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E lá se vão cinco ou dez anos, que diferença faz? É bom estar aqui. Com esta gente nova. Sinto-me protegido, coisa estranha. Carine está tão bonita. E batchan, que tem uma idade já misteriosa, ainda não parece quase me desconhecer. Não consigo mais dormir, penso em todo mundo e tudo que está para acontecer. Estou te escrevendo porque estou quase conseguindo tirar você da cabeça. E não sei se já estou preparado para esquecer você. Antes disso, quero te contar umas coisas. Mesmo que a gente não se veja mais. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desculpe por tudo, fui hostil enfim. Não com você, mas comigo mesmo. Teria te telefonado e você acabaria escutando, chorando e desligando na minha cara. Desagradável isso, deveras inconveniente. Não é nada contigo. Ou quase nada. O fato é que estamos morrendo e todas as noites eu visito o inferno para ver se ainda há lugar para nós. Não tenho mais paciência para os medos humanos, essa coisa travada, rejeição forçada, jogos de poder. Difícil explicar. Muitos cacos de vidro dentro das pessoas. Vejo farpas em sua garganta. Uma pressa, uma urgência para tudo e uma obsessão de arruinar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Morrer antes de nascer. Sim, continuo mentindo para mim mesmo, a vida é mais fácil assim. Sem loucuras, sem sofrimentos, como uma história que já vem pronta e pessoas que vão substituindo as antigas. Para evitar o tédio, esporadicamente tenho o cuidado de ferir a mim mesmo, sem nunca saber se estou ferindo também outra pessoa. Sinceramente, não queria ter feito mal a você. Não queria que você chorasse. A mentira tem essa desvantagem, nem sempre dá pra controlá-la. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Escrevo-te com um cigarro aceso e um copo de coca-cola. E você ainda não me conhece, estou tentando, por absoluta necessidade, inventar você. Talvez eu continue sem dormir depois disso, mas ainda há esperança. Nesta doentia tentativa de enfrentar a realidade, finjo que não fantasio. Mas fantasio. Até o último momento esperei que você me telefonasse. Que você tocasse a campainha. E assistisse comigo um filme antigo e dublado que passa de madrugada na globo. Falando assim, até parece ridículo. Mas até então, pelo contrário, é demasiado lindo e nostálgico. Infelizmente não me permiti, não te permiti, não nos permiti. A gravidade foi mais forte e não houve como fugir disso tudo, tão artificial, tão estudado. Assim é a vida, quem acaba sendo o personagem fictício sou eu. Sou péssimo ator, detesto ouvir minha voz dizendo aquilo que todos querem escutar, ou ver os tantos outros atores interagindo comigo. A calma, o equilíbrio, as palavras ditas lentamente, como se eu escolhesse. Raramente ocorre um gesto, um tom mais espontâneo. São tão bons atores que ninguém percebe minha péssima atuação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tudo bem, já passou. E quando eu digo tudo isso não estou subestimando você. Não sinto agressividade nenhuma em minhas palavras. Gosto de seus olhos, gosto da tua pessoa e sei que é difícil entender todas estas emoções contraditórias e confusas que habitam sua mente. Entenda que eu não obriguei ninguém a ler isso aqui, a internet é realmente fascinante, antes dela ninguém perdia tempo para ler algo que não quisesse ler. Hoje as pessoas vêm aqui ler coisas que sabem que não querem ler só pra encher o meu precioso saco. Acontece que eventualmente há uma necessidade indecifrável e neurótica de elaborar sofrimentos e rejeições e amarguras e pequenos melodramas cotidianos para depois sentar atormentado e solitário para escrever uma merda destas. Questiono-me até hoje sobre o real motivo disso mas nunca sei responder. Não sou isso que escrevo. Talvez eu até seja, quando me sinto estranho. Não sei viver ao vivo, só sei viver através de reflexos, espelhos, imagens, palavras. O não-real, o não-palpável. Só não acho bonito que todos se dispersem assim, encontros, desencontros e nunca mais, tudo muito contemporâneo. Estou tentando ser honesto hoje. Uma possibilidade que eu precisava devorar ou destruir. Porque até hoje não consegui conquistar essa disciplina, essa hermenêutica dos sentimentos, essa frugalidade das emoções. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estou apaixonado. Há tempos não ficava. Muito menos por uma namorada. O que tem me mantido vivo até hoje foi a ilusão ou a esperança dessa coisa, esta harmonia com outrem, o amor verdadeiro um dia. E de repente isso acontece, indubitavelmente, de uma vez por todas. Então a grande procura morre, destroçada, proibida, impedida e eu nem vivi nada ainda. Não que eu seja promíscuo, mas o romantismo é necessário e só é possível com a libido. Da minha sexualidade, dos filhos mortos, não ficou nada. Será que o amor é tão grave assim? Eu só não quero me tornar uma pessoa pesada, frustrada, amarga. Eu podia dizer que eu tive sorte na vida. Eu podia dizer que você teve azar. Eu podia contar a você dos meus últimos meses, escrevendo durante toda a madrugada, falando com quase ninguém. Pelo menos, contigo. Tudo isso, se eu te dissesse, talvez tivesse ajudado a doer menos em você. Mas eu não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de fazer você sentir. Tento não ficar assustado com a idéia que este tempo aqui é curto, e enfrento, e reconstituo os pedaços, tudo vai se ajeitando. Menos a morte. E de tudo isso, me ficaram coisas tão bonitas. Uma lembrança bonita de ti, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e ser novo de novo. Quando te falo da idade, quando te falo do tempo, quero dizer que não tivemos tempo e não quero mais suas emoções aprisionadas e os meus impulsos bloqueados. Neste sentido, somos espantosamente parecidos. Acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim - para não querer de maneira alguma ficar na sua memória, no seu coração, seu corpo, como uma sombra escura. Perdoe a minha precariedade e as minhas tentativas inábeis, desajeitadas, de te abraçar no escuro. Me queira bem. Estou te querendo muito bem neste breve instante. Tinha vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fique feliz e, sobretudo, queira ser feliz. Você é muito linda e eu tento te inventar com minhas melhores referências. Mesmo que eu não consiga, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você e para mim. Escrevo-te, enfim, apenas porque nem você nem eu somos descartáveis. Com cuidado, com grande carinho, um forte abraço e um delicado beijo. Quanto aos outros, mais um amanhã cinza de outubro.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8510832160484397061-3937967878519496409?l=preteritopresente.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;
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Continuaram pintando. Nós continuávamos resistindo mas às vezes penso que viver não deve ser apenas isso, pintar o telhado. Continuamos carregando nossas pequenas maldições – mais orgasmos, insônia, pesadelos, excessos de drogas e cigarros, procura cega, amores ilusórios e passageiros. O mundo continua apodrecendo, os amigos vão para o bar, para a clínica ou para a prisão, viciaram-se nos hábitos mais diversos. Em nome de que resistimos? De onde tiramos essa energia, que é meio talvez uma falta de energia por não termos conseguido sair do lugar e mudar alguém ou a nós próprios, ou enlouquecer e fugir para fora do país. Normalmente resistimos enquanto o coração resseca, os olhos endurecem, as deliberações se frustram. Desmascaramos a farsa para continuarmos a existir no meio dela. De que nos tem servido essa lucidez senão para pintar um telhado cada vez mais pesado? Buscamos a paz, a divina indiferença. Pra termos sede de amor e de beleza. Com ou sem nova convivência, somos profundamente infelizes. Nosso saldo é o desencanto. E você, onde andará? &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8510832160484397061-6832986627415745887?l=preteritopresente.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0QuikQzUrgpfyLuyNZcyFcjhbGE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0QuikQzUrgpfyLuyNZcyFcjhbGE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/preteritopresente/~4/3ztXha6hsIA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://preteritopresente.blogspot.com/feeds/1586384083002117287/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://preteritopresente.blogspot.com/2009/09/e-o-que-eu-poderia-dizer.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8510832160484397061/posts/default/1586384083002117287?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8510832160484397061/posts/default/1586384083002117287?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/preteritopresente/~3/3ztXha6hsIA/e-o-que-eu-poderia-dizer.html" title="e o que eu poderia dizer?" /><author><name>beatriz correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02302434775935689244</uri><email>bialourencorreia@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="16144101690987094000" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://preteritopresente.blogspot.com/2009/09/e-o-que-eu-poderia-dizer.