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		<title>Armazém paulistano</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 20:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Março 2012 - Nº 249]]></category>

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		<description><![CDATA[A São Paulo que funciona durante 24 horas ininterruptamen&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/armazem-paulistano-540x327.jpg" alt="Armazém paulistano" title="armazem-paulistano" width="540" height="327" class="aligncenter size-large wp-image-1629" /><p>A São Paulo que funciona durante 24 horas ininterruptamente tem
uma população de quase 12 milhões de pessoas, que precisa ser
alimentada diariamente. Que o digam os concessionários da Companhia
de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp),
sempre às voltas com abobrinha, cebolinha, batata, mandioca, pera,
mamão, melão, beterraba, jabuticaba, alface, agrião, couve-flor,
brócolis, faisão, atum, sardinha, chuchu, mostarda, melancia, jaca,
pescada&#8230; um autêntico banquete para os olhos e para a alma.
Antes de fazer essa viagem gastronômica e sensorial pelo local,
convém aguçar bem todos os sentidos para apreciar a contento a
imensa variedade de cheiros, cores, formas e sabores.</p>
<p>Para quem não mora na capital paulista, a Ceagesp ocupa uma área
de 700 mil m², na Vila Leopoldina, Zona Oeste. É, sem dúvida, uma das
maiores centrais de abastecimento do mundo. Surgiu da fusão da unidade
paulista da Ceasa (várias centrais de abastecimento espalhadas
pelo Brasil), com a Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Cagesp), ambos mantidos pelo governo
paulista, em 31 de maio de 1969. Desde 1997, a
empresa passou a ser vinculada ao Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento.</p>
<p>A necessidade de criar um polo atacadista de
distribuição de alimentos, que pudesse atender
à população do Estado de São Paulo, começou
a ganhar corpo no início dos anos 1960, quando
a cidade de São Paulo também começava
a dar mostras de seu crescimento. Eram então
duas frentes: de um lado, iniciava-se o desenvolvimento
de um projeto, que contemplava a
construção das obras da Ceasa São Paulo, numa
área de charco na Vila Leopoldina; de outro, a
administração do Entreposto funcionava num
escritório, na Rua 15 de Novembro, no centro
da cidade, com uma única funcionária.</p>
<p>Tudo acontecia dentro de um ritmo planejado,
quando uma enchente no antigo Mercado
Municipal, polo de comercialização de hortaliças
desde 1933 (também localizado na região
central da cidade), precipitou a inauguração da
nova central de abastecimento, numa área 17
vezes maior. Ainda incompleta, a Ceasa começou
a operar em março de 1966, inclusive com
o comércio de flores, que até então funcionava
na Praça Charles Miller, no bairro do Pacaembu.</p>
<p>Naquele tempo, o movimento de veículos de carga
e de pessoas já era intenso nessa região. Teve
até o seu lado turístico-folclórico, representado
pela famosa sopa de cebola da Ceasa. Na madrugada,
formavam-se filas de boêmios paulistanos
no antigo restaurante da Ceasa, que vinham de
longe para degustar o prato. Em tempo: apesar
das noites agitadas, não eram comuns na cidade
os serviços especializados de alimentação 24
horas como hoje em dia.</p>
<p>Com a duplicação do pavilhão Mercado Livre do
Produtor (MLP), em 1977, a Ceagesp bateu o recorde
de comercialização com 6,2 mil toneladas,
superando o então maior mercado do mundo
em volume de comercialização, o francês Paris-
Rungis. Rapidamente, a Ceagesp consolidou sua
posição na cadeia de produção e de distribuição
de alimentos do País. Atualmente, a empresa
administra uma rede de 34 unidades armazenadoras
e 13 entrepostos atacadistas. Abastece
60% da Grande São Paulo, além do Estado de
São Paulo, boa parte do País e alguns países da
América do Sul. A rede de armazenagem tem
capacidade para estocar, simultaneamente, mais
de um milhão de toneladas de produtos agrícolas,
sendo a maior do Estado de São Paulo e uma
das maiores do Brasil.</p>
<br />
<h3>Formigueiro</h3>
<p>Todos os dias trafegam pelo local cerca de 10
mil veículos e 50 mil pessoas. Ao todo são 2.500
permissionários que atuam no pavilhão. No ano
passado, foram comercializados 3,23 milhões de
toneladas de frutas, verduras, legumes, flores
e pescados. Os produtos são originários de 17
países, 23 Estados e 1.480 municípios. Também
no ano passado, mais de 25 mil produtores rurais
e fornecedores destinaram suas mercadorias ao
Entreposto. São comercializadas diariamente
cerca de 10 mil toneladas.</p>
<p>Além do aspecto econômico, a Ceagesp se configura
num importante ponto turístico da capital.
Atrai turistas internacionais e domésticos. A diversidade
de cores, cheiros e sabores impressiona
os visitantes. Em 2011, mais de 1 milhão de pessoas
circularam por suas 44 ruas e 45 pavilhões.
Entre os estrangeiros que visitaram o Entreposto,
a maioria era de franceses, seguidos por chilenos,
americanos, chineses, argentinos e japoneses.</p>
<p>Entre os brasileiros, o perfil é bastante variado:
feirantes, funcionários de supermercados e peixarias,
decoradores, paisagistas, empresários,
pesquisadores e estudantes. O consumidor final
realiza compras no varejão (o campeão de visitas)
e na feira de flores. O varejão noturno, das 14 às
22 horas, às quartas-feiras, abriga também uma
grande área de gastronomia, que já se transformou
em uma animada opção de happy hour. É
possível encontrar especialidades da culinária
baiana, japonesa, portuguesa, italiana, entre
outras. Um dos serviços bastante procurados é o
Festival de Sopas, realizado nos meses de inverno.</p>
<p>Uma atração interessante está na feira de flores,
considerada a maior do País. Ali são encontradas
diversas espécies de flores e plantas, além de
acessórios. São atendidos diariamente entre 5
mil e 8 mil pessoas, desde donos de floriculturas,
paisagistas, decoradores, donas de casa etc. O
espaço de mais de 20 mil m² reúne 1.100 produtores
de flores, plantas, grama e mudas e 300
comerciantes de acessórios e artesanatos, que
vendem no atacado, semiatacado e varejo. Vale
a pena conferir!</p>
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		<title>Elas dão as cartas</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 19:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Março 2012 - Nº 249]]></category>

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		<description><![CDATA[Um perfume cítrico toma conta da loja espaçosa, onde se ou&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/elas-dao-as-cartas-540x319.jpg" alt="Elas dão as cartas" title="elas-dao-as-cartas" width="540" height="319" class="aligncenter size-large wp-image-1626" /><p>Um perfume cítrico toma conta da loja espaçosa, onde se ouve
uma agradável e relaxante música ambiente. Vendedores gentis
e prestativos passam as compras nos caixas (todos em funcionamento)
e as entregam às clientes. Antes que o leitor imagine estar
na Suécia ou em qualquer desses países do que se convencionou
chamar “Primeiro Mundo”, convém lembrar que esse é um cenário
idealizado pelo público feminino, durante uma pesquisa. Foram
ouvidas no levantamento encomendado pela Shopper Experience,
cerca de 2 mil mulheres brasileiras.</p>
<p>Com base nas relações de consumo e comportamento, o trabalho
buscou saber o que as mulheres pensam sobre o atendimento ao
cliente prestado por bancos, concessionárias e supermercados – e
como seriam esses estabelecimentos no mundo feminino ou “O mundo de Vênus”, como a pesquisa
foi batizada. segundo stella
Kochen susskind, presidente da
shopper, as empresas em geral
ainda não estão atentas às demandas
desse público. Ela explica
que a missão de sua empresa é
justamente desvendar os vínculos
dos consumidores com as marcas e serviços que
existem no mercado.</p>
<p>No caso das mulheres, elas já respondem por 66%
das decisões de compra, algo equivalente a R$
1,3 trilhão anual. Alimentação, plano de saúde,
vestimenta, educação e, mais recentemente, até
automóveis, são alguns dos segmentos em que a
opinião delas é preponderante. “o público feminino
não tolera ser enganado, tanto que tem
pesquisado muito antes de adquirir um determinado
produto”, informa stella. Elas também
compartilham experiências e colocam na berlinda
as práticas negativas e positivas. Inclusive, há vários
grupos na Internet, com bastante destaque
para as discussões nas redes virtuais.</p>
<br />
<h3>O mundo ideal</h3>
<p>O sonho das consumidoras ouvidas é de um
ambiente confortável, acolhedor e com uma
decoração moderna. As vitrinas têm sempre os
preços bem visíveis, com os produtos à vista,
separados por tamanhos e cores. os atendentes
do varejo as deixam à vontade, mas estão sempre
por perto para tirar eventuais dúvidas sobre
questões técnicas. o vendedor sabe identificar
a real necessidade de consumo; faz o papel de
orientador-consultor, sem empurrar produtos e
serviços desnecessários, não alinhados ao perfil
de consumo dessa mulher.</p>
<p>nas lojas e supermercados do mundo ideal não
há filas. os produtos anunciados em folhetos e
promoções existem de fato na loja; os preços
não precisam ser conferidos, pois batem exatamente com os dos caixas. Além disso, o carrinho
de compras está equipado com uma calculadora
para facilitar o controle dos gastos. nesse mundo
ideal, há um funcionário designado
para passar as compras no caixa.</p>
<p>Em paralelo às compras, a consumidora
desfruta de serviços como manicure,
sala para as crianças brincar, cabeleireiro,
café e degustação de produtos.
