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	<title>Cynthia Semíramis</title>
	
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	<description>feminismo e direitos humanos</description>
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<title>Cynthia Semíramis</title>
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		<title>Novidades</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 00:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cynthia Semíramis</dc:creator>
				<category><![CDATA[ego]]></category>

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		<description><![CDATA[Mil coisas pra falar, outras mil acontecendo ao mesmo tempo, e não tenho tido tempo para atualizar os blogs. Minha vida online está restrita aos links que me mandam no Twitter e, vez por outra, a responder algumas perguntinhas no Formspring.
Adorei 2009: bons empregos, ótimos amigos por perto (com todos tendo muito sucesso em suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mil coisas pra falar, outras mil acontecendo ao mesmo tempo, e não tenho tido tempo para atualizar os blogs. Minha vida online está restrita aos links que me mandam no <a href="http://twitter.com/semiramis">Twitter</a> e, vez por outra, a responder algumas perguntinhas no <a href="http://www.formspring.me/semiramis">Formspring</a>.</p>
<p>Adorei 2009: bons empregos, ótimos amigos por perto (com todos tendo muito sucesso em suas atividades), e grandes mudanças. Algumas são públicas e merecem ser compartilhadas aqui:</p>
<ul>
<li>A palestra que fiz em julho no Conselho Federal de Psciologia, falando sobre sobre a exploração da imagem da mulher, homem, criança e adolescente na mídia,  virou capítulo de livro. Está disponível em duas versões: uma é o PDF contendo <a href="http://cynthiasemiramis.org/artigos/semiramis_exploracao_imagem_mulher_midia.pdf">apenas o meu artigo</a>, e a outra é o <a href="http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/publicacoes/relatorios/relatorios_091214_002.html">livro completo</a>.</li>
<li>Cheguei à conclusão que estava precisando ampliar meus conhecimentos na área de Ciências Sociais pra melhorar minha atuação profissional, e resolvi fazer concurso para a graduação da UFMG. Não quis fazer o vestibular normal por pura falta de tempo e de paciência pra estudar física, química e biologia, então acabei fazendo o concurso de obtenção de novo título. Eu não contava com uma concorrência muito mais acirrada do que a do vestibular normal, nem esperava tantos imprevistos como os que tive em dezembro, e já havia esquecido o quanto é cansativo passar quatro dias por conta de provas abertas de vestibular. Mas no final, deu tudo certo, e fui aprovada em 2º lugar para o curso de Ciências Sociais da UFMG</li>
</ul>
<p>Ou seja, somando o trabalho e a graduação (as aulas começam em março, mas a burocracia pré-matrícula já começou), o meu tempo online vai diminuir mais ainda. Sugiro que me acompanhem no <a href="http://twitter.com/semiramis">Twitter</a> pra saberem as novidades, ou me mandem email (está aí na coluna da direita, mas vou repetir: cynthiasemiramis no gmail.com).</p>
<p>Especificamente para as mulheres de BH e região, não deixem de participar do <a href="http://groups.google.com.br/group/luluzinhacamp-mg">grupo regional LuluzinhaCamp-mg</a>. Já temos o <a href="http://www.luluzinhacamp.com/calendario-2010/">calendário de encontros oficiais 2010</a>, e os encontros extra-oficiais estão ótimos.</p>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?a=nMON2lDOLBk:GrGwBLmckTE:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?a=nMON2lDOLBk:GrGwBLmckTE:I9og5sOYxJI"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?d=I9og5sOYxJI" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?a=nMON2lDOLBk:GrGwBLmckTE:ByNYXvuKCJE"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?d=ByNYXvuKCJE" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra as Mulheres</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 21:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cynthia Semíramis</dc:creator>
				<category><![CDATA[blogagem coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[datas]]></category>

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		<description><![CDATA[25 de Novembro é o Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, e faz parte da campanha 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres
Eu bem que gostaria de fazer um post caprichado, mas o trabalho tem ocupado muito do meu tempo, e é muito difícil produzir posts nos poucos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luluzinhacamp.com/2009/11/23/uma-vida-sem-violencia-e-um-direito-das-mulheres/" target="_blank"><img src="http://i443.photobucket.com/albums/qq157/lufreitas_ladybug/contraviolencia3.png" border="0" alt="Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulher" /></a>25 de Novembro é o Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, e faz parte da campanha <a href="http://www.campanha16dias.org.br/ed2009//">16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres</a></p>
<p>Eu bem que gostaria de fazer um post caprichado, mas o trabalho tem ocupado muito do meu tempo, e é muito difícil produzir posts nos poucos intervalos de atividades exaustivas. Mas quero deixar claro que não estou reclamando: adoro meu trabalho, e acho fantástico ter a oportunidade de ajudar a melhorar a situação das mulheres, seja através de pesquisa, orientação de alunos, capacitação de policiais, orientação, encaminhamento para atendimento específico e fortalecimento de mulheres de comunidades vulneráveis. E, ao mesmo tempo em que meus conhecimentos melhoram a situação delas, elas me ensinam a ter forças para sobreviver em uma sociedade tão injusta que nos maltrata tanto pelo simples fato de sermos mulheres. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7uQN0qoVzbw"> Este vídeo é só um pequeno exemplo do que sofrem as mulheres</a> (lembrando que a realidade de grande parte das mulheres é muito mais pesada que este vídeo):<br />
<br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7uQN0qoVzbw&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/7uQN0qoVzbw&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
<br />
Uma das coisas que aprendi é que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KHi2dxSf9hw">crianças repetem o que elas vêem as outras pessoas fazendo</a>. Se o ambiente que as cerca é violento, elas acreditarão que esse comportamento é aceitável, e o reproduzirão. Se queremos diminuir a violência, temos de, entre outras coisas, mudar a forma como influenciamos as crianças, mostrando que existem outras formas menos violentas para relações humanas:<br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KHi2dxSf9hw&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/KHi2dxSf9hw&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?a=qkko88FKNBQ:lGf1Ai9PzD0:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?a=qkko88FKNBQ:lGf1Ai9PzD0:I9og5sOYxJI"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?d=I9og5sOYxJI" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?a=qkko88FKNBQ:lGf1Ai9PzD0:ByNYXvuKCJE"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?d=ByNYXvuKCJE" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>2º LuluzinhaCamp em BH</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 22:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cynthia Semíramis</dc:creator>
				<category><![CDATA[eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[
O objetivo do LuluzinhaCamp é reunir as mulheres interneteiras (blogueiras, twitteiras e afins), pra gente conversar, falar de internet, blogs, organizar ações coletivas, fazer novas amizades, bazar de trocas (inclusive de informações), e o que mais a imaginação mandar.
