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	<title>An der Spree</title>
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		<title>Frühling</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 20:16:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Dado o tempo imperdoável que fiquei longe do blogue, tento mais uma vez vencer a preguiça. O inverno passou, a primavera está no finzinho, praticamente verão, com os jornais anunciando &#8220;afrikanisches Wetter&#8221; (clima africano), pelas temperaturas de 28 graus, um dia, por meia hora. Esta semana, logo depois da meia hora &#8220;senegalesa&#8221;, chegou uma frente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dado o tempo imperdoável que fiquei longe do blogue, tento mais uma vez vencer a preguiça.</p>
<p>O inverno passou, a primavera está no finzinho, praticamente verão, com os jornais anunciando &#8220;afrikanisches Wetter&#8221; (clima africano), pelas temperaturas de 28 graus, um dia, por meia hora. Esta semana, logo depois da meia hora &#8220;senegalesa&#8221;, chegou uma frente fria &#8211; sim, aqui elas chegam no verão -, e a temperatura despencou até um dígito à noite, com geadas nas regiões mais altas. Em pensar que vi alguém se perguntar em São Paulo, num dia de 32C em julho, por que só há veranicos, mas nunca invernicos&#8230; Aqui o fenômeno acontece e pode até ter data marcada. Em maio, entre os dias 10 e 15, há os dias dos chamados &#8220;Eisheilige&#8221; (santos geladinhos, numa tradução muito livre), que são dias em que sempre esfria na Europa central.</p>
<p>Primavera lembra florzinha, certo? Bom, depois desta primavera em clima temperado típico, a lembrança será sempre de natureza se reproduzindo alucinadamente. Já tinha passado por experiência similar em Nova York, mas as proporções aqui são muito distintas, o que deveria ser um dado óbvio, considerando que o que menos há em Nova York seja natureza e Berlim seja, pelo menos segundo alguma fonte que li, a capital mais verde do mundo. Parques aqui são sinônimo de floresta, onde se formam algumas cenas bonitas, que até podem fazer lembrar algo que tenha inspirado Monet.</p>
<p><img data-attachment-id="96" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/06/06/87/dsc_3764/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3764.jpg" data-orig-size="4288,2848" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;4.2&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1241814159&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;32&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;1250&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.0125&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="DSC_3764" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3764.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3764.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-96" title="DSC_3764" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3764.jpg?w=450&#038;h=298" alt="DSC_3764" width="450" height="298" srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3764.jpg?w=450&amp;h=299 450w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3764.jpg?w=900&amp;h=598 900w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3764.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3764.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3764.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p>Primeiro vieram os insetos. Logo que acabou a era glacial e as folhas ressurgiram quase de um dia para o outro, apareceram pernilongos em dimensões pré-históricas, grandes de dar orgulho à indústria alemã mais pesada. Sem exagero, cada um dava uns 15 dos brasileiros, com uns bons 3 cm de comprimento, e vinham em quantidades só comparáveis às cigarras de Brasília. Para dar uma idéia da dimensão, resolvi contar quantos havia num único vidro da minha sala da embaixada (a qual é inteira de vidros), e o resultado foi 58. 58 pernilongos gigantes sobre uma superfície que deve ser de 1m x 1m. Claro que nem pensei em abrir alguma janela, o que ainda não era imperativo, mas me deixou profundamente preocupado, já que o &#8220;afrikanisches Wetter&#8221; com duas consequências previsíveis: pernilongos em quantidades ainda maiores e calor de verdade que obrigue a abrir as janelas. Detalhe: praticamente não há ar-condicionado na Alemanha e a Embaixada não é uma exceção. Quando eu já planejava viver numa bolha ou com uma redinha mosquiteira do Nordeste 24h por dia, surgiu um passarinho, que resolveu tudo. Dentro de uma semana, ele e os amiguinhos dele tinham simplesmente comido TODOS os mosquitos gigantes. Como eles também estão se reproduzindo alucidamentemente, os mosquitos rapidamente deixaram de ser uma ameaça aos humanos e passaram para o lugar que lhes é de direito na parte mais baixa da cadeia alimentar. Com isso, concluí duas coisas: primeiro que aqui até a natureza é organizada, e segundo que passarinho brasileiro é muito folgado.</p>
<p>O mais impressionante, entretanto, não são os pernilongos, os passarinhos, os milhares de coelhinhos que do nada apareceram no parque. O mais impressionante é a reprodução das plantas. Talvez porque não haja tantos insetos como nos trópicos (mesmo porque os passarinhos comem os que há), as plantas aqui resolveram ser independentes no quesito reprodução. O resultado são núvens de pólen, em volumes tão impressionantes que a imagem faz pensar, por um centésimo de segundo, que está nevando. Quem tem alergia, deve ficar longe e manter as janelas bem fechadas, pois qualquer fresta é suficiente para que tufos enormes invadam e se acumulem pelos cantos, para terror de quem limpa e dos alérgicos.</p>
<p><img data-attachment-id="88" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/06/06/87/dsc_3735/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3735.jpg" data-orig-size="4288,2848" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1241813430&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;200&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;500&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="DSC_3735" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3735.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3735.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-88" title="DSC_3735" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3735.jpg?w=450&#038;h=298" alt="DSC_3735" width="450" height="298" srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3735.jpg?w=450&amp;h=299 450w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3735.jpg?w=900&amp;h=598 900w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3735.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3735.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc_3735.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p>Quick comments.</p>
<p>1. Bebê alemão não chora. Não sei ainda o que fazem com as criancinhas logo que nascem, mas elas não abrem a boca, não choram, não fazem nada. São simplesmente lindinhas, cabeçudas, comportadas e já imbuídas do espírito alemão de ordem. Outro dia vi um menininho no carrinho &#8211; grandinho, esse já falava -, apontando desesperado para umas pessoas no meio da rua, aos berros, dizendo que tinham que sair da rua, que ali não é lugar de pedestres. Algumas crianças andam de carrinho até bem crescidas ou então de bicicleta (as menorzinhas numa versão geralmente de madeira, sem pedais), mas estranhamente quase nunca a pé. E a verdade é que elas são bem raras, pois, além de os alemães terem cada vez menos filhos, o costume local é que os pequenos vão pra cama às 19h (!) e que não sejam aceitos em muitos estabelecimentos.</p>
<p>2. Se não se aceita criança, aceita-se cachorro. Tal como as crianças, cachorros alemães são comportadíssimos, mal se notam nas lojas, transporte público ou mesmo nos restaurantes, onde são muito bem vindos. Acreditem ou não, é freqüente o garçom trazer uma vazilha de água para o bichinho, que não late, não rosna, não corre, não pula, não baba, não se meche a menos que o dono se mecha antes. A parte estranha é que não se nota muito carinho pelos bichinhos (assim como pelas crianças). Não ouse passar a mão no cachorro de alguém nem olhe muito para ele e leve a sério a cara nada simpática do dono, não muito disposto à interação.</p>
<p>3. Velhinha alemã é grandona. Sabem aquelas vovozinhas pequenininhas, que vão encolhendo cada vez mais conforme passam os anos? Aqui elas têm 1,90m. São umas velhonas enormes, ombrudas, fortonas e nada boazinhas. A melhor opção com elas é não tomar nenhuma iniciativa, nem mesmo para ser educado. Se não entendeu, então experimente ceder o lugar para uma delas no metrô e receba em troca uma bronca, pois não sou inválida. Fuja das velhinhas!</p>
<p>5. Alemão não sabe estacionar. Eles fabricam os melhores carros do mundo, são fanáticos por carros, mas não sabem fazer uma balisa simples. Para quem não entendeu, estas são algumas fotos feitas com o celular:</p>
<p><img data-attachment-id="89" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/06/06/87/photo-1/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/photo-1.jpg" data-orig-size="600,800" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;2.8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;iPhone&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1232356495&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="photo (1)" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/photo-1.jpg?w=225" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/06/photo-1.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-89" title="photo (1)" 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		<title>Deutsche Bürokratie</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2009 11:58:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Clichê: depois de longo inverno (que ainda não acabou&#8230;), volto ao blogue. Fez frio. Logo nas primeiras semanas de janeiro: teve velhinho que morreu, cano que estourou, acidente de trânsito, atraso em aeroportos, teve cisne que dormiu demais no lago e amanheceu preso no gelo. Por umas duas semanas, as temperaturas foram assunto. Não há [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img loading="lazy" data-attachment-id="78" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/02/04/deutsche-burokratie/dsc_1851/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1851.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;5&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1231151563&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;40&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.00625&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="dsc_1851" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1851.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1851.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-78" title="dsc_1851" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1851.jpg?w=450" alt="dsc_1851"   srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1851.jpg?w=584&amp;h=388 584w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1851.jpg?w=1168&amp;h=776 1168w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1851.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1851.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1851.jpg?w=768&amp;h=510 768w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1851.jpg?w=1024&amp;h=680 1024w" sizes="(max-width: 584px) 100vw, 584px" /></p>
