<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Revista Vixe</title>
	<atom:link href="http://revistavixe.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://revistavixe.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 19 Mar 2014 23:32:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.6.1</generator>
		<item>
		<title>Resposta aos montes</title>
		<link>http://revistavixe.com.br/resposta-aos-montes/</link>
		<comments>http://revistavixe.com.br/resposta-aos-montes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2014 23:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alguma Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Marisa Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Melina Furlan]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistavixe.com.br/?p=8661</guid>
		<description><![CDATA[Não, Marisa. Pecado não é me deixar de molho, entre chamadas e campainhas em vão. E, mesmo no frio, Hawthorne e a rede, aquele vento nostálgico de que falávamos, continuo com a minha opinião. Mesmo entre as lágrimas e o [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não, Marisa. Pecado não é me deixar de molho, entre chamadas e campainhas em vão. E, mesmo no frio, Hawthorne e a rede, aquele vento nostálgico de que falávamos, continuo com a minha opinião. Mesmo entre as lágrimas e o abandono, todos servem como fonte de autossuficiência alheia, e a prova disso é esse Valentine’s Day. Quem não sente o vazio dessas datas é que deveria escrever autoajuda. Corações voando, e eu falo literalmente, deixam qualquer um triste por não ter alguém. Ou por não fantasiar. Te disse que em todos os dias do ano as pessoas se envolvem com outras para acharem a si mesmas. Não é errado achar-se num instante de alguém entre os milhares de outros alguéns no centro da cidade. O problema é quando não se acham. As pessoas dormem no tempo. Um, dois, dez anos. São as pessoas&#8230;<br />
Criei um cenário para nós dois no caso de a secretária eletrônica tomar seu lugar. Pensei em cheiros, até os que não são seus, refiz o tempo, mas desconheço as referências. Não pretendo me perguntar se lá é realmente seu lugar. Naquele enorme pedestal de que é digna. Te inventei. Idealizei nós dois.<br />
E se você me perguntar o que estava acontecendo lá fora, fecharei os olhos e os abrirei em uma nova realidade fantasiada. Pois é essa a verdade. Vivemos dentro de nossos pensamentos. Pensei em acordar, mas não sabia mais do quê exatamente.<br />
Sonhei. Beijei.<br />
Dormi. Empoeirei.<br />
Sabe?</p>
<p>Poderia derramar mil lágrimas pela sua ausência – nenhuma conteria a eternidade. Não é este o erro de quem sente, o sofrer. Enquanto busco a saída desse infinito <i>inception</i>, faço perguntas aos ares, aqueles que tomam o formato de seus olhos. Pergunto se serei absolvido. Me pergunto se serei crucificado.</p>
<p>Não, Marisa. Pecado é SE deixar de molho.</p>
<p><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/10009564_10201750250383514_1446534774_n.jpg"><img class="alignleft  wp-image-8663" alt="10009564_10201750250383514_1446534774_n" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/10009564_10201750250383514_1446534774_n-200x123.jpg" width="400" height="246" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Convidado Especial</strong></p>
<p><img class="alignleft" alt="1467344_10201188956151509_2131757827_n" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2013/12/1467344_10201188956151509_2131757827_n-200x200.jpg" width="160" height="160" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Melina Furlan</p>
<p>Contradição, o escuro e subjetivo. Um sorriso no canto da boca e tudo o que há por trás.</p>
<div class="al2fb_like_button"><script src="http://connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://revistavixe.com.br/resposta-aos-montes/" layout="standard" show_faces="true" width="450" action="like" font="arial" colorscheme="light" ref="AL2FB"></fb:like></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistavixe.com.br/resposta-aos-montes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Através dos olhos</title>
		<link>http://revistavixe.com.br/atraves-dos-olhos/</link>
		<comments>http://revistavixe.com.br/atraves-dos-olhos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2014 22:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Geraldo Maciel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Conspirações]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[dia da poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Maciel]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistavixe.com.br/?p=8655</guid>
		<description><![CDATA[(por ocasião do dia da poesia) A relação entre seres delineia-se por meio de cada subjetividade. Cada um, de dentro de si, caminha em direção ao outro, com seus desejos e medos. Alguns, intransponíveis. Outros, intraduzíveis. Todos, matéria de poesia. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>(<em>por ocasião do dia da poesia)</em></p>
<p>A relação entre seres delineia-se por meio de cada subjetividade. Cada um, de dentro de si, caminha em direção ao outro, com seus desejos e medos. Alguns, intransponíveis. Outros, intraduzíveis. Todos, matéria de poesia. Tudo, líquido.</p>
<p><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/DSC025371.jpg"><img class=" wp-image-8656 alignleft" alt="DSC025371" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/DSC025371-200x199.jpg" width="140" height="139" /></a>Realidades fluem entre sujeitos, refluem entre objetos, escapam entre mãos que se enlaçam e derramam-se através dos olhos. A poesia está em seus olhos.</p>
<p>Uma gota de chuva não é poesia até que toque a epiderme, que ao mesmo tempo atravessa os olhos do poeta. Então, a poesia está em sua pele, enquanto queima a alma de seu poeta.</p>
<p>A poesia está em cada dia, em cada passo, em cada gesto, esperando por olhos que a guardem. Não olhos quaisquer. Não olhos que cubram a poesia consigo mesmos, mas que a atravessem e que se deixem atravessar por ela. Tornam-se um, sujeito e objeto, sem deixar de ser o que são. A poesia está em nós, enquanto presos um ao outro, caminhando no mesmo ritmo. A poesia está em nós, quando dissonantes, buscando-nos individualmente e em conjunção.</p>
<p>Em pequenos momentos, em uma porta que se abre, na fresta de uma janela. Atravessando ruas, esperando um telefonema. Entre o cinza e o laranja. Dentro de um carro ou de pés no chão. Entre o sorriso e a lágrima. Há poesia.</p>
<div class="al2fb_like_button"><script src="http://connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://revistavixe.com.br/atraves-dos-olhos/" layout="standard" show_faces="true" width="450" action="like" font="arial" colorscheme="light" ref="AL2FB"></fb:like></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistavixe.com.br/atraves-dos-olhos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tempo de lúcidos</title>
