<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>Blog do Portal do Coração</title><description>Blog oficial do Portal do Coração

Mais conteúdo sobre cardiologia e outros acesso o Portal do Coração pelo endereço www.portaldocoracao.com.br</description><managingEditor>noreply@blogger.com (Portal do Coração)</managingEditor><pubDate>Fri, 20 Sep 2024 22:20:45 -0300</pubDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">80</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/</link><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:keywords>Coração,Cardiologia,Obesidade,Emagracimento,Ataque,Cardiaco</itunes:keywords><itunes:summary>Blog oficial do Portal do Coração Mais conteúdo sobre cardiologia e outros acesso o Portal do Coração pelo endereço www.portaldocoracao.com.br</itunes:summary><itunes:subtitle>Podcast do Portal do Portal do Coração</itunes:subtitle><itunes:category text="Health"><itunes:category text="Alternative Health"/></itunes:category><itunes:owner><itunes:email>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br</itunes:email></itunes:owner><item><title>Angina do peito</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/angina-do-peito.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:48:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-5709857351610485485</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é a angina do peito ( AP ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  angina do peito ( AP ) ou  angina pectoris , é uma dor ou desconforto transitório  localizado na região anterior do tórax ,  referido como  uma sensação de pressão , aperto  ou queimação . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Causas :   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angina de peito ( AP ) ocorre quando o músculo cardíaco (  miocárdio ) ,  não recebe uma quantidade  suficiente de sangue e oxigênio. Este processo é chamado de isquemia miocárdica ou coronariana  . Esta  deficiência de oxigenação  pode ser fruto de um aumento das suas necessidades  , por uma  diminuição da oferta , ou ainda , por ambos  mecanismos . As necessidades de oxigênio do coração são determinadas pelo seu  grau de esforço, isto é, pela freqüência e a intensidade dos seus batimentos . O esforço físico e as emoções , aumentam o trabalho cardíaco e a demanda de oxigênio por parte do coração. Artérias que apresentam algum estreitamento ou obstrução , de modo que o fluxo sangüíneo para o miocárdio não pode ser aumentado para suprir uma maior necessidade de oxigênio, podem levar a crises de  AP .  A principal causa  da AP é  a doença arterial coronariana  , ou seja , a presença de placas de gordura ( ateromas )  na parede das artérias do coração   . A  AP pode ser  decorrente de outras causas ,  incluindo a cardiopatia hipertensiva ( doença cardíaca causada pela hipertensão arterial ) e  as doenças da válvulas  cardíacas  , especialmente   o   estreitamento  da  válvula aórtica ( estenose aórtica ). As   doenças do músculo cardíaco ) ou cardiomiopatias , dos tipos  dilatada e   hipertrófica ,   são outras causa de AP  e , caracterizam-se , respectivamente , por uma dilatação e um espessamento anormal do miocárdio , acarretando um  aumentando da necessidade de oxigênio por este músculo . O espasmo arterial coronariano  ( contração súbita e transitória da camada muscular da artéria coronária ) , a tortuosidade coronariana ( artérias coronárias tortas ) e a ponte intramiocárdica ( trajeto anormal da artéria coronária por dentro do músculo cardíaco , causando-lhe um estreitamento ) , também são outras  causas possíveis de  AP . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 3- Sintomas : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todos os indivíduos com isquemia miocárdica apresentam angina do peito ( AP ) . Este processo é chamado de  isquemia miocárdica silenciosa. Os pacientes costumam perceber as crises de  AP como uma pressão , aperto ou queimação , na região central do tórax . A dor também pode atingir os ombros ou irradiar-se pela face interna dos membros superiores , costas , pescoço , maxilar ou região superior do abdôme . Muitos indivíduos descrevem a sensação mais como um desconforto ou uma pressão , do que  uma dor propriamente dita . Tipicamente , a AP é desencadeada pela atividade física , dura alguns poucos minutos e desaparece com o repouso ou com o uso de nitratos ( vasodilatadores coronarianos ). A dor da AP não costuma piorar com a respiração ou movimentação do tórax. O estresse emocional também pode desencadear ou piorar as crises de AP. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Formas de apresentação :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angina do peito (  AP ) poderá ser chamada de estável , instável ou variante . A  AP estável é aquela que apresenta sempre as mesmas características , ou seja , seu fator desencadeante ,  intensidade e  duração costumam ser sempre  os mesmos . Na  AP instável, o desconforto passa a ter uma maior  freqüência , intensidade ou duração  , muitas vezes , aparecendo ao repouso . A  AP instável é uma emergência médica , pois poderá evoluir para um infarto do miocárdio ou até a morte . A AP instável geralmente é fruto da ruptura de uma placa de gordura ( acidente da placa de ateroma ) em uma artéria coronária , levando a formação imediata de um trombo que interrompe parcialmente o fluxo de sangue para uma área do miocárdio . A  AP  variante , também chamada de angina de Prinzmetal , é resultante de um espasmo da artéria coronária  . Esse tipo de AP é chamada de variante por se caracterizar pela ocorrência de dor com o indivíduo em repouso ( geralmente à noite ) , não durante o esforço e , por certas alterações eletrocardiográficas típicas . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Diagnóstico:   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diagnóstico de  angina do peito ( AP ) baseia-se na descrição dos sintomas  feita pelo  paciente. Entre as crises de  AP ou mesmo durante uma crise, o exame físico ou o eletrocardiograma , podem revelar poucas alterações ou mesmo , nenhuma . Certos exames auxiliam no diagnóstico e na estimativa da gravidade da isquemia miocárdica  , bem como a extensão da doença arterial coronariana. O teste de esforço ou ergométrico ( exame em que o paciente caminha sobre uma esteira enquanto é monitorado através de um  eletrocardiograma contínuo ) pode ajudar no diagnóstico  ,  sendo geralmente  o primeiro exame a ser solicitado  depois do eletrocardiograma    . O estudo com substâncias radioativas ( radioisótopos ) , chamado de cintilografia de perfusão miocárdica ,  pode ser combinado com o teste de esforço e , apresenta uma maior sensibilidade para detectar a presença de isquemia miocárdica   . Este exame , através de imagens tomográficas , analisa o grau de captação do radisótopo pelo músculo cardíaco  . O ecocardiograma de estresse é um exame em que são obtidas imagens do coração através de ondas de ultrassom . A imagens dos ecocardiogramas são obtidas em repouso e durante o estresse com exercício físico ou após a infusão de uma droga , chamada de  dobutamina. Quando existe isquemia, o movimento de contração do músculo cardíaco é anormal  . Na depedência do quadro clínico ou do resultado destes exames mencionados anteriormente , poderá ser necessário a realização de um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia ( exame contrastado das artérias coronárias ) . Este procedimento é mais comumente utilizado para a determinação da gravidade da doença arterial coronariana , avaliando a necessidade ou não , de algum procedimento  para melhorar o fluxo sangüíneo , ou seja , uma angioplastia coronariana  ou cirurgia de ponte de  safena.  A tomografia das artérias coronárias é um método muito promissor para demonstrar a presença e a gravidade das placas de ateromas nas artérias do coração .   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Complicações e prognóstico:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angina incapacitante , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração , insuficiência cardíaca , infarto do miocárdio e morte , poderão ocorrer nos  pacientes portadores de angina do peito ( AP ) . A  estimativa do  risco  de um paciente com  AP baseia-se nos achados clínicos e no resultado dos  exames complementares citados acima . Alguns fatores indicativos de uma pior evolução dos pacientes com AP  são : idade avançada, grande extensão da doença arterial coronariana ( comprometimeto de várias artérias por placas de ateroma ) ,  gravidade dos sintomas e , principalmente , o grau de comprometimento da força de contração do músculo cardíaco  . Quanto mais  artérias coronárias estiverem afetadas ou quanto pior for a obstrução arterial , pior é o prognóstico. No entanto, a evolução dos pacientes com AP costuma ser muito boa nos pacientes com AP estável e uma força normal contração do músculo cardíaco.   A mortalidade geral dos pacientes com AP estável é cerca de  1% ao ano , podendo chegar a mais de 3% em pacientes de alto risco . Os pacientes com angina instável são mais graves , sendo que idade maior que 75 anos , AP prolongada ( mais que 20 minutos ) , sinais de redução na força  de  contração do coração  e certas alterações eletrocardiográficas , são indicativos de maior risco para infarto do miocárdio e morte.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Tratamento : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tratamento da  angina do peito ( AP ) deverá incluir os seguintes  ítens: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento dos  fatores de risco cardiovascular  :   controlar a hipertensão arterial , as dislipidemias (anormalidades do colesterol e suas frações ) , a obesidade e  o diabete melito ,  são medidas fundamentais . Neste aspecto , as mudanças nos hábitos de vida , como uma alimentação  adequada  , prática de exercícios físicos  e a perda de peso  serão de grande valia . A  maioria dos pacientes ainda necessitará da utilização de medicamentos que combatam estes fatores de risco cardiovascular. A cessação do hábito de fumar e o controle do estresse  , também são medidas que deverão ser adotadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento dos fatores agravantes da angina do peito ( AP ): anemia , hipertensão arterial descontrolada , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração , distúrbios da tireóide e o excesso de peso, são algumas das situações que aumentam a demanda de oxigênio pelo miocárdio ,  agravando a AP. Estas condições deverão ser controladas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Medicamentos  :  betabloqueadores ( medicamentos que diminuem a freqüência do batimento cardíaco e a pressão arterial ) , os nitratos ( vasodilatadores ) , os bloqueadores dos canais de cálcio ( medicamentos que diminuem a freqüência dos batimentos cardíacos , a pressão arterial e   são vasodilatadores ) e a trimetazidina ( medicamento que melhora a oxigenação do músculo cardíaco ), diminuem os episódios de AP e podem melhorar a tolerância do paciente à realização de exercícios físicos. Drogas antiplaquetárias , como o ácido acetilsalicílico ( aspirina ) , a ticlopidina e o clopidogrel , serão prescritas para a maioria dos pacientes. As vastatinas , drogas redutoras de colesterol , deverão ser usadas por todos os pacientes com AP  quando a sua causa for a doença arterial   coronariana  ( independentemente do nível de colesterol do paciente ) . Na  AP  instável , com o paciente hospitalizado e monitorizado , serão utilizadas drogas mais potentes para combater a formação de coágulos , como as heparinas e os inibidores dos receptores IIB IIIA  das plaquetas do sangue. Nitratos e betabloqueadores poderão ser administrados de forma injetável.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Angioplastia coronariana : de acordo com o quadro clínico e os exames complementares ( eletrocardiograma , teste ergométrico , cintilografia de perfusão miocárdica ou ecocardiograma de estresse ) ,  a realização de um cateterísmo cardíaco e cineangiocoronariografia  poderá ser necessária. Após a realização deste exame e a constatação da presença de uma ou mais placas de ateroma  críticas  ( geralmente maiores que 70% ) , causadoras de isquemia coronariana , uma angioplastia coronariana poderá ser indicada . Este método de tratamento consiste na punção de uma artéria de grande calibre  ( geralmente a  artéria femoral ou radial ) , na qual será introduzidoa   um cateter com um balão na sua extremidade , direcionando-o até a artéria coronária obstruída. Em seguida, este cateter balão será insuflado sob alta pressão,  para comprimir a placa de  ateroma  contra a parede arterial  , desobstruindo a artéria. Nesta ocasião poderá ser liberada uma estrutura metálica,  chamada de stent , no local da obstrução coronariana  .   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cirurgia de ponte de safena ( revascularização miocárdica ) : nem todas as obstruções da artéria coronária podem ser submetidas à uma angioplastia coronariana devido à sua localização,  sua extensão ou  grau de calcificação. A cirurgia de ponte de safena , é altamente eficaz nos casos de AP e  doença arterial coronariana que comprometa um ou mais locais críticos das principais artérias do coração , aonde realizar uma angioplastia coronariana passa a ser perigoso ou inviável . A cirurgia pode melhorar a tolerância ao exercício, reduzir os sintomas e diminuir o número ou a dose das medicações necessárias. Nesse indivíduo, a cirurgia não emergencial apresenta um risco de morte de  3% ou menos e , uma possibilidade de uma lesão cardíaca ( por exemplo , o infarto do miocárdio ) , inferior a 5%. Com a cirurgia, cerca de 85% dos pacientes obtêm um alívio completo ou muito significativo dos sintomas de AP . O risco cirúrgico é um pouco mais elevado para os indivíduos com redução da capacidade de contração do coração , infarto do miocárdio prévio , idosos  e , em pacientes com um comprometimento mais intenso das artérias coronárias . A cirurgia de ponte de safena consiste no enxerto de veias ou artérias , desde a aorta ( a maior artéria do corpo, a qual conduz o sangue do coração ao restante do organismo ) até um ponto da artéria coronária após a obstrução , desviando o sangue  . Em geral, as veias utilizadas para o implante são retiradas do membro inferior. Quase todos os cirurgiões usam pelo menos uma artéria como enxerto. Normalmente, a artéria utilizada é a mamária interna , retirada da região inferior do esterno ( osso localizado na região central do tórax ). É raro que essas artérias apresentem doença arterial coronariana e mais de 90% delas ainda apresentam um funcionamento adequado dez anos após a cirurgia de ponte de safena. Os enxertos venosos , retirados das pernas , podem apresentar uma obstrução gradual e, após cinco anos, um terço ou mais podem apresentar uma obstrução completa. Além de aliviar os sintomas da  AP, a cirurgia de ponte de safena melhora o prognóstico de alguns indivíduos, especialmente aqueles que apresentam uma doença grave , diminuição significativa da força de contração do coração ou são diabéticos  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/arritmias-cardacas-e-distrbios-da.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:47:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-3503761853704193447</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- A atividade elétrica do coração:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração é um orgão ativado por estímulos elétricos , sendo composto por quatro câmaras , que funcionam como uma bomba propulsora de sangue . Esta bomba bate cerca de 100 mil vezes por dia , devendo ser eficaz durante toda a nossa vida. As paredes musculares de cada câmara se contraem em uma seqüência precisa , impulsionando um volume máximo de sangue com o menor consumo possível de energia . A contração das fibras musculares do coração é controlada por uma descarga elétrica que flui através de vias distintas , em uma velocidade controlada. A descarga rítmica que inicia cada batimento cardíaco , origina-se no marcapasso natural do coração , chamado de nó sinusal ou sinoatrial , situado na parede do átrio direito. A freqüência da descarga é influenciada pelos impulsos nervosos e pelos níveis de hormônios que circulam na corrente sangüínea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O sistema nervoso autônomo ( SNA ) regula a freqüência cardíaca ( FC ) , através de seus dois componentes : o sistema nervoso simpático ( SNS ) e o parassimpático ( SNPS ). O SNS aumenta a FC, enquanto o SNPS a diminui. O SNS supre o coração com uma rede de nervos, chamada de plexo simpático. O SNPS supre o coração através de um único nervo, chamado de nervo vago. A FC aumenta sob a influência dos hormônios circulantes do SNS ( adrenalina e noradrenalina ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O hormônio tireoidiano também influencia a FC. Quando há excesso deste hormônio , a FC torna-se muito elevada , no entanto , quando há deficiência do mesmo, o coração passa a bater muito lentamente. Geralmente, a FC normal em repouso é de 50 a 100 batimentos por minuto. Entretanto, FC mais baixas ( bradicardia sinusal ) podem ser normais em adultos jovens, particularmente entre aqueles que apresentam um bom condicionamento físico. Variações da FC são normais durante as atividades do dia. Certos medicamentos e substâncias , como nicotina do cigarro e o álcool , também podem influenciar a FC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- O sistema elétrico do coração :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nó sinusal ou sinoatrial inicia um impulso elétrico que flui sobre os átrios direito e esquerdo ( câmaras cardíacas superiores ), fazendo que estes se contraiam. O sangue, imediatamente será deslocado para os ventrículos ( câmaras cardíacas maiores e inferiores ) .Quando o impulso elétrico chega ao nó atrioventricular ( estação intermediária do sistema elétrico ), este impulso sofre um ligeiro retardo. Em seguida, o impulso dissemina-se ao longo do feixe de His , o qual divide-se em ramo direito ( direcionado para o ventrículo direito) , e em ramo esquerdo ( direcionado para o ventrículo esquerdo) . Este último é dividido em dois fascículos: o ântero-superior esquerdo e o póstero-inferior direito. Em seguida, o impulso atinge os ventrículos, fazendo com que estes se contraiam ( sístole ventricular ) , permitindo a saída de sangue para fora do coração. O ventrículo esquerdo ejeta o sangue para o cérebro , músculos e outros orgãos do corpo humano . O ventrículo direito ejeta o sangue exclusivamente para a circulação do pulmão , para que este sangue seja enriquecido com oxigênio . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O quê é uma arritmia cardíaca ( AC ) ?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A freqüência cardíaca ( FC ) não responde só a ação do exercício e ao estado de repouso , mas também a estímulos como a ação de medicamentos e a situações fisiológicas , como por exemplo, a dor, ansiedade ou excitação sexual ( taquicardia sinusal ). Apenas quando a FC é inadequadamente elevada ( taquiarritmia ) ou baixa ( bradiarritmia ) ou ainda , quando os impulsos elétricos são originados ou transmitidos por vias anormais , é que consideramos a presença de um ritmo anormal , chamado de arritmia cardíaca ( AC ). As AC podem ser regulares ou irregulares. As bradiarritmias são anormalidades da geração ou propagação do estímulo elétrico do coração , podendo afetar o nó sinusal ( ex : doença do nó sinusal ) ou o nó atrioventricular ( bloqueios atrioventriculares de primeiro , segundo e terceiro graus ) . Estas condições podem cursar com lentificação excessiva do batimento cardíaco , fadiga , queda de pressão , tontura , sensação de desmaio , desmaio ( síncope ) e insuficiência cardíaca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Causas: as  AC  podem ser resultado da ação de medicamentos (  anfetaminas para emagrecer , descongestionantes nasais , certos antidepressivos e broncodilatadores para a asma ) , certas substâncias ou drogas ( cafeína , nicotina , álcool e cocaína ) . Podem ainda ser resultado da descarga excessiva de adrenalina , como em situações de estresse psíquico . A influência de doenças não cardíacas sobre o coração como anemia , doenças da tireóide ( hipertireoidismo ) , supra-renal ( feocromocitoma ) ou em distúrbios do sono , como a síndrome da apnéia obstrutiva do sono , também poderão levar a presença de uma AC. Em todos estes exemplos citados , o coração poderá ser estruturalmente normal. As AC ainda podem ser fruto de anormalidades exclusivas do sistema elétrico do do coração , como por exemplo feixes elétricos anômalos ( ex : síndrome de Wolf Parkinson-White ) ou circuitos elétricos anormais ( ex: taquicardia supraventricular por reentrada do nó atrioventricular ) . Estas anormalidades elétricas poderão ser congênitas. Praticamente todas as doenças cardiológicas , como a hipertensão arterial , a doença arterial coronariana ( angina do peito e infarto do miocárdio ), as doenças das válvulas cardíacas , as doenças do músculo cardíaco ( cardiomiopatias ) , entre outras , poderão cursam com diversas modalidades de AC. Neste grupo de pacientes as AC poderão ser mais graves , principalmente se associadas a redução da força de contração do coração ( insuficiência cardíaca ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sintomas : as  AC  podem causar uma percepção anormal dos batimentos cardíacos , denominada de palpitação . Este é o principal sintoma das AC. Sua intensidade varia de pessoa a pessoa , podendo ser totalmente normal em situações fisiológicas , como o esforço físico ou excitação sexual. Alguns chegam mesmo a perceber os batimentos normais , como observamos em estados de ansiedade , como na síndrome do pânico . Freqüentemente, a percepção dos próprios batimentos cardíacos é perturbadora, mas na maioria das vezes , essa percepção não é decorrente de uma doença cardíaca subjacente. O indivíduo que apresenta um determinado tipo de AC , apresenta uma tendência a apresentá-la repetidamente. Alguns tipos de AC , apesar de causarem poucos ou nenhum sintoma, acabam gerando problemas. Outras AC nunca provocam problemas graves, mas causam sintomas desagradáveis ( AC  benigna ).Com freqüência, a natureza e a gravidade da cardiopatia subjacente são mais importantes que a própria AC. Quando as AC afetam a força de contração do coração, elas podem causar queda pressão ,  tontura , lipotímia ( sensação de desmaio ) e síncope ( desmaio ). As AC que provocam esses sintomas exigem uma ação imediata. Não raramente , as AC que aceleram ou lentificam demasiadamente o batimento cardíaco , poderão ser descobertas apenas pelos sintomas de insuficiência cardíaca ( enfraquecimento do coração ) , fruto de um funcionamento cardíaco inadequado ao longo do tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diagnóstico: em geral, a descrição dos sintomas pelo paciente pode auxiliar o médico a estabelecer um diagnóstico preliminar e determinar a gravidade da arritmia cardíaca ( AC ). As considerações mais importantes são a descrição das características dos batimentos cardíacos realizada pelo paciente, identificando se eles são rápidos ou lentos, regulares ou irregulares, breves ou prolongados , além de informações referentes a episódios de tontura, lipotímia ( sensação de desmaio ) ou desmaio.Além disso, o paciente pode relatar a ocorrência de dor torácica, dificuldade respiratória ou qualquer outra sensação concomitante. Também é importante que o médico identifique se as palpitações ocorrem em repouso ou apenas durante atividades vigorosas e , se elas iniciam e cessam de modo súbito ou gradual. Em geral, são necessários alguns exames adicionais para se determinar a natureza exata do distúrbio. A evidência de doença cardíaca ou não cardíaca , que possam cursar com AC , além da pesquisa sobre medicamentos, substâncias ou drogas que causam AC , deverá ser realizada pelo médico assistente.O eletrocardiograma  é o procedimento diagnóstico inicial para a detecção de uma AC. Esse exame fornece uma representação gráfica da AC. No entanto, o eletrocardiograma revela apenas o ritmo cardíaco durante um período muito breve e, freqüentemente, as AC são intermitentes. Por essa razão, um monitor portátil, chamado de Holter, poderá utilizado durante 24 horas, ou ainda , por um período de tempo muito maior ( detector de eventos  ). Desta forma , a chance de detectarmos uma AC aumenta significativamente. Muitas vezes , nestes exames , observamos que não há relação entre sintomas e uma verdadeira AC , ou seja , a palpitação é apenas fruto de uma percepção aumentada do batimento cardíaco. O ecocardiograma é útil para avaliar a presença de uma cardiopatia subjacente. Exames de laboratório , como a pesquisa da função tireoideana , geralmente são necessários para a melhor investigação dos quadro de uma AC. O estudo eletrofisiológico , utiliza cateteres que são introduzido através de uma veia até o coração. Este exame associa a estimulação elétrica do coração com um registro sofisticado do impulso elétrico , permitindo detectar uma AC , bem como estabelecer a sua origem. Quase todas as AC graves podem ser detectadas através dessa técnica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prognóstico: depende em parte do local de origem da  AC : no marcapasso normal do coração, nos átrios ou nos ventrículos . Em geral, as AC originadas nos ventrículos são as mais graves, apesar de muitas delas não serem prejudiciais. A maioria das AC não provoca sintomas e nem interfere na força de contração do coração e, conseqüentemente,  seus riscos são pequenos ou inexistentes. Apesar disso, as AC podem acarretar uma ansiedade considerável quando o indivíduo tem consciência de sua existência. Geralmente, a compreensão de que essas AC são inofensivas tranqüiliza suficientemente o indivíduo afetado. Muitas vezes, quando o médico muda os medicamentos, ajusta suas dosagens ou quando o paciente evita álcool ou exercícios vigorosos, as AC passam a ocorrer menos freqüentemente ou podem mesmo desaparecer. O aspecto fundamental nas AC é saber se estas são benignas ( a grande maioria ), potencialmente malignas ou malignas. Estas últimas , em geral ,apresentam correlação com a presença de uma doença cardíaca mais grave.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento: o tratamento das AC  poderá variar muito, de acordo com o quadro clínico de cada paciente. Muitas vezes a simples tranqüilização do paciente ( se necessário com o uso de medicamentos ), melhoria da qualidade do sono , suspensão de certos medicamentos , abandono do cigarro e diminuição da ingesta de cafeína e álcool , poderão ser suficientes para o controle do quadro. Doenças não cardíacas que cursam com AC , deverão ser controladas adequadamente. O uso das drogas antiarrítmicas deverá ser cauteloso , pois estas drogas podem ter efeitos colaterais , inclusive desencadeando outras formas de AC ou batimentos cardíacos excessivamente lentos. Os betabloqueadores , por apresentarem poucas restrições e efeitos colaterais, são as drogas mais usadas , mesmo em pessoas sem doença cardíaca , visando o alívio das palpitações. Alguns pacientes só conseguem retomar o ritmo cardíaco normal após um choque elétrico , processo chamado de cardioversão elétrica , mais comumente utilizado para o tratamento de uma AC chamada de fibrilação atrial. Um estudo eletrofisiológico e ablação por radiofreqüência , poderá ser capaz de destruir um feixe elétrico anormal ou outro foco causador da AC . Um marcapasso artificial, muitas vezes será indicado para o tratamento das AC que lentificam excessivamente os batimentos cardíacos ( bradiarritmias ), como o bloqueio atrioventricular total ou a doença do nó sinoatrial. O desfibrilador automático implantável  é uma modalidade de tratamento para as AC ventriculares graves e potencialmente fatais.Este aparelho consegue identificar a AC e, imediatamente , libera uma carga elétrica ( choque ) que interrompe a AC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Taquiarritmias ( arritmias que aceleram o coração ): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Extrassístoles atriais ( ESA ) ou supraventriculares  e extrassístoles juncionais ( ESJ ) :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ESA é um batimento cardíaco extra produzido pela ativação elétrica dos átrios antes de um batimento cardíaco normal. A ESJ é um batimento cardíaco extra originado no nódulo atrioventricular. Essas arritmias cardíacas ( AC )  podem ocorrer em pessoas saudáveis , em cardiopatas ou por influência externa de condições não cardíacas. Em pessoas sadias, as ESA ocorrem como batimentos adicionais e raramente produzem sintomas. Às vezes, eles são desencadeados ou piorados pelo consumo de álcool, medicamentos contra resfriado que contêm substâncias estimulantes do sistema nervoso simpático (como a efedrina) ou de medicamentos destinados ao tratamento da asma. As ESA podem ser detectadas no exame físico e confirmadas através de um eletrocardiograma . Se as ESA forem freqüentes ou produzirem palpitações intoleráveis, o médico poderá prescrever um betabloqueador com o objetivo de reduzir a freqüência cardíaca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Taquicardia atrial paroxística ( TAP ) e taquicardia paroxística supraventricular ( TPSV ) : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TAP e a TPSV são arritmias cardíacas ( AC ) com FC regular e elevada ( 160 a 200 batimentos por minuto ) que ocorrem subitamente e são originadas nos átrios ou no nódulo atriocventricular. Diversos mecanismos podem produzir a TAP e a TPSV. A FC elevada pode ser desencadeada por uma ESA , o qual envia um impulso através de uma via anormal ( via acessória ) até os ventrículos ou este impulso estimula o nódulo atrioventricular de forma inadequada e persistente ( reentrada nodal ). Em geral, o aumento da FC inicia e cessa subitamente e pode durar desde alguns minutos até muitas horas. Quase sempre, o paciente descreve esse distúrbio como uma palpitação desconfortável . Comumente, o coração é normal em outros aspectos e os episódios são mais desagradáveis do que perigosos. Freqüentemente, os episódios destas AC podem ser interrompidos através de uma das várias manobras de estimulação do nervo vago, com conseqüente diminuição da FC. Algumas dessas manobras são  : solicitar ao paciente que force como durante o ato de evacuação, provocar o reflexo do vômito ou massagear o pescoço do paciente imediatamente abaixo do ângulo da mandíbula ( massagem do seio carotídeo ). Essas manobras funcionam melhor quando realizadas logo após o início da AC. No entanto, se elas não forem eficazes, o episódio geralmente desaparece se a pessoa for dormir. O médico pode interromper imediatamente o episódio administrando uma dose intravenosa de uma droga antiarritmica. Raramente, essas drogas não surtem efeito e, nesses casos, a cardioversão elétrica ( aplicação de choque sobre o coração) poderá ser utilizada. A prevenção desse tipo de AC é mais difícil do que o tratamento, mas diversos medicamentos podem ser usados . Em casos aonde a AC é recorrente , será necessária a destruição de uma via anormal no coração através de um estudo eletrofisiológico e ablação por radiofreqüência  , procedimento que apresenta elevado índice de sucesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fibrilação atrial ( FA ) e flutter atrial ( FLA ):  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São arritmias cardíacas ( AC ) originadas nos átrios ( câmeras superiores do coração ) e que podem ser de ocorrência transitória ( paroxísticas ) ou permanentes. Durante a FA ou FLA, as contrações atriais são tão rápidas que as paredes atriais simplesmente tremulam, impedindo que o sangue seja bombeado de modo eficaz para o interior dos ventrículos. Nestas condições os ventrículos batem muito rapidamente, o que impede o seu enchimento completo. Por essa razão, o coração bombeia quantidades insuficientes de sangue, a pressão arterial cai e o indivíduo pode apresentar com o tempo um quadro de insuficiência cardíaca. A FA  e , menos comumente, o FLA , podem ocorrer sem que haja qualquer outro sinal de cardiopatia. No entanto, freqüentemente, a causa é um problema subjacente, como as doenças das válvulas do coração ( especialmente a válvula mitral ) , doença arterial coronariana, hipertensão arterial, consumo abusivo de álcool ou o excesso de hormônio tireoidiano ( hipertireoidismo ). A FA é a AC permanente mais comum no idoso. Em grande parte, os sintomas da FA ou do FLA dependem da freqüência da contração do coração. Uma freqüência de contração moderada ( inferior a 120 batimentos por minuto ), pode não produzir sintomas. Freqüências mais elevadas produzem palpitações desagradáveis ou desconforto torácico. No caso da FA, o indivíduo pode ter consciência das irregularidades do ritmo. A redução da força de contração  do coração pode produzir fraqueza , desmaio e dificuldade respiratória. Alguns indivíduos, especialmente os idosos, apresentam insuficiência cardíaca. No caso da FA, os átrios não esvaziam completamente nos ventrículos em cada batimento. No decorrer do tempo, o sangue que permanece nos átrios pode estagnar e coagular. Pode ocorrer descolamento de coágulos ( êmbolos ), os quais podem sair ao ventrículo esquerdo e penetrar na circulação sistêmica, podendo bloquear uma artéria menor ( processo de embolização ) causando , por exemplo , um derrame cerebral. O médico suspeita de uma FA ou de um FLA baseando-se nos sintomas e na ausculta cardíaca. O diagnóstico pode ser confirmado através de um simples eletrocardiograma de repouso. Os tratamentos para a FA e FLA visam restaurar o ritmo normal ( cardioversão ) , controlar a freqüência da contração cardíaca e, por último , evitar a formação de coágulos dentro dos átrios. Comumente , as contrações ventriculares em excesso podem ser diminuídas através do uso de medicamentos , usados de forma isolada ou associados. Raramente, o tratamento da causa subjacente melhora estas AC , a menos que essa causa seja o hipertireoidismo. Apesar de ocasionalmente a FA ou o FLA reverterem espontaneamente ao ritmo normal, mais comumente é necessário realizar a sua conversão química ( com medicação ) ou elétrica ( geralmente esta última é mais eficaz ). Quanto maior for o período de anormalidade do ritmo atrial ou quanto maior for a dilatação dos átrios ou mais grave a cardiopatia subjacente, menor será a probabilidade de sucesso ( especialmente após seis meses ), qualquer que seja o método utilizado. Ainda que a cardioversão seja bem sucedida , o risco de recorrência desta AC é grande, mesmo se o paciente for tratado com drogas preventivas.Se os outros tratamentos fracassarem, o nódulo atrioventricular poderá ser destruído através de um estudo eletrofisiológico e ablação por radiofreqüência via cateter. Esse procedimento interrompe a condução dos átrios em FA até os ventrículos, mas exige o implante de um marcapasso artificial permanente para que os ventrículos se contraiam. O risco de coágulos sangüíneos inicia cerca de 48 a 72 horas após o início desta AC e é maior entre os indivíduos com FA que apresentam dilatação do átrio esquerdo ou alguma doença da válvula mitral. Como qualquer indivíduo com FA apresenta um risco de vir a sofrer um derrame cerebral , é geralmente recomendada a instituição da terapia anticoagulante para evitar formação dos coágulos ( exceto se houver uma contra-indicação ) . No entanto, a terapia anticoagulante em si apresenta também o risco de sangramentos , desta forma , o médico deve avaliar os riscos e os benefícios de cada paciente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Síndrome de Wolf-Parkinson-White ( SWPW ) : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SWPW é o conjunto de sintomas decorrentes da presença de uma via acessória ( com várias localizações possíveis ) que comunica os átrios diretamente com os ventrículos , podendo levar a ocorrência de