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      <title>Rainha Vermelha</title>
      <link>http://scienceblogs.com.br/rainha/</link>
      <description>Evoluindo sem sair do lugar</description>
      <language>en</language>
      <copyright>Copyright 2009</copyright>
      <lastBuildDate>Sun, 08 Nov 2009 15:28:22 -0300</lastBuildDate>
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         <title>Divulgando ciência por aí</title>
          <description><![CDATA[Como fiquei um (bom) tempo afastado do blog recentemente, não coloquei aqui minha participação em outros locais. Recebi ótimos convites para participar de outras mídias, que me deixaram com vontade de mais.<br /><br /><b>CBN</b><br />Em setembro, participei do Revista CBN com a <a href="http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/taniamorales/">Tania Morales</a>,
falando sobre ciência em blogs, um pouco de gripe e muita seleção
sexual e evolução. Não consegui corrigí-la no ar e falar que meu sobrenome é
<b>I</b>amarino, mas já aceitei que <a target="_blank" href="http://www.google.com/search?q=atila+lamarino&amp;ie=utf-8&amp;oe=utf-8&amp;aq=t&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;client=firefox-a">tomam o "i" como "L" minúsculo direto</a> - melhor do que <a target="_blank" href="http://henriquemendesferreira.blogspot.com/2009/05/gripe-suina-uma-nova-dor-de-cabeca.html">me chamar de "bióloga da USP"</a>. <br />
Achei muito legal, e me diverti com os temas que mais chamaram a atenção dela: meus textos sobre <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/08/maneiras_originais_de_atingir.php">maneiras originais de atingir o orgasmo</a>, <a href="http://papodehomem.com.br/evolucao-homossexualidade/">homossexualidade</a> e <a href="http://papodehomem.com.br/a-evolucao-do-cafajeste-1-a-sobrevivencia-do-mais-forte-e-furada/">evolução do cafajeste</a>, uma fase <i>sexy</i>
meio incomum aqui no blog. Logo depois da entrevista, fiquei pensando
sobre como os ouvintes devem ter me achado um pervertido "defendendo"
sexo livre e múltiplas parceiras, e soube que alguém ligou lá falando
que era "bem casado com uma única esposa".<br /><br />Como o áudio começa a tocar sozinho e acho uma agressão site que começa a tocar qualquer coisa sem ser requisitado, deixei o player da CBN no continue lendo, clique lá para ouvir.<br /><br /><b>Ciência Hoje<br /></b>Ainda no final de setembro, aconteceu o segundo EWCLiPo, o ciênciacamp
de Arraial do Cabo. Para não chover no molhado, recomendo <a href="http://genereporter.blogspot.com/2009/09/clipping-e-clipes-do-euclipo.html">o post do Gene Repórter</a>
- impecável - com tudo o que foi escrito sobre o evento.
Aliás, fique muito feliz com a segunda edição do evento, que cresceu bastante e promete continuar firme.<br /><br />Além de poder apresentar o <a href="http://researchblogging.org/">Research Blogging</a> em português, tive o prazer de conhecer pessoalmente muita gente boa - que acho
melhor não começar a mencionar para não deixar ninguém de fora - e pude dar uma
entrevista rápida para o pessoal do <a href="http://cienciahoje.uol.com.br/">Ciência Hoje</a> com a participação de grandes blogueiros:<br /><br /><div style="text-align: center;"><object height="300" width="400"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6822571&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6822571&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="300" width="400"></object><p><a href="http://vimeo.com/6822571">A blogosfera científica por ela mesma</a> from <a href="http://vimeo.com/user2374172">Ciência Hoje</a> on <a href="http://vimeo.com/">Vimeo</a>.</p></div>

<font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><font class="texto12"><ul><li>
																																		Osame Kinouchi, organizador do 
																																		<a target="_blank" href="https://dfm.ffclrp.usp.br/ldc/index.php/anel-de-blogs-cientificos">																																			<u>Anel de Blogs Científicos</u>
																																		</a>																																		(ABC), criador do 
																																		<a target="_blank" href="http://comciencias.blogspot.com/">																																			<u>Semciência</u></a> e do I EWCLiPo<br /></li><li>
																																		Rafael Soares e Gabriel Cunha, <strike>o casal</strike> do 
																																		<a target="_blank" href="http://www.scienceblogs.com.br/rnam/">																																			<u>RNAm</u>
																																		</a>																																	</li><li>
																																		Carlos Hotta, <strike>que me atura no</strike> coordenador do 
																																		<a target="_blank" href="http://scienceblogs.com.br/">																																			<u>ScienceBlogs Brasil</u>
																																		</a>																																		e autor do 
																																		<a target="_blank" href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/">																																			<u>Brontosssauros em meu Jardim</u>
																																		</a>																																	</li><li>
																																		Tatiana Nahas, do 
																																		<a target="_blank" href="http://ciencianamidia.wordpress.com/">																																			<u>Ciência na Mídia</u></a> e editora do <a href="http://researchblogging.org/">Research Blogging</a> 																																</li><li>
																																		Luiz Bento, do 
																																		<a target="_blank" href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/">																																			<u>Discutindo Ecologia</u></a> editor do <a href="http://researchblogging.org/">Research Blogging</a><br /></li></ul></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font></font><br /><br /><b>Decodificando</b><br />Para completar, fiz uma feliz participação no <a href="http://www.decodificando.com.br/2009/10/09/decodificando-22-virus-castracao-quimica-e-algas/">episódio 22</a> do <a href="http://www.decodificando.com.br/">Decodificando</a> com a Amanda, o Jonny Ken e a Dani Toste, falando sobre vírus, se são vivos ou não e por que zumbis terão Kuru. Roubei a lista de episódios deles, ouça (se você ainda tiver paciência comigo) e aproveite para ouvir também os episódios anteriores!<br /><br /><div style="text-align: center;"><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.decodificando.com.br/podcasts/xspf_player.swf?playlist_url=http://www.decodificando.com.br/podcasts/playlist.xspf" height="170" width="150">
	<param name="movie" value="http://www.decodificando.com.br/podcasts/xspf_player.swf?playlist_url=http://www.decodificando.com.br/podcasts/playlist.xspf" />
</object></div><br />Foi uma conversa muito boa, pena que esqueci de mencionar viróides.<br /><br />
<br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/11/divulgando_ciencia_por_ai.php">Read the rest of this post...</a> | <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/11/divulgando_ciencia_por_ai.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>miscelânea</category>
         
