<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028</id><updated>2024-10-05T00:35:17.132-03:00</updated><category term="sonambulismo"/><category term="literatura"/><category term="o sonho acordado é que é a realidade"/><category term="fotografia"/><category term="haikai"/><category term="inveja literária"/><category term="tuitz aleatórios"/><category term="Claudia"/><category term="amor"/><category term="resenha"/><category term="saudade"/><category term="Fernando Pessoa"/><category term="Henrique Schneider"/><category term="Luis Fernando Verissimo"/><category term="Moacyr Scliar"/><category term="heteronímia"/><category term="A segunda pessoa"/><category term="Cacaso"/><category term="Cortázar"/><category term="Drummond"/><category term="Isabel Allende"/><category term="José Castello"/><category term="Lya Luft"/><category term="Michele Petit"/><category term="Neruda"/><category term="Os espiões"/><category term="Retrato em sépia"/><category term="Rita Lee"/><category term="Roberto Pompeu de Toledo"/><category term="Roger Rosenblatt"/><category term="fuga"/><category term="publicidade"/><category term="vídeo"/><title type='text'>pseudo-escrevedora</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>57</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-7236656790667850719</id><published>2016-12-29T17:56:00.000-02:00</published><updated>2016-12-29T18:01:24.194-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rita Lee"/><title type='text'> Grazie mille, Ritz! </title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca fui a mesma depois de Rita Lee mora ao lado. Chorei feito uma pateta, mesmo sabendo que a história era muito mais ficcional do que o contrário. Não importava. Havia criado um carinho por ela que até então nenhum outro livro havia conseguido despertar em mim.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando a bio escrita pela própria Rita foi anunciada, entrei em delírio. Sabia que ia rolar aquela euforia báááásica em devorar o livro num só instante e o clássico chorinho depois da última página. Dito e feito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Comecei tão devagar que cheguei a me envergonhar das menos de dez páginas lidas em dois dias. Acho que mais porque não queria terminar logo do que pela falta de interesse. Tenho dessas de vez em quando: &quot;poupar o livro!&quot;. Me poupe, né! Mas engrenei num ritmo frenético após dois dias no maior estilo poupa-páginas. Não lembro quanto tempo durou, só sei que perdi a noção das horas (apenas sei que hoje é quinta-feira porque eu tinha consulta médica marcada!).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não estou exagerando quando digo que após terminar o livro, deitei em posição fetal e desatei num choro soluçador desenfreado, com meu cachorro ao lado me secando as lágrimas. Lembrei da collie Danny da Rita. Chorei de novo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqIUjn2BkJw4T-z10wKk9EuhCyMrR5qvE6BjBDowYfA4hCDYyefXd4iHyBM1xQ0AXFDqOeUtkXxv4u4Yz_mhxoQaSgtNbMaBZhSYgju3kGICeNNUjWbW8P_4X6Rt8j1AXxpT7Ff6Zy4Y4/s1600/IMG_20161229_153018303.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqIUjn2BkJw4T-z10wKk9EuhCyMrR5qvE6BjBDowYfA4hCDYyefXd4iHyBM1xQ0AXFDqOeUtkXxv4u4Yz_mhxoQaSgtNbMaBZhSYgju3kGICeNNUjWbW8P_4X6Rt8j1AXxpT7Ff6Zy4Y4/s1600/IMG_20161229_153018303.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não selecionei quotes, além dessa singela oração acima, por motivos de: &quot;quotaria&quot; o livro todo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mesmo já tendo se passado quase uma hora desde que terminei o livro, que me sentei aqui pra escrever esse texto, ainda acho difícil explicar o que tô sentindo. Numa tentativa possivelmente mixuruca: parece que acabei de sair de uma tarde inteirinha tricotando com Ritz - um tricô deli regado a bolo de fubá e café com leite.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Talvez esse sentimento seja apenas uma sintonia/cumplicidade caprica que, aliada ao amor pelos bichos, pelo adeus a Balú (também tive uma super fada madrindinha que se foi e eu não fui lá dizer tchau e que justamente por não termos nos despedido, sinto que daqui a pouco ela pode aparecer por aqui com um prato de comidinha dos deuses e um colinho de &quot;sobremesa&quot;), pelo lance do &quot;pago pra não sair de casa&quot; &amp;amp; tantas otras cositas más (no drugs and birinaites, pra deixar claro!), faz eu me sentir uma netinha perdida da dita cuja.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&#39;&#39;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O ser humano sempre vai alimentando a ilusão de que pode controlar, ou ao menos um dia chegará a controlar a natureza e os muitos fenômenos que a cercam. Basta ficarmos parados em ventos um pouco mais fortes ou mesmo contemplando um oceano para vermos que isso jamais será possível. Por isso, é sábio que venhamos a aderir à natureza, e não combatê-la. O que mamãe natureza quiser será feito. E isto inclui a natureza humana. Confesso que em minha ignorância por várias vezes quis confrontar esses fenômenos, mas a vida é cheia de lições, e o que estamos passando é uma delas. Às vezes procuro respostas para várias questões, mas na verdade acabo é levantando outras tantas, que vão se acumulando às velhas. Às vezes pistas para as quais não damos a mínima são as mais importantes e geralmente aparecem quando conseguimos ajudar outros em seus caminhos. E não se engane, pois você vai entender um dia que nossa história anterior, independentemente do que queiramos ou possamos fazer, às vezes faz com que o carinho seja uma coisa muito difícil de ser manifestada. Mas o carinho é apenas um lado menor do que realmente interessa, que é o amor. Amor é o que interessa. Sempre lute para encontrar e levar esse sentimento em frente. E essa é a arma que vai ajudar você a vencer muitas fronteiras. Leve alegria para as pessoas&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt; &amp;nbsp;(Henrique Bartsch - Rita Lee mora ao lado [não lembro a página]).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grazie mille, Ritz!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/7236656790667850719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/7236656790667850719?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/7236656790667850719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/7236656790667850719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2016/12/grazie-mille-ritz.html' title=' Grazie mille, Ritz! '/><author><name>Thaís Lehmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08405628645948191852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqIUjn2BkJw4T-z10wKk9EuhCyMrR5qvE6BjBDowYfA4hCDYyefXd4iHyBM1xQ0AXFDqOeUtkXxv4u4Yz_mhxoQaSgtNbMaBZhSYgju3kGICeNNUjWbW8P_4X6Rt8j1AXxpT7Ff6Zy4Y4/s72-c/IMG_20161229_153018303.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-3090899846027153555</id><published>2014-08-09T11:18:00.001-03:00</published><updated>2014-08-09T11:18:17.580-03:00</updated><title type='text'>Out of a... wtf?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enquanto eu fiquei trancada no banheiro, &quot;acidentalmente&quot; (depois eu descobri que foi complô), alguém executava um crime no playground do hotel.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois de incansáveis quarenta minutos tentando sair daquele cubículo que alguém insistentemente algum dia tentou chamar de banheiro, a tragédia já estava anunciada, e (tchanã) como uma super heroína de desenhos animados, &quot;vesti minha fantasia&quot;: eu era uma CSI; e tinha uma assistente (cof cof).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Partimos em busca das evidências e, nessa saga, rolou de tudo: professor com um kimono dançando psy na frente da faculdade inteirinha; gente chata fazendo o que elas sabem fazer de melhor: exercer sua chatice em um nível exageradamente alto; e, por fim, eu literalmente pisando na cabeça das pessoas em busca de ajuda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Isso tudo só aconteceu depois de eu encontrar a evidência principal: três girassóis boiando na piscina. Essa era uma assinatura já conhecida. Um crime semelhante já havia acontecido, há sete anos, com o auxílio de dois &lt;i&gt;Teletubbies&lt;/i&gt;&amp;nbsp;bizarros, na zona sul de Porto Alegre. Mas, como não estamos em &lt;i&gt;Cold Case&lt;/i&gt;, voltemos à &quot;realidade&quot;, ora pois...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Havia uma mulher, toda de preto, na borda da piscina. Ela tinha um olhar parado, que dava um frio na espinha. Não consegui enxergar com clareza o que havia dentro da água, além dos girassóis, mas foi só eu me aproximar pra ver a pior (e mais óbvia, sim?) descoberta da noite: um cadáver de terno.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não demorou muito para que a mulher se aproximasse de mim e da minha assistente. Eu a conhecia, de outros carnavais; e aniversários; e chás de fralda. E, então, ela nos olhou&lt;i&gt; a la&lt;/i&gt; Norman Bates. Com um tom de voz calmíssimo, disse que eu precisava testemunhar aquilo tudo e (que rufem os tambores!) me entregou uma vareta que encontrou ali mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E, numa simples fração de segundo, passei de testemunha a corredora da Maratona do Rio. Sim, para que eu pudesse sair &quot;impune&quot; da situação toda, eu precisaria substituí-la na maratona. Então, fui obrigada a treinar, imediatamente; e sai que nem uma retardada correndo com aquela varetinha na mão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O percurso, delimitado pela própria assassina, era circular a piscina até que eu não pudesse mais aguentar. Mas meus sentidos de CSI conseguiram me alertar e eu consegui escapar sem que ela percebesse isso. Agora, mais do que antes, eu parecia uma retardada correndo com um galho na mão (por que raios eu não larguei isso?) e dizendo pras pessoas &quot;liguem as luzes da piscina, tem uma assassina lá. socorro. socorro.