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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><title>Pensamenteando</title><link>http://pensamenteando.com</link><description>Um blog sobre pensamentos.</description><language>pt-br</language><image><link>http://pensamenteando.com</link><url>http://www.gravatar.com/blavatar/3e3febaf927a572710ea06ac5ab69d71?s=96&amp;d=http://s.wordpress.com/i/buttonw-com.png</url><title>Pensamenteando</title></image><lastBuildDate>Thu, 12 Nov 2009 12:37:49 PST</lastBuildDate><generator>http://wordpress.com/</generator><sy:updatePeriod xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/">hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/">1</sy:updateFrequency><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/pensamenteando" type="application/rss+xml" /><feedburner:emailServiceId>pensamenteando</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item><title>eReaders: guarde seus dinheiros, 2010 será o ano deles</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/pensamenteando/~3/Y0wYKF30cHQ/</link><category>Livros</category><category>Mundo</category><category>Observando</category><category>Web Culture</category><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Jacqueline Lafloufa</dc:creator><pubDate>Thu, 12 Nov 2009 12:37:49 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://pensamenteando.com/?p=910</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Preparem-se, leitores que curtem tecnologia: 2010 tem fortes tendências para ser o ano dos eReaders.</p>
<p style="text-align:justify;">É curioso, mas o ritmo da popularização da idéia de livros &#8220;digitais&#8221; e de dispositivos capazes de ler esses eBooks tem de tudo para ser bem semelhante à popularização do iPod.</p>
<p style="text-align:justify;">Lá pelos idos de 1998 já existiam mp3 players circulando, criações ainda consideradas sem utilidade ou que não vingariam, em especial pelas questões de direitos autorais das músicas em formato mp3. Quando 2001 chegou, o tio Steve Jobs mostrou ao mundo o incrível aparelho mp3 da Apple, com um design diferente, bonito e elegante. Até aí, tava no mesmo patamar dos Xing Lings: interessante, mas pouca gente tinha um na mão. Mas Jobs teve uma ideia melhor: em 2003 ele lançou a iTunes Store, loja especializada em vender arquivos de música em um formato específico para os iPods, de forma juridicamente legal, e a um precinho camarada. Resultado? Um boom de iPods pululando em mãos norte-americanas.</p>
<p style="text-align:justify;">Relacionando o passado com o presente, é a partir do mesmo raciocínio que a Amazon lançou o Kindle. Se já existiam eReaders antes? Claro. Em 2005 a Sony já apresentava o<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Libri%C3%A9"> Sony Librié</a>, que veio sendo atualizado e melhorado desde então. Mas a grande sacada da Amazon foi oferecer o dispositivo de leitura junto com &#8220;o quê&#8221; se ler. De novo, é o mesmo raciocínio de Steve Jobs em 2003: oferecer o leitor de eBooks e os eBooks é oferecer ao leitor a faca e o  queijo. E cobrar pelos dois.</p>
<div id="attachment_913" class="wp-caption alignright" style="width: 143px"><a href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/11/442px-kindle_dx_front.jpg"><img class="size-medium wp-image-913   " style="margin:0;" title="442px-Kindle_DX_Front" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/11/442px-kindle_dx_front.jpg?w=133&#038;h=180" alt="Kindle: a sacada da Amazon de oferecer os eBooks e um dispositivo leitor" width="133" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Kindle, da Amazon.</p></div>
<p style="text-align:justify;">A minha previsão &#8220;mãe Diná style&#8221; sobre 2010, entretanto, é baseada apenas em instintos e análise de notícias. Desde 2007, o Kindle vem sendo melhorado,  barateado, suas funções tem sido expandidas e algumas taxas simplesmente sumiram. Se você foi um dos que olhou babando para o eReader da Amazon em 2007, você há de se lembrar que existia uma taxa para conversão de documentos e pdfs para o formato de leitura do Kindle, e que o acesso a internet era limitado, além do funcionamento estar restrito ao território do Tio Sam.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, ele já é apresentado como um dispositivo internacional, que permite a conversão gratuita de documentos para o formato do leitor de eBooks, e seu preço diminuiu significativamente. Isso porque a Amazon sabe que o seu lucro não virá do Kindle, mas das centenas de livros que serão adquiridos em sua loja por pessoas de todo o mundo. A distribuição será super facilitada, já que não haverá frete, e a entrega é praticamente instantânea no mundo todo.</p>
<p style="text-align:justify;">Além do Kindle, outros eReaders aparecem no cenário, gerando a melhor coisa  possível para nós, clientes: concorrência. Recentemente a Barnes &amp; Noble lançou o Nook, eReader da famosa rede de livrarias. Novamente, o lançamento do dispositivo vem atrelado a uma infinidade de títulos publicados pela B&amp;N que  poderão ser comprados a partir do dispositivo. Além disso, a B&amp;N ofereceu alguns mimos a mais em relação ao Kindle, como acesso Wi-Fi gratuito nas lojas da rede, empréstimo de livros entre dispositivos, amostras de livros e uma boa variedade de capinhas para os Nooks.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:justify;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/11/nookpanel_0.jpg"><img class="size-full wp-image-914 " title="Nookpanel_0" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/11/nookpanel_0.jpg?w=351&#038;h=157" alt="Nookpanel_0" width="351" height="157" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Nook, da Barnes &amp; Noble: aproveitando a onda</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Também existem<a href="http://editoraplus.org/primeiro-e-reader-nacional-previsto-para-junho-de-2010/"> iniciativas nacionais</a>, de eReaders brasileiros que tem diversas das funcionalidades encontradas nos produtos internacionais. Claro que a tecnologia é diferente, e o custo em reais ainda é incerto. Mas só o fato de existir a intenção de fabricar um dispositivo desses em terras tupiniquins já mostra que existe muita esperança neste ramo de negócios &#8220;livrescos&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto, guarde seu rico dinheirinho e contenha a sua vontade. Comprar qualquer destes dispositivos em curto prazo significa pagar caro por algo que ainda precisa de muitos aparos de arestas. Além disso, 2010 tem fortes chances de ser o ano da popularização dos leitores de eBooks, e devem surgir versões melhores e mais baratas durante o ano.</p>
<p style="text-align:justify;">Só é preciso torcer para que as questões de autoria dos livros sejam mais facilmente contornadas do que as questões relativas ao mp3, que perduram até hoje.</p>
Posted in Livros, Mundo, Observando, Web Culture  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/910/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/910/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/910/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/910/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/910/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/910/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/910/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/910/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/910/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/910/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&blog=105797&post=910&subd=jacquelinelafloufa&ref=&feed=1" /></div><div class="feedflare">
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</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pensamenteando/~4/Y0wYKF30cHQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded><description>Preparem-se, leitores que curtem tecnologia: 2010 tem fortes tendências para ser o ano dos eReaders.
É curioso, mas o ritmo da popularização da idéia de livros &amp;#8220;digitais&amp;#8221; e de dispositivos capazes de ler esses eBooks tem de tudo para ser bem semelhante à popularização do iPod.
