Sushi e comida japonesa
Jul 26

Calorias da Comida Japonesa: Quantas Calorias tem um Sushi e um Sashimi?

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Nutrição

Hoje comecei a preparar uma Tabela de Calorias específica da Comida Japonesa. Muitos pacientes me perguntam se podem comer sushi e sashimi e mesmo assim seguir com sua dieta e emagrecer. A resposta não é simples. Depende.

A Culinária Japonesa e suas delícias

A culinária japonesa é repleta de alimentos pouco calóricos e saudáveis, mas também contém algumas armadilhas importantes escondidas nas friturinhas e nas massas como no guioza, no tempurá, nos hot rolls, alguns temakis, no tepan, no saquê e inclusive no shoyu!

Em função disso, e a pedido de uma paciente, comecei a pesquisar em várias fontes sobre as kcal contidas nesta culinária.

Como escrevi para meus pacientes do 7P – Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos, no nosso Grupo PMZ do Face (PMZ é o equivalente a VIP, e quer dizer Pessoas Muito Zen – ou a caminho, assim espero!):

“A internet é, ao mesmo tempo, uma dádiva e uma maldição. Se não tivermos um olhar crítico sobre as informações que absorvermos e não buscarmos fontes confiáveis para nos iluminar, acabamos aceitando e até reproduzindo informações inverídicas que podem fazer mal a nós mesmos, a pessoas queridas e mesmo a desconhecido.”

Então, assim que a Tabela estiver pronta, com informações comprovadas em fontes confiáveis, estarei postando-a por aqui, exatamente neste post.

A tabela de calorias da Unicamp

Neste ínterim, aproveitem para apreciar a TACO – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, criada pela UNICAMP.

Seja a mudança que você quer ver no mundo - Gandhi
Jul 24

Seja a mudança que você quer ver no mundo – Mahatma Gandhi

By rafaelreinehr | Experimentalismo , Literatura

Esta postagem é a quarta de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Nesta semana, me comprometi a comentar sobre uma citação poderosa.

Quem me conhece, sabe que sou colecionador de citações. Crio algumas também, como por exemplo:

“A riqueza de um ser humano é medida à justa equivalência do tempo no qual ele está fazendo exatamente aquilo que quer fazer.”

– Rafael Reinehr, 13 de novembro de 2010

Tenho várias citações, frases e passagens que fazem muito sentido para mim. Veja algumas delas no texto Eu tive um sonho, que escrevi em 01 de janeiro de 2012.

Gosto muito também desta, de B. K Jagdish:

 “Nossos pés deixam pegadas na areia do tempo. Se estivermos no caminho errado, muitos nos seguirão, desviando-se do que é correto. Quando pensamos que uma ação é só por aquele momento e esquecemos que ela deixa um rastro atrás de si, não estamos sendo responsáveis.
Todas as nossas ações afetam os seres humanos, dando-lhes alívio ou tristeza. Podemos fortalecê-los ou não. Podemos causar ferimentos ou curas. Podemos gerar conflitos ou resolvê-los. Podemos criar cataclismas ou algo nobre para a sociedade.

Mas a que quero comentar hoje, é uma passagem que sempre me laça, e me ajuda a ver a pequeneza atual do meu ser. Ou do meu “estar”. Ela é atribuída a Mahatma Gandhi, e fala assim:

“Seja a mudança que você quer ver no mundo”

Nessa frase existem muitos sentidos sensacionais sendo sintetizados simultaneamente (perdoem pela aliteração!). Podemos depreender que, se quisermos mudar o mundo, devemos começar por aquilo que, em primeira e última instância temos acesso e – até certo ponto – controle: nós mesmos. Ela é um grito, um apelo pela coerência em nossas vidas e contra a hipocrisia. Ela nos convida a refletir sobre como estamos vivendo e se estamos aplicando na prática aquilo que professamos e que desejamos para o outro, para a Natureza.

Se você quer alcançar, caminhe.

Se você quer um mundo melhor, comece por ti. Abrace as tuas imperfeições e as lapide, de forma a te tornar uma pessoa melhor. Te tornando alguém melhor estarás, através do teu exemplo, inspirando aqueles ao teu redor a fazer o mesmo. Assim, estarás mudando o mundo, algumas pessoas por vez, algumas ações a cada tempo possível.

Ao longo da vida, passei por vários momentos em que desejei, profundamente, me tornar “a mudança que quero ver no mundo”. Só desejo não é o suficiente. Precisamos de uma dose extremamente grande de autodeterminação, perseverança e, muitas vezes, até da ajuda de outras pessoas, por mais paradoxal que isso possa parecer.

Sim, é possível adentrarmos um processo introspectivo de autoconhecimento e sairmos de lá “quase iluminados” mas, ao mesmo tempo em que isso gera “faróis” que podem ajudar a guiar a humanidade em meio às Tempestades, não é mais o que almejo para mim. Já tive essa fase, de buscar ser um “guru” que inspira multidões. Isso começou a passar quando tive o insight da Coolmeia (veja também aqui) – a percepção de que a verdadeira mudança, no tempo da minha existência, viria a partir de um esforço coletivo, e não de um ultradesenvolvimento individual.

Um texto que coaduna com esta minha forma de pensar foi escrito por Michel Bauwens, fundador da P2P Foundation, e pode ser encontrado aqui e aqui.

No país no qual resido atualmente, o Brasil, vivemos em um profundo estado de desesperança com a classe que desgoverna o país. Como anarquista, nenhuma novidade no front. A novidade é que mais pessoas perceberam o navio sem timão no qual estão navegando. Estar à deriva é algo delicioso, quando é feito de forma voluntária, por prazer e escolha própria. Não quando se espera uma certa ordem e um porto seguro para desembarcar. Entretanto, é justamente nestes momentos – de crise – que temos oportunidade de fazer alçar vôo empreendimentos que transportam nossa visão de mundo – integrativa, sistêmica, dinâmica, ecológica e interdependente – a uma camada maior da população, estabelecendo um novo estrato de pessoas conscientes e prontas para, do seu modo e a seu tempo, subverterem a realidade atual que lhes oprime e a dialogar com um outro mundo possível, com perspectivas poderosas e libertadoras.

