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	<title>Revista O Grito!</title>
	
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	<description>Cultura Pop Sem Contra-Indicação</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Jul 2009 21:15:15 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Lula Côrtes faz jam session na abertua de sua exposição</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 17:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Albuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Berros]]></category>

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		<description><![CDATA[A VOLTA DO PAÊBIRU!
Lula Côrtes é daqueles artistas sem especialidade. Ele foi um dos primeiros modernos do Recife, daqueles que chocou todo mundo, e sua verve é tão pluri quanto o disco que lançou em 75 ao lado de Zé Ramalho, o Paêbiru. E atacando como artista plástico, ofício que se dedica desde os primórdios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>A VOLTA DO PAÊBIRU!</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Lula Côrtes é daqueles artistas sem especialidade. Ele foi um dos primeiros modernos do Recife, daqueles que chocou todo mundo, e sua verve é tão pluri quanto o disco que lançou em 75 ao lado de Zé Ramalho, o Paêbiru. E atacando como artista plástico, ofício que se dedica desde os primórdios de sua existência ele lança no próximo dia 7 a exposição Sonhos e Marinhas. Onde? No Bar do Neno, ponto de encontro da classe média emergente do Recife, cidade que, hoje, hospeda Côrtes.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>A mostra reúne vinte quadros de inspiração surrealista, na qual elementos marinhos servem de artifício para as derivações artísticas de Côrtes. A inauguração, marcada para as 19h30, contará com uma jam session de Côrtes e músicos da Má Companhia e El Mocambo. As obras ficam expostas até o dia 22 de julho.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>O embrião da exposição surgiu em 1994, em São Paulo, quando Lula criou vinte gravuras surrealistas, em nanquim, desenhadas em cima de papéis de fibra, fabricados pelo artista plástico Cristian Yunis. As obras ficaram expostas na galeria Verdin Verdin, na mostra intitulada Sonhos e Marinhas.</strong></div>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-13972" title="Lula3" src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/07/Lula32-300x199.jpg" alt="Lula3" width="300" height="199" /></p>
<p><strong>A VOLTA DO PAÊBIRU!</strong></p>
<p>Lula Côrtes é daqueles artistas sem especialidade. Ele foi um dos primeiros modernos do Recife, daqueles que chocou todo mundo, e sua verve é tão pluri quanto o disco que lançou em 75 ao lado de Zé Ramalho, o Paêbiru. E atacando como artista plástico, ofício que se dedica desde os primórdios de sua existência ele lança no próximo dia 7 a exposição Sonhos e Marinhas. Onde? No Bar do Neno, no Recife, cidade que, hoje, hospeda Côrtes.</p>
<p>A mostra reúne vinte quadros de inspiração surrealista, na qual elementos marinhos servem de artifício para as derivações artísticas de Côrtes. A inauguração, marcada para as 19h30, contará com uma jam session de Côrtes e músicos da Má Companhia e El Mocambo. As obras ficam expostas até o dia 22 de julho.</p>
<p>O embrião da exposição surgiu em 1994, em São Paulo, quando Lula criou vinte gravuras surrealistas, em nanquim, desenhadas em cima de papéis de fibra, fabricados pelo artista plástico Cristian Yunis. As obras ficaram expostas na galeria Verdin Verdin, na mostra intitulada Sonhos e Marinhas.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Bar do Neno &#8211; Exposição de Lula Côrtes<br />
Rua Padre Roma, nº 722<br />
3441-4141</p>

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		<title>Johnny Hooker e Candeias Rock City se apresentam hoje no UK</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/revistaogrito/~3/1txUmXN0MwY/</link>
		<comments>http://www.revistaogrito.com/page/30/06/2009/johnny-hooker-e-candeias-rock-city-se-apresentam-hoje-no-uk/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 21:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Albuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Berros]]></category>

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		<description><![CDATA[
Johnny Hooker e Candeias Rock City faz show no UK Pub nesta terça-feira
Com menos de seis meses de vida e uma das vencedoras do Microfonia, Johnny Hooker e Candeias Rock City fazem show hoje a noite no UK PUB. Na apresentação a banda toca as músicas do EP homônimo Candeias Rock City antes de partir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-13940 alignnone" title="Johny_hooker1" src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/Johny_hooker1.jpg" alt="Johny_hooker1" width="540" height="360" /></p>
<p><strong><big>Johnny Hooker e Candeias Rock City faz show no UK Pub nesta terça-feira</big></strong></p>
<p>Com menos de seis meses de vida e uma das vencedoras do Microfonia, Johnny Hooker e Candeias Rock City fazem show hoje a noite no UK PUB. Na apresentação a banda toca as músicas do EP homônimo Candeias Rock City antes de partir para temporada de shows fora de seu estado de nascimento, Pernambuco.</p>
<p>Sudeste e Centro-Oeste são as principais regiões com shows e lá, eles dividem o palco com a banda Black Drawing Chalks, no Festival Dissonante, em Goiás &#8211; um dos mais importantes da cena independente no Brasil. A Johnny Hooker e Candeias Rock City ainda passa por Brasília, Uberaba, Belo Horizonte e Vespasiano.</p>
<p><strong>UK PUB<br />
Johnny Hooker e Candeias Rock City</strong><br />
Entrada R$ 8,00<br />
Rua Francisco da Cunha, 165 Boa Viagem | Recife<br />
(81) 3465-1088</p>

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		<item>
		<title>Blur e a Zumbi Walking</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/revistaogrito/~3/GGDW4xOB9u4/</link>
		<comments>http://www.revistaogrito.com/page/30/06/2009/blur-e-a-zumbi-walking/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Albuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Blur]]></category>