Lá pelos idos de 1998 já existiam mp3 players circulando, criações [...]&lt;img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&amp;blog=105797&amp;post=910&amp;subd=jacquelinelafloufa&amp;ref=&amp;feed=1" /&gt;</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://pensamenteando.com/2009/11/12/ereaders-guarde-seus-dinheiros-2010-sera-o-ano-deles/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">0</slash:comments><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.gravatar.com/avatar/914497e8631cda237a34b7d5312fa1fb?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G" medium="image">
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<p style="text-align:center;"><a title="gettyimages" href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/09/78489203.jpg"><img class="size-full wp-image-904 aligncenter" style="border:0 none;" title="GettyImages" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/09/78489203.jpg?w=500&#038;h=332" alt="from GettyImages" width="500" height="332" /></a></p>
<p>Lá também estarão reunidos livreiros de todo o país para conversar sobre livros, dar dicas de leitura, sugestões, enfim, disponíveis para uma verdadeira consultoria literária, além da presença de uma grande personalidade da literatura brasileira na área dos sofás para aquela conversinha sobre livros.</p>
<p>E mais: a estante gigante está aberta para a troca de livros! Funciona assim: você leva um livro que você já leu para colocar na estante e troca por qualquer outro que já esteja ali. O limite de troca é de 10 livros por pessoa, mas isso já dá pra uns bons meses de leitura, não é mesmo?</p>
<p>No final da Bienal, os livros que ficarem na estante gigante serão doados para uma instituição ou comunidade que será indicada pelos próprios visitantes do stand.</p>
<p>Tá esperando o quê? Corre lá para aproveitar!</p>
<p><strong>XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro</strong><br />
de 10 a 20 de setembro de 2009 no Riocentro<br />
Av. Salvador Allende, nº 6555 &#8211; Barra da Tijuca</p>
<p><strong>O stand da Estante Virtual é o R20, no Pavilhão Verde</strong></p>
<p>Ingressos a R$12 a inteira e R$6 a meia<br />
Mais informações <a href="http://www.bienaldolivro.com.br/conteudo.aspx?pP=12&amp;pO=17&amp;pM=16">no site da Bienal</a></p>
Posted in Brasil, Dica, Iniciativa, Livros  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/903/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&blog=105797&post=903&subd=jacquelinelafloufa&ref=&feed=1" /></div><div class="feedflare">
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</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pensamenteando/~4/F5x6P_UC5XU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded><description>Já pensou se deparar com uma estante enorme, de 4 metros de altura por 5 metros de largura, e poder trocar os seus livros usados por outros? Pois pare de imaginar e vá conferir, porque a Estante Virtual se &amp;#8220;materializou&amp;#8221; na 14ª Bienal Intenacional do Livro do Rio de Janeiro com essa e-nor-me estante para [...]&lt;img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&amp;blog=105797&amp;post=903&amp;subd=jacquelinelafloufa&amp;ref=&amp;feed=1" /&gt;</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://pensamenteando.com/2009/09/13/troque-seus-livros-na-estante-virtual-no-rio-de-janeiro/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">2</slash:comments><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.gravatar.com/avatar/914497e8631cda237a34b7d5312fa1fb?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G" medium="image">
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<p>Um dos maiores aprendizados que faltam hoje em dia é o saber lidar com o &#8220;não saber&#8221;. Ao se perceber ignorando um determinado assunto, muitas pessoas entram em pânico e acabam tendo decisões extremadas: ou saem para conseguir todos os livros acerca do tal assunto que não conhecem, ou desistem, pensando &#8216;isso é muito complicado pra mim&#8217;.</p>
<p>A simples consciência sincera de não saber sobre algo, em princípio, já é um conhecimento. Parece absurdo, mas delimitar as &#8220;fronteiras&#8221; do próprio conhecimento evidencia o saber individual. Por isso, não saber não é motivo de pânico, e sim uma questão de demarcar limites.</p>
<p><a href="http://www.gettyimages.com/detail/80488340/Image-Sourceg"><img class="alignleft size-medium wp-image-894" style="margin:5px;" title="80488340" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/09/80488340.jpg?w=300&#038;h=200" alt="80488340" width="300" height="200" /></a>E a verdade é que o  <a href="http://pensamenteando.com/2009/08/03/marzao-digital/">mundo tá atolado de informações, e você provavelmente não vai ter tempo de consumir boa parte delas</a>, fato.  E não dá pra entrar em desespero todos os dias.  Mas, ainda assim, é possível conhecer e se inteirar sobre os assuntos sem, contudo, precisar estar em cima do lance o tempo todo. E é  disso que fala Pierre Bayard em seu livro &#8220;Como falar dos livros que não lemos&#8221;.</p>
<p>Professor de literatura francesa da Universidade de Paris, Bayard liberta aqueles que se sentiam contraventores das convenções acadêmicas ao falar sobre algo que não leram por completo. Segundo o professor francês, muitas vezes não é necessário ler um livro completamente para poder falar dele. Tanto porque, com o volume de publicações anuais, seria humanamente impossível ler todos os livros dos quais temos que falar em algum momento da vida. Bayard afirma que mais do que ler todas as páginas, é preciso saber contextualizar a obra, relacioná-la com outras, interpretá-la segundo critérios pessoais, enfim, conhecê-la e não apenas consumir parágrafos.</p>
<p>Apesar de poder ser mal vista por críticos literários e acadêmicos, que tem suas profissões baseadas no saber sobre livros, a obra do professor francês lembra que o que faz um bom crítico literário é experiência de vida que faz com que ele possa distinguir rapidamente um bom livro de um mau livro. Ele relembra uma citação atribuida a Oscar Wilde, que dizia que apenas 6 minutos de leitura bastavam para julgar um livro como bom ou ruim.</p>
<p>O principal mérito do Bayard em &#8220;Como falar dos livros que não lemos&#8221; é desmistificar o pré-suposto de que para falar sobre livros é preciso ser um especialista, com anos de prática e pesquisa, além de milhares de &#8220;livros-lidos&#8221; no currículo. Pouco vale uma estante lotada de títulos se não se não existe a capacidade de interpretá-los e relacioná-los entre sí. Afinal, um dos motivos de lermos tanto é ter bagagem para entender outros tantos livros.</p>
<p>O autor também ressalta que a interpretação literária depende de muitos fatores, como o repertório individual e a cultura na qual o indivíduo se desenvolveu, e nenhuma delas estará errada se houver uma boa argumentação. Boa argumentação, aliás, é o que não falta ao professor francês, além do bom uso de analogias e exemplos literários para elucidar seus pontos: ao falar sobre um determinado argumento, Bayard ilustra a situação usando obras literárias, personagens cinematográficos e situações cotidianas, o que torna o livro ainda mais rico e interessante.</p>
<p>Leitura recomendada, em especial para os universitário da área de humanas, potenciais alvos da síndrome neurótica da ignorância.</p>
<p><a href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/09/como_falar_div.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-896" title="como_falar_div" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/09/como_falar_div.jpg?w=116&#038;h=158" alt="como_falar_div" width="116" height="158" /></a><strong>Como falar dos livros que não lemos</strong><br />
Pierre Bayard<br />
<a href="http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/1520">Editora Objetiva</a></p>
<p>208 páginas</p>
<p>R$32,90</p>
Posted in Discussão, Livros, Opinião, Resenhando Tagged: como falar dos livros que não lemos, conhecimento, excesso de informação, Livros, pierre bayard, resenha, saber <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/890/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&blog=105797&post=890&subd=jacquelinelafloufa&ref=&feed=1" /></div><div class="feedflare">
