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        <title>Ensaio Geral</title>
        <link>http://ricardo.pt/diario/</link>
        <description>Edição revista e aumentada.</description>
        <language>pt</language>
        <copyright>Copyright 2010</copyright>
        <lastBuildDate>Thu, 25 Feb 2010 13:03:35 +0000</lastBuildDate>
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            <title>TEDxO'Porto e o fetichismo da motivação</title>
            <description>&lt;P&gt;Sou um fã das conferências TED como tanta gente&lt;A NAME="tedxporto101artigo"  HREF="#tedxporto101rodape"&gt;&lt;SUP&gt;1&lt;/SUP&gt;&lt;/A&gt;,
e como tanta dessa gente sigo-as no &lt;A HREF="http://www.ted.com/"&gt;sítio web TED&lt;/A&gt;.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Por isso tive interesse em inscrever-me para assistir ao vivo ao
evento TED mais próximo possível de minha casa, o &lt;A HREF="http://www.tedxoporto.com/"&gt;TEDxO'Porto&lt;/A&gt;&lt;A CLASS="tedxporto10artigo" NAME="tedxporto102artigo" HREF="#tedxporto102rodape"&gt;&lt;SUP&gt;2&lt;/SUP&gt;&lt;/A&gt;.
Fui seleccionado.&lt;/P&gt;

&lt;img alt="badgetedxoporto.jpg" src="http://ricardo.pt/diario/imagens/ensaiogeral/badgetedxoporto.jpg" width="467" height="370" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;

&lt;P&gt;Deixo então o resumo das conferências a que assisti, segundo
aquilo que retive delas:&lt;/P&gt;


&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Paulo Pereira da Silva&lt;/B&gt; &amp;mdash; Um
tipo da Renova chegou e disse que estudou Física para conhecer o
Absoluto, mas que anos depois acaba a dar uma entrevista de duas
páginas ao New York Times sobre papel higiénico preto (só que não foi uma &lt;i&gt;entrevista&lt;/i&gt; de duas páginas, como ele disse, &lt;a href="http://www.nytimes.com/2006/05/18/garden/18paper.html"&gt;mas um artigo&lt;/a&gt;). Como é que isto
aconteceu?, pergunta. Retrocede ao passado, e diz que se fosse um
funcionário menor a sugerir papel higiénico preto, que talvez a
ideia não passasse dentro da empresa. Pelo meio, diz que tem uns
fotógrafos residentes a fotografar a empresa.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Ricardo
Monteiro&lt;/B&gt; &amp;mdash; 
Apresenta o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1Z6H-MlsbkY"&gt;filme publicitário completo do Pingo Doce&lt;/a&gt;. Enquanto
passa o anúncio, Ricardo Monteiro sorri, abana os braços ao som da
música, parece vibrar com o anúncio. O público aplaude com
energia. Eu não, pois não gosto daquele filme. Ele diz então que não foi
ele quem fez o anúncio, e procede a criticá-lo negativamente. Que é
um estereótipo dos portugueses parolos, e que não se identifica
nada com aquela imagem. Bem-feita para as pessoas que aplaudiram o
anúncio. Mas depois continua e acrescenta que o anúncio até é bom
e que tem uma taxa de retenção elevada, pois a publicidade vive de
estereótipos. Eu &lt;I&gt;sabia&lt;/I&gt;.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Miguel Veríssimo&lt;/B&gt; &amp;mdash; Um
arquitecto &lt;s&gt;noviço&lt;/s&gt; muito bem conservado diz que a maior parte do planeta está
artificializado pela arquitectura. Nada de novo, e só me lembro disso.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Manuel Lima&lt;/B&gt; &amp;mdash; Apresenta uma
sucessão de gráficos de visualização de dados, como podemos
encontrar mensalmente nas páginas centrais da revista Wired.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Leon Chen&lt;/B&gt; &amp;mdash; Um chinês com
uns sapatos &lt;A HREF="http://www.vibramfivefingers.com/"&gt;FiveFingers&lt;/A&gt;
fez muitas coisas boas, andou pelo mundo, cumprimentou o Al Gore e
ajudou pessoas dum terramoto na China. Parece colaborar numa
associação chinesa, a ver pelas fotografias. Tirou a média mais
elevada a matemática no Reino Unido, por isso os sapatos
perdoam-se-lhe como excentricidade duma mente brilhante. Ainda por
cima tem só 22 anos. Nada mau.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;José Matos&lt;/B&gt; &amp;mdash; Apresenta um
PowerPoint em Comic Sans, numa apresentação que normalmente faz a
crianças. É gira, apesar de não ser para mim que já sou
crescidinho. Mas pronto, fico a ver como é que ele fala às
crianças. No entanto, mesmo sendo um discurso para crianças, é
pena a apresentação assentar na ideia do planeta ser ajustado à
nossa vida, e não o contrário. Não é lá muito científico, para
uma divulgação científica.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Miguel Condesso&lt;/B&gt; &amp;mdash; Um fulano
para aí mais novo que eu, com barba descuidada, diz que é um astronauta pois foi para a
Suécia para trabalhar na Ericsson, porque a mãe que era médica
tinha um telemóvel quando ele era novo. Foi lá de carro, bateu à
porta e ficou com o emprego. Depois quis voltar para Portugal e já
não me lembro do que é que ele faz agora, mas deve ser inspirador
porque ele disse coisas como «Why not» e para seguirmos os nossos
sonhos.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Nuno Arantes Oliveira&lt;/B&gt; &amp;mdash; Três
histórias sobre morte. Nada de particularmente surpreendente em cada
uma, mas na minha opinião este foi o melhor orador da sessão. O tom
realista, com os pés assentes na terra, sem a energia excessiva de
quem se esforça por se promover como dinâmico, foi com o qual mais
me relacionei. Além disso, foi o único que trouxe uma questão sem
resposta. E eu gosto disso.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Mário Pardo&lt;/B&gt; &amp;mdash; Dá saltos com
o patrocínio da Red Bull, leva vestida uma camisola com a marca para o evento, e diz
que o importante é não ouvir as pessoas que nos dizem que não
somos capazes.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Depois uns oradores portugueses sobre ciências da vida &amp;ndash; umas
em inglês outras em português &amp;ndash; e depois:&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Miguel Peixoto da Silva&lt;/B&gt; &amp;mdash;
Depois dum vídeo publicitário da marca Displax, a apresentação
foi uma cópia parcial do que já tinha visto, imagine-se, &lt;A HREF="http://www.ted.com/talks/lang/eng/nicholas_negroponte_in_1984_makes_5_predictions.html"&gt;na
apresentação de Nicholas Negroponte no TED&lt;/A&gt;, em 1984, sobre
toque como interface. O que é irónico, dado o caso da sua empresa
estar sob &lt;A HREF="http://venturebeat.com/2010/02/08/displax-forgot-to-tell-us-it-doesnt-make-plastic-nanowire-film/"&gt;controvérsia
de se estar a apropriar da autoria da tecnologia da Visual
Planet&lt;/A&gt;.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Michael Tchong&lt;/B&gt; &amp;mdash; Piadas
tiradas da net, de blogs de imagens do tipo &lt;A HREF="http://failblog.org/"&gt;Failblog&lt;/A&gt;,
e definições do &lt;A HREF="http://www.urbandictionary.com/define.php?term=social+notworking"&gt;Urban
Dictionary&lt;/A&gt;, fazem rir a plateia, que pelos vistos não conhecia
aquele humor da net. Se calhar o culpado de já conhecer as piadas
dele é meu, por passar tempo a mais a ver coisas engraçadas na net.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Helena Marujo e Luís Neto&lt;/B&gt; &amp;mdash; 
Poderiam ser os Broa de Mel da psicologia, causando-me embaraço pela
minha carreira clínica. Mas isto pode ser porque eu não vou à bola
com a psicologia positiva&lt;A NAME="tedxporto103artigo" HREF="#tedxporto103rodape"&gt;&lt;SUP&gt;3&lt;/SUP&gt;&lt;/A&gt;.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Nilton&lt;/B&gt; &amp;mdash; Estava à espera de
piadolas de encher, mas surpreendo-me com alguém que se esforçou
por apresentar o lado mais científico do humor. Recorre a citações
de filósofos, mas da psicologia pega no mais popular, a
desactualizada psicanálise. Comete uns pequenos erros (o lóbulo
central não é o mesmo que o lóbulo frontal), mas mesmo assim,
mesmo apesar de tudo, há que lhe reconhecer o esforço.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Wellington Nogueira&lt;/B&gt; &amp;mdash; Um
brasileiro pergunta se quer que fale em português ou inglês. A
plateia responde «portuguêeees» e ele diz «Ok, vou falar em
inglês». E lá apresenta o projecto dos Doutores da Alegria cheio
de vitalidade e num bom sotaque americano&lt;A NAME="tedxporto104artigo" HREF="#tedxporto104rodape"&gt;&lt;SUP&gt;4&lt;/SUP&gt;&lt;/A&gt;.
A audiência reage emocionadíssima.&lt;/P&gt;

