<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596</id><updated>2024-10-25T08:35:34.790-03:00</updated><category term="Gaia"/><title type='text'>O Portão de Ymir</title><subtitle type='html'>Histórias, divagações, e qualquer outra coisa que eu queira escrever.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-7430332446678663990</id><published>2011-04-25T15:02:00.001-03:00</published><updated>2011-04-25T15:03:08.009-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 13</title><content type='html'>Aos poucos Draco recobrava a consciência. Não tinha força sequer para abrir os olhos, mas em meio à escuridão podia sentir que seus braços estavam sendo segurados e suas pernas arrastavam pelo chão. Usando toda a força de vontade que possuía, abriu um pouco as pálpebras, enxergando o chão branco, que passava logo abaixo de seu rosto. Ele tentou virar o pescoço e olhar para os lados, mas sentia a cabeça pesada. Duas vozes conversavam bem próximas, e o assuriano deduziu que eram das pessoas que o estavam carregando.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- Que azar desse cara aqui, não é?&lt;br /&gt;
- Pois é. Encontrar com o coronel Van logo depois de ter matado o esquadrão inteiro? Esse cara tem sorte de ainda estar vivo. Tenho certeza que se o coronel não estivesse de bom humor porque ia matar uns assurianos, tinha matado ele na hora!&lt;br /&gt;
Foi então que uma terceira voz entrou na conversa, e Draco percebeu que havia o barulho dos passos de mais algumas pessoas caminhando.&lt;br /&gt;
- É melhor vocês apertarem o passo. O coronel disse que esse cara era perigoso, e que ele devia estar na cela antes de acordar.&lt;br /&gt;
Com os sentidos inebriados, não era possível saber quantas pessoas estavam andando naquele grupo, mas o volume de passos era enorme.&lt;br /&gt;
- Pelo menos dez... - Draco deixou escapar baixando, pensando estar apenas recitando essas palavras em seu pensamento. Assim que percebeu o que havia feito, ficou espantado.&lt;br /&gt;
- Droga... Não consigo pensar direito...&lt;br /&gt;
A voz era fraca, e praticamente ininteligível.&lt;br /&gt;
- Ei, esperem um pouco. - disse um dos soldados que arrastavam Draco. - Acho que escutei ele falar alguma coisa. Largue ele.&lt;br /&gt;
Os dois braços do assuriano foram soltos, e ele caiu estirado, batendo o rosto contra o piso.&lt;br /&gt;
- Virem ele, quero ver o rosto.&lt;br /&gt;
De forma bruta, teve o corpo virado, deixando a barriga virada para cima. Um dos bálmares, que estava mais atrás do grupo se aproximou. De um bolso na armadura ele tirou um pequeno cilindro negro, que começou a emitir um fino feixe de luz depois de ter um botão na sua extensão pressionado.&lt;br /&gt;
- Vamos ver, Vamos ver. - dizia ele enquanto se ajoelhava ao lado de Draco e com os dedos abria as pupilas do rapaz.&lt;br /&gt;
“O que? Onde está meu elmo? O chão está frio, tocando a pele das minhas costas... ah, já consigo pensar de forma mais clara... Mas ainda não consigo me mexer”&lt;br /&gt;
Estava sem armadura, os pés estavam frios, a parte de cima do corpo completamente nua. Mesmo sem conseguir se mexer, sentia uma dor enorme por todo o corpo, como se todos os seus músculos tivessem sido esmagados, um a um, por um martelo.&lt;br /&gt;
O bálmare direcionou o feixe de luz contra o olho aberto do rapaz. Imediatamente a pupila se dilatou e o olhar passou a acompanhar a lanterna à medida em que era mexida.&lt;br /&gt;
- Ele está recobrando a consciência. Vou aplicar mais uma dose do soro paralizante.&lt;br /&gt;
- Espere.&lt;br /&gt;
Lentamente Draco levantou a cabeça, e ainda deitado no chão olhou para quem tinha feito a objeção.&lt;br /&gt;
- Vamos aproveitar que esse merdinha está acordado e mostrar a ele o que vai acontecer enquanto estiver preso aqui, dentro do Gnios.&lt;br /&gt;
Quem falava era um capitão, que à frente da tropa de dez homens estava parado, com suas faixas azuis da armadura refletindo a luz do local.&lt;br /&gt;
- Por mim tudo bem, acho que esse cara merece. - respondeu o médico - Mas tentem se controlar, não quero ter trabalho demais quando for curar ele depois. E além disso, se ele morrer, acho que vamos ter problemas. O comandante deve querer fazer um interrogatório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A expectativa do que os bálmares pretendiam fazer com ele causou um surto de adrenalina em Draco, acelerando o coração e molhando levemente a pele com suor. Queria se mexer, queria lutar, ele queria acabar com os inimigos, mas o corpo não obedecia. Podia sentir o sangue esquentando tudo debaixo da pele, no entanto, por mais que tentasse, só conseguia mexer os dedos das mãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro chute atingiu o rosto. O impacto atingiu o nariz e sangue manchou o chão. Draco se encolheu com a dor. Queria tocar a parte machucada, mas não conseguia.&lt;br /&gt;
- Hahahahaha, olha só para ele, tentando tocar o rosto com as mãos, mesmo estando sob o efeito do soro paralisante. Continuem chutando. Enquanto não desmaiar, vai continuar sentindo dor.&lt;br /&gt;
Uma pisada nas costelas. A bota pesada, adicionada à força do bálmare fizeram os ossos do lado direito envergarem por um momento. Um outro soldado usou a coronha do fuzil para acertar o rosto do assuriano, que continuou apanhando por mais alguns minutos, sentindo a dor pecorrer o corpo e uma pontada como uma faca penetrando a carne cada vez que lhe acertavam do tórax.&lt;br /&gt;
- Huf,huf, estou cansado de bater nesse desgraçado.&lt;br /&gt;
- Eu também. Não achava que ele ia aguentar tanto, já fazem uns cinco minutos que batemos nele.&lt;br /&gt;
- Foi uma boa forma de aliviar o estresse. Vamos levar ele para a cela.&lt;br /&gt;
- Esperem. - interveio o capitão. - Doutor, examine o prisioneiro, só para garantir que ele não corre risco de vida. - disse ele se dirigindo ao médico.&lt;br /&gt;
- Tudo bem.&lt;br /&gt;
O médico se abaixou. Calmamente examinou Draco, apalpando as partes que haviam sido atingidas, e observando os cortes e olhos.&lt;br /&gt;
- Ele me parece estar razoavelmente bem. Tem algumas costelas quebradas, mas isso não vai matá-lo agora. Estranho, ele é resistente demais. Qualquer um que eu conheço teria ficado muito pior depois dessa surra. Vamos levá-lo para a enfermaria.&lt;br /&gt;
- Tudo bem. Assim que for tratado, vamos levá-lo para a cela.&lt;br /&gt;
O médico tirou uma pistola para aplicação de injeções e uma ampola de dentro de um bolso. Conectou os dois, e aplicou numa veia do braço de Draco. Uma sensação de queimação subiu pelo local e se espalhou pelo corpo, logo não conseguia sequer mover os olhos. Dois bálmares o seguraram pelos braços, e começaram a caminhar o arrastando pelos corredores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*********************&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ponte de comando do Gnios era uma sala acinzentada, de onde vários oficiais comandavam as principais atividades da nave através de seus monitores, enquanto sentados em suas cadeiras, não precisavam fazer nenhum esforço. Um grande monitor no final dela fornecia informações gerais acerca do estado da nave, suprimentos, combustível, alarmes soados por algum motivo, entre outros. O comandante estava sentado em sua cadeira, numa parte elevada no centro da sala quando ouviu o som da porta automática abrindo atrás de si. Ele girou a cadeira em seu eixo, e um homem usando uma armadura bálmare com uma linha vermelha no peito e braços entrou na sala. O homem se aproximou do comandante, que usava uma armadura semelhante, exceto que estava sem elmo, e possuía uma linha roxa nos braços, e fez uma reverência.&lt;br /&gt;
- Ah, coronel Van. Ouvi pelo comunicador que capturou um homem que matou seu pelotão. Me diga, foi por isso que você veio aqui?&lt;br /&gt;
- Em parte. General, acredito que o homem seja um assuriano que aproveitou o tumulto da batalha para invadir o Gnios. Provavelmente não estava com o navio assuriano, mas a identidade dele ainda é desconhecida. Vou providenciar para que ele fale tudo que sabe. Gostaria de pedir ao senhor que não permitisse que nenhum outro oficial se aproximasse dele sem meu consentimento.&lt;br /&gt;
- Por mim, tudo bem. Mesmo assim não acho que esse seja um assunto importante o suficiente para você ter que vir me falar pessoalmente. Me diga, o que foi?&lt;br /&gt;
- Acredito que o homem capturado seja um nobre, a habildade dele era singular.&lt;br /&gt;
- Sobrevivente ao ataque à casa dos Bernstein?&lt;br /&gt;
- Acho difícil. Nosso contato nos informou que os homens da família Bernstein lutam usando armaduras completas e espadas muito grandes. O capturado usava uma espada normal, e apenas isso. Se ele possuísse uma armadura completa, não precisaria ter se disfarçado, podia ter aberto caminho à força. Pelo que o informante nos disse, Alexander Von Bernstein seria capaz de nos impedir se nos encontrasse, e que por isso, não devíamos subestimar o filho dele. Minha opinião, é que o capturado é fraco demais para ser filho de Alexander.&lt;br /&gt;
- Fraco... É verdade. Você disse que ele caiu com apenas um golpe na parte de trás do pescoço. A captura de dois nobres ao invés de um... esse invasor e a mulher que estava com os bernstein. Nossa posição vai ficar ainda melhor aos olhos do rei.&lt;br /&gt;
Um chiado veio de um dos monitores. O capitão que estava conduzindo Draco até a enfermaria apareceu. De trás do elmo a voz passou pelo comunicador, saiu por uma caixa de som e se espalhou pela ponte de comando.&lt;br /&gt;
- Ponte de comando, na escuta?&lt;br /&gt;
- Sim, capitão Alfredo. - respondeu o oficial que estava sentado próximo à tela. - O que você tem a dizer?&lt;br /&gt;
- Houve uma mudança nos planos, e agora meu esquadrão está levando o capturado para a enfermaria. O efeito do soro paralizante passou mais cedo do que esperávamos, ele tentou escapar, e acabamos tendo que combatê-lo.&lt;br /&gt;
O general apertou um botão em sua cadeira, e uma tela holográfica apareceu em sua frente, mostrando o mesmo que o monitor do oficial de comunicação da ponte de comando.&lt;br /&gt;
- Capitão Alfredo, aqui é o general Marks. Houve alguma baixa no seu grupo?&lt;br /&gt;
- Não senhor. Apenas alguns machucados pequenos como luxações ou coisas do tipo.&lt;br /&gt;
- Entendo. Qual o estado do prisioneiro?&lt;br /&gt;
- Apenas alguns ferimentos leves.&lt;br /&gt;
- Ótimo. Assim que ele for tratado, o levem para a cela.&lt;br /&gt;
- Sim, senhor. Capitão Alfredo desligando.&lt;br /&gt;
A tela holográfica desapareceu, e o monitor do oficial de comunicação voltou a mostrar vários números contendo o canal de acesso à vários capitães.&lt;br /&gt;
- O que acha disso, Van? - disse o general virando mais uma vez a cadeira em direção ao coronel, que girou silenciosa em torno de seu próprio eixo.&lt;br /&gt;
- General, sozinho o homem acabou com um esquadrão inteiro. Se o soro paralizante tivesse mesmo perdido o efeito, pelo menos um ou dois soldados teriam morrido. O que deve ter acontecido, foi que o capturado acordou, ainda sob o efeito do soro, e o esquadrão do capitão Alfredo quis dar uma lição no bálmare que traiu sua nação e matou seus companheiros. Ele não deve sequer desconfiar que o capturado provavelmente é assuriano.&lt;br /&gt;
- Nesse caso, não faz mal. Não importa se o capturado apanhar ou não, o destino dele será o mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
****************&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grupo de soldados de armadura entrou pela porta automática da enfermaria com dois deles puxando os braços de Draco, enquanto seu corpo arrastava no chão. Assim como o resto da nave, ela era toda branca, e possuía várias camas. Muitas delas estavam ocupadas por bálmares usando apenas algum pedaço de suas armaduras, que no momento se recuperavam da batalha contra o navio de guerra assuriano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois soldados largaram no chão o momentaneamente paralizado Draco. Um deles o segurou pelas pernas, enquanto o outro ficava com a parte de cima do tronco, e com um esforço só, o transferiram do piso para a cama. A sensação de passar para uma cama quentinha após ter sido arrastado pela superfície gelada foi um tanto reconfortante. A vontade era que pudesse permanecer ali para sempre, se esquecer da dor, do sofrimento e armagura que passou, e do muito pelo qual ainda teria que passar. O soro paralizante não permitia que seus músculos se mexessem, mas se tivesse sido permitido, Draco teria sorrido.&lt;br /&gt;
- Ei, enfermeiros! Ajudem o doutor aqui a cuidar desse paciente. Ele precisa ficar bom o mais rápido possível, assim ele é transferido para a cela, e o meu esquadrão pode ir dormir. - disse o capitão Alfredo enquanto apontava para o médico com o polegar, e depois indicava Draco, deitado na cama.&lt;br /&gt;
- Já estou indo! - gritou um enfermeiro que estava ao fundo, remexendo nas bandagens da prateleira de um armário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O enfermeiro se aproximou e começou a ajudar o médico nos procedimentos, tratando cortes e hematomas, até que finalmente, depois de longos minutos, terminaram.&lt;br /&gt;
- Fizemos o melhor para um tratamento de emergência - começou o médico - tratamos o que podia ser tratado, mas as costelas quebradas teriam que ser arrumadas na ala de intervenção, que provavelmente deve estar lotada com soldados feridos gravemente.&lt;br /&gt;
- Está certo. Vamos jogar ele em alguma cela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa vez os soldados colocaram Draco em uma maca, para não estragar os cuidados do médico e do enfermeiro, e o levaram até a ala prisional. Era um local escurecido, todo em preto, contrastando com a brancura do resto da nave. Um soldado numa cabine, por trás de um vidro blindado puxou uma alavanca, abrindo o portão que dava acesso da antesala, saída do elevador, para a sala dos guardas. As rodinhas da maca fazinham um ruído chato enquanto ela era empurrada por um bálmare. Draco escutou uma voz baixa de mulher, como um choro, enquanto passava pelos guardas, mas não teve a chance de olhar, pois os músculos ainda estavam paralizados. Um outro guarda em uma cabine fez o mesmo que o anterior e abriu o acesso ao corredor das celas. De lá ele abriu a porta semi-automática de uma das celas. O grupo entrou nela, despejou o assuriano em uma cama e saiu. Cansado, Draco não conseguia pensar em nada. A dor não permitia que ele respirasse direito, e não conseguia se mover, a agonia o dominava, até que o sono o venceu, e depois do que pareceram horas deitado, &amp;nbsp;adormeceu.&lt;br /&gt;
“Como vou escapar dessa?”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; style=&quot;border-width:0&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot; href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot;&gt;Gaia - Capítulo 13&lt;/span&gt; de &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/gaia-capitulo-13.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/7430332446678663990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/gaia-capitulo-13.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/7430332446678663990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/7430332446678663990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/gaia-capitulo-13.html' title='Gaia - Capítulo 13'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-5569123433507947846</id><published>2011-04-20T15:59:00.000-03:00</published><updated>2011-04-20T15:59:41.674-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 13 chegando!</title><content type='html'>Estou acabando o capítulo 13, ele é grande, por isso pode ser que demore um pouco mais a sair. Talvez semana que vem, se não, esse final de semana ele fica pronto e eu publico.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/5569123433507947846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/capitulo-13-chegando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/5569123433507947846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/5569123433507947846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/capitulo-13-chegando.html' title='Capítulo 13 chegando!'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-6051592846190530861</id><published>2011-04-13T11:08:00.000-03:00</published><updated>2011-04-13T11:08:49.813-03:00</updated><title type='text'>OK!</title><content type='html'>Beleza, postei a versão 2 do cap 12. Particularmente, fiquei mais satisfeito com o rumo que a história tomou depois desse remake. Além da leitura arrastada, acho que os acontecimentos da versão anterior haviam ficado um pouco forçados. Substituí o link no índice do antigo cap 12 pelo novo, mesmo assim não vou apagar a postagem do antigo, porque já licenciei ela. Até mais.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/6051592846190530861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/ok.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/6051592846190530861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/6051592846190530861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/ok.html' title='OK!'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-606741414951631943</id><published>2011-04-13T11:01:00.001-03:00</published><updated>2011-04-13T11:02:25.373-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 12 versão 2</title><content type='html'>O portão se fechou com um barulho metálico. Um pátio dentro do cruzador bálmare se extendia por uma centena de metros, com vários contêineres cinzas ocupando sua superfície e soldados entrando e saindo deles, o local era muito mais silencioso do que se esperava de um alojamento. Vários portões dispostos pelas paredes laterais levavam a hangares. “Uma ótima estratégia para uma reação rápida a ataques.” Pensou Draco enquanto observava um esquadrão adentrando num hangar e subindo à bordo de uma nave.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
— Fechando a porta do hangar 8, todas as pessoas próximas ao local, saiam debaixo da porta.&lt;br /&gt;
O assuriano olhou para o alto. Numa cabine presa ao teto, olhando através de janelas transparentes estava um bálmare que falava por um alto falante, dando instruções quando necessário, e com um movimento de sua mão a porta do hangar 8 se fechou. O capitão olhava para Draco, que havia voltado sua atenção de volta para o esquadrão.&lt;br /&gt;
— Você, que estava de vigia no hangar, qual o seu nome?&lt;br /&gt;
“Droga... eu não tinha pensado em um nome...”&lt;br /&gt;
— É Schwartz.&lt;br /&gt;
— Muito bem Schwartz, a situação é a seguinte: Eu ordenei que uma equipe de limpeza e outra de manutenção fossem enviadas para o hangar de onde você veio. Elas vão limpar a sujeira que o assuriano causou e reparar a nave danificada. Como todas as naves daquele hangar já retornaram, você não ficará mais de vigia, virá com nosso pelotão para a ala 5. O navio assuriano atirou no alojamento, detonando o lugar com o canhão, eliminando a maioria dos soldados de lá, e invadiu por onde antes havia o teto do pátio e a fuselagem externa da nave. Uma parte das tropas de outra áreas está sendo deslocada pra combater lá, enquanto outras embarcam em naves de abordagem e invadem o navio, acabando com o ataque assuriano pela raiz. Nossos números são muito maiores que os deles, não deve demorar muito até que tudo esteja finalizado. Acabo de receber no comunicador a rota que devemos tomar. Alguma pergunta?&lt;br /&gt;
— Sim, senhor.&lt;br /&gt;
— Diga.&lt;br /&gt;
— Os assurianos - começou Draco - provavelmente invadiram por causa dos prisioneiros, o que faremos com eles?&lt;br /&gt;
— O que? Como sabe sobre os prisioneiros?&lt;br /&gt;
— É que eu estava de vigia no hangar quando eles chegaram, senhor.&lt;br /&gt;
— Ah, é. Eu tinha me esquecido que eles chegaram pelo hangar...&lt;br /&gt;
“Essa foi por pouco! Ele quase me descobriu!”&lt;br /&gt;
— Não se preocupe com os prisioneiros. Os Assurianos nunca vão chegar até eles. Vamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fazendo assim como muitos outros esquadrões, o grupo começou a correr, entrando por uma porta próxima - que abriu sozinha e sem barulho - e seguindo pelos corredores da nave em direção à ala 5.&lt;br /&gt;
— Ei, Schwartz. - disse um dos companheiros de pelotão enquanto diminuía o passo da corrida para ficar lado-a-lado com Draco - Você foi muito bom em matar aquele aquele assuriano, mas não vai ser tão fácil assim enfrentar os que invadiram a ala 5.&lt;br /&gt;
— Ah, é?Por que? - respondeu fingindo inocência.&lt;br /&gt;
— Eles usam armaduras completas e lutam usando armas mágicas. Provavelmente são de alguma patente alta e batalham muito bem. Se eu fosse você tomava cuidado e não chegava perto demais deles.&lt;br /&gt;
— Não precisa se preocupar, Schwartz. - dessa vez era um outro companheiro de pelotão, que estava correndo mais atrás, e agora adiantara o passo para emparelhar com os dois e participar da conversa. Draco olhou para a frente, os outros dois soldados e o capitão corriam a um metro de distância sem se importar com o vozerio vindo de trás. - O Doug aí - continuou o soldado - teve o pai morto na guerra, numa batalha contra um assuriano de armadura completa, e agora ele sempre fica se borrando quando encontra um. Hahahaha.&lt;br /&gt;
— Ei, Dane, não é bem assim - respondeu o outro. - Eles são muito fortes sim, se você não tomar cuidado, vai acabar sendo morto por eles qualquer dia desses.&lt;br /&gt;
— Basta um tiro na cabeça deles, e já eram. Com essa belezinha aqui - ele deu alguns tapinhas no fuzil - eu posso acertar a fenda do elmo de um deles bem fácil.&lt;br /&gt;
“Guerreiros de armadura completa são os que usam magias de intensificação física, vai ser difícil algum bálmare escapar com vida de um encontro com um deles. Esses caras não conhecem mesmo o inimigo que estão enfrentando... Ok, sem mais tempo à perder!”&lt;br /&gt;
