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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518</atom:id><lastBuildDate>Fri, 23 Dec 2011 21:20:23 +0000</lastBuildDate><category>30 Days (Jazz) Songs Challenge</category><category>Nat King Cole</category><category>Diana Krall</category><category>Jamie Cullum</category><category>Notícias</category><category>Miles Davis</category><category>Frank Sinatra</category><category>Bill Evans</category><category>Esperanza Spalding</category><category>Jazz Station</category><category>Cole Porter</category><category>Chick Corea</category><category>Avishai Cohen</category><category>Terence Blanchard</category><category>LSD and The Search for God</category><category>Paul Chambers</category><category>Hiromi Uehara</category><category>Kurt Rosenwinkel</category><category>Oscar Peterson</category><category>Yamandu Costa</category><category>Melody Gardot</category><category>Show</category><category>Coisas</category><title>Porão do Jazz</title><description>Tudo começa no porão, depois sobe pra sala de estar</description><link>http://poraodojazz.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/poraodojazz" /><feedburner:info uri="poraodojazz" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-244029249220878996</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2011 12:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-10T14:00:15.892-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Yamandu Costa</category><title>Yamandu Costa - Ida E Volta</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S3sGS1H3zFI/AAAAAAAAALc/WFloxqdXwVQ/s1600-h/yamandu+ida+e+volta.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438947895547513938" src="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S3sGS1H3zFI/AAAAAAAAALc/WFloxqdXwVQ/s320/yamandu+ida+e+volta.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 315px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o assunto é jazz, qualquer pessoa consegue dizer quem é Miles Davis ou John Coltrane, pelo menos. Se perguntados, quase todos já ouviram falar de Billie Holiday ou Louis Armstrong. Porém, essa distinção 'clássica' do que é o verdadeiro jazz caiu por terra há muito tempo. Músicos agregaram vertentes e inspirações de todos os lugares possíveis (Dizzy Gillespie e a música cubana, por exemplo) e o ritmo está muito rico, mas também quase impossível de identificá-lo plenamente. O próprio Tim Maia, quando não conseguia classificar algo, tinha a famosa frase "Isso aqui tá o maior jazz!".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi com esse conceito mundial-musical que consegui compreender o álbum&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Ida E Volta&lt;/span&gt;. Em 2007, o violonista Yamandu Costa saiu da categoria de música brasileira e entrou no mercado global ao gravar com o violinista Nicolas Krassik e o contrabaixista Guto Wirtti um álbum em Bruxelas. Pra início de conversa, o formato do trio já sugere maior versatilidade: violão, violino e contrabaixo possuem timbres bastante diferentes, o que já abre muitas portas. O fato de Krassik ser um cidadão francês radicado no Rio de Janeiro e Yamandu ter tocado nos cinco continentes traz uma maior experiência ao grupo, também composto pelo gaúcho Wirtti, acostumado aos palcos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo começa com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Temporal&lt;/span&gt;, composição de Yamandu e Krassik. Longe de ser a mais tempestiva do álbum, ela apresenta o nível de simplicidade e liquidez dos arranjos que estão por vir, o que não a torna somente uma alegoria. Não, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tempora&lt;/span&gt;l joga com os possíveis contrapontos entre  violão e violino, algo que sugere um som audacioso, uma combinação bastante pessoal entre o modo de tocar de cada artista.  Logo depois, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Sapo e O Grilo&lt;/span&gt;, parceria entre Wirtti e as 7 cordas, faz o mesmo que sua antecessora, porém num tom mais humorístico: penso que o sapo é o gigante contrabaixo, o grilo o modesto violão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na faixa 3, que dá nome ao disco, a união dos três instrumentos fica perfeita. Todos atacam com uma força e energia que dá a chance inicial aos três trabalharem juntos adiante.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Ida E Volta&lt;/span&gt; é uma metáfora sobre as transformações que a musicalidade da América Latina, com seus chamamés e zambas, passa ao entrar em contato com as influências européias tanto da valsa quanto do flamenco. A perspectiva que se forma é sempre mista, onde cada instrumento expressa sua origem, mas ousa no toque de outra cultura. Por exemplo, o violão, que simbolizaria a música latino-americana, mais forte, se mostra suave e acompanhante em certas partes, ao mesmo tempo que o violino assume uma agressividade nos solos que não lhe é atribuída na música clássica. O contrabaixo, apesar de seu tamanho sonoro, não se limita ao papel de coadjuvante e lança graves que surpreendem diante do virtuosismo dos colegas de cordas.  A fusão destes elementos  traz algo original ao trio, uma potência, uma união de idéias bastante frutífera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S3sMXBCSBpI/AAAAAAAAALs/sDD4i_jyp4M/s1600-h/yamandu_costa_trio.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438954564534535826" src="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S3sMXBCSBpI/AAAAAAAAALs/sDD4i_jyp4M/s320/yamandu_costa_trio.jpg" style="cursor: pointer; height: 320px; width: 303px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Krassik (violino), Yamandu (violão) e Wirtti (contrabaixo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Em contraponto ao resultado do trio, Yamandu não deixou de explorar seu material solo. Quando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cebolão&lt;/span&gt; surge, logo percebemos um sotaque rústico, algo de combativo já transparece na cadência do músico. Notas fortes e um tanto abstratas abrem com elasticidade as 'brincadeiras' comuns ao violão livre do violonista. Quando a melodia surge, é evidente a influência do nordeste brasileiro e sua animação, sua criatividade em criar com o pouco disponivel. A comparação com o povo nordestino é revelada também na sofreguidão de partes arrastadas que, apesar de leves, têm o seu significado maior. Yamandu Costa não se esquece disso e lembra da sobrevivência inerente àquele que precisa continuar firme, o otimismo volta e bate mais rápido do que antes, com vontade.  O nome da composição vêm da afinação Cebolão para viola, muito utilizada em todas as partes do Brasil. Para entender mais sobre ela,&lt;a href="http://www.ericmartins.mus.br/afina.htm"&gt; clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.ericmartins.mus.br/afina.htm"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Uma surpresa incrível acontece logo em seguida. Uma choro lento de Dilermando Reis é tocado com tanta calma e paciência que quase duvido serem os dedos de Yamandu que a tocam. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se Ela Perguntar&lt;/span&gt; é praticamente uma valsa brasileira com poucas variações e uma paz romântica contida que chega a ser translúcida. O surpreendente aqui é a ausência dos socos e ritmos acelerados com que Yamandu fez seu som característico. Várias vezes convidado a gravar músicas clássicas, ele sempre as recusou gentilmente ao alegar que seu compromisso é com a popular. Outras tantas vezes xingado pelo seu excesso de virtuosismo, agora ele prova que pode tocar como um concertista, um violonista clássico sem qualquer embaraço. De fato, esta música é uma resposta à todos que duvidaram que seu talento pudesse ser controlado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Claro, depois de alguma reflexão, os três amigos voltam a extravazar. Batendo com vontade e sabendo até onde ir, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Missionerita&lt;/span&gt; é uma homenagem ao tradicionalismo gaúcho, terra de Costa e Wirtti. A mistura da melodia simples e imaginação abre o carrossel que a percussão oferece. Os batuques do baixo acústico com violino ao fundo lembram a multifuncionalidade que não só as cordas oferecem, mas também suas caixas acústicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando ao solo work com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jangada&lt;/span&gt;, de Maurício Carrilho, Yamandu brilha com ventilação, ou seja, se projeta com acordes leves sem abandonar um virtuosismo normal, nada sobre-humano, como declara a última música do álbum, a releitura de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sampa&lt;/span&gt;. Figurinha marcada nos seus shows por quase 4 anos, Yamandu produziu algo completamente novo a partir do arranjo de Caetano Veloso. Com exceção da entrada, refrão e introdução ao final, o resto é todo improviso, recheado de passagens livres, com meios e fins no melhor exemplo que o jazz poderia inspirar. É neste caso que Yamandu começa o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;scat&lt;/span&gt; com mais afinco e concentração. Para aqueles que não estão familiarizados, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;scat&lt;/span&gt; é uma técnica que consiste em imitar notas musicais com a voz, porém sem produzir palavras. Ele faz algumas tentativas mais produtivas do que no registro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sampa &lt;/span&gt;do álbum Yamandu Costa Ao Vivo, de 2003, em sintonia com seu lado mais consciente do som refinado que o violão produz. Você pode ouvir um exemplo desta técnica &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bDGiZUwgRls"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S3sNS7d7NfI/AAAAAAAAAL0/RINzK28EcHY/s1600-h/Yamandu63666.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438955593832019442" src="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S3sNS7d7NfI/AAAAAAAAAL0/RINzK28EcHY/s320/Yamandu63666.jpg" style="cursor: pointer; height: 200px; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Krassik e Yamandu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
O som com toques nordestinos tem um exemplo mais maduro e fiel com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bonitinha&lt;/span&gt;, penúltima composição do trabalho. Com mais melodia, mais agilidade, porém menos feeling social apresentam uma técnica mais próxima de experimentação do instrumento, um estudo maior sobre o ritmo e seus sons do que uma idéia-guia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir daqui, o conjunto de dedos do trio mostra o filé mignon da produção em questão. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Xodó da Baiana&lt;/span&gt;, a ginga brasileira e o balanço do choro trazem sorrisos já na harmonia e pequenas notas. A linha melódica vai de violão pra violinio sem marcação muito sólida, o contrabaixo salpica toques acima deles enquanto nada fica muito certo se foi ensaiado. O conceito  de improvisação sem prévia confirmaçao funciona muito bem e transforma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Xodó...&lt;/span&gt; na principal criação do álbum. Como que para quebrar a vibração, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Petit Tristesse&lt;/span&gt; traz uma certa melancolia à atmosfera. Composta novamente por Krassik e Yamandu, a 'pequena tristeza' é uma aproximação elegante do folclore francês de baladas. Krassik, violinista apaixonado pelo choro, mas arraigado às raízes, tece uma canção tamanho é seu fraseado. Ao sugerir quase uma voz humana ao produto final, Yamandu fica mais pra acompanhante que solista, sua função favorita mesmo em grupos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S3sPQKwgxyI/AAAAAAAAAME/1PB0H68oV_g/s1600-h/yamandu11111.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438957745420158754" src="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S3sPQKwgxyI/AAAAAAAAAME/1PB0H68oV_g/s320/yamandu11111.jpg" style="cursor: pointer; height: 320px; width: 238px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wirtti e Yamandu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Dentre todos estas músicas, todas tão diferentes entre si, a contagiante&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Encerdando&lt;/span&gt; alegra o ambiente como um festa inteira. Com solos breves e expansivos, a conexão entre agilidade e harmonia é essencial para a fórmula funcionar com perfeição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após escutar o que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ida E Volta&lt;/span&gt; tem a oferecer, é esperado que se tenha bastante musicalidade na cabeça, uma vontade maior ainda de escutá-lo novamente e descobrir mais detalhadamente cada acorde. Geralmente a produção de álbuns instrumentais almeja ser mais expansiva em seu desenvolvimento e agregar diferentes valores ao todo resultante. Com Yamandu Costa, Nikolas Krassik e Guto Wirtti traz um novo nível no padrão de quão influenciável o som pode se tornar. No começo deste post falei no âmbito global que o álbum pode ser classificado. Pois bem, idéias que convergem desde o nordeste até a França, da música clássica ao puro improviso são o combustível para que a audição seja o mais universal possível e não somente ofereça elementos conhecidos, mas ofertar um conceito musical novo e fresco, sempre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;Músicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Temporal&lt;br /&gt;
O Sapo e o Grilo&lt;br /&gt;
Ida e Volta&lt;br /&gt;
Cebolão&lt;br /&gt;
Se Ela Perguntar&lt;br /&gt;
Missionerita&lt;br /&gt;
Jangedeiro&lt;br /&gt;
Xodó da Baiana&lt;br /&gt;
Petite Tristesse&lt;br /&gt;
Encerdando&lt;br /&gt;
Bonitinha&lt;br /&gt;
Sampa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;Você pode ouvir o álbum na íntegra através da Rádio UOL neste &lt;a href="http://www.radio.uol.com.br/#/album/yamandu-costa/ida-e-volta/2575"&gt;link.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;Logo abaixo você pode conferir o trio improvisando sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Temporal&lt;/span&gt;, em show na Alemanha:&lt;br /&gt;
Parte 1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3xJvuAZIg1g&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3xJvuAZIg1g&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parte 2 (a partir dos 3min, o trio engata &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vento dos Mortos&lt;/span&gt;, gravado no álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lida&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/co2hgAPBQjw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/co2hgAPBQjw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-244029249220878996?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/-LPqwMMwv5U/yamandu-costa-ida-e-volta.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S3sGS1H3zFI/AAAAAAAAALc/WFloxqdXwVQ/s72-c/yamandu+ida+e+volta.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2010/01/yamandu-costa-ida-e-volta.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-1483947149582000770</guid><pubDate>Tue, 27 Sep 2011 15:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-27T13:07:19.060-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Coisas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jazz Station</category><title>Playlists do programa Porão do Jazz</title><description>Não anunciei por aqui, mas digo agora: estou fazendo um programa semanal chamado Porão do Jazz, uma continuação dos meus pensamentos musicais a partir do blog.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Totalmente dedicado ao jazz, já entrou na segunda semana de transmissão e não me vejo tão feliz assim em meses!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha premissa é básica e espalhar, ensinar e cultivar a paixão e a curiosidade pelo jazz que tanto me satisfaz.Toco desde Frank Sinatra a The RH Factor, de Louis Armstrong a Melody Gardot sem nenhum preconceito, afinal, é tudo jazz da melhor safra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como o programa é transmitido às quintas-feiras das 20h às 21h através da Rádio Aham!, algumas pessoas ainda estão trabalhando e/ou estudando neste horário. Pois bem, para que não fiquem sem a oportunidade de escutar as minhas seleções jazzísticas, coloquei no 4shared os playlists dos últimos programas disponíveis para download. Não tem a minha locução e deixo o jazz falar por si (o que não é mau negócio).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo deixo os links pra cada playllist. É clicar e baixar. Até mais!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveite e curta nossa &lt;a href="https://www.facebook.com/#%21/pages/Por%C3%A3o-do-Jazz/232060250175205"&gt;fanpage no Facebook&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/DVxgXnKq/A_Hora_do_Jazz_-_Playlist_1.html"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-B79qPkve4Gk/TqGMXqHtS-I/AAAAAAAAARs/bAujBiZbrjk/s320/ptm4-69.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/get/6SKUtroj/A_Hora_do_Jazz_-_Playlist_2.html" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-vPuylhORZmA/TqGMhsC3e0I/AAAAAAAAAR0/4GC30WWr8PM/s320/musicamerica2-77.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-1483947149582000770?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/ZC-Z40w82K8/playlists-do-programa-hora-do-jazz.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-B79qPkve4Gk/TqGMXqHtS-I/AAAAAAAAARs/bAujBiZbrjk/s72-c/ptm4-69.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2011/09/playlists-do-programa-hora-do-jazz.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-2486957581208068116</guid><pubDate>Fri, 19 Aug 2011 17:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-24T10:10:43.197-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 Days (Jazz) Songs Challenge</category><title>30 Days (Jazz) Song Challenge - Dia 4</title><description>Dia 4: A song that makes you think about someone&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; (Uma música que te faz pensar em alguém) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/lYF69nHzywI" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tô sabendo que essa pedida é romântica, mas não tem graça ser tão subjetivo. Então, escolhi The Shoes of the Fisherman's Wife Are Some Jive Ass Slippers (algo como Os Sapatos da Mulher do Pescador São Chinelos Tipo Jazz). Só pra esclarecer: essa tradução é bem literal e o original pode sugerir novas abordagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Penso no fã (ou não) de jazz que, sem ter qualquer contato com o gênero, esbarrarou no som do baixista &lt;a href="http://www.ejazz.com.br/detalhes-artistas.asp?cd=110"&gt;Charles Mingus&lt;/a&gt; e se perdeu cabeça afora com tanta informação. Mingus é o cara que te sugere tudo embaralhado: a ternura num sax fora de tom ou o extâse com 30 instrumentos improvisando sem qualquer sentido aparente. Quando algo assim chega, ou te enlouquece e vai atrás de mais ou se volta pra zona de conforto e a vida continua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Espero que a primeira opção seja a mais recorrente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-2486957581208068116?