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	<title>Sermões Online</title>
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	<description>Mensagens do Pr.Cirino Refosco</description>
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		<title>Uma advertência Divina</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Mar 2017 12:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cirino Refosco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[advertência]]></category>
		<category><![CDATA[preparo]]></category>

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		<description><![CDATA[Lucas 12.13-21 Este texto teve início com uma grande discussão entre dois irmãos, que estavam brigando por causa de herança; parece que um deles queria tudo para si, deixando seu irmão sem nada. Naquela época o filho mais velho, possuía mais direito que os demais, talvez pensasse que tudo era seu, e não queria dar [...]]]></description>
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<p>Lucas 12.13-21<br />
Este texto teve início com uma grande discussão entre dois irmãos, que estavam brigando por causa de herança; parece que um deles queria tudo para si, deixando seu irmão sem nada. Naquela época o filho mais velho, possuía mais direito que os demais, talvez pensasse que tudo era seu, e não queria dar a parte de seu irmão. Como percebemos herança sempre foi problema, é causa de muitas separações e mortes. Quantos irmãos se matam ou mandam matar por causa de herança? Quantas famílias desunidas?<br />
Essa dificuldade famíliar, trouxe um grande ensino de Jesus, o Mestre dos mestres. Que na verdade é uma advertência, quanto ao amor demasiado a bens materiais. E a última pergunta de Jesus realmente nos desafia a pensar em nossas vidas e a razão de estarmos neste mundo. “Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado, para quem será? Vale aqui uma boa análise a esta advertência, por que?<br />
I.	Nos mostra o estado de loucura que as pessoas se encontram.<br />
Este estado de loucura pode ser visto em pelo menos 3 aspectos principais: A vida moral; o desequilíbrio social e o abandono à vida espiritual.<br />
1.	A vida moral que o mundo vive. Muitas coisas ruins já aconteceram no mundo, coisas horríveis até; mas nunca viu-se tanta decadência moral como em nossos dias. As pessoas pensam e agem como aquele moço rico da história apresentada por Jesus, “alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos, descansa, come, bebe e folga”.  Veja que no mundo contemporâneo, pessoas que pensam dessa forma, são até aplaudidos, tidas como pessoas sábias, inteligentes. Mas na classificação de Jesus não passam de loucos. </p>
<p>A situação moral pode ser medida, como sempre foi, pela depravação sexual. Nem preciso falar sobre isso; quase todos estamos apavorados com aquilo que tem acontecido em nossa sociedade. Esta é uma área complexa e sempre serviu para medir o grau de depravação do gênero humano. Foi a causa da destruição no tempo de Noé, também foi a causa da destruição de Sodoma e Gomorra nos tempos de Abraão. Tem sido a causa de civilizações terem sucumbido. </p>
<p>Nas festas, nas universidade, escolas, homens e mulheres se entregam como verdadeiros loucos a toda sorte de baixezas e imoralidades. Não há esperança para o futuro enquanto as pessoas vivem de forma imoral. A bíblia fala sobre a lei da semeadura. “O que o homem semear, isso também colherá”. O problema que as pessoas não pensam no futuro. </p>
<p>2.	Desequilíbrio social. Dois terços da população mundial, vive com fome, onde a educação é desafio, a saúde é desafio, enquanto isso gata-se bilhões de dólares em armamentos de guerra e em coisas secundárias. Estamos experimentando isso no Brasil. Milhões de pessoas sofrendo com fome, falta de moradia, falta de água em algumas regiões, falta de atendimento médico, falta de escola, enquanto gastou-se bilhões de reais, em estádios de futebol, que se encontram abandonados; ainda milhões de reais em propinas para políticos. As crianças que se encontram abandonadas hoje poderão ser os traficantes e assassinos de amanhã. </p>
<p>3.	Abandono a vida espiritual. A proporção que o mundo se desenvolve no comercio, na indústria e na ciência, infelizmente, as pessoas preocupadas com as vantagens seculares, esquecem-se de Deus. Quando Deus não é priorizado, não sobra tempo para o cuidado espiritual. O que encontramos no mundo contemporâneo é o abandono à vida espiritual. As pessoas desprezam a Deus e por isso vivem como irracionais. Os crimes são os mais bárbaros possíveis. Uma vez desprezando Deus, não se preocupam com o julgamento, que acontecerá no futuro. Não estão preocupados com o tribunal Divino.</p>
<p>II.	Nos mostra o perigo de ser apanhada de surpresa<br />
Quanto mais uma pessoa se apega à matéria, mais se afasta de Deus. Nesse afastamento se esquece que também é um ser espiritual, e que é responsável diante de Deus por todos os seus atos. Um dia terá que comparecer diante do tribunal de Cristo para prestar contas de sua vida, de todas as coisas que fez durante sua existência.<br />
Duas coisas poderão nos apanhar de surpresa. Aí explica a necessidade de atentarmos a esta advertência de Jesus. “Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o tens preparado, para quem será? Estamos em risco constante de perder inesperadamente a vida eterna, ou melhor, perder a grande oportunidade de nos reconciliar com Deus por meio de Seu Filho, Jesus Cristo.<br />
1.	Uma das surpresas que poderemos enfrentar é a morte. “Porque o salário do pecado é a morte”. Disse Deus: “Por isso vos digo que és pó, e ao pó tornarás”. A morte é tão certa quanto a própria vida, não há no mundo uma pessoa sequer, nesse século, que tenha vivido mais que 150 anos. Contudo, ninguém jamais se conformou com a morte. E quando ela vem, não faz diferença entre rico e o pobre, o bonito e o feio ou o culto e o indouto. Morte significa  separação.</p>
<p>E precisamos entende-la de 3 formas: Morte física, morte espiritual e morte eterna. Como entender isso? Morte física, segundo interpretada pela ciência, é a cessação de todas as energias vitais do organismo. A morte espiritual, como define a teologia, é o fim de todas as oportunidades, esperanças e relações espirituais entre o ser humano e Deus. Morte eterna, é a eterna separação de Deus. Pois bem, ninguém sabe o dia e a hora em que a morte baterá a sua porta, é necessário que todos recebam a advertência como um aviso de Deus e assim se preparem para enfrenta-la. “Deus nos reconciliou com ele mesmo através da morte de seu filho Jesus Cristo”. Só há uma forma de reconciliação, crendo no sacrifício vicário de Jesus Cristo.</p>
<p>2.	Outra surpresa pode ser a volta de Cristo. Enquanto a morte apanha o indivíduo, a volta de Cristo surpreenderá o mundo inteiro. Sua volta será absolutamente certa. Disse Jesus: “Depois que eu for e vos preparar lugar, voltarei, e tomar-vos-ei para mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também”. Jo. 14.3 e ver também At. 1.9-11. Todos os verdadeiros cristãos aguardam esse acontecimento com expectativa, pois todas as profecias que giram em volta desse acontecimento estão se cumprindo. “Porque surgirão falsos cristos, falsos profetas que farão tão grandes sinais e prodígios que enganarão a muitos e se possível até os escolhidos”. Isso é uma realidade, milhares estão em busca de sinais e prodígios. “E os judeus voltarão à terra”. A repatriação dos Judeus é uma realidade. “E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras”. Conflitos existem em toda parte. “E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro e então virá o fim”. “E haverá fome e pestes”. Não há necessidade de comentários! Graças a Deus pelo cumprimento de sua palavra! A volta de Cristo será repentina. Vigiai, pois não sabeis o dia nem a hora que o filho do homem há de vir”.<br />
Como está sua vida? Tem você se preparado para a volta de Jesus Cristo? Lembre-se: Hoje Jesus é nosso advogado, naquele dia será o Juiz, justo juiz.</p>
<p>III.	Nos fala sobre o destino do ser humano<br />
Jesus ensinou na parábola do rico e Lázaro que o destino final não é este mundo, e que cada pessoa escolha o lugar que deseja na eternidade, em outras palavras, cada um escolhe seu destino. Após nossa existência terrena, nosso espirito continuará a existir. Estarão em um lugar de gozo se escolhermos seguir aos ensinos de Cristo e sermos fiéis a Ele. Ou estarão em um lugar de tormento se rejeitarmos a Cristo e sua palavra.<br />
No livro Cristo e a filosofia está escrito: “Aqui estamos como o Israel no deserto; habitando em tendas, e não temos morada fixa. Sim, os nossos palácios por mais ricos que sejam, os nossos arranha-céus por mais que se elevem, tem duração efêmera e são simples estações de refúgio na viagem para a eternidade”. Cada um escolhe seu destino de acordo com a estrada ou direção que anda nesta vida.<br />
1.	Há dois destinos e todos sabemos disso. Céu ou inferno. Jesus nunca ensinou, por exemplo, sobre purgatório. Então não existe um terceiro destino. Mas a igreja católica romana em 1438, no concílio de Florença, criou o purgatório como uma saída para os seus fiéis. E milhões de pessoas em todo o mundo vivem confiados no purgatório. Fazem o que querem, acreditando que no purgatório poderão pagar por seus pecados e depois dar um salto para o céu. Se purgatório fosse verdade, haveria uma oportunidade depois da morte. Mas isso é um engano. A Bíblia não fala sobre purgatório e as pessoas estão vivendo uma ilusão e acordarão tarde demais para resolver seu problema. </p>
<p>2.	A escolha é sua. Muitos, pelo estilo de vida que levam e pela atitude que assumem diante de Deus, já escolheram para si o inferno. Há inúmeros exemplos disso na história. VOLTER, materialista e brilhante agnóstico Francês disse na hora da morte disse: “Oxalá que eu nunca tivesse nascido”, escolheu o inferno em uma vida de prazeres e corrupção. LORD BYRON, o boêmio literato escreveu: “Oh, doenças tremendas, o cancro, o bicho, e as tristezas são meus”, escolheu o inferno na fama. JAY GOULD, o milionário norte-americano disse: “Julgo-me o homem mais infeliz de todo o mundo”, escolheu o inferno nas riquezas. Poucos tem escolhido sabiamente o céu como seu destino glorioso.</p>
<p>3.	Jesus afirmou: “Larga é a porta e espaçoso é o cominho que conduz ao inferno, e são muitos que andam por ele. Apertada é a porta e estreito é o caminho que conduz ao céu, e são poucos que andam por ele”. Aqueles que creem em Jesus como único salvador e senhor de suas vidas escolhem para si o céu, pois Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida, ninguém vai ao Pai, senão por mim” Jo.14.6. E ainda disse: “ Quem crê no filho, tem a vida eterna, mas quem não crê no filho, não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” Jo.3.36.<br />
Precisamos estar atentos às advertências da Palavra de Deus. Entender que o mundo está vivendo esse estado de loucura moral, social e espiritual. Também aprendemos que podemos ser apanhados de surpresa respectivamente, pela morte ou pela segunda vinda de Cristo. E por último, aprendemos que nosso destino está em nossas mãos. A proposta pertence a Deus, mas a escolha é nossa. Precisamos tomar uma atitude diante dessa palavra, ou advertência proferida por Jesus.<br />
Te convidamos a tomar uma decisão diante destas verdades, creia em Jesus agora mesmo.</p>

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		<title>Objetivos da Igreja de Cristo</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Mar 2017 12:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cirino Refosco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[missão da igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[Mateus 16.13-18 De vez em quando precisamos recordar os objetivos da Igreja de Cristo enquanto vive aqui na terra. Dentre as mais nobres instituições deste mundo, a igreja é, sem dúvida, a única que é eterna, imutável e gloriosa; a igreja constrói para a eternidade; forma cidadãos para este mundo e também para o céu. [...]]]></description>
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<p>Mateus  16.13-18</p>
<p>De vez em quando precisamos recordar os objetivos da Igreja de Cristo enquanto vive aqui na terra. Dentre as mais nobres instituições deste mundo, a igreja é, sem dúvida, a única que é eterna, imutável e gloriosa; a igreja constrói para a eternidade; forma cidadãos para este mundo e também para o céu. Enquanto a maioria das instituições ou organizações preparam para esta vida e o máximo que conseguem ver é um cemitério à frente, a igreja prepara para além do túmulo. A igreja prepara o indivíduo para viver a eternidade.<br />
A igreja não foi fundada por homens, mas pelo próprio Jesus, que pagou o preço para torná-la gloriosa, sem mácula nem ruga, mas santa e irrepreensível; ainda prometeu voltar para buscá-la e leva-la para junto do Pai. Que fazer quando a igreja tem sido atacada de todos os lados pelo misticismo, secularismo e tantas tendências que a fazem distanciar do Salvador? Como defende-la da indolência, da indisciplina e da frouxidão de caráter? Como ajudar nesse tempo de desrespeito às doutrinas neo &#8211; testamentárias, quando o pecado tende a manchar seu caráter espiritual? Não podemos cruzar os braços, não podemos deixar de combater o pecado.<br />
Uma das principais tarefas é saber o que é igreja. Cometemos um dos mais graves erros quando chamamos prédio de igreja. Jesus não morreu por estruturas materiais, morreu por pessoas. Igreja é gente. É um grupo de pessoas que se reúne para adorar a Deus, proclamar o Evangelho, discipular, treinar e ajudar pessoas.<br />
Na versão Almeida, século 21, encontramos 610 versículos com a palavra templo; sendo 532 vezes no Velho Testamento; 44 vezes nos evangelhos; 29 vezes no livro de Atos; 4 vezes nas cartas paulinas e 1 no apocalipse; todos se referindo ao local de adoração, culto ou sacrifícios como acontecia com o povo Judeu no Velho Testamento e em povos pagãos que viveram períodos anteriores ao cristianismo e em alguns povos até hoje. A seguir destacamos algumas dessas referências encontradas no Novo Testamento: “&#8230;colocou-o na parte mais alta do templo&#8230; (Mt. 4.5); &#8230;entrou no templo e expulsou todos que ali vendiam e compravam&#8230; (Mt. 21.12); &#8230;tendo Jesus saído do templo&#8230; (Mt. 24.1); &#8230;Jesus entrou em Jerusalém e foi ao templo&#8230; (Mc. 11.11); &#8230;e andando Jesus pelo templo, os principais sacerdotes aproximaram-se dele&#8230; (Mc.11.27); &#8230;enquanto estava no templo&#8230; (Mc.12.35); &#8230;quando saia do templo&#8230; (Mc. 13.1); &#8230;em frente ao templo&#8230; (Mc. 13. 3); &#8230;sentado no monte das oliveiras, em frente ao templo&#8230; (Mc. 13.5); &#8230;movido pelo Espírito foi ao templo&#8230; (Lc. 2.27); &#8230;ela não se afastava do templo&#8230; (Lc. 2. 37); &#8230;três dias depois, eles o acharam no templo&#8230; (Lc. 2.46); &#8230;de manhã cedo, ele voltou ao templo&#8230; (Jo 8.2); &#8230;ensinarei nas sinagogas e no templo&#8230; (Jo 18.20); &#8230;todos os dias no templo&#8230; (At. 2.46); &#8230;Pedro e João subiram ao templo&#8230; (At. 3.1); &#8230;então começou a andar e entrou com eles no templo&#8230; (At. 3.8); &#8230;pedindo esmolas à porta Formosa do templo&#8230; (At. 3.10); &#8230;ide, apresentai-vos no templo&#8230; (At. 5.20); &#8230;todos os dias no templo e de casa em casa&#8230; (At. 5.42); &#8230;mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas&#8230; (At. 7.4)”.<br />
Na mesma versão, Almeida século 21, encontramos 107 versículos com a palavra igreja, referindo-se a um grupo de pessoas, ainda que universal ou local. Nos evangelhos 2 vezes; em Atos 19 vezes; nas cartas, epistolas e no apocalipse 86 vezes. A igreja local é um corpo de cristãos batizados mediante a fé em Jesus Cristo e que se reúnem para juntos cumprir a Grande Comissão. Veja na lista algumas referências: “&#8230;edificarei a minha igreja&#8230;.  (Mt. 16.18); &#8230;dize-o à igreja&#8230;  (Mt. 18.17); &#8230;grande temor tomou conta da igreja&#8230; (At. 5.11); &#8230;perseguição contra a igreja&#8230; (At.8.1); &#8230;assolava a igreja&#8230; (At. 8.3); &#8230;a igreja desfrutava de paz&#8230; (At. 9.31); &#8230;a notícia chegou aos ouvidos da igreja em Jerusalém&#8230; (At. 11.22); &#8230;o rei Herodes decidiu matar alguns da igreja&#8230; (At. 12.1); &#8230; mas a igreja orava a Deus&#8230; (At. 12.5); &#8230;na igreja havia profetas e mestres&#8230; (At. 13.1); &#8230;quando chegaram e reuniram a igreja&#8230; (At. 14.27); &#8230;eles, acompanhados pela igreja&#8230; (At. 15.3); &#8230;pareceu bem à igreja&#8230; (Rm. 15.26); &#8230;serva da igreja em Cencréia&#8230; (Rm. 16.1); &#8230;Cumprimentai também à igreja&#8230; (Rm. 16.5)”.<br />
Quais são os objetivos da igreja nesse mundo? Ou quais as razões de Jesus ter formado a igreja? Pelo menos 4 principais.<br />
I.	A Expansão do reino de Deus.<br />
Em várias ocasiões Jesus demonstrou sua preocupação com a expansão do reino de Deus. “E aproximando-se, Jesus falou-lhes dizendo: &#8230;.. Mt. 28.18-20. E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Mt. 24.14. Mas recebereis poder ao vir sobre vós o Espirito Santo e então sereis minhas testemunhas &#8230;. At. 1.8.” Jesus insiste com a expansão do reino de Deus. E isso será feito de 3 formas:<br />
1.Diretamente pela igreja. Isto é, pelos próprios membros da igreja saindo para pregar o evangelho. Aquele que pouco semeia, pouco colherá&#8230;&#8230;.   Esse desprendimento nos é apresentado pela igreja de Antioquia: “E eles sendo acompanhados pela igreja, passavam pela Finícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios; o que dava grande alegria a todos os irmãos. E quando chegaram a Jerusalém foram recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos anciãos, e lhes anunciavam quão grandes coisas Deus tinha feito com eles” At.15. A igreja só avança quando todos seus membros têm responsabilidade com a proclamação do evangelho. É necessário assumir nosso posto como cristãos&#8230; e anunciar aos parentes, vizinhos, amigos, indo até aos confins da terra.<br />
2.Enviando Missionários. Onde não podemos ir, precisamos enviar missionários. “E servindo eles ao Senhor e jejuando disse-lhe o Espirito Santo: Separai-me a Saulo e Barnabé para a obra que EU os tenho chamado. Então Jejuando e orando e impondo sobre eles as mãos, os despediram”. At. 13.2-3. Feliz é a igreja que sabe dar prioridade à obra missionária. Feliz a igreja que vê nas missões o plano de Deus para alcançar o mundo. A igreja que se envolve com missões é forte, dinâmica e vitoriosa.<br />
3.Sustentando seus ministérios. Quando sustentamos os ministérios de nossas igrejas também estamos contribuindo para expansão do reino de Deus. “E sabeis vós ó Filipenses, que no princípio do evangelho, quando parti para a Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo quanto ao dar e receber, senão vós somente &#8230;.” Fp. 4.16, 17. “Sustentai as cordas enquanto eu desço à mina – foram as palavras de William Carey, num vibrante discurso, onde procurava convencer os seus ouvintes sobre a necessidade de investir em obreiros para o trabalho missionário”.  Precisamos investir no sustento daqueles que labutam na causa, que deixam tudo para atender um chamado Divino.  Não se esqueçam de dar o melhor àqueles que vos servem.<br />
II. Conservar intactas as doutrinas Bíblicas<br />
Paulo disse: Por isso vos enviei Timóteo, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda parte ensino em cada igreja. Tendo sido considerado um dos mais influentes apóstolos, Paulo teve o cuidado de não se apresentar como o criador de suas próprias doutrinas, mas fez da pessoa e ensinos de Cristo o centro de sua mensagem. Nenhum pregador tem o direito de mudar o sentido aquilo que está escrito nas sagradas escrituras; nenhum pode tirar ou acrescentar coisa alguma. Ninguém tem o direito de apresentar interpretações falsas para mudar o sentido do ensino bíblico e nem fazer arranjos nas doutrinas bíblicas para proteger doutrinas humanas.<br />
Precisamos aprender a ler a Bíblia como ela é, tirando os óculos denominacionais. Quanto mais fiéis ao texto, melhor a interpretação e melhor cumpriremos nossa missão no mundo. Mais feliz seremos como igreja de Jesus Cristo. Precisamos conservar intactas as doutrinas Bíblicas.</p>
<p>III&#8230;Alimentar a vida espiritual do povo de Deus.<br />
Como precisamos de água para saciar a sede, do ar que respiramos, alimento para o sustento do organismo, também precisamos da Palavra de Deus para nos alimentar a Alma. “Jesus disse: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus.” Mt. 4.4.<br />
Jesus formou a igreja que tinha como um dos objetivos o cuidado com as pessoas. A igreja provê o alimento aos seus membros. Dá assistência espiritual a seus membros à altura de suas necessidades. É preciso que o Pastor se dedique ao ensino; que os líderes cuidem da igreja e que também haja cuidado mutuo. Igreja é uma família que desenvolve cuidado mutuo. “Perseverando unânimes todos os dias no templo e de casa em casa, e comendo juntos com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias o Senhor acrescentava à Igreja aqueles que iam sendo salvos” At. 2.46, 47.<br />
Que responsabilidade temos como igreja do Senhor Jesus! Alimentar a vida espiritual das pessoas, não apenas os cristãos, mas todos. A Igreja aponta para Jesus, única esperança. A igreja é a voz profética nesse tempo quando quase não se ouve sobre a Bíblia.<br />
IV. Preparar o mundo para a volta de Cristo.<br />
Qual esperança messiânica alimentada por Israel durante séculos pelos profetas, assim também a igreja desempenha um importante papel nesse tempo. O mundo vive em desespero, sem qualquer esperança quanto a eternidade. Onde estão aqueles que deveriam anunciar o segundo advento de Cristo?  Onde aqueles que deveriam estar preparando o mundo para volta do seu Senhor? Precisamos cumprir nosso papel.<br />
“Jesus disse: Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós”. Quarenta dias após a ressurreição, estando ele reunido com muitos discípulos, foi elevado as alturas, e enquanto estavam olhando para o céu, ouviu-se uma voz de dois anjos que diziam: “Varões Galileus! Por que estais olhando para o céu? Esse Jesus que foi recebido em cima no céu, há de vir, assim como para o céu o viste ir”.<br />
Não sabemos dia e nem hora em que voltará, mas temos a esperança que voltará num piscar de olhos. Precisamos estar preparados pois há dezenas de profecias que apontam para esse dia. Qual noivo, vira para buscar sua noiva amada, a igreja, e então dirá: “Vinde benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. </p>
<p>Aí estão alguns objetivos para igreja de Cristo alcançar aqui na terra. Aqui algumas das razões de sua existência no mundo.</p>

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		<title>O Princípio da relevância Social &#8211; Compaixão e Graça</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2016 12:07:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cirino Refosco</dc:creator>
				<category><![CDATA[cristianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ações de compaixão e graça fizeram com que as igrejas de Atos se tornassem relevantes na comunidade. Aquelas igrejas oravam e testemunhavam de Jesus Cristo às pessoas, mas tinham um coração compassivo, à semelhança do Mestre, que via as pessoas como gente e também suas necessidades de alimento, cura, libertação e, muitos milagres aconteceram no [...]]]></description>
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<p>Ações de compaixão e graça fizeram com que as igrejas de Atos se tornassem relevantes na comunidade. Aquelas igrejas oravam e testemunhavam de Jesus Cristo às pessoas, mas tinham um coração compassivo, à semelhança do Mestre, que via as pessoas como gente e também suas necessidades de alimento, cura, libertação e, muitos milagres aconteceram no meio do povo. Se quisermos conhecer as pessoas precisaremos andar entre elas, como Jesus Cristo e os apóstolos fizeram. Ele realizou o que podemos chamar de ministério integral, pois viveu no meio do povo, amou, convidou as pessoas para que viessem a Ele e ofereceu a satisfação de suas necessidades físicas, emocionais e espirituais.<br />
As igrejas de atos seguiram esse padrão e por isso encontramos vinte oito textos que tratam do cuidado mutuo, do pastoreio praticado pelos cristãos naqueles primeiros anos de sua existência, conforme seleção a seguir: (Atos 2.44-46; 3.3-8; 4.34-37; 5.1,2 e 14-16; 6.1,2; 8.2,7,8; 9.8, 32-34 e 36; 10.2, 23; 11.29,30; 14.8-10; 16.16-18,33 e 34; 19.12,13; 20.10,34-35; 22.12,13; 23.10 e 24; 27.3 e 43; 28.3, 8, 9 e 14).<br />
Percebe-se que estas igrejas, ainda em tenra idade, sabiam que o ministério a desenvolver deveria ser integral. E o cuidado com as pessoas fez com que caíssem na graça de todo o povo e se tornassem relevantes naquela comunidade, impactando as pessoas incluindo os poderes políticos da época.<br />
1.	COMPAIXÃO E GRAÇA<br />
Ações de compaixão envolvem a elaboração e execução de projetos que atendam necessidades específicas das pessoas e que ajudem a criar relacionamentos essenciais que permitam o testemunho do Evangelho. Alguns exemplos seriam: cursos profissionalizantes, educação, esportes e assistência social como pontes para o cuidado. Usa-se projetos esportivos, educacionais e de ajuda humanitária quando surgem catástrofes; isso tem aberto caminho para a pregação do Evangelho nas várias regiões do Brasil. Também podemos ter um programa de oração em favor dos enfermos em nosso grupo-alvo e ajuda àqueles que se encontram atribulados; isso deve fazer parte do trabalho ou ministério de cada pessoa transformada por Jesus.</p>
<p>1.1.	Como escolher projetos relevantes </p>
<p>Normalmente focalizamos o cuidado apenas com a alma do indivíduo, mas deve-se pensar em ações que ajudem as pessoas em suas necessidades de alimento, assistência, educação ou profissionalização, pois quando os projetos escolhidos atendem necessidades legítimas da comunidade darão credibilidade àqueles que pregam o Evangelho.<br />
Essas atividades podem ser desenvolvidas por agências, organizações, instituições beneficentes em parceria com pastores e missionários plantadores de igrejas através de projetos que demonstrem esse interesse nos vários aspectos da vida. São atividades que darão aos obreiros uma justificativa para permanecer em um determinado lugar, mesmo que as pessoas sejam indiferentes ao Evangelho. Barreiras e preconceitos são quebrados quando há projetos que visem ajudar as pessoas ou que demonstrem compaixão e graça.<br />
1.2.	Projetos que visem relacionamento</p>
<p>Um dos pontos mais importantes para evangelização, sabemos, é o relacionamento, é necessário aproveitar todas as oportunidades para desenvolver relacionamentos, aproximar-se das pessoas e compartilhar Jesus Cristo. Deve-se, com o uso da pesquisa, descobrir o que a comunidade necessita, para elaborar projetos dentro dessas necessidades e não gastar tempo e dinheiro com atividades que não sejam relevantes para essas pessoas. O melhor caminho é deixar que as próprias necessidades apontem quais os melhores projetos que devem ser executados naquele lugar.<br />
Acompanhando o processo de plantação de igrejas por algumas décadas percebemos que alguns desses projetos sociais são bem-sucedidos enquanto outros não têm relevância social. A razão é simples: não atendem necessidades das pessoas e foram impostos pelos idealizadores sem uma pesquisa prévia adequada para saber o que de fato as pessoas precisavam. Em muitos casos não são frutos de compaixão e nem demonstram qualquer interesse às pessoas beneficiadas.<br />
Vamos exemplificar com dois projetos, bem-sucedidos, que são executados por nossos missionários na região nordeste do Brasil.<br />
Na cidade de Tauá no estado do Ceará (2010), nossos missionários trabalham com o projeto “ESPAÇO VOAR”, de apoio educacional a crianças de sete a dez anos de idade, que são atendidas com reforço escolar. O atendimento às crianças acontece de três a cinco dias por semana, com média de três horas aula/dia. No início os obreiros tiveram dificuldades para entrar nas casas, mas ao iniciar essa plataforma passaram a ter boa aceitação na comunidade e hoje a igreja está crescendo; os pais das crianças atendidas estão fazendo estudos bíblicos e sendo pastoreadas, e alguns já fizeram decisão de crer em Jesus como único Salvador e Senhor de suas vidas e assim as portas se abriram para o testemunho.<br />
Na cidade de Patu no estado do Rio Grande do Norte, cidade hostil ao Evangelho, e um dos centros de romaria do estado, onde a igreja estava por aproximadamente 20 anos, com trabalho fraco e frequência aproximada de 08 pessoas, os missionários iniciaram suas atividades tentando descobrir como penetrar na comunidade e alcançar a cidade, e perceberam muitos meninos adolescentes e pré-adolescentes envolvidos com alcoolismo, drogas e malandragem. Nesse contexto resolveram iniciar uma escolinha de futsal. Fizeram o planejamento; conseguiram a quadra do ginásio de esportes da cidade; e começaram o trabalho com esses meninos, para os quais, na opinião de muitos, até mesmo de alguns pais, não havia mais jeito. O trabalho tem se solidificado, os missionários começaram a ensinar o futsal, mas também a Palavra de Deus, eles cuidam desses adolescentes. E hoje, muitos dos meninos atendidos, creem em Jesus Cristo como Salvador e Senhor de suas vidas. As famílias estão sendo abençoadas e a igreja se fortaleceu e está se multiplicando, com crescimento local e a plantação de igrejas em cidades próximas. Após o início dessa plataforma – atividade esportiva – os obreiros tornaram-se conhecidos e respeitados por toda a comunidade com livre acesso a todas as camadas sociais e nos lares para estudos bíblicos.</p>
<p> 1.3. Aspectos a considerar<br />
a)- Deve atender necessidades legítima da comunidade. Como dissemos anteriormente, é impossível conhecer as necessidades de uma comunidade sem andar nas ruas, conversar com as pessoas e ouvi-las.<br />
b)- Deve facilitar a interação com muitas pessoas. A igreja não deve pensar em projetos para poucas pessoas, mas que atendam o maior número possível. Por exemplo: um projeto com meninos de rua &#8211; posso trabalhar com dez ou quinze, mas esse trabalho envolverá também seus familiares e será de impacto para toda comunidade.<br />
c)- Deve permitir o testemunho do Evangelho. Seja qual for o projeto nessa área de compaixão e pastoreio, precisará abrir as portas para o testemunho do Evangelho de Jesus Cristo. Não fazer através desse trabalho um anzol para puxar as pessoas para Deus, mas uma oportunidade para que as pessoas pensem em sua espiritualidade e sintam-se desafiadas a crer em Jesus Cristo, recebendo-o como Salvador e Senhor de suas vidas.<br />
d). Deve combinar com as habilidades e talentos dos cristãos envolvidos. É pratico realizar ações de compaixão na comunidade quando aproveitamos os talentos dos membros da igreja local, mas precisamos entender que pessoas não cristãs também podem ser mobilizadas para ajudar no atendimento às necessidades de uma comunidade, tais como: médicos, dentistas, enfermeiros, ou proprietários de supermercados, padarias, farmácias, ou de qualquer outra área. A igreja deve mobilizar as pessoas residentes para ajudar à comunidade.<br />
1.4. Projetos para acesso e apoio financeiro aos obreiros.<br />
 É um tipo de atividade ainda não usada por nossos obreiros, que tem o sustento financeiro garantido pelas igrejas parceiras, por meio do PAM Brasil  e ofertas missionárias. São projetos que requerem maior investimento para sua execução tendo por fim penetrar na comunidade mas também obter retorno financeiro, que pode ser usado para o sustento de obreiros autóctones ou gerar  renda  às  famílias  de plantadores de igrejas.<br />
O apóstolo Paulo usou uma atividade de apoio – a fabricação de tendas – que lhe permitia acesso às pessoas com as quais ele queria compartilhar o Evangelho de Cristo e fazer tendas lhe garantia a permanência na cidade por um período de tempo mais longo e deixava-o livre para construir relacionamentos com as pessoas e lhe dava o apoio financeiro necessário para não depender de outras pessoas.<br />
Depois disso, Paulo partiu de Atenas e chegou a Corinto. Lá encontrou um judeu natural do Ponto chamado Áquila, que havia chegado da Itália fazia pouco tempo, e sua mulher Priscila, sua mulher, porque Cláudio havia decretado que todos os judeus saíssem de Roma. E Paulo foi ao encontro deles. E, por exercerem o mesmo ofício, passou a morar e a trabalhar com eles, pois eram fabricantes de tendas. Ele debatia todos os sábados na sinagoga, e convencia judeus e gregos. </p>
<p>1.5.	Questões importantes</p>
<p>a). Não deve atrapalhar o obreiro no cumprimento de seu ministério. Um dos perigos para igrejas e obreiros que atuam em atividades sociais é o envolvimento demasiado nessa área, desvinculando do pastoreio. Para ser bem-sucedido na plantação de igrejas, o missionário precisará ser disciplinado quanto ao uso do tempo, pois o trabalho social é muito envolvente e poderá prejudicar as outras atividades necessárias à plantação de igrejas.  Nada deve tomar o tempo da proclamação do Evangelho e o discipulado, enfim, o pastoreio das pessoas, que deve ser atividade não apenas dos obreiros, mas de todos os cristãos.     </p>
<p>b). Deve dar ao obreiro acesso àqueles que deseja alcançar. Como o objetivo principal é a salvação das pessoas, todas as atividades de cunho social devem dar a igreja ou ao obreiro acesso as pessoas para testemunhar de Jesus Cristo. Nenhum trabalho é válido se não abrir portas para pregação do Evangelho.</p>
<p>c). Deve combinar com as habilidades e talentos do obreiro. Como estamos tratando de atividades de acesso e apoio financeiro, principalmente quando se trata de missionários autóctones, as atividades devem combinar com as habilidades dos obreiros. Se o mesmo toca instrumentos musicais, domina a língua inglesa, informática, deve ministrar cursos nessas áreas, de acordo com as necessidades das pessoas de seu grupo alvo. </p>
<p>Não deve exigir muito dinheiro para começar a funcionar e se manter. Quando pensamos em projetos na área social, vêm à nossa mente a necessidade de uma estrutura física para a realização do trabalho o que envolve uma grande quantia financeira para construção e funcionamento. </p>
<p>1.6.	Exemplificando com dois projetos</p>
<p>Abertura de colégios. No sertão paraibano, após alguns anos de convivência com as pessoas e muita conversa, detectamos a falta de escolas para atender as necessidades das crianças, principalmente no ensino fundamental. Nessa época já tínhamos espaço físico, templos e salas para educação religiosa, que eram usadas aos domingos, ficando ociosas nos outros dias da semana. Criar colégios batistas não seria fácil, e principalmente a manutenção e encargos sociais. Então criamos uma cooperativa de profissionais de ensino e trabalhadores em atividade meio, e através da cooperativa, formada de pessoas habilitadas nessa área, que são membros das igrejas da região, criamos vários colégios que funcionam até hoje com grande impacto na comunidade. A mensalidade cobrada dos alunos ajuda no sustento de obreiros da região e abre portas para testemunho do Evangelho em várias cidades.<br />
Curso de Inglês e Espanhol. Percebemos que no Vale do Piancó, região formada por dezoito cidades, não havia nenhum curso de inglês e espanhol. Muitos adolescentes e jovens, filhos das pessoas de maior condição financeira nas cidades não tinham como estudar línguas. Então, vendo o espaço físico de nossas igrejas, fomos até a cidade de Patos, à 120 km, e desafiamos o diretor do Centro de Cultura Anglo Americano (CCAA) a abrir cursos em nossa região, oferecendo salas em nossos templos para o funcionamento. Isso foi relevante para a comunidade, abriu portas para a proclamação do Evangelho nas classes mais ricas e os obreiros tiveram bolsas para estudar inglês e espanhol sem sair do campo missionário.<br />
	Estas e outras atividades levaram as igrejas, como no primeiro século, a cair na graça de todo o povo. O respeito para com as Igrejas Batistas é notável nessa região. O espaço físico está sendo usado para benefício da comunidade. Essa deve ser a visão de todas as igrejas e o patrimônio precisa ser usado para o bem comum. É lamentável o número de prédios que são abertos duas ou três vezes na semana e passam a maior parte do tempo fechados.</p>
<p>1.7.  Sugestões para escolha de projetos sociais<br />
a). Reunir, a partir de pesquisas, as informações necessárias sobre o local – cidade ou bairro &#8211; para descobrir as reais necessidades daquelas pessoas.  Essa pesquisa inicia com dados dos sites do IBGE, Atlas de desenvolvimento humano, Associações Comerciais, Federações de Indústrias, agências de desenvolvimento regional, entre outros, mas precisa continuar de forma presencial, ouvindo as pessoas e vendo a realidade.<br />
b). Antes de começar qualquer atividade social é necessário perguntar às pessoas que residem naquele local se elas acham que aquela atividade vai ajudar a comunidade. Um dos erros que muitas igrejas e agências missionárias cometem, é elaborar projetos sociais sem ouvir as pessoas, o que tem sido desperdício de tempo e dinheiro, pois não causa nenhum impacto na comunidade.<br />
c). Verificar se as pessoas que pensam em trabalhar com essa plataforma têm as qualificações necessárias. Se não, precisarão se assegurar de que obtenham o treinamento apropriado.<br />
d)- Assegurar-se de que a atividade garanta aos obreiros o contato face a face com as pessoas.<br />
	Um dos grandes desafios na plantação e multiplicação de igrejas é chegar até as pessoas com quem desejamos compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo e para isso é necessário que tenhamos um bom e aprofundado relacionamento com todos. Cada dia mais o missionário que deseja alcançar pessoas, levando-as à salvação, precisará cultivar amizade com elas, pois a tendência de nossa sociedade é o individualismo, onde as pessoas vivem para si mesmas. Chegou o tempo em que teremos acesso apenas às pessoas com quem tivermos relacionamento. A igreja de Jesus Cristo precisa aprender com rapidez a penetrar na comunidade, conhecer as pessoas e também as suas necessidades, tomando atitudes de compaixão para que as portas se abram para o testemunho do Evangelho e cuidar das pessoas.<br />
	Não há dúvidas quanto ao envolvimento de Jesus Cristo e a Igreja Primitiva com as comunidades, e da grandeza do serviço que fora prestado às pessoas daquele tempo. Jesus curou pessoas, libertou-as dos espíritos maus, alimentou-as e pregou-lhes a Boa Nova de salvação e isso foi feito também pelos apóstolos e as igrejas do primeiro século, o que serviu de testemunho e impactou pessoas e cidades inteiras naquela época. E a igreja caiu na graça de todo o povo .<br />
	Se quisermos idênticos resultados, é preciso nos mover em favor da comunidade onde queremos pregar o Evangelho. É necessário que andemos onde as pessoas estão para sentir suas reais necessidades e isso fará toda a diferença no ministério. A Junta de Missões Nacionais tem investido pesado em projetos sociais e de ajuda humanitária, entendendo que esse é também o trabalho da igreja. Estamos ministrando compaixão e pastoreio! “Porque a mensagem que ouvimos desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros” .<br />
A expansão da obra missionária em nosso país implica na missão integral que Jesus Cristo ensinou. A evangelização, o discipulado e a prática do verdadeiro e genuíno amor aos nossos semelhantes. Trabalhar com vidas marcadas pelo abandono fundamentados na compaixão e pastoreio são a essência do caráter de Deus.<br />
É preciso desenvolver, com excelência, estratégias ministeriais criativas que visam promover a inclusão social e atender as questões sociais críticas que afligem a população do Brasil. &#8220;Logo que a viu, o Senhor se encheu de compaixão por ela e disse-lhe: não chores&#8221; . A compaixão bíblica é um chamado ao compromisso proativo de obediência e ações práticas. Estamos investindo naquilo que é eterno, para a transformação de vidas, disseminando a prática do verdadeiro e genuíno amor aos nossos semelhantes.</p>

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		<title>Principio Bíblico da Plantação de Igrejas</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2016 21:36:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cirino Refosco</dc:creator>
				<category><![CDATA[cristianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Na versão, Almeida século 21, encontramos 107 versículos com a palavra igreja, referindo-se a um grupo de pessoas, ainda que universal ou local. Nos evangelhos 2 vezes; em Atos 19 vezes; nas cartas, epistolas e no apocalipse 86 vezes. A igreja local é um corpo de cristãos batizados em Jesus Cristo que se reúnem para juntos cumprir a Grande Comissão. 
