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      <title>Rainha Vermelha</title>
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      <description>Evoluindo sem sair do lugar</description>
      <language>en</language>
      <copyright>Copyright 2009</copyright>
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         <title>Resistência a inseticidas</title>
          <description><![CDATA[Falando em organismos resistentes a compostos químicos, uma obra do <a href="http://www2.uol.com.br/niquel/">Fernando Gonsales</a>:<br /><br /><div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/07/barata_resistente.gif" alt="barata_resistente.gif" height="154" width="500" />

<br /></div><div><br /></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/07/resistencia_a_inseticidas.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <pubDate>Wed, 08 Jul 2009 09:47:20 -0300</pubDate>
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         <title>HIV na África</title>
          <description><![CDATA[Aproveitando a <a href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2009/06/dan_dennett_fofo_sensual_doce.php" target="_blank">ótima iniciativa de tradução de vídeos do TED</a>, deixo este vídeo sobre o perfil dos casos de HIV na África, 10 minutos que valem a pena ser gastos. Vale lembrar que o melhor em relação ao HIV é não pegá-lo. <br /><br />Clique em <i>View Subtitles</i> logo ao lado do <i>Play</i> e escolha português do Brasil:<br /><br /><div style="text-align: center;"><object height="326" width="446"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /> <param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/embed/HansRosling_2009-embed_high.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/HansRosling-2009.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=540" /><embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgcolor="#ffffff" allowfullscreen="true" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/embed/HansRosling_2009-embed_high.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/HansRosling-2009.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=540" height="326" width="446"></object></div><br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/07/hiv_na_africa.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/IiQw-chBPc0/hiv_na_africa.php</link>
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         <category>vírus</category>
         
         <pubDate>Tue, 07 Jul 2009 18:40:01 -0300</pubDate>
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         <title>Evolução Criativa</title>
          <description><![CDATA[Hoje, em uma manobra inédita neste blog, farei uma resenha de um livro que eu não li! E aposto que será a melhor resenha que você encontra nas internets:<br /><br /><div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/07/evolucao_criativa.jpg" alt="evolucao_criativa.jpg" height="330" width="230" />

<br /></div><br />Resolvi aproveitar minhas economias para comprar o ótimo livro "Evolução" de Mark Ridley. Para minha surpresa, quando busquei evolução nos sites da <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/07/print_fnac.jpg">Fnac</a> e da <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/07/print_saraiva.jpg">Saraiva</a> (clique para ver o resultado da busca), a primeira sugestão que apareceu foi este livro aí em cima. Nas lojas físicas, a mesma coisa, tanto a Saraiva quanto a Fnac exibiam o livro orgulhosamente, mas não o vi na livraria Cultura - já imaginam em qual delas eu pretendo voltar com mais frequência.<br /><br />Afinal, por que eu compraria um livro completíssimo e denso como o do Ridley, quando posso comprar uma discussão consistente da teoria evolutiva escrita pelo renomado físico quântico (!) <br /><a href="http://ccientifica.blogspot.com/2008/04/picaretagem-quntica.html">Amit Goswami</a>, responsável por outras <strike>besteiras de dar nó no estômago</strike> discussões fantásticas como o <a href="http://dragaodagaragem.blogspot.com/2006/11/o-guia-ctico-para-assistir-what-bleep.html">Quem Somos Nós?</a>. <i>Dica: se você vir um livro de evolução escrito por físicos quânticos, matématicos, engenheiros ou outros de áreas não biológicas, corra! As chances de ser uma besteira enorme são grandes. O último bom livro de biológicas escrito por um físico que li foi "O que é vida" de ninguém menos que <strike>o assassino de gatinhos</strike> Erwin Shrödinger, e é de 1944</i>.<br /><br />Entrei em contato com a editora do livro, explicando que tinha um blog de ciência, cujo tema principal é evolução, e disse que eu gostaria de receber um exemplar do livro para resenhar. Sabendo que trato de evolução, eles tomaram a decisão mais sensata, não me mandaram cópia nenhuma. Então, ao melhor estilo Sílvio Santos, resolvi fazer uma resenha completa do livro, mesmo sem lê-lo:<br /><br />bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, <i>Existem lacunas no registro fóssil, logo, a única opção restante indica que a física quântica liga isso à mente de Deus</i>, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, <i>na física quântica, o tempo é não linear</i>, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, <i>Citações de Einstein completamente parciais e fora de contexto</i>, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, <i>Um monte de balela de física quântica completamente absurda e tão surreal que quem ler este livro vai desligar o cérebro antes de se perguntar se aquilo é verdade</i>, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla,bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, <i>mais picaretagem disfarçada de ciência</i>, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, <i>acredite e tudo que você quer cairá no seu colo</i> bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, <i>já não publico um artigo científico há 20 anos e estou naquele ponto do fim da carreira em que começo a escrotizar e falar qualquer coisa, já que o máximo que podem fazer é esperar eu morrer para me contestar</i>, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla,bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, <i>estamos todos unidos pelos elétrons neste universo quântico</i>.<br /><br />Assim, com este resumo completíssimo, espero que vocês não precisem gastar um centavo nesta pérola. Para entender um bom motivo para não mandarem o livro para alguém que minimanente entende o que ele quer refutar, e como funciona o engodo do termo quântico, veja este vídeo:<br /><br /><div style="text-align: center;"><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GL2LxgJogEE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/GL2LxgJogEE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></object></div><br /><br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/07/evolucao_criativa.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/fwIhQIRn4P4/evolucao_criativa.php</link>
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         <category>resenha</category>
         
