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 <title>Speakers' Corner</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt</link>
 <description>Um blogue onde participam liberais que estejam de acordo com o espírito do Partido Liberal Europeu (ELDR), da Internacional Liberal e do Movimento Liberal Social em Portugal.</description>
 <language>pt</language>
<atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/speakerscornerl" /><feedburner:info uri="speakerscornerl" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/</creativeCommons:license><image><link>http://www.speakerscorner.org.pt</link><url>http://www.speakerscorner.org.pt/sites/default/files/magazeen_logo.png</url><title>Logo Speakers' Corner</title></image><item>
 <title>Balsemão</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/sMWiJOR9uwo/balsem%C3%A3o</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Quando os servi&amp;ccedil;os secretos se entret&amp;ecirc;m a pesquisar a vida privada de Francisco Pinto Balsem&amp;atilde;o, isso &amp;eacute; um atentado intoler&amp;aacute;vel contra a democracia e o Estado de Direito. Se os servi&amp;ccedil;os secretos, por&amp;eacute;m, investigarem a vida privada de um cidad&amp;atilde;o comum, isso n&amp;atilde;o tem qualquer problema, pois a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os secretos &amp;eacute;, precisamente, essa - investigarem aquilo que deveria permanecer sob recato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Parece claro que os servi&amp;ccedil;os secretos portugueses est&amp;atilde;o como as For&amp;ccedil;as Armadas: falhos de um inimigo definido, de uma estrat&amp;eacute;gia e de um objetivo claros. Mas, enquanto as For&amp;ccedil;as Armadas, apesar de tudo, ainda v&amp;atilde;o tendo alguma utilidade, os servi&amp;ccedil;os secretos s&amp;oacute; t&amp;ecirc;m desutilidade, ou seja, t&amp;ecirc;m uma utilidade negativa.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/sMWiJOR9uwo" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/balsem%C3%A3o#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/direitos-civis">Direitos Civis</category>
 <pubDate>Mon, 28 May 2012 13:24:49 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>PPP e risco</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/JjEhZujYQDw/ppp-e-risco</link>
 <description>&lt;p&gt;Uma acusação frequente ao governo, na negociação de parcerias público-privadas (PPP), é que o governo aceita que o risco nessas parcerias fique todo para o Estado, não assumindo os parceiros privados qualquer risco.&lt;br /&gt;
Por exemplo, na concessão a privados da contrução e operação do Metro Sul do Tejo (MST), o Estado previu que o MST fosse utilizado diariamente por 80.000 pessoas e aceitou indemnizar os operadores privados caso a utilização fosse inferior. O Estado aceitou, desta forma, todo o risco caso o MST fosse um fiasco em termos de número de passageiros - como tem estado a ser - não assumindo o privado qualquer risco.&lt;br /&gt;
Em minha opinião, porem, esta crítica ao governo é injustificada. De facto, numa parceria público-privada o Estado e os privados não estão em pé de igualdade e portanto não há qualquer razão para que assumam em igual medida o risco da parceria. Explicitamente, quem encomenda a obra é o Estado, não é o privado. Por exemplo, quem desejou construir o MST foi o Estado, não foram as empresas privadas que o operam. Se é o Estado quem decide encomendar a obra, deve ser o Estado quem, antes de fazer tal encomenda, se certifica de que ela é razoável, de que a obra encomendada é necessária e benéfica.&lt;br /&gt;
Ademais, o Estado, ao contrário das empresas privadas, dispõe ou pode dispôr de todas as facilidades para estimar qual será o número de utilizadores da obra a construir. O Estado, melhor que ninguem, pode encomedar estudos da mais variada natureza que mostrem qual é o mercado potencial para, no meu exemplo, o MST.&lt;br /&gt;
Não me parece, pois, que seja descabido que o risco (de haver uma clientela inferior à esperada) nas PPP caiba na totalidade ao Estado.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/JjEhZujYQDw" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/ppp-e-risco#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/transportes">Transportes</category>
 <pubDate>Fri, 25 May 2012 09:40:33 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>Desemprego</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/vsg5MCq4Ge0/desemprego-0</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Levanta-se a quest&amp;atilde;o de saber por que motivos &amp;eacute; que na atual recess&amp;atilde;o o PIB n&amp;atilde;o desce assim tanto mas o desemprego aumenta enormemente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A resposta &amp;eacute;, creio, simples. A atual recess&amp;atilde;o &amp;eacute; causada por austeridade a n&amp;iacute;vel interno: cortes nos sal&amp;aacute;rios dos funcion&amp;aacute;rios p&amp;uacute;blicos, IVA acrescido, etc. &amp;Eacute; esse o mercado que se retrai - o mercado interno. Pelo contr&amp;aacute;rio, a n&amp;iacute;vel externo, dado que a economia mundial continua a crescer a bom ritmo (mesmo se isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; verdade no caso da Europa, o nosso principal mercado externo), a procura por produtos portugueses aumenta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ora, as empresas que fornecem o mercado interno s&amp;atilde;o, em m&amp;eacute;dia, empresas de mais baixo n&amp;iacute;vel tecnol&amp;oacute;gico, e com menor produtividade do trabalho, do que as que abastecem o mercado externo. Empresas como talhos, cabeleireiros, restaurantes, escolas, etc que abastecem o mercado interno t&amp;ecirc;m, em m&amp;eacute;dia, um n&amp;iacute;vel tecnol&amp;oacute;gico baixo e grande intensidade de m&amp;atilde;o-de-obra; pelo contr&amp;aacute;rio, empresas como a Autoeuropa, a GALP, a TAP, as papeleiras, etc, que est&amp;atilde;o orientadas para a exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, t&amp;ecirc;m relativamente poucos trabalhadores por unidade de PIB produzido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Portanto, quando o mercado interno se retrai mas o externo se expande, como atualmente, o decr&amp;eacute;scimo do PIB pode n&amp;atilde;o ser grande, mas a perda de emprego &amp;eacute; enorme.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/vsg5MCq4Ge0" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/desemprego-0#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/economia">Economia</category>
 <pubDate>Thu, 24 May 2012 15:44:50 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>Requiem pelo euro</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/e8pAkrs2RRQ/requiem-pelo-euro</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Nesta &amp;eacute;poca em que parece aproximar-se o fim do euro tal como o conhecemos, n&amp;atilde;o falta quem conclua que o projeto dessa moeda foi fundamentalmente errado, por ser imposs&amp;iacute;vel colocar pa&amp;iacute;ses como a Alemanha e a Gr&amp;eacute;cia, com todas as suas diferen&amp;ccedil;as culturais e econ&amp;oacute;micas, a partilhar uma mesma moeda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A mim este racioc&amp;iacute;nio parece-me muito pobre. De facto, h&amp;aacute; no mundo muit&amp;iacute;ssimos casos de economias diferentes que utilizam uma mesma moeda. Os exemplos mais vulgares s&amp;atilde;o os grandes pa&amp;iacute;ses federais, como o Brasil, a R&amp;uacute;ssia, a &amp;Iacute;ndia e a China; em todos eles, h&amp;aacute; estados com estruturas e capacidades econ&amp;oacute;micas muito distintas, que por&amp;eacute;m utilizam uma mesma moeda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Visitei em 1998 algumas partes da &amp;Iacute;ndia. Tendo estado tanto em Goa (&amp;agrave; &amp;eacute;poca o Estado mais rico da &amp;Iacute;ndia) como na Bengala Ocidental (um dos Estados mais pobres), pude apreciar as imensas diferen&amp;ccedil;as tanto culturais como econ&amp;oacute;micas entre diversas partes da &amp;Iacute;ndia. Por exemplo, tal como na Europa os sal&amp;aacute;rios no Luxemburgo s&amp;atilde;o tr&amp;ecirc;s vezes maiores do que em Portugal, tamb&amp;eacute;m na &amp;Iacute;ndia os sal&amp;aacute;rios em Goa s&amp;atilde;o tr&amp;ecirc;s vezes mais altos do que na Bengala Ocidental. Por&amp;eacute;m, Goa e a Bengala Ocidental usam a mesm&amp;iacute;ssima moeda, a rupia indiana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Da mesma forma, na China as diferentes prov&amp;iacute;ncias t&amp;ecirc;m graus de desenvolvimento econ&amp;oacute;mico muito distintos, por&amp;eacute;m usam a mesma moeda. E o mesmo se passa no Brasil, na R&amp;uacute;ssia e, de facto, em muitos outros