E não quero deixar passar este momento.

Deixei passar vários. Algumas possibilidades me passarão por entre os dedos, por falta de recursos econômicos, habilidades de comunicação e pelo fato de eu não contar com o dom da onipresença e da vida eterna (não enquanto ser vivo preso a esta estrutura material humana, pelo menos…).

Enquanto vivo minhas pequenas, diria até microrrevoluções – mudando e aprimorando minhas relações com as pessoas ao meu redor, preservando as que me elevam e fazem bem, e deixando de lado aquelas que me consomem, geram conflito e drenam energia vital que poderia estar sendo usada de forma positiva em prol do bem comum – sigo atento ao mundo “exterior”, absorvendo conhecimento e devolvendo-o modificado pelo prisma da minha visão.

Espero que minha tradução do mundo e da vida possa ser adequadamente internalizada e que eu possa me aproximar dessa coerência desejada e desejável: a de me transformar na mudança que desejo para o mundo.

Nesse ínterim, enquanto reflito sobre as mudanças que precisam ser feitas – no meu ambiente interno, na minha casa, comunidade de afinidade familiar, de amizade ou mesmo online e nos recônditos mais distantes do meu alcance ou mesmo visão – lembro de um texto que escrevi há 11 anos atrás, quando o conteúdo de meus blogs que mantinha desde 2002 mais ou menos foram migrados para cá, para o reinehr.org.

Este texto se chama Um Processo, e fala, em essência, sobre mudança. E de lá, tiro uma auto-citação que nos lembra sobre algo muito importante: viver a dádiva do presente, do momento atual.

“A perspectiva de uma vida que deve ser vivida dia-a-dia já foi conquistada há algum tempo. Ainda resisto e teimo em, vem ou outra, programar demasiadamente o futuro. O futuro é agora.”

O futuro é agora. Me ajuda a revelar o colorido que existe por trás de cada ser humano?

“Mesmo o mais embotado ou desbotado ser vivente tem em si, ao menos de forma latente, um arco-íris. Por vezes não conseguimos enxergar isto nos outros ou inclusive em nós mesmos… Porque nem sempre as cores revelam-se facilmente.”

Seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

# # #

Segue a lista de todos os artigos da série e quando eles foram/serão publicados:

  1. Contar uma história pessoal (03 de julho): Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?
  2. Descrever um evento histórico (10 de julho): O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez
  3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho): Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical
  4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho): Seja a mudança que você quer ver no mundo
  5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)
  6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)
  7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)
  8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)
  9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)
  10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)
  11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)
  12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)
  13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)

Pumpkin custard feito pelo Rafael Reinehr
Jul 24

Receita de Pumpkin Custard – Abóbora recheada tailandesa [sobremesa]

By rafaelreinehr | Caldeirão de Sabores , Gastronomia , Veganos & Vegetarianos

Hoje vamos aprender a fazer uma sobremesa com acento tailandês: o Pumpkin Custard, uma “torta de abóbora recheada com leite de côco, açúcar de palmeira e especiarias”.

 

Esta receita é especial por vários motivos:

  1. Fácil de fazer

  2. Saborosa

  3. Ideal para quem gosta de doces “nem tão doces”

  4. Inspirada na culinária tailandesa

  5. Propícia para vegetarianos (e para veganos, se trocar os ovos por algum substituto)

  6. Adequada para pessoas que devem evitar glúten e lactose

  7. Encanta visualmente, agrada ao olhar

Fiz ela pela primeira vez para receber a Marcela, em um jantar para a plataforma Dinneer, no qual cadastramos nossa casa para oferecer experiências gastronômicas a visitantes que não conhecemos. Ele faz parte de uma triade juntamente com uma Salada de pepinos tailandesa de entrada e um peixe ao molho pla tom yam haeng, como prato principal (veja os link no texto aí atrás para saber as receitas destes pratos).

Pumpkin custard do Reinehr

Seguem os ingredientes e o modo de preparo! Deliciem-se!

Ingredientes:

1 abóbora cabotiá (aquela da casca verde escura)
10 xícaras de água, para o vapor
1 panela ou cesto de cozimento a vapor, que caiba a abóbora (usei uma para fazer e escorrer macarrão)
5 ovos (pode ser substituído se você for vegano)
1 xícara de leite de côco
1 pitada de sal
1 pitada de canela
1/3 de xícara de açúcar de palmeira (use demerara ou mascavo se não tiver o de palmeira, mas vai modificar o sabor!)
1 colher de chá de extrato de baunilha

Modo de preparo:

  1. 1. Abra uma tampa na parte superior da abóbora, retire as sementes e os fiapos, e faça uns furinhos com garfo na parte interna da abóbora, para que o creme penetre um pouquinho
    2. Misture os ovos, leite de côco e demais ingredientes. Após colocar o açúcar de palmeira misture bem para que ele dissolva adequadamente
    3. Coloque este creme dentro da abóbora e tampe
    4. Coloque a abóbora tampada dentro da panela com as 10 xicaras de agua e deixe cozinhar por 45 a 60 minutos após ferver, mantendo em fogo médio-alto. Se a água evaporar, vá adicionando aos poucos um pouco mais para não interromper o vapor
    5. Desligue o fogo e deixe esfriar por cerca de 30 minutos ou mais
    6. Tire a Abóbora da panela e então corte em fatias como um bolo, servindo a seguir em porções individuais
    7. Fique à vontade para incrementar a receita com uma calda ou geléia que você desejar, se preferir a sobremesa mais doce

Colha as impressões de suas visitas e depois me conte!

Um abraço e até a próxima receita!

Pumpkin custard feito pelo Rafael Reinehr

Kelly Mcgonical - Os desafios à força de vontade
Jul 17

Resenha: Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical

By rafaelreinehr | Experimentalismo , Literatura

Esta postagem é a terceira de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Minha missão de hoje é resenhar um livro, um filme ou um disco. Vejo novos filmes todas as semanas, estou sempre em busca de novas bandas e músicas para conhecer, mas nas últimas semanas estou realmente dedicado à leitura diária dos microbooks traduzidos e resumidos pelo 12 minutos, plataforma da startup brasileira que está revolucionando a forma de acessar, de forma rápida e prática, uma série de best sellers de várias áreas do conhecimento.