         <pubDate>Fri, 03 Jul 2009 10:07:59 -0300</pubDate>
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         <title>Research Blogging</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/07/esqueleto_de_ourico.jpg" alt="esqueleto_de_ourico.jpg" height="425" width="444" />

<br />Foto de esqueletos de ouriço, totalmente não relacionada com o post,<br />mas super legal para deixá-lo mais simpático. ©<a href="http://www.flickr.com/photos/jurvetson/" title="Link to jurvetson's photostream" rel="dc:creator cc:attributionURL" target="_blank"><b property="foaf:name">jurvetson</b></a><br /><br /><a href="http://www.flickr.com/photos/jurvetson/" title="Link to jurvetson's photostream" rel="dc:creator cc:attributionURL" target="_blank"></a></div><br />Um blog não precisa se denominar científico para tratar de ciência. Quando convidamos o ótimo <a href="http://www.interney.net/blogs/malla/" target="_blank">Uma Malla pelo Mundo</a>, a Lucia nos disse que não queria rotular o blog de científico, já que ela trata vários temas. Outro bom exemplo é o <a href="http://papodehomem.com.br/" target="_blank">Papo de Homem</a>, que topou tratar de ciência, e com sucesso, dado o nível de muitos comentários. <i>Pessoalmente, acho muito bom blogs de outros temas que tragam o leitor para o tema científico que tanto gosto.</i><br /><br />Se esse é o caso do seu blog, e você escreve sobre artigos científicos, inscreva-se no <a href="http://researchblogging.org/" target="_blank">Research Blogging</a>. O <a href="http://researchblogging.org/" target="_blank">Research Blogging</a> funciona da seguinte maneira:<br /><br />Você <a href="http://researchblogging.org/account/createChooseBlog" target="_blank">se inscreve</a> e depois de aprovado, quando estiver escrevendo sobre artigos científicos - escrevendo, e não copiando algo, e artigos científicos, com revisão por pares e tudo - você gera um código de citação, insere em seu blog e quando seu post for ao ar ele é agregado no site. O selo que eu estampo com muito orgulho nos meus posts é opcional.<br /><br />A idéia é reunir posts sobre pesquisa séria, com material inédito. Mesmo se seu blog não tiver muitos acessos (ei, tratamos de ciência, de longe os termos mais procurados no Google) o Research Blogging pode ser uma boa fonte de visitas, conforme se tornar mais conhecido.<br /><br />Para saber como registrar um blog no ResearchBlogging.org, visite nossa <a href="http://portuguese.researchblogginglanguages.org/?page_id=36">página de ajuda</a>, e leia nossas <a href="http://portuguese.researchblogginglanguages.org/?page_id=17" target="_blank">orientações</a> e <a href="http://portuguese.researchblogginglanguages.org/?page_id=25" target="_blank">requerimentos</a>. Para saber mais sobre o que é o ResearchBlogging, <a href="http://portuguese.researchblogginglanguages.org/?page_id=18" target="_blank">leia aqui</a>.<br /><br />E se você não tem blog? Visite o <a href="http://researchblogging.org/%20target=" _blank="">Research Blogging</a> para ler os textos sobre ciência em português. É só escolher a língua na coluna da direita, nas próximas visitas a preferência será lembrada. Melhor ainda, você pode <font style="font-size: 1.25em;"><a href="http://twitter.com/ResearchBlogsPT" target="_blank">seguir o Twitter</a></font> ou assinar um dos vários feeds (ou sugerir aos blogs que você lê que se registrem):<br /><br /><ul class="simpleList"><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingAllPortuguese">Todos Tópicos</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingAnthropologyPortuguese">Antropologia</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingAstronomyPortuguese">Astronomia</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingBiologyPortuguese">Biologia</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingChemistryPortuguese">Química</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingClinicalResearchPortuguese">Pesquisa Clínica</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingComputerSciencePortuguese">Ciência da Computação</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingEngineeringPortuguese">Engenharia</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingGeosciencesPortuguese">Geociêncas</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingHealthPortuguese">Saúde</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingMathematicsPortuguese">Matemática</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingNeurosciencePortuguese">Neurociência</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingPhilosophyPortuguese">Filosofia</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingPhysicsPortuguese">Física</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingPsychologyPortuguese">Psicologia</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingSocialSciencePortuguese">Ciências Sociais</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingResearchScholarshipPortuguese">Pesquisa / Educação</a></li><li><a href="http://feeds.feedburner.com/ResearchBloggingOtherPortuguese">Outros</a></li></ul><br />Um agradecimento ao pessoal que está comigo nessa, o <a href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/" target="_blank">Luiz Bento</a> e a <a href="http://ciencianamidia.wordpress.com/" target="_blank">Tatiana Nahas</a>, sem os quais o Research Blogging em português seria só uma idéia. Aos que nos apoiaram, e se ofereceram para nos ajudar, muito obrigado. Assim que precisarmos de mais gente, e seria ótimo chegarmos nesse ponto, recrutamos mais parceiros.<br /><br />  <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/07/research_blogging.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/rL3yFznJAv8/research_blogging.php</link>
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         <pubDate>Wed, 01 Jul 2009 20:23:30 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Eu no E-farsas</title>
          <description><![CDATA[Sei que vocês já devem estar cansados de posts sobre mim mesmo, mas a conversa foi bem gostosa e sobre vários assuntos. Se você tem 43 minutos sobrando, aproveite:<br /><br /> 