pa&amp;iacute;ses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O problema tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na exist&amp;ecirc;ncia de Estados federais fortes e poderosos, que recolhem enormes impostos e os redistribuem no sentido de favorecer as partes mais pobres das federa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. De facto, n&amp;atilde;o consta que o estado federal indiano cobre muitos impostos e tenha uma pol&amp;iacute;tica social muito abrangente. Eu diria que as transfer&amp;ecirc;ncias federais de Goa para a Bengala Ocidental devem ser perto de nulas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O problema, a meu ver, n&amp;atilde;o est&amp;aacute; portanto no euro. O euro &amp;eacute; apenas uma moeda, uma unidade de conta. Nada mais que isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O problema da Europa &amp;eacute; a d&amp;iacute;vida. O problema &amp;eacute; que a generalidade dos Estados europeus (com raras exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es como, digamos, a Eslov&amp;aacute;quia ou a Est&amp;oacute;nia) se habituaram a governar-se com or&amp;ccedil;amentos muit&amp;iacute;ssimo desequilibrados, e portanto a viver &amp;agrave; custa de endividamento. &amp;Eacute; esta a originalidade europeia, que distingue a moderna Europa de outras regi&amp;otilde;es federais, como a &amp;Iacute;ndia ou o Brasil, nas quais, quando n&amp;atilde;o h&amp;aacute; dinheiro, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; v&amp;iacute;cios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O problema do euro consistiu numa arquitetura institucional que se destinou, desde o princ&amp;iacute;pio, a permitir a expans&amp;atilde;o do cr&amp;eacute;dito e do endividamento, cruciais para a generalidade dos Estados europeus modernos, e tamb&amp;eacute;m para grande parte das suas popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es. De facto, a economia moderna, caraterizada por grandes desigualdades sociais, (sobre)vive em grande parte gra&amp;ccedil;as ao cr&amp;eacute;dito, que permite manter o poder de compra das classes mais pobres em n&amp;iacute;veis aceit&amp;aacute;veis e, dessa forma tamb&amp;eacute;m, manter a procura agregada em n&amp;iacute;veis aceit&amp;aacute;veis. Da mesma maneira, os Estados europeus modernos, todos eles, necessitam de cr&amp;eacute;dito como de p&amp;atilde;o para a boca, pois todos eles manifestam total incapacidade de manter os seus or&amp;ccedil;amentos equilibrados a longo prazo - quando muito, conseguem mant&amp;ecirc;-los equilibrados em per&amp;iacute;odos de bolhas especulativas, como recentemente na Irlanda e na Espanha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Neste &lt;em&gt;requiem&lt;/em&gt; pelo euro, convem ent&amp;atilde;o concluirmos que nada de mal h&amp;aacute; na ideia do euro como moeda &amp;uacute;nica para a Europa, da mesma forma que nada de errado h&amp;aacute; na ideia da rupia como moeda &amp;uacute;nica para a &amp;Iacute;ndia. O problema n&amp;atilde;o &amp;eacute; a unicidade da moeda. O problema &amp;eacute; a expans&amp;atilde;o do cr&amp;eacute;dito e da d&amp;iacute;vida.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/e8pAkrs2RRQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/requiem-pelo-euro#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/finan-as-p-blicas">Finanças Públicas</category>
 <pubDate>Tue, 22 May 2012 16:28:46 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>O défice</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/J2xprHAlzpQ/o-d%C3%A9fice</link>
 <description>&lt;p&gt;
	&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=557775"&gt;Um excelente artigo&lt;/a&gt; no &lt;i&gt;Jornal de Neg&amp;oacute;cios&lt;/i&gt; sobre o d&amp;eacute;fice tarif&amp;aacute;rio no setor da eletricidade.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/J2xprHAlzpQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/o-d%C3%A9fice#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/energia">Energia</category>
 <pubDate>Tue, 22 May 2012 09:06:54 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>O ministro dos Assuntos Parlamentares</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/-UaXDAN6VlY/o-ministro-dos-assuntos-parlamentares</link>
 <description>&lt;p&gt;
	At&amp;eacute; ao tempo de Jos&amp;eacute; S&amp;oacute;crates, n&amp;atilde;o havia nos governos portugueses ministro dos Assuntos Parlamentares (AP). Jos&amp;eacute; S&amp;oacute;crates decidiu (certamente que bem) passar a dar muito mais import&amp;acirc;ncia &amp;agrave; responsabilidade pol&amp;iacute;tica do governo perante a Assembleia da Rep&amp;uacute;blica do que at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o era a norma, nomeando pela primeira vez um ministro dos AP.&lt;br /&gt;
	Se a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o te&amp;oacute;rica de Jos&amp;eacute; S&amp;oacute;crates era boa, o ministro dos AP nomeado, Augusto Santos Silva, logo mostrou que a sua implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o era fraca. Na pr&amp;aacute;tica, o minist&amp;eacute;rio dos AP acabou por n&amp;atilde;o ser mais do que uma forma de dar emprego no governo a mais umas tantas pessoas com compet&amp;ecirc;ncias, tanto t&amp;eacute;cnicas como pol&amp;iacute;ticas, muito duvidosas. Enfim, como dizem os ingleses, &amp;quot;vinho velho em garrafas novas&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Infelizmente, Pedro Passos Coelho aproveitou o ensejo que lhe foi concedido por Jos&amp;eacute; S&amp;oacute;crates e voltou a nomear um ministro dos AP, Miguel Relvas, diferente mas mais ou menos t&amp;atilde;o mau como Augusto Santos Silva o foi. Ou, talvez, pior: a borrada come&amp;ccedil;ou a ver-se quando o governo ainda nem um ano de idade tinha, e agora amplia-se de m&amp;ecirc;s para m&amp;ecirc;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Sugest&amp;atilde;o para o pr&amp;oacute;ximo primeiro-ministro: prescinda de ter ministro dos Assuntos Parlamentares. Ser&amp;atilde;o apenas uns tantos &lt;em&gt;boys&lt;/em&gt; a menos, mas poupar-lhe-&amp;atilde;o muitas dores de cabe&amp;ccedil;a. Quanto menos &lt;em&gt;boys&lt;/em&gt;, menos asneiras feitas.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/-UaXDAN6VlY" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/o-ministro-dos-assuntos-parlamentares#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-portuguesa">Política Portuguesa</category>
 <pubDate>Mon, 21 May 2012 15:48:05 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3384 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
<feedburner:origLink>http://www.speakerscorner.org.pt/o-ministro-dos-assuntos-parlamentares</feedburner:origLink></item>
<item>
 <title>Captar investimento</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/a5t2usdrA7U/captar-investimento</link>
 <description>&lt;p&gt;
	&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	[Tamb&amp;eacute;m no &lt;a href="http://construirsociedade.blogspot.pt"&gt;Construir Sociedade&lt;/a&gt;]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); "&gt;Portugal precisa de dinheiro do exterior para pagamentos e para investimento. Tanto assim que pedimos emprestado &amp;agrave; troika. Por outro lado os bancos t&amp;ecirc;m dificuldade em obter financiamento &amp;nbsp;para emprestarem &amp;agrave;s empresas&lt;font class="Apple-style-span" color="#333333"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); "&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
		&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); "&gt;&lt;font class="Apple-style-span" color="#333333"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); "&gt;Esse dinheiro do exterior poder&amp;aacute; vir directamente na forma de investimento estrangeiro.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
		&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
		&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); "&gt;&lt;font class="Apple-style-span" color="#333333"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); "&gt;As chamadas reformas estruturais pretendem ter esse objectivo, ou seja criar atractividade para o investimento. Contudo esse efeito pensa-se que n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; imediato.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
		&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
		&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); "&gt;&lt;font class="Apple-style-span" color="#333333"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); "&gt;Quais ser&amp;atilde;o ent&amp;atilde;o as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para atrair esse investimento no curto prazo? Ser&amp;aacute; que existem?&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