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</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pensamenteando/~4/uFRXM8AYfT4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded><description>A gente gosta sempre de culpar o excesso. &amp;#8220;São tantos links, tantos emails, tantas matérias, artigos, jornais, revistas, livros&amp;#8230;&amp;#8221; É, realmente, são muitos, mas o que também não ajuda nem um pouco é a  &amp;#8220;síndrome neurótica da ignorância&amp;#8221; que as pessoas desenvolvem, achando que não sabem o suficiente ou, pior!, que o vizinho sabe muito [...]&lt;img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&amp;blog=105797&amp;post=890&amp;subd=jacquelinelafloufa&amp;ref=&amp;feed=1" /&gt;</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://pensamenteando.com/2009/09/08/como-falar-sobre-o-que-voce-nao-leu/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">4</slash:comments><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.gravatar.com/avatar/914497e8631cda237a34b7d5312fa1fb?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G" medium="image">
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<p>O cidadão ia lá, criava uma página com um determinado conteúdo e esperava que quem buscasse no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cad%C3%AA%3F">Cadê?</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yahoo!">Yahoo </a>ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Altavista">AltaVista</a> fosse parar ali. Achar esse conteúdo, entretanto, era uma questão de sorte, já que as buscas não eram tão relevantes quanto são hoje, e muitos dos melhores links recebíamos dos amigos.</p>
<p>Daí surgiu o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Google">Google</a>, e no sétimo dia ninguém mais usava o Cadê.</p>
<p>Ele era mais relevante,  rápido e clean. Provavelmente foi a partir dele que a maioria das pessoas descobriu os blogs, amplamente conhecidos na época como diários virtuais. Mas acima de serem diários virtuais,  os blogs tornaram-se ferramentas práticas para publicar qualquer tipo de conteúdo de forma simples, já que os editores <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/WYSIWYG">WYSIWYG </a>eram mais usáveis do que atualizar um documento html. Com o tempo, ao invés de diários, os blogs passaram a ser reconhecidos como plataformas de publicação, que se tornaram imensamente populares, ajudando a aumentar ainda mais aquele já enorme número de informações disponíveis na web. Haja Google pra indexar tudo isso.</p>
<p><a href="../files/2009/08/godgoogle.png"><img style="border:0 none;" title="godgoogle" src="../files/2009/08/godgoogle.png" alt="godgoogle" width="371" height="212" /></a></p>
<p>E nesses tempos onde &#8216;todo mundo pode ter voz&#8217;  somos cada vez mais bombardeados por informações, em uma velocidade e volume jamais vistos antes. Obviamente, é impossível absorver todos esses dados, e é aí que começam os problemas. De que adianta ter um mar de informação disponível se não há tempo para &#8216;consumir&#8217; tudo?  Seria o mesmo que assinar dois jornais diferentes e três revistas e querer ler tudo de cabo a rabo: não tem como.</p>
<p>Assim, pela simples impossibilidade de consumir toda a informação disponível estamos nos tornamos seres cada vez mais &#8220;filtradores&#8221;.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/08/sb_glasses.png"><img class="alignnone size-full wp-image-870" style="border:0 none;" title="SB_glasses" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/08/sb_glasses.png?w=197&#038;h=203" alt="SB_glasses" width="197" height="203" /></a><br />
<em>Os &#8216;Bob Esponjas&#8217; Digitais: filtrando conteúdo</em></p>
<p>Cada um vai aprendendo, ao seu modo, a melhor forma de selecionar as informações. Isso já funcionava desde os jornais, quando se escolhia qual matéria ler por completo ou apenas a manchete. Com a popularização dos meios de comunicação, esse processo de seleção passou a ser mais automatizado, com o uso de palavras-chave, assuntos ou a partir do que outras pessoas selecionaram para compartilhar. É como se virássemos bots, varrendo rapidamente textos em busca de algo interessante.</p>
<p>A criação e adaptação de métodos pessoais de seleção de conteúdo permite que informações consideradas irrelevantes sejam evitadas e possibilita o desenvolvimento de um senso crítico aguçado e a limitação do número de informações que cada pessoa efetivamente &#8216;consome&#8217; para um valor razoável e absorvível. Entretanto, como consequência dessa necessidade de &#8217;selecionar para consumir&#8217;, muitas vezes informações importantes são perdidas no caminho. Às vezes isso acontece porque a seleção de cada um é feita por um sistema experimental &#8211; na base da tentativa e erro &#8211; e pode deixar muita coisa passar, ou pelo fato de algumas pessoas construírem métodos inflexíveis, que acabam gerando um &#8216;isolamento&#8217;, onde perde-se algo bom por não estar dentro do atual critério de seleção.</p>
<p>E é por isso que cada vez mais os sistemas de compartilhamento de informação crescem em popularidade. As pessoas estão criando o hábito de compartilhar o que leem e veem, e esse hábito tem sido valorizado por quem considera crucial estar por dentro, mas nem sempre tem tempo de filtrar as informações que lhe interessam.</p>
<p>É daí que surge o sucesso de serviços como o twitter, onde o que vale é seguir pessoas que façam filtragens relevantes para quem segue: além de manter contato com alguém interessante, também economiza-se o tempo que levaria pra selecionar as informações.</p>
<p><a rel="http://www.dontwasteyourtime.co.uk/twitter/the-future-of-twitter/" href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/08/colour-twitterprojection.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-879" title="colour-twitterprojection" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/08/colour-twitterprojection.gif?w=430&#038;h=307" alt="colour-twitterprojection" width="430" height="307" /></a></p>
<p>O número de informações disponíveis só tende a crescer, mas as horas do nosso dia serão sempre as mesmas. Compartilhar informações, fazer marcações, tentar ao máximo se organizar em torno de tags e categorias, followers, emails, links é a forma que essa geração que é soterrada de informações encontrou para tentar absorver e não enlouquecer.</p>
<p>Com o tempo e a experiência, os métodos pessoais de filtragem vão se aprimorando, de acordo com a situação. Quanto menos tempo disponível tivermos e quanto mais informações forem jogadas nesse marzão digital, mais exigente serão os métodos de filtragem. Seremos cada vez mais seletivos: seguiremos determinadas pessoas, teremos mais filtros em nossas caixas de email, leremos menos blogs, jornais ou notícias. Vamos dar bastante valor à seleção de pessoas relevantes em nosso meio.</p>
<p>E, principalmente, vai ser cada vez mais necessário ser <span style="text-decoration:underline;">efetivamente relevante</span> para chegar até nossos olhos e ouvidos.</p>
Posted in Discussão, Ferramentas, Internet, Observando, Opinião, Pessoal Tagged: compartilhar, excesso, filtragem digital, filtros, informação, relevância, twitter <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/848/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/848/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/848/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/848/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/848/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&blog=105797&post=848&subd=jacquelinelafloufa&ref=&feed=1" /></div><div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/pensamenteando?a=B7Z1sOpIMks:OXXDp-WyM0c:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/pensamenteando?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/pensamenteando?a=B7Z1sOpIMks:OXXDp-WyM0c:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/pensamenteando?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pensamenteando/~4/B7Z1sOpIMks" height="1" width="1"/>]]></content:encoded><description>Antes era o GeoCities.
O cidadão ia lá, criava uma página com um determinado conteúdo e esperava que quem buscasse no Cadê?, Yahoo ou AltaVista fosse parar ali. Achar esse conteúdo, entretanto, era uma questão de sorte, já que as buscas não eram tão relevantes quanto são hoje, e muitos dos melhores links recebíamos dos amigos.