<p>Clichê: depois de longo inverno (que ainda não acabou&#8230;), volto ao blogue. Fez frio. Logo nas primeiras semanas de janeiro: teve velhinho que morreu, cano que estourou, acidente de trânsito, atraso em aeroportos, teve cisne que dormiu demais no lago e amanheceu preso no gelo. Por umas duas semanas, as temperaturas foram assunto. Não há muito consenso quanto à mínima, mas na cidade, onde é mais quentinho, foi algo em torno de -20, ficando claro o porquê das janelas tão grossas e tão vedadas. Teve quem reclamou e quem gostou. No zoológico, o <a href="http://www.zoo-berlin.de/erleben/jungtiere/eisbaer-knut.html" target="_blank">Knut</a> se sentiu em casa, mas as girafas tiveram de ser recolhidas para não escorregar e quebrar as pernonas. Sobre as águas do Spree se formou uma camada de gelo, que era periodicamente quebrada por uma espécie de guarda costeira, e o rio virou um frozen marguerita gigante. Agora as temperaturas negativas com dois dígitos passaram, mas de algum lugar ainda vêm placas enormes de gelo, que deslizam na frente da minha janela. A principal conclusão que tiramos de tudo isso, no entanto, é que gaivotas não sentem frio. Não tenho certeza de se elas já estavam ali quando cheguei em agosto, mas, logo que o clima começou a esfriar, elas foram-se juntando às dezenas e depois às centenas no rio.</p>
<p style="text-align:center;"><img loading="lazy" data-attachment-id="71" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/02/04/deutsche-burokratie/dsc_1997/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_1997.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1231172340&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;200&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.008&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="dsc_1997" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Rio Spree&lt;/p&gt;
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<p>Depois vieram os corvos, os patos, os gansos e finalmente os cisnes. Quando esfriou mais, os corvos resolveram ir embora &#8211; pra Toscana talvez -, mas o resto da bicharada ficou, firme e forte, no rio semi-congelado. Eu achei tudo isso bem divertido. Pelo menos no começo: depois o branquinho que cobria as ruas foi ficando cinzinha, num compactado de neve e sujeira escorregadio que já não tinha muita graça. Pelo menos essa sujeira não tem cheiro; ou talvez tenha, e eu que não sinto, vez que o frio intenso compromete o olfato. Lembram-se daquela vista do primeiro post? (isto foi antes de o rio congelar):</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><img loading="lazy" data-attachment-id="77" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/02/04/deutsche-burokratie/dsc_18671/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_18671.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;5&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1231152144&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;18&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.004&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="dsc_18671" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_18671.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_18671.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-77" title="dsc_18671" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_18671.jpg?w=450" alt="dsc_18671"   srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_18671.jpg?w=467&amp;h=310 467w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_18671.jpg?w=934&amp;h=620 934w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_18671.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_18671.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/dsc_18671.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 467px) 100vw, 467px" /></p>
<p style="text-align:left;">No meio dessa geladeira toda (ainda continua mais frio do que a minha geladeira), tive algumas experiências dignas de nota.</p>
<p>Acho que todo mundo já teve sua experiência com burocracias de todos os tipos. No Brasil somos craques em inventar procedimentos e papelinhos que ninguém sabe para que servem (&#8220;papelinhos&#8221; é como os portugueses chamam os papéizinhos), milhares de exigências, sempre com muitas taxas a ser pagas no banco, claro. Na minha fase estagiário,  &#8220;fazia&#8221; justiça federal e, para tirar xerox de &#8211; digamos &#8211; uma mísera folhinha dos autos, tinha que ir ao banco, no subsolo, preencher uma guia x de recolhimento em quatro vias. Eu disse quatro? Isso mesmo: quatro vias pra tirar um xerox. Daí tinha que fazer a fila, juntamente com vários outros estagiários, boys e advogados de pouco ou nenhum sucesso, que não têm boys ou estagiários pra se aborrecer por eles. Burocracia é sinônimo de chateação, ineficiência, complicações desnecessárias e muitos a associam a países latinos, especialmente com Itália e Portugal, a que tanto devemos o que temos de caótico. A verdade, no entanto, é que os latinos não passam de aprendizes nessa arte, entre cujos grandes mestres certamente estão os alemães. Afinal, Kafka não se inspirou no nada.</p>
<p>Na saga impossível de definir um povo, podemos dizer com tranqüilidade é que alemão gosta de tudo muito bem explicadinho, planejado, com prazos respeitados, por escrito e, de preferência, com muitos carimbos. Eles a-do-ram carimbos. Escreva uma bobagem qualquer, aponha um carimbo e eles acham que aquilo é a verdade divina. Uma diferença óbvia existe, entretanto, com a burocracia brasileira: em geral, as coisas não deixam de acontecer por conta da burocracia. Existe sempre um procedimento claro a ser seguido, talvez você não goste dele, mas no fim a coisa funciona. Para tudo há um método e existe sempre alguém que poderá explicar por que fazer daquela maneira aparentemente complicada. O problema é quando exageram&#8230;</p>
<p>Fiz uma assinatura de TV a cabo. Milhares de canais, sinal digital, com aparelhinho que grava, que volta pra trás, avisa quando vão passar os programas e tem até uma vídeo locadora on-line, além de várias outras funções que estão ali e de que provavelmente nunca ficarei sabendo. Fantástico, não? Seria, não estivesse tudo em língua bárbara. O que não é original eles dublam. Mas, uma vez superado o trauma de ver The Nanny em alemão, me deparei com o seguinte: toda programação classificada para 16 anos de idade ou mais vem bloqueada, e acompanhada pela mensagem de que, para desbloquear, insira o número PIN. Só um parêntesis: tudo aqui tem número PIN. Mais um pouco você compra água mineral e vem com um PIN pra abrir a tampa. No site do banco (the horrors!), tem o número de usuário (de apenas 10 dígitos), o PIN, o TAN e o BEN (praticamente uma família chinesa), sendo que estes dois últimos, na verdade, são duas listas de nada menos do que 100 (cem) códigos diferentes de que você precisa para, digamos, pagara a conta de celular&#8230; Voltando à televisão: a estória que se segue é verdadeira e só pode ser fruto de alguma mente sádica que decidiu criar um sistema de restrição de idade tal que a criançada não pudesse burlar (e que é quase à prova de adultos também). Eu pus o PIN e nada &#8211; dizia que eu não tinha o PIN. Confere a cartinha, vê que o número chama mesmo PIN, tenta novamente e: você não possui o número PIN. Depois de várias conferências percebi que tinha uma anotação na carta: para ter o PIN para o sistema de verificação de idade, faça o cadastro no site x. Ou seja, eu precisava de outro PIN que não era aquele cuja função ainda desconheço. Entrei na internet, procurei a página do tal do sistema de verificação de idade &#8211; que eles gostam de chamar com uma palavra só, <em>Altersverifikationssystem</em> -, e cliquei em cadastrar. Fui redirecionado para outra página, em que se pedia nome do usuário e senha. Depois de alguns momentos achando que alguma coisa tinha saído errado, cliquei em mais um botão cadastrar. Fui para nova página de cadastro, na qual perguntam além de tudo que seria possível sobre mim, um outro código de 11 dígitos que teria vindo em alguma outra correspondência da tv a cabo. Nessa altura, eu nem me lembrava mais por que eu estava fazendo tudo aquilo. Em pensar que era só para ter a possibilidade de assistir a programas que não fossem dos canais infantis&#8230; Pega todas as correspondências (que são muitas, eles mandam até carta pra avisar que vão mandar outra carta) e vai atrás do tal do número. Quando já estava a ponto de cometer um ato de loucura, ligando para o serviço de atendimento ao cliente (vocês não têm vaga idéia do que é o teleatendimento alemão), achei: ele estava numa das cartas, juntamente com uns outros 4 códigos de tamanhos variados, com nomes tipo PUK, BIN, TON. Insere o código e, umas oito páginas depois, <em>Sie haben sich erfolgreich angemeldet!</em>: você se cadastrou com sucesso, com exclamação e tudo. Eba, que sucesso!! Depois de me sentir como criança que supera a primeira fase no vídeo-game novo, caí na real que ainda não tinha feito nada. Volta para a página do sistema de verificação de idade, faz login. Preenche milhares de dados novamente e, várias telas depois, me parabenizam novamente por ter completado todos os procedimentos até então e dizem que receberei um e-mail com as novas instruções. Novas instruções?! Nessa hora eu percebi que era gincana mesmo, mas assumi como desafio de honra completar todas as provas. Ignorado o fato que o  e-mail só tenha vindo no dia seguinte, o que interessa é o que nele se dizia: eu deveria preencher o formulário anexo (isso mesmo, ainda não tinha acabado) e &#8211; agora sim, pasmem&#8230; &#8211; levá-lo até uma agência do correio, onde um funcionário conferirá a autenticidade dos dados (calma ainda não acabou), preencherá novo formulário que apenas ele possui e o enviará (por correio, claro) para a Telecom, que, de posse das informações (pensou que era só isso?), avaliará a possibilidade de desbloqueio. Nessa nem o coitadinho do Kafka acreditaria. Tá, eu já estava quase me conformando em assistir apenas novelinhas da tarde, programa de canções bávaras e vários desenhos animados, mas não poderia desistir agora, ainda que apenas pra ver se o sistema funcionava mesmo ou se era tudo de mentira, já que ninguém chegaria até o fim para verificar. Preenchi o formulário, imprimi e fui ao correio. Lá a funcionária me atendeu toda séria, como se não se tratasse de uma gincana. Pediu um <em>Ausweiss</em> (documento de identidade), eu dei o meu, emitido pelo<em> Auswärtiges Amt</em> (o Itamaraty deles), vermelho, parecido com aquele que a Divisão do Pessoal faz em Brasília (inclusive também não cabe na carteira). A alemoa olhou pra carteirinha, olhou, olhou e disse que não valia. Perguntei por quê, ela disse que aquele é um <em>Protokollausweiss</em> e que eu tinha que apresentar um documento emitido pela polícia. Expliquei que eu não sou autorizado a ter um documento emitido pela polícia, que sou estrangeiro etc., mas ela teimou que aquele não valia. Só lembrando: isso tudo era para verificar que eu tenho mais de 16/18 anos, e bastaria a pessoa olhar pra mim. Muito magnânima, disse que eu poderia voltar com o passaporte, que ela poderia verificar com base nele. Nesse momento, me lembrei que estava com a habilitação brasileira (estava para ir tirar a carteira de motorista também). Mostrei e disse que era emitida pela polícia brasileira. Os olhos dela brilharam, percorreram o documento, mas logo ela emendou que infelizmente não poderia atestar, pois eu não tinha idade suficiente, me mostrando a data em 1998, quando foi emitida pela primeira vez. Depois da devida explicação, ela disse que a carteira estava vencida, apontando desta vez para a data de reemissão. Daí eu traduzi o documento todo, ela ficou satisfeita (sendo que eu poderia ter dito qualquer coisa), preencheu o formulário, imprimiu, fechou num envelope, e assim se cumpria a fase do chefão. Um dia depois recebi o e-mail com a confirmação de liberação do novo PIN (pelo menos o correio é rápido!). Devem ter levado uns quatro dias no total.</p>
