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Afonso Ligório" /><category term="Orações de Santo Afonso Maria de Ligório" /><category term="Meditação Santo Tomás de Aquino" /><category term="Máximas Eternas" /><category term="Deixai vir a mim as criancinhas" /><category term="O Mistério da Santíssima Trindade" /><category term="Catecismo Ilustrado" /><category term="Imitação de Maria" /><category term="Sacerdote Eternamente" /><category term="Essência do Santo Sacrifício da Missa" /><category term="Matrimônio Cristão/Católico" /><category term="O Amor das Almas" /><category term="Virgem Santíssima" /><category term="O Símbolo do Apóstolos" /><category term="Reflexão do Evangelho Dominical" /><category term="Catecismo Primeira Comunhão" /><category term="As três vias e o ciclo litúrgico" /><category term="Sacerdote" /><category term="O Primado da Igreja Romana" /><category term="São Francisco de Assis" /><category term="Acta Martyrum Japonensium" /><category term="Meditação" /><category term="Ingratidão dos homens para com Jesus Sacramentado" /><category term="São Leonardo de Porto Maurício" /><category term="Presença Real de Cristo na Eucaristia" /><category term="Comentário Apologético do Evangelho Dominical - Pe. 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      &lt;h1 class="entry-title"&gt;
&lt;a href="http://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/2013/05/23/sermao-a-festa-de-pentecostes/" rel="bookmark"&gt;[Sermão] A Festa de&amp;nbsp;Pentecostes&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;div class="entry-meta"&gt;
    &lt;span class="sep"&gt;Publicado em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/2013/05/23/sermao-a-festa-de-pentecostes/" rel="bookmark" title="0:51"&gt;&lt;time class="entry-date" datetime="2013-05-23T00:51:05+00:00"&gt;23/05/2013&lt;/time&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="by-author"&gt; &lt;span class="sep"&gt; por &lt;/span&gt; &lt;span class="author vcard"&gt;&lt;a class="url fn n" href="http://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/author/vitorfbarbosa/" rel="author" title="Ver todos os posts de bonusmiles"&gt;bonusmiles&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;
&lt;/header&gt;

    &lt;div class="entry-content"&gt;
   &lt;h6 style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Sermão para o Domingo de Pentecostes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="color: black;"&gt;19 de maio de 2013 -&amp;nbsp;Padre Daniel Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;br /&gt;

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.&amp;nbsp;Ave-Maria…&lt;br /&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;
***&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
E ficaram todos cheios do Espírito Santo e falavam das grandezas de Deus (Communio).&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Festejamos hoje, caros católicos, 
Pentecostes. Pentecostes é a descida do Espírito Santo sobre os 
Apóstolos e Nossa Senhora no cenáculo em Jerusalém. A descida do 
Espírito Santo em Pentecostes é importantíssima. Ela é a festa da 
promulgação da Igreja e a festa da promulgação da nova lei.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No Antigo Testamento, a festa de 
pentecostes comemorava a promulgação da lei mosaica, dada por Deus a 
Moisés no Monte Sinai, e que constituiu perfeitamente os judeus como o 
povo eleito. Podemos dizer que Pentecostes que nós comemoramos hoje foi a
 promulgação da Nova Lei, a promulgação da Igreja fundada por Nosso 
Senhor Jesus Cristo sobre a Cruz. Nosso Senhor começou a fundar a Igreja
 por sua pregação; Ele consumou a fundação quando estava pregado na Cruz
 e, finalmente, Ele promulgou a sua Igreja aos olhos de todos quando 
mandou o Espírito Santo aos apóstolos, para que anunciassem o Evangelho a
 toda a criatura. Portanto, Pentecostes é um acontecimento capital na 
vida da Igreja e um acontecimento único. Pentecostes é, praticamente, o 
começo da Igreja.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoje, é muito comum ouvirmos que estamos 
vivendo um novo Pentecostes. Em geral, diz-se que estamos vivendo um 
novo Pentecostes em razão do atual fervor de caridade de nossa época, 
que se assemelharia ao fervor dos Apóstolos logo após Pentecostes. 
Basta, porém, olhar ao nosso redor e ter um pouco de bom senso para 
constatar que estamos bem longe do ardor apostólico, que, em um único 
dia, levou ao batismo cerca de três mil pessoas. O número de católicos 
tem diminuído proporcionalmente, o número de católicos que levam a sério
 a religião é ainda menor. Outros, porém, dizem, às vezes de modo 
inconsciente, que estamos vivendo um novo Pentecostes no sentido de que 
uma nova Igreja foi fundada nessas últimas décadas, a Igreja antiga e 
antiquada tendo sido abandonada. É um novo Pentecostes porque pretendem 
que uma nova Igreja foi fundada, com uma nova lei, com uma nova moral. 
Isso é um erro gravíssimo. A Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus 
Cristo é só uma e sempre a mesma até a consumação dos tempos. O Espírito
 Santo ensinou aos apóstolos todas as coisas, portanto, desde o início 
nada falta à Igreja. O Espírito Santo assiste a Igreja, garantindo sua 
infalibilidade e infectibilidade. A Igreja não pode mudar sua 
constituição, sua doutrina, sua moral. Ela é sempre a mesma, tal qual 
fundada por NS, que está com ela todos os dias até a consumação dos 
séculos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pentecostes, sendo a promulgação plena da
 Igreja, é também a promulgação plena da nova Lei. Se a Antiga Lei se 
baseava sobretudo no temor, a nova lei se baseia, antes de tudo, no 
amor. É breve a diferença entra a antiga lei e a nova lei, diz Santo 
Agostinho, é uma sílaba (breve): temor, amor. É uma diferença breve na 
palavra, mas longa no significado. A nova lei é a lei da caridade, em 
que devemos agradar a Deus não tanto pelo medo de punições quanto pelo 
amor. As punições continuam existindo, claro, e são úteis para a nossa 
conversão, mas o que deve nos mover a sermos bons cristãos é, antes de 
tudo, o amor, em resposta a todo o bem que Nosso Senhor Jesus Cristo fez
 por nós, indo até a morte e morte de cruz para nos salvar. O que deve 
nos mover é o amor, que é desejar e agir para o bem de Deus e do 
próximo. O que deve nos mover é o amor, quer dizer, o fato de 
reconhecermos as perfeições divinas e o fato de desejar que Deus seja 
mais conhecido, amado e servido. A Nova Lei é a lei da caridade, é a lei
 do amor. Todos sabem disso, mas como é mal compreendida essa lei da 
caridade! Para evitar todo equívoco a respeito do que é essa caridade, 
Nosso Senhor deixa claro que aquele que o ama verdadeiramente é aquele 
que guarda as suas palavras. A nova lei não é o politicamente correto. A
 nova lei não é um sentimento vago e difuso. A nova lei não é se sentir 
bem e está tudo ótimo. A nova lei não é a união sentimental em 
detrimento da verdade ou a paz em detrimento de Deus. A nova lei não é 
cada um faz o que quiser desde que não prejudique seu próximo. A nova 
lei é guardar as palavras de Nosso Senhor e coloca-las em prática, 
porque assim agimos para o nosso bem, para a nossa salvação. Assim 
agimos para o bem do próximo e da sociedade. Assim agimos para que Deus 
seja mais conhecido, amado e melhor servido. O Espírito Santo, que 
infunde em nossa alma a graça e a caridade, faz que observemos as 
palavras de Cristo, seus mandamentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No dia de Pentecostes, o Espírito Santo 
desceu sobre os Apóstolos e Nossa Senhora na forma de línguas de fogo. 
Vejamos o que significa isso. O fogo tem luz, tem calor, e tinha, nesse 
caso, forma de língua (a explicação que segue é baseada em São Roberto 
Belarmino).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;A luz dessas línguas é a sabedoria&lt;/b&gt;.
 Como Nosso Senhor havia dito antes aos apóstolos – ouvimos no Evangelho
 de hoje – o Espírito Santo veio, em Pentecostes, ensinar toda a verdade
 aos Apóstolos e recordar tudo aquilo que o Salvador havia dito. Nosso 
Senhor deu aos Apóstolos o mandamento de ensinar o Evangelho a todos os 
homens. Para fazê-lo sem erro e de maneira eficaz, eles precisavam da 
assistência do Espírito Santo. Depois de Pentecostes, os Apóstolos gozam
 de uma infalibilidade pessoal. Isso significa que os Apóstolos não 
podiam errar quando ensinavam em matéria de fé e moral. Os Apóstolos, 
auxiliados pelos dons do Espírito santo, tinham também um conhecimento 
profundo das verdades de fé, necessário para que fossem lançados os 
fundamentos sólidos da Igreja. A luz das línguas de fogo significa, 
então, a fé profunda dos apóstolos, a infalibilidade de que gozavam e o 
conhecimento profundo da doutrina de Nosso Senhor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;O calor dessas línguas de fogo é a caridade e o zelo&lt;/b&gt;.
 Com a Ascensão de Cristo e a descida do Espírito Santo, os Apóstolos 
são inflamados com a caridade divina, com o amor pelas coisas do alto. 
Eles buscam com afinco a glória de Deus, que consiste em que Deus seja 
mais amado, conhecido e amado pelos homens. Eles buscam com afinco 
transmitir o Evangelho para salvar o próximo. Essa caridade intensa para
 com Deus e para com o próximo dá origem ao zelo, que consiste em 
repelir tudo o que possa prejudicar o bem amado. Os Apóstolos combaterão
 com ardor tudo o que ofende Deus, tudo o que prejudica as almas. Eles 
combaterão os erros, os falsos profetas, o pecado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O formato de língua de fogo significa a &lt;b&gt;eloquência&lt;/b&gt;,
 que foi dada aos Apóstolos, para exercerem a missão de pregar o 
Evangelho a todos os povos. Por isso, então, a forma de língua do fogo. 
Os apóstolos deviam transmitir e bem aquilo que conheciam profundamente e
 aquilo que amavam intensamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Peçamos, portanto, caros católicos, ao 
Espírito Santo, nesse dia de Pentecostes e durante a oitava de 
Pentecostes, que nos sejam dadas as graças simbolizadas pelas línguas de
 fogo. Não peçamos carismas ou dons carismáticos, que não nos unem 
necessariamente a Deus e que têm pouca utilidade hoje. Peçamos ao Divino
 Espírito Santo a graça de uma fé viva e profunda, peçamos a graça de um
 zelo ardente pela glória de Deus e pela salvação das almas, a começar 
pela nossa. Peçamos a graça de fazer um apostolado eficaz, segundo 
nossas forças e capacidades, sobretudo pelo exemplo. Peçamos a ele a 
graça do verdadeiro amor a Deus, que é guardar os mandamentos de Nosso 
Senhor, pois somente assim fazemos realmente o bem para nós mesmos, para
 o próximo, para a sociedade e damos maior glória a Deus. Façamos isso 
imitando os apóstolos: perseverando na oração e em união com Maria 
Santíssima. Nosso Senhor veio trazer o fogo do amor divino à terra. Ele 
quer que esse fogo se acenda… ele quer que esse fogo se acenda em nossas
 almas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/xoM7BzjkzeQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/1418163970744248938/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/padre-daniel-pinheiro-ibp_23.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/1418163970744248938?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/1418163970744248938?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/xoM7BzjkzeQ/padre-daniel-pinheiro-ibp_23.html" title="Padre Daniel Pinheiro - IBP" /><author><name>Joceli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17145950512496146170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/padre-daniel-pinheiro-ibp_23.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkEBSXc5eip7ImA9WhBaE00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-6620585868112461964</id><published>2013-05-23T09:30:00.004-02:00</published><updated>2013-05-23T09:30:58.922-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-23T09:30:58.922-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>Respeito devido à dignidade sacerdotal.</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Ego dixi: Dii estis, et filii Excelsi omnes&lt;/i&gt; – “Eu disse: Sois deuses, e todos filhos do Excelso” (Ps. 81, 6).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; É com muita razão que os santos tinham os sacerdotes na mais alta estima. Quanto ao &lt;i&gt;corpo místico&lt;/i&gt; de Jesus Cristo, que são todos os fiéis, os sacerdotes têm poder de livrar o pecador do inferno e fazê-lo herdeiro do paraíso. Quanto ao &lt;i&gt;corpo real&lt;/i&gt;, é um ponto da fé que, quando o sacerdote consagra, o Verbo eterno desce do céu para esconder-se sob as espécies sacramentais. Oh dignidade sublime!... Procuremos sempre ter grande veneração para com os ministros de Deus, e, sendo sacerdotes, sejamos os primeiros a respeitar o nosso caráter sacerdotal, se desejamos ser respeitados pelos outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. A dignidade do sacerdote e o respeito que lhe é devido dimanam do poder que ele possui sobre o &lt;i&gt;corpo místico&lt;/i&gt; e sobre o corpo real de Jesus Cristo. Quanto ao corpo místico, que são todos os fiéis, o sacerdote tem o poder das chaves, isto é, o poder de livrar o pecador do inferno e fazê-lo herdeiro do paraíso. Deus mesmo quis obrigar-se a ratificar a sentença do sacerdote, a perdoar ou não perdoar, conforme o sacerdote absolve o penitente por estar disposto, ou não o absolve. Precede a sentença do sacerdote e Deus a subscreve.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se o Redentor baixasse do céu a uma igreja e se sentasse num confessionário para administrar o sacramento da penitência e em outro se sentasse um sacerdote: se Jesus Cristo e o sacerdote ambos dissessem: &lt;i&gt;Ego te absolvo&lt;/i&gt; – “&lt;i&gt;Eu te absolvo&lt;/i&gt;”, os penitentes, tanto de um como de outro, ficariam igualmente absolvidos. – Que honra não seria para um súdito, se o rei lhe conferisse o poder de livrar da cadeia a quem quisesse! Mas muito maior é o poder que Jesus Cristo deu a seus ministros: o poder de livrar do inferno não só os corpos, mas também as almas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quanto ao &lt;i&gt;corpo real&lt;/i&gt; de Jesus Cristo, é um ponto da fé que o Verbo incarnado se obrigou a descer às mãos do sacerdote que consagra, sob as espécies sacramentais. Causa pasmo o ouvir que Deus obedeceu a Josué, fazendo parar o sol ao mando dele: &lt;i&gt;obediente Deo você hominis&lt;/i&gt; (1) – “&lt;i&gt;obedecendo Deus à voz do homem&lt;/i&gt;”. Mais pasmo, porém, causa o ouvirmos que em virtude de poucas palavras do sacerdote Deus mesmo obedece e vem sobre o altar, ou aonde quer que o chamem, e se põe entre as mãos do sacerdote ainda quando este fosse seu inimigo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Jesus, uma vez vindo, fica inteiramente ao dispor do sacerdote. Toca ao padre, conforme quiser, encerrá-lo no tabernáculo, ou expô-lo sobre o altar, ou levá-lo para fora da igreja, ou tomá-lo para seu próprio sustento, ou dá-lo em alimento aos outros. Ó poder sublime do sacerdote! Ó bondade inefável do Redentor!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Sendo tão grande a dignidade dos ministros de Deus, tiveram razão os santos em terem para com eles sentimentos da mais alta veneração. São Martinho, convidado à mesa do imperador Máximo, bebeu primeiro à saúde de seu capelão e depois à do imperador. No Concílio de Nicea, Constantino Magno quis sentar-se no último lugar, depois de todos os sacerdotes e numa cadeira mais baixa. Quando Santo Antão se encontrava no caminho com um sacerdote, dobrava logo o joelho e não se levantava, enquanto não lhe tivesse beijado a mão e fosse por ele abençoado. Santa Catarina de Sena chegou a Beijar devotamente a terra que o sacerdote tinha pisado na sua passagem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Meu irmão, seja qual for o teu estado, faze por imitar os santos na sua veneração para com os ministros de Jesus Cristo. Se tu mesmo tens a sorte ditosa de pertencer ao número dos sacerdotes, afim de ser respeitado dos outros, sê o primeiro a respeitar na tua própria pessoa, bem como na dos próprios colegas, o teu caráter sagrado. Estejam as tuas ações sempre em harmonia com a tua dignidade e conforme o preceito do apóstolo: “&lt;i&gt;Mostra-te a ti mesmo em tudo um exemplo de boas obras, na doutrina, na integridade, na gravidade. Tua palavra seja sã, irrepreensível, para que o adversário se confunda, não tendo nenhum mal que dizer de nós.&lt;/i&gt;” (2)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Considerando em seguida que é por meio dos sacerdotes que se opera a salvação ou a ruína dos povos, que sobre eles vem a benção ou a maldição, roga com ardor e insiste junto de Deus para que dê à sua Igreja ministros zelosos. É este um dos fins principais por que foram instituídas as &lt;i&gt;Têmporas&lt;/i&gt;, nas quatros estações do ano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Meu Deus, creio que entre todas as dignidades criadas a do sacerdócio é a mais alta. Creio-o, ó Senhor, e por isso prometo com o vosso auxílio estimar e venerar sempre todos os sacerdotes, por serem os vossos representantes na terra. Proponho também escutar àqueles que me queirais dar por Superiores, assim como escutaria a vossa própria voz, por terdes dito: &lt;i&gt;Que vos audit, me audit, et qui vos spernit, me spernit&lt;/i&gt; (3) – “&lt;i&gt;Quem vos ouve, a mim é que ouve, e quem vos despreza, a mim é que despreza&lt;/i&gt;”. Mas Vós, ó meu Deus, dai-me a graça de Vos ser fiel, e dai à vossa Igreja ministros zelosos, que sejam agradáveis a vosso Coração e convertam grande número de almas. – Peço-Vos esta graça pela intercessão de Maria Santíssima. (*III 8.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Ios. 10, 14.&lt;br /&gt;
2. Tit. 2, 7.&lt;br /&gt;
3. Luc. 10, 16.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 134-136.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/fhovmw7dcoA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/6620585868112461964/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/respeito-devido-dignidade-sacerdotal.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/6620585868112461964?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/6620585868112461964?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/fhovmw7dcoA/respeito-devido-dignidade-sacerdotal.html" title="Respeito devido à dignidade sacerdotal." /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/respeito-devido-dignidade-sacerdotal.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkcMQ30yeyp7ImA9WhBaEk8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-3133970743014693415</id><published>2013-05-22T08:54:00.002-02:00</published><updated>2013-05-22T08:54:42.393-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-22T08:54:42.393-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>Necessidade da observância regular para um religioso.</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Fili mi... custodi legem atque consilium, et erit vita animae tuae&lt;/i&gt; – “Filho meu... guarda a lei e o conselho e terá vida a tua alma” (Prov. 3, 21).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário&lt;/i&gt;. Cumpre observar que a predestinação dos religiosos está ligada à observância da Regra. Quem a transgride habitualmente, muito embora em coisas pequenas, posto que faça muitas outras coisas boas, não progredirá nunca na perfeição e trabalhará sem fruto. Foi por estas transgressões que começou a ruína de tantos que agora vivem fora da Ordem e talvez estão ardendo no inferno. Façamos muito caso da Regra; imaginemos que somente nós a temos de guardar e se virmos outros faltar à observância, procuremos suprir os seus defeitos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. São Francisco de Sales escreveu a seguinte célebre sentença: &lt;i&gt;A predestinação dos religiosos está ligada à observância das regras&lt;/i&gt;. Quer com isso dizer que o único caminho para a salvação e a santidade para os religiosos é a observância das regras; outro caminho qualquer não os poderia levar a este termo. Um religioso, pois, que habitualmente transgride algum ponto da Regra, nunca se adiantará um passo sequer na perfeição, posto que praticasse muitas penitências e orações, pregasse ao próximo ou fizesse outras obras espirituais. Trabalhará, mas sem fruto e verificar-se-á nele o que diz o Espírito Santo: “&lt;i&gt;Os que não fazem caso da disciplina, são infelizes e esperam em vão; porque os seus esforços ficarão sem fruto e inúteis serão as suas obras.&lt;/i&gt;” (1)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nem serve dizer que se trata de coisas pequenas; porque as prescrições da Regra são todas importantes e, quando guardadas, conduzem à alta perfeição. Costumava dizer o Bem-aventurado Egidio: “Um leve descuido nos pode fazer perder uma grande graça.” – Não se guardem numa Comunidade os pequenos pontos da Regra e não será mais um horto de delícias para Jesus Cristo, mas um antro de desordens, confusões e defeitos. Daí resultará afinal o relaxamento da Ordem inteira, porque a falta de observância passará de uma Comunidade para outra, e das transgressões de coisas leves se passará para a transgressão das grandes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Oh! Que satisfação tem o demônio ao ver um religioso que começa a não fazer caso das coisas pequenas! O espírito maligno sabe por experiência que, quando alguém contraiu o hábito de não fazer caso das faltas leves, em breve deixará de fazer caso das faltas graves, relativas aos votos. &lt;i&gt;Nemo repente fit turpissimus&lt;/i&gt;, diz São Bernardo. Ninguém se torna de uma vez, de bom que era, um grande celerado; mas os que finalmente caíram nos maiores pecados, começaram com faltas muito pequenas.&amp;nbsp; – Persuade-te de que foi por aí que começou a ruína de tantos confrades teus, que agora vivem fora da Ordem, e quiçá estão ardendo no inferno. O princípio foi o pouco caso das pequenas regras do Instituto: Ipse morietur, quia non habuit disciplinam (2) – “Ele morrerá, porque não guardou a disciplina”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Santa Maria Magdalena de Pazzi dava os seguintes três belos conselhos acerca da observância das regras: “Estima as tuas regras tanto como estimas ao próprio Deus; faze como se fosses o único que as tem de observar e se outros cometem faltas, procura suprir os seus defeitos.” Imaginemos, meu irmão (minha irmã), que o nosso santo Fundador (a nossa santa Fundadora) nos repete cada dia estes mesmos conselhos, e cada noite, no exame da consciência, perguntemos a nós mesmos, se ele (ela) pode estar satisfeito do modo como naquele dia guardamos a observância exata. – É o que devem fazer especialmente os que tem cargo de Superior, ou estão há mais tempo na Ordem, porque o exemplo destes influi muito no espírito dos mais novos. É esta também a melhor pregação que um religioso possa fazer aos seus confrades, porquanto, como diz Santo Ambrósio, persuadem mais os exemplos que entram pela vista, do que as exortações que entram pelo ouvido: &lt;i&gt;Citius persuadent oculi, quam aures&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Meu Deus, sou eu a árvore que já de há muito devia ter ouvido a sentença do Evangelho: &lt;i&gt;Succide illam&lt;/i&gt; (3). – Cortai aquela árvore, que não produz fruto e atire-a ao fogo; para que deverá ocupar mais tempo e lugar? Ai de mim! Há tantos anos que abracei a vida religiosa, fui favorecido com tantos dons para ser santo, e até agora que frutos haveis Vós, meu Senhor, colhido de mim? – Vos, porém, não quereis que desespere, senão que confie em vossa misericórdia. Dissestes: &lt;i&gt;Petite et accipietis; buscai e recebereis&lt;/i&gt; (4). Já que tanto desejais que peça graças, a primeira que Vos peço é o perdão de todos os desgostos que Vos dei. Deles arrependo-me de todo o coração, considerando que paguei os vossos benefícios com ofensas e amarguras. A segunda graça que Vos peço é o dom do vosso santo amor e a perseverança no mesmo até à morte. É de sobejo justo que eu ame muito a um Deus que por mim deu o sangue e a vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Finalmente, a terceira graça que Vos peço, ó meu Jesus, é que me deis força para guardar de hoje em diante cada regra de minha Ordem, por menor que seja e para este fim renovo os meus votos. Não quero, ó Senhor, que ainda viva em mim a minha própria vontade, mas unicamente a vossa. Fazei-me conhecer pelos meus Superiores o que desejais de mim e dai-me força para o executar. Protesto que Vos quero obedecer à custa de qualquer sacrifício. – Ó Maria, minha Mãe, falai por mim a vosso divino Filho e impetrai-me a santa perseverança. (*IV 84.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Sap. 3, 11.&lt;br /&gt;
