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	<title>pequeno Guru</title>
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	<description>Crescimento profissional com equilíbrio na vida pessoal.</description>
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		<title>O que são gatilhos mentais, vieses e heurísticas?</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jun 2018 15:19:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sylvio Ribeiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo que você nunca tenha ouvido falar em gatilhos mentais, vieses e heurística, saiba que eles estão presentes o tempo todo na sua vida e guiam sua forma de pensar e agir muito mais do que você consegue imaginar. Senti a necessidade de escrever sobre o que é cada um por dois motivos: 1) É [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img class="aligncenter size-full wp-image-10848" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2018/06/290618_gatilho_mental_bang-1.jpg" alt="gatilho mental" width="795" height="398" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2018/06/290618_gatilho_mental_bang-1-300x150.jpg 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2018/06/290618_gatilho_mental_bang-1-534x267.jpg 534w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2018/06/290618_gatilho_mental_bang-1.jpg 795w" sizes="(max-width: 795px) 100vw, 795px" /></p>
<p><span title="M" class="cap"><span>M</span></span>esmo que você nunca tenha ouvido falar em gatilhos mentais, vieses e heurística, saiba que eles estão presentes o tempo todo na sua vida e guiam sua forma de pensar e agir muito mais do que você consegue imaginar.</p>
<p>Senti a necessidade de escrever sobre o que é cada um por dois motivos: 1) É muito interessante!; 2) o conceito de “gatilho mental” vem sendo usado de forma errada, sobretudo, por profissionais de marketing digital.</p>
<p>Primeiro, vamos esclarecer <strong>o que gatilho mental não é:</strong> gatilhos não são facilitadores mentais para tomada de decisão. Embora eles sejam processos automáticos e, de fato, ajudem a economizar recursos cognitivos, eles não têm nada a ver com tomada de decisões, isso é heurística. Por isso, ao invés de só explicar sobre gatilho mental, vou também falar sobre o que são heurísticas e vieses, porque os três têm a ver com o que o gênio Daniel Kahneman chamou de sistema 1, ou pensar rápido — o modo automático, ligeiro e intuitivo do nosso cérebro agir.</p>
<h3>Gatilho mental</h3>
<p>Gatilhos mentais são pequenos sinais ambientais que ativam ideias relacionadas. Ao contrários dos outros dois termos que iremos ver, ele não é exatamente um assunto dentro da psicologia, sendo um termo mais geral e usado como verbo no sentido de engatilhar ou ativar algo (nunca vi o termo “mental trigger”). Portanto, eu não sei quem popularizou o termo. A única referência que conheço é do livro &#8220;Contágio&#8221; do Jonah Berger, e como ele é um dos mais renomados cientistas da área psicologia social, partiremos dele. (Obs: um termo que é usado na literatura e parece ser a mesma coisa que gatilho, é a chamada memória associativa)</p>
<p>Em um <a target="_blank" href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1016/j.jcps.2014.05.002" target="_blank">artigo</a> de 2014 sobre porque as pessoas espalham uma mensagem, Berger mostrou que não é nova a ideia de que assuntos vem à tona a partir de coisas relacionadas. Em 1971, Belk apontou que 81% das vezes que as pessoas falavam sobre café tinham sido motivado por sinais relacionados, como ver um anúncio ou estar conversando sobre comida em geral.</p>
<p><strong>Gatilhos mentais, então, são ativações presentes no mundo a nossa volta que nos fazem pensar a respeito de outra coisa relacionada</strong>, mas tal relação nem sempre é óbvia. Por exemplo, uma empresa de doce chamada Mars viu suas vendas aumentarem, em 1997, sem motivo aparente. A razão? O pouso bem-sucedido de um módulo da NASA em Marte (Mars, em inglês), amplamente noticiado na mídia na época.</p>
<p>Há inúmeros exemplos de gatilhos mentais pra lá de interessantes. Gatilhos podem fazer uma música chamada “Friday” dar um salto de acessos no YouTube nos finais de semana; paródias e memes grudarem na mente e vinhos alemães serem mais vendidos quando músicas típicas alemães estão tocando em um supermercado. Se quando você pensa em churrasco, logo vem à mente a imagem de uma cerveja gelada, isso significa que churrasco é um gatilho pra cerveja.</p>
<p>Dois fatores são importantes para criar gatilhos poderosos: a frequência com que um estímulo é exibido e a força do elo entre as duas ideias. A força do elo é enfraquecida se uma ideia possuir muitos <em>links</em>. Por exemplo, a cor vermelho é um gatilho fraco (a maioria das cores são), pois ela está ligada à amor, vida, mas também à Coca-Cola, Kit-Kat. Por outro lado, você consegue se lembrar de algum refrigerante com embalagem roxa?</p>
<p>Creio que gatilhos mentais possam ser considerados o que Malcolm Gladwell chamou de “o poder do contexto” em um dos primeiros livros publicados (lá em 2000) sobre a capacidade de viralizar de uma mensagem.</p>
<h3> <strong>Heurística</strong></h3>
<p>O conceito de heurística é o mais próximo do conceito de gatilho mental espalhado pela internet erroneamente. Simplificando, heurísticas são mecanismos usados para tomar decisões mais rapidamente e economizar recursos mentais no processo, ainda que abrindo mão da qualidade da decisão; menos recursos gastos, menor o stress e melhor a realização de outras tarefas. A palavra tem a mesma raiz da palavra <em>heureca</em>. Portanto, heurística, diferentemente de um gatilho está ligado a uma decisão.</p>
<p>Ao que tudo indica, os termos heurística e viés explodiram a partir do famoso artigo<em> “Judgment Under Uncertainty: Heuristics and Biases”</em>, da dupla israelense Tversky e Kahneman. Em resumo, a dupla dinâmica sugeriu que, ao tomar decisões sem muita convicção (insegurança), as pessoas se apoiam a um pequeno número de heurísticas simples em vez de uma extensa análise de processamento de probabilidades, demonstrando que nem todas as decisões são tomadas de forma racional (seja por falta de informação, pela complexidade da decisão ou outro fator), como a abordagem econômica sugeria.</p>
<p><strong>Heurísticas, portanto, são mecanismos cognitivos ou regras mentais aprendidas para facilitar a tomada de uma decisão normalmente complexa.</strong> Além disso, o livro &#8220;Heuristics and Biases: The Psychology of Intuitive Judgment&#8221; sugere que uma heurística pode ser composta de um pequeno conjunto de vieses que precisam ser ativados para que a heurística funcione. Por ora, isso é tudo que precisamos saber sobre heurísticas, mas nada melhor como um exemplo para clarear.</p>
<p>Você provavelmente conhece pessoas que tem medo de andar de avião, mas dificilmente conhece alguém que tem medo de andar de carro, ainda que aviões sejam muito <a target="_blank" href="https://journalistsresource.org/studies/environment/transportation/comparing-fatality-risks-united-states-transportation-across-modes-time">112 vezes</a> mais seguros do que carros. Ao menos em parte, isso se deve à heurística da disponibilidade, que é o ato de julgar uma frequência segundo a facilidade com que ela vem à mente. Como tragédias de aviões são muito mais chocantes quando noticiadas na TV (a emoção fortalece a gravação na memória), e acidentes de carro são corriqueiros, muitas pessoas consideram aviões mais perigosos do que automóveis.</p>
<p>A escassez também é uma heurística, ela sinaliza que algo limitado deve ser mais valioso, logo, deve ser priorizado sobre outro mais abundante. Quem nunca diante de vários restaurantes para escolher, mas sem ter referência sobre nenhum, resolveu escolher um lotado por achar que devia ter maior qualidade?Bom ou ruim, agradeça à heurística pela ajuda na decisão.</p>
<h3>Viés</h3>
<p>Se gatilho é um objeto ou conceito que faz você pensar em outro objeto ou conceito, um viés é uma situação que você não percebe que existe, mas que faz você pensar de uma determinada maneira. É como um bifurcação em uma estrada que você não percebeu que existia. Ao contrário do gatilho, viés é um termo muito, muito usado na psicologia e existem zilhões de tipos de vieses, praticamente pra tudo.</p>
<p>Segundo o livro citado acima, <strong>vieses são padrões de julgamento que se desviam do natural ou da verdade ou da lei básica da probabilidade</strong>. Vamos a um exemplo porque essa definição não ajuda muito. Há poucos dias, a Alemanha foi eliminada na 1ª fase da Copa do Mundo, algo inesperado, afinal ela é a atual campeã. Certamente, ela foi o palpite de muitos bolões mundo a fora. No entanto, se fizerem uma enquete perguntando hoje se as pessoas achavam que a Alemanha tinha chance de ser campeã, a grande maioria vai dizer que não e alguns que haviam apostado no começo da Copa vão jurar que jamais consideraram tal opção. Esse é o viés retrospectivo, o popular “eu sempre soube”, uma tendência de revisar uma crença pessoal sob a ótica do que realmente aconteceu. Assim, uma pessoa avalia a qualidade de uma decisão sem considerar o processo, apenas o resultado final. Desse modo, se um amigo sofre um acidente de carro após deixar a sua casa, você revela que teve um mau pressentimento porque ele aparentava estar muito cansado. Isso leva a outro viés, o viés de resultado, que faz com que atitudes que pareciam prudentes passam a ser consideradas imprudentes quando avaliadas retrospectivamente. Quanto pior a consequência, maior o viés retrospectivo.</p>
<p>Um viés social que considero muito interessante e não leva viés no nome é o <strong>efeito halo</strong>. Ele é a tendência de extrapolar a qualidade ou uma característica (ou defeito) de alguém para além do que você sabe. É muito comum em primeiras impressões. Por exemplo, um amigo lhe apresenta uma pessoa, vocês conversam por alguns minutos até você notar que ela está segurando um livro com “metafísica” na capa. Instantaneamente, você passa a considerar essa pessoa altamente inteligente, e não apenas inteligente, mas eloquente, segura (ou chata, nerd, antissocial) alguém com quem você definitivamente teria conversas interessantes (ou mortalmente chatas). O efeito halo tem uma outra característica, o impacto das primeiras informações sobre alguém afetam as seguintes, fazendo com que uma pessoa que você considerou mal-educado no início tenha dificuldades para apagar essa imagem porque as informações seguintes receberão menor atenção</p>