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/S9IFYFXNhOU/30-days-jazz-song-challenge-dia-4.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/lYF69nHzywI/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2011/08/30-days-jazz-song-challenge-dia-4.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-4422628999959805895</guid><pubDate>Fri, 19 Aug 2011 17:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-19T13:15:06.535-04:00</atom:updated><title>30 Days (Jazz) Song Challenge - Dia 3</title><description>Dia 3:  A song that makes you sad&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; (Uma música que te deixe triste)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/0z26panRGOI" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escolher uma única música que te deixe triste é um desafio diante de um repertório cheio de baladas e dores de cotovelos dentro do jazz em tantas letras de Cole Porter, Gershwin e outros mil. Porém, essa interpretação do Frank pra &lt;b&gt;I'm A Fool To Want You&lt;/b&gt; é visceral, é aquela súplica pessoal e sofrida de quem não se importa em diminuir-se em nome do amor. Gravada em 1954, foi uma das responsavéis pela guinada na carreira do cantor que, 3 anos antes, sofreu uma hemorragia na garganta e alguns escândalos pelo affair com Ava Gardner (enquanto ainda era casado) minaram sua popularidade e seu trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Arranjada pelo mestre &lt;a href="http://www.nelsonriddlemusic.com/nr_gallery.htm"&gt;Nelson Riddle&lt;/a&gt;, ela traz uma tensão pulsante, quase uma ressaca moral por ter errado tanto na vida de casado. Recém separado de Ava e ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por A Um Passo da Eternidade, Sinatra gravou uma balada e uma &lt;i&gt;hot jump&lt;/i&gt; (I've Got The World On A String) para o selo Capitol Records. Ambas foram sucessos instantâneos e entraram direto pro seu songbook, mas raramente ele a cantava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Torneada com arrependimentos e desculpas tímidas, a letra inspira uma humilhação para se voltar a respirar novamente. Com vários alternâncias entre sussurros e notas altas, o resultado te leva direto pra más lembranças e cold rainy days, como todo fim de relacionamento se torna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra não ficar numa vibe ruim, ouça a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1cPG1t52GgI"&gt;hot jump&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-4422628999959805895?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/ab2ihhdxoS4/30-days-jazz-song-challenge-dia-3.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/0z26panRGOI/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2011/08/30-days-jazz-song-challenge-dia-3.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-675486077325094391</guid><pubDate>Sat, 09 Jul 2011 17:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-09T13:52:22.433-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jamie Cullum</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 Days (Jazz) Songs Challenge</category><title>30 Days (Jazz) Song Challenge - Dia 2</title><description>Dia 2: A song that makes you happy&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; (uma música que te faz feliz)&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
Caramba, só uma? Putz... Talvez a mais recente, a que estou ouvindo todos os dias, é essa:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/O79A97BXZ90" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Depois que ouvi &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=aFIjSY0amtc"&gt;Twentysomething&lt;/a&gt; há alguns anos nunca deixei o som do Jamie Cullum muito abaixo na playlist. Agora, com o álbum &lt;a href="http://pursuit.jamiecullum.com/"&gt;The Pursuit&lt;/a&gt; na praça, digo aquela frase mais lugar comum do mundo, mas real: a música dele só melhora com o tempo. E mais além,a mistura forte da tradição com sons novos é algo ímpar e, de fato, vai ficar marcado na música inglesa, no rock, no jazz, enfim, vai marcar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-675486077325094391?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/oDcmX3IYtu0/30-days-jazz-song-challenge-dia-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/O79A97BXZ90/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2011/07/30-days-jazz-song-challenge-dia-2.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-2212982917560791923</guid><pubDate>Wed, 06 Jul 2011 21:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-06T17:05:37.719-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">LSD and The Search for God</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 Days (Jazz) Songs Challenge</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Frank Sinatra</category><title>30 Days (Jazz) Songs Challenge - Dia 1</title><description>Dia 1 -  The song with the highest play count on your iPod/mp3 player&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; (A música com o maior número de execuções no seu iPod/mp3 player)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imaginem minha surpresa quando abri o iTunes e achei um rock como meu som mais tocado! Não é qualquer música que tenha baixado por engano ou nada do tipo, mas simplesmente a mais bacana do quinteto LSD and the Search For God. Eu &lt;a href="http://poraodojazz.blogspot.com/search/label/LSD%20and%20The%20Search%20for%20God"&gt;já escrevi sobre eles&lt;/a&gt; aqui no blog e, curiosamente, o vídeo embutido é o mesmo da música com maior ranking no meu pc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/HMKkbco7UFE" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Pra não ser injusto com aqueles que vieram ouvir um jazz, o segundo colocado é uma das canções mais pungentes do Frank Sinatra, na minha opinião. Ela se chama The Moon Is Yellow (And The Night Was Young). Frank gravou essa canção 3 vezes durante a sua carreira, mas a versão que tenho aqui é de um show gravado em Las Vegas em novembro de 1961, onde está acompanhado de uma orquestra completa e plenamente envolido pelos ritmos latinos que a melodia evoca. Como não consegui essa versão pra compartilhar, ofereço outra gravação ao vivo d'A Voz cantando no Japão, também nos anos 60, acompanhado de um quinteto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/sCHIGvYL7g8" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não curti muito essa versão, achei-a extremamente fraca perto da que tenho, mas é o que a internet oferece.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-2212982917560791923?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/3O-qOhLPINQ/30-days-jazz-songs-challenge-dia-1.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/HMKkbco7UFE/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2011/07/30-days-jazz-songs-challenge-dia-1.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-5012835467656506535</guid><pubDate>Wed, 06 Jul 2011 04:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-06T00:46:34.058-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Coisas</category><title>Backstages não são mais o que eram...</title><description>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;De acordo com o músico Aidan Moffat, as áreas de backstage se tornaram muito chatas. Sem fãs se acotovelando em prol da concentração pré-show ou outros artistas pra trocar uma idéia, ele fez um vídeo mostrando o quão chato pode ser esperar um show finalmente começar do ponto de vista do performer.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Aí vai.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="225" width="400"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=23436029&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=00adef&amp;amp;fullscreen=1&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;loop=0" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=23436029&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=00adef&amp;amp;fullscreen=1&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;loop=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/23436029"&gt;Pacing - A Short-Film by Aidan Moffat&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user2107938"&gt;Sean Adams&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Se você curtiu essa pequena experiência dele com vídeo, clique &lt;a href="http://drownedinsound.com/in_depth/4142605"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ler uma entrevista (em inglês) com Moffat sobre as duas coisas mais importantes em sua vida: sua filosofia sobre barba e cabelo e sua música.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-5012835467656506535?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/9x0bQhoRzFs/backstages-nao-sao-mais-o-que-eram.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2011/07/backstages-nao-sao-mais-o-que-eram.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-3008474301523837409</guid><pubDate>Wed, 06 Jul 2011 01:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-05T21:31:13.475-04:00</atom:updated><title>30 Days (Jazz) Songs Challenge</title><description>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Voltei. Demorei pra postar aqui novamente, mas voltei. Na verdade, daqui há exatos 10 dias um ano se fecharia sem um post novo no blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;O por quê de tanta ausência? Eu poderia dizer que estou muitíssimo ocupado, sem tempo nem pra me divertir, com muitos estudos, compromissos e horas demais despediçadas num ônibus. Não, eu fiquei fora tanto tempo por não saber o que escrever de original para aqueles que lêem esta página.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Quando tive as primeiras idéias para o blog, desde seu nome, layout e etc, tive como mantra atualizá-lo diariamente com algo completamente novo. Logo descobri que isso é incrivelmente difícil: mesmo com muita dedicação diária, não é todo dia que fazemos algo novo e interessante e, no fim de alguns meses, estava exausto e a rotina me fez evitar tanto esforço.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;No fim das contas, passei de opinador para simples observador, sem produzir nada de original. Agora chega, perdi tempo demais remoendo uma responsabilidade estranha que me fez esquecer que este espaço é voltado pra falar das vantagens do jazz, de suas belezas e também de suas deficiências.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Talvez eu não volte a postar diariamente, porém tive uma idéia pra escrever mais e trazer conteúdo a tona: resolvi fazer o 30 Days Songs Challenge. Bastante popular no Facebook, essa brincadeira te desafia a escolher uma música por dia que se encaixe na frase desse dia e postá-la no seu perfil para os seus amigos ouvirem (nesse caso, para os leitores do blog). Por exemplo: dia 1: a canção com maior número de reprodução no seu mp3 player ou o dia 5, que interroga postar uma que ninguém suspeitaria que você gostasse e por aí vai. No final, você meio que lembra que conhece mais som do que lembrava e espalhou boa música pela internet.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Bom, é isso. A partir de amanhã, entro nessa dieta sonora e vou tecendo comentários explicando minhas escolhas. Até mais!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-3008474301523837409?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/8YBbmA1bRUo/30-days-jazz-songs-challenge.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2011/07/30-days-jazz-songs-challenge.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-131245029318378351</guid><pubDate>Wed, 14 Jul 2010 19:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-15T12:18:17.099-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Yamandu Costa</category><title>Paulo Moura e Yamandu Costa  - El Negro Del Blanco</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/TD4SPbqpvpI/AAAAAAAAAQs/vY9p9Oe-08Q/s1600/EL+NEGRO+DEL+BLANCO+%287898324755859%29X102.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/TD4SPbqpvpI/AAAAAAAAAQs/vY9p9Oe-08Q/s320/EL+NEGRO+DEL+BLANCO+%287898324755859%29X102.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É estranho e motivador um grande músico morrer. Estranho, claro, pela falta que sabemos que sentiremos do artista que tanto nos influenciou. Motivador por que toda sua produção será olhada com outros olhos, com diferentes sensações ao saber que aquilo é tudo: não haverá o novo, somente a cópia. Me sinto assim desde ontem à noite, quando soube que o clarinetista &lt;a href="http://www.paulomoura.com/"&gt;Paulo Moura&lt;/a&gt; havia morrido de linfoma horas antes. Não foi uma morte qualquer de um músico que não conhecia. Tudo graças ao álbum &lt;a href="http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=95"&gt;&lt;i&gt;El Negro Del Blanco&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; (Biscoito Fino, 2004), que Moura gravou ao lado do violonista Yamandu Costa, um dos instrumentistas mais significantes na minha formação musical. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na epóca do seu lançamento, adquiri uma cópia assim que o vi na prateleira e nunca me arrependi. Adimito, o comprei pelo som do Yamandu, que tanto admiro. O fato de Moura estar lá era um detalhe. Ouvir faixa após faixa, sem pausas e sem interrupções é parte do processo de cada trabalho que encontro, porém este foi mais longe. Ao contemplar o som encorpado de Yamandu encontrei o contraponto harmônico de Moura, um bálsamo de beleza em cada passagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a ideologia do disco vêm da fusão das vertentes latino-americanas do violão de Costa com a brasilidade presente na clarineta de Moura. Uma virtuosidade e várias melodias que existem lado a lado e pouco são exploradas juntas por não serem 'naturalmente compatíveis'. Ambos instrumentistas já haviam entendido essa possibilidade simplesmente por tocarem juntos em sarais Rio de Janeiro afora. A idéia de gravar tais arranjos informais veio da esposa de Paulo, Halina Grynberg, ao perceber tamanha afinidade no som deles. Com a escolha óbvia de temas que vão do cancioneiro cubano ao chorinho carioca, a mistura nos faz lembrar que Halina teve uma ótima sugestão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na faixa-título, composta pelos dois, as cadências não dão limite aos improvisos e pequenas modificações possíveis. Através de cada rapidez de escalas e voltas relaxantes ao começo a combinação de timbres encanta. Com surpresa e perfeita junção, o medley &lt;i&gt;Um Chorinho em Aldeia/Na Glória&lt;/i&gt; mostra que a velocidade não é inimiga de boas melodias. (Ambas se tornaram conhecidas através das orquestras populares que tocavam nos bailes por volta da metade do século). Sem dúvida a agilidade dificulta a compreensão numa primeira audição, porém o maravilhamento que resulta dali é a surpresa de duas peças parecerem tão fundidas a ponto de não se largarem mais. O fôlego de Moura é bastante resistente, acredite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/TD4WoUote3I/AAAAAAAAAQ0/aA2dzOs1lZM/s1600/MOURA.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/TD4WoUote3I/AAAAAAAAAQ0/aA2dzOs1lZM/s320/MOURA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;As próximas três interprtações são de origem latina. &lt;i&gt;Duerme Negrito&lt;/i&gt; tem a qualidade das canções de ninar em espanhol que suavizam o ambiente e acalmam os brutos, enquanto &lt;i&gt;La Paloma&lt;/i&gt; compartilha a sensação de sonolência que milhões de trabalhadores procuram após o almoço. Inclusive, esta habanera foi composta no século XIX e é considerada a primeira habanera. Em seguida chega a veloz &lt;i&gt;Valsa Venezuelana&lt;/i&gt;, a prova de que Yamandu realmente toca com virtuosismo e vigor únicos. Aqui Moura fica só no acompanhamento melódico, algo simples e dentro do compasso. Também é nessa estrutura que percebemos a força resultante entre o leve e o pesado. Enquanto o violão assume o controle, a clarineta vem só massagear e relembra que por trás de toda complexidade há o básico, o trecho primordial que formula tudo. Sem isso não há nada. Como dizia &lt;a href="http://www.mingusmingusmingus.com/Film/film_tv.html"&gt;Charles Mingus&lt;/a&gt;: "Tornar o simples complicado é fácil. Transformar o difícil em simples, isso sim é criatividade."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí voltamos pro choro. &lt;a href="http://www.radio.uol.com.br/#/busca/artista/Jacob+do+Bandolim"&gt;Jacob do Bandolim&lt;/a&gt; transcendeu quando tornou o fraseado mais limpo e envolvente, o que Paulo refaz em&lt;i&gt; Simplicidade&lt;/i&gt; com esta peça-chave no repertório de Jacob. Sem isso, os acordes amistosos do violão de 7 cordas, tão tradicional no chorinho, seriam solitários. A virtude de criar em cima dele são tão grandes que Yamandu vai, volta e completa as pinçadas que Moura dispara (com elegância) todo tempo.&lt;i&gt; Sons de Carrilhões&lt;/i&gt;, talvez a composição mais característica do gênero, veio pronta neste álbum. Completa, redonda, encachada, o adjetivo que for: vejo a versão fiel da partitura mais dificil perto dessa, que moleza, que fluidez! Não poderia ser diferente vindo do sopro natural de Moura e a suavidade de Costa (quando ele quer assim).