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	<title>Reabilitação do Real Quotidiano</title>
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	<description>Quando aqueles que chegavam/olhavam os que partiam/os que partiam choravam/os chegavam sorriam - Cesariny</description>
	<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 23:13:33 +0000</pubDate>
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		<title>Zoológicos sempre pautados pela ausência de algo - I</title>
		<link>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/08/22/zoologicos-sempre-pautados-pela-ausencia-de-algo-i/</link>
		<comments>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/08/22/zoologicos-sempre-pautados-pela-ausencia-de-algo-i/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 19:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>helvetius</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[I
As palavras
Não são
Vitrinas infinitas
Nem os poemas
Reservas naturais
De sentimentos
Não temos
De guardar esperança
Que conseguiremos
Espartilhar
Um planeta inteiro
Dentro de um cubo
Artesanal rudimentar
De quatro
Pequenos centímetros
Não dá
Mas a verdade
�? que há
Tentativas belas
Com ou sem
Recursos
Mais ou menos
Estilísticos
Mesmo que
Na circunstância
Fiquem paisagens
Rasgadas
Móveis incompletos
E percepções borratadas
Mesmo que
Tudo aquilo
Que fique para trás
Sinta uma melancolia vaga
Por não poder participar
Nestes desfiles
De pedaços de documentos
�?rfãos
E retratos de testemunhos
Que param [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>I</p>
<p>As palavras<br />
Não são<br />
Vitrinas infinitas<br />
Nem os poemas<br />
Reservas naturais<br />
De sentimentos</p>
<p>Não temos<br />
De guardar esperança<br />
Que conseguiremos<br />
Espartilhar<br />
Um planeta inteiro<br />
Dentro de um cubo<br />
Artesanal rudimentar<br />
De quatro<br />
Pequenos centímetros<br />
Não dá<br />
Mas a verdade<br />
�? que há<br />
Tentativas belas<br />
Com ou sem<br />
Recursos<br />
Mais ou menos<br />
Estilísticos<br />
Mesmo que<br />
Na circunstância<br />
Fiquem paisagens<br />
Rasgadas<br />
Móveis incompletos<br />
E percepções borratadas<br />
Mesmo que<br />
Tudo aquilo<br />
Que fique para trás<br />
Sinta uma melancolia vaga<br />
Por não poder participar<br />
Nestes desfiles<br />
De pedaços de documentos<br />
�?rfãos<br />
E retratos de testemunhos<br />
Que param a meio<br />
Deixando a expectativa<br />
De uma continuação<br />
Fluida<br />
E de certa forma<br />
Imparável</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre os não-lugares</title>
		<link>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/08/18/sobre-os-nao-lugares/</link>
		<comments>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/08/18/sobre-os-nao-lugares/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 20:40:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>helvetius</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Já Maffesoli e Certeau tinham dissertado sobre o conceito de não lugares, mas só com Marc Augé é que este se veio a popularizar. Para este antropólogo francês os não-lugares são espaços de passagem e de anonimato, de impessoalidade e contratualização, utilizados por passeantes solitários sem uma identidade singular que os distinga entre si. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Já Maffesoli e Certeau tinham dissertado sobre o conceito de não lugares, mas só com Marc Augé é que este se veio a popularizar. Para este antropólogo francês os não-lugares são espaços de passagem e de anonimato, de impessoalidade e contratualização, utilizados por passeantes solitários sem uma identidade singular que os distinga entre si. Não são identitários, nem relacionais nem históricos. Sãos os shoppings, os aeroportos, os parques, os transportes públicos, as auto-estradas, etc�?� (Augé; 2005; 65-96)</p>
<p>Apesar da sua pertinência este conceito urge ser problematizado de forma a se por de lado a carga excessivamente negativa que lhe está relacionada. �? premente mencionar de imediato que as definições e os critérios,  enumeradas por Marc Augé e por outros, para este tipo de lugares são demasiado vagos. Seguindo-os fielmente, quase todo o espaço público podia ser classificado de não-lugar, pois está dirigido ao anonimato das populações flutuantes, não oferece nem relações, nem identidade, nem história.  </p>
<p>�? um facto que a estandardização tão característica dos não-lugares e a contratualização que impõem aos actores sociais que deles usufruem, eliminem muitas as especificidades que antes eram tão próprias num lugar, no entanto, isto não significa que os não-lugares em cima identificados não tenham a possibilidade de possuir uma historia, de promover relações e contribuir para a construção de uma identidade especifica. Peguemos no exemplo do shopping. Num estudo realizado em shoppings portugueses Pedro Monteiro chega à conclusão, que ao contrario do que nos diz Augé, estes são �??lugares que detêm uma marca de social de solo, uma memoria para apresentar, um território de conhecimento, identificação e demarcação�??(cit por Santos;2007;296). </p>