<p>Estamos sofrendo com vieses o tempo todo, esteja ciente disso. Para fechar, alguns outros exemplos: viés de desejabilidade social (agir de acordo com a forma que achamos que as pessoas esperam de nós, comum em situações constrangedoras), viés de comparação social (ao selecionar pessoas, tendência de escolher aqueles que não possuem os mesmos pontos fortes que os nossos) e viés de memória (achar que o que lembramos que aconteceu foi o que realmente acontece.)</p>
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		<title>Repetição na propaganda. Quanto é demais?</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2018 17:03:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sylvio Ribeiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o passar dos anos, velhas crenças da propaganda têm sido colocadas em cheque. Máximas como &#8220;propaganda é a alma do negócio&#8221; e &#8220;quem não é visto não é lembrado&#8221; sempre transvestiram a propaganda como a solução para vender mais. Da antiguidade até hoje, divulgar é a chave para vender mais, mas em uma era [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img class="size-full wp-image-10830" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2018/04/130418_repeticao_propaganda.png" alt="Repetição na propaganda" width="795" height="440" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2018/04/130418_repeticao_propaganda-300x166.png 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2018/04/130418_repeticao_propaganda.png 795w" sizes="(max-width: 795px) 100vw, 795px" /></p>
<p><span title="C" class="cap"><span>C</span></span>om o passar dos anos, velhas crenças da propaganda têm sido colocadas em cheque. Máximas como &#8220;propaganda é a alma do negócio&#8221; e &#8220;quem não é visto não é lembrado&#8221; sempre transvestiram a propaganda como a solução para vender mais. Da antiguidade até hoje, divulgar é a chave para vender mais, mas em uma era em que todo mundo divulga o seu peixe o tempo todos em todas as peixarias, o excesso de divulgação pode deixar  de solução para um problema.</p>
<p>As pessoas veem muita propaganda diariamente. É difícil dar um número preciso, um <a target="_blank" href="http://[ https://sjinsights.net/2014/09/29/new-research-sheds-light-on-daily-ad-exposures/" target="_blank">estudo</a> aponta para 360 anúncios em um dia considerando apenas os principais meios de comunicação (TV, rádio, internet e impressos), enquanto <a target="_blank" href="http://www.nytimes.com/2007/01/15/business/media/15everywhere.html?pagewanted=all&amp;_r=0" target="_blank">outro</a> diz que pode chegar a 5.000 impactos se considerarmos todos os tipos de exposições, como embalagens, marcas, etc.</p>
<p>O excesso fez com que consumidores ficassem cada vez mais resistentes à propaganda em geral. É claro que as eles ainda gostam de boas propagandas. Cindy Gallop, ex-executiva da famosa agência BBH, uma vez escreveu &#8220;As pessoas odeiam propaganda em geral, mas amam certas propagandas em particular&#8221;. Uma vez que tornar uma propaganda amada não é tarefa fácil, não irei me ater à exceção: as pessoas detestam propaganda. Por isso, elas instalam bloqueadores em seus navegadores, pulam videos de propaganda no YouTube, trocam de estação de rádio durante um break comercial e, quando acontece no meio do Master Chef, elas correm para ver algum video no YouTube.</p>
<p>Estima-se que as empresas perderão <a target="_blank" href="https://www.juniperresearch.com/press/press-releases/ad-blocking-to-cost-publishers-$27bn-in-lost-reven" target="_blank">US$27 bilhões</a> até 2020 somente devido a bloqueadores de propaganda. E quanto as empresas já perderam devido à mudança de comportamento do consumidor? Incalculável. Sabendo disso, as empresas precisam ser inteligentes. Anunciantes precisam romper com a mentalidade da propaganda tradicional e isso significa, principalmente, tirar o foco do volume e repetição. Durante décadas, o pensamento do &#8220;quanto mais, melhor&#8221; imperou. Se uma empresa pudesse colocar seus comerciais em todos os breaks possíveis, elas fariam. Como espaço na mídia sempre foi muito caro, as empresas optavam por diversificar as suas inserções, assim, um espectador raramente via o mesmo comercial em um determinado canal a ponto de se irritar. Mas a nossa querida internet mudou isso.</p>
<p>A possibilidade de segmentar mais diminuiu os custos e aumentou a efetividade das campanhas publicitárias, mas também gerou casos bizarros de superexposição, como o video <em>pre-roll</em> do aplicativo 99 Pop no YouTube que, em 2017, chamou atenção pela grande frequência com que era exibido. Praticamente, todo mundo que assistiu videos do YouTube naquele período viu o comercial diversas vezes (ao menos, os primeiros cinco segundos dele), pois ele aparecia antes de quase todo os os videos, irritando muita gente (até a ponto de colocar no ReclameAqui). Uma <a target="_blank" href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/00913367.1985.10672945" target="_blank">pesquisa</a> acadêmica lá de 1985 já havia demonstrado que publicidade altamente concentrada e repetitiva irrita o consumidor e prejudica a imagem do anunciante.</p>
<p>Após uma campanha massiva como a do 99 Pop, a pergunta mais importante de todas é: deu resultado? A primeira resposta é outra pergunta: que tipo de resultado? Se a empresa escolheu medir através de downloads, novos usuários, número de corridas realizadas e outras medidas objetivas, a resposta provável foi sim. Se a empresa escolheu medir atitude em relação ao serviço ou a marca, a resposta provável foi não.</p>
<p>Primeiro, preciso deixar claro que atitude não é uma ação, é uma inclinação psicológica, digamos assim. Atitude é o conceito mais importante da psicologia social segundo Gordon Allport, mas é de difícil definição. Ela está muito ligada às sensações geradas por experiências e é um importante antecedente da intenção de compra ou uso, mas claro, não é o único, o que significa que a minha atitude em relação a uma marca pode ser baixa e eu ainda ter a intenção de comprar ou experimentar, mas dificilmente criarei um vinculo com essa marca a menos que a minha atitude aumente. Assim, uma campanha à base de repetição pode dar ótimos resultados, dependendo do que está se medindo. Uma campanha pode aumentar as vendas em 300% e o boca a boca negativo em 200% ou uma taxa de retenção baixíssima.</p>
<p>Voltando para à repetição, como o excesso de exposição pode gerar efeitos negativos? Parte da resposta eu encontrei durante a minha dissertação de mestrado. Descobri que a repetição é estudada há pelo menos 80 anos, mas teve o seu <em>boom</em> nas décadas de 60 e 70. O primeiro grande sinal dos efeitos negativos da repetição apareceu justamente quando os pesquisadores tentavam entender os efeitos positivos da repetição, especificamente um efeito chamado <strong>mera-exposição</strong>. Esse efeito diz que o simples fato de você ter sido exposto a algo, irá gostar mais dele. Faz sentido, certo? O que não faz sentido é no tipo de coisa que faz as pessoas gostarem mais. Estudos mostraram que as pessoas demonstram maior preferência ou gosto por elementos como letras chinesas, polígonos, frases desconexas e pinturas abstratas.</p>
<p>Na década de 70, os pesquisadores ficaram obcecados pelo assunto e testaram os efeitos da repetição com números de exposições que beiravam o absurdo de 240. Com base em <a target="_blank" href="http://psycnet.apa.org/record/1990-00422-001" target="_blank">vários estudos</a>, o que se concluiu é que depois de um determinado número (entre 5 e 20), mais exposições diminuíam as avaliações do objeto. O tempo entre uma exposição e outra também influenciava, quanto menor o tempo, mais rápido o efeito positivo diminuía. É importante destacar que as exposições desses estudos não eram muito realistas, além de usar estímulos malucos como letras chinesas ou polígonos, o tempo de exposição era baixíssimo, entre 25 e 100 milissegundos, considerado subliminar (Obs.: as imagens da Jequiti no meio do programa não é subliminar). O que torna esse efeito tão interessante é que ele é inconsciente, e por ser inconsciente, a tolerância e o efeito tendem a ser maiores.</p>
<p>Quando a exposição é percebida de forma consciente, o efeito diminui e as pessoas se tornam menos tolerantes à repetição. Uma das explicações é que, ao mesmo tempo que as pessoas gostam mais do objeto devido a maior habituação e conhecimento, elas gostam menos a cada exposição devido ao tédio e redundância. Essa teoria é conhecida como teoria do fator duplo, mas esse assunto é chato demais pra me aprofundar aqui no site.</p>
<h4>Propaganda repetitiva funciona?</h4>
<p>Pra responder a essa pergunta não adianta perguntar pro dono da agência nem para o executivo de um conglomerado de mídia. Você pode perguntar para um executivo de uma holding que gasta milhões em publicidade e mesmo que ele saiba responder, dificilmente será aplicável a outras realidades. Por isso, vamos usar a ciência mais um vez. Um estudo publicado em 2015 na principal revista acadêmica de propaganda que analisou dados de outros 37 importantes estudos nos oferece insights interessantes. O estudo analisa o efeito da repetição em dois aspectos principais: atitude e lembrança. A seguir, os principais resultados:</p>
<ul>
<li>Repetição afeta a atitude em um formato de U-invertido, isto é, aumenta a atitude até um ponto, depois começa a ter efeito negativo. O ponto mais alto é obtido, aproximadamente, com 10 exposições (tal número é corroborado também pelo estudo de 1989. A maioria dos estudos obteve esse número realizando exposições em um período curtíssimo de tempo com baixo espaçamento entre elas. Portanto, esse número deve ser usado com cautela, é difícil dizer ao certo quantas exposições é o ideal em um cenário real.)</li>