		<link>http://revistavixe.com.br/tempo-de-lucidos/</link>
		<comments>http://revistavixe.com.br/tempo-de-lucidos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2014 23:11:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alguma Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[Kas Hoshi]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistavixe.com.br/?p=8649</guid>
		<description><![CDATA[− No que você está pensando? − Na totalidade do ser humano. Em como toda ação gera uma consequência árdua para muitos e como tudo isso pode vir a ser um motivo para que eu tome alguma decisão. Ficar parado [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>− No que você está pensando?</p>
<p>− Na totalidade do ser humano. Em como toda ação gera uma consequência árdua para muitos e como tudo isso pode vir a ser um motivo para que eu tome alguma decisão. Ficar parado é um medo iminente.</p>
<p>− Cara, sobre o que você tá falando? De testa franzida, meu amigo me chamava de louco silenciosamente.</p>
<p>− Nada, esquece. Um breve e tristonho sorriso em minha expressão fez com que meu amigo deixasse a testa voltar a ser lisa.</p>
<p>A estática do rádio tornou a situação ainda mais crítica. O céu era negro, e ventava muito lá fora. A notícia era transmitida de maneira repetitiva, mas ninguém deixava a estação AM, única que pegava nessas situações em que a cidade costeira se encontrava. Uma espécie de tempestade extratropical estava se aproximando, formada havia poucas horas, do nada. O tempo tinha estado seco e quente, sem nenhuma brisa marinha havia dias. A cidade, que nunca enfrentara um dilúvio assim como o prometido, era esvaziada às pressas. Mas a precariedade das vias de fuga formava o caos que os habitantes e turistas eram obrigados a enfrentar.</p>
<p>O posto de gasolina estava lotado, havia filas e também eram distribuídos alguns kits necessários para a sobrevivência.</p>
<p>− Onde eles arranjaram essas coisas tão rápido? Girei o kit em minhas mãos.</p>
<p>− Eles já estavam preparados. Só avisaram de última hora. Somos os últimos a sair, e a chuva já começou.</p>
<p>A atendente deu o último kit e sumiu para dentro do estabelecimento. Ela era realmente bonita.</p>
<p>− Será que ela tem saída? Disse em devaneio ao amigo do volante, com a cabeça virada em direção à porta.</p>
<p>− Duvido muito, somos o último carro. Repetiu, sem ânimo, o motorista.</p>
<p>− Hey, quer carona? Gritei o mais alto possível por cima do barulho que a chuva fazia. Ela voltava de dentro com uma pequena bolsa, havia entendido o que eu dissera, mas olhara uma última vez ao redor, procurando outra opção ou uma outra pessoa. No fim, ela estava agradecendo do banco traseiro pela ajuda. Meu amigo acelerou para enfrentar a tragédia de carros enclausurados e em pânico. O rádio pifara. Mau sinal.</p>
<p><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/1964332_451626651631260_871458086_n-kas.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8651" alt="1964332_451626651631260_871458086_n kas" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/1964332_451626651631260_871458086_n-kas-200x300.jpg" width="200" height="300" /></a>Não me lembro de ter puxado assunto com ela ou se fiquei batendo tempo demais no transmissor, à procura de outra forma de comunicação. Quando me dei conta, a chuva era tão intensa, e estávamos parados naquele congestionamento havia tanto tempo, que decidimos sair do carro e nos juntar à casa de esquina a fim de comer alguma coisa. Sim, havia algumas pessoas na casa tendo suas últimas refeições, o que compartilharam conosco sem demais problemas. Aparentemente, por algum motivo desconhecido, eles não tinham como fugir da tempestade e ficaram ali na espera.</p>
<p>Não sei onde, mas perdemos a moça do posto. Lembro-me de ela ter dito que se chamava Denise. “Me chamo Denise, e vocês?”. Com toda aquela cordialidade de uma pessoa que acaba de tomar carona pra se salvar do fim do mundo, do dilúvio que colocaria a cidade pra fazer companhia à Atlântida.</p>
<p>A grande questão é que, quando me dei conta de que a perdemos, fiquei realmente triste. Meu amigo estava ocupado, medindo nos calcanhares onde a enchente que tomava as casas iria parar. Por fim, retornamos ao carro mal estacionado, longe da guia que era o mais novo riacho de fortes correntezas da cidade, e tomamos um atalho no meio da mata. Os caras da casa de esquina haviam nos ensinado o caminho.</p>
<p>− Pelo menos isso. Ah, essas arvores vão nos matar. Elas balançavam com o forte vento e chuva que as açoitavam.</p>
<p>Estávamos por nos perder no meio de uma trilha mal feita que pretendia alcançar o céu ainda naquele dia. Mas, antes que toda a floresta desabasse com as fortes rajadas de vento sobre o capô do carro, acertamos em cheio a rodovia. Tínhamos só o velho jipe do meu amigo para andar nessas condições.</p>
<p>Continuamos mais uns quilômetros pela estrada até a chuva cessar. Por fim, paramos num posto de gasolina para encher o tanque. Denise veio perguntar qual tipo de combustível desejávamos.</p>
<p><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/1937896_451627314964527_1375993263_n-kas.jpg"><img class="alignleft  wp-image-8650" alt="1937896_451627314964527_1375993263_n kas" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/1937896_451627314964527_1375993263_n-kas-200x300.jpg" width="120" height="180" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Kas Hoshi</p>
<p>Fotógrafa e futura jornalista. Aspirante a filósofa, acredita que o Campo de Centeio é a rota de fuga.</p>
<p>Twitter: @Kas_Hoshi</p>
<p>Flickr: flickr.com/photos/kashoshi/</p>
<div class="al2fb_like_button"><script src="http://connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://revistavixe.com.br/tempo-de-lucidos/" layout="standard" show_faces="true" width="450" action="like" font="arial" colorscheme="light" ref="AL2FB"></fb:like></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistavixe.com.br/tempo-de-lucidos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Carnaval ou Lepo Lepo</title>
		<link>http://revistavixe.com.br/carnaval-ou-lepo-lepo/</link>
		<comments>http://revistavixe.com.br/carnaval-ou-lepo-lepo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2014 22:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris Vale</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alguma Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Baixa Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas e Conspirações]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Cris Vale]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[hits]]></category>
		<category><![CDATA[Lepo Lepo]]></category>
		<category><![CDATA[realidade social]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistavixe.com.br/?p=8640</guid>