<p>Mudando de assunto e atendendo a pedidos, aí vão fotos do resto da cozinha, mesmo porque o resto da casa ainda não está digna de aparecer.</p>
<p>Vista de frente:</p>
<p style="text-align:left;"><img loading="lazy" data-attachment-id="64" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/02/04/deutsche-burokratie/picture-621/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-621.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;11&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1228569099&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;24&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.5&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="picture-621" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-621.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-621.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-64" title="picture-621" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-621.jpg?w=450" alt="picture-621"   srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-621.jpg?w=467&amp;h=310 467w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-621.jpg?w=934&amp;h=620 934w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-621.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-621.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-621.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 467px) 100vw, 467px" /><br />
Vista lateral:</p>
<p style="text-align:left;"><img loading="lazy" data-attachment-id="65" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/02/04/deutsche-burokratie/picture-626/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-626.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;11&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1228569302&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;18&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.125&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="picture-626" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-626.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-626.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-65" title="picture-626" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-626.jpg?w=450" alt="picture-626"   srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-626.jpg?w=467&amp;h=310 467w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-626.jpg?w=934&amp;h=620 934w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-626.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-626.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-626.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 467px) 100vw, 467px" /><br />
Destaque para o forno:</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="66" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/02/04/deutsche-burokratie/picture-630/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-630.jpg" data-orig-size="2136,3216" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;11&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1228569699&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;52&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.125&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="picture-630" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-630.jpg?w=199" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-630.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-66" title="picture-630" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-630.jpg?w=450&#038;h=677" alt="picture-630" width="450" height="677" srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-630.jpg?w=450&amp;h=678 450w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-630.jpg?w=900&amp;h=1355 900w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-630.jpg?w=100&amp;h=150 100w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-630.jpg?w=199&amp;h=300 199w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-630.jpg?w=768&amp;h=1156 768w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-630.jpg?w=680&amp;h=1024 680w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><br />
Na cozinha futurísta, nada é muito tradicional. Notem os dois botões que há nas laterais.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="68" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/02/04/deutsche-burokratie/picture-637/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-637.jpg" data-orig-size="2136,3216" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;11&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1228570066&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;200&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.25&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="picture-637" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-637.jpg?w=199" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-637.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-68" title="picture-637" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-637.jpg?w=450&#038;h=677" alt="picture-637" width="450" height="677" srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-637.jpg?w=450&amp;h=678 450w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-637.jpg?w=900&amp;h=1355 900w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-637.jpg?w=100&amp;h=150 100w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-637.jpg?w=199&amp;h=300 199w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-637.jpg?w=768&amp;h=1156 768w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-637.jpg?w=680&amp;h=1024 680w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><br />
Você aperta o com a setinha pra baixo e o forno abre:</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="69" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2009/02/04/deutsche-burokratie/picture-632/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-632.jpg" data-orig-size="2136,3216" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;11&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1228569764&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;52&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.125&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="picture-632" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-632.jpg?w=199" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-632.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-69" title="picture-632" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-632.jpg?w=450&#038;h=677" alt="picture-632" width="450" height="677" srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-632.jpg?w=450&amp;h=678 450w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-632.jpg?w=900&amp;h=1355 900w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-632.jpg?w=100&amp;h=150 100w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-632.jpg?w=199&amp;h=300 199w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-632.jpg?w=768&amp;h=1156 768w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/picture-632.jpg?w=680&amp;h=1024 680w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><br />
Além disso, tem um milhão de programas, para cada tipo de comida. Tá, na verdade são uns 10 programas, incluindo um que me chamou a atenção: <em>Selbstreinigung</em> (auto-limpeza). Achei que era balela, mas o treco existe mesmo. Nesse programa, o forno aquece até 500 graus (Célsius!, aqui eles usam medidas civilizadas), carboniza o que quer que esteja lá dentro e você só precisa passar um paninho úmido, para remover as cinzas que tiverem sobrado. Sim, dá medo.</p>
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		<title>Assuntos domésticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[S.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 17:10:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Domésticas]]></category>
		<category><![CDATA[Schöne deutsche Sprache]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje não amanheceu. Pelo menos a iluminação pública não foi desligada. Às 16:30, quando o sol agora se põe, mal se notou o momento em que a noite chegou oficialmente. No sistema meteorológico, marcava que chovia, mas era uma chuva diferente, como se as gotas – minúsculas – tivessem parado no meio do caminho, estáticas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--> <span lang="PT-BR">Hoje não amanheceu. Pelo menos a iluminação pública não foi desligada. Às 16:30, quando o sol agora se põe, mal se notou o momento em que a noite chegou oficialmente. No sistema meteorológico, marcava que chovia, mas era uma chuva diferente, como se as gotas – minúsculas – tivessem parado no meio do caminho, estáticas no ar. A paisagem que se via da minha sala simplesmente desapareceu no cinza. Da Torre de TV, antes onipresente, e a poucas quadras da embaixada, não se via nem esboço. As árvores, amarelíssimas de tanto outono, já estão quase completamente desfolhadas, contribuindo ainda mais para o cinza. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Apesar do aspecto, está mais quente do que há uma semana, e tivemos máxima de 10 graus, o que foi suficiente pra desligar a calefação. Como as construções aqui são vedadíssimas, esperando a nova era glaciar, tem que esfriar mesmo do lado de fora pra se fazer sentir aqui dentro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">E por falar em calefação, a de casa é uma das atrações do apartamento que tanto trabalho deu pra alugar. É o que em língua bárbara se chama <em>Fußbodenheitzung</em>. Essa palavrinha quer dizer que o aquecimento é no chão. Não tem radiadores de água, nem aqueles elétricos medonhos que vi em NY, nem saída de ar quente. As vantagens são evidentes. O apartamento fica quentinho por igual, sem aquela coisa de ar quente em cima, ar frio em baixo, e sem que se perceba de onde está vindo o calor. Quer dizer: de vez em quando dá pra sentir o chão quentinho, especialmente no banheiro, e é uma delícia andar descalço. Outra vantagem é que o ar não fica ressecado, pois não há nenhuma fonte forte de calor. O nariz não sangra e, por enquanto, não deu aquelas coceiras horríveis que todo mundo tem no inverno nos EUA. O piso esquenta até a temperatura escolhida (uns 20 e poucos graus) e essa temperatura passa lentamente para o resto do ambiente. A desvantagem é o lentamente. Leva um tempo para que a temperatura do chão aqueça o resto do ambiente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Outra coisa diferente (pelo menos eu nunca tinha visto) é o <em>Induktionskochfeld</em>, que é o nome que os locais acharam apropriado para chamar o fogão. “Fogão”, por sua vez, me lembra um professor escocês que tive, que dizia que português temos coisas com nomes que parecem língua tribal, e sempre citava o fogão – “big fire” – que para ele parece nome de divindade indígena. No caso dos eletrodomésticos alemães, boa parte deles tem aqueles nomes típicos, que descrevem quase pictoricamente o aparelho. A geladeira é <em>Kühlschrank</em> (armário que esfria), a lava-louça é <em>Geschirrspüler</em> (limpador de louça) e <em>Dunstabzugshaube</em> é a palavra que acharam apropriada pro exaustor. A máquina de lavar roupas é fácil, <em>Waschemaschine</em>, mas a de secar é mais complicada: <em>Wäschetrocknermaschine</em> (máquina de secar a roupa). E muito cuidado para não confundir com a minha, uma <em>Waschtrocknermaschine</em>. Essa mínima diferença de tirar o trema e um “e” muda o nominho para máquina que lava e seca.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Ainda no tema língua alemã, ouvi uma estorinha engraçada essa semana. Essas palavras compridas, nada mais são do que a justaposição de outras palavras menores, para criar palavras novas, em geral para significados mais e mais precisos. A língua é muito maleável nesse aspecto (<span style="text-decoration:underline;">e só nesse</span>); a rigor, não precisariam importar palavras de outras línguas para criar novos vocábulos, bastando usar os radicais já existentes e montar palavras novas. Na prática, todo mundo poderia criar essas palavras, como de fato acontece. O problema é que às vezes as palavras já foram criadas, e o estrangeiro que não souber disso pode fazer alguma confusão, como é o caso de que ouvi. Aconteceu que o português (era um português mesmo, não é piada) que mora aqui na Alemanha foi visitar a mãe em Portugal. Quando ele voltou, ligou para a amiga alemã, que trabalha na nossa embaixada aqui em Berlim e contou a ela que lhe tinha trazido um presentinho. Ele trouxe um bolo que a mãe dele tinha feito. Só que quando ele foi dizer pra ela o que era – e ele quis dizer que era um “bolo de mãe”, querendo dizer um daqueles bolos que só mãe faz –, ele criou uma palavra que para ele serviria: <em>Mutterkuchen</em>. Mutter=mãe e Kuchen=bolo. Mutter+Kuchen=bolo de mãe ou bolo materno, certo? Seria, não fosse que Mutterkuchen é placenta&#8230; Deve ter sido constrangedor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Mas voltando ao Induktionskochfeld, faltou dizer que é um fogão de indução (a palavra quer dizer “campo de cozinhar de indução”). Essa é a parte que eu não conhecia. Talvez seja eu o caipira inguinorante, mas, imaginando que mais alguém é como eu, tirei umas fotinhos pra ajudar na descrição. Esse é o fogão:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">
<p><span lang="PT-BR"><a href="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1001x1.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="47" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2008/11/09/assuntos-domesticos/dsc_1001x1/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1001x1.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1225749209&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;18&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.76923076923077&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="dsc_1001x1" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1001x1.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1001x1.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-47" title="dsc_1001x1" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1001x1.jpg?w=450" alt="dsc_1001x1"   srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1001x1.jpg?w=449&amp;h=298 449w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1001x1.jpg?w=898&amp;h=596 898w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1001x1.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1001x1.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1001x1.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></a></span></p>
<p><span lang="PT-BR">Vários de vocês devem estar pensando, ah!, é um daqueles fogões com resistência elétrica!, que todo mundo está careca de conhecer. Não, não é. Apesar de parecer a mesma coisa, não é isso. Notem aquela rodinha de metal que há no centro na parte de baixo do “tabuleiro”. Ela é a responsável por controlar a assombração que vou contar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"><a href="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1007.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="48" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2008/11/09/assuntos-domesticos/dsc_1007/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1007.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1225749563&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;200&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.5&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="dsc_1007" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1007.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1007.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-48" title="dsc_1007" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1007.jpg?w=450" alt="dsc_1007"   srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1007.jpg?w=449&amp;h=298 449w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1007.jpg?w=898&amp;h=596 898w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1007.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1007.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1007.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Trata-se de um ímã, solto, que fica grudado exatamente naquele ponto, mas que sai na mão, basta simplesmente pegá-lo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0997.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="50" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2008/11/09/assuntos-domesticos/dsc_0997/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0997.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1225748804&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;200&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.5&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="dsc_0997" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0997.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0997.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-50" title="dsc_0997" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0997.jpg?w=450" alt="dsc_0997"   srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0997.jpg?w=449&amp;h=298 449w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0997.jpg?w=898&amp;h=596 898w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0997.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0997.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0997.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Pra que tudo aconteça, você liga o fogão num dos botões desenhados à esquerda. Daí ele faz um bipe e se acendem umas luzinhas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1013.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="51" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2008/11/09/assuntos-domesticos/dsc_1013/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1013.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1225925774&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;135&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.1&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="dsc_1013" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1013.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1013.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-51" title="dsc_1013" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1013.jpg?w=450" alt="dsc_1013"   srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1013.jpg?w=449&amp;h=298 449w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1013.jpg?w=898&amp;h=596 898w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1013.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1013.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1013.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Para ligar uma das bocas, você inclina o breguetinho redondo na direção da boca desejada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"><a href="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0999.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="52" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2008/11/09/assuntos-domesticos/dsc_0999/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0999.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1225748861&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;200&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.4&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="dsc_0999" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0999.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0999.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-52" title="dsc_0999" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0999.jpg?w=450" alt="dsc_0999"   srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0999.jpg?w=449&amp;h=298 449w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0999.jpg?w=898&amp;h=596 898w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0999.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0999.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0999.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Ele apita de novo e seleciona a boca. Daí você roda esse botão do demo e regula, assim, a intensidade. Muitos apitos sempre.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"><a href="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1014.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="53" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2008/11/09/assuntos-domesticos/dsc_1014/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1014.jpg" data-orig-size="3216,2136" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1225925784&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;135&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.125&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="dsc_1014" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1014.