<li>Para atitude, os melhores efeitos são obtidos em situações de baixo envolvimento e com exposições espaçadas.</li>
<li>Repetição aumenta lembrança de forma linear. Quanto mais repetição, maior a lembrança. É possível que a lembrança continue a aumentar além de 10 exposições.</li>
<li>Para aumentar lembrança, exposições menos espaçadas e mais insistentes funcionam melhor.</li>
<li>Quanto mais envolvido o consumidor estiver (com a marca, produto, propaganda), menos tolerante ele será à repetição.</li>
<li>Os efeitos da repetição diminuem com o tempo tanto na atitude como lembrança (provavelmente, a queda é maior na lembrança, mas isso sou eu que estou dizendo)</li>
</ul>
<p>Para concluir, repetição é sim essencial para gerar uma resposta no consumidor. A máxima &#8220;quem não é visto não é lembrado&#8221; é verdadeira, mas desconheço alguma máxima publicitária referente à atitude, intenção, satisfação ou lealdade, fatores muito mais importantes para os negócios hoje em dia. Vivemos em uma época de superestimulação, em que anunciar nunca foi tão barato, mas assim como o mercado mudou, os consumidores também mudaram e estão menos tolerantes a mensagens comerciais inconvenientes. O que não parece ter mudado ainda é a mentalidade das empresas.</p>
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		<title>Como ser Warren Buffett através de 4 valores essenciais</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Sep 2017 21:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sylvio Ribeiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sabedoria]]></category>
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		<description><![CDATA[Warren Buffett é uma espécie em extinção. É impossível não admirar a sua história, sua capacidade de analisar negócios e grande sabedoria. Quando soube do documentário &#8220;Como Ser Warren Buffett&#8221; que contava a sua história, fiquei muito empolgado para assistir, tanto que levei o dobro do tempo para termina-lo, registrando e absorvendo cada detalhe da sua vida [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img class="aligncenter size-full wp-image-10818" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/IMG_20170918_181842_processed.jpg" alt="Warren Buffett escritório" width="744" height="408" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/IMG_20170918_181842_processed-300x165.jpg 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/IMG_20170918_181842_processed.jpg 744w" sizes="(max-width: 744px) 100vw, 744px" /></p>
<p><span title="W" class="cap"><span>W</span></span>arren Buffett é uma espécie em extinção. É impossível não admirar a sua história, sua capacidade de analisar negócios e grande sabedoria. Quando soube do documentário &#8220;Como Ser Warren Buffett&#8221; que contava a sua história, fiquei muito empolgado para assistir, tanto que levei o dobro do tempo para termina-lo, registrando e absorvendo cada detalhe da sua vida na busca por ensinamentos. Este post é um pedacinho das principais lições que podemos extrair da vida do Oráculo de Omaha.</p>
<p>Aos 86 anos de idade, Buffett possui a mesma vitalidade e curiosidade sobre a vida de uma pessoa de 25 anos, mas com a experiência e conhecimento de alguém de 80. Isso é raro em uma sociedade cada vez mais hedônica e que trabalha pela recompensa, não pela jornada que leva até ela.</p>
<p>Se você não tem uma boa noção dos feitos de Warren Buffett, bom&#8230; ele é o 2º homem mais rico do mundo, dono da 4ª maior empresa dos EUA, uma holding administrada por ele há mais de 50 anos. O escritório da Berkshire Hathaway tem apenas 25 funcionários e quase todos estão lá há anos. Nem departamento de RH a empresa possui. Já as empresas da holding empregam 330 mil funcionários que justam produzem receita de US$ 210 bilhões. A empresa é dona 100% de dezenas de empresas fortes no mercado regional, porém desconhecidas para quem é de fora. Mas a holding possui participação em corporações gigantes como Apple, Coca-Cola, American Airlines e IBM. Além disso, ele é o maior filantro do mundo e criador do Giving Pledge, um movimento que incentiva bilionários a doarem pelo menos metade da sua fortuna até o fim de suas vidas. Ainda assim, Warren Buffett vive na mesma casa há 60 anos na cidade pouco conhecida de Omaha onde nasceu, dirige o mesmo sedã comum há anos, come sanduíches de $2,95 no McDonald’s, não usa computador e seu celular é daqueles que só efetua chamadas.</p>
<p><span class="leftpullquote">&#8220;Gosto de sentar e ficar pensando. Faço muito isso.&#8221;</span></p>
<p>Para amigos e parentes, Warren Buffet é um gênio. Isso é curioso, porque raramente homens de negócios são chamados de &#8220;gênios&#8221;, qualidade que parece ser mais adequada a cientistas, jogadores de xadrez, artistas e inventores. Eu sou fascinado por histórias de sucesso, especialmente às daqueles que são diferentes de todos os outros. Sempre tento identificar as características que os levaram ao sucesso, e o sucesso de Buffet não pode ser explicado somente pela sua genialidade com números e intuição para negócios. Há muito mais do que isso, mas nada é inédito. Não há nenhuma lição que não tenhamos visto antes. Foco, curiosidade, paixão, valores, estudo, família, mentores. O sucesso de Buffet pode ser explicado por uma equação com esses elementos.</p>
<p>O que eu notei na história do Warren Buffett é que ela é cheia de clichês. Não há nada de extraordinário a não ser a sua própria personalidade. No entanto, esses clichês parecem estar desaparecendo da nossa sociedade.</p>
<h4>1. Educação</h4>
<p>É difícil enfatizar o suficiente o quanto a infância é uma etapa importante para o desenvolvimento de um indivíduo. Cada não, cada sim, cada novo estímulo, tudo importa, e Buffett teve tudo exatamente o que precisava para alimentar a sua curiosidade e desenvolver seu intelecto.</p>
<p>Warren Buffett cresceu numa família de classe média e, portanto, tinha acesso a esses estímulos. Mas condições não determina muita coisa. Como explicar a sua paixão por números desde garoto? Ele costumava apostar com colegas qual bolinha de gude era a mais rápida. Brincadeiras (e perguntas) banais como essas podem ser o divisor de águas se alimentadas. Ele gostava tanto de números que até hoje lembra a população de Omaha de 1930 que leu em um livro quando criança, 214.006.</p>
<p>Warren lia mais do que (<a target="_blank" href="https://www.youtube.com/watch?v=zd0VoQRrTGQ">veja este vídeo sobre a importância da leitura</a>) os seus colegas, e até hoje passa 5-6 horas por dia lendo. Aos 7 anos, ele leu o livro <em>“One Thousand Ways to Make $1000”</em>. Uma das ideias consistia em comprar uma balança de pesar moedas, o jovem Warren então calculou quanto demoraria para pagar e comprar uma segunda balança com o lucro e com base nos juros compostos calculou quanto demoraria para ter uma balança para cada pessoa no planeta. É óbvio que ele não tinha 1000 dólares, então parou de sonhar e começou do pouco, vendendo Coca-Cola, chicliete e jornais porta a porta. Ele lucrava $0,01 por jornal vendido, bastavam 5 para equivaler a sua mesada de $0,05. Warren vendia 500. Anos mais tarde, os primeiros livros sobre investimento que leu foram os do escritório do pai. Ele não apenas leu todos, como leu mais de uma vez alguns deles.</p>
<p><span class="leftpullquote">&#8220;Qualquer pessoa pode ler o que eu leio. As condições são iguais.&#8221;</span></p>
<p>Os jovens de hoje pensam em empreender aos 20 sem saber o que são juros compostos e com uma carga de leitura mínima, para não dizer inexistente.</p>
<p>Warren sonhava praticamente antes de saber o sentido figurado da palavra sonho. Ainda criança, disse para a irmã que seria milionário antes dos 30. Isso é certamente uma ideia que passa na cabeça dos jovens hoje em dia, mas na cabeça de uma criança da década de 30? Sua irmã diz: <em>&#8220;era estranho, mas ele era diferente mesmo, então ninguém dava muita importância&#8221;. </em>Ainda na escola<em>,</em> Warren comprou suas primeiras ações na bolsa.</p>
<h4>2. Família</h4>
<p>Buffett não esconde que o maior presente da sua vida foi o seu pai. Seu pai era um daqueles tipos raros que educavam por exemplo e não por palavras. Dessa forma, seus valores foram absorvidos por todos os filhos. As crianças Buffett também absorveram o conceito de trabalho, fosse brincando na enorme calculadora disponível na empresa do pai ou quando o pai voltava de viagens com fantasias para Warren e suas duas irmãs. Enquanto o pai trabalhava sem dar muita importância para o dinheiro ou opinião dos outros, sua mãe era ambiciosa e competitiva. O resultado dessa combinação moldou a personalidade de Warren Buffett, tornando-se altamente competitivo, porém ético e simples.</p>
<p>Einstein dizia que o exemplo é a única forma de ensinar. Assim, Warren Buffet se tornou um ótimo pai na vida adulta e aqui uma outra lição vinda dos seus filhos: consistência. Buffett chegava sempre no mesmo horário em casa, sempre jantava com os filhos e os colocava para dormir cantando a mesma canção “Over the Rainbow”, de Judy Garland.</p>
<h4>3. Um grande amor</h4>
<p>Uma das lições que tenho aprendido depois dos 30 é a importância de ter ao lado alguém que melhore você. Aos 30, seu caráter já está consolidado, suas opiniões e visões de mundo firmemente enraizadas. Mudar isso requer uma grande força, e não há força maior que o amor. Buffett se casou aos 21 anos, idade em que ele afirma ser muito imaturo, e mais do que sua esposa Susie aos 19. Conhecer sua esposa foi para ele tão importante quanto seu próprio nascimento. Susie ofereceu o equilíbrio e maturidade que Buffett não possuía.</p>
