<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122</id><updated>2024-03-07T01:04:27.958-03:00</updated><category term="Todos os textos de Tadeu Breda"/><category term="Todos os textos de Rafael Sampaio"/><category term="Todos os textos de Renato Brandão"/><category term="Todos os textos de Hugo Fanton"/><category term="Todos os textos de Fábio Brandt"/><category term="Todos os textos de Daniela Alarcon"/><category term="Todos os textos de Marcos Angelim"/><category term="Todos os textos de João Peres"/><category term="Todos os textos de Fernanda Campagnucci"/><category term="Todos os textos de Júlia Tavares"/><category term="Todos os textos de Leandro Oliveira"/><category term="Todos os textos de Leonardo Garzaro"/><category term="Todos os textos de Marana Borges"/><title type='text'>reverso</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default?alt=atom'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default?alt=atom&amp;start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-2461113316750970463</id><published>2008-06-29T14:08:00.002-03:00</published><updated>2008-06-30T17:53:01.308-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Marcos Angelim"/><title type='text'>sinal fechado</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por marcos angelim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acordou. Penetrando pelas frestas da parede de tijolo baiano, o sol veio desafiá-lo, carregá-lo pra vida – à força. Olhou pro lado: o fino colchão do irmão ainda estava no chão, mas frio. É que o baixinho sai cedo com a caixa de engraxate. Não vou dizer que pensou – o pensamento não é o seu forte; a mãe sempre diz que é burro demais, que só faz cagada, que é um traste. Prefiro dizer que sentiu aquela mistura de medo, raiva, descrença, imersa no torpor necessário para o enfrentamento. Levantou e comeu pão de ontem com margarina; não tinha leite. Inverteu a ordem que você provavelmente segue: lavou o rosto no tanque, tirou a remela do canto dos olhos, não escovou os dentes; pôs o boné, pegou o rodinho, o frasco com água e detergente e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sorte morar ali! – Bem do lado do viaduto, a poucos passos da avenida, apesar de espremido entre a linha do trem e o supermercado. A comunidade (nesse país o eufemismo tem quase adesão nacional) parece mais uma tripa. Pode ser vista de cima do viaduto, mas só pelos que ainda têm olhos. Periferia de São Paulo, confins da zl. Passa muito carro, gente que até tem grana, mas que – talvez por isso – não enxerga. Não interessa se é nos Jardins ou no Itaim (Paulista), no vectra, no eco sport ou no gol – fecha-se o vidro, ignora-se, nega-se. É isso o que mais o fere e avilta. Suporta, contudo, sem deixar de ser simpático, cordial e compreensivo com as negativas, as desculpas e até com os xingamentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, senhora! Vô dá uma limpada legal aí. Qualquer moedinha ajuda: dez centavos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é de trocados que vive (o bolsa-família só não dá). Tiraria mais se a concorrência não fosse tão grande. É muito carro, mas muita gente de rodinho na mão, sem falar dos ambulantes. O motorista fica puto. Muitas vezes, no fim do dia, era melhor nem ter levantado. “Tem dia de não tirar nem 5 conto!”. O problema é esse: muito vendedor e limpador no sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é também o que a aborrece diariamente. “Saio cedo pra caramba, pego mó trânsito já aqui no Itaim, e ainda tem esses caras pra encher o saco!” – protesto matinal recorrente da publicitária, que demora horas até o escritório na Alameda Santos. Várias vezes lhe quebraram o pára-brisa. Mas em Sampa não tem jeito, ninguém escapa, exceto gente como ele, que não tem carro e quebra – sem querer, claro, pois tem de limpar rápido, antes do sinal abrir – o pára-brisa do carro dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre igual. Os dois levantam pra se encontrar. Só que ele pra limpar, pedir, dizer bom dia; ela, pra desprezar, bufar, negar. Insuportável. Mas que fazer? Ela se recusa a ir de ônibus e metrô pro trabalho. “Gasto mais, podia ser até mais rápido... Mas é muito cheio, ia chegar toda amassada... Mil vezes de carro, é mais confortável”, justifica. Ele não vê alternativa. É que o ódio cega e começa a transbordar: “Filha da puta! Nem olha na nossa cara! Vaca do caralho!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não vai ser mais assim porque hoje algo mudou. Ele despertou com o sol na cara, mas não comeu nada nem lavou o rosto; pôs outra bombeta e, em vez do rodinho e do detergente, pegou a PT, colocou na cintura embaixo da camiseta e foi pro sinal. Ela já está na rua. Se estressa só de imaginar a terça-feira: “Trânsito parado, ambulantes e aqueles moleques!...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está lá agora, à espera, nervoso, enquanto ela se aproxima do sinal – fechando pros dois. &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/2461113316750970463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/2461113316750970463?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/2461113316750970463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/2461113316750970463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2008/06/sinal-fechado.html' title='sinal fechado'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-193740887529860628</id><published>2007-09-03T18:34:00.001-03:00</published><updated>2008-12-08T20:41:20.768-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Fábio Brandt"/><title type='text'>viagem ao brasil de lá, parte 4</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por fábio brandt&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Chegamos na Base Aérea do Aeroporto de Guarulhos por volta das sete horas. Aguardamos a chegada do avião que nos levaria a Manaus até as nove, porque ele saiu de sua base, em Brasília, naquela mesma manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos todos ansiosos. No ônibus que nos levou ao aeroporto ninguém cochilou. Foram conversas, piadas, comentários sobre a Amazônia. Até cantamos algumas músicas. Sem participar da nossa farra, os militares se habituavam a nossa presença: estavam no veículo um sargento, que não viajou conosco, e o tenente-coronel Douglas, um dos responsáveis pelo Centro de Comunicação Social do Exército, que organizou a viagem e nos “guiou” no Amazonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada do avião coloca fim a espera ansiosa. É o VC-97, o mais moderno turboélice fabricado no Brasil, segundo a fabricante Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.). Apelidado de Brasília, o avião é, usualmente, utilizado pela FAB para transportar comitivas de autoridades (o roteiro que fizemos na Amazônia é, usualmente, oferecido a deputados e senadores).&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhz4c7ECO3eh6bclsHnGbVHUHidveduvd4mjqkc6Djhyphenhyphenaa0p_cwywXOJLUx9mwPz5J_-oxDmOz8hdXEjtxbOD72XSAoDweJE0aOdR_9iigJKODgGGy0es3C3Shp3chD_76CeOE4/s1600-h/box3.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5102384957584045858&quot; style=&quot;FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhz4c7ECO3eh6bclsHnGbVHUHidveduvd4mjqkc6Djhyphenhyphenaa0p_cwywXOJLUx9mwPz5J_-oxDmOz8hdXEjtxbOD72XSAoDweJE0aOdR_9iigJKODgGGy0es3C3Shp3chD_76CeOE4/s400/box3.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quase duas horas depois, paramos na cidade de Brasília para reabastecer. Foi a primeira vez que pisei na capital brasileira. As novidades explodiam por todos os lados. Junto com o Luiz Prado, que também estuda na ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP), dei uma volta pela Base Aérea de Brasília, que funciona junto ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek e foi inaugurada em 3 de dezembro de 1963 – quatro meses antes do golpe que derrubaria João Goulart e colocaria o alto escalão das as Forças Armadas no comando do poder executivo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de circularem apenas militares pelo local, talvez faça com que a vigilância não seja acirrada. Aproveitamos a deixa para entrar num hangar, onde estavam alguns aviões desmontados ou em conserto. Mesmo com carta branca para fotografar o que quiséssemos, como assegurara o coronel Douglas, sentíamos que era necessário agir rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu tirava da mochila a Yashica manual e procurava as pilhas para colocar no flash, um oficial nos expulsou do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Com quem vocês estão?&lt;br /&gt;– Tenente-coronel Douglas.&lt;br /&gt;– Não há autorização para fotografar aqui, podem olhar, mas sem tirar fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessamos o Hangar e, para nossa surpresa, saímos, novamente, na pista de decolagem. Bastava um simples raciocínio para entender que sairíamos ali, mas estávamos, realmente, deslumbrados com o que víamos e com o fato de estarmos pisando, livremente, naquela área militar. Ali, na pista – ou seja, fora do Hangar - fui fotografar, sem o flash tão trabalhoso de fazer funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ow! Pode parar. Não pode tirar foto aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez era um jovem militar, não um oficial como nosso primeiro interlocutor. Respondemos que não sabíamos da restrição (pela segunda vez) e voltamos à sala de aguardar o avião. Dissemos ao coronel Douglas sobre a proibição, lembrando-o de sua promessa de poder fotografar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nem tudo... Há coisas sigilosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não discutimos. Dirigimo-nos a outro Hangar, menor que o primeiro, mas também com aviões desmontados ou em construção. Ali, um oficial nos viu preparando a máquina fotográfica. Deu bom dia e, simpaticamente, ofereceu-se para explicar o trabalho que realizavam ali. “Manutenção das aeronaves”. Designou um soldado para nos acompanhar enquanto fotografávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após quase duas horas, estava na hora de voltar ao avião, já abastecido. Em Alta Floresta, cidade do norte do Mato Grosso, quase fronteira com o Pará, realizamos nova parada para abastecer. Ali, a base aérea não funciona em um aeroporto. Entre imensas fazendas, ela é apenas ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve tanto tempo, como em Brasília, para andarmos pelos arredores. Mesmo que houvesse, duas horas não seriam suficientes para vermos mais que casas espaçadamente distribuídas ao longo de imensas ruas de terra, perdidas entre árvores e distantes de tudo o que podemos associar aos chamados “centros urbanos”, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e, até mesmo – só que em menor grau, como pude concluir nessa viagem – Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazemos com aquelas cochiladas que nos levam a algum mundo estranho em horário de ficar acordado, abandonamos Alta Floresta como quem continua curioso para saber qual rumo a narrativa do sonho seguirá. Duas horas depois, lá pelas oito da noite, sentíamos o tapa na cara com que Manaus recebia nossa comitiva: trata-se da temperatura de 40º, quase o dobro da que estamos acostumados em São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/193740887529860628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/193740887529860628?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/193740887529860628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/193740887529860628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/09/viagem-ao-brasil-de-l-parte-4.html' title='viagem ao brasil de lá, parte 4'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhz4c7ECO3eh6bclsHnGbVHUHidveduvd4mjqkc6Djhyphenhyphenaa0p_cwywXOJLUx9mwPz5J_-oxDmOz8hdXEjtxbOD72XSAoDweJE0aOdR_9iigJKODgGGy0es3C3Shp3chD_76CeOE4/s72-c/box3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-6539193945735598555</id><published>2007-08-29T18:27:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T17:53:46.562-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Fábio Brandt"/><title type='text'>viagem ao brasil de lá, parte 3</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por fábio brandt&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Estava escuro, não havia luz o suficiente para destacar a diversidade de cores daquela paisagem. Ser ou não madrugada depende do ponto de vista de quem acabou de acordar. Para quem dormiu razoável quantidade de horas e prolonga o sono ao máximo (trocando café da manhã e o banho matinal por mais tempo na cama), estar ali, àquela hora, trataria-se, apenas, de grande esforço. Para quem dorme após passar as primeiras horas do dia em frente a uma tela de computador, seria, de fato, madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caso une as duas situações. Há alguns meses, sentia a necessidade de dormir pouco e só deitar muito tarde (ou cedo, quase de manhã). Naquela manhã, acumulava 13 horas de sono em três dias. Mesmo assim, a briga com as cobertas não fora violenta, como de costume. O despertador tocou às cinco e meia. Vinte minutos depois, estava pronto – jeans, camiseta, jaqueta, tênis. Geralmente, o alarme soa às sete e meia e só levanto duas horas depois. Havia ansiedade naquela atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegara o dia de ir à Amazônia. Não era uma viagem pela qual eu aguardava há muito tempo. Nem havia muito planejamento por trás dela. Soubera que viajaria apenas seis dias antes da data de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma mochila nas costas e uma mala na mão, sai da estação República do metrô – logo atrás do prédio da Escola Caetano de Campos (atual secretaria estadual de educação). Dirigi-me à Rua Rego Freitas, na Oboré. Ali, os anfitriões da viagem, oficiais do exército, já aguardavam seus convidados: estudantes e profissionais da comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus militar, verde, estava em frente ao prédio da Oboré. Com ele, dirigimo-nos à Base Aérea São Paulo, no Aeroporto Internacional de Guarulhos – município que faz fronteira com São Paulo à leste. Antes de chegar em Manaus, conheceríamos as bases aéreas de Brasília – no aeroporto Juscelino Kubitschek – e de Alta Floresta, no norte do Mato Grosso.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/6539193945735598555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/6539193945735598555?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/6539193945735598555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/6539193945735598555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/08/viagem-ao-brasil-de-l-parte-3.html' title='viagem ao brasil de lá, parte 3'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-8114724985085218247</id><published>2007-08-24T18:41:00.001-03:00</published><updated>2008-12-08T20:41:21.026-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Fábio Brandt"/><title type='text'>viagem ao brasil de lá, parte 2</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por fábio brandt&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Na imensa área do Comando Militar da Amazônia (42% do território nacional), os militares executam atividades variadas: cumprem função de polícia, autorizados por lei; trocam tiros com traficantes e contrabandistas; oferecem atendimento médico à população; provocam o surgimento de escolas infantis e até participam da realização de eleições.&lt;br /&gt;“O soldado, quase sempre, é a única esperança nessa imensidão verde”. Essa frase do vídeo institucional que foi repetido bem umas cinco vezes durante a viagem tem a intensidade reforçada pelo trabalho dos relações públicas do exército. No entanto, não difere muito da realidade. O problema: nem todos têm acesso à essa quase única esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ficou claro em nossa passagem por São Gabriel da Cachoeira, a 852 km de Manaus. Compõem a paisagem da cidade casas precárias, muitas sobre córregos. Quase não há tratamento de água. Uma realidade compartilhada pela maior parte das cidades da região norte, segundo apontam dados do IBGE: dos 896mil m³ diários de água distribuídos no Amazonas, 607mil m³ são tratados (90% vai para Manaus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de precária, São Gabriel é “centro urbano” na região da “Cabeça do Cachorro” (extremo noroeste do Brasil, na fronteira com Colômbia e Venezuela). O Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira, único da cidade, atrai populações de muitos municípios – distantes dias ou semanas em viagens de barco, única forma acessível de chegar ao local para a maior parte das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No alto do Bairro Dabaru, no centro do encontro de algumas ruas, o Hospital se destaca na paisagem. Mais pela localização que pela aparência: inaugurado em 1995, apenas recentemente o Hospital passou por uma reforma, ganhando parte de suas instalações em alvenaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor do Hospital, Major Médico João da Silva Couto Lima, é quem apresenta as instalações do local: 65 leitos, duas salas de cirurgia e duas unidades semi-intensivas. “Não temos UTI”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro das salas, as macas ocupadas por pacientes suportam mais do que sofrimento pela moléstia ou alegria pela recuperação. Deitada na maca, com o neto de menos de três meses no colo, a avó conta que foram três semanas de barco para chegar ao Hospital. Couto aponta que as principais ocorrências atendidas são: doenças tropicais, picadas de cobra e acidentes com armas brancas. “O pessoal bebe e aí já viu...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo federal inaugurou a obra em 1990, diz o diretor, mas o atendimento à população começou apenas em 1995, após o exército enviar médicos-militares para trabalhar nele. “O governo não alocou recursos humanos para faze-lo funcionar. Chegamos e fizemos parceria com o Governo do Amazonas e a prefeitura da cidade para cobrir despesas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Couto destaca a insuficiência de recursos do Hospital, verificada com a limitação do corpo médico e apoio logístico do hospital. “Não podemos buscar todas as pessoas que precisam”. As formas de transporte ao Hospital são: aviões da FAB, embarcações do exército e, principalmente, barcos particulares (em viagens que duram dias e até semanas), porque nem todos têm acesso a meios de comunicação. “Precisamos de mais recursos para atender melhor e poder buscar mais pessoas”, afirma Major Couto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fala sobre a importância do serviço obrigatório, apresentando alguns médicos jovens que trabalham no Hospital de São Gabriel. Recém formados, eles vêm do sul do país: Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro. “Não fosse o serviço obrigatório, não teríamos nem esse pouco pessoal”. Major Couto explica que, quem precisa se alistar e já está na faculdade, pode pedir para se apresentar às forças armadas após o término do curso. “O que não significa que vai servir. Hoje em dia, praticamente só serve quem quer”. A maior parte do contingente incorporado por esse sistema, em todo o país, é de ex-estudantes de medicina, afirmaram diversos oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_LRShkmCkWJA/Rs9LjtgX9wI/AAAAAAAAAD0/-V-aLsjvywY/s1600-h/box1.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5102379979716949762&quot; style=&quot;FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px&quot; height=&quot;343&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_LRShkmCkWJA/Rs9LjtgX9wI/AAAAAAAAAD0/-V-aLsjvywY/s400/box1.jpg&quot; width=&quot;304&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pelas veias da floresta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade de deslocamento é presente em toda a Amazônia. Mesmo a concentração populacional e industrial de Manaus não escondem essa realidade. Não longe da capital, a bacia do Amazonas já inviabiliza o transporte terrestre. Perante o alto custo do transporte aéreo, o fluvial desponta como solução. “Isso implica que há lugares em que só as Forças Armadas conseguem chegar para levar mantimentos e médicos”, disse o General Cerqueira, autoridade máxima do Comando Militar da Amazônia (CMA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área do CMA (42% do Brasil) a realização de transporte (de carga e de pessoas) é feito na seguinte proporção: 86% pelo Centro de Embarcações do CMA (Cecma); 12% pela Força Aérea Brasileira (FAB) e 2% por diversos meios civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As funções do Cecma, segundo seu comandante, Coronel Fernando Paranhos, são: apoiar o treinamento das tropas na selva e patrulhar as águas do CMA. “O que envolve até troca de tiros com traficantes e contrabandistas”, diz. Mas, os 86% de transporte realizados pelo Cecma implicam fugas dessa rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro de Embarcações também transporta suprimentos alimentares e médicos para comunidades afastadas, em lugares de difícil acesso, onde apenas a estrutura militar consegue chegar, diz Paranhos. Outro exemplo de suporte à população é a participação do Cecma na realização de eleições: “Transportamos urnas até os eleitores e vice-versa”, conclui Paranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhoh8hYTMUVsYUzrbf9dnCJJ1vei8TeoQ9bIEItbJFW-kcJ0Ii07kzl4TgsQ0J9VlXiIi__e1MEhZoxB8SEUlnjVx9QjM1xgPIgTDS-zWSIHNRevca080e2vWhG8_PPzvIR3SHL/s1600-h/box1.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Na cidade das nuvens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O transporte aéreo é muito mais rápido e eficiente. No entanto, custa caro. “A passagem de avião de São Gabreil da Cachoeira para Manaus custa entre R$550 e R$750”, afirmou o coronel Nevares – que recebeu nossa comitiva em São Gabriel. Para o cidadão comum, que precisa visitar familiares ou procurar tratamento médico em outras cidades – porque, na Cabeça do Cachorro, a escassez de serviços públicos predomina – fica muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidados pelo Exército para conhecer seu trabalho na Amazônia, para nós as coisas são “um pouco” diferentes. Chegamos a Manaus num Brasília. Para São Gabriel voamos num Amazonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto na ida, como na volta, dividimos o avião com nossos anfitriões do Cecomsex e civis: pessoas que precisavam de uma carona da FAB. Entre os grupos que nos acompanharam, alguns com traços indígenas, típicos da população amazonense. Outros, com aparência do Brasil de cá (São Paulo, Paris, Londres), eram parentes de militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sempre fazemos isso”, diz o Major Hardt – oficial do Serviço de Comunicação Social da Aeronáutica que nos acompanhou na viagem. &lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_LRShkmCkWJA/Rs9MuNgX9xI/AAAAAAAAAD8/-O2TPGDvhb8/s1600-h/box2.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5102381259617203986&quot; style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px&quot; height=&quot;240&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_LRShkmCkWJA/Rs9MuNgX9xI/AAAAAAAAAD8/-O2TPGDvhb8/s400/box2.jpg&quot; width=&quot;326&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Temos que dar todo apoio a população. Mas, nem sempre há assentos livres e os vôos não são diários”. Apesar da boa vontade demonstrada pelas forças armadas, o transporte de civis não está em suas obrigações, por isso se torna uma atividade muito informal, difícil de receber cobranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também experimentamos dois helicópteros: o Black Hawk e o Cougar. Duas aeronavez para apoio de missões militares, tanto de guerra como de resgate. Para coloca-los no ar, os oficiais estimaram gasto de, aproximadamente, cinco mil dólares.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/8114724985085218247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/8114724985085218247?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/8114724985085218247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/8114724985085218247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/08/viagem-ao-brasil-de-l-parte-2_24.html' title='viagem ao brasil de lá, parte 2'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_LRShkmCkWJA/Rs9LjtgX9wI/AAAAAAAAAD0/-V-aLsjvywY/s72-c/box1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-1406619341396926694</id><published>2007-08-19T15:20:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T20:41:21.312-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Fábio Brandt"/><title type='text'>viagem ao brasil de lá, parte 1</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por fábio brandt&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O &lt;span style=&quot;color:#ff6600;&quot;&gt;reverso&lt;/span&gt; publica em partes os textos sobre a viagem de Fábio Brandt à Amazônia como integrante da comitiva de jornalistas e estudantes de jornalismo recebida pelo Exército Brasileiro no Comando Militar da Amazônia&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Amazônia tornou-se assunto de destaque em 2007. Foi tema da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – o encontro científico latino americano com maior número de participantes – e da Campanha da Fraternidade da Igreja Católica – que escolhe um tema por ano para orientar investimentos em projetos. As freqüentes e crescentes queimadas que ocorrem na região também despertaram a atenção da opinião pública, após divulgação dos relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da &lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeyIUbujbS7u9z9EeAd9rGLUGoYyslDc2AYGC9zX6ijJT0DOYqGd0avATG-NdGrFwSG7Rfk6ohGajS6VLzQ0ZNAsnKWt0ODjSltba4UV_0RGPlnB92mdwUwvcNZk6OFRTV_wmQ/s1600-h/RegiÃµes+militares+do+exÃ©rcito.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5100481939179566786&quot; style=&quot;FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 373px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 311px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeyIUbujbS7u9z9EeAd9rGLUGoYyslDc2AYGC9zX6ijJT0DOYqGd0avATG-NdGrFwSG7Rfk6ohGajS6VLzQ0ZNAsnKWt0ODjSltba4UV_0RGPlnB92mdwUwvcNZk6OFRTV_wmQ/s400/Regi%C3%B5es+militares+do+ex%C3%A9rcito.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;ONU (IPCC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo federal, no entanto, não dá tanta atenção à região. Essa é a opinião do alto comando do Exército Brasileiro, explicitada pelo General Raimundo Nonato de Cerqueira Filho, comandante do CMA (Comando Militar da Amazônia). Com quatro estrelas no uniforme, Cerqueira ocupa o cargo máximo do exército brasileiro em tempos de paz (cinco estrelas só em tempos de guerra, quando há nomeação de marechais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as sete regiões militares do Brasil, o CMA é a prioritária. “Tem muita gente de olho na Amazônia. Precisamos protegê-la e conservá-la”, diz Cerqueira, afirmando que a maior ameaça à região é o vazio de poder deixado pelo Estado brasileiro. Segundo o general, a cobiça dos outros países se deve, principalmente, a dois motivos: localização estratégica (a floresta equatorial corta nove países: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela) e riqueza natural (a parte brasileira da Amazônia concentra o maior número de espécies vivas, animais e vegetais, do mundo, além de 15% do total de água potável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibojK1RgxNJ7hNyBgUfMlzgofjoGbZdn1Xz2lP-QB0C8AMZBkmR4T9sT34OsWll_9_ITANBtfsh4ZOlVoAI_Omj7BCCNjluiw_VnMonntDFGHi6ezG67d1m6_ACbTT99IXsPPL/s1600-h/general+Cerqueira.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5100482153927931602&quot; style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibojK1RgxNJ7hNyBgUfMlzgofjoGbZdn1Xz2lP-QB0C8AMZBkmR4T9sT34OsWll_9_ITANBtfsh4ZOlVoAI_Omj7BCCNjluiw_VnMonntDFGHi6ezG67d1m6_ACbTT99IXsPPL/s200/general+Cerqueira.