Veja na lista algumas referências: “...edificarei a minha igreja....  Mt. 16.18; ...dize-o à igreja...  Mt. 18.17; ...grande temor tomou conta da igreja... At. 5.11; ...perseguição contra a igreja... At.8.1; ...assolava a igreja.. At. 8.3; ...a igreja desfrutava de paz... At. 9.31; ...a notícia chegou aos ouvidos da igreja em Jerusalém... At. 11.22; ...o rei Herodes decidiu matar alguns da igreja...At. 12.1; ...mas a igreja orava a Deus... At. 12.5; ...na igreja havia profetas e mestres... At. 13.1; ...quando chegaram e reuniram a igreja... At. 14.27; ...eles, acompanhados pela igreja... At. 15.3; ...pareceu bem à igreja... Rm. 15.26; ...serva da igreja em Cencréia... Rm. 16.1; ...Cumprimentai também à igreja... Rm. 16.5”.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Estamos vivendo o século 21, e ainda enfrentamos, um erro teológico grave, onde os cristãos, incluindo também os líderes, continuam chamando templo de igreja. Apontam para o templo dizendo ser ali a igreja e constantemente ouvimos expressões como construir, pintar, reformar, trocar janelas da igreja. Esse não é o conceito bíblico de igreja, mas surgiu a partir da construção de “igrejas”, pelo imperador Constantino no terceiro século da era cristã.  E como o catolicismo romano foi dominando o mundo, as pessoas se habituaram a chamar o templo de igreja.<br />
É preciso entender e aplicar o que aprendemos, pois não é ético ler uma coisa e fazer outra. Por isso vamos considerar o que a Bíblia ensina sobre esse assunto.<br />
Na versão Almeida, século 21, temos 610 versículos com a palavra templo; sendo 532 vezes no Velho Testamento; 44 vezes nos Evangelhos; 29 vezes no livro de Atos; 4 vezes nas Cartas Paulinas e 1 no Apocalipse, todos se referindo ao local de adoração, culto ou sacrifícios como acontecia com o povo Judeu, e também entre povos pagãos que viveram períodos anteriores ao cristianismo.<br />
A seguir algumas dessas referências encontradas no Novo Testamento: “&#8230;colocou-o na parte mais alta do templo&#8230; Mt. 4.5; &#8230;entrou no templo e expulsou todos que ali vendiam e compravam&#8230; Mt. 21.12; &#8230;tendo Jesus saído do templo&#8230; Mt. 24.1; &#8230;Jesus entrou em Jerusalém e foi ao templo&#8230; Mc. 11.11; &#8230;e andando Jesus pelo templo, os principais sacerdotes aproximaram-se dele&#8230; Mc.11.27; &#8230;enquanto estava no templo&#8230; Mc. 12.35; &#8230;quando saia do templo&#8230; Mc. 13.1; &#8230;em frente ao templo&#8230; Mc. 13. 3; &#8230;sentado no monte das oliveiras, em frente ao templo&#8230; Mc. 13.5; &#8230;movido pelo Espírito foi ao templo&#8230; Lc. 2.27; &#8230;ela não se afastava do templo&#8230; Lc. 2. 37; &#8230;três dias depois, eles o acharam no templo&#8230; Lc. 2.46; &#8230;de manhã cedo, ele voltou ao templo&#8230; Jo 8.2; &#8230;ensinarei nas sinagogas e no templo&#8230; Jo 18.20; &#8230;todos os dias no templo&#8230; At. 2.46; &#8230;Pedro e João subiram ao templo&#8230; At. 3.1; &#8230;então começou a andar e entrou com eles no templo&#8230; At. 3.8; &#8230;pedindo esmolas à porta Formosa do templo&#8230; At. 3.10; &#8230;ide, apresentai-vos no templo&#8230; At. 5.20; &#8230;todos os dias no templo e de casa em casa&#8230; At. 5.42; &#8230;mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas&#8230; At. 7.4”.<br />
Na mesma versão, Almeida século 21, encontramos 107 versículos com a palavra igreja, referindo-se a um grupo de pessoas, ainda que universal ou local. Nos evangelhos 2 vezes; em Atos 19 vezes; nas cartas, epistolas e no apocalipse 86 vezes. A igreja local é um corpo de cristãos batizados em Jesus Cristo que se reúnem para juntos cumprir a Grande Comissão.<br />
Veja na lista algumas referências: “&#8230;edificarei a minha igreja&#8230;.  Mt. 16.18; &#8230;dize-o à igreja&#8230;  Mt. 18.17; &#8230;grande temor tomou conta da igreja&#8230; At. 5.11; &#8230;perseguição contra a igreja&#8230; At.8.1; &#8230;assolava a igreja.. At. 8.3; &#8230;a igreja desfrutava de paz&#8230; At. 9.31; &#8230;a notícia chegou aos ouvidos da igreja em Jerusalém&#8230; At. 11.22; &#8230;o rei Herodes decidiu matar alguns da igreja&#8230;At. 12.1; &#8230;mas a igreja orava a Deus&#8230; At. 12.5; &#8230;na igreja havia profetas e mestres&#8230; At. 13.1; &#8230;quando chegaram e reuniram a igreja&#8230; At. 14.27; &#8230;eles, acompanhados pela igreja&#8230; At. 15.3; &#8230;pareceu bem à igreja&#8230; Rm. 15.26; &#8230;serva da igreja em Cencréia&#8230; Rm. 16.1; &#8230;Cumprimentai também à igreja&#8230; Rm. 16.5”.<br />
Ao analisar o princípio bíblico Plantação de igrejas, precisamos estar conscientes do conceito bíblico de igreja, pois isso determina o tipo de igreja que vamos plantar. Há uma diferença drástica entre essas duas palavras. Templo é um prédio, espaço ou estrutura física, construído com pedras, tijolos, ferro, madeira ou folhas de coqueiro como acontece em alguns lugares de difícil acesso, tribos indígenas ou comunidades ribeirinhas; é um local destinado para sacrifícios, adoração e outras atividades religiosas. A igreja é um grupo de pessoas que segue a Jesus Cristo, e se reúne no templo, nas casas ou qualquer outro espaço, até mesmo debaixo de uma árvore.<br />
Conceituando igreja de acordo com o que lemos na Bíblia, podemos partir para a plantação de novas igrejas, mas ainda com cuidado, pois nossa tendência natural será pensar em congregações que funcionem como a igreja de origem, embora plantadas em culturas e circunstancias diferentes. Por isso o plantador de igrejas deve ter uma eclesiologia bem clara em sua mente antes de se lançar nessa tarefa. Observando o Novo Testamento descobriremos que as igrejas do primeiro século tomaram diversas formas, reunindo-se em vários lugares com diferentes ênfases e estruturas. Pessoas devem ser mais importantes do que estruturas.<br />
Uma igreja local é uma comunhão de crentes em Jesus Cristo, comprometidos, a reunir-se regularmente para propósitos bíblicos sob uma liderança espiritual reconhecida.<br />
Igreja é uma congregação de pessoas regeneradas, batizadas, que, associadas umas às outras, se reúnem voluntariamente sob as leis de Cristo e sob um pacto de fé e comunhão com o objetivo de entender o reino de Deus em suas vidas e na de outros, observando as ordenanças de Cristo, exercendo os dons que lhe foram concedidos e praticando a Koinonia, que é a expressão do amor em ação, razão de ser de sua existência como corpo de Cristo. O termo EKKLESIA ocorre 114 vezes no NT. 109 vezes no sentido cristão e 05 no sentido secular.  95 vezes aparece referindo-se à igreja como um grupo de crentes locais e 14 vezes igreja no sentido universal. </p>
<p>É preciso corrigir esse erro teológico que permeia nossas igrejas e também a liderança, de chamar templo de igreja, uma vez que isso está claro no ensino do Novo Testamento. Então ninguém constrói Igrejas, pinta ou troca as janelas da igreja, isso pode ser feito no templo. Lembre-se: Igreja é uma comunidade de discípulos, ou seja, uma comunidade em que os discípulos devem ser agregados e levados ao aperfeiçoamento cristão, à maturidade e multiplicação.<br />
Encontramos no livro de Atos trinta e dois textos que destacam a plantação de novas igrejas. (Atos 9.31, 32; 9.35, 36; 11.19-21, 26; 13.4-5; 13.13-14; 14.1; 14.6-7; 14.20,21; 14.24,26; 15.40,41; 16.5; 16.9-10; 16.11-15; 17.1-4; 17.10-12; 17.15 e 34; 18.1 e 11; 18.18, 19; 18.23 e 26; 19.1, 9-10; 20.1-3; 20.6-7; 20.13-15; 21.1-4; 21.7, 8; 27.1; 28.30, 31). De acordo com o que lemos, nasceram igrejas na Judéia, Galiléia, Samaria, Lida, Sarona, Jope, Finícia, Chipre, Antioquia, Selêucia, Salamina, Pafos, Perge, Panfilia, Antioquia da Pisidia, Icônio, Listra, Derbe, Atália, Síria, Cilícia, Macedônia, Filipos, Tessalônica, Beréia, Atenas, Corinto, Éfeso, Galácia, Frígia, Grécia, Trôade, Assôs, Mitilene, Mileto, Tiro, Ptolemaida, Cesaréia e Roma.   Igrejas nasceram em muitos lugares através da proclamação do Evangelho, discipulado e formação de liderança autóctone.<br />
Plantar igrejas não é comprar terrenos ou construir templos como tem acontecido em alguns lugares em nosso país; é alcançar pessoas através da proclamação do Evangelho, levando-as a assumir um compromisso com Jesus Cristo, tornando-se discípulos d’Ele, isto é, pessoas dispostas a obedecer, seguindo seus passos.<br />
Uma das primeiras coisas que devemos definir é o tipo de igrejas que queremos plantar. E estamos pensando em igrejas como organismo vivo, submissas ao Espírito Santo, obedientes a Jesus Cristo, o Mestre, que se reproduzem, e por isso, multiplicadoras. Para o plantio de igrejas com esse perfil, precisamos seguir a orientação.<br />
1.	CONHECER A COMUNIDADE</p>
<p>Para conhecer uma comunidade precisamos fazer uma boa pesquisa, que é uma metodologia sistemática de coleta de informações, e tem como meta principal gerar novos conhecimentos. As técnicas de pesquisa estão à disposição do Reino de Deus. Pesquisar as várias áreas de uma comunidade é uma das atividades no processo de plantação de igrejas, e nos leva a ter maior conhecimento da região onde se deseja trabalhar. Com uma boa pesquisa descobre-se os números de habitantes, domicílios, pessoas por faixa etária, economia, costumes, cultura. Esse mapeamento indicará onde devemos concentrar o trabalho na plantação de novas igrejas e as estratégias e metodologias que devemos usar.<br />
Na Bíblia há relatórios de algumas pesquisas realizadas. Por exemplo: No Antigo Testamento foram realizados vários recenseamentos; nos livros de Êxodo, Números, 2 Crônicas e Neemias.  No livro Números capitulo treze, vê-se o Senhor ordenando a Moisés que separasse doze espias representando as tribos de Israel para fazer um levantamento da real situação da terra de Canaã; que mais tarde voltaram trazendo um relatório a Moisés e ao povo Hebreu. No livro de Neemias, o encontramos com sua equipe andando ao redor da cidade de Jerusalém fazendo um levantamento dos estragos causados pelos inimigos, e o cálculo dos materiais necessários para a reconstrução dos muros.<br />
Em o Novo Testamento encontramos Jesus Cristo percorrendo as cidades, onde percebeu as necessidades das pessoas, que andavam como ovelhas que não têm pastor, cada uma seguindo seu próprio caminho. Descobriu que faltavam obreiros, e desafiou a igreja a orar: “Então disse aos discípulos: Na verdade, a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita”.<br />
O próprio Jesus Cristo fez uma pesquisa de opinião pública quando no caminho para Cesareia de Filipe, perguntou aos discípulos sobre o que o povo pensava a Seu respeito. Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?   No livro de Atos, Lucas narrou o grande crescimento da igreja, apontando para os números de pessoas convertidas, 120, 3000, 5000 e assim por diante. A Bíblia nos motiva a realizarmos pesquisas para conhecer a realidade.<br />
Jesus Cristo nos orienta a calcular as despesas antes de iniciar uma obra dizendo: “Pois qual de vós querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular as despesas, para ver se tem como acabá-la”.  Não podemos começar um trabalho de plantação de igrejas sem saber o melhor local, o custo, as estratégias que devemos usar e o perfil dos obreiros . Para saber essas coisas é preciso fazer pesquisa e mapeamento.<br />
1.1.   Pesquisa sócio religiosa<br />
    A pesquisa sócio religiosa divide-se em áreas, e uma delas é a densidade demográfica. Descobriremos o número de habitantes da região onde pretendemos plantar novas igrejas, número de domicílios, média de pessoas por domicilio, número de pessoas por faixas etárias (crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos&#8230;), o que facilitará a elaboração de estratégias para alcançar essas pessoas. Outra área dessa pesquisa é a econômica. É importante saber qual a maior fonte de renda das pessoas daquela comunidade, se indústria, comércio, agricultura ou pecuária; descobriremos onde reside a maioria das pessoas, se na sede do município ou na zona rural. Fonte de renda. Os indicativos são fatores importantes para planejar as estratégias e metodologias necessárias para alcançar essas pessoas.<br />
    Outras áreas pesquisadas é a educação. Saber o número de alfabetizadas, e o grau de instrução das pessoas da comunidade nos dão parâmetros para o tipo de material necessário para alcançar essa comunidade com a mensagem do Evangelho. Quando a índice de analfabetos é elevado, é necessário aplicar metodologias que os alcance também. Aqui entram as narrativas bíblicas e outros materiais que facilitam a evangelização discipuladora. Importante também é saber o número de escolas existentes na comunidade e a que faixas etárias atendem, pois há deficiências em alguns dos níveis de escolaridade a igreja pode atuar, suprindo aquela necessidade.<br />
    Conhecer a religiosidade das pessoas daquela comunidade também ajuda na elaboração do projeto de plantação de igreja e as estratégias e metodologias a serem usadas. Denominações presentes, igrejas evangélicas com quantidade de membros e atividades realizadas na comunidade ajudam na plantação da nova igreja. Fazer análise do movimento religioso da cidade ajudará no alcance das pessoas. De acordo com a religião podemos fazer o planejamento do que deve ser ensinado naquele local.<br />
    1.2. O mapeamento<br />
Tenha um mapa das localidades onde serão plantadas as novas igrejas. Pode &#8211; se fazer um requerimento à Prefeitura, que fornecerá os mapas dos bairros ou da cidade inteira. Outro método é conseguir o mapa através da internet. Pode ser baixado ou salvo. Lembre-se que boa parte das informações que precisamos se encontram em sites do IBGE.<br />
Após conseguir informações populacionais e o mapa, o plantador deve caminhar pelas ruas, reconhecendo a área. Nessa altura há outras informações importantes que precisamos ter da área: a localização das igrejas evangélicas que podem ajudar ou apoiar no trabalho de evangelização do grupo alvo. Localização das fortalezas espirituais (locais que prendem as pessoas ao pecado), como centros espíritas, templos católicas, boates, boca de fumo.<br />
      Essa pesquisa pode ser feita a pé (utilizando um ônibus para chegar ao local a ser pesquisado), de bicicleta, motocicleta, ou automóvel. Se houver pessoas suficientes, pode-se dividir o trabalho entre várias equipes de duas ou três pessoas. Tenha em mãos os mapas do bairro ou cidade; pranchetas para apoiar os formulários de pesquisa; canetas de cores diferentes. Anote o nome das ruas que visitou, localize no mapa as igrejas genuinamente evangélicas existentes, com endereço, ponto de referência, nome do pastor, número de membros. Nome e endereço das fortalezas inimigas, também identificar no mapa; centros espíritas, templos católicos, boates, bares.<br />
    Observe outros dados: escolas, teatros, praças, ginásios, feiras livres, comunidades carentes. São locais em que o pastor futuramente poderá plantar novas igrejas, e de acordo com a realidade encontrada usará uma plataforma de acesso a estes lugares.<br />
               A partir desses dados será possível observar onde o missionário deve trabalhar e como são esses locais. Às vezes são minados com fortalezas inimigas, mas isso não deve levar o obreiro temer ou desistir; ao contrário, deve desafiá-lo a investir em constantes caminhadas de oração. Com os resultados da pesquisa o obreiro identificará a necessidade ou não de plataformas para chegar às pessoas, e o tipo de plataforma que deve usar.  O ideal é que esse mapeamento seja bem simples e criativo.</p>
<p>2.	CONTEXTUALIZAÇÃO DO EVANGELHO</p>
<p>Esse é um assunto pouco estudado e discutido no meio cristão.  Quando pensamos na necessidade de contextualização do Evangelho, não estamos fazendo referência apenas aos diferentes contextos e culturas em que as pessoas vivem, mas estamos dizendo que a contextualização é mais abrangente, e que precisamos pensar também nas diferenças entre as faixas etárias em nossas comunidades.  Pois os resultados da não contextualização da mensagem são visíveis em nossas igrejas, que além de perder as faixas etárias mais jovens, filhos e netos de cristãos, não conseguem alcançar o coração das pessoas não cristãs nessas mesmas faixas etárias. A contextualização implica em aspectos importantes, tais como a tradução da Bíblia, a pregação, os cânticos, a liturgia, o ensino; tudo deve ser contextualizado, é claro, de forma crítica.<br />
Na pregação e ensino de Jesus Cristo e dos apóstolos aprendemos muito sobre contextualização. Só no livro de Atos encontramos dezesseis textos referindo-se ao assunto: (Atos 2.1-13; 5.19-20; 6.1; 6.14; 8.14; 8.26-40; 10.9-23; 10.34-35; 11.1-3; 11.18; 11.20-24; 13.13-42; 15.1; 15.10; 17.22-34 e 21.26).<br />
1.1.	Contextualização da Bíblia<br />
Ao trabalhar com jovens e adolescentes, percebemos que uma das maiores dificuldades para o crescimento espiritual era a falta de leitura e estudo da Bíblia; eles gostavam da Bíblia e a amavam, carregavam um exemplar para todos os lugares, mas não conseguiam entendê-la, e isso era um obstáculo para aqueles novos convertidos; eles tinham a Bíblia, mas não entendiam sua mensagem. Frequentemente perguntavam o que era côvado, lascívia, circuncisão, hora sexta e centenas de outras palavras difíceis, que até pessoas mais cultas precisam do dicionário para descobrir o significado.<br />
Quando usamos uma versão contextualizada, os mais novos se apaixonaram pela leitura e o crescimento espiritual foi notório. Mas para muitos irmãos que tinham mais tempo de vida cristã aquelas versões eram adulteradas, e não suportavam ouvi-las, apesar de muitos deles também não entenderem o que liam. Usar uma versão bíblica fora do contexto de um povo é um desrespeito à cultura, pois passam anos na frequentando os cultos e estudos bíblicos sem entender o verdadeiro sentido da Palavra de Deus. Infelizmente só nas últimas duas décadas que as versões contextualizadas estão à disposição do povo, apesar da resistência encontrada em algumas igrejas.<br />
1.2.	Contextualização da pregação<br />
Sabemos que é difícil fazer isso sem conhecer a cultura do povo receptor. O missionário precisa mergulhar na cultura do povo para onde foi enviado, ou então pouco poderá fazer em seu favor. A partir de Jesus, os pregadores que encontramos no Novo Testamento nos dão um banho sobre a contextualização da mensagem pois procuraram falar ao coração das pessoas e por isso o Evangelho alcançou multidões, ainda no primeiro século, com milhares de pessoas convertidas a Cristo. Por outro lado, o Evangelho no Brasil ainda não chegou em todos os lugares, pois muitas pessoas o rejeita, não pelo seu conteúdo, mas pela forma como tem sido apresentado. O Evangelho no Brasil ainda tem muito da cultura daqueles que o trouxeram. E vale acrescentar que dentro de nosso país, há uma boa variedade de culturas, além das 210 etnias que aqui residem. Então cada pregador ou mestre precisará contextualizar a mensagem para o seu grupo alvo.<br />
1.3.	Contextualização dos cânticos e ritmos </p>
<p>Em cada região do Brasil há um ritmo musical que é do coração, faz parte da cultura daquele povo. Por que não aproveitar a música para levar a mensagem do Evangelho às pessoas? Podemos usar cânticos de outros contextos, mas não negligenciar o contexto onde estamos inseridos. Se quisermos falar ao coração de um povo precisamos usar os ritmos daquela cultura. Lembro-me da mudança ocorrida no sertão onde trabalhamos por dezesseis anos. Enquanto usávamos ritmos importados não víamos muito interesse nas pessoas, mas quando mudamos para o ritmo regional, centenas de pessoas paravam no meio das feiras livres e praças para cantar e ouvir o Evangelho. Quando a sanfona, a zabumba e o triângulo começavam a tocar a feira quase parava e as pessoas vinham para ouvir o Evangelho. Não podemos esquecer que os ritmos fazem parte da cultura das pessoas e os instrumentos musicais também.<br />
1.4.	Contextualização da liturgia<br />
Os cultos em muitas igrejas brasileiras acontecem como se estivessem na América do Norte. Liturgia norte-americana, inclusive a vestimenta do pastor e dos membros da igreja. Que pena que a liturgia não tenha sido contextualizada em algumas regiões! Com isso milhares de pessoas que foram membros de nossas igrejas estão fora da igreja e do Evangelho, não foram tocadas o suficiente para se sentirem bem entre o povo de Deus. Outros milhões estão nas igrejas não porque gostam e se sentem bem, mas por causa da tradição familiar. A liturgia precisa envolver as pessoas de todas as gerações na verdadeira adoração a Deus. Precisa trazer alegria e satisfação às pessoas que participam de um culto. Mas em nome da tradição muitas igrejas estão perdendo seus membros, infelizmente.<br />
1.5.	Contextualização do ensino</p>
<p>Precisamos ter coragem de fazer as mudanças necessárias para que o ensino envolva as pessoas a ponto de terem alegria, prazer de ir ao templo para serem ensinadas. Um exemplo disso é o dia e horário para o estudo da Bíblia. É evidente que as igrejas que mais crescem no mundo são aquelas que estudam a Palavra de Deus em pequenos grupos nos lares das pessoas.  Enquanto outros acham que todos devem ir ao templo para estudar a Bíblia. Quem está ganhando com isso? É claro que são as igrejas ou denominações que trabalham com pequenos grupos, que evangelizam, discipulam e treinam pessoas nos pequenos grupos multiplicadores.<br />
1.6.	Preparar liderança autóctone é contextualizar</p>
<p>A negligência na capacitação de pessoas do povo receptor do Evangelho tem impedido a multiplicação de discípulos e igrejas. As igrejas que mais estão alcançando pessoas são as que investiram em liderança autóctone. Enquanto os pastores e missionários não investirem na formação de liderança autóctone, não alcançaremos a Pátria para Cristo. Precisamos treinar o índio para ganhar seu próprio povo; treinar o ribeirinho para ganhar seu próprio povo; precisamos treinar o sertanejo se queremos ganhar os sertões desse imenso país para Jesus Cristo; precisamos treinar os gaúchos se queremos que o Rio Grande do Sul seja alcançado com a mensagem do Evangelho.<br />
Experimentamos essa transformação no sertão paraibano, onde o trabalho se arrastou por muitos anos, mas quando a liderança das igrejas surgiu do meio do povo, elas firmaram seus passos e se fortaleceram na Palavra de Deus. Lamento até hoje quando me lembro do que vi na tribo dos índios Guajajaras, no Maranhão. Em plena floresta, tarde quente, encontrei índios com terno preto e gravata, vivendo completamente fora de seu contexto. O missionário ou pastor que pregou o Evangelho nesse lugar cometeu um grande erro, tirando os índios de seu contexto, que com isso foram rejeitados pelo restante da tribo.<br />
Uma igreja autóctone normalmente é contextualizada e está inserida na cultura do povo. O templo, a ornamentação, a liderança, tudo precisa ter cheiro do povo local. A contextualização facilitará o alcance das pessoas com o Evangelho de Jesus Cristo, que foi nosso maior exemplo de contextualização.</p>
<p>3.	COMUNICAÇÃO DO EVANGELHO</p>
<p>Outra questão é a comunicação do Evangelho. “Pregar” é diferente de “Comunicar”; podemos gastar muito tempo falando, sem comunicar absolutamente nada; realizar programas evangelísticos através da música, sermões, palestras, estudos bíblicos nos lares e rádio não significa dizer que as pessoas estão sendo alcançadas ou que estão entendendo o Evangelho. Para crescimento e plantação de novas igrejas é vital que comuniquemos a Palavra de Deus, e isso só acontece quando o receptor compreende, assimila o que estamos dizendo o que ajudará na tomada de decisão diante da mensagem que ouviu. A isso chamamos oportunidade válida para crer em Jesus Cristo.<br />
O fracasso na comunicação deixa o obreiro vulnerável à tentação de mudar de campo ou até mesmo transferir-se para outros ministérios. A deficiência na comunicação torna-se uma das principais causas de mudanças nos ministérios em centenas de igrejas em nosso país. Há pastores que não ficam muito tempo em um determinado lugar porque não alcançam o coração das pessoas, e, por isso passam a vida mudando de local ou de igreja. Não estou dizendo que todas as experiências de ministérios curtos são causadas pela falta de comunicação, mas que isso tem influenciado bastante na mudança de local ou ministério de muitos obreiros.<br />
   3.1. A importância da comunicação</p>
<p>Lembramo-nos de um colega que nunca passou mais de dois anos no pastoreio de uma igreja; rapaz inteligente e muito esforçado, mas não conseguia permanecer diante de um rebanho por muito tempo. Em menos de vinte anos passou por doze igrejas, entre a Paraíba e Rio Grande do Norte; depois mudou &#8211; se para outra denominação; agora voltou para nosso meio, atuando no estado do Ceará e Piauí. O problema sempre foi comunicação: as igrejas não conseguem passar mais que dois anos ouvindo suas mensagens e estudos. Um dia o procuramos e dissemos que precisava fazer uma avaliação nesse aspecto de seu ministério, e ele nos disse que não faria qualquer mudança, pois havia passado a vida estudando e não abriria mão de seu nível de conhecimento para se rebaixar às pessoas mais humildes. Na verdade, as pessoas não conseguem entender aquilo que o colega diz. Que pena que não teve interesse em comunicar o Evangelho às pessoas que Deus colocou sob a sua responsabilidade! Conheço bons obreiros, com excelente bagagem de conhecimento, mas que não conseguem comunicar a mensagem aos seus ouvintes.<br />
Esse é um grave problema e tem sido uma das causas de tão poucos resultados no trabalho. Há missionários que vivem essa mesma dificuldade, e passam anos seguidos anunciando o Evangelho com poucos resultados para o Reino de Deus, pois as pessoas não se convertem a Jesus Cristo, não porque são duras de coração, mas porque não compreendem o que está sendo ensinado. Quantos estão falando durante três ou quatro anos sem colher qualquer fruto? A comunicação é essencial para que as pessoas creiam em Jesus Cristo como Salvador e Senhor de suas vidas. Ao trabalharmos o tema “pré-evangelização”, destacamos dois pontos cruciais: para que uma pessoa creia em Jesus Cristo e o receba como Salvador e Senhor, precisará ter simpatia dos cristãos e da igreja, e conhecimento do Evangelho, e o pré-evangelista trabalha essas duas áreas.  Uma boa comunicação faz as duas coisas. Leva a pessoa a gostar do Evangelho, ter simpatia e ao mesmo tempo adquire conhecimento; leva os ouvintes à compreensão do Evangelho.<br />
Quando cumprimos nosso trabalho como anunciadores de Boas Novas e não vemos resultados, precisamos avaliar nosso trabalho. A Bíblia diz que aquele que muito semeia, colherá em abundância; e afirma também que a Palavra de Deus não volta vazia, antes fará o que apraz a Deus. Mas essa mensagem precisa ser comunicada o que só acontece quando entendida ou compreendida pelo receptor.<br />
   3.2. Há comunicação quando o receptor entende a mensagem</p>
<p>Deus é o maior interessado na comunicação do Evangelho de Jesus Cristo. Gosto muito da observação do escritor Charles Brock, quando afirma que a incidência das línguas em pentecostes evidencia o milagre da comunicação.  De fato, Deus queria que todos os Judeus que estavam em Jerusalém por ocasião da festa de Pentecostes entendessem a mensagem pregada pelos apóstolos. Aquela ocasião era muito especial para os judeus que vinham de vários países para a festa em Jerusalém, e Deus usou aquele evento para que o Evangelho fosse pregado e compreendido por todos aqueles judeus que eram vindos de aproximadamente quatorze países diferentes. O apóstolo Simão Pedro pregou e cada um entendeu na língua em que eram nascidos e isso fora citado três vezes nos primeiros treze versículos de Atos dois. O milagre de pentecostes, foi o da comunicação do Evangelho, pois Deus queria que todas as pessoas entendessem a Boa Nova de salvação.<br />
Estavam em Jerusalém Judeus piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu. E todos ficaram confusos, pois cada um os ouvia falar na sua própria língua. Como, então, cada um de nós os ouve falar em nossa língua materna? Todos nós os ouvimos falar das grandezas de Deus em nossa própria língua. Desse modo, os que acolheram a sua palavra foram batizados; e naquele dia juntaram-se a eles quase 3 mil pessoas.  </p>
<p>Nosso país é de uma variedade cultural incrível e não há dúvidas de que o estado de Santa Catarina é muito diferente do estado da Paraíba, principalmente do sertão. As regiões do Brasil são diferentes umas das outras, e os pastores e missionários precisam ter consciência disso e contextualizar a mensagem do Evangelho se quiserem ter maiores resultados. Não podemos fazer as coisas da mesma forma em todo o território nacional e esperar bons resultados. Temos cometido graves erros no programa de evangelização de nosso país e parece que não queremos aprender as lições. Preferimos ficar com meia dúzia de cristãos em nossos templos do que abrir mão de nossa tradição e contextualizar a mensagem bíblica.<br />
No Rio Grande do Sul a maioria dos obreiros batistas são de outros estados e apenas alguns são gaúchos; aqui está um indicativo dos poucos e lentos resultados naquele estado. Não há mal em que os obreiros sejam de fora, desde que contextualizem a mensagem e formem liderança local para o trabalho missionário da igreja. A maioria dos obreiros não trabalha na formação de líderes autóctones, e isso prejudica o processo de salvação no meio de um povo. Ninguém está mais habilitado do que as pessoas da cultura para pregar ao seu próprio povo. Onde o trabalho tem resultados menores é porque seus líderes ainda não se despertaram para a formação de líderes dentro da cultura. Não estou dizendo que não devemos ter obreiros vindos de outras culturas, mas quando não acontece o despertamento e formação de líderes autóctones o crescimento é mais lento.<br />
Essa é também a grande dificuldade do trabalho indígena. Quantos anos de trabalho entre os índios no Brasil? E quais os resultados desse trabalho na maioria das tribos? Não devemos ter medo de avaliar, pois é o ponto de partida para melhorar nossa atuação nessa área. Visitei uma tribo no sul do Brasil, onde a presença de missionários passa de três décadas e o trabalho não avançou como poderia ter avançado. Não há líderes indígenas pregando no meio de seu povo. E digo sem medo de errar: se os missionários saírem de algumas tribos hoje, o trabalho acaba. Graças a Deus que alguns obreiros que estão nas tribos atualmente já perceberam a necessidade de investir na liderança autóctone. Pois são os índios que alcançarão os índios para Jesus.<br />
O sertão da Paraíba não é diferente de qualquer outra região do Brasil em suas necessidades espirituais – povo idólatra, indiferente ao Evangelho e festeiro. O trabalho batista iniciou com obreiros vindos de outros estados e não desenvolveu como poderia; foi um trabalho inconstante, e dependente de líderes vindos de outras regiões; quando tinha obreiro, crescia; mas quando faltava obreiro, voltava quase a zero. Um exemplo disso foi a Igreja de Piancó, que, com vinte anos de organização oficial e vinte e sete anos de trabalho, contava em fevereiro de 1985, com oito membros, apenas seis presentes e só abria o templo quando alguém ia de fora para realizar um culto. Essa igreja nunca havia plantado uma nova igreja.<br />
Ficamos muito preocupados com a situação e decidimos orar a Deus e fazer um trabalho diferenciado; pregamos o evangelho, discipulamos e treinamos pessoas e juntos conseguimos plantar igrejas em cidades próximas, e assim o trabalho cresceu e se fortaleceu no Senhor. E a partir do momento em que a liderança das igrejas veio do próprio povo, o trabalho tomou uma nova forma, e as igrejas passaram a crescer e se multiplicar. As pessoas do local comunicam muito mais o Evangelho do que alguém que vem de fora. Conhecer as pessoas em todos os aspectos de sua cultura ajudará na comunicação do Evangelho, e com isso os resultados serão bem maiores.</p>

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		<title>O principio da oração</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2016 18:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cirino Refosco</dc:creator>
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<p>O primeiro princípio a considerar é a Oração. As igrejas descritas no livro de Atos oravam em todas as circunstâncias. Aqueles cristãos oravam na alegria e na dor; oravam enquanto livres e oravam nos períodos de perseguições e prisão; a oração tornou-se essencial em todas as atividades que realizavam desde o início de sua existência, e por isso a encontramos orando enquanto aguardavam a vinda do Espírito Santo, e isso se repetiu em toda sua história. Jesus Cristo havia dito que ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de PODER, para depois testemunharem do Evangelho em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra. Eles precisavam da UNÇÃO do Espírito Santo para ter a ousadia necessária para pregar o Evangelho.<br />
Jesus Cristo ordenou, antes de subir ao céu, que o Evangelho fosse pregado. Entre a sua ascensão e a descida do Espírito Santo foi um intervalo de dez dias e cremos que esses irmãos permaneceram orando por todo esse período, pois não se ausentaram da cidade até o cumprimento da promessa. Foi durante esses dias de oração que escolheram Matias para compor o colégio apostólico.<br />
E, unidos, todos se dedicavam à oração, juntamente com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele. E orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, mostra qual desses dois tens escolhido para assumir lugar nesse ministério e apostolado&#8230;. </p>
<p>O Espírito Santo desceu sobre eles, revestindo-os de poder, mas continuaram orando durante toda caminhada: “E eles perseveravam no ensino dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” . E assim ficamos impressionados ao descobrir como esses irmãos priorizavam a oração e no livro de Atos, por vinte e nove vezes os encontramos orando, conforme as referências bíblicas a seguir: (Atos 1.14, 24; 2.42; 3.1; 4.24-31; 6.4 e 6; 7.59 e 60; 8.15-17 e 24; 9.11 e 40; 10.2, 9 e 30,31; 11.5; 12.5 e 12; 13.3; 14.23; 16.13, 16 e 25; 20.36; 21.5; 22.17; 27. 29 e 35).<br />
 	É necessário entender que não é possível fazer o trabalho de Deus sem que Ele esteja à frente, como acontecia na Igreja Primitiva. O pastor da igreja local ou o plantador de igrejas deve criar e manter uma rede de intercessores para que orem em favor de seu ministério e pelas pessoas que residem na região onde trabalha ou onde iniciará a plantação de novas igrejas. Além da oração pessoal, o líder deve envolver sua família e toda igreja local, e irmãos de outras igrejas na intercessão em favor da comunidade alvo. Deve preparar equipes para caminhadas de oração que se engajarão em combates espirituais nas comunidades onde as igrejas estão inseridas e em favor das pessoas que serão alcançadas com a plantação de novas igrejas.<br />
Se torna difícil levar pessoas à salvação sem um programa arrojado de oração, pois as pessoas estão presas ao pecado, escravizadas por Satanás e precisam de uma libertação real, e só Deus poderá fazer isso. Há obreiros que estão trabalhando muito, mas colhem poucos frutos porque a semeadura não está sendo regada com oração. A estratégia se torna eficaz quando priorizamos a oração e é necessário que se entenda que sem oração nenhuma estratégia ou metodologia funcionam.<br />
1.	O LÍDER INTERCEDE EM FAVOR DE SEU POVO</p>
<p>Oração é um dos princípios para o crescimento de Igrejas, e é vital para o trabalho missionário. Não há como crescer espiritualmente, fazer discípulos e plantar novas igrejas sem um programa de oração.  Nessa área é necessário elaborar múltiplas estratégias com objetivo de orar e envolver cristãos de todas as faixas etárias e de todos os lugares nessa tarefa. A oração, portanto, precisa sair da teoria para prática; do discurso para execução.<br />
Na Bíblia a intercessão é um dos trabalhos principais para líderes que desejam alcançar o coração de Deus. Na história dos Hebreus encontramos inúmeros exemplos de homens que apaixonados pelo seu próprio povo, investiram na intercessão e os resultados foram esplêndidos. Conseguiram ver milagres extraordinários acontecendo em cada período da história.<br />
Citar alguns desses intercessores e gastar um pouco de tempo analisando suas vidas e experiências nos ajuda entender o valor desse princípio. São homens que fizeram toda diferença entre as pessoas onde habitavam.</p>
<p>1.1.	Moisés intercedia pelos Hebreus<br />
Após três meses da saída do Egito, os israelitas chegaram ao deserto de Sinai, e acamparam-se em frente ao monte que leva o mesmo nome. Moisés subiu a Deus e recebeu algumas recomendações e o povo assumiu compromisso de obedecer a tudo quanto o Senhor havia ordenado.  Depois houve nova convocação de todo o povo à santificação; seriam dois dias para se purificar e no terceiro dia todos estariam prontos para ouvir novamente a voz do Senhor.<br />
Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, relâmpagos e nuvens espessas sobre o monte; ouviu-se um zunido de buzinas muito forte e todo povo que estava no arraial estremeceu.  Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro com Deus; e puseram-se ao pé do Sinai que fumegava, porque o Senhor havia descido como fogo e o monte tremia fortemente. O Senhor desceu sobre o cume do monte e chamou Moisés para subir.  E foi nesse período que Moises recebeu as tabuas dos dez mandamentos.  A presença e ação de Deus foi um tempo sublime na vida de Moisés e todo povo de Israel.<br />
Moisés demorou 40 dias no monte Sinai e o povo ficou desesperado, e cercaram-se de Arão e pediram para que fizesse um deus; e ofereceram holocausto e ofertas pacíficas ao bezerro de ouro que Arão havia feito. Então o Senhor ordenou a Moisés que descesse do monte Sinai pois o povo havia se corrompido e depressa se desviado do caminho.  Ao chegar no arraial que estava ao pé do monte, e vendo o bezerro e as danças, Moisés se irou e arremessou as tabuas contendo os dez mandamentos e as quebrou.  Morreram naquele dia, cerca de três mil idólatras, todos que estavam adorando o bezerro de ouro.<br />
No dia seguinte Moisés mostrou ao povo o grande pecado que haviam cometido contra o Senhor e voltou à presença de Deus para interceder em favor dos Israelitas. Colocou-se diante de Deus como intercessor, reconhecendo o grave pecado que haviam cometido, pedindo-Lhe perdão. Uma das coisas admiráveis nos intercessores, é que se consideravam parte do povo e pediam perdão como se tivessem pecado junto com os demais. E a expressão que mais ouvimos é “Senhor, temos pecado contra Ti, eu e a casa de meu pai pecamos contra Ti, perdoa nosso pecado”.<br />
No dia seguinte, Moisés disse ao povo: Cometestes um grande pecado. Agora, porém, subirei ao SENHOR; talvez eu possa fazer expiação pelo vosso pecado. Assim, Moisés voltou ao SENHOR e disse: Esse povo cometeu um grande pecado, fazendo para si um deus de ouro. Mas, agora, perdoa-lhe o pecado; ou, caso contrário, risca-me do teu livro que escreveste. Então o SENHOR disse a Moisés: Riscarei do meu livro aquele que tiver pecado contra mim. Agora vai e conduze esse povo para o lugar sobre o qual te falei. O meu anjo irá na tua frente; mas no dia da minha visitação, eu os castigarei por seu pecado. </p>
<p>1.2.	Neemias intercedia por Judá</p>
<p>No primeiro episódio vimos Moisés, que viveu aproximadamente 1.400 anos antes de Cristo, colocando sua vida diante de Deus. “Mas, agora, perdoa-lhe o pecado; ou, caso contrário, risca-me do teu livro que escreveste”. O episódio de Neemias aconteceu por volta do ano 450 a. C., aproximadamente mil anos depois; no entanto, a intercessão continuava sendo uma das mais importantes atividades de um líder. Judá estava vivendo seu vigésimo ano de cativeiro sob o poder da Babilônia. Apesar do grande período de exortação através dos profetas, a dureza de seus corações fez com que Deus os entregasse nas mãos dos inimigos.<br />