&quot; Mas, obviamente, ninguém achava que aquilo era verdade. Tava todo mundo bêbado demais pra acreditar em algo tão &lt;i&gt;tosco&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Então eu fui desviando, incessantemente, uma centena de mesas, pisando, inclusive, na cabeça das pessoas (viva as oportunidades surreais fornecidas pelo universo mágico dos sonhos! uhu!). Até que, finalmente, consegui avistar uma única criatura que não estivesse cem por cento embriagada... Nesse momento, eu ouvi três batidinhas na porta. &quot;Tá na hora de acordar&quot;. E eu me senti como o coelhinho de &quot;Out of a forest&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Se eu já tivesse minha máquina de gravar sonhos, acho que o &quot;episódio&quot; de hoje renderia mais audiência que os anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;281&quot; mozallowfullscreen=&quot;&quot; src=&quot;//player.vimeo.com/video/9335203&quot; webkitallowfullscreen=&quot;&quot; width=&quot;500&quot;&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://vimeo.com/9335203&quot;&gt;Out Of A Forest&lt;/a&gt; from &lt;a href=&quot;http://vimeo.com/tobiasgboesen&quot;&gt;Tobias Gundorff Boesen&lt;/a&gt; on &lt;a href=&quot;https://vimeo.com/&quot;&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/3090899846027153555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/3090899846027153555?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/3090899846027153555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/3090899846027153555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2014/08/out-of-wtf.html' title='Out of a... wtf?'/><author><name>Thaís Lehmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08405628645948191852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-58757204706850095</id><published>2013-08-07T23:31:00.000-03:00</published><updated>2013-08-07T23:34:59.444-03:00</updated><title type='text'>Medo</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estou deitada na cama dos meus pais, num domingo à noite específico. Olho para o teto e a luz é forte, tão forte que quando eu fecho os olhos enxergo coisas estranhas que ainda aparecem quando eu abro eles minutos depois. Aquilo me dá medo. Eu não faço ideia do que seja, aliás, acho que prefiro não saber mesmo. O medo é que meu pai não volte pra casa, que meu pesadelo da noite anterior me assombre novamente – ouvir os aviões sobrevoando a casa, alguém descendo pelas escadas de corda, arrombando a porta, e eu, completamente indefesa, tentando acordar meus pais e suplicando para que eles se escondessem comigo debaixo da cama, onde, com certeza, estariam seguros, afinal o baú que eu havia ganhado da vó, aquele onde eu guardava as coisas que me eram mais importantes, estava lá, e ela disse que tudo que eu guardasse ali seria pra sempre. Então, mesmo que os desenhos na luz e o som dos aviões sobrevoando a casa me assustem, eu sei que de alguma forma eu estou segura. Existe uma coisa que acontece em mim que eu não sei o que é.&amp;nbsp;Eu penso que já nasci com medo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;(Texto encontrado em algum caderninho da infância)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/58757204706850095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/58757204706850095?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/58757204706850095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/58757204706850095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2013/08/medo_7.html' title='Medo'/><author><name>Thaís Lehmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08405628645948191852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-2819659862421402746</id><published>2013-07-12T09:50:00.002-03:00</published><updated>2013-07-12T09:55:09.682-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Fernando Pessoa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="o sonho acordado é que é a realidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sonambulismo"/><title type='text'>Manifesto a um eu insatisfeito</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Encerradas as urgências acadêmicas, reservei uns minutos só pra mim. Esse momento de reflexão teve início na van que me trouxe até em casa. Fazia tempo que eu não enxergava a vida correr pela janela da forma que vi hoje, e por isso que eu tentei agarrá-la intuindo manifestar o meu desejo por essa liberdade impossível tão desejada; um aquietamento do corpo e da mente, um estar e não estar em mim, uma sensação de não pertencimento a coisa e lugar algum.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Renunciei as urgências. Clamei pela paz. Embora eu acredite que nada disso ocorra realmente, assim como, depois de alguns quilômetros, a minha inútil observação para além da janela. Não se pode ver além quando as coisas estão embaçadas. E não era só uma janela, eram também os meus pensamentos, meus projetos de um futuro incerto, a imagem que eu vejo refletida no espelho todas as manhãs.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mais uma vez meu desejo é transformado em caracteres esquecidos em uma esfera inacessível. Volto a concordar com Fernando Pessoa, quando ele diz que &quot;não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada; à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que eu sou? O que é a minha vida? O que eu fiz e estou fazendo dela?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ao escrever essas palavras, sou tomada por um sentimento de impotência arrebatador. Nem escrever tem sido mais eficaz. Automaticamente sou induzida a sentir o meu estômago embrulhar, minha percepção é revirada, não raciocino mais com a precisão e genialidade de outrora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que eu fiz de mim? Ou, melhor, o que eu deixei que fizessem de mim?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/thaislehmann/9166235531/&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot; title=&quot;Há metafísica bastante em não pensar em nada por thaíslehmann, no Flickr&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Há metafísica bastante em não pensar em nada&quot; height=&quot;333&quot; src=&quot;http://farm4.staticflickr.com/3759/9166235531_d437170342.jpg&quot; width=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/2819659862421402746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/2819659862421402746?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/2819659862421402746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/2819659862421402746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2013/07/manifesto-um-eu-insatisfeito.html' title='Manifesto a um eu insatisfeito'/><author><name>Thaís Lehmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08405628645948191852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-7301737930666719415</id><published>2013-06-12T19:07:00.000-03:00</published><updated>2013-06-12T19:11:29.611-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Fernando Pessoa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="o sonho acordado é que é a realidade"/><title type='text'>Surabaya (meu belo) Johnny</title><content type='html'>Me recordo com imensa precisão de quando ele abriu o pacote que envolvia O livro do desassossego. Seus olhos cintilavam uma&amp;nbsp;candura&amp;nbsp;indescritível, reação esta que eu jamais imaginei que ele pudesse demonstrar além das quatro paredes do seu quarto.&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&quot;Mas... Como você sabia? Então o livro estava perto de mim esse tempo todo? Por que me entregaste só agora?&quot; Fiquei quieta, apenas dei de ombros. Estávamos os dois, sentados e mudos, em plena calçada em frente à casa mais linda dos arredores da Redenção. A chuva caía fina como se estivesse a nos lembrar que a vida impreterivelmente continua. Dessa vez, ainda bem que sim.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O espírito brilhante que carrega em seu nome, por alguma razão que ainda desconheço, fez com que enlaçasse seu braço no meu e pedisse que eu o acompanhasse até a próxima esquina. Demonstrei certa dose de finesse, embora meu eu interior desejasse o contrário - me imaginei berrando estrada afora o quanto aquele simples gesto me desconcertava (em um ótimo sentido)... &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Na segunda esquina da Vinte, depois do bar do Seu Perol, existia uma loja maravilhosa de antiguidades e foi lá que ele me levou. Paramos em frente à porta e, carinhosamente, me conduziu até o interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era definitivamente um dos lugares mais incríveis que eu havia visitado. Meus olhos correram atônitos pelos quatro cantos do estabelecimento e, sem demora, avistaram uma peça valiosíssima: um espelho francês dos Anos 20 que, segundo o vendedor, havia pertencido à uma pessoa muito influente da época. Fiquei ali imaginando quantas faces já haviam sido apreciadas diante daquele espelho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto me perdia em inúmeras reflexões, ouvi ecoar de uma das tantas vitrolas da loja uma canção encantadora, que coube perfeitamente ao momento.