Buscando livros que pudessem auxiliar meus tutorandos do 7P – Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos, encontrei um livro bastante útil, que vai direto ao ponto no que diz respeito à força de vontade que precisamos para atingir nossos maiores objetivos: Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical.

Direcionado a todos aqueles que já tentaram fazer uma dieta mas que desistiram, que tentaram economizar dinheiro mas acabaram gastando em coisas supérfluas e que não conseguem resistir aos impulsos em geral, “Os Desafios à Força de Vontade” nos leva a uma jornada que ensina como a força de vontade funciona e também nos mostra alguns truques para aumentar nosso autocontrole, tendo resultados melhores em nossas vidas.

Os Três componentes da força de vontade

Kelly nos ensina que a força de vontade é composta por 3 poderes: “Eu não vou”, “Eu vou” e “Eu quero”.

“Eu não vou” é nossa habilidade de dizer não mesmo quando nosso corpo quer dizer sim. Ele representa nossa capacidade de resistir à tentação. Resistir a um chocolate, ao cigarro, a uma compra por impulso a uma pessoa bonita desconhecida. Você consegue definir qual é, hoje, seu desafio “Eu não vou” mais importante ao se perguntar: que hábito está atrapalhando minha saúde, felicidade ou carreira e do qual eu deveria abrir mão?

O segundo componente da força de vontade é o poder do “Eu vou”, ou seja, a capacidade de fazer o que não gostamos agora, para colhermos melhores resultados no futuro. Este poder “Eu vou” nos ajuda a executar tarefas desagradáveis mas fundamentais para atingir nossos objetivos, como estudar para passar em uma prova ou realizar uma série de trabalhos braçais, chatos ou automáticos para preparar o terreno para algo importante que faremos depois. Podemos encontrar nosso desafio “Eu vou” mais importante ao nos perguntar: que hábito eu deveria parar de adiar para melhorar minha vida?

E, ainda, existe o poder “Eu quero”, ou seja, a capacidade de lembrar o que realmente queremos; aquilo que é melhor para nós mesmos no longo prazo, para além das tentações imediatas. Para que possamos resistir ao presente, precisamos de objetivos claros de longo prazo para guiar nossas ações. Podemos encontrar nosso desafio “Eu quero” ao perguntar: qual é meu principal objetivo de longo prazo, no qual eu deveria focar minha energia? E qual (ou quais) desejo(s) imediato(s) estão me impedindo de alcançar este objetivo?

A Meditação pode nos ajudar a ter mais autocontrole

O mundo é cheio de estímulos e distrações: links para clicar, séries para assistir, festas e eventos a frequentar… Quando nossa mente está preocupada, uma tentação imediata pode surgir e atrapalhar nossos objetivos de longo prazo.

Um estudo foi realizado para comprovar esta teoria: estudantes foram orientados a lembrarem de um número de telefone enquanto decidiam entre qual lanche comeriam durante o experimento: um chocolate ou uma fruta. Os estudantes distraídos pela tarefa escolheram o chocolate 50% mais vezes do que o grupo ao qual não foi dada nenhuma tarefa de memorização.

A neurociência já demonstrou que existe uma maneira eficaz para lidar com as distrações: através da meditação. A meditação cultiva uma autoconsciência momento a momento, que nos ajuda a perceber quando não estamos atentos e focados e, dessa forma, reorganizar nossa energia nas tarefas cotidianas.

Os benefícios já começam a surgir após 3 horas de prática acumulada e, após 11 horas, já existem mudanças positivas duradouras no cérebro. Quando as distrações parecem esmagadoras, respirar profundamente e focar a concentração no objetivo de longo prazo podem quebrar o ciclo de distração e retomar o controle sobre os impulsos.

Sempre que nossa mente está preocupada, perdemos força de vontade. Desta forma, devemos evitar tomar decisões enquanto estivermos distraídos e devemos aumentar nossa autoconsciência através da meditação. Isso nos ajuda a cultivar sucessos, um atrás do outro.

Seu instinto natural é capaz de vencer as tentações

Existe um instinto natural que chamamos de “Resposta de pausa e plano”, que permite que nosso foco seja voltado para conflitos internos entre nosso “eu racional” e nosso “eu impulsivo”, promovendo um desaceleramento para que possamos controlar nossos impulsos momentâneos.

E como podemos aumentar este estímulo de força de vontade, para desacelerar nossas mentes e tomar decisões melhores? Basicamente, fazemos isso prestando muita atenção em tudo que estressa nossa mente e corpo, como a raiva, ansiedade, dores e doenças. Tudo que se interpõe entre nossa capacidade de alcançar um estado de autocontrole, nos mantendo frequentemente em um estado de “luta e fuga”, evitando que alcancemos o estado mais lento e racional da mente.

Além da meditação, exercícios físicos, uma boa noite de sono, alimentos saudáveis e tempo de qualidade com a família e amigos também ajudam a reduzir nossos níveis de estresse. Fazer atividades ao ar livre por apenas cinco minutos por dia também já é suficiente para nos dar bom impulso também!

Os sentimentos ruins podem acabar com sua força de vontade

O estresse é uma fonte comum de infelicidade. Pode estar enraizado em nossas preocupações profissionais ou pessoais, mas também em eventos externos e até em notícias ruins que chegam a nós. Como o estresse induz a pensamentos preocupantes, nos faz sentir mal com nós mesmos, o que nos impele a fazer algo para que nos sintamos melhores. Muitas vezes, a maneira mais rápida e fácil de se sentir melhor agora é fazer aquilo que vai nos deixar mal depois.

Um exemplo clássico acontece quando perdemos dinheiro em um cassino. Ficamos tão chateados que decidimos continuar jogando até ganhar, o que irá aliviar nosso estresse. Mas, muitas vezes, acabamos perdendo novamente, muitas vezes todo nosso dinheiro.