Nabucodonozor havia atacado Jerusalém, as portas da cidade queimadas e os muros derribados; os jovens haviam sido levados como escravos para trabalhar na Babilônia, e entre eles se encontrava Neemias, que se tornou copeiro do rei. Os judeus idosos e doentes haviam ficado em Jerusalém como também as mulheres e crianças; o povo estava completamente abandonado e sem comida e proteção, muitos estavam morrendo. Ao mesmo tempo os que haviam sido levados estavam ansiosos e muito tristes e preocupados com seus familiares em Jerusalém. Neemias era um líder entre seu povo, e orava insistentemente por eles. Seu desejo era receber notícias das pessoas que estava em Jerusalém.</p>
<p>Palavras de Neemias, filho de Hacalias: No mês de quisleu, no vigésimo ano, quando eu estava na cidade de Susã, Hanani, um de meus irmãos, veio de Judá com mais alguns homens. Perguntei-lhes pelos judeus que voltaram, os que sobreviveram ao cativeiro, e a respeito de Jerusalém. Eles me responderam: Os que sobreviveram ao cativeiro estão passando grande aflição e vergonha lá na província. Os muros de Jerusalém foram derrubados, e as portas da cidade, queimadas. Depois de ouvir essas palavras, sentei-me e chorei. Lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu. Eu disse: Ó SENHOR, Deus do céu, Deus grande e temível, que cumpres a tua aliança e usas de misericórdia para com aqueles que te amam e obedecem aos teus mandamentos. Os teus olhos estejam abertos e os teus ouvidos atentos para ouvires a oração do teu servo, que faço diante de ti, dia e noite, pelos israelitas, teus servos. Confesso os pecados que nós, os israelitas, temos cometido contra ti; sim, eu e a minha família pecamos. Temos agido de forma perversa contra ti, e não temos obedecido aos teus mandamentos, nem aos estatutos e às leis que ordenaste a teu servo Moisés. Lembra-te agora do que disseste a teu servo Moisés: Se fordes infiéis, eu vos espalharei entre os outros povos. Mas, se voltardes para mim, e obedecerdes aos meus mandamentos e os praticardes, ainda que os vossos exilados estejam dispersos pelos lugares mais distantes debaixo do céu, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que escolhi para estabelecer o meu nome. Eles são os teus servos e o teu povo, que resgataste com o teu grande poder e com o teu braço forte. Ó Senhor, que os teus ouvidos estejam atentos à oração deste teu servo, e à oração dos teus servos cujo prazer está em temer o teu nome. Faze com que teu servo seja bem-sucedido hoje, concedendo-lhe a benevolência deste homem. Nessa época, eu era copeiro do rei. </p>
<p>	O texto mostra que Neemias estava angustiado com a situação de seu povo e logo que recebeu notícias através de Hanani, sentou-se e durante alguns dias chorou, jejuou e intercedeu junto a Deus em favor do povo. Ele desejava abençoar a vida de seus compatriotas e pediu a Deus o perdão pelos pecados do povo e se colocou nas mãos de Deus para ser usado nesse processo de restauração.<br />
	Vemos dessa forma, que os líderes que mais abençoaram seu próprio povo foram aqueles que sentiram suas necessidades, amaram, choraram e intercederam junto a Deus. De fato, o amor é o ponto de partida para interceder em favor de alguém. Quem ama, ora; e quem ora faz alguma coisa em favor das pessoas por quem intercede. Quem não ama, não ora; e dificilmente será usado por Deus para abençoar a vida de alguém.<br />
1.3.	Jeremias intercedia pelos Judeus<br />
Jeremias é conhecido como profeta chorão e algumas vezes o encontramos nesse estado, mas nunca chorou por si mesmo, apesar da rejeição, espancamentos, maus tratos na prisão e no calabouço, não chorava por causa de seus sofrimentos, mas pelos pecados, rebeldia e sofrimento de seu povo. Gastou sua vida exortando Judá, reconheceu que sua vocação para esse fim aconteceu ainda no ventre de sua mãe e era obediente ao Senhor em tudo que lhe ordenava, sem medir as consequências de sua fidelidade. Trabalhou muito para que o povo reconhecesse seus pecados e fosse poupado do cativeiro pré-anunciado, contudo a dureza de coração e rebeldia contra o Senhor fez com que os judeus fossem subjugados pelo império Babilônico e posteriormente pelo império Medo-Persa.<br />
Por que ainda estamos sentados? Reuni-vos. Vamos para as cidades fortificadas para morrer ali; pois o SENHOR, nosso Deus, nos condenou à morte e nos deu água envenenada para beber; porque pecamos contra o SENHOR. Esperávamos a paz, mas não veio bem algum; e o tempo de cura, mas veio apenas o terror. Ouve-se desde Dã o resfolegar dos seus cavalos; a terra toda estremece ao som dos rinchos dos seus ginetes; porque vêm e devoram a terra e tudo o que nela existe, a cidade e os seus habitantes. Estou enviando entre vós serpentes, víboras que ninguém consegue encantar; e elas vos morderão, diz o SENHOR. Não há consolo para a minha dor! Meu coração desfalece dentro de mim! Este é o clamor da filha do meu povo, que se estende por toda a terra: O SENHOR não está em Sião? O seu rei não está ali? Por que me provocaram à ira com suas imagens, com ídolos estrangeiros? O tempo da colheita passou, findou o verão, e nós não estamos salvos. Estou aflito por causa da aflição da filha do meu povo; ando de luto; o espanto apoderou-se de mim. Por acaso não há bálsamo em Gileade? Nem médico? Por que não houve cura para a filha do meu povo? Ah, se a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, numa fonte de lágrimas, para que eu chorasse de dia e de noite os mortos da filha do meu povo! </p>
<p>1.4.	Daniel intercedia por seu povo<br />
Daniel é outro exemplo de alguém que ama, se interessa e intercede pelo seu povo; estava na Babilônia com certa regalia, vivendo no palácio do rei, mas sempre preocupado com o estado das pessoas de seu próprio povo. Esse fato se deu no mesmo período de Neemias e Jeremias, um pouco mais à frente, quando a Média e a Pérsia haviam se unido formando um grande império que dominou partes do mundo, inclusive a Babilônia. Agora o povo de Judá estava sob o domínio Medo- Persa e Dario era o rei.<br />
Daniel e seus amigos Hananias, Misael e Azarias eram jovens tementes a Deus, e testemunhavam de sua fé entre os inimigos. Propuseram em seus corações não se contaminar com as iguarias da mesa do rei e por dez dias comeram legumes e beberam água e se tornaram mais esbeltos do que os demais jovens que faziam parte do concurso. Não dobraram seus joelhos diante da grande estatua feita por Nabucodonozor, e como consequência os três amigos foram lançados em uma fornalha ardente aquecida sete vezes mais do que o normal, mas foram protegidos e salvos pelo Anjo do Senhor. Enquanto Daniel, por motivo de sua constante intercessão, pois orava três vezes ao dia, foi lançado na cova dos leões e também foi salvo pelo Senhor. Daniel era apaixonado pelo seu povo e intercedia junto ao Pai, seu desejo era ver o povo arrependido, perdoado e liberto. </p>
<p>No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, que foi constituído rei sobre o reino dos babilônios, no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros, segundo o que o SENHOR havia falado ao profeta Jeremias, que as desolações de Jerusalém durariam setenta anos. Então voltei o rosto ao Senhor Deus, para buscá-lo com oração e súplicas, com jejum, com pano de saco e cinzas. Orei ao SENHOR, meu Deus, e, confessando, disse: Ó SENHOR, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; pecamos e praticamos o mal, agindo com impiedade e rebeldia, apartando-nos dos teus preceitos e das tuas normas. Não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que falaram em teu nome aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra. A ti, ó Senhor, pertence a justiça; mas a nós, a vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, aos moradores de Jerusalém e a todo o Israel; aos de perto e aos de longe, em todas as terras para onde os tens lançado por causa das suas transgressões contra ti. Ó SENHOR, a vergonha pertence a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia e o perdão, já que nos rebelamos contra ele, e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas leis que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. Todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se para não obedecer à tua voz. Por isso se derramou sobre nós a maldição, o juramento que está escrito na lei de Moisés, servo de Deus; porque pecamos contra ele. </p>
<p>1.5.	Paulo intercedia pelos Israelitas<br />
Por que Paulo foi bem-sucedido em seu trabalho missionário? Por que se tornou um dos maiores plantadores de igrejas no primeiro século? Sem dúvida, deve-se ao seu imenso amor e a paixão que tinha pelos perdidos a partir de seu próprio povo. Sua visão missionária ultrapassou as fronteiras da Palestina chegando a Ásia Menos, Ásia e Europa. Passou grande parte de sua vida perseguindo as igrejas e prendendo cristãos, pois não acreditava que Jesus Cristo havia ressuscitado dentre os mortos. Mas logo que teve a grande experiência, ao encontrar-se com Ele na estrada de Damasco, tornou-se pregador do Evangelho e mui especialmente sobre a ressurreição.<br />
Seu amor a Jesus Cristo e ao próprio povo e a consciência do estado espiritual que se encontravam o fazia sofrer, chorar e orar incessantemente pelos judeus, para que também cressem em Jesus como Salvador e O recebessem como Senhor de suas vidas. </p>
<p>Digo a verdade em Cristo, não minto. Minha consciência dá testemunho comigo, no Espírito Santo, de que tenho grande tristeza e incessante dor no coração. Porque eu mesmo desejaria ser amaldiçoado e excluído de Cristo, por amor de meus irmãos, meus parentes segundo a carne. Irmãos, o desejo do meu coração e a minha súplica a Deus em favor de Israel é que ele seja salvo. </p>
<p>Analisando esses textos podemos extrair algumas lições que são vitais para líderes que desejam ser bem-sucedidos em seus ministérios. Cada líder aqui apresentado era comprometido com a vocação que recebera de Deus; era apaixonado pelas pessoas com quem trabalhavam e tinha uma postura de intercessor junto ao Pai em favor deles. Esses líderes amavam, choravam e jejuavam diante de Deus, e oravam incessantemente. Além de mensageiros de Boas Novas tinham a importante tarefa de interceder.<br />
Oração deve ser a pratica de todos os líderes que desejam ver seu povo sendo abençoado por Deus. Nada se consegue se a oração não estiver na lista das prioridades, se não houver investimento de tempo em oração pelas pessoas que desejamos alcançar. Normalmente oramos apenas pelas pessoas da igreja ou pessoas de nosso relacionamento, mas precisamos ampliar a visão, alcançando através da oração, todas as pessoas do bairro, cidade ou país que Deus colocou em nossas mãos, além de orar pela salvação de todos os habitantes da terra.<br />
Precisamos gastar tempo na intercessão, tanto quanto em estudos bíblicos ou sermões, pois pregar ou ensinar sem que os corações sejam visitados pelo Espírito Santo de Deus não produzirá qualquer fruto espiritual.</p>
<p>2.	O LÍDER CONHECE AS NECESSIDADES DE SEU POVO<br />
Fazer caminhadas de oração não é atividade ou ensino pentecostal ou néo pentecostal como algumas pessoas pensam. É antes uma atividade praticada por homens de Deus ainda no Velho Testamento como vemos no livro de Neemias. Andar, ver a situação e orar por soluções era algo importante para os servos de Deus no passado.</p>
<p>Assim, cheguei a Jerusalém e, depois de três dias, levantei-me de noite e saí com alguns de meus homens. Eu não disse a ninguém o que Deus havia colocado em meu coração para que eu fizesse por Jerusalém&#8230; desse modo, saí de noite pela porta do vale&#8230; e fui mais adiante, até a porta da fonte&#8230; Eu lhe disse: vede a triste situação que estamos, como Jerusalém está devastada, e as suas portas destruídas pelo fogo. Vinde, vamos reconstruir os muros de Jerusalém, para que não passemos mais vergonha.  </p>
<p>As caminhadas de oração são atividades práticas; apenas orar enquanto se anda pelas ruas dos distritos, povoados, bairros ou cidades, e à medida que caminhamos Deus nos mostrará as necessidades daquelas pessoas. Devemos orar para que as pessoas daquela comunidade sejam alcançadas com a mensagem do Evangelho e pedir a Deus que derrame suas bênçãos sobre as pessoas que encontramos enquanto caminhamos nas ruas onde o povo habita. Obviamente, nosso desejo é que essas pessoas venham crer em Jesus Cristo como Salvador e O recebam como Senhor de suas vidas e oramos para que isso aconteça.<br />
Andando no meio do povo temos condições de conhecer suas reais necessidades pois sem esse conhecimento nada poderemos fazer. Enquanto fazemos a caminhada de oração temos oportunidade de conhecer as pessoas e de orar pedindo a Deus que nos revele o modo pelo qual Ele deseja abençoar aquelas vidas, e assim poderemos seguir o caminho indicado por Deus e livrá-las de sua miséria espiritual e ainda contribuir para a transformação de todos que residem naquela área. É possível que muitos ali vivam como prisioneiros de Satanás e Deus os libertará, pois sabemos com certeza que é desejo de Deus livrar essas pessoas dos laços que as prendem e levá-las a uma experiência de salvação.<br />
Durante a caminhada de oração devemos orar para que Deus mostre as pessoas que estão prontas para ouvir a Boa Nova de salvação, e ao mesmo tempo devemos orar para que as portas sejam abertas para chegar até elas. Orar para que o Espírito Santo seja derramado nos seus corações e as convença  acerca de seus pecados e crie nelas fome e sede de Deus, isto é, desejo profundo de conhecer a Deus e sua Palavra.<br />
Orar para que a igreja tenha clareza sobre as barreiras que separam o povo daquela comunidade da esperança e da restauração que o Evangelho oferece. Essa necessidade ficou visível quando visitamos a cidade de Uberlândia/MG e encontramos seis centros espíritas no bairro onde a igreja está sendo plantada. A igreja deve orar para que o Espírito Santo abrande e prepare os corações das pessoas para receberem o Evangelho. Durante a caminhada precisamos orar a Deus por um despertamento espiritual para as pessoas da igreja para orar em favor das pessoas para que sintam necessidade de Deus; orar para que famílias inteiras se acheguem a Jesus Cristo e que estes lares sejam redimidos pelo SEU sangue; orar para que os lares se tornem locais em que o único Deus seja adorado; orar para que tenhamos condições de criar grupos de oração nos lares, e igrejas sejam estabelecidas nas casas das pessoas convertidas da comunidade.<br />
O objetivo principal dessas caminhadas de oração é o início da multiplicação de discípulos e igrejas na comunidade. Então precisamos orar pela multiplicação de discípulos e plantação de igrejas em cada comunidade; orar para que surjam oportunidades e portas se abram e que os obreiros aproveitem para criar relacionamento com as pessoas daquele bairro ou cidade; orar para que Deus abra caminhos para o Evangelho entrar na comunidade; orar para que Deus revele os métodos mais efetivos e apropriados que devem ser usados na proclamação das Boas Novas ao povo.<br />
Enquanto andamos e oramos devemos interceder em favor das igrejas evangélicas existentes nos bairros ou cidade, para que seus membros sejam fortes no testemunho pessoal e vivam de acordo com o Evangelho de Jesus Cristo; orar pedindo a Deus unidade entre as igrejas evangélicas e principalmente entre seus líderes para que as pessoas creiam em Jesus Cristo; orar para que os cristãos sejam revestidos de poder para falar do amor de Deus.<br />
Toda comunidade tem suas fortalezas espirituais  e esses lugares ou sistemas prendem as pessoas ao pecado. As fortalezas espirituais impedem que as pessoas respondam positivamente ao Evangelho. Precisamos orar pela queda de todas essas fortalezas, orar a fim de que barreiras sejam removidas e o povo possa reagir ao Evangelho com mentes e corações abertos; orar também para que Deus revele as fortalezas espirituais existentes na comunidade.<br />
A Bíblia ordena que os cristãos orem de forma especial por aqueles que estão governando; orem para que estes lugares representativos do governo dirijam o povo com justiça e retidão; devemos orar pedindo a Deus que traga salvação a juízes, advogados, policiais, presidentes, senadores, governadores, deputados, prefeitos, vereadores e outras autoridades governamentais. A Bíblia diz que devemos orar por todos que estão em eminência, ou que estão em funções de autoridade sobre nós.<br />
Devemos orar pelas escolas, porque é na escola que as crianças, adolescentes e os jovens aprendem ideologias contrárias à Deus – ateísmo, comunismo e falsas religiões. Um conhecimento alienado do Deus Criador de todas as coisas é o que mantém ativos o ateísmo, o sincretismo religioso, o islamismo, o espiritismo, prendendo as pessoas na ignorância espiritual. Precisamos orar pelas escolas de ensino fundamental e médio, pelas universidades e escolas profissionalizantes; pedindo a Deus que salve as pessoas que ensinam nesses lugares. Orar para que essas instituições educacionais se tornem lugares em que a verdade de Deus possa se manifestar e oportunidades se abram para que o Evangelho seja anunciado nessas instituições de ensino.<br />
Devemos orar para que as pessoas tenham os seus olhos abertos para ver que só Jesus Cristo salva e que não há outra forma de chegar-se a Deus senão por meio d’Ele. Orar para que toda a idolatria seja desmascarada, que as pessoas entendam que o ídolo é uma forma de desviar as pessoas de Deus. Orar para que Deus tenha misericórdia das pessoas e perdoe sua ignorância espiritual. Orar para que Deus toque na consciência dos lideres religiosos que estão enganando o povo, para que se arrependam desse terrível pecado.<br />
Algumas instruções necessárias para fazer caminhadas de oração:</p>
<p>2.1.	O que fazer antes de orar</p>
<p>A primeira tarefa é adquirir um mapa do bairro ou cidade para conhecer melhor a geografia do local, isso ajudará na avaliação dos resultados das caminhadas de oração. Com o mapa e o Censo do IBGE conheceremos as ruas e também o número de residências e número de habitantes naquela área; a localização de escolas, sede de governos, igrejas evangélicas e lugares que prendem as pessoas ao pecado, no caso, fortalezas espirituais. Tomar conhecimento do local ajuda na elaboração do planejamento para alcançá-lo através das caminhadas de oração.<br />
2.2.	O que fazer durante a oração</p>
<p>	Para melhor aproveitamento desse trabalho é necessário dividir o grupo em duplas e quando sobra uma pessoa pode formar um trio; tendo cuidado para não colocar dois adolescentes ou juniores juntos quando sentir que pode haver brincadeiras; a experiência diz que será mais proveitoso que pessoas dessas faixas etárias andem acompanhados com jovens ou adultos. Precisamos ter consciência de que caminhada de oração é trabalho, é batalha espiritual  e por isso será bom evitar qualquer tipo de distração.<br />
Na igreja há pessoas que não têm condições físicas para caminhar longas distâncias, então podem fazer o trabalho de intercessão permanecendo no templo ou em casa orando enquanto os demais estão nas ruas fazendo a caminhada de oração. Este grupo deve interceder em favor daqueles que estão nas ruas, para que sejam usados por Deus e ao mesmo tempo protegidos de ciladas do inimigo e até mesmo de assaltos ou acidentes.<br />
Devemos orar para que Deus revele onde estão as fortalezas espirituais. Ao chegar a esses lugares que prendem as pessoas ao pecado, devemos orar por sua destruição e aniquilação. Esteja alerta! O inimigo sabe o que estamos fazendo e tentará frustrar todos os esforços. Os membros da equipe devem velar uns pelos outros durante as caminhadas. Lembre-se, esta é uma batalha espiritual.<br />
É bom ter cuidado para não chamar a atenção para você ou para o restante da equipe, por isso não ore em voz alta, não grite, apenas ore na tonalidade de voz que seu parceiro de oração ouça ou no mesmo volume de voz de uma conversa a dois.<br />
Fale com as pessoas quando surgirem oportunidades. Deus pode colocar em sua vida pessoas estratégicas durante caminhadas de oração.  Esteja preparado também para compartilhar o Evangelho com as pessoas que estiverem abertas para ouvir. Fale da razão da esperança que há em Jesus Cristo quando surgirem oportunidades. Deus também pode transformar a caminhada de oração em uma oportunidade para que o Evangelho comece a ser semeado nos corações das pessoas.<br />
2.3.	O que fazer depois de orar<br />
	Após a caminhada reúna a equipe para avaliar o trabalho e para ouvir a experiência dos participantes. Fatos marcantes devem ser anotados, pois servirão de inspiração para o futuro quando as pessoas daquela comunidade começarem a se converter a Jesus Cristo, experimentando o poder transformador de Deus em suas vidas.  Os nomes de pessoas que foram contatadas durante a caminhada também devem ser registrados. É interessante anotar as fortalezas espirituais existentes na área da caminhada para ver quando cessarão de influenciar as pessoas.<br />
O propósito de sua caminhada de oração é lançar por terra as fortalezas espirituais e libertar as pessoas, de forma que a igreja de Jesus Cristo possa ser estabelecida naquele lugar. Devemos estar preparados para dar assistência às pessoas que se converterão a Jesus Cristo na área onde as caminhadas de oração estão sendo realizadas.</p>
<p>3.	A ORAÇÃO É UMA LUTA ESPIRITUAL</p>
<p>Como cristãos vivemos uma intensa guerra! Guerra contra os principados e potestades das trevas, mas também guerra contra nós mesmos, nossa natureza carnal, nossos desejos e vontades, nossos pensamentos, parâmetros e nossas dúvidas. A vida cristã é uma grande batalha espiritual e a recomendação bíblica a respeito da armadura que precisamos usar começa com a apresentação da força necessária para a guerra: “Sede fortalecidos no Senhor e na força de Seu poder”.  Devemos ser fortalecidos no poder de Deus. O apóstolo Paulo havia testemunhado sobre o segredo de suas vitórias espirituais: “Tudo posso em JESUS CRISTO que me fortalece”;  e passou a recomendação ao seu filho na fé, Timóteo, dizendo: “Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus”.<br />
Nossa família sempre viveu na roça e uma parte desse tempo a energia elétrica era produzida na serraria de meu avô paterno. Lembro-me que a mesma água que movia a serraria através de uma turbina, movia também um gerador, e assim a energia elétrica chegava às casas. Precisamos entender que a energia elétrica que acende a lâmpada para nos alumiar só o faz porque os fios estão em comunicação com o gerador, que é movido pela turbina, que é movida pela água da represa. É o gerador que fornece a energia. Assim, fortalecidos em Deus, temos a força necessária para prosseguir em nossa jornada.<br />
Podemos destacar a recomendação de Paulo sobre esse assunto: “Oro para que vocês comecem a compreender como é incrivelmente grande o seu poder para ajudar aqueles que creem nele. Foi esse mesmo grandioso poder, que levantou a Cristo dentre os mortos e o fez sentar-se no lugar de honra no céu, à mão direita de Deus&#8230;”.<br />
Os supersticiosos usam amuletos, saquinhos com sal grosso, panfletos com orações, para guardar o corpo contra a bala, contra o mal olhado, contra a inveja. Sabemos, porém, que isso não guarda nada. Porque a nossa grande luta não é contra carne e sangue, isto é, não é uma luta contra pessoas, mas contra os principados e potestades, contra as hostes espirituais da iniquidade. Portanto, devemos tomar toda a armadura de Deus, como recomenda o apóstolo, para poder resistir ao dia mau. Então, há um dia mau, o dia das tentações, o dia dos ventos de doutrina que abalam a fé, o dia das dúvidas e do desânimo. O método que Satanás usa para combater o cristianismo é ensinar doutrinas que são aparentemente belas, sedutoras; ele entrelaça as verdades com o erro, e com isso enche o coração das pessoas de dúvidas. Vivemos em constante guerra espiritual e precisamos da armadura de Deus para vencer os ataques de Satanás. Vejamos as peças da armadura de Deus conforme Efésios 6.10 – 18.<br />
3.1.	O cinto da Verdade<br />
Na armadura antiga dos soldados havia um cinto sobre o qual todas as demais peças da armadura se ajustavam, e servia também para apertar as demais peças. Este cinto simboliza para o cristão a verdade. Para lutar contra Satanás precisamos ser verdadeiros em nossas vidas, conduta e em nossas experiências de fé. Tudo o mais, em nossas vidas, precisa ser ajustado em nossa integridade e verdade. Nada terá qualquer sentido se não encarnarmos a verdade!<br />
3.2.	A couraça da Justiça<br />
Sabemos que a couraça é uma peça de aço que protege o peito e as costas do soldado. Isso equivale a ter retidão na prática do bem e no arrependimento da prática do mal, resolução inabalável contra o pecado e contra as tentações: “Filhinhos, ninguém vos desencaminhe; quem pratica a justiça é justo, como ele é justo”.  Esta justiça é a de Cristo. Assim como todos os nossos pecados estavam sobre Ele, recebemos d’Ele a couraça que nos protege: “Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus”.<br />
3.3.	Os pés calçados com o Evangelho da paz<br />
O apóstolo Paulo está fazendo uma alusão aos costumes dos soldados antigos, que usavam sandálias de couro com a sola cheia de pontas de prego, a fim de melhor se firmarem no chão. Assim, os cristãos precisam se firmar bem no Evangelho, porque eles têm que andar por lugares perigosos, montanhas íngremes, escorregadias e mesmo atravessar os pantanais deste mundo. Daí a necessidade de se preparar com bastante fé para confessar a Cristo nos momentos difíceis! O Evangelho fornece a paz e a segurança. O cristão, com o Evangelho no coração, está seguro aqui e na eternidade. “Como são belos sobre os montes os pés do que anuncia as Boas Novas, que proclama a paz, que anuncia coisas boas, que proclama a salvação, que diz a Sião: O teu Deus Reina!”.  “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não a dou como o mundo a dá; não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.  “Estas coisas vos tenho dito, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende confiança, eu venci o mundo”.<br />
3.4.	O escudo da Fé<br />
“Pois todo aquele que é nascido de Deus, vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé”.  “Sede sóbrios, e vigiai, porque vosso adversário, o diabo, anda ao vosso redor, rugindo como um leão, buscando a quem possa devorar. Resisti-lhe firmes na fé&#8230;”.  “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós”.  A Bíblia é cheia de recomendações a respeito da fé, que é nosso escudo de defesa na vida cristã e na batalha contra Satanás.<br />
O dardo era uma arma ofensiva e de arremesso, usada pelos guerreiros antigos. É uma peça grande de ferro, com uma ponta e que se atirava ao longe, como vemos nos filmes antigos. O dardo do maligno tem a ponta inflamada, isto é, tem um veneno na ponta, como tinham os dardos dos guerreiros antigos. O escudo era uma proteção para cobrir o corpo para não ser atingido pelos dardos lançados pelos inimigos. Assim satanás lança sobre nós os seus dardos inflamados, mas nos defenderemos com a fé, nosso escudo.<br />
Um dos mais perigosos dardos é a dúvida, e a única maneira de nos defendermos dela é o escudo da fé. Satanás usou este dardo sobre João Batista, quando estava preso no cárcere, colocando dúvidas em seu coração sobre Jesus, se era mesmo o Messias.  E João mandou seus discípulos para perguntar a Jesus se Ele era mesmo o Messias, e eles voltaram dizendo o que Jesus Cristo lhes havia dito: “Vão dizer a João, que os cegos veem, os coxos andam, os famintos são alimentados e aos pobres é anunciado o evangelho”.  E João não teve mais qualquer dúvida sobre Jesus Cristo.<br />
 Satanás sempre usou seus dardos: contra Adão e Eva foi certeiro, e a dúvida entrou em seus corações e mentes. Mas ninguém, talvez, tenha sofrido mais ataques do que Paulo; mas ele reagiu contra tudo, contra judeus, gregos e até cristãos, dizendo: “Eu sei em quem tenho crido”.  Os dardos do inimigo arrancam a boa semente do coração daqueles que não lhe dão o devido cuidado.<br />
3.5.	O capacete da Salvação<br />
Trata-se de uma peça com aba oval, para a cabeça. Os soldados não se atreveriam a lutar sem o capacete. Assim o cristão, com a certeza da salvação. “Ele se vestiu de justiça, como uma couraça; colocou na cabeça o capacete da salvação&#8230;”.   A fé evangélica é a única que traz como fruto a certeza da salvação. Perguntem a qualquer adepto de outra religião, se eles têm certeza da salvação. Responderão que não sabem e que ninguém pode saber, ou que é Deus quem sabe. Esta certeza, temos pela fé em Jesus Cristo, que disse: “Quem crê tem a vida eterna”.<br />
3.6.	A espada do Espírito</p>
<p>Essa arma é defensiva e ofensiva: serve para defesa e ataque. É a espada afiada de dois gumes, que saía da boca do filho do homem, na visão de João na ilha de Patmos.  Espada de dois fios que penetra na alma, e discerne os pensamentos e intenções do coração. “Tudo o quanto Deus nos diz é cheio de força viva: é mais cortante do que a espada mais afiada, e corta rápido e profundo em nossos pensamentos e desejos mais íntimos em todos os seus detalhes, mostrando-nos como somos na realidade”.<br />
Jesus Cristo usou-a nas tentações quando satanás lançou seus dardos inflamados sobre Ele, dizendo:<br />
a). “Transforma estas pedras em pães, se tu és o filho de Deus” – “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.<br />
b). “Tudo te darei se prostrado te adorares” – “Escrito está: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás”.<br />
c). “Lança-te daqui para baixo, porque foi ordenado que os anjos hão de te defender” – “Escrito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus”.<br />
Isaías, referindo-se a Jesus Cristo, disse: “Iahweh fez a minha boca como uma espada aguda”.  Esta espada resiste a todas as espadas, a todos os impérios, a todas as perseguições; queimaram-na em praças públicas, mas quanto mais a queimavam, mais se multiplicava – trata-se da Bíblia.<br />
3.7.	Oração e súplica<br />
É a última peça da armadura! A oração é o fio da comunicação com Deus, para que d’Ele venha o poder. Oramos, para que estejamos firmes. Mas oramos com todas as forças da nossa personalidade, pois a oração verdadeira, a que não fica sem resposta é, sem dúvida, a oração em que tomam parte todos os poderes de nossa inteligência, sentimento e vontade. Tomemos o conselho do apóstolo: “Revistamo-nos de toda armadura de Deus” – toda armadura, ou seja, todas as peças da armadura são necessárias para vencer na batalha espiritual, na guerra contra Satanás.</p>

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		<title>Deus trabalha de forma individual conosco</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2016 13:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cirino Refosco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Deus trabalha de forma individual conosco Jeremias 18.1-6 Introdução: Jesus disse: “Meu Pai trabalha até agora e Eu trabalho também” Jo. 5.17. Em toda a Bíblia encontramos Deus trabalhando individualmente com as pessoas. O Deus da Bíblia não trabalha no atacado, conhece cada pessoa na intimidade e as chama pelo nome. Abraão, Jonas, Samuel&#8230;. Jeremias [...]]]></description>
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<p>Deus trabalha de forma individual conosco<br />
Jeremias 18.1-6<br />
Introdução: Jesus disse: “Meu Pai trabalha até agora e Eu trabalho também” Jo. 5.17. Em toda a Bíblia encontramos Deus trabalhando individualmente com as pessoas. O Deus da Bíblia não trabalha no atacado, conhece cada pessoa na intimidade e as chama pelo nome. Abraão, Jonas, Samuel&#8230;.<br />
Jeremias teve um chamado divino para ser profeta, que reconheceu ter sido desde o ventre materno. É conhecido na Bíblia como Profeta chorão, que que constantemente chorava. Mas nunca o encontramos chorando por si mesmo, como se estivesse reveindicando alguma coisa a Deus. A preocupação não era consigo mesmo, mas com seu povo, JUDA. Por isso o encontramos inúmeras vezes chorando. Queria ver as pessoas mudando sua conduta diante do Senhor. “Oh se minha cabeça de tornasse em água e os meus olhos em fonte de lágrimas, choraria de dia e de noite, pelos mortos dos filhos de meu povo” Jr. 9.1.<br />
O texto faz parte da sétima mensagem que Jeremias recebeu. Através desta mensagem Deus esperava conseguir uma transformação nos costumes/hábitos das pessoas em Judá. Por isso Ele convocou Jeremias para lhe mostrar como faria esse trabalho. Mandou o profeta ir à casa do oleiro para lhe mostrar como seria essa transformação. Ao olhar o trabalho do oleiro, Jeremias verificou que o vaso que o oleiro fazia se lhe estragou nas mãos e o trabalho não pode ser concluído. Então o oleiro amassou o barro novamente sobre a mesa.<br />
“Jeremias, você já observou o trabalho do oleiro? ” Assim como o oleiro trabalha com um vaso de cada vez, Eu, também trabalho com as pessoas individualmente. Realmente, Deus está atarefado com os seres humanos, deseja fazer uma grande obra na vida de cada pessoa. “Não poderei eu fazer de vós, como este oleiro? Assim como o barro na mão do oleiro, sois vós na minha mão”.<br />
Algumas considerações com base nessa experiência de Jeremias:<br />
1.Deus deseja transformar a vida de cada pessoa, inclusive as nossas.<br />
“Desce à casa do oleiro e lá ouvirás às minhas palavras”. Como percebemos, nessa visita à casa do oleiro, Deus revela a forma de agir com os judeus. “Como o vaso na mão do oleiro”. Mostra que o trabalhar de Deus é individual. Tudo que Deus trata conosco, seres humanos, é no privado. Por isso “Cada um dará contas de si diante de Deus”. Não sei como tem sido seu comportamento diante do Todo poderoso, as vezes você se revolta com as situações que lhe acontecem, com circunstancia da vida, não entende que o Espirito Santo de Deus está trabalhando em sua vida. O trabalho de Deus é transformá-lo segundo a imagem de Jesus. Mas a maioria das pessoas não permitem, e por isso são como vasos quebrados.<br />
“Mas o vaso que o oleiro fazia se lhe estragou nas mãos”. Muitas vezes o trabalho está quase pronto, o oleiro está nos retoques finais, mas de repente aparece uma rachadura. No meio daquele barro maleável, estava uma pedrinha, que sempre ocasiona uma rachadura.<br />
Está é a grande tragédia de muitas pessoas!  Deus que fazer delas um vaso para honra, mas em suas vidas se encontram pedrinhas, que não permitem que Ele conclua o trabalho, e sempre terá que amassar o barro novamente. Essas pedrinhas são nossos pecados. Como nossos pecados atrapalham que o obra de Deus em nós se complete! Deus tem planos para nossas vidas, deseja que sejamos segundo a imagem de seu filho, deseja que experimentemos o agir completo do Espirito Santo em nós e através de nós, mas sempre de novo encontra essas pedrinhas e o trabalho não pode ser concluído.<br />
O trabalho não ficará pronto enquanto não trouxermos nossos pecados para a luz. Precisamos identificar estas coisas que estão atrapalhando o agir de Deus em nossas vidas. Nossos pecados são como essas pedrinhas no barro. Mas há uma esperança. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” I Jo. 1.9. Mas não há como confessar sem antes identificá-los ou reconhecê-los. O que em nossas vidas tem atrapalhado o agir de Deus?  Atrapalhado a conclusão do trabalho? Quais são as coisas que nos impedem de viver uma vida cheia do Espírito Santo? “O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado”. Deus está sempre pronto para nos perdoar, mas nós temos dificuldades em reconhecer, os pontos duros de nossas vidas. Aqueles erros que sempre voltamos a praticar. Aí a importância da visão: “O vaso que o oleiro fazia se lhe estragou em suas mãos”. Deus está trabalhando em nossas vidas, mas sempre pára quando chega naqueles pontos de resistência. “O oleiro tirou o vaso quase pronto da roda e o quebrou sobre a mesa, amassou o barro novamente”. Assim como a pedrinha atrasou o trabalho do obreiro, nossos pecados atrasam a obra que Deus deseja realizar em nossas vidas. Deus deseja nos usar, quer fazer de cada um de nós rios de águas vivas que jorre para eternidade, mas atrapalhamos isso quando não permitimos que tire de nós essas pedrinhas.<br />
Como temos sofrido por causa de nossas próprias falhas e pecados? Quantas vidas destruídas? Quantas famílias destruídas? Quantas pessoas infelizes? Que caos vive nossa sociedade? Porque as pessoas não valorizam os princípios bíblicos. Nem mesmo aquelas pessoas que vivem na igreja.<br />
II. A proposta de Deus é transformação e não remendo.<br />
A visão de Jeremias foi maravilhosa. Ele vê que Deus nunca faz remendo na vida de uma pessoa, mas faz completamente novo. “O oleiro tirou o vaso da roda e o quebrou sobre a mesa”. Amassou, tirou a impureza, para refazer o trabalho. O que Deus faz com a vida irregular? Ele não acrescenta o evangelho. Precisamos entender que Evangelho não é um acréscimo à vida de uma pessoa, não é acréscimo a uma vida cheia de pecado. Evangelho é transformação. “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo” II Cor. 5.17.  Jesus ensinou sobre novo nascimento, através de uma grande aula ao príncipe dos Judeus, chamado Nicodemos, no evangelho de João capitulo 3. “Em verdade em verdade te digo: Se alguém não nascer da água e do espirito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do espírito é espirito. Não maravilhe de te dizer: Necessário vos é nascer de novo” Jo. 3.5-7.<br />
Jesus também disse: “Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, pois o rotura ficará maior”  Mt. 9.16. “Nem se coloca vinho novo em recipiente de couro velho; do contrário se rompem, derrama-se o vinho e os recipientes se perdem” Mt. 9.17.  E o apostolo Paulo disse: “Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que nele crê, primeiro do judeu e também do grego” Rm. 1.16.<br />
O Evangelho é o dúnames de Deus, quando crido tem poder transformador. A maioria das pessoas gostam do Evangelho, leem o Evangelho, admiram o Evangelho, mas a transformação acontece quando cremos de todo coração. “Aquele que ouve as minhas palavras, e as pratica é semelhante ao homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. E a chuva caiu, os rios se encheram, os ventos sopraram e bateram com força contra aquela casa, contudo ela não caiu, porque estava alicerçada sobre a rocha” Mt. 7.24, 25.<br />
Vivemos tempos difíceis. Muitas pessoas estão confundindo a fé em Jesus com uma troca de religião. Um dos problemas da igreja evangélica é a aceitação em seu rol de membros de pessoas que nunca experimentaram qualquer mudança em suas vidas. Não conhecem o poder transformador de Jesus. Não permitem o trabalhar de Deus em suas vidas.  Simplesmente houve uma mudança de religião sem qualquer vestígio de mudança de comportamento em suas vidas. Isso tem dificultado um avanço maior do evangelho. Isso é equivalente a um remendo de pano novo (evangelho) em roupa velha (religião), pois a rotura fica maior. A colocar vinho novo (evangelho) em recipiente velho (religião antiga).<br />
III. A transformação acontece mediante o reconhecimento e arrependimento dos pecados.<br />
A maior tragédia na vida de uma pessoa são os sofrimentos vãos, porque não são seguidos de arrependimento. O rei Davi pecou e se tornou como um vaso quebrado. “Sou como o vaso quebrado” Sal. 31.12. Mas se arrependeu e clamou ao Senhor pelo perdão. “Cria em mim Óh Deus um coração puro e renova em mim um espírito inabalável” Sal. 51.10. E Deus o perdoou.<br />
Sansão, pecou contra o Senhor, desobedecendo-o e se envolvendo com uma mulher Filistéia, quebrou voto de nazireu. Mas quando preso pelos filisteus, e sofrendo injurias e com os olhos vazados, clamou ao Senhor, que o perdoou. E clamando teve sua força sobrenatural de volta. “Senhor, peço-te que te lembres de mim e dá-me forças só desta vez” Jz. 16.28. Esse foi o grito de um vaso quebrado. E foi ouvido pelo Senhor.<br />
Para que aconteça a transformação necessária é preciso que reconheçamos nossos erros e falhas e as coloquemos aos pés da cruz. Jesus é o único que tem poder para perdoar pecados e nos purificar de toda injustiça. A Bíblia ensina o caminho certo: “Se não vos arrependerdes todos de igual modo perecereis” Lc.13.5b ou “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados” da pregação de Pedro em Atos 3.19. Esse é o caminho para uma nova vida.<br />