&lt;P STYLE="margin-left: 1.27cm"&gt;&lt;B&gt;Marta Crawford&lt;/B&gt; &amp;mdash; Não sabia
que ainda se pode falar de sexo em público e parecer uma pessoa
ousada e revolucionária.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Tudo isto foi organizado por Manuel Forjaz, e da organização do
evento não há nada de grave a apontar. Manuel Forjaz parece ter
organizado tudo com energia positiva, de quem acredita realmente na
contribuição do TED para melhorar o mundo, e ainda por cima
produziu-o de forma a oferecê-lo a custo zero aos seus
participantes, com catering e tudo.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;No entanto, saí de lá não inspirado, mas com um certo
mal-estar. Vou ver se consigo explicar porquê.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Primeiro que tudo, é optimismo a mais para mim. Aqui poderia o
leitor perguntar-me: «Se não se identifica com o espírito
optimista, então porque é que foi ao TED?»&lt;A NAME="tedxporto105artigo" HREF="#tedxporto105rodape"&gt;&lt;SUP&gt;5&lt;/SUP&gt;&lt;/A&gt;.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Fui porque gosto do ver as conferências internacionais do TED na
Internet. Naquelas conferências, grandes oradores partilham os seus
saberes ou os caminhos para os saberes. Ou então partilham uma
preocupação sobre um assunto importante, e dizem o que se pode
fazer sobre isso.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;No TED portuense, a sensação que fiquei é que a maior parte dos
oradores se centraram em dois objectivos: a auto-promoção, e o
exercício do papel dum motivador daqueles do tipo «sigam os vossos
sonhos».&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Ora, isto não me satisfaz. E não me entendam mal, pois nem me
considero um pessimista. Só que o optimismo é como açúcar: um
bocadinho é bom, muito enjoa.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Atitudes hiperpositivas do tipo &lt;A HREF="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Secret_(2006)"&gt;The
Secret&lt;/A&gt; não mudam coisa nenhuma. Factos, planos, e trabalho
mudam. O método não é poético, mas os resultados são.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;E numa conferência onde tanta gente meta-reflectiu sobre o que é
o TED, ninguém disse realmente &lt;A HREF="http://en.wikipedia.org/wiki/TED_(conference)"&gt;o
que é o TED&lt;/A&gt;: umas conferências que mudaram de conceito ao longo
dos anos, e que actualmente servem para que os oradores apresentem a
sua visão estratégica para mudar o mundo para melhor.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Só que dizer às pessoas para acreditarem nos seus sonhos não é
estratégia, é cliché. Até pode ser um daqueles clichés
verdadeiros, mas não deixa de ser tão passável como
falar do tempo.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Depois, ver-me no meio de centenas de pessoas como eu é uma coisa
horrorosa. Já outros artigos se debruçaram sobre o efeito de escala
dos espaços de reunião de pessoas na Internet, como fóruns ou
redes sociais. Robert Pagliarini, por exemplo, fala da sensação de
&lt;A HREF="http://www.pickthebrain.com/blog/is-social-networking-bad-for-you"&gt;perda
do sentido de unicidade em redes sociais&lt;/A&gt; quando indivíduos se
encontram perante um número imenso de pessoas que partilham da mesma
identidade que o próprio.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Ora, a identidade dos participantes daquela conferência é, no
geral, gente que se considera com &amp;ndash; ou valoriza as competências de
&amp;ndash; criatividade, inovação e empreendorismo, palavras que fazem
parte do ideário duma certa população, ali sobrerepresentada.
Gente duma classe económica confortável por um lado e, por outro,
aposto, cada um daqueles considerando-se de inteligência acima da
média. Tanta gente a achar tudo isso de si, no mesmo espaço, é
aflitivo. Sentia o peso da auto-valorização na atmosfera.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Claro que até pode ser mesmo verdade tudo isso, o que nem é de
espantar, pois se a inteligência se distribui numa curva normal,
para cada concerto do Tony Carreira terá de haver um evento cheio
doutro tipo de pessoas noutro lado qualquer.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Agora, se os valores dos participantes são a criatividade e na
inovação, é extraordinário ver como parecem tão homogéneos,
fisicamente. Os cabelos conservadores, as roupas escuras e blasé.
Certo que não é bonito julgar pessoas pela sua aparência, mas
podemos descrevê-las. Pois se numa escola de artes podemos
encontrar, em pequenas turmas até, como &lt;a href="http://www.esap.pt"&gt;dentre os meus alunos&lt;/a&gt;, uma latitude gigantesca nas
expressões da individualidade pela aparência, do mais normativo ao
mais ousado, naquele grupo tão grande, que era a plateia do
TEDxO'Porto, todos pareciam parte duma estreita identidade pessoal.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;E se parece que estou a maldizer os participantes, não estou. Até
porque me reconheço mais ou menos no estereótipo.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Excepto nas partes como o gostar de ser motivado. Disso não
gosto&lt;A NAME="tedxporto106artigo" HREF="#tedxporto106rodape"&gt;&lt;SUP&gt;6&lt;/SUP&gt;&lt;/A&gt;.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Nem do espírito de grupo&lt;A NAME="tedxporto107artigo" HREF="#tedxporto107rodape"&gt;&lt;SUP&gt;7&lt;/SUP&gt;&lt;/A&gt;.
Curiosamente, o espírito de conferências multi-temáticas como o
TED parece ser o de estimular o pensamento divergente. Mas se se o
embrulhar sob um mesmo tom, num optimismo formulaico de segunda mão,
acaba-se por anular o propósito de tudo.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;O organizador do TEDxOPorto, &lt;A HREF="http://pt.linkedin.com/in/manuelforjaz"&gt;Manuel
Forjaz&lt;/A&gt;, bastante honesto e humilde quanto ao seu esforço para
que tudo corresse pelo melhor, com a melhor das intenções apelou
constantemente ao networking, à troca de cartões de visita. É de
facto uma boa intenção, este apelo à transposição do modelo
americano das pessoas se promoverem a si mesmas. Mas isto é Portugal
e nós somos todos metidos para dentro. Além disso, eu próprio não
conseguiria arranjar nada de interessante para falar com uma pessoa
que, o mais provável, é ser demasiado parecida comigo (credo, que
horror!).&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Mesmo assim, estou inscrito já para o TEDxOPorto 2011, e
candidatei-me até a outros TED portugueses, o &lt;A HREF="http://tedxlisboa.com/"&gt;TEDxLisboa&lt;/A&gt;
e o &lt;A HREF="http://tedxedges.com/"&gt;TEDxEdges&lt;/A&gt;, no Algarve. Quero
continuar a dar o benefício da dúvida aos oradores portugueses, que
com o tempo pensem mais no espírito da ciência &amp;ndash; o da partilha
livre de saberes, mesmo se estivermos a falar de artes &amp;ndash; do que do
marketing pessoal&lt;A NAME="tedxporto108artigo" HREF="#tedxporto108rodape"&gt;&lt;SUP&gt;8&lt;/SUP&gt;&lt;/A&gt;.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Espero também que deixemos de ter vergonha de sermos portugueses,
que não decalquemos à força a psique de outras culturas até ao
ponto do desconforto. Não somos um país de &lt;A HREF="http://en.wikipedia.org/wiki/Tony_robbins"&gt;Tony
Robbins&lt;/A&gt;; somos o país do fado.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;O nosso lugar no mundo não depende dum optimismo ou pessimismo
cultural. Veja-se o caso de países de sucesso económico como a
Suécia de Ingmar Bergman ou dos auto-derrotistas israelitas&lt;A NAME="tedxporto109artigo" HREF="#tedxporto109rodape"&gt;&lt;SUP&gt;9&lt;/SUP&gt;&lt;/A&gt;.
Por isso, aqui entre nós portugueses, aprendamos uns com os outros à
nossa maneira, à maneira melancólica e pensativa como da
apresentação de Nuno Arantes de Oliveira&lt;A NAME="tedxporto110artigo" HREF="#tedxporto110rodape"&gt;&lt;SUP&gt;10&lt;/SUP&gt;&lt;/A&gt; deste primeiro
TEDxO'Porto.&lt;/P&gt;

&lt;P&gt;Irei continuar, &lt;A HREF="http://techcrunch.com/2010/02/14/ted-organizer-trashes-speaker-fails-social-iq-test/"&gt;se
me deixarem&lt;/A&gt;, a procurar Portugal nos TED portugueses por mais uma
ou duas conferências. Somos um país pequeno que poderia ser grande
se nos víssemos como grandes. Falemos português, aceitemos-nos como
somos. É capaz de ser o primeiro passo para a nossa afirmação
nacional e internacional, e para que possamos depois pensar em
fazer coisas boas para o mundo à nossa maneira. À maneira
portuguesa.&lt;/P&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;font style="font-size: 0.8em;"&gt;
	&lt;P&gt;&lt;A NAME="tedxporto101rodape" HREF="#tedxporto101artigo"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/A&gt;Para
	quem ainda não conhece (haverá alguém?), o TED é fundação que
	organiza umas conferências com eminentes pessoas que contam o que
	estão a fazer para mudar o mundo para melhor&lt;/P&gt;
	
