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	<title>Entelodonte</title>
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	<description>Música extrema, livre, minimalista, brutal. Experienças. E cerveja.</description>
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		<title>Royal Improvisers Orchestra no Centro Cultural São Paulo</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 03:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Último grande evento do ano, encerrando a série Improvisação Livre. Desta vez quem veio foi a Royal Improvisers Orchestra, grupo criado por Yedo Gibson, saxofonista brasileiro radicado na Holanda, com nome de instrumento musical e uma pungente veia free. Eu &#8230; <a href="http://www.entelodonte.com/royal-improvisers-orchestra-no-centro-cultural-sao-paulo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Último grande evento do ano, encerrando a série Improvisação Livre.</p>
<p>Desta vez quem veio foi a <a title="Royal Improvisers Orchestra" href="http://www.royalimprovisersorchestra.com/"><strong>Royal Improvisers Orchestra</strong></a>, grupo criado por Yedo Gibson, saxofonista brasileiro radicado na Holanda, com nome de instrumento musical e uma pungente veia free.</p>
<p>Eu já conhecia Yedo do Eke Trio, que se apresentou no Tapas Club em 2010. Performance forte, com direito a uma revelação: o clavicorde elétrico. Ah, o Tapas tem Eisenbahn Strong Golden Ale e as demais, ou seja, a elevação espiritual é garantida, o que proporciona alto valor agregado aos shows.</p>
<p>O concerto foi na sala Adoniran Barbosa, de <a title="Rogerio Skylab no Centro Cultural São Paulo – Skylab X" href="http://www.entelodonte.com/rogerio-skylab-no-centro-cultural-sao-paulo-skylab-x/">ótimas memórias</a>.</p>
<p>Sala lotada, eis que entra um guitarrista de nítida origem holandesa, de chinelo, preocupação zero com estilo e outras paulistanidades. Começa a executar um devaneio distorcido e os demais integrantes vão aparecendo um a um, acrescentando timbres, pensamentos e ondas sonoras.</p>
<p><a href="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2012/04/foto_LANDINI_MG_3654.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2661" title="Laranja sonora" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2012/04/foto_LANDINI_MG_3654.jpg" alt="Laranja sonora" width="900" height="798" /></a></p>
<p>Por fim, o condutor aparece com seu sax barítono.</p>
<p>O que se segue é uma sucessão de improvisações com os músicos indo e vindo conforme o momento. Duas mulheres fazem vocalizações completamente free, um baixo acústico promove o necessário baixismo e 2 bateristas dão conta do ritmo. Um saxofonista tenor que visualmente lembrava bastante o antigo baixista do Supersimetria conferia o tormento final dos sopros.</p>
<p><a href="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2012/04/foto_LANDINI_MG_3600.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2662" title="Royal Improvisers Orchestra" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2012/04/foto_LANDINI_MG_3600.jpg" alt="Royal Improvisers Orchestra" width="900" height="693" /></a></p>
<p>Em dado momento Yedo levanta brevemente a plateia com uma performance de cuíca ao barítono. No mais, plateia mesmerizada pela liberdade do som.</p>
<p>Todos os músicos trajam camisa laranja, afinal Sneijder vive! É o país do futebol vice campeão do mundo, tocando no país que se acha o do futebol. A España de Iniesta e Guardiola há de discordar&#8230; E eu, filho da terra, também.</p>
<p>Que 2012 seja pródigo em som.</p>
<p>Fotos de Mauricio Landini, do site oficial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sabu Toyozumi e Panda Gianfratti no Centro Cultural São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 00:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Som]]></category>
		<category><![CDATA[bateria]]></category>
		<category><![CDATA[free]]></category>
		<category><![CDATA[improvisação]]></category>
		<category><![CDATA[percussão]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu ainda não tinha assistido a nenhum show da free música no CCSP em 2011 e pensei que o ano ia passar em branco, mas deu tempo de pegar os eventos finais da série Improvisação Livre. Dessa vez, 2 nomes, &#8230; <a href="http://www.entelodonte.com/sabu-toyozumi-e-panda-gianfratti-no-centro-cultural-sao-paulo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu ainda não tinha assistido a nenhum show da free música no CCSP em 2011 e pensei que o ano ia passar em branco, mas deu tempo de pegar os eventos finais da série Improvisação Livre.</p>
<p>Dessa vez, 2 nomes, um conhecido e outro inédito. O percussionista japonês <a title="Sabu Toyozumi" href="http://freeformfreejazz.blogspot.com/2011/12/o-ano-ainda-nao-acabou-sabu-toyozumi-ii.html">Sabu Toyozumi </a>se apresentaria ao lado de Antonio &#8220;Panda&#8221; Gianfratti.</p>
<p>Panda dispensa apresentações, mas se você não é iniciado no free improv, confira a <a title="Panda Gianfratti" href="http://freeformfreejazz.blogspot.com/2011/12/apresentando-antonio-panda-gianfratti.html">apresentação</a>. Já Sabu eu não conhecia, e o Free Form se encarregou, como sempre, de fazer as apresentações, presenteando os leitores com 2 registros em que ele divide o palco com Peter Brötzmann, ou seja, porrada sônica.</p>
<p>Dessa vez o show seria na sala Paulo Emílio e não na Adoniran, já velha conhecida minha. Cheguei ao Centro Cultural próximo às 21:00h. Gosto de ir sempre ouvindo algum som que harmonize ou faça contraponto com o evento. Escolhi Mick Harris, já que a noite seria da porrada percussiva. Scum rolando no iPhone, aparelho que fazia sua estreia me acompanhando em shows e que registrou a foto que ilustra o texto.</p>
<p><a href="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2012/02/IMG_0307.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-2653" title="Sabu Toyozumi e Panda Gianfratti" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2012/02/IMG_0307-1024x764.jpg" alt="Sabu Toyozumi e Panda Gianfratti" width="500" height="373" /></a></p>