Estão abertas as inscrições para o nosso próximo encontro. Ele acontecerá no dia 21 de novembro, sábado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://luluzinhacamp.com"><img class="aligncenter" src="http://cynthiasemiramis.org/img/eventos/logollcampMINAS.png" alt="luluzinha camp em MG" width="580" height="243" /></a></p>
<p>O objetivo do <a href="http://luluzinhacamp.com">LuluzinhaCamp</a> é reunir as <strong>mulheres</strong> interneteiras (blogueiras, twitteiras e afins), pra gente conversar, falar de internet, blogs, organizar ações coletivas, fazer novas amizades, bazar de trocas (inclusive de informações), e o que mais a imaginação mandar.</p>
<p>Estão abertas as inscrições para o nosso próximo encontro. Ele acontecerá no dia 21 de novembro, sábado, das 14 às 19h, no mezanino do <a href="http://www.restaurantemosteiro.com.br">Restaurante Mosteiro</a>, que fica na Rua Santa Rita Durão, 940, esquina de Pernambuco, no bairro Funcionários [<a href="http://maps.google.com.br/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=pt-BR&#038;geocode=&#038;q=restaurante+mosteiro+-+belo+horizonte&#038;sll=-14.179186,-50.449219&#038;sspn=101.30563,158.027344&#038;ie=UTF8&#038;hq=restaurante+mosteiro+-&#038;hnear=Belo+Horizonte+-+MG&#038;ll=-19.934351,-43.934412&#038;spn=0.006919,0.009645&#038;z=17">googlemaps</a>]</p>
<p>Tragam bom humor, fôlego para sucos (inclusive de cevada) e comidinhas do Mosteiro, além de dinheiro trocado ou cartão de crédito para dividirmos a conta do restaurante.</p>
<p>Quem quiser trazer esmaltes, bijoux, livros, roupas pra trocar, fique à vontade.</p>
<p>O nosso sistema de encontro é o mesmo dos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_Space_Technology">blogcamps</a>, e consiste em uma variação de uma <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=355">técnica feminista antiga</a>: ou seja, temos um espaço sem hierarquia para todas as participantes sugerirem e desenvolverem temas, se manifestarem e participarem da discussão.</p>
<p>Não é o mais importante, mas teremos também o sorteio de vários brindes. Como exclusividade do nosso LuluzinhaCamp:</p>
<ul>
<li>canecas do <a href="http://www.reinodalmofada.com.br/">Reino d&#8217;almofada</a></li>
<li>cadernetas decoradas de scrap da <a href="http://petit-trottoir.blogspot.com/">Carolina Vasconcelos</a></li>
<li>graças à iniciativa da <a href="http://petit-trottoir.blogspot.com/">Carolina Vasconcelos</a>, teremos carteira e chaveiro do  <a href="http://www.mambembe.com/loja/">Mercado Mambembe</a></li>
<li>três livros que eu adoro: <a href="http://carlarodrigues.uol.com.br/index.php/349">Histórias de Mulheres</a>, da Rosa Montero, <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2007/n14082007_10.cfm">Morango e Chocolate</a>, da Aurelia Aurita, e <a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2006/n05062006_07.cfm">Mas ele diz que me ama</a>, da Rosalind Penfold.</li>
<li>camisetas lindíssimas, por cortesia da <a href="http://twitter.com/inquietudine">Erika</a></li>
<li>kits de esmaltes [Jade + Matte Plus] da Big Universo, por cortesia da <a href="http://priscillarosa.blogspot.com">Priscilla</a></li>
</ul>
<p>E, graças às luluzinhas de São Paulo, Rio e Brasília, também teremos <a href="http://www.luluzinhacamp.com/2009/11/12/para-todas-as-luluzinhas-brasileiras-com-carinho/">outros brindes</a>:</p>
<ul>
<li>Mapa do Ano Personare (<a href="http://twitter.com/personare">@personare</a>)</li>
<li>Desconto na impressão do foto-livro do Extra (<a href="http://twitter.com/tudoextra">@tudoextra</a>)</li>
<li>O site <a href="http://www.bemleve.com.br/">Bem Leve</a> que é do mesmo grupo do Bolsa de Mulher dará pra todas as luluzinhas uma dieta personalizada </li>
<li>Revistas da Luluzinha Teen (<a href="http://twitter.com/luluzinhateen">@luluzinhateen</a>) da Ediouro pra sorteio</li>
<li><a href="http://srtabia.com/candy-shop/">Sabonefeeds</a> e produtos  <a href="http://www.primosia.blogspot.com/">Primosia</a></li>
<li>o livro “<a href="http://bit.ly/1SrwGg">Quem disse que você não tem nada para vestir?</a>”</li>
<li>Kits ecológicos compostos de caneca, furoshiki, lápis e moleco, todos produzidos por Luluzinhas, oferecimento da <a href="http://www.ecoblogs.com.br/">Rede Ecoblogs</a>, resultado de uma parceria entre Luluzinhas do Rio e de Sampa</li>
<li>Uma surpresa da editora <a href="http://www.thomasnelson.com.br/index/index.asp">Thomas Nelson</a>, que será lançada com exclusividade no LuluzinhaCamp SP.
</ul>
<p>Portanto, mulheres interneteiras que estejam em Belo Horizonte no dia 21/11, venham para o 2º LuluzinhaCamp-BH! Percam a timidez, marquem a data na agenda, e façam suas inscrições. Recomendo que se inscrevam também na lista <a href="http://groups.google.com.br/group/luluzinhacamp-mg">luluzinhacamp-mg</a> para já irem conhecendo as demais luluzinhas e acompanhando o aquecimento para o LuluzinhaCamp.</p>
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<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?a=_78mQzelqIk:ekxshcJaeJw:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?a=_78mQzelqIk:ekxshcJaeJw:I9og5sOYxJI"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?d=I9og5sOYxJI" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?a=_78mQzelqIk:ekxshcJaeJw:ByNYXvuKCJE"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/semiramis?d=ByNYXvuKCJE" border="0"></img></a>
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		<title>Dia de Amar o Seu Corpo</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 16:15:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cynthia Semíramis</dc:creator>
				<category><![CDATA[blogagem coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos Estados Unidos, a organização NOW (National Organization for Women) está convocando um Dia de Amar o Seu Corpo (Love Your Body Day), com discussões sobre corpo e autoestima. No twitter, a tag é #lybd. Quem fizer post, por favor coloque o link no Duplamente Venusiana, que será o nosso índice.