	&lt;P&gt;&lt;A NAME="tedxporto102rodape" HREF="#tedxporto102artigo"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/A&gt;Porque
	não TEDxPorto? Porque escrever o nome da nossa cidade em inglês,
	ainda por cima com um apóstrofo misterioso?&lt;/P&gt;

	&lt;P&gt;&lt;A NAME="tedxporto103rodape" HREF="#tedxporto103artigo"&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/A&gt;Procurar
	«ser feliz» assenta numa premissa fundamentalmente errada. Leia-se
	A Conquista da Felicidade, de Bertrand Russell. Ou então, num dia
	destes, posso escrever sobre isso.&lt;/P&gt;

	&lt;P&gt;&lt;A NAME="tedxporto104rodape" HREF="#tedxporto104artigo"&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/A&gt;Se
	calhar por isso mesmo já ter feito questão em falar em inglês.&lt;/P&gt;

	&lt;P&gt;&lt;A NAME="tedxporto105rodape" HREF="#tedxporto105artigo"&gt;&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/A&gt;Não
	que eu considere o TED inerentemente optimista, mas presumo que haja
	leitores a achar isso.&lt;/P&gt;

	&lt;P&gt;&lt;A NAME="tedxporto106rodape" HREF="#tedxporto106artigo"&gt;&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;&lt;/A&gt;Precisar de ser motivado
	é &lt;I&gt;tão&lt;/I&gt; classe privilegiada, de tão confortável que estão que não encontram nada que os mova para a acção.

	&lt;P&gt;&lt;A NAME="tedxporto107rodape" HREF="#tedxporto107artigo"&gt;&lt;sup&gt;7&lt;/sup&gt;&lt;/A&gt;Caramba,
	como é possível toda a plateia ter aplaudido com energia o anúncio
	detestado do Pingo Doce? Porque em grupo se perde a crítica
	individual.&lt;/P&gt;

	&lt;P&gt;&lt;A NAME="tedxporto108rodape" HREF="#tedxporto108artigo"&gt;&lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt;&lt;/A&gt;Porque
	falaram portugueses em inglês para uma plateia de portugueses,
	senão no prospecto de terem os vídeos das suas palestras vistos na
	Internet?&lt;/P&gt;

	&lt;P&gt;&lt;A NAME="tedxporto109rodape" HREF="#tedxporto109artigo"&gt;&lt;sup&gt;9&lt;/sup&gt;&lt;/A&gt;Do
	que conheço da cultura israelita, é muito parecida com a
	portuguesa neste aspecto.&lt;/P&gt;

	&lt;P&gt;&lt;A NAME="tedxporto110rodape" HREF="#tedxporto110artigo"&gt;&lt;sup&gt;10&lt;/sup&gt;&lt;/A&gt;Para
	mim representou o nosso estilo português, de conversa franca sem fingir grandiosidade.&lt;/P&gt;
&lt;/font&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/m9KyRawyxmqpyYAa2XNhnEE748g/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/m9KyRawyxmqpyYAa2XNhnEE748g/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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            <pubDate>Thu, 25 Feb 2010 13:03:35 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>Uma vida roubada de atenção</title>
            <description>Tenho-me como alguém que tomou sempre bem conta de si. Mas, como todas as pessoas, na verdade graças à ajuda da atenção e dos conselhos de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que um dia, num dia em que precisei, não tive ninguém que cuidasse de mim. Ninguém me alertou para o perigo que eu corria. Viram-me frente a uma coluna de som que sabiam ser avassaladora, e assim me deixaram estar. Deixaram-me sozinho a arruinar a minha audição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguiria fazer o mesmo a ninguém. Eu seria incapaz de ter feito o que me fizeram, por omissão, estivesse consciente do perigo que causava. A negligência própria não pode justificar a negligência de terceiros. Não é assim que os humanos se tratam uns aos outros, eticamente. Dizemos-nos «tem cuidado» entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não consigo deixar de apelar a todos os que me leiam a terem cuidado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomem conta da vossa audição, evitem ruídos elevados, e não se aproximem de colunas de som. Sobretudo não se aproximem de colunas de som &amp;mdash; não assumam serem valores seguros em decibéis o som que sai de qualquer altifalante, porque os operadores de som podem não querer saber da segurança do público. Quanto mais alto, melhor, para esses &amp;mdash; é só o que lhes interessa. Eles estão longe das colunas, atrás duma mesa de mistura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A degradação da audição por devastação do ouvido interno é mais incapacitante do que possam imaginar. Muitos não imaginam que também o silêncio é roubado das pessoas com lesões no ouvido interno. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zumbido"&gt;Tinidos&lt;/a&gt;, ou acufenos, preenchem o cérebro com um ruído insuportável, para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais poderão ouvir o silêncio, nunca mais terão sossego. O resultado é uma terrível falta de concentração e de serenidade. É uma condição debilitante. O mundo fica cansativo, ruidoso, desgastante. Ler um livro em silêncio é impossível, pois já não existe silêncio. O sossego das nossas casas, o próprio deitar no quarto para dormir, deixa de ser um momento de conforto acolhedor, para se tornar num inferno. Assim fiquei sem um pedaço de mim, sem que ninguém com quem me cruze possa adivinhar como já não tenho para onde me recolher em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder o silêncio não é um pormenor. As consequências para a qualidade de vida são profundas e permanentes. A audição é mais da nossa vida do que possam imaginar. Por isso, tenham cuidado. E tomem sempre conta uns dos outros. ※&lt;br /&gt;&lt;font style="font-size: 0.8em;"&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais: Para informações sobre esta condição, veja a página da &lt;a href="http://www.ata.org/"&gt;American Tinnitus Association&lt;/a&gt; ou a &lt;a href="http://apps.facebook.com/causes/210957"&gt;Causa no Facebook&lt;/a&gt;, a página da &lt;a href="http://www.tinnitus.org.uk/"&gt;British Tinnitus Association&lt;/a&gt;, e da &lt;a href="http://www.tinnitusresearch.org/"&gt;Tinnitus Research Initiative&lt;/a&gt;.&lt;/font&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vvXM4m8wo_bYDGfMz1JW3gpEeXE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vvXM4m8wo_bYDGfMz1JW3gpEeXE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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            <pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:36:47 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>O senhor doutor é um parolo</title>
            <description>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Estamos em 2009, e em Portugal já não
é privilégio raro alguém concluir quer uma licenciatura quer um
mestrado, graus equivalentes ao bacharelato e à licenciatura
pré-reforma de Bolonha, respectivamente.&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Por não o ser, mas mesmo que fosse, é
com renovado vigor que a cada ano que passa me aumenta o desprezo que
nutro aos licenciados e mestrados que se apreciam pelos seus graus,
muito particularmente àqueles que se fazem tratar pelo título de
doutor.&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Compreende-se perfeitamente que em
meados do século XX, num Portugal pobre e iletrado, mais o contexto
duma ditadura que promovia o culto da hierarquia, quem alcançasse
uma mera instrução de ensino superior quisesse tomar para si um
título que o engrandecesse entre os demais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Enganando quem não a tinha alcançado,
esses licenciados voltavam às origens com uma licenciatura e a
convicção do entitlement a um tratamento deferencial com um título
que não era seu.  «Senhor, não -- senhor doutor!», exigiam esses
simplórios das pessoas simples.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E as tais pessoas simples
impressionavam-se, não com a conquista do mais alto nível académico
possível, mas pela forma autoritariva que o seu detentor a bradava
como sinal de poder e direito ao respeito.&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote2anc" href="#sdfootnote2sym"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Acontece que tal cretinice nunca nos
passou de moda cá em Portugal, nem após o 25 de Abril. Pelo
contrário, parece ter-se estendido com a crescente afluência de
pessoas ao ensino superior que usurpavam agora para si também aquele
título. Qualquer licenciado em qualquer curso era como se fosse um
médico, um... doutor!&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas ao mesmo tempo, quando com o fim da
ditadura e a abertura à mobilidade transfronteiriça muita gente
começou a tomar contacto com os reais costumes de trato formal
académico de outros países desenvolvidos, tornou-se conhecido o
facto do «doutor» servir só para se referir a médicos e
detentores de doutoramentos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Então surge uma explicação defensiva
que seria hilariante se não fosse dita como se fosse muito a sério:
que os licenciados podem usar abreviação «Dr.» e que os
doutorados, esses sim, até têm direito ao «Doutor» escrito por
extenso. Uma patetice pegada para manter o costume do trato oral do
doutor, que é o que interessa aos que a defendem, já que pouca
correspondência escrita hão-de receber esses insignificantes. 
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A abreviação tem o mesmo significado
que a palavra que abrevia, ou cabe na cabeça de alguém um «Sr.»
ser menos que um «Senhor»? Até o próprio desconhecer do valor
duma abreviação é sintomático, dentre a gente que lhe crê
diferenças de significado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Claro que a esta discussão poderemos
trazer a própria necessidade dos títulos. Vejo como expressão de
parolice professores universitários tratarem-se mutuamente em
presença dos alunos com uns tristes «o professor doutor Tal isto» e «o
professor doutor Tal e Tal aquilo». E por todo o lado por este país,
colegas de trabalho -- colegas! -- tratam-se por doutor.
Extraordinária mediocridade.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O resultado ao que isto chegou é termos desde arrumadores de carros a tratarem por doutor e doutora toda e qualquer pessoa que lhes possa dar uma moeda, até aos mais altos arrumos da nossa sociedade, onde os dizeres de pompa e subserviência são a moeda corrente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;