A solução para superar o estresse não pode, então, ser ceder imediatamente aos impulsos. Estratégias que tem um efeito mais sustentável, como exercício ou meditação, mesmo que envolvam mais esforço inicial, nos deixam com um sentimento de satisfação, diferente do sentimento de culpa da alternativa mais fácil.

Mas também não podemos fazer resoluções irreais para nos opormos ao estresse. Programar mudanças radicais pode ser um tiro no pé se não alcançarmos nossa meta. Programar uma série de pequenas mudanças pode impulsionar nossa autoconfiança e nos levar à grande mudança que almejamos. E, quando falhamos em nossos objetivos, sem desespero: perdoamos nossa falha e tentamos novamente, logo a seguir, sem desanimar.

Tente visualizar não só seu presente, mas também seu futuro

 

Nossa vulnerabilidade a gratificações instantâneas também faz com que negligenciemos o futuro. Nosso cérebro reage de forma poderosa a recompensas visíveis, superestimando os benefícios das gratificações instantâneas e subestimando o valor do autocontrole. Assim, tomamos decisões das quais nos arrependemos no futuro.

A tentação enfraquece quando criamos distância entre nós mesmos e o objeto do desejo, tornando-o menos visível ou difícil de conseguir. Em um estudo no qual doces eram colocados fora do campo de visão dos trabalhadores de um escritório, dentro de uma gaveta ao invés de em cima de uma mesa, o consumo de doces era reduzido a um terço.

Veja este vídeo, sobre como priorizar sua despensa.

Privar-se dos seus desejos pode te atrapalhar

Pelos próximos cinco minutos não pense em ursos brancos. Você consegue fazer isso? A maioria das pessoas falha nessa tarefa. Embora você normalmente não pense em ursos brancos, se você tentar não pensar sobre eles, é quase impossível parar. A mesma coisa é verdade para seus desejos: embora a repressão possa parecer funcionar a princípio, ela na realidade deixa tudo pior.

Esses dados foram demonstrados em um estudo no qual mulheres foram convidadas a experimentar dois diferentes chocolates. Antes de trazer o doce, ele pedia às participantes para pensarem sobre diversas coisas por 5 minutos. Um grupo foi instruído a evitar qualquer pensamento sobre chocolate, enquanto os outros participantes estavam livres para pensar sobre o que quisessem. Como esperado, o grupo que recebeu instruções para não pensar sobre chocolate relatou poucos pensamentos sobre chocolate, mas comeu duas vezes mais o doce.

O fracasso de algumas dietas pode ser explicado por isso: quando mais você tenta resistir a um certo alimento, mais sua mente fica preocupada com ele. A solução: pensar de forma positiva e proativa, nos alimentos saudáveis e no desejo de inclui-los na sua vida, de forma a ter uma vida mais ativa, saudável e longeva. Aprender a fazer receitas deliciosas com este conjunto de alimentos saudáveis. Em vez de decidir que “não irá comer chocolates”, decida que irá comer “este e aquele alimento saudável”. Um declínio da alimentação ruim irá automaticamente acontecer.

Outra técnica interessante advém das tradições da meditação plena, e é especialmente útil para nos livrarmos de hábitos pouco saudáveis, como o cigarro, por exemplo: quando uma angústia ou um desejo forte aparecem, permita-se observá-lo. Observe sua respiração e o que você sente. Então, imagina que este anseio é uma nuvem, uma neblina, que gradualmente se dissolve e vai embora. Funciona! Tente!

A força de vontade é contagiosa

Por último, é importante perceber que nosso comportamenteo e pensamento mudam dependendo de nossas companhias. “As pessoas com quais interagimos influenciam nossas crenças, objetivos e ações. Até mesmo características como a força de vontade podem ser adquiridas por nosso contexto social.

Quando observamos pessoas que agem de maneira impulsiva, é mais provável que repliquemos este comportamento, deixando de lado nossos objetivos de longo prazo por momentos de prazer. E é digno de nota que, quanto mais gostamos de uma pessoa que observamos, mais forte é este efeito, e com isso perdemos nossa força de vontade.

Mas o mais interessante é o seguinte: este efeito também pode ser utilizado para o bem, ou seja: se um amigo próximo ou membro da família perdeu muito peso recentemente, isso aumenta nossas chances de perder peso também, pois nos inspiramos no exemplo daquela pessoa próxima e querida.

E, quem sabe, daqui a algum tempo, seremos nós o espelho para alguém que nos observa e admira.  “Assim, pensar em alguém que você admira por sua força de vontade e autocontrole aumenta sua própria força de vontade.

Outra maneira de se aproveitar da força de vontade dos outros é ter amigos e familiares envolvidos em seus desafios.

Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh envolveu amigos e membros da família dos participantes. Todos foram instruídos a se apoiarem mutuamente para alcançarem suas metas – escrevendo mensagens encorajadoras ou compartilhando refeições saudáveis. Os resultados surpreenderam: 66% dos participantes mantiveram a perda de peso meses depois de finalizado o programa. No grupo controle, composto de participantes que não entraram no programa com familiares ou amigos – a perda de peso era de apenas 24%.

Finalmente…

Desde a pesquisa clássica feita nos anos sessenta e setenta com crianças e marshmallows, para verificar sua resistência e a importância de conseguir retardar a recompensa, sabemos que os melhores resultados na vida – se dão quando conseguimos reunir força de vontade e autocontrole e postergar nossos impulsos imediatos. (Veja este vídeo, que mostra como a missão não é nada fácil!).

Para uma vida mais feliz e saudável, para relacionamentos mais satisfatórios e duradouros, para ganhar mais dinheiro e até para viver por mais tempo, a força de vontade é uma ferramenta muito importante! Vamos aprender a cultivá-la?

 

OBS: Esta resenha foi fortemente inspirada, adaptada e remixada do resumo criado pela equipe da 12 minutos para o livro da Kelly McGonical. Para a leitura do microbook original, acesse o 12 minutos. Para adquirir o livro da autora, compre-o na Livraria Cultura.

