Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-settings.php on line 468

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-settings.php on line 483

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-settings.php on line 490

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-settings.php on line 526

Strict Standards: Declaration of Walker_Page::start_lvl() should be compatible with Walker::start_lvl(&$output) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/classes.php on line 594

Strict Standards: Declaration of Walker_Page::end_lvl() should be compatible with Walker::end_lvl(&$output) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/classes.php on line 594

Strict Standards: Declaration of Walker_Page::start_el() should be compatible with Walker::start_el(&$output) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/classes.php on line 594

Strict Standards: Declaration of Walker_Page::end_el() should be compatible with Walker::end_el(&$output) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/classes.php on line 594

Strict Standards: Declaration of Walker_PageDropdown::start_el() should be compatible with Walker::start_el(&$output) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/classes.php on line 611

Strict Standards: Declaration of Walker_Category::start_lvl() should be compatible with Walker::start_lvl(&$output) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/classes.php on line 705

Strict Standards: Declaration of Walker_Category::end_lvl() should be compatible with Walker::end_lvl(&$output) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/classes.php on line 705

Strict Standards: Declaration of Walker_Category::start_el() should be compatible with Walker::start_el(&$output) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/classes.php on line 705

Strict Standards: Declaration of Walker_Category::end_el() should be compatible with Walker::end_el(&$output) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/classes.php on line 705

Strict Standards: Declaration of Walker_CategoryDropdown::start_el() should be compatible with Walker::start_el(&$output) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/classes.php on line 728

Strict Standards: Redefining already defined constructor for class wpdb in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/wp-db.php on line 306

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/cache.php on line 103

Strict Standards: Redefining already defined constructor for class WP_Object_Cache in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/cache.php on line 425

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/query.php on line 21

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/theme.php on line 618

Strict Standards: Redefining already defined constructor for class WP_Dependencies in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/class.wp-dependencies.php on line 15

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-content/plugins/tantan-flickr/flickr.php on line 58

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-content/plugins/tantan-flickr/flickr.php on line 66

Deprecated: Function ereg() is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-content/plugins/tantan-flickr/flickr.php on line 56

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-content/plugins/tantan-flickr/flickr.php(83) : runtime-created function on line 1

Warning: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-settings.php:468) in /home/sobremusica/sobremusica.com.br/wp-includes/feed-atom.php on line 8
SOBREMUSICA Por Bruno Maia e Bernardo Mortimer 2012-12-31T16:33:23Z WordPress http://www.sobremusica.com.br/feed/atom/ Bernardo & Bruno http://www.gabriellupi.com <![CDATA[De volta no ar]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2949 2012-12-31T16:33:23Z 2012-12-31T16:14:00Z

Pois é!!!

Não, não chega a ser um retorno de atividades, mas estamos de volta! Ficamos mais de um ano lutando contra uma série de dificuldades envolvendo questões de registros do nosso domínio. Todo esse tempo, esse site/acervo/parte-de-nossas-vidas esteve fora do ar. Totalmente inacessível até pra nós.

Mas na última semana de 2012, esse ano tão duro com o SOBREMUSICA, a grande alegria chegou! Conseguimos zerar pendências, resolver as últimas questões que envolviam essa história e colocar o site de volta no ar.

A vida vai seguindo. Bruno tocando a agência de conteúdo que criou, a 14, e o Bernardo tem um blog novo onde coloca suas impressões sobre tudo, inclusive, música, o All My Friends. Estamos por aí e o que fizemos nos quatro anos e meio de SOBREMUSICA estão de volta pra quem quiser fuçar. Já são quase dois anos que encerramos (ou interrompemos?) as atividades dessa lojinha, mas o carinho e o orgulho por ela, nos obrigavam a ir até o fim pra deixar tudo aqui no ar.

Modernizar o passado é uma revolução musical. Que venha 2013, 14, 15… Apenas começamos.

]]>
0
Bernardo & Bruno http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Sobremusica dá um tempo e volta… (?)]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2939 2010-02-25T13:45:37Z 2010-02-25T13:39:51Z

Já tem um tempo que o site aqui anda abandonado. É uma dor pra nós dois. Portanto, antes que esse sentimento vire indiferença, aqui vai o anúncio. Estamos dando um tempo. Férias consensuais, uma respirada para projetos paralelos, podem chamar do que for. Garantido, só que não vamos voltar só pra uma turnê milionária. Se bem que se aparecer um patrocinador… Alguém se habilita?

Há mais de quatro anos, quando o site começou, os blogs já eram uma realidade, tinham sido capa de revistonas, e tudo o mais. Ainda assim, rola um sentimento de ter vivido uma curva ascendente da parada.Você ainda não conhecia o YouTube. Hoje, quando o assunto virou ’morte da blogosfera’, a gente entende onde se quer chegar com esse título, mas pra variar, discorda um pouco dele. Twitter é maneiríssimo, que o buzz dê certo, que quem for de facebook se dê é bem com ele, mas blog é um espaço nobre, livre, sem restrições de assunto/tamanho/forma/noção. Não vai acabar. Escrever um blog sempre nos exigiu muito mais do que 140 caracteres. O ideal seria saber combinar os fatores: um blog que converse com um twitter com um… Mas pra gente, sempre foram coisas diferentes.

Enfim, não somos o ideal, mas sempre fomos o ideal pra nós. Nossas atribuladas vidas dispersaram a atenção e o foco. Não que antes ele não fosse até meio distraído, mas agora tava difícil. Faltava o estímulo, a sede de novidade. A gana de sentar e escrever pra caralho, até achar que tá esgotado o assunto (vã expectativa). O sobremusica nunca foi uma obrigação, e nunca foi um lugar pra marcar um nome Bernardo ou Bruno no espaço. Era a experimentação de quem estava inquieto. A pelada dos amantes de música, onde o achismo e o vôo do ego eram a única regra. Era um site pra ser feito do nosso jeito – ou melhor dizendo, do jeito do Bernardo e do jeito do Bruno ao mesmo tempo. O que dava uns choques de vez em quando, pra nem um nem outro dormirem no teclado.

No princípio, havia mangue na mente. Vieram os encontros, Nélsão Meirelles e a ponte do reggae pro Bidu nos conduzir aos Paralamas via mestre Raul Mourão. Uma parceria Chappa Quente, que abriu tantas outras portas e mesas de bar. Enquanto isso, a Amy pirou, a MTV capitulou, a batalha rimou, a Lapa deu $amba, o Do Amor falou sem parar, o Aleatório foi pra tocar no rádio, ouvimos os filmes com atenção, o Guru reclamou, o Brasil decolou, o Timfa brigou, a tequila entornou, o globo terrestre girou em Nova Orleans, Roskilde (duas vezes), Recife (tantas outras!) São Paulo, Holanda, Nova Iorque, Alemanha, Buenos Aires, Curitiba. Sérgio Porto, Armazém, Marina, Circo, Canecão, as casas da Barra, Teatro Rival, Casa da Gávea e outros clubes, em outras tantas esquinas, gravadoras, tvs ou telefônicas.  Berna e Kassin a gente ficou devendo, é verdade.

Portanto, o sobremusica acabou?

Bernardo: Acho que não.
Bruno: Acompanho o relator.

Assim sendo, nós achamos que só tá fechado pra balanço. Não que acabar seja ruim, todo fim tem significados que servem pra movimentar as coisas, mexer, balançar, dançar, pular, vibrar. É atrás disso que estamos agora. Não necessariamente de um fim, mas de algo que venha depois. Se vai ser uma fase 2 ou um recomeço, vamos ver. Sugestões?

Vamos voltar de uma forma (e em uma hora) que ainda está pra ser decidida. Pode ser outro recorte, outro nome (sobremusas?) ou até tudo igual, só um Bernardo e um Bruno diferentes. Vamos ver qual é. Enquanto isso, aquele clima Programa Livre das nossas tardes de SBT (aliás, programa livre é um nome sugestivo numa hora dessas). Sobremusica dá um tempo e volta… já. Já?