         <pubDate>Sun, 08 Nov 2009 15:28:22 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Beijo na boca e a hipótese científica</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/beijo_na_boca.jpg" /><br />
Ops, <a href="http://genereporter.blogspot.com/2009/11/plagio.html">me enganei</a> e <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/11/plagio_da_reitora_da_usp_a_cul.php">coloquei a foto da espécie errada</a>.<br />
</div>
<br />
<span style="padding: 5px; float: left;"><a href="http://www.researchblogging.org/"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a></span>Segundo Colin Hendrie e Gayle Brewer, o beijo na boca surgiu como
proteção: uma forma do homem transmitir para a mulher Citomegalovírus
(um tipo de herpervírus humano, o HHV-5) antes da gravidez. Fetos não
são muito afetados por citomegalovírus se a grávida já teve contato
prévio com ele. Mas se a mãe contrai o vírus durante o período de
gestação, mais de 30% dos fetos morre e os sobreviventes sofrem graves
danos como microcefalia e retardo mental. <b>Assim, o beijo na boca, uma
forma muito comum de transmissão do HHV-5, serviria como exposição prévia
e garante que a mãe não será infectada durante a gravidez. </b>Boa
idéia!... não tão boa assim.<br />
<br />
Costumo apresentar aqui no Rainha resultados já prontos, como se fossem
absolutos. Fulano viu, beltrano descobriu, tal coisa funciona assim. E
nunca mostro o tipo de pensamento que está por trás de um dado desse.
Então resolvi fazer isso hoje. Aproveitando que o artigo foi publicado
no Medical Hypotheses que, como o nome diz, <a target="_blank" href="http://www.elsevier.com/wps/find/journaldescription.cws_home/623059/authorinstructions">apresenta hipóteses</a>, vou desconstruir um pouco o que os autores propõem e mostrar como tudo gira em torno da evolução.<br />
<br />
Antes de tudo, para uma característica seja favorecida pela seleção
natural, é necessária uma pressão sobre ela. A morte de quase um terço
dos fetos infectados por uma doença bem distribuída me parece algo bem
razoável, até aqui ok. Mas para a evolução ocorrer também é necessário
tempo. Então faço a primeira pergunta: <b>Há quanto tempo o
Citomegalovírus circula em humanos?</b> Eu não achei esta resposta -
confesso que nem procurei muito - e o autor não mencionou nada sobre
isso no artigo. Sim, pois para que haja a seleção sobre o comportamento
de beijo, imagino que sejam necessárias umas boas gerações, e sei de
vírus que nos infectam há muito tempo e outros pouquíssimo. Qual o caso
desse?<br /><br /><b>[update] </b>de acordo <a href="http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&amp;_udi=B6TD6-44SK85J-2&amp;_user=10&amp;_rdoc=1&amp;_fmt=&amp;_orig=search&amp;_sort=d&amp;_docanchor=&amp;view=c&amp;_searchStrId=1078622741&amp;_rerunOrigin=scholar.google&amp;_acct=C000050221&amp;_version=1&amp;_urlVersion=0&amp;_userid=10&amp;md5=0ae929fcf6c994fb835b23c9427f45c7">com o artigo</a> que um amigo do laboratório me passou, o Citomegalovírus Humano deve nos acompanhar desde nossa divergência dos chimpanzés. Os herpesvírus são um caso de codivergência espécie-hospedeiro em primatas, e estiveram presentes sim durante nossa evolução. O que considero o passo mais importante para a hipótese do artigo ser plausível, junto com a possibilidade do beijo ser herdável (mesmo que seja culturalmente). E a consequência disso pode ser vistas em povos que não beijam na boca, já que é esperado que eles também tenham HHv-5.<br />
<br />
Supondo que o vírus nos infecte há tempo suficiente, vamos para a
segunda pergunta: beijo na boca realmente é protetor? Para que uma
característica selecionada, ela precisa conferir uma vantagem ao
portador. Se for este o caso, ele deveria ser universal. <b>Os autores
mencionam que 90% das culturas humanas estudadas se beijam na boca. E
nas outras 10%, como é a circulação de citomegalovírus?</b> Se há a
infecção, qual é a letalidade do vírus, é maior? Qual a história
evolutiva do beijo e do vírus, eles coincidem? <br />
<br />
"Ah Atila, mas você pode estar deixando de lado outras doenças que
seriam transmitidas pelo beijo além do citomegalovírus, talvez elas
também tenham um papel importante. Podem ser até mais antigas, como
você esperaria." <br />
<br />
Ok, já temos a pressão seletiva sobre o feto e, imaginando que o beijo
realmente confira vantagem, ainda nos falta algo. A característca
precisa ser herdável. Logo, <b>o beijo precisaria ter origem genética.</b>
Antes de sair caçando um gene do beijo, há algumas formas de já ter uma
noção sobre isso: Qual o parentesco das populações que beijam na boca?
Elas são relacionadas, de forma que a característica possa ter surgido
e sido passada adiante? Ou elas não tem relação clara, e o beijo parece
ter surgido de maneira independente em vários locais? Populações que
não beijam podem ser mais informativas, por serem um pouco mais raras.
Qual o caso, nunca desenvolveram o beijo ou desenvolveram e perderam?<br />
<br />
Enfim, para a hipótese do artigo fazer sentido, é necessário levar em
conta uma série de fatores importantíssimos. Uma hipótese traz
implícita uma série de premissas, que podem ou não ser possíveis. Para
assumir que o beijo possa ter se desenvolvido como forma de proteção,
precisamos crer também que o vírus está presente tempo suficiente, que
o beijo realmente protege e é selecionado e que ele é herdável. Eu
realmente não acho que seja o caso, e <b>não vi os autores discutirem mais
a fundo no artigo</b>.<br />
<br />
Toxoplasmose também é letal ao feto quando contraída durante a gestação
e serena se contraída antes. E é muito difundida no mundo todo. Será
que as pessoas vão ser selecionadas para gostar de gatos e ter mais
contato com eles antes da gravidez? E beijinho, rola?<br /><br />Post originado de uma dica do <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/">Kentaro</a>.<br />
<br />
Fonte:<br />
<br />
<span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Medical+hypotheses&amp;rft_id=info%3Apmid%2F19828260&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Kissing+as+an+evolutionary+adaptation+to+protect+against+Human+Cytomegalovirus-like+teratogenesis.&amp;rft.issn=0306-9877&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Hendrie+CA&amp;rft.au=Brewer+G&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2C+Microbiology">Hendrie CA, &amp; Brewer G (2009). Kissing as an evolutionary adaptation to protect against Human Cytomegalovirus-like teratogenesis. <span style="font-style: italic;">Medical hypotheses</span> PMID: <a rev="review" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19828260">19828260</a></span>
<br />  <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/11/beijo_na_boca_e_a_hipotese_cie.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>método científico</category>
         
         <pubDate>Wed, 04 Nov 2009 22:47:03 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Aranha herbívora (uma vergonha para a ordem)</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/aranha_herbivora.jpg" /><br />
<small><i>Bagheera kiplingi</i> fêmea comendo um corpo beltiano. Outros corpos aparecem na ponta das folhas. Crédito: M. Milton (artigo citado).</small><br />
</div>
<br /><span style="padding: 5px; float: left;"><a href="http://www.researchblogging.org/"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a></span><br />Quero deixar registrado aqui que perdi um pouco do <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/mais_aranhas_saltadoras.php">respeito que
tenho </a>pelas <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/10/salticidae.php">aranhas saltadoras</a>. Descobriram uma aranha saltadora do
México e América Central, a <i>Bagheera kiplingi</i>, herbívora! Deve ser a crise! Agora
só falta descobrir que ela curte incenso e usa Macintosh. - Na verdade,
não descobriram a aranha, ela já era conhecida. O que descobriram foi o
vergonhoso ato de herbivoria.<br /><br />Como qualquer recurso sobrando é
energia em potencial, e a biologia vive cheia de exceções, era de se
esperar que uma hora encontrassem uma aranha herbívora. A barreira para
herbivoria é muito grande, uma vez que a carne possui todos os
aminoácidos essenciais e isso dificilmente é encontrado em partes
vegetais. Animais herbívoros contam com uma série de microorganismos
simbiontes que digerem as plantas e transformam seus componentes em
precursores de aminoácidos essenciais e carbohidratos. É assim com
vacas, coelhos, formigas e cupins. Eles possuem protozoários e
bactérias que tornam a dieta vegetal possível. Mas e as aranhas?<br /><br />O que a <i>Bagheera kiplingi</i>
faz é aproveitar uma deixa. Ela vive em acácias, e as acácias são
plantas muito mais gentis, pelo menos com as formigas. As acácias usam
formigas como forma de defesa, além dos espinhos. Para adquirir e
manter as formigas, elas possuem nectários extra-florais ou peciolares,
ou seja, glândulas que produzem açúcar na base das folhas (o pecíolo), e o corpo beltiano, brotos especiais ricos
proteína e gordura. Estas estruturas especializadas da acácia, com uma
composição bem rica de açúcares, lipídios e proteína é que são usadas
pela aranha. Acompanhe ela coletando um corpo beltiano no vídeo do
artigo disponibilizado por um dos autores no youtube (com direito a HD no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=jotAW9p_0Z8&amp;">link original</a>):<br /><br /><div style="text-align: center;"><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jotAW9p_0Z8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/jotAW9p_0Z8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></object></div><br />Para completar a dieta, comem principalmente larvas de <i>Pseudomyrmex sp.</i>,
a formiga que habita as acácias. Mas este comportamento é raro, mais de
90% da dieta da aranha no México e cerca de 60% na América Central é
constituída de tecido vegetal. Ainda não se sabe como o sistema
digestivo dela é especializado, pois apesar do valor proteíco, 80% do
conteúdo dos corpos beltianos é fibra vegetal.<br /><br />A convivência com as formigas também não é das melhores, e frequentemente a B. <i>kipling</i> precisa escapar das <i>Pseudomyrmex</i> e proteger o ninho contra elas.<br /><br />Mais de 5000 espécies de Salicidae e basta uma delas para jogar a reputação na sarjeta.<br /><br />Fonte:<br /><br /> <span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Current+Biology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1016%2Fj.cub.2009.08.049&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Herbivory+in+a+spider+through+exploitation+of+an+ant%E2%80%93plant+mutualism&amp;rft.issn=09609822&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=19&amp;rft.issue=19&amp;rft.spage=0&amp;rft.epage=0&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0960982209016261&amp;rft.au=Meehan%2C+C.&amp;rft.au=Olson%2C+E.&amp;rft.au=Reudink%2C+M.&amp;rft.au=Kyser%2C+T.&amp;rft.au=Curry%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CBehavioral+Biology%2C+Ecology%2C+Zoology">Meehan, C., Olson, E., Reudink, M., Kyser, T., &amp; Curry, R. (2009). Herbivory in a spider through exploitation of an ant-plant mutualism <span style="font-style: italic;">Current Biology, 19</span> (19) DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1016/j.cub.2009.08.049">10.1016/j.cub.2009.08.049</a></span> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/11/aranha_herbivora_uma_vergonha.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/vrXgc6dCFQI/aranha_herbivora_uma_vergonha.php</link>
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         <category>animais</category>
         
