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	<title>LULI RADFAHRER</title>
	
	<link>http://www.luli.com.br</link>
	<description>Considerações sobre design de interfaces e criatividade digital.</description>
	<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 08:20:46 +0000</pubDate>
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		<title>Na máquina dos outros</title>
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		<comments>http://www.luli.com.br/2009/06/24/na-maquina-dos-outros/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 20:45:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Design]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="chocolate" src="http://euroross.blogspot.com/Wipeout.jpg" alt="chocolate" width="408" height="297" /></p>
<p style="text-align: left;">Para matar o tempo de vocês enquanto eu não produzo conteúdo novo, seguem duas coisas que talvez vocês já tenham visto. A primeira é <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/sentirsinta-quem-le/" target="_blank">meu artigo para a revista Webdesign de dezembro</a> que, passados seis meses, pode ser tornado público aqui.&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="chocolate" src="http://euroross.blogspot.com/Wipeout.jpg" alt="chocolate" width="408" height="297" /></p>
<p style="text-align: left;">Para matar o tempo de vocês enquanto eu não produzo conteúdo novo, seguem duas coisas que talvez vocês já tenham visto. A primeira é <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/sentirsinta-quem-le/" target="_blank">meu artigo para a revista Webdesign de dezembro</a> que, passados seis meses, pode ser tornado público aqui. Ele trata do fato que quase sempre esquecemos ao produzir idéias criativas: que elas serão consumidas pelos outros, que rodarão no computador dos outros, enfim. Acredito que seja mais por concentração que por desleixo, muitas boas idéias parecem se esquecer do outro, no melhor estilo &#8220;temo tudo para ganhar este jogo mas&#8230; faltou combinar com o adversário&#8221;. Não é dos meus melhores textos, mas acredito que vale postá-lo aqui nem que seja para servir simplesmente como lembrete.</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-2459"></span>Quem acompanha este blog há algum tempo (ou que tenha visitado minha <a href="http://www.luli.com.br/2009/04/07/top-10-deste-blog/" target="_blank">seleção dos <span style="text-decoration: line-through;">10</span> 61 posts de que mais gostei</a>) pode ter dado de cara com um post de quase dois anos atrás, chamado <a href="http://www.luli.com.br/2007/06/30/surf-e-tendencias/" target="_blank">Surf e tendências</a>. Recentemente, em uma brincadeira com os estilos de <em>storytelling</em> que se pode desenvolver em apresentações - um tema que eu prometo desenvolver mais tarde por aqui - resolvi transformar parte do conteúdo do post em uma apresentação de 30 slides, que está a seguir. Quem conhece o post, experimente a comparação e me diga o que achou. Quem não o conhece, me diga se a apresentação consegue transmitir a mensagem. Ela nada mais é que um exercício de estilo:</p>
<div id="__ss_1609454" style="width: 425px; text-align: left;"><object width="425" height="355" data="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=stwfinal-090619110959-phpapp01&amp;stripped_title=surf-and-trend-watching" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=stwfinal-090619110959-phpapp01&amp;stripped_title=surf-and-trend-watching" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></div>
<div style="width: 425px; text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Quem conhece essa comparação mas tem certeza de nunca ter lido nada a respeito talvez se lembre do <a href="http://www.luli.com.br/2007/10/29/imasters-intercon-2007/" target="_blank">iMasters InterCon 2007</a> em que, no papel de mestre de cerimônias, tive que &#8220;enrolar&#8221; a platéia por 25 minutos enquanto o Raphael Vasconcellos estava sendo retido na AgênciaClick pelo JeffPaiva. Na época não os conhecia bem o suficiente para sair distribuindo tapanoreias e tive que improvisar. Nada melhor que usar uma história que, como quase todas as outras deste blog, surgiu em um momento que eu estava de bobeira fazendo algo que não tinha nada a ver com a tal da Internet. É aquela história da verdade estar lá fora, etc.</p>
</div>
<div style="width: 425px; text-align: left;">Boa leitura. Prometo que volto com conteúdo novo se não explodir de tantas pendências atrasadas antes disso.</div>
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		<title>vida colorida</title>
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		<comments>http://www.luli.com.br/2009/06/19/vida-colorida/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 16:51:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ETC]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><img style="margin: 10px;" title="calend pantone" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/06/calendpant.jpg" alt="calend pantone" width="450" height="338" /></p>
<p>Caros/as: não tenho como negar que a vida está bastante colorida em termos de oportunidades, o que também significa um bocado de trabalho. Este não-post aqui é só para dizer que eu não me esqueci de você e volto daqui&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin: 10px;" title="calend pantone" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/06/calendpant.jpg" alt="calend pantone" width="450" height="338" /></p>
<p>Caros/as: não tenho como negar que a vida está bastante colorida em termos de oportunidades, o que também significa um bocado de trabalho. Este não-post aqui é só para dizer que eu não me esqueci de você e volto daqui a pouco com tudo, talvez com um post que relacione o &#8220;ficar&#8221; com a Web 2.0. Fim de semestre é punk. Semana que vem participo de dois simpósios, 12 bancas de TCC e uma de mestrado. Na outra, tenho trabalhos às pencas para corrigir. A partir daí as coisas ficam mais tranqs. Desculpem-me pela bissextualidade.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/JE-BZc2pXew" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>O que você faz?</title>
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		<comments>http://www.luli.com.br/2009/05/28/o-que-voce-faz/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 May 2009 15:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

		<category><![CDATA[Palestras e entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Este foi o tema do <a href="http://interact2009.ning.com/" target="_blank">iMasters InterACT 2009</a>, em Belo Horizonte. Tudo começou com uma conversa com o Tiago Baeta, do <a href="http://imasters.uol.com.br/" target="_blank">iMasters</a>, logo após o <a href="http://www.luli.com.br/2008/10/27/imasters-intercon-2008-e-ffparte-i-a-inspiracao/" target="_blank">InterCon</a>. Ele convidou a mim e ao <a href="http://raphav.tumblr.com/" target="_blank">Rapha</a> para sermos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Curator" target="_blank">curadores</a> e montarmos um espaço para apresentações&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este foi o tema do <a href="http://interact2009.ning.com/" target="_blank">iMasters InterACT 2009</a>, em Belo Horizonte. Tudo começou com uma conversa com o Tiago Baeta, do <a href="http://imasters.uol.com.br/" target="_blank">iMasters</a>, logo após o <a href="http://www.luli.com.br/2008/10/27/imasters-intercon-2008-e-ffparte-i-a-inspiracao/" target="_blank">InterCon</a>. Ele convidou a mim e ao <a href="http://raphav.tumblr.com/" target="_blank">Rapha</a> para sermos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Curator" target="_blank">curadores</a> e montarmos um espaço para apresentações e provocações. Ao ver a planta do hotel em que o evento aconteceria, percebi que a boïte seria o lugar perfeito para esse tipo de evento, com seu palquinho, pufes e sofá. Daí pra frente foi só chamar muita gente legal para participar e ficamos bastante feliz com o resultado.</p>
<p>A cobertura do evento você pode acompanhar <a href="http://www.iact2009.com/cobertura/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/clube_luli.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-2430" title="clube_luli" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/clube_luli.gif" alt="clube_luli" width="450" height="346" /></a><span id="more-2417"></span></p>
<p>O tema geral do evento estava apoiado na importância de idéias simples e iniciativa para se mudar o mundo - e as apresentações dos curadores tinham que amarrá-lo. A do Rapha veio logo depois da do <a href="http://www.bressane.com/" target="_blank">Bressane</a>, que encheu o auditório e colocou a moçada fervilhando em idéias. Para chamar para o tema, ele fez uma sensacional apresentação sobre os problemas do sistema da comunicação hoje em dia e como ele mata a criatividade. Não vou falar da palestra aqui, porque não dá - cutuquem o homem pra blogar a respeito -  mas adianto o vídeo a seguir, que dá uma bela pista do clima:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/ANoc0srXw3A&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ANoc0srXw3A&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Para encerrar (e amarrar) uma sucessão de momentos preciosos, entre eles a sensacional história do Comida de Buteco que, a partir de uma idéia simples promoveu o turismo, a higiene, preservou parte da cultura popular e se tornou uma referência, minha palestra perguntou: &#8220;<strong><span style="color: #ff6600;">o que você faz?</span></strong>&#8220;.</p>
<p>Entenda bem: não perguntei sua profissão ou emprego, mas O QUE VOCÊ FAZ. E como isso pode fazer a diferença. O vídeo mostra o espaço da boïte (que chamamos de &#8216;club&#8217; para perder o ar <a href="http://www.clayderman.co.uk/" target="_blank">Richard Clayderman</a> que o nome carrega) e a minha palestra. Acho que vai ficar fácil de entender porque chamavam o lugar de &#8220;cafofo do Luli&#8221; ou &#8220;favelinha do Luli&#8221;.</p>
<p><object width="424" height="318" data="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=442995&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=442995&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Recomendo que o vejam acompanhando as telas da apresentação:</p>
<div id="__ss_1500864" style="width: 425px; text-align: left;"><object width="425" height="355" data="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=luliradfahrer-interact-090528083655-phpapp02&amp;stripped_title=o-que-voc-faz-luli-radfahrer-inter-act" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=luliradfahrer-interact-090528083655-phpapp02&amp;stripped_title=o-que-voc-faz-luli-radfahrer-inter-act" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></div>
<p>Por último, a roupa: me perguntaram o porquê da roupa de lixeiro. Pensei que fosse óbvio, mas vale realçar. É por causa da quantidade de informação a que temos acesso e que é puro lixo tóxico.</p>
<p>Enfim, o evento foi o máximo. O público foi muito bacana, os palestrantes, então, nem se fala. Eu confesso que estava apreensivo. Sabia que o Rapha, com sua cancha de <a href="http://www.ted.com/" target="_blank">TED</a>, se sairia bem. Mas fiquei muito bem impressionado como a dinâmica foi compreendida por todos - incluindo pelos gigantes <a href="http://gilgiardelli.wordpress.com/" target="_blank">Gil Giardelli</a>, <a href="http://www.fabianocoura.com/" target="_blank">Fabiano Coura</a> e <a href="http://www.myspace.com/calegaretti" target="_blank">Emerson Calegaretti</a>, que adaptaram as suas palestras ao formato do evento em menos de cinco minutos. Não que <a href="http://www.viuisso.com.br/" target="_blank">Michel</a>, <a href="http://www.hellointeractive.com.br/br/pt/home.asp" target="_blank">Suzana</a> e <a href="http://www.gringo.nu/v3/" target="_blank">Alexandre Bessa</a> não se destacassem,mas desses não se esperava menos que algo cativante. Até mesmo temas bem mais técnicos, com os da <a href="http://www.anaerthal.com.br/" target="_blank">Ana Erthal</a> e o <a href="http://horaciosoares.blogspot.com/" target="_blank">Horácio</a>, hipnotizaram a moçada, que nem tuitar direito conseguia. Se cuida, Cazé, que o Horácio parece ter nascido para o palco. O RAP WCAG quase começou a balada antes da hora:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/gtuna2AWvqk&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gtuna2AWvqk&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>CLARO que não poderia deixar de lado a mesmerizante Viviane, do Sebrae, que assume um palco de fim de evento, sem que ninguém a conheça, vestida com roupas de escritório e ganha do público merecidíssimo título de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo" target="_blank">Susan Boyle</a> do dia. Para mim, a melhor palestra do evento, com histórias de aventuras pra botar Indiana Jones no chinelo e pilhas de informação preciosíssima de seu blog &#8220;<a href="http://becocomsaidasebrae.wordpress.com/" target="_blank">Beco com saída</a>&#8220;. Resultado: faziam uns 8-10 anos que eu não subia em um palco tão nervoso (e agora, o que eu falo DEPOIS dessa mulher?!?). Me virei, mas não foi fácil.</p>
<p>Por último, queria deixar um agradecimento especial aqui para o público e parceiros mineiros. Vocês são demais. Todo mundo, de todos os lugares, querendo ajudar. Dá até vergonha de ser paulistano. Adorei o evento, mas ele deve ser o penúltimo que organizarei. É um esforço muito grande e toma muito tempo. Acredito que, depois do <a href="http://imasters.uol.com.br/intercon/2009/" target="_blank">InterCon 2009</a>, em Novembro, minha participação se restringirá às palestras.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/jUyi4p744kg" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Internet, experts e The Big Bang Theory</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/radfahrer/~3/9OCyZaTVAc4/</link>
		<comments>http://www.luli.com.br/2009/05/21/internet-experts-e-the-big-bang-theory/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 22:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

		<category><![CDATA[Tendências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2403" title="Smart is the new sexy" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/0898266_big.jpg" alt="Smart is the new sexy" width="450" height="606" /></p>
<p style="text-align: center;">The Big Bang Theory. Não conhece? Pois assista.<br />
Diz mais a seu respeito do que parece.
</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.chucklorre.com/" target="_blank">Chuck Lorre</a> é um gênio. Entre todos os produtores de TV responsáveis por revitalizar um gênero que se popularizou com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/I_Love_Lucy" target="_blank">I Love Lucy</a> e que não sofreu&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2403" title="Smart is the new sexy" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/0898266_big.jpg" alt="Smart is the new sexy" width="450" height="606" /></p>
<p style="text-align: center;">The Big Bang Theory. Não conhece? Pois assista.<br />
Diz mais a seu respeito do que parece.