<p>Talvez o que mais falhe nas análises deste conceito é a pouca importância que se dá à integração e apropriação e integração que os indivíduos fazem dos não-lugares. Por mais semelhanças que o shopping X, ao qual eu frequento todos os sábados à noite, tenha com o shopping Y, estes serão sempre diferentes, nem seja pelo o facto de eu frequentar um deles todas semanas. A atribuição de significados e a consequente apropriação de um não-lugar no quotidiano, atenua o carácter negativo do mesmo, enquanto lugar distante, contratualizado e estandardizado.  Ao fazer parte de uma rotina, o não-lugar ganha história pois não é estático e é sempre susceptível à mudança. Lembramo-nos das lojas e restaurantes que fecharam e que abriram, da antiga disposição das mesas da zona de restauração, etc�?�Lembramo-nos que íamos lá com família ou com o conjugue ao cinema e lembrarmo-nos de muitas outras coisas�?� Os não-lugares podem não ser capazes de promover relações, mas são espaços onde se desenvolvem e constroem relações já estabelecidas, onde se mantém interacções e sociabilidades. Deste modo, apesar do espaços em si serem impessoais e por isso também não são capazes de oferecer identidades singulares aos indivíduos, os indivíduos conseguem atribuir-lhes significados que remetem e ajudam a reconhecer e fortalecer a sua própria identidade. E ao falarmos de shoppings também podemos falar de parques, aeroportos, estações, transportes públicos, etc�?� Contudo não devemos cair no erro de ao agrupa-los sob alçada do conceito de não-lugares, encara-los como algo estritamente semelhante, com dinâmicas que não diferem entre si. Cada não-lugar tem a suas próprias características, histórias e sociabilidades e deve ser estudado como um espaço único.</p>
<p>Talvez esta visão fria deste género de espaços deva ser revista porque estes nem sempre estão em consonância com os cenários ocupados por passeantes tristes e solitários que nos são fornecidos nos livros de Augé e outros. Por vezes exprimem exactamente o contrário. De qualquer modo deixo aqui um link de um projecto que vale a pena visitar: o <a href="http://www.nao-lugares.com/">Não-lugares na cidade do Porto</a>.</p>
<p>AUG�?, Marc (2005) - Não-Lugares: introduçao a uma antopologia da sobremodernidade. Lisboa: Edições 90º. ISBN: 972-8964-02-1.</p>
<p>SANTOS, Rogério (2007) �?? Industrias Culturais: Imagens, Valores e consumos. Lisboa: Ediçoes 70. ISBN: 978-972-44-1369-3.</p>
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		<title>Em Zhuhai, China</title>
		<link>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/08/08/em-zhuhai/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 15:51:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>helvetius</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Estive nestes últimos dias em Zhuhai, mais precisamente do apartamento do meu irmão, num condomínio fechado com 20 mil pessoas. �? apelidado de Huata New Town, assemelha-se muito a uma instância turística. Tinha restaurantes, piscinas, ginásios, parques e tudo o necessário para se ter uma boa qualidade de vida. Claro que ali apenas vive a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estive nestes últimos dias em Zhuhai, mais precisamente do apartamento do meu irmão, num condomínio fechado com 20 mil pessoas. �? apelidado de Huata New Town, assemelha-se muito a uma instância turística. Tinha restaurantes, piscinas, ginásios, parques e tudo o necessário para se ter uma boa qualidade de vida. Claro que ali apenas vive a recente e ascendente classe média/alta chinesa e alguns ocidentais enquanto lá ao longe estão uns quantos a morrer à fome.<br />
            Durante o tempo que lá estive, andei a maior parte do tempo pelo o condomínio tanto a aproveitar que estão disponíveis como a explorar o mesmo, que devido à sua considerável dimensão ainda tem muito por onde se passear. Porem fiz várias incursões à cidade em si. O meio de transporte de eleição sempre foi o táxi. Os taxistas praticam uma condução muito pouco defensiva. Movimentos bruscos, ultrapassagens perigosas, travagens a fundo, e o mais impressionante, ignoram os peõos. Mas isto não fazem só os taxistas mas todos os condutores. As passadeiras é como se não existissem, e por isso, mesmo nas passadeiras o risco de um peão ser atropelado é bastante alto. Houve alturas em que faltou mesmo muito pouco! Os peões ou se desviam e correm rápido ou ficam debaixo de uma roda�?�<br />
            A cidade, ainda em crescimento, é bastante viva e movimentada mas também bastante poluída. Vêem-se pessoas em todo o lado. Nota-se que ainda é uma cidade pouco desenvolvida, com os edifícios degradados e velhos e ainda com apontamentos de aldeia (um barbeiro a cortar o cabelo a um homem debaixo da arvore de uma rua, toalhas e roupa a secar num varão de uma escada para uma passagem subterrânea, etc).�? noite a cor é muito abundante, com luzes e placas de neon por todo lado e bares de rua com mulheres chinesas a chamar os ocidentais&#8230; Não há rua em que não tenha uma loja. A primeira impressão com que fiquei foi de que Zhuhai era muito parecido com as cidades vietnamitas que se vêm nos filmes (sim, os chineses também andam com bonés de palha e bicicletas exageradamente carregadas de mercadoria).<br />