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Dada a “ausência do Estado” na região norte, conta Cerqueira, o exército não executa apenas funções militares ali: oferece assistência médica à população (com médicos convocados pelo serviço militar obrigatório); apóia, com transporte fluvial e aéreo, a entrega de suprimentos alimentares e médicos em comunidades ribeirinhas; dá “caronas” de avião e barco a população (para muitos, esse é o único jeito de se deslocar até algum serviço público).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras conseqüências do abandono da região são a proliferação do narcotráfico, nas áreas de fronteira, e da destruição da natureza, principalmente com queimadas. O Exército tenta coibir isso, diz o general, mas o contingente de 25mil homens e a verba recebida pelo CMA é insuficiente para realizar um serviço cem por cento eficiente. “O CMA abrange 42% do território nacional, com 1.300 quilômetros de costa, 11mil quilômetros de fronteira. É complicado”.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/1406619341396926694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/1406619341396926694?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/1406619341396926694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/1406619341396926694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/08/viagem-ao-brasil-de-l-parte-1.html' title='viagem ao brasil de lá, parte 1'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeyIUbujbS7u9z9EeAd9rGLUGoYyslDc2AYGC9zX6ijJT0DOYqGd0avATG-NdGrFwSG7Rfk6ohGajS6VLzQ0ZNAsnKWt0ODjSltba4UV_0RGPlnB92mdwUwvcNZk6OFRTV_wmQ/s72-c/Regi%C3%B5es+militares+do+ex%C3%A9rcito.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-7166626952865046409</id><published>2007-06-09T18:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T20:41:21.986-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Renato Brandão"/><title type='text'>clima no g8...</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;por renato brandão; fotos &lt;a href=&quot;http://www.g-8.de/Webs/G8/EN/Media/FotoDownload/fotodownload.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Encontro do G8 &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPB4_alHAjgEZkFFbKWA3iLaSW78pljStPJdfd5LtrvtGK0Lx4tvfFWonijuips3O0QdiD0O0_KUCynJvaS5WcI0RLBn3rvp-sw8yir2HwV2B2FuxTl1GCs3i7xVRdcA2HXdbN/s1600-h/bandeiras.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPB4_alHAjgEZkFFbKWA3iLaSW78pljStPJdfd5LtrvtGK0Lx4tvfFWonijuips3O0QdiD0O0_KUCynJvaS5WcI0RLBn3rvp-sw8yir2HwV2B2FuxTl1GCs3i7xVRdcA2HXdbN/s200/bandeiras.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5076057530727251778&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A divulgação de três relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPPC) neste ano, alertando para as conseqüências alarmantes do aquecimento global no planeta para as próximas décadas, não foi o bastante para sensiblizar as lideranças do G8 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Rússia) - os países ricos do globo e também os maiores poluentes, que se reuniram para a &lt;a href=&quot;http://www.g-8.de/Webs/G8/EN/Homepage/home.html&quot;&gt;33º cúpula do grupo&lt;/a&gt;, em Heiligendamm (Alemanha), nesta semana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro produziu pífios resultados - embora isso não cause surpresa: basta acompanhar o histórico dos últimos encontros do grupo. Uma vez mais, a imobilidade foi causada pelos vetos do governo dos Estados Unidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, a cúpula foi um grande fracasso. A idéia defendida pela anfitriã do encontro e chanceler alemã Angela Merkel de fixar metas mais objetivas, como a de levar os oito países a aceitarem 2C como limite para o aumento da temperatura média no planeta e, conseqüentemente, estipularem um compromisso real em cortar pela metade emissões de gases do efeito estufa até 2050...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjvqCycBG5O1BLRnMOYSmFxejVZFeBWAkoSS0kSLvzTn7OGQjwC7ZZZOV4T2UQ1Y4TOCDmm3aqLMfaVF5YrkuloKtDmrZ2l-zjpzcRJLIxV3MYmO_jCYesfyeys1vgt4zWKJpB/s1600-h/merkel+e+bush.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjvqCycBG5O1BLRnMOYSmFxejVZFeBWAkoSS0kSLvzTn7OGQjwC7ZZZOV4T2UQ1Y4TOCDmm3aqLMfaVF5YrkuloKtDmrZ2l-zjpzcRJLIxV3MYmO_jCYesfyeys1vgt4zWKJpB/s200/merkel+e+bush.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5076057771245420370&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A culpa deste fiasco pode ser atribuída principalmente ao presidente estadunidense George Walker Bush - que &lt;a href=&quot;http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2007/05/070531_mudancaclimaeuafn.shtml&quot;&gt;no final de maio deste ano disse&lt;/a&gt; que iria reunir os Estados Unidos e outros 14 países responsáveis pela maior parte das emissões de carbono (entre os quais África do Sul, Brasil, China, Índia, México, ou o G5-emergente) para um acordo de longo prazo que estabeleça novas metas até o final de 2008 para o corte da emissão de gases que agravam o efeito estufa - e de sua equipe, notadamente James L. Connaughton, do Council on Environmental Quality (CEQ), o conselheiro para temas ambientais da Casa Branca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diplomacia de Washington pressionou para que se cravasse na declaração &quot;&lt;a href=&quot;http://www.g-8.de/nn_220074/Content/EN/Artikel/__g8-summit/anlagen/2007-06-07-gipfeldokument-wirtschaft-eng.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Growth and Responsibility in the World Economy&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&quot; (Crescimento e Responsabilidade na Economia Mundial), item 49, o termo &lt;span style=&quot;font-style: italic; font-weight: bold;&quot;&gt;goal&lt;/span&gt; [&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;objetivo&lt;/span&gt;] em lugar de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;target&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;[&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;meta&lt;/span&gt;]: &quot;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;In setting a global goal for emissions reductions in the process we have agreed today involving all major emitters, we will consider seriously the decisions made by the European Union, Canada and Japan which include at least a halving of global emissions by 2050&lt;/span&gt; [&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Ao fixarmos um &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;objetivo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; global para a redução de  emissões no processo que  nós acordamos hoje envolvendo  todos os maiores emissores,  nós consideraremos seriamente as decisões realizadas  pela União Européia, pelo  Canadá e pelo Japão, que incluem ao menos reduzir pela metade as emissões globais  em 2050&lt;/span&gt;]&quot;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa semântica não é por acaso. Objetivo é diferente de meta. A primeira transita pelo campo vago dos desejo de ver algo se realizar algum dia, enquanto a segunda determinaria a obrigatoriedade de tomar ações em um dado prazo. Em outras palavras, em lugar do concreto, o G8 optou pelo abstrato...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTOaxZU_obj5G6uFLtI1sZVDjTo5vPk2CLfTcG0awYLfKuf6iAoWIaBhKjnVOaMCWtjXj5cdJGVUyayL60idytob25bgkmuP7qGAeWHgAAYetkYNlZTJITt5grFVayPmm3Mjgv/s1600-h/g8+e+g5.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTOaxZU_obj5G6uFLtI1sZVDjTo5vPk2CLfTcG0awYLfKuf6iAoWIaBhKjnVOaMCWtjXj5cdJGVUyayL60idytob25bgkmuP7qGAeWHgAAYetkYNlZTJITt5grFVayPmm3Mjgv/s200/g8+e+g5.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5076058853577178994&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Além disso, o comprometimento de &quot;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;reduzir pela metade as emissões globais  em 2050&lt;/span&gt;&quot; já estava previsto em um documento do próprio G8, produzido em sua cúpula dois anos atrás em Gleneagles (Escócia)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que os itens 52 e 53 lançam propostas para que a Convenção do Clima chegue a um acordo global em 2009 para substituir o Protocolo de Kyoto - e que este inclua metas para África do Sul, Brasil, China, Índia e México, isso é muito pouco ambicioso para um ano repleto de más notícias para o futuro do meio ambiente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também decepcionante foi a declaração conjunta do G8 e seus cinco convidados - os mesmos África do Sul, Brasil, China, Índia, México. Por sinal, o governo brasileiro insiste retoricamente em imputar somente ao G8 a árdua tarefa de enfrentar os processos de mudanças climáticas e prefere fazer marquetagem verde, ao propor que se realize em 2012 uma nova reunião climática nos moldes da Eco-1992, a tal &quot;Rio+20&quot;, ou ainda propagandear os &quot;benefícios&quot; do álcool brasileiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhE6RzY_0alyrg4_ucfQCbRbKzfUKSK_vZgsqvwgC_omaD1m7685vHfl2CAJkuFBc7pt3TdriwtHT9whndrYFEnWSstZP9KMSG0aqo9Lf4hE5wQySjeG-0LapZmjbyYvn9eYXKX/s1600-h/merkel+e+lula.jpeg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhE6RzY_0alyrg4_ucfQCbRbKzfUKSK_vZgsqvwgC_omaD1m7685vHfl2CAJkuFBc7pt3TdriwtHT9whndrYFEnWSstZP9KMSG0aqo9Lf4hE5wQySjeG-0LapZmjbyYvn9eYXKX/s200/merkel+e+lula.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5076057174244966194&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Está explícito nos princípios da Convenção sobre Mudança do Clima que todas as nações do mundo têm responsabilidades comuns na questão climática, embora de formas diferenciadas - até porque não é fato que a responsabilidade histórica das grandes potências é muito maior que a do resto do mundo. No entanto se sabe que é fundamental a presença desses cinco países para um plano sério de redução de emissões, até porque são grandes poluidores globais. A China, como foi noticiado neste ano, deve tomar o primeiro posto dos Estados Unidos como maior poluidor do planeta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiUlvRQOz6nM3WZslU_T_I7zhf4cf668ELKPhy48cCkk-ZrcVWg8DXvooZkwk8VnZ5xkuc6XAL4ZyGlDV0pcv4zqBjdpiIropOvB2ASjOIQaw-KQ3IYzFwc6AfVXtnRLWhja4V/s1600-h/ue,+bush,+blair,+putin+e+merkel.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiUlvRQOz6nM3WZslU_T_I7zhf4cf668ELKPhy48cCkk-ZrcVWg8DXvooZkwk8VnZ5xkuc6XAL4ZyGlDV0pcv4zqBjdpiIropOvB2ASjOIQaw-KQ3IYzFwc6AfVXtnRLWhja4V/s200/ue,+bush,+blair,+putin+e+merkel.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5076058290936463202&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Há quem veja avanços no fato do G8 abrir espaço em sua agenda para o tema das mudanças climáticas - e como principal pauta de um encontro do grupo. Mas sem produzir resultados práticos na cúpula de Heiligendamm, ou seja, sem documentos que estabeleçam o cumprimento de metas obrigatório pelos países reunidos no encontro, é difícil de imaginar que o comprometimento dos países ricos não seja mais que retórica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo vai acabar perdendo apoio até de Bono Vox, marqueteiro líder da banda irlandesa U2, que começa a perceber quão é difícil o G8 agir concretamente nas atuais estruturas. O próprio vocalista tinha caído nas promessas vazias dos líderes do grupo sobre perdão da dívida externa africana, na cúpula de 2005. Bono, que esteve no encontro deste ano para conversar com a chanceler alemã e participar de um concerto do evento, fez críticas ao G8 e se mostrou &quot;deprimido&quot;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as negociações entre os principais jogadores do planeta seguem emperradas, o mundo caminha para sua sina apocalíptica. E as reuniõezinhas das lideranças globais, entre as quais uma organizada pela Organização das Nações Unidas, outra por Bush e uma, que se pretende mais séria, na Indonésia, com especialistas da ONU a debater novos detalhes para um eventual acordo internacional pós-Protocolo de Kyoto, a partir de 2012...&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/7166626952865046409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/7166626952865046409?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/7166626952865046409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/7166626952865046409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/06/clima-no-g8.html' title='clima no g8...'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPB4_alHAjgEZkFFbKWA3iLaSW78pljStPJdfd5LtrvtGK0Lx4tvfFWonijuips3O0QdiD0O0_KUCynJvaS5WcI0RLBn3rvp-sw8yir2HwV2B2FuxTl1GCs3i7xVRdcA2HXdbN/s72-c/bandeiras.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-690258377591777503</id><published>2007-03-17T10:21:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T20:41:22.521-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Renato Brandão"/><title type='text'>e o brasil, com o que vai contribuir?</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;por renato brandão; fotos &lt;a href=&quot;http://www.agenciabrasil.gov.br/galerias-de-fotos/2006/10/28/galeria_de_fotos.2006-10-28.5515080963/view&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Agência Brasil&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVbC5aCWdIQV3nS5u8PUyiaWaPFQ1V_rNH99vgPbDydlkL4thj_RRViENlMzCMI8whJXIc99xD87UN9ix7e44RLvNNwLVEPWRFuFBiMu0Gj9BXgRaLPe_igyl2keOWyONWrS8m/s1600-h/2107AC129a.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVbC5aCWdIQV3nS5u8PUyiaWaPFQ1V_rNH99vgPbDydlkL4thj_RRViENlMzCMI8whJXIc99xD87UN9ix7e44RLvNNwLVEPWRFuFBiMu0Gj9BXgRaLPe_igyl2keOWyONWrS8m/s200/2107AC129a.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5080022365362044802&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;O presidente Lula culpou os &quot;países ricos&quot; pela tragédia que vem sendo anunciada há anos. Em declarações recentes, Lula &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-family: verdana;&quot; o=&quot;&quot; href=&quot;http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/02/02/materia.2007-02-02.3476324848/view&quot;&gt;afirmou&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt; que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic; font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;o mundo rico está cansado de assinar protocolo. Em cada conferência mundial, todo mundo assina o documento, mas eles não cumprem, porque não têm coragem de enfrentar as indústrias poluidoras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nas negociações para uma segunda etapa do Protocolo de Kyoto, o Brasil, aliás, impediu um consenso em torno de quanto seriam as emissões causadas pelos desmatamentos. Esta forma seria responsável por emissões de 0,5 bilhão a 2,7 bilhões de toneladas por ano (faixa que corresponderia a 7% a 25% das emissões globais). Mas José Domingos Gonzalez Miguez, do Ministério da Ciência e Tecnologia, bateu pé e exigiu que o número ficasse em 1,6 bilhão de toneladas anuais (15% das emissões mundiais)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;Amazônia&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Segundo a organização não-governamental &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-family: verdana;&quot; href=&quot;http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/&quot;&gt;Greenpeace&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;, o Brasil é o quarto maior emissor de gás carbônico por essa via &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51); font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;. Estudo do &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-family: verdana;&quot; href=&quot;http://www.vitaecivilis.org.br/&quot;&gt;Instituto Vita Civilis&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt; mostrou que 75% das emissões brasileiras advém dos desmatamentos, especialmente na região amazônica - ainda que o Brasil tenha níveis per capita de emissão de países em desenvolvimento &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51); font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O governo brasileiro reluta em reconhecer a nossa indiscutível contribuição com o aquecimento global, especialmente da Floresta Amazônica, que possui uma vegetação muito sensível a aumento da temperatura global - previsto em pelo menos 2C pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Esta elevação poderá levar a perda de cerca de 40% da floresta, que seria substituída por savanas (como são os atuais cerrados brasileiros)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De 1972 à 2002, 600 mil km2 desmatados da floresta foram devastados, sendo que 1/4 do que foi desmatado se encontra hoje abandonado, de acordo com o &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-family: verdana;&quot; href=&quot;http://www.inpe.br/index.php&quot;&gt;Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt; (Inpe) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51); font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt; - área equivalente a Alemanha e Itália juntas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-family: verdana;&quot; href=&quot;http://www.mma.gov.br/&quot;&gt;Ministério do Meio Ambiente&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt; comemorou no ano passado a queda de 30% nas taxas de desmatamento em 2006 em relação a um mesmo período no ano anterior, que também havia apresentado uma queda de 30% em relação a 2004. Estas estimavas foram também feitas   pelo Inpe. O problema da última análise é que ela foi realizada com base em somente 34 das 220 imagens necessárias para cobrir toda a Amazônia brasileira...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Isso representou a destruição de 13.100 km² de florestas entre setembro de 2005 e agosto de 2006 - uma superfície maior que a da Jamaica. Algo que não deve ser comemorado, ainda mais porque os recentes desmatamentos ocorreram principalmente pela expansão desenfreada do agronegócio (com a pecuária extensiva ou a agricultura intensiva)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O desmatamento ilegal precisa ser muito mais combatido pelo Estado. E estas reduções nos últimos dois anos mostram que a destruição da floresta pode ser evitada quando o Estado se faz presente. O próprio governo precisa acabar com algumas contradições no trato com a questão, já que incentiva e investe em atividades destrutivas na região, ao invés de contribuir com o manejo sustentável da floresta...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Claro que não basta &quot;fazermos&quot; a lição de casa. Se as emissões globais continuarem aumentando e não forem freadas, não haverá salvação para grande parcela da Amazônia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;Outras regiões&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O IPCC prevê também aumento de extremos no Brasil. O Semi-Árido terá secas mais freqüentes (e diminuirá dramaticamente a disponibilidade dos já minguados recursos hídricos da região), que poderão gerar os &quot;refugiados do clima&quot;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Já o Sudeste terá chuvas intensas (ainda que não ocorra uma elevação no volume total de precipitação no ano) e potencialmente teremos aumento das enchentes, de doenças como a leishmaniose e a leptospirose, entre outros problemas bem conhecidos das populações das grandes cidades da região...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;Sem planos&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mais grave ainda é o país não tem um plano de adaptação para a mudança climática. As políticas brasileiras neste campo &quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic; font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;são insuficientes&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;, afirmou o físico Luiz Pinguelli Rosa, professor da &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-family: verdana;&quot; href=&quot;http://www.coppe.ufrj.br/&quot;&gt;Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt; da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe) e Secretário Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, para a &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-family: verdana;&quot; href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/&quot;&gt;Folha de S.Paulo&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No mesmo jornal, o pesquisador peruano José Marengo, pesquisador do Inpe alertou que a &quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic; font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;mudança climática já está aqui. Não tem mais o que combater. Temos de avaliar a situação e propor medidas para poder reduzir o prejuízo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51); font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Brasil usa matrizes energéticas mais &quot;limpas&quot; como as hidrelétricas, mas a termeletricidade tem crescido. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê a importação de carvão mineral (um derivado de combustíveis fósseis!) para as termelétricas atuais e as que serão construídas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O PAC prevê investimentos em infra-estrutura na região amazônica. É um novo problema para o Brasil: já há bastante desmatamento e queimadas na Amazônia, o PAC não vai trazer mais riscos para a floresta? Ou o governo vai mudar suas políticas públicas, implementando uma política de desenvolvimento em favor da diversidade da região, com investimentos em ciência e tecnologia nas áreas desmatadas e freando a expansão das fronteiras agrícolas? A Alemanha começou a reduzir suas emissões, sem afetar seu crescimento econômico. E o Estado brasileiro, que historicamente tem demonstrado incompetência e falta de vontade política para lidar com a questão do desmatamento amazônico?...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;Etanol&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O uso do álcool combustível é tido como vantajoso e é usado em larga escala no Brasil de modo que o CO2 emitido é reabsorvido no crescimento da cana. O problema é se o aquecimento global começar a ser usado como uma justificativa para mais desmatamentos  no país, seja na Amazônia ou outras regiões do país - como desejam usineiros  sedentos pela expansão da cultura de cana de açúcar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um dos exemplos nefastos é que o aumento da produção de álcool em Alagoas coincide com o ápice do desmatamento neste Estado. Se já é questionável transformar terras, originamente destinadas ao plantio de alimentos, para a produção de energia, mais grave ainda é que isso seja feito em nome do aquecimento global...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aliás, é muito estranho que o governo deixe o setor do álcool ser regulado pelos usineiros. Como bem sugeriu o jornalista André Trigueiro, da CBN, o Brasil precisa criar uma Canabras (versão Petrobras para que o setor canavieiro)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;Esforço&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De qualquer forma, o Brasil precisa dar passos importantes para um real esforço internacional para a redução dos gases que causam o efeito estufa. O governo brasileira precisa assumir sua responsabilidade como grande emissor do planeta. A começar, combatendo o desmatamento da Amazônia e promovendo políticas públicas que estimulem a redução do consumo de energia, especialmente entre as classes média e alta, as grandes consumidoras do país. E no mais, tem de tomar coragem para assumir um papel de destaque no cenário internacional. Para tanto, terá de aceitar que países  emergentes também tenham metas de redução de poluentes...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0); font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Leia também: &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-family: verdana;&quot; href=&quot;http://oreverso.blogspot.com/2007/02/quanto-tempo-ainda-iremos-perder.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;quanto tempo ainda iremos perder?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-family: verdana;font-size:78%;&quot; &gt;Notas&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;Ver notícias nos portais do &lt;a href=&quot;http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/noticias/greenpeace-encerra-em-manaus&quot; target=&quot; _blank=&quot;&gt;Greenpeace&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=22654&amp;action=reportagem&quot; target=&quot; _blank=&quot;&gt;360 graus per capita&lt;/a&gt;. 15 de novembro de 2006&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;Ver notícia &lt;a href=&quot;http://www.radiobras.gov.br/materia.phtml?materia=227375&amp;editoria=NA&quot; target=&quot; _blank=&quot;&gt;Agência Brasil&lt;/a&gt;. 1 de junho de 2005.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt;Ver notícia &lt;a href=&quot;http://www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=856&quot; target=&quot; _blank=&quot;&gt;Inpe&lt;/a&gt;. 26 de outubro de 2006&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt;Ver matéria no jornal Folha de S.Paulo &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0302200706.htm&quot; target=&quot; _blank=&quot;&gt;Adaptação: A crise climática pega Brasil desprevinido&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0302200707.htm&quot; target=&quot; _blank=&quot;&gt;Infra-estrutura urbana e saúde pública deverão ser repensadas&lt;/a&gt;. 03 de fevereiro de 2007.&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/690258377591777503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/690258377591777503?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/690258377591777503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/690258377591777503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/03/e-o-brasil-com-o-que-vai-contribuir.html' title='e o brasil, com o que vai contribuir?'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVbC5aCWdIQV3nS5u8PUyiaWaPFQ1V_rNH99vgPbDydlkL4thj_RRViENlMzCMI8whJXIc99xD87UN9ix7e44RLvNNwLVEPWRFuFBiMu0Gj9BXgRaLPe_igyl2keOWyONWrS8m/s72-c/2107AC129a.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-893213517158836615</id><published>2007-03-04T12:45:00.001-03:00</published><updated>2008-12-08T20:41:22.784-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Daniela Alarcon"/><title type='text'>e eu calei</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;por daniela alarcon (de la paz, bolívia); foto &lt;a href=&quot;http://qu.wikipedia.org/wiki/Imagen:Potosi2.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Wikipedia Quéchua&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIL-j3Vp8iQ4aab-OTh0JXhcF3HRywy7eEFqrPOaw_2-6Du02I_u3neE3ekvP3VKJLwk4DzJmFUHYGexnSQMl4hTWSMJ9cnY8m3ZBdZTIKYoM60dZEPHQiGY4x152kQW6VDUxP/s1600-h/Potosi2.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIL-j3Vp8iQ4aab-OTh0JXhcF3HRywy7eEFqrPOaw_2-6Du02I_u3neE3ekvP3VKJLwk4DzJmFUHYGexnSQMl4hTWSMJ9cnY8m3ZBdZTIKYoM60dZEPHQiGY4x152kQW6VDUxP/s200/Potosi2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5038103719429401250&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;a href=&quot;http://es.wikipedia.org/wiki/Potos%C3%AD&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Potosí&lt;/a&gt; (em &lt;a href=&quot;http://qu.wikipedia.org/wiki/Qhichwa_simi&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;quéchua&lt;/a&gt; &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;P&#39;utuqsi&lt;/span&gt;, ou ruído) foi a cidade mais rica do mundo. Ali jaz o cume vermelho que, séculos e séculos, pariu riquezas para as latitudes mais ao norte de seu cerro rico. Umbigo inchado de prata, estanho. O chão da casa da moeda tem pegadas em  baixo relevo, tal era a forca para cunhar a martelo uma moeda que se ia oceano afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contos, há muitos – e estão longe de ser desinteressantes. Há o das senhoras donas de minas e seus faustosos jantares, há aquele do ano em que substituíram todos os paralelepípedos por barras de prata para a procissão passar. Mas eu não posso narrá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi a língua quando me engasgaram os gases que cospe a mina - foram quatro dias para meu suor deixar de vomitar enxofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lá dentro que um homem me apertou a mão, e já não era humana essa mão que me agarrava. Tive ganas de fugir e de fato puxei minha mão presa entre as mãos do ex-homem. Ex-homem! Sua coca na boca, seu diabo adiante. Eu perdi o resto de virgindade que guardavam meus olhos (Foi há duas semanas. Meu nariz tem feridas por dentro e sangra a intervalos quase regulares).