</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.chucklorre.com/" target="_blank">Chuck Lorre</a> é um gênio. Entre todos os produtores de TV responsáveis por revitalizar um gênero que se popularizou com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/I_Love_Lucy" target="_blank">I Love Lucy</a> e que não sofreu muitas modificações desde então, ele responde por dois programas que, ao associar pessoas completamente diferentes em encontros improváveis, traz para a TV histórias e situações que são tão absurdas e exageradas que se tornam tragicômicas. E reais. Suas séries e personagens não têm o apelo esotérico-misterioso de um <a href="http://www.j-j-abrams.com/" target="_blank">J. J. Abrams</a> e seu <a href="http://pt.lostpedia.wikia.com/wiki/Pagina_Principal" target="_blank">LOST</a>, a máquina de fazer dinheiro de um <a href="http://www.jbfilms.com/" target="_blank">Jerry Bruckheimer</a> e sua franquia <a href="http://www.cbs.com/primetime/csi/" target="_blank">CSI</a> nem é tão ruim que chega a chamar a atenção quanto um <a href="http://www.entretendo.com/heroes-tim-kring-criador-da-serie-pede-desculpas-por-segunda-temporada/" target="_blank">Tim Kring</a> e seus <a href="http://www.nbc.com/Heroes/" target="_blank">HEROES</a> andróginos de meia tigela (nem desconhecidos e ofuscados por seus atores principais, como <a href="http://www.sho.com/site/dexter/home.do" target="_blank">Clyde Phillips</a> e <a href="http://www.fox.com/house/" target="_blank">David Shore</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Seus personagens são quase banais e provavelmente aí se esconde o grande segredo de sua empatia. Eles não são viciados em nada mais perigoso que <a href="http://www.worldofwarcraft.com/index.xml" target="_blank">WoW</a> ou Twitter, não voam, matam, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Locke_(Lost)" target="_blank">desmorrem</a> ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gil_Grissom" target="_blank">citam Shakespeare frente a uma cena de crime</a> (bom, pelo menos não frente a uma cena de crime).</p>
<p style="text-align: left;">Eles são aqueles tipinhos levemente patéticos que representamos e com quem nos encontramos todos os dias - e, graças a isso, naturalmente simpáticos e adoráveis. Lorre fez “<a href="http://www.cbs.com/primetime/two_and_a_half_men/" target="_blank">Two and a Half Men</a>”, que confesso não ter assistido a uma quantidade suficiente de episódios para comentar (mas de que ouvi falar muito bem) e pelo meu predileto: <a href="http://www.cbs.com/primetime/big_bang_theory/" target="_blank">The Big Bang Theory</a>.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;"><span id="more-2328"></span><img class="aligncenter" title="Big 4" src="http://espacoembranco.files.wordpress.com/2009/04/the_big_bang_theory_cast.jpg" alt="Big4" width="450" height="301" /></p>
<p style="text-align: center;">Sheldon, Howard, Rajesh e Leonard: os <em>fab four</em> 2.0</p>
<p style="text-align: left;">Quem trabalha com Internet provavelmente conhece as desventuras de <strong>Leonard</strong> e <strong>Sheldon</strong>, dois estudantes de física teórica que compartilham um apartamento em um prédio pequeno cujo elevador está sempre quebrado, recebem visitas freqüentes de seus colegas <strong>Rajesh</strong> e <strong>Howard</strong> e têm uma vida social razoavelmente saudável para os padrões de sua tribo nerd - com videogames, junk food, visitas a uma loja de quadrinhos, desprezo a todas as outras tribos e disputas de poder em jargão de alto nível conceitual.</p>
<p style="text-align: left;">Até aí, nada que não se veja constantemente entre as várias categorias profissionais que conhecemos e que, de tão fechadas, costumam se reproduzir em cativeiro: advogados, publicitários, fashionistas, acadêmicos, atores, investidores, praticantes de qualquer esporte, luta ou atividade física, DJs, &#8220;celebridades&#8221;, jornalistas, médicos, funcionários da Unilever e, até certo ponto, a turminha Web 2.0 em geral.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="PennyPennyPenny" src="http://www.sacrahome.net/v5/files/blog/Penny%20brava%20por%20terem%20mexido%20no%20AP.jpg" alt="PennyPennyPenny" width="450" height="254" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Penny? (toctoctoc) Penny? (toctoctoc) Penny? (toctoctoc)</em></p>
<p style="text-align: left;">A mágica da série acontece porque a vizinha da frente deles, <strong>Penny</strong>, é jovem, bonita, candidata a atriz e vive sozinha. Ela tem sua própria dinâmica social que envolve junk food, TV, revistas de fofocas, desorganização, TPM, desespero, baladas com as amigas, cultura pop, moda, namorados, sexo ocasional, bebedeiras ocasionais, baixa auto-estima, rejeições pessoais e profissionais e uma carreira recalcitrante. Como os quatro rapazes, ela também não tem nada de especial - a não ser o fato de morar no apartamento em frente e ter um estilo de vida que eles, como qualquer um que se recolhe a uma tribo e ignora o mundo “lá fora”, consideram INA-CREDI-TÁVEL. Em todos os sentidos, bons e ruins, que o termo possa propiciar.</p>
<p style="text-align: left;">Para mim, o que a série tem de especial é sua genial opção, cada vez mais rara, de não se deixar desviar para a solução fácil dos estereótipos. Penny é (como dizer?) <a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL318065-9798,00-LUIZE+ALTENHOFEN+E+CAPA+DE+REVISTA.html" target="_blank">Luize Althenhofen</a> demais para ser modelo, odeia modelos e não tem delírios de grandeza. Ela não parece se impressionar com prêmios ou com a vida pessoal dos famosos e, pelo que demonstra, não considera o atalho de carreira da <a href="http://www.terra.com.br/exclusivo/noticias/2002/10/08/026.htm" target="_blank">Luciana Gimenez</a> uma opção. Ela não é <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosplay" target="_blank">fashion victim</a>, não está arrumada o tempo todo nem com o cabelo perfeito, muitas vezes está de mau humor e absolutamente NUNCA se veste com os véus ou transparências de personagens femininas de videogames inspiradas em Hentai Animê. Penny também não é burra, muitíssimo pelo contrário. Em um episódio ela conta não ter feito faculdade, mas poucos perceberiam. Penny é normal, poderia ser alguém como você.</p>
<p style="text-align: left;">Se você não lesse este blog, claro.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="prensa" src="http://www.eclecticelectronics.net/wp-content/uploads/2009/01/big-bang-theory-cast.jpg" alt="prensa" width="400" height="300" /></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Os quatro rapazes também são normais. Têm, como todos nós, suas vaidades, fraquezas, pontos fracos e erros. Alguns tão gigantescamente óbvios que fazem a platéia perceber que QI não é medida de noção.</p>
<p style="text-align: left;">Mas afinal de contas, o que tudo isso tem a ver com Internet fora o fato de alguns de seus produtos mais pop - de <a href="http://icanhascheezburger.com/" target="_blank">LOLCats</a> a Twitter - serem citados de vez em quando e genialmente tratados como algo absolutamente corriqueiro, a ponto de um dos personagens curtir uma dor-de-cotovelo no Facebook? O que uma série encenada ao vivo defronte a câmaras estáticas de TV à Jeannie (nada mais <em>old media</em> que teatro filmado com as risadas da platéia) pode dizer sobre o mundo digital?</p>
<p style="text-align: left;">A resposta fácil seria discorrer sobre tribos, seu poder de alienação e fetiche de informação, mas tudo isso é razoavelmente óbvio a ponto de não merecer um post. Mesmo que merecesse, uma série de TV não demandaria uma menção tão grande. Bastava uma referência à turminha da Ilha de Caras ou a lutadores de Jiu-Jitsu (e suas variáveis) para provar o mesmo ponto.</p>
<p style="text-align: left;">A longa descrição sobre The Big Bang Theory vem de uma constatação que tive outro dia: apesar de saberem que o usuário de Internet é uma pessoa comum, com desejos e vontades absolutamente normais, a maioria das empresas, empreendedores, designers, desenvolvedores, gerentes de projetos, arquitetos de informação e demais profissionais que criam produtos e serviços para a rede parecem não conseguir assimilar esse simples fato:</p>
<p style="text-align: left;">
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">O usuário é a Penny.<br />
Nós somos uma mistura<br />
dos quatro outros,<br />
babando por ele.</span></h2>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Nem burro, nem gênio, nem Pinky, nem Cérebro. Não vê a menor graça em <a href="http://www.rubyonrails.pro.br/" target="_blank">Ruby on Rails</a> e acha o iPhone um trambolho. Seu telefone canta “<a href="http://gallery.mobile9.com/f/655/" target="_blank">hellomoto</a>” ou aquele sonzinho semvergs da Nokia. Usa Internet Explorer porque está lá. Se trocarem para Firefox, provavelmente não vai notar a diferença. Não viu graça no SecondLife. Nunca ouviu falar de Silverlight. E se ouviu, esqueceu tão rápido quanto eu esquecerei de saber que as três mexiricas que comi se chamam <a href="http://plants.usda.gov/java/profile?symbol=CIRE3" target="_blank">Citrus reticulata Blanco</a>. Gosta de e-commerce? Sim, com um pé atrás. Freqüenta as redes sociais em que seus amigos estiverem e seu blog predileto é aquele que o Google mandar. Dá pra ser mais básico?</p>
<p style="text-align: left;">E, no entanto, ela se move: a Penny é como aquela psicóloga brilhante que não sabe o que é um impedimento, como o dentista bacana que não sabe diferenciar creme de gelo de bege de cinza de marfim de pérola de off-white. Ou ainda como o fotógrafo que não sabe se tem o pé pronado quando compra um tênis ou a pesquisadora que não sabe a diferença entre paraglider e parapente. Nós somos a Penny. Todos os dias. Ou sempre que damos a sorte de sair de nossa área de conforto e interagir com o mundo.</p>
<p style="text-align: left;">Não é difícil falar com a Penny, mas infelizmente poucos compreendem isso. E acabam por agir como os quatro patetas. Às vezes até como uma mistura do que cada um tem de pior. Duro demais? Nem um pouco. A seguir, os típicos comportamentos daqueles sites que não são exatamente simpáticos:</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Sheldon?Sheldon?Sheldon?" src="http://wwwimage.cbs.com/cms/files/images/primetime/big_bang_theory/bio/jim_parsons.jpg" alt="Sheldon?Sheldon?Sheldon?" width="200" height="250" /><span style="color: #ff6600;"><strong>Sheldon:</strong></span> brilhante. A melhor solução possível para seu problema. Arrogante. Despreza seu usuário e o deixa à sua própria mercê. O corrige em seus detalhes mais ínfimos. Acredita ser o melhor do mundo. Muitas vezes sua interface é monótona, repetitiva ou simplesmente inexistente. Para cada solução que cria, novos problemas são automaticamente gerados, em um loop infinito de egos, informação demais e desespero.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/picture-2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-2335" title="Google" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/picture-2.png" alt="Google" width="450" height="533" /></a><em></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Página de resultados do Google. Brilhante, mas&#8230; 171 milhões de resultados para “chocolate”? Quais são propaganda? Como assim, &#8220;se vira&#8221;? Por que eu tenho de ser mais específico se o computador é você? Pare de me corrigir, seu mala! E daí que essa pesquisa foi realizada em 0,30 segundos? </em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em>
</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #ff6600;"><strong><img style="margin: 10px; float: left;" title="Leonard" src="http://wwwimage.cbs.com/cms/files/images/primetime/big_bang_theory/bio/johnny.jpg" alt="Leonard" width="200" height="250" />Leonard:</strong></span> inteligente e simpático, até levaria jeito se não fosse tão desprovido de autoconfiança. Busca as pistas erradas e costuma propor algo que ninguém pediu. Toma decisões com medo e retrocede. Tem uma deficiência congênita que o constrange (Leonard é intolerante à Lactose). Sua auto-estima é tão baixa que chega a parecer falsa modéstia. Não é. Se os pés fossem virados para trás, ele provavelmente passaria o dia a chutar o próprio traseiro. Chega a conquistar grandes coisas, mas logo as perde por não aparentar ser capaz de mantê-las. Parece o Bill Gates, patético em seus <a href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/primeiro-an%C3%BAncio-com-bill-gates-e-jerry-seinfeld-n%C3%A3o-faz-sentido-algum" target="_blank">vídeos com o Seinfeld</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Joost out of time" src="http://www.joost.com/static/corporate/iphone_home.jpg" alt="Joost out of time" width="450" height="169" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Joost, que já acreditamos ser o futuro da TV. É bom, mas tem poucos programas, não se decide se é um site ou um aplicativo, não tem proposta clara, ninguém sabe qual seu modelo de faturamento, já que propaganda, obviamente, não é. Tsk, tsk, tsk&#8230; a Penny aqui chegou a entrar na fila de espera para baixar o aplicativo e amaldiçoar o velho Mac que virou Media Center porque ele ainda não era Intel. Pra quê?</em><em><br />
Agora nem que me paguem. No meu iPhone não entra.</em>
</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em>
</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Rajesh" src="http://wwwimage.cbs.com/primetime/big_bang_theory/images/content/kooth_module.jpg" alt="Rajesh" width="200" height="200" /><span style="color: #ff6600;"><strong>Rajesh: </strong></span>ninguém sabe direito o que ele faz, como faz, onde faz, onde vive ou no que trabalha. Como está sempre com os outros rapazes e é tratado como igual por eles, deve ter lá o seu valor. Seu sotaque não ajuda. Isso quando consigo ouvi-lo, porque ele só fala comigo por intermediários ou bêbado. Não acho que seja interessante a ponto de valer o esforço para descobrir. Mesmo que o seja, como posso sabê-lo?</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><img title="GNU" src="http://www.pasteris.it/blog/wp-content/uploads/2008/09/gnu.png" alt="GNU" width="450" height="439" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Unix, Ubuntu, Linux e GNU (que não é Unix). Devem ser importantes, provavelmente estão presentes em algo que todo mundo usa, escondidos sob o manto de invisibilidade de uma interface inofensiva. Quando a mídia que alcança a Penny fala deles, os relaciona a movimentos com cara de neocomunismo, cheio de velhos gordos e cabeludos, cujos rabos-de-cavalo de militantes nunca viram a cor de um shampoo. Hora de mudar de canal.</em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em>
</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Howard" src="http://www.poptower.com/images/db/2180/450/500/the-big-bang-theory.jpg" alt="Howard" width="200" height="300" /><span style="color: #ff6600;"><strong>Howard:</strong></span> tarado. Nojento. Se acha o máximo. Como alguém pode pensar em sair na rua com aquele layout? Pra piorar, ele ainda mora com a mãe. <em>Socorro! </em>Ele não quer conversar, parece que vai me atacar a qualquer instante. Se ele fosse maior, até teria medo dele. Como é, o acho simplesmente desagradável. Tenho que esconder qualquer blusa ou decote se ele estiver por perto. Preciso tomar cuidado com canetas espiãs ou gravadores microscópicos se ele entrar em casa.</p>
<p style="text-align: left;">Melhor deixá-lo do lado de fora.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/picture-3.png"><img class="size-full wp-image-2340 aligncenter" title="picture-3" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/picture-3.png" alt="picture-3" width="617" height="875" /></a></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Cadastros. Pop-ups. <a href="http://www.slsknet.org/" target="_blank">SoulSeek</a>. <a href="http://www.emule-project.net/home/perl/general.cgi?l=30" target="_blank">eMule</a>. <a href="http://thepiratebay.org/" target="_blank">Torrent</a>. Sites de download de filmes, séries, legendas, aplicativos e drivers. e-mail com notícias boas ou más demais para serem verdadeiras. Lojas que fraudam rankings. Fóruns. Porn. Essas coisas são inocentes ou vão deixar meu computadorzinho indefeso? O que eu baixo delas, dá pra confiar? E o que elas instalam sem eu pedir?</p>