Embora eu já tenha escrito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://duplamentevenusiana.blogspot.com/2009/10/blogagem-coletiva-dia-de-amar-seu-corpo.html" target="_blank"><br /><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g320/filhotedelua/button-5978.png" border="0"alt="Dia de Amar Seu Corpo"></a>Nos Estados Unidos, a organização <a href="http://www.nowfoundation.org/">NOW</a> (National Organization for Women) está convocando um Dia de Amar o Seu Corpo (Love Your Body Day), com discussões sobre corpo e autoestima. No twitter, a tag é <a href="http://twitter.com/#search?q=%23lybd">#lybd</a>. Quem fizer post, por favor coloque o link no <a href="http://duplamentevenusiana.blogspot.com/2009/10/blogaem-coletiva-dia-de-amar-seu-corpo.html">Duplamente Venusiana</a>, que será o nosso índice.</p>
<p>Embora eu já tenha escrito muito sobre <a href="http://cynthiasemiramis.org/?cat=24">corpo</a> e <a href="http://cynthiasemiramis.org/?cat=21">auto-estima</a>, inclusive em <a href="http://cynthiasemiramis.org/?page_id=3">artigos acadêmicos</a>, ainda me surpreendo como o assunto é delicado, especialmente para as gerações mais novas. Cada vez estamos mais expostas a imagens manipuladas que divulgam apenas um ideal de beleza praticamente irrealizável para 99% das mulheres, e talvez por isso mesmo, a maioria de nós está cada vez menos à vontade com seus corpos, sentindo-se inadequada.</p>
<p>A diversidade é o nosso maior trunfo de beleza, e precisa ser enfatizada e valorizada. Ninguém é igual a ninguém, e são essas diferenças que nos tornam únicas e maravilhosas em cada fase da vida. Envelhecer, ter filhos, cicatrizes, não nos torna feias. Mas, pra compreender isso, é preciso gostar do próprio corpo, da própria história, aprender a conviver e admirar corpos diferentes, e valorizar as histórias de vida que marcaram os corpos.</p>
<p>Nessas horas, sempre me lembro de um artigo da Gloria Steinem (escrito em 1981!) descrevendo a experiência de estar em um spa com outras mulheres, e como isso a fez perceber a diversidade e a beleza dos corpos femininos. Como poucas pessoas conhecem o artigo de Gloria Steinem, vou colocá-lo abaixo, após o link. Vale a leitura!<span id="more-1222"></span></p>
<blockquote>
<p><strong>Celebrando o Corpo Feminino</strong><br />
Autora: Gloria Steinem</p>
<p>Quanto tempo faz desde a última vez que você passou alguns dias na companhia de outras mulheres: tirando e botando a roupa, tomando banho, descansando — aquela união confortável que parece bem mais comum aos vestiários masculinos?</p>
<p>Para mim, o mais perto que cheguei de uma experiência como esta foi na aula de ginástica no científico. Mas isso foi durante os repressivos anos cinqüenta, quando até mesmo as mais ousadas se escondiam por trás de toalhas. Outras de nós sentiam-se tão inseguras em relação às mudanças de nossos corpos adolescentes (ou à falta de mudança) que tomavam banho de calcinha—ou então agüentavam o desconforto das roupas de ginástica úmidas debaixo da roupa só para não terem de se despir.</p>
<p>Acho que já devíamos ser mais adultas e mais abertas quando chegamos à faculdade. Não obstante, para as mulheres o esporte, além de pouco feminino, tornou-se uma coisa antiintelectual. Estas eram duas excelentes desculpas para evitar a maioria das situações de nudez casual entre mulheres. E assim continuávamos a esconder os corpos imperfeitos em que no fundo, acreditávamos, estava todo o nosso valor.</p>
<p>E foi bem tarde que vim a ter uma experiência básica, humana e reconfortante que deveria ter sido comum durante toda a minha vida. Graças a alguns dias passados num spa antiquado, na companhia de umas noventa mulheres, descobri uma consciência simples e visceral, tão crucial quanto a do tipo verbal. Assim como muitas das experiências básicas que uma mulher é encorajada a não ter, esta trouxe força (através da auto-aceitação) e raiva (por que não aprendi isso antes?).</p>
<p>É um truísmo dizer, por exemplo, que pouca roupa causa mais impacto do que nenhuma. Mas no caso específico das mulheres sutiãs, calcinhas, biquínis e outros tipos de roupas são lembretes visuais de uma imagem feminina idealizada e comercial à qual nossos corpos reais e tão variados jamais conseguiriam se adequar. Sem essas referências visuais, o corpo de cada mulher pode ser aceito como é. Deixamos de nos comparar. Começamos a nos aceitar como únicas.</p>
<p>Ninguém comentava tais eventos, é claro. Eles simplesmente aconteciam. Quanto mais horas e dias passávamos juntas, transitando entre vestiário e aula de ginástica ou piscina e sauna, menos lançávamos mão dos pedacinhos de seda ou do elástico dos modelos variados de nossas roupas de baixo. A nudez era aceitável. As malhas de ginástica também. Cobriam o corpo confortavelmente ao invés de cortá-lo em tiras horizontais. Mas aos poucos biquínis minúsculos, anáguas avantajadas, cintas e outra parafernália começaram a desaparecer de nossos corpos e de nossos armários como a roupa de combate de uma guerra que não precisávamos mais lutar.</p>
<p>— Eu sempre gostei de lingerie chique — disse uma mulher. — Mas estou começando a me sentir esquisita nelas.</p>
<p>— Mas é por isso que meu marido gosta de ligas pretas — disse uma mulher saída dos quadros de Rubens. —Justamente porque fica esquisito.</p>
<p>— Vocês já ouviram a história de Judy Holliday? — perguntou uma mulher enquanto despia a malha suada. — Ela foi fazer um teste para um filme e o chefe do estúdio começou a correr atrás dela, em volta da escrivaninha. Então ela simplesmente enfiou a mão dentro do vestido, arrancou o enchimento e disse: &#8220;Tome, acho que é isso que o senhor está querendo&#8221;.</p>
<p>— Meu Deus — disse uma mulher de seios enormes que, pelos padrões da revista Playboy, deveria se sentir muito satisfeita. — Se eu ao menos pudesse fazer isso!</p>
<p>Aos poucos as cicatrizes de operação de apêndice, as estrias, as cicatrizes de cesariana e coisas do gênero iam causando menos vergonha. Embora eu sempre tivesse me ressentido do sistema de dois pesos e duas medidas antropológico no qual as cicatrizes masculinas são marcas de coragem e experiência, mas as das mulheres são feias, começo a me dar conta de que eu mesma vinha encarando estas feridas com olhos masculinos. Cicatrizes de duelos, cicatrizes de guerra, cicatrizes de violência, cicatrizes tribais de iniciações dolorosas. Estas imagens são, em parte, o motivo pelo qual eu supunha que tais marcas são provas de violência nos homens assim como nas mulheres.</p>
<p>Mas muitas cicatrizes femininas possuem um contexto diferente, e assim uma força emocional própria. Estrias, cicatrizes de cesarianas são muito diferentes das cicatrizes deixadas por acidentes, por guerras e por brigas. Elas evocam coragem sem violência, e mesmo assim é mais provável que provoquem vergonha em quem as tem do que vontade de se vangloriar. Isto dá a elas uma força comovente, nem doce nem amarga. E como caminhar por um cômodo no qual algo de muito emocionante ocorreu.</p>
<p>Há outras cicatrizes cirúrgicas que me assustavam também, embora não fossem tão plenas de significado como as de parto. Quantas mulheres sobrevivem até mesmo ao preço físico da pele esticada além de seus limites? Após uma cesariana, de onde é que as mulheres tiram a coragem para tentar mais uma ou até várias outras?</p>
<p>É verdade que existem sociedades tribais que tratam as mulheres que dão à luz como guerreiros honorários. Mas isso é honrar demais a guerra. Dar à luz é mais digno de admiração do que conquistar alguma coisa, é mais extraordinário do que a autodefesa e exige mais coragem do que ambos. E mesmo assim uma das feministas mais fortes e mais gentis que eu conheço ainda se esconde por trás de um maiô para ocultar as cicatrizes das duas cesarianas que fez. E uma das feministas mais hipócritas que eu conheço (isso, uma dessas que amam o feminismo mas que odeiam as mulheres) fez plástica para remover a minúscula cicatriz que fazia de seu rosto um rosto marcante.</p>
<p>Talvez só consigamos nos sentir à vontade com nós mesmas quando conseguirmos encarar nossas cicatrizes como marcas de experiência. Muitas vezes, são marcas de experiências compartilhadas por outras mulheres, assim passaremos a enxergar nossos corpos como capítulos únicos de uma história compartilhada.</p>
<p>Para tanto, precisamos estar juntas sem constrangimentos. Precisamos da visão constante de realidades diversas para gastar a imagem plástica, perfeita e estereotipada com a qual fomos ensinadas a nos comparar. A meta impossível do &#8220;como devemos ser&#8221; age como um disco quebrado em nossas mentes. Serão necessárias muitas imagens de uma nova intimidade para deixar-nos surdas aos seus apelos de uma só vez.</p>
<p>Então, de um começo tardio, eu celebro diversas mulheres.</p>