2. Prov. 5, 23.&lt;br /&gt;
3. Luc. 13, 7.&lt;br /&gt;
4. Io. 16, 24.&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 131-133.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/pmzQLN8frPo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/3133970743014693415/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/necessidade-da-observancia-regular-para.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/3133970743014693415?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/3133970743014693415?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/pmzQLN8frPo/necessidade-da-observancia-regular-para.html" title="Necessidade da observância regular para um religioso." /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/necessidade-da-observancia-regular-para.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8MSHc-fip7ImA9WhBaEU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-3044004492742329445</id><published>2013-05-21T08:56:00.000-02:00</published><updated>2013-05-21T08:58:09.956-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-21T08:58:09.956-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>A pena dos sentidos no inferno.</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Quantum glorificavit se et in deliciis fuit, tantum date illi tormentum et luctum&lt;/i&gt; - "Quanto se glorificou e esteve em delícias, tanto lhe dai de tormento e pranto" (Apoc. 18, 7).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário&lt;/i&gt;. É com razão que o inferno é chamado um lugar de tormentos, porque ali todos os sentidos e todas as faculdades do condenado terão o seu tormento próprio; e quanto mais tiver ofendido a Deus com algum dos sentidos, tanto mais terá de sofrer nesse sentido. Meu irmão, vê se a vida que levas te inspira confiança de não caberes naquele abismo. Quantos cristãos meditaram no inferno como tu, mas, porque não quiseram romper com o pecado e abusaram da divina misericórdia, estão agora queimando ali para sempre!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. É um ponto da fé que há um inferno, horrível prisão destinada a punir os que se revoltaram contra Deus. O que é o inferno? Um lugar de tormentos: &lt;i&gt;locus tormentorum&lt;/i&gt;, como o chama o mau rico condenado (1). É um lugar de tormentos, onde todos os sentidos e todas as faculdades do condenado terão o seu tormento próprio e quanto mais alguém tiver ofendido a Deus com algum dos sentidos, tanto mais terá a sofrer neste mesmo sentido: &lt;i&gt;Quantum in deliciis fuit, tantum date illi tormentum&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A &lt;i&gt;vista&lt;/i&gt; será atormentada pelas trevas. Que compaixão não sentiríamos, se soubéssemos que um pobre homem está encerrado num cárcere escuro por toda a vida, por quarenta ou cinqüenta anos! O inferno é um abismo fechado de todos os lados, onde nunca penetrará um raio de sol ou de qualquer outra luz. O fogo mesmo que na terra ilumina, no inferno deixará de ser luminoso, tão somente arderá.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;i&gt;olfato&lt;/i&gt; terá também o seu suplício. Quanto não sofreríamos se estivéssemos num quarto junto com um cadáver em putrefação? &lt;i&gt;De cadaveribus eorum ascendet foetor&lt;/i&gt; (2) - "&lt;i&gt;De seus cadáveres levantar-se-á grande fedor&lt;/i&gt;". O condenado deve ficar no meio de milhões e milhões de cadáveres, vivos com relação aos sofrimentos, mas verdadeiros cadáveres pelo mau cheiro que exalam. Diz São Boaventura que o corpo de um só condenado, se fosse atirado à terra, bastaria com a infecção para fazer morrer todos os homens.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E ainda há insensatos que dizem: "Se for para o inferno, não me hei de achar só". Infelizes, quantos mais lá encontrarem, tanto mais sofrerão, por causa da infecção, dos gritos e do aperto, porque os réprobos estarão no inferno tão juntos uns dos outros, como ovelhas encerradas no curral durante a tempestade: &lt;i&gt;Sicut oves in inferno positi sunt&lt;/i&gt; (3) - &lt;i&gt;Como ovelhas são postos no inferno&lt;/i&gt;". Para melhor dizer, serão como uvas esmagadas no lagar da cólera de Deus. - Daí nasce o suplício da &lt;i&gt;imobilidade&lt;/i&gt;. Da maneira como o condenado cair no inferno no último dia, estará sempre, sem nunca poder mudar de situação, sem nunca poder mexer pés nem mãos, enquanto Deus for Deus.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. No inferno será também atormentado o &lt;i&gt;ouvido&lt;/i&gt;, pelos rugidos e queixas daqueles infelizes desesperados. Como não se sofre quando se quer dormir e se ouvem os gemidos contínuos de um enfermo, o ladrar de um cão ou o choro de uma criança? Qual não será então o tormento dos condenados obrigados a ouvir incessantemente durante toda a eternidade estes ruídos e clamores insuportáveis?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;i&gt;gosto&lt;/i&gt; será atormentado pela fome. O condenado sentirá uma fome canina: &lt;i&gt;Famem patientur ut canes&lt;/i&gt; (4), mas nunca terá nem uma só migalha de pão. Terá uma tal sede, que nem todas as águas do mar bastariam para lh'a apagar; mas nem terá uma só gota. O mau rico pediu-a, mas nunca a obteve e nunca a obterá, nunca.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aqui, Senhor, tendes aos vossos pés aquele desgraçado que tão pouco caso fez das vossas graças e dos vossos castigos! Ai de mim, se não tivésseis tido piedade! Quantos anos teria passado já nessa fornalha infecta, onde ardem tantos dos meus semelhantes! Ó meu Redentor, quanto este pensamento me abrasa no vosso amor! Como poderei no futuro pensar em Vos ofender? Ah, não! Meu bom Jesus, nunca isso aconteça; fazei-me antes mil vezes morrer.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já que haveis começado, acabai a vossa obra. Tirastes-me do lodaçal dos meus muitos pecados e convidastes-me a Vos amar. Fazei com que empregue o tempo, que ainda me dais, todo para Vós. Com que ardor não desejariam os condenados um dia, uma hora desse tempo, que me concedeis! E eu continuarei a consumi-lo em coisas que Vos desagradam? Não, meu Jesus, peço-Vos, pelos merecimentos de vosso Sangue, que não o permitais. - Amo-Vos, soberano Bem, e porque Vos amo, pesa-me de Vos haver ofendido. Não quero mais ofender-Vos, mas sim, amar-Vos sempre. - Minha Rainha e minha Mãe, Maria, rogai a Jesus por mim, e obtende-me o dom da perseverança e do seu santo amor. (II 118)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Luc. 16, 28.&lt;br /&gt;
2. Is. 34, 3.&lt;br /&gt;
3. Ps. 48, 15.&lt;br /&gt;
4. Ps. 58, 15.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 128-130.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/dIxBTydfCOw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/3044004492742329445/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/a-pena-dos-sentidos-no-inferno.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/3044004492742329445?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/3044004492742329445?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/dIxBTydfCOw/a-pena-dos-sentidos-no-inferno.html" title="A pena dos sentidos no inferno." /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/a-pena-dos-sentidos-no-inferno.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU4DRHY9eCp7ImA9WhBaEEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-4850427741191444191</id><published>2013-05-20T09:06:00.000-02:00</published><updated>2013-05-20T09:06:15.860-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-20T09:06:15.860-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>A salvação é o negócio mais importante e o mais descuidado.</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Quam dabit homo commutationem pro anima sua?&lt;/i&gt; – “Que dará o homem em troca da sua alma?” (Matth.16, 26.)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário&lt;/i&gt;. Coisa estranha! Ninguém quer passar por negligente nos negócios do mundo e muitos não tem pejo de descuidar o negócio da eternidade, o mais importante de todos. Muitos fazem até tudo para perderem a alma e a maior parte dos cristãos vivem como se as verdades eternas fossem outras tantas fábulas. Nós ao menos não sejamos tão insensatos e pensemos seriamente de que nada nos serviria ganharmos o mundo inteiro, se depois viéssemos a perder a nossa alma. Perdida alma, está tudo perdido, e para sempre!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. A salvação eterna é certamente o negócio que sobre todos os outros mais nos interessa, porque dele depende a nossa eterna felicidade ou desgraça. Todavia é deste negócio que os cristãos menos se ocupam. Não se poupa nenhum cuidado, nem se perde nenhum momento, para chegar a tal dignidade, ganhar tal demanda, concluir tal negócio; que de conselhos então, que de providenciais! Não se come, não se dorme. Mas depois, que se faz para assegurar a salvação eterna? Como é que se vive? Não se faz nada, ou, para melhor dizer, faz-se tudo para a perder e a maior parte dos cristãos vive como se a morte, o juízo, o inferno, o céu e a eternidade não fossem verdades da fé, mas sim fábulas inventadas pelos poetas. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Que mágoa não sentimos quando se perde uma demanda, uma colheita! Quantos cuidados para reparar o prejuízo! Quando se perde um cavalo, um cão, quantas diligências para os reaver! Perdemos a graça de Deus e dormimos e gracejamos e rimos! – Coisa estranha! Cada um tem pejo de passar por negligente nos negócios do mundo; e são inúmeros os que não têm pejo de se descuidar do negócio da salvação, o mais importante de todos! Confessam que os Santos foram verdadeiros sábios, porque só trabalharam para se salvarem e eles mesmos ocupam-se de todas as cosias do mundo com exceção da sua própria alma! &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas vós, diz são Paulo, ao menos vós, meus irmãos, aplicai-vos ao grande negócio da vossa salvação eterna, que é o negócio que mais vos interessa: &lt;i&gt;Rogamus vos, ut vestrum negotium agatis&lt;/i&gt; (1). “&lt;i&gt;Porquanto&lt;/i&gt;”, exclama Jesus Cristo, “&lt;i&gt;de que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca de sua alma?&lt;/i&gt; (2)” Perdida a alma está tudo perdido, e perdido para sempre.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Persuadamo-nos de que a salvação eterna é para nós o negócio mais importante, por ser irreparável se não o realizarmos. Portanto, afim de o levarmos a feliz êxito, não receemos trabalhos nem fadigas. “O reino eterno”, diz são Bernardo, “não se da aos preguiçosos, mas aos que se houverem valorosamente no serviço de Jesus Cristo.”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ah! Meu Deus, graças Vos dou por me achar ainda aqui aos vossos pés e não no inferno, tantas vezes por mim merecido. Mas de que me serviria a vida que me concedeis, se eu continuasse a viver privado da vossa graça? Nunca mais isto me suceda! Virei-Vos as costas e Vos perdi, ó meu supremo Bem. Arrependo-me de todo o coração e antes tivesse morrido mil vezes! Eu Vos perdi; mas o Profeta me diz que sois todo bondade e Vos deixais achar pela alma que Vos busca: &lt;i&gt;Bonus est Dominus animae quarenti illum&lt;/i&gt; (3) . Se no passado tenho fugido de Vós, ó Rei de meu coração, agora Vos busco e só a Vós quero buscar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Amo-Vos, † Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas, com todo o afeto da minha alma. Aceitai-me e não desprezeis o amor de um coração que algum tempo Vos desprezou. &lt;i&gt;Doce me facere voluntatem tuam&lt;/i&gt; (4) – “&lt;i&gt;Ensinai-me a fazer a vossa vontade.&lt;/i&gt;” Dizei-me o que devo fazer para Vos agradar; quero fazer tudo que desejardes. Meus Jesus, salvai a minha alma, pela qual destes o sangue e a vida; dai-me a graça de Vos amar sempre nesta vida e na outra. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Espero tudo pelos vossos merecimentos. Confio também em vossa intercessão, ó grande Mãe de Deus e minha Mãe, Maria. (II 54)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. 1 Thess. 4, 11.&lt;br /&gt;
2. Matth. 16, 26.&lt;br /&gt;
3. Thren. 3, 25.&lt;br /&gt;
4. Ps. 142, 10.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 126-128.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/SPFtjdIEBjg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/4850427741191444191/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/a-salvacao-e-o-negocio-mais-importante.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/4850427741191444191?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/4850427741191444191?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/SPFtjdIEBjg/a-salvacao-e-o-negocio-mais-importante.html" title="A salvação é o negócio mais importante e o mais descuidado." /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/a-salvacao-e-o-negocio-mais-importante.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUAGRXwyfCp7ImA9WhBbGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-7878714549910648603</id><published>2013-05-19T16:22:00.000-02:00</published><updated>2013-05-19T16:22:04.294-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-19T16:22:04.294-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>DOMINGO DE PENTECOSTES</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Amor de Deus para com os homens na missão do Espírito Santo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Et repleti sunt omnes Spirit Sancto, et coeperunt loqui variis linguis&lt;/i&gt; - "E foram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em várias línguas" (Act. 2, 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; No sacramento da Confirmação todos nós recebemos o mesmo Espírito Santo que Maria Santíssima e os apóstolos receberam hoje tão abundantemente. Consideremos o amor que neste sublime mistério nos mostraram as três Pessoas divinas apesar dos maus tratos que o mundo infligiu a Jesus Cristo. Já que o amor se paga com amor, roguemos ao Espírito divino, que nos abrase o coração com suas felizes chamas, e nos conceda que com a língua louvemos a Deus e o façamos louvar pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Antes de partir desta terra, o divino Redentor prometeu várias vezes aos apóstolos, que, uma vez voltado para o céu, havia de pedir ao Pai lhes mandasse outro Consolador, o Espírito de verdade, que ficaria sempre com eles. Eis que hoje Jesus cumpre fielmente a sua promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refere São Lucas que "quando se completaram os dias de Pentecostes, todos os discípulos estavam juntos no mesmo lugar e perseveravam unanimamente na oração com as mulheres e Maria, a Mãe de Jesus. E veio de repente do céu um ruído, como de vento que soprasse com ímpeto e encheu toda a casa onde estavam sentados. E lhes apareceram repartidas umas como que línguas de fogo que repousaram sobre cada um deles. E foram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em várias línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideremos aqui o amor que Deus nos mostrou em tão sublime mistério, porquanto no sacramento da Confirmação nós temos recebido o mesmo Espírito Santo, o Consolador, que Maria Santíssima e os apóstolos receberam hoje tão abundantemente e de um modo tão admirável. O Pai Eterno, não satisfeito de nos ter dado seu Filho divino, quis ainda dar-nos o Espírito Santo afim de que habitasse sempre em nossas almas e conservasse nelas aceso o fogo sagrado do amor. O mesmo faz o Filho Eterno, não obstante os maus tratos que os homens lhe infligiram na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito Santo, pois, desce ao Cenáculo em forma de línguas de fogo, para nos ensinar que por nosso amor assumiu o ofício amoroso de dirigir as línguas dos apóstolos e dos seus sucessores, na pregação do Evangelho. Apareceu também em forma de chamas, para insinuar que alumiará os espíritos, purificará os corações e estimulará as vontades de todos os fiéis, para trabalharem na santificação própria e na dos outros. Oh! Que grande amor da parte da Santíssima Trindade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. Amor se paga com amor. Visto, pois, que ao mistério deste dia toda a Santíssima Trindade se esmerou em nos patentear o amor que Deus nos tem, justo é que o amemos com todas as nossas forças. Roguemos, portanto, ao Espírito Santo queira ascender em nossos corações as chamas sagradas do seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Espírito Santo, divino Paráclito, pai dos pobres consolador dos aflitos, santificador das almas, eis-me aqui prostrado em vossa presença, para Vos adorar com a mais perfeita submissão. Creio firmemente que sois Deus eterno, da mesma substância com o Pai e o Filho divino, e amo-Vos com todos os meus afetos sobre todas as coisas. Ingrato e insensível a vossas santas inspirações, tantas vezes Vos ofendi pelos meus pecados. Peço-Vos humildemente perdão e pesa-me sumamente ter-Vos desagradado, ó Bem supremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereço-Vos o meu pobre coração e peço-Vos queirais purificá-lo com a água de vida eterna, e fertilizá-lo com o orvalho celestial, afim de que seja morada digna de Deus e só em Deus ache repouso. Sois fogo; abrasai-me de vosso santo amor; sois um laço, prendei-me com os laços de caridade; sois força; dai-me forças contra os espíritos malignos. Sois finalmente o tesouro de todo o bem; enriquecei-me com todos os vossos dons celestiais, assim como enriquecestes a alma de Maria Santíssima e dos santos apóstolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma graça peço-a de Vós, ó Eterno Pai. "Vós, que no presente dia ensinastes os corações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, dai-nos pelo mesmo Espírito o conhecimento e o amor do que é reto, e que sempre gozemos da sua consolação" (1). Fazei-o pelo amor de Jesus e Maria. (III 473)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
----------&lt;/div&gt;
1. Or. Dom. curr.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 123-125.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/XN7a9Bm9Ge4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/7878714549910648603/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/domingo-de-pentecostes_19.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/7878714549910648603?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/7878714549910648603?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/XN7a9Bm9Ge4/domingo-de-pentecostes_19.html" title="DOMINGO DE PENTECOSTES" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/domingo-de-pentecostes_19.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE8DQHo7fyp7ImA9WhBbGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-3685850795751766407</id><published>2013-05-19T16:07:00.000-02:00</published><updated>2013-05-19T16:07:51.407-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-19T16:07:51.407-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comentário Apologético do Evangelho Dominical - Pe. Julio Maria" /><title>DOMINGO DE PENTECOSTES</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Igreja divina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Evangelho deste dia de Pentecostes é inteiramente consagrado à vinda e à obra do Espírito Santo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dia de Pentecostes relembra-nos, de fato, não só as promessas, mas a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos, de modo que, é realmente este o dia em que nasceu a Igreja Católica pela virtude do Espírito Santo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi pela luz e a força deste mesmo Espírito Santo, que a Igreja se expandiu triunfante, penetrando no mundo inteiro, regenerando-o e levando- o a Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como estamos meditando sobre a organização da Igreja como sociedade, o nosso tema corresponde plenamente ao assunto da festa de Pentecostes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esclareçamos hoje dois pontos apologéticos de suma importância no assunto:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O corpo&lt;/span&gt; da Esteja.&lt;br /&gt;
2. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A alma&lt;/span&gt; da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes dois aspectos nos darão, num relance, a fisionomia inteira da Igreja, e nos mostrarão a sua união suave, harmoniosa e forte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I. O corpo da Igreja&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
São Paulo diz que a reunião dos fiéis forma um corpo único.—&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Unum tamen corpus sunt.&lt;/span&gt; (1 Cor. XII. 12)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E continuando a sua magistral aplicação, o Apóstolo diz que nós somos o corpo de Cristo e membro de seus membros (1 Cor. XII. 27) e que o Cristo é a cabeça da Igreja. (Col. I. 18)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja é, pois, o corpo místico de Jesus Cristo, sendo Ele mesmo a cabeça deste corpo vivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Havendo um corpo, deve haver também uma alma. Pois, todo corpo vivo é vivificado por uma alma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alma vegetativa para as plantas;&lt;br /&gt;
alma sensitiva para os animais;&lt;br /&gt;
alma racional para os homens;&lt;br /&gt;
alma divina para a Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso dizemos que as plantas têm uma vida vegetativa; os animais, uma vida sensitiva; o homem, uma vida racional; e a Igreja, uma vida divina. E esta vida é o próprio Espírito Santo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corpo da Igreja é a organização social, visível, de que o sucessor de São Pedro, o Papa é a cabeça visível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E fazem parte deste corpo todos aqueles que são batizados e estão submissos aos chefes que governam a Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta submissão é exterior e interior, pois, os fiéis têm, necessariamente, relações externas e internas com a Igreja docente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As relações externas constam da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;profissão&lt;/span&gt; de uma mesma fé, da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;participação&lt;/span&gt; dos mesmos sacramentos e da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;obediência&lt;/span&gt; ao único Vigário de Jesus Cristo na terra: o Papa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas três relações externas são necessárias para se pertencer ao corpo da Igreja; mas não bastam para alguém ser um bom Cristão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A relação interna com a Igreja docente é o característico dos que pertencem à alma da Igreja: é a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;união&lt;/span&gt; com Jesus Cristo, pela graça santificante, não podendo ser unido aos demais membros da Igreja que desconhece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desta distinção, ressalta que, para pertencer, ao mesmo tempo, ao corpo e à alma da Igreja, é preciso ter &lt;span style="font-style: italic;"&gt;interiormente&lt;/span&gt; a graça de Deus, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;exteriormente&lt;/span&gt; fazer profissão de fé imposta pela Igreja docente, participar dos sacramentos que ela reconhece, e obedecer a Jesus Cristo, Chefe invisível da Igreja, representado visivelmente na pessoa do Santo Padre, o Papa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um católico deixa de pertencer à alma da Igreja, separando-se dela publicamente, pela apostasia, a heresia, o cisma, ou sendo separado dela pela excomunhão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os pecadores, mesmo públicos, conhecidos como tais, e os hereges ocultos, pertencem ainda ao corpo da Igreja, mas deixam de pertencer à sua alma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se também pertencer à alma da Igreja, sem pertencer ao seu corpo. Nesta condição estão aqueles que não podem conhecer exteriormente a Igreja, como são as crianças batizadas; e, de modo secundário, aqueles que, pela fé e a esperança, possuem o gérmen da graça, como são os hereges e cismáticos de boa fé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando a boa fé de uma alma encontra a graça divina, realiza-se o mistério da Justificação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II. A alma da Igreja&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja, sendo um corpo vivo, possui também uma alma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A alma é o princípio da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembremo-nos da cena magnífica da criação de Adão. Há uma tocante analogia entre a criação do homem e a criação da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de ter tomado um pouco de barro, e de ter formado dele o corpo do homem, Deus tira de seu Coração um sopro de amor, e eis que a estátua de barro se anima, abre os olhos, o coração bate... e a humanidade começa a existir!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a imagem do que aconteceu no berço da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com suas mãos divinas, Jesus Cristo dispôs o corpo da Igreja, criou-lhe, formou-lhe as artérias, e, inclinando-se amoroso sobre esta Igreja em formação, lhe insuflou um sopro de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No começo do mundo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus soprou sobre a fronte de Adão, e criou nele uma alma vivente.&lt;/span&gt; (Gen. II. 7)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui, Jesus Cristo sopra sobre a fronte de sua Igreja, representada pelos Apóstolos sob a direção de Pedro: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;et insufflavit in eos&lt;/span&gt;, e faz deles uma sociedade vivente: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Accipite Spiritum Sanctum&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eis porque, logo em seguida, com a sua palavra onipotente, Ele lança a Igreja no espaço, como Deus lançara Adão no espaço do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crescei e multiplicai-vos e enchei a terra e sujeitai-a&lt;/span&gt; (Gen. 28), disse Deus a Adão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ide, pois, ensinai a todas as gentes&lt;/span&gt;, disse Jesus aos Apóstolos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob o sopro de Deus, Adão levantou-se e começou a cantar em êxtases.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja levanta-se igualmente sob o sopro do Espírito Santo, e começa a falar, a agir, a converter o mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corpo da Igreja é belo, harmonioso; mas o que é mais harmonioso ainda e mais belo é a sua alma: é o Espírito Santo que a anima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os inimigos da Igreja estão bem iludidos a este respeito. Dizem e predizem que vão destruir a Igreja, que vão sepultá-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde Juliano o Apostata, até Hitler, a mesma canção tem sido entoada sob diversos tons e melodias: mas o fiasco tem sido e será sempre o mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que podem eles fazer? Podem matar o corpo, mas não matam a alma!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podem encarcerar o Papa!&lt;br /&gt;
Podem exilar os Bispos!&lt;br /&gt;
Podem assassinar os Padres!&lt;br /&gt;
Podem demolir as Igrejas!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, que é isso? Só atacam o corpo da Igreja: a alma lhes escapa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que seria preciso era estrangular a alma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, como fazê-lo, quando não se pode nem tocar a alma de uma criança?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A alma do homem foge quando o corpo é incapaz de hospedá-la. E a alma da Igreja, está no Papa, nos Bispos, nos Padres, nos fiéis, mas ela não está ligada a ninguém: é o Espírito Santo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oh, perseguidores, oh, iconoclastas! Oh comunistas! Cerrai os punhos contra a Igreja! Despedaçai-a com a vossa foice afiada!... Batei-a sobre a bigorna dos vossos erros, com a massa do vosso ódio! Podeis matar o corpo... a alma vos escapa, ela é divina!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há 19 séculos que a impiedade, o vício e a loucura procuram estrangular a alma da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que conseguiram eles?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caíram! E sobre o seu túmulo desonrado a Igreja sempre triunfante, canta o seu &amp;lt;&lt;de profundis=""&gt;&amp;gt;, e lança o seu perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja não morre! Ela é divina, porque a sua alma é divina: é o próprio Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela está sempre viva, sempre radiante, sempre gloriosa... Ela triunfa no sangue de seus filhos, nas fogueiras, sob a espada de seus perseguidores, como triunfa sobre os túmulos de seus carrascos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a alma da Igreja: a alma divina da Igreja; a alma que diviniza o corpo da Igreja e faz dela o farol da humanidade, o rochedo indestrutível, onde todos os náufragos da vida encontram abrigo e salvação.&lt;br /&gt;&lt;/de&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;III. Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;Tal é a obra admirável, fundada por Jesus Cristo: obra divina, inteiramente divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele mesmo, com as suas mãos divinas, formou o corpo da Igreja e insuflou neste corpo o sopro divino, que é o Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que precede é o bastante para excitar em nós um grande amor à Igreja divina de Cristo, coluna e firmamento da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos pais chamavam-na, com lágrimas nos olhos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sancta Mater Ecclesia&lt;/span&gt; - A nossa Santa Mãe Igreja, como expressão da veneração e do amor que lhe dedicavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, ela é Mãe, ela é a Esposa de Jesus Cristo; ela é o sopro de seu Coração, ela é o próprio Espírito Santo, fecundando e salvando a humanidade em demanda para o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela merece, pois, todo o nosso amor e toda a nossa fidelidade, tanto ao seu corpo como à sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;EXEMPLOS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; 1. Testamento de O'connell&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O'connell, sentindo aproximar-se o termo da sua vida, depois de seus grandes empreendimentos, depois de ter feito triunfar a fé cristã em sua pátria, a Irlanda, desejava ir morrer em Roma, e depositar os seus restos mortais aos pés do representante de Deus na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teve a felicidade de chegar à Roma. A moléstia prostrou-o em Genova, onde morreu nos mais admiráveis sentimentos de fé e de amor à Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu Testamento deixou o seu corpo para a Irlanda, seu coração para Roma e sua alma para o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu coração devia ficar em Roma. De fato é ali que permanecem as afeições do cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Santa Teresa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao fim da sua carreira laboriosa e fecunda, Santa Teresa de Ávila, em presença das suas Irmãs, reunidas em redor de seu leito, agradecia a Nosso Senhor em alta voz de tê-la feito filha da Santa Igreja, e de permitir que morresse como tal, - Sim, Senhor, disse ela com um acento de imensa gratidão, sou verdadeiramente a filha da vossa Santa Igreja. É suave morrer na fé da Igreja romana, fortalecida pelos socorros com que ela abre as portas do céu para os seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Santa Catarina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se trata da Igreja, cada cristão deve saber defendê-la. Santa Catarina era filha de um humilde tintureiro de Sena; consagrou a sua vida em exaltar a Santa Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não receava para este fim, ir ao palácio dos reis da Europa, de visitar os Cardeais e até o Soberano Pontífice para combinar meios de trabalhar pela prosperidade da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ela que decidiu o Papa a deixar Avinhão e a voltar para Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não nos é dado fazer tanto como esta santa, pelo menos rezemos pela exaltação da Santa Igreja e a conversão de seus inimigos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(MARIA, P. Júlio. Comentário Apologético do Evangelho Dominical. O Lutador, 1940, p. 219 – 226)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/iVodIHpWkf8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/3685850795751766407/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/domingo-de-pentecostes.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/3685850795751766407?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/3685850795751766407?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/iVodIHpWkf8/domingo-de-pentecostes.html" title="DOMINGO DE PENTECOSTES" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/domingo-de-pentecostes.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUEFRn06fip7ImA9WhBbGEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-1677663339829065312</id><published>2013-05-18T12:33:00.000-02:00</published><updated>2013-05-18T12:33:37.316-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-18T12:33:37.316-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - NONO DIA</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
NONO DIA – SÁBADO&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;O amor é um tesouro que encerra todos os bens.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Infinitus thesaurus est hominibus; quo qui usi sunt, participes facti sunt amicitiae Dei&lt;/i&gt; – “Ela é um tesouro infinito para os homens; do qual os que usaram têm sido feitos participantes da amizade de Deus” (Sap. 7, 14).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário&lt;/i&gt;. O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, acha logo a felicidade, porque o Senhor lhe satisfará todos os desejos e o fará contente mesmo no meio das maiores tribulações. Felizes de nós, se conhecemos o grande tesouro do amor divino e procuramos obtê-lo a todo custo, desapegando-nos das coisas criadas!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. O amor é o tesouro de que fala o Evangelho, o qual nos cumpre adquirir a custo de tudo mais. A razão é porque ele é realmente aquele bem infinito que nos faz participante da amizade de Deus. Aquele que acha Deus, acha tudo que pode desejar: &lt;i&gt;Delectare in Domino, et dabit tibi petitiones cordis tui&lt;/i&gt; (1) – “&lt;i&gt;Deleita-te no Senhor, e Ele te concederá as petições do teu coração&lt;/i&gt;”. O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, Deus lhe satisfará todos os desejos. Quais são com efeito os homens mais felizes da terra, senão os santos? E porque? Porque só querem e buscam a Deus. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Estando um príncipe a caçar, vi um solitário percorrendo a floresta, e perguntou-lhe o que fazia nesse deserto. Mas vós, Senhor, retorquiu logo o anacoreta, que vindes buscar aqui? – Eu, acudiu o príncipe, ando em busca de caças – E eu, tornou o solitário, busco a Deus. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O tirano que martirizou São Clemente de Ancira, ofereceu-lhe ouro e pedras preciosas para conseguir que ele renegasse a Jesus Cristo; mas o santo, dando um profundo suspiro, exclamou: Pois que! Um Deus posto em paralelo com um pouco de lama! – Feliz de quem conhece o tesouro do divino amor e procura obtê-lo! Quem o conseguir, despojar-se-á por si mesmo de tudo, para não possuir senão a Deus. “Quando o fogo pega na casa”, dizia São Francisco de Sales, “lançam-se todos os utensílios pela janela”. E o Padre Segneri, o moço, grande servo de Deus, tinha costume de dizer: “O amor divino é um roubador que nos tira todos os afetos terrenos ao ponto de exclamarmos então: Senhor, que desejo senão a vós?” &lt;i&gt;Deus cordis mei, et pars mea Deus in aeternum&lt;/i&gt; (2) – “&lt;i&gt;Deus de meu coração, e a minha porção, Deus, para sempre&lt;/i&gt;”. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Ó mundanos insensatos, exclama Santo Agostinho, ó homens, aonde ides para contentar o vosso coração? &lt;i&gt;Bonum quod quaeritis, ab ipso est&lt;/i&gt;. Aproximai-vos de Deus, recuperai a sua graça, buscai o seu amor, porque só Ele pode dar-vos a felicidade que andais procurando – Nós ao menos não sejamos tão insensatos, e como nos exorta o mesmo santo Doutor, de hoje em diante, busquemos unicamente o amor de Deus, busquemos o único bem, no qual estão encerrados todos os outros: &lt;i&gt;Quaere unum bonum, in quo sunt omnia bona&lt;/i&gt;. Mas não podemos achar este bem, sem renunciar a todo o afeto pelas coisas da terra, como o ensina Santa Teresa: &lt;i&gt;Desapega o teu coração das criaturas e acharás a Deus&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Meu Deus, no passado não foi a Vós que busquei, mas busquei a mim mesmo e às minhas satisfações; e por elas me apartei de Vós, que sois o Bem supremo. Mas Jeremias me consola, assegurando-me &lt;i&gt;que sois só bondade para os que Vos buscam&lt;/i&gt; – &lt;i&gt;Bonus est Dominus animae quaerenti illum&lt;/i&gt; (3). Amadíssimo Senhor meu, compreendo o mal que fiz deixando-Vos, e arrependo-me de todo o coração. Vejo que sois um tesouro de valor infinito; não querendo deixar inútil esta luz, renuncio a tudo, e escolho-Vos para único bem dos meus afetos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ó meu Deus, meu amor, meu tudo, por vós suspiro. Vinde, ó Espírito Divino, e com o santo fogo do vosso amor, consumi em mim todo o afeto de que não sois o objeto. Fazei-me todo vosso, e que tudo vença para Vos agradar. Ó Maria, minha advogada e Mãe, ajudai-me com as vossas orações. (*II 399.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Ps. 36, 4.&lt;br /&gt;
2. Ps. 72, 25.&lt;br /&gt;
3. Thren. 3, 25.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 121 - 123.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/ptAwmscTh_I" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/1677663339829065312/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-nono-dia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/1677663339829065312?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/1677663339829065312?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/ptAwmscTh_I/novena-do-espirito-santo-nono-dia.html" title="NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - NONO DIA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-nono-dia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkYGQXo9cSp7ImA9WhBbF0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-6995280861159969937</id><published>2013-05-17T08:55:00.000-02:00</published><updated>2013-05-17T08:55:20.469-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-17T08:55:20.469-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - OITAVO DIA</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
OITAVO DIA – SEXTA-FEIRA&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;O amor é um vínculo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Super omnia autem caritatem habete, quod est vinculum perfectionis – “Acima de tudo, tende e caridade, que é o vínculo da perfeição” (Col. 3, 14).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sumário. Antes da vinda de Jesus Cristo, os homens afastavam-se de Deus, e aferrados à terra, recusavam unir-se ao seu Criador. Mas nosso amável Senhor enviou-nos o Espírito Santo, afim de que, assim como Ele é o vínculo indissolúvel que une o Pai ao Verbo Eterno, assim una nossas almas a Deus pelo amor. Procuremos, pois, estar fortemente ligados por este vínculo de perfeição, e não correremos mais risco de nos afastar de Deus. Antes de tudo, porém, é necessário que livremos nosso coração de todos os laços que o prendem ao mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. Assim como o Espírito Santo, amor incriado, é o laço indissolúvel que une o Pai e o Verbo Eterno, assim é este mesmo Espírito que une nossas almas a Deus. A caridade, diz Santo Agostinho, é uma virtude que nos une a Deus: &lt;i&gt;Caritas est virtus coniungens nos Deo&lt;/i&gt;. Daí este grito de alegria de São Lourenço Justiniano: Ó Amor, tu és então um vínculo de tal maneira forte, que pudeste encadear um Deus e uni-Lo a nossas almas! &lt;i&gt;O caritas, quam magnum est vinculum tuum, quo Deus ligari potuit!&lt;/i&gt; – Os laços do mundo são laços de morte, mas os de Deus são laços de vida e salvação: &lt;i&gt;Vincula illius alligatura salutares &lt;/i&gt;(1). Porquanto são vínculos de amor, e o amor nos une a Deus, nossa única e verdadeira vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Antes da vinda de Jesus Cristo os homens separavam-se de Deus; aferrados à terra, recusavam unir-se ao seu Criador; mas o Senhor, cheio de ternura, os atraiu a si pelos laços de amor, como tinha prometido por Oséas: &lt;i&gt;In funiculis Adam traham eos, in vinculis caritatis&lt;/i&gt; (2) – “&lt;i&gt;Eu os atrairei com cordas de Adão, com os vínculos da caridade&lt;/i&gt;”. Estes laços são os seus benefícios: luzes, apelos ao seu amor, promessas do paraíso; mais é sobretudo o dom que nos fez de Jesus Cristo no sacrifício da cruz e no Sacramento do altar, e enfim, o dom de Espírito Santo. Por isso exclama o Profeta: &lt;i&gt;Solve vincula colli tui, captiva filia Sion&lt;/i&gt; (3) – “&lt;i&gt;Rompe as cadeias de teu pescoço, filha cativa de Sião&lt;/i&gt;”. Ó alma, criada para o céu, desfaze-te dos laços da terra para te unires a Deus pelos laços do santo amor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. &lt;i&gt;Caritatem habete, quod est vinculum perfectionis&lt;/i&gt; (4) – “&lt;i&gt;Tende a caridade, que é o vínculo da perfeição&lt;/i&gt;”. O amor é um laço que reúne todas as virtudes, e torna a alma perfeita. Daí a seguinte palavra de Santo Agostinho: &lt;i&gt;Ama, et fac quod vis&lt;/i&gt; – Ama a Deus e faze o que queres, porque quem ama a Deus tem cuidado de evitar tudo que causa desgosto ao objeto de seu amor e procura agradar-lhe em tudo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dulcíssimo Jesus, muito me haveis obrigado a amar-Vos; muito Vos custou obter o meu amor. Ingratíssimo seria eu, se Vos amasse pouco, ou dividisse o meu coração entre Vós e as criaturas, depois que por mim derramastes vosso sangue e sacrificastes vossa vida! Quero desapegar-me de tudo, e por em Vós só todos os meus afetos. Muito fraco sou para executar esta resolução; Vós, que me a inspirais, dai-me a força de a cumprir.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Amadíssimo Jesus meu, feri meu pobre coração com a suave seta do vosso amor, para que não cesse de arder no desejo de Vos possuir e consumir-me de amor para convosco. A Vós procure sempre, a Vós só deseje, a Vós ache sempre. Ó meu Jesus, só a Vós quero e nada mais. Fazei com que eu repita sempre durante a minha vida, e sobretudo na hora da minha morte: Meu Jesus, só a Vós quero e nada mais. – Ó Maria, minha Mãe, fazei com que de hoje em diante eu não queira senão a Deus. (II 399.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Ecclus. 6, 31.&lt;br /&gt;