		&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
		&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); "&gt;&lt;font class="Apple-style-span" color="#333333"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); "&gt;No imediato lembro-me do abaixamento do IRC, ou outras condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais para as empresas, mas n&amp;atilde;o sei se fazem sentido.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
		&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
		&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); "&gt;&lt;font class="Apple-style-span" color="#333333"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); "&gt;Uma coisa &amp;eacute; certa, sem investimento no tecido produtivo n&amp;atilde;o conseguiremos criar emprego e sair da crise.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/a5t2usdrA7U" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/captar-investimento#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/economia">Economia</category>
 <pubDate>Fri, 18 May 2012 19:09:17 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Jorge Coimbra</dc:creator>
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<feedburner:origLink>http://www.speakerscorner.org.pt/captar-investimento</feedburner:origLink></item>
<item>
 <title>Liberalizar o mercado de trabalho</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/AvLMK4i-S24/liberalizar-o-mercado-de-trabalho</link>
 <description>&lt;div&gt;
	&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); "&gt;Liberalizar o funcionamento da economia, atrav&amp;eacute;s da m&amp;aacute;xima facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos despedimentos, pressup&amp;otilde;e um aumento de investimento, dado a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito significativa dos riscos para os empregadores, e criando assim novos postos de trabalho. Supostamente isso originar&amp;aacute; um equil&amp;iacute;brio em que se atingir&amp;aacute; pleno emprego (ou desemprego residual).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
	&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
	&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); "&gt;Esse estado permitir&amp;aacute; ao trabalhador ter poder, j&amp;aacute; que n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; f&amp;aacute;cil arranjar um outro para o substituir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;
	&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; "&gt;O trabalhador fornece um servi&amp;ccedil;o, que &amp;eacute; o seu trabalho, e o empregador funciona como um cliente. O trabalhador ter&amp;aacute; facilidade de mudar e arranjar outro emprego, caso lhe seja mais conveniente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; "&gt;&amp;Eacute; este equil&amp;iacute;brio que se deseja ao liberalizar a economia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; "&gt;Contudo, afirma-se normalmente que o poder do capital &amp;eacute; superior ao do trabalho. Mas numa sociedade como a actual, com m&amp;atilde;o de obra cada vez mais especializada e informada, e havendo melhor acesso ao capital atrav&amp;eacute;s do cr&amp;eacute;dito, talvez que se obtenha um melhor equil&amp;iacute;brio de poderes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; "&gt;Resta confirmar se estes pressupostos de racioc&amp;iacute;nio est&amp;atilde;o corretos, seja atrav&amp;eacute;s de estudos te&amp;oacute;ricos ou an&amp;aacute;lise de casos reais, para ent&amp;atilde;o sustentar que o liberalismo econ&amp;oacute;mico &amp;eacute; um sistema mais favor&amp;aacute;vel aos trabalhadores do que a rigidez no mercado laboral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/AvLMK4i-S24" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/liberalizar-o-mercado-de-trabalho#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/economia">Economia</category>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/liberalismo">Liberalismo</category>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/trabalho">Trabalho</category>
 <pubDate>Thu, 17 May 2012 16:45:26 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Jorge Coimbra</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3382 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
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<item>
 <title>Emigração</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/JSfqMdrUJT0/emigra%C3%A7%C3%A3o-0</link>
 <description>&lt;p&gt;
	H&amp;aacute; dias, ouvi mais uma vez pessoas a queixarem-se da emigra&amp;ccedil;&amp;atilde;o que sai de Portugal. Mas desta vez quem se queixava eram pessoas com uma capacidade intelectual superior &amp;agrave; m&amp;eacute;dia, que deveriam saber pensar melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A emigra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; positiva para todas as partes nela intervenientes. &amp;Eacute; (em geral - h&amp;aacute; exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es) positiva para o emigrante, que enriquece ou, pelo menos, evita empobrecer. &amp;Eacute; positiva para o pa&amp;iacute;s que recebe o emigrante, que supre as suas necessidades de m&amp;atilde;o-de-obra e faz o seu PIB crescer. E &amp;eacute; positiva tamb&amp;eacute;m para o pa&amp;iacute;s de onde o emigrante parte. Esta &amp;uacute;ltima asser&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que &amp;eacute; geralmente mal compreendida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O emigrante que parte f&amp;aacute;-lo porque as suas qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es se manifestam desnecess&amp;aacute;rias no pa&amp;iacute;s de onde parte. Se essas qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o - aqui e agora - desnecess&amp;aacute;rias, ent&amp;atilde;o, mesmo que essas qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es sejam elevadas, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; inconveniente em que ele se v&amp;aacute; embora. Dever&amp;iacute;amos, de facto, refletir em porque insistimos em gastar dinheiro a fornecer educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a pessoas quando o mercado de trabalho n&amp;atilde;o consegue aproveitar as qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es profissionais assim adquiridas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O emigrante retira press&amp;atilde;o sobre recursos escassos no pa&amp;iacute;s. &amp;Eacute; menos uma boca a alimentar c&amp;aacute;, &amp;eacute; menos procura por produtos importados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O emigrante, ao partir, contribui para diminuir um excedente de m&amp;atilde;o-de-obra que h&amp;aacute; no pa&amp;iacute;s. A prazo, isso contribui para que haja uma escassez de m&amp;atilde;o-de-obra, que estimular&amp;aacute; o aumento da efici&amp;ecirc;ncia na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho, a mecaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e o aumento dos sal&amp;aacute;rios. Raramente h&amp;aacute; progresso econ&amp;oacute;mico em pa&amp;iacute;ses onde a m&amp;atilde;o-de-obra &amp;eacute; superlativamente abundante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Evidentemente, &amp;eacute; mais positivo ainda para o pa&amp;iacute;s de origem da emigra&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando os emigrantes remetem as suas poupan&amp;ccedil;as no estrangeiro de volta para o pa&amp;iacute;s. Muitos emigrantes portugueses hoje em dia j&amp;aacute; n&amp;atilde;o o fazem. Mas, mesmo n&amp;atilde;o o fazendo, a sua emigra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; positiva para Portugal, porque retira press&amp;atilde;o sobre recursos escassos e tende a fazer aumentar os sal&amp;aacute;rios c&amp;aacute;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Como foi apontado por John Kenneth Galbraith j&amp;aacute; h&amp;aacute; dezenas de anos, no seu livro &lt;em&gt;A sociedade da pobreza&lt;/em&gt;, h&amp;aacute; poucos rem&amp;eacute;dios t&amp;atilde;o infal&amp;iacute;veis para a pobreza de um pa&amp;iacute;s como permitir que os seus habitantes emigrem em grande n&amp;uacute;mero para pa&amp;iacute;ses mais ricos. A emigra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a pobreza que a hist&amp;oacute;ria demonstra funcionar sempre.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/JSfqMdrUJT0" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/emigra%C3%A7%C3%A3o-0#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/economia">Economia</category>
 <pubDate>Wed, 16 May 2012 09:19:12 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>Crescimento</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/T_OLSn0UT7c/crescimento-1</link>