Daí [...]&lt;img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&amp;blog=105797&amp;post=848&amp;subd=jacquelinelafloufa&amp;ref=&amp;feed=1" /&gt;</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://pensamenteando.com/2009/08/03/marzao-digital/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">6</slash:comments><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.gravatar.com/avatar/914497e8631cda237a34b7d5312fa1fb?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G" medium="image">
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<p style="text-align:center;"><a rel="http://www.gettyimages.com" href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/05/57640474.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-835" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" title="57640474" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/05/57640474.jpg?w=300&#038;h=199" alt="57640474" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Encontrar explicações plausíveis era tão difícil, tão complicado, que eu resolvi pesquisar por conta. Fui atrás de editoras famosas, procurei falar com o atendimento das mesmas e questionar porque o valor de venda dos livros é tão alto. Cheguei até mesmo a perguntar à editoras internacionais, com o intuito de fazer uma comparação &#8211; afinal, todo mundo já ouviu falar pelo menos uma vez na vida que &#8220;livros norte-americanos em paperback são muito mais baratos que as edições nacionais&#8221;. Mas foi tudo em vão, pouquíssimas delas responderam; algumas agradeceram o contato, outras me encaminharam a outros órgãos responsáveis (que também não responderam).  Fiquei decepcionada duas vezes, uma por não conseguir nenhum retorno satisfatório, outra por continuar com a minha dúvida.</p>
<p>Até que um dia, em um encontro despretensioso com o professor <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Franchetti">Paulo Franchetti</a>, presidente do conselho editorial e diretor-executivo da Editora da Unicamp, tive a oportunidade de conversar com ele sobre algumas questões editoriais que me intrigavam, e além de respostas, tive um interessante panorama do processo de edição e publicação de livros no Brasil, o que eu acho que vale muito a pena compartilhar.</p>
<p>Como todos sabemos, ser brasileiro, além de conhecer samba e carnaval, subentende também o entendimento de alguns outros conceitos como corrupção, miséria, desigualdade e livros caros. E como a gente acaba sempre culpando a pessoa errada, toda vez que pensamos em livros caros maldizemos as editoras, usando todo o nosso repertório: corruptas, aproveitadoras, blablablá. Acontece que a culpa, na verdade, é das LIVRARIAS. Sim, aquela bonita livraria, com café e internet, música ambiente e tudo o mais está extorquindo de você, cobrando caro pelos livros que, normalmente, custam METADE do que você pagou.  Eu explico: As livrarias não adquirem os livros, elas os vendem por consignação, ou seja, os livros ficam na estante e, quando vendidos, o valor do livro é revertido para a editora. Isso tudo com a pequeníssima margem de 100% de lucro em cada exemplar. Pode começar a pedir compulsivamente descontos nas livrarias, sem dor na consciência. Elas podem, e você não está, de forma alguma, fazendo com que tenham prejuízo.<a rel="http://www.gettyimages.com" href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/05/75461882.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-836" style="margin-left:10px;margin-right:10px;" title="75461882" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/05/75461882.jpg?w=250&#038;h=315" alt="75461882" width="250" height="315" /></a></p>
<p>E tem mais: além de terem 100% de lucro, as livrarias cobram aluguel da estante onde os livros vão ficar. E por centímetro. Avalie você o quanto deve custar para uma editora para manter um <a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.manhattanrarebooks-literature.com/images/Joyce%2520Ulysses%2520with%2520sig%25201000.jpg&amp;imgrefurl=http://www.manhattanrarebooks-literature.com/ulysses_sig.htm&amp;usg=__FR6Xr_2aayne_ib4IK5SbRp32i8=&amp;h=1000&amp;w=875&amp;sz=340&amp;hl=pt-BR&amp;start=14&amp;sig2=eHJENR-8YHna67V1IWmDzg&amp;um=1&amp;tbnid=zYtGH2FMcKWbfM:&amp;tbnh=149&amp;tbnw=130&amp;prev=/images%3Fq%3Dulysses%2Bjoyce%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:en-US:official%26hs%3DDgd%26sa%3DN%26um%3D1&amp;ei=JdMJSry0FeHelQf85KTkCw">Ulysses, de Joyce</a>, em uma estante.  E &#8211; pasmem &#8211; quando um livro fica por muito tempo na estante sem ser vendido, as livrarias retornam esses livros para as editoras (que pagaram o aluguel da estante!), alegando que o livro não circulou. Isso explica a seção de best sellers, todos os clássicos, e o porquê de não encontrarmos livros que não estão no circuito comercial para pronta entrega, apesar das livrarias estarem sempre dispostas a fazer encomendas.</p>
<p>Se você, como eu, ficou surpreso e estarrecido com tudo isso, deve estar agora pensando em como poderíamos solucionar esse problema,  como por exemplo barateando o custo do livro, trocando a impressão em folha normal por papel jornal, essas coisas que encontramos nas edições paperback norte-americanas. Pois bem, o triste é que isso não é possível. Hoje em dia, o custo de um livro já é bastante barato, praticamente equivalente ao paperback americano, só que com melhor qualidade.</p>
<p>Segundo o professor Franchetti, o que acontece nos Estados Unidos é que sempre a edição em paperback é lançada depois da edição de luxo, com capa dura e costurada. Depois de toda essa tiragem ser vendida é que se publicam os livros em paperback, que basicamente é o livro em capa mole e com interior em papel jornal. Costumeiramente, as edições de luxo nos Estados Unidos acabam rápido, porque boa parte delas é adquirida pelas bibliotecas americanas, devido à sua durabilidade, e por colecionadores. No Brasil, nossas edições de luxo são lançadas apenas em algumas situações, como em comemoração a algum centenário, e têm uma tiragem bem pequena. E o nosso &#8220;paperback&#8221; tem um papel de melhor qualidade, pois existem subsídios do governo que barateiam o papel para livro, de forma que ele fica mais viável que o papel jornal.</p>
<p>Resumo da ópera: livro no Brasil é caro porque as livrarias apelam nos preços, e temos o nosso próprio paperback, que chamamos de capa-mole, que é muito melhor, em termos de qualidade, do que o paperback norte-americano.</p>
<p>Tudo isso me fez pensar em duas coisas: primeiro, de nada adianta termos e-readers, se vamos continuar vendo as livrarias lucrarem verdadeiros absurdos em cima de nossos livros; segundo, se um dia eu quiser ganhar muito dinheiro, vou abrir uma loja online e adquirir os livros das editoras, vendendo com 50% de margem de lucro. Mas aí, provavelmente, vão me tirar do mercado a força.<a rel="http://www.gettyimages.com" href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/05/71553618.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-839" style="margin-left:10px;margin-right:10px;" title="71553618" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/05/71553618.jpg?w=220&#038;h=145" alt="71553618" width="220" height="145" /></a></p>
<p>Portanto, é hora de parar de reclamar que brasileiro não tem cultura, que não lê livro, que não se esforça. A gente tem toda a cultura que a máquina de xerox deixa a gente alcançar. Assim, acho que já passou da hora de ter alguma medida que faça com que as livrarias fiquem mais sensatas, e parem de querer fazer fortuna em cima de quem quer &#8220;fazer&#8221; cultura.</p>
<p><strong>&gt;&gt; Saiba mais</strong> sobre o assunto no artigo &#8220;<a href="http://livroseafins.com/2007/03/09/entenda-a-logica-estupida-do-mercado-editorial-em-7-topicos/">Entenda a lógica estúpida do mercado editorial em 7 tópicos</a>&#8220;, de Alessandro Martins</p>
Posted in Brasil, Discussão, Livros, Observando, Pessoal  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/828/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/828/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/828/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/828/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/828/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/828/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/828/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/828/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/828/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/828/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&blog=105797&post=828&subd=jacquelinelafloufa&ref=&feed=1" /></div><div class="feedflare">
