<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2portuguesefull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224</atom:id><lastBuildDate>Wed, 22 May 2013 13:11:27 +0000</lastBuildDate><category>jukebox</category><category>Dia de MENINAS de Toalha</category><category>Mangueiropolis</category><category>QD Talk Show</category><category>Nerd Way of Life</category><category>dia da toalha</category><category>pseudo-cult</category><category>Otáco</category><category>Cineminha</category><category>emesseene</category><category>Bloguetes</category><category>Sara esteve aqui</category><category>Boiolosfera</category><category>Metalinguagem</category><category>Cartucho</category><category>Ácido</category><category>quibelouco</category><category>Phodcast</category><category>Requentados</category><category>Convidados</category><category>Top Qualquer Coisa</category><category>Dadaísmo</category><category>Diário Maldito</category><category>Enquetes</category><category>Quadriculados</category><category>Dia de Postar Vídeo Comentários</category><category>Resenhas</category><category>Horrorzuera</category><title>¿Que Diabos?</title><description>Vagabundos que não gostam de levantar a bunda gorda da cadeira pra ver se o blog foi atualizado ou não, UNI-VOS. Agora o KD vem até VOCÊ. Isso é que é comodidade, puta que pariu.</description><link>http://www.quediabos.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>555</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/quediabos" /><feedburner:info uri="quediabos" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId>quediabos</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:feedFlare href="http://add.my.yahoo.com/rss?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fquediabos" src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/us/my/addtomyyahoo4.gif">Subscribe with My Yahoo!</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.newsgator.com/ngs/subscriber/subext.aspx?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fquediabos" src="http://www.newsgator.com/images/ngsub1.gif">Subscribe with NewsGator</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://feeds.my.aol.com/add.jsp?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fquediabos" src="http://o.aolcdn.com/favorites.my.aol.com/webmaster/ffclient/webroot/locale/en-US/images/myAOLButtonSmall.gif">Subscribe with My AOL</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.bloglines.com/sub/http://feeds.feedburner.com/quediabos" src="http://www.bloglines.com/images/sub_modern11.gif">Subscribe with Bloglines</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.netvibes.com/subscribe.php?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fquediabos" src="http://www.netvibes.com/img/add2netvibes.gif">Subscribe with Netvibes</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://fusion.google.com/add?feedurl=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fquediabos" src="http://buttons.googlesyndication.com/fusion/add.gif">Subscribe with Google</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.pageflakes.com/subscribe.aspx?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fquediabos" src="http://www.pageflakes.com/ImageFile.ashx?instanceId=Static_4&amp;fileName=ATP_blu_91x17.gif">Subscribe with Pageflakes</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.addtoany.com/?linkname=%C2%BFQue%20Diabos%3F&amp;linkurl=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fquediabos&amp;type=feed" src="http://www.addtoany.com/addfr-b.gif">Add to Any Feed Reader</feedburner:feedFlare><feedburner:browserFriendly>Vagabundos que não gostam de levantar a bunda gorda da cadeira pra ver se o blog foi atualizado ou não, UNI-VOS. Agora o KD vem até VOCÊ. Isso é que é comodidade, puta que pariu.</feedburner:browserFriendly><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-2784097837546289470</guid><pubDate>Mon, 20 May 2013 14:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-20T20:11:03.099-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Metalinguagem</category><title>Precisamos falar sobre vocês</title><description>Vocês já bem devem saber, mas eu não ganho absolutamente nada com o KD. Nada, nadica. Na verdade, é bem o contrário: eu PAGO pra manter o blog no ar, afinal esse domínio .com que poupa seus dedinhos de digitar o ".blogspot" não se paga sozinho. Todo mês eu tenho que abrir a carteira e catar (entre clipes de papel e tampinhas de garrafa) uma quantia que eu poderia muito bem estar gastando em gibis e cerveja pra manter essa parada em funcionamento - e, antes que perguntem, o motivo de eu não ter feito uma assinatura anual é porque eu me conheço muito bem pra saber que eu pagaria um ano inteiro pra fazer SETE posts, que foi exatamente o que aconteceu em 2012, &lt;a href="http://www.quediabos.com/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-02:00&amp;amp;updated-max=2013-01-01T00:00:00-02:00&amp;amp;max-results=7" target=""&gt;olha lá&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(E antes que perguntem, o post novo já tá sendo feito e tá ficando maneiro. Sexta-feira sai, mas vocês já podem ver uma prévia clicando &lt;span id="goog_1608914342"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pastebin.com/Q9HnfT06" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;span id="goog_1608914343"&gt;&lt;/span&gt;.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E por eu não ter absolutamente nenhum lucro com o Cadê, o único incentivo que eu tenho pra continuar metendo a cara no Blogger pra fazer meia dúzia de piadas sobre a minha vida são... bem, são vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Triste, né. Eu sei.&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Mas é isso mesmo. A única coisa que me faz continuar com os posts é receber aquele aperto de mão no Twitter ou aquele tapinha nas costas&amp;nbsp;nos comentários dos posts de pessoas que eu vejo que estão realmente gostando do que eu faço aqui. Com o KD, conheci as melhores pessoas da minha vida, e não tô exagerando quando digo que &lt;b&gt;cada um de vocês conta, e muito.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;
Aí que parece que toda semana aparece alguém pra me dizer que acompanha o blog desde 2010, mas nunca deu as caras por aqui pra mostrar que existe, e o único motivo que eu consigo pensar pra isso é que vocês são tudo bicho do mato e têm VERGONHA (e olha que eu que sou de Belém aqui).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não podem mais nem usar medo dos &lt;a href="http://www.quediabos.com/2010/12/top-7-coisas-que-aprendi-no-que-diabos.html" target="_blank"&gt;Flooders From Hell&lt;/a&gt; como desculpa, já que eles já foram embora pra outro planeta há muito tempo e largaram o blog aqui à mercê dos novatos que vez ou outra caem aqui (os quais, obviamente, &lt;a href="http://twitter.com/bornos" target="_blank"&gt;NUNCA SERÃO&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É meio frustrante ter todo um trabalho de escrever um post kilométrico repleto de humor auto-depreciativo e ver que rendeu 9, 10 comentários, sendo que 6 deles são provavelmente o Quilua se passando por pessoas diferentes (não sabe quem é Quilua? Mais um motivo pra interagir mais, tá vendo só).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então é isso, esse é meu pedido: APAREÇAM. Vamo começar por esse post que você está lendo nesse exato momento. Comenta aí, fala seu nome, idade, o que faz, quais seus sonhos, seus medos, suas vontades e suas ambições (ok, mentira, ninguém quer saber isso aqui). Nem que seja pra me chamar de "ℓuke viadinho", mas interage aí, caralho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah, e vocês também deviam curtir a &lt;a href="http://facebook.com/quediabos" target="_blank"&gt;página do KD no Feice&lt;/a&gt;, porque toda vez que tem post novo aqui, uma das primeiras coisas que eu faço é chamar vocês por lá. Assim como sexo com o &lt;a href="http://twitter.com/cafetano" target="_blank"&gt;Caetano&lt;/a&gt;, não dói nada e não demora nem meio segundo, então, é sério, vai lá curtir &lt;a href="http://facebook.com/quediabos" target="_blank"&gt;AGORA&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A melhor época do KD foi sem dúvida quando aqui era mais uma roda de amigos zoada do que um blog de fato, e é disso que eu realmente mais tenho sentido falta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Post longo demais, preguiça de ler tudo, aqui vai um resumo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="0" src="http://i.imgur.com/bqYtXFT.gif" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/iFLem2z.gif" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/uujFrIR.gif" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;
&lt;b&gt;ATUALIZADO:&lt;/b&gt; Então, vi mais de uma pessoa falando que não encontrou a parte dos comentários. Se isso acontecer, tenta dar refresh aí na página até aparecer e, &lt;i&gt;voilà&lt;/i&gt;. Essa porra de Disqus que é mais bugada que meu pau, relevem por favor.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/ibUq0Pn4QIA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/ibUq0Pn4QIA/precisamos-falar-sobre-voces.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2013/05/precisamos-falar-sobre-voces.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-2540307987222973959</guid><pubDate>Fri, 26 Apr 2013 23:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-04-29T17:12:57.105-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Horrorzuera</category><title>3 histórias pra dormir de luz acesa hoje</title><description>Vocês vêem, eu sempre fui fã de histórias de terror. Ok, "sempre" entre aspas, porque quando eu era moleque me cagava de medo e não conseguia dormir à noite, mas com o tempo eu comecei a apreciar aquele arrepio que corre a espinha sempre que alguém decide compartilhar uma história que aconteceu com o amigo do primo de um colega da namorada do irmão da sala do fulano de tal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aliás, vocês sabiam que qualquer coisa fica melhor depois de uma boa história de terror?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sério mesmo. Tem até &lt;a href="http://psychcentral.com/blog/archives/2012/10/31/why-some-people-love-horror-movies-while-others-hate-them/" target="_blank"&gt;estudos&lt;/a&gt; sobre isso. Depois de alguns sustos vendo um filme de terror, seu coração bate mais rápido, a respiração fica acelerada, sua pressão sanguínea vai lá pra cima. Isso faz com que qualquer emoção que você vivencie após&amp;nbsp;o filme, enquanto você ainda está nesse estado, seja intensificada. É o que chamam de teoria da transferência de excitação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou seja, você vai curtir muito mais um jantar com a namorada ou aquele barzinho com os bróder depois de uma sessão d'&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.baconfrito.com/a-morte-do-demonio-evil-dead.html" target="_blank"&gt;A Morte do Demônio&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;- que, a propósito, tá DO CARALHO. Inclusive, tem até um estudo que mostra que &lt;a href="http://psycnet.apa.org/psycinfo/2012-03016-001/" target="_blank"&gt;você aprecia mais obras de arte depois de um filme de terror&lt;/a&gt;, vejam só vocês. Pinhead ajudando a deixar você mais culto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dito isso, vamos tentar algo novo aqui no KD. Aqui vão 3 histórias que eu achei por aí de casos supostamente reais, com suas devidas imagens e tudo mais - e nada de &lt;i&gt;creepypasta&lt;/i&gt;, afinal &lt;i&gt;creepypasta&lt;/i&gt; é uma parada meio brochante hoje em dia, já que todas são ou sobre algum episódio perdido em que o Lula Molusco fica maluco e mata todo mundo ou alguma fita amaldiçoada de algum jogo de Game Boy Color. Dou início hoje à uma possível nova seção no KD (como bem batizada pelo amigo &lt;a href="http://rafabarbosa.com/" target="_blank"&gt;Rafa&lt;/a&gt;): a Horrorzuera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz uma pipoca, tranca a porta, apaga as luzes e vem comigo.&lt;br /&gt;
&lt;span style="border: 0px; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;- A Caixa Dybbuk&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;
Em 2001, o marceneiro Kevin Mannis estava em uma venda de garagem, dessas que são comuns nos Estados Unidos, quando uma caixa de madeira (um armário de vinho pra ser mais exato) com escritas em hebreu chamou sua atenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/wbFbvPN.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Era essa com o camarada aí, ó.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Ao perguntar sobre o objeto, a vendedora contou que a caixa tinha pertencido à sua avó, uma sobrevivente do Holocausto polonesa chamada Havela. O marceneiro ainda tentou devolver a caixa, por se tratar de uma herança de família, mas a neta não aceitou, dizendo que a caixa não podia ser aberta nem devolvida. Por que alguém compraria uma caixa que não pode ser aberta talvez seja o maior mistério de toda a história, mas enfim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mannis então levou a caixa pra casa, e a primeira coisa que fez foi, lógico, abri-la. Lá ele encontrou duas moedas de um centavo datadas de 1920, uma mecha de cabelo loiro e uma de cabelo preto/castanho, ambos amarrados com cordas, um pedaço de granito com "shalom" inscrita em hebreu, um cálice de vinho de ouro, uma rosa ressecada e um castiçal com quatro pernas em formato de tentáculos de polvo, todos esses itens supostamente usados no folclore judeu para exorcizar demônios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas havia algo mais dentro da caixa. O que o pobre Kevin Mannis não imaginava é que, dentro daquela misteriosa caixa de madeira, havia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/3TjLnr2.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Mentira, era só um espírito maligno da mitologia judaica que escapou de Geena (o inferno hebraico) e possui o corpo de uma pessoa viva habitando a sua carne até conseguir cumprir algum objetivo que não conseguiu cumprir na sua vida passada por ter cometido alguma transgressão grave, como um suicídio. Nada demais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Várias coisas bizarras começaram a acontecer para Kevin Mannis. Lâmpadas explodiam sem explicação por toda a casa, as visitas reclamavam de frio mesmo com o aquecedor ligado, vozes chamando palavrões podiam ser ouvidas e um forte cheiro de urina de gato por vezes tomava conta do lugar - e acreditem em mim, como dono de um lindo gatinho preto, essa porra FEDE.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mannis também começou a ter pesadelos, assim como as pessoas que estavam em sua casa enquanto ele estava em posse dela. Como se isso já não tivesse sido o suficiente pra ele já ter jogado a caixa no rio, a mãe de Mannis teve um derrame no mesmo dia em que ele deu a caixa de presente pra ela, no dia do ANIVERSÁRIO DELA. E a minha mãe reclama que eu só dou cartãozinho que eu mesmo faço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, chegou uma hora em que Mannis já não aguentava mais e decidiu se livrar de uma vez por todas da caixa - mas não sem, claro, ganhar uma nota em cima. Assim, em 2003, ele pôs um anúncio no eBay vendendo a parada por abusivos 280 dólares. É como eu sempre digo, se você vai se livrar de um demônio, que seja de um jeito que dê pra ganhar dinheiro com isso. Bom, na verdade eu nunca disse isso, mas ei, até que faz sentido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A caixa então foi parar nas mãos de Iosif Netzke, um estudante que também começou a ter os mesmos problemas com pesadelos, perder cabelo e ter manchas na visão periférica, até que em 2004 ele decidiu se livrar da caixa... colocando-a mais uma vez à venda, o que prova que a caixa só podia conter um espírito judeu mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://paragraphfilms.files.wordpress.com/2010/08/gibson.jpg?w=545" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, o dono da vez era Jason Haxton, diretor do Museu de Medicina Osteopática (sabe Deus o que é isso) do Missouri, que já no primeiro dia começou a sentir fortes dores no estômago. Depois vieram os pesadelos com uma mulher horrorosa (algumas versões da história contam como sendo a Sarah Jessica Parker, mas não há nada confirmado), várias outras doenças estranhas como sufocamentos e feridas por todo corpo, assim como vultos pela casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decidido a descobrir o mistério da caixa, Haxton procurou o marceneiro que havia comprado a caixa no começo do post, Kevin Mannis, e ambos foram atrás da família de Havela, a sobrevivente do Holocausto também do começo do post. Os dois encontraram uma prima dela, e agora que a história fica interessante: ela contou que, durante a Segunda Guerra Mundial, Havela havia invocado um &lt;i&gt;dybbuk&lt;/i&gt;, um demônio judeu, em uma tentativa de combater os nazistas. Não deu muito certo, como vocês devem ter imaginado, o demônio não era nenhum Hellboy, e ela teve que aprisioná-lo na caixa. Talvez se ela tivesse feito panquecas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/ZU01mAD.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Agora você já sabe como um &lt;/i&gt;dybbuk&lt;i&gt; se parece.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Haxton consultou vários rabinos sobre o que diabos fazer, já que revender a caixa obviamente não vinha dando muito certo. Após um ritual de exorcismo, eles finalmente conseguiram selar o &lt;i&gt;dybbuk&lt;/i&gt; na caixa novamente, logo depois escondendo a mesma em um lugar secreto que ele se recusa a revelar até hoje...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... não antes, claro, de fazer uma réplica perfeita da caixa, porque $$$. E só pra dar um final pra história, ainda caiu uma árvore centenária na casa do infeliz que fez a réplica. &lt;i&gt;Fueeen.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ano passado também saiu um filme baseado nessa história toda, o qual eu ainda não vi mas pelo que eu andei lendo parece ser uma droga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m9k94mf5e41qcga5ro1_500.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;QUEIMA ELA JOHN!!!!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;- O boneco Robert&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história começa em 1986, na residência do sr. e sra. Thomas Otto. Essa aqui:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://cdn-2.trueghosttales.com/img/robert-doll-house-tn.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Acontece que eles tinham uma empregada que não andava muito satisfeita com o jeito como era tratada pelos patrões, decidindo então usar seus conhecimentos de vodu pra dar um presente pro filho dos mesmos, o menino Robert "Gene" Eugene. Esse presente veio na forma de um boneco de palha de 1m de altura e roupinha de marinheiro, que, mesmo tendo sido possivelmente costurado pelo próprio capeta, virou o brinquedo favorito do moleque, que gostou tanto do boneco que resolveu dar a ele o seu primeiro nome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Olhem bem a cara desse filho da puta.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://media.tumblr.com/tumblr_ltqhodYkPy1qjwa1a.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Eu disse que a porra do boneco tinha 1m de altura?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Gene levava o boneco Robert pra todo canto, e não muito raro seu pai ouvia o garoto conversando com ele. Até aí tudo bem, o problema não é falar sozinho, o problema é quando uma voz diferente responde, que era exatamente o que acontecia algumas vezes. Sem falar nas risadas que os pais também ouviam ecoando pela casa, e até mesmo vultos do boneco correndo pela casa, o que parando pra pensar agora parece até uma tirinha do Calvin &amp;amp; Haroldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, os vizinhos também diziam que viam o boneco Robert indo de janela em janela mesmo quando supostamente não havia ninguém em casa, o que podia ser: &lt;b&gt;a)&lt;/b&gt; o garoto escondido carregando o boneco de um lado pro outro só pela &lt;i&gt;infinity zuera&lt;/i&gt;; ou &lt;b&gt;b)&lt;/b&gt; o deabo, pelo mesmo motivo. Dado o caráter do post, ficaremos com a segunda opção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se tudo isso já não tivesse sido motivo o suficiente pra tacar fogo na porra do boneco, Gene começou a ter pesadelos constantes, muitas vezes acordando gritando no meio da noite. Quando seus pais chegavam no quarto, encontravam todas as coisas reviradas, o garoto encolhido de medo dizendo "foi o Robert!" e o Robert sentado na beira da cama dizendo &lt;img src="http://i.imgur.com/A8HSr5Q.png" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, trancaram o boneco do sótão, o que ainda foi pouco já que essa desgraça deveria ter sido no mínimo enterrada sob 7 palmos de concreto. O tempo passou, os pais de Gene morreram, ele casou, até que um dia reencontrou o velho amigo no sótão e decidiu levar de volta pro quarto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esposa de Eugene, Anne, não gostou nada de quando ele apareceu com o boneco na mão, e, fazendo o que toda mulher faz em algum momento da vida, se livrou do brinquedo do marido, jogando-o de volta no sótão. Eugene, por sua vez, não gostou nada disso, e decidiu não só pegar o boneco de volta como colocá-lo num quarto só pra ele, sentado numa cadeira de frente pra uma janela de onde podia observar a rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/T7C7rzx.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Vai ver esse era o plano do boneco desde o início.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
As pessoas da cidade começaram a, compreensivelmente, evitar passar perto da casa. Logo, as histórias de passos no sótão e risadas pela casa estavam de volta. Eugene, com o passar dos anos, foi ficando cada vez mais agressivo com Anne, chegando a trancá-la no cubículo debaixo da escadaria várias vezes ao dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando Eugene morreu em 1972, Anne voltou pra a casa da família e a casa foi colocada à venda. Até que um dia, cerca de 30 anos depois, a filha de 10 anos dos felizardos novos proprietários da casa encontrou Robert no sótão, e logo ela começou a dizer que o boneco não só a torturava e infernizava, mas que estava vivo e queria matá-la!!!!!!!!!!!! O que é uma acusação particularmente grave de se fazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Robert hoje vive uma pacata e tranquila vida no &lt;i&gt;Key West Martello Museum&lt;/i&gt;, Flórida, na jaula de vidro do Hannibal Lecter. É isso mesmo que você leu, meu chapa: você pode conhecer o Robert pessoalmente!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://paracrazy.com/wp-content/uploads/2011/04/robert-doll-museum.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Tá foda.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
E o mais legal de tudo, fenômenos atribuídos a ele continuam acontecendo até hoje. Pessoas com marca-passos que param de funcionar quando perto dele, curadores do museu que afirmam ter visto Robert mudar de posição no meio da noite, até mesmo visitantes que dizem ter visto o boneco mudar de expressão na frente deles. Os próprios funcionários do museu afirmam ter gastado 6 rolos de filme e várias pilhas e só conseguiram meia dúzia de fotos pra divulgação, já que várias vezes as máquinas fotográficas simplesmente paravam de funcionar perto dele.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.robertthedoll.org/" target="_blank"&gt;No site dedicado ao boneco Robert&lt;/a&gt;&amp;nbsp;você encontra mais informações sobre a história, além de poder planejar uma visita ou ainda - por que não? - comprar um Robert e nunca mais dormir direito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;- Edward Mordrake, o homem de duas faces&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok, essa história não chega a ser exatamente uma história de terror, mas é tão &lt;i&gt;creepy&lt;/i&gt; quanto as outras, então não vi por que não colocar aqui. Ela data de quando a medicina moderna ainda dava seus primeiros passos, tornando escassa a quantidade de informações concretas. Não se sabe exatamente nem a data de nascimento ou morte do cara, a maior parte do pouco que se sabe é baseado nos relatos dos médicos da época, que pelo jeito anotavam todos os registros dos casos com o mesmo papel com que se limpavam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Edward Mordrake (ou Mordake) era um jovem inglês do século XIX, herdeiro de um título de nobreza que nunca reclamou para si. Era um ótimo músico e poderia até ser o que chamamos de um cara bonito, dado os padrões da época. A vida teria sido boa para Edward. Teria sido, se ele não tivesse nascido com um problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocês vêem, Edward tinha duas faces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/-aHXd4ktK68E/T_Oo7APCweI/AAAAAAAAKyg/3e919wL6GK4/s1600/Edward+Mordrake.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Não, essa imagem aí em cima não é montagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Edward teve a sorte de ser uma das 4 a 6 crianças a cada 10 milhões de pessoas a nascer com uma anomalia chamada Craniopagus parasiticus, que é basicamente um bug de nascença onde os crânios de gêmeos não se separam durante a gestação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até aqui, nada de creepy. "Ok, um cara com uma cara extra, e daí? Já vi até foto de criança com metade de outra criança saindo da barriga", você pode dizer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí é que tá: não era só a cara do irmão gêmeo morto durante a gestação que Edward carregava na nuca (mas ei, pensando bem isso já dá um plot pra &lt;i&gt;Espíritos 3&lt;/i&gt;). A face não podia comer nem falar, mas pessoas diziam que ela costumava olhar fixamente para elas, acompanhando seu movimento como se as estudassem; que ela por vezes exibia um sorriso de canto de boca; e - olha só que merda - que ela podia rir e chorar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/1vHRMeRszw4" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Edward, como vocês devem imaginar, não era nem um pouco feliz, chegando a afirmar que a sua segunda face era ninguém menos que o próprio Diabo. Quando Edward se sentia triste (o que devia ser a maior parte do tempo), a face sorria, chegando não só a gargalhar algumas vezes no meio da noite, como também SUSSURRAR palavrões pra ele. A face podia até não ser Satanás, mas com certeza era criação dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de procurar vários médicos em busca de uma cirurgia que removesse definitivamente a sua face demoníaca (e sempre encontrando a mesma resposta, de que ela não poderia ser realizada pois seria fatal), Edward não aguentou e suicidou-se aos 23 anos. Aqui, a história tem duas versões: uma em que ele se mata com veneno, e outra em que ele dá um tiro entre os olhos da segunda face - que é bem trágica e minha preferida, porém eu fico imaginando como ele conseguiu acertar o alvo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de morrer, Edward deixou uma carta com um pedido:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;"Peço que retirem esse demonio de meu corpo antes que me eternizem em terra, pois pretendo e solicito dormir a eternidade sem os lamentos do inferno"&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
E assim seu pedido foi atendido. Sua face foi removida antes de seu sepultamento pelos médicos que cuidavam de seu caso e seu corpo foi enterrado em uma terra deserta e sem pedra nem lápide para marcar seu túmulo, como ele também pedia na carta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra finalizar o post e aproveitando este final melancólico, fiquem aí com uma música que o Tom Waits fez pro Edward em 2002 pro album &lt;i&gt;Alice&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/xrbddZuN_8Q" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