&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Concluir um doutoramento, até isso,
não é grande conquista intelectual nem sinal de grandeza nenhuma de
espírito. Um doutorado em qualquer país de tradição mais
igualitária, onde as pessoas se fazem valer pelo seu mérito
pessoal, rapidamente dispensa aos seus colegas o tratamento formal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Só uma pequenez intelectual precisa de
ser revestida de todo o aparato hierárquico que lhe seja possível.
Em sociedades democráticas e igualitárias, onde as ideias e
posições intelectuais valem pela qualidade da sua sustentação, o
apelo à magistralidade da pessoa é uma falácia duma imensa
parolice.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando um estrangeiro cá chega impressiona-se primeiro com a quantidade de doutoramentos que por cá há, achando-nos um povo muito dotado academicamente. Mas logo cai a impressão por terra quando descobre, como quem sente ter descoberto uma fraude, que afinal é tudo uma fantasia terceiro-mundista.&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote3anc" href="#sdfootnote3sym"&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Os doutores sem doutoramento deste país
são assim, no panorama internacional, como aqueles que usam roupas e
acessórios de marcas contrafeitas. Se até um doutoramento se pode fazer
como quem realiza um mais um trabalhinho, meramente mais longo, de
ensino superior -- tira ideias daqui, tira dali, junta-lhe
eventualmente um estudo empírico, e embrulha-o numa redacção pobre
de escrita e de espírito por quem não está habituado a ler -- não
se tirando daí grande mérito, tornam-se os falsos doutores então
uma coisa ainda mais ridícula.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Os doutores de brincar fazem deste país
uma terra de Valentins Loureiros, cujo original ostenta a sua patente
sem ter o percurso militar &lt;a href="http://www.scribd.com/doc/2261051/24-Horas-Curriculum-vitae-do-Major-Valentim-Loureiro"&gt;ou ético&lt;/a&gt; que realmente lhe daria o
mérito do seu uso. Noutras áreas, há aparentemente outros títulos
usurpados em Portugal, como os engenheiros-técnicos se apropriam do
título de engenheiro. Não é só tudo falso, como é por cá o mau uso
generalizado dos títulos uma fraude socialmente aceite.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Desconfio que a maior parte dos
portugueses se sentiria nu se se permitisse deixar que o tratassem
por senhor, por senhora, ou simplesmente pelo seu nome. Só que neste
país onde já não há mais quem não saiba, realmente, que a quem
conclua um doutoramento é que lhe é conferido o título de doutor,
parece-me que insistirmos todos neste teatro é vivermos um conto
nacional cheio de reis que vão nus, todos vestidos de doutores num
tecido intelectual inexistente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tratarmo-nos uns aos outros por doutor
é tão oco como bacoco. Chega deste envergar de patentes académicas
que não correspondem nem a valor intelectual nem a coisa alguma. É
pindérico, é patético e, senhores doutores e senhoras doutoras, é muito
parolo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p class="sdfootnote"&gt;&lt;font style="font-size: 0.8em;"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; Já
	por isso sempre pensei que com reforma do ensino superior de Bolonha
	se deixaria cair a designação «licenciatura», já que raras são
	as profissões que carecem, efectivamente, de licença. O grau
	académico pós-reforma de Bolonha de Licenciatura deveria ter o
	nome de Bacharelato, deixando a designação Licenciatura para
	descrever aqueles graus realizados em era pré-Bolonha.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sdfootnote"&gt;&lt;font style="font-size: 0.8em;"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote2sym" href="#sdfootnote2anc"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; Se
	ao menos soubessem que o respeito vem do mérito, e não do
	estatuto.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sdfootnote"&gt;&lt;font style="font-size: 0.8em;"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote3sym" href="#sdfootnote3anc"&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; Ao menos que a pretexto da reforma de Bolonha se eduquem as pessoas para o uso correcto do termo «doutor». Digamos-lhes que é para harmonizar com as convenções da civilização.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wa_7STDJH_wrIJ3fYeDzbAiY49Q/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wa_7STDJH_wrIJ3fYeDzbAiY49Q/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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            <pubDate>Tue, 01 Sep 2009 02:31:08 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>Não branqueiem os votos em branco</title>
            <description>&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;a href="http://twitter.com/ricardo/status/2081982092"&gt;&lt;img alt="votobrancotwitterricardo.jpg" src="http://www.ricardo.pt/diario/2009/06/09/votobrancotwitterricardo.jpg" border="0" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="466" height="210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;div&gt;Foi infrutífera a minha procura pela grande imprensa nacional dos resultados dos votos em branco. Nem na televisão nem imprensa escrita consegui apurar as &lt;a href="http://blasfemias.net/2009/06/08/sinais-2/"&gt;percentagens daqueles votos&lt;/a&gt; (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/European_Parliament_election,_2009_%28Portugal%29"&gt;4,6%&lt;/a&gt;), apesar de publicarem alegremente a percentagem do PNR (&lt;a href="http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=2&amp;amp;id_news=118415"&gt;0,37%&lt;/a&gt;), numa das televisões aliás a rodar em rodapé, com logótipo, dando-lhe bom tempo de antena. A mensagem que passa é que parece que em democracia é preferível votar em racismo que não votar em nenhum partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se somarmos os votos nulos aos votos em branco, ficamos com &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/European_Parliament_election,_2009_%28Portugal%29"&gt;6,63%&lt;/a&gt;. Como podem ignorar estes números, se aqueles votos representam mais que a soma de todos os partidos com menos votos que o CDS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que se o dever da imprensa é informar, e se o voto contempla a possibilidade do voto em branco, ficarmos privados da divulgação dum tipo de expressão legítima dos cidadãos eleitores assemelha-se a um acto de censura e a um acto de propaganda informativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dever de informação e direito de expressão todos os cidadãos verem discriminados nos resultados eleitorais os seus votos, incluindo aqueles em branco. A expressão da abstenção é diferente da expressão de alguém que faz questão em votar, para votar em branco. Um voto em branco é um voto. E é um voto muito expressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das vozes partidárias apelarem ao voto para si mesmos como voto de protesto ao partido do outro, para mim o voto de protesto mais eloquente é mesmo o voto em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, senhores políticos, não nos ignorem. Não ignorem o descontentamento, nem alienem mais os cidadãos da justa participação eleitoral. Senão, qualquer dia passamos todos a expressarmo-nos pela abstenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também, senhores jornalistas, não nos censurem. Senão passaremos também a abstermo-nos de ver as vossas reportagens e de comprar os vossos jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os votos em branco não são abstenção, nem são «outros» partidos. São mesmo votos em branco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tqQ5nsoYRcud_68zH8yfTJsAy6s/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tqQ5nsoYRcud_68zH8yfTJsAy6s/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tqQ5nsoYRcud_68zH8yfTJsAy6s/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tqQ5nsoYRcud_68zH8yfTJsAy6s/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=6muwezi54AQ:tuwfXp6dcds:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=6muwezi54AQ:tuwfXp6dcds:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=I9og5sOYxJI" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=6muwezi54AQ:tuwfXp6dcds:bcOpcFrp8Mo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=bcOpcFrp8Mo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=6muwezi54AQ:tuwfXp6dcds:ANkz6nJbUoM"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=ANkz6nJbUoM" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=6muwezi54AQ:tuwfXp6dcds:O2KKvST5l-E"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=O2KKvST5l-E" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=6muwezi54AQ:tuwfXp6dcds:VYtfdMxc7SE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?i=6muwezi54AQ:tuwfXp6dcds:VYtfdMxc7SE" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/6muwezi54AQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
            <link>http://feedproxy.google.com/~r/ricardopt/~3/6muwezi54AQ/os-votos-em-branco.html</link>
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            <pubDate>Tue, 09 Jun 2009 02:25:54 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>Fui ao cinema ver os nazis que nós todos somos</title>
            <description>Nas últimas semanas vi vários filmes seguidos sobre o problema do nazismo: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1034303/"&gt;Resistentes&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0976051/"&gt;O Leitor&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0914798/"&gt;O Rapaz do Pijama às Riscas&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0985699/"&gt;Valquíria&lt;/a&gt;. Também &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1063669/"&gt;A Onda&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0765432/"&gt;O Complexo Baader Meinhof&lt;/a&gt;, ainda que estes o abordem duma forma indirecta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim, como julgo que a outros espectadores eticamente sãos, durante a projecção destes filmes não me parece possível que possamos deixar de pensar cada um, uma mesma coisa: &lt;b&gt;Mas como raio isto foi possível acontecer?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E às tantas, de tanto ver o mesmo problema relatado no ecrã filme após filme, ainda que a homenagem à memória histórica seja justificação bastante, quase que se me esvanecia a pertinência social de tantos tratamentos. Afinal, como dizia uma personagem do filme A Onda, «hoje somos demasiado esclarecidos para que isto volte a acontecer».