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1014.jpg?w=450" class="aligncenter size-full wp-image-53" title="dsc_1014" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1014.jpg?w=450" alt="dsc_1014"   srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1014.jpg?w=449&amp;h=298 449w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1014.jpg?w=898&amp;h=596 898w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1014.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1014.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/11/dsc_1014.jpg?w=768&amp;h=510 768w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Tá, até aí é só um jeito fancy de ligar. Mas tem o seguinte: se você não puser uma panela apropriada sobre a boca, ela não esquenta. Você liga, seleciona a boca, aumenta para a potência máxima e a boca não esquenta. Daí você põe uma penela apropriada e acontece: a ela fica quente. Agora notem, tira a panela quente, põe a mão sobre a boca e – juro – continua fria. O milagre só acontece com panelas que tenham propriedades eletromagnéticas de algum tipo. Na prática, você testa se vai funcionar com o botão redondo do demo, que é um ímã, lembra? Se ele for atraído pela panela, então o calor vai “aparecer”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Tirando o fato de que ele deve ser muito – muito – caro (é do apartamento, eu não paguei), e de que deve haver o risco de alguma polícia secreta confundi-lo com experimentos de weapons of mass distruction, esse fogão tem suas vantagens. Em primeiro lugar, não tem aquela coisa chatinha dos fogões elétricos convencionais de esperar a resistência esfriar, daí esperar o vidro esfriar para só então a panela começar a esfriar (ou esquentar tudo, se for o caso). Como o estímulo é diretamente na panela, esta responde imediatamente aos comandos. Segundo, o estímulo é muito intenso; a panela esquenta muito mais rapidamente do que sobre uma fonte de calor. Como o vidro não esquenta, ou melhor, esquenta depois, com o contato com a panela quente, é muito seguro, e a gordura e outras coisas que eventualmente caem fora não queimam. Por fim, ele é muito <em>Energiesparend</em> (poupa energia), o que para o alemão deve ser a grande vantagem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Proteção ambiental e economia de energia são dois dos principais esportes nacionais, certamente concorrente da Bundes Liga (campeonato nacional de futebol). Eles gastam muito dinheiro e energia com reciclagem e produtos e tecnologias mais <em>umweltfreundlich</em> (environment friendly). Essas tecnologias são normalmente muito caras, exigindo investimento inicial elevado. Existe, por exemplo, um novo tipo de aquecimento geotérmico, que antes era apenas usado industrialmente, mas que agora já tem versões domésticas. Uma rede de canos de água desce até as profundezas do subsolo e usa o calor ali existente para aquecer a edificação da superfície. Essa brincadeira engenhosa custa caro, mas gera economia de energia que se estimam compensar os custos em aproximadamente 12 anos. Acreditem ou não, para o alemão, esse é um bom negócio. Eles pensam sempre a longo prazo e provavelmente não se imaginam mudando de casa tão já, tanto que a nova tecnologia está virando moda entre quem pode pagá-la. Outra pessoa provavelmente pensaria que esse dinheiro renderia muito mais, em 12 anos, se bem aplicado (mas não na bolsa, pelamordedeus!).</span></p>
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		<title>Disclamer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[S.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 11:25:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Caros, alguns de vocês devem ter notado que o último post foi retirado do ar. Marinheiro de primeira viagem, aprendi que em tempos de google citações nominais têm seu risco. O objetivo deste blog é contar o que acontece por aqui; mas meu estilo é por vezes bastante irônico, o que se deu com especial [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0       MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Caros, alguns de vocês devem ter notado que o último post foi retirado do ar. Marinheiro de primeira viagem, aprendi que em tempos de google citações nominais têm seu risco.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">O objetivo deste blog é contar o que acontece por aqui; mas meu estilo é por vezes bastante irônico, o que se deu com especial intensidade no último texto, escrito em dias em que eu não estava nada satisfeito com a forma como a burocracia para encontrar um apartamento estava andando por aqui. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Acredito que tenho todo direito de expor minha opinião sobre o que quer que seja, ainda que negativa e não agrade a todos. Entretanto, como no último texto as descrições foram excessivas, achei melhor excluí-lo. (quem sabe depois o reponha, com alguns ajustes&#8230;) Me lembrei do Rodrigo, nas críticas a cantores líricos, que recebe às vezes mensagens pouco amistosas. No lugar dessas pessoas, eu preferiria fazer de conta que não soube de nada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Doravante, citações nominais apenas para comentários elogiosos. No mais, sempre kafkianas: Sr. R., Sra. J.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Aproveitando, conto que estou no meu apartamento há umas duas semanas e – finalmente!! – com cozinha. A novela da cozinha foi qualquer coisa de enlouquecer, mas nada digno de menção. Na linha hoje-estou-um-doce-de-pessoa, conto que, no fim, apesar de ter parecido atrapalhada e sempre overwhelmed pela própria rotina, a Frau Mammét conseguiu extorquir uma cozinha à la Minority Report de quem quer que estivesse empatando a minha vida. Ficou claro, no fim, que ela estava mesmo empenhada (inclusive aos fins de semana). Sem ela, eu provavelmente ainda estaria comendo nos descartáveis&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">E já que esse negócio de blog nos faz famosos, vamos para um momento ganhei o Oscar e dedicar agradecimento especial também para Herr Spenst e Frau Hubbertus, sem cujos bons olhos para saber do que eu precisava nada disso teria sido possível.</span></p>
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		<title>Die Wohnung 1.0</title>
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		<dc:creator><![CDATA[S.]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 21:08:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar do nome, a Oktoberfest acontece em setembro. A festa é típica da Baviera, e aqui em Berlim só &#8220;participamos&#8221; em restaurantes típicos do sul ou em programas de televisão, em que os apresentadores com trajes típicos, fazem uma baita festa para umas bandas de polca e outros talentos especiais, como uma &#8220;mocinha&#8221; que consegue [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar do nome, a Oktoberfest acontece em setembro. A festa é típica da Baviera, e aqui em Berlim só &#8220;participamos&#8221; em restaurantes típicos do sul ou em programas de televisão, em que os apresentadores com trajes típicos, fazem uma baita festa para umas bandas de polca e outros talentos especiais, como uma &#8220;mocinha&#8221; que consegue levar 18 Maße (lê-se &#8220;másse&#8221;) ao mesmo tempo. Um Maß é aquela canequinha típica de cerveja de um litro (isso mesmo, um litro). Quando cheia, cada uma pesa mais de dois quilos, com o que a mocinha talentosa carrega algo como 52kg de cerveja + canecas de uma vez só, segundo o comentarista empolgadíssimo.</p>
<p>Nesse clima de Oktoberfest, com o sol se pondo cada vez mais cedo, conto um dos pontos mais importantes de quem está chegando a uma cidade nova: encontrar uma casa, ou melhor, uma Wohnung (literalmente moradia, mas aqui isso quer dizer apartamento)</p>
<p>Já contei antes do apartamento que parecia uma casa grande, com pé direito lá pelos 5 metros, clarabóias por todas as partes, salas enormes, um banheiro social gigante e cozinha minúscula. Esse apartamento era bem bizarrinho (vejam <a href="http://www.immobilienscout24.de/45016838;jsessionid=5CDEAD39EE95AF3C137102CF9E2202A7.worker2?donotLog=t&amp;style=is24&amp;is24EC=IS24&amp;navigationbarurl=" target="_blank">aqui</a>) e ainda por cima o corretor era aquele que não podia esperar dois minutos.  Berlim, diferentemente de outras grandes capitais européias, ainda não sofreu demais com especulação imobiliária. De maneira geral, os preços são bem mais amigáveis do que em outros lugares e com a vantagem de que, por ser uma cidade em construção, é possível encontrar imóveis novos. Isso não é garantia absoluta, entretanto, de que você vai encontrar imóveis mais ou menos do jeito que você quer. No meu caso, queria algo que não fosse grande demais (menos de 200m2) e com dois banheiros completos. À primeira vista, não estou pedindo grande coisa, mas quem conhece imóveis europeus sabe que o que eu queria é um desafio.</p>
<p>Depois de um tempo em Berlim, cai a ficha de tudo que aconteceu por aqui na história recente. Muitos prédios têm marcas de balas, por todos os lados vêem-se reformas, construções com guindastes enormes. A cidade é mesmo um canteiro de obras e pelo jeito faz tempo que é desse jeito, sempre mudando, sempre palco de &#8220;agitações&#8221;. Depois do bombardeio aliado à cidade, no fim da Segunda Guerra, 80% ficou destruído. As imagens históricas são impressionantes e difíceis de se aceitar hoje, quando vemos tudo (re)construído. E eles gostam de reconstruir. Agora estão se esforçando pra pôr abaixo o prédio sede do governo comunista. O prédio praticamente não existe mais, ficaram apenas as fundações com uns blocos enormes de concreto em cima. O projeto gerou polêmica, pois há quem ache que o comunismo era legal e gostaria de manter o predião feio ainda que só de recuerdo. A idéia é demoli-lo pra reconstruir no lugar o que havia antes: o palácio do Kaiser da Prússia, do jeitinho que ele era. Quando a cidade foi dividida, Stalin ordenou que o palácio &#8211; destruído &#8211; nunca se reconstruísse, pois era um símbolo da identidade e do poder nacional. No lugar, construíram o prédio comunista feioso. Aliás, o lado oriental é cheio de espigões horrorosos que lembram as quadras de Brasília. Mas voltando ao palácio, o problema é que isso fica ao lado do Berliner Dom (catedral da cidade), que pode ter sua estrutura abalada se usarem dinamite. Ainda não entendi como vão derrubar a coisa sem explosivos, mas estou quase indo lá sugerir que contratem uma equipe de romenos, dêem uma marretinha pra cada um e que fiquem quebrando as coisas em troca de uma miséria qualquer. Uma hora terminam.</p>