<ul>
<li>Uma alegre setentona de cabelos grisalhos, curtos e cacheados, presos para trás com uma fita laranja, vestia uma malha acetinada verde que envolvia seu abdome avantajado como uma segunda pele. Com ela, eu aprendo a beleza de um ventre que não é liso. Com ela, eu também aprendo que uma bisavó pode tocar os pés com mais flexibilidade do que eu e ainda me deixa sem fôlego numa aula de aeróbica.</li>
<li>Uma massagista, pequenina e sólida, de mãos fortes, que sonha em comprar uma mesa para massagens portátil para poder montar um negócio próprio. &#8220;A avó do meu namorado sofre muito com artrite, mas eu massageio suas mãos todos os dias para que não doam&#8221;, ela me explicou. Ela também tem clientes insones que ela massageia até induzir um sono livre de drogas e clientes com dolorosos nós de tensão que ela relaxa com pressão direta. Concordamos que, se todo mundo fosse bem massageado uma vez por dia, haveria menos guerras no mundo. Com ela, eu aprendo que pode haver uma satisfação de irmã e não subserviência em servir aos corpos de outras mulheres.</li>
<li>Duas amigas que não falam coisa alguma além de espanhol. Sua chegada causa um certo mal-estar entre as mulheres do vestiário. Com elas logo aprendemos que a linguagem do corpo e dos gestos é universal.</li>
<li>Uma mulher com as formas perfeitas de um ovo que se senta ereta e serenamente, nua, todos os dias, ao sol. Com ela eu aprendo, sem sombra de dúvida, que a única coisa que torna a imagem do Buda crível são as curvas dos seios e do ventre de uma mulher.</li>
<li>Uma jovem alta, elegante e linda cujas pernas parecem dependuradas do tronco, tal qual um espantalho, saltita na aula de dança. Mulheres mais velhas e mais gordinhas movimentam-se com uma graça muito maior e, Deus é testemunha, com muito mais ritmo. Com ela eu aprendo que a beleza está impressa na pele, mas o ritmo está impresso na carne.</li>
<li>A atendente do vestiário, uma senhora de seus cinqüenta anos e menos de um metro e meio de altura, corre oito quilômetros todos os dias. Ela explica: &#8220;Meu marido corria comigo mas parou. O vento frio congelava no pulmão dele.&#8221; Temos discutido a necessidade desse spa em oferecer algo como judô ou qualquer outro tipo de aula de autodefesa. Ela concorda.  Por quê? Porque foi atacada no estacionamento por um homem de um metro e oitenta que carregava um tijolo na mão. Mesmo assim ela o espantou com táticas de autodefesa que incluíram um belíssimo golpe na virilha. Com ela, eu aprendo que uma mulher pequena pode fazer com um homem o mesmo que uma bala num pote de gelatina.</li>
<li>Uma seriíssima diretora de atividades físicas tenta convencer as clientes mais tradicionais de que um corpo em forma vai além da balança e da fita métrica. Como a gerência do spa ainda está convencida de que os homens se internam em busca de forma e saúde e que as mulheres vão em busca de beleza e paparicação, ela sente imenso alívio quando eu reclamo do fato de que os homens fazem testes cardiovasculares e de flexibilidade muscular enquanto as mulheres precisam requerê-los e pagar uma taxa extra. Juntas aprendemos o valor ativista da pressão interna e externa em qualquer que seja o sistema.</li>
<li>Uma mãe alta e tranqüila, de cabelos escuros, e sua filha, alta e tranqüila, de cabelos escuros, que conversam a respeito do trabalho que ambas realizam como assistentes sociais. Em grande parte elas parecem ser companheiras em sua necessidade de falar. O corpo de uma mulher deu à luz uma amiga.</li>
<li>Uma advogada criminal de personalidade forte e pensamento rápido quer saber como utilizar seus conhecimentos legais para ajudar outras mulheres. Em sua nudez, ela relaxa o bastante para nos brindar com o seguinte epigrama: &#8220;A maioria dos homens quer que a esposa tenha um trabalheco.&#8221;</li>
<li>Uma seriíssima consultora de beleza fazendo limpeza de pele enquanto discursa sobre cirurgia plástica. &#8220;Eu já vi todos os tipos possíveis de cicatrizes: implantes nos seios, retirada de papadas, plástica facial, retoques nas pálpebras. Uma mulher que veio para cá fez uma operação de pálpebras tão ruim que não consegue mais fechar os olhos.&#8221; Eu espero ouvir algum tipo de ressentimento em relação às mulheres que têm pouca coisa a fazer além de passar o rosto em revista. Ledo engano o meu. &#8220;Coitadinhas&#8221;, ela diz, continuando, cheia de razão. &#8220;Eu não queria estar no lugar delas por todo o dinheiro do mundo.&#8221; Mais silêncio. &#8220;Mas eu bem que estou pensando em tirar esta papada que eu tenho.&#8221;</li>
<li>Umas mulheres se encontram na sauna, cada uma imersa na sua própria nuvem de vapor, com seus próprios músculos doloridos e seus próprios pensamentos. Duas recém-chegadas são recebidas com atenção pelas veteranas que já chegaram há um ou dois dias.<br />
 — Comecem no primeiro banco, quanto mais subirem, mais quente fica.<br />
 — Passem gelo na testa.<br />
 — Não fiquem mais de cinco minutos no primeiro dia.<br />
Juntas, formamos um pequeno mundo de vapor com tamanhos e formatos e cores diferentes: um lugar silencioso no qual nos importamos com o bem-estar de pessoas que mal conhecemos. O vapor que nos envolve parece comunicar nossos pensamentos.<br />
 — E tão bom poder vir para cá sozinha ou com um grupo de mulheres — diz uma voz, vinda das brumas.<br />
 — Sem ter que achar que ficou doida — emenda outra voz.<br />
 — Achei que ia sentir vergonha — diz uma voz jovem. —Eu nunca fiquei assim, com um bando de mulheres, sabe&#8230;<br />
Risadas saem do Buda vaporoso que se encontra num canto.<br />
 — Querida — ela diz —, é pegar ou largar.</li>
</ul>
<p>Quando volto para casa, com o corpo livre de açúcares, livre de cafeína e relativamente saudável, pergunto a mulheres mais jovens o que sentem diante da nudez de outros corpos femininos. Eu parto do princípio de que esta geração se sentiria mais à vontade com o corpo alheio do que a minha, mas as freqüentadoras mais jovens do spa abalaram as bases dessa minha convicção. De respostas variadas eu constato que, embora ninguém mais tome banho de calcinha, esta forma de conscientização não verbal ainda não faz parte das vidas das mulheres mais jovens.</p>
<p>— Não existe local algum onde possamos estar juntas desta forma — uma aluna do segundo grau diz, pensativa. — Os esportes não nos interessam e eu não conheço ninguém que freqüente uma academia ou uma sauna. Simplesmente não ocorre.</p>
<p>Neste meio tempo duas editoras me lembraram de uma noite num banho turco em Jerusalém, que acabou se transformando num dos pontos altos de um tour feminista por Israel, organizado pela revista Ms. alguns anos atrás. Criou um elo inesperado entre pessoas que não se conheciam, bem no começo da viagem, uma irmandade instantânea. Além da constatação da beleza inerente do corpo feminino. As poucas mulheres ausentes na ocasião sentiram-se levemente excluídas da intimidade do grupo pelo resto da viagem.</p>
<p>Ouvi esta mesma história quando o grupo voltou para casa, mas acho que não ouvi direito. Como tantas experiências pelas quais passamos, é uma experiência mais fácil de ser absorvida do que de ser explicada.</p>
<p>Mas hoje eu sei: sei que gordos ou magros, maduros ou não, nossos corpos não nos deixariam tão desconfortáveis se compreendêssemos o lugar que ocupam no variado arco-íris de corpos femininos. Até mesmo as grandes beldades tornam-se menos distantes e as mastectomias menos aterrorizantes quando paramos de imaginá-las e as encaramos como na verdade são.</p>
<p>Mudar a artificialidade das imagens criadas pela mídia ajudaria, mas não é o bastante. Como crianças que olham fotografias de homens e mulheres realizando trabalhos não-tradicionais — mulheres empunhando maçaricos, por exemplo, e homens trocando fraldas de bebês — mas que voltam a inverter estes papéis em sua mentes semanas depois, nós só conseguimos reter uma imagem quando a experimentamos por completo. Um remédio unidimensional não pode curar um mal tridimensional.</p>
<p>Hoje, como a heroína adolescente de Gypsy, que só toma consciência do próprio corpo depois que começa a fazer stripteases, um número enorme de mulheres só tem a experiência do corpo feminino, do nosso e do de outras mulheres, em cenários sociais ou entre quatro paredes. Isto ocorre apenas quando estamos isoladas do mundo, em ambientes artificiais, expostas aos olhos masculinos ou ao julgamento convencional.</p>
<p>Um pouquinho dessa proximidade mostraria à Família de Mulheres o quão bela cada uma de nós é, e como nenhuma de nós é igual.</p>
<p>1981</p>
<p>Fonte: STEINEM, Gloria. <a href="http://feminista.wordpress.com/2007/06/14/memorias-da-transgressao/">Memórias da transgressão</a>: momentos da história da mulher do século XX. Rio de Janeiro: Record: Rosa dos Tempos, 1997. p. 215-222.