A sacola retornável, sempre esquecida
pelas mulheres na hora da compra, é
responsabilidade do varejista. cabe a
ele pensar em uma alternativa ecologicamente
correta e confortável para o
consumidor. Detalhe importante: nos varejos de
roupas, o provador teria o tamanho suficiente
para acomodar duas mulheres – a consumidora
e uma amiga para dar palpite!</p>
<br />
<h3>Ambientes</h3>
<p>Bancos &#8211; stella revela que o ponto crucial para
elas está no atendimento. Todos os clientes são
tratados como pessoas, não números, o que
significa na prática um atendimento premium
para todos. o ambiente não deve ter um ar
condicionado gélido; tem que ter um espaço
para sentar confortavelmente, tomar água e,
eventual mente, ir ao banheiro. “As mulheres
são tão detalhistas que citaram o posicionamento
dos caixas eletrônicos. na percepção delas,
devem ser posicionados de forma que não seja
possível ver a operação de outro cliente. uma
medida para manter mais segurança”, especifica.</p>
<p>Concessionárias – Como elas já compram seus
próprios carros, sem o apoio masculino, gostariam
de contar com o atendimento de uma vendedora,
que transmitisse confiança e as deixasse
mais à vontade. na visão delas, as vendedoras
explicam detalhes técnicos dos automóveis de
forma simples, sem a costumeira arrogância masculina.
Tratada como única, a cliente valorizará
muito mais mimos como brindes e acessórios. no
pós-venda das concessionárias – quando deixam
seus carros para revisão –, as mulheres gostariam
de ter sempre uma sala confortável com revistas
femininas atuais; um café gostoso e, até mesmo,
serviço de manicure ou quick massage.</p>
<br />
<br />
<h3>Mães que teclam</h3>
<p>Stella Kochen susskind, presidente da shopper
Experience, conta que o mundo virtual também
está sendo invadido pelas consumidoras, principalmente,
brasileiras e europeias. Levantamentos
no Brasil atestam que 60% das pessoas cadastradas
nos portais de compras coletivas – internautas
com real potencial de compra e com tíquete médio
entre 30 e 40 reais –, são do sexo feminino.
“Em 2010, as compras coletivas movimentaram R$
10,7 bilhões e a expectativa é ultrapassar a marca
dos R$ 14 bilhões neste ano”.</p>
<p>Membro da mystery shopping Providers Association
Europe, stella teve acesso ao estudo francês
“Les Digital mums”, conduzido pela Webmedia-
Group, que identificou o surgimento do fenômeno
“mães digitais”. o estudo francês conclui
que as mulheres com menos de 45 anos e com
filhos estão ditando novos padrões de consumo
na Internet. Entre as 552 entrevistadas, 57% delas
afirmaram que fazem pelo menos uma compra
por mês pela Internet – 44% gastam mais de
20% do orçamento familiar em compras online.</p>
<p>na opinião da executiva, o consumo via
Internet pelas mulheres deve crescer
mais nos próximos anos, pois muitas
empresas têm modificado os seus sites
para atender a esse público. “É comum
elas terem necessidade de tocar, experimentar,
conferir como fica, por
exemplo, uma roupa no corpo. Diversas
empresas têm adequado os seus
sites, proporcionando essa percepção
as suas consumidoras virtuais. Ações
desse tipo devem contribuir no
aumento do número de mulheres
que compram pela Internet, principalmente
produtos importados,
que não são fáceis de adquirir no
País”, sinaliza.</p>
<br />
<h3>Racionais</h3>
<p>Outro dado apontado pela especialista, é o fato
de que as mulheres não compram por impulso.
“não estou afirmando que são compras cem por
cento racionais, mas que são fruto de pesquisas
nas quais as consumidoras comparam o custobenefício
do produto.” Entre as aquisições via
Internet, destacam-se artigos eletrônicos, livros,
DVDs, itens para casa e produtos indicados pelas
amigas. no entanto, sapatos, bolsas, perfumes e
roupas ainda demandam a compra presencial.
Além disso, é bastante comum a Internet ser
fonte de pesquisa para compras presenciais.
“Há segmentos em que a mulher não adquiriu
o hábito de comprar virtualmente. Ela procura o
que quer, busca informações a respeito e depois
vai à loja física”, aponta stella. no que se refere
a compras coletivas, a opinião de outras consumidoras,
que utilizaram o serviço e
a experiência de amigos
e parentes, é determinante
para efetuar
uma aquisição.</p>
<p>Seja no mercado, seja no banco ou loja, o atendimento
continua sendo uma questão crucial na
fidelização dessas potenciais clientes. A exemplo
do que ocorre nas lojas físicas, o atendimento
online também necessita de melhorias. “De um
lado, temos um novo consumidor que realiza
compras (online e em lojas); de outro, marcas
que levaram para as lojas virtuais os mesmos
desmandos e atendimentos impróprios que têm
nos estabelecimentos físicos”, constata stella.</p>
<p>Essa miopia tem causado sérios transtornos aos
serviços de proteção ao consumidor do País,
repletos de processos e reclamações. Em um
futuro próximo, e com a crescente conscientização
do consumidor brasileiro, essas empresas
não terão mais espaço no mundo real e virtual.