E você aí, conhece alguma história de terror (pessoal ou não) que vale a pena compartilhar? Conta aí nos comentários senão o Ilton vem puxar teu pé à noite.&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/gbYvbU3NFLs" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/gbYvbU3NFLs/3-historias-pra-voce-dormir-de-luz.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-aHXd4ktK68E/T_Oo7APCweI/AAAAAAAAKyg/3e919wL6GK4/s72-c/Edward+Mordrake.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2013/04/3-historias-pra-voce-dormir-de-luz.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-994085093347669823</guid><pubDate>Sat, 30 Mar 2013 23:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-04-26T15:55:21.572-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diário Maldito</category><title>Como eu me tornei um pedreiro</title><description>Crianças, no verão de 2012, eu estava à procura de um emprego.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sociedade em que vivemos, pra termos as coisas que queremos, precisamos dessa outra coisa chamada dinheiro - o que é ótimo, afinal é o que nos torna melhores do que, por exemplo, a Coréia do Norte, e faz com que possamos comer Sucrilhos e não nossas próprias criancinhas no café da manhã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até então, só fazia alguns bicos sempre que podia como caixa/recepcionista no negócio dos meus pais, o que era mais uma forma de me manter longe da minha caminha nas horas em que eu não estivesse na faculdade do que de fato um emprego. Mas chegou um momento em que o salário que me davam (que só não era de fato sal, porque, pelamor, aí já seria sacanagem) já não era o suficiente. Precisava sustentar meus vícios (meus jogos e meus gibis não se comprariam sozinhos). Precisava pagar minhas dívidas (até pra mulher da cantina da faculdade eu devia). Precisava alimentar minha namorada, meu gato e, principalmente, alimentar a mim mesmo. Precisava de um emprego de verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/BAJtUO2.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Foi bem assim mesmo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Além do que, eu tenho um sério problema com cartão de crédito. Cartões de crédito funcionam, basicamente, como viagem no tempo, só que sem aquele risco chato de você engravidar sua mãe ou matar seu próprio avô. Digamos que você quer fazer uma compra, mas está sem dinheiro no presente. O cartão de crédito possibilita a você emprestar dinheiro de você mesmo de um futuro próximo - partindo, lógico, do princípio que você vai ter dinheiro num futuro próximo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema é quando o dia do vencimento chega e o seu Eu do Futuro Próximo só tem o valor X, mas o dinheiro que o seu Eu do Passado pegou foi, digamos, X + Y. Não tendo como pagar o valor total, o seu Eu do Futuro Próximo resolve pagar só o que tem no bolso, mas promete apertar o cinto pelo resto do mês pra juntar dinheiro, podendo assim o seu Eu do Futuro Distante pagar a dívida. Aí a fatura finalmente chega no futuro distante, mas o seu Eu do Futuro Distante não tem mais o valor necessário, porque não só o Eu do Futuro Próximo gastou todo o dinheiro que devia ter economizado em comida e cerveja, como também o seu Eu do Presente fez mais dívidas ainda no cartão porque achava que "bah, ainda falta muito tempo, dá pra juntar bastante dinheiro até lá". Agora, ele tem que pagar X + Y + Z, sendo Z os juros que começaram a correr. Então seu Eu do Futuro Distante fica puto com os seus Eus do passado e decide jogar esse pepino pros seus Eus de Futuros Mais Distantes Ainda, até que chega uma hora em que você tá devendo X + Y + Z + o abecedário inteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resumindo: cartões de crédito, como toda forma de viagem no tempo, podem trazer &lt;b&gt;muita&lt;/b&gt; dor de cabeça. Uma alternativa seria um cartão de crédito reverso, onde ao invés de pegar dinheiro do futuro, você pegaria do passado. Só que aí você ficaria endividado só de &lt;i&gt;pensar&lt;/i&gt; em comprar alguma coisa, o que pensando bem seria pior ainda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, lá estava eu na minha jornada em busca de um emprego. Fiz currículos, espalhei vários por aí, não só em empresas de arquitetura, mas também em lojas onde eu gostaria de trabalhar (na grande maioria, livrarias ou lojas de informática). O grande problema mesmo pra mim era o horário: pouquíssimas empresas contratam funcionários sem experiência nenhuma, que só possam trabalhar meio período e que tenham a cara de pastel que eu tenho. Fiquei também a procura de estágios, mas a maioria das empresas só procuravam estagiários que estivessem lá pelo seu último ou penúltimo ano, o que não era o meu caso. Ainda estava nos primeiríssimos anos da faculdade de arquitetura, e até então eu não sabia projetar casas que não fossem um quadrado com um triângulo em cima. Puta merda, eu não sei até hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi nessa situação em que um amigo da minha mãe que gerenciava uma obra em um banco me estendeu a mão e me ofereceu um emprego - não um estágio, mas um EMPREGO, de carteira assinada e tudo mais. O salário era mínimo, mas pra um estudante fodido que só podia trabalhar meio-período como eu, tava ÓTIMO.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando me contrataram, disseram que seria interessante porque eu conheceria de perto o dia-a-dia da obra, aprenderia sobre os materiais, ferramentas e vistoriaria as plantas, as construções, etc etc. Seria ótimo pra mim, afinal, como já me dito várias vezes, as coisas mais importantes da minha futura profissão eu vou aprender fora da faculdade. Bom, isso foi o que me disseram. Na prática, eu fui jogado num almoxarifado escuro no subsolo do prédio, numa salinha empoeirada com aquelas lâmpadas que, quando não estão fazendo aquele som de zzzzzzzzzzzzzzz, é porque queimaram e eu estou no escuro de novo. Além disso, como era uma obra, a maior parte dos meus colegas de trabalho eram... bem, eles eram pedreiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" height="320" src="http://thumbs.dreamstime.com/x/pedreiro-com-tijolo-15191087.jpg" width="253" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Procurando por "pedreiros" no Google eu encontrei esse clip-art super carismático.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Literalmente, pedreiros. Vocês vêem, eu tenho essa ideia na minha cabeça de que a pior coisa que alguém pode ser nessa vida é um estereótipo. Ok, ser um estuprador, homicida, marginal ou fã de Felipe Neto é muito pior, claro, mas ser um estereótipo é definitivamente ruim, seja ele do que for. E os pedreiros eram exatamente isso: estereótipos ambulantes, como se todas as ideias que nós temos de como são os pedreiros são criassem vida e saíssem por aí construindo casas e cantando as mulheres que passam na rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo, no meu primeiro dia de trabalho, assim que pus os pés no que viria a ser meu ambiente de trabalho, eu ouvi uma das conversas dos pedreiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ê rapá, eu tava fazendo as contas aqui, e eu já devo ter comido umas 300 buceta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim eu conheci o Anderson, que seria meu parceiro de almoxarifado pelos próximos 6 meses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por um bom tempo, era o único que eu sabia o nome. Sabe quando você é novo na sala, e tem tanta gente que parece que é impossível um dia decorar o nome de todos? Pois é. Pra mim, eram só "os pedreiros" e foda-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os pedreiros só conversavam sobre duas coisas: mulher e comer mulher. Sabe aquele amigo mala que todo mundo tem que parece que a mente parou de se desenvolver na puberdade? É como se tivesse 30 desses amigos. Às vezes eles falavam sobre, sei lá, algum traficante que morreu na rua deles depois de levar 50 facadas no peito ou algum assunto leve assim pra se conversar num agradável fim de tarde, mas na maioria das vezes era sobre mulheres mesmo e suas interrelações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/eR9NDY4A1qI" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Lá que eu conheci também o Alanzinho Maniçoba, que por algum motivo um deles tinha esse mesmo vídeo salvo no celular.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Numa das minhas primeiras semanas, me convidaram pra uma tal de Casa das Primas, o qual toda vez que eu perguntava do que se tratava, eles só respondiam "quando a gente te levar lá tu vai ver". Agora parece meio idiota não ter sacado de primeira do que se tratava, mas na época eu não tinha a experiência que tenho hoje, então me perdoem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa das Primas era, como vocês já devem ter sacado, um puteiro, pro qual toda sexta-feira ou dia de pagamento eles iam quase que religiosamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Das primeira vezes que me chamaram pra Casa das Primas, foi algo como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vamo levar o Lucas pra Casa das Primas hoje pra ele conhecer lá!&lt;br /&gt;
- Ahnn, nãaao, obrigado, é que eu tenho namorada...&lt;br /&gt;
- E daí? Todo mundo aqui tem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem se eu não tivesse namorada eu ia lá, mas enfim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também tinha o Seu Renato, o chefe do almoxarifado, que meio que não gostava de mim. Sempre tem que ter um assim. Claro, eu fazia merda - e muita. Quando eu fazia algo errado, tinha que aguentar ele reclamando de mim. O problema é que até quando eu fazia algo certo ou mais rápido do que o esperado, tinha que ouvir algo do tipo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O senhor é muito rápido. Imagina o senhor em cima de uma mulher numa noite fria de inverno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No começo, parecia uma daquelas clássicas e batidas fórmulas de sitcom: personagem novo chega ao lugar e tem dificuldade pra se adequar ao ambiente e às pessoas que lá vivem, gerando várias situações cômicas. Sem falar no estranhamento que eu causava. Afinal, eu era o único pedreiro de All Star e camisa do AC/DC por baixo do jaleco da empresa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo dia no meu trabalho, eu aprendia uma palavra nova. Se você acha que "boceta" é o pior nome já criado pelo homem para a vagina, você precisa bater um papo de 15 minutos com algum pedreiro. Aliás, eu não sabia que uma palavra podia ter TANTOS sinônimos. E eu que achava que já tinha aprendido todos na oitava série.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia, eu me dei conta de que, se fosse continuar vivendo ali naquele ambiente todo santo dia, eu precisava me adequar. Foi quando eu criei um personagem que interpretaria todo dia em que pisasse no trabalho, que seria tão pedreiro quanto os outros pedreiros. Os pedreiros inevitalmente puxariam assunto comigo, então eu teria que ser tão pedreiro quanto eles pra conversarmos de igual pra igual. Tipo uma vez que eu estava andando pela obra, quando vi eles reunidos vendo alguma coisa. Fui me aproximar pra ver do que se tratava, pra encontrar todos eles assistindo um vídeo no celular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Opa opa, deixa eu ver isso aí.&lt;br /&gt;
- OLHA AÍ LUCAS, O QUE TU FAZIA COM UMA DESSAS?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" height="282" src="http://1.bp.blogspot.com/_7wl9r9AVlF0/SR28JEg9-OI/AAAAAAAADP0/NWI7yfisJkE/s400/garota+da+laje.bmp" width="400" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;AFOGAVA.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
- Ôrra, cara, eu... pffffffff, porra, eu... pfffff, preciso dizer? Ôrra.&lt;br /&gt;
- ÉÉÉÉ, TÁ CERTO, ESSE É O LUCÃO!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia eu (fingia que) arrumava as coisas nas prateleiras, quando o Anderson me chamou pra mostrar uma coisa no celular: um vídeo amador em primeira pessoa, possivelmente filmado com o mesmo celular que o reproduzia ali na minha frente, e mais possivelmente ainda pelo mesmo cara que segurava ele naquele exato momento. Quando esse pensamento passou pela minha cabeça, minha vontade foi de falar "... CARA, TU NÃO TÁ ME MOSTRANDO TEU PAU, NÉ?"; mas, com bastante auto-controle eu consegui disfarçar e calmamente dizer "... CARA, TU conhece essa gostosa aí?"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, não. Mas olha só, olhando assim, essa aqui deve ter uns 27 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu disse que o vídeo era um CLOSE FECHADO? Pois é, o vídeo era um close fechado, e não era no rostinho dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ôrra, como tu sabe?&lt;br /&gt;
- Sabendo, cara. Lucas, nessa vida eu já comi umas 700 buceta. Já te disse isso? Chega uma hora que só de olhar já dá pra saber. Por exemplo, deixa eu te mostrar outra. Ó, essa aqui, tá vendo só aqui? Isso aqui e isso aqui? Então. Essa tem uns 35. Agora, olha essa outra aqui, pera. Tá vendo? Essa aqui não deve ter mais do que uns&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aí ele deu a idade que achava que ela tinha, a qual eu não posso dizer aqui porque, se ele estiver correto, então acho que estávamos cometendo um crime.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o tempo, eu fui aprendendo o nome de cada um deles. Bem, "nome" entre aspas. Tinha o Chupa, o Coiote, o Tropeço, o Beijador, o Sassá, o Miserê, o Belezão (esse era legal porque chamava todo os caras de Beleza, e todas as mulheres de Bonitona), o Japonês (que curiosamente era negão), o Negão (que seria engraçado, mas não era japonês), Elvis (que chamava todo mundo de Elvis Presley), o Seu Zaca, etc etc etc. E não eram todos pedreiros. Não. Tinha o bombeiro hidráulico, o eletricista, o técnico de ar condicionado, o marceneiro, o encarregado de obras...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia, o Anderson e mais alguns deles chegaram com umas sacolas do supermercado que tinha ali perto e me chamaram pra ir lá com eles. Tinham trazido um saco de pães carecas, margarina, mortadela e uma garrafa de Coca-Cola, e disseram que eu podia me servir. Peguei uma fatia de mortadela, abri o pão com os dedos mesmo e, quando perguntei com o que ia passar a margarina, só me estenderam uma faquinha descartável que tinha por lá (era isso ou um estilete enferrujado). Eu nem gosto de mortadela, e com certeza devo ter pegado alguma doença aquele dia (por sorte minha carteira de vacina tava em dia), mas quer saber? Eu nem liguei. Foi quando eu percebi: eu não estava aprendendo a ser um arquiteto. Eu estava aprendendo a ser um pedreiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No meu tempo na empresa, eu aprendi bastante coisa. Não só os 37484 nomes para o pênis ou como saber se uma garota secretamente curte um anal, mas também coisas que com certeza vou usar um dia na vida. Como instalar tomadas, por exemplo. Como pintar uma parede (mesmo que, pelo menos até agora, só na teoria, embora tenha planos de pintar meu quarto em breve). Acabei aprendendo também, como prometido, bastante sobre os materiais e as ferramentas. Se quando eu cheguei eu não sabia nem da existência da maioria, quando saí já sabia até as situações em que cada uma devia ser usada. Além disso, aprendi como lidar e respeitar os caras que, se tudo der certo, provavelmente um dia vão trabalhar comigo. Afinal, se eu pretendo um dia ser arquiteto, tenho que entender não só com o que eu vou trabalhar, mas com quem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de 6 meses, a obra chegava ao fim, e, como disse nesse post, saí de lá. Tive que voltar mais uma vez pra buscar meus documentos e tudo mais, aí toda a peãozada que passava por mim me cumprimentava, perguntava como eu tava, pra onde ia depois dali e, claro, me convidava pra ir na Casa das Primas quando tivesse um tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Um dia, um dia.&lt;br /&gt;
- Pô, tá beleza então. Muleque, já te contei que eu já comi umas 1.500 buceta?&lt;br /&gt;
- Ôrra, eu já comi umas 100, mas um dia eu te alcanço, Anderson!&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/Eq5yj0EQr_Y" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/Eq5yj0EQr_Y/como-eu-me-tornei-um-pedreiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/eR9NDY4A1qI/default.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2013/03/como-eu-me-tornei-um-pedreiro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-3820060085625866641</guid><pubDate>Fri, 08 Mar 2013 04:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-30T13:49:02.292-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diário Maldito</category><title>E agora para algo completamente diferente</title><description>Então, deixa eu me explicar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok, eu sei, eu sei que PARECE que eu passei um mês inteiro sem postar logo quando eu tinha acabado de voltar com todo um discurso inspirador de que eu ia mudar, ia ter post novo toda semana, ia me dedicar mais e blá blá blá. Parece MUITO que foi isso, eu sei (principalmente pelo fato de que, bom, &lt;i&gt;foi exatamente isso&lt;/i&gt;). Mas, tal qual um marido que é pego em flagrante pela esposa na cama com a Flávia, a estagiária nova do trabalho, que também não fazia ideia que o patrão era casado... meus amores, eu posso explicar.&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Primeiro de tudo, fui demitido do meu emprego. Não que eu tenha feito alguma merda - na verdade, eu fiz VÁRIAS, surpreendente mesmo é eu ter ficado tanto tempo. A real é que eu saí porque a obra pela qual a empresa era responsável já tava chegando nos seus últimos dias, então era natural que o quadro de funcionários sofresse um corte e eu fosse junto com a galera mais dispensável. Agora eu tô tendo uma prévia da vida adulta, tendo de encarar filas, tirar documentos, tirar cópias de documentos, encontrar documentos que eu nem sabia mais onde tinha largado, descobrir meu PIS, PASEP, CNH, CNPJ... todo dia eu aprendo uma sigla nova, e toda sigla nova vem com uma fila nova também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo, a faculdade anda comendo o pão da minha vida. É como dizem, "depois da tempestade vem a bonança, mas essa não dura nada e logo você volta a se foder de novo", ou algo assim. Tô de volta àquela fase gostosa em que termino um trabalho 3h da manhã querendo só me jogar na minha cama, mas quando vou deitar nela, eu não posso, porque todos os meus materiais de projeto estão lá, então o jeito é dormir em cima da prancheta mesmo e é o que eu faço mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por falar nisso, outro dia tive que desembolsar nada menos que 90 paus nisso aqui, ó:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/1AXcLYv.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Isso mesmo, 90 pila numa CAIXA DE LÁPIS DE COR. Cês conseguem imaginar a dor disso? Se você é engenheiro e estiver rindo disso, favor tomar no cu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terceiro, em um lapso mental, terminei com minha namorada. Aí vi a besteira que tinha feito e corri atrás pra consertar isso, felizmente a tempo. Afinal, terminar com uma ruiva tatuada que te ama tanto quanto você a ama é algo que só pode ser considerado, se não um crime em alguns países, uma estupidez terrível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quarto, participei do &lt;i&gt;No Shave February&lt;/i&gt;, o que me rendeu em algumas semanas uma bela e espessa barba, uma verdadeira surpresa pra muitas pessoas que nem sabiam que eu tinha os hormônios necessários pra isso. Sem emprego e sem namorada, a única coisa que me restava era cultivar uma barba mesmo. "Mas &lt;b&gt;ℓ&lt;/b&gt;ukiiiii, como exatamente isso impediu você de postar?" Sei lá cara, eu só queria comentar que tava barbudo, passei 28 dias sem me barbear, não queria que tivesse sido em vão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E quinto e último, essa belezinha isso aqui:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/rx3Oc5i.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Respondendo logo às perguntas que eu mais tenho recebido nos últimos dias: sim, é minha; não, não é de henna; não, não doeu; e NÃO, VOCÊ NÃO PODE COLOCAR O DEDO.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora sim, tudo na minha vida de volta aos eixos, acho que posso seguir com a aposta de um post por semana. E como vocês podem ver, o Ygor também não andou postando desde então. Esses aqui foram os meus motivos. Agora &lt;a href="http://improbabilidade.com/" target="_blank"&gt;vocês podem ir lá&lt;/a&gt; perguntar quais os dele.&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/ZUxwGBeona8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/ZUxwGBeona8/e-agora-para-algo-completamente.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2013/03/e-agora-para-algo-completamente.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-5283113055841085264</guid><pubDate>Sat, 26 Jan 2013 02:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-15T21:42:49.162-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Metalinguagem</category><title>E vamo que vamo</title><description>Oi, eu sou Lucas Guedes, também conhecido como Lukita, Lukete, lukeg14 ou até mesmo Vandeco Ranca-Prega, mas isso é uma outra história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você também devem me conhecer como o amável e carismático blogueiro Luke, que comanda o não-mais-tão-bem-frequentado-e-muito-menos-atualizado blog chamado &lt;b&gt;¿Que Diabos?&lt;/b&gt;&amp;nbsp;- também conhecido, POR ALGUM MOTIVO, como KD.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/-QcKw13UOvSI/UQM0H96F0oI/AAAAAAAAAak/Q1bIZkB9Z30/s1600/facebook.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/-rXxoWR-QuAk/UQM0pM6btSI/AAAAAAAAAa0/McFiGpFrB-k/s1600/twitter.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://2.bp.blogspot.com/-palj66JuHHU/UQM028sOD_I/AAAAAAAAAa8/jyFmWGWv4qM/s1600/msn.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://2.bp.blogspot.com/-MgxMIBgDXZk/UQM0OHhBLAI/AAAAAAAAAas/dFVK_vBU9Uo/s1600/steam.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/-Xvy6zetbh-g/UQM1BxROPCI/AAAAAAAAAbE/TbFI7QC_b3o/s1600/LjHG9.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Ok, talvez seja por isso.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Se o KD fosse um bar, é como se um dia ele já tivesse sido aquele bar maneiro com bilhar e cerveja na caneca onde você e seus amigos se reuniam ao redor de uma mesa pra falar merda, xingar o barman (e aqui vocês podem me imaginar atrás do balcão, com um avental, ostentando um repeitável bigode, um guardanapo por cima do ombro e uma cicatriz ameaçadora no queixo) e colocar gorjetas no decote de garotas vestindo apenas toalhas. Não era o melhor bar da cidade, definitivamente não o mais visitado, mas tinha lá a sua clientela fixa e o seu charme. Também não tinha a melhor decoração, a cerveja podia ser mais gelada e o espetinho definitivamente podia ser melhor, mas tinha um clima agradável. Ok, talvez nem tanto, afinal as cadeiras podiam ser mais confortáveis, as mesas podiam ter pernas de tamanho igual para não ficarem balançando, o barman podia ter comprado uns ar-condicionados e aliás ele mesmo também podia ser um pouco mais simpático. Pensando bem, nem você sabia por que DIABOS você e seus amigos voltavam lá, mas o importante é que sempre voltavam e é isso que importa, caralho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, um dia, a cerveja começou a ficar cada vez mais escassa, umas boates mais maneiras começaram a abrir no outro bairro e as pessoas começaram a parar de frequenta-lo (inclusive o próprio barman), sobrando apenas alguns bêbados jogados em cima do balcão. O próprio bairro começou a ficar perigoso, com marginais, prostitutas, traficantes e AIDS espreitando em cada beco, em cada esquina. O KD virou o tipo de lugar frequentado apenas por os viciados em heroína e mendigos que se reúnem ao redor de uma lata de lixo pegando fogo para se proteger do frio. O lugar que você só vê quando está passando pela rua, olha para o lado e avista aquela fachada abandonada e caindo aos pedaços, então você se recorda dos bons e velhos tempos e pensa com tristeza "aqui costumava ser um bom lugar", apenas para logo em seguida ser abordado e assaltado por algum skinhead viciado em crack que pulou na sua frente com um estilete enquanto você estava distraído.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É triste, mas acontece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ano passado o KD fez 7 anos - o que, parando pra pensar agora, é MUITO tempo. É quase como idade de cachorro: em idade de blog, 7 anos já seria aquele seu cachorro velhinho com barbicha branca que só faz dormir o dia inteiro. O KD faz parte do diminuto grupo de blogs de texto (também conhecido como blog de raiz, aquele blog moleque, de várzea, o blog arte) que ainda respira, mesmo que, nos últimos meses, com ajuda de máquinas. Pra se rular na internet hoje em dia, você basicamente ou tem um vlog ou faz tirinhas de memes. Quem sabe até uma página no Facebook chamada &lt;b&gt;[&lt;/b&gt;Nome de pessoa completamente aleatório, ex: Gina, Urso Ted, Chapolin, Papa João Paulo II&lt;b&gt;]&amp;nbsp;+&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;[&lt;/b&gt;Adjetivo mais aleatório ainda, ex: Indelicado, Sincero, Irônico, Atrevido&lt;b&gt;]&lt;/b&gt;. Vocês podem não acreditar, mas NA MINHA ÉPOCA, um blog com 500 visitas diárias(!!!!11) era sinônimo de status na internet. Seria o equivalente virtual a ter uma piroca de 30 cm, só que, claro, sem as benefícios reais da mesma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/-0YEWFQjPFmg/UQMvyITP9uI/AAAAAAAAAaU/-NCauzF4ILg/s1600/blogueiros.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Ter um blog de textos era mais ou menos assim, bons tempos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Porém, geralmente esse status na internet se restringia só mesmo a ela. Na época, gente que de fato ganhava dinheiro com o blog era uma espécie de lenda urbana internética. Ouvíamos histórias e até posts de blogueiros que afirmavam ter ganhado o tão cobiçado cheque (na época era um cheque que chegava por e-mail mesmo) de US$100 do AdSense com uma certa desconfiança. Se, na época, alguém dissesse que planejava um dia viver de blog, a reação geral seria rir da pessoa cuspindo de volta na cara da mesma toda a Coca-Cola que ainda não tinha nem descido a garganta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, nessa época o KD ainda era um blog com o layout preto basicão do Blogger que nem nos seus sonhos mais loucos imaginava chegar em mais de 100 visitas diárias. Quem rulava a internet mesmo eram blogs que a galera hoje em dia provavelmente nunca nem ouviu falar, como o &lt;a href="http://fazsentido.blogspot.com.br/" target="_blank"&gt;Faz Sentido?!&lt;/a&gt;, o ato ou efeito e o &lt;a href="http://hbdia.com/" target="_blank"&gt;HBD&lt;/a&gt; (e você pode até não gostar do Kid, mas você precisa respeitar o cara por estar ainda aí firme e forte com o blog mesmo quando todos os outros já morreram - o cara já escreve faz 12 anos, puta que pariu) (e sim, esse "12 anos" foi um chute canalha, mas eu sei que é BASTANTE tempo). Foi nesse contexto que eu e o &lt;a href="http://odeioejustifico.com.br/" target="_blank"&gt;Raphs&lt;/a&gt; começamos a escrever, cada um em seu blog. O que começou com um post narrando o dia em que fui ao McDonald's comprar uma boneca Moranguinho pra minha mãe hoje já dura - entre idas e vindas - 7 ANOS!!!11 É provavelmente a coisa que eu faço há mais tempo na vida, e, ironicamente, a qual eu menos me dedico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma rápida corrida de olho pelo histórico de posts do KD e você vê como, se em 2006 eu fiz hoje inacreditáveis 207 posts, em 2012 foram lamentáveis SETE. Culpo basicamente 3 coisas: primeiro, minha inspiração, que definitivamente não é constante. Se um dia eu sento na frente do computador, abro o bloco de notas e os parágrafos vão praticamente escorrendo da minha cabeça pela ponta dos dedos direto para o computador, no outro eu já encaro o monitor e suo SANGUE, mas nada sai. É frustrante, e a culpa da queda não só da frequência mas também da qualidade dos posts com o passar do tempo eu atribuo em grande parte a isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo, à minha vagabundagem. Vou exemplificar na seguinte imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://2.bp.blogspot.com/-UbsmnfgMEZY/UQM3DSh0zyI/AAAAAAAAAbU/lHTQUd6uSa0/s1600/eu.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Nem tenho Wii, mas cês entenderam.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
E, terceiro, vejam que irônico, à minha falta de tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu explico: como quem já acompanhava o blog bem sabe, já faz um tempo que entrei pra faculdade. E do último post pra cá, acabou que eu descolei um emprego - e, sim, um emprego de VERDADE, do tipo com carteira assinada, crachá, salário e mijada do patrão todo santo dia, sobre o qual eu pretendo falar com mais detalhes nos próximos posts. E há meses eu tenho de encarar diariamente o combo faculdade&amp;nbsp;+ trabalho, o que faz com que eu reserve o meu pouquíssimo tempo livre às coisas que realmente importam nessa vida, que é comer, dormir e passar a piroca na patroa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É engraçado. Aquele mesmo moleque que há alguns anos fazia posts sobre cones e ser abordado na rua por estar usando camisetas de gatinho hoje em dia começa a dar os primeiros passos em direção à vida adulta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas essas coisas somadas acabaram fazendo com que eu deixasse o blog um pouco mais de lado, como vocês podem bem ver pelo hiatus entre o último post e esse aqui. Não tinha ideias sobre o que postar, não tinha tempo pra postar e muitas vezes não tinha nem vontade. No final das contas eu acabei sem onde nem com quem reclamar, o que é, bom, basicamente o objetivo principal desse blog. Fui experimentar esse negócio que chamam de "vida adulta" e me fodi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eis que, um belo dia, surge um broder meu do Twitter, o qual atende pela alcunha de &lt;a href="http://twitter.com/YgorFremo" target="_blank"&gt;@YgorFremo&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(é gay dizer que eu lembro até hoje a primeira vez que ele comentou aqui?), com uma proposta indecorosa e diz esperar uma resposta, uma resposta de mimzinho. Vejam vocês, o Ygor, assim como eu, também tem um blog, o &lt;a href="http://improbabilidade.com/" target="_blank"&gt;Improbabilidade Infinita&lt;/a&gt;. E, também assim como eu, nenhuma vergonha na cara, porque o mesmo passou por uma reforma que durou MESES, ganhou um layout lindão, um domínio .com, só pra voltar com UM post e ser abandonado às traças de novo. Mas enfim, o negócio é que o Ygor...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-IdYpX9Rb8ZU/UQMuYOJi2bI/AAAAAAAAAaE/fGGkxdxqPrQ/s400/270315_10200419534796090_1850937819_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Esse é o Ygor.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
... chegou com uma ideia sensacional, que era a seguinte:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;blockquote class="twitter-tweet"&gt;
O nome da aposta é 52 Semanas, 52 Textos. A cada semana que você não atualizar, você perde a autoria de um texto seu.&lt;br /&gt;
— Ygor Freitas (@YgorFremo) &lt;a href="https://twitter.com/YgorFremo/status/285456243840135168"&gt;December 30, 2012&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;script async="" charset="utf-8" src="//platform.twitter.com/widgets.js"&gt;&lt;/script&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Foi aí então que eu vi a oportunidade não só de ressurgir com o blog das trevas, como também dar uma repaginada em tudo aqui (além de roubar uns seguidores do Ygor porque O FILHO DA PUTA TEM UM FANDOM ENORME). Voltar pro .com, finalmente largar o Blogger e ir pro Wordpress, organizar as malditas seções do blog, tomar vergonha na cara e encomendar um layout decente... preparem-se pra ver some serious shit por aqui nos próximos dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok, talvez semanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou meses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou, quer saber, vamos com calma, certo? Eu acabei de fazer um post inteiro reclamando de falta de tempo, caralho, então não esperem entrar amanhã e PAM, tudo novo. Vamos com calma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas então vamos lá, avisem seus amiguinhos, chamem seus familiares, pichem as paredes da escola, hackeiem sites do governo e subvertam o sistema: o KD voltou, filhos da puta. Agora tão moderno e descolado quanto um moleton dos memes, um vlog do Felipe Neto ou um reboot dirigido pelo Marc Webb e produzido pela Ninja Theory.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, eu sei que o ano começou faz quatro semanas, eu sei que eu tenho um histórico quilométrico de promessas feitas e não cumpridas e, principalmente, eu sei que aqui costumava ser um bom lugar. Vamo ver se agora consigo deixar ele melhor ainda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Tua vez, Ygor)&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/4q1l7UXQvAo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/4q1l7UXQvAo/e-vamo-que-vamo.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-QcKw13UOvSI/UQM0H96F0oI/AAAAAAAAAak/Q1bIZkB9Z30/s72-c/facebook.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2013/01/e-vamo-que-vamo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-3605943507358555890</guid><pubDate>Thu, 16 Aug 2012 01:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-30T13:56:13.566-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dadaísmo</category><title>A fronteira final</title><description>O ser humano é uma espécie incrível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, sério. Parem pra pensar aí: enviamos robôs à Marte, quebramos o pi até alguns trilhões de dígitos, provamos a existência do Bóson de Higgs. Inventamos coisas como a literatura, a música e a pizza de bacon. Fomos de macacos à espécie dominante do planeta, no topo da cadeia alimentar. O que faltava? A resposta é óbvia: a tatuagem no cu. Isso mesmo, no cu.

