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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468</atom:id><lastBuildDate>Wed, 10 Feb 2010 23:02:37 +0000</lastBuildDate><title>Política Chique</title><description /><link>http://www.politicachique.com.br/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/politicachique" /><feedburner:info uri="politicachique" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-1308072737929699558</guid><pubDate>Thu, 21 Jan 2010 16:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-21T09:22:48.802-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">haiti</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">destruição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">saramago</category><title>A cegueira no Haiti</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/S1iNSsY0HFI/AAAAAAAAAQY/73dem04D9Cg/s1600-h/alg_haiti.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/S1iNSsY0HFI/AAAAAAAAAQY/73dem04D9Cg/s320/alg_haiti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429244703087533138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vi, há cerca de dois meses, o filme "Ensaio sobre a cegueira", baseado no livro de José Saramago. Comprei numa daquelas promoções divinas das Lojas Americanas, onde você paga trinta reais e leva metade do (pequeno) estoque da Blockbuster. Adoro. Posso dizer que me surpreendeu, gostei tanto, mas tanto que até comprei o livro, até porque um &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://www.twitter.com/bmengatti"&gt;amigo&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;, recomendando, disse-me que o relato escrito era mais "visceral". E bota visceral nisso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Deixando à parte meus comentários femininos - qualquer filme com o Gael Garcia vale a pena ser visto - é uma trama magnífica. Nunca se entra no mérito do surgimento da cegueira, explicações científicas bestas cheias das nomenclaturas exóticas que nos dão vontade de dormir. Simplesmente num dia comum, um indivíduo comum cega e estranhamente todos se contagiam, menos uma mulher comum, apenas uma, no auge da sua "comunzice" que passa a enxergar tudo, todo o caos - e a beleza do gracinha do Gael - que se instaurou no planeta. É a cegueira pela cegueira e ponto final. Nisso, nós, espectadores, e a moça, vemos como o homem chega no limite do seu instinto de sobrevivência, da sua capacidade de destruir e de ser destruído. É, digamos, perturbador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Pois estranho que ao acabar de ver filme, ler livro, poucas semanas depois acontece aquilo que pode ser chamado, até como eufemismo, de novo Fim do Haiti. É verdade, um país que já teve diversos "fins" deixado à própria sorte como o mais miserável das Américas, com instituições políticas frágeis, população pobre, sofrida, triste. Tudo isso antes desse tão inconveniente terremoto. Quem diria? Um tremor destrói o que há de principal no país, abala ainda mais um Haiti tão abalado e acaba unindo diversas nações pra uma ação de bem comum. Mandam tropas de soldados, de resgate, de aviões, de comida, de tudo para reconstruir os trapos restantes no ainda mais pobre Haiti. É, digamos, de fato, que é uma drástica maneira de recomeçar o que já estava num círculo vicioso de penúria, uns ainda se dizem descrentes em relação à sua possível ascensão, eu, particularmente, acho prematuro qualquer julgamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Só não posso deixar de mencionar o quão hipócritas fomos todos que, agora, enviamos ajuda. Certo, certo, os menos pessimistas bombardeiariam-me com clichês à la "antes tarde do que nunca", mas vá! Temos um continente inteiro - sem mencionarmos os Haitis que existem pelo Brasil - num estado indecoroso que é, por assim dizer, ignorado. O mundo precisa de terremotos pra enxergar o que está tão óbvio? Ora, não somos cegos como os traçados por Saramago, apenas fingimos ser porque, sei lá, convém. Ou somos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;A verdade é que, no início dessa tragédia toda no Haiti, quis ignorar o que acontecia num bloqueio quase que inconsciente. Vai explicar... Depois pude associar que aquela destruição toda me remetia muito ao "Ensaio sobre a cegueira", do Saramago. O medo, a formação de gangues e milícias no controle dos mantimentos, a destruição dos espaços, o desespero de quem sobrevive a uma tragédia dessas, o despreparo de instituições políticas em situações de caos, tudo. E foi esse "visceral" todo que me assustou. Ainda mais que no livro. Tudo era pior, até porque a barreira da verossimilhança foi ultrapassada, rompeu-se como num terremoto. O que acontece lá é real. Real demais pra quem, até então, só havia lido o "visceral" de livros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Nosso Ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, disse, hoje, que nós não estamos disputando uma liderança com os outros países no Haiti. Já ouvi por aí que com seus esforços humanitários em destaque, o Brasil atingiria mais facilmente seu objetivo de ser hegemonia na América Latina, como se isso tudo não se passasse de uma etapa pra ficarmos "bem na fita". Bom, quer saber? Competição ou não, que continuem com ela. Quem sai ganhando são os haitianos... No mais, na política ou, se preferir, nas "questões diplomáticas", deixemos de lado. Nisso os cegos se entendem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-1308072737929699558?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/RYwkAvEAxyc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/RYwkAvEAxyc/cegueira-no-haiti.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/S1iNSsY0HFI/AAAAAAAAAQY/73dem04D9Cg/s72-c/alg_haiti.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2010/01/cegueira-no-haiti.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-6259638842912790032</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 16:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T09:06:44.624-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">aniversário</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">guerra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">involução</category><title>Há um ano atrás</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/S0TB-B1enaI/AAAAAAAAAP4/3DXdy_hNRO0/s1600-h/1+ano.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 249px; height: 239px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/S0TB-B1enaI/AAAAAAAAAP4/3DXdy_hNRO0/s320/1+ano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423673122649709986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Feliz Aniversário, Política Chique!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Escrevia sobre a Teoria da Involução. Era o primeiro texto publicado neste blog. O homem&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;não faria nada além de andar para trás, retroceder em sua história, em seu caráter, em seus princípios, enfim, em tudo que o dava o nome de Homem.  De fato, pois além das características físicas, o que nos distinguiria dos animais? Ora, a capacidade de pensar, diria, o simples e tão complexo fato de sermos racionais. Mas que racionalidade seria essa?, me perguntava. Dizia isso num momento de desilusão e descrença total em nós, e foram justamente essas sensações que me motivaram a criar este espaço: me sentindo quase que sufocada e inegavelmente impotente em relação ao que acontecia na Faixa de Gaza, urgia a necessidade de criar algum lugar para descarregar as afliçõesmil na cabeça de uma garota de, até então, dezoito anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Certeza tenho de que escrevi bastante, na maioria das vezes num tom altamente crítico e sem a menor intenção de ser imparcial. Ora, quer imparcialidade, vá ler um jornal, uma revista - ou não, mas não procure aqui. Curioso pensar que há exato um ano atrás angustiava-me com a desigualdade e a irracionalidade e a crueldade e a maldade dos homens. O horror da guerra sempre me fascinou, não digo isso num tom de sadismo, jamais, mas pelo surrealismo em si contido. Recentemente, ainda, tenho visto mais que nunca filmes e séries sobre o tema e, apesar do estremecimento, da gritante crueldade que trazem, fico hipnotizada, com a curiosidade instigada ao extremo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Trágico é perceber que ainda que após séculos e séculos que transbordam tais combates continuamos, assim, a involuir. A violência da guerra, qualquer que seja, é estúpida. Ora, já se percebe que, um ano após, aqui estou eu revoltada, ainda, com o que já aconteceu e não tem mais volta. Não me refiro, em especial, aos conflitos ocorridos apenas no Oriente Médio, que escrevi sobre em janeiro do ano passado (e que retornam periodicamente) - de fato, as cicatrizes lá estão mais expostas, mas o que são as outras guerras que nos atormentam todos os dias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Existem guerras infinitas na política, onde deputados, governadores, senadores e outras espécies se encontram munidas de meias, malas e até cuecas recheadas de dinheiro. Existem guerras declaradas entre o meio-ambiente e nós, sim, nós, nós todos, que deveríamos manter uma relação de perfeita harmonia, estamos, na verdade, provocando um desequilíbrio sem tamanho e pior: sem tomar as devidas providências, vide conferências falidas, vide descaso de governantes, vide esse bando de mentalidades pequeninas. Existem guerras urbanas, infelizmente já é até clichê o que digo - pois quem diria? Balas perdidas, assaltos, sequestros virando cotidiano...Que ironia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pois sim, um ano após e o mundo ainda está de cabeça para baixo. Sejamos positivos, apesar de tudo, tentemos enxergar a "metade cheia" do copo. Vivemos num planeta onde navios pesqueiros que caçam baleias destroem barcos de ONGs que protegem os animais (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1436431-5602,00-PESQUEIRO+DE+CACA+DE+BALEIAS+PARTE+BARCO+DE+ONG+EM+DOIS.html"&gt;G1&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;). Temos o desprazer de coabitar em perfeita desarmonia este pedacinho de mundo com Arrudas da vida que afirmam, no maior tom satírico, "sou culpado até pela Mega-Sena" (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1436274-5601,00-HOJE+EM+DIA+EU+SOU+CULPADO+ATE+DA+MEGASENA+DIZ+O+GOVERNADOR+DO+DF.html"&gt;G1&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;). Descobrimos assistindo ao jornal que num atentado no Daguestão morreram seis pessoas (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1436605-5602,00-ATAQUE+SUICIDA+MATA+POLICIAIS+NO+DAGUESTAO.html"&gt;G1&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;); você não sabe onde é o Daguestão, nem eu, nunca ouviu falar, mas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;ah&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, faz uma idéia, não importa, afinal, atentados acontecem todos os dias. E seis pessoas? Modesto, diria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Será que é isso a Involução? Ou não é o curso normal da vida? No auge dos meus dezenove anos não sei dizer. Talvez a experiência, com o tempo, traga respostas mais concretas e não mais devaneios baratos. E, evidente, espero que essas respostas não provem que sou mais uma utópica, uma idealista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pois é o que desejo. Daqui a uns quarenta, cinquenta anos, sessenta anos, já meio velhinha, caso viva até lá, espero ter a oportunidade de reler o que escrevi aqui. Direi ao meu neto: "ô, criança! Acredita que no meu tempo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;sim&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;!, nos meus tempos de garota, tinha político escondendo dinheiro na meia?". Ele vai rir, não vai acreditar, vai achar que é só uma anedota de velha enquanto tento convencê-lo de que, ainda nos meus "anos de ouro" uma grande nação elegia como presidente um louco, um ignorante, "como se chamava mesmo?", direi, "Bush? Brush? Busha? Enfim, neto, ele fazia guerra, meu bem! Guerra, sabe?". Ele não vai entender direito, afinal, o máximo de guerra que ele conhece é aquele jogo, já meio falido, isso, aquele mesmo, "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;War&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;", mas digamos que ele não gosta muito, tem uns outros que ele prefere, "Jogo da Vida", talvez?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-6259638842912790032?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/6K0d8RC0tx4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/6K0d8RC0tx4/ha-um-ano-atras.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/S0TB-B1enaI/AAAAAAAAAP4/3DXdy_hNRO0/s72-c/1+ano.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2010/01/ha-um-ano-atras.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-6692405267917117233</guid><pubDate>Tue, 22 Dec 2009 21:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-22T15:28:56.332-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">corrupção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">promessas</category><title>Promessa de ano novo</title><description>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;Eis que chega a minha época favorita do ano: Natal. Tempo de confraternização, de paz de espírito, de renovação e, é claro, de ganhar presentes, comer comida gostosa e assistir aos especiais da Xuxa ou do Didi na noite do dia 24. Bem, pulemos a programação televisiva, afinal, ela realmente tira um tanto da doçura da época. Depois da comemoração familiar, chega o tão por mim detestável Ano Novo - dispensando o meu desapreço, é, é inegável, uma data de transição, cheia das expectativas, das esperanças, das ansiedades, enfim, das emoções tipicas do 31 de dezembro. Todo ser humano minimamente normal que se preze faz promessas irrealizáveis na virada do ano: não interessa qual seja, o bom indivíduo estabelece, sempre, ao menos uma meta que ele, você e todos sabemos que não vai ser atingida. Seja, no meu caso, voar de asa-delta - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ah!, &lt;/span&gt;mas que de 2010 não passa -, seja, no seu, trabalhar mais ou estudar mais ou trabalhar menos ou estudar menos; a verdade é que projetamos um futuro irrealizável pelas circunstâncias e, quando vemos, nossas vidas já foram tomadas pelas promessas vazias de Ano Novo. Confesso: não pulo de asa-delta porque não tenho dinheiro, porque minha mãe diz que vai ter um ataque do coração e porque tenho um pouquinho - pouquinho, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quase nada&lt;/span&gt;! - medo de pular. E lá se vai mais uma meta pra 2010. E 2011, e 2012 e sei lá se vai ter depois, tão dizendo que o mundo vai acabar e vai que acaba mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vazias ou não, sabemos que as promessas feitas no campo da política são recorrentes. Ah, se são. Nos últimos dias tivemos a Conferência de Copenhague, recheada dos políticos e dos representantes mais influentes do mundo inteiro e, quem diria, foi uma catástrofe. Um fiasco. Um desastre. Lá se foram as muitas expectativas depositadas mais uma vez. Obama, no início do ano, trouxe o famoso "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;yes, we can&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" e encheu de esperança minorias e maiorias, deu, de fato, um grande passo na história dos EUA - e, consequentemente, na história do planeta - mas, no mais, não foi assim, tão, tão longe, pelo menos não quanto as expectativas, as malditas expectativas, esperavam. E ganhou um Nobel. Mas calma, ele ainda tem tempo. E assim, sem sequer repararmos, se vão novas metas, esperamos nós, realizáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fugindo de um panorama macro, nos deparamos com nosso Brasil. Em 2010 temos eleições e a corrida já começa. Existe período melhor pra contarmos as promessas? Fato que não - ainda mais com Copas e Olimpíadas da vida. Pior: as tais denúncias de corrupção mais recentes que têm explodido no Distrito Federal envolvendo de deputados a - a que ponto chegamos? - governadores, podem até esbarrar no desenvolvimento das obras da Copa de 2014. Podem não: já estão esbarrando. A agência francesa que financia parte do transporte na região já afirmou que só prossegue se os gestores do processo não tiverem com maracutaias na Justiça. Difícil, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Pois prometamos para nós mesmos que 2010, lá fora, não será cheio de bombas, atentados, Berlusconis etc. E aqui? Bom, que seja um ano sem deputados que se "lixam"; ministros que batem boca; senadores que trocam olhares raivosos; senadores que quebram, massacram e assassinam o tal "decoro parlamentar" - "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;cangaceiro de m...!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" -; governadores insultando ministros - "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;veado fumador de maconha!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" - como não escrevi sobre?; governadores homofóbicos; deputados colocando dinheiro na meia, no panetone...Enfim, que 2010 seja um belo ano. Se depender de mim e de você, vai ser. E se depender das promessas deles? Bom, aí eu já não garanto nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: georgia;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SzFUI79NwzI/AAAAAAAAAOY/4U2U0jxpdbw/s1600-h/new_years_toast.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 254px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SzFUI79NwzI/AAAAAAAAAOY/4U2U0jxpdbw/s320/new_years_toast.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418204339213550386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Um brinde ao Brasil, ao Política Chique (que super em breve, em janeiro, fará um ano) e aos leitores daqui! Tudo de absoluto no Ano Novo e no Natal pra gente! E, claro, dispensando panetones do Arruda. Boas festas! :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-6692405267917117233?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/t-ZZDaBnNgc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/t-ZZDaBnNgc/promessa-de-ano-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SzFUI79NwzI/AAAAAAAAAOY/4U2U0jxpdbw/s72-c/new_years_toast.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/12/promessa-de-ano-novo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-6364064008924216141</guid><pubDate>Sun, 29 Nov 2009 14:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-29T07:17:15.726-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">maria antonieta</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">arruda</category><title>Que comam panetone</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SxKEFyGZArI/AAAAAAAAANA/ZY5OkkSRfCw/s1600/Marie.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 253px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SxKEFyGZArI/AAAAAAAAANA/ZY5OkkSRfCw/s320/Marie.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409531337308177074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Maria Antonieta: símbolo da elite vazia, parasitária, do consumismo inconsequente, do luxo incontrolável. Às vésperas da Queda da Bastilha, na França, já como rainha, haveria dito, após ser questionada sobre o seu povo faminto, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;ora!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, se eles têm fome, "que comam brioche". Uma das frases mais polêmicas de toda a História, se consagrou como o verdadeiro e radical oposto à máxima "liberdade, igualdade e fraternidade" francesa, ainda que possa, nas raízes de sua interpretação, ser considerada por outros vieses. Maria Antonieta pode ter proclamado irônica, pejorativa e grosseiramente a tal frase dos brioches; mas também, talvez por ser tão vazia e desnexa da realidade, disse, assim, por dizer. Que seja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A verdade é que Maria Antioneta estava lá, há séculos atrás e no meio do turbilhão da Revolução Francesa. Eu, carioca, sua contemporânea, estou cá, no meio do turbilhão desse vexame político. O que diriam os revolucionários franceses do escândalo que explodiu, recentemente, em Brasília? De fato, devemos especificar - Brasília em si vive na base do escândalo, é verdade, mas, convenhamos: uns se sobrepõem aos outros. A operação da Polícia Federal, "Caixa de Pandora", tem investigado esquemas de arrecadação de propina no governo do Distrito Federal para distribuição a integrantes da base aliada da Câmara Legislativa. Câmeras escondidas gravaram um encontro um tanto informal e regado a base de muita grana do presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto, Durval Barbosa, com José Roberto Arruda, na época candidato a governador. Arruda chega no gabinete, recebe um maço de dinheiro de Durval, e, feliz, comenta: "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;ah&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, ótimo!".