<p style="text-align: left;">Pensando bem, 99% da Internet é Howard.</p>
<p style="text-align: left;">Seu cadastro inocente cai na mesma categoria, por via das dúvidas. Por que você acha que a maioria das transações de e-commerce pára quando os dados são pedidos? Não é preguiça. É que mamãe ensinou a Penny a se sentar com os joelhos juntinhos e à medida que o tempo passa ela percebe mais valor no conselho, apesar de sua cautela exagerada.</p>
<p style="text-align: left;">Cada dia eu gosto mais da Penny. E acho que o Leonard e o Sheldon fazem muito bem um ao outro. Já os outros dois me lembram tanta gente&#8230;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/9OCyZaTVAc4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Dois novos artigos, alguns textos antigos e coisas que pouco mudam</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/radfahrer/~3/nLsoYfPeu4w/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 22:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>

		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Harajuku" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yq5h037YJu4/SNLtTEHRDvI/AAAAAAAAO8A/9R0eVOUz2tM/s400/gwen-stefani-harajuku-girls.jpg" alt="Harajuku" width="400" height="400" /></p>
<p>No ar mais dois artigos escritos para a Webdesign: <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/tecnoluxuria/" target="_blank"><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Tecnoluxúria</strong></em></span></a> faz considerações sobre o que tanto procuramos ao adquirir produtos de design e tecnologia e  <span style="color: #ff6600;"><em><strong><a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/design-digital-e-o-mundo-elastico/" target="_blank">Design digital e o mundo elástico</a></strong></em></span> analisa o desconforto causado pelo excesso de velocidade e as deformidades&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Harajuku" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yq5h037YJu4/SNLtTEHRDvI/AAAAAAAAO8A/9R0eVOUz2tM/s400/gwen-stefani-harajuku-girls.jpg" alt="Harajuku" width="400" height="400" /></p>
<p>No ar mais dois artigos escritos para a Webdesign: <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/tecnoluxuria/" target="_blank"><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Tecnoluxúria</strong></em></span></a> faz considerações sobre o que tanto procuramos ao adquirir produtos de design e tecnologia e  <span style="color: #ff6600;"><em><strong><a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/design-digital-e-o-mundo-elastico/" target="_blank">Design digital e o mundo elástico</a></strong></em></span> analisa o desconforto causado pelo excesso de velocidade e as deformidades que esse processo gera no ambiente. Gostei de escrevê-los, espero que você goste de lê-los.</p>
<p>A propósito, aproveitei para mudar os links das páginas de artigos da Webdesign de suas datas para seus títulos. Vale ler alguns, se você estiver de bobeira. No processo acabei por reler alguns e perceber como estava errado, ao mesmo tempo que me supreendia por ter acertado tanto em outros. Como dizia <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dickens" target="_blank">Charles Dickens</a>, &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/A_Tale_of_Two_Cities#Book_the_First:_Recalled_to_Life" target="_blank">é o melhor dos tempos, é o pior dos tempos</a>&#8220;.</p>
<p><span id="more-2186"></span></p>
<p>Por falar em textos antigos mais ainda bastante pertinentes, qual não foi minha surpresa quando soube que o grande <a href="http://pessoal.zehfernando.com/" target="_blank">Zeh Fernando</a> (com quem dividi a mesa no <a href="http://www.edted.com.br/ewd-14/" target="_blank">EDTED de SP</a>) me esclareceu uma dúvida que dive há dez anos, quando escrevi o DWD:2. Ele é o autor do genial <a title="Permanent Link: Se vendêssemos pizzas como produzimos sites (10 anos depois)" rel="bookmark" href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/se-vendessemos-pizzas-como-produzimos-sites-10-anos-depois/">Se vendêssemos pizzas como produzimos sites</a>, um dos primeiros virais que recebi, por e-mail, no século passado (naquela época eles ainda não tinham esse nome).</p>
<p>Quando li o texto, achei-o tão brilhante e pertinente para a profissão que não poderia deixá-lo de fora do livro. Procurei doidamente o autor mas não consegui achar quem o tinha escrito. Depois de perguntar para vários amigos, naturalmente começaram a pipocar pais da criança por todos os lados. Daí preferi apelar para o bom senso e dizer que o texto circulava pela Internet e que era de autor anônimo. Preferi isso a dar o crédito a quem não merecesse, já que não conseguia encontrar o verdadeiro pai da criança.</p>
<p>Pois eis que, 10 anos depois, surge o autor. Parabéns a ele. Minha versão, levemente modificada e contextualizada, está <a href="http://www.luli.com.br/dwd2/7-quem-precisa-de-um-website/72-publicidade-de-massa-e-internet/" target="_blank">aqui</a>. Perdão, Zeh. Retoquei um pouco a sua obra mas procurei manter a essência.</p>
<p>Boa leitura.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/nLsoYfPeu4w" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Trajano foi ao cinema (e ainda não voltou)</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/radfahrer/~3/Edo1Izczz2U/</link>
		<comments>http://www.luli.com.br/2009/05/07/trajano-foi-ao-cinema-e-ainda-nao-voltou/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 May 2009 03:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>

		<category><![CDATA[Design]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luli.com.br/?p=2150</guid>
		<description><![CDATA[273]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="450" height="273" data="http://www.youtube.com/v/nLtRcd-BXQ8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/nLtRcd-BXQ8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Entre todas as ocupações que um designer pode ter, poucas fascinam mais que os cartazes de cinema. Existem coisas muito mais esquisitas, como projetar parafusos e bules de chá e outras que, de tão nerds, até chamam a atenção, como desenhar cenários para videogames ou ambientes de imersão. Mas Cinema é cinema, e o cartaz de cinema, por toda a liberdade temática que oferece, está entre as coisas mais criativas que um designer gráfico pode fazer.</p>
<p><span id="more-2150"></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Saul Bass" src="http://www.unc.edu/~huiliu55/bass.jpg" alt="Saul Bass" width="450" height="699" /></p>
<p>Ou estava. Não é preciso um olho minimamente treinado para reconhecer que filmes tão diferentes quanto <a href="http://www.imdb.com/title/tt0268978/" target="_blank">Uma mente brilhante</a>, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0329101/" target="_blank">Freddy vs. Jason</a> e <a href="http://www.imdb.com/title/tt0479500/" target="_blank">Nancy Drew</a> usam, em seus títulos, a mesma - mesmíssima - família tipográfica:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Beautiful mind" src="http://images.teamsugar.com/files/upl0/4/44299/05_2008/tn_beautiful_mind_1.jpg" alt="Beautiful mind" width="400" height="533" /></p>
<p style="text-align: center;"><img title="Freddy" src="http://dosyapaylas.info/wp-content/freddy-vs-jason.jpg" alt="Freddy" width="400" height="408" /></p>
<p style="text-align: center;"><img title="Nancy drew" src="http://www.crankycritic.com/archive07/posters/nancy_drew.jpg" alt="Nancy drew" width="400" height="592" /></p>
<p style="text-align: center;">O que um drama, um thriller e um filme de adolescentes têm em comum?<br />
Ora, o mesmo que <a href="http://images.google.com.br/images?q=k-pax&amp;oe=utf-8&amp;rls=org.mozilla:en-US:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;sa=N&amp;hl=pt-BR&amp;tab=wi" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?q=magnificent%20seven&amp;oe=utf-8&amp;rls=org.mozilla:en-US:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;sa=N&amp;hl=pt-BR&amp;tab=wi" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=memoirs+of+a+geisha&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=apollo+13+movie&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=unbreakable+movie&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=stigmata+movie&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=brideshead+movie&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=unborn+movie&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=gabriel+movie&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a>,<br />
<a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=amateur+porn+star+killer+2+movie&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=tsunami+aftermath+movie&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=titanic+movie+poster&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=0&amp;oq=titanic+movie" target="_blank">este</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=grace+is+gone+movie+poster&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a>, e principalmente <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=sex+and+the+city+movie&amp;btnG=Pesquisar+imagens&amp;aq=f&amp;oq=" target="_blank">este</a> filme têm.<br />
Títulos compostos com a família tipográfica Trajan em seus cartazes, ué.
</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Trajan" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7f/TrajanSpec3a.svg/300px-TrajanSpec3a.svg.png" alt="Trajan" width="180" height="213" /></p>
<p style="text-align: left;">Criada por Carol Twombly (que pelo que sei não é parente do <a href="http://www.artcyclopedia.com/artists/twombly_cy.html" target="_blank">Cy Twombly</a>) em 1989, Trajan é um exemplo claro de uma família tipográfica <a href="http://www.thefreedictionary.com/Glyphic" target="_blank">Glífica</a>, ou seja, inspirada em um alfabeto esculpido na pedra. Por isso ele tem umas curvas tão suaves e, às vezes, uns terminais tão compridos.</p>
<p style="text-align: left;">É por isso também que esse alfabeto não tem minúsculas. Na Roma antiga, época em que o texto que inspirou essa família tipográfica foi escrito, elas simplesmente <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carolingian_minuscule" target="_blank">não tinham sido inventadas</a>.</p>
<p style="text-align: left;">O alfabeto que ela escolheu como inspiração para o trabalho não poderia ser mais importante: ele é o inscrito em mármore no monumento que comemora a vitória do Imperador <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Trajan" target="_blank">Trajano</a> sobre os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A1cia" target="_blank">Dácios</a> (mas que você pode chamar simplesmente de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Trajan%27s_Column" target="_blank">Coluna de Trajano</a> se não quiser parecer pedante).</p>
<p style="text-align: left;">Construída no comecinho do século II, em Roma, a coluna - e a estátua de bronze de São Pedro colocada em seu topo quase 15 séculos depois - garante assunto para vários posts e, a princípio, não tem absolutamente nada a ver com cinema.</p>
<p style="text-align: left;">Ela é importante porque depois de vários séculos de Idade Média, a caligrafia esculpida no mármore foi substituída pela <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Uncial_script" target="_blank">escrita uncial</a> das Bíblias e, quando chegou o Renascimento, praticamente ninguém sabia mais que forma tinham as letras maiúsculas do alfabeto. Pode parecer bizarro, mas não era nada fácil derivar um G de um g. Ou um R de um r.</p>
<p style="text-align: left;">A Coluna de Trajano, para alegria da geral, tinha o alfabeto inteirinho, tão bem desenhado e preservado que só faltava estar escrito “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_quick_brown_fox_jumped_over_the_lazy_dog" target="_blank">The quick brown fox jumps over the lazy dog</a>”.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Uncial" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c1/Codex_bezae_latin.jpg/439px-Codex_bezae_latin.jpg" alt="Uncial" /></p>
<p style="text-align: center;">Uncial. Pode chamar de Celta, mas ela é mais do que isso. O Império Romano foi tão grande que esse tipo de caligrafia é encontrada em toda Europa ocidental, das ilhas britânicas à Turquia.</p>
<p style="text-align: left;">OK, mas o que isso tem a ver com cinema? Nada. Absolutamente nada. Taí um mistério contemporâneo mais impressionante do que as vendas de “O Segredo” ou a popularidade da Microsoft. Uma teoria que corre por aí é que um cara que “<span style="color: #ff6600;">faz designer</span>” (sic) e trabalhava com cinema resolveu usá-la em um filme épico romano. Depois a usaram em outros tipos de filmes épicos. Depois simplesmente em filmes. Agora tanto faz, virou um chavão mais ou menos como aquele narrador de traillers.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/yXbFuNQwTbs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/yXbFuNQwTbs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p style="text-align: left;">Para se fazer design é preciso ver. Observar o layout que é feito, seja de um ícone para o MSN ou para um cartaz de cinema, como quem realiza um processo ativo e interage com a imagem que é vista. De todos os desenhos usados em um cartaz, as letras são certamente os mais reconhecidos, por isso devem ser variados o bastante para que sejam capazes de transmitir a expressão, ironia ou paixão de um discurso, coisa que se faz tão facilmente com tons de voz e olhares, mas que perde sua força quando por escrito.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Letras periódicas" src="http://behance.vo.llnwd.net/profiles/50666/projects/193759/506661236547081.png" alt="Tabela periódica" width="600" height="400" /></p>
<p style="text-align: left;">É para isso que existem tantas famílias tipográficas. É por isso também que as palavras texto, textura e tecido têm a mesma origem e se usa tantas metáforas têxteis quando se fala em pensamento ou discurso. Mas isso fica para outro post, para não quebrar a linha de raciocínio =D</p>
<p style="text-align: left;">Pra encerrar, mais dois filmes que não têm absolutamente nada a ver com a Coluna de Trajano:</p>
<p style="text-align: center;"><img title="Conquista da Honra" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/51/Flags_of_our_fathers.jpg" alt="Conquista da Honra" width="400" height="551" /></p>
<p style="text-align: center;"><img title="Rwanda" src="http://www.arttmann.com/artworks/AM_WS_HotelRwanda_1.jpg" alt="Rwanda" width="400" height="550" /></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/Edo1Izczz2U" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>A matéria dos sonhos</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 18:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Jessica Rabbit" src="http://1.bp.blogspot.com/__8g5Kut0aFE/Sd3ec9LiaTI/AAAAAAAAA2k/8gsegrc7Y7w/s400/jessica-rabbit-real.jpg" alt="Jessica Rabbit" width="370" height="347" /></p>
<p style="text-align: left;">Bem me lembro de um tempo em que as pessoas ainda não eram compostas pela <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Tempest" target="_blank">matéria da qual os sonhos são feitos</a>. “Ninguém é perfeito”, dizia-se. Mais do que isso: ninguém tentava ser. É claro que sempre existiram os malucos&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Jessica Rabbit" src="http://1.bp.blogspot.com/__8g5Kut0aFE/Sd3ec9LiaTI/AAAAAAAAA2k/8gsegrc7Y7w/s400/jessica-rabbit-real.jpg" alt="Jessica Rabbit" width="370" height="347" /></p>