<div style="text-align: center;"><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Oet-fTsm5F0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/Oet-fTsm5F0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></object></div>
<br /><br />Os posts que discutimos no vídeo são bem recentes, é só clicar em páginas anteriores que estão lá.

Deixo meu agradecimento ao <a href="http://www.e-farsas.com/">Gilmar do E-farsas</a>, que foi muito simpático, e topou falar de ciência por lá. <a href="http://www.infopod.com.br/">E ao Jonny</a>, pela indicação!
<em>
<br /><br />Ao patola, que deixou um comentário indignado no youtube: O Gilmar deu uma boa lida no blog, topou falar de coisas bem diferentes como os besouros e as aranhas, ao invés de ficar no mais fácil como a gripe suína. E ainda arriscou falar de ciência, coisa que muita gente não topa, a parte de evolução não prejudicou nada ;)<br /><br /><br />
</em> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/07/eu_no_e-farsas.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <pubDate>Wed, 01 Jul 2009 00:16:47 -0300</pubDate>
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         <title>H1N1 resistente ao Tamiflu</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/06/influenza_h1n1.jpg" alt="influenza_h1n1.jpg" height="378" width="355" />

<br />H1N1 de 1918 recriado em laboratório [<a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:EM_of_influenza_virus.jpg">fonte</a>]<br /></div><br /><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1211560-5603,00.html"><span style="padding: 5px; float: left;"></span></a><a href="http://www.researchblogging.org/"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a>Saiu nos jornais estes dias que a Roche registrou o primeiro caso de resistência ao Tamiflu (nome comercial do Oseltamivir) em uma garota de 9 anos na Dinamarca. Antes que as pessoas se desesperem e arranquem o cabelo, <strike>pois agora o apocalipse é inevitável,</strike> algumas considerações:<br /><br />Um estudo da Nature Biotechnology deste mês de junho <b>já 
apontava</b>, baseado na sequência genética e na estrutura predita da Neuraminidase, alvo de inibidores como oseltamivir e zanamivir (Relenza), que o H1N1 podia 
desenvolver resistência ao Tamiflu facilmente. [1] <br /><br />Isso acontece por causa de mutações que mudam o formato da <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/04/o_que_voce_precisa_saber_sobre.php#neuraminidase">neuraminidase</a>, impedindo a ligação do antiviral. <b>Mas o mesmo estudo apontou que o vírus resistente ainda seria suscetível ao zanamivir</b>, e que essa droga deveria ser a preferencial para o tratamento. E esse foi o caso do vírus da garota, ele ainda era sensível ao zanamivir.<br /><br /><b>Além disso, o aparecimento de vírus resistentes ao Tamiflu é comum</b>, e parece ser mais frequente em crianças. Um estudo no Japão verificou que isso ocorrreu em cerca de 16% das crianças com gripe comum tratadas. Duas possibilidades foram levantadas por eles para explicar isso, primeiro que a dose usada para crianças no Japão é padronizada, e não baseada no peso, o que leva a uma concentração de remédio por quilo do paciente inadequada em alguns casos.<br /><br />Outro agravante é que crianças tiveram menos contatos com o Influenza ao longo da vida, e o sistema imune está menos preparado para combatê-lo, fazendo com que o período de tratamento seja mais longo e a supressão do vírus menos eficiente, aumentando as chances de uma variante resistente surgir e ser selecionada. [2]<br /><br /><b>Ou seja, com a quantidade de pacientes com gripe suína sendo tratados atualmente, é mais do que esperado que apareçam alguns vírus resistentes aqui ou acolá.</b><br /><br />O grande perigo é a transmissão desse vírus. Uma outra linhagem de H1N1, que já estava circulando no hemisfério norte no começo do ano é "naturalmente" resistente ao Tamiflu, os vírus com a mutação na neuraminidase são 99% da população circulante. Isso indica que a linhagem resistente tem um bom <i>fitness</i> (se replica com eficiência, para não complicar a explicação do termo).<br /><br />No caso do vírus da gripe suína (não gosto do nome H1N1, não é nada específico), o vírus resistente apareceu sob pressão seletiva da droga. Normalmente, vírus com mutações de resistência possuem um <i>fitness</i> menor, já que as mudanças na estrutura da neuraminidase comprometem a atividade dela, e ele só se dá bem porque os não mutantes são prejudicados pelo antiviral. <br /><br />No caso do H1N1 de janeiro, uma outra mutação devolveu o <i>fitness</i> do vírus, e não é o caso de agora. Quando <i>e se</i> uma linhagem de gripe suína resistente começar a se espalhar, as coisas ficam mais preocupantes.<br /><br /><b>De qualquer forma, faço a ressalva: O Tamiflu é recomendado para pessoas especialmente sensíveis à gripe, crianças, idosos, grávidas. imunocomprometidos e outros. O uso indiscriminado, por prevenção ou apenas para aliviar os sintomas, só aumenta as chances de uma linhagem resistente ser selecionada e transmitida.</b><br /><br /><br />Fontes:<br /><br />[1] <span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Nature+Biotechnology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1038%2Fnbt0609-510&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Extrapolating+from+sequence%E2%80%94the+2009+H1N1+%27swine%27+influenza+virus&amp;rft.issn=1087-0156&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=27&amp;rft.issue=6&amp;rft.spage=510&amp;rft.epage=513&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Fdoifinder%2F10.1038%2Fnbt0609-510&amp;rft.au=Soundararajan%2C+V.&amp;rft.au=Tharakaraman%2C+K.&amp;rft.au=Raman%2C+R.&amp;rft.au=Raguram%2C+S.&amp;rft.au=Shriver%2C+Z.&amp;rft.au=Sasisekharan%2C+V.&amp;rft.au=Sasisekharan%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2CMolecular+Biology%2C+Biochemistry%2C+Bioinformatics">Soundararajan, V., Tharakaraman, K., Raman, R., Raguram, S., Shriver, Z., Sasisekharan, V., &amp; Sasisekharan, R. (2009). Extrapolating from sequence--the 2009 H1N1 'swine' influenza virus <span style="font-style: italic;">Nature Biotechnology, 27</span> (6), 510-513 DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1038/nbt0609-510">10.1038/nbt0609-510</a></span><br /><br />[2] <span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+Lancet&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1016%2FS0140-6736%2804%2916947-X&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Oseltamivir-resistant+influenza%3F&amp;rft.issn=01406736&amp;rft.date=2004&amp;rft.volume=364&amp;rft.issue=9436&amp;rft.spage=733&amp;rft.epage=734&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS014067360416947X&amp;rft.au=MOSCONA%2C+A.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CClinical+Research%2CHealth%2CMicrobiology+%2C+Pharmacology%2C+Immunology%2C+Epidemiology">MOSCONA, A. (2004). Oseltamivir-resistant influenza? <span style="font-style: italic;">The Lancet, 364</span> (9436), 733-734 DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1016/S0140-6736%2804%2916947-X">10.1016/S0140-6736(04)16947-X</a></span><br /><br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/h1n1_resistente_ao_tamiflu.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>doenças</category>
         
