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	<title>tea at pemberley </title>
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	<title>tea at pemberley </title>
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		<title>Livro: Bons Tempos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2026 17:30:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes séries e outras coisas]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma esposa tradicional e mãe norte-americana acorda, de repente, suja, com frio, num lugar que se parece com sua casa e ao lado de pessoas que dizem ser sua família, mas presa à brutal realidade de 1855. Agora, ela precisa desvendar se esse pesadelo é uma farsa elaborada, um bizarro reality show ou algo muito<a class="autoreadmore" href="https://shejulis.com/livro-bons-tempos/" rel="nofollow">Read <span>the</span> Post</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Uma esposa tradicional e mãe norte-americana acorda, de repente, suja, com frio, num lugar que se parece com sua casa e ao lado de pessoas que dizem ser sua família, mas presa à brutal realidade de 1855. Agora, ela precisa desvendar se esse pesadelo é uma farsa elaborada, um bizarro reality show ou algo muito mais sinistro.</p>
<p>Natalie tem tudo: sua fé imovível, uma linda fazenda digna de Hollywood, seis filhos disputando sua atenção e um marido que, pelo menos, fica bem de botas de caubói. Não importa tanto o fato de que ela também tem babás e produtores atuando nos bastidores de sua vida perfeita, de que sua cozinha rústica esconde geladeiras e fornos industriais, nem de que seu marido é um herdeiro sem muitas habilidades. Eles são 100% tementes a Deus – se Ele proveu, ela fez por merecer!</p>
<p>Não é de se admirar, portanto, que seus milhões de seguidores desejem a vida dela. Natalie lhes oferece o que eles mais querem: um mundo ideal. Escândalos são varridos para debaixo do tapete, onde devem ficar. E as “mulheres raivosas”? As elites privilegiadas da costa leste com diplomas da Ivy League que a chamam de iconoclasta antifeminista? Estão, todos eles, morrendo de inveja. Porque Natalie não apenas leva uma vida boa, ela tem a vida perfeita – e, por acaso, está usando isso para construir um império.</p>
<p>Até que um dia ela acorda e se depara com uma realidade que não é a sua, apesar de parecer. A casa, o marido, os filhos – todos estão ali, mas algo está errado. Não há eletricidade, as crianças estão sujas e seu marido, antes um mauricinho inútil, agora é um fazendeiro idôneo. Se no dia anterior Natalie estava posando com potes de geleia caseira para o Instagram, agora precisa carregar lenha e lavar roupa à mão até seus dedos sangrarem.</p>
<p>Teria ela se transformado, sem saber, na estrela do próprio reality show? Viajado no tempo? Está sendo testada por Deus? Pelo Diabo? E se, de repente, Nat realmente tiver que viver a vida que sempre fingiu ter? Seja qual for o motivo, essa não é a vida perfeita pela qual ela tanto batalhou – e da qual agora precisa escapar.</p>
<p>Uma estreia arrebatadora e eletrizante, um romance tão engraçado quanto assustador, Bons tempos é um olhar perspicaz sobre tradição, fama, fé e a grande performance que é a feminilidade. </p></blockquote>
<p>Talvez eu tenha ido com expectativas altas pra esse livro, mas dessa vez eu acredito que não seja esse o caso. Você já começa odiando a protagonista logo nas primeiras duas páginas e ok, disso eu já sabia. Mas a história em si foi maçante e repetitiva demais ,com umas frases completamente sem sentido. </p>
<p>O livro logo no começo te prende sim, a vida &#8220;perfeita&#8221; de Natalie na internet não é nem de longe e realidade dos fatos, mas depois de um tempo eu senti que a autora não sabia muito bem como dar continuidade na história: repetição demais, frases sem contexto e um tanto confusas, capítulos que são sempre mais do mesmo e a história que não se desenvolve, eu acho que ela tentou usar até um fluxo de pensamento na personagem, mas sinceramente não deu certo. Cheio de versículos bíblicos desnecessários, bicho do céu, que chatice.</p>
<p>A premissa do livro vende que ele é sobre tradwife, família nuclear, religiosidade, uma penca de filhos, mas nada disso foi explorado com a profundidade que deveria ter sido: é raso, é superficial e tinha tudo pra ser uma história boa, mas não foi. Pode ser que se tenha outra percepção pra outro leitor? É claro que pode. A mágica da literatura é isso. Pra mim foi que ainda bem que eu não comprei o livro físico na Bienal. 2/5:</p>