 

Enquanto isso, seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

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Segue a lista de todos os artigos da série e quando eles foram/serão publicados:

  1. Contar uma história pessoal (03 de julho): Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?
  2. Descrever um evento histórico (10 de julho): O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez
  3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho): Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical
  4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho): Seja a mudança que você quer ver no mundo
  5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)
  6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)
  7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)
  8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)
  9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)
  10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)
  11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)
  12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)
  13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)
Josh Kaufman ensina como aprender qualquer coisa em 20 horas
Jul 16

Como aprender qualquer coisa em 20 horas – Josh Kaufman – TEDxCSU

By rafaelreinehr | Aprendizagem , TED

Josh Kaufman nos conta neste vídeo sobre como é possível, a qualquer um de nós, aprender “qualquer coisa” de forma decente em apenas 20 horas.

 

Se você busca excelência em um campo concorrido, e quer se destacar como médico, grande mestre do xadrez, atleta de elite, você precisa investir cerca de 10.000 horas de sua vida para masterizar algo. Entretanto, para conseguir dominar algo novo, apenas 20 horas de dedicação focada e prática são suficientes para adquirir uma nova habilidade, é o que defende o professor Kaufman.

 

No vídeo ele nos ensina sobre os…

 

4 passos simples para aquisição rápida de habilidades

 

  1. Desconstrua a habilidade

  2. Aprenda o suficiente para se auto-corrigir

  3. Remova distrações e barreiras à prática

  4. Pratique por pelo menos 20 horas

 

E nos lembra que as maiores barreiras para aquisição de algo novo não são intelectuais. São emocionais. É aquela voz interna que lhe diz que você não é capaz. Então, aventure-se! Decida o que você quer aprender a vá atrás. Dedique-se por 20 horas e depois me conte o que você aprendeu.

Veja o vídeo (ative as legendas em português, se necessitar):

 

Palácio de Westminster em Fevereiro de 2007, Torre Elizabeth, Big Ben
Jul 10

O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez

By rafaelreinehr | Experimentalismo , Literatura

Esta postagem é a segunda de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Minha tarefa desta semana é descrever um evento histórico. Pois bem, qual evento histórico eu deveria escolher para escrever sobre, então? Antes de queimar muitos neurônios pensando, decidi realizar uma busca na Wikipedia e verificar quais eventos históricos aconteceram hoje, no dia em que publico este artigo: dia 10 de julho.

 

Aí, a tarefa ficou simples: Dos eventos relatados para o dia, bastava escolher aquele que mais me “apetecia”. Poderia falar sobre o nascimento de Nicola Tesla, em 10 de julho de 1856 ou de Marcel Proust em 1871? Sobre a Comemoração do Dia da Pizza, no Brasil? Ou sobre o Dia de Holda, senhora das bruxas na mitologia nórdica?

 

De todos os que lá encontrei, resolvi narrar um evento em particular, que aconteceu em 10 de julho de 1859: O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez, em Londres.

 

Muitas pessoas acreditam que o Big Ben é o nome dado à Torre com 4 relógios, um em cada lado (a segunda maior do mundo com esta configuração) mas, na verdade, Big Ben é o nome do sino de quase 14 toneladas que se encontra no interior da torre, hoje chamada de Elizabeth Tower, em homenagem à rainha Elizabeth II, pelos seus 60 anos de reinado.

 

O sino foi produzido em 1858 em uma fundição londrina, e pesa exatos 13760 quilogramas, tem um diâmetro de 2,74m e a altura de 2,39m. Quando ficou pronto, foi transportado da fundição até o Parlamento em uma carruagem puxada por 16 cavalos ornamentados. A Torre e o Relógio já haviam sido inaugurados em 31 de maio de 1859, e o sino soou pela primeira vez em 10 de julho do mesmo ano. Desde 31 de dezembro de 1923, a rádio BBC de Londres transmite diariamente as badaladas do sino.

 

Fora de seus períodos habituais, o sino tocou 56 vezes, todos os minutos durante o funeral do rei Jorge VI, falecido com 56 anos de idade em 15 de fevereiro de 1952. Além disso, em 27 de julho de 2012, tocou durante 3 minutos (das 8:12 às 8:15) para anunciar a abertura dos Jogos Olímpicos de 2012.

 

Existem duas teorias aceitas para o nome “Big Ben”: a primeira é que, em uma seção do parlamento inglês na qual deveria ser decidido o nome, depois de um discurso de Sir Benjamin Hall, e por este ser uma pessoa alta e corpulenta, e cujo apelido era Big Ben, um dos parlamentares sugeriu que este deveria ser o nome do sino. A outra teoria prega que o nome tenha sido uma homenagem a Benjamin Caunt, um lutador de boxe que pesava 108kg e que também tinha o apelido de Big Ben.

 

No começo, os parlamentares reclamaram que o som do sino era muito alto e até o famoso jornal Times londrino comentou que o sino era uma “desgraça que concernia a todos que o planejaram”. Entretanto, com o tempo, o ouvido do londrino se acostumou ao badalar do sino e hoje ele é um dos maiores símbolos da capital da Inglaterra.

Qual brasileiro que vai à Londres não quer uma foto junto a este símbolo da pontualidade britânica?

E você: já foi a Londres? Quais suas experiências com a cidade, com seus habitantes e seus monumentos? O que chamou tua atenção? O que você amou e o que você não gostou da sua visita à cidade da neblina? Responda nos comentários!

 

PS: fica uma nota: se você olhar a quantidade de links e referências que existe para cada dia do ano na Wikipedia, você poderia muito bem ficar 1 a 2 meses estudando somente as referências lá elencadas e teria pelo menos 30 anos de estudos garantidos! Fantástico o rol de conhecimento humano já armazenado e que continua sendo produzido, ano após ano, pela humanidade. Enquanto isso, ainda temos dificuldade em utilizarmos nossa energia e nosso bom senso para nos relacionarmos de forma equânime e saudável com nossos pares e com a natureza. O xis da questão não está, então, no conhecimento: mas na forma sábia ou obtusa com a qual nos relacionamos com ele e na ausência dele.