  	Nas primeiras incursões à cidade, invés de visitarmos locais que transparecessem especificidades históricas e culturais mais particulares, fomos da duas vezes a um mercado &#8220;especial&#8221; e outras duas um shopping. O mercado é algo de impressionante, é como se fossem mil &#8220;lojas dos chineses&#8221; num só local. A afluência é bastante significativa, e das duas vezes que lá estivemos estava, mesmo,  mesmo cheio. Lá podemos encontrar de tudo, desde de relógios Rolex a sapatilhas da Prada. Há uma infindável torrente de produtos falsificados, e por vezes, à primeira (e segunda) vista não adivinharíamos que são falsos. �? paraíso das falsificações, diga-se. Todavia é preciso ter cuidado com os defeito dos produtos, sendo necessários verifica-los antes de os comprar.  Os chineses para enganar o ocidental tentam também vender tudo ao triplo do seu preço. Os produtos podem (e devem!) ser regateados, iniciando-se um jogo renhido que é capaz de demorar muito tempo. Os vendedores fazem muitos jogos psicológicos e regateiam como se fosse o último dia das suas vidas, mas com algum esforço consegue comprar as coisas com um preço razoável. Num produto que dizem custar 400,  podemos compra-lo por 100, apesar de eles estarem constantemente a dizer &#8220;final price, final price&#8221; &#8220;ohhh, its to cheap&#8221;, no pouco inglês que sabem.  Já o shopping era de totalmente diferente, mais calmo e menos caótico, frequentados apenas pelos chineses com mais dinheiro. Diga-se que este shopping ponha num canto qualquer um dos que temos em Portugal.<br />
Em termos de história e atracções turísticas, Zhuhai é ainda muito pobre. Há o New Yuang Ming Palace que é uma réplica do Palácio Proibido de Pequim. Tem a sua piada mas não deixa de ser uma réplica. Vale a pena pela beleza do sítio onde se localiza. Lá, num dos jardins, vi uma aranha do tamanho da minha mão, só por isso já valeu a pena. Há também o recente Zhuhai Museum que pretende expor a (pouca?) história de Zhuhai, tanto natural como social, desde dos fósseis dinossauros às personalidades importantes que nasceram na cidade. Ambos os Museus pecam por não ter traduções das legendas e textos explicativos para inglês. O visitante estrangeiro sai a saber tanto como quando entrou. Mas este mal é geral, e deve-se ao facto de ainda muito poucos chineses falarem inglês. No entanto presenciei casos muito interessantes de chineses auto-didactas que sempre que encontravam um ocidental tentavam praticar o seu inglês. Um deles era taxista e sempre que um de nó dizia uma palavra ou termo que ele desconhecia apontava num papel ou num jornal para não se esquecer. O outro era de um rapaz de quinze, anos que tinha o sonho de aprender a pilotar aviões na Alemanha. Abordou-nos no New Yuang Ming Palace, perguntando se podia andar connosco para poder praticar o seu inglês. Para além se saber inglês também sabia algumas coisas de espanhol, alemão e japonês. Muito interessante. Para os chineses o ocidental ainda é estranho, eles olhavam-nos, como talvez nós olhamos para eles quando estão em Portugal. São simpáticos e afáveis,  mas segundo a nossa a matriz cultural, falta-lhes alguma educação. Escarram, sem vergonha, de forma audível para o chão, empurram e vão contra as pessoas sem dizer qualquer �??desculpe�?? ou �??com licença�?? (em chinês). Talvez depois tecerei mais comentários a estes aspectos culturais diferentes dos nossos. </p>
<p>Agora neste momento estou em Macau.<br />
Ah e claro, nao falta a febre dos jogos olimpicos. Hoje, devido à abertura dos jogos e à propria data,houve um grande numero de chineses que se casaram. Os notários à semanas atrás viram se obrigados a recusar mais casamentos para este dia.</p>
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		<title>Ebay</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 17:32:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>helvetius</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje na homepage do Yahoo vinha   esta notícia, onde um individuo dos Estados Unidos pôs a sua vida à venda no ebay. Este caso junta-se assim ao inúmero leque de produtos, disponíveis neste site de leilões online, que supostamente ninguém se lembraria de vender. Hà uns tempos houve também um pai que &#8220;na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Hoje na homepage do Yahoo vinha <a href="http://news.yahoo.com/s/nm/20080620/wr_nm/auction_life_dc;_ylt=AlBLyp6.qtqDKpitWsCRd9YazJV4">  esta</a> notícia, onde um individuo dos Estados Unidos pôs a sua vida à venda no ebay. Este caso junta-se assim ao inúmero leque de produtos, disponíveis neste site de leilões online, que supostamente ninguém se lembraria de vender. Hà uns tempos houve também um pai que &#8220;na brincadeira&#8221; tentou vender o seu filho, que eventualmente foi-lhe retirado da sua guarda.</p>
<p>�? através destas situações pouco usuais que quase que podemos encarar o ebay como o representante de um dos expoentes máximos da sociedade de consumo, onde não há nada que não possa ser vendido ou comprado. Onde tudo pode ser mercantilizado e transformado em objecto de consumo, desde os mais mundanos artefactos do quotidiano e até à mais coisas abstractas e imateriais (lugares em filas, fé, etc&#8230;). </p>