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		<description><![CDATA[
WELCOME BACK ZOMBIES!
Depois de desfecho com brigas, fim de amizades e mega sucessos no bolso, bandas remanecentes dos anos 90 voltam à baila com propostas que se diz renovada. Verdade ou mentira?
Por Fernando de Albuquerque
Eles começaram em 1990 com o single &#8220;She&#8217;s So High&#8221;. E fizeram muito sucesso. Os gays eternizaram a banda com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/blur-004-92.jpg" alt="" /></p>
<p><big><strong>WELCOME BACK ZOMBIES!</strong></big><br />
<em>Depois de desfecho com brigas, fim de amizades e mega sucessos no bolso, bandas remanecentes dos anos 90 voltam à baila com propostas que se diz renovada. Verdade ou mentira?</em><br />
Por <a href="http://www.revistaogrito.com/page/author/hemidal">Fernando de Albuquerque</a></p>
<p>Eles começaram em 1990 com o single &#8220;She&#8217;s So High&#8221;. E fizeram muito sucesso. Os gays eternizaram a banda com o hit &#8220;Boys and Girls&#8221; que grita pela liberdade sexual e pela escolha free para os seus parceiros na cama. E se a carreira foi marcada pela fantasmagoria do sucesso, ele foi construído por nove discos e seis mega sucessos: &#8220;There&#8217;s No Other Way&#8221; (do disco <em>Leisure</em>); &#8220;Chemical World&#8221; (<em>Modern Life Is Rubbish</em>); &#8220;Coffee &amp; TV&#8221; (<em>13</em>); &#8220;Girls &amp; Boys&#8221; (<em>Parklife</em>); &#8220;Song 2&#8243; (<em>Blur</em>); &#8220;Crazy Beat&#8221; (<em>Think Tank</em>). E nessa trajetória eles brigaram, bateram boca, se empurraram, fizeram o maior auê. E depois de velhos e barbados decidiram voltar como se ainda fossem adolescentes a celebrar o sexo sem compromisso. E ao lado de Pulp e Oasis, os rapazes do Blur fizeram a trinca do britpop que agitou o mundo nos anos 90 e, agora, decidiram voltar.</p>
<p>A verdade é que parece meio deprê vê-los fazendo shows para cerca de 150 pessoas no Museu Colchester&#8217;s East Anglian Railway, local do primeiro show do quarteto e ainda entoando &#8220;Girls and Boys&#8221;, &#8220;Coffe &amp; TV&#8221;, &#8220;Tender&#8221; e &#8220;Parklife&#8221;. Tudo bem, o mérito da banda é muito alto. Eles retrataram muito bem o way of life dos anos 90 com crônicas meio românticas sobre garotos e garotas que usaram calça semi bag e com cintura alta, sem a autopiedade e choro embutido que marcou o gostoso do Morrissey.</p>
<p>Mas não é essa imagem que eles querem abandonar. A banda não está nem um pouco renovada e lança o <em>Midlife: A Beginners Guide To Blur</em>, coletânea que representa uma espécie de pout-pourrie das músicas da banda. O álbum, conforme os próprios músicos afirmaram, é uma espécie de manual da banda para aqueles que &#8220;perderam a fase produtiva e entusiasmada&#8221;. O disco tem 25 faixas. E tem de tudo. De &#8220;This Is A Low&#8221; até &#8220;Blue Jeans&#8221; e &#8220;Trimm Trabb&#8221;. Passando, claro (!), pelos incansáveis &#8220;Girls And Boys&#8221;, &#8220;Coffe And TV&#8221; e &#8220;Song 2&#8243;.</p>
<p>A banda na verdade, está fazendo igualzinho a uma série de outros grupos que decidiram, do nada, voltar a ganhar royalties com suas músicas. Ou melhor: forçar as novas gerações, que vão muito mais à festas, a colocar play nas suas antigas canções. Em 2007, o <strong>Led Zeppelin</strong> e <strong>The Police</strong> foram o símbolo mais emblemático desse vai e vem com poucas razões. Outra banda que simbolizou esse retorno dos mortos vivos foi o <strong>New Kids On The Block</strong>, hit adolescente da década de 1980, eles voltaram à ativa 13 anos depois de anunciar seu fim. Igualzinho a eles fez o <strong>Alice In Chais</strong>, um dos símbolos máximos do grunge. Eles ensaiaram um retorno com novo vocalista, o  William DuVall, que substituiu Layne Staley, morto em 2002 vítima de overdose.</p>
<p>E os exemplos não param por aí. Os veteranos do <strong>Kinks</strong> podem reaparecer a qualquer momento (até na porta da sua casa) entoando novas, com jeito de velhas, baladinhas. No Brasil o exemplo é de Nasi, do Ira. Ele deu partida à carreira solo no ano passado dizendo que iria brigar na justiça pelo ex-grupo. Qual foi a decisão dos tribunais? Sabe Deus. Quem disse que vai lançar disco esse foi o <strong>Strokes</strong>. A banda se reuniu em 2009, pondo fim ao intervalo que segue desde o fim da turnê do álbum <strong>Fist Impressions of  Earth</strong>, de 2006.</p>
<p>E se formos pensar em outros nomes&#8230;voltaram também <strong>No Doubt</strong>, <strong>Jane&#8217;s Addiction</strong>,  <strong>Limp Bizkit</strong>, <strong>Phish</strong>, <strong>Blink 182</strong> e <strong>Faith No More</strong>. Dá até medo pensar no que essa galerinha pensa em colocar novamente no ar. Espera-se que seus antigos sucessos. Esses são garantias de bonança aos ouvidos.</p>
<p>E quando a causa já não é mais o talento, já que tudo tem data marcada, os anos 90 ainda tem toda aquela fanfarra crazy com a new rave. E todos revivem o <strong>Daft Punk</strong> com Justice e Digitalism e nos remixes picotados e frenéticos que são capitaneados por produtores como Duke Dumont, Yuksek e Sinden. Reflexos de edições rápidas e bem usuais de clássicos do Aphex Twin. E ainda tem o tal do &#8220;neo-trance&#8221;, onde gente como Oliver Koletzki e Guy Gerber resgatam arranjos e timbres dos primórdios do trance, de selos como Eye Q e MFS.</p>
<p style="text-align: center;"><big><img class="aligncenter" src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/blur.jpg" alt="" /></big></p>
<p>No último ano foi a vez dos meninos do Verve, Jarvis Cocker, o eterno vocalista do Pulp, (que lançou o solo Further Complications) e o ex-vocalista do Suede, Brett Anderson. Este está de volta à pista desde 2007, com Wilderness. Quem promete revival também são os norte-americanos do The Pixies. Eles estão formatando uma super edição especial com todos os discos, com músicas ao vivo e inéditas que comemoram os mais de 20 anos de existência da banda.</p>
<p>Mas entre os remanecentes dos anos 90 os galeses do <strong>Manic Street Preachers</strong> continuam em plena atividade depois do último <em>Journal For Plague Lovers </em>que marca a continuação da criatividade do grupo. O <em>Super Furry Animals</em> também mandam bem com disco novo e até mesmo o Placebo mantém a continuidade do trabalho com <em>Battle For The Sun</em></p>
<p>Mas entre tantas bandas e estilos que decidem voltar, não se pode falar, ainda, em um revival completo dos ans 90. Ainda tem muita gente boa que continua trabalhando de maneira firme e se reinventando como <strong>Radiohead, Supergrass, Charlatans, Ash, Travis, Gomez</strong> e <strong>Stereophonics</strong>.</p>
<p>Difícil mesmo é pensar na volta do <strong>Supertramp</strong> e do <strong>The Smiths</strong>. Todo mundo pede, mas eles se negam. E isso seria motivo para uma grande comoção. Tanto como um possível retorno do Stone Roses, banda de Manchester e que revolucionou o britpop com apenas dois discos. E nenhuma mandiga fez reatar a amizade entre John Suire e o vocalista Ian Brown. Os dois se odeiam de verdade.</p>
<p><strong>[+] <a href="http://www.revistaogrito.com/page/30/06/2009/retorno-do-blur-o-novo-disco/">BLUR PREPARA RETORNO COM NOVO DISCO</a><br />
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[+] <a href="http://www.revistaogrito.com/page/30/06/2009/retorno-do-blur-videos/">OS MELHORES CLIPES DO BLUR</a><br />
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		<title>Retorno do Blur: O novo disco</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Floro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Blur]]></category>
		<category><![CDATA[Damon Albarn]]></category>
		<category><![CDATA[Gorillaz]]></category>

