariavelmente pela Inglaterra) e subjugou tanto Estados contra-revolucionários quanto simpatizantes da Revolução Francesa.&lt;br /&gt;No entanto, a ocupação de países europeus, como Espanha, Itália, Suíça e Holanda, além do estabelecimento de alianças com a Áustria e Rússia, não eram feitos definidos exclusivamente por um único personagem. Para a realização de tais feitos, Napoleão precisou introduzir no âmbito das relações de poder noções de liberalismo e também precisou insuflar o conceito de nação.&lt;br /&gt;O conceito de nação foi útil na formação do Grande Exército francês, que contava principalmente com o entusiasmo dos combatentes (inicialmente) voluntários. A exacerbação do nacionalismo criou uma massa que desejava lutar pelo seu povo, pela causa nacional, e instaurou, de fato, o espírito da Revolução no âmago do exército, o qual disseminou tal sentimento por toda a Europa.&lt;br /&gt;O liberalismo proposto para as relações de poder condizia com o ideal da manutenção da coesão no Império Francês. Apesar de os líderes dos Estados ocupados por Napoleão serem nomeados diretamente por este, esses Estados eram regulados pelo Código Civil napoleônico, o qual preconizava o liberalismo econômico, em primeira instância, e a manutenção das liberdades individuais. Tal fato é crucial para o entendimento do predomínio francês sobre vários países por mais de vinte anos.&lt;br /&gt;Tendo-se em vista tais mudanças sociais proporcionadas pela política expansionista napoleônica, não é impossível imaginar as dificuldades com que as potências contra-revolucionárias se defrontaram quando do fim da Batalha de Waterloo. O G-5 do período (Inglaterra, Rússia, França, Áustria e Prússia) se reuniu no Congresso de Viena em 1815 e criou as bases para uma paz duradoura na Europa sob a égide do Antigo Regime. Era como se a História pudesse retroceder como um filme. Ledo engano!&lt;br /&gt;Os soberanos destronados pela guerra ou pela Revolução, agora congregados em Viena, urgiam pelo restabelecimento das fronteiras européias do período pré-1789 e pela restauração do poder político dinástico legítimo, viabilizando assim a paz e a retomada do feudalismo. A manutenção desse estado de coisas “idealizado” mostrou-se frágil, fragilidade exposta pelas subseqüentes revoltas liberais localizadas, mas muito eficaz na pacificação européia no período de 1815-1914.&lt;br /&gt;Ademais, o príncipe Metternich foi um importante nome do Congresso, primeiramente pelo fato de ser o anfitrião do encontro, e ainda por ser um hábil diplomata. No entanto, sua grande contribuição às relações internacionais está identificada com a fugaz retomada do ideário da balança de poder como pré-requisito para a paz propugnada, fundamentando, portanto, o atual sistema de estados.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Meu segundo trabalho da faculdade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-6217434486148652447?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/FxPV1GB3G8M" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/FxPV1GB3G8M/de-napoleao-metternich.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/05/de-napoleao-metternich.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-6797743129966893035</guid><pubDate>Tue, 05 May 2009 04:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-04T21:58:52.866-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Irã</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">segurança internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">economia internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">nuclear</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">energia</category><title>O destino é a gente que faz: a questão das armas nucleares</title><description>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;em&gt;"O medo do destino é um fenômeno muito compreensível, devido aos incalculáveis, desmedidos e desconhecidos perigos que encerra. A perpétua hesitação do neurótico em assumir a vida explica-se facilmente pelo seu desejo de ficar de fora, de não se envolver na perigosa luta pela existência. Mas quem quer que se recuse a experimentar a vida sufoca o seu desejo de viver - por outras palavras, comete um suicídio parcial".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carl Gustav Jung&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 180pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Há exatamente um mês atrás Obama fez um discurso na capital da República Tcheca, Praga, sobre o desarmamento nuclear. Falou sobre o desejo americano de extinguir o arsenal nuclear existente, sobre a correlação entre paz e progresso e ainda sobre a esperança, assunto que tanto tem a ver com o povo que promoveu a Revolução de Veludo no fatídico ano de 1968.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Depois de 41 anos do movimento pacífico contra a potência oriental da Guerra Fria, um renovado público assiste em Praga ao primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos conclamando os governantes e a população mundial para a luta em prol do desarmamento nuclear e dizendo que para isso "nós temos que ignorar as vozes que nos dizem que o mundo não pode mudar". Ele se afasta do fatalismo dos que já cristalizaram as suas idéias e propugna a esperança dos jovens que fizeram história em 68. Num tom ora objetivo ora sentimental, Obama impressionou a mim e com certeza a toda platéia Tcheca.