episódios de taquicardia paroxística supraventricular ( TPSV ) , com uma freqüência cardíaca ( FC ) muito elevada. Um complicação temida em portadores da SWPW é o aparecimento de fibrilação atrial ( FA ) , pois esta arritmia cardíca ( AC ) poderá transmitir impulsos elétricos excessivamente rápidos aos ventrículos , podendo precipitar uma AC potencialmente letal , a fibrilação ventricular ( FV ). Pacientes com SWPW correm um risco maior de morte súbita. Os pacientes portadores destas vias acessórias podem ser totalmente assintomáticos , no entanto, quando ocorrem as crises de taquiarritmias ( geralmente na adolescência ou em adultos jovens ), tais pacientes percebem palpitações , mal estar e tonturas , podendo inclusive ocorrer uma queda excessiva da pressão arterial , seguida de desmaio . A via acessória poderá ou não se manifestar em um eletrocardiograma de repouso ( condução anterógrada ou retrógrada da via acessória ). Durante uma taquicardia , achados eletrocardiográficos poderão sugerir como causa da AC uma via acessória , bem como a sua localização. O estudo  eletrofisiológico e ablação por radiofreqüência  via cateter , permite a cura do quadro na grande maioria das vezes. Raramente , dependendo da localização da via acessória , este procedimento  pode lesar o nódulo atrioventricular , levando a um bloqueio cardíaco e necessidade de marcapasso artificial definitivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Extrassístoles ventriculares ( ESV ) :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ESV é um batimento cardíaco extra , produzido pela ativação dos ventrículos. As ESV são muito comuns na população em geral e, muitas vezes, não indicam a presença de alteração estrutural cardíaca ( ESV benigna ). Podem ainda ser fruto de uma situação de estresse , ação de medicamentos estimulantes , substâncias ( cafeína ) e drogas (  nicotina , álcool e cocaína ). As ESV podem ser uma manifestação de uma doença não-cardíaca , como os distúrbios do sono , por exemplo. No entanto, quando elas ocorrem de forma freqüente em indivíduos com insuficiência cardíaca , estenose da válvula aórtica , doença de Chagas ( cardiopatia chagásica ) ou naqueles que já sofreram de um infarto do miocárdio, elas podem representar o início de arritmias cardíacas ( AC ) mais perigosas (  taquicardia ventricular e fibrilação ventricular ) , podendo provocar morte súbita ( ESV potencialmente maligna ou maligna ). As ESV causam pouco ou nenhum efeito sobre a função de contração do coração e, geralmente, não produzem sintomas, exceto quando são extremamente freqüentes. O principal sintoma é a percepção de um batimento forte ou de um batimento irregular , mencionado como uma "falha" . As ESV são diagnosticadas através da ausculta cardíaca , eletrocardiograma ou Holter ( monitorização eletrocardiográfica contínua ). Para o indivíduo saudável sob outros aspectos, a redução do estresse , evitar o consumo de bebidas alcoólicas e de certos medicamentos que estimulam o coração , evitam a necessidade de qualquer tratamento para tratar as ESV. Normalmente, a terapia medicamentosa é instituída somente quando os sintomas são intoleráveis ou quando o padrão das ESV indicam perigo , principalmente quando há doença cardíaca associada. Geralmente , é tentada inicialmente a administração de agentes betabloqueadores, pelo fato dos mesmos serem drogas relativamente seguras. Entretanto, muitas pessoas recusam-se a utilizar essas drogas devido a fadiga por elas provocada. O indivíduo que apresenta freqüentes ESV após um infarto do miocárdio pode reduzir o risco de morte súbita tomando betabloqueadores .As drogas antiarrítmicas podem suprimir as ESV , mas também aumentam o risco de uma AC fatal. Por essa razão, essas drogas devem ser utilizadas com muito cuidado e em pacientes selecionados, após a realização de de exames cardiológicos , como o ecocardiograma ( pode  indicar uma cardiopatia associada ) , Holter , ressonância cardíaca ou até o estudo eletrofisiológico . Todos são úteis para a avaliação dos riscos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Taquicardia ventricular ( TV ):  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TV é uma arritmia caracterizada pela presença de três ou mais ESV. Dependendo de sua duração ( 30 segundos ou mais ) ou a presença de sintomas , a TV poderá ser classificada como não sustentada ( TVNS ) ou sustentada ( TVS ) , sendo esta última a mais grave . A TV poderá ocorrer em pessoas sadias , no entanto uma doença cardíaca sempre deverá ser afastada. A TVS acarreta  uma freqüência cardíaca ( FC ) de cerca de 120 batimentos ou mais. A TVS ocorre em várias cardiopatias que lesam os ventrículos . Mais comumente, a TV ocorre semanas ou meses após um infarto do miocárdio. O indivíduo com TV quase sempre apresenta também palpitações. A TVS prolongada pode ser perigosa e, freqüentemente, exige tratamento de emergência, pois os ventrículos não conseguem encher de uma forma adequada e não conseguem bombear o sangue normalmente. A pressão arterial tende a cair e o paciente pode evoluir para uma insuficiência cardíaca. A TVS prolongada também é perigosa, uma vez que ela pode transformar-se em uma fibrilação ventricular ( AC que pode levar à uma parada cardíaca e morte ). Algumas vezes, a TV produz poucos sintomas, mesmo com freqüências cardíacas de aproximadamente 200 batimentos por minuto mas, apesar disso, ela pode ser extremamente perigosa. O diagnóstico da TV é feito com o auxílio de um eletrocardiograma .O tratamento é instituído para qualquer episódio de TVS , mesmo se o paciente for assintomático. Se os episódios acarretarem hipotensão arterial, é necessária a realização imediata de uma cardioversão elétrica . Algumas drogas antiarrítmicas injetáveis são capazes de suprimir a TVS. Poderá ser necessário a realização de um estudo eletrofisiológico  para testar drogas e, se possível , uma ablação por radiofreqüência  do foco da AC. Em casos mais graves , uma opção de tratamento é a instalação de um aparelho , denominado de desfibrilador automático implantável , capaz de perceber a arritmia e eliminá-la com um choque elétrico , evitando assim , a morte súbita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fibrilação ventricular ( FV ):  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma série descoordenada e potencialmente fatal de contrações ventriculares muito rápidas e ineficazes, produzida por múltiplos impulsos elétricos caóticos. Do ponto de vista elétrico, a FV é similar à fibrilação atrial ( FA ), apresentando, contudo, um prognóstico muito mais grave. Na FV, os ventrículos tremulam e não contraem de forma coordenada. Como o sangue não é bombeado do coração, a FV leva a uma parada cardíaca e, a não ser que seja tratada imediatamente, é fatal. A FV é o principal mecanismo que leva à uma parada cardíaca. As causas da FV são inúmeras , geralmente são fruto de uma doença cardíaca ou outra enfermidade grave . A causa mais comum é o fluxo sangüíneo inadequado ao miocárdio, devido à doença arterial coronariana ou a um infarto do miocárdio. Outras causas incluem o choque e níveis sangüíneos muito baixos de potássio ( hipocalemia ). A FV provoca a perda de consciência em questão de segundos. Se não for tratado, o indivíduo geralmente apresenta crises convulsivas e lesão cerebral irreversível após aproximadamente cinco a seis minutos, pois não há mais aporte de oxigênio ao cérebro.O médico aventa o diagnóstico de FV quando o paciente apresenta um colapso súbito. Durante o exame físico não há pulso ou batimentos cardíacos , além de que a pressão arterial não pode ser mensurada. O diagnóstico é confirmado através de um eletrocardiograma . A FV deve ser tratada como uma emergência. A ressuscitação cardiopulmonar  deve ser iniciada imediatamente, sendo se possível , seguida por uma cardioversão elétrica ( choque elétrico aplicado sobre o coração). Em seguida, são administradas drogas que ajudam a manter o ritmo cardíaco normal. Quando a FV ocorre após um infarto do miocárdio e a pessoa não está em choque ou não apresenta insuficiência cardíaca, a cardioversão elétrica imediata apresenta uma probabilidade de sucesso de 95% e o prognóstico é bom. O choque e a insuficiência cardíaca são sinais de uma lesão ventricular importante e, caso essas complicações estejam presentes, mesmo a cardioversão imediata apresentará uma probabilidade de sucesso de apenas 30% e, 70% dos sobreviventes ressuscitados acabarão falecendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Bradiarritmias ( arritmias que lentificam o coração ): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bloqueios atrioventriculares ( BAV ) :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BAV é um atraso na condução elétrica através do nódulo atrioventricular, o qual está localizado entre os átrios e os ventrículos. O BAV é classificado em primeiro, segundo ou terceiro grau ( ou BAV total ) , de acordo com grau de dificuldade do estímulo elétrico atingir os ventrículos . No BAV de primeiro grau, qualquer impulso originado nos átrios chega aos ventrículos, mas é retardado por uma fração de segundo ao atravessar o nódulo atrioventricular e , não produz nenhum sintoma. O BAV de primeiro grau é comum entre atletas bem treinados, adolescentes, adultos jovens e indivíduos com atividade vagal elevada . No entanto, ele também ocorre em casos de cardiopatia , como a moléstia reumática . Pode também ser causado por ação de drogas. O diagnóstico é estabelecido através da observação do retardo da condução revelado em um eletrocardiograma . No BAV de segundo grau , nem todo impulso originado nos átrios atinge os ventrículos . Esse bloqueio resulta em um batimento lento ou irregular , podendo ser de dois tipos distintos ( tipo I ou II ). Algumas formas de BAV de segundo grau evoluem para o BAV de terceiro grau. No bloqueio cardíaco de terceiro grau, os impulsos que normalmente originam-se nos átrios , não são transmitidos aos ventrículos e, a freqüência cardíaca ( FC ) e o ritmo cardíacos são determinados pelo nódulo atrioventricular e ou pelos próprios ventrículos. Sem a estimulação do marcapasso normal do coração ( nódulo sinoatrial ), os ventrículos batem de forma muito lenta, menos de 50 batimentos por minuto. O BAV de terceiro grau é uma arritmia cardíaca ( AC ) grave, a qual pode afetar a função de bomba do coração. É comum a ocorrência de tonturas , desmaios ( síncope) e insuficiência cardíaca súbita. Quando os ventrículos apresentam uma freqüência superior a 40 batimentos por minuto, os sintomas são menos graves, mas o paciente pode apresentar fadiga, hipotensão ortostática ( queda da pressão arterial ao colocar se na posição em pé ) e dificuldade respiratória. Como marcapasso substituto , o nódulo atrioventricular e os ventrículos não apenas são lentos mas, freqüentemente, são irregulares e pouco confiáveis. O BAV de primeiro grau não exige tratamento, mesmo quando ele é conseqüente a uma cardiopatia. Alguns casos de BAV de segundo grau podem exigir a instalação de um marcapasso artificial. Quase sempre, o BAV de terceiro grau exige a instalação de um marcapasso artificial , sendo freqüentemente permanente. Em algumas vezes, os BAV podem ser transitórios (  ação de drogas ou após um infarto do miocárdio ) quando ocorra o restabelecimento do ritmo normal . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doença do nó sinusal ( DNS ) :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DNS compreende uma ampla variedade de anormalidades funcionais do marcapasso natural do coração , o nó sinusal. Essa doença acarreta um batimento cardíaco persistentemente lento ( bradicardia sinusal ) ou um bloqueio completo entre o marcapasso e os átrios ( parada sinusal ), no qual o impulso proveniente do marcapasso natural do coração não produz contração atrial. Quando isso ocorre, um marcapasso de urgência ( chamado de escape) , entra em ação, num ponto mais baixo do sistema de condução ( no átrio ou mesmo no ventrículo) . Um tipo importante da DNS é a síndrome da bradicardia-taquicardia ( " bradi-taqui " ), na qual ritmos atriais acelerados, como a fibrilação atrial ( FA ) ou o flutter atrial ( FLA ), alternam-se com longos períodos de ritmos cardíacos lentos , associados com pausas sinusal. Todos os tipos da DNS são particularmente comuns em idosos. Muitos vezes a DNS não produz sintomas mas, geralmente, a freqüência cardíaca ( FC ) persistentemente baixa , produz fraqueza e cansaço. Caso a freqüência seja muito baixa, o paciente pode apresentar tonturas e desmaios. Muitas vezes, o indivíduo descreve as FC elevadas ( ritmos de escapes ) , como palpitações. Um pulso lento, sobretudo quando irregular ou um pulso que varia muito , sem que o indivíduo tenha realizado qualquer alteração em suas atividades, leva o médico a aventar o diagnóstico da DNS. Geralmente, anormalidades eletrocardiográficas características , principalmente as registradas ao longo de 24 horas ( Holter ) e avaliadas conjuntamente com os sintomas que acompanham o quadro , definem o diagnóstico. Geralmente, os indivíduos que apresentam sintomas da DNS são submetidos a um implante de marcapasso artificial, o qual é utilizado para aumentar a FC .Para os indivíduos que ocasionalmente apresentam freqüência cardíaca elevada, o tratamento medicamentoso com antiarrítmicos também pode ser necessário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Distúrbios da condução elétrica do coração ( DCE ): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos DCE ocorre uma lentificação ou até uma interrupção da condução do estímulo elétrico ao nível dos feixes de His ( bloqueio de ramo esquerdo ou BRE e bloqueio de ramo direito ou BRD ) ou em suas ramificações ( bloqueio divisional ântero-superior esquerdo ou BDASE e bloqueio divisional póstero-inferior esquerdo ou BDPIE ). Isoladamente , os DCE geralmente não ocasionam nenhum transtorno na força de contração do coração e, muitas vezes , ocorrem em pessoas sem evidências de doença cardíaca. No entanto , a presença de BRE costuma indicar uma cardiopatia , como a doença arterial coronariana ou as doenças do músculo cardíaco. O aparecimento de um BRD ou BRE após infarto do miocárdio , indica uma situação de maior gravidade , pois traduz uma lesão miocárdica mais extensa. Os DCE podem se apresentar de forma associada , como por exemplo , BRD e BDASE , achado típico da cardiopatia da doença de Chagas. A associação de um DCE e alguma forma de bloqueio atrioventricular ( BAV ) pode causar um transtorno significativo do estímulo elétrico ao coração , muitas vezes necessitando o implante de um marcapasso artificial . Este também poderá ser útil em pacientes com BRE e insuficiência cardíaca grave . ( terapia de ressincronização cardíaca ).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Aterosclerose</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/aterosclerose.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:45:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-8414375923509011897</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O que é a aterosclerose ( AT ) ?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aterosclerose ( AT ) é uma doença crônica  que afeta a parede das artérias e leva a formação de placas de gordura ( ateromas ), que podem comprometer o fluxo de sangue através destas artérias . A doença  pode afetar as artérias do cérebro, coração, rins e de outros órgaos vitais, assim como as artérias dos membros superiores e inferiores. Quando a AT ocorre nas artérias que suprem o cérebro ( artérias carótidas ), ela poderá provocar uma isquemia cerebral transitória ou um acidente vascular cerebral ( derrame cerebral ) . Quando a AT ocorre nas artérias que suprem o coração (artérias coronárias), ela poderá provocar angina do peito , infarto do miocárdio , insuficiência cardíaca e morte. Nos Estados Unidos e na maior parte do mundo , a AT é a principal causa de doença e morte.  Apesar dos importantes avanços da medicina , o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral são responsáveis por mais mortes que todas as demais causas combinadas. No Brasil , segundo dados recentes do DATASUS , o acidente vascular cerebral ( derrame cerebral ) é a principal causa de morte em nosso país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Fatores de risco :  &lt;br /&gt;O  surgimento e progressão  da aterosclerose ( AT )   aumenta com a presença dos fatores de risco cardiovascular.  Os principais são :  hipertensão arterial, dislipidemias ( níveis sangüíneos elevados de "colesterol ruim" ou LDL-colesterol  e níveis baixos de "colesterol bom" ou HDL-colesterol ), tabagismo ( leia as páginas sobre como parar de fumar )  , diabete melito , obesidade ( principalmente a obesidada central , ou seja , da cintura para cima  ) , sedentarismo , estresse psicossocial e o envelhecimento. O fato de ter um parente de primeiro grau que apresentou AT precoce ( parente homem com menos de 55 anos e parente mulher com menos de 65 anos  ) também é um fator de risco . Na hipercolesterolemia familiar, outra doença hereditária, níveis sangüíneos de colesterol extremamente altos estimulam a formação de ateromas nas artérias coronárias, muito mais do que nas demais artérias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Causas :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aterosclerose ( AT ) começa quando os monócitos ( um tipo de glóbulo branco de defesa ) migram da corrente sangüínea para a parede da artéria, transformando- se em células que acumulam gordura. No decorrer do tempo, esses monócitos gordurosos acumulam-se e provocam um espessamento em forma de placas no revestimento interno da artéria ( placa de ateroma ). Cada área de espessamento ( chamada placa aterosclerótica ou ateroma ) é constituída por diversos materiais como o colesterol, células musculares lisas e células do tecido conjuntivo.Os ateromas podem localizar-se em artérias de médio e grande calibre mas, geralmente, eles formam-se nos locais de ramificação das artérias, supostamente porque a turbulência do sangue , constante nessas áreas , lesa a parede arterial, tornando- a mais suscetível a formação do ateroma. As artérias afetadas por AT perdem sua elasticidade e, a medida que os ateromas crescem, tornam-se mais estreitas. Com o passar do tempo, os ateromas acumulam depósitos de cálcio e , podem tornar-se frágeis e se romper. O sangue então pode penetrar em um ateroma rompido, aumentando seu tamanho e diminuindo ainda mais a luz arterial. O ateroma roto também pode liberar seu conteúdo gorduroso, dando início a formação de um coágulo sangüíneo ( trombo ) . Este processo é conhecido como acidente da placa de ateroma. O coágulo pode diminuir ainda mais a luz da artéria ou mesmo obstruí-la, ou ele pode desprender-se e produzir uma oclusão ( embolia ) em um segmento distal da circulação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Sintomas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, a aterosclerose ( AT ) não causa sintomas até haver produzido um estreitamento importante da artéria ou até provocar uma obstrução súbita ( acidente da placa de ateroma ). Os sintomas dependem do local de desenvolvimento da AT. Por essa razão, eles podem refletir problemas no coração, no cérebro, nos membros inferiores ou em praticamente qualquer região do corpo. Quando a AT estreita uma artéria de forma considerável, as áreas do corpo por ela supridas podem não receber uma quantidade suficiente de sangue, o qual transporta oxigênio para os tecidos . Este  processo é conhecido como isquemia tecidual . Por exemplo, durante a prática de exercícios , a pessoa sente dor torácica ( angina de peito ) em decorrência da falta de oxigênio ao coração ou , ao caminhar, sente câimbras nas pernas (claudicação intermitente) decorrente da falta de oxigenação nas pernas. Em geral, esses sintomas desenvolvem-se gradualmente, conforme a AT vai evoluindo e estreitando a luz da artéria. Infelizmente quando uma obstrução ocorre de modo súbito ( acidente da placa de ateroma ) , ou seja , quando um coágulo sangüíneo surge repentinamente em uma artéria , os sintomas surgem de forma aguda. Angina do peito instável , infarto do miocárdio , isquemia cerebral transitória e o derrame cerebral são conseqüencias comuns desse processo . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Prevenção e tratamento: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar a aterosclerose ( AT ) devemos combater os fatores de risco modificáveis: dislipidemias ( anormalidades do colesterol e suas frações ) , hipertensão arterial, tabagismo, diabete melito , obesidade , sedentarismo e estresse psicossocial. Felizmente, a instituição de medidas para atingir alguns desses objetivos acaba auxiliando a atingir os outros. Por exemplo, o início de um programa de exercícios ajuda o indivíduo a perder peso, o que por sua vez auxília a reduzir o nível de colesterol , glicemia e a pressão arterial. A interrupção do tabagismo também ajuda a aumentar o nível do "colesterol bom" ( HDL-colesterol ) e o controle da pressão arterial. Além das mudanças nos hábitos de vida , para obtermos estas metas de prevenção ,  geralmente serão necessários o uso de diversos medicamentos : antihipertensivos ( para tratar hipertensão arterial ) , hipoglicemiantes orais e insulina ( para tratar o diabete melito ) , medicamentos hipolipemiantes ( drogas redutoras de colesterol , como as vastatinas ) , medicamentos para auxiliar na perda de peso e na cessação do tabagismo , medicamentos para o combate do estresse e da depressão , entre outras. As vastatinas são medicamentos que comprovadamente possuem a capacidade de regredir o processo de AT. Para os indivíduos que já apresentam um risco elevado de cardiopatia , o tabagismo é particularmente perigoso, pois o fumo diminui o nível do "colesterol bom" ( HDL-colesterol ) e aumenta o nível do "colesterol ruim" ( LDL-colesterol ).O tabagismo também eleva o nível de monóxido de carbono no sangue, o que aumenta o risco de lesões do revestimento da parede arterial e o fumo contrai as artérias já estreitadas pela AT, comprometendo ainda mais o volume de sangue que chega aos tecidos. Além disso, o fumo aumenta a tendência do sangue de coagular e, dessa forma, aumenta o risco de doença arterial periférica, doença arterial coronariana, derrame cerebral e obstrução de um enxerto arterial, após uma intervenção cirúrgica. O risco de doença arterial coronariana do tabagista está diretamente relacionado ao número de cigarros fumados diariamente. Os indivíduos que deixam de fumar apresentam uma redução de 50% do risco em 2 anos em comparação aquelas pessoas que continuam a fazê-lo, independentemente do período de tempo que eles fumaram. O abandono do tabagismo também diminui o risco de morte após uma cirurgia de revascularização miocárdica (  cirurgia de ponte de safena  ) ou após um infarto do miocárdio. Além disso, o abandono do tabagismo diminui a incidência da doença e o risco de morte em indivíduos com AT em artérias distintas daquelas que suprem o coração e o cérebro. Em resumo, o melhor tratamento para a AT é a prevenção. Quando a AT torna-se suficientemente grave a ponto de causar complicações, o médico deverá tratar as complicações : angina do peito , infarto do miocárdio , insuficiência cardíaca, insuficiência renal, acidente vascular cerebral , obstrução de artérias periféricas , entre outras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Dislipidemias ( anormalidades do colesterol e suas frações )</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/dislipidemias-anormalidades-do.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:44:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-3308135638981215556</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O  quê são as dislipidemias? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gorduras, também denominadas de ácidos graxos ou lipídeos, são substâncias que funcionam como fonte de energia  para  os processos metabólicos do organismo . As dislipidemias são anormalidades na concentração das gorduras circulantes no sangue ,  fato que predispõem os indivíduos ao aparecimento da aterosclerose  ( depósitos de placas de gordura ou ateromas , na parede das artérias ). A aterosclerose e suas conseqüências , são a principal causa de morte no Brasil. As gorduras são obtidas dos alimentos ( 30% ) ou são formadas em nosso corpo ( 70% ) , principalmente no fígado , podendo ser armazenadas nas células gordurosas ( adiposas ) para um uso futuro. As células adiposas isolam o corpo contra o frio e ajudam a protegê-lo contra traumas. As gorduras , são componentes essenciais das membranas das células, das bainhas de mielina que envolvem as células nervosas e da bile. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- O quê é o colesterol ? quais são as frações do colesterol ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas principais gorduras presentes no sangue são o colesterol e os triglicerídeos. As gorduras ligam-se a determinadas proteínas para deslocar-se no sangue. As gorduras e as proteínas combinadas são denominadas de lipoproteínas. As principais lipoproteínas são os quilomícrons, as lipoproteínas de densidade muito baixa ( very low density lipoprotein ou VLDL-colesterol ), as lipoproteínas de baixa densidade ( low density lipoprotein ou LDL-colesterol , chamado de "colesterol ruim") e as lipoproteínas de alta densidade ( high density lipoprotein ou HDL-colesterol , chamado de "colesterol bom"). Cada tipo de lipoproteína serve para um propósito diferente e é metabolizada e eliminada de uma forma distinta. O colesterol total e as suas frações podem ser agrupados através da fórmula de Friedewald ( válida apenas para valores de triglicerídeos abaixo de 400mg/dl ) :       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colesterol total = LDL-C + ( Triglicerídeos dividido por 5 + HDL-C ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Valores de referência :  normalizar o nível do  LDL-C é o objetivo primário do tratamento das dislipidemias  . O valor ideal do LDL-C , varia de acordo com o perfil do risco cardiovascular do paciente ( para avaliar o seu perfil de risco e os valores ideais das gorduras do sangue , leia a página sobre cálculo do risco cardiovascular ) . Os pacientes podem ser classificados como sendo de baixo risco  , risco intermediário , alto risco  e muito alto risco . Abaixo estão relacionados os valores ideais do colesterol  , de acordo com o perfil de risco cardiovascular do paciente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Baixo risco :  CT  menos que 200mg/dl   , HDL-C mais que 40mg/dl em homens ou 50mg/dl em mulheres  , LDL-C  menos que 160mg/dl  e triglicerídeos   menos que 150mg/dl . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Risco intermediário : CT menos que 200mg/dl , HDL-C  mais que 40mg/dl em homens ou 50mg/dl em mulheres  , LDL-C  menos que 130mg/dl e  triglicerídeos menos que 150mg/dl. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Alto risco:  CT menos que 200mg/dl ,HDL-C mais que 40mg/dl em homens ou 50mg/dl em mulheres ou diabéticos , LDL-C menos 100mg/dl ( ou menos que 70mg/dl , opcionalmente )  e triglicerídeos menos que 150mg/dl. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Muito alto risco  : CT menos que 200mg/dl  , HDL-C mais que 40mg/dl em homens ou 50mg/dl em mulheres ou diabéticos , LDL-C menos que  70mg% e triglicerideos menos que 150mg%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Causas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dislipidemias podem ser primárias ( sem uma causa aparente ) ou secundárias ( com uma causa aparente ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dislipidemias primárias: são aquelas que têm origem genética , no entanto , fatores relacionados aos hábitos de vida como o sedentarismo e a dieta , podem funcionar como fatores desencadeantes para o seu aparecimento. Existem casos de dislipidemia genética grave , com níveis muito elevados de colesterol total e morte cardiovascular em idade precoce. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dislipidemias secundárias: podem ser originadas a partir de doenças (  diabete melito, obesidade, hipotireoidismo, insuficiência renal , síndrome nefrótica , doenças das vias biliares , síndrome de Cushing , anorexia nervosa e bulimia ) , associadas ao uso de medicamentos ( diuréticos em altas doses , betabloqueadores , medicamentos para tratamento da acne, terapia de reposição homonal , anticoncepcional oral , corticoesteróides  e ciclosporina ) ou por hábitos de vida inadequados ( alcoolismo e tabagismo ). As dislipidemias  com triglicerídeos alto e /ou HDL-C baixo , costumam fazer parte do quadro clínico da  síndrome metabólica.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Diagnóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dislipidemias são basicamente um entidade laboratorial, por isso , a dosagem do colesterol total e  suas frações  é o elemento básico para o seu diagnóstico. Raramente , as dislipidemias podem causar alterações na pele , como os xantelasmas e os  xantomas . Um fato muito comum , é a descoberta de uma dislipidemia  apenas quando  as manifestações clínicas da aterosclerose já se fazem presentes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cuidados para a coleta de sangue ( segundo a V diretriz brasileira de dislipidemia e aterosclerose  da Sociedade Brasileira de Cardiologia ) : evitar a coleta de sangue nos primeiros  2 meses após uma doença aguda clínica ( ex : pneumonia ) ou cirúrgica ( ex : apendicite aguda ) ;  manter uma dieta e peso habituais por duas semanas antes do exame ; evitar a ingesta de bebida alcóolica 72 horas antes  da coleta ;  evitar exercícios físicos intensos nas 24 horas antes da coleta ; jejum de 12 à 14 horas ( a coleta com períodos de jejum menores ou maiores podem alterar os resultados  ) ; coletar o sangue na posição sentada após 10 a 15 minutos ( evitar permanecer deitado e sentar na hora da coleta de sangue ) ; manter o torniquete no braço ( elástico que aperta o braço para tornar as veias mais salientes )  por um tempo inferior a 1 minuto ; coletar sangue preferencialmente no mesmo laboratório. Váriações de valores , inerentes ao método de análise , são normais ( 10% para o colesterol total , LDL-C e HDL-C  , podendo chegar até a 25%  para o valor dos triglicerídeos ) , Durante a gestação , a partir do segundo semestre , mas principalmente após o terceiro semestre , poderá ocorrer uma elevação do colesterol total , LDL-C e  triglicerídeos ( estes valores costumam voltar ao padrão normal cerca de 10 semanas após o parto ) .    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-Conseqüências: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentrações anormais das gorduras circulantes na corrente sangüínea , podem acarretar problemas a longo prazo.  O colesterol transportado pela LDL-C  ( "colesterol ruim" ) aumenta o risco das doenças cardiovasculares , pois deposita-se no interior das artérias. O colesterol transportado pela HDL-C ( "colesterol bom" ) diminui este risco, sendo benéfico. O HDL-C atua no "ciclo reverso do colesterol ", ou seja, retira a gordura das artérias, transportando-as até o fígado, para que possam ser eliminadas. As dislipidemias são um dos principais  fatores de risco cardiovascular.  O risco de aterosclerose e , conseqüentemente , de  doença arterial coronariana , doença aterial periférica ou ainda, de doença das carótidas , aumenta na presença das dislipidemias .Angina do peito , infarto do miocárdio , claudicação nos membros inferiores  e   acidente vascular cerebral ( derrame cerebral )  , são algumas das manifestações clínicas   em portadores de dislipidemias  e aterosclerose   . O excesso de triglicerídeos , é um indicador de risco cardiovascular aumentando , no entanto, sua maior implicação a curto prazo é o risco de pancreatite aguda, principalmente quando os níveis de trilglicerídeos são superiores a 1000mg%. A pancreatite aguda caracteriza-se pelo aparecimento de dor abdominal intensa na região superior do abdomen , sendo que este quadro clínico pode ser recorrente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-Tratamento:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tratamento das dislipidemias pode ser dividido em não-medicamentoso e medicamentoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tratamento não-medicamentoso: basicamente são mudanças nos hábitos de vida. Neste aspecto , é essencial perder peso ( leia as páginas sobre obesidade e emagrecimento ) , parar de fumar ( leia as páginas sobre como parar de fumar ) , praticar exercícios físicos regularmente, ingerir bebidas alcoólicas com moderação e melhorar  seus hábitos alimentares . Infelizmernte a redução do colesterol com a mudança dos hábitos alimentares, costuma ser discreta ( 5 a 15% ) , no entanto , quando acompanhada de expressiva perda de peso e exercícios físicos , essa redução pode ser bem mais significativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Em linhas gerais , podemos dizer que a dieta do indivíduo com colesterol total ou LDL-C elevados deve ser a seguinte: os carboidratos ( simples e complexos ) deverão ser responsáveis por  50 a 60% do aporte total de calorias , as proteínas devem participar com cerca de 15% do aporte de calorias , as gorduras   com  25 a 35% do aporte de calorias  ( deve haver um predomínio na ingesta de gorduras insaturadas , sendo que as saturadas devem contribuir com menos de 7% do total de calorias ) , restringir os alimentos ricos em colesterol ( menos de 200 mg/dia ) , restringir as gorduras trans ( este tipo de gordura não deve contribuir com mais de 1% do aporte de calorias ) e a ingesta de fibras deve ser  pelo menos 20 a 30 gramas ao dia ( leia as páginas sobre alimentos funcionais em cardiologia e nutrição e dislipidemias I  ). A quantidade diária de calorias deverá ser aquela que ajude o indivíduo a atingir seu peso ideal ( índice de massa corporal inferior a 25 kg/m2 ) . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Nas dislipidemias com elevação dos triglicerídeos , não basta apenas restringir as gorduras . Nestes casos, o paciente deverá evitar ou doces e diminuir a ingesta de massas e pães ( leia a página sobre nutrição e dislipidemias II ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Nos pacientes com HDL-C baixo , a medida mais importante é a prática regular de exercícios físicos. Peder peso , parar de fumar e evitar o excesso de bebidas alcóolicas também são recomendados ( leia as páginas sobre obesidade e emagrecimento e como parar de fumar ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Nas dislipidemias associadas ao uso de medicamentos, a suspensão destes , quando possível , pode reverter ou melhorar o quadro. Nas dislipidemias causadas por outras doenças , principalmente diabete melito e hipotireoidismo , o controle destas enfermidades é fundamental para o sucesso do tratamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento medicamentoso: atualmente existem diversos medicamentos empregados no tratamento das dilsipidemias , os quais , são usados isolados ou em associação. Geralmente estas medicações deverão ser de uso contínuo e indefinido , pois apenas ajudam a corrigir o distúrbio do metabolismo , não levando a uma verdadeira cura. Uma vez descontinuadas , as alterações das gorduras do sangue deverão retornar ao longo do tempo . As vastatinas são as drogas mais usadas e , apresentam um efeito predominante no LDL-C ( proporcionam reduções de 18 a 60% ) , elevando também o HDL-C ( 5 a 15% ) e reduzindo , de forma discreta , os triglicerídeos ( 7 a 30% ).  Os fibratos  são usados isoladamente naqueles indivíduos com predomínio de triglicerídeos elevados ( quando acima de 500mg/dl seu uso deverá iniciado imediatamente ) , com ou sem HDL-C baixo. Os fibratos reduzem os triglicerídeos em 30 até 60%  ( pacientes com valores mais elevados apresentam reduções mais expressivas ) .Outras drogas utilizadas em associação ou isoladas são a ezetimiba , os sequestrantes de sais biliares , o  ácido nicotínico e os ácidos graxos omega 3  (  estes últimos reduzem os níveis de triglicerídeos ).  