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	<title>Revista O Grito!</title>
	
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	<description>Cultura Pop Sem Contra-Indicação</description>
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		<title>Dia Internacional da Animação divulga programação no Recife</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 14:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Floro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Berros]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Animação]]></category>

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		<description><![CDATA[
No próximo dia 28 de outubro acontece o maior evento simultâneo de animação do mundo, o Dia Internacional da Animação. O evento tem entrada gratuita e conta com mostra de curtas nacionais e internacionais em mais de 400 cidades do Brasil e em 30 países.
Esse é o sexto ano consecultivo da mostra no Brasil  [...]]]></description>
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<p>No próximo dia 28 de outubro acontece o maior evento simultâneo de animação do mundo, o <em>Dia Internacional da Animação</em>. O evento tem entrada gratuita e conta com mostra de curtas nacionais e internacionais em mais de 400 cidades do Brasil e em 30 países.</p>
<p>Esse é o sexto ano consecultivo da mostra no Brasil  e o terceiro no Recife, que este ano volta a se realizar no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ). Além da mostra oficial com curtas de animação nacionais e internacionais, durante a semana do evento vão acontecer também oficinas, debates e mostras paralelas (Infantil e especial para deficientes auditivos e visuais).</p>
<p>Este ano 126 curtas-metragens de animação de vários estados brasileiros foram inscritos e apenas 09 foram selecionados para o programa oficial brasileiro que será exibido em todas as cidades participantes no Brasil e nos países membros da Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA). Entre eles o curta dos pernambucanos Willian Paiva e Leo D. <em>O Jumento Santo e a cidade que se acabou antes de começar</em>.</p>
<p>PROGRAMAÇÃO RECIFE 2009</p>
<p>DIA 21 E 22/10</p>
<p>OFICINA DE STORYBOARD<br />
Resumo:<br />
Técnicas, procedimentos, teoria e prática para elaboração de storyboards para projetos cinematográficos dos mais diversos formatos.<br />
programa<br />
Narrativa visual, elementos gráficos, linguagem cinematográfica, léxico, leitura de roteiro, rotinas de trabalho e finalização.<br />
instrutor<br />
Leo Falcão &#8211; cineasta e professor.<br />
Carga horária<br />
8 horas<br />
Investimento<br />
R$ 80,00<br />
horário<br />
das 14h às 18h</p>
<p>Inscrições pelo telefone: 4009-7768, tratar com Gabriela</p>
<p>DIA 26 E 27/10 &#8211; Oficina de animação em Flash com Ricardo Piologo do MUNDO CANIBAL</p>
<p>Local: Faculdade Marista, dias 26 e 27 de outubro das 14 as 18 h;<br />
Inscrições pelo telefone: 4009-7768, tratar com Gabriela<br />
Investimento: R$ 100,00<br />
30 vagas</p>
<p>DIA 27/10, ÀS 19H</p>
<p>Tema: Políticas Públicas e o Cinema de Animação de Pernambuco<br />
Local: auditório da Faculdade Marista Recife.</p>
<p>O encontro visa promover a discussão e divulgação das ações de incentivo a produção, finalização e distribuição de filmes de animação no Estado de Pernambuco.</p>
<p>Participantes:<br />
Tarciana Portela &#8211; Minc<br />
Carla Francine &#8211; Fundarpe<br />
Ernesto Barros &#8211; Coordenador do audiovisual da Prefeitura da Cidade do Recife<br />
Turla Arquete &#8211; Produtora Quadro a quadro<br />
Fernando Jorge &#8211; diretor do Curta Até o Sol Raiá ganhador do edital Ary Severo<br />
Lula Gonzaga &#8211; coordenador do Ponto de cultura cinema de animação e produtor independente</p>
<p>DIA 28/10 – MOSTRA OFICIAL</p>
<p>Local: Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ)<br />
13:30 Mostra infantil<br />
15h Mostra especial para deficiente auditivos<br />
16:30 Mostra especial para deficientes visuais<br />
19h Mostra oficial do Dia Internacional da Animação 2009</p>
<p><strong><a href="http://www.abca.org.br/dia/index.php?option=com_content&#038;view=category&#038;id=80&#038;Itemid=236">CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA MOSTRA</a></strong></p>
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		<title>Céu</title>
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		<comments>http://www.revistaogrito.com/page/2009/10/ceu/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Floro</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>

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		<description><![CDATA[Na bubuia, cantora é ícone moderno da MPB]]></description>
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Foto: Marcelo Gomes</p>
<p>Em Céu, se encerra toda uma onda de lugares-comuns e obviedades que a indústria musical e também a imprensa usou para falar da nova onde de artistas femininas que apareceram nos últimos anos. Todas discípulas de uma MPB cadavérica, reverenciavam uma estilo de vida anacrônico com nosso tempo, além de buscarem um passado idílico do samba com alto teor de culpa. Céu vai além. Ela é o que os preguiçosos chamarão de moderna, mas é mais. Globalizada. Também. O que Céu representa para a música pop brasileira é tão maior que ela mesma que talvez o melhor mesmo seja curtir o que ela aprontou em <em>Vagarosa</em>, seu segundo disco, que foi lançado mês passado pela Urban Jungle e distribuído pela Universal no País.</p>
<p>Nesta entrevista para a Revista O Grito!, a cantora, que faz turnê pelo país, falou de sua formação musical, família, maternidade e uma certa &#8220;MPB&#8221;.<br />
Por Paulo Floro</p>
<p><strong>NESTE VAGAROSA, VOCE DECIDIU APOSTAR MAIS EM INFLUÊNCIAS JAMAICANAS. QUE IDEIAS VOCÊ TINHA PARA A SONORIDADE DESSE NOVO DISCO?</strong><br />
Uma sonoridade mais orgânica, apoiada na filosofia do menos é mais. Menos percussão, trazer a &#8220;pressão &#8221; do disco pela ausência de instrumentos, pelas pausas e valorização da bateria. Quis também inserir elementos psicodélicos.</p>
<p><strong>OLHANDO PARA ESTE DISCO, CINCO ANOS DEPOIS DO PRIMEIRO, VOCE CONSEGUE PERCEBER O QUE MUDOU EM VOCÊ?</strong><br />
Acho o segundo disco um pouco mais ousado, mas isso não foi premeditado, simplesmente aconteceu dessa maneira. Com o primeiro passei por um intensivão que aprendi muito, encarar plateias que não falam minha língua, plateias de festivais de jazz  tradicionalíssimos, sacar um pouco mais de edição, gravação e toda a burocracia que a profissão exige, enfim&#8230; Pegar dias de estrada no perrengue e ter que estar com a voz linda e maravilhosa. Tudo isso me ensinou demais e com certeza refletiu nas minhas composições. Fora o fato de ter tido uma filha, que foi a grande mudança maravilhosa.</p>
<p><strong>VOLTANDO NO TEMPO, QUAL A LEMBRANÇA MAIS REMOTA QUE VOCE TEM SOBRE QUERER SER CANTORA?</strong><br />
Trancada no quarto na adolescência imitando cantoras como Betty Carter, Ella, Nana e Clara Nunes.</p>
<p><strong>SEU PAI TEVE INFLUÊNCIA NA SUA FORMAÇÃO MUSICAL? O QUE VOCÊ OUVIA EM CASA?</strong><br />
Muita. Meu pai me deu aulas de teoria musical e piano, mas a grande escola foram todas as músicas que ele me apresentou, direta ou indiretamente. Através dele conheci os Afro-Sambas, muita coisa do Baden [Powell]. Ele tocava no violão quando eu ainda era bem pequena. Peças do Garoto, Nazareth, Villa-Lobos. Também me ensinou a escutar e amar Joao Gilberto, nós costumávamos brincar de cantar duetos juntos, como &#8220;Jouxjoux et Balangandans&#8221;.</p>
<p><strong>VOCÊ MOROU EM NOVA YORK UM PERÍODO E ISSO ACABOU SENDO UM MOMENTO IMPORTANTE EM SUA CARREIRA. TINHA NOÇÃO DO QUE ACONTECERIA POR LÁ?</strong><strong><br />
</strong>Eu tinha a sensação que seria muito bom pra mim ir pra lá, não só musicalmente mas também pra me jogar no mundão a fora e aprender na labuta. Fui faxineira, garçonete, guardadora de casaco etc. Foi lá que me apresentei pela primeira vez cantando standards de bossa nova, jazz,etc. É uma cidade muito democrática e isso me ajudou a tomar coragem e cantar em frente a um público.</p>
<p><strong>QUAL ERA SUA IDEIA QUANDO DECIDIU FAZER O PRIMEIRO DISCO? JÁ TINHA IDEIAS MAIS OU MENOS CONCRETAS OU A PARCERIA COM BETO VILLARES E ANTONIO PINTO AJUDARAM A DEFINIR O QUE SE TORNOU O SEU ÁLBUM DE ESTREIA?</strong><br />
Eu tinha algumas composições, como &#8220;10 contados&#8221;, &#8220;Malemolência&#8221;, &#8220;Lenda&#8221;&#8230; Fui dando forma a elas e percebendo que mais algumas eu poderia fazer um disco. Estava escutando dia e noite o Baduizm da Erykah Badu, cantora que até hoje é pra mim uma das maiores referências. Não sabia exatamente como seria o disco, o que queria. Acho que o que eu mais sabia era o que eu não queria. E isso já era um passo. Conheci o Antonio, até num primeiro momento achei que ele iria produzir o disco todo, mas depois ele ficou ocupado demais e não pode. Me apresentou ao Beto e eu corri atrás de um selo pra possibilitar a produção dele, que estou até hoje, a Urban Jungle Records.</p>