<p>Buffett diz algo bonito de se ouvir, que ela era melhor do que ele. Bonito porque é raro ouvir isso de alguém, até mesmo da pessoa com quem viveu por décadas. Bonito porque somente quando você se coloca abaixo do outro, é que o crescimento encontra espaço. Sua esposa também não ligava para dinheiro o que, assim como o pai de Warren, talvez tenha ajudado a reforçar uma imagem em que dinheiro não tem grande importância. Dinheiro era um objetivo pessoal e não pressão social (tal pressão que costuma levar pessoas bem-sucedidas à depressão e ansiedade). Para Susie e amigos do Warren, ganhar dinheiro era uma forma de marcar pontos. Marcar pontos alimentava a competitividade exacerbada de Warren, provavelmente herdade da sua mãe.</p>
<p>Foi da esposa que Warren adquiriu uma das posturas que o tornou tão famoso, o de filantropo. Susie começou a se envolver com direitos civis e Warren foi mudando de republicano conservador para um democrata preocupado com as causas sociais, fato este que viria a gerar problemas na relação com o pai. Buffett e Susie assistiram a um discurso do Martin Luther King Jr. seis meses antes da sua morte. Ele considera até hoje uma das coisas mais inspiradoras que viu. Buffett era tão sábio, que um dia conversando com Susie sobre questões raciais, ele disse <em>“espere até as mulheres se darem conta de que são escravas do mundo</em>”. Se os homens sozinhos nos negócios foram capazes de fazer tanto, imagine quando as mulheres se juntassem, divagou Buffett. Temos visto isso hoje em dia, com as mulheres transformando a dinâmica corporativa.</p>
<p>Se hoje Buffett pretende doar 99% de toda a riqueza que adquiriu e chegar ao fim da sua vida gastando apenas 1%, é por causa da sua mulher. O amor a uma mulher impactou milhões e milhões de pessoas. Ainda que os dois tenham se separado (ela mudou de cidade, embora os dois continuaram se vendo e cultivando o amor), é inegável que ela foi o grande amor da sua vida.</p>
<h4>4. Pessoas importantes</h4>
<p>Ninguém muda sozinho. As lições mais importantes da vida não podem ser ensinadas ou aprendidas de forma solitária. É por isso que até Buffett, um prodígio em todas as formas precisou de pessoas para crescer. Seu pai estimulou, ensinou valores e o conceito de trabalho e dinheiro. Sua mulher ensinou os valores sociais, educando-o sobre aspectos humanos que Buffett carecia. Seu professor, Ben Graham, ensinou dentre muitas lições, os dois famosos princípios de investimento que deu início à sua riqueza: 1) nunca perca dinheiro; 2) nunca esqueça o primeiro princípio. Anos mais tarde, Charlie Munger, tão bem-sucedido nos negócios quanto ele, mudou a forma como Buffett via e fazia negócios.</p>
<p><span class="leftpullquote">&#8220;Nós não fazemos coisas só porque os outros fazem.&#8221;</span></p>
<p>Buffett aprendeu na Universidade de Columbia a comprar ações com os preços mais baixos possíveis, pois, assim, dificilmente não conseguiria lucrar. Munger disse que o valor não estava nos bens, mas em nomes, marcas, franquias. Essa mudança de paradigma revolucionou a forma com a Berkshire Hathaway funcionava. Agora Buffett não mais ia atrás de empresas medianas por preços maravilhosos, mas atrás de empresas maravilhosas por preços medianos.</p>
<p>Há muito mais lições na história de Warren Buffett e, felizmente, vários livros já buscaram reunir grande parte delas enquanto ele ainda está vivo. Como disse uma ex-jornalista da Fortune que acompanhou a carreira do grande Oráculo de Omaha, sua história será conhecida pelos próximos 100 anos. Warren é um espécime raro, mas sua vida passou por vários dos mesmos problemas que muitos de nós passamos. Ele já ouviu não (foi recusado pela Harvard Business School), seu pai foi demitido, já ficou sem saber que rumo tomar, já tirou notas ruins e já passou por situações muito difíceis. O que torna Warren alguém único é a sua dedicação e paixão em tudo que faz. Mais um clichê, mas que se praticado gera consequências que dariam um filme.</p>
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		<title>A lenta morte da mídia tradicional</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Sep 2017 23:18:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sylvio Ribeiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
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		<description><![CDATA[Há sete anos, descrevi a cena em que pessoas chegariam no trabalho, pegariam um café e sentariam na sua mesa para dar uma lida no jornal e este estaria dentro de alguma ela e não em folhas acinzentadas de um papel de baixa qualidade. Está acontecendo, jornais e revistas impressas estão morrendo. E o pior, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img class="aligncenter size-full wp-image-10805" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/120917_morte_midia_tradicional.jpg" alt="120917_morte_midia_tradicional" width="800" height="477" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/120917_morte_midia_tradicional-300x179.jpg 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/120917_morte_midia_tradicional.jpg 800w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p><span title="H" class="cap"><span>H</span></span>á sete anos, <a href="http://www.pequenoguru.com.br/2010/07/a-profecia-da-midia-impressa/">descrevi</a> a cena em que pessoas chegariam no trabalho, pegariam um café e sentariam na sua mesa para dar uma lida no jornal e este estaria dentro de alguma ela e não em folhas acinzentadas de um papel de baixa qualidade. Está acontecendo, jornais e revistas impressas estão morrendo. E o pior, o vírus parece ter se espalhado às outras mídias, incluindo a mais poderosa delas, a televisão. A pergunta é: você profissional ou consumidor, está preparado?</p>
<p>A minha relação com a mídia tradicional é bastante próxima. Minha infância e adolescência foram marcadas por idas felizes e frequentes à banca de revista do tio Jairo. Eu não lia uma ou duas revistas, eu praticamente devorava aquela banca, lendo revistas de todos os tipos. Como estudante de publicidade, tive que estudar mídias. Depois, trabalhei em dois grandes grupos de comunicação. Embora tenha migrado de área, é interessante ver como tudo mudou em tão pouco tempo. A banca do Jairo não existe mais, boa parte do que aprendi na faculdade está obsoleto e as empresas em que trabalhei fizeram drásticos cortes e eliminaram vários cargos para sobreviver.</p>
<p>De 2009 para cá, jornais renomados simplesmente desapareceram. Gazeta Mercantil, O Estado do Paraná, O Sul e o centenário Jornal do Brasil, pra citar alguns. Dos três jornais brasileiros mais famosos, apenas a Folha de São Paulo lucrou em 2015 e pelo que mostram os <a target="_blank" href="http://www.anj.org.br/2017/04/05/jornais-e-revistas-continuam-avancando-em-2017-com-suas-edicoes-digitais/">números</a>, 2016 não foi melhor. Jornais pequenos também estão sumindo aos montes. Apesar do cenário apocalíptico, os jornais não vão morrer, suas versões em papel vão. Revistas parecem estar no mesmo barco, mas parecem estar se saindo melhores na migração do impresso para o digital. A Revista Veja obteve 85 mil novos assinantes entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017 e a revista Época quase dobrou o número de assinantes. Não preciso dizer que houve queda na tiragem impressa, preciso? A mudança é tanto, que o IVC, orgão que registra a tiragem de revistas e jornais inclui o número de versões digitais na contagem.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Tiragem dos jornais (EUA)</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10803" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/120917_graf_1.jpg" alt="Veiculação de jornais" width="724" height="322" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/120917_graf_1-300x133.jpg 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/120917_graf_1.jpg 724w" sizes="(max-width: 724px) 100vw, 724px" /></p>
<p>É evidente que mudança é o caminho para a sobrevivência. Não apenas fazer do digital uma prioridade, mas reformular o modelo de negócios. Em 2013, uma pesquisa da Pew Research Center levantou que 450 dos 1.380 jornais norte-americanos usavam paywall para restringir acesso ao conteúdo somente para assinantes. Segundo a pesquisa, essa estratégia junto com formatos de assinatura que combinam versão digital e impressa ou opção de venda individual estavam rendendo bons resultados aos jornais. Há poucos jornais que ainda resistem à implantação do paywall. No Brasil, lembro que O Globo não possuía. Na Inglaterra, o famoso The Guardian tem feito o possível para manter seu conteúdo livre e, para isso, até pede por doações no final de cada notícia. Aos poucos, os jornais estão indo além do paywall. Uma ideia interessante é a de <a target="_blank" href="https://gigaom.com/2011/12/20/dont-penalize-loyal-users-with-paywalls-reward-them/">“paywall reverso”,</a> que parte da questão “por que punir ao invés de premiar leitores assíduos?” Ao invés de exigir que a pessoa puxe o cartão de crédito ao atingir o limite, por que não oferecer mais alternativas, como por exemplo uma assinatura mais barata, porém com mais anúncios? Jornais como o The New York Times, The Guardian e O Globo têm se esforçado para oferecer conteúdo extra além das notícias.</p>
<p>A revista Veja publicou uma matéria interessante sobre como a Rede Globo recuperou a audiência das suas novelas a um patamar não visto em anos (época pré-Netflix, lembra?). A Malhação tem a sua maior audiência em 11 anos, a novela “Força do Querer” registra em torno dos 40 pontos no ibope e as demais novelas todas estão com boas audiências. A emissora parece ter conquistado isso através de: 1) Pesquisa: reconexão dos temas abordados e da forma com que é abordado com a realidade do brasileiro; 2) Escapismo: em meio a tantas notícias ruins, o brasileiro encontra nas novelas momentos agradáveis que afastam sua atenção da preocupação. Ao menos, é isso que diz a reportagem. Um aspecto que mostra que o comprometimento da emissora com a mudança é que suas novelas atuais são todas escritas por novos autores, com exceção de uma, “Força do Querer”, da Gloria Perez.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nº de funcionários empregados em jornais (EUA)</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10804" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/120917_graf_2.jpg" alt="Nº de funcionários de jornais" width="724" height="322" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/120917_graf_2-300x133.jpg 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2017/09/120917_graf_2.jpg 724w" sizes="(max-width: 724px) 100vw, 724px" /></p>