Algumas destas drogas exigem uma monitorização periódica da função hepática e das enzimas musculares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Doença arterial coronariana</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/doena-arterial-coronariana.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:43:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-8278369347094701812</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é a doença arterial coronariana ( DAC ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração é uma bomba que propulsiona o sangue constantemente em direção a circulação do cérebro , pulmões e do restante do corpo. Este orgão incansável , bate mais de 100 mil vezes por dia . Para exercer essa função , o músculo cardíaco ( miocárdio ) , necessita de um suprimento adequado e contínuo de sangue , rico em oxigênio e nutrientes . A deoença arterial coronariana ( DAC ) , caracteriza-se por depósitos placas de gordura  na parede de uma ou mais artérias coronárias ( artérias que suprem o miocárdio com sangue  ). Estes depósitos de gordura , chamados de ateromas  , ao se desenvolverem , obstruem o fluxo de sangue até o miocárdio. Esse processo gradual de formação de placas de ateroma , é conhecido como aterosclerose , atingindo não só as artérias coronárias , mas também outras artérias do organismo .Com o crescimento progressivo dos ateromas , estes podem levar a um prejuízo do fluxo de sangue até o miocárdio , processo chamado de isquemia miocárdica crônica . O sofrimento do músculo cardíaco devido ao processo de aterosclerose é conhecido como cardiopatia isquêmica , a qual pode levar com o tempo a uma dilatação e enfraquecimento do coração ( cardiomiopatia dilatada isquêmica ). Outra complicação grave da aterosclerose , é a ruptura da placa de ateroma , liberando fragmentos que caem na corrente sangüínea , podendo levar a formação de coágulos sangüíneos sobre sua superfície ( trombose ) , obstruindo a luz da artéria de forma abrupta e intensa .Este processo é chamado de acidente da placa de ateroma. Neta situação , ocorre um prejuízo significativo do fluxo de sangue ( isquemia miocárdica  aguda ) , podendo levar a um quadro de angina do peito instável ou infarto do miocárdio, sendo ambos , potencialmente fatais. A DAC é a principal causa de morte em todo o mundo e, afeta indivíduos de todas as raças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Causas :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença arterial coronariana ( DAC ) é uma conseqüência direta da aterosclerose nas artérias coronárias . Logo , o seu aparecimento associa-se com a presença de fatores de risco cardiovascular . Este processo inicia quando os monócitos ( um tipo de glóbulo brando de defesa ) migram da corrente sangüínea para a parede arterial e transformam-se em células que acumulam material gorduroso. No decorrer do tempo, ocorre a formação de um espessamento irregular ( placa de ateroma ) no revestimento interno da artéria. Esta placa de ateroma apresenta diversos estágios , classificados de acordo com sua forma , tamanho e presença ou ausência, de um acidente da placa de ateroma  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fatores de risco para aterosclerose (  fatores de risco cardiovascular ) : o risco de ocorrer aterosclerose aumenta com a hipertensão arterial, níveis sangüíneos elevados de "colesterol ruim" ( LDL-colesterol ) , níveis baixos de "colesterol bom" ( HDL-colesterol ), tabagismo, diabete melito , obesidade ( principalmente da cintura para cima ou abdominal ) , sedentarismo , estresse psícossocial e o  envelhecimento. O fato de se ter um parente de primeiro grau que apresentou aterosclerose ainda jovem ( parente homem com menos de 55 anos e parente mulhere com menos de 65 anos ) também é um fator de risco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Formas de apresentação : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manifestações da doença arterial coronariana ( DAC ) podem ser resultado da isquemia miocárdica em sua forma crônica ou aguda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isquemia miocárdica crônica : leva a cardiopatia isquêmica , podendo evoluir para uma dilatação cardíaca ( cardiomiopatia dilatada isquêmica ). As principais manifestações clínicas  da isquemia miocárdica crônica são a angina do peito estável  ,  insuficiência cardíaca e morte súbita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isquemia miocárdica aguda ou acidente da placa de ateroma  : suas principais manifestações são a  angina do peito  instável , infarto do miocárdio  ( com suas possíveis complicações ) , insuficiência cardíaca aguda ( ou piora aguda de uma insuficiência cardíaca crônica )   e  a morte súbita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outras apresentações: arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração  , além das doenças das válvulas cardíacas , principalmente a insuficiência mitral , poderão surgir em ambas as formas de isquemia miocárdica , crônica ou aguda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Prevenção : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prevenção da doença arterial coronariana ( DAC ) poderá ser dividida em prevenção primária ou secundária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prevenção primária : são medidas de prevenção adotadas em pacientes sem manifestações de DAC ou de aterosclerose em outras artérias do organismo . Para evitar o desenvolvimento do processo de aterosclerose , devemos primeiramente combater os fatores de risco cardiovascular que são modificáveis : dislipidemias ( anormalidades do colesterol e  suas frações ) , hipertensão arterial, tabagismo, diabete melito , obesidade , sedentarismo e estresse psicossocial. Felizmente, a instituição de medidas para atingir alguns desses objetivos acaba auxiliando a atingir os outros. Por exemplo, o início de um programa de exercícios físicos ajuda o indivíduo a perder peso, o que por sua vez auxilia a reduzir o nível de colesterol , glicemia ( açúcar no sangue ) e a pressão arterial. A interrupção do tabagismo também ajuda a aumentar o nível do "colesterol bom" ( HDL-colesterol ) e o controle da pressão arterial. Além das mudanças de hábitos de vida , para obtermos estas metas de prevenção primária , poderão ainda ser necessários uso de medicamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prevenção secundária : são medidas de prevenção adotadas em pacientes com manifestações de DAC ( seja através de um exame complementar ou por manifestações clínicas acima descritas ) ou naqueles com evidências de aterosclerose em outras artérias do organismo. As medidas mencionadas acima , a nível de prevenção primária , também deverão ser adotadas por estes pacientes. Como este grupo de pacientes é de maior risco ( pois já existem manifestações de aterosclerose ) , as metas de prevenção cardiovascular serão mais rigorosas  . Certos medicamentos , como as estatinas ( redutores de colesterol ) , inibidores da enzima de conversão da angiotensina ( diminuem a pressão arterial, além de apresentarem outras propriedades de proteção cardíaca ), betabloqueadores ( diminuem a pressão arterial e a freqüência cardíaca ) e , os antiplaquetários ( inibem a agregação das plaquetas , "afinando" o sangue ) como o ácido acetilsalicílico ( aspirina ) , ticlopidina ou clopidogrel , deverão ser prescritos para a maioria dos pacientes de prevenção secundária. Ainda neste grupo de pacientes , a reabilitação cardíaca e metabólica , através de um programa exercícios físicos e melhora do padrão alimentar , será de fundamental importância . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Tratamento : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de adotar as medidas de prevenção secundária , o tratamento da doença arterial coronariana ( DAC ) será individualizado , de acordo com as manifestações clínicas ( crônicas ou agudas ) e gravidade de cada paciente. O uso de medicamentos ,  angioplastia coronariana,  cirurgia de ponte de safena , entre outras opções de tratamento , poderão ser necessários para o tratamento destes pacientes .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Doença arterial periférica</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/doena-arterial-perifrica.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:42:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-6821806736419144301</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é a doença arterial  periférica ( DAP ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  doença arterial periférica ( DAP ) caracteriza-se pela presença de aterosclerose ( desenvolvimento de placas de gordura ou  ateroma )  na artéria aorta  e em seus ramos principais  , além do comprometimento das  artérias mais periféricas , localizadas nos membros inferiores e superiores . O estreitamento parcial de uma artéria , poderá ser agravado por um acidente da placa de ateroma ( formação de um coágulo sangüíneo ou trombose ) , processo que poderá ocluir totalmente a artéria afetada . Quando uma artéria apresenta um estreitamento por aterosclerose , as partes do corpo supridas por este vaso  não recebem uma quantidade adequada de sangue e oxigênio , processo chamado de isquemia . Esta isquemia poderá ocorrer de modo súbito ( isquemia aguda , geralmente associada a trombose  complicando uma placa de ateroma ) ou gradual ( isquemia crônica , associada a uma placa de ateroma que causa uma obstrução crítica  ) . Para  evitarmos  a DAP, devemos combater os fatores de risco cardiovascular . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Doença arterial periférica ( DAP )  da aorta abdominal e de seus ramos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sintomas e diagnóstico : a  doença arterial periférica ( DAP ) pode causar uma obstrução da aorta abdominal e de seus ramos principais, podendo ser súbita ou gradual. Normalmente ocorre uma obstrução completa e súbita , quando um coágulo transportado pela corrente sangüínea aloja-se em uma artéria ( embolia ) ou quando há a formação de um coágulo  em uma artéria já acometida por aterosclerose ( acidente da placa de ateroma , seguida de uma trombose )  ou , ainda , quando ocorre uma laceração da parede arterial , como na dissecção aguda  da aorta ( leia a página sobre doenças da aorta ) . Geralmente, uma obstrução gradual é devida ao processo de  aterosclerose . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A circulação intestinal ,  a qual origina-se a partir da aorta , irriga grande parte do intestino ( artéria mesentérica ) . Quando essa artéria é estreitada, o tecido intestinal começa a sofre as comseqüências da isquemia. Uma obstrução completa e súbita da artéria mesentérica , é uma emergência médica ( trombose mesentérica ) . O indivíduo que apresenta esse tipo de obstrução , apresenta-se gravemente doente, com uma dor abdominal intensa. No início, o paciente apresenta vômitos e urgência para evacuar. O abdômen pode apresentar uma distensão discreta. O paciente pode apresentar sangue nas fezes. A pressão arterial pode cair e o indivíduo entrar em choque , principalmente quando o intestino começa a gangrenar ( morte do tecido intestinal por falta de circulação ) . Tipicamente, um estreitamento crônico e gradual da artéria mesentérica , provoca dor  30 ou 60 minutos após uma refeição, pois a digestão exige um maior fluxo de sangue para os intestinos. A dor é constante e , geralmente, localizada na região umbilical , sendo chamada de angina mesentérica . Isto pode fazer com que os pacientes tenham medo de ingerir alimentos, fato que pode levar a uma perda de peso considerável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando um coágulo aloja-se subitamente em uma das artérias renais ( os vasos que suprem os rins ) , o paciente poderá apresentar uma dor súbita na região lateral do abdome ( flanco ) ou  na região lombar . A urina pode torna-se sangüinolenta. Geralmente, a obstrução gradual das artérias de um ou ambos os rins é decorrente da aterosclerose , podendo levar à hipertensão arterial ( hipertensão arterial renovascular ) , a qual é responsável por  3 a 5% de todos os casos de hipertensão arterial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando a aorta inferior é abruptamente obstruída no ponto onde ela divide-se em dois ramos ( artérias ilíacas direita e esquerda ), as quais passam pela pelve para conduzir o sangue até os membros inferiores, estes tornam-se doloridos, pálidos e frios. Não é possível se detectar pulsos nos membros inferiores e estes podem tornar-se insensíveis. Quando o estreitamento da parte inferior da aorta ou em uma das artérias ilíacas ocorre de  uma forma gradual , o indivíduo apresenta cansaço muscular ou dor nas nádegas, nos quadris e nas panturrilhas ao caminhar  . Nos homens , a impotência sexual é comum nos casos de estenose da aorta inferior ou de ambas as artérias ilíacas. Se o estreitamento ocorrer na artéria que se originam na região inguinal ( virilha) e descem pelo membro inferior até o nível do joelho ( artéria femoral ), o indivíduo geralmente apresenta dor nas panturrilhas ao caminhar ( claudicação intermitente ) e os pulsos abaixo do nível da obstrução são fracos ou estão ausentes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tratamento : a sobrevivência de um indivíduo após uma obstrução súbita da artéria mesentérica ( trombose mesentérica ) e o salvamento do intestino , dependem da velocidade com que a irrigação sangüínea é restaurada. Para ganhar um tempo precioso, o indivíduo pode ser submetido a uma cirurgia de emergência ,mesmo sem que haja um diagnóstico definitivo . Se a artéria mesentérica  estiver obstruída, confirmando a suspeita inicial , apenas a cirurgia imediata poderá restaurar a irrigação sangüínea com rapidez suficiente para salvar a vida do paciente. Os médicos usam o ecodoppler ou ultrassom vascular  e a angiografia para determinar a extensão da obstrução e para confirmar a necessidade de uma cirurgia. Geralmente, os coágulos sangüíneos das artérias hepática e esplênica ( ramos que irrigam o fígado e o baço ),  não são tão perigosos quanto a obstrução do fluxo sangüíneo intestinal. A remoção cirúrgica precoce de um coágulo localizado na artéria renal pode restaurar o funcionamento do rim. Algumas vezes, no caso de uma obstrução gradual de uma artéria renal, o médico realiza uma angioplastia ( procedimento no qual um cateter com um balão em sua extremidade é inserido na artéria e este é insuflado para eliminar a obstrução ) ou realiza uma cirurgia de derivação . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Doença arterial periférica ( DAP ) das artérias dos membros inferiores e superiores: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sintomas  e diagnóstico :a doença arterial periférica ( DAP ) , pode acarretar um estreitamento gradual de uma artéria do membro inferior, o primeiro sintoma é uma sensação dolorosa, cãimbras ou cansaço nos músculos da panturrilha ( "batata da perna" ) do membro inferior : é a chamada claudicação intermitente. Os músculos doem durante a marcha e a dor aumenta rapidamente e torna-se mais intensa durante a marcha rápida ou em um plano ascendente. Mais comumente, a dor localiza-se na panturrilha, mas também pode localizar-se no pé, na coxa, no quadril ou na nádega, dependendo da localização do estreitamento. A dor pode aliviar com o repouso. Normalmente, após 1 a 5 de minutos de repouso , na posição sentada ou em pé, o indivíduo pode caminhar a mesma distância já percorrida antes que a dor se manifeste novamente. O mesmo tipo de dor durante um esforço também pode ocorrer em um membro superior quando eixte uma estenose da artéria que fornece sangue ao mesmo. À medida que a doença agrava, a distância  percorrida , sem sentir dor , diminui. Finalmente, o indivíduo pode apresentar claudicação mesmo em repouso. Comumente, a dor começa na perna ou no pé, é intensa e persistente , piorando quando o membro inferior é elevado. Freqüentemente a dor impede que o indivíduo durma. Para obter algum alívio, o indivíduo  pode deixar os pés pendentes na lateral do leito ou pode sentar-se com os membros inferiores pendentes. Geralmente, um pé com uma redução acentuada da irrigação sangüínea torna-se frio e insensível. A pele pode tornar-se seca e descamativa , as unhas se atrofiam e os pêlos caem . Com a piora da obstrução , pode ocorrer a formação de úlceras nos dedos dos pés ou no calcanhar e, ocasionalmente, nas pernas, sobretudo após uma lesão. O membro inferior pode atrofiar. Uma obstrução grave pode causar a morte do tecido   ( gangrena ), necessitando inclusive de uma amputação . No caso de uma obstrução súbita e completa de uma artéria de um membro inferior ou superior, o indivíduo apresenta dor intensa, diminuição da temperatura e insensibilidade no membro, o qual apresenta um aspecto pálido ou azulado ( cianótico ). A palpação de pulsos não é possível abaixo do nível da obstrução. A suspeita de obstrução é estabelecida a partir dos sintomas descritos pelo paciente e pela observação de diminuição ou ausência de pulsos , abaixo de um determinado nível do membro inferior. O médico pode avaliar o fluxo sangüíneo de diversos modos como, por exemplo, através da comparação entre a pressão arterial ao nível do tornozelo e a pressão arterial do braço ( índice tornozelo-braquial ). O diagnóstico poderá ser confirmado através de certos exames. No caso do ecodoppler ou ultrassom vascular , uma sonda é colocada sobre a pele do paciente ( sobre a área da obstrução) , e o som produzido pelo fluxo sangüíneo indica o grau de obstrução. Por não exigir uma injeção, o ecodoppler ou ultrassom vascular ,  é utilizado no lugar da angiografia. Na angiografia, uma solução opaca aos raios X  ( contraste ) é injetada na artéria. Em seguida, são realizadas radiografias que revelam velocidade do fluxo sangüíneo, o diâmetro da artéria e o grau de qualquer obstrução que esteja presente. A angiografia pode ser seguida pela angioplastia, para desobstruir a artéria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento: quando possível, os indivíduos com claudicação intermitente devem caminhar pelo menos 30 minutos por dia. Ao sentirem dor, eles devem parar até a dor desaparecer e, em seguida, reiniciar a caminhada. Com esse procedimento, geralmente a distância percorrida pode ser aumentada, talvez pelo fato do exercício melhorar o desempenho muscular e provocar a dilatação dos demais vasos sangüíneos que irrigam os músculos. Os indivíduos com obstrução arterial não devem fumar.A cessação do tabagismo costuma melhorar muito a claudicação intermitente. A elevação da cabeceira da cama com calços medindo 10 a 15 centímetros pode ser útil para aumentar o fluxo sangüíneo nos membros inferiores. O médico  poderá prescrever medicamentos , com o objetivo de melhorar a oferta de oxigênio aos músculos e o tempo de caminhada livre de sintomas . Outras drogas , como a aspirina ( antiplaquetário ) e as vastatinas ( drogas redutoras de colesterol ) , também costumam ser prescritas . Medicamentos para o combate da hipertensão arterial e do diabete melito , situações comuns nestes pacientes , também deverão ser utilizadas. Os cuidados com os pés são fundamentais. O objetivo desses cuidados é preservar a sua circulação sangüínea e evitar as complicações produzidas pela má circulação. Como regra, qualquer indivíduo com má circulação nos pés ou com diabete melito , deverá consultar um médico quando uma úlcera não cicatriza em aproximadamente sete dias. Se a úlcera se infeccionar, ele geralmente prescreve antibióticos que devem ser administrados pela via oral. A cicatrização total poderá demorar semanas ou mesmo até vários meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Angioplastia : geralmente, os médicos realizam a angioplastia imediatamente após a realização de uma angiografia. A angioplastia consiste na passagem de um cateter com um balão na extremidade na área estreitada da artéria e, em seguida, ocorre a insuflação do balão, para eliminar a obstrução causada pela aterosclerose. A angioplastia exige somente um ou dois dias de internação e pode evitar a necessidade de uma cirurgia de grande porte. O procedimento é indolor, mas pode ser um pouco desconfortável, pois o paciente tem de permanecer imóvel sobre uma mesa de radiografia, a qual é dura. O paciente é submetido a uma sedação leve. Após o procedimento, os médicos preferem administrar um inibidor plaquetário , como a aspirina e o clopidogrel , para evitar a formação de um coágulo. O médico pode realizar um ecodoppler ou ultrassom vascular para verificar o resultado do procedimento e para se certificar de que não houve recorrência da estenose. A angioplastia não pode ser realizada quando o estreitamento é disseminado, quando é muito extenso ou quando a artéria é muito fina. Quando ocorre a formação de um coágulo sangüíneo na área estreitada , um descolamento de um fragmento do coágulo e uma obstrução de uma artéria mais distante, quando há infiltração de sangue no revestimento da artéria com produção de uma protuberância e interrupção do fluxo sangüíneo ou ainda , quando ocorre uma hemorragia , poderá ser necessária a realização de uma cirurgia de emergência. Além do cateter com balão, os stents ( estrutura metálica liberada na parede da artéria ,por ocasião de uma angioplastia ) são freqüentemente usados , visando aumentar as chances de manutenção do resultado obtido pela angioplastia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cuidados com os pés: o indivíduo que apresenta uma má circulação nos pés deve instituir as seguintes medidas e precauções: examinar os pés diariamente, verificando a presença de rachaduras, feridas, calos e espessamentos;  lavar os pés diariamente com água morna e sabonete neutro, secando-os suave e completamente ; utilizar um lubrificante, como a lanolina, para a pele seca ; utilizar um talco comum, não medicinal, para manter os pés secos ; cortar as unhas retas e não demasiadamente ; procurar um podólogo para tratar calos ;  trocar de meias diariamente ;  não utilizar ligas ou meias apertadas, com a parte superior elástica ;  utilizar meias de lã folgadas para manter os pés aquecidos; não utilizar bolsas de água quente ou almofadas elétricas;  calçar sapatos especiais , confortáveis e com bicos largos ; no caso de uma deformidade do pé, solicitar ao podólogo uma prescrição de calçados especiais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cirurgia: com muita freqüência, a cirurgia alivia os sintomas, cura as úlceras e evita a amputação. Em alguns casos agudos , quando apenas uma pequena área encontra-se bloqueada por um coágulo, o cirurgião vascular poderá removê-lo ( embolectomia ) .Em casos de obstrução crônica , o cirurgião pode realizar um enxerto de derivação ( by pass ), no qual é realizada o implante de um enxerto artifical ( um tubo de material sintético) ou de uma veia retirada de uma outra parte do corpo, permitindo uma comunicação entre a parte superior da artéria obstruída e a parte situada abaixo da obstrução. Outra técnica consiste na remoção da parte obstruída ou estreitada  e , a inserção de um enxerto em seu lugar. A secção dos nervos próximos à obstrução (uma cirurgia denominada de simpatectomia) previne os espasmos ( contrações e estreitamentos ) da artéria e, em alguns casos, pode ser muito útil. Uma amputação poderá ser indicada para a eliminação do tecido infectado, para o alívio de uma dor persistente ou para a interrupção de uma gangrena que se agrava. Neste procedimento , o cirurgião remove o mínimo possível do membro inferior, principalmente se o paciente planeja utilizar uma prótese.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Doenças da aorta ( aneurismas e outras )</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/doenas-da-aorta-aneurismas-e-outras.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:41:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-1484013070478064826</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é a aorta ? quais são as doenças que acometem a aorta?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aorta é a maior e principal artéria do organismo. Ela recebe todo o sangue ejetado do ventrículo esquerdo do coração , distribuindo-o para todo o corpo, com exceção dos dois pulmões. A aorta ramifica-se em artérias menores ao longo de seu trajeto, desde o ventrículo esquerdo até a parte inferior do abdômen, ao nível da porção superior do osso do quadril ( região pélvica ). Sua parede apresenta três elementos principais : a íntima ( revstimento interno em contato direto com o sangue ) , a camada média ( muscular ) e a adventícia ( camada mais externa ) . O diâmetro da normal da aorta varia de 2 até 2,5 cm. As doenças da aorta incluem os aneurismas ( dilatações em regiões frágeis de sua parede ) , ruptura da aorta , hemorragia e a dissecção aórtica ( separação da camadas de sua parede por entrada de uma coluna de sangue ). Qualquer um desses distúrbios pode ser imediatamente fatal . O sangue que deixa o coração através da aorta chega a todas as regiões do organismo, excetuando-se os dois pulmões. A aorta também costuma ser um dos primeiros locais a ser acometido pela aterosclerose  , doença que pode contribuir para o aparecimento de outras , como as citadas acima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- O quê são os aneurismas da aorta ( AA ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um  aneurisma da aorta ( AA ) é uma saliência (dilatação) na parede da artéria aorta , geralmente ocorrendo em uma enfraquecida da parede da artéria. Embora possam ocorrer em qualquer local ao longo da aorta, três quartos desses AA ocorrem no segmento abdominal ( parte da aorta abaixo do tórax , na cavidade abdominal ). Os AA são decorrentes principalmente da aterosclerose ( formação de placas de gordura ou ateromas , na parade da artéria ) . A aterosclerose enfraquece suficientemente a parede da aorta até a pressão intra-arterial provocar a dilatação. Freqüentemente, ocorre a formação de um coágulo sangüíneo ( trombo ) dentro do aneurisma, o qual pode disseminar-se ao longo de toda a parede. A hipertensão arterial ( pressão alta ) ,  tabagismo ,  traumatismos, doenças inflamatórias da aorta, distúrbios hereditários do tecido conjuntivo ( como as síndromes de Marfan e a de Enlers-Danlos ) e a sífilis , são doenças que predispõem à formação de AA. No caso da síndrome de Marfan, o aneurisma pode desenvolver-se principalmente na aorta ascendente ( o segmento que sai diretamente do coração ). Os aneurismas também podem desenvolver-se em outras artérias que não a aorta . Muitos deles são decorrentes de uma debilidade congênita ou da aterosclerose  e, outros , são devidos a lesões causadas por arma branca ou por arma de fogo ou por infecções bacterianas ou fúngicas na parede arterial. Geralmente, a infecção começa em uma outra região do corpo, mais comumente em uma válvula cardíaca ( endocardite infecciosa). Os aneurismas infectados das artérias cerebrais são particularmente perigosos e exigem um tratamento precoce. Freqüentemente, o tratamento inclui a reparação cirúrgica ou o implante de pequenas molas que ocupam a região do aneurisma , evitando um rompimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aneurismas da aorta abdominal ( AAAb ): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  aneurismas da aorta abdominal ( AAAb )  são localizados no segmento da aorta que passa pelo abdômen tendem a ocorrer em uma mesma família. Mais freqüentemente, esses aneurismas desenvolvem-se em pessoas com hipertensão arterial. Esses aneurismas freqüentemente atingem mais de 7 centímetros e podem romper ( o diâmetro normal da aorta é de 2 a 2,5 centímetros.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintomas: muitas vezes o AAAb é totalmente assintomático , mesmo quando suas dimensões são consideráveis. Um indivíduo com AAAb freqüentemente começa a perceber uma espécie de pulsação no abdômen. O AAAb pode causar dor, geralmente uma dor profunda e penetrante, sobretudo na região dorsal , próximo à coluna. A dor pode ser intensa e constante, embora ela possa ser aliviada com a mudança de posição. Geralmente, o primeiro sinal de uma ruptura é uma dor intensa na região inferior do abdômen e nas costas e uma maior sensibilidade na área sobre o aneurisma. No caso de um sangramento interno grave, o indivíduo pode entrar rapidamente em choque ( queda abrupta e intensa da pressão arterial ). Um AAAb roto é freqüentemente fatal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagnóstico: a dor é um sintoma diagnóstico muito útil, mas que surge tardiamente. No entanto, muitos indivíduos com AAAb não apresentam sintomas e são diagnosticadas por acaso, durante um exame físico de rotina ou através de ecografias ou radiografias realizadas por outra razão qualquer. O médico pode sentir uma massa pulsátil na linha média do abdômen. Os AAAb de crescimento rápido, que estão prestes a romper, freqüentemente doem espontaneamente ou quando são pressionados durante o exame da região abdominal. Nos indivíduos obesos, mesmo aneurismas grandes podem passar desapercebidos. Uma radio X do abdômen pode revelar um AAAb que possui depósitos de cálcio em sua parede. Freqüentemente um simples exame ecográfico ( que utiliza ondas de ultrassom ), revela com nitidez o tamanho do AAAb. A tomografia ( angiotomografia ) abdominal, principalmente quando realizada após a injeção intravenosa de um contraste, é ainda mais precisa na determinação do tamanho e da forma do AAAb ( veja a ilustarção no canto superior esquerdo da página ). A ressonância magnética também é precisa, porém é mais cara que a ecografia abdominal, sendo raramente necessária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratamento: a menos que o AAAb esteja rompendo, o tratamento dependerá de seu tamanho. Um aneurisma com menos de 5 centímetros de largura raramente se rompe, mas quando é maior do que 6 centímetros, a ruptura é uma ocorrência bem mais comum. Por essa razão, os médicos geralmente recomendam a cirurgia para aneurismas com mais de 5,5 centímetros de largura, a menos que o procedimento seja arriscado demais por outras razões médicas. A cirurgia consiste na colocação de um enxerto sintético para reparar o aneurisma. O índice de mortalidade decorrente desse tipo de cirurgia é de aproximadamente 2%. A ruptura ou a ameaça de ruptura de um aneurisma abdominal exige uma cirurgia de emergência. O risco de morte durante uma cirurgia para um aneurisma roto é de aproximadamente de 50%. Quando ocorre a ruptura de um aneurisma, os rins apresentam risco de lesão em função do comprometimento da irrigação sangüínea ou do choque , relacionado à perda maciça de sangue. Caso ocorra insuficiência renal após a cirurgia, a probabilidade de sobrevivência é muito baixa. Um aneurisma roto e não tratado sempre é fatal. Outra possibilidade de tratamento do AAAb é a colocação de uma endoprótese , estrutura metálica que é aberta dentro da porção doente da aorta , impedindo que no futuro esta se rompa. A vantagem do implante da endoprótese é o  baixo risco do procedimento  e a rápida recuperação dos pacientes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aneurismas da aorta ascendente ( AAAs ) e aneurismas da aorta torácica ( AAT ): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aneurismas da aorta ascendente ( AAAs ) e os aneurismas da aorta torácica (  AAT ) são localizados no segmento da aorta que sai do coração e avança ao longo de todo o tórax , sendo responsáveis por um quarto de todos os AA . No AAAs , a aorta dilata-se logo após deixar o coração. Essa dilatação pode causar disfunção da válvula localizada entre o coração e a aorta (  insuficiência da válvula aórtica ), permitindo um refluxo sangüíneo ao coração quando a válvula se fecha ( leia a página sobre doenças das válvulas cardíacas ). Cerca de 50% dos indivíduos com esse problema são portadores da síndrome de Marfan ou de uma de suas variações. Nos demais 50%, o distúrbio não possui uma causa aparente, embora muitas dessas pessoas sejam portadoras de hipertensão arterial. Atualmente , a sífilis é uma causa rara de AAAs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintomas: os AAAs e os AAT podem tornar-se enormes sem produzir sintomas. Eventualmente a presença de um sopro de insuficiência da válvula aórtica pode levar a descoberta de um AAAs. Os sintomas , em geral , são decorrentes da pressão exercida pela aorta sobre as estruturas vizinhas. Os sintomas típicos são a dor ( normalmente na parte superior das costas),  tosse, sibilos,  rouquidão e dificuldade para deglutir. O indivíduo pode apresentar um conjunto de sintomas ( chamada de síndrome de Horner) , que consiste na constrição pupilar, na queda palpebral e na sudorese em apenas um dos lados do rosto. Uma radiografia do tórax poderá revelar um deslocamento da traquéia. Além disso, pulsações anormais da parede torácica também podem ser um sinal de AAT. Quando ocorre ruptura de um aneurisma da aorta torácica, a dor intensa geralmente começa na porção superior das costas. A dor pode irradiar pelas costas e atingir o abdômen à medida que a ruptura progride. A dor também pode ser sentida no tórax e nos membros superiores, simulando um infarto do miocárdio. O indivíduo pode entrar rapidamente em choque e morrer devido à perda sangüínea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagnóstico:  o médico pode diagnosticar um AAAs ou um AAT baseando-se nos sintomas ou pode diagnosticar um aneurisma por acaso, durante um exame. Uma radiografia  do tórax indicada por outra razão qualquer , poderás revelar a existência de um AAAs ou AAT. Para se determinar com precisão o tamanho do aneurisma, são utilizadas a tomografia ( angiotomografia ), a ressonância magnética  ou o ecocardiograma transesofágico. A arteriografia da aorta , chamada de aortografia ( procedimento radiológico realizado após a injeção de um contraste que delineia o aneurisma ) poderá ser indicada para ajudar o médico a determinar a necessidade ou não de uma cirurgia e também para avaliar tipo de cirurgia mais adequado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratamento: geralmente, quando um AAT apresenta 7 centímetros de largura ou mais, é realizada a reparação cirúrgica utilizando-se um enxerto sintético. Como a ruptura é mais provável em pessoas portadoras da síndrome de Marfan, os médicos podem recomendar que esses pacientes sejam submetidos à reparação cirúrgica mesmo de aneurismas bem menores . O risco de morte durante a reparação de AAAs ou AAT é alto ( cerca de 10% a 15% ). Por essa razão, pode ser instituída a terapia medicamentosa com um betabloqueador para reduzir a freqüência cardíaca e a pressão arterial o bastante para diminuir o risco de ruptura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O quê é uma a dissecção aguda da aorta ( DAA ) ? Quais são as suas causas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dissecção aguda da aorta ( DAA ) , também chamada de aneurisma dissecante da aorta , é uma condição freqüentemente fatal , na qual o revestimento interno da parede da aorta sofre uma laceração, enquanto o revestimento externo permanece intacto. Ocorre uma passagem de sangue através da laceração, com dissecação ( separação ) da camada média e a criação de um novo canal na parede da artéria aorta. O enfraquecimento da parede arterial é responsável pela maior parte dos casos de DA . A causa mais comum dessa deterioração é a hipertensão arterial , a qual está presente em mais de dois terços dos pacientes que apresentam DA. Outras causas incluem os distúrbios hereditários do tecido conjuntivo ( tecido encontrado da parede da aorta e outros vasos ), especialmente as síndromes de Marfan e de Ehlers-Danlos , defeitos congênitos do coração e dos vasos sangüíneos ( como a coarctação da aorta, persistência do canal arterial e a válvula aórtica bicúspide ) , aterosclerose ( formação de placas de gordura na parede da aorta ) e lesões traumáticas. Raramente, a DA ocorre acidentalmente, durante a passagem de um cateter arterial ( como pode ocorrer durante a realização de uma aortografia ou um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia ) ou em uma cirurgia cardíaca ou vascular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sintomas: teoricamente, qualquer indivíduo que apresenta uma  DAA sente dor, a qual geralmente é de forte intensidade e de início súbito. Mais comumente, os pacientes sentem uma dor torácica, geralmente descrita como "dilacerante" . Também é freqüente a dor na região dorsal ( parte posterior do tórax ), entre as escápulas. Freqüentemente, a dor acompanha o trajeto da dissecção ao longo da aorta. Quando a dissecção avança, poderá ocorrer uma obstrução de um ponto onde uma ou mais artérias que ligam-se à aorta. Dependendo de quais artérias são bloqueadas após a DAA, as conseqüências incluem um derrame cerebral, o infarto do miocárdio, insuficiência renal , dor abdominal súbita,  lesão nervosa com produção de formigamento e a incapacidade de movimentar um membro. A síncope ( desmaio ) também poderá ser uma manifestação inicial da DAA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Diagnóstico:os sintomas característicos de uma  DAA geralmente tornam o diagnóstico óbvio para o médico. Durante o exame, dois terços dos indivíduos com DAA apresentam diminuição ou ausência de pulso nos membros superiores e inferiores. Uma DAA que avança de forma retrógrada, na direção do coração, pode produzir um sopro, o qual pode ser auscultado com o auxílio de um estetoscópio ( sopro de insuficiência aórtica ) . Pode ocorrer acúmulo de sangue no tórax. O sangue que escapa através de uma DAA e que se acumula em torno do coração, pode impedir que seus batimentos sejam efetivos , produzindo um tamponamento cardíaco (  condição potencialmente letal ) . A  radiografia do tórax  revela uma aorta dilatada em 90% das pessoas sintomáticas. Normalmente, o ecocardiograma transesofágico ( ecocardiograma na qual a sonda do aparelho é introduzida pelo esôfago , melhora a visualização da aorta ) confirma o diagnóstico. A tomografia  ( angiotomografia ) , realizada após a injeção de um contraste é uma técnica confiável e que pode ser realizada rapidamente, o que é importante em uma situação de emergência. A arteriografia da aorta ( aortografia ) , um exame invasivo , também detecta a DAA . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tratamento: os indivíduos com DAA são internados em unidades de terapia intensiva, onde seus sinais vitais ( pulso, pressão arterial e freqüência respiratória ) são rigorosamente controlados. A morte pode ocorrer poucas horas após o início da DAA. Quanto maior a demora do diagnóstico e tratamento , maior é a chance de morte. Por essa razão, assim que possível, os médicos administram medicamentos destinados a reduzir a freqüência cardíaca e a pressão arterial, até os níveis mais baixos que manterão um suprimento sangüíneo adequado ao cérebro, ao coração e aos rins. Logo após o início da terapia medicamentosa, dependendo da localização da DAA , o médico decidirá entre a recomendação de uma cirurgia ou a continuidade de apenas um tratamento medicamentoso. Geralmente, recomenda-se a cirurgia para as DAA que afetam os primeiros centímetros da aorta, próximos do coração, exceto quando complicações da DAA implicam em um risco cirúrgico muito alto. Para as DAA mais distantes do coração, os médicos geralmente mantêm apenas o tratamento medicamento. Uma exceção a esta regra , são os casos de DAA que provocam escape de sangue através da artéria ou nos indivíduos com síndrome de Marfan. Nesses casos, a cirurgia é necessária. Durante a cirurgia, é removida a maior área possível de aorta dissecada, impedindo que o sangue entre pelo falso canal e a aorta é reconstruída com o auxílio de um enxerto sintético. Se a válvula aórtica apresentar refluxo ( insuficiência aórtica ), o cirurgião realiza a sua reparação ou a sua substituição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Prognóstico: infelizmente cerca de 75% dos indivíduos com DAA e que não são tratados adequadamente morrem nas duas primeiras semanas. Ao contrário, 60% dos indivíduos tratados que que sobrevivem às duas primeiras semanas, continuam vivas cinco anos após o tratamento e 40% deles sobrevive pelo menos dez anos. Dos indivíduos que morrem nas duas primeiras semanas, cerca de um terço morre por complicações da dissecção . Os outros dois terços morrem devido a outras doenças. O índice de mortalidade da cirurgia realizada em grandes centros médicos especializados é atualmente de aproximadamente 15% para as DAA mais próximas do coração e um pouco mais elevada para as DAA um pouco mais distantes. Os médicos prescrevem a todos os indivíduos com DAA, inclusive aqueles submetidos ao tratamento cirúrgico, uma terapia medicamentosa de longo prazo, o qual visa manter a pressão arterial baixa e, conseqüentemente , diminuindo a pressão exercida sobre a parede da aorta. Os médicos também devem ficar atentos às complicações tardias, das quais as três mais importantes são: uma nova dissecção, a formação de aneurismas ( dilatações na aorta enfraquecida ) e a insuficiência progressiva da válvula aórtica. Qualquer uma dessas complicações pode necessitar de uma correção cirúrgica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Doenças das válvulas do coração ( prolapso da válvula mitral e outras )</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/doenas-das-vlvulas-do-corao-prolapso-da.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:40:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-3903294523879433966</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Quais são as válvulas cardíacas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração possui quatro câmaras : duas superiores e menores , chamadas de átrios e duas inferiores e maiores , chamadas de ventrículos . Cada ventrículo possui uma válvula de entrada e outra de saída , que normalmente conduzem o sangue em apenas um único sentido . O sangue flui através da válvula tricúspide do átrio direito para o ventrículo direito , da válvula pulmonar do ventrículo direito para as artérias pulmonares , da válvula mitral do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo e , por último , da válvula aórtica do ventrículo esquerdo para a artéria aorta  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Quais as doenças que podem surgir nas válvulas cardíacas ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As válvulas cardíacas doentes podem permitir um vazamento anormal do sangue ( insuficiência valvular ) , ou dificultar a passagem normal do sangue por não apresentarem uma abertura adequada ( estenose valvular ). Estas anormalidades das válvulas ( valvulopatias ) podem apresentar graus variados de gravidade ( leve , moderada ou severa ) , interferindo na capacidade de bombeamento do sangue pelo coração. Uma válvula pode eventualmente apresentar os dois tipos de anormalidades de uma forma simultânea (  ex : uma insuficiência mitral associada a uma estenose mitral ) , o que chamamos de dupla lesão valvular . O termo prolapso da válvula mitral ( PVM ) indica uma anormalidade desta válvula,em que um de seus componentes, chamado de folheto , se desloca ( prolapsa ) em direção ao átrio esquerdo , no momento em que o ventrículo esquerdo se contrai para ejetar o sangue para o todo o organismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prolapso da válvula mitral ( PVM ) : no prolapso da vávula mitral ( PVM ) ocorre um deslocamento dos folhetos da válvula mitral em direção ao  átrio esquerdo , durante a contração ventricular esquerda ( sístole ), permitindo algumas vezes um fluxo retrógrado ( passagem de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo ) . O PVM é comum , afetando cerca de 2 a 3% da população   , no entanto , raramente produz problemas cardíacos graves. A maioria dos indivíduos com PVM não apresenta quaisquer sintomas. No entanto, alguns deles apresentam sintomas que são difíceis de serem explicados baseando-se apenas no problema mecânico, ou seja , que estes sintomas sejam realmente causados pelo PVM . Esses sintomas incluem : dor torácica, fadiga, palpitações e tonturas. Em alguns indivíduos, a pressão arterial cai abaixo do normal quando eles assumem a posição de pé, em outros, os batimentos cardíacos discretamente irregulares produzem palpitações ( percepção anormal dos batimentos cardíacos). O médico poderá diagnosticar o PVM através da ausculta de um som característico ( estalido de abertura da válvula ) , através do estetoscópio. A insuficiência mitral ( IM ) associada ao PVM , poderá ser diagnosticada através da ausculta de um sopro durante a contração ventricular. O ecocardiograma , exame de escolha para o diagnóstico de PVM, além de permitir a visualização do PVM , poderá identificar uma IM associada , além de poder estimar a sua gravidade . A maioria dos indivíduos que apresenta PVM não necessita de tratamento. Se o coração bater em uma freqüência muito rápida, o paciente poderá utilizar um betabloqueador , para diminuir a freqüência cardíaca , reduzindo as palpitações e outros sintomas . Raramente um indivíduo com  PVM necessitará reparar ou trocar a sua válvula com o transcorrer do tempo . Uma exceção  são os casos aonde há evidências no ecocardiograma de uma degeneração mixomatosa da válvula ( esta torna-se mais gordurosa e com folhetos mais redundantes , sujeito à  rupturas ) ou evolução do PVM complicado por uma IM severa. Se o indivíduo apresenta PVM com uma  IM associada  e , já tenha desenvolvido uma endocardite infecciosa ( infeccção bacteriana da válvula cardíaca ) previamente , ele deverá tomar um antibiótico antes de procedimentos odontológicos ou outros , visando evitar uma recorrência desta complicação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Insuficiência mitral ( IM ) : a insuficiência mitral ( IM ) ou regurgitação mitral , consiste no fluxo retrógrado do sangue ( para trás , ao invés de para frente ) através dessa válvula , em direção ao átrio esquerdo , cada vez que o ventrículo esquerdo se contrai ( sístole ) . Este fato  resulta em um acúmulo de líquido ( edema ) no interior dos pulmões. A moléstia reumática costumava ser a causa mais comum de IM . Atualmente ela é rara nos países que contam com uma medicina preventiva de boa qualidade . Na América do norte e na Europa ocidental ,  causas comuns de IM são: o prolapso da válvula mitral e o infarto do miocárdio ( este último pode lesar as estruturas de sustentação da válvula mitral ) . Outras causas de IM são: doença arterial coronariana crônica ( comprometimento das artérias do coração por placas de gordura ) , calcificação da válvula mitral ( típica dos idosos ) e a endocardite infecciosa ( infecção da válvula mitral ) . A IM de grau leve , ou até de grau moderado , pode não produzir quaisquer sintomas. O problema é muitas vezes identificado apenas quando o médico , auscultando o paciente com um estetoscópio, percebe um sopro cardíaco característico, resultante do fluxo retrógrado de sangue que retorna ao átrio esquerdo após a contração do ventrículo esquerdo. Pelo fato de ser obrigado a bombear mais sangue para compensar o fluxo retrógrado de sangue ao átrio esquerdo, ocorre um aumento progressivo do ventrículo esquerdo para aumentar a força de cada batimento cardíaco. O ventrículo dilatado pode produzir palpitações ( percepção de anormal dos batimentos cardíacos ). O átrio esquerdo também tende a dilatar para acomodar o sangue adicional que retorna do ventrículo. Um átrio muito dilatado , poderá bater rapidamente , com um padrão desorganizado e irregular , uma arritmia que é chamada de fibrilação atrial ( FA ) , a qual reduz a eficácia do bombeamento do coração. Na realidade , o átrio em FA não bombeia o sangue, apenas tremula e , a ausência de um fluxo sangüíneo adequado permite a formação de coágulos . Se um desses coágulos se soltar, será bombeado para fora do coração e poderá obstruir uma artéria de menor calibre , fato que poderá provocar um acidente vascular cerebral ( derrame cerebral ). Outra conseqüência indesejável da FA é tornar o coração constantemente mais acelerado , prejudicando no futuro a sua força de contração ( insuficiência cardíaca ) . A IM grave reduz o fluxo sangüíneo anterógrado o suficiente para provocar uma insuficiência cardíaca , a qual poderá produzir tosse, dificuldade respiratória durante o exercício ou esforço ( dispnéia ) e edema nos membros inferiores.Em geral, o médico  pode diagnosticar uma IM através da ausculta de seu sopro característico . O eletrocardiograma  e a radiografia do tórax , podem revelar um átrio e ventrículo esquerdos aumentados de tamanho. O exame que fornece mais informações é o ecocardiograma , uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza ondas de ultrassom . Esse exame pode mostrar a imagem de uma válvula defeituosa, indicando também a gravidade do problema. No tratamento da IM , além  da utilização de medicamentos , se a IM for grave , a válvula deverá ser reparada ou substituída antes que a anormalidade do ventrículo esquerdo torne-se muito importante. A cirurgia pode ter como objetivo a reparação da válvula ( valvuloplastia ) ou a sua substituição por uma válvula mecânica ou por uma válvula biológica , feita parcialmente com uma válvula de porco. As válvulas mecânicas , por durarem mais tempo , são preferidas em pacientes mais jovens , embora apresentem o risco de formação de coágulos sangüíneos, obrigando o paciente a ter que tomar anticoagulantes orias continuamente. As válvulas de porco funcionam bem e não acarretam o risco de formação de coágulos, mas a sua duração é menor do que a das válvulas mecânicas , sendo então preferidas em pacientes mais idosos. A FA também pode exigir tratamento medicamentoso e uso de anticoagulantes. As superfícies das válvulas cardíacas lesadas podem ser locais de graves infecções ( endocardite infecciosa ). Qualquer pessoa que tenha uma válvula artificial em seu coração , deverá tomar antibióticos antes de ser submetida a um tratamento odontológico ou procedimento cirúrgico, para evitar a ocorrência de endocardite infecciosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estenose mitral ( EM ) : a  estenose mitral  ( EM ) é o estreitamento da abertura desta válvula que aumenta a resistência ao fluxo sangüíneo do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo. Quase sempre, a EM é resultante da moléstia reumática, afecção que atualmente é rara na América do norte e na Europa ocidental. No resto do mundo, a moléstia reumática é comum, levando ao quadro de EM em adultos, adolescentes e mesmo em crianças. Nessa situação , os folhetos da válvula mitral tornam-se parcialmente fundidos. A  EM também pode ser congênita ou devido a uma calcificação da válvula com a idade. Doenças reumatológicas como o lupus eritematoso e a artrite reumatóide também são causas de EM. Quando a EM for grave, a pressão do átrio esquerdo e das veias pulmonares aumenta , acarretando insuficiência cardíaca com acúmulo de líquido nos pulmões ( edema pulmonar). Se uma mulher com EM grave engravidar, pode ocorrer uma instalação rápida da insuficiência cardíaca. O indivíduo com insuficiência cardíaca apresenta cansaço fácil e dificuldade respiratória ( dispnéia ). Inicialmente, ele pode apresentar dificuldade respiratória somente durante a atividade física. Posteriormente, os sintomas podem ocorrer mesmo durante o repouso. Alguns indivíduos respiram confortavelmente somente se ficarem recostados sobre travesseiros ou sentados. Um rubor cor de ameixa nas regiões das bochechas é sugestiva de EM . A pressão elevada das veias pulmonares pode acarretar a ruptura de uma veia, acarretando sangramento no interior dos pulmões , que se manifestará por tosse com sangue ( hemoptise ). O aumento do átrio esquerdo pode levar à fibrilação atrial, um batimento cardíaco irregular e rápido. Através de um estetoscópio, o médico ausculta um sopro cardíaco característico quando o sangue proveniente do átrio esquerdo passa através da válvula estreitada. Ao contrário de uma válvula normal, cuja abertura é silenciosa, a válvula na EM produz um estalido ao se abrir para permitir a entrada do sangue para o interior do ventrículo esquerdo.  Além da presença dos sintomas , a EM é confirmada através do eletrocardiograma, radiografia do tórax ( revela a dilatação atrial ) e, principalmente , através de um ecocardiograma ( técnica diagnóstica por imagens que utiliza ondas de ultrassom ). O ecocardiograma transesofágico , no qual a sonda de ultrassom é introduzida através do esôfago , permite avaliar de uma forma mais precisa o estado da válvula mitral , além de ainda poder identificar a presença de coágulos dentro do átrio esquerdo. A  EM pode ser evitada com a prevenção da moléstia reumática, uma doença da infância que pode ocorrer após uma infecção estreptocócica da garganta ( ex: amigdalite ).No tratamento da EM , poderá ser necessário o uso de medicamentos , como os betabloqueadores, a digoxina e o verapamil, que podem reduzir a freqüência cardíaca e ajudar no controle da fibrilação atrial. Os diuréticos, através da redução do volume sangüíneo circulante, podem diminuir a pressão arterial nos pulmões , diminuindo o edema pulmonar e a falta de ar. Se o tratamento medicamentoso não produzir redução dos sintomas de maneira satisfatória, pode ser necessária a reparação ou a substituição da válvula. A abertura da válvula pode simplesmente ser aumentada através de um procedimento denominado valvuloplastia por cateter-balão. Nesse procedimento, um cateter que possui um balão na sua extremidade é introduzido através de uma veia e é dirigido ao coração. Quando o cateter estiver localizado na válvula, o balão é insuflado, afastando os folhetos valvulares nos locais de fusão. Opcionalmente, o paciente é submetido a uma cirurgia de separação dos folhetos fundidos ( comissurotomia ). Se a válvula apresentar uma lesão importante, ela poderá ser substituída cirurgicamente por uma válvula mecânica ou por uma válvula parcialmente produzida a partir de uma válvula de porco. Os indivíduos com EM são tratados com antibióticos antes de qualquer procedimento cirúrgico ou odontológico para reduzir o risco de infecção da válvula cardíaca ( endocardite infecciosa ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insuficiência aórtica ( IA ): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insuficiência aórtica ( IA ) ou regurgitação aórtica , é o refluxo de sangue através da válvula aórtica toda vez que o ventrículo esquerdo relaxa . Na América do Norte e na Europa Ocidental , as causas mais comuns de IA costumavam ser a moléstia reumática e a sífilis. Atualmente, ambas são raras, graças ao uso disseminado de antibióticos. Em outras regiões, a lesão valvular causada pela moléstia reumática ainda é comum. Além dessas infecções, a causa mais comum de IA é o enfraquecimento do material valvular, normalmente fibroso e resistente, devido a uma degeneração mixomatosa, um distúrbio hereditário do tecido conjuntivo que enfraquece o tecido valvular cardíaco, o que permite sua distensão anormal e, raramente, o seu rompimento. Outras causas são as infecções bacterianas ( endocardite infecciosa ). Cerca de 2% dos meninos e 1% das meninas nascem com uma válvula aórtica contendo dois folhetos em vez dos três habituais ( válvula aórtica bicúspide ), o que pode causar uma IA. Esta doença , quando é leve a moderada , não costuma causar sintomas . Um sopro cardíaco característico, o qual pode ser auscultado através de um estetoscópio , em cada relaxamento do ventrículo esquerdo, poderá indicar a presença de uma IA. No caso de uma IA grave, o ventrículo esquerdo recebe uma quantidade de sangue cada vez maior, o que acarreta uma dilatação do mesmo e , finalmente, uma insuficiência cardíaca. Esta irá causar dificuldade respiratória ao esforço ( dispnéia ) ou em decúbito dorsal ( posição deitada ), especialmente à noite , por um aumento do fluxo de sangue proveniente da parte inferior do corpo até o coração ( ortopnéia ). O indivíduo também pode apresentar palpitações (percepção dos batimentos cardíacos vigorosos), as quais são causadas por contrações fortes do ventrículo aumentado. Podem ocorrer dores no peito. O médico poderá estabelecer o diagnóstico de IA após auscultar o sopro característico, além dos outros sinais de IA observados durante o exame físico (como certas anormalidades do pulso). A presença de dilatação do ventrículo esquerdo poderá ser sugerida através da radiografia de tórax e do eletrocardiograma. O ecocardiograma pode gerar uma imagem da válvula aórtica defeituosa, indicando também o grau da IA. O indivíduo que apresenta sintomas de insuficiência cardíaca deve ser submetido à cirurgia antes que ocorra uma lesão irreversível do ventrículo esquerdo. Antes da cirurgia, a insuficiência cardíaca é tratada com digoxina e vasodilatadores ( inibidores da enzima conversora da angiotensina ) ou com outras drogas que produzem dilatação dos vasos sangüíneos e redução do trabalho cardíaco. Em geral, a válvula é substituída por uma válvula mecânica ou por uma válvula parcialmente produzida a partir de uma válvula de porco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estenose aórtica ( EA ): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estenose aórtica ( EA ) é o estreitamento da abertura dessa válvula , que aumenta a resistência ao fluxo sangüíneo do ventrículo esquerdo para a aorta. Na América do Norte e na Europa Ocidental, a EA é uma doença típica de pessoas idosas , sendo resultante do acúmulo gradativo de cálcio nos folhetos da válvula. Por essa razão, a EA inicia-se após os 60 anos de idade. No entanto, ela comumente não produz sintomas até os 70 ou 80 anos. A EA também pode ser decorrente da moléstia reumática contraída na infância. Quando essa é a causa, a EA geralmente é acompanhada por um comprometimento também da válvula mitral. Em indivíduos mais jovens, a causa mais comum é um defeito congênito ( EA congênita ). A válvula aórtica estenosada pode não ser um problema durante a infância, tornando-se, no entanto, problemática na idade adulta. A válvula permanece do mesmo tamanho à medida que o coração aumenta e tenta bombear volumes maiores de sangue através de uma válvula pequena. A válvula aórtica ainda poderá apresentar apenas dois folhetos, em vez dos três habituais ( válvula aórtica bicùspide ). Com o passar dos anos, a abertura dessa válvula freqüentemente torna-se rígida e estreitada devido ao acúmulo de depósitos de cálcio. A parede muscular do ventrículo esquerdo vai ficando mais espessa à medida que o ventrículo tenta bombear um volume sangüíneo suficiente através da válvula aórtica estenosada ( hipertrofia ventricular ) . Este músculo cardíaco ( miocárdio ) aumentado exige um maior suprimento sangüíneo das artérias coronárias. Finalmente, o suprimento sangüíneo torna-se insuficiente, produzindo dor torácica (angina do peito ) aos esforços. Essa irrigação sangüínea insuficiente pode lesar o miocárdio , tornando o desempenho do coração inadequado para as necessidades do organismo ( insuficiência cardíaca ). Esta irá acarretar fadiga e dificuldade respiratória ao esforço. O indivíduo com EA grave pode desmaiar durante o esforço ( síncope ) , pois a válvula estenosada impede que o ventrículo bombeie sangue suficiente para as artérias dos músculos, os quais dilataram para receber mais sangue rico em oxigênio. O diagnóstico da EA , geralmente é feito após a constatação de um sopro cardíaco característico ( auscultado através de um estetoscópio ) , pela presença de anormalidades do pulso, e a presença de hipertrofia ventricular revelada no eletrocardiograma. Para a identificação da causa e determinação da gravidade da EA , um ecocardiograma ( exame de  imagem que utiliza ondas ultrassom) deverá ser realizado. Qualquer adulto que apresente desmaios, angina do peito e dificuldade respiratória ao esforço provocados por uma EA , é encaminhado para a substituição cirúrgica da mesma, de preferência antes que ocorra uma lesão irreparável do ventrículo esquerdo. A válvula substituta pode ser uma válvula mecânica ou uma válvula parcialmente produzida a partir de uma válvula de porco. Qualquer indivíduo com implante valvular deve tomar antibióticos antes de ser submetido a procedimentos odontológicos ou cirúrgicos para para evitar uma infecção da válvula cardíaca ( endocardite infecciosa ) . O tratamento precoce é importante porque a morte súbita pode ocorrer antes do surgimento dos sintomas. Para crianças , como substitutos a troca da válvula , poderá ser indicada a sua reparação cirúrgica ou uma valvuloplastia com cateter-balão ( um cateter é inserido na válvula e o balão localizado em sua extremidade é insuflado para expandir a abertura valvular ) . A valvuloplastia é também utilizada em pacientes idosos e frágeis, os quais não suportariam uma cirurgia, embora exista a tendência de reincidência da estenose. No entanto, geralmente, a substituição da válvula lesada é o melhor tratamento para adultos de todas as idades . A evolução após a cirurgia costuma ser muito boa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Doenças do músculo cardíaco ( miocardites e miocardiopatias )</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/doenas-do-msculo-cardaco-miocardites-e.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:39:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-4425502652603385550</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é são as miocardites ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A miocardite é a inflamação da parede muscular  ( miocárdio ) das câmaras inferiores e maiores do coração ( ventrículos ) . Esta doença é potencialmente grave e , muitas vezes , fatal ( miocardite fulminante ) . As  miocardites podem ter inúmeras causas : vírus , bactérias  , medicamentos , doenças auto-imunes , etc... As miocardites podem ser reversíveis ou evoluírem para   um quadro de  miocardiopatia dilatada ( leia adiante ). Geralmente , as miocardites manifestam-se com sintomas de insuficiência cardíaca , com um início súbito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- O quê são as miocardiopatias ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São doenças progressivas que alteram a estrutura e comprometem a função de bomba da parede muscular ( miocárdio ) , das câmaras inferiores e maiores do coração ( ventrículos ). Existem inúmeras causas para as  miocardiopatias , no entanto , alguns casos não têm uma causa identificável ( casos idiopáticos ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Quais são os tipos de miocardiopatias ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem três tipos distintos de miocardiopatias :  miocardiopatia dilatada ( MCD ) , miocardiopatia hipertrófica ( MCH ) e a miocardiopatia restritiva ( MCR ). O ecocardiograma ( exame que avalia a estrutura e a função do coração através de imagens obtidas por ultrassom ) , costuma ser o principal exame para o diagnóstico dos diversos tipos de miocardiopatias.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Miocardiopatia dilatada ( MCD ): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo miocardiopatia dilatada ( MCD ) indica um grupo de doenças cardíacas nas quais os ventrículos dilatam , sendo incapazes de bombear um volume de sangue suficiente para suprir as necessidades do organismo , acarretando o quadro de  insuficiência cardíaca. A causa identificável mais comum da MCD é a doença arterial coronariana  , caracterizada por depósitos de gordura na parede das artérias do coração. A  doença arterial coronariana  leva a uma irrigação sangüínea inadequada ao miocárdio , podendo causar-lhe uma lesão permanente. Como conseqüência, a parte do miocário não lesada , sofre um espessamento para compensar a perda da função de bombeamento do coração. Quando esse espessamento não compensa adequadamente , surge uma dilatação cardíaca. Uma inflamação aguda do miocárdio ( miocardite ) por uma infecção viral , pode ainda ser a causa da MCD . No Brasil , o comprometimento cardíaco pela doença de Chagas, é uma das principais causas de MCD. Alguns distúrbios hormonais crônicos , como o diabete melito , obesidade mórbida e os distúrbios da glândula tireóide, podem causar uma MCD. O problema também pode ser causado por drogas, como o álcool e a cocaína, e por medicamentos, como a doxirrubicina ( usada em quimioterapias ). Raramente, gravidez ( MCD peri-parto ) ou doenças do tecido conjuntivo, como a artrite reumatóide, podem causar a MCD. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Sintomas e diagnóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros sintomas da miocardiopatia dilatada ( MCD ) costumam ser a dificuldade respiratória durante os exercícios ( dispnéia ) e o cansaço fácil , decorrentes do quadro de insuficiência cardíaca. Quando a MCD é decorrente de uma infecção, os primeiros sintomas podem ser uma febre súbita e sintomas similares aos de uma virose. Qualquer que seja a causa, a freqüência cardíaca aumenta, a pressão arterial costuma ser normal ou baixa, ocorre retenção de líquido nos membros inferiores , abdômen e nos pulmões ( edema pulmonar ). A dilatação do coração faz com que as válvulas cardíacas abram e fechem inadequadamente e , aquelas que permitem a passagem do sangue aos ventrículos ( válvulas mitral e tricúspide), freqüentemente, apresentam uma insuficiência. Um fechamento valvular inadequado produz um sopro, o qual pode ser auscultado pelo médico com o auxílio de um estetoscópio. A lesão miocárdica e a dilatação podem  alterar o ritmo cardíaco , acarretando as arritmias cardíacas . Essas anormalidades interferem ainda mais na função de bomba do coração . O diagnóstico é baseado nos sintomas e no exame físico. O eletrocardiograma  ( exame que avalia a atividade elétrica do coração ao repouso ) pode revelar alteraçãoes decorrentes da doença . A radiografia do tórax ( veja a ilustração no canto superior esquerdo da página ) revela um aumento da área cardíaca. ecocardiograma ( exame que utiliza ondas ultrassônicas para gerar uma imagem das estruturas cardíacas) costuma ser o exame mais importante para o diagnóstico de MCD. A ressonância magnética  , o caterismo cardíaco e cineangiocoronariografia e a biópsia do miocárdio , poderão ser  indicados para uma melhor elucidação do quadro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Prognóstico e tratamento: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prognóstico dos pacientes com miocardiopatia dilatada,  piora à medida que as paredes cardíacas tornam-se mais dilatadas e a função cardíaca deteriora. As alterações do ritmo cardíaco também indicam um prognóstico ruim. A  MCD causada pela doença arterial coronariana  , também costuma ter uma pior evolução . Aproximadamente 50% das mortes são súbitas, provavelmente em razão de arritmias cardíacas. O tratamento das causas subjacentes específicas, como a cessação de ingesta alcóolica , por exemplo , poderão ajudar a prolongar a vida do paciente. No indivíduo com doença arterial coronariana, a irrigação sangüínea deficiente pode provocar angina do peito . Nestes pacientes , o uso de medicamentos , a angioplastia coronariana e a cirurgia de ponte de safena, podem melhorar o quadro de MCD. Em geral , os portadores de MCD necessitarão da utilização de vários medicamentos ( diuréticos , vasodilatadores , etc... ) , que visam melhorar os sintomas e prolongar a expectativa vida . O acúmulo de sangue no coração dilatado pode acarretar a formação de coágulos nas paredes das câmaras cardíacas. Para prevenir a sua      ocorrência, poderão ser utilizadas as drogas anticoagulantes. Um marcapasso artificial e um desfibrilador automático implantável ( dispositivo que identifica e suprime uma arritmia imediatamente através de um choque elétrico ) poderão ser indicados para o tratamento de uma MCD.No entanto, a menos que a causa da MCD possa ser tratada, é provável que a insuficiência cardíaca acarrete a morte do paciente. Devido a esse prognóstico adverso , a MCD é a indicação mais comum para a realização de um transplante cardíaco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Miocardiopatia hipertrófica ( MCH ): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo MCH indica  um grupo de doenças cardíacas caracterizadas por um espessamento  anormal das paredes ventriculares ( hipertrofia ). A  MCH pode ser um defeito genético-hereditário. Ela também pode ocorrer em adultos com acromegalia, um distúrbio resultante do excesso de hormônio do crescimento no sangue ou em portadores de feocromocitoma, um tumor que produz adrenalina. Geralmente, qualquer espessamento das paredes musculares do coração ( hipertrofia ) , representa a uma reação  a um aumento da carga de trabalho , como ocorre na hipertensão arterial ou no estreitamento da válvula aórtica ( estenose aórtica ) . Estes dois distúrbios , aumentam a resistência da saída de sangue do coração. No entanto, os indivíduos com MCH não apresentam essas condições. A intensa hipertrofia dos ventrículos  dificulta que estes relaxem para receber o sangue oxigenado dos  pulmões.Uma das conseqüências , é um acúmulo de líquido nos pulmões ( edema pulmonar ) e, conseqüentemente, uma dificuldade respiratória ( dispnéia ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Sintomas e diagnóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sintomas  típicos da miocardiopatia hipertrófica ( MCH ) são a falta de ar ,  dor torácica,  palpitações e a sensação de desmaio ou até mesmo , o desmaio. Em decorrência dos batimentos cardíacos irregulares ( arritmias cardíacas ), pode ocorrer a morte súbita. Geralmente, o médico suspeita de uma  MCH através do exame clínico. O diagnóstico é confirmado por um ecocardiograma. No caso do médico aventar a possibilidade de uma cirurgia, pode ser necessária a realização de uma  cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Prognóstico e tratamento:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anualmente, cerca de 3% das pessoas com miocardiopatia hipertrófica ( MCH ) morrem. Geralmente, a morte é súbita. A morte por insuficiência cardíaca crônica é menos comum. Pode ser necessário o aconselhamento genético para os indivíduos que apresentam esse distúrbio de natureza congênita e que desejam ter filhos. O tratamento tem como objetivo principal ,  reduzir a resistência cardíaca à entrada de sangue que chega oxigenado dos pulmões , entre cada batimento cardíaco. Administrados de forma isolada ou simultânea, alguns medicamentos são a base do  tratamento.A cirurgia de remoção de parte do miocárdio melhora o refluxo do sangue do coração, mas essa operação é realizada apenas em indivíduos cujos sintomas são incapacitantes apesar da terapia medicamentosa. A cirurgia pode reduzir os sintomas, mas não diminui o risco de vida. O implante de um marcapaso artificial poderá ser indicada em portadores de MCH. Antes de qualquer tipo de tratamento odontológico ou qualquer procedimento cirúrgico,  deverão ser administrados antibióticos para reduzir o risco de infecção do revestimento interno do coração ( endocardite infecciosa ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Miocardiopatia restritiva ( MCR ): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo MCR indica um grupo de doenças cardíacas nas quais as paredes ventriculares enrijecem, mas não necessariamente apresentam espessamento , produzindo uma resistência ao enchimento normal de sangue que chega oxigenado dos pulmões , entre cada batimento cardíaco. Sendo a forma menos comum de miocardiopatia, a  MCR apresenta muitas características da miocardiopatia hipertróifica ( MCH ) e, geralmente a sua causa é desconhecida. Em um de seus dois tipos básicos, o miocárdio é substituído gradualmente por tecido cicatricial ( endomiocardiofibrose ). Em outro tipo, ocorre uma infiltração de um material anormal no miocárdio como, por exemplo, um certo tipo de glóbulo branco ( eosinófilo ) . Outras causas de MCR são  a amiloidose e a sarcoidose. Quando o organismo possui uma quantidade excessiva de ferro, esse metal pode acumular-se no miocárdio, como ocorre na hemocromatose  ( sobrecarga de ferro nos tecidos ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Sintomas e diagnóstico:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A miocardiopatia restritiva (  MCR  ) causa insuficiência cardíaca acompanhada de dificuldade respiratória ( dispnéia ) . O diagnóstico baseia-se, no exame clínico,  eletrocardiograma e , principalmente , no ecocardiograma ( exame que analisa a estrutura e função cardíaca através de imagens ultrassônicas ). A ressonância magnética pode fornecer informações adicionais sobre a estrutura do coração.Um diagnóstico  mais preciso poderá exigir  um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia, para a mensuração das pressões ou uma biópsia do miocárdio ( remoção e exame microscópico de uma amostra ), a qual pode permitir a identificação da substância infiltrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Prognóstico e tratamento:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de até 50% dos indivíduos com miocardiopatia restritiva ( MCR ) podem morrer nos primeiros cinco anos que sucedem ao início dos sintomas. Para a maioria das pessoas com esse distúrbio, não existe uma terapia satisfatória. Por exemplo, os diuréticos, que normalmente são utilizados no tratamento da insuficiência cardíaca, podem reduzir o volume sangüíneo que chega ao coração, agravando o problema em vez de melhorá-lo. As drogas normalmente utilizadas em casos de insuficiência cardíaca que visam reduzir a carga de trabalho do coração, em geral, não ajudam, pois elas podem produzir uma redução excessiva da pressão arterial. Algumas vezes, a causa da MCR pode ser tratada para prevenir uma piora da lesão cardíaca ou mesmo para reverter o quadro. Por exemplo, nos casos de uma sobrecarga de ferro, a remoção de sangue em intervalos regulares reduz a quantidade de ferro depositado no coração. Os indivíduos com sarcoidose podem utilizar corticosteróides . A cirurgia na MCR pode melhorar os sintomas da doença , mas não prolonga a vida do paciente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Doenças do pericárdio ( pericardites e outras )</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/doenas-do-pericrdio-pericardites-e.