O fuzil que estava na mão direita foi arremessado, acertando a cabeça de um dos que corriam à frente.&lt;br /&gt;
— Ai! - &amp;nbsp;disse ele enquanto virava a cabeça para trás, sem parar de correr.&lt;br /&gt;
Antes que o metal tocasse o chão e alertasse os outros com o barulho, num movimento Draco desembainhou a espada enquanto girava em pleno ar, em torno do próprio eixo, decepando as cabeças dos dois bálmares que estavam ao seu lado, e do que estava à frente. O som dos corpos vindo ao chão, junto com o metal tinindo e a parada no vozerio alertou o capitão e o último companheiro restante. Os dois viraram o rosto para trás, somente para serem perfurados pela lâmina da espada, que rápida como uma bala entrou pelo elmo do primeiro, foi retirada pela lateral, de forma bruta, rasgando o crânio, e depois foi enfiada na cabeça do capitão, pela viseira, destroçando tudo que havia dentro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tênue brilho avermelhado podia ser visto enquanto Draco retirava a espada e a limpava, com o habitual movimento que espalhava o sangue numa linha pelo chão. O brilho vinha dos olhos, que mesmo escondidos pelo preto da lente do elmo, ainda o emanavam com força suficiente para ser visto. O brilho refletia na lâmina pálida da espada, agora livre de qualquer mancha. Calmo, o assuriano olhou para a frente. Só havia uma coisa a se fazer, e era continuar andando e procurar as prisioneiras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sensação de algo comprido tocando a lateral do pescoço e uma voz abafada vinda de trás chamou a atenção.&lt;br /&gt;
- Você é do tipo bem rebelde, não é?&lt;br /&gt;
A voz saía como as faladas de trás de um elmo bálmare. Draco virou um pouco o rosto e enxergou uma lâmina encostada em seu pescoço, pronta para lacerar a pele e veias, longa ao ponto de não se ver nada de quem a estava segurando.&lt;br /&gt;
- Quem é você? - perguntou o assuriano, enquanto devagar, girava a cabeça e o corpo tentando enxergar o inimigo.&lt;br /&gt;
- É melhor parar por aí, se você girar mais um centímetro, corto sua cabeça. Você ter matado seu oficial e também os companheiros de esquadrão já é motivo suficiente para isso.&lt;br /&gt;
- Não é muito comum bálmares usando espadas...&lt;br /&gt;
- Digo o mesmo. Você tem uma habilidade incomum com ela, e um estilo que eu nunca vi. Qual o seu nome?&lt;br /&gt;
- Schwartz.&lt;br /&gt;
- Boa noite, Schwartz.&lt;br /&gt;
Uma pancada forte atingiu a parte de trás do pescoço de Draco. A visão ficou turva, e ele teve a sensação de cair em câmera lenta enquanto perdia a força nas pernas. Desabou no chão sem fazer muito barulho, com o rosto virado para trás. Ainda conseguiu ver as botas de um bálmare se aproximando. Tentou erguer o rosto. Uma faixa vermelha, pintada no peito e braços da armadura estava lá, como a dos capitães. A bota do homem veio com grande velocidade e colidiu, com força, contra o rosto de Draco. O gosto de sangue tomou a boca, a vista escureceu de vez, e ele perdeu os sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; style=&quot;border-width:0&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot; href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot;&gt;Gaia - Capítulo 12 versão 2&lt;/span&gt; de &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/gaia-capitulo-12-versao-2.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/606741414951631943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/gaia-capitulo-12-versao-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/606741414951631943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/606741414951631943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/gaia-capitulo-12-versao-2.html' title='Gaia - Capítulo 12 versão 2'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-4156926905459344056</id><published>2011-04-12T13:11:00.002-03:00</published><updated>2011-04-12T13:11:36.831-03:00</updated><title type='text'>Explicação pela demora!</title><content type='html'>Putz, foi mal mesmo a demora pra postar o capítulo 12 versão 2, mas meu pc quebrou(de novo). Já finalizei ele, amanhã vou revisar e postar.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/4156926905459344056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/explicacao-pela-demora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/4156926905459344056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/4156926905459344056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/explicacao-pela-demora.html' title='Explicação pela demora!'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-8758436773641987560</id><published>2011-04-04T15:23:00.000-03:00</published><updated>2011-04-04T15:23:02.602-03:00</updated><title type='text'>Vou refazer o capítulo 12!!</title><content type='html'>Achei que a leitura do capítulo 12 ficou arrastada demais. É um capítulo longo, e seria um saco ler ele. Pode ser apenas neurose minha, pode ser que na verdade ele tenha ficado bom, mas não gostei. Já escrevi alguns capítulos depois do 12, mas fiquei com isso na cabeça que ele estava ruim, então, aguardem a versão 2 do capítulo 12(se tiver alguém que não acabou de ler ele, esperem!).</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/8758436773641987560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/vou-refazer-o-capitulo-12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/8758436773641987560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/8758436773641987560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/04/vou-refazer-o-capitulo-12.html' title='Vou refazer o capítulo 12!!'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-3848111346680290724</id><published>2011-03-31T18:04:00.001-03:00</published><updated>2011-03-31T18:05:14.743-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 12</title><content type='html'>Capítulo 12&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O barulho do portão cinzento descendo e se fechando ecoou pelo lugar. Era um salão grande, com piso branco, semelhante ao hangar de naves de abordagem. A diferença é que esse era muito maior. Entre o portão que se fechara e um outro portão no final do lugar haviam cem metros, provavelmente levava a um outro hangar. Draco virou o rosto e calmamente começou a observar em volta, tentando não despertar suspeitas. Vários portões semelhantes se mostravam ao longo das paredes laterais, podendo apenas ser parcialmente vistos, graças à paralelepípedos cinzentos gigantescos, que imponentes, se faziam presentes em todo o local.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
“O que são essas coisas cinzas? São gigantes, e as aberturas que possuem são tão grandes que uma das naves de abordagem passariam facilmente”&lt;br /&gt;
Foi então que Draco voltou o olhar para o capitão da tropa. Ele estava olhando diretamente para o assuriano, com o corpo de lado, enquanto segurava o comunicador em uma mão. Tudo indicava que já fazia algum tempo que ele estava assim, já que o resto da tropa parara de andar e também estavam olhando para trás.&lt;br /&gt;
— Soldado, você não está me escutando? - &amp;nbsp;disse a voz abafada, vinda de trás do elmo bálmare com um pequeno símbolo azul na testa.&lt;br /&gt;
— Ah, sim senhor. - respondeu Draco, ainda sem saber como agir com os bálmares.&lt;br /&gt;
— Qual o seu nome?&lt;br /&gt;
“Nome! Merda, não pensei num nome! E como eu vou saber um bom nome bálmare??!!”&lt;br /&gt;
— Schwartz.&lt;br /&gt;
Por algum motivo, Draco teve a impressão que o capitão estaria fazendo alguma careta por debaixo do elmo, depois de ter escutado um nome tão estranho.&lt;br /&gt;
— Schwartz é um nome bem incomum... Não importa. - o capitão voltou a olhar para a tela do pequeno comunicador, e depois para o grupo - Recebi uma mensagem da ponte de comando, os soldados que foram para a ala 5 não são suficientes para abater os assurianos que invadiram. Próximo ao local, vamos nos juntar a outros grupos e depois avançar contra os assurianos. Alguma dúvida?&lt;br /&gt;
Em uníssono, os bálmares responderam alto e claros:&lt;br /&gt;
— Não senhor!&lt;br /&gt;
— Ok, me sigam.&lt;br /&gt;
Todos se viraram para uma porta um pouco maior que uma pessoa, em uma das paredes do local e começaram a correr em direção a ela, Draco, foi junto. Então um outro grupo de soldados saiu de dentro de um dos paralelepípedos cinzentos através de uma abertura em um dos lados, e assim como outros dois que saíram de dentro de outros blocos, também correram em direção à pequena porta.&lt;br /&gt;
“Esses paralelepípedos devem ser os alojamentos dos soldados, e daqui eles tem acesso a vários hangares, para uma reação mais rápida em caso de ataque...”&lt;br /&gt;
Outros grupos começaram a sair dos blocos e seguiram para os diversos portões.&lt;br /&gt;
“Esses devem estar indo para as naves de abordagem.” - pensou Draco enquanto corria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os outros dois grupos, que saíram de lugares mais próximos à pequena porta, chegaram lá primeiro, a abriram e seguiram na frente por um corredor. O grupo de Draco fez o mesmo. Eles ofegavam, e o som de suas respirações pesadas podia ser ouvido através do elmo que cobria todo o rosto. Talvez eles tenham participado do ataque de hoje à minha casa, e por isso estejam cansados, pensou o jovem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante alguns segundos permaneceram assim, até que o capitão dobrou em uma esquina, todos os outros, um a um, fizeram o mesmo, seguindo seu superior. Draco viu nisso uma oportunidade, e ao invés de dobrar, seguiu direto, indo para longe do grupo. Depois de alguns minutos correndo pelo piso branco e corredores cinzas ele parou para avaliar. Não sabia onde estava, usava uma armadura bálmare mas não sabia sequer falar balsh, o idioma deles, e não fazia a menor ideia para onde haviam levado Anette, Mímin e Bertha.&lt;br /&gt;
— Se ao menos alguma delas pudesse usar magia... - sussurrou - eu sentiria a energia e seria capaz de localiza-las...&lt;br /&gt;
— Ei, soldado!&lt;br /&gt;
A voz vinha alguns metros detrás de Draco. Assustado, rápido ele se virou, e quando já pensava em largar o rifle e levar a mão à espada se lembrou do disfarce.&lt;br /&gt;
— Sim, senhor?&lt;br /&gt;
Um guerreiro bálmare usando uma armadura completa com um traço vermelho que atravessava seu peito e ombros se aproximou caminhando calmamente. Ele trazia consigo uma espada embainhada nas costas e um fuzil um pouco diferente dos outros - parecia mais pesado - em mãos.&lt;br /&gt;
— Venha comigo, ainda existem guerreiros assurianos na ala 5.&lt;br /&gt;
“Agora mais essa... quando eu pensei que ia conseguir procurar pelas outras!”&lt;br /&gt;
O bálmare fez um sinal para que Draco se aproximasse. Lado a lado os dois correram pelos corredores da nave, subiram um elevador grande, sem paredes ou teto, erguido por grandes correntes, correram por mais corredores, e então passaram por uma porta e chegaram em uma pequena sala, onde um balcão, alguns bancos e outra porta ao fundo enfeitavam o lugar junto com várias pessoas feridas, que tinham suas armaduras destroçadas ou membros decepados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes que pudessem fazer qualquer coisa, um capitão que estava sentado num banco, tentando estancar com um pano o sangue de um corte no braço - que tiveram a armadura destruída - se levantou e falou se dirigindo ao bálmare com quem Draco seguira:&lt;br /&gt;
— Senhor, os assurianos à bordo foram abatidos. Nesse momento os sobreviventes estão sendo levados à enfermaria.&lt;br /&gt;
— Certo.&lt;br /&gt;
Então o homem com a linha vermelha na armadura retirou um comunicador do bolso, igual ao dos capitães e o levou para perto de onde a boca fica por trás do elmo. Ao tocar uma parte da tela um som podia ser ouvido.&lt;br /&gt;
— Ponte de comando, aqui é o coronel Van der Kraum. Qual a situação do embate com as tropas assurianas?&lt;br /&gt;
Uma voz saiu do comunicador.&lt;br /&gt;
— As tropas enviadas nas naves de abordagem eliminaram o navio de guerra assuriano. Nesse momento elas estão retornando para os hangares, para então cruzarmos para o plano da Terra.&lt;br /&gt;
“Merda. As coisas estão cada vez piores...”&lt;br /&gt;
— Ok. - o coronel tocou novamente a tela do comunicador, que se apagou, e se virou para Draco - Me ajude a transferir os feridos para a enfermaria. Vá até lá e traga uma maca. Avise todos os soldados que encontrar no caminho para fazerem o mesmo.&lt;br /&gt;
— Sim, senhor. - “É a minha chance!”&lt;br /&gt;
Draco saiu pelo mesmo local que havia entrado e foi andando pelos corredores, até que encontrou um outro soldado.&lt;br /&gt;
— Ei! - disse ele - Onde estão as prisioneiras que foram capturadas hoje? O coronel Van der Kraum quer que eu leve uma delas para a ponte de comando. Ele quer falar com ela.&lt;br /&gt;
— O que? - disse o soldado que estava parado de vigia ao lado de uma porta, sem entender direito o que o assuriano queria - As assurianas estão na prisão aqui da ala 5.&lt;br /&gt;
— Eu sou novo por aqui, fui designado para o Gnios somente a partir dessa missão e não conheço direito o lugar, você podia me dizer com chegar lá?&lt;br /&gt;
Inventar uma história em um lugar desconhecido era algo arriscado, mas Draco precisava correr esse risco.&lt;br /&gt;
— Ah, tudo bem. Siga por esse corredor e dobre na segunda direita. No final desça pelo elevador e você vai estar na entrada da prisão. Depois basta erguer as costas da mão direita e mostrar o ID que fica escrito nela para a câmera e o guarda vai abrir a grade.&lt;br /&gt;
— Ah, obrigado.&lt;br /&gt;
— De nada. Você tem um sotaque estranho. Até mais.&lt;br /&gt;
Suando frio, mas satisfeito, Draco seguiu andando tranquilamente para não despertar suspeitas, apesar de querer correr e acabar com tudo o mais rápido possível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; style=&quot;border-width:0&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot; href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot;&gt;Gaia - Capítulo 12&lt;/span&gt; de &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-12.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/3848111346680290724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/3848111346680290724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/3848111346680290724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-12.html' title='Gaia - Capítulo 12'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-1992087241292602412</id><published>2011-03-26T00:02:00.000-03:00</published><updated>2011-03-26T00:02:09.382-03:00</updated><title type='text'>Erros no capítulo 11</title><content type='html'>Não sei o que aconteceu. Postei o capítulo 11 depois de ter revisado e editado, mas acho que não estava prestando atenção quando fiz isso, porque vários erros(pequenos) de português e repetição de palavras ainda estavam presentes. Mas agora já corrigi tudo. (Não que essas coisas tenham dificultado muito a leitura, só deixaram ela meio ruim em duas ou três frases do texto, o resto eram erros pequenos mesmo, capazes de passarem despercebidos)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/1992087241292602412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/erros-no-capitulo-11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/1992087241292602412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/1992087241292602412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/erros-no-capitulo-11.html' title='Erros no capítulo 11'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-7430797854500745330</id><published>2011-03-25T15:22:00.006-03:00</published><updated>2011-03-25T23:58:30.764-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 11</title><content type='html'>Draco estava sentado em uma das cadeira no interior da nave. Ansioso, batia a ponta do pé direito no chão enquanto observava através do pára-brisa a aproximação com a nave mãe. Poucos segundos pareciam vários minutos naquele momento. Suava frio pensando em como iria agir dentro da nave-mãe bálmare, que fora chamada de “Gnios” pela voz que ouvira alguns segundos atrás. Como uma armação do destino, a voz começou a falar assim que Draco pensara nela.&lt;br /&gt;
— Se aproximando do cruzador de dimensões Gnios, iniciando protocolo de atracamento.&lt;br /&gt;
A nave menor foi se aproximando pela lateral do cruzador. Ela não parecia ter nem um centésimo do tamanho dele, que imponente, recebia tiros e batalhava com o navio de guerra assuriano do outro lado do casco. Explosões podiam ser ouvidas, e barulho de tiros disparados sem parar entravam na nave menor através da abertura na parte de trás, onde antes havia uma porta, que fora destruída. Ao longe, um portão se levantava, pouco a pouco ia revelando um hangar onde várias outras naves pequenas estavam estacionadas. Draco engoliu em seco e torceu para que ninguém o visse. A nave adentrou o hangar flutuando levemente, e num baque pousou suas três pernas sustentadas por esquis num piso branco e liso. Algumas máquinas usadas para manutenção e abastecimento também estavam ali perto.&lt;br /&gt;
“Talvez eu possa usar essas máquinas espalhadas pelo hangar para me esconder e andar por aqui sem ser visto.”&lt;br /&gt;
Draco correu para a parte de trás da nave e colocou a cabeça para fora. A primeira coisa que viu foi um grupo de três soldados parados próximos a outra nave, que ajustavam algo em suas armas. Um deles olhou para a nave de Draco e deu uma pequena cotovelada em outro enquanto falava alguma coisa. O jovem escondeu a cabeça de novo e levou a mão ao cabo da espada, esperando o momento certo para retalhar os bálmares. Ele podia ouvir os passos dos soldados. Não havia nenhum outro barulho no hangar, a não ser os tiros e explosões lá fora.  Mais uma vez, Draco engoliu. O barulho dos passos se tornava cada vez mais alto e próximo. O som de metal batendo um no outro denunciou que haviam engatilhado as armas. O portão do hangar começou a se fechar, emitindo um zumbido mecânico enquanto se movimentava. Não tinha mais jeito, era agora ou agora, pensou.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
O primeiro soldado despontou na entrada da nave. Como uma lança mágica, um feixe de luz branca atravessou a viseira do elmo bálmare e saiu na parte de trás da cabeça. Os outros dois olharam o companheiro cair no chão sem entenderem, mas quando viram o sangue e dejetos espalhados, contrastando o branco do piso com um vemelho vivo, correram para a frente da porta e atiraram sem sequer mirar, apenas puxaram o gatilho e o mativeram assim, fazendo dezenas de projéteis serem disparados. Quando finalmente pararam, aguçaram a visão, tentando entender o que havia lá dentro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma linha verde pairava em pleno ar. Na ponta dessa linha, estava uma espada, segurada por um homem, e caídos aos pés desse homem, logo abaixo da área verde, estavam todos os projéteis disparados.&lt;br /&gt;
Sem dar chance para os bálmares agirem de novo, o homem correu em direção aos inimigos. A linha verde desapareceu assim que ele se movimentou e seus olhos adquiriram um brilho vermelho. Ele saltou por cima dos soldados com a espada abaixada. Ela tocou a cabeça de um dos soldados, e nesse momento, o homem falou, praticamente sussurrou:&lt;br /&gt;
— Leikkaus.&lt;br /&gt;
A espada atravessou a cabeça do bálmare como faca cortando manteiga. Ele desabou no mesmo momento. O último dos soldados tentou se virar, mas sequer conseguiu enxergar o inimigo quando ouviu de novo ele falar:&lt;br /&gt;
— Leikkaus.&lt;br /&gt;
A sensação de algo quente atravessando seu tronco e a dor de ter partes do seus órgãos separadas tomaram conta dele.Ele não chegou a entender o que havia acontecido, perdeu os sentidos alguns momentos antes do golpe ser finalizado e separar seu corpo em dois através de um corte na diagonal do tronco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sangue pingava da lâmina para o chão, Draco, de pé, contemplava os corpos mortos dos três soldados que enfrentara há pouco. Pretendia andar pela nave sem ser notado, e enfrentar soldados bálmares antes mesmo de pôr os pés no cruzador inimigo não era um começo nada bom. Fez um movimento rápido balançando a espada. O sangue todo espirrou como um jato no chão, deixando uma linha vermelha quase perfeita. Depois levou a lâmina para perto dos próprios olhos e a observou.&lt;br /&gt;
— Espero que essa lâmina seja mesmo boa... Porque se for de baixa qualidade, quando eu voltar para casa depois dela ter bebido tanto sangue sem ser limpa, é capaz de enferrujar.&lt;br /&gt;
A lembrança que sua casa havia sido destruída veio à mente.&lt;br /&gt;
— Heh... Enferrujada quando eu voltar para casa? Mas nem casa eu tenho mais, vai ter que ser reconstruída...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele olhou em volta. Tinha certeza que não havia mais ninguém no local. Se houvesse, eles já teriam aparecido por causa do barulho dos tiros. Ao longe, no final do hangar, viu duas portas de metal cinza, uma ao lado da outra. A primeira, era menor, tinha o tamanho que sugeria ser para a passagem de pessoas. A outra, estava mais para um portão, tinha três metros de altura e quatro de largura.&lt;br /&gt;
“Esse portão deve levar a algum compartimento de carga.”&lt;br /&gt;
Se esgueirando, correndo de trás de uma máquina a outra, Draco percorreu a distância entre a nave que o trouxera e a porta menor. De trás da última máquina(uma máquina de abastecimento de combustível, que era um cilindro grande, deitado, movido por rodas e com uma mangueira na ponta), ele ficou observando a porta. Havia um painel ao lado dela, onde uma fenda e um teclado com vários números estavam debaixo de um monitor azul. Correu em direção a esse painel. Algo estava escrito no monitor no idioma dos bálmares.&lt;br /&gt;