		<description><![CDATA[Não se fala, comenta ou ouve outra coisa a não ser o tal do Lepo, Lepo. &#160; Eu confesso que nem tinha conhecimento do que era, de que se tratava ou de quem cantava a música do carnaval 2014, até [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não se fala, comenta ou ouve outra coisa a não ser o tal do Lepo, Lepo.</p>
<div id="attachment_8643" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/o-psirico-apostou-no-lepo-lepo-da-musica-de-mesmo-nome-eu-nao-tenho-carro-nao-tenho-teto-e-se-ficar-comigo-e-porque-gosta-do-meu-ra-ra-ra-ra-ra-ra-ra-lepo-lepo-1391190229310_956x500.jpg"><img class=" wp-image-8643  " alt="Psirico - Lepo Lepo" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/o-psirico-apostou-no-lepo-lepo-da-musica-de-mesmo-nome-eu-nao-tenho-carro-nao-tenho-teto-e-se-ficar-comigo-e-porque-gosta-do-meu-ra-ra-ra-ra-ra-ra-ra-lepo-lepo-1391190229310_956x500-460x240.jpg" width="294" height="154" /></a><p class="wp-caption-text">Psirico &#8211; Lepo Lepo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu confesso que nem tinha conhecimento do que era, de que se tratava ou de quem cantava a música do carnaval 2014, até ontem, quando li uma crítica, um pedido de desculpas do Tico Santa Cruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No que parece um mero hit do momento, ou um boom do Carnaval, vimos a escancarada crítica à situação precária em que se encontra o país. Em meio a julgamentos revolucionários, prisões não imaginadas, temos problemas bem mais enraizados e de difícil dissolução.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A letra da famosa música Lepo Lepo, do Grupo Psirico, trata de um retrato que resume a vida e realidade social de milhares de brasileiros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AHVS5DW434g">Lepo Lepo &#8211; Psirico</a></p>
<p>&#8230;Ah, eu já não sei o que fazer<br />
Duro pé-rapado, com salário atrasado<br />
(ahh, eu não tenho mais por onde correr)<br />
Já fui despejado, o banco levou o meu carro</p>
<p>Agora vou conversar com ela<br />
Será que ela vai me querer?<br />
Agora vou saber a verdade<br />
Se é dinheiro ou amor<br />
(ou cumplicidade)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(Refrão)<br />
Eu não tenho carro<br />
Não tenho teto<br />
E se ficar comigo é porque gosta<br />
do meu<br />
rá rá rá rá rá rá rá<br />
Lepo Lepo<br />
É tão gostoso quando eu<br />
Rá rá rá rá rá rá rá<br />
O Lepo Lepo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decadência começa quando o individuo se vê com seu restante de dignidade em jogo, sem emprego, sem dinheiro, sem nenhuma possibilidade. Diante das contas mensais, não tem o que fazer a não ser se comprometer ainda mais com aquilo que já lhe falta. Endividado, sem ter mais nada, o que resta, se até o amor pode lhe custar algo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8645" class="wp-caption alignleft" style="width: 285px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/download.jpg"><img class="size-full wp-image-8645" alt="amor x estabilidade" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/download.jpg" width="275" height="183" /></a><p class="wp-caption-text">amor x estabilidade</p></div>
<p>Nos dias de hoje é assim: o dinheiro compra o amor; se não compra, empresta. Falo desse amor volúvel, sem nenhuma valorização das pessoas e seus sentimentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Passar perrengue sozinho é uma coisa; agora, dar as mãos a outro pé rapado e contar as moedas pra pagar as contas no final do mês é outra bem diferente, e mais da metade das pessoas não está disposta a fazer isso. Alguns, talvez, não por egoísmo, mas por insegurança. Mesmo porque, diante da situação hoje em dia, o que mais procuramos é a tal estabilidade – financeira e emocional, necessariamente nessa ordem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltamos então a analisar o boom do carnaval – ou seria o boom do Brasil atual?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diante da perda quase que total da dignidade, o que resta para o ser humano? Ah, o &#8220;RÁ LEPO LEPO LEPO LEPO&#8221; É A ÚNICA COISA QUE O CIDADÃO TEM. Ou seja&#8230; de tanto tomar Lepo Lepo do Governo, só restou Lepo Lepar a parceira para manter o relacionamento (Tico Santa Cruz).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E nove meses depois da folia, da brincadeira e do Lepo Lepo, aparecem os filhos do carnaval. Filhos de mães sem nenhuma condição, preparação ou sequer idade para assumir uma responsabilidade tamanha, e por toda uma vida de dificuldades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8644" class="wp-caption alignright" style="width: 245px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/img_00003203.jpg"><img class="wp-image-8644 " alt="Bolsa família" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/03/img_00003203.jpg" width="235" height="176" /></a><p class="wp-caption-text">Bolsa família</p></div>
<p>Não precisamos do carnaval e de um hit do momento para termos consciência de como o Brasil precisa URGENTEMENTE de um controle de natalidade e planejamento familiar. As pessoas não tem o mínimo de dignidade, um trabalho, mas tem as bolsas-família de consolo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Lepo Lepo pode trazer alguma alegria, e “sem prevenção” – cria mais crianças, e mais crianças sem os cuidados que merecem do Governo, podem se tornar cidadãos com muitas dificuldades sociais, alimentando um ciclo que não termina nunca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É por isso somente que o Brasil é conhecido como o país do Carnaval? Reflitamos a respeito o país, os cidadãos honestos têm muito mais a proporcionar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="al2fb_like_button"><script src="http://connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://revistavixe.com.br/carnaval-ou-lepo-lepo/" layout="standard" show_faces="true" width="450" action="like" font="arial" colorscheme="light" ref="AL2FB"></fb:like></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistavixe.com.br/carnaval-ou-lepo-lepo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Às Marchinhas</title>
		<link>http://revistavixe.com.br/as-marchinhas-2/</link>
		<comments>http://revistavixe.com.br/as-marchinhas-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Feb 2014 21:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Suelen Braga</dc:creator>
				<category><![CDATA[No cantinho da estante]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2014]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade da Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Festa o ano todo!]]></category>
		<category><![CDATA[Marchinhas]]></category>
		<category><![CDATA[São Luiz do Paraitinga]]></category>
		<category><![CDATA[Suelen Braga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistavixe.com.br/?p=8622</guid>
		<description><![CDATA["Você falou que não iria mais brincar no carnaval, menina. 
Largue a mão, me dê a mão e vamos pra folia."