2. Os. 11, 4.&lt;br /&gt;
3. Is. 52, 2.&lt;br /&gt;
4. Col. 3, 14.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 119 - 121.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/iRpSH10yEaw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/6995280861159969937/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-oitavo-dia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/6995280861159969937?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/6995280861159969937?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/iRpSH10yEaw/novena-do-espirito-santo-oitavo-dia.html" title="NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - OITAVO DIA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-oitavo-dia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEEBRHY4fCp7ImA9WhBbF00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-2412900552868298110</id><published>2013-05-16T09:10:00.002-02:00</published><updated>2013-05-16T09:10:55.834-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-16T09:10:55.834-02:00</app:edited><title>NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - SÉTIMO DIA</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
SÉTIMO DIA – QUINTA-FEIRA&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Pelo amor a alma torna-se morada de Deus.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Ego rogabo Patrem, et alium Paraclitum dabit vobis, ut maneat vobiscum in aeternum&lt;/i&gt; – “Rogarei a meu Pai, e ele vos enviará outro Consolador, afim de que more sempre convosco” (Io. 14, 16).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; É esta a magnífica promessa de Jesus Cristo em favor daquele que O ama: Se me amais, rogarei ao Pai, e ele vos enviará o Espírito Santo, afim de que more sempre convosco. Deus, portanto, habita na alma que O ama. Lembremo-nos, porém, de que Deus é cheio de zelos. Quer habitar só na alma, e não está contente, se não o amamos de todo o coração e queremos dividir o nosso amor entre ele e as criaturas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. O Espírito Santo é chamado Hóspede das almas: “&lt;i&gt;Dulcis hospes animae&lt;/i&gt;”. É o efeito da magnífica promessa de Jesus Cristo em favor daquele que O ama: “Se me amais, guardai os meus mandamentos; e rogarei ao Meu Pai, e Ele vos enviará outro consolador, o Espírito Santo, afim de que more sempre convosco: “&lt;i&gt;Ut maneat vobiscum in aeternum&lt;/i&gt;”. Sim, sempre, porque o Espírito Santo não desampara nunca uma alma, a não ser que seja expulso por ela: “&lt;i&gt;Non deserit, nisi deseratur&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Deus portanto, habita em toda a alma de que é amado; mas declara não ficar satisfeito, se não o amamos de todo o nosso coração. Escreve Santo Agostinho, que o senado romano se recusou a admitir Jesus Cristo no número dos deuses, dizendo que Ele é um Deus soberbo que quer ser adorado com exclusividade. Isto é verdade: Nosso Senhor não aceita rival num coração que O ama; quer habitar nele só e ser amado mais que todos. Se Ele não se vê amado acima só, tem, por assim dizer, segundo a expressão de São Tiago, zelos das criaturas com que é dividido esse coração, que ele deseja só para si: “&lt;i&gt;Ad invidiam concupiscit vos Spiritus qui habitat in vobis&lt;/i&gt;” (1). Numa palavra, como diz São Jerônimo: Jesus é um Deus cheio de zelos: &lt;i&gt;Zelotypus est Iesus&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É este o motivo porque o Esposo celeste louva a alma que, semelhante à rola, vive na solidão escondida do mundo: “&lt;i&gt;Pulchrae sunt genae tuae, sicut turturis&lt;/i&gt;” (2). Não quer que o mundo tenha parte no amor desta alma, deseja-a toda inteira para si. Se ele ainda louva a sua Esposa, chamando-a jardim fechado – &lt;i&gt;Hortus conclusus, soror mea sponsa&lt;/i&gt; (3) – , é porque ela não deixa entrar em seu coração nenhum afeto terreno. Ah! Jesus não merece todo o nosso amor? “&lt;i&gt;Totum tibi dedit, nihil sibi reliquit&lt;/i&gt;”, diz São João Crisóstomo: Ele nos deu tudo, seu sangue e sua vida; mais do que isto não podia nos dar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Se queremos que Deus habite em nossa alma com a plenitude de sua graça, consagremo-la hoje de novo toda inteira e sem reserva a seu serviço e repitamos esta nossa consagração muitas vezes durante o dia, especialmente na oração mental, na santa comunhão e na visita ao Santíssimo Sacramento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lembremo-nos de que há três meios principais pelos quais uma alma se pode dar toda a Deus. Primeiro, evitar todas as faltas deliberadas, ainda que pequenas, e para este fim reprima o mais insignificante desejo desordenado e mortifique a satisfação dos sentidos. Segundo, escolher, entre as coisas boas, a melhor, que mais agrade a Deus. Terceiro, aceitar com paz e gratidão, das mãos do Senhor, tudo o que mortifica o nosso amor próprio e em particular os desprezos. Lembremo-nos de que tem mais valor aos olhos de Deus um desprezo sofrido em paz e por amor a Ele, do que mil mortificações e mil práticas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ó meu Deus, bem vejo que me quereis todo para Vós. Tanta vezes Vos expulsei da minha alma. Mesmo assim não Vos dedignais de nela entrar e unir-Vos a mim. Ah! Tomai agora posse de todo o meu ser; dou-me inteiramente a vós. Aceitai-me, ó meu Jesus, e não permitais que eu viva de agora em diante um instante sequer sem vosso amor. Vós me buscais, e eu não busco senão a Vós. Quereis minha alma, e ela só Vos quer a Vós. Vós me amais, e eu também vos amo; e já que me amais, prendei-me tão perfeitamente convosco, que não me aparte mais de vós. – Ó Rainha do céu e minha querida Mãe, Maria, em vós ponho minha confiança. (*II 398.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Iac. 4, 5.&lt;br /&gt;
2. Cant 1, 9.&lt;br /&gt;
3. Cant 4, 12.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 117 - 119.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/lXoSgUzDrmU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/2412900552868298110/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-setimo-dia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/2412900552868298110?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/2412900552868298110?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/lXoSgUzDrmU/novena-do-espirito-santo-setimo-dia.html" title="NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - SÉTIMO DIA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-setimo-dia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0EGQ3kyeyp7ImA9WhBbFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-8241506123945869095</id><published>2013-05-15T08:54:00.001-02:00</published><updated>2013-05-15T09:00:22.793-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-15T09:00:22.793-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - SEXTO DIA</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
SEXTO DIA – QUARTA-FEIRA &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;O amor é uma virtude que fortifica.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Fortis est ut mors dilectio&lt;/i&gt; – “O amor é forte como a morte” (Cant. 8, 6).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; Quanto se trata de agradar ao objeto amado, o amor vence tudo; não há dificuldade que resista ao amor; porque, aquele que ama, não sente o sofrimento, ou se o sente, o ama. O sinal, pois, mais certo para conhecer se uma pessoa ama deveras a Deus é a sua fidelidade na adversidade como na prosperidade. Dizemos que amamos a Deus, mas até agora que fizemos por ele? Como suportamos as cruzes que nos manda para nosso bem?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. Assim como não há força criada que resista à morte, assim não há dificuldades que não ceda ao ardor de uma alma amante. Quando se trata de agradar ao objeto amado, o amor vence tudo, perdas, desprezos, dores. Nada é bastante duro para resistir ao fogo do amor, diz Santo Agostinho: &lt;i&gt;Nihil tam durum, quod non amoris igne vincatur&lt;/i&gt;. O sinal mais certo, pois, para conhecer se uma pessoa ama deveras a Deus, é sua fidelidade em amar na adversidade como na prosperidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dizia São Francisco de Sales que Deus é tão amável quando nos aflige, como quando nos consola, porque faz tudo por amor e até quando mais nos aflige nesta vida é que nos testemunha mais o seu amor. São João Crisóstomo julgava São Paulo mais feliz nos ferros que arrebatado ao terceiro céu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Também os santos mártires se regozijavam no meio dos tormentos e agradeciam ao Senhor como um grande favor que lhes dispensava o terem que sofrer por seu amor. E os outros santos, que não acharam tiranos para os atormentar, tornaram-se carrascos de si mesmos pelas penitências com que se castigaram, afim de se fazerem agradáveis a Deus. Aquele que ama, diz Santo Agostinho, não sente sofrimento, ou se o sente, o ama: &lt;i&gt;In eo quod amatur, aut non laboratur, aut ipse labor amatur&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Ó Deus de minha alma, digo que vos amo; mas que faço por vosso amor? Nada. É então um sinal de que não vos amo, ou vos amo muito pouco. Meu Jesus, enviai-me o Espírito Santo, que me venha dar a força de sofrer e fazer alguma coisa por vosso amor antes de minha morte. Ah! Meu amado Redentor, não permitais que eu morra neste estado de frieza e ingratidão em que eu tenho vivido até hoje. Concedei-me a graça de amar os sofrimentos, depois de tantos pecados que me tornaram digno do inferno.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ó meu Deus, todo bondade e todo amor, desejais habitar em minha alma onde tantas vezes vos expulsei; vinde, estabelecei nesta vossa morada, dominai nela e fazei-a toda vossa. Amo-vos, ó meu Senhor, e já que vos amo, comigo estais, como São João m´o afirma: &lt;i&gt;Qui manet in caritate, in Deo manet, et Deus in eo&lt;/i&gt; (1) – “&lt;i&gt;Aquele que mora no amor permanece em Deus e Deus nele&lt;/i&gt;”. Se, pois, estais comigo, aumentai em mim as chamas de vosso amor, fortificai as cadeias que me prendem a vós, afim de que eu suspire somente por vós, busque somente a vós, e assim unido convosco, não me separe jamais do vosso amor. Ó meu Jesus, quero ser vosso, todo vosso. - Ó minha Advogada e Rainha, Maria, alcançai-me o santo amor e a perseverança (II 397).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. 1 Io 4, 16&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 115 - 117.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/8TG1rh_gTOE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/8241506123945869095/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-sexto-dia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/8241506123945869095?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/8241506123945869095?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/8TG1rh_gTOE/novena-do-espirito-santo-sexto-dia.html" title="NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - SEXTO DIA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-sexto-dia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D08FQn88fip7ImA9WhBbFUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-1291234155309365185</id><published>2013-05-14T19:10:00.001-02:00</published><updated>2013-05-14T19:10:13.176-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-14T19:10:13.176-02:00</app:edited><title>Padre Daniel Pinheiro - IBP</title><content type="html">&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Sermão para a Solenidade da Ascensão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="color: black;"&gt;12 de maio de 2013 -&amp;nbsp;Padre Daniel Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;br /&gt;

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.&amp;nbsp;Ave-Maria…&lt;br /&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;
***&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se alguém ouviu falar em uma aparição de 
Nossa Senhora Aparecida aqui no Distrito Federal, por favor não se deixe
 enganar. O Padre responsável por isso abandonou a Igreja Católica, 
depois abandonou uma Igreja Ortodoxa, portanto cismática, e fundou sua 
própria religião, casando-se e divorciando-se várias vezes. O que 
acontece ali é obviamente algo puramente natural, não há nada de 
sobrenatural e não há nada de católico, apesar de Nossa Senhora 
Aparecida ser invocada para atrair e enganar os católicos. Mais uma vez,
 peço que não se deixem levar e enganar por essas supostas aparições 
recentes, que prejudicam as almas. &lt;strong&gt;(Nota do Editor: ver o sermão &lt;a href="http://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/2013/01/23/sermao-a-armadilha-das-falsas-aparicoes/" target="_blank"&gt;“A Armadilha das falsas aparições”&lt;/a&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Peço as orações de todos pelo Apostolado para que possa avançar materialmente e, sobretudo, espiritualmente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Celebramos hoje a Solenidade da Ascensão.
 A Festa acontece sempre na quinta feira após o V Domingo depois da 
Páscoa, 40 dias depois da Páscoa. A Ascensão é festa de Preceito, mas 
como no Brasil não é feriado, não existe, para a Ascensão, a obrigação 
de ir à Missa na quinta-feira. Mas para que os fiéis não fiquem sem a 
graça própria do Mistério da Ascensão, a Igreja faz a solenidade no 
Domingo seguinte. A graça própria do Mistério da Ascensão está expressa 
na Coleta de hoje: que nós tenhamos nosso espírito já no céu, que nós 
possamos desejar o céu. Fazer a solenidade de Festas no Domingo não é 
algo tão recente quanto parece. Pelo menos desde o tempo de São Pio X há
 essa prática, depois que esse Santo Papa fez algumas mudanças no 
Calendário, tirando certas festas do Domingo. Foi permitido, então, 
fazer a solenidade delas no Domingo. A necessidade de fazer essas 
solenidades de festas de preceito surge com a prejudicial separação da 
Igreja e do Estado, fazendo que os feriados civis já não correspondam 
aos dias de preceito, prejudicando a prática da Religião.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
***&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E o Senhor Jesus, depois que assim lhes falou, elevou-se ao céu, e está sentado à direita de Deus.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nessa solenidade da Ascensão, caros 
católicos, devemos considerar a alegria que nos causa a Ascensão de 
Cristo, devemos considerar a importância dos 40 dias que Nosso Senhor 
passou na Terra depois da Ressurreição e devemos considerar a 
importância das últimas palavras de Cristo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como dissemos no último Domingo, caros 
católicos, a Ascensão do Senhor poderia parecer para nós motivo de 
tristeza, pois nos tira a presença física de Nosso Senhor. Ao contrário,
 porém, ela deve ser para nós motivo de grande alegria. Alegria pelo que
 a Ascensão significa para Cristo e alegria pelo que ela significa para 
nós.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Motivo de alegria pelo que a Ascensão significa para Cristo.&lt;/strong&gt;
 Aqui na Terra foi condenado pelo tribunal dos homens, humilhado, 
tratado como um verme. Foi zombado pelos homens por ter atribuído a si a
 divindade e os atributos divinos. A Ascensão é a resposta de Nosso 
Senhor e da Santíssima Trindade. Aquele que é perseguido e humilhado por
 causa da justiça – e justiça quer dizer aqui santidade – será exaltado.
 Nosso Senhor ressuscitou e subiu aos céus por sua própria virtude, 
demonstrando a sua divindade. Ele sobe aos céus para sentar-se à direita
 do Pai. Como falamos, à direita, porque Nosso Senhor é também Deus como
 o Pai é Deus e como o Espírito Santo é Deus, nem inferior, nem 
superior, nem acima nem abaixo, mas à direita. As três pessoas são um só
 Deus. E ele está sentado. O estar sentado é a posição do soberano. 
Estar sentado à direita do Pai significa a realeza de Cristo, significa 
que ele detém o poder de governo, de legislador, de juiz. Nosso Senhor é
 rei imortal, rei das almas e das nações. Além disso, já não convinha ao
 corpo glorioso de Cristo habitar aqui embaixo. O corpo glorioso demanda
 uma habitação que corresponda à sua glória: o céu. Finalmente, com a 
Ascensão nós temos a certeza de que o sacrifício de Cristo na Cruz foi 
agradável a Deus. No Antigo Testamento, a aceitação do sacrifício era 
simbolizada pela fumaça que subia aos céus, dirigindo-se para Deus. No 
Novo Testamento, é a Ascensão de Nosso Senhor que manifesta a aceitação 
plena do sacrifício oferecido no Calvário. Com a Ascensão, a justiça 
está plenamente realizada. A obediência e a caridade infinita de Nosso 
Senhor Jesus Cristo recebem a recompensa completa com a Ascensão. Só 
podemos nos alegrar com tal fato.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;A Ascensão de Cristo também é para nós motivo de alegria pelos benefícios que nos traz.&lt;/strong&gt;
 Motivo de alegria porque Nosso Senhor age, no céu, para aplicar os 
méritos infinitos adquiridos durante sua vida aqui na Terra, adquiridos 
sobretudo durante sua paixão e morte. Alegria porque Cristo, tendo 
subido aos céus, nos enviou o Espírito Santo, para ensinar toda a 
verdade aos Apóstolos e à Igreja, e para dar a força necessária para 
transmitir e viver essa verdade. A Ascensão do Senhor é motivo de 
alegria porque favorece as três virtudes teologais: fé, esperança e 
caridade. A Ascensão aumenta o mérito da nossa fé. Nossa fé tem muito 
mais valor com Cristo no céu do que se Ele estivesse entre nós 
fisicamente, pois a fé é daquilo que não se vê. A Ascensão aumenta nossa
 esperança, pois aumenta o nosso desejo do céu e nos dá a certeza de 
que, auxiliados com a graça divina, podemos chegar até o céu. Se a 
cabeça subiu ao céu, também os membros devem subir. Assim, se vivermos 
como bons católicos, seremos membros de Cristo e subiremos ao céu junto 
com Ele. E Nosso Senhor diz que vai preparar o nosso lugar na casa do 
Pai, o que é motivo de grande esperança. A Ascensão de Cristo aumenta 
também a caridade. Nosso coração, nosso amor se encontra onde está o 
nosso tesouro. Ora, nosso tesouro é Cristo, no qual se encontra a nossa 
salvação. Assim, a Ascensão nos faz amar as coisas do alto e os meios 
para alcançar as coisas do alto, que são os mandamentos e a fé católica e
 impede um amor muito terreno a nosso salvador. Grande deve ser, então, 
nossa alegria nesse dia da Ascensão do Senhor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Consideremos, agora, brevemente a 
importância dos 40 dias entre a Ressurreição e a Ascensão do Senhor. 
Depois de sua&amp;nbsp;Ressurreição,&amp;nbsp;Nosso Senhor Jesus Cristo passou quarenta 
dias na terra, para provar por muitos meios sua Ressurreição e para 
falar aos apóstolos e discípulos sobre o reino de Deus, como nos diz São
 Lucas nos Atos dos apóstolos hoje (Atos I). Portanto, Nosso Senhor 
passou esses quarenta dias instruindo os apóstolos sobre as verdades de 
fé, sobre a Igreja e sua constituição hierárquica, sobre as Sagradas 
Escrituras. Foi nesse período que, muito provavelmente, Nosso Senhor 
instituiu quatro dos sete sacramentos: os sacramentos da confissão, da 
crisma, da extrema-unção, do matrimônio. Muito pouco do que Cristo 
ensinou nesses quarenta dias nos foi transmitido pela Sagrada Escritura.
 Como é óbvio, caros católicos, nem tudo o que Nosso Senhor ensinou está
 contido na Sagrada Escritura, ao contrário do que pretendem os 
protestantes. São João Evangelista diz que Jesus fez ainda muitas coisas
 que não foram escritas (São João XXI, 25). É a própria Sagrada 
Escritura que afirma que Cristo fez coisas que não estão contidas na 
Bíblia, mas que se transmitem pela Tradição. Quem lê a Sagrada Escritura
 com honestidade e reta intenção se dá conta dessa evidência. Esses 
quarenta dias que antecederam a Ascensão de Cristo e os ensinamentos do 
Divino Mestre nesse período com a instituição de quatro dos sete 
sacramentos são, então, importantíssimos para a nossa salvação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Finalmente, podemos considerar brevemente
 as últimas palavras de Cristo antes de sua Ascensão. As últimas 
palavras de uma pessoa são o seu testamento espiritual, refletem o que 
tem de mais importante para essa pessoa. Nosso Senhor diz aos apóstolos 
“Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. O que crer e
 for batizado, será salvo. O que, porém, não crer, será condenado.” 
Essas últimas palavras expressam aquilo que moveu Nosso Senhor durante 
toda a sua vida aqui na terra: o desejo de que as pessoas se salvem. 
Mas, para tanto, é preciso que o Evangelho seja pregado, que as pessoas 
tenham a fé, e uma fé viva, acompanhada das obras, da prática dos 
mandamentos. É preciso que elas sejam batizadas. É essa a finalidade da 
Igreja: pregar o Evangelho, transmitir a fé, administrar os sacramentos 
para levar as almas para o Céu. Diante disso, vale lembrar que começa 
hoje, no Brasil, a semana de oração para a unidade dos Cristãos. É 
preciso lembrar que como cantamos no Credo, a Igreja de Cristo, que é a 
Igreja Católica já é una: ela é una pela unidade da fé, pela unidade dos
 sacramentos e pela unidade de governo, sob o Santo Padre. A Igreja de 
Cristo, a Igreja Católica não perdeu nem pode perder a sua unidade. 