<p>A sala Paulo Emílio comporta 99 espectadores. Pequena e bem apropriada para 2 percussionistas. O apresentador fala brevemente sobre a série e os músicos, e então Sabu e Panda aparecem e tomam o lugar em 2 cadeiras na frente do palco, cada um com um instrumento de cordas e um arco. A primera peça é inteiramente nesses instrumentos, e oscila entre vários sabores de microfonais, pura distorção de ondas que às vezes lembrava violinos.</p>
<p>Em seguida Panda se retira e Sabu toma seu lugar à frente da bateria. Começa com um pontilhismo pesado e lento e segue desenvolvendo o  ritmo. Até o ponto em que se deixa envolver completamente pelo instrumento e dá vazão à pancadaria. É o Sabu que tocou com Brötzmann que está no palco naquele momento. Depois volta a calmaria, com direito a rolar as baquetas pela superfície do surdo, e brincar com o som resultante. Literalmente varre as peles com as vassouras. Em vários momentos abre mão das baquetas e percute com as próprias mãos. Me lembrou alguns momentos de Bob Previte no Chivas Jazz, acariciando as peles sem maiores preocupações sobre ser ouvido pela plateia ou não.</p>
<p>Terminado o solo, Sabu se retira e é a vez de Panda. Com o mesmo set que vi ele tocar no show com Hans Koch. O destaque é para o set de pratos tocados com arco. Vários sons extraídos. O prato ride invertido sobre o surdo é bem interessante. Panda se move lenta e despreocupadamente entre o kit. Essa lentidão aparentemente prejudica o andamento, mas um olhar mais atento percebe que ela é parte da performance. Silêncio também é som.</p>
<p>Chega então o momento mais aguardado: o duelo entre os kits de percussão. Começam a dialogar fazendo uso de uma série de blast beats um pouco mais lentos como marcação do tema. O duelo cresce e depois retorna. Nesse ponto, Sabu, em plena liberdade improvisativa, decide que os pratos do ximbau não precisam estar montados nas ferragens: retira ambos e começa a percutir com as mãos, joga um no chão e vai controlando a rotação.</p>
<p>O duelo chega ao fim e ambos se retiram, só que a plateia puxa um ritmo de palmas pedindo um bis, que acontece! Voltam para um número final deixando ótima impressão nos presentes.</p>
<p>Ao final, só sorrisos estampados nos rostos. A certeza de fazer o que se gosta, sem qualquer necessidade de provar nada ou afetar estilos.</p>
<p>2011 termina bem representado,  mas ainda falta um evento real.</p>
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		<title>Rogerio Skylab no Centro Cultural São Paulo &#8211; Skylab X</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 23:54:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Som]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>

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		<description><![CDATA[O último suspiro. Último show da série Skylab em São Paulo. Dois suspiros, na verdade: sábado e domingo. O único show que eu havia assistido até semana passada tinha sido o do lançamento do DVD, em 2009. Nessa ocasião o &#8230; <a href="http://www.entelodonte.com/rogerio-skylab-no-centro-cultural-sao-paulo-skylab-x/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O último suspiro. Último show da série Skylab em São Paulo. Dois suspiros, na verdade: sábado e domingo.</p>
<p>O único show que eu havia assistido até semana passada tinha sido o do lançamento do DVD, em 2009. Nessa ocasião o set list foi sido um pouco diferente do show de gravação do DVD, com várias músicas dos novos projetos (<strong>Orquestra Zé Felipe</strong> e <strong>Skygirls</strong>), e muita coisa que eu queria ouvir foi deixada de lado. Dessa vez, foi exatamente como eu esperava: repertório variado sem aquelas escolhas óbvias, músicas das quais o próprio Skylab já vem querendo se distanciar um pouco, mas que parte do público insiste em trazer de volta.</p>
<p>Falo dos 2 primeiros discos. Muita gente estacionou no <strong>Skylab II</strong> e não consegue sair dali (possível referência do novo vídeo, &#8220;<em>Eu não consigo sair daqui</em>&#8220;?). Geralmente é o pessoal que insiste em colar o infame rótulo trash na testa do músico. Insisto: o diagnóstico aqui é preguiça. A obra é muito mais vasta do que o II, diria que começa mesmo no III. Basta ouvir.</p>
<p>O set list passou por quase todos os discos. Várias das minhas favoritas, como <em>Dedo, Língua, Cu e Boceta</em>, <em>Num Banco da Praça</em>, <em>Fátima Bernardes Experiência</em> e <em>Herbert Vianna</em>. E dessa vez ele limou <em>Matador de Passarinho</em>, para alívio de boa parte dos fãs, incluíndo este que vos escreve.</p>
<h3>Sábado</h3>
<p>No sábado cheguei um pouco em cima da hora e acabei ficando na parte de cima, da mesma forma que no show de 2009. Boa visibilidade, mas faltava a proximidade do palco.</p>
<p>Antes de entrar, ainda pude ver a passagem de som: Skylab cantava <em>Eu Roubei a Gravata?</em> e 2 pessoas chamavam atenção: uma mulher com traje gótico-futurista fazia uma coreografia e repetia uma variação do refrão e um cara fazia efeitos eletrônicos meio espaciais em um Moog. Pelo jeito seriam os convidados da noite. A outra novidade era a baixista Elisa, do Skygirls.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ronaldocamacho/5830746726/in/photostream/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2540" title="Skylab e banda passando o som" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2011/08/skylab-passagem-som.jpg" alt="Skylab e banda passando o som" width="500" height="329" /></a></p>
<p>Começa o show e o público pede <em>Câncer no Cu</em> aos berros. Em vão. Outros pedem Glóoooria Maria, esses foram atendidos. A abertura foi com <em>Corpo e Membro Sem Cabeça</em> e logo em seguida já emendaram o mantra <em>Dedo, Língua, Cu e Boceta</em>. Essa é uma das minhas favoritas e às vezes costumo ouvir em loop por tempo indeterminado. Outras vezes faço um pavê de 2 ou 3 camadas com essa faixa. Recomendo.</p>