— Merda. - praguejou Draco.&lt;br /&gt;
Instintivamente ele olhou em volta, procurando por algum inimigo, mesmo sabendo que não havia mais ninguém ali. Ele precisava passar por aquela porta. Foi então que notou algo: O barulho de explosões cessara. O que estaria acontecendo?&lt;br /&gt;
“Talvez Danaor tenha conseguido entrar em contato com o navio de guerra e ele tenha parado de atirar. Deve ser isso. Então preciso ser rápido e sair daqui.”&lt;br /&gt;
O barulho de um motor ligado veio de trás do portão maior. Vozes vinham de lá, e alguém gritou no idioma básico:&lt;br /&gt;
— Operador, estamos prontos para embarcar nas naves de abordagem!&lt;br /&gt;
— Ah não! Merda de novo!&lt;br /&gt;
Sem pensar duas vezes, Draco correu de volta para a nave de onde viera. Ele escutou o portão atrás de si começar a se abrir, o barulho do metal encaixando um no outro enquanto arrastava a carcaça acinzentada. Assim que chegou  ao local, a primeira coisa que viu foram os corpos dos soldados mortos.&lt;br /&gt;
— Ah, puta merda. Como é que eu vou fazer para esconder esses corpos e todo esse sangue?&lt;br /&gt;
Ele olhou para o portão que subia pouco a pouco e já estava na altura da sua cintura.&lt;br /&gt;
— Droga...&lt;br /&gt;
Uma explosão e um tremor fizeram o portão parar. As vozes por trás dele começaram de novo, e o homem que gritara antes, fez o mesmo segundos depois da explosão:&lt;br /&gt;
— Os assurianos começaram a atacar de novo, a ponte de comando enviou uma mensagem, vamos para a ala 5, guerreiros assurianos invadiram por lá!&lt;br /&gt;
“Que sorte!”&lt;br /&gt;
Draco voltou o olhar para os corpos e teve uma ideia. Ele retirou a armadura plástica completa do soldado que havia sido morto com um corte na cabeça e o elmo do soldado que fora partido ao meio. Retirou a própria roupa e vestiu as peças retiradas dos inimigos. Vestiu o soldado morto com o corte com suas próprias roupas. Pegou o fuzil de um deles e disparou várias vezes contra o soldado morto que agora vestia suas roupas. Depois esperou. O portão ainda estava aberto até a altura da cintura, e o barulho dos tiros iria atrair alguém. Como se respondesse a esse pensamento de Draco, o portão começou a subir de novo, e um grupo de cinco homens, sendo um deles um capitão e outro usava uma armadura diferente, com um motor nas costas, entraram, procurando de onde haviam vindo os tiros. Assim que avistaram os corpos se dirigiram para onde o jovem nobre estava. Eles olharam a cena, e depois viraram para a entrada da nave que trouxera Draco. O capitão parecia ter compreendido tudo quando começou a falar.&lt;br /&gt;
— Droga... Esse assuriano deve ter matado todos os soldados que viriam nessa nave. Você tem sorte de ter conseguido mata-lo - disse o capitão para Draco.&lt;br /&gt;
— Sim, ele deu bastante trabalho, se movia rápido demais e acabou com os outros dois como se não fosse nada.&lt;br /&gt;
O capitão virou a cabeça para o corpo que vestia as roupas assurianas, e que tinha o rosto virado para o chão, para que ninguém o reconhecesse. Voltou o olhar novamente para o nobre, e apontou para a espada que ele carregava.&lt;br /&gt;
— Ele usou essa espada para atacar vocês?&lt;br /&gt;
— Sim senhor.&lt;br /&gt;
— Entendo... Vamos voltar.&lt;br /&gt;
Ele fez um sinal para que todos o seguissem, e começou a andar na direção do portão. Os outros o seguiram, assim como Draco, que mesmo nervoso havia enganado os bálmares. O capitão, que ia mais à frente puxou de um bolso no torso da armadura um aparelho de comunicação igual ao que Draco vira nas mãos do capitão que enfrentara no solo. Ele se concentrou no que o bálmare ia fazer, pronto para largar o fuzil e levar a mão à espada em caso de emergência, mas sem necessidade, já que o inimigo apenas levou o aparelho para perto do elmo e começou a falar.&lt;br /&gt;
— Temos dois soldados e um assuriano invasor mortos no hangar 3. Enviem uma equipe de limpeza, e comuniquem o desaparecimento de toda a equipe da nave de abordagem 7, acredito que todos tenham sido mortos pelo assuriano invasor quando ainda estavam em terra.&lt;br /&gt;
Uma voz de homem saiu do comunicador.&lt;br /&gt;
— Entendido, vamos enviar uma.&lt;br /&gt;
— Enviem também uma equipe de manutenção, a nave de abordagem 7 está com a porta destruída.&lt;br /&gt;
— Certo.&lt;br /&gt;
O capitão tocou na pequena tela do aparelho e ela apagou. O grupo passou pelo portão, que  lentamente se fechou atrás deles. Agora Draco estava completamente sozinho no meio dos bálmares, mas pelo menos não corria riscos, por enquanto. O capitão parou quando o comunicador emitiu um som e sua tela acendeu. Ele leu o que estava escrito, e virou para trás, olhando diretamente para o assuriano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; style=&quot;border-width: 0;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot; xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot;&gt;Gaia - Capítulo 11&lt;/span&gt; de &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-11.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com/&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/7430797854500745330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/7430797854500745330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/7430797854500745330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-11.html' title='Gaia - Capítulo 11'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-1049835726334369261</id><published>2011-03-22T20:31:00.001-03:00</published><updated>2011-03-22T20:31:56.079-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 10</title><content type='html'>Capítulo 10&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O receio e a curiosidade tomaram a mente de Draco. Ele nunca havia entrado em uma nave Bálmare, não sabia o que havia lá dentro, ou ao certo como usar qualquer coisa que houvesse por lá, e esse pensamento lhe agoniava. Dava medo. Medo de não conseguir entrar na nave-mãe, encontrar os sequestrados e libertá-los antes que o navio de guerra assuriano finalizasse os bálmares.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Sem esforço, num salto Draco foi da superfície coberta de grama para o piso metálico da nave, que jazia a uma certa distância do chão. O interior era escuro, a fraca luz prateada da lua só era capaz de iluminar alguns centímetros nave à dentro por causa do ângulo em que era transmitida. Decidido, apertou a bainha da espada e acurou a visão, tentando enxergar algo em meio ao breu.&lt;br /&gt;
- Droga... - sussurrou, baixinho - ‘só apertar alguns botões’, sei...&lt;br /&gt;
Ele engoliu a saliva que se acumulara na boca, numa forma de juntar coragem e fazer o que era necessário. Sem pensar em nada deu o primeiro passo, o som metálico do sapato elegante tocando o aço ecoou pelo lugar, e o som de alguma outra coisa chamou a atenção. Uma luz verde começou a piscar de algum lugar na nave, aproximadamente na altura dos olhos de Draco. Sempre que piscava ela emitia o mesmo som, totalmente novo a quase qualquer assuriano. O barulho do sapato batendo no aço ecoou de novo, mas dessa vez não apenas um. Draco caminhava em direção à pequena luz piscante, queria descobrir o que aquilo era, podia ser um dos botões a serem apertados para se usar a nave... Mas o barulho de algo se encaixando o fez parar e levar a mão livre ao cabo da espada. Espantado, ficou olhando em volta, tentando descobrir de onde isso viera. Luzes vermelhas no teto e nas paredes se acenderam junto com dois monitores que haviam no painel de controle da nave. O espaço de dentro era pequeno, um corredor largo o suficiente para duas pessoas caminharem ombro a ombro, dois bancos coletivos - um em cada lado da nave - suficiente para 12 se sentarem, e duas cadeiras na parte da frente, provavelmente para dois pilotos.&lt;br /&gt;
A nave chacoalhou. Um frio subiu pela barriga de Draco e foi até seu peito. Ele sentia que estava se deslocando, e para cima. Correu até a parte de trás da nave, e se segurando em uma barra que havia ao lado da porta destruída. Colocou a cabeça para fora e olhou para baixo. Estavam subindo, agora já estava a mais de cinco metros do chão, e não parecia que a nave ia parar, já que a velocidade estava aumentando.&lt;br /&gt;
- Merda! Agora é merda mesmo!&lt;br /&gt;
Draco correu para a frente da nave e sentou em uma das cadeiras. Os monitores passavam mensagens em caracteres estranhos escritas em letras verdes e em intervalos regulares exibiam uma forma tridimensional da nave, com setas apontando para partes dela e as ligando a gráficos e barras.&lt;br /&gt;
- Droga, o que está acontecendo?!&lt;br /&gt;
Uma voz feminina, um pouco mecânica, sem emoção, começou a sair de todas as direções, fazendo Draco ficar ainda mais confuso do que já estava, e ter vontade de estraçalhar o monitor à sua frente com um soco.&lt;br /&gt;
- Mais essa agora... Uma mulher falando um idioma estranho.&lt;br /&gt;
Durante mais alguns minutos a nave continuou a subir. Draco se resignou e afundou na cadeira, ficando da forma mais confortável que podia. Cruzou os braços, esperando o desfecho de seja lá o que estivesse acontecendo.&lt;br /&gt;
- Idioma calibrado de balsh para básico. - a voz havia mudado, agora estava falando algo que se podia entender.&lt;br /&gt;
- Ah, finalmente!&lt;br /&gt;
- Repetindo: O cruzador de dimensões Gnios está sob ataque. Protocolo de retorno ao cruzador nível 3 ativado pelo computador central. Todas as naves fora do cruzador ativadas e retornando à doca da nave-mãe, independente da quantidade de soldados no interior. Situação de emergência.&lt;br /&gt;
Um sorriso maldoso tomou conta do rosto do garoto.&lt;br /&gt;
- É pai... parece que o senhor estava certo, é bem fácil usar essas naves bálmares.&lt;br /&gt;
Draco estava indo direto para a nave-mãe bálmare, as coisas agora iriam pegar fogo, literalmente, ele pensou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; style=&quot;border-width:0&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot; href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot;&gt;Gaia - Capítulo 10&lt;/span&gt; de &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-10.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/1049835726334369261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/1049835726334369261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/1049835726334369261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-10.html' title='Gaia - Capítulo 10'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-1190626119285471028</id><published>2011-03-12T14:23:00.001-03:00</published><updated>2011-03-12T14:23:34.999-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 9</title><content type='html'>Capítulo 9&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os soldados torturavam o caseiro quando um estrondo fez todos se espantarem. Draco não ficou assustado, pelo contrário, viu nisso uma oportunidade de agir, e assim fez. Antes de tomar uma atitude ele deu uma pancadinha em Danaor, para que ele prestasse atenção, e nem bem Danaor havia virado o rosto, os olhos de Draco adquiriram o brilho vermelho, e enfiando os dedos na madeira das bordas da mesa como alguém enfiando os dedos em sorvete, se preparou para joga-la. Danaor saiu do caminho, saltando para trás. Draco então arrastou a mesa para trás, arqueou as pernas formando uma base sólida para o arremesso, e girou o tronco junto com os braços, usando toda a força que tinha. Parecia que tudo ia dar certo, mas uma pontada penetrou seu corpo. Draco se lembrou dos ferimentos que sofrera na primeira luta com os bálmares. Danaor havia curado o que era mais grave, mas havia avisado que o corpo dele não estava totalmente recuperado, e fazer o máximo de esforço arremessando a mesa teve seu preço. Draco fraquejou no último momento por causa da dor, diminuindo a sua força. A mesa voou rápida e eficaz, mas muito menos do que o jovem desejava. Certeira, acertou dois dos quatro soldados que estavam de pé nos escombros, os rebatendo alguns metros para trás. Enquanto os bálmares ainda não haviam entendido o que estava acontecendo, Draco desembainhou a espada e a jogou contra o comunicador que estava nas mãos do capitão. Ela transpassou o aparelho de metal, quebrando-o e penetrou de leve no tronco do bálmare, que mesmo protegido por sua armadura ainda se feriu, e soltou um urro de dor.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Os dois outros soldados se viraram para Draco. Enquanto apontavam suas armas um vulto azul passou correndo e parou na frente de um deles. Era Danaor, que desferiu um soco na barriga de um. Seus braceletes brilhavam, o soco esmagou a armadura plástica e atingiu a barriga. O outro soldado disparou contra Danaor, que teria sido atingido na cabeça se não tivesse usado o bracelete da mão livre para se proteger.&lt;br /&gt;
- Mudem a configuração das armas para o modo rajada!&lt;br /&gt;
O capitão bálmare gritou, mesmo ferido ele tinha forças para ordenar. O soldado ainda de pé apertou um botão na arma, mas antes de reagir foi atingido por um soco de Danaor na cabeça, que estraçalhou seu elmo e esmagou seu crânio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atenção de Draco agora se virou para o capitão. Ele tentava tirar uma pistola de um coldre na lateral da coxa, mas sua mão tremia e ele não conseguia desabotoar uma pequena tira que impedia que a arma saísse por acidente de lá. A outra mão estava ocupada, segurando a lâmina da espada para evitar piorar o ferimento - se ele a retirasse o sangramento seria pior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco correu até ele. Não era bom como Danaor em usar magia para golpes precisos, muito menos desarmados, mas podia puxar a espada e cortar a cabeça do inimigo. De relance, viu os dois inimigos derrubados pela mesa voadora começarem a se levantar. O entulho no chão dificultava a corrida, mas por algum motivo a cozinha tinha pouquíssimos escombros, o que deixava Draco intrigado, já que nela não havia nenhuma magia de proteção. Mas isso não era hora para se pensar nessas coisas, e rápido ele chegou no capitão. O bálmare, que era o único do exército que Draco vira sem elmo, levantou o olhar do coldre para o rosto do inimigo na frente dele. Sem querer ele deixou escapar uma careta de desespero. Draco meteu a mão no cabo da espada e a puxou de volta. O capitão urrou de dor mais uma vez e o sangue que veio junto com a lâmina sujou o chão. Sem piedade Draco brandiu a espada na horizontal, separando o corpo e a cabeça do capitão, que caíram um ao lado do outro. Vários barulhos de tiro seguidos chamaram a atenção e levaram Draco a olhar para Danaor. O amigo havia estraçalhado a cabeça de um dos soldados que se levantavam, mas o outro mantinha o gatilho do fuzil pressionado, disparando sem parar. A maioria dos tiros atingia a armadura, que foi perdendo a cor azul e escurecendo. Danaor tentava evitar o ataque correndo, mas suas pernas e um braço estavam feridos.&lt;br /&gt;
“Merda, os tiros estão consumindo toda a energia do encantamento de proteção da armadura de Danaor, se continuar assim em poucos segundos ela vai acabar!”&lt;br /&gt;
Draco correu segurando sua espada para ajudar o amigo. “Vou arremessá-la!” ele pensou. Girou o tronco e arremessou a espada, que atravessou o pescoço do soldado. Danaor, ferido, parou de correr e caiu de joelhos no chão, enquanto levava a mão ao braço ferido e fazia cara feia por causa dos ferimentos. Draco correu a seu encontro, passando antes pelo soldado que matara e pegando de volta a espada.&lt;br /&gt;
- Danaor, você está bem?! - dissse Draco quando já estava próximo do amigo.&lt;br /&gt;
- Mais ou menos. Eu vou sobreviver, mas acho que não posso mais lutar por hoje...&lt;br /&gt;
- Você tem alguma esfera de cura sobrando aí? Se tiver eu mesmo curo esses ferimentos.&lt;br /&gt;
- Ah, não tenho, sinto muito jovem mestre. Eu usei todas em você, e parece que agora não vou poder mais ajudar.&lt;br /&gt;
- Não precisa se preocupar, cuide de si mesmo, eu dou um jeito de trazer todos de volta.&lt;br /&gt;
- Obrigado.&lt;br /&gt;
Draco se virou a andou pelo meio do entulho até onde o caseiro estava caído. A lua deixava sua luz cair sobre o corpo inerte dele. Draco chegou mais perto e colocou a mão no pescoço dele, tentando sentir sua pulsação. Não sentiu nada. Os tiros haviam sido demais, e ele perdera muito sangue. Talvez o ferimento que o caseiro tinha na cabeça já fosse suficiente para matá-lo, mas ainda havia a possibilidade de que se tivessem agido mais cedo, o caseiro sobrevivesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hesitação só iria leva a outra tragédia, e isso Draco não iria permitir. Decidido, o jovem embainhou a espada que recebera de Alexander e começou a correr para o ponto mais alto nos entulhos próximos. Do alto, pôde ver algo cinzento e grande parado na parte de trás do terreno da mansão, onde antes havia apenas o campo, mas agora além do objeto cinza, muito entulho, espalhado pelos bombardeios jazia sobre a grama.&lt;br /&gt;
“Droga. Eu devo estar ficandou louco para fazer uma coisa dessas. Vou invadir uma nave bálmare cheia de homens doidos pra me matar, sem uma armadura, e ainda ferido.”&lt;br /&gt;
Um estrondo como o que lhe dera a oportunidade de atacar encheu o ar de novo. Ao olhar para cima, todos viram que um pedaço da nave bálmare pegava fogo, e um outro local explodira, pedaços incandescentes da fuzelagem estavam caindo no céu escuro, e chamas saíam do buraco resultante da explosão.&lt;br /&gt;
Foi então que despontou dos céus algo que em tempos normais traria alívio para Draco, mas que nesse momento só geraria desespero para ele.&lt;br /&gt;
Um navio descia pelo céu. A névoa cinzenta se abria mais a medida que o casco de madeira descia das alturas, passando pela barreira de nuvens. Olhando do chão, o navio não passava de um ponto no céu, mas a luz azulada que o envolvia entregava sua verdadeira natureza a qualquer um que conhecesse o exército assuriano: era um navio de batalha, e Draco sabia que esse navio era responsável pela defesa daquela região.&lt;br /&gt;
- Incompetentes! - vociferou Draco - Quando os bálmares aparecem onde estão vocês para combatê-los? E agora que eles estão com inocentes no poder deles, vocês aparecem para atacar? Isso foi só para complicar mais a minha situação, tenho certeza!&lt;br /&gt;
- Jovem mestre! - gritou Danaor, usando o pouco de força que tinha - Se você ficar parado aí em cima dos entulhos não vai adiantar nada. Vou tentar encontrar alguma esfera de cristal nas ruínas do escritório para me comunicar com o navio de batalha informá-lo da situação, por favor seja rápido e vá para a nave bálmare, senão como pretende manter a palavra e trazer Mímin de volta?&lt;br /&gt;
- Tsc, tudo bem.&lt;br /&gt;
Draco desceu correndo pelo entulho e passou pelo portal destruído da cozinha, onde antes havia a porta de acesso para a parte de trás do terreno.&lt;br /&gt;
Um pensamento invadiu a cabeça do jovem. O primeiro estrondo que ele ouvira, e que fornecera a chance para atacar os bálmares que estava na cozinha havia sido um disparo do navio de guerra. O navio devia estar usando o canhão principal com toda a força o que exigiria um certo tempo para recarga, por isso o espaçamento de alguns minutos entre cada tiro. Eles pretendiam derrubar a nave bálmare a todo custo.&lt;br /&gt;
Chegando mais próximo do objeto cinza na parte de trás, Draco reconheceu a nave bálmare. Algumas já haviam sido capturadas no passado, e se sabia que para controlá-las bastava se apertar alguns botões. “Pelo menos era isso que Alexander tinha dito”, pensou, já que ele mesmo nunca nem chegara perto de uma. Ela era uma espécie de veículo com feições retangulares, com vidro enegrecido na parte da frente, e apoiado no chão por três pernas com esquis na ponta. Draco correu até a nave e começou a procurar por uma entrada na parte da frente e nas laterais, dando cutucadas e puxando qualquer coisa que se parecesse com uma porta. Ele deu uma pancada forte na lataria, irritado por não encontrar nada.&lt;br /&gt;
- Droga! Como eu faço para entrar nessa merda...&lt;br /&gt;
Correu dando a volta na nave, parando na parte de trás. Uma espécie de porta metálica lacrava a entrada. Um pequeno monitor que ficava na altura do rosto exibia palavras amarelas num fundo azul em caracteres desconhecido. Ele agarrou a borda da porta e tentou abri-la à força, mas sem danificá-la. Em vão.&lt;br /&gt;
“Pelo jeito vou ter que estraçalhar isso... Tudo bem.”&lt;br /&gt;
Os olhos do jovem adquiriram o já conhecido brilho vermelho. Ele desembainhou a espada - que tinha a lâmina ainda suja de sangue da última luta - jogou a bainha para o lado, para que não atrapalhasse e saltou. Um pouco mais alto que a porta, Draco invocou mentalmente sua magia. Uma energia percorria seus braços, e a força de vontade para destruir a porta serviu de combustível para ela.&lt;br /&gt;
- Leikkaus!&lt;br /&gt;
A energia passou para a lâmina da espada, e usando toda a sua força para realizar um corte na diagonal, destroçou o metal , causando um corte de mais de dez centímetros de largura na porta. Ele executou esse processo uma segunda vez, cortando na outra diagonal, deixando um fenda em forma de X. Outras três vezes mais Draco usou essa magia, fazendo cortes na vertical, depois na horizontal, separando o metal, que sem nenhum contato com o resto da nave, caía no chão. Ele tinha conseguido o mais difícil, entrar na nave. As palavras de Alexander invadiram sua mente mais uma vez:&lt;br /&gt;
- Basta apertas alguns botões!&lt;br /&gt;