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</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pensamenteando/~4/NKs0NxXwdnk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded><description>Não raro a gente ouve falar que o brasileiro lê pouco, que os jovens não costumam gostar de livros, que falta cultura nesse país, essas coisas. Eu inclusive já tentei pesquisar e falar mais sobre o assunto, sempre apostando que a gente lê sim, e muito, mas não nos livros. E eu nunca vi ninguém [...]&lt;img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&amp;blog=105797&amp;post=828&amp;subd=jacquelinelafloufa&amp;ref=&amp;feed=1" /&gt;</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://pensamenteando.com/2009/05/12/livros-a-estranha-logica-editorial/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">23</slash:comments><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.gravatar.com/avatar/914497e8631cda237a34b7d5312fa1fb?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G" medium="image">
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<p style="text-align:center;"><a href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/03/80055125.jpg"><img class="size-full wp-image-813 aligncenter" title="80055125" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/03/80055125.jpg?w=364&#038;h=242" alt="80055125" width="364" height="242" /></a></p>
<p>Isso é que tem sido o dia internacional da mulher. Uma comemoração mais comercial do que ideológica, e que por vezes pode ser até mesmo controversa. Imagine você que muitas vezes o homem que entrega flores no dia 8 de março é o mesmo que maltratou a esposa no dia 7; o mesmo empregador que homenageia as funcionárias nesse mesmo dia é também aquele que não dá igualdade salarial para homens e mulheres de mesma função.</p>
<p>Então, para que raios vem servindo o dia da mulher? Pra nada, a não ser alavancar a vendar de flores, chocolates e cartões.</p>
<p>E quer saber? Acho que março poderia ser convertido no mês no qual as mulheres se preocupam consigo mesmas. Toda mulher deveria ser lembrada, no mês da mulher, de marcar seus médicos de rotina, principalmente o ginecologista. Deveriam lembrar de ligar para as amigas, de sair para conversar, de se distrair como um indivíduo, e não como parte de uma instituição &#8211; seja ela empresarial ou familiar, já que muitas vezes os casais saem juntos e se divertem juntos, inibindo o espaço da individualidade. Todas as mulheres deveriam ser lembradas de prevenir-se, de cuidar-se, de amar-se como indivíduo, e não apenas cumprir um papel. Deveriam se doar menos e serem mais egoístas.</p>
<p>Porque mulher passa o ano inteiro se preocupando com o trabalho, com a família, com o marido ou namorado, com tudo, menos com ela mesma. Sabe como eu sei disso? Porque eu também sou mulher, e precisei ser convidada a conhecer o Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer<a href="http://www.ibcc.org.br/"></a>, em São Paulo, para me lembrar da importância do cuidar de si mesma.</p>
<p>O <a href="http://www.ibcc.org.br/">IBCC</a> é um dos melhores hospitais para tratamento de câncer no Brasil, e inclusive é <a href="http://www.fashiontargetsbreastcancer.org/index.php?cmd=country&amp;country_id=9">o autorizado brasileiro a receber as doações</a> feitas a partir da venda de produtos que contém a marca do &#8220;Câncer de Mama no Alvo da Moda&#8221;. <a href="http://www.targetbreastcancer.org.uk/">Essa marca foi criada por Ralph Lauren</a> após a morte de sua amiga Nina Hyde, que teve câncer de mama.</p>
<p>Infelizmente não pude comparecer à visita, a rotina me impediu de sair do meu curso. A mesma rotina que impede centenas de milhares de mulheres de lembrarem dos auto-exames mensais, das consultas anuais, dos exames. Esse cotidiano corrido que faz com que seja necessário que se faça <a href="http://www.ibcc.com.br/campanha/noticias_view.asp?id=177">campanhas pra lembrar as mulheres do óbvio</a>: de cuidar da própria saúde. Porque rosas não vão cuidar de ninguém.</p>
<p>E nem chocolates ou cartões vão trazer felicidade, ou senso de importância, a não ser que eles venham acompanhados de atitudes, de mudanças de pensamento e de atitudes. Se com cartões as garotas conseguissem pensar de forma menos machista, se com chocolates houvesse igualdade, somente assim eles fariam sentido no dia da Mulher.</p>
<p>Se em março todas as rosas entregues, os chocolates ofertados e  os cartões dedicados fossem convertidos em respeito, em preocupação real e em igualdade, faria muito mais sentido.</p>
Posted in Aleatório, Brasil, Iniciativa, Opinião, Pessoal Tagged: câncer de mama, IBCC, mulher, respeito <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/810/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/810/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/810/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/810/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/810/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&blog=105797&post=810&subd=jacquelinelafloufa&ref=&feed=1" /></div><div class="feedflare">
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</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pensamenteando/~4/L_m8W6PwbFs" height="1" width="1"/>]]></content:encoded><description>As pessoas começam a te dar parabéns, você recebe cartões, chocolates e flores. E não é seu aniversário.

Isso é que tem sido o dia internacional da mulher. Uma comemoração mais comercial do que ideológica, e que por vezes pode ser até mesmo controversa. Imagine você que muitas vezes o homem que entrega flores no dia [...]&lt;img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&amp;blog=105797&amp;post=810&amp;subd=jacquelinelafloufa&amp;ref=&amp;feed=1" /&gt;</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://pensamenteando.com/2009/03/27/marco-mes-da-mulher-oh-really/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">1</slash:comments><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.gravatar.com/avatar/914497e8631cda237a34b7d5312fa1fb?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G" medium="image">
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<div><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pensamenteando.com/2009/03/05/twitter-mais-uma-criacao-que-surpreende-seu-criador/"><img src="http://img.youtube.com/vi/RYBMlGNrNh0/2.jpg" alt="" /></a></span></div>
<div>Acontece que, como várias coisas nessa vida, as coisas não são utilizadas  apenas com o propósito pelo qual foram criadas, e a comunidade de usuários do  Twitter tratou de adaptar a função de broadcasting para uma função de quase  &#8220;chatting&#8221; social. Ou seja, criaram-se formas de interagir por meio das  mensagens, com o uso de @ para designar um destinatário de e # para falar sobre  um determinado assunto. Assim, em poucos caracteres, se estabeleceram conversas  dos mais variados tipos, encontros, discussões&#8230; Enfim, uma gama de coisas que  resultou de estar no twitter, sem que necessariamente se falasse sobre &#8220;o que eu  estou fazendo no momento&#8221;.</div>
<div>Hoje, o Twitter apresenta uma credibilidade invejável: os links, que se  utilizam de ferramentas &#8220;encurtadoras&#8221; das URL de forma a ocupar menos  caracteres, <a href="http://alexprimo.com/2009/02/18/o-que-dont-click-e-pesquisapr-nos-ensinam-sobre-o-twitter-como-rede-social">são  quase sempre acessados</a>, mesmo que ninguém saiba ao certo aonde um endereço  do tipo &#8220;<a href="http://migre.me/55a">http://migre.me/55a</a>&#8221; vá levar. Também  se consegue notícias em primeira mão, <a href="http://search.twitter.com/search?q=chuva">condições climáticas</a>, <a href="http://search.twitter.com/search?q=jogo+placar+until:2009-03-05">acompanhar  resultados de jogos de futebol</a> e quase o que mais você conseguir imaginar.  Nessa nova conjuntura, não se vê mais o Twitter como um serviço de  micro-blogging (pequenas postagens, relacionando com os blogs), mas sim uma rede  social de atualização de status. Cada um escolhe sobre quem/o que quer se  atualizar, e passa a receber mensagens vindas daquela pessoa, num basiquíssimo  esquema de broadcast.</div>
<div><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pensamenteando.com/2009/03/05/twitter-mais-uma-criacao-que-surpreende-seu-criador/"><img src="http://img.youtube.com/vi/3n_EitPb7BU/2.jpg" alt="" /></a></span></div>