<p><strong>VOCÊ DISSE UMA VEZ QUE NÃO REJEITA O TITULO DE &#8220;MPB&#8221;, MAS TAMBÉM ADMITIU QUE ELE É LIMITADO. COM O LANÇAMENTO DESSE NOVO DISCO, COMO VOCÊ SE DEFINIRIA?</strong><strong><br />
</strong>A sigla MPB não me parece limitada, não, e acho que é nela que me enquadro&#8230;. Música, popular e brasileira.</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/Céu-3-crédito-Marcelo-Gomes.jpg"/><br />
Foto: Marcelo Gomes</p>
<p><strong>A BOA RECEPTIVIDADE DA CRÍTICA TANTO BRASILEIRA QUANTO DE FORA TEM A VER COM A SUA MÚSICA TER REFERÊNCIAS MAIS UNIVERSAIS, MODERNAS? VOCÊ PERCEBE ISSO?</strong><strong><br />
</strong>Talvez pelo fato de eu trazer referências não só brasileiras mas também jamaicanas, africanas (estou ouvindo muito Mulatu Astatke, da Etopia). Mas a essência da história tá aqui.</p>
<p><strong>VOCÊ JA CONSEGUIU IDENTIFICAR O SEU FÃ ESTRANGEIRO? QUANDO VOCÊ CANTA PARA PLATÉIAS DE FORA, COMO VOCÊ PERCEBE O PÚBLICO. PODE DESCREVER A EXPERIÊNCIA?</strong><strong><br />
</strong>É um público extremamente atento aos detalhes. É desafiador transmitir a idéia da sua música somente pela música mesmo, ritmo, harmonia e melodia, sem o auxilio das letras. Mas eles tem um carinho pelo Brasil, um respeito enorme por nossa cultura e sinto que estão cada vez mais sedentos por sonoridades que saiam um pouquinho do convencional que chega pra eles.</p>
<p><strong>DEZENAS DE NOVAS CANTORAS SURGIRAM NO CENÁRIO MUSICAL RECENTEMENTE. VOCÊ TEM ACOMPANHADO?</strong><br />
Sim, é impressionante a quantidade de boas cantoras na nova geração. A Veronica Ferriani, a Marina de la Riva, Cibelle etc.</p>
<p><strong>EXISTE UMA CRÍTICA QUANTO A NOVOS ARTISTAS DA MÚSICA BRASILEIRA QUE SE APOIAM EM REFERÊNCIAS DO PASSADO, CHEGANDO A SER CONSERVADORES EM CERTO PONTO. POR OUTRO LADO, NOMES COMO CURUMIM E RÔMULO FROES SÃO TIDOS COMO &#8220;ALTERNATIVOS&#8221; POR TRAZEREM TOQUES DE MODERNIDADE A MÚSICA POP BRASILEIRA. VOCÊ CONCORDA COM ESSE POSICIONAMENTO DA CRÍTICA?</strong><strong><br />
</strong>Pra falar a verdade, não concordo, não, e estou me referindo a primeira parte da pergunta. Quanto às referências do passado, honestamente não acho que exista nada de novo sendo feito, tudo o que existe de aparentemente novo hoje em dia é apenas uma releitura do que já foi feito há algum momento atrás. E isso na minha opinião não é ruim, é apenas, ao meu ver, uma constatação.<br />
Quanto aos meninos, sou apreciadora do trabalho de ambos, mais familiarizada com o do Curumin que é um cara que conheço de longa data, desde os tempos da Zomba. Sou muito fã dele.</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/ceu_vagarosa_cover_final_digi.jpg" align="left"/><strong>VOLTANDO A FALAR DE VAGAROSA, VOCÊ INCLUIU A UNICA REGRAVAÇÃO QUE FOI &#8220;ROSA, MENINA ROSA&#8221;, DE JORGE BEN JOR. TEVE ALGUM MOTIVO ESPECIAL PARA ESCOLHER ESSA MÚSICA?</strong><strong><br />
</strong>Foi uma homenagem a minha filha mais a vontade de registrar esse arranjo do Los Sebozos. Amo o Ben!</p>
<p><strong>LEMBRO DE VOCÊ SE APRESENTANDO NO ABRIL PRO ROCK, GRÁVIDA. MUITA GENTE COMENTOU AQUELE SHOW, VOCÊ COM SEU BARRIGAO. QUAL A REPERCUSSÃO QUE A MATERNIDADE TEVE NO SEU TRABALHO?</strong><strong><br />
</strong>É como se as verdadeiras prioridades tivessem entrado em seu devido lugar. Me mudou completamente e pelo que estou vendo vai ser pra sempre, todo dia.</p>
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		<title>Entrevista Dash Shaw</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Floro</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Dash Shaw]]></category>

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		<description><![CDATA[Cartunista americano comenta sucesso de seu álbum em quadrinhos no Brasil]]></description>
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<p><big><strong>INDIE COMIC</strong></big></p>
<p><strong>Dash Shaw</strong> tem cara de rockstar indie. E de fato é: toca na banda de pop experimental Love Eats Brain. Mas é ícone independente em outra área, os quadrinhos. Com seu álbum <em>Umbigo Sem Fundo</em>, um obra gigantesca, que foi lançado no Brasil mês passado, ele conquistou a crítica especializada e conseguiu um feito pouco comum a quadrinhistas: avançar além do meio do qual faz parte. Longe dos fieis leitores de HQ&#8217;s, sua obra dialoga com artes plásticas e alcança um público leitor interessado em Literatura e artes. Ilustrador prolífico, publicou na web <em>BoddyWorld</em>, onde explora novos formatos dos quadrinhos online. </p>
<p><em>Umbigo Sem Fundo</em>, que conta a história de uma família norte-americana foi lançado pelo selo da Companhia das Letras, <strong>Quadrinhos na Cia</strong>. Dos EUA, Dash Shaw falou à Revista O Grito! sobre a repercussão que sua maior obra tem tido no Brasil e outras partes do mundo.</p>
<p>Por <a href="http://revistaogrito.com/page/author/paulo">Paulo Floro</a></p>
<p><strong>Qual é a sua história pessoal com quadrinhos?</strong></p>
<p>Meu pai era, e ainda é, um leitor de quadrinhos, por isso as HQ&#8217;s  sempre estavam por perto. Ele era um fanático pela Marvel Comics, além de um  interessado pela cena underground dos quadrinhos. Havia gravuras do Will Eisner pela casa, e um grande cartaz do Sin City em seu escritório. Eu tive sorte por começar a fazer quadrinhos muito jovem e por meus pais me incentivarem.</p>
<p><strong>Você esperava que <em>Umbigo Sem Fundo</em> fosse um sucesso de crítica?</strong></p>
<p>Se eu soubesse a atenção da crítica que ele receberia, talvez eu não o teria feito ou o teria feito bem diferente. Nenhum dos meus quadrinhos antes, e eu já fiz muitos, recebeu qualquer tipo de atenção. Acho que um nível de inconsciência me ajudou a produzir <em>Umbigo Sem Fundo</em> e <em>BoddyWorld</em> (ainda inédito no Brasil), meu webcomic que comecei antes de publicar Umbigo&#8230;.</p>
<p><strong>Existem várias graphic novels feitas sob uma perspectiva autobiográfica. Você chegou a pensar em fazer o mesmo? Você acha que as histórias da sua família poderiam render uma boa HQ?</strong></p>
<p>Eu fiz uma ode aos quadrinhos autobiográficos chamado <em>My Entire High School &#8230; Sinking into the Sea!</em>, um conto que apareceu na <em>Mome</em>, antologia trimestral da editora Fantagraphics. Sou um personagem nesse conto e salvo uma menina do meu colégio que naufraga. Todos os outros alunos e professores morrem. Eu tentei capturar minhas experiências do colégio nesse conto. Eu também fiz recentemente uma história em quadrinhos com Jesse Moynihan, meu amigo e colega cartunista. É sobre a sua família e como eles se relacionam através do programa de televisão <em>Lost</em>. Portanto, é sua autobiografia, e ele a escreveu, mas eu desenhei e me identifiquei com ela. Ainda não foi publicada.</p>
<p><strong>Como foi o processo de construção dos personagens em<em> Umbigo Sem Fundo</em>?</strong></p>
<p>Comecei a lidar com personagens através do design de personagens. Eu fiz personagens em uma história em quadrinhos chamada &#8220;The Mother’s Mouth&#8221; antes do <em>Umbigo Sem Fundo</em> e eu adorava o desenho deles, o modo como pareciam próximos uns dos outros, mas eu não os desenvolvi dentro da história corretamente. Lamentei não saber mais sobre aqueles personagens. Eu pensei, na época, que a estética dos personagens era suficiente. Assim, no <em>Umbigo Sem Fundo</em>, comecei com o desenho, a forma dos personagens e decidi que iria passar um tempo com eles e tentar entendê-los.</p>
<p><strong>BodyWorld, que atualmente está publicada on-line será lançada pela Pantheon, em uma edição impressa. Por que você decidiu fazer dela uma webcomic?</strong></p>
<p><em>Umbigo Sem Fundo </em>foi muito deliberadamente concebido como um livro. Ele usa um monte de páginas duplas, viradas de página, as propriedades formais dos livros. Os quadrinhos que eu fiz antes também são bem conscientemente formais. Senti que isso estava criando problemas para mim. Eu não queria me tornar um “formalista&#8221;. Eu queria me livrar da página e se concentrar apenas em painéis, a história. Isso me levou a pensar sobre webcomics. Porque não existem páginas físicas, espaço da página ou virada de página na internet. <em>BodyWorld</em> é apenas um longo fluxo ou rolagem de painéis. Eu também queria fazer um quadrinho seriado, o que significa que sairia em parcelas ao longo de um cronograma, mas ninguém queria publicá-lo mensalmente. Com uma webcomic, eu poderia fazer tudo sozinho e ter controle completo sobre isso.</p>
<p><strong>Qual é a sua série favorita em quadrinhos (ou Graphic Novel) atualmente?</strong></p>
<p>Eu não tenho um favorito. Acho que os últimos volumes da <em>Acme Novelty Library </em>são totalmente incríveis. Eu também só recebi a última edição da <em>Cold Heat</em>, contendo os capítulos 7 e 8, e é incrível porque o personagem principal vai para o Brasil, o que é ótimo, obviamente, já que estive no  Brasil recentemente [N.E.: Dash Shaw participou da Bienal do Livro do Rio de Janeiro]</p>