 <description>&lt;p&gt;
	As muitas toneladas de cera inutilmente queimadas este maio em F&amp;aacute;tima - como num gigantesco sacrif&amp;iacute;cio coletivo - far&amp;atilde;o aumentar o PIB deste ano.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/T_OLSn0UT7c" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/crescimento-1#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/sociedade">Sociedade</category>
 <pubDate>Wed, 16 May 2012 09:03:11 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3380 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
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<item>
 <title>Investimento estrangeiro - condições fiscais</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/vBQRXPfxjfA/investimento-estrangeiro-condi%C3%A7%C3%B5es-fiscais</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Vitor Bento na tvi24, no programa com Medina Carreira, referiu que uma hip&amp;oacute;tese de se conseguir investimento estrangeiro a curto prazo seria conceder condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais excepcionais a empresas que se instalassem em Portugal num prazo de um ou dois anos e para durar tipo dez anos. Poderiam ser em sectores previamente determinados ou em localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica restrita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A minha d&amp;uacute;vida &amp;eacute; se isso n&amp;atilde;o iria contra as leis de concorr&amp;ecirc;ncia, seja nacionais seja da UE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Para n&amp;atilde;o haver interfer&amp;ecirc;ncia com empresas nacionais, penso que teria de ser em sectores ainda n&amp;atilde;o existentes em Portugal, por forma a n&amp;atilde;o prejudicar empresas j&amp;aacute; instaladas. Parece-me contudo uma condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dificil de verificar. Uma zona fiscal especial penso que n&amp;atilde;o acautelaria as cond&amp;ccedil;&amp;otilde;es de leal concorr&amp;ecirc;ncia interna.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Por isso tenho d&amp;uacute;vidas e n&amp;atilde;o entendo a pertin&amp;ecirc;ncia da proposta.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/vBQRXPfxjfA" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/investimento-estrangeiro-condi%C3%A7%C3%B5es-fiscais#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/economia">Economia</category>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/fiscalidade">Fiscalidade</category>
 <pubDate>Tue, 15 May 2012 10:02:24 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Jorge Coimbra</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3379 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
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<item>
 <title>Descontos para a segurança social</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/_sWX3CH7tno/descontos-para-a-seguran%C3%A7a-social</link>
 <description>&lt;p&gt;
	[Tamb&amp;eacute;m no &lt;a href="http://Construirsociedade.blogspot.com"&gt;Contruir Sociedade&lt;/a&gt;]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	No seguimento do post anterior, e considerando o desaparecimento das reformas como hoje as concebemos, deixaria de haver descontos para a seguran&amp;ccedil;a social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ainda sobre a quest&amp;atilde;o das reformas, poderia o estado manter um seguro, mas n&amp;atilde;o obrigat&amp;oacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Penso que seria assim prefer&amp;iacute;vel que os custos da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sa&amp;uacute;de e outros custos sociais, nomeadamente as pens&amp;otilde;es, fossem pagos pelo or&amp;ccedil;amento geral do estado. Seriam os impostos em geral a cobrir esses custos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Assegurar a sa&amp;uacute;de (a sa&amp;uacute;de &amp;eacute; uma condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o praticamente imprevis&amp;iacute;vel) e a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ferramenta para o indiv&amp;iacute;duo poder ultrapassar condicionalismos &amp;agrave; nascen&amp;ccedil;a), ser&amp;atilde;o fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es do estado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/_sWX3CH7tno" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/descontos-para-a-seguran%C3%A7a-social#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/fiscalidade">Fiscalidade</category>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/seguran-a-social">Segurança Social</category>
 <pubDate>Mon, 14 May 2012 19:23:07 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Jorge Coimbra</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3378 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
<feedburner:origLink>http://www.speakerscorner.org.pt/descontos-para-a-seguran%C3%A7a-social</feedburner:origLink></item>
<item>
 <title>Segurança social e reformas</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/6wK4fvv5WGk/seguran%C3%A7a-social-e-reformas</link>
 <description>&lt;p&gt;
	[Tamb&amp;eacute;m no &lt;a href="http://construirsociedade.blogspot.com"&gt;Construir Sociedade&lt;/a&gt;]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O estado tem assumido a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fornecer nos &amp;uacute;ltimos anos da vida dos indiv&amp;iacute;duos a chamada reforma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;Eacute; calculada com base nos descontos que esse indiv&amp;iacute;duo foi efectuando ao longo da vida para uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o chamada seguran&amp;ccedil;a social. A seguran&amp;ccedil;a social acaba em parte por funcionar como um seguro. Quem mais descontou mais ganha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A meu ver, o estado deixaria de ter este papel. N&amp;atilde;o se descontaria para a seguran&amp;ccedil;a social com o intuito de se obter direito a reforma. O estado passaria apenas a dispensar uma pens&amp;atilde;o de valor igual para todos os indiv&amp;iacute;duos quando atingida determinada idade. Seria apenas de um valor m&amp;iacute;nimo de subsist&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A velhice &amp;eacute; uma condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ocorr&amp;ecirc;ncia previs&amp;iacute;vel, todos os indiv&amp;iacute;duos deveriam ter consci&amp;ecirc;ncia disso, e, responsavelmente, acautelarem-se poupando durante toda a vida ou constituindo seguros, para esta fase.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Isso iria promover tamb&amp;eacute;m a poupan&amp;ccedil;a. N&amp;atilde;o me parece &amp;uacute;til que se promova, como actualmente, um consumismo e imediatismo como se n&amp;atilde;o houvesse amanh&amp;atilde;, esperando que o estado se encarregue da seguran&amp;ccedil;a no futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Esse valor das pens&amp;otilde;es m&amp;iacute;nimas na altura da reforma, n&amp;atilde;o viria da seguran&amp;ccedil;a social mas sim do or&amp;ccedil;amento geral do estado, proveniente dos impostos em geral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Claro que uma mudan&amp;ccedil;a deste tipo n&amp;atilde;o seria feita de um dia para o outro. Dever-se-ia salvaguardar os direitos &amp;agrave; reforma que as pessoas foram acumulando ao longo do tempo. A altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o seria gradual e aplicada na integra apenas a quem nunca descontou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/6wK4fvv5WGk" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/seguran%C3%A7a-social-e-reformas#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/seguran-a-social">Segurança Social</category>
 <pubDate>Mon, 14 May 2012 18:42:32 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Jorge Coimbra</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3377 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
<feedburner:origLink>http://www.speakerscorner.org.pt/seguran%C3%A7a-social-e-reformas</feedburner:origLink></item>
<item>
 <title>BCE e empréstimos aos bancos</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/A4K7LDhA-OY/bce-e-empr%C3%A9stimos-aos-bancos</link>
 <description>&lt;p&gt;
	[Tamb&amp;eacute;m no &lt;a href="http://construirsociedade.blogspot.com"&gt;Contruir Sociedade&lt;/a&gt;]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Recorrentemente, a esquerda refere o facto de o BCE emprestar aos bancos a juros de 1 ou 2 por cento, quando estes depois emprestam a 10 ou 12 por cento, por vezes fora da Europa.&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;