<p><a href="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/11/2xicaras.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/11/2xicaras.png" alt="" width="404" height="155" class="aligncenter size-full wp-image-13077" srcset="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/11/2xicaras.png 404w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/11/2xicaras-300x115.png 300w" sizes="(max-width: 404px) 100vw, 404px" /></a></p>
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		<title>Livro: O Clube do Crime das Quintas-Feiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 15:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[todos os livros]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[richard osman]]></category>
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					<description><![CDATA[O Clube do Crime das Quintas-Feiras é um exemplo concreto de como uma história de mistério e assassinato pode ser extremamente engraçada. Toda quinta, em um retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra, quatro idosos se reúnem para &#8211; segundo consta na agenda da sala de reunião &#8211; discutir ópera japonesa. Mas não é bem<a class="autoreadmore" href="https://shejulis.com/oclubedocrimedasquintasfeiras/" rel="nofollow">Read <span>the</span> Post</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O Clube do Crime das Quintas-Feiras é um exemplo concreto de como uma história de mistério e assassinato pode ser extremamente engraçada. Toda quinta, em um retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra, quatro idosos se reúnem para &#8211; segundo consta na agenda da sala de reunião &#8211; discutir ópera japonesa. Mas não é bem isso que acontece ali dentro. Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron usam o horário para debater casos policiais antigos sem solução, confiantes de que podem trazer justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atrocidades do passado. Com todos os integrantes acima dos setenta anos, o Clube do Crime das Quintas-Feiras não é a equipe de detetives mais convencional em que se conseguiria pensar, mas com certeza está mais do que acostumada a fortes emoções. Afinal, Joyce foi enfermeira por décadas, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos em situações dificílimas, Ron era um reconhecido líder sindical e Elizabeth&#8230; bom, digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosas não eram nenhuma novidade para ela. Quando um empreiteiro local com projetos bastante questionáveis na cidade aparece morto, o grupo tem a oportunidade de seguir as pistas de um caso atual. Apostando em seus semblantes inocentes e habilidades investigativas estranhamente eficazes &#8211; além de trocas de favores clandestinas com a polícia, que, apesar de todos os esforços, parece estar sempre um passo atrás de seus colegas amadores -, os quatro amigos embarcam em uma aventura na qual as mortes do presente se entrelaçam com antigos segredos, e em que saber demais pode trazer consequências perigosas.</p></blockquote>
<p>Segundo livro que leio de Richard Osman e posso dizer que ele sabe escrever uma história de assassinato que é, acima de tudo, engraçada, mas sem perder o tom do mistério. </p>
<p>Os protagonistas são Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron. Eles vivem num retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra. Toda quinta-feira, reúnem-se numa sala cuja agenda oficial diz &#8220;ópera japonesa&#8221;, mas que na verdade estão ali para debater casos policiais antigos sem solução, convencidos de que podem trazer justiça a vítimas esquecidas. Joyce já foi enfermeira, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos, Ron era líder sindical. E Elizabeth&#8230; bom, digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosos nunca foram novidade para ela. Quando um empreiteiro local aparece morto, o grupo tem a oportunidade de investigar um caso do presente. E é aí que a coisa fica séria. Ou tão séria quanto quatro idosos com semblantes inocentes e uma rede de favores clandestinos que descobrem coisas até mesmo antes da polícia. </p>
<p>Achei interessante a forma como Osman escreve sobre a velhice. Não como um problema, não como um fardo, mas como uma fase da vida que ainda tem tudo. Ainda tem curiosidade, ainda tem teimosia, ainda tem aventura. E ainda tem, acima de tudo, a capacidade de surpreender. Os quatro protagonistas são pessoas que já viram muito, que já perderam muito, e que continuam ali. </p>