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:38:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-9195195087217952709</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é o pericárdio? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pericárdio é um saco constituído de duas camadas flexíveis e distensíveis que envolvem o coração. Ele contém uma pequena quantidade de líquido entre estas duas camadas , permitindo o deslizamento de uma camada sobre a outra. O pericárdio mantém o coração em sua posição, impede que este se encha demasiadamente de sangue ao se relaxar e o protege de possíveis infecções que possam acometer o tórax. No entanto, o pericárdio não é essencial à vida e, caso seja removido, ele não produz efeitos mensuráveis sobre o desempenho cardíaco. Em raros casos, ocorre uma ausência congênita do pericárdio . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- O quê é a pericardite aguda ( PA )? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pericardite aguda ( PA ) é uma inflamação do pericárdio que apresenta um início súbito , sendo freqüentemente dolorosa. A inflamação faz com que o líquido e os produtos inflamatórios do sangue ( como fibrina , eritrócitos e leucócitos) , depositem-se no espaço pericárdico , o que chamamos de derrame pericárdico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Causas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pericardite aguda ( PA ) possui muitas causas, desde infecções virais ( as quais podem ser dolorosas mas de breve duração e, em geral, não produzem efeitos duradouros) até o câncer, o qual é potencialmente letal. Outras causas incluem , AIDS, infarto do miocárdio, cirurgia cardíaca, lúpus eritematoso sistêmico, doença reumatóide, insuficiência renal , lesões traumáticas , radioterapia e escape de sangue de um aneurisma da aorta ou dissecção aguda da aorta . A PA também pode ser um efeito colateral de certas drogas, como anticoagulantes , penicilina, procainamida, fenitoína e fenilbutazona . A PA ainda poderá ser recorrente e sem uma causa aparente ( PA idiopática ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Complicações: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamponamento cardíaco é a complicação mais temida e grave de uma pericardite aguda ( PA ). Em geral , o tamponamento é decorrente do acúmulo excessivo de líquido ou de sangue no pericárdio ( derrame pericárdico), afetando o desempenho do coração. Tuberculose , tumores , lesões traumáticas , cirurgias , infecções virais e bacterianas , hipotireoidismo e a insuficiência renal , são causas de tamponamento cardíaco. No tamponamento cardíaco a pressão arterial pode cair bruscamente, atingindo níveis anormalmente baixos durante a inspiração. Para confirmar o diagnóstico, o médico utiliza o ecocardiograma ( procedimento que utiliza ondas ultrassônicas para gerar uma imagem do coração). Freqüentemente, o tamponamento cardíaco representa uma emergência médica. O distúrbio é imediatamente tratado através da drenagem cirúrgica ou da punção do pericárdio com uma agulha longa para remoção de líquido e redução da pressão. Quando possível, a remoção do líquido é realizada com monitorização através do ecocardiograma . No caso de uma PA de origem desconhecida, o médico pode drenar cirurgicamente o pericárdio, coletando uma amostra para auxiliar na determinação do diagnóstico. Depois da pressão ser aliviada, o paciente comumente é mantido hospitalizado como medida de prevenção da recorrência do tamponamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sintomas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, a pericardite aguda ( PA ) provoca febre e dor torácica. A dor pode ser semelhante à de um infarto do miocárdio , exceto pela sua tendência a piorar na posição deitada , durante a tosse ou com a respiração profunda ( caráter ventilatório ).A PA pode causar um tamponamento cardíaco, um distúrbio potencialmente letal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diagnóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um médico poderá diagnosticar a pericardite aguda ( PA ) através da descrição da dor pelo paciente e pela ausculta com o auxílio de um estetoscópio colocado sobre o tórax do paciente. A  pode produzir um rangido forte semelhante ao de um sapato novo de couro ( atrito pericárdico ). O eletrocardiograma pode apresentar um padrão que é típico da doença. O radio X de tórax pode demonstrar um aumento da área do coração e o ecocardiograma ( técnica que utiliza ondas ultrassônicas para gerar uma imagem do coração) podem revelar a presença de uma quantidade excessiva de líquido no pericárdio ( veja a ilustração acima , junto ao título da página ). O ecocardiograma também poderá sugerir a causa básica da PA , por exemplo, um tumor e , mostrar a pressão exercida pelo líquido pericárdico sobre as câmaras cardíacas direitas. A pressão elevada pode ser um sinal de alarme de que existe um tamponamento cardíaco. Os exames de sangue permitem a detecção de alguns distúrbios causadores de pericardite como a leucemia, a AIDS, infecções como a tuberculose, a moléstia reumática e o aumento dos níveis de uréia e creatinina no sangue na insuficiência renal ou do TSH , no hipotireoidismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prognóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gravidade do quadro dependerá da causa da pericardite aguda (PA). Quando causada por vírus ou por uma causa não evidente ( idiopática ) , a recuperação geralmente é completaem uma a três semanas. Complicações ou recorrências podem retardar a recuperação. Os indivíduos que apresentam um câncer que invadiu o pericárdio raramente sobrevivem mais de doze ou dezoito meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, os médicos hospitalizam os pacientes com pericardite aguda (PA), administram drogas que reduzem a inflamação e a dor ( como a aspirina ou o ibuprofeno ) e observam esses pacientes atentamente, verificando a ocorrência de complicações ( sobretudo do tamponamento cardíaco). A dor intensa pode exigir o uso de um opiáceo, como a morfina, ou de um corticosteróide. A droga mais comumente utilizada contra a dor intensa é a prednisona. O tratamento posterior da PA varia dependendo da causa básica. Os indivíduos com câncer podem responder à quimioterapia ( tratamento à base de drogas contra o câncer) ou à radioterapia. No entanto, eles são freqüentemente submetidos à remoção cirúrgica do pericárdio. Os indivíduos submetidos à diálise devido à insuficiência renal normalmente respondem às alterações de seus esquemas de diálise. Os médicos tratam as infecções bacterianas com antibióticos e drenam cirurgicamente o pus acumulado no pericárdio. Sempre que possível, as drogas que podem causar pericardite são suspensas. Os indivíduos com episódios repetidos de PA resultante de infecção viral, lesão ou causa desconhecida podem obter alívio com a aspirina, o ibuprofeno ou corticosteróides. Geralmente, quando o tratamento medicamentoso não é bem sucedido, é realizada a remoção cirúrgica do pericárdio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O quê é a pericardite crônica ( PC )? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PC é a inflamação resultante do acúmulo de líquido no pericárdio ou do espessamento do pericárdio. Ela apresenta um início gradual e persiste durante um longo período de tempo. No caso da PC com derrame, ocorre um acúmulo lento de líquido no pericárdio. A condição pode ser causada por câncer, tuberculose ou hipotireoidismo. Quando possível, as causas conhecidas são tratadas e, caso a função cardíaca seja normal, o médico pode adotar uma atitude expectante, observando a evolução do quadro. A pericardite constritiva crônica ( PCC ) é uma doença que ocorre quando há formação de um tecido fibroso ( cicatricial ), em torno do coração. O tecido fibroso tende a contrair no decorrer do tempo, comprimindo o coração e reduzindo seu tamanho. A compressão aumenta a pressão nas veias que retornam o sangue ao coração porque é necessária maior pressão para enchê-lo. Ocorre um acúmulo de líquido e, em seguida, um escape , com aparecimento de edema nos membros inferiores , no abdômen e, às vezes, nos espaços em torno dos pulmões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Causas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer condição que cause pericardite aguda ( PA ) pode causar pericardite crônica ( PC ), mas geralmente a causa é desconhecida . As origens conhecidas mais comuns da pericardite constrtiva crônica ( PCC ) são as infecções virais , tuberculose e a radioterapia utilizada no tratamento do câncer de mama ou de um linfoma. A PCC também pode ser decorrente de artrite reumatóide, do lúpus eritematoso sistêmico, de alguma lesão prévia ou de uma infecção bacteriana. Antigamente, a tuberculose era a causa mais comum nos Estados Unidos, mas atualmente, ela é responsável por apenas 2% dos casos. No Brasil , África e na Índia, a tuberculose é ainda a causa mais comum de todas as formas de pericardite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sintomas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pericardite crônica ( PC ) causa dispnéia (dificuldade respiratória), tosse (porque a pressão elevada nas veias dos pulmões empurra o líquido para os espaços aéreos) e fadiga ( porque o coração funciona de modo deficiente). Por outro lado, o distúrbio é indolor. Também é comum o acúmulo de líquido no abdômen e nos membros inferiores ( edema ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diagnóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sintomas fornecem indícios importantes para o diagnóstico da pericardite crônica ( PC ), particularmente se não houver outra razões para a redução do desempenho cardíaco . Geralmente, no caso da PCC, o coração não encontra-se aumentado nas radiografias do tórax, ao contrário do que ocorre na maioria das outras cardiopatias. Cerca de metade das pessoas com PCC apresenta depósitos de cálcio no pericárdio, os quais são observados no raio X de tórax. Dois tipos de procedimentos podem confirmar o diagnóstico. O cateterismo cardíaco é utilizado para mensurar a pressão arterial nas câmaras cardíacas e nos principais vasos sangüíneos. Opcionalmente, o médico pode lançar mão da ressonância magnética (RM) ou da tomografia cardíaca (TC) para mensurar a espessura do pericárdio. Em geral, a espessura do pericárdio é inferior a 3 mm, mas, na PCC ela pode atingir 6 mm ou mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os diuréticos ( drogas que promovem a eliminação do excesso de líquido) auxiliem na redução dos sintomas da pericardite crônica ( PC ), o único tratamento possível é a remoção cirúrgica do pericárdio. A cirurgia cura cerca de 85% das pessoas submetidas ao procedimento. Entretanto, como o risco de vida é de 5 a 15%, a maioria das pessoas afetadas opta pela cirurgia quando o distúrbio interfere de forma substancial nas atividades cotidianas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Endocardite infecciosa</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/endocardite-infecciosa.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:37:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-1516247505638535214</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é a endocardite infecciosa ( EI ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A endocardite infecciosa ( EI )  é  uma  doença grave , na qual ocorre uma  infecção do endocárdio ( revestimento interno do coração ) ou das válvulas cardíacas . A   EI  geralmente é causada por bactérias  e, mais raramente, por fungos  , que invadem a corrente sangüínea ou contaminam diretamente o  coração durante uma cirurgia cardíaca. As válvulas anormais ou as próteses valvulares , são mais suscetíveis a infecções . Um achado típico da doença é o surgimento de vegetações ( acúmulos de bactérias , células inflamatórias e coágulos sangüíneos nas válvulas ) , as quais podem se desprender do coração em direção à órgãos vitais,  obstruindo o fluxo sangüíneo dos mesmos  ( embolização arterial ). Essas obstruções são graves e podem causar um derrame cerebral ou infarto do miocárdio  . A  EI pode ocorrer subitamente , sendo potencialmente fatal em questões de dias (  EI aguda ), ou pode evoluir de uma forma gradual , ao longo de um período de semanas a meses ( EI subaguda ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Causas:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A endocardite infecciosa ( EI ) costuma surgir a partir de duas situações : a presença de bactérias circulando no sangue ( bacteremia ) e uma doença cardíaca que predisponha ao aparecimento da doença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bactérias circulando no sangue : embora as bactérias normalmente não estejam presentes no sangue, uma lesão da pele, da mucosa oral ou das gengivas ( mesmo uma lesão em decorrência de uma atividade normal , como escovar os dentes  ), podem permitir que um pequeno número de bactérias invadam a corrente sangüínea. A gengivite ( infecção e inflamação das gengivas), as infecções de pele ou de outras partes do organismo , podem permitir que bactérias entrem na corrente sangüínea , aumentando o risco da ocorrência de uma endocardite infecciosa ( EI ). Certos procedimentos cirúrgicos, odontológicos e médicos, também podem facilitar a entrada de bactérias na corrente sangüínea. Por exemplo, o uso de linhas intravenosas ( para a infusão de soros , nutrientes ou medicamentos ) , a cistoscopia ( inserção de um tubo que permite a visualização do interior da bexiga) e a colonoscopia ( inserção de um tubo para visualização do interior intestino grosso ) também podem levar a passagem de bactérias para o sangue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doença cardíaca predisponente: em pessoas com  válvulas cardíacas normais, a presença de bactérias no sangue não costuma acarretar qualquer dano ,pois os glóbulos brancos de defesa , chamados de leucócitos , normalmente destroem essas bactérias. Entretanto, em pacientes com doenças da válvulas cardíacas  , as bactérias poderão se alojar no endocárdio  e, posteriormente , começarem a se  multiplicar. Raramente, quando uma válvula cardíaca é substituída por uma válvula artificial ( prótese valvular ) , pode ocorrer a introdução de bactérias no ato cirúrgico. Os indivíduos que apresentam um defeito  congênito do coração , como a comunicação entre os ventrículos ( comunicação interventricular ) , também apresentam maior risco de sofrer de uma EI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de algumas bactérias no sangue ( bacteremia ) pode não produzir sintomas imediatos, mas é possível que a bacteremia evolua para uma  septicemia . Esta é uma  infecção grave , em geral , provocando febre alta , calafrios, tremores e hipotensão arterial. Algumas vezes, as bactérias que causam a EI aguda são suficientemente agressivas para infectar válvulas cardíacas normais. As bactérias que causam EI subaguda, quase sempre, infectam apenas válvulas anormais ou lesadas. Nos Estados Unidos, quase todos os casos de EI ocorrem em indivíduos com defeitos congênitos das câmaras e das válvulas cardíacas, em indivíduos com válvulas cardíacas artificiais e em idosos com lesão valvular causada pela moléstia reumática na infância ou com alterações valvulares relacionadas ao envelhecimento.Os usuários de drogas injetáveis apresentam um grande risco de EI , pois é comum a injeção de bactérias diretamente na corrente sangüínea através de agulhas, seringas ou soluções de drogas contaminadas. Nos usuários de drogas injetáveis e nos indivíduos que apresentaram EI em decorrência do uso prolongado de cateteres, a válvula de entrada para o ventrículo direito ( válvula tricúspide ) é a mais freqüentemente infectada. Na maioria dos outros casos de EI , a válvula de entrada para o ventrículo ( válvula mitral ) , costuma ser a mais acometida pela EI. Para um indivíduo com uma válvula artificial, o risco de EI é maior durante o primeiro ano após a cirurgia. Transcorrido esse período, o risco diminui, mas permanece discretamente maior que o normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Sintomas :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A endocardite infecciosa ( EI )  em sua forma aguda  , apresenta um início súbito, com febre elevada    ( 38,5 a 40°C), freqüência cardíaca aumentada, fadiga e dano rápido e extenso da válvula cardíaca afetada. Vegetações endocárdicas desalojadas ( êmbolos ) , podem deslocar-se para outras áreas e criar novos locais de infecção. Agrupamentos de pus (abscessos) podem formar-se na base das válvulas cardíacas infectadas ou em qualquer local onde tenha havido depósito de êmbolos. As válvulas cardíacas podem ser perfuradas e podem ocorrer escapes importantes de sangue em poucos dias. São comuns os sintomas de insuficiência cardíaca:  astenia, falta de ar , inchaço nas pernas e no abdômen. Algumas pessoas entram em choque e seus rins e outros órgãos param de funcionar ( sépsis ). Infecções arteriais podem enfraquecer as paredes dos vasos sangüíneos, fazendo com que eles se rompam. A ruptura pode ser fatal, particularmente quando ocorre no cérebro ou em áreas próximas ao coração. Na  EI de apresentação subaguda , os sintomas  podem iniciar meses antes que a lesão valvular ou a liberação dos êmbolos , tornem o diagnóstico evidente para o médico. Os sintomas incluem a fadiga, febre baixa ( até 38°C), perda de peso, sudorese e anemia ( baixa contagem de hemácias ou glóbulos    vermelhos ). O médico pode suspeitar de EI quando o indivíduo apresenta febre sem apresentar uma origem evidente de infecção, quando surge um novo sopro cardíaco ou quando ocorre alteração de um sopro cardíaco já existente. O médico pode observar o aumento do baço ou o aparecimento de manchas muito pequenas na pele, parecidas com pequenas sardas , ou de manchas similares no branco dos olhos ( esclera ) ou sob a unha dos dedos das mãos. Essas manchas são áreas minúsculas de sangramento causadas por êmbolos pequenos que se desprenderam das válvulas cardíacas. Êmbolos maiores podem causar dores abdominais, obstrução súbita de uma artéria que irriga um membro superior ou inferior, sangramento urinário ( infarto renal ) , infarto do miocárdio ou derrame    cerebral  . Outros sintomas de EI aguda e subaguda incluem os calafrios, dores articulares, palidez da pele, batimentos cardíacos rápidos, nódulos subcutâneos  dolorosos e confusão mental . A EI de uma válvula cardíaca artificial pode ser aguda ou subaguda. Em comparação com a infecção de uma válvula natural, é mais provável que a infecção de uma válvula artificial se dissemine ao miocárdio da base da válvula, provocando o desprendimento dessa estrutura. Nesse caso, é necessária uma cirurgia de emergência para substituição da válvula, pois a insuficiência cardíaca em decorrência do escape valvular muito intenso pode ser fatal. Algumas vezes, o sistema de condução elétrica do coração é atingido , resultando em arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração , podendo acarretar uma perda súbita de consciência ou mesmo à morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Diagnóstico:   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, os indivíduos que apresentam suspeita de endocardite infecciosa ( EI ) em sua forma aguda , são imediatamente hospitalizadas para a confirmação do diagnóstico e a instituição de um tratamento. No início do quadro , os sintomas da EI subaguda são vagos, a infecção pode lesar as válvulas cardíacas ou disseminar-se para outros locais antes do problema ser diagnosticado. A EI subaguda não tratada pode ser tão fatal quanto a EI aguda. O médico suspeita de EI baseando-se apenas nos sintomas, principalmente quando eles ocorrem em um indivíduo com uma doença predisponente ( doenças das válvulas cardíacas ou uma  doença cardíaca congênita ). O ecocardiograma, principalmente do tipo transesofágico , exame que utiliza ondas de ultrassom refletidas para gerar imagens do coração, pode identificar as vegetações e lesões valvulares. A ilustração no canto superior esquerdo desta página, mostra uma vegetação cardíaca , observada em um ecocardiograma. Para identificar a bactéria causadora da doença, o médico deve coletar amostras de sangue e submetê-las à cultura ( hemocultura ). Como em determinadas ocasiões as bactérias são liberadas na corrente sangüínea em quantidades suficientes que permitem a sua identificação, três ou mais amostras devem ser coletadas em ocasiões diferentes, visando aumentar a probabilidade de pelo menos uma das amostras conter bactérias em número suficiente para que o crescimento em laboratório seja possível . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Prevenção e  tratamento :    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma medida preventiva para o surgimento da endocardite infecciosa ( EI ) , os indivíduos com doenças das válvulas cardíacas ( exemplo: insuficiência mitral por prolapso da válvula mitral ), válvulas artificiais ( exemplo: prótese metálica mitral ) ou com certos defeitos congênitos ( exemplo: comunicação interventricular ) , deverão ser tratadas com antibióticos antes de procedimentos  de certos procedimentos odontológicos. É por essa razão que os dentistas e médicos precisam saber se seus pacientes apresentam um destes  distúrbios acima , predisponentes ao aparecimento da EI. Embora  o risco de EI após estes procedimentos seja baixo   , as  conseqüências desta doença são muito graves. Por esta razão , que quase todos os dentistas e médicos acreditam que a administração de antibióticos , cerca de uma hora antes desses procedimentos , é uma precaução justificável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Hipertensão arterial</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/hipertenso-arterial.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:36:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-3781327854705895253</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é a hipertensão arterial ( HA )?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  hipertensão arterial ( HA) ou hipertensão arterial sistêmica , é  uma  doença  de   origem multifatorial ( que apresenta várias causas ) , geralmente assintomática ,  caracterizada pela elevação dos níveis da pressão arterial . Sua presença aumenta o risco do desenvolvimento de complicações cardiovasculares , como o acidente vascular cerebral ( derrame cerebral ) , infarto do miocárdio , insuficiência cardíaca ,  doenças da aorta ( aneurismas e outras )  , retinopatia ( doença da retina   ) e insuficiência renal. A HA  é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento da aterosclerose ( aparecimento  de  placas  de  gordura   na parede das  diversas  artérias do organismo ) . A associação da  HA  com outros fatores de risco cardiovascular , como a obesidade abdominal ,  diabete melito e as dislipidemias ( anormalidades do colesterol e suas frações ) , é um achado freqüente , denotando um mecanismo comum entre estas doenças . Esta associação de fatores de risco cardiovascular é a característica principal da síndrome metabólica . A  HA é uma doença  que pode iniciar desde a infância e acomete cerca de 25 a 30% dos adultos ( 18 a 60 anos de idade ) . Entre os idosos ( pessoas com 60 anos de idade ou mais ) ,  uma população crescente em nosso país , estas cifras são ainda mais expressivas , ultrapassando  valores de  50%  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Causas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipertensão arterial ( HA ) pode ser primária ( origem multifatorial , sem uma causa específica ) ou secundária ( com uma causa específica ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- HA  primária : não apresenta uma causa aparente , correspondendo a grande maioria dos casos ( mais de 90% ). A HA primária é uma doença multifatorial  , pois , diversos aspectos contribuem para o seu aparecimento : idade , sexo ( os homens geralmente iniciam o quadro de HA antes dos 50 anos e as mulheres após os 50 anos ) , excesso de peso , raça ( afrodescendentes  sofrem mais de HA ) , sedentarismo , fatores sócio-econômicos ( pessoas de nível social mais baixo são mais propensas ao desenvolvimento da HA ) ,  ingesta excessiva de sal  , história familiar ( genética ) , entre outros fatores . A presença de HA primária ,  obesidade abdominal ,  resistência à ação da insulina ( hormônio que permite a entrada do açúcar para dentro das células ) , elevação dos níveis de glicemia ( açúcar no sangue ) e dos triglicerídeos , associados com baixos níveis de HDL-colesterol ( "colesterol bom" ) , são os componentes da  síndrome metabólica .  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- HA secundária : apresenta uma causa aparente  , correspondendo a minoria dos casos ( menos de 10% ). São causas de HA secundária: doenças renais , doenças das artérias renais ( comprometimento por aterosclerose ou displasia fibromuscular ) , doenças da supra-renal ( acarretam um excesso na produção do hormônio aldosterona ,   o qual  retém sódio e água ) , síndrome de Cushing ( excesso na produção de corticóide pelo organismo ) , feocromocitoma ( tumor que produz catecolaminas , substâncias que elevam o batimento cardíaco e a pressão arterial ) , coarctação da aorta ( estreitamento congênito da artéria aorta ) , doenças da tireóide ( hipo ou hipertireoidismo ) , ação de medicamentos ( aintiinflamatórios , corticóides , descongestionantes nasais , inibidores de apetite , anticoncepcionais , terapia de reposição hormonal e certos antidepressivos ) ,  ingesta excessiva de  álcool  , uso de drogas ilícitas ( como  cocaína e seus derivados ) , síndrome da apnéia do sono ( roncos e paradas respiratórias noturnas , associadas a fadiga e sonolência diurna ) , entre outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Sintomas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipertensão arterial ( HA ) não costuma causar sintomas , por isso , é conhecida como a "matadora silenciosa" . Sintomas com dor de cabeça , mal estar , tonturas e sangramento nasal não apresentam uma boa correlação com níveis elevados da pressão arterial . Muitas vezes , o diagnóstico de HA é realizado apenas na vigência de complicações cardiovasculares ( veja abaixo ) . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Complicações: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipertensão arterial ( HA ) é um importante fator de risco para o desenvolvimento de complicações  em vários locais do organismo , chamadas de "lesões  em  orgãos-alvo" . A presença de níveis mais elevados  de pressão arterial e a presença de outros fatores de risco cardiovascular , como tabagismo , dislipidemidas ( anormalidades do colesterol e  suas frações ) ou diabete melito , aumentam muito o risco do desenvolvimento de lesões em orgãos-alvo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coração : a hipertrofia do ventrículo esquerdo ( espessamento anormal do músculo cardíaco , resultante de uma sobrecarga causada por uma pressão arterial aumentada ) , é uma das primeiras anormalidades cardíacas decorrentes da HA. Outras complicações cardíacas são : angina do peito , infarto do miocárdio , insuficiência cardíaca , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cérebro : isquemia cerebral transitória , acidente vascular cerebral ( derrame cerebral ) e demência vascular.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rins : disfunção renal com perda urinária de proteínas até insuficiência renal crônica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vasos:  aterosclerose ( formação de placas de gordura ou ateromas na parede das artérias ) e doenças da aorta ( aneurismas e outras ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olhos: comprometimento da retina , podendo chegar à cegueira.             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Diagnóstico :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser uma doença geralmente sem sintomas , grande parte dos portadores de hipertensão arterial ( HA ) não estão cientes sobre a existência da doença. Um estudo brasileiro , demonstrou que apenas 50% dos hipertensos sabia de fato sobre a existência de sua doença. O diagnóstico da  HA   fundamenta-se na medida da pressão arterial. Na maioria dos casos, o diagnóstico de HA exige a constatação de uma pressão arterial elevada em diversas consultas . Este diagnóstico , poderá ser confirmado por um exame que avalie a pressão arterial fora do consultório ( veja abaixo ). De  uma forma didática , podemos dizer que a  pressão arterial sistólica ( máxima ) , resulta do impacto do  sangue na aorta  após ser ejetado pelo coração. A  pressão arterial diastólica ( mínima ) , corresponde ao acomodamento desse sangue que foi ejetado  na circulação sangüínea. O valor destas duas pressões são expressas em milímetros de mercúrio  ( exemplo : 124/82 mmHg ).  Tanto a pressão arterial sistólica quanto a diastólica , quando elevadas , aumentam o risco de complicações cardiovasculares . Estas pressões costumam se elevar ao longo da vida , no entanto , após os 50 anos de idade a pressão arterial diastólica para de se elevar , podendo inclusive diminuir. Logo , em pessoas idosas , na qual as artérias são mais calcificadas e endurecidas , comumente observamos um aumento apenas da pressão arterial sistólica . Esta forma particular de HA  é chamada de hipertensão arterial sistólica isolada ( veja abaixo ) . Em adultos , o risco cardiovascular começa a aumentar a partir de valores da pressão arterial superiores a 115/75 mmHg , por isso , consideramos a pressão arterial ótima quando esta for inferior à 120/80 mmHg.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Classificação da pressão arterial : ótima ( inferior a 120/80 mmHg ) , normal ( entre 120-129  / 80-84 mmHg ) , limítrofe ( entre 130-139 / 85-89 mmHg ) , hipertensão ( maior ou igual a 140/90 mmHg ) e hipertensão sistólica isolada ( maior que 140 mmHg e  inferior a 90 mmHg ).   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Comportamento da pressão arterial no ambiente médico ou de consultório : a medida da pressão arterial é um ato médico aparentemente simples , mas que apresenta inúmeras limitações , relacionadas ao paciente , ao médico , aos equipamentos utilizados e a técnica empregada para a medida da pressão arterial ( leia a página sobre como medir corretamente a pressão arterial ).  A pressão arterial poderá alterar-se significativamente por influência do ambiente médico ou de consultório .Este  fato dificulta o correto diagnóstico da  doença  . Neste contexto , poderão ocorrer as seguintes situações em relação a pressão arterial : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Não ocorrer nenhuma alteração significativa ( corresponde a maioria dos casos ) . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#  "Efeito do avental branco "   , ou seja , uma elevação da pressão arterial que ocorre em pessoas com ou sem HA  , mas que não altera o seu diagnóstico definitivo ( em pessoas sem HA , essa elevação não é suficiente para colocá-lo na categoria de um paciente hipertenso , ou seja , com pressão arterial igual ou maior que 140/90 mmHg ) . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# " Hipertensão do avental branco " ,  ou seja , uma elevação da pressão arterial a um nível de hipertensão arterial ( pressão arterial maior ou igual a 140/90 mmHg ) , em uma pessoa que fora do consultório é normotensa ( corresponde  a até 30% dos pacientes com suspeita de HA ).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# "Normotensão do consultório"  , ou seja , uma queda da pressão arterial  a níveis inferiores à 140/90 mmHg , em pacientes que são realmente hipertensos fora do consultório . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso , uma grande porporção dos pacientes hipertensos necessitará de uma confirmação de seu diagnóstico através de um exame  que analise a pressão arterial fora do ambiente médico ou de consultório ( leia as páginas sobre MAPA - monitorização ambulatorial da pressão arterial e MRPA - monitorização residencial da pressão arterial ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 5- Prognóstico:   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipertensão arterial ( HA ) não tratada corretamente , explica 25% dos casos de diálise por insuficiência renal crônica terminal, 80% dos acidentes vasculares cerebrais (derrame cerebral ) e 60% dos casos de infarto do miocárdio. Essas doenças são a principal causa de morte no país ,  quase 300 mil óbitos por ano. As complicações, quando não levam à morte, prejudicam a qualidade de vida do paciente e oneram o Estado. Dados do Instituto Nacional de Seguridade Social ( INSS ) demonstram que 40% das aposentadorias precoces decorrem de derrames cerebrais e infartos do miocárdio. As doenças cardiovasculares foram responsáveis por 1,18 milhões de internações no Sistema Único de Saúde ( SUS ) em 2005, a um custo aproximado de 1,3 bilhões de reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 6- Tratamento e prevenção : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  tratamento da hipertensão arterial ( HA ) pode ser dividido em não-medicamentoso e medicamentoso.  Valores abaixo de 120/80 mmHg ( pressão arterial ótima ) , seriam a meta ideal a ser  obtida em todos os pacientes , no entanto , estes valores não costumam  ser facilmente alcançados . Em grande parte dos pacientes , a meta mais realista é manter a pressão arterial  pelo menos abaixo de 140/90 mmHg. Em diabéticos , portadores de vários fatores de risco e naqueles com doença cardiovascular comprovada , a meta mínima a ser perseguida seriam valores abaixo de 130/85 mmHg ( pressão arterial normal ). As mesmas medidas adotas para o tratamento não-medicamentoso da HA , também servem para a sua prevenção.