“Não deve ser tão difícil.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; style=&quot;border-width: 0;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot; xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot;&gt;Gaia - Capítulo 9&lt;/span&gt; de &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-9.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/1190626119285471028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-9.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/1190626119285471028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/1190626119285471028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-9.html' title='Gaia - Capítulo 9'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-3656465087965763064</id><published>2011-03-12T14:20:00.001-03:00</published><updated>2011-03-12T14:20:41.949-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 8</title><content type='html'>Capítulo 8&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco e Danaor se esgueiravam pelos corredores da mansão destruída dos Bernstein. A antes imponente construção cinzenta de granito-pena agora não passava de um monte de escombros. Somente o chão permanecia intacto em algumas partes, o resto todo havia sido destruído. A grande nave inimiga havia se afastado ainda mais, o barulho do motor agora não passava de um ruído que ocupava o ar. Ainda podia ser ouvido claramente, como Anette, Bertha e Mímin ouviram pouco antes do ataque, mas estava longe do incômodo que era assim que Draco chegou à superfície. A lua brilhava no céu, ela era tão grande e parecia tão próxima que passava a impressão de estar caindo em direção ao solo. A tênue luz prateada vinda dela iluminava de forma precária o ambiente destruído, e Draco, agora tinha a impressão que os bálmares estavam prestes a se retirar do local, e que por isso deveria se apressar e achar Anette, Bertha, Mímin e o caseiro, ou o que sobrara deles depois do ataque. - Esses eram todos que estavam na mansão nessa noite.&lt;br /&gt;
“A nave maior estava usando aquela iluminação gigantesca para ajudar os soldados na ronda pelos escombros da mansão, se a nave se afastou e apagou a luz, então o trabalho deles aqui deve ter acabado. Danaor me disse que viu uma nave menor, os soldados devem ter vindo ao chão usando naves menores e devem retornar para a nave-mãe usando elas.”&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Correndo de um esconderijo a outro, Draco e Danaor passavam rápidos pelos metros que os separavam do local onde ficava a cozinha. Sempre que passavam por onde era a entrada de algum cômodo, Danaor olhava para dentro, sua trança balançando pela corrida, e sentia pena quando olhava os montes de granito-pena por cima de móveis destruídos, tecidos rasgados, e todo aquele patrimônio dos bernstein acabado, já que eles não eram uma família das mais ricas, eram uma família nobre relativamente nova.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Jovem mestre? - falou Danaor enquanto ele e Draco se escondiam atrás de um pedaço caído do teto.&lt;br /&gt;
- O que?&lt;br /&gt;
- Por que mesmo a casa inteira tendo desabado, os corredores ainda estão quase intactos, e nem estão tão cheios de escombros assim?&lt;br /&gt;
- Quando meu pai construiu essa casa, o rei enviou a arquimaga Silphe para encantar o lugar. Mesmo que tudo desmoronasse, os ventos iriam segurar os escombros e impedir que eles caíssem por cima dos corredores. Era uma forma de garantir que as pessoas sobrevivessem em caso de ataque, já que os cômodos seriam atacados primeiro, e manter as pessoas lá dentro para serem protegidas seria uma burrice.&lt;br /&gt;
- Entendo... eu tenho outra pergunta.&lt;br /&gt;
- O que foi?&lt;br /&gt;
Draco saiu de trás do teto caído e correu até o próximo esconderijo, Danaor seguiu logo atrás.&lt;br /&gt;
- Mas se havia uma magia de proteção, porque alguns pedaços do teto e do chão do andar de cima caíram no corredor?&lt;br /&gt;
- A magia era velha. Meu pai construiu essa mansão há mais de 20 anos, e a arquimaga nunca veio encantar o local de novo.&lt;br /&gt;
- Entendo... Jovem meste?&lt;br /&gt;
- De novo? Por que não pergunta logo tudo de vez?&lt;br /&gt;
- É que essa dúvida só me surgiu agora.&lt;br /&gt;
- Tá, pode dizer.&lt;br /&gt;
- Por que atacamos aquele grupo de soldados bálmares lá atrás? Não teria sido melhor arrancar informações deles?&lt;br /&gt;
- Hum... Não tinha parado para pensar nisso... Mas eu acho que eles não iam nos falar nada. Quando encontrei o outro grupo, eles não queriam nem saber de negociar ou conversar, atacaram e lutaram até o final. Acho que já haviam encontrado o que estavam procurando.&lt;br /&gt;
- Entendo...&lt;br /&gt;
- Danaor?&lt;br /&gt;
- Sim?&lt;br /&gt;
- Não precisa se preocupar, nós vamos encontrar Mímin.&lt;br /&gt;
- Ah.. eu, eu não estava pensando nisso!&lt;br /&gt;
- Não se preocupe, não vou contar nada a ninguém. Eu sei que você tem uma queda por ela. Sempre que você estava na mansão ficava a olhando de um jeito idiota e ia na cozinha muitas vezes.&lt;br /&gt;
Danaor ficou calado e olhou para o lado. Por mais que não quisesse admitir, ele sentia alguma coisa por Mímin. Um calor no peito, uma sensação de agonia quando estava perto dela, queria sempre ficar conversando com ela, mas era difícil, graças à aversão que ela tinha à pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois finalmente chegaram. Se esconderam atrás da antiga mesa que ficava na cozinha, que agora ficava no final do corredor, virada de lado, depois de arremessada por alguma explosão no ataque bálmare. Lentamente Draco e Danaor colocaram um pedaço da cabeça para fora pelo lado da mesa, observando tudo.&lt;br /&gt;
Um grupo de quatro soldados bálmares usando a tradicional armadura plástica e o fuzil de metal estavam lá dentro. Um outro guerreiro bálmare, que usava a mesma armadura que eles, mas com uma listra azul nos braços e no peito estava sentado em uma das cadeiras da cozinha - que agora estava acabada e passava a impressão que ia se quebrar a qualquer momento - Ele estava sem elmo, e seu cabelo preto cortado baixo dos lados e um pouco maior em cima contrastava com sua pele branca feito leite. Ele possuía um aparelho retangular que cabia na palma da mão, no qual tocava a tela e sons estranhos eram emitidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um gemido chamou a atenção de Draco. Ele virou o rosto para onde os outros quatro soldados estavam. O coração de draco gelou. Deitado aos pés deles estava um homem de roupa em frangalhos, de cabelo preto curto e sangrando na cabeça. Os soldados pisavam em suas mãos, braços e pernas com força enquanto riam da situação. Draco reconheceu o caseiro. Ele ia interferir, mas Danaor o segurou no último momento.&lt;br /&gt;
- Jovem mestre, não! - exclamou Danaor sussurrando - Aquele homem que está sentado é um capitão, eu já os vi na guerra. Aquilo que ele está segurando na mão serve para comunicação, espere que ele guarde aquilo para agir, senão seremos um alvo fácil para a nave maior mesmo que derrotemos todos. Ele provavelmente está esperando os dois grupos que foram mortos por você e eu chegarem aqui.&lt;br /&gt;
Draco sentia raiva. Uma sensação de fúria tomava conta de seu corpo. Ele sentia uma vontade quase incontrolável de matar todos aqueles bálmares, mas sabia que Danaor estava certo. Uma das coisas que Alexander mais alertava Draco era a sua própria falta de auto-controle. E essa falta quase o matara mais cedo.&lt;br /&gt;
A atenção de Draco se voltou de novo para os soldados que judiavam do caseiro caído. Haviam disparado um tiro na mão do homem, que agora era uma massa de ossos separada em duas partes por um buraco. A raiva aumentou. Draco olhou para o próprio peito. Se não fosse por Danaor ele mesmo teria vários buracos daqueles pelo corpo e estaria morto. Um outro soldado disparou na perna do caseiro. Eles continuaram a disparar contra o homem indefeso como se fosse um jogo de quem acerta o melhor lugar sem matar. O homem gritava de dor e os soldados riam. Dispararam contra o joelho, que se partiu e pedaços do osso voaram. Lágrimas de raiva se juntaram nos olhos de Draco. Ele virou o rosto para o capitão, que estava indiferente a tudo. Dispararam contra a coxa, depois o braço, os pés, o outro joelho. O caseiro estava mais morto que vivo. Os soldados riam. A raiva de Draco estava mais alta que nunca agora, mas estrondo o fez esquecer momentaneamente o que estava acontecendo. Um estrondo que sacudiu o lugar e deixou todos os soldados espantados olhando para os lados tentando entender o que acontecera.&lt;br /&gt;
“É agora a hora de atacar!”&lt;br /&gt;
Pensou Draco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; style=&quot;border-width: 0;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot; xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot;&gt;Gaia - Capítulo 8&lt;/span&gt; de &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-8.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/3656465087965763064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/3656465087965763064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/3656465087965763064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-8.html' title='Gaia - Capítulo 8'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-6667762813594182959</id><published>2011-03-12T14:00:00.002-03:00</published><updated>2011-03-12T14:13:29.225-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 7</title><content type='html'>Capítulo 7&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Draco, Draco!&lt;br /&gt;
Uma mulher de vestido preto e maquiagem “dark” muito carregada chamava por Draco. Seu rosto era harmonioso e chamava atenção. Ele tentou erguer uma das mãos e tocar o rosto da moça, mas alguma coisa o impediu, e o barulho de ferro tocando um no outro chegou a seus ouvidos. Olhou para baixo, e viu que suas mãos e pés estavam acorrentados, e essas correntes continuavam para debaixo do solo, onde ele não podia ver. Novamente seu olhar se voltou para a mulher. Ela continuava o encarando, então virou a cabeça um pouco para o lado, como se não entendesse algo.&lt;br /&gt;
- Você não vem?&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Draco tentou responder, mas a voz não saía. Desesperado, tentou gritar, mas por mais que se esgoelasse, nada saía. Ele começou a se debater, puxando as correntes tentando se libertar, enquanto continuava, em vão, a tentar gritar.&lt;br /&gt;
- Tudo bem, então, até mais. - disse a mulher com cara de choro.&lt;br /&gt;
Lentamente ela foi se afastando sem dar as costas. Ela parecia flutuar acima de um chão de areia, e seu movimento era em ziguezague. Draco sentia uma vontade extrema de ir com ela, mas não conseguia. As correntes não permitiam. A vontade que ele sentia não era porque a mulher era bonita ou chamava atenção, apenas sentia que se não saísse dali imediatamente, algo muito ruim ia acontecer.&lt;br /&gt;
O chão começou a abrir debaixo de seus pés. A areia começou a correr para dentro da fenda, que lentamente ia aumentando. As correntes começaram a puxá-lo para o fundo, e um calor começou a tocá-lo nos pés. Fogo. O chão queimava, e uma voz o chamou de dentro da terra.&lt;br /&gt;
- Hahahaha! Você é meu! Venha, venha!&lt;br /&gt;
A voz era demoníaca e maligna. Cada vez mais as correntes puxavam Draco para baixo. Quanto mais ele tentava se livrar do aperto delas, mais o arrastavam para baixo.&lt;br /&gt;
Então uma força o puxou para cima. Seus braços e pernas pareciam que iam ser arrancados pela oposição das duas forças. Draco urrava de dor, mas nenhuma voz saía de sua boca.&lt;br /&gt;
- AAAAHGh!&lt;br /&gt;
- Shhh, jovem mestre, não grite, senão vai chamar a atenção dos bálmares!&lt;br /&gt;
- O que?&lt;br /&gt;
Draco olhou em volta. Estava escuro, a grande nave bálmare se afastava, e somente a lua prateada iluminava o local. Enxergou ao longe os corpos dos quatro bálmares que enfrentara. Ele estava em um canto do salão de treinamento, escondido atrás de alguns escombros, sentado, encostado na parede. Um homem de cabelos castanho-escuros presos em uma trança que ia até a cintura e vestindo uma amadura azul estava de joelhos.&lt;br /&gt;
- Danaor! - disse Draco, surpreso - Pensei que você estivesse na capital!&lt;br /&gt;
- Eu estava, mas desde ontem fiquei tentando contatar o general Alexander, e como não consegui, passei o dia viajando pra chegar aqui.&lt;br /&gt;
- Ah... Ele tentou entrar em contato com o rei hoje, mas também não conseguiu. Parece que meu pai estava adivinhando qua algo ruim ia acontecer, mas infelizmente ele não está aqui. Partiu mais cedo para a capital, talvez ele tenha conseguido ouvir o estrago que os bálmares causaram e esteja voltando...&lt;br /&gt;
Durante alguns segundos os dois ficaram em silêncio.&lt;br /&gt;
Diferente de Alexander, a armadura de Danaor não era completa. Um colete azul de alças protegia seu tronco, braceletes marrons protegiam metade do seu antebraço, um saiote dividido em quatro partes fornecia alguma segurança para a pelve, e grevas azuis com linhas douradas protegiam as canelas. Por baixo da armadura ele usava roupas leves pretas, e nos pés, botas.&lt;br /&gt;
- Por quanto tempo eu dormi? - disse Draco, quebrando o silêncio.&lt;br /&gt;
- Só alguns minutos, eu trouxe comigo algumas esferas de cura, para alguma emergência - Danaor deu uns tapinhas em uma bolsa que trazia presa à lateral da cintura - então as usei para parar alguns sangramentos. Mas você ainda não está cem por cento, só um curandeiro para curar todos os seus ferimentos, tome cuidado.&lt;br /&gt;
- Tudo bem.&lt;br /&gt;
Draco compreendeu que Danaor o havia arrastado do lugar onde caiu depois do combate com os bálmares até onde estava sentado agora.&lt;br /&gt;
- Danaor, você sabe o que aconteceu a todos na mansão?&lt;br /&gt;
- Quando eu cheguei, na entrada da mansão vi bálmares carregando uma mulher de vestido vermelho para dentro de uma nave pequena, ela estava desacordada e seu rosto sangrava. Somente um pedaço da mansão havia sido destruído, provavelmente usaram o detector de calor na nave deles para saber onde ela estava, e atacaram somente lá. Antes que eu pudesse agir, a porta da nave pequena se fechou e a nave maior começou a bombardear. - ele apontou para cima, o barulho do motor tinha diminuído, parecia que a nave havia se afastado bastante - Eu fui arremessado para longe, e quando acordei, senti que você estava usando magia por aqui. Mas você foi muito corajoso de lutar sem armadura.&lt;br /&gt;
- Heh... de que adiantaria essa coragem se eu tivesse morrido? Foi uma idiotice, isso sim.&lt;br /&gt;
- É, acho que também podemos chamar dessa forma.&lt;br /&gt;
Com um certo esforço, e usando a parede como apoio, Draco se pôs de pé. Danaor fez o mesmo, mas com muito mais facilidade.&lt;br /&gt;
- Danaor, você está ferido em algum lugar?&lt;br /&gt;
- Não. O tiro da nave atingiu o solo perto de mim, foi a explosão que me arremessou.&lt;br /&gt;
- Menos mal, vamos lá.&lt;br /&gt;
Já um pouco recuperado, Draco e Danaor começaram a se esgueirar por entre os escombros, indo para onde ficava a cozinha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caminho, onde antes ficava um dos corredores, um grupo de quatro soldados bálmares caminhava, procurando por alguma coisa.&lt;br /&gt;
- Parece que as patrulhas dessa nave sempre saem em grupo com quatro pessoas - começou Draco baixinho, depois que ele e Danaor haviam se escondido, e observavam os inimigos através de uma fresta nos escombros. - o grupo que eu enfrentei antes também tinham quatro pessoas.&lt;br /&gt;
- Como você sugere que ataquemos?&lt;br /&gt;
- Não podemos dar chance para eles reagirem. Vamos atacar de vez, e acabar com no máximo dois golpes.&lt;br /&gt;
- Certo.&lt;br /&gt;
Lentamente a patrulha se aproximava. Sempre olhando em volta eles andavam pelo corredor sem teto e cheio de pedregulhos, até que em um momento o corredor se estreitou por causa de um pedaço grande de escombros, e tiveram que fazer fila para passar por ali.&lt;br /&gt;
Era atrás desses escombros que Draco e Danaor se esconderam.&lt;br /&gt;
Assim que o primeiro inimigo despontou de trás dos escombros, os olhos de Draco ficaram vermelhos e ele correu, passando direto pelos dois primeiros da fila, enfiando a espada no pescoço do terceiro, e o arrastando com tremenda força que foi possível atingir o pescoço do quarto com o mesmo golpe. Danaor ficou para trás. Seus braceletes adquiriram um brilho azulado, e enquanto o primeiro bálmare da fila se virava para Draco, o acertou com um soco nas costelas. O golpe fez a armadura plástica se partir e atingiu as costelas. A onda de impacto continuou pelo corpo, e mesmo o punho tendo parado ao atingir a costela, do outro lado o corpo estourou, e uma mistura de visceras, ossos e resina plástica se espalhou pelo lugar. O segundo da fila foi ainda mais fácil de matar, ele não notou a presença de Danaor, e Draco arrastava correndo pelo corredor os corpos dos dois primeiros mortos, presos na espada pela lâmina, dificultando a mira. Danaor simplesmente se aproximou por trás e girou a cabeça do bálmare, quebrando seu pescoço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de tudo acabado, Draco puxou a espada dos corpos, permitindo que caíssem. Com um movimento vigoroso ele jogou a maioria do sangue da lâmina no chão, deixando uma linha vermelha no granito-pena que ainda restava intacto na mansão.&lt;br /&gt;
- Nossa, sua magia de intensificação física melhorou de novo. - disse Danaor enquanto se aproximava.&lt;br /&gt;
- Sim, andei treinando todos os dias.&lt;br /&gt;
- Não, ela melhorou mesmo! Ser capaz de arrastar esses dois bálmares usando uma espada no pescoço deles é um feito e tanto. Que elemento você está usando como intermediário?&lt;br /&gt;
- Uma pedra de Thor.&lt;br /&gt;
- Ah, imaginei. Uma pedra de Thor é um dos melhores intermediários para se invocar magias de aumento da capacidade física, já que essas magias “Podem te deixar forte como um deus”. Nome peculiar pra se dar a um elemento mágico.&lt;br /&gt;
- Hehe, é sim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois continuaram, indo em direção à cozinha destruída.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; style=&quot;border-width: 0;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot; xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot;&gt;Gaia - Capítulo 7&lt;/span&gt; de &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-7.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/6667762813594182959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/6667762813594182959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/6667762813594182959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-7.html' title='Gaia - Capítulo 7'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-8804091283775030328</id><published>2011-03-11T21:44:00.000-03:00</published><updated>2011-03-11T21:44:41.513-03:00</updated><title type='text'>3 capítulos.</title><content type='html'>Como eu falei dois posts atrás, essa semana eu escrevi bastante material, e estou finalizando o capítulo 9. Assim que eu finalizar e revisar, vou postar de uma vez só os capítulos 7, 8 e 9. Provavelmente isso vai acontecer amanhã.(existe chance de acontecer hoje, mas a chance é pequena.)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/8804091283775030328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/3-capitulos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/8804091283775030328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/8804091283775030328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/3-capitulos.html' title='3 capítulos.'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-7199774440046610665</id><published>2011-03-10T19:35:00.002-03:00</published><updated>2011-03-10T19:37:44.333-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 6</title><content type='html'>Capítulo 6&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tremor e o barulho haviam feito o coração de Draco disparar. Ele havia corrido para a jazida de minério de Tenebra, mas em seu desespero havia parado completamente de pensar. Ele apenas se importava em chegar o mais rápido possível onde o Tenebrarium estava, e agora uma sensação de que isso iria lhe custar caro o dominava. Draco havia esquecido completamente da forma como o Tenebrarium reagia a grandes energias e deslocamento de grandes massas através de planos. E pela forma que o Tenebrarium havia reagido minutos mais cedo, tudo indicava que alguma coisa grande, muito grande havia atravessado a fina, mas potente, cortina que protegia Assuria da invasão de inimigos de outro plano.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Parado de frente para o Tenebrarium, Draco tentava adivinhar o que estava acontecendo. Quem tentaria invadir Assuria, e por que justamente na propriedade de Alexander Von Bernstein, um nobre que sequer estava em casa? Três possibilidades se formaram em sua cabeça. A primeira, quem quer que estivesse invadindo pretendia atacar Alexander, mas não sabia que ele estaria indo para a capital, já que fora algo decidido de última hora. A segunda, alguém planejava atacar a mansão dos Bernstein para roubar o minério de Tenebra, o que Draco achava muito improvável. Somente os nobres sabiam que as armas dos líderes das famílias eram feitas de um minério raro que ficava dentro de suas propriedades, e mesmo assim, não tinha como saberem onde a jazida ficava escondida. A terceira possibilidade era que estavam atacando para fazer reféns, já que Alexander tinha desconfianças sobre a convocação que recebera do rei, e essa era a mais amedrontadora de todas as possibilidades. Além de Draco, que era filho de Alexander, o general Dragão Branco, Anette também estava em casa, e ela era filha de um general assim como ele. O general cavalo dos Céus, Marmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um outro tremor fez Draco sair de seu transe. Ele virou e se pôs a correr escada a cima. O caminho era escuro e traiçoeiro, os degraus pareciam surgir na frente de seus pés, fazendo-o cair várias vezes. A irritação começou a crescer dentro de Draco. Ele cerrou os dentes e teve vontade de socar a parede próxima. Ele tinha sido tão estúpido em sua pressa que sequer havia trazido consigo alguma coisa que pudesse iluminar o caminho. A natureza da magia só permitia que pequenos encantamentos fossem executados sem um intermediário que invocasse a magia, e cada tipo de intermediário causavam uma reação única.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, quase dez minutos depois de ter começado a subir as escadas, de ter sofrido várias quedas e de ter sentido vários tremores, uma luz forte despontou depois da última curva. Os olhos de Draco doeram, e instintivamente ele levou a mão livre aos olhos - a outra carregava a espada dentro da bainha negra - Devagar ele tirou a mão da frente. A luz vinha de cima, de alguma coisa grande que flutuava muito acima do solo, mas que protegida pelo manto da noite poderia passar despercebida se não fosse pelo barulho que produzia. Um som estranho, barulhento, irritante, algo rasgava o ar. Alexander já havia lhe explicado que barulho era aquele, era o barulho de um motor. O teto da mansão não existia mais, e as paredes haviam desmoronado, no meio do salão de treinamento haviam apenas escombros e quatro pessoas vestindo roupas estranhas e carregando um tipo incomum de cilindro de metal.&lt;br /&gt;