         <pubDate>Tue, 03 Nov 2009 22:17:38 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Criacionistas não merecem ser ouvidos</title>
          <description><![CDATA[Pelo menos não como ciência. Pelo menos.<br /><br /><div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/10/creaevo.png" alt="creaevo.png" width="240" height="400" />

<br /><a href="http://neveraskedquestions.blogspot.com/2009/10/bye-bye-geocities-creation-vs-evolution.html">Fonte</a>. Via <a href="http://genereporter.blogspot.com/">Takata</a>.<br /></div><div><br /></div><div>Hoje presenciei uma atitude que aplaudo daqui. Na sua <a href="http://cienciahoje.uol.com.br/154459">coluna do Ciência On-line</a> "Deriva Genética", o professor Sérgio Danilo Pena discutiu sobre como o design inteligente não é embasado pela biologia. Eis que alguns criacionistas (sim, criacionistas, dêem o nome que quiserem, mas eles evocam um criador, seja ele um personagem bíblico ou o Bule Voador) <b>exigiram</b> o direito de resposta. O professor Pena respondeu que isso cabia ao editor. E o editor <a href="http://twitter.com/besteves">Bernardo Esteves</a> disse? NÃO!!!!! <br /><br />Claro que de uma forma muito
mais educada e polida. Disse que a resposta não se enquadra na política
do Ciência Hoje On-line. E acho que ele tem toda a razão. Por um simples
motivo: trata-se do <b>Ciência</b> Hoje On-line e <b>design inteligente não é
ciência</b> e <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=320OFC002">não merece entrar na discussão científica</a>. Não possuem evidências, vivem apenas de questionar as
proposições dos evolucionistas (onde desempenham um bom papel, ajudando
cientistas de verdade a buscarem mais evidências) e o mais importante:
evocar um designer ou criador não acrescenta NADA à ciência, não gera
novas idéias, não permite novas previsões e nem pode ser provado. Tanto
que <b>a maioria dos adeptos sequer tem noção do que é evolução</b>, e
usam <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ofjor/ofc030620035.htm">aquele argumentinho horrível</a> do relógio na praia.<br /><br />
"Ah, mas outras teorias também merecem ser apresentadas para um debate
saudável." <b>NOT! </b>Outras teorias não são teorias científicas e não merecem
ser ouvidas como contraponto. Você vê alguma necessidade de aprender a
teoria alternativa dos duendes da gravidade? Explicações sobre a emissão divina de
luz solar? Quem sabe a teoria de Chapolin sobre a herança genética?
Pois é nesta categoria que se enquadra o design inteligente, ele tem o mesmo suporte que o <a href="http://www.venganza.org/">Monstro de Espaguete Voador</a> - que pelo menos <a href="http://pizzabytheslice.com/articles/images/FSM_coffee_foam_1024.jpg">dá
as caras por aí</a>.<br /><br />
Insatisfeitos com a recusa do editor, exigiram a demissão dele. Isso
mesmo, ilustres membros do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente
exigiram a demissão do Bernardo. Felizmente eles possuem tanta
influencia no CH On-line quanto <strike>o síndico do meu prédio</strike> o outro NBDI - Núcleo Brasileiro de Design de Interiores. <br /><br />Antes de um
criacionista exigir direito de resposta - e o direito deles está na
mesma categoria dos jogadores de tarô da Latvéria - ,<b> ele deveria no
mínimo aceitar comentários em seu blog.</b> Sim, nunca vi blog
criacionista que aceitasse comentários, o que me informa muito sobre
quão abertos a discussão eles podem ser. <b>Aliás, sabiam que na mesa
redonda (mesa redonda, daquelas feitas para discussão) sobre evolução
no Mackenzie, as perguntas para a mesa eram enviadas por SMS?</b> S-M-S, um método
muito democrático e aberto.</div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/criacionistas_nao_merecem_ser.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/xxMSCDRR6IQ/criacionistas_nao_merecem_ser.php</link>
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         <category>miscelânea</category>
         
         <pubDate>Sat, 31 Oct 2009 20:20:16 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Parasitas em imagens</title>
          <description><![CDATA[<i>Estava na dúvida sobre o que escrever, então resolvi apelar para um assunto recorrente. As <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/vespas/">vespas parasitóides</a>, claro:</i><br /><br />
<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Lagarta_com_vespas.jpg" /><br />
</div>
<div align="center">©<a href="http://sites.google.com/site/tedkrop/">Ted Kropiewnicki</a> <a target="_blank" href="http://tolweb.org/Braconidae/23447">Enciclopédia da vida</a>. Mais <a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/urtica/2811648037/">uma imagem linda aqui</a>.<br />
<br /></div>Esta bela e gorda lagarta não está decorada à toa. Cada algodão daquele pendurado na <i>Maduca sexta</i> (a lagarta da folha do tabaco) é um casulo de <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cotesia_congregata">uma vespa</a> <i>Cotesia congregata</i>.
Cada vespinha foi depositada com cuidado dentro da lagarta e, com a
ajuda de um vírus simbionte que destrói a resposta imune da lagarta,
elas cresceram durante cerca de 14 dias liberando compostos que castram
a <i>Manduca</i> e a fazem continuar no estágio de larva se alimentando e incapaz de sofrer metamorfose. Em alguns dias novas <a target="_blank" href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cotesia9061.8.15.07.c.jpg">vespinhas adultas</a> emergirão dos casulos.<br />Isso mesmo, para a <i>Cotesia</i>
invadir a lagarta, ela utiliza um vírus que destrói as defesas do
hospedeiro. Talvez diga também que é um príncipe herdeiro que precisa
de uma conta para depositar seus ovos. Ou que achou fotos íntimas da <i>Manduca</i> e que basta ela clicar no meusovos.exe.<br />
<br />
<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Syngaster_lepidus.jpg" /><br />
</div>
<div align="center">©Dong-Hwan Choe <a target="_blank" href="http://tolweb.org/Braconidae/23447">Enciclopédia da vida</a>.<br />
</div><br />Já estas três vespas simpáticas não estão coversando nem se encarando.
São fêmeas depositando ovos. Que ovos? Onde? As mamães buscam larvas de
<a target="_blank" href="http://www.eol.org/pages/123494">besouro da madeira</a> <i>Phoracantha recurva</i>, que estão se alimentando dentro tronco de árvore que está sob elas, para depositar seus ovos.<br />
Mais do que isso. As mães <a target="_blank" href="http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&amp;_udi=B6WBP-464P9V1-1&amp;_user=10&amp;_rdoc=1&amp;_fmt=&amp;_orig=search&amp;_sort=d&amp;_docanchor=&amp;view=c&amp;_searchStrId=1070363667&amp;_rerunOrigin=google&amp;_acct=C000050221&amp;_version=1&amp;_urlVersion=0&amp;_userid=10&amp;md5=1891c09d989366a2d6d80cfc3dbab4e5">sabem a qualidade da larva em que estão pondo ovos</a>,
e nas larvas mais novas, com cerca de 2 semanas, colocam apenas ovos de
machos, que são menores e requerem menos recursos para crescer. Já em
larvas mais velhas, como 5 semanas, preferem colocar mais ovos de
fêmeas, que são maiores. Por aquele buraquinho na madeira.<br /><br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/parasitas_em_imagens.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/4H-HTSIgu0U/parasitas_em_imagens.php</link>
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         <category>parasitas</category>
         
         <pubDate>Fri, 30 Oct 2009 00:45:33 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Aprendendo a piar</title>
          <description><![CDATA[<i>Twitter, twitter, twitter... Mas afinal, por que se fala tanto dele e o que raios ele tem a ver com Biologia?</i><br /><br /><div align="center"><a href="http://www.shutterstock.com/"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/10/cantando.jpg" alt="cantando.jpg" height="470" width="470" /></a>