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;a href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2012/08/tatuagem-anal-vira-moda-em-evento-nos-eua.html"&gt;Tatuagem anal vira moda em evento nos EUA&lt;/a&gt;

&lt;br /&gt;
Uma modalidade de tatuagem pouco conhecida pode se tornar uma nova tendência segundo participantes de um evento sobre o tema realizado no fim de semana em um centro de convenções da Flórida, nos Estados Unidos.&amp;nbsp;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tatuagem anal chamou a atenção dos visitantes da 17ª edição da South Florida Tatoo Expo, evento que reúne anualmente, além de tatuadores, atrações musicais, carros, shows exóticos.&amp;nbsp;

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das participantes do evento contou ao site “New Times”, de Palm Beach, já ter tatuado o nome de dois ex-namorados no ânus e garantiu que tatuar o local é “muito, muito bom”.&lt;/blockquote&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;i&gt;Aonde nenhum homem jamais esteve&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Você deve estar provavelmente se perguntando qual é a utilidade prática disso. Eu respondo: estética, lógico! Afinal, quem quer ter um cu que pareça um cu? Convenhamos que não é exatamente a coisa mais bonita do mundo. Mas agora você tem a chance de embelezar o seu, seja com uma bela frase ou com um lindo desenho. Eu mesmo me pego às vezes pensando se não seria ótimo uma tatuagem no cu. No café da manhã, no trabalho, na faculdade, se você me ver qualquer dia distraído, é porque estou pensando em uma tatuagem no cu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma pena a área de trabalho ser tão pequena (quer dizer, na maioria das pessoas), o que só provavelmente só possibilitaria tatuar desenhos simples. E mesmo se você conseguisse tatuar a Capela Cistina no cu, como você mostraria para as outras pessoas? Imaginem só as situações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Cara, acabei de fazer uma tatuagem!!!!!&lt;br /&gt;
- Legal, onde??????&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pessoa faz um goatse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Uoou, tem algum significado????&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou então a garota decide deixar como uma surpresa pro ficante, que chega na hora, vê aquilo e – nossa gata você tem um golfinho no seu cu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O KD então convida vocês para celebrar mais esta conquista e pergunta: o que daria uma ótima tatuagem no cu?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Um Ouroboros:&lt;/b&gt; essa é pra quando você tatua um chimpanzé de roupa de balé com uma xícara na cabeça e a pessoa chega e pergunta “nossa!!! tem algum significado??”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É. Claro que tem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um Ouroboros é aquele símbolo da cobrinha comendo o próprio rabo, algumas pessoas acham que significa o Infinito, mas na verdade significa que você acaba de morrer no Snake. Um Ouroboros encaixa perfeitamente no cu não apenas pelo seu formato circular, mas também porque agora você vai ter a oportunidade de, quando questionado sobre o significado, poder pagar de cult e responder “ah, é muito profundo rss”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E esse é o significado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Um alvo:&lt;/b&gt; porque só pode ser assim que alguém que faz uma tatuagem em qualquer lugar entre o cóccix e o início das pernas enxerga o próprio cu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A inscrição do Um Anel:&lt;/b&gt; aproveitando que a moda nerd/geek está em alta, por que não tatuar logo os dizeres do anel do Senhor do Escuro no cu? “Mas&amp;nbsp;
&lt;em style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: small; font-style: normal; line-height: 16px; text-align: justify;"&gt;ℓ&lt;/em&gt;ukiiiii, se eu tatuar no cu, como meus amigos vão saber que eu sou nerde?” Simples, você pode aproveitar o hype e ir tomar logo no cu também, assim todos seus amigos ficam sabendo não só da sua tatuagem, mas do nerdão que você é! Bazinga!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Uma frase:&lt;/b&gt; ao invés de apenas desenhos ou imagens, você pode optar por uma bela mensagem. Seja de um livro (“abandone toda esperança aquele que aqui entrar”), uma música, ou filme favorito, existem inúmeras opções. Se você é religioso, “dirigido por mim, guiado por Deus” é sempre uma boa pedida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você também pode tatuar em outra língua, como francês ou inglês, assim vai ter a chance de repetir a frase toda vez que alguém perguntar o que significa (o que, convenhamos, é o que todo mundo que tatua frases em outro idioma quer).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você também pode tatuar um quote de um autor, o que é sempre muito bonito e faz pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que sua tatuagem diz?&lt;br /&gt;
- "Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és..."&lt;br /&gt;
- Show&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E essas são todas as dicas para tatuagens anais super descoladas que eu consegui pensar por hoje. Pensou em mais alguma? Fala aí nos comentários.&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/G5uLfY2GfRY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/G5uLfY2GfRY/a-fronteira-final.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2012/08/a-fronteira-final.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-6321345727332771673</guid><pubDate>Wed, 25 Jul 2012 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-30T13:48:21.494-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Resenhas</category><title>O Espetacular Homem-Aranha</title><description>&lt;span style="background-color: white;"&gt;Maio de 2007. Lá estou eu trancado em um ônibus lotado no meio de um engarrafamento, me segurando naquelas barras do teto e sentindo todo meu sangue dos braços voltando pro corpo. Mas nada disso importa, porque estou em posse de um pedaço de papel impresso que me garantiria a entrada para a estreia mundial de Homem-Aranha 3. O primeiro HA tinha sido o filme da minha infância, o segundo elevou os filmes de super-herói da época a outro nível, e agora, depois de 3 anos de espera, estava finalmente indo ver o terceiro capítulo que fecharia a saga que já era parte da minha vida. Depois de DUAS horas no ônibus, finalmente chego no shopping que era literalmente DO OUTRO LADO da cidade (porém o que teria as sessões mais cedo). Subo os 4 lances de escadas rolantes, chego na frente do cinema, entrego meu ingresso, pego o canhoto, respiro fundo e corajosamente adentro na sala de cinema para enfim encontrar o meu destino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Duas horas depois eu saio de lá, e... e... E... ok, o que foi isso que eu acabei de ver?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi uma sensação esquisita. Anos me preparando para o que deveria ter sido o filme mais emocionante da minha vida, mas quando chegamos na cena da dança com a Gwen no bar eu já sinceramente não sabia o que fazer. Eu não sabia se deveria estar gostando daquilo ou chorando pra ir embora. A minha vontade era de virar para a pessoa ao lado e perguntar se o problema era com o filme ou comigo mesmo. Saí do cinema com aquele gosto estranho na boca, e demorou algumas horas pra finalmente aceitar que o filme era ruim. Acho que a única coisa que se salva no circo que é HA3 é a cena final, por dois motivos: primeiro, porque é uma cena íntima e bonita, fugindo do previsível “Homem-Aranha-se-balançando-entre-os-prédios-com-a-música-tema-rolando-no-fundo”; e, segundo, porque significa que o filme acabou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/gREXu.gif" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;why&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Homem-Aranha 3 foi um erro da humanidade, ao lado do sertanejo universitário, dos desenhos do Rob Liefeld e do Holocausto. Em um só filme, Sam Raimi conseguiu enterrar toda e qualquer chance de continuação do que até pouco tempo atrás era a franquia de super-herói mais bem sucedida até então. Cientistas e pesquisadores renomados das maiores universidades do mundo passaram os 5 anos seguintes trancados em um laboratório revendo o DVD procurando uma resposta para DE ONDE DIABOS Sam Raimi tinha tirado a ideia do Peter de franjinha dançando na rua, mas acharam melhor arquivar este como mais um da longa lista de enigmas insolúveis da ciência e voltar a se dedicar a outras questões menos complicadas e mais divertidas, como o Bóson de Higgs ou a busca por Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas além dos fãs, quem também não ficou nada, nada feliz com aquilo tudo foram os produtores da Sony, afinal, ERAM ELES QUE ESTAVAM BANCANDO AQUELA PALHAÇADA ALI. Se não produzissem um filme do Aranha o quanto antes, os direitos voltavam pra Marvel, e é claro que eles não iam querer abrir mão da grana garantida que é a marca Homem-Aranha. Vocês sabem como são esses produtores, né.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, o corpo ainda nem tinha esfriando e já estavam procurando outra pessoa pra comandar o novo filme do Homem-Aranha, que agora já estava definido ser um reboot. Não só isso, a Sony também tinha que rejuvenescer a franquia para atrair o público mais jovem. Precisavam de um diretor que falasse a ~~língua dos jovens~~ pra trazer o Homem-Aranha pros tempos modernos, assim como um novo ator também. Afinal, em HA3, Tobey Maguire já estava com seus quase 30 anos. Continuassem nesse ritmo e o sexto filme seria sobre Peter Parker combatendo o crime ao mesmo tempo que luta contra o seu problema nas costas e o dinheiro da aposentadoria que nunca vem. Então o que eles fizeram? Escalaram um novo Peter Parker... que também já tem quase 30 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também colocaram uma Mary Jane loira que não tem nos quadrinhos, achei bem desnecessário isso, parece que nunca leram os gibis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim nasceu O ESPETACULAR Homem-Aranha, sob a batuta do Marc Webb, que ficou com a responsabilidade de apagar da mente de todo mundo o último filme. Será que ele conseguiu? Acompanhem comigo nesta ESPETACULAR resenha após os reclames do plim plim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/zogzY.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;O Mais ou Menos Homem-Aranha&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
O ESPETAAAAAACULAR Homem-Aranha estreou no dia 6, mas não sem antes ter TRÊS pré-estreias. Pré-estreia, pra quem não sabe, são aquelas sessões que servem pra galera empolgada que usa máscara do Homem-Aranha e camisa de meme ir logo nos primeiros dias e esvaziar as sessões dos dias seguintes, assim as pessoas normais podem ver um filme sem um monte de retardado gritando o tempo tofo. E foi o que eu fiz: esperei todo mundo que compartilhava no Facebook imagens de “ESTA PESSOA vai ver O Espetacular Homem-Aranha” com uma setinha apontando pro avatar ir ao cinema primeiro, então peguei 7 reais e fui com a roupa mesmo que eu tava em casa ao cinema em uma sessão deliciosamente vazia. Como é bom apoiar os pés na cadeira da frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah, essa resenha NÃO tem spoilers, então vai na fé.&lt;br /&gt;
&lt; br/&gt;
Então, o filme começa com aquela tradicional abertura do título do filme cercado de teias de aranha, o que já é de praxe e serve pra qualquer um entender de quem que é aquele filme ali. Devo dizer que é a abertura menos inspirada de todos os filmes do Aranha (talvez pra não expor a trilha sonora do filme e deixar uma má impressão logo de cara, mas logo eu falo mais sobre ela), e que até quem não gosta dos filmes antigos tem que concordar que as aberturas com a música tema do Danny Elfman eram um show à parte – e antes que comecem a xilicar, vou deixar as comparações com os filmes anteriores por aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Espetacular Homem-Aranha perde um longo tempo (praticamente metade do filme) se preocupando em reapresentar os personagens e recontar a origem que todo mundo já viu no filme de 2002 (sinceramente, tem alguém que ainda não viu?), mudando apenas alguns detalhes aqui e ali. Por exemplo: agora conhecemos o pai de Peter, que era um cientista e trabalhava em um projeto secreto envolvendo (adivinhem) aranhas para a Oscorp, porém tanto ele quanto a esposa misteriosamente quando Pedro Prado ainda era criança. E é esse o plot do filme no começo: a busca de um jovem pela verdade por trás do desaparecimento dos pais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, “no começo”, porque o roteiro de O Espetacular Homem-Aranha é mais perdido do que o próprio personagem principal: depois de um tempo, o filme simplesmente abandona o plot da busca pelos pais e passa a ser sobre Peter procurando o assassino de tio Ben, até eles resolverem mudar DE NOVO e o filme passa a ser sobre o Homem-Aranha tentando impedir os planos do Lagarto, e essa é a única história que realmente chega a um desfecho, porque tanto a busca pelos pais quanto a pelo assassino são simplesmente varridas pra baixo do tapete e ninguém parece se lembrar delas pelo resto do filme. É como se fosse “eu preciso descobrir a verdade sobre os meus pais custe o que custar MAS CARAMBA mataram meu tio Ben então vou usar meus poderes recém-adquiridos e não vou descansar até encontrar esse maluco EITA tem um dinossauro solto por Nova York e eu sou o único que pode impedi-lo então vou bater nele aqui soltar esse antídoto (que bom que sempre tem um antídoto) ali e, bom, tá tudo bem agora. O que eu tava fazendo mesmo?” Essa é basicamente uma forma dos roteiristas dizerem pro público FODA-SE os pais do Peter FODA-SE o tio Ben, tomem aqui um quebra-pau com um Lagarto gigante sorridente já que é isso que vocês querem mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://smhttp.14409.nexcesscdn.net/806D5E/wordpress-live/images/super-mario-bros-movie-goomba.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao Peter do Andrew Garfield, esse merece alguns parágrafos só pra ele. A maior característica do Homem-Aranha, o que destaca e faz dele o mais querido de todos os super-heróis, é não outra coisa senão a identificação. O Homem-Aranha é, antes de tudo, antes dos poderes aracnídeos, dos lançadores de teia e do collant entrando na bunda, Peter Parker, um jovem criado a leite com pêra e doces caramelizados da geladeira pelo tio e tia queridos. É um adolescente como grande parte do público é quando começa a acompanhar suas aventuras, público este que vai crescendo e aprendendo o peso das escolhas responsabilidades não COM ele, mas JUNTO com. Em suma, enquanto Batman, Superman , Homem de Ferro e Capitão América são o que nós gostaríamos de ser, Peter Parker é o que nós somos. E isso é que é o verdadeiro “espetacular”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não quero dizer que Andrew Garfield tenha sido uma má escolha para o papel, pelo contrário: Garfield nunca escondeu que é fã do personagem, e quem viu o discurso emocinado dele na Comic Con do ano passado viu não um ator agradecendo pela chance de interpretar um papel, mas um fã de um herói realizando seu maior sonho: se tornando ele. Porra, isso é fantástico. Significaria que, mesmo que o filme fosse uma bomba, pelo menos o elemento “identificação com o público” estaria garantido nesse novo filme, certo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Errado. Marc Webb errou feio a mão ao com esse novo Peter Parker. Você vê, Andrew Garfield não convence em nenhum momento como o nerd excluído que o personagem pede. O problema não é nem com o ator, mas sim da caracterização dele: do cabelo da moda estilo penteio-meu-cabelo-pra-parece-que-não à jaqueta (em algumas cenas trocada por um moleton com o capuz na cabeça, que é aparentemente o figurino oficial dos personagens em luto), o bullying que o personagem sofre não é justificado em momento algum, já que se estivéssemos em uma escola de verdade, essa versão do Pedro Prado já teria ganhado uma página do Facebook criada pelas garotas da escola chamada PeterParkerFans. E um programa na MTV.&lt;br /&gt;
(Isso sem falar no skate, que não faz SENTIDO NENHUM, afinal pessoas que andam de skate e leitores de quadrinhos são dois públicos COMPLETAMENTE diferentes. E os óculos, que se nos quadrinhos eram um dos principais motivos pelos quais o Flash descia o cacete no Peter, aqui são daquele tipo de armação que você espera encontrar na cara de um hipster que frequenta Starbucks e beija rapazes, não de um nerd que apanha todo dia no intervalo. Aliás, fiquei até surpreso quando vi o Peter usando uma câmera - vintage, claro - e não um iPhone com Instagram.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/G7Ke3.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Esse Peter Parker é tão da nova geração que só faltava se chamar Jonathan&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Existe uma cena logo no começo em que o Flash está obrigando um moleque a comer um prato de cabeça pra baixo, e a galera toda ao redor grita incentivando. Até que Peter chega e diz pra ele parar, e é aí então que ele leva uma surra. Nessa cena, é como se os roteiristas procurassem estabelecer desde o início o já manjado “ele sempre teve alma de herói por isso usou os poderes para o bem”, o que, novamente, vai contra a natureza do próprio. Eu explico: como disse, a beleza do Homem-Aranha é aprender junto com ele. Peter Parker era egoísta como qualquer adolescente, tanto que, assim que adquiriu os poderes, o primeiro pensamento que passou pela sua cabeça não foi salvar a humanidade e proteger os pobres indefesos. Não. Ele pensou o que, convenhamos, todos nós pensaríamos na mesma situação: se dar bem. E isso só mudou mesmo com a morte do tio Ben. Daí que vem a lendária frase “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades” (Caio F. Abreu). Não foi algo que foi dito a ele, mas algo que ele teve que aprender da pior maneira possível, perdendo uma das pessoas que mais amava. Mas aqui nessa versão ele chega boladão, praticamente ofecerendo a cara a tapa. É como se seu caráter já estivesse formado desde o início, tirando completamente toda a beleza de aprendermos essa dura lição junto com ele (mesmo que pela milésima vez).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filme também não se preocupa em momento nenhum mostrar um Peter feliz pela descoberta dos poderes. Porra, aquela é a maior transformação da vida dele. Imagina que você é um zé ninguém, que um dia acorda e com os poderes e a força proporcionais à de uma aranha, o que você faria? Estudar no telhado com certeza não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Peter aqui também parece sofrer de uma enorme necessidade de atenção: seja na cena já citada em que ele tenta impedir o Flash com todo mundo ao redor, ou então quando, já com os poderes, resolve humilhar o mesmo na frente de toda a escola em uma partida de (acreditem) basquete, o que não lembra nem um pouco aquele Peter dos quadrinhos que só quer ser deixado em paz e passar pelo Ensino Médio sem ser notado. E a cena do primeiro beijo chega a ser um estupro de tão forçada. Sinceramente, só quem gostou dessa cena foram garotas que gostariam de estar no lugar da Gwen e levar teiada do Andrew Garfield na bunda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então quando vejo as pessoas falando “AIINN, MAS ESSE PETER TÁ MUITO MAIS FIEL AOS QUADRINHOS!!!!!!!”, eu me pergunto fiel em QUÊ exatamente. “Fiel na aparência!!!” ok, pode até ser fiel à versão Ultimate, que é realmente mais esguio, mas o Peter do Steve Ditko sempre foi parrudinho. E, por favor, o Andrew Garfield definitivamente não se parece nem um pouco com isso:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/yRewF.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
“Fiel porque ele é piadista!!” Quando a Sony liberou um vídeo da cena completa do Aranha prendendo o ladrão de carro na parede com a teia, esse foi o argumento que mais vi por aí. Realmente, se tem algo que senti falta na trilogia do Sam Raimi foi o Aranha fazendo as piadas ruins enquanto socava os vilões, mas isso iria de contra ao Peter Parker mais melancólico do Tobey Maguire, então não teria muito sentido (coisa que o filme compensava com várias gags do Peter se fodendo). Então veio o HA do Marc Webb, temos essa cena e... nada. O Aranha fazendo piadas é simplesmente ESQUECIDO pelo roteiro, deixando claro mais uma vez a colcha de retalhos que é o filme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(E, sinceramente, a única cena que me fez rir mesmo foi o cameo do Stan Lee, genial como sempre, porque a cena dele se metendo acidentalmente em uma luta no metrô chegou a me dar vergonha)&lt;br /&gt;
Temos a Emma Stone como Gwen, e a semelhança com a personagem é absurda: do cabelo ao figurino, com as botas até o joelho e jaquetinhas, só amor com relação a ela. O tio Ben e tia May quase não têm destaque, o que é uma pena porque achei que desta vez teríamos um destaque maior principalmente pro primeiro. É triste ver que todo o impacto da morte da principal figura paterna do Peter é simplesmente deixado de lado pelo roteiro, e a cena da morte é de fazer chorar não de emoção, mas por não provocar nenhuma mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, em momento algum o Curt Connors convence como o cientista genial que o filme tenta nos dizer que ele é, principalmente quando um ESTUDANTE DO ENSINO MÉDIO consegue resolver em minutos uma equação que ele não conseguiu em 20 ANOS (o Peter é um gênio, ok, mas CALMA LÁ NÉ PESSOAL). Sem falar que o masterplan dele segue o básico do manual do supervilão virei-um-monstro-maluco-então-vou-transformar-todo-mundo-também, utilizando para isso, aliás, uma máquina de disseminar gases que poderia ser usada como arma bioquímica pra exterminar nações, que estava jogada NO MEIO do laboratório ACUMULANDO POEIRA (coisa que o próprio Dr. Connors explica), E SIMPLESMENTE NINGUÉM ACHA ISSO UMA MÁ IDEIA. Puta que pariu, tinha mais é que todo mundo virar lagarto e se foder mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inclusive me senti várias vezes insultado pelo filme, uma delas já na primeira cena, quando vemos o quadro negro do pai do Peter cheio de equações e cálculos matemáticos super complexos e... um desenho de uma aranha gigante no meio de tudo, afinal, números são complicados demais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou então na cena em que Peter descobre os planos do vilão, ao encontrar o seu laboratório secreto no esgoto repleto de experiências e desenhos auto-explicativos, como uma torre da Oscorp circulada 500 vezes com canetinha (só faltava um monte de setinhas feitas com marca texto) e VÍDEOS do Dr. Connors explicando pra câmera todos os detalhes do plano. Agora vamos pensar um pouco: um cientista supostamente brilhante com um plano de dominação mundial sai pra, sei lá, comprar pão na padaria e larga seu laboratório com todos os detalhes de seu plano maligno com desenhos que uma criança de 10 anos entenderia. É a versão cinematográfica do “entendeu ou quer que eu desenhe?”, o filme assume que o público não entenderia se não fosse através de desenhos auto-explicativos. Será que o Oppenheimer escrevia suas equações e após o sinal de igualdade desenhava explosões com um “BOOM!” quando projetava a bomba atômica? Provavelmente sim, porque é isso que cientistas brilhantes fazem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/suxNE.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;PC PARKEIRA&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
A trilha sonora é outro problema. Você sabe que uma trilha é boa quando você sai do cinema e fica cantarolando a música tema por horas, algumas te marcam de um jeito que só de ouvir a primeira nota o seu cérebro já associa imediatamente ao filme em questão. Isso NÃO acontece em OEHA, mesmo forçando a memória eu não consigo lembrar de jeito nenhum da música tema, e duvido que você aí consiga. Em momentos descontraídos, o filme adota uma trilha “engraçadinha”, daquelas que a gente espera encontrar em filmes de cachorros muito espertos que jogam futebol. Então algo mais sério acontece na tela, e a trilha muda na mesma hora pra outra mais séria, pra mostrar que, ei cara, isso é realmente sério. A trilha chega ao cúmulo mesmo quando, na cena em que a Gwen se esconde do Lagarto no laboratório, a mesma é embalada por (juro) aquele som de batida de teclas que toda pessoa que não sabe tocar piano faz quando vê um. E eu não duvido nada que seja isso que tenha acontecido mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“MAS&amp;nbsp;
&lt;em style="font-family: arial, sans-serif; font-size: small; font-style: normal; line-height: 16px;"&gt;ℓ&lt;/em&gt;UKIIII, TUDO É RUIM NESSE FILME ENTÃO?” Bom, não. Algumas cenas se salvam, como a da criança no carro em chamas, a teia criada no esgoto, e até o romance do Peter com a Gwen é bonitinho (mais pelo carisma e improvisos do Andrew Garfield e da Emma Stone que pelo romance em si, que é bem geração Crepúsculo). O uniforme que eu achei que me incomodaria bastante passou despercebido, assim como os lançadores de teia, que aqui são bem melhor apresentados do que até nos quadrinhos. Gostei do destaque maior que deram ao Flash, inclusive mostrando a idolatria que ele tem pelo Homem-Aranha. Sem falar que as cenas de ação feitas por atores de carne-e-osso mesmo, seja lutando ou balançando na teia, são ótimas (e é uma pena que o CGI não convença nem um pouco).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resumindo: O Espetacular Homem-Aranha foi feito às pressas pra não perder os direitos do personagem, isso todo mundo sabe, mas ele não se dá nem ao trabalho de esconder isso. Em um reboot de uma história que foi encerrada há só 5 anos, você espera algo que faça jus ao espetacular do título e te faça esquecer os filmes anteriores, ou no mínimo mantenha a qualidade. Isso definitivamente não acontece. Tudo é ruim nele? Não. Mas acabam se perdem no mar de absurdos que é o resto do filme. Na tentativa de atualizar a história do Peter Parker, mudaram elementos importantíssimos do mesmo, acabando completamente com qualquer chance de identificação entre personagem-público, que basicamente é o que se espera em uma história do Homem-Aranha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No final das contas, essa “origem contada sob outro olhar” em momento algum justifica a sua existência senão ser mais um caça-níqueis feito pra arrancar mais dinheiro dos fãs. O que é uma pena, porque tanto Peter Parker quanto nós mesmos definitivamente merecíamos mais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Por todos esses motivos, eu dou a este filme 2 cabeças do André Garfildo, que é o meu mais novo critério de avaliação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src="http://i.imgur.com/dXBgG.png" /&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/dXBgG.png" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/74c6q.png" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/74c6q.png" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/74c6q.png" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;b&gt;Nota da&amp;nbsp;&lt;a href="http://twitter.com/freeblowjob" target="_blank"&gt;@freeblowjob&lt;/a&gt;:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;2 cabeças do Andrew equivalem a aproximadamente 4,5 cabeças de pessoas normais,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;então tá tudo bem.&lt;/span&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/vgOb85OLKDQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/vgOb85OLKDQ/o-espetacular-homem-aranha.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2012/07/o-espetacular-homem-aranha.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-816008805585057380</guid><pubDate>Mon, 02 Apr 2012 14:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-30T13:57:31.795-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diário Maldito</category><title>A insustentável malandragem do ser</title><description>Lá estava eu no prédio do meu curso quando meu amiguinho de sala cujo nome fictício eu ainda não pensei em qual dar chega pedindo pra usar meu notebook pra dar uma checada no e-mail.

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocês vêem, o grande segredo pra parecer estar fazendo algo importante no computador em uma universidade é apoiar um cotovelo na mesa segurando o queixo com a mão enquanto franze a testa. Olhaí:

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/JEa3M.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Nosso trabalho de Projeto desse semestre consiste em projetar nada menos que um albergue, o que é uma merda porque, se eu aprendi uma coisa em arquitetura nesses anos é que quanto mais gente, pior. Você tem que pensar nos dormitórios, nas salas de recreação, banheiros masculino e femininos, cozinha, recepção. Sem falar que você ainda tem que pensar no posicionamento no terreno, nas legislações da cidade, nos portadores de necessidades especiais...

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definitivamente, os meus anos de experiência no &lt;i&gt;The Sims&lt;/i&gt; não serviram pra porra nenhuma.

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nosso histórico na faculdade não é exatamente o melhor. Quando fazíamos os trabalhos, mais parecia um episódio de &lt;i&gt;24 Horas&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Quando&lt;/b&gt;. Ainda tinha vezes que nem isso, deixávamos para compensar só no PRÓXIMO trabalho, nos esforçando pra tirar uma nota que compensasse a falta da primeira - uma péssima ideia -, sempre com a esperança e a promessa de que o próximo semestre seria melhor do que o presente - o que, todo mundo sabe, nunca era. Isso tudo me deixa temeroso sobre o futuro das pessoas um dia vão morar nos meus prédios, mas enfim.

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia em que a professora explicou o trabalho, meu amiguinho de sala que a partir de agora se chamará Derp (ideia do &lt;a href="https://twitter.com/#!/lhs_luis" target="_blank"&gt;Luis&lt;/a&gt; que encaixou como uma luva, visto que todas as nossas aulas de AutoCAD serviram mais pra ele me mostrar as tirinhas de memes que compartilhava no &lt;a href="http://www.quediabos.com/2012/03/rede-social.html"&gt;Facebook&lt;/a&gt; do que de fato aprender AutoCAD) me pergunta o que é um albergue e se tinha alguma relação com o filme. Eu, calmamente, ensino a ele.

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Puta que pariu maluco, tu não sabe o que é um albergue?

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então eu explico que é um lugar onde você pode se hospedar por um preço camarada, que é ideal para turistas, mochileiros ou vagabundos, &lt;i&gt;et cetera.&lt;/i&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ahhhhh. Então é tipo uma estalagem?
&lt;br /&gt;
- Cara, por que tu tem que transformar tudo em RPG?

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembrando que o projeto de uma passarela dele ano passado foi baseado nas escamas de um dragão (não ficou feio, porém).

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando, lá estava no prédio com o computador, quando o Derp chega e pede pra ver o e-mail, pra "pegar as plantas do meu projeto", ele diz. Eu até me surpreendi. EU ainda não tinha feito nada do trabalho, e era pra mostrar pelo menos os rascunhos pra professora dali a 15 minutos. Estaria ele finalmente entrando nos eixos? Bom, não seria eu que ficaria no caminho de um verdadeiro milagre. Minimizei o twitter e abri espaço pra ele ao meu lado.

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acabou que as "plantas" dele eram essas aqui, ó:

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;iframe class="imgur-album" frameborder="0" height="550" src="http://imgur.com/a/6rsv8/embed" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Olha só, mas que filho da puta hahahajdkflf&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/8Bcm-DvsUJc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/8Bcm-DvsUJc/insustentavel-vagabundagem-do-ser.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2012/04/insustentavel-vagabundagem-do-ser.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-1466799905670362315</guid><pubDate>Sat, 10 Mar 2012 23:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-30T13:51:20.262-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ácido</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Metalinguagem</category><title>A rede social</title><description>Bom, a essa altura vocês já devem ter percebido as novidades por aqui, mas se você é daqueles que possuem a capacidade de observação de uma ostra, podemos falar um pouco sobre elas aqui antes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro, o KD agora é .com! De novo!! Isso mesmo, agora você pode acessar o seu blog favorito sem ter que passar toda vez pelo incômodo de ter que digitar ponto, b, l, o, g, s, p, o e t, economizando assim não só tempo, mas também seus preciosos dedinhos. Afinal, não queremos desgastar essas mãozinhas lindas que Deus te deu, certo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo, agora você pode comentar tanto pelo Disqus quanto pelo Facebook. Vou deixar por enquanto ambos sistemas de comentários até decidir qual é realmente o melhor. A grande vantagem de comentar pelo Facebook é que assim você não só ajuda na divulgação do seu blog favorito de todos os tempos e espaços como também aproveita pra mostrar aqui aquela sua foto na praia com a galera que você usa de avatar no seu perfil do Facebook, contribuindo para a estética e embelezamento da página. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E por último, mas não menos importante, o KD agora também tem uma página no Facebook. É isso mesmo: &lt;a href="http://www.facebook.com/quediabos" target="_blank"&gt;KD NO FACE&lt;/a&gt;! Assim você não só recebe as últimas novidades e atualizações quentinhas direto na sua timeline da rede social, como também pode conhecer gente nova, bonita e interessante, como... como...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como... como...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... como o &lt;a href="http://twitter.com/iltonalberto" target="_blank"&gt;ILTON&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/4TWm3.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Faça parte da comunidade daquela caixinha ali do lado, cheia de pessoas com histórias de muito sucesso e felicidade. Tá esperando o que? &lt;a href="http://www.facebook.com/quediabos" target="_blank"&gt;Vai lá e curte&lt;/a&gt;, rapaz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora nós podemos prosseguir com o post.&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Facebook não para de me surpreender. Na época do orkut (que saudades), você era retardado por criar comunidades do tipo "Eu Odeio Acordar Cedo" ou usar caracteres em, sei lá, aramaico no seu nome do perfil (sempre no formato: caractere de sol, lua, estrela, cruz invertida, cabeça de um bode, então o pronome de tratamento "Srtº" seguido pelo nome da pessoa, e então novamente caractere de sol, lua, estrela, cruz invertida, cabeça de bode), mas só. A sua imbecilidade ficava restrita ao seu perfil. Com o Facebook, você pode não só estampar na timeline de todos os seus amigos que é retardado, mas também ter a ajuda de mais 283894 outros retardados que nem você pra gritar isso pra todo o mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, pelo menos as pessoas aprenderam a escrever os próprios nomes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/OhCSn.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Também tínhamos momentos assim. Poxa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