]]>
7
Bernardo Mortimer http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Fala Emicida]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2937 2009-11-29T12:52:37Z 2009-11-29T12:52:37Z       Faz tempo (também) que eu não linko aqui o Pedro Alexandre Sanches. Não, não vou falar da entrevista dele com o Benjor - essa ainda precisa chegar nas minhas mãos. Aqui o papo é Emicida, um cara que chegou aqui no sobremusica faz uns três anos, e que deu pra gente uma entrevista que até hoje a gente tá devendo. Aliás, faz tempo que a gente engaveta entrevistas fodas. Isso vai mudar, vai.
      Sobre a do Pedro, o papo é mestre - duas cabeças pensantes entrando e saindo das amarras do jornalismo/artismo. Melhor do que tentar empurrar o piloto automático de lado é mostrar a batalha do desarme. Enfim, lê lá.

]]>
1
Bernardo Mortimer http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Nem Vem]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2935 2009-11-29T10:38:33Z 2009-11-29T10:38:33Z       Na época em que eu tive banda, eu tentei de todas as formas descobrir a versão de Brigitte Bardot, em francês, para o clássico de Wilson Simonal. Fazia uns três anos que eu não procurava mais. Agora, com documentário e biografia bombados, é o próprio autor do livro quem aponta o caminho.

]]>
1
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Vencedores Promo Vale Open Air]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2931 2009-11-27T14:55:18Z 2009-11-27T14:51:37Z Plantãozinho só para parabenizar Dominique Thomaz e Cayo Medeiros. Ambos levaram um convite para a sessão de hoje do Vale Open Air. Os nomes de vocês estarão na bilheteria do evento. Divirtam-se.

]]>
2
Bernardo & Bruno http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Vale um cineminha com Casuarina…]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2920 2009-11-26T16:08:45Z 2009-11-26T13:02:06Z

…para quem mandar um email para promocao@sobremusica.com.br . O Open Air recomeça no Rio de Janeiro, este ano patrocinado (e batizado) com o nome da mineradora Vale e vamos sortear um par de ingressos para amanhã, dia 27/11, para quem mandar um email dizendo qual outro dia do Vale Open Air mereceria uma promoção como essa aqui no SOBREMUSICA. O vencedor assistirá à primeira animação de Wes Anderson, “O fantástico sr. Raposo”, e ao show que deu origem ao DVD MTV Apresenta dos nossos antigos parceiros do Casuarina. A programação completa do Vale Open Air para você escolher que outro ingresso quer concorrer no SOBREMUSICA tá aqui. O resultado sai aqui no site amanhã de manhã, na seção PLANTÃO, ali à direita.

Este ano, as opções de filmes oferecidos está entre as melhores que o evento já ofereceu. A parte musical não arrisca muito e segue na linha de trazer alguns nomes hypados e festas que estejam se dando bem na noite carioca.

O mais interessante deste evento é o mix de música e cinema se complementando, num mashup de mídias. É a transposição para o universo material de uma tendência que já se vê no mundo digital, com a tão propalada convergência de mídias e, mais do que isso, a interatividade de uma sobre a outra nessa era de “aplicativos”.

A sobrevivência do modelo tradicional de festivais, cuja receita era baseada meramente em juntar uma pá de grandes artistas sobre um palco legal, com um som bom, tem dias contados - se é que ainda se pode falar que eles existam. Até porque qualquer receita baseada “grandes artistas” tende a fracassar pelo simples fato de que eles não existem mais, pelo menos no sentido “mercadológico” da coisa. Há alguns anos observa-se que o atrativo principal são as possibilidades de oferecer outros atrativos, espaços, propostas complementares. Não é a toa que um dos comentários mais lidos a favor do Planeta Terra foi o fato de ele ter acontecido no PlayCenter.

O Open Air achou seu filão e deve ser bacana esse ano de novo. Ainda mais se não chover tanto como foi ano passado. Mas esse verão vem forte e promete!

]]>
2
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Arto Lindsay toca no Rio]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2925 2009-11-26T13:20:13Z 2009-11-26T12:19:56Z

Hoje tem, dentro do projeto Multiplicidade, uma das raras apresentações que Arto Lindsay faz. Quando soube dela, lembrei de uma outra que presenciei na pequena Casa da Gávea uns três anos atrás. No final, meio impressionado e sem saber se tinha entendido qual era da parada, levei um papo meio surreal com o cara e até hoje lembro daquele post e do “silêncio distorcido”. Boa lembrança…

]]>
0
Bernardo Mortimer http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Ferry e Parcerias]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2918 2009-11-24T22:45:05Z 2009-11-24T22:45:05Z       Confesso que eu tenho que parar uns segundos pra me lembrar que Brian é o Seltzer, o Eno e o Ferry, mas dessa vez é o Ferry (um dia Roxy Music) que anuncia que tá em estúdio pra gravar um disco que terá Flea, Nile Rogers e Jonny Greenwood, pra mim o guitarrista mais interessante hoje. (Ontem podia ser o Jack White, e quando eu vi o A Todo Volume virou o The Edge). Rola um vídeo com imagens de uma sessão, mas parece que a música é de um álbum antigo.

]]>
0
Bernardo Mortimer http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[A Noite Dos Ciganos]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2913 2009-11-18T16:23:16Z 2009-11-17T10:16:50Z Gogol Bordello no Indie Rock

      O que são os ciganos, se não um povo que se desloca sempre à procura da nova aventura, vizinhança, da próxima conversa. Um povo com uma forte cultura, facilmente identificável, mas igualmente interligado a mouros, andaluzes, húngaros, eslavos e até portugueses. E o que é o mundo, hoje, se não uma constante troca de lugares e viagens e conexões e influências que se somam e confundem até que alguém preste atenção e tcharam, do choque brote a novidade?
      O bis do Gogol Bordello talvez tenha sido a hora em que mais explícito ficou o papo cabeça aí do primeiro parágrafo, mas não foi onde o argumento foi mais forte. Uma noite que pula do País de Gales e toda a britanicidade torta do povo da última princesa paparazzi para uma Nova Iorque balcânica que poga tarantella e flamenco no mesmo andamento tem um tanto a contar sobre o estado das coisas, ainda mais na ponte Europa-Nova Iorque. E cada vez mais, Rio.
      Para quem não pegou, ou não agüentou ficar até o fim, lá pras quatro da manhã em uma sexta – eu que nunca fui disso cogitei desistir – o bis foi quase uma playlist do que deve estar rodando os iPods do Gogol. Uma ode bêbada à inspiração do álcool, primeiro no violão percussivo de Eugene Hultz, depois com a companhia de acordeon e violino. Depois, uma mistureba louca de Frevo Mulher (isso, Zé Ramalho) e Pagode Russo (Gonzagão) com uma cigana famiglia chamada ao palco. Mais bem intencionada do que executada. Um Mala Vida clássico da inspiração punk-bagunceira Mano Negra, como quem pega o anel de bamba de quem já não dita como um dia ditou. E uma Indestructible esticada (e pulada) ao limite da exaustão, em sinal sincero de que a festa não era pra terminar nunca.
      Mas, retomando, o correr do show é que mostra o quanto uma formação com etíopes, russos, equatorianos e israelenses – fora um ucraniano cigano - pode reunir no punk um panorama de uma Europa central que começa na Itália e só vai terminar em pleno Oriente Médio, em bailes de casamentos judaicos. É um som, como muitos novos, que apesar de festeiro demanda tempo para ser compreendido. Pode parecer parecido e repetitivo, à primeira ouvida, ainda mais se for com o tradicional embaralhamento sonoro da Fundição, que deu alô mais uma vez. Mas um som que fala do que está ao redor, embora na correria nem dê pra ver. A mudança.