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque quando não quer, a pancada vêm forte. &lt;i&gt;Decaríssimo&lt;/i&gt; marcha pros lados de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=aQitw1eG0fg"&gt;Piazzolla&lt;/a&gt;, o compositor. Arranjo forte, bem planejado. Lhes digo, nessa o solo vêm de trem e não pára antes de 100km/h! Yamandu brinca de tentar 200 notas por minuto e (só contando uma por uma) acho que chega perto! Moura não é chegado a tantos virtuosismos, como é vísivel até essa altura da audição, porém extravaza com competência e dentro dos padrões, assim como em &lt;i&gt;Carrilhões&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O último representante brasileiro é um medley de canções de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=j-b7DJTv4j0&amp;amp;feature=related"&gt;Baden Powell&lt;/a&gt;, quase um avó do violão moderno no Brasil. Através de pequenos trechos de Samba Triste, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oSmNilrOug4"&gt;Lapinha&lt;/a&gt;, Samba da Bênção e Pra Que Chorar, todas colaborações de Powell com &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NDLJIwb4nOI"&gt;Billy Blanco&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.consciencia.net/2004/mes/03/pcp.html"&gt;Paulo César Pinheiro&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5ILLUc7wRRg"&gt;Viníciius de Moraes&lt;/a&gt; (nas duas últimas) respectivamente, o samba predomina entre os mais felizes motivos à contemplação da tristeza sem dificuldades. Grande parte do arranjo é resoluto, compacto, mal se percebe passar de uma harmonia a outra, sem contar que as letras, naqueles que as conhecem, surgem fácil nos lábios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando aos latinos-americanos, &lt;i&gt;De Camino a La Vereda&lt;/i&gt;, do veterano cubano &lt;a href="http://www.nonesuch.com/artists/ibrahim-ferrer"&gt;Ibrahim Ferrer&lt;/a&gt;, é um frevo canhoto, daqueles que faz a cabeça dançar por dentro e por fora. Algo que não muda ao ouvirmos a contemplativa &lt;i&gt;Gracias A La Vida&lt;/i&gt;, grande sucesso de &lt;a href="http://www.violetaparra.cl/"&gt;Violeta Parra&lt;/a&gt; nos anos 70. Existe nesta pequena obra um calor diferente do apresentado no álbum inteiro. Um misto de tristeza e esperança perpassa as notas e lembra remotamente aquele clima que todo espetáculo da Mercedes Sosa possuia. Não importa quem a toque, a a sensação é a mesma. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=35FPZR24djg"&gt;Elis Regina&lt;/a&gt; também atingiu um estágio de sublimação que me deixa arrepiado até a alma. Enfim, Moura/Costa vão evoluindo com entusiasmo exemplares, o que torna esta a minha peça favorita da dupla.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra fechar os trabalhos, o clássico de Mariano Mores fecha com toques dramáticos o acento gaúcho SEMPRE presente nas cordas de Yamandu. &lt;i&gt;Taquito Militar&lt;/i&gt; é daquelas que todo músico que vive junto da cultura hermana sabe e executa em volta da fogueira. Assim como Asa Branca no nordeste e As Pastorinhas do Rio, &lt;i&gt;Taquito&lt;/i&gt; representa uma união de pessoas que vivem perto, compartilham pensamentos e exalam emoções semelhantes, um som puro que os caracteriza. Aqui eles (Paulo e Costa) brincam com os andamentos e&amp;nbsp; acordes largos e rispidos, algo com desenvoltura passeando pela malandragem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/TD80W1wZkOI/AAAAAAAAAQ8/sXi-8opcu_8/s1600/yamandu+moura.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/TD80W1wZkOI/AAAAAAAAAQ8/sXi-8opcu_8/s400/yamandu+moura.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Imagem retirada do encarte do álbum (Yamandu a esquerda e Moura a direita)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algo que notei com carinho entre todas as obras foi o final. Todas chegam calmamente, sem aquela pressa de não haver o que dizer. Passagens longas e espaçosas deixam o ouvido ressoando melhor o que já escutou. É com essa nostalgia que não me esqueço de Paulo Moura. Sempre que o ouço a atmosfera&amp;nbsp; permanece aberta em possibilidades de felicidade e agitação. Nada melhor do que ouví-lo também tocando sax alto e soprano com dedicação e firmeza que pessoas do porte de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8xg9xapJRJ8"&gt;Cannonball Adderley&lt;/a&gt; o escolheram para gravar junto sob o mesmo instrumento. Yamandu Costa também não fica pra trás e surpreende por dar espação às liberdades do companheiro, uma atitude nobre de um recente gênio na presença de um grandioso mestre de suas capacidades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os que curtiram o som, Moura gravou um disco de sonoridades bem parecidas com o também aclamado Raphael Rabello, chamado &lt;a href="http://rioemdisco.blogspot.com/2010/07/raphael-rabello-e-paulo-moura-dois.html"&gt;Dois Irmãos&lt;/a&gt; (1992). Nele há outra versão para Um Chorinho Em Aldeia. É interessante conferir as diferenças e semelhanças entre o toque dos violões e a harmonia que Moura tece em volta deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo abaixo você pode conferir uma entrevista dada pelo violonista sobre a concepção do álbum, a relação com Paulo Moura. e seus projetos futuros. Em seguida assista um trecho do programa Ensaio, gravado em 2004, que contêm La Paloma, Simplicidade e um pouco da voz de Moura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="368" width="457"&gt;&lt;param name="movie" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=321527" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="wmode" value="window" /&gt;&lt;embed width="457" height="368" allowfullscreen="true" wmode="window" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=321527" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cTB6Cb1b9iA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cTB6Cb1b9iA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-131245029318378351?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/Znvk_6tY0ks/paulo-moura-e-yamandu-costa-el-negro.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/TD4SPbqpvpI/AAAAAAAAAQs/vY9p9Oe-08Q/s72-c/EL+NEGRO+DEL+BLANCO+%287898324755859%29X102.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2010/07/paulo-moura-e-yamandu-costa-el-negro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-217439620273424139</guid><pubDate>Wed, 26 May 2010 04:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-26T00:26:29.047-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Show</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Kurt Rosenwinkel</category><title>Kurt Rosenwinkel em Porto Alegre</title><description>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 14" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 14" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CCairo%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CCairo%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CCairo%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S_ydLt5a7ZI/AAAAAAAAAQE/lc0tza7N6-k/s1600/kurt2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S_ydLt5a7ZI/AAAAAAAAAQE/lc0tza7N6-k/s320/kurt2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Graças ao público gaúcho e a iniciativa de algumas produtoras em apostar no jazz fora do eixo Rio-São Paulo, um cativante nome do jazz acabou de se apresentar na cidade. O guitarrista &lt;a href="http://www.kurtrosenwinkel.com/"&gt;Kurt Rosenwinkel&lt;/a&gt; subiu ao palco do&lt;a href="http://www.teatrocieers.org.br/SiteTeatro/teatroCiee.do;jsessionid=173760CC9A3A0CE19EF26CEAE73C6835.teatro-04?m=doInitDestaque"&gt; Teatro CIEE&lt;/a&gt; pontualmente às 21h, o que é raro em espetáculos atuamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acompanhado de &lt;a href="http://www.tedpoor.com/"&gt;Ted Poor&lt;/a&gt; na bateria e Eric Revis no contrabaixo acústico, o trio ataca com &lt;i&gt;Sandu&lt;/i&gt;, um blues leve, algo bem tradicional. Logo depois vem &lt;i&gt;Reflections&lt;/i&gt;, de &lt;a href="http://jazz.folha.com.br/musicos/08/"&gt;Thelonious Monk&lt;/a&gt;, que chega com mais energia e uma melodia menos ‘convencional’, solos mais encorpados e espasmos corporais: resultado das leituras que o songbook de Monk desperta em seus intérpretes. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=loWOlFZEUxc"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Invitation&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; também não deixa o público no básico ‘trio-standard-de-jazz’ e se transforma no ápice do show. Diversos slides na guitarra, arpejos rápidos do baixista e muita força nos pratos de Poor acharam o caminho mais criativo para balançar a cabeça de várias pessoas sentadas literalmente, assim como eu. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S_ycUE9q-WI/AAAAAAAAAP8/Dpcjw32rIQ4/s1600/kurt.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S_ycUE9q-WI/AAAAAAAAAP8/Dpcjw32rIQ4/s320/kurt.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não é surpresa quando um músico de respeito toca ao vivo e você está lá para escutar. Surpresa é esse respeito aumentar e se espalhar pela música já costumaz &amp;nbsp;dos fãs e não oferecer um canto pro improviso, mas a estrutura inteira. Após tamanho jato de energia que cada soco (do bem) na bateria era sentida na barriga e um acorde mais ousado era dedilhado com facilidade por cima da coxa, &lt;a href="http://letras.terra.com.br/billie-holiday/175883/"&gt;&lt;i&gt;Darn That Dream&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, outro pedaço de tradição do jazz clássico, foi a realização mais fiel da noite. Como a proposta de trio superficialmente traz, a idéia aqui era de suprimir ao invés de acrescentar: notas demais em um arranjo antigo as vezes atrapalha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Panelinha entre músicos de todo o mundo, mas principalmente os norte-americanos, &lt;i&gt;Insensatez&lt;/i&gt; (ou How Insensitive) veio calma e serena, sem tentativas de virtuosismos e tomada por levadas meigas. Não é novo estrangeiros improvisarem sobre a bossa nova e mudarem o andamento, porém Rosenwinkel levou a composição mais pra &lt;a href="http://www.paulvernonchester.com/DukeDjango.htm"&gt;Django Reinhardt&lt;/a&gt; do que pra &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=I67Qmye5OYY&amp;amp;feature=channel"&gt;Baden Powell&lt;/a&gt;. Não sei se fui feliz nessa comparação, mas penso que o ritmo de Kurt traz algo de Django bastante sutil, um toque mais fluído e menos pensado que o West Montgomery faria, por exemplo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ao anunciar a última música do concerto, Kurt veio com uma forte despedida. &lt;i&gt;Cheryl&lt;/i&gt;, gravada por ele, não era o tour-de-france de Invitation nem a complexa Reflections: foi além na mistura de empolgação e escalas sofisticadas sem um movimento brusco de habilidade sequer. Aqui os três músicos novamente levaram o improviso além-mar e trouxeram a lembrança de que nem todos são rápidos ou com carreiras musicais brilahntes pela frente, mas podem entender e se entreter com o som que Rosenwinkel fez esta noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Claro, o bis também não ficou feio. Sem dizer o que estava interpretando (e acredito que foi uma grande inveção de momento, leia-se improviso), Poor abocanhou 5 minutos e fez melodias mágicas com a bateria, tornando acompanhá-lo um desafio aos seus companheiros. Revis fez diversas entradas e preparou melodias pra si que trouxeram um ar de seriedade pro show como um todo, sempre econômico e fluorescente. Algo que notei no jeito de Rosenwinkel tocar foram os 'finais infinitos’ que praticava. Ao fim de todas as músicas, os floreados e lugares comuns eram reajeitados assim que chegavam, os bordões não encontravam espaço jamais. Ele se esmerou (as vezes com força) para terminar com originalidade total, sem passados. Ficou bacana assistí-lo estudar as melhores terminações possíveis e não se entregar ao previsível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Assim, uma hora e meia de show foram quinze minutos e três horas no mesmo espaço de tempo. Espero que as performances musicais na capital gaúcha cresçam e se multipliquem com a mesma qualidade que o de hoje. Preços acessíveis e lugares confortáveis é o básico e mesmo assim um luxo para o público e o artista. Que fique dita minha opinião, como jornalista e como espectador.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Assista abaixo o guitarrista interpretando 'Round Midnight (ao vivo na Polônia em 2009)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5Eg-0Ot5-ko&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5Eg-0Ot5-ko&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-217439620273424139?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/cDX_dnKQxOM/kurt-rosenwinkel-em-porto-alegre.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S_ydLt5a7ZI/AAAAAAAAAQE/lc0tza7N6-k/s72-c/kurt2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2010/05/kurt-rosenwinkel-em-porto-alegre.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-778483842637742471</guid><pubDate>Fri, 16 Apr 2010 00:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-18T12:32:32.539-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cole Porter</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jazz Station</category><title>Jazz Station - Cole Porter</title><description>&lt;a href="http://www.4shared.com/audio/RU8iWElP/JAZZ_STATION_-_COLE_PORTER_cer.html"&gt;l&lt;/a&gt;Mais um episódio do Jazz Station chega a seus ouvidos! Esta noite iremos conferir a criatividade do pianista e compositor Cole Porter. Abençoado com um sexto sentido para letras e melodias sofisticadas e ainda assim divertidas, Porter não demorou a entrar para o hall do Great American Songbook. Clássicos como&lt;i&gt; Night and Day, I've got You Under My Skin&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Just One of Those Things&lt;/i&gt;, só pra nomear algumas, são repertório básico no universo harmônico do abastado filho de Peru, Indiana (nos EUA). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre envolto em amor e diversão, ele escreveu canções para Broadway, filmes de Hollywood e dividiu prestígio com os melhores da época: os irmãos Gershwin, Irving Berlin, Jerome Kern e Johnny Mercer o tinham como um dos seus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/audio/RU8iWElP/JAZZ_STATION_-_COLE_PORTER_cer.html"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8et883B8WI/AAAAAAAAANE/8H0jJKHVTNI/s320/porter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Para realizar o download e ouvir o podcast, clique na foto acima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-778483842637742471?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/XLM6YoxhvI0/jazz-station-cole-porter.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8et883B8WI/AAAAAAAAANE/8H0jJKHVTNI/s72-c/porter.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2010/04/jazz-station-cole-porter.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-5424280326182392267</guid><pubDate>Sun, 11 Apr 2010 18:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-14T15:28:37.131-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Show</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Yamandu Costa</category><title>SHOW - Yamandu Costa e Hamilton de Holanda: Luz da Aurora</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8IXlYxADAI/AAAAAAAAAMs/X72ZAPp9mxM/s1600/3336739518_962371cf18.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8IXlYxADAI/AAAAAAAAAMs/X72ZAPp9mxM/s400/3336739518_962371cf18.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ciclo de lançamentos de álbuns atualmente vêm se invertendo: ao invés de distribuir o trabalho e depois fazer a turnê, Yamandu Costa e Hamilton de Holanda primeiro amadureceram o repertório durante os shows para depois registrá-lo. O resultado, que beira a perfeição, se encontra em Luz da Aurora, gravado em 18, 19 e 20 de janeiro de 2008 no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar do espetáculo de ontem a noite, dia 10 de abril, ter dois anos de distância desde o fim de semana que foi gravado, a perfomance só acrescentou beleza àqueles que já conheciam as músicas. É notório que qualquer apresentação ao vivo é mais empolgante que o som nos autofalantes de casa, mas o entusiasmo e os improvisos fizeram um novo show a parte para os fãs e os novos ouvintes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Como a própria dupla declara e evidencia, a parceria na amizade é a semente de tamanho entrosamento e felicidade transmitidas nas composições. Ao dividirem os créditos, ora solo ora em dupla, o conceito musical torna-se totalmente pessoal, o que gera mais autonomia na linguagem de ambos. A única não composta por eles é &lt;i&gt;Escorregando&lt;/i&gt;, de Ernesto Nazareth, como bônus depois de tanta introspecção&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8IXEy3vF0I/AAAAAAAAAMk/oWIMAMm-WD4/s1600/clip_image001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8IXEy3vF0I/AAAAAAAAAMk/oWIMAMm-WD4/s400/clip_image001.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;No show deste sábado, porém, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-9bNbvaEcgA"&gt;Radamés Gnatalli&lt;/a&gt; foi o escolhido para abrir a performance. O &lt;i&gt;Quarto Movimento&lt;/i&gt;, dedicado a Pixinguinha, da &lt;i&gt;Suíte Retratos&lt;/i&gt; esparramou técnica e virtuosismo tanto nos acordes inóspitos quanto nos solos relembrados do mestre do choro brasileiro. Com o ótimo equilíbrio entre a estridência do bandolim e o grave encorpado do violão, a premissa era de muito espaço para todas as idéias que surgissem, o que não demorou a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Logo em seguida, &lt;i&gt;Samba do Véio&lt;/i&gt; reforça o lado chorão (apelido aos bons intérpretes do choro) de Hamilton, fortemente enraizado no estilo. Yamandu não desaponta e oferece um braço forte como harmonizador. Essa música foi concebida em homenagem ao lendário cavaquinista Six, um dos membros do famoso &lt;a href="http://www.clubedochoro.com.br/"&gt;Clube de Choro de Brasília&lt;/a&gt;, que ambos instrumentistas conheceram e tocaram juntos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Chamamé&lt;/i&gt;, presente no primeiro álbum do violonista, foi revisitada e contemplada com novo arranjo para a dupla. Solos, passagens ágeis e muito espaço para improvisação dão uma sobrevida à melodia já conhecida dos fãs, uma mudança criativa de andamentos sucessivos perfeita para ambos se refestelarem. Ao cabo de 9 minutos, Hamilton de Holanda pega o microfone e pergunta à platéia gaúcha: "Então, passei no teste do chamamé?" O público confirma numa vigorosa salma de palmas e risos satisfeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira valsa da noite é &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pCDVmT00qfQ"&gt;&lt;i&gt;Meiga&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, outra composição de Yamandu que, infelizmente, não contou a origem dela. Esclarecida durante o show do álbum Tokyo Session em 2008 no Salão de Atos da UFRGS, Yamandu revelou que estava em turnê pela Espanha quando, após uma apresentação, foi ao bar mais próximo se divertir com os companheiros de show. Ao avistar uma bela mulher, começou a cortejá-la, tentando de todas a maneiras uma maior aproximação, ao passo que a moça se mostrava fechada. Lhe contou que era brasileiro: nada; que era músico: nada. Então, numa última cartada, pegou o violão, improvisou uma melodia e disse que lhe daria o nome Meiga, o nome dela. Mesmo assim, ela não se convenceu e Yamandu ficou sem a mulher, mas com uma música nova e uma boa história pra contar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8IYYqwsLcI/AAAAAAAAAM0/xUs6RtYq2rE/s1600/yamandu59%2B5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8IYYqwsLcI/AAAAAAAAAM0/xUs6RtYq2rE/s400/yamandu59%2B5.jpg" width="281" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Cartaz original da gravação ao vivo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Ao visitarmos o trabalho de Hamilton, logo nos deparamos com um som rasgante e bastante conciso. Através de &lt;i&gt;01 Byte, 10 Cordas&lt;/i&gt;, sua música mais conhecida, o público ficou pasmo com a desenvoltura do bandolinista já na introdução. Logo mais, a evolução da mesma abriu outro vulcão de idéias semelhante ao de &lt;i&gt;Chamamé&lt;/i&gt;, com improvisos surpreedentes e vários acordes cheios. Sem dúvida, foi o ponto alto, se é que se pode voar mais acima do que já haviam feito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como um bônus adiantado,&lt;i&gt; Conversa de Botequim&lt;/i&gt; veio tão rápida e breve que mau durou dois minutos. Quando parecia que ia evoluir, acabou, o que não a desmerece, mas foi má colocada no meio do setlist, na minha opinião. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_FNDXcVr1Pk"&gt;&lt;i&gt;Samba do Rapha&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, em homenagem ao grande Raphael Rabello, mostrou a compatibilidade entre a musicalidade de ambos. Mesmo sem grandes saltos, a melodia bem ensaiada recorda a disciplina e qualidade intrínsecas ao trabalho de Rabello, morto em 1995. O seu legado o precede a todos os músicos depois dele com reverência, sejam de alunos de cordas ou não, algo visível e elogiada por ambos, Yamandu e Hamilton.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando aos climas calmos e contemplativos, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jC2o_eSgSb4&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;i&gt;Flor da Vida&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; e &lt;i&gt;Luz da Aurora&lt;/i&gt; acendem o lado mais amoroso e saudosista em todos os presentes. De cabeças baixas e movimentos leves, os artistas acham ternura em cada nota, bebem suavidade e carinho sem desembaraço diante do público que também se fragiliza. &lt;i&gt;Luz da Aurora&lt;/i&gt;, que dá nome ao disco, é uma respeitosa saudação às avós dos músicos, por coincidencia, ambas chamadas Aurora. Yamandu já havia feito outra menção a ela num &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MFHkpgIJp94"&gt;virtuose tema&lt;/a&gt; como o mesmo título, mas que compartilhava pouca doçura em comparação com a parceria de Hamilton. Comentando sobre ela, depois de tocá-la, Yamandu disse que sua avó já não pode mais ouvir, num tom mais divertido, mas que mesmo assim ela gostaria do resultado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8IY6kin67I/AAAAAAAAAM8/1vOatGcDDUU/s1600/yama854741.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8IY6kin67I/AAAAAAAAAM8/1vOatGcDDUU/s400/yama854741.jpg" width="265" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Ao anunciar a saideira, adiantar que os exemplares do disco estarão postos a venda no hall de entrada e já os classifica como 'coisa rara', dado a boa vendagem do material até o momento, &lt;i&gt;Shiawase&lt;/i&gt; fechou o espetáculo. Ao contar que a compôs no Japão e a tradução do título para 'alegria' em japonês, Yamandu arrancou boas risadas ao lembrar os japoneses cantando pequenas canções folclóricas do país. Como todo show, após saírem do palco, o publico vibrou por um bis até ser atendido. Sentados novamente, improvisos sobre uma introdução desconhecida fisgaram a atenção. Quando o primeiro compasso de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=z5nBd3aYoiI"&gt;&lt;i&gt;Adios Nonino&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; saiu, o teatro veio abaixo com aplausos que logo silenciaram para melhor escutarem a adaptação do tango de &lt;a href="http://nevergetoutoftheboat.blogspot.com/2009/09/astor-piazzolla.html"&gt;Astor Piazzolla&lt;/a&gt;. A comoção pelo número se deu por outras perfomances da mesma executadas em Brasília e São Paulo, muito elogiadas e que fizeram sucesso no Youtube. Enfim, o palco e os ouvidos brilharam com tamanha imaginação que o violão e o bandolim extraíram da melodia (aparentemente) simples, porém, com variações infinitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Incrível também, não se deve esquecer, foi o jogo de luzes que encheu os olhos da platéia. Canhões de azul, branco e vermelho (como os filmes de &lt;a href="http://archive.sensesofcinema.com/contents/directors/03/kieslowski.html#b17"&gt;Kieslowski&lt;/a&gt;) deram uma elegância, um toque sofisticado e vários relances interessantes dos intrumentos que só melhoraram o show.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Claro, nem tudo que está no álbum esteve no show. Obras como &lt;i&gt;Cochichado, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cJGdOVRfXEA"&gt;Estações&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Escorregando&lt;/i&gt; ficaram de fora, mas em compensação deram espaço à versões inéditas para &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=B0dAWxMc0KA"&gt;Radamés&lt;/a&gt;, Noel Rosa e Piazzolla. Quem sabe hoje, domingo (11/04) elas não entrem no setlist? Yamandu e Hamilton se apresentam hoje novamente no mesmo teatro, porém às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, você pode ver e escutar a versão de &lt;i&gt;Samba do Véio&lt;/i&gt;, gravada logo após uma entrevista concedida ao site do jornal O Estado de São Paulo, que você confere logo abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" flashvars="&amp;amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/74/45/A9/7445A906896C420D80DF7DB912277DE0.xml&amp;amp;autostart=false&amp;amp;playlistsize=90&amp;amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=7445a906-896c-420d-80df-7db912277de0" height="380" id="mpl" name="mpl" quality="high" src="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="455"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HfCbGsFyZH4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HfCbGsFyZH4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-5424280326182392267?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/2SkJrLXPU6M/show-yamandu-costa-e-hamilton-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S8IXlYxADAI/AAAAAAAAAMs/X72ZAPp9mxM/s72-c/3336739518_962371cf18.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2010/04/show-yamandu-costa-e-hamilton-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-8113779705747004090</guid><pubDate>Tue, 09 Mar 2010 00:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-14T19:21:57.771-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">LSD and The Search for God</category><title>LSD and the Search For God - [Self-Titled]</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S5WdGOGvroI/AAAAAAAAAMU/msRmrR-WrrQ/s1600-h/lsd.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446432054565645954" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S5WdGOGvroI/AAAAAAAAAMU/msRmrR-WrrQ/s320/lsd.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Não, essa não é uma banda de jazz e não, não há toques sequer remotos de fusion no seu único EP lançado. Apesar de fugir extremamente do intuito deste blog, a primeira audição do álbum já me conquistou e, por consequência, um lugar aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grupo, que retirou seu nome do livro &lt;a href="http://www.druglibrary.org/schaffer/lsd/braden.htm"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Private Sea: LSD and The Search For God&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de William Braden, é o futuro do conceito de psicodelia que o Pink Floyd concebeu, assim penso. Residentes na California e com apenas cinco músicas gravadas, o LSD... é bastante conhecido entre os amantes do rock psicodélico clássico e da lounge music. É raro encontrar entrevistas ou biografias sobre o nascimento e evolução da banda, mas é notório que sua presença em festivais de música independente nos EUA é figurinha premiada. Desde a criação do &lt;a href="http://www.myspace.com/lsdandthesearchforgod"&gt;MySpace&lt;/a&gt; oficial, a única fonte de informação confirmada, em 2005, as três músicas disponíveis já somaram mais 100 mil reproduções, sem contar a possibilidade (remota, apenas por recados ou Gmail) de um contato mais próximo com os integrantes. Um setor que deveria ser melhorado é a agenda de shows que, infelizmente, é pouco atualizada e só incluí o território yankee. Enfim, é complicado alcançar um nível básico de conhecimento dos músicos e de tudo que os rodeia além do som que produzem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem grandes holofotes, o trabalho fala por si só. Guitarras, baixos e vocais não abusam de distorções ou firulas estéticas; o clima quase astral dos arranjos deixa o ouvinte em estados que supostamente lembrem os efeitos da boa música e de alguns gramas de ácido lisérgico, tudo sem apologia, algo que não se sobressai por pressão. As letras sobre busca interior e auto-conhecimento são constantes mantras de relaxamento, algo de positivo que reforça o clima espacial. Sem mais delongas, o bom exemplo é sempre a melhor análise. A seguir, uma das músicas presentes no EP lançado em janeiro de 2007 e que pode ser comprado pelo MySpace direto da banda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HMKkbco7UFE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HMKkbco7UFE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-8113779705747004090?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/6PQZ3jbbMPE/lsd-and-search-for-god-self-titled.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S5WdGOGvroI/AAAAAAAAAMU/msRmrR-WrrQ/s72-c/lsd.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2010/03/lsd-and-search-for-god-self-titled.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-4727843758943888863</guid><pubDate>Mon, 18 Jan 2010 18:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-25T15:02:23.775-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bill Evans</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jazz Station</category><title>Jazz Station - Bill Evans</title><description>Abençoados sejam aqueles que já tenham ouvido a sua própria alma através da música de outra pessoa. Foi inspirado por esse pensamento que produzi, escrevi e protagonizei (ufa!) o novo capítulo do Jazz Station sobre o pianista Bill Evans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma discografia imensa, Evans criou uma assinatura única no piano, uma marca indistinguível diante de todos os outros. Ao se aproximar de  universos musicais complexos , sua maneira de interpretar uma melodia era suave e calma, o que não impedia o entusiasmo pela próxima nota ser mais brando que o anterior. Evans não tinha apenas o feeling característico do que depois foi chamado de jazz modal, mas também uma criatividade que o permitia improvisar com educação clássica, sua primeira formação com músico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez ouvi alguém comparar a obra de Evans como o olhar através de um cristal e contemplar as luzes que vêem nele. &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Concordo, pois Bill&lt;/span&gt; provavelmente era o cristal e cada acorde era uma luz ou duas. Sem a ternura que simplificava sua técnica, talvez o jazz teria "apenas" um piano encorpado e furioso como o de Oscar Peterson ou o apanhador de sonhos melódico de Keith Jarret, um fã declarado de Evans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica o registro do tamanho da influência que Evans criou e a força fértil que tanto exprimia sem esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar o podcast, clique na foto abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.4shared.com/file/199747659/3c3d7439/JAZZ_STATION_-_BILL_EVANS.html"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 273px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S13XxQTWRrI/AAAAAAAAAKc/u0uBGVKHtB0/s320/Bill+Evans.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430733966868367026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;ERRATA: Durante o podcast, me refiro ao álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;New Conversations With Myself&lt;/span&gt;, que não existe. O nome correto do trabalho a que me refiro é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Further Conversations With Myself&lt;/span&gt;. Obrigado pela compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Músicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nardis&lt;br /&gt;Israel&lt;br /&gt;Waltz for Debby&lt;br /&gt;Midnight Mood&lt;br /&gt;Someday My Prince Will Come&lt;br /&gt;Spartacus Love Theme&lt;br /&gt;Medley - Autumn In New York / How About You&lt;br /&gt;The Two Lonely People&lt;br /&gt;On a Clear Day&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-4727843758943888863?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/MzD2GWHK-rs/jazz-station-bill-evans.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S13XxQTWRrI/AAAAAAAAAKc/u0uBGVKHtB0/s72-c/Bill+Evans.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2010/01/jazz-station-bill-evans.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-3929477947655483995</guid><pubDate>Wed, 02 Dec 2009 18:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-06T12:29:48.644-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Notícias</category><title>The Jazz Loft Project</title><description>The Jazz Loft Project é a descoberta e divulgação de um dos maiores acervos informais (até agora) da história do jazz. O loft a que se refere o nome é o apartamento localizado no quarto andar da  821 Sixth Avenue, em Nova York. De 1957 a 1965, foi palco de ensaios,  discussões e berço de intelectuais e artistas, prinpalmente músicos de jazz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sxa8sNmF98I/AAAAAAAAAKQ/SmueJD6sr-I/s1600-h/JazzLoftLogoFINAL_long_image.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 78px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sxa8sNmF98I/AAAAAAAAAKQ/SmueJD6sr-I/s320/JazzLoftLogoFINAL_long_image.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410719470081931202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por iniciativa de Sam Stephenson, escritor e instrutor da Center for Documentary Studies, da Duke University, o gigantesco material (mais de mil rolos de áudiotape) foi ouvido e digitalizado, resultado: 5,079 CDs. Entre uma gravação e outra, é possível ouvir desde ensaios inteiros de Thelonious Monk trabalhando com sua big band antes do histórico Town Hall Concert até conversas de telefone entre W. Eugene Smith e seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eugene, o idealizador de tais gravações, era fotógrafo e se mudou para Nova york em 1957 após viver e trabalhar por quatro anos  em Pittsburgh. O objetivo principal na época era gravar seus gatos, que todos diziam ser muitos. Logo, ao dividir o lugar com um pintor, amigos começaram a visitá-lo e, entre eles, havia um baterista. Sem demora seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flat&lt;/span&gt; tornou-se ponto de encontro de gênios (Salvador Dalí e Norman Mailer passaram por lá) e os jazzistas o assumiram como segunda casa criativa (a primeira é o palco). É confirmado que se divertiram e tocaram caras como Chick Corea, Paul Bley, Zoot Simms e Roland Kirk, entre tantos outros. Um total de 3 mil horas de som ambiente entre músicas e banalidades está preservado dentro do prório apartamento. Fotógrafo de mão cheia, também tirou mais de 40 mil fotos destas jam sessions.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para divulgar tamanho conteúdo, Stephenson lançou o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Jazz Loft Project: Photographs and Tapes of W. Eugene Smith from 821 Sixth Avenue, 1957-1965&lt;/span&gt; em novembro de 2009. Através de descrições, detalhes e curiosidades dos 8 anos de vida musical do local, Stephenson produziu mais um documento da efervescência jazzística dos anos 50 e 60 em Nova York com fotos, transcrições diretas e momentos off stage de várias personalidades. Para acessar o site oficial do projeto e ler o prefário do livro, clique &lt;a href="http://www.jazzloftproject.org/?s=book"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelo ao livro, a rádio WNYC lançou, em 16 de Novembro, uma série divida em 10 episódios sobre o impacto cultural que o local despertou no gênero. Você pode escutar todos os capítulos, inclusive os ainda não veiculados, pelo página do &lt;a href="http://beta.wnyc.org/shows/jazz-loft/"&gt;The Jazz Loft Project na WNYC&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para assistir o vídeo com Sam Stephenson dentro do antológico loft e seu acervo, acesse o link abaixo:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.amazon.com/gp/mpd/permalink/m2F7FQURY74F2L"&gt;http://www.amazon.com/gp/mpd/permalink/m2F7FQURY74F2L&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-3929477947655483995?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/yNgdBZdpvXo/jazz-loft-project.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sxa8sNmF98I/AAAAAAAAAKQ/SmueJD6sr-I/s72-c/JazzLoftLogoFINAL_long_image.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/12/jazz-loft-project.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-5481783882957640641</guid><pubDate>Tue, 01 Dec 2009 20:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-29T12:50:46.852-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Melody Gardot</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jamie Cullum</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diana Krall</category><title>O jazz na novela das oito ou por que assistir Viver A Vida</title><description>Quando digo que o jazz está em todos os lugares, pode até soar como piada, mas não é. Uma prova concreta disso é a trilha sonora da novela das oito que passa às nove, Viver A Vida. Do lado nacional, o melhor da música brasileira tradicional (Tom Jobim, Cássia Eller) e contemporânea através de Ana Cañas, Maria Gadu e Roberta Sá se revela e aí mora uma surpresa incrível interpretada por um cantor inusitado (veja quem é mais abaixo). Porém é no internacional que o jazz aparece com força: Jamie Cullum, Diana Krall e Melody Gardot destilam o licor supremo dos standards em novas roupagens, sem falar na linda remixagem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;My Funny Valentine&lt;/span&gt; por Living Theater.