<p>Sinceramente, não sei como a Rede Globo conseguiu, mas é admirável. As novelas talvez sejam a sobrevida do formato tradicional da televisão brasileira. Não há novelas no Netflix e o brasileiro médio agora que está se acostumado ao formato dos seriados. Acredito que há uma questão cultural muito forte do brasileiro com a televisão, com a novela e principalmente, com a Rede Globo. O Netflix pode continuar crescendo, a TV paga pode continuar caindo, novos serviços de streaming podem surgir, mas a Globo ainda é muito forte e continuará sustentando a TV tradicional por algum tempo. Contudo, a emissora precisa se reinventar e não acho que o lançamento do Globo Play ou a reformulação criativa representem mudanças substanciais. É necessário mais uma revolução do que uma evolução. Quando o streaming dominar (e ainda não sabemos como será isso) é provável que o formato de novelas como conhecemos hoje não se adapte ao novo meio, ou o público esteja preferindo outro tipo de conteúdo. Ao contrário do que os executivos e criativos da Rede Globo pensam, novelas não são imortais. Como qualquer produto, passam por transformações que devem acompanhar mudanças no estilo de vida da sociedade e das tecnologias.</p>
<p>Uma empresa que realmente parece estar reformulado todo o seu modelo de negócios é o Grupo Abril. Ao focar em qualidade e eficiência da veiculação publicitária, a empresa que está sob o comando de Walter Longo, reduziu 36% o seu portifólio publicitário digital e viu a receita <a target="_blank" href="http://www.fipp.com/news/features/how-abril-achieved-revenue-increases-decluttering-ad-inventory">crescer 46%,</a> cliques 15% (superando os concorrentes em 40%) e com uma taxa de visualização de 65% na média de todos os seus 23 sites. Há inclusive uma métrica que mostra que os visitantes visualizam o conteúdo mais lentamente que o da concorrência.</p>
<p>Tais resultados necessitaram, é claro, de mudanças. A mais importante delas é que essa era uma prioridade estratégica da empresa. Somente a partir dessa visão do topo da empresa foi possível fazer as mudanças necessárias. O primeiro passo foi migrar todos os sites para uma única ferramenta (a empresa usava 13 diferentes!), o WordPress VIP. Isso exigiu trabalho conjunto de diversas áreas, editorial, BI, TI, design, publicidade, marketing, SEO e SMO <em>(Social Media Optimization)</em>. O design passou a ser guiado por dados e foram baseados não apenas em <em>benchmarks</em>, mas em diversos testes A/B.  A empresa também utilizou o Moat Analytics para medir atenção, visibilidade e tráfego tanto do conteúdo como dos anúncios. Por fim, o Grupo Abril definiu um nível de qualidade para os espaços publicitários, e o que não atingia o nível, era excluído. Dessa forma, a empresa está demonstrando que a publicidade online está deixando de ser barata e caótica para se tornar mais profissional e eficiente.</p>
<p>O futuro é digital. Para o bem ou para o mal, estaremos cada vez mais conectados a dispositivos. E onde quer que você esteja, precisa estar preparado porque ela não é mais apenas uma profecia, mas uma realidade.</p>
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		<title>O que é ser inteligente?</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Sep 2017 21:56:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sylvio Ribeiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[vida pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Dezenove meses após meu último texto publicado no Pequeno Guru, volto a escrever sobre um assunto que está na minha lista há muito tempo. Nada mais pertinente do que escrever sobre inteligência direto de uma universidade, cercado de livros de estatística, artigos de psicologia e slides de aula de marketing. Será que devo me sentir [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img class="aligncenter size-full wp-image-10795" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/040917_ser_inteligente.jpg" alt="O que é ser inteligente" width="800" height="478" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/040917_ser_inteligente-300x179.jpg 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/040917_ser_inteligente.jpg 800w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p><span title="D" class="cap"><span>D</span></span>ezenove meses após meu último texto publicado no Pequeno Guru, volto a escrever sobre um assunto que está na minha lista há muito tempo. Nada mais pertinente do que escrever sobre inteligência direto de uma universidade, cercado de livros de estatística, artigos de psicologia e slides de aula de marketing. Será que devo me sentir inteligente?</p>
<p>Resolvi escrever sobre depois de tanto ouvir pessoas falarem <em>“fulano é inteligente”.</em> O que pode parecer despeito da minha parte, na verdade é pura curiosidade e estranheza. Ouvir isso gera uma resposta automática (e muitas vezes silenciosa) na minha cabeça <em>“como você sabe disso?”</em>. Normalmente, quem afirma chega a essa conclusão utilizando pequenos fragmentos de fatos.</p>
<p>O ser humano é rápido no gatilho quando se trata de fazer deduções e como a psicologia mostra, não somos muito bons nisso. Jonah Berger diz em seu livro “Contágio” que, se alguém conta uma piada engraçada em uma festa, você tende a considera-lo espirituoso, divertido. Da mesma forma, se um novo colega de trabalho chega comentando sobre a queda da taxa Selic, logo presumimos que ele é um expert em economia ou, pelo menos, um leitor voraz. Quando, na verdade, ele pode ter visto enquanto rolava seu feed de notícias do Facebook.</p>
<p>Segundo a sabedoria popular, inteligente é alguém que lê bastante ou tem um bom conhecimento acerca das coisas. De fato, conhecimento e inteligência andam juntos, mas saber se alguém é realmente inteligente requer uma exame mais profundo.</p>
<p>Embora consideremos inteligente alguém que tira 10 em matemática e “não tão inteligente” um bailarino do Bolshoi, a famosa <strong>teoria das múltiplas inteligências</strong>,<strong> </strong>do psicólogo Howard Gardner, considera tipos diferentes de inteligência tanto a lógico-matemática como a corporal-cinestésica.  A ideia de que não existe um único tipo de inteligência não é nova, Charles Spearman já havia explicado a sua ideia de <strong>inteligência geral e especial</strong> 100 anos atrás, o problema é que ele considerava ambas interligadas, assim, se você possuía uma alta inteligência geral, também possuiria boas inteligências especiais, diferentemente da teoria de Gardner que diz as inteligências são independentes. Já Robert Sternberg e sua teoria triárquica da inteligência divide a inteligência em três: <strong>analítica, criativa </strong>e<strong> prática,</strong> e parece ser a mais útil para responder a pergunta “o que é ser inteligente?”. Através dela, podemos considerar Einstein um gênio, algo passível de discussão segundo a teoria de Howard Gardner.</p>
<p>Mais de 20 anos após importantes teorias de inteligência, surge uma nova teoria advinda da neurociência. A teoria P-FIT de inteligência (nome complicado demais para colocar aqui) sugere que há regiões no cérebro responsáveis pela inteligência. A identificação veio de um estudo que revisou resultados de outros 37 estudos que tinham o objetivo mapear as áreas do cérebro associados ao alto QI. Estudos posteriores reforçaram a teoria, incluindo quais áreas estariam relacionadas aos vários tipos de inteligência.</p>
<p><u>Conclusão #1</u>: estudos recentes sugerem que inteligência está relacionada à eficiência cerebral que permitem o cérebro se comunicar e trocar informações entre diferentes áreas mais rapidamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sabedoria, um outro tipo de inteligência?</strong></p>
<p>Seria a sabedoria um outro tipo de inteligência? O próprio Howard Gardner questiona o valor da linguagem lógica se você não sabe lidar com outras pessoas ou não conhece a si mesmo. Uma pessoa assim ficará atrás de uma mesa para sempre, pois ela é incapaz de se relacionar de forma saudável com os outros, e esse é o tipo de habilidade que a sociedade moderna tem valorizado. Não é à toa que o termo “inteligência emocional” entrou para o vocabulário após o livro do Daniel Goleman e desde então vem sendo usado e pesquisado para se referir à capacidade das emoções de afetarem o pensamento e as decisões. Nem sobre a definição de IE os pesquisadores concordam. Então, não vou me arriscar.</p>
<p>Apesar disso, inteligência emocional e cognitiva são ambas importantes para uma vida bem-sucedida seja no campo profissional ou pessoal. Associar características como “empatia”, “habilidade social”, “autoconsciência” e “motivação” à inteligência só torna tudo mais confuso e atrapalha a busca por uma resposta do que é ser inteligente.</p>
<p>Recapitulando, até agora vimos que inteligência não é acumular conhecimento, envolve várias habilidades que talvez não tenham relação, e que inteligência no século XXI passa pelo autoconhecimento e domínio das emoções.</p>
<p>A minha mãe costuma me dizer o quanto a minha vó era uma mulher sábia, mesmo não sabendo ler. Em outras palavras, a minha vó era uma mulher dotada de sabedoria, não de inteligência. Contudo, suas valiosas lições sobre como criar filhos, casamento e até sucesso podem ser classificadas como <a target="_blank" href="http://www.intelltheory.com/practicalintelligence.shtml">inteligência prática</a>, um dos três tipos segundo a teoria de Robert Sternberg dos anos 80. Nos anos 2000, ele usou o conceito de conhecimento tácito para medir inteligência prática e descreveu três características bastante interessantes sobre:</p>
<ul>
<li>É um conhecimento sobre como fazer algo e não sobre algo</li>
<li>É normalmente aprendido sem ajuda dos outros ou instruções</li>
<li>É um conhecimento sobre coisas pessoalmente importantes para a pessoa</li>
</ul>
<p>Sternberg desenvolveu testes baseados em situações reais e concluiu que conhecimento tácito ajuda a predizer sucesso na carreira, especialmente em certas carreiras como vendas, gestão, psicologia acadêmica e liderança militar.</p>