<p>A trama é muito bem construída, com pistas espalhadas ao longo do livro e reviravoltas que não são gratuitas, a dosagem de humor dos livros de Osman, pra mim é a cereja do bolo porque ao mesmo tempo, ele não perde e não deixa nenhuma linha solta no cerne do livro que é o crime, e justamente por isso o que fica, não é o mistério em si, são os personagens. A forma como se apoiam, como se irritam, como se protegem. E a certeza de que, mesmo no fim da vida, ainda há espaço para uma boa história. Esse é o primeiro livro da série do &#8220;clube do crime&#8221; que se não me engano são 4 livros, aqui também está <a href="https://shejulis.com/livro-o-nosso-negocio-e-crime/">a resenha de &#8220;o nosso negócio é crime&#8221;</a> que se trata de outra série e que até o momento é o meu preferido dele. 5/5: </p>
<p><a href="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras.png"><img decoding="async" src="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras.png" alt="" width="1920" height="290" class="aligncenter size-full wp-image-12592" srcset="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras.png 1920w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-300x45.png 300w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-1024x155.png 1024w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-768x116.png 768w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-1536x232.png 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a></p>
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		<title>Livro: As Mulheres Weyward</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:44:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[todos os livros]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[Três mulheres. Três séculos. Um legado que não pode ser apagado.. Separadas pelo tempo, mas unidas por sangue, sabedoria ancestral e uma conexão invisível com a natureza, Kate, Altha e Violet enfrentam, cada uma a seu modo, as marcas da violência, da opressão e da exclusão impostas às mulheres ao longo dos séculos. 2019: –<a class="autoreadmore" href="https://shejulis.com/livro-as-mulheres-weyward/" rel="nofollow">Read <span>the</span> Post</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Três mulheres. Três séculos. Um legado que não pode ser apagado..</p>
<p>Separadas pelo tempo, mas unidas por sangue, sabedoria ancestral e uma conexão invisível com a natureza, Kate, Altha e Violet enfrentam, cada uma a seu modo, as marcas da violência, da opressão e da exclusão impostas às mulheres ao longo dos séculos.</p>
<p>2019: – Fugindo de um relacionamento abusivo, Kate se refugia no chalé isolado da família Weyward. Coberto de trepadeiras e segredos antigos, o lugar guarda mais do que memórias; ali, ela começará a entender quem realmente é.</p>
<p>1619: – Altha está prestes a ser julgada por bruxaria. Herdou da mãe o conhecimento da terra e dos ciclos naturais, o mesmo saber que agora a coloca em risco.</p>
<p>1942 – Em meio à Segunda Guerra, Violet vive presa às regras sufocantes da aristocracia. Mas um medalhão com a letra W e uma palavra gravada no assoalho ― Weyward ― a fazem questionar tudo.</p>
<p>Um romance envolvente sobre coragem, memória e resistência feminina. Uma história onde o passado ecoa no presente e a ancestralidade encontra sua voz, mesmo quando tudo parece silenciar.</p></blockquote>
<p>É um livro sobre ancestralidade, mulheres que tentaram calar, conexão com a natureza e o poder feminino. Assuntos que amo. São três: Altha, em 1619, prestes a ser julgada por bruxaria. Violet, em 1942, presa nas regras sufocantes de uma família aristocrática. Kate, em 2019, a fugir de um relacionamento abusivo para o chalé da família Weyward. Três tempos, três vidas e uma linha invisível que as une. O sangue. A terra. O saber que passa de mãe para filha, mesmo quando tudo à volta insiste que esse saber é perigoso.</p>
<blockquote><p>
“Tudo é feito de magia, as folhas e as árvores, as flores e os pássaros, os texugos e as raposas e os esquilos e as pessoas. Portanto, ela deve estar em todo lugar ao nosso redor.”</p></blockquote>
<p>Foi meu primeiro contato com um livro da Emilia Hart e ela escreve com uma delicadeza que nunca se confunde com fraqueza. Muito pelo contrário. As cenas de violência não são gráficas, mas a gente sente na pele. As cenas de libertação não são grandiosas, mas a gente sente no coração. Gostei da forma como o livro trata a magia. Não como algo sobrenatural, mas como uma forma de atenção ao mundo, de algo que faz parte de todas nós. Altha lê os ciclos das plantas, Violet lê os insetos, Kate lê os pássaros. Todas leem algo que está voltado a natureza. E é essa leitura que as salva. Não de forma mágica, mas de forma prática. A natureza não é um cenário. É uma aliada.</p>