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;JAMIE CULLUM - SINGIN' IN THE RAIN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São raras as pessoas que não consigam se lembrar da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rmCpOKtN8ME"&gt;clássica cena&lt;/a&gt; de Gene Kelly embaixo da chuva, mais feliz impossível. O cantor e pianista inglês Jamie Cullum, ao lançar o álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Twentysomething&lt;/span&gt; em 2004, incluiu a música de mesmo nome do filme ao repertório. Despojado de qualquer fronteira musical e sem receio de incitar novos ares em antigas letras, Cullum amaciou os versos e diminui o ritmo a ponto de transformar a canção numa balada com fortes toques de Frank Sinatra. Através de violinos, percurssão e um teclado bastante lânguido, a atmosfera alegre e eufórica de Kelly sai de cena e deixa um clima de nu-jazz limpo e relaxante. O scat simples, uma mera sonorização da melodia, contribui com leveza, mesmo que não lembre a versão original. Durante os shows ao vivo, Cullum recorre ao scat do filme e improvisa com espontaneidade, a sua maior característica junto aos chutes e socos ao piano. Na novela, não reconheci a identificação musical com nenhum personagem em particular: a canção é bastante usada nas tomadas áreas, onde o Rio de Janeiro mostra suas belezas entre um núcleo e outro. A escolha deu resultado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/4C1_1aQtiSA" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;DIANA KRALL - TOO MARVELOUS FOR WORDS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Uma das, senão a mais segura cantora de jazz dos últimos 20 anos, Diana Krall mais uma vez bebe na fonte da bossa nova com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Too Marvelous For Words&lt;/span&gt;. Com música de Richard A. Whiting e letra de Johnny Mercer, esta composição é gravada há mais de 50 anos por intérpretes da música norte-americana e se tornou um stardard, ou seja, uma canção que integra o grande songbook não declarado de uma cultura, assim como Águas de Março é figura marcada em retrosectivas de música brasileira. A combinação entre bossa nova e smooth jazz é tênue, mas a principal característica é aquele violão tímido guiando todo o resto, nesse caso em igualdade com o piano de Krall. Isso mostra que o conjunto clássico pode se sobressair diante das mixagens e fusões excêntricas (alias, ótimas) da atualidade. A letra e a melodia principais intactas e no tempo certo, talvez um pouco mais lento pra bossa, dão força ao tom rotineiro de Krall sem perder o sabor. Retirado de seu mais recente álbum&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ki5TNiCzNag"&gt;Quiet Nights&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, onde todo repertório segue a mesma linha, a demanda pelo jazz tradicional cresce, mas não é o suficiente para a evolução do gênero. O mesmo problema de Cullum também aparece aqui, sem identificação musical específica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt; &lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fuser74603%2Fdiana-krall-too-marvelous-for-words"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed allowscriptaccess="always" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fuser74603%2Fdiana-krall-too-marvelous-for-words" type="application/x-shockwave-flash" width="100%" height="81"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;  &lt;a href="http://soundcloud.com/user74603/diana-krall-too-marvelous-for-words"&gt;Diana Krall - Too Marvelous For Words&lt;/a&gt;  by  &lt;a href="http://soundcloud.com/user74603"&gt;user74603&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;MELODY GARDOT - OVER THE RAINBOW&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este sim, o cânone dos primórdios do cinema que virou jazz, merece todos os aplausos. Sensação  nos últimos anos, a cantora Melody Gardot transforma tudo e reinventa o trabalho de Harold Arlen (presente em O Mágico de Oz) em música nova. A voz consistente e a modificação de tempo, arranjo e melodia enlevam o ouvinte a um estado natural de perfeitas cores e diferentes aromas. Apesar de todos os elementos serem familiares, os acordes se apressam e modulam sem laços enquanto os versos mudam felizes e tristes sem qualquer previsibilidade. Parte integrante de &lt;a href="http://poraodojazz.blogspot.com/2009/09/melody-gardot-jazz-clips-e-banheiras.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Baby I'm A Fool&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, segundo trabalho de Gardot, o desafio de oferecer uma nova face ao saturado número de versões existentes foi extremamente bem sucedido. Em Viver A Vida, a música é pano de fundo para a personagem de Natália do Vale, dona de um estúdio de fotografia especializado em clientes maduras, na casa dos 40 anos pra cima. Ao perceberem que ainda são sensuais e desejam mostrar-se por inteiro, o ato de revelar sua intimidade muitas vezes precisa de calma e preparação, oferecidas pela proprietária. A mensagem que ambos, vídeo e som, passam é de que o tradicional, o consagrado, também pode ser belo e repaginado até a perfeição, sem medos e preconceitos de parecer 'careta'. A ironia entre a situação das clientes e da idéia semeada na trilha sonora casaram com sofisticação, mais uma prova do impacto das inovações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/wBMIcRuwagU" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;LIVING THEATER feat. P. MELA - MY FUNNY VALENTINE&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;Após tamanha satisfação com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Over The Rainbow&lt;/span&gt;, o tema dos personagens interpretados por Giovana Antonelli e José Mayer é equilibrado em seu conteúdo e sentido. Dora (Antonelli) é amante-de-uma-noite de Marcos (Zé Mayer) quando este vai para Parati. Em seus encontros ou lembranças sobre os momentos passados juntos, o remix de Rodgers &amp;amp; Hart pelas mãos de P. Mela (não pergunte, não pergunte...) é ambientação mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool &lt;/span&gt;de todas, eu diria. Quando realmente parei para escutar a canção e seu contexto, não pude deixar de sorrir com a&lt;br /&gt;
experimentação. A letra de Lorenz Hart resume o afeto de uma 'namorada divertida' e suas impressões no namorado. Tanto homens quanto mulheres trabalharam esta canção durante décadas, mas a versão considerada mais fiel, a mais sublime de todas é a de Chet Baker. Gravada em 1953 no LP "Chet Baker Sings", ela é basicamente voz, piano e contrabaixo (ouça &lt;a href="http://www.myfunnyvalentine.com.br/sis.index.asp?pasta=10&amp;amp;pagina=91"&gt;AQUI&lt;/a&gt;). Ok, tem um pouco de bateria também, discretamente...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As sutilezas e descrições de um amor ao ser amado são quase banais ao mencionar boca, cabelos e sorriso, porém a interpretação dela traz à mente os sentimentos mais nobres e simples do ato humano, daí sua força emotiva. Ao intercalar tais nuances com batidas eletrônicas e contrapontos de trumpete, a ternura continua lá e comove pela levada, quase uma canção de ninar, uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lullaby&lt;/span&gt;. Ao ver Dora e Marcos se beijando no mar ao embalo pontuadíssimo da melodia de Rodgers, é inevitável aliar tais detalhes ao coração e intimidade dos personagens em cena. É outra brincadeira (ou não) da produção da novela combinar um caso extraconjugal com emoções sinceras que supostamente não poderião haver na infidelidade. Além de tudo, a edição é redonda, sem momentos de pouca interação ou falta de clímax. Esta 'roupagem' está no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver A Vida - Lounge&lt;/span&gt;, uma compilação de títulos aquém do padrão Globo de trilha sonora: músicas lounge mesmo, pra dançar, curtir ou refletir durante a noite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt; &lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fuser74603%2Fliving-theater-feat-p-melas-my-funny-valentine"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed allowscriptaccess="always" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fuser74603%2Fliving-theater-feat-p-melas-my-funny-valentine" type="application/x-shockwave-flash" width="100%" height="81"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;  &lt;a href="http://soundcloud.com/user74603/living-theater-feat-p-melas-my-funny-valentine"&gt;Living Theater feat. P. Melas - My Funny Valentine&lt;/a&gt;  by  &lt;a href="http://soundcloud.com/user74603"&gt;user74603&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;CAETANO VELOSO - THE MAN I LOVE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente a surpresa brasileira! Sendo a única música cantada em inglês dentro das escolhas em português, Caetano inovou, sim, mas também estranhou um bocado. Composta em 1932 pelas irmãos Gershwin, os versos falam especificamente da esperança da mulher ao amor que virá, o homem que ela amará, em tradução literal. Também no núcleo de Zé Mayer, seu papel é 'abençoar' a relação de Marcos e Helena, sua esposa, interpretada por Taís Araújo. Nada melhor que uma canção romântica e positiva pra caracterizar uma paixão ardente! Através de outra pérola de edição, cada que vez que toca a cena toma um ar de delicadeza, de sublimação do sentimento em comum. Até aí tudo bem, o que incomoda em primeiro plano é a voz masculina de Veloso oralizando a letra. Por motivos óbvios, nenhum cantor gravou esta composição. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Foreign Sound&lt;/span&gt;, álbum do artista baiano totalmente dedicado à músicas estrangeiras em inglês, traz Nirvana, Bob Dylan, Cole Porter e outras obras dos Gershwins, inclusive Summertime, mas de longe nenhuma delas foi um choque tão revolucionário quanto The Man I Love. Possuidor de uma voz que consegue vibrar perto do registro feminino, a impressão que fica é a do lado-mulher de Veloso interpretando e não o macho, deliberadamente. Não recrimino, penso que é válido como obra de arte uma interação no mínimo inusitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt; &lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fuser74603%2Fcaetano-veloso-the-man-i-love"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed allowscriptaccess="always" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fuser74603%2Fcaetano-veloso-the-man-i-love" type="application/x-shockwave-flash" width="100%" height="81"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;  &lt;a href="http://soundcloud.com/user74603/caetano-veloso-the-man-i-love"&gt;Caetano Veloso - The Man I Love&lt;/a&gt;  by  &lt;a href="http://soundcloud.com/user74603"&gt;user74603&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Gostou dessa matéria? Quer descobrir mais sobre os músicos aqui citados?&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Obs: Caetano Veloso, Living Theater e P. Mela não tem perfis oficiais.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-5481783882957640641?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/UBDWsN9HHdM/o-jazz-na-novela-das-oito-ou-por-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/4C1_1aQtiSA/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/12/o-jazz-na-novela-das-oito-ou-por-que.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-3275621468999255685</guid><pubDate>Thu, 05 Nov 2009 03:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-20T00:40:53.329-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Frank Sinatra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cole Porter</category><title>Namoro, Cole Porter e Sinatra no cinema</title><description>Quem não conhece Frank Sinatra que atire a primeira pedra, quem nunca viu um de seus filmes jogue a segunda e a terceira... Sim, Sinatra também foi ator e participou de mais de 40 filmes de diversos gêneros, desde comédia à policial. Como respeitado cantor, não é de se surpreender que tenha cantado em muitas dessas produções, as vezes o único ponto firme da trama. Este é o caso de Can Can, de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Walter_Lang"&gt;Walter Lang&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser um ótimo cantor, as qualidades inerentes ao teatro não lhe foram dadas. O próprio dizia que o sucesso de suas músicas vinha do talento em poder interpretar canções e passar o que o compositor queria transmitir. No cinema é quase igual...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzido em 1960, a história se passa em 1896, em Montmartre, quando o can-can é proibido pelo 'bem da moral e da boa conduta' da época. No dia em que a polícia dá uma batida numa boate e descobre a dança ilegal, Simone (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WqSEH_bVRz8"&gt;Shirley McLaine&lt;/a&gt;), dona e dançarina, vai presa e deixa o juiz Philippe Forrestier (Louis Jordan) apaixonado. Ao mesmo tempo, Forrestier tenta fazer seu trabalho, proibir o can-can, sem magoar a dançarina. O namorado de Simone, François (Frank Sinatra) terá que ser esperto para continuar com Simone e despitar o coração do juiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SwPrI64BqJI/AAAAAAAAAJo/FL3ZuLYA1QA/s1600/3226306.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405422516250454162" style="width: 320px; cursor: pointer; height: 222px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SwPrI64BqJI/AAAAAAAAAJo/FL3ZuLYA1QA/s320/3226306.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sinatra charmoso....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Pois é, deu vontade de ver? Nem em mim.... O atrativo é a criatividade musical aliada à interpretações divertidas e, percebe-se, feitas pra entreter a platéia e não necessariamente fazer sentido. Cole Porter, compositor de standarts eternos no jazz e MPNA (música popular norte-americana, acabei de inventar) cedeu os direitos de uso de suas canções ao filme e assim tudo tomou seu lugar. Além de Sinatra cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;C'est Magnifique&lt;/span&gt;, há Louis Jordan em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;You Do Something To M&lt;/span&gt;e e Maurice Chevalier tentando engrenar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Just One of Those Things&lt;/span&gt;. Lembrete: outro filme estrelado por Sinatra, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;High Society&lt;/span&gt; (com Bing Crosby, Louis Armstrong e Grace Kelly) teve que desembolsar 250 mil dólares pelos direitos de nove melodias de Porter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SwPrf4pwS5I/AAAAAAAAAJw/lPWEpDiCUmU/s1600/3201438.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405422910790716306" style="width: 319px; cursor: pointer; height: 320px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SwPrf4pwS5I/AAAAAAAAAJw/lPWEpDiCUmU/s320/3201438.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;... Sinatra bobão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O melhor está por vir. Dentre todas as performances do longa-metragem Can-Can, a mais simples, terna e romântica é do"Skinny" Sinatra. Logo após uma briga com Simone, Frank (ops), François desce pra tomar um drink e encontra uma das coristas que sempre paquerou, mas nunca foi adiante. Mesmo em frente a oportunidade de ganhá-la, ele pensa, volta atrás e lhe explica tudo com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;It's Alright With Me&lt;/span&gt;. Sem ofendê-la, ele gentilmente a dispensa e se mostra um homem fiel a Simone. "Oh, what a man!", diriam suas milhares de fãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grand finale da cena nasce do que aconteceu nos bastidores. A atriz que interpreta a corista se chama Juliet Prowse, namorada de Sinatra no começo dos anos 60. Não é de se surpreender o nepotismo e/ou favoritismo do showbiz de sempre, mas a mistura entre a vida real, namorados e "amigos coloridos" é saborosa. Prowse, que já era dançarina antes de conhecer o astro-namorado, só ganhou com a visibilidade do relacionamento: participações em filmes, peças de teatros, perfis em revistas, etc. Infelizmente o romance não foi longe. Após pedí-la em noivado em 1962, Sinatra queria muitooo (entenda por impôr) que ela largasse a carreira artística em nome do casamento, o que não foi aceito pela noiva e decidiu por terminar a relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SwPr_qfrDRI/AAAAAAAAAJ4/gBbInQIYS3E/s1600/jornal+sinatra+prowse"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405423456746147090" style="width: 320px; cursor: pointer; height: 256px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SwPr_qfrDRI/AAAAAAAAAJ4/gBbInQIYS3E/s320/jornal+sinatra+prowse" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nota publicada na época do noivado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;É, uma mulher lhe dar o fora durante o noivado não foi nada legal, mas ele superou rápido, aposto, com outras coristas Hollywood afora... Voltou a casar em 1965 com a também atriz Mia Farrow e logo depois com Barbara Marx, ex-esposa de um dos irmãos Marx, em 1976. Juliet Prowse tocou em frente: atuou com Elvis Presley (um dos inimigos comercias de Frank) em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;G. I. Blues &lt;/span&gt;e o seriado norte-americano &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mona_McCluskey"&gt;Mona McCluskey&lt;/a&gt;, além dos filmes &lt;i&gt;The Fiercest Heart&lt;/i&gt; (1961) e &lt;i&gt;Who Killed Teddy Bear?&lt;/i&gt; (1965). Após tudo isto, sua estrela abaixou e ficou anos se apresentando como dançarina em cassinos de Las Vegas. Se casou com o ator de TV John McCook, do qual se separou e voltou um pouco antes de morrer de câncer em setembro de 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida você assiste a cena de Can-Can que inspirou este post, dentro e fora das telas.&lt;br /&gt;Apesar de toda polêmica off-stage, a canção é cantada com extrema beleza por Sinatra e lhe dá toda paixão que um caso de amor demora a apagar: a fidelidade dos sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: o áudio está um pouco atrasado no começo, mas nada que afete o quadro final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="400" height="300"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7445313&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7445313&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/7445313"&gt;Frank Sinatra sings It's Alright With Me&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user2555460"&gt;Caio Fontoura&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-3275621468999255685?