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma senhora de La Paz me dizia hoje, justamente, sobre o labor do jornalista: &quot;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;hay que vivir con la gente y hay que contar sus historias&lt;/span&gt;&quot;. Me instava ternamente a fazer o que no mundo me dá mais prazer. E meu medo é o silencio em que incorro e esse desviar de assunto, mais que deliberado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não conto que dez anos é uma boa idade para ingressar na mina, como auxiliar em uma cooperativa? Por que não grito que há um menino que se chama Basilio, mineiro de 14 anos, cuja mãe tem de sobreviver com 25 dólares mensais? Talvez porque o restaurante em que jantei hoje custasse, vejamos, o salário mensal que essa quéchua tem para si e seus três filhos? Ou talvez por que arranquei minha mão quando o que mais devia era tragar aquela mão e aquele corpo pútrido de silicose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua está grudada no céu da boca. Mas eu chego ao Brasil e a desgrudo, nem que seja à faca. Porque se há que gritar. Falam de oito milhões de mortos, na &quot;montanha que engole gente&quot;.&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/893213517158836615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/893213517158836615?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/893213517158836615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/893213517158836615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/03/e-eu-calei.html' title='e eu calei'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIL-j3Vp8iQ4aab-OTh0JXhcF3HRywy7eEFqrPOaw_2-6Du02I_u3neE3ekvP3VKJLwk4DzJmFUHYGexnSQMl4hTWSMJ9cnY8m3ZBdZTIKYoM60dZEPHQiGY4x152kQW6VDUxP/s72-c/Potosi2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-4517276194558888356</id><published>2007-02-22T23:37:00.000-02:00</published><updated>2007-02-27T12:53:42.386-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Tadeu Breda"/><title type='text'>o prestes</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;por tadeu breda&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.midiaindependente.org/pt/red/2006/02/344836.shtml&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Prestes é um exemplo de resistência popular à injustiça social que oferece seu contraste mais cruel justamente aqui, na cidade de São Paulo, onde os mais pobres e os mais ricos convivem lado a lado, ora com violência explícita, ora velada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 23 andares do Prestes foram ocupados depois de anos de inutilidade. Ali, em pleno centro, um monstro de concreto estava vazio, morto, enquanto milhares de pessoas não têm dinheiro para pagar aluguel ou são obrigadas a morar longe, muito longe dos empregos, da cultura e do lazer que a cidade oferece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sem-teto se organizaram, muitos deles cansados de desviar o dinheiro da cesta básica para evitar o despejo de cortiços e quitinetes que, mesmo baratas, são difíceis de pagar para a maioria dos trabalhadores. Entraram no Prestes no meio de uma das noites de 2003. E ficaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali tiveram muito trabalho. Ligaram a força, pediram a instalação de telefones, recuperaram o sistema de abastecimento de água. Na medida de suas possibilidades, deram vida nova ao prédio. Foi o melhor processo de revitalização que poderia ter acontecido ali. Tiveram filhos, construíram uma biblioteca, um espaço cultural com exposições, palestras, música, arte. Transformaram o Prestes abandonado – tomado por ratos e baratas – em suas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o foco de resistência popular, o novo quilombo, a maior ocupação vertical da América Latina, antes de tudo, é um conjunto residencial. Lá moram camelôs, catadores de papel, eletricistas, guardadores de carro, carroceiros, empregadas domésticas. Para muitos, morar num dos apartamentos improvisados na avenida Prestes Maia, 911, Luz, é mais que um endereço, é garantia de trabalho. E dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a residência autogestionada. Tudo funciona na base do cooperativismo, desde a limpeza até a coordenação. A lição de democracia ensinada pelo Prestes passa pelas decisões tomadas em assembléia, pela liderança obediente do MSTC, pela luta diária contra a opinião pública, o poder público, a polícia, contra todas as forças sociais que transformam a ocupação em invasão, os sem-teto em criminosos, a resistência em transgressão, a revitalização em favelização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde pode haver justiça nessa reintegração de posse constantemente anunciada e adiada, anunciada e adiada? Os proprietários do Prestes, aqueles que detêm os papéis reconhecidos em cartório, devem muito IPTU para a Prefeitura: mais de cinco milhões. O Prestes ocupado pelos sem-teto, os 23 andares de moradia para aqueles que não têm outro lugar que não a rua, não tem preço. Mas a Caixa Econômica Federal estima que vale sete milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os militantes jamais vão impedir a polícia de expulsá-los. Não há comparação de forças quando há bombas e escudos de um lado, revolta e peito aberto do outro. Além do mais, qualquer tipo de enfrentamento físico vai contra a tradição dos sem-teto. O punho cerrado está lá para reivindicar, não para bater. A voz e a organização são as armas de ataque. Elas não ferem, convencem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o Prestes tem que vencer, tem que se transformar de uma vez por todas num conjunto reestruturado com o apoio de arquitetos e engenheiros financiados pelos programas habitacionais da prefeitura, do estado e da União. Para que ganhe o status do símbolo que é, da força que representa, da mudança que pode iniciar quando o povo organizado desde baixo, por si mesmo, consegue vencer os mais espúrios interesses especulativos e mostrar que o ser humano vem antes. Sempre. &lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/4517276194558888356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/4517276194558888356?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/4517276194558888356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/4517276194558888356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/02/o-prestes.html' title='o prestes'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-5083865842216422</id><published>2007-02-18T17:16:00.000-02:00</published><updated>2008-12-08T20:41:22.964-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Rafael Sampaio"/><title type='text'>o grande artista do kaos - parte 1</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;por rafael sampaio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXZjkUuiQoTirVR2dfehs5CWvHYItPjWxItKc0T0lO0zH6gTahoSUZXxnOkJf-HjsDs6cC7PLQZxdI2ShcpcxwR6sFVIm4d0GV4ZthQeK9PEe7kmkBw81gmxB874_zCONTcXsl/s1600-h/vigarista+jorge+1.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXZjkUuiQoTirVR2dfehs5CWvHYItPjWxItKc0T0lO0zH6gTahoSUZXxnOkJf-HjsDs6cC7PLQZxdI2ShcpcxwR6sFVIm4d0GV4ZthQeK9PEe7kmkBw81gmxB874_zCONTcXsl/s200/vigarista+jorge+1.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5034440303307151586&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Henrique George Mautner, mais conhecido como Jorge Mautner, iniciou sua carreira artística em 1958, quase por acaso. “Fui artisticamente descoberto na &lt;span style=&quot;font-style: italic; font-weight: bold;&quot;&gt;Revista Diálogo&lt;/span&gt;, onde textos meus foram publicados por Paulo Bonfim, Guilherme de Almeida e pelo filósofo Vicente Ferreira da Silva”, afirma ele, em entrevista concedida a este repórter durante a 5ª Bienal de Arte e Cultura da UNE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Filiei-me ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1963 e publiquei minha saudação a Brasília, que é o livro &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Kaos&lt;/span&gt;. Antes mesmo da cidade estar pronta, estive por lá, em 1958 e 1959”, afirma Mautner, que segue como um dos mais vigorosos artistas de sua época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premiado com o Jabuti de Revelação Literária, em 1962, pelo livro &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Dança da Chuva e da Morte&lt;/span&gt;, Mautner participou do Tropicalismo, movimento artístico tupiniquim capitaneado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Gal Costa, entre outros. Conhecido pela alcunha de “artista maldito”, Mautner inspirou-se nos hippies e no movimento beatnik para criar, escrever e compor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor de dez livros, como&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt; Kaos&lt;/span&gt; (1963), &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Narciso em Tarde Cinza&lt;/span&gt; (1965),  (1965),&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Vigarista Jorge Fragmentos de Sabonete &lt;/span&gt;(1973), &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Sexo do Crepúsculo &lt;/span&gt;(1982) e &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Floresta Verde Esmeralda&lt;/span&gt; (2002), Mautner ainda é poeta, cartunista, violinista, pianista, compositor, artista plástico, cineasta e cantor. Há três meses, ele lançou uma autobiografia, chamada &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;O Filho do Holocausto&lt;/span&gt;, na qual conta detalhes de sua vida que até então permaneceram obscuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu lado mais famoso é o de compositor musical. Mautner é considerado um dos mais gravados compositores em vida no Brasil. Dentre as suas criações, estão as músicas&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt; Lágrimas Negras&lt;/span&gt;, gravada por Gal Costa; &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;O Rouxinol&lt;/span&gt; e &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Herói das Estrelas&lt;/span&gt;, gravadas por Gilberto Gil; e também &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Maracatu Atômico&lt;/span&gt;, que fez história na década de 70 e retornou como sucesso retumbante na voz e na ginga de Chico Science, morto há exatos dez anos em um acidente automobilístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre tantas criações de Jorge Mautner, encontra-se o filme &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;O Demiurgo&lt;/span&gt;, considerado por Glauber Rocha como “o melhor filme já feito sobre o exílio”. Gravada em Londres em 1970, esta película reúne diversos artistas expulsos do país, como Jards Macalé, Dedé Veloso, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Leilah Assunção, Roberto Aguilar, Sandra Gadelha e o próprio Mautner, em uma trama chamada pelo artista de “chanchada filosófica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Mautner mantém o Pontão da Cultura do Kaos, que já visitou 22 pontos em cinco estados do país (São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Norte). As apresentações performáticas de Mautner e Jacobina, montadas com causos, poesias e canções, abordam temas históricos que inspiram novos olhares sobre o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia um trecho da entrevista concedida por Jorge Mautner:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Reverso - O que você acha que está sendo feito de mais importante, em termos de cultura afro-brasileira, no Brasil?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Jorge Mautner - &lt;/span&gt;A cultura afro-brasileira inaugurou, desde uma nova possibilidade de mundo, uma nova visão, que é algo além da mistura e da miscigenação. É um amálgama, nas palavras de Jorge Caldeira [autor do livro Noel Rosa, de Costas para o Mar], que não foi só feito com a independência de José Bonifácio em 1823, mas foi muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amálgama brasileiro é reinterpretado a toda hora. E existe uma absorção dos elementos que compõem esta alquimia, sejam eles indígenas, negros, europeus. Os bantos [grupo étnico africano] logo se misturaram com os índios e inventaram o Cururu [dança típica do Mato Grosso, organizada nas festas de São Benedito], o Cateretê ou Catira [típico do interior de São Paulo e Minas Gerais], e também esse amálgama criou a nossa viola caipira, e o nosso samba, que é antiqüíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar a obra artística maravilhosa de Abdias Nascimento, que foi homenageado aqui, na Bienal da UNE. E também lembrar que a cultura negra invade tudo. O que é o Rock n’ Roll? O que é Rhythm and Blues?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja você: o próprio Pavarotti quer cantar com o Caetano Veloso. Então, hoje em dia, a cultura negra tem uma abrangência enorme. A nossa música, assim como o futebol, tem ginga afro-brasileira. É a manha e a artimanha, e isso me lembra a capoeira, que é uma arte marcial inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente acha que a capoeira é só música e luta, mas não. Há uma linguagem simultânea, tríplice, que mistura a brincadeira, a dança, e a luta também. Ou seja: quando hoje se fala em multiplicidade, em simultaneidade, no mundo digital e quântico, basta olhar para a nossa cultura e vamos ver que isso já existe há muito tempo. Nossa cultura renova-se sempre, apesar de ter raízes antigas. Veja o hip-hop, o funk e o rap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero lembrar, inclusive, que o rap é literatura. Se a letra foi abandonada em outros estilos musicais, como a música eletrônica, com o rap a letra ganha importância. A letra está ligada às crises sociais, mas também às crises existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe mais essa separação do gênero musical, como quando comecei minha carreira: “eu faço letra de música social” ou “eu produzo música individual”, não, hoje em dia tudo está amalgamado, e o melhor, que é com clareza&lt;br /&gt;O Brasil é um gigante que se fingiu de invisível até agora. Mas não dá mais. Ou o mundo brasilifica-se, ou vira nazista. Nós somos a chave para compreender o futuro. Não é só o futebol, a música, as artes... É como já disse: “Jesus de Nazaré, os tambores de candomblé”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na França, de onde vem a nata da realeza da Filosofia mundial, há um grupo de jovens que lançarão um livro chamado Teoria Rebelião conosco [do Ponto de Cultura do Kaos]. Estes jovens se intitulam “Os Sem-Filosofia” e estão desesperados com a situação mundial. Eles pedem auxílio aos artistas e intelectuais brasileiros para acabar com a terrível “compartimentação do conhecimento” que vitimou os europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;RVS - O que dizer do maestro Julio Medaglia [criador do arranjo musical de “Tropicália”, canção de Caetano Veloso], que considera o hip-hop e o rap como “anti-música” por não haver melodia, &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;apenas um ritmo monocórdico?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;JM – &lt;/span&gt;Acho estranho, porque o funk, o rap e o hip-hop são de uma grande sofisticação, porque vão além da música tradicional. Tudo no Brasil começou como o mangue beat, que reúne a dissonância da música eletrônica e o ritmo dos tambores recifenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pense: o rock quando surgiu era considerado pecado, considerado subversivo, mas nunca deixou de ser ouvido pelas pessoas. Indo além: o próprio samba era proibido pelo governo federal, até o início do Estado Novo, por ser altamente subversivo. Na década de 30, no Brasil, você poderia ouvir chorinho, lundu, modinha, mas o samba era um perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aí a origem do nome da primeira escola de samba do Rio de Janeiro, “Deixa Falar”, da qual faz parte o músico Luiz Melodia e que hoje se chama Escola de Samba Estácio de Sá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;RVS – A propósito do tema “Deixa Falar”, você foi o primeiro artista brasileiro a ser exilado e um dos primeiros a ter sua obra censurada. Conte um pouco dessa época.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;JM - &lt;/span&gt;Eu fui artisticamente descoberto em 1958 na Revista Diálogo, onde textos meus foram publicados por Paulo Bonfim, Guilherme de Almeida e pelo filósofo Vicente Ferreira da Silva. Em 1962, recebi o prêmio Jabuti de Revelação Literária, com Deus da Chuva e da Morte. Eu conto tudo isso numa autobiografia recente, publicada pela editora Agir, chamada O Filho do Holocausto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, em 1963, eu me filiei ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e publiquei &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Kaos com K,&lt;/span&gt; que para mim é uma saudação para Brasília. Antes mesmo de a cidade ficar pronta, estive por lá, em 1958 e 1959. Na época eu também escrevia uma coluna no jornal Última Hora, chamada de &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Bilhetes do Kaos&lt;/span&gt;. Um ano depois do golpe, em 1965, publiquei dois livros, Narciso em Tarde Cinza e o famoso Vigarista Jorge; por causa deles e por um disco com as músicas &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Radioatividade &lt;/span&gt;e&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt; Não, Não, Não&lt;/span&gt; eu fui enquadrado na Lei de Segurança Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui exilado para Nova York, depois para o México e depois fiquei sabendo que Caetano Veloso e Gilberto Gil estavam em Londres. Lá, em 1969, eu os encontrei e filmei uma chanchada-filosófica chamada &lt;span style=&quot;font-style: italic; font-weight: bold;&quot;&gt;O Demiurgo&lt;/span&gt;, que tem vários artistas no elenco, incluindo os dois e eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caetano e Gil sempre quiseram voltar para o Brasil. Mas o comando da ditadura estava com os militares “linha-dura”, com [Garrastazu] Médici no poder. E os partidos não acreditavam que o regime estivesse chegando ao fim. Então a linha moderada do regime militar deu um sinal de que nós, artistas, poderíamos voltar para acelerar o processo de redemocratização. Então eu, Gil e Caetano chegamos ao Brasil em 1972.&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/5083865842216422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/5083865842216422?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/5083865842216422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/5083865842216422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/02/o-grande-artista-do-kaos-parte-1_22.html' title='o grande artista do kaos - parte 1'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXZjkUuiQoTirVR2dfehs5CWvHYItPjWxItKc0T0lO0zH6gTahoSUZXxnOkJf-HjsDs6cC7PLQZxdI2ShcpcxwR6sFVIm4d0GV4ZthQeK9PEe7kmkBw81gmxB874_zCONTcXsl/s72-c/vigarista+jorge+1.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-8243356744489103935</id><published>2007-02-18T15:35:00.000-02:00</published><updated>2008-12-08T20:41:23.162-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Rafael Sampaio"/><title type='text'>o grande artista do kaos - parte 2</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;por rafael sampaio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;(...continuação da entrevista com Jorge Mautner realizada na 5ª Bienal de Arte e Cultura da UNE).&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reverso – Enquanto você esteve no exílio, o regime militar chegou a monitorar suas atividades?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Jorge Mautner - &lt;/span&gt;Sim. Havia um sujeito que me procurava a toda hora, pedia meu endereço, e dizia ser meu fã, em Nova York. Eu recebia a visita do companheiro Roberto Schwartz, do PCB, uma vez por mês. Esqueci de dizer, mas fiz parte do Partidão por 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, lá nos EUA, eu continuei minhas atividades políticas e reunia-me com os Panteras Negras, com os Students for a Democratic Society e outros grupos. A minha esposa, a Ruth, desconfiava desse sujeito que me seguia, ela dizia haver algo estranho. O sujeito disfarçava bem, porque conhecia a minha produção artística e também tinha um&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;a “bagagem artístico-literária”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, em 1985, eu já estava no Brasil e participei de um show no Rio de Janeiro. O tal sujeito foi me procurar no show para dizer: “Você lembra de mim? Naquela época, eu estava em missão pelo SNI [Serviço Nacional de Inteligência] e acabei virando seu fã”. Foi uma história engraçada. Além desse fato, eu sabia que havia espiões da ditadura seguindo de perto os passos de Gil e de Caetano, em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;RVS – Como ex-militante do PCB, qual tua opinião sobre a pauta racial dentro da esquerda brasileira, nos anos 1960? Pergunto isso porque foi tema de um debate ocorrido aqui na Bienal da UNE.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;JM – &lt;/span&gt;O problema é o seguinte: a concepção do Partido era européia, e ele atuava no plano abstrato. Para o Partido, estas questões raciais eram alienadas. Não podia haver etnia, isto era coisa dos fascistas. Então, na esquerda, existia esse preconceito errado, que limitava a nossa atuação. Limitou a tal ponto que alguns setores da esquerda negavam o indivíduo e o desejo de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou lembrar aqui o Leon Trotsky que, na véspera de sua morte, nos últimos escritos publicados no México, fez uma autocrítica. Ele assume que errou muito ao menosprezar a importância das etnias, do indivíduo, dos nacionalismos locais e das culturas. Acho que foi o grande erro dele, que era o mais abstrato e internacionalista de todos os revolucionários. Enfim, ele mesmo admitiu isso por escrito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;Não tenho dúvidas de que o turbilhão existencialista, a realidade tão múltipla, a realidade aguda do ser humano, foi negada por tradição. É, de certa forma, uma herança do colonialismo. Existia esse favorecimento da erudição, do militante que é doutor e dos que não são doutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que tudo isso foi refeito no Brasil, de um jeito ou de outro. Porque aqui é a nação onde há o amálgama da predominância negra na sociedade, incluindo na esquerda. Aqui o candomblé foi reinventado e na África ele é imanentista, geográfico. Por uma genialidade, no Brasil, foram criados os arquétipos muito antes de Carl Gustav Jung [psicanalista suíço].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;RVS – Mautner, conte para nós sobre seus mais recentes projetos com os Pontos de Cultura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;JM –&lt;/span&gt; Pois é, tem o Ponto de Cultura do Kaos, onde eu trabalho. E desde março do ano passado estou visitando vários Pontos pelo país todo, viajando para a Amazônia, para Brasília, para São Paulo, para Goiás, para Pernambuco, para Pirinópolis, para Natal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro Ponto de Cultura que visitei foi em Belém do Pará, para encontrar o mestre Verepeto, um ícone do carimbó [dança indígena surgida na Ilha de Marajó]. Depois fui para a pequena cidade de Abaetetuba [localizada no Pará], em que fiquei duas semanas para ver os remanescentes de quilombos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;Visitei Pontos de Cultura na zona da mata do Recife, como o terreiro de Xambá [primeiro quilombo urbano de Pernambuco]. Trata-se da única casa de candomblé com uma memória histórica preservada, com lembranças das&lt;/span&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3LPjlPyJScnPZPWvC8eBqMDROE4LEOGjryYD-kT2dGrEuts8NTmbFzZwAvN1Huj4zZB2YmZSNuqtkKDCTPK70vQiEcrWfSfzkNScz0M5iZ2MNCtnXY5XLs7l6qSaT3PZEqk_1/s1600-h/vigarista+jorge.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3LPjlPyJScnPZPWvC8eBqMDROE4LEOGjryYD-kT2dGrEuts8NTmbFzZwAvN1Huj4zZB2YmZSNuqtkKDCTPK70vQiEcrWfSfzkNScz0M5iZ2MNCtnXY5XLs7l6qSaT3PZEqk_1/s200/vigarista+jorge.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5034437477218670802&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt; perseguições sofridas. Há até um museu, em um dos andares da casa. Também na zona da&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt; mata, eu conheci muito do maracatu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante o que você encontra pelo Brasil afora. Em São Paulo eu encontrei um Ponto de Cultura evangélico, cuja música tradicional é o reggae. Trata-se de uma novidade antropológica sem fronteiras. Neste lugar, Nelson [Jacobina] e eu tocamos música de candomblé, de umbanda, e todos os presentes nos acompanharam e cantaram. Cada Ponto de Cultura vai além da imaginação, o entusiasmo é total e o amor pelo Brasil é absoluto, mas não é xenófobo, é de um otimismo inacreditável. &lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/8243356744489103935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/8243356744489103935?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/8243356744489103935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/8243356744489103935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/02/o-grande-artista-do-kaos-parte-1.html' title='o grande artista do kaos - parte 2'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3LPjlPyJScnPZPWvC8eBqMDROE4LEOGjryYD-kT2dGrEuts8NTmbFzZwAvN1Huj4zZB2YmZSNuqtkKDCTPK70vQiEcrWfSfzkNScz0M5iZ2MNCtnXY5XLs7l6qSaT3PZEqk_1/s72-c/vigarista+jorge.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-1245586267204452621</id><published>2007-02-16T21:41:00.000-02:00</published><updated>2007-04-12T18:52:31.002-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Renato Brandão"/><title type='text'>aquecimento global 3: estados unidos versus estados unidos...</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;por renato brandão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da hiperpotência insiste em afirmar que não há provas conclusivas de que o aquecimento global é causado pelo homem. Afirmação que vai de encontro com evidências da comunidade científica &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;. Gente do alto escalão do governo George Walker Bush vem ao público dizer que impor limites às emissões de gases do efeito estufa - ou seja, ao desenvolvimento baseado na queima de combustíveis fósseis- pode provocar desemprego...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu discurso sobre o &lt;em&gt;Estado da União&lt;/em&gt;, no final de janeiro, W. Bush afirmou &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt; que os avanços tecnológicos salvarão o planeta da desgraça e ainda anunciou um aumento do uso de álcool combustível -algo que teria um impacto ínfimo sobre a redução das emissões de dióxido de carbono (CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialistas dizem que a substituição de 20% da gasolina por álcool até 2017 representaria uma diminuição de 1,5% no volume do poluente lançado dentro de dez anos e, portanto, não teria qualquer efeito na luta contra o aquecimento do planeta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o etanol estadunidense é à base de milho. Segundo um estudo das Universidades de Cornell (Nova York) e Berkeley (Califórnia) &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt;, converter plantas como milho (e também soja ou girassol) em combustível gasta mais energia do que o etanol ou o biodiesel fabricado!