<p>Bom, então houve várias guerras, destruição quase completa da cidade, depois veio a divisão, o comunismo de um lado, o isolamento do outro e, como vocês sabem, tudo isso acabou ainda não tem 20 anos. Seria demais imaginar que quem viveu esse processo não tenha seua hábitos marcados. Não sei o resto da Alemanha, mas os berlinenses são quase pré-capitalistas. Você vai à IKEA e &#8211; advinha &#8211; eles também não aceitam cartão de crédito. O &#8220;também&#8221; é pra deixar claro que quase nenhum estabelecimento funciona com o instrumento mágico do consumo. E ainda por cima tem um aviso dizendo que eles aceitam EC-Karte (cartão de débito) para compras até 2500 euros. Acima disso, &#8220;Geld, natürlich&#8221; (=&#8221;dinheiro, obviamente&#8221;), escrito assim com todas as letras. Ou seja: se você for comprar muita coisa, precisa levar um carrinho de dinheiro. Outro dia, num passeio para conhecer o bairro Kreutzberg, vi uma loja de nada menos do que fita-cassete. Lembram? Eram aquelas que tocavam música e que a gente enrolava com a ponta da caneta! No meu quarto de hotel tem uma tevê daquelas de tubo (o Fábio diria que é uma Telefunken, mas a Telefunken deve ter falido) e &#8211; juro &#8211; um vídeo cassete! (Será que eles esperam que alguém use?) O hotel também é um dos poucos da cidade com ar-condicionado, um luxo quase exótico por aqui. E nos supermercados existem umas máquinas, tipo das que vendem coisas. Só que essas são máquinas que compram Pfanne (garrafas vazias). Você enfia a garrafa num buraco todo cheio de luzes piscando e a máquina cospe um papelzinho com um crédito. As que compram as de plástico dão mais dinheiro e destroem a garrafa na hora. As pessoas vão com sacolas enormes de garrafas pro supermercado, vendem tudo e recebem alguns centavos pra torrar nas compras (e o pior é que eu também já estou fazendo isso). Sacola de supermercado aqui é paga. A vantagem é que elas são no estilo das portas de que falei outra vez: super fortes, de um plástico grosso (tem de pano também, mas é bem mais caro), dá pra pôr a compra inteira dentro de uma só que ela agüenta e você ainda guarda pras próximas compras.</p>
<p>A mentalidade alemã do pós-guerra e do período comunista ainda é o que rege as relações de consumo aqui. Apesar do PIB uns 2 trilhões de dólares maior do que o brasileiro, bem distribuído por uma população umas quatro vezes menor do que a nossa, essa riqueza toda não se converteu em consumo, para tristeza do governo alemão que não sabe o que fazer para que o povo gaste seu dinheirinho. As pessoas ainda vivem como se estivessem em períodos de escassez e necessidade. Ninguém joga nada fora. Você tem alguma coisa velha que não quer mais?, então você aluga um espacinho num dos dezenas de mercados de pulga e vende suas porcarias por quase nada. O mais incrível é que sempre aparece alguém que compra.</p>
<p>Essa digressão toda foi pra mostrar que um apartamento pequeno com dois banheiros pode ser querer demais. Mas não desisti. Logo visitei um que vinha vigiando na internet desde março provavelmente, quando me decidi pela remoção pra cá. É um apartamento de 156m2, perto da embaixada, super bem localizado em Mitte. Mitte é o bairro que hoje responde pelo nome de &#8220;meio&#8221;, como se fosse o centro da cidade. Na verdade, é difícil identificar um centro aqui. Não há um ponto para que tudo converge, onde os metrôs se cruzam, onde existe um terminal de ônibus, onde o trânsito é mais intenso. Antes da queda do muro, parece que esse ponto de referência era a estação de trem/metrô Zoologischer Garten (jardim zoológico, como vocês devem ter concluído). Hoje ninguém imaginaria uma coisa dessas, mesmo porque existe uma Hauptbahnhof (estação principal), que também não vem a ser exatamente referência para ninguém. A cidade é muito &#8220;diluída&#8221;, o que faz que seja calma e organizada em toda sua extensão, permite que não haja trânsito e garante a segurança de um dos principais meios de transporte urbano, a bicicleta. De qualquer maneira, Mitte é o centro histórico, onde está o pouco que resistiu às bombas ou que foi minuciosamente reconstruído. É também onde estão a maioria dos órgãos da Bundesregierung (governo federal, não pense besteira), ainda que muitos deles, inclusive os ministérios, passem despercebidos a quem anda nas ruas e não nota as plaquinhas ou as bandeiras nos prédios.</p>
<p>Voltando àquele apartamento, visitá-lo foi uma experiência curiosa, com que depois me acostumei: depois de tanto o ver pela internet, era estranho estar no lugar de verdade. É um prédio com jeitão de antigo, mas que foi todo reformado, de modo que o acabamento era muito bom, ainda que do ponto de vista modernidade ele deixasse um pouco a desejar. De qualquer maneira, ele correspondia ao que eu precisava, com dois quartos, dois banheiros, sala e sala de jantar, além da cozinha; assim que logo disse ao corretor que queria ficar com ele. Já estava todo me achando o recordista histórico da embaixada, como o que conseguiu apartamento mais rápido, quando fui informado que uma tal senhora já havia pedido reserva do apartamento e que eu deveria esperar pela resposta definitiva se ela ficaria ou não com ele. Ali começaram as angústias com o primeiro grande choque de civilizações: a demora alemã. Alemães demoram para fazer qualquer coisa. Não tenha pressa, não se estresse. Sexta-feira, não conte com mais ninguém, vez que a Embaixada do Brasil parece ser o único lugar onde alguém trabalha depois das 11h da manhã. Durante a semana, se tem que falar com alguma pessoa, não deixe pro fim do dia, pois a partir das 16h as chances de alcançar alguém no escritório caem em progressão geométrica. Era quinta de manhã quando vi o apartamento, à tarde me informaram da tal senhora, o que significa que não saberia nada até segunda ou terça. Isso pode não ser nada de tempo para um alemão, mas pra mim pareceu uma eternidade. O corretor, vendo a minha aflição, se ofereceu pra trabalhar na sexta e mostrar outros apartamentos. Saí marcando com outros corretores também &#8211; a maioria para a semana, claro &#8211; e foi aí que começou o festival de apartamentos estranhos, com plantas bizarras, em parte resultado de reformas de prédios antigos, em parte porque eles são estranhos mesmo.</p>
<p>Tem apartamento com banheiro que sai da cozinha, com o quarto de um lado da casa e o banheiro do outro, banheiros com várias portas, cozinha entre o quarto e a sala, com clarabóia no quarto de dormir (será que é para ver as estrelas da cama?), com uma sala enorme, outra sala enorme, e um quartinho apertadinho lá no fundo. You name it. Outra coisa muito esquisita e comum é você ver o apartamento inteiro até que descobre que no banheiro, tem uma outra porta que aparentemente não leva a lugar nenhum. Ledo engano: ela dá pra rua. Por alguma razão, muitos apartamentos têm que ter no mínimo duas portas de entrada. Se eles não conseguem pôr as duas em lugares razoáveis, elas terminam no banheiro ou no quarto de dormir. Num outro apartamento de que me contaram, tudo parecia normal, até que você vê uma escada, no meio da sala, que sobe para o andar acima. Só que o apartamento só tinha um andar, a escada dava em lugar nenhum; ou melhor, no fim dela tinha uma porta que abria no corredor do andar de cima do prédio. E tem um outro diplomata na embaixada que mora num apartamento que tem uma janela de cinco metros de comprimento que dá pro corredor! Você senta na sala e pode observar os vizinhos que passam. Ou eles podem te observar lendo, vendo tevê, comendo etc. Praticamente um zoológico. Alguns apartamentos nem fui ver, apesar da insistência do corretor. Ou eram mal localizados em áreas esquisitas da cidade, ou eram grandes demais. Tamanho é um problema aqui. Quando você passa sua exigência para dois banheiros (como vocês podem notar, essa coisa do banheiro aqui influi muito na nossa vida), os apartamentos que atendem ao seu pedido passam para outra dimensão, alguns chegando aos 300m2 ou mais.</p>
<p>No fim, achei um que seria perfeito. Bom, bonito, novinho, super bem localizado e entra na ajuda de custo. Mas como estava bom demais pra ser verdade, alugá-lo foi muito, MUITO complicado. Mas isso conto no próximo post.</p>
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		<title>Mundo estranho</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 18:35:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Clash of Civilisations]]></category>
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					<description><![CDATA[Tem coisa que só vi aqui. 1. Criança com piercing. Tipo criancinha mesmo, uns 4 aninhos no máximo, já todo furadinho. 2. Velhinhos cool. Fim de semana passado vi um velhinho de bengala, todo enrugadinho, curvadinho, com papadinha. Mas era tatuado, usava calça rasgada, toda cheia de bolsos coloridos, brincos, pulseiras metaleiro e anéis bem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem coisa que só vi aqui.</p>
<p>1. Criança com piercing. Tipo criancinha mesmo, uns 4 aninhos no máximo, já todo furadinho.</p>
<p>2. Velhinhos cool. Fim de semana passado vi um velhinho de bengala, todo enrugadinho, curvadinho, com papadinha. Mas era tatuado, usava calça rasgada, toda cheia de bolsos coloridos, brincos, pulseiras metaleiro e anéis bem grandes. Um luxo só o vovô metal. Se bobear a dentadura era dourada.</p>
<p>3. Jaguar auto-escola. Sério. Vi uma vez só, mas existe.</p>
<p>4. Gente com taça de vinho no cinema. Cinema aqui é um exercício mental de paciência e adaptação social. Primeiro você tem que entender os horários das sessões. Para que fazer todo dia no mesmo horário, né? Vamos variar! É melhor verificar muito bem se aquela sessão que você viu ontem existe hoje também. Depois, além de descobrir quais os horários, existe o desafio de saber quais as sessões dubladas e quais as em versão original. A regra aqui é dublar, ou sincronizar, como seria a tradução literal do alemão. Ainda não descobri exatamente porque alguém quereria ver o Batman, por exemplo, falar alemão, mas aqui eles aparentemente acham que isso é bom. Aliás, o Batman, no mesmo cinema passa em inglês em todas as salas, menos na IMAX. Ou seja: na sala tem som especial, tela gi-gan-te, mas o Christian Bale fala o idioma de Goethe (momento diplomata pedante). Quem quer pagar mais caro por isso?</p>
<p>Diante das opções, entrei na sessão do Mamma Mia, já que muita gente fala que o filme é divertido e nem os alemães teriam coragem de dublar um musical (ou não). Seria demais, imaginem!: &#8220;Chiquitita, sag mir die Wahrheit.&#8221; Não ia dar muito certo. Bom, a sessão está marcada pras 19h45, mas eles poderiam ser mais legais e te contar quando o filme REALMENTE começa. Primeiro você entra e segue para seu lugar, marcado. Depois espera, espera, espera. A luz apaga e começam as propagandas e são 20 minutos pelo menos. Quando você já não agüenta mais, vem uma propaganda do sorvete Magnum, com as pessoas comendo o sorvete lentamente, quebrando a casquinha de chocolate, as amêndoas do recheio e, quando você está prestes a querer comer um, acendem a luz, param tudo e &#8211; pasmem &#8211; entra um sujeito com uma cestinha vendendo do sorvete. Nem no Texas propaganda é tão agressiva.</p>