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    "Sim, nós podemos" mudar a realidade que nos cerca e a que está por vir. Segundo o presidente, nós tanto podemos quanto devemos fazê-lo, seja através da cooperação ou da coerção internacional, até porque a simples existência de armas nucleares já supõe a possibilidade de um ataque nuclear. Ele tem em mente o tempo que se fará necessário para a modificação dessa realidade e também já pensou nos seus primeiros passos em direção a esse objetivo, dentre os quais figuram: a criação de um grupo efetivamente compromissado com a não-proliferação de armas nucleares com punição para os membros que descumprirem as regras acordadas, a cooperação global na área de energia nuclear para fins pacíficos, a estrita regulamentação em nível internacional da produção e comercialização dos produtos vinculados à produção de bombas nucleares, a redução gradativa dos arsenais nucleares e, por fim, a institucionalização de uma espécie de fórum global a respeito do assunto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Apesar de toda a empolgação que esse discurso me causou, ainda acho que ele faça parte de uma grande estratégia americana para conter o Irã, a qual nada tem de utópica e romântica. A política externa americana do pós 11 de setembro aponta claramente para a questão do Irã enquanto uma ameaça à paz tanto dos EUA quanto dos seus aliados europeus ou em Israel. Nesse contexto ocorreu o avanço da barreira antimísseis da OTAN, a invasão e tomada do Iraque e também do Afeganistão (países fronteiriços com o Irã), o não-restabelecimento das relações diplomáticas com esse país e, para mim, até mesmo o respeito pela Rússia e a não-intervenção nas suas questões indicam que o ponto focal da política externa americana é a antiga Pérsia, o país com a segunda maior reserva de gás natural do mundo e que, por questões meramente geográficas, detêm o controle do &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/01/07/saiba_mais_estreito_de_ormuz_ira_e_o_risco_para_o_petroleo_1141842.html"&gt;Estreito de Ormuz&lt;/a&gt;, por onde passa mais da metade de todo o petróleo comercializado no mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cMKzm1y8iAk&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cMKzm1y8iAk&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;    &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-6797743129966893035?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/GcbPrTDed5g" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/GcbPrTDed5g/o-destino-e-gente-que-faz-questao-das.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/05/o-destino-e-gente-que-faz-questao-das.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-7038295474698842378</guid><pubDate>Sun, 26 Apr 2009 14:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-26T07:55:25.743-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">desigualdade social</category><title>Cada país tem sua miopia</title><description>&lt;div class="maintext"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Por quanto tempo mais vamos achar normal viver num país com poucos privilegiados?&lt;/span&gt;                       &lt;div id="content_hidden" style="display: none;"&gt;        &lt;p&gt;O Brasil é um país míope. Ou talvez seja estrábico, não sei bem, não sou oftalmologista. O que sei, sem um cílio de dúvida, é que o Brasil tem algum defeito na vista. Tem coisas que, por mais que se apertem os olhos, ninguém enxerga. Fica lá o elefante, no meio da sala, trombando na cristaleira, melancia pendurada no pescoço, uma banda militar tocando marchinha nas costas dele, e ninguém nem percebe. Elefante, que elefante? Não tem nada aqui não.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[img1]E espera lá. Nem comece a me acusar de traição da pátria. ¿Ah, o sujeito vai morar na Califórnia e já vem olhando torto para nós que ficamos aqui trabalhando¿, você pode estar pensando. Não, nada disso. Eu estou é morrendo de saudade de vocês. E não estou aqui dizendo que o Brasil seja pior que o resto. O Brasil é míope (ou estrábico) mas não sei de país nenhum no mapa-múndi que esteja livre de algum problema na vista. Cada povo tem seus pontos cegos: aqueles defeitos horripilantes que ninguém vê, por mais que olhe. O que não significa que não devamos corrigir os nossos. Já ouviu falar em óculos?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos maiores defeitos desse país é o jeito suicida e cruel pelo qual organizamos todo nosso sistema de educação. Vou resumir para você. Funciona assim: se você for rico, paga por uma escola boa no ensino fundamental; se for pobre, vai de graça para uma escola ruim. Aí, quando chega à faculdade, inverte. Os ricos têm faculdade boa de graça. Os pobres têm que pagar bem caro por uma faculdade ruim. Aí você reclama desse absurdo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim não está certo. Vamos resolver. Que tal se os ricos, aqueles que podem, pagassem pela universidade? Vixe. Fala isso para ver o que acontece contigo. O país inteiro se mobiliza para defender o privilégio. Até o movimento estudantil, que teoricamente deveria estar interessado em democratizar a educação, em tornar as coisas mais justas, vai acusar você de querer ¿privatizar a educação¿. E assim a discussão fica paralisada, nada pode