As mulheres, ao que tudo indica, serão agentes
dessa transformação do consumo. conclusão: já
são elas que estão ditando
os novos rumos também
das compras online.</p>
<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/elas-dao-as-cartas-2.jpg" alt="Elas dão as cartas" title="elas-dao-as-cartas-2" width="538" height="372" class="aligncenter size-full wp-image-1627" />
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		<title>Termina tudo em pastel</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 18:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Março 2012 - Nº 249]]></category>

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		<description><![CDATA[O pastel brasileiro ainda não entrou em nossa pauta de expo&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/termina-tudo-em-pastel-540x313.jpg" alt="Termina tudo em pastel" title="termina-tudo-em-pastel" width="540" height="313" class="aligncenter size-large wp-image-1623" /><p>O pastel brasileiro ainda não entrou em nossa pauta de exportações,
mas deveria. Imaginem vocês, o sucesso que faria uma barraca de pastel
em uma praça central da germânica Frankfurt, a concorrer com as
indefectíveis barraquinhas de salsicha. Enquanto isso não ocorre (pior
para eles), o negócio é ir à feira mais próxima e pedir um de queijo,
carne, palmito, camarão, vale até de banana&#8230; Sempre há alguém que
tem a dica do “melhor” recheio. Por ser saboroso, rápido e barato, o
pastel acaba fazendo o papel de prato principal para muita gente. Seja
envolto em guardanapos de papel ou servido em louças sofisticadas, o
pastel conquistou o brasileiro e criou sua história.</p>
<p>Nestes tempos de informações soltas a torto e a direito na Internet,
quando se é possível saber a origem de qualquer coisa, buscar a história
do pastel é como andar em um terreno pantanoso. Nem a Wikipedia
sabe direito! A maioria das informações dá conta de que a iguaria se
originou no outro lado do mundo, mais especificamente na China, mas não exatamente como o conhecemos no Brasil. Teria
sido derivado do tradicional Rolinho Primavera, feito
geralmente com uma espécie de massa folhada. A
diferença é que eles preferem o cozido e nós o frito.</p>
<p>Teriam sido também os imigrantes chineses os
primeiros a introduzir o pastel no País, porém, foi
necessário adaptar o preparo aos ingredientes disponíveis.
Dizem também que, durante a Segunda
Guerra Mundial, foram abertas no Brasil diversas
pastelarias, que de chinesas não tinham nada. Os
autores eram imigrantes japoneses, que se faziam
passar por chineses, para fugir da discriminação devido
à aliança de seu país com a Alemanha e a Itália.</p>
<p>Notem bem que estamos falando de pastel, qualificado
pelos dicionaristas, de acordo com a sua
preparação. O termo vale para o alimento, que leva
uma massa cujo ingrediente principal é a farinha de
trigo. Após receber recheio salgado ou doce, ganha
a forma de um retângulo ou envelope, após é frito
ou levado ao forno para assar.</p>
<p>É bem diferente do homônimo de Portugal, onde
pastelaria significa doceira. As iguarias lusitanas
também foram inspiradas nos delicados rolinhos
chineses, no entanto, os jesuítas adaptaram a receita
e a transformaram em doce, feito com massa
de ovos e recheio de amêndoas. Em formato de
meia -lua, ideia das monjas daquele país, a iguaria
corre o mundo com o nome de pastel de Belém.</p>
<br />
<h3>Hora do Almoço</h3>
<p>Muitas pessoas vão à feira fazer compras, mas
grande parte vai mesmo para comprar pasteis
e saciar a fome. É só observar o movimento em
torno das barracas na hora do almoço. O produto
passou a ser comercializado nas ruas de São Paulo
por volta dos anos 1960. São encontrados em dois
tamanhos, o simples e o especial (com o dobro do
tamanho) e uma miscelânea de recheios, entre os quais carne, mussarela, apresuntado, ovo, tomate,
cebola e azeitona.</p>
<p>Já os sabores das versões simples são clássicos: palmito,
carne, queijo, pizza, bauru, frango e frango
com catupiry. Há outras combinações que caíram
no gosto do freguês, como camarão com catupiry,
carne-seca, bacalhau, escarola, entre outras. Isso,
sem falar das versões doces, por exemplo, banana
e canela. A bebida oficial para acompanhar o pastel
de feira é a garapa (há sempre uma barraca do lado
da de pastel), embora muitos nutricionistas não
recomendem a combinação.</p>
<p>Apesar da simplicidade dos ingredientes, abrir a
massa e esticá-la demanda tempo e energia, tanto
que muitas pessoas optam por comprá-la pronta
nas barracas de pastel. Há quem diga que para
obter pasteis secos e crocantes é preciso adicionar
um pouquinho de cachaça no preparo da massa.
Outros garantem que o segredo está na fritura, que
deve ser entre um minuto e um minuto e meio. E
aconselham substituir o óleo pela gordura vegetal.</p>
<p>Ao contrário de outras massas, que podem ser congeladas,
a de pastel quando levada ao congelador
torna-se quebradiça. Para garantir a qualidade final,
o mais adequado é rechear os pasteis na hora de
fritá-los ou leva-los para assar. Uma vez recheados
não devem ser refrigerados, pois o recheio umedece
a massa e compromete o resultado final.</p>
<br />
<h3>Ícone</h3>
<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/termina-tudo-em-pastel-2-206x250.jpg" alt="Termina tudo em pastel" title="termina-tudo-em-pastel-2" width="206" height="250" class="alignleft size-medium wp-image-1624" /><p>Por ocasião dos 458 anos de São Paulo, o site do
suplemento “Comida”, que circula semanalmente
no jornal Folha de S. Paulo, promoveu uma votação
para eleger o mais paulistano dos pratos. Quase
metade dos 12.561 participantes da votação elegeram
o pastel de feira como ícone da gastronomia
paulistana. A iguaria desbancou o virado à paulista,
o filé do Moraes e o cuscuz paulista.</p>
<p>A verdade é que comer pastel na feira é uma
coqueluche, tanto que a Prefeitura de São Paulo
lançou há três anos um concurso para eleger o
melhor pastel de feira. Na última edição, realizada
em agosto do ano passado, a vencedora foi a
barraca de Pastel da Maria, que já tinha levado
o prêmio em 2009.</p>
<p>O concurso, dividido em três etapas, avaliou não
só o sabor dos pasteis de cada barraca — o número
de participantes chegou a mais de 140 —,
como também o atendimento e a higiene das
instalações e dos funcionários. Na final, apenas a
versão de carne foi saboreada.</p>
<br />
<p>SAIBA MAIS:
Pastel da Maria (feiras livres – 7h30 às 12h30)
Praça Charles Muller – Pacaembu (3ª feira)
Rua Capitão Manoel Novaes – Jd. São Bento (4ª feira)
Praça Charles Miller – Pacaembu (5ª feira)
Alameda Sub. Ten. Francisco Hierro – Parque Novo
Mundo (sábado)</p>
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		<item>
		<title>A casa em ordem</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 15:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Março 2012 - Nº 249]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes da emancipação feminina, arrumar a casa, preparar&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/a-casa-em-ordem.jpg" alt="A casa em ordem" title="a-casa-em-ordem" width="234" height="230" class="alignleft size-full wp-image-1621" /><p>Antes da emancipação feminina, arrumar a casa, preparar um 
bolo, lavar roupas eram atividades que faziam parte da formação da maioria das mulheres. Quando partiram para o mercado 
de trabalho, delegaram tais tarefas às chamadas “secretárias do 
lar”, que hoje em dia também estão se emancipando e assumindo 
outras funções. Sem referenciais no plano doméstico, sobre como 
tirar manchas, passar roupas e preparar jantares mais elaborados, 
as mulheres de hoje têm encontrado apoio até em livros, do tipo 
Como arrumar a casa, de Beth Lima, publicado pela  editora record. 