	Este mecanismo nunca &amp;eacute; explicado pelos partidos do governo. Dever&amp;aacute; haver alguma raz&amp;atilde;o l&amp;oacute;gica, mas assim a opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica nunca fica esclarecida, e desconfia destes neg&amp;oacute;cios da China...&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/A4K7LDhA-OY" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/bce-e-empr%C3%A9stimos-aos-bancos#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/economia">Economia</category>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/finan-as-p-blicas">Finanças Públicas</category>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-europeia">Política Europeia</category>
 <pubDate>Mon, 14 May 2012 14:40:25 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Jorge Coimbra</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3376 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
<feedburner:origLink>http://www.speakerscorner.org.pt/bce-e-empr%C3%A9stimos-aos-bancos</feedburner:origLink></item>
<item>
 <title>O silêncio é de ouro</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/IhqV1zfz1SQ/o-sil%C3%AAncio-%C3%A9-de-ouro</link>
 <description>&lt;p&gt;
	As recentes alocu&amp;ccedil;&amp;otilde;es do primeiro-ministro (e do ministro das Finan&amp;ccedil;as) sobre o desemprego recordam o valor que o sil&amp;ecirc;ncio deveria ter para os governantes portugueses. Ou seja, estes &amp;uacute;ltimos deveriam concentrar-se no seu trabalho, que &amp;eacute; governar, e manter tanto quanto poss&amp;iacute;vel as bocas fechadas em todas as ocasi&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas - as ali&amp;aacute;s deveriam, ali&amp;aacute;s, ser evitadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Infelizmente, a tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa, desde a presid&amp;ecirc;ncia do almirante Am&amp;eacute;rico Tom&amp;aacute;s, &amp;eacute; de os governantes cortarem fitas, presidirem a cerim&amp;oacute;nias e fazerem alocu&amp;ccedil;&amp;otilde;es a esmo. Os governantes s&amp;atilde;o convidados para presidir, inaugurar ou estar presentes nas mais diversas cerim&amp;oacute;nias, debates e confer&amp;ecirc;ncias, e em todas essas ocasi&amp;otilde;es debitar algumas palavras. Inevitavelmente, as palavras proferidas acabam por, ou ser in&amp;oacute;cuas e desprovidas de valor, ou ent&amp;atilde;o levantar celeuma in&amp;uacute;til.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Os governantes deveriam pois ter como pol&amp;iacute;tica geral evitar todos esses convites, fecharem-se nos seus gabinetes a trabalhar e, sempre que deles tivessem mesmo que sair, terem o cuidado de manter as bocas bem fechadas, n&amp;atilde;o cedendo &amp;agrave;s tenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos jornalistas que lhes colocam microfones &amp;agrave; frente. O sil&amp;ecirc;ncio &amp;eacute; de ouro e quem se cala n&amp;atilde;o diz disparates.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/IhqV1zfz1SQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/o-sil%C3%AAncio-%C3%A9-de-ouro#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-portuguesa">Política Portuguesa</category>
 <pubDate>Mon, 14 May 2012 09:36:37 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3375 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
<feedburner:origLink>http://www.speakerscorner.org.pt/o-sil%C3%AAncio-%C3%A9-de-ouro</feedburner:origLink></item>
<item>
 <title>Ensino de religião</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/oQq_Xu35R50/ensino-de-religi%C3%A3o</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Num programa da RTP 2 ontem &amp;agrave; noite, um padre e um ateu &amp;quot;espiritual&amp;quot; (como ele pr&amp;oacute;prio se classificou) concordaram na conveni&amp;ecirc;ncia de introduzir no programa escolar o ensino das religi&amp;otilde;es num sentido global (isto &amp;eacute;, n&amp;atilde;o no sentido de procurar converter as crian&amp;ccedil;as a uma qualquer religi&amp;atilde;o espec&amp;iacute;fica). Segundo eles, sendo as religi&amp;otilde;es um importante produto do esp&amp;iacute;rito humano, convem que as pessoas as conhe&amp;ccedil;am e percebam, para que, por exemplo, possam entender o sentido da &lt;em&gt;Piet&amp;agrave;&lt;/em&gt; de Miguel &amp;Acirc;ngelo ou do &lt;em&gt;Magnificat&lt;/em&gt; de Mozart.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Trata-se, sem d&amp;uacute;vida, de um argumento poderoso e verdadeiro. Por&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o posso concordar com a tese. H&amp;aacute; imensos produtos do esp&amp;iacute;rito humano, de grande import&amp;acirc;ncia, beleza e profundidade, que hoje em dia j&amp;aacute; n&amp;atilde;o se ensina nas escolas. Pura e simplesmente, &lt;strong&gt;o saber ocupa lugar&lt;/strong&gt; e n&amp;atilde;o h&amp;aacute; cabe&amp;ccedil;a humana que possa abarcar tudo que o esp&amp;iacute;rito humano j&amp;aacute; produziu. Perante tais limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;eacute; importante escolher aquilo que se vai ensinar, ou deixar de ensinar, &amp;agrave;s crian&amp;ccedil;as e jovens. N&amp;atilde;o d&amp;aacute; para ensinar tudo. E, na hora de escolher, mais vale escolher mat&amp;eacute;rias consensualmente verdadeiras do que mitos, tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e historietas que hoje em dia, no nosso mundo cient&amp;iacute;fico, j&amp;aacute; pouco ou nenhum sentido fazem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	P.S. Para al&amp;eacute;m deste argumento, h&amp;aacute; um outro: que professores teriam uma vis&amp;atilde;o t&amp;atilde;o abrangente e desapaixonada das religi&amp;otilde;es que estivessem dispon&amp;iacute;veis para as ensinar, de uma forma n&amp;atilde;o apost&amp;oacute;lica, aos jovens? A maioria das pessoas que se interessam por religi&amp;atilde;o professa uma. N&amp;atilde;o acredito que haja em Portugal suficientes pessoas que consigam ensinar, de forma m&amp;iacute;nima, os princ&amp;iacute;pios que sejam apenas do judaismo, cristianismo e islamismo - para n&amp;atilde;o falar do budismo e do hinduismo.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/oQq_Xu35R50" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/ensino-de-religi%C3%A3o#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/religi-o">Religião</category>
 <pubDate>Mon, 14 May 2012 09:02:20 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>Telefones</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/ehueTQsy-Jg/telefones</link>
 <description>&lt;p&gt;
	O seman&amp;aacute;rio &lt;em&gt;Sol&lt;/em&gt; escandaliza-se hoje com o facto de um diretor da empresa p&amp;uacute;blica RTP ter durante meses gastado &amp;agrave; empresa para cima de 600 euros mensais em telefonemas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O &lt;em&gt;Sol&lt;/em&gt; faz bem em escandalizar-se, por&amp;eacute;m deveria saber que isto n&amp;atilde;o se passa apenas com diretores de empresas p&amp;uacute;blicas, provavelmente passa-se tamb&amp;eacute;m em muitas empresas privadas, e certamente passa-se tamb&amp;eacute;m, nas empresas p&amp;uacute;blicas, com muit&amp;iacute;ssimo pessoal de um n&amp;iacute;vel inferior - o qual, tendo pouco que fazer, passa, se lho permitirem, horas a falar ao telefone - as mais das vezes para telem&amp;oacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Eu quando trabalhava na Alemanha pedi para ter um telefone pr&amp;oacute;prio no local de trabalho. Para aceder &amp;agrave; rede p&amp;uacute;blica dispunha de dois c&amp;oacute;digos distintos: 0 para chamadas de car&amp;aacute;ter profissional, 9 para chamadas de car&amp;aacute;ter privado. A fatura das chamadas privadas era-me apresentada todos os meses para eu a pagar &amp;agrave; empresa. O empregador s&amp;oacute; me pagava as chamadas profissionais, mas tinha o direito de investigar os n&amp;uacute;meros delas para averiguar se eram de outras empresas do ramo, ou seja, se as chamadas seriam efetivamente de car&amp;aacute;ter profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Uma vez tentei implementar esse simples sistema no local onde agora trabalho. Foi-me dito (com express&amp;atilde;o de surpresa) que o &lt;em&gt;software&lt;/em&gt; da central telef&amp;oacute;nica n&amp;atilde;o permitia tais complexidades. E eu n&amp;atilde;o tenho d&amp;uacute;vidas de que muito, provavelmente a larga maioria, do dinheiro gasto pelo meu empregador em chamadas telef&amp;oacute;nicas o &amp;eacute; para chamadas de car&amp;aacute;ter privado.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/ehueTQsy-Jg" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/telefones#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/sociedade">Sociedade</category>