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU8DRn85eip7ImA9WxJaGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8510832160484397061.post-4620375592105835988</id><published>2009-08-10T11:54:00.006-03:00</published><updated>2009-08-10T12:24:37.122-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-08-10T12:24:37.122-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pensamentos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Diversos" /><title>Fim</title><content type="html">Não me despeço em um cortejo fúnebre porque acredito na imortalidade da alma. &lt;br /&gt;Não sou a verdade, porem não sou a mentira. Não sou o ácido corrosivo que fere seus ouvidos e corta seu coração. Não sou eu, muito menos minhas palavras o reflexo do teu espelho. Sou apenas o que sou. Eu sou o Eu sou. Doa a mim ou a quem for. Em minha luta sempre estarei tentando ser uma rainha com um sorriso louco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8510832160484397061-4620375592105835988?l=preteritopresente.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mtbUg_daw74-t5SBlnuzRYwsLzs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mtbUg_daw74-t5SBlnuzRYwsLzs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/preteritopresente/~4/au83sGltbtI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://preteritopresente.blogspot.com/feeds/4620375592105835988/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://preteritopresente.blogspot.com/2009/08/fim.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8510832160484397061/posts/default/4620375592105835988?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8510832160484397061/posts/default/4620375592105835988?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/preteritopresente/~3/au83sGltbtI/fim.html" title="Fim" /><author><name>mariana fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://preteritopresente.blogspot.com/2009/08/fim.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE4CQ384eip7ImA9WxJaGEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8510832160484397061.post-9152525618794206878</id><published>2009-08-10T00:43:00.008-03:00</published><updated>2009-08-10T01:02:42.132-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-08-10T01:02:42.132-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos e Crônicas" /><title>descarga para dejeto-homem</title><content type="html">Sai da minha frente, porque será você meu saco de pancadas. Teus amigos eu eliminarei com um spray de barata, porque para mim gente assim merece ser exterminada. Mas onde estão meus valores cristãos, meu senso de justiça, minha compaixão por aqueles que não sabem o que fazem? Meia noite e quarenta e sete marca agora meu relógio e só consigo pensar que você é a pessoa mais retardada da face da Terra. Quer chamar atenção? Enfia uma cenoura no teu cu e sai correndo pelado pela rua. E antes que me pergunte, você que sempre me pergunta, este texto não é para você. Madre mia! Cada filho um dejeto, um excremento com moscas pousando sobre. Sua história de vida uma desgraça inflamada por verdades, fantasias e injustiças. Pois, que pena que não sinto pena, só sinto raiva. Cada um é dono do seu destino, penso eu. E se teu destino foi viver numa desgraça o problema é todo seu. O que queres é manipular alguém, causar piedade, ou apenas fazer papel de ridículo por sua mentalidade ser comparável à de uma criança de 6 anos. Eu já sei é o demônio que habita você. Então você sente remorso, se encolhe na cama, depois de ter acordado com ressaca, porque na sua vida o que importa é beber com os "amigos" e fica gritando baixinho a culpa é todas de vocês. Não! Não é imbecil! Ouse dizer e você será merecedor de uma descarga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8510832160484397061-9152525618794206878?l=preteritopresente.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/S-YFMNQrOHmLsN4D4IgM3rlO0Hw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/S-YFMNQrOHmLsN4D4IgM3rlO0Hw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/preteritopresente/~4/Qj0YqsAA0Ac" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://preteritopresente.blogspot.com/feeds/9123064956820457198/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://preteritopresente.blogspot.com/2009/08/possibilidades-de-um-ser-anonimo.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8510832160484397061/posts/default/9123064956820457198?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8510832160484397061/posts/default/9123064956820457198?