Lá estão dicas de como comprar uma casa, por exemplo, até conselhos para garantir um lar seguro. </p>
<p>Para facilitar a vida da leitora, Beth trata cada cômodo separadamente, completando com dicas preciosas como a encontrada no item 
despensa: “não trate a sua despensa como quarto de despejo. Tirar o 
entulho da casa é uma experiência catártica”, ou “ estilo é quem faz 
você diferente”. Segundo ela, é preciso saber para mandar – existem 
pessoas que não sabem fazer nada e são extremamente exigentes. 
Há mulheres, que mesmo tendo à disposição um batalhão de serviçais, têm prazer em se envolver com a casa. “Caroline de  mônaco, 
por exemplo, cozinha sempre para a família; uma vez, fazendo um 
churrasco para um grupo de amigos, entre eles o estilista Karl Lagerfeld, percebeu que toda carne tinha sido comida pelo cachorro. 
ela salvou o almoço fazendo um talharim”, escreve.</p>
<p>Outro campo fértil para buscar informações 
sobre a seara doméstica é a Internet. O Blog da 
Casa, de autoria da jornalista  Chris  Campos, criadora do site casa da chris e autora dos livros Casa 
da Chris ,  editora record e  Almanaque das Festas 
Instantânea  ( memória Visual), é outra referência 
importante para quem pretende transformar a 
casa em um “lar”.  nele, a autora ensina truques 
que aprendeu na prática.  no  Casa da Chris, com 
um texto bem-humorado, ela revela truques para 
deixar a casa com cara de cenário de filme, lista 
os utensílios necessários para solteiros e elenca 
coisas perigosas que nunca uma mulher deve 
fazer sozinha em casa.</p>
<br />
<h3>Sem estresse</h3>
<p>Ter em mente tais conhecimentos garante à mulher, no mínimo, uma vida menos estressante, 
conforme a arquiteta e personal organizer Juliana 
Faria. “o dia ainda tem 24 horas, como há 20 anos, 
mas a velocidade com que as informações chegam 
até nós, junto com o aumento das atividades durante o dia, fez com que a pessoa ficasse sobrecarregada de tarefas.  com isso, houve um aumento 
do estresse, principalmente porque muito deste 
tempo é desperdiçado na organização e procura 
de objetos, roupas, documentos etc.”</p>
<p>Além da consultoria, Juliana está à frente da Yru 
Organizer – Organização de Ambientes, empresa 
que oferece cursos para quem está interessado em 
organizar sua própria casa ou a dos outros, ou seja, 
entrar em um novo e promissor mercado de trabalho. Homens ainda não despertaram o interesse para 
desenvolver essas habilidades, mais cobiçadas por 
mulheres na faixa dos 30 aos 55 anos. ela atribui isso 
ao fato de nossa cultura ainda considerar tais tarefas 
uma atribuição feminina, ainda que o homem esteja 
mais participativo nos dias que correm.</p>
<p>A Yru organizer oferece curso completo de organização residencial composto por quatro módulos. 
os mais procurados são os de organização de 
closets, banheiros e quartos de criança e o prático 
de closets e molde para dobrar roupas. esses são 
os módulos em que são trabalhados os armários 
de roupas, eleitos os campões da desorganização 
pessoal. “em cada módulo, a aluna aprende técnicas que podem ser empregadas para organizar 
os ambientes e, principalmente, como manter a 
organização. aprende também a analisar   produtos organizadores, medidas internas adequadas 
e a traçar ideias de organização e execução de 
produtos organizadores.”</p>
<p>Para aqueles que, além de organizar as suas casas, veem na atividade uma prestação de serviços, 
Juliana cita como fatores positivos a possibilidade 
de trabalhar como autônomo, ter flexibilidade 
nos horários e precisar de baixo investimento. 
“contratar um personal organizer  significa ter 
mais lucro ou controlar melhor seus gastos”, 
afirma. Uma vez que tenha o domínio sob sua 
própria vida ou empresa, o cliente terá mais tempo para focar na sua produtividade ou mais 
tempo para realizar outras atividades; como ficar 
com a família ou ainda cuidar de si, segundo ela.</p>
<p>Outros fatores que colocam a atividade em ascensão são a falta de tempo, de conhecimento, 
prazer para organizar o próprio espaço, percepção de que a qualidade de vida aumenta quando 
se tem à disposição um ambiente organizado; 
além da escassez e custo elevado do trabalhador doméstico. “Quem contrata um  personal 
organizer, está ciente disso e também tem conhecimento de que precisa de ajuda para voltar 
a ter o controle de sua casa”, acrescenta Juliana.</p>
<p>No entanto, vale frisar que esse profissional não 
preenche o espaço do trabalhador doméstico. “o  
trabalhador doméstico não tem ferramentas para 
organizar e sim para manter a organização; ele 
tem habilidade para arrumar e não para organizar.  organizar vai muito além de guardar as coisas 
que estão espalhadas pela casa e colocá-las dentro 
dos armários”, ensina a empresária.  organizar é 
estabelecer critérios e usar uma metodologia para 
colocar os itens dentro dos armários, analisando o 
espaço e o modo de vida de cada morador.</p>
<br />
<h3>Preconceito</h3>
<p>Para realizar a tarefa, é preciso ter conhecimento para analisar e formar grupos e subgrupos 
dos pertences; ter visão espacial para alocar os 
grupos, técnicas para identificar o conteúdo de 
cada grupo e subgrupo, determinar quais produtos organizadores devem ser adquiridos para 
cada projeto de organização e, principalmente, 
capacidade para criar produtos organizadores 
específicos. “outra função muito importante e 
não tão lembrada do personal organize, é que 
ele pode redimensionar os espaços dos armários 
já existentes, obtendo uma maior eficácia na 
manutenção da organização”, destaca Juliana.</p>
<p>Tudo isso é coisa que mulher desempenha melhor. 
pode ser, segundo a  personal organizer, que tem 
também entre suas alunas donas de casa. ela explica que nos dias atuais ainda existe preconceito em 
relação a quem decide abrir mão da vida profissional e se dedicar ao lar.  o preconceito não só existe 
como é maior do que no passado. “Há também 
preconceito na profissão do personal organizer . 