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://youtu.be/Z0Plc68oCLs?t=06s&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i&gt;Dezesseis anos só eu tinha&lt;br /&gt;E pra longe você me levou&lt;br /&gt;Me dizendo que a sorte era minha&lt;br /&gt;A lua você me jurou&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(...)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://youtu.be/Z0Plc68oCLs?t=1m48s&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Mas o tempo passou e a vida&lt;br /&gt;O vento do mar me levou&lt;br /&gt;A imagem perdida no tempo&lt;br /&gt;Da cidade, do cais e do mar&lt;br /&gt;Aparece na frente do espelho&lt;br /&gt;Refletindo meu próprio olhar&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Do outro lado da loja, pude ouvir Humberto me fazendo um novo convite: &quot;Feche os olhos, pequena! Se imagine no melhor lugar que já esteve...&quot; E, rapidamente, voltei para os dez minutos que antecederam este acontecimento. O melhor lugar que eu já estive foi nos braços dele. Então, rememorando as sensações de minutos atrás, de olhos fechados, eu exprimia um sorriso que denunciava a minha admiração por aquele grande homem. Todo o meu medo desapareceu. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele chegou de&amp;nbsp;mansinho, acomodou o queixo em meu pescoço, sussurrou algumas palavras ao pé do meu ouvido mas, em função do meu imenso&amp;nbsp;êxtase, essas lembranças já não me pertencem. Alvoroço momentâneo do amor. Aos poucos, senti seu corpo se distanciar do meu, até que num ato rápido porém muito delicado, colocou algo em volta do meu pescoço. A ordem era que eu não o tocasse. Pesado demais para ser um colar ou qualquer outro acessório feminino, o objeto se tornou vítima das minhas fantasiosas suposições, até que o belo rapaz barbudo soprou aos meus ouvidos: &quot;Pronto, pequena! Retrate o seu eu mais feliz.&quot;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pensei comigo, ainda de olhos fechados, &quot;ele também sabia&quot;. Suspirei. Era uma Olympus Trip 35. Dessa vez, me senti na obrigação de exaltar a minha alegria num grito fervoroso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Demorou um pouco até que a euforia de ambos passasse. Retornamos a passos miúdos para o apartamento dele, acompanhados de uma lua esplendorosa e de um clima agradabilíssimo, que acabou nos sugerindo uma garrafa de vinho e o prolongamento da noite. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abrimos o tal vinho; ele é um expert nisso, e todo gentil fez questão de me explicar detalhe por detalhe aquela bebida. Seguimos noite afora numa empolgação indescritível – enquanto ele recitava Pessoa, recostado na janela atrás de sua cama, eu o fotografava&amp;nbsp;com os cabelos ao vento,&amp;nbsp;cantarolando mentalmente Surabaya Johnny. &lt;a href=&quot;http://youtu.be/Z0Plc68oCLs?t=3m10s&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Eu jamais descobri o mistério, nem por que te chamavam assim... Mas as noites e os hotéis eram nossos, e isso bastava pra mim. Acordar numa cama barata e ouvir o barulho do mar... Teu navio partindo pra longe, indo embora pra qualquer lugar...&quot;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No final das contas, pra longe ele havia me levado, disse que a sorte era mesmo minha, e até a lua ele me jurou. Não precisava de mais nada. Adormeci no seu ombro e fui mesmo embora pra qualquer lugar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://25.media.tumblr.com/tumblr_m9e2jw8aFz1r2ude7o1_500.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://25.media.tumblr.com/tumblr_m9e2jw8aFz1r2ude7o1_500.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/7301737930666719415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/7301737930666719415?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/7301737930666719415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/7301737930666719415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2013/06/surabaya-meu-belo-johnny.html' title='Surabaya (meu belo) Johnny'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-2656976370274577837</id><published>2013-05-15T18:53:00.002-03:00</published><updated>2013-05-15T18:53:40.413-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Claudia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="heteronímia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="o sonho acordado é que é a realidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sonambulismo"/><title type='text'>Claudia: sinônimo de madrugada sem fim</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Deixei Claudia jogada no fundo do armário junto com aquelas peças de roupa que eu não usava mais. Não tive mais tempo pra ela e nem ela se interessou por mim, então houve esse acordo mútuo e justo, que teve início há uns três meses. Porém, hoje, depois do jantar, foi interrompido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguma coisa soava estranho em casa, até eu me dar conta de que estampidos vinham do meu quarto. Era Claudia batendo à porta; precisava respirar e eu precisava dela. Acho incrível essa ligação, esse pressentimento dela para com a minha pessoa. Foi só abrir a porta que uma brisa crua cortou meu corpo. Trajei-a num instante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Permanecemos o restante da noite vagando pela casa, mais ela do que eu, que já não me suportava mais. Incontrolável, Claudia revirava-se na cama, no sofá, na minha existência e em qualquer outro lugar no qual se &quot;acomodasse&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu ia de arrasto, para todos os cantos. O sossego, quando aparecia, durava poucos minutos. O ápice de um desses momentos foi quando ela se dirigiu à escrivaninha, ascendeu a luminária e abriu o caderno de&amp;nbsp;anotações.&amp;nbsp;A ponta suave da caneta tocando o papel, o silêncio a seu favor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um turbilhão de devaneios, a visão&amp;nbsp;meio turva atrapalhando a grafia. Era um misto de sono e raiva, que não nos deixava dormir. Repousar, naquela situação, era inútil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos dividimos, nos entregamos uma a outra, e nesse acordo, entre cambaleios de letras nas linhas do pequeno caderno, ela contava com a minha lucidez, e eu com as raias da sua loucura. Cigarros foram nossos companheiros durante longos parágrafos. A fumaça e as cinzas iam se confundindo com a neblina do seu (do meu/nosso) olhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste andar do tempo, já não existia, naquelas linhas, nenhum outro sentimento senão raiva. O desejo que permaneceu em seus pensamentos era de que mais alguém também precisasse ser atingido por aquele canhão que, da mesma forma que ela (e, principalmente, eu), fosse incapaz de compreender os motivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Revoltada, insistia em viagens pelo quarto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sacada, com o cigarro em uma das mãos e um copo americano com dois dedos de café e cinco de conhaque, acompanhou milhões de existências (a maioria delas vazias) perambulando pela Rua dos Andradas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As suas aparições eram madrugadas sem fim. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi seu desejo absorver por inteiro o golpe que atingiu-a horas atrás. Não conseguia compreender de onde havia surgido um sentimento de vingança tão cruel e intenso. Ao passo que as horas se passavam e folhas eram gastas em vão com palavras indecifráveis, sentia, de forma muito sutil, que tudo lhe foi inútil. Não só os papéis que foram parar na lixeira, mas a vida que deixou escorregar pelas mãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhou para o quarto todo bagunçado, arrancou as folhas meramente decifráveis e as jogou num canto, calculando que em alguma altura do campeonato, aquilo poderia lhe ser uma arma bastante útil. Deu um último gole no conhaque com café e saiu porta afora. O que aconteceu depois disso, não nos vale a pena considerar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na manhã seguinte, a encontraram na porta da casa de Fernando. Ninguém foi capaz de compreeender por que razão aquela moça tão distinta estava completamente atirada sobre o tapete do português. Este, foi informado por telefone, assim que o sol raiou, que havia uma &quot;hóspede&quot; presa do lado de fora de sua casa. Acordada por ele, Claudia acreditava estar sonhando; tanto é que nem fez muita questão de demonstrar simpatia e de desfrutar da companhia do rapaz. Saiu feito uma doida, sem lhe dar qualquer explicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já em casa, ela tomou os últimos goles de conhaque da garrafa e se atirou na cama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De tudo isso, só me restaram coisas boas. Acordei dois dias depois com a cabeça leve, sem culpa alguma, e com a certeza de que a presença de heterônimos, em alguns casos, podem ser consideradas um milagre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que quer que tenha acontecido se perdeu na grafia embriagada das folhas amassadas que o lixeiro fez o favor de levar no final da tarde.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/2656976370274577837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/2656976370274577837?