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, quase todos estes filmes foram produzidos por produtoras europeias, o que pode indiciar uma certa preocupação velho-continental em trazer à discussão e à renovada consideração dos espectadores toda a problemática da instauração de ditaduras e das consequências éticas da política desumanizada que ainda não tenha sido totalmente resolvida. E de repente ocorreu-me que tal é mais verdade do que até ali pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tão pouco tempo, de ver tantos filmes sobre um mesmo tema, ocorreu-me que se calhar &lt;b&gt;andamos todos a ver o problema duma forma demasiado estreita&lt;/b&gt;: não é apenas das ditaduras e do discurso de ódio que devemos nos atentar e precaver para que tal não volte a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o risco de estar a ser simplista, posso crer que na Alemanha de Hitler houvesse muita gente que desconhecesse o genocídio, mas outros tantos estariam conscientes e informados de que havia toda uma população que estava a ser vítima de tratamento no mínimo desumano. Só que pelo efeito da desresponsabilização social, mais um ignorar activo sobre uma questão que sabiam existir mas que desagradava pensar, ou que na qual receavam envolver-se, tantos outros foram autores de actos contra a humanidade por omissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o caro leitor se encontra a ver um destes filmes sobre o período nazi, talvez pense que vivesse naquele tempo e naquele lugar, que muito certamente ajudaria os judeus e as causas que visassem destronar o regime nazi. Com toda aquela música e colocando-se o espectador no lugar do herói do filme, não imagina para si outro papel que não o salvador da humanidade, contra todo um crime, ali sintetizado no ecrã, tão horrendo quão óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então se o caro leitor tivesse sido diplomata, imagina quando vê um dos documentários respectivos na televisão, conseguiria até superar facilmente os feitos dum &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oskar_Schindler"&gt;Oskar Schindler&lt;/a&gt; ou um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aristides_de_sousa_mendes"&gt;Aristides de Sousa Mendes&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo o que sabemos hoje, nós no passado teríamos sido concerteza todos uns salvadores da condição humana, todos uns grandes lutadores contra crimes contra a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Só que isto é uma grande treta&lt;/b&gt;, porque neste preciso momento estamos a ser os mesmos nazis que aqueles da década de 40 do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos. Neste preciso momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaso o leitor desconhece que &lt;b&gt;neste preciso momento há toda uma parte da humanidade a morrer uma morte indigna&lt;/b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O genocídio dos nossos dias é a fome&lt;/b&gt; que mata selectivamente todos aqueles que carecem dos recursos económicos para se sustentarem a si mesmos. Não sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobretudo nos países pobres, mas também dentre a população dos países mais desenvolvidos, &lt;b&gt;estamos a deixar que morram aqueles que sabemos que estão a morrer&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por desconhecimento, não porque não possamos fazer nada. Estamos a deixá-los morrer por indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de tantos alemães, não temos a recear as represálias duma tabuleta &lt;i&gt;Judenfreund&lt;/i&gt; nazi; não podemos é &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; ser amigos de quem morre sem culpa. Ninguém nos fará mal por fazermos alguma coisa por ajudar. Não temos desculpa nenhuma se não o fizermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do fazer, o que poderíamos fazer? Acho que a maior alavancagem para a resolução do problema seria fazer o que estamos a fazer hoje com o problema do nazismo: alertar para o problema, recordá-lo de seguida, insistir nos vários tratamentos possíveis nos grandes veículos de comunicação de artes e ideias - até que cada um dos espectadores do fluxo de comunicação actual, perante o problema da morte pela fome, traga para si o problema, faça dele o seu, se inconforme, se proponha como agente de mudança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me agora que, enquanto aluno de Cinema na Escola Superior Artística do Porto, tive como professor de Análise de Filmes o professor Melo Ferreira, que nas suas aulas estimulava periodicamente debates entre os alunos sobre filmes normalmente fora do circuito comercial. Mas quando os debates se tornavam intensos em volta de questões estéticas e filosóficas do cinema, o professor Melo Ferreira interrompia tudo - e fez isto mais do que uma vez - com um «sim, estas questões todas são muito interessantes, mas lembrem-se que enquanto vocês discutem arte do cinema, há pessoas a morrer de fome». E calávamo-nos todos. Não tanto em consideração pelo assunto tão sério e trazido tão subitamente, mas pelo brilhante relativizar de dois temas que naquela escola artística poderiam igualmente ali mesmo servir de mote para um novo debate do ponto de vista puramente ideológico e abstracto. Mesmo assim ninguém dizia nada, para não arriscar um cliché que nos desvalorizasse o figuraço de artista. Às vezes, nem mesmo à frente dos olhos nos damos conta que as questões que realmente importam são mesmo aquilo que parecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas importa insistir. Se interrompermos o fluir de entretenimento repetitivo e se convidarmos ao pensar sobre este tema as vezes que forem precisas, eventualmente cristalizar-se-á na nossa sociedade uma nova superfície de emergência que orientará então a inteligência e a imaginação de todos para a resolução do problema da fome dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem eu nem ninguém, creio, temos a solução derradeira para a fome. Mas julgo que a incubação por ideias novas e eficientes por parte de cada um dos indivíduos que podem pensar sobre estas questões só se dará início quando se perguntarem, talvez pela primeira vez mesmo a sério: &lt;b&gt;Mas como raio foi possível termos deixado isto acontecer?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5QsUeVWN1Kyu8ell9k3Doj78x9U/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5QsUeVWN1Kyu8ell9k3Doj78x9U/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5QsUeVWN1Kyu8ell9k3Doj78x9U/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5QsUeVWN1Kyu8ell9k3Doj78x9U/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=T0YXDUpjI5o:R1C3N_WyTHM:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=T0YXDUpjI5o:R1C3N_WyTHM:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=I9og5sOYxJI" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=T0YXDUpjI5o:R1C3N_WyTHM:bcOpcFrp8Mo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=bcOpcFrp8Mo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=T0YXDUpjI5o:R1C3N_WyTHM:ANkz6nJbUoM"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=ANkz6nJbUoM" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=T0YXDUpjI5o:R1C3N_WyTHM:O2KKvST5l-E"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=O2KKvST5l-E" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=T0YXDUpjI5o:R1C3N_WyTHM:VYtfdMxc7SE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?i=T0YXDUpjI5o:R1C3N_WyTHM:VYtfdMxc7SE" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/T0YXDUpjI5o" height="1" width="1"/&gt;</description>
            <link>http://feedproxy.google.com/~r/ricardopt/~3/T0YXDUpjI5o/os-nazis-que-nos-todos-somos.html</link>
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            <pubDate>Tue, 24 Feb 2009 00:34:16 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>O Contra Informação jaz panfleto</title>
            <description>Que o &lt;a href="http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=1200"&gt;Contra Informação&lt;/a&gt; não tem graça nenhuma há muitos anos, todos sabemos. É que não basta referenciar a actualidade, para fazer um programa de humor – é preciso ter piada mesmo. Agora porque os programas portugueses sem graça persistem no ar durante muito para além daquilo que é razoável, isso acho já que ninguém sabe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No passado dia 26 de Janeiro, o jornalista Mário Crespo entrevistou o Ministro da Presidência Pedro Silva Pereira, assim:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;
  &lt;a href="http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/mariocrespoentrevista/2009/1/ministrodapresidenciasobrecasofreeport.htm"&gt;&lt;img alt="crespoentrevista.jpg" src="http://www.ricardo.pt/diario/2009/02/20/crespoentrevista.jpg" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" title="Clique para ver o vídeo no sítio da SIC" width="489" height="361" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/center&gt;As reacções dos espectadores que publicam na Internet a esta entrevista, incluíam coisas como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;
  «Mário Crespo falhou espectacularmente, até nas partes que lhe correram melhor. E porquê? Porque enquanto o Pedro se manteve dentro da responsabilidade institucional e política que se exige no seu cargo, o Mário foi para a entrevista como se fosse juiz num tribunal sem advogados.» -- Valupi, autor do «&lt;a href="http://aspirinab.com/valupi/demasiado-crespo/"&gt;Demasiado Crespo&lt;/a&gt;» no Aspirina B&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  «Sublime a firmeza do Ministro e o frio tratamento de "Sr. Crespo" com que encerrou aquele duelo. Grande lição de dignidade dada por PSP» -- &lt;a href="http://aspirinab.com/valupi/demasiado-crespo/#comment-44073"&gt;Aires Burstoff&lt;/a&gt; em comentário ao &lt;a href="http://aspirinab.com/valupi/demasiado-crespo/"&gt;Demasiado Crespo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  «Farto-me de rever a coça do Silva Pereira no Mário Crespo. Aquilo é um tratado de como enervar um entrevistador. Dir. de campanha: aprendam!» -- &lt;a href="http://twitter.com/raul_pereira/statuses/1156179279"&gt;raul_pereira&lt;/a&gt; no Twitter&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  «"O tio era, ou não, tio do Primeiro-Ministro?" não me parece grande sinal de "coragem" mas de alguém que perdeu completamente o pé, o tino, o senso, a calma, o profissionalismo e será certamente um das frases do ano.» -- &lt;a href="http://blasfemias.net/2009/01/28/perder-a-cabeca/#comment-109858"&gt;Gabriel Silva&lt;/a&gt; em comentário no Blasfémias&lt;br /&gt;
&lt;/blockquote&gt;Agora atente-se no tratamento que a produção do Contra Informação fez à dita entrevista:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;
  &lt;object width="425" height="344"&gt;
    &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qBGmft53iv4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" /&gt;
    &lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;
    &lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;
    &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qBGmft53iv4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344" /&gt;
  &lt;/object&gt;
&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Repare-se que a paródia não tem graça por dois motivos: um, que o humor assente no exagero – que não seria de si grande coisa como humor – não tem correspondência na entrevista real; e dois, que em vez do tal exagero esperado, o que assistimos é a uma distorção e deturpação da realidade a parodiar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ficamos então com a impressão de que a equipa do Contra Informação tem então um ou dois objectivos: o de salvar a imagem do Mário Crespo, ou o de atacar cegamente tudo o que é José Sócrates.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que se queira defender um jornalista sério como Mário Crespo que terá tido um dia mau, e patinado ali em directo, é uma coisa. Caramba, até eu simpatizo com o homem! Que se queira atacar cegamente um representante dum partido ou duma personalidade pública, com ou sem razão, é outra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, usar um programa de humor passado imediatamente a seguir ao Telejornal para dar a impressão duma realidade diferente daquela que parodiam, acho isto muito suspeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Contra Informação, que já não era há muito um programa de humor, aparece-nos assim como um panfleto político infeliz, como um tempo de antena revisteiro, como uma coisa muito triste e palerma.&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/AKe0W5wDbHdXVFy9OojMd3E5j10/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/AKe0W5wDbHdXVFy9OojMd3E5j10/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/AKe0W5wDbHdXVFy9OojMd3E5j10/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/AKe0W5wDbHdXVFy9OojMd3E5j10/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/vYB8Hf-8ZyQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
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            <pubDate>Thu, 05 Feb 2009 16:37:53 +0000</pubDate>
        <feedburner:origLink>http://ricardo.pt/diario/2009/02/contra-informacao.html</feedburner:origLink></item>
        