<p style="text-align: left;">Bem me lembro de um tempo em que as pessoas ainda não eram compostas pela <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Tempest" target="_blank">matéria da qual os sonhos são feitos</a>. “Ninguém é perfeito”, dizia-se. Mais do que isso: ninguém tentava ser. É claro que sempre existiram os malucos e as auto-intituladas “celebridades” que, mesmo sem ter feito nada de célebre, se comportavam como se não fossem de verdade. Mas esses poucos não contavam porque no mundo real, habitado por pessoas como eu, você, nossos amigos e família, ninguém os levava efetivamente a sério.</p>
<p style="text-align: left;">O fim dessa era, se não me engano, foi mais ou menos a última década do século passado. Foi nessa época que, de uma hora para outra, todo mundo começou a se plastificar. No começo eram algumas mulheres que passaram a portar seios, nádegas, lábios e bochechas cada vez maiores, enquanto afinavam e torneavam as cinturas a ponto de parecerem réplicas tridimensionais da Jessica Rabbit ou de personagens de desenho animado japonês, como bem o disse uma das últimas edições da <a href="http://www.wired.com/special_multimedia/2009/st_infoporn_1702" target="_blank">Wired</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-2128"></span><img style="margin: 10px; float: left;" title="Dados Wired" src="http://www.wired.com/images/article/magazine/1702/st_infoporn_graph.jpg" alt="Dados Wired" width="220" height="174" />No começo dessa transformação muita gente achava todo aquele silicone um bocado esquisito. Até bonito em sua perfeição estética, mas estranho. O visual excessivo, &#8220;certo&#8221; demais, era muitas vezes incompatível com a idade, proporções ou o <a href="http://boasaude.uol.com.br/tools/bmicalc.cfm" target="_blank">índice de massa corporal</a> de seus portadores. Naquela remota época a pergunta principal ainda era: “mas será que é de verdade?”. Por mais que fosse desejável ter uma parte do corpo volumosa e arrumadinha, ela só teria valor se fosse genuína. Com o tempo isso foi considerado bobagem e a pergunta perdeu seu valor. Não importava ser verdadeiro contanto que fosse verossímil – ou seja, possível.</p>
<p style="text-align: left;">Não demorou para a questão da verossimilhança ser também deixada de lado.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignnone" style="margin: 10px;" title="Cher" src="http://www.nerve.com/CS/blogs/scanner/2008/06/23-End/cher.jpg" alt="Cher" width="340" height="425" /></p>
<p style="text-align: left;">Alguns anos mais tarde chegaria a pílula da felicidade. Não o <a href="http://www.psicosite.com.br/far/and/prozac.htm" target="_blank">antidepressivo</a> que colocou o sexo em segundo plano nem a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecstasy">metanfetamina</a> que dava uma baita sede e era consumida em festas na lama, mas o losango azul descrito por seu fabricante como responsável pela “<a href="http://www.saudedohomem.com.br/" target="_blank">saúde do homem</a>”. No melhor estilo das <a href="http://casseta.globo.com/Entretenimento/Casseta/0,,AA1350817-5690,00.html" target="_blank">Organizações Tabajara</a>, o Sildenafil parecia exclamar que &#8220;seus problemas acabaram&#8221; e, como a cirurgia plástica, logo caiu no gosto popular e passou ser comercializado abertamente, em prestações e promoções.</p>
<p style="text-align: left;">A questão “será que é de verdade?” nem chegou a ser formulada: rapidamente todos deixaram essa bobagem de lado e trataram de se divertir porque o tempo era, - sempre foi - curto demais para ser desperdiçado com ineficiências.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.saudedohomem.com.br/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Saúde?" src="http://www.saudedohomem.com.br/img/img_001.jpg" alt="Saúde?" width="450" height="107" /></a></p>
<p><img style="margin: 10px; float: right;" title="Tatuagem" src="http://www.bmezine.com/title/2009/iam00421797.jpg" alt="tatuagem" width="180" height="270" />Daí - e só daí - é que a Internet, uma rede de computadores pragmática, excessivamente técnica e que servia para aumentar a carga de trabalho das pessoas, se torna popular. Justo quando o componente virtual das pessoas, antigamente restrito às suas histórias, memórias, idéias e forma de falar já tinha tomado conta do corpo todo. Mas tatuagens, piercings, maquiagens, depilações, enchimentos e roupas custavam caro, causavam um certo desconforto e, mesmo assim, eram muito limitadas. Já as mídias sociais sempre foram gratuitas e permitiam a qualquer um se comportar como o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cyrano_de_Bergerac_(pe%C3%A7a_de_teatro)" target="_blank">Cyrano de Bergerac</a> e tirar o corpo do caminho das vontades. Era tentador demais. No mundo em que qualquer um pode ter o físico e os fãs de uma celebridade, desejar o contrário parecia tão anacrônico quanto levar a sério uma máquina de escrever.</p>
<p>O tempo passou e a divisão entre o que é real e virtual se torna a cada dia mais difícil de explicar. Contas no Gmail e Skype são tão “reais” quanto o nome ou o número do celular. Ringtones, perfis no Orkut, Facebook, LinkedIn e tantas outras redes dizem mais a respeito do que o indivíduo gostaria de ser do que o que ele realmente é - e leva a considerações filosóficas e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Phenomenology_(philosophy)" target="_blank">fenomenológicas</a> que infelizmente não cabem neste post.</p>
<p>Citações no Google, artigos na Wikipédia, fotos no Flickr, comentários e “seguidores” no Twitter, páginas e feeds armazenados para jamais serem lidos, coleções de músicas, podcasts e vídeos que jamais serão consumidas definem hoje as <a href="http://letras.terra.com.br/titas/48984/" target="_blank">cores, raças, castas e crenças</a> que seriam riquezas se pelo menos fossem diferenças.</p>
<p>O mundo digital traz identidades em prateleiras, recicláveis e modulares feito templates de blogs. No começo achávamos tudo isso estranho. Com o tempo passamos a achar normal que nossos amigos sejam representados por frases de efeito e ícones de palmeiras, skates ou praias. O que faremos com isso ainda é cedo para dizer.</p>
<p>Só resta considerar que vivemos em tempos muito, muito interessantes.</p>
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		<item>
		<title>Aula Magna - ECA/USP</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 18:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

		<category><![CDATA[Palestras e entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="margin: 10px; vertical-align: middle;" title="Magna" src="http://www.vad1.com/photo/stock/a103-18-3.jpg" alt="Magna" width="450" height="300" /></p>
<p>Confesso que sempre tive medo de aulas magnas, em sua verdadeira essência. A idéia de uma aula “grandiosa” para receber alunos não me parecia algo que tenha o clima caloroso e aconchegante de quem recebe um estudante novo, assustado e&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="margin: 10px; vertical-align: middle;" title="Magna" src="http://www.vad1.com/photo/stock/a103-18-3.jpg" alt="Magna" width="450" height="300" /></p>
<p>Confesso que sempre tive medo de aulas magnas, em sua verdadeira essência. A idéia de uma aula “grandiosa” para receber alunos não me parecia algo que tenha o clima caloroso e aconchegante de quem recebe um estudante novo, assustado e desorientado para um ambiente em que nunca esteve antes na vida. Pelo contrário, sempre acreditei que o excesso de pomposidade e formalidade característicos deste tipo de evento pareciam mais um fator de intimidação e de coerção que de recepção.</p>
<p>Mesmo assim, de vez em quando me chamam para falar em uma delas. Em minha apresentação gosto de mostrar que o mundo do conhecimento é grandioso e fascinante, e que isso não tem nada de assustador, muito pelo contrário. Ignorância, quando acompanhada de curiosidade, é um belo fator de aprendizado e costuma levar a situações fascinantes e inspiradoras. Muita gente é influenciada a acreditar que pode (ou pior, deve) saber de tudo sobre tudo, mas isso é, na minha opinião, completamente estúpido. O máximo de iluminação a que acredito ser possível chegar é a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates" target="_blank">socrática</a>, em que se só poderemos vir a saber o tamanho de nossa ignorância. <span id="more-2103"></span></p>
<p>Veja que bela a conclusão do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Neil_deGrasse_Tyson" target="_blank">Dr. Neil deGrasse Tyson</a>, diretor do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hayden_Planetarium" target="_blank">Planetário Hayden</a>, sobre o fato de sermos tão &#8220;pequenos&#8221; no Universo (em que, de fato, ele defende o contrário):</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/jJOpDLjpSYI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jJOpDLjpSYI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><strong>ISSO</strong> é que é aula magna, e agora a responsabilidade estava começando a pesar sobre as minhas costas. Mesmo sem entender patavinas de Astrofísica (e de associar Cálculo mais a um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo_renal" target="_blank">problema de saúde</a> que a uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo" target="_blank">divisão da matemática</a>), acredito que a relação do ser humano com o conhecimento deveria ser a mesma da que ele defende que tenhamos com relação às partículas elementares: deveríamos nos sentir grandes de fazer parte de um aglomerado de conquistas, não pequenos por aquelas que não são exclusivamente nossas. Não há nada exclusivamente individual, se é que você ainda não sabe.</p>
<p><img style="margin: 10px; float: left;" title="Ditador" src="http://www.discoverchaplin.com/images/newsletter/en/IV-4/chaplin-dictator.jpg" alt="Chaplin" width="180" height="218" />Para muitas pessoas, no entanto, essa percepção da imensidão do mundo é perigosa e assustadora. Assumir-se em um eterno aprender e, nesse processo, rejeitar certezas e maniqueísmos é tornar-se aberto à crítica e ser levado a admitir que suas idéias podem estar erradas. É uma pena. A História mostra que a construção de um raciocínio apoiado em estratégias que não visam se opor a formas de pensar, mas a admitir que existam paradoxos e até contradições entre elas - e que duas ou mais respostas diferentes podem ser igualmente satisfatórias - costuma levar a grandes progressos, por mais que muitos livros de “liderança” e &#8220;programação neurolingüística&#8221; insistam em afirmar o contrário.</p>
<p>Acima de tudo, grandes profissionais nas mais diversas áreas - principalmente nas criativas - não costumam ter o menor pudor em assumir que as fases mais produtivas e inovadoras de suas vidas foram exatamente as que os forçaram a se portar como aprendizes, sem medo de errar, de cruzar fronteiras de conhecimento, de perguntar o porquê das coisas, de trazer uma nova perspectiva para velhos conceitos e, nesse processo, encontrar atalhos, interligações e curto-circuitos pouco (ou nunca) imaginados.</p>
<p>A genial designer <a href="http://images.google.com.br/images?q=paula+scher&amp;oe=utf-8&amp;rls=org.mozilla:en-US:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;ei=13nnSfv2O5zKtgfI-9zHBQ&amp;sa=X&amp;oi=image_result_group&amp;resnum=4&amp;ct=title" target="_blank">Paula Scher</a> defende brilhantemente este conceito, ao defender que &#8220;seriedade&#8221; e &#8220;solenidade&#8221;, que muitos acreditam ser sinônimos, são quase o oposto um do outro:</p>
<p><object width="334" height="326" data="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/embed/PaulaScher_2008P-embed-PARTNER_high.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/PaulaScher-2008P.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=320&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=435" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Essa foi mais ou menos a inspiração que tive para elaborar a minha aula, que deveria recepcionar os calouros, contar para ele que o mundo é cada vez maior e que a comunicação e a interação são essenciais, na procura por remover qualquer comportamento dogmático ou bobagem do tipo &#8220;informação é poder&#8221;. Como os alunos já tinham um perfil mais conectado, rápido e visual, resolvi montá-la em uma estrutura à <a href="http://www.pecha-kucha.org/" target="_blank">Pecha Kucha</a>, mas com 25 minutos e sem se tornar cansativa ou monótona. Um baita desafio.</p>
<p>Maior ainda por ser em casa, na escola me ensinou e formou muito mais depois que eu virei professor do que na época em que eu era aluno. Em uma formatura uma vez eu disse que pagaria para ensinar ali, já que era estimulado - praticamente forçado - a repensar minhas idéias, reciclá-las, renovar o discurso e ser desafiado por mentes brilhantes, mais novas e muito mais conectadas que eu, semestre a semestre, semana a semana.</p>
<p>Encarei a jornada como um aprendiz. Até porque a atitude era extremamente adequada ao momento. O resultado final você pode ver logo abaixo. Acredito que ele que tem várias falhas, mas em linhas gerais eu gostei do resultado.</p>
<p><object width="424" height="318" data="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=428540&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=428540&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Terminada a apresentação, alguns alunos vieram falar comigo com os olhos brilhando. Isso não tem preço. Mesmo que eu não me lembre deles daqui a cinco anos - ou que eles se esqueçam de mim ou até mesmo da ECA, o simples fato de ter mostrado para eles uma perspectiva diferente do mundo já justifica o trabalho de um professor. Teve gente que não gostou, o que acho ótimo. Não acredito que toda a unanimidade seja burra, mas certamente é perigosa. Se você só convive com aqueles que pensam da mesma forma que você pensa, corre o risco a passar a acreditar que essa visão do mundo é a realidade, e isso tende a ser preconceituoso, fútil e limitado.</p>
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		<title>Top 10 61 deste blog</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 23:54:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Design]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

		<category><![CDATA[Tendências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ao fazer o backup de rotina deste blog, me dei conta de que já tinha escrito bastante material. Resolvi então passar os textos para outro arquivo, para mais tarde imprimi-los e (quem sabe um dia) usá-los no DWD:3. Qual não&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao fazer o backup de rotina deste blog, me dei conta de que já tinha escrito bastante material. Resolvi então passar os textos para outro arquivo, para mais tarde imprimi-los e (quem sabe um dia) usá-los no DWD:3. Qual não é a minha surpresa quando descubro que só o conteúdo que escrevi e disponibilizei ocupou mais de 1000 páginas de texto sem imagens, compostas em Helvetica Condensed 11/13. Isso sem contar os comentários de vocês, que já passaram de 2200. Se fosse imprimir direto do browser tudo o que acumulei, daria uma Bíblia. Muito disso devo ao estímulo de vocês, obrigado. Vocês são demais.</p>
<p><span id="more-2082"></span>Como sei que blogs, por sua natureza seqüencial, não são os formatos mais indicados para guardar grandes volumes de conteúdo, resolvi aproveitar o clima do feriado que se aproxima para fazer a lista dos meus melhores posts. Como são muitos, dividi-os em quatro categorias (DESIGN, INOVAÇÃO, REFLEXÕES e DICAS) e agrupei os posts semelhantes em séries, com links para os ditos cujos. Semana que vem faço a lista dos meus artigos e entrevistas prediletos publicados aqui.</p>
<p>As listas estão organizadas por seqüência temática, não por preferência.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>DESIGN</strong></span></p>