 <pubDate>Fri, 11 May 2012 11:45:19 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>O regulador desregulado</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/8VfyndMq9ac/o-regulador-desregulado</link>
 <description>&lt;p&gt;
	O Banco de Portugal (BP), que regula o setor banc&amp;aacute;rio portugu&amp;ecirc;s, resolveu (provavelmente bem) evitar que os bancos comerciais, na sua &amp;acirc;nsia para absorver capitais frescos com os quais ressarcir as suas perdas em empr&amp;eacute;stimos passados, oferecessem aos clientes taxas de juro demasiadamente altas nos dep&amp;oacute;sitos a prazo, taxas essas que, quando tivessem que ser pagas aos clientes, colocariam a solidez do banco comercial em risco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Vai da&amp;iacute;, o BP imp&amp;ocirc;s aos bancos comerciais que n&amp;atilde;o oferecessem taxas de juro superiores a (grosso modo) 4% ao ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Lamentavelmente, o BP esqueceu-se de que h&amp;aacute; a operar em Portugal bancos estrangeiros que n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o sob a al&amp;ccedil;ada do BP, pois s&amp;atilde;o regulados pelas autoridades de supervis&amp;atilde;o de outros pa&amp;iacute;ses da Uni&amp;atilde;o Europeia. E esses bancos j&amp;aacute; se est&amp;atilde;o a aproveitar. Por exemplo, o banco Barclays est&amp;aacute; a oferecer taxas de juro de 5% para novos capitais entrados no banco, com o objetivo deliberado de atrair dinheiro que agora esteja em bancos portugueses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ou seja, a estrat&amp;eacute;gia do BP &amp;eacute; capaz de ter como consequ&amp;ecirc;ncia uma fuga de capitais dos bancos portugueses para bancos estrangeiros, o que acabar&amp;aacute; por deixar os bancos portugueses numa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda pior do que aquela que o BP queria evitar em primeiro lugar.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/8VfyndMq9ac" height="1" width="1"/&gt;</description>
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 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/generalidades">Generalidades</category>
 <pubDate>Thu, 10 May 2012 13:44:39 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>Coisas de que se fala pouco</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/ddIcxr6_ybg/coisas-de-que-se-fala-pouco</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Nas pris&amp;otilde;es israelitas est&amp;atilde;o cerca de 1.600 &amp;aacute;rabes (palestinianos) sob pris&amp;atilde;o &amp;quot;administrativa&amp;quot;, isto &amp;eacute;, sem que sobre eles penda qualquer acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (concreta). (E anda a gente a falar de Guant&amp;aacute;namo...)&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/ddIcxr6_ybg" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/coisas-de-que-se-fala-pouco#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/direitos-civis">Direitos Civis</category>
 <pubDate>Wed, 09 May 2012 09:32:50 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>Vantagens da crise (?)</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/CSVvdhWUiCo/vantagens-da-crise</link>
 <description>&lt;p&gt;
	As percentagens de crian&amp;ccedil;as obesas e com excesso de peso diminuiram (embora s&amp;oacute; ligeiramente) em Portugal de 2008 para 2010.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/CSVvdhWUiCo" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/vantagens-da-crise#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/sociedade">Sociedade</category>
 <pubDate>Wed, 09 May 2012 09:27:59 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>Poupa-nos este espetáculo, Álvaro!</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/9nO91_FgS9A/poupanos-este-espet%C3%A1culo-%C3%A1lvaro</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Ontem na televis&amp;atilde;o, numa curta intereven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um minuto, o &amp;Aacute;lvaro, com ar cansado e acabrunhado, usou por tr&amp;ecirc;s vezes a express&amp;atilde;o &amp;quot;Santa S&amp;eacute;&amp;quot; - ele que, temo bem, at&amp;eacute; deve ser ateu. No certeiro post de Lu&amp;iacute;s Menezes Leit&amp;atilde;o (no blogue Delito de Opini&amp;atilde;o, linque na barra ao lado), o &amp;Aacute;lvaro bem nos podia poupar este espet&amp;aacute;culo deprimente e humilhante, e abandonar de vez a ideia parva e in&amp;uacute;til da extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o de feriados:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;quot;[...] nesta hist&amp;oacute;ria dos feriados, uma iniciativa absolutamente rid&amp;iacute;cula e que s&amp;oacute; demonstra uma falta de considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelos s&amp;iacute;mbolos nacionais como n&amp;atilde;o h&amp;aacute; mem&amp;oacute;ria em Portugal, acabou por transformar a extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos feriados religiosos numa suspens&amp;atilde;o por cinco anos porque &lt;a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=48881"&gt;&amp;quot;&amp;eacute; a vontade da Santa S&amp;eacute;&amp;quot;&lt;/a&gt;. Pelo vistos, para o Governo, se &amp;eacute; a vontade da Santa S&amp;eacute;, [...] amen. Mas como [...] a Santa S&amp;eacute; [n&amp;atilde;o se importa] com os feriados que comemoram a independ&amp;ecirc;ncia do pa&amp;iacute;s ou o regime republicano, esses ser&amp;atilde;o definitivamente extintos. Se o ministro da Economia tivesse um pingo, j&amp;aacute; n&amp;atilde;o digo de sentido de Estado, mas de vergonha na cara, voltava atr&amp;aacute;s com esta absurda proposta de extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o de feriados e poupava-nos a este triste espect&amp;aacute;culo da humilha&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado Portugu&amp;ecirc;s e dos seus s&amp;iacute;mbolos nacionais, a que todos os dias somos for&amp;ccedil;ados a assistir.&amp;quot;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/9nO91_FgS9A" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/poupanos-este-espet%C3%A1culo-%C3%A1lvaro#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/religi-o">Religião</category>
 <pubDate>Wed, 09 May 2012 08:35:47 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>Notícias da Europa</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/SkghplN040E/not%C3%ADcias-da-europa</link>
 <description>&lt;p&gt;
	A Fran&amp;ccedil;a arranjou um novo rei, o qual tem um aspeto mais condizente com a sua real fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do que o antecessor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A imperatriz Angela I apressou-se a convidar (isto &amp;eacute;, convocar) o rei franc&amp;ecirc;s para se deslocar a Berlim o mais cedo poss&amp;iacute;vel (isto &amp;eacute;, imediatamente).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Na Gr&amp;eacute;cia, o partido Nova Democracia apresta-se a tornar-se Nova Antidemocracia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	No Schleswig-Holstein o Partido Liberal aguentou-se nas canetas, mas foi igualado pelo Novo Partido Liberal, a.k.a. &amp;quot;piratas&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	N&amp;atilde;o h&amp;aacute; not&amp;iacute;cias da S&amp;eacute;rvia, pa&amp;iacute;s considerado como n&amp;atilde;o sendo europeu.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/SkghplN040E" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/not%C3%ADcias-da-europa#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-europeia">Política Europeia</category>
 <pubDate>Mon, 07 May 2012 09:00:08 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<item>
 <title>Tribunal de Portalegre - Versão Não Técnica</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/Ynm2-SjQ5wk/tribunal-de-portalegre-vers%C3%A3o-n%C3%A3o-t%C3%A9cnica</link>
 <description>&lt;p&gt;