<p><strong>O que você sabe sobre quadrinhos e escritores no Brasil?</strong></p>
<p>Estou muito curioso para conhecer os cartunistas e artistas no Brasil. Espero que Fabio Moon e Gabriel Ba me satisfaçam. Eu também espero ir a uma loja de quadrinhos e pegar alguns trabalhos produzidos localmente.</p>
<p><strong><em>Umbigo Sem Fundo</em> funcionou tão bem, porque era muito específico para o meio. Você gostaria de ver uma adaptação para filme/TV? Você acha que funcionaria?</strong></p>
<p>Eu gostaria de ver um filme para TV e então fazer uma novelização gráfca do filme, onde eu iria desenhar os personagens com a semelhança dos atores. Gostaria apenas de desenhar os atores a partir dos ângulos de câmera fornecidos pelo filme de TV.</p>
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		<title>Kings Of Convenience | Declare Of Dependence</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:09:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Floro</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Kings Of Convenience]]></category>

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		<description><![CDATA[Noruegueses retornam um tanto mais amargos, mas com o mesmo estilo musical que os consagraram]]></description>
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<p><strong><big>DORES ACÚSTICAS</big></strong><br />
<em>Cinco anos depois, banda volta mais contudente &#8211; e desencantada &#8211; em suas letras sobre relacionamentos e amores</em></p>
<p><strong>KINGS OF CONVENIENCE</strong><br />
Declare Of Dependence<br />
[Virgin, 2009]</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/kings452.jpg" alt="" align="left" />O apaixonado que achava providencial as letras do grupo norueguês <strong>Kings Of Convenience,</strong> como forma de emocionar o parceiro ou parceira vai se desapontar com este novo disco da dupla formada por <strong>Erlend Øye e Eirik Glambek</strong> Bøe. <em>Declare Of Dependence</em> mostra um lado mais amargo, ou talvez realista sobre os relacionamentos, o amor e outros temas que o grupo sempre tratou.</p>
<p>No entanto, tudo ainda esta lá. A dupla de violões, a total ausência de percussão ou batidas eletrônicas, os vocais delicados e sussurrados. Não há definitivamente nada de novo no som do grupo, por isso, são os detalhes e o conceito do álbum que chamam atenção. E essa mudança nas letras demonstra um amadurecimento (alguns dirão &#8220;endurecimento&#8221;) da dupla, que, entre o disco anterior, <em>Riot On An Empty Street</em> e esse, esperaram cinco anos.</p>
<p>Em &#8220;Boat Behind&#8221;, tem a triste constatação da separação, seguida da consternação em saber que, de fato, não daria certo. &#8220;Eu nunca poderia pertencer a você&#8221;, diz a letra. Já &#8220;Rule My World&#8221; é um lamento, cantado num violão ensolarado que pode emocionar quem acabou de se separar. Fala, sobretudo dos erros cometidos.</p>
<p>Essa conexão com a dor pode ser um trunfo para o Kings Of Convenience, que, com temas mais lúgubres, adentraram num terreno menos juvenil e romântico. São temas tristes que encontrarão resposta de um público acostumado com o indie-folk tristonho e crônico. Se conceitualmente houve essa pequena ousadia, uma maior experimentação nos arranjos, nas melodias, poderia ser tentado. Aqui não há nem mesmo um candidato a hit, como houveram anteriormente com &#8220;Misread&#8221; e &#8220;Cayman Islands&#8221;.</p>
<p><em>Declare Of Dependence</em> tem lançamento esta primeira semana de outubro. Como o disco não é uma ode ao sofrimento, ainda existe lugar para petardos fofos, como &#8220;Me in You&#8221; e &#8220;Mrs Cold&#8221;, o primeiro single. No final, a banda continua com sua empatia em alta por saber como ninguém descrever a importância que damos em sermos correspondidos.</p>
<p><strong>NOTA: 7,5</strong></p>
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		<title>Salve Geral</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Azenha</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Salve Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Rezende]]></category>

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		<description><![CDATA[Possível representante brasileiro do Oscar se apoia na emoção, mas é raso]]></description>
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<p><big><strong>EMOÇÃO NO PÂNICO</strong></big><br />
<em>Possível representante do Brasil no Oscar, filme deixa sensação amarga, mas é esquemático/em><br />
Por André Azenha</p>
<p><strong>SALVE GERAL</strong><br />
Sergio Rezende<br />
[Salve Geral, BRA, 2009]</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/salve-geral.jpg" alt="" align="left" />Medo. Caos. Pessoas trancadas em suas casas. Policiais mortos aos montes. Presídios dominados pelos bandidos. No Dia das Mães de 2006, São Paulo foi tomada pelo Primeiro Comando da Capital, o PCC, que deu um verdadeiro olé na segurança pública em retaliação à transferência de alguns de seus líderes para o interior do estado.</p>
<p>Contado de forma ficcional por Sergio Rezende, cineasta experiente em filmar fatos e figuras da história brasileira (</em><em>Lamarca, Guerra de Canudos,  Mauá</em>), <em>Salve Geral</em> parte, assim como no bom <em>Zuzu Angel</em> (outro filme de Rezende que retratou um fato real), do amor entre mãe e filho para contar os fatos do fatídico dia que mostrou ao Brasil que o crime é mais organizado que a polícia.</p>
<p>Andrea Beltrão, atriz mais conhecida por seus papeis em comédias, mergulha de corpo e alma em Lucia, formada em Direito, mas que nunca exerceu a profissão e virou professora de piano. Com a morte do marido, ela e o filho Rafa (Lee Thalor) precisam se adaptar a um estilo de vida mais simples. A situação piora drasticamente quando o garoto se envolve num acidente que termina em morte e vai preso em flagrante. A partir da tragédia familiar, mãe e filho, ela na rua, ele dentro da prisão, se envolvem gradativamente, de formas diferentes, com o crime organizado.</p>
<p>Com um elenco correto em mãos, auxiliado por competente trilha sonora que deixa o espectador ansioso pelo que está para acontecer, Rezende transformou um drama verídico num ótimo thriller, inserindo, inclusive, momentos de ação (dignos do cinema americano, com perseguições, tiroteios e reviravoltas na trama) e fez seu longa-metragem mais denso, que envolve o espectador principalmente na jornada dos protagonistas.</p>
<p><em>Salve Geral</em>, cujo título refere-se à gíria dos criminosos (“dar um salve”) utilizada para espalhar a ordem de matar policiais naquele domingo, não é uma obra prima. Algumas situações simplesmente não “descem”, como o romance de Lucia com um detento, ou o pentelho HD, que encerra toda frase que fala com alguma palavra em inglês sem sentido.</p>
<p>Mas é uma obra honrosa, e que nos deixa uma sensação amarga em relação à nossa realidade no Brasil. Afinal, se os criminosos podem, a qualquer momento, decidirem (e conseguirem) deixar a população em pânico, o sistema legal também não fica atrás.</p>
<p>Para constatarmos essa realidade, bastam duas cenas. As negociações (que são ficcionais, já que na vida real os políticos e a polícia negaram-nas até  dizer chega) entre representantes da segurança pública e os líderes do PCC. Ou quando um delegado assassina dois jovens simplesmente porque eles correram dele no meio da noite, sem qualquer motivo para desferir os tiros (“se alguém corre da gente é inimigo”, diz o policial), a não ser o fato de precisar aumentar o número de “bandidos”  mortos pela polícia, já que era ano de eleição e as autoridades estavam passando por ridículas até então.</p>
<p>A obra é a representante brasileira do ano para tentar uma vaga entre os indicados a Filme Estrangeiro no Oscar. A indicação chega a ser esquisita, já que o júri que elege anualmente o representante do país para tentar disputar uma estatueta deixou <em>Tropa de Elite</em> (que perdeu a chance para o bacana, mas inferior <em>O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias</em>) de fora justamente por achar que a Academia não iria se envolver com uma fita violenta.</p>
<p>“O” filme do ano no Brasil ainda é o documentário <em>Loki</em>, que obviamente nem foi cogitado por retratar a vida de uma figura (o genial ex-Mutantes Arnaldo Baptista) que não chega a ser popular aqui e muito menos seria reconhecido pelos votantes do Oscar.</p>
<p>Assim, <em>Salve Geral</em>  é um bom representante. Mantém o nível da carreira de seu diretor e deve principalmente cumprir aquilo que se propõe: gerar discussão e emocionar.</p>
<p><strong>NOTA 7,0 </strong></p>
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		<title>Psicomagia</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Albuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Coluna 1]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Alejandro Jodorowski]]></category>

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		<description><![CDATA[
ARTE, MAGIA OU TERAPIA?