        <item>
            <title>A sua carta de condução é meia falsa</title>
            <description>Pensei que era só a minha carta de condução portuguesa, mas já encontrei dentre amigos meus o mesmo problema: &lt;b&gt;O nome do titular da carta de condução encontra-se incorrectamente representado&lt;/b&gt;. Se é cidadão português e tem carta de condução portuguesa, por favor confira-a agora mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha carta, como em muitas outras, só o último apelido se encontra na secção Apelidos. Ou seja, se os meus apelidos são «da Costa Pinho», como se constata na certidão de nascimento e no passaporte, na carta só o «Pinho» se encontra na secção respectiva, estando os restantes na secção Nomes próprios, assim: «Ricardo José da Costa».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal nem é sequer possível formalmente, de acordo com as regras do &lt;a href="http://www.irn.mj.pt/"&gt;Instituto de Registos e Notariado&lt;/a&gt; que diz que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Nome completo - deve compor-se no máximo de seis vocábulos gramaticais, simples
ou compostos, dos quais só dois podem corresponder ao nome próprio e quatro a
apelidos.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.irn.mj.pt/sections/irn/a_registral/registo-civil/docs-do-civil/dar-o-nome/"&gt;Composição do nome&lt;/a&gt;, INR&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;

Este é um problema que não só &lt;b&gt;ofende os meus direitos de personalidade&lt;/b&gt;, como a servir de &lt;b&gt;documento de identificação&lt;/b&gt; se apresenta como &lt;b&gt;gravemente incorrecto&lt;/b&gt; -- o que pode até, num uso da carta de condução em países estrangeiros, incorrer-me no seu não reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que cabe &lt;strike&gt;à &lt;a href="http://www.dgv.pt/"&gt;Direcção-Geral de Viação&lt;/a&gt;&lt;/strike&gt; ao &lt;a href="http://www.imtt.pt/sites/IMTT/Portugues/Condutores/CartaConducao/Paginas/CartaConducao.aspx"&gt;Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres&lt;/a&gt; a reemissão de todas as cartas de condução que contenham este erro.
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8vse-FE8tiWcyNwZNkEoVU3hvpI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8vse-FE8tiWcyNwZNkEoVU3hvpI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8vse-FE8tiWcyNwZNkEoVU3hvpI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8vse-FE8tiWcyNwZNkEoVU3hvpI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=8l2ulaulBgk:g3NaEhVtwBo:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=8l2ulaulBgk:g3NaEhVtwBo:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=I9og5sOYxJI" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=8l2ulaulBgk:g3NaEhVtwBo:bcOpcFrp8Mo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=bcOpcFrp8Mo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=8l2ulaulBgk:g3NaEhVtwBo:ANkz6nJbUoM"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=ANkz6nJbUoM" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=8l2ulaulBgk:g3NaEhVtwBo:O2KKvST5l-E"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=O2KKvST5l-E" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=8l2ulaulBgk:g3NaEhVtwBo:VYtfdMxc7SE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?i=8l2ulaulBgk:g3NaEhVtwBo:VYtfdMxc7SE" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/8l2ulaulBgk" height="1" width="1"/&gt;</description>
            <link>http://feedproxy.google.com/~r/ricardopt/~3/8l2ulaulBgk/a-sua-carta-de-conducao-e-falsa.html</link>
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            <pubDate>Mon, 12 Jan 2009 15:11:42 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>Ó Romeu, Romeu, já não sei o que digo, Romeu</title>
            <description>John August, argumentista, recorda no seu blog pessoal que &lt;b&gt;&lt;a href="http://johnaugust.com/archives/2009/wherefore-does-not-mean-where"&gt;Wherefore não significa where&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Significa antes o equivalente em português ao conjuntivo «porque».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa desse erro, diz John August, muitas representações de Romeu e Julieta são mal interpretadas na famosa cena de Julieta à varanda suspirando por Romeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No diálogo original, quando Julieta diz «&lt;b&gt;O Romeo, Romeo, wherefore art thou Romeo?&lt;/b&gt;», ela não se encontra à espera de Romeu, olhando para aqui e para acolá a ver se ele responde para que ela saiba onde ele se encontra. O que Julieta está a dizer é na verdade um queixar, a Romeu, do facto do seu amado ser um Montéquio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta correcção de John August é duma pertinência internacional, pois das várias traduções para a língua portuguesa que conheço, a frase encontra-se traduzida por «Ó Romeu, Romeu, onde estás tu, Romeu?» quando deveria ser algo como «&lt;b&gt;Ó Romeu, Romeu, porque haverias de ser tu, Romeu?&lt;/b&gt;».&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BRVwaUaEWDtwUCjaMs1lRqRm02o/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BRVwaUaEWDtwUCjaMs1lRqRm02o/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BRVwaUaEWDtwUCjaMs1lRqRm02o/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BRVwaUaEWDtwUCjaMs1lRqRm02o/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=YJ9HlK2nOF8:YJZdrhMSvVo:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=YJ9HlK2nOF8:YJZdrhMSvVo:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=I9og5sOYxJI" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=YJ9HlK2nOF8:YJZdrhMSvVo:bcOpcFrp8Mo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=bcOpcFrp8Mo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=YJ9HlK2nOF8:YJZdrhMSvVo:ANkz6nJbUoM"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=ANkz6nJbUoM" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=YJ9HlK2nOF8:YJZdrhMSvVo:O2KKvST5l-E"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=O2KKvST5l-E" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=YJ9HlK2nOF8:YJZdrhMSvVo:VYtfdMxc7SE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?i=YJ9HlK2nOF8:YJZdrhMSvVo:VYtfdMxc7SE" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/YJ9HlK2nOF8" height="1" width="1"/&gt;</description>
            <link>http://feedproxy.google.com/~r/ricardopt/~3/YJ9HlK2nOF8/o-romeu-ja-nao-sei-o-que-digo.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">O Lauro António que há em mim</category>
            