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;&lt;em&gt;Não há benefício energético em utilizar a biomassa das plantas para produzir combustíveis líquidos. Estas estratégias não são sustentáveis&lt;/em&gt;&quot;, criticou &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt; David Pimentel, professor de ecologia e agricultura da Cornell e um dos autores do estudo. &quot;&lt;em&gt;Produzir etanol ou biodiesel a partir da biomassa das plantas é tomar o caminho errado, porque você utiliza mais energia para produzir estes combustíveis do que aquela que você obtém a partir da combustão destes produtos(...) a produção de etanol exige grandes inputs de energia fóssil e, portanto, ela está contribuindo para importações de petróleo e gás natural e para déficites estadunidenses&lt;/em&gt;&quot;, explicou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com um artigo &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[5]&lt;/span&gt; de Claudinei Andreoli e Simone Pereira de Souza, pesquisadores da &lt;a href=&quot;http://www.embrapa.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Embrapa&lt;/a&gt;, a conversão do milho em etanol gasta quatro vezes mais energia do que da cana-de-açúcar (adotada no Brasil). Além de ressalvar que os custos de produção do álcool de cana são mais baratos do que os de milho -que é subsidiado pelo governo norte-americano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, não haverá nenhuma redução em escala com o anuncio de George W. Bush faz uma troca de &quot;seis por meia dúzia&quot;, para inglês ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Iniciativas de fato&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Embora a atual administração da Casa Branca continue a ignorar o grave problema ambiental em curso na Terra, governos de Estados e cidades importantes estadunidenses têm assumido voluntariamente metas para reduzir de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dianteira foi assumida pela administração do &lt;a href=&quot;http://www.gop.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;republicana&lt;/a&gt; Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia, que em setembro do ano passado assinou a Global Warming Solutions Act of 2006 &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[6]&lt;/span&gt;, um lei para cortar 25% das emissões californianas até 2020 (se a Califórnia fosse um país, seria o 12º maior poluidor do mundo)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro deste ano, oito governos de Estados do Nordeste estadunidense anunciaram a Regional Greenhouse Gases Initiative (da tradução, Iniciativa Regional para Gases do Efeito Estufa) &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[7]&lt;/span&gt;, na qual adotarão metas de redução de gases. Mais de 300 cidades norte-americanas (que representam mais de 55 milhões de habitantes - cerca de 18% da população dos Estados Unidos) adotarão suas próprias metas de redução de gases &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[8]&lt;/span&gt;. A iniciativa partiu primeiramente da administração &lt;a href=&quot;http://www.democrats.org/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;democrata&lt;/a&gt; de Greg Nickels, prefeito de Seattle (capital do Estado de Washington, na costa oeste do país). Aos poucos, várias cidades foram aderindo, entre as quais Nova York, Los Angeles, Chicago, Philadelphia, San Francisco, Boston, Denver, Nova Orleans, Minneapolis, Austin, Portland, e Salt Lake City...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, falta apenas vontade política pelos lados da Casa Branca. E também fica evidente a possibilidade dos Estados Unidos reduzirem em pelo menos metade o seu padrão de consumo - o equivalente ao europeu atual, que também é elevado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Notas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt; Ver &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16019.shtml&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;notícia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; sobre aquecimento global. &lt;em&gt;Folha Online, 17 de fevereiro de 2007.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt; Ver &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2007/jan/23/208.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;matéria&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; sobre anúncio da administração Bush sobre corte de consumo da gasolina. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo, 23 de janeiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt; Ver &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.springerlink.com/content/r1552355771656v0/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;resumo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; e &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[4] &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.news.cornell.edu/stories/July05/ethanol.toocostly.ssl.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;matéria&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; sobre&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; estudo do etanol produzido a partir do milho e um &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[5]&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://ecen.com/eee59/eee59p/cana_melhor_conversorl.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;artigo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; sobre o assunto. &lt;em&gt;Cornell University&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;University of California-Berkeley, Julho de 2005&lt;/em&gt;, e &lt;em&gt;Economia e Energia, Dezembro de 2006&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Janeiro de 2007.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[6]&lt;/span&gt; Ver &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0302200709.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;informe&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; oficial sobre a lei aprovada no Estado da Califórnia para redução de emissões de gases. &lt;em&gt;Governo da Califórnia, 27 de setembro de 2006.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[7]&lt;/span&gt; Ver o portal da &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.rggi.org/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Regional Greenhouse Gases Initiative&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, movimento de oito Estados norte-americanos (Maine, New Hampshire, Vermont, Connecticut, New York, New Jersey, Delaware, Massachusetts) que adotarão metas de redução de seus gases. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;em&gt;RGGI, 17 de janeiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[8]&lt;/span&gt; Ver &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ci.seattle.wa.us/mayor/climate/quotes.htm#mayors&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;lista de cidades estadunidenses&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; que adotaram metas de redução de gases do efeito estufa. &lt;em&gt;Governo de Seattle, 18 de janeiro de 2007.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/1245586267204452621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/1245586267204452621?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/1245586267204452621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/1245586267204452621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/02/aquecimento-global-3-estados-unidos_27.html' title='aquecimento global 3: estados unidos versus estados unidos...'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-745810709925129037</id><published>2007-02-14T00:36:00.000-02:00</published><updated>2007-02-28T16:53:26.629-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Marcos Angelim"/><title type='text'>Uma nova postura para um novo tempo</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;por marcos angelim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;Sob a repercussão do relatório do IPCC acerca das mudanças climáticas da Terra e suas devastadoras conseqüências, ganha ímpeto a reflexão sobre como devemos agir para evitar o cataclismo anunciado. Governantes chamam a atenção para algumas das medidas a serem tomadas a nível governamental e cada um de nós é levado a se questionar tanto sobre sua participação no processo de degradação quanto na tentativa de diminuir seus trágicos efeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inquestionável o papel do consumo no processo de destruição do planeta: quanto maior o consumo, maior a quantidade de recursos naturais a serem retirados e transformados, gerando, assim, devastação e todo tipo de poluição. Já é lugar-comum afirmar que, se todos os habitantes da Terra tivessem o mesmo padrão de consumo dos estadunidenses, europeus e japoneses, o planeta não suportaria. Mas esse limite, imposto pelo fato de que os recursos naturais são esgotáveis e que a Terra não é imune à ação antrópica, parece não ter sido ainda compreendido nem pelas autoridades formuladoras das políticas de desenvolvimento econômico, que insistem em modelos fadados a agravar o quadro de degradação da vida, nem pelos cidadãos, que relutam a mudar seus hábitos de consumo. No entanto, estudos e &lt;a href=&quot;http://www.myfootprint.org/&quot;&gt;fórmulas &lt;/a&gt;de calcular o impacto que exercemos individualmente sobre o meio ambiente encontram-se com facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção de carne e de outros produtos de origem animal, por exemplo, até bem pouco tempo passou despercebida como uma das principais causas de devastação de florestas, poluição de recursos hídricos e de emissão dos gases estufa. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, a FAO (&lt;em&gt;Food and Agriculture Organization&lt;/em&gt;), a produção de 1kg de carne bovina consome, em média, 15 mil litros d’água, enquanto a produção da mesma quantidade de cereais requer 3 mil litros. Outro &lt;a href=&quot;http://bichos.uol.com.br/ultnot/afp/ult296u653.jhtm&quot;&gt;relatório&lt;/a&gt; do mesmo organismo afirma que a pecuária produz gases mais nocivos para a atmosfera do que o sistema de transportes, apontado, nos meios de comunicação, como o grande problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso país, em 2007, &lt;a href=&quot;http://www.portaldoagronegocio.com.br/index.php?p=texto&amp;&amp;amp;idT=854&quot;&gt;tornou-se&lt;/a&gt; o maior exportador de carnes do mundo, deixando para trás a Austrália, antiga ocupante do posto. Na Amazônia, a maior parte das queimadas visa a preparar a terra para a pastagem do gado e para o plantio de grãos, como a soja, que serão destinados ao fabrico de ração de animais de corte no Brasil e no exterior. Apesar disso, poucos estão dispostos a sequer diminuir a quantidade de produtos de origem animal que consomem diariamente. Mas os vegetarianos, que nunca foram levados a sério e sempre foram vistos como hipongas e espiritualistas, disfarçam agora o prazer de saber que uma das principais razões de ser vegetariano começa a ser amplamente reconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vegetarianismo, contudo, funda na ética alicerce muito mais sólido e menos antropocêntrico do que a mera defesa do meio ambiente. É que, do ponto de vista ético, ele se justifica mais pelo dever moral de tratar com igualdade os interesses do outro – no caso, a alteridade constituída por outra espécie animal – do que pela necessidade de livrar as próximas gerações e a nós próprios dos problemas que a exploração desse outro acarreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão da esfera de consideração moral vem ocorrendo há muito tempo. Primeiro reconheceu-se a humanidade dos escravos; depois fez-se a abolição do escravismo e ele é hoje condenado onde quer que resista; em seguida, gradualmente, os ex-escravos conquistaram o status de cidadãos iguais a todos os outros, adquirindo direitos políticos, civis e econômicos. Assim foi também com as mulheres, que, apesar do sexismo ainda existente, alcançaram grandes vitórias no campo dos direitos. Mas a última etapa do alargamento da esfera moral, isto é, a inclusão dos não-humanos, enfrenta oposição cerrada da imensa maioria dos incluídos, sejam negros, homossexuais, mulheres ou ambientalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos em defesa da exploração das demais espécies em benefício dos humanos variam. Nas culturas judaico-cristãs, costuma-se alegar que Deus nos deixou os animais para servirem de alimento; outros afirmam que tudo não passa de simples obediência à lei da natureza, da cadeia alimentar, e que precisamos de carne para sobreviver, o que se provou não ser verdadeiro há muito tempo; os mais cultos, julgando ter argumentos mais refinados, traçam a fronteira na racionalidade, afirmando que podemos usufruir dos não-humanos porque não possuem razão – um traço que supostamente nos distinguiria de todo o resto da criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses argumentos, porém, escondem uma visão antropocêntrica da vida e um tipo de preconceito ainda quase desconhecido: o &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Especismo&quot;&gt;especismo&lt;/a&gt;, que, em poucas palavras, consiste na convicção, ou ideologia, segundo a qual os interesses dos seres humanos vêm em primeiro lugar, têm mais importância do que quaisquer interesses dos não-humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é mais importante agradar o nosso paladar num churrasco de fim-de-semana do que evitar o sofrimento daqueles que foram mortos para que comêssemos a sua carne regada à cerveja. O surpreendente é que não é a posse da razão ou da linguagem que, em última instância, nos distingue dos não-humanos. Se assim fosse, portadores de deficiência mental profunda estariam fora do grupo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escreveu Locke, é o formato, o feitio do corpo que nos diferencia. Em suas palavras: “que quem quer que veja uma criatura com a sua própria forma e feitio, embora esta nunca tenha tido durante toda a sua vida mais razão do que um gato ou um papagaio, ainda lhe chamaria um Homem; ou quem quer que ouça um gato ou um papagaio falar, raciocinar e filosofar chamar-lhes-ia ou pensaria não serem mais do que um gato ou um papagaio e diria que aquele era um Homem estúpido e irracional e este um papagaio muito inteligente e racional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locke conseguiu evidenciar a verdadeira razão do tratamento desigual que conferimos aos não-humanos. Em outras palavras, ele desvendou o critério arbitrário por trás do pensamento e das práticas especistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filósofos como Jeremy Benthan e Peter Singer afirmam que é a sensiência (capacidade de sentir dor e prazer) o traço que deve ser levado em consideração na avaliação das nossas relações com os demais animais. Singer afirma que, se um ser sofre, não há justificativa moral para ignorar esse sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro expoente do movimento de libertação animal, o filósofo estadunidense Tom Regan, afirma que os animais são sujeitos de uma vida e que possuem um valor em si e para si mesmos, o que tornaria injustificável transformá-los em meios para um fim humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate em torno dessa questão é atual e os pensadores ligados ao movimento de defesa dos não-humanos têm travado debates interessantes com pensadores como John Raws e tantos outros opositores da inclusão dos animais na esfera de consideração moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa discussão, porém, em virtude dos interesses econômicos envolvidos e da própria dificuldade que temos de encarar uma situação que nos recusamos a enxergar como problema relevante, uma vez que é favorável aos nossos interesses, ocorre à margem da grande mídia e é desconhecida da grande maioria dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, com o ganho de espaço que as questões relativas ao meio ambiente terão daqui em diante nas diversas editorias dos jornais, nos programas de TV e até mesmo nas conversas entre amigos, o debate em torno do especismo e do antropocentrismo com que encaramos a vida se torne mais freqüente e resulte em alterações do nosso comportamento em relação ao meio ambiente e às demais espécies, que devem ser vistas como merecedoras da vida e do planeta, e não como hamburgueres e &lt;em&gt;nuggets&lt;/em&gt; à nossa espera no fast-food da esquina.&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;Leia também:&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;* &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;a style=&quot;font-style: italic;&quot; href=&quot;http://oreverso.blogspot.com/2007/02/duvido.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;dúvido!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-style: italic;&quot; href=&quot;http://oreverso.blogspot.com/2007/02/custos-e-sacrifcios-pela-terra.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aquecimento global 2: custos e sacrifícios pelo planeta...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;a style=&quot;font-style: italic;&quot; href=&quot;http://oreverso.blogspot.com/2007/02/quanto-tempo-ainda-iremos-perder.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;quanto tempo ainda iremos perder?&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/745810709925129037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/745810709925129037?isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/745810709925129037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/745810709925129037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/02/uma-nova-postura-para-um-novo-tempo.html' title='Uma nova postura para um novo tempo'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-117107309151069284</id><published>2007-02-11T00:00:00.000-02:00</published><updated>2007-02-27T12:49:59.498-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Tadeu Breda"/><title type='text'>duvido!</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;por tadeu breda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada um relatório traçou o mapa da desgraça que o progresso humano provocou e vai continuar provocando, pelos próximos cem anos e mais, no planeta Terra. Não é demais lembrar que este é o único que temos para viver e – mais importante – que não somos seus únicos habitantes. Como o companheiro Brandão já &lt;a href=&quot;http://oreverso.blogspot.com/2007/02/quanto-tempo-ainda-iremos-perder.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;fez algumas reflexões&lt;/a&gt; sobre o relatório do &lt;a href=&quot;http://www.ipcc.ch/&quot;&gt;IPCC&lt;/a&gt; e suas diretrizes, quero falar de outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabemos e não sabemos que destruímos dia após dia o meio ambiente. E sabemos e não sabemos os passos para amenizar a degradação. Por exemplo, praticando a simples e indolor coleta seletiva do lixo. É senso comum também que o consumismo destrói o planeta. Mas ninguém pára de comprar refrigerante em garrafa pet. O sonho de nove entre dez pessoas é ter um veículo particular. Os governos continuam mirando seu crescimento econômico no modelo que, além de pobreza, causa tempestades, degelo das calotas polares, inundações, etc. Todos queremos viver como nos Estados Unidos ignorando – propositalmente – que não há recursos naturais suficientes para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ilusão pensar que as pessoas – eu, você, o vizinho – vão deixar de lado as facilidades da vida contemporânea para preservar o próximo século de um planeta que não vão mais habitar. Talvez se a ciência descobrisse a fonte da vida eterna... Como não há chances de que isso aconteça no curto, médio ou longo prazo, precisamos de uma mudança radical, principalmente na economia. Porque capitalismo rima muito bem com progresso, prosperidade, aviões, arranha céus, indústrias produzindo a todo vapor, mas não com natureza. Preservar o planeta no capitalismo custa muito dinheiro, portanto, reduz o lucro, portanto, está fora de cogitação para os donos da bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dinheiro é bom. Quem tem, adora, pode comprar um monte de coisa. Carne, por exemplo. Nem precisamos de tanto dinheiro para comprar carne. E ninguém vai parar de comer, seja filé minhon ou acem. Mas o rebanho bovino – comendo, arrotando e peidando sem parar – está entre os maiores emissores de gases estufa à atmosfera. Aquele bifinho vistoso entre o arroz e feijão do almoço esconde uma boa parcela de culpa pela tragédia do planeta. Agora, que atire a primeira pedra quem vai abdicar do churrasco no final de semana, ou do pf disputado que divide um dia cansativo de trabalho. Depois, sem essa de carro. Vamos todos de busão, até quem pode comprar um BMW. Até pegarmos um dia chuva de calor, como os do verão paulistano, com o bumba lotado. Todas as janelas fechadas, o tráfego parado, a temperatura nas alturas, todo mundo suando... Como é que você vai se apresentar pro seu chefe desse jeito? E o cliente, o que vai achar das marcas de suor no entorno do seu sovaco? Tá, você promete que vai colocar um bom catalisador no escapamento do seu veículo. Até chegar a hora de trocá-lo. Daí vai pesar no bolso, tem as despesas extras das crianças, aquela comprinha em que você gastou demais. Como é que fica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então. Vamos supor que você vai sacrificar suas preferências gastronômicas em nome do bem-estar da natureza. Beleza, resolve parar de comer carne. E o substituto mais eficiente de proteínas e a soja. Mas a soja é a maior responsável pela expansão descontrolada da fronteira agrícola no Mato Grosso e outros estados da Amazônia Legal. Pra plantar, tem que desmatar. E o desmatamento, você sabe muito bem, também está entre os maiores promotores do efeito estufa, é a maior contribuição que o Brasil dá para o aquecimento global. E o rei da soja, Blairo Maggi, é o governador matogrossense. Faz parte inclusive da base de sustentação do presidente Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado, já sabemos. Algumas empresas vão lançar cada vez mais campanhas publicitárias dizendo que defendem o meio ambiente, usam papel reciclado, contribuem com o Greenpeace. Às vezes gastam mais na propaganda das bem-feitorias do que nas bem-feitorias propriamente ditas. Ganham, assim, mais clientes, aqueles preocupados com a natureza, enquanto emprestam dinheiro para indústrias que inevitavelmente vão poluir a atmosfera. Proteção ambiental vai também virar plataforma de políticos que, nas próximas eleições, não pensarão duas vezes em despolitizar a questão para ganhar votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As emissões, claro, serão reduzidas. Mas só até onde o sistema aceitar, só até onde nossas mordomias permitirem – o que, tristemente, é insuficiente. A batata quente &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt; e cada vez mais quente &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt; está com os incluídos, os que movimentam a máquina, os que gastam, que consomem, que poluem. Eles vão abdicar do carro, do churrasco, do ar-condicionado, da piscina? Eu vou? E você, vai? &lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;Leia também:&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-style: italic;&quot; href=&quot;http://oreverso.blogspot.com/2007/02/quanto-tempo-ainda-iremos-perder.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;quanto tempo ainda iremos perder?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/117107309151069284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/117107309151069284?isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/117107309151069284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/117107309151069284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/02/duvido.html' title='duvido!'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-2484079310604651537</id><published>2007-02-09T22:32:00.000-02:00</published><updated>2007-05-03T20:41:45.604-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Renato Brandão"/><title type='text'>aquecimento global 2: custos e sacrifícios pelo planeta...</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por renato brandão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deter o aquecimento global será um dos maiores desafios da humanidade nos próximos anos, e os resultados das negociações entre os atores globais vão demorar a aparecer. Diante das previsões preocupantes divulgadas na primeira parte do 4º relatório do &lt;a href=&quot;http://www.ipcc.ch/SPM2feb07.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;IPCC&lt;/a&gt; (AR-4), são necessárias respostas rigorosas ao desafio posto, que impliquem em compromissos dos países na redução das emissões de derivados de combustíveis fósseis na atmosfera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de trabalho do IPCC está preparando um novo material, a ser divulgado entre abril e maio deste ano, contendo informações dos cientistas sobre como seria possível iniciar as reduções de gases que agravam o fenômeno do aquecimento global. É a chamada &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;mitigação&lt;/span&gt; -palavra que se tornará cada vez mais comum e, basicamente, se refere a medidas para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa na baixa atmosfera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;O desafio das reduções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas os especialistas já têm idéia em quanto será preciso reduzir as emissões de derivados de combustíveis fósseis na atmosfera -para evitar o pior dos cenários previstos pelos cientistas, ou seja, um aumento de até 6,4ºC na temperatura média global. Será preciso um corte &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;entre 50 a 65% das emissões de gases do efeito estufa&lt;/span&gt;. Isso mesmo! A humanidade terá de reduzir de 50 a 65% as emissões de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; e demais poluentes da atmosfera. Um desafio e tanto, ainda mais ao levarmos em conta o pouco caso dos países, nos últimos anos, para se fechar um acordo internacional sobre redução de emissões!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&quot;Se quisermos limitar o aquecimento a 2ºC, podemos jogar &#39;apenas&#39; 750 bilhões de toneladas de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; na atmosfera neste século&quot;&lt;/em&gt;, afirmou Meinrat Andreae, climatologista alemã, ao jornal Folha de S.Paulo&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;, um dia após a divulgação do novo relatório do IPCC. Segundo a climatologista, caso não façamos nada, emitiremos no fim do século até 1,4 trilhão de toneladas de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;! Sem delongas, um cenário catastrófico para o planeta. &lt;em&gt;&quot;Não há um momento a partir do qual a coisa se torna impossível, mas ela fica mais difícil à medida que o tempo passa&quot;&lt;/em&gt;, alertou Andreae...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, a revista Science já alertara&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt; que nunca foram registradas, em 650 mil anos, concentrações tão elevadas de gás carbônico na atmosfera do que atualmente. Voltemos a este assunto quando for divulgado a segunda parte do relatório de 2007 do IPCC...