mudar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aí você vai olhar para a polícia brasileira. Implacável, violenta, assassina com os pobres. Submissa e corrupta com os ricos. E olha agora para a Justiça. Advogados no Brasil nem português falam. Falam uma outra língua, pontuada por palavras em latim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma língua que os ricos entendem, e os pobres ficam boiando. Olha então para a imprensa brasileira: elitista, preconceituosa (quantos negros você viu em capas da revista ultimamente?), com mania de falar difícil para ser entendida só por meia dúzia. E a academia, a ¿intelectualidade¿, cheia de jargões, de termos incompreensíveis, de teses escritas para serem entendidas por quatro pessoas? E o governo? Complicado, burocrático, só funciona se você conhecer alguém que conhece alguém.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para resumir: por quanto tempo mais a gente vai achar que é normal viver num país com poucos privilegiados e um caminhão de gente pisoteada? Por quanto tempo mais a gente vai fi ngir que não está enxergando?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Denis Russo Burgierman é jornalista e tem 1,5 grau de miopia. Mas usa óculos para corrigir. mundolivre@abril.com.br.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;       &lt;/div&gt;               &lt;p&gt;O Brasil é um país míope. Ou talvez seja estrábico, não sei bem, não sou oftalmologista. O que sei, sem um cílio de dúvida, é que o Brasil tem algum defeito na vista. Tem coisas que, por mais que se apertem os olhos, ninguém enxerga. Fica lá o elefante, no meio da sala, trombando na cristaleira, melancia pendurada no pescoço, uma banda militar tocando marchinha nas costas dele, e ninguém nem percebe. Elefante, que elefante? Não tem nada aqui não.&lt;/p&gt;E espera lá. Nem comece a me acusar de traição da pátria. "Ah, o sujeito vai morar na Califórnia e já vem olhando torto para nós que ficamos aqui trabalhando", você pode estar pensando. Não, nada disso. Eu estou é morrendo de saudade de vocês. E não estou aqui dizendo que o Brasil seja pior que o resto. O Brasil é míope (ou estrábico) mas não sei de país nenhum no mapa-múndi que esteja livre de algum problema na vista. Cada povo tem seus pontos cegos: aqueles defeitos horripilantes que ninguém vê, por mais que olhe. O que não significa que não devamos corrigir os nossos. Já ouviu falar em óculos?&lt;p&gt;Um dos maiores defeitos desse país é o jeito suicida e cruel pelo qual organizamos todo nosso sistema de educação. Vou resumir para você. Funciona assim: se você for rico, paga por uma escola boa no ensino fundamental; se for pobre, vai de graça para uma escola ruim. Aí, quando chega à faculdade, inverte. Os ricos têm faculdade boa de graça. Os pobres têm que pagar bem caro por uma faculdade ruim. Aí você reclama desse absurdo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim não está certo. Vamos resolver. Que tal se os ricos, aqueles que podem, pagassem pela universidade? Vixe. Fala isso para ver o que acontece contigo. O país inteiro se mobiliza para defender o privilégio. Até o movimento estudantil, que teoricamente deveria estar interessado em democratizar a educação, em tornar as coisas mais justas, vai acusar você de querer "privatizar a educação". E assim a discussão fica paralisada, nada pode mudar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aí você vai olhar para a polícia brasileira. Implacável, violenta, assassina com os pobres. Submissa e corrupta com os ricos. E olha agora para a Justiça. Advogados no Brasil nem português falam. Falam uma outra língua, pontuada por palavras em latim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma língua que os ricos entendem, e os pobres ficam boiando. Olha então para a imprensa brasileira: elitista, preconceituosa (quantos negros você viu em capas da revista ultimamente?), com mania de falar difícil para ser entendida só por meia dúzia. E a academia, a ¿intelectualidade¿, cheia de jargões, de termos incompreensíveis, de teses escritas para serem entendidas por quatro pessoas? E o governo? Complicado, burocrático, só funciona se você conhecer alguém que conhece alguém.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para resumir: por quanto tempo mais a gente vai achar que é normal viver num país com poucos privilegiados e um caminhão de gente pisoteada? Por quanto tempo mais a gente vai fi ngir que não está enxergando?&lt;/p&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;por Denis Russo Burgierman&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; em &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-style: italic; font-weight: normal;" class="ativo"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong style="font-style: italic; font-weight: normal;" class="ativo"&gt;&lt;a href="http://vidasimples.abril.com.br/" class="verde" target="_blank"&gt;Revista Vida Simples - 06/2008&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-7038295474698842378?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/ofn7GrN_Sb4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/ofn7GrN_Sb4/cada-pais-tem-sua-miopia.