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/2656976370274577837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/2656976370274577837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2013/05/claudia-sinonimo-de-madrugada-sem-fim.html' title='Claudia: sinônimo de madrugada sem fim'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-5101246350419886711</id><published>2012-10-31T23:34:00.001-02:00</published><updated>2012-10-31T23:34:25.618-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="saudade"/><title type='text'>Minhas saudades são cicatrizes mal curadas</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com o tempo, descobrimos a melhor maneira de suportar uma saudade. Eu, por exemplo, troco uma saudade nova por uma antiga, um pouco mais &quot;curada&quot;, como se estivesse repondo uma prateleira do supermercado com alguma mercadoria fresquinha. O ciclo saudosista, então, começa novamente de forma a me entendiar um pouco menos. Por incrível que pareça, vou suportando os dias nesse vai e vem de saudades... Até que aquela saudade que era recente me afronta de novo, cutuca o peito como uma criança quando insiste em arrancar casquinha de algum machucado. Sangra, mas depois passa. Ela se regenera. Uma nova casca vem à tona para proteger a ferida. O problema é quando a saudade está prestes a completar um ano e, depois de tanta reposição, ela se torna uma cicatriz mal curada. Nesse caso, só existe uma solução: MATAR ESSA SAUDADE, pra começar tudo outra vez...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgGzyfAN-YuGzsVcMPq9I_WGm49QF07gHlGeMIRXH7b_ttxoERiexB8seS_GWzDKzl9pdlT-E5s4KQ-j71dlNkCjpQvEIqFM6toMeAa67c7uoNGjZS4RZQG4EJdwmLFtPQsP3NaiuklWgxN/s1600/o-matic.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;288&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgGzyfAN-YuGzsVcMPq9I_WGm49QF07gHlGeMIRXH7b_ttxoERiexB8seS_GWzDKzl9pdlT-E5s4KQ-j71dlNkCjpQvEIqFM6toMeAa67c7uoNGjZS4RZQG4EJdwmLFtPQsP3NaiuklWgxN/s320/o-matic.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;(Fotógrafo desconhecido)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/5101246350419886711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/5101246350419886711?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/5101246350419886711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/5101246350419886711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/10/minhas-saudades-sao-cicatrizes-mal.html' title='Minhas saudades são cicatrizes mal curadas'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgGzyfAN-YuGzsVcMPq9I_WGm49QF07gHlGeMIRXH7b_ttxoERiexB8seS_GWzDKzl9pdlT-E5s4KQ-j71dlNkCjpQvEIqFM6toMeAa67c7uoNGjZS4RZQG4EJdwmLFtPQsP3NaiuklWgxN/s72-c/o-matic.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-7232634913661396613</id><published>2012-09-22T23:18:00.002-03:00</published><updated>2012-09-22T23:18:30.282-03:00</updated><title type='text'>A partir de hoje...</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não posso, não consigo mais fazer valer a essência do pronome pessoal do caso reto da primeira pessoa do singular. Eu, que sempre fui tantas, não posso mais me ser. E, não me sendo, também não hei de ser mais ninguém. Se me valho do poder que este pronome me concede, me transformo em nada. Se invento de ser eu, me têm como outra. Se invento de ser outra, interpretam-me como eu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A partir de hoje &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; sou &lt;i&gt;tua&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/7232634913661396613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/7232634913661396613?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/7232634913661396613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/7232634913661396613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/09/a-partir-de-hoje.html' title='A partir de hoje...'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-1959196039192716732</id><published>2012-09-16T14:35:00.001-03:00</published><updated>2012-09-16T14:36:23.540-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="inveja literária"/><title type='text'>Inveja literária: Rosa Montero</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Trechos do primeiro capítulo do livro &lt;a href=&quot;http://www.skoob.com.br/livro/7423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;A louca da casa&lt;/a&gt;, de Rosa Montero.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://c15122696.r96.cf2.rackcdn.com/19016_livro-pocket-a-louca-da-casa&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://c15122696.r96.cf2.rackcdn.com/19016_livro-pocket-a-louca-da-casa&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&quot;Para ser, temos que nos narrar, e nessa conversa sobre nós mesmos há muitíssima conversa fiada: nós nos mentimos, nos imaginamos, nos enganamos.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Nós inventamos nossas lembranças, o que é o mesmo que dizer que inventamos a nós mesmos, porque nossa identidade reside na memória, no relato da nossa biografia. (…) Os seres humanos são, acima de tudo, romancistas, autores de um romance único cuja escrita dura toda a existência e no qual assumimos o papel de protagonistas. É uma escrita, naturalmente, sem texto físico, mas qualquer narrador profissional sabe que se escreve sobretudo dentro da cabeça. É um runrum criativo que nos acompanha enquanto estamos dirigindo, ou levando o cachorro para passear, ou na cama tentando dormir. A gente escreve o tempo todo.&quot;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Quando você está mergulhado numa paixão, vive obcecado pela pessoa amada a ponto de ficar o dia inteiro pensando nela; escova os dentes e vê seu rosto flutuando no espelho, dirige e confunde a rua porque foi perturbado por essa lembrança, tenta dormir à noite e, em vez de deslizar até o interior do sono, você cai nos braços imaginários do seu amante. Pois bem, enquanto se escreve você vive esse mesmo estado delicioso de alheamento: seu pensamento é inteiramente ocupado pela obra, e toda vez que dispõe de um minuto, mergulha mentalmente nela. Também se engana de esquina no trânsito, porque, igualzinho ao apaixonado, sua alma está entregue e em outro lugar.&quot;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Acho que nós, narradores, somos pessoas mais obcecadas com a morte que a maioria; creio que percebemos a passagem do tempo com especial sensibilidade ou virulência, como se os segundos tiquetaqueassem de maneira ensurdecedora em nossos ouvidos.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Acho que o substancial é que todos os romancistas que em algum momento acharam ter perdido o paraíso escrevem - escrevemos - para tentar recuperá-lo, para recuperar aquilo que foi embora, para lutar contra a decadência e o fim inexorável das coisas. “Da dor de perder nasce a obra”, diz o psicólogo Phillippe Brenot em seu livro ‘O gênio e a loucura’.&quot;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/1959196039192716732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/1959196039192716732?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/1959196039192716732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/1959196039192716732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/09/inveja-literaria-rosa-montero.html' title='Inveja literária: Rosa Montero'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-8797652168070600735</id><published>2012-08-23T09:55:00.000-03:00</published><updated>2012-08-23T09:55:40.444-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="o sonho acordado é que é a realidade"/><title type='text'>O dia que ela partiu sem dizer tchau </title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A última imagem que eu tenho é dela chorando em frente a uma parede grafitada, em Berlim. Foi a última vez que nos falamos. Ela me deixou três corações como quem entrega uma cesta de morangos escandalosamente vermelhos e suculentos. Eu ainda esperava que ela dissesse que me faria uma surpresa e então, daqui a algumas semanas, apareceria sem avisar, anunciando que ficaria comigo outra vez até que a saudade se transformasse naquele sentimento gostoso – e por que não – de não suportar mais o rosto do outro no café da manhã e em qualquer outra refeição do dia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas ela não liga há tanto tempo que já nem sei mais se são meses, anos ou séculos – umas cinco mil existências, talvez. E eu,&amp;nbsp;insisto em carregar a tiracolo&amp;nbsp;aqueles corações agora mofados...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu não reclamaria nem um pouco se meu telefone tocasse e do outro lado a delicadeza em forma de pessoa dissesse: &quot;Cheguei e estou indo direto pro nosso cantinho. Vem!&quot; (...) Eu largaria tudo exatamente como os românticos dos filmes mais clichês da História, e iria ao seu encontro no apê do sofá vermelho; refúgio das noites tempestuosas na companhia dos antigos amiguinhos felinos, dos cafunés madrugada a dentro, da alegria quase infantil de dizer que o disco que estava tocando era o que eu ouvia sempre que ela estava fora, da fumaça dos nossos cigarros voando em direção à lua, da claridade do quarto que (re)acendia a nossa criatividade, das flores na varanda...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinto falta de afundar minhas mãos magricelas e compridas na textura do seu cabelo, e de olhar pros seus olhos de jabuticaba. Estou quase perdendo o som da sua voz entre tantas lembranças já desgastadas por essa saudade deveras recorrente. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De tudo, me restou, além da saudade e dos malditos corações mofados, a certeza cada vez maior de que nasci pra ser só... Dessas pessoas que compram um apê na capital, passam o dia todo fora e só voltam pra dormir, abandonadas, olhando pras quatro paredes brancas do quarto, esperando nada menos que o próprio nada. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não me imagino com outro alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O dia que ela partiu sem dizer tchau ainda me dói feito uma bofetada.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/8797652168070600735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/8797652168070600735?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/8797652168070600735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/8797652168070600735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/08/o-dia-que-ela-partiu-sem-dizer-tchau.html' title='O dia que ela partiu sem dizer tchau '/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-2904985694485405010</id><published>2012-08-03T10:11:00.001-03:00</published><updated>2012-08-03T10:12:49.950-03:00</updated><title type='text'>Apertamento ou refúgio</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não gosto de apartamento mas queria ter um. Não pra dizer que sou proprietária de algum imóvel em Ipanema ou no raio que o parta. Queria um apartamento&amp;nbsp;pra fingir que eu estou perto dela porque tudo nele lembraria ela, e lembrar é estar perto de. Um apartamento no qual eu girasse a chave e assim que adentrasse a porta, enxergasse em primeiro plano o sofá vermelho quase cafoninha que tornou-se indispensável aos olhos e ao (des)conforto diário, em seguida a planta que sufoca ao lado da janela, a xícara de chá ou café ainda com restos de uma manhã preguiçosa, alguns livros bagunçados na mesa de centro, um tapete persa e algumas almofadas com estampa tibetana. Um canto em que eu fugisse para (não?) encontrar com ela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://farm6.staticflickr.com/5117/7167687158_ea395f7cdb.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://farm6.staticflickr.com/5117/7167687158_ea395f7cdb.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Foto de &lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/daigooliva/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Daigo Oliva&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/2904985694485405010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/2904985694485405010?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/2904985694485405010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/2904985694485405010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/08/apertamento-ou-refugio.html' title='Apertamento ou refúgio'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-191541682866362673</id><published>2012-08-01T09:43:00.000-03:00</published><updated>2012-08-01T09:43:34.483-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="haikai"/><title type='text'>sete, oito</title><content type='html'>dormi julho&lt;br /&gt;
acordei agosto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a gosto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o mesmo&lt;br /&gt;
gosto de sempre</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/191541682866362673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/191541682866362673?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/191541682866362673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/191541682866362673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2011/08/sete-oito.html' title='sete, oito'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-5356695631740576871</id><published>2012-05-29T21:04:00.000-03:00</published><updated>2012-05-29T21:04:05.652-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Drummond"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="inveja literária"/><title type='text'>Inveja literária: Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://veja.abril.com.br/111109/drummond.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;425&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgFYVRpnJcwa865j5zwhS0vht30ZsrZBSFZtQW4sIjCzcEWZ3P9ared1KvA_VHHJP_q9gec1bYmrIstCDaWXMCFOPtYE1nJK-Yusp0a9R5v6sSeITtGJWDx_ou7F0GsAZunVlWRLjzIro2f/s640/drummond.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GRAVADO NUMA PAREDE&lt;br /&gt;
saber que tu não virás nunca encher de rosas o meu quarto,&lt;br /&gt;
encher de beleza a minha vida...&lt;br /&gt;
e continuar à espera de tua graça dolente e sobrenatural,&lt;br /&gt;
continuar à espera, de mãos vazias...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
saber que não partirás o meu pão, que não beberemos juntos,&lt;br /&gt;
no jantar, um pouco d&#39;aquele amável e grato vinho velho,&lt;br /&gt;
que não acenderás a minha lâmpada,&lt;br /&gt;
que o piano não possuirá os teus dedos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
saber tudo isso, o impossível e o irremediável de tudo isso...&lt;br /&gt;
e continuar sonhando inutilmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O poema acima faz parte de um livro de Drummond que nunca foi publicado - &lt;i&gt;Os 25 Poemas da Triste Alegria&lt;/i&gt;. Recentemente, um professor de literatura da UFRJ e especialista em poesia, comprou o original de um amigo do poeta e, agora, pretende publicar uma edição similar à&amp;nbsp;original.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fonte: Revista Bravo (ed. 0177)&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/5356695631740576871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/5356695631740576871?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/5356695631740576871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/5356695631740576871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/05/inveja-literaria-carlos-drummond-de.html' title='Inveja literária: Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgFYVRpnJcwa865j5zwhS0vht30ZsrZBSFZtQW4sIjCzcEWZ3P9ared1KvA_VHHJP_q9gec1bYmrIstCDaWXMCFOPtYE1nJK-Yusp0a9R5v6sSeITtGJWDx_ou7F0GsAZunVlWRLjzIro2f/s72-c/drummond.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-154646405151308538</id><published>2012-05-09T00:21:00.004-03:00</published><updated>2012-05-09T10:34:39.660-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tuitz aleatórios"/><title type='text'>Tuitz aleatório</title><content type='html'>Vou começar a inventar verdades, já que ninguém acredita nas minhas mentiras.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/154646405151308538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/154646405151308538?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/154646405151308538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/154646405151308538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/05/tuitz-aleatorios.html' title='Tuitz aleatório'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-8177641908700224375</id><published>2012-05-08T09:51:00.001-03:00</published><updated>2012-05-08T09:51:51.143-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="fotografia"/><title type='text'>Fotopoesia</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/thaislehmann/3498711494/in/set-72157622962286404&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://farm4.staticflickr.com/3600/3498711494_16ef90b3b7.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foto: Thaís Lehmann&lt;br /&gt;
Texto: Mario Quintana</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/8177641908700224375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/8177641908700224375?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/8177641908700224375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/8177641908700224375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/05/fotopoesia.html' title='Fotopoesia'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-1884256161088393485</id><published>2012-05-05T14:50:00.000-03:00</published><updated>2016-12-29T17:45:43.382-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="o sonho acordado é que é a realidade"/><title type='text'>A gente se olha e não sabe se vai ou se fica</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já havia descumprido a promessa de somente passar por Porto Alegre. Eu me apaixonei perdidamente pela cidade e decidi adiantar o pagamento dos próximos cinco meses – sabia que antes disso&amp;nbsp;o próprio Hotel Magestic,&amp;nbsp;o pôr-do-sol do Guaíba e tantos outros atrativos não me deixariam partir.&amp;nbsp;Tendo isso em vista, saí do quarto ansiando por fotos, afinal precisava de um motivo muito íntimo para celebrar tal acontecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Engana-se quem pensa que a Travessa dos Cataventos é sempre a mesma. Eu, que já havia feito inúmeras fotos ao longo da semana, descobri tantas novas possibilidades naquela noite. Sempre há de existir pelo menos uma pedrinha nova no passeio, um folheto publicitário que o vento ocasionalmente soprou até ali ou, ainda, novas pessoas circulando com suas vidas à tiracolo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enquadrei cada centímetro da calçada, todas as folhas desconhecidas que se faziam notar na imensidão de ladrilhos que compunham a Travessa. Só fiz uma foto.&amp;nbsp;(Depois, ao revelar o filme, descobri que a única foto acabou nem existindo, propriamente).