<p>Segue o show. Duas faixas da Orquestra Zé Felipe: <em>Boceta Dominante ou Dominada</em> e <em>Tem Cigarro Aí?</em> Ambas funcionam muito bem ao vivo, especialmente a segunda: já faz parte da execução o público atirar cigarros no palco. <em>Matadouro das Almas</em> dessa vez não teve a faca: ele atacou a vítima com uma baqueta. Na comunidade do Orkut especulações sobre uma &#8220;nova diretoria&#8221; no CCSP que teria barrado a faca. Mas não chegou a ser um problema, já que a grande performance da noite se daria em <em>O Corvo</em>: a cenoura, já vista na entrevista ao Jô Soares.</p>
<p>Falando na cenoura, achei que a performance no Jô ficou até melhor do que no show, onde ele ficou chupando a cenoura naquela já característica simulação. No Jô, provavelmente para adequar ao padrão Globo, ele se limitou a morder e mastigar a cenoura, comendo com olhar fixo e ensandecido. Achei que ficou bem mais a cara da música.</p>
<p>Então, chega a hora da gravata e Skylab chama seus 2 convidados: a menina era <a title="Karina Alexandrino" href="http://www.myspace.com/karinealexandrino"><strong>Karina Alexandrino</strong></a>, artista cearense que ele ouviu, gostou e convidou para fazer a performance. O tecladista era <a title="Astronauta Pinguim" href="http://www.myspace.com/astronautapinguim"><strong>Astronauta Pinguim</strong></a>, que tocou com Júpiter Maçã e tem trabalho próprio em uma linha que lembra bastante os microfonais do Supersimetria. Aproveitaram para gravar um vídeo durante a apresentação.</p>
<p>Pra encerrar, como já vinha acontecendo em outros shows, tocaram <em>Eu e Minha Ex</em>, do próprio Júpiter Maçã. Banda afiada como sempre e Elisa com ótima presença de palco.</p>
<p>Terminado o show, palco sujo de cenoura e fãs disputando a parte que não foi comida. Vou até o stand comprar o <strong>Skylab X</strong> e o livro e desço até o camarim para pegar autógrafo no livro. Me apresento e Rogério parabeniza a iniciativa do <a title="Damião Experiença" href="http://www.damiaoexperienca.net/">Portão do Daminhão</a> e elogia o próprio Supersimetria. Registro o momento e a foto, claro, sai fora de foco, como aquela tirada no <a title="Show conceitual no centrão: sucesso de não-público" href="http://www.ronaldocamacho.com.br/show-conceitual-no-centrao-sucesso-de-nao-publico/">show conceitual do Supersimetria</a>.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ronaldocamacho/5830746494/in/photostream"><img class="aligncenter size-full wp-image-2539" title="No camarim com Rogerio Skylab" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2011/08/com-skylab.jpg" alt="No camarim com Rogerio Skylab" width="500" height="415" /></a></p>
<p>Parece que é minha sina sair em fotos desfocadas, começo a ver isso como uma estética própria. Não tem o menor problema, o que vale é o registro e até que o efeito da foto ficou interessante. Para fotos de verdade do show, veja o Flickr de <a title="Show de Rogerio Skylab" href="http://www.flickr.com/photos/eduguimaraes/sets/72157626827954011/">Edu Guimarães</a> e <a title="Show de Rogerio Skylab" href="http://www.flickr.com/photos/belgasparotto/sets/72157626830544277/">Bel Gasparotto</a>.</p>
<p>Rogério é extremamente simpático e acessível, contrastando com a imagem de maluco e esquisito que inevitavelmente se faz dele, principalmente por quem só ouve o som de passagem ou só pesca alguns momentos, como a explosiva e hilária declaração contra as auto-biografias no Programa do Jô. Não é raro artistas de grande nome venderem uma imagem de sorrisos e, no contato pessoal, revelarem escrotidão infinta. Que cada um tire a conclusão que quiser, ou puder.</p>
<h3>Domingo</h3>
<p>Domingo não vacilei: cheguei uma hora antes e garanti lugar na frente. É onde fica o pessoal mais participativo, digamos assim, durante <em>Carrocinha de Cachorro Quente</em>. A única diferença foi o acréscimo de <em>Motosserra</em>, homenagem ao Dia dos Namorados. O resto do set list foi idêntico. Nova gravação durante <em>Eu Roubei a Gravata?</em> e a cenoura em ação novamente. Antes de anunciar a última faixa, Rogério cita a quase obrigatoriedade do Bis em shows e diz que nunca fez isso e nunca vai fazer. Mas consta que fez no Rio. Encerra novamente com <em>Eu e Minha Ex</em>.</p>
<p>Ainda tento comprar outros discos da série, mas quando chego ao stand vejo que esgotou tudo. Fico ligeiramente decepcionado e ao mesmo tempo bastante feliz por ver que o público botou mesmo a mão no bolso.</p>
<p>Agora é ler o livro, aguardar o vídeo gravado nos shows e torcer para que Skylab e suas bandas continuem fazendo música.</p>
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		<title>Dia Mundial do Rock</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 00:32:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[grindcore]]></category>

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		<description><![CDATA[Para o Dia Mundial do Rock 2011, mantendo a tradição do blog, eis o vídeo de You Suffer, do Napalm Death, em uma releitura. Estrelando Hans Moleman:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para o <strong>Dia Mundial do Rock 2011</strong>, mantendo a tradição do blog, eis o vídeo de <em>You Suffer</em>, do Napalm Death, em uma releitura. Estrelando Hans Moleman:</p>
<p align="center"><object width="480" height="390" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ansBui-_w80?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="480" height="390" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/ansBui-_w80?version=3&amp;hl=en_US" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>Options for the Architecture of the Species</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 20:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Som]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Supersimetria]]></category>