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/preteritopresente/~3/Qj0YqsAA0Ac/possibilidades-de-um-ser-anonimo.html" title="possibilidades de um ser anônimo" /><author><name>marcos beccari</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17437733674177748799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="13118252844714927416" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://preteritopresente.blogspot.com/2009/08/possibilidades-de-um-ser-anonimo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkEASX0_fSp7ImA9WxJaGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8510832160484397061.post-7613062505427096711</id><published>2009-08-09T20:19:00.005-03:00</published><updated>2009-08-09T20:30:48.345-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-08-09T20:30:48.345-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Diversos" /><title>das minhas entranhas ao seu sadismo</title><content type="html">Eis que hoje me pergunto de onde vem tudo aquilo que eu sinto, incluindo admiração, amor, ódio, nojo, compaixão, pena e indiferença. Escuto cada barulhinho ínfimo que brota de longe e que corta feito agulhada meus tímpanos e também me pergunto, por que sou capaz de ouvi-los? Não estamos felizes com o que possuímos e se estamos é apenas questão de tempo para mudarmos de opinião, porque como sempre eu digo o tempo é sempre muito generoso com a gente. A gente... eu e todas essas pessoas que vivem dentro de mim... Todas elas falando e pensando, entrando e saindo todas ao mesmo tempo. Carrego o peso de levá-las junto de mim para onde eu vou. Carrego o fardo de levá-las onde quer que elas queiram. Carrego a história e a vida de outras pessoas, daquelas que não podem viver dentro de mim, mas mesmo assim vivem. Carregarei para sempre cada partícula de vida de todos os olhares que eu cruzar. E quando não mais houver espaço eu direi: Inventemos uma história apenas por dia, para ficar menos feio. Bem menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8510832160484397061-7613062505427096711?l=preteritopresente.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8UjfRigj7J6rPmqoNJVcUhoTYDg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8UjfRigj7J6rPmqoNJVcUhoTYDg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pebFMSTmUZte5pnjLDEHsrM7xpw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pebFMSTmUZte5pnjLDEHsrM7xpw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pebFMSTmUZte5pnjLDEHsrM7xpw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pebFMSTmUZte5pnjLDEHsrM7xpw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/preteritopresente/~4/BI3TSHi8-Vs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://preteritopresente.blogspot.com/feeds/5212590928272505304/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://preteritopresente.blogspot.com/2009/06/descascando-batatas.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8510832160484397061/posts/default/5212590928272505304?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8510832160484397061/posts/default/5212590928272505304?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/preteritopresente/~3/BI3TSHi8-Vs/descascando-batatas.html" title="Descascando batatas" /><author><name>mariana fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://preteritopresente.blogspot.com/2009/06/descascando-batatas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkMNQ38yfCp7ImA9WxJWEUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8510832160484397061.post-4996394401343460666</id><published>2009-06-16T09:13:00.001-03:00</published><updated>2009-06-16T09:14:52.194-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-16T09:14:52.194-03:00</app:edited><title /><content type="html">O pé esta gelado&lt;br /&gt;ao passo,parado.&lt;br /&gt;Há um oceano&lt;br /&gt;ondulante de&lt;br /&gt;mariposas sobre&lt;br /&gt;a calçada como&lt;br /&gt;névoa e neblina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verso curto de&lt;br /&gt;uma vida abrupta.&lt;br /&gt;Há parte que não&lt;br /&gt;é para ser bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser bela, ser bela.&lt;br /&gt;Ser bela. Reverbera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariposas morrem&lt;br /&gt;ao passo já morto,&lt;br /&gt;que pára. Reverbera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8510832160484397061-4996394401343460666?l=preteritopresente.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bg3EOxxi-BMZlb0HA078ZMVCIXI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bg3EOxxi-BMZlb0HA078ZMVCIXI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bg3EOxxi-BMZlb0HA078ZMVCIXI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bg3EOxxi-BMZlb0HA078ZMVCIXI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/preteritopresente/~4/J7GFC13MMYg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://preteritopresente.blogspot.com/feeds/4996394401343460666/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://preteritopresente.blogspot.com/2009/06/o-pe-esta-gelado-ao-passoparado.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8510832160484397061/posts/default/4996394401343460666?