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;De acordo com investigações, o dinheiro teria em sua origem em pagamentos realizados por empresas prestadoras de serviços para o governo do DF. E no auge da nossa, permitam-me o neologismo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;mariaantonietice,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; o advogado do governador, José Gerardo Grossi, afirmou que o         dinheiro que aparece nas gravações, evidente meu, seu e todo brasileiro, foi usado para comprar panetones para pessoas carentes do Distrito         Federal. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Ora&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, se eles têm fome, que comam panetone!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sem o caráter dúbio da frase da rainha francesa, que acabou decapitada pelos radicais da revolução, ouvimos essa pérola, ainda que sem o menor luxo, do símbolo da nossa elite parasitária política. O caótico é relembrarmos que Arruda não é novo no circo da politicagem brasileiro. Em 2001, quando senador, foi pego, ao lado de Antônio Carlos Magalhães, no esquema das violações do painel eletrônico do Senado Federal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Arruda, como todo bom político, não estava sozinho nessa. Muito pelo contrário: tinha com ele os deputados Leonardo Prudente, Rogério Ulysses, Eurides Brito e Pedro do Ovo; além das empresas Info Educacional, Vertax, Adler e Linknet. O governador, que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;até&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; o apoio do DEM já perdeu, teria se beneficiado com pagamentos quinzenais de R$ 50 mil, com empregos para parentes e amigos e com a construção de uma luxuosa casa em Brasília.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Arruda, de fato, nega as acusações. O vice-governador, Paulo Octávio, diz "desconhecer a existência e as razões das investigações". Enquanto isso, nós, aqui, comemos brioche, panetone,  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;enfim&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, não importa. E os 14,4 milhões considerados pobres no Brasil? Esses daí estão esperando os seus panetones até hoje. Isso me faz pensar...Talvez a guilhotina dos revolucionários franceses não fosse uma má idéia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Votemos direito. Cada um tem o panetone que merece.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Ou não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-6364064008924216141?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/UJF3cuz7bhM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/UJF3cuz7bhM/que-comam-panetone.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SxKEFyGZArI/AAAAAAAAANA/ZY5OkkSRfCw/s72-c/Marie.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/11/que-comam-panetone.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-3966946704575157220</guid><pubDate>Mon, 02 Nov 2009 14:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-02T06:38:29.954-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">I'll be back</category><title>Hiatus academicus II</title><description>&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Oi gente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Passo aqui rapidíssimo só pra dizer que não - o política chique não foi abandonado! :D só que como aconteceu no semestre anterior...Sabem como é final de período na faculdade né? Portanto, quando menos esperarem (acredito que em uma ou duas semanas) volto e saio comentando adoidada em todos os blogs pra avisar do retorno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Nem o twitter do blog (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://www.twitter.com/"&gt;@politicachique&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;) está atualizado, mas só pra matar a saudade (oh!) escreverei lá com maior frequência. Enquanto isso, releiam textos antigos, mandem e-mails com sugestões ou mensagens desesperadas de saudade. Vou esperar (sentada).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Beijosmil,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Bianca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-3966946704575157220?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/GgDoy79o_1g" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/GgDoy79o_1g/hiatus-academicus-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/11/hiatus-academicus-ii.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-8024059798259649594</guid><pubDate>Sun, 18 Oct 2009 15:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-18T09:56:14.595-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">corrupção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">violência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">rio de janeiro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">brincadeira</category><title>Polícia e ladrão</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sts1oAMWwLI/AAAAAAAAAME/5n8ABv8HK4c/s1600-h/Escorrega.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sts1oAMWwLI/AAAAAAAAAME/5n8ABv8HK4c/s320/Escorrega.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393963940069163186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;Véspera de aniversário é algo que, não sei exatamente a razão, me torna um tanto nostálgica e saudosa, algo que deve acontecer com outros. Acho cômico pois certas memórias de anos e anos atrás incrivelmente permanecem intactas em minha mente - o que é, no mínimo, excêntrico, uma vez que ela tem falhado incalculáveis vezes ultimamente - parecendo terem acontecido há dias, semanas atrás. Não é a maioria delas, de fato. Muito pelo contrário. Pior: não costuma nem guardar os acontecimentos que deveria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de verdade.&lt;/span&gt; Exemplifico: minha mãe se revolta por, de nossas duas viagens em família à Disney, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;eu apenas lembrar de ter ficado enjoada no hotel, ter queimado a língua com chocolate quente e ter pisado no pé do Pateta. Ou do Mickey, não importa. Princesas, brinquedos, paisagens? Não me lembro. Viajamos quando tinha cerca de sete anos, na primeira, e oito, na segunda. Considerando que se passaram dez anos do ocorrido, deveria eu recordar mais lembranças? Provavelmente. Considere, no entanto, que mal sei que dia é hoje. Mentira. Sei. Mas só por meu aniversário estar a caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;Recordo-me, também, das brincadeiras. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Engraçadíssimo ver os meninos brincarem do clássico "polícia e ladrão". Mas isso quando eu era &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;realmente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; menininha. Já quando tinha uns dez anos, a sensação na rua em que morava, num agradável bairro da zona sul carioca, era brincar de "rebelião". Pois é: o velho "polícia e ladrão" já era brincadeira ultrapassada. Os meninos corriam pela pracinha e divertiam-se fazendo mini-revoltas. Não sei, sinceramente, como a folgança se desenrolava: se queimavam colchões para ganhar sobremesa, se faziam seus pais de reféns por não quererem ir para a escola ou se criavam passagens subterrâneas para ver a famosa "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;Emanuelle&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;" na casa do coleguinha. Não vem ao caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Por mais que a situação seja engraçada, digamos que o que a separa do "trágico" é uma linha tênue: a violência já se fixou no imaginário coletivo, inclusive no de crianças - quem duvidaria que em algum bairro do Rio de Janeiro já não teriam crianças brincando de "polícia e milícia"? Vimos ontem na cidade maravilhosa estourarem uma série de absurdos contra a população carioca. Desrespeito tremendo. Teve helicóptero da PM sendo abatido, teve ônibus sendo queimado, teve tiroteiro, teve bala perdida, teve gente inocente morta. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;Céus&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;, o que há de errado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Não podemos estender o ponto em que até as crianças, o que nos resta de símbolo de esperança, desacreditam na própria cidade. O problema da violência no Rio de Janeiro, entre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;n &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;outras causas, é também de educação. Ou melhor, a falta dela. E educação é um problema político. Aumentem os salários do policial, coloquem o Estado na favela, mas não ponham em segundo plano o estudo. Em 2016 teremos Olimpíadas no Rio, oportunidade particular para mostrar que o Brasil veio pra ficar, que de país do futuro agora vira também país do presente. E como fazer isso se não curarmos - e não simplesmente abafarmos - os nossos grandes obstáculos? As crianças de hoje vão ser nossos atletas, os nossos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;Ronaldos, Martas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;Gibas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; - e que lugar melhor, que não a escola, para eles serem estimulados a entrar numa vida onde há oportunidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Não deixemos essas crianças serem desestimuladas pelo horror que vemos na política nacional. Se vemos uma governadora no sul do país sendo acusada de gastar o dinheiro público na &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1344556-5601,00-CPI+DA+CORRUPCAO+ACUSA+COMPRAS+DE+ENXOVAL+PARA+YEDA.html"&gt;compra de enxoval&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; e aturamos políticos com ficha suja - ou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;imunda&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;, se preferirem - sendo nossos representantes, o que pode servir de reflexo para esses pequenos? No mais, se até em Brasília brincam do velho "polícia e ladrão", deixem nossos meninos se divertirem com o que têm. Só espero que não prevaleçam os "ladrões" - já nos bastam os em Brasília.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-8024059798259649594?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/_l5Q_5zl7S8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/_l5Q_5zl7S8/policia-e-ladrao.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sts1oAMWwLI/AAAAAAAAAME/5n8ABv8HK4c/s72-c/Escorrega.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/10/policia-e-ladrao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-5663445845364122259</guid><pubDate>Sun, 11 Oct 2009 16:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-11T11:09:15.220-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">obama</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Nobel</category><title>Um Nobel e uma loira platinada</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/StIJ53x_xqI/AAAAAAAAALM/KPyQFaStQwk/s1600-h/Marilyn+e+Nobel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 243px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/StIJ53x_xqI/AAAAAAAAALM/KPyQFaStQwk/s400/Marilyn+e+Nobel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391382593746749090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Martin Luther King Jr, Madre Teresa de Calcutá, Mikhail Gorbachev, Nelson Mandela, Yasser Arafat, Kofi Annan, Jimmy Carter e Al Gore. O que norte-americanos, palestinos, sul-africanos,  macedônios e soviéticos têm em comum? Todos tiveram o gostinho de receber um prêmio Nobel da Paz, por esses nomes &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;pouco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; conhecidos nessa seleta lista a qual comecei o texto. Pois não é mais novidade quem é o novo integrante desse &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;clubinho &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;de pacifistas - o simpático Barack Obama. Injustiça? Roubado? Já era tempo? Consenso passa longe. Os próprios Mandela e Gorbachev elogiaram a decisão. Fidel - sim, Fidel, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;compañeros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;! - idem. Já líderes do Hamas e do partido conservador paquistanês, por exemplo, criticaram duramente Obama, alegando que ele nada ainda fez de efetivo pela paz - promessas, promessas e mais promessas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;e daí&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;De fato não foi só no Oriente Médio que Obama foi apedrejado. No mundo inteiro surgiram as mais diversas críticas ao prêmio - não precisava procurar bastante para encontrar na própria imprensa brasileira duros argumentos desfavoráveis ao presidente norte-americano. Já li que a atitude foi apressada - é, digamos que alguns meses também me soam de forma estranha, apesar de ter simpatia por Obama - já li que o prêmio é uma &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/nobel-para-obama-revela-enfim-a-farsa/"&gt;farsa&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; e já li que esse foi um grande passo na história mundial. Sinceramente, acredito que ele tem disposição e gás para as tais mudanças que tanto prometeu. E o simples fato de ter sido eleito - o que não reduz o seu compromisso - já até demonstrou um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;certo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;amadurecimento de uma sociedade norte-americana marcada pelo racismo. Digo, cautelosamente, "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;certo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" pois após ler que 61% da população dos EUA ainda apóia as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki durante a 2ª Guerra Mundial, bem...Nada mais me surpreende.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Obama, como escrevi no início do ano, trouxe em sua eleição toda aquela aura de otimismo e necessidade - leia-se &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;urgência&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; - de mudança. O fardo era grande: receber um Estados Unidos afundado na crise econômica, um Tio Sam odiado ao redor do mundo e pior: administrar o caos deixado por Bush. Pois sua jovialidade e motivação me trazem à tona Kennedy. Kennedy também tinha todo esse carisma do atual presidente: sorria como galã, saía bem nas fotos e tinha uma família "perfeita" - desconsiderando os seus &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;affairs &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;extra-conjugais. Recebeu um país, em 1961, no meio da Guerra Fria. Os conflitos internos explodiam. E ele lá, no auge de seu heroísmo, defendeu as minorias e fez discursos memoráveis, históricos. Obama ontem, por exemplo, retomou a sua defesa das causas homossexuais. E aí encontramos mais minorias...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Dèja vu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Pois é, Kennedy e Obama. Eles formariam uma boa dupla, talvez. Os pontos em comum vão além de os dois terem ou terem tido esposas com um guarda-roupa chiquérrimo - apesar de Jackie Onassis ter um "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;quê&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" a mais de glamour, convenhamos. Ora, mas existem também diferenças, óbvio. Dentre elas, o tão polêmico Nobel da Paz. É,  JFK ficou sem esse, mas ficou marcado por receber &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;outro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; prêmio tão polêmico quanto, ainda que em termos diferentes: uma loira assim, platinada, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;sexy&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; e irreverente - Marilyn Monroe. Pois só Kennedy recebeu o tal "&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://www.youtube.com/watch?v=k4SLSlSmW74"&gt;feliz aniversário&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" - "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Happy Birthday, Mr. President!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" - mais comentado da história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Obama, no entanto, estaria em tempo de ter uma loira platinada também e sair na frente de JFK. Quem seria, nos dias de hoje? Madonna? Melhor procurar outra. Madonna já encontrou Jesus...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/StIb0DqnQZI/AAAAAAAAALU/-hLVJVybocc/s1600-h/Jesus+te+ama.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 396px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/StIb0DqnQZI/AAAAAAAAALU/-hLVJVybocc/s400/Jesus+te+ama.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391402285067092370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Amém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-5663445845364122259?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/lHwUkd1zjTk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/lHwUkd1zjTk/um-nobel-e-uma-loira-platinada.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/StIJ53x_xqI/AAAAAAAAALM/KPyQFaStQwk/s72-c/Marilyn+e+Nobel.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/10/um-nobel-e-uma-loira-platinada.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-2258884051862511075</guid><pubDate>Sun, 04 Oct 2009 21:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-04T16:19:24.447-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">rio de janeiro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">olimpíadas 2016</category><title>De braços abertos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SskWsT9FaTI/AAAAAAAAAKs/t7C6w-IBD-I/s1600-h/Cristo1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 136px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SskWsT9FaTI/AAAAAAAAAKs/t7C6w-IBD-I/s400/Cristo1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388863379652045106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Multifacetada. É o que a nossa cidade é: de maravilhosa, como consagrou a marchinha, a partida, como cunhou Zuenir Ventura&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, se tornou também olímpica, como permitiu o mundo. O Rio de Janeiro chegou esbanjando vontade e mostrou internacionalmente como queria sediar os jogos do mais importante evento esportivo existente, ainda que com o estigma terceiro-mundista em meio a tantas gigantes - Chicago, Tóquio e Madri. Quem diria? A batalha foi  extensa, extenuante e intensa: passou pelo preconceito e receio dentro e fora do próprio Brasil, colocou as alcunhas em segundo plano e recebeu a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;chance&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; não só do Comitê Olímpico Internacional, mas do mundo, de mostrar o que nossas terras tropicais têm de melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Entendo, sem hesitar, os zilhões de pés atrás com as Olimpíadas de 2016 na cidade do Rio de Janeiro. De fato não há una única modalidade de crítica ao fato ocorrido - existem os que temem um desvio de verbas absurdas, como ocorrido nos Jogos Panamericanos; existem os que acreditam que o Brasil precisa investir em fatores mais urgentes de infraestrutura; existem os que acham que as Olimpíadas deveriam ser feitas mesmo em Brasília - arremesso de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;pizza&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;? - mas também existem aqueles paulistas implicantes que preferiam Buenos Aires a Rio de Janeiro. Enfim: tem de tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Não escrevo aqui como carioca que sou, mas sim como brasileira. O Rio tem problemas como toda grande metrópole, agravados pelo simples fato de ser localizado num Brasil de Estado que se mostra muitas vezes bur(r)ocrático, corrupto e descompromissado. Puro azar, diria. Mas também tem uma sorte imensurável, afinal, propicia o prazer diário tão incomum aos moradores de poder viver o cotidiano num cartão-postal - sol, praia, morro, lagoa, mulher, homem, samba. É incrível. No meu (longo) caminho de casa até a faculdade faço um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;tour&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; que chega a arrepiar, ficando até difícil de escolher a paisagem mais bonita. Pois a verdade é que o Rio não é só Copacabana, e isso o turista já reparou: a beleza carioca é vista em tudo quanto é canto, mesmo favelas com aquela explosão toda de cultura já encanta muito "gringo" por aqui. Só que essa maravilha toda já cansou de ser ofuscada na mídia nacional e internacional pelo descaso dos seus governantes - ônibus queimado, arrastão, sequestro, tráfico de drogas, prostituição: será que o Rio está podendo rir à toa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Não. Impossível esconder os problemas. Mas estamos de braços abertos para soluções. Estamos de braços abertos para o comprometimento das autoridades, estamos de braços abertos para o Brasil, estamos de braços abertos para o mundo inteiro. O Rio, e não Chicago ou Madri ou Tóquio, vai ser, em 2016, não só a capital brasileira, mas do planeta, como foi recentemente Pequim - e, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;olha só!