Somos erroneamente chamados de faxineiras de 
luxo”, afirma.  a conclusão é de que, como todo 
preconceito, este também está ligado à cultura, 
status social, saldos bancários e até mesmo à falta 
de conhecimento do sistema de trabalho.</p>
<p>Embora muitas mães acreditem que não seja necessário “educar” suas filhas para serem donas de 
casa, a falta de conhecimento pode ocasionar outros prejuízos.  para Juliana, esse tipo de educação 
independe de sexo, pois não se trata de trabalho 
doméstico, como limpar, lavar ou cozinhar. “Futuramente, as pessoas que estiverem concorrendo a 
uma vaga de emprego também serão analisadas 
por seu grau de organização”, finaliza.</p>
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		<title>Tratos às bolas</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 14:19:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Março 2012 - Nº 249]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode parecer mais um modismo, em um primeiro momento, desse&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/tratos-as-bolas-540x366.jpg" alt="Tratos às bolas" title="tratos-as-bolas" width="540" height="366" class="aligncenter size-large wp-image-1619" /><p>Pode parecer mais um modismo, em um primeiro momento, desses 
que chegam às vezes discretamente, outras com estardalhaço na 
mídia, são consumidos à exaustão e acabam na vala comum. não 
é. o ketlebell (KTB), treinamento baseado no manuseio de bolas 
de ferro fundido com alças, é conhecido há mais de 300 anos lá 
fora. Há relatos de que já no século 16, bolas de ferro maciças eram 
usadas em feiras e mercados ao ar livre em atividades e jogos em 
que se exigia agilidade e força. </p>
<p>As alças foram empregadas pela primeira vez ainda na  rússia czarista, também em treinamentos para adquirir força e resistência. 
os resultados mostraram-se tão eficazes que o kettlebell ou gyria 
tornou-se a peça principal para todo guerreiro russo. Segundo Pavel 
Tsatsouline, responsável pela introdução do kettlebell training nos 
estados Unidos, na  rússia czarista os termos strongman e girevik 
ou kettlebell man  eram sinônimos.</p>
<p>Apesar do sucesso entre os russos há muitas 
décadas, só em 1999, Tsatsouline apresentou o 
ketlebell aos norte-americanos.  atrasado como 
sempre, o Brasil só veio a conhecer os benefícios 
da atividade em 2007.  atualmente, o KTB tem 
se tornado uma opção para quem deseja ganhar 
músculos, flexibilidade, força, equilíbrio corporal 
e melhorar o condicionamento físico. </p>
<p>Em muitos casos, o treinamento é associado às 
séries de musculação e, em algumas situações, até 
as vem substituindo. Para o instrutor certificado 
Thiago Passos, considerado autoridade no assun -to no Brasil, o uso do  kettlebell training (KTB) se 
encaixa em uma modalidade que ainda tem como 
meta o desenvolvimento da força. Porém, mais do 
que isso, visa corrigir os padrões fundamentais do 
movimento, para que o número de lesões diminua.</p>
<p>Livre das lesões e das dores, a pessoa pode 
treinar mais forte, durante mais tempo, e obter 
maiores resultados. “Também utilizamos esse 
treinamento como forma de identificar esses padrões inadequados, assimetrias e desequilíbrios 
musculares, principalmente pelo treino ser, quase 
sempre, unilateral”, acrescenta Passos.</p>

<br />
<h3>Intensidade</h3>
<p>além das vantagens citadas, o instrutor explica 
que há outros benefícios, a começar pelo estímulo do sistema neuromuscular que nenhuma 
outra ferramenta consegue.  o resultado disso 
é aparente, e se reflete no aumento do tônus 
muscular, na melhoria da capacidade de trabalho 
do músculo (peso x repetições), na estabilidade 
articular e consequentemente na postura. </p>
<p>Com a rotina de exercícios, o praticante tende 
a ganhar velocidade e dispor de uma maior 
resistência às lesões. Tudo isso associado à alta 
perda de peso pelo intenso gasto calórico (até 
1.200 calorias por hora). “ o fator lúdico faz com que as pessoas se apaixonem pela modalidade 
rapidamente”, destaca Passos.</p>
<p>Já a intensidade dos treinos varia de acordo com 
as metas e objetivos do praticante, mas como 
todo trabalho muscular, é sugerido um intervalo 
de até 48 horas entre um exercício e outro.  no 
entanto, há treinos que duram desde 15 minutos até uma hora, e podem ser feitos de duas a 
quatro vezes por semana, conforme o instrutor.</p>
<p>a exemplo de qualquer atividade física, os interessados precisam passar por avaliação médica. 
o KTB pode ser realizado por qualquer pessoa, 
desde que ela não apresente lesões. Porém, sempre deve ter o acompanhamento de um instrutor 
certificado em  kettlebell training.</p>

<br />
<h3>Diferenças</h3>
<p>o peso das bolas de ferro fundido com uma alça 
varia entre oito e 24 quilos.  diferentemente dos 
halteres, cujo centro de gravidade é a mão, o kettlebell tem seu centro de gravidade na própria 
bola. “a ferramenta tem seu centro de gravidade 
fora do centro das mãos, fazendo com que todas 
as forças aplicadas nos músculos sejam diferentes 
do uso de  halteres ou máquinas”, ensina Passos. </p>
<p>os nomes dos movimentos básicos do treinamento 
são  swing ,  clean, agachamento frontal, turkish  
get-up ,  sntch e military press. “São três balísticos, 
dois de força e um integrativo (turkish get-up)”, 
acrescenta o instrutor.  em todos, o kettlebell permanece fixo nas mãos. o aluno controla os movimentos 
pendulares (com balanço) para fazer em conjunto 
com outros exercícios, como o agachamento.</p>
<p>em relação à musculação, o KTB tem como vantagem a melhoria na capacidade do praticante 
de se mover adequadamente.  a lém disso, ao 
aplicar a sobrecarga do kettlebell ao movimento, 
os resultados de aumento de força, velocidade e potência também melhoram. São utilizados 
movimentos balísticos, que exploram a ação 
do quadril para gerar uma força rápida, o que 
praticamente inexiste na musculação.</p>
<p>o uso do KTB tem sido considerado um treinamento funcional. Preocupado, Passos afirma que 
dessa forma, o termo está sendo empregado de 
maneira desenfreada pela mídia e o seu uso já 
está sendo questionado como mais um modismo. 