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		<description><![CDATA[O tempo é elástico e é fácil pular de 2005 para 2007 em busca de material para uma resenha que foi esboçada em 2009 e que só viu a luz do dia em 2011. Parece muito tempo? Nesse breve instante &#8230; <a href="http://www.entelodonte.com/options-for-the-architecture-of-the-species/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="display: inline; border: 0pt none;" title="Options for the Architecture of the Species" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2009/10/optionscapathumb.jpg" alt="Options for the Architecture of the Species" width="244" height="244" border="0" /></p>
<p>O tempo é elástico e é fácil pular de 2005 para 2007 em busca de material para uma resenha que foi esboçada em 2009 e que só viu a luz do dia em 2011. Parece muito tempo? Nesse breve instante Saturno não completou nem meia volta, e o ex-planeta Plutão mal saiu do lugar.  O que segue vem logo depois das fases <a href="../albuns-brancos/">Branca</a> e <a href="../albuns-pretos/">Preta</a>.</p>
<p><strong><a href="http://www.supersimetria.net/sonografia.php#options">Options for the Architecture of the Species</a></strong> é mais um disco solo de <a href="http://robranches.tumblr.com/">Rob Ranches</a>, com material de 2005, de uma fase bastante voltada à experiença eletrônica.</p>
<p>Já aviso que esse é um disco eletrônico. Portanto, guerrilheiros da guitarra fiquem longe ou abracem o capeta de vez.</p>
<p>Eletrônico, nesse caso, não significa cair na monotonia do bate-estaca. Portanto, eventuais guerrilheiros das pistas podem esquecer, não é um disco dançante. A menos que você dance com ritmos que chegam e somem repentinamente, deixando o ouvinte em um vazio que é preenchido logo em seguida com frases disformes e loops em diversos graus de obsessão repetitiva.</p>
<p>Options tem ritmo (e ritimo), loops em profusão, de[s(in)]formação e a ausência de microfonais, que foram colocados em suspensão sonora na época. Sem listar todas as 14 faixas, eis aqui impressões sobre as que se destacam:</p>
<p>O eletrônico &#8220;raiz&#8221; acontece em <strong>Som[Ar]{ter[ia(l)]}</strong> e em menor escala em <strong>Remedy</strong>, faixa que abre o disco.</p>
<p>O tema meio melancólico de <strong>Forja</strong> é repetido em <strong>de[s(in)]formação</strong> com nova roupagem. Em <strong>ElectroZion</strong> um pulso onipresente marca aparições breves de loops minimalistas. E se em <strong>Kill Bill</strong> é possível perceber uma levada quase-bossa, <strong>Fornalha</strong> traz um sintetizador de fraseado rápido, quase virtuoso. Chega a lembrar Van Halen. Indiferentes a tudo isso, os loops rodam a obsessão de fundo.</p>
<p>Se conseguir chegar até aqui, experimente <strong>Os lamentos de Lacan</strong>: loops robóticos com um timbre sujo e aquela sensação de que alguma coisa foi configurada errado. Dá a impressão de um som fora de foco. Sinestesia pura.</p>
<p><strong>Olinda</strong> apresenta um trompete que passeia sobre uma base meio preguiçosa. Se ficarmos exclusivamente no campo damiônico de definição de estilos, este poderia ser facilmente classificado como um frevo.</p>
<p>A capa faz menção à verdadeira dinâmica evolutiva. Por causa daquela famosa imagem do macaco que vai se levantando e se torna <em>Homo sapiens</em> ereto, existe uma tendência popular a acreditar que a evolução é linear, quando, na verdade, é ramificada. Razão pela qual a infame pergunta &#8220;Se a evolução é verdade, por que ainda existem macacos?&#8221; é completamente equivocada e um sinal claro de alguém que não faz a menor ideia do que seja a Teoria da Evolução.</p>
<p><a href="http://www.supersimetria.net/Sonografia/Supersimetria%20-%20Options%20for%20the%20Architecture%20of%20the%20Species.rar">Baixe e ouça</a>.</p>
<p>Em seguida, vamos visitar uma tecelagem de som. Prometo que será antes de 2013&#8230;</p>
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		<title>Todos os olhos (Tom Zé) &#8211; A capa que foi sem nunca ter sido</title>
		<link>http://www.entelodonte.com/todos-os-olhos-tom-ze-a-capa-que-foi-sem-nunca-ter-sido/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 02:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Som]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[experimental]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Zé]]></category>

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		<description><![CDATA[Cai um mito. Na verdade, já caiu há muito tempo, mas ainda persiste por aí. Até uns dias atrás eu também acreditava. Acabei de descobrir e não posso deixar de divulgar. Trata-se da verdade sobre a histórica capa de Todos &#8230; <a href="http://www.entelodonte.com/todos-os-olhos-tom-ze-a-capa-que-foi-sem-nunca-ter-sido/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cai um mito. Na verdade, já caiu há muito tempo, mas ainda persiste por aí. Até uns dias atrás eu também acreditava. Acabei de descobrir e não posso deixar de divulgar.</p>
<p>Trata-se da verdade sobre a histórica capa de <strong>Todos os Olhos (1973)</strong>, quarto disco de <a title="Tom Zé" href="http://www.tomze.com.br/">Tom Zé</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2455" title="Todos os Olhos (Tom Zé)" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2011/07/todososolhos.jpg" alt="Todos os Olhos (Tom Zé)" width="395" height="400" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideia da capa foi sugerida a Tom Zé por Décio Pignatari, poeta vanguardista e amigo do músico. A ideia era afrontar o governo militar e driblar a censura. E qual era essa ideia? Simples: a capa &#8211; que deveria aparentar um olho &#8211; seria na verdade uma bola de gude sobre um cu, também conhecido como ânus. É o que parece, mas não é o que foi feito.</p>
<p>Na verdade, quase foi. A foto chegou a ser feita, mas o resultado final ficou óbvio demais para enganar os censores. A solução encontrada foi fotografar a bola de gude nos lábios da mesma modelo que, apertados, lembram bem a superfície em que a bola deveria repousar. Eis que o cu que deveria imitar um olho se torna uma boca que imita o cu. E ambos remetem ao olho.</p>