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, que importante que ficamos. Lula disse no início do ano como estávamos "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;chiques&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" por emprestar dinheiro ao FMI, e agora, presidente, o que somos? Somos chiquérrimos. Já somos vencedores. A Olimpíada de 2016 não é uma conquista única dos cariocas, nem exclusiva ao Brasil. Ela é a prova mais concreta do crescimento no espaço global de nações que antes eram excluídas do "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;clubinho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" dos gigantes desenvolvidos. Os chamados BRICs - Brasil, Rússia, Índia e China - países com potencial assustador, mostram que o mundo de hoje não é o mesmo que foi consagrado por tanto tempo na História. E nós sabemos como ele perdurou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Os investimentos serão suntuosos. Os desvios, muito provavelmente, também. Mas creio - chamem-me de utópica, idealista, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;ingênua&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; - que o Brasil e os brasileiros têm se preparado e amadurecido para receber um evento de grande porte como o tal. Que não seja uma Olimpíada puramente alegórica como a chinesa - belíssima, porém varrendo para debaixo do tapete os problemas mil que assombram a China - e busque resolver, nesses anos que virão, amargas questões internas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Aceitemos de braços abertos essa oportunidade de mostrar que crescemos. Deixemos a euforia um pouco de lado e percebamos, da maneira mais racional possível, que em 2016 não teremos um Carnaval fora de época, mas sim o evento esportivo mais importante do mundo. Observemos também a conquista que a América do Sul alcança ao sediar pela primeira vez os jogos olímpicos. Relembro a "Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil", como na marchinha. Ouço um "Samba do Avião", do Jobim. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Ah!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;...O Rio de Janeiro continua lindo. E vai ficar ainda mais quando receber alemães, italianos, russos, australianos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;ingleses&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SskqDj0OppI/AAAAAAAAAK0/BMcyeVfRDk8/s1600-h/beckham1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SskqDj0OppI/AAAAAAAAAK0/BMcyeVfRDk8/s400/beckham1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388884669767788178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Aaaaaah, mas eu não perco um jogo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-2258884051862511075?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/nQJ9u9_Yovg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/nQJ9u9_Yovg/de-bracos-abertos.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SskWsT9FaTI/AAAAAAAAAKs/t7C6w-IBD-I/s72-c/Cristo1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">14</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/10/de-bracos-abertos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-2774583773830498042</guid><pubDate>Sun, 27 Sep 2009 20:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-27T15:10:34.769-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">benefícios</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sarney</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">senadores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">senado</category><title>Neopasárgada</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sr_SGBwxqpI/AAAAAAAAAKc/gQvlwGJokbI/s1600-h/senado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 182px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sr_SGBwxqpI/AAAAAAAAAKc/gQvlwGJokbI/s320/senado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386254680352467602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Aprecio a boa poesia. Óbvio que o sentido de "boa", para mim, é bem único - adoro um Olavo Bilac, um Manuel Bandeira, um Carlos Drummond de Andrade, enfim, tudo depende do dia, da hora e da paciência no momento. Existem aqueles poemas pra lá de indecifráveis, e pior, sem rimas, sem nada. Não tenho muitos problemas com a falta de sonoridade - quem conhece Augusto dos Anjos, outro poeta que me agrada, sabe que ele usa palavras estranhas que de nada teriam a ver com aquela imagem de poesia doce, delicada, que agradam tanto mocinhas bobas (é, eu gosto) - mas a ausência de sentido é algo que realmente me irrita. Talvez o problema não seja com o escritor - aliás, muito provavelmente não seja com ele - mas com a minha capacidade de decifrar o que está &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;intrínseco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;subjetividade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; de um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;eu-lírico&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; conflituoso. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;Céus!, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;e, digamos, a inexistência de rimas é um fato que me provoca um pouco, mas que pode ser compensada com outros artifícios, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;afinal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;, não é a boa rima - e não falo aqui de juntar "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;amor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;" com "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;dor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;" - que constitui a boa poesia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Há um outro poeta que gosto também: Manuel Bandeira. Ele é o autor do lindíssimo "Poética", obra que adoro do fundo do coração; daquele outro, bonito demais também, "Arte de Amar", dentre outros de genialidade gritante. Mas o que me inspirou verdadeiramente a escrever esse texto foi o já tão parodiado - só não bate a "Canção do Exílio" - "Vou-me embora para Pasárgada". Relembrarei-os da obra pois vale a pena:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vou-me embora para Pasárgada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lá sou amigo do rei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lá tenho a mulher que quero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na cama que escolherei"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Pois onde será a Pasárgada brasileira? No Senado. Corram para se filiar a algum partido político e concorrer a uma vaga de senador, já que o prazo acaba no dia 2 de outubro. Ouvi na rádio CBN quais são os muitos benefícios que os eleitos ao cargo recebem e olha que a lista não é pequena: logo de início, eles recebem subsídio mensal de R$16.500, quinze vezes por ano. Como verba indenizatória são mais R$15.000 por mês. De auxílio moradia vão mais R$3.000. Carro com motorista? Sim. E mais 25 litros de gasolina - por dia. Cota na gráfica do Senado de R$8.500 por ano. E quatro passagens aéreas de ida e volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Quem se torna líder ou membro da mesa diretora ganha o direito de nomear livremente cinco assessores e seis secretários parlamentares com salários entre R$6.750 e R$9.000. O presidente da Casa, José Sarney, ainda tem residência oficial, direito de usar aviões da FAB, pertence ao Conselho da República e ainda é - respirem fundo - o 4º na linha de sucessão. No mais, ainda escolhem um suplente que não precisa receber nem o meu e nem o seu voto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Uma vergonha. Lembrando ainda que nessa semana foi aprovada uma emenda que recria mais de 7,7 mil vagas de vereadores no Brasil. Detalhe: em 2008 o TSE reduziu em 8 mil esses mesmos cargos. E agora eles ressurgem assim, sem o menor pudor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;A verdade é que vivemos num verdadeiro paraíso para a politicagem e suas artimanhas. Manuel Bandeira, permita-me que, mais uma vez, seja criada uma paródia da sua tão bela fuga para Pasárgada. A minha extrema indignação momentânea, de braço dado com a licença poética, me traz novos versos para caracterizar a atual política brasileira:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;"Vou-me embora para o Senado&lt;br /&gt;Lá sou amigo do Sarney&lt;br /&gt;Lá tenho o suplente que quero&lt;br /&gt;E o salário que escolherei"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A verdade dói. Mas pelo menos rimou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-2774583773830498042?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/BBsrZAhr6ok" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/BBsrZAhr6ok/neopasargada.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sr_SGBwxqpI/AAAAAAAAAKc/gQvlwGJokbI/s72-c/senado.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">12</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/09/neopasargada.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-6833444306939270540</guid><pubDate>Mon, 21 Sep 2009 00:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-20T17:27:56.762-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cinema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Marcos Valério</category><title>Cena de cinema</title><description>&lt;div face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SrbD2LkBbHI/AAAAAAAAAKU/onKQXm79F-Q/s1600-h/psicose1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SrbD2LkBbHI/AAAAAAAAAKU/onKQXm79F-Q/s320/psicose1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383705740152237170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Recentemente descobri um vício bom: cinema. É verdade que é no mínimo improvável de se encontrar algum indivíduo que finque o pé e afirme que odeia, odeia e odeia filmes e derivados; até porque o cinema por si só compõe um mundo à parte. Um universo um tanto vasto, que aí sim se subdivide em diversos gêneros – terror, comédia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;et cetera&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; – já não ficando nada improvável encontrar aqueles que odeiem musicais, filmes melosos com atores melosos ou, pra ser bem específica, longas-metragens japoneses com monstros, criaturas e bizarrices de maquiagem malfeita, mas que, ainda assim, apesar dos roteiros pífios – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;Céus!,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; aprendam com Hitchcock o que é o verdadeiro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;thriller&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; – deixam pessoas sem dormir por algumas semanas. Preciso ser mais clara para mostrar que detesto tal gênero?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: georgia;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Pois desde os primórdios do cinema a figura de um vilão, ainda que munido de estereótipos já manjados, é trazida à tona não só para “apimentar” um pouco a narrativa, mas também por transparecer o que vemos no mundo não-fictício: montes de indivíduos que tem toda a característica (má) índole do bandido do cinema. Verdade que tentamos fugir dessa realidade, esconder essa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;verossimilhança maldita&lt;/span&gt;, só que a comparação é inevitável: o que falta para os corruptos, ladrões e imorais que constituem a política do país ganharem todo o caricato ar do vilão de cinema? Roupas escuras? Não, pois já vestem ternos pretos, que curiosamente me passam um aspecto burocrático tão, tão típico. Armas? De fato acredito – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ou espero&lt;/span&gt; – que eles não as possuam, pelo menos não as físicas. Grande coisa. Revólveres, metralhadoras, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bazookas&lt;/span&gt; – nada disso chega aos pés do poder de destruição que carrega uma assinatura – ou a sua falta – de um projeto, de uma lei. Existem, ainda, outros armamentos que deixam qualquer bandido de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;western&lt;/span&gt; morto de inveja: curral eleitoral, apadrinhamento, desvio de verbas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;enfim&lt;/span&gt;: verdadeiras armas de destruição em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vilões à parte – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ou não&lt;/span&gt; – certas cenas do cotidiano político brasileiro são no mínimo intrigantes para mim. Como um tímido e sutil exemplo, cito o caso recente do Marcos Valério, aquele,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; aquele mesmo&lt;/span&gt;, que se envolveu num passado próximo em falcatruas e, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por que não?&lt;/span&gt;, em casos não ou mal resolvidos, especialidade da pizzaria brasileira. Pois é. O segundo careca mais famoso do Brasil – arrisco dizer que o primeiro é o Ronaldo – recebeu novas acusações no último dia 17, junto de seus dois ex-sócios Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach Cardoso. O trio é acusado dos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Super original&lt;/span&gt;. (&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI3981308-EI5030,00-MPF+denuncia+Marcos+Valerio+e+socios+por+lavagem+de+dinheiro.html"&gt;leia mais aqui&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais comum ver dinheiro público sair &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sujo&lt;/span&gt; dessas tão clássicas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lavagens&lt;/span&gt;. Rotineiro aos olhos de todo brasileiro que abre o jornal e vê, já habitualmente, a primeira página com uma manchete gigante sobre futebol e outras muitas, miúdas, porém desanimadoras, trazendo notícias como essa. Pergunto-me: será que algum dia haverá um diretor audacioso – ou um seria louco? – que tentará transformar toda a trajetória política de um Brasil num filme? Traríamos de tudo um pouco: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deodoros&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vargas&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Juscelinos&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goularts&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Médicis&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Collors&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cardosos&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lulas&lt;/span&gt; e todo o “pessoal” que vem junto: deputados, senadores, prefeitos, governadores, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;enfim&lt;/span&gt;: o quadro completo que compõe ou já compôs as instituições de poder do Brasil. Seriam muitos os desafios. Pra começar, ele precisaria de um grande elenco – metade só para os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sarney&lt;/span&gt; – e de muita verba pra bancar a superprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só acredito que o maior problema do diretor, por mais habilidoso que ele seja, será definir o gênero do filme: decerto, para não soarmos tão incrédulos, digamos que terão, no roteiro, alguns momentos românticos, felizes, alegres e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blábláblá&lt;/span&gt;. Mas convenhamos, a dúvida perdura. Irá predominar o quê: terror ou comédia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SrbD11mmonI/AAAAAAAAAKM/sD-x8ImwNtE/s1600-h/psycho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 234px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SrbD11mmonI/AAAAAAAAAKM/sD-x8ImwNtE/s320/psycho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383705734257484402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Oh my God!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-6833444306939270540?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/l7T0aEi55m8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/l7T0aEi55m8/coisa-de-cinema.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SrbD2LkBbHI/AAAAAAAAAKU/onKQXm79F-Q/s72-c/psicose1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">9</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/09/coisa-de-cinema.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-1113724884053544729</guid><pubDate>Sun, 13 Sep 2009 20:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-13T17:56:35.596-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ministro da agricultura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">stephanes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">meio ambiente</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">marina silva</category><title>Meio inconveniente</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sq1nykrS4gI/AAAAAAAAAJs/pi_mdQWRMkc/s1600-h/Lonely_Tree___by_Mangmoty.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 285px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sq1nykrS4gI/AAAAAAAAAJs/pi_mdQWRMkc/s320/Lonely_Tree___by_Mangmoty.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381071248313999874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quem não conhece um inconveniente? Ou melhor, deixando de lado um vocabulário mais rebuscado e sendo até mais sincera: quem não conhece um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;chato&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;? Pois é, todos compartilhamos desse mesmo desagrado: de gente que te liga no domingo às 8 da manhã - "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;oi, tá acordada?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" - à gente que faz perguntas incômodas em momentos igualmente incômodos, todos precisamos de um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;chato&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;para perturbar nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas o que mais me estranha nessa baixeza toda não é o tal inoportuno por si só, mas sim quem o alcunha e o seu respectivo porquê. Explico: o meio ambiente está em crise. Pior: está em baixa. Pior ainda: no Brasil. A Amazônia, a biodiversidade, o verde, os miquinhos dourados - tudo virou demodê. O que era antes um tesouro riquíssimo continuou a ser, ainda que com queimadas, derrubadas, enfim - verdadeiros &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;assassinatos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, na falta de um termo mais radical - só que ganhou uma aura um tanto penosa, até incômoda. Sendo clara: as florestas e as matas e as espécies e o tudo que temos de maior valor no Brasil têm, parece, se tornado um legítimo presente de grego. Inconveniência pura. Estorvo, transtorno, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;meu Deus!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, como preservar o meio ambiente dá trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E digamos que não é puramente o labor que torna o meio ambiente tão &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;chato&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Existem, ainda, aqueles &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;ambientalistas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; que tentam, num gesto quase que agonizante, trazer à tona discursos verdes - de folhas, de esperança - mas que são sufocados - e, convenhamos, desestimulados - por declarações infelizes e no mínimo desconexas da realidade, como as recentes do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;O Brasil está praticamente desaparecendo em meio a reservas ambientais e indígenas, áreas de preservação e áreas consideradas prioritárias&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;”. Segundo Stephanes, 70% do território brasileiro não pode ser utilizado para qualquer tipo de produção - como se isso fosse realmente respeitado ou até conhecido - e ainda há quem queira ampliar esse percentual para 80%.