- Quem são vocês, e o que querem aqui? - disse Draco alto, se fazendo ouvir em meio ao barulho do motor.&lt;br /&gt;
As pessoas o notaram e se viraram para ele, apontando os cilindros em sua direção. As engrenagens em sua mente começaram a funcionar de novo. A armadura que os homens usavam era feita de um material plástico, e cobria completamente seu corpo, as partes das articulações eram compostas por algum tecido maleável, e enxergavam através de uma viseira escura. Aquela era uma roupa de combate bálmare. Os cilindros de metal eram armas capazes de atirar projetéis ou energia.&lt;br /&gt;
Uma voz mecânica e abafada saiu de dentro do capacete.&lt;br /&gt;
- Não interessa quem somos, mas sim quem é você. É melhor responder logo se não quiser acabar como a garota de cabelo preso.&lt;br /&gt;
“Garota de cabelo preso?!”&lt;br /&gt;
Esse pensamento inundou Draco. Tanto Anette quanto Mímin e Bertha estavam usando cabelo preso. Se esse era um blefe, era muito mal-pensado.&lt;br /&gt;
- Garota de cabelo preso? É impressão minha ou você não passa de um idiota?&lt;br /&gt;
- O que?? - O soldado deu um passo para frente, claramente irritado. - Você é que é um idiota! E um idiota que vai morrer, já que não tem utilidade!&lt;br /&gt;
Ele elevou a arma até a altura do visor, fazendo mira. Draco cerrou os olhos, esperando o momento certo. Sem hesitar o soldado puxou o gatilho. Um projétil cinza saiu do cano da arma, e voou na direção de Draco. Nesse momento seus olhos adquiriram um brilho vermelho e ele desembainhou a espada, golpeando o projétil usando a largura da lâmina antes que ele acertasse sua cabeça, rebatendo-o para cima.&lt;br /&gt;
Os soldados ficaram surpresos e deram um passo para trás, como se tivessem medo do que viram.&lt;br /&gt;
- O-o que? Como você fez isso? ABRAM FOGO!&lt;br /&gt;
Todos os soldados ergueram suas armas e dispararam contra Draco. Ele avançou na direção do grupo, indo de encontro aos projéteis.&lt;br /&gt;
- Kilpi! - ele gritou mais rápido que os projéteis, e numa velocidade descomunal balançou a espada na direção do grupo inimigo, como um leque. Um brilho esverdeado permaneceu pairando no ar por onde a espada havia passado. Os projéteis foram atraídos para o brilho, e ao tocarem nele caíram como se tivessem perdido toda a força, enquanto Draco continuava avançando. Ele não deu chance dos soldados dispararem de novo. Quando perceberam o que havia acontecido, Draco já estava na frente deles. Um dos soldados tentou golpeá-lo usando a arma, mas Draco usou a espada para cortá-lo na articulação do cotovelo, um dos pontos fracos da roupa de combate onde havia apenas tecido maleável. O sangue voou, sujando o colete verde de Draco, a lâmina da espada e sua mão. O antebraço do soldado foi separado de seu braço, e ele caiu no chão, gritando de dor através do elmo.&lt;br /&gt;
- Ele é mesmo um monstro, não parem de atirar!&lt;br /&gt;
Draco virou o rosto para o soldado que havia gritado, o líder do grupo que havia atirado primeiro. O brilho vermelho continuava em seus olhos. Uma nova saraivada de balas foi disparada, Draco era rápido, mas a essa distância não tinha como invocar alguma magia. A única alternativa foi rebater um dos projéteis usando a espada, e sofrer os outros dois. Um deles o atingiu no peito direito, e o outro, na coxa esquerda.&lt;br /&gt;
“Merda, agora minha velocidade vai diminuir!”&lt;br /&gt;
Os soldados puxaram o gatilho novamente. Draco sabia que se não fizesse nada seria atingido.&lt;br /&gt;
Seus olhos brilharam mais fortes, e numa explosão de força avançou contra outros dois soldados, golpeando um com uma estocada no pescoço, e puxando a espada para o lado cortou o pescoço do que estava ao lado, ao mesmo tempo que era atingido por mais três projéteis. Os corpos dos dois tombaram para o lado, e Draco caiu de joelhos, se apoiando na espada para não ir ao chão. Draco arfava, havia perdido bastante sangue com os ferimentos. Um dos tiros havia atingido o braço esquerdo, que agora segurava de leve a bainha, sem forças. Sua visão começou a embaçar, e o brilho vermelho em seus olhos desapareceu, restando apenas o castanho visto normalmente.&lt;br /&gt;
- Hehehe, parece que agora é o seu fim, seu merdinha. É melhor começar a orar por seus deuses, demônios, ou seja lá o que lhe governe, porque em breve você vai estar perto deles.&lt;br /&gt;
O soldado se aproximou e encostou o cano da arma na testa de Draco. O jovem não conseguia se mexer. Lentamente o dedo foi puxando o gatilho, criando expectativa sobre quando a arma ia disparar.&lt;br /&gt;
- Pora. - sussurrou Draco, apontando a espada contra o soldado num último esforço.&lt;br /&gt;
Uma luz branca saiu da lâmina e perfurou o elmo do inimigo. Miolos e sangue voaram, e o corpo sem vida caiu para trás. Draco caiu no chão, sem forças. Ele usou mais uma vez a espada para se levantar, e arrastando os pés tentou avaliar a situação da mansão. A luz que vinha de cima não iluminava somente o local onde ele estava, ela iluminava toda a mansão e a área ao redor. Provavelmente não estavam de olho no que estava acontecendo com ele, a luz era apenas para ajudar os soldados a verem na noite. Draco torceu para que fosse isso, que ninguém o encontrasse, pois ele não tinha mais forças, e soltando as amarras em sua mente que ainda faziam sua força de vontade manter seu corpo de pé, ele desabou para trás, desmaiando e deixando que o acaso decidisse seu destino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; style=&quot;border-width: 0;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot; xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot;&gt;Gaia - Capítulo 6&lt;/span&gt; de &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-6.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/7199774440046610665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-6.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/7199774440046610665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/7199774440046610665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-6.html' title='Gaia - Capítulo 6'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-2379596405308906235</id><published>2011-03-08T18:52:00.000-03:00</published><updated>2011-03-08T18:52:28.822-03:00</updated><title type='text'>Índice na barra de páginas.</title><content type='html'>Como alguns devem ter percebido, o número de postagens passou da primeira página, então para facilitar a vida das pessoas que deixam juntar vários caps e leem tudo de vez, ou pra quem estiver chegando agora no blog, criei um índice na barra de páginas lá em cima(ao lado do &quot;Sobre o blog&quot;), com todos os capítulos já publicados de Gaia.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/2379596405308906235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/indice-na-barra-de-paginas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/2379596405308906235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/2379596405308906235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/indice-na-barra-de-paginas.html' title='Índice na barra de páginas.'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-3191961990308360277</id><published>2011-03-08T14:42:00.002-03:00</published><updated>2011-03-08T14:45:03.700-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 5</title><content type='html'>Capítulo 5&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-- Ai! - Gritou Anette caída no chão, enquanto levava as mãos a um corte na perna esquerda.&lt;br /&gt;
O sangue escorria pela pele branca dela, manchando seu sapato com um tom carmesim que parecia se enegrecer a cada segundo passado. Bertha e Mímin correram em socorro dela, arrodeando a mesa que ficava no meio da cozinha. Mímin, como era de se esperar, foi tomada por seu medo e parou a mais de um metro de Anette. Ela levou as mãos até o peito e começou a apertá-las uma contra a outra e contra o peito, ansiosa com a situação. Já Bertha praticamente se jogou no chão, sentando o traseiro com muita força no piso, postando-se ao lado de Anette, enquanto dizia calmamente para a moça, que chorava por causa da dor:&lt;br /&gt;
- Vamos, me deixe ver isso. Venha cá, tire as mãos de cima do machucado, senão como vou poder tratar dele?&lt;br /&gt;
A voz de Bertha era serena, diferente de seus gestos, que eram rápidos e vigorosos, suas mãos tremiam, revelando que apesar de tentar passar tranquilidade para Anette, ela mesma estava nervosa.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Alguns minutos antes, Draco havia arremessado Anette contra uma cadeira na cozinha. A jovem bateu a canela com toda a força do arremesso na quina de um dos assentos de madeira, que cortou sua pele, e a região em volta agora começava a ficar roxa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mímin - disse Bertha sem se virar para a outra - Vá no armário de primeiros socorros e me traga algumas ataduras, gazes e o pote de unguento verde. Precisamos parar esse sangramento até que o mestre Draco volte, acho que a perna dela quebrou. O mestre precisa levá-la para um curandeiro na cidade.&lt;br /&gt;
- C-certo.&lt;br /&gt;
Mímin se virou saiu andando rápido em direção a uma pequena sala que ficava ao lado da cozinha, desaparecendo por trás da porta de um armário de madeira que abrira lá dentro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vamos lá, preciso ver o que tem aí debaixo das suas mãozinhas - começou Bertha de novo, carinhosamente, tentando fazer Anette tirar as mãos de cima do ferimento.&lt;br /&gt;
As lágrimas corriam pelo rosto de Anette. O rosto normalmente belo e alegre da moça agora estava vermelho e inchado, olheiras haviam se formado debaixo de seus olhos, e o cabelo castanho de sua franja estava colado em algumas partes nas bochechas molhadas de lágrimas. Se o resto do cabelo não estivesse preso na parte de trás da cabeça, provavelmente estaria um caos graças à confusão que acontecera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ternamente, Bertha pegou nas mãos de Anette e começou a afastá-las do ferimento. Anette, por sua vez, resistiu no começo, com medo do que havia ali, mas depois que Bertha aumentou a intensidade da força, Anette cedeu e apenas fechou os olhos, deixando que Bertha cuidasse de tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma fenda havia se formado na pele alguns centímetros abaixo do joelho, um corte não muito profundo, mas que sangrava consideravelmente. Bertha achou estranho, não era comum se sangrar tanto naquele local. Mas o que mais a preocupava era que toda a região em torno do corte havia se tornado roxa e inchada, tudo isso em um tempo curto demais, ela temia, tinha quase certeza, que o osso havia sido quebrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Senhora Anette, eu vou tocar em alguns lugares da sua perna, e quero que você me diga se dói, ok?&lt;br /&gt;
- Tudo bem - respondeu Anette em meio aos seus soluços e lágrimas que escorriam do canto de seus olhos, passando pelo cabelo colado ao rosto e pingando no vestido vermelho que usava.&lt;br /&gt;
Bertha apertou o indicador contra uma região próxima ao corte, Anette respondeu com um sibilo de dor, que aumentou ainda mais a desconfiança de Bertha sobre a perna estar quebrada. Ela ainda fez isso mais algumas vezes, e sempre Anette demonstrava dor de alguma forma, às vezes sibilando, outras com um “Ai!” ou ainda tentando recolher a perna numa reação de reflexo à dor.&lt;br /&gt;
- Bertha, o que você está fazendo? Isso dói! - respondeu Anette a uma das cutucadas da empregada, ainda chorando.&lt;br /&gt;
- Ah, me desculpe senhora, eu estava tentando só confirmar uma coisa. Acho que a sua perna está quebrada...&lt;br /&gt;
- Quebrada? Droga... - Anette irrompeu em soluços enquanto fungava e começava a chorar ainda mais forte.&lt;br /&gt;
Nesse momento Mímin voltou para a cozinha, ela trazia um pequeno pote de madeira, alguns rolos de atadura e um pote cheio de gazes.&lt;br /&gt;
- Bertha, aqui está. Trouxe as ataduras e as gazes que você pediu...e também esse pote com aquele remédio verde que você costuma passar em ferimentos...&lt;br /&gt;
- Obrigada Mímin. Me dê uma gaze e me passe o remédio, vou passar no ferimento para que não infeccione.&lt;br /&gt;
- Hum - fez Mímin com a boca enquanto balançava a cabeça de forma afirmativa.&lt;br /&gt;
Mímin primeiro entregou o pote de madeira a Bertha, que o abriu imediatamente. Um cheiro mentolado invadiu o ar, causando um bem-estar a todos.&lt;br /&gt;
- Bertha, q-que remédio é esse? - perguntou Anette enquanto esticava o pescoço, tentando enxergar dentro do pote.&lt;br /&gt;
- É um unguento que eu mesma preparei. Ele serve para se colocar em ferimentos, impedindo que infeccionem, serve para queimaduras, serve para muita coisa. Eu aprendi a prepará-lo com a esposa do mestre Alexander, a senhora Mina. Quando o mestre Draco era pequeno, ele costumava se machucar muito, e nem sempre a senhora Mina estava por perto para cuidar dele, já que muitas vezes ela precisava lutar na guerra ao lado do mestre Alexander. Então ela me ensinou a preparar esse unguento, para que eu cuidasse do mestre quando se machucasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mímin entregou uma gaze, e sem nenhuma avareza, Bertha a enfiou no pote e esfregou no unguento esverdeado, trazendo para fora uma boa porção dele presa à gaze. Com cuidado ela colocou a gaze por cima do ferimento na perna de Anette, tentando causar a menor dor possível. Mesmo assim a jovem ainda fez uma careta, mas suportou sem chorar ou fazer qualquer barulho.&lt;br /&gt;
- Pronto - falou Bertha depois de ter deixado a gazer por cima do corte - Mímin, me dê um rolo de atadura. Preciso prender a gaze.&lt;br /&gt;
Mímin fez como ordenada e entregou. Bertha começou a desenrolá-lo em torno do ferimento, prendendo a gaze à perna. No final ela cortou o pano e amarrou a ponta, completando o curativo.&lt;br /&gt;
- Obrigada, Bertha - disse Anette parando de chorar e fungando um pouco.&lt;br /&gt;
Pela primeira vez desde que se machucara, Anette sorriu. Bertha sorriu de volta sem falar nada, e Mímin fez o mesmo, apesar de não ter feito quase nada.&lt;br /&gt;
As três estava nesse clima mais tranquilo quando escutaram um barulho. O som parecia arranhar o ar e tomava conta de tudo, até que um assobio começou a se destacar por trás do som. Rápido, ele aumentou de intensidade até sobrepujar completamente o som anterior.&lt;br /&gt;
“Bum!!”&lt;br /&gt;
Um estrondo e uma onda de choque fizeram Mímin cair no chão e Bertha se abaixar e proteger a cabeça com as mãos. Anette, sem saber o que fazer e sem entender o que estava acontecendo, olhou para Bertha e fez o mesmo. Quando se movimentou sua perna doeu, e um gosto amargo preencheu sua boca. Por mais que a dor na perna fosse forte, o medo a vencia e fazia com que ela se mantivesse abaixada e com as mãos na cabeça. Uma nuvem de poeira tomou conta da cozinha, e um vento frio começou a soprar como se alguém tivesse aberto uma janela, ligado um ventilador gigante e solto um saco se areia fina na frente dele. O assobio começou novamente, parecia que algo estava começando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; style=&quot;border-width: 0;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot; xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot;&gt;Gaia - Capítulo 5&lt;/span&gt; de &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-5_08.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/3191961990308360277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-5_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/3191961990308360277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/3191961990308360277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-5_08.html' title='Gaia - Capítulo 5'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-5081622791423083392</id><published>2011-03-03T21:56:00.001-03:00</published><updated>2011-03-03T21:57:50.783-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 4</title><content type='html'>Capítulo 4&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco segurava nas mãos a espada que recebera de seu pai. Analisava através do olhar cada curva da bainha, cada pedaço, cada tom de preto. Da bainha negra os olhos passaram ao cabo. As tiras de couro preto envolvendo a parte onde se segurava a espada eram macias, mas passavam a impressão de serem fortes, capazes de serem puxadas, dobradas e esmagadas sem se romperem. Do olhar, sua análise passou para o toque. Passou a mão nua pela bainha, sentindo a textura, os detalhes, o peso. Com uma pegada forte, segurou o cabo. Extremamente confortável, parecia que jamais faria calos nas mãos de quem o segurasse. Pela segunda vez na noite, desembainhou a espada. A lâmina de aparência comum refletiu a luz que vinha do teto, fazendo um feixe mais forte se destacar na parede que era cinzenta, assim como todo o resto da mansão. Depois de alguns segundos observando a lâmina, Draco fez uma careta. Ele não gostava daquela lâmina, era simplória demais para o resto da espada. Simplesmente não combinava. Fosse o que fosse o material dela, deveria ser algo muito bom para ser usado na espada mesmo estando tão fora de sincronia com o resto.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Draco se levantou arrastando a cadeira de madeira em que estava sentado, e caminhou até um móvel que estava encostado na parede. Em cima dele deixou a espada recém-recebida de Alexander, e ainda pensando nela, voltou para a escrivaninha, para continuar os estudos. O escritório de Draco era uma sala pequena se comparada a seu quarto. Tinha pouco mais de alguns metros quadrados, e era ocupada por uma escrivaninha de três gavetas, feita de madeira de carvalho, e por um móvel também de carvalho, que servia como depósito para documentos, livros, e objetos. Nas gavetas da escrivaninha, Draco guardava qualquer papel em que estivesse trabalhando, como exercícios de estudo, documentos que estava analisando, e livros que precisaria ler todos os dias, além de papel limpo e lápis. Os lápis que ele usava eram feitos de um minério assuriano, gerado por Gaia, a entidade primordial, chamado imagem-de-Gaia. Bastões feitos desse minério podiam escrever em qualquer superfície, deixando uma linha azul que não saía mesmo com o passar do tempo. Mas era possível se retirar o material utilizando magia, com um encantamento simples, ensinado cedo às crianças.&lt;br /&gt;
O outro móvel era composto na parte de cima por um pequeno armário, onde objetos eram depositados, abaixo dele uma prateleira - onde Draco havia há pouco colocado a espada - e algumas gavetas grandes na parte de baixo, onde se colocavam livros mais antigos, documentos e papéis que não seriam usados tão cedo.&lt;br /&gt;
Já sentado, Draco pegou um lápis de imagem-de-Gaia e começou a escrever em uma folha de papel, onde algumas palavras já estavam escritas. Ocasionalmente ele olhava para um livro aberto em cima da escrivaninha, o consultando sobre algum assunto. Um tremor súbito o fez perder o controle da mão e causar um risco pela extensão da folha.&lt;br /&gt;
— Merda! O que foi isso agora?&lt;br /&gt;
Ainda irritado, ele murmurou algumas palavras amaldiçoando o tremor e começou a passar o indicador pelo risco. O material azul correu do papel para seu dedo, e deslizou através dele até a palma de sua mão, se juntando ali na forma de uma pequena esfera. Draco pegou a esfera e a colocou em cima da escrivaninha, junto a outras duas, produto de correções anteriores. Ele se levantou, e dando passos pesados enquanto caminhava - um sinal de sua raiva - foi até o móvel próximo à parede. Pegou a espada e com ela na mão esquerda, saiu da sala, deixando a porta bater atrás de si, fazendo um barulho alto que ecoou pelo corredor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois minutos depois Draco chegou a uma janela, na parte de trás da casa. Através do vidro ele observou o lado de fora. Estava escuro, e não se podia ver o campo que ficava na propriedade, e que mais cedo fora o cenário de sua única conversa do dia com Anette. Ele então foi até a cozinha, onde Mímin e Bertha pareciam desesperadas, sem saber o que fazer. As duas andavam de um lado ao outro, esbarrando em cadeiras, mesa e armários. Por alguns momentos Draco permaneceu parado no portal de entrada do cômodo, tentando entender o que estava acontecendo. Mímin percebeu a presença dele, e de súbito, pareceu congelar enquanto corria do fogão indo em direção a um armário. Bertha, que vinha logo atrás e não sabia de Draco, trombou contra a outra empregada, derrubando ela e a si mesma no chão. Draco deu a volta na mesa de madeira que separava ele das duas empregadas, e abaixando o rosto um pouco permaneceu olhando para elas, que lentamente viraram o rosto para ele, como se esperassem por alguma coisa.&lt;br /&gt;