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O preço da fatura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O primeiro informe do 4º IPCC deixou claro que ainda não é o &quot;fim do mundo&quot;, mas se perdermos as oportunidades de mudarmos a partir de já, não haverá conserto para o planeta no futuro - a Terra se tornará um lugar inabitável, mesmo para o ser humano -espécime que se adapta com mais facilidade a variados ambientes. Com este quadro, alguns já começam a fazer as contas de uma mitigação pra valer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo do &lt;a href=&quot;http://www.labour.org.uk/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;trabalhista&lt;/a&gt; Tony Blair, premiê do Reino Unido, encomendou no ano passado um estudo&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt; sobre os efeitos das mudanças climáticas na economia mundial nos próximos 50 anos. O trabalho fez a estimativa de quanto sairia esta brincadeira: &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;1% do PIB global atual&lt;/span&gt; -equivalente a &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;US$ 350 bilhões&lt;/span&gt;-, mas se demorarmos muito, a conta subirá para &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;US$ 1 trilhão&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Relatório Stern&lt;/em&gt; (leva este nome por ter sido produzido pela equipe do também britânico &lt;a href=&quot;http://info.worldbank.org/etools/docs/library/138946/SternBio.doc&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Nicholas Stern&lt;/a&gt;, ex-economista chefe do &lt;a href=&quot;http://www.worldbank.int/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Banco Mundial&lt;/a&gt;) prevê que o montante investido em mitigação para os próximos 10 a 20 anos evitaria a perda de &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;20% do PIB global por ano&lt;/span&gt; nos próximos dois séculos - caso nada seja feito para impedir que a temperatura da atmosfera suba mais 2ºC. Será que isto motivará as potencias globais a colocarem a questão ambiental como uma das prioridades de suas agendas?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe de Stern avaliou ainda que estes investimentos não vão limpar o ar poluído durante as últimas décadas (tampouco vão evitar os danos causados pelas emissões em excesso do CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;). A análise é de que a situação está ruim e vai piorar, mas podemos ainda evitar uma catástrofe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No teatro das relações internacionais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para além de custos, o grande drama na discussão sobre mitigação se dará no campo diplomático. Quantos sacrifícios os Estados-nação estarão dispostos a realizar em prol do planeta, sabendo-se que no campo das relações internacionais o choque de interesses da cada país neutraliza acordos de âmbito global? A questão ambiental é difícil de ser lidada justamente por ser um problema de esfera internacional que tem de ser transferido para o campo nacional...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria fundamental incrementar o &lt;a href=&quot;http://unfccc.int/resource/docs/convkp/kpeng.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Protocolo de Kyoto&lt;/a&gt;. O tratado teve o mérito de ter sido o primeiro acordo internacional para redução de gases do efeito estufa a vigorar no mundo - mesmo que não conte com a participação de dois grandes poluidores do planeta (Estados Unidos -o maior de todos!- e Austrália&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt;). Sua importância era mais simbólica do que efetiva. Mas são necessárias metas mais agressivas para uma nova fase do protocolo, prevista para 2013, já que as do primeiro acordo eram muito modestas para causar algum impacto no ambiente -redução em 5% as emissões de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; dos países desenvolvidos&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[5]&lt;/span&gt; entre 2005 a 2012, algo em torno de 5 bilhões de toneladas do gás...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais lances devem ser dados pelos atores de maior responsabilidade histórica. Ou seja, Estados Unidos, União Européia, Japão, Canadá, Rússia, Austrália - ainda hoje &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_carbon_dioxide_emissions&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;os maiores emissores de gases do efeito estufa no planeta&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&quot;O dia em que o clima mudará e escapará de qualquer controle está próximo. Estamos no limite do irreversível(...) A crise ecológica não conhece fronteiras. Mesmo assim, nós ainda agimos frequentemente de uma maneira dispersa(...) Diante desta urgência, não de meias medidas. É o momento de uma revolução, no verdadeiro sentido do termo de nossas consciências, de nossa economia e nossa ação política&quot;&lt;/em&gt; declarou&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[6]&lt;/span&gt; o presidente francês Jacques Chirac (do partido de centro-direita &lt;a href=&quot;http://www.u-m-p.org/site/index.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;UMP&lt;/a&gt;), anfitrião da reunião do AR-4. Mas será que o sucessor de Chirac em 2008 - o centro-direitista Nicolas Sarkozy ou a &lt;a href=&quot;http://www.parti-socialiste.fr/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;centro-esquerdista&lt;/a&gt; Ségolène Royale- vai transformar palavras em ações?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&quot;Ricos&quot;&lt;/em&gt; x &lt;em&gt;&quot;Pobres&quot;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro embate se dará entre &lt;em&gt;&quot;Norte&quot;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&quot;Sul&quot;&lt;/em&gt;. Os países &lt;em&gt;ricos&lt;/em&gt; vão cobrar mais das nações em &lt;em&gt;desenvolvimento&lt;/em&gt; (ou &lt;em&gt;subdesenvolvidas&lt;/em&gt;), especialmente sobre nações como China, Índia, Brasil e África do Sul, algum tipo de meta para redução de gases...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ressaltar novamente a responsabilidade dos países &lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;desenvolvidos&lt;/span&gt; na questão do aquecimento global. Os &lt;em&gt;pobres&lt;/em&gt;, que historicamente emitiram CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; na atmosfera em escala muito menor, serão muito mais afetados pelas mudanças climáticas do que os &lt;em&gt;ricos&lt;/em&gt;. Aliás, uma das razões que explica o &lt;strong&gt;subdesenvolvimento&lt;/strong&gt; dos &lt;em&gt;pobres&lt;/em&gt; é justamente por estes terem emitido muito menos derivados de combustíveis fósseis, por não terem consumido energia o bastante para serem &lt;strong&gt;desenvolvidos&lt;/strong&gt;!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se os &lt;em&gt;ricos&lt;/em&gt; reclamam responsabilidades para &lt;strong&gt;pobres&lt;/strong&gt; como Brasil, China e Índia, ora, não seria desejável que financiassem a mitigação? Com razão aparente, as nações &lt;em&gt;em desenvolvimento&lt;/em&gt; vão alegar seu direito &lt;em&gt;ao desenvolvimento&lt;/em&gt; (por que só os ricos tiveram oportunidades para se desenvolver e os demais não?)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, todos terão de ceder de alguma forma. Os cientistas do IPCC avaliaram que as oportunidades mais fáceis para reduzir as emissões virão dos países pobres&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[7]&lt;/span&gt;. Além do mais, no Protocolo de Kyoto, as nações &quot;em desenvolvimento&quot; não assumiram metas para reduzir suas emissões de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;. Austrália e Estados Unidos não assinaram o acordo e são os que mais reclamam deste item, que beneficia grandes poluidores. A China, menina dos olhos da economia mundial há décadas, é o segundo maior emissor de poluentes do planeta -e, de acordo com especialistas será o maior a partir de 2009&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[8]&lt;/span&gt;. Mas a potência oriental sacrificará seu crescimento econômico, este sustentado pela queima de carvão (85% da energia gerada no país vem da queima deste tipo de combustível fóssil), que por sua vez acelera o degelo do Himalaia?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mudanças culturais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Embora praticamente ausente das discussões, um ponto sensível é como conciliar a salvação do palneta com o atual consumismo desenfreado, que incita a destruição do planeta. As pessoas comuns deixarão de lado certos hábitos, em um mundo cada vez mais marcado pelo individualismo e egoísmo? Será possível atacar o problema sem mexer nos padrões de consumo no mundo? Em um sistema no qual as disparidades sociais são aceitas (e &lt;em&gt;as diferenças de classe&lt;/em&gt; são até estimuladas), sacrifícios para salvar a Terra seriam feitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um mundo marcado pelas disparidades sociais (que além de aceitas, são até estimuladas), não é diferente que camadas sociais distintas tenham responsabilidades distintas. Famílias pobres consomem infinitamente menos que as classes média e alta. Estas não devem ficar isentas de obrigações - nem aqui nem no resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema delicado, mas que para alguns já abraçam como solução a tecnologia. Mas é preciso muito mais que soluções tecnológicas para salvar a Terra. É preciso introjetar nos corações e mentes das pessoas a racionalização do uso da energia, a reciclagem e o estímilo à reutilização energética de resíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa responsabilidade coletiva é maior porque alguém terá de exercer pressão sobre os donos do poder global, para que as mudanças sejam feitas sem perda de tempo. Sem pressão do público, os políticos e as corporações&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[9]&lt;/span&gt; seriam impelidos a mudarem suas posturas com a rapidez exigida pelo quarto relatório do IPCC?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto estas perguntas não têm respostas prontas, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;autor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; apóia uma idéia, defendida por alguns especialistas, de que o Estado deve assumir o papel primordial na execução de políticas necessárias para diminuirmos o ritmo das mudanças do clima terrestre. Defendo o Estado como &lt;em&gt;agente regulador&lt;/em&gt; - &quot;palavrão&quot; que costuma escandalizar defensores do livre mercado. É preciso ter regras bem claras sobre o que é o certo e o errado. Quem mais teria legitimidade para definir regras, senão os governos - representantes eleitos pela população? Além do mais, está na hora de taxar empresas que emitem derivados de combustíveis fósseis, em outras palavras, estas devem pagar os custos da poluição (ainda hoje gratuita!) do ar. E seria bom deixar bem claro para a população quem topa participar dos esforços globais para diminuição das emissões de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; -através de &quot;selos de reduções&quot;, algo do tipo, concedidos pelos países a quem realmente está se comprometendo com a Terra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado deve também estimular a conscientização social sobre o meio ambiente, através de campanhas (afinal, se dependermos somente das pessoas comuns, vixe, &lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;no longo prazo estaremos todos mortos&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[10]&lt;/span&gt;), juntamente com políticas de financiamento de tecnologias para a população, por exemplo, barateando painéis solares para o aquecimento da água para o chuveiro. E ainda é responsabilidade do Estado investir em energias mais limpas e renováveis (eólica, biomassa, ondas do mar, entre outras) -como pede um relatório da organização não-governamental Greenpeace&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[11]&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizações ambientalistas como o &lt;a href=&quot;http://www.greenpeace.org.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Greenpeace Brasil &lt;/a&gt;e o &lt;a href=&quot;http://www.wwf.org.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;WWF Brasil&lt;/a&gt; dão várias outras dicas para as pessoas, como:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*o uso racional de aquecedores, fogões e outros equipamentos que demandam a queima de gás natural ou derivados de combustíveis fósseis;&lt;br /&gt;* desligar completamente aparelhos eletrônicos (stand by significa &quot;ainda ligado!);&lt;br /&gt;* uso de lâmpadas e eletrodomésticos &quot;econômicos&quot;;&lt;br /&gt;* averiguar a procedência da maderia que você consome (a Floresta Amazônica, entre outras, agradece - vai que você está consumindo madeira ilegal?!);&lt;br /&gt;* o mesmo zelo para a carne que você consome (a pecuária é a principal causa do desflorestamento da Amazônia -com a derrubada da floresta e as conseqüentes queimadas para &quot;limpar&quot; as áreas destinadas ao pasto);&lt;br /&gt;* deixar mais o carro na garagem e utilizar transporte coletivo (se ele for ruim, exija que ele seja melhor, afinal, os automóveis - cinco milhões só na cidade de São Paulo! – são responsável por toneladas de poluentes lançados diariamente na atmosfera. Bicicletas também são boas alternativas, e caronas bem-vindas);&lt;br /&gt;* reciclar! -use produtos reciclados, reutilize outros...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proibir grandes carros ou enormes caminhonetes pesadas de uso pessoal urbano com alto consumo de gasolina, incentivar o álcool nos carros &quot;flex fuel&quot; e estimular o uso do transporte coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fundamental a conscientização da pessoas para o uso racional recursos energéticos (e também dos hídricos) do planeta. É a conscientização faz parte de um dever ético de reduzir o &quot;nosso&quot;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[12]&lt;/span&gt; impacto -baseados no &quot;nosso&quot; padrão de consumo- no planeta. Algo que mantenha as esperanças de termos uma Terra ao menos habitável no futuro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, idéias não faltam. O que falta mesmo é vontade política de todos nós. Até porque, durante a década de 1980, a questão do &lt;strong&gt;buraco na camada de ozônio&lt;/strong&gt; conseguiu sensibilizar os poderosos do planeta e teve um relativo sucesso em sua resolução, embora sua recuperação demande décadas&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[13]&lt;/span&gt;...&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;Notas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt; Ver &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0302200708.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;matéria da Folha de S.Paulo&lt;/a&gt; sobre mitigação do aquecimento global. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;Folha de S.Paulo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, 3 de fevereiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt; Ver revista Science &lt;a href=&quot;http://www.sciencemag.org/cgi/content/short/310/5752/1313/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;1 (em inglês)&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/310/5752/1317/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;2 (em inglês)&lt;/a&gt; sobre análise feita por pesquisadores europeus de uma coluna de gelo de mais de 2 mil metros (onde ficaram presas amostras microscópicas do ar ao longo da história), tirada da Antártida, a qual provou que o nível atual do CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; é de 380 partes por milhão, índice 27% mais alto que o outro pico do período. &lt;a href=&quot;http://www.sciencemag.org/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;Science&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, 25 de novembro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt; Ver &lt;a href=&quot;http://news.bbc.co.uk/1/shared/bsp/hi/pdfs/30_10_06_exec_sum.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Relatório Stern (em inglês)&lt;/a&gt;. &lt;em&gt;Nicholas Stern&lt;/em&gt;, 30 de outubro de 2006.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt; A Austrália, que não ratificou Kyoto, vai perder A Grande Barreira de Coral até 2030. A &lt;em&gt;Barrier Reef&lt;/em&gt; (em inglês) contém a maior coleção de atóis de corais do mundo e foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1981. Os corais são tidos como &quot;florestas marinhas&quot;, por serem essenciais no ecossistema marinho. Outra notícia relacionada ao clima é o anúncio do governo australiano de que a população do Estado de Queensland vai terá em breve de beber água contendo esgoto reciclado. Ver matérias &lt;a href=&quot;http://www.theage.com.au/news/National/Howard-blasted-over-Barrier-Reef-report/2007/01/30/1169919311290.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;1 (em inglês)&lt;/a&gt; (sobre corais), &lt;a href=&quot;http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1379268-EI299,00.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;2 (em português)&lt;/a&gt; (sobre corais) e &lt;a href=&quot;http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2007/01/070129_australiaaguag.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;3 (em português)&lt;/a&gt; (sobre água para consumo reciclada do esgoto). &lt;a href=&quot;http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1379268-EI299,00.html&quot;&gt;&lt;em&gt;The Age&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, 30 de janeiro de 2007; &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://noticias.terra.com.br/ciencia&quot;&gt;Terra&lt;/a&gt; (ciência)&lt;/em&gt;, 30 de janeiro de 2007; &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.bbc.co.uk/portuguese/&quot;&gt;BBC Brasil&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, 29 de janeiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[5]&lt;/span&gt; O Protocolo de Kyoto dividiu os países em dois Anexos: um grupo de países (ao qual chamei &quot;desenvolvidos&quot;, mas que são na realidade integrantes da &lt;a href=&quot;http://www.oecd.org/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico&lt;/a&gt; e alguns países ex-comunistas da Europa) são os que possuem compromissos obrigatórios na redução de emissões de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;; os demais países não tinham compromissos, ao menos para a primeira etapa do protocolo.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[6]&lt;/span&gt; Ver &lt;a href=&quot;http://br.today.reuters.com/news/newsArticle.aspx?type=worldnews&amp;storyID=2007-02-02T103050Z_01_B822626_RTRIDST_0_MUNDO-CLIMA-MUDANCAS-RELATORIO-POL.XML&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;Reuters (1)&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://br.today.reuters.com/news/newsArticle.aspx?type=worldnews&amp;amp;storyID=2007-02-02T103050Z_01_B822626_RTRIDST_0_MUNDO-CLIMA-MUDANCAS-RELATORIO-POL.XML&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Reuters (2)&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2007/02/02/ult1806u5446.jhtm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;France Presse&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, 02 de fevereiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[7]&lt;/span&gt; Em declaração à &lt;em&gt;Folha de S.Paulo&lt;/em&gt;, Roberto Schaeffer, economista brasileiro que integra grupo de estudos do IPCC, explica que a &lt;em&gt;&quot;razão desse potencial, de maneira geral, é que a infra-estrutura desses países ainda não foi totalmente construída. Quem ainda está por fazer usinas e indústrias ainda tem a opção de escolher tecnologias mais limpas. Para quem já tem tudo instalado, fica mais difícil&quot;&lt;/em&gt;. Ver matéria do tópico [1].&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[8]&lt;/span&gt; Ver &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15481.shtml&quot;&gt;matéria&lt;/a&gt; do relatório &lt;a href=&quot;http://www.worldenergyoutlook.org/2006.asp&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;World Energy Outlook 2006&lt;/a&gt;, que aponta a China como maior poluidora do mundo em 2009. &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.folha.uol.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Folha Online&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, 8 de novembro de 2006.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[9]&lt;/span&gt; Começam a falar de &quot;vantagens econômicas&quot; para empresas, que viriam a lucrar por serem &quot;comprometidas&quot; com o meio ambiente e coisas do gênero. Ou ainda possíveis beneficiadas, como &lt;em&gt;resseguradoras&lt;/em&gt; (as seguradoras das seguradoras) que, de acordo com alguns analistas, deverão enfrentar riscos financeiros de eventuais catástrofes climáticas.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &quot;No longo prazo, estaremos todos mortos&quot;&lt;/strong&gt; (&quot;&lt;em&gt;In the long run, we&#39;re all dead&lt;/em&gt;&quot;) é uma frase célebre do economista britânico &lt;a href=&quot;http://www.econlib.org/LIBRARY/Enc/bios/Keynes.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;John Maynard Keynes&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[11]&lt;/span&gt; Ver &lt;a href=&quot;http://www.greenpeace.org.br/energia/?conteudo_id=3099&amp;amp;sub_campanha=0&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;matéria&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://www.greenpeace.org.br/energia/pdf/cenario_brasileiro.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;relatório&lt;/a&gt; do Greenpeace, respostas a divulgação da primeira parte do relatório do 4º IPCC. &lt;a href=&quot;http://www.greenpeace.org.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;Greenpeace&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, 02 de fevereiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[12]&lt;/span&gt; O pronome foi usado propositalmente entre aspas, uma generalização necessária. Mas sabemos dos níveis distintos de consumo no mundo.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[13]&lt;/span&gt; Ver &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u10285.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;matéria&lt;/a&gt; sobre recuperação da camada de ozônio. &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.folha.uol.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Folha Online&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, 9 de outubro de 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;Leia também:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;a style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot; href=&quot;http://oreverso.blogspot.com/2007/02/duvido.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;* &lt;a style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot; href=&quot;http://oreverso.blogspot.com/2007/02/quanto-tempo-ainda-iremos-perder.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;quanto tempo ainda iremos perder?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/2484079310604651537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/2484079310604651537?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/2484079310604651537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/2484079310604651537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/02/custos-e-sacrifcios-pela-terra.html' title='aquecimento global 2: custos e sacrifícios pelo planeta...'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-117052456223381025</id><published>2007-02-02T15:40:00.000-02:00</published><updated>2007-02-27T12:16:56.064-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Renato Brandão"/><title type='text'>quanto tempo ainda iremos perder?...</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por renato brandão; fotos &lt;a href=&quot;http://www.greenpeace.org.uk/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Greenpeace Reino Unido&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;&quot;O aquecimento do sistema do clima é inequívoco e agora se torna evidente, a partir de observações de acréscimos nas temperaturas globais médias do ar e do oceano, derretimento disseminado de neve e gelo e elevação do nível médio global do mar.&quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;Quarto relatório do IPCC sobre mudanças climáticas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos segundos o homem ainda perderá? Está é a pergunta que muitos se fazem diante das conclusões da primeira parte do resumo (chamado &quot;Resumo para os Formuladores de Políticas&quot;) divulgado hoje, sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007, em Paris (França) que sintetiza o relatório do 4º Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas &lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt; (IPCC, do inglês &lt;i&gt;Intergovernmental Panel on Climate Change&lt;/i&gt;), da Organização das Nações Unidas (ONU)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o primeiro de um conjunto de quatro relatórios, elaborados por 2.500 cientistas, de 130 países, sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global do planeta Terra. Um segundo relatório será divulgado em abril e dirá o que deveremos fazer para nos adaptarmos às mudanças em curso e um terceiro trará sugestões para frearmos a velocidades destas mudanças. O grande mérito trazido por este informe é que, de agora em diante, a questão climática não será tratada como um assunto de âmbito de cientistas e ambientalistas, mas também ganhará espaço entre políticos e sociedades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvidas que os cientistas tinham no estudo anterior (de 2001) praticamente se dissiparam neste quarto painel do IPCC &lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;, que traça cenários desalentadores sobre o futuro da Terra, caso os tomadores de decisão (Estados-nação, políticos e corporações) e a sociedade não adotem medidas extremamente urgentes e adequadas para salvar o planeta....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/1600/680318/greenpeace2.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/200/502885/greenpeace2.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A começar, uma das conclusões mais inquietantes do documento é de que não importa o que façamos daqui para frente, o planeta Terra sofrerá, por centenas de anos, os efeitos do modelo de desenvolvimento baseado na queima de combustíveis fósseis [petróleo, carvão mineral] e na emissão de gases do efeito estufa [como dióxido de carbono (CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;) e metano (CH&lt;sub&gt;4&lt;/sub&gt;)], derivados destes combustíveis minerais. Inevitável! Não é mais possível reverter completamente o aumento do aquecimento global, nem que reduzamos as emissões de gases na baixa atmosfera, o aquecimento global e o aumento do nível dos oceanos vão perdurar por séculos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há conhecimento ou tecnologia que possa frear estas mudanças. Mesmo com esforços gigantescos que deveremos fazer, a partir de já (!), estes servirão apenas para evitar uma catástrofe futura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ama o planeta e luta por sua preservação, foi uma conclusão muito dura. Mas não é momento de desanimar. É preciso seguir na batalha contra os &quot;inimigos da Terra&quot;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;Adivinhe de quem é a culpa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chamado pelos cientistas como &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ipcc.ch/SPM2feb07.