<p>Claro que isto só é possível porque é por via da internet sendo que as plataformas de consumo normais não permitiram este género de variedade de oferta nem o anonimato e impessoalidade das pessoas com ela relacionadas. </p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/realquotidiano.wordpress.com/35/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/realquotidiano.wordpress.com/35/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/realquotidiano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/realquotidiano.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/realquotidiano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/realquotidiano.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/realquotidiano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/realquotidiano.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/realquotidiano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/realquotidiano.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/realquotidiano.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/realquotidiano.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realquotidiano.wordpress.com&blog=3187534&post=35&subd=realquotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>São os guarda-chuvas que se perdem</title>
		<link>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/06/21/sao-os-guarda-chuvas-que-se-perdem/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 17:32:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>helvetius</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://realquotidiano.wordpress.com/?p=34</guid>
		<description><![CDATA[Num cruzamento sem nome
�?ramos três, num encontro
Inesperado a suportar
A meteorologia incerta
Porque a produção de guarda-chuvas
Estava em queda
Ao redor as janelas não viam
O betão não ouvia
E os semáforos só deslizavam
Com o trânsito
Então Alguém disse:
&#8220;Acabamos sempre
Demasiado perto
Dos sítios aos quais
Nos queremos desviar
Fugir, não ter o seu cheiro
Debaixo do nosso nariz
Sem podermos cheirar mais nada
(Como as tulipas tortas
 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Num cruzamento sem nome<br />
�?ramos três, num encontro<br />
Inesperado a suportar<br />
A meteorologia incerta<br />
Porque a produção de guarda-chuvas<br />
Estava em queda</p>
<p>Ao redor as janelas não viam<br />
O betão não ouvia<br />
E os semáforos só deslizavam<br />
Com o trânsito</p>
<p>Então Alguém disse:</p>
<p>&#8220;Acabamos sempre<br />
Demasiado perto<br />
Dos sítios aos quais<br />
Nos queremos desviar<br />
Fugir, não ter o seu cheiro<br />
Debaixo do nosso nariz<br />
Sem podermos cheirar mais nada<br />
(Como as tulipas tortas<br />
 ao longe tão familiares)&#8221;</p>
<p>E Alguém acrescentou:</p>
<p>&#8220;Verdade,<br />
Curiosamente<br />
Lá estarão<br />
Sempre com o seu<br />
Timing esquisito<br />
Os monstros e os seus<br />
Fartos dentes<br />
E olhos de certeza<br />
Sempre eles<br />
A babar-se nos passeios&#8221;</p>
<p>Alguém perguntou:<br />
&#8220;O que será que nos tirarão<br />
Dessa vez?&#8221;</p>
<p>Aí nem percebemos se foram<br />
Foram palavras ou uma<br />
Melancolia habituada<br />
Mas entendemos que a pergunta<br />
Fora um arrombamento importuno<br />
Tendo em conta a ténue<br />
Condição daquele momento<br />
E em uníssono<br />
Coube apenas um<br />
Adeus<br />
Talvez</p>
<p>E voltamos os três<br />
Para os nossos trilhos a desabar<br />
Saltitando em nome da sorte<br />
Com os monstros fazer apostas<br />
�?s vezes<br />
Só nos apetecia<br />
Abraça-los e dar-lhes um beijo<br />
Naquela testa verruguenta<br />
Mas falta-nos<br />
A coragem<br />
E eles são<br />
Demasiado feios</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/realquotidiano.wordpress.com/34/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/realquotidiano.wordpress.com/34/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/realquotidiano.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/realquotidiano.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/realquotidiano.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/realquotidiano.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/realquotidiano.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/realquotidiano.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/realquotidiano.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/realquotidiano.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/realquotidiano.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/realquotidiano.wordpress.com/34/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realquotidiano.wordpress.com&blog=3187534&post=34&subd=realquotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Anomalias - II</title>
		<link>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/06/21/anomalias-ii/</link>
		<comments>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/06/21/anomalias-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 17:31:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>helvetius</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pondo de parte quaisquer julgamentos sobre a qualidade ou cientificidade da série �??Encontros Imediatos�?? da rtp2, estas duas partes de dois episódios, ilustram bem alguns pontos frisados no post anterior.