<div>E sabe qual a grande graça? O Twitter se firmou quase como uma nova forma  de comunicação. <a href="http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/uma_historia_sobre_consumidores_digitais_e_midia_social.html">Tweets  que reclamavam de serviços começaram a ser atendidos</a>, notícias começaram a  ser obtidas em primeira mão, e as empresas despertaram para o uso dessa nova  ferramenta e criaram canais de comunicação, que ficam extremamente próximos do  cliente/usuário. <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idTipoConteudo=1&amp;idConteudo=3753">Jornais</a>,  revistas, sites, e até o presidente Obama usaram o potencial da ferramenta para  manter contato &#8211;  ou seja, para manter sua rede social.</div>
<div><strong>Como usar e como &#8220;convencer&#8221; alguém a usar</strong></div>
<div>Mas como a coisa é nova ainda, é preciso aprender a usar a partir de  processos empíricos: da mesma forma que uma criança só entende que fogo queima  quando coloca a mão nele, só aprendemos os bons usos do Twitter testando e  observando os usos alheios. Por exemplo, a loja online Submarino criou o <a href="http://twitter.com/novo_submarino">@novo_submarino</a> onde divulga todas  as promoções do site. Entretanto, isso não é muito bem vindo, pois os usuários  passam a receber spams de 140 caracteres. Logicamente, pra resolver o problema,  basta dar unfollow, ou usar um serviço que possa filtrar os tweets que se recebe  &#8211; mas se você vai filtrar e não ver, pra que receber, não é mesmo? Já <a href="http://twitter.com/oleitorvoraz">@oleitorvoraz</a>, Twitter da Ediouro,  tem uma aproximação mais amigável, interagindo verdadeiramente, como um  personagem que é apaixonado por livros. O mesmo personagem do Twitter mantém  também um blog na plataforma gratuita wordpress.com, onde realiza promoções,  concursos e avisa de encontros com autores e coisas parecidas. Um uso muito  melhor, a meu ver.</div>
<p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-full wp-image-801" title="twitterclass" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/03/twitterclass.jpg?w=300&#038;h=238" alt="twitterclass" width="300" height="238" /><br />
My twitter class of &#8216;08 &#8211; créditos: <a href="http://flickr.com/photos/mallix/2586969604/">Mallix</a></p>
<div>E se nesse momento você se pergunta como embasar o uso de uma ferramenta  desse tipo em uma estratégia de comunicação, Raquel Recuero e Gabriela Zago  fizeram algo muito bom por você: elas fizeram, há pouco tempo, uma pesquisa  sobre o uso do twitter. Apesar de os dados não terem muito embasamento  &#8220;estatístico&#8221;, mostram tendências entre os usuários do serviço. Uma deles é a  confiança nos links, já citada acima. Outra é que o twitter virou uma rede de  informação. As pessoas seguem quem acham que vá falar sobre alguma informação  relevante, pois seguir as pessoas certas pode te trazer informações de último  segundo &#8211; ou até mesmo seguir um determinado assunto. Nesse ponto, até algumas  redações de grandes veículos fazem uma espécie de &#8220;escuta&#8221; das informações que  circulam em redes sociais, em especial no Twitter, chegando até mesmo a <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/02/26/twitter-ate-no-telao-da-redacao">manter  um livestreaming de assuntos específicos no telão da redação</a>.</div>
<div>Além disso, a partir de ferramentas como o Twitter, é possível manter um  relacionamento bastante próximo com os consumidores/clientes/usuários. Já  existem Twitters que atendem ao cliente de forma bem rápida e bem próxima, como  a <a href="http://twitter.com/VirginAmerica">Virgin America</a>, <a href="http://twitter.com/camiseteria">Camiseteria</a>, <a href="http://twitter.com/jetblue">JetBlue</a>, <a href="http://twitter.com/dhstatus">Dreamhost</a> entre outras. Essas empresas  costumam avisar o status dos seus serviços (no caso da Dreamhost), dar respostas  aos questionamentos ou checar o atendimento ao cliente no caso de problemas, o  que faz com que a insatisfação dos clientes seja cada vez menor, já que eles são  quase que prontamente atendidos.</div>
<div><strong>Bolsa Twitter: todo cidadão vai ter direito a um</strong></div>
<div>Lógico, a princípio o Twitter está presente na camada mais abastada da  população, que tem acesso à computadores e dispositivos móveis. Mas todo mundo  deve lembrar que assim também foi com o orkut, que de repente se popularizou de  uma tal forma que é impossível ir em uma lan house hoje e não encontrar ao menos  uma tela aberta numa páginas de scraps. Como eu já ouvi certa vez o <a href="http://prati.ca/2007/08/16/utilidades-para-o-twitter">Michel Lent dizer,  as redes sociais funcionam como os barzinhos</a>: Você vai no barzinho sujinho  porque é lá que os seus amigos vão estar. Assim também funciona com as redes  sociais, como orkut, twitter, e tantas outras. Por isso que existe a  regionalização de redes sociais.</div>
<div>E tenho certeza de que você também vai ser esperto e marcar presença no  sujinho onde os seus amigos, ou leitores, ou usuários, ou clientes, vão  estar.</div>
<div><strong>&gt; Não fique perdido! Saiba mais e com mais  detalhes:</strong></div>
<div><a href="http://noticiare.wordpress.com/2009/03/04/guiatwitter-empresas-parte1">Guia  de uso do Twitter para empresas<br />
</a>Pesquisa sobre o Twitter &#8211; <a href="http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/pesquisa_sobre_o_twitter_i.html">Parte  1</a> e <a href="http://www.viuisso.com.br/2009/02/23/twitter-comeca-a-virar-mainstream-no-brasil">Parte  2<br />
Uso  do Twitter pelas empresas</a>, via Michel Lent<br />
<a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2009/02/28/ult579u2716.jhtm">Twitter,  a nova onda promissora da internet</a>, via Financial Times (em pt-br, pelo  UOL)</div>
Posted in Internet, Opinião, Web Culture  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/799/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/799/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/799/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/799/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/799/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&blog=105797&post=799&subd=jacquelinelafloufa&ref=&feed=1" /></div><div class="feedflare">
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		</media:content><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/RYBMlGNrNh0/2.jpg" medium="image" /><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/3n_EitPb7BU/2.jpg" medium="image" /><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/03/twitterclass.jpg" medium="image">
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		</media:content><feedburner:origLink>http://pensamenteando.com/2009/03/05/twitter-mais-uma-criacao-que-surpreende-seu-criador/</feedburner:origLink></item><item><title>Meus hábitos de leitura</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/pensamenteando/~3/jdoxsQHFHm8/</link><category>Livros</category><category>Pessoal</category><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Jacqueline Lafloufa</dc:creator><pubDate>Thu, 19 Feb 2009 17:20:04 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lafloufa.com/?p=790</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/02/72193244.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-793" style="margin:5px 10px;" title="72193244" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/02/72193244.jpg?w=192&#038;h=173" alt="72193244" width="192" height="173" /></a>Por acaso você já parou pra pensar em todas as suas manias em relação aos livros? Já reparou como é a sua relação com eles, como é o seu jeito de ler, quantos livros você lê ao mesmo tempo, essas coisas? Pois bem, o <a href="http://livroseafins.com/2009/02/11/meus-habitos-de-leitor/">Alessandro Martins contou pra gente</a>, o <a href="http://www.lendo.org/meus-habitos-de-leitor/">André</a> idem, e depois <a href="http://www.orelhadolivro.com.br/2009/02/18/minhas-manias-de-leitora/">veio</a> <a href="http://a-letreira.blogspot.com/2009/02/habitos-do-leitor.html">uma</a> <a href="http://www.tecnoclasta.com/2009/02/13/meus-habitos-de-leitor/">galera</a> <a href="http://stephanieplumbrasil.blogspot.com/2009/02/meus-habitos-de-leitura.html">imensa</a> <a href="http://www.viscerasliterarias.com/2009/02/meus-habitos-de-leitor.html">atrás</a>, <a href="http://doisespressos.wordpress.com/2009/02/17/meus-habitos-de-leitor/">escrevendo</a> <a href="http://1daystand.blogspot.com/2009/02/meus-habitos-de-leitora.html">também</a>.</p>
<p>Achei interessante perceber que mesmo que as pessoas gostem MUITO de livros, todas elas tem o seu jeito especial de lidar com eles. Alguns escrevem neles, outros acham isso um absurdo, tem até <a href="http://a-letreira.blogspot.com/2009/02/habitos-do-leitor.html">gente que rasga página de livro pra fazer alguém ler determinada obra</a>(!!!!). Vá entender esse nível de &#8220;evangelização&#8221;&#8230;</p>