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;AR4&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; (da sigla em inglês), o relatório não deixa mais dúvidas sobre quem é o culpado pela aceleração do aquecimento global na Terra. Os especialistas do IPCC consideram como &quot;muito provável&quot; [têm mais de 90% de certeza] que as mudanças de climas são resultado da ação do homem. Impossível haver mais certeza do que isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou claro que as atividades humanas baseadas na queima de derivados de combustíveis fósseis são as maiores responsáveis pelas mudanças climáticas em curso no planeta, pois agravam o efeito estufa. Devido a grande quantidade destes gases lançados na baixa atmosfera, o fenômeno do aquecimento global continuará por centenas de anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1990, foram despejados na atmosfera 6,4 bilhões de toneladas CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; por termelétricas, indústrias, agropecuária, desmatamentos e veículos. Já nos primeiros anos do novo século, o número cresceu para 7,2 bilhões. O AR4 assinala que onze dos últimos 12 anos foram os mais quentes desde que se mede a temperatura do planeta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quadro preocupante&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desde o período pré-industrial, a temperatura média do planeta já subiu 0,76ºC. Nos últimos 50 anos, aumentou entre 0,6ºC a 0,7ºC. Nos próximos 20 anos, será acrecido mais 0,4ºC. E até 2100, se forem grandes os esforços para redução de gases na atmosfera, a temperatura subirá pelo menos mais 1,8ºC. Caso contrário, a elevação será ainda maior, de até 4,6ºC. E em um cenário mais dramático, 6,4ºC a mais, caso a atmosfera continue a ser um dos depósitos de lixo da atividade humana (detalhe: desde a era do Gelo, a temperatura na Terra subiu 5ºC)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só a temperatura média na atmosfera ficará quente, como também dos oceanos. Se no século passado, o nível do mar subiu 17 cm (principalmente após 1993), a elevação será de 18 a 59 cm até o final do atual. O relatório não descarta valores maiores para os próximos séculos, e os cientistas afirmaram ainda ser impossível apresentar uma estimativa melhor do aumento do nível do mar, pela falta de compreensão sobre as camadas de gelo que cobrem a Antártida e a Groenlândia. Mas se a camada de gelo da Groenlândia derreter completamente, o nível dos oceanos poderá subir mais 7 metros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não restam dúvidas de que os mais pobres pagarão mais caro na hora do clima vir cobrar a conta. Como algumas ilhas do planeta, o arquipélago de Kiribati &lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt; desaparecerá dos mapas. Seus cerca de 100 mil habitantes terão de procurar outro país para viver. Eles farão parte de uma nova categoria de refugiados no mundo, os &quot;refugiados do clima&quot;. &quot;&lt;em&gt;A questão é: o que podemos fazer agora? Há pouquíssimo que podemos fazer para parar este processo&lt;/em&gt;&quot;, alertou Anote Tong, presidente do arquipélago, para a &lt;a href=&quot;http://br.today.reuters.com/news/newsArticle.aspx?type=worldnews&amp;storyID=2007-02-02T193215Z_01_B322703_RTRIDST_0_MUNDO-CLIMA-HUMANIDADE-CAUSOU-POL.XML&quot;&gt;Agência Reuters&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Áreas costeiras e superfícies férteis também desaparecerão. A disponibilidade de água potável diminuirá consideravelmente nas regiões aonde os recursos hídricos já não são abundantes. A elevação das temperaturas médias no planeta tornará mais freqüentes e intensos ondas de calor, secas, tempestades e inundações. Por mais de um milênio. E haverá mais refugiados do clima migrando (se puderem) pelo planeta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doenças como malária, dengue e diarréia tendem a aumentar onde já existem, pois o aquecimento reduz mais as diferenças de temperatura entre inverno e verão, facilitando a reprodução de insetos vetores de doenças (e aves que terão de mudar suas rotas migratórias poderão espalhar mais doenças). Não é o fim do planeta, mas certamente será um mundo mais difícil para minha (e as próximas gerações) viver. Felizmente ou não, a espécie humana poderá se adaptar as novas circunstâncias, especialmente os mais favorecidos do sistema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/1600/75916/greenpeace.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/200/251399/greenpeace.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Mas outros ecossistemas da Terra não terão a mesma habilidade. Estima-se que até 50% da fauna e da flora terrestres serão extintas. O Ártico como o conhecemos está com suas décadas contadas. A área, que já perdeu nos últimos 40 anos mais de 40% de suas geleiras. E em um verão, todo o gelo da região ártica desaparecerá para sempre. É um desastre para quem admira a beleza e a diversidade do local, a qual pude ver em filmes e documentários como o canadense &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.bacfilms.com/site/planeteblanche/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O Planeta Branco&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. O homem destruirá o habitat do urso polar -a neve. Não sobrará nenhum sequer. Nenhum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demora esperada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não surpreende que se tenha levado tanto tempo para se fechar este consenso sobre as responsabilidades do homem nas mudanças do clima, afinal as pressões para que a verdade não fosse difundida eram fortes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só nesta semana, há casos emblemáticos. Em depoimento no senado dos Estados Unidos, durante esta semana, pesquisadores estadunidenses acusaram a administração George W. Bush de forçar metade dos pesquisadores federais do país a não usarem em seus estudos os termos &quot;aquecimento global&quot; e &quot;mudanças climáticas&quot;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa Branca também já foi acusada, inclusive pelo próprio ex-vice-presidente Al Gore, de manipular relatórios da agência de meio-ambiente do país...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no dia em que o relatório foi divulgado, o jornal britânico &lt;a href=&quot;http://www.guardian.co.uk/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;The Guardian&lt;/a&gt; fez reportagem &lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt; que acusa o governo de W. Bush, por meio de uma empresa de lobby, de oferecer US$ 10 mil a cientistas e economistas para que criticassem em artigos o AR-4, enfatizando defeitos e o chamando de &quot;superficial&quot; e de &quot;distorcer dados científicos&quot;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa de looby é a conservadora &lt;a href=&quot;http://www.aei.org/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;American Enterprise Institute&lt;/a&gt;, financiada pela &lt;a href=&quot;http://www.exxonmobil.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ExxonMobil&lt;/a&gt; -a maior empresa petrolífera do mundo e estreitamente ligada à administração Bush. E segundo a reportagem do Guardian, mais de 20 integrantes da AEI já trabalharam como consultores do governo estadunidense! e os &lt;em&gt;lobbistas&lt;/em&gt; receberam mais de US$ 1,6 milhão da ExxonMobil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/1600/15550/logo_exxonmobil.gif&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/200/868061/logo_exxonmobil.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A corporação -que aliás se manifestou &lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[5]&lt;/span&gt; nesta sexta-feira a respeito do relatório da ONU-, no mesmo dia divulgou &lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[6]&lt;/span&gt; seu o balanço no ano de 2006: US$ 39,5 bilhões de lucro! Trata-se do maior lucro da história do capitalismo! &lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;[7]&lt;/span&gt; Não deixando de mencionar que o recorde anterior pertencia a própria corporação (US$ 36,1 bilhões em 2005)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rival da Exxon, a Shell, também teve o maior lucro de sua história, com mais de US$ 25 bilhões. Com este montante, você acredita que será possível que os países cheguem a um consenso para as fundamentais reduções das emissões de poluentes?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão moral&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muitíssimo mais que uma questão ambiental, econômica e política, salvar o planeta é uma questão ética: se nós conhecemos quais são as causas do aquecimento global, e se isso tem relação com as escolhas que nós fazemos no cotidiano, insistir no erro significa desprezar a vida, os ecossistemas e a própria civilização; persistir no erro significa ignorar a chance que temos de corrigir o rumo das alterações causadas pelo homem e seu modelo de desenvolvimento baseado na queima de combustíveis fósseis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos do aquecimento global vão durar por centenas de anos e os gigantescos esforços que devemos fazer a partir de já (!!!) serão apenas para evitar uma catástrofe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos segundos ainda perderemos?...&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;Notas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51);font-size:85%;&quot; &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver &lt;a href=&quot;http://www.ipcc.ch/SPM2feb07.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o relatório completo em inglês no formato&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic;font-size:85%;&quot; &gt;IPCC&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 2 de fevereiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51);font-size:85%;&quot; &gt;[2] &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;O texto integral do quarto relatório será divulgado por partes até novembro deste ano. A capital francesa recebeu durante esta semana um grupo de mais de 500 especialistas que produziriam o sumário executivo divulgado hoje (2 de fevereiro) em Paris. O relatório do 4º Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU é um dos trabalhos mais completos sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global já realizado. Foi produzido por um comitê de 2.500 cientistas e representantes de 130 países, ao longo de seis anos. O relatório deste ano não alterou significativamente as projeções do documento de 2001, mas os dados do quarto painel são mais detalhados e precisos do que o de seis anos. Além disso, o documento traz mais consensos dos cientistas a respeitos das mudanças climáticas e sobre quem o causou. E sua receptividade (e a preocupação internacional com as mudanças climáticas) é muito maior hoje do que nos anos anteriores. Criado pela ONU e a Organização Meteorológica Mundial em 1988, o comitê do IPCC divulga relatórios (divididos em fases) a cada cinco ou seis anos, que tem como objetivo alertar os países sobre as mudanças climáticas do planeta. Resta saber se este quarto informe dos especialistas estimulará governos, corporações e pessoas comuns a tomarem medidas para evitar que nosso futuro seja parece perigoso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51);font-size:85%;&quot; &gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; A &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Kiribati&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;República de Kiribati&lt;/a&gt; é um arquipélago situada na zona central do Oceano Pacífico, a nordeste da Austrália, integrado por 33 atols. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Wikipedia&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 2 de fevereiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51);font-size:85%;&quot; &gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver &lt;a href=&quot;http://www.guardian.co.uk/international/story/0,,2004230,00.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;matéria&lt;/a&gt; do jornal britânico Guardian sobre a tentativa da Casa Branca de desqualificar o relatório do IPCC. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic;font-size:85%;&quot; &gt;The Guardian&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 2 de fevereiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51);font-size:85%;&quot; &gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver &lt;a href=&quot;http://www.exxonmobil.com/Corporate/Newsroom/NewsReleases/corp_nr_mr_climate_ipcc.asp&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;informe&lt;/a&gt; da Exxon sobre o relatório do IPCC. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic;font-size:85%;&quot; &gt;ExxonMobil&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 2 de fevereiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51);font-size:85%;&quot; &gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://home.businesswire.com/portal/site/exxonmobil/index.jsp?epi-content=GENERIC&amp;newsId=20070201005687&amp;amp;ndmHsc=v2*A1104584400000*B1170573347000*C4102491599000*DgroupByDate*J2*N1001106&amp;newsLang=en&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;beanID=2030803304&amp;amp;viewID=news_view&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;informe&lt;/a&gt; da ExxonMobil sobre seus lucros em 2006. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic;font-size:85%;&quot; &gt;ExxonMobil&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 2 de fevereiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51);font-size:85%;&quot; &gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver matérias sobre lucro da Exxon nos portais &lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL3596-5600-1437,00.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;G1&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/2007/02/01/ult1767u85588.jhtm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;UOL&lt;/a&gt;, de 1 de fevereiro de 2007, e &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0202200722.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Folha de S.Paulo&lt;/a&gt;, de 2 de fevereiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/117052456223381025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/117052456223381025?isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/117052456223381025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/117052456223381025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/02/quanto-tempo-ainda-iremos-perder.html' title='quanto tempo ainda iremos perder?...'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-116804481266751968</id><published>2007-01-10T22:41:00.000-02:00</published><updated>2007-02-16T11:36:20.646-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Daniela Alarcon"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Rafael Sampaio"/><title type='text'>entrevista com o zeroquatro (1)</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;daniela alarcon, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;maurício reimberg, rafael sampaio e raoni maddalena&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/1600/362511/zeroquatro1.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 136px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 157px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/200/267609/zeroquatro1.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;Fred Zeroquatro, líder da banda Mundo Livre S/A, fala sobre o novo projeto do grupo, que ainda não tem data para ser lançado. O nome já está definido, assim como a imagem de capa. “A coletânea vai se chamar &lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;Combatsamba: Doze Anos Assaltando o Trem das Onze&lt;/span&gt;”, revela Zeroquatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum Combatsamba será composto de canções como &lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;Meu Esquema, Super Homem Plus, Negócio do Brasil, Loirinha Americana &lt;/span&gt;e&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt; Samba Esquema Noise&lt;/span&gt;, sempre no estilo rítmico que marca muitas músicas da banda: o samba-canção. O novo projeto do Mundo Livre, entretanto, tem um problema maior a vencer: a resistência das gravadoras multinacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vocalista informa que a banda tem pensado em lançar uma coletânea há algum tempo. “Já conversamos com uma gravadora. Estamos esperando que o nosso selo, o Ôia Records, fique mais estruturado para ter uma distribuidora que banque o trabalho”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta entrevista concedida aos membros do Reverso, Fred Zeroquatro, além de falar do novo trabalho a ser lançado em breve, faz um inventário do movimento mangue beat desde que foi lançado até os dias atuais e traça um balanço da nova cena musical pernambucana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;Reverso&lt;/span&gt; - Qual o novo projeto do Mundo Livre S/A?&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;Fred Zeroquatro&lt;/span&gt; - Estamos numa briga para lançar uma coletânea com fonogramas dos primeiros discos, que estão fora de catálogo. Músicas dos álbuns: &lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;Samba Esquema Noise, Carnaval na Obra, Guentando a Ôia&lt;/span&gt;, que não conseguimos recuperar. Os fonogramas ainda são das gravadoras multinacionais e das editoras que distribuíram na época. Porque quando você está fora das panelinhas das grandes gravadoras, eles dificultam mais para liberar os fonogramas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coletânea vai se chamar &quot;&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;Combatsamba: Doze Anos Assaltando o Trem das Onze&lt;/span&gt;&quot;. Temos o conceito de capa. Queremos faixas como S&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;amba Esquema Noise, Free World, Ultrapassado, Negócio do Brasil, Super Homem Plus, Loirinha Americana&lt;/span&gt;. Queremos músicas que sejam sambas politizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns sambas, também, do álbum Manuela Rosário e tem que entrar Soy Loco por Sol. Já conversamos com uma gravadora. Estamos esperando que o nosso selo, o Ôia Records, fique mais estruturado e que consigamos uma distribuidora que banque o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2001, vemos que o caminho é ter completo controle sobre a nossa obra. Se o Mundo Livre for gravar um disco ao vivo ou um DVD, vai ter que ser com músicas desde o Manuela Rosário porque não temos controle dos fonogramas produzidos antes, estão todos sob controle das gravadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;RVS&lt;/span&gt; – O mangue beat morreu?&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;FZ&lt;/span&gt; - Críticos que eu admiro, do Rio de Janeiro e de São Paulo, chegaram a anunciar o fim do mangue beat, em frases como: “todo o potencial da cena musical de Recife morreu naquele acidente com Chico [Science]”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, nós do Mundo Livre soltamos um manifesto na internet chamado “Quanto vale uma vida?”, em que explicamos a precipitação desses críticos e colunistas, que mostra o quanto eles desconhecem o circuito musical complexo de Recife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comparo o que aconteceu [ao Chico Science] com o destino de Bob Marley e Peter Tosh na Jamaica. Da mesma forma, Science tornou-se uma espécie de ícone, de mártir. E toda aquela galera que acompanhou o início da cena musical de Recife sentiu-se cúmplice dele, em uma espécie de guerrilha, uma revolução. Algo no sentido mais cultural, cuja marca é a renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;RVS&lt;/span&gt; - Segundo o DJ Dolores, “o mangue beat morreu quando a imprensa foi atrás de novidades”. Você pensa dessa forma?&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;FZ&lt;/span&gt; - Esse tipo de polêmica com o DJ Dolores criou um clima de isolamento. Ele começou a perder diálogo com todo mundo em Pernambuco. O primeiro clipe do Mundo Livre S/A foi dirigido por ele. Somos amigos desde a época de punk rock. Mas o Dolores sempre foi de muitas polêmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia diz que a “nova geração” não liga para Pernambuco. Mas, desde o início do nosso grupo, não levantamos a “bandeira de Pernambuco”, nem tocamos tambor de maracatu. Na verdade, a gente tem um vínculo maior com o samba do que o maracatu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;RVS&lt;/span&gt; - Mas a cena musical pernambucana já foi apelidada pela mídia de pós-mangue...&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;FZ&lt;/span&gt; - É a necessidade da mídia em ter o novo. Tentaram vender a tese de que novas bandas não têm a influência do mangue beat. A gente achou isso esquisito. Só que, recentemente, passamos a encontrar mais os membros das bandas novas, porque começaram a tocar em festivais maiores. Para a minha surpresa, eles vem me falar de Chico Science.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal do Mombojó me disse: “A gente tirava som do Mundo Livre toda hora na garagem”. A imprensa tenta alimentar polêmica, porque cria assunto. Desde o início, o mangue beat é a diversidade, sempre foi. No primeiro disco da nossa banda havia hardcore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundo Livre S/A nunca precisou tocar tambor. Aliás, sofremos pressão da gravadora no nosso primeiro disco, dizendo: “Vocês tem um contrato na hora que quiserem, mas tem que botar um tambor, isso e aquilo”. E o grupo recusou, entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo fizemos dez anos de manifesto, dez anos do primeiro disco. Pela primeira vez surge um movimento musical que não é um movimento. Um gênero musical que não é gênero. Um manifesto que não é manifesto. É um release. E ao mesmo tempo colocou uma cidade [Recife] no mapa da música pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;RVS &lt;/span&gt;– Vocês sofreram algum tipo de cerceamento da imprensa por causa desta postura libertária que sempre assumiram?&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;FZ&lt;/span&gt; - Nós, do Mundo Livre S/A, somos boicotados pelos meios de comunicação de Recife, pelas rádios e até pela TV Universitária. A despeito disso, o público não pára de crescer e hoje os filhos da primeira geração [do mangue beat] continuam indo aos nossos shows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um pouco parecido com o que houve na Jamaica e com o que aconteceu em Salvador depois da Tropicália. Você acha que se Gilberto Gil houvesse sofrido uma morte trágica na década de 60, teria deixado de existir os Novos Baianos? Não, porque a Tropicália é uma coisa que mexeu com o inconsciente coletivo de toda uma geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;RVS&lt;/span&gt; – O que há de novo na cena pernambucana?&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;FZ &lt;/span&gt;- O Mundo Livre S/A tem mais contato com as bandas que estão emergindo. Há uma banda cujo disco atual foi produzido pelo nosso baixista, o Areia, e que já está no segundo álbum. O nome da banda é Maciel Salu e o Terno no Terreiro, que é inacreditável. O ano passado eu subi no palco durante o show deles no Sesc Pompéia. É ótimo em termos de sonoridade e de show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da cena underground de Recife, tem o grupo Variante, que é uma coisa mais moderna, puxando pro dub, pro ska. O Coquetel Molotov é um coletivo de produtores, que tem programas de rádio, selo de álbuns, festivais, revistas. São jovens universitários que dominam totalmente a técnica para mobilizar o público, para realizar shows, captar recursos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;O Coquetel Molotov tem uma curadoria fantástica. A revista é linda, a melhor que eu já vi.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt; Muitas bandas de Recife&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt; estão vinculadas a estes produtores. Tem o Rádio de Outono, tem o Superoutro, tem o grupo Volver. São muitas bandas na cena musical recifense. Tem uma, que eu gosto muito, chamada Azabumba, que logo vai chamar a atenção&lt;/span&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/1600/815712/zeroquatro.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 121px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 156px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/200/170878/zeroquatro.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt; da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma cena undergound na capital e no interior de Pernambuco, dividida em estilos, como hip-hop e o choro. Do&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt; interior do estado, eu destacaria a banda Sangue de Barro. No caso do samba e do choro, da musica instrumental, eu destacaria a banda Choro Brasil, que lançou recentemente um disco com a cantora recifense Mônica Feijó, produzido&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt; também pelo nosso baixista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há circuitos fortes em Recife de acordo com o estilo. Há blues, jazz, samba, choro. Se eu nomear mais bandas, vou acabar sendo injusto com muita gente. Há uma segunda geração depois da nossa, muito boa, que continua com o mesmo estilo e não é “pós-mangue-beat”. São bandas como Eddie, Bonsucesso Samba Clube, o ex-vocalista do Jorge Cabeleira, chamada&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt; Itacarina, que lançou disco agora... &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/116804481266751968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/116804481266751968?isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116804481266751968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116804481266751968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/01/entrevista-com-o-zeroquatro-1.html' title='entrevista com o zeroquatro (1)'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-116795479275126246</id><published>2007-01-07T21:44:00.000-02:00</published><updated>2007-02-16T11:40:28.214-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Tadeu Breda"/><title type='text'>barbaridade?</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por tadeu breda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Um dos sobreviventes daquele ônibus da Itapemirim queimado no Rio de Janeiro disse, em entrevista à Globo, que os criminosos responsáveis pelo incêndio foram embora como se nada tivesse acontecido, frios, impassíveis. Não é demais lembrar que sete pessoas morreram carbonizadas no episódio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Antes de engrossar o coro dos especialistas, governantes, autoridades e cidadãos comuns que pedem &lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;pulso firme&lt;/span&gt; e &lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;mão forte&lt;/span&gt;, acredito que mais urgente, eficiente e necessário é pensar um pouco a realidade das pessoas responsáveis por tal ato, brutal e desumano a nossos olhos. Sim, aos nossos olhos. Porque no deles, na cabeça dos facínoras (para usar a expressão do presidente Lula), certamente não existiu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt; brutalidade em atear fogo num ônibus de turismo e queimar sete pessoas inocentes até a morte. Ou existiu &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;– e eles estão pouco se lixando pra isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt; Talvez porque esses jovens nasceram e cresceram na periferia, talvez porque a realidade da periferia não seja, digamos, &lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;suave&lt;/span&gt; como a nossa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Certamente esses jovens já se chocaram com a morte tanto quanto (ou mais do que) nós com esse último ataque do crime organizado. Nos chocamos porque é uma das primeiras vezes que vemos coisas do tipo – vimos também em São Paulo, nos idos de maio. Eles, eles não. Já se cansaram de perder amigos e conhecidos na guerra silenciosa que mata muita gente nos recantos mais afastados da periferia – pelas mãos da polícia, do tráfico ou de cidadãos comuns que estreiam no crime para vingar adultérios, brigas mal resolvidas, jogos de futebol, enfim, casos banais que poderiam ser solucionados de muitas outras formas se não houvesse uma arma de fogo na parada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;É de conhecimento público: as vítimas preferenciais de homicídios no país são jovens de 15 a 24 anos, negros, pobres, moradores da periferia. Desta forma, não podemos simplesmente esperar, do alto de nossa inclusão social, que os jovens absorvidos pelo tráfico tenham visões semelhantes de brutalidade. Mesmo porque o jovem da favela foi criado numa realidade brutal o tempo todo, quando levou a primeira geral violenta da PM, quando o pai foi despedido do subemprego, quando o primo bateu na mulher, quando o vizinho foi encontrado morto com 12 tiros na cabeça do lado da porta de casa, quando o irmão foi preso, enfim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Portanto, é muito fácil sair por aí garganteando que queimar ônibus e carbonizar inocentes é uma barbaridade sem fazer essa diferenciação. É um crime hediondo, claro que é. Mas, para quem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Antes de mudar a legislação, consolidar o Regime Disciplinar Diferenciado, pregar a pena de morte ou tipificar o crime de terrorismo no Código Penal, bem antes, talvez seja melhor começar a prestar mais atenção no outro Brasil, naquele que não aparece na televisão. Ou que só aparece quando acontecem essas... &lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;barbaridades&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/116795479275126246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/116795479275126246?