<p>Daí apagam a luz de novo e dá-lhe trailer. Quando o filme finalmente começa, passou pelo menos meia hora. Conclusão, considerando que o lugar é marcado, dá pra entrar depois da venda do sorvete. Mas voltando, o filme começa. Cinco ou dez minutos depois é que me dou conta de que não tem legenda. Aqui é tudo ou nada!</p>
<p>Coisa muito estranha daqui também é a numeração de ruas. Eu só conhecia dois sistemas ocidentais: o americano (por distância) e o europeu (por edificação). Bom, aqui, só de sacanagem, adotaram uma variação muito bizarra do modelo europeu. Nos dois modelos que eu conhecia, os números estão separados pares e ímpares em cada lado e aumentam no mesmo sentido da rua. Aqui a coisa não é nem assim. Além do sistema inteligente, existem outros dois. Num deles não entendi a lógica oculta: os números são, por exemplo, pares, mas eis que, nas esquinas, aparecem números ímpares nas esquinas. Ou seja, se der o azar de o número que você está procurando ser numa esquina, você precisará de muita sorte para encontrá-lo rápido, ou vai ficar indo e vindo, cruzando a rua milhares de vezes sem saber o que está acontecendo. O outro sistema tem uma lógica, ainda que não muito esperta. Em muitas ruas de &#8220;Berlim oriental&#8221; &#8211; e isso só pode ser sistema soviético -, a numeração é contínua de um dos lados da rua, números pares e ímpares, tudo junto, 1, 2, 3, 4 etc., até o fim da rua, quando eles cruzam e continuam a contagem do outro lado no sentido inverso. Pra quem não entendeu, não tem problema, foi feito pra não entender mesmo. Ou seja: os número estão em sentido horário ou anti-horário, o que torna muito mais difícil saber em que altura um número está.</p>
<p>E já que o assunto é número, os de telefone aqui não têm tamanho certo. Podem ter 5, 6, 7 ou 8 dígitos. Os celulares em geral têm mais, uns 12. E eles agrupam do jeito de que gosta mais. Pode ser 0000-0000, 00-0000-00, 00000-000 ou como quiser, variando também no tamanho, claro.</p>
<p>No metrô, não tem catracas, cancelas, portas, nada. Você desce as escadas e já está na plataforma, com os trens passando. Não tem milhares de escadas, caminhos, curvas e esquinas subterrâneas para lojinhas. É só plataforma e trem. Bem alemão: só o necessário. As passagens você compra em maquininhas, não tem ninguém pra ajudar. Depois o bilhete você enfia numa outra coisa, que o valida. Só então pode subir no trem. A primeira vez, me ocorreu o que deve a maioria estar pensando agora: e se eu subir no trem sem pagar? Ainda no Goethe, aprendi que o controle é feito pela figura sinistra do Herr Kontroleur (lê-se como em francês). É um sujeito que fica viajando de metrô o dia inteiro, à paisana, e que, lá pelas tantas, se apresenta aos passageiros e pede que lhe mostrem o bilhete válido. Antigamente era um senhorzinho, mas vi anúncios dizendo que agora pode ser qualquer pessoa, de qualquer idade. Me disseram que já viram até vestido de malandro, com bermudão de esqueitista. Se pegar sem passagem, são 40 euros a multa. Até que é tão alta, considerando que a passagem custa 1,30 ou 2,10 por cada viajem (depende se é curta ou longa). É meio caro. Mas tem a opção, para os residente, de fazer um abonnement anual ou Abo, para os mais íntimos. Eu fiz um. Você preenche um formulário da internet e vai até um lugar bem estranho perto da Alexanderplatz (para quem não sabe, é onde fica a Torre de TV, símbolo da Berlim socialista), na rua Rosa Luxemburg &#8211; tudo bem comunista. É fácil reconhecer onde é: tem uma fila enorme de gente estranha que parece não andar. Acho que levou bem mais de uma hora. Tudo em nome da sovinhice. Na fila tinha de tudo: Patricinha falando alto ao celular, um adolescente espinhudo empurrando um carrinho com um bebê (a chupeta da criança caiu no chão da calçada e o suposto teenage-parent limpou na manga do moletom encardido e enfiou de volta na boca do pequeno), um sujeito que devia ser desempregado já no comunismo (ele usava uma calça de moletom cinza puxada no meio do peito, uma camiseta que deveria estar num museu, comemorativa de algum aniversário de Berlim e o cabelinho dele não via água desde a queda do muro pelo menos), além de gordos, magros, feios e pessoas mais parecidas com o que consideramos normal. Leva muuuito tempo pra ser atendido nesse &#8220;poupa-tempo&#8221; deles. No fim, você tem acesso a um dos 3 (sim, 3) atendentes, confortavelmente instalados em suas mesas. Eu fui atendido por uma tia magrela esquisitona com cabelo do Rod Stewart e mega eficiente. Levou menos de 5 minutos (daí você não entende muito a fila). Saí de lá com meu Startkarte de 30 euros. Com ele ando em qualquer meio de transporte público (aqui são vários: ônibus, metrô, trem de superfície, bonde -!!- e barco), qualquer hora do dia ou da noite, e, depois das 20h e fins de semana, posso levar um adulto e/3 crianças comigo.</p>
<p>Por fim, uma última curiosidade. Nas casas, além do velho conhecido interruptor do banheiro que os europeus insistem em deixar do lado de fora, acho que só para que as crianças tenham uma bobagem a mais pra fazer, as janelas alemãs guardam uma excentricidade e são um desafio para os estrangeiros. Elas abrem de duas formas distintas, como uma porta ou como um vitrô. Às vezes, isso se aplica também às portas. Fechadas, o mundo exterior está isolado. A idéia impedir completamente toda troca molecular com o mundo além-janela/porta. Não passa ar, nem som, nem furmiguinha. Aliás, em vários apartamentos que visitei para alugar, o banheiro tinha mais de uma porta. Pelo menos a mania excêntrica &#8211; e porquinha &#8211; dos ingleses e franceses de fazer banheiro sem vaso eles não adotaram com tanto afinco!</p>
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		<title>Um mês</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 08:59:14 +0000</pubDate>
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<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Está pra fazer um mês que cheguei. O verão dá os últimos suspiros, a temperatura à noite já encosta nos 10 graus, e o sol pouco a pouco se transforma numa lâmpada de geladeira: ilumina, mas não esquenta. A cidade continua a surpreender.</span></p>
<p>Os alemães atuais têm a má sorte de descender de ancestrais e, pelo que dizem, ter os vizinhos austríacos para dividir a língua. Levaram a fama de mal-educados, carrancudos, frios, calculistas, grosseiros. A maioria não consegue imaginar um alemão que fale sem gritar como um soldado nazista. Aliás, no rio na frente da minha sala na embaixada, passam uns barquinhos de turistas, tipo bateau-mouche. Tudo muito bucólico, até que o guia resolve dar explicações aos turistas. Olha, alemão falado em megafone faz qualquer um sentir-se na Lista de Schindler. Muito sobrevivente deve ter arrepios só de passar perto.</p>
<p>Superado o senso comum e o estigma holliwoodiano, o alemão não corresponde à imagem negativa. São muito gentis, educados e arriscaria dizer que são simpáticos. Os poucos que conheci até agora são muito legais. A parte que é verdade é que são organizadíssimos. Claro que em todo lugar existe gente de todo tipo. O proprietário do apartamento que quero alugar, por exemplo, deveria ter nascido no Brasil. Pra começar, ele atrasou mais de 5 minutos pro nosso encontro. Depois, marcou uma reunião com outra pessoa, para meia hora mais tarde e mal conseguiu terminar de tratar do apartamento comigo. Ou seja: praticamente um latino. Mas essa deifinitivamente não é a regra. Pontualidade aqui não é nem assunto. Brasileiro, especialmente carioca, é aberração: pro alemão é incompreensível o conceito de marcar hora e a pessoa chegar depois. E não é que eles fiquem bravos ou chateados, eles simplesmente não entendem como você marca um horário e chega em outro horário.</p>
<p>Uma vez, fui ver um apartamento. Combinei com o corretor às 14:30 no escritório dele. Acontece que eu não sabia que a estação de metrô mais próxima (Friedrichstraße) é uma mini-Sé e que o lugar aonde eu ia era simplesmente no fim da rua ou no fim do mundo. Conclusão: me atrasei 10 minutos. Escândalo, tragédia, hecatombe. Quando cheguei, a mocinha que me recebeu disse que o Herr Fulano tinha acabado de sair, por achar que eu tinha desistido. O que me chocou mesmo, entretanto, foi mais tarde descobrir na minha caixa de entrada, um e-mail dele, enviado às 14:34, em que ele perguntava se eu não teria interesse em outros apartamentos, tendo em vista que eu havia desistido de visitar aquele que ele me mostraria. Como assim?! Em menos de 4 minutos, o sujeito concluiu que eu não iria, deu-se ao trabalho de me mandar um e-mail e se mandou! A mocinha ficou toda sem-graça, quando viu que eu não tinha gostado de perder a viagem. No fim, ela mesma mostrou o apartamento, depois de um sonoro uau! ao descobrir que eu sou do Brasil. Ao que consta, estamos na moda. O apartamento mais parecia uma casa-grande. Só faltava a senzala. O pé direito, sem brincadeira, devia passar dos 5 metros. Num dos cômodos, tinha até mesanino. A única utilidade que vi pra aquilo era dar uma festa e pôr o DJ ali em cima. O hall de entrada tinha 6,5&#215;6,5, com uma clarambóia de no mínimo 2&#215;2, láááá no alto. Um dos banheiros (havia vários) parecia de fazenda. Tinha até bidê! e comportava com folga um sofá e uma mesa. Imaginem a conta de calefação&#8230; (em outro momento conto como é procurar um apartamento aqui)</p>
<p>Tudo isso pra dizer que eles são pontuais, no sentido mais absoluto da expressão. Tanto que, quando cheguei para encontrar o proprietário do apartamento (aquele que deveria ser brasileiro), às 14:32 e ele não estava, pensei que ele poderia ter já ido embora ou desistido do negócio. Claro, depois de que um gordo ruivo que vinha instalar os aplicativos do banco no computador ligou pra se desculpar e avisar que atrasaria 5 (sim, 5) minutos, a gente começa a ficar preocupado também com os horários. O problema de conviver com neuróticos, é que neurose pega.</p>
<p>Importante dizer que essa pontualidade toda só se viabiliza, porque todo mundo coopera e sofre da mania nacional do planejamento, de que já falei antes. Improvisar não é com eles. Aliás, em alemão o verbo só existe numa forma latina <em>improvisieren</em>. Em alemão mesmo, improvisar se traduz pela expressão <em>aus dem Stegreif schaffen</em>, [algo como &#8220;criar a partir do improviso&#8221;, ainda que <em>Stegreif </em>não seja improviso], o que é tão comprido, que é melhor mesmo não improvisar. E eles agradecem. Quer ver um choque cultural?, quando um alemão lhe perguntar quando você gostaria de fazer alguma coisa, responda um simples <em>jetzt </em>[agora] e verá a crise se instalar. Antes é preciso planejar e marcar o horário, provavelmente para daqui a uns dias, preferencialmente semana que vem. Eles nunca vão te oferecer para o mesmo dia, ainda que tenham o horário, pois vão achar que isso te atrapalhará completamente a vida, além de ser muito estranho.</p>