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/sfJPBTKbMqY/frank-sinatra-canta-cole-porter.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SwPrI64BqJI/AAAAAAAAAJo/FL3ZuLYA1QA/s72-c/3226306.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/11/frank-sinatra-canta-cole-porter.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-7485403719485607936</guid><pubDate>Wed, 04 Nov 2009 02:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-14T13:01:45.791-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Miles Davis</category><title>Miles Davis - A Tribute to Jack Johnson</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SvI65LpS07I/AAAAAAAAAJg/kmxxdxuXYtM/s1600-h/front.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400443657223590834" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SvI65LpS07I/AAAAAAAAAJg/kmxxdxuXYtM/s320/front.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;Antes de qualquer observação, algo é preciso ser dito: Miles Davis. Melhor que um selo de qualida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;de (e o é), esse nome ilustra o jazz em diversos níveis que levaríamos um bom tempo para explicar e não teríamos a imagem tão clara senão com... Miles Davis. Quando gravou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small; font-style: italic;"&gt;A Tribute to Jack Johnson&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;, em fevereiro e abril de 1970, a influência&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt; do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt; rock já era sentida no mercado de jazz. Miles já tinha pego essas influências há alguns anos, mas ao ser chamado pra compor a trilha sonora do documentário de William Clayton sobre o peso pesado Jack Johnson era inevitável aliar o boxe ao crescente material fusion. Ele também começou a praticar o esporte, que pode ser muito prejudicial a um trompetista: um soco na boca pode condenar o trumpete a semanas de solidão até o lábio cicatrizar.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;Uma prática tão dinâmica quanto violenta pedia uma mudan&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;ça também inesperada nas músicas por encomenda e nada melhor que o rock'n'roll para embelezar jebs e cruzados de direita. Após o mind-blowing &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.beatrix.pro.br/mofo/bitchesbrew.htm" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bitches Brew&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt; e o profundo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.beatrix.pro.br/mofo/silentway.htm" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;In A S&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ilent Way&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;, a es&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;trutura de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Right Off &lt;/span&gt;e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Yesternow &lt;/span&gt;lembra os intervalos entre guarda levantada e ataques certeiros. Além do documentário pro qual foi escrito, os acordes também combinam com outras cenas de boxe clássicos, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rocky, Touro Indomável &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cin&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;derella Man&lt;/span&gt;. Experimente a fusão do boxe com o fusion e verá.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;Miles Davis foi muito criticado ao apostar pesado no jazz+rock. Foi chamado de traidor da causa, vira-casaca e até de roqueiro, uma ofensa nada legal entre os puristas do jazz.  Com o começo dos anos 60, o jazz enfrentou duas décadas de vacas magras até se recuperar novamente nos anos 80. Os músicos de sucesso conseguiram viver de shows ao redor do mundo, como foi o caso de Dexte&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;r Gordon, Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan, mas o fluxo de novidades no gênero foi escasso. O grande fator foi o fenômeno que o rock e o folk provocaram: Rolling Stones, Bob Dylan e outros ícones surgiram nessa época e tiram o jazz do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small; font-style: italic;"&gt;ma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small; font-style: italic;"&gt;in stre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small; font-style: italic;"&gt;am&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt; musical. Muitos haviam pensado que o ritmo morrera e não conseguiria sobreviver senão de nostalgia dos anos dourados.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, Miles Davis não se abalou: desmontou o que foi considera&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;do seu primeiro quinteto clássico (Jimmy Cobb na baterial, Bill Evans e Wynto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;n Kelly no piano, Paul Chambers no baixo, Cannonball Adderley no sax alto e John Coltrane no sax tenor) para formar o segundo, composto de talentos consagrados, como Ron Carter no baixo, e novatos tipo Herbie Hancock no piano, Wayne Shorter no sax tenor e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt; o prodígio Tony Williams, de 17 anos, na bateria. Essa formação foi utilizada numa excursão na Europa em meados de 1963. Um pouco antes disso também contou com Hank Mobley no sax tenor e Sonny Stitt no alto, mas o pacote ficou melhor somente com um trumpete e um sax. O grupo foi um grande êxito no delicado circuito jazzístico daquele tempo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;Ao fim dos anos 60 e já sentindo que perdia adeptos, Miles resolveu mudar.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SvI3ANyc3QI/AAAAAAAAAJI/hc0zOCT8UmE/s1600-h/miles+boxing+2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400439380011441410" src="http://1.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SvI3ANyc3QI/AAAAAAAAAJI/hc0zOCT8UmE/s320/miles+boxing+2.jpg" style="height: 224px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SvI3zTU770I/AAAAAAAAAJY/5P12ZI52vXg/s1600-h/BIS%28A+volta+do+verdadeiro+Jack,Miles+Davis1%29.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400440257671589698" src="http://1.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SvI3zTU770I/AAAAAAAAAJY/5P12ZI52vXg/s320/BIS%28A+volta+do+verdadeiro+Jack,Miles+Davis1%29.jpg" style="cursor: pointer; height: 320px; width: 258px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Será que dá pro primeiro round?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
Como já dito, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small; font-style: italic;"&gt;Bitches Brew&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt; foi a pe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;dra fundamental na radicalização de si e sua música. Largou os ternos, mudou a capa de seus álbuns e contratou uma legião afinada com equipamentos elétricos: desde Chick Corea e Joe Zawinul nos teclados ao brasileiro Airto Moreira nas percussões engrossaram os discos que antes não contavam com mais do que 5, 6 pessoas no estúdio. Logo depois veio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small; font-style: italic;"&gt;In A Silent Way&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;, cheio de melodias introspectivas conversando com sintetizadores e g&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;uitarras, outro exemplo da linha tênue entre rock e jazz que Miles queria, quase um cool batizado com soul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Toda essa evolução musical, esse conceito que abrange elementos de Jimi Hendrix e James Brown ao inovador jazz pré-70 foi decisivo na hora de aceitar o convite&lt;br /&gt;
e compor para o filme de William Clayton. Seria difícil passar movimento pra tomadas de Johnson com &lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/x5nce_miles-davis-my-funny-valentine-1964_music"&gt;My Funny Valentine&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4xQE47HYbeM"&gt;Freddie Freeloader&lt;/a&gt; ao fundo.  Mesmo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small; font-style: italic;"&gt;Bitches&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small; font-style: italic;"&gt;Silent&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; não mostram o choque do drum'n'bass que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small; font-style: italic;"&gt;Tribute to...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; constrói. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Right Off&lt;/span&gt;, o andamento é mutante e acompanha o andar que cada solo sugere, o que traz à mente um entrosamento dinâmico entre batera, baixo e órgão. Com Hancock, único remanecente do quinteto pós-&lt;a href="http://www.clubedejazz.com.br/noticias/noticia.php?noticia_id=735"&gt;Kind Of Blue&lt;/a&gt;, o órgão se mistura com a simplicidade típica de Herbie e o sax soprano alterado de Steve Grossman sem confusões, um pergunta, o outro responde direto. John McLaughlin não se reserva apenas o direito de background e traz a história do rock em toda nota distorcida, dissonante ou límpida que inventa. Aqui um começo de luta é sugerida a cada instante, sem pensamentos, só pancada, só investida, sem tempo pra defesa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;A seção rítimica (a cozinha, como muitos chamam, mas ainda não me acostumei ao termo) conta com Billy Cobham e Jack DeJohnette na bateria, sem falar em Dave Holland e Michael Henderson nos baixos elétricos. Os quatro não gravaram simultaneamente as duas faixas: se o tivessem feito, o som seria imbatível. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SvI3gvFHiLI/AAAAAAAAAJQ/Bx8MJxuNg_E/s1600-h/jack%2Bjohnson%2B2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400439938703919282" src="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SvI3gvFHiLI/AAAAAAAAAJQ/Bx8MJxuNg_E/s320/jack%2Bjohnson%2B2.jpg" style="height: 320px; width: 232px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; Jack Johnson&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; A história das composições é tão improvisada quanto ao resultado: McLaughlin estava treinando alguns riifs no estúdio, quando Michael Henderson e Billy Cobham se juntaram a ele. Hancock, que estava no prédio realizando outra sessão, foi convidado pelo produtor Teo Macero e somou-se logo antes de Miles Chegar. Dizem que há trechos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sing a Single Song&lt;/span&gt;, de Sly and the Family Stone, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Right Off&lt;/span&gt;, sem contar  que a linha básica do baixo elétrico em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yesternow&lt;/span&gt; é uma variação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Say It Loud - I'm Black and I'm Proud&lt;/span&gt;, de James Brown. É complicado atestar se houve plágio, adaptação ou simples inspiração nestas músicas, mas que o conjunto deu o caldo perfeito, isso deu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;br /&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yesternow&lt;/span&gt; começa como um segundo round, com os músicos-lutadores já aquecidos e sem partir pro ataque: já sabem como o adversário (não perco a metáfora nunca!) age e vão se aproximando &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small;"&gt;de canto até o golpe certo. No meio de tudo isso, lá pelos 12 minutos, o clima muda e quase vejo uma luta de boxe em slowmotion a minha frente: o momento do derrotado chega, ele sabe que vai perder, se agarra a uma esperança que nunca chegará. Daí vêm o prazer do vencedor, a guitarra de McLaughlin ensaia uma linha de euforia junto com Miles: com segurança ele desafia a si mesmo a encontrar a brecha mais dolorosa do oponente e encontra. Mesmo assim, vencer depende de acabar com o outro, de lhe trazer humilhação em troca de glória, a confusão mental finalmente vem a tona e pede uma medida drástica: bater e ganhar. Do clímax vêm a reflexão: não sei de quem, mas a verdade aparece: o dor e o prazer vivem em paz. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Logo nos últimos quinze segundos, a famosa frase do pugilista Jack Johnson é dita pelo ator Brock Peters como um trófeu pra os que vencem e aos que sucubem, mas com diginidade:  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: small; font-weight: bold;"&gt;"I'm Jack Johnson -- heavyweight champion of the world! I'm black! They never let me forget it. I'm black all right; I'll never let them forget it."&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; Eu digo: "And why would we do that?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-7485403719485607936?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/Rkz0Z1eAoVw/miles-davis-tribute-to-jack-johnson.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SvI65LpS07I/AAAAAAAAAJg/kmxxdxuXYtM/s72-c/front.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/11/miles-davis-tribute-to-jack-johnson.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-5783109932416937688</guid><pubDate>Fri, 25 Sep 2009 04:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-20T01:18:16.840-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Melody Gardot</category><title>Melody Gardot: Jazz, clips e banheiras</title><description>&lt;div align="left"&gt;Há décadas que bandas, principalmente as de rock e pop, produzem videos curtos para ilustrar suas músicas: os hiper populares clips. Pois bem, todos já viram algum dos Rolling Stones, da Madonna e do Michael Jackson, mas quantos de jazz existem por aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o jazz surgiu antes dessa prática e sofreu muito com o crescimento frenético do rock, reggae e pop tomando os jovens ouvidos pra longe, a idéia de um gigante como Miles Davis gravando solos num praia seria surreal, mas acho que ele teria topado... Quem sabe o Coltrane dentro duma igreja ou &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ELKNyDdNCbY"&gt;Louis Armstrong num onibus&lt;/a&gt;... opa isso aconteceu! Enfim, o máximo que o jazz usufruiu disto está presente nos filmes, vários deles, onde caras como o senhor Armstrong improvisa com Paul Newman e Sidney Poitier (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hAOi6B9QfFM&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=3EB15DA0BF3361D9&amp;amp;playnext=1&amp;amp;playnext_from=PL&amp;amp;index=19"&gt;Paris Blues&lt;/a&gt;, 1961).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente convidados como adidos nestes filmes, a interação entre jazz e cinema deu certo, tanto que o pianista Duke Ellington foi convidado a compor a trilha sonora de Anatomy of a Murder (1959).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ser um espaço garatido pra arte musical, pelos menos o peso da imagem já contribui na divulgação e curiosidade que despertam no público. É raro vermos clips do gênero sendo veiculados na mídia atual, mas alguém se manisfestou: Melody Gardot. A promissora cantora norte americana de vinte e poucos anos fez um clip belíssimo pra música &lt;em&gt;Baby I'm A Fool&lt;/em&gt;, que está em seu último álbum My One and Only Thrill. Após ser lançado na Internet no site oficial da artista, Nelson Motta comentou o fenônemo Gardot em sua coluna semanal no Jornal da Globo. Ele mostrou cenas e teceu elogias à cantora e sua iniciativa, o que é muito válido para um ritmo que mal tem espaço na mídia de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir assista &lt;em&gt;Baby I'm A Fool&lt;/em&gt;, com Melody Gardot na voz, corpo e numa banheira muito...hmmm.. confortável:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-bd96c84b9dc05eb5" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;
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&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Como se fosse pouco, Gardot também lançou um pequeno clip (não no sentido clássico do termo) de outra música de My One and Only Thrill. A canção se chama Who Will Confort Me e mistura momentos de estúdio com vídeos out-of-stage de Melody. Confira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-703f738c87c5085f" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;