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		<description><![CDATA[
BOM RETORNO
Banda promete novo disco e avisa: quer manter a relevância no pop cultivada nos anos 90
Por Paulo Floro
Entenda o panorama. Damon Albarn, líder  do Blur, 41 anos de idade foi o headliner do Glastonbury, um dos festivais gigantes da Europa. Sua banda, que já significou muito para a geração dos anos 1990 pretende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/blur1.jpg" alt="" /></p>
<p><strong><big>BOM RETORNO</big></strong><br />
<em>Banda promete novo disco e avisa: quer manter a relevância no pop cultivada nos anos 90</em><br />
Por <a href="http://revistaogrito.com/page/author/paulo">Paulo Floro</a></p>
<p>Entenda o panorama. Damon Albarn, líder  do <strong>Blur</strong>, 41 anos de idade foi o headliner do Glastonbury, um dos festivais gigantes da Europa. Sua banda, que já significou muito para a geração dos anos 1990 pretende lançar um novo álbum com a formação original e isto está movimentando a imprensa musical.</p>
<p>Não é pouco. Mas, ao contrário de outras bandas egressas de décadas passadas, os ingleses do Blur não experimentaram nenhuma espécie de decadência. Seu último disco, <em>Think Tank</em> foi bem recebido pela crítica e público. Produzido por Norman Cook (mais conhecido como Fatboy Slim) apontava novas direções na sonoridade do grupo, com um flerte pesado com a música eletrônica (ou &#8216;dance&#8217; como preferem chamar os britânicos).</p>
<p>O único entrevero neste lançamento foi a perda de unidade da banda. O guitarrista e produtor Graham Coxon, amigo de longa data de Albarn abandonou a banda. Ele só participou da gravação de quatro músicas &#8220;Battery in Your Leg&#8221;, &#8220;The Outsider&#8221;, &#8220;Morricone&#8221; e &#8220;Some Glad Morning&#8221;. A revista UNCUT talhou: &#8220;é o disco mais criativo da carreira da banda&#8221;.</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/1.jpg" alt="" /></p>
<p>Mais cerebral que seus escapistas discos anteriores, não se sabe se o próximo álbum continuará neste caminho mais experimental. Com a volta de Coxon ao grupo, talvez as ideias políticas e estéticas de Albarn &#8211; cada vez mais numa viagem lunática e intelectual após o Gorillaz &#8211; sejam amainadas. Em entrevistas recentes à imprensa inglesa, eles já afirmaram que estão fazendo jam sessions para descobrirem novos sons. À Rádio BBC 6 Music, o baixista Alex James e Coxon confirmaram a intenção de um novo registro, mas sem pressão. &#8220;Estamos dando o tempo certo para fazer jus a este novo trabalho. No momento, vamos nos divertir com esses shows (de retorno)&#8221;, avisou.</p>
<p>O mesmo James garantiu ao semanário inglês NME que o quarteto volta ao estúdio em outubro. Voltando à sonoridade do novo disco, a dualidade entre o pop já conhecido do grupo e experimentações estão em pauta nas discussões da banda. &#8220;Ter boas guitarras seria bom. Mas eu falo com o Graham sobre mandolins e música progressiva&#8221;, afirmou o músico.</p>
<p>Antes disso, o Blur lança a coletânea dupla com hits dos 20 anos do grupo. O nome é uma prova do desejo de se manterem relevantes à rápida geração dos 00: <em>Midlife: A Beginners Guide to Blur</em> (Meia-Idade &#8211; Um Guia para Iniciantes do Blur).</p>
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		<title>Blur e a volta dos anos 90: Artistas em eterna despedida</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Albuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Blur]]></category>

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		<description><![CDATA[
POR FAVOR SAIAM DA PISTA!
Alguns artistas e bandas propagam uma longeva despedida como forma de sobrevivência
Por Fernando de Albuquerque
Enquanto alguns artistas fazem de tudo para voltas à baila, outros pedem para continuar no ostracismo, existem aqueles que insistem em permanecer nos palcos. Em fazer parte de um estrelato que nunca lhes pertenceu. Um bom exemplo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/blur11.jpg" alt="" /></p>
<p><big><strong>POR FAVOR SAIAM DA PISTA!</strong></big><br />
<em>Alguns artistas e bandas propagam uma longeva despedida como forma de sobrevivência</em><br />
Por <a href="http://revistaogrito.com/page/author/hemidal">Fernando de Albuquerque</a></p>
<p>Enquanto alguns artistas fazem de tudo para voltas à baila, outros pedem para continuar no ostracismo, existem aqueles que insistem em permanecer nos palcos. Em fazer parte de um estrelato que nunca lhes pertenceu. Um bom exemplo é o <strong>RBD</strong>. Com seis integrantes, eles anunciaram a separação ainda em agosto de 2008, mas não sem antes realizar uma turnê de despedida e álbum com mega sucessos. Transformaram seu fim em um sucesso mercadológico e, talvez, ainda seja possível encontrá-los cantando juntos por aí.</p>
<p>Outro que anunciou a separação foi a dupla sertaneja <strong>Edson e Hudson</strong>. Faz mais de um ano isso e na época o comunicado oficial afirmou que eles deixariam de tocar juntos em 1º de janeiro de 2010 e nesse ínterim preparou uma turnê e dois discos só para esse ano.</p>
<p>Quem mantém uma turnê de despedida desde 2006 é o compositor e ator francês <strong>Charles Aznavour</strong>, de 84 anos. Ele é considerado o artista do século pela revista Time e pela CNN. Mas três anos em despedida é um pouco demais. Dentre esses &#8220;medalhões&#8221; quem se recusa a voltar pra casa é <strong>Mercedes Sosa</strong>, com 72 anos. Essa, vez ou outra, dá o ar de sua graça em shows e campanhas publicitárias.</p>
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		<title>Retorno do Blur: Vídeos</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Floro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Blur]]></category>

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		<description><![CDATA[
The Universal
A banda faz aqui uma homenagem ao filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Ficou perfeito pela interpretação (?) de um louco por Damon Albarn. 

Song 2
O mais famoso sucesso comercial da banda, &#8220;Song 2&#8243; tem um clipe tão direto quanto sua música. Tocou à exaustão, mas mesmo não sendo nem de longe o melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Papa_qi7evU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Papa_qi7evU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>The Universal</strong><br />
A banda faz aqui uma homenagem ao filme <em>Laranja Mecânica</em>, de Stanley Kubrick. Ficou perfeito pela interpretação (?) de um louco por Damon Albarn. </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WlAHZURxRjY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/WlAHZURxRjY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>Song 2</strong><br />
O mais famoso sucesso comercial da banda, &#8220;Song 2&#8243; tem um clipe tão direto quanto sua música. Tocou à exaustão, mas mesmo não sendo nem de longe o melhor que a banda já produziu, ajudou a popularizá-la entre outros públicos. </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/X0YvOncfBJU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/X0YvOncfBJU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>To The End</strong><br />
Outro clipe cabeça. Este faz referência ao clássico <em>O Ano Passado Em Marienbad</em>, de Alain Resnais. Todo em preto e branco. </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/g5aN4ARdDhQ&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/g5aN4ARdDhQ&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>No Distance Left To Run</strong><br />
Certamente o mais experimental de todos, foi dirigido por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Vinterberg">Thomas Vintenberg</a>, cineasta ligado ao polêmico movimento Dogma 95. Foram usadas câmeras noturnas para mostrar a banda enquanto dormiam. </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WNy0ZRLrtis&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/WNy0ZRLrtis&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>Tender</strong><br />
O clipe foi gravado durante uma sessão ao vivo de estúdio, junto com um grupo de back vocals. Um vídeo oficial chegou a ser feito, com direção de Sophie Muller (a mesma de &#8220;Song 2&#8243; e &#8220;Bettlegum&#8221;), mas nunca chegou a ser lançado, porque a banda simplesmente não gostou do resultado. </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hd3hMFUFhtY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/hd3hMFUFhtY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lITzhu8raBw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/lITzhu8raBw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>There&#8217;s No Other Way</strong> e <strong>Parklife</strong><br />
Primeiros sucessos do Blur, essas duas músicas representam bem as referências que o grupo carregava no início. A proposta é trazer um aspecto lúdico ao cotidiano e costumes britânicos, bem como um toquezinho de loucura. </p>

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		<title>Especial Michael Jackson: Obituário, por Maurício Angelo</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício Angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos/ Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Jackson]]></category>