[Marco Rio Branco]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na cidade da Arte</p>
<p>as marchinhas saem ensandecidas</p>
<p>Janeiro festival</p>
<div id="attachment_8629" class="wp-caption alignright" style="width: 470px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/slp21.jpg"><img class="size-large wp-image-8629" alt=".Carnaval." src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/slp21-460x305.jpg" width="460" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">.Carnaval.</p></div>
<p>Fevereiro carnaval</p>
<p>Chove cores no céu</p>
<p>de Parahytinga</p>
<div id="attachment_8628" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/festafodivino2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-8628" alt=".Festa do Divino." src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/festafodivino2-150x150.jpg" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">.Festa do Divino.</p></div>
<p>A poesia é colorida</p>
<div id="attachment_8630" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/428566_424104687611643_2076999061_n.jpg"><img class="size-medium wp-image-8630" alt=".Arraiá Chi Pul Pul." src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/428566_424104687611643_2076999061_n-200x150.jpg" width="200" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">.Arraiá Chi Pul Pul.</p></div>
<p>enfeitada por chita</p>
<p>Maio é o mês Divino</p>
<p>Junho o Chi Pul Pul Junino</p>
<p>Quadrilhas, cirandas no Mercadão</p>
<p>Contamos os dias pra semana da <a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/311646_275386785807238_6024254_n1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8637" alt="311646_275386785807238_6024254_n" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/311646_275386785807238_6024254_n1-200x150.jpg" width="200" height="150" /></a>Canção</p>
<p>Benfica logo ali</p>
<p>Outubro do Saci</p>
<p>Novembro dos 100 dias</p>
<p>Eita marchinha que vibra no meu coração!</p>
<div class="al2fb_like_button"><script src="http://connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://revistavixe.com.br/as-marchinhas-2/" layout="standard" show_faces="true" width="450" action="like" font="arial" colorscheme="light" ref="AL2FB"></fb:like></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistavixe.com.br/as-marchinhas-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diário de uma Psicose (quase) Controlada</title>
		<link>http://revistavixe.com.br/diario-de-uma-psicose-quase-controlada/</link>
		<comments>http://revistavixe.com.br/diario-de-uma-psicose-quase-controlada/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2014 20:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alguma Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas e Conspirações]]></category>
		<category><![CDATA[Vidinha Moderna]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Anti-depressivos]]></category>
		<category><![CDATA[Loucura]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoses]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Remédios para Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome do Pânico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistavixe.com.br/?p=8604</guid>
		<description><![CDATA["Algumas pessoas nunca enlouqueceram. Que merda de vida elas devem ter."
(Charles Bukowski)]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Observação importante: Este texto é de ficção. Portanto, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yUYEkrBfDrA" target="_blank">&#8220;Eu vou pagar a conta do analista pra nunca mais ter</a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yUYEkrBfDrA" target="_blank">que saber quem eu sou.&#8221;</a></p>
<p style="text-align: right;">(Cazuza)</p>
<p style="text-align: right;">&#8220;Essas palavras que eu escrevo me protegem da completa loucura.&#8221;<br />
(Bukowski)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">12/2/2014, 2h da manhã</p>
<p><del>Querido Diário,</del></p>
<p style="text-align: left;"><del>Olá, Diário!</del></p>
<p style="text-align: left;">Ah, que se foda!</p>
<p style="text-align: left;">Pelo horário, dá pra perceber que estou curtindo uma insônia daquelas quando, na verdade, deveria estar dormindo profundamente para poder trabalhar com dignidade às 7h30 da manhã.</p>
<p>INSÔNIA<br />
I n S a N a<br />
I   N   S   O   N   E</p>
<p>Então, o que fazer quando dormir deixa de ser uma opção? Começar um Diário, é claro. Há coisas que Freud explica. Para todas as outras, escrever é buscar uma explicação.</p>
<p style="text-align: left;">Sem sono. Sem fome. Sem disposição.<br />
Com calor. Com ansiedade. Com pânico. Com medo do medo.</p>
<p style="text-align: left;">Drummond já tinha avisado que cantaríamos o medo, &#8220;<a href="http://www.tanto.com.br/drummond-congresso.htm">que estereliza os abraços</a>&#8220;&#8230; E eu achei que fosse ficção!<br />
Opções para acabar com o medo do medo? Procurar um psiquiatra! Alguém opinou do alto de seus problemas. Beleza, afinal, eu tenho plano de saúde.</p>
<p>PAUSA DRAMÁTICA!</p>
<p style="text-align: left;">Só que não! Dãaaaaa! O meu plano de saúde (não vou dizer qual porque vai que esse Diário cai em mãos erradas&#8230;) resume-se em marcar uma consulta para daqui a 2 meses, por ordem de chegada. Quer dizer, ou você acampa na porta do consultório ou espera 5 horas para ser atendido. A palavra URGÊNCIA significa alguma coisa para eles? Ô Máfia! Penso, logo escolho particular.</p>
<p>280 reais.<br />
M-A-N-O! D -u-z-e-n-t-o-s   E   o-i-t-e-n-t-a   r-e-a-i-s!<br />
Pagos para um médico dizer que seu cérebro não está funcionando direito (coisa que você já sabe) e que você tem &#8220;um transtorno de<a title="Transtorno de ansiedade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_de_ansiedade"> </a><span style="text-decoration: underline;">ansiedade</span> caracterizado por um intenso medo ou/e mal-estar com sintomas físicos e cognitivos que se iniciam de forma brusca e alcançam intensidade máxima em cerca de 5 minutos e causando medo de morrer persistente e recorrente, o que aumenta a chance de outros ataques.&#8221; (Fonte Google).</p>
<p style="text-align: left;">Na real, você paga para receber uma receita de um remédio tarja negra, com uma bula que mais parece uma Bíblia aberta no Apocalipse, mas que ainda assim pode controlar (quase) totalmente a sua mais nova psicose. =D</p>
<p>Sudorese. Ânsia. Náusea. Espasmos. Tontura. Alergia. Cefaleia. Ansiedade. (oi? Mas eu não vou tomar essa meleca justamente para não ficar ansiosa? Tô confusa&#8230;)</p>
<p>Esses são os clássicos efeitos colaterais comuns e suaves. Imagine os incomuns e  fortes!</p>
<p style="text-align: left;">Valdoxan</p>
<p style="text-align: left;">Rivotril</p>