 

Enquanto isso, seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

# # #

Segue a lista de todos os artigos da série e quando eles foram/serão publicados:

  1. Contar uma história pessoal (03 de julho): Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?
  2. Descrever um evento histórico (10 de julho): O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez
  3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho): Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical
  4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho): Seja a mudança que você quer ver no mundo
  5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)
  6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)
  7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)
  8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)
  9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)
  10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)
  11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)
  12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)
  13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)
12 minutos - ler um microbook por dia
Jul 07

12 Minutos e a Revolução da Leitura Online

By rafaelreinehr | Cibercultura

Salve salve! Hoje o tema é Internet, Leitura, Desenvolvimento Pessoal e Tecnologia para uma vida melhor!

 

Você que me acompanha no Medictando, no meu bloginstagram e lives do Face já deve saber que meu tempo é contadinho e superconcorrido, né? E também sabe que eu amo ler, tanto no formato digital quanto no velho e bom formato tijolo, livro impresso mesmo.
 
Em função das minhas viagens, comecei a utilizar ferramentas que me permitem escutar os livros que gostaria de ler. Geralmente, um audiolivro tem duração de 6 a 36 horas de narração. Um livro de 6 horas escuto em 2 viagens, por exemplo, entre Santa Maria e Araranguá, trajeto que faço todas as semanas.
 
Entretanto, sou um cara afeito à produtividade, e não gosto de “desperdiçar” tempo. Tempo é nossa maior riqueza: uma vez que se esvai, não volta mais. Como uma das minhas maiores paixões em toda vida é aprender, e saber, sobre tudo que é possível, preciso compartilhar com você um achado fantástico das últimas semanas: o 12 minutos.
 
12 minutos é uma comunidade que faz um resumo espetacular de livros e os apresenta em um formato de leitura ou audição que varia entre 10 a 15 minutos. O que estou achando mais espetacular é poder escutar todos os dias, durante o banho, o essencial de um novo livro.
 
Isso me ajuda a escolher aqueles livros aos quais quero dar mais atenção mas, ao mesmo tempo, já gera uma série de insights e percepções que eu provavelmente levaria anos para acumular.
 
Lá no 12 (apelido carinhoso!) você encontra livros sobre Produtividade, Motivação e Inspiração, Psicologia, Saúde e Bem-estar, Empreendedorismo, Gestão e Liderança, Marketing e Vendas, Dinheiro e Investimentos, Comunicação e Networking e muito, muito mais!
 
Não deixe de fazer o acesso gratuito de 3 dias. A ferramenta é espetacular e sou muito grato aos criadores. Depois você terá a chance de continuar assinando por um valor menor que o preço de um livro por mês, tento acesso a todo acervo, que cresce todas as semanas.
 
Ah! E tem mais: é uma iniciativa brasileira, então vale muito a pena apoiar! Em outra postagem falo do Audible e do Ubook, ferramentas nas quais você pode escutar livros inteiros e que servem para você escutar na íntegra os livros que você escutou no 12 minutos e mais te chamaram atenção.
 
Vai lá, se cadastra, experimenta e depois me conta o que achou, aqui embaixo nos comentários! Me diga se não foi uma sacada fantástica!

 

PS: Hoje pela manhã, escutei Sprint – Como Resolver Grandes Problemas e Testar Novas Ideias em Apenas Cinco Dias, de Jake Knapp & John Zeratsky & Braden Kowits durante o banho e A Startup Enxuta, de Eric Reies durante o café da manhã, aproveitando que meus pequenos ainda estavam dormindo e eu estava sozinho na cozinha.

 

PS2: Não fique viciado na ferramenta e ocupe todo o tempo que você deve dedicar à família e aos amigos buscando hiperprodutividade. Tempo na Natureza e em convívio com pessoas é fundamental. Escrevo aqui pois, com alguma frequência, preciso me lembrar para seguir a vida com autonomia, excelência e propósito, sem comprometer os laços humanos a serem desenvolvidos concomitantemente.
Jul 03

Puberdade Precoce

By rafaelreinehr | Tudo Que Você Precisa Saber Sobre

Os distúrbios relacionados ao tempo da puberdade, em meninos e meninas, tanto a puberdade precoce quanto o atraso puberal, necessitam sempre uma avaliação detalhada e especializada. Se não detectados a tempo, podem trazer alguns transtornos e consequências irreversíveis, como veremos a seguir.

O Que é a Puberdade Precoce?

A puberdade precoce se refere ao aparecimento de sinais físicos e hormonais de desenvolvimento puberal em uma ideia mais precoce do que a considerada normal. Por muitos anos, a puberdade foi considerada precoce em meninas mais novas que 8 anos; entretanto, estudos recentes indicam que sinais de puberdade precoce (surgimento de mamas e pelos pubianos) estão com frequência presentes em meninas (principalmente negras) em idade entre 6 a 8 anos. Para os meninos o início da puberdade antes de 9 anos é considerada precoce. Ambas as situações demandam uma avaliação cuidadosa por um médico endocrinologista para que se saiba se o caso se trata de puberdade precoce verdadeira e necessita tratamento ou se apenas é um caso de surgimento precoce dos sinais de puberdade sem que isso traga prejuízos à criança.

O início muito precoce da puberdade pode levar a uma série de problemas. O rápido crescimento inicialmente causa uma alta estatura para a idade, mas a rápida maturação óssea pode levar à interrupção do crescimento muito precocemente, resultando em baixa estatura na vida adulta. O aparecimento de seios e menstruação precoce em meninas e o aumento rápido de libido nos meninos pode causar estresse emocional para algumas crianças.

Puberdade precoce

Quais são as possíveis causas?

Entre os diagnósticos diferenciais para puberdade precoce mais frequentes, encontram-se a Síndrome dos Ovários Policísticos, a Hiperplasia Supra-renal, Tumores ovarianos e adrenais, a Puberdade precoce central idiopática, todas elas necessitando de acompanhamento e tratamento específicos. Ainda existe a possibilidade de um desenvolvimento de caracteres sexuais secundários de forma precoce porém transitória, sem evolução clínica ou laboratorial, e neste caso apenas se realiza o acompanhamento próximo até a idade puberal. Entre as causas neurológicas de puberdade precoce, que representam a minoria dos casos, já que a maioria é idiopática, encontram-se:

  • Tumores (Astrocitomas, gliomas, tumores de células germinativas que secretam HCG)

  • Hamartomas hipotalâmicos

  • Lesão do Sistema Nervoso Central causada por inflamação, cirurgia, trauma, radioterapia ou abscesso

  • Anomalias congênitas (hidrocefalia, cisto aracnóide, cisto suprasselar)

Como descobrir qual a etiologia?