— O que foi isso que vocês duas estavam fazendo? - perguntou Draco, com a voz fria, um resquício da raiva que sentira por causa do tremor.&lt;br /&gt;
— Elas provavelmente ficaram com medo do barulho - respondeu uma voz vinda da entrada da cozinha.&lt;br /&gt;
Imediatamente Draco se virou, e lá estava ela, Anette, parada no portal de entrada da cozinha, onde Draco estava alguns momentos antes. Ela usava um vestido vermelho de mangas até os cotovelos, e seu cabelo estava preso na parte de trás da cabeça, deixando apenas a franja solta cair pelos dois lados do rosto, e uma sapatilha simples protegia seus pés do chão frio e duro.&lt;br /&gt;
— Entendi, mas não achei que alguém reagiria dessa forma ao tremor. Talvez você também estivesse com medo, e por isso veio aqui na cozinha, atrás de ajuda? - seu tom era de sarcasmo.&lt;br /&gt;
— &amp;nbsp;Nem todos foram treinados como você, então ficar com medo é uma reação normal das pessoas.&lt;br /&gt;
Essa afirmação parecia ter acertado Draco em cheio, que perdeu o ar de sarcasmo e pareceu murchar. A esse tempo, Mímin e Bertha já haviam se levantado, e a mais velha retorcia uma toalha de enxugar pratos com as mãos, enquanto Mímin parecia que ia entrar em pânico.&lt;br /&gt;
— Senhora, não foi isso... - disse Bertha.&lt;br /&gt;
Nesse momento Draco se rejubilou. Um sorriso maldoso ocupou seu rosto, e ele dirigiu o olhar para Anette, como se dissesse &quot;Viu? Você estava errada, não sou só eu que não fico com medo!&quot;.&lt;br /&gt;
— Logo depois do tremor - continuou Bertha - uma luz pálida tomou conta de todos os corredores da casa! Depois ela foi diminuindo, então nós fomos a seguindo, até que ela saía somente de trás da porta do salão de treinamento... Não tínhamos como saber o que era, então quando chegamos mais perto, a luz se tornou negra, e pareceu criar tentáculos que tentaram nos agarrar!&lt;br /&gt;
A expressão de Draco mudou de júbilo para desespero. O salão de treinamento era sagrado, &amp;nbsp;lá era onde os dois maiores tesouros da família ficavam guardados. A técnica de combate, e algo que somente os nobres conheciam: A jazida de minério da qual as armas dos líderes da família seriam feitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anette notou a mudança súbita na expressão de Draco, e a pequena rixa que os dois travavam deu lugar a uma preocupação verdadeira. Seu rosto mudou para uma expressão de súplica, ela correu mais para perto de Draco, e pousando as mãos nos ombros dele perguntava em tom de desespero:&lt;br /&gt;
— Draco, o que foi? O que foi?! Aconteceu alguma coisa? Me responda!&lt;br /&gt;
Por mais que Anette se esforçasse, parecia que Draco estava em um mundo totalmente diferente, ele sequer piscou enquanto Anette continuava a gritar por ele e a balançar seus ombros. Ele puxou os braços dela para o lado, retirando-os do caminho enquanto fazia uma careta, fazendo esforço. Acabou jogando Anette para o lado, e fazendo ela tropeçar em uma cadeira e cair no chão. Todos os olhares da cozinha estavam em Draco. A expressão de indagação neles mudou para confusão. Ninguém entendia porque Draco empurrara Anette. Mas antes mesmo que alguém fizesse uma pergunta, ele disparou pelo corredor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante alguns segundos ele correu pela casa. Não tinha nada na mente além de chegar o mais rápido possível ao salão de treinamento. Finalmente ele dobrou a esquina e começou a ver a porta do salão. Quanto mais rápido ele corria, mais parecia que demorava. O suor começou a descer pelo lado do rosto, mas não era de cansaço, era de preocupação, um suor frio. A respiração, da mesma forma, era forte e rápida graças à preocupação.&lt;br /&gt;
Parado em frente à porta dupla ele olhou para o chão. Pequenas silhuetas negras pareciam entrar e sair debaixo da porta, como pequenos tentáculos, que se moviam de forma irregular. Isso deixou Draco ainda mais preocupado, e sem hesitar ele colocou a mão no bolso, procurando pela chave que sempre trazia consigo, uma das chaves para o salão de treinamento. Finalmente a encontrou. Não havia mais nada no bolso, mas o nervosismo o fazia remexer e remexer na cavidade sem encontrar nada. Draco se apoiou na porta e enfiou a chave na fechadura. Um &quot;click&quot; indicou que ela havia encaixado, e ao girá-la o barulho de várias engrenagens e mecanismos se mexendo no interior da porta denunciou que ela estava se destrancando. Draco empurrou os dois pedaços da porta com toda a força que tinha, fazendo a madeira bater na parede e um estrondo se espalhar por seus ouvidos. Arfando ele atravessou o salão. A todo momento olhava em volta, procurando por alguma coisa ou alguém, mas parecia não haver ninguém, nem mesmo os pequenos tentáculos estavam lá. Um portal oposto à porta de entrada era o destino de Draco. Esse portal dava em uma escada que seguia em espiral para baixo, levando a um subsolo bem no centro da casa. Assim que a alcançou, Draco começou a correr pela escada da melhor forma que podia. Depois da primeira curva o caminho ficava escuro, não havia nem mesmo um vestígio de luz. Se apoiando na parede, ele continuava a correr, mas sempre pisava em falso, na ponta de algum degrau e terminava caindo, ou quando tinha sorte, apenas se desequilibrava e precisava parar. Foi assim durante quase dez minutos. Draco corria no escuro, descendo como se nada mais importasse além de chegar na jazida. Ele caía e se machucava, mas a dor não o afetava. As calças se rasgaram nos joelhos e o sangue começou a escorrer por eles, as mangas da camisa haviam ficado esfarrapadas pelas quedas, a cor das roupas ficou manchada pelo cinza da sujeira no chão. Parecia que aquela descida não tinha fim, mas então Draco sentiu algo estranho. Dezenas de pequenas mãos pareciam se agarrar nele. O desespero abandonou o rosto do jovem, e um sorriso maldoso o preencheu de novo. Mas ele não queria arriscar, e por isso continuou a correr. Quando já estava no final da escada um brilho negro, que escurecia uma pequena sala mal-iluminada por uma luz amarelada vinda de um cristal no teto chamou sua atenção. Era aquilo que ele estava procurando, e esse brilho fez com que se esquecesse de tudo, inclusive de se apoiar na parede e dos degraus, pisando em falso na ponta de um deles. A queda foi feia, sem apoio nenhum o corpo Draco tombou para a frente. Ele tentou se equilibrar com os braços, mas isso não serviu de nada. Draco caiu e bateu a maçã direita do rosto contra a quina de um degrau, causando um corte feio, onde parte da pele havia sido cortada, e parte arrancada. Mas isso não importava, o minério estava seguro. Ele se apoiu num dos braços e se levantou devagar, ainda avaliando onde deveria pisar. Quando teve certeza que não cairia mais, Draco elevou o olhar e passou a contemplar um minério que nascia de dentro de uma rocha côncava acinzentada. O minério era negro e parecia roubar toda a luz que havia em volta, deixando em sombra partes da rocha que estivessem próximas. Ele era um grande pedaço de forma irregular, preso em algumas partes e livre em outras. A vontade de Draco era tocá-lo. Lentamente se aproximou da rocha, erguendo uma das mãos em direção ao minério enquanto andava.&lt;br /&gt;
— Então o Tenebrarium ficou desse tamanho... Tenho certeza que já tem material suficiente para se fazer uma arma... - sussurrou Draco enquanto quase tocava o material preto.&lt;br /&gt;
&quot;BUM!!&quot;&lt;br /&gt;
Um estrondo acompanhou outro tremor. Dessa vez Draco perdeu o equilíbrio e areia e pedaços de rocha caíram do teto da caverna natural. O impacto viera de cima, e Draco sabia disso.&lt;br /&gt;
&quot;Merda, o que está acontecendo? Primeiro o minério mostra uma reação louca, e agora esse barulho, o que será...&quot;&lt;br /&gt;
Uma memória veia à mente de Draco. Alexander estava parado em frente à escrivaninha do escritório, e Draco, ainda um menino, estava sentado na cadeira, anotando o que o pai falava.&lt;br /&gt;
— Draco, vamos ver se você aprendeu o que acabamos de estudar.&lt;br /&gt;
— Sim, pai. - respondeu Draco colocando as mãos sobre o colo e olhando nos olhos de Alexander.&lt;br /&gt;
— O que é o Tenebrarium?&lt;br /&gt;
— O Tenebrarium é a rocha cinzenta onde o minério de Tenebra se desenvolve, e em todo o mundo, Gaia só produz o Tenebrarium na pequena caverna em nossa casa, e uma quantidade considerável de minério de Tenebra só se forma nele a cada vinte anos ou trinta.&lt;br /&gt;
— Certo. Quais as características mais marcantes do Tenebrarium?&lt;br /&gt;
— Ele absorve pequenas quantidade de energia, e pequenos flagelos negros aparecem de vez em quando.&lt;br /&gt;
— Exato. Mas tem uma coisa que eu não te falei ainda. Os flagelos negros, esses pequenos tentáculos, aparecem quando há movimentação de energia, seja mágica ou não, e no caso de ocorrer uma teleportação planar de uma grande massa, o Tenebrarium produziria tentáculos gigantescos e absorveria a maioria da energia lançada nas redondezas, como uma forma de produzir mais minério de Tenebra.&lt;br /&gt;
Era isso! O Tenebrarium havia reagido a uma teleportação planar em grande massa, e agora alguma coisa grande havia causado o tremor alguns andares a cima. Draco gelou. Anette, as empregadas e o caseiro estavam lá em cima, sem ninguém para protegê-los.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; style=&quot;border-width:0&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot; href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot;&gt;Gaia - Capítulo 4&lt;/span&gt; de &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-4.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com/&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/5081622791423083392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-4.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/5081622791423083392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/5081622791423083392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/03/gaia-capitulo-4.html' title='Gaia - Capítulo 4'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-6794661215680362184</id><published>2011-02-28T14:28:00.002-03:00</published><updated>2011-02-28T14:30:13.996-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 3</title><content type='html'>Capítulo 3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O treinamento com Alexander havia seguido até o começo da noite, e deixado Draco esgotado. O suor escorria pelo seu rosto e encharcava suas roupas enquanto ele abria a porta do salão de treinamento e caminhava arrastando os pés pelo corredor. Logo depois, Alexander saiu. O suor também brotava de seu rosto, mas ele não demonstrava estar tão cansado quanto o filho. Ele seguiu pela direção oposta, indo para seu próprio quarto, que era fora dos limites para qualquer um. Por mais que Draco ficasse esgotado, o treinamento era benefíco. Ele ficava mais forte, resistente, e melhorava sua habilidade em combate. Mas é claro que um nobre não precisava ter apenas esses conhecimentos. Política e atividades intelectuais também faziam parte das obrigações de Draco, e era à noite que ele as estudava.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Draco seguiu para o quarto, retirou a roupa vagarosamente, sendo consumido pela preguiça, e então jogou uma a uma, todas as peças do vestuário em cima da cama, como qualquer preguiçoso faz. As botas ele chutou para um canto na parede, e a espada, agora inútil, já que a lâmina se partira, ele deixou pelo chão.&lt;br /&gt;
&quot;Mais tarde eu me livro disso. Quando eu for para o escritório estudar, aproveito para passar na cozinha e deixar a espada quebrada com o caseiro, para que ele dê um fim nela.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele tomou um banho demorado, além de se limpar, também estava aproveitando para relaxar. Depois se dirigiu ao guarda-roupas e remexeu em algumas das roupas mais elegantes que alguém desarmado poderia usar - as roupas mais elegantes de pessoas armadas eram armaduras completas encantadas, que permitiam uma movimentação livre, e armas adornadas, feitas de materiais raros, e imbuídas em magia, letais até mesmo para os Bálmares. - Pegou um colete verde e o ergueu de frente para o rosto. Durante alguns momentos ficou pensando se aquela peça ficaria boa. Colocou o colete sobre os ombros e começou a pegar o resto do que pretendia vestir. Ele acabou colocando o colete verde escuro por cima de uma camisa azul-marinho, de manga até os cotovelos, uma calça folgada, de seda Assuriana - resistente à intempéries, mas suave ao toque - e um sapato comum, que mesmo assim ainda era muito elegante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco desceu as escadas e foi até a sala de jantar. Lá as serviçais estavam colocando a comida sobre a mesa, enquanto Alexander já estava sentado na cabeceira, apenas esperando elas acabarem para se servir, e acompanhando tudo com o olhar. Draco procurou por Anette no recinto, mas não a encontrou. Isso o deixava intrigado.&lt;br /&gt;
— Pai - começou ele enquanto andava na direção de Alexander - Onde está Anette?&lt;br /&gt;
Ele parou próximo ao pai, ao lado da mesa, apoiando uma das mãos nela, enquanto coçava o rosto com a outra. Tinha colocado uma das pernas para trás, e agora apoiava todo seu peso na perna restante e na mesa.&lt;br /&gt;
— Ela não vai jantar conosco. Disse que estava se sentindo mal. - respondeu Alexander.&lt;br /&gt;
— Se sentindo mal... Sei... Acho que ela deve estar se sentindo mal porque o pai e o irmão foram para a guerra. Ela odeia a guerra... Acho que só agora ela deve ter realmente percebido o que isso muda na vida dela. Hoje e nos próximos dias ela vai estar aqui conosco, mas daqui a um tempo vai ter que voltar para casa, e vai ficar sozinha. A mãe dela é uma bruxa, no pior dos sentidos, como todo mundo sabe. Ela maltrata a todos que pode, e no final posa de boa moça para o pai de Anette, e desse jeito ele não acredita em nada de mal que os outros dizem dela... Pobre homem, enfeitiçado por aquela mulher todos esses anos. Você devia fazer alguma coisa, já que é amigo dele.&lt;br /&gt;
— Fazer alguma coisa? Não é tão fácil assim... Por mais que ele seja meu amigo, ele tem aquela mulher na mais alta estima. Ele esqueceria até dos próprios filhos por ela.&lt;br /&gt;
— Então acho que não tem jeito... Anette ainda vai sofrer muito nas mãos da mãe, ainda mais agora, que com o pai longe, a velha se torna a senhora da casa.&lt;br /&gt;
— É verdade... Ei! - Alexander fez uma careta e cerrou os olhos, como se tivesse percebido algo desagradável - Não chame ela de velha, ela tem a minha idade. Se você chama ela de velha, está me chamando de velho também!&lt;br /&gt;
— Mas é isso que você é!&lt;br /&gt;
Alexander deu um bote e tentou agarrar o colete de Draco, mas o filho se esquivara com um salto para trás, ficando longe do alcance do pai, que ainda estava sentado na cadeira.&lt;br /&gt;
— Você escapou dessa vez, seu safado, mas da próxima não vou ser tão lento.&lt;br /&gt;
— Ahaha, até parece. Acho que é a velhice te alcançando, a partir de agora só vai piorar.&lt;br /&gt;
Draco andou até o lado oposto da mesa, se sentando na outra cabeceira. As lutas e brincadeiras desse tipo eram comuns entre ele e Alexander. O jantar seguiu normalmente, sem nenhum imprevisto. Draco se fartou, mas comeu muito rápido, e acabou de comer antes do pai. Ele se limpou com um guardanapo que estava em cima da mesa, arrastou a cadeira para trás, e logo depois se levantou.&lt;br /&gt;
— Pai, eu vou para o escritório estudar. Se precisar de mim é só chamar.&lt;br /&gt;
— Tudo bem. Acho que assim que acabar aqui, eu vou dormir. Estou cansado de hoje.&lt;br /&gt;
Draco caminhou para fora da sala. Sua barriga estava cheia, e atrapalhava um pouco enquanto andava, por isso seguiu devagar, indo para o escritório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante as horas seguintes ao jantar, Draco se ocupou estudando desde magia, à política e história, passando por ciências biológicas e estrutura de Gaia - como era chamada a terra onde o país Assúria estava. Mas não era apenas uma porção de terra, Gaia era considerado um ser vivo, uma entidade primordial, que fornecia minérios especiais dos mais variados tipos, e que sempre os repunha com o passar do tempo. Explicando de modo simples, Gaia criava materiais mágicos, ferros especiais, carvões diferenciados, e várias outras coisas. Esse material ficava armazenado em sua terra, e os Assurianos os extraíam. Cada região, cada jazida, era especial. Determinado material sempre seria encontrado ali. E à medida que o tempo passava, tudo era reposto. Uma jazida nunca ficava esgotada para sempre. Nas jazidas de materias mais comuns, Gaia era capaz de repor seu &quot;estoque&quot; em apenas alguns dias, dependendo da quantidade de material que fora retirada antes. Mas em alguns casos, o material só aparecia em uma pequena quantidade na natureza, e quando retirado, demorava décadas, alguns até mais, para serem repostos por Gaia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco já estava começando a se cansar de estudar quando alguém bateu à porta. Ele dirigiu o olhar da folha de um livro para a porta, e enquanto estava sentado numa cadeira atrás da escrivaninha, falou alto, para que quem quer que estivesse atrás da porta ouvisse:&lt;br /&gt;
— Pode entrar, não estou ocupado.&lt;br /&gt;
Alexander entrou a passos rápidos. Ele vestia sua armadura completa, uma armadura branca, que cobria totalmente seu tronco, braços e pernas. Na região pélvica uma espécie de saiote de tiras, feito do mesmo material do resto da armadura, mas flexível, garantia proteção da área, e mobilidade para as pernas. Aquela armadura não era apenas para proteção, era também seu símbolo. Vários traços negros estavam gravados nas partes da armadura, formando desenhos abstratos. As manoplas envolviam completamente seus antebraços e mãos, as ombreiras eram largas e pontudas, mas mesmo assim tudo podia ser mexido sem nenhuma dificuldade. Alexander também trazia consigo uma espada. Não era Durandall, Draco percebeu isso facilmente. Essa espada era média, a lâmina possuía três dedos de largura, que Draco deduziu pela largura da bainha negra que a envolvia, o cabo, negro como o resto, possuía uma guarda em forma de cruz, um pouco menor que a metade de um palmo, tiras de couro negro amaciavam a pegada, e um pomo pequeno, da mesma cor que o resto ficava na ponta da empunhadura.&lt;br /&gt;
— Há pouco chegou uma mensagem para mim. O rei mandou que me chamassem, ele precisa da minha presença para resolver um assunto urgente. Você deve cuidar de tudo por aqui enquanto estou fora, entendeu?&lt;br /&gt;
— Entendi, mas, que assunto é esse? Imagino que deva ser realmente importante e urgente para se convocar você a essa hora da noite, para a capital, que fica a centenas de quilômetros daqui.&lt;br /&gt;
— Aí é que está o maior problema... Normalmente quando o rei me envia mensagens, ele usa magia para um contato direto, onde posso ver sua imagem e conversar com ele, dessa vez ele enviou uma carta através de uma ave. Um método arcaico, que não se é usado hoje em dia. E ele sequer mencionou de que se tratava o assunto. Tentei contatá-lo através de magia, mas não consegui. Talvez seja apenas uma brincadeira de mal-gosto de alguém, talvez seja uma cilada, ou talvez a capital realmente esteja em perigo. Por isso quero que fique alerta, não sei o que pode acontecer hoje.&lt;br /&gt;
— Tudo bem, vou mandar que todos fiquem alertas, mas não vai adiantar muito, não temos guardas na casa, esqueceu? Você mesmo não gosta de ter muitos serviçais, e além do mais, por que alguém atacaria uma mansão no interior do reino? Antes de chegarem aqui, os inimigos teriam que passar pela armada de defesa dimensional e pelas magias de proteção que impedem a entrada nesse plano de quem não esteja autorizado. É burrice alguém enfrentar tudo isso só para atacar a casa...&lt;br /&gt;
— Tudo bem. Mesmo assim quero que você sempre esteja armado. Onde está sua espada?&lt;br /&gt;
— Deixei no quarto, lá em cima, no primeiro andar.&lt;br /&gt;
Alexander jogou a espada que carregava para Draco, que a pegou no ar. Os olhos dele examinaram mais de perto a extensão da bainha e a empunhadura. Instintivamente colocou a mão no cabo e desembainhou uma parte da lâmina, analisando de que era feita.&lt;br /&gt;
— Essa lâmina me parece bem comum. - começou Draco - de qualquer ângulo que eu olhe, é apenas aço dobrado, moldado, polido e afiado. Pelos detalhes que a empunhadura e a bainha possuem, achei que a lâmina fosse mais grandiosa.&lt;br /&gt;
— Não precisa se preocupar, essa lâmina pode parecer bem ordinária, mas aguenta muita coisa. Inclusive magia. Então se precisar lutar, não se segure com medo que a espada se quebre.&lt;br /&gt;
— De que ela é forjada? - peguntou Draco enquanto desembainhava o resto da espada e sentia seu peso.&lt;br /&gt;
Alexander respondeu enquanto se virava.&lt;br /&gt;
— Não sei.&lt;br /&gt;
Seu cabelo balançou no ar e ele saiu da sala andando rápido, fechando a porta atrás de si com uma batida forte.&lt;br /&gt;