	&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; line-height: normal; "&gt;[A vers&amp;atilde;o mais t&amp;eacute;cnica deste artigo encontra-se &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.speakerscorner.org.pt/o-que-decidiu-o-juiz-em-portalegre" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; line-height: normal; "&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; line-height: normal; "&gt;.]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	Pareceu-me &amp;uacute;til escrever uma vers&amp;atilde;o menos t&amp;eacute;cnica daquilo que, a meu ver, estava em causa na decis&amp;atilde;o do Tribunal de Portalegre que tanto se tem debatido nos &amp;uacute;ltimos tempos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	De forma simplificada, em causa encontrava-se uma d&amp;iacute;vida de cerca de &amp;euro; 129.000 que um casal tinha para com um banco, d&amp;iacute;vida essa que tinha sido utilizada para comprar uma casa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	Ap&amp;oacute;s diversas circunst&amp;acirc;ncias, o casal, que se encontrava em processo de div&amp;oacute;rcio, viu um tribunal decretar que, para o pagamento dessa d&amp;iacute;vida, deveria ser vendido judicialmente um bem - no caso, a casa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	A casa tinha sido avaliada por &amp;euro; 117.500 pelo banco e o banco, segundo o tribunal, nunca colocou esse valor em causa. O tribunal decidiu que seriam aceites propostas por 70% desse valor aquando da venda judicial e o banco tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o protestou.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	Procedeu-se ent&amp;atilde;o &amp;agrave; venda da casa e quem a adquiriu foi o banco, por &amp;euro; 82.500. Depois, reclamou que o casal ainda lhe devia cerca de &amp;euro; 40.000, correspondentes a cerca de &amp;euro; 129.000 (d&amp;iacute;vida total) menos &amp;euro; 85.500.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	O que o tribunal veio dizer foi que o banco n&amp;atilde;o podia fazer isso. Isto porque o banco nunca tinha colocado em causa que a casa valesse &amp;euro; 117.500. Ora, isso significava que o banco estaria a adquirir um bem que tinha avaliado em &amp;euro; 117.500 por &amp;euro; 82.500 e depois a dizer que o casal ainda lhe devia a diferen&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	Na pr&amp;aacute;tica, o banco estaria a exigir que o devedor lhe pagasse essa diferen&amp;ccedil;a como valor &amp;laquo;extra&amp;raquo;, porque tinha acabado de adquirir um bem que o pr&amp;oacute;prio banco, segundo o tribunal, sempre considerou valer &amp;euro; 117.500. E o tribunal considerou que isto era um abuso de direito, que violava a boa f&amp;eacute; e constituiria um enriquecimento sem causa do banco (porque iria receber o tal valor &amp;laquo;extra&amp;raquo; em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; sua pr&amp;oacute;pria avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do valor do bem.)&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	Assim, o tribunal decidiu que o im&amp;oacute;vel deveria ser considerado como abatendo &amp;euro; 117.500 &amp;agrave; d&amp;iacute;vida total. Mas reconheceu que o casal ainda devia cerca &amp;euro; 12.000 ao banco (a diferen&amp;ccedil;a entre o valor do im&amp;oacute;vel entregue e o valor total da d&amp;iacute;vida).&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	Portanto, o tribunal n&amp;atilde;o decidiu que bastava entregar a casa para pagar a d&amp;iacute;vida. E n&amp;atilde;o colocou em causa uma reavalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o feita pelo banco - considerou que o banco n&amp;atilde;o tinha feito uma reavalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e estava a aproveitar-se da venda ser feita a valor mais reduzido para adquirir um bem que nunca deixou de avaliar em &amp;euro; 117.500 por 70% desse valor, sendo essa conduta considerada ileg&amp;iacute;tima.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	Isto n&amp;atilde;o &amp;eacute; a mesma coisa que decidir que no caso de um devedor ir ter com o banco e lhe entregar a casa, isso basta para saldar a d&amp;iacute;vida. Nem &amp;eacute; o mesmo que decidir que os bancos n&amp;atilde;o podem proceder a reavalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es do valor dos im&amp;oacute;veis quando executem hipotecas ou quando aceitem receber a casa para saldar pelo menos parte da d&amp;iacute;vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	A decis&amp;atilde;o em causa tem um contexto muito espec&amp;iacute;fico e concreto de uma venda judicial que &amp;eacute; diferente das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de que habitualmente se t&amp;ecirc;m falado. Nem se pode considerar que o banco tenha procedido a uma reavalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do im&amp;oacute;vel ao adquiri-lo por 70% do valor original - o banco simplesmente aproveitava as regras estabelecidas pelo tribunal para a venda judicial, optando por fazer uma proposta com o valor m&amp;iacute;nimo que seria aceite, sem nunca ter colocado em causa o valor do im&amp;oacute;vel ser o original.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	Como j&amp;aacute; tenho dito aqui por diversas vezes, n&amp;atilde;o existe precedente em Portugal, pelo que tudo o que se tem dito sobre a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;laquo;jurisprud&amp;ecirc;ncia&amp;raquo; da decis&amp;atilde;o tem sido fortemente exagerado. Acontece ainda que a decis&amp;atilde;o n&amp;atilde;o p&amp;otilde;e em causa, pelo menos a meu ver, a regra geral que existe actualmente e que &amp;eacute; a de que a entrega da casa n&amp;atilde;o ser necessariamente suficiente para saldar a d&amp;iacute;vida (p.ex. no caso do valor de mercado da casa ter desvalorizado) e prende-se com um contexto muito espec&amp;iacute;fico acima explicado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	Ou seja, mesmo que existisse precedente (que n&amp;atilde;o existe, por muito que eu preferisse que existisse), esta decis&amp;atilde;o n&amp;atilde;o ajudaria pessoas nas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es habitualmente descritas pela imprensa. A sua l&amp;oacute;gica prende-se com quest&amp;otilde;es muito espec&amp;iacute;ficas ligadas por este caso e pelas figuras jur&amp;iacute;dicas envolvidas. E portanto n&amp;atilde;o poderia ser aplicada por analogia &amp;agrave;s situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es das pessoas que desejam entregar a casa ao banco e considerar a d&amp;iacute;vida completamente paga, fazendo o risco da desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da casa correr por conta do banco da forma que tem sido difundida de forma massiva.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	Por muito t&amp;eacute;cnica que fosse esta decis&amp;atilde;o (e &amp;eacute;-o, de facto), parece-me que houve claramente falta de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o na cobertura medi&amp;aacute;tica da mesma. N&amp;atilde;o houve estudo da decis&amp;atilde;o, que n&amp;atilde;o foi colocada &amp;laquo;online&amp;raquo; pela grande maioria dos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a cobriram e sobre ela opinaram.&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	No final, acab&amp;aacute;mos a discutir n&amp;atilde;o a decis&amp;atilde;o em si, mas a imagem que se criou dela a partir da sua cobertura medi&amp;aacute;tica, com implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es v&amp;aacute;rias. O que diz muito sobre o poder da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social para influenciar e balizar os debates p&amp;uacute;blicos, poder esse que devia ser exercido de forma &amp;eacute;tica e respons&amp;aacute;vel, com prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o e estudo. Mas, infelizmente, demasiadas vezes n&amp;atilde;o &amp;eacute;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	[Tamb&amp;eacute;m no &lt;a href="http://www.cousasliberaes.com/2012/05/tribunal-de-portalegre-versao-nao.html"&gt;Cousas Liberaes&lt;/a&gt;.]&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/Ynm2-SjQ5wk" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/tribunal-de-portalegre-vers%C3%A3o-n%C3%A3o-t%C3%A9cnica#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/justica">Justiça</category>
 <pubDate>Sun, 06 May 2012 23:53:53 +0000</pubDate>
 <dc:creator>João Mendes</dc:creator>
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<item>
 <title>O que decidiu o juiz em Portalegre</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/S8Uv0odl3L4/o-que-decidiu-o-juiz-em-portalegre</link>
 <description>&lt;p&gt;
	&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; line-height: normal; "&gt;[AVISO: Artigo longo.]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
	A decis&amp;atilde;o do juiz de Portalegre que tem sido discutida recentemente tem sido caracterizada da seguinte forma:&lt;/p&gt;
&lt;ul style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;li&gt;
		o juiz decidiu que basta entregar a casa e a d&amp;iacute;vida est&amp;aacute; liquidada;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;li&gt;