</p></blockquote>
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		<title>Comemorando sete anos de blog</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 21:37:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cynthia Semíramis</dc:creator>
				<category><![CDATA[avisos]]></category>
		<category><![CDATA[datas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em outubro de 2002 eu era uma mestranda que descobriu uns sites interessantes, com layout diferente e atualizações constantes (o primeiro blog que eu me lembro é o do Cris Dias), e fiquei fascinada com as possibilidades: o blog era a forma perfeita para divulgar e comentar notícias sobre direito à privacidade (meu objeto de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em outubro de 2002 eu era uma mestranda que descobriu uns sites interessantes, com layout diferente e atualizações constantes (o primeiro blog que eu me lembro é o do <a href="http://web.archive.org/web/20021017052346/www.crisdias.com/weblog/" title="blog do Cris Dias versão 2002">Cris Dias</a>), e fiquei fascinada com as possibilidades: o blog era a forma perfeita para divulgar e comentar notícias sobre direito à privacidade (meu objeto de estudo à época) que eram importantes demais para não serem criticadas, mas frágeis demais para embasar artigos acadêmicos, e ainda tinha a vantagem de não precisar ficar formatando páginas e mais páginas em html a cada vez que quisesse atualizar o site.</p>
<p>Há exatos sete anos, <a href="http://direitoinformatico.blogspot.com/2002_10_01_archive.html">em 20/10/2002</a>, iniciei um blog no blogger+blogspot (quando ainda não eram do Google). Muita coisa aconteceu de lá pra cá: não trabalho mais com direito informático, já defendi o mestrado e, por causa do blog, tive contato com pessoas maravilhosas, que foram fundamentais para que eu modificasse meus interesses e passasse a trabalhar com gênero, mídia e direito.</p>
<p>Hoje, por causa do Twitter, minha relação com o blog mudou bastante: eu utilizo o blog para textos mais longos, detalhados, com raciocínios impossíveis de serem expostos em menos de 140 caracteres. O meu objetivo inicial de comentar e divulgar notícias está consolidado no Twitter (<a href="http://twitter.com/semiramis">siga-me no Twitter!</a>), que é mais dinâmico, e me parece ideal para divulgar links, organizar mobilizações, trocar idéias rápidas.</p>
<p>Como eu quero comemorar os sete anos de blog de uma forma diferente, vou fazer um sorteio. Quem deixar um comentário neste post até o dia 27/10 está concorrendo a um livro que eu gosto muito: &#8220;<strong><a href="http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=1715">Uma História do Feminismo no Brasil</a></strong>&#8220;, da professora da UFGRS Céli Regina Jardim Pinto.</p>
<p>Regrinhas para o sorteio:</p>
<ol>
<li>os comentários só podem ser feitos neste post de aniversário do blog</li>
<li>só vale um comentário por pessoa &#8211; na dúvida, não aceitarei ips repetidos</li>
<li>no dia 27/10 a caixa de comentários será fechada</li>
<li>farei uma lista numerada com tod@s @s participantes do sorteio</li>
<li>farei o sorteio pelo <a href="http://www.random.org/">random.org</a></li>
<li>anunciarei o resultado do sorteio neste post e no Twitter</li>
<li>a pessoa que ganhar será avisada por email. Se não se manifestar em 48 horas a contar do envio do email, ou o email for inválido, será desclassificada. Neste caso, farei novo sorteio.</li>
<li>não sabe o que colocar na caixa de comentários? diga apenas que quer participar do sorteio <img src='http://cynthiasemiramis.org/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </li>
</ol>
<p><strong>Atualização em 29/10:</strong> finalmente, consegui um tempinho pra fazer o sorteio. Numerei os comentários <a href="http://cynthiasemiramis.org/img/sorteio/participantes.png">neste arquivo</a>, e fiz o sorteio pelo <a href="http://random.org">http://random.org</a>. Quem ganhou o livro foi o comentário de número 48, feito pelo <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=1212&#038;cpage=1#comment-3255" title="link para o comentário do rodrigo">rodrigo</a>. A todas e todos vocês, obrigada pela participação!<br />
</p>
<p><img src="http://cynthiasemiramis.org/img/sorteio/resultadosorteio.png" alt="resultado do sorteio" /></p>
<p><strong>Atualização em 03/11:</strong> esperei passar o feriado, mas como até agora rodrigo não respondeu aos chamados, fiz novo sorteio. Quem fez o comentário de número 23 foi o Rodrigo Rocha. Novamente, valerá o mesmo esquema (mas agora sem tolerância para o feriado): se não der notícias em 48 horas, será feito um terceiro sorteio.</p>
<p><img src="http://cynthiasemiramis.org/img/sorteio/novosorteio.jpg" alt="resultado do novo sorteio" /></p>
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		<title>Polanski e a discussão sobre a pena de prisão</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 15:45:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cynthia Semíramis</dc:creator>
				<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Roman Polanski tinha 44 anos quando, em 1977, nos Estados Unidos, drogou e estuprou uma adolescente de 13 anos. Após negociações com o Ministério Público, foi processado por sexo ilegal com menor de idade. Durante o processo, fugiu dos EUA e, de lá até poucas semanas atrás, desenvolveu uma vida pública e carreira de sucesso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Roman Polanski tinha 44 anos quando, em 1977, nos Estados Unidos, drogou e estuprou uma adolescente de 13 anos. Após negociações com o Ministério Público, foi processado por sexo ilegal com menor de idade. Durante o processo, fugiu dos EUA e, de lá até poucas semanas atrás, desenvolveu uma vida pública e carreira de sucesso, embora escolhesse cuidadosamente os países que visitava para não correr o risco de extradição para os EUA. Tantos cuidados não adiantaram muito: foi preso em uma visita à Suiça, e provavelmente será extraditado.</p>
<p>Li posts sobre o assunto, e algumas coisas me chocaram. Correndo o risco de decepcionar muita gente, e perder amigos queridos, acho importante me manifestar sobre alguns pontos do caso, especialmente sobre o discurso anti-prisional.</p>
<p>Nem discuto se foi estupro ou não, se a mãe tem culpa, ou não. Todos os relatos são claros em afirmar que a vontade da vítima foi desrespeitada; logo, foi estupro. Se o Ministério Público fez acordo pra mudar a acusação, essa é uma questão processual que em nada muda o fato de que a vítima foi estuprada &#8211; essa talvez tenha sido a melhor forma encontrada para haver algum sinal de reprovação pública pela conduta de Polanski. Sobre a culpa da mãe, o fato da vítima não ser mais virgem (nem acredito que ainda discutimos com base nessas pérolas da década de 1930! Daqui a pouco vão dizer que, se a vítima se casasse com o agressor, o Estado não poderia puni-lo pelo estupro) e bobagens machistas semelhantes, recomendo <a href="http://beauvoriana2.zip.net/arch2009-10-01_2009-10-31.html#2009_10-01_22_29_07-127299368-0">os posts</a> da <a href="http://beauvoriana2.zip.net/arch2009-09-01_2009-09-30.html#2009_09-30_04_30_58-127299368-0">Mary W</a>.</p>