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&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-5783109932416937688?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><enclosure type="video/mp4" url="http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=bd96c84b9dc05eb5&amp;type=video%2Fmp4" length="0" /><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/2RTMvr5U-p0/melody-gardot-jazz-clips-e-banheiras.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/09/melody-gardot-jazz-clips-e-banheiras.html</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~5/MPJLyMLZSfU/video-play.mp4" length="0" type="video/mp4" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=703f738c87c5085f&amp;type=video%2Fmp4</feedburner:origEnclosureLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-2881600181415780784</guid><pubDate>Thu, 03 Sep 2009 02:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-11T21:58:25.177-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oscar Peterson</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jazz Station</category><title>Jazz Station - Oscar Peterson</title><description>Após meses de trabalho exaustivo e pesquisa, finalmente o Jazz Station saiu das fitas cassetes e veio para a Internet. Ninguém melhor e mais criativo do que Oscar Peterson, provavelmente o pianista com maior número de gravações (mais de 200) e um dos recordistas em tempo de carreira (67 anos, precisamente) a ser o artista representado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em 15 de Agosto de 1925, Oscar Emmanuel Peterson teve seu primeiro contato com a música através do trompete, aos 5 anos, mas, devido a tuberculose, trocou o sopro pelo teclado. Sua dedicação ao piano clássico, ensinado pelo pai e pela irmã mais velha, logo se converteu ao jazz: era só uma questão de tempo para largar o colégio e começar a tocar na noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extensa carreira (graças a Deus!) de Peterson foi fruto de técnica e uma imaginação efervescente: sua velocidade assustadora podia impressionar pela quantidade de som que produzia, mas nunca deixava de ser suave e terno em suas apresentações, sempre cheio de simplicidade ao piano e em relação ao público&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peterson reinventava suas músicas e tirava o máximo de proveito de seus improvisos, objeto de estudo e admiração de milhares de músicos, amadores ou não. Quando se apresentava ao vivo ou simplesmente fosse gravar em estúdio, sabia que a música que estivesse prestes a tocar jamais seria igual; não importava se fosse nova ou velha, cada nota soaria diferente e original. A qualidade única que emanava de todo improviso nos lembra dos trechos que o autor ignorou ao compor e o pianista se esforçava para recolocar no lugar como se fosse seu. De fato era, mas o segredo é transparecer a humildade em melhorar algo sem tirar o crédito de ninguém. Oscar Peterson podia e queria fazer assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar o podcast, clique na foto abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/129275202/319fce96/Oscar_Peterson_parte_1.html"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376968547374774258" style="width: 256px; height: 320px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sp7UZ8q4t_I/AAAAAAAAAIw/pGBbZuSDAcI/s320/179000.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;Músicas:&lt;br /&gt;It's Alright With Me&lt;br /&gt;Joy Spring&lt;br /&gt;The Shadow of Your Smile&lt;br /&gt;Sweet Georgia Brown&lt;br /&gt;Take the A Train&lt;br /&gt;The Lady Is a Tramp&lt;br /&gt;Nica's Dream&lt;br /&gt;Mirage&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-2881600181415780784?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/njdp4R0jQ2I/jazz-station-oscar-peterson.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sp7UZ8q4t_I/AAAAAAAAAIw/pGBbZuSDAcI/s72-c/179000.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/06/jazz-station-oscar-peterson.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-3138281083649418530</guid><pubDate>Fri, 21 Aug 2009 09:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-25T14:56:59.508-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jazz Station</category><title>NOVO! Estréia do Podcast Jazz Station</title><description>Caros amantes do jazz, é com imenso prazer que anuncio os novos Podcasts Jazz Station no Porão do Jazz! Após passar o ano de 2008 como apresentador/produtor do programa de mesmo nome na RadioFam (clique &lt;a href="http://www.pucrs.br/radiofam/"&gt;AQUI&lt;/a&gt; para saber mais), a criação do blog se tornou o espaço ideal pra divulgar os episódios que todas as sextas-feiras à noite iam ao ar pela frequência digital da Famecos (PUCRS). Após o longo trabalho de digitalizar, editar, limpar e remasterizar o áudio para melhor atender os padrões da Internet, lhes apresento o primeiro resultado: a rica vida e obra de Duke Ellington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em 1899, Duke revolucionou a era de ouro das big bands através duma orquestra que levava multidões ao delírio sem decepcionar os críticos mais puristas da época. Caracterizado no início como um provedor de swing perfeito para dança, Ellington também explorou as raízes da música clássica aliada ao jazz e ao gospel. Suas composições foram um marco e um manual da criatividade que floresceu a partir dos anos 20 nos trabalhos de Count Basie, Fletcher Henderson e Benny Goodman. Porém sua trajetória musical tanto como compositor quanto performer é grandiosa demais para se limitar a resumos, portanto baixe e aproveite a próxima hora ouvindo o melhor sobre o mestre Duke Ellington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Pra baixar o episódio, clique na imagem abaixo.&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/202801299/92f9ab34/JAZZ_STATION_-_DUKE_ELLINGTON.html"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372354513013587186" style="width: 262px; height: 320px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/So5v9zOkPPI/AAAAAAAAAIo/oHUDiM1uNaU/s320/duke.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;Grande abraço e até a próxima!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-3138281083649418530?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/jPAgn_v9oBk/novo-estreia-do-podcast-jazz-station.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/So5v9zOkPPI/AAAAAAAAAIo/oHUDiM1uNaU/s72-c/duke.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/08/novo-estreia-do-podcast-jazz-station.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-6482955688271742173</guid><pubDate>Tue, 28 Jul 2009 22:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-25T16:53:07.381-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bill Evans</category><title>Bill Evans - Conversations With Myself</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S130GFZsikI/AAAAAAAAAKs/gEqLKdAKLLo/s1600-h/2552726216_f6ae965750.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 314px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S130GFZsikI/AAAAAAAAAKs/gEqLKdAKLLo/s320/2552726216_f6ae965750.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430765111045032514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diante de uma discografia tão ampla quanto a de Bill Evans, um ouvinte recente poderia ficar perdido com tamanha variedade de álbuns e releituras de suas próprias composições à disposição. Muitas vezes também me surpreendi pensando: "Sim, quero ouví-lo, mas o que?" Com pelo menos um piano em todos os seus trabalhos, Evans variou desde o trios (dezenas deles) até parcerias com guitarristas e flautistas. Porém, o que há de mais surpreendente é a coragem de se contrapor musicalmente sobre si mesmo, ou seja, criar sobre sua criação. Tal idéia é tão nova num cenário onde clássicos são reinventados a todo tempo e composições inéditas demoram a se fixar que Evans inovou com o bobo de tão simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o mote pra idéia geral de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conversations With Myself&lt;/span&gt; (Verve, 1963). A técnica básica aplicada nesse trabalho é o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Overdubbing"&gt;overdub&lt;/a&gt;, um recurso que consiste em adicionar um som complementar a um registro já existente. Muito utilizado desde que foi inventado no começo dos anos 60, foi explorado por Evans ao tentar "lapidar" uma série de composições e introduzir mais passagens, já que o teclado tem limites, assim como os dedos. Num primeiro momento, Evans gravava a melodia do mesmo modo que faria numa versão solo. Logo após esta etapa, com a devida sincronização da melodia nos fones de ouvido, ele adicionava novos acordes, solos e introduções, sempre em contraponto. Ao tocar os dois tapes ao mesmo tempo, escutamos dois pianos se unindo, a fusão de quatro mãos sob o controle de uma cabeça. Por causa do perfeccionismo de Evans, mais uma terceira camada era somada ao produto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, além de um trio de pianos interdependentes, o álbum confere a ebulição criativa de Evans um patamar quase obssessivo no acréscimo incessante de som. Depois de ficar janeiro e fevereiro de 1963 inteiros maturando o álbum, Evans ganhou um Grammy em 1964, porém não ficou totalmente satisfeito com o resultado. O reconhecimento pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conversations...&lt;/span&gt; reabriu sua carreira de músico viajante, benvinda após a reclusão que veio com a morte de &lt;a href="http://www.metacafe.com/watch/1670326/bill_evans_sunday_at_the_villlage_vanguard/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scott LaFaro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, seu baixista num acidente de carro dois anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única faixa que não apresenta três pianos é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blue Monk&lt;/span&gt;, com apenas um overdub. Junto desta, Bill gravou outras duas composições de Monk (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;'Round Midnight e Bemsha Swing&lt;/span&gt;). Uma curiosidade: a música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;N. Y. C.'s No Lark&lt;/span&gt; é um anagrama com o nome &lt;a href="http://hardbop.tripod.com/clark.html"&gt;Sonny Clark&lt;/a&gt;, amigo de Evans e aclamado pianista de hardbop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S13zmlTtU1I/AAAAAAAAAKk/VRhMqOxdqMI/s1600-h/bill-evans4.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S13zmlTtU1I/AAAAAAAAAKk/VRhMqOxdqMI/s320/bill-evans4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430764569854038866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bill Evans transcreve suas idéias para o papel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Na minha opinião, as faixas de maior importância e onde mais se vê a fusão das camadas superpostas com melhor qualidade são &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Spartacus Love Them&lt;/span&gt;e e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hey, There&lt;/span&gt;. Com estas duas, o álbum todo ganha força sem ser complexo. Cada trecho é respeitado e não há desrespeito à leveza das melodias. Se percebe a presença de muitos sons nelas, porém a elasticidade e a facilidade de assimilá-las destoa do resto da música, como em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stella By Starlight&lt;/span&gt;. Não é um defeito e sim um pedação perdido no gosto do bolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é de se esperar, as construções de Evans seguem o padrão do jazz modal: fazer o máximo com o mínimo; pegar uma escala e improvisá-la a exaustão, mantê-la o mais próximo possível dela mesma (basicamente falando). Ao piano, essa possibilidade se engloba de acordo com cada oitava que entra na música. É fácil tocar uma frase em diferentes agudos ou graves e ainda parecer inovador num espaço limitado e, principalmente onde se espera ser compacto. As inserções de Bill trabalham as nuances nessas fases alternadas sem soar redundante, aproveitando todo segundo de silêncio como deixa pra mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia dito antes que o perfeccionismo levou Evans  ao máximo de elaboração sobre este álbum e não é difícil notar que toda música incluída nele não foi acidente.  Os ritmos construídos em cima de contrapontos excêntricos aqui muitas vezes são linhas de experimentação, algo que vão alcançar mais elegância em &lt;a href="http://www.lala.com/#album/432627039268995090/Bill_Evans/Further_Conversations_With_Myself"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Further Conversations With Myself&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, em 1967. Claro, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Further...&lt;/span&gt; é mais limpo se comparado ao exemplo anterior, mais seguro. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conversations...&lt;/span&gt; se tornou um ícone, primeiramente, pela inovação que foi pra época um artista de jazz se analisar tão metodicamentea ponto da perfeição parecer algo atingível. Em segundo, por ser um amadurecimento no caminho de Bill, um novo passeio além dos trios e quintetos até então. Com certeza ele evoluiu a ponto de reforçar sua imagem de solista e não somente como sideman ou centro baixo-piano-bateria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álbuns assim merecem um lugar no alto da estante como objeto a ser entendido. A face de sagrado, como tantos álbuns de jazz ganham, me parece boa para divulgá-lo e reconhecer sua estatura, porém o apreço pelo seu conteúdo deve ser de algo íntimo, uma posição que fica entre o corpo e a mente, no meio da garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixas:&lt;br /&gt;1 - 'Round Midnight (Thelonious Monk, Cootie Williams)&lt;br /&gt;2 - How About You? (Burton Lane, Ralph Freed)&lt;br /&gt;3 - Spartacus Love Theme (Alex North)&lt;br /&gt;4 - Blue Monk (Thelonious Monk)&lt;br /&gt;5 - Stella By Starlight (Victor Young, Ned washington)&lt;br /&gt;6 - Hey, There (Richard Adler, Jerry Ross)&lt;br /&gt;7 - N. Y. C.'s No Lark (Bill Evans)&lt;br /&gt;8 - Just You, Just Me (Jesse Greer, Raymond Klages)&lt;br /&gt;9 - Bemsha Swing (Denzil Best, Thelonious Monk)&lt;br /&gt;10 - A Sleepin' Bee ( Harold Arlen, Truman Capote)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir mais sobre a vida e obra de Bill Evans,  clique &lt;a href="http://poraodojazz.blogspot.com/2010/01/jazz-station-bill-evans.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e escute o podcast do Porão do Jazz dedicado a ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-6482955688271742173?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/PLfLxIgV5fA/bill-evans-conversations-with-myself.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/S130GFZsikI/AAAAAAAAAKs/gEqLKdAKLLo/s72-c/2552726216_f6ae965750.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/07/bill-evans-conversations-with-myself.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-5344699980833148579</guid><pubDate>Sun, 07 Jun 2009 17:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-18T23:11:55.516-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Nat King Cole</category><title>Nat King Cole RE: GENERATIONS</title><description>Há alguns meses que venho me aproximando com cuidado e ressalvas nas fusões de jazz com reggae, rock e música eletrônica. Apesar de admirar a criatividade de quem produz tal som e gostar do resultado, ainda piso em ovos no campo do nu-jazz, trip hop e acid jazz. Porém uma simples olhada na vitrine duma livraria-video-revistaria-café, vi um CD que prometia coisa boa logo no design gráfico: era o Nat King Cole RE:GENERATIONS. Vocês não imaginam a música que ele contêm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da idéia de remixar alguns clásicos do cantor Nat King Cole (1919-1965), vários produtores foram convidados a trabalhar em cima de fonogramas, alguns com mais 60 anos(&lt;em&gt;Nature Boy&lt;/em&gt;, gravação de 1948), e adicionar elementos eletrônicos às consagradas linhas melódicas de Nat. Ao que percebi, as únicas exigências eram manter o vocal e reaproveitar alguns elementos da canção original. Tirando isso, as melodias e harmonias foram reinventadas e acrescidas até o limite, o que trouxe um sabor especial às produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Si3pJ8Dc7RI/AAAAAAAAAII/_pfI9QxzXT4/s1600-h/nat-king-cole-photo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345184689707347218" style="WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Si3pJ8Dc7RI/AAAAAAAAAII/_pfI9QxzXT4/s320/nat-king-cole-photo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Nathaniel Adams Coles...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;O início do álbum nos traz um diamante relapidado. O produtor musical e músico Cee-Lo pegou &lt;em&gt;Lush Life&lt;/em&gt;, um dos maiores clássicos do jazz perfeitos na voz de Cole, e trouxe o frescor do drum'n'bass sem se sobrepor à parte sinfônica da versão original. Por ser uma canção tão milimétrica e musicalmente 'redonda', Cee-Lo se concentrou em pegar somente algumas versos e desenvolver uma melodia eletrônica com a ajuda da orquestra onde só estes trechos seriam suficientes para dar continuidade a tudo. É genial como apenas dez versos comandam 80% da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após temos uma fusão comum: pai e filha cantando juntos, mesmo que ambos não tenham tido carreiras na mesma época. A tecnologia evoluiu a ponto de poder captar a voz do pai, gravada há décadas e unir com o fraseado delicado da filha, ainda viva e atuante. A filha neste caso é a cantora Natalie Cole e o mixer é o integrante da banda Black Eyes Peas Will.i.am. O trabalho aqui foi mexer o mínimo possível na gravação do pai e apenas trazer a voz de Natalie alida à batidas pop, o que não a deixou pobre ou confusa para o ouvinte. É o passado musical da família fundido com novas cores musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversas de estúdio geralmente são cortadas na mixagem, mas tem um siginificado diferente se bem colocadas. É assim que &lt;em&gt;Day in, day out&lt;/em&gt; começa, com o técnico anunciando o take naquele tom de rádio e fala repe-pe-tida, um prelúdio do jovial brincando com o antigo. Logo em seguida que sua fala termina, uma bateria forte e incorpada começa a martelar junto de um teclado elétrico e pequenos barulhinhos estrategicamente posicionados. E o melhor: no começo e no final, quando Nat diz "&lt;em&gt;a thousand drums" &lt;/em&gt;com aquele tom de assombro, tudo pára e um gordo solo de bateria digital começa e termina, assim, no meio de tudo e dando chance àqueles ótimos esquemas pergunta-reposta, frequentes no jazz. A brincadeira com a nota final de Cole esticada e retorcida especialmente para criar um fraseado musical cai simples e pontual, e Deus sabe que não é fácil fazer aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da maioria das faixas serem ouro puro, algumas decepções não resistem a aparecer. Um exemplo está em &lt;em&gt;Walkin' my baby back home,&lt;/em&gt; remixada por The roots, onde o próprio encarregado de mexer somente na estrutura e melodia da canção também se achou no direito de colar um trecho de hip hop que não condiz com o resto da música. O último minuto e meio é de fato outra música, a voz de Cole serve apenas como &lt;em&gt;backing vocal&lt;/em&gt; pra algum outro rimar. Algo parecido acontece também em &lt;em&gt;The game of love&lt;/em&gt; (acrescido de Nas e Salaam Remi): só um trechinho pra se autopromover, nada demias.... Em &lt;em&gt;Hit that jive, Jack &lt;/em&gt;(transformada por Souldiggaz e Izza kizza), somente o refrão foi mantido, enquanto o resto da letra foi substituída por outra, bem mais cheia de malícia, sem falar nas vocalizações femininas que acabam por sublimar o escasso registro original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro pecado musical também foi cometido em &lt;em&gt;Calypso blues&lt;/em&gt; (avacalhado por Stephen e Damian Marley, descendentes de Bob Marley) : se você acha que faltou alguma coisa, por quê não incluí-la, mesmo que a canção não seja sua? Pois é, não sei qual dos dois teve a ideía de inserir um refrão numa composição que o conceito principal é não havê-lo. A versão original propõe isso: a repetição forte da melodia através de letras não declaradas, um refrão sem palavras porém cheio de notas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Si3pu2K6EhI/AAAAAAAAAIQ/sOXpk4oiZsw/s1600-h/Nat+King+Cole+-+Re+Generations-thumb-473x473.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345185323783164434" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Si3pu2K6EhI/AAAAAAAAAIQ/sOXpk4oiZsw/s320/Nat+King+Cole+-+Re+Generations-thumb-473x473.