Gogol Bordello no Indie Rock Gogol Bordello, na Fundição, 13/11/09 Gogol Bordello no Indie Rock Gogol Bordello no Indie Rock Gogol Bordello no Indie Rock

Super Furry Animals no Indie Rock
      A banda de Gruff Rhys, o Super Furry Animals, também enfrentou a mistureba de graves, médios e agudos com força, e fez um show que começou fácil e foi abraçando quem acompanhava. Se são mais sutis, muito mais sutis do que o Gogol – tanto quanto uns galeses podem ser em relação a uns babélicos aciganados – são igualmente passeadores do mundo. Embora a performance não tenha tido a mesma sensação da de anos atrás no Fridja (eu não fui), deu muito resultado a brincadeira de levantar cartazes, entre eles um de McCarthy, tecladista do Franz Ferdinand.
      Os efeitos que Rhyss solta na voz ou simplesmente soltos na música também jogam para viagens (movimentações, trânsito, trafegadas, linkagens) que ao se chocarem com uma expectativa aqui ou uma vivência ali tendem a inspirar, a fazer sorrir, a entreter. Mudanças, que talvez na correria nem dê pra ver. E que iriam bem com projeções, mas aí eu já to me metendo no trabalho deles.
Super Furry Animals no Indie RockSuper Furry Animals no Indie Rock Super Furry Animals no Indie Rock Super Furry Animals no Indie Rock

      Ou seja, de Gogol a Animals, a noite foi agitada do tipo que revela mais do que está lá para ver e ouvir. Parece que a década se encaminha pro final ameaçando se aquietar, tem gente achando que o novo ficou lá por 2007, mas um palpite me diz que é hora de consolidação, e que menos primeiros discos bonzões pode ser algo positivo se vierem mesmo os terceiros e quartos discos melhores do que os de estréia. É esperar pra ver (e o Strokes, a primeira banda dos anos 00, tá justamente pra lançar o quarto, é bom se ligar).

]]>
0
Bernardo Mortimer http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Histórias de Apagão]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2910 2009-11-16T23:57:53Z 2009-11-16T23:57:53Z
      O vídeo não dá muito a dimensão do que foi na hora, mas não ouvi história melhor do que essa até agora. Se a ansiedade bater, pode correr até os dois minutos.

]]>
1
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Uma das caras do novo pop baiano]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2905 2009-11-16T13:56:05Z 2009-11-16T13:55:05Z

Depois de ter trabalhado com a banda nos meus tempos de EMI - quando fizemos do CD de estreia deles, o primeiro de uma grande gravadora nacional a ser lançado antes no Myspace do que em produto físico -, fui convidado para escrever o release do segundo lançamento do Moinho, um DVD/CD gravado ao vivo. Apesar do bom álbum de estreia, produzido por Kassin e Berna, o palco sempre foi a grande parada deles, que entraram na equação do samba da Lapa com ingredientes decididamente (e conceitualmente) baianos. Por isso, minha dica é dar prioridade ao DVD. O novo trabalho também foi produzido pela dupla de craques (e gente boa) do Monoaural. Outra dica: não se deixe levar pela arte da capa. Não se trata de nenhum sub-Claudia Leitte, nem de nenhum vencedor do Ídolos…

Para quem não conhece o Moinho ainda, o grande barato que vejo na onda dos caras é a atualização de uma linguagem pop baiana, que dialoga com muita coisa que tem se visto nesta década. Passado o boom e a overdose do axé, a Bahia começa a processar melhor tudo que aconteceu, se reciclar e oferecer coisas diversas e igualmente interessantes e originais, como os Retrofoguetes (que recentemente se juntaram para fazer o Retrofolia, espécie de baile de carnaval de um jeito bem Retrofoguetes de ser, se metendo inclusive no circuito Barra-Ondina durante a farra de fevereiro), Ronei Jorge e Fantasmão. São quatro artistas completamente distintos, mas com linguagens próprias, que se somados mostram uma renovação dessa música pop feita por lá.

 

Moinho Ao Vivo

Não importa se o Moinho é um grupo baiano ou carioca. Os pés estão bem cravados à beira da Baía de Todos os Santos e as antenas instaladas às margens da Guanabara. O que se vê e ouve no CD/DVD “Moinho Ao Vivo” é que, mais do que baiano ou carioca, o Moinho é do palco. 

Formado por três músicos tarimbados da música pop brasileira (Emanuelle Araújo, Lan Lan e Toni Costa), o grupo foi concebido no meio da efervescência que o bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, viveu na última década. Forjado na famosa “escola da noite”, junto com uma série de parceiros cariocas, o trio conseguiu criar uma liga fortíssima e ainda acrescentar uma nova cara a um vasto repertório do samba baiano. O show desce fácil passando pela saudade de Caymmi (“Saudade da Bahia” e “Eu não tenho onde morar”), pela Santo Amaro de Caetano (“É de manhã” e “Marinheiro Só”), a Feira de Santana de Luiz Caldas (“O que que essa nêga quer”), o Campo Grande de Pepeu, Moraes e Galvão (“Besta é tu”), o Candeal de Carlinhos Brown (O Côco), dá uma volta ali no bairro do Garcia de Riachão (no medley “Baleia” / “Cada macaco no seu galho” / “Vá morar com o diabo”) e vai terminar em outras diversas rodas do recôncavo. Os sabores de uma Bahia assim são fáceis de se sentir ou imaginar. E o clima naquelas terras é sempre quente.

Quando o promissor samba-reggae emergido das ladeiras de Salvador no fim da década de 80 descambou para a banalização da chamada “axé music”, amores e ódios extremos se criaram em torno da “música pop baiana”. Uma expressão como essa, aliás, talvez não fosse nem possível de ser pensada. Tudo era “axé”. E como a generalização nunca é uma via inteligente de análise, foi preciso esperar a poeira baixar. Motivadas pelo resgate do samba que os cariocas faziam com tanto sucesso na Lapa e já distantes de sua terra natal, Emanuelle Araújo e Lan Lan se juntaram com o carioca de nascimento (e baiano por musicalidade) Toni Costa para inserir os sambas da sua terra naquele cenário tão rico que elas viam embaixo dos Arcos. Sem grilos, preconceitos ou mea-culpas, um dos grandes méritos do Moinho está em transitar tão bem e com tanta propriedade por obras baianas aparentemente tão diferentes, como a de Caymmi e Luiz Caldas, mas que no fundo são partes complementares uma história só, uma linha continua.

Nesse registro ao vivo fica fácil de ver toda essa Bahia na Lapa. Primeiro, visualmente: o palco foi o do Circo Voador e o público é aquele que fez do grupo um dos de maior sucesso na Lapa ao longo dos anos. Segundo, em termos musicais: ao vivo, o resultado do encontro da bateria quase roqueira de Maurício Braga, com o baixo de Pedro Mazzillo (conhecido músico das rodas de choro e samba no Rio) e as guitarras e distorções de Toni é ainda mais visceral. A voz de Nara Gil completa o time que está sempre na estrada com o Moinho e dá segurança para Emanuelle encontrar novas melodias e divisões conforme o show evolui. Completando a banda de apoio, vêm um naipe quente de metais (Zé Canuto no sax tenor, Marcio André no trumpete e Aldivas Ayres) – que participa em seis faixas do DVD (quatro no CD) – e o multi-instrumentista Felipe Pinaud, que entra na mistura tocando bandolim, violão, baixo, guitarra, flauta e agôgô. Lan Lan e Manu tomam conta da frente do palco. A primeira esnoba, além do já conhecido talento percussivo, uma facilidade para colorir os arranjos de voz, inserir versos falados, e desenhar os vocais de apoio. Segura e confiante, Lan Lan até se arrisca em cantar sozinha em alguns momentos do show. Já Emanuelle Araújo, como bem observa Kassin em uma fala do making-of, impressiona pela capacidade de manter a voz constante e precisa durante o show inteiro. Além de dançar, ela sorri e seduz com uma presença cênica muito particular, certamente reforçada pela também crescente carreira de atriz. Se Geraldo Pereira tivesse a visto cantando “Falsa Baiana”, como ela faz no DVD, referendaria Manu como o exemplo a ser seguido de menina “filha de São Salvador”.