<p>Como não tenho tido tempo para analisar o caso, nem conheço a fundo o sistema judicial estadunidense, ainda não entendi porque não ocorreu a prescrição. No meu entender, prescrição é fundamental em um Estado de direito (é por isso que insisto na celeridade do processo &#8211; não me parece justo, nem para o réu, nem para a vítima, atormentar suas vidas com um processo se arrastando por dez, vinte anos). Mas, antes que alguém venha dizer que estou defendendo o Polanski: não estou. Particularmente, acho horrível pensar  -e defender &#8211; que um acusado de estupro se encontre sem punição por tanto tempo, sendo um foragido reconhecido, financiado, protegido e aclamado por tantas pessoas importantes e famosas (por que não há tanto esforço quando um egresso do sistema prisional vai procurar emprego? E, se fosse uma acusação de homicídio, haveria tanta proteção e apoio assim? Ou será que isso só aconteceu porque em nossa sociedade machista as agressões contra mulheres ainda são consideradas questões menores?)</p>
<p>Porém, o que me impressionou foi ver tanta gente discutindo <strong>se</strong> prisão é a solução para o caso.</p>
<p>Prisão <strong>é</strong> o que a lei prevê hoje. E ela é a consequência, a ponta final do discurso penal. Legisladores  determinam quais são os crimes em determinado Estado, classificando-os em um sistema de leis criminais. O Estado utiliza o processo judicial criminal para condenar as pessoas acusadas do crime, enviando-as para cumprirem pena em uma prisão. Até temos investido em penas alternativas, mas estupro é punido com a pena de prisão por ser considerado um ato fortemente reprovável pelo Estado  (se alguém vier defender a implementação da castração química, leia no mínimo <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=897" title="Papéis sexuais, violência e castração química">este post</a>)</p>
<p>Diversos pensadores e criminólogos, homens e mulheres, são contra a prisão. Falam que não recupera ninguém (no que concordo), que seu objetivo era domesticar mão-de-obra para as fábricas (concordo novamente), que o modelo atual produz mais violência (também concordo). No entanto, é o que temos. Precisamos é aprender a utilizá-la para todas as pessoas, e não para legitimar um sistema mantém uma certa ordem social bastante excludente, que mantém longe do processo criminal e da prisão os homens brancos, heterossexuais e ricos. Portanto, a discussão sobre a prisão passa, necessariamente, pelo discurso criminalizante, que é o responsável pelo envio (ou pela recusa de envio) de determinados grupos sociais à prisão.</p>
<p>A história dos direitos das mulheres mostra que ainda brigamos para ter visibilidade, para que a lei seja realmente aplicada quando a mulher é vítima de um crime. A Lei Maria da Penha só existe porque o judiciário se recusava  (<a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=1173" title="O caso do juiz de Sete Lagoas que considera a Lei Maria da Penha um monstrengo tinhoso">e ainda se recusa</a>) a reconhecer o crime de lesões corporais quando cometido pelo companheiro. Uma vítima de estupro era julgada, precisando provar que sua conduta não havia dado motivos para o ataque, e que havia reagido ao agressor com todas as forças e meios possíveis. Nota-se que a lei está sendo aplicada de forma seletiva, criticando a vítima para manter os privilégios do agressor, especialmente o privilégio de não ser processado e/ou condenado pelos crimes cometidos.</p>
<p>No entanto, existem muitas pessoas (inclusive juristas) não enxergam essa seletividade de gênero, ou a desprezam. Acreditam que a prisão é um excesso, que deve ser modificada pra algo melhor, mais positivo, menos agressivo, e que não deve ser aplicada, ou deve ser aplicada apenas em alguns casos. Porém,  na maioria das vezes, esse pensamento só é divulgado quando as vítimas dos crimes pertencem a certos grupos: se uma mulher é vítima de um crime, logo aparece alguém pra dizer que o agressor não deve ser nem processado nem preso; se uma pessoa é espancada por ser homossexual, dizem que não foi nada tão grave assim para justificar a prisão; idem se a vítima é uma pessoa negra.</p>
<p>Quando agem assim, estão jogando fora conquistas históricas, mantendo o sistema de dominação e reforçando o discurso padrão heterossexista patriarcal: &#8220;mulheres são tão inferiores que não merecem a tutela do Estado&#8221;, o &#8220;Estado é para defender os interesses de homens, brancos, heterossexuais, ricos&#8221;. Normalmente o discurso anti-prisional só atinge o último item, que versa sobre poder aquisitivo, punindo os pobres, e as críticas têm toda razão nesse ponto. Mas há ainda outros pontos que precisam ficar visíveis, especialmente o de gênero, para que o direito penal não seja aplicado de forma a aumentar a discriminação.</p>
<p>Há quem diga que mulheres devem ser benevolentes, perdoar os agressores, e procurar outras formas de resolver o problema (como se o problema fosse exclusivo delas, e não uma questão que foi encampada pelo Estado!) Ao insistir que as mulheres vítimas de crimes abram mão de seus direitos porque o direito penal é excludente e injusto por natureza, estão esvaziando a luta política das mulheres, permitindo que elas sejam oficialmente tratadas pelo Estado como sub-cidadãs. Agem como se os crimes cometidos contra mulheres fossem menores e o Estado devesse ignorá-los. Obviamente, trata-se de uma distorção grosseira e inadmissível do princípio da igualdade, e que, infelizmente, ainda é corriqueira. Toda a luta feminista é exatamente para denunciar, exibir e corrigir essa distorção, proporcionando às mulheres uma proteção estatal efetiva. Dizem que mulheres vítimas de crimes não devem recorrer ao direito penal significa reforçar a omissão do Estado.</p>
<p>O que podemos fazer hoje é lutar para o processo ser rápido, para que se respeitem as garantias constitucionais, para que a vítima seja tratada com respeito, e que o acusado não tenha sua defesa cerceada. Discutir se a prisão se aplica ou não ao caso é uma forma de desviar o assunto do ponto mais importante: <strong>quem comete um crime deve ser julgado e punido de acordo com as leis existentes hoje, que são válidas inclusive quando a vítima é mulher</strong>. Criticar a aplicação do direito penal quando a vítima é mulher só reforça a histórica invisibilidade e afasta a já escassa proteção do Estado às mulheres.</p>