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		<description><![CDATA[
Minha geração não viveu o auge de Jackson. Quem cresceu no final dos anos 80/início dos 90 mal deve conseguir lembrar do (ainda) sucesso de “Dangerous”. Felizmente, não é preciso ter vivido o ápice dos anos 80 para entender e respeitar o legado de MJ. Este é um presente que ele mesmo ajudou a solidificar: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/MJAzul1.jpg" alt="" /></p>
<p>Minha geração não viveu o auge de Jackson. Quem cresceu no final dos anos 80/início dos 90 mal deve conseguir lembrar do (ainda) sucesso de “Dangerous”. Felizmente, não é preciso ter vivido o ápice dos anos 80 para entender e respeitar o legado de MJ. Este é um presente que ele mesmo ajudou a solidificar: a importância da imagem, da mídia, do show. “A partir de agora é assim que as coisas funcionam”. Criou um universo só para ele. E o público comprou. Estava feito o estrago.</p>
<p>Presente maldito, sim. A mídia, claro, se manifesta ao sabor dos acontecimentos. Dos interesses. E se Michael passou do maior ídolo pop de uma geração ao mais falado freak show da Terra em poucos anos, culpa do que ele sedimentou.</p>
<p>Na morte, o revisionismo é quase sempre positivo. Os vexames e deslizes desaparecem. Os álbuns ruins. Perdoa-se quase tudo. O morto, agora, goza de ovação e prestígio praticamente esquecidos há muito antes da tragédia. Rever Jackson não é consequencia da morte. É obrigação. O ruim dele (<em>Invincible</em>, de 2001) ainda é melhor que o máximo que muita gente consegue produzir.</p>
<p>O “bizarro”, o “incomum”, os distúrbios. São coisa menores. Se ele mudou totalmente de cor por doença, por não se achar belo – decorrência de problemas psicológicos que ninguém, absolutamente ninguém pode saber ao certo – pouco importa. Michael nunca deixou de ser negro. Sua música é, e sempre foi, deliciosamente negra.</p>
<p>Os números assustam. E não batem. Thriller vendeu 65 ou 120 milhões de cópias? A soma de toda a discografia chega aos 750 milhões de álbuns vendidos? Sua fortuna bateu nos 8 bilhões de dólares? Qual era, de fato, a real situação financeira de Jackson? Sua dívida estava nos 500 milhões de dólares como afirmou o Wall Street Journal?</p>
<p>Fato é que ninguém jamais baterá seus recordes de venda. Com a indústria fonográfica agonizando, a partida de Jacko pode ser vista como um sinistro apagar de luzes.</p>
<p>Agora, quando escrevo (21 horas de 26 de junho de 2009), seu nome já atinge 78 milhões de resultados no Google. Metade disto desde que o anúncio da sua morte chegou ao mundo. Só um pequeno exemplo.</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/tdcas.jpg" alt="" align="left" />Da minha parte, nunca vi comoção maior. Canais de notícias, do Brasil e exterior, se dedicaram 24 horas à morte de Michael. Jornais e revistas de todo o mundo estamparam na manhã de hoje o rosto de Jackson na capa. Em alguns casos, com toda a capa se resumindo à ele. Especiais explodiram em sites mundo afora. Redes sociais congestionadas. Líderes de estado se pronunciaram. Aglomerações de fãs. E na rua, com quem quer que se encontrasse, onde quer que fosse, só tinha um assunto: Michael Jackson morreu.</p>
<p>O assombro coletivo. A estupefação compartilhada. Inesperado. Cedo demais. Fazia tempo que um ídolo pop não morria com tão pouca idade. Nenhum do tamanho de Jackson. E, na música, talvez nenhum seja capaz de causar tanta resposta. Paul McCartney incluído.</p>
<p>Sua aparição no Brasil, reproduzida incansavelmente, parece fresca. Como se tivesse acontecido mês passado. Pensando hoje, que artista, no mundo, teria (sim) os colhões para parar uma favela do Rio de Janeiro e gravar um clip de proporções hollywoodianas dentro dela? Com a autorização dos traficantes? A equipe, liderada por Spike Lee, teve que pagar uma quantia à “chefia” do morro. Jeitinho brasileiro. Mesmo assim, é impensável que qualquer ícone do pop seja capaz disso. Bono Vox? Coitado dos irlandeses.</p>
<p>Esta mentalidade competitiva, industrial e limitada é parte comum de todos nós. Saber quem vendeu mais, quem é “o melhor”, “o mais isso”, “mais aquilo”. Padrões de comparação baseados em números difíceis de escapar.</p>
<p>Jacko não foi só o maior combustível de prensas da história da indústria fonográfica. “Off The Wall”, “Thriller”, “Bad” e “Dangerous”, uns mais, outros menos, são 4 peças mais do que suficientes para torná-lo imortal. E explicam a influência que ele causou. “You Rock My World”, por exemplo, é infinitamente superior a tudo que o hip-hop, o R&amp;B e a música negra pop tenta ser nos Estados Unidos há alguns anos. Como música e como clip, destrói o que toda leva de chupinhadores tentam emular, sem sucesso (apenas comercial). O som, a dança, o estilo, a voz, o arranjo, a estrutura. Tudo.</p>
<p>Qualquer programa de clips de canais musicais que mostrem os “hits” de agora (e de muitos anos anteriores) são exemplos fartos do quanto Jackson é incansavelmente imitado. E por gente sem 1/10 do seu talento.</p>
<p>Por quanto tempo viveremos sob sua sombra? Ao que parece, para sempre.</p>
<p>Como exemplo, e se confirmado realmente os valores (da fortuna e depois da dívida), Michael também deixa uma e-pop-éia clássica. O trocadilho infame inevitável. O pleonasmo trágico. Os superlativos. Todos eles. A grande história repleta de reviravoltas, dor, glórias, mistérios, abusos, superação, drama familiar, loucura (?), genialidade, extremos. Nada ao acaso. Partes de todo mundo.</p>
<p>Se você pensar bem, há poucas coisas tão populares como Michael Jackson.</p>

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		<title>Batman – Descanse Em Paz</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Talles Colatino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>

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		<description><![CDATA[
MANCHETE MAIOR QUE A NOTÍCIA
Título pretensioso esconde motivos rasos para matar um herói icônico e tirar dinheiro dos fãs numa saga sem muito sentido
Por Talles Colatino 
BATMAN &#8211; DESCANSE EM PAZ
Grant Morrison (texto) e Vários Autores (arte)
[Publicado na revista mensal Batman, a partir do número 80, Panini, 100 págs, R$ 7,50]
“Você honestamente acredita que será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/batman-rip.jpg"/></p>
<p><strong><big>MANCHETE MAIOR QUE A NOTÍCIA</big></strong><br />
<em>Título pretensioso esconde motivos rasos para matar um herói icônico e tirar dinheiro dos fãs numa saga sem muito sentido</em><br />
Por <a href="http://revistaogrito.com/page/author/talles">Talles Colatino </a></p>
<p><strong>BATMAN &#8211; DESCANSE EM PAZ</strong><br />
Grant Morrison (texto) e Vários Autores (arte)<br />
[Publicado na revista mensal Batman, a partir do número 80, Panini, 100 págs, R$ 7,50]</p>
<p>“Você honestamente acredita que será capaz de fazer o que nem mesmo Coringa, Duas Caras ou qualquer outro foi capaz de fazer em todos esses anos, Doutor Hurt?”. Essa dúvida, feita pelo capacho Le Bossu ao seu chefe, é nossa também. Qualquer leitor em pleno domínio das suas tarefas cognitivas também se questionou quando foi anunciado o título da nova colaboração de <strong>Grant Morrison</strong> para o universo DC: <strong><em>Batman RIP</em></strong>.</p>
<p>Por tudo que Grant Morisson fez, não deveríamos nos incomodar com a ideia, mas matar Bruce Wayne parece algo que vai além de qualquer expectativa um dia gerada na cabeça de qualquer fã – ou não – do herói. Mesmo quando fez aparecer um filho, Damian, então eliminado da cronologia de Batman, ele nos convenceu. Mas prometer assassinar o morcegão parece ultrapassar certos “limites” que a figura quase mitológica de Bruce Wayne como Batman nos fez construir.</p>
<p>Talvez por causa dessa áurea que o personagem tem não seja bem isso o que acontece, apesar do estardalhaço que a saga fez lá fora, há quase um ano. Por aqui, a Panini passa a publicar em julho o que é, na verdade, uma série abençoada em arte, mas pecadora em um roteiro &#8220;over&#8221;. Na verdade, o problema não está no roteiro em si. É honesto e conectado, superando as expectativas mínimas que o nome de Morrison gera. O que sufoca a evolução narrativa são os exageros de algumas cenas, sejam em diálogos ou em certas sequências. Frases de efeito por trás de quadros sombrios e todos aqueles clichês de suspense para uma série que anuncia a morte já no título tornam <em>Batman Descanse Em Paz</em> um vudu só.</p>
<p>Ok, temos um Bruce mais do que nunca humano. O retrato de um herói fragilizado, questionador da sua importância enquanto vigilante de Gotham e apaixonado por uma mulher que não teme enfrentá-lo. Um momento ótimo para exigir umas férias e ir refrescar as ideias num balneário ensolarado. O problema está na Mão Negra, entidade liderada por Hurt, que diz ter um verdadeiro dossiê secreto sobre o passado da família Wayne. Começa aí a narrativa que a gente vai ver fragmentada em vários arcos e, consequentemente, várias revistas da Panini.</p>
<p>E essas divisões de intrigas em várias páginas das caras publicações da editora vão culminar num final raso (que a gente não vai spoliar aqui) da saga que tem o título mais pretensioso da história da DC e que vai arrancar do seu bolso uma quantia igualmente pretensiosa. O que vem aí não se basta como um arrasa-quarteirão over, mas também é um bem de consumo visionário. Sabe quando a manchete chama mais atenção que a própria notícia? A situação de Batman RIP é essa.</p>
<p><strong>NOTA: 5,5</strong></p>
<p><strong>[+] <a href="http://www.revistaogrito.com/page/sessao/critica/quadrinhos/">LEIA MAIS SOBRE QUADRINHOS NA REVISTA O GRITO!</a><br />
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		<title>Joana Coccarelli: Rock N’Roach</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joana Coccarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Joana Coccarelli]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna: Joana Coccarelli]]></category>