<p>Deu tão certo que enganou o mundo inteiro, inclusive muitos blogs e leitores que, mesmo depois de informados sobre a verdadeira história, continuam afirmando ser a capa aquilo que não é.</p>
<p>Enganou inclusive o próprio Tom Zé! Durante muito tempo ele perpetuou o mito, até ser informado da verdade sobre a capa. Deu risada:</p>
<blockquote><p>Hahaha! Então me enganaram esse tempo todo! F.d.p., me enganaram! Hahaha!</p></blockquote>
<p>O mito foi desvendado em uma reportagem da revista Carta Capital, ao que parece de 2005.  A história da complicada sessão de fotos com o fotógrafo Reinaldo Moraes e sua namorada, da reação de Tom Zé ao descobrir a verdade e da recusa veemente de Décio Pignatari em falar hoje sobre o assunto pode ser lida na íntegra no <a title="Verdadeira história de Todos os Olhos" href="http://www.substantivoplural.com.br/nao-e-o-que-parece/">Substantivo Plural</a>.</p>
<p>No fim, a capa de Todos os Olhos deu mais certo do que se esperava: parece um olho, que parece um cu, que na verdade é uma boca, que parece um cu, que lembra um olho.</p>
<h3>Dentro da capa, existe um disco</h3>
<p>OK, a história da capa é legal, eu adoro capas, mas já deu o que tinha que dar. Recomendo que se faça com o disco aquilo que é o seu propósito. Não deixe de ouvir, porque ele não merece ser lembrado apenas pela capa. Pode ser avistado vagando por blogs de música como o <a title="Todos os Olhos" href="http://craifer.blogspot.com/2010/12/tom-ze-todos-os-olhos-de-1973.html">Mopho Discos</a> ou no Soulseek.</p>
<p>Não é exatamente uma audição fácil. Mesmo tendo um samba bem audível (<em>Augusta, Angélica e Consolação</em>) não tem aquelas melodiazinhas prontas para o rádio. É <a title="Música Experimental" href="http://www.supersimetria.net/sonografia.php">música experimental</a> da melhor espécie. Ou seja, é estranho, não convencional, isento de fórmulas testadas e aprovadas. É um teste, um experimento de laboratório. Não por acaso vendeu pouco. O grande público não é dado a ciência.</p>
<p>Já vale a audição só por <em>Complexo de Épico</em>, a faixa que abre e encerra o disco (em versão estendida) e que dá uma senhora alfinetada nos medalhões da MPB que se levam a sério demais. Também não posso deixar de citar <em>Brigitte Bardot</em>, que lembra bastante <em>Maria Bethânia</em>, de <a title="Rogerio Skylab" href="http://www.ronaldocamacho.com.br/rogerio-skylab-loucura-e-metodo-na-trajetoria-do-musico-cadaver/">Rogerio Skylab</a> (o correto seria o inverso, mas fui conhecer Brigitte depois). Aliás, em <em>Cu e Boca</em>, Skylab sentencia: &#8220;Cu e Boca é tudo a mesma coisa&#8221;. Suspeito que ele ouviu bastante o disco.</p>
<p>E leia a resenha de Todos os Olhos no blog <a title="Resenha de Todos os Olhos" href="http://musicaestranhaeboa.blogspot.com/2007/12/artista-tom-z-lbum-todos-os-olhos.html">Música Estranha e Boa</a>, descoberto por mim justamente quando pesquisava para este texto e já recomendado.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Blog recomendado: Free Form Free Jazz</title>
		<link>http://www.entelodonte.com/blog-recomendado-free-form-free-jazz/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 00:48:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[experimental]]></category>
		<category><![CDATA[free jazz]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu achava que conhecia alguma coisa da música livre, só porque ouvia The Olatunji Concert, um pouco de Sun Ra e outro tanto de Peter Brötzmann. Até conhecer o blog Free Form Free Jazz, publicado pelo jornalista Fabrício Vieira. O &#8230; <a href="http://www.entelodonte.com/blog-recomendado-free-form-free-jazz/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu achava que conhecia alguma coisa da música livre, só porque ouvia The Olatunji Concert, um pouco de Sun Ra e outro tanto de Peter Brötzmann. Até conhecer o blog <a href="http://freeformfreejazz.blogspot.com/"><strong>Free Form Free Jazz</strong></a>, publicado pelo jornalista Fabrício Vieira.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-2269" title="Free Form Free Jazz" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2010/11/freeform.jpg" alt="Free Form Free Jazz" width="500" height="308" /></p>
<p>O Free Form, como é mais comumente conhecido, é hoje a grande referência em som livre no Brasil. Pensando bem, som livre é um ótimo nome p/ um selo de free, pena que já foi (mal) usado.</p>
<p>Som Livre, aqui, entenda-se principalmente como free-jazz, que é a tônica do blog. Mas está longe de ser a única vertente. O noise, principalmente o japonês, é bem representado. Música erudita contemporânea também. Foi lá que conheci nomes da envergadura de <strong>Masayuki Takayanagi</strong> e <strong>Max Gustafson</strong>.</p>
<p>O blog ataca em 2 frentes: resenhas e agenda de shows.</p>
<p>Nas resenhas, discos famosos ou nem tanto &#8211; principalmente os nem tanto. Na maior parte das vezes, o próprio álbum é disponibilizado. Vez por outra, um livro ou DVD, mas o forte mesmo é a discografia.</p>
<p>A agenda de shows já me fez descobrir coisas como Hans Koch e Eke Trio tocando bem perto de casa, no Centro Cultural São Paulo. Não satisfeito em divulgar o que precisa ser divulgado, Fabrício faz questão de publicar sempre uma mini-biografia de quem está para se apresentar por aqui. Foi assim com Pharoah Sanders e o novo quarteto de Ivo Perelman &#8211; aliás o blog abre os trabalhos com um post exatamente sobre Ivo. E não foi diferente com Ornette Coleman, que tocou no mesmo <a title="Pharoah Sanders no SESC Pinheiros" href="http://www.ronaldocamacho.com.br/pharoah-sanders-no-sesc-pinheiros/">palco do SESC Pinheiros onde o Filho caminhou</a>. Esse, infelizmente, não pude conferir. Ainda vou me arrepender disso.</p>
<p>Já o show de <a title="Ken Vandermark em São Paulo" href="http://www.ronaldocamacho.com.br/ken-vandermark-no-centro-cultural-sao-paulo/">Ken Vandermark</a>, também devidamente divulgado no blog, não perdi. Nem poderia, tendo acontecido na já tradicional Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo.</p>