<p style="text-align: left;">Clonazepam</p>
<p style="text-align: left;">Atomoxetina</p>
<p style="text-align: left;">Fluoxetina</p>
<p style="text-align: left;">Bupropiona</p>
<p style="text-align: left;">Imipramina</p>
<p style="text-align: left;">Modafinil</p>
<p style="text-align: left;">Dextroanfetamina</p>
<p style="text-align: left;">Desipramina</p>
<p style="text-align: left;">Fluvoxamina</p>
<p style="text-align: center;">Escolha a sua doença, compre a droga que mais combina com você e seja artificialmente feliz!</p>
<p style="text-align: left;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p>3h da manhã.</p>
<p style="text-align: left;">Dose diária de esquecimento tomada. E o pulso ainda pulsa.</p>
<p style="text-align: left;"><a title="Clonazepam" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Clonazepam"> </a></p>
<div class="al2fb_like_button"><script src="http://connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://revistavixe.com.br/diario-de-uma-psicose-quase-controlada/" layout="standard" show_faces="true" width="450" action="like" font="arial" colorscheme="light" ref="AL2FB"></fb:like></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistavixe.com.br/diario-de-uma-psicose-quase-controlada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aos efêmeros, aos patos do lago congelado, às P-38</title>
		<link>http://revistavixe.com.br/aos-efemeros-aos-patos-do-lago-congelado-as-p-38/</link>
		<comments>http://revistavixe.com.br/aos-efemeros-aos-patos-do-lago-congelado-as-p-38/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2014 22:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alguma Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Bárbara Blanco Cervantes]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[Holden Caufield]]></category>
		<category><![CDATA[Leonard Peacock]]></category>
		<category><![CDATA[Personagem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistavixe.com.br/?p=8596</guid>
		<description><![CDATA[A ambientação é a linha tênue que designa a nós, personagens. Humanos. Ou coisa que o valha. Dos três olhos que compõem uma face, dois sexos, e mil bocas e suas cúspides afiadas. Cospem, catalogam, vaiam, batem, observam, analisam, denunciam [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A ambientação é a linha tênue que designa a nós, personagens. Humanos. Ou coisa que o valha. Dos três olhos que compõem uma face, dois sexos, e mil bocas e suas cúspides afiadas. Cospem, catalogam, vaiam, batem, observam, analisam, denunciam e concluem definições sem palavras de simples seres que se escondem atrás das máscaras, pintadas a mão. Ele está preso no palco pequeno e retangular cujas teias de aranha renovam-se a cada dia com o veneno das vozes que o acordam das horas que passam rasgando.</p>
<p>De noite, volta &#8220;pra casa&#8221; pelo mesmo caminho, implorando aos postes de luz que apaguem a linha que algum imbecil desenhou. Suspira a névoa da noite fria e o pulmão quente da fumaça do cigarro que o corrói por dentro. Um cigarro sem nome.</p>
<p><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/1801065_578919555526148_1405143932_n.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-8600" alt="1801065_578919555526148_1405143932_n" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/1801065_578919555526148_1405143932_n-460x317.jpg" width="460" height="317" /></a></p>
<p>No escuro do quarto observa a sombra e vê a silhueta do futuro, os destinatários das cartas, digressões das próprias histórias. Cada parágrafo com o mesmo desfecho, repetidas vezes: Essa noite não.</p>
<p>[Talvez não]</p>
<p>É outono. Ou inverno.</p>
<p>Não importa.</p>
<p>Uma fotografia entre sépia e preto e branco, que ilumina seus olhos, exclusivamente àqueles que importam.</p>
<p>Sentado à rua, tudo se desfaz no álcool do tempo. Muros, prédios, carros, ternos escorrem a própria visão. Insuportavelmente fúnebres e exatos. O céu se esconde nos dejetos da cidade e seu câncer.</p>
<p>Os patos se foram, o lago congelou.</p>
<p>Figuras tristes na estação de trem, invisíveis a elas mesmas.</p>
<div id="attachment_8598" class="wp-caption alignleft" style="width: 190px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/1554596_578918928859544_666291889_n.jpg"><img class="size-full wp-image-8598" alt="Perdão, Leonard Peacock" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/1554596_578918928859544_666291889_n.jpg" width="180" height="124" /></a><p class="wp-caption-text">Perdão, Leonard Peacock</p></div>
<p>Ainda atravessando paredes sob o manto do efêmero insignificante. Aqui está ele. Aqui estão eles. Nós. Holden, Leonard, reticências. Respirando na mão dos quadrados cada segundo que não nos pertence. Segurando os muros com os pés descalços, os órgãos vomitam poemas ao vazio que se decompõe na guerra das olheiras. São ondas de palavras que se atropelam na garganta e revelam soluços porque não querem ser esquecidas. Os rios sob a pele que se alternam em lava e gelo. Tem suas cordas apertadas, as engrenagens trêmulas ajustadas pelos engenheiros que não sabem amar, que temem que seus bonecos gritem. Por segurança, pisam na cara estirada no asfalto. Na palma da mão.  Ainda assim, um fio de calor da estrada de perguntas inusitadas, as quais seduzem mais algumas páginas antes que tudo talvez acabe.</p>
<p>Um corte de cabelo. Presentes, desculpas, agradecimentos, cuspes. Um bolso pronto pra atirar.</p>
<p>Dias roubados da rotina. Experimentos anônimos. Visitas a nós mesmos.</p>
<p>Cartas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[Piso num buraco do campo de centeio, torço o pé e caio. Avisto o precipício onde se põe o sol. É tão lindo...]</p>
<p><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/68623_519407608144010_760841303_n.jpg"><img class="alignleft  wp-image-8601" alt="68623_519407608144010_760841303_n" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/02/68623_519407608144010_760841303_n-460x459.jpg" width="166" height="165" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Convidada:</strong> Bárbara Blanco Cervantes, 15 anos, poetisa, desenhista, perplexa…</p>
<div class="al2fb_like_button"><script src="http://connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://revistavixe.com.br/aos-efemeros-aos-patos-do-lago-congelado-as-p-38/" layout="standard" show_faces="true" width="450" action="like" font="arial" colorscheme="light" ref="AL2FB"></fb:like></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistavixe.com.br/aos-efemeros-aos-patos-do-lago-congelado-as-p-38/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pequeno manual de bebidas para sentimentos: Sirva-se à vontade!</title>