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E não acabou por aí: Stephanes acrescentou que é preciso definir melhor alguns conceitos  como “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;por exemplo, sustentabilidade: é a realidade que te&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;mos hoje ou é buscar a realidade que tínhamos em 1500? O que esses ambientalistas querem afinal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;?”. É, Chico Mendes onde quer que está assiste a esse desacato com olhar de repreensão. Um vexame ver que o debate sobre o meio ambiente no Brasil está ainda tão retrógrado, mesmo sendo um país com uma biodiversidade riquíssima, milionária. O que falta para tratarmos com respeito o nosso ouro verde, amarelo, azul - ouro de mil cores, de mil espécies, de mil Brasis - e não com esse ar de inconveniência, do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;chato &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que liga às 8 da manhã de domingo - pois digam, o que falta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;De fato existem aqueles &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;uns&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; - e que são, na verdade, muitos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;uns&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; - que por puro oportunismo vestem camisas da Amazônia enquanto, na verdade, permitem que o debate continue insípido e irrelevante. Como o próprio ministro Stephanes criticou, no final do mês passado, existem vários pseudoambientalistas "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;que não entendem de meio ambiente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;", artistas "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;que nunca saíram do Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" e ONGs "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;financiadas pela indústria do petróleo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;", sendo alguns grupos realmente hipócritas e aproveitadores de uma fragilidade nacional. Mas quando falo aqui sobre a defesa séria do meio ambiente excluo de forma automática esses monstros da falcatrua. De primeira vem à minha cabeça o nome da célebre e incansável Marina Silva - com aquele seu jeitinho quieto, cabelinho preso e voz baixinha, Marina, que é tão discreta quanto humilde, busca defender o tão "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;inoportuno&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" desenvolvimento sustentável. Ela acredita, ainda, que a sua recente ida para o Partido Verde irá permitir uma maior desenvoltura ao insipiente debate que gira em torno das questões ambientais - espero que consiga. No mais, espero também que ela não apareça em vídeos como &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://www.youtube.com/watch?v=HLWUk4H2BWI"&gt;esse&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, fazendo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;shows,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; cantando &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;reggae&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; e dançandinho como fez o ministro Carlos Minc, um dos fundadores do PV. Fala sério. Os nossos políticos são mesmo uns  frustrados! Perdi a conta dos que queriam, na verdade, estar no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;showbizz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Mas não é que diz o ditado: "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;quem canta seus males espanta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;"? Pois é, canta, Brasil, canta...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para finalizar com chave de ouro, terminamos com  mais Stephanes e a sua recente declaração: “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Já somos de longe o país mais ambientalista do mundo. O Brasil &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ainda&lt;/span&gt; detém 31% das florestas nativas no mundo, enquanto que a Europa, que financia as organizações não governamentais que atuam na área ambiental no País, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;tem menos de 2% de sua área preservada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;”. Blá, blá, blá. Peraí, ministro. Vossa Excelência disse "ainda"?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sq1_BUdxfpI/AAAAAAAAAJ0/nQJ21cubnpU/s1600-h/fcry2_pc_tree_on_fire_02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sq1_BUdxfpI/AAAAAAAAAJ0/nQJ21cubnpU/s320/fcry2_pc_tree_on_fire_02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381096790427795090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Pois é isso que me preocupa, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;afinal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-1113724884053544729?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/1XRkOBJN2ZQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/1XRkOBJN2ZQ/meio-inconveniente.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/Sq1nykrS4gI/AAAAAAAAAJs/pi_mdQWRMkc/s72-c/Lonely_Tree___by_Mangmoty.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/09/meio-inconveniente.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-3676068275723962659</guid><pubDate>Sun, 06 Sep 2009 16:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-06T12:20:17.211-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">homenagem</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ditadura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">rua</category><title>Se essa rua fosse minha</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SqPes9Nj0MI/AAAAAAAAAJk/hDJRJpGZtiM/s1600-h/street-in-locarno-old.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 332px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SqPes9Nj0MI/AAAAAAAAAJk/hDJRJpGZtiM/s320/street-in-locarno-old.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378387243937550530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quando era pequena - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mentira, até poucos meses atrás&lt;/span&gt; - achava que a continuação certa da cantiga que intitula esse texto era "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu mandava, eu mandava ela brilhar&lt;/span&gt;", enquanto o certo é "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ladrilhar&lt;/span&gt;". Verdade, sempre tive um ouvido péssimo, mas a imagem da rua brilhando&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; era, assim...onírica, fascinante. De qualquer forma, o eu-lírico da canção ladrilhava tal logradouro com "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;pedrinhas de brilhante&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;", o que, portanto, mostra que não havia tanta discrepância no que eu e minha semi-surdez entendiam em relação ao que realmente era dito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Existem ruas que brilham pelo nome, e não por serem repletas de pedrinhas cintilantes ao invés de asfalto - ora, quem não acha uma graça morar numa "Machado de Assis" ou numa "Dom Helder"? Aliás, recentemente, no bairro de Vila Marina, em São Carlos, mudaram o nome da rua Sérgio Fernando Paranhos Fleury, passando a ser chamada de Dom Helder Câmara. O tal Sérgio, que levava o nome do logradouro, foi um delegado do DOPS que comandou torturas a presos políticos durante a ditadura militar. A alteração foi determinada por lei aprovada pela Câmara Municipal no dia 12 de maio deste ano, após ter sido proposta pelo vereador Lineu Navarro, com apoio dos moradores da região, que elaboraram um abaixo-assinado. (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://www.saocarlos.sp.gov.br/index.php/noticias/2009/155429-dom-helder-nomeia-rua-que-levava-nome-de-torturador.html"&gt;Prefeitura de São Carlos&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nada mais justo: Helder Câmara - "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Irmão dos pobres e meu irmão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;", como definiu o papa João Paulo II - foi um verdadeiro defensor do direito à vida. Pouco antes do golpe militar de 1964, foi nomeado Arcebispo de Olinda e Recife, e algum tempo depois divulgou um manifesto apoiando a ação católica operária, o que lhe rendeu o desafeto dos militares - foi acusado de "demagogo" e "comunista", sendo proibido até de se manifestar publicamente. Ainda assim, continuou denunciando as práticas de tortura realizadas com o aval - ou pelo menos indiferença - do Estado. Enfim, a homenagem foi justa; convenhamos que a troca dos nomes foi da água para o vinho, ou melhor: do algoz ao humanitário. Nada mais certo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E foram essas homenagens estranhas que me trouxeram a idéia para escrever. Estava ontem um pouco distraída, pra variar, quando ouvi minha mãe dizer, numa conversa solta, que um determinado endereço era "próximo à rua Ernesto Geisel". Céus, ouvi certo ou minha semi-surdez, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;da rua que mandava brilhar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, atacava novamente? Pois dessa vez minha escuta não estava falha. Não foram meus ouvidos que me traíram. Foram alguns que não têm o menor respeito pelo Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Geisel foi um dos ditadores do período da ditadura militar brasileira - em seu legado que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;foi suicidado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; o jornalista Vladimir Herzog e morto o operário Manuel Fiel Filho - determinando o chamado "Pacote de Abril", grande retrocesso ao processo de abertura "lenta, gradual e segura", definido pelo próprio. Além de Geisel, outras excelências do governo ditatorial foram homenageadas com o nome de logradouros, como nas ruas Artur Costa e Silva e, acreditem se quiser, na rua Emílio Médici.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Emílio Médici é uma figura que me dá medo só de pensar. Não me refiro necessariamente, nesse caso, aos atos brutais deflagrados por ele, mas pela pose que ele fez na &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://www.planalto.gov.br/Infger_07/presidentes/emilio_medici.htm"&gt;foto oficial&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; de presidente, que consta na galeria dos governantes do país. Mas deixando de lado o meu pavor da expressão facial do general Médici, ele tem motivos infinitamente piores para darem nos nervos - incorporou as medidas de exceção previstas no AI-5, recrudesceu a repressão política, a censura aos meios de comunicação e recebeu uma enxurrada de denúncias de tortura aos presos políticos. Sabemos, no entanto, que a má fama do ditador, que até, por vezes, é tratado de forma saudosa, é amenizada pelo estouro do popular¹ milagre brasileiro, que de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;popular²&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; não teve nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No ano passado, inclusive, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o regime militar que governou o país entre 1964 a 1985 não foi uma ditadura, mas um "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;regime de exceção&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;". Ditadura mesmo houve no governo de Getúlio Vargas, segundo ele. Sem espantos: Lobão foi integrante ativo do ARENA, partido já extinto - ainda que com seus ex-representantes espalhados em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; outras siglas - chegando até, em 1983, a votar contra a Emenda do deputado Dante de Oliveira, que restabeleceria as eleições diretas para presidente em 84.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Porém, não se desesperem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;tanto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Juro que essas homenagens equivocadas não são raríssimas pérolas exclusivas do nosso Brasil. Existem, na Espanha, "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;calles del General Franco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" e no Haiti, "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;avenue Jean Claude Duvalier&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;", outros ditadores com biografias polêmicas. Pior ainda é acreditar que, também no Haiti, existe uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;escola&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; - é, uma escola - que leva o nome de François Duvalier, o chamado "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Papa Doc&lt;/span&gt;", talvez o maior carrasco do Haiti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É duro de acreditar que essas denominações ainda perduram. Será que manutenção dos nomes desses logradouros se dá por inexistirem muitos daqueles que merecem realmente uma homenagem? Duvido. Usassem o nome da Dona Maria, aquela moça baixinha que fez aquele trabalho social lindíssimo na escola pública da esquina. Ou do Seu João, aquele velhinho simpático que cuidava de cachorrinhos como se fossem seus netos. Só, por favor, não alcunhem as ruas. Nem o paralelepípedo mais sujo merece ser ofendido dessa maneira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;_____________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;¹ &lt;span class="palavraComPontos"&gt;po.pu.lar&lt;/span&gt;&lt;span class="descricao"&gt;&lt;i&gt; - adj&lt;/i&gt; &lt;i&gt;m+f&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;lat populare&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span class="descricao"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;span class="descricao"&gt;Notório, vulgar.&lt;/span&gt;&lt;span class="descricao"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;²&lt;span class="descricao"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="palavraComPontos"&gt;po.pu.lar&lt;/span&gt;&lt;span class="descricao"&gt;&lt;i&gt; - adj&lt;/i&gt; &lt;i&gt;m+f&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;lat populare&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span class="descricao"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;span class="descricao"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Democrático&lt;/span&gt;. Que é do agrado do povo; que tem as simpatias, o afeto do povo. &lt;/span&gt;&lt;span class="descricao"&gt;Que representa ou pretende representar a vontade do povo. &lt;/span&gt;&lt;span class="descricao"&gt;Pertencente ou relativo ao povo; próprio do povo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="descricao"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Promovido pelo povo; que provém do povo&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt; (Dicionário Michaelis)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-3676068275723962659?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/K6210Rg5LZk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/K6210Rg5LZk/se-essa-rua-fosse-minha.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SqPes9Nj0MI/AAAAAAAAAJk/hDJRJpGZtiM/s72-c/street-in-locarno-old.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">13</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/09/se-essa-rua-fosse-minha.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-3375896468934537455</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2009 23:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-06T11:56:07.470-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">protógenes queiroz</category><title>O Intocável</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SpsZhUTdeBI/AAAAAAAAAJc/5f4BXPrsLKk/s1600-h/EliotNess.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 230px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SpsZhUTdeBI/AAAAAAAAAJc/5f4BXPrsLKk/s320/EliotNess.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375918640373528594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Há um tempo atrás descobri o meu interesse por filmes sobre a máfia. O &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;charme&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt; que envolve a composição de cada elemento das obras cinematográficas sobre o tema é fascinante: desde o figurino elegantíssimo até a escolha minuciosa da trilha sonora, vemos ainda um espetáculo à parte com a escolha dos elencos, cheios de "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;DeNiros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;", "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Brandos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;" e "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Pacinos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;". Mas um filme que se difere, por exemplo, da clássica trilogia de "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Poderoso Chefão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;", é "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Os Intocáveis&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;", produção norte-americana de 1987, dirigida por Brian De Palma e escrita por David Mamet. Nele acompanhamos a saga do agente federal Eliot Ness, interpretado pelo &lt;del&gt;lindíssimo&lt;/del&gt; talentoso Kevin Costner, tentando dar um fim às atividades ilegais em plena Chicago na época de Lei Seca. Enfrentou e perturbou  o figuríssima Al Capone. Gente grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Não temos muito o que invejar os norte-americanos no quesito Eliot Ness. Já vi diversas comparações iguais à que farei nesse texto, mas, por mais que seja um pouco &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;clichê&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;, ela é inevitável, ela é iminente: o nosso Ness nasceu em Salvador, na Bahia de Caymmi, e cresceu no estado do Rio de Janeiro, o que justifica o sotaque meio puxado para o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;carioquês&lt;/span&gt;. Protógenes Queiroz tem um currículo tão extenso quanto a lista de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Al Capones&lt;/span&gt;" que já estorvou: lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, corrupção - Celso Pitta, Paulo Maluf, Law King Chong, Daniel Dantas, não importa quem seja, nem o ramo em que atua: seja na política, seja até no futebol, Protógenes não poupou um. E esse filme de máfia tem tudo para virar um "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;massacre da serra elétrica&lt;/span&gt;" tupiniquim: o ex-delegado da Polícia Federal anunciará no dia 2 de setembro o partido que irá se filiar, iniciando, como o próprio disse em seu &lt;a href="http://protogenes.blog.uol.com.br/arch2009-08-16_2009-08-22.html#2009_08-20_04_52_00-137142648-0"&gt;blog&lt;/a&gt;, uma nova etapa na luta pelo fim da corrupção no Brasil, trazendo para o âmbito político a sua batalha por um país mais justo e honesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Não foram poucas as especulações da imprensa, publicadas como certezas "irrevogáveis", em relação ao "ínclito" Protógenes Queiroz, como define Paulo Henrique Amorim. Nesse curto ínterim ele já foi do PDT, do PSOL, do PT, do PCdoB, do PV, enfim, de um mar de siglas parecidas, mas com ideologias um tanto diferentes. Passa, no entanto, longe de PSDBs da vida, responsabilizando, por exemplo, tal partido, durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por sumir com as divisas oriundas da série de privatizações que se deram no Brasil. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cadê o dinheiro?&lt;/span&gt;", indagou, em palestra na Universidade Federal do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Protógenes começou como advogado, fornecendo assistência a gente humilde. Acreditava, no entanto, que podia fazer ainda mais pelo povo: decidiu se inscrever num concurso para delegado e foi aprovado. “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Queria prender gente, botar corrupto na cadeia&lt;/span&gt;”, diz. Mesmo com a pressão e polêmica fomentadas pela mídia, que, em geral, explorou bastante o fato de ele ter saído da posição de investigador e ter ocupado a de investigado, Protógenes não se deixou abalar. A sua confiança permaneceu irredutível, tanto que agora, com pesquisas que mostram o massivo apoio da população, segue para a política, já vitorioso: “t&lt;span style="font-style: italic;"&gt;enho plena consciência do que fiz, do que sou e do que vou fazer ainda&lt;/span&gt;”. Eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especulações &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;de lado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;, ou melhor, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;devaneios&lt;/span&gt;", como o próprio definiu, esperamos pela divulgação do partido e do cargo que Protógenes escolherá. Rumores dizem que ele tentará se eleger como senador, governador ou deputado federal. Não importa: o estrago que o nosso Ness fará em instituições corruptas é grande, e a preocupação dos imorais, antiéticos e "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;amalucados&lt;/span&gt;" é latente. Ataques são feitos de todas as partes. Não há para onde fugir. Tentem, no entanto. Protógenes veste um colete à prova de corrupção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-3375896468934537455?