IV. Recursos para transformação e modelagem de pessoas.<br />
O melhor e mais eficaz caminho para modelagem individual é o discipulado um a um. Não há como ajudar pessoas senão através do fortalecimento de relacionamentos e o cuidado com as pessoas. Discipulado não é apenas o ensino do evangelho, mas implica em pelo menos seis atitudes. Fazer relacionamento, aconchego, intercessão, zelo pela pessoa, ensino do evangelho e solicitação de contas. Essa foi o mandamento de Jesus. “ E Jesus aproximando-se falou-lhes dizendo: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, ide, fazer discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo; ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos” Mt. 28.18-20.<br />
A Grande Comissão é Fazer discípulos – tem como verbo principal “FAZER”, que está no modo imperativo, tem força de mandamento. É, portanto, uma ordem de Jesus para sua igreja. Ou seja, para todos os salvos e discípulos de Jesus. Fazer implica em trabalho individual, é modelar pessoas segundo a imagem de Jesus. Fazer vaso para honra.<br />
Conclusão: Há anos passados, num far-west, um homem, num estado de raiva, deu um tiro num companheiro e o matou. Foi preso e condenado à morte. Seus amigos enviaram uma petição ao governador pedindo para ele o perdão.<br />
O governador resolver conceder o governador, escreveu e pessoalmente resolveu entrega-lo. Mas ao chegar no presídio onde estava o criminoso, este recusou a conversar com o governador, pensando que fosse apenas um pastor que queria visita-lo. O governador foi embora e rasgou o pedido de perdão que estava no bolso.<br />
Depois que o preso soube quem era o seu visitante, fez todas as tentativas, para estar em contato com ele, mas era tarde demais. Suas desculpas de nada valeram, o dia da execução chegou e ele morreu. Tudo porque não quis receber o governador.<br />
Existe um que é maior que o governador, que está à porta de cada coração, é Jesus com o perdão de todos os pecados. O que fará você? Vai recebe-lo ou rejeitá-lo?  “Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir à minha voz e abrir a porta, entrarei e sua casa, cearei com ele e ele comigo”.<br />
Você precisa ouvir a voz de Jesus, crer nele e recebe-lo como Salvador e Senhor. Em Jesus poderás receber o perdão de seus pecados.<br />
Ilustração: Um pai brigou muito com seu filho e o expulsou de casa; não queria mais vê-lo. A mãe chorava muito, e quanto mais o tempo passava, maior era a saudade e o desespero; queria ver o filho, mas não era possível.<br />
Um dia aquela mãe ficou muito doente, à morte, e queria muito ver o filho. Estava doente e desmanchando em lágrimas. Então resolveram procurar aquele filho e contaram-lhe o que estava acontecendo com sua mãe. Então resolveu voltar para sua casa para que sua mãe o visse antes de morrer.<br />
Quando chegou o pai estava no quarto com muitas outras pessoas. O filho ficou de um lado da cama e pai do outro lado. Eles não se olhavam. Então a mãe pediu a mão do filho mão do pai; e colocou as duas mãos juntas, a do filho e a do pai, sobre o seu peito e as apertou com todas as forças, e suspirando morreu. O pai e o filho se entre olharam com as mãos presas pelas mãos geladas da esposa e mãe. Choraram e se abraçaram. Alguém vendo aquela cena disse: Morrendo reconciliou os dois.<br />
É exatamente isso que Jesus fez por nós na cruz. Morrendo reconciliou o homem com Deus. “Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo” ou “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e o homem, Jesus Cristo homem”. </p>

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		<title>O princípio da formação de líderes</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2016 11:34:03 +0000</pubDate>
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<div id="_mcePaste">O crescimento de uma igreja depende de líderes que tenham uma visão de futuro bem definida. Para algumas igrejas isso é bom porque seus líderes são visionários e sabem onde querem chegar, mas infelizmente há igrejas lideradas por pessoas que vivem para manutenção dos cultos semanais, achando que esse é seu ministério.</div>
<div id="_mcePaste">É fundamental que a liderança evangélica entenda que a visão multiplicadora é bíblica, faz parte do plano de Deus. Encontramos a palavra multiplicar ou multiplicação dezenas de vezes. “Frutificai, multiplicai-vos e enchei a terra”, foi a proposta feita ao primeiro casal e hoje a população do mundo está chegando a 7 bilhões de pessoas. “Farei de ti uma grande nação” foi a promessa de Deus a Abraão e Sara, que era estéril, e há milhões de judeus espalhados pelo mundo.</div>
<div id="_mcePaste">Líderes de igrejas são mais do que gerentes ou chefes, são pessoas vocacionadas para desenvolver um ministério dentro da vontade de Deus. Com isso não estamos dizendo que os líderes devem ter todas e as melhores ideias, mas que devem saber valorizar as boas ideias de seus liderados. O líder é alguém que sempre está em busca de boas ideias.</div>
<div id="_mcePaste">O líder deve transformar ideias em visão e motivar seus liderados na realização dessa visão. Havemos de convir que qualquer pessoa que consiga expressar uma visão e motivar os outros a torna-la realidade pode ser um líder. O líder precisa ter uma visão abrangente e não se deixar levar pelos detalhes da administração apenas. Precisa selecionar pessoas, capacitá-las, motivá-las e deixá-las fazer o trabalho. Deve valorizar as pessoas e aproveitar as melhores ideias. Não deixar ninguém de fora. A pessoa mais quieta da equipe, aquela que está sempre encolhida no seu canto, pode estar sentada sobre a melhor ideia.</div>
<div id="_mcePaste">O estudo desse princípio visa estimular a formação de novos líderes, um trabalho essencial para a multiplicação. O crescimento da igreja depende do número de trabalhadores. Então, quais as principais características para líderes que desejam desenvolver um trabalho relevante? É isso que veremos nesse capítulo.</div>
<div><strong>1. INTIMIDADE COM DEUS</strong></div>
<div id="_mcePaste">Para ser usado por Deus de um modo extraordinário é preciso ter uma comunhão extraordinária e essa é uma das grandes dificuldades em nossos dias; as pessoas estão sobrecarregadas com tantas atividades que o dia fica pequeno para cumprir a extensa agenda. Só a Graça divina sobre um líder para fazê-lo entender que a comunhão com Deus deve ser prioridade. Quanto mais trabalho para realizar, maior deve ser o tempo de comunhão com Deus e não o inverso.</div>
<div id="_mcePaste">Deus está procurando pessoas que queiram experimentar esta vivência com Ele para tornarem-se íntimos d’Ele; tão íntimos a ponto de começar a ver com os olhos de Deus, sentir com o Seu coração e ter os Seus sentimentos. Enquanto não for desenvolvida comunhão com o Pai e com o Filho, não há condições de ver a realidade como ela é. O desafio é ver as pessoas como gente que Deus ama e em favor de quem deu seu filho único como sacrifício.</div>
<div id="_mcePaste">Jesus, ao olhar para as pessoas, percebeu que estavam sem rumo, como ovelhas que não têm pastor, cada uma andando pelo seu próprio caminho. Não poucas vezes subiu ao monte próximo a Jerusalém e olhando-as sentia compaixão delas. Ao andar pelas ruas da cidade, atendia ao apelo desesperado de paralíticos e cegos que viviam a mendigar. Estendeu a mão aos excluídos da sociedade e lhes apresentou a Boa Nova de salvação.</div>
<div id="_mcePaste">Fazendo um estudo sobre as pessoas que mais foram abençoadas por Deus e que mais poderosamente foram usadas, descobriremos que foram aquelas que tiveram maior intimidade com Ele; e isso se aplica tanto à história bíblica como da igreja cristã.</div>
<div><strong>1.1. Moisés foi chamado amigo de Deus</strong></div>
<div id="_mcePaste">É preciso analisar alguns textos que enfatizam a questão da intimidade com Deus e iniciaremos pelo Velho Testamento, o relacionamento de Moisés com Deus. A vida deste homem é apresentada em três períodos de quarenta anos. O primeiro viveu no palácio de Faraó, criado como filho da filha desse monarca; recebeu toda instrução e cultura dos egípcios, até o confronto e morte do egípcio em defesa de um hebreu. O segundo período foi a fuga para o deserto e a experiência com Jeová, na sarça que queimava e não se consumia; a experiência que teve com o Deus dos hebreus e o convívio com Jetro, sacerdote de Midiã, o prepararam para a missão de libertar Israel. E o terceiro período como líder, responsável para tirar os hebreus do Egito e conduzi-los de volta a Canaã após 430 anos de escravidão. Abaixo um dos textos que descreve essa intimidade com Deus.</div>
<div id="_mcePaste">Moisés costumava pegar a tenda e armá-la fora, bem longe do acampamento e chamou-a de tenda da revelação. Todo aquele que buscava ao senhor ia à tenda da revelação, fora do acampamento. Quando Moisés ia à tenda, todo o povo se levantava; cada um ficava em pé na entrada da sua tenda e contemplava Moisés pelas costas, até que ele entrasse na tenda. E quando Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e ficava à entrada da tenda; e o Senhor falava com Moisés. E todo o povo via a coluna de nuvem que estava à entrada da tenda, e todo o povo levantando-se, adorava, cada um na entrada da sua tenda. E o Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo. Em seguida, Moisés voltava para o acampamento; mas seu auxiliar, o jovem Josué, filho de Num, não se distanciava da tenda.</div>
<div id="_mcePaste">Moisés ia ao encontro de Deus que vinha ao seu encontro em uma coluna de nuvem. Esse texto mostra que Deus esperava pelo momento de encontrar-se com Moisés e ali revelara seus planos para o povo de Israel. Ele tem planos que deseja revelar aos seus amigos íntimos, mas estes precisam ir até a tenda da revelação, aquele lugar do encontro com o Deus em oração, onde abrirá o coração para contar toda a ansiedade, dúvidas, preocupações e fraquezas. Em outra ocasião Deus disse que tem planos e segredos que serão revelados aos seus amigos que vão à Sua presença.</div>
<div><strong>1.2. Josué foi escolhido para liderar Israel</strong></div>
<div id="_mcePaste">Deus tem segredos que só revelará às pessoas de sua intimidade. Foi isso que aconteceu com Josué que ainda jovem auxiliava Moisés, havia aprendido a estar com o Senhor. Aqui está um texto que chama atenção para esse fato: “Em seguida, Moisés voltava para o acampamento; mas seu auxiliar, o jovem Josué, filho de Num, não se distanciava da tenda”. Josué era um jovem que tinha fome e sede de Deus; característica daqueles que têm sido usados de forma tremenda e que têm impactado o mundo.</div>
<div id="_mcePaste">Sempre que Deus precisar de alguém para executar um de seus planos na terra, revelará às pessoas mais íntimas, seus amigos, e os convidará para a missão. Isso fica claro no livro de Josué, capítulo primeiro:</div>
<div id="_mcePaste">Depois da morte de Moisés, servo do Senhor, este falou a Josué&#8230;. Meu servo Moisés está morto; prepara-te agora, atravessa este Jordão, tu e todo este povo, para a terra que estou dando aos israelitas&#8230;. Ninguém poderá te resistir todos os dias da tua vida. Como estive com Moisés, assim estarei contigo; não te deixarei nem te desampararei. Esforça-te e sê corajoso, porque farás este povo herdar a terra que jurei dar a seus pais. Não te ordenei isso? Esforça-te e sê corajoso; não tenhas medo, nem te assustes; porque o Senhor, teu Deus, está contigo, por onde quer que andares.</div>
<div id="_mcePaste">É impossível realizar a obra de Deus sem intimidade com ELE, o dono da obra. O pastor ou plantador de igrejas precisa reconhecer que não é possível realizar o trabalho do Reino de Deus sem Deus. Jesus mesmo disse: “Porque sem mim nada podeis fazer”.</div>
<div><strong>1.3. Jó era amigo íntimo de Deus</strong></div>
<div id="_mcePaste">O primeiro capítulo do livro de Jó é simplesmente esplêndido. Trata-se de um morador de Uz, íntegro e correto, que temia a Deus e se desviava do mal. Era pai de dez filhos; tinha sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas. Tinha muitos empregados e era o homem mais rico do Oriente naquela época. A família era unida e os filhos visitavam-se uns aos outros. Certo dia os anjos vieram apresentar-se diante de Deus, e Satanás também veio com eles. Deus fez duas perguntas a Satanás: De onde vens? Ele respondeu: de rodear a terra e passear por ela. Viste meu servo Jó? E em seguida Deus fez uma afirmação sobre Jó, dizendo que não havia na terra ninguém igual a ele. “Na terra não há ninguém como ele. É um homem íntegro e correto, que teme a Deus e se desvia do mal”.</div>
<div id="_mcePaste">Jó era de uma espiritualidade excepcional. Após os banquetes realizados pelos filhos, oferecia a Deus sacrifício em favor de cada um deles, preocupado com suas condutas, pois poderiam ter se excedido e pecado contra o Senhor. Eram sacrifícios de prevenção aos possíveis pecados dos filhos.</div>
<div id="_mcePaste">Seu sofrimento teve início com prejuízos materiais, tendo seus rebanhos roubados; continuou com a morte de todos seus filhos num forte vento que derrubou a casa onde estavam reunidos; e culminou com sua enfermidade e o desprezo de sua esposa; mas em momento algum este homem deixou de crer em Deus e no seu poder transformador.</div>
<div id="_mcePaste">Jó era um amável e dedicado servo de Deus, e seu testemunho nos mostra que os dias de sofrimento e aflição, pelos quais passou, foram de grande importância no aprofundamento de sua espiritualidade. E depois de ter perdido seus bens, filhos, e a própria saúde, testemunhou dizendo: “Com os ouvidos eu tinha ouvido falar a teu respeito; mas agora os meus olhos te veem”. Como se estivesse dizendo: Eu te conheço muito mais agora, depois do sofrimento, do que te conhecia antes. Deus quer que nos aprofundemos em nossa experiência com Ele e às vezes toma a iniciativa, permitindo que o sofrimento venha e sirva como ponte para que o conheçamos melhor.</div>
<div><strong>1.4.A expectativa de Jesus Cristo quanto à intimidade</strong></div>
<div id="_mcePaste">No Evangelho de João encontramos a expectativa de Jesus Cristo quanto à intimidade que devemos manter com Ele e com o Pai. E, a seguir, fez uma oração em favor de seus discípulos, não só os que estavam presentes, mas orou em favor daqueles que ainda haveriam de crer n’Ele. Jesus orou em favor de todos os cristãos, e ainda aqueles que se converterão até o dia glorioso de Sua volta.</div>
<div id="_mcePaste">Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira; assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós sois os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será concedido.</div>
<div id="_mcePaste">E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que virão a crer em mim pela palavra deles, para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que me deste, para que sejam um, assim como nós somos um.</div>
<div id="_mcePaste">Quase nada se faz de valor quando falta a comunhão com Deus. Conhecer a Deus deve ser o maior desejo de um discípulo de Jesus Cristo que enfatizou a necessidade de nos mantermos ligados a Ele, a videira verdadeira, para recebermos o vigor necessário para o cumprimento da missão. Sem comunhão não há como conhecer seus planos em favor da humanidade.</div>
<div><strong>2. TER UMA VISÃO DE MINISTÉRIO</strong></div>
<div id="_mcePaste">A visão de ministério nasce quando mantemos comunhão com Deus e queremos trabalhar em parceria com Ele a fim de abençoar nossos semelhantes. Quando olhamos ao redor e vemos as necessidades das pessoas e nos colocamos à disposição para ajudar, Deus nos mostrará como fazê-lo. Assim nasce a visão de Deus para o ministério que Ele deseja que realizemos em Seu nome.</div>
<div id="_mcePaste">Neemias é um exemplo disso: havia sido levado para a Babilônia como escravo, e trabalhava no palácio do rei como copeiro, estava em posição de destaque na Babilônia e com certa regalia; mas vivia preocupado com seu povo, e desejava ansiosamente saber notícias de Jerusalém. Quando Hanani chegou à Babilônia, Neemias correu a seu encontro e perguntou como estava seu povo. Então Hanani disse que a situação era muito difícil e o povo estava sofrendo muito, pois os muros haviam sido derrubados e os portões queimados, as pessoas estavam inseguras e a mercê dos inimigos, e, além disso, havia fome na cidade, e muitas pessoas estavam doentes. Ele sabia que se o Senhor não abençoasse seu povo, nada poderia fazer. Então usou os recursos que estavam à sua disposição, e disse: “Depois de ouvir essas palavras, sentei-me e chorei. Lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu”.</div>
<div id="_mcePaste">Dessa intercessão, contínua comunhão com Deus e sensibilidade quanto ao sofrimento de seu povo, nasceu a visão de reconstruir a cidade de Jerusalém, iniciou com a reconstrução dos muros, trabalho realizado em apenas cinquenta e dois dias. Com a visão, Deus lhe deu também todos os recursos necessários para abençoar seu povo e reconstruir a cidade.</div>
<div id="_mcePaste">A partir do momento que temos a convicção daquilo que Deus quer que realizemos em nossos ministérios, a visão clara daquilo que deve acontecer no meio da comunidade para onde Deus nos enviou, precisamos orar para que Ele nos dê também a Unção e as estratégias para alcançar a visão que Ele mesmo colocou em nossos corações.</div>
<div id="_mcePaste">A grande questão é: por onde começar? Qual é o ponto de partida para o ministério? Os líderes que não conseguem responder a estas perguntas se perdem no meio de atividades, que muitas vezes o levam para longe do alvo inicial. Há pastores e missionários que estão como cegos, isto é, completamente perdidos, sem direção e na verdade não sabem para onde estão indo e por isso não chegarão a lugar algum.</div>
<div id="_mcePaste">Outros não têm clareza sobre a finalidade de seus ministérios. Não traçam verdadeiros objetivos e se lançam no ministério sem muita ponderação, planejamento ou preparação. Não têm um alvo para alcançar e, consequentemente não sabem por onde começar ou na maioria das vezes começam de forma errada.</div>
<div id="_mcePaste">No momento em que começamos a nos concentrar em um bairro, cidade ou região, precisamos começar desde o início tendo em nossas mentes a visão final ou seja, precisamos ver pela fé o que acontecerá quando aquelas pessoas forem alcançadas chegando ao pleno conhecimento de Jesus Cristo. Como será quando cada pessoa dentro dessa comunidade tiver a oportunidade de ouvir o evangelho e fizer uma opção consciente positiva de crer em Jesus como salvador e recebê-lo como Senhor absoluto de suas vidas. Deus deseja que todas as pessoas sejam salvas, portanto, devemos iniciar nosso ministério pedindo a Ele que nos conceda uma visão de como será no final do trabalho, quando aquela visão tiver sido alcançada. Precisamos visualizar um quadro de como será quando a tarefa for concluída. Sem esse quadro, sem saber para onde estamos indo, jamais chegaremos ao nosso destino. É como quando saímos de nossas casas pela manhã. Precisamos comprar pão; consequentemente, sabemos que temos de passar na padaria. Não basta saber que devemos ir até a padaria para comprar pão; precisamos saber também onde fica a padaria. Se não soubermos, vagaremos sem destino. Talvez até cheguemos ao nosso destino, talvez não. Se não soubermos onde fica a padaria, talvez precisemos de um mapa, ou de alguém que nos dê o endereço ou nos mostre o caminho.</div>
<div id="_mcePaste">É vontade de Deus que as pessoas O conheçam como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviou para ser Salvador e Senhor. Essa é a vontade soberana de Deus, e precisamos alinhar nossos ministérios com essa Vontade. É preciso investir tudo que temos e somos para alcançar as pessoas que Ele colocou diante de nós como nosso alvo.</div>
<div id="_mcePaste">Ninguém vai além de sua visão! Se alguém crer que é possível, que vai alcançar, já alcançou. Se crer que não dará certo, assim será. Lembre-se: é vontade de Deus que todas as pessoas se arrependam de seus pecados e sejam salvas. Trabalhar para que isso aconteça é estar no centro da vontade de Deus. Todos os nossos projetos e esforços devem ter como alvo final, alcançar pessoas e fazê-las discípulos de Jesus Cristo.</div>
<div id="_mcePaste">Uma das primeiras coisas em nossos ministérios é definir o grupo de pessoas, ou comunidade onde vamos trabalhar, que pode ser um bairro, cidade, ou região; pode ser um segmento da comunidade, uma etnia, ou dependentes químicos. Após identificar esse grupo, precisamos determinar dois fatores que ajudarão a desenvolver a visão e planejar as tarefas que devem ser realizadas para que essa visão seja alcançada.</div>
<div id="_mcePaste">Primeiro: Calcular quantas igrejas devem ser plantadas para que cada pessoa da comunidade tenha a oportunidade de ouvir e responder ao Evangelho faz parte dessa visão. Não pensar que nós, pessoalmente, vamos plantar todas as igrejas. Apenas decidimos quantas igrejas serão necessárias para que a tarefa seja realizada. Para determinar quantas igrejas serão necessárias, precisamos ter uma ideia do número de povoados ou comunidades onde as pessoas residem. Pode ser que não tenhamos um número exato agora, mas devemos ter pelo menos uma estimativa. De acordo com os parâmetros de Missões Nacionais, o desafio é uma igreja para cada 10.000 pessoas ou fração, no caso de cidades pequenas, distritos ou povoados. E para a segunda etapa, pensaremos em uma igreja para cada 5.000 pessoas ou fração.</div>
<div id="_mcePaste">Segundo: Tendo recebido de Deus a visão do trabalho que deve ser realizado, precisamos responder às seguintes perguntas: Quais serão as características das igrejas que desejamos plantar? Todas elas terão templos e pastores de tempo integral? Serão grupos pequenos? Onde essas igrejas se reunirão? O que farão quando se reunirem? Com que frequência se reunirão? Quem serão os seus líderes? Como os líderes serão treinados? Como as igrejas se relacionarão umas com as outras?</div>
<div id="_mcePaste">É preciso pensar nessas questões no início do ministério e não deixar para dois ou três anos à frente, pois nosso destino final ou visão final, determinará como devemos iniciar o trabalho. Lembre-se: o assunto se concentra na multiplicação de igrejas, que consiste no crescimento da igreja local e plantação de novas igrejas. Devemos pensar no rápido crescimento e plantação de igrejas multiplicadoras. Portanto, as características das igrejas a serem plantadas são extremamente importantes e o segredo é a plantação de igrejas que se reproduzam facilmente através dos novos discípulos.</div>
<div><strong>2.1. Abraão recebeu a visão da missão</strong></div>
<div id="_mcePaste">Ter a visão de Deus é o caminho para um ministério bem-sucedido. No livro de Provérbios encontramos a expressão: “Onde não há visão o povo perece”. Sem dúvida, uma das coisas mais importantes na vida, se tratando de vocação, é a visão que recebemos de Deus para o desenvolvimento do ministério; que inclui uma visão correta de Deus, de Seu Reino, da vida cristã, e do trabalho a realizar, enfim, da missão. Em uma leitura minuciosa da Bíblia, percebemos, com clareza, que as pessoas que foram usadas de forma mais esplêndida são aquelas que receberam de Deus a visão do ministério que deveriam desenvolver e que foram sensíveis ao que Deus disse, obedecendo-O.</div>
<div id="_mcePaste">O Senhor fez duas promessas a Abraão mostrando o que faria através dele. Esta era a visão do ministério que deveria desenvolver: “E farei de ti uma grande nação, te abençoarei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei quem te amaldiçoar; e todas as famílias da terra serão abençoadas por meio de ti”.</div>
<div id="_mcePaste">Abraão e Sara moradores de Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia, onde se localiza o Iraque hoje. Eram fazendeiros, e estavam com a vida tranquila, até o dia em que o Senhor os chamou, convocando-os a deixar sua terra e parentela e pela fé, saíram sem saber para onde iam. Deus lhes fez duas promessas, mostrando o que desejava alcançar através de suas vidas. A primeira era fazê-los pais de uma grande nação – do impossível – pois não tinham filhos nem idade para tê-los. A segunda era abençoar todas as famílias da terra por meio de sua família, ou seu descendente. Abraão creu, mesmo contra as possibilidades de acontecer o que Deus prometera.  Por isso teve lugar de destaque na galeria dos heróis da fé em Hebreus capitulo onze.</div>
<div id="_mcePaste">Estas promessas foram feitas quando Abraão contava com 75, e Sara, sua esposa, 65 anos. Abraão e Sara também viveram momentos de crise, pois os anos passavam e se tornava mais difícil, humanamente falando, o cumprimento da promessa. Tanto que, em Gênesis capitulo quinze, Deus interveio, visitando o casal. Em uma bela noite estavam na tenda a meditar sobre a realidade vivida e as promessas ainda não cumpridas. O texto fala do anjo do Senhor que entrou na tenda e os saudou:</div>
<div id="_mcePaste">Depois dessas coisas, a palavra do SENHOR veio a Abrão numa visão, dizendo: Abrão, não temas; eu sou o teu escudo, o teu galardão será muito grande. Então disse Abrão: Ó SENHOR Deus, que me darás, já que hei de morrer sem filhos, e o herdeiro de minha casa é Eliézer, de Damasco? E Abrão prosseguiu: Tu não me deste filhos; um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. Então lhe veio a palavra do SENHOR: Ele não será teu herdeiro; mas aquele que proceder de ti mesmo será teu herdeiro. Então o levou para fora e disse: Olha agora para o céu e conta as estrelas, se é que consegues contá-las; e acrescentou: Assim será a tua descendência. E Abrão creu no SENHOR; e o SENHOR atribuiu-lhe isso como justiça.</div>
<div id="_mcePaste">E o anjo lhe disse que a promessa de Deus estava confirmada: Eles seriam pais de grandes nações e através deles todas as famílias da terra seriam abençoadas; depois convocou Abraão para que saísse de sua tenda e olhasse para o céu, e contasse as estrelas se o pudesse fazer.</div>
<div id="_mcePaste">Mas quem pode contar as estrelas? Ouvi de um professor quando estava cursando o sexto ano do ensino fundamental que podemos ver, a olho nu, três mil estrelas. Mas não sabemos se alguém conseguiu contar essa quantidade de estrelas. Com Galileu Galilei que melhorou e usou o telescópio, a informação é que podemos ver milhares de estrelas. Na verdade, contar estrelas é um trabalho impossível para nós. E era exatamente isso que Deus queria que Abraão entendesse! Há coisas que só ELE pode fazer, coisas que são impossíveis aos homens.</div>
<div id="_mcePaste">Temos consciência que no período que Abraão viveu, aproximadamente dois mil anos antes de Cristo, não havia radiotelescópio, mas, pela fé, Abraão teve uma grande visão, indo, sem dúvida, além de qualquer perspectiva humana. E Deus lhe disse: “Assim será a tua descendência”. “ASSIM”, quer dizer, de acordo com a visão que tiveste. Deus tinha algo especial para realizar pela instrumentalidade de Abraão, e realizou porque ele creu. Deus capacitou Abraão, para que ele fosse uma bênção. Como?</div>
<div><strong>2.2. Abraão recebeu as estratégias para cumprir a missão</strong></div>
<div id="_mcePaste">Deus colocou no coração de Abraão aquilo que Ele mesmo havia planejado para o mundo &#8211; salvação para todas as pessoas de todas as nações e raças. Deus quer que tenhamos a SUA visão, que é elevada e ampla, e não que nos amesquinhemos com coisas pequenas. Deus deseja que tenhamos ambições sadias na profissão, no ministério, na família e pessoalmente. Precisamos estabelecer alvos baseados na vontade de Deus e acreditar que Ele nos ajudará a alcançá-los. Se acreditarmos naquilo que Deus pode fazer através de nossas vidas, então alcançaremos grandes coisas para a glória d’Ele.</div>
<div id="_mcePaste">Em se tratando de ministérios, há muitos que são pequenos, e outros com repercussão mundial. A diferença não está em Deus, que é o mesmo; mas na visão. Uma pessoa vai até onde sua visão alcança, por isso precisamos ter a visão de Deus para o ministério. Trabalhar sem a visão de Deus é uma grande perda de tempo e dinheiro.</div>
<div id="_mcePaste">Enquanto Abraão estava dentro de sua casa (tenda), sua visão era pequena &#8211; o chão, quatro paredes e o teto &#8211; e estava desanimado com as promessas e até  duvidando. Então Deus o chamou para fora das quatro paredes de sua casa e apontou para o céu e o texto diz: “Então o levou para fora e disse: Olha agora para o céu”. É como se Deus lhe dissesse: pare de olhar para o chão, levante a cabeça! Olhe para o céu, olhe para MIM.  É isso mesmo, precisamos parar de olhar para as circunstâncias da vida, para nossas limitações e olhar para o poder de Deus. Pois “para Deus nada é impossível”.</div>
<div id="_mcePaste">No Evangelho, escrito por Lucas, lemos que Jesus curou uma mulher possessa, que andava encurvada havia dezoito anos. Dezoito anos olhando para o chão e Jesus lhe disse: “endireita-te” e sua visão foi ampliada, tornando-se elevada e grande. Entendemos que o maior estrago que Satanás faz na vida de uma pessoa ou igreja é encurvá-la para que não tenha uma grande visão, ao contrário, ele quer que as pessoas vivam olhando para o chão, para as circunstâncias ou para os problemas e gaste toda a vida nisso. Mas Deus diz: “olhe para o céu&#8230;. olhe para mim!”</div>
<div id="_mcePaste">Deus nos convoca nessa hora para que elevemos nossa visão, olhando para o céu, olhando para Ele mesmo, o Todo-Poderoso. Quando alguém vai fazer algo, precisa ter a visão de Deus para o trabalho a desenvolver. Pois se achar que não vai dar certo, já não deu, não vai acontecer nada, porque uma pessoa só vai até onde sua visão alcança. Lembre-se: “onde não há visão o povo se corrompe”. Isto é, fica perdido, sem rumo, e não chega a lugar algum.</div>
<div id="_mcePaste">No Reino de Deus não há lugar para pessoas pessimistas e para confirmar isso podemos nos reportar a experiência de Moisés no envio dos doze espias à terra de Canaã. Todos viram as mesmas coisas, mas apenas dois tiveram uma visão das possibilidades daquele lugar, e entraram na terra. Os outros dez foram pessimistas, só viram as dificuldades e morreram no deserto.</div>
<div id="_mcePaste">Deus tem muita coisa para fazer através da vida daqueles que acreditam em Suas promessas. É necessário fazer alguma coisa, mesmo que seja contar estrelas, mas olhando além das nuvens, olhando para Deus, crendo nas promessas de Deus, crendo que Deus fará uma grande obra através da vida daqueles que submetem &#8211; se a Ele e os sonhos tornar-se-ão realidade.</div>
<div id="_mcePaste">Quando a Junta de Missões Nacionais nos enviou para o Vale do Piancó, sabíamos que estávamos pisando em terra difícil. O Evangelho era discriminado e os cristãos ridicularizados. Era considerada, na época, a região mais resistente ao Evangelho, em se tratando da Paraíba. Economicamente, uma miséria; criminalidade assustadora e muita pistolagem, mas saímos do Rio de Janeiro na certeza que Deus nos daria muitas pessoas naquela região, vidas seriam transformadas e viajamos crendo nas promessas de Deus. Em novembro de 1984 visitamos a região e pela fé víamos uma igreja em cada cidade daquela parte do sertão, muita gente convertendo-se a Jesus Cristo. A visão ou sonho que Deus colocou em nossos corações tornou-se realidade. Em uma das regiões mais pobres da Paraíba, Deus continua salvando homens e mulheres, centenas de pessoas e levantando dezenas de líderes capazes para o trabalho. Deus mudou aquela região.</div>
<div><strong>2.3. Abraão viveu focado na missão</strong></div>
<div id="_mcePaste">Deus nos chama para um trabalho sem fim, como contar estrelas. A Bíblia diz: “Não será aqui o vosso descanso”. E não será mesmo! Missões e principalmente plantação de igrejas é para pessoas que tenham muita disposição para trabalhar.</div>
<div id="_mcePaste">Deus mandou Abraão contar estrelas, e esse era um trabalho enorme, que nunca chegaria ao fim. Idêntico é nosso trabalho no Reino &#8211; precisamos trabalhar sempre &#8211; o ministério não pode ser inconsistente nem fazer a obra do Senhor relaxadamente. Para alcançar resultados, não podemos parar no meio do caminho. É necessário aceitar cada desafio apresentado tendo a visão divina e trabalhar sempre, sem esmorecer, focados nessa visão.</div>
<div id="_mcePaste">Para ter resultados é preciso tirar de nosso vocabulário as expressões: “Não vou conseguir”, “não vai dar certo”, “isso não funciona”. E usar expressões como: “Tudo posso naquele que me fortalece”, “Não há coisa impossível para Deus”, “Deus está nesse negócio e dará certo”.</div>
<div id="_mcePaste">Se Abraão tivesse dito a alguém que o Senhor o havia mandado contar as estrelas do céu, e que sua descendência seria como as estrelas do céu, certamente o chamariam de louco. Pois Abraão e Sara não tinham filhos, nem idade para tê-los, mas acreditavam em Deus, que age no impossível. Às vezes temos medo de ir em busca daquilo que Deus prometeu, por causa do julgamento das pessoas, mas não podemos ficar preocupados com aquilo que os outros vão pensar ou dizer, “Crê somente” é a ordem Divina.</div>
<div id="_mcePaste">Quando iniciamos a construção do templo da Igreja Batista de Itaporanga (1997), a receita média mensal era de um mil e oitocentos reais, e quase toda comprometida com despesas internas e a obra missionária na região. No entanto, construímos um templo de mais de noventa mil reais em menos de três anos e não faltou dinheiro, nunca atrasamos um pagamento sequer, não deixamos de enviar plano cooperativo, e durante o período levantamos as três ofertas missionárias a cada ano. Uma loucura aos olhos humanos, porque a igreja não teria humanamente falando, recursos financeiros para esta obra. Mas Deus deu a visão e a igreja aceitou e todos os membros se envolveram como se fosse a construção de suas próprias casas. Investiram tudo que puderam. Deus prometeu abençoar o esforço de seu povo e foi isso que aconteceu. Todos trabalharam sempre até a conclusão do projeto e aquilo que era uma visão ou sonho tornou-se realidade.</div>
<div><strong>2.4. Obstáculos para alcançar a visão e cumprir a missão</strong></div>
<div id="_mcePaste">As coisas de Deus não podem ser medidas por uma visão meramente humana.</div>
<div id="_mcePaste">Isso acontece, principalmente, quando as pessoas não acreditam no sobrenatural e estão sempre olhando para o chão ou para as circunstâncias que as cercam. O primeiro obstáculo para alcançar a visão e cumprir a missão é viver focado em uma visão meramente humana é uma barreira. Para Abraão ter um descendente se constituía um grande milagre. Sara era estéril e humanamente falando não tinha condições de gerar filhos. Em alguns momentos esqueceram que a visão humana não vê tudo; é necessário viver confiados no poder de Deus. O segundo obstáculo é confiar apenas em recursos humanos. Com Galileu Galilei e a descoberta do radiotelescópio houve possibilidade de ver noventa mil estrelas. De Abraão e Sara, Deus queria muito mais e sua descendência foi maior do que qualquer pessoa pudesse imaginar. Não podemos limitar nossa visão a recursos humanos apenas. Precisamos ir mais longe.</div>
<div id="_mcePaste">Abraão estava fundamentado nas promessas de Deus e creu. E nos impressiona o testemunho que Jesus deu sobre a fé e visão de Abraão: “Abraão, vosso pai, regozijou-se por ver o meu dia; ele o viu e alegrou-se”.  Jesus está dizendo que Abraão O viu dois mil anos antes de seu nascimento. A isso podemos chamar visão de futuro.  Abraão viu Jesus Cristo e ficou alegre; é simplesmente esplêndido! É como se uma pessoa ainda solteira pudesse ver o nascimento de seu filho dez ou vinte anos à frente.</div>
<div id="_mcePaste">Não podemos nos limitar pelas perspectivas humanas; precisamos ver aquilo que Deus tem para nós; andar um passo após outro, um degrau após outro, mas sempre olhando para o alto, sempre olhando para Jesus.</div>
<div><strong>2.5. Elementos que ajudam cumprir a missão</strong></div>
<div id="_mcePaste">Precisamos aprender a ver com os olhos da fé, além da realidade. O primeiro elemento para alcançar a visão e cumprir a missão é ter um coração esperançoso. Deus deseja encontrar homens e mulheres que tenham um coração cheio de esperança; que acreditem nas promessas contidas em Sua Palavra. Esse foi o testemunho dos dois espias que entraram em Canaã, Josué e Calebe:</div>
<div id="_mcePaste">Então Calebe fez o povo calar-se diante de Moisés e disse: Temos de subir e nos apoderar dela, pois com certeza conseguiremos prevalecer contra ela. E falaram a toda comunidade dos israelitas: A terra por onde passamos para conhecê-la é extraordinária. Se o Senhor se agradar de nós, então, nos estabelecerá nessa terra e a dará para nós, terra que dá leite e mel.</div>
<div id="_mcePaste">Apenas não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo desta terra, pois será comido por nós como pão. Eles estão sem defesa, e o Senhor está conosco. Não os temais.</div>
<div id="_mcePaste">Moisés enviou doze espias para olhar a terra e trazer um relatório. Todos andaram na mesma região e, viram as mesmas coisas, mas o relatório foi diferente. Dois voltaram motivados, enquanto os outros dez trouxeram relatório pessimista, dizendo que não havia condições de entrar.</div>
<div id="_mcePaste">E, prestando contas a Moisés, disseram: Fomos à terra a qual nos enviaste. Ela, de fato, dá leite e mel; e este é o seu fruto. Contudo o povo que habita nessa terra é poderoso, e as cidades são fortificadas e muito grandes. Vimos também ali os descendentes de Anaque&#8230; Mas os homens que haviam subido com eles disseram: Não conseguiremos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. Então, depreciaram diante dos israelitas a terra que haviam sondado: A terra por onde passamos para conhecê-la, é uma terra que devora seus habitantes; e todos os que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali os nefilins, pois os descendentes de Anaque procedem dos Nefilins; éramos como gafanhotos aos nossos próprios olhos; e também aos olhos deles.</div>
<div id="_mcePaste">O segundo elemento que ajuda alcançar a vitória é ter uma atitude perseverante. Abraão Lincoln é um grande exemplo de homem perseverante em busca de um alvo. Candidatou-se a deputado e perdeu. Depois se candidatou a prefeito e perdeu. Tentou ser senador e perdeu. Então concorreu a governador e perdeu. Finalmente candidatou-se a presidente e ganhou. Sua perseverança o empurrou para cima.</div>
<div id="_mcePaste">O terceiro elemento que ajuda a alcançar o que Deus lhe deu como visão é ser animado com as promessas de Deus. As promessas rejuvenesceram Josué e Calebe. Poderiam pensar que não teriam idade para gozar as promessas de Deus, mas o cumprimento veio na hora certa. Deus entristeceu-se com a atitude de incredulidade de Israel e decidiu matar o povo antes que entrasse na terra de Canaã. Mas Moisés intercedeu em favor do povo, pedindo a Deus perdão pelos pecados de Israel. O resultado de tamanha incredulidade foi a peregrinação por quarenta anos no deserto até que aquela geração desobediente morresse.</div>
<div id="_mcePaste">Mas tão certo como eu vivo, e como a gloria do Senhor encherá toda a terra, nenhum de todos os homens que viram a minha glória e os sinais que fiz no Egito e no deserto, e mesmo assim me tentaram estas dez vezes, não obedecendo a minha voz, nenhum deles verá a terra que prometi a seus pais com juramento. Nenhum daqueles que me desprezaram a verá. Mas o meu servo Calebe, eu o levarei para a terra em que entrou, e a sua posteridade a possuirá, porque teve outro espírito e perseverou em seguir-me.</div>
<div id="_mcePaste">O quarto elemento para alcançar a visão e cumprir a missão é ter razões específicas pelas quais lutar. Josué e Calebe tinham um alvo; acreditaram; lutaram; e conquistaram a vitória. Com fé, perseverança e esperança, alcançaram o que Deus havia prometido. Deus quer que olhemos para Ele, e prossigamos em direção ao alvo.</div>