         <pubDate>Tue, 30 Jun 2009 17:33:43 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>PLoS Pathogens Pearls</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><a href="http://collections.plos.org/plospathogens/pearls.php" target="_blank"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/06/plos_pearls.jpg" alt="plos_pearls.jpg" title="PLoS Pathorgens Pearls" height="120" width="120" /></a>

<br /></div><br />A revista <a href="http://www.plospathogens.org/" target="_blank">PLoS Pathogens</a> teve uma idéia fantástica. O <a href="http://collections.plos.org/plospathogens/pearls.php" target="_blank">Pearls</a> reune artigos considerados pérolas, por terem um cunho mais educativo, porque são mais didáticos e tratam de assuntos chave.&nbsp; A idéia é fazer uma ponte entre artigos científicos e livros didáticos. Textos curtos, que vão ajudar principalmente quem está começando em uma área.<br /><br />Quando comecei a estudar o HIV, senti o trabalho que é querer se aprofundar em uma área. Existe um grande vazio entre textos bem simples e didáticos e texto científicos, que já tratam de um conteúdo bem avançado. E nessas horas, não é difícil deixarmos de lado algum conceito importante, do qual só damos falta mais tarde.<br /><br /><b>Por isso gostei muito da iniciativa da PLoS (mais uma de várias coisas fantásticas que eles tão fazendo). Gostei tanto que me propus a traduzir os artigos. E o pessoal da PLoS Pathogens topou disponibilizar o artigo traduzido junto do original! Claro que eu não vou ter tempo de fazer isso sozinho. Você pode ajudar.</b><br /><br />Portanto, se você achava ruim só encontrar artigos em inglês no começo da graduação, essa é sua chance de ajudar o próximo. Se você já trabalha na área e está com o inglês em dia, ajude a traduzir os textos da Pearls. Um mês antes dos artigos serem publicados (e são 1 ou 2 artigos por mês), eles nos serão enviados para tradução. Isso claro, depois de aceitar o termo de confidência, temos que respeitar o embargo antes da publicação.<br /><br />Se você estiver disposto ou souber de alguém que está, deixe um comentário aqui!<br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/plos_pathogens_pearls.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>miscelânea</category>
         