&amp;nbsp;Uma única foto, pois quando pensei em fazer a segunda&amp;nbsp;–&amp;nbsp;por descuido ou porque isso deveria realmente acontecer –&amp;nbsp;caí de súbito e esfolei o joelho nas pedras irregulares do passeio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No desespero de estancar o sangue, me deparei com uma figura que repousava na porta de entrada do hotel. De onde eu estava só conseguia enxergar a sua silhueta:&amp;nbsp;fumava,&amp;nbsp;era esguia e tinha cabelo curto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não sei se posso dizer que, ao me aproximar, fiquei surpresa por descobrir que aquele semblante era da Rita. Era como se, de alguma forma, eu já soubesse que isso tudo aconteceria, como se algo me tirasse de dentro do quarto e me fizesse percorrer todos os cantos da Travessa dos Cataventos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu sorri quando vi seu rosto e me mostrei absolutamente atrapalhada, sem saber se segurava a câmera, estancava o sangue que ainda corria do joelho ou, simplesmente, admirava aquela incrível criatura à minha frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que eu senti naquele momento não se iguala à nada que eu já tenha vivido. Ela pegou a minha mão, acomodando-me carinhosamente no chão e averiguando de maneira nada clínica o meu ferimento. Amarrou em meu joelho o lenço que tinha no pescoço e sentou ao meu lado, tudo isso sem pronunciar uma única palavra.&amp;nbsp;Permanecemos embatucadas por um bom tempo&amp;nbsp;–&amp;nbsp;ela concentrada na fumaça do cigarro e eu estupefata com a situação toda.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tempo depois, foi Rita quem quebrou o silêncio,&amp;nbsp;rasgando o ar com a sua&amp;nbsp;voz&amp;nbsp;afável:&amp;nbsp;&quot;Os problemas alheios, neguinha, amortizam os nossos&quot;. E foi a partir do anúncio dessa frase que regemos a noite – um ombro magrelo apoiando o outro, muita música recitada baixinho e o olhar lá longe, não importa onde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na manhã seguinte, nos encontramos no café. Nunca vi ninguém acordar com um semblante tão esplendoroso. Sentei junto dela e começamos a fiar. Fizemos&amp;nbsp;jus ao título de &quot;nonas noveleiras&quot; muito bem sugerido por Roberto.&amp;nbsp;Ritinha narrou suas aventuras com a &quot;duracel kid&quot;, contou dos bichinhos e das músicas novas, em especial Reza: &quot;É reza de proteção, coisa de benzedeira, invejas, raivas, pragas... mantenham distância porque o santo é forte e o Universo, a gente falando do Universo, como se nada fosse e como se fosse tudo, que é&quot;. Imediatamente eu me teletransportei para a casa dela, mais precisamente na poltrona de vime colocada de forma estratégica ao lado do laguinho das carpas. Senti-me acolhida, já apreciando o cheirinho de café com leite e bolo de fubá de todas as manhãs. Eu me adotei por ela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Depois disso, passamos um dia sem nos encontrar. No sábado, durante a tarde,&amp;nbsp;ela bateu à minha porta.&amp;nbsp;Antes que eu pudesse comemorar a sua visita, Rita&amp;nbsp;correu ao meu encontro, segurando minhas mãos nas dela, olhando profundamente nos meus olhos, me despindo com tamanha angústia.&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Chorava como quem perde algo muito valioso. Eu não suportei aquilo tudo e me vi em ruínas, ao lado dela. Estávamos no chão, encolhidas e abraçadas, como dois gatinhos pequenos e indefesos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu não sabia o que fazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Buscávamos, erroneamente, uma distração que simplificasse aquele sentimento de coisa alguma e de imensidão, assim mesmo, em conjunto.&amp;nbsp;Foi como se nossos corpos soubessem o que estava por vir. Uma premonição carnal, eu diria. Um prelúdio traduzido em movimentos involuntários e estúpidos, inerente ao drama que sequer havia sido pensado.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de quase meia hora chorando agarrada uma à outra, sossegamos. Rita p&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;ediu que eu acendesse um cigarro, uma vez que poderia atear fogo pelo hotel inteiro de tanto tremelicar das mãos. Mesmo em meio à tragédia, seu bom humor se fazia presente. &quot;Está tudo certo: você com seu Pitágoras e eu com meu Roberto&quot;. Pôs-se, então, a observar o movimento da Travessa. Deixei-a só com seu Marlboro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No outro dia só nos encontramos à noite. Ela estava muito bem acomodada no mesmo cantinho de sempre. Fui até lá, entreguei meu abraço mais apertado e demorado da semana. Ela sorriu e disse: “Eu quero que você faça uma foto minha!”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esse foi um dos pedidos mais lindos que recebi em toda a minha vida.&amp;nbsp;Eu comemorei ajoelhando-me à sua frente e beijando-lhe a mão&amp;nbsp;–&amp;nbsp;a reverenciei com muito gosto.&amp;nbsp;&quot;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Isso vai durar muito tempo, mas só na memória&quot;, ela disse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: orange;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fizemos a foto ali mesmo. No cantinho dela. No nosso cantinho. A sua silhueta acompanhada da fumaça do (quase) inseparável cigarro, tal como na noite em que nos conhecemos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aquele encontro pareceu não ter fim, até que o dia seguinte raiou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estava incapacitada de recordar com precisão como fui parar nos meus aposentos. Não lembro de ter sonhado, mas enquanto, ainda sonolenta, permanecia na quentura dos cobertores, desejei ardentemente que Roberto tivesse me carregando nos braços e me levado até o quarto. Qualquer que tivesse sido o final daquela noite, merecia um último agradecimento. Por conta disso, vesti-me depressa e fui em direção ao café em busca de qualquer um dos dois, porém, para o meu desalento, não os encontrei por lá. Informei-me na&amp;nbsp;recepção e disseram que haviam partido antes mesmo do dia despertar. Encorujei.&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dispensei o café e voltei para o quarto a fim de&amp;nbsp;escanear alguns negativos. Ao vasculhar a gaveta em busca deles, descobri um papel todo amassadinho. Reconheci a letra, o traço da caneta quando toca o papel. Inconfundível. &lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&quot;Não adianta fugir da realidade. Todos temos nossa hora de partir, e é isso que tentamos ensinar. O amor que recebo por aí a esmo, não tem preço e nem pode ser comparado a nada. E se tem uma coisa que eu aprendi, neguinha, é que em&amp;nbsp;tempos de trevas, não se pode desprezar um abrigo a preços módicos&quot;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Assinatura no canto do bilhete, nada mais. Ela era uma bruxinha e tanto.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Passei horas olhando a chuva que escorria delicadamente pela janela. Este era mais um indício de que os próximos dias seriam sorumbáticos, e que eu deveria estar na companhia dos meus livros e sonhos, porque eles são ótimos atenuantes para dias sem direção. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Embora nenhum deles mitiguem mais a solidão do que a presença Dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;A experiência inebriante dos últimos dias foi batucando na minha cabeça: as coisas haviam mudado, mas permaneciam como outrora? Ou as coisas permaneciam como outrora, mas haviam mudado? O que seria de mim durante os próximos cinco meses? &quot;Suspirei e retirei-me de mim mesma. Hoje o dia estava ótimo para não ter amanhecido&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/1884256161088393485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/1884256161088393485?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/1884256161088393485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/1884256161088393485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/05/gente-se-olha-e-nao-sabe-se-vai-ou-se.html' title='A gente se olha e não sabe se vai ou se fica'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-7066686054301347475</id><published>2012-04-24T10:07:00.001-03:00</published><updated>2012-04-24T10:07:12.171-03:00</updated><title type='text'>Poeminha tosco de quem nada contra a corrente</title><content type='html'>no rio&lt;br /&gt;
chuvisca&lt;br /&gt;
nada de peixe&lt;br /&gt;
nada&lt;br /&gt;
mordisca&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
joga isca&lt;br /&gt;
pesca eu&lt;br /&gt;
afinal de contas&lt;br /&gt;