<p>Em outras palavras, conhecimento tácito e inteligência prática estão interligados. Logo, a minha vó mesmo analfabeta parece ter sido mais inteligente do que muitos <a target="_blank" href="http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/nem-1-nem-80-a-real-taxa-de-analfabetismo-funcional-entre-universitarios-8eipsba6xmr44t7602oum3pq4">universitários brasileiros</a>.</p>
<p>Conclusão #2: Sabedoria pode ser considerado um outro tipo de inteligência.</p>
<p>Quando Sócrates disse “eu sei que sou inteligente, pois sei que não sei nada”, ele estava demonstrando uma grande capacidade de auto avaliação, uma característica relacionada à inteligência emocional e à sabedoria.</p>
<p>Talvez você não concorde comigo e não precisa fazer, o objetivo do Pequeno Guru sempre foi provocar reflexão e não apenas oferecer conhecimento. Conhecimento novo nasce, frequentemente, de conflitos na cabeça de um sujeito inquieto e curioso. Na minha opinião, inteligência é saber usar o conhecimento existente (relacionando, combinando, inferindo) para gerar coisas novas (perguntas, soluções).</p>
<p>Da mesma forma que se associa notas 10 a um aluno inteligente, a maioria das pessoas consideram físicos indivíduos muito inteligentes, devido a sua alta habilidade matemática. No entanto, Einstein associou inteligência à capacidade de imaginar (a qual, sem ela, ele jamais teria sido considerado um gênio) e Stephen Hawking à capacidade de se adaptar à mudança.</p>
<p>Diante disso tudo, ser inteligente é: ver semelhanças nas diferenças; associar coisas estranhas em busca de grandes resultados; alimentar uma curiosidade insaciável; buscar respostas para perguntas nunca respondidas; acreditar em si próprio; conhecer seus limites; dominar suas emoções ou ao menos saber que elas impactam quase todas suas ações; ser humilde; valorizar os detalhes; prestar atenção ao mundo a sua volta; reconhecer que nada de valor vem sem esforço; tratar bem todo mundo. Ser inteligente é tudo isso e muito mais.</p>
<p>Se nem cientistas, filósofos e a minha vó conseguiram dar uma resposta completa a essa questão, quem sou eu para achar que consegui? Ao menos tentei.</p>
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		<title>Primeira impressão é a que fica?</title>
		<link>http://www.pequenoguru.com.br/2016/02/primeira-impressao-que-fica/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2016 11:20:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sylvio Ribeiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[atitudes]]></category>
		<category><![CDATA[vida corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[vida pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Causar uma boa primeira impressão nos dias de hoje é quase um requisito para o sucesso. Frases populares como a &#8220;primeira impressão é a que fica&#8221; e &#8220;você nunca terá uma segunda chance de deixar uma primeira impressão&#8221; são praticamente máximas da vida adulta. É claro que não se pode alterar uma primeira impressão, mas [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img class="aligncenter size-full wp-image-10778" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/110215_ma_impressao.jpg" alt="110215_ma_impressao" width="800" height="480" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/110215_ma_impressao-300x180.jpg 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/110215_ma_impressao-768x461.jpg 768w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/110215_ma_impressao-600x360.jpg 600w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/110215_ma_impressao.jpg 800w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p><span title="C" class="cap"><span>C</span></span>ausar uma boa primeira impressão nos dias de hoje é quase um requisito para o sucesso. Frases populares como a<em> &#8220;primeira impressão é a que fica&#8221;</em> e <em>&#8220;você nunca terá uma segunda chance de deixar uma primeira impressão&#8221;</em> são praticamente máximas da vida adulta. É claro que não se pode alterar uma primeira impressão, mas ela pode ser sobreposta pela segunda e  terceira impressões. O problema é que em muitos casos, você não tem essa oportunidade.</p>
<p>No recente livro &#8220;Presence&#8221;, a especialista no estudo de primeiras impressões Amy Cuddy (famosa pelo 2º TED Talk mais assistido de todos os tempos) <a target="_blank" href="http://www.businessinsider.com/harvard-psychologist-amy-cuddy-how-people-judge-you-2016-1">diz</a> que quando conhecemos alguém, duas perguntas vêm à mente: 1) Posso confiar? 2) Posso respeitar? Vamos sintetizar as perguntas em duas palavras: <em>cordialidade </em>e<em> competência.<br />
</em></p>
<p>Preste atenção no mundo corporativo, no que você já viu e viveu, e você verá que as pessoas se esforçam para demonstrar sinais de competência, inteligência e capacidade, e com frequência esquecem da &#8220;cola social&#8221; que une as pessoas — uma boa conversa, transparência, olho no olho, empatia, gratidão, etc.  Embora a maioria dos profissionais priorizem a competência, Amy diz que só após a confiança ter sido estabelecida, é que a competência passa a ser valorizada. Para testar isso, pense na sua opinião a respeito de alguém que acabou de conhecer e logo começou a falar do seu cargo na empresa, de suas viagens ao exterior e opinião sobre política e economia. <em>&#8220;Calma aí, primeiro preciso saber quem você é para me importar com a sua opinião sobre assuntos sérios ou mais íntimos.&#8221;</em></p>
<p>Na vida pessoal é mais fácil lidar com a situação, se você não vai com a cara da pessoa, afaste-se. Na vida profissional, você simplesmente não pode fazer isso, não ao menos se quiser ter sucesso no trabalho. Mas como transmitir confiança em um mundo tão efêmero como o nosso? Jeito rápido: sendo cortês e competente, mas olhemos outros aspectos.</p>
<h5>Introvertido e extrovertidos =  perspectivas diferentes</h5>
<blockquote><p>&#8220;Introvertidos tendem a ver extrovertidos como arrogantes, superconfiantes, impertinentes e intrometidos. Do outro lado, extrovertidos tendem a ver introvertidos como quietos, nerds, inseguros e socialmente inaptos. Essa tendência natural, quase subconsciente, serve como filtro — também conhecida como primeira impressão — pelo qual o comportamento futuro da pessoa será julgado.&#8221; (Jack Schafer, ex-analista comportamental do FBI e autor do livro &#8220;The Like Switch&#8221;)</p></blockquote>
<p>Sabe aquela sensação de não ir com a cara da pessoa que acabou de conhecer? A resposta pode estar no trecho acima. Este é um assunto particularmente interessante para mim porque senti na pele. Como introvertido, tive que aprender a administrar isso para ter chance em um mundo cheio de pessoas mais falantes, alegres e simpáticas do que eu. Esse lado profissional é brilhantemente abordado no livro &#8220;O Poder dos Quietos&#8221;, no qual fica clara a desvantagem dos introspectivos, mas também desmistifica várias coisas, por exemplo de que o introvertido fala pouco. Uma professora da Califórnia chamada Avril Thorne realizou um experimento que mostrou que introspectivos falam tanto quanto extrovertidos em uma conversa 1-to-1, mas o que mais chamou atenção foi que extrovertidos se sentiram mais à vontade ao lidar com introvertidos, baixando a aguarda e por vezes falando de assuntos mais profundos como conflitos na vida e preferências pessoais.</p>
<p>Outro mito derrubado pelo livro é de que bons vendedores são extrovertidos. O livro cita a história de Jon Berghoff, um vendedor super introvertido que ainda na adolescência ganhou mais de $135 mil dólares em comissões vendendo facas, quebrou vários recordes na empresa e se tornou um dos maiores representantes do país. Dá pra imaginar que um garoto de 16 anos que passava o horário do almoço lendo na biblioteca poderia fechar tantos negócios?</p>
<h5>Questão de segundos</h5>
<p>Dizem que formamos uma opinião a respeito de alguém em 30 segundos. Não sei se isso é verdade, mas sei que somos muito rápidos para assumir coisas, e o pior, somos bons nisso! A <a target="_blank" href="http://www.pequenoguru.com.br/2011/08/10-teorias-fascinantes-de-malcolm-gladwell/">teoria das fatias finas</a> mostra que usamos muitos atalhos para tomar decisões rápidas, e isso acontece com um grau de confiabilidade que impressiona. Com poucas informações (e em pouco tempo), <a href="https://www.psychologytoday.com/blog/beyond-words/201203/thin-slices-first-impressions">estudos mostraram</a> que acertamos a preferência sexual, identificamos vendedores confiáveis, bons médicos, diferenciamos entrevistadores de entrevistados e estudantes de orientadores.</p>
<p>Voltando aos extrovertidos, também os identificamos com uma velocidade impressionante — 50 milissegundos -, mas segundo <a target="_blank" href="https://www.researchgate.net/publication/232224172_The_Dual_Lens_Model_A_Comprehensive_Framework_for_Understanding_Self-Other_Agreement_of_Personality_Judgments_at_Zero_Acquaintance">pesquisadores alemães</a> a extroversão por si só não contribui muito para o processo de achar uma pessoa confiável ou não. Em outras palavras, ainda é necessário ser educado e competente para deixar uma boa impressão.</p>
<h5>Transmitindo confiança — nível avançado</h5>
<p>Se você quiser levar isso a um patamar acima, há uma equação que pode lhe ajudar. Criada pelo consultor Charles H. Green, a equação da confiança busca calcular o grau de confiabilidade de uma pessoa. Ela foi criada em um contexto das vendas, mas vendas é relação humana, portanto perfeitamente aplicável em outras áreas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10773" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/Equacao_Confianca_vendas.jpg" alt="Equacao_Confianca_vendas" width="750" height="482" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/Equacao_Confianca_vendas-300x193.jpg 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/Equacao_Confianca_vendas-600x386.jpg 600w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2016/02/Equacao_Confianca_vendas.jpg 750w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Entre os quatro itens, acho que o único que merece uma explicação é &#8220;auto-orientação&#8221;; que se refere ao foco que a pessoa tem, ela está mais preocupada com seus próprios ganhos ou com você? É o caso quando pensamos <em>&#8220;eu não posso confiar nele(a),  acho que ele(a) está vendo só seu próprio lado nessa situação.&#8221;</em> ou mesmo <em>&#8220;eu não confio nele(a), acho que está mais preocupado em deixar uma boa imagem e não está prestando atenção&#8221;</em>.</p>