Alejandro Jodorowsky chega às prateleiras com Psicomagia, um livro que consubstância todo torno criativo em volta de psicoterapia moderna, zen budismo, culturas antigas, reencarnação e gnosticismo
Por Fernando de Albuquerque
Psicomagia
Alejandro Jodorowsky
[Editora Devir, Págs.296]
Qualquer pessoa que leia o nome de Alejandro Jodorowsky pensa que ele é, no mínimo, tem ascendência em algum país frio [...]]]></description>
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<p><strong>ARTE, MAGIA OU TERAPIA?</strong><br />
<em>Alejandro Jodorowsky chega às prateleiras com Psicomagia, um livro que consubstância todo torno criativo em volta de psicoterapia moderna, zen budismo, culturas antigas, reencarnação e gnosticismo</em><br />
Por Fernando de Albuquerque</p>
<p>Psicomagia<br />
Alejandro Jodorowsky<br />
[Editora Devir, Págs.296]</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/psicomagia_devir_31072009.jpg" alt="" align="left" />Qualquer pessoa que leia o nome de Alejandro Jodorowsky pensa que ele é, no mínimo, tem ascendência em algum país frio e escuro do leste europeu. Mas ele é chileno. Pouco conhecido no mundo literário, Jodorowsky é festejado entre os iniciados no mundo dos quadrinhos pelo célebre &#8220;A Casta dos Metabarões&#8221; e pelo épico de ficção científica &#8220;O Incal&#8221;, com a arte do cultuado Moebius. Os que leram essa HQ<br />
certamente viram que o parceiro de Moebius era mais que um coadjuvante. E quem foi atrás de pistas sobre este roteirista de imaginação fértil como a de poucos se surpreendeu com o que achou. Surpresa contudo é sua última publicação Psicomagia, em uma edição pouco lapidada da Devir.</p>
<p>Judeu, descendente de imigrantes russos, Alejandro Jodorowsky nasceu no Chile, em 1929. Sua vida adulta &#8211; e, portanto, sua produção artística &#8211; se passou entre o México e Paris (onde ainda vive, com sua esposa). Marcado por paixões pelo cinema e pela literatura, o trabalho criativo de Jodorowsky começou no teatro, com a animação de bonecos e a mímica. Ao lado do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal e do artista visual Roland Topor, criou o movimento Pânico.</p>
<p>Das performances do trio, influenciadas pelos surrealistas Artaud e Buñuel, marcadas pelo choque, a violência e o simbolismo, Jodorowsky<br />
tirou as linhas mestras por trás de sua obra no cinema e nos quadrinhos. Surrealismo, erotismo, filmes de faroeste, mitologia, tarô, textos sagrados e ficção científica têm suas fronteiras borradas em tudo que Jodorowsky produziu. E tudo gira em torno de um resultado para lá de paradoxal e sempr dotado de uma beleza capaz de embrulhar o estômago. Toda sua produção é quase sempre voltada à histórias épicas<br />
com preferência pela ficção científica, escrita como se fosse um texto sagrado, mítico, com a presença não-moralizante de sexo, drogas e violência.</p>
<p>Contudo, Psicomagia é um livro muito controverso. O texto, que fala sobre uma possível autocura mistura arte, psicoterapia moderna, filosofia oriental (em particular o zen budismo), misticismo, culturas antigas, reencarnação, gnosticismo e Nova Era com uma influência especial de autores como Gurdjieff e Carlos Castaneda. Enfim, um saco de gatos que tem como premissa um possível visão holística nem um<br />
pouco convencional.</p>
<p>Constantemente ele recai em contradições de suas próprias teorias. Na terapia psicoanalítica que ele apregoa, Jodorowsky tenta traduzir a<br />
linguagem dos sonhos que pertencem ao inconsciente; mas, segundo ele mesmo o inconsciente não é traduzível, ele é totalmente caótico, por esse motivo, o inconsciente não seria capaz de adotar uma expressão racional. Na psicomagia se propõe que se utilize o caminho inverso na comunicação consciente-inconsciente, que seja a parte racional das pessoas a aprender a linguagem do inconsciente.</p>
<p>E depois de tanta preleção sobre algo que ele tenta traduzir, mas que afirma a inexistência de tradução Jodorowsky afirma que sua psicomagia não pretende ser uma ciência e sim uma forma de arte que possui virtudes terapêuticas. Medo!</p>
<p><strong>NOTA: 5,0</strong></p>
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		<title>Glee</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Talles Colatino</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Coluna 2]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Glee]]></category>

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RITMO E BRILHO
Comédia musical espertinha é a nova frisson dos seriados americanos. No Brasil, será exibido na Fox, a partir de novembro
Por Talles Colatino
A maior aposta deste fall season não está sendo retratada pela pseudo moderna família americana e nem por jovens e instáveis médicos em seu ambiente de trabalho. Na contramão das expectativas, a [...]]]></description>
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<p><strong>RITMO E BRILHO</strong><br />
<em>Comédia musical espertinha é a nova frisson dos seriados americanos. No Brasil, será exibido na Fox, a partir de novembro</em><br />
Por Talles Colatino</p>
<p>A maior aposta deste fall season não está sendo retratada pela pseudo moderna família americana e nem por jovens e instáveis médicos em seu ambiente de trabalho. Na contramão das expectativas, a comédia musical <strong>Glee</strong> foi a primeira da nova leva de seriados americanos a garantir uma temporada completa, se sustentando numa fórmula que une bom humor, música pop e dancinhas frenéticas. E o resultado disso não é “High School Musical”. Ou pelo menos não tanto. </p>
<p>“Glee” é criação do mestre Ryan Murphy, aquele que a gente deve respeitar muito por ter dado ao mundo as duas primeiras temporadas de Nip Tuck (tá, as outras também. Mas menos, bem menos) e o drama teen “Popular”. E o primeiro grande impacto da sitcom começou bem antes de sua estreia: seu piloto foi exibido em maio desse ano, mesmo que seu início propriamente dito só estivesse marcado para setembro. Uma estratégia de marketing assustadora que a Fox traçou para ir cavando o espaço que “Glee” já conquistou hoje, com, até então, apenas cinco episódios exibidos.  </p>
<p>O canal aproveitou o intervalo entre a exibição do piloto e a estreia para começar a divulgar as canções e os vídeos promocionais dos episódios seguintes. Sendo esses os números musicais que a gente veria logo mais. Hits recentes como “Rehab” (Amy Winehouse), “Take a Bow” (Rihanna) e “Bust Your Windows” (Jazmine Sullivan) foram lançados em “versão Glee” e conquistaram o top de downloads do iTunes Store. Quando estreou, “Glee” já não era apenas um produto televisivo semanal de narrativa seriada. Acenava como pequena indústria de entretenimento desdobrável fazia da televisão seu meio de identificação, mas também suporte para flertar com a performance teatral e o mercado fonográfico. Ambição define pouco o que existe por trás da colorida “Glee”.  </p>
<p>A série narra a paixão do professor de espanhol Will pelo então saudoso Glee Club, o antigo coral da escola que hoje prefere investir no time de espevitadas cheerleaders, comandado pela treinadora casca-grossa Sue. A frustração é tanta por não ter seguido a carreira musical quando jovem que ele resolve, mesmo com os poucos recursos que consegue retirar do diretor indiano pão duro (o santo preconceito americano batendo cartão), ressuscitar o Glee. E, claro, só se inscreve nele quem não é gostosa o suficiente para ser cheerleader ou viril demais pra bater bola no time de futebol. Resultado: geeks e rejeitados que buscam um lugar ao sol no sempre tão cruel high school são os novos candidatos ao estrelato do colegial.  </p>
<p>No entanto, um dos pontos altos do programa está no trabalho dos estereótipos de filmes e seriados de escola que formam o Glee Club. O bonitão burro, a virgem rejeitada, a blond bitch, o gay afetado, a diva negra, o nerd, estão todos ali, apresentados em seu máximo de caracterização. E a extrapolação dos seus trejeitos só tende a se conectar com a trama costurada pelo humor negro também dos seus personagens adultos. Da orientadora que tem fobia a germes ao treinador do time viciado em maconha, tudo caminha junto para traçar em “Glee” um enredo ágil e divertido.  </p>
<p>As subtramas também são bem legais, como o casamento falido do professor Will, a insegurança e completa falta de noção de Rachel, se colocando como a estrela do clube e as investidas de Sue para destruir o Glee Club. E, claro, números ímpares como o time de futebol que encontra na egípcia coreografia de “Single Ladies” a chave para vencer o jogo ou a wannabe hot apresentação de “Push It” na primeira vez que o Glee se apresenta para a escola.  </p>
<p>Tudo isso, porém, pode não ser o suficiente para sustentar a ideia que o piloto transpareceu: um musical de humor ácido, quase corrosivo. Mesmo que o primeiro episódio tenha seu ritmo acelerado para introduzir uma trama cheia de caminhos paralelos, “Glee” parece que vem diminuindo as sacadas legais que acenou no início. O que se lê, principalmente nos episódios mais recentes, são ideias educativas como “acredite nos seus sonhos” (“Don’t Stop Believin’”, do Journey, é o tema do Glee Club, entendeu?) e “amizade acima de tudo” (do tipo, somos todos diferentes, mas somos um time e friendship never ends).  </p>