<br /></div><br /><br />Twitter é a bola da vez, não dá para negar. Muitos já passaram do
estágio "não uso essa besteira" para o "vou dar uma olhada, falam
demais disso" e "até que há coisas interessantes para fazer, consigo
ver uma utilidade no twitter". E não, você não
vai escapar de ler sobre o Twitter nem aqui, um blog de biologia. Mas
prometo tratar do assunto de outra forma, o surgimento de linguagens:<br /><br /><b>A língua crioula<br /></b><br />Muitos fazendeiros adotavam uma estratégia sacana para conter seus escravos. Formavam os grupos de trabalho o mais heterogêneos possível, juntando pessoas vindas de diferentes países, de forma que poucos ou ninguém falasse a mesma língua, o que dificultava rebeliões e fugas.<br /><br />Com isso, os escravos tinham uma grande dificuldade de se comunicar. No começo, usavam as poucas palavras que todos conheciam, geralmente vindas da língua dos senhores. São as chamadas línguas francas, extremamente pobres e carentes de regras gramaticais, que exprimem apenas o básico.<br /><br />Com o passar do tempo, novas palavras são acrescentadas, um misto das línguas dos escravos e línguas do local. As crianças, que ainda estão no período sensível de aprendizado, vão acrescentando às palavras regras gramaticais, tempos verbais, inflexões, declinações, e a língua vai se tornando mais completa. No passo de uma geração, a língua franca se torna uma língua real e completa, a língua crioula. A língua crioula surgiu em diversos países, principalmente na América Central, por conta desta mistura de escravos do plantio de cana-de-açúcar.<br /><br />Na ilha de Curaçau, por exemplo, se fala uma língua crioula chamada
papiamento. Alías, papiamento quer dizer fala em papiamento (entendeu?). O verbo ir, <i>Bai</i>, não possui flexão de tempo. No
futuro, recebe um lo derivado de logo, <i>lo mi bai</i>. No passado,<i> mi a bai</i>,
eu já fui. <i>Yiu</i> é uma criança da família, logo, <i>yiu hombre</i> é filho e <i>yiu
muhé</i> é filha. Sintético, mas funciona muito bem.&nbsp; <br /><br /><b>Uma linguagem de sinais</b><br /><br />Na década de 1980, o governo nicaraguense resolveu ensinar às crianças surdas e mudas do país a linguagem de sinais. Para isso, criaram um colégio específico para onde eram mandadas as crianças com necessidades especiais.<br /><br />Porém, os professores tentavam ensinar
as crianças a se comunicar usando a soletração de palavras, e não
símbolos. Uma atitude de quem nunca precisou se comunicar por sinais. Explico a diferença: a maioria das linguagens, como o português, é silábica. Nossas palavras são formadas por sílabas. Já as linguagens de sinais são simbólicas. Cada palavra não é composta por pedaços, mas sim um símbolo completo. Carro não é simbolizado por Car + ro&nbsp; e sim por um símbolo de carro, que não pode ser decomposto.<br /><br />Tente falar a frase "Fui ao supermercado" soletrando cada letra, ou as sílabas, e entenda a dificuldade que é. Se você tem um símbolo de mercado e gesticula que eu + ir + mercado, é muito mais eficaz.<br /><br />As crianças tiveram óbvia dificuldade em usar a linguagem
soletrada que os professores estavam aplicando, mas nos corredores
utilizavam sinais para falar entre si. Os sinais eram trazidos de casa,
da comunicação com familiares. A cada nova geração de crianças que
entravam na escola, novos sinais eram trazidos e enriqueciam a língua. <br /><br />Num primeiro momento, a linguagem era bem simples e rudimentar, algo como a língua franca. Mas a cada ano, com a entrada de novos estudantes, as crianças mais novas enriqueciam a língua, desenvolviam regras gramaticais e davam novos usos às palavras.<br /><br />Aos poucos, surgiu uma nova língua de sinais nesse colégio da Nicarágua. Ao invés das crianças aprenderem o que os professores tentavam ensinar, criaram uma linguagem completa elas mesmas. Sim, completíssima, com todos os tempos verbais, declinações e tudo o mais. Uma demonstração fantástica de que as bases da linguagem estão gravadas em nosso cérebro, e que o período mais sensível a aprender e dar uso a ela é a infância.<br /><br /><br /><b>E o twitter nessa?<br /></b><br />O Twitter foi concebido pelos autores como uma forma de comunicar o que se está fazendo em tempo real, para várias pessoas. A princípio pelo celular, daí a restrição de 140 caracteres. Ninguém, nem quem concebeu o sistema, imaginava que ele pudesse ter tantas formas de uso.<br /><br />Hoje em dia o Twitter serve para lojas anunciarem produtos, debates, narração de eventos, divulgação, conversa, contato com novas pessoas e muito mais. Tanto que a mensagem original "O que você está fazendo agora?" foi trocada por algo como "Compartilhe e descubra o que está acontecendo agora, em qualquer lugar".<br /><br />E ainda há muitas funções para ele que não conhecemos, simplesmente porque ainda não foram concebidas. A cada novo usuário, a cada nova geração, outras formas de uso são inventadas, e o que podemos fazer é acompanhar e usar a ferramenta. <br /><br />Estamos aprendendo a falar no Twitter, assim como estamos aprendendo a falar via Internet. E você pode não saber, mas ainda vai fazer muito uso destes piados. Nestas horas, medo deve ser substituído por curiosidade.<br /><br />Fontes:<br /><a href="http://www.douglasadams.com/dna/19990901-00-a.html">Pare de se preocupar e aprenda a amar a Internet</a> - Texto do Douglas Adams que deu toda a base para o que escrevi<br />Dinossauro no Palheiro - Stephen Jay Gould<br /><div>
O Livro de Ouro da Evolução - Carl Zimmer</div><div><br /></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/twittando_e_aprendendo_a_falar.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/QWQxZkA4BKc/twittando_e_aprendendo_a_falar.php</link>
         <guid isPermaLink="false">http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/twittando_e_aprendendo_a_falar.php</guid>
         <category>comportamento</category>
         
         <pubDate>Thu, 29 Oct 2009 07:12:35 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Para o lado errado: A síndrome de Kartagener</title>
          <description><![CDATA[<i><a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/enigma_de_sexta_xv.php#comments">Conforme os muitos comentários</a>, e todos certos, a relação entre todos aqueles sintomas está na Síndrome de Kartagener! Meus parabéns, a galera me destruiu.</i><br /><br /><div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/10/epitelio_bronquiolo.jpg" alt="epitelio_bronquiolo.jpg" title="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Bronchiolar_epithelium_3_-_SEM.jpg" height="513" width="500" />

 <br />Epitélio do brônquio com células ciliares. Fonte: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Bronchiolar_epithelium_3_-_SEM.jpg">Wikimedia</a>.<br /></div><br /><span style="padding: 5px; float: left;"><a href="http://www.researchblogging.org/"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a></span>A Síndrome de Kartagener é uma doença genética realmente curiosa.
Recessiva, ela só ocorre nos que herdam ambos os alelos (de pai e de
mãe) com a característica, geralmente um defeito na proteína dineína. E por que seus portadores tem menos olfato,
menos audição, infertilidade nos homens e órgãos na orientação inversa
em metade dos casos?<br /><br />Simples, trata-se de um defeito na formação
dos cílios celulares - celulares, ok?. Daí vêm todos os sintomas. Os cílios celulares
formam projeções para fora da célula que se movem
várias vezes por segundo numa mesma direção, criando uma espécie de
fluxo. Veja o papel dele em cada situação e como a função é
comprometida:<br /><br /><b>Olfato</b><br />Para mantermos nosso sistema
respiratório limpo, produzimos o muco que capta a sujeira. mas o muco
precisa ser trocado. Para isso, as células epiteliais (da camada mais
superficial) possuem cílios que batem e criam uma corrente de muco do
pulmão para cima. Sem os cílios, o muco não é trocado e uma série de
infecções acontece, acabando com o olfato.<br />
<br /><b>
Audição</b><br />
Para ouvirmos, o líquido que preenche nosso ouvido interno precisa
vibrar com a pressão do tímpano. Quem mede estas vibrações são células
cujos cílios da membrana são levados pelo movimento, os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stereocilia_%28inner_ear%29">estereocílios</a>. Aliás, estas
células são bem sensíveis e morrem com muita vibração, o que explica a
surdez crescente em pessoas que escutam música muito alta,
principalmente de fone de ouvido. Com a má formação dos cílios, estas
células não vibram e o som nào é percebido.<br />
<br /><b>
Infertilidade</b><br />
Nosso espermatozóide nada graças ao movimento do flagelo, que não
é mais do que um tipo especializado de cílio. Com o flagelo mal formado, os
espermatozóides não conseguem <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/04/longa_viagem.php">nadar o suficiente para atingir o óvulo</a>.
Por isso, exames de fertilidade levam em conta não só a contagem de
células espermáticas como também a mobilidade. Mulheres também são
atingidas, embora em menor grau, pois o óvulo é conduzido pelas
Tubas uterinas (do ovário para o útero) através do batimento de
células ciliares.<br />
<br />
<b>Assimetria</b><br />
E por que alguém teria os órgão virados para outro lado por causa de
uma mutação que destrói os cílios? A resposta está numa proteína
chamada <i>Sonic hedghog</i>. <i>Hedgehog</i> são proteínas que
controlar o desenvolvimento do corpo de animais, controlando simetria,
formação de órgãos e uma série de outras coisas. Seu nome vem da
morfologia de embriões de mosca-das-frutas, que sem este gene não se
formam e ficam cobertos de "espinhos", daí o nome porco-espinho. A
Sonic Hedgehog é uma destas proteínas, que recebeu este nome em
homenagem a um <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sonic_the_Hedgehog_%28character%29">porco espinho azul bem famoso</a>.<br />
Quando ainda temos alguns dias dentro do útero, esta proteína é
liberada de células que contém cílios batendo para esquerda, criando
uma concetração que determina o lado do corpo. Sem o batimento destes
cílios, não ocorre o gradiente de<i> Sonic</i> e o corpo é formado com uma simetria aleatória. Em metade dos casos para direita.<br />
<br />
Fontes:<br />
<span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Annual+Review+of+Physiology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1146%2Fannurev.physiol.69.040705.141301&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Genetic+Defects+in+Ciliary+Structure+and+Function&amp;rft.issn=0066-4278&amp;rft.date=2007&amp;rft.volume=69&amp;rft.issue=1&amp;rft.spage=423&amp;rft.epage=450&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Farjournals.annualreviews.org%2Fdoi%2Fabs%2F10.1146%2Fannurev.physiol.69.040705.141301&amp;rft.au=Zariwala%2C+M.&amp;rft.au=Knowles%2C+M.&amp;rft.au=Omran%2C+H.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CAnatomy%2C+Genetics+%2C+Molecular+Biology%2C+Structural+Biology">Zariwala, M., Knowles, M., &amp; Omran, H. (2007). Genetic Defects in Ciliary Structure and Function <span style="font-style: italic;">Annual Review of Physiology, 69</span> (1), 423-450 DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1146/annurev.physiol.69.040705.141301">10.1146/annurev.physiol.69.040705.141301</a></span>