<p>Entrevistas com gente do ramo também não faltam, inclusive do free  som local. Gente do ABC por exemplo, que, brasileiros que somos, fazemos  questão de ignorar. A série sobre free argentino é outro exemplo do  quanto existe de som para ser explorado mais perto do que se imagina.</p>
<p>Sobrou até para nós: além de uma breve <a title="Resenha do álbum Shishogan" href="http://freeformfreejazz.blogspot.com/2009/07/free-from-brazil.html">resenha de Shishogan</a> logo no segundo post, recentemente rolou uma <a title="Supersimetria entrevistado no Free Form Free Jazz" href="http://freeformfreejazz.blogspot.com/2011/03/sons-nas-redondezas-iv.html">entrevista com o Supersimetria</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rogério Skylab &#8211; Loucura e método na trajetória do músico cadáver</title>
		<link>http://www.entelodonte.com/rogerio-skylab-loucura-e-metodo-na-trajetoria-do-musico-cadaver/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 21:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Som]]></category>
		<category><![CDATA[experimental]]></category>
		<category><![CDATA[skylab]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu primeiro contato com Rogério Skylab foi em 2002, durante um ensaio do Supersimetria. O baixista apresentou o então recém-gravado Skylab II Ao Vivo, até hoje o mais famoso álbum da série. Digna de nota era a faixa Jesus, de &#8230; <a href="http://www.entelodonte.com/rogerio-skylab-loucura-e-metodo-na-trajetoria-do-musico-cadaver/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-2427" title="Rogério Skylab" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2011/06/rogerio-skylab-faca.jpg" alt="Rogério Skylab" width="200" height="150" />Meu primeiro contato com <a title="Rogério Skylab" href="http://rogerioskylab.com.br/"><strong>Rogério Skylab</strong></a> foi em 2002, durante um ensaio do <a title="Supersimetria" href="http://www.supersimetria.net/">Supersimetria</a>. O baixista apresentou o então recém-gravado <strong>Skylab II Ao Vivo</strong>, até hoje o mais famoso álbum da série. Digna de nota era a faixa <em>Jesus</em>, de letra bastante peculiar. Depois de ouvir o disco inteiro concluí que todas as letras eram bastante peculiares. Ouvindo <em>Naquela Noite</em> me lembrei de já ter visto um cara meio excêntrico cantar aquilo &#8230; no Jô. Ainda não sabia da forte ligação entre ambos.</p>
<p>Acabei deixando de lado e só fui relembrar mais de 1 ano depois. Foi durante o recesso da banda. Um belo dia fui checar o email de contato do <a title="Damião Experiença" href="http://www.damiaoexperienca.net/">Portão do Daminhão</a> &#8211; que ainda era pouco conhecido &#8211; e vi várias mensagens incluindo uma de&#8230; Skylab!</p>
<p>Naqueles dias o Portão ainda não aparecia na busca do Google. Nesse dia o Google resolveu indexar o site que ganhou visibilidade súbita e acessos de todo o planeta. Skylab viu e mandou o email parabenizando a iniciativa. Aquilo nos motivou não só a retomar a banda como acabou catalizando o processo que levou à criação da 2ª versão do Portão e à <a title="Conhecendo Damião Experiença" href="http://www.ronaldocamacho.com.br/a-inesquecivel-visita-a-damiao-experienca/">histórica viagem ao Planeta Lamma</a>. Valeu, Sky!</p>
<h3>Descobrindo o bancário &#8211; músico &#8211; escritor &#8211; cadáver</h3>
<p>Eu já sabia que ele tinha um disco dedicado a Damião Experiença, o <strong>Skylab III</strong>. Mas ainda não conhecia o som e a obra propriamente ditos. Fui ao site oficial e lá mesmo achei um link para baixar a obra. Depois disso, foi aquele trabalho de sempre quando descubro uma banda boa: pesquisar, descobrir que é ou quem são. Nesse caso, não foi tão simples.</p>
<p>Descobri a dificuldade de tentar definir Rogério Skylab. Seria um escritor, poeta, músico? Ou seria apenas Rogério Tolomei Teixeira, o funcionário do Banco do Brasil que gerenciava uma carreira artística paralela nas madrugadas em claro e em fatias de tempo &#8220;roubadas ao trabalho&#8221;, como ele mesmo revela?</p>
<p>Descobri que ele faz música por compulsão. Que não se tornou músico para pegar a mulherada ou ficar rico, e sim porque era algo inevitável. Que compõe de forma mental, instantânea, alimentado por fragmentos do cotidiano, como uma carrocinha de cachorro-quente ou uma viagem de metrô. Que a ideia pode tomar vários rumos: virar música, soneto ou crônica. E que a loucura que ele capta nesses pedaços do dia-a-dia é siste(mate)maticamente transformada em som. Nada é acidental.</p>
<div id="attachment_2436" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-2436" title="Série Skylab" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2011/06/serie-skylab.jpg" alt="Série Skylab" width="500" height="199" /><p class="wp-caption-text">A série Skylab</p></div>
<p>Descobri que ele assumiu a identidade de cadáver disfarçado de músico, história contada na faixa <em>Inferno</em>, do volume III. Gosta de publicar a própria nota de falecimento e já &#8220;morreu&#8221; algumas vezes ao fim de shows, numa performance em que desaba no chão e lá permanece indefinidamente enquanto os roadies desmontam o equipamento, testando a capacidade de incredulidade dos que ficam na plateia para ver até onde vai. Não por acaso, é a capa do nono disco.</p>
<p>Descobri que é inútil tentar ofender ou criticar Skylab de forma gratuita: ele vai reciclar a agressão e devolvê-la recheada de notas e sons. É famoso o episódio em que um jornalista de Brasília escreveu que &#8220;Rogério Skylab desafina mais do que Herbert Vianna sem tutano&#8221;. Foi o que bastou para que Skylab pegasse o comentário e&#8230; transformasse em uma música! Trata-se de <em>Herbert Vianna</em>, que permanece como sobra de estúdio e pode ser apreciada em versão ao vivo na rádio do site.</p>