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/cTlG4XzBcHw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/cTlG4XzBcHw/o-intocavel.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SpsZhUTdeBI/AAAAAAAAAJc/5f4BXPrsLKk/s72-c/EliotNess.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">12</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/08/o-intocavel.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-1946944499893391069</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2009 23:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-22T23:16:18.503-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mulher na presidência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mulher maravilha</category><title>Mulheres-maravilha</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SpDBA5thTUI/AAAAAAAAAJM/NuW-F51kWaA/s1600-h/MM1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 243px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SpDBA5thTUI/AAAAAAAAAJM/NuW-F51kWaA/s320/MM1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373006576688909634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Foi-se o tempo que a mulher era feita sob medida para o seu marido. Mal consigo imaginar os séculos remotos que nós, do sexo feminino, devíamos apenas cozinhar, lavar e passar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Céus!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, eu teria sérios problemas - meu marido ia viver anoréxico, com a roupa suja e todo amassado. E &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;ai&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; dele se reclamasse!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A verdade é que, sabemos, o mundo pararia sem nós, independente dessas habilidades caseiras - ou a falta delas - tão comumente no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;s atribuídas, e olha que isso não é discurso feminista: a mulher deixou de lado os clichês de esposa submissa e foi à luta. Ela rompeu barreiras. Ela queimou sutiãs. Ela vestiu calça &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;jeans&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Ela se divorciou do marido que ronca. Ela virou mãe solteira. E ela chegou à presidência. Calma, chegou à presidência? Sim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; Não aqui. Mas seria isso uma questão de...Ainda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Surpreendi-me quando vi que há uma &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://www.terra.es/personal2/monolith/00women2.htm"&gt;lista&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; relativamente grande de mulheres que já foram as principais representantes políticas dos mais diversos países. Tal quantidade se mostra ainda mais incrível quando lembramos que o preconceito e o machismo são fatores tão recentes e  marcantes que custam - e como custam! - a desaparecer. Pois existem homens e, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;pasmem!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, mulheres retrógradas   que cismam em desacreditar num sexo feminino politizado e consciente, sustentando aquela figura monótona da esposa perfeita, do lar perfeito, enfim, de um tédio igualmente perfeito. Uns chegam ao ponto de radicalizar tanto o dilema que julgam mulher e política um paradoxo. Um erro. Uma heresia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Credo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Nelsons Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; da vida estremecem só de pensar numa brasileira na presidência do país. Os mais conservadores, que já reclamaram quando um operário - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;ora, que audácia!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; - foi eleito, imagina o que não dirão de uma presidenta? Até a palavra por si só soa estranha. Presidenta. Parece erro gramatical, como dizer que o feminino de "cão" é "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;cã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" ou que o masculino de "borboleta" é "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;borboleto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;", dentre outras grosserias. Mas sabemos que "presidenta" está longe de ser uma palavra errada, apenas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;nós&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; é que desenvolvemos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;concepções&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; erradas. Precisamos nos acostumar com o termo não só por uma questão de vocabulário, mas por questões políticas: o "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;El País&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;", grande jornal espanhol, publicou uma matéria em que afirmava que 2010 poderia ser o ano das "mulheres presidenciáveis no Brasil".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As "mulheres presidenciáveis" seriam Dilma Rousseff, Marina Silva e Heloísa Helena. Dilma em recente &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=900"&gt;pesquisa&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; do Datafolha apareceu com 16% dos votos, ganhando uma segunda colocação na corrida contra o governador de São Paulo, José Serra, com 37% das intenções de voto. Percebemos pela pesquisa que a soma das porcentagens da ministra da Casa Civil com a da incansável Heloísa Helena - embora o PT e o PSOL apresenta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;rem divergências tremendas - as mulheres receberiam cerca de 28% votos, quantia significante no cenário político atual. E olha que nessa não incluímos a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que recentemente abandonou o PT e parece se enveredar para o PV - Marina, como as outras mencionadas, não se pronunciou quanto à questão de uma candidatura à presidência, mas busca se fixar na política com um discurso pró-ambiental, algo que um Brasil com o grande tesouro-verde que tem, precisa mais do que nunca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Pesquisando aqui, vi que em 2007 a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, cogitou ser a primeira mulher presidente. Há pouco o seu grupo foi acusado pelo MPF de "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;organização criminosa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" - a ação civil de improbidade administrativa movida pelo Ministério contra Yeda e mais oito pessoas,  classifica o grupo ligado ao Palácio Piratini, sede do governo local, de tal forma, e mais: os procuradores sustentam que "os réus participaram ativamente da prática de expressiva fraude". O desvio, de acordo com a ação, atinge a cifra de R$ 44 milhões. (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1664138/ministerio-publico-acusa-grupo-de-yeda-crusius-de-atuar-como-organizacao-criminosa"&gt;JusBrasil&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ora, para que tenhamos uma presidenta que faça o termo soar mais errado do que já parece, repensemos a história. Mas como Yeda aparentemente não manifestou tal vontade novamente - e nem manifestará, se estiver em sã consciência, até o seu nome continuar no alvo da mídia - podemos ficar tranquilos. As outras três supostas candidatas são de partidos diferentes (temos até uma sem partido!), com biografias - algo que parece estar em alta... - um tanto distintas e ideologias até, quem sabe, opostas. Resta-nos escolher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sem mais aquela vida submissa e ofuscada pelo machismo do marido, a mulher virou heroína dos filhos, dos cônjuges, dos eleitores - é, ela realmente cresceu em todos os cenários. Mulher maravilha: um longo passo tem sido dado na política brasileira...E melhor: de salto alto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SpDeFGnpZ7I/AAAAAAAAAJU/lgku2SfHDPg/s1600-h/MM2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 211px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SpDeFGnpZ7I/AAAAAAAAAJU/lgku2SfHDPg/s320/MM2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373038534710618034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;Eita. Por onde eu começo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-1946944499893391069?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/PoKip7ltfu0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/PoKip7ltfu0/mulheres-maravilha.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SpDBA5thTUI/AAAAAAAAAJM/NuW-F51kWaA/s72-c/MM1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">19</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/08/mulheres-maravilha.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-7006941382075757281</guid><pubDate>Sun, 16 Aug 2009 16:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-16T14:01:49.368-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">OAB</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">suplente</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">senado</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">collor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">indecisão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">wellington salgado</category><title>Indecisão</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde sempre fui chamada de indecisa. E reconheço isso. Tenho uma séria dificuldade em escolher entre duas - se mais, pior ainda - alternativas.  Não consigo pensar numa outra maneira que não seja "estou abrindo mão de algo, posso me arrepender", o que me dá uma dó tamanha, junto daquela péssima sensação de que poderia-ter-escolhido-melhor. É sempre assim. De escolhas bestas à escolhas complexas. Fora que sou uma pessoa com gostos tão diferentes que chegam a ser até, para alguns, excludentes; o que dificulta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;horrores&lt;/span&gt; o processo já doloroso da decisão: "compro um livro cheio de fotos sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;moda&lt;/span&gt; ou um cheio de textos sobre a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Revolução Russa&lt;/span&gt;?" - e daí pra baixo. Ou pra cima. Enfim, confuso, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito: as piores decisões são aquelas irreversíveis. Marcantes, oficiais, públicas e, se me permitem o pleonasmo descarado, decisivas - essas daí me tiram o sono. E deviam tirar de muita gente por aí, que dirá em Brasília. Quando um político escolhe um partido, teoricamente ele se identifica com o tal pelos seus ideais, pelas suas lutas construídas, pelo seu quadro de representantes, enfim, por uma gama de outros de fatores. Mas a verdade, sabemos, é um tanto diferente:  muito do que move as decisões políticas são os tão egoístas interesses pessoais, que são variados mas que, no fim, convergem, quase que de forma unânime, para o par dinheiro/poder. Tal associação é simples, só mudando, dependendo da visão de cada um, o verbo e a ordem das palavras, sem grandes alterações: dinheiro traz poder, poder é dinheiro, dinheiro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;faz&lt;/span&gt; poder etc. Isso tudo, claro, num quadro em que ainda vemos um coronelismo mascarado, uma exagerada burocracia, uma corrupção em qualquer campo e uma população conivente com tais atos - secretos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dezembro de 2008 o STF confirmou a constitucionalidade da resolução do Tribunal Superior Eleitoral que disciplina a perda dos cargos eletivos de deputados, vereadores e senadores por infidelidade partidária, isto é, aquela bagunça nas trocas dos partidos: direita virando esquerda, esquerda virando direita etc e tal. Confusão bem típica da política, se me permitem o termo, desmemoriada. De fato muitos políticos brasileiros não acreditam que haja um prazo de validade para o (mau) exercimento de suas funções, como o sarcástico deputado Sergio Moraes (PTB-RS), que além de se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lixar&lt;/span&gt; pra todos nós, declarou publicamente que mesmo com todo aquele alvoroço, acabaria sendo eleito novamente. E novamente. E novamente. E eu lá duvido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso pois caso ele, como qualquer outro mestre da politicagem, trocando ou não de partido, poderá ser eleito novamente. No ano que vem elegeremos não só o novo presidente - ou seria nova presidenta? - como, espero eu, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;novos&lt;/span&gt; governadores, deputados federais, deputados estaduais e senadores. A renovação no Senado, como em todas as outras representações de poder, é essencial. E o melhor: é uma escolha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nossa&lt;/span&gt;. Não podemos continuar com Duques, Collors, Sarneys, Virgílios, Renans, e tantos outros. Ora, que peguem seus jatinhos e partam para bem longe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressaltemos que a questão da fidelidade partidária é, ainda, um tema áspero: ao mesmo tempo que evita o intercâmbio entre partidos, faz com que os poucos políticos comprometidos que nos restam hesitem em trocar: mesmo que o partido não se comprometa mais com o que antes propunha, cabe ao político decidir se permanece onde está, carregando rótulos que a sua filiação leva, ou mudar para outro, correndo o risco de perder o mandato. E é isso que tem acontecido com a senadora Marina Silva, que tem pensado seriamente em sair do PT e ir para o PV, independente de uma candidatura à presidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por essa bagunça toda que não podemos ser indecisos quanto ao que fazem com a nosso país.  Realmente, é difícil discernir quem está de quem não está "bem intencionado", e assim acabamos vendo de camarote a crise do Senado que, por cerca de 20% das vezes não é causada pelos próprios senadores, eleitos pelo povo, mas sim por suplentes. Pois entendam a tristeza com um exemplo um tanto "familiar" (literalmente): em 2008, Collor se ausentou por 90 dias do cargo de senador para ajudar na campanha de parentes em Alagoas - seu filho, Fernando James (PTB) e seu primo, Euclydes Mello (PRB-AL). Ada Mello (PTB-AL), sua prima, tomou posse em seu lugar, sendo a sua segunda suplente. O primeiro é o tal de Euclydes, que chegou a assumir o mandato por quatro meses, mas que no ano passado estava na campanha para prefeito de Marechal Deodoro (AL). Esse mesmo senhor foi acusado pelo &lt;a href="http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/criminal/mpf-denuncia-euclydes-mello-por-crime-de-apropriacao-indebita/"&gt;Ministério Público Federal de Alagoas&lt;/a&gt; de "ter efetuado descontos referentes à contribuição previdenciária dos empregados e não repassar os valores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)" - tais valores chegaram a R$ 1.643.753,83. E quem precisa de suplente assim quando já se tem o Collor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triste da história é que existem projetos para mudar essa falcatrua dos suplentes, mas é óbvio que o desinteresse é muito maior. Na própria &lt;a href="http://www.senado.gov.br/web/relatorios/cesp/refpol/relat13.htm"&gt;página do Senado&lt;/a&gt;, lemos que tal mudança provo&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;caria "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;complexidade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;desnecessária&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; ao processo eleitoral, com         desdobramentos na distribuição do horário eleitoral         gratuito [leia-se: vai atrasar a novela das oito] com reflexos na composição da cédula         eleitoral, provocando&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt; prejuízos no discernimento do         eleitor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;"&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; Pois o "discernimento do eleitor" clama por um mínimo de respeito, e não por "representantes dos representantes", convenhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio presidente da OAB, Cezar Britto, já declarou que suplente de senador é "clandestino", uma vez que ele não precisa de votos para ser eleito. Britto disse isso quando Edison Lobão foi nomeado ministro de Minas e Energia, permitindo que seu filho, Edison Lobão Filho (DEM-MA), assumisse uma confortável cadeira no Senado. Vi recentemente que o senador Eduardo Suplicy defendia que o político perdesse o cargo quando se afastasse, e não substituísse por determinado tempo a sua vaga, o que seria também algo justo. E mesmo a OAB, que participou ativamente do processo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;impeachment&lt;/span&gt; do ex-presidente Collor, defende a extinção da figura do senador suplente sem voto, além da tal história do "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;recall parlamentar&lt;/span&gt;", que falarei num próximo artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa história toda, recordo-me do suplente de senador Wellington Salgado (PMDB-MG), aquela figura estranhíssima de cabelos grandes, outro defensor ofensivo de Sarney. Além de já ter se comparado com um "dálit" - é, como o Bahuan da novela das oito - por ser suplente, já disse que o "Senado virou um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Big Brother&lt;/span&gt; político". Verdade, Vossa Excelência. E eu, aqui, só espero pelo paredão. A única indecisão da vez é: quem tirar primeiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;o política chique adverte: vote sem indecisões nas eleições de 2010. vote bem. o paredão é a gente que faz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-7006941382075757281?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/7X77rvYAN6o" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/7X77rvYAN6o/indecisao.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/08/indecisao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-3174381825059978572</guid><pubDate>Sun, 09 Aug 2009 20:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-09T22:09:32.134-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">senado</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">collor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crise</category><title>Furta-cor</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde pequena adoro desenhar. Quem me conhece, sabe: Bianca e Arte são dois fatores praticamente indissociáveis. Confesso que amava cores, no entanto, em determinado hiato de minha vida, deixei os lápis-de-cor de lado e passei a desenhar tão só com o monótono grafite. Passada a fase "cinza", voltei a ter o apreço que tinha desde sempre pelo colorido no papel. E na vida, em geral. Hoje, quem vê minhas "criações" se depara com uma verdadeira explosão de cores, chegando a ser até de tal forma exagerada - parece que o colorido pulsa no papel e tenta dar vida ao que antes era aquele simples e constante grafite. Enfim, conversa de artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a política brasileira vive uma fase muito preta e branca, sem fugir daqueles tons cinzentos do grafite. A crise no Senado se prolonga e não dá nem sinais de agonia: em meio aos tantos escândalos repletos dos olhares, das palavras e dos gestos enraivecidos - esquecendo o que um dia se chamou de "decoro parlamentar" - encontramos um Sarney com onze acusações arquivadas. Em outras palavras: deu em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pizza&lt;/span&gt;. De fato a oposição irá recorrer e recomeçará toda uma novela que já sabemos, pra variar, o final: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;outra&lt;/span&gt; pizza. A descrença presente nesse texto não reflete a minha opinião política integral, mas, sinceramente, não vejo outro futuro para a situação nas mãos do presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a crise cinzenta no Senado pode ficar ainda pior quando olharmos por outros ângulos. Nos últimos dias acompanhei os escândalos "na íntegra" e enquanto ouvia discursos inflamados de certos políticos, percebi quem eram os indivíduos que declamavam diversas vezes palavras referentes à "moral" e "ética", ou, enfim, outras palavras que são barradas na porta do Senado. No final das contas, vejo um Collor visivelmente alterado e indignado, como se fosse portador de uma conduta honesta, digna e, principalmente, coerente. E coerência é outra palavra que os seguranças barram em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senador Fernando Collor não só criticou a mídia de forma combativa - teria ela dado as costas para quem um dia elegeu? - como também defendeu heroicamente a permanência de Sarney no cargo de presidente do Senado. Collor se mostrou solidário a seu amigo de longa data (sic) Sarney, afinal, já sofreu "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;tudo que ele está passando&lt;/span&gt;", como se fosse o alvo injustiçado da imprensa no momento. Tudo perseguição. As palavras ofegantes do ex-presidente em defesa do  protótipo de dono do Maranhão foram fortes e no mínimo irredutíveis: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ela &lt;/span&gt;(a mídia ou parte dela)&lt;span style="font-style: italic;"&gt; não conseguirá retirar o presidente José Sarney dessa cadeira. Nem ela, nem o senhor, nem quem mais esteja deblaterando como o senhor deblatera, parlapatão&lt;/span&gt; (!) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;que é, desta tribuna&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria uma bela defesa caso não encontrássemos um pequeno - leia-se enorme - fator destoante: Collor e Sarney já foram, um dia, figuras que, pelo menos em seus discursos públicos, divergiam gritantemente. E olha que não precisamos voltar tanto assim no tempo - se retrocedermos dez anos e dermos uma olhada &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=TrVjczcaYfs"&gt;nesse&lt;/a&gt; curto vídeo que está no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Youtube"&lt;/span&gt;, tudo fica mais nítido: em 1989, no primeiro turno das eleições presidenciais, Collor discursava na televisão e, na falta de um termo mais &lt;del&gt;sutil&lt;/del&gt; radical, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;massacrava&lt;/span&gt; José Sarney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarney é descrito como um "irresponsável", um "omisso", um "desastrado", "um fraco", como o homem que "desgraçadamente" ainda ocupa a presidência da República. É ainda um cidadão de "más intenções" que não dignifica o cargo que ocupa, sendo "um dos piores presidentes" que o Brasil teve a "infelicidade" de ter, pela sua ambição e falta de grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É bom reavivar a memória da nossa gente&lt;/span&gt;. O senhor sempre foi um político de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;segunda classe&lt;/span&gt;, o senhor nunca teve uma atitude de coragem, o senhor pegou carona na História, beneficiando-se de uma tragédia que emocionou o país. O senhor é o culpado pela maior inflação de todos os tempos [...] O senhor passou a maior parte do tempo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;apadrinhando&lt;/span&gt; os seus amigos, os seus familiares, muitos dos quais hoje sendo processados por atos de corrupção". Collor ainda se vangloria, dizendo, orgulhosamente, que foi o único governador a se opor ao presidente Sarney. e indaga: "Me responda, José Sarney, por que o senhor tem receio da mudança no Brasil? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O senhor está com medo de quê?&lt;/span&gt; O senhor está com medo de perder seus privilégios e mordomias, talvez?". De forma quase que retórica, ele mesmo responde, afirmando que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt;, ele &lt;span style="font-style: italic;"&gt;precisa&lt;/span&gt; ter medo pois ele - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;logo ele!&lt;/span&gt; - iria vasculhar a sujeira do seu governo e colocar os corruptos atrás das grades. Esperemos sentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collor ainda acreditava que Sarney era adepto da máxima "quanto pior, melhor", buscando instaurar o verdadeiro caos no país, para assim decretar um "novo" AI-5, se perpetuando no poder como mais um ditador. "Mas nosso povo não é bobo, José Sarney, e nem é cego", acrescenta, dizendo ainda que Sarney não deu casa nem comida à população, e que agora queria dar "circo".  Pois hoje continuamos na mesma, só que o tal "circo" atingiu proporções inimagináveis - e pior: os palhaços somos nós. E Collor não termina por aí: "com o fim do seu governo termina uma triste fase da política brasileira [...] chegou a vez dos homens de bem, chegou a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nossa&lt;/span&gt; vez".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho ouvir do ex-presidente e atual senador Fernando Collor tais palavras, ainda mais quando trazidas para a crise preta e branca contemporânea que já falei. É realmente bom "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;reavivarmos a memória&lt;/span&gt;" da nossa gente, como o próprio disse, e sugiro que façamos isso de novo e de novo e de novo. Vejamos como Sarney continua "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;com medo&lt;/span&gt;", "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;apadrinhando&lt;/span&gt;" e fomentando o "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;circo&lt;/span&gt;" na política. E, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Céus!&lt;/span&gt;, o que tiro dessa lição? Prefiro, ainda, um mundo preto e branco, cinzento como o do monótono grafite, a um simulacro repleto de cores falsas, hipócritas e indignas. Prefiro-o sem cor, a um com um colorido dissimulado. Não quero esse Collorido para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;o política chique agora está no twitter. &lt;a href="http://www.twitter.com/politicachique"&gt;siga&lt;/a&gt;! @politicachique&lt;br /&gt;o política chique está mais chique do que nunca. confira a lista de links (localizada à direita) do &lt;a href="http://www.blogdoprotogenes.com.br/"&gt;blog do protógenes&lt;/a&gt;- estamos lá, e estamos com tudo! :)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-3174381825059978572?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/6tJVw1S3dRo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/6tJVw1S3dRo/furta-cor.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">11</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/08/furta-cor.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-566100095748972368</guid><pubDate>Wed, 05 Aug 2009 16:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-07T15:52:12.170-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deselegância</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sarney</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">elegância</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">paulo duque</category><title>Deselegância</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser elegante é tudo. Não é simplesmente usar palavras rebuscadas e vestir bem roupas chiques. Ora, se fosse assim, um mínimo de instrução e um pouquinho a mais de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cash&lt;/span&gt; fariam do mundo um poço de elegância. E bem sabemos que não é assim. O elegante é distinto não só pela sua postura - que não seja entendida aqui como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;argh!&lt;/span&gt; elitismo ou superioridade - mas também pela sua  compostura, sendo, na minha opinião, um indivíduo extremamente virtuoso: saber os limites entre  elegância, exagero e esnobismo é algo, digamos...Valioso. Único. Ah, elegante mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você se questiona, quebra a cabeça e tenta descobrir por que um texto com ares de Gloria Kalil, que mais fala dos tons magníficos dos cachecóis (ainda que em terras tupiniquins) nessa estação, faz num blog - ainda que chique - sobre política.  A verdade é falta elegância nos nossos representantes. E não falo aqui de ver o Lula vestindo um terno Armani e usando perfume Lacoste - ainda que isso provavelmente ocorra. Segundo o Michaelis, o elegante tem um estilo de notável graça e distinção, é distinto naturalmente pelo seu porte e pelas suas maneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falta essa graciosidade dos políticos com os brasileiros. Não há nada mais esdrúxulo e grosseiro do que presenciar as atrocidades cometidas pela nossa "Casa de Horrores", eufemismo sutilmente utilizado pela revista britânica "The Economist" para definir o nosso Senado. Acompanhamos o excêntrico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;barraco&lt;/span&gt; - na falta de um termo mais conciso - entre Fernando Collor, Renan Calheiros e Pedro Simon. Uma verdadeira troca de ofensas, ainda que precedidas por um hipócrita e lacônico "Vossa Excelência", acompanhadas não só por palavras enraivecidas como também por olhares sugestivos. Um vexame nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o assessor de Sarney antecipou sutilmente o que será dito pelo Presidente do Senado, afirmando que ele não só que ele não renunciará mas ainda que provará que é "bom de briga". Segundo o assessor, ele teria "apanhado calado" durante quatro meses, e que agora, com o discurso que será realizado às 15h, "irá para a guerra". Sinto que a política atual se transformou numa continuidade mórbida de "O Gladiador", mas com uma pitada de verossimilhança que me é assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, a oposição aposta que as representações contra José Sarney serão arquivadas durante a reunião do Conselho de Ética. Segundo a "Folha", os senadores oposicionistas conversaram com Paulo Duque, presidente do Conselho, e tudo indica que o arquivamento das acusações é quase certo, ainda que ele não tenha se posicionado oficialmente. Procurado pela "Folha Online", Duque não foi encontrado, mas confirmou, por seus assessores, que hoje sai a decisão sobre o que será feito em relação às representações contra Sarney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta elegância em muitos políticos. Falta o mínimo de educação deles com o povo que os elegeu. Falta o respeito com os eleitores quando seus nomes surgem em excêntricos escândalos envolvendo corrupção. Onde está a graciosidade após as promessas não cumpridas? Não me refiro aqui a populismo fundamentado em carisma barato, mas em representantes que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;efetivamente&lt;/span&gt; representem o Brasil. Não queremos mais medidas paliativas, não queremos mais propostas ilusórias, não queremos mais essa falta de educação com o brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansam-me as deselegâncias de uma política infundada. Ou pior, fundada em preceitos decadentes. A graciosidade à que me referi aqui não precisa de professores de etiqueta, roupas de marca, palavras rebuscadas - ela pode perfeitamente ser ensinada por gente humilde. Ela pode perfeitamente ser ensinada por qualquer um, na verdade, desde que esse um seja honesto. E é essa única elegância que um político precisa - a honestidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;o política chique agora está no twitter. &lt;a href="http://www.twitter.com/politicachique"&gt;siga&lt;/a&gt;! @politicachique&lt;br /&gt;o política chique está mais chique do que nunca. confira a lista de links (localizada à direita) do &lt;a href="http://www.blogdoprotogenes.com.br/"&gt;blog do protógenes&lt;/a&gt;- estamos lá, e estamos com tudo! :)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-566100095748972368?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/Rgytobd1I_c" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/Rgytobd1I_c/deselegancia.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">9</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/08/deselegancia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-4207589093318798811</guid><pubDate>Fri, 31 Jul 2009 16:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-31T11:42:44.760-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ETA</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">injustiça</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">nigéria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">matemática</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espanha</category><title>Matemática incomum</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SnMwExAiqYI/AAAAAAAAAHg/949YxtR782s/s1600-h/eta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364684439561611650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SnMwExAiqYI/AAAAAAAAAHg/949YxtR782s/s320/eta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nunca tive facilidade com a Matemática. Sempre a considerei uma matéria complicada, estranha e, por que não dizer, &lt;em&gt;assustadora&lt;/em&gt;. Verdade, e estando, hoje, na Universidade, respiro aliviada só de saber que não terei mais que resolver duzentos problemas dos &lt;em&gt;outros&lt;/em&gt; - é, para que me interessa descobrir quanto deveria receber cada filho da Mariazinha se a herança dela era de um milhão de reais? Ora, perguntassem ao gerente do banco ou aos filhos dela, que deveriam estar muito mais interessados do que eu estava, logo eu!, uma pobre menina que não suportava fazer contas - e ainda não suporta - preferindo fazer trinta redações a resolver uma única dessas questões matemáticas. Nem Freud explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já admiti que a minha relação com a Matemática é no mínimo tensa. Tento entendê-la. No entanto, ainda assim, acho-a incompreensível. Vou explicar o porquê: fui, hoje, buscar sobre o que escreveria e confesso que matéria-prima não faltava, apenas não encontrava a menor disposição para criticar (mais) o Sarney, citar alguma gafe do Lula, falar da candidatura da Dilma ou mesmo agradecer pelo "pior da crise" ter passado. Porém, preferi escrever sobre aqueles recentes atentados que ocorreram na Espanha, nessa véspera do aniversário de 50 anos do grupo terrorista ETA. Ninguém assumiu a autoria dos ataques, mas as autoridades culparam o grupo pelas duas mortes e pelos sessenta feridos, devido a uma explosão e a um carro-bomba, respectivamente. Agora reparem os números: dois mortos e sessenta feridos. Dois mortos e sessenta feridos que ocuparam todos os noticiários. Dois mortos e sessenta feridos que provocaram indignação global. Dois mortos e sessenta feridos que também me deixaram triste com essa situação. Não me resta a menor dúvida que qualquer manifestação de terrorismo é horrorosa e merece ser combatida, mas e o que o mundo tem a dizer sobre os duzentos corpos que foram recolhidos em Maiduguri, na Nigéria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Eles estão levando os corpos em caminhões... até ontem (quinta-feira), recebemos mais de 200 corpos", disse Aliyu Maikano, chefe da Cruz Vermelha na Nigéria, à Reuters, acrescentando que corpos ainda estavam sendo coletados.&lt;/em&gt; (da Reuters)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou péssima com números. E ainda sou uma estudiosa das Ciências Humanas, o que torna, para mim, o fato duplamente incompreensível. Procurando a notícia em outros portais, chego no website do jornal "Estado de São Paulo" e encontro na seção "Internacional" a seguinte divisão: América Latina, EUA e Canadá, Oriente Médio, Europa e &lt;em&gt;Outras Regiões&lt;/em&gt;. E foi nessas "outras regiões" que encontrei, assim, de forma discreta, a mesma notícia dos duzentos corpos. Repito: duzentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena que os conflitos africanos e as diárias milhares de mortes no continente sejam tratadas de forma tão indiferente. Sabemos que os números, os dados estatísticos, são relatos frios de uma realidade cruel e injusta, mas seriam eles, também, relativos? Depois dessa, fica a pergunta: quanto vale um nigeriano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364684595960995330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SnMwN3pD3gI/AAAAAAAAAHo/uregL_hfnKc/s320/nigeria2.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;o política chique agora está no twitter. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.twitter.com/politicachique"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;siga&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;! @politicachique&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-4207589093318798811?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/eNTdOZEOdKI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/eNTdOZEOdKI/matematica-incomum.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SnMwExAiqYI/AAAAAAAAAHg/949YxtR782s/s72-c/eta.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/07/matematica-incomum.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-7225923301787880524</guid><pubDate>Sat, 18 Jul 2009 15:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-18T10:51:38.089-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sarney</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">edmar moreira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sêneca</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ética</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deputado</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sérgio moraes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">paulo duque</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conselho de ética</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conselho</category><title>A Ética do Conselho</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Nos últimos meses, ouvimos bastante uma expressão que, dados seu tamanho e sua importância, deveria ter sido usada em outro contexto. Refiro-me à tão rechaçada opinião pública. Repelida, desprezada, ignorada, quando não xingada e, sobretudo, desrespeitada; ela tem sido o alvo de políticos que ultrapassaram os limites da &lt;em&gt;falta&lt;/em&gt; de Ética e atingiram o nível mais alto da &lt;em&gt;sobra&lt;/em&gt; de descaso com a população - e o pior: refiro-me a dois indivíduos que presidiram o Conselho de Ética. Utilizo o verbo no passado pois ainda me restam esperanças que a presidência de Paulo Duque será tão efêmera quanto a de Sergio Moraes, e que, quando menos esperarmos, ele já estará em Reinos bem longínquos visitando castelos com seus colegas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Conselho de Ética foi criado em outubro de 2001, &lt;em&gt;visando ser&lt;/em&gt; o "órgão encarregado do procedimento disciplinar destinado à &lt;em&gt;aplicação de penalidades&lt;/em&gt; em casos de descumprimento das normas relativas ao decoro parlamentar no âmbito da Câmara dos Deputados". "Cabe ao Conselho, entre outras atribuições, &lt;em&gt;zelar&lt;/em&gt; pela observância dos &lt;em&gt;preceitos éticos&lt;/em&gt;, cuidando da preservação da dignidade parlamentar, e, também, responder às consultas da Mesa, de comissões e de deputados sobre matéria de sua competência." Tal definição foi retirada do &lt;a href="http://www2.camara.gov.br/conheca/eticaedecoro"&gt;site&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www2.camara.gov.br/conheca/eticaedecoro"&gt;oficial&lt;/a&gt; da Câmara, mas, sinceramente, não vejo muita aplicabilidade em conceituações que não condizem com a realidade. A começar, relembro o caso do deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), ex-presidente do Conselho - foi o primeiro relator do processo de cassação aberto contra Edmar Moreira, o famoso "deputado do castelo". No entanto, foi afastado do cargo pois antecipou a sua intenção de absolver Edmar em seu parecer. Foi nessa ocasião que declarou "se lixar" para a opinião pública, quando questionado sobre o episódio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Moraes tem uma lista de acusações extensa - o que nos faz refletir sobre a total falta de Ética no Conselho - e mesmo estando na mira de pesadas críticas da sociedade, ele não parou por aí. Não me refiro nem ao fato de ele se mostrar uma pessoa extremamente agressiva ao ofender, de forma preconceituosa, o repórter Danilo Gentilli do CQC. Essa, pelo que vi, foi apenas mais uma demonstração de como é rude o deputado. Pior mesmo foi o que disse recentemente, quando questionado sobre a absolvição de seu colega, Edmar Moreira. Moraes comemorou e ainda disse que lucrou com a polêmica criada em torno da sua frase. "&lt;em&gt;Essa polêmica me deu muitos pontos. Nunca recebi tantos convites na vida, ganhei espaço&lt;/em&gt;", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Duque (PMDB-RJ), atual presidente do Conselho de Ética do Senado, afirmou na quinta-feira que não se importa com a repercussão de suas decisões: "&lt;em&gt;não estou preocupado com isso. A opinião pública é muito volúvel. Ela flutua&lt;/em&gt;", e, quando questionado sobre a cobrança da população em relação ao caso Sarney, acrescentou: "&lt;em&gt;não temo ser cobrado por nada. Quem faz a opinião pública são os jornais, tanto que eles estão acabando&lt;/em&gt;". Duque já pode ser até processado pois ainda afirmou que o PSOL, que faz denúncias contra ele, não existe - "&lt;em&gt;é um partido pequeno que ainda não existe, como o PT já foi um dia. Talvez cresça&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar o post com o ciclo de absurdos, ontem, Sarney fez um discurso em tom de desabafo. Citou, ainda, Sêneca, filósofo romano: "&lt;em&gt;Sêneca dizia que as grandes injustiças só podem ser combatidas com três coisas: o silêncio, a paciência e o tempo&lt;/em&gt;". Mas acrescento, aqui, que o filósofo também dizia que "o tempo revela a verdade". Vejo rapidamente a seguinte manchete: "&lt;a class="inot" href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,bird-em-dez-anos-brasil-nao-avancou-em-combate-a-corrupcao,394827,0.htm"&gt;Bird: em dez anos, Brasil não avançou em combate à corrupção&lt;/a&gt;". Assusto-me. Respiro fundo e prossigo com a leitura: "para Banco Mundial, porém, existe 'ambiente favorável' a ações anticorrupção no país". Vai dar tempo, Sêneca. &lt;em&gt;Tem&lt;/em&gt; que dar tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;o política chique agora está no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.twitter.com/politicachique"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;twitter&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;. siga! @politicachique&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-7225923301787880524?