O que acontece no Facebook é que as pessoas lá têm uma aparente necessidade de se auto-afirmar. Funciona mais ou menos assim: se você gosta de alguma coisa, então você tem que gritar pra todos seus amigos que você gosta disso, caso contrário eles nunca saberão. Para isso, você compartilha 384994 vezes a mesma imagem, que é praquilo ficar MESMO na cabeça de todos. Se eles se importam? Quem liga!?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/GT03S.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Facebook está cheio de vários tipos de retardados, mas todos com a mesma necessidade patológica de atenção. Vamos aprender a diferenciar cada um deles? Desde já, posso dar a certeza a você de duas coisas: primeiro, você tem todos os tipos de amigos aqui abaixo listados no seu Facebook; e, segundo, todos eles você conhece pessoalmente. Quer apostar? Vamos lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Aqueles que tipo de carinhas são&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Há algum tempo, quando a internet ainda era uma vizinhança tranquila e segura para se passear e levar seus filhos no parque no finzinho da tarde, o que hoje são conhecidos como "memes" nasciam nos chans da vida, sendo usados quando você queria expressar sua reação em relação a algo que alguém disse ou que acontecera. Segundo o &lt;a href="http://knowyourmeme.com/" target="_blank"&gt;Know your meme&lt;/a&gt;, o primeiro a surgir em uma historinha foi o FFFUUUU, que, bom, a essa altura todo mundo já conhece. Aí começaram a surgir mais tirinhas, mas não tinha problema, afinal, até então, tudo era novo e ainda tinha graça. O problema começou mesmo quando &lt;a href="http://www.quediabos.com/2009/12/zorra-total.html"&gt;blogueiros bobagentos&lt;/a&gt; começaram a não só pegar essas tirinhas pra postar no blog (claro, traduzidas), mas também fazer suas próprias. Foi então que começou a invasão das &lt;i&gt;rage comics&lt;/i&gt; na internet brasileira, e logo tínhamos blogs inteiros cujo humor dependia exclusivamente das "tirinhas de memes." Não demorou pra cair no gosto do povão, que encontrou nelas uma fonte inesgotável de likes e compartilhamentos no Facebook.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/aNqjz.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Com o tempo, mais e mais rage faces foram surgindo, e hoje creio que não exista uma só expressão humana que não tenha um correspondente memerístico. E, pra completar, veio o brasileiro fazer brasileirice e abrasileirou tudo, dando nomes em português pras carinhas e fazendo RAPS sobre isso. Puta que pariu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Rage comics&lt;/i&gt; eram divertidas na época em que eram usadas como recurso, e não como o espetáculo em si. Claro que você ainda encontra algumas com graça, mas com certeza não no Facebook. Engraçado é que brasileiro adora falar mal dos bordões criados pelas novelas e programas de humor da TV aberta, repetidos infinitamente pelo povão, mas fazem a exata mesma coisa ao compartilhar milhares de vezes imagens com a mesma piada no final. Vai entender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Quem curte:&lt;/b&gt; todas as pessoas da vida real que você tem no Facebook. TODAS. ELAS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Por que é uma merda:&lt;/b&gt; porque com maluco usando À EXAUSTÃO acabou ficando forçado e sem graça. Você entra no Facebook e vê gente usando &lt;i&gt;rage comics&lt;/i&gt; pra contar que foi na padaria comprar pão, tropeçou numa pedra com cara de troll no caminho, machucou o dedão e fez cara de FFUUUU. E RECEBENDO 13849 LIKES COM ISSO.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Aqueles que têm todos os tipos de amigos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ia começar esse item com um "todo mundo tem um amigo que" mas, caralho, eu estaria sendo igual às pessoas que eu vou falar aqui. Que irônico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://odeioejustifico.com.br/" target="_blank"&gt;Se você passou os últimos anos preso em um caverna escura&lt;/a&gt; tendo de comer o próprio cabelo pra sobreviver, no Facebook existe a ferramenta tag, a qual você usa para identificar seus amigos em fotos em grupos ou ainda fazer com que aquela foto vergonhosa do seu amigo bêbado vomitando de calças arriadas apareça no perfil dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Claro, não demorou para começarem a usar a foto para o mal, e hoje o que não falta são aquelas imagens do tipo "TODO MUNDO TEM UM AMIGO", herança dos tempos de orkut (ok, tinha esse tipo de retardado lá também). Mas se no orkut as imagens utilizadas eram de, sei lá, desenhos animados, no Facebook essa prática passou a ser feita com &lt;i&gt;rage comics&lt;/i&gt; (como, bem, todas as piadas por lá).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/iFmUM.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Aí algum engraçadinho vai e me marca no "reclamão."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Quem curte:&lt;/b&gt; aquele engraçadinho da sua faculdade que adora trollar kk.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Por que é uma merda:&lt;/b&gt; Pare agora mesmo e veja quantas vezes você foi marcado no &lt;i&gt;forever alone&lt;/i&gt; e vai entender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Aquelas que jogam videogame&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já falei &lt;a href="http://www.quediabos.com/2011/11/como-ser-um-nerd.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; sobre a proporção cancerígena que o hype em torno do &lt;i&gt;ser nerd/geek&lt;/i&gt; atingiu, mas falei rapidamente sobre as she-nerds. Bom, é sobre isso que trato agora. Se há apenas alguns anos atrás a coisa mais difícil do mundo era encontrar uma garota que demonstrasse algum tipo de interesse por qualquer jogo que necessitasse de mais habilidade que marcar 3 xiszinhos ou bolinhas seguidos em um #, hoje temos milhares de garotas brotando DO NADA com álbuns inteiros só de fotos com um joystick em mãos. E não só isso, elas começaram a ter uma aparente necessidade de se AFIRMAR, o que resultou na máxima "sim, eu sou uma garota e eu jogo videogames."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos vivendo um momento histórico. Se antes as mulheres iam às ruas e queimavam sutiãs para se afirmar, hoje em dia elas... compartilham imagens no Facebook.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/1uX41.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/nRiSb.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
E daí se você joga &lt;i&gt;Call of Duty&lt;/i&gt;, ou sabe que o Link não se chama Zelda ou que o Luigi não é o Mario verde? Tudo bem, é legal ter uma namorada com quem jogar, assim como também jogar com um amigo. Cada um tem suas vantagens próprias - você não fala tanta merda com sua namorada quanto falaria com seu amigo, assim como não come seu amigo depois de jogar (... ou come. Sei lá. Sem julgamentos aqui) Não existe nenhum estudo científico que prove que ter uma vagina impede você de controlar um analógico, então não é como se você estivesse superando alguma dificuldade fisiológica merecedora da atenção de toda a sociedade. É como dizer SOU SER HUMANO E RESPIRO OXIGÊNIO. E daí, caralho? Vocês querem um prêmio?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Quem curte:&lt;/b&gt; garotas com necessidade de atenção e caras com necessidade de uma assim. Sim, afinal, quem mais incentiva isso somos nós mesmos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/cdGHe.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Virgens.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Por que é uma merda:&lt;/b&gt; porque aí ficamos sem sanduíches.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brincadeira, meninas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Aqueles que são diferentes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas pessoas têm a necessidade quase patológica de se diferenciar, de mostrar pra todo mundo que têm características únicas. O problema é que não é bem assim: a maioria das manias que você acha que só você tem, provavelmente milhares de outras pessoas também têm. Até se você gosta de CAGAR enquanto come MIOJO, se procurar encontra um monte de páginas dedicadas inteiramente a esse passatempo, onde pode conhecer uma variedade de pessoas novas e interessantes com quem compartilhar seus vídeos e quem sabe marcar um encontro pra... enfim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E pra mostrar essas diferenças, o que as pessoas fazem? Exato, postam imagens no formato de PESSOAS NORMAIS x EU. De um lado, os "normais", representados por uma imagem de alguém fazendo algo que um monte de gente faz. Do outro, o "eu"... com outra imagem de alguém fazendo outra coisa que um monte de gente também faz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/shhqx.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Curiosamente, a imagem acima recebeu um total de mais de 1000 likes e compartilhamentos. Ou seja: você que compartilha é tão diferente quanto outras 1000 pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Quem curte:&lt;/b&gt; pessoas que querem ser tão diferentes que acabam sendo iguais à todo mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Por que é uma merda:&lt;/b&gt; porque as pessoas não são lindos e únicos floquinhos de neve, e imagens de "SOU SÓ EU" com 1 milhão de compartilhamentos estão aí pra provar isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Aqueles que amam Jesus e aqueles que não&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então chegamos a estes que são, definitivamente, os mais chatos não só das redes sociais, mas da vida em si: os fanáticos. Você vê, discussões religiosas nunca levaram a lugar algum. Quantas pessoas você conhece que decidiram abandonar uma vida inteira dedicada à religião depois que alguém chegou e disse "olha cara, você tá errado e eu tenho x motivos completamente racionais pra provar isso." Da mesma forma, adorar alguém só porque ele tá voltando dos mortos pra condenar a humanidade inteira à eterna danação não é exatamente o melhor incentivo pra alguém adotar o cristianismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, o que as pessoas querem exatamente ao postar quinhentas vezes imagens assim?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/9OaSP.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/AV25q.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Religiosos e ateus encontraram no Facebook seu campo de batalha. Por que as pessoas se incomodam TANTO com o que os outros acreditam? Parece que ela mesma não consegue acreditar naquilo se A OUTRA não acreditar também. Se você é ateu ou evangélico ou seguidor do Monstro de Espaguete Voador, essa é uma decisão &lt;i&gt;sua&lt;/i&gt;, e as outras pessoas acreditarem nisso ou não não torna menos real a SUA crença pra VOCÊ. Então, por que se incomodar se aquele seu amigo quieto no canto dele é cristão/ateu? Uma coisa é você ter pra você a sua visão de religião, no que você acredita ou não, outra é você chegar na timeline de outra pessoa com uma imagem dizendo CARALHO TU É BURRO EIN.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De religiosos, já é meio de se esperar, afinal eles não estão fazendo nada além do que já fazem há 10.000 anos (o que a própria Bíblia incentiva a fazer, aliás). Mas os ateus, que supostamente são tão "superiores por não terem nenhum credo blá blá blá", se tornaram nada mais do que as Testemunhas de Jeová do século XXI.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Quem curte:&lt;/b&gt; tanto aquele seu amigo que vive te chamando pra ir à igreja no domingo ver ele tocar aquele rock cristão esperto, quanto aquele que curte dar uma de Nietzsche até quando você solta um "meu Deus" sem absolutamente NENHUMA conotação religiosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Por que é uma merda:&lt;/b&gt; porque temos evangélicos de um lado, ateus de outro, e nós no fogo cruzado tendo que aguentar tudo isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Aqueles que curtem e aqueles que compartilham&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/LQ7qm.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/o7gFe.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/UlwUy.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/5opFG.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
... bom, eu acho que quero terminar o post por aqui mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em suma, Facebook ficou uma merda, e os maiores culpados de tudo isso são os SEUS amigos &lt;s&gt;(mate-os)&lt;/s&gt;. E o pior é que você não pode nem dar unfriend: as pessoas aparentemente ficam mais chateadas se você as deleta dos seus amigos do que ficariam se entrassem no quarto e encontrassem você estuprando a mãe delas. Aliás, mais socialmente imperdoável do que deletar seus amigos do Facebook, só mesmo NÃO TER um. Nunca leu um livro na vida? Normal. É ex-participante de alguma edição do BBB? Que legal! Gosta de dissecar garotas e pendurar os corpos no armário? Acontece. Não tem um Face? &lt;b&gt;COMO ASSIM?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, só tenho a agradecer por termos a opção de cancelar a assinatura da pessoa, a única coisa que torna o Facebook habitável esses dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Quer saber como ser legal no Facebook? Mande &lt;a href="http://www.google.com.br/search?ix=seb&amp;amp;q=cartoes+animados+orkut&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;tbm=isch&amp;amp;source=og&amp;amp;sa=N&amp;amp;tab=wi&amp;amp;ei=9pBaT_vqOoirgweA2sShCw&amp;amp;biw=1366&amp;amp;bih=643&amp;amp;sei=-JBaT5egNcXmggfX252iCw" target="_blank"&gt;cartões animados&lt;/a&gt; para seus amigos. Eles vão adorar!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/NWKMV.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/n0ixIHB6GBc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/n0ixIHB6GBc/rede-social.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2012/03/rede-social.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-8934749507205941952</guid><pubDate>Sat, 25 Feb 2012 22:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-30T13:54:49.018-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diário Maldito</category><title>Como fazer festas e influenciar pessoas</title><description>Vamos experimentar algo novo aqui. Como este é um post sobre uma FESTA, então nada mais justo que pôr música nele também. O KD inova mais uma vez (não me perguntem qual foi a primeira) e traz a você com exclusividade o primeiro post com trilha sonora!!!!!!!! Funciona assim: cada parte do texto tem uma música própria, pra você ouvir &lt;b&gt;enquanto&lt;/b&gt; lê. Então certifique-se de dar play na música antes de começar cada parte, mas pode pausar se ela não terminar antes da próxima e dar play na seguinte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais high-tech que isso só se o post fosse em 3D!!!!!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/JxuIh_i1gO4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Em algum momento do começo do ano passado, meus pais decidiram que seria uma boa ideia viajar, pra variar um pouco as coisas. Então eles compraram as passagens, arrumaram as malas, prepararam tudo pra no último momento lembrar "ei, e o Lucas?" Não tô brincando, eles me avisaram, tipo, dois dias antes da viagem. Eu cheguei naquela fase da vida onde você é velho demais pra ser mimado, mas novo demais pra ser botado pra fora, então você passa a viver meio que à margem da casa. Claro, desde a adolescência que eu já passava horas trancado dentro do quarto saindo só pra pegar comida na cozinha e voltar, mas naquela época eu ainda arranjava problemas pros meus pais que só eles podiam resolver. Hoje em dia, se minha mãe me pega catando comida na geladeira de madrugada, é capaz de chamar a polícia se não lembrar a tempo de que (&lt;i&gt;ainda&lt;/i&gt;) tem um filho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De qualquer forma, já não tinha como voltar atrás. Dois dias e estariam seguindo para Salvador - o mundo possui apenas dois pontos turísticos pros meus pais: Salvador e a casa no interior da minha avó. Minha mãe veio me dar a notícia, e disse que ia deixar a casa inteira sob minha supervisão. Tinha comida congelada pra todos os dias na geladeira e uma grana caso faltasse algo, o suficiente para sobreviver a semana inteira. Minhas únicas obrigações seriam alimentar os cachorros, fechar as janelas quando chovesse, lavar a louça e, claro, CONTINUAR VIVO.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Naquele momento, a primeira imagem que veio à minha cabeça foi:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/6hmSf.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Na da minha mãe, tenho certeza que foi:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/sNzGI.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, party houses não são um hábito tão comum aqui quanto nos Estados Unidos (e digo isso tomando como única base os filmes da década de 80 e 90 que eu cresci vendo na TV comparados às minhas experiências sociais dos últimos anos, claro). É preciso que toda uma série de variáveis se alinhe de forma que seja perfeitamente possível, naquela semana, naquele dia, exclusivamente naquela noite, dar uma &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/03/lovesong.html"&gt;festa sensacional&lt;/a&gt; que será comentada por todo mundo até anos depois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Organizar uma festa é extremamente complicado. Normalmente, você só conhece a parte legal da festa, quando todos já estão dançando e ficando bêbados e pegando nos genitais uns dos outros, mas os bastidores não são tão divertidos assim. Não é trabalho só para um, mas sim de vários homens capazes e comprometidos com este objetivo em comum. Você precisa dos melhores. Por isso, convoquei &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2010/09/2-girls-3748-cups.html"&gt;Pedro&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/08/ce-tem-mente-aberta.html"&gt;Nohway&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/06/o-deus-que-falhou.html"&gt;Sid&lt;/a&gt;, nos reunimos dias antes da data ao redor de uma planta da casa esticada em cima da escrivaninha e começamos a traçar com nossos compassos e esquadros nossos planos e dividir nossas tarefas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/hQqEN.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;- Quem sabe umas putas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;A preparação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/cRpY_wcNcMQ" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Para fazer uma festa aí na sua casa, você vai precisar de:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Uma casa.&lt;/b&gt; (Bom... dã.) Grande, de preferência, e a minha tem esse quintal particularmente generoso, com uma piscina pequena que eu gosto de dizer que é um ofurô ao ar livre mas na verdade é só uma piscina pequena mesmo (por isso, você já sabe que tem algo de errado se a água ficar quentinha). Essa era, basicamente, a minha parte: organizar todo o quintal, limpar a área, guardar tudo o que poderia ser derrubado, quebrado, queimado, amassado, mordido, rasgado, jogado, rachado, partido, roubado e/ou vomitado. E pendurar uns enfeitinhos também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Pessoas.&lt;/b&gt; Item mais importante de todos. Afinal, você pode dar uma festa sem casa (no meio da rua mesmo, qual o problema?), você pode dar uma festa sem álcool (seria uma droga de festa, mas ainda assim uma), você pode até dar uma festa sem... VOCÊ (SIM, VOCÊ). Mas você não pode dar uma festa sem pessoas. Então, se você quiser pessoas na sua festa, então você precisa... de mais pessoas! Nosso maior trabalho foi mesmo listar todo mundo que conhecíamos e dividir em dois grupos: &lt;i&gt;pessoas que queremos na nossa festa&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;pessoas que NÃO queremos na nossa festa&lt;/i&gt;. Acabou que o segundo grupo acabou ficando bem maior que o primeiro, inclusive com os nomes de alguns de nós mesmos, então tivemos que abrir algumas exceções e criar um terceiro grupo chamado &lt;i&gt;pessoas que não queremos na nossa festa mas que seria uma boa chamar senão não vai ter festa&lt;/i&gt;. Até porque as pessoas vão nas festas pra beber e em seguida beijar as outras, nessa ordem, e se elas estiverem bastantes bêbadas, podem até beijar... VOCÊ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(SIM, VOCÊ)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Bebidas.&lt;/b&gt; O álcool é importante pra ser usado como desculpa pelas pessoas pra fazer coisas que não fariam sóbrias, como lamber o mamilo dos outros no Verdade ou Desafio ou acordar na cama com outros dois caras que conheceu na noite anterior. Enfim, é o tempero da coisa toda. O acordo era que todo mundo levaria grana, assim o número de convidados seria diretamente proporcional à quantidade de álcool disponível. Ainda é preciso lembrar do refrigerante e suco de saquinho pra misturar com a vodka, tudo isso tem que ser levado em consideração, então foi importantíssimo frisar que todo mundo que quisesse beber tinha que levar dinheiro, caralho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Tesourinha sem ponta e o auxílio de um adulto!!!!!!!!&lt;/b&gt; Mentira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Música.&lt;/b&gt; e esse é o item mais complicado e polêmico de todos. Você vê, gosto é que nem cu: alguns têm e outros não (era isso mesmo? Ficou estranho). Então o jeito foi mesmo eu, Sid e Nohway fazermos cada um sua playlist, depois revisar pra manter as músicas que fossem repetidas e tirar as que só um quis colocar. Ainda dei liberdade de cada um escolher 5 músicas de preferência pessoal, que não poderiam ser tiradas de jeito nenhum. Bem democrático.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, mesmo assim, teve gente falando que tava uma merda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, com tudo isso já pronto, eis que finalmente chega o dia. Cervejas na geladeira, música tocando, cachorros presos e objetos de valor escondidos: hora da festa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;A festa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/OzexP58si0w" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Vocês estão ouvindo, porra?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
As pessoas logo começaram a chegar. Don, Jhan, Su, Carla, Fernanda, Rebs e mais um monte de outras pessoas que você nunca ouviu falar na vida e que por isso não tem sentido listar aqui. Também tinha a Alice, com quem eu estava com vontade de dar umas beijocas já fazia algum tempo. As pessoas iam chegando e eu ia dizendo para ficarem à vontade, como bom anfitrião que sou. Eis que finalmente chega o Nohway, que, como já dito &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/02/cafe-da-manha-psicodelico.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, conhece metade da cidade, então ficou responsável por trazer umas gatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
― Fala cara, trouxe uns gatos ― ok, ele não disse com ESSAS palavras, mas não muda o fato de que só tinha homem! ― Olha, esse aqui é o Hillne e esse aqui é o... &lt;i&gt;Macaco.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Macaco estendeu o braço para me cumprimentar. Do outro lado da cidade, uma estátua da Virgem Maria começou a chorar lágrimas de sangue. Nos Estados Unidos, o gado inteiro de uma fazenda no interior do Kansas caía no chão, inexplicavelmente morto. Ali, no meu quintal, uma garota vomitava na minha piscina logo atrás de mim enquanto uma brisa sinistra atravessava a casa. Se tívessemos velas, elas teriam se apagado e a fumaça teria formado o rosto do próprio Satanás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Macaco.&lt;/i&gt; Me arrepio só de lembrar do nome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
― E aí, cara. Tudo certo? Pode entrar, fica à vontade.&lt;br /&gt;
― De boa. Tem cerveja aí?&lt;br /&gt;
― Tem de tudo, cara.&lt;br /&gt;
― Beleza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As pessoas foram se abundando ao redor da mesa, servindo-se de bebida. Tequila, cerveja, whiskey, 51, Ice, tínhamos de tudo. Pedro sacou sua maleta de pôquer e alguns começaram a jogar na mesa, enquanto outras preferiam se afastar para conversar sozinhas em uma parte mais afastada do quintal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Teve essa hora em que eu e Alice estávamos em um brinquedo de rodar que tem no quintal aqui de casa desde que a compramos. Estávamos sozinhos, e logo veio aquele momento em que a conversa cessa, mas vocês ainda estão sorrindo por causa de alguma coisa que algum dos dois disse. Em uma conversa normal, você logo para de sorrir e puxa outro assunto, mas quando os dois querem se beijar (o que era o caso), então esticam o sorriso por mais tempo que o normal, os olhos fixos ora nos olhos do outro, ora baixando para os lábios. É o momento pré-beijo, onde sorriso e o olhar são o sinal universal com o qual o homem diz "olha, vou te beijar agora e tal", enquanto que a mulher responde "ok, se me beijar agora eu não reclamo."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não demorou pra &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=45U2fjfru1E" target="_blank"&gt;putaria começar a rolar no mundo&lt;/a&gt;, e logo o pessoal já se sentava em rodinha pra uma partida de Eu Nunca (vejam que juventude transviada!!!!!), que acabou inevitavelmente evoluindo pra Verdade ou Desafio. O grande problema do Verdade ou Desafio é que se você não estabelece uma regra de que cada um só tem 3 verdades de crédito, o jogo acaba virando Verdade ou Verdade e ninguém se diverte porque não tem ninguém lambendo o mamilo um do outro. Quando as verdades da galera foram se esgotando, aí sim que a festa começou a ficar divertida, e logo tivemos situações do tipo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
― X, VERDADE OU DESAFIO?&lt;br /&gt;
― DESAFIO&lt;br /&gt;
― BEIJA A Y&lt;br /&gt;
― KJDHDKJHKD AI NÃOOOOO, RS&lt;br /&gt;
― ENTÃO BEIJA O Z&lt;br /&gt;
― RS ENTAO TA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Juro que eu não fui nenhum dos três.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto isso, eu e Alice AINDA estávamos nos olhando, e logo o meu sorriso passou de "vou te beijar agora" pra "não sei se se eu te beijar agora você vai aceitar, então vou só ficar aqui te olhando sorrindo igual um retardado até encontrar algum sinal de que devo", enquanto o dela foi de "aceito um beijo agora" pra "me beija logo caralho", frase que ela verbalizou logo em seguida - sorte que não com essas palavras. Eu sou muito mole mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí nos juntamos à rodinha do Verdade ou Desafio. A garrafa girava e girava e girava e logo estava parando em mim pela terceira vez, e eu tive que virar mais uma dose de tequila.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Virei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;A manhã seguinte&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/KVdheR0bUwI" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;8 horas depois.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Acordei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por algum motivo, eu acordei no chão do escritório. Já é de manhã, não tem mais música alguma e o cenário na minha frente parece daqueles filmes pós-apocalípticos, com carros virados e jornais com manchetes estampado a palavra "QUARENTENA" sendo levados violentamente pelo vento. Sid também estava lá jogado a uns dois metros de mim, e nem sinal do resto do pessoal. Que porra, cara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/sBlEH.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Era quase assim, só que com adolescentes bêbados ao invés de caveiras.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Levantei. Fui até o quarto e abri a porta me perguntando por que diabos eu não estava confortável na minha caminha, quando encontro três pessoas lá dentro: &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/04/fake-plastic-penises.html"&gt;Don e Jhan&lt;/a&gt; dormindo sem camisa de conchinha e o amigo do Nohway, Hillne, que dormia EM CIMA DELES, meio que formando uma hipotenusa na cama. Ia acordar eles, mas eles estavam tão bonitinhos que decidi deixar lá mais um pouco. =^_^=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vou descendo as escadas, fazendo meu caminho até a cozinha. Por sorte, encontro alguns remanescentes conversando baixinho lá. Estão se arrumando para ir embora, calçando tênis e colocando as coisas de volta nas mochilas. Pergunto cadê o resto do povo e eles me dão a lista completa de quem já foi e quem ainda está lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha cabeça lateja, então uma dor de cabeça violenta passa por ela. Meu cérebro é inundado por uma série de flashbacks, várias cenas aleatórias da noite anterior bombardeando a minha mente. Olho para a câmera espantado e ela dá um zoom dentro do meu olho como se eu fosse a Raven. Eis o que veio à memória:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu e o Sid, bêbados pra caralho, na cozinha, cuja lâmpada comum nós tínhamos por uma de luz negra. Estiquei meu braço pra pegar outra cerveja no congelador, quando reparei que a mágica do ultravioleta A fazia com que minhas unhas brilhassem como se tivesse passado algum tipo de esmalte neon maneiro pra caralho. Era como se eu fosse um Tron, só que gay.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
― CARALHO SID PUTA MERDA VEM VER ISSO AQUI&lt;br /&gt;
― O que fCARAAALHO OLHA A MINHA TAMBÉM LOLOLOLOLOL&lt;br /&gt;
― PARECE QUE PINTOU SEU GAY LOLOLOL&lt;br /&gt;
― ABSUDIHWMD SJLKSHKWHKW (também não sei) A GENTE É VIADO&lt;br /&gt;
― QQUEIASNS AJAHWN DUINADUDOAQ É MESMO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Teve também esse momento que até hoje eu não consigo explicar. Foi assim: eu estava, &lt;i&gt;por algum motivo&lt;/i&gt;, entretido pra caralho segurando uma garrafa de Montilla na altura dos olhos, encarando o pirata que me encarava de volta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/N3GCq.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Essa era a minha visão na hora.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Aí eu baixo a garrafa, tirando-a do meu campo de visão, e o que eu vejo é o Sid na exata mesma posição apoiado na bancada da cozinha, assim:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/3NO1o.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Foi... estranho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também lembrei de estar subindo as escadas porque algumas pessoas da festa tinham simplesmente sumido. Abro a porta do meu quarto pra encontrar Don e Jhan (sim, os mesmos) e (dessa vez) a Su em cima da minha cama, checando com as próprias mãos se tava tudo certo dentro das calças um do outro. Fecho a porta na mesma hora por reflexo, mas abro de novo em seguida e agora Don está em pé vendo meus DVDs, Jhan lendo um livro e Su jogando videogame. "Opa, e aí Luke."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora do meu quarto, espertinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Várias cenas virando copo, mais algumas de amigos lambendo mamilos de outros amigos (GAH), e voltei para o presente. Saio da cozinha e fui para o quintal, apenas pra encontrar mais dois sobreviventes: Nohway e...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;... Macaco.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele havia acabado de sair do banheiro da empregada, que fica no quintal, se sentou encostado perto da porta e lá ficou, com a cabeça abaixada entre as pernas. Nohway aproximou-se e perguntou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
― Ei, cara. E aí, como é que tá?&lt;br /&gt;