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		<title>O caso do juiz de Sete Lagoas que considera a Lei Maria da Penha um “monstrengo tinhoso”</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 16:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cynthia Semíramis</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://cynthiasemiramis.org/?p=1173</guid>
		<description><![CDATA[Em outubro de 2007, o juiz de Sete Lagoas (MG) Edilson Rumbelsperger Rodrigues se recusou a aplicar as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha sob a alegação de que a lei era inconstitucional por privilegiar mulheres, além de utilizar argumentos religiosos (onde foi parar o Estado laico?) e discriminatórios (como dizer que &#8220;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em outubro de 2007, o juiz de Sete Lagoas (MG) Edilson Rumbelsperger Rodrigues <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u338430.shtml">se recusou a aplicar as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha</a> sob a alegação de que a lei era inconstitucional por privilegiar mulheres, além de utilizar argumentos religiosos (onde foi parar o Estado laico?) e discriminatórios (como dizer que &#8220;<em>o mundo é e deve continuar a ser masculino</em>&#8220;) e considerar a lei como &#8220;<em>conjunto normativo de regras diabólicas</em>&#8221; e &#8220;<em>monstrengo tinhoso</em>&#8220;. Esses trechos, e mais alguns no mesmo estilo, podem ser lidos no  <a href="http://www.conjur.com.br/2007-out-23/cnj_avalia_decisao_tachou_lei_monstrengo_tinhoso">Conjur</a></p>
<p>Sua atitude ficou tão famosa que foi entrevistado pelo jornal <a href="http://otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=59929">O Tempo</a> e teve uma nota de esclarecimento/entrevista publicada pela <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u339568.shtml">Folha de São Paulo</a>.</p>
<p>O Ministério Público de Minas Gerais recorreu das decisões do juiz, e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais declarou a constitucionalidade da Lei Maria da Penha. Segundo <a href="http://www.tjmg.jus.br/anexos/nt/noticia.jsp?codigoNoticia=9494">nota do Tribunal de Justiça</a>:</p>
<blockquote><p>
Para o desembargador [o relator Des. Ediwal José de Morais], a citada lei é um “meio adequado para se garantir a isonomia entre homens e mulheres, conferindo aplicação concreta ao previsto no art. 5º, inc. I, da Constituição da República de 1988, constituindo inclusive objetivo fundamental do país, que luta por promover o bem de todos, sem preconceito de sexo”.</p>
<p>O relator ressalta que já houve debate no próprio tribunal sobre as decisões do julgador de Sete Lagoas, com a conclusão unânime de que os argumentos apresentados por ele são equivocados, pois acabam por reforçar a discriminação que a lei editada busca coibir.</p></blockquote>
<p>Nesta semana, ficamos sabendo [<a href="http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/09/16/em_noticia_interna,id_sessao=2&#038;id_noticia=127650/em_noticia_interna.shtml">Uai</a> | <a href="http://www.conjur.com.br/2009-set-15/cnj-investiga-juiz-chamou-lei-maria-penha-mostrengo">Conjur</a> | <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1305448-5598,00-CNJ+ABRE+PROCESSO+PARA+INVESTIGAR+JUIZ+CONTRARIO+A+LEI+MARIA+DA+PENHA.html">G1</a>] que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instaurou processo administrativo disciplinar contra o juiz por considerar que há indícios de uso de linguagem imprópria e preconceituosa. Isso fere o art. 41 da <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp35.htm">Lei Orgânica da Magistratura</a>: </p>
<blockquote><p>Art. 41 &#8211; Salvo os casos de impropriedade ou excesso de linguagem o magistrado não pode ser punido ou prejudicado pelas opiniões que manifestar ou pelo teor das decisões que proferir.</p></blockquote>
<p>Obviamente, <a href="http://www.conjur.com.br/2009-set-17/juiz-criticou-lei-maria-penha-avesso-preconceito"> o juiz já se manifestou sobre o processo administrativo disciplinar</a>. Em sua defesa, acabou reforçando todas as críticas já feitas a ele.</p>
<p>Agora o que nos resta é aguardar o desenrolar do caso, e questionar por que os meios de comunicação estão dando mais destaque às tentativas de defesa do juiz do que esclarecendo as pessoas sobre o que é a Lei Maria da Penha, para quê servem as medidas protetivas, além de reforçar a informação de que a lei é constitucional.</p>
<p>Apenas reproduzir notas de órgãos oficiais, ou repetir os argumentos preconceituosos (e inconstitucionais) do juiz) está bem longe da imparcialidade que se espera de um trabalho jornalístico sério.</p>
<p><strong>Sugestões de leitura:</strong></p>
<ul>
<li>meu post de 2007 sobre <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=100">O mito do macho protetor e seus reflexos no judiciário</a></li>
<li>Maria Berenice Dias: <a href="http://www.cfemea.org.br/violencia/artigosetextos/detalhes.asp?IDTemasDados=39">Lei Maria da Penha, afirmação da igualdade</a></li>
<li>Rosana Amara Girardi Fachin e Luiz Edson Fachin: <a href="http://www.violenciamulher.org.br/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=956:a-constitucionalidade-da-lei-maria-da-penha-rosana-amara-girardi-fachin-e-luiz-edson-fachin&#038;catid=1:artigos-assinados&#038;Itemid=5">A constitucionalidade da Lei Maria da Penha</a></li>
<li>Flávia Piovesan e Silvia Pimentel: <a href="http://www.violenciamulher.org.br/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=169&#038;catid=1:artigos-assinados&#038;Itemid=5">Lei Maria da Penha: Inconstitucional não é a lei, mas a ausência dela</a></li>
<li>Pedro Estevam Serrano: <a href="http://www.violenciamulher.org.br/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=175&#038;catid=1:artigos-assinados&#038;Itemid=5">Lei Maria da Penha e decisões judiciais equivocadas</a></li>
<li>Luiza Nagib Eluf: <a href="http://www.violenciamulher.org.br/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=196&#038;catid=1:artigos-assinados&#038;Itemid=5">A Lei Maria da Penha</a></li>
</ul>
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		<title>Novo blog</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 00:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cynthia Semíramis</dc:creator>
				<category><![CDATA[dicas para melhorar o mundo]]></category>
		<category><![CDATA[links interessantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ver Marcelo Coelho dando a largada para a campanha política sexista para 2010, achei que seria o caso de incentivar uma discussão sobre o assunto.