<p>Descobri que obras elevadas como <em>Fátima Bernardes Experiência</em>, <em>Câncer no Cu</em> e a supra-citada <em>Herbert Vianna</em> jamais verão a luz do dia como parte da discografia oficial porque Skylab não tem dinheiro para pagar advogado, embora não se furte de compor sobre figuras públicas. É a compulsão falando mais alto.</p>
<p>E por falar em figuras públicas, descobri o quanto a obra de um músico &#8220;alienado&#8221; pode ser infinitamente mais interessante do que bandinhas que querem mudar o mundo. Skylab prefere estrangular freiras, serrar a namorada e compor uma ode a um urubu do que fazer crítica social. Ainda bem!</p>
<p>Finalmente, descobri paralelos com o próprio Damião: obra centrada na própria imagem, e a evidente dificuldade em ser levado a sério. Dificuldade essa que ele conhece bem; tanto que o título de seu primeiro disco é <strong>Fora da Grei</strong>.</p>
<div id="attachment_2437" class="wp-caption aligncenter" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-2437" title="Rogério Skylab Fora da Grei" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2011/06/skylab-fora-da-grei.jpg" alt="Rogério Skylab Fora da Grei" width="200" height="201" /><p class="wp-caption-text">Fora da Grei: raro e só em vinil</p></div>
<p>Nesse ponto, entra Jô Soares. Alguém da produção do programa um dia apresentou um disco, ele gostou e chamou para entrevista. Era o início de uma série de entrevistas que passaram a fazer parte do processo de lançamento de cada disco. O problema é que o público do Jô é incapaz de fazer qualquer outra coisa a não ser rir. De qualquer coisa. E quando Skylab, durante a entrevista, anuncia compenetrado que vai executar a música <em>Cadê meu pau?</em>, a plateia amestrada cai no riso. Ele não gosta, preferia que tentassem absorver a música. Mas é pedir demais. Então ele se contenta com o que dá pra conseguir: a divulgação no Jô. Que não é pouca coisa.</p>
<div id="attachment_2430" class="wp-caption aligncenter" style="width: 374px"><img class="size-full wp-image-2430" title="Skylab e Jô Soares" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2011/06/skylab-jo.jpg" alt="Skylab e Jô Soares" width="364" height="275" /><p class="wp-caption-text">Skylab e Jô Soares</p></div>
<p>Quase todas as entrevistas estão no <a title="Skylab no YouTube" href="http://www.youtube.com/user/rolab100">canal de Skylab no YouTube</a>. Lá ele fala sobre o Banco do Brasil, sobre a importância de ter um trabalho fixo além da arte, sobre seu sagrado horário das madrugadas e sobre a crucial questão da série Skylab.</p>
<h3>A loucura matemática transformada em tradição musical</h3>
<p>Ele sempre afirmou que a série Skylab seria limitada e que terminaria no décimo volume. Ao explicar o motivo, aponta as estrelas da MPB que prolongam carreiras desnecessariamente e cita a sabedoria de Pelé, que parou no auge. Todos protestam, querem mais.</p>
<p>Os discos de Skylab se tornaram uma tradição entre os que apreciam música não convencional. Além do disco, fazem parte do &#8220;protocolo&#8221; a entrevista no Jô e o show de lançamento no Centro Cultural São Paulo. Diga-se de passagem, São Paulo parece ter uma afinidade especial com sua obra, e ele faz questão de salientar isso. O problema é que Skylab deixou todo mundo mal acostumado e ninguém quer o fim da série. Mas ele é taxativo.</p>
<p>Isso não significa o fim do músico, que continua gravando. É apenas o fim da série Skylab. Confira os álbuns <strong>Skygirls</strong>, gravado com uma banda feminina e <strong>Rogério Skylab &amp; Orquestra Zé Felipe</strong>, com o baixista do Zumbi do Mato.</p>
<p>O que já vem acontecendo é a maior ênfase na literatura: Sky tem um livro de sonetos (Debaixo das Rodas de um Automóvel) e o blog <a title="Blog de Rogério Skylab" href="http://godardcity.blogspot.com/">Godard City</a>, onde publica muita coisa interessante e divaga sobre sua paixão arrebatadora, o <a title="Skylab tricolor" rel="external nofollow" href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Fluminense/0,,MUL613943-9866,00-TRICOLOR+SKYLAB+SE+DESESPERA+COM+SHOW+NA+MESMA+HORA+DA+FINAL+EM+QUITO.html">Fluminense</a>. Lá ele simulou a própria nota de falecimento por duas vezes, e lamentou a baixíssima repercussão.</p>
<h3>O último suspiro do cadáver</h3>
<p>Há 3 anos que moro a menos de 200 metros do Centro Cultural. Infelizmente vacilei e perdi o show de gravação do CD e DVD <strong>Skylab IX</strong>. Mas fui ao show de lançamento do DVD, em que ele cantou várias músicas dos outros projetos. Ver Skylab no palco é algo necessário, sem o qual o entendimento e a absorção da obra ficam incompletos.</p>
<div id="attachment_2433" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-2433" title="Skylab IX DVD " src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2011/06/skylab-ix.jpg" alt="Skylab IX DVD " width="400" height="304" /><p class="wp-caption-text">Cena do DVD Skylab IX</p></div>
<p>Nos dias 11 e 12 de junho, Rogério Skylab pisa novamente no palco da Sala Adoniran Barbosa no Centro Cultural São Paulo para apresentar o derradeiro ato, <strong>Skylab X</strong>. Custa só 20 reais e é obrigatório para quem quiser entender minimamente a coisa toda.</p>
<p>Pra finalizar, duas sugestões:</p>
<p>1 &#8211; Se quiser experimentar Skylab, siga as mesmas recomendações que faço sobre Damião e música experimental de modo geral: esqueça as opiniões, ignore a mídia. O tom é sempre meio condescendente. No caso de Skylab, o rótulo carimbado em <strong>todos</strong> os artigos é <em>trash</em>, palavrinha fácil e famigerada que costuma habitar o teclado de jornalista preguiçoso. Ouça.</p>
<p>Só você pode concluir o que é Skylab.</p>
<p>2 &#8211; Se gostar do resultado, ponha a mão no bolso: discos, DVD e livro são vendidos depois do show e no site. Skylab não vê problema nos downloads, mas se há um artista que merece o investimento, é o Matador de Passarinho.</p>
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		<title>A cozinha vegetariana satânica do Vegan Black Metal Chef</title>