<blockquote><p>&#8220;– A visão é uma coisa muito curiosa – costumava dizer minha mãe. – Às vezes nos mostra o que está diante dos nossos olhos. Mas às vezes nos mostra o que já aconteceu ou vai acontecer.&#8221;</p></blockquote>
<p>Há também uma crítica afiada àquilo que a sociedade fez com as mulheres que sabiam demais (e que ainda faz de diversas formas). Altha é acusada de bruxaria porque é solteira, vive sozinha e assim como mãe, conhece as ervas. Violet é silenciada porque é mulher numa casa de homens. Kate é perseguida porque tentou sair de um relacionamento abusivo. Os paralelos entre os três tempos são evidentes, mulheres que foram e continuam sendo perseguidas. </p>
<blockquote><p>&#8220;Violet tinha a sensação de que algo havia mudado dentro dela. Como se lhe tivessem contado algo sobre si mesma que ela sempre soubera.&#8221;</p></blockquote>
<p>O final é bonito. Não porque resolve tudo, mas porque nos dá a sensação de que as Weyward continuarão e aquilo que elas sabem não se perdeu. Recomendo este livro para todas nós mulheres que honram nosso poder feminino e que honramos todas as outras mulheres que vieram antes de nós porque passado não fica para trás, mas sim nos acompanha e isso é algo que acredito muito. 5/5: </p>
<p><a href="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras.png"><img decoding="async" src="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras.png" alt="" width="1920" height="290" class="aligncenter size-full wp-image-12592" srcset="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras.png 1920w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-300x45.png 300w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-1024x155.png 1024w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-768x116.png 768w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-1536x232.png 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a></p>
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		<title>Livro: A Correspondente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 15:25:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[todos os livros]]></category>
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					<description><![CDATA[Mãe, avó, filha adotiva, mulher divorciada e aposentada após uma brilhante carreira no direito, Sybil van Antwerp desempenhou muitos papéis na vida. E algo sempre a acompanhou: a paixão por cartas. Elas dão sentido a seu mundo e a ajudam a entender seu lugar nele. Todos os dias, Sybil escreve a destinatários variados – o<a class="autoreadmore" href="https://shejulis.com/livro-a-correspondente/" rel="nofollow">Read <span>the</span> Post</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Mãe, avó, filha adotiva, mulher divorciada e aposentada após uma brilhante carreira no direito, Sybil van Antwerp desempenhou muitos papéis na vida. E algo sempre a acompanhou: a paixão por cartas. Elas dão sentido a seu mundo e a ajudam a entender seu lugar nele. Todos os dias, Sybil escreve a destinatários variados – o irmão, a melhor amiga, a diretora da faculdade de Letras, escritores como Joan Didion e Diana Gabaldon – e fala sobre o que a comove e a incomoda, o que a inspira e a entristece. Aos 73 anos, ela mora sozinha e almeja apenas uma vida tranquila, cuidando do jardim e lendo os romances que tanto ama. Mas, à medida que sua visão se deteriora, cartas anônimas ameaçadoras são depositadas em sua caixa de correio, forçando-a a mergulhar novamente em um passado doloroso – e a finalmente terminar uma longa carta que vem escrevendo há muitos anos, sem jamais enviar.</p></blockquote>
<p>Mais um livro favoritado. A Correspondente é uma história inteiramente construída em formato epistolar e através das cartas de Sybil que ela envia e recebe é que vamos conhecendo toda sua história.</p>
<p>Nossa protagonista é uma mulher 73 anos. Foi advogada, foi mãe, foi avó, foi filha adotiva, foi divorciada. Agora vive sozinha, cuida do jardim, lê romances e escreve cartas. Sybil quer tranquilidade, mas a tranquilidade não é concedida. Primeiro porque aos poucos ela está perdendo a visão e também pelas cartas vamos conhecendo seus medos, sua culpa e seus arrependimentos. Ao mesmo tempo ela também recebe algumas cartas anônimas em tom ameaçador e que a gente percebe que foi de algum ressentido da época em que ela advogava. Mas essas cartas também a obrigam a voltar a um passado que tentou enterrar e a terminar, finalmente, a tal carta que nunca enviou.</p>