<ol>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2008/02/20/a-vida-como-ela-era/" target="_blank">A vida como ela era</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2007/05/22/aprenda-gestalt-com-james-brown/" target="_blank">Aprenda Gestalt com James Brown</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2007/01/28/homem-vitruviano/" target="_blank">Homem Vitruviano</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2007/02/10/proporcao-magica/" target="_blank">Proporção mágica (secção áurea)</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2007/10/25/as-cores-que-o-executivo-ve/" target="_blank">As cores que o executivo vê</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2007/02/15/crer-para-nao-ver/" target="_blank">Crer para não ver</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2008/04/23/delacroix-e-layers-sem-photoshop/" target="_blank">Delacroix e layers sem Photoshop</a></li>
<li>Design para CSSers – Tipografia (parte <a href="http://www.luli.com.br/2008/03/27/design-para-cssers-tipografia-parte-i/" target="_blank">um</a>, <a href="http://www.luli.com.br/2008/04/14/design-para-cssers-tipografia-parte-ii/" target="_blank">dois</a>, <a href="http://www.luli.com.br/2008/04/14/design-para-cssers-tipografia-parte-iii/" target="_blank">três</a> e <a href="http://www.luli.com.br/2008/04/14/design-para-cssers-tipografia-parte-iv/" target="_blank">quatro</a>)</li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2006/10/05/esse-pessoal-nao-tem-regua/" target="_blank">Esse pessoal não tem régua?</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2006/09/28/quem-nao-sabe-diagramar-centraliza%e2%80%a6/" target="_blank">Quem não sabe diagramar centraliza</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2006/09/27/busca-por-simetria/" target="_blank">Busca por simetria</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2008/09/29/less-is-more-seculo-xxi/" target="_blank">Less is more, século XXI</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2008/01/21/nenhum-farao-egipcio-esta-de-perfil/" target="_blank">Nenhum faraó egípcio está de perfil</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2008/03/10/vik-muniz-e-pixel-art-cest-byzance/" target="_blank">Vik muniz e pixel art: c&#8217;est Byzance!</a></li>
</ol>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>INOVAÇÃO</strong></span></p>
<ol>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2007/06/30/surf-e-tendencias/" target="_blank">Surf e tendências</a> +<a href="http://www.luli.com.br/2007/08/20/e-mail-nao-e-mais-a-mensagem/" target="_blank"> e-mail não é mais a mensagem</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2007/08/15/nao-acredito-em-web-20/" target="_blank">Não acredito em web 2.0</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2007/10/16/voce-trabalha-com-comunicacao-digital/" target="_blank">você trabalha com comunicação digital</a></li>
<li>A web 2.0 é só a crista da Tsunami (parte <a href="http://www.luli.com.br/2007/12/20/a-web-20-e-so-a-crista-da-tsunami-parte-i/" target="_blank">um</a>, <a href="http://www.luli.com.br/2008/04/01/design-para-cssers-tipografia-parte-ii/" target="_blank">dois</a>, <a href="http://www.luli.com.br/2008/04/07/design-para-cssers-tipografia-parte-iii/" target="_blank">três</a> e <a href="http://www.luli.com.br/2007/12/20/a-web-20-e-so-a-crista-da-tsunami-parte-iv/" target="_blank">quatro</a>)</li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2008/04/25/um-pouco-de-etica-para-o-marketing-digital/" target="_blank">Um pouco de ética</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2007/05/04/para-voce-que-ainda-acredita-em-banners/" target="_blank">Para você que (ainda) acredita em banners</a></li>
<li>Porque a mídia deve se preocupar (parte <a href="http://www.luli.com.br/2008/10/31/porque-a-midia-deve-se-preocupar-parte-i/">um</a>, <a href="http://www.luli.com.br/2008/11/02/porque-a-midia-deve-se-preocupar-parte-ii/" target="_blank">dois</a>, <a href="http://www.luli.com.br/2008/11/11/porque-a-midia-deve-se-preocupar-parte-iii/" target="_blank">três</a> e <a href="http://www.luli.com.br/2008/11/14/porque-a-midia-deve-se-preocupar-parte-iv/" target="_blank">quatro</a>)</li>
<li>Coisas para pensar em 2009 (parte <a href="http://www.luli.com.br/2009/01/07/coisas-para-pensar-em-2009-i/" target="_blank">um</a>, <a href="http://www.luli.com.br/2009/01/13/coisas-para-pensar-em-2009-ii/" target="_blank">dois</a> e <a href="http://www.luli.com.br/2009/01/19/coisas-para-pensar-em-2009-iii/" target="_blank">três</a>)</li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2008/05/05/interfaces-elegantes-e-prestativas/" target="_blank">Interfaces elegantes e prestativas</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2008/05/08/interfaces-prestativas-ajustes/" target="_blank">ajustes</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2008/05/09/mais-uma-coisa-ou-duas-sobre-interface/" target="_blank">mais uma coisa ou duas</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2007/07/19/invencao-e-inovacao/" target="_blank">Invenção e inovação</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2008/02/19/oferta-e-procura-em-inovacao/" target="_blank">Oferta e procura em inovação</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2009/03/13/livin-la-vida-local/" target="_blank">Livin&#8217; la vida local</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2007/03/29/o-novo-diretor-de-criacao/" target="_blank">O novo diretor de criação</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2007/04/13/o-novo-dc-e-a-realidade-do-mercado/" target="_blank">e a realidade do mercado</a></li>
</ol>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>DICAS</strong></span></p>
<ol>
<li>Criatividade – <a href="http://www.luli.com.br/2007/02/20/criatividade-%e2%80%93-10-dicas/" target="_blank">10 dicas</a> (<a href="http://www.luli.com.br/2007/03/01/criatividade-mais-10-dicas/" target="_blank">mais 10</a>)</li>
<li>10 dicas de autopromoção (parte <a href="http://www.luli.com.br/2008/01/18/10-dicas-de-autopromocao/" target="_blank">um</a> e <a href="http://www.luli.com.br/2008/01/24/autopromocao-mais-10-dicas/" target="_blank">dois</a>)</li>
<li> <a href="http://www.luli.com.br/2008/05/28/do-jeito-que-sinho-gosta/" target="_blank">Do jeito que o CEO gosta</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2007/08/28/voce-tem-7-ideiaseles-tem-3-minutosseguem-21-dicas/" target="_blank">Você tem 7 idéias. Eles têm 3 minutos. Seguem 21 dicas</a>.</li>
<li> Livros de design (<a href="http://www.luli.com.br/2007/07/19/livros-de-design-em-ingles/" target="_blank">em inglês</a>, <a href="http://www.luli.com.br/2007/07/21/livros-de-design-em-portugues-atualizado/" target="_blank">em português</a>)</li>
<li> <a href="http://www.luli.com.br/2008/10/15/livros-para-entender-o-hoje/" target="_blank">Livros para entender o hoje</a></li>
</ol>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>REFLEXÕES</strong></span></p>
<ol>
<li> Pós-Moderno, digital, design e você (parte <a href="http://www.luli.com.br/2006/03/24/introducao-pos-moderno-digital-design-e-voce-i/">um</a>, <a href="http://www.luli.com.br/2006/03/24/introducao-pos-moderno-digital-design-e-voce-ii/" target="_blank">dois</a> e <a href="http://www.luli.com.br/2006/03/24/introducao-pos-moderno-digital-design-e-voce-iii/" target="_blank">três</a>)</li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2009/02/20/agenda-setting-20/" target="_blank">Agenda setting 2.0</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2009/03/06/privacidade-e-mito-somos-todos-celebridades/" target="_blank">Somos todos celebridades</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2009/03/31/a-retomada-do-humano/" target="_blank">A retomada do humano</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2008/12/23/banners-na-wikipedia-e-voto-em-ateus/" target="_blank">Sobre Natal, Wikipedia, Banners e voto em ateus</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2007/11/07/um-panorama-da-educacao-digital/" target="_blank">Um panorama da educação digital</a> + <a href="http://www.luli.com.br/2007/11/26/internet-e-midia-de-nicho-nao-adianta-negar/" target="_blank">Internet é mídia de nicho</a></li>
<li><a href="http://www.luli.com.br/2007/08/27/umberto-eco-e-a-reforma-da-web/" target="_blank">Umberto Eco e a reforma da Web</a></li>
</ol>
<p>Não os imprima, por respeito ao planeta. São muitas páginas. Se quiser citá-los em seu blog, não os copie por inteiro. Copie um ou dois parágrafos e remeta seu leitor para cá. Não é miguelagem. Sabe como é, um cita o outro que cita o outro e a situação escapa completamente do controle. Não tenho banners, não ganho por usuários, por isso me reservo o direito de garantir a integridade do que escrevo. Espero que você compreenda também.</p>
<p>Boa leitura.</p>
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		<title>A retomada do humano</title>
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		<comments>http://www.luli.com.br/2009/03/31/a-retomada-do-humano/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 20:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.failmonster.com/2008/07/people-falling-off-boat.html" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Queda" src="http://andymistaz.googlepages.com/FallingOffBoat3.jpg" alt="Queda" width="450" height="294" /></a></p>
<p>Muita gente &#8220;entra&#8221; no mundo digital como quem cai de um barco: de uma vez, estabanadamente, sem planejamento algum. Como quem cai de um barco, muita gente &#8220;entra&#8221; na Internet de cabeça ou de costas, mergulha fundo e se engasga&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.failmonster.com/2008/07/people-falling-off-boat.html" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Queda" src="http://andymistaz.googlepages.com/FallingOffBoat3.jpg" alt="Queda" width="450" height="294" /></a></p>
<p>Muita gente &#8220;entra&#8221; no mundo digital como quem cai de um barco: de uma vez, estabanadamente, sem planejamento algum. Como quem cai de um barco, muita gente &#8220;entra&#8221; na Internet de cabeça ou de costas, mergulha fundo e se engasga com o que vê. Na tentativa de administrar a situação, muitos se debatem e se desesperam, se esquecendo de verificar o tamanho das ondas, a força das correntes, a distância da costa ou até mesmo a profundidade do mergulho. Voltar para o barco, como &#8220;sair&#8221; da Internet, costuma ser trabalhoso e pouco viável, nas raras ocasiões em que é possível. De qualquer forma o corpo não se livra facilmente do ambiente em que foi embebido. E sua sobrevivência depende exatamente desse reconhecimento de terreno.<span id="more-2053"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.southcoast.com.au/batemansbay/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="horizonte" src="http://www.southcoast.com.au/batemansbay/mck005s.jpg" alt="horizonte" width="500" height="100" /></a></p>
<p>A interpretação das novas tecnologias nunca é fácil. A mudança de hábito que elas trazem costuma levar a uma crise de referências proporcional a seu impacto. Os novos acontecimentos precisam de novas palavras para descrevê-los, os rótulos antigos só servem como metáforas temporárias. Hoje é fácil explicar que o e-mail tem tanto de correio quanto a web tem de páginas ou o celular de telefone, mas <a href="http://web.archive.org/web/19961022173318/www.geocities.com/BHI/freehp.html" target="_blank">no começo da década de 1990</a> esses paralelos eram fundamentais para que os novos processos fossem compreendidos.</p>
<p><a href="http://nerdapproved.com/misc-gadgets/work-out-those-muscles-you-use-most/" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Viagra Stress Ball" src="http://nerdapproved.com/wp-content/uploads/2008/12/arouzer_stress_ball.jpg" alt="Viagra Stress Ball" width="220" height="237" /></a>Assimilados os novos conceitos, eles passam a servir de base para a construção de novas idéias. Só depois que alguém sabe o que é um automóvel é que consegue compreender o câmbio automático, o trânsito, um capotamento. Para entender o sucesso que novidades como o iPhone e o twitter provocam é, portanto, fundamental ter consciência do processo em que elas se encaixam.</p>
<p>Não é preciso uma análise profunda para perceber que os novos produtos e serviços digitais vêm mostrando uma transformação na natureza da Internet. A rede mundial que já foi de computadores e de informação agora abrange uma quantidade cada vez maior de aparelhos individuais e conteúdos opinativos - é, mais do que nunca, a &#8220;<a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-pp/pp06/" target="_blank">rede de pessoas</a>&#8221; de que tanto se falava - e prova na prática a velha máxima do Jornalismo que defende não ser possível informação neutra. Qualquer estudante de primeiro ano de estudos de comunicação sabe bem que imparcialidade é mito e que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Media_bias" target="_blank">toda mensagem é tendenciosa</a>, por mais que a mídia de massa tenha tentado, por muito tempo e até com algum sucesso, provar o contrário.</p>
<p><a href="http://blogs.artcenter.edu/designconference/2008/05/09/the-play-of-identity-bruce-mccall-aimee-mullins-john-oliver/" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: right;" title="prótese" src="http://www.richardcorman.com/images/aimee_mullins_id.jpg" alt="prótese" width="180" height="219" /></a></p>
<p>Mas antes que este post despenque para uma discussão chata e comunista sobre <a href="http://www.luli.com.br/2009/02/20/agenda-setting-20/" target="_blank">agenda setting</a> e seus desdobramentos, voltemos ao foco da discussão: os meios digitais, que já foram vistos como próteses e anabolizantes da comunicação, passaram a catalisar aquilo que há de mais pessoal e intransferível no homem: sua personalidade.</p>
<p>Em um ambiente de abundância, o simples ato de portar um aparelho caro não quer dizer mais nada (ou, como um Rolex, um SUV com insulFilm ou um dente de ouro, só quer dizer que seu dono é rico o bastante para torrar dinheiro com bobagens). A partir do ponto em que o produto industrial, massificado e genérico deixa de ser novidade, o uso que é feito dele passa a fazer a diferença. Agora que todos têm iPods, a playlist volta a ser mais importante que o fone de ouvido branco.</p>
<p>A popularização dos serviços gratuitos na Internet cria outro tipo de abundância: a da conveniência. Seus exemplos maiores são o Google e a Wikipédia, fontes instâneas e gratuitas de informação, tradução e resolução de problemas. À medida que não há mais informações nem fontes privilegiadas, a leitura que se faz delas passa a ser o grande valor, talvez o único valor.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tru.ca/marketing/mediareleases/2008/ramadan.html" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Fiéis" src="http://www.tru.ca/__shared/assets/Friday_Prayer13643.jpg" alt="Fiéis" width="450" height="215" /></a></p>
<p>Desde o início da vida em sociedade, o homem se divide entre a vontade de pertencer a um grupo e a necessidade de se destacar dos demais. Até mesmo entre aqueles submetidos aos regimes e códigos de conduta mais restritos é possível reconhecer e identificar não apenas os líderes, mas cada pessoa comum, em suas particularidades cotidianas. Não somos robôs, por mais que queiram alguns ditadores, editores e diretores. Somos indivíduos. Desde crianças inventamos apelidos uns para os outros e gastamos uma parcela considerável de nossas vidas empenhados no esforço de deixarmos alguma espécie de legado.</p>
<p>Nas cidades pequenas - e nas comunidades fechadas, como as de alguns grupos sociais, familiares ou religiosos - a identidade é imposta pelo grupo, sem muito questionamento. Não há punks em Jericoacoara, o filho do Dr. Floriano só pode ser honesto. Confortável? Sem dúvida.</p>