<p>E os clichês (sempre eles) vêm pipocando a cada episódio. É o bonitão, que antes maltratava os nerds, e agora faz parte deles. O professor, que faz seu amor à música superar os obstáculos para manter o coral. O gay que se supera ao marcar um gol pro time de futebol. Ainda é cedo para dizer que “Glee” está se tornando o conto de um high school qualquer, e espero mesmo que não se torne isso. A ideologia da sua trama inicial é bem maior e com uma boa condução, “Glee” não vai se tornar apenas um show de covers animadinhos. Ainda há tempo de situar a narrativa em eixos mais sólidos. A nós, fãs, fica a dica: don’t stop believin’.</p>
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		<title>Os Abraços Partidos</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:05:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaella Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Coluna 3]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>

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		<description><![CDATA[No Janela de Cinema, filas para mais uma paixão de Almodóvar]]></description>
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<p><strong>TRISTEZA EM TONS RUBROS NO NOVO ALMODÓVAR</strong><br />
<em>Aguardado longa do diretor espanhol surpreende com ares de thriller e causa comoção no Janela de Cinema</em><br />
Por Rafaella Soares</p>
<p><strong>OS ABRAÇOS PARTIDOS</strong><br />
Pedro Almodóvar<br />
[Los Abrazos Rotos, ESP, 2009]</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/abraos_partidos.jpg" alt="" align="left" />Cinéfilos de última hora ou legítimos amantes do cinema já sabem: em dia de estréia concorrida no Cinema da Fundação rola um frisson curioso. O primeiro time, se alvoroça, empertigado em mil referências de vestuário para explicitar seu gosto pela sétima arte. O segundo reune várias gerações, num grupo bastante heterogêneo, protagonizando uma verdadeira Guernica &#8211; já que estamos em esfera hispânica &#8211; para aquisição de ingressos. Faz parte da mítica, e se um dia o endereço na Rua Henrique Dias fechar (toc, toc) todos sentiremos falta das filas enormes (que, grosso modo, refletem interesse grande dos recifenses por cinema de qualidade), das sessões concorridas, etc.</p>
<p>A primeira consideração a ser feita sobre <em>Os Abraços Partidos</em> (Los Abrazos Rotos, ESP, 2009) é: a câmera ama <strong>Penélope Cruz</strong>. Nenhuma mulher emulando Audrey Hepburn e Marilyn Monroe deixa de perigar um visual risível, e a nova musa de Almodóvar (noiva do também galã Javier Bardem &#8211; de <em>Carne Trêmula</em> &#8211; segundo especulam os tablóides) incorporou cada uma das vestimentas, perucas e ângulos corajosos com desenvoltura.</p>
<p>Magdalena ou Lena, vivida por Penélope, é uma secretária madrilena tentando driblar o câncer intestinal do pai enquanto trabalha pro milionário Enrique Martel, agarrando eventuais programas para aumentar a renda. O ano é 1994, e um fast foward de 14 anos mostra o roteirista Harry Cane, cego, ouvindo a narração do El País por uma bonita loira, que logo estará no seu sofá &#8211; cena sensual  que vai amenizar muito a pecha de assexuado dos deficientes visuais.</p>
<p>A notícia da morte do economista Enrique Martel, e o surgimento de um jovem chamado Ray-X, pedindo a co-autoria de Cane num filme autobiogáfico, transporta o mesmo para o início da década anterior. Um acidente com o jovem Diego, vítima acidental de uma overdose, e a ausência da mãe do adolescente na cidade &#8211; produtora e amiga de Cane nos leva pelo imenso flashback que toma conta do filme, atando fios desconexos no início da narrativa.</p>
<p>Harry Cane foi o heterônimo encontrado por Mateo Blanco (interpretado por um Lluís Homar parecidíssimo com Patrick Swayze, a propósito) para iniciar uma nova vida após uma tragédia pessoa e profissional. Lena, Mateo, Ernesto Martel e Ernesto Filho, Judit (agente literária de Mateo, e mãe de Diego) todos são ângulos de uma trama caracteristicamente almodovariana, embora demore a engrenar. Mas tá tudo ali, o cenário familiar reconfortante como a primeira casa da infância para os fãs neófitos.</p>
<p>Tomates imensos sendo cortados revelando as tais cores de Almodóvar, participações afetivas de Rosi de Palma e Chus Lampreave, além da auto-referência do cineasta ao clássico <em>Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos</em>. Ele pode, o homem é quem mais tem propriedade sobre sua obra, e gaspachos com tranquilizantes na telona desde já são instituição.</p>
<p>A história humana por trás do filme é bastante triste. Mesmo os momentos pontuados de comédia não causam impressão mais marcante do que um casal em plena crônica do amor louco com trilha sonora de Cat Power &#8211; descontando, com louvor, as cenas da leitora de lábios, mais impagável impossível.</p>
<p>Amor, posse, ciúmes, propusões básicas que nunca serão vistas da mesma maneira por mais de uma pessoa, mesmo se uma mesma rever os fatos com o passar dos anos. Afora sua beleza, a protagonista Lena pega emprestados olhos, sorriso, corpo, presença fenomenal de Penélope Cruz e envolve numa maturidade que mais tem a ver com desventuras acumuladas da própria do que presença constante nas telas da atriz.</p>
<p>Oa Abraços Partidos não é O Almodóvar, mas carrega no dna toda a dramaticidade e pungência que só uma legítima produção da El Deseo tem. É uma evolução; vai ser sempre o garoto da Mancha, ora flertando com o thriller, ora em comédia rasgada, ora em dramalhão confesso. Ainda há toda a poesia quando se crê em um grande amor encerrado num beijo dentro de um carro.</p>
<p><strong>NOTA: 7,5</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.revistaogrito.com/page/2009/10/cobertura-janela-de-cinema-2009/">LEIA A COBERTURA DO JANELA INTERNACIONAL DE CINEMA</a></strong></p>
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		<title>Cobertura Janela de Cinema 2009</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaella Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Janela Internacional de Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[
RECIFE VOLTADO PARA O MUNDO
II Janela Internacional de Cinema reúne produções nacionais e de fora do país em sintonia
Por Rafaella Soares
Um festival com a liberdade de passear pelo audiovisual experimental e o respaldo de trazer o novo Almodóvar. Assim podemos definir a 2ª Janela Internacional de Cinema do Recife, em cartaz no Cinema da Fundação [...]]]></description>
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<p><strong>RECIFE VOLTADO PARA O MUNDO</strong><br />
<em>II Janela Internacional de Cinema reúne produções nacionais e de fora do país em sintonia</em><br />
Por Rafaella Soares</p>
<p>Um festival com a liberdade de passear pelo audiovisual experimental e o respaldo de trazer o novo Almodóvar. Assim podemos definir a 2ª Janela Internacional de Cinema do Recife, em cartaz no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco desde a última sexta-feira (16). Até 24 de outubro, com sessões também no Cine Teatro Apolo, 72 curta metragens (35 nacionais e 37 internacionais, entre eles 8 curtas pernambucanos selecionados em 57 trabalhos recebidos de dentro do Estado) serão exibidos. A curadoria da mostra ficou a cargo dos críticos <strong>Klebér Mendonça Filho</strong> e <strong>Fernando Vasconcelos</strong>, da produtora Emile Lesclaux, o roteirista Luiz Otávio Pereira e do jornalista Rodrigo Almeida.</p>
<p>São 19 países que compõem a seleção internacional: Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Hong Kong, índia, Inglaterra, Itália, Japão, Malásia, Paraguai, Portugal, Rússia, Suécia e Tailândia, um trabalho ambicioso e bem feito de garimpo que agrega valor à cidade quando o assunto for olhos atentos à produção de toda parte do mundo.</p>
<p>Na noite de abertura, uma sessão de curtas de várias partes do mundo deu o tom de diversidade em formato e temática. <em>Horn Dog</em> (EUA, 4&#8242;30), quarto filme da série de animação indicada ao Oscar, rápido e bem engraçado, na linha &#8220;Happy Three Friends&#8221;, desenho animado politicamente incorretíssimo e sangrento que era exibido na MTV. Animação boa é aquela que sintetiza interpretação no traço hiperbólico dos personagens. Já <em>&#8220;98001075056&#8243;</em> , segundo diretor <strong>Felipe Barros</strong>, presente no encontro dos realizadores, é uma homenagem aos seus avós, suas raízes, mostrando um trabalho de deteriorização de fotografias para registrar a passagem do tempo. A seqüencia quase impronunciável de números é o seu RG.</p>
<p>Com apenas, 60 segundos, <em>100 em 1</em> de André Pinto, o tempo passa na duração de uma frase. Qual mesmo? Nem dá pra registrar, mas cabelos e barbas ficam brancos. <em>Videotape</em>, de  Wolfgang Jaser, Claus Winter é na verdade um clipe conceitual da música da banda inglesa Radiohead, campeão na Mostra de Curtas de Oberhausen &#8211; seleção alemã que escolheu clipes de bandas consagradas feitos por fãs.</p>
<p>Na esteira de recém lançados filmes que resgatam a cultura de alguma década (como <em>Alô, Alô, Teresinha</em>, exibido no último CinePe), <em>Minani em Close-up</em> (Thiago Mendonça, SP, 19&#8242;)  foi de longe o melhor curta da noite. A história do cinema da Boca do Lixo nos anos 70 a partir da ótica do editor da revista Cinema em Close-up, Minami Keizy. Personagem da lendária pornochanchada, como David Cardoso, uma de suas estrelas mais frequentes, discutem nesse documentário divertido e graficamente ligado à estética da época o apogeu e esquecimento de uma das eras masi rentáveis do cinema nacional, todo feito no esquema guerrilha.</p>
<p><em>Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te amo</em>, de <strong>Marcelo Gomes</strong> e <strong>Karim Ainouz</strong>, também teve sua estreia no festival, e é ambientado em várias partes do Nordeste.   A programação segue durante toda a semana. A Revista O Grito! continua a semana inteira com a cobertura do festival.</p>