         <pubDate>Mon, 29 Jun 2009 17:04:16 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Homossexualidade e evolução</title>
          <description><![CDATA[<h3>A natureza e o sexo sem fronteiras</h3>
<p><strong></strong></p>
<p>Por mais que intolerantes condenem a homossexualidade como algo anti-natural, eles não poderiam estar mais errados. <strong>A homossexualidade já é conhecida em muitas espécies</strong> (de <a href="http://seedmagazine.com/content/article/the_gay_animal_kingdom/">450</a> a <a href="http://www.nhm.uio.no/besokende/skiftende-utstillinger/againstnature/index-eng.html">1500</a> animais, referindo-se a vertebrados ou animais em geral) e ocorre tanto entre machos quanto entre fêmeas.</p>
<img alt="" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/leoes.jpg" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" height="500" width="310" /><p align="center"><em>É, até o rei das selvas tem seus "momentos"...</em></p><p><em><br /></em></p><p>O carneiro montanhês, conhecido como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bighorn">bighorn,</a>
forma sociedades apenas de machos que praticam de sexo anal a lambidas
genitas seguidos de ejaculação, e quem não participa fica fora da
sociedade. Girafas, golfinhos, orcas e baleias cinzentas fazem orgias
sem fêmea nenhuma participar.</p>
<p>E não é uma exclusividade deles. Fêmeas de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macaco-japon%C3%AAs">macaco japonês</a>
fazem sexo muito mais frequentemente entre elas do que com machos, e
empregam muito mais posições sexuais. Para elas e para fêmeas de
macacos bonobo, sexo entre fêmeas é uma das melhores maneiras de se
enturmar.</p>
<p>Tão íntimo quanto catar piolhos, e com a vantagem de que os genitais
são muito mais sensíveis, dando bem mais prazer. Aliás, macacos bonobos
são atletas sexuais ativíssimos, troque aperto de mão ou beijo no rosto
por sexo e você vai ter uma noção de como eles se relacionam -
aproveite para esquecer também a idéia de que humanos são os únicos
animais que sentem prazer ou são providos de clitóris.</p><p><br /></p><p>Para continuar lendo meu novo (e longo) texto no Papo de Homem, <a href="http://papodehomem.com.br/evolucao-homossexualidade/">clique aqui.</a><br /></p>  <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/homossexualidade_e_evolucao.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/8oVd8MeKyVg/homossexualidade_e_evolucao.php</link>
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         <category>comportamento sexual</category>
         
         <pubDate>Mon, 29 Jun 2009 16:56:01 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Escoteiros Cientistas</title>
          <description><![CDATA[Não, eu nunca fui escoteiro, mas achei a iniciativa dos Escoteiros de Ciência muito legal para deixar passar. O princípio é simples, para cada habilidade adquirida você tem uma medalha (Karl?). Claro que o legal fica por conta das histórias envolvidas na conquista daquela medalha.<br /><br />Vou colocar aquelas que acho que mereço e uma breve descrição do porquê:<br /><br /><div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/06/00ootssoeraaap.jpg" alt="00ootssoeraaap.jpg" height="144" width="243" />

<br /></div><br />O Primeiro é o emblema da tropa, <a href="http://www.scq.ubc.ca/sciencescouts/the-totally-digs-highly-exothermic-reactions-badge/">Order of the Science Scouts of Exemplary Repute and Above Average Physique</a>. Vocês hão de convir que pelo menos meu volume está <a href="http://www.flickr.com/photos/mariacarol/3219335356/in/set-72157612752630845/">acima da média</a>. <br /><br />Segundo eles, os membros seguem o seguinte:<br /><br />
<p><b>- not opposed to alcohol.</b></p><p>Nada contra.<br /></p>
<p><b>- fond of IPCC reports (especially the pictures).</b></p>
<p>Dou a maior força!<br /></p><p><b>- mostly in agreement with the "truth."</b></p>
<p>Evolução.<br /></p><p><b>- into badges.</b></p><p>Afinal, é para isto que serve este post.<br /></p>
<p><b>- grieving for the slow and miserable death of the Hubble Space Telescope.</b></p><p>Ok, tenho certa pena.<br /></p>
<p><b>- possibly possessed of supernatural powers.</b></p>
<p>Droga, fiquei de fora dessa. <br /></p><p><b>- not in the business of total world domination</b></p><p>Por mais que alguns malucos escrevam que somos financiados ou afiliados aos donos do mundo e que não queremos ver a verdade (sério, não são poucos que falam isso nos comentários), eu ainda não ganhei um centavo de um homem de preto.<br /></p>
<p><b>- committed to the constant and diligent presentation of science
stories, be it to editors, producers, directors, educators, relatives
and/or friends of various ilk, in an effort to lessen the gap that is
this thing we call public scientific literacy.</b></p><p>Sou eu! Afinal, tenho o <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/">Rainha Vermelha</a>, ajudei a criar o Lablogatórios, atual <a href="http://scienceblogs.com.br/">ScienceBlogs Brasil</a> e ainda virei editor do <a href="http://portuguese.researchblogginglanguages.org/">ResearchBlogging em português</a>!<br /></p><p><br /></p><p>Agora vamos às medalhas (post bem longo, clique no read on):</p><br /><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/06/01talkthumb.gif" alt="01talkthumb.gif" height="85" width="85" />