<p>Se você se encaixa no perfil &#8220;adequado&#8221;, quero dizer.</p>
<p><a href="http://www.analuciarecio.com.br/texto_midia.php?cod=644" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Bundas" src="http://www.analuciarecio.com.br/imagem/clipping/clip97/caras_capa.jpg" alt="Bundas" width="180" height="258" /></a>As cidades grandes não são menos restritas. Invenções modernas como a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">Globalização</a> (o mundo integrado em um só mercado) e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_de_massa" target="_blank">Massificação</a> (a mesma mensagem para todos), inspiradas pelos valores tortos do consumo excessivo e do acúmulo desenfreado e egoísta de bens cria uma devoção de fazer inveja a muitas seitas. Acredito que um visitante de uma cultura alienígena teria dificuldade em separar a idéia de riqueza da de paraíso, dinheiro de oração ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Amidah" target="_blank">Amidah</a>, dietas e academias de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sabbath">Sabbaths</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ramadan" target="_blank">Ramadãs</a> ou até de Novenas com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Flagellant" target="_blank">flagelos</a>, revistas como a Caras de catecismos, Shopping Centers de mesquitas e suas liquidações de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hajj" target="_blank">Hajj</a> ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Umrah" target="_blank">Umrah</a>. Até mesmo os comportamentos mais excessivos dos genocidas das três grandes religiões ao longo da história são banais em uma sociedade que mata por um tênis ou um relógio, que atropela motoboys ou que sacrifica a merenda de crianças para comprar uma casa nova.</p>
<p>Felizmente tais comportamentos não são naturais do ser humano, apenas vícios sociais. Os políticos de antigamente eram mais honestos porque o ambiente os estimulava a sê-lo. O mesmo se pode dizer dos jornais e escolas. Não acredito que o mundo esteja perdido, apenas que a sociedade esteja prestes a vivenciar uma grande mudança. Ao contrário da queda de Roma, do fim da Idade Média ou das grandes revoluções, uma nova estrutura de poder não vai substituir a antiga, nos moldes da &#8220;Revolução dos Bichos&#8221;. Esta transformação é silenciosa.</p>
<p>Ela, aliás, já vem acontecendo há algum tempo. Não é preciso ser sociólogo ou pesquisador para perceber que o trio Mídia-Política-Religião passou a ter uma importância (e uma influência) cada vez menor entre os melhor informados. Em uma espécie de anarquia informal, as pessoas começam a descobrir que o simples acúmulo de bens não resulta em nada a não ser uma casa repleta de quinquilharias e um mercado de usados superaquecido. Não há nada de humano no acúmulo, cachorros colecionam ossos. O uso que se dá às coisas e ao poder que se tem através delas que define as características pessoais de cada um, essas sim, pessoais e intransferíveis. Nada mais anárquico.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/bpx/136406644/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Führer" src="http://farm1.static.flickr.com/50/136406644_83829fda93.jpg?v=0" alt="Führer" width="450" height="307" /></a></p>
<p>As estruturas de poder tentaram, por muito tempo, transformar os grupos que controlavam em rebanhos, públicos-alvo, audiências, telespectadores, ouvintes, eleitorado. Apoiados no controle da informação e fundamentados em estatísticas vagas, prometeram paraísos futuros enquanto arrancavam o couro dos crédulos à espera de suas virgens, da bênção do Padre Cícero, de &#8220;estar na moda&#8221; ou de qualquer outra promessa política. Enquanto isso, subversivas, caladas e inevitáveis, cresciam e se estruturavam as duas características mais humanas que temos: a comunicação e a capacidade de criar, manipular e usar ferramentas, também conhecida por &#8220;tecnologia&#8221;.</p>
<p>A Internet começou como mais uma dessas ferramentas. A idéia de comércio eletrônico e de Home Banking não vai muito além do conceito de prótese. Com o tempo ela se tornou uma tecnologia de comunicação, aproximando pessoas nas redes de relacionamento que, da blogosfera à Wikipédia, das redes sociais ao YouTube, vêm aos poucos mudando a concepção de mundo e a relação com a informação de uma forma sem precedentes.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.etsy.com/storque/etc/favorite-gag-gift-votes-are-in-3699/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Unique" src="http://www.etsy.com/storque/media/articles/2009/03/3699-toiletpaperHEad.jpg" alt="Unique" width="450" height="428" /></a></p>
<p>Os bens de grande valor, hoje que muitas coisas são gratuitas ou industrializadas, são aqueles <a href="http://www.etsy.com/">autênticos, pessoais</a>, <a href="http://www.makezine.com/" target="_blank">cheios de personalidade individual</a>. Serão ainda mais valiosos se não puderem ser copiados, clonados, falsificados, reproduzidos ou distribuídos em série. Em um mundo de cópias idênticas, elas são os novos originais. São manifestações de tudo aquilo que um indivíduo comum tem naturalmente, antes que lhe tirem a espontaneidade e o forcem a um discurso corporativo. Seu componente humano, enfim. Tio Shakespeare, quando dizia &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hamlet" target="_blank">que obra de arte é o homem</a>&#8220;, se referia a qualquer pessoa. Qualquer, qualquer pessoa comum é uma obra de arte. Não os que um auto-definido grupelho <a href="http://celebridades.uol.com.br/" target="_blank">acredita que devam ser</a>, mas qualquer um.</p>
<p>Os novos telefones são bacanas porque são os primeiros computadores verdadeiramente pessoais. Sua customização ainda é limitada, as próximas gerações serão tão maleáveis que será difícil operar um telefone emprestado. Como os blogs e o Flickr o são hoje. A plataforma é igual para todos, <a href="http://ihaveahugewang.blogspot.com/2009/02/list-ot-greatest-porn-parodies-ever.html" target="_blank">o uso que se faz dela</a> é o que diferencia seus usuários.</p>
<p>Mas blogs e Flickr e YouTube e LinkedIn ainda são muito &#8220;arrumadinhos&#8221;. Por mais informais que sejam, ainda são discursos públicos com uma certa cara de portfólio ou mídia. O mesmo vale para a desktop no ambiente de trabalho ou em qualquer computador compartilhado. Dá uma vergonhazinha de ser verdadeiro nelas, há quem tema perder o emprego ou sofrer qualquer tipo de sanção iraniana simplesmente por exercer sua liberdade de expressão.</p>
<p>Talvez seja isso que serviços como o Twitter tenham de tão apaixonante: ao fazer uma pergunta inocente e despretensiosa sobre o cotidiano de seus usuários, eles funcionam como <a href="http://gigaom.com/2008/05/16/networking-how-to-work-a-twitter-party/" target="_blank">conversas &#8220;quebra-gelo&#8221; em ambientes sociais</a>. Mesmo que seu modelo de negócios não vingue, sua forma de usar a rede parece ter vindo para ficar, para desespero de alguns.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://leeds.twestival.com/2009/02/13/pics-from-leeds-twestival/twitter-party-24/" target="_blank"><img style="margin: 10px;" title="Twitter Party" src="http://leeds.twestival.com/files/2009/02/twitter-party-24.jpg" alt="Twitter Party" width="450" height="300" /></a></p>
<p>A Internet é anárquica porque sua estrutura é emergente. Seu conteúdo parece caótico porque as conexões são espontâneas e variáveis, tanto em abrangência quanto em profundidade. Ela se comporta, portanto, como a maioria das estruturas sociais livres de quem se tem notícia.</p>
<p>Por mais que seja confortável a ilusão de proteção de uma figura paternalista, ela está em seus últimos dias. Na ausência de outro chefe para substituir as relações de poder, não sobra ao indivíduo do século XXI em diante outra opção a não ser assumir a responsabilidade total sobre seus atos e sua identidade e largar de vez a barra da saia da mamãe, mesmo que a mamãe seja tão poderosa quanto o Governo ou a Unilever. As mudanças sociais são tantas, tamanhas e tão influentes que chegam a ser redundantes. O mundo em volta parece berrar o tempo todo que:</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong><span style="font-size: large;">Você está, sim, por conta própria. Cabe só a você a escolha de sua rede de contatos, de sua apresentação pública, de sua postura social.</span></strong></span></p>
<p>A Happy hour e a casual friday tomaram conta da semana inteira, e não há forma de convencer as pessoas a voltar à comodidade dos casamentos de conveniência, dos empregos públicos, das bolsas e aposentadorias por tempo de serviço e de todas as comodidades bovinas com que foram subornadas por tanto tempo. As novas tecnologias de relacionamento e expressão - os novos ambientes sociais e seu comportamento neles, enfim - hoje dizem muito mais a respeito de um indivíduo do que qualquer roupa ou acessório que ele use.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.bmeink.com/convent/stockholm001.html" target="_blank"><img title="Tatuagem" src="http://www.bmeink.com/convent/A70830/high/bmepb600715.jpg" alt="Tattoo You" width="450" height="338" /></a></p>
<p>Acima de tudo, como acontece com tatuagens, elas também dizem mais a respeito de quem as segue, repete, elege como favorita, comenta ou critica do que sobre quem as fez ou porta.</p>
<p>Quer algo mais humano do que isso?</p>
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		<title>Livin’ la vida local, parte II</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 17:06:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A semana está muito corrida, por isso vou &#8220;jogar&#8221; aqui o vídeo e a apresentação da palestra de que falei <a href="http://www.luli.com.br/2009/03/13/livin-la-vida-local/" target="_blank">neste post</a>.</p>
<p></p>
<p><br />
Quem assistir perceberá que, além do som estar muito baixo (falha minha, perdão), a análise ainda está incompleta.</p>
<p>É que&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A semana está muito corrida, por isso vou &#8220;jogar&#8221; aqui o vídeo e a apresentação da palestra de que falei <a href="http://www.luli.com.br/2009/03/13/livin-la-vida-local/" target="_blank">neste post</a>.</p>
<p><object width="424" height="318" data="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=422588&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=422588&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><object width="425" height="355" data="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=agadi-090325114531-phpapp01&amp;stripped_title=luli-radfahrer-agadi-f5" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=agadi-090325114531-phpapp01&amp;stripped_title=luli-radfahrer-agadi-f5" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
Quem assistir perceberá que, além do som estar muito baixo (falha minha, perdão), a análise ainda está incompleta.</p>
<p>É que são muitas coisas a dizer, parte fica para o próximo post.</p>
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		<title>A Sociedade em Redee a Educação</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 14:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Mobilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Fui convidado pelo Instituto Vivo para participar do Seminário <a href="http://vivoeduca.ning.com/">A Sociedade em Rede e a Educação</a>, com a presença dos geniais <a href="http://augustodefranco.com.br/" target="_blank">Augusto de Franco</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Pacheco" target="_blank">José Pacheco</a>. Os caras são uns gigantes. Meu pai é que tinha que estar neste debate,&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui convidado pelo Instituto Vivo para participar do Seminário <a href="http://vivoeduca.ning.com/">A Sociedade em Rede e a Educação</a>, com a presença dos geniais <a href="http://augustodefranco.com.br/" target="_blank">Augusto de Franco</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Pacheco" target="_blank">José Pacheco</a>. Os caras são uns gigantes. Meu pai é que tinha que estar neste debate, não eu. De qualquer forma, fiz o melhor possível. A mediação do querido <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/" target="_blank">Marcelo Tas</a> tornou a participação mais fácil. O evento foi transmitido via Streaming do <a href="http://www.qik.com/video/1273301?page=4" target="_blank">Qik</a>, que, todos sabemos, não é grande coisa. Mas me prometeram uma versão de melhor qualidade brevemente. Por enquanto posto aqui este trecho, que depois comentarei:</p>
<p><object width="425" height="319" data="http://qik.com/swfs/qikPlayer4.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="id" value="qikPlayer" /><param name="align" value="middle" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="quality" value="high" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><param name="FlashVars" value="rssURL=http://qik.com/video/e0ca67e34c384ac5af0a09da8d6ceb8c.rss&amp;autoPlay=false" /><param name="src" value="http://qik.com/swfs/qikPlayer4.swf" /><param name="name" value="qikPlayer" /><param name="flashvars" value="rssURL=http://qik.com/video/e0ca67e34c384ac5af0a09da8d6ceb8c.rss&amp;autoPlay=false" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O mais inusitado do evento foi ganhar cerca de 180 novos amigos no Twitter (acho &#8220;seguidores&#8221; uma coisa de seita, meio do mal).</p>
<p>O Twitter é lindo, como já disse <a href="http://www.luli.com.br/2009/03/13/livin-la-vida-local/" target="_blank">neste post. </a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/fRJjn2NLaRY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Recomendações profissionais para quem pretendeviver um século</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/radfahrer/~3/6pnYVbOe9l0/</link>
		<comments>http://www.luli.com.br/2009/03/19/recomendacoes-profissionais-para-quem-pretendeviver-um-seculo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 23:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Outro dia reencontrei um grande amigo que não via há cerca de 18 anos. Combinamos de almoçar um dia desses e, depois de vários desencontros, conseguimos finalmente colocar a conversa em dia. Para minha grande alegria, ele estava muito bem.&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia reencontrei um grande amigo que não via há cerca de 18 anos. Combinamos de almoçar um dia desses e, depois de vários desencontros, conseguimos finalmente colocar a conversa em dia. Para minha grande alegria, ele estava muito bem. O aspecto profissional era inegável: ele ocupava um cargo importante dentro de uma empresa multinacional, responsável por várias decisões de porte. Tinha vivido um tempo nos Estados Unidos e não lhe faltavam ofertas para voltar para lá, em posições ainda mais altas. Mas não foi nada disso que me impressionou.</p>
<p>O que me deixou realmente feliz foi perceber que, mesmo com todo esse &#8220;sucesso&#8221; - que tanto eu como ele sabemos, é externo, efêmero e artificial - ele continuava o mesmo sujeito divertido, franco e simpático com quem é sempre um prazer trocar idéias, e nada ali era menos importante do que o cargo que ele ocupava. Saí do almoço inspirado, pensando como a vida e a carreira são longas hoje em dia, e como é importante administrar o legado que se deixa.</p>
<p>Curiosamente ao chegar em casa me esperava na portaria a nova edição da <a href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/" target="_blank">Revista Webdesign</a> e, com ela, a possibilidade de postar meu artigo publicado há seis meses. Ele tratava do mesmo tema: que viveremos provavelmente mais do que um século, e que teremos a carreira mais comprida da história da humanidade, ao trabalhar dos vinte aos oitenta anos.</p>