<p>Eu amei a forma delicada como Virginia Evans escreve, mesmo Sybil sendo uma senhora de personalidade mordaz e com um toque de teimosia que me arrancou muitas risadas em alguns momentos, o livro é uma de uma delicadeza incrível. Não é uma história de grandes reviravoltas e você o livro não precisa disso. Pelas cartas a gente conhece uma mulher que está envelhecendo e perdendo a visão, que teve que enfrentar o que fez e o que não fez ao longo da vida. O que mais gostei foi a forma como o livro trata o ato de escrever cartas que para Sybil é como uma forma de sobrevivência. Sybil escreve para entender o mundo. Escreve para entender a si mesma. E as cartas, mesmo as que nunca são enviadas, são a prova de que ainda está viva. Ainda pensa. Ainda sente. Ainda tem algo para dizer.</p>
<p>As cartas anônimas são o motor do suspense, mas nem de longe é o cerne do livro, o verdadeiro mistério não é quem as escreve, mas sim o que Sybil fez no passado e que a obriga a temer o presente. E quando a verdade emerge, não é nada chocante. É triste. E é acima de tudo, humana.</p>
<p>Acho que foi o primeiro romance 100% epistolar que li e AMEI! Recomendo demais. 5/5:</p>
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		<title>Livro: sob águas traiçoeiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 15:01:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[todos os livros]]></category>
		<category><![CDATA[Thrillers]]></category>
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					<description><![CDATA[O mar não esquece, ele submerge e… devolve apenas o que quer. Lee Gulliver nunca pensou que acabaria morando nas ruas, mas, quando seu restaurante fecha e ela se vê afundada em fracasso e dívidas, deixa sua antiga vida para trás, levando consigo apenas suas roupas e seu carro antigo. Ela o estaciona em um<a class="autoreadmore" href="https://shejulis.com/livro-sob-aguas-traicoeiras/" rel="nofollow">Read <span>the</span> Post</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O mar não esquece, ele submerge e… devolve apenas o que quer. Lee Gulliver nunca pensou que acabaria morando nas ruas, mas, quando seu restaurante fecha e ela se vê afundada em fracasso e dívidas, deixa sua antiga vida para trás, levando consigo apenas suas roupas e seu carro antigo. Ela o estaciona em um local isolado perto da praia para se esconder, até que um dia, às vésperas do amanhecer, se depara com uma mulher se jogando no oceano. Mas algumas histórias não acabam tão facilmente… Resgatada por Lee, Hazel traz consigo um casamento que a aprisiona, um marido poderoso e uma vida permeada por medo e abuso. E Lee, perdida demais para voltar atrás, mergulha nesse mundo que não lhe pertence, sem se dar conta das correntes invisíveis que puxam tudo para baixo. O que começa como um resgate se transforma em algo muito mais obscuro e, à medida que segredos vêm à tona e mentiras se entrelaçam, Lee percebe que pode ter se envolvido em um jogo muito maior e mais mortal do que imaginava. E, quando a verdade finalmente aparece, talvez seja tarde demais para voltar à superfície.</p></blockquote>
<p>Esse livro não é só um thriller, é uma história sobre pessoas que se afundam. E sobre o que acontece quando alguém nos estende a mão e, em vez de nos salvar, nos puxa para o fundo com elas.<br />
A Lee perdeu tudo. O restaurante, o dinheiro, a casa, a família. Acabou por viver dentro do carro, estacionado num canto isolado perto da praia. Não é uma vida, é uma sobrevivência. Até que uma manhã, antes do sol nascer, vê uma mulher a atirar-se ao mar. Ela não pensa, salta atrás e acaba salvando a mulher.</p>
<p>A mulher é a Hazel. Tem um casamento que a aprisiona, um marido poderoso e abusivo, uma vida feita de medo. E a Lee, que já não tem nada a perder, deixa-se envolver. Primeiro por compaixão. Depois por curiosidade. E é aí que as correntes invisíveis começam a puxá-la para baixo.<br />
O que eu gostei nesse livro e que pra mim foi o grande mousse é a forma como a autora nos faz duvidar de tudo. No início, parece uma história sobre duas mulheres que se ajudam. Aos poucos, percebemos que nenhuma delas é exatamente o que parece. A Hazel esconde segredos. A Lee esconde um passado que não quer enfrentar. E o marido da Hazel, esse, esconde um poder que se estende muito além do que a Lee consegue imaginar, é um grande babaca.</p>
<p>A Lee não é uma heroína. É uma mulher quebrada, que tomou más decisões, que se deixou afundar. E é por isso que acreditei nela. A forma como se vê metida numa situação que não controla, rodeada de pessoas que não conhece, sem saber em quem confiar ou até mesmo como sair, faz você torcer por ela. Não é dos melhores thrillers que já li, mas valeu muito pelo entretenimento. 4/5:</p>