ele diz que prefere utilizar somente a palavra 
“treinamento”.</p>

<br />
<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/tratos-as-bolas-2-540x363.jpg" alt="Tratos às bolas" title="tratos-as-bolas-2" width="540" height="363" class="aligncenter size-large wp-image-1618" />
<br />
<h3>Complexidade</h3>
<p>o termo “funcional” vem sendo usado por diversas razões. Por exemplo: ao explorar os padrões 
fundamentais do movimento humano, o treinamento de kettlebell se enquadra nos exercícios 
funcionais (fundamental = funcional). “Podemos 
justificar também ao readquirir a função adequada de cada articulação, quando se questiona as 
necessidades específicas de mobilidade e estabilidade de cada uma delas (função articular = 
funcional)”, afirma o instrutor.</p>
<p>na opinião de Passos, o KTB não pode ser tachado 
de modismo pelo fato de ser praticado há séculos. Por ser uma técnica complexa e que exige 
dedicação, contribui para que o treinamento seja 
visto como uma modalidade esportiva. ela vem 
conquistando muitos adeptos que não gostam 
de academia, porém, adoram o condicionamento 
atlético que modalidades esportivas proporcionam.</p>
<p>Segundo o instrutor, as adaptações neurais já aparecem no primeiro mês. de acordo com as metas do 
praticante e a frequência dos treinos, os resultados 
estéticos podem ser conferidos a partir do segundo 
e terceiro mês. “a principal característica do treinamento com kettlebell é a utilização de movimentos 
compostos, ou seja, o uso do maior número de 
grupos musculares ao mesmo tempo”, emenda.</p>
<p>Com exercícios compostos, a queima calórica 
é maior em uma mesma sessão de treino. ao 
mesmo tempo, a utilização de várias articulações em conjunto faz com que os desequilíbrios 
musculares diminuam, enquanto se melhora a 
integração funcional entre os músculos na geração de movimento. </p>
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		<title>Fora de hora</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 11:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Março 2012 - Nº 249]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo tem sua hora, até as doenças para se manifestarem em 
n&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/fora-de-hora.jpg" alt="Fora de hora" title="fora-de-hora" width="539" height="214" class="aligncenter size-full wp-image-1614" />
<p>Tudo tem sua hora, até as doenças para se manifestarem em 
nosso corpo. O ramo da medicina que estuda o horário em que 
elas chegam é denominado de cronobiologia, e começou a se 
desenvolver em meio aos estudos relativos ao sono realizados 
há pouco mais de meio século. José Manoel Jansen, professor 
titular de Pneumologia da Universidade Estadual do Rio de 
Janeiro (UERJ) e membro titular da Academia Nacional de 
Medicina, explica que a cronobiologia não envolve apenas 
os ciclos diários relacionados ao dia e à noite, mas inclusive, a 
fenômenos como a menstruação. </p>
<p>De acordo com o pneumonologista, organizador do livro  Medicina da Noite, publicado pela Editora da Fundação Oswaldo 
Cruz (Fiocruz), o relógio biológico tem sido um aliado importante na manifestação e diagnóstico de doenças. “As funções 
do corpo variam de acordo com o horário do dia. Isso é marcado 
pelo relógio biológico. Dessa maneira, antes de se pensar em 
doenças, se pensa nas funções orgânicas. Por exemplo, se formos medir a glicose de uma pessoa sabemos que ela é maior 
em uma determinada hora e menor em outra.”</p>
<p>Segundo o médico, o ritmo circadiano corresponde ao período 
de aproximadamente um dia (24 horas) sobre o qual se baseia 
todo o ciclo biológico do corpo humano e de qualquer outro 
ser vivo, influenciado pela luz solar. Os ritmos circadianos também estão relacionados às marés, ao ciclo lunar e à dinâmica climática da Terra por meio das correntes eólicas 
e marítimas. Curiosamente, o relógio biológico 
humano marca 25 horas e não 24 horas, tempo 
de duração de um dia. Ao acordar, ele é rearrumado em uma hora. </p>
<p>“Caso a pessoa não tenha a luz do dia, que é um 
importante marcador, ela vai a cada dia ganhando 
mais uma hora. Ao final de 12 horas, ela estará 
no ritmo oposto”, explica Jansen. No entanto, 
o acometimento de uma doença pode se dar a 
qualquer momento. Além de regular o funcionamento normal do organismo, o relógio biológico 
também estabelece os horários de maior e menor 
incidência de determinadas enfermidades. </p>

<br />
<h3>Hora do infarto</h3>
<p>Mas há outros exemplos, conforme o pneumologista. Todo médico que atua em plantões de 
madrugada sabe que será acordado em torno 
das quatro da manhã para atender pacientes 
com crise asmática, por exemplo. Mortes cirúrgicas e partos tendem a ser frequentes entre 
meia-noite e três da manhã.”Quadros de gota, 
gastrite, úlcera e piora do diabetes costumam 
agravar-se durante a madrugada. Já enfermidades cardíacas como crise de pressão alta, infarto 
do miocárdio, derrame cerebral, 
morte súbita tendem a ocorrer 
entre 7 e  8 horas. </p>
<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/fora-de-hora-2.jpg" alt="Fora de hora" title="fora-de-hora-2" width="172" height="195" class="alignleft size-full wp-image-1615" /><p>“Esse é o horário em que 
a maioria das pessoas 
acorda. Até então, a 
pessoa estava com -pletamente relaxada. 
Ao despertar, come-çam a ser produzidos 
os hormônios que 
vão acelerar o corpo, 
como a adrenalina, que aumenta a frequência do coração e faz 
a pressão subir. É importante conhecer esses 
mecanismos do organismo não só para diagnosticar, mas também para tratar essas doenças”, 
explica Jansen.</p>
<p>Da mesma forma, o organismo também reage 
aos remédios de maneira variada, de acordo com 
a hora do dia. Em geral, os médicos especificam 
os horários mais indicados para a ingestão de 
cada medicamento, levando em conta o período mais propício de manifestação dos sintomas 
de uma doença. A subespecialidade dentro da 
farmacologia, que estuda os efeitos dos medicamentos em função do tempo, é chamada 
cronofarmacologia.</p>
<p>No caso da asma, como as crises costumam 
ocorrer às quatro horas da manhã, a medicação 
deve ser ministrada à noite ou no final da tarde, 
pois  seu efeito é maior durante a madrugada, 
segundo o pneumologista. “As medicações 
anticolesterol e remédios para artrite e artrose 
também devem ser tomados antes de dormir. 
Os médicos precisam conhecer o horário de pico 
de ação dos medicamentos, isso não só contribui 
na sua eficácia como também pode diminuir os 
efeitos colaterais.”</p>

<br />
<h3>Boa noite, de noite</h3>
<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/05/fora-de-hora-3-196x250.jpg" alt="Fora de hora" title="fora-de-hora-3" width="196" height="250" class="alignleft size-medium wp-image-1616" /><p>Uma noite maldormida é suficiente para desencadear muitos sintomas indesejados. Dormir é 
tão importante quanto se alimentar nos períodos 
em que se está em atividade, ou seja, acordado. 
Só que, durante muito tempo, a maioria das pessoas acreditava que o sono era uma parte passiva 
ou inativa da vida diária. Essa ideia começou a 
mudar a partir dos anos 1950, quando foram desenvolvidos muitos estudos que visavam explorar 
os mecanismos do ato de dormir. Isso permitiu a descoberta do sono REM, a descrição da arquitetura do sono, a descoberta da apneia obstrutiva 
do sono e outros distúrbios relacionados a ele. O 
sono não tem apenas função restauradora, por 
exemplo, ele atua também na consolidação da 
memória. Não é à toa que o ser humano passa 
cerca de um terço de sua vida dormindo.</p>
<p>Não é um privilégio dos humanos disporem de estruturas que marcam com precisão o dia e a noite, 
bem como todas as funções do organismo. Todos 
os seres vivos, desde os unicelulares, apresentam 
esse “mecanismo” conhecido como relógio biológico. No homem, esse relógio é uma estrutura 
nervosa pequena, localizada no cérebro, mais 
precisamente no hipotálamo, acima das glândulas 
pituitárias. Ali são marcados todos os ritmos.</p>
<p>No hipotálamo há uma espécie de “relógio 
biológico principal”, nomeado de núcleo supraquiasmático, conforme o pneumologista José 
Manuel Jansen. “As células dos organismos também possuem pequenos relógios biológicos que são guiados por esse relógio maior presente no 
cérebro, que controla todo o sistema nervoso e 
imunológico dos seres humanos.”</p>
<p>Os principais estudos acerca do assunto começaram com a mosca Drosophila melanogaster. Eles 
identificaram no ser humano quatro genes que, 
devido a mecanismos específicos de produção 
de proteínas, são responsáveis pelo controle das 
marcações temporais dos fenômenos biológicos 
do organismo. </p>

<br />
<h3>Trabalho noturno</h3>
<p>Como já foi destacado, qualquer alteração do 
sono pode acarretar comprometimentos ao organismo. Os problemas costumam ser mais intensos 
em trabalhadores noturnos e em profissionais 
que têm turnos alternados, que atuam em determinados dias da semana durante o dia e em 
outros à noite. </p>
<p>“O trabalhador noturno pode apresentar pressão 
alta, ter insônia, não conseguir dormir de dia, ficar 
irritado. Além disso, pode ter menor atenção no 
período de trabalho e ao dirigir o carro durante o 
dia”, constata Jansen. Mesmo após o período de 
adaptação, a situação não será a mesma para quem 
tem o ritmo de vida marcado pelo relógio biológico. 