<p>Ele se chama &#8220;<span style="color: #ff6600;"><strong>Os primeiros dez por cento</strong></span>&#8220;, e pode ser lido <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/os-primeiros-dez-por-cento/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/6pnYVbOe9l0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Para entender a Internet, capítulo “Mobilidade”</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/radfahrer/~3/j8lGSGkftVI/</link>
		<comments>http://www.luli.com.br/2009/03/17/para-entender-a-internet-mobilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 22:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

		<category><![CDATA[Mobilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img title="Para entender a Internet" src="http://farm4.static.flickr.com/3554/3356027263_d83e02fb91_b.jpg" alt="Para entender a Internet" width="450" height="636" /></p>
<p style="text-align: left;">No meio da profusão de idéias e projetos do Campus Party, meu genial amigo Juliano Spyer me aborda falando que tinha algo realmente novo em mente. Conheço bem o Juliano e sei que algo provocativo e interessante estava a caminho.&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img title="Para entender a Internet" src="http://farm4.static.flickr.com/3554/3356027263_d83e02fb91_b.jpg" alt="Para entender a Internet" width="450" height="636" /></p>
<p style="text-align: left;">No meio da profusão de idéias e projetos do Campus Party, meu genial amigo Juliano Spyer me aborda falando que tinha algo realmente novo em mente. Conheço bem o Juliano e sei que algo provocativo e interessante estava a caminho. Um tempo depois ele volta a entrar em contato: a idéia é tão simples quanto genial: um flasbook - não, não um livro usando a tecnologia Flash da Adobe, mas um livro feito rapidamente, emergente como uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Flash_mob" target="_blank">flash mob</a> e que abordasse temas como pirataria, p2p, superdosagem de informação, teoria dos jogos, enfim, uma teia de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Meme" target="_blank">conceitos e idéias</a> com o objetivo de explicar a web, dando a seus leitores uma melhor amostragem do contexto digital em que estamos.</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-2013"></span>Por sua natureza, o livro precisaria ser feito de forma rápida e simples, principalmente porque os convidados já teriam conhecimento e/ou interesse particular pelo assunto por que eram responsáveis. O cronograma original previa receber as colaborações até sexta à tarde para dar tempo de editar, montar o PDF e lançar ainda no sábado, na própria Campus Party. Como o projeto era mesmo animador, não quis desanimá-lo quanto ao prazo. Quando soube que o conteúdo seria todo gratuito, disponibilizado via PDF ou Wikipedia, topei na hora.</p>
<p style="text-align: left;">Não estava sozinho. Pelo contrário, não poderia estar melhor acompanhado. A lista de temas e autores me foi enviada mais tarde. Tomei um susto com a capacidade e poder de influência do Juliano, capaz de fazer uma curadoria precisa e enxuta e reunir tantos nomes de peso. Ei-los:</p>
<ul>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/privacidade-alessandro-barbosa-lima.html">Alessandro Barbosa Lima</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/interatividade-alex-primo.html">Alex Primo</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/wikis-alexandre-hannud-abdo.html">Alexandre Hannud Abdo</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/alexandre-matias.html">Alexandre Matias</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/jornalismo-colaborativo-ana-brambilla.html">Ana Brambilla</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/p2p-andr-passamani.html">André Passamani</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/comunidades-de-pratica-barbara-dieu.html">Bárbara Dieu</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/bruno-ayres-e-marianna-taborda.html">Bruno Ayres e Marianna Taborda</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/carlos-estigarribia.html">Carlos Estigarribia</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/carlos-merigo.html">Carlos Merigo</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/whuffie-cris-dias.html">Cris Dias</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/tica-hacker-dalton-martins.html">Dalton Martins</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/bridge-blogging-daniel-duende-carvalho.html">Daniel Duende</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/podcasting-diego-franco.html">Diego Franco</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/blog-edney-souza.html">Edney Souza</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/fabio-fernandes.html">Fábio Fernandes</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/micro-blogging-fbio-seixas.html">Fábio Seixas</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/lixo-eletrnico-felipe-fonseca.html">Felipe Fonseca</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/lei-azeredo-fernando-gouveia.html">Fernando Gouveia</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/jose-mauro-kazi.html">José Mauro Kazi</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/ecologia-digital-jos-murilo-junior.html">José Murilo Junior</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/web-20-juliano-spyer.html">Juliano Spyer</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/open-space-luiz-algarra.html">Luiz Algarra</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/metodologias-geis-manoel-lemos.html">Manoel Lemos</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/marcelo-coutinho.html">Marcelo Coutinho</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/spam-marcelo-vitorino.html">Marcelo Vitorino</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/pablo-handl.html">Pablo Handl</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/viral-rafael-ziggy.html">Rafael Ziggy</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/rede-social-raquel-recuero.html">Raquel Recuero</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/renato-targa.html">Renato Targa</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/brecha-digitalexclusao-digital-rodrigo.html">Rodrigo Savazoni</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/creative-commons-ronaldo-lemos.html">Ronaldo Lemos</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/rosana-hermann.html">Rosana Hermann</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/pirataria-srgio-amadeu.html">Sérgio Amadeu</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/internet-e-lei-eleitoral-soninha.html">Soninha Francine</a></li>
<li><a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/c2c.html">Wagner Tamanaha</a></li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Eu falei sobre <a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/mobile-luli-radfahrer.html"><span style="color: #ff6600;"><strong>mobilidade</strong></span></a>.</p>
<p style="text-align: left;">Naturalmente o livro não conseguiu ficar pronto no prazo. Um dos problemas foi o atraso de conteúdo de autores como eu. De qualquer forma a iniciativa é tremendamente louvável e foi lançada hoje, às 18h, via Twitter. Por uma prosaica falta de luz em casa, não pude participar e fiz este post depois do lançamento do livro. Uma pena. Até porque o entusiasmo do Juliano com relação ao projeto é evidente, como se pode ver neste trecho do <a href="http://www.naozero.com.br/para-entender">post de lançamento em seu blog</a>:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">&#8220;Muitas pessoas ainda sentem que a tal revolução trazida pela Web é uma festa para a qual eles não foram convidados. Muitos professores de escolas públicas e privadas, empreendedores, executivos, comunicadores, administradores públicos e uma boa parte da sociedade civil não entendem o motivo de tanta euforia em relação à internet. Esse livro pretende ser um convite para que elas entrem e participem da festa. Para chegar a essas pessoas sem contar com os meios tradicionais de divulgação e distribuição, o jeito é usar a rede. E é por isso o arquivo em PDF do livro tem menos de 1000k - para caber em uma mensagem de email - e é por isso também que o lançamento deste livro não será em uma livraria e nem em outro espaço físico, mas online, pelo Twitter.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: left;">O que mais dizer, senão parabéns?!? Juliano, você é o cara.</p>
<p style="text-align: left;">O livro <a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/" target="_blank">virou um blog</a>. Copiei meu verbete sobre mobilidade a seguir:</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #003300;">Quem quiser entender a revolução das tecnologias móveis precisa parar de pensar em Internet no telefone e passar a considerar as possibilidades que surgem em um mundo que praticamente qualquer aparelho, de qualquer tamanho, pode coletar as informações do seu contexto (ambiente, dados pessoais, hora e histórico, só para citar algumas fontes), interligá-las, calculá-las e compará-las com bancos de dados imensos, distribuídos pelo mundo, instantaneamente e praticamente sem custo.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #003300;">As novas tecnologias - e idéias - que vêm surgindo a partir da computação móvel até pareceriam ficção científica, mas a vida é muito mais criativa do que a arte. Se as aplicações em medicina e ciência não empolgam você (e as de segurança dão calafrios), imagine uma situação bem mais prosaica: em um restaurante, o cardápio se adapta a você, a suas necessidades de saúde, a seus objetivos em estilo de vida, hábitos e histórico. Assim ele será capaz de determinar instantaneamente pratos, porções e preços que variam de pessoa para pessoa, levando também em consideração os estoques, movimento da cozinha e horário. O resultado é um cardápio mais saudável, gostoso e barato para o cliente e, ao mesmo tempo, eficiente para o restaurante. Nada mais sensato. E, no entanto, ainda impensável nos parâmetros de hoje.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #003300;">Comunicação, não se pode esquecer, é uma via de mão dupla: os mesmos aparelhos que acessam a Internet de qualquer lugar também podem (e devem) ser usados para transmitir dados a respeito do ambiente em que estão e de seu movimento. Qualquer aparelho de computação móvel - telefone, notebook, videogame, rádio, GPS, automóvel ou chip eletrônico implantado sob a pele - representa mais um ponto agregador de conteúdo. Graças a essas tecnologias em breve não será mais preciso &#8220;alimentar&#8221; o sistema com vários dados, já que muitos deles poderão ser coletados automaticamente. Considere o trânsito, por exemplo. Hoje são necessários observadores, antenas, câmaras e sensores espalhados pela cidade para que se possa fazer uma medição razoável. Apesar dessa estrutura ser bastante cara e frágil, ela está muito longe de ser perfeita. A partir do instante que cada automóvel e telefone puder coletar dados e transmiti-los anonimamente para uma central, o mapa do trânsito será muito preciso, atualizado instantaneamente e - o melhor - quase gratuito.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #003300;">A diferença entre o que conhecemos por web hoje e a Internet móvel é muito maior do que o abismo que separa uma carta de um e-mail. Mais do que acessar a rede - e seus documentos, amigos, notícias e trabalho - de qualquer lugar, em breve viveremos em um ambiente em que será muito difícil separar o ambiente físico do digital.  É surpreendente, mas como temos uma enorme capacidade de adaptação, poucos parecem estar surpresos. A maior parte das tecnologias que tornam a Internet uma ferramenta poderosa de interação social e trabalho, por exemplo, não existiam há cerca de dez anos. </span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #003300;">Outro ponto que deve ser levado em conta é que ninguém vive só, e que as mídias sociais (Blogs, Microblogs, Wikis, redes sociais, comunicadores instantâneos, fóruns, metaversos e outros) se tornaram rapidamente as novas praças públicas. Graças a ela é possivel se relacionar com muito mais pessoas que seria possível em qualquer ambiente físico. Quem tem um blog visitado e comentado, segue e é seguido por várias pessoas em um Twitter, tem o MSN ou o Skype ativo e participa de redes sociais chega a entrar em contato com centenas (alguns até milhares) de pessoas por dia, tudo isso nas poucas horas em que fica sentado em frente a um computador. Tecnologias móveis permitirão em breve que os lugares físicos e digitais se misturem a ponto de fazerem pouca diferença. Você poderá comparecer a uma festa munido de um aparelho que parecido com um par de óculos escuros, com fone de ouvido e microfone. Ligado à Internet, esse aparelho permitirá que você converse com seus amigos, conte e ouça histórias, compartilhe músicas e se divirta muito, por mais que, para os &#8220;velhos&#8221; de hoje, você esteja estranhamente solitário, dançando em silêncio, no seu quarto.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #003300;">Mas isso tudo ainda são idéias. Por mais que o número de celulares no Brasil chegue a ser mais de sete vezes maior do que o número de computadores, o acesso à Internet móvel ainda é caro, lento e restrito. Algumas redes de telefonia celular de terceira geração (chamadas de 3G) melhoram um pouco a situação, mas ainda estão muito aquém do desejável tanto em termos de preço e velocidade. Mas se levarmos em conta que uma linha de telefone já chegou a custar mais de quatro mil dólares e um PC, cerca de dez mil, tudo indica que o barateamento dessas tecnologias será progressivo e rápido, a ponto de preocupar os administradores de rede quanto a um possível congestionamento dos servidores daqui a pouco tempo.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #003300;">A evolução é grande, e é um efeito de gerações. Enquanto as tecnologias são novas, os termos são muitos e as disputas razoavelmente técnicas. Sistemas operacionais como Symbian, iPhoneOS, WindowsMobile, Blackberry, Palm e Android brigam entre si para ver quem será o padrão a ser seguido pelas diversas maquininhas, com nomes não menos estranhos. Tecnologias como Bluetooth, WiFi, WiMax, Mesh, EDGE, EVDO, UMTS ou 3G fazem o mesmo pra determinar os parâmetros de transmissão de dados. Se você não se interessa por esses termos, não se preocupe: como TVs de plasma, fitas Betamax, cartuchos de som ou disquetes, a maioria desses parâmetros desaparecerá em breve. O que restará serão modelos de negócios e usos da tecnologia que, independente de seu fabricante, serão inteligentes, compatíveis e ágeis. Como você pretende usá-los é o que fará a diferença.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #003300;">Uma coisa é certa: a Internet do futuro será móvel. Até porque, além de todos os argumentos citados neste capítulo, mobilidade faz sentido. Ninguém nasceu sentado em uma cadeira, curvado sobre um monitor e teclado.<br />
</span></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/j8lGSGkftVI" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Livin’ la vida local</title>
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		<comments>http://www.luli.com.br/2009/03/13/livin-la-vida-local/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 13:04:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img src="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/158458post_foto.jpg" alt="Agadi" width="489" height="316" /></p>
<p style="text-align: right;">Foto: Marcos Nagelstein, ZH</p>
<p>A convite do pessoal da <a href="http://www.agadi.com.br/" target="_blank">AGADi</a> fui falar sobre mobilidade em um ciclo de eventos chamados de F5, na FNAC de lá. Já estava com boa parte do  material preparado quando meu amigo César Paz tuíta:</p>