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento não-medicamentoso: são basicamente mudanças nos  hábitos de vida. As medidas a serem adotadas por todos os hipertensos são as seguintes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#  Perda de peso: hipertensos com excesso de peso deve emagrecer. O objetivo é atingir uma circunferência abdominal adequada ( inferior à 94 cm nos homens e 80 cm nas mulheres ) e um índice de massa corporal ( peso dividido pela a altura ao quadrado = P / H2 ) inferior a 25 kg/m2. A perda de dez quilos  pode diminuir a pressão arterial sistólica em 5 a 20 mmHg , sendo a medida não-medicamentosa de melhor resultado. Uma dieta com baixa caloria e um aumento do gasto energético com atividades físicas , são fundamentais para a perda de peso ( leia as páginas sobre obesidade e emagrecimento ).   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Alimentação adequada: a dieta do hipertenso deverá ser pobre em sal e rica em potássio , magnésio e cálcio . A dieta pobre em sal ( hipossódica ) deverá restringir a ingesta diária de sal em 6 gramas ( 2,4 gramas de sódio ) , ou seja , 4 colheres rasas de café de sal = 4 gramas de sal , mais 2 gramas de sal próprio dos alimentos ( evite :  conservas  , frios , enlatados , embutidos , molhos prontos , sopas de pacote  , queijos amarelos , salgadinhos , etc... ) .O consumo de vinagre , limão , azeite de oliva , pimenta  e ervas  está permitido , pois estes alimentos não influenciam na pressão arterial. Uma dieta hipossódica pode reduzir a pressão arterial sistólica em 2 a 8 mmHg. Uma  dieta rica em potássio e magnésio poderá ser obtida através de uma ingesta rica de feijões , ervilhas , vegetais verde escuros , banana , melão ,laranja , cenoura ,beterraba , frutas secas , tomates ,e batata inglesa . O cálcio da dieta poderá ser obtido através de derivados do leite com baixo teor de gorduras  , como o leite e o iogurte desnatados e os queijos brancos. Uma dieta , chamada de DASH , composta de frutas , verduras , fibras , alimentos integrais , leite desnatado , pobre em colesterol e gorduras saturadas , foi testada e demonstrou  ser capaz de reduzir a pressão arterial sistólica em 8 a 14 mmHg. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Ingesta moderada de bebidas alcóolicas : o hipertenso deve evitar uma ingesta regular de bebidas alcóolicas e , quando isto ocorrer , esta ingesta deverá ser limitada a 30 gramas de etanol nos homens ( 700 ml de cerveja = 2 latas de 350 ml  ou 300 ml de vinho = 2 taças de 150 ml ou 100 ml de destilado = 3 doses de 30 ml ) e 15 gramas de etanol nas mulheres , ou seja , 50% da quantidade permitida para homens. A  diminuição da ingesta excessiva de bebidas alcóolicas pode diminuir a pressão arterial sistólica em  2 a 4 mmHg.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Cessação do hábito de fumar : o tabagismo aumenta muito o risco de complicações cardiovasculares em pacientes portadores de HA , logo , deverá ser abandonado ( leia as páginas sobre  como parar de fumar ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Prática regular de exercícios físicos: o paciente hipertenso deverá praticar exercícios físicos aeróbicos ( caminhada , corrida , ciclismo , dança ou natação ),  3 a 5 vezes por semana , com uma duração mínima de 30 minutos e uma intensidade moderada (  50 a 70% da freqüência cardíaca máxima para indivíduos sedentários e 60 a 80% da freqüência cardíaca máxima para indivíduos treinandos ). O início de um programa de exercícios físicos deverá ser precedido por uma avaliação médica . Hipertensos severos não devem inciar exercícios físicos antes de um controle satisfatório da sua  pressão arterial. A prática regular de exercícios físicos pode reduzir a pressão arterial sistólica em 4 a 9 mmHg ( leia a página sobre exercícios físicos e hipertensão arterial ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Controle do estresse emocional :o estresse emocional persistente pode contribuir para a manutenção de uma pressão arterial mais elevada.Técnicas de controle do estresse emocional podem ser úteis no controle da HA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento medicamentoso : o uso de medicamentos deverá ser instituído de forma imediata em hipertensos graves ou naqueles que apresentam mais fatores de risco cardiovascular ( tabagismo , diabete melito , obesidade abdominal , dislipidemias , idade maior que 60 anos, etc...)  ou ainda , nos pacientes que apresentam evidências de lesões em orgãos- alvo da HA . Atualmente dispomos de uma infinidade de medicamentos para o combate da HA . A opção por uma ou outra medicação , deverá levar em conta aspectos individuais de cada paciente. Cerca de 70% ou mais dos hipertensos necessitará de duas ou mais medicações para o controle adequado de sua pressão arterial. Infelizmente , pelo caráter crônico , assintomático e incurável da doença , grande parte dos pacientes portadores de HA  abandonam o tratamento. Em um estudo brasileiro recente , constatou-se que menos de 10% dos pacientes hipertensos apresentavam um controle satisfatório da pressão arterial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Infarto do miocárdio</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/infarto-do-miocrdio.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:35:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-8741334018907323200</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é o infarto do miocárdio (IM)? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O infarto do miocárdio ( IM) , também chamado de infarto agudo do miocárdio  ou, simplesmente, "ataque cardíaco", é uma emergência médica em que parte do fluxo sangüíneo do coração sofre uma interrupção súbita  e  intensa, produzindo morte das células  do músculo cardíaco (miocárdio) . O pico de ocorrência do primeiro IM costuma ser aos  55 anos de idade nos homens e aos  65 anos de idade nas mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Causas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, o infarto do miocárdio (IM) ocorre quando há uma interrupção súbita e intensa do fluxo de sangue através de uma artéria coronária que irriga uma região  do coração , ocorrendo  morte de parte do tecido cardíaco. Geralmente a causa desta interrupção do fluxo sangüíneo   é o acidente de uma  placa de ateroma , ou seja, uma ruptura de uma placa de gordura . Esta ruptura acarreta a formação de um coágulo que interrompe o fluxo sangüíneo neste local da artéria. O IM é uma das manifestações da doença arterial coronariana, caracterizada pela formação de ateromas na parede das artérias coronárias ( leia as páginas sobre  fatores de risco cardiovascular , aterosclerose e doença arterial coronariana). Raramente, o IM ainda poderá ser ocasionado por outras causas , como :  uso de drogas ilícitas ( cocaína e derivados ) , aneurismas das artérias coronárias, dissecção aórtica aguda com acometimento  da origem das artérias coronárias, vasculites (inflamação das artérias coronárias) ou embolização por um coágulo que sai da cavidade cardíaca e se aloja na coronária ou por uma vegetação, que se despreende de uma válvula acometida por endocardite infecciosa. Curiosamente, uma pequena parte dos pacientes que sofrem um IM, apresentam artérias coronárias  aparentemente normais no caterismo cardíaco e cineangiocoronariografia ( exame contrastado que observa o fluxo de sangue através das artérias coronárias ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Sintomas:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o infarto do miocárdio (IM) possa ocorrer sem sintomas ( IM silencioso ) , fato mais comum em idosos, cerca de 80% dos casos de IM sintomáticos , cursam com dor no peito. Geralmente, a dor típica do IM é um desconforto torácico localizado na região central do peito, a qual pode irradiar para as costas,  mandíbula , membros superiores e dorso . A dor ainda  pode ocorrer apenas em uma ou várias dessas localizações e não no peito. A dor de um IM é semelhante a dor da angina do peito , porém costuma ser mais  prolongada e não é aliviada pelo repouso e nem pelo uso de nitratos ( vasodilatadores ). Menos freqüentemente, a dor é localizada na parte superior do abdômen, podendo ser confundida com uma indigestão, úlcera ou gastrite. Durante um IM, o indivíduo ainda pode apresentar uma sudorese excessiva, palidez, agitação, tontura, desmaio, ansiedade ou até uma sensação de morte iminente. Apesar de todos os sintomas possíveis, um em cada cinco indivíduos que sofrem um IM apresentam apenas sintomas leves ou não apresentam sintomas. Esse IM , chamado de silencioso, poderá ser detectado algum tempo após a sua ocorrência, através de um eletrocardiograma de rotina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Diagnóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que um  paciente apresentar-se com queixa de dor torácica , principalmente se for portador de  fatores de risco cardiovascular ,  a hipótese de um infarto do miocárdio  ( IM ), deverá ser considerada . No entanto, vários outros distúrbios podem provocar uma dor semelhante:  pneumonia, um coágulo no pulmão (embolia pulmonar), uma inflamação da membrana que envolve o coração (pericardite),  fratura de costela, um espasmo esofágico,  indigestão ou um aumento da sensibilidade da musculatura do tórax, associada a um quadro de ansiedade ou  após um esforço. Geralmente , a realização do eletrocardiograma e a dosagem seriada de enzimas cardíacas  no sangue , podem confirmar o diagnóstico de um IM em poucas horas. O eletrocardiograma é o exame inicial  , podendo demonstrar certos achados típicos de um IM ( supradesnível do segmento ST ou um novo bloqueio do ramo esquerdo ) , os quais são  suficientes para que o médico inicie imediatamente uma terapia na tentativa de abrir a artéria que está obstruída, através de uma angioplastia coronariana ou  através da  infusão de uma droga que dissolve coágulos ( trombolítico ). O eletrocardiograma  poderá ser  normal na vigência de um IM , no entanto , este fato é incomum quando são realizados eletrocardiogramas seriados. A elevação de  enzimas cardíacas no sangue é obrigatória para o diagnóstico de IM, pois traduz a morte de células do músculo cardíaco, que são liberadas na circulação . Infelizmente , estas enzimas costumam elevar-se  após 4 a 6 horas do início do quadro, podendo pemanecer elevadas por alguns dias.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Complicações:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, após um infarto do miocárdio (IM), o paciente deverá permanecer na unidade de terapia intensiva por pelo menos 72 horas. Esta medida visa monitorar o surgimento de complicações após o IM. As principais complicações são: angina do peito após IM, ocorrência de um novo IM, insuficiêcia cardíaca , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elérica do coração ( que aceleram ou lentificam o batimento cardíaco ) , pericardite (inflamação da membrana que envolve o coração), complicações mecânicas (ruptura cardíaca, insuficiência da válvula mitral,  comunicação entre os ventrículos e aneurisma ventricular), parada cardiorrespiratória e morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Tratamento: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paciente com suspeita de infarto do miocárdio (IM) deverá ser internado imediatamente em unidade de terapia intensiva, visando monitorar seus dados vitais, oxigenação e traçado eletrocardiográfico ( leia a página sobre o quê são as unidades de dor torácica?  ). A primeira medicação a ser administrada é o ácido acetil salicílico (aspirina). O clopidogrel, outra droga que inibe a agregação das plaquetas no sangue, também deverá ser administrada. A nitroglicerina ou nitratos ( vasodilatadores ) são usados para o combate da dor, no entanto, o uso de morfina ( analgésico potente ) poderá ser necessário. Conforme o traçado do eletrocardiograma, o médico assistente poderá suspeitar que a artéria causadora do IM esteja obstruída parcialmente ou totalmente ( IM sem e com supradesnível do segmento ST no eletrocardiograma ), No primeiro caso, não será necessário a realização de um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia de emergência, pois nestes casos o tratamento inicial será com medicações para tentar dissolver o coágulo ( trombo ) , formado na artéria. No segundo caso, será necessário utilizar uma opção de tratamento que possibilite abrir a  artéria  totalmente obstruída o mais rápido possível, desta forma, minimizando a área cardíaca afetada pelo IM. Para tal, dispomos de duas modalidade de tratamento: os trombolíticos (administrados de forma injetável através de uma veia no braço) ou a angioplastia coronariana (introdução de um cateter provido de uma balão em sua extremidade, até o local obstruído, permitindo assim, o restabelecimento do fluxo de sangue ). Os betabloqueadores (medicamentos que diminuem o batimento cardíaco), os inibidores da enzima de conversão ( vasodilatadores ) e as vastatinas ( drogas redutoras de colesterol ) , também costumam ser prescritos para a maioria dos pacientes . O  tratamento cirúrgico do IM está reservado para os casos aonde ocorrem as complicações mecânicas citadas acima ( nestes casos a cirurgia costuma ser de emergência ) ou para realização de uma revascularização miocárdica , chamada de bypass ou cirurgia de ponte de safena , geralmente 7 a 10 dias após o diagnóstico de IM . A  revascularização miocárdica está indicada em pacientes com lesão do tronco da artéria coronária esquerda,  certos casos aonde ocorre insucesso da angioplastia coronariana, certos casos de IM com choque cardiogênico ( falência cardíaca associada a redução da pressão arterial ) e em pacientes multiarteriais ( comprometimento por placas de gordura em várias artérias ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Prevenção: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a página sobre dez mandamentos para prevenir o infarto do miocárdio ( IM ).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Prognóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O risco de morte durante o período de internação em um paciente que sofreu um infarto do miocárdio (IM), poderá ser estimado analisando-se as seguintes variáveis: idade avançada,  baixo peso, antecedentes de hipertensão arterial, angina do peito  ou diabete melito,  redução da pressão arterial sistólica ou máxima ( inferior a 100 mmHg ), aumento do batimento cardíaco  (superior a 100 por minuto), sinais de diminuição da força de contração do coração  ( deficiência de bombeamento do sangue), certas alterações do eletrocardiograma  e retardo no início da terapia de reperfusão (angioplastia coronariana ou uso de trombolítico , iniciados após  4 horas do surgimento do quadro de IM). Levando em conta a presença destas variáveis, o paciente poderá ser classificado quanto ao seu  risco de morte: baixo risco (menos de 2%) , médio risco (cerca de 10%) ou alto risco (mais que 20%) de morte, no período de internação hospitalar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Insuficiência cardíaca</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/insuficincia-cardaca.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:33:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-8758391194180659415</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O que é a insuficiência cardíaca ( IC ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insuficiência cardíaca ( IC ) ou insuficiência cardíaca congestiva , é uma condição grave , na qual a quantidade de sangue que o coração é capaz de bombear a cada minuto ( débito cardíaco) , é insuficiente para suprir as necessidades de oxigênio e  nutrientes de todo organismo. A IC tem muitas causas, incluindo as doenças cardiológicas ou doenças de outros órgãos que afetem o funcionamento do coração. Atualmente com as opções de tratamento possíveis , os indivíduos com IC podem viver muitos anos. No Brasil , segundo os dados do DATA-SUS , a IC é a principal causa de hospitalização em nosso país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Causas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insuficiência cardíaca ( IC ) pode surgir a partir de qualquer doença que afete o coração e interfira na circulação. Certas doenças podem afetar seletivamente o músculo cardíaco , chamado de miocárdio. São as doenças do músculo cardíaco ou miocardiopatias    , que comprometem a capacidade de contração e relaxamento do coração. Estas miocardiopatias costumam ser divididas em 3 grandes grupos : dilatada ( ex: miocardiopatia causada pela doença arterial coronariana ), restritiva ( ex: endomiocardiofibrose ) e a hipertrófica ( ex: miocardiopatia hipertrófica ). A causa mais comum de  dilatação e disfunção do músculo cardíaco  é a doença arterial coronariana   ( miocardiopatia dilatada isquêmica ) , a qual  limita o fluxo sangüíneo por placas de gordura , podendo ainda acarretar angina do peito ou um infarto do miocárdio , outras manifestações comuns da doença . A miocardite ( infecção do miocárdio causada por bactéria, vírus ou outros microrganismos ) também pode lesar o músculo cardíaco levando a uma IC . Doenças das válvulas cardíacas também levam a IC. Um estreitamento da válvula ( ex: estenose mitral ou aórtica  )  poderá obstruir significativamente o fluxo sangüíneo entre as câmaras cardíacas ou entre o coração e as artérias principais. Alternativamente, uma válvula insuficiente ( ex: insuficiência mitral ou insuficiência aórtica ) , poderá acarretar um refluxo significativo do sangue, impedindo que este siga seu caminho normal. Esses distúrbios valvulares aumentam a carga de trabalho do miocárdio, o que acarreta uma diminuição da força de contração cardíaca e, consequentemente , o quadro de IC. Outras doenças que afetam principalmente o sistema de condução elétrica do coração, resultando em batimentos cardíacos lentos, rápidos ou irregulares ( arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração  ), prejudicando o bombeamento do sangue no coração , também podem levar a IC. A hipertensão arterial pode fazer com que o coração trabalhe mais vigorosamente , tornando inicialmente a musculatura cardíaca  mais espessa( hipertrofia ventricular ) , dificultando a capacidade de relaxamento cardíaco. Com o tempo , poderá surgir uma dilatação cardíaca , diminuição da força de contração e o quadro de IC. Algumas pessoas podem desenvolver um enrijecimento do pericárdio  ( membrana fina que reveste o coração) , como uma conseqüencia de certas doenças do pericárdio , como por exemplo , a percardite tuberculosa. Esse enrijecimento , chamado de pericardite constritiva , impede que o coração expanda completamente entre os batimentos e encha de sangue de forma adequada. Embora com freqüência muito menor, doenças  sem causa cardiológica ,  podem levar a IC. Nestes casos , apesar do coração ser normal , este torna-se insuficiente por não receber oxigênio e nutrientes adequados ( ex : cor anêmico causado por uma anemia profunda ) ou por não conseguir suprir uma demanda aumentada por parte do organismo ( ex : tireotoxicose no hiperteireoidismo ). As causas da IC variam nas diversas regiões do mundo, segundo as diferentes doenças que ocorrem em cada país. Por exemplo, nos países tropicais, certos parasitas podem alojar-se no miocárdio,  como é o caso da doença de Chagas , geralmente causando IC em pessoas muito mais jovens do que nos países desenvolvidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Sintomas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pacientes com insuficiência cardíaca ( IC ) descompensada apresentam falta de ar , cansaço e fraqueza . A adrenalina e a noradrenalina liberadas em excesso , fazem com que o coração trabalhe mais vigorosamente, ajudando-o a aumentar o débito sangüíneo  até certo ponto, compensando o problema de bombeamento temporariamente. O débito cardíaco pode retornar ao normal, embora, geralmente, às custas de um aumento da freqüencia cardíaca e de um batimento cardíaco mais forte. No indivíduo sem cardiopatia que necessita de um aumento momentâneo da função cardíaca, essas respostas são benéficas. No entanto, naquele com cardiopatia crônica, essas respostas podem gerar, a longo prazo, demandas maiores a um sistema cardiovascular que já se encontra lesado. No decorrer do tempo, essa demanda acarreta uma deterioração da função cardíaca. Outro mecanismo corretivo consiste na retenção de sal (sódio) pelos rins, para manter constante a concentração de sódio no sangue, Neste contexto , ocorre uma retenção de  água concomitantemente. Essa água adicional aumenta o volume sangüíneo circulante e, a princípio, melhora o desempenho cardíaco. Uma das principais conseqüências da retenção de líquido é que o maior volume sangüíneo promove a distensão do miocárdio. Esse músculo distendido contrai com mais força, da mesma maneira que o fazem os músculos distendidos do atleta antes do exercício. Esse é um dos principais mecanismos utilizados pelo coração para melhorar seu desempenho em atividades físicas, pois os seus músculos não recebem um aporte adequado de sangue. O edema ( acúmulo de líquidos ) também provoca muitos sintomas. Além da influência exercida pela força da gravidade, a localização e os efeitos do edema são influenciados pelo lado do coração que apresenta maior comprometimento.  Freqüentemente , existe um predomínio dos sintomas da doença que são provenientes de um dos lados do coração afetado. A IC direita tende a produzir acúmulo de sangue que flui para o lado direito do coração. Esse acúmulo acarreta edema dos pés, tornozelos, pernas, fígado e abdômen. A IC esquerda acarreta um acúmulo de líquido nos pulmões (edema pulmonar), causando uma dificuldade respiratória intensa. Inicialmente, a falta de ar ocorre durante a realização de um esforço mas, com a evolução da doença, ela também ocorre em repouso . Algumas vezes, a dificuldade respiratória manifesta-se à noite, quando a pessoa está deitada, em decorrência do deslocamento do líquido para o interior dos pulmões ( ortopnéia ) . Freqüentemente, o indivíduo acorda com dificuldade respiratória ou apresentando sibilos ou chio de peito ( dispnéia paroxística noturna ). Ao sentar-se, o líquido é drenado dos pulmões, o que torna a respiração mais fácil. Os indivíduos com IC podem ser obrigadas a dormir na posição sentada para evitar que isso ocorra. Um acúmulo exagerado de líquido (edema agudo de pulmão ) é uma emergência potencialmente letal.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Diagnóstico : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descrição dos sintomas de insuficiência cardíaca ( IC )  geralmente é suficiente para o  diagnóstico de IC. Os eventos a seguir podem confirmar o diagnóstico inicial : pulso fraco e acelerado, hipotensão arterial, determinadas anomalias nas bulhas cardíacas, aumento do coração, dilatação das veias do pescoço, acúmulo de líquido nos pulmões, aumento do fígado, ganho rápido de peso e acúmulo de líquido no abdômen ou nos membros inferiores. O eletrocardiograma poderá demonstrar um aumento das câmaras do coração , presença de alterações do ritmo cardíaco e , ainda fornecer indícios sobre a causa da IC. Uma radiografia de tórax  também poderá revelar um aumento do coração e o acúmulo de líquido nos pulmões. Freqüentemente, o desempenho cardíaco é avaliado através de outros exames, como o ecocardiograma, que utiliza ondas sonoras para gerar uma imagem do coração. O ecocardiograma nos fornece indícios sobre a causa da IC , bem como o tipo de disfunção cardíaca existente: alteração de relaxamento , diminuição da força de contração ou ambos . O ecocardiograma ainda fornece elementos para uma estimativa da gravidade do quadro . Outros exames de laboratório e cardiológicos , poderão ser realizados para se determinar a causa subjacente da IC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Tratamento :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos pacientes com insuficiência cardíaca ( IC ) , muito pode ser feito para tornar a atividade física mais confortável, para prolongar e melhorar a qualidade de vida  do paciente. No entanto, não existe uma cura para a maioria das pessoas com IC. Os médicos abordam a terapia através de alguns ângulos: medidas gerais , tratamento da causa da IC, remoção dos fatores que contribuem para o agravamento da IC e tratamento da IC propriamente dita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Medidas gerais: os médicos podem recomendar um programa de suporte para a interrupção do tabagismo, para a realização das alterações dietéticas adequadas, para a interrupção do consumo de bebidas alcoólicas ou para a realização regular de exercícios físicos leves a moderados, visando melhorar o estado físico geral. A manutenção de um peso corporal próximo ao ideal é fundamental. Para os indivíduos com IC mais grave, o repouso ao leito por alguns dias pode ser indicado como uma parte importante do tratamento. O excesso de sal (sódio) na comida pode provocar retenção de líquido, complicando o tratamento clínico. Geralmente, a quantidade de sódio no organismo diminui quando o sal da mesa, o sal nos alimentos e os alimentos salgados são totalmente evitados. Os indivíduos com IC grave normalmente recebem informações detalhadas sobre como limitar a ingestão de sal. Os indivíduos com IC deverão verificar o conteúdo de sal dos alimentos industrializados lendo as embalagens cuidadosamente. Um modo simples e confiável de controlar a retenção de líquido pelo organismo consiste no controle diário do peso corpóreo. Variações superiores a 1 kg por dia quase que seguramente  são devidas a retenção de líquido. Um ganho de peso rápido e constante (1 kg por dia) é um indício de que a IC está se agravando. Por essa razão, os médicos freqüentemente solicitam aos pacientes que eles controlem o peso diariamente com o máximo de acurácia possível, basicamente pela manhã ( após  urinar e em jejum ). Em casos mais graves de IC a restrição da ingesta de líquidos também poderá ser necessária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento da causa  :  uma cirurgia pode corrigir uma válvula cardíaca estreitada ou insuficiente, uma conexão anormal entre as câmaras cardíacas  ( cardiopatias congênitas como as comunicações entre os átrios ou ventrículos , CIA ou CIV , respectivamente ) ou ainda uma obstrução coronariana , através de uma cirurgia de ponte de safena. Algumas vezes , a causa pode ser totalmente eliminada sem necessidade de uma cirurgia. Tratamentos medicamentosos, cirúrgicos ou radioativos podem corrigir a hiperatividade da glândula tireóide ( hipertireoidismo ).  A miocardiopatia alcóolica  poderá desaparecer totalmente após a cessação da ingesta de álcool. De modo similar, algumas drogas podem reduzir e controlar a hipertensão arterial , desaparecendo assim o quadro de IC. Um marcapasso artificial definitivo poderá compensar um bloqueio cardíaco e , desta forma , fazer desaparecer o quadro de IC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Remoção dos fatores contribuintes:  a ingestão excessiva de álcool, hipertensão arterial descontrolada , a presença de arritmias cardíacas descontroladas , anemia ou de distúrbios da tireóide  são alguns dos fatores que agravam a IC , independentemente de sua causa. Estes fatores deverão ser corrigidos para que ocorra uma significativa melhoria dos sintomas relacionados ao quadro da IC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratamento do quadro clínico de IC : o melhor tratamento para a IC é a prevenção ou a reversão precoce da causa subjacente. Pacientes hipertensos  , portadores de doença arterial coronariana ( placas de gordura nas artérias do coração ) e diabéticos , são de alto risco para o desenvolvimento de IC. Entretanto, mesmo quando isso é impossível, os importantes avanços terapêuticos podem prolongar e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos com IC. O tratamento da IC costuma envolver o uso de várias medicações de forma conjunta. Quando apenas a restrição de sal não reduz a retenção de líquido, o médico pode prescrever drogas diuréticas para aumentar a produção de urina e remover sódio e água do organismo através dos rins. Os diuréticos são normalmente tomados por via oral, a longo prazo, mas, em uma emergência, esses medicamentos são muito eficazes quando administrados por via intravenosa. Como certos diuréticos podem acarretar uma perda indesejável de potássio do organismo, um suplemento de potássio ou um diurético poupador de potássio também pode ser administrado. A digoxina aumenta a força de cada batimento cardíaco e reduz a freqüencia cardíaca quando esta encontra-se muito elevada. Irregularidades do ritmo cardíaco ( arritmias ) , nas quais o batimento cardíaco é demasiado rápido , lento ou  errático , podem ser tratadas com medicamentos ou com um marcapasso artificial definitivo. Este ainda poderá ser indicada em portadores de bloqueio de ramo esquerdo , um distúrbio da condução elétrica do coração que o faz bater de forma inadequada. Freqüentemente, são utilizadas drogas que relaxam ( dilatam ) os vasos sangüíneos ( vasodilatadores ) , como os inibidores da enzima de conversão da angiotensina ( IECA ) ou os bloqueadores dos receptores da angiotensina ( BRA ) ou ambos. Os betabloqueadores neutralizam os efeitos deletérios do excesso de adrenalina e noradrenalina e , costumam ser usados precocemente na IC. As câmaras cardíacas dilatadas e com contração deficiente permitem a formação de coágulos sangüíneos em seu interior. Nesse caso, o perigo é o descolamento dos coágulos para o interior da circulação, causando lesões em outros órgaos vitais, como o cérebro, e acarretando um acidente vascular cerebral ( derrame cerebral ). As drogas anticoagulantes são importantes porque ajudam na prevenção da formação de coágulos de sangue no interior das câmaras cardíacas. O transplante cardíaco está indicado para alguns indivíduos que sao saudáveis em outros aspectos e cuja IC é grave e , vem se agravando, não respondendo de modo adequado as outras modalidades de tratamento. Corações mecânicos temporários, parciais ou completos, ainda encontram-se em fase experimental. Um terapia experimental e promissora, é o transplante de células tronco . Consiste no implante de células progenitoras com a capacidade de regenerar áreas do coração lesadas , fortalecendo o músculo cardíaco e , desta forma , melhorando o quando de IC.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Moléstia reumática ( febre reumática )</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/molstia-reumtica-febre-reumtica.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:32:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-5306686117361828972</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é a moléstia reumática ( MR ) ?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moléstia reumática ( MR ) , também chamada de febre reumática , é uma doença causada por uma infeccção bacteriana ( estreptococo beta hemolítico ) , cujas principais manifestações são a artrite ( inflamação das articulações ) e a cardite ( inflamação do coração , sobretudo das válvulas cardíacas ) . Embora a MR possa ocorrer após uma infecção estreptocócica ( sempre localizada na garganta ) , ela não é considerada uma doença infecciosa . Trata-se de uma reação inflamatória e imunológica  a uma infecção bacteriana , afetando muitas partes do corpo, como as articulações,  coração , pele e o sistema nervoso central . A doença pode ocorrer em um único surto ou ser recorrente  .  A seqüela mais devastadora da MR é a cardiopatia reumática crônica ( leia a página sobre doenças das válvulas cardíacas ) .  O primeiro surto da MR  costuma ocorrer entre 3 e 15 anos de idade . A doença é mais comum  nos  países  em desenvolvimento ou subdesenvolvidos , em relação aois países desenvolvidos. Nestes últimos , os antibióticos são amplamente utilizados para tratar as infecções estreptocócicas em seu estágio inicial  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Sintomas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sintomas da moléstia reumática ( MR ) variam bastante, dependendo de quais partes do organismo tornaram-se inflamadas. Tipicamente, os sintomas começam várias semanas após uma infecção estreptocócica da garganta ( faringite ou amigdalite ). Os principais sintomas da MR são a artrite (inflamação articular), a febre, a dor torácica ou palpitações causadas pela cardite ( inflamação do coração ), a coréia de Sydenham ( movimentos espasmódicos involuntários e incontroláveis ) , o eritema marginado (um tipo de erupção de pele ) e pequenos nódulos subcutâneos ( localizados abaixo da pele ). A criança pode apresentar um ou vários desses sintomas, embora o eritema marginado ou os nódulos subcutâneos raramente sejam os únicos  sintomas.  As dores articulares e a febre são os sintomas iniciais mais comuns. Uma ou várias articulações tornam-se subitamente dolorosas , inchadas  e  sensíveis à palpação. Elas também podem ficar  vermelhas  e quentes,  podendo conter líquido no seu interior ( edema articular ) . Os tornozelos, os joelhos, os cotovelos e os punhos são comumente afetados. À medida que a dor em uma articulação melhora, uma outra articulação começa a dor, particularmente quando a criança não for mantida ao leito e medicada com um antiinflamatório ( poliartrite migratória ) . As dores articulares e a febre freqüentemente desaparecem ao longo de 2 semanas e raramente duram mais de um mês. Muitas vezes, a cardite ( inflamação do coração ) inicia ao mesmo tempo que as dores articulares e a febre. No início, a cardite  não costuma causar sintomas . Ela pode ser descoberta por um médico que , com o auxílio de um estetoscópio, ausculta um sopro cardíaco. Algumas vezes, a freqüência cardíaca pode estar aumentada. O pericárdio ( saco que envolve o coração) pode inflamar, causando dor torácica. A insuficiência cardíaca pode ocorrer. Os sintomas de insuficiência cardíaca nas crianças são diferentes dos sintomas apresentados pelos adultos. A criança apresenta falta de ar, náuseas, vômitos, dor de estômago , tosse seca e cansaço fácil. Contudo, os sintomas da cardite freqüentemente são tão discretos que a criança não é levada ao médico e a lesão cardíaca pode ser descoberta apenas muito tempo após os outros sintomas da MR terem desaparecidos. A cardite desaparece gradualmente, geralmente ao longo de 5 meses. No entanto, ela pode causar lesão permanente das válvulas cardíacas, produzindo a cardiopatia reumática crônica ( leia a  página sobre doenças das válvulas cardíacas ). A válvula mitral ( localizada entre o átrio e o ventrículo esquerdos ) é a mais comumente lesada. A válvula pode apresentar escape ( insuficiência mitral ) e/ou um estreitamento anormal ( estenose mitral - veja a ilustração no canto esquerdo da página, a qual mostra uma vávula mitral normal - A  e,  outra válvula mitral estreitada por seqüela da  MR - B ). A lesão valvular produz os sopros cardíacos característicos que permitem ao médico diagnosticar a MR . A coréia de Sydenham (movimentos espasmódicos involuntários e incontroláveis ) pode manifestar-se gradualmente. Pode levar um mês para os movimentos tornarem-se suficientemente intensos a ponto de fazer os pais levarem a criança ao médico. Nesse momento, a criança geralmente apresenta movimentos rápidos involuntários e esporádicos que cessam durante o sono. Os movimentos podem afetar qualquer músculo, exceto os dos olhos. Os trejeitos faciais são comuns. Nos casos leves, a criança pode parecer desajeitada e apresentar alguma dificuldade para vestir-se e alimentar-se. A coréia pode cessar gradualmente após 4 meses, mas, ocasionalmente, ela dura 6 a 8 meses. Uma erupção cutânea plana e indolor com borda ondulada pode ocorrer no momento em que os outros sintomas estão desaparecendo. Ela dura pouco tempo, algumas vezes menos de um dia. Pode ocorrer a formação de pequenos nódulos duros sob a pele, geralmente em crianças com cardite (inflamação do coração). Geralmente, os nódulos são indolores e desaparecem sem tratamento. Ocasionalmente, a criança apresenta inapetência e uma dor abdominal muito intensa que é confundida com a apendicite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Diagnóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diagnóstico da moléstia reumática ( MR ) é baseado sobretudo na combinação dos sintomas, que são característicos. Os exames de sangue podem revelar uma contagem alta de leucócitos ( glóbulos brancos ) e uma velocidade de hemossedimentação elevada. A maioria das crianças com MR apresenta anticorpos contra os estreptococos. Os anticorpos podem ser mensurados em uma amostra de sangue. Arritmias cardíacas ( ritmos cardíacos anormais ) causadas pela cardite podem ser observadas em um eletrocardiograma ( registro da atividade elétrica do coração). O ecocardiograma ( imagem das estruturas cardíacas gerada por ondas de ultra-som ) pode ser utilizado para se diagnosticar as doenças das válvulas cardíacas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Prevenção e Tratamento: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor maneira de se prevenir a moléstia reumática ( MR )  são a boa nutrição e a antibioticoterapia imediata para combater qualquer infecção supostamente estreptocócica. O tratamento da MR tem três objetivos: curar a infecção estreptocócica e impedir o seu retorno; reduzir a inflamação, sobretudo das articulações e do coração e ; limitar a atividade física que pode agravar a condição das estruturas inflamadas. O ácido acetilsalicílico ( aspirina ) e ou outros antiinflamatórios não-hormonais ( AINH ), são administrados em doses elevadas para reduzir a inflamação e a dor, sobretudo quando a inflamação afeta articulações. Algumas vezes, é necessária a administração de analgésicos mais potentes . Quando a cardite (inflamação do coração) é grave, o médico pode prescrever corticosteróides para reduzir ainda mais a inflamação. O repouso no leito é importante. Quando existem lesões de válvulas cardíacas, o risco de endocardite infecciosa ( infecção valvular ) permanece por toda a vida. Pelo menos até os 18 anos de idade, as crianças que tiveram MR devem ser medicadas com penicilina oral ou com injeções intramusculares periódicas de penicilina para prevenir o retorno da infecção .Esta prevenção pode extender-se pelo resto da vida naquelas crianças que sofreram de cardite . As crianças que apresentam uma lesão cardíaca sempre devem fazer uso de um antibiótico antes de serem submetidas a qualquer procedimento cirúrgico, inclusive cirurgias odontológicas, mesmo na vida adulta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Obesidade</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/obesidade_16.