Aqueles que perdem a fé, que rejeitam a autoridade eclesiástica ou os 
meios de santificação dados por Cristo se afastam da Igreja de Cristo e 
de sua unidade. A unidade não consiste em estar juntos. A verdadeira 
unida se faz com a mesma fé, a mesma autoridade, os mesmos sacramentos. A
 unidade entre Cristãos que deve ser buscada é, na verdade, a volta de 
hereges e cismáticos à unidade da Igreja Católica. Rezemos, durante essa
 semana para que aqueles que estão afastados da Igreja Católica, que é a
 Igreja de Cristo, possam voltar ao único rebanho de Cristo, fora do 
qual não há salvação. Rezemos para que isso aconteça, nessa semana em 
que, infelizmente, alguns erros contra a fé serão cometidos em nome de 
uma unidade mal compreendida. Lembremo-nos das palavras de Nosso 
Senhor:&amp;nbsp; “&lt;em&gt;Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a 
criatura. O que crer e for batizado, será salvo. O que, porém, não crer,
 será condenado.&lt;/em&gt;”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/LIpDWYoaTX0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/1291234155309365185/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/padre-daniel-pinheiro-ibp_14.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/1291234155309365185?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/1291234155309365185?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/LIpDWYoaTX0/padre-daniel-pinheiro-ibp_14.html" title="Padre Daniel Pinheiro - IBP" /><author><name>Joceli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17145950512496146170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/padre-daniel-pinheiro-ibp_14.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkcAQ3Y_fip7ImA9WhBbFU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-4465600746451259282</id><published>2013-05-14T08:40:00.000-02:00</published><updated>2013-05-14T08:40:42.846-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-14T08:40:42.846-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - QUINTO DIA</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
QUINTO DIA – TERÇA-FEIRA&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;O amor é um repouso que restaura as forças.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;In pace in idipsum dormiam et requiescam&lt;/i&gt; – “Em paz dormirei nele mesmo e repousarei” (Ps. 4, 9).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sumário. O efeito principal do amor é unir a vontade da pessoa que ama, à do objeto amado, tanto na prosperidade como na adversidade. Para uma alma que ama a Deus, consolar-se nas humilhações, dores e perdas que sofre, basta saber que o Senhor quer vê-la suportar tal pena. Dizendo somente: &lt;i&gt;Assim o quer meu Deus&lt;/i&gt;, acharemos a paz e o contentamento no meio das tribulações e sob o peso da cruz.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. O amor se chama: &lt;i&gt;In labore requies, in fletu solatium&lt;/i&gt; - “&lt;i&gt;Alívio nas penas, consolação nas lágrimas&lt;/i&gt;”. O amor é um repouso que recreia, porque o ofício principal do amor é unir a vontade da pessoa que ama, à do ser amado. Para consolar-se de todas as humilhações que recebe, dores que sofre, perdas que padece, uma alma que ama a Deus, só precisa conhecer a vontade de seu amado que deseja vê-la suportar tal pena.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dizendo somente: &lt;i&gt;Assim o quer meu Deus&lt;/i&gt;, ela acha paz e contentamento no meio de todas as tribulações. Esta é a paz divina que transcende todos os prazeres dos sentidos: &lt;i&gt;Pax Dei, quae exsuperat omnem sensum&lt;/i&gt; (1). Santa Maria Magdalena de Pazzi sentia-se inundada de alegria só com o pronunciar das palavras: &lt;i&gt;vontade de Deus&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nesta vida cada um deve levar sua cruz; mas, diz Santa Teresa: A cruz é dura para quem a arrasta, não, porém, para aquele que a abraça. Assim é que o Senhor sabe ao mesmo tempo ferir e curar, segundo a expressão de Jó: &lt;i&gt;Vulnerat et medetur&lt;/i&gt; (2). Por sua doce unção, o Espírito Santo torna suave e amável até os opróbrios e tormentos. -&lt;i&gt; Ita, Pater, quoniam sic fuit placitum ante te&lt;/i&gt; (3) - “&lt;i&gt;Sim, meu Pai, seja, feita a vossa vontade&lt;/i&gt;”. Assim orou Jesus Cristo e nós também devemos repetir estas palavras do Salvador todas as vezes que a adversidade nos visitar: &lt;i&gt;Sim meu Pai, assim seja, porque é vossa vontade&lt;/i&gt;. Quando trememos sob ameaça de alguma desgraça temporal, repitamos sempre: “Fazei, ó meu Deus: aceito desde já tudo que fizerdes. Protesto que quero viver onde Vós quiserdes, sofrer tudo o que quiserdes e morrer quando quiserdes”. É também utilíssimo oferecer-se muitas vezes a Deus no decurso do dia, como o fazia Santa Teresa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Ah! meu Deus, quantas vezes, para fazer a minha própria vontade, contrariei a vossa e cheguei a desprezá-la. Disto me aflijo mais que de todos os males. De aqui em diante quero de todo o coração amar-vos e obedecer-vos. &lt;i&gt;Loquere, Domine, quia audit servus tuus&lt;/i&gt; (4) - “&lt;i&gt;Falai, Senhor, vosso servo vos escuta&lt;/i&gt;”. Dizei o que quereis de mim; quero fazer em tudo a vossa santa vontade. Este será para sempre o meu santo desejo, pois sois o meu único amor. Ajudai a minha fraqueza, ó Espírito Santo. Vós sois a mesma bondade; como, portanto, posso amar outro tesouro senão a vós? Conjuro-vos, atraí para vós, pela doçura de vosso amor, todos os afetos do meu coração. Renuncio a tudo para dar-me a vós sem reserva.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white; font-family: 'Times New Roman', Times, FreeSerif, serif; font-size: 18px; line-height: 24px; text-align: justify;"&gt;† &lt;/span&gt;"Recebei, Senhor, toda a minha liberdade. Aceitai a minha memória, a minha inteligência e toda a minha vontade. Tudo o que tenho e possuo fortes vós que me destes; venho vo-Lo restituir e tudo entregar ao vosso beneplácito. Dai-me somente o vosso amor com a vossa graça e bastante rico sou, nada mais vos peço”(5). - Faço o mesmo pedido a vós, ó Mãe do Belo Amor, Maria, e espero que m'o obtereis pela vossa poderosa intercessão. (*II 396.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Phill. 4, 7.&lt;br /&gt;
2. Iob. 5, 18.&lt;br /&gt;
3. Matth. 11, 26.&lt;br /&gt;
4. 1 Reg. 3, 10.&lt;br /&gt;
5. 300 dias de indulg. uma vez por dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 113 - 115.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/oFn-jQOunbA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/4465600746451259282/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-quinto-dia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/4465600746451259282?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/4465600746451259282?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/oFn-jQOunbA/novena-do-espirito-santo-quinto-dia.html" title="NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - QUINTO DIA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-quinto-dia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUINQ3w5fyp7ImA9WhBbFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-4494866700703824204</id><published>2013-05-13T09:13:00.000-02:00</published><updated>2013-05-13T09:13:12.227-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-13T09:13:12.227-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - QUARTO DIA</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
QUARTO DIA – SEGUNDA-FEIRA&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;O amor é um orvalho que fertiliza.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Fluat´ut ros eloquium meum, quase imber super herbam&lt;/i&gt; – “Distilem como orvalho as minhas palavras, como chuva sobre a erva” (Deut. 32, 2).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; Por duas razões o amor é chamado orvalho. Primeiro, porque torna a alma fecunda em bons desejos e boas obras; segundo, porque tempera o ardor das más inclinações e tentações. Se queremos receber este orvalho celestial, apliquemo-nos à oração mental e nunca deixemos de a fazer, ao menos uma vez por dia. Um quarto de hora de meditação basta para apagar o fogo do ódio ou do amor desordenado, por ardente que seja. Ao contrário, a quem não ama a oração, é moralmente impossível vencer as paixões.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. A Igreja manda-nos pedir ao Espírito Santo, que purifique nossos corações e os torne fecundos por seu salutar orvalho: &lt;i&gt;Sancti Spiritus corda nostra mundet infusio, et sui roris intima aspersione foecundet.&lt;/i&gt; O amor faz a alma fecunda em bons desejos, santas resoluções e boas obras: tais são as flores e os frutos da graça do Espírito Santo. – O amor é chamado também orvalho, porque tempera o ardor das más inclinações e tentações. Por isso se diz do Espírito Santo que Ele &lt;i&gt;modera o ardor e refrigera&lt;/i&gt; – “&lt;i&gt;In aestu temperies, dulce refrigerium&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Este salutar orvalho desce sobre nossos corações durante a oração. Um quarto de hora de meditação basta para apagar o fogo do ódio ou do amor desordenado, por ardente que seja. A santa meditação é a adega misteriosa de que fala a Esposa dos Cantares: &lt;i&gt;Introduxit me rex in cellam vinariam, ordinavit in me caritatem&lt;/i&gt; (!) – “&lt;i&gt;O rei me introduziu na sua adega, ordenou em mim a caridade&lt;/i&gt;”. Aí é que nos enchemos da caridade bem ordenada, pela qual amamos ao próximo como a nós mesmos, e a Deus sobre todas as coisas. Quem ama a Deus, ama a oração, e a quem não ama a oração, é moralmente impossível vencer as próprias paixões.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Para que não sejamos oprimidos pelos ardores das más inclinações, e afim de que o Espírito Santo possa fertilizar as nossas almas com o orvalho dos seus dons, tomemos hoje a forte resolução de fazer cada dia ao menos uma meia hora de oração mental. São João Crisóstomo compara a oração mental a uma fonte no meio de um jardim; porque sem ela todas as virtudes murcham, ao passo que com ela se conservam frescas e amenas, e se aperfeiçoam constantemente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assim como quem sai de um jardim faz um ramalhete das flores que mais o encantam, assim, segundo o aviso de São Francisco de Sales, devemos ao sair da meditação compor um como que ramalhete dos pensamentos que mais nos impressionaram, e durante o dia avivá-los de tempos a tempos, mesmo durante as nossas ocupações.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ó santo e divino Espírito, não quero mais viver para mim mesmo; em Vos amar e agradar quero empregar tudo que me resta da vida. Com este fim Vos peço que me concedais o dom da oração mental. Vinde a meu coração, e ensinai-me Vós mesmo a praticá-la como se deve. Dai-me a força de não deixá-la por tédio no tempo da aridez; dai-me o espírito de oração, isto é, a graça de sempre orar e de fazer aquelas orações que sejam mais agradáveis ao vosso divino Coração. – Por meus pecados me havia perdido; mas por tantos sinais de vossa ternura, reconheço que quereis a minha salvação e santificação. Quero santificar-me para Vos agradar e amar mais a vossa infinita bondade. Amo-Vos, ó meu soberano Bem, meu amor, meu tudo, e porque Vos amo, dou-me todo a Vós. – Ó Maria, minha esperança, protegei-me. (*II 396.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Cant. 2, 4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 111 - 113.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/-du0_Y1ruic" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/4494866700703824204/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-quarto-dia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/4494866700703824204?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/4494866700703824204?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/-du0_Y1ruic/novena-do-espirito-santo-quarto-dia.html" title="NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - QUARTO DIA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-quarto-dia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4HRH0zfyp7ImA9WhBbFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-539562928879485740</id><published>2013-05-13T09:02:00.001-02:00</published><updated>2013-05-13T09:02:15.387-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-13T09:02:15.387-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - TERCEIRO DIA</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
TERCEIRO DIA - DOMINGO NA OITAVA DA ASCENSÃO&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O amor é uma água que apaga a sede.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qui biberit ex aqua, quam ego dabo ei, non sitiet in aeternum&lt;/span&gt; – “Aquele que beber da água que eu lhe der, não terá jamais sede” (Io. 4, 13)&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
Sumário. É com razão que Deus se queixa de tantas almas que vão mendigar junto às criaturas alguns miseráveis e curtos prazeres, e o abandonam, Bem infinito e fonte de todas s alegrias. Nós ao menos não sejamos tão insensatos: apaguemos a nossa sede com as águas do santo amor de Deus, e o nosso coração estará perfeitamente satisfeito. Lembremo-nos, porém, de que a chave que nos abre os canais desta água desejável é a santa oração, que nos alcança todos os bens em virtude da promessa de Jesus Cristo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedi e recebereis&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I. O amor é chamado também &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fonte de água viva&lt;/span&gt; – “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;fons vivus, ignis, caritas&lt;/span&gt;”. O nosso Redentor disse à mulher Samaritana: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aquele que beber da água que eu lhe der, não terá jamais sede&lt;/span&gt; –&lt;span style="font-style: italic;"&gt; non sitiet in aeternum&lt;/span&gt; (1) . O amor é, pois, uma água que mata a sede; aquele que ama a Deus sinceramente, não busca nem deseja coisa alguma fora de Deus, porque em Deus acha todos os bens. Assim, contente com possuir a Deus, repete sempre na alegria de seu coração: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus meus et omnia&lt;/span&gt; – “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu Deus e meu tudo&lt;/span&gt;”. Ó meu Deus, Vós sois o meu único bem. – Mas Deus queixa-se de tantas almas que vão mendigar junto das criaturas alguns miseráveis e curtos prazeres, e o abandonam, Bem infinito e fonte de todas as alegrias: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me dereliquerunt, fontem aquae vivae, et foderunt sibi cisternas; cisternas dissipatas, quae continere non valent aquas&lt;/span&gt; (2) – “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eles me abandonaram, a mim que sou a fonte de água viva, e cavaram para si cisternas, que não podem reter a água&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí está, porque o Senhor que nos ama, e deseja ver-nos contentes, nos clama a todos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Si quis sitit, veniat ad me&lt;/span&gt; (3) – “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se alguém tem sede, venha a mim&lt;/span&gt;”. Quem deseja a verdadeira felicidade, venha a mim, dar-lhe-ei o Espírito Santo, que o fará feliz nesta vida e na outra: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qui credit in me, sicut dicit Scriptura, flumina de ventre eius fluent aquae vivae&lt;/span&gt; – Sentirá correr de seu próprio seio rios de água viva, como os profetas anunciaram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquele, pois, que crê em Jesus Cristo, e o ama, será enriquecido de tantas graças, que de seu coração, ou de sua vontade, que é como seio da alma, fluirão fontes de santas virtudes, que o ajudarão não somente a conservar a própria vida, mas ainda a comunicá-la aos outros. A água misteriosa de que fala Nosso Senhor, é precisamente o Espírito Santo, o amor substancial, que Jesus prometeu enviar-nos do céu depois da sua ascensão: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoc autem dixit de Spiritu, quem accepturi erant credentes in eum; nondum enim erat Spiritus datus, quia Iesus nondum erat glorificatus&lt;/span&gt; (4) – “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isto disse ele acerca do Espírito, que haviam de receber os que cressem nele; porque ainda o Espírito não fora dado, por não ter sido ainda Jesus glorificado&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II. A chave que abre os canais desta água desejável, é a oração, pela qual obtemos todos os bens em virtude da divina promessa: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Petite et accipietis&lt;/span&gt; (5) – “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedi e recebereis&lt;/span&gt;”. Somos cegos, pobres e fracos; mas a oração nos consegue a luz, a riqueza e a força da graça. Com a oração só podemos tudo, dizia São Teodoreto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oratio, cum una sit, omnia potest&lt;/span&gt;. Aquele que ora, recebe tudo que deseja. Deus quer dar-nos suas graças, mas quer ser rogado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Domine, da mihi hanc aquam&lt;/span&gt; (6). Meu Jesus, dir-Vos-ei com a Samaritana, dai-me desta água de vosso amor, que me faça esquecer a terra, e viver para Vós, ó amável Infinito. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Riga quod est aridum&lt;/span&gt; – “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Regai o que é seco&lt;/span&gt;”. Minha alma é uma terra seca, que não produz senão abrolhos e espinhos de pecados; ah! Inundai-a com as águas da vossa graça, para que produza algum fruto para vossa glória, antes que a morte me arrebate deste mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ó fonte de água viva, ó Bem supremo, quantas vezes Vos deixei pelas águas lodosas desta terra, que me privaram do vosso amor! Ah! Não ter eu morrido antes de Vos ofender! Mas, no futuro, não quero mais buscar nada fora de Vós. Ó meu Deus, socorrei-me e fazei com que Vos seja fiel. – Maria, minha Esperança, cobri-me sempre com vosso manto.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
---------------&lt;br /&gt;
1. Io. 4, 13.&lt;br /&gt;
2. Ier. 2, 13.&lt;br /&gt;
3. Io. 7, 37.&lt;br /&gt;
4. Io. 7, 39.&lt;br /&gt;
5. Io. 16, 24.&lt;br /&gt;
6. Io. 4, 15..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 109 - 111) &lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/ypEqYpDfaeM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/539562928879485740/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-terceiro-dia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/539562928879485740?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/539562928879485740?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/ypEqYpDfaeM/novena-do-espirito-santo-terceiro-dia.html" title="NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - TERCEIRO DIA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-terceiro-dia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYARX07fCp7ImA9WhBbEkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-650200770991799414</id><published>2013-05-11T15:09:00.001-02:00</published><updated>2013-05-11T15:09:04.304-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-11T15:09:04.304-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - SEGUNDO DIA</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
SEGUNDO DIA - SÁBADO&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O amor é uma luz que esclarece.&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Ilumina oculos meos, me unquam obdormiam in morte&lt;/i&gt; – “Ilumina os meus olhos, para que eu não durma jamais na morte” (Ps. 12, 4.).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; Um dos maiores males que nos causou o pecado de Adão é o obscurecimento da nossa razão pelo efeito das paixões que nos ofuscam o espírito. Ora, o ofício do Espírito Santo é exatamente dissipar as trevas do pecado e ao mesmo tempo fazer-nos conhecer a vaidade do mundo, a importância da salvação eterna, o valor da graça e o amor imenso que Deus merece pela sua bondade e misericórdia. Se queremos ser iluminados, recorramos muitas vezes ao divino Paráclito.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. Um dos maiores danos que nos causou o pecado de Adão é o obscurecimento da nossa razão pelo efeito das paixões que nos ofuscam o espírito. Muito desgraçada é a alma que se deixa dominar por alguma paixão! A paixão é uma nuvem, um véu, que nos impede de ver a verdade. Como pode fugir do mal aquele que o não conhece!? E este obscurecimento da nossa razão aumenta em proporção do número dos nossos pecados.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas o Espírito Santo, que é chamado &lt;i&gt;lux beatíssima&lt;/i&gt; – &lt;i&gt;luz bemfazeja&lt;/i&gt;, com os seus esplendores divinos, não somente abrasa os nossos corações no seu santo amor, como também dissipa as nossas trevas, e nos faz conhecer a vaidade dos bens terrenos, o valor dos eternos, a importância da salvação, o preço da graça, a bondade de Deus, o amor infinito que ele merece e o imenso amor que nos tem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Animalis homo non percipit ea quae sunt Spiritus Dei&lt;/i&gt; (1) – “&lt;i&gt;O homem animal não percebe as coisas que são do Espírito de Deus&lt;/i&gt;”. O homem chafurdado no lamaçal dos prazeres mundanos pouco percebe as verdades da fé. Eis porque o infeliz tem amor ao que devia odiar e odeia ao que devia amar. Santa Maria Madalena de Pazzi exclamava: &lt;i&gt;O amor não é conhecido! O amor não é amado!&lt;/i&gt; Santa Teresa dizia igualmente que Deus não é amado porque não é conhecido. Também os santos pediam sem cessar ao Senhor luz e mais luz: &lt;i&gt;Emitte lucem: ilumina tenebras meas: revela oculos meos&lt;/i&gt; – “&lt;i&gt;Enviai vossa luz: dissipai minhas trevas: abri meus olhos&lt;/i&gt;”; porque, sem sermos esclarecidos, não podemos evitar os precipícios nem achar a Deus.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Como fruto desta meditação tomemos a resolução de recorrer muitas vezes ao Espírito Santo nas dificuldades que encontramos não somente nos negócios espirituais da alma, mas também nos corporais, especialmente nas de mais graves consequências. Lembremo-nos, porém, de que Deus não nos comunicará sempre as suas luzes imediatamente; as mais das vezes se servirá, para tal fim, dos nossos Superiores e Pais espirituais que ele deixou como seus representantes na terra: &lt;i&gt;Que vos audit, me audit, et qui vos spernit me spernit&lt;/i&gt; (2) – “&lt;i&gt;Quem vos ouve, a mim ouve, e quem vos despreza, a mim despreza&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Santo e divino Espírito, creio que sois verdadeiramente Deus, e um só Deus com o Pai e o Filho. Adoro-Vos e reconheço-Vos por autor de todas as luzes com as quais me fizestes conhecer o mal que fiz ofendendo-Vos e quanto sou obrigado a amar-Vos. Graças Vos dou e me arrependo sumamente de vos haver ofendido. Merecia que me abandonásseis nas minhas trevas, mas vejo que ainda não me abandonastes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ó Espírito eterno, continuai a esclarecer-me e a fazer-me conhecer sempre melhor a vossa bondade infinita e dai-me força para Vos amar no futuro de todo o meu coração. Ajuntai graça à graça, para que eu fique docemente unido a Vós e obrigado a não amar senão a Vós. Eu Vo-lo suplico pelos merecimentos de Jesus Cristo. Amo-Vos, ó meu soberano Bem, amo-Vos mais que a mim mesmo. Quero ser todo vosso; recebei-me e não permitais me afaste mais de Vós. – Ó Maria, minha Mãe, assisti-me sempre por vossa intercessão. (*II 294.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. I Cor. 2, 14.&lt;br /&gt;