&quot;Espada estranha... Mas tudo bem, se o pai disse que ela ia aguentar, então não vou duvidar. Mas ainda acho que nada vai acontecer por aqui hoje.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; style=&quot;border-width: 0;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot; xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot;&gt;Gaia - Capítulo 3&lt;/span&gt; de &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-3.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com/&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/6794661215680362184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/6794661215680362184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/6794661215680362184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-3.html' title='Gaia - Capítulo 3'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-3976088002730181818</id><published>2011-02-25T21:53:00.000-03:00</published><updated>2011-02-25T21:53:59.491-03:00</updated><title type='text'>Não vou poder postar essa semana!</title><content type='html'>Essa semana eu não vou ter como postar, porque vou precisar fazer uma viagem. O capítulo já está quase pronto, mas não vou ter como finalizar e revisar. Segunda-feira devo postar, até mais.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/3976088002730181818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/nao-vou-poder-postar-essa-semana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/3976088002730181818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/3976088002730181818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/nao-vou-poder-postar-essa-semana.html' title='Não vou poder postar essa semana!'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-2040198557503158797</id><published>2011-02-18T18:36:00.002-03:00</published><updated>2011-02-18T18:42:44.348-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 2</title><content type='html'>Capítulo 2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alexander se levantou e encostou a ponta de Durandall, sua espada, no chão de granito-pena enquanto segurava o cabo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Vamos lá, se não começarmos logo, não vamos acabar cedo. - disse ele enquanto Draco caminhava em sua direção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem nenhum aviso, o passo de Draco mudou de uma caminhada calma para uma corrida frenética. Correu na direção de Alexander, e quando chegou perto o suficiente, puxou a espada da bainha conectando com um corte horizontal, que não acertou nada. Alexander saltara por cima do filho, girando no ar, e agora suas posições estavam trocadas. Draco era quem estava mais próximo do centro do salão, e Alexander da porta. Draco parou, ficou fitando o pai com a espada abaixada, ele não queria denunciar qual seria seu próximo ataque.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Meu pai é um homem muito forte, é perigoso tentar enfrentá-lo de frente... Eu confio na minha habilidade com a espada, ele não conseguiria me tocar sem antes ser parado pela minha lâmina. Mas o problema é Durandall, ela é uma espada pesada, destruidora, que tira o máximo proveito da força do meu pai, e um golpe usando ela pode ser capaz de destruir minha espada e me acertar com quase força total. O melhor a fazer é tentar um ataque rápido e me afastar.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durandall media pouco mais de um metro e vinte, possuía um palmo de largura, e dois dedos de espessura. A lâmina no meio era negra, com várias runas escritas em sua extensão, e no fio era branca. A empunhadura era em forma de cruz, composta pela guarda, com um pouco mais de vinte centímetros, negra como a lâmina, e do cabo, que tinha também vinte centímetros e era envolto por tiras de couro marrons, para diminuir os calos que brandir aquela espada causavam. Na ponta do cabo havia um pomo negro. Draco nunca entendeu porque aquilo estava ali. Normalmente pomos eram usados para ajustar o equilíbrio de uma espada, para que se movimentasse como uma extensão do braço do espadachim. Não haviam motivos para ter um pomo em Durandall, ela era uma espada pesada, grande, usada para golpes fortes, destruidores, que acabassem de vez com o adversário, um pomo não iria equilibrar nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco avançou de novo. Dessa vez tentou cortar Alexander na diagonal, de cima para baixo. O pai defendeu usando a largura de Durandall, e contra-atacou com um chute, que acertou algumas costelas de Draco. Uma pontada de dor tomou conta dele, que recuou temendo engajar uma luta a curta distância. Durandall era pesada, mas Alexander era forte e ágil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O que foi, não vai mais me atacar, Draco? - disse Alexander em tom de escárnio, enquanto abria um sorriso maldoso - Sua estratégia é uma merda. Espera me vencer mantendo a distância? Assim como você pode se afastar, eu posso me aproximar. Como você se sairia se eu atacasse?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco correu novamente e atacou com a espada. Alexander a defendeu como antes, mas quando foi revidar com um chute, Draco golpeou sua perna usando a bainha da espada, que carregava na outra mão. A sensação da madeira acertando a carne fez Draco sorrir, finalmente havia acertado o pai pela primeira vez no dia. Deu alguns saltos para trás de novo, mantendo a estratégia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Improviso, pai. - respondeu Draco - Durandall é uma arma destruidora, mas nas mãos de alguém com sua força e agilidade, ela também se torna um escudo. Mas tem uma fraqueza. Ela não permite que você carrege uma outra arma nas mãos ou um escudo, então sempre que se defender e for contra-atacar, vai ter que usar as pernas. Nesse caso você só tem duas opções, usar a perna direita ou a esquerda, e prever qual delas é fácil. Você é destro, sua perna mais rápida e destruidora é a direita, então basta eu sempre ficar de olho nela, se atacar usando ela, me defendo. Se atacar com a esquerda, que é mais lenta, consigo perceber e me proteger antes dela me acertar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Hum... É, você está melhorando. Mas isso é o mínimo que se pode esperar, afinal você treina desde criança. Venha, ataque novamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco obdeceu e correu contra Alexander. Atacou com a espada, que foi repelida do mesmo jeito que das outras vezes. Mas dessa vez Alexander não tentou contra-atacar. Draco recuou, mas quando havia dado poucos passos para longe, Alexander avançou. Avançou a uma velocidade tão impressionante que sequer deu tempo de Draco reagir direito. O pai brandiu Durandall de cima para baixo, por pouco não acertou Draco, que girou o corpo, evitando o golpe. A lâmina acertou o chão e fez um barulho metálico. Faíscas azuis voaram em todas as direções, e no local onde a lâmina acertara o chão agora havia uma fenda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não vou deixar você usar essa mesma estratégia dessa vez!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gritou Alexander enquanto erguia novamente a espada e corria atrás de Draco. Em três passos conseguiu alancançar o filho, quase encostando nele. Atacou mais uma vez de cima para baixo. Draco defendeu usando sua espada. O golpe foi tão forte que ele teve que flexionar os joelhos e abaixar um pouco a lâmina para absorver o impacto. Aproveitando que estava com os joelhos flexionados, Draco tentou fazer um rolamento para trás, mas usando seu jogo de pés, Alexander passou para trás dele e o golpeou, acertando seu ombro direito. Um filete de sangue começou a escorrer pelo braço e pingar no chão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não precisa se preocupar. É apenas um corte superficial, segurei minha força quando percebi que você não conseguiria se esquivar. É muito bom que você possua o nível de habilide que tem agora. Está bem treinado, e seu aniversário de 20 anos está chegando. Você vai atingir a maioridade e participar na guerra, assim como os outros nobres. Se não tiver força, vai terminar morrendo em uma vala qualquer como muitos outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Ai... - reclamava Draco enquanto se punha de pé - Superficial... o corte pode ter sido superficial, mas a pancada não foi. Olha só - ele afastou um pouco a parte da camisa rasgada no ombro, expondo um corte não muito fundo, mas a região em volta dele estava roxa. - Está vendo? Ficou roxo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Se isso daqui fosse uma batalha de verdade, você estaria morto, não ia nem ter a chance de reclamar do golpe. Se acha que é tão ruim assim levar essa pancada, então treine e fique mais forte, assim não vou conseguir te acertar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então a luta entre os dois recomeçou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de se afastar, Draco correu outra vez e atacou com a espada. Alexander não defendeu, pelo contrário, atacou. Brandiu Durandall contra a lâmina de Draco. O choque entre as duas fez faícas azuis voarem de novo, Mas a superioridade da espada contou muito nessa hora. A espada de Draco se partiu em duas e Durandall passou com força total por ela. Dessa vez Alexander consegui se conter e parou a espada antes de atingir o tronco do filho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Draco, como você pôde ver, Durandall é pesada e serve como escudo, mas ela me permite sim contra-atacar de forma eficiente. O peso e poder dela podem ser usado para bater de frente contra o ataque de uma outra espada, destruindo-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Entendo... - respondeu Draco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele parecia um pouco decepcionado pela luta ter acabado desse jeito. Andou até o pedaço partido da lâmina que voara e o apanhou. Sua mente se lembrou da imagem das faíscas voando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Pai - Draco parecia ter recuperado o ânimo - uma coisa que eu nunca entendi, por que sempre que Durandall encontra alguma resistência, ela lança faíscas azuis no ar, e não laranjas, como a maioria das espadas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não tem nenhum motivo em especial, é apenas por causa do material de que ela é forjada.&lt;br /&gt;
Draco estreitou os olhos e fez cara que não acreditava. Ao falar, Alexander havia passado a língua no lábio inferior. Depois de tantos anos juntos, Draco sabia que ele fazia isso quando mentia. Draco teria insistido se nesse momento alguém não tivesse batido à porta. Era regra da casa que qualquer um que quisesse entrar no salão de treinamento deveria bater antes, e a punição para os que desobedeciam era a morte. Na verdade essa era uma regra de todas as casas nobres, porque os estilos de batalha só eram passados para um sucessor, e qualquer um poderia tentar roubar os conhecimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alexander indicou com a cabeça para que Draco abrisse a porta. Sem reclamar, ele caminhou até ela e a abriu. Mímin estava de pé no corredor, carregando uma bandeja com um bule de porcelana branca e algumas xícaras. O rosto dela pareceu corar, mas Draco ficou em dúvida se ela havia mesmo ficado com as bochechas rosas, ou se elas sempre eram rosas, já que sempre que ele a vira, as bochechas dela estavam coradas. Ele ergueu a sobrancelha na dúvida, e ficou olhando para ela com um olhar indagativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Mímin, o que você quer? - disse ele, frio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Eu vim trazer um pouco de chá para vocês... - respondeu ela enquanto desviava o olhar, virando os olhos para as peças de chá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Ah, tudo bem, pode me entregar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco passou a mão por debaixo da bandeja, e quando foi segurar nos puxadores, suas mãos tocaram as de Mímin. Nesse momento ela tremeu e pareceu ficar mais vermelha ainda. Draco não entendeu o que havia acontecido, e preocupado, acabou piorando ainda mais a situação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Ei, Mímin, o que aconteceu? Você está bem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele foi se aproximando, e a medida que a distância diminuía, ela parecia ficar mais vermelha e agora estava suando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não é nada! E-eu já vou indo, vou voltar para a cozinha, até mais, senhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela saiu a passos rápidos andando pelo corredor, enquanto torcia seu avental de forma frenética sem nenhum motivo aparente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Eu hein... o que deu nessa aí?&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A voz de Alexander saiu do fundo do salão, ecoando pelo corredor:&lt;br /&gt;
— Você sabe que Mímin tem dificuldades em interagir com outras pessoas. Ela já sofreu muito quando era mais nova, tome mais cuidado se não quiser que ela reaja assim de novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Ah, tudo bem. Eu não ligo - disse Draco enquanto fechava a porta e trazia a bandeja para perto do Pai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois deram uma pausa para uma xícara de chá, e depois passaram a treinar sua mente e mágica até a noite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; style=&quot;border-width: 0;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot; xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot;&gt;Gaia - Capitulo 2&lt;/span&gt; de &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-2.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot; rel=&quot;license&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot; xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com/&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/2040198557503158797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/2040198557503158797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/2040198557503158797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-2.html' title='Gaia - Capítulo 2'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-2817348392006233357</id><published>2011-02-15T11:59:00.002-03:00</published><updated>2011-02-15T12:01:53.111-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 1: Parte 2</title><content type='html'>Capítulo 1 - parte 2&lt;br /&gt;
Uma das empregadas suspirava enquanto colocava a água para ferver. Ela abriu uma das torneiras e colocou uma espécie de jarra feita de um material vermelho translúcido debaixo da água corrente. Assim que tocou o fundo da jarra, o vapor começou a subir, e a água a borbulhar. Pouco a pouco a jarra foi ficando cheia d&#39;água enquanto a empregada a segurava debaixo da torneira...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Ai! - gritou ela, que distraída não percebeu a jarra com água fervente ficar cheia e derramar o conteúdo pelas bordas, machucando uma de suas mãos. Numa reação instintiva, ela soltou a jarra e levou a mão machucada para perto do peito, deixando a água escorrer por uma das pias da mansão cinzenta. Uma outra empregada, que nesse momento lavava a louça, percebeu o que estava acontecendo e logo foi ao socorro da outra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Mímin! O que aconteceu? Por que você deixou a jarra derramar? Em que você estava pensando, hein? Já é a quarta vez essa semana que você se machuca porque se distraiu no serviço...&lt;br /&gt;
— Me desculpe, Berta... Eu prometo que vou prestar mais atenção no que estou fazendo da próxima vez. - respondeu Mímin com a cabeça baixa, ainda envergonhada pelo acontecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Berta era uma mulher de meia idade, com pouco mais de 45 anos. No mês anterior, ela havia feito aniversário, e os outros serviçais haviam preparado uma festa para ela - algo simples, apenas uma pequena torta confeitada pela cozinheira, que era humana, e algumas jarras de suco - O que eles não contavam, foi que o próprio Alexander Von Bernstein apareceria para a comemoração - Na verdade ele apenas estava indo na cozinha pegar um copo de água quando se deparou com todos, e para não fazer desfeita, aproveitou junto com eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os cabelos castanho escuros dela estavam presos debaixo de uma toca de pano branca, para que não caíssem em nada. Algumas gordurinhas já apareciam por debaixo das roupas e delineavam alguns pneus, seu rosto estava suado, mas feliz. Ela realmente gostava de trabalhar ali.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já Mímin era uma jovem de pouco mais de 17 anos. Ela era baixa, batia nos ombros de Berta, tinha o corpo magro, porém atraente, e seu rosto era delicado, combinado com cabelos negros, presos por um coque atrás da cabeça e uma tiara branca enfeitada com renda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Berta a puxou pelo braço para uma sala ao lado da cozinha. Lá ela abriu um pequeno armário de madeira encostado na parede e começou a remexer no que tinha lá dentro. Durante pouco mais de um minuto ela fez isso, procurando por algo, até que soltou um gritinho de satisfação ao encontrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Ah! Achei! Venha cá, Mímin - Berta fez um gesto com a mão para que a outra se aproximasse - Me deixe passar uma pomada nessa queimadura e depois enfaixá-la. Assim que puder ir na cidade, vá ao curandeiro mais próximo para que ele use o poder da Mãe Gaia para curar sua mão de uma vez.&lt;br /&gt;
Mímin corou ao chegar perto de Berta. Tremendo, ela estendeu a mão. Berta delicadamente começou a passar uma pomada verde que tirava de um tubo de madeira que era um pouco mais grosso que um polegar, e um pouco mais baixo. A cada toque de Berta, Mímin recolhia um pouco a mão, para logo depois ser puxada novamente para perto da empregada mais velha. Berta não sabia por que Mímin era tão tímida. Nenhum dos serviçais da casa conheciam o passado de Mímin, ou porque ela tinha ido trabalhar na mansão dos Bernstein, já que Alexander havia a trazido há pouco mais de um ano. Desde então ela trabalhara na casa, mas sempre tímida e evitando se aproximar demais das outras pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a mão enfaixada, Mímin voltou para a cozinha e começou a encher a jarra vermelha com água. Assim como antes, a água tocava o fundo da jarra, começava a borbulhar e o vapor a subir. Ela pegou algumas folhas de um dos vários armários da cozinha e preparou uma infusão. Ela pareceu ficar feliz depois de terminar tudo, pois um sorriso muito pequeno iluminou seu rosto enquanto ela colocava o chá, agora em um bule de porcelana branca, em cima de uma bandeja, pegava algumas xícaras e as arrumava com carinho perto do bule. Pegou a bandeja pelas bordas e saiu da cozinha com ela, andando rápido, mas com cuidado, para o salão de treinamento da mansão.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; style=&quot;border-width:0&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot; href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot;&gt;Gaia - Capítulo 1: Parte 2&lt;/span&gt; de &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-1-parte-2.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/2817348392006233357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-1-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/2817348392006233357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/2817348392006233357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-1-parte-2.html' title='Gaia - Capítulo 1: Parte 2'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-4606614841583467076</id><published>2011-02-10T22:52:00.001-03:00</published><updated>2011-02-10T22:57:25.191-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Capítulo 1</title><content type='html'>Capítulo 1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era uma tarde ensolarada de verão. As cigarras faziam barulho na propriedade dos Bernstein. Em algum lugar dos campos, um jovem deitado à sombra de um carvalho e em cima da grama macia nota a chegada de uma garota da mesma idade que ele. Ela usava um vestido azul de alças, que descia até os joelhos. Os cabelos dela eram longos, chegavam até a metade das costas. Eram castanhos e sob a luz adquiriam um brilho pálido. Ele a olhou contra o sol, por isso não conseguiu identificar seu rosto logo de cara. Ela colocou a sombrinha que trazia entre o rosto dele e o sol, fazendo-o enxergar claramente agora.&lt;br /&gt;
— Ah, Anette... – disse o rapaz enquanto ajustava sua postura e se sentava – O que você veio fazer aqui hoje?&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Com um sorriso estampado, a garota se sentou ao lado dele, tomando o cuidado de no final, ajeitar a saia do vestido, para que não mostrasse suas intimidades. Durante alguns segundos ela ficou o olhando. Ele trazia o cabelo solto, mesmo este sendo comprido até os ombros, o que passava uma impressão de cabeleira bagunçada. Anette começou a usar a própria mão como uma forma de pente e ajustou parcialmente o cabelo do rapaz, que era liso e castanho como o dela. Mas as semelhanças paravam por aí: enquanto Anette tinha pouco mais de um metro e meio, o rapaz tinha um e oitenta de altura. Ela era baixinha, sim, mas tinha bastante carne nas partes mais cobiçadas pelos homens. Os seios dela dariam inveja em qualquer mulher, tamanha a beleza do seu colo, sua forma, seu tamanho, e sua rigidez: mesmo quando ela se sentou, eles não balançaram nem um pouco. Sua traseira era volumosa, arredondada, e firme, da mesma forma que os seios. O rapaz se incomodou um pouco com a jovem mexendo em seu cabelo, e assim que as mãos dela se afastaram, ele balançou a cabeça, deixando o cabelo quase tão embaraçado quanto antes, apesar de ainda possuir o contorno que Anette havia deixado. Ainda com a cara emburrada, ele cobrou uma resposta da moça enquanto ajustava sua postura de novo, dessa vez se apoiando num dos braços num misto de deitado e sentado, com o rosto virado para ela.&lt;br /&gt;