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		<pubDate>Sat, 21 May 2011 01:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Som]]></category>
		<category><![CDATA[Black Metal]]></category>

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		<description><![CDATA[O movimento vegan &#8211; vegano, em português &#8211; é a mais radical forma de vegetarianismo: não admite o consumo de nada que tenha origem animal, incluíndo leite e ovos. É também o lado mais militante, apelando para dilemas éticos e &#8230; <a href="http://www.entelodonte.com/a-cozinha-vegetariana-satanica-do-vegan-black-metal-chef/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O movimento vegan &#8211; vegano, em português &#8211; é a mais radical forma de vegetarianismo: não admite o consumo de nada que tenha origem animal, incluíndo leite e ovos. É também o lado mais militante, apelando para dilemas éticos e morais resultantes do abate de animais, em vez de argumentar com base em aspectos puramente nutricionais para converter os infieis. Por essas e outras, dá a impressão que vegans são extremamente chatos. E são.</p>
<p>Mas há exceções, como o americano Brian Manowitz, de Orlando, Flórida. Ele resolveu unir suas 2 paixões: veganismo e música. O resultado? Um inusitado e bastante divertido <a title="Vegan Black Metal Chef" href="http://veganblackmetalchef.com/"><strong>Chef Vegan Black Metal</strong></a>!</p>
<p>A <a title="Vegan Black Metal Pad Thai" href="http://youtu.be/CeZlih4DDNg">primeira receita</a> estourou no YouTube, quase 1 milhão de visualizações. E não poderia ser de outra forma, não dá pra ficar indiferente. Mesmo quem não curte a dieta vai curtir o vídeo.</p>
<p>Brian grava suas receitas devidamente paramentado como um legítimo <a title="Guerreiros do Metal" href="http://www.ronaldocamacho.com.br/true-metal-warriors-os-verdadeiros-fas-do-verdadeiro-metal/">guerreiro do metal </a>negro, com spikes, corpse painting e uma faca altamente estilizada. A receita é cantada em cima de uma base composta e gravada por ele mesmo. Lembra bastante Immortal, o que por si só já é um elogio.</p>
<p>Ele não perde a chance de tentar evangelizar os leitores de seu blog, claro. Mas sabe que boa parte vai curtir mesmo é o resultado final inusitado. Tanto é assim que disponibiliza o áudio das receitas para download em mp3, sabendo que muita gente vai querer mesmo é o som. E assim vai conquistando fãs nas 2 frentes: gastronomia e som.</p>
<p>Assista até o fim e não perca o ingrediente final, segredo da receita.</p>
<p>Eu vou continuar comengo frango, peixe ou um filé, mas nem por isso vou deixar de curtir as receitas do chef black metal, quem sabe até arriscar preparar uma.</p>
<p>Só não sei se vou usar o corpse painting.</p>
<p><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CeZlih4DDNg?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/CeZlih4DDNg?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>1906 Reserva Especial &#8211; A Espanha tem cerveja</title>
		<link>http://www.entelodonte.com/1906-reserva-especial-a-espanha-tem-cerveja/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Mar 2011 19:04:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cerveja]]></category>
		<category><![CDATA[1906]]></category>
		<category><![CDATA[pilsen]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser descendente de espanhol não costuma ser algo que me entusiasme. Fernando Alonso, touradas e a festa de São Firmino em Pamplona são só alguns exemplos. Mas, de vez em quando, a gente se surpreende. Neste caso é a cervejaria &#8230; <a href="http://www.entelodonte.com/1906-reserva-especial-a-espanha-tem-cerveja/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser descendente de espanhol não costuma ser algo que me entusiasme. <a title="Fernando Alonso" href="http://www.ronaldocamacho.com.br/red-bull-consagra-o-jogo-limpo-e-fernando-alonso-mostra-quem-realmente-e/">Fernando Alonso</a>, touradas e a <a title="festa de São Firmino em Pamplona" href="http://www.ronaldocamacho.com.br/na-torcida-pelos-touros-de-darwin-em-pamplona/">festa de São Firmino em Pamplona</a> são só alguns exemplos.</p>
<p>Mas, de vez em quando, a gente se surpreende. Neste caso é a cervejaria Hijos de Rivera, que produz a <a title="Estrella de Galicia" rel="nofollow" href="http://www.estrellagalicia.es/">Estrella de Galicia</a>, uma pilsen como qualquer outra.</p>
<p style="text-align: left;">Mas a cerveja que me chamou a atenção é a <strong>1906 Reserva Especial</strong>. O nome remete ao ano de fundação da cervejaria. A 1906 é uma Vienna Lager, uma pilsen com coloração meio acobreada, bonita no copo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="wp-image-2360 aligncenter" title="1906 Reserva Especial" src="http://www.entelodonte.com/wp-content/uploads/2011/03/1906-reserva-especial.jpg" alt="1906 Reserva Especial" width="158" height="219" /></p>
<p>E não é só a beleza: o sabor é pronunciado e amargo, com predomínio de álcool. Ela permanece por um bom tempo, com retrogosto bem alcoólico. São 6,5%, teor raro de ser encontrado em lagers.</p>
<p>O curioso é que ela leva milho na composição, e assume isto! Não é como as pilsen de grandes marcas por aqui, que escondem o milho num eufemismo sem gosto normalmente chamado de &#8220;cereais não-maltados&#8221; para baratear o custo.</p>
<p>A 1906 tem site próprio, o <a title="Club 1906" rel="nofollow" href="http://www.club1906.es/">Club 1906</a>, e pelo jeito patrocina eventos de jazz no projeto Ciclo Jazz. Obviamente nada o impede de apreciar a 1906 harmonizando com algo mais intenso, como um <a title="Peter Brötzmann" href="http://www.ronaldocamacho.com.br/peter-brotzmann-e-ivo-perelman-no-sesc/">free-jazz europeu</a>, por exemplo.</p>
<p><strong>OBS</strong>: Não é recomendada para moças que preferem <a title="Sandiléia Devassa" href="http://www.ronaldocamacho.com.br/schin-acerta-na-mosca-celebridade-perfeita-para-anunciar-uma-cerveja-insossa/">bebidas docinhas</a>.</p>
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