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:31:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-5474835033344224964</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é a obesidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obesidade caracteriza-se por um aumento do peso, às custas de um acúmulo excessivo de gordura. O peso normal de um indivíduo seria aquele que acarretaria uma chance menor de desenvolver doenças, permitindo uma vida melhor e duradoura. No entanto , a separação entre o peso normal e o anormal é arbitrária, podendo haver diferenças entre as diversas populações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- A obesidade é uma epidemia mundial? no Brasil há muitos obesos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obesidade é uma doença universal de prevalência crescente e que vem adquirindo proporções alarmantemente epidêmicas, sendo um dos principais problemas de saúde pública da sociedade moderna. Excetuando alguns poucos países, como os do continente africano, a prevalência de obesidade vêm aumentando em todo o mundo. No Brasil, como na maioria do mundo, a obesidade vêm aumentando. Dados do inquérito de orçamentos familiares, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2003, indicam de mais de 40% dos brasileiros apresentam sobrepeso ou são obesos. Nos Estados Unidos, o número proporcional de mortes por doenças cardiovasculares vinha diminuindo gradativamente até a década de 90. Apesar de todos os avanços médicos estes índices têm se mantido estáveis nos últimos anos. Uma provável explicação para este fato é o aumento dos casos de obesidade, doença diretamente relacionada com o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Pacientes obesos e com obesidade grave, também chamada de obesidade mórbida, têm um aumento expressivo do risco de mortalidade (cerca de 250% a mais em relação aos indivíduos que não são obesos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Como é feito o diagnóstico de obesidade? existem tipos diferentes de obesidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  obesidade pode ser diagnosticada levando em conta dois aspectos : qualitativo ( leva em conta a quantidade de excesso de gordura corporal ) e qualitativo ( leva em conta aonde a gordura corporal está localizada, em região central ou periférica ).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diagnóstico quantitativo: é feito através do índice de massa corporal (IMC) que é a relação entre o peso  dividido pela altura ao quadrado (IMC = P / H x H). Exemplo um homem de 100 kg e 1,70 m de altura terá um IMC de 100/ 1,70 X 1,70 , ou seja , 34,6 kg/m2. O IMC apresenta limitações. Além de não distinguir gordura central de gordura periférica, o IMC não distingue massa gordurosa de massa magra, podendo superestimar o grau de obesidade em indivíduos muito musculosos. Um método que vem ganhando aceitabilidade na prática clínica, pelo desenvolvimento de aparelhos menores e mais baratos , a impedância bioelétrica ou bioimpedância, que é precisa e de fácil utilização, permitindo avaliar com precisão a massa adiposa e a massa de tecidos magros. Aceitam-se como valores normais menos de 25% de tecido adiposo para os homens e menos de 33% de tecido adiposo para as mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Diagnóstico qualitativo: o uso do IMC ignora a distribuição de gordura corpórea. O excesso de gordura pode estar mais concentrado na região abdominal ou no tronco, chamada de obesidade tipo andróide ou central (em forma de maçã), mais freqüente (mas não exclusiva) no sexo masculino. Quando este excesso de gordura está mais concentrado na região dos quadris, temos a  obesidade tipo ginóide ou periférica (em forma de pêra), mais freqüente (mas não exclusiva) do sexo feminino. A obesidade andróide caracteriza-se por um acúmulo de gordura dentro da cavidade abdominal (gordura visceral), a qual é ativa metabolicamente, apresentando uma maior correlação com complicações como o diabete melito , hipertensão arterial ,dislipidemias ( anormalidades do colesterol e suas frações ) , como conseqüência, as doenças cardiovasculares. A  obesidade andróide , é um elemento central dentro da chamada síndrome metabólica . Uma forma simples e rápida de detectarmos a obesidade andróide é utilizando a circunferência abdominal (CA), a qual é considerada elevada a partir de 94 cm para os homens e 80 cm para as mulheres. O aumento da CA é um indicativo independente de outros fatores, de um risco cardiovascular aumentado. A obesidade ginóide caracteriza-se por acúmulo de gordura subcutânea, ou seja, debaixo da pele. Este tipo de obesidade apresenta mais correlação como o desenvolvimento de problemas ortopédicos , venosos e estéticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Quais as causas da obesidade?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hereditariedade ou genética pode ser responsabilizadas por apenas 30% do excesso de peso corporal, no entanto, esta participação poderá variar de pessoa a pessoa. São características da obesidade genética: outros casos de na família, maus resultados em tratamentos anteriores e início precoce da obesidade . A obesidade  sofre influência ambientais, sendo geralmente fruto de um balanço calórico positivo, ou seja, uma ingesta excessiva de calorias em relação ao gasto total diário. A  obesidade ambiental tende a apresentar as seguintes características: nenhum ou poucos casos de obesidade na família, bons resultados em tratamentos anteriores, início mais tardio da obesidade e presença de algum fator desencadeante como a puberdade, casamento, gestação, menopausa, interrupção de ati vidade desportiva , interrupção do tabagismo ou uso de medicamentos (corticoesteróides, antidepressivos e outras medicações psiquiátricas) . Hipotireoidismo ( falta de produção de hormônios pela glândula tireóide), excesso de insulina no tratamento de diabete melito, insulinoma (tumor que produz insulina) e alterações do hipotálamo (centro que controla a fome e a saciedade), constituem em causas endócrinas de ganho de peso, que nem sempre justificam a obesidade em sua plenitude. Estas formas de obesidade genética ou de causa orgânica óbvia representam uma minoria absoluta em relação ao total de obesos .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Síndrome metabólica</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/sndrome-metablica.html</link><category>Doenças cardiovasculares</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:31:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-6704786310527544220</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O que é a síndrome metabólica ( SM ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síndrome metabólica ( SM ) é um transtorno complexo , caracterizado por um agrupamento  de fatores de risco cardiovasculares, relacionados com resistência a ação da insulina ( hormônio quem permite a entrada do açúcar na célula ) e obesidade central ( acúmulo de gordura na parte superior do corpo e no interior da cavidade abdominal ).   A SM é uma doença típica do homem moderno , que ingere mais calorias do que necessita e , faz pouca atividade física. É importante assinalar a associação da SM com doença cardiovascular, aumentando o risco de morte por doença cardiovascular em 3 vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Diagnóstico:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o diagnóstico da  síndrome metabólica ( SM ) ,  a diretriz brasileira de SM  sugeriu que os indivíduos portadores de três ou mais dos seguintes critérios devam ser considerados como portadores de SM: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obesidade abdominal (visceral), medida ao nível médio do abdômen: cintura &gt; 102 cm em homens e &gt; 88 cm em mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hipertrigliceridemia ( triglicerídeos elevados ) : &gt; 150 mg/dL - HDL colesterol: &lt; 40 mg/dL em homens e &lt; 50 mg/dL em mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pressão arterial: &gt; 130/85 mmHg. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Glicemia de jejum: &gt; 110 mg/dL ( podendo chegar até um nível de diabete melito ).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, a Associação Americana de Diabetes sugeriu que os valores de normalidade para glicemia de jejum fossem reduzidos para , no máximo, 99 mg/dL, sendo possível que esse critério seja adotado também para SM em uma próxima diretriz . A International Diabetes Federation (IDF, www.idf.org, maio 2005), sugeriu como critérios: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obesidade central : cujos limites possa variar conforme a etnia. Assim para europeus sugeriu para medida da circunferencia da cintura os valores de 94cm para homens e 80cm para mulheres ( valores a serem adotados no Brasil ), para asiáticos 90 e 80cm e para japoneses 85 e 90cm respectivamente homens e mulheres.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Triglicerídeos: &gt; 150 mg/dL ou estar em tratamento específico para excesso de triglicerídeos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- HDL colesterol ( "bom" colesterol ) : &lt; 40 mg/dL em homens e &lt; 50 mg/dL em mulheres ou estar em tratamento específico para baixos níveis de HDL colesterol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pressão arterial: &gt; 130/85 mmHg ou estar em tratamento de hipertensão arterial diagnosticada previamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Glicemia de jejum: &gt; 100mg/dL ou diabete melito do tipo 2 diagnosticado previamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros achados clínicos e laboratoriais tem sido associados a SM: síndrome de ovário policístico, acanthosis nigrican, doença hepática gordurosa não causada pelo álcool ( esteatose hepática ou "fígado gorduroso" ) , microalbuminúria ( perda de proteínas na urina ) , estados pró-trombóticos ( que predispõem a formação de trombos e coágulos ) , estados pró-inflamatórios ( que predispõem a  inflamação ) e de disfunção endotelial ( alteração das funções do revetimento interno dos vasos , fato que predispõe a formação de placas de gordura nas artérias ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Tratamento: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síndrome metabólica ( SM ) deverá ser tratada com mudanças de hábitos alimentares , atividade física e , principalmente , perda de peso ( leia as páginas sobre obesidade e emagrecimento e exercícios físicos e obesidade). A eliminação de 10% do peso diminui em 30% a concentração de gordura no interior do abdômen ( obesidade visceral ). Medicamentos para ajudar na perda de peso , para controlar a pressão arterial , para normalizar as alterações dos níveis de gordura e açúcar no sangue , também poderão ser necessários. Eventualmente os portadores de SM com obesidade significativa ( índice de massa corporal ou IMC = peso / altura X altura  maior que  40 ou maior que 35 com complicações decorrentes da obesidade ) , poderão ser candidatos a cirurgia de redução do estômago ( cirurgia  bariátrica ).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>O quê é o infarto do miocárdio ou ataque cardíaco ?</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/o-qu-o-infarto-do-miocrdio-ou-ataque.html</link><category>Infarto do miocárdio</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:29:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-6508542714059945657</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é o infarto do miocárdio (IM)? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O infarto do miocárdio ( IM) , também chamado de infarto agudo do miocárdio  ou, simplesmente, "ataque cardíaco", é uma emergência médica em que parte do fluxo sangüíneo do coração sofre uma interrupção súbita  e  intensa, produzindo morte das células  do músculo cardíaco (miocárdio) . O pico de ocorrência do primeiro IM costuma ser aos  55 anos de idade nos homens e aos  65 anos de idade nas mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Causas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, o infarto do miocárdio (IM) ocorre quando há uma interrupção súbita e intensa do fluxo de sangue através de uma artéria coronária que irriga uma região  do coração , ocorrendo  morte de parte do tecido cardíaco. Geralmente a causa desta interrupção do fluxo sangüíneo   é o acidente de uma  placa de ateroma , ou seja, uma ruptura de uma placa de gordura . Esta ruptura acarreta a formação de um coágulo que interrompe o fluxo sangüíneo neste local da artéria. O IM é uma das manifestações da doença arterial coronariana, caracterizada pela formação de ateromas na parede das artérias coronárias ( leia as páginas sobre  fatores de risco cardiovascular , aterosclerose e doença arterial coronariana). Raramente, o IM ainda poderá ser ocasionado por outras causas , como :  uso de drogas ilícitas ( cocaína e derivados ) , aneurismas das artérias coronárias, dissecção aórtica aguda com acometimento  da origem das artérias coronárias, vasculites (inflamação das artérias coronárias) ou embolização por um coágulo que sai da cavidade cardíaca e se aloja na coronária ou por uma vegetação, que se despreende de uma válvula acometida por endocardite infecciosa. Curiosamente, uma pequena parte dos pacientes que sofrem um IM, apresentam artérias coronárias  aparentemente normais no caterismo cardíaco e cineangiocoronariografia ( exame contrastado que observa o fluxo de sangue através das artérias coronárias ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Sintomas:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o infarto do miocárdio (IM) possa ocorrer sem sintomas ( IM silencioso ) , fato mais comum em idosos, cerca de 80% dos casos de IM sintomáticos , cursam com dor no peito. Geralmente, a dor típica do IM é um desconforto torácico localizado na região central do peito, a qual pode irradiar para as costas,  mandíbula , membros superiores e dorso . A dor ainda  pode ocorrer apenas em uma ou várias dessas localizações e não no peito. A dor de um IM é semelhante a dor da angina do peito , porém costuma ser mais  prolongada e não é aliviada pelo repouso e nem pelo uso de nitratos ( vasodilatadores ). Menos freqüentemente, a dor é localizada na parte superior do abdômen, podendo ser confundida com uma indigestão, úlcera ou gastrite. Durante um IM, o indivíduo ainda pode apresentar uma sudorese excessiva, palidez, agitação, tontura, desmaio, ansiedade ou até uma sensação de morte iminente. Apesar de todos os sintomas possíveis, um em cada cinco indivíduos que sofrem um IM apresentam apenas sintomas leves ou não apresentam sintomas. Esse IM , chamado de silencioso, poderá ser detectado algum tempo após a sua ocorrência, através de um eletrocardiograma de rotina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Diagnóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que um  paciente apresentar-se com queixa de dor torácica , principalmente se for portador de  fatores de risco cardiovascular ,  a hipótese de um infarto do miocárdio  ( IM ), deverá ser considerada . No entanto, vários outros distúrbios podem provocar uma dor semelhante:  pneumonia, um coágulo no pulmão (embolia pulmonar), uma inflamação da membrana que envolve o coração (pericardite),  fratura de costela, um espasmo esofágico,  indigestão ou um aumento da sensibilidade da musculatura do tórax, associada a um quadro de ansiedade ou  após um esforço. Geralmente , a realização do eletrocardiograma e a dosagem seriada de enzimas cardíacas  no sangue , podem confirmar o diagnóstico de um IM em poucas horas. O eletrocardiograma é o exame inicial  , podendo demonstrar certos achados típicos de um IM ( supradesnível do segmento ST ou um novo bloqueio do ramo esquerdo ) , os quais são  suficientes para que o médico inicie imediatamente uma terapia na tentativa de abrir a artéria que está obstruída, através de uma angioplastia coronariana ou  através da  infusão de uma droga que dissolve coágulos ( trombolítico ). O eletrocardiograma  poderá ser  normal na vigência de um IM , no entanto , este fato é incomum quando são realizados eletrocardiogramas seriados. A elevação de  enzimas cardíacas no sangue é obrigatória para o diagnóstico de IM, pois traduz a morte de células do músculo cardíaco, que são liberadas na circulação . Infelizmente , estas enzimas costumam elevar-se  após 4 a 6 horas do início do quadro, podendo pemanecer elevadas por alguns dias.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Complicações:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, após um infarto do miocárdio (IM), o paciente deverá permanecer na unidade de terapia intensiva por pelo menos 72 horas. Esta medida visa monitorar o surgimento de complicações após o IM. As principais complicações são: angina do peito após IM, ocorrência de um novo IM, insuficiêcia cardíaca , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elérica do coração ( que aceleram ou lentificam o batimento cardíaco ) , pericardite (inflamação da membrana que envolve o coração), complicações mecânicas (ruptura cardíaca, insuficiência da válvula mitral,  comunicação entre os ventrículos e aneurisma ventricular), parada cardiorrespiratória e morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Tratamento: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paciente com suspeita de infarto do miocárdio (IM) deverá ser internado imediatamente em unidade de terapia intensiva, visando monitorar seus dados vitais, oxigenação e traçado eletrocardiográfico ( leia a página sobre o quê são as unidades de dor torácica?  ). A primeira medicação a ser administrada é o ácido acetil salicílico (aspirina). O clopidogrel, outra droga que inibe a agregação das plaquetas no sangue, também deverá ser administrada. A nitroglicerina ou nitratos ( vasodilatadores ) são usados para o combate da dor, no entanto, o uso de morfina ( analgésico potente ) poderá ser necessário. Conforme o traçado do eletrocardiograma, o médico assistente poderá suspeitar que a artéria causadora do IM esteja obstruída parcialmente ou totalmente ( IM sem e com supradesnível do segmento ST no eletrocardiograma ), No primeiro caso, não será necessário a realização de um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia de emergência, pois nestes casos o tratamento inicial será com medicações para tentar dissolver o coágulo ( trombo ) , formado na artéria. No segundo caso, será necessário utilizar uma opção de tratamento que possibilite abrir a  artéria  totalmente obstruída o mais rápido possível, desta forma, minimizando a área cardíaca afetada pelo IM. Para tal, dispomos de duas modalidade de tratamento: os trombolíticos (administrados de forma injetável através de uma veia no braço) ou a angioplastia coronariana (introdução de um cateter provido de uma balão em sua extremidade, até o local obstruído, permitindo assim, o restabelecimento do fluxo de sangue ). Os betabloqueadores (medicamentos que diminuem o batimento cardíaco), os inibidores da enzima de conversão ( vasodilatadores ) e as vastatinas ( drogas redutoras de colesterol ) , também costumam ser prescritos para a maioria dos pacientes . O  tratamento cirúrgico do IM está reservado para os casos aonde ocorrem as complicações mecânicas citadas acima ( nestes casos a cirurgia costuma ser de emergência ) ou para realização de uma revascularização miocárdica , chamada de bypass ou cirurgia de ponte de safena , geralmente 7 a 10 dias após o diagnóstico de IM . A  revascularização miocárdica está indicada em pacientes com lesão do tronco da artéria coronária esquerda,  certos casos aonde ocorre insucesso da angioplastia coronariana, certos casos de IM com choque cardiogênico ( falência cardíaca associada a redução da pressão arterial ) e em pacientes multiarteriais ( comprometimento por placas de gordura em várias artérias ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Prevenção: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a página sobre dez mandamentos para prevenir o infarto do miocárdio ( IM ).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Prognóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O risco de morte durante o período de internação em um paciente que sofreu um infarto do miocárdio (IM), poderá ser estimado analisando-se as seguintes variáveis: idade avançada,  baixo peso, antecedentes de hipertensão arterial, angina do peito  ou diabete melito,  redução da pressão arterial sistólica ou máxima ( inferior a 100 mmHg ), aumento do batimento cardíaco  (superior a 100 por minuto), sinais de diminuição da força de contração do coração  ( deficiência de bombeamento do sangue), certas alterações do eletrocardiograma  e retardo no início da terapia de reperfusão (angioplastia coronariana ou uso de trombolítico , iniciados após  4 horas do surgimento do quadro de IM). Levando em conta a presença destas variáveis, o paciente poderá ser classificado quanto ao seu  risco de morte: baixo risco (menos de 2%) , médio risco (cerca de 10%) ou alto risco (mais que 20%) de morte, no período de internação hospitalar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>O que são as unidades de dor torácica ?</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/o-que-so-as-unidades-de-dor-torcica.html</link><category>Infarto do miocárdio</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:28:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-6824706054658399679</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê são as unidades de dor torácica ( UDT ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  unidades de dor torácica  ( UDT ) , são  serviços especializados no diagnóstico e tratamento da doença arterial coronariana ( comprometimento das artérias do coração por placas de gordura )  em sua forma aguda , ou seja , a angina do peito instável ou  infarto do miocárdio ( ataque cardíaco ). As UDT têm os seguintes objetivos : evitar uma liberação inapropriada de um paciente que apresenta alguma queixa , em geral , dor torácica , associada ao quadro clínico da  angina do peito ou do infarto do miocárdio ; diminuir a demora no atendimento destes pacientes dentro do hospital e , por fim , educar a população em geral sobre os sintomas de um ataque cardíaco , seus riscos e a necessidade de um pronto atendimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Como funcionam as unidades de dor torácica ( UDT ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Avaliação inicial : as unidades de dor torácica ( UDT ) são estruturas montadas dentro de um hospital  cardiológico ou geral ( que atenda 24 horas por dia)  . aonde é possível avaliar o paciente com uma queixa aguda ,  geralmente dor  trorácica , a qual pode ser causada pela doença arterial coronariana em sua forma aguda ( angina do peito instável ou infarto do miocárdio ).  Inicialmente os pacientes passam por uma consulta objetiva  , detalhando as características da dor torácica  ( local , tipo de dor, irradiação , duração , fatores desencadeantes , fatores de agravo e alívio e , possíveis sintomas associados ) . Outro aspecto importante da consulta , é determinar se o paciente apresenta fatores de risco cardiovascular , pois a  presença destes , aumenta muito a possibilidade que a dor  seja realmente de origem cardíaca.  Após o exame físico  ,  realiza-se um eletrocardiograma.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rotas de diagnóstico : de acordo com as características da dor e dos achados do eletrocardiograma, o paciente poderá ser enquadrado em quatros rotas de investigação : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Rota I  : suspeita de infarto do miocárdio em evolução , o qual provavelmente está sendo causado por uma obstrução total de uma artéria coronária por um coágulo . Este quadro é denominado de  infarto do miocárdio com supradesnível do segmento ST ou  bloqueio do ramo esquerdo ( achados do eletrocardiograma ) . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Rota II : suspeita de angina do peito instável ou infarto do miocárdio, os quais provavelmente estão sendo causados por uma obstrução  apenas parcial de uma artéria coronária por um coágulo. Quando há suspeita de  infarto do miocárdio , este  é denominado de infarto do miocárdio sem supradesnível do segmento ST do eletrocardiograma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Rota III : o diagnóstico de angina do peito instável ou  infarto do miocárdio  são improváveis , mas ainda não podem  ser totalmente afastados  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Rota IV : o paciente é liberado da UDT , pois  sua dor definitivamente , não é de origem cardíaca  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas rotas I , II e III são realizados eletrocardiogramas e dosagens de enzimas cardíacas de uma forma seriada. Para o diagnóstico de infarto do miocárdio  , obrigatoriamente , deverá haver uma elevação das enzimas cardíacas. Um ecocardiograma , também costuma ser realizado em pacientes de rota I e II , os quais deverão obrigatoriamente permanecer internados. De acordo com o os resultados dos eletrocardiogramas e das enzimas cardíacas , pacientes de rota II e III , poderão ser encaminhados para realização de uma prova funcional , como o teste ergométrico , cintilografia de perfusão miocárdica ou ecocardiograma de estresse. Por último , na dependência dos resultados destes exames , poderá ser solicitada a realização de um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Condutas médicas adotadas após o diagnóstico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pacientes de rota I : estes pacientes recebem o diagnóstico de infarto  do miocárdio  com supradesnível do segmento ST ou bloqueio do ramo esquerdo ( achados do eletrocardiograma).  Após a internação imediata na unidade de terapia intensiva , estes   pacientes  devem ser  encaminhados o mais rápido possível a uma terapia de reperfusão ( esta visa desobstruir a artéria totalmente ocluída por um coágulo formado sob uma placa de ateroma ) . Esta terapia poderá ser uma angioplastia coronariana ou a infusão de um trombolítico ( medicamento injetado em uma veia com a finalidade de desfazer o coágulo ). Por alguns motivos , alguns casos confirmados de infarto do miocárdio não necessitam da realização de uma angioplastia coronariana.  Estes pacientes em geral , permanecem no mínimo  três dias internados na unidade de terapia intensiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pacientes de rota II : estes pacientes são internados na unidade de terapia intensiva e, recebem apenas medicamentos para diminuir o processo de coagulação ( antiplaquetários e antitrombóticos ) .O objetivo inicial do tratamento , é tentar evitar que o coágulo aumente , obstruindo totalmente a artéria. Depois  do término da rota de investigação ( cerca de nove horas ) , caso estes pacientes não apresentem alterações do eletrocardiograma e das enzimas cardíacas , deverão ser encaminhados para as provas funcionais ( teste ergométrico , cintilografia de perfusão miocárdica ou ecocardiograma de estresse). Por último , na dependência dos resultados destes exames , poderá ser solicitada a realização de um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia. Este último exame poderá ser solicitado diretamente, caso apareçam alterações significativas do eletrocardiograma ou das enzimas cardíacas , sendo então , dispensadas as provas funcionais. Os pacientes de rota II com o diagnóstico de angina do peito instável ou infarto do miocárdio geralmente serão encaminhados para um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia,( geralmente 24 horas após a internação ) , o qual poderá ser ou não seguido de uma angioplastia coronariana. Estes pacientes em geral , permanecem no mínimo três dias internados na unidade de terapia intensiva. Os pacientes de rota II , nos quais o dianóstico  de angina do peito instável ou infarto do miocárdio não se confirma , costumam ser liberados para a casa logo após o término da rota ( no mínimo 10 horas após a internação ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pacientes de rota III : estes pacientes não  são internados  e, costumam  receber apenas o ácido acetilsalicílico para diminuir a atividade das plaquetas . Depois  do término da rota de investigação ( cerca de três horas ) , caso estes pacientes não apresentem alterações significativas do eletrocardiograma e das enzimas cardíacas , deverão ser encaminhados para as provas funcionais ( teste ergométrico , cintilografia de perfusão miocárdica ou ecocardiograma de estresse). Por último , na dependência dos resultados destes exames , poderá ser indicada a realização de um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia. Este último exame poderá ser solicitado diretamente, caso  apareçam alterações significativas do eletrocardiograma ou das enzimas cardíacas dentro das primeiras três horas , sendo então , dispensadas as provas funcionais. Os pacientes de rota III com o diagnóstico  confirmado de angina do peito instável ou infarto do miocárdio poderão ser encaminhados para um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia ( geralmente  24 horas após a internação  ), o qual poderá ser ou não seguido de uma angioplastia coronariana. Estes pacientes em geral , permanecem no mínimo três dias internados na unidade de terapia intensiva. Os pacientes de rota III , nos quais o dianóstico  de angina do peito instável ou infarto do miocárdio não se confirma , costumam ser liberados para a casa logo após o término da rota ( no mínimo 4 horas após a chegada na unidade de dor torácica ).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Dez mandamentos para prevenir o infarto do miocárdio</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/dez-mandamentos-para-prevenir-o-infarto.html</link><category>Infarto do miocárdio</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:27:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-435109505547240727</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós somos o que fazemos repetidamente, a excelência não é  um só feito, e sim, um hábito" ( Aristóteles )  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Pare de fumar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é fumante , parar de fumar diminui muito o  risco de ocorrer um infarto do miocárdio ( IM ). Este risco diminui 50% em dois anos , podendo tornar-se  igual ao de alguém que nunca fumou em 7 a 12 anos. O estudo INTER-HEART ( estudo sobre a importância dos fatores de risco no IM ) demonstrou que nos fumantes , o risco relativo de um IM dobra a partir de 5 a 10 cigarros por dia . Este risco aumenta em até oito vezes , nos indivíduos que fumam cerca de duas carteiras por dia ( 40 cigarros ). Leia as páginas sobre como parar de fumar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Faça exercícios físcos regularmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomenda-se a realização de exercícios físicos aeróbicos ( andar , correr , pedalar , dançar , nadar e fazer hidroginástica ) , pelo menos 3 vezes por semana  (  5 a 7 vezes para os indivíduos que precisam perder peso ) , por no mínimo 30 minutos ,  com uma intensidade moderada ( ao fazer o exercício você fica um pouco ofegante , mas consegue falar frases inteiras ) . As atividades físicas do dia-a-dia ( ex: caminhar por 15 minutos para ir ao trabalho e mais 15 minutos para voltar do trabalho ) , também trazem resultados positivos . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Alimente-se de uma forma saudável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure ingerir um quantidade de calorias diárias , que lhe ajude a atingir um peso adequado .  O estudo INTER-HEART demonstrou que a ingesta diária de frutas , verduras e legumes, ajuda a prevenir  um infarto do miocárdio ( IM ) . Limite a ingesta de sal em menos de  seis gramas ao dia ( cerca de seis colheres rasas de chá de sal , ou seja , 4 colheres rasas de chá de sal para o preparo dos alimentos  , mais  duas colheres de sal próprio dos alimentos ).  Evite os alimentos ricos em colesterol ( ingira menos de 300mg de colesterol ao dia ) , os quais são exclusivamente  de origem animal ( derivados do leite com alto teor de gordura , gordura aparente das carnes , gema dos ovos , pele das aves , miúdos , embutidos e certos  frutos do mar ) . Evite também as gorduras saturadas ( frituras )  e as gorduras trans ou hidrogenadas , as quais são encontradas em alguns produtos industrializados como molhos , sorvetes , bolos e certos biscoitos (  leia a página sobre nutrição e dislipidemias  I ) . Procure ingerir peixe , principalmente os ricos em ácidos graxos omega 3 ( sardinha , truta , salmão  e bacalhau ) , pelo menos duas vezes por semana. Os fitoesteróis são substâncias antioxidantes de origem vegetal que podem ser encontradas em margarinas enriquecidas , que são uma ótima opção para substituir a manteiga ou as margarinas com gorduras hidrogenadas. Procure ingerir alimentos ricos em fibras  ( cereias  , frutas , verduras e legumes ). Derivados da soja , grão integrais , nozes , assim como outros alimentos , apresentam efeitos comprovadamente benéficos sobre as gorduras do sangue e a aterosclerose ( leia as páginas sobre alimentos funcionais ).