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		<description><![CDATA[
ROCK N´ROACH
Por Joana Coccarelli
a outra coisa boa de ter gatos é que eles são excelentes caçadores de baratas. quando surge uma em casa, eles a perseguem e letra a) a destroçam e comem ou b) ficam de tocaia aonde quer que ela se esconda, evitando que ela desapareça fortuitamente. a letra b é de tremenda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/162939073_c2a066ea96.jpg"/></p>
<p><big><strong>ROCK N´ROACH</strong></big><br />
Por <a href="http://www.revistaogrito.com/page/author/joana">Joana Coccarelli</a></p>
<p>a outra coisa boa de ter gatos é que eles são excelentes caçadores de baratas. quando surge uma em casa, eles a perseguem e letra a) a destroçam e comem ou b) ficam de tocaia aonde quer que ela se esconda, evitando que ela desapareça fortuitamente. a letra b é de tremenda vantagem, tendo em vista que o princípio primeiro quando da aparição de baratas no ambiente doméstico é jamais descansar até matá-la, evitando que ela tocaie você.</p>
<p>noite dessas deparei-me com meus gatos ferdinando, mercedes e eugênia escoltando uma barata pelo corredor. quase bati a cabeça no teto de susto mas nada foi capaz de detê-los. apavorada como de costume em situações dessa estirpe, minha capacidade de raciocínio foi fechada e meus instintos imploravam para que algum dos felinos jantasse o inseto. que acabou contando com a sorte e se enfiou habilmente debaixo da balança do banheiro. bem em frente da porta do armário onde eu guardo o inseticida. eu estava encurralada.</p>
<p>andei em círculos nervosos pela sala praguejando de pavor até que recuperei, lá do fundo do meu ser, a coragem obrigatória às mulheres auto-suficientes numa circunstância semelhante. mas não sem antes cogitar chamar o porteiro. os gatos ainda eletrizados ao redor da balança e pensei, meio balzaquiana demais para pedir socorro. onze anos de dona de casa. então saltei da porta do banheiro direto pra cima da pia e abri a porta do armário, que quase batia na balança. saquei o inseticida, espantei os gatos enquanto agitava o tubo, apontei o cabo especial para frestas embaixo da balança e apertei o spray.</p>
<p>a barata saiu encharcada do outro lado, deu alguns passos já muito tonta e tombou de barriga pra cima logo depois de ultrapassar o tapetinho. despejei mais uma nuvem de veneno sobre ela, aquele jato aflito com gostinho extra de vitória, até que as antenas grudaram no chão. era cascuda. não era a maior do mundo, mas tinha vigor. tinha potencial. o que me causou especial aversão foi o tom castanho mais escuro que o habitual. admito gostar do acaju das baratas, mas jamais o castanho.</p>
<p>então a segunda e não menos temida etapa: catar a barata e jogá-la fora. dessa vez a opção porteiro foi levantada com um pouco mais de força &#8211; houve um precedente há anos atrás, quando seu joão ganhou duas latinhas de cerveja. na vez seguinte, joguei um chinelo sobre o corpo da barata morta e esperei até que a faxineira o encontrasse, dois dias depois. não dessa vez. trinta e dois anos na cara. sem contar que silvia, a faxineira, só voltaria em uma semana.</p>
<p>precisava criar o máximo de camadas entre a minha mão e o inseto &#8211; algo que satisfizesse minha real necessidade de isolamento psicológico de tudo de abjeto que ele representa para a mulher média em geral. peguei a luva de borracha da cozinha, aquela que se usa para tirar coisas quentes do forno; e desenrolei quase vinte metros de papel higiênico. de olhos fechados, lamuriando, catei a barata. joguei o papel com o bicho na privada e puxei a descarga mais profunda que os ladrilhos da parede já viram.</p>
<p>por fim limpei as poças de inseticida do banheiro, mas o horror de toda a interação ainda me acompanhou até a hora de apagar a luz.</p>

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		<title>IRAQ</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:13:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaella Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[REC]]></category>
		<category><![CDATA[Garagem]]></category>
		<category><![CDATA[IRAQ]]></category>

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		<description><![CDATA[
O NOVO BUNKER MODERNO
Quatro letras escarlates anunciam o charme e mistério do mais inusitado dos redutos boêmios da cidade. Misto de residência e imã de tipos estranhos e alternativos, bem-vindo ao Iraq
Por Rafaella Soares
O Garagem is overrated. Dia desses o cantor Otto estava por lá, cercado de uma entourage que ficou difícil entender se era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/538630471xiOQfL_fs.jpg" alt="" /></p>
<p><strong><big>O NOVO BUNKER MODERNO</big></strong><br />
<em>Quatro letras escarlates anunciam o charme e mistério do mais inusitado dos redutos boêmios da cidade. Misto de residência e imã de tipos estranhos e alternativos, bem-vindo ao Iraq</em><br />
Por <a href="http://www.revistaogrito.com/page/author/rafaella">Rafaella Soares</a></p>
<p>O Garagem is overrated. Dia desses o cantor Otto estava por lá, cercado de uma entourage que ficou difícil entender se era a galera de música ou cinema. Não tem mais charme, pronto. Depois de presenciar uma menina entalada no bueiro de ferro, coisas que beiram o satanismo, a coprofagia (sim! e não vale a pena estender sobre isso) e um Matheus Nachtergaele desnudo dançando, o cotidiano ficou entendiante.</p>
<p>“Morre-se” no “Gara” mais por contingência, e claro, pra fazer o censo da noite, pois Recife é uma aldeia e se nem todo mundo se conhece de dois beijinhos, de vista com certeza. A calçada ainda fica cheia – via de mão dupla: volume de frequentação não é indicativo pra um lugar descolado, sabemos. Ainda tem gente espalhada entre a calçada, o posto e os arbustos da ponte&#8230;cof, cof. Mas sempre que um inferninho vai ficando saturado de uma fauna separada por alguns anos da original, algum outro toma o seu lugar.</p>
<p>Se o Garagem é a esposa cansada de guerra, a amante dos boêmios também fica sediada num lugar insuspeito, a pacata Rua do Sossego, nas proximidades da Unicap. Na mesma rua, fica a casa / ateliê de Abelardo da Hora, mas isso é assunto pra uma outra história bacana que a gente pode hiperlinkar até, depois. Numa casa branca de fachada da década de 1940 ou coisa que o valha, quatro letras escarlates: <strong>IRAQ</strong>.</p>
<p>Você entra lá e parece a remontagem do Jack Caolho, reduto da diva Laura Palmer (R.I.P.). De cara um manequim dá as boas vindas sob uma luz lúgubre, seja tarde ou noite. De tarde é falta de iluminação natural, de noite, luz vermelha. Dezenas  de cartazes, colagens, recortes de jornal, convivem hamonicamente com aforismos em francês. </p>
<p>É a mítica em torno desses lugares: o cenário é catalisado com a passagem do tempo, sem ser milimetricamente pensado. A premissa é a mesma, punk-do-it-yourself na hora de pegar a cerveja direto do dono e espalhar-se num dos sofás detonados de procedência desconhecida. </p>
<p>Grupos se dispersam do dancing até o quintal. É possível encontrar desde a turminha gótica, órfãos da boate Elfos até metaleiros, estudante e um eventual rapaz engravatado. David Byrne, Bauhaus, Depeche Mode, Fiona Apple saem do aparelho de som, não sendo exatamente coadjuvante e sim mais um elemento. Os lugares carregam a simbologia do que aconteceu lá e o ambiente do Iraq tem pouco ou nada do ver e ser visto de outros citados acima. É alternativo sem a pecha depreciativa da coisa, é sossegado, <em>legalize</em>, democrático sem ser torre de babel, seguro, até. </p>
<p>Falta uma idéia interessante pra aproveitar a banheira do wc e pronto, vira reduto. Depois, é só virar a maçaneta, atravessar a porta e &#8230;omg! mundo real como se diz por aí.</p>