		<link>http://revistavixe.com.br/pequeno-manual-de-bebidas-para-sentimentos-sirva-se-a-vontade/</link>
		<comments>http://revistavixe.com.br/pequeno-manual-de-bebidas-para-sentimentos-sirva-se-a-vontade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2014 20:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris Vale</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Conspirações]]></category>
		<category><![CDATA[Desce mais uma]]></category>
		<category><![CDATA[bebidas]]></category>
		<category><![CDATA[Cris Vale]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[tequila]]></category>
		<category><![CDATA[vinho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistavixe.com.br/?p=8579</guid>
		<description><![CDATA[Para iniciarmos bem o ano, pensei em escrever algo para conhecimento de uns e aprimoramentos de outros. O tema surgiu após passar por momentos de tristeza e saudade que me fizeram pensar no quanto sentimentos têm relação com bebidas. Já [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8573" class="wp-caption alignleft" style="width: 157px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/agua.png"><img class=" wp-image-8573  " alt="agua" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/agua.png" width="147" height="220" /></a><p class="wp-caption-text">água de beber.</p></div>
<p>Para iniciarmos bem o ano, pensei em escrever algo para conhecimento de uns e aprimoramentos de outros. O tema surgiu após passar por momentos de tristeza e saudade que me fizeram pensar no quanto sentimentos têm relação com bebidas. Já pararam para pensar em como nossos diversos sentimentos, sejam físicos ou emocionais, nos levam ao desejo ou necessidade de bebidas das mais diversas possíveis?</p>
<p>Para começar, a bebida mais importante do planeta, sem a qual não sobreviveríamos: A água – diretamente relacionada às nossas necessidades mais físicas do que emocionais. Nada como um belo copo de água fresca para matar a sede ou, para refrescar neste calor, uma ducha, banho de mar ou piscina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/download1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8565" alt="download" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/download1.jpg" width="275" height="183" /></a>Há bebidas, como vinho ou espumante, que estão mais relacionadas com os sentimentos. E, mesmo dentre os vinhos, há um tipo para cada momento, um para o romance, outro para a paixão&#8230;</p>
<p>O vinho certo pode fazer toda a diferença na hora da sedução e pode transformar uma noite especial em um momento ardente. De acordo com as sábias dicas do sommelier francês Guillaume Turbat, vinhos mais suaves e femininos são ideais para esses momentos. Eu afirmo: Escolher um vinho é como escolher uma lingerie e sua degustação faz com que se crie um clima, como em um ritual, e estimula a sexualidade.</p>
<div id="attachment_8566" class="wp-caption alignleft" style="width: 234px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/champagne-espumantes-festas-bebida.jpg"><img class=" wp-image-8566 " alt="champagne-espumantes-festas-bebida" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/champagne-espumantes-festas-bebida.jpg" width="224" height="218" /></a><p class="wp-caption-text">Um brinde a você!</p></div>
<p>O Espumante também desenvolve um papel importante para sentimentos como o amor  e a paixão, ele simboliza o romance e o glamour.</p>
<p>Como indicação, seguem dois vinhos: o francês Saint Amour – o vinho dos apaixonados –  e Pinot Noir – o mago da sedução.</p>
<p>Para os sentimentos eufóricos ou ainda uma tórrida paixão, eu recomendaria uma Tequila Ouro, que pode esquentar temperaturas abaixo de zero! É uma bebida que faz perder o controle “na medida certa”. Há bebidas que são misturas perfeitas e servem como afrodisíaco, ou seja, sua cor, textura, sabor,  tudo unido pode provocar, aumentar ou despertar sensações nunca antes conhecidas.</p>
<div id="attachment_8580" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/1323284767_1.jpg"><img class=" wp-image-8580 " alt="1323284767_1" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/1323284767_1.jpg" width="210" height="140" /></a><p class="wp-caption-text">Um clássico!</p></div>
<p>É o caso da Tequila,  de origem mexicana, composta por agave-azul (uma planta semelhante a um abacaxi gigante que só se desenvolve em terrenos de solo vulcânico e de clima árido).  Sua degustação vem acompanhada de um ritual que conta  primeiro com o sal, responsável por abrir as papilas gustativas, fazendo com que o gosto da Tequila (a próxima da fila), seja melhor apreciado, e, por último, vem o limão, que fecha as papilas fazendo o efeito contrário ao sal, fixando o gosto da bebida no paladar.</p>
<p>Há também quem não desperdice uma cerveja bem gelada, muito relacionada às sensações físicas de sede e calor. Em países com temperatura mais baixa, a cerveja não é servida gelada e é mais encorpada que em países com temperatura alta.  A bebida mais pop no Brasil também está relacionada com os encontros, happy hours e proporciona descontração, relaxamento e bem estar.</p>
<div id="attachment_8570" class="wp-caption alignright" style="width: 178px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/83678380.jpg"><img class=" wp-image-8570 " alt="83678380" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/83678380.jpg" width="168" height="112" /></a><p class="wp-caption-text">Cachaça!</p></div>
<p>Para os decepcionados em qualquer área, a cachaça tem superado as outras bebidas por ser destilada quatro vezes e  curtida, o que potencializa o teor alcoólico, ou seja, n o c a u t e i a ! Pelo menos por aquele momento você apaga junto com todos os seus problemas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8572" class="wp-caption alignleft" style="width: 370px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/caipirinhas2.jpg"><img class=" wp-image-8572 " alt="caipirinhas2" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/caipirinhas2.jpg" width="360" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Só não coma a fruta, por favor!</p></div>
<p>Ainda falando de cachaça, há no Brazil uma especialidade que encontramos em poucos países e, quando encontramos, não é tão bem produzida quanto aqui: A Caipirinha, mistura de Cachaça ou Vodka com frutas de sabores marcantes, muito bebida em baladas por levar estilo a quem passeia com os copos coloridos pelas diversas frutas. Porémmmmm, vale lembrar que as frutas absorvem a maior parte do álcool da bebida, por isso cuidado, pois ao comê-las o teor alcoólico pode ficar muito maior e o resultado (comprovado!) pode ser devastador.</p>
<p>Ok. Mas e quando o sentimento é de saudade? Ela traz uma sensação tão ambígua que tudo parece se misturar, inclusive a bebida.</p>