meu coração é teu</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/7066686054301347475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/7066686054301347475?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/7066686054301347475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/7066686054301347475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/04/poeminha-tosco-de-quem-nada-contra.html' title='Poeminha tosco de quem nada contra a corrente'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-5055553927835260826</id><published>2012-04-22T15:53:00.000-03:00</published><updated>2012-04-22T15:53:58.476-03:00</updated><title type='text'>O cãozinho que amanheceu longe da sua menina</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho sido vítima de sonhos não muito agradáveis. Desperto no meio da noite, delirando, sem distinguir&amp;nbsp;o real do imaginado.&amp;nbsp;Nesta madruga não foi diferente; acordei com um escarcéu canino em frente à minha casa – talvez&amp;nbsp;disputassem&amp;nbsp;uma namorada, uma migalha de comida ou, simplesmente, o território.&amp;nbsp;Movida pela&amp;nbsp;incerteza da balbúrdia e, principalmente,&amp;nbsp;pela ausência de forças para verificá-la, acabei dormindo novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na manhã seguinte, ao abrir a janela do quarto, pude constatar que a briga entre os cães foi além da realidade. A possibilidade de encontrar um rastro da morte em frente à minha janela, ao acordar, sequer havia passado pela minha cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto algumas pessoas enxergavam um amontoado de pelos, atirado na rua como se fosse uma folha recém-caída da árvore, eu via uma criatura que abandonou a&amp;nbsp;guriazinha que lhe contava segredos e acariciava seu pelo macio todos os dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pensar que o pobre cão seja órfão é mais confortador, embora eu não consiga deixar de lado a hipótese de existir uma possível&amp;nbsp;garotinha aos prantos, suplicando por seu Totó, Rex, Bob (afinal, qual seria seu nome?).&amp;nbsp;Talvez o pai da menina, nesse momento, esteja em maus lençóis: para driblar o destino, adiando de forma mínima esse sentimento terrível que a perda provoca, correria em busca de um cachorro tão igual quanto aquele que não amanheceu em casa, pois não poderia deixar que essa fatalidade tomasse conta do pequeno coração da sua filha, porque ele acredita que as crianças não devem saber de coisas ruins, só de coisas boas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Enquanto o pai estivesse procurando pelo cãozinho que não apareceria, eu sentaria com a menina em qualquer meio fio, contemplaria o pôr-do-sol e lhe diria que os cães continuam a nos acompanhar, independente de onde estejam, porque esse é um dos propósitos de suas existências – estarem conosco sempre, nos protegendo e nos amando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E para o cãozinho que amanheceu longe da sua menina, eu desejaria, simplesmente, que ele encontrasse uma nuvem bem fofinha para morar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEx3wFdPfiMo7imfGtBGohzlWgA9r1fDM-I7sVBppw6DrwR5n3kcBxuQrbJV9CgqPlmw40u0-0VYfnfizSUh8105QlLqQZ57vdSHhqsAdzybsX8Hx2LVVkX3JJvz1yYpNlrKSTYfahgIVs/s1600/IMG_3551.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;358&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEx3wFdPfiMo7imfGtBGohzlWgA9r1fDM-I7sVBppw6DrwR5n3kcBxuQrbJV9CgqPlmw40u0-0VYfnfizSUh8105QlLqQZ57vdSHhqsAdzybsX8Hx2LVVkX3JJvz1yYpNlrKSTYfahgIVs/s400/IMG_3551.jpg&quot; width=&quot;550&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/5055553927835260826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/5055553927835260826?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/5055553927835260826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/5055553927835260826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/04/o-caozinho-que-amanheceu-longe-da-sua.html' title='O cãozinho que amanheceu longe da sua menina'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEx3wFdPfiMo7imfGtBGohzlWgA9r1fDM-I7sVBppw6DrwR5n3kcBxuQrbJV9CgqPlmw40u0-0VYfnfizSUh8105QlLqQZ57vdSHhqsAdzybsX8Hx2LVVkX3JJvz1yYpNlrKSTYfahgIVs/s72-c/IMG_3551.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-3554552145911207400</id><published>2012-01-15T22:01:00.002-02:00</published><updated>2012-05-08T09:27:11.569-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sonambulismo"/><title type='text'>Dona Doida</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deixa pensar. Abrir as janelas e ver as nuvens seguirem seus rumos. Um passarinho pousa no canto da calha. O vento sopra as folhas que as árvores rejeitaram. A vida simplesmente acontece.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existe uma vontade súbita de mandar o mundo para aquele lugar que todos sabem muito bem onde é. Bebidas alcoólicas não lhe pertencem, mas é tudo o que mais quer nestante: beber qualquer coisa que faça anojar a vida e, não mais que no quinto gole, vomitá-la toda para os papéis. Não se importaria se precisasse amassá-los quando tudo estivesse uma droga, tampouco tocá-los na parede ou até mesmo queimá-los. Assim, de uma forma muito errônea mas talvez eficaz, suas personagens seriam nada ou o que sempre deveriam ter sido: palavras mal escritas e estocadas numa gaveta qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desconfia que seja difícil fugir da imaginação: vive seus personagens e eles a vivem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si vai Dona Ritz subir ao palco e desbancar a Zazá, o Zumzum e a banca toda. O céu não é o limite e a sua sina ainda é ser feliz, só que&amp;nbsp;até agora não descobriu como.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/3554552145911207400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/3554552145911207400?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/3554552145911207400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/3554552145911207400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2012/01/dona-doida.html' title='Dona Doida'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-6751956666635715515</id><published>2011-11-24T00:13:00.001-02:00</published><updated>2011-11-24T00:22:07.950-02:00</updated><title type='text'>RAiMuNdO</title><content type='html'>Raimundo, para&lt;br /&gt;
nada fazia&lt;br /&gt;
subia&lt;br /&gt;
descia&lt;br /&gt;
só fumaça&lt;br /&gt;
ele via&lt;br /&gt;
nada&lt;br /&gt;
nada acontecia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia&lt;br /&gt;
dois&lt;br /&gt;
três&lt;br /&gt;
Raimundo, passa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passou&lt;br /&gt;
voltou&lt;br /&gt;
ficou&lt;br /&gt;
abraçou &lt;br /&gt;
suspirou&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda falta?&lt;br /&gt;
falta ou sobra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempo que falta&lt;br /&gt;
vontade que sobra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anzóis nos seus olhos&lt;br /&gt;
entre fisgadas&lt;br /&gt;
jorram palavras&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Satisfação</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/6751956666635715515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/6751956666635715515?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/6751956666635715515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/6751956666635715515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2011/11/raimundo.html' title='RAiMuNdO'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-4791486867643372914</id><published>2011-11-17T12:57:00.003-02:00</published><updated>2012-05-08T09:32:30.912-03:00</updated><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pegar a tristeza, colocá-la em um potinho, tampá-la e deixá-la gritar como uma criança mimada que esperneia quando quer alguma coisa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Descobri por que deixaram a panela mais suja para eu lavar. Não tive tempo de cortar legumes hoje. Não tive tempo nem cabeça para muita coisa. Por isso a panela. Por isso essa bruxaria toda. Por isso esse amor todo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No final das contas, o último suspiro dele me fez suspirar tantas vezes durante o dia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A cada ligação, abraços de urso telepáticos, afagos sem fim. E eu sentindo, cada vez mais forte, um calafrio no peito. Como se algo aqui dentro tivesse se ajeitado, como um cachorrinho que levanta da cama para receber carinho do dono, e depois dá voltas e mais voltas até se aprumar de novo, suspirando: &quot;está tudo bem, posso voltar a dormir.&quot;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/4791486867643372914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/4791486867643372914?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/4791486867643372914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/4791486867643372914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2011/11/sem-titulo.html' title='Sem título'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-3803511602089999561</id><published>2011-11-09T01:10:00.000-02:00</published><updated>2011-11-09T01:10:48.060-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Claudia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Neruda"/><title type='text'>Neruda e vossas mãos</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lençóis brancos. Cortina entreaberta. Recostada sobre o ombro dele, saudava os raios de sol que adentravam o quarto.&amp;nbsp;Quando reparou que seus olhos também o percorriam, acendeu um charuto que havia comprado durante sua última estada na Itália e, aprumando-se cuidadosamente na cama, enquanto a fumaça seguia um curso qualquer pelos quatro cantos daquele quarto, manifestou a magnífica e sedutora rouquidão da sua voz. Com maestria, recitou-lhe os seguintes versos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Quando tuas mãos saem,&lt;br /&gt;
amada, para as minhas,&lt;br /&gt;
o que me trazem voando?&lt;br /&gt;
Por que se detiveram&lt;br /&gt;
em minha boca, súbitas,&lt;br /&gt;
e por que as reconheço&lt;br /&gt;
como se outrora então&lt;br /&gt;
as tivesse tocado,&lt;br /&gt;
como se antes de ser&lt;br /&gt;
houvessem percorrido&lt;br /&gt;
minha fronte e a cintura?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua maciez chegava&lt;br /&gt;
voando por sobre o tempo,&lt;br /&gt;
sobre o mar, sobre o fumo,&lt;br /&gt;
e sobre a primavera,&lt;br /&gt;
e quando colocaste&lt;br /&gt;
tuas mãos em meu peito,&lt;br /&gt;
reconheci essas asas&lt;br /&gt;
de paloma dourada,&lt;br /&gt;
reconheci essa argila&lt;br /&gt;
e a cor suave do trigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A minha vida toda&lt;br /&gt;
eu andei procurando-as.&lt;br /&gt;
Subi muitas escadas,&lt;br /&gt;
cruzei os recifes,&lt;br /&gt;
os trens me transportaram,&lt;br /&gt;
as águas me trouxeram,&lt;br /&gt;