No primeiro vemos que uma descoberta de um fenómeno anómalo que descredibilizou e transformou completamente a vida de um professor (0:20), e alguns especialistas que previamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Pondo de parte quaisquer julgamentos sobre a qualidade ou cientificidade da série �??Encontros Imediatos�?? da rtp2, estas duas partes de dois episódios, ilustram bem alguns pontos frisados no post anterior.</p>
<p>No primeiro vemos que uma descoberta de um fenómeno anómalo que descredibilizou e transformou completamente a vida de um professor (0:20), e alguns especialistas que previamente tinham comentado a natureza pouco comum do mesmo depois do caso ser mediatizado não o quiseram assumir publicamente (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=yfNJPq64cR4&amp;eurl=">parte 1 </a>�?? 8:40): </p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://realquotidiano.wordpress.com/2008/06/21/anomalias-ii/"><img src="http://img.youtube.com/vi/4foCoMNDNYk/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>No segundo é-nos afirmado que, apesar de os testemunhos serem credíveis, aquele é um fenómeno que não cabe na �??paramétrica do quadro explicativo dos conhecimentos actuais, nomeadamente da física�??(7:50):</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://realquotidiano.wordpress.com/2008/06/21/anomalias-ii/"><img src="http://img.youtube.com/vi/oNUodYQ9SQo/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/realquotidiano.wordpress.com/33/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/realquotidiano.wordpress.com/33/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/realquotidiano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/realquotidiano.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/realquotidiano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/realquotidiano.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/realquotidiano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/realquotidiano.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/realquotidiano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/realquotidiano.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/realquotidiano.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/realquotidiano.wordpress.com/33/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realquotidiano.wordpress.com&blog=3187534&post=33&subd=realquotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>As anomalias e a sociologia da ciência</title>
		<link>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/06/16/as-anomalias-e-a-sociologia-da-ciencia/</link>
		<comments>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/06/16/as-anomalias-e-a-sociologia-da-ciencia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 20:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>helvetius</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por anomalia podemos definir um fenómeno que entre em contradição  ou não consegue ser explicados pelo o corpo de conhecimentos de uma determinada época. Em dois artigos curiosos Ron Westrum estuda como elas têm sido relatadas ao longo da história pela &#8220;inteligência social&#8221; e rejeitadas pelas comunidades científicas (Westrum; 1977, 1978). Entre estas ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Por anomalia podemos definir um fenómeno que entre em contradição  ou não consegue ser explicados pelo o corpo de conhecimentos de uma determinada época. Em dois artigos curiosos Ron Westrum estuda como elas têm sido relatadas ao longo da história pela &#8220;inteligência social&#8221; e rejeitadas pelas comunidades científicas (Westrum; 1977, 1978). Entre estas ele estuda três: os ovnis, as serpentes do mar e os meteoros. Contudo podemos assinalar outros como celebre o monstro de Loch Ness, a Atlântida, os acontecimentos paranormais, e muitos outros que se transformam em completos mitos da modernidade. </p>
<p>Alguns podem-se surpreender com o facto de os meteoros estarem incluídos neste grupo, mas a verdade é que por volta do século  XVIII quando o problema ganhou notoriedade, a comunidade científica de acordo com os conhecimentos que tinham, achava que não fazia qualquer sentido andarem a cair pedras do céu, por isso os populares que presenciavam este fenómeno acabam por ser ridicularizados(Westrum; 1978). No fim acabou-se por descobrir que os testemunhos até tinham validade. Não que eu esteja a dizer que vá acontecer o mesmo com os outros casos, aliás, até duvido muito mas não é isso que está aqui em causa. No entanto, como o autor demonstra, é interessante estudar estas anomalias à luz da sociologia da ciência e do conhecimento.</p>