<p>O exercício me parece construtivo, e então eu vou listar também os meus hábitos por aqui.</p>
<ol>
<li><strong>Não tenho fetiches por livros.</strong> Não sou fã de comprar a edição de aniversário, capa dura, papel nobre. Pra ser sincera, eu prefiro um paperback, que é muito mais leve.</li>
<li>A-do-ro <strong>livros em pdf</strong>. Pena que ainda não tenho um Kindle2 pra fazer bom uso deles.</li>
<li>Aqui em casa eu sempre fui ensinada a não escrever em livros, mas eu gosto de ver<strong> exemplares anotados</strong>. Me ajuda a ter outra visão sobre o mesmo texto, ou prestar mais atenção em algum trecho</li>
<li>Pra driblar o &#8220;não rabiscar em livros&#8221;, eu adquiri incríveis adesivos em forma de seta pra colocar neles. Eles agora ficam <strong>cheios de fitinhas coloridas</strong> (para livros que não são de historinha, porque esses eu não paro pra marcar nem a pau, senão perco o ritmo da história!)</li>
<li>Tenho um desdém enorme por <strong>xerox</strong>, mas guardo todos os meus livros que precisaram ser xerocados. (é, livro ainda é muito caro, minha gente!)</li>
<li>Eu tentei me <strong>organizar </strong>uma vez com a <a href="http://www.librarything.com/">LibraryThing</a>, mas me desorganizei tudo de novo.</li>
<li>Costumo pegar um livro <strong>aleatoriamente,  abrir bem no meio</strong> e ler algum trecho pra ver se me encanta.</li>
<li>Adoro <strong>sebos</strong> porque eles têm todos os exemplares que eu queria ter em casa por um preço super em conta. Pena que eu não tenho dinheiro para comprar tudo que eu gostaria.</li>
<li>Ah, e eu <strong>vendo livros que não gostei</strong>. Não serviu pra mim, espero que sirva para outro alguém.</li>
<li>Eu fuço em <strong>doações de livros alheias</strong>. E ainda tenho a cara de pau de pedir, se algum livro me interessar.</li>
<li><strong>Durante as refeições</strong>, se não estou conversando com alguém ou não tem TV ligada, eu tô lendo algo: revista, panfleto ou caixa de sucrilhos.</li>
<li>Na minha adolescência, quando tinha que esperar alguém no shopping, eu sempre ficava na <strong>livraria</strong>. Mesmo que não saísse de lá com nenhum livro.</li>
<li>Aliás, ninguém gostava quando eu queria ir na livraria. Porque eu poderia <strong>passar horas por lá</strong> sem me entediar.</li>
<li>Eu <strong>durmo</strong> lendo livro chato. (saibam que a faculdade tem coisas quase insuportáveis)</li>
<li><strong>Eu já falei de muito livro sem ler</strong>. E já pesquisei muito no google antes de uma prova. (Eu não li &#8220;A montanha mágica&#8221; até o final, e não me arrependo. Livro chato demais.)</li>
<li>Adoro <strong>resenhas detalhadas</strong>. Sem essa de contar a história superficialmente, detalha os cantinhos, conta os pontos altos, poxa!</li>
<li>Eu sou capaz de ler <strong>diversos livros ao mesmo tempo</strong>, e alternar entre as leituras quando uma delas me enche o saco.</li>
<li>Não faço questão de lembrar <strong>detalhes de livros</strong>. Tipo nome de um personagem que apareceu uma vez na história, ou a cor do carro do namorado da protagonista. Eu lembro a história, e pronto. Talvez isso seja uma falha de leitura, mas é assim que funciona comigo.</li>
<li>Não me importo se alguém me <strong>conta o final</strong>. Eu quero saber da história, o final é detalhe.</li>
<li>Eu ganhei uma coleção de livros do <strong>Paulo Coelho</strong>. E li. E agora eu posso dizer, com propriedade, que a fórmula é sempre a mesma.</li>
<li>Eu lembro do <strong>primeiro livro que eu mesma li</strong>. Chamava-se <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/14546/vupt,+a+fadinha">Vupt, a fadinha.</a></li>
<li>Não é raro que, na pressa por saber o que vai acontecer, eu <strong>perca algumas informações</strong>. E aí lá vai eu voltar pra entender direito&#8230;</li>
<li>Não gosto de ler em biblioteca. Aquele <strong>silêncio ditador me oprime</strong>.</li>
<li>Eu leio a <strong>última frase do livro</strong> antes de começar a ler.</li>
<li><strong>Eu não entendo poesia</strong>. Costumo ler rápido, já que elas normalmente são curtas. Aí quando vem alguém dizendo como é linda aquela passagem, eu faço cara de paisagem</li>
<li>Eu tenho receio de ler <strong>livros depressivos</strong> e ficar depressiva também. Então eu guardo num canto e deixo pra ler quanto tiver extremamente feliz.</li>
</ol>
<p>E você, como se relaciona com os seus livros?</p>
Posted in Livros, Pessoal  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/790/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/790/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/790/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/790/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/790/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/790/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/790/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/790/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/790/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/790/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&blog=105797&post=790&subd=jacquelinelafloufa&ref=&feed=1" /></div><div class="feedflare">
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<p style="text-align:center;"><a href="http://flickr.com/photos/poperotico/3222559063/"><img class="size-full wp-image-765 aligncenter" title="cparena" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/01/cparena.jpg?w=452&#038;h=301" alt="poperotico" width="452" height="301" />Crédito da Foto: Poperotico</a></p>
<p style="text-align:justify;">Ou seja, foi um sacrifício tremendo acompanhar as palestras e não ficar com uma enorme dor de cabeça. Isso explica o porquê de eu ter conseguido absorver cada vez menos. Uma das últimas palestras que eu realmente aproveitei foi a da <a href="http://pontomidia.com.br/raquel/">Raquel Recuero</a>, sobre o Twitter. Raquel começou deixando claro que as pessoas tem uma vida online e offline paralelas; não se deixa de viver uma pra viver a outra, mas elas interferem uma na outra e se completam. E nessa vida online que mantemos, participamos de diversas redes sociais, algumas mais íntimas, outras mais distantes. E o que conseguimos com elas? Reputação, autoridade, visibilidade, popularidade, suporte social e laços. Ou você pensou que não ganhávamos nada? Acontece que o twitter é uma coisa nova ainda. Não existiam estudos, nem estatísticas. Até agora.</p>
<p style="text-align:justify;">A Raquel apresentou, em primeira mão, algumas das estatísticas da <a href="http://twitter.com/nevesneto/statuses/1094354226">pesquisa Twitter</a>, e principalmente alguns hábitos dos twitteiros. Por exemplo, o sudeste, em especial SP, é matador na participação, e a galera usa o serviço principalmente para se informar. Pra você ter uma idéia da credibilidade que os tweets têm, quase todo mundo clica nos links twittados, que normalmente não dão a menor pista de onde você está indo (porque usam aquelas<a href="http://tinyurl.com/"> tiny urls</a>). Ou seja, Raquel Recuero chegou à conclusão de que o twitter tem sido a nova fonte de informação das pessoas, apesar de ainda ser mais um broadcast do &#8220;eu&#8221;. E ainda por cima é uma rede que é capaz de influenciar outras &#8211; você segue alguém no twitter, e acaba conhecendo o blog, o orkut&#8230; Achei interessante conhecer todos esses dados e essas interpretações, principalmente para entender o porquê do twitter fazer tanto sucesso. <a href="http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/cparty_palestra.html">(pra quem se interessar, a Raquel disponibilizou o ppt da palestra)</a></p>