            
            <pubDate>Fri, 09 Jan 2009 18:52:59 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>Se eu pudesse ter um super-poder</title>
            <description>Eu e o &lt;a href="http://www.cachapa.net/"&gt;Cachapa&lt;/a&gt; criámos esta questão como meme da blogosfera: &lt;a href="http://www.cachapa.net/?p=256"&gt;&lt;b&gt;Se pudesses ter um super-poder qualquer, qual seria&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;? E, mais importante, que dez coisas farias com esse super-poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu super-poder seria a &lt;b&gt;capacidade de produzir insultos verbais incapacitantes&lt;/b&gt; no seu destinatário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como todo o super-poder, este precisa duma história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[Nota para o departamento de efeitos especiais: Ondular a imagem e inserir som de harpa aqui].&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia estaria eu no Mercado do Bolhão a comprar fruta num dia de chuva e trovoada, quando um relâmpago incrível atinge o mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ckaaaooo! Brum!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da estrutura em ferro o raio trespassa todas as vendedoras, acabando por concentrar toda a sua energia no centro exacto do mercado, onde eu próprio me encontraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tzbzzz! Bz-tz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando recuperasse a consciência, teria em meu redor as vendedoras que, com um discurso muito polido, me perguntavam se eu estava bem. Eu digo que sim, sem saber que a partir daquele momento a minha vida estaria diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao voltar para casa, não deixei que um táxi se metesse na minha faixa de rodagem. O táxista da janela aberta, atira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cabrão de "#$%, podias deixar ao menos os outros trabalhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que activou uma sensação de hiperconsciência interna, uma súbita claridade intelectual, que me fez responder assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó $%"#$!", e se $%"!"#$ "#$ !#$&amp;amp;%/&amp;amp; #$%"#4 seu $"#% /&amp;amp;%% "#$, lá mais o $%"#$% #$&amp;amp;%#$%&amp;amp;!"$.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O taxista sente a sua garganta apertar-se e não responde. Está roxo e tem lágrimas nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olhar para o retrovisor para saber do buzinar contínuo que deixei atrás de mim, vejo que o taxista jazia inconsciente sobre o volante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Meu Deus, que poder é este?», perguntava-me em voz alta, assustado com a responsabilidade daquele dom: Era o poder da malcriadeza de dezenas de vendedoras típicas da Cidade do Porto, concentradas numa só pessoa. Um herói tinha nascido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, usaria assim este super-poder para contra-insultar as pessoas que fazem os bons cidadãos do mundo de parvos, assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Aqueles nazis das bichas, como em bilheteiras e caixas registadoras,
que começam logo a mandar vir, em vez de chamar à atenção com educação,
se alguém distraído passa à sua frente;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Gente da alfândega portuguesa, que me abre as encomendas postais e as sobre-avaliam com taxas incompreensíveis;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Operadores de atendimento a clientes de serviços de cliente, televisão
por cabo e telemóveis, com as suas sugestões insultuosas à
inteligência do cliente culpando-o por tudo;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Seguradoras. Nem é preciso dizer mais nada;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Pessoas que passam nas passadeiras com o sinal vermelho para peões e que ainda por cima insultam os automobilistas que não param;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Assim que fosse célebre, aceitava um convite para o Telejornal da
TVI e insultava a Manuela Moura Guedes em directo até ela começar a
deitar sangue pelos ouvidos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;E já que estou a pensar em celebridades que me irritam, insultaria
também a Catarina Furtado com os seus tiques de parvinha, e o Victorino
D'Almeida mais o seu pretensiosismo, a sua bengala, e o seu apóstrofo;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tirava aqueles autarcas déspotas do seu trono, por muito grosseiros que fossem;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;E graças ao poder neutralizador dos insultos da Ribeira do Porto,
usaria-os para acabar com o crime de rua. «Dá-te o dinheiro mas é o
$#%&amp;amp;$#%, 3#$%#$% 3$%#$%#$% %$#"/!! E podes meter essa navalha no
#$$/%(#"%#%", ó seu /)(&amp;amp;$%#"!"%&amp;amp;"#$#"$"#$ e os teus amigos
!"%"$#%&amp;amp;#$% /#%$&amp;amp;/%$"#$% "$#%"#$%».&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mandava fazer uma roupa de Lycra® em cores berrantes, com um asterisco,
um cardinal e um raio no peito e dedicava-me a acudir a todos os cidadãos
indefesos que viessem a precisar da ajuda do... Super Rude.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Como costume nestas coisas dos memes da blogosfera, passo o desafio a alguns colegas na blogosfera: &lt;a href="http://vintagethought.blogspot.com/"&gt;Manuel Marques&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://depoisdasdez.blogs.sapo.pt/"&gt;Liliana Bouça&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://bitaitings.blogspot.com/"&gt;Shafik Mahomad&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.heldersanches.com/"&gt;Hélder Sanches&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://franciscocardoso.blogspot.com/"&gt;Francisco Cardoso&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SCWLOxn5lOR4c-UfpFUgaZiSxn4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SCWLOxn5lOR4c-UfpFUgaZiSxn4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SCWLOxn5lOR4c-UfpFUgaZiSxn4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SCWLOxn5lOR4c-UfpFUgaZiSxn4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=0PKRHV_n_IE:K3zH02YAa0A:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=0PKRHV_n_IE:K3zH02YAa0A:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=I9og5sOYxJI" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=0PKRHV_n_IE:K3zH02YAa0A:bcOpcFrp8Mo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=bcOpcFrp8Mo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=0PKRHV_n_IE:K3zH02YAa0A:ANkz6nJbUoM"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=ANkz6nJbUoM" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=0PKRHV_n_IE:K3zH02YAa0A:O2KKvST5l-E"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=O2KKvST5l-E" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=0PKRHV_n_IE:K3zH02YAa0A:VYtfdMxc7SE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?i=0PKRHV_n_IE:K3zH02YAa0A:VYtfdMxc7SE" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/0PKRHV_n_IE" height="1" width="1"/&gt;</description>
            <link>http://feedproxy.google.com/~r/ricardopt/~3/0PKRHV_n_IE/se-eu-pudesse-ter-um-super-pod.html</link>
            <guid isPermaLink="false">http://ricardo.pt/diario/2008/12/se-eu-pudesse-ter-um-super-pod.html</guid>
            
            
            <pubDate>Sun, 21 Dec 2008 19:31:50 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>Umas dicas de Live Messenger</title>
            <description>A melhor das dicas que posso dar para melhorar o uso do Live Messenger no Windows são duas definições que por acaso até se encontram lado a lado nas opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo a &lt;u&gt;Opções&lt;/u&gt;, no separador &lt;u&gt;Mensagens&lt;/u&gt;, sugiro que se active a opção &lt;u&gt;Agrupar mensagens sequenciais de cada contacto&lt;/u&gt; e desactive a &lt;u&gt;Permitir o envio e recepção de toques&lt;/u&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="opcoesmessengerpeq.png" src="http://www.ricardo.pt/diario/2008/11/25/opcoesmessengerpeq.png" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="403" height="210" /&gt;&lt;/span&gt;A primeira alteração vai fazer com que mensagens consecutivas dum mesmo contacto não sejam precedidas por um «Nome do contacto diz:» por cada mensagem. O ganho de espaço na janela, além da redução de texto redundante, é muito confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda alteração é mais óbvia: acabam-se os toques irritantes com janelas que tremem. Adicionalmente, a opção de envio dos mesmos toques fica desactivada para benefício da justiça e de todos os outros contactos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra dica, para aumentar a privacidade das comunicações: Na escola ou no trabalho, o protocolo de dados do Messenger é passível de ser filtrado para se bisbilhotar nas comunicações dos seus utilizadores. E em todo o lado, as conversas pelo Messenger podem também ser espiadas quando ligado à Internet por WiFi insegura, por analisadores de pacotes de dados. Instalando o &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.secway.fr/us/products/simplite_msn/"&gt;SimpLite&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; da Secway, uma chave criptográfica encripta os dados das conversas, mantendo-as privadas entre utilizadores de Messenger que usam o SimpLite. O programa é gratuito e fácil de usar, e funciona com quase todos os clientes de mensageria instantânea para Windows.&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sTNCOZ2XtUvG98eWM434iMiOn3c/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sTNCOZ2XtUvG98eWM434iMiOn3c/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sTNCOZ2XtUvG98eWM434iMiOn3c/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sTNCOZ2XtUvG98eWM434iMiOn3c/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=ERWtE-zJ3mQ:JbOtgfp7zos:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=ERWtE-zJ3mQ:JbOtgfp7zos:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=I9og5sOYxJI" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=ERWtE-zJ3mQ:JbOtgfp7zos:bcOpcFrp8Mo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=bcOpcFrp8Mo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=ERWtE-zJ3mQ:JbOtgfp7zos:ANkz6nJbUoM"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=ANkz6nJbUoM" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=ERWtE-zJ3mQ:JbOtgfp7zos:O2KKvST5l-E"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=O2KKvST5l-E" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=ERWtE-zJ3mQ:JbOtgfp7zos:VYtfdMxc7SE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?i=ERWtE-zJ3mQ:JbOtgfp7zos:VYtfdMxc7SE" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/ERWtE-zJ3mQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Cromo é geek</category>
            