<span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=PLoS+Biology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pbio.0030268&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=De+Novo+Formation+of+Left%E2%80%93Right+Asymmetry+by+Posterior+Tilt+of+Nodal+Cilia&amp;rft.issn=1544-9173&amp;rft.date=2005&amp;rft.volume=3&amp;rft.issue=8&amp;rft.spage=0&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fbiology.plosjournals.org%2Fperlserv%2F%3Frequest%3Dget-document%26doi%3D10.1371%252Fjournal.pbio.0030268&amp;rft.au=Nonaka%2C+S.&amp;rft.au=Yoshiba%2C+S.&amp;rft.au=Watanabe%2C+D.&amp;rft.au=Ikeuchi%2C+S.&amp;rft.au=Goto%2C+T.&amp;rft.au=Marshall%2C+W.&amp;rft.au=Hamada%2C+H.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2C%2C+Anatomy%2C+Developmental+Biology">Nonaka, S., Yoshiba, S., Watanabe, D., Ikeuchi, S., Goto, T., Marshall, W., &amp; Hamada, H. (2005). De Novo Formation of Left-Right Asymmetry by Posterior Tilt of Nodal Cilia <span style="font-style: italic;">PLoS Biology, 3</span> (8) DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1371/journal.pbio.0030268">10.1371/journal.pbio.0030268</a></span>
<br />
<br />  <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/sindrome_kartagener.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/z-_VSF92DsE/sindrome_kartagener.php</link>
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         <category>doenças</category>
         
         <pubDate>Mon, 26 Oct 2009 18:05:11 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Enigma de Sexta XV</title>
          <description><![CDATA[É isso aí, para voltar em grande estilo, resgatei o enigma de sexta que já estava meio deixado de lado. Hoje algo no estilo House MD:<br /><br /><div style=""><div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/10/coracoa_invertido.jpg" alt="Coração Invertido" height="390" width="400" /><br /><br /></div>Por que alguém teria perda de olfato, perda de audição, infertilidade nos homens e de quebra, 50% de chances de ter seus órgãos internos do lado errado? Errado no sentido de mais comum.<br /><br />Que característica poderia estar por trás de sintomas tão diversos e por que?, por que? o coração voltado para o lado direito?<br /><br />A resposta será postada segunda e se seu comentário demorar demais para aparecer, ou eu ainda não aprovei ou você acertou e não quero estragar a surpresa dos outros, e só vou liberar depois.<br /></div>

<br /> <div><br /></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/enigma_de_sexta_xv.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/vgZSdjZQX-Y/enigma_de_sexta_xv.php</link>
         <guid isPermaLink="false">http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/enigma_de_sexta_xv.php</guid>
         <category>enigma</category>
         
         <pubDate>Fri, 23 Oct 2009 17:02:10 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Influenza A (H1N1), a gripe do politicamente correto</title>
          <description><![CDATA[<i>Voltando a blogar por aqui, depois de um longo período <a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/">tratando só de gripe</a>, e adivinha do que vou falar? Mas prometo ser quase inédito.<br /></i><br /><div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/10/H1N1_influenza_virus.jpg" alt="H1N1_influenza_virus.jpg" height="472" width="400" />

<br />Influenza A (H1N1) em microscopia eletrônica. Fonte: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:H1N1_influenza_virus.jpg">Wikimedia</a>.<br /></div><br />Bons tempos aqueles... - Sempre quis começar um post assim e hoje tenho uma boa desculpa. <br /><br />Bons tempos aqueles em que os Trapalhões podiam fazer as piadas que faziam e gripe tinha nome decente. Não aguento mais chamar a gripe suína de Influenza A (H1N1). Sério. O nome não explica nada, todo H1N1 é um Influenza A e existem várias linhagens. H1N1 de aves, de porcos, humano, circulantes desde 1900 e tanto, recentes, rearranjados, simples e etc. <b>Todos têm este mesmo nome. </b><br /><br />Como eu faço para distinguir este último H1N1, o que está causando a atual pandemia? Qual o problema de chamar de gripe suína? Não era um vírus suíno? Ok, ele não circula entre porcos, provavelmente a fonte dele é diretamente humana. e mesmo se não for dificilmente encontraremos vestígios da origem do vírus em porcos. Mas e daí? A Gripe Espanhola não começou na Espanha também. <br /><br />Aliás, a Espanha foi o primeiro país assumir que estava com pessoas gripadas, ao contrário dos demais, que envolvidos com a 1ª Guerra não podiam assumir que seus soldados estavam doentes. A Gripe Russa de 1977 também não ocorreu só na Rússia. E por aí vai. Mas nos tempos atuais, é politicamente incorreto associar a gripe com um animal de criação ou com um país. Daí a OMS determinar que o nome seja Influenza A (H1N1). Me lembra dos meus gatos que chamavam Gatinho e Gatão (se fosse um só, seria Gato).<br /><br />Os holandeses <a target="_blank" href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/full/324/5929/871">já abriram mão disso</a>
e chamaram de Gripe Mexicana. Os mexicanos, de A Epidemia. E há uma
série de outros nomes, que me surpreendem a cada artigo. Influenza
H1N1<i>pdm</i> (de pandêmico), S-OIV (<i>swine origin influenza virus</i> ou vírus influenza de origem suína), novo Influenza A H1N1, H1N1 pandêmico, pH1N1 (<i>pandemic</i>
H1N1), e outros que não me lembro mais. São mais nomes do que linhagens
do vírus - sério, ele não tem divergido muito, e nem precisa, quase não
há pressão imune para que ele varie.<br />
<br />
Mas sabe o que é pior? Não adianta. Quem tem conhecimento para
discernir que todos estes nomes se referem ao mesmo vírus, sabe que a
carne de porcos não transmite gripe e poderia chamá-la de gripe suína. Em compensação, para o público
leigo de fato os nomes só atrapalham. Não é raro encontrar um
comentário perguntando se o Influenza A (H1N1) - ou qualquer outro nome
à sua escolha - também causa gripe, ou se é só o vírus  da gripe suína que faz isso. - pois é.<br /><br /><br /><br /><br /><div><br /></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/influenza_a_h1n1_a_gripe_do_po.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>doenças</category>
         