<p style="text-align:justify;">Nos dias subsequentes eu bem que tentei acompanhar outras palestras, mas em vão. A mente e o corpo já estavam pedindo arrego. Mas ainda assim deu pra aproveitar a discussão sobre pornografia e internet e a conversa das lulus no sábado, além da exibição do Blogumentário, na sexta à noite.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha conclusão, no final das contas, é que mesmo com os contras todos, a Campus Party foi bem proveitosa. Em termos de conhecimento que adquiri, não foi tão interessante quanto a de 2008, mas, como disse o <a href="http://twitter.com/castrezana">@castrezana</a>, esse ano foi mais divertido. Conheci algumas pessoas, transformei novamente avatares em rostos, fiz uma divertida &#8220;flash entrevista&#8221; na <a href="http://pt-br.justin.tv/castrezana/">transmissão ao vivo do Omedi </a>com o <a href="http://twitter.com/viniciuskmax">@viniciuskmax</a>, assisti estupefata a dança das cadeiras nerd, vi o Edney reconhecendo avatares por aí também e pude tirar uma conclusão disso tudo: <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=3688845">a blogosfera não é metida, ela é míope</a>. No ano passado <a href="http://lafloufa.com/2008/06/11/blogosfera-hoje/">eu pensei que era uma coisa muito de &#8216;panelinha&#8217;</a>, mas esse ano percebi que o que falta é visão. Eles não ignoram as pessoas porque são arrogantes, eles simplesmente não percebem, não vêem. É um turbilhão tão grande de informações que é preciso ficar mais &#8220;nítido&#8221; para que você seja percebido. Ou seja, as panelinhas existem pelo simples fato de que eles conhecem aquelas pessoas e não conheçem o restante &#8211; e, <a href="http://lafloufa.com/2008/06/11/blogosfera-hoje/#comment-13584">como o Wagner Fontoura me disse ano passado, alguém tem que ter a iniciativa de chegar e se fazer conhecer, de se aproximar</a>. Não que eu seja ótima nisso, mas esse é o segredo. Então deixem os #mimimis de lado e &#8216;bora aprender a socializar melhor.</p>
<p style="text-align:justify;">E sobre a Campus Party 2010, não vou tentar fazer futurologia. Muitos bits ainda vão rolar, então eu vou esperar e ver o que acontece. Mas tenho certeza: se eu for na próxima CP, eu levo coberta.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>| Veja mais textos sobre o pior e o melhor da Campus Party 2009</strong><br />
_ <a href="http://blosque.com/2009/01/campus-party-09-the-good-the-bad-and-the-ugly.html">The good, the bad and the ugly, por Nospheratt</a><br />
_ <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/2009/01/28/campus_party_cparty2009_balanco_final/">Balanço final, por Inagaki</a><br />
_ <a href="http://justplay.info/posts/o-ano-que-a-campus-party-brasil-acabou/">O ano em que a Campus Party Brasil acabou, por Rafael R<br />
</a>_ <a href="http://justplay.info/posts/o-ano-que-a-campus-party-brasil-acabou/"><a href="http://eoqha.net/video/palestras-do-campus-blog/">A ótima cobertura das palestras feita pelo Éoqhá.</a></a></p>
Posted in Acontecimentos, Brasil, Internet, Opinião, Pessoal Tagged: #cparty, Blogosfera, campus party brasil <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jacquelinelafloufa.wordpress.com/758/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jacquelinelafloufa.wordpress.com/758/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jacquelinelafloufa.wordpress.com/758/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jacquelinelafloufa.wordpress.com/758/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jacquelinelafloufa.wordpress.com/758/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&blog=105797&post=758&subd=jacquelinelafloufa&ref=&feed=1" /></div><div class="feedflare">
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</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pensamenteando/~4/nmrCPtEuj0E" height="1" width="1"/>]]></content:encoded><description>Quinta, sexta e sábado foram dias impossíveis. Depois de três noites dormindo nas incríveis barracas azuis que ficavam logo atrás do palco principal e de tomar banho no contêiner, não deu pra produzir mais nada. Todas as minhas energias foram poupadas para me manter quente e viva. Porque eu não sei se vocês lembram, mas [...]&lt;img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&amp;blog=105797&amp;post=758&amp;subd=jacquelinelafloufa&amp;ref=&amp;feed=1" /&gt;</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://pensamenteando.com/2009/01/29/campus-party-2009-consideracoes-finais/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">12</slash:comments><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.gravatar.com/avatar/914497e8631cda237a34b7d5312fa1fb?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G" medium="image">
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<p>O que não é motivo para não aproveitar, lógico. A verdade é que a Campus Party não pára e que as cápsulas de guaraná que eu ganhei do Rodolfo Castrezana, do Omedi, vão ser muito úteis.</p>
<p>Hoje o dia foi de mídias sociais aqui no Campus Blog. Logo pela manhã aconteceu uma palestra sobre o uso de mídias sociais nas corporações. Falaram sobre o LG Renoir, que foi um case que &#8216;deu errado&#8217;, pois o bafafá ao invés de positivo começou a ser negativo, e concluíram que, a princípio, as empresas funcionam mais na escuta das redes sociais do que efetivamente fazendo algo nela &#8211; como cases &#8216;de sucesso&#8217; dessa escuta foram citados <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092008/02092008-28.shl">a volta do Nescau tradicional </a>e o <a href="http://www.brainstorm9.com.br/2008/10/20/o-maior-doritos-do-mundo/">Doritos de 5kg</a> como campanha.</p>
<p>Na sequência, depois da pausa para o almoço, Fábio Malini falou sobre a reputação dos blogueiros. No começo, como se fosse um militante do PSTU, Malini disse que todos devemos entrar na &#8220;luta pelo reconhecimento dos blogs&#8221;. Achei um tanto forçado. Entretanto, no decorrer de sua fala, ele apresentou observações interessantes sobre a reputação dos blogueiros, que, segundo ele, é feita da capacidade de seleção de links, de produção de ponto de vista e da experiência prévia do autor. Tudo isso junto monta a sua reputação &#8220;virtual&#8221;, que é aquilo que vai um tanto além do seu &#8220;perfil&#8221;. Ele também ressaltou que para ser relevante um blog precisa apresentar pontos de vista, opiniões e críticas, e não apenas uma replicação de acontecimentos. O papel é ecoar, mas também adicionar algo que faça pensar e que promova discussão. (<a href="http://fabiomalini.wordpress.com/2009/01/21/o-que-nos-blogueiros-somos/">você pode ler sobre isso no blog dele</a>)</p>
<p>Logo depois, num dos debates que mais disputaram o exíguo espaço perto do telão do Campus Blog, Merigo, do Brainstorm#9, mediou um bate papo com 4 feras das agências iThink, Bullet, LiveAD e Espalhe. Gustavo Fortes, da Espalhe, deixou claro de cara qual a importância do uso dessa nova mídia: é (praticamente) grátis e tem uma relevância que não se compara com a mídia tradicional. As homepages passam a ser o google: cidadão vai lá, digita &#8220;notebook dell&#8221;, com intuito de ver o site da dell e clicar. Sabe o que ele vê?</p>
<p><a href="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/01/notebookdell.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-751" title="notebookdell" src="http://jacquelinelafloufa.files.wordpress.com/2009/01/notebookdell.jpg?w=300&#038;h=255" alt="notebookdell" width="300" height="255" /></a></p>
<p>Lucas Mello, da LiveAD, frisou que a pulverização de informação é a chave das mídias sociais na publicidade. Funcionam como eco, como um chamado, e costuma ser usado em paralelo com as campanhas, para gerar discussão e visualização. Para ele, um blogueiro (ou twitteiro, flickreiro, whatevá) não precisa ser profissional. Quem precisa ser profissional é a marca, que deve proporcionar um bom produto e uma boa experiência.</p>
<p>Neto, da Bullet, também lembra que o mesmo tipo de &#8216;problema&#8217; que se vê hoje ao apresentar produtos para a comunidade web (que é a galera começar a falar mal ao invés de falar bem) também acontecia quando o produto era apresentado a jornalistas. Mesma história, público diferente. Neto também fez uma analogia muito interessante: essa nova forma de comunicação é como o flúor para os dentistas: acabam-se as cáries, e eles precisaram lidar com isso.</p>
<p>Ou seja, é hora de se adaptar com os novos formatos.</p>
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</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/pensamenteando/~4/4kaWinwHL3I" height="1" width="1"/>]]></content:encoded><description>O tempo em SP fechou feio. Depois da chuva, veio a frente fria e o vento que sai rasgando pelo galpão. Eu, que vim preparada para o calor feio que tava fazendo no primeiro dia, tô aqui, congelando os pés porque não trouxe nem tênis nem meia. Sibéria is here.
O que não é motivo para [...]&lt;img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamenteando.com&amp;blog=105797&amp;post=750&amp;subd=jacquelinelafloufa&amp;ref=&amp;feed=1" /&gt;</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://pensamenteando.com/2009/01/22/campus-party-2009-terca-siberia-is-here/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">2</slash:comments><media:content xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.gravatar.com/avatar/914497e8631cda237a34b7d5312fa1fb?s=96&amp;d=identicon&amp;r=G" medium="image">
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