<br /><a href="http://www.scq.ubc.ca/sciencescouts/the-talking-science-badge/">Talking science</a>: <blockquote><i>Required for all members. Assumes the recipient conducts
himself/herself in such a manner as to talk science whenever he/she
gets the chance. Not easily fazed by looks of disinterest from friends
or the act of "zoning out" by well intentioned loved ones. (DN)</i></blockquote>Além do óbvio do blog, e de cansar de falar de ciência nas aulas de biologia, uma situação que ressalta o <i>zoning out</i>:<br /><br />Estava em uma festa quando encontrei um amigo que costuma comprar coisas no eBay. Falei que queria muito comprar um dos <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2007/12/de-herpes-para-alguem-que-voce-gosta.php">micróbios de pelúcia</a> (por sinal acabei comprando o HIV e a <span style="font-style: italic;">Helicobacter pylori</span>, esta última só pelas tranças) quando me dei conta de uma menina parada atrás da gente no computador. Claro que a essa altura eu já estava todo empolgado, falando para meu amigo o quão realistas eram alguns micróbios, e que trabalhei com alguns deles e tal. A menina precisou me interromper:<br /><br />- Desculpa, o que vocês tão vendo mesmo?<br />- Micróbios de pelúcia.<br />- Micróbios?<br />- Sim<br />- De pelúcia?<br />- Óbvio.<br />- Meu deus! Que povo NERD! - e saiu andando. <br /><br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/escoteiros_cientistas.php">Read the rest of this post...</a> | <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/escoteiros_cientistas.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>curiosidade</category>
         
         <pubDate>Tue, 23 Jun 2009 14:58:13 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Mais vespas parasitas</title>
          <description><![CDATA[Desta vez, dois insetos já conhecidos aqui no blog, vespas e pulgões:<br /><br /><div style="text-align: center;"><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rLtUk-W5Gpk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/rLtUk-W5Gpk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></object></div><br /><br />Neste vídeo da <a href="http://www.youtube.com/user/NationalGeographic?feature=chclk" target="_blank">NatGeo</a>, pulgões comem plantas, que para se defender soltam compostos químicos voláteis que atraem vespas parasitóides -  nada muito estranho, <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/02/parasitas-e-sexo-i.php">para quem já leu este post</a>.<br /><br />As vespas parasitóides depositam os ovos dentro dos pulgões, onde suas larvas vão se desenvolver e sofrer metamorfose - também não é estranho <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/05/in_utero.php">para quem viu este vídeo</a>. Depois de madura, a vespinha abandona o pulgão morto.<br /><br />Aproveitando o post para levantar uma discussão que não fiz antes: <b>Como a planta sabe chamar a vespa?</b><br /><br />Ela não sabe. Eis aqui o provável caminho:<br />Vespas parasitóides que por acaso nasceram com a capacidade de detectar o cheiro de uma planta sendo mastigada, acharam mais presas e tiveram mais filhos. Logo, todas as vespas daquela espécie eram capazes de reconhecer o cheiro daquela planta sendo devorada. Se você acha isso difícil de acontecer, pense na água na boca que você tem quando sente o cheiro de picanha (eu, pelo menos, salivo bastante). <br />Logo, outras plantas que também por acaso foram capazes de liberar os mesmos compostos quando devoradas também foram recompensadas. Afinal, seus predadores misteriosamente morriam, e elas podiam se reproduzir mais.<br /><br />Isso abre caminho para que mais plantas liberem mais compostos e atraiam mais tipos de predadores. Evolução é o caminho para a diversificação.<br /><br /><br />O vídeo foi retirado do site do <a href="http://www.hympar.ufscar.br/" target="_blank">Hympar</a>, o Insituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitóides (as vespinhas que eu tanto gosto) da Região Sudeste, <a href="http://www.hympar.ufscar.br/links.html" target="_blank">que tem bastante material legal</a>, e inclusive linka este blog.<br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/mais_vespas_parasitas.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/V9A8V-wyhJI/mais_vespas_parasitas.php</link>
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         <category>parasitas</category>
         