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116795479275126246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116795479275126246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2007/01/barbaridade.html' title='barbaridade?'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-116656488462781860</id><published>2006-12-19T19:44:00.000-02:00</published><updated>2007-02-16T21:01:32.698-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Tadeu Breda"/><title type='text'>a ilha que os muros não separam</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;por tadeu breda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade de São Paulo nunca foi nem deve ser uma ilha, um espaço imune às mazelas da sociedade. Quem convive no campus do Butantã, por exemplo, convive com pobreza, desigualdade, violência, congestionamentos e até alagamentos pelo simples fato de estar dentro da cidade de São Paulo. O Jardim São Remo e suas condições precárias de moradia estão ao lado; a criminalidade se reflete em ocorrências que vão desde pequenos furtos até estupros e assassinatos &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;; catadores de latinha trabalhando de madrugada contrastam com estudantes em festa; o fluxo de veículos é intenso e atravanca o trânsito nos horários de pico; chuvas intensas transbordam o córrego Pirajussara e inviabilizam a locomoção na universidade &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Polícia Militar também está presente no campus, talvez, agora, mais do que nunca. As mesmas viaturas da Força Tática que reprimem movimentos sociais no campo e na cidade sufocam as manifestações de estudantes, professores e servidores, dentro e fora da Cidade Universitária. Foi assim no ano passado, na luta por mais verbas para a educação&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt; [3]&lt;/span&gt; e nos protestos contra as eleições indiretíssimas para reitor &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt;. A PM bate em sem-tetos, sem-terras e estudantes quando se exprimem politicamente. Todos são detidos e processados por vandalismo quando exercem sua liberdade de expressão nas ruas ou muros dentro e fora do campus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt; deu espaço no dia 18 de dezembro para o caso de dois estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) que estão respondendo criminalmente por escreverem mensagens políticas na parede do prédio da Letras e no asfalto. A pichação anunciava um ato contra o governo Lula marcado para acontecer em Brasília no dia 17 de agosto de 2005 &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[5]&lt;/span&gt;. As tintas diziam apenas, em vermelho, “Brasília 17”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudantes desta mesma FAU sofreram com um decreto da diretoria da unidade, que decidiu proibir festas noturnas no local sem maiores discussões. Se andarmos um pouco mais pelo campus e chegarmos ao prédio da História e Geografia, saberemos que uma rádio livre e experimental foi fechada pela Polícia Federal bem ali &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[6]&lt;/span&gt;. E que, em nome da “segurança” dos estudantes, um grupo de alunos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) simplesmente impediu a entrada de catadores de latinha numa festa gratuita, realizada em espaço público e a céu aberto. Impediu até mesmo os estudantes de atitudes banais, que sempre fazem, como subir em árvores ou no teto do autogestionado Canil. Tudo neste ano, dentro dos muros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, cada caso desses representa a usurpação do espaço público e da liberdade no campus, seja pela administração do universidade, seja pelos próprios (quem diria!) estudantes. O desrespeito é patente e mostra que o senso crítico e o desejo pela construção de um mundo mais justo definitivamente foram abandonados por parte considerável da comunidade universitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste e revoltante assistir à universidade se fechando cada vez mais &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[7]&lt;/span&gt; e investindo em repressão para resolver a violência, enquanto poderia iniciar um processo de vigilância comunitária, com uma Guarda Universitária mais presente e treinada para prevenir a criminalidade ao invés de tentar reprimi-la. É triste e revoltante assistir à reitoria restringindo o acesso da comunidade &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[8]&lt;/span&gt; como medida para reduzir a violência enquanto poderia mesmo é abraçar de vez a pobreza que está no entorno através de projetos de extensão – para além, muito além dos cursos pagos. É triste e revoltante assistir a estudantes, colegas, impedirem a entrada de catadores de latinha numa festa, como se o fato de catar latinhas com um saco preto seja rótulo de criminalidade. É triste e revoltante, enfim, assistir à prisão, espancamento e condenação de estudantes que fizeram nada além de contestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A USP não é uma ilha ao passo que sofre com os mesmos problemas que afligem a sociedade. Isso não quer dizer, no entanto, que ela deva reproduzir as mesmas formas inúteis de combate a estes problemas. E não, não se trata de tratamento diferenciado ou privilégio. Não se afirma, aqui, que a PM deva permitir uma pichação só porque foi feita por um estudante da USP; ou que o choque não nos deva reprimir nas ruas porque estudamos na maior universidade pública do Brasil; ou ainda que temos o direito de fazer festa porque, afinal, fomos aprovados pela Fuvest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A universidade é um ambiente de discussão – e, conseqüentemente, de contestação. É hora de repensar conceitos arraigados na sociedade ao invés de simplesmente reproduzi-los. A não ser que tenhamos a convicção de que eles estão conseguindo resolver os problemas. Não me parece. Portanto, vejo que é hora de reagir – e cada vez mais – ao que acreditamos ser uma restrição de nossa liberdade. “Nossa”, não de estudantes da USP, mas “nossa”, de cidadãos e seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cerco se fecha contra os que se opõe à ditadura do pensamento único, que, nos jargões acadêmicos, podemos chamar de burguês, pós-moderno e neoliberal. Enquanto reajusta em 15 por cento a passagem de ônibus na cidade &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[9]&lt;/span&gt;, agravando a exclusão social e dificultando o acesso à cidade, a Prefeitura investe 4,5 milhões de reais na reforma da Oscar Freire &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[10]&lt;/span&gt;. A maioria da população se cala e a PM tortura &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[11]&lt;/span&gt; um estudante que participou dos protestos no fim de novembro. E fica tudo por isso mesmo, com o salário-mínimo na casa dos 350 reais e o “subsídio” parlamentar ultrapassando o teto dos 24,5 mil &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[12]&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste também ver estudantes comemorando a condenação de colegas e dizendo que três meses de detenção é “pouco” para quem “depredou” o patrimônio público. Acho válido colocar uma questão sobre o ato de depredar. Acredito que apenas escrever mensagens políticas em muros e ruas e seja lá o que for, meios públicos, não se trata de depredação &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[13]&lt;/span&gt;. O lugar fica feio, não dá para mostrar para os pais, mas continua lá, cumprindo sua função de muro, sem nada quebrado, sem nenhum prejuízo. Lógico, muita gente não gosta (e tem direito de não gostar) das mensagens grafitadas ou do resultado final da intervenção. Fica feio. Mas levar descontentamentos estéticos para o Tribunal de Justiça é uma reação completamente descabida, ainda mais na USP conivente com cursos milionários ministrados em ambiente público para encher as burras de grupinhos intelectuais antenados com o mercado &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[14]&lt;/span&gt;. A máxima punição que poderia ser aplicada aos estudantes da FAU pegos em flagrante pela Guarda Universitária seria re-pintar o local em suas cores originais, o que já é horrível por forçar uma espécie de auto-repressão da manifestação política. Processo judicial, nem pensar. E isso a toda manifestação político-artística dentro e, sobretudo, fora da USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso estar redondamente enganado – e qualquer advogado poderia muito bem rir da minha cara –, mas vejo diferenças absurdas entre “crime” e “desobediência civil”, porque esta última tem motivação política. Confundir as duas coisas é o que a polícia vem tentando fazer ultimamente com a clara intenção de incriminar os manifestantes e impedir sua atuação, em clara discordância com a democracia. A luta pelo Passe-Livre sofre com isso. Figuras do MPL de Floripa respondem judicialmente por formação de quadrilha, apologia ao crime e atentado aos serviços públicos essenciais &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;[15]&lt;/span&gt;. São alguns dos crimes cometidos pelo PCC, por exemplo, nos ataques de 2006. E os estudantes catarinenses, o que eles fizeram foi se manifestar continua e coletivamente, por mais de um mês, contra o reajuste das passagens de ônibus em 2004. O movimento venceu, mas esses militantes podem perder – sua primariedade judicial, quiçá sua liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu concordo plenamente que temos de assumir nossas atitudes e posições políticas. É mesmo o que temos de fazer se acreditamos no que dizemos. Mas acredito ser muito fácil diminuir colegas – que devem estar, no mínimo, assustados com uma condenação completamente injusta – por recorrer a um jornal burguês como a &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt; diante da total falta de solidariedade do corpo estudantil, docente, funcional e da Reitoria, que deveriam sair em sua defesa, mas muitas vezes acabam fazendo o papel de algozes. Por mais que discordemos da tendência política à qual eles pertencem, que critiquemos seu vanguardismo ou seu desprezo pelas instâncias tradicionais da política universitária, não podemos nos esquecer que o companheiro e a companheira da FAU estiveram ao nosso lado nas marchas de 2005 por mais verbas e, neste ano, contra o aumento do ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão está além do sectarismo político que domina o movimento estudantil da USP. Estão em jogo muitas de nossas liberdades constitucionais e, pior, nosso direito de contestar as leis e apresentar outras visões sobre o mundo e o comportamento da sociedade. Eu cria na universidade pública como o espaço para aplicar novos conceitos, sempre em busca de mais democracia e menos injustiça. Mas vejo, depois de quatro anos, que o conservadorismo está em todos os lugares, até e principalmente no campus. E quem luta contra ele sofre as mesmas restrições, seja da PM, seja da Reitoria. Claro, eu já devia saber. Afinal, a USP não é uma ilha. &lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Notas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://143.107.94.37/pdf/jc/2006/306.pdf&quot;&gt;Violência invade o campus&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Jornal do Campus&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, primeira quinzena de abril de 2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1103200608.htm&quot;&gt;Chuva provoca 16 pontos de alagamento e coloca a capital em estado de atenção&lt;/a&gt;” . &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 11/03/2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://143.107.94.37/pdf/jc/2005/301.pdf&quot;&gt;Violência paralisa Assembléia&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Jornal do Campus&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, segunda quinzena de setembro de 2005. Ver também “&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1509200501.htm&quot;&gt;Estudantes e PMs duelam em avenida&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 15/09/2005.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://143.107.94.37/pdf/jc/2005/304.pdf&quot;&gt;Co define três possíveis reitores&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Jornal do Campus&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, primeira quinzena de novembro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://143.107.94.37/pdf/jc/2005/300.pdf&quot;&gt;Marcha atrai alunos a Brasília&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Jornal do Campus&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, primeira quinzena de setembro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://143.107.94.37/pdf/jc/2006/312.pdf&quot;&gt;Polícia Federal fecha Rádio Várzea&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Jornal do Campus&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, segunda quinzena de agosto de 2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0408200612.htm&quot;&gt;USP vai comprar câmeras e monitorar sua área externa&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 04/08/2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://143.107.94.37/pdf/jc/2006/312.pdf&quot;&gt;Acesso ao campus é controlado&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Jornal do Campus&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, segunda quinzena de agosto de 2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1711200618.htm&quot;&gt;Ônibus sobe mais que o dobro da inflação&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 17/11/2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/12/368344.shtml&quot;&gt;E a população arcando com o aumento&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Centro de Mídia Independente&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 10/12/2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12955&quot;&gt;Cresce repressão aos protestos contra aumento de passagens em São Paulo&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Carta Maior&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 28/11/2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1512200602.htm&quot;&gt;Congressistas aumentam o próprio salário em 91%&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 15/12/2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[13] &lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 0);&quot;&gt;De onde eu tirei a idéia (à primeira vista absurda) de que escrever “Brasília 17” num muro da FFLCH não é depredação? Bom, começando do começo, acredito que “depredação” é uma palavra muito forte e agressiva para designar a atitude de dar umas pinceladas numa parede branca. Depredar carrega o sentido de quebrar, devastar, causar algum prejuízo, inutilizar, dificultar o funcionamento, inviabilizar, enfim. Como todo mundo apela para o Aurélio, lá vou eu: depredar é “destruir, assolar, devastar, roubar, saquear, espoliar”. O significado, portanto, é bastante violento. E pode ser aplicado quando alguém queima uma lixeira pública, arrebenta pontos de ônibus, derruba placas de sinalização, esmigalha vidros de trens e metrô. O prejuízo causado é tamanho que o equipamento tem de ser substituído pelo governo, causando prejuízos ao erário público. Ou seja, o poder municipal, estadual ou federal empenhou ali uma verba que, além de ter sido pulverizada pela, aí sim, &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;depredação&lt;/span&gt;, terá de ser novamente destinada para que o que foi destruído possa continuar cumprindo seu papel. Uma lixeira, um vidro, um sinal de trânsito devem ser recolocados, provocando gastos extras. Vejo que pichar um muro não traz as mesmas conseqüências. Um muro pichado ou bem pintado, branco ou com intervenções coloridas, chapiscado ou com pedras, enfim, a cor e a aparência de um muro não o impede de cumprir sua função de... muro: continua servindo a seu propósito de barreira física, impedindo a entrada ou saída de pessoas ou protegendo equipamentos, ambientes ou o que quer que se queira proteger – da chuva, do vento, de roubo. Pichar não é como queimar lixeiras ou quebrar vidros, inutilizando o bem público. É, no máximo, quando feita sem pretensões artísticas, enfeiar, provocar desconforto. Mas seu objetivo é mesmo passar uma mensagem. Daí sua importância política. Podemos pensar, no entanto, que, quando pichamos um muro, estaremos prejudicando a tinta ali empregada para deixá-lo com uma, digamos, boa aparência. Além do mais, ninguém gostaria de ter seu muro pichado. Novamente, portanto, entramos no terreno da estética, e não na funcionalidade, do muro. E é por isso mesmo que acredito que a pena máxima – se há mesmo a necessidade de alguma punição – a ser aplicada a alguém que picha muros, quando pego em flagrante, é a re-pintura do mesmo.&lt;br /&gt;No entanto, quando a intervenção é política, cometeremos um erro ao tratá-la como uma atitude comum, banal, como escrever o próprio nome ou mensagens de amor pelos muros públicos e privados da cidade. Emitir uma opinião política ou tecer alguma crítica social nos espaços urbanos que não têm dono (ou que são de todos) é completamente diferente. Se alguém sente a necessidade de gravar sua mensagem com tinta ou spray é porque não lhe restou outro espaço para expressar sua opinião. Aí entramos no terreno das liberdades constitucionais – que prevêem a expressão política individual – em conflito direto com a falta de democracia no acesso aos meios de comunicação, uma outra e extensa discussão. Dessa forma, acredito que a condenação dos estudantes da FAU é duplamente errônea ao se basear na &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;depredação &lt;/span&gt;de patrimônio público. Primeiro porque exagera seu significado, aplicando um conceito que pode ser válido para vidros quebrados ou lixeiras queimadas, mas não para muros pichados. Segundo porque despreza a motivação política da intervenção em face à realidade que vivemos hoje em dia. Esses são apenas opiniões para fomentar a discussão. Posso estar completamente errado, mas é isso que penso sobre o assunto atualmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver cursos de especialização, extensão, MBAs e similares oferecidos pela &lt;a href=&quot;http://www.vanzolini.org.br&quot;&gt;Escola Politécnica&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://gestcorp.incubadora.fapesp.br/portal&quot;&gt;Escola de Comunicações e Artes&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.fea.usp.br&quot;&gt;Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade&lt;/a&gt;, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;&quot; &gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; Ver “&lt;a href=&quot;http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed110/republica.asp&quot;&gt;República Especial: Movimento Passe-Livre&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Caros Amigos&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, edição 110. Ver também “&lt;a href=&quot;http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/12/369406.shtml&quot;&gt;Processos contra militantes serão arquivados em SC&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;Centro de Mídia Independente&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;, 21/12/2006.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/116656488462781860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/116656488462781860?isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116656488462781860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116656488462781860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2006/12/ilha-que-os-muros-no-separam.html' title='a ilha que os muros não separam'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-116637377673377458</id><published>2006-12-17T14:28:00.000-02:00</published><updated>2006-12-18T21:38:11.356-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Renato Brandão"/><title type='text'>a vontade que supera a técnica e a arrogância</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;color:#cc9933;&quot;&gt;por renato brandão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;Acabou mais um Mundial de Clubes da FIFA, o terceiro organizado pela máxima entidade do futebol – esporte no qual mais uma vez ficou demonstrado que favoritismo não garante vitória antecipadamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em campo: FC Barcelona, da Espanha, e o favorito da decisão, versus SC Internacional, do Brasil, o azarão. A cidade japonesa de Yokohama foi o palco da terceira final de um campeonato mundial de clubes promovido pela Fifa foi Yokohama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente o Japão não é um lugar que dá boas lembranças ao Barca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Favorito na final diante do Internacional, o Barcelona pecou por não ter jogado com humildade contra a equipe brasileira. Repetiu assim a história de 14 anos atrás, na Copa Toyota de 1992, quando el Dream Team comandado por Johann Cruyff (com jogadores como o dinamarquês Michael Laudrup, o búlgaro Hristo Stoichkov, o holandês Ronald Koeman e o espanhol Andoni Zubizarreta) caiu diante do bom São Paulo FC de Telê Santana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se lembra do time catalão desembarcando em Tóquio, com toda a pompa de que iria passar fácil pela equipe do Morumbi. Porém, no final da partida –em que o Barcelona até demonstrou na primeira etapa todo seu favoritismo contra os brasileiros –, eram os são-paulinos que festejavam o título de campeão mundial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barça não desembarcou com a mesma arrogância de anos atrás, mas o clube europeu deu mostras, no segundo tempo, de que poderia vencer o Internacional a qualquer momento, já que contava com um plantel formado por estrelas como Ronaldinho Gaúcho, Deco e companhia. Ainda mais porque na primeira etapa, o Colorado demonstrou muito nervosismo, sinal de amedrontamento diante de um dos clubes mais badalados do mundo. Algo normal. Os clubes europeus são realmente melhores tecnicamente, mais ricos et cetera. As equipes sul-americanas costumam respeitar demais as do Velho Continente, principalmente as italianas, espanholas, inglesas e alemãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo da sua condição de azarão, a equipe procurou jogar um futebol pragmático, baseado em uma forte marcação no seu sistema defensivo. Era a melhor opção, no entender do técnico Abel Braga, para compensar a inferioridade técnica da equipe brasileira. Faltava apenas à equipe acreditar deixar um pouco do respeito de lado, afinal no futebol, a vitória do mais fraco sobre o mais forte não é possibilidade remota. Bastava um pouco de sorte também, o acaso feliz, uma única oportunidade para matar o jogo. Foi o que aconteceu no segundo tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Colorado demonstrou muita raça e determinação. A aplicação tática defensiva dos seus jogadores ajudou a neutralizar o estilo de jogo do Barcelona, que esteve irreconhecível na etapa complementar. Depois de cinco minutos, os jogadores mais talentosos estavam apáticos. Impressionava a falta de disposição dos jogadores do clube catalão. Era impressionante a falta de garra para vencer o Internacional. Comportamento inverso que a equipe teve na final da Liga dos Campeões da última temporada (2005-06), quando o time da Catalunha venceu de virada o Arsenal, da Inglaterra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas contra o Inter, em uma competição não-européia e sem a badalação do interclubes europeu, os jogadores do Barça não se aplicaram integralmente para vencer aquela partida. Para o Inter, bastava explorar esta brecha. E a oportunidade surgiu para os gaúchos aos 36 minutos do segundo tempo. Em um chutão dado ainda do campo defensivo para o meio-campo, o reserva Adriano ganhou de cabeça e passou para Iarlei (melhor da partida, na modesta opinião do autor),q eu puxou o contra-ataque e serviu com inteligência novamente Adriano O camisa 16 não perdoou Valdéz. Com o gol, a partida estava praticamente ganha. O Internacional tinha jogado corretamente durante os oitenta minutos e só administrou o restante do jogo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o resto é história. Mesmo tendo o elenco menos forte (parecido com o São Paulo de 2005 também teve uma equipe mediana), o Internacional superou as limitações e bateu o poderoso Barcelona. Levou a taça para Porto Alegre, cidade que agora tem dois campeões mundiais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma lição que o futebol dá aos europeus, que ainda acreditam poder vencer uma partida unicamente pela camisa do clube ou do talento dos jogadores. Sejamos justos, a empáfia também aparece certas vezes no futebol sul-americano, inclusive o brasileiro (quem não vai se esquecer da decepcionante Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2006?). No futebol, não basta apenas talento e nome. Garra e determinação podem equilibrar uma partida. E a sorte pode pender para um ou outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso destacar a admirável gana dos sul-americanos, em especial os brasileiros, para conquista o Mundial de Clubes. É para se estudar esta disposição dos clubes brasileiros pelo troféu. Em nosso país, este torneio é muito valorizado, tanto pela imprensa esportiva quanto pelos torcedores. Pessoalmente, acho a competição continental – sejam elas a Copa Libertadores da América ou a Liga dos Campeões da UEFA – mais importantes do que a Copa Intercontinental ou o atual Mundial da FIFA (as razões, bem, ficam para outro texto).&lt;br /&gt;Mas impressiona quanto os clubes do país almejam chegar à disputa contra o campeão europeu. Muitos atletas consideram este o jogo da vida deles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não por acaso que boa parte dos nossos times levantaram a taça nos últimos 25 anos: o CR Flamengo de Zico contra o FC Liverpool-ING (3 a 1, em 1981), o Grêmio FPA de Renato Gaúcho contra o Hamburgo SV-ALE (2 a 1, em 1983), o São Paulo FC de Telê Santana contra o FC Barcelona-ESP (2 a 1, em 1992) , o AC Milan-ITA (3 a 2, em 1993) e o FC Liverpool-ING (1 a 0, em 2005)....