<div id="_mcePaste">Só conseguiremos chegar até onde vai nossa visão. Se ela nos falta, devemos pedi-la a Deus. Não poderemos ser úteis no Reino de Deus se nos falta à visão do ministério a realizar, pois nos tornaremos pessoas sem rumo. Jesus trabalhou três anos com um grupo de doze, dando-lhes a visão necessária para que pudessem prosseguir na caminhada. Deu-lhes visão de si mesmos, de Deus, do Reino e da missão; e os capacitou para o trabalho. Se quisermos idênticos resultados, precisaremos percorrer o mesmo caminho.</div>
<div id="_mcePaste">Agora que aprendemos sobre a necessidade de ter a visão de Deus é necessário orar pedindo a ELE que nos dê a visão para o ministério para o qual nos chamou e a obra que deseja realizar através de nossas vidas; o desafio é escrever o que Deus está nos mostrando e perseguir isso até o fim. Ter clareza daquilo que Deus quer que realizemos em nome d’Ele.</div>
<div id="_mcePaste">É preciso lembrar que estas pessoas que receberam de Deus a visão, tiveram que pagar um alto preço; foram provadas, sofreram injúrias, mas nunca desistiram da caminhada rumo ao alvo e perseguiram a visão que Deus havia colocado em seus corações. Quem tem visão, tem alvos e persegue-os até alcança-los. Por isso, uma das coisas mais importantes para um líder é ter a visão de Deus para o ministério a desenvolver.</div>
<div><strong>3. IDENTIFICAR E CAPACITAR LÍDERES</strong></div>
<div id="_mcePaste">Não há como pensar na multiplicação de discípulos e igrejas sem a multiplicação de líderes. O líder deve se assegurar de que seus discípulos estejam sendo treinados adequadamente e que estejam investindo nos novos cristãos através do relacionamento discipulador; mas também observar aqueles que se destacam com perfil de liderança ou líderes em potencial e treiná-los para a multiplicação de discípulos, pequenos grupos e plantação de novas igrejas.</div>
<div id="_mcePaste">Lembrando que a multiplicação de cristãos e igrejas depende da multiplicação de líderes, e o papel principal do líder é treinar novos líderes, conforme entendimento de Paulo, que disse:</div>
<div id="_mcePaste">E Ele designou uns como apóstolos, outros como profetas, outros como evangelistas, e ainda outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério e para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo.</div>
<div id="_mcePaste">Em Atos encontramos quinze referências à formação de novos líderes, conforme destacamos a seguir: (Atos 1.26; 6.3; 11.25,26; 13.1,5; 15.37-40; 16.1; 18.24,25; 18.26; 19.1; 19.10 e 22; 20.3-4; 21.8; 21.10; 21.16;).</div>
<div><strong>3.1.A formação de líderes &#8211; princípio bíblico</strong></div>
<div id="_mcePaste">Ser pastor ou missionário nunca foi tarefa fácil, principalmente para aqueles que levam a sério o chamado Divino. Os desafios que líderes enfrentam no cumprimento da missão são grandes, maiores, muitas vezes, que nossa capacidade humana. Além das necessidades espirituais, ainda surgem aquelas que vêm como decorrência do estilo de vida da era contemporânea, tais como, distúrbios emocionais, desvios de caráter, inversão de valores e tantas outras tendências que existem no mundo pós-moderno.</div>
<div id="_mcePaste">Ser líder de uma igreja, cujo trabalho principal implica na restauração completa de indivíduos; onde a responsabilidade é ajudar aos semelhantes para que tenham um encontro real com o Senhor Jesus Cristo e ainda ajudar na cura de seus traumas e cheguem a maturidade cristã, tão necessária para alcançar seus objetivos e cumprir sua missão no mundo, é trabalho sério e não está limitado apenas à manutenção de cultos. O trabalho é mais abrangente – equipar os santos – para que se tornem participantes da obra missionária usando seus dons e talentos.</div>
<div id="_mcePaste">É necessário que cada cristão se torne um soldado nesse grande exército que luta contra o pecado e contra Satanás; torne-se um discípulo de Jesus Cristo, completamente integrado ao corpo. É preciso ter coragem para encarar a realidade e perceber que ainda estamos muito longe de alcançar o que Deus deseja. O mundo continua agonizando e precisa de pessoas que sintam compaixão dos milhões de pessoas que vivem sem Deus e sem salvação. É preciso olhar para a obra missionária e entender que pouco está sendo feito diante dos grandes desafios; há dificuldades enormes que precisam ser vencidas e não podemos parar de lutar se quisermos alcançar a Pátria para Cristo. Nossa responsabilidade é colocar a coisa certa no lugar certo; é nosso dever encontrar a estratégia e a metodologia certas para trabalhar com a comunidade que Deus colocou em nossas mãos.</div>
<div id="_mcePaste">Os grandes desafios da igreja não são apenas aqueles impostos pelas tendências pós-modernas, mas aqueles que nos perseguem desde o início. Um desses desafios é a falta de uma liderança preparada para a obra missionária; talvez o mais grave de todos os problemas que enfrentamos. Não há como contabilizar o dinheiro que já foi gasto na plantação de igrejas e algumas sequer existem na atualidade; há igrejas que foram fortes no passado mas enfrentam dificuldades no processo de crescimento como consequência da falta de uma liderança capaz. Esse é um dos problemas que encontramos em todas as regiões de nosso país.</div>
<div id="_mcePaste">Quantos estão a interrogar, por exemplo, a respeito do grande número de igrejas sem pastores e de pastores sem igreja?  Os seminários estão formando centenas de bacharéis anualmente, mas a obra missionária continua prejudicada pela falta de obreiros e por isso não consegue atender todos os desafios. O que está acontecendo? Ou, o que está errado?</div>
<div id="_mcePaste">Posso citar ocorrências nas diversas regiões do Brasil. A cidade de Coremas no estado da Paraíba, na década de 50 tinha uma das mais fortes igrejas do sertão, com registro de ofertas missionárias desse tempo, mas em 1970 foi dissolvida e até o templo vendido por falta de liderança. Em 1985 reiniciamos o trabalho na casa de um remanescente e muitas pessoas creram em Jesus e foram batizadas; depois compramos terreno e construímos um novo templo. Por que aquela igreja se dissolveu? Qual foi o problema? Com certeza não foi hostilidade do povo! Mas a falta de líderes capacitados para dar continuidade ao trabalho.</div>
<div id="_mcePaste">Quantos obreiros trabalham anos seguidos em uma cidade, dando o melhor de si, mas quando transferidos para outro campo, aquele trabalho fica marcando passo e às vezes entra em processo de estagnação e morte? Aí chega um novo pastor e trabalha mais cinco ou seis anos, depois vai embora e o trabalho volta a quase zero. Imagine quantos anos de investimento em salários, aluguéis, e o trabalho não decola! Esse é um dos maiores problemas que enfrentamos na atualidade. O que fazer então? É preciso investir na multiplicação de líderes para que as igrejas não sofram com a falta de continuidade.</div>
<div id="_mcePaste">Minha decisão por Jesus Cristo ocorreu em 1977 durante o projeto Jesus Transforma no estado de Santa Catarina. Três anos depois saímos da cidade para o seminário, e em seguida atendemos ao chamado divino para o Nordeste, onde trabalhamos na plantação de igrejas. O trabalho em nossa cidade natal tem mais de três décadas e a igreja continua se arrastando. Muitos dizem que o problema é a frieza do povo sulista, mas não podemos aceitar, uma vez que as outras denominações crescem muito na mesma região. É sem dúvida um problema nosso, Batista. A falta de continuidade naquele trabalho prejudicou a igreja. Cada vez que um pastor saía era um trauma para a igreja, que ficava muito tempo sem liderança, e com isso houve a saída de seus membros e outras igrejas surgiram com as pessoas dispersas daquela igreja.</div>
<div id="_mcePaste">Deus nos convocou para trabalhar na plantação de Igrejas no sertão da Paraíba, mas confesso que tivemos medo de passar pelos problemas que já havíamos observado em outros lugares. Quando chegamos na região onde estava nosso grupo-alvo, a primeira coisa que vimos, foi uma igreja com vinte anos de organização oficial, mais sete anos como congregação, com apenas oito membros. Em cidades próximas, havia igrejas estagnadas, fechando as portas de seus templos. Foi mais um motivo para temer, tremer e refletir sobre o ministério a realizar. Pedimos a Deus ajuda em nosso ministério, pois não queríamos gastar nossas vidas e depois olhar para trás e ver o trabalho sem vida e templos fechados.</div>
<div id="_mcePaste">Sabemos que há obreiros que não estão preocupados com esse problema e dizem que não são responsáveis pelo que acontece depois de seus ministérios, pois fizeram um trabalho sincero e honesto. E há até os que desejam que o trabalho sofra no processo de crescimento após sua saída, para que a igreja sinta sua falta.</div>
<div id="_mcePaste">Como pastores, devemos preparar a igreja para andar, para prosseguir no cumprimento de sua missão, se isso não acontecer, fica claro que não fomos bons líderes. A igreja precisa ser preparada para andar independentemente da pessoa do pastor. Aliás, o papel principal do pastor é formar outros líderes para conduzir a igreja, e dessa forma dará longevidade ao seu ministério.</div>
<div id="_mcePaste">Outro grande problema para a igreja é a sucessão pastoral. Sabemos que há situações em que a igreja faz festa na saída do pastor; principalmente quando houve desgaste de ambas as partes. Mas normalmente a igreja sente muito com a saída do seu pastor, e tem dificuldades para se adaptar ao novo pastor e modelo de ministério e com isso vêm discórdias e muitas divisões entre o povo de Deus. A diferença brusca na visão ministerial e a mudança rápida no modelo de ministério tem causado muitos transtornos para as igrejas e prejuízos para o Reino de Deus. Por esses e outros motivos precisamos investir na multiplicação de líderes em nossos ministérios.</div>
<div id="_mcePaste">Se Moisés não tivesse preparado Josué, seu trabalho teria sido um fracasso; o que adiantaria tanto trabalho naquele deserto escaldante, tanto sofrimento, e o povo teria morrido às margens do Jordão. Se Josué não tivesse sido preparado para dar continuidade ao trabalho ou ministério de Moisés, o povo ficaria disperso e Moisés entraria na história, não pelo trabalho realizado na condução do povo de Israel, mas pela tragédia que causaria ao povo. A glória, o sucesso de Moisés dependeu do desempenho de seus sucessores, a quem treinou para este trabalho. Se Josué não tivesse conquistado Canaã, Moisés teria sido odiado pelos Israelitas até hoje, e não seria visto como um de seus maiores líderes como tem acontecido.</div>
<div id="_mcePaste">Assim o nosso sucesso ou fracasso depende de quem vem depois de nós; por isso é preciso gastar tempo no preparo de uma liderança eficaz para as igrejas existentes e também para as que forem plantadas. Sem multiplicação de líderes não haverá multiplicação de igrejas. A multiplicação de líderes é, pois, um trabalho indispensável e urgente.</div>
<div><strong>3.2.Jetro foi mentor de Moisés</strong></div>
<div id="_mcePaste">No livro de Êxodo encontramos uma orientação segura quanto à necessidade que temos de auxiliares e sucessores; isso é percebido na primeira batalha enfrentada pelos israelitas contra os amalequitas. Josué foi enviado com um grupo de soldados à peleja enquanto Moisés subiu ao cume do monte acompanhado de Arão e Ur. Enquanto Moisés permanecia com as mãos levantadas, Israel prevalecia; quando, porém, baixava as mãos, prevalecia Amaleque. Seus dois auxiliares, Arão e Ur, desempenharam função importante colocando uma pedra debaixo de Moisés para que assentasse e eles então sustentaram suas mãos até o fim, e os amalequitas foram derrotados, completamente vencidos.</div>
<div id="_mcePaste">Mas não foi só isso, agora aparece na história de Moisés um homem muito sábio, trata-se de Jetro, sacerdote em Midiã, seu próprio sogro. Ele veio ao encontro de Moisés trazendo Zípora e seus dois filhos, Gerson e Eliezer. Enquanto Moisés julgava o povo, o experiente sacerdote só observava. Depois chamou o genro e deu seu parecer sobre o trabalho. Moisés trabalhava muito, desde a manhã até ao anoitecer; pensava que estava abafando, mas o sogro não gostou do que viu, e interrogou: “Que é isto que estás fazendo com o povo? Por que fazes isto sozinho, deixando todo o povo em pé diante de ti, desde a manhã até a tarde?”. Moisés começou justificar sua atitude: E disse: “É porque o povo vem a mim para consultar a Deus. Quando tem alguma questão, eles vêm a mim; e julgo entre eles e lhes declaro os estatutos de Deus e as suas leis”.  É possível que Moisés estivesse esperando um elogio, mas foi repreendido pelo sogro, que disse: “O que estás fazendo não é bom. Com certeza, tu e este povo que está contigo desfalecereis, pois a tarefa é pesada demais; não podes fazer isso sozinho”.  Jetro, com sua experiência, deu conselhos a Moisés:</div>
<div id="_mcePaste">Ouve-me agora. Eu te aconselharei, e que Deus esteja contigo: Deves representar o povo diante de Deus, a quem deves levar as causas do povo; ensina-lhes os estatutos e as leis, mostra-lhes o caminho em que devem andar e a obra que devem praticar. Além disso, procura dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, homens confiáveis e que repudiem a desonestidade; e coloca-os como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez; para que eles julguem o povo todo o tempo. Que levem a ti toda causa difícil, mas que eles mesmos julguem toda causa simples. Assim aliviarás o teu fardo, pois te ajudarão a leva-lo. Se procederes assim, e se Deus desse modo te ordenar, poderás suportar; e todo este povo também voltará para casa tranquilo.</div>
<div id="_mcePaste">Este é um dos muitos textos bíblicos que tratam de liderança. Vemos que o bom líder não é aquele que faz tudo sozinho, mas aquele que divide as tarefas com outros líderes por ele preparados. Foi assim que Deus falou por intermédio de Jetro. E Moisés jamais teria chegado onde chegou se não tivesse compartilhado o trabalho com seus auxiliares e se não tivesse preparado seu sucessor. Moisés preparou Josué; assim como Elias preparou Eliseu; Jesus preparou doze; Barnabé preparou Paulo, que preparou Silas, Timóteo, Tito e outros. Precisamos, da mesma forma, preparar líderes para que nossas igrejas não sofram no processo de crescimento em seus ministérios e para que se multipliquem, para a Glória de Deus.</div>
<div><strong>3.3.A formação de líderes como tarefa urgente</strong></div>
<div id="_mcePaste">Formação de novos líderes deve ser prioridade para o líder. Nossa vida está limitada ao tempo, pois nunca sabemos quantos anos temos pela frente; uma coisa é certa, sozinhos não conseguiremos chegar muito longe. Qualquer um pode sofrer o impedimento de seu ministério, e como ficará o trabalho?  Se você descobrisse que só lhe restam quatro meses de vida, o que faria nesse período? É responsabilidade nossa treinar pessoas para dar continuidade ao trabalho que estamos fazendo, ou então curtir o dissabor de ver o trabalho marcando passo. Em quatro meses não poderíamos ganhar o mundo, mas podemos treinar algumas pessoas, que treinariam outras, e o trabalho continuaria se multiplicando.</div>
<div id="_mcePaste">Ao analisar a vida e ministério de Jesus Cristo, percebe-se que Ele estava ciente de seu resumido tempo de ministério, aproximadamente três anos e meio. Se Ele tivesse pensado em evangelizar o mundo em três anos e tivesse comprado um jumento para viajar, pois esse era o meio de transporte da época, não teria conseguido andar muito além da Palestina. Jesus Cristo investiu seu tempo nos doze e os treinou para continuar na obra de evangelização do mundo. Ele é o maior exemplo em preparação de líderes, não deixou de evangelizar, curar os enfermos, alimentar os famintos, mas investiu pesado na formação de novos líderes (os doze), que deram continuidade ao seu ministério. E por meio dos discípulos a salvação chegou até nós; e, se trabalharmos na formação de novos líderes o Evangelho chegará até os confins da terra e alcançará outras gerações.</div>
<div id="_mcePaste">Ninguém é eterno em sua existência terrena, os dias correm como o vento e rapidamente chega-se ao fim da vida. É preciso, como Jesus, pensar em ministérios mais consistentes e duradouros. O caminho é a formação ou multiplicação de líderes. Como disse, centenas de igrejas estão sofrendo com pouco crescimento por falta de líderes preparados; e esse é um quadro que precisa ser mudado em nosso país e no mundo.</div>
<div id="_mcePaste">Então o maior problema da igreja não é o pecado, que se espalha rapidamente; não são as seitas heréticas; o secularismo; mas a falta de uma liderança apaixonada por Jesus Cristo e pelos perdidos. A única maneira para mudar a situação é o investimento na formação de uma liderança capaz.</div>
<div id="_mcePaste">Um dos maiores erros das igrejas é ficar à espera de líderes que venham de fora para fazer o trabalho. Muitas vezes essa espera é longa, o investimento financeiro é grande e o ministério curto demais; não há tempo sequer para adaptação e muitas famílias de obreiros e as próprias igrejas sofrem traumas de um ministério fracassado.</div>
<div id="_mcePaste">Quando falamos em treinamento de liderança, estamos falando em um dos assuntos mais sérios e urgentes da igreja na atualidade. É uma estratégia para alcançar nosso país e o mundo com a mensagem salvadora de Jesus Cristo. Cada igreja precisa fazer a obra missionária treinando, enviando e sustentando seus obreiros, e o pastor é responsável em levar a igreja cumprir a Grande Comissão. É preciso orar, pedindo a Deus mais trabalhadores para a seara e treiná-los para a realização da obra missionária, e assim a igreja alcançará o mundo.</div>
<div><strong>3.4.Características que identificam novos líderes</strong></div>
<div id="_mcePaste">O conselho de Jetro continua sendo eficaz na atualidade, pois as mesmas qualidades que ele apresentou para um líder, há 3.400 anos, devem ser observadas no terceiro milênio.  Ele disse: “Escolha homens CAPAZES, homens TEMENTES A DEUS, homens CONFIÁVEIS, homens que REPUDIEM A DESONESTIDADE.” . Esse texto mostra as características que identificam líderes em potencial.</div>
<div id="_mcePaste">Cada líder deve trabalhar, olhando para as pessoas que estão diante de si, e ver suas qualidades. Quando uma pessoa se destaca na liderança não deve ser vista como um adversário, como alguém que vai competir conosco, mas como alguém que pode ser treinado. Devemos investir o máximo que pudermos nessas pessoas para que se tornem líderes, grandes líderes e até melhores do que nós. O líder não precisa ter medo de investir no desenvolvimento de líderes em potencial pois serão a nossa coroa.</div>
<div id="_mcePaste">Quando Jetro falou em pessoas CAPAZES, estava dizendo que alguém que vai exercer liderança precisa ser capaz, física, emocional, moral, intelectual e espiritualmente. Se uma pessoa não é capaz, não pode exercer liderança. Uma pessoa que não é capaz de cuidar de seus problemas, também não será capaz de ajudar no cuidado dos problemas de seus semelhantes. Precisa ser capaz e por isso capacitado nas áreas com limitações.</div>
<div id="_mcePaste">Que sejam homens TEMENTES A DEUS, que levem a sério sua própria comunhão com Deus, que tenham vida devocional; que sejam bem-sucedidos no cuidado espiritual pessoal e familiar.  Pois nem todas as pessoas têm condições de estar na liderança da igreja do Senhor Jesus Cristo. Precisamos de pessoas tementes a Deus, isto é, caracterizadas pela fé.</div>
<div id="_mcePaste">Que sejam homens CONFIÁVEIS, pessoas que não tenham sua honestidade comprometida, que tenham seus negócios limpos, seus pagamentos em dia, que não devam nada a ninguém a não ser o amor. Homens que não tenham identidade dúbia. Pessoas de palavra, onde o sim é SIM e o não é NÃO.</div>
<div id="_mcePaste">Que sejam homens que REPUDIEM A DESONESTIDADE, pois no reino de Deus não há lugar para essa classe de pessoas. Quem deseja enriquecer financeiramente de forma ilícita deve procurar outro tipo de trabalho, pois na igreja somos convocados a viver de forma honesta, a dar nossas vidas e tudo que temos e somos.</div>
<div id="_mcePaste">Precisa-se observar pessoas com estas qualidades e investir nelas sem medo, pois serão grandes líderes. Estas são qualidades interiores importantíssimas, e o maior segredo de um líder são os segredos de seu interior.  Se não conhecermos os segredos de nosso interior tendo domínio sobre eles, nenhuma regra de liderança terá sucesso. O conselho de Jetro resume as qualidades de um líder: integridade, humildade, espiritualidade, coragem e dinamismo.</div>
<div><strong>3.5.A capacitação de líderes autóctones</strong></div>
<div id="_mcePaste">“Ensina-lhes os estatutos e as leis, mostra-lhes o caminho em que devem andar e as obras que devem praticar”.  Ensinar é treinar. O desafio para nós é investir na vida das pessoas que julgamos capazes para a obra.  Mas como fazer este trabalho?</div>
<div id="_mcePaste">A primeira ação no treinamento é passar a visão correta do Reino de Deus, pois “Onde não há visão o povo perece”. Nossa vida transcorrerá de acordo com a visão que temos; vivemos e reproduzimos de acordo com nossa visão. E todo trabalho de treinamento começa com a visão que compartilhamos com as pessoas que desejamos ajudar. Se a visão de uma pessoa está errada, o que ensinamos será desvirtuado e perdemos tempo com o ensino.</div>
<div id="_mcePaste">Outra etapa é compartilhar tudo que sabemos e o que está ao nosso alcance. Há muitos bons livros que ajudam, e incentivá-los ao estudo, é uma importante decisão. Há também cursos teológicos ao alcance de qualquer pessoa. Ajudá-los na formação teológica. Dar oportunidade para que trabalhem, fazendo a mentoria, e ajudando nas áreas que os novos líderes precisam melhorar.</div>
<div id="_mcePaste">Isso está ao alcance de todos, até nas regiões mais distantes deste país. Nossa experiência no sertão mostra que é possível treinar as pessoas onde elas estão; pois dificilmente uma igreja do sertão teria condições de pagar um curso teológico para seus vocacionados em cidades distantes e, além disso, as pessoas que saem para estudar fora, dificilmente voltam para trabalhar na cidade ou região de origem.</div>
<div id="_mcePaste">Um curso teológico no local onde o aluno está envolvido com o trabalho, dirigindo uma nova igreja, não tem comparação. Fizemos isso durante os 26 anos em nosso ministério. Trabalhamos em uma região extremamente pobre, longe de locais onde há seminários, mas aproveitamos para treinar os discípulos com perfil de liderança e contamos hoje com uma grande equipe de líderes preparados, mais de 40 entre pastores e missionários estão envolvidos com a obra missionária.</div>
<div id="_mcePaste">Levamos os novos discípulos para as clínicas de treinamento que aconteceram na Convenção ou Associação. Muitas vezes tivemos que pagar as inscrições destas pessoas, além de levá-las até o local das reuniões. Depois conseguimos levar cursos para a região onde residiam, e assim foram sendo preparadas para o trabalho. Iniciamos com o curso elementar em Educação Religiosa, fornecido pelo Seminário de Educação Cristã &#8211; Recife, com dois anos de duração; curso médio de Teologia em parceria com o Instituto Bíblico Brasileiro; Licenciatura em Teologia pela Associação Brasileira de Educação, Cultura, Assistência e Religião – Mogi das Cruzes; e ultimamente uma extensão do Instituto Teológico Batista de Ensino Superior da Paraíba, com o curso de Teologia (bacharelado). Isso mostra que é possível treinar os membros da igreja em qualquer região do Brasil.</div>
<div id="_mcePaste">O treinamento de líderes exige tempo e coragem, mas é o trabalho mais compensador pode-se fazer. Olhar para trás e ver as pessoas que treinamos desenvolvendo ministérios frutíferos é o maior prêmio que poderíamos receber como missionários. Isso nos dá uma enorme satisfação e sentimento de realização pessoal e ministerial.</div>
<div id="_mcePaste">Um dos maiores impedimentos na realização da obra missionária é a falta de liderança capaz, que esteja disposta a pagar o preço de um ministério bíblico. As igrejas estão prontas para investir quando o obreiro tem visão divina. Nos anos de trabalho no Nordeste treinamos uma liderança local, quebrando o tabu de que a liderança das Igrejas teria que vir de fora.</div>
<div id="_mcePaste">Trabalhamos em mais de vinte localidades entre cidades e bairros na Paraíba, batizamos mais de oitocentas pessoas que creram em Jesus; construímos nove templos e sete casas pastorais; criamos a cooperativa de profissionais de ensino e trabalhadores em atividade meio que implantou quatro colégios. Mas este não foi o trabalho mais importante! O que mais alegra nossos corações é ver que a liderança de quase todas as igrejas e colégios é formada por pessoas que batizamos e treinamos. Saímos da região para um novo ministério, com o coração tranquilo, porque deixamos pessoas preparadas para continuar a obra que iniciamos, esperando que eles continuem treinando líderes e plantando novas igrejas, como tem acontecido até aqui.</div>

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		<title>O Princípio da Evangelização Discipuladora</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 16:16:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O apóstolo Paulo entendeu a importância da semeadura abundante do Evangelho e escreveu: “Mas digo isto: quem pouco semeia, pouco também colherá; quem semeia com generosidade, também colherá generosamente”.[1] E se tornou um dos maiores exemplos na pregação do Evangelho e por isso podia dizer com toda a coragem e força de seus pulmões: “Porque [...]]]></description>
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<p>O apóstolo Paulo entendeu a importância da semeadura abundante do Evangelho e escreveu: <em>“Mas digo isto: quem pouco semeia, pouco também colherá; quem semeia com generosidade, também colherá generosamente”.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn1"><sup><strong><sup>[1]</sup></strong></sup></a></em> E se tornou um dos maiores exemplos na pregação do Evangelho e por isso podia dizer com toda a coragem e força de seus pulmões: <em>“Porque não me envergonho do Evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego”.</em><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn2"><sup><sup>[2]</sup></sup></a></p>
<p>Para experimentar um crescimento de igrejas, como aconteceu no primeiro século, é preciso considerar o trabalho incansável daqueles cristãos na evangelização e discipulado, que era praticado por todos e não apenas os apóstolos ou líderes. Fazer discípulos era responsabilidade de cada discípulo naquela época, e essa atividade tornou-se um estilo de vida. Para eles crer em Jesus Cristo significava obediência, compromisso e multiplicação.</p>
<p>Onde quer que fossem pregavam o Evangelho e por isso encontramos no livro de Atos, pelo menos, <strong>sessenta e duas </strong>referências ao testemunho, compartilhamento, relacionamento intencional dos discípulos com objetivo de fazer novos discípulos.  (Atos 1.8; 2.14-21, 38-41; 3.6, 11-19; 4.1-12, 29-31, 33; 5.21, 25, 30-31, 42; 6.7; 7.1-58; 8.4,5, 21,22, 25, 26-38, 40; 9.20, 42,43; 10.22, 33-43; 11.19,20; 13.5, 7, 12, 38-39, 44-48; 14.1, 6-7, 21-22, 25; 15.35; 16.10, 13-14, 30-32; 17.2-3, 12-13, 17, 19-22; 18.4,5, 8, 28; 19.8, 10, 17,18; 20.2,3, 7, 20; 21.8; 22.15,16, 21; 23.11; 24.14-16, 24; 26.20, 21, 27, 28; 27.25; 28.23, 31).</p>
<p>A missão de cada discípulo é semear abundantemente o Evangelho através do relacionamento com pessoas de grupo alvo, além de fazê-lo por meio de filmes evangelísticos, pequenos grupos multiplicadores nos lares e escolas, narração de histórias bíblicas, evangelismo pessoal, programas de rádio, música, teatro, e uma infinidade de outras formas. Paulo tinha essa consciência que deveria ser também a nossa:<strong><em> </em></strong><em>“Mas, se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois tal obrigação me é imposta. E ai de mim, se não anunciar o Evangelho! ” <a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn3"><sup><strong><sup>[3]</sup></strong></sup></a></em></p>
<p>Para alcançar pessoas, levando-as à salvação, é preciso, desde o início do projeto, semear o Evangelho em larga escala e fazê-lo com responsabilidade. Pois o problema da falta de crescimento na maior parte das igrejas e projetos de plantação de novas igrejas tem sido a falta de uma semeadura abundante. A semeadura deve ser uma das principais atividades daqueles que creem em Jesus Cristo; que devem usar todos os meios possíveis para compartilhar o Evangelho. Pois é certo que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus; isso indica que as pessoas precisam ter conhecimento dos fatos básicos do Evangelho antes que possam crer.<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>1. </strong><strong>CHAMAR DISCIPULOS &#8211; IR</strong></p>
<p>A Bíblia nos apresenta uma fórmula para que o trabalho de evangelização seja abrangente e eficaz. Tendo a visão correta da responsabilidade, deve-se partir para a conquista de pessoas. Não há como negar que a tarefa mais importante de uma igreja é a conquista de pessoas para Jesus Cristo; é impossível exagerar quando falamos na importância desse trabalho. Pois o desejo de Deus é que todas as pessoas se salvem e o objetivo de Jesus foi buscar e salvar os que estavam perdidos<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn4"><sup><sup>[4]</sup></sup></a>. Nossa parte nesse glorioso plano de redenção é transmitir aos nossos semelhantes o Evangelho. <em>“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não há quem pregue? ” <a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn5"><sup><strong><sup>[5]</sup></strong></sup></a><strong> </strong></em></p>
<p>Também é verdade que nada conserva o cristão mais vivo do que a obra missionária! Pela observação da história das igrejas no livro de Atos, concluímos que o testemunho pessoal e o discipulado foram feitos via relacionamento e tornou-se fator principal para o avanço do cristianismo no primeiro século. Levar outros a Jesus Cristo e treiná-los era o alvo de cada discípulo!</p>
<p>A igreja contemporânea está perdendo o senso de responsabilidade pessoal e poucos cristãos fazem discípulos. Essa tarefa, muitas vezes, é colocada sobre o pastor ou liderança da igreja ou então das agências missionárias. Quem em nossas igrejas quer realmente fazer discípulos? Outro ponto que precisa ser destacado é a morte de tantas igrejas na Europa e América do Norte, isso deve-se, principalmente, a perda do hábito evangelizador das próprias igrejas nesses continentes. Observando-se a estagnação das igrejas na América do Sul, concluímos que estamos no mesmo caminho.</p>
<p>Deus nos mostra, em sua Palavra, um método eficaz, uma fórmula infalível, o caminho certo para alcançarmos resultados: “<em>Aquele </em><em>que </em><em>sai chorando a plantar a </em><em>semente voltará </em><em>com cânticos de júbilo, </em><em>trazendo consigo </em><em>seus</em><em> </em><em>feixes</em><em>”</em>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn6"><sup><sup>[6]</sup></sup></a></p>
<p><strong> 1.1.</strong><strong>O </strong><strong>desafio é ir onde as pessoas estão</strong></p>
<p>Ação é o primeiro requisito. <strong>“</strong><em>Aquele que </em><em>sai</em><em>&#8230;”.</em> Isso significa IR onde as pessoas estão; IR com objetivo de encontra-las. Em lugar algum encontramos na Bíblia que devemos esperar que as pessoas venham por si mesmas, ou se levantem por sua própria força e iniciativa. Devemos busca-las como fez o Bom Pastor ao sentir a falta da ovelha desgarrada: <em>“</em><em>Qual de vós, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no campo e não vai atrás da que se perdeu,</em><em> até encontrá-la”.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn7"><sup><strong><sup>[7]</sup></strong></sup></a></em> IR onde as pessoas estão, implica em relacionar-se, conhecer sua condição, sensibilizar-se e ajudar; e quando necessário, carregar a pessoa nos braços.</p>
<p>Um dos mais drásticos erros, está no fato da igreja esperar que as pessoas venham aos templos para ouvir o Evangelho. Tornou-se rotineiro em muitas igrejas a realização de eventos, na expectativa que as pessoas venham para participar e se convertam a Jesus Cristo. A Bíblia desafia a IR onde as pessoas estão. <strong><em> </em></strong></p>
<p>“<em>A quem</em><em> </em><em>enviarei</em><em>?</em><em> Quem irá por nós</em>? ” foi o clamor insistente que o profeta Isaías ouviu na visão que mudou o rumo de sua vida. Resolveu atender ao apelo prontamente, dizendo:<em> “</em><em>Aqui estou eu</em><em>, envia-me</em><em>&#8230;</em><em>”</em><em>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn8"><sup><strong><sup>[8]</sup></strong></sup></a></em></p>
<p><em>“</em><em>V</em><em>ai</em><em> agora</em><em> </em><em>à</em><em> grande cidade de Nínive e </em><em>prega contra ela, porque a sua maldade subiu até mim</em><em>”</em>,<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn9"><sup><sup>[9]</sup></sup></a> foi a ordem que Jonas recebeu de Deus, a fim de anunciar a mensagem que haveria de salvar aproximadamente 120 mil pessoas.</p>
<p><em>“Ide por todo o mundo</em><em>,</em><em> e pregai e Evangelho a toda criatura”</em><em>,</em><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn10"><strong><em><sup><strong><sup>[10]</sup></strong></sup></em></strong></a> foi a ordem do Mestre aos seus discípulos como condição indispensável para a recuperação daqueles que se encontravam longe de Deus. E as pessoas continuam esperando que alguém lhes comunique a boa notícia; precisam ouvir a mensagem de salvação.<strong><em> </em></strong></p>
<p>Somos chamados para “pescar homens”. Mas por mais atraente que seja o recinto do templo, por mais agradável o programa, ou dinâmico o pregador, as pessoas que queremos alcançar não virão à nossa procura; teremos que IR atrás delas. Em lugar algum na Bíblia está escrito que o pecador deve vir ao templo para ouvir o Evangelho, mas todos os textos apontam para nossa responsabilidade em ir onde as pessoas estão, ou seja, em suas casas e apartamentos.</p>
<p><strong>1.1. </strong><strong>O </strong><strong>discípulo deve ter coração compassivo</strong></p>
<p><em>“</em><em>Aquele que sai</em><em> chorando”.</em> Isto é, deve sentir amor pelas pessoas que se encontram perdidas, interesse, paixão viva, desejo profundo pela salvação das pessoas. Quantos tem este sentimento?</p>
<p>Jesus Cristo se comovia profundamente ao contemplar as multidões necessitadas e demonstrava uma grande compaixão ao ver aquela gente:</p>
<p>Vendo as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam atribuladas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus filhotes debaixo das asas, e não quisestes! <a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn11"><sup><sup>[11]</sup></sup></a></p>
<p>Jesus Cristo ilustra a necessidade de compaixão com a parábola do bom Samaritano, exemplo que deveríamos seguir no apoio aos que jazem caídos às margens das estradas da vida. Enquanto os religiosos demonstraram indiferença e desprezo passando de largo, o bondoso estrangeiro, sentindo íntima compaixão pelo ferido, aproximou-se dele, tratou os ferimentos, colocou-o sobre o jumento e levou-o à hospedaria, recomendando todo cuidado para seu restabelecimento. E concluiu a parábola, dizendo: <em>“Vai tu e faze o mesmo”</em>. Indicando que devemos ter um coração compassivo na ajuda aos infelizes que jazem sob o domínio de Satanás.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn12"><sup><sup>[12]</sup></sup></a> Só através do relacionamento alcançaremos nossos semelhantes.</p>
<p>Os homens dos tempos bíblicos pregavam e suplicavam com seus corações cheios de compaixão. Jeremias desejava que sua cabeça se tornasse em água e seus olhos em fontes de lágrimas, para poder chorar os mortos da filha de seu povo.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn13"><sup><sup>[13]</sup></sup></a> Moisés foi um homem apaixonado e orou pelo povo de sua congregação.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn14"><sup><sup>[14]</sup></sup></a> Paulo amava os judeus e sua declaração aos romanos permanece até o momento como uma das mais importantes obras da literatura humana. Sentia enorme tristeza e contínua dor no coração ao verificar a incredulidade dos israelitas aos quais pregava a Jesus Cristo.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn15"><sup><sup>[15]</sup></sup></a> Seu ministério em Éfeso foi de, aproximadamente, três anos acompanhados de admoestação e lágrimas. <em>“Portanto, estai atentos, lembrando-vos de que durante três anos não cessei, dia e noite e com lágrimas, de aconselhar cada um de vós”</em>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn16"><sup><sup>[16]</sup></sup></a></p>
<p>Esta paixão pelos perdidos sempre foi a característica dos grandes pregadores, tais como Oswaldo Smith, que em seu ministério, demonstrou uma grande paixão pelos perdidos, e fez tudo que estava ao seu alcance para levar o Evangelho àqueles que ainda não o conheciam; tentou ir ao campo algumas vezes, mas a saúde não o ajudava. Então fez com que sua igreja se tornasse uma grande agência missionária na época. Paixão pelas almas é o tema de um de seus livros, capaz de mudar a vida de qualquer pessoa que tenha sensibilidade à voz de Deus.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn17"><sup><sup>[17]</sup></sup></a></p>
<p>Hoje domina na igreja uma frieza jamais vista, prevalece a indiferença e desinteresse quase completos por parte de seus membros, incluindo também pastores. Como esperar que Deus opere se não há disposição para orar e fazer o trabalho missionário? Quantas igrejas estão diariamente intercedendo em favor dos perdidos? Quantos estão chorando diante de Deus em favor de seus parentes que se perdem? Levar a Palavra de Deus com corações compassivos é um dos segredos para que haja resultados.</p>
<p><strong>1.2. </strong><strong>O mensageiro prega o Evangelho</strong></p>
<p><strong>“</strong><em>Plantar </em><em>a semente”.</em> Na parábola do semeador, Jesus Cristo afirma que a semente é a palavra de Deus, o Evangelho.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn18"><sup><sup>[18]</sup></sup></a> Não possuímos mensagem própria, somos tão somente instrumentos, porta-vozes, vasos, que Deus quer usar para a concretização de seu principal propósito, que é a salvação dos perdidos. Não temos que pregar ciência nem filosofia, mas a Palavra de Deus. <em>“</em><em>Quanto a ti, ó filho do homem, eu te constitui por atalaia sobre a casa de Israel; portanto, ouve a palavra da minha boca e dá o aviso que receberes de mim</em><em>”</em>, foi a missão que Ezequiel recebeu do Senhor e idêntica foi a missão de Jonas ao povo de Nínive.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn19"><sup><sup>[19]</sup></sup></a></p>
<p><strong>1.3. </strong><strong>O mensageiro tem garantia de resultados</strong></p>
<p><em>“Voltará </em><em>com cânticos de júbilo</em><em>, trazendo consigo seus </em><em>feixes</em><em>”</em><strong>.</strong> Esta é a fórmula que encontramos em toda a Bíblia! Deus garante os resultados para quem segue sua orientação. Em certo período Isaías estava preocupado com seu povo rebelde e em cativeiro. Talvez estivesse questionando a validade da pregação, de seu testemunho entre aquele povo, então Deus lhe disse que não ficasse preocupado e entendesse que o poder não estava em sua palavra como profeta, mas na Palavra de Deus. <em>“</em><em>Assim será</em><em> a palavra que sair da minha boca</em><em>;</em><em> não </em><em>vol</em><em>tará para mim vazia, </em><em>mas</em><em> fará o que me a</em><em>grada</em><em> e </em><em>cumprirá com êxito o propósito da sua missão</em><em>”</em><em>.</em><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn20"><sup><sup>[20]</sup></sup></a></p>
<p>Jesus Cristo também ensinou sobre esse assunto: <em>“Quem me rejeita e não </em><em>aceita</em><em> as minhas palavras</em><em>, já </em><em>te</em><em>m seu juiz:</em><em> a palavra que tenho pr</em><em>egado</em><em>, essa o julgará no último dia”</em>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn21"><sup><sup>[21]</sup></sup></a></p>