         <pubDate>Tue, 20 Oct 2009 22:34:34 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Recordando: Artrópodes!</title>
          <description><![CDATA[ Aqui está uma parte do ótimo trabalho do polonês Igor Siwanowicz, que por sinal é muito gente boa! Para ver mais fotos impressionantes veja o álbum dele <a href="http://photo.net/photos/siwanowicz">aqui</a> que tem muita coisa. Mais fotos <a href="http://lablogatorios.com.br/rainha/imagens/lepidoptera/">aqui</a>.<br /><br />Devido ao tamanho e quantidade de fotos, deixei várias na continuação pelo leia mais.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NM_nwlJQI/AAAAAAAAAO8/9fbvMWOnM5M/s1600-h/whip_scorpion_1_by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NM_nwlJQI/AAAAAAAAAO8/9fbvMWOnM5M/s400/whip_scorpion_1_by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144039855275451650" border="0" /></a><br /><span id="fullpost"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NLEnwlJDI/AAAAAAAAANU/35UeAXJQB1o/s1600-h/blasphemous_monstrosity____by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NLEnwlJDI/AAAAAAAAANU/35UeAXJQB1o/s400/blasphemous_monstrosity____by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144037742151541810" border="0" /></a></span><br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NM_nwlJRI/AAAAAAAAAPE/MJt7f-LrbBo/s1600-h/Why_the_long_face__by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NM_nwlJRI/AAAAAAAAAPE/MJt7f-LrbBo/s400/Why_the_long_face__by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144039855275451666" border="0" /></a><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NMvHwlJLI/AAAAAAAAAOU/PRvwCnN4Gv4/s1600-h/Scorpion_IV_by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NMvHwlJLI/AAAAAAAAAOU/PRvwCnN4Gv4/s400/Scorpion_IV_by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144039571807610034" border="0" /></a><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NMvXwlJMI/AAAAAAAAAOc/xgna6tqHlqQ/s1600-h/Slug_Death_is_Metallic_Blue__by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NMvXwlJMI/AAAAAAAAAOc/xgna6tqHlqQ/s400/Slug_Death_is_Metallic_Blue__by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144039576102577346" border="0" /></a><br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NMv3wlJOI/AAAAAAAAAOs/GkZQmeptvKU/s1600-h/studded_by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NMv3wlJOI/AAAAAAAAAOs/GkZQmeptvKU/s400/studded_by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144039584692511970" border="0" /></a><br /><span id="fullpost"><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NMv3wlJPI/AAAAAAAAAO0/ijwml_pFWnY/s1600-h/Tetragnatha_by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NMv3wlJPI/AAAAAAAAAO0/ijwml_pFWnY/s400/Tetragnatha_by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144039584692511986" border="0" /></a><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NL03wlJGI/AAAAAAAAANs/TYlr-VH07-c/s1600-h/Head_on_by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NL03wlJGI/AAAAAAAAANs/TYlr-VH07-c/s400/Head_on_by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144038571080229986" border="0" /></a><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NL03wlJHI/AAAAAAAAAN0/E1hZaQQrIqc/s1600-h/Papuan_wrestling_by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NL03wlJHI/AAAAAAAAAN0/E1hZaQQrIqc/s400/Papuan_wrestling_by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144038571080230002" border="0" /></a><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NL1HwlJII/AAAAAAAAAN8/0aLSG4nGCPQ/s1600-h/Imperator_by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NL1HwlJII/AAAAAAAAAN8/0aLSG4nGCPQ/s400/Imperator_by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144038575375197314" border="0" /></a><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NL1nwlJJI/AAAAAAAAAOE/n8MChb3TEyQ/s1600-h/Phyllium_1_by_Blepharopsis.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2NL1nwlJJI/AAAAAAAAAOE/n8MChb3TEyQ/s400/Phyllium_1_by_Blepharopsis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144038583965131922" border="0" /></a><br /><br /></span> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/recordando_artropodes.php">Read the rest of this post...</a> | <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/recordando_artropodes.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>animais</category>
         
         <pubDate>Mon, 05 Oct 2009 22:57:01 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Blogando sobre gripe IV</title>
          <description><![CDATA[Como o Influenza é transmitido, pelo ar ou por contato? Ambos. Confira alguns dos motivos para sabermos disso no blog H1N1:

<br /><br /><br /><br />


<blockquote>
<div style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-115" src="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/files/2009/09/Banknotes.jpg" alt="Fonte: Wikimedia" height="225" width="300" /></div>
A transmissão por contato do Influneza pode ser direta ou indireta. Direta é quando entramos em contato com secreções de alguém doente e levamos a mão aos olhos, boca ou nariz. O contato indireto ocorre quando tocamos objetos ou superfícies contaminados por alguém expelindo o vírus e trazemos a mão a uma das mucosas já mencionadas.
<br />
[...]
<br />
E qual seria a duração do vírus da gripe em notas de dinheiro? Em notas Suíças, que são feitas com fibra de algodão revestida de cera, que dá uma superfície lisa a elas, por um longo tempo. Vírus em concentrações próximas às detectadas em doentes na fase aguda são capazes de durar mais de 3 dias. Se forem protegidos por muco, que ajuda a regular a umidade e salinidade em que o Influenza é estabilizado, ele chega a ser recuperado e infecta células em cultura por até 17 dias!</blockquote>
<br />
<a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2009/09/15/transmissao-do-influenza-por-contato/" target="_blank">Continue lendo</a>.
<br /><br /><br /><div align="center"><img class="size-full wp-image-110" src="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/files/2009/09/espirro.JPG" alt="Fonte: Wikimedia" height="201" width="300" /></div>
<br />
<blockquote>A transmissão do vírus Influenza, embora seja uma das questões mais básicas, ainda é alvo de muita discussão. O papel do contágio por contato ou por gotículas e aerossóis então, é um dos mais quentes [1]. Depois de  certo intervalo sem novos experimentos, sabemos atualmente que furões e porquinhos-da-índia são infectáveis pelo Influenza A e podem transmiti-lo. Graças a estes modelos animais, estamos estudando as formas de transmissão da gripe, mas está longe de termos tudo esclarecido.
<br />[...]<br />
Um dos passageiros estava com Influenza A confirmado em laboratório. Em 3 dias, 39 dos 54 passageiros desenvolveram gripe. Destes, em 8 casos foi possível isolar uma cepa parecida - A/Texas/1/(H3N2) - e 20 outros passageiros testaram positivo para anticorpos contra o mesmo vírus. Exato, 3 horas respirando o mesmo ar que uma pessoa gripada e 72% dos passageiros contraíram gripe. O artigo ainda sugere que a taxa de contágio variou de acordo com o tempo gasto a bordo enquanto o avião permaneceu parado, uma vez que nem todos ficaram dentro do avião o tempo todo. Note que não houve menção sobre a circulação do passageiro considerado caso zero dentro do avião, de forma que não podemos excluir o contágio por contato.</blockquote>
<br />
<a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2009/09/22/transmissao-do-influenza-pelo-ar/" target="_blank">Continue lendo</a>.
<br />
 <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/09/blogando_sobre_gripe_iv.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/b8kc7mJcZNU/blogando_sobre_gripe_iv.php</link>
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         <category>doenças</category>
         
         <pubDate>Fri, 25 Sep 2009 07:00:10 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Prêmio ABC de Blogs Científicos</title>
          <description><![CDATA[O <a href="https://dfm.ffclrp.usp.br/ldc/index.php/anel-de-blogs-cientificos">Anel de Blogs Científicos</a> <strike>One Ring to rule them all</strike>, criado e mantido pelo <a href="http://comciencias.blogspot.com/"> Osame Kinouchi</a>, sediou o Prêmio ABC (Anel de Blogs de Ciência).
Por meio de votos dos próprios autores dos blogs concorrentes, foram eleitos os melhores participantes em diversas categorias.<br /><br />É aqui que paro para mostrar o meu orgulho. Quando entrei na empreitada de criar o Lablogatórios com o Carlos, tivemos a iniciativa de chamar blogs que gostamos de ler e identificamos como bons blogs de ciência. Esta foi a primeira premissa para convidarmos os quem hoje faz parte do ScienceBlogs Brasil.<br /><br />E vendo os eleitos pelo prêmio ABC, percebo que acertamos na escolha. Tenho muito orgulho dos meus vizinhos de SbBr e quero dar meus parabéns a todos. Não só por terem vencido todas as categorias, mas porque os outros blogs participantes são de altíssimo nível. <br /><br />Então deixo o meu convite, visite e prestigie os participantes. A divulgação científica nos blogs tem muito a oferecer:<br /><br /><b>Ambiente e Ciências da Terra</b><br />1) <i>26&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/rastrodecarbono">Rastro de Carbono </a></i><br />2) <i>16&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/geofagos">Geófagos</a></i><br />3) <i>13&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento">Ecodesenvolvimento</a></i><br /><br /><b>Ciência Geral, Política Científica e Tecnologia</b><br />1) <i>20 votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos">100nexos</a></i><br />2) <i>14&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo">42</a></i><br />3) 11&nbsp; votos - <a href="http://comciencias.blogspot.com/">SemCiência </a><br />3) <i>11&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis">Xis-Xis </a></i><br /><br /><b>Ciências da Vida</b><br />1) <i>23&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros">Brontossauros em Meu Jardim</a></i><br />2) <i>16&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha">Rainha Vermelha</a></i><br />3) <i>12&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam">RNA Mensageiro</a></i><br /><br /><b>Química, Física e Astronomia , Matemática e Computação</b><br />1) <i>21&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/chivoinonpo">Chi Vó Non Pó </a></i><br />2) 12&nbsp; votos - <a href="http://arsphysica.wordpress.com/">Ars Physica</a><br />3) &nbsp; <i>6&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/bigbang">Big Bang Blog</a></i><br />3) &nbsp; 6&nbsp; votos - <a href="http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/">Física na Veia</a><br />3) &nbsp; 6&nbsp; votos - <a href="http://matematica.over-blog.com/">Desafios Matemáticos</a><br />3)&nbsp;&nbsp; 6&nbsp; votos - <a href="http://cafecomciencia.wordpress.com/">Café com Ciência</a><br /><br /><b>Ciências Sociais e Humanidades , Educação e Blogs Didáticos</b><br />1) <i>22&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/carbono14">Chapéu, Chicote e Carbono-14</a></i><br />2) <i>10&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/ensaios/">Tubo de Ensaios</a></i><br />3)&nbsp; 7&nbsp;&nbsp; votos - <a href="http://ensinofisicaquimica.blogspot.com/">Vídeos para o Ensino da Física e da Química</a><br /><br /><b>Mente e Cérebro, Saúde e Medicina</b><br /><i>1) 22&nbsp; votos - <a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus">Ecce Medicus </a></i><br />2) 17&nbsp; votos - <a href="http://www.suzanaherculanohouzel.com/">A Neurocientista de Plantão </a><br />3) 10&nbsp; votos - <a href="http://blogdamentecerebro.blog.uol.com.br/">Blog da Revista Mente e Cérebro </a><br />3) 10&nbsp; votos - <a href="http://bala-magica.blogspot.com/">Bala Mágica</a>&nbsp;  <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/09/premio_abc_de_blogs_cientifico.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/abQYZJOZF28/premio_abc_de_blogs_cientifico.php</link>
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         <category>miscelânea</category>
         