e na pele das uvas&lt;br /&gt;
achei que te tocava.&lt;br /&gt;
De repente a madeira&lt;br /&gt;
me trouxe o teu contacto,&lt;br /&gt;
a amêndoa me anunciava&lt;br /&gt;
suavidades secretas,&lt;br /&gt;
até que as tuas mãos&lt;br /&gt;
envolveram meu peito&lt;br /&gt;
e ali como duas asas&lt;br /&gt;
repousaram da viagem.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/3803511602089999561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/3803511602089999561?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/3803511602089999561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/3803511602089999561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2011/11/neruda-e-vossas-maos.html' title='Neruda e vossas mãos'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-7541924541702284001</id><published>2011-10-24T09:48:00.000-02:00</published><updated>2011-10-24T09:48:04.643-02:00</updated><title type='text'>Minha imaginação aos 6 anos de idade...</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFIrduTrs1CgULnFY16cB8g_W7uQVQGV0Aplvc50klT21dSMICBue-dXH1C3zeYSmvJ-7afY96xGiWYZPO0fgxOIYjJZjmx88MkaBiawsiW3jSr2aCGY0sjozC_GCgARFFPDZ0mdNH7nLA/s1600/38916_1580980683898_1217101881_1627480_7556668_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFIrduTrs1CgULnFY16cB8g_W7uQVQGV0Aplvc50klT21dSMICBue-dXH1C3zeYSmvJ-7afY96xGiWYZPO0fgxOIYjJZjmx88MkaBiawsiW3jSr2aCGY0sjozC_GCgARFFPDZ0mdNH7nLA/s1600/38916_1580980683898_1217101881_1627480_7556668_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/7541924541702284001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/7541924541702284001?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/7541924541702284001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/7541924541702284001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2011/10/minha-imaginacao-aos-6-anos-de-idade.html' title='Minha imaginação aos 6 anos de idade...'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFIrduTrs1CgULnFY16cB8g_W7uQVQGV0Aplvc50klT21dSMICBue-dXH1C3zeYSmvJ-7afY96xGiWYZPO0fgxOIYjJZjmx88MkaBiawsiW3jSr2aCGY0sjozC_GCgARFFPDZ0mdNH7nLA/s72-c/38916_1580980683898_1217101881_1627480_7556668_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-4957597161061260115</id><published>2011-10-21T09:47:00.000-02:00</published><updated>2011-10-21T09:47:00.636-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="fotografia"/><title type='text'>A supervalorização de aspectos técnicos e a dissimulação da interpretação das imagens</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todo mundo já está cansado de saber que a tecnologia se aprimora a cada dia, então, não é nenhuma novidade as pessoas desejarem desfrutar disto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Boa parte dos meus amigos que cultiva certo apreço por fotografia, se sente instigada a adquirir um equipamento de última geração porque, como é visto na maioria das propagandas, eles prometem fazer milagres. Mas muitos desses amigos, por não possuírem dinheiro suficiente para obterem tal produto, ficam incomodando o resto do mundo com mensagens do tipo: “Eu preciso de um equipamento ultramoderno, senão eu morro”. Não expressam sua &quot;indignação&quot; exatamente nestas palavras, mas isso fica muito bem subentendido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Onde eu quero chegar? Num ponto simples e que vem sendo muito discutido por aqueles que realmente são apaixonados por tal arte: a filosofia, a essência da foto, o que ela quer transmitir ao próximo e assim por diante.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lendo um &lt;a href=&quot;http://camaraobscura.fot.br/2010/08/21/o-anteparo-tecnico&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;texto&lt;/a&gt; do Rodrigo Pereira, de quem sou muito fã, tive oportunidade de pensar melhor no assunto e reunir algumas ideias aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No artigo, Rodrigo questiona e depois responde à sua maneira, a supervalorização que os aspectos técnicos geralmente recebem. Como ele mesmo disse:  &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Ao mostrar uma foto para um fotógrafo ou alguém que entenda minimamente de fotografia, não é raro ouvir perguntas como: “qual o equipamento usado”?”, “quais as configurações da câmera?”, “como foi usado o flash?”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parafraseando-o, as pessoas enfrentam certa dificuldade em aceitar o que é visto, dando prioridade às questões técnicas deixando de lado a interpretação da foto. Ele segue afirmando que existe a ilusão da reprodutividade: &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“O fotógrafo que vê uma foto que admira, pode acreditar que conhecer as configurações técnicas possibilitará que ele tire fotos semelhantes.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Noto que muitos fotógrafos amadores dão muita importância para essa questão de tentar reproduzir o que foi feito, quando, na verdade, deveriam se preocupar com o “texto” que a imagem quer passar. Muitos deles, quando ficam sabendo que uma foto foi feita com câmera analógica, por exemplo, até se espantam: “Como essa maravilha foi feita com um equipamento pré-histórico?”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em tempos de avanços tecnológicos é até aceitável tal espanto, pois a maioria não se recorda ou até mesmo não conhece os instrumentos antecedentes aos que vem sendo utilizados atualmente. (Se bem que, agora, fotografia analógica tem se tornado cada vez mais popular devido ao aplicativo Instagram, da Apple, dentre outros que a tem &quot;orkutizado&quot;)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em relação a essa obsessão por um equipamento de última geração, penso que as pessoas deveriam se controlar mais e usufruir do que elas já tem. Um bom exemplo é a minha história: desde os doze anos de idade, sonhava com uma &lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin3PxU1IQculp5lRLm0mk-axcT8vs3vzKEl5h47ccncYD3wKS8mDM7tWeimgMcItVESA5NRn4lXF2HrxeWJ4OYhoJtvaDzFAbVXjbTRyqPOGFLJD1iTlh3RvJYgA8VOOt6QmVrZAI_Og/s400/Canon1000d-1.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;reflex&lt;/a&gt;, mas graças aos meus pais, só fui adquirir uma no início deste ano. Durante cinco anos, pude desfrutar dos recursos da minha compacta e, acreditem, são muitos. Usando a imaginação, sua simples câmera pode se tornar até mais profissional do que as últimas que estão no mercado. Com isso tudo, pude ver o quanto a minha paixão pela fotografia é grande e, o mais legal, a quantidade de coisas que aprendi durante esse tempo. Quando comprei minha reflex, já sabia perfeitamente como usá-la. Hoje tiro boas fotos com ela, claro, afinal a qualidade é impecável, mas confesso que às vezes recorro à minha compacta pelo simples fato de que algumas mágicas só são possíveis de serem executadas com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como muitos devem ter percebido, minha relação com a fotografia parte mais pro lado filosófico do que tecnológico. Gosto de tudo que possa causar uma impressão poética, uma reflexão, por isso, não dou tanta relevância aos dados técnicos, mesmo que às vezes sejam importantes. Devemos é mergulhar na foto, tentar imaginar como ela foi feita (esquecendo os dados EXIF), o porquê de captar aquele momento etc. Penso que fotos são como textos, que só conseguem atingir o seu objetivo quando alguém os lê, do contrário, é apenas um emaranhado de palavras ou, no caso da imagem, apenas mais uma entre tantas que circulam por aí…&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Espero que esse texto sirva para reflexão. Que você, que se diz apaixonado por fotografia, possa avaliar o tamanho dessa paixão e que pare um pouco com essa mania obsessiva de querer um equipamento tão sofisticado – ele nem sempre faz milagres e pode te decepcionar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale ressaltar também, que uma câmera de quatro mil reais (ou mais) não vai fazer de você um bom fotógrafo. No máximo, você pode ter uma foto apresentável, com boa qualidade e tudo mais. Ser fotógrafo é fazer mágica, ter sensibilidade, ser poeta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;(Agosto, 2010)&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/4957597161061260115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/4957597161061260115?isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/4957597161061260115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/4957597161061260115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2010/08/supervalorizacao-de-aspectos-tecnicos-e.html' title='A supervalorização de aspectos técnicos e a dissimulação da interpretação das imagens'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4141817537655493028.post-5156030728247459327</id><published>2011-10-19T23:25:00.000-02:00</published><updated>2011-10-19T23:25:59.600-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="haikai"/><title type='text'>haikai do solitário</title><content type='html'>só&lt;br /&gt;
lhe&lt;br /&gt;
dão&lt;br /&gt;
solidão</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/feeds/5156030728247459327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4141817537655493028/5156030728247459327?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/5156030728247459327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4141817537655493028/posts/default/5156030728247459327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pseudo-escrevedora.blogspot.com/2011/10/haikai-do-solitario.html' title='haikai do solitário'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>