            
            <pubDate>Tue, 25 Nov 2008 18:56:12 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>Economia nudista</title>
            <description>Quando nos acaba o champô no chuveiro, isso não costuma ser uma coisa trágica. Apertando-o energicamente umas quantas vezes, e lá conseguimos que seja cuspido para a mão uma porção significativa de champô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se no dia seguinte, já dentro do chuveiro, descobrirmos que nos esquecemos outra vez de comprar champô, então ainda temos a solução de apontar o jacto de água para dentro do frasco, agitá-lo para apanhar todos os restos de creme residentes no interior, e despejar o conteúdo directamente para cima da cabeça para que não se perca nem um bocadinho. Isso, estranhamente, é sempre mais que suficiente para fazer bastante espuma e resultar num cabelo bem lavado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa estranheza prolonga-se naquela questão que surge daí, de que não estaremos nós a usar demasiado champô durante o resto do tempo?&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OW2YIVnyg-Yg1hOc1GmtLCb2TDc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OW2YIVnyg-Yg1hOc1GmtLCb2TDc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OW2YIVnyg-Yg1hOc1GmtLCb2TDc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OW2YIVnyg-Yg1hOc1GmtLCb2TDc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/FD21-m3PWNI" height="1" width="1"/&gt;</description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">A minha vida não daria um filme</category>
            
            
            <pubDate>Sat, 01 Nov 2008 19:44:11 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>Sabedoria da idade</title>
            <description>Neste dia do meu aniversário aproveito para dizer aos mais novos que, hmm, não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font style="font-size: 0.8em;"&gt;&lt;b&gt;Artigos relacionados:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.ricardo.pt/diario/2005/10/o-aclubista-vai-a-bola.html"&gt;O aclubista vai à bola&lt;/a&gt;.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5kxcHdJ6BpjhM3DcYIUQk6y5DzY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5kxcHdJ6BpjhM3DcYIUQk6y5DzY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5kxcHdJ6BpjhM3DcYIUQk6y5DzY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5kxcHdJ6BpjhM3DcYIUQk6y5DzY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/OB88gfHxLeU" height="1" width="1"/&gt;</description>
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            <pubDate>Mon, 20 Oct 2008 02:28:07 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>O investimento como ajuda humanitária</title>
            <description>O problema das nações pobres é por muito motivos um problema que diz respeito a todo o mundo. Mesmo que não fosse pela perspectiva humanitária, do ponto de vista económico creio que todo o mundo teria a ganhar se todo o planeta fosse, efectivamente, próspero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;
Imagine-se um mundo em que vez de empresas como a Nokia, BMW, Levi's, Toshiba, estarem limitadas a vender os seus produtos àqueles das nações prósperas com poder de compra, se pudessem vender também a toda a gente, de África e países pobres asiáticos? Pense-se no número de consumidores possíveis numa África como continente desenvolvido. Todos ganhariam. A própria possibilidade de poderem considerar comprar bens de consumo seria sinal duma conquista mais alargada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;
Pensar na pobreza dos outros como motivo para nos sentirmos culpados por um momento, e nunca sair do modelo paternalista da esmola não me parece servir de muito.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;
Investir na educação e na competitividade dos países pobres seria não só um acto filantrópico, como economicamente estimulante para todo o mundo. Não como esmolas, mas como investimento mesmo. Não seria tratar os outros como parceiros de negócios a melhor forma de desenvolvimento humanitário pela economia?&lt;/p&gt;
&lt;script src="http://blogactionday.org/js/1b0ec91a160d3c298e2496824b1821736f3d4cda"&gt;&lt;/script&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ri8fvK2Lfprctzu8RZBcmkMjVRc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ri8fvK2Lfprctzu8RZBcmkMjVRc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ri8fvK2Lfprctzu8RZBcmkMjVRc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ri8fvK2Lfprctzu8RZBcmkMjVRc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=4xa3EMsqQBI:XQjoDP4xE6U:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=4xa3EMsqQBI:XQjoDP4xE6U:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=I9og5sOYxJI" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=4xa3EMsqQBI:XQjoDP4xE6U:bcOpcFrp8Mo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=bcOpcFrp8Mo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=4xa3EMsqQBI:XQjoDP4xE6U:ANkz6nJbUoM"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=ANkz6nJbUoM" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=4xa3EMsqQBI:XQjoDP4xE6U:O2KKvST5l-E"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?d=O2KKvST5l-E" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?a=4xa3EMsqQBI:XQjoDP4xE6U:VYtfdMxc7SE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ricardopt?i=4xa3EMsqQBI:XQjoDP4xE6U:VYtfdMxc7SE" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/4xa3EMsqQBI" height="1" width="1"/&gt;</description>
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            <pubDate>Wed, 15 Oct 2008 00:00:08 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>Já é a quarta vez neste milénio que o mundo vai acabar</title>
            <description>&lt;a href="http://www.skepdic.com/nostrada.html"&gt;Nostradamus&lt;/a&gt; falhou, o chamado &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Y2K"&gt;bug do milénio&lt;/a&gt; também, o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Last_Judgment"&gt;Julgamento Final&lt;/a&gt; não aconteceu, e não é que agora com o arranque do &lt;b&gt;&lt;a href="http://lhc.web.cern.ch/lhc/"&gt;Large Hadron Collider&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; o planeta está para colapsar num buraco negro? A mim este milénio começa a parecer-me uma daquelas séries de televisão onde em todos os episódios há um plano maquiavélico para destruir o mundo que falha sempre no fim.&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XXHdLZkPBjfBTZjR1rokTJrzcmM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XXHdLZkPBjfBTZjR1rokTJrzcmM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XXHdLZkPBjfBTZjR1rokTJrzcmM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XXHdLZkPBjfBTZjR1rokTJrzcmM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ricardopt/~4/8hitRxoY3Oo" height="1" width="1"/&gt;</description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">O mundo lá fora</category>
            
            
            <pubDate>Thu, 11 Sep 2008 01:50:39 +0000</pubDate>
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        <item>
            <title>O dia que revelou um mundo cheio de terroristas</title>
            <description>Em 11 de Setembro de 2001 revelou-se um mundo mais estúpido do que julgávamos. Foi o dia a partir do qual milhares e milhares de opiniões públicas no mundo inteiro se regozijaram com a morte de cidadãos americanos, mesmo que naquele evento tenham perdido a vida cidadãos de todos os continentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me refiro aos talibans, mas a uma imprensa, uma suposta elite europeia, e a cidadãos ocidentais que clamaram que os americanos tiveram, com o atentado, o que mereceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os americanos se imiscuem na política externa dos outros países, que os americanos são uns ignorantes, que os americanos são uns consumistas. Que são isto que são aquilo, que a moralidade dos americanos é tão inferior à nossa, que pessoas daquela nacionalidade merecessem ser realmente executadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que isto pôde acontecer? Como puderam ser emitidas entre nós tamanhas opiniões de ódio semelhantes às dos terroristas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos seguintes após o 11 de Setembro, sempre que assistia a reflexão e discussão nos média e nos espaços públicos ocorria-me que afinal não é assim tão estranho que o nazismo tenha vingado na Europa do século XX. Agora, no início do milénio e a poucas décadas após a queda de Hitler, via toda uma população ser vítima duma espécie de racismo aberto e socialmente aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto que um ocidental não lhe passaria pela cabeça emitir uma opinião racista contra uma das etnias protegidas pelo politicamente correcto, e se calhar só mesmo por isso, já não só se permite como é publicamente acolhido por uma opinião anti-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como os judeus na Alemanha nazi, por serem prósperos os americanos parecem também poder ser vítimas de discurso hostil. Não faz mal dizer mal deles, afinal eles são ricos e têm tudo! O anti-americanismo é assim o novo racismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto me parece uma questão de moralidade: porque uma classe ocidental desaprova a política e o modo de vida do liberalismo americano, então mereceriam aqueles cidadãos serem castigados. Tal e qual o pensamento que levou aos atentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só a 11 de Março de 2004 que muitos dos europeus e américo-latinos terão ficado a compreender o que era estar do lado das vítimas do preconceito mortal. Mas entretanto todos aqueles que emitiram opiniões desumanas são culpados de terem acrescentado mais preconceito ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a moralidade veio junto com a aprovação do castigo capital, então nisto o pensamento dos nossos cidadãos em nada diferiu daquele dos fundamentalistas islâmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001 o mundo ficou horrorizado por ver que os terroristas se barbeavam e vestiam como nós e usavam os nossos after-shaves para ficarem iguais a nós ocidentais. Mas a verdade é que nós e eles somos mais iguais do que possamos pensar. Os terroristas estão entre nós, e a ironia é justamente essa: os ocidentais podem também ser violentos preconceituosos fundamentalistas.&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_xkXrytPkbYEL1tpavUDZMOguts/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_xkXrytPkbYEL1tpavUDZMOguts/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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            <pubDate>Wed, 10 Sep 2008 12:30:49 +0000</pubDate>
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