2. Luc. 10, 16.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 106 - 108.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/GceXaUYMnGk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/650200770991799414/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-segundo-dia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/650200770991799414?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/650200770991799414?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/GceXaUYMnGk/novena-do-espirito-santo-segundo-dia.html" title="NOVENA DO ESPÍRITO SANTO - SEGUNDO DIA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-segundo-dia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkUFSHs8fSp7ImA9WhBbEUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-2316240927530049137</id><published>2013-05-10T09:10:00.000-02:00</published><updated>2013-05-10T09:10:19.575-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-10T09:10:19.575-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>NOVENA DO ESPÍRITO SANTO* - PRIMEIRO DIA</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
PRIMEIRO DIA - SEXTA-FEIRA&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;O amor é um fogo que abrasa&lt;/b&gt;. &lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Et apparuerunt illis dispertitae linguae, tamquam ignis&lt;/i&gt; – “E apareceram-lhes repartidas umas como que línguas de fogo” (Act. 2, 3).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; A novena do Espírito Santo é a primeira de todas, porque foi celebrada pelos santos apóstolos e por Maria Santíssima no Cenáculo, entre muitos prodígios. Lembremo-nos de que ao divino Paraclito é atribuído especialmente o dom do amor. Convém, portanto, que nesta novena consideremos o grande valor do amor divino. Em primeiro lugar, o amor é aquele &lt;i&gt;fogo&lt;/i&gt; que inflamou todos os Santos a fazerem grandes coisas para Deus. Se quisermos também ficar abrasados, apliquemo-nos sempre, mas em particular nestes dias, à oração, que é a fornalha onde o fogo do amor se acende.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. Deus ordenou na antiga Lei que o fogo ardesse continuamente no seu altar: &lt;i&gt;Ignis autem in altari semper ardebit&lt;/i&gt; (1). Diz São Gregório que os altares de Deus são nossos corações, onde Ele quer que o fogo de seu santo amor arda sem cessar. Por isso o Eterno Pai, não satisfeito de nos ter dado Jesus Cristo, seu Filho, para nos salvar por sua morte, quis dar-nos ainda o Espírito Santo, para que habitasse em nossas almas, e as conservasse continuamente abrasadas de amor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Jesus mesmo declarou que descera à terra exatamente para inflamar com este fogo sagrado os nossos corações, e que o seu único desejo era vê-lo aceso: &lt;i&gt;Ignem veni mittere in terram, et quid volo, nisi ut accendatur?&lt;/i&gt; (2) Eis aqui porque, esquecendo as injúrias e ingratidões dos homens, logo que subiu ao céu, nos enviou o Espírito Santo. – Assim, ó Redentor amadíssimo, na vossa glória, como nos vossos sofrimentos e humilhações, nos amais sempre?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pela mesma razão o Espírito Santo quis aparecer no Cenáculo sob a forma de línguas de fogo: &lt;i&gt;Et apparuerunt illis dispartitae linguae, tamquam ignis&lt;/i&gt; (3) – “&lt;i&gt;E apareceram-lhes repartidas umas como que línguas de fogo&lt;/i&gt;”. Por isso também a Igreja nos faz rezar com estas palavras: “Ó Senhor, fazei que o vosso divino Espírito nos inflame com o fogo que Jesus Cristo veio trazer sobre a terra e que desejou tão ardentemente ver brilhar nela.” – Foi este amor o fogo que inflamou os santos a fazerem grandes coisas para Deus: a amar os inimigos, a desejar os desprezos, a despojar-se de todos os bens terrenos e a abraçar com alegria os tormentos e a morte. O amor não pode ficar ocioso e nunca diz: Basta. A alma que ama a Deus, quanto mais faz por seu Amado, mais quer fazer ainda para mais lhe agradar e ganhar mais e mais a sua afeição.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. O Espírito Santo acende o fogo do amor divino por meio da meditação:&lt;i&gt; In meditatione mea exardescet ignis&lt;/i&gt; (4) – “&lt;i&gt;Na minha meditação se acenderá o fogo&lt;/i&gt;”. Se então desejamos arder em amor para com Deus, amemos a oração; ela é a feliz fornalha em que o coração se abrasa neste ardor celeste.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Meu Deus, até aqui nada fiz por Vós, que tão grandes coisas haveis feito por mim. Ah! Quanto a minha frieza Vos deve mover a rejeitar-me! Peço-Vos, ó Espírito Santo: &lt;i&gt;Fove quod est frigidum&lt;/i&gt; – &lt;i&gt;Aquecei o que está frio&lt;/i&gt;. Livrai-me da minha frieza e inspirai-me um grande desejo de Vos agradar. Renuncio a todas as minhas satisfações, e antes quero morrer do que dar-Vos o menor desgosto. – Aparecestes sob a forma de línguas de fogo; consagro-Vos a minha língua, para que não Vos ofenda mais. Ó Deus, Vós me destes a língua para Vos louvar e dela me tenho servido para Vos ultrajar e levar os outros também a ofender-Vos! Arrependo-me de toda a minha alma.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ah! Pelo amor de Jesus Cristo, que na sua vida Vos honrou tanto com a sua língua, fazei com que de agora em diante não cesse de Vos honrar, celebrando vossos louvores, invocando-Vos muitas vezes, falando da vossa bondade e do amor infinito que mereceis. Amo-Vos, meu soberano bem; amo-Vos, ó Deus de amor. – Ó Maria, sois vós a Esposa mais querida do Espírito Santo; obtende-me este fogo divino. (II 393.)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
----------&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
1. Lev. 6, 12.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
2. Luc. 12, 49.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
3. Act. 2, 3.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
4. Ps. 38, 4.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
*. Os fiéis que nestes dias, ou em qualquer outro tempo do ano, fizerem a Novena em honra do Espírito Santo, podem ganhar cada dia 300 dias de indulgência, e uma indulgência plenária, debaixo das condições de costume, num dos dias da Novena ou da oitava que a segue.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 102 - 104.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/XckzJFFEYPA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/2316240927530049137/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-primeiro-dia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/2316240927530049137?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/2316240927530049137?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/XckzJFFEYPA/novena-do-espirito-santo-primeiro-dia.html" title="NOVENA DO ESPÍRITO SANTO* - PRIMEIRO DIA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/novena-do-espirito-santo-primeiro-dia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEAGRXY9eSp7ImA9WhBbEEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-6347173703581770500</id><published>2013-05-09T08:52:00.000-02:00</published><updated>2013-05-09T08:52:04.861-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-09T08:52:04.861-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>Festa da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo.</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Dominus Iesus, postquam locutus est eis, assumptus est in coelum, et sedet a dextris Dei&lt;/i&gt; – “O Senhor Jesus, depois que lhes falou, foi assunto ao céu, e está sentado à direita de Deus” (Marc. 16, 19).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; Como a águia ensina os filhos a voarem, assim, no mistério de hoje, Jesus Cristo nos exorta a elevarmos o nosso vôo e a acompanhá-Lo ao céu, se não com o corpo, ao menos com nosso afeto. Desprendamos os nossos corações desta terra e suspiremos pela pátria celestial, onde se acha a nossa felicidade: &lt;i&gt;esperando&lt;/i&gt;, como diz o Apóstolo, &lt;i&gt;a adoção de filhos de Deus, a redenção do nosso corpo&lt;/i&gt;. Entretanto tenhamos sempre diante dos olhos os exemplos da vida mortal do Redentor e imitemos as suas belas virtudes, em particular a sua humildade e doçura.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. O lugar que competia a Jesus ressuscitado, era o céu, que é a morada das almas e dos corpos bem-aventurados. Quis Jesus, todavia, permanecer quarenta dias sobre a terra e aparecer repetidas vezes a seus discípulos para os certificar da sua ressurreição e instruí-los nas coisas relativas à sua Igreja: &lt;i&gt;Loquens de regno Dei&lt;/i&gt; (1) – “&lt;i&gt;Falando do reino de Deus&lt;/i&gt;”. – Tendo desempenhado esta nobre missão, quis o Senhor, antes de deixar a terra, mostrar-se mais uma vez aos apóstolos em Jerusalém; e depois de lhes exprobrar suavemente a sua dureza, por não acreditarem na sua ressurreição, ordenou-lhes que fossem para o Monte das Oliveiras, o lugar onde tinha começado a sua Paixão, afim de que compreendessem que o verdadeiro caminho para ir ao céu é o dos sofrimentos. Depois, cercado de cento e vinte pessoas, repetiu-lhes mais uma vez o que já lhes havia ordenado, especialmente que fossem pregar o Evangelho pelo mundo inteiro; feito o que o divino Redentor levantou as mãos e os abençoou.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em seguida, como medita São Boaventura (2), Jesus abraça a sua santíssima Mãe e aperta-a contra o coração, anima e conforta os seus discípulos, que, entre lágrimas, Lhe beijam os pés e com as mãos levantadas e o semblante extraordinariamente majestoso e amável, coroado e vestido como rei, se eleva lentamente ao céu, levando em sua companhia as numerosíssimas almas justas, livradas do limbo. – A esta vista todos os presentes ajoelham novamente e Jesus mais uma vez os abençoa. Afinal uma nuvem subtrai o divino Triunfador à sua vista, e Jesus vai sentar-se à direita do Pai, onde não cessa de ser nosso medianeiro e advogado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Avivemos a nossa fé, e contemplemos o júbilo que a entrada triunfal de Jesus causou no paraíso: alegremo-nos com o nosso divino Chefe e unamos os nossos afetos aos de Maria Santíssima e dos santos discípulos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Como a águia ensina seus filhos a voarem, assim, no mistério de hoje, Jesus Cristo nos exorta a elevar o nosso vôo e acompanhá-Lo ao céu, senão com o corpo, ao menos com os afetos. Desprendamos os nossos corações da terra, e suspiremos pela pátria celeste, onde se acha a nossa felicidade: esperando, como diz o Apóstolo, &lt;i&gt;a adoção de filhos de Deus, a redenção de nosso corpo&lt;/i&gt; (3). Entretanto, tenhamos sempre diante dos olhos os exemplos da vida mortal do Senhor; imitando a sua humildade e mansidão, o seu espírito de mortificação, a sua caridade e o seu zelo pela glória divina. – Numa palavra, despojamo-nos do homem velho, revestindo-nos das virtudes de Jesus Cristo, que são como que o manto, que, à imitação de Elias, ele deixou para seus discípulos, quando subiu ao céu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para vencermos todas as dificuldades que se encontram no caminho do Senhor, recordemos muitas vezes a grande verdade que os anjos ensinaram hoje aos discípulos, que, arrebatados, olhavam o céu, para o qual acabava de subir o seu amado mestre: Jesus Cristo voltará um dia à terra com a mesma majestade e glória, como Juiz dos vivos e dos mortos: &lt;i&gt;Sic veniet, quemadmodum vidistis eum euntem in coelum&lt;/i&gt; (4).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Meu querido Redentor Jesus, regozijo-me pelo vosso triunfo glorioso e rogo-vos que arranqueis de meu coração todo o afeto aos bens miseráveis desta terra, para não suspirar senão pelos do paraíso, que vós merecestes para mim pela vossa paixão. – A mesma graça peço de Vós, ó Pai Eterno. “Concedei-me que, assim como creio firmemente que vosso Filho unigênito e nosso Redentor subiu hoje ao céu, assim possa continuamente morar ali com o meu espírito e os meus desejos.” (5) – Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo e pela intercessão de Maria Santíssima. (*VIII 643.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Act. 1, 3.&lt;br /&gt;
2. Med. vit. Chr.&lt;br /&gt;
3. Rom. 8, 23.&lt;br /&gt;
4. Act. 1, 11.&lt;br /&gt;
5. Or. festi. curr.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 102 - 104.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/_Jo1DGeHDtM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/6347173703581770500/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/festa-da-ascensao-de-nosso-senhor-jesus.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/6347173703581770500?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/6347173703581770500?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/_Jo1DGeHDtM/festa-da-ascensao-de-nosso-senhor-jesus.html" title="Festa da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo." /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/festa-da-ascensao-de-nosso-senhor-jesus.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUECQHY-fip7ImA9WhBbEEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-9209539886991482650</id><published>2013-05-08T09:47:00.002-02:00</published><updated>2013-05-08T09:47:41.856-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-08T09:47:41.856-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>O dia da desilusão.</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Dormierunt somnum suum, et nihil invenerunt omnes viri divitiarum in manibus suis&lt;/i&gt; – “Dormiram o seu sono e nada acharam nas suas mãos todos estes homens de riquezas” (Ps. 75, 6).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; O dia da morte é chamado &lt;i&gt;dia de desilusão&lt;/i&gt;, porque nesse dia de verdade, à luz da vela mortuária, se vêem as coisas deste mundo bem diferentes do que agora nos aparecem. Se, pois, quisermos avaliar bem as honras, as dignidades, os prazeres, as riquezas, imaginemos estar no leito de morte; contemplemos dali os bens deste mundo e digamos: No fim da vida não se fará caso de tudo isso, mas somente daquilo que nos acompanha para a eternidade: &lt;i&gt;De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. Coisa maravilhosa! Quão grande é a prudência dos mundanos no que diz respeito aos bens da terra! Quantos passos não dão para adquirirem tal emprego, tal fortuna! Quantos cuidados para conservar a saúde do corpo! Mas que descuido pelo que diz respeito à alma; para a eternidade nada querem fazer! E no entanto é certo que a saúde, as dignidades, as riquezas devem acabar um dia, ao passo que não tem fim nem a alma nem a eternidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mais cedo ou mais tarde chegará o &lt;i&gt;dia da desilusão&lt;/i&gt;. Ó Deus, ao clarão da vela mortuária conhece-se a verdade e confessam os mundanos a sua loucura. Então não há nenhum que não exclame: Ah! Porque não deixei tudo para me santificar! – O papa Leão XI dizia na hora da morte: Melhor fora para mim ter sido porteiro num convento do que papa. Onório III, também papa, dizia igualmente na hora da morte: Antes tivesse ficado na cozinha de meu convento para lavar a louça.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Filippe II, rei de Espanha, estando para morrer, mandou chamar o filho, e entreabrindo as vestes seaes, mostrou-lhe o peito roído de vermes, dizendo:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Príncipe, vê como se morre, e aonde vêm a parar as grandezas do mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois exclamou:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Quem me dera ter sido simples frade de qualquer ordem e não monarca!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ao mesmo tempo mandou lançar ao pescoço uma corda da qual pendia uma cruz de madeira, e tendo disposto tudo para a morte, acrescentou:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Meu filho, quis que estivesses presente a este ato para veres bem como na morte o mundo trata os próprios reis. Quem tiver vivido melhor, achará lugar melhor junto de Deus.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Esse filho, depois Filippe II, quando por sua vez estava para morrer na idade de 23 anos, disse:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Meus vassalos, não faleis no meu elogio fúnebre senão no que estais vendo agora. Dizei que na morte de nada serve ser rei, senão para sentir maior tormento de o haver sido.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em seguida exclamou:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Prouvera a Deus que nunca tivesse sido rei e tivesse vivido num deserto no serviço de Deus! Poderia apresentar-me agora com mais confiança ao seu tribunal e não correria tamanho risco de me condenar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
De que servem, porém, tais desejos na hora da morte, senão para maior mágoa e desespero do que não amou a Deus durante a vida?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Com razão dizia Santa Teresa: Não se deve fazer caso das coisas que acabam com a vida; a verdadeira vida consiste em viver de tal modo que não se tenha de recear a morte. Se desejamos ver o que valem os bens da terra, consideremo-los com os olhos fitos na morte e digamos: as honras, as dignidades, os prazeres, as riquezas acabarão um dia: assim atendamos em nos fazer santos e ricos daqueles bens que nos acompanharão para a eternidade e nos tornarão contentes para sempre.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ah, meu Redentor, padecestes tantos sofrimentos e ignomínias por meu amor, e eu amei tanto os prazeres e bens passageiros deste mundo, que por causa deles cheguei a calcar aos pés a vossa graça. Mas se Vós, quando eu Vos desprezava, não deixastes de me procurar, não posso temer, ó meu Jesus, que me repeleis agora que Vos procuro e Vos amo de todo o coração e me arrependo mais de Vos ter ofendido do que se tivesse sofrido qualquer outra desgraça.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ó Deus de minha alma, de hoje em diante não Vos quero mais dar o menor desgosto que seja. Fazei-me saber o que Vos desagrada e nem por todos os bens do mundo quero fazê-lo. Fazei-me saber o que Vos agrada e pronto, estou a fazê-lo. Quero amar-Vos com todas as veras. Aceito, oh Senhor, todas as dores, humilhações, cruzes que me vierem de vossas mãos; dai-me somente a resignação necessária. &lt;i&gt;Hic ure, hic seca&lt;/i&gt;, vos direi com Santo Agostinho. Castigai-me nesta vida, afim de que na outra Vos possa amar eternamente. – Maria, minha Mãe, a vós me recomendo; não deixeis de rogar a Jesus por mim. (II 61.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 99 - 101.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/p5E7AKGntOQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/9209539886991482650/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/o-dia-da-desilusao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/9209539886991482650?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/9209539886991482650?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/p5E7AKGntOQ/o-dia-da-desilusao.html" title="O dia da desilusão." /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/o-dia-da-desilusao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkYEQ3k7eyp7ImA9WhBUGUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-1621690923827176150</id><published>2013-05-07T14:28:00.000-02:00</published><updated>2013-05-07T14:28:22.703-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-07T14:28:22.703-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>Infeliz de quem peca contando com o perdão.</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Effugium peribit ab eis, et spes illorum abominatio animae&lt;/i&gt; – “Não lhes ficará refúgio e a esperança deles será abominação de sua alma” (Iob. 11, 20).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; Deus suporta, mas não suporta sempre. Quando se encheu a medida dos pecados que Deus quer perdoar, lança mão dos castigos mais formidáveis. Se Deus suportasse sempre, ninguém se condenaria, mas é opinião comum, que a maior parte dos adultos, incluindo os cristãos, se condenam. Infelizes de nós portanto, se pecarmos na esperança do perdão e abusarmos da misericórdia de Deus, para o ultrajar mais! Seremos irreparavelmente condenados para sempre, como se condenaram tantos outros nossos iguais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. Escreve São Bernardo que a esperança do perdão, que os pecadores têm quando pecam, não atrai a misericórdia de Deus, mas sim a sua maldição. Pelo que São João Crisóstomo nos avisa: Tomai cuidado, porque não é Deus que vos promete misericórdia, mas antes o monstro insaciável do inferno, afim de que desta maneira pequeis mais livremente. E Santo Agostinho acrescenta: &lt;i&gt;Sperant ut peccent; vae a perversa spe!&lt;/i&gt; Ai daqueles que não esperam afim de que Deus lhes perdoe os pecados de que se arrependem, mas esperam que, ao passo que continuam a pecar, Deus tenha piedade deles. – Quantas almas se não deixaram enganar e se perderam por esta vã esperança! Diz ainda o Santo. Tal esperança é uma abominação aos olhos de Deus: &lt;i&gt;Spes illorum abominatio&lt;/i&gt;. Longe de mover o Coração de Deus à misericórdia, irrita-O para castigar mais depressa o culpado, assim como um criado irritaria a seu amo se o ofendesse porque é bom. Diz São Bernardo que Lúcifer foi tão depressa castigado por Deus porque se revoltou com a esperança de não ser punido. O rei Manassés foi pecador; mas converteu-se em seguida e Deus lhe perdoou. Amon, filho de Manassés, vendo o pai tão facilmente perdoado, entregou-se à vida desregrada na esperança do perdão; mas para Amon não houve misericórdia. Diz também São João Crisóstomo que Judas se perdeu porque pecou confiado na clemência de Jesus Cristo: &lt;i&gt;Fidit in lenitate Magistri&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Numa palavra: se Deus suporta, não suporta sempre. Se Deus suportasse sempre, ninguém se condenaria. No entanto, a opinião mais comum é de que a maior parte dos adultos, incluindo os cristãos, se condenam: &lt;i&gt;Lata porta et spatiosa via est, quae ducit ad perditionem, et multi intrant per eam&lt;/i&gt; (1) – “&lt;i&gt;Larga é a porta e espaçosa a estrada que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela&lt;/i&gt;”. Infeliz, portanto, de quem abusa da misericórdia de Deus para o ultrajar mais! Perder-se-á irreparavelmente para todo o sempre.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. &lt;i&gt;Meus irmãos&lt;/i&gt;, escreve São Paulo, &lt;i&gt;não vos enganeis; de Deus não se zomba: aquilo que o homem semear, isso colherá&lt;/i&gt; (2). O que semeia pecados, não tem a esperar senão os castigos do inferno. Seria zombar de Deus o querer continuar a ofendê-Lo e depois desejar o paraíso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ai de mim, ó Senhor, que por tantos anos não pensei senão em Vos ofender. Estes anos já se foram, talvez já esteja próxima a minha morte e que acho em mim senão motivos de tristeza e remorsos de consciência? Quem me dera Vos tivesse servido sempre, ó meu Senhor! Insensato que fui! Já há tantos anos que vivo nesta terra e em vez de adquirir merecimentos para a vida futura, tenho-me carregado de dívidas para com a justiça divina. Meu querido Redentor, dai-me luz e força para ajustar as minhas contas. Talvez a minha morte não esteja longe. Quero preparar-me para o momento que decidirá da minha felicidade ou desgraça eterna. Agradeço-Vos o terdes esperado por mim até agora. Já que me dais tempo para reparar o mal que fiz, eis-me aqui, ó meu Deus: dizei-me o que quereis que eu faça.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quereis, ó Senhor, que me arrependa das ofensas feitas? Arrependo-me e detesto-as de toda a minha alma. Quereis que empregue os anos ou dias de vida que me restam, em Vos amar? Ah! Quero fazê-lo. Meu Deus, no passado tomei muitas vezes a resolução de o fazer, mas as minhas promessas se tornaram outras tantas traições. Mas, meu Jesus, não quero mais ser ingrato depois de tantos favores que me destes. Se agora não mudo de vida, como poderei na hora da morte esperar o perdão e o céu? Agora estou firmemente resolvido a Vos servir com todas as veras. Dai-me força; não me desampareis.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Permiti, pois, que Vos ame, ó Deus, digno de infinito amor. Aceitai o traidor que agora arrependido se abraça com os vossos pés, Vos ama e Vos suplica misericórdia. Amo-Vos, &lt;span style="background-color: white; font-family: 'Times New Roman', Times, FreeSerif, serif; font-size: 18px; line-height: 24px; text-align: justify;"&gt;†&lt;/span&gt;&lt;i&gt; Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas&lt;/i&gt;, amo-Vos de todo o coração, amo-Vos mais que a mim mesmo. Sou vosso; disponde de mim e de tudo que é meu, segundo a vossa vontade; dai-me a perseverança em Vos obedecer, dai-me vosso amor e depois fazei de mim o que quiserdes. – Maria, minha Mãe, minha esperança e meu refúgio, a vós me recomendo, a vós entrego a minha alma; rogai a Jesus por mim. (*II 77.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Matth. 7, 13.&lt;br /&gt;