― Tudo BWLERGADHJDJ bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E por "BWLERGADHJDJ", entenda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/aDWzf.png" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Olho para o chão e vejo marcas amarelo-esverdeadas por todo o piso. Me agacho e, como se fosse o cara daquela série d'&lt;i&gt;O Vidente&lt;/i&gt;, tenho mais uma vez visões do que aconteceu ali na noite anterior ao tocá-las (risos): estou sentado na cadeira, rindo, quando alguém grita "CARALHO, O MACACO TÁ VOMITANDO."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi quando Macaco finalmente começou a mostrar a que veio: pilhar e destruir. No ponto alto da noite, maluco ficou tão bêbado, TÃO bêbado, que já nem conseguia segurar o vômito dentro da boca. Macaco provavelmente gostava muito de dançar e também de vomitar, então decidiu fazer OS DOIS AO MESMO TEMPO!!!!!!! É isso mesmo: ele começou a DANÇAR E VOMITAR POR TODO O QUINTAL, protagonizando assim um dos momentos mais dramáticos da vida de todos na festa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele vomitou até no VASINHO DE PLANTA. Que tipo de pessoa você tem que ser pra ir na casa de alguém e VOMITAR NO VASINHO DE PLANTA?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/af54U_ivZ2M" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Daí o Macaco se levantou de onde estava e achou que seria legal deitar na mesa do meu quintal e dormir lá. E foi o que ele fez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acho melhor ir lá no quarto acordar o trio que AINDA ESTAVA na minha cama. Meses depois, Hillne, o que dormia em cima dos outros dois, ao ser questionado sobre a festa, diria: "hehe louca aquela festa, né? Só sei que acordei numa cama com dois caras, como eu fui parar lá, né? Hehe".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hehe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As pessoas estão (finalmente) indo embora e eu só quero dormir. Acordamos o Macaco, que diz que tem que correr para se encontrar com uma menina com a qual tinha marcado um encontro daqui a pouco. Pois é. Isso te faz pensar: quantas pessoas você já beijou sem nem imaginar que há apenas algumas horas estavam dançando e praticamente vomitando o estômago pra fora?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a casa finalmente vazia, só penso em chegar logo em minha caminha. Mas antes decido dar uma passada no banheiro, pois todo aquele álcool ainda estava dentro de mim lutando pra sair. O banheiro mais próximo era o da empregada, então para o banheiro da empregada eu fui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abro a porta, e&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img src="http://i.imgur.com/OeJxB.gif" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Como um serial killer que deixa uma rosa sobre o corpo de sua vítima, Macaco depositara ali sua última lembrancinha pra mim. O problema é que não cheirava nem um pouco como uma, e o lugar precisou de umas 500 descargas e toda uma equipe com trajes anti-radiativos pra se tornar humanamente acessível de novo (na verdade, aquilo só sumiu de lá da noite pro dia. Talvez a diarista seja realmente muito boa, talvez aquilo só tenha retornado pro planeta natal. Sei lá).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No final das contas, Macaco realmente fez jus ao nome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/ZjZI-cxZcEM" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/ANyvU2pqZcg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/ANyvU2pqZcg/como-fazer-festas-e-influenciar-pessoas.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/JxuIh_i1gO4/default.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2012/02/como-fazer-festas-e-influenciar-pessoas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-1304610047856497437</guid><pubDate>Thu, 02 Feb 2012 17:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-30T14:01:24.345-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Nerd Way of Life</category><title>Zumbis no feice</title><description>Olha aí, seus filhos da puta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia desses, navegando pelos mais tenebrosos mares desta internet, me deparo com o seguinte na página inicial do Facebook:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/0IJJl.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/r9RPp.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Maneiro. Agora, vamos pensar um pouco?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/nnwh06LaJho" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Primeiro de tudo, logo de cara já ficamos sabendo da existência de um tal de ZUMBIS NO FACE. Não manjo muito das Facebookarias, sei da existência da página do Melhor do Melhor do Mundo (o que, aliás, só fiquei sabendo que existia graças à rede social - infelizmente) e do temido Humor no Face. Aliás, toda vez que o apelido carinhoso de Facebook, &lt;i&gt;feice&lt;/i&gt;, é empregado em uma frase, você sabe que não vai prestar. Toda vez que você tá na aula de informática e seu coleguinha pede licença pra te mostrar uma coisa no &lt;i&gt;feice&lt;/i&gt;, toda vez que sua amiga diz pra você ir ver as fotos da festa (que ficaram ótimas) no &lt;i&gt;feice&lt;/i&gt;, toda vez que a sua tia pergunta se você já a aceitou no &lt;i&gt;feice&lt;/i&gt;, uma pessoa de bem nesse mundo morre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora pense em quantos inocentes a sua mãe já matou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo, me aparecem com essa imagem que diz que já estamos cercados por "criaturas sub-humanas, sanguinárias, frias, sem compaixão e que fazem de tudo pra você ficar na mesma merda que ela" (sic). Ok. Logo em seguida, diz que só espera uma desculpa pra poder dar um tiro na cabeça de todo mundo. Ou seja, DE ALGUMA FORMA, CURIOSAMENTE, ansiar por "estourar a cabeça" das pessoas que te cercam faz de você MAIS HUMANO e até mesmo COMPASSIVO do que todos os outros, e nenhum pouco sanguinário e muito menos frio. Arrastar as pessoas para a merda? Poxa, que nada, você só quer dar um tiro na cabeça delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais de 700 pessoas e só eu vejo a ironia aí?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terceiro, o sujeito que postou (provavelmente um jovem nerd, com uma tatuagem do Toad em alguma parte do corpo, que é como os nerds identificam uns aos outros hoje em dia) ainda acrescenta que espera que o apocalipse aconteça logo. Não me entendam mal, filmes de zumbis são um dos meus gêneros favoritos - aliás, todos os filmes B e trash em geral. Acompanho &lt;i&gt;The Walking Dead&lt;/i&gt; e li o gibi desde a época que começou até chegar na fase atual e ficar chato. O problema é todo esse hype que a &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/11/como-ser-um-nerd.html"&gt;geração bazinga&lt;/a&gt; começou a criar ao redor dos mortos-vivos: as pessoas não apenas gostam de filmes de zumbis, elas querem VIVER em um (ou pelo menos é o que gostam de dizer que querem porque devem achar muito cool). Nesse aspecto, essa galera parece mais os crentes que mal podem esperar pra que Jesus chegue logo, para levar para o Céu as pessoas que merecem (coincidentemente, os próprios crentes) e dizimar com seus olhos laser os pecadores ou qualquer um que discorde deles. Sim, eles devem achar que "Apocalipse" significa "diversão" em grego.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vou contar uma pequena história pra vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;img border="1" src="http://i.imgur.com/2tiVQ.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Calma, &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2012/02/uma-pequena-intimacao.html"&gt;Sarinha&lt;/a&gt;, que essa é pequena mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jonas era um jovem muito inteligente e antenado, passava os dias trancado no quarto baixando séries e compartilhando imagens engraçadinhas para seus amigos no Facebook. Também era um cidadão consciente e exemplar: usava imagem do V no avatar para protestar contra o SOPA e compartilhava imagens de pessoas maltratando gatinhos sempre que estas apareciam na sua página inicial. Curiosamente, até hoje ainda não tinha tirado seu título de eleitor ou a 2ª via da carteira de identidade que perdera já fazia dois anos, mas... bom, isso não vem ao caso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certo dia, Jonas acordou e olhou no relógio do celular: 15h. Até que era cedo, para seus padrões nas férias. Levantou-se da cama, foi até a janela e abriu a cortina para tomar a única dose de vitamina D que tomava durante todo o dia, quando olhou para baixo e... ZUMBIS. ZUMBIS POR TODO OS LADOS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer outra pessoa teria entrado em pânico na hora, se jogado no chão e abraçado as próprias pernas enquanto balança para frente e para trás, mas não Jonas. Não, senhor. Ele mal podia acreditar no que seus olhos viam, porque aquele era o dia que esperava há tanto tempo. Aquele era o dia em que o Apocalipse Zumbi que há tanto esperava estava finalmente acontecendo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anos de preparação vendo filmes (começou a acompanhar &lt;i&gt;The Walking Dead&lt;/i&gt; ano passado) e jogando jogos (zerou &lt;i&gt;Resident Evil 4&lt;/i&gt;, quatro vezes) de zumbis finalmente valeriam para algo. Não pode se conter de tanta excitação que disse:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- HAUEHUAEHUEAH O APOCALIPSE ZUMBI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também pensou que se sua cara naquele momento fosse um meme, com certeza seria &lt;img src="http://i.imgur.com/mvgIG.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tinha que sair logo de lá, se quisesse sobreviver. Procurar por um lugar seguro. Um veículo. Combustível, comida, água e, mais importante de tudo, uma arma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oh, bem, onde conseguiria uma arma?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah, sim, tem a do papai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Isso é, se Jonas descobrir onde ele a esconde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jonas saiu do quarto para o corredor procurando o pai, achando aquele climão de survivor horror maneiro pra caralho. Quando chegou na sala e encontrou seu pai ajoelhado curvado sobre a irmãzinha, jogada no tapete da sala, mutilada e desmembrada, Jonas já não achou tão maneiro assim (nem sua bexiga, que rapidamente esvaziou todo seu conteúdo). Quando o pai levantou a cabeça e o viu, ainda mastigando um longo intestino e com metade do rosto estourado devido a alguma pancada muito forte, Jonas achou menos maneiro ainda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando sua mãe surgiu por trás dele e deu uma mordiscada no seu pescoço, arrancando numa só dentada a jugular e, em mais outra, o esôfago, aí que Jonas não achou maneiro mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto isso, do outro lado da cidade, um cara que nunca tinha visto sequer um filme de zumbi na vida (e muito menos desejado tudo aquilo, pois sua família e todos seus amigos, até onde sabia, estavam mortos) pois sempre estava muito ocupado malhando e indo a baladinhas e sendo descolado, abria caminho por entre os mortos-vivos, matando qualquer um que encontrasse pela frente. Mais tarde naquele dia, encontrou uma outra sobrevivente bem gatinha pela qual Jonas era apaixonado, e ambos fizeram sexo em um supermercado abandonado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Duas vezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Moral da história:&lt;/b&gt; UM APOCALIPSE ZUMBI REAL &lt;u&gt;NÃO&lt;/u&gt; SERIA DIVERTIDO.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parem de ficar "ui ui ui zumbis tomara que aconteça logo haheuhaueu" que vocês já matam aula de Educação Física no colégio porque não aguentam 15 minutos correndo, imagina o resto da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E PAREM DE COLOCAR ESSA MERDA NA MINHA PÁGINA INICIAL DO FACEBOOK, PORRA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: medium;"&gt;PORRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;PORRA (╯°□°)╯︵ ┻━┻&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/uQhowlNrkQE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/uQhowlNrkQE/zumbis-no-feice.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/nnwh06LaJho/default.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2012/02/zumbis-no-feice.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-4174658006192691068</guid><pubDate>Thu, 02 Feb 2012 13:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-28T21:10:52.808-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Metalinguagem</category><title>Uma pequena intimação</title><description>Vocês já devem ter reparado que faz um tempo que não posto aqui. Bom... bem mais tempo do que o de costume. O motivo é esse aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/gMyDe.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/3GwOW.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/gwooB.jpg" border="1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Que conste nos autos que este blog não verá post novo enquanto a sra. &lt;a href="http://twitter.com/saracasmo" target=_blank&gt;Sara Carmo Guedes&lt;/a&gt;, hipster anarquista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nota do Erick:&lt;/b&gt; Esqueceu de dizer que ela é crente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... CRENTE famosa por vários atos de terrorismo tanto nos comentários quanto no próprio KD, não terminar de ler o &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/12/eu-e-o-nariz.html"&gt;post anterior&lt;/a&gt; &lt;b&gt;até o fim&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenham um bom dia.&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/bX2aGhqQL5A" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/bX2aGhqQL5A/uma-pequena-intimacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2012/02/uma-pequena-intimacao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-4754952614506610438</guid><pubDate>Sat, 03 Dec 2011 01:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-30T13:55:04.481-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dadaísmo</category><title>Eu e o nariz</title><description>Estava no meu quarto praticando um dos meus passatempos favoritos: jogado na cama, braços pra trás da cabeça servindo de travesseiro, encarando o teto enquanto esperava a vida passar por mim da forma menos dolorosa possível. Antigamente, ao fazer isso, eu ficava me culpando pensando "puxa, eu poderia estar fazendo algo de útil." O problema é que a coisa de mais útil que eu sabia fazer era sanduíches, e a essa altura eu já tinha comido três e a Coca já havia acabado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas bem, eu estou perdendo o ponto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estava no meu quarto, jogado na cama, encarando o teto, o que é bem legal de se fazer quando ele não encara você de volta, porque, afinal, isso seria estranho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, meu teto ESTAVA me encarando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, é, foi estranho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
A cara do meu teto tinha um nariz grande, o que em si já é bem incômodo, afinal não é o tipo de coisa que você espera em um teto. Em um teto você espera uma lâmpada, de preferência uma fluorescente, afinal consome menos e dura mais do que uma incandescente. Tudo bem que o preço pode até não ser tão atrativo, tem lâmpadas fluorescentes que podem chegar a custar oito vezes mais que uma incandescente. Você pode até dizer "o custo pode ser maior, mas se dura mais e consome menos, o benefício também é maior", mas você deve ter em mente que, em um ambiente onde você apaga e acende a lâmpada muitas vezes, a fluorescente não dura tanto tempo assim. A lâmpada do meu quarto é uma fluorescente, fica pendurada bem no meio do ventilador de teto - AH, outra coisa que você espera encontrar no teto de uma casa. O problema é que tanto a lâmpada quando o ventilador tinham sumido. Agora, só havia aquele enorme e bizarro nariz saindo do meio do meu teto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocês já podem imaginar que, à essa altura, eu já estava um tanto preocupado - até chateado, eu diria, afinal era um dia particularmente quente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok, minto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine você na minha situação, com um nariz de 2 metros acima da sua cabeça apontando pra você. Você não ficaria "um tanto preocupado", você não ficaria "chateado", e com certeza absoluta a coisa que menos preocuparia você naquele momento seria o ventilador que sumiu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu queria gritar de um jeito que até as pessoas surdas de alguma pequena cidade do interior da China entendessem que havia um nariz bem no meio do meu forro. Eu queria chorar pois achava que o fim do mundo estava finalmente acontecendo. Eu queria que a minha sanidade tivesse o mínimo de consideração comigo e não me abandonasse justo naquela hora, porque o meu coração já tinha sido um filho da puta e escalado minha garganta, pronto pra dar no pé pela minha boca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesses momentos, você procura agarrar com todas as forças o mínimo de calma que ainda possui - mesmo que tenha que revirar a sua alma atrás dela. Lembrei de tudo que já havia lido sobre meditação, situações de extremo perigo e afins, fechei os olhos e contei até três. Afinal, era tudo minha imaginação, então quando abrisse os olhos, ele não estaria mais lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abri os olhos, e ele ainda continuava lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encarei ele pelo que pareceram horas. A minha coordenação motora já tinha abandonado meu corpo há algum tempo, provavelmente agora estava tirando férias em alguma ilha do Pacífico, então eu me encontrava completamente imobilizado na cama. Nesse tempo, meu cérebro tentava encarar da melhor forma possível aquela situação e assimilar o fato de que havia uma estrutura nasal completa formada bem ali em cima de mim. Algumas vezes, ele considerou seriamente pedir demissão e passar o comando para o meu coração, que já andava de olho naquele cargo há algum tempo, mas este já estava tendo problemas suficientes se concentrando em continuar batendo; ou quem sabe pro meu estômago, mas ele já havia dado quatro nós em si mesmo e se escondido entre os pulmões, então estava exatamente em condições de assumir qualquer tipo de liderança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sentei na cama. Encostei os pés no chão. Um após o outro, fui seguindo meu caminho até as escadas. Desci as escadas. Abri a geladeira, peguei um copo d'água. Voltei para o quarto. Bebi a água, deixei o copo em cima do criado mudo e voltei a deitar, dessa vez virado para o lado pra não ter que encarar o nariz a noite inteira. Eu tinha tomado uma decisão: vou ignorar esse nariz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até este ponto no texto, ainda não descrevi o nariz. Bom, permitam-me: primeiro de tudo, era grande. Realmente grande. Tinha uma curvatura, meio torto, parecendo aqueles narizes de lordes ingleses narigudos. Sim, era definitivamente masculino (ah, que sorte a minha! Um nariz no meu teto e tinha que ser justo de um homem!). Além disso, era branco, meio rosado na ponta. As narinas eram redondas, dilatando e contraindo conforme o nariz respirava. Sim, ele respirava. Não sei se havia de fato um sistema respiratório completo, e, meu Deus, se houvesse eu não queria nem saber onde estaria o pulmão. Só sei que ele respirava do jeito que você esperaria que qualquer outro nariz perfeitamente sadio - e no rosto de alguém - respirasse. Quando inspirava, podia ouvir um leve silvo, diria até que típico de narizes de 2 metros de comprimento. Dependendo da posição, você também poderia ver os cabelos de nariz mexendo conforme a direção do ar. Sim, era um nariz perfeitamente normal, não fosse o fato de não possuir um corpo que o acompanhasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algum tipo de fungo, talvez? Só Deus sabe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os raios de sol que sempre entravam pela abertura em minha janela para me encontrar ferrado no sono devem ter tido uma surpresa ao encontrar um Lucas que acabara de virar a noite virando de um lado para o outro na cama. Tentei dormir de todas as posições e lados, contei todas as ovelhas que haviam em minha fazenda imaginária até sobrarem apenas vaquinhas, então eu contei as vaquinhas também. E quando as vaquinhas acabaram, contei os hipogrifos. Você deve se perguntar o que hipogrifos estariam fazendo em uma fazenda, mas acho que isso é o de menos em uma situação dessas, certo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha mãe bate na porta. Levanto da cama e vou até a porta. Entreabro ela e observo minha mãezinha com a roupa de corrida pela abertura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Olá, mamãe. O que há?&lt;br /&gt;
– Deixei meu celular em teu quarto?&lt;br /&gt;
– Não, mamãe.&lt;br /&gt;
– Deixa de ser preguiçoso, você nem procurou. Deixa-me entrar.&lt;br /&gt;
– Não, mamãe, estou sem roupas.&lt;br /&gt;
– Daqui eu posso ver que estás de pijama.&lt;br /&gt;
– Ah, e não é que é mesmo? É que este é um pijama tão leve e confortável que me deste que às vezes acabo esquecendo que estou a usar roupas e...&lt;br /&gt;
– Deixa-me entrar – ela repete, forçando a porta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entro em pânico um pouquinho. Por mais que eu estivesse decidido a ignorar o nariz, duvido que minha mãe partilhasse desta decisão. Oh, minha pobre mãezinha, teria um treco ao olhar pra cima e ver um nariz bem no meio do leito do seu único filho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então a coisa mais surpreendente aconteceu: ao entrar no meu quarto, a primeira coisa que ela viu não foi a aberração a apenas alguns metros de sua cabeça, mas sim o celular dela jogado em cima da minha escrivaninha, em meio a um monte de tralhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Como és preguiçoso. Não disse que estava aqui?&lt;br /&gt;
– Ah, me desculpa, juro que não tinha visto, mamãe. Deve ser olho materno. Sabes a senhora que eu não encontraria um elefante se a senhora o colocasse atrás da caixa de leite.&lt;br /&gt;
– Isso se chama preguiça. Bom, estou indo correr. Beijo.&lt;br /&gt;
– Beijo, mamãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E saiu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu continuei no quarto. Eu e o nariz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então ele deu uma fungadinha. &lt;i&gt;Fung.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os primeiros dias foram particularmente traumatizantes. Não bastasse as noites em claro, as manhãs eram piores ainda: o nariz fungava e se contorcia quando a temperatura baixava. Várias vezes eu tentei ler um livro ou gibi, mas era impossível, pois toda vez que ele fungava eu perdia completamente a concentração, quando não a paciência. Às vezes, quando aquela chuvinha de fim de tarde caía, eu me deitava na cama e me preparava para cochilar, apenas para ser acordado de solavanco pois o nariz decidiu recomeçar o funga-funga. &lt;i&gt;Fung, fung&lt;/i&gt;, era o som.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, eu tinha vergonha do nariz. Eu pensava "se existe um nariz no teto, deve existir um olho em algum lugar." Então não conseguia de jeito nenhum trocar de roupa no meu próprio quarto. Logo eu, que gozava tanto de minha privacidade, me vi obrigado a tomar banho de sunga em minha própria casa. Sempre tive vergonha do meu corpo, então o que menos queria era um olho sem um observando minhas partes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aparentemente, ninguém mais via o nariz. As pessoas entravam no meu quarto, e todas lidavam com aquela situação ainda melhor do que eu. Minha mãe, meu padrasto, meus amigos. Aquele nariz enorme bem ali em cima simplesmente parecia não incomodar ninguém! Mesmo quando o nariz fungava, absolutamente ninguém dizia nada a respeito pois ninguém parecia ouvir. Pouco a pouco, fui começando a aceitar o fato de que eu estivesse, de fato, louco. Então eu não podia falar pra ninguém. Não podia contar pros meus amigos, não podia contar pro meu padrasto, não podia ligar pra polícia muito menos pra um mecânico. Às vezes eu me divertia sozinho imaginando as situações. "Alô, seu mecânico? Estou tendo um probleminha nasal aqui em casa. É, isso mesmo. Bom, é que tem um nariz brotando bem no meio do meu forro. Às vezes ele escorre, mas não é água, é muco mesmo. Será problema dos canos? Alô? Seu mecânico? Alô?"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se falasse pra minha mãe, ela com certeza acharia que é algum tipo de brincadeira. Se eu insistisse, acharia que eu sou algum tipo de viciado em drogas e me daria uma surra que eu nunca mais esqueceria. Meu padrasto, então, poderia até me levar para o psiquiatra, apenas pra ter a chance de conseguir que eu fosse internado e assim, enfim, se livrasse de mim (e, consequentemente, meus custos). Meus amigos só reforçariam ainda mais a imagem que têm de mim de mentiroso. No final de todos dias, na escuridão do quarto, deitado na cama olhando pro teto, mais do que nunca, eu estava sozinho. Só eu via aquilo. Só eu ouvia aquilo. Era só eu. Eu e o nariz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As semanas foram passando, e eu fui começando a me acostumar com ele. Meu quarto estava mais escuro e mais quente, mas por sorte eu tinha um ventilador comum e uma lâmpada que roubei da sala pra me fornecer luz à noite. Ignorar o nariz estava realmente fazendo efeito: eu ficava na minha, ele ficava na dele, e assim um não cruzava o caminho do outro. Eu aqui, ele lá em cima. E assim estávamos OK. O problema é que começamos a entrar na época das chuvas. Logo, houve o já esperado surto de gripe. Foi aí então que tudo desandou de vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chovia, eu estava jogando videogame, sentado em minha cadeira logo abaixo dele, quando aconteceu. Não encontro onomatopéias que descrevam satisfatoriamente o som horrível que me fez saltar da cadeira, puxar o controle com força e, consequentemente, o videogame (pois o meu é um PlayStation 2, daqueles slim, então o controle ainda é ligado ao console por um fio), mas "POWWW" é o som do videogame indo de encontro ao chão, e "ARRGHHH" é o som que eu fiz quando minha roupa ficou toda encharcada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nariz ficou gripado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fiquei puto. Não "um tanto preocupado", não "chateado", e com certeza absoluta a coisa que menos me preocupava naquele momento era o videogame. Aquele nariz, aquele maldito nariz que acaba com a harmonia e decoração do meu quarto, que todos os dias eu acordo com os olhos fixos nele e tendo que fingir que não existe, que há alguns meses entrou na minha vida e no meu quarto da forma mais absurda e estúpida possível tinha acabado de ESPIRRAR em mim. Aquele nariz grande e feio e... inglês. Não sabia se ele tinha alguma genitora, e muito menos ainda gostaria de saber, mas no momento tudo o que eu conseguia pensar era: filho de uma puta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saí do quarto, fui direto para a parte de trás da casa, numa área no quintal que serve meio que como depósito. Estava puto, sangue fervia por todo meu corpo. Meu cérebro já havia oficialmente apresentado sua carta de demissão e passado o comando para o meu pâncreas, que é um órgão particularmente pavio curto (eu acho). Toda a raiva que tão insistentemente havia escondido durante todo aquele tempo, todo aquele ódio por aquela situação bizarra estar acontecendo, de todas as outras pessoas do mundo, justo comigo, toda a minha revolta parecia finalmente ter aflorado e tomado o controle do meu corpo. Eu já não era mais eu. Eu era puro ódio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– O almoço já está pronto, Lucas.&lt;br /&gt;
– Oba, e o que vem a ser?&lt;br /&gt;
– Bife. Come agora enquanto ainda está quente, pois acabei de fazer. O arroz está na geladeira, na segunda prateleira. Te serve no teu prato e põe para esquentar no microondas.&lt;br /&gt;
– Que delícia, eu adoro o bife que a senhora faz, mamãe. E refrigerante, temos?&lt;br /&gt;
– Não, teu padrasto está a fazer as compras da semana neste momento.&lt;br /&gt;
– Poxa.&lt;br /&gt;
– Mas tem suco de garrafa, creio que que sobrou um bocadinho. Te serve lá.&lt;br /&gt;
– OK, mamãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Me servi, muito puto. Almocei, mais puto ainda. Coloquei minha louça na pia... meio puto só.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Engraçadinho, lava tua louça que não tens empregada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lavei a louça, puto pra caralho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo terminado o almoço, segui meu caminho para o quintal. Encontrei o que procurava: a escada. Agarrei com as duas mãos, e fui levando de volta para o quarto. Ao passar pela cozinha, abri a gaveta sob a pia, a primeira. Ali ficava a louça. Peguei uma faca e segurei firme pelo cabo, então mudei de ideia e a devolvi. Abri a segunda gaveta, era onde ficavam as facas grandes. Peguei a maior delas e a que melhor expressasse "olha, cara, eu não estou pra brincadeira", pois eu realmente não estava. Subi as escadas com a faca no cós das calças e a escada nas mãos e voltei para o quarto. Posicionei-a bem abaixo do nariz (na verdade, mais para a direção das narinas). Subi os degraus e cheguei no topo dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E lá estava eu. De repente, um misto de ansiedade e nervosismo bateu como um vento frio dentro do meu corpo. Me toquei que, durante todo aquele tempo em que ele havia surgido no meu quarto, eu nunca o havia tocado. Na verdade, eu nunca havia estado tão perto do nariz o quanto estava agora. Meu plano era bem simples: eu esticaria o braço. Se minha mão parasse pelo caminho, então o nariz era real e eu o estaria tocando. Se não, se minha mão transpassasse ou o nariz sumisse, eu saberia que aquele tempo todo era apenas alguma obra doentia da minha mente distorcida. Então eu estiquei o braço. Estiquei e... a mão parou. Eu toquei o nariz. O nariz era real. Eu o sentia. Estava com a mão nele. Eu e o nariz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ar que o nariz expirava e inspirava mexia meus cabelos. Eles iam pra frente e pra trás. Eu não poderia estar imaginando aquilo. Também não podia mais ignorar aquilo. Todo aquele tempo eu virava para o outro lado, esperando que um dia, quando olhasse de novo, ele já não estivesse mais lá, e tudo fosse apenas mais um caso divertido e sem explicação da vida. Não era só um jeito de tentar enganar a si mesmo, mas um mecanismo pra salvar a minha sanidade. Quem sabe um dia escrever um conto sobre isso. Mas lá estava eu, tocando nele, era REAL. Não podia mais ignorar aquilo, era um problema, e era real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tirei a faca do cós da calça. A ponta tremia e reluzia enquanto a erguia sobre a minha cabeça com as duas mãos. Gotas de suor brotam da minha testa e logo são jogadas longe pelo ar que sopra violento do nariz. Dentro das narinas vejo os pêlos, e nada mais, a escuridão lá dentro parece não ter mais fim. Eu tinha que arrancar aquela coisa dali, não poderia viver com um nariz no meu teto a vida inteira. Não era normal. Quantas pessoas você conhece vivem com um nariz sobre a cabeça? Você já ouviu falar de pessoas que vivem com o nariz onde não são chamadas, mas não é tão literal quanto a situação que eu estava vivendo. Ou então pessoas sem nariz, o que... é bem mais triste. Pessoas que perderam partes do rosto em acidentes, ou até mesmo na guerra. Têm de fazer enxertos de pele, passar por dezenas de cirurgias. Sem falar na auto-estima da pessoa, que é arruinada. Lembro de quando eu era criança e minha tia Adriana fazia aquela brincadeira idiota de fingir que tirava meu nariz... aquilo me assustava de verdade. Não sei se conseguiria viver sem o nariz. Mas sei que não consigo viver com um nariz extra - e que nem meu é.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas bem, olha eu perdendo o ponto de novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou com a faca erguida sobre a minha cabeça, pronto pra desferir o golpe. Estou nervoso, minhas pernas também treme, a escada treme junto. Ergo mais alto ainda a faca, para então descê-la com maior impulso...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Golpeio o nariz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo aconteceu. Foi como bater com a faca em um bloco de chumbo - pelo menos o som foi idêntico. Mas não apenas isso, eu voei. Sim, eu voei, meus amigos, mas não literalmente, infelizmente, pois seria muito legal. Fui jogado para trás com uma violência absurda. Caí no chão sobre as minhas costas, bati a cabeça feio contra a parede. Meu corpo foi para um lado, a faca para outro, a escada não soube se decidir por qual dos dois ir atrás então só caiu de lado mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, logo abaixo do nariz, uma boca começou a se formar. Depois, dois olhos. Já ouviram a expressão "olhos sem vida"? Não era esse o caso, esses aqui tinham até demais. Ambos me encarando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fiquei aterrorizado. Meu corpo queria ir para a direita, mas minha alma pra esquerda. Queria gritar, mas já não tinha voz. Fui tomado por um medo absoluto, como se cada célula do meu corpo gritasse em agonia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, a Boca falou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma voz grave, como se mil trovões se juntassem com mil vulcões entrando em erupção pra montar uma banda cover de Rammstein. Era como se gritasse ao mesmo tempo que falasse com uma calma absoluta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lutando contra cada um dos meus instintos, cujo melhor plano era fechar os olhos, se jogar pro lado e fingir de morto até aquele rosto ir embora, consegui falar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– O q-quê?!&lt;br /&gt;
– não. não faça isso de novo.&lt;br /&gt;
– Q-quem é você?!&lt;br /&gt;
– eu sou Deus.&lt;br /&gt;
– Deus?! O que... você... o Senhor... está a fazer em meu teto?!&lt;br /&gt;
– dando uma volta, de bobeira. aparentemente eu não sou bem-vindo aqui mesmo, então vou embora.&lt;br /&gt;
– Eu... eu... o quê?!&lt;br /&gt;
– adeus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E entrou pra dentro do teto, sumindo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois disso, tudo o que lembro é de ter desmaiado. Ok, não lembro exatamente de desmaiar, porque você não lembra de desmaiar, você só... desmaia. Fecha o olho e abre em seguida e descobre que se passaram horas entre uma ação e outra. Quando você vê, já é noite, você está jogado no chão com uma faca e uma escada, olhando pra sua lâmpada balançando no teto conforme as hélices do seu ventilador giram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sorri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Funguei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentei me levantar do chão, mas não consegui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Funguei de novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou colado ao chão. Não há mais nada que eu possa fazer. Aqui termina a minha história. Minha e do nariz. Eu e o nariz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou um nariz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Fung.&lt;/i&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/zUR6caeg9I8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/zUR6caeg9I8/eu-e-o-nariz.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/12/eu-e-o-nariz.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-694469258467580134</guid><pubDate>Wed, 16 Nov 2011 00:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-08T04:08:48.979-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ácido</category><title>Como ser um nerd</title><description>A história da humanidade pode ser resumida assim: primeiro, tem esse grupinho que é muito legal e faz coisas muito legais, e quase ninguém o conhece (por isso ele é tão legal). Só que esse grupinho é tão muito legal que as pessoas ao redor começam a notar, e logo querem fazer parte também porque também querem fazer as coisas muito legais pra serem tão muito legais quanto. Aí todo mundo começa a dizer que faz parte do grupinho legal, mesmo que não faça, e logo TODA A HUMANIDADE é "muito legal" e faz coisas "muito legais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupinho muito legal original então fica de saco cheio de todos aqueles posers e vão procurar outra coisa pra fazer. "Era muito mais legal ser muito legal quando não era tão legal", dirão os saudosistas com lágrimas nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntem aos primeiros Australopithecus como eles se sentiram quando todo mundo passou a andar ereto e se achar super cool por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i55.tinypic.com/neaus2.jpg" border="1" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dia desses eu estava em meu computador, sufando na Internet, quando &lt;s&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hU8bz0WWl8w" target="_blank"&gt;no espaço eu entrei&lt;/a&gt;&lt;/s&gt; dei de cara com o VLOG DA GAROTA MAIS NERD DO MUNDO!!!!!!!!!!11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/W23MbYDBnIU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vocês lembram de quando achávamos que nerd eram os gordinhos de óculos que jogavam RPG, videogames e tinham a cara enfiada todos os dias na privada nos tempos de escola? Bom, estávamos errados. Hoje em dia, a palavra nerd deixou de significar isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i41.tinypic.com/2v00k74.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;olá amigos do fórum&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pra significar ISSO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/05/24/01zdaniell.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/05/nerds-transformam-opinioes-e-viram-os-novos-queridinhos-da-sociedade.html" target=_blank&gt;Daniel Barradas&lt;/a&gt;, ícone máximo da nerditude brasileira.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas, EI, isso é bom. Afinal, se antes pra você ser nerd era necessário alguns quilos a mais e sérios problemas dermatológicos e sociais, agora basta escrever na bio do Twitter que é nerd e, TCHARAM, você é um. Isso mesmo, agora até VOCÊ pode ser um nerd, meu chapa. Não era o que você sempre quis? E por isso mesmo o KD revoluciona a internet mais uma vez e, após o aclamado e vencedor do Prêmio Bonela da Paz &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2010/01/como-ser-um-colirio-capricho.html"&gt;Como ser um Colírio Capricho&lt;/a&gt;, traz a você um imperdível guia de &lt;b&gt;COMO SER UM NERD&lt;/b&gt;. Afinal, o nerd de hoje é o rico de amanhã risos bazinga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, primeiro de tudo, &lt;b&gt;o que é um nerd?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i39.tinypic.com/2n9z3o0.jpg" border="1" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como a Nina Nerd (que é TÃO nerd que traz a palavra até no nome, aparentemente) bem disse, ser nerd está na moda. Devemos isso à explosão de filmes de super-heróis nos últimos anos e ao advento de séries como &lt;i&gt;The Big Bang Theory&lt;/i&gt; que, para quem passou os últimos anos costurado pela boca ao ânus de outra pessoa e por isso tinha outras coisas mais importantes com que se preocupar do que as últimas tendências do mUnDo NeRd, conta as desventuras de 4 nerdassos vivendo altas aventuras super-engraçadas e dizendo "bazinga". Além disso, temos a popularização da internet e os avanços da tecnologia, que todos os dias colocam um gadget novo nas prateleiras da lojas e no Twitpic do Kid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso fez com que os nerds ganhassem o centro das atenções de todo mundo, afinal, quem mais entendia do assunto senão a galera que passava as noites trancada em casa desmontando o PC? Isso fez com que algo engraçado acontecesse. As pessoas deixaram de simplesmente &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; nerds e passaram a QUERER ser nerds. Pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que você já sabe o que é um nerd, vamos ao que interessa: do que você precisa pra ser um nerd?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. Camisetas nerds&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vocês precisam aprender antes de tudo é, que quando se é um nerd, quanto mais você diz que é um nerd, mais nerd você é. Afinal, você bem conhece a frase: "uma mentira contada mil vezes se torna uma verdade" (e se não conhece é porque você não é nerd!!!!). A cada mil vezes que você diz que é um nerd, você sobe mais um pouquinho na meritocracia nerd. Da mesma forma, quanto mais tempo você passa sem afirmar que é, VOCÊ VAI DEIXANDO DE SER. Por isso é tão importante utilizar cada oportunidade que tiver pra anunciar ao mundo que você é nerd - e, quem sabe, um dia você chegará ao nível do Daniel Barradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O que é obviamente uma mentira, afinal ninguém pode chegar no nível do Daniel Barradas. Mas EI, não custa tentar, certo?