Além de todos os clássicos do samba da Bahia, que imprimem o DNA da banda, há ainda um repertório próprio muito bem resolvido. Tais faixas ocupam mais da metade do CD e DVD. É o caso, por exemplo, do hit “Esnoba”, de “Na Lapa” ou mesmo de “Samba menina”. Músicas dançantes, com linhas melódicas fortes, daquelas que só precisam das duas primeiras notas para identificá-las e sair cantando junto. E para levar o samba para outras fronteiras além da ponte Rio-Bahia, a banda recupera os presentes dados no primeiro disco por um paulista, Nando Reis (“Hoje de noite”), e uma mineira, Ana Carolina (“Doida de varrer”).

Contando novamente com a ajuda das mãos poderosas de Berna Ceppas e Kassin, (produtores do disco, amigos e entusiastas deles de longa data), a sonoridade do Moinho mantém a assinatura criada no álbum de estúdio “Hoje de noite” (2007), também produzido pela dupla. Como o objetivo do show era registrar toda a força da banda no palco, hå poucos convidados. Kassin é um deles, tocando baixo em “Fim de Semana” e “Hoje de noite”. O outro é Guga Machado, que toca percussão em “Esnoba” e no medley de sambas de roda. Gilberto Gil e Dudu Nobre aparecem em duas faixas nos extras do DVD. Gil, que certa vez acertou ao definir o som do trio como “um samba na pressão”, vem como representante da cartilha baiana em que o Moinho reza. A escolha de “Aquele Abraço” não deixa de ser uma homenagem à cidade que abraçou e que foi abraçada por todos eles. Já com Dudu Nobre a música escolhida foi “Casa de Bamba”, de Martinho da Vila. Um encontro que sela a ponte com o samba carioca, que foi onde o Moinho cresceu. Esta faixa aparece ainda como faixa bônus no CD. Ambos os encontros foram gravados à parte, em um estúdio carioca.

Além reafirmar e atualizar a força de alguns clássicos da memória e identidade baiana, o lançamento deste trabalho do Moinho oferece uma cor e uma temperatura bem diferente do que tem se visto na música nacional. Um som pop, sem pretensões, nem subterfúgios visuais, bem trabalhado, que cruza diferentes culturas nacionais, que é cuidadoso, mas ainda assim despretensioso. É o pé que balança, é o sorriso revelado no canto da boca, é aquela boa lembrança disparada e tudo mais que uma hora e pouco de boa música pode oferecer.

]]>
1
Bernardo Mortimer http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Apartheid e World Music]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2900 2009-11-13T23:23:42Z 2009-11-14T11:11:28Z             Aliens em Johanesburgo são muito mais do que a melhor metáfora do ano no cinema. Distrito 9 é um filme em que cada elemento merece a desconfiança de que uma imagem vale mais do que uma, duas, várias palavras. Assim como em Matrix, para ficar em uma ficção científica mais ou menos recente, achar referências é parte central da diversão.
            O primeiro longa do diretor Neill Blomkamp é um marco na ficção científica por reposicionar extraterrestres (afinal, personagens mais do que comuns no gênero) na sociedade. Aqui, eles são os imigrantes marginalizados pela incapacidade de se adaptar e pelas necessidades que os fazem competir por espaço e comida com os antigos “fracos”, os negros favelados. Tornam-se um problema social.
            A vilã da história é a Multi Nacional United. Um nome que por si já enche uma cabeça de analogias, uma corporação com áreas de atuação várias e nem sempre claras (pense GE, Disney, Google, Microsoft, Enron ou Haliburton), uma rede de ações coordenadas sem núcleo (uma definição que se encaixa na Al Qaeda ou no Talibã, e na internet), um ente essencialmente sem identidade – muitas nacionalidades unidas, uma ONU capitalista sem tempo para diplomacia, com exército próprio e autoridade garantida por um governo que não se mostra. Um vilão essencialmente 3G, tão anônimo quanto der, tão sem cara quanto possível, mas viralmente espalhado. E só uma provocação: se o filme se passasse nos EUA, dá pra imaginar roteirista que desprezasse um personagem presidente ou um cenário Casa Branca?
            Mas como esse site é de musica, é nela que o texto vai tentar se concentrar. Uma viagem permitiria uma série de aproximações entre o termo “camarões” usado para os ETs no filme e gírias como cucaracha para latinos nos EUA, ou com os próprios camaroneses africanos. Mas há algo de forçação aí. Melhor é pensar como a postura magrela, malvestida e mal intencionada dos aliens tem a ver com as imagens de TV de piratas somalis, personagens que desafiam a realidade tanto quanto um ataque a duas torres gêmeas de avião. Mais, embora a galinha esteja lá quase que como crédito bibliográfico de certa Cidade de Deus, as tomadas aéreas do distrito alien são parecidas mesmo é com as do show milionário oscarizado de certa Bombaim.
            Quer dizer, por mais que a escolha de Johanesburgo e a presença de um comando nigeriano gritem que os aliens são os novos moradores de sowetos, o que não faltam são elementos para mostrar que aquela pobreza é qualquer uma – africana, carioca, indiana, quem dá mais.
            O interessante, portanto, é que em Distrito 9 não cabe nem uma MIA nem um remix de Wilson Simonal. A escolha do som que embala barracos e catações de lixo é a world music mais genérica, pronta a ser confundida com uma new age bem ao estilo Senhor dos Anéis (Peter Jackson na produção é um dado). Ao retirar qualquer traço de localidade da trilha, o filme reforça o universal e, pior, reforça o o quanto uma montagem pode deixar estranhos sons que a gente até já ouviu, e que nem são necessariamente representantes de uma estética esquisita como seria uma Enya ou uma Bjork, pra citar uns cânones mais óbvios.
            Pode parecer um detalhe falar de trilha em um filme de efeitos especiais, reviravoltas e traições de roteiro, sangue de várias cores e implicações políticas e de geoestratégia, mas a ideia do filme é criar identificação e estranhamento. É a dinâmica da narrativa. Sendo que se trata de um filme que opta por uma estética jornalística/institucional de depoimentos pra câmera, pelo menos na primeira metade. Outros que optaram por caminhos parecidos, Bruxas de Blair, Cloverfield, nem tinham música.
      Daí que cada vez que surge um alien no gueto vem aquele som safado de elevador sublinhar, quase despercebido, que segregação tem a ver com desconhecimento, e que discursos liberais sociológicos desaparecem tão rápido que antes que se perceba o filme nem volta a eles. Daí que ao partir para o que há de mais inofensivo na world music, o que talvez seja sem contradição o mais genuíno em world music (afinal, nem é african music nem brazilian ou indian - e que termo mais alienante para classificar o que não é em inglês), a pergunta básica do filme se realize com mais força: quem não é bem-vindo, imigrantes ou corporações?
      Paranoia e subversão com manteiga e sal. De verdade, nada contra.

]]>
0
Bernardo & Bruno http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Resultado: Ingressos para o Indie Rock]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2895 2009-11-13T12:03:01Z 2009-11-13T12:00:17Z Uma rapidinha só para avisar que o Túlio Brasil Vilella e a Joana Ladogano Barata foram os vencedores da promoção do Post 1000 do SOBREMUSICA. Ambos levaram um par de convites para o Festival Indie Rock, que vai rolar hoje na Fundição.