A investigação é feita com base em uma anamnese cuidadosa, exame físico, acompanhamento da curva de crescimento e na avaliação de uma série de hormônios produzidos pela hipófise, pelas supra-renais, pelos ovários (em meninas) e pelos testículos (em meninos), além de uma avaliação da idade óssea através de um raio-X das mãos e dos punhos, uma ecografia pélvica e abdominal e, em alguns casos, a realização de ressonância magnética da hipófise e das supra-renais.

Qual é o tratamento?

O tratamento é específico para cada causa. É muito importante que o endocrinologista saiba diferenciar a puberdade precoce central (PPC) da Pseudopuberdade Precoce (PPP). No primeiro caso, existe uma maturação precoce de todo o eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, e encontramos todas as mudanças físicas e hormonais da puberdade. Na pseudopuberdade precoce, que é uma condição muito menos comum, existe uma produção de hormônios sexuais independente de um estímulo do hipotálamo e da hipófise. O diagnóstico correto da causa específica é necessário, já que a avaliação e o tratamento de pacientes com pseudopuberdade precoce é diferente daquele de pacientes com puberdade precoce central.

Na puberdade precoce central idiopática, geralmente é necessário o bloqueio da puberdade com injeções mensais de acetato de leuprorelina ou triptorrelina; na síndrome dos ovários policísticos, a perda de peso e um tratamento com metformina em geral controlam os sintomas e previnem ou retardam a evolução da enfermidade, muitas vezes sendo necessários anticoncepcionais com “bloqueadores de hormônios masculinos” para complementar o tratamento. Em resumo, as escolhas precisam ser individualizadas, pois cada paciente é único.

O diagnóstico preciso e específico é também muito importante pois ele vai determinar a necessidade de tratamento ou somente acompanhamento.

OBS: Este artigo é um esboço. O artigo completo será publicado em algumas semanas em http://dr.reinehr.org, site em construção. O artigo sobre atraso puberal será publicado posteriormente, no mesmo site.

4 marcas reinehr.org
Jul 03

Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?

By rafaelreinehr | Experimentalismo , Literatura

Esta postagem é a primeira de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Quando propus o Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, recebi alguns comentários e um deles chamou minha atenção: foi uma pergunta do Ricardo Kasburg Philippsen questionando se eu aceitaria sugestões de temas para as 13 semanas de postagem. Ao que lhe respondi que sim, seria ótimo receber ideias e tornaria até mais fácil o meu trabalho. Mas, mal sabia eu que lá vinha bomba!

O Ricardo propôs que eu escrevesse sobre aquilo que, para mim pessoalmente, fosse a coisa mais desconfortável para escrever. Eu deveria olhar para dentro, investigar e falar sobre o que fosse mais difícil para mim.

Como no primeiro exercício, este que estou publicando agora, eu devo contar uma história pessoal, bem, lá vamos nós… O que é difícil e desconfortável para mim, neste momento da vida?

De todas as coisas que precisam ser melhoradas – minhas características pessoais de intolerância e impaciência, minha gestão do tempo e aumento de capacidade para dizer “não” a novos projetos, ser capaz de voltar a produzir meu alimento e lidar com 100% do lixo orgânico como já fui capaz de fazer em outros tempos, minha relação afetiva atual – aquela que mais me incomoda está relacionada com as consequências e amarras derivadas da minha separação com a mãe de meus filhos, em 2014.

Adoraria poder escrever com detalhes sobre meus sentimentos, sobre os fatos e sobre como interpreto tudo que aconteceu e está acontecendo, mas como se avizinha um processo litigioso, terei que calar por ora. Desabafar sobre aquilo que nos sufoca é terapêutico. Não poder falar o que está engasgado e o que o outro precisa ouvir é tóxico. Desta feita, estou sim registrando os fatos e os sentimentos que acompanham, pois um dia poderei colocá-los para fora. Por ora, preciso “deixar quieto”.

Por este motivo, vou escolher a segunda coisa que mais me atormenta nos dias de hoje: minha incapacidade em criar um senso de pertencimento, de comunidade e de tornar sustentáveis meus projetos de cunho altruísta, socio-ambiental e culturais.

Quem me acompanha sabe que estou em constante processo de animação de vários projetos de toda sorte, entre eles a Coolmeia, o Medictando, o Pensador Selvagem, o Simplicíssimo, a Rádio Sofia, a AntiEditora, o CEHLA, a Biblioteca Anarquista, a ZenNature, a The Love&Brains Cooperation, o Solutio e alguns outros.

Sim, eu sei. Alguns me chamam de louco por tentar. Outros me compreendem e me dão força, de várias formas: palavras de estímulo, dando as mãos e pegando junto em um ou outro projeto – projetos estes que estão desenhados de forma colaborativa, abertos à participação de quem se sentir convidado e incluído. Eles tem código aberto, podem ser replicados onde for desejável e, ao fazer parte, funcionam de forma horizontal e autogerida, em sua maior parte.

Os fatores que me deixam inquieto, insatisfeito e de mal comigo mesmo são:

  • Crowdsourcing insuficiente: não temos o time de pessoas dedicadas a cada projeto na intensidade desejável para que ele floresça

  • Quando temos um time maravilhoso, ele é composto por pessoas que, assim como eu, fazem parte de vários projetos e não conseguem dedicar tempo suficiente àquele nosso projeto em comum

  • Algumas pessoas chegam e vão, pois não conseguem desenvolver um senso de pertencimento à iniciativa pela qual ele se interessou

  • Os projetos sempre foram alimentados majoritariamente por dinheiro do meu próprio bolso, até o momento em que isso se tornou inviável e, pela primeira vez, precisei começar a pensar em como gerar sustentabilidade econômica para eles

  • Trazer benefício verdadeiro, significativo e duradouro para a comunidade que faz parte dos projetos e também ao ecossistema que o projeto pretende alcançar e nutrir.