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		<title>Titãs | Sacos Plásticos</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:12:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Tenório</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Titãs]]></category>

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		<description><![CDATA[
NÃO RECICLÁVEL
Novo álbum da banda decepciona ao transitar entre o emo, o country e o brega &#8211; sem chegar a lugar algum
Por Gilberto Tenório
TITÃS
Sacos Plásticos
[Universal, 2009]
A capa e o encarte de Sacos Plásticos, novo álbum da banda paulistana Titãs, não traz nenhum dos cinco integrantes do grupo estampados em suas páginas. No lugar dos longevos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/titas3.jpg" alt="" /></p>
<p><big><strong>NÃO RECICLÁVEL</strong></big><br />
<em>Novo álbum da banda decepciona ao transitar entre o emo, o country e o brega &#8211; sem chegar a lugar algum</em><br />
Por <a href="http://revistaogrito.com/page/author/gilberto">Gilberto Tenório</a></p>
<p><strong>TITÃS</strong><br />
Sacos Plásticos<br />
[Universal, 2009]</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/capa_17.jpg" alt="" align="left" />A capa e o encarte de <em>Sacos Plásticos</em>, novo álbum da banda paulistana Titãs, não traz nenhum dos cinco integrantes do grupo estampados em suas páginas. No lugar dos longevos representantes do Rock nacional, um punhado de manequins desnudos no que parece ser um galpão abandonado. A inovação e a qualidade reservadas ao material gráfico, entretanto, parecem ter sido esquecidas no que diz respeito à musicalidade do CD.</p>
<p>A primeira faixa, “Amor por dinheiro”, busca os Titãs da era “Ô Blesq Blom”, do final dos anos 1990. A tentativa, contudo, soa frustrada ao se apoiar em um arranjo monótono e pretensamente moderno que está mais para as bandas emo da atualidade que da iconoclastia original do grupo. Seguindo a mesma linha, “back to 80´s”, estão “Problema”, parceria de Paulo Miklos com os antigos parceiros Arnaldo Antunes e Liminha, “Múmias” – canção que abusa dos sintetizadores e de um refrão patético com direito a “cha-na-na-na-na” e “Deixa eu entrar”, com participação do guitarrista Andreas Kisser.</p>
<p>E como nada é tão ruim que não possa piorar <em>Sacos Plásticos</em> ainda traz algumas baladas que não servem nem para musicar romance de novela das seis. “Antes de você”, “Porque eu sei que é amor” e “Deixa eu sangrar”  poderiam estar muito bem em um disco da Fresno – ou pior, de algum cantor “breganejo”.</p>
<p>Produzido por Rick Bonadio, o nome por trás do sucesso de bandas como CPM 22 e NX Zero (medo!), <em>Sacos Plásticos</em> pode ser considerado o trabalho mais fraco dos Titãs ao longo de 27 anos de estrada. Porém, a culpa pelo pífio resultado não deve ser creditada apenas ao produtor – justiça seja feita, ele não assina nenhuma das monótonas 14 faixas. Anunciado pelos próprios integrantes como uma espécie de renascimento do grupo, o álbum só serve para mostrar que talvez seja a hora de Sergio Britto, Branco Mello, Paulo Miklos, Tony Bellotto e Charles Gavin pensarem seriamente na possibilidade de seguir caminhos distintos em suas carreiras.</p>
<p><strong>NOTA: 3,0</strong></p>

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		<title>Wanessa | Meu Momento</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:11:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Tenório</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Wanessa Camargo]]></category>
		<category><![CDATA[Zezé di Camargo & Luciano]]></category>

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		<description><![CDATA[
TRY IT AGAIN
Em mais uma tentativa de redirecionar sua carreira, Wanessa Camargo agora investe no estilo “popozuda light”
Por Gilberto Tenório
WANESSA CAMARGO
Meu Momento
[SonyBMG, 2009]
A máxima do “menos é mais” parece ter sido a principal inspiração de Wanessa Camargo para abandonar o sobrenome familiar e adotar o simples e moderno (????) Wanessa. Com visual repaginado, toda trabalhada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/05/wanessa-camargo-80-338-thumb-5701.jpg" alt="" /></p>
<p><big><strong>TRY IT AGAIN</strong></big><br />
<em>Em mais uma tentativa de redirecionar sua carreira, Wanessa Camargo agora investe no estilo “popozuda light”</em><br />
Por <a href="http://www.revistaogrito.com/page/author/gilberto">Gilberto Tenório</a></p>
<p><strong>WANESSA CAMARGO</strong><br />
Meu Momento<br />
[SonyBMG, 2009]</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/05/2766295gg.jpg" alt="" align="left" />A máxima do “menos é mais” parece ter sido a principal inspiração de Wanessa Camargo para abandonar o sobrenome familiar e adotar o simples e moderno (????) Wanessa. Com visual repaginado, toda trabalhada nos salões de beleza e lojas da Oscar Freire, a jovem cantora reaparece com um estilo bem diferente do costumeiro. Se um dia Wanessa quis ser Sandy, hoje ela parece se espelhar nas popozudas J.Lo ou Beyonce.</p>
<p>O primeiro single de Meu Momento já deixa clara a opção por essa nova fase. “Fly”, um dueto com o rapper americano Ja Rule, poderia muito bem estar num CD de alguma cantora americana de “R&amp;B”. Poderia? Depende. A canção, uma espécie de desabafo de Wanessa para aqueles que a consideram fútil e vazia, tem até uma batida razoável. Entretanto, a cantora não chega a mergulhar de cabeça no estilo “cachorrona” das suas colegas gringas. Isso fica bem claro no clipe, onde uma Wanessa meio tímida parece querer se esquivar do cafuçu que tenta se esfregar nela.</p>
<p>Mas as tentativas de parecer moderna do CD não param no primeiro single. A eletrônica “Desejos” traz a artista com voz etérea e robótica; o reggaetón “Gosto tanto” pega carona no ritmo que já está um pouco passado e a pop “Não me leve a mal”, uma coisa assim, meio “Ana Carolina”, traz versos de gosto duvidoso como “minha cabeça não é degrau”.</p>
<p>Em todas essas canções, e nas demais faixas do disco, as mesmas qualidades e defeitos parecem se repetir. Wanessa, diferente de Sandy, por exemplo, tem uma presença mais simpática e real. Porém, se de um lado vemos a clara e esforçada intenção da filha de Zezé de Camargo em explorar novas sonoridades e, talvez, encontrar um estilo próprio, do outro o que temos é um punhado de canções descartáveis, com arranjos óbvios e que na verdade não conseguem dar uma unidade ao projeto. Até a roqueira Rita Lee foi escalada para dividir os vocais com Wanessa no cover de “Coisas da vida”. Conclusão do esdrúxulo encontro: a idade realmente parece interferir nos critérios de alguns artistas&#8230;</p>
<p><strong>NOTA: 5,0</strong></p>