         <pubDate>Thu, 24 Sep 2009 12:18:58 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Recordando: Henrietta Lacks, Imortal</title>
          <description><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R3W5jXwlKFI/AAAAAAAAAWI/-DfLWw-7iiI/s1600-h/Henrietta_Lacks_%281920-1951%29.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149225766292367442" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R3W5jXwlKFI/AAAAAAAAAWI/-DfLWw-7iiI/s320/Henrietta_Lacks_%281920-1951%29.jpg" alt="" border="0" height="253" width="175" /></a>Henrietta
morreu há mais de 55 anos, e apesar disto existem mais células suas
atualmente do que quando ela era viva. Células tumorais extraídas de
seu útero são cultivadas até hoje e são responsáveis pela elucidação de
muitos mecanismos celulares e outras questões importantes como o
desenvolvimento da vacina da pólio.</p><p><br />
Em fevereiro de 1951, Henrietta Lacks deu entrada no Hospital Johns
Hopkins, em Baltimore, EUA, e foi diagnosticada com um tumor cervical.
Uma amostra tecido uterino foi enviada ao pesquisador George Gey que
estava na época tentando cultivar tecidos humanos em meio sintético,
porém sem sucesso. As células de Lacks no entanto cresciam muito bem, em ambiente ideal se duplicam a cada 24hrs.</p>

<p>As células de Henrietta se mantinham tão bem em cultura que começaram a ser
enviadas a pesquisadores de todo o mundo, recebendo o nome de células
HeLa. Na verdade, por serem resistentes, fizeram tanto sucesso que
os envelopes que circulavam com essas amostras ficaram conhecidos como
helagramas.</p><p><br />
Se você colher uma amostra de tecido própria, um pedaço da sua pele por
exemplo, mantendo em um ambiente a 37ºC, com oxigenação controlada e meio
nutritivo, suas células vão continuar se dividindo como se ainda
estivessem no seu corpo. Porém, elas não passarão da 52ª geração,
limite conhecido como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Limite_de_Hayflick">limite de Hayflick</a>,
devido ao encurtamento dos telômeros, uma espécie de controle celular
para impedir que células se dividam sem controle (como o tumor que
originou as células HeLa). Acontece que as células HeLa são células
chamadas transformadas pois são capazes de manter-se em divisão constante,
o que permite que essas células sejam cultivadas até hoje.</p><p><br />
Muito do conhecimento atual em ciência foi descoberto graças à elas. Jonas
Salk desenvolveu a vacina da pólio neste tipo de célula - inclusive, em
algumas pessoas inoculadas com a vacina pequenos nódulos apareceram na
região vacinada, indicando uma possível contaminação com as células
HeLa.</p><p><br />
De tão resistentes e eficazes, as células de Henrietta acabaram
contaminando uma série de culturas de tecido com amostras de outra
origem, o que gerou vários problemas e muito embaraço por parte da
comunidade científica. O padrão seguro de exposição a raios-X para
seres humanos foi determinado com base numa amostra contaminada com
células HeLa, naturalmente mais resistentes à esse tipo de radiação, invalidando muitos dos testes que haviam sido realizados quando se
descobriu a contaminação.</p><p><br />
Henrietta morreu cerca de 8 meses após seu diagnóstico, em 4 de outubro
de 1951. Aparentemente, seu tumor foi diagnosticado como epitelial
típico e tratado com radiação, o que não funcionou (neste caso o
necessário seria a remoção cirúrgica do tecido). Sua família só ficou
sabendo do uso de suas células em 1975, e apesar das diferentes
aplicações e inclusive da comercialização de alguns métodos celulares
que envolvem o uso de células HeLa, nunca receberam um centavo.</p><p><br />
Atualmente se sabe que, o que provavelmente causou o tumor de Lacks foi
uma infecção com HPV, o <strike>herpes papiloma víru</strike>s vírus do papiloma humano <i>[valeu zanith!]</i>, conhecido por estar
presente em grande parte dos casos de câncer cervical. Inclusive existem
marcadores moleculares do HPV que podem ser encontrados nas células HeLa. Hoje
em dia existem várias outras linhagens celulares, de diferentes
tecidos, transformadas ou não, mas nenhuma é tão estudada e utilizada
como a linhagem de Henrietta.</p><p><br />
Alguns pesquisadores consideram suas células como um organismo à parte,
ou mesmo uma outra espédie (devido ao número diferente de cromossomos
que elas têm, entre outras coias), batizada de <span style="font-style: italic;">Helacyton gartleri</span>.</p>

<p>Fontes:<br />
SEXO E AS ORIGENS DA MORTE - WILLIAM R. CLARK - ISBN: 8501074004<br />
AS DEZ MAIORES DESCOBERTAS DA MEDICINA - MEYER FRIEDMAN, GERALD WIRILDLAND - ISBN: 8535908684</p>

<p>Para mais:<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/HeLa">Wikipedia</a><br />
<a href="http://www.nasw.org/users/skloot/NYTHeLa.pdf">Artigo do New York Times sobre Henrietta</a></p>  <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/09/recordando_henrietta_lacks_imo.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/aMNZOGY5ukE/recordando_henrietta_lacks_imo.php</link>
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         <category>curiosidade</category>
         