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/nrsvwV3erT8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/nrsvwV3erT8/etica-do-conselho.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/07/etica-do-conselho.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-5258679006177912357</guid><pubDate>Fri, 10 Jul 2009 20:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-10T16:39:47.700-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">corrupção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ideologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">indignação</category><title>Indagações e Indignações</title><description>Fico indignada com muito que tenho visto. Não digo que isso seja algo atual ou mesmo fugaz, pois é algo já rotineiro e que se, agora, nesse exato momento, escrevo esse texto, é porque a minha indignação é cíclica, mas oscilante - ora está no seu auge, ora está "domesticada". Digamos que agora eu esteja equilibrada, o que justifica o meu tímido radicalismo ou a sutil ausência de críticas (pesadas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recentemente ouvi na "&lt;em&gt;BandNews FM&lt;/em&gt;", grande concorrente da "&lt;em&gt;CBN&lt;/em&gt;" aqui no Rio um comentário que, ainda que possa soar despretencioso ou sem todo esse fundo de "teoria da conspiração" que já lhes antecipo, não foi construtivo para um Brasil de mudanças que, presumo, todos queremos. Foi como "&lt;em&gt;em nosso país só existem políticos ladrões!&lt;/em&gt;" ou algo bem próximo a isso. Verdade que foi "apenas" um comentário bastante comum no meio da conversa entre os locutores, que não precisa ir muito longe - barzinho da esquina, escola, escritório, internet - para ouvir algo semelhante. Ressalto, mais uma vez, que tal comentário não foi de grande destaque na matéria - ele soou bem natural, como se precedesse um "ah, mas isso é &lt;em&gt;tão&lt;/em&gt; óbvio". Escrevo aqui isso com desgosto. E repúdio. E desapontamento. Não só por ser uma grande rádio transmitindo uma mensagem um tanto radical, ainda que despretenciosa no seu tom de conversa informal, mas também por assim ajudar a construir um ideário da política nacional descrente e desesperançoso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ratifico aqui o meu posicionamento quanto às tão comuns generalizações. Generalizar é um erro gritante que em nada nos acrescenta - e aqui não me refiro exclusivamente a "cidadãos do Brasil", mas sim a "cidadãos do mundo". Afirmo isso pois os pilares que sustentam pérolas como "&lt;em&gt;todo político é corrupto&lt;/em&gt;" são os mesmos que dão base para "&lt;em&gt;no Oriente Médio só tem terrorista&lt;/em&gt;" ou "&lt;em&gt;todo norte-americano é 'imperialista'&lt;/em&gt;". Sinto informar aos que batem o pé e crêem de forma convicta nessas frases que até reproduzem-las, que elas também nos trazem a clássica internacional "&lt;em&gt;brasileiro é preguiçoso&lt;/em&gt;". É? Eu não sou não. E sei que tal &lt;em&gt;máxima&lt;/em&gt; está bem mais par&lt;em&gt;a mínima. &lt;/em&gt;E é por isso que registro aqui o meu repúdio à construção de estereótipos tão sem fundamento e prejudiciais à imagem de grupos - quaisquer que sejam - que buscam se destacar positivamente, desvencilhando-se de alcunhas, preconceitos maiores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De fato os noticiários na televisão e as matérias espetaculosas e sensacionalistas da mídia impressa colaboram para tal imaginário. Não nego que existam setores corruptos na política, o que seria uma mentira um tanto audaciosa - acrescento, no entanto, que tal corrupção também é possível de ser encontrada em toda e qualquer outra instituição de poder - o que não é o menor motivo de orgulho - mas ressaltarmos apenas o que é passível de críticas é outro equívoco. Parece que há uma inércia gigantesca impedindo que sejam divulgadas as positividades dos que constroem a política do Brasil. O que há de errado em realçar o que é feito de construtivo para o país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perturba-me essa falta de resistência em relação ao que é nosso. Se há uma insatisfação, indago-me, o que falta para o passo seguinte, da mobilização? Creio que minhas palavras soem como um inocente &lt;em&gt;discurso-de-grêmio-estudantil&lt;/em&gt;, mas é a realidade - que, infelizmente, traz a possibilidade de mudança como distante, quase utópica. Sendo bem honesta com todos, escrevo isso deixando de lado posições político-partidárias e ideologias. Não carrego bandeiras capitalistas, socialistas, que sejam. A minha bandeira é a do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356978928863985522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 181px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SlfP9Awwv3I/AAAAAAAAAGY/CYv_Fb4I4Q4/s400/henfil%2Bt%25C3%25A1%2Bvendo%2Besperan%25C3%25A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-5258679006177912357?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/0NmmKqMcUbc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/0NmmKqMcUbc/indagacoes-e-indignacoes.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Yn8cEnEKT2E/SlfP9Awwv3I/AAAAAAAAAGY/CYv_Fb4I4Q4/s72-c/henfil%2Bt%25C3%25A1%2Bvendo%2Besperan%25C3%25A7a.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/07/indagacoes-e-indignacoes.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-7684927839975165904</guid><pubDate>Sun, 14 Jun 2009 02:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-13T19:30:41.068-07:00</atom:updated><title>Hiatus acadêmicus</title><description>Caríssimos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de final de período na faculdade e os trabalhos procriam como coelhinhos (&lt;em&gt;não tinha metáfora pior?&lt;/em&gt;). Peço desculpas aqui pela total falta de atualização, mas garanto que quando esse frenesi passar, atualizarei mais até do que antes (o que não é muito difícil, considerando que eu atualizava, em média, 3 vezes por mês...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto não escrevo nada, acho válido falar da "repercussão" do meu último texto, aqueeeeele, da CPI das Milícias. O deputado Marcelo Freixo me mandou um e-mail, dizendo que tinha gostado muito do que escrevi e ainda postou no seu site!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://marcelofreixo.com.br/site/index.php?page=artigos&amp;amp;id=1393&amp;amp;sectionid=6&amp;amp;catid=25"&gt;http://marcelofreixo.com.br/site/index.php?page=artigos&amp;amp;id=1393&amp;amp;sectionid=6&amp;amp;catid=25&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa linda, né? Orgulho da mamãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-7684927839975165904?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/vUwn_9M_VEw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/vUwn_9M_VEw/hiatus-academicus.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/06/hiatus-academicus.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-4991144286152169787</guid><pubDate>Sat, 30 May 2009 19:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-30T15:05:06.633-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tráfico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">marcelo freixo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CPI das milícias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">milícia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">rio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deputado</category><title>Poder paralelo?</title><description>Ontem tive a oportunidade única de assistir à apresentação do relatório da CPI das milícias, presidida pelo deputado Marcelo Freixo. O próprio foi na minha queridíssima universidade, falou brevemente do histórico do chamado "poder paralelo" na cidade, citou dados estarrecedores e apresentou soluções práticas - e não só um "suicídio coletivo" como alternativa, como ele mesmo disse - que podem ser encontradas no relatório da CPI, disponível na web. Achei um debate um tanto enriquecedor e mais do que conveniente - ao menos 17 pessoas foram presas nessa quinta-feira, suspeitas de terem ligações com as milícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui situarmos os leitores, principalmente os de fora do Rio, ou mesmo nós, cariocas - eu mesma não tinha tanta noção da história antes das declarações do deputado Marcelo Freixo, que, por sinal, me surpreendeu - a coragem desse cara é incrível: mexer num vespeiro desses não é pra qualquer um. &lt;em&gt;At all&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de 2007, com apenas três dias sendo deputado, o primeiro ato de Marcelo Freixo foi o pedido de CPI. A reação foi óbvia: ninguém quis assiná-la. O comprometimento seria terrível. Fatal. Literalmente. Era mesmo motivo de piada. Compreensível, até: como assinariam se vários parlamentares eram donos de milícias? E pior: como assinariam, se o próprio prefeito na época, César Maia, era a favor desses grupos, considerando-os "&lt;em&gt;auto-defesa comunitária&lt;/em&gt;"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CPI das milícias só foi aprovada em junho de 2008. Cabe a questão: por que foi aprovada, afinal? Pois foi nesse período que uma equipe do jornal "O Dia" foi brutalmente torturada por milicianos, após se infiltrarem para uma matéria. Esse fato foi um marco na história das milícias, sendo a Comissão uma mera consequência disso tudo - a pressão na mídia começou a ser gigantesca, e os próprios veículos, que em sua grande maioria defendiam/não criticavam (o que já é considerável) esses grupos, se voltaram contra eles. É como o deputado que &lt;em&gt;explanou&lt;/em&gt; (já que muitos fazem o mesmo, "&lt;em&gt;discretamente&lt;/em&gt;") que se lixa pra opinião pública - rapidinho virou manchete em tudo quanto era revista, jornal, &lt;em&gt;whatever&lt;/em&gt;. Acabou falando mal da mídia, e deu no que deu: rodou. Com a milícia a história foi quase que similar: depois de um estopim daqueles, virou bomba. O próprio Marcelo Freixo ressaltou essa "simpatia" dos grandes meios pelas milícias. Não precisamos nos esforçar muito pra lembrar daquela novela que passou na Globo, Duas Caras, da chatíssima Maria Paula, do arrependido Ferraço, e claaaaaaaro, do irritante Juvenal Antena, o grande protagonista, interpretado pelo mala do Antonio Fagundes. Seu papel era de um miliciano "do bem" (&lt;em&gt;oh!&lt;/em&gt;), que defendia princípios e no final era o bom moço da história. E olha que nem foi &lt;em&gt;noveleca&lt;/em&gt; da Record à la Mutantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sociedade começou a cair em cima das milícias também. A CPI foi aprovada - e começaram seis meses de dedicação absoluta. Para efetuá-las, Marcelo realça que "o parlamento &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; é polícia", o caminho deles é "&lt;em&gt;outro&lt;/em&gt;" e que acha equivocada a lógica de segurança pública no Rio. No entanto, buscou um grupo de policiais que auxiliaram nas investigações, contando com setores muito valiosos, e acrescentou: não leva a nada fazermos mil e uma avaliações da nossa polícia (que "&lt;em&gt;é a que mais mata&lt;/em&gt;" etc) - isso leva a que? Essas discussões devem ser realizadas em conjunto com a corporação, aí sim deixaremos esse círculo vicioso que apenas criminaliza a instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe concluiu que as milícias surgiram há cerca de 9 anos no Rio, sendo &lt;em&gt;quadrilhas&lt;/em&gt; muito bem armadas, dominando territórios (faço, aqui, uma ressalva: até a conclusão do relatório, elas dominavam 171 áreas, não sendo um termo específico para bairros; vide, por exemplo, Campo Grande - bairro no Rio dominado por milicianos), fazendo uso de terror e sendo comandadas por membros da segurança pública - sempre seriam policiais, ex-policiais, bombeiros, militares etc), seu corpo, no entanto, seria composto por civis. O incrível é o poder que esses grupos exercem. Até no preço dos fuzis. É, segundo Freixo, um fuzil custa 40 mil reais, preço inflacionado pelo crescimento das milícias. O precinho salgado é apontado pelo deputado como uma das razões de não termos visto um número exorbitante de tal arma apreendido nas operações policiais, acrescentando: "&lt;em&gt;ou porque não acham ou porque é bom né?&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para contribuir nas investigações, a equipe precisava de depoimentos de gente que morava nas áreas dominadas. Mas quem iria depor? Ninguém. Criou-se, então, o disque-milícia - número que foi um tanto divulgado nos jornais, revistas e rádios das regiões, pelo qual as pessoas discavam e faziam denúncias anônimas. O resultado foi uma surpresa: embora o disque tenha recebido trotes, a quantidade de informações relevantes que recebeu foi absurdamente superior - nomes, endereços, dados, tudo. E como ainda tem gente que acha que a milícia é boa pra população? Isso é o que chamam de "&lt;em&gt;auto-defesa&lt;/em&gt;"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato que me chamou muita atenção foi a questão da lucratividade do negócio. Existem mil maneiras de ganharem dinheiro -extorsão direta (taxa de segurança, carnês), domínio de gás, &lt;em&gt;netcat&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;gatonet. &lt;/em&gt;Mas o que mais movimenta cash é o controle do transporte público. Nessa semana foi morto o Getúlio, o cara que controlava a cooperativa de vans de Rio das Pedras. Em seu depoimento para a CPI, deu um dado que faz qualquer um cair pra trás: o faturamento &lt;em&gt;só&lt;/em&gt; das vans e &lt;em&gt;só&lt;/em&gt; em Rio das Pedras, &lt;em&gt;diário&lt;/em&gt;, é de R$170.000. &lt;em&gt;Diário&lt;/em&gt;. Freixo, ao terminar de &lt;em&gt;cuspir&lt;/em&gt; esses dados, perguntou: "&lt;em&gt;o que é que vocês ainda tão fazendo na universidade?&lt;/em&gt;" - é um caso a se pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação é mesmo desesperadora, sabe? 2/3 das vans que circulam no Rio não são regulamentadas. Por que o choque de ordem não chega no transporte coletivo? "&lt;em&gt;Por que ele não enfrenta o crime organizado? Tem medo de enfrentar, só cresce sobre mendigo na rua. Falta coragem&lt;/em&gt;", afirmou Freixo. E é verdade. O deputado acha um avanço o número de prisões de milicianos, que só é crescente - em 2006, foram apenas 5. Em 2007, 24. Em 2008, 78. E em 2009? Já temos 64 presos. No entanto, "&lt;em&gt;se não conseguirmos superar os braços econômicos, a gente não acaba com a milícia. As prisões não terão efeito"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora explico aqui a interrogação no título do meu texto. Os jornais, as revistas, os blogueiros, os professores, o povo, os emos, os fãs de &lt;em&gt;Jonas Brothers&lt;/em&gt;, os torcedores do Flamengo, enfim: vocês entenderam que eu falo de &lt;em&gt;gentepracacete&lt;/em&gt;. Por mais diferente que sejam, tendem a chamar a milícia de poder paralelo. Mas como chamar de "paralelo" algo que está no próprio poder em si? É, porque não é novo que as milícias estão &lt;em&gt;sim&lt;/em&gt; no poder, e não mais apóiam os candidatos - perceberam que se elas tem poder econômico e político, por que não se tornar o próprio deputado, vereador, whatever? E é o que aconteceu: ela entrou na máquina. E não fez isso pelo salário de R$9.000, como disse o deputado Marcelo Freixo, ressaltanto que "&lt;em&gt;é, sim, um ótimo salário&lt;/em&gt;" - mas "&lt;em&gt;não para quem ganha R$170.000 por dia&lt;/em&gt;". Por que se candidatam, então? "&lt;em&gt;Porque é fundamental para o miliciano indicar o delegado, o comandante da área, definir o diretor da escola, a merenda. A indicação política é fundamental"&lt;/em&gt;. O Estado deixa de se tornar barreira e se torna o próprio instrumento. O que se faz depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que a milícia se consolida pela moral. Defende que em suas áreas "&lt;em&gt;não tem droga, não tem funk&lt;/em&gt;", e tem aquilo né: se apresenta como policial, não como bandido. Mas devemos desestruturar aquela imagem que os milicianos "combatem" o tráfico, quase que como o morador de tais áreas tivessem que escolher entre um ou outro. "&lt;em&gt;A milícia não é reação ao tráfico&lt;/em&gt;", afirmou o deputado, fundamentando-se nas investigações da CPI, que concluíram que 60% das áreas por elas ocupadas, não tinham a presença de traficantes. E essa questão não vai ser resolvida pela polícia, mas sim pelo Estado e pela sociedade: vocês acreditam que não existe crime de milícia no código penal? Precisamos de mudanças no legislativo, ou então ficaremos buscando "outros crimes" que milicianos cometem, por essas (enormes) lacunas que existem na nossa legislação, tão completa pra uns, tão falha pra outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo Freixo falou um pouco da relação milícia x tráfico (conceito, para ele, equivocado, na medida que o que existe é "&lt;em&gt;muito desorganizado&lt;/em&gt;" - &lt;em&gt;amém&lt;/em&gt;! - sendo mais "&lt;em&gt;grifes do medo&lt;/em&gt;"). Eles se diferem. E &lt;em&gt;muito&lt;/em&gt;. A milícia é organizada, tem um discurso de ordem no braço do Estado, já o tráfico nem se organiza politicamente (&lt;em&gt;amém&lt;/em&gt;!²). Porém, há algo que os assemelha: os dois são erros gritantes. "&lt;em&gt;Não podemos escolher um&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar, acrescento aqui que nunca sequer tinha ouvido falar do deputado Marcelo Freixo. É &lt;em&gt;muito&lt;/em&gt; chato admitir isso, eu sei, mas acredito que eu, como muita gente, sei mais dos nomes dos políticos &lt;em&gt;ruins&lt;/em&gt; do que dos &lt;em&gt;bons&lt;/em&gt;. É terrível ficarmos só ressaltando as &lt;em&gt;politicagens&lt;/em&gt; e não darmos mais espaço pra quem tem feito um trabalho &lt;em&gt;honesto&lt;/em&gt;, mesmo sendo ameaçado de morte e tendo uma filha pequena (e muito fofa!) pra cuidar. As propostas pra solucionar a questão, existem. Foram apresentadas no relatório da CPI 158 delas. Agora, é bem como ele disse: "&lt;em&gt;só falta a coragem&lt;/em&gt;". Isso ele já tem. E muita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-4991144286152169787?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/I7NL5C84H1Q" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/I7NL5C84H1Q/poder-paralelo.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/05/poder-paralelo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-8876080042548707574</guid><pubDate>Fri, 22 May 2009 15:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-22T10:15:50.017-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">universidades</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deputados</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cotas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">moda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">passagens</category><title>Os mais cotados</title><description>Se quiser um assunto que tenha bastante polêmica e pouca solução, fale de cotas. Qualquer uma delas. Nas universidades, na Câmara, nas passarelas; todas com fins diferentes mas que convergem no quesito "críticas" - os &lt;em&gt;blablablás&lt;/em&gt; que circundam e apedrejam a questão são muitos, desde os mais moderados (leia-se "odeio cotas!, mas já entrei na universidade, então...