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Procure ingerir bebidas alcoólicas moderadamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ingesta regular de bebidas alcoólicas , como o vinho tinto , não deve ser estimulada com o objetivo de prevenir um infarto do miocárdio ( IM ) . Se você é homem  e costuma beber , procure restringir a ingesta de álcool  em 30 gramas de etanol por dia (700 ml de cerveja = 2 latas de 350 ml  ou 300 ml de vinho = 2 taças de 150 ml ou 100 ml de destilado = 3 doses de 30 ml) . Se você é mulher , essa ingesta deverá ser de 15 gramas de etanol , ou seja, 50% da quantidade permitida para homens. Lembre-se: o álcool é calórico , pode aumentar os níveis de açúcar , ácido úrico e triglicerídeos , além de  poder causar dependência física e psíquica ( alcoolismo ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Persiga o seu  peso ideal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um índice de massa corporal ( IMC = peso dividido pela altura ao quadrado ) inferior a 25 kg/m2  e uma circunferência abdominal inferior a 94 cm nos homens e 80 cm nas mulheres , são as metas a serem obtidas  quando o assunto é peso e medidas. Para uma perda de peso , uma dieta hipocalórica e a prática diária  de exercícios físicos , são fundamentais. A utilização de medicamentos poderá ser útil. A cirurgia bariátrica pode ser indicada para casos selecionados . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Não deixe de ir em consultas médicas periódicas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consulte regularmente seu (s) médico (s) de confiança. Retorne ao consultório para as reavaliações clínicas dentro do tempo estipulado por seu médico.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Realize todos os exames complementares solicitados pelo seu médico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado destes exames serão fundamentais para avaliação do seu quadro clínico e , conseqüentemente , para a definição de um plano de prevenção e tratamento adequado para você.               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8-Não deixe de usar  as suas medicações de uso contínuo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o combate dos fatores de risco para o infarto do miocárdio ( IM ) , como a hipertensão arterial , as dislipidemias , o diabete melito , a obesidade  , o  hábito de fumar , entre outros ( leia a página sobre fatores de risco cardiovascular ) , poderá ser necessária a utilização de medicamentos . A  maioria destas drogas serão de uso contínuo e indefinido. Use as medicações prescritas por seu médico regularmente. Não pare de usá-las  sem a sua permissão.Evite trocas no balcão das farmácias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9- Combata  o  estresse e a depressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você está estressado  ou até depressivo   , procure o seu médico de confiança. Estas duas situações aumentam o seu risco de você sofrer de um infarto do miocárdio ( IM ). Provavelmete será necessária a avaliação de um profissional especializado na área , como um psiquiatra ou psicólogo. Exercícos físicos , técnicas de relaxamento , psicoterapia e o uso de medicamentos , poderão ser necessários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- Dedique pelo menos um dia da semana totalmente voltado para você  e  o  convívio junto de  seus familiares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permaneça a maior parte do tempo possível junto das pessoas que você ama. Procure viver em paz e harmonia com o mundo que está em sua volta .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Infarto do miocárdio: orientações após a alta hospitalar</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/infarto-do-miocrdio-orientaes-aps-alta.html</link><category>Infarto do miocárdio</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:26:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-3648809615453162505</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O uso de medicamentos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paciente que sofreu um infarto do miocárdio ( IM ), receberá na alta hospitalar, uma receita contendo vários medicamentos, os quais  são de uso contínuo e não deverão ser suspensos sem uma orientação médica. Na hora da compra destas medicações, evite as trocas no balcão da farmácia. Em casos de efeitos colaterais, comunique seu médico o mais breve possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Cuidados após cateterismo e angioplastia coronariana : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso um ou ambos procedimentos tenham sido realizados ( leia as páginas sobre cateterismo cardíaco e cineangicoronariografia e angioplastia coronariana ), o paciente deverá evitar de movimentar o seu punho por 48 horas ( nos casos de acesso pela artéria radial ) ou manter a perna esticada por 24 horas ( acesso pela artéria femural ), no entanto, estes cuidados  geralmente são adotados ainda no período de internação. Caso haja a presença de hematomas , estes deverão ser reabsorvidos espontâneamente , ao longo do tempo. Sangramentos ou aumentos de volume no local de acesso do cateter (artéria radial ou femural) , deverão ser comunicados ao médico assistente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Combate dos fatores de risco:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 90% dos pacientes que sofreram um infarto do miocárdio ( IM ), apresentam um ou mais fatores de risco cardiovascular que podem ser modificados . Esses fatores de risco devem ser combatidos, visando evitar novas complicações futuras, a chamada prevenção secundária. Os principais fatores de risco  são : tabagismo ( meta: deverá ser abolido), obesidade ( meta: obter um índice de massa corporal inferior a 25 kg/m2 e uma circunferência abdominal inferior a 80 cm nas mulheres e 94 cm nos homens), dislipidemias ( anormalidades do colesterol e frações ; meta : colesterol total inferior a 200mg/dl,  LDL-colesterol ou "colesterol ruim" inferior a 100m/dl ou 70mg/dl em pacientes de muito alto risco , HDL-colesterol ou "colesterol bom" maior que  40 ou 45 mg/dl nos pacientes diabéticos , trigicerídeos inferiores a 150 mg%), diabete melito (meta: glicemia de jejum menor que 120mg/dl e hemoglobina glicosilada dentro dos limites superiores do laboratório, em geral, até 7mg/dl), hipertensão arterial (meta: pressão arterial ótima , ou seja, abaixo de 120/80 mmHg ou, pelo menos, pressão arterial normal, ou seja, abaixo de 130/85 mmHg), sedentarismo ( meta: exercícios físicos aeróbicos leves a moderados, pelo menos três vezes por semana, 30 a 45 minutos) e estresse psicossocial e depressão ( meta: melhora do quadro com acompanhamento psicológico e, se necessário , uso de medicação).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- A alimentação: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deverá ser individualizada, de acordo com o perfil do paciente. Preferencialmente ,  uma nutricionista deverá ser consultada.  Procure ingerir uma quantidade de calorias diárias que lhe permita atingir um peso adequado ( leia a página sobre dieta de pontos ).  O estudo INTER-HEART demonstrou que a ingesta diária de frutas , verduras e legumes, ajuda a prevenir  um  infarto do miocárdio ( IM ). Limite  a ingesta de sal em menos de  seis gramas ao dia ( cerca de seis colheres rasa de chá de sal , ou seja , 4 colheres rasas de chá de sal para o preparo dos alimentos  mais  duas colheres de sal próprio dos alimentos ).  Evite os alimentos ricos em colesterol ( ingira menos de 300mg de colesterol ao dia ) , os quais são exclusivamente  de origem animal ( derivados do leite com alto teor de gordura , gordura aparente das carnes , gema dos ovos , pele das aves , miúdos , embutidos e certos  frutos do mar ) . Evite também as gorduras saturadas ( frituras )  e as gorduras trans ou hidrogenadas ( leia o rótulo de composição do alimento ) ,  que são encontradas em alguns produtos industrializados como molhos , sorvetes , bolos e certos biscoitos (  leia a página sobre nutrição e dislipidemias  parte I ) . Procure ingerir peixe , principalmente os ricos em ácido graxos ômega 3 ( sardinha , truta , salmão  e bacalhau ) , pelo menos duas vezes por semana. Os fitoesteróis  são substâncias antioxidantes  de origem vegetal e , podem ser encontrados em margarinas enriquecidas , que são uma ótima opção para substituir a manteiga ou as margarinas com gorduras hidrogenadas. Procure ingerir alimentos ricos em fibras  ( cereias  , frutas , verduras e legumes ). Derivados de soja , grão integrais , nozes , assim como outros alimentos , apresentam efeitos comprovadamente benéficos sobre as gorduras do sangue e a aterosclerose ( leia as páginas sobre alimentos funcionais ).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Teste de esforço atenuado:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solicitação de um teste de esforço , mais leve do que o habitual , poderá ser necessária em 4 a 10 dias após um infarto do miocárdio ( IM ). Os dados deste exame, juntamente com outros parâmetros clínicos e do ecocardiograma ( exame que analisa o coração através de ondas ultrassônicas ) , serão úteis para classificar os pacientes em baixo, médio e alto risco após a alta hospitalar. Esta classificação é muito útil , como veremos abaixo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Atividade sexual: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderá ser reiniciada (com o parceiro habitual ),  7 a 10 dias após a alta hospitalar naqueles pacientes que sofreram um infarto do miocárdio ( IM)  sem complicações ou com complicações leves e que estão sem sintomas ( pacientes de baixo risco ). Em pacientes de médio risco ou alto risco , o momento da liberação para atividade sexual ficará a critério do médico assistente. O uso de medicações para disfunção erétil deverá ter a premissão do médico assistente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Próxima consulta médica: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retorno ao consultório deverá ser estipulado pelo médico assistente , no entanto, a maioria dos pacientes precisarão ser reavaliados dentro de no máximo 15 dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Retorno ao trabalho  e as  atividades físicas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pacientes que sofreram um infarto do miocárdio ( IM ) sem complicações ou com complicações leves e que estão sem sintomas , poderão retornar ao trabalho dentro de duas a quatro semanas. Caso não haja uma contra-indicação, as atividades físicas mais intensas , poderão ser reintroduzidas também neste período, com caminhadas leves no plano, iniciando com 15 minutos  e aumentando este tempo gradativamente até atingir cerca de uma hora. Pacientes de médio e alto risco deverão ser reavaliados para o retorno ao trabalho e as atividades físicas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9- Exercícios físicos e reabilitação cardíaca: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exercícios físicos são fundamentais dentro de um programa de reabilitação cardíaca, o qual é obrigatório após o infarto do miocárdio ( IM ). Esta reabilitação deverá ser iniciada ainda na unidade de terapia intensiva ( fase hospitalar) e mantida após a alta hospitalar ( fase ambulatorial ). A reabilitação cardíaca engloba um conjunto de medidas  que  permitem uma melhora das condições do sistema cardiovascular, mas também dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares ( reabilitação cardiometabólica ) . Em pacientes de médio e alto risco, a reabilitação cardíaca deverá ser supervisionada, ou seja, realizada inicialmente em uma clínica especializada. Em pacientes de baixo risco, recomenda-se  caminhadas no plano , iniciando com 15 minutos , com incrementos gradativos até atingir uma hora , pelo menos três a cinco vezes por semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- Atividades esportivas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso não haja contra-indicação , num momento oportuno ,  recomenda-se a prática de marcha atlética , corrida de pequenas distância e tênis em duplas. Squash, tênis individual, futebol e basquete devem ser evitados. Natação e hidroginástica requerem atenção especial quanto a temperatura da água da piscina, a qual deverá ficar entre 18 e 25 graus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>O quê é a angioplastia coronariana ?</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/o-qu-angioplastia-coronariana.html</link><category>Infarto do miocárdio</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:24:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-68541941931661380</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é a angioplastia coronariana ( AC ) ? o que são os stents coronarianos ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angioplastia coronariana ( AC ) é uma modalidade de tratamento , que consiste na destruição mecânica  de uma placa de gordura , chamada de ateroma , por  intermédio de um cateter provido de um balão em sua extremidade . A  AC poderá ser realizada de emergência ou de forma eletiva ( programada previamente ).  Os stents coronarianos  são estruturas metálicas , que na maioria das vezes , são liberadas pelo cateter balão durante uma AC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Como é feita a angioplastia coronariana ( AC ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A angioplastia coronariana ( AC ) é realizada em um laboratório de hemodinâmica , local que dispõem de todos os recursos para que o procedimento transcorra da forma mais segura possível. A equipe que realiza a AC costuma ser  constituída de três pessoas : um médico cardiologista ( chamado de hemodinamicista ) , uma enfermeira especializada e um técnico. A AC poderá ser realizada apenas com uma leve sedação  ou   com uma anestesia geral , de curta duração. O tempo de realização do procedimento é variável , podendo ser de cerca de 30 minutos ou superior a uma ou até  duas horas, principalmente se são realizadas mais do que uma AC , no mesmo momento .  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A  AC é iniciada com a punção de uma grande artéria periférica, em geral a artéria radial ( localizada no membro superior ) ou a artéria femoral ( localizada no membro inferior ) , através de uma agulha calibrosa  . Em seguida, um fio guia de metal é inserido através da agulha e introduzido no sistema arterial, até atingir a aorta e, finalmente, a artéria coronária obstruída pela placa de ateroma. Um cateter com um balão em sua extremidade  é passado sobre o fio-guia até atingir o ponto exato da obstrução  . Em seguida, o balão é insuflado sob alta pressão , por alguns segundos , destruindo a placa de ateroma . A insuflação e a deflação podem ser repetidas várias vezes , até que se obtenha uma desobstrução adequada da artéria coronária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na maioria dos casos de AC  são liberados stents coronarianos , exatamente  no ponto em que artéria está obstruída . Os stents são estruturas metálicas que  ficam encravadas na parede da artéria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Após uma AC eletiva , o paciente costuma permanecer 24 horas internado , visando monitorar possíveis complicações relacionadas ao procedimento. Em casos de AC emergencial , a gravidade do quadro clínico apresentado pelo paciente é que determinará o seu tempo de internação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Quais as orientações antes da realização de uma angioplastia coronariana ( AC )  eletiva  ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jejum de pelo menos seis horas . É necessário a presença de um acompanhante     , preferencialmente um familiar , durante o exame. &lt;br /&gt;- Medicações de uso habitual  não deverão ser suspensas , exceto os anticoagulantes orais , por cinco a sete dias, pelo risco de sangramento ( o RNI deve estar abaixo de 1,5 ) e a metformina  ( medicação para o tratamento do diabete melito ) por 48 horas , pelo risco de interação adversa com o contraste e  lesão renal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pacientes alérgicos a contraste deverão fazer um preparo prévio ao exame com medicações anti-alérgicas  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pacientes com disfunção renal , ou com risco de desenvolvê-la , poderão necessitar  de alguma medicação ou internação prévia para hidratação com soro fisiológico , visando minimizar riscos de disfunção renal ocasionada pelo contraste  ( este deverá ser de um tipo especial , com menos potencial de lesar o rim ). Pacientes renais crônicos deverão fazer diálise no dia que antecede o exame. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Quais as indicações da angioplastia coronariana ( AC ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angioplatia coronariana ( AC ) pode ser realizada de forma emergencial , como no infarto do miocárdio ou na angina do peito  instável de alto risco , que não responde bem ao tratamento com medicamentos para diminuir o processo de coagulação. A  AC eletiva está indicada para tratar obstruções coronarianas estáveis e passíveis de serem tratadas através do procedimento. Estas  obstruções  por placas de ateroma podem  causar sintomas , como a angina do peito  ou , serem assintomáticas  , sendo descobertas  após  algum  exame complementar , como o teste ergométrico . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Quais as complicações da angioplastia coronariana ( AC )  e do uso dos stents ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alergias : a angioplastia coronariana ( AC ) é realizada com contraste , podendo acarretar reações alérgicas de gravidade variável. Alergias graves ( choque anafilático ) ocorrem em cerca de 0,1% dos casos de AC.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Dano renal: o contraste da AC pode piorar uma disfunção renal prévia , fato comum em hipertensos crônicos e pacientes diabéticos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Complicações vasculares: pacientes  candidatos a uma  AC  estão sob efeito de medicamentos para diminuir o processo de coagulação ( antiplaquetários e antitrombóticos ) . Estes medicamentos , mais a punção arterial durante a AC ,  aumentam os riscos de  sangramentos , formações de hematomas  e pseudo-aneurismas. Complicações vasculares que necessitam de cirurgia  ocorrem em cerca de 1,5% dos casos de AC.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Reestenose : é o estreitamento da artéria por um crescimento da parede do vaso , reativo ao processo de insuflação do balão .  A reestenose costuma ocorrer dentro de três a seis meses após uma AC ( pico de aprecimento no terceiro mês ) . A utilização dos stents farmacológicos diminui muito os índices de reestenose ( inferiores a 5% ) . Pacientes diabéticos , artérias finas e lesões longas ,  são as mais propensos ao processo de reestenose.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Trombose tardia do stent : é a formação de um coágulo devido ao contato do sangue com a estrutura metálica do stent. Esta complicação é mais comum com stents farmacológicos , pois estes apresentam  uma pior epitelização ( formação de uma película de tecido entre o stent e o sangue ). Em bora seja uma complicação rara , a trombose tardia do stent apresenta-se na mioria das vezes com quadro de infarto do miocárdio ou morte. A utilização do ácido acetil salicílico e o clopidogrel , diminui muito o risco deste tipo de complicação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outras : reação vaso-vagal severa  ( queda da pressão arterial acompanhada de palidez  e sudorese) em 0,1% , derrame cerebral em 0,1% , infarto do miocárdio em 0,3%, arritmias que necessitam de cardioversão em 0,6% dos casos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Quais as vantagens e desvantagens dos stents coronarianos convencionais e os  farmacológicos ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Stents convencionais : sua principais vantagens  são o seu preço ( bem inferior aos farmacológicos ) e a menor possibilidade de formação de coágulos tardios.  A sua principal desvantagem é que este tipo de stent  é menos efetivo no combate da reestenose . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Stents farmacológicos : sua principal vantagem é o baixo índice de reestenose. Suas desvantagens  são o seu preço e uma maior possibilidade de formação de coágulos tardios. Devem ser utilizados em pacientes com maior risco de reestenose.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Alimentos funcionais</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/alimentos-funcionais.html</link><category>Nutrição</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:20:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-1444511352127122819</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê são os alimentos funcionais ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alimentos funcionais , são aqueles que , além de apresentarem as propriedades nutricionais básicas , desempenham outras ações fisiológicas , que ajudam na promoção da saúde. São também chamados de nutracêuticos. Doenças como as dislipidemias ( anormalidades do colesterol e suas frações ) e a aterosclerose e suas manifestações , como o infarto do miocárdio ( ataque cardíaco ) , podem ser influenciadas positivamente , pelas ações de certos alimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Dicas para uma alimentação saudável</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/dicas-para-uma-alimentao-saudvel.html</link><category>Nutrição</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:19:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-8394616687534693715</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Evite dietas milagrosas em que há uma grande eliminação de peso em um curto período de tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Não faça uma alimentação baseada em somente um tipo de alimento ou nutriente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Mesmo tendo exagerado nos dias anteriores, faça, pelo menos, 5 refeições por dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Pequenos lanches entre as refeições principais irão evitar a vontade de devorar o primeiro prato que encontrar pela frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Não belisque entre as refeições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Esqueça dos snaks (salgadinhos) e da bolacha recheada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Deixe na gaveta do escritório barrinha de cereais, bolacha integral (ingira, no máximo, 3 unidades). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Frutas e iogurtes light são excelentes lanches. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Se tiver vontade de comer um doce, coma-o. Mas lembre-se: somente um pedaço ou unidade. Isso é melhor do que devorar uma caixa de bombom no final do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Comece sempre as refeições por um caprichado prato de saladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Evite o uso de óleos para temperar as saladas. Use vinagre ou suco de limão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Macarrão é permitido, mas cuidado com o molho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Molho branco, quatro queijos, bolonhesa são muito mais calóricos quando comparados com o ao sugo. Portanto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Não repita a refeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Evite beber refrigerantes, mesmo os light ou diet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Evite água gaseificada. Bebidas com gás dilatam o estômago dando uma falsa sensação de saciedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Bebidas energéticas tipo Gatorade devem ser evitadas. São calóricas e, para não atletas, a água ainda é o melhor hidratante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Prefira sucos naturais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Utilize adoçantes nos sucos e no cafezinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Beba, no máximo, 4 xícaras pequenas de café por dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Ingira bastante água durante o dia. No mínimo, 1,5 litro ou 8 copos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Leve sempre uma barrinha de cereais na bolsa. Quando a vontade de comer alguma coisa aparecer, você já tem algo em mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Ingira todos os dias legumes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Coma diariamente 2 frutas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Prefira ameixa, melancia, melão, morango que são menos calóricas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Cuidado com as frutas secas. Por serem desidratadas é fácil ingerir mais calorias do que as naturais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Ingira carnes menos calóricas como peixe, frango (peito), peru, patinho, contra-filé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. Cuidado com o salmão. Ele apresenta mais calorias do que outros peixes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. Retire a pele das aves. Ela contém basicamente gordura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. Evite atum e sardinha conservados em óleo. Já existe a versão light. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. Miúdos e vísceras são ricos em gorduras saturadas. Então, minimize o consumo desses alimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. Retire a gordura visível das carnes, como por exemplo, a da picanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. Evite alimentos fritos. Dê preferência ao grelhados ou cozidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. Embutidos (mortadela, presunto, salame) devem ser evitados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35. Enlatados são ricos em sódio, por isso, prefira os alimentos naturais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. Manteiga, creme de leite, chantilly, massa podre são ricos em calorias e colesterol. Evite-os. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. Queijos amarelos (mussarela, provolone, prato, parmesão) devem ser evitados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. Dê preferência aos queijos brancos como o de minas, frescal, ricota e cottage. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. Evite as preparações gratinadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40. Dê preferência aos alimentos desnatados como leite e iogurtes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41. Se não tem boa aceitação ao leite desnatado, fique com o semi-desnatado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. Evite chocolates, inclusive o diet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. Ingira alimentos ricos em fibras como legumes, verduras e frutas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. Consuma maçã, pêra, uva com a casca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45. Pizza prefira as menos calóricas como de escarola, rúcula, mussarela. Mas fique somente na primeira fatia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46. Tomate seco, por ser conservado em óleo, deve ser evitado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47. Bebidas alcoólicas são calóricas. Consuma esporadicamente e em pequena quantidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48. Uma taça de vinho diariamente faz bem para a saúde. Mas nada adiantará se não tem o hábito da boa alimentação e é sedentário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49. Em barzinhos evite os petiscos como amendoim, batata frita, castanha de caju, carne seca ou salgadinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50. Evite os fast-food. Os alimentos servidos são normalmente ricos em gorduras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51. Se não tiver saída, prefira uma unidade de cheeseburguer, refrigerante light e batata frita pequena. Dispense a sobremesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52. Em restaurantes por quilo, passe primeiro por todas as opções antes de escolher os alimentos. Isso evitará exageros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53. Para a sobremesa, prefira frutas da época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;54. Evite sorvetes de massa. Opte pelo picolé de fruta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;55. Em sorveteria por quilo, prefira os sorvetes de frutas. Passe reto nas coberturas e chantilly. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;56. Nunca vá ao supermercado com fome. Vá sempre após uma refeição. Isso evitará pegar balas, chocolates e salgadinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;57. Não compre alimentos que devem ser evitados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;58. Compare os rótulos dos alimentos e verifique se os light e diet são menos calóricos. Nem sempre isso é verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;59. Nunca acumule a fome. Por isso deixe na geladeira legumes picados (cenoura, pepino, salsão) e gelatina diet. Eles não prejudicarão o seu emagrecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por fim, vale essa dica: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;60. Movimente-se!! Você não precisa ir à academia! Caminhar 3 vezes por semana pelo bairro, por 40 minutos cada sessão, irá ajudá-lo a ter mais saúde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item><item><title>Nutrição e diabete melito</title><link>http://portaldocoracao.blogspot.com/2007/12/nutrio-e-diabete-melito.html</link><category>Nutrição</category><pubDate>Sun, 16 Dec 2007 20:18:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3130828842711800236.post-4822208308930555905</guid><description>Este e outros assuntos disponíveis na integra no &lt;a href="http://www.portaldocoracao.com.br" target="_blank"&gt;Portal do Coração&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O quê é o diabete melito ( DM ) ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diabete melito ( DM ) é uma disfunção crônica do metabolismo , caracterizada pela diminução ou ausência da produção  da insulina , ou , mais comumente , por uma resistência as suas ações fisiológicas . A insulina é o um hormônio que permite que o açúcar ( glicose ), entre para o interior das células. No DM , pelo fato da insulina não atuar a contento , ocorre uma elevação anormal dos níveis de açúcar no sangue ( glicemia ).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Dicas que  úteis para o controle de sua glicemia: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As refeições devem ser equilibradas contendo carboidratos (pães, massas e cereais), proteínas (ovos, carne, leite e grãos), fibras (frutas, verduras, legumes e cereais integrais) e uma quantidade pequena de gordura (devem ser poliinsaturadas – margarina e óleos vegetais).     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fracione as refeições em  5 a 6 vezes/dia (café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar, ceia), para evitar longos períodos de jejum e manter a taxa de glicose no sangue o mais próximo dos níveis normais e para que os medicamentos (caso utilize) possam atuar de forma correta.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pessoas que usam insulina devem ajustar o horário e as quntidades de alimentos ao seu esquema de insulina.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Evite comer grandes quantidades em uma só refeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O açúcar, açúcar mascavo e mel devem ser no uso diário substituídos por adoçantes artificiais. Mas em situação atípicas e esporádicas se consumi-lo faça com moderação e nunca de forma isolada.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prefira frutas como sobremesa, mas não se esqueça que as frutas também contêm açúcar (em forma de frutose), portanto não exagere, tenha um consumo de no máximo 4 porções de frutas distribuídas durante o dia. Você pode comer qualquer tipo de fruta desde que controle a quantidade e evite aquelas que já estejam em um nível máximo de maturação.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todas as refeições (principalmente o café da manhã, o almoço e o jantar) devem ser variadas e conter fibras, pois estas têm a finalidade de retardar o esvaziamento gástrico, proporcionando uma digestão mais lenta, retardando absorção de açúcares, além de ajudar na “eliminação” de parte do colesterol ingerido.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prefira alimentos que contêm maior quantidade de fibras: frutas (sempre que possível, com casca e bagaço), legumes e verduras, leguminosas e cereais integrais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Evite consumir alimentos ricos em gorduras como manteiga, gema de ovo, banha, toucinho, creme de leite, nata, carnes gordas, carne de porco, pele de frango e embutidos (salames, mortadela), achocolatados dietéticos, abacate, coco, frituras em geral (procure usar alimentos assados, grelhados, cozidos ou refogados).   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Evite comida de fast-food, pois além de muito calóricas, elas são ricas em açúcares e pobres em fibras.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Produtos dietéticos elaborados com adoçantes artificiais podem ser consumidos, mas use-os com moderação, principalmente se também está cuidando de seu peso, pois mesmo não contendo açúcar, estes produtos, muitas vezes, contém substitutos que podem aumentar as calorias totais do produto. Leia sempre os rótulos para certificar-se que realmente não contêm açúcares. O termo “light” significa que o produto apresenta redução calórica de aproximadamente 25% em relação ao normal e não que seja isento de açúcares. Por isso, cuidado!   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beba bastante líquidos, no mínimo 1 litro por dia (água ou chá com adoçante). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Evite bebidas alcoólicas (principalmente vinhos, licores, coquetéis...), pelo seu alto teor de açúcar e pelo álcool interferir no controle da glicemia.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Evite sucos de frutas naturais, de preferência ao consumo das frutas in natura, pois normalmente no preparo dos sucos se perde grande parte das fibras contidas nas frutas, além de proporcionarem um consumo de maiores quantidades de frutas de uma vez só, o que não é aconselhável para o controle glicêmico.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Observe os horários das refeições. Atraso, esquecimento, impossibilidade de se alimentar nos intervalos das refeições ou até mesmo a ocorrência de vômitos ou um desgaste físico mais intenso pode levar a baixa do nível de açúcar no sangue (hipoglicemia).   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No caso de hipoglicemia, você pode elevar o nível de açúcar no sangue rapidamente servindo-se de: ½ copo de suco de fruta natural não diluído ou 1 copo de refrigerante versão normal; ou qualquer tipo de doce como bala de goma, bombom, chocolate, mel ou melado pois estes produtos possuem açúcares de rápida absorção.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Sinais e sintomas da hipoglicemia: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palidez , sudorese fria , palpitação , irritabilidade , perda de memória , confusão mental , convulsão , sonolência , torpor e coma . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure adequar a dieta, lembrando-se sempre que os cuidados alimentares dos diabéticos são saudáveis e devem ser respeitados e estimulados por toda a família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Receba atualizações em cardiologia&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>portaldocoracao@portaldocoracao.com.br (Portal do Coração)</author></item></channel></rss>