<p><a href="http://www.janeladecinema.com.br/?acao=programacao&amp;p=completa" target="_blank"><strong>CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA</strong></a></p>
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		<title>+ Estilo: Chanel, Papéis Orleon, Número 21, Parceria</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:04:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Albuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Coluna 4]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Chanel]]></category>

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Chiquérrima
Vale a pena prestar atenção à nova linha de bolsas da Chanel, que se chama Coco Cocoon. A ideia foi criar modelos casuais, mas com a sofisticação inerente de Chanel. Karl Lagerfeld escolheu materiais confortáveis como pele de carneiro lavada ou náilon. O bacana é que todas as bolsas têm um visual acolchoado fofinho e [...]]]></description>
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<p><strong>Chiquérrima</strong></p>
<p>Vale a pena prestar atenção à nova linha de bolsas da Chanel, que se chama Coco Cocoon. A ideia foi criar modelos casuais, mas com a sofisticação inerente de Chanel. Karl Lagerfeld escolheu materiais confortáveis como pele de carneiro lavada ou náilon. O bacana é que todas as bolsas têm um visual acolchoado fofinho e é justamente esse detalhe que faz da nova linha um celeiro de objetos de desejo. O principal destaque são os modelos em matalassê. A Coco Cocoon tem bolsas para o dia a dia, para viagem, e tem também acessórios como  porta óculos, porta moeda, nécessaire&#8230;É impossível falar da Coco Cocoon sem falar da campanha. Quem faz é  Lily Allen em um visual meio Audrey Hepburn de Breakfast at Tiffany&#8217;s versão pós moderna. O site da campanha está bem bacana, e tem até em português. Dá para ver a coleção completa, e os vídeos e fotos da campanha.</p>
<p>Acesse: <a href="http://www.chanelcocococoon.com"><strong>www.chanelcocococoon.com</strong></a></p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/orlean.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Sem sair de casa</strong></p>
<p>Jogue a primeira pedra aquele que nunca teve uma vontade súbita de fazer as malas e viajar para qualquer um daqueles destinos da lista de favoritos. Sonhos à parte, nesses momentos há duas alternativas: 1) navegar pela internet e programar a próxima viagem; 2) usar a  criatividade e trazer o tal &#8220;destino&#8221; para dentro de casa. Para os que gostam de desafios e estão mais alinhados à segunda opção, os holandeses da Eijffinger criaram uma coleção de papéis de parede da série &#8220;viaje sem sair do lugar&#8221;. Eles recolheram fotos típicas (porém não óbvias) de lugares como Veneza, Nova York, Taj Mahal, na Índia e transformaram essas imagens em grandes painéis para colar na parede, e, de quebra, deixá-la bem mais animada. Destaque para a cena de um dia &#8220;normal&#8221; em pleno Times Square, em Nova Iorque.</p>
<p>Acesse: <a href="http://www.orlean.com.br"><strong>www.orlean.com.br</strong></a></p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/lelisblanc.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Aniversário</strong></p>
<p>Para celebrar seus 21 anos de vida, a marca Le Lis Blanc lança a Água de Colônia 21, com fundo amadeirado (que prolonga a fixação) e notas florais e cítricas. A marca buscou imprimir no aroma o conceito de “Simple is More”. Podendo ser usada em todas as ocasiões, a fragrância já está disponível nas lojas Le Lis Blanc pelo Brasil. Os elementos inspiradores da composição foram o toque dos tecidos e o ambiente, onde sensualidade e sofisticação têm um enlace. A Água de Colônia, em edição limitada, traduz a combinação perfeita com a personalidade da brasileira e com a mulher Le Lis.Versátil,pode ser usada em todas as ocasiões.</p>
<p>Acesse: <strong><a href="http://www.lelisblanc.com">www.lelisblanc.com</a></strong></p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/covite_lancamento-EMEA.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Parcerias que dão certo</strong></p>
<p>Domenico Dolce e Stefano Gabbana, Marc Jabocs e Juergen Teller, Paula Raia e Fernanda de Goye&#8230; Esses são apenas alguns exemplos de  parcerias fashion que deram super certo. A mais nova dupla é formada po duas cariocas: Maria Mendes de Almeida e Marianna Avellar que montaram a marca Eme-A. Maria e Marianna são duas meninas do Rio e com estilos bem diferentes: enquanto Marianna é descolada, Maria é clássica. Mas, como os opostos se atraem e se complementam, ambas chegaram a um equilíbrio e criaram a nova marca. Na coleção de estreia da Eme-A, elas se inspiraram nas telas de Klimt e nos mosaicos de Gaudí. Na verdade, a dupla é craque em roupas de festa. Os modelos são justos, estilo bandage, ou bordados com pedras. Elas avisam que estão desenhando uma linha de vestidos feitos especialmente para o réveillon. Útil, criativo, sexy, chique&#8230;</p>
<p>Acesse: <a href="http://emea.yolasite.com"><strong>emea.yolasite.com</strong></a></p>
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		<title>Distrito 9</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:03:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Azenha</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Coluna 5]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito 9]]></category>

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		<description><![CDATA[Filme traz novidades para a ficção científica, mas quer mesmo é ser Transformers]]></description>
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<p><strong><big>FAVELA ALIEN</big></strong><br />
<em>Distrito 9 tenta adicionar novos parâmetros para o gênero ficção científica, mas no fundo quer mesmo é ser Transformers</em><br />
Por André Azenha</p>
<p><strong>DISTRITO 9</strong><br />
Neill Blomkamp<br />
[District 9, África do Sul / Nova Zelândia, 2009]</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/distrito9imagem41.jpg" alt="" align="left" />Enfim uma inovação em ficção-científica. Não é que o gênero esteja sofrendo de falta de ideias, já que todo ano surgem bons filmes aqui e ali. O mais importante, ao se falar de <em>Distrito 9</em>, não é destacar qualidade, mas o que ele faz de diferente. Narrado em formato de documentário, o filme conta com um elenco de desconhecidos e uma original abordagem do velho confronto entre os seres humanos e alienígenas. Existem falhas, mas estas pequenas perto da importância do filme.</p>
<p>Logo durante os primeiros dez minutos de metragem, o expectador já percebe o motivo de <em>Distrito 9</em> ser tão diferente de tantos outros filmes de aliens. Na história, uma nave chegou à Terra cheia de extraterrestres desnutridos, aparentemente por falta de combustível. Por meio de uma iniciativa do governo, são abrigados em assentamentos, logo transformados em favelas, vivendo em condições precárias e à margem da sociedade. O filme, ou melhor, o “documentário”, começa com Wikus Van de Merwe sendo apontado como um dos agentes responsáveis por auxiliar no transporte dos alienígenas para um recém-criado Distrito 10, já que o nono não comportava mais a sempre crescente população. Enquanto invadia um dos barracos, acaba entrando em contato com uma substância misteriosa que o transformará em um fugitivo.</p>
<p>É verdade que o formato de documentário é subvertido várias vezes, com cenas ambientadas em lugares nos quais uma equipe de câmeras não conseguiria entrar. E, também, incomoda um pouco o fato de a parte final de <em>Distrito 9</em> se aproximar demais de um <em>Transformers</em>, no mau sentido. Mas nada disso importa.</p>
<p><em>Distrito 9</em> apresenta o embate entre extraterrestres e terráqueos como uma metáfora aos conflitos raciais da África. O diretor Neill Blomkamp é um sul-africano radicado no Canadá que, desde seu primeiro curta, se dedica a retratar as injustiças sociais de seu país. Aliás, a nave espacial para justamente em cima da cidade onde o diretor nasceu, Joanesburgo.</p>
<p>Dos últimos anos, <em>Distrito 9</em> é o filme que mais desafiou nossos conceitos de ficção científica. O que realmente causa pavor não é a forma com que os alienígenas se comportam, e sim os seres humanos, principalmente quando se voltam contra Merwe. Se não for bem de bilheteria, tem tudo para virar cult daqui a algum tempo.</p>
<p><strong>NOTA: 7,0</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/e9ZzYjMtyK0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/e9ZzYjMtyK0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Felipe Attie: Socos, Rosquinhas e Jingles Comerciais</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Attie</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Coluna 6]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Attie]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna: Felipe Attie]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca fui de me meter em briga, mas por favor, não esmague a felicidade de alguém na minha frente]]></description>
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<p>“Próximo!”, alertou a mulher do caixa da loja de conveniência onde fui comprar cervejas. Era uma mulher jovem, cerca de 20 e poucos anos, que cantarolava alegremente enquanto atendia aos clientes. Cheguei até ela e lhe passei uma revista, um engradado de latas de cerveja e o dinheiro. Ela cantarolava feito um passarinho, calculando o quanto de troco seria necessário. “Você pode esperar um pouco que eu estou sem troco, senhor?”, perguntou ela, para mim.</p>