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		<title>Livro: Quando os pássaros voam para o Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:47:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[todos os livros]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos dias de sua jornada, Bo se agarra àquilo que mais importa em sua vida: a liberdade de escolher até o fim. Quando os pássaros voam para o sul é a estreia tocante de Lisa Ridzén na literatura. Um romance sobre memória, afeto e o que realmente permanece quando o tempo se estreita. Bo<a class="autoreadmore" href="https://shejulis.com/livro-quando-os-passaros-voam-para-o-sul/" rel="nofollow">Read <span>the</span> Post</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p> Nos últimos dias de sua jornada, Bo se agarra àquilo que mais importa em sua vida: a liberdade de escolher até o fim. Quando os pássaros voam para o sul é a estreia tocante de Lisa Ridzén na literatura. Um romance sobre memória, afeto e o que realmente permanece quando o tempo se estreita.</p>
<p>Bo mora em uma pequena cidade na Suécia cercada por florestas, neve e um silêncio que parece eterno. Aos 84 anos, sozinho desde que a esposa foi transferida para uma casa de repouso, ele depende das visitas de uma equipe de cuidadores e agarra-se aos pequenos gestos que o ajudam a conservar sua autonomia, principalmente passear com Sixten, seu cão fiel.<br />
Até que seu filho, Hans, insiste que ele já não é mais capaz de cuidar do animal e decide levar o cachorro embora. É neste momento que Bo percebe que está prestes a perder algo essencial. O cão não é apenas companhia, mas seu último vínculo concreto com uma vida inteira de afetos, perdas e lutas.<br />
A ameaça leva Bo a colocar em perspectiva todo o seu passado: o amor profundo por Fredrika, a amizade longeva com Ture e a relação conflituosa com o próprio pai. Entre as memórias e um presente cada vez mais restrito, ele é levado a refletir sobre autonomia, dignidade e o direito de decidir até o fim.<br />
Quando os pássaros voam para o sul é um romance comovente e preciso, que capta com sensibilidade a realidade do envelhecimento e da despedida. Lisa Ridzén constrói um delicado retrato humano, lembrando-nos de que vale lutar por aquilo que dá sentido à nossa existência até o último dia. </p></blockquote>
<p>Bo tem 84 anos. Vive sozinho numa pequena cidade sueca, rodeado de florestas, de neve e de silêncio. A mulher, Fredrika, foi transferida para uma casa de repouso. Ele depende de cuidadores para as tarefas do dia a dia. Mas ainda tem Sixten, o cão que o acompanha nos passeios diários. Sixten é o último elo com uma vida que fazia sentido. Até que o filho, Hans, decide que Bo já não pode cuidar do animal e leva o cão embora.</p>
<p>A partir desse momento, o romance torna-se uma viagem para dentro. Bo revê sua vida inteira: o amor profundo por Fredrika, a amizade duradoura com Ture, a relação difícil com o pai, as discussões com Hans. E percebe que, se perder Sixten, perde tudo. O cão não é apenas um animal. É a prova de que ainda pode tomar decisões. De que ainda é dono do seu destino.</p>
<p>Neste livro não há grandes gestos ou emoções exageradas. As palavras são medidas, os silêncios pesam. O que o livro capta, de uma forma dolorosa, é a solidão do envelhecimento. Envelhecer é solitário. Não a solidão de estar sozinho, mas a solidão de ser tratado como alguém que já não é capaz. Porque Ridzén não descreve o amor; mas mostra nas entrelinhas, nas palavras que Bo guardou durante décadas. E depois mostra pra gente apenas o que resta: a memória, a saudade, a certeza de que não há mais tempo para desperdiçar.</p>
<p>O final não é um final feliz, se é isso que procuram. Mas é um final digno. É a afirmação de que, mesmo quando tudo parece estar a acabar, ainda há escolhas que podem ser feitas. Quando os Pássaros Voam para o Sul é um livro sobre o que fica quando o tempo se estreita. Sobre o direito de decidir até ao fim. E sobre a coragem de lutar pelo que nos mantém vivos, mesmo quando parece que já não há razão para lutar. 5/5: </p>
<p><a href="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras.png"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras.png" alt="" width="1920" height="290" class="aligncenter size-full wp-image-12592" srcset="https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras.png 1920w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-300x45.png 300w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-1024x155.png 1024w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-768x116.png 768w, https://shejulis.com/wp-content/uploads/2023/02/5xicaras-1536x232.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a></p>
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