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Grêmio (em 1995), Cruzeiro (em 1997), Vasco da Gama (em 1998) e Palmeiras (em 1999) faltaram superar o medo que tiveram diante das camisas de ante Ajax-HOL, Borussia Dortmund-ALE, Real Madrid-ESP e Manchester United-ING, respectivamente. Nestas finais, os brasileiros entraram na condição de zebras, mas não aproveitaram a sorte que o futebol proporcionou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que o Brasil detém a hegemonia no atual formato do Mundial. Em três edições, foram três vitórias de clubes brasileiros. Além do Internacional e do São Paulo, se junta à galeria o SC Corinthians P, que levou o caneco em 2000 -título contestado tolamente e unicamente pelos rivais do clube do arque São Jorge...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feito do Internacional foi impressionante. E o futebol é um esporte fantástico...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff9900;&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/116637377673377458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/116637377673377458?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116637377673377458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116637377673377458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2006/12/vontade-que-supera-tcnica-e-arrogncia.html' title='a vontade que supera a técnica e a arrogância'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-116595000753966768</id><published>2006-12-12T15:57:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T17:49:29.930-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Renato Brandão"/><title type='text'>a oscar freire e os releases que falam por si</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por renato brandão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&quot;&lt;strong&gt;Poeira, marteladas e barulho acabaram. No lugar dos operários, homens e mulheres bem vestidos e com a aparência favorecida em todos os aspectos, voltam a circular pelas calçadas da rua Oscar Freire.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Prefeitura de São Paulo e a Associação dos Lojistas esperam receber no evento cerca de 6 mil convidados a partir das 10 horas desse domingo. Na abertura da cerimônia, o prefeito Gilberto Kassab e Rosângela Lyra, presidente da Associação dos Lojistas, oficializam a entrega das obras e assinam um protocolo para ampliação do entorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trânsito será bloqueado na rua Oscar Freire, entre a Consolação e Haddock Lobo. O acesso será permitido apenas aos pedestres.Em cada quadra haverá apresentação de grupos de arte cênica, dança e música, além de oficinas de artesanato para confecção de mosaicos com materiais reciclados, customização de agendas e capas de celulares. Os espetáculos são coordenados por ong´s como Projeto Guri, Arrasta-Lata, Aprendiz, Jovens Mestres e Aliança da Misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosângela Lyra, presidente da Associação e também diretora da Dior do Brasil, encomendou à organização Orientavida, milhares de camisetas que serão vendidas durante o evento ao preço de R$ 50,00. &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold&quot;&gt;&quot;Toda a renda será revertida para entidades carentes&quot;&lt;/span&gt;, diz ela. &quot;A camiseta ficou tão linda, que as clientes da Dior já encomendaram as suas. Vai virar um cult&quot;, conclui a experiente diretora da grife.&quot;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto acima é o press-release da Associação de Lojistas da Rua Oscar Freire - em associação com a Prefeitura Municipal de São Paulo -, via situada no bairro dos Jardins, região nobre da cidade e conhecida por ser um dos principais centros de consumo de luxo na capital paulistana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconforto para os endinheirados acabou, como sugere o informe em seu primeiro parágrafo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que &lt;strong&gt;homens e mulheres bem vestidos e com aparência favorecida em todos os aspectos&lt;/strong&gt; voltassem a circular pela Oscar Freire &lt;strong&gt;sem poeira, marteladas e barulho dos operários&lt;/strong&gt;, a fiação aérea foi removida e substituída pela subterrânea - de agora em diante, a iluminação será feita por 52 postes com luminárias interligadas aos cabos subterrâneos. Segundo a Prefeitura, o sistema de drenagem de águas pluviais foi totalmente refeito e foram instalados bancos e lixeiras de aço inox e de madeira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Prefeitura, a reforma da Oscar Freire teve o custo de R$ 8,5 milhões - dos quais R$ 4,5 milhões foram pagos pelos cofres públicos. O resto da obra foi bancada por uma operadora de cartões de crédito (R$ 3 milhões) e por lojistas (R$ 1 milhão)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A administração municipal de Gilberto Kassab (PFL) justificou a obra como parte do Programa de Requalificação das Ruas Comerciais, um projeto da Prefeitura em parceria com associações de comerciantes de ruas que teriam características ou potencial comercial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Rosângela Lyra, presidente da Associação de Lojistas da Oscar Freire, a expectativa é que a revitalização da rua estimule a instalação de estabelecimento comerciais de outras marcas estrangeiras e nacionais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como na &lt;a href=&quot;http://oreverso.blogspot.com/2006_10_15_oreverso_archive.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Peruada&lt;/a&gt;, a reinauguração da Oscar Freire também teve seu lado &quot;social&quot;. Segundo informou o press-release, seria &lt;strong&gt;revertida para entidades carentes toda a renda obtida&lt;/strong&gt; com a venda de camisetas comemorativas da reabertura da via. Assim, &lt;strong&gt;homens e mulheres bem vestidos e com aparência favorecida&lt;/strong&gt; deram uma grande contribuição para um Brasil melhor - como defendem os entusiastas destas ações paliativas. Até aí, nada de novo em terra brasilis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas notório mesmo foi a escapulida no primeiro parágrafo do informe assinado pela assessoria de imprensa da associação de lojistas da rua. Ele deixou transparecer o pensamento de boa parte da elite paulistana e o seu desprezo pelas camadas mais baixas do estrato social. O/a jornalista que produziu o conteúdo do texto incorporou totalmente o preconceito social desta elite indiferente às mazelas do país - que, segundo dados recentes do &lt;a href=&quot;http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=2390&amp;amp;lay=pde&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Pnud&lt;/a&gt;, tem a 10º pior distribuição de renda do planeta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a elite que se incomoda quando 20 descontentes aproveitaram-se dos festejos da reabertura da Oscar Freire para se manifestarem contra o aumento dos ônibus - algo considerado inadequado para aquele momento, como &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1112200623.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;reagiu&lt;/a&gt; Rosângela Lyra -, mas que não tem o menor pudor em ostentar sua riqueza pelas ruas de São Paulo, a cidade com a maior frota de helicópteros particulares do mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o incômodo em circular com todo o exibicionismo que lhe é peculiar pela metrópole quando a poucos quilômetros de suas confortáveis residências vivam milhões de subcidadãos. Aliás, por meio de suas &lt;strong&gt;marteladas&lt;/strong&gt;, alguns destes permitiram não somente a &lt;strong&gt;homens e mulheres bem vestidos e com a aparência favorecida em todos os aspectos&lt;/strong&gt; voltarem a circular pelas calçadas da rua Oscar Freire, como também assumem os postos de trabalho considerados degradantes - a troco de uma baixa remuneração, insuficiente para dar um padrão digno de vida - e agüentam calados o aumento nas tarifas dos transportes coletivos, a má qualidade dos serviços dos hospitais e postos de saúde públicos, o arrocho salarial, o abuso da PM e do PCC, os desmandos de parte importante da classe política brasileira, entre outras coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta elite está pouco preocupada com a violência na periferia da cidade - mas que vem atrapalhando o modo de vida de &lt;strong&gt;homens e mulheres bem vestidos e com a aparência favorecida em todos os aspectos&lt;/strong&gt;. Violência em muita parte conseqüência nefasta de uma sociedade injusta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, vamos aguardar o press-release da inauguração da nova Paraisópolis (zona sul). E viva os 20 membros do Movimento do Passe-Livre que, com seu protesto inteligente e simples, contrangeram o prefeito-amigão dos &quot;barões das catracas&quot; e estragaram um pouco a festa da elite retrógrada paulistana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: por que será que à imprensa não tem sido tão combativa com a gestão do senhor Kassab quanto foi com a administração da dona Marta (2001-04)?... &lt;span style=&quot;COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/116595000753966768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/116595000753966768?isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116595000753966768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116595000753966768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2006/12/oscar-freire-e-os-releases-que-falam.html' title='a oscar freire e os &lt;i&gt;releases&lt;/i&gt; que falam por si'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-116508638705282586</id><published>2006-12-02T17:05:00.000-02:00</published><updated>2006-12-05T16:03:44.826-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Hugo Fanton"/><title type='text'>“democracia que me engana,na gana que tenho dela,cigana ela se revela...”</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 153, 51);&quot;&gt;por hugo fanton&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O ataque midiático aos movimentos sociais se intensificaram neste final de semana, com ação do MST em um porto de Alagoas e conseqüente anúncio do Incra de que iria CUMPRIR um ACORDO estabelecido com o movimento. Rádios, TVs e jornais acusaram o governo Lula de ser parcimonioso no “combate” aos “criminosos” do MST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Folha&lt;/span&gt; publica em editorial deste sábado, 2 de dezembro, as seguintes frases:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sem o dinheiro do contribuinte, essa parolagem autoritária fazendo ode a um comunismo ludita estaria relegada ao limbo a que faz jus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo “premiou o ato delinqüente com a promessa de mais desapropriações e mais verbas, quando o seu dever, como órgão de Estado, era o de recusar-se a negociar sob pressão criminosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, tais palavras me lembram as acusações de que Lula quer controlar a imprensa com a campanha pela democratização da comunicação no Brasil. Dizem isso por considerarem a mídia democrática. Tal discurso uníssono contra ações políticas de movimentos sociais, bem como a criminalização destes, provam o óbvio: a comunicação no Brasil está muito, mas muito longe da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que menos entendo é se a &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Folha&lt;/span&gt;, por exemplo, acredita no que fala. Ou melhor, se eles, de fato, pensam que seus leitores acreditam no que eles falam. A desonestidade é gritante. Num espaço de dois dias, um discurso que chama de autoritário um governo que prega a democratização e outro que criminaliza um movimento social. Discursos adotados por praticamente todos os jornais impressos, radiofônicos e televisivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada grande imprensa continua adotando discursos discriminatórios, negando hipocritamente a falta de pluralidade nas coberturas jornalísticas no Brasil e tentam ainda esconder o óbvio de que as concessões públicas de rádio e TV, por exemplo, estão concentradas nas mãos de poucos grupos oligárquicos do país. Queria saber o que o manual de redação da Folha pensa disso tudo. Pena que, quando chamado, ele não vem à universidade debater. &lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/116508638705282586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/116508638705282586?isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116508638705282586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116508638705282586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2006/12/democracia-que-me-enganana-gana-que.html' title='“democracia que me engana,&lt;br&gt;na gana que tenho dela,&lt;br&gt;cigana ela se revela...”'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-116489005029645689</id><published>2006-11-30T10:32:00.000-02:00</published><updated>2006-11-30T15:09:31.016-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Marcos Angelim"/><title type='text'>orgulhosamente luso!</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por marcos angelim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color:#cc9933;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apesar de estar longe dos holofotes da mídia esportiva desde que foi rebaixada nos campeonatos Brasileiro e Paulista, a Lusa até que foi lembrada em virtude da vitória sobre o Sport Recife (PE), na Ilha do Retiro, que lhe garantiu a permanência na Série B do nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de equipes como Guarani (SP), Paysandu (PA), Vila Nova (GO) e São Raimundo (AM), a Portuguesa de Desportos não chegou ao fundo do poço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ver a vitória da minha Lusa sobre o time pernambucano e vibrar como nunca diante da tevê, saí para a rua envergando a camisa 10 rubro-verde, onde vários amantes do futebol vieram me cumprimentar pelo não-rebaixamento. &quot;A Lusa não pode cair!&quot;, &quot;Tem de voltar pra primeira divisão ano que vem...&quot;, diziam. Minha felicidade por não ter caído (sim, o torcedor cai junto com seu time!) somou-se ao prazer de constatar o quanto a Portuguesa é querida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, porém, esse carinho não é o amor que poderia levá-la a contar com uma torcida imensa, como as de outros clubes brasileiros. É um sentimento meio envergonhado, enrustido, que tem muito a ver com o antilusitanismo explícita e implicitamente difundido no Brasil – uma aversão tão forte aos lusitanos que leva muitos descendentes diretos de portugueses a omitir suas origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mania de perseguição, caro leitor? Peguemos um exemplo - só um entre tantos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira, 27 de novembro, esbravejando diante das imagens das enchentes que ocorreram em São Paulo, o apresentador (chamá-lo de jornalista seria ofender a categoria) do programa Brasil Urgente, exibido pela TV Bandeirantes, José Luiz Datena, atribuiu aos portugueses a responsabilidade pelos problemas brasileiros. Enchentes, incompetência das autoridades, parco crescimento econômico, baixa qualidade da educação no Brasil, criminalidade, tudo culpa dos portugueses, que roubaram o Brasil, levaram toda nossa riqueza, blá, blá, blá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o senhor Datena não saiba nada sobre as teorias econômicas predominantes à época colonial e a respeito do sul dos Estados Unidos da América, dos nossos vizinhos hispânicos e dos países caribenhos colonizados por holandeses – todos subdesenvolvidos e colônias de exploração no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, quer nos orgulhemos disso ou não, é que o povo brasileiro tem em sua tripla matriz racial básica o sangue lusitano, o que faz da maioria de nós descendentes daquela gente que, na esteira do desenvolvimento capitalista, deixou sua terra além-mar para tentar uma vida melhor desse lado do Atlântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, desde os primórdios da imigração portuguesa, ajudou a construir o Brasil, sujeitando-se a todos os tipos de trabalho. A mãe do sociólogo Florestan Fernandes, por exemplo, o criou trabalhando como empregada doméstica em São Paulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos ao futebol. A Portuguesa, pelo próprio nome e por agregar em sua torcida milhares de portugueses e luso-descendentes, é, muitas vezes, discriminada dentro e fora das quatro linhas. Ao contrário do Vasco da Gama (RJ) e do Palmeiras, fundados por portugueses e italianos, respectivamente, a Lusa ainda é vista por muitos como um time de colônia, meio estrangeiro, apoiado por uma pequena torcida formada por luso-brasileiros, o que explica, em parte, a prática dos árbitros de roubá-la descaradamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escapar da Série C jogando fora de casa foi uma grande vitória, mas há desafios maiores pela frente. Além de trabalhar duro para voltar à elite do futebol brasileiro, a Portuguesa precisa reformar seu estatuto de modo a aumentar a transparência administrativa e a participação dos torcedores; profissionalizar sua administração, que atualmente está entregue a pessoas pouco preparadas para gerenciar o clube (só esse ano, a diretoria contratou mais de 70 jogadores – um absurdo); recuperar suas finanças; e afirmar-se como um time brasileiro para brasileiros de qualquer origem, acabando com a pré-noção de que para torcer pra Lusa o sujeito tem de ser português ou descendente direto de lusitanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que a vitória sobre o Sport Recife seja o início da recuperação da Lusa, um time que deve voltar a imprimir sua marca na história do futebol brasileiro não apenas como revelador de craques, mas como um clube combativo e campeão! .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos à luta, ó campeões!...&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/116489005029645689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/116489005029645689?isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116489005029645689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116489005029645689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2006/11/orgulhosamente-luso.html' title='orgulhosamente luso!'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-116482838708149115</id><published>2006-11-29T17:11:00.000-02:00</published><updated>2006-12-01T15:23:51.586-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Renato Brandão"/><title type='text'>guarani-kaiowás: a luta por um pedaço de terra</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,153,51)font-family:verdana;&quot; &gt;por renato brandão; foto renato brandão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/1600/616481/Imag031.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger/3298/2106/320/223664/Imag031.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;articleabstract&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Índios da etnia Guarani-Kaiowá fazem ritual no Pátio do Museu da Cultura, da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC/SP), em Perdizes (zona oeste da capital), durante evento realizado na manhã desta quarta-feira (28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles vieram a São Paulo cobrar da Justiça a retomada dos processos de demarcação de suas terras, localizadas na região de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Na terça-feira (27), representantes dos Guarani-Kaiowás reuniram-se com autoridades judicias do Ministério Público Federal e do Tribunal Regional Federal da 3º Região (no bairro de Cerqueira César, centro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Guarani-Kaiowás exigem rapidez na solução do processo de demarcação de suas terras, que está atualmente paralisado pelas ações judiciais movidas por fazendeiros da região na Justiça sul-mato-grossense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Pa&#39;í Kuara, representante dos Guarani-Kaiowás, o seu povo tem sofrido com a demora da regulamentação das terras, pois eles ficam impedidos de caçar, plantar e pescar - o que tem gerado fome e desnutrição entre os indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o líder indígena, os fazendeiros têm cometido atos violentos contra os índios - incluindo assassinatos. Segundo a Comissão Indigenista Missionária (Cimi), uma das maiores taxas de suicídio é entre os jovens da população Guarani-Kaiowás. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)font-family:verdana;&quot; &gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/116482838708149115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/116482838708149115?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116482838708149115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116482838708149115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2006/11/guarani-kaiows-luta-por-um-pedao-de.html' title='guarani-kaiowás: a luta por um pedaço de terra'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20897122.post-116411761229021776</id><published>2006-11-21T11:50:00.000-02:00</published><updated>2006-11-24T17:44:30.346-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Todos os textos de Marcos Angelim"/><title type='text'>o mst e a maior participação do povo na determinação dos rumos do Brasil</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(204,153,51)&quot;&gt;por marcos angelim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color:#cc9933;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 15 de novembro de 1889, concretizavam-se uma aparente mudança política e uma verdadeira repetição histórica no Brasil. A mudança era a passagem do Império para a República; a repetição, o fato de que, assim como no processo de independência política em relação a Portugal, o povo não participava efetivamente da modificação de regime. Como afirma o historiador Boris Fausto, “a queda da Monarquia restringiu-se a uma disputa entre elites divergentes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tendo participado, o povo não tem o que festejar e fica fácil desculpá-lo pela falta de civismo que demonstra ao aproveitar feriados como o de 15 de novembro simplesmente para descansar ou reunir a família numa comilança regada à cerveja. Eu, como não sou chegado a churrascos e reuniões familiares, aproveitei o feriado e uma carona para conhecer de perto, no Pontal do Paranapanema, um movimento social que deseja escrever uma nova história. Estou falando do MST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria de nós conhece o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra através das lentes da grande mídia, que a maior parte das vezes enfatiza seus excessos táticos na luta pela reforma agrária, esquecendo (?) toda a verdadeira transformação que o movimento empreende na esfera social. A edição de Veja de número 1648, de 10 de maio de 2000, é um emblema desse tratamento midiático conferido ao MST e a outros movimentos sociais. Mas o que realmente é ignorado no MST pela grande mídia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno sócio-político mais importante que a mídia ignora – ou inverte – quando aborda o MST é a organização e a politização das massas excluídas. Esses aspectos aparecem nos meios de comunicação travestidos de baderna e doutrinação ideológica de esquerda. De fato, o discurso dos líderes do movimento é carregado de conteúdo ideológico, mas que direito tem a mídia de exigir sua subserviência aos valores da democracia liberal capitalista, se neste sistema pouco ou nada conseguem os excluídos e se os próprios &lt;em&gt;mass media&lt;/em&gt; propagam os valores das elites a que pertencem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais fatores da insignificante participação popular na determinação dos rumos da nação foi a inexistência, durante séculos, de movimentos sociais organizados capazes de forçar as elites a ceder às classes populares um lugar nos centros decisórios. Sem eles, o povo ora foi ou um joguete das elites, ora um expectador das mudanças (?) que elas empreenderam na história brasileira. E é essa força mobilizadora que leva as elites a temer o MST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse movimento social, independentemente da viabilidade política e econômica de seu projeto de reforma agrária, tem o grande mérito de agregar excluídos do campo e das cidades, canalizando a energia dessa gente para a participação política além-voto. Não é difícil imaginar para onde sua força social se dirige quando não engajados na vida política. Mas nossas elites parecem preferir gastar com carros blindados e segurança privada em suas ilhas residenciais de luxo a ver o povo marginalizado organizado politicamente. Talvez considerem que dividir o bolo ainda saia mais caro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos municípios de Teodoro Sampaio e Mirante, visitei um acampamento à beira da estrada e um assentamento nos quais, além de entrar em contato com a realidade dos assentados, conversei com duas importantes lideranças do MST.&lt;br /&gt;O acampamento impressiona pela simplicidade das barracas de lona onde dezenas de famílias aguardam a regularização da terra pelo Incra. É gente simples, oriunda dos campos do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Já no assentamento, as famílias têm suas casas de alvenaria, com energia elétrica, água encanada e seus respectivos lotes demarcados; contam também com escola de ensino fundamental I e II e posto de assistência odontológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo são rosas nos assentamentos. Segundo os assentados, a assistência médica ainda é precária, o assentamento não possui escola de ensino médio – o que obriga seus jovens a sair do assentamento para ir a escolas distantes – e as dificuldades para conseguir financiamento para a produção agrícola ainda são grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, segundo José Rainha, o MST pretende tomar parte nos projetos governamentais de produção de energia renovável, a saber, de biodiesel. Para ele, com apoio do BNDES, os assentados do Pontal poderão cultivar oleaginosas, como a mamona e o girassol. Até agora a produção de biodiesel se dá pela iniciativa privada em parceria com o governo federal e alguns governos estaduais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode prever o futuro do MST, nem saber se os assentamentos vão se revelar um modelo duradouro e economicamente bem-sucedido de organização da agricultura familiar, mas a reforma agrária ainda parece estar longe do fim. De acordo com Diolinda, também coordenadora do movimento e esposa de Rainha, o MST ainda levará cerca de 15 anos para assentar todo o contingente de trabalhadores sem terra do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que isso levará não tem tanta relevância. O mais importante é que o MST e outros movimentos sociais continuem sua missão de organizar os excluídos de maneira que possam interferir efetivamente no processo de construção do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;[r]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,153,0)&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oreverso.blogspot.com/feeds/116411761229021776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/20897122/116411761229021776?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116411761229021776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20897122/posts/default/116411761229021776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oreverso.blogspot.com/2006/11/o-mst-e-maior-participao-do-povo-na.html' title='o mst e a maior participação do povo na determinação dos rumos do Brasil'/><author><name>Reverso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17474735916818150587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>