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		<title>Hamlet</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:10:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Albuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Aderbal Freire Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Moura]]></category>

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		<description><![CDATA[
SEM BRINCOS, NEM COLARES
No meio de um sem-número de interpretações de Hamlet, espetáculo cativa não pela figuratividade, mas pela simplicidade, poesia e metalinguagem acerca de si mesmo
Por Fernando de Albuquerque
HAMLET
Aderbal Freire Filho
Teatro da UFPE &#124; 27 e 28 de junho
No meio do êxtase geral de sair de casa para assistir um espetáculo com tantos globais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/dsc_01031.jpg" alt="" /></p>
<p><strong><big>SEM BRINCOS, NEM COLARES</big></strong><br />
<em>No meio de um sem-número de interpretações de Hamlet, espetáculo cativa não pela figuratividade, mas pela simplicidade, poesia e metalinguagem acerca de si mesmo</em><br />
Por <a href="http://www.revistaogrito.com/page/author/hemidal">Fernando de Albuquerque</a></p>
<p><strong>HAMLET</strong><br />
Aderbal Freire Filho<br />
Teatro da UFPE | 27 e 28 de junho</p>
<p>No meio do êxtase geral de sair de casa para assistir um espetáculo com tantos globais no elenco alguém deve ter se perguntado: porque ir assistir, mais uma vez, Hamlet? É difícil responder à pergunta, tendo em vista a quantidade de montagens que já foi feita da tragédia escrita por Shakespeare. Mas verdade seja dita, que obra sintetiza melhor a vida, a natureza humana e os monstros que cada um traz dentro de si se não Hamlet? Esse príncipe dinamarquês reflete o equilíbrio pleno entre a emoção e a razão, pautando seus atos no entremeio desses pontos tão dissonantes. Mas vamos ao espetáculo&#8230;</p>
<p>Quem encarna o príncipe tomado por impulsos de vingança após a morte do pai e a subsequente coroação do tio (interpretado por Tonico Pereira) está Wagner Moura. Além de arrancar suspiros de uma plateia cujo gosto e tesão foi modificado pelo ideário estético do homem pós-anos-noventa, ele é o dono do palco. Sem ele o espetáculo encrudesce. Fica mudo. Protocolar. As falas permanecem secas e só ganham carnalidade quando ele entra no palco. Não é a toa que Moura também é produtor e co-autor do texto do espetáculo.</p>
<p>Ao lado do eterno capitão de Tropa de Elite (isso porque ele jamais vai se livrar da pecha ganha no longa) está Fábio Lago, que também atuou no longa como o Baiano da fita policial. Aqui ele vive Laertes, filho de Polônio, intrépido conselheiro do rei Cláudio. Caio Junqueira também participa desse time. Ele foi o Neto do &#8220;cinema de aspira&#8221; e em Hamlet encarou Horácio, o &#8220;melhor amigo&#8221; do protagonista.</p>
<p>Se no texto original (cuja linguagem é tão distante da cultura fast food de hoje) Horácio era a platéia do príncipe Hamlet, nesse espetáculo ele ganha novas cores. É o cronista de toda a peça. Em cena, ele registra  com uma câmera a expressão dos atores em imagens que são projetadas em um telão no fundo do palco. Tal como um documentarista de toda ação, é ele quem leva Hamlet ao mundo. Tal como um apóstolo.</p>
<p>E se Horário aqui ganha novos contornos, o própri Hamlet nada mais é do que a reinvenção de um personagem com mais de quatrocentos anos. Pode parecer clichê essa afirmativa, mas o fato é que Moura ganha a platéia e seu próprio reino não com a grandiloquência que tanto perfaz o texto, mas sim com um deboche meio adolescente da sua persona e sua insistente perfeição na marcação dos personagens no palco.</p>
<p>E não só o protagonista é reinventado. Muito pelo contrário. Aqui, a majestade e o peito libertário e ético de do pai de Hamlet (o rei destronado e morto por um canastrão) não tem seu sentimento de n$obresa vinculado apenas à um personagem. O rei morto é uma entidade coletiva e interpretada por todo elenco de apoio que se reveza portando a armadura. E assim, a verdadeira majestade são todos os atores. É aquele coletivo.</p>
<p>Outro ponto que passa longe do que foi escrito é o novo rei Cláudio, na pele de Tonico Pereira. Aqui ele é um homem extremamente simpático e amoroso, mas não menos perigoso. Afirmando assim aquela velha máxima que se deve duvidar, sempre, dos que são eternamente simpáticos.</p>
<p>E na continuidade de personagens vemos o amor de Ofélia, interpretado pod Georgiana Góes, ir da paixão ao estraçalhamento em sambas e frevos antigos. Gertrudes (de Carla Ribas), a rainha da Dinamarca, surge sempre trajada de vermelho, como se suas vestes carregassem, a todo instante, o sangue de seu ex-marido assassinado. Mas como todo monarca consorte, ela se perde quando todos os personagens, reunidos, começam a ganhar a plena loucura. Nem mesmo os coveiros, que ganham voz com Marcelo Flores e Cláudio Mendes, passam desapercebidos. Eles são meticulosos, honram seus solos e surpreendem ao demonstrar, ante toda intriga palaciana, a real história dos povos diante de seus despotas.</p>
<p>E entre tantas atuações para lá de frenéticas, quem mais chama a atenção é a própria estrutura do cenário. As coxias abertas e abarrotadas com os itens cênicos e  atores atentos à suas entradas. O vídeo em cena que acompanha, passo a passo o texto e faz o espectador se desdobrar, ainda mais nas leituras. Além disso, o palco nu e despido de qualquer figuratividade dá o tônus do espetáculo em que menos é mais. Deixando transparecer que o dorso de uma mulher desnuda não precisa de colares ou brincos para exuberar sua plena beleza.</p>

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		<title>Especial Michael Jackson: MJ e o videoclipe</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Jackson]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cena do clipe Thriller
MICHAEL JACKSON OU A HISTÓRIA DO PODER DA IMAGEM
Astro ensinou ao mundo a importância da imagem para a cultura pop
Por Eduardo Dias, blogueiro da Revista O Grito!
Quando cresceu, a criança talentosa de The Jackson Five formatou uma estratégia que desdobrava sua carreira artística em diversas direções do mundo do entretenimento. Sua vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/michaeljackson20.jpg"/><br />
<sup>Cena do clipe Thriller</sup></p>
<p><strong><big>MICHAEL JACKSON OU A HISTÓRIA DO PODER DA IMAGEM</big></strong><br />
<em>Astro ensinou ao mundo a importância da imagem para a cultura pop</em><br />
Por <a href="http://revistaogrito.com/page/author/eduardo">Eduardo Dias</a>, <strong>blogueiro da Revista O Grito!</strong></p>
<p>Quando cresceu, a criança talentosa de The Jackson Five formatou uma estratégia que desdobrava sua carreira artística em diversas direções do mundo do entretenimento. Sua vida e obra alimentavam, ao mesmo tempo, revistas especializadas em celebridades e em música. A coreografia se tornou elemento essencial de cada música. E claro, reinventou, revolucionou e explorou como ninguém o videoclipe no final do século XX.</p>
<p>O cuidado e o esforço dedicado na produção de cada clipe foram recompensados com o reconhecimento. Seus lançamentos eram um evento e um espetáculo. Por pertencer a uma geração que viu e contribuiu com o surgimento e o crescimento do videoclipe, as experiências marcaram época e se tornaram referência. Desta geração também fazem parte, dentre muitos outros, Peter Gabriel e Madonna.</p>
<p>A consciência de que os clipes ajudavam-no a ser uma presença freqüente na TV para não correr o risco de ser esquecido pelo público. Mas ele também soube que era preciso se reinventar na música e nos vídeos para manter os holofotes em sua direção. Por isso, ele recorreu ao uso das mais avançadas técnicas de computação gráfica (Black Or White), trabalhou com diretores de cinema como John Landis (Thriller) e Martin Scorcese (Bad).</p>
<p>Ele possuía o feeling de explorar os recursos audiovisuais de um veículo de grande alcance para ditar tendência na dança, na moda e no comportamento, por exemplo. Para isso, recorreu a uma transformação constante de sua persona, tanto no campo artístico como no pessoal. As novidades trazidas pelos vídeos rapidamente ganhavam as ruas, os clubes e boates.</p>
<p>Michael tinha plena ciência de que a permanência na cultura pop estava ligada a uma cultura da novidade, da surpresa e, claro, do encantamento. Ele sabia como poucos as maneiras corretas de manter a mídia próxima – para o bem e para o mal –, gerar interesse e provocar repercussão da sua carreira e da sua vida. E foi através da imagem do cantor, dançarino e performer, que ele construiu a grande figura do artista Michael Jackson. A nota triste do sucesso da empreitada de uma vida inteira é que ele sempre teve dificuldades em lidar com a sua própria criação.</p>
<p style="text-align: right;"><i>* <small>Eduardo Dias é mestre em comunicação e estudioso do videoclipe. Atualiza o blog <a href="http://www.revistaogrito.com/culturaclipe">Cultura Clipe</a>.</small></i></p>