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8510832160484397061/posts/default/4996394401343460666?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/preteritopresente/~3/J7GFC13MMYg/o-pe-esta-gelado-ao-passoparado.html" title="" /><author><name>rafael da rocha borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17071662878411926448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="10195539219298975174" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://preteritopresente.blogspot.com/2009/06/o-pe-esta-gelado-ao-passoparado.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UERnY5cSp7ImA9WxJVEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8510832160484397061.post-61546679905450790</id><published>2009-06-13T20:52:00.004-03:00</published><updated>2009-06-28T21:26:47.829-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-28T21:26:47.829-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos e Crônicas" /><title>Carta para Marcos Beccari</title><content type="html">&lt;p&gt;Há tempos me enviaste a versão digital de um livro tcheco e enalteceste-o com única ordem entusiasta: Leia. Apesar de nobre opinião e da reputação que precede o romance, confesso que descarreguei o arquivo para esquecê-lo entre tantos na pasta virtual Ler Urgente e só tive acesso à tal literatura quando surpreendido por um breve episódio do acaso. Portanto hoje, quando Tereza descobriu que estava com Tomas na última parada, mas que estavam juntos, senti a necessidade de tornar inteligível de que modo o casal supracitado invadiu meus pensamentos.&lt;br /&gt;Entrei com meu par no café, descemos as escadas, cumprimentamos três bons amigos e nos sentamos próximos deles, num sofá. Voltaste do exílio? Perguntou-me o primeiro. Ainda não, volto no dia quatro de julho. O segundo se levantou, abraçou-me calorosamente e disse: Fico feliz em saber.&lt;br /&gt;A sagacidade das boas vindas me trouxe para casa uma vez mais. E tem sido tantos os lares em que moro de uma só vez, meu amigo. Por vezes encontro a recíproca afeição para noutras conviver com o cúmplice silêncio dos desconhecidos.&lt;br /&gt;Aproximou-se de mim um estranho. Recebeste uma mensagem, anunciou com voz grave, porém suave, e sorriu. Vi nas pontas dos dedos do braço estendido um guardanapo. Agradeci balbuciando e imaginei ter despertado o interesse de outro homem, enquanto, como depois fui saber, a formosa dama que comigo estava corria os olhos à procura daquela que me queria. Enganamo-nos por doce preconceito. Ao meu lado, em pé, uma balzaquiana proferia enleada: Não posso sair daqui sem te dar um abraço. Procurei aprovação no olhar da minha companheira e respondi: claro.&lt;br /&gt;Sentado, eu fitava o bilhete, sem ler. Acordou-me do transe o imperativo do terceiro amigo: Leia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou daqui, o que está ao meu redor não me pertence. É exatamente assim que me sinto. Isolo-me de tudo e de todos e crio meu próprio mundo, onde a minha realidade é o que acredito.&lt;br /&gt;É como se esse país fosse pouco para mim. Quero sair, libertar-me, vivenciar a cultura do lugar de onde vim. Sonho com a Inglaterra, respiro o ar londrino e me sinto bem.&lt;br /&gt;Não sei ao certo que decisão tomar, mas o que eu decidir com certeza será o certo!&lt;br /&gt;Que "insustentável leveza do ser"! Que inóspito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia assinatura, apenas a data: último dia do mês de maio. Vá atrás dela! Fale com ela! Mas ela já havia partido. A garçonete não a conhecia, nem o rapaz do balcão. Quando retornei ao sofá, minha namorada segurava um exemplar de bolso traduzido para o português por uma Teresa e, naquela mesma noite, Tomas descobriu que foram necessários seis acasos para ser conduzido até Tereza enquanto eu viajava num ônibus de volta para o oeste.&lt;br /&gt;Penso bastante em ti e pergunto: Es muβ sein? Tu respondes: Muβ es sein! Ja, ja, ja! E eu me preocupo. Porém, já não tenho a convicção de Tomas para considerar idiota tua missão, com a qual a minha se confunde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forte abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S Não há como esquecer o pequeno léxico das palavras incompreendidas, as observações tardias de Sabina sobre suas diferenças com Franz. Vestir teus óculos até entender que os cemitérios da minha alma podem não ser os mesmos que na tua habitam.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8510832160484397061-61546679905450790?l=preteritopresente.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;