<p>É verdade que nem todos aceitam a mensagem; ela é desprezada por muitos que se mostram indiferentes aos apelos do Evangelho, mas Deus garante resultados positivos àqueles que pregam.</p>
<p>As igrejas do livro de Atos tinham resultados garantidos, e isto se devia a consagração, ao testemunho e constantes atividades dos cristãos. <em>“E todos os dias no templo e </em><em>de casa em</em><em> casa</em><em>,</em><em> não cessavam de ensinar e de anunciar  Jesus</em><em>, o</em><em> Cristo”</em>. E o resultado era certo: <em>“</em><em>&#8230; e</em><em> o Senhor </em><em>lhes </em><em>acrescentava </em><em>a cada dia </em><em>o</em><em>s</em><em> que iam sendo salvos”</em>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn22"><sup><sup>[22]</sup></sup></a></p>
<p>Cumpre-se o que Paulo disse mais tarde: <em>“O que semeia pouco, </em><em>colhe </em><em>pouco; mas o que semeia em abundância, em abundância ceifará”</em>. Em outras palavras “<em>voltará com </em><em>cânticos de júbilo</em><em> trazendo consigo os seus </em><em>feixes</em><em>”.</em></p>
<p>Não adianta fazer o trabalho de evangelismo só por fazer. É preciso entender que é nossa missão pregar o Evangelho, e é necessário fazê-lo com um coração cheio de compaixão pelas pessoas que desejamos alcançar.</p>
<p>Se quisermos obter estas bênçãos, precisamos tomar a resolução firme de satisfazer as condições exigidas por Deus. E voltar o quanto antes ao caminho da obediência, nos humilhar diante do Senhor e dizer-lhe que temos orado pouco em favor das pessoas e que nunca temos derramado uma lágrima sequer pelos perdidos; não temos levado a sério o estudo da Bíblia; que apesar de nossos esforços, nossos cultos, nossos programas especiais, os resultados são poucos. Forçosamente temos que confessar envergonhados como os discípulos: <em>“Mestre, trabalhamos a noite toda e nada pescamos”</em>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn23"><sup><sup>[23]</sup></sup></a> É preciso ter uma visão real do mundo em que vivemos e nos colocar nas mãos de Deus para fazer o trabalho.</p>
<ol>
<li><strong>2. </strong><strong>CHAMAR DISCÍPULOS – COMPROMETER</strong></li>
</ol>
<p>Em quem devemos investir nossas vidas? Jesus Cristo observou as pessoas antes de chamá-las; viu a todos e percebeu aqueles que estavam dispostos a assumir compromisso com Ele. Discipulado é, acima de tudo, uma decisão de obediência a Jesus Cristo! Observar seu exemplo na escolha dos discípulos conforme registro feito por Mateus, que descreve o momento em que Ele chamou os primeiros seguidores, nos ajuda entender todo processo. Tudo aconteceu após seu batismo e a tentação no deserto: <em>“Andando às margens do mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Eles estavam lançando as redes ao mar, pois eram pescadores.</em> <em>E disse-lhe: Vinde a mim, e eu vos farei pescadores de homens. Imediatamente, eles deixaram as redes e o seguiram”.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn24"><sup><strong><sup>[24]</sup></strong></sup></a><strong> </strong></em></p>
<p>É impressionante a disposição desses dois homens! Eram pescadores de profissão, tinham responsabilidade com a família e precisavam apanhar peixes para suprir suas necessidades. Além disso, estavam no início de mais um dia de trabalho, pois estavam lançando as redes. Veja bem, “lançando as redes”, e não retirando ou puxando as redes como acontece no fim de um período de pesca; eles estavam, porém, no início do trabalho. Esses homens poderiam questionar o convite feito por Jesus Cristo, poderiam justificar a impossibilidade de segui-Lo. Poderiam dizer que tinham uma família e que precisavam alimentá-la; ou dizer que não tinham outra fonte de renda senão a pesca e que precisavam trabalhar; poderiam dizer que aquele não era o momento, talvez mais tarde. Entretanto, tomaram a decisão: <em>“imediatamente deixaram as redes e seguiram a Jesus”</em>.</p>
<p>O trabalho estava apenas iniciando e Jesus Cristo prosseguiu em sua caminhada rumo à identificação de novos discípulos. <em>“Passando mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Ambos estavam no barco com o pai, Zebedeu, consertando as redes. E Jesus os chamou. Imediatamente, deixaram o barco e seu pai, e seguiram-no”.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn25"><sup><strong><sup>[25]</sup></strong></sup></a></em> Aqui está uma situação um pouco diferente da anterior; estes, depois de uma jornada de trabalho, estavam consertando as redes para novamente lançá-las às águas. De igual modo os dois rapazes poderiam justificar, e não atender ao convite do Mestre, pois estavam com o pai, ajudando-o na pesca e não poderiam deixá-lo sozinho. Mas o texto apresenta a disposição de Tiago e João em obedecer a Jesus: <em>“Imediatamente, deixaram o barco e o pai Zebedeu, e seguiram Jesus</em>”.</p>
<p>A análise de mais um texto sobre este assunto nos ajuda na compreensão. Trata-se do convite feito a Mateus: <em>“Saindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me. Ele se levantou e o seguiu”.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn26"><sup><strong><sup>[26]</sup></strong></sup></a></em> Este homem tinha um bom emprego, era fiscal na alfândega, muito atarefado, com responsabilidades enormes, mas tomou a decisão e o texto declara que no mesmo instante ele atendeu ao seu convite. <em>“Ele se levantou e o seguiu”.</em></p>
<p>Jesus Cristo não teria muito tempo para preparar um grupo de discípulos, apenas três anos e meio, mas tinha consciência que precisava investir na vida de pessoas que seriam capazes de continuar fazendo o trabalho missionário; seriam os multiplicadores de discípulos no mundo. E assim nos ensina como identificar pessoas em quem devemos investir.</p>
<p><strong>2.1. </strong><strong>Jesus Cristo chamou pessoas capazes de assumir compromisso</strong></p>
<p>Não eram teólogos, mas pessoas simples, dispostas ao trabalho, prontas para assumir responsabilidades. Também não eram pessoas ociosas, todos eles estavam trabalhando quando identificados por Jesus Cristo. Assim entendemos que uma das qualidades necessárias para aqueles que desejam o discipulado é a disposição para assumir compromissos ou para obedecê-Lo. Pessoas que vivem dando desculpas, dizendo que não têm tempo, que não podem agora, que não priorizam a vida espiritual, dificilmente se comprometerão com o discipulado bíblico. Não porque não tenham tempo de fato, mas porque não priorizam a vida espiritual e Deus sempre fica para um segundo plano. Discipulado é para pessoas que assumem compromisso de seguir Jesus Cristo, a todo custo.</p>
<p><strong>2.2. </strong><strong>Jesus Cristo chamou pessoas com sede de Deus</strong></p>
<p>Não eram pessoas religiosas, mas buscavam o Reino de Deus. Estavam aguardando o cumprimento das promessas quanto à vinda do Messias. Isso é visto na atitude de André, que gritou para seu irmão: <em>“Achamos o Messias!”<strong>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn27"><sup><strong><sup>[27]</sup></strong></sup></a></strong></em> Sede de Deus é uma das características mais nobres de um discípulo. <em>“Ó Deus, tu és o meu Deus; eu te busco ansiosamente. Minha alma tem sede de TI; meu ser anseia por TI em uma terra seca e exaurida, onde não há água. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e verei a face de Deus?”.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn28"><sup><strong><sup>[28]</sup></strong></sup></a></em> É espetacular trabalhar com pessoas que têm sede de Deus, que desejam conhecê-Lo e querem viver em sua presença. Normalmente um novo cristão vive esta paixão &#8211; que a Bíblia chama de primeiro amor e trabalhar com pessoas assim é uma experiência extraordinária.</p>
<p><strong>2.3. </strong><strong>Jesus Cristo chamou pessoas corajosas e empreendedoras</strong></p>
<p>Eram pescadores dispostos a enfrentar o mar e não tinham medo do perigo. Vento, chuva, tempestades, ondas violentas, tudo isso fazia parte de seu cotidiano. Cada dia no mar constituía-se um grande desafio. E Jesus Cristo aumentou a expectativa deles mostrando que o mar deles seria o mundo; e os peixes seriam homens e mulheres. Jesus sabia que estas pessoas seriam excelentes e assim foram identificados como discípulos em potencial.</p>
<p><strong>2.4. </strong><strong>Jesus Cristo chamou pessoas capazes de aceitar desafios</strong></p>
<p>Para ser um discípulo é preciso aceitar os desafios da obra missionária, e não viver egoistamente. Nem casa para morar Jesus Cristo tinha e não lhes prometeu bem material algum. Disse: <em>“As raposas têm tocas, e as aves do céu, ninhos; mas o filho do homem não tem onde descansar a cabeça”.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn29"><sup><strong><sup>[29]</sup></strong></sup></a></em> Foram chamados para dar e não para receber. Muita gente só participa de atividades religiosas para receber algum tipo de “bênção” porque essa é a ênfase da Teologia da Prosperidade. Mas uma das qualidades do discípulo é a capacidade para aceitar o senhorio de Jesus Cristo e a Ele entregar sua vida e tudo quanto possui. Um dos grandes desafios no discipulado é a identificação de discípulos fiéis, que tenham disposição de atender as exigências de seu Mestre ou da própria Palavra de Deus.</p>
<ol>
<li><strong>3. </strong><strong>AGREGAR DISCIPULOS</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>Não há como desvincular a evangelização do discipulado, pois cada novo crente precisa ser ensinado, para que compreenda o que significa ser um discípulo.  O discipulado é a única estratégia capaz de alcançar o mundo, e Jesus Cristo a apresentou a dois mil anos atrás, na Grande Comissão:</p>
<p>E, aproximando-se Jesus, falou-lhes: Toda autoridade me foi concedida no céu e na terra. Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn30"><sup><sup>[30]</sup></sup></a></p>
<p>É o discipulado uma das tarefas mais importantes que podemos realizar no mundo. Fazer discípulos é como completar o trabalho na vida de uma pessoa, agrega-la à igreja, e essa deveria ser, portanto, uma das principais atividades de pessoas que servem a Jesus Cristo. Precisamos entender que discipulado é mais do que ter um grupo de pessoas no culto, ou em uma sala estudando um livro, é treinar os novos cristãos, aperfeiçoa-los para que deem continuidade à obra de evangelização do mundo fazendo novos discípulos.</p>
<p>Fazer discípulos é colocar em prática o princípio da multiplicação. Jesus Cristo escolheu pessoas e as ensinou, incutindo sua vida na vida delas; iniciou com doze e depois O encontramos enviando setenta e a ordem era investir na vida das pessoas que encontrassem pelo caminho, pregando-lhes a Boa Nova de salvação, ensinando-lhes sobre o Reino de Deus, ajudando-as em suas necessidades e agregando-as à igreja.</p>
<p>O trabalho que Jesus Cristo iniciou foi entregue aos discípulos e depois aos cristãos primitivos, que assumiram a responsabilidade de transmitir o Evangelho às pessoas de sua época e assim chegou até nós. O verdadeiro discípulo se multiplica através do discipulado de outras pessoas.<strong> </strong></p>
<p>No livro de Atos encontramos <strong>t</strong><strong>rinta e duas</strong> referências ao discipulado/ensino (Atos 2.42-47; 5.25 e 42; 8.12,13 e 31-38; 9.10, 19 e 26,27; 11.23,24; 12.25; 13.43; 14.21,22 e 28; 15.32, 35, 36 e 41; 16.4, 15, 33 e 40; 17.2; 18.11, 23 e 27; 19.8,9; 20.2,3, 18-20, 24, 31 e 35; 28.31).</p>
<p>Agregar ao pequeno grupo multiplicador ou a igreja cada pessoa alcançada pelo Evangelho imediatamente após sua decisão pessoal de crer em Jesus Cristo como Salvador e de recebê-Lo como Senhor é de fundamental importância na visão multiplicadora. O líder precisará se assegurar de que todas as pessoas que nasceram de novo entrem num relacionamento com um discipulador, onde terão oportunidade de conhecer a Bíblia e colocá-la em prática no viver diário. O discipulado genuíno é, portanto, muito mais do que um estudo em grupo; é ensinar a praticar esses ensinos por meio da multiplicação. Para que o processo seja eficaz será necessário o envolvimento imediato dos novos convertidos em relacionamentos discipuladores.</p>
<p>Relembrando: fazer discípulos é a única estratégia capaz de alcançar o mundo. É o discipulado uma das tarefas mais importantes que podemos realizar durante nossa existência. Ensinou e nos deu exemplo sobre a forma ideal de fazer discípulos.</p>
<p>Fazer discípulos é completar a obra, é comprometer pessoas com o Evangelho e deveria ser nosso principal trabalho. Discipulado é treinar os cristãos para que dêem continuidade à obra de evangelização do mundo. Fazer discípulos é colocar em prática o princípio da multiplicação.</p>
<p>Escolheu pessoas e as ensinou, incutindo sua vida na vida delas. A obra que Ele iniciou foi entregue àqueles discípulos e depois aos cristãos primitivos, que assumiram a responsabilidade de transmitir o ensino às pessoas de sua época, e assim o Evangelho chegou até nós.</p>
<p>No livro de Lucas, encontramos três parábolas que mostram claramente os trabalhos de evangelização e discipulado como contínuos. Assim como a Grande Comissão narrada por Mateus, apresenta evangelização, discipulado e plantação de igrejas como trabalhos contínuos e complementares. Chamar, agregar, aperfeiçoar discípulos, formar líderes e plantar igrejas são atividades também contínuas.</p>
<p><strong>3.1. </strong><strong>A parábola da grande ceia</strong></p>
<p>Com a afirmação feita por um dos fariseus que estavam à mesa: <em>“Bem aventurado aquele que comer pão no reino de Deus!”</em><strong><em>,</em></strong> Jesus Cristo contou a parábola da grande ceia: Onde certo homem havia mandado convidar as pessoas para uma ceia. Não obstante, todos começaram a escusar-se e cada um deu uma desculpa. Então ordenou aos servos que saíssem depressa pelas ruas e becos da cidade a convidar os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Mas percebeu que ainda havia lugar; então, ordenou aos seus servos que saíssem pelos caminhos e atalhos e que obrigassem todos a entrar, até que a casa ficasse cheia. Casa cheia é o que desejamos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn31"><sup><sup>[31]</sup></sup></a> Esse texto mostra que todas as pessoas são convidadas para receber a salvação.</p>
<p><strong>3.2. </strong><strong>O convite para o discipulado</strong></p>
<p>O texto seguinte, que servirá de base para nossa compreensão sobre discipulado, revela que há critérios para quem deseja seguir Jesus Cristo, tornando-se discípulos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn32"><sup><sup>[32]</sup></sup></a> Na parábola da grande ceia Jesus apresentou um convite para a salvação e esse texto é um convite para o discipulado.</p>
<p>É certo que nem todas as pessoas que estão na igreja são discípulos de Jesus Cristo; discípulo é aquele que aprende, assimila e segue os conselhos do mestre com disciplina, visando aplicar os conhecimentos adquiridos de modo prático e eficiente. Mas tornar-se discípulo é mais do que aprender e assimilar; é viver o Evangelho é multiplicar-se.</p>
<p>O aprendizado capaz de mudar a nossa vida é aquele que advém das experiências diárias com o Mestre. Fazer discípulos no grego é mais que evangelizar, implica em instruir, treinar <a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn33"><sup><sup>[33]</sup></sup></a>, e a relação entre mestres e discípulos era uma característica comum no mundo antigo, onde os filósofos gregos e os rabinos judaicos reuniam em torno de si aprendizes, pessoas que tinham interesse de se tornarem também rabinos ou mestres.</p>
<p>No novo testamento a palavra tem a mesma conotação e significa, em geral, aqueles que aceitam os ensinos de outrem. <em>“Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que nós e os fariseus jejuamos, e os teus discípulos não jejuam?”<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn34"><sup><strong><sup>[34]</sup></strong></sup></a></em> Portanto, discipulado é a capacitação para ser igual ou até melhor que o mestre, dependendo do interesse e envolvimento no trabalho. Fazer discípulos é uma ordem de Jesus Cristo, que inclui a apresentação do Evangelho, e o convite para seguir a Jesus Cristo, levando estas pessoas ao conhecimento da Palavra de Deus e a agregar-se na igreja local tendo em vista o aperfeiçoamento.</p>
<p><strong>3.3. </strong><strong>C</strong><strong>omo era o discipulado de Jesus Cristo</strong></p>
<p>Depois do convite para a grande ceia que enfatiza a salvação, e tem relações com o chamar discípulos, primeira dimensão do discipulado; Jesus Cristo rodeado de grande multidão começou seu discurso sobre a continuação do processo de discipulado.</p>
<p>Uma grande multidão o acompanhava; e ele, voltando-se na direção dela, disse-lhes: Se alguém vier a mim, e amar pai e mãe, mulher e filhos, irmãos e irmãs e até a própria vida, mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. Assim, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn35"><sup><sup>[35]</sup></sup></a></p>
<p>Não é apenas quantidade e entusiasmo, mas seriedade de propósito e consciência de vocação, compromisso. Um erro é convidar uma pessoa para crer em Jesus Cristo sem enfatizar a necessidade de se tornar discípulos d’Ele. O mundo não será alcançado por pessoas que são apenas membros de uma igreja local, mas por discípulos, que assumem compromisso com o Mestre e de forma natural se multiplicam. É muito fácil, num programa especial, levar pessoas a uma decisão por Jesus Cristo e até multidões, mas isso não significa que se tornaram discípulos. Na hora do entusiasmo, qualquer pessoa levanta a mão, mas isso também não significa que se tornaram discípulos. É o primeiro passo no processo de discipulado.</p>
<p>Jesus Cristo percebeu a grande multidão, o entusiasmo daquelas pessoas, afinal de contas, era festa.  Mas a frase <em>“Jesus, porém, disse”,</em> faz toda a diferença. Ele advertiu aquelas pessoas quanto à seriedade de se tornarem discípulos. É como se Ele estivesse dizendo: Vocês estão achando que é fácil ser um discípulo? Acham que é só festa? Estão enganados! Há renuncias, há trabalho duro. O discípulo precisa arranjar tempo para estudar a Palavra de Deus; precisa viver em comunhão com o Pai; precisa abandonar o pecado e tudo que não condiz com a fé cristã; precisa deixar aquilo que sabemos que é contrário ao ensino bíblico; precisa fazer prestação de contas; se multiplicar através da conquista de novas pessoas, treinando-as.</p>
<p><strong>3.4. </strong><strong>J</strong><strong>esus Cristo deve ser o maior amor</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Ele disse: <em>“Se alguém v</em><em>ier</em><em> a mim</em><em>,</em><em> e </em><em>amar</em><em> pai e mãe, mulher</em><em> e filhos,</em><em> irmãos e irmãs e </em><em>até</em><em> </em><em>a </em><em>própria vida,</em><em> mais do que a mim,</em><em> não pode ser meu discípulo”</em>. A palavra “aborrecer” que aparece em algumas versões, não significa odiar ou desprezar, como alguns pensam e ensinam, mas significa “amar menos”. Muitos não podem ser discípulos por causa do amor demasiado à família, aos amigos e aos interesses pessoais. Veja que Jesus Cristo não manda deixar de amar, mas diz que Deus precisa estar em primeiro lugar. <em>“Mas buscai </em><em>em </em><em>primeiro</em><em> lugar</em><em> o reino de Deus e a sua justiça&#8230;”</em>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn36"><sup><sup>[36]</sup></sup></a></p>
<p><strong>3.5. </strong><strong>O </strong><strong>morrer diário deve ser estilo de vida</strong></p>
<p><em>“</em><em>Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo</em><em>”</em>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn37"><sup><sup>[37]</sup></sup></a> Os discípulos entendiam perfeitamente o que isso significava; as pessoas que estavam ouvindo também sabiam o significado das palavras pronunciadas por Jesus Cristo, pois naqueles dias a pena de morte era a cruz. Segui-Lo implicava em morrer, correr risco de vida. Hoje não há pena de morte na maior parte dos países, mas para seguir a Jesus Cristo nosso ego precisa morrer é necessário priorizá-Lo perante tudo.</p>
<p><strong>3.6. </strong><strong>D</strong><strong>iscipulado é uma construção</strong></p>
<p>Viver a vida cristã é como construir uma torre! O trabalho deve continuar até a conclusão do projeto. Muitos abandonam no início e outros no meio, o que dá motivos para críticas e zombarias. Para ser seu discípulo é necessário parar e calcular, avaliar as condições. O que serve ou não, o que precisa ser abandonado e o investimento necessário para chegar ao fim da construção; qual o custo para formação de um discípulo.</p>
<p>Pois qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular as despesas, para ver se tem como acaba-la? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou uma construção e não conseguiu termina-la.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn38"><sup><sup>[38]</sup></sup></a></p>
<p>Para entrar no discipulado é necessário fazer os cálculos e erramos quando somos levados só pela emoção ou pelo entusiasmo. Entrar para a igreja sem avaliar o que significa ser discípulo é como iniciar uma construção e não ter condições de acaba-la. Evangelho é compromisso sério com o Reino de Deus.</p>
<p>Discipulado é um alto investimento, tanto para o discipulando como para o discipulador, ambos necessitam muita disposição, esforço e disponibilidade de tempo. A comunhão do discipulador com Deus aumenta através da oração contínua e do constante estudo da Bíblia; os preconceitos caem por terra em relação a determinados pecados, pois ao caminhar junto com alguém percebemos que somos tão limitados e carentes da graça de Deus como as pessoas que discipulamos. Quando vemos a ação de Deus na vida de alguém, temos a fé fortalecida e renovada; crescemos espiritualmente enquanto investimos na vida de outras pessoas.</p>
<p><strong>3.7. </strong><strong>O </strong><strong>d</strong><strong>iscipulado é comparado a uma guerra</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>É uma guerra contra os principados e potestades. Por isso é necessário todo cuidado para não subestimar o inimigo que veio, para roubar, matar e destruir e fará o possível para aprisionar as pessoas. Abrindo espaço ele entra e causa prejuízos em todas as áreas. Basta olhar em volta para perceber o que está acontecendo com as famílias, com os jovens e adolescentes; como o mal tem crescido! Quem entra no discipulado está entrando numa guerra contra Satanás, mas também contra sua natureza humana. No discipulado há disciplina, cuidado, fortalecimento espiritual, crescimento, aprende-se o domínio próprio.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Ou qual é o rei que, antes de entrar em guerra contra outro rei, não se senta primeiro para consultar se com dez mil pode ir ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? Mas, pelo contrário, enquanto o outro ainda longe, manda-lhe emissários e pede condições de paz.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn39"><sup><sup>[39]</sup></sup></a></p>
<p>A grande maioria das pessoas, quando creem em Jesus Cristo, agem como se estivessem indo para uma festa; e às vezes não são avisadas do que significa ser discípulos. Os pregadores tem culpa nisso, porque só apresentam a salvação, isto é, chamam pessoas para crer em Jesus Cristo e esquecem de dizer que o processo continua através da integração na igreja local. Isso exige submissão ao seu senhorio. Faz-se necessário apresentar Jesus Cristo como Salvador, mas também como Senhor, caso contrário a pessoa não entenderá o Evangelho em sua essência e será como um soldado derrotado.</p>
<p>Perguntas que deve-se fazer para as pessoas que responderam positivamente ao Evangelho: Você reconhece que é um pecador? Reconhece que só Jesus Cristo tem poder para perdoar pecados? Está arrependido de seus pecados e os confessa diante de Deus? Crê em Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador e o recebe como Senhor de sua vida? Você quer ser um discípulo de Jesus Cristo? Você está pronto para investir tempo no cuidado de sua vida espiritual? Você está pronto para jogar fora tudo que lhe atrapalha de servir a Deus? Você está disposto a amar a Jesus Cristo e prioriza-Lo em sua vida? Se as respostas forem positivas a pessoa está fazendo uma opção por Jesus Cristo de forma consciente! Há pessoas em nossas igrejas, batizadas há muito tempo, que ainda não responderam positivamente a estas perguntas.</p>
<p>Uma pessoa que não decide pela obediência aos  ensinos de Jesus Cristo, que não abandona seus pecados, não se envolver com o Reino de Deus, não pode ser discípulo d’Ele. Discipulado é envolvimento, é relacionamento, é uma opção de responsabilidade e investimento.</p>
<p>No ensino bíblico a palavra chave para o discipulado é “renúncia”. Renúncia é o primeiro fator para obtermos vitórias na vida cristã. <em>“Assim, todo aquele dentre vós </em><em> que </em><em>não renuncia a tudo quanto </em><em>possui</em><em>, não pode ser meu discípulo”</em>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn40"><sup><sup>[40]</sup></sup></a> Quando aprendemos a renúncia, adquirimos os meios para a construção da torre, e criamos os recursos para vencer a guerra.</p>
<p>Concluímos que um dos trabalhos mais importantes da igreja é o discipulado, ou seja, a formação de novos discípulos, o que garantirá o avanço do Evangelho até a volta de Jesus Cristo. Todo trabalho e investimento financeiro de uma igreja deveria ter como objetivo final fazer novos discípulos, cumprir a Grande Comissão.  Este é seu mandamento para igreja e deveria ocupar nosso tempo.</p>
<p>Diante da proposta de Jesus Cristo, somos desafiados a investir no discipulado de pessoas. Pregar o Evangelho abundantemente, mas investir naqueles que  Deus tem colocado em nossas mãos.</p>
<ol>
<li><strong>4. </strong><strong>APERFEIÇOAR DISCÍPULOS</strong></li>
</ol>
<p>É preciso estar consciente das dificuldades que podemos enfrentar no processo de aperfeiçoamento das pessoas que são identificadas como discípulos em potencial, aqueles que fazem parte do nosso cartão alvo de oração. Pois nem tudo serão flores, alguns iniciarão com muito entusiasmo e depois desanimarão; outros escorregarão e cairão por vezes seguidas; mas não podemos desistir do grande ideal de fazer discípulos, pois esse é o trabalho mais importante que um discípulo pode realizar em sua vida. A ordem de Jesus Cristo é que cada discípulo esteja empenhado em fazer novos discípulos em todas as nações e assim o mundo será alcançado com a mensagem do Evangelho.</p>
<p>A Bíblia apresenta vários exemplos de pessoas que foram discipuladas; alguns trabalhosos e exigiram muito tempo e paciência dos discipuladores; e estes casos se tornam interessantes para fundamentar o que estamos dizendo sobre a necessidade de cuidado e persistência no ensino para formação de novos discípulos. A maneira que Jesus Cristo trabalhou na identificação e cuidado dos discípulos é inspiradora e aplicável na igreja contemporânea. É preciso conhecer os problemas que Ele e os apóstolos enfrentaram no passado, para que aprendamos como agir no presente.</p>
<p>Nem todos os discípulos são amorosos, corajosos, alegres e acreditam nos ensinos que ouvem, mas todos podem ser tremendamente moldados pelo Espírito Santo e feitos discípulos valentes, dedicados e multiplicadores. O que mais nos entusiasma no discipulado não é o que podemos fazer, mas o que Deus pode fazer na vida e através da vida de pessoas que se colocam em Suas mãos. O segredo é a submissão ao senhorio de Jesus Cristo e à orientação do Espírito Santo. Se olharmos para as limitações e falhas, não teremos motivação para investir em pessoas, mas quando olhamos para o poder de Deus, sabemos que tudo é possível, e que Ele transforma e usa quem quer.</p>
<p>Quem acreditaria, por exemplo, em Simão Pedro, o pescador da Galileia? Quem teria coragem de investir seu tempo neste homem? Humanamente falando, creio que seria difícil encontrar alguém para trabalhar com uma pessoa tão temperamental como Simão Pedro, mas Jesus Cristo acreditou nele e o convocou para fazer parte do primeiro grupo de discípulos, que depois receberam o nome de apóstolos. Investiu seu tempo, sua vida, porque acreditava nele. Este é o grande segredo: acreditar nas pessoas! Só investiremos com prazer em quem acreditamos.</p>
<p><strong>4.1. </strong><strong>Jesus Cristo conhecia seus discípulos</strong></p>
<p>É bom pensar um pouco em Simão Pedro, e a importância do amor, cuidado e persistência de Jesus Cristo em trabalhar com ele; exemplo que deveríamos seguir em nossos programas de discipulado. Pouco antes de sua morte, Ele previu a dispersão dos discípulos, e, isso após uma caminhada com esses homens aproximadamente três anos, ensinando e mostrando como tudo funciona no Reino de Deus. Jesus Cristo era o melhor mestre que alguém poderia ter, mas os discípulos eram pessoas exatamente como nós, com as mesmas fraquezas e pecados. Quando disse que seria preso, também afirmou que os discípulos O abandonariam, mas Simão Pedro retrucou:</p>
<p>Ainda que todos desertem, eu nunca te abandonarei. Jesus lhe disse: Em verdade te digo que esta noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás. E Pedro lhe respondeu: Ainda que seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn41"><sup><sup>[41]</sup></sup></a></p>
<p>Pedro confiava em sua própria força, e estava firme no propósito de ser fiel e entregar a sua vida, se necessário pelo Mestre. Mas Jesus Cristo o conhecia muito bem, sua natureza humana, e sabia o que poderia acontecer com Simão Pedro e os demais discípulos.</p>
<p><strong>4.2. </strong><strong>Jesus Cristo cuidou de Simão Pedro </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>João, em seu evangelho, mostrou a disposição de Simão Pedro ao enfrentar os soldados, cortando a orelha de Malco: <em>“Então Simão Pedro desembainhou a espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando &#8211; lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. Mas Jesus disse a Pedro: põe a tua espada na bainha”.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn42"><sup><strong><sup>[42]</sup></strong></sup></a></em> O que fazer quando um discípulo se envolve em uma briga e corta a orelha de alguém? Ou dá um tiro no vizinho? Qual nossa tendência natural? Desistir, sair de perto do discípulo, abandoná-lo, dizer que não dá para continuar no processo! Percebemos no texto que Jesus Cristo cuidou dele, ajudou-o a resolver aquela situação fazendo o milagre da restauração da orelha de Malco, razão pela qual Simão Pedro não fora preso. Em outras palavras, pagou a fiança! É impressionante o amor e cuidado de Jesus por seus discípulos! Modelo que deveríamos seguir quando estamos desenvolvendo relacionamento discipulador com alguém.</p>
<p><strong>4.3. </strong><strong>Jesus Cristo não desistiu de Simão Pedro</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Jesus Cristo foi conduzido pelos soldados ao Sinédrio para o julgamento e aquilo que havia predito aconteceu – ‘os discípulos desertaram’ – exceto Simão Pedro, que O seguiu de longe e permaneceu no pátio do Sinédrio para ver o desenrolar daquela perseguição.  Nessas circunstâncias Simão Pedro O negou três vezes:</p>
<p>Pedro estava sentado do lado de fora, no pátio; uma criada aproximou-se dele e disse: Tu também estavas com Jesus, o Galileu. Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que estás falando. E dirigindo-se ele para a entrada, outra criada o viu e disse aos que ali estavam: este também estava com Jesus, o nazareno. E, jurando, ele negou outra vez: Não conheço este homem. Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se e disseram a Pedro: Certamente, tu também és um deles, pois o teu falar te denuncia. Então ele começou a proferir maldições e a jurar; Não conheço este homem. E imediatamente o galo cantou. E Pedro lembrou-se do que Jesus dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. Então, saindo dali, chorou amargamente.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn43"><sup><sup>[43]</sup></sup></a></p>
<p>É muito fácil acusar Pedro de sua falta de coragem nesse momento. Ele foi muito corajoso no episódio anterior, cortando a orelha de Malco, mas agora teve medo de afirmar seu compromisso. A pergunta é: Uma pessoa com estas características pode ser um bom discípulo? Em uma primeira avaliação não valia a pena investir nesse homem, mas Jesus Cristo cuidou dele e o amou até o fim.</p>
<p><strong>4.4. </strong><strong>Jesus Cristo acreditava em Simão Pedro</strong></p>
<p>Após a ressurreição, Jesus procurou Simão Pedro dando-lhe mais uma chance para continuar na caminhada de fé. Ele estava tenso com tudo que havia acontecido naqueles dias e depois da morte de Jesus Cristo voltou à pesca, pois era isso que sabia fazer. Havia sido chamado quando junto com seu irmão André, lançavam as redes ao mar, e agora, o encontrou novamente no mar, de volta às atividades anteriores!</p>
<p>Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, tu me amas mais do que a estes? Ele respondeu: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Jesus lhe disse: Cuida dos meus cordeiros. E Jesus voltou a perguntar-lhe: Simão, filho de João, tu me amas? Ele respondeu: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Jesus lhe disse: pastoreia as minhas ovelhas. E pela terceira vez lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por lhe ter perguntado pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo. Jesus lhe disse: Cuida das minhas ovelhas.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn44"><sup><sup>[44]</sup></sup></a></p>
<p>Depois desse diálogo com o Mestre, Simão Pedro fora restaurado e se tornara um grande vaso nas mãos de Deus para levar pessoas à salvação. O que teria acontecido com Simão Pedro se Jesus Cristo tivesse desistido dele? Possivelmente nunca teria voltado ao colégio apostólico, e não teria sido a pessoa que foi, o pastor e pregador e escritor que conhecemos.</p>
<p>Então, pondo-se em pé com os onze, Pedro tomou a palavra de disse-lhes: Homens Judeus&#8230; arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Desse modo, os que acolheram a sua palavra foram batizados; e naquele dia juntaram-se a eles quase três mil pessoas.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftn45"><sup><sup>[45]</sup></sup></a></p>
<p>Simão Pedro foi cuidado e restaurado e usado por Deus na salvação e edificação de muitas pessoas, como aconteceu no dia de Pentecostes em Jerusalém. Jesus Cristo o amou e cuidou dele; não desistiu dele e essa atitude foi decisiva e contribuiu na sua formação desse grande líder da Igreja Primitiva.</p>
<p>Descobrimos que Simão Pedro era temperamental mas que os demais discípulos também não eram perfeitos. Ele negou Jesus, mas os outros fugiram. Cumpriu-se o que Jesus Cristo havia dito: todos desertaram. Era um grupo de medrosos, covardes. Simão Pedro era o mais corajoso!</p>
<hr size="1" /><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref1">[1]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. 2 Coríntios. Cap. 9 e Vers. 6.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref2">[2]</a> Ibidem. Romanos. Cap. 1 e Vers. 16.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref3">[3]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. 1 Coríntios. Cap. 9 e</p>
<p>Vers. 16.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref4">[4]</a> Ibidem. Lucas. Cap. 19 e Vers.10.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref5">[5]</a> Ibidem. Romanos. Cap. 10 e Vers. 14.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref6">[6]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Salmos. Cap. 126 e Vers. 6.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref7">[7]</a> Ibidem. Lucas. Cap. 15 e Vers. 4.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref8">[8]</a> Ibidem. Isaias. Cap. 6 e Vers. 8.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref9">[9]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Jonas. Cap. 1 e Vers. 2.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref10">[10]</a> Ibidem. Marcos. Cap. 16 e Vers. 15.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref11">[11]</a> Ibidem. Mateus. Cap. 9 e Vers. 36; Cap. 23 e Vers. 37.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref12">[12]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Lucas. Cap. 10 e Vers. 25-37.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref13">[13]</a> Ibidem. Jeremias. Cap. 8 e Vers. 18 ao Cap. 9 e vers. 1.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref14">[14]</a> Ibidem. Êxodo. Cap. 32 e Vers. 31, 32.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref15">[15]</a> Ibidem. Romanos. Cap. 9 vers. 1-3.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref16">[16]</a> Ibidem. Atos. Cap. 20 e Vers. 31.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref17">[17]</a> SMITH, Oswaldo. <strong>Paixão pelas Almas. </strong>4ª edição. São Paulo: Editora Vida. 2001.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref18">[18]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Mateus. Cap. 13 e Vers.</p>
<p>1-23.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref19">[19]</a> Ibidem. Ezequiel. Cap. 33 e Vers. 7; Jonas. Cap. 1 e Vers. 2.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref20">[20]</a> Ibidem. Isaias. Cap. 55 e vers. 11.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref21">[21]</a> Ibidem. João. Cap. 12 e Vers. 48.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref22">[22]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 5 e Vers. 42 e</p>
<p>Cap. 2 e Vers. 47.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref23">[23]</a> Ibidem. Lucas. Cap. 5 e Vers. 5.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref24">[24]</a> Ibidem. Mateus. Cap. 4 e Vers. 18 a 20.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref25">[25]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Mateus. Cap. 4 e Vers.</p>
<p>21 e 22.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref26">[26]</a> Ibidem. Mateus. Cap. 9 e Vers.9.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref27">[27]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. João Cap. 1 e Vers. 41.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref28">[28]</a> Ibidem. Salmos Cap. 63 e Vers. 1; Cap. 42 e Vers. 2.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref29">[29]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Mateus. Cap. 8. Vers. 20.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref30">[30]</a> Ibidem. Mateus. Cap. 28 e Vers. 18-20.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref31">[31]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Lucas. Cap. 14 e Vers. 15-24.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref32">[32]</a> Ibidem. Lucas. Cap. 14 e Vers. 25-35.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref33">[33]</a> TAYLOR, W. C. <strong>Dicionário do Novo Testamento Grego</strong>. Rio de Janeiro: Editora JUERP, 1978. Pag. 130.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref34">[34]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Mateus. Cap. 9 e Vers. 14.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref35">[35]</a> Ibidem. Lucas. Cap. 14 e Vers. 25, 26 e 33.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref36">[36]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Lucas. Cap. 14 e Vers. 26; Mateus. Cap. 6 e vers. 33.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref37">[37]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Lucas. Cap. 14 e Vers. 27.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref38">[38]</a> Ibidem. Lucas. Cap. 14 e Vers. 28-30.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref39">[39]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Lucas. Cap. 14 e</p>
<p>Vers. 31 e 32.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref40">[40]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>.  São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Lucas Cap. 14 e Vers. 33.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref41">[41]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Mateus. Cap. 26 e Vers. 33</p>