<p>Pesquisei incansavelmente mas não há registros na literatura que intitulem uma única bebida relacionada a esse sentimento, talvez porque a saudade nos remeta a vários outros sentimentos e momentos que não podem ser traduzidos com uma única lembrança de bebida ou seja lá o que for.</p>
<p>A saudade nos faz buscar o que mais nos aproxima de algo ou alguém distante. Então um vinho, um drinque ou até mesmo um singelo suco de fruta pode servir para esse momento.</p>
<p>Percebi, portanto, que a saudade é um sentimento misto, composto por várias sensações que se encontram e fazem com que recordemos momentos perdidos na memória. Saudade pode ser tanto falta quanto presença, tanto lembrança quanto realidade. Saudade pode ter cor, como um vinho, ou ser  incolor, como a água límpida que reflete e nos remete a todos os sentimentos.</p>
<div class="al2fb_like_button"><script src="http://connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://revistavixe.com.br/pequeno-manual-de-bebidas-para-sentimentos-sirva-se-a-vontade/" layout="standard" show_faces="true" width="450" action="like" font="arial" colorscheme="light" ref="AL2FB"></fb:like></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistavixe.com.br/pequeno-manual-de-bebidas-para-sentimentos-sirva-se-a-vontade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>um muro</title>
		<link>http://revistavixe.com.br/um-muro-2/</link>
		<comments>http://revistavixe.com.br/um-muro-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2014 14:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Geraldo Maciel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alguma Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Maciel]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistavixe.com.br/?p=8560</guid>
		<description><![CDATA[um muro invisível e o resto de uma bebida qualquer no fundo do copo &#160; o sangue cobre os rastros que ele deixa nas calçadas de uma cidade que sempre sonhou mergulhar no fogo vindo de suas mãos &#160; mãos [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>um muro</p>
<p>invisível</p>
<p>e o resto de uma bebida qualquer no fundo do copo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>o sangue cobre os rastros</p>
<p>que ele deixa nas calçadas</p>
<p>de uma cidade que sempre sonhou mergulhar no fogo vindo de suas mãos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>mãos que agora</p>
<p>tocam o muro invisível</p>
<p>enquanto resquícios de alma escorrem pelo seu queixo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>e sua voz</p>
<p>não ultrapassa as frestas do cimento</p>
<p>lembrando-o dos desejos que voltam e acertam seu rosto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>sem que nunca</p>
<p>se tornem o que ele quer</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>sem que nunca</p>
<p>se transformem em canções</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>e a lágrima</p>
<p>cada vez mais contida</p>
<p>não pode alcançar o chão de uma calçada qualquer</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>de uma cidade qualquer</p>
<p>em pleno século XXI</p>
<div class="al2fb_like_button"><script src="http://connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://revistavixe.com.br/um-muro-2/" layout="standard" show_faces="true" width="450" action="like" font="arial" colorscheme="light" ref="AL2FB"></fb:like></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistavixe.com.br/um-muro-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>afinal o que vale, de fato, são as curtidas</title>
		<link>http://revistavixe.com.br/afinal-o-que-vale-de-fato-sao-as-curtidas/</link>
		<comments>http://revistavixe.com.br/afinal-o-que-vale-de-fato-sao-as-curtidas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2014 13:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papapop]]></category>
		<category><![CDATA[Apartheid Social]]></category>
		<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[João Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Rolezinho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistavixe.com.br/?p=8545</guid>
		<description><![CDATA["Sabemos que existe, estamos compadecidos, mas não nos ligue nos sábados à tarde, nem aos domingos. Eis que os rostinhos não tão famélicos se apresentam nos centros de compra. Com sua moda, seu linguajar, ditando costumes eletrônicos que migram para o real. Isso dá uma coceira e uma vontade de pegar no telefone e ligar pro tio capitão... Livrai-nos da bandalheira, da petralhada, DOS POOOBRES!"
(João Pereira)]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><b>Um pequeno poema só pra descontrair</b></p></blockquote>
<p>Centros urbanos como trincheiras</p>
<p>Vermelhas e azuis</p>
<p>Com o céu carregado de chuva estagnada, ácida, ocorre todo ano.</p>
<p>Fenômeno.</p>
<p>Mar de água podre.</p>
<p>Mar de gente que não quer apodrecer</p>
<p>Ficar na história, figurar uns 15 minutos, angariar fanatismos</p>
<p>Santos, anjos e demônios, o que a molecada quer é virar star,</p>
<p>tomar o lugar do Cazuza e de tantos outros que ficaram em cima do muro.</p>
<p>Agora é a vez deles, do descompromisso, do viver mil anos a dez, ou,</p>
<p>talvez, nem chegue a tanto,</p>
<p>afinal o que vale, de fato, são as curtidas.</p>
<blockquote><p><b>O protagonismo</b></p></blockquote>
<div id="attachment_8547" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/download.jpg"><img class="size-full wp-image-8547" alt="download" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/download.jpg" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">o &#8220;rolezinho&#8221; e a polêmica</p></div>
<p>Não me lembro de qual autor, se o McLuhan e seu <i>understanding massmedia</i> ou o Barthes com suas “Mitologias”, ouvia-se os sussurros do protagonismo, da construção do sujeito reconhecido por seus iguais, tornando-se a catarse ideal de uma comunidade, quiçá uma sociedade. Eis o que, durante décadas, redes de televisão, tomando o Brasil como exemplo estrito, vomitaram e se voltaram ao próprio vômito reciclando catarses dado os moldes oferecidos por uma captação social “criada”!? Eis um vazio esfomeado! A criação de catarse, convidando-se o povo a se comover diante de um fato magnificamente orquestrado é a fina flor de um pós-modernismo que se vale do molde flexível de uma percepção subjetiva da realidade, conceituando <i>a priori</i> a tolerância enquanto essencial ao bom convívio. O que é bom, é bonito  e perfeito os foram nos primeiros anos destes  2 mil, agora, em nome da boa subjetividade, a conta chegou, e, conforme os “saudosos” anos 60/70, urge cobrá-la para a boa condução da ordem e dos (argh!) bons costumes.</p>