Pensando nisso, acabei criando o blog &#8220;Sexismo na Política&#8221; para ser um observatório para identificar o sexismo, analisando e procurando diminuir os obstáculos e insultos que desestimulam ou atrapalham [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ver <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=1159">Marcelo Coelho dando a largada para a campanha política sexista para 2010</a>, achei que seria o caso de incentivar uma discussão sobre o assunto.</p>
<p>Pensando nisso, acabei criando o blog &#8220;<a href="http://sexismonapolitica.wordpress.com/">Sexismo na Política</a>&#8221; para ser um observatório para identificar o sexismo, analisando e procurando diminuir os obstáculos e insultos que desestimulam ou atrapalham o acesso das mulheres ao poder político.</p>
<p>Tendo em vista o quanto nossa sociedade é sexista, é um alívio dizer que não estou sozinha nessa empreitada. Blogueiras e twitteiras que admiro muito também estão participando deste projeto, enriquecendo bastante as discussões.</p>
<p>Portanto, não deixem de ler <a href="http://sexismonapolitica.wordpress.com/">http://sexismonapolitica.wordpress.com/</a><br />
No twitter, sigam <a href="http://twitter.com/sexismopolitica">@sexismopolitica</a>.</p>
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		<title>Iniciada a campanha política sexista para 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 17:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cynthia Semíramis</dc:creator>
				<category><![CDATA[mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Se havia alguma dúvida de que a campanha para as eleições de 2010 esbarraria no sexismo, essa dúvida se dissipou definitivamente hoje. Marcelo Coelho, membro do Conselho Editorial da Folha, escreveu em seu blog o post Lina Vieira, Dilma Rousseff, uma coletânea de pérolas machistas que se pretende análise das mulheres na cena política brasileira.
Análise [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se havia alguma dúvida de que a campanha para as eleições de 2010 esbarraria no sexismo, essa dúvida se dissipou definitivamente hoje. Marcelo Coelho, membro do Conselho Editorial da Folha, escreveu em seu blog o post <a href="http://marcelocoelho.folha.blog.uol.com.br/arch2009-08-16_2009-08-22.html#2009_08-18_13_34_03-10759959-0">Lina Vieira, Dilma Rousseff</a>, uma coletânea de pérolas machistas que se pretende análise das mulheres na cena política brasileira.</p>
<p>Análise de posicionamento político, que seria bom, não houve. Mas ele elencou quem é sexualmente atraente ou não (para os padrões dele), quem não se enfeita, quem é dócil e delicada, quem é agressiva, quem é assustadora, quem usa botox, quem não é charmosa, e por aí vai. Fico aqui aguardando a mesma análise a respeito do <em>sex appeal</em> dos candidatos do sexo masculino.</p>
<p>Se ele queria fechar o texto com ironia ao falar de Lina Vieira, não conseguiu. Por tudo o que foi descrito antes, resta às mulheres se retirarem da política, ou serem frágeis, delicadas, do jeito que TODO homem (a começar pelo próprio Marcelo Coelho, imagino, já que a perspectiva dele é universalizante) espera que uma mulher seja.</p>
<p>E, como meu tempo está curtíssimo, não vou me repetir. Prefiro indicar outros posts meus sobre abordagem sexista na política. Tem muita coisa sobre Hillary Clinton, por causa das primárias estadunidenses em 2008, mas não se enganem: são posts válidos para o Brasil também.</p>
<p><a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=119">Sexismo e Hillary Clinton</a> | <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=120">Sexismo e Hillary Clinton, parte 2</a> | <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=63">Hillary deveria trocar calças por saia, diz Donatella Versace</a> | <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=102">Baixa participação das mulheres na política derruba Brasil no ranking da índice de igualdade entre os sexos</a> | <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=455">Campanha Mais Mulheres no Poder</a></p>
<p>O pessoal do @<a href="Fora_Yeda ">Fora Yeda</a> também escreveu sobre o post do Marcelo Coelho: <a href="http://www.caraspintadasrs.blogspot.com/2009/08/mulher-na-politica-quem-e-comivel-e.html">Mulher na política: quem é comível e quem não é</a>. </p>
<p>Marjorie Rodrigues também escreveu: <a href="http://marjorierodrigues.wordpress.com/2009/08/19/como-voce-ousa-nao-ser-feminina/">Como você OUSA não ser “feminina”?</a></p>
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		<title>Links</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 22:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cynthia Semíramis</dc:creator>
				<category><![CDATA[links interessantes]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tem LuluzinhaCamp nacional em São Paulo, no dia 30 de agosto. Quem puder, não deixe de ir!

Marjorie está fazendo um concurso de trolls. Não deixem de votar e confirmar, na prática, aquele meu post sobre comentários em blogs feministas.

Lola já fez dois concursos de blogueiras e, vergonha das vergonhas, não divulguei nenhum aqui (em um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>Tem <a href="http://luluzinhacamp.com">LuluzinhaCamp nacional</a> em São Paulo, no dia 30 de agosto. Quem puder, não deixe de ir!</li>
<p></p>
<li>Marjorie está fazendo um <a href="http://marjorierodrigues.wordpress.com/2009/08/15/brazils-next-top-troll/">concurso de trolls</a>. Não deixem de votar e confirmar, na prática, aquele meu post sobre <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=1094">comentários em blogs feministas</a>.</li>
<p></p>
<li>Lola já fez dois concursos de blogueiras e, vergonha das vergonhas, não divulguei nenhum aqui (em um deles, fui até indicada como candidata, o que muito me honrou). Aqui estão os resultados do <a href="http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2009/06/resultado-do-primeiro-concurso-de.html">primeiro</a> e <a href="http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2009/08/resultado-do-segundo-concurso-de.html">segundo</a> concursos; os posts valem MUITO a leitura. O próximo concurso é com posts sobre maternidade. Quem quiser indicar um post pra concorrer só precisa mandar um email pra Lola [lolaescreva no gmail.com] </li>
<p></p>
<li>A revista feminina britânica <a href="http://www.filamentmagazine.com"></a> quis colocar homens nus, em ereção, nas páginas internas. A gráfica se recusou a imprimir a revista porque considerou que as fotos poderiam <a href="http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2009/08/14/nudez-masculina-para-mulher-ver/">ofender mulheres</a>. Constatações: tem gente que ainda acha que mulheres não gostam de sexo e consideram atrevimento mulheres objetificarem corpos masculinos, e nudez masculina é mais polêmica e mal aceita que nudez feminina. Tristes tempos&#8230;</li>
<p></p>
<li>O jornal A Tarde, de Salvador, fez uma ótima entrevista com <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2660">Angela Davis</a>, feminista negra e forte crítica do sistema carcerário estadunidense</li>
<p></p>
<li>Excelente post do Leandro Fortes sobre <a href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/08/13/somos-racistas/">racismo</a></li>
<p></p>
<li>Maíra Kubík Mano fez um ótimo post sobre <a href="http://viva.mulher.blog.uol.com.br/arch2009-08-01_2009-08-15.html#2009_08-06_11_04_10-132652156-0">imprensa sexista</a></li>
<p></p>
<li>Túlio Vianna explica as principais mudanças (e problemas) da nova lei 12.015/09, que alterou o Código Penal na parte dos <a href="http://tuliovianna.wordpress.com/2009/08/10/primeiras-impressoes-sobre-a-nova-lei-de-crimes-sexuais/">crimes contra a dignidade sexual</a></li>
<p></p>
<li>uma má notícia: Idelber resolveu entrar em recesso no <a href="http://idelberavelar.com">Biscoito Fino e a Massa</a>. Ficarei aguardando o retorno, e torcendo para que ele termine logo, e bem, os afazeres acadêmicos que forçaram a hibernação do blog.</li>
<p>
</ul>
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