         <pubDate>Thu, 24 Sep 2009 00:15:10 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Recordando: Plantas carnívoras</title>
          <description><![CDATA[<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Venus.gif"><img alt="Dionaea_muscipula.gif" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Dionaea_muscipula.gif" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" height="273" width="364" /></a><p><br /></p><p>Pretendo fazer vários posts sobre plantas carnívoras, e para começar [<i>update: fiquei só nesse mesmo</i>] , veremos a <span style="font-style: italic;">Dionaea muscipula</span>, chamada por Darwin de "uma das plantas mais maravilhosas do mundo" e também conhecida como Vênus Papa-moscas ou aquela planta da boquinha.</p><p><br />
<span style="padding: 5px; float: left;"><a href="http://www.researchblogging.org/"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a></span>As carnívoras têm muito mais em comum com outras plantas do que se pode imaginar. Elas também realizam fotossíntese, captando CO2 do ar e sais minerais do solo. Então elas são carnívoras por quê? O solo onde ficam costuma ser pobre em nutrientes, de maneira que a apreensão e digestão de pequenos animais complementa a deficiência. Ou seja, elas caçam para suprir sais mineiras, e não para obter energia.<br /></p><div align="center">
<a href="http://bp3.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2Lv8nwlI4I/AAAAAAAAAL8/o5ukcDylDbg/s1600-h/dionaea1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143937549154460546" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2Lv8nwlI4I/AAAAAAAAAL8/o5ukcDylDbg/s200/dionaea1.jpg" alt="" border="0" /></a><br /></div><p>
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Venus.gif"><img alt="Venus.gif" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Venus.gif" class="mt-image-right" style="margin: 0pt 0pt 20px 20px; float: right;" height="128" width="160" /></a>A papa-mosca é nativa do leste dos Estados Unidos, da região dos estados da <a href="http://bp0.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2Lx63wlI7I/AAAAAAAAAMU/nLWO8qQ5UZ4/s1600-h/mapa.png">Carolina do Norte e Carolina do Sul</a>. Ela possui uma folha modificada, onde o pecíolo (que normalmente forma o cabinho da folha) passa a fazer&nbsp; fotossíntese e o limbo (normalmente a parte mais larga da folha) é modificado em dois lóbulos que formam a armadilha. <br /></p><p>Ao contrário do que muitos gostariam, sua folha normalmente não passa de 10cm de comprimento. A armadilha possui de 15 a 20 cílios que impedem a saída da presa. Próximas à borda existem glândulas secretoras de néctar, as quais junto ao pigmento antocianina que dá acor avermelhada, atraem os insetos e pequenos artrópodes que servem de presa.</p><p><br />
<a href="http://bp3.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2LwFnwlI5I/AAAAAAAAAME/QTePYlJ4X5M/s1600-h/dionaea2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143937703773283218" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2LwFnwlI5I/AAAAAAAAAME/QTePYlJ4X5M/s200/dionaea2.jpg" alt="" border="0" /></a>Para que a armadilha se feche, são necessários diferentes estímulos que aumentam as chances de uma captura bem sucedida. <br /></p><p>Antes de mais nada, a folha percebe a presa por pêlos-gatilho, que ficam a uma distância da glândulas tal que animais pequenos demais, que não valeriam a pena o processo de digestão (este consome muita energia) não acionam os gatilhos. <br /></p><p>Quando a presa é grande, ela atinge o gatilho, mas isso ainda não é o suficiente, como forma de garantir que trata-se de um animal, e não uma gota de chuva por exemplo, o gatilho normalmente precisa de um segundo estímulo, ou outro gatilho precisa se tocado (dentro de um período de cerca de 20s, quanto antes o segundo estímulo mais rápido se dá o fechamento). Após o acionamento, se dá uma comunicação por cálcio e outros sinalizadores (este mecanismo ainda não está completamente elucidado) que promovem o fechamento da armadilha.</p><p><br /></p>

<p><a href="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2Lw9HwlI6I/AAAAAAAAAMM/IqbMBDclyTM/s1600-h/dionaea3.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143938657256022946" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_zUKXL25b9mY/R2Lw9HwlI6I/AAAAAAAAAMM/IqbMBDclyTM/s320/dionaea3.jpg" alt="" border="0" /></a><br />
</p>O mecanismo do fechamento foi recentemente esclarecido por pesquisadores&nbsp; que propuseram uma mudança conformacional dos lóbulos movida por energia elástica: os lóbulos têm duas conformações, uma convexa, que é adotada quando a folha está aberta e outra côncava. Quando os gatilhos disparam a mensagem, a folha passa a dissipar a água que mantém a pressão que dá o formato convexo, com isso, o lóbulo passa para o outro estado, o côncavo. Essa mudança é rápida e se dá em até um décimo de segundo.<p><br />
Quando fechada, a armadilha ainda mantém um espaço entre os cílios que permite a saída de animais muito pequenos. Se os estímulos mecânicos e químicos continuarem, indicando que a presa é grande o suficiente para não escapar, o fechamento se completa e a digestão começa.Na parte interna dos lóbulos, existem várias glândulas digestivas que liberam enzimas que vão degradar as partes macias dos artrópodes. O exoesqueleto feito de quitina não é digerido e permanece quando a armadilha é aberta, sendo levado pelo vento ou pelo chuva. <br /></p><p>Essa etapa dura entre dois e doze dias, dependendo da temperatura e do tamanho da presa.<br />
Feita a digestão a armadilha volta a se abrir, desta vez lentamente devido à hidratação, ganhando tamanho durante o processo. As folhas podem se fechar apenas algumas vezes (uma única se a presa for muito grande) e conforme amadurecem perdem a capacidade de apreensão e apodrecem.<br />
</p><p>Para completar o texto, é bom ver o vídeo (em inglês, mas de fácil compreensão) do mestre Attenborough:</p>
<div style="text-align: center;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="355" width="425"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ktIGVtKdgwo&amp;rel=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b;border=0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/ktIGVtKdgwo&amp;rel=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b;border=0" wmode="transparent" height="355" width="425"></object></p></div>

<p>Para comprar uma dessas recomendo uma busca na internet, sites como o mercado livre costumam ter. E para quem mora na grande São Paulo, vá no Ceagesp, nas feiras de terça e sexta-feira de manhã você encontra um vaso por R$3, de longe o mais barato.<br />
São fáceis de criar, precisam apenas de bastante sol e água, se viram muito bem para arranjar presas, mas não deixa de ser divertido colocar um bichinho nela.</p>

<p><br /></p><p>Para ler mais:<br /></p><p><a href="http://www.botany.org/Carnivorous_Plants/">Botanical Society of America</a><br />
<a href="http://www.carnivorousplants.org/">International Carnivorous Plant Society</a><br />
<a href="http://www.ladin.usp.br/carnivoras/Portugues/Genera/Dionaea.html">Dicas de cultivo</a></p><p>Fontes:<br />
<br /></p><span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Nature&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1038%2Fnature03185&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=How+the+Venus+flytrap+snaps&amp;rft.issn=0028-0836&amp;rft.date=2005&amp;rft.volume=433&amp;rft.issue=7024&amp;rft.spage=421&amp;rft.epage=425&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Fdoifinder%2F10.1038%2Fnature03185&amp;rft.au=Forterre%2C+Y.&amp;rft.au=Skotheim%2C+J.&amp;rft.au=Dumais%2C+J.&amp;rft.au=Mahadevan%2C+L.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CBiophysics%2C+Botany">Forterre, Y., Skotheim, J., Dumais, J., &amp; Mahadevan, L. (2005). How the Venus flytrap snaps <span style="font-style: italic;">Nature, 433</span> (7024), 421-425 DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1038/nature03185">10.1038/nature03185</a></span> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/09/recordando_plantas_carnivoras.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>plantas carnívoras</category>
         
         <pubDate>Mon, 14 Sep 2009 18:10:22 -0300</pubDate>
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         <title>Larva de mosca na cabeça!!</title>
          <description><![CDATA[Vídeo não recomendado a pessoas recém-alimentadas! Oferecimento: <a href="http://efeitoazaron.com/" target="_blank">Efeito Ázaron</a> - dica, reserve um tempinho para acessá-lo e ler os comentários, ou o post sobre <a href="http://efeitoazaron.com/2009/07/17/fim-do-mundo-e-se-a-terra-parar-de-girar-agora/" target="_blank">se a Terra parasse de girar</a>.<br /><br />Uma das coisas que mais gosto na biologia é que ela é cativante. A pessoa pode não ter instrução quase nenhuma, que ainda sim tem a curiosidade desperta por algum ser vivo. Às vezes, a biologia vem até você.<br /><br />É aquela hora em que te chamam: "Ei, fulano, você que é Biólogo...". Como a vez em que me pararam para perguntar que tipo de lagarta estava em uma planta, por que ela era colorida, o que ela comia e se é verdade mesmo que ela vira borboleta.<br /><br />Eis o momento biologia curiosa da autora do vídeo. Ela descobriu que estava com uma larva de mosca na cabeça (que veio de um ovo que ela provavelmente recebeu no pasto), também chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Berne">berne</a>. Em algumas espécies de mosca, a larva cresce se alimentando de pele de animais vivos. Em outras, as larvas se alimentam de tecido morto, e podem inclusive ser usadas para limpar feridas.<br /><br />Claro que ela filmou e descreveu todo o processo de retirada. A idéia é bem simples, é preciso tapar a extremidade que a larva usa para respirar, nó vídeo utilizaram um adesivo, mas até uma camada de vaselina serve.<br /><br />Ah, e antes que você diga que é um parasita nojento e afins, pense em quanto a evolução teve que trabalhar para que ele pudesse fazer isso. Crescer dentro de outro animal, escapando de sistema imune, liberando anestésicos e anti-inflamatórios, as cerdas que ele precisa ter para não ser arrancado. Evolução é uma coisa linda - no dos outros, claro.<br /><br />Fica a dica: um passei pelos vídeos relacionados não é nem um pouco recomendado, mesmo para os curiosos. (agora você vai querer ver né)<br /><br />&nbsp;<br /> 
<div style="text-align: center;">
<object height="385" width="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KNDG7WPtVO4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/KNDG7WPtVO4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="480"></object><br /><br /><br /></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/09/larva_de_mosca_na_cabeca.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>parasitas</category>
         
         <pubDate>Thu, 10 Sep 2009 06:07:14 -0300</pubDate>
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