<p>Auto-orientação é o aspecto mais importante para o fator de confiabilidade, uma vez que quanto mais a pessoa é centrada em si, menos confiável ela será. Um vendedor com com baixa &#8220;auto-orientação&#8221; é mais centrado no consumidor e estará muito mais comprometido com a situação dos clientes.</p>
<p>Levando para a prática, o site Career Builder <a target="_blank" href="http://www.startribune.com/harvey-mackay-make-a-good-first-impression-so-you-get-the-chance-for-a-second/333389021/">perguntou</a> para  2.700 gerentes quais os problemas mais comuns em entrevistas de empregos e os mais citados foram:</p>
<ul>
<li>Roupa inapropriada</li>
<li>Falta de interesse</li>
<li>Críticas ao emprego anterior / atual</li>
<li>Atitudes arrogantes</li>
<li>Usar celular durante a entrevista</li>
</ul>
<p>Como podem ver, todos deixam a desejar em um dos dois pontos cruciais apontados pela Amy: (falta) cordialidade ou (baixa) competência.</p>
<p>Esses são exemplos óbvios que afetam terrivelmente a sua imagem em uma primeira impressão, e se tem gente caindo em crateras como essas, imagine em pequenos buracos. Diariamente, deixamos e obtemos primeiras impressões. É preciso dobrar a atenção para evitar armadilhas nelas escondidas porque, em alguns casos, elas ficam para sempre.</p>
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		<title>O sincero pedido de natal de uma criança moderna</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2015 11:09:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sylvio Ribeiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Viver bem]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[vida pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Papai Noel, Este ano eu gostaria de pedir algo diferente. Mais uma vez terminei o ano como um bom menino, fui comportado, fui um bom aluno, não respondi para os mais velhos, comi brócolis e bebi menos refrigerante (só Coca-Cola porque o senhor trabalha pra eles), não fiz bullying e graças a Deus não sofri. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img class="aligncenter size-full wp-image-10765" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/211215_ano_offline_presente_natal.jpg" alt="211215_ano_offline_presente_natal" width="800" height="480" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/211215_ano_offline_presente_natal-300x180.jpg 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/211215_ano_offline_presente_natal-768x461.jpg 768w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/211215_ano_offline_presente_natal-600x360.jpg 600w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/211215_ano_offline_presente_natal.jpg 800w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p><span title="P" class="cap"><span>P</span></span>apai Noel,</p>
<p>Este ano eu gostaria de pedir algo diferente.</p>
<p>Mais uma vez terminei o ano como um bom menino, fui comportado, fui um bom aluno, não respondi para os mais velhos, comi brócolis e bebi menos refrigerante (só Coca-Cola porque o senhor trabalha pra eles), não fiz bullying e graças a Deus não sofri. Então, acho que mereço meu presente.</p>
<p>Eu gostaria que o senhor trouxesse meus pais, meus tios e meus amigos de volta à vida real, eles parecem estar presos no fantástico mundo da internet. Até a minha vó, a pessoa mais velha que eu conheço, começou a usar e não desgruda, acredita? Eu até gosto, minha mãe deixa usar o tablet dela e de vez em quando eu jogo algo legal nele, mas o que eu gosto mesmo é de assistir o canal do Iberê no YouTube. O senhor viu aquele do <a target="_blank" href="https://www.youtube.com/watch?v=A1-CwbCO6-s">dinheiro gigante</a>?!! Uau!! É&#8230; YT é legal, mas eu não entendo porque meus colegas preferem assistir vídeos de pessoas jogando games ou falando qualquer bobagem pra câmera. Achou que sou um ET.</p>
<p>Por favor Noel que no próximo ano todo mundo use menos celular. Aliás, não traz mais celular aqui pro Brasil, minha professora falou que tem 30% mais celular que gente aqui, eu não sei bem quanto é isso, mas pela cara que ela fez deve ser muito. Ela disse que é por causa do Facebook e que os brasileiros não sabem usar a internet direito e por isso são os que gastam tempo em rede social. Engraçado é que eu tenho uns 10 amigos e e eles têm 700.</p>
<p>Parece que celular é o melhor brinquedo pra gente grande, eles ficam doidos com aquele iPhone e gastam muito, muito, muito dinheiro nele, porque aqui é bem caro. Meu pai falou que agora dá pra comprar que nem carro, um tal de <a target="_blank" href="http://idgnow.com.br/ti-pessoal/2015/12/04/agora-voce-pode-fazer-um-consorcio-para-comprar-seu-iphone-no-brasil/">consórcio</a> (escreve com s ou ç?). Eu não entendo, todos servem para a mesma coisa, mas deve ser por causa daquela parte de ouro que ele tem.</p>
<p>Já perguntei pra mamãe porque todo mundo fica horas com pescoço torto olhando pra um aparelho que só faz duas coisas: Facebook e mandar mensagem. Não entendo, porque ela e o papai estão sempre dizendo &#8220;se eu tivesse tempo faria isso ou aquilo&#8221;. É só passar menos tempo no celular ora, mais fácil que tabuada de 1.</p>
<p>Ela não deixa eu ter Facebook, mas eu nem importo, é tão mais divertido brincar com os meus amigos do prédio, andar de bicicleta, ir ao cinema (dica de filme pro senhor: Ernest&amp;Celestine, é ótimo! Tem no Netflix), jogar Jogo da Vida, ler gibi, ver fotos de verdade quando era criança (quer dizer, eu ainda sou&#8230; ah, o senhor entendeu), ir ao parque, brincar com o Babalu (meu cachorro, lembra dele?), lutar com o papai. Caramba, tem tanta coisa pra fazer que me parece maluquice ficar tanto tempo usando o dedo em uma telinha.</p>
<p>A mamãe me disse que ela usa o Facebook pra não perder o contato com os amigos, mas se é amigo mesmo como iria perder? Ela também falou que é ótimo pra saber das novidades, mas tem tanta novidade assim pra ficar horas olhando? Não seria mais fácil ver o resumo no Jornal Nacional? Meu pai prefere WhatsApp, ele não fica tanto quanto a mamãe, mas o celular dele tá sempre apitando, aí ele abre, solta uma gargalhada, mostra pra mamãe, ela ri também, aí ele continua no celular e pára o que estava fazendo.</p>
<p>Sei lá, acho que meus pais não aproveitam tanto quanto eu. É no almoço em família na casa da vovó, no restaurante, no aniversário dos meus amigos, eles estão sempre com celular na mão. Na minha escola, os mais velhos também parecem sofrer disso, será que eu vou ficar assim?! Não deixa Noel!</p>
<p>É por isso que eu preciso da sua ajuda! Já que eu não posso trocar de pais, de vó, de tio e de amigos, o senhor pode fazer eles usarem menos o celular e rede social em 2016? Não adianta derrubar no vaso sanitário ou pedir pra algum pivete roubar porque eles vão comprar outro no mesmo dia, tem que fazer eles enxergarem tudo que estão deixando de aproveitar, a companhia das pessoas, as risadas, a beleza das coisas, bons livro, prática de esporte, as brincadeiras com os filhos. Por que será que eles não enxergam isso?</p>
<p>É isso que eu quero de presente este ano, talvez você vá precisar de um saco maior, mas eu confio no senhor.</p>
<p>Obrigado!</p>
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		<title>Como entrar em um mestrado &#8211; para leigos!</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2015 19:45:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sylvio Ribeiro]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrar em um bom programa de mestrado não é tão simples quanto você pode achar. Principalmente, se você não tem R$50.000 para pagar uma instituição privada ou pretende parar de trabalhar para se dedicar. As coisas ficam ainda mais difíceis se você está no mercado há vários anos e o ápice do seu envolvimento acadêmico [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="first-child "><img class="aligncenter size-full wp-image-10753" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/151215_entrar_mestrado.jpg" alt="151215_entrar_mestrado" width="800" height="480" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/151215_entrar_mestrado-300x180.jpg 300w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/151215_entrar_mestrado-768x461.jpg 768w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/151215_entrar_mestrado-600x360.jpg 600w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/151215_entrar_mestrado.jpg 800w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p><span title="E" class="cap"><span>E</span></span>ntrar em um bom programa de mestrado não é tão simples quanto você pode achar. Principalmente, se você não tem R$50.000 para pagar uma instituição privada ou pretende parar de trabalhar para se dedicar. As coisas ficam ainda mais difíceis se você está no mercado há vários anos e o ápice do seu envolvimento acadêmico foi sua monografia de graduação e um MBA.</p>
<p>Gostaria de compartilhar um pouco da minha jornada para entrar no mestrado acadêmico. Tudo começou cerca de 4 anos atrás quando comecei a fazer algumas palestras e passei a ouvir de algumas pessoas que eu seria um ótimo professor. Isso casou com o meu crescente interesse por estudos na área de comportamento. Achava fascinante entender porque as pessoas compravam o que eu ajudava a vender com marketing. Comecei a me informar sobre os programas, enviei emails para alguns professores, então percebi que não seria tão simples assim. Eu não sabia nada sobre o meio acadêmico, mas como eu estava bem profissionalmente, fui amadurecendo a ideia sem pressa.</p>