<p>“Sem problemas”, respondi, desfolhando a revista.</p>
<p>“Próximo!”</p>
<p>O cliente seguinte era um homem grande, dentro de um terno elegante, um desses sujeitos bonitos que zanzam por aí engravatados. Ele chegou próximo ao caixa e jogou um pacote de rosquinhas carameladas e entregou o cartão de créditos: “Débito”, disse com a voz arranhada.</p>
<p>A caixa, que continuava cantarolando uma música que fazia lembrar jingle comercial de margarina, pegou o cartão, passou-o na máquina e pediu para o Senhor-cara-amarrada digitar a senha. Passaram-se alguns segundos até que a máquina cuspiu a nota da compra. O Homem de terno puxou-a da mão da menina e, com um tom de escárnio disse: “Essa merda de loja deve estar pagando salários altos pra que seus funcionários fiquem por aí, cantando como crianças felizes.”</p>
<p>As palavras tocaram os ouvidos da mulher como um balde de água fria, minguando seu sorriso e murchando sua expressão. Em seguida, ela se dirigiu a mim e disse cabisbaixa: “Muitos se esquecem que, na maioria das vezes, as pessoas que estão mais felizes por fora são as mais tristes por dentro.”</p>
<p>Olhei para ela, que agora estava com o olhar completamente oposto ao de instantes atrás, como quem diz “não esquenta, relaxa”. Mas ela parecia realmente entristecida e vê-la daquele jeito fez meu sangue esquentar a tal ponto que só me lembro de ter dito algo do tipo “fique com o troco”, dado as costas e partido feito um touro de rodeio em direção ao amargurado sujeito de terno.</p>
<p>“Ei”, disse, aplicando-lhe um leve tapa nas costas.</p>
<p>“Hmm?”, foi só o que ele pode resmungar antes de ver minha mão se aproximar de seu nariz.</p>
<p>“POW!”, deve ter sido o barulho que a loja inteira ouviu quando meu soco o atingiu, fazendo-o cair sobre uma pilha de pacotes de rosquinhas, lançando rosquinhas por toda a loja.</p>
<p>Olhei admirado para minha mão que latejava de dor. De onde veio tanta força?, foi o que pensei, admirado. Nunca fui de me meter em brigas físicas. Anos de experiência causando tumultos e caos, aliados a total noção das minhas limitações físicas, me forneceram sabedoria suficiente para saber muito bem a hora de entrar e a hora de sair de uma briga, sem que ela chegue ao ponto de me deixar com cicatrizes vitalícias. Mas, às vezes, dependendo da nossa fúria, somos levados a praticar ações e cometer delitos que nós mesmos desconhecemos ser capaz.</p>
<p>Ao ver o sujeito no chão, ainda zonzo em meio às rosquinhas, conferindo o sangue melado que escorria do seu nariz, não perdi tempo para aplicar-lhe um bico de leve no baço e outro um pouco abaixo das costelas, antes do segurança chegar e me segurar.</p>
<p>“Não precisa me prender”, alertei. Mas parece que as coisas não estavam nem um pouco condizentes com minha afirmação, porque o guardinha continuou me segurando tão forte a ponto de me fazer perder o fôlego.</p>
<p>“O que aconteceu aqui?”, perguntou o segurança.</p>
<p>“O sujeito tentou roubar as cervejas dele”, mentiu a meu favor a caixa cantora. “O cara de terno pegou o engradado dele achando que ele não ia reagir só por ser magrelo e parecer um fracote. Daí eles discutiram e deu no que deu.”</p>
<p>“Foi isso que aconteceu?”, me perguntou o segurança.</p>
<p>Fiz que sim com a cabeça.</p>
<p>“MENTIRA!”, gritou o sujeito, pressionando um pacote de rosquinhas contra o rosto para estancar o fluxo de sangue que insistia em jorrar. “ESSE FILHODAPUTA É LOUCO! ME AGREDIU SEM MOTIVO ALGUM!”</p>
<p>O guarda olhou para minha cara e para mulher do caixa, como se estivesse decidindo em qual versão acreditar. Uma mulher da fila insinuou se manifestar a favor do sujeito de terno, mas desistiu após ver o olhar que lancei em sua direção.</p>
<p>O guarda me soltou para dar assistência ao ferido, que insistia em dizer que era inocente. “As cervejas são suas?”, me perguntou.</p>
<p>“Sim”, respondi, mostrando a nota da compra. Peguei meu engradado e saí de manso pela porta lateral, enquanto todos voltavam sua atenção para o ferido. Ao chegar ao estacionamento encontrei a mulher do caixa parada, fumando um cigarro, como se estivesse esperando alguém.</p>
<p>“Obrigada”, ela me disse, cabisbaixa.</p>
<p>“Não precisa agradecer”, respondi, sem jeito. Sempre fico desconcertado com agradecimentos e homenagens.</p>
<p>“Tome”, disse ela, entregando-me um engradado de latas de cerveja. “Roubei pra você.”</p>
<p>“Oh! Juro que não costumo aceitar retribuições pelas minhas boas ações, até porque, elas costumam ser raras.”, brinquei. “Mas dessa vez eu vou abrir uma exceção.”</p>
<p>Ela me deu um abraço apertado.</p>
<p>“Você tá chateada com alguma coisa?”, perguntei.</p>
<p>“Nada demais. Besteiras.”</p>
<p>“Jura?”</p>
<p>Ela me olhou fixamente nos olhos. Tinha um olhar lindo, um rosto lindo, e me dei conta que, até então, não havia notado sua beleza. Por fim, confessou: “Ok, tá rolando uns probleminhas. Mas nada que alguém além de mim mesma fosse se importar.”</p>
<p>“Nem mesmo alguém que esmurrou alguém por você?”</p>
<p>Ela sorriu. Um sorriso de menina. Apontou para a loja: “Tenho que voltar.”</p>
<p>“Que horas eu passo aqui pra gente esvaziar esses engradados?”</p>
<p>Ela soltou uma gargalhada gostosa: “Isso é um encontro?”</p>
<p>“Chame do jeito que você quiser.”</p>
<p>“Ok”, concordou, anotando alguma coisa na minha mão com uma caneta. “Obrigado”, disse mais uma vez e me deu um beijo na bochecha antes de voltar pra loja.</p>
<p>Olhei para palma da mão e li seu recado&#8230; Foi inevitável abrir um largo sorriso.</p>
<p>Antes de sair do estacionamento, olhei para um Citroën estacionado e não tive dúvidas de que se tratara do carro do sujeito de terno. Só pode ser esse, pensei. Se não for, também, foda-se! Aproximei-me do carro e distribui igualmente porções de urina em todas as maçanetas e quebrei seus retrovisores. Isso deve fazê-lo lembrar das coisas, conclui.</p>
<p>Enfim, tirando a mulherzinha que tentou defender o babaca de terno, as pessoas que estavam lá, com certeza, até hoje, não devem entender ou saber explicar o que aconteceu dentro daquela loja naquele dia. Foi tudo muito rápido. Quando a violência é promovida de maneira repentina, as pessoas ficam tão chocadas que seus cérebros demoram a processar a informação ou, às vezes, nunca processam. Isso não é algo com o que me importo. Na verdade, existem poucas coisas com as quais eu me importo. Uma delas é a felicidade de um modo geral. É tão raro estarmos felizes hoje em dia, portanto, acho válido administrarmos esses momentos de modo que eles durem o máximo possível. Fica o aviso. Posso não ser a pessoa mais justa do mundo. Mas, por favor, não esmague a felicidade de alguém na minha frente.</p>
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		<title>A garota de Mônaco</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaella Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Coluna 7]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Anne Fontaine]]></category>
		<category><![CDATA[Garota de Mônaco]]></category>

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		<description><![CDATA[
Um estudo da malícia
A garota de Mônaco aborda romances estapafurdios com as reticências que eles merecem
Por Rafaella Soares
A GAROTA DE MÔNACO
Anne Fontaine
[La Fille de Monaco, fra, 2009]
Má notícia pros garotos: putas não vêm com manuais de instrução, ou coisa que o valha. Putas, daquelas boas mesmo, no sentido sintático da palavra, são, como bem já [...]]]></description>
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<p><big><strong>Um estudo da malícia</strong></big><br />
<em>A garota de Mônaco aborda romances estapafurdios com as reticências que eles merecem</em><br />
Por Rafaella Soares</p>
<p><strong>A GAROTA DE MÔNACO</strong><br />
Anne Fontaine<br />
[La Fille de Monaco, fra, 2009]</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/30-07-monaco1.jpg" alt="" align="LEFT" />Má notícia pros garotos: putas não vêm com manuais de instrução, ou coisa que o valha. Putas, daquelas boas mesmo, no sentido sintático da palavra, são, como bem já definiu Fernanda Young, uma orelha de Mickey em um quebra-cabeças medieval. More ela em Niterói ou num balneário francês.</p>
<p>Recentemente, as fotos vazadas do premiê italiano Silvio Berlusconi, na companhia de uma ex-menor de idade &#8211; na verdade, na festa de 18 anos da &#8220;modelo&#8221; e apadrinhada Noemi Letizia &#8211; acabaram numa tacada só com o casamento de 19 anos com Veronica Lario, o que ele ainda tinha de reputação e o respeito velado da imprensa.</p>
<p>Foi assim com o velhote corrupto de 73 anos no país em forma de bota, foi assim na ficção com Bertrand.</p>
<p>Enrabichado de prima pela bela bisca da Audrey, uma em muitas no universo burocrático e insosso dele, porém a única a chacoalhar seu mundinho com toda a sorte de astúcias que uma mulher de corpo fenomenal e sem nada a perder é capaz.<br />
Aquela velha história cara entediado conhece garota + garota vivaz / ambicosa enreda coroa + coroa &#8220;desperta pra vida&#8221; com menina insípida + amigo tenta abrir os olhos&#8230;e vamos rumo ao precipício.</p>
<p>Roschdy Zem ( notável, de coadjuvante não tem nada) é o guarda-costas que deve ciceronear Christophe, brilhante advogado.</p>