         <pubDate>Thu, 18 Jun 2009 22:49:44 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Pandemic 2 e lições para pandemias reais</title>
          <description><![CDATA[<a target="_blank" href="http://www.crazymonkeygames.com/Pandemic-2.html">Pandemic 2</a>
é um jogo em flash muito bom. Nele, você é um parasita cujo objetivo é
matar todos os seres humanos. O valor deste jogo é que ele é muito bem
embasado. Com certeza houve uma boa consultoria durante a construção.
<br /><br />Então, vamos aproveitar o jogo (que claro, você vai querer jogar) e ver o que
tiramos de lição sobre pandemias dele. (<i>como o post é longo, com várias imagens, tem mais depois do read more</i>)<br /><br /><div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/pandemic1.jpg" /><br /></div><br />A
primeira etapa é escolher um tipo de doença. Adorei a descrição: <br /><b>Vírus</b>,
evolução mais rápida - fato, com um tempo de geração mais curta, e DNA
e RNA polimerases (enzimas que copiam o material genético) mais
propensas ao erro, eles mutam muito mais; mais afetados pelo ambiente -
não entendi bem este, acho que todos estão sujeitos ao ambiente, mas de
repente é pela jogabilidade; bônus para infectividade - gripe é um
ótimo exemplo disso. <br /><b>Bactérias</b>, evolução mais lenta - elas mutam menos
do que os vírus, e têm uma geração mais rápida do que os parasitas,
legal; bônus por resistência a drogas - isso é uma das coisas mais
importantes em bactérias. Os vírus são mais suscetíveis a vacinas do
que elas (deixando de lado o HIV, que contraria ambos, resistência a
drogas e vacinas) e a resistência a antibióticos é uma das maiores
preocupações de quem trabalha com saúde, vide a tuberculose
multirresistente; <br /><b>Parasitas </b>(aqui entendo como eucariontes, como
malária ou solitárias), baixa visibilidade - realmente, a maioria dos
parasitas maiores causa sintomas inexpecíficos, como cansaço, febre e
outros, que tornam o diagnóstico mais difícil, frequentemente passam
desapercebidos.<br /><br />Em seguida, você escolhe um nome para a doença.
<i>Curiosidade: vírus costumam ser nomeados de acordo com o lugar onde
foram descobertos, como Ebola, Hantavírus (por causa do rio Hanta),
vírus de Rift Valley, febre do Oeste do Nilo, Lassa e Marburg</i>.<br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/pandemic_2_e_licoes_para_pande.php">Read the rest of this post...</a> | <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/pandemic_2_e_licoes_para_pande.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>jogo</category>
         
         <pubDate>Tue, 16 Jun 2009 22:11:25 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Varíola, uma das maiores pandemias da história</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Smallpox_inoculation_sign_%281801%29.jpg" /><br /></div><br /><span style="padding: 5px; float: left;"><a href="http://www.researchblogging.org/"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a></span><br />A varíola tem sintomas parecidos com o da gripe, que em cerca de 12 dias evoluem para vômitos, náuseas e, no fim, infecção generalizada da pele, onde causa bolhas ou pústulas, que deixam grandes cicatrizes chamadas bexigas. Daí o nome, varius em latim significa manchado. Mata de 20 a 60% dos infectados e, na maioria dos casos, deixa os sobreviventes marcados para o resto da vida.<br /><br /><img style="max-width: 800px; float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/virus_variola.jpg" /><br />Ela é causada por um vírus transmissível pelo ar. O vírus da varíola é um vírus de DNA, um dos maiores vírus conhecidos. O fato de seu material genético ser de DNA dupla fita foi determinante no sucesso da vacinação, uma vez que o vírus não muta muito e é bem suscetível à vacina. Surgiu na África, mais ou menos em 10 mil a.C., de um vírus que provavelmente veio do camelo (!). Até as múmias egípcias têm marcas na pele que sugerem varíola. <br /><br /><br /><b>Variolação, a primeira vacina<br /><br /></b>Foi a doença precursora das vacinas, tanto antigas quanto modernas, uma vez que as pessoas perceberam que só contraíam varíola uma vez na vida. Na África e na Ásia, por volta do ano 1000, deixavam as cascas de feridas secando no Sol, uma ótima maneira de matar o vírus com radiação ultravioleta - embora não soubessem na época. A casca seca era pulverizada e inalada pelas pessoas, processo chamado de variolação. Os persas engoliam as cascas. Já na Europa, as pessoas esfregavam o pus das feridas na pele e dentro do nariz.<br /><br /><br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/variola_uma_das_maiores_pandem.php">Read the rest of this post...</a> | <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/variola_uma_das_maiores_pandem.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>doenças</category>
         
         <pubDate>Mon, 15 Jun 2009 23:06:54 -0300</pubDate>
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         <title>Resultados da enquete</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/06/resultado.jpg" alt="resultado.jpg" title="resultado enquete" height="330" width="449" /><br /></div><br />Bom, eis aí o resultado. Até este domingo (14/06) são 157 votos! Esperava algo como 50 votos, então estou bem surpreso.<br /><br />43% dos votantes querem mais posts de evolução em geral (juro que não sabia que quem gosta de evolução soma mais de 40% em qualquer estatística). Claro que dentro de um blog de evolução existe este viés, mas é bom saber que o caminho é esse mesmo (somando com os 18,5% que acham que tá bom do jeito que tá).<br /><br />Vou aproveitar pra escrever mais sobre doenças, puxando para evolução, claro. E quanto aos outros, posto conforme der vontade.<br /><br />