<p>Como ocorre a cobrança? Valendo-se de que a todo ideal e, mesmo, a toda concepção deve-se um lugar apropriado no discurso, sob segurança e em pleno ambiente de respeito, o ovo da serpente, por sua vez outrora timidamente restrita a peidinhos de velha, eclode assustadoramente no espaço eletrônico anárquico. Vozes antes relegadas ao ridículo, ao circense ou às sessões de nostalgia requerem abruptamente seu lugar ao sol de Deus a vociferar (eis a palavra) contra tudo o que se apresenta contra (não chega nem a se apresentar, de fato, tudo é significante), representando a anacrônica ameaça V., novamente&#8230; De um para o outro lado, as peixeiras estão apontadas e, cada qual em seu canto, é, agora, educado pela mãe capitalista a dizer o que pensa, eis as contradições. Falava-se contra a chuva forte, a chuva ácida, o mar de gente, o fanatismo (em amplitude), a molecada star, o Cazuza, o Raul Seixas, o colar de tomate, o <i>funk</i>, a periferia, a gravidez precoce, o boné de aba reta, os ônibus, os prefeitos de tendências marxistas, a Dilma, enfim, bastante coisa sob a mira dos cidadãos de bem, dos delatores pós-modernos que, sob o disfarce de homens e mulheres de bem, usam e abusam da memória (e da revolta) seletiva, levando sempre em conta a ameaça do que eram, os que detêm a opinião, já que fomentavam a explor., digo, o emprego. Nesse contexto, aparecem os ditos cujos apontando dedos em riste à suposta cara de favelado que, por sua vez, deve se restringir às manifestações culturais, revoltosas ou não, em seu próprio quadrado. Sabemos que existe, estamos compadecidos, mas não nos ligue nos sábados à tarde, nem aos domingos. Eis que os rostinhos não tão famélicos se apresentam nos centros de compra. Com sua moda, seu linguajar, ditando costumes eletrônicos que migram para o real. Isso dá uma coceira e uma vontade de pegar no telefone e ligar pro tio capitão&#8230; Livrai-nos da bandalheira, da petralhada, DOS POOOBRES!</p>
<div id="attachment_8548" class="wp-caption aligncenter" style="width: 470px"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/rolezinho.jpg"><img class="size-large wp-image-8548" alt="cada um no se quadrado?" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/rolezinho-460x297.jpg" width="460" height="297" /></a><p class="wp-caption-text">cada um no se quadrado?</p></div>
<p>Bom! Este é o momento em que o pobre aparece, exigindo protagonismo, sem se referendar a protótipos catárticos extraterrestres, dá bom dia sem ressentimento. Quer fazer parte, é agressivo, quer pegar no chicote do feitor e bater-lhe. Talvez o pensamento não seja bem esse, mas faz-se por instinto – não foi assim o ensinado? Saber que o pobre é tão gente quanto aqueles que se dizem gente é aterrador, é medonho, pois se houve ação, a reação é certa, ainda que cega, ainda que, na verdade, haja um jogo – deu a mão, quero o braço, deu o coração, quero tudo! Não é mais a tia que recebe de bom grado a cesta-básica magrela, é o filho dela com personalidade própria querendo a coxa do peru – ao som de <i>funk</i>, apertando a sua avenida, a cera foi tarrada, não se admire: o que é seu tá guardado!</p>
<p>Em muitas colunas, blogs de tendências de esquerda e de direita, o tema “rolezinho” faz borbulhar o sangue de tantos articulistas, em argumentos tanto óbvios quanto sonolentos. Vai desde a demanda da periferia em concessão de espaços públicos de cultura e diversão, não mais, tirando o sossego dos ditos de bem, até os aplausos à repressão policial, que, no acuo da tortura psicológica, faz o que qualquer governo acéfalo faria: parte pra briga. E com o palco armado, as vozes, em ritmo eletrônico frenético de <i>funk</i> se misturam ao <i>jazz fusion</i> da classe de bem e dá-lhe música negra, gritam, calam, vaiam em estádios, dão palavras de ordem decoradas, sem o aceite de todos, claro. Haverá discussões, em breve, quanto ao tamanho do banquete. Bom Prato para todos mesmo! E quando falamos das TVs, eis que elas, como nunca dantes no quartel de <i>Latin America</i>, falham em construir ícones, catarses, pedras, pois aquele pequeno aparelhinho, carente de uma formatação, cheio de vírus e toolbars, é instrumento de protagonismo, é o QG das mentes em ebulição que se traduz em pensamentos, vontades e desejos, talvez, não vontade de mudar o cardápio, mas o desejo de invadir o banquete, quebrar os pratos, reclamar um espaço à mesa e tomar o faisão para si e para os seus, se antes de cabeça baixa e gratos à sorte, agora até as penas com um legítimo perdeu, pleibói!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/rolezinho.gif"><img class="aligncenter  wp-image-8549" alt="rolezinho" src="http://revistavixe.com.br/wp-content/uploads/2014/01/rolezinho-460x558.gif" width="368" height="446" /></a></p>
<p>Não há, portanto, meus caros amigos, catarse a ser criada, há a mimese que está aí há pelo menos uns 500 anos. O que faz com que adivinhos, cientistas sociais e professores universitários entre outros tantos seres percam o sono. Não há fórmula, a não ser que as vozes do “tudo deve estar como sempre foi” implorem por um líder, o líder que faz engolir a fórmula, o cercear do ir e vir, a clausura do suspeito subjetivo, tal como se faz, de acordo com o senso comum MÉDIO, em Cuba!?. O conflito é a representação, o significante que urge ser lido – por que se revolta? Não há personagem na peça do povo – isso deixa nossos escritores construtores da catarse oficial perdidos, pois muitos tiros são dados, só não há cadáveres. Tiros de susto de munição limitada, traques mofados. Talvez haja uma personagem, apenas uma, o protagonista com uma grande cabeça de ponto de interrogação. O protagonista inexistente, pois o que vemos, tanto eu quanto você, independente do que invade nossas mentes, é a necessidade pelo protagonismo. Não é mais a novela da Globo, não é mais o Neymar nem o Ronaldo, sou eu, João da Silva, quem quer ser o protagonista da realidade palpável, mas, se não for eu, que seja meu vizinho, a prima de minha amiga, e que possa encontrá-los no ponto de ônibus ou com o mesmo boné de aba reta. Sem garfo nem faca, mas com o coração da população. Mas isso já era previsto, o mal com o mal se paga, não é? E, pelo visto, ninguém aprendeu!</p>
<p>Isso até a chegada de 30 anos atrás&#8230;</p>
<div class="al2fb_like_button"><script src="http://connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://revistavixe.com.br/afinal-o-que-vale-de-fato-sao-as-curtidas/" layout="standard" show_faces="true" width="450" action="like" font="arial" colorscheme="light" ref="AL2FB"></fb:like></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistavixe.com.br/afinal-o-que-vale-de-fato-sao-as-curtidas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