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		<title>Felipe Attie: O Garoto do Bar da Esquina</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:08:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Attie</dc:creator>
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O Garoto do Bar da Esquina
Por Felipe Attie
Chega um momento na vida de qualquer estudante em que ele se depara com a “Universidade”, um mundo repleto de sonhos e possibilidades que logo mostra sua perversidade através das desilusões capaz de causar na sua vida. Comigo não foi diferente, me matriculei no curso de jornalismo na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2009/06/Foto-O-Garoto-do-Bar-da-Esquina2.jpg"/></p>
<p><big><strong>O Garoto do Bar da Esquina</strong></big><br />
Por <a href="http://www.revistaogrito.com/page/author/felipe">Felipe Attie</a></p>
<p>Chega um momento na vida de qualquer estudante em que ele se depara com a “Universidade”, um mundo repleto de sonhos e possibilidades que logo mostra sua perversidade através das desilusões capaz de causar na sua vida. Comigo não foi diferente, me matriculei no curso de jornalismo na esperança da felicidade profissional e, tirando uma professora linda por quem me apaixonei, minha única lembrança útil desse período vem do Garoto do Bar da Esquina. </p>
<p>Decidi cursar jornalismo pelo simples fato de gostar de ler e escrever, o que me fez crer que estava no lugar certo. Afinal, como alguém que não gosta da dobradinha Ler &#038; Escrever decide ser jornalista? Acredite, na faculdade, isso é o que mais existe. Na minha turma, por exemplo, poucos eram capazes de escrever algo além do próprio nome, ou de ler e compreender uma simples tirinha de jornal. Pra ser sincero, além de mim e de alguns professores, se existia alguém merecedor do rótulo de jornalista ou escritor era O Garoto do Bar da Esquina. </p>
<p>Confesso que ele era um cara um tanto estranho, mas que, com certeza, hoje, ou deve estar trabalhando em algum veículo de comunicação descente, ou construindo um puta nome como escritor. Decidi apelidá-lo como O Garoto do Bar da Esquina, porque era lá, no bar da rua da faculdade, onde ele sempre ficava sentado, enchendo a cara com alguns amigos, enquanto, a maioria dos seus colegas de classe se matava de estudar para as provas. Nunca soube seu nome, na verdade, sequer nos falávamos, mas confesso que é realmente difícil de esquecer alguém como ele. Vestia-se sempre da mesma maneira: com uma calça jeans surrada; camiseta preta; tênis preto; e uma jaqueta preta de couro que o acompanhava independente do clima. Sentava sempre na fileira do canto, perto da porta, o que facilitava suas rotineiras fugas antes do término das aulas. As poucas vezes que ele abria a boca exalava uma forte essência de álcool que empesteava a sala de aula, mas que sempre vinha acompanhada dos seus comentários astutos sobre o assunto em questão, confirmando assim sua inteligência e todo seu carisma perante os professores, o que justificava as regalias que tinha como aluno —  afinal, não é qualquer um que pode se dar o luxo de assistir as aulas de assessoria de imprensa munido de uma refrescante lata de cerveja. </p>
<p>Seu comportamento e postura eram semelhantes às de um Rockstar e o assédio que sofria por parte das garotas reforçava essa idéia. “Ele é diferente”, afirmava minha amiga, quando o assunto era O Garoto do Bar da Esquina. Eu tinha que concordar com ela, afinal, uma pessoa que usa sempre as mesmas roupas, vive se embriagando numa mesa de bar e ainda consegue arrancar elogios de alunas e professores só pode, no mínimo, ser taxada de ‘diferente’. Confesso que sentia uma pontinha de inveja da maneira irresponsável como ele levava a faculdade e, ainda assim, conseguia obter todas as belas notas azuis essenciais num diploma exemplar. Não importava a dificuldade das provas, ele sempre entrava na sala com o olhar perdido de um alcoólatra, sentava-se na carteira, abaixava a cabeça e só tirava o olhar da prova após tê-la terminado. Em seguida, levantava-se e, com toda aquela pose desnecessária que só ele conseguia manter, retornava ao bar da esquina. Depois, era só esperar o final do semestre chegar para que junto dele viessem suas notas confirmando sua genialidade. </p>
<p>Como todo gênio, ele tinha sua parcela de inimigos que, provavelmente, só eram seus inimigos por dois motivos: por não compreenderem sua genialidade, ou por morrerem de inveja dela. O fato é que era comum esbarrar com alguém pelos corredores criticando sua coluna no jornal da faculdade, esforçando-se para encontrar algum defeito no que ele escrevia. Eu, apesar de nunca ter trocado um “oi” com o cara, conseguia entendê-lo e sempre soube que, no fundo, se eu tivesse metade do seu talento, agiria igual ou pior do que ele. Sou da opinião de que talento e arrogância são coisas que devem andar de mãos dadas. </p>
<p>Com o avanço dos semestres, a presença do Garoto do Bar da Esquina nas aulas de jornalismo era cada vez mais rara, fazendo com que, aos poucos, ele se tornasse um mito, uma lenda que vagava de boca em boca pelos corredores e pátio da faculdade. Todos o conheciam, mas poucos eram os que o viam. Seus textos continuavam viajando de mãos em mãos, impressos no jornalzinho que o grupo acadêmico insistia em manter e os professores comentavam cada um deles durante as aulas, assumindo o quanto eram fãs de sua escrita e lamentando seu inexplicável sumiço. Com o tempo começaram a surgir rumores sobre seu paradeiro e até o pessoal do bar começou a sentir sua falta. O Garoto do Bar da Esquina, simplesmente, desapareceu. </p>
<p>Tempos mais tarde, após eu ter decidido largar a faculdade, soube que ele fizera o mesmo, abandonando o curso sem dar satisfação alguma a reitoria, professores e coordenadores — coisa de astro. Consequentemente, ele parou de publicar no jornal da faculdade — que, consequentemente, deixou de existir — e sumiu, deixando para trás todos os medíocres sonhos universitários. Talvez, durante um dos seus rotineiros porres, ele deve ter enxergado seu potencial e tenha decidido alçar vôos mais altos. Todos os alunos daquela Universidade, assim como eu, sabiam que, uma hora ou outra, isso ia acontecer. </p>
<p>Enfim, o tempo passou e eu segui minha vida sem jamais me esquecer do Garoto do Bar da Esquina. Na verdade, sempre que me lembro dele concluo que, na verdade, não importam os méritos fajutos que um diploma pode te oferecer, tão pouco se você tem vícios e hábitos impróprios. Pois, se você realmente souber aonde quer chegar e tiver confiança em si próprio, nada te impedirá de marcar a vida das pessoas presentes nos lugares por onde passar.</p>

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