2. Gal. 6, 7-8.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 96 - 99.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/RyKhmh9gelo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/1621690923827176150/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/infeliz-de-quem-peca-contando-com-o.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/1621690923827176150?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/1621690923827176150?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/RyKhmh9gelo/infeliz-de-quem-peca-contando-com-o.html" title="Infeliz de quem peca contando com o perdão." /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/infeliz-de-quem-peca-contando-com-o.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkMBSHc8cSp7ImA9WhBUGU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-6198648291705418567</id><published>2013-05-07T10:39:00.003-02:00</published><updated>2013-05-07T10:40:59.979-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-07T10:40:59.979-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>Quem deseja a salvação deve temer a condenação.</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Cum metu et tremore vestram salutem operamiui&lt;/i&gt; – “Trabalhai em vossa salvação com medo e tremor” (Phil. 2, 12).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; Avisa-nos São Paulo que devemos trabalhar em nossa salvação não só com medo, mas com tremor, visto que se trata da eternidade. Se na hora da morte estivermos na graça de Deus, tudo estará seguro: seremos felizes para sempre. Se, ao contrário, a morte nos achar em pecado mortal, com que desespero confessaremos: Desviei-me do caminho e já não há remédio em toda a eternidade! Meu irmão, aproveitemo-nos do aviso. Quem sabe se esta meditação não é para mim o último convite... Quem sabe se não morreremos repentinamente!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. São Paulo nos previne que devemos trabalhar em nossa salvação não só com medo, mas com tremor; porquanto quem não teme e treme pela sua salvação, não se salvará: &lt;i&gt;Cum metu et tremore vestram salutem operamini&lt;/i&gt;. Um rei da Sicília, para fazer compreender a um simples cidadão o receio que o dominava no trono, o mandou sentar à mesa com uma espada suspensa por um fio delgado sobre a cabeça, de modo que, nesta terrível situação, mal podia comer um bocado. Coisa igual se dá conosco: todos nós estamos em semelhante perigo, pois que, de um instante para outro, pode cair sobre nós a espada da morte, da qual depende a nossa eterna salvação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Trata-se da eternidade. &lt;i&gt;Si ceciderit lignum ad austrum aut ad aquilonem, in quocumpque loco ceciderit, ibi erit&lt;/i&gt; (1) – “&lt;i&gt;Se a árvore cair para a parte do sul ou para a do norte, em qualquer lugar onde cair, aí ficará&lt;/i&gt;”. Se na morte nos acharmos na graça de Deus, qual não será a alegria da alma, que então poderá dizer: “Tudo está seguro, já não posso mais perder a Deus, serei feliz para sempre!” Mas se a morte achar a alma em estado de pecado, com que desespero não exclamará: “&lt;i&gt;Ergo erravimus!&lt;/i&gt; (2) Desviei-me do caminho e para a minha aberração já não há remédio em toda a eternidade!”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foi este receio que fez o Bem-aventurado João de Ávila, apóstolo de Espanha, dizer quando lhe anunciaram a aproximação da morte: “Oxalá tivesse mais um pouco de tempo para me preparar para a morte!” Foi o mesmo temor que fez o Abade Agathon dizer, posto que morresse depois de longos anos de penitência: “Que será feito de mim? Quem conhece os juízos de Deus?” Santo Arsênio tremia igualmente à vista da morte, e perguntando-lhe seus discípulos a causa, respondeu: “Meus filhos, este temor não é novo em mim, tive-o sem cessar durante toda a minha vida.” Mais que ninguém tremia o santo homem Jó, quando exclamava: &lt;i&gt;Quid faciam, cum surrexerit ad iudicandum Deus?&lt;/i&gt; (3) – “Que farei, quando o Senhor se levantar para me julgar? E Quando me interrogar, que lhe responderei?” E tu, meu irmão, que poderias responder a Jesus Cristo se ele te deixasse morrer neste instante e te chamasse perante o seu tribunal?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Meu irmão, quem sabe se a meditação que estás lendo, não é o último convite que Deus te faz? Preparemo-nos, portanto, quanto antes para a morte, afim de que não nos colha de improviso. Diz Santo Agostinho que Deus nos oculta o último dia da vida para que estejamos todos os dias preparados para morrer: &lt;i&gt;Latet ultimus dies, ut observentur omnes dies&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ah, meu Deus, quem houve jamais que me tenha amado mais do que Vós? E a quem tenho eu mais desprezado e injuriado do que a Vós? Ó Sangue, ó Chagas de Jesus, Vós sois a minha esperança. Pai Eterno, não repareis nos meus pecados; olhai as chagas de Jesus Cristo, olhai vosso Filho querido, que morre de dor por amor de mim, e Vos pede que me perdoeis. Arrependo-me, ó meu Criador, de Vos ter ofendido, e sinto-o mais que qualquer outro mal. Vós me criastes para que Vos ame, e vivi como se me tivésseis criado para Vos ofender. Por amor de Jesus Cristo, perdoai-me e dai-me a graça de Vos amar. Outrora eu resistia à vossa vontade; mas agora não quero mais resistir; quero fazer tudo que me ordenardes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ordenais-me, ó Senhor, que deteste os ultrajes que Vos fiz; pois bem, detesto-os de todo o coração. Ordenais que tome a resolução de não Vos ofender mais; eis que resolvo antes perder mil vezes a vida do que a vossa graça. Ordenais que Vos ame de todo o coração; ah sim! De todo o coração Vos amo, e não quero amar senão a Vós; de hoje em diante sereis o meu único bem, o meu único amor. Peço-Vos, e de Vós espero obter, a santa perseverança. – Meu Pai, pelo amor de Jesus Cristo, fazei com que eu Vos seja fiel e Vos diga sempre com São Boaventura: Sois o meu bem-amado, o meu único amor:&lt;i&gt; Unus est dilectus meus, unus amor meus&lt;/i&gt;. Não, não quero que a minha vida sirva para Vos dar desgosto; quero que me sirva somente para chorar as mágoas que Vos causei, e para Vos amar. – Maria, minha Mãe, vós rogais por todos os que se vos recomendam; rogai também por mim a Jesus. (II 26.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Eccles. 11, 3.&lt;br /&gt;
2. Sap. 5, 6.&lt;br /&gt;
3. Iob. 31, 14.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 94 - 96.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/s4DJ1HXKaqc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/6198648291705418567/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/quem-deseja-salvacao-deve-temer.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/6198648291705418567?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/6198648291705418567?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/s4DJ1HXKaqc/quem-deseja-salvacao-deve-temer.html" title="Quem deseja a salvação deve temer a condenação." /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/quem-deseja-salvacao-deve-temer.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMER34ycCp7ImA9WhBUGE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-5605804894053835199</id><published>2013-05-06T00:13:00.001-02:00</published><updated>2013-05-06T00:13:26.098-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-06T00:13:26.098-02:00</app:edited><title>Padre Daniel Pinheiro - IBP.</title><content type="html">&lt;header class="entry-header"&gt;
      &lt;h1 class="entry-title"&gt;
&lt;a href="http://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/2013/05/05/sermao-e-preciso-rezar-e-rezar-bem/" rel="bookmark"&gt;[Sermão] É preciso rezar, e rezar&amp;nbsp;bem.&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;div class="entry-meta"&gt;
    &lt;span class="sep"&gt;Publicado em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/2013/05/05/sermao-e-preciso-rezar-e-rezar-bem/" rel="bookmark" title="21:19"&gt;&lt;time class="entry-date" datetime="2013-05-05T21:19:18+00:00"&gt;05/05/2013&lt;/time&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="by-author"&gt; &lt;span class="sep"&gt; por &lt;/span&gt; &lt;span class="author vcard"&gt;&lt;a class="url fn n" href="http://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/author/vitorfbarbosa/" rel="author" title="Ver todos os posts de bonusmiles"&gt;bonusmiles&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;
&lt;/header&gt;

    &lt;div class="entry-content"&gt;
   &lt;h6 style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Sermão para o Quinto Domingo depois da Páscoa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="color: black;"&gt;5 de maio de 2013 -&amp;nbsp;Padre Daniel Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;br /&gt;

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.&amp;nbsp;Ave-Maria…&lt;br /&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;
***&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É o terceiro domingo seguido, caros 
católicos, em que Nosso Senhor Jesus Cristo nos fala de sua subida aos 
céus, de sua Ascensão, que será comemorada na próxima quinta-feira, 
quarenta dias depois de sua Ressurreição. A Ascensão de Nosso Senhor é, à
 primeira vista, um motivo de tristeza para os Apóstolos e para os 
discípulos do Mestre, ainda muito voltados para as coisas terrenas. Da 
mesma forma, poderíamos pensar que, para nós, nossa alegria seria muito 
maior com a presença de Nosso Senhor na Terra. Todavia, era preciso que 
Cristo subisse ao Pai, para sentar-se à direita dEle – nem acima, nem 
abaixo, mas à direita – para manifestar a igualdade de natureza com o 
Pai. Era preciso que Cristo subisse aos céus também para manifestar, 
definitivamente, que seu sacrifício sobre a cruz foi perfeitamente 
aceito por Deus. Além disso – manifestar a divindade de Cristo e a 
aceitação de seu sacrifício – a Ascensão tem também consequências 
excelentes para nós. Nosso Senhor afirma que é bom para nós que ele suba
 ao Pai, a fim de poder enviar o Paráclito, que ensinará toda a verdade 
aos apóstolos, &amp;nbsp;mas também porque no céu Ele intercederá por nós diante 
do Pai. Assim como o sumo sacerdote do Antigo Testamento entrava no 
Santo dos Santos para interceder pelo povo, Cristo entra na glória 
celestial para interceder por nós, como nos diz São Paulo (Hebreus VII, 
25), pois sua simples presença, com sua natureza humana e as chagas 
gloriosas de seu sacrifício, é já uma intercessão por nós. Deus, vendo a
 natureza humana de Cristo, terá misericórdia daqueles que Cristo veio 
salvar, terá misericórdia de nós.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tendo sido fortalecido na fé quanto à 
divindade de Cristo e de sua intercessão por nós no céu, podemos 
dirigir, com toda confiança, nossas orações a Deus. E tudo o que 
pedirmos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, explicitamente ou 
implicitamente, obteremos, nos diz Ele no Evangelho de hoje. Todavia, 
nosso Salvador diz em outra ocasião que no dia do juízo haverá muitos 
que invocaram seu nome, mas que não se salvaram. E quantas vezes, de 
fato, nossas orações não são atendidas, apesar de invocarmos a mediação 
de Cristo. Isso se explica facilmente, caros católicos. Não basta rezar,
 invocando o nome de Nosso Senhor. É preciso rezar bem. O apóstolo São 
Thiago nos diz claramente: “&lt;em&gt;Vós pedis e não recebeis porque pedis mal&lt;/em&gt;” (Thiago IV, 3).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
***&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para rezar bem, é preciso primeiramente, &lt;strong&gt;que nossa alma esteja em boas disposições&lt;/strong&gt;. Em seguida, é preciso &lt;strong&gt;pedir coisas boas&lt;/strong&gt;, quer dizer, coisas que nos dirigem para Deus. Finalmente, é preciso &lt;strong&gt;pedir de um modo digno da majestade divina à qual nos dirigimos&lt;/strong&gt;. Se seguimos esses três pontos, nossa oração será atendida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;É preciso, então, que estejamos bem dispostos.&lt;/strong&gt;
 Isso significa que, quando rezamos, devemos estar em estado de graça, 
em amizade com Deus ou pelo menos não devemos estar endurecidos no mal, 
se por infelicidade nos afastamos de Deus pelo pecado. Deus não costuma 
ouvir o homem que, endurecido no mal e sem se preocupar com o estado de 
sua alma, recorre a Ele somente para pedir coisas temporais. E se às 
vezes Deus o ouve, pode se tratar mais de uma punição do que de um favor
 propriamente dito. Evidentemente, se o pecador começa a querer detestar
 seu pecado e começa a voltar-se para Deus, Ele, infinitamente bom e 
misericordioso, olhará com compaixão e amor para o pecador e lhe dará 
graças de conversão, penitência e perdão. Para rezar bem devemos estar 
bem dispostos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Em seguida, devemos pedir algo que é bom.&lt;/strong&gt;
 Acabamos de ouvir Nosso Senhor dizer no Evangelho: tudo o que pedirdes a
 meu Pai em meu nome, Ele vos dará. Ora, Deus, sendo a bondade perfeita,
 nos dá tudo aquilo que pedimos, desde que isso seja uma coisa boa. Se 
Ele nos desse algo ruim, Ele estaria em contradição com sua bondade 
infinita. E uma coisa é boa nessa terra se ela nos ajuda, de um modo ou 
de outro, a ganhar o céu. Assim, quando pedimos a nossa salvação ou 
coisas necessárias para a nossa salvação – como as virtudes, por 
exemplo, ou quando pedimos para vencer um vício – nós podemos estar 
seguros de que seremos atendidos, se estamos bem dispostos e se 
observamos as outras condições das quais falaremos em breve. Podemos 
também e devemos pedir coisas temporais (como a saúde, por exemplo, e 
bens materiais). Mas como essas coisas podem tanto nos aproximar quanto 
nos afastar de Deus, com muita frequência Ele não nos concede esses bens
 temporais, pois eles nos afastariam de sua divina majestade. Vale muito
 mais ser doente e suportar em união com Deus e com paciência uma doença
 do que estar com saúde, mas utilizar essa saúde para fazer o mal. 
Assim, quando pedimos coisas temporais a Deus, devemos nos submeter 
inteiramente à sua divina sabedoria, que poderá nos conceder ou negar 
tais bens em virtude da utilidade ou não deles para a nossa salvação. E 
Ele sabe muito melhor do que nós o que é útil para nossa salvação. Dessa
 forma, nossa oração deve ter por objeto todo bem espiritual que nos 
dirige para a nossa salvação. Nossa oração pode ter por objeto também as
 coisas temporais, sabendo que Deus pode atender a essa oração ou não, 
na medida em que esses bens temporais são bons ou não para a nossa alma.
 Para rezar bem, é preciso, então, uma boa disposição e é preciso pedir 
coisas boas. Santo Agostinho diz que aquele que pede coisas contrárias à
 salvação, não as pede em nome de Cristo, por mais que o nome de Nosso 
Senhor seja invocado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Além de ter uma boa disposição e 
de pedir o que é bom, devemos pedir de uma maneira que seja digna da 
majestade divina à qual nos dirigimos.&lt;/strong&gt; Isso quer dizer que 
devemos rezar com uma verdadeira piedade. Essa piedade não se confunde 
com um ardor mais ou menos sentimental. Ao contrário, essa piedade se 
realiza com a atenção, com a humildade, com a confiança e com a 
perseverança.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Devemos, então, rezar com atenção:&lt;/strong&gt;
 a distração voluntária – enfatizo bem: voluntária – acompanha muito mal
 o pedido de algo que não nos é devido. Como desejar que Deus ouça os 
nossos pedidos, se nós mesmos não escutamos aquilo que estamos dizendo? 
Se rezamos sem atenção, com sonolência, pensando em mil coisas alheias à
 oração, já não se trata de oração, pois nossa inteligência e vontade se
 aplicam a outra coisa. Honramos Deus com os lábios, mas não com o nosso
 coração, com nosso espírito. Assim, devemos evitar as distrações 
voluntárias e combater as distrações involuntárias. E, se por fraqueza, 
não conseguirmos vencer as distrações involuntárias, nossa oração será, 
mesmo assim, plenamente agradável a Deus, pois fizemos o possível, com 
generosidade, para afastá-las, combatendo-as. Para evitar as distrações,
 é preciso escolher, na medida do possível, as circunstâncias que 
favoreçam a oração. Circunstâncias de lugar, horário… Ao rezarmos, 
devemos evitar também toda precipitação, rezar muito rápido, comendo as 
palavras… Uma Ave-Maria bem dita honra mais a Nossa Senhora e dá mais 
frutos do que 100 rezadas de qualquer jeito. Rezar com atenção demanda 
esforço e paciência. Não devemos desistir sob pretexto de que não 
conseguimos; devemos progredir, ainda que lentamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Não basta rezar com atenção, devemos rezar com humildade&lt;/strong&gt;.
 A Sagrada Escritura nos ensina que Deus resiste aos soberbos, mas que 
Ele dá a sua graça aos humildes. Devemos, então, quando rezamos, nos 
apresentar diante de Deus como o publicano, reconhecendo nossa 
incapacidade, nossas misérias, nossas fraquezas, nossa indignidade. Essa
 humildade é, antes de tudo, interior e ela faz que nos apoiemos 
unicamente na misericórdia infinita de Deus e nos méritos infinitos de 
Cristo. Essa humildade interior termina por se manifestar também 
exteriormente: o publicano não ousava nem levantar seus olhos. Se nos 
apresentamos diante de Deus com presunção e arrogância, com grande 
estima de nós mesmos e para mostrar nossas virtudes, nossas orações 
serão infalivelmente estéreis. Elas serão também estéreis se, mais do 
que orações, elas são exigências, como se Deus fosse obrigado a nos dar 
aquilo que pedimos. Deus resiste aos soberbos. Mas a oração daquele que 
se humilha penetra nos céus.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;A piedade na oração implica também uma grande confiança.&lt;/strong&gt;
 Nossa oração deve ser confiante porque ela se dirige a Deus, que é 
todo-poderoso e que quer o melhor para nós. Nossa oração se dirige à 
infinita bondade de Deus, que nos governa, que cuida de nós e que quer o
 melhor para nós. Se Deus nos ajuda – e felizmente – mesmo quando não 
pedimos, como foi o caso nas Bodas de Caná, podemos ter certeza que Ele 
nos ouvirá se rezamos bem. Essa confiança na oração é um preceito dado 
por São Thiago&amp;nbsp;: “se alguém quer pedir algo a Deus, peça com confiança.”
 Não deixemos de ter essa confiança, caros católicos, em nossas orações.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;A última qualidade da oração piedosa é a perseverança.&lt;/strong&gt;
 Não basta pedir um instante, uma vez ou algumas vezes para sermos 
ouvidos, como se pudéssemos determinar o momento em que Deus deve nos 
conceder seus favores. Deus nos pede a perseverança na oração porque com
 muita frequência Ele não nos atende imediatamente, a fim de provar e 
purificar a nossa fé e confiança, a fim de nos fazer rezar mais, a fim 
de nos fazer apreciar melhor suas graças ou por outra razão digna de sua
 sabedoria. Vejamos, por exemplo, a perseverança do paralítico na 
piscina probática: ele esperou 38 anos, ele perseverou durante 38 anos. E
 por que Deus fez esse paralítico esperar 38 anos&amp;nbsp;? Para que ele fosse 
curado pelo Messias e para que, por meio dessa cura, os outros pudessem 
reconhecer o Verbo de Deus encarnado. Após 38 anos de espera, a cura foi
 muito mais perfeita não somente para o paralítico mas também para os 
outros. A espera de 38 anos foi recompensada pela cura da alma dos que 
presenciaram a cena. E quantos exemplos de perseverança no Evangelho: a 
cananéia, que insiste para que Nosso Senhor dê as migalhas destinadas 
aos cachorros, o amigo importuno que pede o pão e tantos outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Devemos, ainda, acrescentar um desejo ardente de sermos atendidos, pois é a nossa salvação que está em jogo.&lt;/strong&gt;
 Devemos rezar com diligência e querendo ser atendidos e não com 
indiferença ou tibieza. O Anjo disse ao Profeta Daniel: você foi 
atendido porque você é um homem de desejos&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eis, então, caros católicos, como devemos rezar. &lt;strong&gt;Mas
 falta algo que aumenta muito a eficácia de nossas orações: confiá-la 
nas mãos de Maria Santíssima para que ela apresente nossas súplicas ao 
seu Filho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assim, se não estamos endurecidos no 
pecado, se pedimos coisas úteis para nossa salvação, e as pedimos com 
atenção, humildade, confiança, perseverança e fervor, seremos sempre e 
infalivelmente atendidos por Deus, se pedimos algo para nós mesmos. 