<p>Segundo Westrum uma das razões que levam a ciência afastar-se de certas anomalias é, como já foi assinalado anteriormente, a contradição que geram com o corpo de conhecimentos vigente(Westrum; 1977, 1978). �? sempre arriscado contrariarmos os fundamentos da ciência que estudamos e irmos contra o que é comummente estabelecido. Vejamos então para exemplificar: a suposta existência da Atlântida choca directamente história da humanidade e levanta muitos problemas de ordem geográfica e geológica; o monstro dee Loch Ness quase supõe a sobrevivência de seres da era jurássica;  quanto aos ovnis deparamo-nos com a impossibilidade de viajar no espaço a grandes velocidades, e assim sucessivamente. Apesar de o autor demarcar o seu conceito de anomalia com o de Thomas Kuhn, na minha opinião, ambos partilham pelo menos de uma semelhança a luta que se gera contra o conservadorismo paradigmático.</p>
<p> Outra característica apontada, é o facto de os precedentes que se podem gerar caso se aceitem a validade de certos fenómenos. O autor aponta que o rigoroso sistema científico de selecção e qualidade seria posto em causa, podendo até deixar de funcionar se eles fossem incorporados no corpus científico (aqui reparam-se as semelhanças com o conceito de crises paradigmáticas de Kuhn)(Westrum;1978;460). Por estas razões uma fortuita ligação a uma anomalia, seja por avistamento, seja por crença, é socialmente desvalorizada. Qualquer cientista que decida investigar um fenómeno não aceite como valido arrisca-se a ser ridicularizado pela comunidade científica, e o mesmo acontece com um indivíduo comum que por relatar algo mais estranho pode ser declarado de louco.</p>
<p>O afastamento da ciência destes fenómenos deixa um vazio de conhecimentos, pois estes continuam sem explicação. Na verdade surgem por vezes as explicações cépticas da ciência mas estas não costumam satisfazer ninguém. O vazio de conhecimentos faz eventualmente com que o social aja por si próprio e as anomalias sejam investigadas por não-cientistas (Westrum; 1977). Não é por acaso que existem inúmeras associações de ovniologia por todo o mundo, e um sem fim de livros mais esotéricos a tentar arranjar explicações. Claro que tudo isto leva a uma perda de objectividade, a um progressivo afastamento da ciência e dos académicos às supostas anomalias, ao nascimento de pseudo-ciências e até à elaboraçao de fraudes.</p>
<p>Poderia continuar, mas o post já se estava a tornar demasiado extenso. Talvez volte a abordar o tema futuramente.</p>
<p>WESTRUM, Ron (1977 ) - Social Intelligence about Anomalies: The Case of UFOs in Social Studies of Science. Sage Publications, Ltd. Vol. 7, No. 3, (Aug., 1977), pp. 271-302.</p>
<p>WESTRUM, Ron (1978 ) - Science and Social Intelligence about Anomalies: The Case of Meteorites in Social Studies of Science. Sage Publications, Ltd. Vol. 8, No. 4, (Nov., 1978), pp. 461-493. </p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/realquotidiano.wordpress.com/30/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/realquotidiano.wordpress.com/30/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/realquotidiano.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/realquotidiano.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/realquotidiano.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/realquotidiano.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/realquotidiano.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/realquotidiano.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/realquotidiano.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/realquotidiano.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/realquotidiano.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/realquotidiano.wordpress.com/30/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realquotidiano.wordpress.com&blog=3187534&post=30&subd=realquotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Rivalidades Literárias</title>
		<link>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/05/31/rivalidades-literarias/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 May 2008 09:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>helvetius</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente descobri uma deliciosa controvérsia entre dois gigantes da literatura portuguesa. Apesar de pelos vistos já existir uma grande animosidade entre José Saramago e José Lobo Antunes a situação agravou-se quando o o pai natal do Tal &#38; Qual ofereceu um  livro de Lobo Antunes a Saramago e este supostamente atirou o livro ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Recentemente descobri uma deliciosa controvérsia entre dois gigantes da literatura portuguesa. Apesar de pelos vistos já existir uma grande animosidade entre José Saramago e José Lobo Antunes a situação agravou-se quando o o pai natal do Tal &amp; Qual ofereceu um  livro de Lobo Antunes a Saramago e este supostamente atirou o livro ao chão!</p>