]]>
0
Bernardo Mortimer http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Naná e a Tecnologia]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2887 2010-09-22T20:44:12Z 2009-11-12T17:05:41Z
O celular de Naná é a lua. Na noite em que o Brasil apagou, o Casa Grande, hoje de uma das maiores operadoras do país, recebia o Blind Date, encontro de DJ Dolores com Naná Vasconcelos mais projeções da dupla Raul Mourão e Leo Domingues. A festa corria bem, em clima afrobeat, com uma base conduzida por Dolores e um baixista e um revezamento informal de instrumentistas à frente dos trabalhos: um batera, um trombone, um sax, Naná ou até os próprios Dolores e o baixista.
As projeções eram colagens de imagens do acervo do artista plástico Raul com algum material produzido para o evento. Eram principalmente imagens cotidianas, sem retratos nem flagrantes. O que contava, na hora, era o ritmo dos cortes e movimentos de câmera, trabalho mais do diretor Leo.
Entre o revezamento de frases em diferentes instrumentos e de luzes da projeção, o efeito era análogo ao carregamento de estímulos que acompanha essa vida digital. Seria um exagero dizer que a experiência deixa alguém tonto ou desorientado, estamos acostumados a reagir bem em transe e a pensar livremente associando trechos reconhecíveis de forma a guiar algum caminho no mundo. Portanto, a festa ali corria como a vida, solta mesmo que cada um se apegasse ao compromisso que reconhecesse ali executado no palco. Celular. Telas. Sons. Boing-bum-tchacs e mama-ku mama-sa maku ma-ku-sas. Cantiga de roda e festa eletrônica. Música pra dançar e lugar marcado no ingresso. Improviso e base pré-gravada. Chila, relê… domilindró.
Como ia se dizendo, o som comia solto, a mente atrás, e fade to black. Aplausos. Uma ou outra troca de olhares no palco. Aplausos vão ficando tímidos. Alguém fala alguma aparentemente fora do microfone lá na frente, as primeiras fileiras riem, e a percussão segura uma batida sem certeza de nada. Celular. Escuridão. Casa Grande. Outro celular. Mensagem: kd vc, apagou tudo aqui no jbotanico, bjinho

Naná pega um gongo e elabora, sem pressa, sobre o curso que não para do rio Amazonas. Nem todo mundo vai junto, mas ele insiste. O rio corre sem pressa. A lua é o celular de Naná. Já que só tem essa, ele arma uma sinfônica com a plateia, que adere mais, adere menos, depende. Celular. Tá faltando luz na cidade inteira. O Amazonas ainda gonga com Naná. O líder da sinfônica comanda mmms e palmas. A escuridão não dá trégua, mas umas três lanternas estão acesas na Casa Grande. No palco, só o carisma e um nervosismo improvisado de quem não sabe por quanto tempo aquilo pode durar.
O relógio de pulso até funciona, mas não dá pra saber quanto tempo se passa no curso do Amazonas de Naná. Ele cansa, todos aplaudem, São Paulo também está sem luz, do outro lado se fala em Minas. Entra o resto da banda, no hay projecion, e um riff de Soul Makossa, do disco Electric Afrika, de Manu Dibango é puxado por trombone e sax. A festa ameaça recomeçar no escuro. Algumas pessoas reconhecem o riff como um trecho de um rei que um dia foi negro, é isso, o do cartaz no cinema de shopping ali do lado. Wanna Be Startin Somethin?
O improviso volta às cegas, um nervosismo, uma indefinição, todo mundo quer gostar. Todo mundo calcula como voltar pra casa. As ruas na escuridão. Casa Grande iluminada só por celular. E Naná. A noite é de lua?
Acaba Soul Makossa, começa o Galo da Madrugada, o apagão foi alguma coisa em Itaipu, parte de Brasília também está no escuro, fora o sudeste inteiro. Termina o Galo, começa Cidade Maravilhosa. No escuro, encontro um taxi e salvo o laptop que tava na minha mochila, no escuro. Das múltiplas cidades, a mais reconfortante no escuro é a onde eu durmo, depois de cinco andares de escada. O despertador é o do celular, amanhã recomeça o carregamento de estímulos.

Que país mais doido.

    Fotos do Batman Zavarese
]]>
2
Bernardo & Bruno http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Post 1000!!! Ganhe ingressos para o Indie Rock]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2881 2009-11-11T15:39:31Z 2009-11-11T15:35:08Z

Depois de Pelé e Romário, vamos nós! Eis que a nossa ferramenta de publicação nos avisa que o próximo post seria o número 1000 do SOBREMUSICA!

O primeiro foi lá por volta de maio de 2005. Quatro anos e pouco depois, cá estamos chegando a essa marca. Como nunca fomos muito chegados a linguagem que o twitter viria a consagrar, de posts curtos, rápidos e intensos, como a maré aqui sempre rolou mais macia, no tempo que precisava, a marca nos alegra ainda mais!

Para comemorar, depois da entrevista com o Santiago Barrionuevo, do El Mató a Un Policia Motorizado, vamos sortear dois pares de ingressos para o Indie Rock! Basta mandar um email para promocao@sobremusica.com.br, com o nome completo e o email. No subject, colocar “Promoção Indie Rock”

Que venham os próximos 1000!

]]>
0
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Entrevista: Santiago Barrionuevo]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2868 2009-11-11T15:28:46Z 2009-11-10T22:53:05Z Desde a época em que apresentava o Aleatório, misto de podcast e programa de rádio, na Multishow FM, que o El Mató a un Policia Motorizado me chama atenção. Lógico, primeiro pelo nome. Depois pelo som. Com pouco tempo essa ordem se inverte e a oração que batiza o quarteto começa a soar bastante natural aos ouvidos e se abrevia para “El Mató”.

Em abril, quando estive na Argentina, perdi por pouco um show dos caras, mas encontrei uma bela matéria sobre o vocalista Santiago Barrionuevo na Rolling Stone de lá. Um espaço generoso que não se vê muito sendo dado a bandas de tamanho parecido aqui no Brasil. Achei o camarada curioso, gordinho, carismático. Vindos de La Plata, eles têm ainda mais dificuldades do que as bandas brasileiras de fora do eixo, até porque se aqui ainda há um eixo (que é cada vez maior), lá só há mesmo Buenos Aires. Ainda assim, eles estão ocupando bastante espaço no país e andando bem pela América do Sul. Aqui no Brasil, eles passaram recentemente pelos festivais Calango e Porão do Rock.

É uma banda curiosa, que não tem muitos vídeos no YouTube (nenhum oficial), tem um site ultra simplório, disponibiliza poucas coisas no Myspace, e que mesmo assim avança lenta e solidamente nesses tempos de comunicações instantâneas. Com a nova vinda deles ao Brasil para o Festival Indie Rock, troquei uma ideia com o vocalista do grupo por e-mail.

sobremusica: Poderia nos contar, resumidamente, a história do El Mató? No Brasil, há poucas informações sobre o grupo.

Santiago Barrionuevo: A banda começou em 2003. Decidimos gravar algumas canções antes de tudo, inclusive antes de sair para tocar. Nos conhecemos no segundo grau e de alguns eventos no nosso bairro. Gravamos nosso primeiro disco e fizemos as primeiras apresentações no fim daquele ano. Em 2004, lançamos o disco com o mesmo nome da banda e seguimos tocando. Depois disso, lançamos “Navidad de reserva” em 2005, “Un millón de euros” em 2006 e “Dia de los muertos” 2008.

sm: Como você disse, vocês lançaram uma trilogia de álbuns sobre o nascimento, vida e morte nesses últimos anos e foi neste período que se tornaram conhecidos na Argentina e um pouco na América do Sul. O que o grupo tem pensado para os próximos anos musical e comercialmente?

SB: Sim, a trilogia chamou muita atenção e as canções foram muito bem recebidas. Foi incrível tocar em São Paulo, em 2007, e ouvir as pessoas cantando. Nosso plano é seguir gravando discos, realizar alguns vídeos e seguir tocando por todos os lados, até o fim!!!

sm: Qual a relação do indierock argentino de hoje com os nomes mais conhecidos do pop rock do país, de outras gerações, como Fito Paez, Charly Garcia, Spinetta, Soda Stereo, Los Fabulosos Cadillacs? Vocês gostam dos artistas mais velhos? Quais te parecem as principais diferenças entre a sua geração e a deles?

SB: Quando era criança, eu gostava muito dos Cadillacs! Meus irmãos escutavam e eu herdei isso. Na adolescência descobri Spinetta e suas primeiras bandas como Almendra e Pescado Rabioso. Mas a relação entre o indie rock atual e essa geração é quase nula. Como artistas novos, que escolheram a independência, estamos em outro universo. Não nos preocupamos com os outros. Fazemos o que gostamos e, se temos uma boa relação entre nós mesmos, isso é o que é mais importante e divertido.

sm: Vocês são de La Plata. Como isso aparece no trabalho do El Mató? O que os grupos da cidade têm de diferente em relação ao resto do país?