Quem tem horários alternados está mais propenso 
a desenvolver úlcera e diarreia, segundo ele.</p>
<p>Ao viajar para outros países que apresentam fusos 
horários diferentes, a ordem temporal interna do 
organismo também é bagunçada. Em geral, o resultado disso são pessoas irritadas e inquietas. “O 
relógio biológico é responsável por manter tudo 
em sincronia com o meio ambiente. No caso do  jet 
lag , a pessoa sai daqui às 16 horas e acelera para 
chegar em Londres mais adiantada. Ela terá sono 
antes da hora. São necessários alguns dias para 
restabelecer a ordem temporal interna.”</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 20:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Temos recebido diversas cartas, aqui na redação, cobran&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temos recebido diversas cartas, aqui na redação, cobrando uma 
reformulação  desta Revista Kalunga , que neste ano completa 20 anos de 
circulação. Em geral, o pessoal elogia as matérias, palpita, sugere, mas 
reclama da lista de preços, que, segundo eles, não lhes serve para nada. 
Concordamos em parte. realmente, o modelo de revista lançado em 
setembro de 1992 era inédito no mercado de varejo: divulgava institucionalmente a Kalunga, trazia um bom conteúdo editorial e de prestação de 
serviços e, com sua lista de preços, tornava-se uma importante ferramenta 
de compras. Por conta disso, ganhamos diversos prêmios de entidades 
do setor e, por diversas vezes, estivemos em faculdades para apresentar 
aos alunos esse interessante caso de marketing. o avanço da internet 
mudou esse quadro; os leitores ganharam outras fontes de pesquisa e 
entendemos que a revista, no formato atual, já não preenche os objetivos 
da época de seu lançamento. Enquanto preparamos um novo modelo 
para breve, seguimos com esta edição de março, com matérias sobre o 
papel das mulheres no mercado de consumo (não seria redundância?), 
a hora em que as doenças se manifestam, o nosso bom e velho pastel, a 
Ceagesp e o mais novo produto à venda na Kalunga: garantia estendida.<br />
Boa leitura a todos!</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Muito prazer, Mancha!</title>
		<link>http://www.revistakalunga.com.br/248/muito-prazer-mancha/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 17:01:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fevereiro 2012 - Nº 248]]></category>
		<category><![CDATA[ponto final]]></category>

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		<description><![CDATA[Nasci Luís, de batismo, registro, RG e tudo mais, mas
nem eu&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/03/muito-prazer-mancha-250x250.jpg" alt="Muito prazer, Mancha!" title="muito-prazer-mancha" width="250" height="250" class="alignleft size-medium wp-image-1608" /><p>Nasci Luís, de batismo, registro, RG e tudo mais, mas
nem eu mesmo atendo mais por esse nome. Só por
Mancha! É que, desde que me conheço por gente,
carrego bem no alto da testa esta mancha de cabelos
brancos, razão do apelido, nome, sei lá. Não é contagioso,
não se assuste! Não é vitiligo, nem qualquer
tipo de síndrome. Do ponto de vista científico (fui pesquisar,
evidentemente), trata-se de um sinal que me
foi transmitido pelo genes paterno, derivado da falta
ou deficiência de uma enzima da pigmentação. Há até
quem ache charmoso (minha mulher, talvez); eu não
acho nada. Na infância, nos bons tempos quando a
molecada ainda brincava na rua, nos jogos, peladas,
eram outros os apelidos: pintado, gambá, guaxinim,
esses bichos que têm como marca registrada um risco
branco no dorso. Mas o alcunha que pegou mesmo
foi o de Mancha; nem me lembro quem me chamou
assim pela primeira vez. Imaginem eu no primeiro
emprego, de office-boy, em uma grande empresa de
São Paulo. Apresentei-me ao responsável pela seção;
ele nem olhou o papel que trouxe do erreagá. “Pessoal,
este aqui é o Mancha!”, gritou para não deixar
nenhuma dúvida, e já me passou a primeira tarefa
do dia. Mancha daqui, Mancha dali, não demorou
nada para eu me acostumar. Havia um outro mancha
lá, só que diferente. Era um negro que, por conta de
um problema de pele, ganhara uma grande mancha
escura no braço. Era chamado também de Mancha,
mas o legítimo sempre fui eu! A caixa do banco mal
me via entrar e já ia gritando para o gerente de Contas
Correntes “tem algum título aí pro Mancha?”.</p>
<p>Fui chamado para o serviço militar – parece que era
mais comum no meu tempo o pessoal ser convocado.
Nem precisa dizer que o Mancha estava sempre na
mira. Quem vai ficar de sentinela este final de semana?
O soldado Mancha, claro! “Pessoal, façam uma
fila deste lado e outra ali, atrás do Mancha”, gritava
o sargento, antes dos treinamentos. Da mesma forma que careca ou gordo, com o passar do tempo, a gente
acaba virando uma espécie de ponto de referência:</p>
<p>- Conhece aquela menina?</p>
<p>- Qual delas?</p>
<p>- Aquela, ao lado do Mancha.</p>
<p>A menina ao lado do Mancha é hoje minha mulher,
Katia, mas antes dela, houve outras namoradas, claro,
sempre de alto risco. Esse quase estigma me obrigava
a andar sempre na linha; longe de qualquer deslize.
Já pensou tentar se esconder no shopping ou no
cinema? Ih, nem te conto, vi o Mancha ontem no
maior papo com fulana. Tem certeza de que era ele?
Quem mais poderia ser, com aquele baita carimbo
na cabeça!? Ao contrário do pessoal de fora, os lá
em casa, onde essa mancha é comum (todos meus
irmãos têm), sempre me chamaram de Luís, Luizinho,
até que chegou a Katia. Ignorou meu nome de cara
e, de tanto ela me chamar de Mancha, até minha
família aderiu. Virei Mancha também para eles. No
campo profissional, não é diferente. Trabalho há
muitos anos como representante de vendas na área
de materiais escolares e produtos para escritório, mas
pouca gente do setor sabe meu verdadeiro nome. É
só Mancha. Quem atende vocês aqui na papelaria?