<p><a href="http://realquotidiano.files.wordpress.com/2008/05/talqual2.jpg"><img src="http://realquotidiano.files.wordpress.com/2008/05/talqual2.jpg?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" class="alignnone size-medium wp-image-27" /></a>(1)</p>
<p>Numa entrevista para a Ler Lobo Antunes aborda o assunto:</p>
<p><a href="http://realquotidiano.files.wordpress.com/2008/05/ler2.jpg"><img src="http://realquotidiano.files.wordpress.com/2008/05/ler2.jpg?w=300&#038;h=228" alt="" width="300" height="228" class="alignnone size-medium wp-image-28" /></a>(2)</p>
<p>Reparem como ele trata Saramago por &#8220;o homem&#8221;. Genial.</p>
<p>Num número seguinte da revista Ler é publicada uma entrevista a José Saramago em que ele afirma indignado:<br />
<em><br />
«Não. Eu nunca vi o Lobo Antunes como um rival. A minha opinião sobre essas questões de quem é melhor ou de quem não é tão bom é muito clara. Em literatura, ninguém tira o lugar a ninguém.»</p>
<p>«Pois, para quem nunca leu um romance meu, ele desdobrou-se em opiniões a meu respeito, como escritor. Tem todo o direito a não ter lido e a continuar a não ler, até ao fim da vida, uma só linha minha. Mas, em princípio, isso retira-lhe o direito de julgar. E há uma outra coisa, em toda esta história lamentável: eu nunca me comportei, em relação ao Lobo Antunes, como ele em relação a mim. <strong>[Ele diz, nessa mesma entrevista, que há uma fotografia do José Saramago atirando um livro dele ao chão.] Que disparate é esse? Que disparate é esse, pá?! Ele não precisa de inventar coisas para reforçar a sua animadversão em relação a mim. Não invente! Quer dizer, você que me conhece razoavelmente, diga-me: é capaz de imaginar-me a atirar ao chão um livro de um suposto rival ou competidor, fosse ele português, espanhol, italiano, uruguaio ou o que quer que fosse? Isso não é infantil? A raiva expressa dessa maneira?</strong>»</em>(2)</p>
<p>Depois de toda esta controvérsia chega a parte mais interessante, que é o depoimento do jornalista da Tal &amp; Qual; Qual a desmentir a noticia dizendo que apesar de Saramago o ter encarado com um olhar fulminante quando viu a prenda mas não atirou o livro ao chão. Afinal a notícia, mais especificamente o titulo, era apenas um jogo de palavras com o livro &#8220;Levantado do Chão&#8221; de Saramago!(1) Um jogo de palavras! Enfim só o Tal &amp; Qual para abanar o panorama literário português e nos entreter por uns breves momentos.</p>
<p>Fontes:<br />
1-<a href="http://paramimtantofaz.blogspot.com/2008/04/pequeno-esclarecimento-e-contribuito.html">http://paramimtantofaz.blogspot.com/2008/04/pequeno-esclarecimento-e-contribuito.html</a><br />
2-<a href="http://ler.blogs.sapo.pt/68750.html">http://ler.blogs.sapo.pt/68750.html</a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/realquotidiano.wordpress.com/29/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/realquotidiano.wordpress.com/29/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/realquotidiano.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/realquotidiano.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/realquotidiano.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/realquotidiano.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/realquotidiano.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/realquotidiano.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/realquotidiano.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/realquotidiano.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/realquotidiano.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/realquotidiano.wordpress.com/29/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realquotidiano.wordpress.com&blog=3187534&post=29&subd=realquotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Ser um feliz parasita por mais de cinco segundos (à maneira INKZ)</title>
		<link>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/05/24/ser-um-feliz-parasita-por-mais-de-cinco-segundo-a-maneira-inkz/</link>
		<comments>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/05/24/ser-um-feliz-parasita-por-mais-de-cinco-segundo-a-maneira-inkz/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 May 2008 17:32:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>helvetius</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://realquotidiano.wordpress.com/?p=26</guid>
		<description><![CDATA[Maternidades e ao mesmo tempo discotecas
Guizos banhados em fogo
Crianças a lanchar intestinos de outrem
Sanitas a dançar à luz do luar
Atiçar os gatos da vizinha
Esfaquear sofás com acessos de alegria
Violações a padre mais malandros
Deslizar as praças em persianas
Amor que não é um argumento romântico
Imitar os modos uma ténia
Recusa da obrigação de ser obrigado
Inventar engenharias sociais
Fazer corridas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Maternidades e ao mesmo tempo discotecas<br />