 <div>A idéia principal desta enquete era saber se eu estava deixando de postar algo que meus visitantes queriam bastante, e pelo visto não é o caso! De qualquer forma, aguardem que tem bastante coisa boa pela frente.<br /><br />Muito obrigado pela opinião de vocês.<br /><br />p.s. Quanto a menor frequência de postagens atualmente, existe um bom motivo, o Research Blogging em Pt que deve ser lançado em breve. Se você tem um blog de ciência em português, já pode se inscrever.<br /></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/resultados_da_enquete.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>miscelânea</category>
         
         <pubDate>Mon, 15 Jun 2009 17:50:25 -0300</pubDate>
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         <title>Gato sobrevive a queda de 26 andares</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/06/queda_gato.jpg" alt="queda_gato.jpg" title="Gato cai 26 anddares e sai vivo" height="356" width="500" />

<br />Imagem retirada <a href="http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1183443-6091,00-GATO+CHAMADO+SORTUDO+CAI+DO+ANDAR+E+SOBREVIVE+NOS+EUA.html">daqui</a>.<br /></div><br />O gatinho com o nome de <b>Sortudo</b> caiu do 26º andar em Nova Iorque. O que aconteceu com o bichano? Nada. <br /><br /><br /><b>Afinal, com um nome desse o mínimo que podia acontecer com o gato era um milagre</b>. Ele foi salvo! Segundo a dona:<br /><br />"That's the miraculous thing about Lucky," Hostetler told "GMA." "He has been [lucky] since we got him."
- <i>Esse que é o milagre de Lucky. Ele tem sido sortudo desde que está conosco.</i> <a href="http://abcnews.go.com/GMA/AmazingAnimals/Story?id=7712587&amp;page=2">Fonte</a><br /><br /><b>NOT!</b><br /><br />Primeiro: <b>Se o gato realmente fosse sortudo, ele não cairia da janela!</b> Por que todo milagre depende de uma desgraça antes?<br /><br /> Segundo: "Sortudo" ele seria se tivesse caído do 7º andar e sobrevivido. Afinal esse e o andar mas perigoso para gatos. Acima desse andar, os gatos atingem uma velocidade terminal constante e têm tempo de relaxar o corpo e não absorver o impacto da queda. 13º, 26º, 39º, 52º, tanto faz. <b>A chance de eles sobreviverem de uma queda é maior em andares mais altos</b>.<br /><br />Se você não entendeu a dinâmica da queda, <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/11/as-nove-vidas-dos-gatos.php">leia este post</a>. <br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/gato_sobrevive_a_queda_de_26_a.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>curiosidade</category>
         
         <pubDate>Wed, 10 Jun 2009 11:47:58 -0300</pubDate>
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         <title>Pulgões e o poder dos clones</title>
          <description><![CDATA[E não, <a href="http://cache.gizmodo.com/assets/images/gizmodo/2008/06/LEGO11-1gizsmall.jpg" target="_blank">não são estes clones</a>.<br /><br /><br /><div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/06/pulgoes.jpg" alt="pulgoes.jpg" title="pulgões em planta" height="600" width="400" />

<br />©<a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/User:Fir0002">Fir0002</a>
</div><b>
</b><br /><span style="padding: 5px; float: left;"><a href="http://www.researchblogging.org/"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a></span><br /><br /><br />Pulgões ou afídeos são insetos bem interessantes. Se alimentam de seiva vegetal (água com açúcar, vida boa) introduzindo sua probócide, um canudinho formado pelas suas peças bucais, os estiletes.<br /><br /><br /><b>Agora eu quero, agora não.</b>&nbsp;

<br /><br /><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="pulgao_reproduzindo.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2009/06/pulgao_reproduzindo.jpg" class="mt-image-left" style="margin: 0pt 20px 20px 0pt; float: left;" height="124" width="200" /></span>Este estilo de vida sedentário, uma vez que o pulgão tem que continuar parado para sugar a seiva, gerou um estilo de vida único neste inseto. A maioria dos pulgões é fêmea. Uma vez que elas se estelecem em um local, se reproduzem assexuadamente, produzindo clones (como na figura da esquerda) no processo chamado partenogênese, em um ritmo frenético. <i>Acompanhe o ciclo de vida no vídeo da BBC na continuação do post.</i> 

<br /><br />Quando as condições começam a mudar, seja por falta de alimento, presença de predadores, ou mesmo o fim de uma estação, as fêmeas começam a produzir machos e fêmeas alados, que partem para novos locais e fazem reprodução sexuada. Trata-se de uma recriação do que deve ter motivado o surgimento do sexo entre os organismos: se as condições estão boas, clonagem é uma estratégia rápida e barata, que produz o que está fazendo sucesso; se o ambiente começa a mudar, reprodução sexuada é a solução para gerar a diversidade necessária em um ambiente em mudança. <a href="#1"><b>[1]</b></a>

<br /><br />Mas vamos ao que interessa, o que andar em turmas de clones permite aos pulgões, e o poder dos suicidas.<br /><br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/pulgoes_e_o_poder_dos_clones.php">Read the rest of this post...</a> | <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/06/pulgoes_e_o_poder_dos_clones.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>evolução</category>
         
         <pubDate>Mon, 08 Jun 2009 23:25:40 -0300</pubDate>
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