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/04/cada-pais-tem-sua-miopia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2713278053548930454.post-7688320518503123946</guid><pubDate>Thu, 23 Apr 2009 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-23T08:19:52.225-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Israel</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tecnologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">energia</category><title>Empresa israelense quer transformar tráfego em fonte de energia</title><description>Equipamento produz eletricidade com a pressão dos pneus dos veículos.&lt;br /&gt;Para isso, geradores devem ficar embaixo das rodovias e trilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova companhia israelense do setor de energia quer transformar o tráfego da hora do rush em fonte de eletricidade. A Innowattech, companhia de energia afiliada ao Instituto de Tecnologia Technion de Israel, informou que geradores especiais instalados embaixo das rodovias, estradas de ferro e trilhos podem armazenar energia suficiente dos veículos que transitam nas vias para produzir eletricidade em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os geradores contêm material que produz eletricidade mediante a aplicação de força mecânica, como a pressão dos pneus dos carros de passagem. O processo, conhecido como piezeletricidade, tem sido usado há anos em pequena escala, incluindo aparelhos como churrasqueiras e pisos de danceterias que acendem a cada passo.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SfCDilt6XiI/AAAAAAAAAMw/w0goS__ZCN8/s1600-h/caminha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 474px; height: 337px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SfCDilt6XiI/AAAAAAAAAMw/w0goS__ZCN8/s320/caminha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327902989442768418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uri Amit, presidente da Innowattech, afirmou que a tecnologia da companhia será a maior aplicação de piezelétrica até agora, com uma única faixa de um quilômetro de estrada fornecendo até 100 quilowatts de eletricidade, energia suficiente para abastecer cerca de 40 casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia tem suas limitações, já que pode coletar um fluxo estável de eletricidade somente de estradas e trilhos agitados. Mas Amit disse que, em todo caso, o pico de demanda energética da manhã e da noite coincide com tráfego pesado do começo e do final de um dia útil. "Nós podemos produzir eletricidade em qualquer lugar onde haja uma estrada agitada usando energia que normalmente é desperdiçada", explicou Amit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acrescentou que o primeiro programa piloto deve começar nos próximos meses em uma faixa de 30 metros de uma rodovia fora de Tel Aviv, e que projetos similares de âmbito internacional podem surgir em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efstathios Meletis, presidente do Departamento de Engenharia e Ciência de Materiais da Universidade do Texas, em Arlington, afirmou que a tecnologia da Innowattech era "uma ideia que teoricamente poderia executada". Mas problemas, disse ele, podem surgir na implementação e coordenação necessárias para enterrar os geradores nas vastas rodovias e trilhos ferroviários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trabalho na&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;s estradas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos obstáculos foi encontrar um modo de acondicionar os geradores para que sejam eficazes quando enterrados nas estradas. O cientista-chefe da companhia, Eugeny Harash, desenvolveu um recipiente que age como asfalto. Os geradores são então colocados na rodovia durante trabalhos de manutenção programados em 30 centímetros quadrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os asfalto é elástico e a pressão de cada pneu é apanhada pelo gerador, que é enterrado a cerca de 3 centímetros abaixo da superfície da estrada", disse Harash. "Os motoristas nem mesmo sentirão uma diferença". O material piezelétrico dura pelo menos 30 anos, bem mais do que a maioria das rodovias, completou ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A companhia informou que a meta do custo de geração é de US$ 0,03 a US$ 0,10 centavos por quilowatt/hora, dependendo da intensidade do tráfego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Extraído de &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1036862-6174,00.html"&gt;G1.com.br.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.innowattech.co.il/swf/ipt.htm"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SfCGRtZ1CKI/AAAAAAAAAM4/0sqnjKcxKHI/s400/inova.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327905997983123618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique na imagem para assistir ao vídeo explicativo desse sistema de geração de energia limpa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2713278053548930454-7688320518503123946?l=www.pauloguerra.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pauloguerra/~4/BtcVYaIejgA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/pauloguerra/~3/BtcVYaIejgA/empresa-israelense-quer-transformar.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Guerra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_SplU4plLrD8/SfCDilt6XiI/AAAAAAAAAMw/w0goS__ZCN8/s72-c/caminha.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.pauloguerra.com/2009/04/empresa-israelense-quer-transformar.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>