SB: Não sei se há algo concreto que apareça, como um “som platense”. Mas, claro, as bandas de La Plata tem uma preocupação estética particular, que passa pela mistura de diferentes artes. Percebe-se isso no espírito das bandas e nas suas obras, em geral.

sm: Santiago, ao que pude ler e ver, você tem um grande talento para desenhar e é irmão de um dos maiores ilustradores argentinos. No site do El Mató, só há referências gráficas e poucas informações. Qual é a sua relação com as artes plásticas e gráficas?

SB: Sim, agora estamos fazendo uma nova página que terá mais infomações. Eu gosto muito de artes visuais. Foi a primeira coisa que experimentei quando criança, antes da música, e bem, sou responsável pela maioria dos cartazes e das capas dos discos da banda. O nosso baterista Doctora Muerte também desenha. Nós estudamos Belas Artes juntos, em uma escola cujo segundo grau era especializado em artes. Meu irmão escreve histórias e trabalha para DC Comics. Ele desenhou alguns títulos de Batman e do Super-Homem. Agora está com outros novos, mas não me lembro. Ele é realmente muito bom!

sm: Apesar dessa relação com desenhos e com as artes gráficas, o site do grupo é bem simples. E vocês são conhecidos como uma banda que não tem videoclipes nem na TV, nem sequer na internet. Li em uma entrevista sua que, para você, quem quisesse ver o El Mató precisava ir a um show. Não é uma decisão muito radical em tempos de internet e da necessidade que os músicos têm de usar ferramentas audiovisuais para se comunicar?

SB: Não, isso não é uma bandeira para a gente. Mas realmente o El Mató ao vivo é uma experiência muito boa! Tanto para nós, quanto para os meninos e meninas que vão sempre e nos fazem perceber isso. Sempre são grandes festas que acabam acontecendo. A verdade é que fazer tudo de maneira independente torna mais complicada a produção de um videoclipe e de outras coisas deste tipo. Nós queremos fazer os nossos, estar a altura, porque gostamos, temos boas ideias e não queremos deixar na mão de terceiros para ver um resultado final que não nos agrade. Queremos trabalhar nisso e muitas vez não sobra tempo. Mas em breve teremos novidades sobre isso.

sm: Que tipo de ferramentas de comunicação vocês usam para chegar aos fãs? Twitter, Facebook,blogs? Qual o jeito mais fácil para quem quiser acompanhar e saber novidades de vocês?

SB: Sim, a página é simples, mas estamos renovando! www.elmato.com.ar, lá estão nossos principais links, o fotolog (no qual se pode ver toda as artes gráficas da banda), o myspace (para escutar as músicas e saber dos shows, o facebook e o last.fm.

sm: Vocês são a banda argentina que mais tem se aproximado da nova cena musical brasileira. Já tocaram em festivais como o Calango e o Porão do Rock. Como observam a cena daqui? Gostam de algum artista brasileiro em especial (independente ou não)?

SB: A gente gosta muito da cena daí. Há muitas bandas e um espírito muito positivo. Somos fãs do Superguidis, Autoramas, Macaco Bong, Ordinaria Hit, MQN, entre outras. Além disso, o idioma é muito bonito, assim como a mistura cultural de vocês. Pra gente é genial ver a quantidade de festivais, com boas produções, dedicados à arte independente. Isso é algo que falta por aqui na Argentina.

sm: É possível comparar as cenas independentes dos dois países?

SB: Deveria conhecer mais do Brasil, mas sei que o bom daí é que não está tudo tão centralizado como acontece na Argentina, onde a grande cena está concentrada em Buenos Aires. Existem ótimas bandas por todo o país, mas não têm a repercussão de Buenos Aires ou daqueles que conseguem tocar por lá.

sm: E o Rio de Janeiro? O que vocês estão achando de tocar aqui? Já esteve na cidade alguma vez?

SB: Eu já estive aí de férias há muitos anos e me pareceu uma cidade incrível. Por isso, tocar no Rio agora é realmente como um sonho que se torna realidade. Isto é, se todos chegarmos bem aí e o avião não terminar na ilha de Lost!!!

Cartaz feito para o show do Rio de Janeiro

Cartaz feito para o show do Rio de Janeiro

]]>
1
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Casaca, casaca, casaca!!! Vasco!! Vasco!! Vasco!!]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2864 2009-11-08T16:43:04Z 2009-11-08T16:42:21Z

“Sempre ao teu lado até o fim
Minha vida é você
E a torcida do vascão
Sempre tão linda
Nós viemos para te apoiar
Juntos vamos ganhar
Na alegria e na dor
O sentimento não pára
Pois todo vascaíno
Tem amor infinito
Cantarei de coração

Vasco da Gama!!!
Vasco da Gama!!”

]]>
0
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[MTV Apresenta Casuarina: íntegra do programa de TV]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2849 2009-10-30T14:11:35Z 2009-10-30T13:36:05Z O DVD MTV Apresenta Casuarina, do qual fui diretor, foi exibido em três blocos pela MTV, em 21 de agosto. Quem não viu, pode assistir a versão feita para TV, nesses vídeos, disponibilizados pelo site da MTV e reproduzidos abaixo. Muita coisa ficou só para o DVD, mas já dá pra sentir bem o clima da coisa.

Aproveitando a ocasião, algumas considerações pessoais a respeito do projeto… Uma das grandes dificuldades era o formato circular do palco, com todos os vazamentos de luz e posicionamentos que isso trazia. Preferimos assumir tudo e usamos as características físicas do local como armas, mais do que vê-las como problemas. O círculo favorecia para que todos se vissem e houvesse muitas trocas de olhares entre os músicos. E foram elas que guiaram boa parte da dinâmica dos cortes do DVD. Outra opção foi fazer uma montagem que dividisse bem o foco entre a banda e o público, já que na roda de samba a galera é parte fundamental, tá ali no cangote de todo mundo o tempo inteiro, praticamente dentro do palco. A ideia de misturar tudo e não hierarquizar informações aparece também no palco, com o posicionamento dos músicos de apoio emabaralhados entre os cinco integrantes da banda. Ao todo eram nove malucos homegeneamente ilumiados e posicionados! Não só por isso, mas também, a ocupação de espaço das câmeras no enorme galpão da Fundição também foi outra grande preocupação. A intenção era ter a sensação mais completa possível de profundidades e eiixos possíveis, sem desperdiçar aquilo tudo que tínhamos à disposição, preocupados em cobrir todos os músicos no palco.  

Enfim, isso é falando um pouquinho do meu lado nessa história. Mas não dá pra deixar de lado a ajuda fundamental do parceiraço Raul Mourão, com um dos cenários mais bonitos que eu já vi, do craque Maneco Quinderé na opção de luzes mais homogêneas, sem grandes firulas e mais focada na construção de cenas,e de Manoel Águas me ajudando a compor toda a fotografia da casa, trazendo um pouco do seu olhar de cinema para alguns planos pouco comuns de se ver em shows. Só fera. Sem falar da banda e de toda a produção da Fundição e da 14.

Bem, parar de falar e deixar uma parte do resultado disso com vocês.

BLOCO 1

BLOCO 2

BLOCO 3

obs: Qualquer falta de sincronia entre som e imagem nos vídeos acima não é de nossa responsabilidade. No DVD tá tudo certinho, rsrsrs…

]]>
0
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Akon & Seu Jorge cantando Dona Ivone]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2845 2009-10-28T15:20:24Z 2009-10-28T15:13:56Z O rapper americano caiu na batucada com Seu Jorge no backstage do Jools Holland. Resultado: “Acreditar” e “Sonho meu”, de Dona Ivone Lara, com Akon na percussão.