<p>(Este artigo é voltado para o processo seletivo de mestrado em administração, e creio que também ajude no de economia. Embora algumas das dicas possam servir para outras áreas, os processos podem ser bastante diferentes.)</p>
<p><b>A primeira coisa que você precisa saber é ter certeza que é isso que você quer.</b> Seja para <a target="_blank" href="http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/mestrado-e-a-melhor-pos-graduacao-para-seu-bolso-diz-estudo">melhorar o currículo</a>, para aprofundar o conhecimento em uma área ou para seguir a vida acadêmica de pesquisa e docência. Uma das coisas para a qual os professores mais chamam a atenção é a carga de leitura. Esteja preparado para ler e escrever muito.</p>
<p>Mas não criemos pânico ainda, você precisa entrar primeiro, e é impressionante a escassez de informações e dicas que ajudem os leigos (profissionais do mercado, por exemplo) a entrarem em um bom programa de mestrado. Por isso, eu criei este pequeno guia com 6 coisas que você precisa saber para entrar no mestrado. Vamos lá!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10760" src="http://www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/como_entrar_mestrado_leigos1.jpg" alt="como_entrar_mestrado_leigos" width="320" height="403" srcset="//www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/como_entrar_mestrado_leigos1-238x300.jpg 238w, //www.pequenoguru.com.br/imagens/2015/12/como_entrar_mestrado_leigos1.jpg 320w" sizes="(max-width: 320px) 100vw, 320px" /></p>
<h5>O temível Teste Anpad</h5>
<p>Você não tem como fugir. O caro, trabalhoso, polivalente e onipresente Teste Anpad é exigência de quase todo mestrado em administração no Brasil e costuma ter peso considerável principalmente em universidades públicas. É uma mais inteligentes e difíceis provas que você fará na vida e o maior erro que você pode cometer é o de subestimá-la. O teste é inspirado no GMAT (Graduate Management Admission Test) americano e é composto por 5 provas:</p>
<ul>
<li><strong>Raciocínio Lógico:</strong> não é lógica pura, mas misturada com outros conceitos matemáticos ou não.</li>
<li><strong>Raciocínio Quantitativo:</strong> basicamente toda matemática do Ensino Médio.</li>
<li><strong>Raciocínio Analítico:</strong> essa é a prova que mais surpreende os marinheiros de primeira viagem. Chamada de &#8220;critical reasoning &#8221; no GMAT, ela avalia a capacidade de se ater às informações do texto e de analisar argumentos. À primeira vista, parece com a de português, mas não se deixe enganar, ela possui particularidades importantes.</li>
<li><strong>Português:</strong> é interpretação de texto nível <em>hard</em>. Não faça a prova sem antes fazer uma boa revisão em conjunções, coesão e uso de vírgulas.</li>
<li><strong>Inglês:</strong> nada mais do que compreensão avançada de textos sobre mercado, cultura e sociedade.  Tudo que você precisa aqui é ler bem em inglês (e ter um bom vocabulário), mas tem que fazer isso rápido porque os textos são longos.</li>
</ul>
<p>O Teste Anpad vale 600 pontos, você precisa tirar pelo menos 300 para estar apto a se inscrever em praticamente qualquer processo seletivo. No entanto, é extremamente importante que você vá além. Como em vestibular, a nota de corte varia em cada instituição e linha de pesquisa. Marketing, por exemplo, costuma ser facilmente o mais concorrido. Então, mire mais de 400.</p>
<h6><span style="color: #003366;">Como estudar para a ANPAD?</span></h6>
<p><span style="font-size: 10pt;"><em>Obs.: na economia, o teste correspondente chama-se ANPEC.</em></span></p>
<p>É totalmente possível estudar sozinho, desde que você saiba o que estudar e essa é a parte difícil. Não adianta você gastar muito tempo estudando geometria, se no teste cai mais questões de probabilidade e matemática financeira. Por isso, um componente que não pode faltar são as provas. Antes de começar, procure pelo maior número de provas que você conseguir encontrar e guarde.</p>
<p>Eu comecei a estudar utilizando as apostilas da <a target="_blank" href="http://centraldeestudos.webstorelw.com.br/">Central de Ensino</a>, e embora a de Raciocínio Lógico seja muito boa, as outras nem tanto. Além do mais, eles parecem não atualizar com as provas mais recentes, e em 2013 o teste passou por uma reforma considerável. Mas não deixa de ser um bom começo.</p>
<p>Se o seu tempo é curto e você não quer perder tempo, faça um curso preparatório, mas tem que ser específico para Anpad, evite os para concursos! Se você mora em Porto Alegre eu recomendo o <a target="_blank" href="http://www.institutointegral.com.br/">Instituto Integral</a> (participe também do <a target="_blank" href="https://www.facebook.com/groups/souintegral/">ótimo grupo</a> do professor Milton no Facebook). Se você mora no Rio, o maior e mais completo curso é o do <a target="_blank" href="http://fdx.com.br/">FDX</a>. Se você mora em outras cidades ou prefere assistir online, ambos oferecem a modalidade EAD, apenas não sei se o Integral cobre todas as 5 provas, dê uma olhada.</p>
<p>Lembre-se: não subestime a Anpad.</p>
<h5>Busque informações</h5>
<p>Qual instituição você quer cursar? Ela oferece a linha de pesquisa do seu interesse? Quem são os professores da sua área lá? Quem você gostaria que fosse seu orientador? Como é o processo seletivo?</p>
<p>Mesmo leigo, você tem a obrigação de ter as respostas para essas perguntas. Olhe o Lattes dos professores da instituição que você pretende cursar, tenha uma boa ideia do que você pretende pesquisar, incluindo os maiores nomes da área e os últimos trabalhos publicados. Você precisa demonstrar interesse na área, paixão, potencial, é claro que você não sabe muita coisa, mas mostre o seu entusiasmo com a área e que você quer fazer a diferença.</p>
<p>Cada processo é um processo, então leia atentamente o edital e atente para o peso de cada item no processo. Os principais itens avaliados nos processos são:</p>
<ul>
<li>Currículo Lattes</li>
<li>Redação (às vezes em inglês, como é o caso da UFRJ e UFPR)</li>
<li>Entrevista</li>
<li>Anteprojeto ou plano de intenção de trabalho (nem todos)</li>
<li>Carta de recomendação (nem todos)</li>
</ul>
<h5>Engorde o seu Lattes</h5>
<p>Então você quer fazer um mestrado. No seu LinkedIn constam empresas bacanas, palestras em eventos, artigo na revista Exame, MBAs, cargos de gestão, inglês e francês fluentes e diversas competências. Sinto dizer que isso não vale quase nada no seu mais novo amigo daqui pra frente, o Lattes.</p>
<p>O que realmente importa nele são atividades acadêmicas, principalmente publicações em revistas científicas, docência e participação em eventos acadêmicos.</p>
<p>Já que não é tão simples assim escrever e publicar um artigo científico, pense em alguém que possa lhe ajudar nessa empreitada, resgate algo que você fez na graduação e vá a eventos da sua área (os da administração são normalmente no 2º semestre).</p>
<p>O melhor aqui é se planejar para fazer o mestrado e ir fazendo algumas atividades de vez em quando, mas nem todo mundo consegue. Se você não tem tempo ou não sabe como fazer, tente escolher uma instituição cujo processo não dê tanto peso para o currículo e mais para Anpad e anteprojeto.</p>
<p>Obs.: Esse costuma ser o calcanhar de Aquiles de quem está no mercado, e os programas mais concorridos são quase inacessíveis para quem tem o Lattes vazio.</p>
<h5>How good are your english skills?</h5>
<p>Eu não sei as outras áreas, mas a administração é totalmente dependente do inglês e os processos seletivos deixam isso claro. Seja na entrevista, ao exigir redação em inglês no processo ou ao perguntar a sua nota na prova de inglês da Anpad. You must be able to read well in english and to have a fully comprehension from the given text!</p>
<p>Você não precisa falar muito bem ou escrever perfeitamente, mas sua leitura precisa ser fluente ou você não conseguirá contribuir efetivamente para a área, logo, seu potencial é menor.</p>
<h5>Defina seus planos</h5>
<p>Após ser aprovado, você pretende continuar trabalhando ou se dedicar integralmente? Bolsistas têm compromissos com a instituição e não podem ter vínculos empregatícios. Se for continuar trabalhando, do que irá abrir mão para dar conta do volume de leitura, artigos e atividades? Isso cabe a você, mas tenha isso em mente. As instituições perdem pontos quando alunos desistem, então elas não correrão risco de dar uma vaga a alguém que ainda não se planejou.</p>
<p>Saiba também que o seu desempenho no  mestrado é muito importante para  ingressar no doutorado depois, pois o processo seletivo é focado mais em <em>o que você fez</em> do que <em>o que você pode fazer</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo que você acabou de ler é fruto da minha experiência nos últimos anos tentando entrar em um programa de mestrado o qual eu não poderia pagar e tinha zero informação. A minha jornada incluiu conversas com vários professores, alugar um grande amigo doutorando, fazer cursos ruins e cursos bons, acordar cedo para estudar, estudar depois do trabalho, acumular pilhas de cadernos e apostilas, reaprender matemática, aprender lógica e ver que a língua portuguesa pode ser realmente difícil. Tudo isso enquanto trabalhava +40h por semana.</p>
<p>Também dei-me conta de que eu não sabia estudar, na verdade acho que a maioria dos brasileiros não sabe. <a target="_blank" href="https://www.youtube.com/watch?v=Q1MllPy2rMc">Pierluigi Piazzi</a> deixou um belo legado para nos ajudar nisso.  Sinto que agora estou preparado para voltar a ser estudante, fui aprovado em duas instituições entre os primeiros lugares e o mais interessante é que acho que nada disso teria acontecido se eu não tivesse criado este site 7 anos atrás. :-)</p>
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<p><strong>Se alguém tiver dúvidas e eu puder ajudar de alguma forma, deixe nos comentários.</strong></p>
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#3 /home/pequenoguru/www/wp-includes/plugin.php(525): wp_ob_end_flush_all('')
#4 /home/pequenoguru/www/wp-includes/load.php(635): do_action('shutdown')
#5 [internal function]: shutdown_action_hook()
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