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Mentira.&lt;br /&gt;Criar o NOVO! NOVO! o tempo inteiro? Privada.&lt;br /&gt;Daí nasço. Cresço. Ou o mundo encolhe. Brega, é lógico.&lt;br /&gt;Caso contrariada. Giro Madame Ismo. Sobrenome comum de homens comuns.&lt;br /&gt;E passo a atender por ismos,&lt;br /&gt;publico manefastos,&lt;br /&gt;levanto bandeiras negras,&lt;br /&gt;cavermeias,&lt;br /&gt;e brancas, e negras again.&lt;br /&gt;De fato, a visão romântica do artista como pensador e detentor de um posicionamento crítico é uma antiga, e boa, piada, tão velha quanto o nada.&lt;br /&gt;Acima de tudo, sou pó.&lt;br /&gt;Súuspensa no ar, sou pó.&lt;br /&gt;Igual a você, sou pó.&lt;br /&gt;É, estou tentando fazer um filho com você.&lt;br /&gt;Agora.&lt;br /&gt;Mas nenhum filho que tive&lt;br /&gt;chegou ao fim da vida,&lt;br /&gt;viveu até a morte.&lt;br /&gt;Por tê-la&lt;br /&gt;em mente,&lt;br /&gt;tenha que Eu sou nada,&lt;br /&gt;nunca serei nada&lt;br /&gt;e desposso querer nada.&lt;br /&gt;À parte disso, tenho em mim todos os cílios do mundo.&lt;br /&gt;Eu vejo.&lt;br /&gt;E bem.&lt;br /&gt;Embora tenha acabado de me conhecer,&lt;br /&gt;eu te conheço a muito tempo.&lt;br /&gt;“Com@ um biscoito dá sorte!”&lt;br /&gt;CUIDADO&lt;br /&gt;com aqueles que dizem conhecer,&lt;br /&gt;a muito ou pouco tempo,&lt;br /&gt;algo ou alguém.&lt;br /&gt;As palavras repetidas dez mil vezes,&lt;br /&gt;Viram filhos, ou girafas, ou pepinos,&lt;br /&gt;Por isso as pessoas vivem.&lt;br /&gt;Com medo e a culpa, mais ninguém se importa.&lt;br /&gt;Ao invés de criar, clonar.&lt;br /&gt;Ao invés de criar, fingir.&lt;br /&gt;Ao invés de criar, suicidar.&lt;br /&gt;Ao invés de criar, resfriar.&lt;br /&gt;Ao invés de criar, releituras.&lt;br /&gt;Criança, você não fala,&lt;br /&gt;mas imita.&lt;br /&gt;a verdade existe&lt;br /&gt;seus limites são&lt;br /&gt;morte ou sal&lt;br /&gt;vamento.&lt;br /&gt;Eu não moraria contigo mais um tempo,&lt;br /&gt;mas ainda pode se esconder&lt;br /&gt;debaixo da cama e da pasta de fotos.&lt;br /&gt;Casa me queira,&lt;br /&gt;Pense em dormir sem meias&lt;br /&gt;E sonhar que vai .&lt;br /&gt;Escute os sons de um amor que não deu certo,&lt;br /&gt;Que são todos&lt;br /&gt;Ou nenhum.&lt;br /&gt;É preciso estar apaixonado?&lt;br /&gt;Viver não é.&lt;br /&gt;Faça nada da sua vida preferida e atualize todo o nada todo dia.&lt;br /&gt;Altere os seus ouvidos numa frase,&lt;br /&gt;de modo que as pessoas sempre digam&lt;br /&gt;coisas que não fazem&lt;br /&gt;que não pensam&lt;br /&gt;que não vão.&lt;br /&gt;Onde escutar "viajei em uma estrada cheia de lírios",&lt;br /&gt;Entenda "Passei o dia tentando acompanhar lírios,&lt;br /&gt;mas eles sempre iam para o outro lado".&lt;br /&gt;Entre outras coisas.&lt;br /&gt;Uma lista dos melhores momentos da sua vida demora quanto tempo&lt;br /&gt;Para ser construída?&lt;br /&gt;Uma lista dos melhores momentos da sua vida demora quanto tempo&lt;br /&gt;Para ser rabiscada?&lt;br /&gt;Lembre-se que viver o presente não tem nada a ver com flores&lt;br /&gt;nem regadores&lt;br /&gt;da infância ou de ontem.&lt;br /&gt;Não deixe de amar-te&lt;br /&gt;dos vícios com estilo.&lt;br /&gt;Se ternura é blue&lt;br /&gt;as imagens coloridas&lt;br /&gt;as declarações contém defeitos,&lt;br /&gt;tente pensar em pó&lt;br /&gt;no sol&lt;br /&gt;na noite&lt;br /&gt;não escreva nada sem querer&lt;br /&gt;nem vicie-se em vícios evitáveis.&lt;br /&gt;Prefira os lápis e tenha coragem!&lt;br /&gt;nem vicie-se em vícios evitáveis.&lt;br /&gt;Ao contrário do que se imagina,&lt;br /&gt;ventar o novo bebe em doses de fraqueza.&lt;br /&gt;Acima de tudo, &lt;br /&gt;E abaixo do mar da&lt;br /&gt;Eslovênia&lt;br /&gt;entenda que o presente é por essência&lt;br /&gt;entenda que o presente é por essência&lt;br /&gt;uma nova e revolucionária armação&lt;br /&gt;de óculos de lente sépia&lt;br /&gt;da coleção Ronaldo Fraga&lt;br /&gt;a nova, Primavera-&lt;br /&gt;Vocês-Verão.&lt;br /&gt;E o problema sempre foi&lt;br /&gt;E o problema sempre foi&lt;br /&gt;Sou aquela que erra.&lt;br /&gt;Nada de novo:&lt;br /&gt;as grandes coisas para os grandes,&lt;br /&gt;os abismos para os furos,&lt;br /&gt;as branduras para os duros,&lt;br /&gt;e os tremores para os japoneses,&lt;br /&gt;E EM RESUMO,&lt;br /&gt;as pedras raras para os porcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este manifesto é um manifesto.&lt;br /&gt;Se ouviu ou se leu, problema é seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Releitura de Vicente Pessôa e Ramona Repolês do Manifesto Arte Emergencial, de Marcos Beccari.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8510832160484397061-2730863681227891473?l=preteritopresente.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;
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