&lt;em&gt;deixa pra lá&lt;/em&gt;!"), até os que acham que a medida é discriminatória, excludente, preconceituosa, enfim: &lt;em&gt;uó&lt;/em&gt;. É mais do que óbvio que a situação é tensa, o que ainda se agrava ainda mais com tantos argumentos &lt;em&gt;perdidos&lt;/em&gt; sem a menor base, sem o menor fundamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da reserva de vagas nas universidades públicas é uma bomba-relógio. Uns, dizem que incluem socialmente. Outros, acham que é só uma medida equivocada, falha, a curto prazo, mais expositiva do que eficiente. Chegam até a insinuar que pode haver um conflito racial no Brasil caso ela seja definitivamente adotada. O pior de tudo é que essa receita fica mais &lt;em&gt;apimentada&lt;/em&gt; quando vemos os fatos: aquele escândalo na UnB, o qual gêmeos idênticos foram definidos de forma diferente - um branco, o outro negro. É uma banca que &lt;em&gt;decide&lt;/em&gt; a sua cor, avaliando simplesmente uma foto anexada na ficha de inscrição do processo seletivo. Não escondo aqui que sou contra todo esse sistema - mas também não sejamos hipócritas: os "&lt;em&gt;brancos&lt;/em&gt;" (se é que podemos classificar assim, num Brasil &lt;em&gt;mestiço&lt;/em&gt;) no país tem, sim, um nível melhor de renda, mas não serão essas "medidas temporárias" de inclusão, que sabemos que permanecerão &lt;em&gt;ad eternum &lt;/em&gt;por diversos motivos, que mudarão nosso antigo histórico de desigualdade. Li recentemente bastante sobre o assunto, e vi que as cotas nas universidades na Índia foram adotadas não como definitivas, isto é, temporárias, há anos atrás, permanecendo na mesma situação até hoje. &lt;em&gt;Are baba&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que agora até no mundo da moda a palavra "cota" é citada. A São Paulo Fashion Week fechou um acordo em que 10% das suas modelos tem que ser afro-descendentes. Justo? Leia mais &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1163641-7084,00-INCENTIVO+A+MODELOS+NEGRAS+NA+PASSARELA+E+POLEMICA+ENTRE+FASHIONISTAS.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as cotas também invadem a Câmara. Depois daquele escândalo das viagens internacionais pagas com o &lt;em&gt;nosso &lt;/em&gt;dinheiro (eu querendo ir pra Europa e a filha do Gabeira lá na &lt;em&gt;Disney&lt;/em&gt;...), elas foram proibidas. Os senadores se revoltaram, chamaram de "&lt;em&gt;farra das passagens&lt;/em&gt;", culpando os deputados, como Fábio Faria (PMN-RN), que levou artistas para um camarote em uma &lt;em&gt;micareta &lt;/em&gt;(sic). O mais incrível foi o deputado Silvio Costa, que em uma de suas declarações afirmou que ao restringir as passagens para parentes, poderia até se separar da mulher, "que não poderia visitá-lo". &lt;em&gt;Ninguém merece&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no final, o que aconteceu? Bom, no mês passado foi permitido o uso das passagens aos parlamentares somente no território nacional. Já ontem, a Câmara voltou atrás - liberou aos deputados viagens internacionais. A próxima viagem dos nossos parlamentares já foi combinada, e será para a Disney. Há boatos que lá se encontrarão com um candidato para as eleições presidenciais brasileiras de 2010:&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 202px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.mommywords.com/wp-content/uploads/2008/11/mickey-for-prez.jpg" border="0" /&gt;Diferentemente de Obama, não acredito que ele seja chamado de comunista. Mas nunca se sabe. Esse &lt;em&gt;shortinho&lt;/em&gt; vermelho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-8876080042548707574?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/zWPvocX4sA4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/zWPvocX4sA4/os-mais-cotados.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/05/os-mais-cotados.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-4545947803973551811</guid><pubDate>Sun, 03 May 2009 22:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-03T17:39:36.079-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">azar</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">gripe suína</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vírus H1N1</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crise econômica</category><title>Azar?</title><description>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ovZSmvh1J8A/R9pmdfHI99I/AAAAAAAAAjM/yqcrUkJc-rU/s400/azar.bmp"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 251px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ovZSmvh1J8A/R9pmdfHI99I/AAAAAAAAAjM/yqcrUkJc-rU/s400/azar.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todos temos os nossos momentos ruins. É um fato. Existem dias que simplesmente não deveriam existir. Imaginem a vida de um sujeito qualquer - criemos uma situação hipotética - ele acorda, atrasado. O despertador não funcionou. O despertador &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; funciona, mas hoje, não. Veste a roupa, abotoa a blusa, vê que falta um botão - esqueça, é só um botão, &lt;em&gt;quem vai reparar? - &lt;/em&gt;corre para a cozinha, toma o café, passa a manteiga no pão, o pão cai. Virado para baixo, claro. Bem onde o &lt;em&gt;Totó&lt;/em&gt; fez xixi. Quem que comprou esse cachorro, hein? Quem? A ex-mulher. Comprou e ignorou depois da separação. Falando em separação...Esqueceu de pagar a pensão. Não podia ter levado o cachorro junto da filha? A filha! Esqueceu a apresentação de balé da menina. Ignorou também. Corre pro carro, o pneu está furado, pega um táxi, vê que o dinheiro é insuficiente, vai pro ônibus - cheio, lotado, explodindo - e finalmente chega no trabalho. Descobre que o maldito que roubou a sua mulher foi promovido. Virou chefe. Leva uma bronca do novo chefe - Isso lá é traje pra vir pro trabalho? - Senta na cadeira. Respira fundo. Tosse um pouco. Não sente fome. O corpo arde. Pronto. Fechou o kit: está com gripe. E &lt;em&gt;suína&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém merece essa gripe. Ela veio pra fechar o &lt;em&gt;kit-azar&lt;/em&gt; do mundo &lt;em&gt;real&lt;/em&gt;, que nem na vida &lt;em&gt;hipotética&lt;/em&gt; do sujeito &lt;em&gt;hipotético&lt;/em&gt;...Se é que a gente pode chamar de azar algo premeditado. O vírus da crise ainda não foi embora e já tem um outro por aí. É, gente. A taxa de desemprego na zona do euro é a maior desde 2005, e, pra variar, a Espanha está no topo, com esse índice chegando a 17,4%. Aqui no Brasil a taxa também subiu. Os países asiáticos lançaram fundo de emergência contra a crise. E nos EUA, a grande potência capitalista, sofre com intervenções do governo e Obama é acusado de socialista. No Oriente Médio continua o de sempre. E na Itália? Bom, na Itália a mulher do Berlusconi, o primeiro-ministro, vai entrar com pedido de divórcio. A crise é geral. Até matrimonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio às mudanças, aqui no Brasil tivemos super novidade também. Os EUA já não tem mais aquela bola toda com a gente - a China os desbancou e se tornou o principal destino de nossas exportações. Pois é, no berço da não-intervenção estatal, além de &lt;em&gt;já ter&lt;/em&gt; intervenção estatal, fazer fronteira com o México - reclamavam dos imigrantes...E agora, que eles migram com vírus? &lt;em&gt;Houston...Tenemos un problema&lt;/em&gt;! - ser o grande início da crise econômica, perde aos poucos a sua influência histórica em terras tupiniquins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em problema, quem tem bastante é o setor de turismo. Desde setembro de 2001, data dos ataques terroristas às torres gêmeas, ele enfrenta dias piores - e olha que os efeitos da gripe suína ainda não foram considerados. Com o vírus Influenza A, as tendências são que o turismo internacional se reduza, o que já foi percebido pelas agências de viagem, e o nacional seja fortalecido. Uma oportunidade única pra descobrir se o Acre realmente existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos males e mortes e porquinhos sacrificados (inutilmente), o Brasil tem, falando em termos econômicos, a ganhar com ela. Se a doença não chegaraqui, nossa carne suína se sobressairá - os EUA e o Canadá, dois dos três países mais afetados com a gripe, detêm 40% desse comércio. Nós, 17%. Esse número tende a crescer com o medo do risco de contaminação dos países que consomem a carne de porco, como a China. E mesmo que o Brasil fique gripado, temos produtos que substituam tal carne. É, é estranho. É como a analista Amaryllis Romano disse: "&lt;em&gt;o que tem acontecido desde (o início dos anos) 2000 é que a gente tem sido beneficiado por todas as confusões internacionais&lt;/em&gt;". A gripe poderá contribuir pela substiuição do produto, pois o Brasil é líder &lt;em&gt;mundial&lt;/em&gt; de produção de carne bovina. Sendo ainda principal produtor de soja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tensa mesmo é a situação dos porquinhos. Pedro de Camargo, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), pediu à OMS que o nome do surto de gripe fosse modificado, para proteger a reputação da carne do porco. “&lt;em&gt;Não tem suíno doente nem no México. Essa desinformação nos causa problemas e eventuais prejuízos&lt;/em&gt;”, diz Camargo, justificando o pedido. E foi atendido: agora, os mais avisadinhos chamam de "&lt;em&gt;gripe A (H1N1)&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que mesmo não adiantando sacrificar os animais, o Egito o fez pra evitar que a doença se propagasse. E acabei de ler que o governo mandou sacrificar &lt;em&gt;todos&lt;/em&gt; eles - olha que o país &lt;em&gt;nem sequer&lt;/em&gt; doente tem. Voto pra que derrubem as pirâmides também, então. É, gente, acompanhem comigo: quanta poeira deve existir naqueles sarcófagos? Os ácaros? A alergia é gritante. Batendo um vento forte naquilo tudo, voa pó pro mundo todo. Se eu entro num lugar daqueles, alérgica que sou, morro. Gripe piramidina? &lt;em&gt;Azar o deles&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Eu não quero que derrubem as pirâmides. &lt;em&gt;Mesmo&lt;/em&gt;. Quero até visitar. Mas me revolto com essa ignorância toda em relação aos animais. (!) &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-4545947803973551811?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/nnMG4OwGVFs" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/nnMG4OwGVFs/azar.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_ovZSmvh1J8A/R9pmdfHI99I/AAAAAAAAAjM/yqcrUkJc-rU/s72-c/azar.bmp" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/05/azar.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6544361661945159468.post-7358691503559042641</guid><pubDate>Fri, 17 Apr 2009 11:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-05T18:07:37.791-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cuba</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">liberdade de expressão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">rede</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">áfrica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">internet</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">globalização</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">irã</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">china</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tecnologia</category><title>Fora da rede</title><description>Depois de séculos sem escrever aqui - mais uma vez peço desculpas pelo que pareceu até &lt;em&gt;descaso&lt;/em&gt; - venho com um assunto que está sempre na moda, mas que, é verdade, tem vezes que está mais "em alta" do que outras - e não estou falando de economia ou daquelas bolsas incompreensíveis e oscilantes. Me refiro à "liberdade de expressão" - não assim, naquele contexto quase que &lt;em&gt;clichê&lt;/em&gt;, mas num relacionado à tecnologia, a esse futuro que se mistura com o presente, sem saber mais o que é expectativa-para-um-futuro-próximo ou o que já existe realmente. É como naquela musiquinha manjada da Globo, que atores e atrizes e crianças-prodígio cantam, sorridentes, que o "&lt;em&gt;futuro já começou&lt;/em&gt;". Começou pra uns, e está longe de chegar perto pra outros. Consequências óbvias de uma globalização "assimétrica" (termo descaradamente roubado do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães), de uma explícita distribuição desigual de renda, de tecnologia, de saúde, de respeito. Talvez seja até uma "desglobalização", um sistema fechado de meia dúzia de &lt;em&gt;loiros de olhos azuis&lt;/em&gt;, que ignora a presença de negros e mestiços e asiáticos e latinos e nordestinos e africanos e imigrantes e, por que não? &lt;em&gt;outros&lt;/em&gt; loiros de olhos azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia virou, em alguns casos, artigo de luxo. Não é necessário dizer que desse atual processo de Revolução Tecnológica o continente africano foi quase que inteiramente ignorado, citando, como exceção, e de forma generalizada, a África do Sul e, é claro, os oásis que norte-americanos e europeus se hospedam - realidades um tanto diferentes da miséria já, erroneamente, ordinária aos nossos olhos. Ou vocês acham que num hotel &lt;a href="http://www.venere.com/img/hotel/3/6/2/3/243263/image_hotel_exterior_frontview_1.jpg"&gt;desses&lt;/a&gt; a gente vê a miséria da África?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que a&lt;em&gt; internet&lt;/em&gt; ascendeu quase como um &lt;em&gt;mundo à parte&lt;/em&gt;, e, quem está fora da rede, está totalmente &lt;em&gt;out&lt;/em&gt;. Digo que é como outro mundo pois nela foi aberto um leque de possibilidades antes tão ínfimas e remotas, como criticar um governo num país em que a liberdade &lt;em&gt;também&lt;/em&gt; é artigo de luxo. E esse é o meu foco nesse post: a liberdade de expressão e a internet, assuntos que, na teoria, estão tão ligados, mas que, na prática, tem sim uma certa distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que aqui no Brasil os problemas com a liberdade de expressão e censura na rede são poucos - ou pelo menos os que tenho notícia, mas se souberem mais casos ou discordarem com o que disse, os comentários serão sempre bem vindos - a gente pode lembrar, como exemplo, quando tiraram aquele video do &lt;em&gt;Youtube,&lt;/em&gt; da Cicarelli na praia etc etc etc. Manchetes escandalosas e exageradas diziam que o meio havia sido "censurado". A liberdade de expressão, as questões contrárias ao controle do que é assistido voltaram à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, saindo do nosso &lt;em&gt;mundinho&lt;/em&gt;, a história muda. Citarei uma série de exemplos que, para nós, são quase que inaceitáveis, como, no Irã, existirem mais de 5 milhões de sites bloqueados. A justificativa do judiciário é que todos tem "&lt;em&gt;conteúdos imorais&lt;/em&gt;", mas, o que lá é considerado conteúdo imoral? Quem julga a imoralidade? O senso comum? O Estado? O fato é que pra você ter um provedor de acesso à internet no Irã, terá que ser instalado um filtro - e isso é imposto pelas autoridades - que utiliza o esquema de palavras-chave e são regularmente atualizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dado incrível é que o Irã é o primeiro país do Oriente Médio e da Ásia Central em número de usuários da internet, mas sendo também um dos que tem um sistema de acesso mais restritivo. E agora, durante o processo eleitoral no mesmo país, o controle da internet será &lt;em&gt;ainda mais&lt;/em&gt; intensificado. Mas a história não acaba por aí: até as mensagens de texto por telefone celular durante os próximos meses serão controladas. Mahmoud Ahmadinejad recentemente bloqueou mais uma centena de sites, alegando, mais uma vez, que quer "&lt;em&gt;preservar a moral&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China também entra nessa lista de países temerosos com a rede - no ano passado, pesquisadores do Citizen Lab declararam que o país estava monitorando e censurando mensagens enviadas pelo &lt;em&gt;Skype&lt;/em&gt;, programa de telefonia via internet usado mundialmente. Em geral, o filtro selecionava críticas ao Partido Comunista, mensagens sobre a Independência de Taiwan e outros tópicos políticos sensíveis. No fim do mês passado, o ministro de Relações Exteriores chinês disse que "&lt;em&gt;a China não tem medo da internet&lt;/em&gt;", apesar de o Youtube ter sido bloqueado bem no início de março, mês de aniversário de um ano dos protestos difundidos pelos tibetanos contra o domínio chinês. Quando questionado pela censura, disse "&lt;em&gt;não saber&lt;/em&gt;" do caso. Pra mim, já ficou óbvio: o video da Cicarelli chegou na China, o ministro viu, a dona-mulher-do-ministro soube e mandou bloquear tudo. &lt;em&gt;Prontofalei&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt; também já fez acusações contra o país, alegando que a China bloqueia o acesso ao site do jornal. O que é igualmente inacreditável é que o país tem o maior número de internautas no mundo, chegando a quase 253 milhões. É chinês &lt;em&gt;demais&lt;/em&gt;. E blog demais. E crítica demais. No entanto, é também censura demais. Ano passado, na véspera das Olimpíadas, foram claras as intenções chinesas no controle da informação e da opinião divulgados - tudo pra esconder pro mundo os trilhões de problemas que assombram uma &lt;em&gt;gigante &lt;/em&gt;com PIB &lt;em&gt;também&lt;/em&gt; de trilhões&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No início desse ano, os Repórteres Sem Fronteiras divulgaram uma lista com os 12 países "inimigos da internet". As nações que fazem parte da relação são Arábia Saudita, Mianmar, &lt;strong&gt;China&lt;/strong&gt;, Coreia do Norte, &lt;strong&gt;Cuba&lt;/strong&gt;, Egito, &lt;strong&gt;Irã&lt;/strong&gt;, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão e Vietnã, que, segundo a ONG, "transformaram suas redes em uma &lt;em&gt;intranet&lt;/em&gt;, impedindo que os internautas tenham acesso a informações consideradas "&lt;em&gt;indesejáveis"&lt;/em&gt;. Só que essa situação até que está mudando. No dia 13 de abril, Barack Obama, ainda vestindo a camisa da &lt;em&gt;mudança &lt;/em&gt;(e até que com Cuba tá mudando mesmo), mudou o rumo da clássica política externa americana, carregada, até então, com vestígios do vexaminoso &lt;em&gt;Big Stick&lt;/em&gt;. O presidente decidiu que exilados cubanos morando nos EUA poderão viajar livremente para a ilha - antes, se não me engano, podiam apenas uma vez por ano - além de mandar dinheiro e mercadorias. As empresas americanas de telefonia estariam autorizadas a estabelecer conexões via fibra ótica e satélite com a &lt;em&gt;ilha de Fidel&lt;/em&gt;, levando, finalmente, a informação para o país - antes mais fora-do-contexto que os habitantes da &lt;em&gt;ilha de Lost&lt;/em&gt;. É verdade que, no início do ano, Obama preferiu não declarar nada sobre a questão do embargo econômico, preferiu se esquivar. Também é verdade que o país, mal ou bem, deu seus primeiros passos na questão da inclusão sem o &lt;em&gt;empurrão&lt;/em&gt; do norte-americano: já no ano passado, Raul Castro perimitiu que fossem vendidos aparelhos celulares a cidadãos comuns. Logo em seguida, no entanto, questionado se o mesmo seria visto no âmbito da internet, o Governo declarou que descarta essa possibilidade. Vamos com calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a rede também tem um uso que é um tanto condenável de forma unânime. Existem ainda crimes de ciberterrorismo, ocorrendo até pena de morte para o crime no Paquistão. Outro uso bem típico é o de sites de organizações terroristas, como a Al Qaeda, assumindo atentados ou alertando sobre próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, convenhamos: no nosso país (ainda) não temos esse tipo de problema. Se um dia o políticachique for bloqueado, conto com vocês pra irmos às ruas, com as caras pintadas, cartazes e gritos de guera ("&lt;em&gt;ique, ique, ique!, quero o políticachique!"&lt;/em&gt;). Quero só ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6544361661945159468-7358691503559042641?l=www.politicachique.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/politicachique/~4/O3gUhibXRjw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/politicachique/~3/O3gUhibXRjw/fora-da-rede.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Mól)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://www.politicachique.com.br/2009/04/fora-da-rede.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>