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então primeiro de tudo temos que cuidar do seu visual. Afinal, as pessoas precisam só de OLHAR pra você já pensar "WHOOOOA esse cara é muito nerd!". Camisa com caneta BIC no bolso é tãaao anos 80. Não é porque você é nerd que tem que se vestir mal, certo? Então abuse das camisetas com piadinhas nerds, principalmente aquelas com referências a Star Wars ou Star Trek, ou então apenas com um "#BAZINGA" ou "Nerd Power" escrito em letras garrafais na frente. O negócio é mesmo usar camiseta de piadinhas babacas nerds e reclamar de quem usa camiseta do Pânico na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você é uma garota, é OBRIGATÓRIO ter pelo menos uma camisa de estampa "I &amp;lt;3 NERDS". Afinal, se você for uma she-nerd super gostosa, é CLARO que tudo o que você quer em um homem é alguém que passe as madrugadas trocando itens do Ragnarok por fotos de meninas mostrando os peitos na webcam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-j1FHbdDPdnI/TcpBMY3nopI/AAAAAAAAAGw/vqNaGrFnziA/s1600/I+Love+Nerds+%25282%2529.jpg" border="1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Poucas pessoas sabem (ou acreditam) mas esta foi a terceira esposa do Paulo Pokémon.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. Óculos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indispensável também no visual nerd são, claro, os óculos. Em tempos remotos, nerds usavam óculos devido às noites que passavam com a cara enfiada nos livros forçando a vista, então os óculos ficaram no imaginário popular como marca registrada do grupo, sendo usados hoje apenas para maior facilidade de identificação. Portanto, quanto maior a armação, melhor. Não precisa nem de lente, afinal, hoje em dia você não precisa nem saber ler pra ser um nerd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam por exemplo o exemplo desta she-nerd emanando nerdicidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://favim.com/orig/201107/14/beautiful-blue-hair-fashion-geek-girl-model-Favim.com-104922.jpg" border="1" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Você deve ter pensado "MAS ELA SÓ TÁ USANDO ÓCULOS". Se você pensa isso, você é claramente um babaca não-nerd e deveria parar de ler este post aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. Tatuagens&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já foi dito, negócio é mostrar que você é nerd. E quer forma melhor de dizer isso do que tatuar na própria carne?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiram agora algumas dicas de tatuagens clássicas para nerds:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0px 0px 10pt;" src="http://i41.tinypic.com/w5jrn.jpg" align="right" border="1"&gt;&lt;b&gt;- Super Mario/Pacman/Space Invaders&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Se você já jogou algum desses TRÊS jogos alguma vez na vida em algum momento na vida, você ganha automaticamente o direito de se proclamar não apenas nerd, mas também GEEK e GAMER, além de poder tatuar um Toad ou um PacMan ou uma nave de Space Invaders em qualquer parte do corpo à sua escolha (lugar recomendado: no CU).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0px 0px 10pt;" src="http://i40.tinypic.com/25arnyq.jpg" align="right" border="1"&gt;&lt;b&gt;- 42&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Essa aqui então é clássica. Você sabe de onde é? E NEM PRECISA. Só... tatue. E pra quem perguntar, você só diz que tem algo a ver com o sentido da vida. Ninguém precisa saber mais, e você ainda corre o risco de parecer profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0px 0px 10pt;" src="http://i39.tinypic.com/2ebxwdw.jpg" align="right" border="1"&gt;&lt;b&gt;- Darth Vader/Símbolo da Aliança Rebelde ou Império Galáctico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Se ser nerd fosse uma religião, Star Wars seria a Bíblia dela. Aliás, do que eu tô falando? Ser nerd É uma religião, e uma tatuagem de Darth Vader é o equivalente a uma de um Jesus Cristo boladão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4. Videogame&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das áreas de conhecimento obrigatório de qualquer nerd são videogames. Você deve estar pensando "ah, então todo nerd joga videogame?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ERRADO. Todo mundo que joga videogame é nerd. Dã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de que adianta você saber de uma coisa sem que as pessoas saibam que você sabe? Nada, eu lhes digo. Então é obrigatório para todo nerd ter pelo menos uma foto sentado no sofá jogando videogame pra mostrar pra todo mundo que você é o maior gameiro. E o mais bonito de tudo é que VOCÊ NEM PRECISA TER REALMENTE UM VIDEOGAME, basta comprar um joystick pra Play2 desses de R$ 9 nas Lojas Americanas, esticar pelo chão e fazer um set completo pro seu Twitpic fazendo o que você realmente gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i43.tinypic.com/f10dvs.jpg" border="1" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Claro que, eventualmente, as pessoas vão acabar perguntando pra você quais seus jogos favoritos. Esteja preparado e responda qualquer um dos seguintes jogos (ou todos, se você quiser realmente impressionar): Pokémon, Zelda, Mortal Kombat e Super Mario. SEMPRE Super Mario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5. Uma boa descrição&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora que você já está devidamente caracterizado como nerd, você tem que anunciar ao mundo que é um (caso contrário, como já disse, você vai deixar cada vez mais de ser nerd até colapsar, virar um buraco negro e sugar o planeta inteiro pra dentro de você). E a melhor forma de fazer isso é através das descrições nas redes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem vários modelos de descrições que você pode pegar e usar no seu Twitter, Tumblr ou canal do Youtube. Importante comentar que o nerd e o hipster muitas vezes se confundem, mas os dois são muito cool e estão na moda, então está mais do que permitido ser ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode fazer algo simples, como uma citação de seu autor supostamente favorito, porque isso é bem cool e nerd também:&lt;blockquote&gt;To die by your side, such a heavenly way to die. (Caio Fernando Abreu)&lt;/blockquote&gt;As gatas se amarram &lt;s&gt;robô gigante&lt;/s&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você também pode falar dos seus gostos, já que eles definem quem você é:&lt;blockquote&gt;Livros. Games. Cinema. Café. Fight Club.&lt;/blockquote&gt;Simples, direto, misterioso. Você lista apenas os seus gostos e fica um ar meio cult, meio blasé, meio pau no cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda você pode usar o mesmo modelo, mas enumerando suas características:&lt;blockquote&gt;Nerd. Eclético. Inteligente. Sarcástico. Bipolar.&lt;/blockquote&gt;Mais íntimo, provoca uma maior proximidade entre você e o leitor. O "bipolar" é um toque de mestre, confere um caráter mais humano à você, afinal é extremamente cool anunciar pra todo mundo que você tem algum tipo de transtorno psiquiátrico e pode a qualquer momento pular sobre a pessoa e enfiar um garfo na jugular dela enquanto mastiga a traquéia - o que não só é nerd e cool, como kinda sexy também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eeee pronto. Você é um nerd completo! Vê, não é tão difícil. Qualquer um pode ser nerd. Se você preferir, também há a opção de ser um nerd sociável, o chamado &lt;b&gt;nerd progressista&lt;/b&gt;. Surpreender faz parte do negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i43.tinypic.com/nf46f7.jpg" border="1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;b&gt;BAZINGA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/610Ln4nZlas" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/610Ln4nZlas/como-ser-um-nerd.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i55.tinypic.com/neaus2_th.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/11/como-ser-um-nerd.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-5394538403436366013</guid><pubDate>Thu, 22 Sep 2011 03:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-22T00:02:00.809-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diário Maldito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Metalinguagem</category><title>McMico Feliz</title><description>Cara, tava lembrando hoje de uma época da minha vida em que morei nessa casa que ficava a apenas alguns metros de um McDonald's. Tinha 12 anos na época, e todo mísero trocado que ganhava tinha apenas dois destinos: sanduiches e gibis. Não que tenha mudado muita coisa hoje em dia, aliás. Mas ainda nessa época, o McDonald's ainda fazia o seu melhor hambúrguer da história da galáxia, também conhecido como McDuplo. Era simples, sim (duas carnes, duas fatias de queijo, picles e molho... de ketchup, acho), mas custava R$ 3,50! Hoje em dia, tudo o que você consegue é metade disso pelo dobro do preço: o Quarterão, que é nada mais que um McDuplo com uma só carne que custa doloridos R$ 7,00. Deveria se chamar Mc... Mono. Ou McUno. E vir com um baralho de cartas coloridas junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ENTENDERAM? HAHA.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://img4.imageshack.us/img4/9570/wutix5.jpg" border="1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img23.imageshack.us/img23/8769/wtfva6.jpg" border="1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img3.imageshack.us/img3/5320/54185737hx3.jpg" border="1" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, péssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, as crianças de hoje em dia que cresceram vendo Disney XD não sabem, mas houve uma época em que os sanduiches do McDonald's faziam jus ao nome: o Big Mac era big, e o McLanche era realmente feliz. Não sei o que aconteceu de lá pra cá, provavelmente a carne de minhoca anda muito valorizada esses dias, mas agora o que você tem é um Big Mac com duas carnes tão finas que, juntando, daria uma só, e um McLanche em que você gasta 20 reais por meio hamburguer, seis batatinhas e um bonequinho do desenho animado em cartaz. Feliz mesmo só a) o seu filho, que não tá pagando nada; e b) o Papa-Burguer, que vai seguir vocês até em casa à noite e pegar o seu filho pra transformar em carne pra Big Mac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas bem. Na época em que eu morava perto do McDonald's, o McLanche estava com uma dessas promoções com dois tipos de brinde, um pra meninos e outro pra meninas. No caso, Transformers para os meninos, bonecas Moranguinho para as meninas e Transformers que viravam fusquinhas cor-de-rosa com cheirinho de morango para os indecisos (mentira, mas porra, imaginem). Uma forma terrível de segregação sexual, eu diria. Pior do que isso só se houvessem brindes diferenciados para crianças brancas e negras (uma carteira &lt;i&gt;ou&lt;/i&gt; uma pistola). Vêem? Terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe é apaixonada pela &lt;s&gt;cabeçuda da&lt;/s&gt; Moranguinho. Mas POR FAVOR, não vão imaginar algo tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i53.tinypic.com/23tl8b8.jpg" border="1" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Por quê? Porque era o desenho da minha infância”, ela acabou de me responder aqui (e se este blog fosse um filme ou uma série, aqui caberia um flashback com a imagem em tons de sépia da minha mãe ainda criança sentada em frente à TV assistindo desenho). Então, assim que viu o comercial anunciando a promoção na TV (isso já nos dias atuais, como a legenda escrito "PRESENT DAYS" na parte debaixo da tela sugeriria), chegou pra mim e propôs um acordo: ela me daria dinheiro para ir comprar um McLanche, eu ficaria com o hambúrguer, ela com a boneca. Claro, aceitei a quest. "É perigoso ir por esse caminho", ela disse. "Pegue isto" e me entregou... o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, lá vou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada em frente fui seguindo, deixando a porta onde começara. Cheguei em meu destino, enfrentei bravamente a fila e, com a coragem de mil homens, fiz o pedido. Aí o cara do balcão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual robô?&lt;br /&gt;- Não, moço... não quero robô, não... - eu disse, sussurrando. - Quero a Moranguinho.&lt;br /&gt;- Quê?&lt;br /&gt;- A Moranguinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ocorreu um daqueles momentos-chave em que você tem a certeza de que o Universo de alguma forma te odeia. Quando, por um terrível acaso, aquela fração de segundo em que as pessoas de um lugar (ou grande parte) resolvem fazer silêncio ao mesmo tempo pra retomar o ar coincide com o exato momento em que você fala um pouquinho mais alto algo que não deveria. É, o Universo é uma vadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putz. "Que mico", foi tudo em que conseguia pensar na hora enquanto procurava um lugar onde pudesse me enterrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pô, é pra minha mãe!&lt;br /&gt;- Que nada! Confessa que é pra ti! - disse o cara, provavelmente achando que eu era tão gay quanto Felipe Dylon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desse tamanho e desse jeito já..." ouvi algum infeliz comentar atrás de mim. Tive alguns pensamentos homicidas, entre dois asteriscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i56.tinypic.com/2nlcocp.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A maldita (um charme nessa roupa de bailarina, porém).&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa boladão, sentei na cadeira em frente ao computador, e foi aí que eu... eu... eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... CRIEI UM BLOG. E &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2005/09/mcmico-feliz.html"&gt;fiz um post sobre isso&lt;/a&gt;, ainda &lt;i&gt;boladasso&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho que nunca mais volto lá. Fala sério...", eu pensei na época. Na outra semana, lá estava eu de novo. Afinal, é difícil resistir à tentação de comprar um Big Mac ("hmmm...", eu dizia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje esse mesmo blog está completando, entre idas e vindas, inacreditáveis 6 anos. Apesar de todas as vezes em que eu pensei em desistir, apesar de todas as vezes em que eu, de fato, desisti. Apesar de todas as mudanças de endereço e imagens quebradas nos posts mais antigos. E, acima de tudo, apesar das intermináveis Flood Wars. Quem diria. Queria agradecer sinceramente o apoio de todo mundo que, após tantos anos, continua firme e forte com o blog desde o seu início (SIM, existem pessoas assim, eu também não acreditava!), agüentando não só os séculos que se passam entre um post novo e outro, mas também os posts em si. E o pior de tudo: GOSTANDO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra comemorar comemorar esta data histórica, vamos nos unir todos, leitores e Flooders From Hell, homens, mulheres (e Quilua), e cantar juntos o inesquecível &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2006/11/hinos_16.html"&gt;Hino do Que Diabos?&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;Hino do Que Diabos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;por Raphael Azevedo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde há esperança há meu balão verde&lt;br /&gt;Estaremos sempre aos nabos&lt;br /&gt;Que diabos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img453.imageshack.us/img453/7596/marvinzo3.jpg" border="1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Argh. Desprezível.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estou chorando. Parabéns ao KD e, principalmente, a vocês (porque, né).&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/aE9Y4YhOK9A" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/aE9Y4YhOK9A/mcmico-feliz.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i53.tinypic.com/23tl8b8_th.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/09/mcmico-feliz.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-2977010543921316967</guid><pubDate>Mon, 05 Sep 2011 03:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-06T19:05:17.238-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diário Maldito</category><title>Assum preto</title><description>Começa comigo pegando carona com a Liz, a caminho da Feira do Livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Feira do Livro é... bem, é um evento com um nome meio que auto-explicativo. São aqueles dias do ano em que todos aparentemente viram leitores ávidos, amantes da literatura, o que na verdade é só uma desculpa pros estudantes do ensino médio matarem aula e irem pra feira comprar... mangá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem basicamente dois grandes grupos de pessoas que você encontra em uma Feira do Livro: primeiro, os estudantes de escolas públicas em excursão, o que seria até bonito, levar conhecimento à população mais carente e blablablá, se eles realmente estivessem mais interessados em livros do que em colocar funk pra tocar alto no Samsung pré-pago enquanto começam uma briga de gangues de escolas rivais e esfaqueam uns aos outros ali. Ou talvez isso seja só aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, os otakus. SIM, OTAKUS. Aparentemente, ao ouvir a palavra "evento", o cérebro de um otaku já faz automaticamente a associação com "AnimeFriends" (e consequentemente com "cosplay"), então já é meio que coisa comum ver gente vestida de Naruto andando em um evento celebrando os 100 anos da imigração chilena para o Brasil. Ou, de novo, talvez isso seja só aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como eu ia dizendo, começa comigo pegando carona com a Liz, a caminho disso aí, quando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, começa comigo ainda criança, na casa dos meus avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morei com meus avós, uma tia e duas primas durante toda a primeira parte da minha vida. Pra mim, desde aquele momento da vida em que a gente consegue finalmente armazenar memórias, eu sempre morei na casa dos meus avós, e minha mãe com o namorado dela (que acabou sendo meu padrasto até hoje, vale comentar). Nunca conheci meu pai -  não o biológico -, então o título de pai teve de ser passado para a figura paterna mais próxima (pelo menos era assim na minha cabeça de criança), e essa figura era, obviamente, o meu avô. Mesma coisa aconteceu com a minha avó, mas eu não podia deixar de chamar minha mãe biológica de "mãe" (afinal, ela estava um pouco mais distante, mas ainda estava ali). Então eu sempre tive duas mães e um pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Era pra isso ter soado bonito mas soou como se eu fosse filho de um relacionamento à três de filme francês, ESQUEÇAM ESSA PARTE.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô era o centro não só de uma família, mas de duas: tinha a primeira esposa e os filhos, e a segunda - minha avó - e mais filhos. Ainda havia os filhos dos filhos, e todos morando em casas ao redor ou apenas algumas ruas distantes da nossa. É tanta gente no clã Guedes que em 18 anos eu sinto que ainda não sei os nomes de metade deles. É mais ou menos a mesma sensação que dá quando você vê um episódio de &lt;i&gt;Game of Thrones&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas memórias dessa época são nebulosas, assim como todas as minhas memórias de um modo geral, então é realmente uma pena não conseguir lembrar traços da personalidade dele quando ele ainda estava sadio, até porque eu não tinha idade nem pra saber o que "traços de personalidade" queria dizer. Bom, eu lembro de uma piada racista e sexista que ele fez quando eu tinha uns 10 anos, mas que é totalmente impublicável aqui. CARA, ERA IMPUBLICÁVEL &lt;i&gt;PRA MIM&lt;/i&gt; NAQUELA IDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que, hmmm, não. Não precisa começar há tanto tempo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa com meu avô perdendo muito sangue e sendo levado às pressas pro hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô já estava debilitado há anos. Catarata, glaucoma, diabetes e várias outras complicações que faziam com que ele estivesse deitado ora na cama do quarto, ora na cama do hospital. E isso se arrastava já fazia tempo. Há alguns anos ele já não enxergava quase nada, e tinha que reconhecer os filhos pela voz. Nos últimos meses, nem isso mais. Acontece essa triste inversão de papéis com a gente quando nós ficamos velhinhos, quando os filhos se tornam os pais, e os pais se tornam os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com espaços de tempos cada vez menores, ele voltava para o hospital. Dessa vez ele precisava de sangue. Todos os filhos e netos, todos nós fomos doar sangue. Não era o bastante, muitos acabaram não sendo aceitos como doadores (eu incluso), então tivemos que ligar pros amigos mais próximos e até alguns nem tanto. Nessas horas você percebe que o quanto seus amigos também são família. Conseguimos a quantidade de sangue que ele precisava, mas ele continuava a perder mais ainda. Teve de ser entubado e ficou assim até o dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Muito dramático. Começa mesmo comigo morando na casa dos meus avós: minha mãe Graça e meu pai Guedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro que ele fazia aquela mágica de tirar o dedo de uma mão usando a outra. Fato engraçado é que: ELE NÃO TINHA MESMO UM DEDO. A versão mais famosa do motivo relata um incidente de muitos anos atrás envolvendo um moedor de cana e um polegar voando pela casa e caindo no mingau que estava sendo preparado no fogão, mas esse é um fato que nunca foi confirmado. A verdade é que, depois de tantas versões, a história real provavelmente já se perdeu há muito tempo. Assim como o dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro dos Natais na casa deles, que na época sempre enchiam a casa. Quando a maioria dos netos ainda era criança e podia correr pela casa sem parecer um monte de retardados, e a atração da festa era mesmo esperar até meia-noite, quando o meu avô finalmente abria a porta do quarto e dava brinquedos pra cada um. E quando já estávamos velhos demais pra carrinhos e videogames e kits de mágica, ele começou a dar dinheiros mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://www.trotesdochupim.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/quem_quer_dinheiro.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Natal de 2004.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A gente sempre acha que as coisas na nossa infância são maiores e melhores do que são hoje em dia, mas nesse caso eram mesmo. Os anos iam embora e, aos poucos, a saúde dele também. Depois de 2003, eu já nem morava mais com eles. As crianças agora já não enchiam a casa como antigamente, e com as brigas frequentes entre os dois lados da família, cada vez menos gente aparecia nos Natais lá em casa - ou então aparecia só para tomar a bença e ir embora. Ah, e era sempre &lt;i&gt;bença&lt;/i&gt;, não &lt;i&gt;a bênção&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai gostava de cantar, característica que ele passou pra praticamente todos os filhos (bom, os netos não tiveram tanta sorte, como eu posso provar), e ele cantou pra cada um deles quando eram crianças. Lembro de todas as músicas que ele costumava cantar pra mim (o repertório não era exatamente vasto), e fico feliz dessa parte da minha memória não ser nem um pouco nebulosa. No último Natal, minha mãe teve essa ideia de levar um amplificador, conectar um microfone e, com a nossa parte da família reunida, dar para ele cantar. Olhando nos olhos dele dava pra ver que ele não tinha ideia de onde estava (na sala da mesma casa em que morava há mais de 10 anos), mas só de ouvir dava pra ver que ele sabia exatamente o que estava fazendo - e para quem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termina comigo pegando carona com a Liz, a caminho da Feira do Livro, quando o celular toca. Eu olho pra tela, é a minha mãe. Eu já até sei o que é. Atendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oi, mãe. Aconteceu alguma coisa? Eu tô indo com a Liz pra Feira do Livro e... não, eu tô de carona mesmo. Mãe... alô, mãe? Fala, aconteceu alguma coisa? (...) Tá. Tá, eu tô indo praí. Vou chegar o mais rápido possível. Te amo, tá?"&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/9YabZnEXKA4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/9YabZnEXKA4/assum-preto.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/09/assum-preto.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-3671071399981843280</guid><pubDate>Wed, 10 Aug 2011 23:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-10T20:34:34.692-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diário Maldito</category><title>Welcome to the machine</title><description>Quando você entra em uma universidade federal, uma palavra passa a ser frequente no seu dia a dia: greve. Você sai pra parada de ônibus, mas ei, não há ônibus, porque os motoristas estão em greve. Então você consegue um carro ou uma carona, mas quando chega na sala de aula não tem aula, por causa da greve dos professores. Aí antes de voltar pra casa, você resolve passar na cantina pra comer alguma coisa, mas não pode, porque você descobre que agora também tem greve dos vendedores de completo (salgado enrolado de salsicha + suco de maracujá) a R$ 1.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;As situações descritas neste post são claramente devido a frustrações pessoais do autor, como vocês já devem ter reparado.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;A coisa fica pior ainda quando você tem que tirar um documento. Digamos que você precisa tirar o documento X, mas pra tirar o documento X você precisa de uma declaração de que estuda na universidade. Quando você se matriculou, te deram um comprovante de matrícula, o qual, como o nome já diz, COMPROVA a sua matrícula. Mas aparentemente pra testar a sua força de vontade ou sei lá, alguém decidiu que seria muito mais engraçado se você levasse não um comprovante, mas uma DECLARAÇÃO, que é basicamente um bilhete do reitor dizendo que você estuda mesmo lá.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Pra tirar uma declaração você precisa ir no órgão responsável por emiti-la, mas olha só que surpresa, eles estão em greve e agora só atendem das 10h ao meio-dia. Então você tem que sair correndo do meio de uma de suas aulas pra chegar à tempo lá antes que fechem, mas como fica do outro lado do campus, você consegue chegar a tempo apenas de ver eles fechando as portas – e como elas são de vidro, você ainda consegue ver o pessoal lá dentro conversando e virando copinhos plásticos de cafezinho e pingando limão na boca em seguida.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;No dia seguinte você chega faltando alguns minutos pra fechar, mas vê que eles já estão encerrando mesmo assim.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;– Ei, você não pode fechar, ainda faltam... –  olha pro pulso que não tem nada. –  2 minutos!
&lt;br /&gt;– Eu sei, mas nós estamos de greve e estamos muito revoltados.
&lt;br /&gt;– Mas eu preciso mesmo tirar esse documento, não tem como me atender rapidinho?
&lt;br /&gt;– Não, porque até terminar de atende-lo já terá passado do nosso horário de funcionamento.
&lt;br /&gt;– Mas vocês estão fechando ANTES do horário de funcionamento!
&lt;br /&gt;– Não estamos não.
&lt;br /&gt;– Estão sim! Ainda falta 2 minutos!
&lt;br /&gt;– Não falta não.
&lt;br /&gt;– Falta sim.
&lt;br /&gt;– Não falta não.
&lt;br /&gt;– Falta sim!
&lt;br /&gt;– Falta não.
&lt;br /&gt;– FALTA SIM!
&lt;br /&gt;– ... bom, AGORA não falta mais. Boa tarde.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;E fecha a porta.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;No dia seguinte você consegue chegar bem na hora em que eles estavam abrindo apenas pra mulher com voz de tédio dizer que você precisava estar com os documentos Y e Z em mãos e que infelizmente ela não pode fazer nada. Você pergunta quem diabos anda com os documentos Y e Z em mãos, ela responde “quem NÃO anda com os documentos Y e Z em mãos?”, logo em seguida fecha a cortina da janelinha de vidro pela qual vocês estavam se comunicando e você pode ouvir Bon Jovi começando a tocar do outro lado.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;No dia seguinte você se prepara com todos os documentos possíveis que tirou ao longo de sua vida pra não haver erro dessa vez... só que aí já é sábado, e agora só segunda-feira.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;NA SEGUNDA-FEIRA você chega lá e mostra todos seus documentos pra finalmente conseguir tirar... um requerimento, o que, obviamente, ainda não é a declaração. Essa mesmo só vai vir após um “prazo indefinido”, afinal, eles estão em greve e têm coisas muito mais importantes pra se preocupar do que em fazer o próprio trabalho.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Ao fim do curso, você percebe que passou mais tempo desses últimos 5 anos correndo de um lado pra outro resolvendo problemas do que de fato dentro de uma sala de aula. Mas, pensando bem, não é assim que vai ser a vida daqui pra frente?&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/_VX-d1Z0HWs" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/_VX-d1Z0HWs/o-chespirito-ta-tao-velhinho.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/08/o-chespirito-ta-tao-velhinho.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-2159816337551150637</guid><pubDate>Tue, 09 Aug 2011 00:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-08T21:27:30.163-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diário Maldito</category><title>Cê tem mente aberta?</title><description>Perceberam como eu já apresentei a vocês um monte de personagens mas nunca os desenvolvi adequadamente? Eu sou um péssimo contador de histórias.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Era 2008, final dele. As aulas do cursinho estavam acabando, e &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/06/o-deus-que-falhou.html"&gt;Nohway&lt;/a&gt; caminhava para a parada de ônibus depois de mais um cansativo dia de aulas do cursinho. Ainda estava prestando seu primeiro vestibular, o qual ainda estava em dúvida Ciência da Computação ou Engenharia Química. As ruas, como era de se esperar de um dia da semana comum na capital paraense, estavam desertas, e Nohway era o único ali em um raio de... bom, em um raio de alguns bons kilometros.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/yUWgE0EVQ9c" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;Andar sozinho à noite em Belém do Pará é como ser uma virgem fazendo um passeio pelas celas de um penitenciária. Os Cavaleiros das Trevas rondam dia e noite pelas ruas da cidade, guiados pelo cheiro de celulares novos pedindo para serem roubados. Então, uma vez sozinho em uma rua escura, só resta rezar pra passar o mais despercebido possível, ou o silvo de correias negras deslizando sorrateiramente atrás de você pode ser a última coisa que você vai ouvir antes de ser abordado, ameaçado, xingado, violentado, espancado, estuprado, roubado e possivelmente morto (e nada garante de que as coisas serão nessa ordem).
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Um carro parou ao lado de Nohway. O vidro abaixa, mas ainda assim não é possível ver o rosto do motorista pois este continua escondido sob uma sombra suspeita - daquele tipo que todo assassino em série adora usar.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;– Com licença, você sabe onde fica a rua X?
&lt;br /&gt;– Ah, sei sim. Fica entre a rua tal e tal.
&lt;br /&gt;– Ah, certo, obrigado.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O vidro levantou e o Honda Accord já preparava-se para ir embora, quando o vidro abaixa novamente.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;– Ei, você não acha muito perigoso andar por aqui essa hora?
&lt;br /&gt;– Bem, é perigoso, mas não tem outro jeito, né.
&lt;br /&gt;– Hm. Onde tu moras?
&lt;br /&gt;– Na Y com Z.
&lt;br /&gt;– Ah, não é muito longe, e é no caminho de onde eu tô indo. Escuta, cê não quer que eu te leve lá?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Nohway pensou com muito cuidado naquela proposta por vários minutos.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;– OPA, vamo nessa.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Ou nem tanto.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Entrou no carro, colocou o cinto de segurança e os dois seguiram viagem.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Algum tempo depois, o motorista inevitavelmente começou a puxar assunto.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;– Então, o que você tava fazendo essa hora na rua?
&lt;br /&gt;– Voltando do cursinho.
&lt;br /&gt;– Ah, legal. E que curso vai fazer?
&lt;br /&gt;– Não sei ainda, tô em dúvida entre Ciência da Computação e Engenharia Química.
&lt;br /&gt;– Hm, não sei se isso vai te ajudar alguma coisa, mas tenho um filho que faz medicina. Eu sou médico também, e posso dizer que é um curso bem legal. Qual teu nome?
&lt;br /&gt;– Nohway.
&lt;br /&gt;– Oi, prazer. Então, deixa eu fazer uma pergunta. Cê tem... &lt;i&gt;mente aberta&lt;/i&gt;, e tal?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/5Kek3GqbsTk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;– Ahh, eu tenho sim. Eu gosto muito de Strokes, Foo Fighters...
&lt;br /&gt;– Não não, Nohway. Eu quis dizer... você curte... &lt;i&gt;homem com homem&lt;/i&gt;?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Tudo então fez sentido para Nohway: o carro parando ao seu lado no meio do nada, a carona, as perguntas, a sombra suspeita sobre o rosto deixando à vista somente o queixo forte e bem definido, com a barba rente e pele provavelmente esfoliada e bem cuidada, o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lWqJTKdznaM&amp;ob=av2e" target=_blank&gt;Erasure&lt;/a&gt; tocando no som, a mão que lentamente subia pela sua perna esquerda...
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nota do Nohway:&lt;/b&gt; Não tava tocando Erasure no carro. Nem lembro que música tava tocando na hora. E o máximo que aconteceu foi ele passar a mão pelo meu cabelo, MAS ELE DISSE QUE FOI SEM QUERER. Para de usar a imaginação pra te satisfazer, luke viadinho.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nota do Luke:&lt;/b&gt; ME DEIXA CONTAR A HISTÓRIA
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Esse é aquele momento na jornada do herói em que, após corajosamente entrar na fortaleza sombria, tragicamente cai na armadilha do vilão, encontrando-se completamente encurralado e sem chances de escapar, e todos os planos do seu inimigo começam a fazer sentido. Lá estava Nohway, conforctavelmente preso por um cinto de segurança a uma cadeira reclinável de um belíssimo porém traiçoeiro Honda Accord em movimento. De um lado, o terrível asfalto da rua passando a... a uns bons kilometros por hora. Do outro, o inevitável sexo anal. O que fazer?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;– Eu... não... curto.
&lt;br /&gt;– Não mesmo? Tu pareces ser um cara bem legal. Tu bebes?
&lt;br /&gt;– Nãooo...
&lt;br /&gt;– Ah, poxa. Nem uns chopps? Eu tenho uns amigos bem legais, bem &lt;i&gt;mente aberta&lt;/i&gt;, cê ia gostar deles. Não tá afim de sair com a gente?
&lt;br /&gt;– Ah... deixa pra próxima, quem sabe.
&lt;br /&gt;– Poxa, ok. Onde você mora mesmo?
&lt;br /&gt;– Virando aqui na esque...
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O carro virou para a direita.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;– eeeeEEEERRRDAAAAA
&lt;br /&gt;– Opa, é verdade – parou o carro. – Poxa, não quer ir lá em casa, mesmo? Tem um bom vinho lá, um Chandon (&lt;b&gt;Nota do Luke:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Eu nem sei se era mesmo um Chandon, só procurei "vinho caro" no Google e apareceu isso aí, abs&lt;/i&gt;). Aí a gente toma um pouco, vê algum filme.
&lt;br /&gt;– NÃO. Quer dizer, sabe o que é, é que minha vó tá preocupada já. Tá tarde, ela tá pensando que eu tô vindo andando...
&lt;br /&gt;– Ah, tudo bem então – deu a volta e o deixou na frente da carsa.
&lt;br /&gt;– Opa, obrigado, viu.
&lt;br /&gt;– Tá certo. Olha, anota o meu número, caso tu mude de idéia.