— E então? Não vai me responder?&lt;br /&gt;
Olhando para longe, na direção dos fundos da mansão dos Bernstein – de onde viera – ela respondeu com a voz fraca, quase inaudível.&lt;br /&gt;
— Meu pai e meu irmão foram para a guerra.&lt;br /&gt;
— E o que tem isso de mais? Combater os bálmares é uma diversão para os nobres, tenho certeza que eles foram para o campo de batalha rindo.&lt;br /&gt;
— Não foram. Você nunca entenderia o que essa guerra realmente representa... você nunca precisou sair da sua casa para nada, tudo o que você queria traziam para você na mesma hora. As únicas vezes que você precisou sair da sua casa foi quando seu pai te obrigou a participar em discussões políticas com outros nobres do reino.&lt;br /&gt;
— Nem me venha com essa história. Discutir política faz parte do trabalho de um nobre. Se os nobres não fizerem isso, quem vai ajudar o rei a governar?&lt;br /&gt;
— Não é sobre política que nós estamos falando, é sobre a guerra, não tente mudar de assunto.&lt;br /&gt;
— Eu não estava mudando de assunto... Se você acha que eu não entendo o significado dessa guerra, então me diga você o que essa guerra é, já que é tão esperta assim.&lt;br /&gt;
Anette deu um suspiro enquanto fazia uma cara de decepção. Ela pensou o quanto Draco era alienado, o quanto ele não compreendia o mundo e as pessoas nele. Draco. Sim, esse era o nome do rapaz. Era comum os homens da nobreza receberem nomes relacionados a criaturas mitológicas. O pai de Draco, Alexander Von Bernstein era o general dragão branco, título recebido por ele vinte anos antes, quando a guerra contra o Império Bálmare havia cessado temporariamente. Por mais de vinte anos os bálmares estavam em guerra com os assurianos. A guerra teve início quando os bálmares, que habitam um outro plano dimensional, invadiram um plano intermediário, que fica entre o plano da balmária e o plano de Assuria. Os humanos desse plano moravam num planeta chamado Terra, que foi atacado para servir de base ao exército bálmar. Diante dessa situação, o rei da Assuria contra-atacou enviando tropas para a Terra. Quando as tropas chegaram, muito já havia sido destruído, mas os que ainda estavam vivos foram acolhidos pelo Rei, que os enviou ao plano de Assuria, os salvando da morte certa na guerra.&lt;br /&gt;
— Os assurianos lutam essa guerra para garantir a segurança do seu povo – disse ela, enquanto continuava a fitar a mansão – O que os bálmares querem é a dominação sobre outros povos... Meu pai me contou que eles usam tecnologia avançada para abrir portas dimensionais e invadir outros planos.&lt;br /&gt;
— É, eu já tinha ouvido falar nisso. Mas tem uma coisa que eu acho muito estranho... Os planos dimensionais se sobrepõem uns sobre os outros, logo todos os planos têm fronteira com dois outros planos diferentes, então por que eles tiveram o trabalho de invadir o plano dimensional da terra e depois tentar nos enfrentar, ao invés de invadir o plano que fica abaixo deles?&lt;br /&gt;
— Aparentemente eles não podem invadir o outro plano vizinho deles. Parece que lá existe uma barreira que isola aquele plano de qualquer contato com outro plano, uma barreira muito mais forte do que a nossa.&lt;br /&gt;
Durante muitos anos Assuria permanecera completamente isolada de qualquer contato com outros planos. O rei fazia isso para evitar que seu povo interferisse em planos que tivessem povos menos avançados, com culturas muito diferentes, ou cujos elementos naturais fossem diferentes de Assuria – algum desses elementos poderia se tornar popular entre os assurianos, o que causaria uma extração descontrolada no outro plano, podendo esgotar as reservas naturais desse elemento. Era de conhecimento comum entre a população que o povo do plano acima de assuria era primitivo, viviam em tribos, se vestiam com peles de animais, usavam utensílios feitos de pedra, e não conheciam nenhum tipo de ciência, nem mesmo a escrita. Já o povo do plano abaixo, os humanos, tinham uma tecnologia relativamente avançada – mesmo assim não era nada se comparada aos bálmares, que a usavam para viajar entre os planos – viviam em uma socidade sólida, e fisicamente eram muito parecidos com os assurianos. O rei estaria disposto a iniciar um contato com essa raça se não fosse um detalhe: Muitos dos minérios encontrados na terra não podiam ser encontrados em assuria, e os recursos naturais não se regeneravam com o tempo. Logo, uma extração descontrolada feita por assurianos gananciosos poderia ser inevitável.&lt;br /&gt;
— Anette, fazem mais de vinte anos que estamos em guerra... no começo, podia ser que o exército lutava apenas pela segurança dos assurianos, mas com o passar do tempo, a nobreza foi tomando gosto pela batalha sem fim que acontece na Terra. Hoje em dia, todo garoto nobre é treinado e educado para ter prazer em lutar, para apreciar a batalha. Essa sua perspectiva da guerra não passa de uma visão sonhadora de quem não conhece a realidade.&lt;br /&gt;
— Minha visão pode até ser sonhadora...– retrucou ela – Mas meu pai e meu irmão não lutam nessa guerra por diversão, eles querem garantir um futuro tranquilo para as próximas gerações. E o povo se sente dessa mesma forma, eles arriscam suas vidas no exército para que seus filhos fiquem bem, para que fiquem a salvo dessa praga devastadora que são os bálmares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco permaneceu calado. Ele não tinha como retrucar contra essa afirmação de Anette, o povo realmente odiava a guerra, especialmente a burguesia conservadora, que tinha repulsa a se misturar com humanos, e odiou quando eles foram acolhidos no plano. Por isso, sequer ousavam chegar perto de um humano, e quando os burgueses conversavam somente entre eles, se referiam aos humanos de uma forma especial: &quot;carne-podre&quot;. Os burgueses evitavam dizer isso quando haviam humanos por perto, pois anos atrás, quando começaram a usar esse termo, sempre que um burguês chamava um humano assim acabava em briga. Os burgueses sempre andam com vários guarda-costas, e é claro que a briga terminava com os humanos espancados. Tentando evitar isso, o Rei criou uma lei: qualquer burguês que arrumasse briga com um humano e o espancasse perderia o direito a comerciar em Assuria, e qualquer humano que arrumasse briga que não em defesa própria, seria preso por violar a ordem pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco e Anette se levantaram e calmamente caminharam de volta para a mansão Bernstein, aproveitando para sentir o calor do sol e a brisa que soprava pelos campos. Draco não conseguiu conter o sorriso. Anette corria alguns metros na frente e parecia não estar tão abatida apesar da situação. O vento fazia seu cabelo balançar no ar e ela parava vez ou outra para colher alguma flor que encontrava no caminho, chegando em casa com uma dúzia delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mansão era quase um palácio. Tinha dezenas de cômodos e era enorme. Construída em granito-pena - um minério assuriano acinzentado extremamente resistente, mas bastante leve para o tamanho - ela se estendia por duzentos metro de um lado a outro, e mais trezentos metros separavam a entrada dos fundos. Possuía três andares e a maioria dos cômodos estava vazia - Alexander, pai de Draco, não gostava de ter serviçais ou guardas demais na casa, a quantidade deles era muito reduzida se comparada com a morada de outros nobres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco subiu para sua suíte no primeiro andar, um local simples, com somente uma cama de casal, um guarda roupa, uma armadura Assuriana completa montada em um manequim, presente de Alexander, e algumas espadas presas à parede. Ele tomou banho e se trocou. Dessa vez tomou o cuidado de pentear os cabelos e amarra-los depois de vestir a camisa, o pai não gostava de ver o filho com uma aparência desleixada. Assim que teminou de se arrumar desceu para o salão de jantar. Havia pouco mais de meia dúzia de travessas com comidas típicas da região dispostas em uma mesa retangular de aproximadamente três metros de comprimento por um e meio de largura, coberta por uma toalha de mesa azul. Alexander já estava sentado na cabeceira, comendo, e Anette estava próxima a ele, sentada na lateral esquerda, sendo servida por uma criada. Uma nuvem desbloqueou o sol, e fez com que a luz entrasse pelos vitrais gigantescos na parede e desse um iluminado colorido à sala acinzentada. Todos comeram em silêncio. Anette estava preocupada demais com o irmão e o pai. Alexander sempre falava pouco, e essa característica parecia não ter passado para o filho, que não falou nada apenas porque a fome era maior e sua boca sempre estava ocupada - especialmente por causa de uma sobremesa humana chamada sorvete, que Alexander costumava fazer para alegrá-lo. Talvez tivesse feito isso por Anette.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em todos os dias em que Alexander ficava em casa, passado o almoço, Draco tinha algumas horas para descançar, e às três da tarde se encontrava com o pai. Dessa vez não seria diferente.&lt;br /&gt;
Ele havia ido dormir depois do almoço, por isso deixou a pedra de despertar programada para o acordar às quinze para as três. A pedra era uma gema vermelho-clara, translúcida, feita de um dos minérios retirados do solo assuriano, o sirenil. O funcionamento da pedra era simples, bastava segura-la e pensar em uma quantidade de minutos e passada essa quantidade de minutos ela emitiria um som agudo e baixo, porém irritante o suficiente para não deixar ninguém na cama. Para desativa-la bastava um toque e o pensamento de que ela parasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pedra começou a emitir seu grito na hora certa. Draco odiava aquele barulho, agarrou a pedra que havia deixado debaixo do travesseiro e pensou que ela parasse. No mesmo instante o barulho cessou. Os gritos de alguém do lado de fora chamaram a sua atenção, da janela viu uma criada de uniforme correndo atrás de um cachorro enquanto gritava.&lt;br /&gt;
— Alexander! Alexander! Venha aqui, seu safado, você tem que tomar banho!&lt;br /&gt;
O cachorro não deu ouvidos e continuou correndo pela grama dos jardins gigantes que ficavam na frente da mansão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Alexander... Eu lembro quando meu pai me deu ele de presente, dez anos atrás, no meu aniversário. Ele disse que era um presente muito especial, algo do planeta Terra. Quando eu vi o cachorro e ele me disse que era para eu dar um nome, na hora pensei em fazer uma homenagem a ele e dei o nome de Alexander. Os convidados riram bastante disso e minha mãe disse que eu deveria mudar o nome, mas não concordei e deixei como estava. Por mais estranho que fosse o nome, meu pai não se importou, pelo contrário, ficou feliz e sorriu bastante. Aquela foi uma das últimas vezes que meu pai sorriu antes da minha mãe morrer. Mas chega de divagação, se eu ficar tempo demais aqui vou acabar me atrasando.&quot;&lt;br /&gt;
O encontro que tinha com o pai todos os dias era um encontro para treinamento. Desde pequeno, todo nobre era treinado nas armas e técnicas de combate de cada família. Cada uma das famílias nobres possuíam tecnicas de combate que somente eram reveladas para o sucessor delas, decidido em um combate entre os diversos filhos, por isso os próprios pais é que eram os tutores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Draco pegou uma espada média que estava em uma bainha negra suspensa na parede. A espada não tinha nada de mais, era feita de aço comum, a guarda em forma de cruz não possuía nenhuma jóia encrustada ou era feita de metal nobre, ela servia somente para se treinar a técnica de esgrima. O jovem passou correndo pelas escadas e corredores até o salão de treinamento, no centro do térreo. Alexander estava sentado no chão de pedra com as pernas cruzadas. Sua espada, Durandall, estava deitada em seu colo. Os olhos deles estavam fixos em Draco quando entrou pela porta.&lt;br /&gt;
— Vamos começar logo o treinamento de hoje. - disse ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Licença Creative Commons&quot; style=&quot;border-width:0&quot; src=&quot;http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns:dct=&quot;http://purl.org/dc/terms/&quot; href=&quot;http://purl.org/dc/dcmitype/Text&quot; property=&quot;dct:title&quot; rel=&quot;dct:type&quot;&gt;Gaia - Capítulo 1&lt;/span&gt; de &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-1.html&quot; property=&quot;cc:attributionName&quot; rel=&quot;cc:attributionURL&quot;&gt;João Ricardo Atanasio Borba&lt;/a&gt; é licenciado sob uma &lt;a rel=&quot;license&quot; href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/&quot;&gt;Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Permissions beyond the scope of this license may be available at &lt;a xmlns:cc=&quot;http://creativecommons.org/ns#&quot; href=&quot;http://portaodeymir.blogspot.com/&quot; rel=&quot;cc:morePermissions&quot;&gt;http://portaodeymir.blogspot.com/&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/4606614841583467076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/4606614841583467076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/4606614841583467076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-capitulo-1.html' title='Gaia - Capítulo 1'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1559338551424117596.post-968562578196391321</id><published>2011-02-10T16:36:00.009-03:00</published><updated>2011-03-10T12:36:43.099-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gaia"/><title type='text'>Gaia - Prólogo</title><content type='html'>&lt;div&gt;Prólogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ano de 2015, aquela parecia uma manhã normal na história da humanidade. Eu acordei com o som do despertador, um barulho chato, que parecia induzir a pessoa a se levantar com aquele som penetrante, nem que fosse apenas para desligar o aparelho e se esgueirar para debaixo do lençol e dormir mais algumas horas.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me levantei ainda sonolento e andei até a escada que ligava o primeiro andar e o térreo da casa. Era uma casa de tamanho médio, no térreo ficavam a cozinha, a sala de estar, um dos banheiros, e um pequeno escritório, que era apenas metade do tamanho de um dos quartos. Minha mãe tomava café enquanto comia um pão melado de manteiga na cozinha. Ela comentava com a empregada, que estava lavando os pratos, o quanto era difícil cuidar sozinha da limpeza de uma casa daquele tamanho onde três pessoas moravam, e que não sabia o que faria se não houvesse alguém para ajudar. As duas me deram bom dia ao me ver, e minha mãe comentou que eu parecia um pouco abatido. Não era para menos, eu quase não tinha dormido aquela noite. Tinha assitido filmes até tarde na pequena televisão do meu quarto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de tomar um bom café da manhã, com ênfase na parte &quot;café&quot;, para que conseguisse ficar acordado em todas as aulas da faculdade naquele dia. Subi de volta para o primeiro andar. Lá ficavam os quartos da casa e dois banheiros. Os quartos eram três, sendo um deles suíte. O único banheiro do andar, que ficava fora da suíte, estava ao lado da escada. A suíte era ocupada pelos meus pais, o segundo maior quarto da casa era meu, e o outro quarto era usado pelos hóspedes que precisassem passar a noite por lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me arrumei e saí de casa. Fazia faculdade de medicina em uma universidade publica federal. Assim que saí do ensino médio comecei a cursar educação física, mas por insitência de minha mãe larguei o curso e no mesmo ano prestei exame vestibular de novo - dessa vez para medicina. Já fazia mais de um ano que eu estudava para me tornar um médico, agora eu estava no terceiro período. Achei que não ia acontecer nada de mais naquele dia, que seria só mais um dia chato, como todas as segundas-feiras, e que assitiria em torno de seis horas de aula, três pela manhã e três pela tarde. Bem, o dia seguiu dessa forma mesmo, com toda a chatisse e todas as aulas que eu tinha previsto, até que no final da tarde aquilo apareceu no céu: Uma bola acinzentada que cobria um grande espaço aéreo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os telejornais foram ao ar algumas horas depois da bola cinza aparecer no céu. Todos eles exibiram matérias sobre o que poderia ser aquilo. Na internet milhares de pessoas falavam de alienígenas, que extraterrestres vieram dominar a terra, e ainda haviam aqueles que falavam de apocalipse. Para mim todos não passavam de loucos. A cada hora um flash nas emissoras traziam as últimas informações sobre o objeto voador, mas nenhuma dessas informações era de alguma valia. Eu não me importava nem um pouco com aquilo, contanto que não afetasse minha vida, então fui dormir cedo, pois ainda tinha sono acumulado da noite anterior, mal dormida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acordei às 6 e cumpri o ritual diário de tomar café, me arrumar e pegar o ônibus para a faculdade. Por azar, naquele dia o ônibus quebrou. Ele parou bem em frente a uma igreja que ficava em uma movimentada avenida no caminho da minha casa para a faculdade. As pessoas lá dentro oravam em coro, pedindo que Deus salvasse as almas delas. Provavelmente todos os que frequentavam aquela igreja haviam sido &quot;tocados&quot; pela bola cinzenta que pairava no céu, e nesse momento clamavam por misericórdia. Me pareceu que aquele objeto também fez muitos ateus ou integrantes de outras religiões procurarem a igreja, já que nos quinze minutos em que permaneci parado na calçada em frente à ela pelo menos dez pessoas entraram e perguntaram como poderiam se batizar e aceitar Deus. Eu já estava de saco cheio daquela demora, andei um pouco apressado até o motorista e falei com ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Motorista, tem alguma noção de quanto tempo vai demorar pra passar o próximo ônibus?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olhe, não devia demorar mais do que quinze minutos não viu, mas como você pode ver, essa é uma avenida movimentada, e esse ônibus quebrado aqui no meio fez o trânsito andar mais devagar, já já deve tá passando outro e a gente bota vocês pra dentro dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tá, valeu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquele momento a raiva me subiu à cabeça. Com o trânsito que estava naquela avenida e com a demora do ônibus, com certeza eu ia chegar atrasado. Chegar atrasado significava que eu ia levar falta, e levar falta não é algo muito bom quando se quer agradar o professor, tática essa muito usada quando se está pendurado em uma matéria e o professor pode dar uma ajudinha. Tive vontade de chutar a carroceria daquele ônibus maldito. Por que a empresa não fazia a parte dela e colocava ônibus que funcionavam nas ruas, já que se pagava tão caro pela passagem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi em meio a esses pensamentos de raiva e reflexão da minha parte que a vida de todos começou a mudar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouvi o som de algo assoviando, de instinto comecei a olhar em volta, procurando a fonte do som. No céu só haviam algumas nuvens e o objeto voador não identificado cinza. Nada naquele lugar parecia emitir tal som, tinham carros buzinando, o barulho do reboque recém-chegado levantando a parte da frente do ônibus, e até pessoas gritando ao longe. Mas não tinha nada que pudesse emitir um assovio. O que seguiu foi o som de uma explosão, ninguém na avenida sabia de onde o som viera, então todos se deitaram de bruços no chão e colocaram as mãos nas cabeças como forma de proteção. Ainda com o barulho ecoando em nossas cabeças o assovio reiniciou, e mais uma vez ao final do assovio, uma explosão. Alguns segundos depois o ritmo das explosões aumentou, e continuou aumentando até chegar no ponto de não se conseguir mais distinguir quando acabava o som de uma e começava o som de outra. O pânico tomava conta das pessoas. Deitadas na calçada, muitas choravam, muitas gritavam, e algumas faziam os dois. Lutando contra a vontade instintiva de permanecer deitado me levantei, e de cabeça baixa corri para dentro de uma farmácia próxima. Lá me deitei no chão e protegi a cabeça de novo, mas não adiantaria muito. Uma das explosões atingiu a farmácia, vi escombros desabarem por cima da atendente que se protegia deitada atrás de um balcão de vidro, ela gritou quando as vigas atravessaram seu abdome, e seu sangue manchou a vitrine onde os remédios da parte de baixo do balcão ficavam expostos. Eu fui a outra vítima dos escombros, escutei o barulho da alvenaria rachando, vi a poeira cair da rachadura no teto, e um pedaço do mesmo despencou lá de cima, me acertou na testa e me fez perder a consciência.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portaodeymir.blogspot.com/feeds/968562578196391321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-prologo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/968562578196391321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1559338551424117596/posts/default/968562578196391321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portaodeymir.blogspot.com/2011/02/gaia-prologo.html' title='Gaia - Prólogo'/><author><name>Hiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08434315994610586591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIxcLF-WUG75uX8hvM9kdOft5tStPRj64wyeWVKAerm_CrNWM7pqoKIjzc0kQduQp3_tmyk5XmIcAY26krC13-CiTjZseQk48wrBB5V458NbvBfvOjrMpd9GObDfyx0cQ/s1600/41552_100000227478896_735_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>