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Capa de Nat King Cole RE: GENERATIONS&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A brasileira Bebel Gilberto, filha do cantor João Gilberto, aparece e mixou a música &lt;em&gt;Brazilian love song &lt;/em&gt;em parceia de Michaelangelo L'Acqua. Ela também mexeu onde não devia, mas foi mais sutil do que os outros. Entre alguns versos ela canta a versão abrasileirada-portuguesada do refrão, ou seja, aquilo que Tom Jobim fez para o Frank Sinatra cantar a bossa-nova nos anos 60: manteve a melodia, mas mudou a letra no contexto. Bebel fez o mesmo e tomou a mudança e a intromissão dentro do ritmo, colocando dois versos que não existem, mas que combinaram com a história contada na letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre todos os remixes, &lt;em&gt;More and more of your amour&lt;/em&gt; foi a mais fiel à sua própria natureza. Embelezada por Bitter:Sweet, as mudanças de andamento foram respeitadas a ponto de cada um obter uma personalidade sua e facilmente distinguível. &lt;em&gt;El choclo&lt;/em&gt; segue junto este caminho, lembrando a onda do tango eletrônico: afinal, acordeóns e picapes combinam muito bem. Ela traz vocalizações, perguntas-repostas e lamentações bem visíveis, porém mais altas ou frias entre si, um artifício mágico pontuado pelo sofisticado espanhol de Nat. Ok, ok um refrão também foi introduzido de forma que entre no pequeno ciclo, aí pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quê, um telefonema numa música?! É, &lt;em&gt;Pick-up&lt;/em&gt; é um convite pra sacanagem com direito a cantada de homem e esculacho de mulher. De longe a combinação de Just Blaze foi a mais inteligente ao transformar uma letra pra voz única numa convincente conversa a dois. Assim, uma letra completamente masculina acaba por virar um conto de final engraçado e original. escutem e verão.... hehehehe....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já chegando no final do álbum temos o remix de &lt;em&gt;Anytime anyday anywhere&lt;/em&gt;, puxado pra balada clássica de pop e pouco contato humano. O produto da voz de Nat, límpida como água, traz a atmosfera perfeita de romance atada a tais camadas musicais pesadas e envolventes. Por mais insolúvel que a mistura pareça, o contraste entre estilos feito por Amp fiddler é difícil de assimilar na primeira vez, mas parece encontra lugar entre as faixas mais inovadoras e bem sucedidas do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Si3wIBpIRhI/AAAAAAAAAIg/buEx5EYScSM/s1600-h/king-cole-16.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345192353429210642" style="WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Si3wIBpIRhI/AAAAAAAAAIg/buEx5EYScSM/s320/king-cole-16.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;... ou Nat King Cole &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantas fusões doces, ácidas e indistringentes, &lt;em&gt;Nature Boy&lt;/em&gt; realmente deixa o ouvido perturbado. De longe uma das músicas mais conhecidas de Nat (somente compete com &lt;em&gt;Mona Lisa&lt;/em&gt;), a própria letra já sugere um clima místico, transcedental. A comunhão de graves e distorções quase irritantes na nova montagem de Tv on the radio leva a expectativa ao patamar de nirvana momentâneo, coisa de mantra mesmo que os músicos vão até a Índia aprender. O registro de Nat foi ampliado sabiamente pra dar esta sensação de epifania, mas não segue o desfecho da letra pra que o sentido da música seja revelado: é dada a todo momento e é isto que traz emoção em torno dos pequenos e gigantescos efeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como havia dito no começo, o projeto gráfico do CD é primoroso, a começar pela capa: a colagem de uma foto antiga e fundo espacial, algo que atiça a curiosidade pelas cores, as letras estilizadas e especialmente pela combinãção inusitada de elementos: Nat King Cole cantando no meio do espaço sideral? Ele está em outro mundo, em outra galáxia? Musicalmente falando, sim, e está em ótima companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra peça promocional produzida pela gravadora Concord Records foi o mural pintado na sede da empresa em Hollywood pelo artista Man One. A seguir assita o vídeo sobre a produção do mural:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-9OSAWM3SUQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=-9OSAWM3SUQ&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui uma vídeo-montagem com material promocional do álbum e trecho de Lush Life:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=P2LYvsJ69SY&amp;amp;feature=channel"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=P2LYvsJ69SY&amp;amp;feature=channel&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-5344699980833148579?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/GgFEnqs2Byg/nat-king-cole-re-generations.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Si3pJ8Dc7RI/AAAAAAAAAII/_pfI9QxzXT4/s72-c/nat-king-cole-photo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/06/nat-king-cole-re-generations.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-635456438299150021</guid><pubDate>Sun, 26 Apr 2009 19:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-18T23:13:22.898-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Terence Blanchard</category><title>Terence Blanchard - A Tale of God's Will: A Requiem For Katrina</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A inspiração é algo tão subjetivo que qualquer coisa no momento e no estado de espírito certos consegue aflorar uma idéia bacana, seja pra música, literatura ou humor. Geralmente as ‘fontes’ mais produtivas no universo musical são a mulher amada, a mulher inatingível, a alegria de estar com os amigos e até a simples arte de ter acordado inspirado. Porém este é o lado atraente de se compor. Há também as músicas reflexivas, aquelas que você compõe apenas no estado de espírito mais questionador possível, quando algo de muito bom ou muito ruim aconteceu sem sequer ter noção de como ou por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi com este pensamento que Terence Blanchard e seu quinteto começaram a escrever as primeiras notas presentes no álbum &lt;em&gt;A Tale of God’s Will: A Requiem For Katrina&lt;/em&gt; (Blue Note). Para quem não se lembra, a cidade de New Orleans foi devastada por um furacão de categoria 4 da escala Saffir-Simpson, a principal em medição de furacões (assim como terremoto é medido em escala Richter), em agosto de 2005. A destruição causada por este fenômeno foi gigantesca e a cidade sofre os efeitos disso até hoje, quatro anos depois. O nome Katrina foi dado para batizar esta terrível catástrofe que deixou mais de mil mortos e duzentas mil casas abaixo d’água. Outros estados também foram atingidos, como Flórida, Mississipi e Alabama, mas a cidade mais ferida dentre todas foi justamente a capital do jazz, o berço de mestres como Louis Armstrong.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sgsh_3w2KiI/AAAAAAAAAIA/lbNpcrnwpho/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335395564734786082" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sgsh_3w2KiI/AAAAAAAAAIA/lbNpcrnwpho/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Terence Blanchard&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por ter chego tão rápido e feito tantos estragos, a imprensa mundial cobriu extensamente a situação e lhe digo: estava bem pior do que qualquer coisa que se possa filmar ou entrevistar. Milhares de pessoas tiveram que abandonar suas casas e morar em ginásios lotados, dividir tudo que conseguiram salvar e ter a dúvida cruel de não saber se seus parentes desaparecidos estariam perdidos, talvez mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trompetista Terence Blanchard, nascido e criado em New Orleans, primeiramente foi convidado pelo diretor Spike Lee para compor a trilha sonora do documentário &lt;em&gt;When The Leeves Broke; A Requiem in Four Acts,&lt;/em&gt; um registro de quatro horas de duração sobre o caos que se instalou na cidade após o desastre natural. O resultado deste trabalho foi tão gratificante para Blanchard que o músico resolveu gravar um álbum com base nas músicas que compôs originalmente para a película. E assim o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Blanchard, porém, não seria justo que somente sua visão musical sobre a tragédia fosse exposta, tendo em vista que outros integrantes de seu quinteto também são de lá. Sendo assim, abrir espaço para as composições deles foi a maneira mais sensata de transmitir as várias perspectivas da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as colaborações estão &lt;em&gt;Mantra&lt;/em&gt;, criação do baterista Kendrick Scott como um “mantra pra curar e renovar”. O pianista Aaron Parks contribuiu com Ashe e o contrabaixista Derrick Hodge trouxe &lt;em&gt;Over There&lt;/em&gt;, composta antes do furacão, mas que coube perfeitamente no tema. Por fim, temos &lt;em&gt;In Time of Need&lt;/em&gt; pelas mãos do sax tenor Brice Winston, imaginada após se mudar de New Orleans para Tucson, no Texas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SgsgxyaVz1I/AAAAAAAAAH4/6tD-PDxfvSM/s1600-h/terence_thumb[3].jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335394223268417362" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/SgsgxyaVz1I/AAAAAAAAAH4/6tD-PDxfvSM/s320/terence_thumb%5B3%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já &lt;em&gt;Ghost of Congo Square&lt;/em&gt; é uma homenagem à rua de mesmo nome em que, nos tempos da escravidão, os rebeldes eram enforcados por sua desobediência. Após o fim do regime escravo este local se tornou ponto de encontro musical entre os descendentes africanos e sua música, sendo assim até hoje. &lt;em&gt;Levees&lt;/em&gt;, no entanto, já apresenta um tom melancólico muito bem arquitetado pela Northwest Orchestra, e que tem como missão expressar “uma velha e cansada folha lutando contra a água para não ser levada de seu galho”. Através de &lt;em&gt;Ghost of Betsy&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;The Water&lt;/em&gt;, Blanchard relembra os tempos de garoto quando o furacão Betsy inundou seu bairro em 1965. Além disso, introduziu a melodia de &lt;em&gt;Funeral Dirge&lt;/em&gt; como uma “digna lembrança pela pilha de corpos mortos naquele dia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ouvir o álbum na sequência certa é fácil perceber quase capítulos por trás de cada tema. Pense bem: comecemos com &lt;em&gt;Congo Square&lt;/em&gt;, um registro de dias difíceis em um lugar que atualmente é motivo de orgulho. Aí vêm &lt;em&gt;Leeves&lt;/em&gt;, um manifesto em nome da resistência e &lt;em&gt;Wading Through&lt;/em&gt;, outra peça única na tentativa da auto-superação. &lt;em&gt;Ashé &lt;/em&gt;e&lt;em&gt; In Time of Ne&lt;/em&gt;ed buscam a força que todos precisamos para sermos racionais nos piores momentos de crise, seguidos pelas memórias de tempos parecidos (&lt;em&gt;Ghost of Betsy &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;The Water&lt;/em&gt;) e os motivos para nos mantermos calmos diante de toda adversidade (&lt;em&gt;Mantra Intro, Mantra, Over There&lt;/em&gt;). Daqui pra frente é a hora de contar os estragos e de fato sentir as feridas, exemplo presentes em &lt;em&gt;Ghost of 1927&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Funeral Dirge&lt;/em&gt;, sendo um dos poucos alicerces nossa &lt;em&gt;Dear Mom&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como trilha sonora do filme, as idéias do grupo contribuíram no estado emocional criado na cidade, a esperança de reconstruir tudo e o medo de não fazer nada, a calamidade que a falta de um casaco ou sequer uma cama podem brotar no ser humano mais otimista, agora um pouco mais amargo. Está é a minha filosofia do que é suportar uma tragédia, algo violento, completamente devastador e muito revelador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Além disso, é o exemplo mais concreto da inspiração que a música extrai da realidade, aquilo que é impossível fingir ou sintetizar sem o impacto emocional e financeiro que bate com força e nos move como peças por nossa consicência. Sair deste estado de letargia ou indignação através da expressão individual gerlamente produz verdadeiras obras, porém essas reflexões precisam de uma ligação coma realidade que os cerca e não apenas ser um lamento: as pessoas que entrarem em contanto com estas expressões devem se influenciar, se juntar a idéia de sofrimento passado e conquistado, bastante presente neste álbum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-635456438299150021?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/q680dq2HV1w/terence-blanchard-tale-of-gods-will.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sgsh_3w2KiI/AAAAAAAAAIA/lbNpcrnwpho/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/04/terence-blanchard-tale-of-gods-will.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8465550847760166518.post-4502572472725793581</guid><pubDate>Fri, 17 Apr 2009 19:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-18T23:17:59.309-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Chick Corea</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Hiromi Uehara</category><title>Chick Corea &amp; Hiromi - Duet</title><description>&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto viajava pelos blogs e sites de jazz mundo afora ouvindo as sublimes gravações do Art Tatum pro selo Pablo nos anos 50, encontrei uma menção à Chick Corea. Admito: nunca dei muita bola pra ele, escutei alguns álbuns e foi isso, não me trouxe grandes inspirações, mas quando este nome veio acompanhado da japonesa Hiromi Uehara, a discípula oriental de Oscar Peterson e protegé de Ahmad Jamal, aí disse: “Desculpe Art, mas algo incrível está pra acontecer!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre todos os instrumentos em que o jazz se utilizar pra continuar vivo, o piano é o meu favorito. Todo pianista que cai em minhas mãos logo é escutado e admirado, de Monk à Glasper, de Tyner a Evans, com algumas ressalvas, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sea6LmLvXcI/AAAAAAAAAE4/VjdvxomtqWs/s1600-h/CoreaHiromiCover-Web.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325148317803306434" style="WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sea6LmLvXcI/AAAAAAAAAE4/VjdvxomtqWs/s320/CoreaHiromiCover-Web.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausei o som da velha guarda na emoção da chegada do novo aos meus ouvidos curiosos através de &lt;em&gt;Duet: Chick &amp;amp; Hiromi&lt;/em&gt; (Concord Records) Não estranhei a parceria, pois já tinha visto ambos tocando juntos nos anos 90, quando Hiromi ainda era uma adolescente. Fiquei bastante surpreso com a escolha do repertório e do tamanho do trabalho final: um álbum duplo! Entrou na reta desde canções-mãe da bossa nova, como &lt;em&gt;How Insensitive&lt;/em&gt; (Insensatez, de Tom Jobim) até melodias japonesas para ninar, a &lt;em&gt;Do Mo (Children’s Song #12):&lt;/em&gt; impossível sequer bocejar. Há também composições da própria Hiromi, autora de&lt;em&gt; Old Castle, by the River, in the Middle of a Forest &lt;/em&gt;e a presença refinada de Bill Evans logo na abertura com &lt;em&gt;Very Early&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A surpresa e o encanto causados pela música foi único. &lt;em&gt;Bolivar Blues&lt;/em&gt;, composta por Thelonious Monk, é levada naquele ritmo quase gago e comedido que Monk desenvolveu, porém sem parecer ingênuo. &lt;em&gt;Fool On The Hill&lt;/em&gt; possui um tom quase de acompanhamento: parece ter saído da trilha sonora de um bom filme de comédia, seguida daquelas sequências com o personagem principal e várias situações embaraçosas. Execuções mais sérias em &lt;em&gt;Place to Be&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Deja Vu&lt;/em&gt; deram o ar de compromisso com a rotina pesada que pessoas competentes exprimem em notas sem parecer fria e resplandece emoção. Já &lt;em&gt;Summertime&lt;/em&gt; foi o corpo estranho e interessante que sintetiza toda a idéia musical da gravação, aquele clássico que já foi transformado o máximo que podia, mas sempre é tentado a mudar novamente e obter um bom resultado. &lt;em&gt;You did it again, folks&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sea6bfe1yrI/AAAAAAAAAFA/jtwQp-Dv04o/s1600-h/chickhiromi_medium.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325148590882278066" style="WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sea6bfe1yrI/AAAAAAAAAFA/jtwQp-Dv04o/s320/chickhiromi_medium.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A energia que o som extremamente limpo destes dois pianos desenvolve é resultado de uma globalização musical. Uma sugestão de misturar as influências do piano oriental com as teclas ocidentais (iguais no mundo todo, só pra esclarecer) poderia ser bem exótica se fosse feito há cinqüenta anos, porém hoje é tão natural ‘músicos mundiais’ se reunirem pra repartir as mesmas ligações que, se ensaiarem demais, o produto final é redundante, sem o exotismo esperado. O caso de Hiromi e Corea foge disso justamente pela cultura do jazz norte-americano influenciar o som dos outros cantos que tem interesse no estilo: Hiromi idolatra o virtuosismo do Art Tatum, justamente por buscar uma agilidade melódica que o Tatum era exímio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação dessas mãos japonesas e norte-americanas é um contraponto exclusivo por condensar as cadências de um e não sombrear o timbre do outro. Um tema que já tocaram juntos bastante e que se repete no álbum é o &lt;em&gt;Concierto de Aranjuez&lt;/em&gt;, mais conhecido por &lt;em&gt;Spain&lt;/em&gt;, a mais emblemática do seu repertório mútuo. Aliás, ser uma peça clássica tocada por pianistas de jazz distintos faz com que cada improviso seja tocado com seu significado duplicado: a nota improvisada é uma homenagem ao clube, o compasso ensaiado ao salão de concerto. O minuto final onde a platéia segue o ritmo com palmas é o ápice de reconhecimento e identificação que tal encontro mundial-idiomático-musical proporciona, algo pra se presentear e festejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum duplo foi gravado ano passado no Blue Note Club, em Tokyo, ao decorrer de três dias regados a piano e saque, espero. Ele saiu com duas capas diferentes, como você pôde ver antes, provavelmente uma para o mercado norte-americano e a outra na Europa e Ásia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465550847760166518-4502572472725793581?l=poraodojazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/poraodojazz/~3/BYBmp9nMIDw/chick-corea-hiromi-duet.html</link><author>noreply@blogger.com (Cairo Fontana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_tpwxZuDvatE/Sea6LmLvXcI/AAAAAAAAAE4/VjdvxomtqWs/s72-c/CoreaHiromiCover-Web.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://poraodojazz.blogspot.com/2009/04/chick-corea-hiromi-duet.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