&lt;br /&gt;– ... tá, né.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Nohway chegou em casa são e salvo e continuou vivo tempo suficiente para contar essa história, o que é muito bom, pois senão eu nem teria chegado a conhecer um dos meus melhores amiguinhos gays homossexuais s2 de todos os tempos. Anos depois ele morreu tragicamente depois que roubou um caminhão, sequestrou um chihuahua e derrapou pra fora de um penhasco fantasiado de Priscilla a Rainha do Deserto depois de 15 doses de tequila, mas ele ainda não sabe disso porque ainda não aconteceu, e eu sei porque fui no futuro rapidinho anteontem ver o que tava rolando mas já voltei. Mais detalhes sobre os eventos que levaram a este acontecimento bizarro em breve aqui no KD.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nota do Nohway:&lt;/b&gt; QUÊ?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O homem do carro prosseguiu sua viagem solitária pela noite, à caça de meninos bonitinhos de mente aberta que curtissem um homem com homem. Dobrou algumas ruas pra pra esquerda, algumas pra direita, seguiu reto. Nada. Não queria voltar para casa sozinho, não naquela noite. Queria alguém com quem dividir uma taça de vinho na cama, falar sobre o seu dia enquanto enrolava os cabelos com os dedos, fazer um pouco do bom e velho sexo gay e depois quem sabe ficar de conchinha até adormecer. Já tinha comprado o vinho, o KY e reservado um quarto num motel maneiro ali perto e IA voltar pra casa com alguém.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Foi quando, ao dobrar em uma rua escura e sombria, avistou um outro jovem caminhando sozinho na noite com uma &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2008/12/c-curte.html"&gt;camisa de gatinhos japoneses particularmente homossexual&lt;/a&gt;.&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/_cIwgJs5P_k" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/_cIwgJs5P_k/ce-tem-mente-aberta.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/yUWgE0EVQ9c/default.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/08/ce-tem-mente-aberta.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-5012744507765886648</guid><pubDate>Mon, 01 Aug 2011 04:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-01T01:39:08.224-03:00</atom:updated><title /><description>querido diário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje me jogaram na piscina com meu ipod no bolso e todos meus amigos me odeiam e eu tô quase chorando muito abraçado com e=meu ipod e ainda tô muito bêbado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:///////////////////&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/rwfRx2_v6lI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/rwfRx2_v6lI/querido-diario-hoje-me-jogaram-na.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/08/querido-diario-hoje-me-jogaram-na.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-1850738364242798670</guid><pubDate>Mon, 11 Jul 2011 14:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-11T11:07:54.618-03:00</atom:updated><title /><description>Então, agora já posso voltar a dar atenção pra vocês.&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/sKa1XuTL1ko" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/sKa1XuTL1ko/entao-agora-ja-posso-voltar-dar-atencao.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/07/entao-agora-ja-posso-voltar-dar-atencao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-4533500824832849687</guid><pubDate>Wed, 08 Jun 2011 23:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-28T21:37:43.519-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Resenhas</category><title>A estrada até aqui</title><description>E chegamos neste que é considerado por muitos o período mais obscuro de qualquer ano: época de &lt;i&gt;season finales&lt;/i&gt;, quando as suas séries favoritas vão, uma a uma, chegando ao fim. Claro, algumas apenas terminam as temporadas e voltam dentro de 4 meses. Outras já não têm a mesma sorte, como é o caso de &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt;, que há 10 anos contava as aventuras infinitas do "Superboy" e que chegou ao seu fim definitivo (ou pelo menos assim esperamos) há alguns semanas, quando Clark Kent finalmente vestiu o clássico uniforme azul e vermelho e saiu voando por aí depois de 10 temporadas de enrolação. Isso mesmo, &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; teve inacreditáveis DEZ temporadas cometidas contra a humanidade, e ainda tem gente que acha o Osama Bin Laden o maior terrorista do mundo. Cada episódio parecia ter a duração da idade do Universo, e assistir uma temporada inteira era tão divertido quanto ser obrigado a roer a própria perna. Mas se existe algo que pudemos aprender ao longo da série (afinal, até ficar de joelho no milho ou levar surra de galho de açaizeiro servem para aprender alguma coisa) é que se você achava que o Superman não tinha uniforme tão ridículo quanto a cueca por cima da calça com um cinto, é porque você ainda não viu nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/N2HlW.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Onde foi que eu já vi isso? &lt;a href="http://i.imgur.com/PMxmS.jpg" target=_blank&gt;Ah, sim.&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Exército americano chegou até a estudar um modo de usar temporadas de &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; como método de tortura de terroristas no Oriente Médio. Porém, ao constatar os efeitos produzidos nos prisioneiros submetidos aos testes (todos preferiam mastigar a própria língua e sangrar até a morte a acompanhar até o fim do arco em que a Lana é possuída por uma bruxa do mal ou alguma merda assim, de modo que até a nona temporada não tinha mais ninguém vivo), decidiram guardar todos os boxes de temporadas comprados a preço de pechincha nas Lojas Americanas para usar como arma de destruição em massa exibindo-os em projetores de 30 metros de alturas em uma possível guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim. Vamos falar de coisa boa, né pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/EM379.gif" border="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;VAMO FALAR DA IOGURTEIRA TOP THERM&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Época de &lt;i&gt;season finales&lt;/i&gt;, semana re-retrasada tivemos episódio duplo da que é particularmente a minha preferida: &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt;. Na sexta-feira, dia –, a frase "carry on, my wayward son" foi ouvida pela sexta vez em um episódio da série, anunciando o fim de mais uma temporada. E não apenas mais uma temporada, mas também a mais polêmica delas. Mas vamos por partes, primeiro de tudo, isto:&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;ALERTA DE SPOILERS:&lt;/b&gt; O post a seguir traz spoilers de todas as seis temporadas de &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt;. Então, se você acompanha no SBT e não quer surpresas, esta é a sua última chance de parar de ler o texto por aqui. Aliás, você pode aproveitar o seu tempo livre para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) preparar um miojo;&lt;br /&gt;b) comer o miojo;&lt;br /&gt;c) jogar &lt;a href="http://games.adultswim.com/robot-unicorn-attack-twitchy-online-game.html"&gt;Robot Unicorn Attack&lt;/a&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;i&gt;Retomando o post 40 minutos de Robot Unicorn depois...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um post grande pra caralho (queria que meus trabalhos da faculdade rendessem tanto assim) sobre a sexta temporada da série, um apanhado geral e meus comentários sobre alguns episódios. Mas antes, vamos ver um poucos mais sobre os personagens e a estrada até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/pw6_VXPwm6U?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Impossível fazer um post sobre &lt;/i&gt;Supernatural&lt;i&gt; SEM Kansas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt;" src="http://i.imgur.com/EEG6Y.jpg" align="left" border="1"&gt;&lt;b&gt;DEAN:&lt;/b&gt; Filho mais velho de John Winchester, já caçou demônios, espíritos, vampiros, monstros, anjos, o Anticristo e o próprio Satanás em pessoa (literalmente). Boatos afirmam que na próxima temporada será a filha do Roberto Justus, mas nada confirmado ainda. Já passou um hiatus inteiro no inferno e um episódio no Céu, já viajou no tempo e encontrou seus pais mais novos assim como já foi pro futuro e viu o fim do mundo. Já morreu 474895 vezes também, mas não lembra de metade delas porque foram em uma realidade alternativa criada por um anjo sacana. Mas porra, ele tem uma alma mas não é um soldado, então agora só quer mesmo sombra e água fresca de uma vida normal ao lado de Lisa e Ben. Também dirige um Impala 1967 ouvindo rock clássico, &lt;i&gt;how fucking awesome is that&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0px 0px 10pt;" src="http://i.imgur.com/IBy7I.jpg" align="right" border="1"&gt;&lt;b&gt;SAM:&lt;/b&gt; Irmão de Dean, metade demônio, metade gigante, Sam é o cérebro da dupla. Ele também usa costeletas. Costeletas são legais. Já teve poderes psíquicos e tinha visões de coisas que ainda não tinham acontecido, mas isso foi na primeira temporada. Foi uma das crianças escolhidas pelo Demônio de Olhos Amarelos pra abrir o portão do inferno, mas isso foi na segunda temporada. Foi viciado em sangue de demônio, entrou na rehab à força (tal qual Amy Wimehouse) e soltou Lúcifer da prisão sem querer, mas isso foi na quarta temporada. Tentou consertar tudo na quinta, mas aí ficou com o Diabo no couro (literalmente) e quase causou o Apocalipse e queimou metade do planeta. Daí ele se jogou num buraco e tudo ficou bem, até ele voltar na sexta temporada mais boladão ainda. Enfim, maluco só faz merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt;" src="http://i.imgur.com/jPInv.jpg" align="left" border="1"&gt;&lt;b&gt;CASTIEL:&lt;/b&gt; Ou apenas Cass, para os íntimos. Não tem muito do que chamamos de senso de humor, afinal, ele é um anjo do Senhor. Na verdade, suas piadas ficam melhor em enoquiano. Engatou um relacionamento com Dean depois de abraçá-lo forte e tirá-lo do Inferno na quarta temporada marcando-o para sempre, e os dois namoram sério e se amam muito desde então (embora ainda tenham sérios problemas com relação a respeitar o espaço íntimo um do outro). Gosta de deixar os outros falando sozinho, mas isso é um mal de anjo mesmo. Já foi soldado, já foi rebelde, já foi alcoólatra, já foi uma garotinha, agora ele é Deus. Seus passatempos favoritos incluem beber licor (quantas garrafas tiver na loja) e comer almas (quantas tiver no Purgatório) também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0px 0px 10pt;" src="http://i.imgur.com/7FALy.jpg" align="right" border="1"&gt;&lt;b&gt;BOBBY:&lt;/b&gt; Figura paterna da série, Bobby é um caçador veterano que limpa as merdas dos irmãos desde a primeira temporada da série, e tudo indica que vai continuar assim por muito tempo. Mora num ferro-velho sozinho desde que sua mulher foi possuída por um demônio e ele teve de matá-la. Daí ela apareceu mais uma vez ainda possuída querendo o couro dele, mas era só um sonho. Depois ela voltou como um zumbi e ele teve que matar ela de novo. Nessa temporada, ele arranjou uma esposa nova, mas era numa realidade paralela em que o Titanic não tinha afundado, então não conta. Embora todas as vezes que Sam ou Dean apareçam na casa dele pedindo ajuda ele saiba de antemão que vai tomar no cu bonito uma hora ou outra, Bobby é foda e fez em um só episódio o que os dois tiveram uma temporada inteira e mesmo assim não conseguiram: quebrar um pacto com um demônio e recuperar a alma. Bobby manja das putarias satânicas. &lt;i&gt;Idjits.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt;" src="http://i.imgur.com/ZnwSE.jpg" align="left" border="1"&gt;&lt;b&gt;CROWLEY:&lt;/b&gt; Vindo direto da quinta temporada, Crowley é um dos personagens novos mais interessantes e com mais potencial para ser explorado, além de render as melhores cenas. É um demônio extremamente calculista e preocupado apenas com seus negócios de demônio, seja lá quais forem os negócios que um demônio tem. Não teriam conseguido impedir o Apocalipse e trancar o Lúcifer de volta na caixa se não fosse por ele, afinal ele quem devolveu a Colt para os irmãos E conseguiu a localização da Morte E tirou o Bobby da cadeira de rodas (mas é claro, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YwKPQzNIktw" target=_blank&gt;nada é de graça&lt;/a&gt;). Agora ele é Rei do Inferno. Muito bom pra quem começou a vida como um escocês de saia e pinto pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0px 0px 10pt;" src="http://i.imgur.com/ZnwSE.jpg" align="right" border="1"&gt;&lt;b&gt;RAFAEL:&lt;/b&gt; Arcanjo negão overpower com ASAS DE TROVÃO. Isso é LEGAL PRA CARALHO. Tem sérios familiares (aliás, como todo mundo no Céu) com seu irmão angelical: explodiu o Cass na primeira vez, na segunda foi pego de surpresa e deixado pra trás preso em um círculo de fogo sagrado. Agora ele voltou boladasso pro terceiro round, e quem ganhar dessa vez leva o cargo de gerente do Céu de brinde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt;" src="http://i.imgur.com/4KW2a.jpg" align="left" border="1"&gt;&lt;b&gt;BALTHAZAR:&lt;/b&gt; Personagem novo da sexta temporada, Balthazar é um Charlie Sheen com asas. E, bom, isso é basicamente tudo o que você precisa saber sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0px 0px 10pt;" src="http://i.imgur.com/l1kU7.jpg" align="right" border="1"&gt;&lt;b&gt;LISA/BEN:&lt;/b&gt; Lisa é uma monera maneira que apareceu pela primeira na terceira temporada junto com bem, seu filho pequeno. Era um caso antigo de Dean, que, ao que tudo indica, comeu &lt;s&gt;e não pagou&lt;/s&gt; e fugiu no Impala, como já é de costume. Então ficamos naquela dúvida se o moleque era filho dele mesmo ou não (o que o final do próprio episódio mostra que não é, apesar de todas as semelhanças). O episódio acabou, tudo ficou bem, ninguém mais nem lembrava dos dois, até que trazem ela de volta DO NADA na quinta temporada, para o terror do fandom feminino de &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt;. Basicamente, Lisa e Ben são dois coadjuvantes que viraram principais às pressas a apenas alguns episódios do final da quinta temporada, então não tem muito mais o que falar sobre eles. Ela não é nem tão gostosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt;" src="http://i.imgur.com/0pXcl.jpg" align="left" border="1"&gt;&lt;b&gt;CORDÃO DO DEAN:&lt;/b&gt; Ok, ele não aparece nessa temporada. Na verdade, não é nem um personagem. Era só pra dizer que eu tinha esse cordão (comecei a usar depois que o meu de palheta quebrou), aí eu perdi numa festa à fantasia no Café com Arte e tomei no cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a sua primeira temporada, &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt; foi planejada para ter cinco temporadas, e então terminaria. Eric Kripke, a mente por trás da série, não acreditava que ela passasse dos primeiros 22 episódios, então foi realmente uma surpresa ao ver ela não só estava chegando ao fim da sua quinta temporada como também havia conquistado uma legião de fãs que a acompanhava religiosamente. A audiência nos EUA pode até não ter sido a das melhores (na verdade, várias vezes ela ficava ATRÁS da audiência de &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt;, que porréessa), até porque a CW também não ajudava muito na questão da divulgação e grade de horário em que encaixava o programa. Mas era inegável que o fandom possuía um tamanho considerável, que lotava as salas de todas as Cons que Jensen e Jared davam entrevistas e baixava os episódios tão logo acabavam de ser exibidos na TV (além dos produtos baseados na série, como livros, quadrinhos, DVDS e Blu-Ray). Isso sem falar nas fics de &lt;a href="http://www.urbandictionary.com/define.php?term=wincest" target=_blank&gt;Wincest&lt;/a&gt;. Ahh cara, não vamos falar das fics de Wincest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é: &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt; iria acabar como planejado inicialmente por Kripke, mas a CW não podia deixar uma das suas galinhas de ovos de ouro sair voando assim. Ok, galinhas não voam, mas também não põem ovos de ouro, então se fode aí, você entendeu. Nem os produtores e muito menos os fãs queriam que a série acabasse. Mas Kripke queria dar um fim digno a sua série, como havia planejado há 5 anos atrás, ele estava realmente decidido. Eis então que Sera Gamble, uma das produtoras e roteiristas do programa chegou pra ele disse assim "olha Eric, faz o seguinte: vai descansar, tomar um ar. Deixa que eu tomo conta disso aqui tudo. Tu me conhece. Lembra de &lt;i&gt;Faith&lt;/i&gt;? Pois é. E &lt;i&gt;Heart&lt;/i&gt;? Ótimos episódios, não é? Então. Cê não queria terminar a série? Faz assim: termina esse arco aí de Apocalipse e deixa o resto comigo. Eu vou tomar conta direitinho, eu juro. Vai ser maneiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo bem, Sera" disse Kripke, e tão logo terminou de escrever o roteiro do último episódio em seu computador, ele desapareceu numa nuvenzinha branca divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt; foi parar nas mãos da Sera Gamble, e tão logo o fato e a sexta temporada foram anunciados, o primeiro "devia ter acabado na quinta" foi proferido, frase que permeou em fóruns e comunidades durante praticamente toda a temporada. A premissa da sexta era amigável: um retorno às origens, com caçadas simples e temas mais centrados no relacionamento dos irmãos como na primeira e segunda, o que aliviou os que seguiam a linha de raciocínio de "na quinta temporada eles caçaram o Diabo, vão caçar o que agora? DEUS?" (raciocínio que de certa forma acabou se mostrando verdadeiro, no final das contas). Castiel também foi anunciado como personagem recorrente da temporada, o que tanto deixou alguns aliviados como também com um pé atrás. Por um lado, era um personagem que realmente caiu no gosto dos fãs e faria muita falta se saísse de fato; por outro, o arco do Apocalipse havia supostamente terminado junto com a quinta temporada, e a permanência do Cass na série podia acabar reduzindo um dos personagens mais queridos a um simples coadjuvante de luxo. Tinha que ver isso aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://thewinchesterswagger.tumblr.com/post/5751546239" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/kBRkk.gif" border="1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alguns exemplos da lógica Winchester.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Então o primeiro episódio da sexta temporada finalmente foi ao ar, e a história é a que você já conhece, senão não teria lido até aqui. Depois de impedir o Apocalipse, Dean decide pendurar a arma de sal e as chaves do Impala pra viver uma vida normal. Passado um ano desde os eventos do final da quinta temporada (isso mesmo, a história se passa NO FUTURO. Bom, não mais, né), Dean está suave na nave vivendo sua vida no subúrbio ao lado de Lisa e Ben, até que Sam volta do inferno (LITERALMENTE) pra chamar ele de volta à ativa. Esse foi o primeiro episódio, e foi... esquisito. Essa é a palavra que define perfeitamente o 6x01. Primeiro que NÃO TEVE AC/DC ABRINDO A TEMPORADA, o que já deixou todo mundo com aquela sensação de punheta interrompida (acabei de inventar isso, vou passar a usar sempre agora). Dean estava diferente, Sam estava diferente. Tudo bem que era exatamente essa a ideia e tudo foi explicado mais adiante, mas não deixou de ser esquisito, como se não fossem os personagens que já conhecíamos ali, e sim Doppëlgangers sem carisma algum. O episódio em si foi sem sal, com o Jared e Jensen atuando como se no piloto automático, e o tão esperado abraço entre os dois foi completamente vazio se comparado a qualquer outro que já tenham dado em qualquer outra temporada até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso temos Lisa e Ben, mas segura aí que já falo sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi toda a primeira metade da temporada: sem sal. Até os episódios que prometiam ser do grande e poderoso caralho acabaram não sendo tudo isso. Claro que tivemos alguns lapsos do que um dia a série já foi e alguns episódios realmente sensacionais, como aquele centrado inteiramente no Bobby ou quando Dean usa o anel da Morte por 24 horas. Também não tem como não vibrar quando Dean finalmente quebra o Sam na piroca, como ele andava merecendo faz um tempo. E vamos admitir, você deve pelo menos respeitar uma série que dedica um episódio inteiro pra zoar uma saga com um fandom 3 vezes maior que o seu (e umas 6 vezes mais imbecil também), como foi em &lt;i&gt;Live Free or Twihard&lt;/i&gt;. Ainda assim, faltava algo, e não era só a alma do Sam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a história não encontrava seu próprio caminho, e tudo andava uma confusão como o próprio universo mitológico da série se encontrava no momento. Os Campbell, os Alfa, Sam sem alma, guerra civil no céu, monstros agindo de modo estranho e Crowley ressurgindo do nada e atrás do Purgatório. Tudo era jogado na cara de quem assistia e não havia relação alguma entre um tema e outro, como se estivessem abrindo um arco atrás do outro de modo que cada episódio parecia ter vindo de uma temporada diferente. Além disso ainda tínhamos DE NOVO a ameaça do Apocalipse, com Rafael querendo traze-lo de volta, o que já começava a desgastar a ideia. Mas o pior é que eles pareciam não se decidir entre quem seria o vilão principal da temporada, o que era realmente um problema. "Ahh, era o Crowley por trás disso o tempo todo, ele vai ser o vilão dessa temporada, eu sabia!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/fhR0B.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;"Oh, wait."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"É, só pode ser o Sam sem alma então. Oh não, ele vai matar o Bobby! Esse sim vai ser um vilão do caralh-"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/7RPTX.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;"Ah."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fim da primeira metade da temporada, vem o hiatus, e ninguém mais sabe o que esperar daqui pra frente. É, talvez devesse ter acabado na quinta mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí temos o 6x12, que abre com &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bDKxUt9UkmU" target=_blank&gt;&lt;i&gt;Back In The Saddle&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; do Aerosmith. Ok, ainda não é AC/DC, e é realmente uma pena essa temporada trazer tão pouco de um dos principais elementos que consagraram a série, que é o rock clássico, mas enfim. Sam agora tem sua alma de volta, e é aqui que nos damos conta do que faltava nos primeiros episódios: a relação dos irmãos. Dean fazendo piadas sem graça e Sam fechando a cara pra ele, as brincadeiras entre os dois, as conversas encostados no Impala bebendo cerveja em uma estrada no meio do nada. Parece viadagem falando assim, mas a verdade é que é isso que faz de &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt; uma grande série. Dois irmãos sendo irmãos. Só não tendo uma alma pra não sentir falta de momentos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do elemento fraterno, o 6x12 também trouxe duas criaturas novas para a mitologia da série. A primeira era a que veio a ser conhecida mais tarde como Eve, a Mãe de Todos, que aparentemente é a vadia que criou tudo o que não presta nesse mundo, como lobisomens, vampiros, ghouls, metamorfos, skinwalkers, pombos, mendigos e marginais que te assaltam de bicicleta na rua pra levar seu celular embora. Ah não, pera, esses quem criou foi a sociedade mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora temos a Mãe, que é uma vilã com um potencial do caralho, e é aí que você pensa "ahh! Então é a Mãe! A Mãe é a vilã principal da temporada! Agora sim a coisa vai pegar no tranc--"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/VqBk0.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;"MAS QUE PORRA"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O 6x12 também trouxe (preparem-se) DRAGÕES. Isso mesmo, DRAGÕES. Na verdade, eram caras gordos que derretiam as coisas com as mãos e com asas que saíam DO CU, a única explicação para elas sumirem COMPLETAMENTE quando eles as recolhiam. Ah, eles também se vestiam igual a praticamente todo o elenco da série, com calças jeans, duas camadas de camisas e uma jaqueta por cima, ou seja, igual a caminhoneiros, caso vocês ainda não tenham reparado nisso. Aliás, os monstros dessa temporada são outro problema sério. Começando com os djinns reformulados e os skinwalkers sem graça, passando pelas fadas e pelos dragões até chegar ao cúmulo com homens-aranhas e uma FÊNIX - que, ADIVINHEM, era um cara que queimava as coisas com a mão. Claro que a culpa é o baixo orçamento típico de séries que impede de criarem uma criatura gerada no computador no mínimo aceitável, mas também não precisa forçar a barra, né amigos. Anotem o que eu digo, na próxima temporada, vamos ter Sam e Dean caçando um basilisco. Vestido de caminhoneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, na segunda metade da temporada tivemos alguns episódios realmente massantes e sofríveis, como o dos já citados homems-aranha que queriam ter eles para o jantar naquela noite e um com manequins assassinas possuídas por um espírito vingativo. Convenhamos, toda temporada tem um tosco, como &lt;i&gt;Swap Meat&lt;/i&gt; da quinta ou o &lt;i&gt;Bugs&lt;/i&gt; da sagrada primeira que conseguem ser bem piores, mas como a sexta inteira já não andava bem das pernas, esses pareciam pior ainda por não serem seguidos por nenhum realmente bom pra compensar. A não, é claro, o meta-episódio &lt;i&gt;The French Mistake&lt;/i&gt;, simplesmente SENSACIONAL e um verdadeiro presente pros fãs, tal qual o &lt;i&gt;The Real Ghostbusters&lt;/i&gt; havia sido na quinta ou o &lt;i&gt;The Monsters At The End Of This Book&lt;/i&gt; antes dele. Mas um só episódio ainda não compensava o rumo que a série estava tomando, e cada vez mais o #TeamDeveriaTerAcabadoNaQuinta se regozijava de emoção ao constatar cada vez mais que estavam certos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://queensnknaves.tumblr.com/post/6089282335" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/VqBk0.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores méritos de &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt; é também um dos seus maiores defeitos. É uma série com uma galeria de &lt;i&gt;final bosses&lt;/i&gt; interessantíssimos, de Azazel a Lúcifer, porém mal explorados devido ao pouquíssimo tempo de tela. Quem não queria mais cenas com o Diabo antes de Sam dizer o "sim"? O mesmo mal acontece com a Eve, que morre logo no primeiro episódio em que fica cara-a-cara com os irmãos. Tudo bem que, comparada aos outros vilões principais até então, ela é a menos interessante, mas a atriz era uma delícia então não ligo nem se ela solta vermes do tamanho de um filhote de rinoceronte pela boca contanto que fosse na minha, aquela linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eve morre, a história mais uma vez muda COMPLETAMENTE de rumo justo quando parecia ter encontrado um em meio a tanto caos. Isso sem citar os Campbell, que a esse ponto se mostraram completamente inúteis para a trama da temporada, afinal eles foram morrendo um a um até não sobrar absolutamente nenhum pra contar história depois do 6x16. Acho que chegaram a um ponto em que a farofada que estavam fazendo era tanta, mas TANTA que Sera Gamble simplesmente não aguentou mais a pressão dos fãs cada vez mais insatisfeitos e decidiu pedir penico pro Kripke, orando para ele quando as coisas pareciam estar perdidas de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eric, meu Deus, me ajuda!&lt;br /&gt;- Opa, diz ae - disse Kripke, materializando-se atrás dela com óculos escuros, um côco com um canudinho em mãos e um daqueles cordões de flores hawaiianos.&lt;br /&gt;- Ai, aí está você! Me ajuda, por favor, eu não sei mais o que fazer! Eu achei que dava conta, mas eu não consegui! Eric, eu não consegui!&lt;br /&gt;- Hmmm, mas que merda vocês fizeram com a minha série, ein.&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei! Me ajuda a consertar isso, por favor!&lt;br /&gt;- Hmmm...&lt;br /&gt;- Eu... eu faço qualquer coisa, só me ajuda, por favor!&lt;br /&gt;- Preciso pensar sobre isso, Sera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sera voltou-se para trás para buscar os roteiros que haviam sido escritos até então. Quanto virou-se novamente, Kripke não estava mais no lugar de antes, apenas a janela aberta com a cortina esvoaçando ao vento. Ele havia partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eric, NÃÃÃÃÃOOOOOO&lt;br /&gt;- Eu tô aqui aqui, mulher – disse Kripke, que só havia andado alguns metros até o lixeiro para jogar o seu coco vazio fora. - Mas cês são foda, ein. Dá isso aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kripke e Sera então fizeram sexo ali mesmo, e foi assim que Kripke retornou à série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí então que temos os 3 episódios que, na minha opinião, redimiram o que estavam fazendo com a temporada até aqui. Um escrito e dirigido pelo Ben Edlund, um dos meus roteiristas favoritos e que agora mostra que também tem mão pra direção, e os outros dois escritos pelo próprio Kripke, que teve que voltar pra pôr ordem na casa depois de toda a ZONA que estavam fazendo. O 6x20 é fantástico por mostrar a história na visão do Castiel, com direito a flashbacks, pontas soltas sendo amarradas e um estilo narrativo até então nunca visto na série. Cass trabalhava com Crowley o tempo todo, e agora que os irmãos descobriram as coisas começaram a ficar sérias. Depois, temos o episódio com nome de música dos Rolling Stones, &lt;i&gt;Let It Bleed&lt;/i&gt;, onde ficamos sabendo que ninguém menos que H.P. Lovecraft tentou abrir a porta do Purgatório anos atrás, além de vermos Lisa e Ben sendo sequestrados pelos demônios do Crowley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, tenho que abrir um parênteses agora pra comentar que quando citaram Lovecraft eu fiquei REALMENTE com medo. Lembram de quando, anos atrás, lá pela época da terceira temporada nós, do alto de nossa inocência, comentávamos "só faltava na próxima temporada eles caçarem o Diabo" ou ainda "só faltava eles caçarem Deus"? Pois então. Só faltava agora eles caçarem o CTHULHU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/2ppr7.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não me surpreenderia nenhum pouco se Cthulhu versão SPN fosse mais ou menos assim. De jaqueta e jeans, claro.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ah, e Lisa e Ben, já ia me esquecendo deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já disse, Lisa e Ben apareceram pela primeira vez na terceira temporada, e foram reinseridos na quinta faltando dois minutos para a meia-noite. Foi como se tivessem sido colocado de qualquer jeito mesmo, caindo de paraquedas no meio da trama que já se preparava para o seu final. Some a isso a falta de carisma dos personagens e o fato de ser ela quem estava dando para o Dean, e você tem as razões pelas quais são os personagens mais odiados pelo fandom da série desde a Ruby da quarta temporada. É uma pena, eu realmente simpatizo com os dois atores, mas o papel dado a eles realmente não dava muita chance de se destacar. Os fãs não aguentavam mais os dois, mas os roteiristas TINHAM que dar um final para eles, afinal, querendo ou não, os dois haviam sido importantes para o Dean. Uma segunda família, quando era o que ele mais precisava. Então, o que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que Kripke, do alto de sua sagacidade, solucionou essa questão de uma maneira não apenas inteligente como também emocionante: o próprio Dean pede ao Cass para apagar a memória deles. Além disso, antes ainda temos a cena em que Lisa é possuída por um demônio (e o diálogo entre ele e o Dean é sensacional. AQUILO SIM é um demônio falando), e Dean dando um tapa na cara de uma criança de 13 anos. Assim termina o 6x21, com uma carga emocional até então inexistente em todos os outros episódios da sexta temporada, o que realmente estava fazendo falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, enfim temos o &lt;i&gt;season finale&lt;/i&gt;, outra surpresa muito boa. Temos a conclusão do arco do Sam sem alma com as paredes finalmente vindo abaixo. Aliás, boa parte do episódio se passa dentro da cabeça do Sam, com ele enfrentando a si mesmo. Histórias que se passam dentro de uma mente são sempre interessantes, e essa não fica atrás, cumprindo muito bem o seu papel. Enquanto isso, no nosso mundo, Cass bota as asinhas de fora e quebra o contrato com Crowley, que, lógico, se alia a Rafael para abrir o portal para o Purgatório. Dean e Bobby deixam Sam dentro do quarto do pânico e vão até o endereço que Balthazar entregou a eles, que a essa hora já estava morto (uma pena e uma morte desnecessária, assim como a do Trickster/Gabriel na quinta). É quando os dois estão dentro do carro na frente do lugar completamente guardado por anjos que uma nuvem com UM TRILHÃO DE DEMÔNIOS aparece e VIRA O IMPALA, uma cena que eu particularmente achei LEGAL PRA CARALHO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de várias reviravoltas, quando achamos que mais uma temporada vai acabar com um portal sendo aberto e não mostrando absolutamente nada, vem a última e maior reviravolta: Cass não só já abrira o portal, como absorveu TODAS as almas do Purgatório, atingindo nível máximo em Pirocácia. Ele não só deixa Crowley fugir como EXPLODE Rafael e anuncia que Cass é o caralho, nome dele agora é DEUS. Então o episódio e a temporada terminam com um MALDITO &lt;i&gt;CLIFFHANGER&lt;/i&gt;, que é a forma do Eric Kripke dizer pros fãs "se fodam aí por me adorar, vou voltar pras minhas férias em um transatlântico e não me encham o saco antes de setembro", como já é tradição da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso. Kripke salvou a pátria. De novo. Em apenas dois episódios conseguiu amarrar todas as pontas soltas que haviam sido deixadas desde o primeiro. Claro, esta foi a &lt;i&gt;season finale&lt;/i&gt; mais fraca de todas, mas deu pra perceber que ele fez MUITO com o material ingrato que deram pra ele. Vale lembrar que a série foi renovada para a sétima, e aparentemente o vilão principal vai ser mesmo o Castiel. Se isso vai funcionar ou não, só esperando até setembro pra saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a pergunta que não quer calar: &lt;b&gt;MAS QUE PORRA DE CAPA É ESSA LOL?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/bGt7m.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;SÉRIO ALGUÉM ME EXPLICA PQP&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ok, não é essa a pergunta. A pergunta é: afinal, &lt;b&gt;deveria ter acabado na quinta?&lt;/b&gt; E a minha resposta é: &lt;b&gt;não&lt;/b&gt;. &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt; é uma série que vem tecendo desde o seu primeiro episódio da sua primeira temporada todo um universo povoado de personagens cativantes, uma mitologia própria realmente interessante que só tende a se expandir ainda mais, e isso é um mérito que muitas séries e até filmes tentam atingir e não conseguem. Então ainda tem MUITO potencial a ser explorado, mas, claro, nas mãos certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim como &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt;, a sexta temporada de &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt; tem uma lição para nos ensinar: nunca, NUNCA deixe a sua história nas mãos de uma mulher. Afinal, em uma só temporada tivemos um número mais-do-que-masculinamente-tolerável de cenas com Sam sem camisa (maluco é um monstro, aliás), piadas insinuando uma relação homossexual entre Dean e Cass e até o próprio AGARRANDO A MEG. Isso sem falar na cena do filme pornô. E nada, NADA me tira da cabeça de que isso tudo veio da mente feminina doentia da Sera Gamble. Afinal, só uma mente feminina doentia pra criar coisas abomináveis como... fics de Wincest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahh, cara. Não vamos falar das fics de Wincest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Post feito sob encomenda do viadão do Pizurk, que é outro que também nunca escreve meu nome com L maiúsculo, e originalmente publicado no &lt;a href="http://www.baconfrito.com/afinal-supernatural-deveria-ter-acabado-na-quinta-temporada.html" target=_blank&gt;Baconfrito&lt;/a&gt;, mas trouxe pra cá também porque o feedback de lá é pior que o daqui, acreditem ou não.&lt;/i&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/CRt_EwGt8fE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/CRt_EwGt8fE/estrada-ate-aqui.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/pw6_VXPwm6U/default.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/06/estrada-ate-aqui.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-6242367920637611108</guid><pubDate>Mon, 06 Jun 2011 16:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-07T00:39:07.055-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pseudo-cult</category><title>Calosotomia</title><description>&lt;i&gt;Com eu já tinha dito bem &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2009/12/zorra-total.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, o KD não é um blog de humor. Ele tem seus posts engraçados, certo, mas não é feito visando SER um "blog de humor". Tá mais pra um depósito de textos e ideias, e essa aqui é uma delas. Realmente, não é um texto como eu acostumei vocês, com imagens engraçadinhas e Luke se fodendo no final, mas ainda assim é um texto e... bom, foda-se, aqui está ele e pronto, não reclamem. E não se preocupem, o KD não vai virar um blog que se leva a sério: quarta-feira agora tem post novinho gigantesco sensacional sobre &lt;/i&gt;Supernatural&lt;i&gt; pra compensar, fiquem ligadinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria agradecer à &lt;a href="http://twitter.com/thetrash" target=_blank&gt;Goosnargh&lt;/a&gt;, que deu a faísca inicial, e à &lt;a href="http://nonsensewelike.tumblr.com/" target=_blank&gt;Beatriz&lt;/a&gt; e à &lt;a href="http://grimasse.tumblr.com/" target=_blank&gt;Leen&lt;/a&gt; (ou ao Leen? MEU DEUS EU NÃO SEI SE ESTAVA FALANDO ESSE TEMPO TODO COM UM HOMEM OU UMA MULHER) que ajudaram a amadurecer a ideia. Também tem esse &lt;a href="http://anothertruth.tumblr.com/" target=_blank&gt;cara&lt;/a&gt;, essa &lt;a href="http://psychohooker.tumblr.com/" target=_blank&gt;senhorita&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://scarletjuice.tumblr.com/" target=_blank&gt;essa&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://life-is-no-cabaret.tumblr.com/" target=_blank&gt;essa&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://twitter.com/patricialindoso" target=_blank&gt;essa aqui também&lt;/a&gt;, que aprovaram a qualidade do post e o liberaram para ser publicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, bom, é isso.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou pela porta, passou pelos pacientes na sala de espera (entre eles, o que parecia ser uma mãe brigando com a filha adolescente), se aproximou do balcão onde a recepcionista estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Boa noite.&lt;br /&gt;– Boa noite, eu tenho uma consulta marcada pra Psicologia. Com o Dr. Renato.&lt;br /&gt;– Tudo bem, deixe-me checar aqui. Você seria a...?&lt;br /&gt;– Andrea. Andrea Doria. A alma dela.&lt;br /&gt;– Certo, aqui está. Você está acompanhada do corpo ou sozinha?&lt;br /&gt;– Sozinha.&lt;br /&gt;– Tudo bem, sente-se ali e aguarde ser chamada, sim?&lt;br /&gt;– Obrigada. Ah, você tem um bebedouro por aqui?&lt;br /&gt;– Bem ali, dobrando aquele corredor pra direita.