]]>
0
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Um pouco do artista]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2838 2009-10-28T13:58:36Z 2009-10-28T13:26:17Z Sim, antes de mais nada “This is it” é, sim, um grande projeto comercial, concebido, executado e finalizado em apenas cinco meses, com uma estrategia de marketing agressiva que o levará ao cinema por apenas duas semanas para não só não atrapalhar, como também potencializar seu provável lançamento em DVD como produto de natal em todo o planeta. Superado esse ressentimento quase comunista, se você ainda se dispuser a assisti-lo, ainda há grande chances de você sair feliz do cinema.

O filme dirigido por Kenny Ortega (diretor do show que Michael lançaria e sócio dele nessa empreitada) consegue ter brilho principalmente por entregar ao mundo aquilo que não se via de Michael há muito tempo, se é que um dia se viu: um lado humano dele e de sua obra, os momentos desarmados, a genialidade musical em ação. Sim, esse lado humano todo só aparece para o bem, sem polêmicas nem análises. É parcial, mas é um lado.

“This is it” começa mostrando os depoimentos dos concorrentes a uma vaga no corpo de dançarinos da turnê, no dia de seus testes. Artistas do mundo inteiro que se deslocaram em tempo recorde para participar do processo seletivo mais importante de suas vidas e que estão muitas vezes em frangalho emocional simplesmente por poderem ser vistos e quiçá dividir o palco com outro artista. A diferença é que esse outro é Michael Jackson. Longe dos holofotes blasés que cercam os depoimentos clichés do mainstream, Ortega acha um modo muito mais forte de mostrar a importância artística do cara. São pessoas de vinte e  poucos anos que escolheram o rumo de suas vidas pela admiração que nutriram por Michael na infância. Elas são a materialização da própria obra daquele artista, seu legado real para o mundo todo (até porque, como disse, os tais dançarinos vêm de partes distintas do globo).

Depois o roteiro segue montado basicamente sobre a clipagem de alguns números do show, intercalados pelos momentos em que Michael e Ortega concebiam como tudo deveria ser e funcionar. Nisso aparecem iluminadores, figurinistas, o pessoal de efeitos especiais, etc. É nessas partes que o filme traz seu lado mais rico.

Michael aparece como um cara sempre presente, interessado em todos os detalhes do show, conhecedor das artimanhas de um grande espetáculo como poucos. As câmeras são extremamente respeitosas e sempre o filmam de longe, demonstrando uma grande cerimônia e, porque não dizer, medo do rei do pop. Ainda assim, captam sorrisos, empolgações e reprovações espontâneas, imagens pouco vistas em se tratando de Michael Jackson. Quando o excesso de cerimônia é superado e os cinegrafistas têm coragem de chegar perto, nem que seja dando um zoom com a câmera, pegam como nunca o tal Michael desarmado que tanta falta fez à sua carreira de homem público. Não há perguntas sobre showbusiness, sobre pedofilia, sobre os abusos do pai, sobre as deformações na pele, nada disso. Há simplesmente o sujeito e sua obra em construção. 

A “cerimônia”, contudo, não é apenas dos cinegrafistas, mas sim de toda a equipe. Cada vez que Michael vai falar, faz-se um silêncio imperial. Todos agem cheios de dedos. Não era pra menos. Se Michael, por sua vez, não se mostra incomodado por tanto zelo e respeito, também toma seus cuidados para não criar uma relação tão distante com os membros de sua equipe. A cada pedido que faz, tenta ser o mais cordial e gentil possível, demonstrando uma humildade consciente e necessária para manter aquela equipe de pessoas que tanto o admiram motivada. Expressões como “Peço isso com todo amor”, “Eu amo vocês” e “Deus os abençoe” são sempre usadas, com sinceridade, antes de seus “obrigado”. A mesma humildade fica de lado quando Michael desanda a falar sobre a importância que aquele show tinha, na visão dele, para o resto do mundo. Michael realmente parecia se achar capaz de salvar o planeta e acreditava estar, de fato, dando um presente para a humanidade. Essa transição entre as dimensões mais humildes e mais egocêntricas da mesma pessoa acontece bruscamente várias vezes, revelando um pouco mais da catarse que era o processo criativo do cara. Sua análise sobre o desmatamento do planeta e da Amazônia é banhada de ideologias e ingenuidade, que acabam sendo retratadas em um clipe clichê (esqueci de que música) de uma criança com traços indígenas correndo de uma floresta em destruição.

“This is it” seria realmente um grande show, mas sem novidades musicais significativas. No filme, Michael aparece apenas em bons momentos, o que deixa a dúvida se é golpe de montagem ou se realmente ele continuava a ser aquele baita cantor, preciso nas notas e nos tempos, com uma capacidade de dança impressionante aos 50 anos e longe de qualquer fragilidade física visível. As partes musicais são clipadas basicamente por imagens de duas câmeras, que filmaram as inúmeras repetições daqueles números. Por serem executados cirurgicamente dentro do mesmo andamento, as diversas imagens, de diferentes dias, permitiam cortes e edições sobre a mesma base musical e não acrescentam muito. Não desprezando o valor musical de Michael, mas melhor do filme vem quando esses clipes param. É a deixa que nos avisa que Michael vai se revelar mais um pouco.

E outra dessas revelações que o filme faz, uma soa mais como reafirmação: Michael era, acima de tudo, escravo e senhor do ritmo. As melodias e marcações são todas em função dos beats, dos tempos e das velocidades de cada parte. Suas intervenções têm sempre esse foco, seja dentro do palco ou fora. Ele comanda isso com segurança. Afinal, eram esses os elementos que o faziam dançar. Em certo momento, ele passa as notas que quer para o diretor musical, mas muito mais preocupado com o tempo que cada uma delas entra. Indica, corrige, aponta. Por sua vez, o músico diz, cheio de dedos, que fará o que Michael quiser, desde que entenda o que ele precisa, a resposta vem também cheia de cuidados para não ofender, mas certeira como só alguém como ele poderia dar: “É simples, eu quero a música como ela é, como eu a escrevi. Como eu conheço e os fãs conhecem. Peço isso com todo o amor”. 

Os ensaios são diante de ginásios vazios. Sua equipe é a única audiência. E a devoção deles é incrível, especialmente dos dançarinos, que roubam a cena em vários momentos. Enquanto Michael canta e dança, eles assistem sempre empolgados em frente ao palco. Gritam, batem palma, comemoram, aplaudem, a ponto de o próprio diretor Kenny Ortega dizer, no fim de um número: “Isso é uma igreja!”. Michael sorri e agradece. É mais um  ”God bless you” para a coleção do filme.

Definitivamente cenas como essa em que Michael conversa com sua equipe são os grandes momentos do filme. Cada fala dele é reveladora de uma porção de coisas que o mundo não teve (ou não quis ter) de um grande artista, que passou a vida mais em torno dos escândalos do que de sua própria obra, ainda que esta fosse tão grandiosa. Seja solfejando a linha de baixo com precisão, ou orientando as coreografias para seus dançarinos, admitindo que não podia ter se empolgado tanto com um ensaio para poder poupar a voz, ou relevando um erro de alguém com um repetitivo “é pra isso que a gente ensaia”,  ou aprovando os efeitos especiais para a nova versão 3D de “Thriller”, havia ali a gênese do grande artista, que poucas vezes foi registrada ao longo dos 50 anos em que ele esteve aqui.

Diante do personagem que Michael Jackson era e do que se convecionou esperar de um documentário, pode ser dizer que “This is it” não é nada de outro mundo. Porém, diante do que se propõe o projeto e do pouco que se teve desse artista (atenção ao termo) ao longo de sua vida e da dimensão dela), ele supera bastante as expectativas.

]]>
1
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Ronei Jorge hoje no Rio]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2836 2009-10-21T18:23:19Z 2009-10-21T18:23:19Z Ronei Jorge e Os ladrões de bicicleta passam rapidamente pela cidade para lançar o disco “Frascos Comprimidos Compressas”. Acabei de receber o álbum, ainda não o ouvi, mas tive a sorte de estar com os caras agora, gravando uma apresentação deles para o Estúdio Oi Novo Som e fiquei impressionado. Tá turbinado!!!