<p>a 35.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref42">[42]</a> Ibidem. João. Cap. 18 e Vers. 10 e 11a.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref43">[43]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Mateus. Cap. 26 e vers.</p>
<p>69 a 75.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref44">[44]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. João. Cap. 21 e Vers. 15 a 17.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/O%20Princ%C3%ADpio%20da%20Evangeliza%C3%A7%C3%A3o%20Discipuladora.docx#_ftnref45">[45]</a> Ibidem. Atos. Cap. 2 e vers. 14, 38 e 41.</p>

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		<title>Cumprir a missão &#8211; avançar sempre!</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2016 11:40:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Juízes 7: 1-11, 15-22. Jamais recuar no cumprimento da missão – avançar sempre A missão de Gideão como Juiz de Israel e comandante do exército, era a conquista da própria liberdade, pois estavam sendo dominados pelos medianitas a 7 anos, cap.6. O exército de Israel contava com 32.000 soldados de guerra e tinha diante de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div id="_mcePaste">Juízes 7: 1-11, 15-22.</div>
<div id="_mcePaste">Jamais recuar no cumprimento da missão – avançar sempre</div>
<div>A missão de Gideão como Juiz de Israel e comandante do exército, era a conquista da própria liberdade, pois estavam sendo dominados pelos medianitas a 7 anos, cap.6.</div>
<div id="_mcePaste">O exército de Israel contava com 32.000 soldados de guerra e tinha diante de si um exército muitas vezes maior. Mas Deus sabia que nem todos os soldados de Israel estavam em condições para entrar numa guerra desse porte.  E por isso mandou Gideão aplicar dois testes:</div>
<div id="_mcePaste">Primeiro: todo soldado tímido ou medroso, deveria voltar do campo de concentração para suas tendas. Voltaram 22.000 soldados.</div>
<div id="_mcePaste">Segundo: Gideão precisava descer ao rio com o restante dos soldados, agora 10.000 e fazer outro teste; observar a maneira como os soldados bebiam água no rio. 9.700 soldados foram reprovados. Apenas 300 soldados estavam prontos para missão.</div>
<div id="_mcePaste">O propósito da vitória de Gideão com os 300 homens sobre os medianitas é nos inspirar para desenvolver em nós as qualidades e atitudes que permitirão que sejamos usados por Deus no cumprimento de nossa missão. Apresenta qualidades que Deus deseja encontrar em cada um de nós.</div>
<div id="_mcePaste">Na grande vitória de Gideão encontramos o segredo que nos dará a vitória em nosso esforço em cumprir a missão. Vemos que não foi o número de soldados o segredo, mas a qualidade deles. Queremos fazer três considerações:</div>
<div><strong>I-A vitória depende muito do perfil das pessoas que lutam.</strong></div>
<div id="_mcePaste">Caráter é uma das questões mais sérias para pessoas que querem fazer parte do exército de Deus. E nesse texto vemos qualidades que são indispensáveis para obter a vitória.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>1- É necessário ser humilde</strong>. Deus conhecia muito bem o coração de seu povo, sabia que, se eles tivessem ido à guerra com os 32.000 soldados iriam se gloriar da vitória. Iriam dizer que haviam derrotado o inimigo com suas próprias mãos. “Disse o Senhor a Gideão: O povo que está contigo é demais para que eu entregue os medianitas em suas mãos; não seja caso que Israel se glorie contra mim, dizendo: Foi a minha própria mão que me livrou” v.2. Deus queria mostrar que a batalha não seria ganha com muitos, mas com aqueles que estavam à serviço do Senhor.</div>
<div id="_mcePaste">Ser humilde implica, para o cristão, em reconhecer sua incapacidade; mas ter a certeza de que a guerra não é sua; é do Senhor. O desafio é colocar-se na condição de servo! Instrumento nas mãos de Deus. A obra de Deus é feita pelo próprio Deus!</div>
<div id="_mcePaste"><strong>2- É necessário ser valentes. </strong>Deus não se impressiona com multidões, Ele conta com pessoas valentes, corajosas. O progresso da Igreja depende de discípulos valentes. Deus precisa de pessoas corajosas. Aliás, no céu não há lugar para covardes. “Mas quanto aos covardes, aos medrosos&#8230;. a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte” Apoc. 21:8.</div>
<div id="_mcePaste">O Senhor deu ordem a Gideão dizendo: “Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for medroso e tímido, volte e retire-se do monte Gileade. E voltaram do povo 22.000 e 10.000 ficaram” v.3.</div>
<div id="_mcePaste">Estamos vivendo tempos difíceis; enfrentando toda sorte de problemas: econômicos, sociais, políticos, morais, espirituais, existenciais, etc. Como cristãos temos uma missão a cumprir; e Deus precisa de homens e mulheres aptos para enfrentar este mundo. Para pregar o Evangelho nesse tempo precisamos de coragem. Para viver uma vida santa e pura, em meio a tanta promiscuidade e liberalismo é preciso ter coragem. Quem não tiver coragem, é melhor sair do campo de batalha, porque daqui para frente a guerra será cada vez mais pesada.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>3-É necessário estar totalmente focado na tarefa.</strong> Quando Deus enviou Gideão ao ribeiro com os 10.000 soldados; estes não eram medrosos. Foram os que haviam restado quando os medrosos haviam retornado para casa. Ao beber água, 9.700 foram rejeitados porque não estavam totalmente atentos. “Gideão fez descer o povo às águas. Então o Senhor lhe disse: Qualquer que lamber as águas com língua, como faz o cão, a esse porás de um lado; e todo aquele que se ajoelhar para beber, porás do outro. E foi o número dos que lamberam a água, levando a mão à boca, 300 homens; mas todo o resto do povo se ajoelhou para beber. Disse ainda o Senhor a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam a água vos livrarei, e entregarei os medianitas na tua mão; mas, quanto ao resto do povo, volte cada um ao seu lugar” v. 5-7.</div>
<div id="_mcePaste">O que tem de errado em ajoelhar-se e colocar a boca na água para beber? Para muitas pessoas isso nada representa, mas para os que estão em guerra isso demonstra falta de foco na missão. Enquanto um exército de ajoelha e coloca o rosto na água pode ser atacado de surpresa pelo inimigo e ficará sem condições de defesa.</div>
<div id="_mcePaste">Muitos são cristãos, mas poucos estão atentos à missão. Poucos estão vigilantes a todo tempo; poucos são os que não dobram os joelhos diante do inimigo. “Vigiai, pois e orai para que não entreis em tentação”. Um vacilo é demonstração de falta de atenção para com a tarefa.</div>
<div><strong>II- A vitória também depende das armas que se usa.</strong></div>
<div id="_mcePaste">Naturalmente que as armas são importantes para uma guerra bem-sucedida. Quais foram as armas usadas por Gideão e os 300 soldados. O povo usou trombetas e tochas. Nunca, na história do mundo se ouviu dizer que um exército saísse à guerra com trombetas e tochas acesas dentro de um cântaro vazio. É incrível a maneira que Deus usa para derrotar o inimigo.</div>
<div id="_mcePaste">Os medianitas, os amalequitas e todos os filhos do oriente jaziam no vale como gafanhotos em multidão; e os seus camelos eram inumeráveis, como a areia na praia do mar. v. 12. Todos estavam armados para a guerra. E Deus manda o seu povo levar trombetas e tochas acesas dentro de cântaros vazios. “Então dividiu os 300 homens em três companhias, pôs nas mãos de cada um deles trombetas, e cântaros vazios contendo tochas acesas” v.16.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>1- As trombetas representam nosso testemunho verbal</strong>. No caso dos 300, vemos o zunido das trombetas. Gideão disse ao povo: “Olhai para mim e fazei como eu fizer; e eis que chegando eu à extremidade do arraial, como eu fizer, assim fareis vós. Quando eu tocar a trombeta, eu e todos que comigo estiverem, tocai também vós as trombetas ao redor de todo arraial e dizei: Pelo Senhor e por Gideão” v.17, 18. Com o zunido das trombetas o povo do exército inimigo deitou a correr e gritando fugiu. E o Senhor tornou a espada de um contra o outro. v.21,22.</div>
<div id="_mcePaste">Nosso testemunho verbal positivo conquista qualquer pessoa e até cidades inteiras. Na Igreja primitiva a evangelização não era uma coisa de final de semana ou um espetáculo de duas semanas por ano; era algo que fazia parte da vida dos crentes. “E todos os dias no templo e nas casas não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” Atos 5:42. Testemunhar de Jesus era seu negócio diário. Nossa luta com o inimigo de nossas almas não é coisa de fins de semana; mas de todos os dias e o dia todo. “Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentro os mortos, serás salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” Romanos 10:9,10. “Nisso, disseram-lhe alguns dos fariseus dentre a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos. Ao que Ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão” Lucas 19:39,40. “E de noite disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales” Atos 18:9.</div>
<div id="_mcePaste">Nossa grande e poderosa arma contra o inimigo é nosso testemunho verbal. Na expressão do Dr. Cuyler os atos dos apóstolos não é uma história de Igrejas e sim de cristãos individuais; a pesca de almas não se processava por meio de uma rede varredoura que todos se uniam para puxar, não; cada pescador lançava seu próprio anzol. Quando perguntaram a Loiman sobre o segredo de seu sucesso, ele respondeu: Eu prego no domingo, mas tenho 450 soldados que na segunda feira levam minha mensagem e a anunciam por toda parte. Qualquer Igreja cresce quando os crentes cumprem sua missão. Nossa arma para a guerra é o testemunho verbal positivo.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>2- As tochas representam nosso testemunho vivido</strong>. O testemunho verbal há de resplandecer como o exemplo luminoso.  Aqueles soldados levaram uma tocha de fogo dentro dos cântaros. As trombetas no escuro não seriam o suficiente para a vitória. Os soldados tocaram as trombetas e ao mesmo tempo quebraram os cântaros segurando em suas mãos as tochas acesas para alumiar. É importante nosso testemunho verbal, mas nossas vidas não podem ficar escondidas, precisam resplandecer. Nossa vida diária faz parte de nosso testemunho verbal diário. Nossas vidas falam alto. Alguém disse: “Antigamente os crentes eram perseguidos por causa do evangelho, mas hoje o evangelho é perseguido por causa dos crentes”.</div>
<div id="_mcePaste">Uma grande arma na luta contra o inimigo é nosso testemunho. Precisamos resplandecer como a luz. “Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo” Fil. 2:15. ou “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai, que está no céu” Mateus 5:16.</div>
<div><strong>III- A vitória ainda depende da estratégia que se segue.</strong></div>
<div id="_mcePaste">Qualquer exército precisa ter estratégias bem definida. E nesse texto percebemos que a estratégia usada foi muito importante para que o inimigo fosse derrotado. Para que tenhamos vitória precisamos elaborar a estratégia de guerra.</div>
<div id="_mcePaste">1- <strong>É preciso ter os olhos na direção do comandante.</strong> “E disse-lhes: Olhai para mim e fazei como eu fizer&#8230; como eu fizer, assim fareis vós” v.17. Para que não falhemos em nossa luta, ou para que não fracassemos precisamos estar com os olhos em Jesus. Na luta espiritual precisamos viver com o foco em Jesus. “Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, fitando os olhos em Jesus, autor e consumador de nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus” Hebreus 12:1,2.</div>
<div id="_mcePaste">Como Jesus venceu o inimigo? Precisamos olhar para Ele e fazer o que Ele fez. João disse: “Aquele que diz estar nEle, também deve andar como Ele andou” I João 2:6. Estamos sendo convidados a olhar para Jesus e seguir as suas instruções. A estratégia é imitar o comandante.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>2- Cada soldado deve ocupar o espaço designado pelo comandante</strong>. “Quando eu tocar a trombeta, eu e todos os que comigo estiverem, tocai também vós as trombetas ao redor de todo arraial e dizei: Pelo Senhor e por Gideão! E conservou-se cada um no seu lugar ao redor do arraial; então todo o exército se pôs a correr e, gritando, fugiu. Pois, ao tocarem os 300 as trombetas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro, e isso em todo arraial e fugiram” v. 18,21,22.</div>
<div id="_mcePaste">Cada soldado tem um lugar a ocupar e não pode negligenciar sua missão. E em se tratando da Igreja, volto ao que disse Cuyler: “O perigo que existe em nossas Igrejas é de que se perca de vista a responsabilidade individual, e que o crente negligencie seu próprio dever enquanto espera que os demais façam alguma coisa”. Se queremos fazer alguma coisa precisamos ocupar nosso espaço no mundo. Essa é uma das estratégias para a vitória do povo de Deus.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>3- É preciso estar disposto ao sacrifício pessoal em favor dos interesses da causa que abraçamos</strong>. “Então, dividiu os 300 soldados em três companhias, pôs nas mãos de cada um deles trombetas, e cântaros vazios contendo tochas acesas. &#8230;.então tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros que tinham nas mãos” v.16 e 19b.</div>
<div id="_mcePaste">Os cântaros eram usados para levar água. Estavam longe dos inimigos e precisariam água para beber. Mas sacrificaram-se em favor da causa. No lugar de levar água, colocaram nos cântaros tochas acesas. Se queremos vencer na luta contra o pecado e contra satanás precisamos colocar nossas vidas nas mãos do Senhor. Precisamos estar dispostos a sacrifícios pessoais em favor do reino de Deus.</div>
<div id="_mcePaste">Finalizamos dizendo que o segredo da vitória está no caráter dos que lutam; nas armas que se usa; e na estratégia de guerra. Precisamos, portanto, ser humildes, corajosos e atentos a missão. Nossas armas são o nosso testemunho verbal e de vida. E a estratégia é olhar para Jesus, ocupar o nosso lugar como crentes e estar dispostos s sacrifício pessoal em favor da causa. Amém.</div>

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		<title>Aplicação dos Princípios Bíblicos e o Crescimento</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2016 21:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[ministério de jesus]]></category>
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<p>Discorrer sobre os princípios bíblicos para crescimento de igrejas, aumenta a convicção de que o assunto ocupa um bom espaço nas páginas da Bíblia. Em cada texto aprende-se muitas lições e ficamos motivados com tudo que Deus fez e continua fazendo no meio de seu povo. Queremos destacar ainda, algumas experiências de crescimento com base na aplicação desses princípios.</p>
<p><strong>1. </strong><strong>A APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS NO MINISTÉRIO DE JESUS CRISTO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Não estamos apresentando aqui um modelo de igreja e nem tentaremos convencê-lo que temos a solução no que diz respeito ao plantio e crescimento de igrejas. Nosso objetivo é discorrer sobre o ensino bíblico, e agora, com foco no ministério de Jesus juntamente com os apóstolos e as igrejas de Atos e mostrar que houve multiplicação rápida nas primeiras décadas de nossa era, quando o cristianismo estava dando seus primeiros passos e os recursos humanos e financeiros eram tão limitados. Os discípulos e igrejas se multiplicavam.</p>
<p>O que está escrito nos evangelhos e no livro de Atos é um exemplo aplicável a qualquer povo e cultura do mundo e ao mesmo tempo acessível a todas as classes sociais. Portanto, não é novo, nem se trata de uma estratégia ou metodologia, mas de princípios que nortearam a vida de pessoas e igrejas naquela época. Por isso chamamos de visão bíblica de crescimento, que pode ser aplicada para igrejas que desejam se multiplicar.</p>
<p>A vontade soberana de Deus é que todas as pessoas se arrependam e recebam o perdão de seus pecados e consequentemente a salvação do inferno e que essa mensagem seja compartilhada com pessoas do mundo inteiro, tendo Jesus Cristo um exemplo nesse propósito, pois proclamou a Boa Nova durante o período que viveu como homem, e além disso, empenhou-se pessoalmente, chamando e capacitando pessoas para que o trabalho continuasse com o objetivo de alcançar todos os habitantes da terra, tendo como alvo final fazer de cada ser humano um verdadeiro adorador do Deus Criador e discípulo fiel.</p>
<p>Jesus Cristo nasceu em Belém, viveu um período de sua infância no Egito, depois seus pais voltaram para Nazaré, e cremos que ali viveu até o início de seu ministério público. Foi batizado por João Batista no rio Jordão, e após esse episódio, foi conduzido para o deserto, onde foi tentado por Satanás durante 40 dias. Voltando do deserto, escolheu seus primeiros discípulos, em número de doze, chamando-os de apóstolos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn1"><sup><sup>[1]</sup></sup></a></p>
<p><strong>1.1. </strong><strong>O crescimento no ministério de Jesus</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Jesus Cristo iniciou o ministério com esses doze e após três anos e meio, aproximadamente, encontramos cento e vinte discípulos reunidos em Jerusalém.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn2"><sup><sup>[2]</sup></sup></a> Fazendo o cálculo, percebemos que o crescimento da igreja nesse período foi de 1.000%, em três anos e meio. A pergunta que devemos fazer é esta: O que aconteceria se nossas igrejas crescessem 1.000% a cada três anos e meio? Com certeza não haveria mais mundo para ser conquistado com a pregação do Evangelho. Esse é um modelo de crescimento digno de imitação.</p>
<p>Com a informação do apóstolo Paulo em sua Primeira Carta aos Coríntios, quando escreveu sobre a ressurreição de Jesus e suas aparições, o percentual de crescimento nesse período foi bem maior. Pois disse: <em>“</em><em>Depois apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, e a maior parte deles ainda vive, mas alguns já faleceram”.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn3"><sup><strong><sup>[3]</sup></strong></sup></a> </em>Então, considerando o início de seu ministério com os doze e tomando esses quinhentos irmãos como pessoas que O seguiam, o crescimento nesses três anos e meio seria 4.166%. Que maravilha pensar nessa multiplicação de discípulos nesse período.</p>
<p>Precisamos voltar nossos olhos para o ministério de Jesus e entender a razão de, em tão pouco tempo, conseguir alcançar tantas pessoas fazendo-as compreender que o propósito maior de suas existências era encarnar e cumprir a missão que recebera do Pai. Conseguiu juntar em torno de si pessoas simples, mas dispostas a colocar suas vidas a serviço do Reino de Deus. Jesus Cristo não estava atrás de fama, mas trabalhou para formar um grupo de discípulos que pudessem dar continuidade ao trabalho de evangelização do mundo, não apenas naquela geração, mas queria ter garantia que a salvação alcançaria também as gerações seguintes com milhões de discípulos comprometidos.</p>
<p><strong>1.2. </strong><strong>Jesus Cristo trabalhou focado na missão</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Que atividades foram realizadas para garantir a multiplicação de discípulos e o alcance das futuras gerações? O profeta Isaias, inspirado pelo Espírito de Deus, havia anunciado a vinda do Messias e o ministério que desenvolveria. Sua missão seria pregar as Boas Novas, restaurar os de coração abatido, libertar os cativos e consolar os tristes. Então escreveu:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas novas aos oprimidos; enviou-me a restaurar os de coração abatido, a proclamar liberdade aos cativos e a pôr os presos em liberdade; a proclamar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar que se dê uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de pranto, vestes de louvor em vez de espírito angustiado aos que choram em Sião; a fim de que se chamem carvalho de justiça, plantação do SENHOR, para que Ele seja glorificado.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn4"><sup><sup>[4]</sup></sup></a></p>
</blockquote>
<p style="text-align: right;">
<p>Jesus Cristo ensinava e era respeitado por todos e ao chegar na sinagoga de Nazaré, onde havia sido criado, segundo o seu costume, levantou-se para fazer a leitura e na oportunidade lhe entregaram o livro do profeta Isaias, e leu exatamente o texto que falava de sua missão. E chamou para si o cumprimento da predição de Isaias, dizendo que estava sobre si a responsabilidade de proclamar as Boas Novas aos oprimidos, libertar os cativos e presos e restaurar a vista dos cegos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos presos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e para proclamar o ano aceitável do Senhor. E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhares de todos na sinagoga estavam fixos nele. Então ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabais de ouvir. Todos o aprovavam e, admirando-se das palavras de graça que saíam da sua boca, perguntavam: Este não é filho de José? <a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn5"><sup><sup>[5]</sup></sup></a></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p>Após convite e treinamento, Jesus Cristo enviou os doze, para que cumprissem a missão para a qual haviam sido convocados. Podemos entender aqui o início da igreja, formada por pessoas, que acreditaram na mensagem de salvação, e estavam dispostos a propagá-la, de acordo com as recomendações e ensinos de seu Mestre.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn6"><sup><sup>[6]</sup></sup></a> E o mais importante é notar que há compartilhamento de missão, ou seja, a missão dos doze foi, a princípio a mesma missão de Jesus, que por sua vez, cumpria a missão do Pai &#8211; Missio Dei. Esse grupo era formado de pessoas que criam em Jesus, foram batizadas, participaram da ceia e tinham uma missão para cumprir.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Reunindo os Doze, Jesus lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios e poder para curar doenças; e os enviou a pregar o reino de Deus e a realizar curas, dizendo-lhes: Não leveis nada para a viagem; nem bordão, nem bolsa de viagem, nem pão, nem dinheiro; nem leveis duas túnicas. Em qualquer casa em que entrardes, nela ficai até partirdes do lugar. Mas, onde quer que não vos receberem, ao sair da cidade, sacudi o pó dos pés, em testemunho contra eles. Então os discípulos saíram e percorreram os povoados, anunciando o evangelho e curando por toda parte. O governante Herodes soube de tudo o que se passava e ficou perplexo, porque alguns diziam: João ressuscitou dos mortos; outros afirmavam: Elias apareceu; e outros ainda diziam: Um dos antigos profetas reviveu. Herodes, porém, disse: Mandei decapitar João; então, quem é este sobre quem ouço essas coisas? E procurava vê-lo. Quando os apóstolos voltaram, contaram-lhe tudo o que haviam feito. Levando-os consigo, Jesus retirou-se para uma cidade chamada Betsaida. Mas, sabendo disso, as multidões o seguiram, e ele as recebeu; e falava-lhes de reino de Deus e curava os que precisavam de cura.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto comiam, Jesus tomou pão e, abençoando-o, o partiu e deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lhe, dizendo: Bebei dele todos; pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados. Mas digo-vos que desde agora não mais beberei deste fruto da videira até aquele dia em que convosco beba de novo, no reino de meu Pai. E tendo cantado um hino, saíram para o monte das oliveiras.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn7"><sup><sup>[7]</sup></sup></a></p>
</blockquote>
<p>Não foi diferente a missão dos setenta e dois que foram enviados de dois a dois. Esse grupo também deve ser entendido e reconhecido como igreja, pois aqui estava um grupo de pessoas que criam em Jesus Cristo e decidiram segui-Lo; eles formavam uma comunidade, que pela fé acreditava na salvação que havia sido proclamada pelos profetas e que seria consumada pelo Cristo de Deus, através de seu sacrifício na cruz; naturalmente haviam sido batizados. E Lucas descreve as palavras de Jesus Cristo sobre a missão desse grupo de seguidores fiéis e dedicados, que já enfrentavam oposição daquela comunidade, extremamente religiosa, formada principalmente, de Judeus radicais.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Depois disso, o Senhor designou outros setenta e dois e enviou-os adiante de si, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. E dizia-lhes: Na verdade, a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos; rogai, pois, ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita. Ide; eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis sacola, nem bolsa de viagem, nem sandálias; e a ninguém cumprimenteis pelo caminho. Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz esteja nesta casa. E se nela houver um filho da paz, a vossa paz repousará sobre ele; caso contrário, ela voltará para vós. Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que tiverem; pois o trabalhador é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa. E, em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for servido. Curai os doentes que nela houver e dizei-lhes: O reino de Deus está próximo.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn8"><sup><sup>[8]</sup></sup></a></p>
</blockquote>
<p>Diante do exposto, podemos afirmar que a Missão de Deus foi compartilhada com os patriarcas e profetas no Velho Testamento, e com Jesus Cristo, que por sua vez, compartilhou com os doze e depois com os setenta e dois, no Novo Testamento. Essa também é a missão da igreja, ontem, hoje e sempre.</p>
<p>Há princípios que foram praticados por Jesus Cristo e os apóstolos e posteriormente pelas igrejas, e, garantiram a multiplicação de salvos desde o início do cristianismo. São textos que mostram a ação da igreja desde os seus primórdios. Quais seriam essas atividades ou princípios responsáveis pela multiplicação de discípulos?<strong> </strong></p>
<ol>
<li>Oração (Mateus 6.3-7; 14.23; 26.36-44; Marcos 1.35;      6.46; 14.32-35; Lucas 6.12; 9.18; 9.28; 11.1-2; 18.1 e 10).</li>
<li>Compaixão e pastoreio (Mateus 8.16; 12.15; 12.22;      14.13-21; 15.30-32; Marcos 1.41; 6.34; 8.2; Lucas 7.13 e 10.33).</li>
<li>Evangelização e discipulado (Mateus 4.17; 11.1; Marcos      3.14; 6.12; 16.20; Lucas 9.2 e 24.47; Mateus 5.2; 11.1; Marcos 8.31;      12.38; Lucas 7.28).</li>
<li>Criação da Igreja/Plantação      (Mateus 16.13-19).</li>
<li>Formação de Líderes (Mateus 10.1-8; Lucas 9.1-6;      10.1-9).</li>
</ol>
<p><strong>2. </strong><strong>APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS NA IGREJA DE JERUSALÉM</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O ministério de Jesus Cristo foi desenvolvido na Palestina, principalmente na Judéia e Galiléia, com identificação de poucas viagens para as outras províncias. Estava focado no povo judeu que tinha Jerusalém como centro religioso. Na verdade, boa parte de suas atividades, aconteciam nas imediações de Jerusalém. Por isso, conhecemos aquela comunidade como igreja de Jerusalém, que iniciou com cento e vinte discípulos;<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn9"><sup><sup>[9]</sup></sup></a> e no dia de Pentecostes converteram-se cerca de três mil pessoas.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn10"><sup><sup>[10]</sup></sup></a> Em seguida o número aumentou para cinco mil discípulos;<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn11"><sup><sup>[11]</sup></sup></a> depois milhares de pessoas se converteram a Cristo.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn12"><sup><sup>[12]</sup></sup></a> Por baixo podemos considerar seis mil pessoas convertidas nos primeiros dez anos de existência da igreja de Jerusalém; então o crescimento foi de 5.000% nesse período. Aqui está o maior modelo de crescimento de igreja do primeiro século!</p>
<p>O livro de Atos nos informa que houve uma grande igreja em Jerusalém, mas não encontramos muitos detalhes sobre a mesma e ainda que consideremos todo o Novo Testamento, são escassas as informações encontradas. Mas nos esforçaremos para apresentar algumas das principais características daquela comunidade cristã multiplicadora. Longe de ser uma igreja perfeita, pois um de seus principais pregadores era Simão Pedro, aquele que havia negado Jesus Cristo três vezes em apenas uma noite; a igreja parecia ter tudo em comum, mas Ananias e Safira haviam escondido parte do valor adquirido na venda da propriedade, mentiram ao Espírito Santo, e acabaram mortos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn13"><sup><sup>[13]</sup></sup></a> Houve reclamação dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo negligenciadas na distribuição diária.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn14"><sup><sup>[14]</sup></sup></a> Podemos afirmar que era uma igreja formada de pessoas imperfeitas, mas que acreditavam na mensagem de Jesus Cristo e também em Sua ressurreição e estavam a fim de gastar suas vidas na proclamação dessa verdade. Gonzales, referindo-se à igreja de Jerusalém disse:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Era uma igreja formada de pessoas da comunidade que refletiam algumas das divisões que existiam entre os Judeus em Jerusalém. Precisamos entender que por vários séculos, a Palestina havia estado dividida entre Judeus mais puristas e aqueles de tendências mais helenistas, como é mencionado pela maioria dos intérpretes da Bíblia. Não se tratava de judeus e gentios, pois em Jerusalém estes ainda não eram aceitos pela igreja; eram dois grupos de Judeus. Os “hebreus” eram os que conservavam todos os costumes e o idioma de seus antepassados, enquanto que os “gregos” eram os que se mostravam mais abertos com relação à influência do helenismo. É possível que alguns deles tenham sido judeus que haviam regressado a Jerusalém depois de viverem em outros lugares, e em alguns casos por várias gerações. Em todo caso, a maior parte deles levavam nomes gregos, e possivelmente, além do hebraico, falavam o aramaico e o grego.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn15"><sup><sup>[15]</sup></sup></a></p>
<p style="text-align: justify;">
</blockquote>
<p>Devido a essa diversidade entre os judeus, e o descontentamento dos helenistas, os doze convocaram uma assembleia que elegeu sete pessoas para servir as mesas, enquanto os apóstolos continuariam se dedicando à pregação da Palavra. Os sete escolhidos eram representantes do grupo de judeus denominados helenistas &#8211; todos estes tinham nomes gregos – e o propósito era atender ao seu grupo para tentar amenizar as reclamações. Outra coisa importante é que alguns deles também se dedicaram à pregação e ao trabalho missionário, no caso, Estevão que, cheio do Espírito Santo e com muita ousadia pregou a Palavra, confrontando os judeus, e foi martirizado, aliás, o primeiro mártir do cristianismo, após a morte de Jesus. E Filipe, que atendendo ao Espírito Santo foi para Gaza e ali pregou para um etíope, administrador de Candace, rainha dos etíopes.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn16"><sup><sup>[16]</sup></sup></a></p>
<p>A Páscoa e o Pentecostes eram grandes festividades entre os judeus. Jesus Cristo foi crucificado no período da Páscoa e o Espírito Santo desceu no dia de Pentecostes. Como vemos, naquele ano, as duas grandes festas foram marcadas por dois grandes eventos, os maiores do cristianismo, a morte e ressurreição de Jesus e a descida do Espírito Santo. O que Jesus Cristo ensinou em pessoa até a Páscoa, o Espírito Santo continuou a fazer e ensinar por intermédio da igreja, depois do Pentecostes. Na verdade, o Espírito Santo é a garantia da presença de Jesus Cristo na igreja e na vida dos cristãos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn17"><sup><sup>[17]</sup></sup></a></p>
<p>Em sua religiosidade os Judeus convertidos ao cristianismo continuaram como antes, frequentavam a sinagoga aos sábados e participavam de todas as festividades judaicas, mas criam que Jesus Cristo era o Messias anunciado pelos profetas no Velho Testamento, como aquele que resgataria Israel. Devemos lembrar que nesse período o Evangelho estava sendo anunciado para os Judeus somente e só com o passar do tempo e através de algumas manifestações especiais do Espírito Santo, que os Judeus foram aceitando o ingresso de prosélitos, samaritanos e gentios no corpo da igreja, que no princípio, tinham que se tornar praticantes do judaísmo para então participarem da igreja cristã, inclusive com a circuncisão dos homens.</p>
<p><strong>2.1. </strong><strong>A igreja era heterogenia</strong></p>
<p>Apesar de ser uma igreja formada de judeus apenas, estavam incluídas, no grupo inicial, todas as classes e condições sociais. Senhoras distintas como Suzana e Joana, da corte de Herodes, estavam em pé de igualdade com Maria, a viúva de um carpinteiro. Um advogado erudito, como José de Arimatéia, e um estudioso profundo, como Nicodemos, estavam em comunhão com pescadores, como Simão Pedro e João. Simão Zelote e Mateus, o publicano, conviviam amigavelmente na mesma organização. O número de membros aumentou rapidamente e logo a igreja recebeu um rico proprietário, José de Chipre, e pobres mulheres judias, que falavam o mesmo grego. Como percebemos, uma igreja não existe exclusivamente para uma só classe social. Numa igreja local, como em nenhum outro lugar da terra, deve existir uma união perfeita entre ricos e pobres, pois Jesus Cristo é o Senhor de todos. O conflito entre as classes acabar-se-ia se todos ouvissem a voz de Jesus Cristo e seguissem seu exemplo. A igreja em Jerusalém demonstrou muito bem os ensinos do Mestre vivendo em unidade em meio a tanta diversidade.</p>
<p><strong>2.2. </strong><strong>Seu governo era congregacional ou democrático </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Percebemos isso na escolha daquele que ocuparia o lugar de Judas. O grupo reunido era de aproximadamente cento e vinte pessoas, e as razões para escolha do substituto de Judas foram apresentadas. Dois nomes foram indicados Matias e Barnabé e escolhido Matias, é claro, depois de muita oração pedindo a Deus que manifestasse Sua vontade.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn18"><sup><sup>[18]</sup></sup></a> Mais uma assembleia fora realizada para escolha dos sete novos líderes, que atenderiam as necessidades dos judeus de fala grega ou helenistas.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn19"><sup><sup>[19]</sup></sup></a> Tudo para mostrar que a igreja era submissa ao Espírito Santo e debaixo de Seu poder tinha autonomia desde o início de sua existência para tomar as decisões necessárias para o bom desenvolvimento do trabalho.</p>
<p><strong>2.3. </strong><strong>Vivia em unidade</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Todos os que criam em Jesus Cristo estavam juntos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn20"><sup><sup>[20]</sup></sup></a> Creio que se reuniam para orar e receberem o alimento espiritual para edificação de suas vidas. Mas eram unidos também no propósito de levar a mensagem aos demais judeus e cada crente cumpria sua missão, testemunhando de Jesus Cristo, ainda que apenas para os judeus, principalmente os de seu relacionamento em Jerusalém. Eram unidos em oração.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn21"><sup><sup>[21]</sup></sup></a> Oração tornou-se um habito daqueles irmãos, que sempre resolviam seus problemas orando.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn22"><sup><sup>[22]</sup></sup></a> E como consequência da intimidade com Deus eram revestidos de poder e ousados na pregação da palavra, testificando para todos que Jesus era o Cristo de Deus.</p>
<p>O crescimento da Igreja de Jerusalém era tão grande, e os irmãos tão abençoados que não dava para pensar, por exemplo, que estivessem em desobediência à Grande Comissão. Durante seu ministério Jesus havia enfatizado duas coisas, as únicas que são chamadas grandes. E podemos entendo como as ênfases principais de toda bíblia; trata-se do Grande Mandamento e da Grande Comissão. O primeiro é uma referência ao que está escrito em Deuteronômio capitulo seis e verso cinco; que resume a Lei e os Profetas; é sua essência. O segundo trata da razão da vinda de Jesus Cristo a este mundo, sua missão e desejo de salvar todas as pessoas, transformando-as em verdadeiros adoradores a Deus e discípulos fiéis.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Um deles, doutor da lei, interrogou-o, para colocá-lo à prova: Mestre, qual é o maior mandamento na Lei? Jesus lhe respondeu: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn23"><sup><sup>[23]</sup></sup></a></p>
<p style="text-align: justify;">E, aproximando-se Jesus, falou-lhes: Toda autoridade me foi concedida no céu e na terra. Portanto, ide, fazei discípulos de <strong>todas as nações</strong>, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn24"><sup><sup>[24]</sup></sup></a></p>
<p style="text-align: justify;">Mas recebereis poder quando o Espírito Santo descer sobre vós; e sereis minhas testemunhas, tanto em <strong>Jerusalém</strong> como em toda a <strong>Judeia</strong> e <strong>Samaria</strong>, e até os <strong>confins da terra</strong>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn25"><sup><sup>[25]</sup></sup></a></p>
</blockquote>
<p>Por quê esses textos são tão importantes? Para mostrar que a Igreja de Jerusalém, ainda que cheia do Espírito Santo e abençoada com milhares de judeus convertidos a Cristo, não estava cumprindo integramente a Grande Comissão. O Evangelho estava sendo pregado abundantemente, mas só aos judeus de Jerusalém. Isso trouxe para igreja uma sensação de ministério cumprido sob a aprovação do próprio Deus, mas a Boa Nova deveria ser pregada em Jerusalém, Judéia e Samaria, e até os confins da terra, ou seja, às pessoas de todas as nações. Mas a igreja pregava só em Jerusalém. Estava, dessa forma, cumprindo integralmente a Grande Comissão? É claro que não!</p>
<p>O que fazer quando uma igreja local não cumpre integralmente ás ordens de Jesus? Vive para si e não vê o mundo que está além das quatro paredes de seu templo? O que fazer quando uma igreja não vê além de suas próprias necessidades e interesses? E mesmo que abençoada, não cumpre as ordens de Jesus Cristo? Como entender isso? Como resolver uma situação como esta?</p>
<p>No caso da Igreja de Jerusalém o próprio Deus encontrou uma solução, permitindo uma perseguição, principalmente aos judeus de fala grega, preservando os de fala hebraica, inclusive os apóstolos na cidade. “<em>E Saulo aprovou a sua morte. No mesmo dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria”.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn26"><sup><strong><sup>[26]</sup></strong></sup></a></em></p>
<p>Para onde os cristãos de Jerusalém foram dispersos? Exatamente para as regiões que Jesus havia ordenado que o Evangelho fosse pregado, Judéia e Samaria e posteriormente até os confins da terra.</p>
<p>O crescimento do número de pessoas convertidas a Jesus Cristo nos primeiros anos de história do cristianismo deve-se a aplicação desses princípios bíblicos. Tanto Jesus Cristo e os apóstolos quanto a Igreja de Jerusalém priorizavam a oração; evangelismo e discipulado era um estilo de vida. Jesus fundou a igreja e no livro de Atos vemos a multiplicação de discípulos e a plantação de novas igrejas; líderes foram formados e assumiram as novas igrejas; e, ações de compaixão e graça fizeram parte do cotidiano daqueles cristãos em todo tempo.</p>
<p>Após entendermos o que são princípios bíblicos e vermos o crescimento que a aplicação dos mesmos proporcionaram as igrejas nos primeiros anos de sua existência, queremos discorrer sobre cada um desses princípios.</p>