&lt;br /&gt;– Ah, certo, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguia pelo corredor branco (parecia que tudo ali era assim, chegava a doer na vista algumas horas) em busca do bebedouro, quando passou pela porta da sala de emergência. Uma espiada pela porta e viu os médicos e enfermeiros indo de um lado para o outro, de paciente em paciente. Em uma das camas que podia ver dali, estava um que parecia ter sido esfolado vivo. Também viu algo que a deixou profundamente atordoada: dois médicos tentando tirar à força um homem que chorava desesperado sobre o que parecia ser sua cópia exata deitada inconsciente na cama. Andrea abafou um grito com as mãos ao perceber que na cama estava só metade dele, como se a parte de baixo tivesse sido brutalmente arrancada ou quebrada literalmente ao meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou seu caminho, bebeu sua água, voltou para a sala de espera. Sentou-se em uma das cadeiras ainda com o copo descartável vazio em mãos. Tinha essa mania de continuar com o copo por horas mesmo quando já havia bebido todo o conteúdo, pra ficar mordendo a borda ou apenas pra ter o que segurar nas mãos mesmo. Olhou ao redor e viu vários pacientes, alguns acompanhados de seus corpos e outros não. Cerca de seis almas, apenas três com seus corpos ao lado. Umas delas era uma mulher completamente nua; outra, um homem com curativos que cobriam toda a extensão de seus braços, pescoço e até rosto. Também havia a mãe e a filha, que já haviam parado de brigar há algum tempo e continuavam apenas sentadas uma ao lado da outra, sem se falar ou trocar olhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também o corpo de um homem. Já a alma, de mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra alma acompanhada tinha fisicamente o ar de um executivo que acabara de sair do trabalho. Bem vestido, barba feita, lia uma das inúmeras revistas Época espalhadas sobre a mesinha, aparentava não mais do que 30 anos. Ao seu lado estava a figura encurvada sobre uma xícara de café que seria idêntica a ele, não fosse pela barba por fazer e o olhar cansado, com olheiras de quem não dorme há semanas, além do fato de ser visivelmente bem mais velho. Estava tão desgastado que poderia ser facilmente confundido com seu pai ou seu avô. Ela se perguntou se também parecia mais velha do que realmente era, e isso ocupou seus pensamentos por um tempo até seu nome ser chamado pela recepcionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aqui.&lt;br /&gt;– A senhorita pode entrar, o Dr. Renato está aguardando você na sala ao lado.&lt;br /&gt;– Ok, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Boa noite.&lt;br /&gt;– Boa noite.&lt;br /&gt;– Pode deitar aqui, por favor. Então, srta. Doria, certo?&lt;br /&gt;– Isso.&lt;br /&gt;– Certo. Antes, onde está sua parte física?&lt;br /&gt;– Em casa, dormindo. Ela nunca me traria aqui pra uma consulta porque é teimosa demais, então eu tive que vir sozinha. Ela também anda doente esses dias, e eu tenho certeza que é por minha causa.&lt;br /&gt;– Entendo. Bom, já tive vários casos assim. Mas você fez o que era melhor para as duas, é o que importa. Existe algo em particular sobre o qual gostaria de falar?&lt;br /&gt;– Sim. Eu tenho sentido dor, muita dor.&lt;br /&gt;– Onde?&lt;br /&gt;– Em mim toda. Não tem uma parte de mim que não doa. E isso reflete no meu corpo, mas ela não sabe disso. Ela está sempre cansada, não importa quantas horas por dia durma ou descanse, porque isso não vem de uma necessidade física. Vem de &lt;i&gt;mim&lt;/i&gt;. Então ela começou a tomar essas... pílulas que o médico receitou pra ela dormir, mas as coisas parece que só pioraram. Não é uma questão de sono.&lt;br /&gt;– É uma questão de que, então?&lt;br /&gt;– É uma questão de &lt;i&gt;existir&lt;/i&gt;. Às vezes é como se, enquanto &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; existir, isso não vai passar.&lt;br /&gt;– E há quanto tempo você tem se sentido assim?&lt;br /&gt;– Três anos.&lt;br /&gt;– E o que aconteceu?&lt;br /&gt;– Eu amei. Demais. Dei tudo de mim, tudo. E quando ele foi embora, levou um pedaço de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela passou a mão pela barriga, mas não havia nada ali; era côncava, como se faltasse uma parte. E era exatamente isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O doutor, porém, não se alterou. Já havia visto casos bem piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Com o que você tenta preencher seu vazio?&lt;br /&gt;– Músicas, basicamente. Também escrevo, muito. E leio bastante.&lt;br /&gt;– O que você lê?&lt;br /&gt;– Ah, tem o Caio, Caio Fernando Abreu, ele consegue pôr em palavras tudo o que eu sinto. Também comecei a fumar desde então. Dois maços de cigarro por dia, algumas vezes até três. Tem dia que é foda.&lt;br /&gt;– São muito cigarros. Você não se preocupa com câncer de pulmão, efisema, nada?&lt;br /&gt;– Não consigo mais me preocupar comigo mesma. Não consigo mais me preocupar com nada.&lt;br /&gt;– Mas e a dor? Câncer de pulmão é um dos piores tipos.&lt;br /&gt;– Nenhuma dor que o meu corpo sinta se compara a dor que &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; sinto. Quem aguenta uma dor de coração, aguenta qualquer dor.&lt;br /&gt;– Entendo. E todas essas coisas, o cigarro, as músicas, os livros, eles ajudam a preencher?&lt;br /&gt;– Não. Na verdade, eles só fazem doer mais ainda. É como aquela ferida na boca que quanto mais você mexe, mais dói. Mas eu simplesmente não consigo parar de mexer. Não consigo.&lt;br /&gt;– E esses cortes no seu braço, o que são?&lt;br /&gt;– Eles aparecem toda vez que eu falo dele, ou vejo as nossas fotos, ou ouço uma música que lembra a nossa época juntos. Eles só vão aparecendo.&lt;br /&gt;– Você acha que se você parasse de fazer qualquer uma dessas coisas, eles não apareceriam?&lt;br /&gt;– Sim.&lt;br /&gt;– Entendo. E eles só aparecem nos braços? Nunca teve um no calcanhar ou qualquer outro lugar não tão visível?&lt;br /&gt;– Não, nunca.&lt;br /&gt;– Seu corpo faz isso também?&lt;br /&gt;– Não!&lt;br /&gt;– Qual sua idade?&lt;br /&gt;– 18.&lt;br /&gt;– E fisicamente?&lt;br /&gt;– 17.&lt;br /&gt;– Srta. Doria, vou lhe fazer uma pergunta agora, e eu quero que você seja o mais sincera possível. Mas não comigo. Na verdade, não precisa nem me responder, pelo menos não agora. Srta. Doria, você &lt;i&gt;quer&lt;/i&gt; melhorar?&lt;br /&gt;– Eu...&lt;br /&gt;– Não, não precisa responder, como já disse. Nossa consulta já está no fim, mas você vai voltar semana que vem, certo?&lt;br /&gt;– Sim, claro.&lt;br /&gt;– Então eu quero que durante esses dias você pense sobre isso e volte na semana que vem. Não precisa vir já com uma resposta, afinal temos outras consultas pela frente. Quero que você me dê a sua avaliação apenas quando se sentir pronta. Tudo bem?&lt;br /&gt;– Tudo sim. Obrigada, doutor.&lt;br /&gt;– De nada. Melhoras, sim?&lt;br /&gt;– Vou tentar, doutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saiu do consultório, a recepcionista anunciou a vez da próxima paciente. A mulher e sua alma adolescente entraram no consultório para serem atendidas de mãos dadas, tal qual mãe e filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andrea saiu da clínica, ganhou as ruas. Acendeu um cigarro enquanto ia para a parada pegar um ônibus de volta pra casa. No dia seguinte, procuraria outro psicólogo. O terceiro ou quarto. Talvez já fosse até o quinto, não importava. Ela só queria falar... e alguém que a escutasse. A verdade é que ela sofria, sim, mas oportunidades para melhorar não faltaram nesses três anos. A verdade é que ela já teria melhorado há muito tempo, se realmente quisesse. A verdade é que sofria porque achava bonito sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só.&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/jTOtJ-KY-bY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/jTOtJ-KY-bY/calosotomia.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/06/calosotomia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-2627951977783648466</guid><pubDate>Fri, 03 Jun 2011 22:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-28T21:19:51.006-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diário Maldito</category><title>O deus que falhou</title><description>Não sei quando isso começou, provavelmente em algum dia já esquecido do remoto ano de 2008, quando eu e ele nos conhecemos. A verdade é que o motivo real nenhum de nós dois lembra, então culpamos a convivência mesmo. Fato é que há algum bom tempo que o &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/02/cafe-da-manha-psicodelico.html"&gt;Sid&lt;/a&gt; começou uma cruzada pessoal contra mim, e desde então a vida dele tem um objetivo simples: foder a minha vida o máximo possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ele tem outros objetivos, como absorver todo o conhecimento do Universo e se tornar o novo Deus, ou dobrar a realidade ao seu redor conforme sua vontade, ou ter grana suficiente pra comprar todos os gibis que acompanha todos os meses, mas foder com a minha vida parece ser um dos principais. Afinal, eu sou o atual Deus, e pra conseguir meu posto só me derrubando dele. Mas o pior de tudo é que o maldito às vezes até que consegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, não é sempre. A real é que eu acabo causando bem mais problemas pra ele do que ele pra mim - mas isso é uma coisa que eu já causo pra todos os meus amigos, então tudo bem - e às vezes em que ele conseguiu, de fato, foram totalmente acidentais, e nem eu e muito menos ele poderíamos achar que aquilo acabaria dando merda, mesmo que depois que ela tenha acontecido ele sempre vá falar "AHÁ, eu já sabia. Tinha planejado isso desde o começo, eu sou muito foda mesmo". Aham, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez em que isso aconteceu foi em um domingo, durante um Smash Day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/Eww4a.jpg" border="1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou quando eu e o Pedro, meu primo, estávamos na casa dos meus avós, no aniversário da minha mãe. Só que era um domingo, como já disse, e era Smash Day. Toda festa de família é a mesma coisa, e essa não podia ser diferente: chata. Há 10.000 anos atrás, os primeiros &lt;i&gt;Homo sapiens&lt;/i&gt; sentavam ao redor da fogueira praquele churrascão de antílope esperto pra comemorar a reaparição da pequena bola prateada lá no céu à noite - ou seja lá o que o pessoal comemorava no início dos tempos. E as festas de família se mantém assim até hoje: de um lado, os anciões e sábios da tribo reunidos para contar histórias e experiências, o que inclui seus pais, avós, aquelas tias que você nem sabia que tinha (e que não viam você desde quando você era "desse tamanhinho assim"), pessoas que você nem sabe qual o parentesco entre vocês (se é que existe algum) e &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2009/07/idiocracia.html"&gt;tiozões do pavê&lt;/a&gt;. Do outro, as crianças, correndo de um lado para o outro, gritando, subindo  em coisas que não foram feitas para se subir, quebrando outras, se pendurando nas cortinas e nos lustres, comendo tudo o que é comestível e o que não é também. E no meio desses grupos, nós, os jovens entediados que não se encaixam em nenhum dos dois. Velhos demais para brincar, novos demais para nos interessar pela conversa dos pais. Já deixamos de ser mimados há muito tempo porque já estamos "bem grandinhos", mas não o suficiente para sermos levados a sério. Então só nos resta nos unir em uma mesa à parte pra reclamar sobre o quanto a festa está um saco e beber guaraná no copinho descartável enquanto a comida não sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era nessa situação em que nós dois nos encontrávamos, eu e Pedro. Problema é que, dias atás, já tínhamos marcado com o resto do grupinho (Sid e &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/05/manual-de-sobrevivencia-no-cinema.html"&gt;Nohway&lt;/a&gt;) um Smash Day naquele domingo. Smash Day é uma pequena tradição nossa: vez em quando, sempre no domingo, nos reunimos na minha casa pra partidas de Wii. Nohway providencia o videogame e os jogos, Sid traz Wiimotes e jogos extras, eu ofereço meu quarto e hospitalidade, e o Pedro participa com a grana pra comprar comida. Avisei a minha mãe que precisaríamos voltar pra casa quando desse a hora, ela fechou a cara e disse pra termos consideração e esperarmos pelo menos até a hora de cantar o parabéns. O problema é que a hora marcada se aproximava cada vez mais, e nada do parabéns ser cantado. E toda vez que tentava tocar no assunto com a minha mãe, mais irritada ela ficava. Na época, Sid ainda estava sem celular, já que o antigo foi &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2010/05/hero-of-day.html"&gt;levado em um assalto&lt;/a&gt;, e o Nohway não atendia o dele de jeito nenhum. Imaginava que daqui a poucos os filhos da puta estariam na frente da minha casa tocando a campainha feito loucos, e ficariam putos COMIGO, mesmo eu não tendo como avisá-los da nossa situação. Estávamos completamente ilhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Cara, a gente vai ter que pegar um ônibus e ir de qualquer jeito – eu disse.&lt;br /&gt;– Mas ainda não cantaram os parabéns, a tua mãe vai ficar puta contigo.&lt;br /&gt;– Isso ela tá o tempo todo, cara. E eu avisei a ela, não sei porque não cantam logo. O que mais que eu posso fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então assim pegamos a chave de casa com meu padrasto e embarcamos em um ônibus de volta pra casa. Chegamos, encontramos com os dois viados, subimos as escadas. Enquanto ainda montávamos todo o equipamento necessário para o Smash Day, o Sid tirou uma coisa da mochila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– CARAS, olha só isso que ahkjdhdkjha eu achei no chão lá escola ahkjdhdak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto aí fora, mas aqui em Belém os DVDs piratas, desses que a gente compra em banquinhas do comércio mesmo, vêm em saquinhos plásticos com uma xerox colorida de péssima qualidade da capa do filme acompanhando o disco. E foi um desses que ele tirou, só que era de um pornozão escrachado, com uma capa estampando duas mulheres seminuas com umas calcinhas gigantescas compradas nos anos 90, o tipo de mulher com CARA de atriz pornô, que só de olhar pro rosto você já consegue visualizar todo lambuzado. Do tipo que, se deixa cair algo no chão, fica de quatro só pra buscar. Do tipo que, se derrama leite condensado numa mão, faz oral em cada um dos dedos. Do tipo que, se leva um tapa na cara, geme alto e pede outro. Do tipo que engole até mesmo quando o dentista manda cuspir. Do tipo que... BOM, enfim. Olhando a contra-capa (que vinha com umas screens que eu acho que nem eram do filme mesmo), dava pra ver que, além de lesbianismo, o filme também trazia anal, DP, gang-bang, interracial e até aquela modalidade de sexo que eu não sei se tem nome, mas que envolve homens com físico e cara de pedreiros (e se tem, certeza que deve termina com o sufixo "filia"). Pacote completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A embalagem estava vazia, e ele só trouxe pra ler a sinopse mesmo, que era:&lt;blockquote&gt;Oh meu deus! E eu pensei que elas só gostavam de ir às compras juntas! Eu já estava desconfiado, até que as peguei com a mão na massa, em pleno ato lésbico, totalmente louco! Na real! Minha única dúvida agora, é saber como faço para entrar em ação?&lt;/blockquote&gt;Sensacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, rimos, então Sid só deixou a capa de lado, jogada pelo chão do quarto mesmo, e foi terminar de montar o Wii. O Smash Day prosseguiu normal, assim como o resto do dia. Chegou a hora dos três irem embora, então descemos para a parte de baixo da casa e ficamos conversando lá por mais algum tempo ao redor da mesa. Meus pais chegaram e minha mãe estava claramente ainda chateada comigo, já que ela passou direto por mim sem falar nada. Aí os três foram embora mesmo e eu voltei pro quarto. A capa do DVD pornô ainda estava lá, em cima do teclado do computador. Só ri mentalmente mais uma vez daquilo, amassei e joguei fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, a minha mãe continuava brava comigo, tanto que não tinha falado comigo até então. Ainda era de manhã, eu estava na cozinha preparando meu Nescau, até que ela finalmente decide desabafar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Lucas, eu tô profundamente decepcionada contigo.&lt;br /&gt;– O quê? Ah, mãe, desculpa, mas eu lhe avisei!&lt;br /&gt;– Não, escuta. Só escuta. Já não bastasse não ter tido consideração &lt;i&gt;alguma&lt;/i&gt; comigo e ter saído do meio do meu aniversário, ainda me trocaste pra ver &lt;b&gt;FILME PORNÔ COM OS TEUS AMIGOS.&lt;/b&gt; Sinceramente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;b&gt;FILME.&lt;/font&gt; &lt;font size="4"&gt;PORNÔ.&lt;/font&gt; &lt;font size="5"&gt;COM OS AMIGOS.&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu... cfjhsjkhwaw KHSJKLHBFLBSF SHSKDJS O QUÊ?&lt;br /&gt;– Tu sabe muito bem do que eu tô falando. O que eu achei no chão do teu quarto.&lt;br /&gt;– NÃO, MÃE DHLKJAKDHL DHKSW MÃE, NÃO É ISSO QUE A SENHORA TÁ PENSANDO AHKJADHDAKDA EU POSSO EXPLICAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo nem imaginar o QUÃO GAY a minha mãe deve achar que nós somos nesse momento, mas deve ser mais ou menos o mesmo tanto que a mãe de algum desses caras aí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/Bs4Bu.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;MALDITO SID E SUA MAGIA.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ah, e o nome do filme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/yiryI.jpg" border="1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/Ub1KU6-2Zh4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/Ub1KU6-2Zh4/o-deus-que-falhou.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/06/o-deus-que-falhou.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-329732513214610238</guid><pubDate>Thu, 26 May 2011 02:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-28T23:10:29.950-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dia de MENINAS de Toalha</category><title>Dia de MENINAS de Toalha 2011</title><description>Votações EN-CE-RRA-DAS. Com um total de surpreendentes 355 votos, mais de 30 arquivos .jpg recebidas, 17 lindas, 1 cachorro e o Quilua, a edição deste ano foi um sucesso incontestável e esperamos continuar assim ano que vem. Aqui estou com o resultado final do DMT 2011, com a primeira vencedora por voto popular da história o concurso.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/r89Sf.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Mas antes gostaria de recitar um poema...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;Mentira. O top 3 das vencedoras do Dia de MENINAS de Toalha 2011 ééé...
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="3"&gt;3º lugar&lt;/font&gt;
&lt;br /&gt;&lt;font size="4"&gt;LÍVIA&lt;/font&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;font size="3"&gt;2º lugar&lt;/font&gt;
&lt;br /&gt;&lt;font size="4"&gt;JESS&lt;/font&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;font size="3"&gt;1º lugar&lt;/font&gt;
&lt;br /&gt;&lt;font size="4"&gt;PATRICIA&lt;/font&gt;
&lt;br /&gt;(a linda e ousada, não a Loira)&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;
&lt;br /&gt;Patricia, como prometido, você acaba de ganhar, além do título OFICIAL de Primeira &amp; Única Patricia do KD, um CAMINHÃO INTEIRO COM SUPRIMENTO VITALÍCIO DE AMOR DO LUKE®! Afinal, quem precisa de um iPad quando você pode ter meu amor pro resto da vida? SUA LINDA.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;E é isso aí, galera. Espero que tenham se divertido bastante, salvados as fotos na &lt;a href="http://disq.us/22z81q"&gt;pasta Toxicologia da Reprodução e do Desenvolvimento&lt;/a&gt; e que continuem ligadinhos no KD porque ano que vem tem mais! Até mais, e obrigado pelos peixes.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/zM0k99OpiXM?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/qKy1s.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/rMQaE.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/ocioz.gif" border="1"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;Nunca na história deste blog o Dia da Toalha teve tantas participantes quanto esta edição. E isso é uma vitória, meus amiguinhos, afinal a do ano passado foi cancelada justamente pela inesperada escassez de fotos recebidas. Foram tão poucas que cheguei a considerar seriamente cancelar o DMT pra sempre, afinal não tava nem um pouco a fim que quebrar a cara de novo, como era o que tudo indicava. Eis que as lindas que acompanham o blog nos surpreendem mais umas vez e não deixaram este dia sagrado morrer, fazendo deste o melhor de todos em questão de quantidade até agora. Quantidade, porém não ousadia. Um fato que pude observar é que as garotas deste ano ousaram bem menos do que as das edições passadas. Se antes tínhamos garotas mostrando nádegas e bustos saltando pra fora da toalha como se lutando por um pouco de ar, as de hoje relaxaram bem mais. As de antigamente realmente DISPUTAVAM o primeiro lugar. Qualé, meninas. Quando eu disse que não era necessário tirar fotos só de toalha NÃO ERA PRA LEVAR TÃO A SÉRIO.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Mas tudo bem, tudo bem, vocês são lindas e nós perdoamos vocês, embora tenhamos sentido a falta de uma Valentina ou até da Garota de Cabelo Azul esse ano. Não que eu esteja reclamando, claro. Garotas de toalha são fodendo garotas de toalha, e tivemos algumas REALMENTE boas aqui. Mas, antes de começar esta edição, só por um momento, vamos brincar de imaginar: imagine um mundo em que não há garotas tímidas. É fácil se você tentar. Sem roupas em baixo, acima delas apenas toalhas enroladas na cabeça. Imaginem todas as garotas vivendo para o dia de hoje.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Imagine não existir hipsters fotógrafas malucas. Não é difícil de imaginar. Sem desculpas de "não tive nenhuma ideia pra foto rs", e nenhuma foto COMPLETAMENTE COBERTA SEM MOSTRAR NADA também. Imagine todas as garotas mostrando ao menos um decote.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Imagine não existir namorados possessivos. Me pergunto se você consegue. Sem proibir as namoradas de exibirem seus corpos de toalha para nós, uma irmandade de bros. Imagine todos os namorados compartilhando as suas namoradas de toalha.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Vocês podem dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único. Espero que um dia VOCÊ se junte a nós, e o mundo no dia 25/05 será como um só.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, que tenha início o &lt;b&gt;DIA DE MENINAS DE TOALHA 2011&lt;/b&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/4XEaeOxqy_4?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;br /&gt;&lt;i&gt;YIPEE KI-YAY, MOTHERFUCKER&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/NbsTM.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;b&gt;Mondschein, 20 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/4nK9p.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;Larissa, 19 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52knpe" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/VdBEl.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;Gaby, 20 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/p6wyg.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/ScarletJuice" target=_blank&gt;Lu&lt;/a&gt;, 19 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52kl5i" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/JWu40.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/toujours" target=_blank&gt;Loira&lt;/a&gt;, deve ter uns 30&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;Queria só parar um minutinho pra homenagear o nosso Negão do Limo, o Robson, porque quem tá aparando a grama desse jardim é ele, esse fdp.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/y8fmq.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ele também não deixou ela mandar mais uma porque disse que era pornografia pra adolescentes tipo eu, PAU NELE GALERA&lt;/i&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/uxUGZ.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://twitter.com/rafaelaperoli" target=_blank&gt;Rafaela&lt;/a&gt;, 19 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/M1ekM.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;Érica, 19 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52klu7" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/bonfC.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;Carla, aka Bacon &lt;/font&gt;(nem ideia do por quê)&lt;font size="4"&gt;, 17 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52kmba" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/vMqAQ.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;Quilua, viadão
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/ji1Yd.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/maapha"&gt;Maapha&lt;/a&gt;, 16 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52ksxt" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/M7Kjm.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;Jana, 18 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52kuc8" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/Foj5T.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/alojulia" target=_blank&gt;Julia&lt;/a&gt;, 16 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52kunz" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/Twwnn.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/lolosa" target=_blank&gt;Louise&lt;/a&gt;, 16 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/vN21V.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/camigali"&gt;Mi Rodrigues&lt;/a&gt;, 17 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52kv2w" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/MqEFf.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/panicswitch_" target=_blank&gt;Patricia&lt;/a&gt;, 18 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/TF2yU.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/anabsm" target=_blank&gt;AnaB&lt;/a&gt;, 16 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52kveo" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/vSheS.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/livao_" target=_blank&gt;Livia&lt;/a&gt;, 18 anos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52kvmc" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/TMuEv.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/lolitaxxx" target=_blank&gt;Jess&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;(RUIVA LINDA CASA CMG)&lt;font size="4"&gt;, 16 anos...
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/52kvu2" target=_blank&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/fPAQC.jpg" border="1"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;... e o Wookie&lt;/font&gt; fhdkjshdkad OWNTI que coisa mais querida&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;É isso aí, galera, essas são as participantes. Agora, quem decide a vencedora é VOCÊ.
&lt;br /&gt;&lt;form action="http://www.enquetes.com.br/enquete.asp" method=GET&gt;
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226630"&gt;Mondschein
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226631"&gt;Larissa
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226632"&gt;Gaby
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226633"&gt;Luuh
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226634"&gt;Loira
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226635"&gt;Rafaela
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226636"&gt;Érica
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226637"&gt;Bacon
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226638"&gt;Maapha
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226639"&gt;Jana
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226640"&gt;Julia
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226641"&gt;Louise
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226642"&gt;Mi Rodrigues
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226643"&gt;Patricia
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226644"&gt;AnaB
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226645"&gt;Livia
&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" type="radio" value="5226646"&gt;Jess
&lt;br /&gt;&lt;input type="hidden" name="id" value="973681"&gt;&lt;input type=hidden name="origem" value="http://que-diabos.blogspot.com/"&gt;&lt;input type=submit value=" VOTAÊ "&gt;&lt;/form&gt;&lt;form action="http://www.enquetes.com.br/enquete.asp" method=GET&gt;&lt;input type=hidden name="origem" value="http://que-diabos.blogspot.com/"&gt;&lt;input type=hidden name="id" value="973681"&gt;&lt;/form&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Votem, participem. Dia 29, domingo, sai o resultado final. Até lá, seus viados!
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="5"&gt;BREAKING NEWS&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;Ok, pessoal, adivinhem quem resolveu participar de última hora?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/gKMo3.jpg" border="1"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;b&gt;A WILD GAROTA DE CABELO RUIVO APPEARS!&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;Sim, é a ex-&lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2009/03/caras-legais-dormem-sozinhos.html"&gt;Garota de Cabelo Azul&lt;/a&gt;. Infelizmente, como já foi lançada a enquete, não tem mais como incluir ela nas candidatas. Mas, convenhamos, ela sempre vai ter um espaço especial nos nossos corações. &lt;3&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/2Eoh9xRhKS8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/2Eoh9xRhKS8/dia-de-meninas-de-toalha-2011.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/05/dia-de-meninas-de-toalha-2011.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8571130046054440224.post-8687576482402762644</guid><pubDate>Wed, 25 May 2011 00:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-28T22:15:09.542-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Top Qualquer Coisa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pseudo-cult</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Convidados</category><title>Top 5 motivos pra viver no pecado</title><description>Bom dia, amigos. Esclareço desde já que este post é um oferecimento &lt;a href="http://twitter.com/VictorFDP" target=_blank&gt;Redshank&lt;/a&gt;, mas caso achem uma bosta sintam-se a vontade para não prestar atenção no que eu acabei de dizer e responsabilizar o luke lá nos comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não venho desta vez falar de pirombas plásticas para cocotas, entretanto, já que o assunto se tornou meio &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2009/08/primeiro-de-tudo-kacey-fez-um-desenho.html"&gt;lugar&lt;/a&gt;-&lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/04/fake-plastic-penises.html"&gt;comum&lt;/a&gt; por aqui, e é melhor parar com isso antes que TROJOMBA DE POLIETILENO se torne uma tag no ¿Que Diabos?. Não, de fato vim seguir a linha de que o QD tá virando um blog cult cheio de pessoas elegantes e intelectuais (algo que eu sinceramente espero que não afete a qualidade das fotos do &lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/04/contagem-regressiva-para-o-dia-de.html"&gt;Dia da Toalha&lt;/a&gt; - que é, lembrem-se, AMANHÃ) e falar sobre assunto de GENTE GRANDE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos então ao &lt;b&gt;TOP 5 MOTIVOS PRA INVESTIR NA BOLSA DE VALORES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincadeira galera, vou falar de putaria ou, mais alarmantemente, instituições que tentam insistentemente tirar de nossas vidas esta coisa maravilhosa que é a esbórnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você seja cristão. Talvez você seja islâmico. Talvez você seja um satanista maluco ou mesmo um ateu (só não vale ser cientólogo porque aí você tem que ser o Tom Cruise pra poder não ser sacaneado por isso). Eu realmente tô cagando e andando pra sua religião, porque ela é problema seu e eu não tenho nada a ver com isso, mas aqui vai uma lista de cinco dos motivos que me levaram a abandonar a idéia de seguir uma religião. Não é pra tentar te convencer a não seguir nenhuma, nem nada do gênero, é simplesmente o porquê EU não sigo nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas a única coisa pior que um crente chato é um ATEU chato que fica tentando provar científica e logicamente que você está errado. Quer dizer, imagine um grupo de pessoas suficientemente chato para que toda uma sociedade decida que a única solução plausível para o problema é queimá-los vivos em praça pública. Se FÃS DE CREPÚSCULO estão andando por aí livremente ao invés de contribuindo com os próprios corpos para a emissão de gás carbônico na atmosfera, os ateus deviam ser realmente insuportáveis naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1 - Você vai acabar escolhendo a religião errada&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem centenas de religiões no mundo atualmente. Se for contar com as que foram extintas aí já pula para MILHARES (afinal de contas só porque os romanos chutaram a bunda dos gregos não significa que o Olimpo automaticamente evaporou e os deuses foram passar as férias em Nárnia), e absolutamente TODAS elas dizem que têm santos, messias, semi-deuses ou alguma outra coisa que seja uma "prova" que ela é a certa e não as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque se alguma religião REALMENTE conseguisse provar que é a verdadeira, ela acabaria com todas as outras instantaneamente. Quem que vai argumentar com os cristãos se num sábado de sol aparecer um maluco barbudo andando por cima do mar enquanto transforma água em vinho? Imagino a reação dos judeus. Awkward.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com tanta religião assim e tão pouca evidência, o fato é que se realmente existe uma "correta", você provavelmente vai escolher a errada. É a mais simples análise combinatória aliada à infalível Lei de Murphy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2 - Você vai acabar indo pro inferno&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto unânime é: se você não estiver seguindo a religião, você irá pro inferno. Algumas até falam que não, mas no fundo é, porque todas elas têm pontos que a maioria das outras religiões não têm em seus "códigos de conduta" (i.e. os Dez Mandamentos). É tipo um manual de instruções de como ser um religioso ideal e não ter que passar o resto dos seus dias ouvindo axé no inferno com seus amigos pagãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, você tem mais de 99.9% de chances de escolher a religião errada e, com isso, passar o resto da eternidade sendo sodomizado pelos demônios do inferno cristão, ardendo no mármore do inferno islâmico, tomando mijada no niflheim nórdico ou mesmo se afogando no hades grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora imagina você que passou uma vida de pureza obedecendo ao seu Deus católico, rezou cento-e-cinqüenta Ave-Maria's por dia, só fez sexo depois do casamento, não cobiçou a molér do próximo, enfim, não fez nada que a bíblia ou os mandamentos dissessem que não podia. Aí você morre e vem um maluco barbudo com um capuz branco na sua direção e te entrega um bilhete:&lt;blockquote&gt;"Vixe, escolheu errado hein mermão?"&lt;br /&gt;- Allah&lt;/blockquote&gt;Aí o maluco levanta o capuz e tá lá o Maomé te olhando com aquela cara de "PERDEU PREIBÓI" enquanto abre um portal pro inferno diretamente abaixo de você. Ninguém mandou tirar sua foto pro Dia da Toalha sem estar de burka, sua meretriz sem deus no coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3 - Tanto trabalho pra nada&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, você pode guiar a sua vida para seguir uma religião e arriscar, ou você pode seguir uma CARALHADA de religiões (se bem que se você seguir umas três ou quatro mais puritanas ao mesmo tempo você vai acabar tendo que passar o dia inteiro dentro de casa jogado no chão em posição fetal sem fazer nada além de rezar) e arriscar, mas ainda assim, entre as milhares que já existiram, suas chances não são particularmente boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou você pode começar a rezar (força de expressão, óbivo) pra que estejam todas erradas (já que nenhuma delas tem evidências de ser correta) e tocar o foda-se. Afinal de contas se meu patrão quer que eu trabalhe, o mínimo que eu espero é que ele me diga o que fazer com uma freqüência maior do que uma vez a cada dois milênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai por exemplo o faz uma vez a cada dois minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4 - A liberdade é uma coisa maravilhosa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então concluímos que você vai pro inferno, caso ele exista. Eu dei a dica de presumir que todas as religiões estão erradas e ser feliz, mas por que fazer isso? Ora, simples, pra ter uma vida muito mais livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de ter que pegar uma bússola todo santo dia pra achar Meca e rezar com a bunda empinada pro lado oposto, nada de não poder ir no churrasco do domingão porque você tem que ir pra missa, nada de ter que sair do carro e dar um abraço em toda a vaca que você encontra na rua (estou falando dos animais bovinos, não das &lt;i&gt;mulheres&lt;/i&gt; bovinas), nada de se preocupar em ir pro inferno porque você ficou bebaço e comeu uma aleatória e, PRA PIORAR, usou camisinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/aZKuS.jpg" border="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Filhos duram alguns anos, o inferno é para sempre.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sério, imagine chegar em casa e falar "Pai, hoje eu pequei. Cedi aos prazeres carnais e tive uma noite de luxúria com uma jovem embriagada, mas não se preocupe: eu não usei camisinha". Meus pais são tão paranóicos com relação à perspectiva d'eu engravidar alguém que qualquer dia desses vão me mandar colocar camisinha até pra tocar punheta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que algumas coisas é bom que você continue seguindo, como por exemplo "não matarás". Isso é algo que eu te aconselho FORTEMENTE a seguir. Agora, vamos e convenhamos que a vida é muito mais emocionante quando se pode cobiçar a mulher do próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5 - Os deuses das religiões são tudo uns cuzão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer seja o Allah que sumariamente esfrega a sua cara no mármore escaldante porque você não seguiu a religião dele - mesmo que você nunca tenha ouvido falar dela, o Odin caindo pro pau no Ragnarök e que se foda se a humanidade inteira vai morrer, ou o Deus cristão jogando uns aleatórios num barquinho e matando todas as outras criaturas no planeta com uma porra de um DILÚVIO, deuses de religião sempre têm alguma coisa que permite você olhar pro cara e dizer "Mas que filho de uma grande puta" - presumindo-se que você não esteja muito ocupado morrendo afogado enquanto tenta subir numa arca gigante, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo é bem simples, se você levar em conta que as igrejas fomentam ter o maior número possível de fiéis: como diria Maquiavel, é melhor ser temido do que amado. Um deus cuti-cuti que é só paz e amor não dá medo. Um Deus que vai enfiar uma tora na sua bunda se desobedecer o cara, AÍ SIM geral vai fazer o que dizem que ele manda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu não sei você, mas eu sinceramente prefiro acreditar que se existe um Deus ele é menos propício ao genocídio do que Adolf Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note que em momento algum eu falei pra você ser ateu, só expus minha visão do porquê EU não sigo religião alguma. Eu até acredito que tenha um Deus e tenho lá minhas convicções. Agora, seguir uma religião? Se eu vou pro inferno de qualquer jeito então vou aproveitar ao máximo minha estadia neste maravilhoso lugar que é Midgard. Digo, Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e se eu ofendi à vossa pessoa com meus comentários a respeito de sua religião, antes que você pegue o seu alcorão, bíblia ou torá e rume para a minha residência pra me espancar até a morte com ele(a), saiba que o intuito não é caçoar dela, e sim explicitar o porquê d'eu não seguí-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo porque, vamos e convenhamos: o pecado é muito mais crocante que a salvação. heh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://que-diabos.blogspot.com/2011/04/contagem-regressiva-para-o-dia-de.html"&gt;&lt;img src="http://i.imgur.com/fTs5U.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/quediabos/~4/9g9tOThsCVc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/quediabos/~3/9g9tOThsCVc/top-5-motivos-pra-viver-no-pecado.html</link><author>noreply@blogger.com (Lucas Guedes)</author><feedburner:origLink>http://www.quediabos.com/2011/05/top-5-motivos-pra-viver-no-pecado.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>