<p>O Rodrigo uma vez brincou que no dia seguinte à destruição de Berlim já havia umas senhorinhas limpando tijolos para reconstruir tudo. Agora imagino que elas fizeram isso mesmo, mas não no dia seguinte. Antes houve uma reunião em que foi decidido quem ia limpar quantos tijolos, quando e como. Alemão não faz nada pela metade e faz apenas uma vez. Não tem essa de fazer mais ou menos e depois vai ajeitando. Então as coisas são todas muito fortes, com cara de que resistem a guerra nuclear. Em caso de uma, só ficarão as baratas e os objetos <em>hergestellt in Deutschland</em> [made in Germany]. Com o que gastam pra fazer uma porta aqui, fazemos umas 5 no Brasil. E a porta do banheiro e a da cozinha são tão maciças quanto as da rua, com dobradiças que serviriam para porteira e fechaduras que precisam de meia Carajás pra ser produzidas. Tudo muito bem acabado, muito bem construído. No fim, dificilmente alguma coisa será feia.</p>
<p>À exceção óbvia dos carros, estética não é prioridade nacional. O que importa é qualidade e funcionalidade. Seriam o anti-Niemeyer, ainda que o sobrenome do fdp seja ironicamente alemão e que poucas coisas dele se enquadrem na categoria bonito (me desculpem os entusiastas). De qualquer maneira, é inegável que a maioria aqui tem estilo. Se gostamos dele é outra estória, especialmente se o referencial forem padrões mais ortodoxos. Existe muita gente doidona, “largada” e estilos que consideramos alternativos ou de que temos muito pouco no Brasil, como punk e gótico. A maior diferença, entretanto, para quem vem da América Latina, me arriscaria afirmar, é a aparente ausência de sensualidade. Parece que ninguém está ligando pra isso aqui. No caso dos homens, até que não choca tanto, pois é tudo mais ou menos a mesma coisa no mundo inteiro. Já as alemoas são muito sem vaidade nenhuma, sem maquiagem e umas roupinhas de quem vai visitar os avós. Agora entendo porque latinas às vezes são confundidas por prostitutas: aqui, mulher vestida do jeito que esperamos encontrar no Brasil ou em outros lugares mais parecidos com a gente, você vê na Oranienbürgerstraße [isso tudo é o nome de uma rua], batendo ponto, de espartilho (tá, isso não é muito parecido com o Brasil).</p>
<p>Por falar na Oranienbürgerstraße, as moças nas calçadas são o que menos chama atenção ali, um dos redutos mais bizarros da cidade. À primeira vista, parece apenas uma rua, como tantas outras, com vários restaurantes e bares, bastante movimento, agito. Em outro momento histórico, era o coração da maior concentração de judeus em Berlim, do que são testemunha edifícios judeus, entre os quais a <em>Neue Synagoge</em> [Nova Sinagoga], um prédio muito bonito, do século XIX, que quase foi demolido durante o nazismo e que sofreu com os bobardeios da guerra. O que mais chama atenção na rua, entretanto, é a<em> Kunsthaus Tacheles</em><span>, ou apenas Tacheles para os locais (isso é só um nome, não tem tradução – e é uma proparoxítona)</span>. Trata-se de um prédio de cinco andares, que no Brasil teria virado cortiço, mas aqui virou o que é. Imaginem um daqueles prédios que vemos em filmes preto e branco da segunda guerra, com as escadas em torno de um vão central. Daqueles prédios que os soldados vão subindo andar por andar, arrombando as portas pra procurar perseguidos do regime. Agora imaginem que passou a Guerra, um terremoto, um maremoto, peste bubônica, gripe espanhola e mais alguma desgraça e que ninguém deu uma ajeitada no prédio esse tempo todo. Agora imaginem que um bando de maluqueiros ocupou o prédio, não para morar, só para ocupar mesmo, tirar uma onda, e um dia decidiram Uhu! Vamos pixar tudo! O resultado é um prédio antigo, caindo aos pedaços, cujas paredes internas não são mais visíveis, pois não há centímetro quadrado que não esteja pixado. Esse prédio é aberto ao público da rua, a quem quiser entrar. Não tem porta nenhuma. Lá dentro, encontramos galerias de artistas plásticos malucões, lojinhas com nada comprável, bares e até um cinema alternativo. <span style="text-decoration:underline;">Muito</span> alternativo. O aspecto é sujo (em alguns pontos da escadaria senti um odorzinho de urina velha) e o cheiro de maconha às vezes rola forte. Tem também uns maluqueiros que ficam parados ali nos andares, olhando pra cara da muita gente que passa &#8211; afinal, acreditem, é ponto turístico -, provavelmente esperando compradores para drogas.</p>
<p>Enfim, isso é Berlim: a duas quadras dali está a <em>Museuminsel </em>[ilha dos museus], um dos lugares mais bonitos da cidade, com prédios históricos lindíssimos, restauradíssimos e com policiamento 24h.</p>
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		<title>Hallo Leute!</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 02:15:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de quentes e alucinados dias de compras em Noviórqui, cheguei a Berlim. A tal da remoção não era sacanagem, aconteceu mesmo! Tenho muita coisa para contar, mas vamos aos poucos. Por ora, as primeiras impressões. Vamos adjetivar: Berlin é organizada, limpa, grande, plana, baixa, espalhada, silenciosa, desigual, inusitada e em construção. Nem todos os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="PT-BR">Depois de quentes e alucinados dias de compras em Noviórqui, cheguei a Berlim. A tal da remoção não era sacanagem, aconteceu mesmo!</span></p>
<p><span lang="PT-BR">Tenho muita coisa para contar, mas vamos aos poucos. Por ora, as primeiras impressões.</span></p>
<p><span lang="PT-BR">Vamos adjetivar: Berlin é organizada, limpa, grande, plana, baixa, espalhada, silenciosa, desigual, inusitada e em construção.</span></p>
<p><span lang="PT-BR">Nem todos os estereótipos &#8211; positivos e negativos &#8211; que temos da Alemanha são verdadeiros. Nesses poucos dias, vários deles foram violentamente espancados. A esperada organização alemã, por outro lado, parece </span><span lang="PT-BR">de fato</span><span lang="PT-BR"> existir. Tudo parece funcionar da melhor maneira possível, com grau razoável de previsibilidade. Aliás, esta é a mania do alemão: planejar. Para um povo com baixo nível de jogo de cintura, é preciso saber quando, onde e como cada coisa vai acontecer, e com <strong>muita</strong> antecedência. Isso pode ser um inconveniente para quem estava esperando maior agilidade. Aqui, quem tem pressa fica sem comer. Por outro lado, quando se vai pegar o metrô, sabe-se que o próximo trem chegará em 3 minutos, o que em geral é reconfortante, ainda que esses 3 minutos não sejam exatamente 3 minutos. Aparentemente, a previsão de chegada do trem é constantemente atualizada, com o que alguns minutos duram muito mais do que outros. As ruas são limpíssimas. As pessoas, nem tanto. Não é raro um cheirinho diferente no metrô. Na academia tem sempre alguns que poderiam/deveriam ter repassado o desodorante.<br />
</span></p>
<p><span lang="PT-BR">Aqui não tem trânsito. Os transportes públicos são exemplares e muita gente faz tudo de bicicleta. Barulho é coisa rara. Nos primeiros dias, recém chegado de NY, achei estranho. Depois comecei a gostar. Poluição atmosférica não deve haver. Já do riozinho aqui na frente da Embaixada&#8230; Tem dias em que o cheiro vai longe&#8230; Isso deriva do problema que a cidade ainda está longe de superar: a pobreza do regime socialista. À exceção de poucas áreas da cidade, os bairros da zona oriental ainda estão muito caidinhos. Os prédios ainda não foram modernizados, o que significa, por exemplo, que a tubulação de água, eletricidade e calefação não é embutida&#8230; Tratamento de esgoto, nem pensar; daí o cheirinho no rio. E ainda existem os saudosistas do regime! Mesmo no centro, para onde se olha, vêem-se as obras. Tem muita reforma, novos empreendimentos, guindastes, reconstruções de prédios históricos destruídos pelas várias guerras. O lado ocidental ainda não conheci direito. Fui apenas uma vez ao banco abrir a conta. A impressão é de que ficaram nos anos 60/70. E, com a queda do muro, muito do que havia de melhor do lado de lá, migrou para o lado oriental.</span></p>
<p><span lang="PT-BR">A Embaixada mereceria um post só pra ela. Mas, como não convém detalhar muito, conto apenas que é muito – muito – grande. São 8000m<sup>2</sup>, 66 pessoas trabalhando no total. Aqui é também a residência e temos até instalações para receber autoridades (incluindo o PR!). Minha sala é uma maravilha: é enorme, com direito a sofá e – pasmem – banheiro privativo! Fica no 3º andar, às margens do Spree (daí o An der Spree), com vista privilegiada pra torre. To me achando! Vejam aqui:
<a href='https://sagablogue.wordpress.com/2008/06/28/hello-world/janela2/'><img width="150" height="100" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela2.jpg?w=150" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" decoding="async" srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela2.jpg?w=150 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela2.jpg?w=300 300w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" data-attachment-id="17" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2008/06/28/hello-world/janela2/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela2.jpg" data-orig-size="800,531" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;11&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1218101405&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;18&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.05&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="parte da sala" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela2.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela2.jpg?w=450" /></a>
<a href='https://sagablogue.wordpress.com/2008/06/28/hello-world/janela1/'><img width="150" height="100" src="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela1.jpg?w=150" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" decoding="async" srcset="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela1.jpg?w=150 150w, https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela1.jpg?w=300 300w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" data-attachment-id="16" data-permalink="https://sagablogue.wordpress.com/2008/06/28/hello-world/janela1/" data-orig-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela1.jpg" data-orig-size="800,531" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1218100970&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;18&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.00125&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Vista da janela" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela1.jpg?w=300" data-large-file="https://sagablogue.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/08/janela1.jpg?w=450" /></a>
</p>
<p></span></p>
<p><span lang="PT-BR">Ah, e respondendo as perguntas freqüentes sobre a língua. Aqui é tudo em alemão. A afirmação é idiota, mas, depois de tanto tempo estudando essa língua estranha, é engraçado chegar a um lugar onde o povo realmente se comunica com ela e do jeito que aprendi no Brasil. Palmas para o Instituto Goethe!</span></p>
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