Rezemos, então, e rezemos muito e rezemos bem porque a oração bem feita é
 o alimento da nossa alma. Ela é a arma de defesa e de ataque contra o 
demônio, as tentações, o pecado. A oração bem feita é a chave dos 
tesouros celestes. Ela é o grande meio para nossa santificação e 
salvação. E se temos dificuldades para fazer uma boa oração, e 
certamente o temos, façamos como os Apóstolos e peçamos a Nosso Senhor 
que nos ensine a rezar, porque aquele que reza bem se salva, enquanto 
aquele que não reza se condena.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;footer class="entry-meta"&gt;
            &lt;span class="cat-links"&gt;
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&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As promessas de Deus e a eficácia da oração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amen, amen dico vobis: si quid petieritis Patrem in nomine meo, dabit vobis&lt;/span&gt; -  “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, Ele vo-la dará” (Io. 16, 23).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sumário. Considera como o divino Redentor engrandece a eficácia da oração: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em verdade, em verdade vos digo: que tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará&lt;/span&gt;. Nem é só neste lugar, mas em muitos outros lugares do Antigo e Novo Testamento, que Deus promete ouvir a quem o roga. Animo pois, e nunca deixemos de recorrer ao Senhor. Peçamos sempre as graças no nome e pelo amor de Jesus Cristo. E para sermos atendidos mais facilmente, valhamo-nos da intercessão de Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I. Considera como o divino Redentor engrandece no Evangelho deste dia a eficácia da oração. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em verdade, em verdade vos digo: que tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará&lt;/span&gt;. E não é somente neste lugar, mas em muitos outros, tanto do Antigo como do Novo Testamento, que Deus promete ouvir a quem o roga. Pela boca de Jeremias diz: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dirigi-te a  mim pela orarão, e te atenderei.&lt;/span&gt;” (1) Nos Salmos repete: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chama-me em teu auxílio, e livrar-te-ei.&lt;/span&gt;”(2) No Evangelho de São Lucas acrescenta: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedi, e dar-se-vos-á ..., porque todo aquele que pede, recebe.&lt;/span&gt;”(3) No Evangelho de São João, Jesus diz: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo o que me pedirdes em meu nome, fá-lo-ei.&lt;/span&gt;” (3) “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedi tudo que quiserdes, que logo vos será concedido.&lt;/span&gt;” (4) E assim há muitas outras passagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso o Profeta nos incita a rezar, afirmando-nos que: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o Senhor é suave e benigno e todo misericórdia para os que o invocam&lt;/span&gt;” (5). E mais ainda anima-nos São Thiago, dizendo: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Si quis vestrum indiget sapientia, postulet a Deo, qui dat omnibus affluenter&lt;/span&gt;" (6). – “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se alguém de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente&lt;/span&gt;”. Diz este Apóstolo que, quando se ora ao Senhor, este abre as mãos e dá mais do que se Lhe pede. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nec improperat&lt;/span&gt;, e não impropéra; parece, ao contrário, que se esquece de todas as ofensas que lhe foram feitas. – Numa palavra, é tão grande a eficácia da oração, que nos pode obter tudo; porque, como diz São João Clímaco, a oração faz de algum modo violência a Deus, obrigando-o a conceder-nos tudo o que Lhe pedimos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oratio pie, Deo vim infert&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A razão desta eficácia, segundo a explicação de São Leão, é que Deus por sua natureza é uma bondade infinita, e por isso tem um extremo desejo de nos fazer participar de seus bens, e é maior o desejo de Deus de nos fazer bem, do que o nosso de receber. Deus, portanto, não pode deixar de atender a quem o roga; o que leva Santa Maria Madalena de Pazzi a afirmar que Deus, por assim dizer, contrai obrigações com a alma que a ele recorre, porque lhe fornece o ensejo de dispensar as graças conforme almeja o seu coração&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II. Injustamente se queixam alguns, como se o Senhor não os quisesse atender; muito ao contrário, observa São Bernardo, eles mesmos se acham em falta, deixando de Lhe pedir as graças. - Disso parece exatamente que Jesus Cristo se queixou quando, repreendendo docemente a seus discípulos e na pessoa deles a todos nós, acrescenta: “Até agora não pedistes nada em meu nome; pedi e obtereis, afim de que o vosso gozo seja perfeito”: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Petite et accipietis, ut gaudium vestrum sit plenum&lt;/span&gt;. Como se dissesse: Não vos queixeis de mim, se não tendes sido completamente felizes; queixai-vos antes de vós mesmos, porque não me pedistes graças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Animo pois, meu irmão, e não deixemos nunca de recorrer a nosso bom Deus, que, particularmente no Sacramento do altar, dá audiência a todos, e está sempre com as mãos cheias de graças para as distribuir a quem as pede. Notemos, porém, as palavras: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in nomine meo&lt;/span&gt; – “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em meu nome&lt;/span&gt;”. Pedir em nome de Jesus, não somente quer dizer pedir com confiança nos merecimentos de Jesus, mas também pedir coisas úteis para a nossa eterna salvação. Pelo que Santo Agostinho diz: Não pede em nome de Jesus Cristo, quem pede coisas prejudiciais a própria salvação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ó Pai eterno, adoro-Vos, reconheço-Vos por fonte de todo o bem, e graças Vos dou pelos muitos benefícios que me concedestes. Especialmente Vos agradeço a luz pela qual me fizestes conhecer que toda a minha salvação consiste na oração. Quero responder ao vosso convite e Vos peço em nome de Jesus Cristo que me concedais uma grande dor dos meus pecados e a perseverança na vossa graça. “Fazei também, ó meu Deus, que pela vossa inspiração eu conheça o que é reto, e pela vossa graça o execute” (7).  Bem sei que não mereço esses favores, mas vosso Filho os prometeu a quem Vo-los pede pelos seus merecimentos, e é pelos merecimentos de Jesus Cristo que Vo-lo peço, e espero obtê-los. - Ó Maria, vossas orações obtêm tudo quanto pedem; rogai por mim. (*II 136.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
---------------&lt;br /&gt;
1. Ier. 33, 3.&lt;br /&gt;
2. Sal. 49, 15.&lt;br /&gt;
3. Luc. 1, 9 e 10.&lt;br /&gt;
4. Io. 14, 14.&lt;br /&gt;
5. Io. 15, 7.&lt;br /&gt;
6. Sal 85, 5.&lt;br /&gt;
7. Or. Dom. curr.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 91 - 93.)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/jCWtkQ5OG8A" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/8134343718823663235/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/quinto-domingo-depois-da-pascoa_5.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/8134343718823663235?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/8134343718823663235?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/jCWtkQ5OG8A/quinto-domingo-depois-da-pascoa_5.html" title="QUINTO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/quinto-domingo-depois-da-pascoa_5.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0IER309fCp7ImA9WhBUF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-994657246565708188</id><published>2013-05-05T14:31:00.001-02:00</published><updated>2013-05-05T14:31:46.364-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-05T14:31:46.364-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comentário Apologético do Evangelho Dominical - Pe. Julio Maria" /><title>QUINTO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O milagre dos séculos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No Evangelho deste Domingo destaca-se o grande desejo de Nosso Senhor de ser amado pelos homens: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O meu Pai vos ama&lt;/span&gt;, diz Ele, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;porque vós me amastes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O amor é um dom de Deus, e como todo dom, para ser recebido deve ser pedido, Jesus repreende os apóstolos de não terem bastante pedido este amor a Deus, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;em seu nome&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuando o nosso estudo apologético da Pessoa de Jesus Cristo, apliquemos-Lhe esta frase do Evangelho: “Ele quer ser amado pelos homens, e profetizou que seria amado”; completando-a por uma outra, em que Ele prediz que seria odiado pelo mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São duas profecias de Jesus Cristo: Tais profecias realizaram-se plenamente. Logo Jesus Cristo é Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Jesus pede e obtém &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o amor&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
2. Jesus profetiza e obtém &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o ódio&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contemplando o mundo, notamos este estranho fenômeno: ninguém fica indiferente: os homens amam a Jesus Cristo, ou o odeiam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I. Jesus pede e obtém o amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Cada página do Evangelho nos exprime esta grande aspiração de Jesus Cristo: ser amado pelos homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o grande, o primeiro mandamento da lei: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amarás o teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Notemos que, não somente Ele quer ser amado, mas quer  ser amado  por todos, acima de tudo, e diz abertamente que há de sê-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São estranhas estas afirmações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ser amado de umas pessoas: é a grande aspiração do homem; mas, quem já se lembrou em querer ser amado por todos? Ninguém: o homem quer honras, glórias, riquezas, felicidade sem medida, mas ele se contenta facilmente com o amor de um coração ou de poucos corações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesus Cristo sai deste limite estreito; Ele aspira pelo amor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;todos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E não se contenta, ainda, com este amor universal; exige um amor &lt;span style="font-style: italic;"&gt;acima de tudo&lt;/span&gt;, isto é: um amor que faça empalidecer todos os demais amores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os pais amam a seus filhos, como sendo um pedaço de seu coração; os filhos amam a seus pais, como sendo um prolongamento da existência destes; este amor sagrado é um verdadeiro culto, pois bem, Jesus Cristo quer ser amado acima deste amor e não hesita em declarar que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem ama a seu pai e a sua mãe, mais do que a Ele não é digno dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O amor da mãe para o seu filhinho e a expressão do que há de mais forte e terno no amor humano; pois bem, Jesus Cristo quer ser mais amado do que este recém-nascido e declara &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não ser digno dele quem amar o filho ou a filha mais do que a Ele!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parece uma loucura; e em condições semelhantes com tamanhas exigências, parece que Jesus Cristo se expõe ao ridículo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas aí não se limita a exigência do Salvador. Este amor tão absoluto, Ele nos anuncia que há de obtê-lo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;depois da sua morte&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não foi Ele amado durante a sua vida, mas anuncia que o será após a sua morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele tão amável, tão bom, tão carinhoso, trazendo sobre o seu semblante, a beleza divina da santidade, foi traído durante a sua vida, cuspido, maltratado, pregado numa cruz, e no meio deste desprezo, Ele profetiza que depois de morto, seria amado por todos, acima de tudo, com um amor de paixão e de êxtase.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oh! Verdadeiramente, ou Jesus Cristo não conhece o coração humano, ou é louco, a menos que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seja Deus&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ora, Jesus Cristo alcançou o que pediu. A humanidade ama ao Cristo, serve ao Cristo, se imola pelo Cristo, e proclama este amor pelas suas virtudes, e as suas obras. Logo Ele é Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt;
II. Jesus profetiza e obtém o ódio&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
A esta prova de divindade de Jesus Cristo é preciso juntar-se a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;contra-prova&lt;/span&gt;, isto é, uma outra profecia não menos estranha que a primeira e não menos admiravelmente realizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesus Cristo profetizou que seria odiado: e Ele recebeu e recebe diariamente este ódio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a coisa mais incompreensível na vida de Jesus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele veio a este mundo, pobre, humilde, cresceu no trabalho e na pobreza, aureolado de pureza e de bondade; depois passou a sua vida fazendo o bem a todos, amando a todos, ensinando a todos, uma doutrina de amor e de perdão, e ei-Lo a profetizar que será perseguido, odiado durante a sua vida e após a sua morte; não somente Ele, mas seus discípulos... e que por ódio a Ele estes seriam lançados nos cárceres, citados perante os tribunais, sacrificados, mortos como criminosos e isto não somente numa época, num país, mas pelos séculos e as nações afora... Isto é incompreensível!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o que é mais incompreensível ainda é que tal profecia haja sido levada a efeito e se leva com um rigor matemático e com uma barbaridade sem medida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É difícil fazer-se amar... mas é mais difícil ainda fazer-se odiar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem havido homens monstruosos neste mundo, dignos do ódio da humanidade em peso... mas quem os odeia hoje?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem odeia Juliano, o apóstata? Nero, Marco Aurélio, Domiciano, estes matadores de cristãos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem odeia a Lutero e a nauseabunda caterva de apóstatas que o seguiram na libertinagem e na heresia, como Calvino, Zwinglio, Henrique VIII, Leyde, Knox, Fox, Wesley?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome desta série de assassinos ou libertinos excita um movimento de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;compaixão&lt;/span&gt;, mas não de ódio, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desprezo&lt;/span&gt;, e de raiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São nomes que mancharam, pelos seus crimes, as páginas da história, mas cuja lembrança deixa os homens indiferentes... Nem merecem o ódio: basta dar-lhes o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desprezo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando se trata de Jesus Cristo, o caso é todo diferente: Ele é um benfeitor, um ser puro, santo, sem mácula, e houve e sempre há homens que nem sequer podem ouvir o seu nome sem trepidar de ódio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para os seres perversos merecedores de ódio o esquecimento se estendeu sobre a sua vida; e ninguém mais se incomoda com o seu nome e a sua vida; somente Jesus Cristo tem a honra e a glória de ter suscitado um ódio inextinguível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque este ódio?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A razão é que nós odiamos o que nos incomoda, o que faz obstáculo, o que nos esmaga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia porém, que tal obstáculo desaparece, que este peso esmagador é reduzido em pó... O ódio desaparece, sendo substituído pelo desprezo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só para com Jesus Cristo o ódio nunca se apagou... e o desprezo nunca se estendeu sobre a sua cabeça. Que quer dizer isso?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quer dizer que Jesus Cristo nunca enfraquece... nunca diminui... mas que sempre incomoda as paixões, como sempre esmaga a vileza e o crime: Ele é sempre Rei e sempre vencedor. Logo Ele é Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;III. Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
A conclusão dos dois fatos assinalados, inegáveis, é a mesma que temos tirado da contemplação da fisionomia, da personalidade e dos milagres de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Temos aqui dois fatos únicos na história humana, que nos fazem, como que apalpar o dedo de Deus, ou melhor a própria divindade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesus Cristo fez esta dupla profecia: que após a sua morte seria amado até ao êxtase e odiado até à frenesi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E estes dois fenômenos, que nunca encontraram a sua realização em ninguém, são plenamente cumpridos n’Ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ganhar o amor dos homens durante a vida é possível; ganhá-lo depois da morte é impossível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem havido criaturas belas, bondosas, bem fazejas, que souberam atrair a simpatia durante a vida: depois da morte foram esquecidas como as demais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história registra homens que foram odiados durante a sua vida; nenhum deles nem sequer Judas, Barrabás, Herodes, depois de mortos, receberam o ódio da humanidade; apenas o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desprezo&lt;/span&gt; segue a sua memória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesus Cristo é amado com um amor apaixonado neste mundo; sofre-se para Ele a perseguição e o martírio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É coisa única: Ele é odiado até o tresvario pelos viciados, como vemos nos comunistas hodiernos e muitos outros inimigos da religião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque isso?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não ha outra razão a não ser a sua grandeza sobre-humana, a sua santidade sem sombra a sua divindade radiante, que deslumbra os sequazes das trevas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele é Deus! É esta divindade que lhe merece o amor de uns e o ódio dos outros; o amor apaixonado das almas puras, o ódio até a insânia das almas perversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o grande e perpétuo milagre dos séculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
EXEMPLO&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O heroísmo do amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Citemos aqui uma bela página de Monsenhor Bougaud, falando de Jesus Cristo e provando o que acabamos de expor:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Jesus Cristo, é Ele amado como o desejava? É Ele amado com este amor soberano que eleva as almas, até aos maiores sacrifícios?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É Ele amado com este mor que faz empalidecer todos os outros amores?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oh, sim, perfeitamente! Se alguém duvidasse bastaria ir bater às portas de um convento de religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ali, pergunte a esta jovem, talvez rica, bela, instruída, que podia pretender às honras e ao amores do mundo, porque na idade da beleza e das ilusões, ela deixou tudo para ir esconder-se atrás dos muros deste convento e sob um véu preto que a esconde para sempre aos olhos dos mundanos, ela responderá: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amo Christum&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eis o amor de Jesus Cristo: ele é tão forte que faz a virgem cristã... faz a Irmã de Caridade... faz a irmãzinha dos pobres, dos leproso, dos pestíferos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele faz o apóstolo, faz o mártir. Este amor de Cristo toma o homem em sua fraqueza e seu egoísmo, e coroando-o com o tríplice diadema da virgindade, do martírio e do apostolado eleva-o até aos cumes mais divinos do amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele faz mais do que isso. Sofrer, morrer, não constitui o cume do amor, porque não é cúmulo do sacrifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cumulo do sacrifício é ver morrer aqueles que amamos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cume mais alto do amor, para uma mãe, por exemplo, não é dar a sua vida a Jesus Cristo mas dar-lhe a vida de seu filho. E isto tem aparecido. Sem falar do exemplo de Abrahão, têm-se visto mães que amaram a Jesus Cristo com este amor, até sacrificar-lhe o seu próprio filho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesus Cristo teve a ousadia de pedir isto e Ele o obteve.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, apenas havia Ele morrido crucificado e logo mães Cristãs tomaram o seu filho, puseram-no sobre os joelhos e exclamaram: Meu filho, prefiro ver-te morto do que ver-te trair a Jesus Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o que diziam, elas o faziam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elas acompanharam seus filhos perante os tribunais... desciam com eles ao  Coliseu... subiam com eles ao patíbulo... exaltavam-nos com seu entusiasmo... e se receavam que enfraquecessem na luta, elas se prostravam de joelhos diante deles e diziam: - Meu filho, lembra-te que te carreguei em minhas entranhas... que te amamentei com meu leite: por compaixão para tua mãe, não renegues a Jesus Cristo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que deve sofrer uma mulher, uma mãe em tais circunstâncias, o que sofreram uma Santa Felicidade, uma Symphorosa e tantas outras que as imitaram, nunca palavra humana será capaz de exprimi-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sentimos que, para recompensar tamanhos sacrifícios, não será demais dar-lhes uma eternidade de gozo, com os seus filhos nos braços.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah! A comoção me invade! Quem é aquele que tem alcançado tal amor?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem é aquele que, numa pequena cidade da Palestina, pôde dizer um dia: Eu quero ser amado por todos, quero ser amado acima de tudo, que o disse e alcançou um amor que apaga todos os outros amores?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah, digam-me, quem é Ele?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem terá a ousadia de dizer que Ele é apenas um homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Napoleão respondeu um dia a esta pergunta, dizendo: O Cristo exigiu o amor dos homens. Ele o obteve plenamente. Basta para mim e concluo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele é Deus!&lt;/span&gt;”&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(MARIA, P. Júlio. Comentário Apologético do Evangelho Dominical. O Lutador, 1940, p. 202 - 209)&lt;/div&gt;
&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/saopiov/~4/UiqYJX5USRo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.saopiov.org/feeds/994657246565708188/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.saopiov.org/2013/05/quinto-domingo-depois-da-pascoa.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/994657246565708188?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5383413373056744872/posts/default/994657246565708188?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/saopiov/~3/UiqYJX5USRo/quinto-domingo-depois-da-pascoa.html" title="QUINTO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA" /><author><name>Klaus Kürten</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01156535374581500054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.saopiov.org/2013/05/quinto-domingo-depois-da-pascoa.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU4HRXgzeyp7ImA9WhBUFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5383413373056744872.post-4618917767443332682</id><published>2013-05-04T18:05:00.001-02:00</published><updated>2013-05-04T18:05:34.683-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-04T18:05:34.683-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meditação Santo Afonso Maria de Ligório" /><title>Poder de Maria Santíssima para nos defender nas tentações.</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Inimicitias ponam inter te et mulierem ... Ipasa conteret caput tuum&lt;/i&gt; – “Porei inimizade entre ti e a mulher... Ela te esmagará a cabeça” (Gen. 3,15).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Sumário.&lt;/i&gt; Com muita razão a Santíssima Virgem é comparada a um posto em ordem de batalha, porque ela sabe ordenar o seu poder e a sua misericórdia para confusão dos inimigos infernais e benefício dos seus devotos. Felizes de nós, se nas tentações recorrermos sempre a esta divina Mãe, invocando o seu doce nome juntamente com o de Jesus. O obséquio mais agradável a Maria é: recomendarmo-nos muitas vezes a ela e metermo-nos debaixo da sua proteção: Sub tuum praesidium confugimos, sancta Dei Genitrix – “&lt;i&gt;Sob tua proteção nos refugiamos, ó santa Mãe de Deus!&lt;/i&gt;”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
I. Maria Santíssima não é só Rainha do céu e dos Santos, mas também do inferno e dos demônios, por tê-los vencido intrepidamente com as suas virtudes. Todos os Santos Padres concordam em dizer que a Bem-aventurada Virgem é aquela mulher poderosa, prometida por Deus desde o princípio do mundo, a qual, juntamente com o Filho, deveria estar em perpétua inimizade com a serpente infernal e, a seu tempo, havia de lhe esmagar a cabeça, abatendo-lhe o orgulho. Por isso Lúcifer se vê constrangido a ficar prostrado debaixo dos pés de Maria. – O espírito maligno, para vingar a sua derrota, vira toda a sua sanha contra os devotos da divina Mãe; esta, porém, não permite que lhes cause o menor dano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Maria foi figurada na coluna, ora de nuvem, ora de fogo, que guiava o povo escolhido para a terra prometida (1). A coluna representava os dois ofícios que a Virgem exercita continuamente para o nosso bem. Como nuvem, ela nos protege do ardor da divina justiça, e como fogo, nos defende dos demônios. Assim como os homens caem na terra quando um raio do céu lhes parece cair sobre eles, assim caem abatidos os espíritos rebeldes só ao ouvirem o nome de Maria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pela mesma razão a Virgem é chamada pelo divino Esposo terrível contra o poder do inferno: como um exército bem ordenado: &lt;i&gt;Terribilis ut castrorum acies ordinata&lt;/i&gt; (2). Ela sabe ordenar bem o seu poder, a sua misericórdia e os seus rogos para confusão dos inimigos e benefício dos seus servos, que nas tentações invocam o seu poderosíssimo socorro. Como foi revelado a Santa Brígida, o orgulhoso Lúcifer antes queria que se lhe multiplicassem as penas do que ver-se dominado pelo poder de uma mulher. Feliz, pois, aquele que nas lutas com o inferno recorre sempre à divina Mãe e invoca o belo nome de Maria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
II. Habitua-te à bela prática de invocar sempre os nomes santíssimos de Jesus e Maria em todas as tuas necessidades, nos perigos de ofenderes a Deus e especialmente nas tentações contra a pureza (3). Digo que entre todos os obséquios que possamos prestar à Santíssima Virgem, nenhum agrada tanto a nossa Mãe como o recorrermos freqüentemente à sua intercessão e colocarmo-nos debaixo da sua poderosa proteção: &lt;i&gt;Sub tuum praesidium confugimos, sancta Dei Genitrix&lt;/i&gt; – “&lt;i&gt;Sob a tua proteção nos refugiamos, santa Mãe de Deus&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eis aqui a vossos pés, ó Maria, minha esperança, este pobre pecador, que tantas vezes por sua culpa se fez escravo do inferno. Reconheço que me deixei vencer pelos demônios, porque não recorri a vós, meu refúgio. Se eu tivesse recorrido sempre a vós, e vos tivesse invocado, nunca teria caído. Espero, Senhora minha amabilíssima, que por vosso intermédio já estou livre das mãos do demônio e que Deus me perdoou. Mas temo que no futuro venha a cair de novo no cativeiro do inferno. Sei que meus inimigos ainda não perderam a esperança de me tornar a vencer. Já me preparam nossos assaltos e novas tentações. Ah! Minha Rainha e meu refúgio, ajudai-me metei-me debaixo de vosso manto; não permitais que torne a ser escravo dos demônios.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sei que vos me ajudareis e me fareis vitorioso, sempre que eu vos invocar. É este, porém, o meu receio, receio de que nas tentações eu me esqueça de chamar por vós. Eis, portanto, a graça que vos peço e de vós espero, oh Virgem Santíssima, que eu me lembre sempre de vós, especialmente quanto estiver em luta com o demônio. Fazei com que então não deixe de vos invocar freqüentemente, dizendo: Maria, ajudai-me, ajudai-me, Maria! – E quando chegar finalmente o dia da minha última contenda com o inferno, na hora da minha morte, ah, Senhora e Rainha, assisti-me então muito mais e lembrai-me de vos invocar então com mais frequência, com os lábios ou com o coração, afim de que, com o vosso dulcíssimo nome e com o de vosso Filho Jesus na boca, possa ir bendizer-vos e louvar-vos, para nunca mais me apartar dos vossos pés por toda a eternidade, lá no paraíso. (*I 69.)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
1. Ex. 13, 21.&lt;br /&gt;
2. Cant. 6, 3.&lt;br /&gt;
3. Indulg. de 25 dias cada vez que se invoca devotamente o santíssimo nome de Jesus, e outros tantos pela devota invocação do nome de Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder &amp;amp; Cia, 1921, p. 88 - 91.)&lt;/div&gt;
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