<p><strong>3. </strong><strong>APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS NA IGREJA DE ANTIOQUIA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Como nasce uma igreja? Enterrando concreto, ferro e tijolos? É claro que não! Nasce através da proclamação do Evangelho e a conversão de pessoas a Jesus Cristo e o discipulado dessas pessoas. Então, qual a melhor cidade ou o melhor e mais estratégico local para o plantio de igrejas? Naturalmente que é aquele onde há muitas pessoas sem Salvação. Vamos pensar um pouco sobre a cidade de Antioquia da Síria e o surgimento daquela igreja, e assim entenderemos um pouco mais a relação da aplicação dos princípios bíblicos e o crescimento da igreja. Sobre o surgimento da cidade de Antioquia, MacDaniel escreveu:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Seleuco Nicator era o general predileto de Alexandre Magno, e comandava a cavalaria da Macedônia. Duas décadas de lutas sucederam a morte de Alexandre. Finalmente a batalha de Ipso, em 301 a. C., destruiu as ambições de Antígono. Depois de muitas divisões, surgiram do império universal cinco monarquias de características fortemente helenistas, e uma dessas monarquias era da Síria, sobre a qual Seleuco reinava.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn27"><sup><sup>[27]</sup></sup></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos antigos, o costume, era comemorar as vitórias bélicas edificando cidades, e Seleuco excedeu a todos nesse particular. Edificou trinta e quatro cidades e deu o nome de Antioquia a dezesseis delas. A maior das suas cidades foi Antioquia da Síria. Durante mil anos Antioquia da Síria dominou o comércio das planícies da Mesopotamia e era a porta para o Oriente e a maior cidade do Império Romano e a primeira artéria iluminada a existir. Os Antioquianos conseguiram transformar a noite em dia.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn28"><sup><sup>[28]</sup></sup></a></p>
<p style="text-align: justify;">
</blockquote>
<p>Naquela capital do Oriente, cheia de mitologia, imoralidade, poderosa no comércio, com tanta influência política e de tanta evidência na história, foi organizada a primeira igreja, que de fato, entendeu o alcance da Grande Comissão. Não cremos que tenha partido dos cristãos perseguidos alcançar Antioquia, mas eles foram compelidos pelo Espírito Santo para assim fazê-lo. Antioquia era uma das cidades mais estratégicas naquela época, e uma excelente porta para alcançar o mundo com a Boa Nova de Salvação.</p>
<p>Como surgiu a igreja em Antioquia? Certos judeus da Síria estavam em Jerusalém no dia de Pentecostes, pois foi declarado por Lucas que havia ali Judeus provenientes de todas as nações que há debaixo do céu,<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn29"><sup><sup>[29]</sup></sup></a> e ouvindo o poderoso sermão de Simão Pedro, foram convertidos pelo Espírito Santo. Nicolau de Antioquia era um desses, e foi um dos sete líderes escolhidos para servir às mesas.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn30"><sup><sup>[30]</sup></sup></a> Quando através da perseguição foram expulsos de Jerusalém, alguns deles, de Chipre e de Cirene, foram até Antioquia e pregaram o Evangelho também aos gregos. E a mão do Senhor estava com eles e muitos se converteram.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn31"><sup><sup>[31]</sup></sup></a></p>
<p>Desde a sua fundação, muitos judeus se instalaram em Antioquia. Primeiro, como comerciantes, já que eram escassas as oportunidades de encontrar trabalho em seus próprios países. Segundo, porque muitas pessoas seguiram os exércitos de Alexandre Magno em suas campanhas por todo o Oriente. A distância entre Jerusalém e Antioquia era de aproximadamente 500 quilômetros ao norte de Jerusalém e certamente havia comunicação entre familiares, amigos e comerciantes. Esse foi, sem dúvida um ponto positivo para disseminação do Evangelho. Outro ponto favorável é que a cidade era formada de pessoas vindas de vários países e alcançou 500 mil habitantes.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn32"><sup><sup>[32]</sup></sup></a></p>
<p>Outra causa das raízes judaicas na cidade foi a guerra dos Macabeus que fez com que os Judeus fugissem para Antioquia da Síria para se refugiarem. Isso é citado no livro dos Macabeus quando das revoltas contra o poder ali sediado. Um dos chefes dessa revolta hebreia contra o poder helenizador, passou com suas tropas em Antioquia. <em>“Vendo seu exército posto em fuga e os judeus cheios de bravura, prontos a viver ou a morrer valentemente, voltou Lísias à Antioquia para arregimentar tropas de mercenários, com o intuito de reaparecer na Judeia com um exército mais forte”</em><em>.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn33"><sup><strong><sup>[33]</sup></strong></sup></a> </em></p>
<p>E como consequência<strong> </strong>da estrutura religiosa, crises entre a sociedade e governantes, catástrofes naturais, desigualdade social, enfermidades, o medo da morte, a população foi crendo que os deuses não eram capazes de protegê-los.  A crença dos judeus em um único Deus, pode ter favorecido o conhecimento dos antioquianos do Deus verdadeiro e quando os primeiros cristãos apresentaram Jesus que venceu a morte ressuscitando, tinha poder para expulsar os demônios, curar enfermos, ressuscitar mortos, acalmar tempestades e andar sobre as águas e era o único capaz de livrar do mal, dar a vida eterna e certeza de paz em horas de tribulações; os moradores de Antioquia ouviram, se identificaram com essa mensagem e muitos creram em Jesus, dando assim início àquela igreja.</p>
<p>A Igreja em Jerusalém, sabendo dos acontecimentos em Antioquia, mandou Barnabé examinar esse trabalho entre os gentios; este era homem de posição, boa aparência, afável, liberal, visão larga, espírito nobre e perspicaz. Era um bom homem, despido de preconceitos e cheio do Espírito Santo e de fé.</p>
<p>A única instrução para Barnabé era ir até Antioquia. Quando lá chegou, aprovou a obra como sendo do Senhor e não propôs nenhuma mudança. E, em vez de voltar a Jerusalém, permaneceu em Antioquia e continuou o trabalho, junto com os irmãos de Chipre e de Cirene. Com palavras persuasivas exortava os irmãos a permanecerem firmes no Senhor e muitas outras pessoas se converteram a Jesus Cristo.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn34"><sup><sup>[34]</sup></sup></a> O trabalho cresceu e foi necessário que Barnabé fosse a cidade de Tarso em busca de Paulo, que havia se convertido a aproximadamente dez anos na estrada de Damasco, havia sido batizado e enviado como apóstolo aos gentios.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn35"><sup><sup>[35]</sup></sup></a> Barnabé havia cuidado de Paulo, quando este fora a Jerusalém, no início de sua caminhada cristã. Talvez o único que verdadeiramente confiasse em Paulo.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn36"><sup><sup>[36]</sup></sup></a> Seu primeiro ministério havia sido em Damasco, entre os Judeus, mas depois foi perseguido e fugiu para Jerusalém, onde pregou e também foi ameaçado de morte e teve que fugir, e possivelmente voltou para sua cidade natal.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn37"><sup><sup>[37]</sup></sup></a> A razão de tais perseguições era sem dúvida a confrontação dos Judeus com o Evangelho, afirmando que o mesmo era superior a Lei, o que irritava os sacerdotes, que incitavam o povo contra Paulo. Todavia, suas experiências em Damasco e Jerusalém o prepararam para o ministério que desenvolveria nessa cidade.</p>
<p>Em Antioquia criou-se uma nova designação e os discípulos pela primeira vez foram chamados de cristãos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn38"><sup><sup>[38]</sup></sup></a> Apelido dado pelos pagãos da cidade. A nova igreja atraia a atenção do mundo pelas suas obras, e Jesus Cristo não podia ficar oculto, era mostrado ao mundo através da igreja que o seguia fielmente. É admirável que esse apelido dado aos seguidores de Jesus Cristo como escarnio tenha sido usado até hoje no mundo todo, a partir deles mesmos, os cristãos. Há diversos elementos que caracterizam a Igreja de Antioquia.</p>
<p><strong>3.1. </strong><strong>Nasceu e se multiplicou através da PROCLAMAÇÃO do Evangelho </strong><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Tinham um<strong> </strong>espírito evangelístico. Para que isso aconteça, o evangelismo deve ser sincero, direto e pessoal, tendo por fim levar aos perdidos o conhecimento do poder de Jesus Cristo para salvá-los. Jesus Cristo não responsabilizou seus discípulos pela conversão dos perdidos, mas, sim, pelo trabalho de levar-lhes o conhecimento da salvação. Deus faz a Sua parte quando nós fazemos a nossa. Em Antioquia, o poder do alto acompanhou a pregação do Evangelho. Por um ano inteiro Paulo e Barnabé trabalharam ensinando a igreja que viveu em contínuo despertamento espiritual. <strong> </strong>A Igreja de Antioquia não foi plantada pelo colégio apostólico, mas por discípulos anônimos que amavam a Deus e testemunhavam de Jesus Cristo. Eram pessoas simples que faziam do evangelismo pessoal um estilo de vida.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn39"><sup><sup>[39]</sup></sup></a> <strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Esse espírito evangelístico fez com que o centro do cristianismo mudasse para Antioquia.  E a prova disso é que dez concílios eclesiásticos se reuniram em Antioquia entre os anos 252 e 380. O patriarca de Antioquia suplantou o de Jerusalém. Libânio, Marcelo e Crisóstomo eram filhos de Antioquia. Inácio partiu de Antioquia para Roma, onde sofreu martírio. Evangelismo é a vida da igreja tanto na doutrina como nas obras. Uma igreja que não é evangelizadora não continuará por muito tempo como uma igreja evangélica. Quando uma igreja perde a paixão pelas almas, entra em declínio, a caminho da destruição, como igreja cristã. Evangelismo é o remédio para o mal que aflige a sociedade. Todas as lutas e divergências, quer políticas, quer econômicas, quer religiosas, poderiam ser sanadas por um congraçamento mundial, como foi o de Antioquia.  O evangelismo é o remédio que trata do pecado, fonte de todo conflito e sofrimento.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn40"><sup><sup>[40]</sup></sup></a></p>
</blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>3.2. </strong><strong>Valorizou o discipulado – CUIDADO E ENSINO</strong><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Durante um ano inteiro Barnabé e Paulo ensinaram a igreja.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn41"><sup><sup>[41]</sup></sup></a> A característica peculiar do cristianismo é a sua espiritualidade. Não é uma religião de formalidades e de cerimônias, mas de coração e de vida. Os primeiros convertidos eram judeus, e era natural que trouxessem muitos dos seus costumes e práticas antigas para a igreja. Era difícil abandonar os preconceitos de raça que era muito forte entre os Judeus. Todavia, quando ouviram o testemunho sobre a salvação dos gentios, através de Simão Pedro, glorificaram a Deus.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn42"><sup><sup>[42]</sup></sup></a> A transformação mais radical da história do mundo ocorreu na Igreja de Antioquia, onde judeus e gregos estavam juntos em um só corpo religioso. Não há outro exemplo igual a esse, de desaparecimento, em tão pouco tempo, dessa distinção de raças. Mais tarde alguns judeus da Palestina visitaram a Igreja de Antioquia e procuraram subverter os crentes, dizendo-lhes que, se não se circuncidassem não poderiam ser salvos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn43"><sup><sup>[43]</sup></sup></a> Paulo e Barnabé combateram essa e outras doutrinas, que foi uma luta entre eles e os cristãos judaizantes. Esses missionários ensinaram o Evangelho aos cristãos de Antioquia, fazendo dessa igreja um modelo, não só no trabalho missionário, mas também na consistência doutrinária. Aqui foi nítida a separação entre cristianismo e judaísmo.</p>
<p><strong>3.3. </strong><strong> Estava focada em pessoas, praticava COMPAIXÃO E GRAÇA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A nova igreja se preocupava com pessoas, com gente. Decidiram enviar cada um conforme suas posses uma contribuição para ajudar os moradores da Judéia.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn44"><sup><sup>[44]</sup></sup></a> <strong> </strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">A profecia de Ágabo encorajou os irmãos de Antioquia a fazer uma coleta e enviar o dinheiro aos irmãos da Judéia para fazerem um estoque de alimentos para esse período de crise e fome pelo qual haveriam de passar. Trate-se de um ato de fraternidade cristã, da qual os membros da igreja participaram de acordo com suas possibilidades. A oferta foi encaminhada aos presbíteros, aquele grupo que havia sido escolhido para cuidar das mesas, e não aos apóstolos.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn45"><sup><sup>[45]</sup></sup></a> <strong> </strong></p>
</blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>3.4. </strong><strong>ORAVA, jejuava e era sensível ao Espírito Santo </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A Igreja de Antioquia ouviu a voz do Espírito Santo de Deus.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn46"><sup><sup>[46]</sup></sup></a> Era sensível ao que o Espírito Santo dizia e, acima de tudo, estava disposta a obedecê-Lo. Este é o grande segredo de ter sido tão relevante para o mundo. A igreja se reunia para servir ao Senhor e jejuar, um ato de adoração a Deus. Parece que a oração era a atividade religiosa principal daquela igreja e isso era mais do que a própria alimentação, pois tinham certeza que o Espírito Santo falaria, dando direção ao trabalho. A verdade é, que o Espírito Santo disse que eles deveriam separar a Barnabé e Saulo para o trabalho missionário. Tudo faz crer, que naquela mesma reunião de oração, eles impuseram as mãos sobre os dois e os enviaram para o campo. <strong> </strong></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>3.5. </strong><strong>TREINAVA novos líderes</strong></p>
<p>A Igreja de Antioquia enviou seus melhores líderes para o trabalho missionário.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn47"><sup><sup>[47]</sup></sup></a> O texto apresenta uma igreja em que não se consegue discernir quem era o líder maior, Barnabé, Saulo, Simeão, Lúcio ou Manaém. Se seguirmos a ordem da narrativa, Barnabé estava em primeiro lugar, Simeão em segundo e Saulo em último. Aqui vemos um grupo de líderes realizando o trabalho em conjunto, portanto, a liderança era compartilhada, isto é, não estava centrada em uma pessoa.</p>
<p><strong>3.6. </strong><strong>Tornou-se uma base para o envio e apoio missionário</strong><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>A Igreja de Antioquia enviou Barnabé e Paulo para o trabalho missionário e certamente permaneceu orando e sustentando-os financeiramente. A igreja tornou-se uma base onde os missionários tinham apoio ao retornarem de suas viagens missionárias.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn48"><sup><sup>[48]</sup></sup></a><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>3.7. </strong><strong>Se multiplicou PLANTANDO novas igrejas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Através da Igreja em Antioquia e de seus missionários, várias igrejas foram plantadas. Essas igrejas ficavam em Chipre, Pérgamo, Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe. Muitas outras igrejas foram plantadas através do trabalho de Paulo e seus companheiros. Inclui-se Filipos, Tessalônica, Beréia, Atenas, Corinto, Éfeso e outros.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn49"><sup><sup>[49]</sup></sup></a></p>
<p><strong>4. </strong><strong>APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS NO VALE DO PIANCÓ</strong></p>
<p>Nossa primeira visita na região, sertão paraibano, deu-se em novembro de 1984, período em que a região do semiárido estava assolada por uma estiagem de cinco anos (80 a 84) e as pessoas passavam por grandes sofrimentos. Essa região, formada por dezoito municípios com aproximadamente 200 mil habitantes, e conhecida como terra das grandes secas, foi considerada, na época, uma das mais pobres e sofridas do Brasil. Dizia-se na época que era a maior seca dos últimos 50 anos. A vegetação havia secado e a paisagem era como que queimada pelo fogo, só víamos cinzas e os leitos dos rios completamente secos, como cantava Luiz Gonzaga, o grande poeta do sertão. Encontramos nessa poesia uma descrição das secas e da resistência do povo sertanejo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Quando a lama virou pedra e mandacaru secou, quando a ribaçã de sede bateu asa e vou; foi aí que eu vim embora carregando minha dor. Hoje eu mando um abraço pra ti pequenina&#8230; Paraíba&#8230; Eita pau pereira que em Princesa já roncou. Eita Paraíba, muié macho sim sinhô.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn50"><sup><sup>[50]</sup></sup></a></p>
</blockquote>
<p>As estradas não eram pavimentadas e a poeira cobria a região. Ver os rios sem água e as árvores secas, o gado morto, e as pessoas com suas faces marcadas pelo sofrimento, nos fez entender o que é desolação. Naquela época as pessoas estavam desoladas, sem saber o que fazer diante de tantas perdas e miséria<em>. </em>O sertão nordestino, depois de vinte e sete anos enfrentou mais uma seca com duração de dois anos (2011 e 2012), e mais uma vez os rios secaram e o gado morreu de fome e sede e o quadro, em alguns lugares, apresenta-se desolador, como outrora.</p>
<p>O Vale do Piancó também era conhecido como terra da pistolagem, onde quase todas as semanas havia assassinatos e muitas famílias foram quase dizimadas. Às vezes ouvíamos notícias de mortes em várias cidades ao mesmo tempo e no período de festas religiosas a violência aumentava ainda mais por causa do alto consumo de bebidas alcoólicas. Tínhamos notícias de dezenas de assassinatos a cada ano, e o temor fazia com que muitas famílias, parentes dos envolvidos, migrassem para outras regiões do Brasil.</p>
<p>Devido as grandes estiagens a região ficou conhecida como lugar de fome e miséria. Com as secas a terra tornou-se, naquele período, improdutiva, e o povo empobreceu, chegando ao estado de miséria, e em todos os municípios havia sido decretado, estado de calamidade pública. O gado tinha morrido e os esqueletos estavam estirados à beira das estradas. Com isso, as pessoas migraram para outras regiões em busca de trabalho e alimento.</p>
<p>A região era conhecida, também, como terra da idolatria, e no dia 20 de cada mês havia procissões em homenagem a Padre Cícero e Frei Damião em quase todas as cidades e povoados, com centenas de pessoas participando, inclusive usando instrumentos musicais regionais, como a zabumba e o pífano para conduzir o povo, que sob o som de uma voz quase embargada, rogava a um deus que não pode salvar. Quantas procissões, quantas preces, quantas velas, quanta fé e esperança, sem resposta daqueles que eram considerados seus deuses. Os cristãos evangélicos não eram bem-vindos, pelo contrário, eram discriminados, sendo expulsos de seus lares pelos próprios pais, quando mudavam de lei (se convertiam); eram humilhados e, em décadas anteriores (50 até 80) haviam passado por algumas perseguições. Tivemos notícias que em Piancó, os comerciantes não vendiam qualquer mercadoria, alimento, às pessoas que se convertiam a Cristo, agora considerados e vistos como “bodes” por orientação de líderes da religião que predominava na época. Em 1958 a Igreja Presbiteriana de Patos teve seu templo destruído e os móveis queimados no meio da rua, sob o comando de Frei Damião, que através das campanhas chamadas “santas missões católicas” que conduzia enormes multidões na perseguição e destruição de templos evangélicos. Dezenas de reportagens dessa época, estão registradas no livro “E assim foi, porque Deus quis” de autoria do saudoso Pastor Silas Melo &#8211; Igreja Batista Betel – São Paulo/SP.<a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftn51"><sup><sup>[51]</sup></sup></a></p>
<p>A saúde era precária e o maior número de pessoas era atendido em Itaporanga, onde havia um pouco mais de médicos e o hospital era maior e mais equipado, conhecido como “hospital regional”. Na educação também havia muita deficiência e nenhuma faculdade existia em todo Vale do Piancó; se os jovens quisessem estudar, tinham que viajar até a cidade de Patos, entre 100 a 160 Km de distância; ou migravam para Campina Grande ou João Pessoa, onde havia mais opções de cursos universitários e logo toda família saia da região para dar apoio aos filhos nesses lugares, e nunca mais voltavam após a conclusão de seus estudos.</p>
<p>O êxodo levou muitos chefes de família para o sudeste do Brasil em busca de empregos, pois não havia indústrias, essa era a triste realidade do sertão paraibano nos anos oitenta. O êxodo empobrecia ainda mais o sertão, levando muitas famílias para outras partes do país.</p>
<p>No entanto, a maior necessidade desse povo estava na área espiritual. Havia uma gritante necessidade de Deus e do conhecimento do Evangelho. Os que primeiro chegaram para anunciar as Boas Novas, pregaram muito mais sobre usos e costumes do que o evangelho de Jesus Cristo. Faltou uma pregação contextualizada do Evangelho para que as pessoas entendessem o grande amor de Deus revelado na morte e ressurreição de Jesus Cristo.  Em quase todas as cidades havia presença evangélica, mas eram poucos cristãos, como ainda o são na maioria das cidades sertanejas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Nas dezoito cidades do Vale, encontramos na época, três igrejas batistas: IB Piancó, organizada em 16/12/1965, que estava com 08 membros, apenas 06 frequentavam aos cultos; PIB de Itaporanga, organizada em 02/12/1984, com 28 membros; e IB de Conceição, organizada em setembro 1983, que em 1985 estava com 18 membros. Essa era a realidade batista e nas outras denominações não era diferente; as igrejas eram pequenas e sem recursos humanos (porque toda a liderança era de fora), e financeiros (pela pobreza extrema em que o povo vivia). A presença de Missões Nacionais nessa região, com seus missionários, fez toda a diferença e enriqueceu aqueles que estavam pobres da Graça de Deus.</p>
<p>A miséria e o sofrimento estavam em todos os lugares do Vale do Piancó, e o grande desafio era alcançar o coração do povo sertanejo, que ainda tinham resistência à pregação evangélica.  Sentimos como nunca as nossas limitações e a certeza de que se não fosse ação direta de Deus, através do Espírito Santo, nada poderíamos fazer. Exatamente o que Jesus havia dito “Sem mim nada podeis fazer”.</p>
<p><strong>4.1. </strong><strong>Chamar discípulos</strong></p>
<p>Tivemos o privilégio de participar de um trabalho onde a ação de Deus era visível, e nunca tivemos qualquer dúvida quanto à ação do Espírito Santo em toda estratégia que foi utilizada para alcançar aquela parte do sertão com a mensagem do Evangelho. Iniciamos com uma vontade imensa de compartilhar os ensinos de Jesus Cristo com todas as pessoas, e pregávamos de domingo a domingo e cada dia da semana em uma cidade diferente. Desejávamos uma colheita abundante e sabíamos que só seria possível com uma semeadura abundante. Usamos todos os recursos possíveis para que o Evangelho chegasse onde as pessoas estavam – visitas evangelísticas; estudos bíblicos nos lares; cultos nas praças, nas feiras livres e nas avenidas principais das cidades; fizemos programas evangelísticos através das rádios comunitárias; projetamos filmes para adultos e crianças; distribuímos folhetos; realizamos Escola Bíblica de Férias e cultos nos sítios e povoados. A EVANGELIZAÇÃO foi realizada por meio de uma farta semeadura do Evangelho de Jesus Cristo e em seguida iniciamos a colheita de muitos frutos, para glória de Deus.</p>
<p><strong>4.2. </strong><strong>Ações de Compaixão e Graça</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Nesse período, foi desenvolvido um grande projeto social, chamado “Água Viva”, no qual batistas brasileiros e norte americanos se uniram para amenizar o sofrimento das pessoas nessa região, considerada na época a mais pobre do Brasil. Poços do tipo Amazonas, irrigação, abastecimento de água em algumas cidades, centros comunitários com atendimento médico e odontológico, cursos profissionalizantes, hortas domésticas e muitas outras ações foram desenvolvidas para ajudar o povo sertanejo. Esse projeto foi uma grande demonstração de COMPAIXÃO às pessoas. Mais tarde trabalhamos com cestas básicas e a criação de uma cooperativa de profissionais de ensino e trabalhadores em atividade-meio, que iniciou colégios em várias cidades do sertão; e, em parceria com o Centro de Cultura Anglo Americana (CCAA), iniciamos cursos de Inglês e Espanhol, e as igrejas, como no livro de Atos, caíram na graça do povo sertanejo, que viu a igreja interessada pelos problemas e necessidades da comunidade.</p>
<p><strong>4.3. </strong><strong>Intercessão</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Entendíamos que os resultados ainda não eram suficientes; queríamos mais, mais de Deus e da manifestação de seu poder no Vale do Piancó. Iniciamos, então, uma maratona de ORAÇÃO, que continua até hoje. Veja que até o fim da década de oitenta orávamos bastante, mas a partir de 1990, Deus colocou em nossos corações o desejo de orar todos os dias; iniciamos com uma sala de oração 24 horas, onde, em média, trinta irmãos da PIB de Itaporanga oravam em algum momento do dia ou da noite e assinavam um livro; assim percebemos o empenho da igreja na intercessão. Depois iniciamos um culto de oração por dia, às 6 horas, e isso se espalhou por todo o Vale do Piancó, e as igrejas estavam diariamente na presença de Deus, orando. Outros cultos em horários diferentes foram iniciados e chegamos a 4 cultos de oração por dia nos 6 dias da semana e mais um culto antes da escola bíblica dominical, vinte e cinco cultos de oração por semana, só em Itaporanga. Nosso pedido era para que Deus transformasse o Vale do Piancó, trazendo a chuva necessária, indústrias, faculdades; orávamos pela transposição das águas do rio São Francisco; orávamos para que o povo abandonasse a idolatria, e o Evangelho fosse entendido e crido. Muitas vezes oramos para que as condições das estradas melhorassem e para que o povo deixasse de ser violento e todo ódio fosse tirado de seus corações, pois havia muita inimizade entre as pessoas. Oramos para que as igrejas se fortalecessem e cumprissem sua missão. Como resposta à oração milagres aconteceram na região e tudo foi melhorando e muitas mudanças continuam acontecendo. Formamos uma rede de intercessores onde mais de 800 pessoas, de vários estados do Brasil, se comprometeram para orar em favor do Vale do Piancó.</p>
<p><strong>4.4. </strong><strong>Agregar discípulos</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>As pessoas se converteram e igrejas foram plantadas em quase todas as cidades com a ajuda dos novos crentes que estavam sendo DISCIPULADOS, exatamente como aprendemos nas escrituras, um a um, andando juntos, lado a lado. Estes novos convertidos recebiam a orientação por meio de estudos da Palavra de Deus, e saíam com os discipuladores para aprender a evangelizar e discipular outras pessoas; assim descobrimos o segredo para a multiplicação de cristãos. Todos os dias, tínhamos um grupo de irmãos que viajavam conosco para outras cidades e ali fazíamos evangelismo pessoal, estudos bíblicos nos lares e culto à noite e depois voltávamos para nossa cidade-sede. As estradas eram terríveis; na época da seca muita poeira e no período das chuvas ficavam quase intransitáveis, só conseguíamos andar com pick-ups. Essa foi a maior escola para estes novos irmãos, que aprenderam muito cedo que é responsabilidade do cristão compartilhar a fé com seu semelhante e ensinar-lhe o caminho que devem seguir. Até hoje fico impressionado em ver como aqueles irmãos fazem o trabalho de Deus com responsabilidade e amor. O discipulado foi feito andando com as pessoas e mostrando como o Evangelho deve funcionar no dia a dia do cristão.</p>
<p><strong>4.5. </strong><strong>A formação de liderança autóctone</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Nesse período levamos pastores de outros estados para evangelizar os sertanejos, mas com menos de três anos haviam retornado para suas cidades, pois a adaptação era muito difícil. Mas no início de 1988, quando havíamos completado os primeiros três anos de trabalho, tínhamos um grupo de 10 jovens vocacionados e dispostos a colocar suas vidas no trabalho do Senhor para ajudar na evangelização dos sertanejos. Não tínhamos recursos para enviá-los aos seminários em outros estados e também sabíamos que, se fossem, não voltariam para trabalhar entre seu próprio povo. Dessa forma, orientados pelo Espírito Santo de Deus, iniciamos o primeiro curso para treinamento de cristãos sertanejos em parceria com o Seminário de Educação Cristã em Recife, onde os novos líderes receberam um Curso Elementar em Educação Religiosa; depois tiveram curso médio de Teologia em parceria com o Instituto Bíblico Brasileiro; a seguir Licenciatura em Teologia, em parceria com a Associação Brasileira de Ensino, Cultura, Assistência e Religião – Mogi das Cruzes (SP); e finalmente iniciamos o curso de Bacharel em Teologia em parceria com o Instituto Teológico Batista de Ensino Superior da Paraíba, extensão em Itaporanga. Em 1996 a Juventude Evangélica Paraibana – JUVEP, iniciou um Centro de Treinamento de líderes em Itaporanga, que muito tem contribuído na formação de líderes autóctones. Com isso todos os líderes das igrejas sertanejas, nessa região, estão sendo capacitados nesses centros de formação, que iniciaram em 1988, e o trabalho continua até o presente. A FORMAÇÃO DE LÍDERES autóctones tornou-se um trabalho essencial para evangelização do povo sertanejo.</p>
<p><strong>4.6. </strong><strong>Plantação de novas igrejas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Como resultado da ação de Deus a PLANTAÇÃO DE IGREJAS aconteceu, como também a multiplicação de discípulos. Iniciamos nosso ministério no Vale do Piancó onde permanecemos até 2001; depois nos mudamos para João Pessoa, onde nasceu, na garagem de nossa casa a PIB do João Agripino e através de seus membros outras igrejas nasceram em vários bairros. A igreja é pastoreada, atualmente (2013), pelo missionário João Victor, um dos frutos desse trabalho, outros obreiros autóctones atuam nos bairros de Mandacaru, Mangabeira e São José, todos em João Pessoa.  Um casal da igreja, pastor Sérgio Damasceno e sua esposa Ana Karla, foram para Cajazeiras e com isso igrejas nasceram também naquela região, conhecida como alto sertão. Assim percebemos que obreiros com visão multiplicadora fazem toda a diferença no trabalho missionária.</p>
<p>Aproximadamente trinta igrejas foram plantadas nesse período e a maioria absoluta conduzidas por pastores e missionários autóctones, isto é, pessoas que vieram do próprio povo. Tivemos a alegria de batizar mais de oitocentos novos cristãos nesse período, dos quais mais de quarenta são pastores e missionários e outros estão sendo preparados para assumir novos trabalhos. Esses líderes autóctones batizaram centenas de irmãos e estas igrejas são fortes, dinâmicas e responsáveis no cumprimento da missão.</p>
<p>Os princípios que nortearam as igrejas de Atos não estavam sistematizados, naquela época, como apresentamos neste texto, mas todos foram praticados de forma visível em nosso ministério, e o resultado não poderia ser outro senão a multiplicação de cristãos e igrejas entre os sertanejos. Mas além das bênçãos espirituais, milagres têm acontecido naquela região: nunca mais tivemos períodos de grandes estiagens, como naquela época, pois tem chovido com mais regularidade até 2011; aquela violência terrível de constantes assassinatos, praticamente, acabou e chegamos a passar um ano inteiro sem ouvir falar de assassinatos no Vale do Piancó; a idolatria está definhando, e as procissões mensais praticamente acabaram; só em Itaporanga há aproximadamente cinquenta pequenas indústrias; e há pelo menos sete cursos superiores/faculdades na região e as estradas de todas as cidades estão sendo pavimentadas. Isso é milagre! E não temos dúvidas de que tudo está acontecendo como respostas às orações do povo de Deus.</p>
<p>Com a aplicação desses princípios que sustentaram o ministério das igrejas descritas no livro de Atos é simplesmente impossível que as igrejas contemporâneas não se multipliquem. Podemos experimentar idêntico crescimento nas igrejas locais, além do fortalecimento daquelas que se encontram enfraquecidas e plantação de novas igrejas em todo o território nacional e no mundo, levando cada cristão a cumprir a Grande Comissão.</p>
<hr size="1" /><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref1">[1]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Mateus. Cap. 10 e Vers. 1-8.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref2">[2]</a> Ibidem. Atos. Cap. 1 e vers. 15.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref3">[3]</a> Ibidem. 1º Coríntios Cap. 15 e Vers. 6.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref4">[4]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. Edições Vida Nova, 2008. Isaias. Cap. 61 e Vers. 1-3.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref5">[5]</a> Ibidem. Lucas. Cap. 4 e Vers. 18-22.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref6">[6]</a> ALMEIDA, João Ferreira de<strong>. Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Mateus. Cap. 16 e vers.</p>
<p>13-19.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref7">[7]</a> Ibidem. Lucas. Cap. 9 e vers. 1-11; Mateus. Cap. 26 e Vers. 26-30.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref8">[8]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Século XXI. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Lucas. Cap. 10 e Vers.1-9.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref9">[9]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 1 e Vers. 15.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref10">[10]</a> Ibidem. Atos. Cap. 2 e vers. 41.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref11">[11]</a> Ibidem. Atos. Cap. 4 e vers. 4.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref12">[12]</a> Ibidem. Atos. Cap. 5 e vers. 14; Cap. 9 e vers. 31 e Cap. 11 e vers. 21.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref13">[13]</a> Ibidem. Atos. Cap. 5 e vers. 1-10.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref14">[14]</a> Ibidem. Atos. Cap. 6 e vers.1.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref15">[15]</a> GONZÁLES. Justo L<strong>. Uma história Ilustrada do Cristianismo. A era dos mártires v. 1</strong>. São Paulo: Edições Vida</p>
<p>Nova, 1986. p.32.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref16">[16]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 6 e Vers. 8; Cap.</p>
<p>7 e Vers. 60; Cap. 8 e Vers. 26-40.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref17">[17]</a> Ibidem. Mateus. Cap. 28 e Vers. 20.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref18">[18]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 1 e Vers. 15-26.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref19">[19]</a> Ibidem. Atos. Cap. 6 e Vers. 1-7.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref20">[20]</a> Ibidem. Atos Cap. 2 e Vers. 1.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref21">[21]</a> Ibidem. Atos. Cap. 1 e Vers. 14.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref22">[22]</a> Ibidem. Atos. Cap. 2 e Vers. 42; Cap. 4 e Vers. 23-31.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref23">[23]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Mateus. Cap. 22 e Vers.</p>
<p>35-40.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref24">[24]</a> Ibidem. Mateus. Cap. 28 e Vers. 18-20.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref25">[25]</a> Ibidem. Atos Cap. 1 e Vers. 8.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref26">[26]</a> Ibidem. Atos. Cap. 8 e Vers. 1.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref27">[27]</a> MACDANIEL, Geo W. <strong>As Igrejas do Novo Testamento</strong>. Rio de Janeiro: JUERP, 1989. p. 34.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref28">[28]</a> MACDANIEL, Geo W. <strong>As Igrejas do Novo Testamento</strong>. Rio de Janeiro: JUERP, 1989. p. 34.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref29">[29]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 2 e Vers. 5.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref30">[30]</a> Ibidem. Atos. Cap. 6 e Vers. 5.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref31">[31]</a> Ibidem. Atos. Cap. 11 e Vers. 19-21.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref32">[32]</a> HALLEY, H. H. <strong>Manual Biblico. </strong>São Paulo<strong>: </strong>Edições Vida Nova<strong>,</strong> 1994. p. 502.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref33">[33]</a> <strong>Bíblia Ave Maria.</strong> São Paulo: Tradução do Centro Bíblico Católico. 62ª edição. 1º Macabeus. Cap. 4  e Vers.35.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref34">[34]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 11 e Vers. 22-24.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref35">[35]</a> Ibidem. Atos. Cap. 9 e Vers. 1-19.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref36">[36]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 9 e Vers. 27-31.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref37">[37]</a> Ibidem. Atos. Cap. 9 e Vers. 20, 26.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref38">[38]</a> Ibidem. Atos. Cap. 11 e Vers. 26.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref39">[39]</a> Ibidem. Atos. Cap. 8 e Vers. 4.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref40">[40]</a> MACDANIEL, Geo. W<strong>. As Igrejas do Novo Testamento</strong>.  Rio de Janeiro: JUERP, 1989. p. 38.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref41">[41]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 11 e Vers. 26b;</p>
<p>Cap. 13 e Vers. 1a e Cap. 15 e Vers. 30-35.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref42">[42]</a> Ibidem. Atos Cap. 11 e Vers. 18.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref43">[43]</a> Ibidem. Atos. Cap. 15 e Vers. 1.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref44">[44]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 11 e</p>
<p>Vers.29 &#8211; 30.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref45">[45]</a> MARSHALL, I. Howard. <strong>Atos-Introdução e Comentário</strong>. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982. p. 195.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref46">[46]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 13 e Vers. 2, 3.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref47">[47]</a> Ibidem. Atos. Cap. 13 e Vers. 1-3.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref48">[48]</a> ALMEIDA, João Ferreira de. <strong>Bíblia Século XXI.</strong> São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. Atos. Cap. 14 e Vers. 24-28;</p>
<p>Cap. 15 e Vers. 30 e Cap. 18 e Vers. 22.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref49">[49]</a> Ibidem. Atos Cap. 14 e Vers. 24-28.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref50">[50]</a> <a href="http://mestres/">http://mestres</a> da história.blogspot.com – <strong>Luiz Gonzaga &#8211; Paraíba</strong>. 01/12/2015.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Cirino/Desktop/Aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Principios%20B%C3%ADblicos-resultado.docx#_ftnref51">[51]</a> MELO, Silas. <strong>E Assim Foi – Porque Deus Quis</strong>. São Paulo: Edição Particular. 1980.</p>

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