]]>
2
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[“A onda tá certa”]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2829 2009-10-21T18:18:14Z 2009-10-21T11:52:16Z Com um pequeno atraso, uma homenagem aos vinte anos sem Raul. O camarada sabia das coisas… Mesmo depois de ter o próprio carro atropelado por uma onda em plena praia do Leblon.

É o tipo de coisa que não aconteceria a qualquer um…

Genial!

]]>
1
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Wanusa quer cantar nas Olimpíadas]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2824 2009-10-13T20:43:18Z 2009-10-13T20:42:07Z Depois da inesquecível interpretação para o hino, a cantora, que disse ter ficado magoada com o hino nacional (??? não deveria ser o hino a se sentir magoado com ela?!), Wanusa disse que gostaria de cantar na cerimônia de abertura dos jogos. E explica: “Sabia que eu já fui campeã de natação em Uberaba, quando era mais nova? Acho o Cesar Cielo um ótimo nadador!”

Todo cuidado é pouco…

]]>
0
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Censura não]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2819 2009-10-13T15:54:19Z 2009-10-13T15:53:17Z Era só o que faltava também, né… Típica atitude que só faz aumentar a visibilidade do réu e ajuda a divulgar aquilo que se quer esconder. Melhor assim. Via Wired.

]]>
0
Bruno Maia http://www.sobremusica.com.br <![CDATA[Entrevista: Roberto Berliner]]> http://www.sobremusica.com.br/?p=2806 2010-09-22T20:45:19Z 2009-10-13T14:01:58Z Durante a ausência do primeiro semestre, quando estive totalmente alheio à vida do SOBREMUSICA por conta dos outros trabalhos, ficava a fim de, pelo menos, mostrar aqui algumas das coisas bacanas que estavam rolando… Vou começar a mexer no baú desse ano aos poucos e, pra começar, vou tirar uma das peças que está por cima, que entrou no ar semana passada…

Uma entrevistinha com o diretor Roberto Berliner, um dos responsáveis pelo filme “Herbert de Perto” (também dirigido por Pedro Bronz) e que fiz para o site dos Paralamas. Aliás, quem toca guitarra deve ficar de olho. Tá rolando uma promoção molezinha lá para ganhar uma guitarra autografada… Pena que eu não posso entrar nessa. Se liga.

Enfim, o papo por e-mail com o “Robertinho”. O link original, com a íntegra da conversa, é esse aqui.

São quase três décadas de uma forte amizade e cumplicidade. Roberto Berliner começava a carreira de videomaker enquanto Os Paralamas iniciavam a busca por um lugar ao sol, tocando no Circo Voador.

De lá pra cá Berliner já dirigiu um grande número de videoclipes, documentários, filmes… Poucos se lembram de “V”, uma espécie de documentário sobre os Paralamas lançado no fim da década de 80. Foi feito por ele. O acervo generoso de imagens dos Paralamas foi ficando cada vez mais rico e valioso com o passar dos anos e o aumento de hits paralâmicos na história da música popular brasilera. E disso nasceu “Herbert De Perto”, o filme lançado ontem.

Berliner deu uma entrevista exclusiva para o site da banda e revelou um pouco dessa relação intensa relação com a banda.

Você conhece a banda desde quando? Como foi o primeiro contato?

Conheci os Paralamas em 83 . Foi no Circo Voador, onde eu filmava tudo em VHS e onde as novas bandas de rock, que estavam começando, tinham um espaço aberto pra tocar.

O que te fez resolver começar a gravar imagens daqueles jovens, lá no início dos anos 80? Você via alguma coisa de diferente na banda ou era só o vício de videomaker mesmo?

Via muita coisa diferente. Uma nova geração de artistas de todas as áreas se juntou debaixo da lona do Circo pra ocupar um espaço que não tinham. E como era um espaço novo, praticamente sem regras. Ali experimentaram tudo que podiam. E eu estava lá e registrei tudo isso. Dali surgiram grandes nomes de todas as áreas que hoje estão consolidados. Foi um momento especial, surgiram idéias e comportamentos que iriam mexer na forma de fazer música no Brasil.

Hoje em dia ficou fácil toda banda se filmar, registrar desde o primeiro ensaio e subir tudo na internet. Como era filmar bandas independentes ou em início de carreira no meio dos anos 80?

Era diferente, não se dava a importância que se dá hoje pra imagem. Quando eu chegava com a câmera era uma coisa secundária, ninguém dava muita bola. O meu comportamento era parecido com o que se faz hoje. Eu tinha uma moto e uma câmera. Amarrava ela no bagageiro e me mandava pra onde fosse. muitas vezes cobrava só o valor da fita. O meu negócio era filmar.

Os Paralamas sempre estiveram a frente das inovações de linguagens estéticas, não só musicais, mas também visuais e você foi um dos pilares dessa história. Como você observa essa relação artes visuais (capas, fotos, clipes, etc) x música, especialmente no caso da banda?

Acho que isso foi conduzido por eles. Uma turma que foi se juntando naturalmente. O Maurício Valadares com as fotos, alguns artistas plásticos que fizeram capas. Tudo foi resultado da trajetória deles. Em cada disco aparecia alguém diferente. E os que se identificavam mais foram ficando. Essa turma foi construindo a imagem da banda junto com eles, que sempre souberam o que queriam e o que não queriam. Fiz o meu 1º clipe para Os Paralamas em 86, a música era “Alagados”. O LP foi uma grande guinada na carreira deles. O som e os temas eram uma mistura que vinha da Africa, Jamaica e Brasil. Um LP especial. E eu trouxe um tom de documentário brasileiro, o contrário da tendência do videoclipe dessa época que abusava de efeitos, fumaças, maquiagem, estúdio. Fomos pra rua, ver gente real. Baile funk na quadra da Estácio, Vila Mimosa, morro do São Carlos, brasileiros pobres. Tentei fazer o mesmo movimento deles e popularizar a imagem deles.

Há alguma outra banda que tenha criado um acervo documental ou algum diretor que tivesse feito algo assim e que te inspirasse a começar a filmar esse tipo de material? Hoje em dia, teve algum acervo que tenha se revelado e que você admire?

A minha maior referência era o documentario brasileiro e toda coisa do cinema nacional com a câmera na mão. “The hard they come” de Perry Henzell foi uma das minhas referências.

O processo de produção do documentário “De perto”, sobre o Herbert Vianna, já estava em curso na época do acidente dele? Conte um pouco da história desse projeto.

Quando acontece o acidente a gente ia pro hospital e ficava lá de prontidão, sem nada pra fazer. Assim que saiu do coma, o Herbert falava em várias línguas, misturava português, espanhol e inglês, sempre rimando. Ele estava se reconectando e fazia isso através da música. Então os músicos foram tocar, os médicos tratar dele, e eu achei que eu só poderia ajudar filmando, mas era um momento muito delicado. Apesar de sempre levar uma câmera comigo, não filmei. A preocupação era se ele ia sobreviver. Depois, à medida que ele foi se recuperando, tomei coragem, falei com o Zé (Fortes, empresário da banda) e recomeçamos a filmar.

Nos anos 60, O Júlio Bressane rodou um documentário de nome parecido, chamado “Bethânia bem de perto”, que também pega imagens de uma artista iniciante em evolução. Apesar de o foco do seu documentário não ser apenas o início da carreira do Herbert, de alguma forma, você prevê um diálogo estético do seu filme com esse ou é só uma semelhança de nomes?

É só uma semelhaça de nomes. infelizmente não vi o filme do Bressane.

Na sua vida pessoal há algum momento mais significativo da relação afetiva com a música dos caras? Alguma música que se destaque em uma história pessoal…

São várias. Foi no show de lançamento do Big Bang que eu conheci a minha mulher, em 1989. Daquele show ficou especialmente a música “Lanterna dos Afogados”.

***************************
O filme entrou em circuito semana passada e é imperdível para quem tem as músicas desses três caras como parte fundamental da trilha sonora de sua vida. Afetivo até o talo, passional, partidário e comovente.

]]>
0