<p><a href="http://twitter.com/Cesarpaz/status/1307385486"><img class="aligncenter size-full wp-image-1964" title="pós-iphone" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/03/picture-1.png" alt="pós-iphone" width="450" height="198" /></a></p>
<p>OK, de volta&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img src="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/158458post_foto.jpg" alt="Agadi" width="489" height="316" /></p>
<p style="text-align: right;"><small class="credito">Foto: Marcos Nagelstein, ZH</small></p>
<p><small class="credito"></small>A convite do pessoal da <a href="http://www.agadi.com.br/" target="_blank">AGADi</a> fui falar sobre mobilidade em um ciclo de eventos chamados de F5, na FNAC de lá. Já estava com boa parte do  material preparado quando meu amigo César Paz tuíta:</p>
<p><a href="http://twitter.com/Cesarpaz/status/1307385486"><img class="aligncenter size-full wp-image-1964" title="pós-iphone" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/03/picture-1.png" alt="pós-iphone" width="450" height="198" /></a></p>
<p>OK, de volta para o bloco de rascunho. A workshop, que estava focada no cenário atual, teve de ganhar uns toques de projeção e acabou ficando bem mais completa. Agora o problema seria manter a exposição no tempo previsto para tirar o máximo das perguntas posteriores.</p>
<p>O lugar era pequeno, mas a platéia era bem qualificada. Parabéns à AGADi. A presença de rostos conhecidos e extremamente respeitáveis na platéia - como o sr. <a href="http://abduzeedo.com/" target="_blank">Abduzeedo</a> e o <a href="http://www.marcosnahr.com.br/" target="_blank">Marcos Nähr</a>, cujos blogs estão entre minhas referências - me confirmou a importância de não se repetir apresentações. Me choca ver quanto cobram determinadas &#8220;celebridades&#8221; que fazem de si um triste espetáculo teatral-egocêntrico, repetitivo, desatualizado e, principalmente, desconectado das platéias que a eles devotam sua atenção. Para mim palestras são como aulas: quanto mais alto for o nível da platéia, maior a necessidade de preparação prévia.</p>
<p><span id="more-1963"></span>Pra aproveitar melhor o subtema &#8220;mundo pós-iPhone&#8221;, resolvi começar pelo contexto. Dados são sempre variáveis, por isso preferi  mostrar atitudes. Nada melhor que os dois filmes feitos pelos fanboys da <a href="http://www.apple.com/iphone/" target="_blank">Apple</a> e da <a href="http://www.rim.com/" target="_blank">RIM</a> pra mostrar o nível de paixão dessas pessoas por seus&#8230; telefones?!?</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/AJqb-QUjKiA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/AJqb-QUjKiA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p style="text-align: center;">acima a veneração, abaixo, a competição. Tsk.</p>
<p><object width="480" height="295" data="http://www.youtube.com/v/bVO8o_PKvVg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bVO8o_PKvVg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Essa devoção exagerada, cega a qualquer espécie de senso crítico, é perigosa e alienante. Não chega a ser tão intensa quanto as guerras religiosas, mas é inegável nela um componente de torcidas de futebol. A disputa Mac vs. PC até passou pela minha cabeça como um paralelo, mas logo percebi que a briga dos celulares era mais intensa. Computadores são sistemas insulares que, mesmo quando conectados em rede, ainda são razoavelmente independentes.</p>
<p><img style="margin: 10px; float: left;" src="http://i.thisislondon.co.uk/i/pix/2008/11/obama-blackberry-415x712.jpg" alt="Obama te ama" width="220" height="377" /></p>
<p>O senhor aí do lado é um bom exemplo da diferença entre os desktops e notebooks e os computadorezinhos que passamos a carregar no bolso: nas raras fotos em que ele aparece só, quase sempre está se comunicando com alguém via seu Blackberry.</p>
<p>Ué, mas isso não é legal? Depende. O problema é que a <a href="rim.com/" target="_blank">Research In Motion</a> é canadense, e isso torna as coisas um bocado mais complicadas do que usar um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lenovo" target="_blank">computador chinês</a> ou um <a href="http://www.tgdaily.com/content/view/41433/98/" target="_blank">videogame japonês</a>: protocolos, servidores, senhas, registros e backups têm que ser armazenados em algum lugar, e não há país que possa se dar ao luxo de perder sua nuvem de vista ou de vê-la cruzar desapegadamente as fronteiras nacionais. A presidência dos EUA pode demandar privilégios e exceções, mas por quanto tempo? Quem mais pode fazer o mesmo?</p>
<p>Esse é o problema das novas tecnologias: ninguém as entende por inteiro, ou mesmo as leva a sério até que chegue a hora em que não seja mais possível ignorá-las. Produtos vão e vêm, as mudanças de comportamento que eles proporcionam permanecem. Outro dia me lembrei da histeria coletiva que aconteceu por causa do Bug do Milênio. Li o que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Year_2000_problem" target="_blank">a Wikipedia fala dele</a> e comparei com o que o <a href="http://query.nytimes.com/search/sitesearch?query=millennium+bug&amp;srchst=cse" target="_blank">The New York Times falou na época</a>.</p>
<p>Ri da minha própria paranóia.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/03/picture-2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1976" title="picture-2" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/03/picture-2.png" alt="picture-2" width="312" height="186" /></a></p>
<p>A apresentação de cada nova tecnologia costuma ser acompanhada de uma empolgação técnica desproporcional a seu verdadeiro poder. Com ela brotam dúzias de novas siglas e nomes que só aumentam a confusão. Quanto tempo levou para você entender a diferença entre TVs de plasma e LCD? Pois. Raros são aqueles que, pelo menos em sua comunicação, deixam a técnica de lado e se concentram no benefício.</p>
<p>Acredito que parte do sucesso da Apple venha dessa prática:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/bijbN65jBoA&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bijbN65jBoA&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Já a RIM parece insistir na velha técnica de atordoar as pessoas com tecnologia (ou, como melhor define <a href="http://blog.thomasdolby.com/" target="_blank">Thomas Dolby</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?hl=en&amp;v=2IlHgbOWj4o&amp;gl=US" target="_blank">cegá-las com ciência</a>). Conte a quantidade de termos técnicos que são citados nesse comercial, em que mal se consegue entender o benefício:</p>
<p><object width="480" height="295" data="http://www.youtube.com/v/BDAyRqqPrLU&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/BDAyRqqPrLU&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Confesso que sou um grande fã do Blackberry, mas não posso negar que o comercial acima parece um trecho daqueles <a href="http://www.imdb.com/title/tt0106697/" target="_blank">filmes de ficção científica de terceira</a> com a Sandra Bullock, cheios de diálogos improváveis e termos técnicos que, depois de assimilados, se tornam ridículos.</p>
<p>Mas, afinal, o que a mobilidade tem de tão especial se um celular nada mais é que um radinho metido a besta? Se boa parte da Internet móvel é rádio? Se Bluetooth, Wi-Fi, CDMA, UMTS, EVDO e um monte de outras siglas dizem respeito a freqüências de rádio?</p>
<p>Não é tão simples assim. Rádio é um suporte, e muito pode ser feito sobre ele. A TV analógica, por exemplo, usa rádio. Sob o ponto de vista das descobertas tecnológicas, o PC também não é muito mais que uma calculadora com memória anabolizada e automática.</p>
<p>O abismo de compreensão que separa o portador de uma dessas maquinetas de quem usa o celular apenas para ouvir música, mandar SMS e falar está na compreensão que um smartphone não é o equivalente de um computador &#8220;socado&#8221; dentro de um telefone, mas algo completamente diferente. O que não significa que seja perfeito. Longe disso.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/slave/2901991886/"><img title="Chuchu" src="http://farm4.static.flickr.com/3096/2901991886_1643022767_o_d.jpg" alt="Chuchu" width="450" height="455" /></a></p>
<p>A revista Wired mostra que, mesmo sendo popular no mundo inteiro, <a href="http://blog.wired.com/gadgets/2009/02/why-the-iphone.html" target="_blank">o iPhone poderia se dar melhor no Japão</a>. É a reação do consumidor que, cada vez mais mimado, se acostuma rapidamente com a novidade a ponto de considerá-la obrigatória. Para o <a href="http://www.luli.com.br/2007/10/22/entrevista/" target="_blank">Homo Dissatisfactens</a>, a Internet sem modem já foi uma maravilha. Hoje não há banda larga o bastante.</p>
<p>Mobilidade, no entanto, quer dizer muito mais do que todas aquelas coisas que nossos telefones fazem que tanto impressionam, como ler e-mails e acessar o YouTube via telefone. Esqueça o raio do telefone e pense no mundo de possibilidades que surgem partir do instante que qualquer aparelho, de qualquer tamanho, possa coletar informações do seu contexto, interligá-las, calculá-las e compará-las com vários bancos de dados, instantaneamente e praticamente sem custo.</p>
<p>Tal situação está longe de ser ficção científica. Independente de qualquer crise, o preço dos componentes eletrônicos continua a cair. Por mais que eu não faça idéia de qual seja <a href="http://gizmodo.com/gadgets/don.t-look/the-iphone-costs-apple-220-in-components-274619.php" target="_blank">o preço de custo de um smartphone touchscreen</a>, imagino que não seja alto. Nele, quanto custa o WiFi? O GPS? O Bluetooth? O telefone, enfim? Se um chip localizador pode custar meia dúzia de doletas, o que me impede de implantá-lo não na minha pele, mas em meu jeans?</p>
<p><img style="margin: 10px; float: right;" title="Matrixphone" src="http://www.soft-go.com/gsm_pics/478.gif" alt="Matrixphone" width="100" height="132" />As plataformas brigam – sempre brigaram – entre si. Já houve o tempo que a “computação gráfica” era disputada entre quem espremia os 8 bits de cor de um Commodore Amiga e quem perdia a noite esperando a placa TARGA funcionar sem incendiar o PC. Usuários de StarTac e de Nokia 8110 disputavam quem era mais descolado (eu adorava esse Nokia, um dos últimos celulares com a capacidade de bater instantaneamente o telefone na cara de alguém). Já houve até quem acreditasse em Windows Vista, veja você. O iPhone é popular <a href="http://www.engadget.com/2009/03/02/melinda-gates-secretly-pines-for-iphone-actually-doesnt-even-l/" target="_blank">até onde não poderia</a>, mas por quanto tempo?</p>
<p>Ainda é muito cedo para definir quem tem mais chances de ganhar a briga de cachorro grande entre Apple e RIM (e <a href="http://code.google.com/android/" target="_blank">Google</a>, nunca se esqueça). Como se não bastasse, empresas como a <a href="http://www.palm.com/us/products/phones/pre/" target="_blank">Palm</a> mostram um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Treo" target="_blank">poder de recuperação</a> impressionante, marcas como a <a href="http://www.n-gage.com/ngi/ngage/web/g0/en/home.html" target="_blank">Nokia</a> (ou a <a href="http://www.motorola.com/consumers/v/index.jsp?vgnextoid=dcfbfd913236b110VgnVCM1000008406b00aRCRD" target="_blank">Motorola</a>, lembra dela?) não podem deixar barato e quem acredita que <a href="http://developer.sonyericsson.com/site/global/home/p_home.jsp" target="_blank">SonyEricsson</a> ou <a href="http://justanothermobilemonday.com/Wordpress/2007/12/14/microsoft-admitting-windows-mobile-sucks/" target="_blank">Microsoft</a> vão jogar a toalha sem tentar convencer muita gente que seus produtos são inovadores pelo caminho só pode ser ingênuo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="placa" src="http://www.unix.org/images/unix_plate-med.jpg" alt="placa" width="442" height="224" /></p>
<p>Nessa corrida a Apple sai na frente por ter tido uma idéia genial ao inverter <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_aberto#Open_Source_Definition" target="_blank">o lema da comunidade Open Source</a>, transformando-o em um baita modelo de negócios. Enquanto o pessoal do <a href="http://www.unix.org/" target="_blank">Unix</a>, altruísta, dizia:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">“não trabalhe para grandes empresas, desenvolva módulos pequenos em sua casa, faça parte de uma cooperativa grande e descentralizada que, se você for bom, poderá até se livrar de seu emprego com o tempo”</span></p>
<p>A turma do Jobs foi mais pragmática e apelou para o instinto <a href="http://www.imdb.com/title/tt1010048/" target="_blank">Slumdog Millionaire</a> que existe dentro de cada um, dizendo:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">“trabalhe de graça para nossa grande empresa, desenvolva módulos pequenos em sua casa, faça parte de uma estrutura grande e centralizada que, se você for bom, poderá se livrar de seu emprego no fim do mês”</span></p>
<p>Faltou dizer que não tem muito espaço no topo da pirâmide, mas isso seria exigir muito da Apple, que não é uma ONG e nem mesmo original: o <a href="http://www.techcrunch.com/2008/08/25/can-you-guess-which-facebook-app-is-making-a-million-dollars-a-month-i-can/" target="_blank">Facebook veio com a mesma promessa há pouco tempo</a>, mas quem se lembra disso? O que importa é que a apropriação da filosofia descentralizada criou um modelo de negócios que gerou <span style="text-decoration: line-through;">5</span> <span style="text-decoration: line-through;">12</span> <span style="text-decoration: line-through;">18</span> <a href="http://www.iphonestalk.com/the-iphone-app-store-hits-25000-app-mark/">25 mil aplicativos</a> e <a href="http://www.iphonestalk.com/app-store-approaching-1-billion-sales-mark" target="_blank">perto de um bilhão de dólares</a> em menos de um ano.</p>
<p>Pois é, nada em tecnologia é definitivo. Ainda mais quando a força que está em jogo é muito maior que qualquer empresa.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Arduino" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/17/Arduino_Diecimila.jpg/800px-Arduino_Diecimila.jpg" alt="Arduino" width="450" height="324" /></p>
<p>Acredito que um dos principais indicadores da overdose de inovação que vem por aí se chama <a href="http://www.arduino.cc/" target="_blank">Arduino</a>. Apesar de ter um nome tão desconhecido do público geral quanto praticamente qualquer outra tecnologia emergente, a idéia por trás dessa empresa é tão simples quanto poderosa: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_source_hardware" target="_blank">hardware open source</a>.</p>
<p>Isso mesmo. Permitir a qualquer pessoa que tenha algum conhecimento em eletrônica que faça sua própria máquina e a popularize, contanto que mantenha seus padrões igualmente abertos. Pense no tamanho da Tsunami de inovação que poderá surgir assim que as barreiras - de entrada, de porte, de patentes, de sigilo, de restrição do acesso livre ao conhecimento, enfim - forem, pelo menos em parte, removidas?</p>
<p>Não conheço a Arduino nem tenho formação técnica sólida o suficiente para saber se seu modelo de negócio dará certo, mas tenho certeza que a idéia de open hardware vingará. A indústria de software já provou que produtos abertos são mais versáteis e evoluem mais rápido do que os <a href="http://silverlight.net/" target="_blank">dinossauros</a> que insistem em permanecer fechados, pouco importa seu tamanho ou poder.</p>
<p>Mobilidade e hardware aberto permitem que as mesmas velhas coisas que você usa desde sempre se transformem em novos Tamagotchis que conversam entre si e formam uma rede de conteúdo contextual e ambiental, cujos efeitos ainda somos primitivos demais para imaginar.</p>
<p>O futuro próximo nunca esteve tão distante dos nossos modelos mentais. Por mais que tudo isso dê medo, é um medo bom.</p>
<p>Semana que vem tem mais. Por enquanto ainda dá para prevê-la.</p>
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