<p>Na rápida incursão pelas terras do prícipe Rainier, ele vai exercer a defesa de uma mulher da alta sociedade acusada de matar o amante jovem que começava a flertar com seu filho gay &#8211; meta-história que poderia ter sido mais aproveitada, mas claro, em detrimento das belíssimas locações.</p>
<p>Audrey enganaria qualquer um, com sua expansividade e a admiração ferrenha pela princesa Diana. Como se ser fã de uma celebridade conferisse algum altruísmo à sua vulgaridade atroz.</p>
<p>Um trhiller envolvente, no melhor estilo clássico de videolocadora, porém com mais consistência.</p>
<p>A garota de mônaco foi indicado ao César 2009, nas categorias Melhor Ator Coadjuvante (Roschdy Zem) e Melhor Atriz Revelação (Louise Bourgoin), mas Fabrice Luchini tabém se destaca, como um nome à altura de Daniel Auteil, que não deve  poder dar conta de todos os projetos pra que é chamado.</p>
<p><strong>NOTA: ??</strong></p>
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		<title>+ Livros: O Compromisso, Eu Amo Maquiagem, Almanaque de Banheiro</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Albuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[- A Edicao]]></category>
		<category><![CDATA[- Coluna 8]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[André Fischer]]></category>
		<category><![CDATA[Herta Müller]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Laureano]]></category>

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		<description><![CDATA[O COMPROMISSO
Herta Müller
[Editora Globo, Págs. 206]
Suas antenas devem ter captado, nos últimos dias, o nome de uma escritora romena chamada Herta Müller. Aos 56 anos e contrariando
todas as expectativas, ela foi agraciada com o Prêmio Nobel de Literatura.  Aqui no Brasil, apenas dois livros de Herta foram publicados em português. Um deles, &#8220;O Compromisso&#8221;, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PIe5q2ndzhCOdZWiZM2yrbiAW3o/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PIe5q2ndzhCOdZWiZM2yrbiAW3o/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PIe5q2ndzhCOdZWiZM2yrbiAW3o/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PIe5q2ndzhCOdZWiZM2yrbiAW3o/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/230923.jpg" alt="" align="left" /><strong>O COMPROMISSO</strong><br />
Herta Müller<br />
[Editora Globo, Págs. 206]</p>
<p>Suas antenas devem ter captado, nos últimos dias, o nome de uma escritora romena chamada Herta Müller. Aos 56 anos e contrariando<br />
todas as expectativas, ela foi agraciada com o Prêmio Nobel de Literatura.  Aqui no Brasil, apenas dois livros de Herta foram publicados em português. Um deles, &#8220;O Compromisso&#8221;, tem tradução de Lya Luft e conta a história de uma jovem operária da indústria têxtil que, sob o regime linha dura de Nicolau Ceausescu, na Romênia, coloca bilhetes em ternos masculinos em busca de um marido. Os textos de Herta têm forte qualidade poética e uma busca incansável por tudo aquilo que foge do convencional. Vale a pena experimentar!</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/euamomaquiagem.jpg" alt="" align="left" /><strong>EU AMO MAQUIAGEM</strong><br />
Marcos Costa<br />
[Editora Jaboticaba, Págs.164]</p>
<p>A maquiagem é uma das mais antigas formas de ornamentar o próprio corpo. Pintar o rosto e outras partes do corpo é uma prática exercida  a milhares de anos que pode ter diversas razões para acontecer, por exemplo, a religião, a estética, a afirmação de posição social ou simplesmente, pura diversão. Ser um Maquiador não significa apenas atender as funções estéticas, mas também aos aspectos técnicos  especializados, que requerem conhecimentos específicos sobre uma extensa quantidade de produtos, composições e efeitos. É justamente  sobre isso que Marcos Costa, um dos mais badalados maquiadores do Brasil fala. Ele começou seu périplo no mundo fashion em Goiânia como cabelereiro e tem em &#8220;Eu Amo Maquiagem&#8221; o ponto alto de sua trajetória. Ele fala de forma envolvente e didática do mundo da<br />
maquiagem ensinando a aplicá-la dentro de suas diversas possibilidades.</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/10/almanaque.jpg" alt="" align="left" /><strong>1º ALMANAQUE DE BANHEIRO</strong><br />
André Fischer e Renata Laureano<br />
[Editora Jaboticaba, Págs. 392]</p>
<p>Ler no banheiro é um hábito muito mais comum do que se pensa. Porta-revistas e, até mesmo, estantes fazem parte de quase todos os projetos assinados pelos grandes arquitetos da atualidade. Muitas livrarias, no Brasil e no exterior, já têm uma seção dedicada à &#8220;leitura de banheiro&#8221;. Mas ler o quê? Os especialistas têm resposta praticamente unânime: textos curtos, leves, bem escritos e bem-humorados. Se, além de tudo isso, a leitura trouxer informações úteis, melhor ainda. Esse é o caso do &#8220;1º Almanaque de Banheiro&#8221; de escrito por André Fischer e Renata Laureano. O livro traz dezenas de biografias de gente tão diversa e instigante quanto Billie Holiday e Xuxa, Alexandre &#8211; O Grande e Chacrinha, Dalai Lama e Jean-Paul Gautier, Kurt Cobain e Jorginho Guinle, Rainha Vitória e Leigh Bowery, Man Ray e Vicente Matheus&#8230; Textos dedicados a religiões e filosofias de vida contam (quase) tudo sobre candomblé, espiritismo, Hatha Yoga, hinduísmo, islamismo, cabala, maçonaria, Rosa-cruz, Santo Daime, Testemunhas de Jeová, xamanismo&#8230;e por aí vai. A dedicada e incansável pesquisa dos autores revela fatos surpreendentes nos textos classificados como &#8220;Objetos de Culto&#8221;, dedicado a controversos temas de incontestável importância para a humanidade como barbies, bolsas Prada, Chicabon, Batman, Ovos Fabergé, Leite Moça, Big Mac, iPods, vibradores&#8230;; e &#8220;Como Funciona&#8221;, com curiosidades sobre assuntos tão diversos quanto telefonia celular, maconha, calvície e botox, entre muitos outros.</p>
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		<title>Audiovisual debatido no Continuum amanhã</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 18:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Floro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Berros]]></category>
		<category><![CDATA[Continuum]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta sexta (16/10), o Centro Cultural dos Correios abriga dois seminários que fazem parte do Continuum &#8211; Festival de Arte e Tecnologia do Recife. No primeiro, que tem início às 14h30, cineastas refletem sobre as novas linguagens empregadas na sétima arte e suas implicações no meio audiovisual. Os convidados para o primeiro debate são Pedro [...]]]></description>
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<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/P-IGNVIltn4J5IK3_WDwK2ZoHCM/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/P-IGNVIltn4J5IK3_WDwK2ZoHCM/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/P-IGNVIltn4J5IK3_WDwK2ZoHCM/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/P-IGNVIltn4J5IK3_WDwK2ZoHCM/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><p>Nesta sexta (16/10), o Centro Cultural dos Correios abriga dois seminários que fazem parte do Continuum &#8211; Festival de Arte e Tecnologia do Recife. No primeiro, que tem início às 14h30, cineastas refletem sobre as novas linguagens empregadas na sétima arte e suas implicações no meio audiovisual. Os convidados para o primeiro debate são Pedro Paulo Rocha e Leo Falcão.</p>
<p>Cineasta, artista eletrônico e pesquisador de poéticas digitais, Pedro Rocha, filho do célebre diretor Glauber Rocha, aproveita a vinda ao Recife para apresentar seu projeto “Kynemas&#8221;, uma experiência radical para o meio audiovisual. O projeto mistura linguagens experimentais, samplers, poesia sonora e grafismos recombinando imagens e sons em plataformas diversas pretendendo ser um trabalho “in progress”. Refletindo sobre este novo modelo de construção audiovisual, o cineasta Leo Falcão dá sua visão sobre as possibilidades de integração de imagem com público através de exemplos recentes.</p>
<p>O pesquisador e PhD em Física e Computação Giorgio Moscati e o cineasta Bruno Vianna compartilham suas visões sobre a relação existente hoje em dia entre artistas e cientistas. O debate acontece às 19h, também na sexta-feira (16/10), no Centro Cultural dos Correios, no Recife Antigo.</p>
<p>O debate vai tentar analisar as interseções da arte contemporânea com as aplicações científicas via computador. Giorgio Moscati tem acompanhado em sua trajetória acadêmica, desde os anos 60, a criação dos computadores de uso pessoal e seus avanços para aplicações em outras mídias e vem dar sua visão histórica. Num confronto com a visão contemporânea da arte, Bruno Vianna fala a partir de sua experiência como cineasta que montou sua própria interface de edição não-linear em linguagem de programação Pure Data para apresentar seu longa-metragem &#8220;Ressaca&#8221;.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Tema: Novas Linguagens Cinematográficas<br />
Palestrantes: Pedro Rocha (SP) e Leo Falcão (PE)<br />
Data / Horário: Sexta – 16/10 &#8211; 14h30<br />
Local: Centro Cultural dos Correios &#8211; Av. Marquês de Olinda &#8211; Recife Antigo<br />
Entrada gratuita</p>
<p>Tema: Relação entre cientistas e artistas<br />
Palestrantes: Bruno Vianna (RJ) e Giorgio Moscati (SP)<br />
Data / Horário: Sexta – 16/10 &#8211; 19h00<br />
Local: Centro Cultural dos Correios &#8211; Av. Marquês de Olinda &#8211; Recife Antigo<br />
Entrada gratuita</p>
<p>Mais informações: <a href="http://www.continuumfestival.com">http://www.continuumfestival.com</a> </p>
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