  • Não conseguir comunicar efetivamente ao público em geral como que estes projetos que, a um primeiro olhar, parecem díspares e não relacionados, na verdade fazer parte de um todo coeso, com objetivos comuns mas individualmente focados em públicos e assuntos diversos

Olho para trás e verifico o tempo e os recursos que já foram (e continuam sendo) investidos nestes projetos. Fico feliz com os resultados alcançados até o momento, mas sei que eles podem – e devem – chegar a mais pessoas, e fazer a diferença positiva no mundo para a qual eles foram projetados.

Hoje consigo reconhecer os erros de planejamento, os de execução e até a insuficiência na celebração de pequenas conquistas que tivemos pelo caminho. As pessoas que me acompanharam e acompanham mais de perto sabem do que estou falando, com mais propriedade. Na verdade, muitas vezes reconhecia no momento em que aconteciam, mas não tinha fôlego para consertá-los, em função das outras demandas acumuladas.

Sim, e é somente neste aspecto que dou a braço a torcer aos críticos que dizem: “Mas você faz muitas coisas ao mesmo tempo! Não seria melhor se dedicar a somente um projeto por vez, fazê-lo acontecer e só daí partir para um próximo?”

Sim, vocês tem razão. Isso seria o ideal. Mas como controlar esta ânsia insana que vem de dentro e me impele a fazer tudo ao mesmo tempo agora? Este ímpeto é imparável. Não sei se alguém entende o que estou dizendo, mas é como se fosse um “chamado”, uma voz tão forte que te inspira e faz com que nada possa ficar para depois.

Antes de mais nada, já tentei suprimir esta voz por algum tempo. E consegui. Juntamente com isto, consegui me sentir infeliz. Ao que parece, minha felicidade, aquela verdadeira sensação de bem-estar, na qual você se sente pleno, completo, inclui estar fazendo milhares de coisas ao mesmo tempo. Me sinto vivo e é assim que escolho seguir. Existe algum tipo de contenção compulsória para isso? Espero que não. Já tentei meditação para isso, mas o que ela faz é, na verdade, ampliar ainda mais minhas ideias, delírios e vontades. A meditação ao mesmo tempo que me acalma me deixa ainda mais criativo, com vontade de participar e interagir com o mundo e as pessoas, ajudando na transformação desta realidade em uma outra, melhor.

Bem, talvez esta história pessoal faça pouco sentido a você que a está lendo agora. Talvez eu consiga trazer mais sentido a ela nas próximas semanas, nos próximos meses, anos, décadas, com o desenrolar de todos estes projetos e iniciativas. Se eu for bem sucedido, você saberá. Se não for, somente ficarás sabendo se ficares por perto. Te convido a ficares por perto e me ajudar da forma que for possível a você: carinho, críticas, sugestões, recursos econômicos, seu conhecimento, seu networking, indicando pessoas próximas a você que possam desejar participar e ajudar de um ou mais dos projetos elencados acima.

Ao longo das próximas semanas dois eventos relacionados ao desconforto relatado acima serão desvelados:

  1. A criação de um folder e de um mapa mental que irão explicar, da maneira mais simples e didática possível o que são estes projetos todos e como eles se correlacionam
  2. Uma chamada coletiva para apoiadores, dentro de um modelo chamado OKR Fee, que deverá retribuir a cada apoiador na justa medida de sua participação em cada projeto ou iniciativa (saiba mais em breve, em um artigo específico sobre isso).

Enquanto isso, seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Seja bem-vindo à Aventura! E, como eu escrevi há alguns anos atrás em um texto chamado “Eu tive um sonho“, O que você, que está lendo este texto agora, e que estou chamando para compor este sonho comigo, acrescentaria de seu para que este sonho seja um sonho ao mesmo tempo comum e completamente seu?

Vale a leitura do texto acima! Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

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Segue a lista de todos os artigos da série e quando eles foram/serão publicados:

  1. Contar uma história pessoal (03 de julho): Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?

  2. Descrever um evento histórico (10 de julho): O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez

  3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho): Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical

  4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho): Seja a mudança que você quer ver no mundo

  5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)

  6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)

  7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)

  8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)

  9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)

  10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)

  11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)

  12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)

  13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)

Jun 28

Exercício de Escrita Criativa e Produtividade

By rafaelreinehr | Experimentalismo

imagem de uma pena com borboletas saindoNas próximas 13 semanas irei propor um desafio a mim mesmo: escreverei sobre 13 temáticas diferentes, uma a cada semana, sempre às segundas-feiras. E quero saber se você que está me lendo agora aceita ser meu convidado nesta jornada, compartilhando tuas ideias, críticas e sugestões – tanto ao conteúdo quanto ao formato daquela semana. Isso me ajudará muito a escolher o formato no qual eu deva me comunicar com mais frequência, compartilhando os saberes que tenho acumulado com meus amigos, pacientes e com a minha audiência.

 

As 13 temáticas serão as que seguem, em ordem:
      1. Contar uma história pessoal (03 de julho)
      2. Descrever um evento histórico (10 de julho)
      3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho)
      4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho)
      5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)
      6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)
      7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)
      8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)
      9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)
      10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)
      11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)
      12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)
      13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)

     

Estes temas foram inspirados na leitura do livro Platform, de Michael Hyatt, que em seu capítulo vinte e três sugere que mantenhamos uma lista de ideias sobre o que postar. Resolvi postar sobre todas elas como um exercício e um desafio ao mesmo tempo.

 

As postagens todas serão publicadas originalmente no Reinehr.org e os links serão replicados no meu perfil e página do Facebook, na minha conta do Twitter e no Instagram.

 

Curta, compartilhe e comente. Tua participação ajudará a definir a melhor forma de me comunicar contigo e com as pessoas que desejam saber mais sobre os assuntos que publico.
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