Guizos banhados em fogo<br />
Crianças a lanchar intestinos de outrem<br />
Sanitas a dançar à luz do luar<br />
Atiçar os gatos da vizinha<br />
Esfaquear sofás com acessos de alegria<br />
Violações a padre mais malandros<br />
Deslizar as praças em persianas<br />
Amor que não é um argumento romântico<br />
Imitar os modos uma ténia<br />
Recusa da obrigação de ser obrigado<br />
Inventar engenharias sociais<br />
Fazer corridas de tronos com rodas<br />
Depenar pombas brancas com uma pinça<br />
Ver soldados malabaristas<br />
no trampolim da linha de fogo<br />
Gritar evoluções e anarquias de casa de banho<br />
Ver o mundo demasiado quieto<br />
Pontapear dos dados até ao abismo<br />
Ser a peregrinação dos caracóis<br />
�?s quatro da manha<br />
Orquestrar churrasco de ordem aprazível<br />
Slows mais ou menos rápidos de fato<br />
Arrombar de olhos até à realidade<br />
Começar saltar portas alietorias<br />
Sacrificar televisões<br />
em nome dos frigoríficos<br />
Lançar velhos do topo dos prédios<br />
Suicídio segundos antes do voo<br />
Escrever um anuncio dizendo<br />
&#8220;Não tem de fazer sentido<br />
Tem é que o manter entretido&#8221;</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/realquotidiano.wordpress.com/26/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/realquotidiano.wordpress.com/26/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/realquotidiano.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/realquotidiano.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/realquotidiano.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/realquotidiano.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/realquotidiano.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/realquotidiano.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/realquotidiano.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/realquotidiano.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/realquotidiano.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/realquotidiano.wordpress.com/26/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realquotidiano.wordpress.com&blog=3187534&post=26&subd=realquotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/05/24/ser-um-feliz-parasita-por-mais-de-cinco-segundo-a-maneira-inkz/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Claro que somos superiores às toupeiras, claro que sim!</title>
		<link>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/05/24/claro-que-somos-superiores-as-toupeiras-claro-que-sim/</link>
		<comments>http://realquotidiano.wordpress.com/2008/05/24/claro-que-somos-superiores-as-toupeiras-claro-que-sim/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 May 2008 17:31:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>helvetius</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://realquotidiano.wordpress.com/?p=25</guid>
		<description><![CDATA[Aparecem
De repente
Não sabe de onde
Nem se sabe porquê
Talvez saiam de cantos escuros
De quebras nos paralelos
Com a fome geral
Em todo o corpo
Esbarram
Sem aviso
Com os nossos largos
Campos de visão
Tal como ciscos na retina
Apetece-nos tanto coçar
Mas eles abrem as suas
Bocas maiores
E através delas
Lançam papeis higiénicos usados
Farrapos velhos e bolorentos
Sem qualquer relevância ou critério
Estamo-nos a marimbar
Para o que de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Aparecem<br />
De repente<br />
Não sabe de onde<br />
Nem se sabe porquê<br />
Talvez saiam de cantos escuros<br />
De quebras nos paralelos<br />
Com a fome geral<br />
Em todo o corpo<br />
Esbarram<br />
Sem aviso<br />
Com os nossos largos<br />
Campos de visão<br />
Tal como ciscos na retina<br />
Apetece-nos tanto coçar<br />
Mas eles abrem as suas<br />
Bocas maiores<br />
E através delas<br />
Lançam papeis higiénicos usados<br />
Farrapos velhos e bolorentos<br />
Sem qualquer relevância ou critério<br />
Estamo-nos a marimbar<br />
Para o que de lá sai<br />
Apetece-nos tanto arranca-los<br />
Da nossa frente<br />
E esfregar-lhes no seu focinho baboso<br />
Que não há nada aqui para eles<br />
Não há nada em nenhum lado<br />
Que morram longe<br />
Enrolados na sua anomia ridícula<br />
Mas nós<br />
Nós somos tão simpáticos<br />
E tão queridinhos<br />
�? gritante a preocupação na nossa face<br />
E realmente gostamos de ouvir<br />
Sobre as suas guerras implícitas na casa de banho<br />
Vibramos de contentamento<br />
Quando nos contam os seus esquemas<br />
Supostamente profícuos<br />
Tanto que até chegarmos ao cais da almofada<br />
Nos paira a questão<br />
Sobre as nossas moleirinhas<br />
De como é que não se afogam<br />
Nas suas próprias irrelevâncias<br />
Ou como nós não nos afogamos<br />
Nas irrelevâncias deles</p>
<p>Mas nós<br />
Nós somos simpáticos</p>
<p>Lixo</p>
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