O Mancha, simples assim. Hoje tem happy hour, não
esqueçam de chamar o Mancha! Dizem que pessoas
com marcas tão evidentes são aquelas escolhidas por
Deus na Terra. Verdade ou não, acho que ganhei dois
“carimbos” Dele: esse no cabelo e um outro ao longo
do corpo. Incorporei tanto o Mancha que estou até
pensando em registrar o apelido. Não existe o Luís
Inácio Lula da Silva? Por que eu não posso ser o Luís
Mancha e mais o meu sobrenome?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Adesiva, sim: adesista, não!</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 16:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fevereiro 2012 - Nº 248]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas impagáveis tirinhas “As cobras”, do craque Luís&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/03/durex-250x203.jpg" alt="Adesiva, sim: adesista, não!" title="durex" width="250" height="203" class="alignleft size-medium wp-image-1606" /><p>Nas impagáveis tirinhas “As cobras”, do craque Luís Fernando Veríssimo, o
termo “durex” é usado para tachar os políticos adesistas, uma praga muito
comum em todos os parlamentos e governos. No mundo dos negócios, Durex
é o nome popular da mais tradicional fita adesiva produzida no Brasil
há exatamente 65 anos. Na verdade, quando se instalou no País, em 1946,
a 3M adotou o nome de Durex, Lixas e Fitas Adesivas Ltda., em referência
ao principal produto da empresa. Era tão conhecida que seus funcionários
costumavam referir-se à companhia pelo apelido de “Durequinha”.</p>
<p>O inventor da Durex foi o cientista norte-americano Richard G. Drew, que
no final dos anos 1920 trabalhava na Minnesota Mining and Manufacturing
Company, então o nome oficial da 3M. Foi dele a ideia de juntar o adesivo já
desenvolvido pela companhia ao celofane, que resultou em um produto de
grande utilidade para os funcionários do setor de reparação automotiva. O
sucesso foi tanto que Durex, como o produto foi batizado, virou uma figura
de linguagem (metonímia), pelo menos no Brasil, para denominar todo tipo
de fita cola, fita adesiva e outras fitas vendidas no mercado.</p>
<p>A fita adesiva, a primeira vendida no País, chegava para substituir os barbantes,
até então a única solução para embalar os pacotes. “Como esse nome
ficou na mente do consumidor, muitas vezes ele mistura a nomenclatura
com o que é o produto. Assim, nossa missão com o usuário é reforçar a
identidade da marca Durex”, conta Márcia Teixeira, gerente da divisão
de papelaria e escritório da 3M do Brasil. O comentário é ratificado pela
pesquisa Brand Health 2011, do Instituto Synovate, segundo a qual, Durex
é atualmente a marca mais lembrada por 93% dos brasileiros, quando o
assunto é fita adesiva.</p>
<p>Em outra pesquisa realizada no Brasil pela 3M, a
marca de fitas produzidas nas unidades de Manaus
(AM) e de Sumaré e Itapetininga (SP) é reconhecida
como popular e presente na vida dos brasileiros
desde muito cedo, seja em casa, na escola ou no
trabalho. Para os varejistas, a marca Durex trata-se
de uma referência de mercado, aliada a uma boa
relação custo-benefício para o cliente. “A principal
vantagem ao comercializar o novo Durex é ter um
produto de alto giro, que traz bons negócios e deixa
o canal competitivo”, assegura a gerente.</p>
<br />
<h3>Transparência</h3>
<p>Para festejar os 65 anos da Durex no País, a 3M
foi ao encontro das tendências do mercado e
exigências dos consumidores e desenvolveu novas
opções para incrementar a marca. Depois de ouvir
o consumidor, descobriu que, em vez da tradicional
cor caramelada, como sempre foi conhecida,
ele prefere uma fita mais clean, limpa e transparente.
Segundo Márcia, a solução encontrada
pela companhia foi desenvolver uma fita Durex
transparente, com nova formulação, mas sem
prejuízo da qualidade reconhecida do produto.</p>
<p>O aniversário da Durex também está sendo marcado
por diversos investimentos da 3M. Entre as
principais medidas, estão a diversificação da linha
e promoção de ações de comunicação para reforçar
e otimizar os resultados dessa marca. O Durex na
cor transparente, novas fitas de empacotamento,
renovação das embalagens e ações de marketing
no ponto de venda estão entre as medidas programadas
pela companhia. A estreia do novo site
(www.durex3M.com.br) e comunicação em mídias
especializadas também fazem parte do pacote.</p>
<p>Segundo Márcia, com esses investimentos, a 3M
proporciona aos clientes um portfólio mais adequado,
com uma marca forte e posicionamento de preço competitivo. O que deve gerar mais
negócios para a companhia. O objetivo é dobrar
a presença da Durex em volume nesse mercado
nos próximos cinco anos. Toda a linha Durex e
demais fitas adesivas produzidas pela 3M estão
à venda na Kalunga. Mais informações no site
<a href="http:// www.durex3M.com.br" target="_blank" class="broken_link">www.durex3M.com.br</a></p>
<br />
<h3>BREVE HISTÓRIA</h3>
<p>Fundada em Two Harbors (Minnesota, EUA), em 1902,
para a exploração de minérios, a Minnesota Mining
Manufacturing (nome usado até 2002, quando ficou
apenas 3M), além da linha Durex, produz em todo o
mundo milhares de produtos para diversos mercados.
Com um faturamento de US$ 30 bilhões em vendas
globais, em 2011, a corporação emprega 84 mil
funcionários em todo o mundo, com operações em
65 países. No Brasil, são 4 mil colaboradores em seis
unidades (São Paulo e Amazonas) e um faturamento
bruto de R$ 2,7 bilhões no ano passado. Outras informações
no site <a href="http://www.3m.com.br" target="_blank">www.3m.com.br</a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Bem além do papel</title>
		<link>http://www.revistakalunga.com.br/248/bem-alem-do-papel/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 20:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fevereiro 2012 - Nº 248]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[À semelhança do origami, arte milenar que permite confec&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/03/kirigami.jpg" alt="Bem além do papel" title="kirigami" width="540" height="209" class="aligncenter size-full wp-image-1602" />

<br />
<p>À semelhança do origami, arte milenar que permite confeccionar
diversas figuras por meio de dobras (ori) de papéis, o kirigami também
é uma arte em papel, produzida através de cortes. Kiru significa
cortar e kami papel. A fusão das dobras do origami e dos cortes do
kirigami originou uma nova arte, a do origami arquitetônico, que
também recebe a denominação de kirigami tridimensional, pois as
figuras parecem “saltar do papel”.</p>
<p>A arte chinesa do kirigami, datada do século 4, foi divulgada no
século 17 através dos samurais e até hoje está presente em diferentes
manifestações culturais. Durante o Festival de Tanabata,
os enfeites usados nos templos xintoístas são de kirigami, ou seja,
aqueles papeizinhos dobrados e pendurados nos bambus.</p>
<p>No Brasil, a arte do kirigami está presente em cartões tridimensionais.
livros infantis, embalagens, materiais promocionais, entre outros
artigos. Paciência e persistência são características fundamentais
para quem quer aprender a técnica, segundo a artista plástica
japonesa Naomi Uezu. “Utilizamos uma metodologia bem fácil.
Primeiro usamos a tesoura para que a pessoa trabalhe a simetria
e geometria. Nos modelos mais elaborados utilizamos o estilete.”</p>
<p>Os papéis mais adequados para o desenvolvimento do kirigami são
os da linha vergê e color plus, por causa das tonalidades. O vergê,
por ter cores mais claras e o color plus, por ser mais colorido. Detalhe:
ambos estão à venda na rede Kalunga. “Fazemos uma composição
com os dois”, comenta Noemi. O segredo da técnica está em recortar
o papel para obter o efeito tridimensional e nas dobras da imagem,
que não se amassam ao fechar a figura.</p>
<br />
<h3>Aprenda como fazer</h3>
<p>Esta arte de “recortar papéis”, com o complemento de pequenas dobras (origami = dobradura de papel),
fez surgir uma nova representação artística. O kirigami tridimensional (origami arquitetônico) pode
receber várias denominações, de acordo com o autor das obras Origami arquitetônico, 3D e Pop-up
(as figuras parecem saltar do papel).</p>
<br />
<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/03/kirigami-modelo-540x703.jpg" alt="Bem além do papel" title="kirigami-modelo" width="540" height="703" class="aligncenter size-large wp-image-1603" />
<br />
<img src="http://www.revistakalunga.com.br/wp-content/uploads/2012/03/kirigami-como-fazer-540x780.jpg" alt="Bem além do papel" title="kirigami-como-fazer" width="540" height="780" class="aligncenter size-large wp-image-1604" />
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