		a decis&amp;atilde;o pode &amp;laquo;fazer jurisprud&amp;ecirc;ncia&amp;raquo;.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Quanto ao segundo ponto, basta dizer que n&amp;atilde;o existe precedente em Portugal, e que portanto qualquer interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal de um certo tribunal pode ou n&amp;atilde;o ser acolhida por outro tribunal consoante lhe aprouver. (Os tribunais inferiores t&amp;ecirc;m de respeitar as decis&amp;otilde;es de tribunais superiores em caso de recurso, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; isso que est&amp;aacute; aqui em causa.)&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Relativamente ao primeiro ponto, o juiz de Portalegre&amp;nbsp;&lt;b&gt;n&amp;atilde;o&lt;/b&gt;&amp;nbsp;decidiu que basta entregar a casa e a d&amp;iacute;vida ao banco est&amp;aacute; liquidada da forma que a cobertura medi&amp;aacute;tica faz crer. N&amp;atilde;o estava em causa, na decis&amp;atilde;o, uma simples da&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cumprimento em que a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do banco foi ignorada pelo tribunal e bastou entregar a casa para a d&amp;iacute;vida ficar saldada. Estava em causa uma venda judicial, em que o banco (credor hipotec&amp;aacute;rio da d&amp;iacute;vida) adquiriu, nessa mesma venda judicial, o im&amp;oacute;vel em causa, por pre&amp;ccedil;o inferior ao valor que atribu&amp;iacute;a &amp;agrave; d&amp;iacute;vida.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Aquando da decis&amp;atilde;o de vender o referido im&amp;oacute;vel, foi decidido que seriam aceites propostas correspondentes a 70% do valor patrimonial do im&amp;oacute;vel, decis&amp;atilde;o da qual o banco n&amp;atilde;o reclamou nem impugnou. Subsequentemente, o banco adquiriu o im&amp;oacute;vel em causa, que estava avaliado em &amp;euro; 117.500,00 (valor que o banco nunca colocou em causa), por &amp;euro; 82.500,00 (a d&amp;iacute;vida total ascendia a um valor ainda superior aos &amp;euro; 117.500,00), precisamente atrav&amp;eacute;s da venda judicial.&amp;nbsp;O banco veio ent&amp;atilde;o dizer que a venda judicial ainda n&amp;atilde;o tinha sido suficiente para ressarcir a sua d&amp;iacute;vida total e portanto exigir o remanescente.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		O juiz veio dizer que &amp;eacute; um abuso de direito um credor, neste caso o banco, adquirir em venda judicial um im&amp;oacute;vel por pre&amp;ccedil;o inferior &amp;agrave;quele que originalmente atribuiu ao mesmo, invocando posteriormente que a d&amp;iacute;vida que se mantinha devia incluir o valor em falta entre o total da d&amp;iacute;vida e o pre&amp;ccedil;o pago pelo im&amp;oacute;vel aquando da venda judicial. A venda judicial do im&amp;oacute;vel deveria abater, neste caso, os &amp;euro; 117.500,00 &amp;agrave; d&amp;iacute;vida total, e n&amp;atilde;o os &amp;euro; 82.500,00 pagos pelo banco.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		O tribunal&amp;nbsp;invoca os seguintes argumentos para suportar a sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;
			Para tutela da boa f&amp;eacute;, deve ser dada primazia ao valor de &amp;euro; 117.500,00 em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao valor mais baixo pago pelo banco. Citando a decis&amp;atilde;o: &amp;laquo;Os inventariados s&amp;atilde;o hoje devedores de uma determinada quantia para aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&amp;nbsp;um bem [o im&amp;oacute;vel] do qual j&amp;aacute; n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;em e que &amp;nbsp;reverteu ao credor da d&amp;iacute;vida por um valor&amp;nbsp;substancialmente inferior &amp;agrave;quele que configura a sua obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e que consubstanciou a&amp;nbsp;materialidade subjacente da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o contratual: o valor patrimonial de 117.500,00&amp;euro;. &amp;Eacute; a&amp;nbsp;este valor do bem, merc&amp;ecirc; da aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo credor hipotec&amp;aacute;rio, que deve ser dada&amp;nbsp;primazia pela materialidade subjacente na tutela judicial.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
			Existiria um enriquecimento em causa (o tribunal chama-lhe &amp;laquo;enriquecimento injustificado&amp;raquo;) caso n&amp;atilde;o se tivesse em causa o valor de &amp;euro; 117.500,00. Citando de novo a decis&amp;atilde;o: &amp;laquo;Julgamos, pois, que, se a responsabilidade obrigacional dos inventariados deriva&amp;nbsp;do m&amp;uacute;tuo de escopo para aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria no valor de 117.500,00&amp;euro;; se o&amp;nbsp;Banco &amp;hellip;, S.A. &amp;eacute; credor dos inventariados em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;uacute;tuo de escopo para aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&amp;nbsp;habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria no valor de 117.500,00&amp;euro;; se o incumprimento que funda a qualidade de&amp;nbsp;credor do Banco &amp;hellip;, S.A. deriva de m&amp;uacute;tuo de escopo para aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria&amp;nbsp;no valor de 117.500,00&amp;euro;; &amp;nbsp;ent&amp;atilde;o a perda desse resultado pelos inventariados e a&amp;nbsp;aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa utilidade pelo credor deve ser considerada e contabilizada para o&amp;nbsp;prosseguimento da d&amp;iacute;vida, abatendo-se ao passivo global.&amp;raquo;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
			Existiria &amp;laquo;uma descaracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da&amp;nbsp;correspectividade entre o dever de prestar dos inventariados e o direito &amp;agrave; presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do&amp;nbsp;credor. (...) No caso dos autos, o dever de prestar foi realizado atrav&amp;eacute;s da ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o credit&amp;oacute;ria e da&amp;nbsp;venda coactiva, ainda que enxertada em processo de invent&amp;aacute;rio.&amp;raquo;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao terceiro ponto, importa citar ainda, em particular, o seguinte (negritos meus):&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		&amp;laquo;Permitir que os inventariados sejam responsabilizados pelo incumprimento da&amp;nbsp;presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, perdendo a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do bem por um valor marcadamente inferior ao valor&amp;nbsp;referencial daquele mesmo incumprimento redundaria, cremos n&amp;oacute;s, na afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que&amp;nbsp;autonomia privada pode, para o sistema judicial, significar arbitrariedade privada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		De contr&amp;aacute;rio, querendo ter um bem, para exerc&amp;iacute;cio de direito constitucionalmente&amp;nbsp;garantido, de um certo valor, acordaram em vincular-se pelo mesmo valor,&amp;nbsp;comprometendo-se &amp;agrave; entrega remunerat&amp;oacute;ria desse valor e ao pagamento dos danos do&amp;nbsp;incumprimento, onerando o bem, os inventariados, ap&amp;oacute;s tutela executiva, ficariam sem esse&amp;nbsp;mesmo bem, desvalorizado em 30%, sem que a d&amp;iacute;vida reflectisse essa desconsidera&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Como se sublinhou, o acento t&amp;oacute;nico deste desequil&amp;iacute;brio no exerc&amp;iacute;cio nem est&amp;aacute;&amp;nbsp;tanto na aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o por 70% do valor do bem, mas sim&amp;nbsp;&lt;b&gt;pela adjudica&amp;ccedil;&amp;atilde;o por esse valor ao&amp;nbsp;pr&amp;oacute;prio credor hipotec&amp;aacute;rio do m&amp;uacute;tuo de escopo, &amp;uacute;nico credor do patrim&amp;oacute;nio comum dos&amp;nbsp;inventariados; conjugado com a sua liberdade de estipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse valor no empr&amp;eacute;stimo e&amp;nbsp;com a conforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse valor em termos patrimoniais&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Atente-se que&amp;nbsp;&lt;b&gt;n&amp;atilde;o se trata de afirmar que aquele valor se identifica com o valor&amp;nbsp;real&lt;/b&gt;, mas sim de acentuar que&amp;nbsp;&lt;b&gt;aquele valor conformou o dever de prestar dos inventariados&amp;nbsp;e, bem assim, o valor do incumprimento&lt;/b&gt;.&amp;raquo;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Em consequ&amp;ecirc;ncia, o tribunal considerou que o banco n&amp;atilde;o podia exigir &amp;euro; 46.356,91 ao devedor, porque o valor a ter em conta para &amp;laquo;abater&amp;raquo; &amp;agrave; d&amp;iacute;vida deveria ser o valor de &amp;euro; 117.500,00 e n&amp;atilde;o de &amp;euro; 82.500,00.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		E agora vem uma parte particularmente interessante da decis&amp;atilde;o, que passo a citar (de novo, negritos meus):&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		&amp;laquo;&amp;Eacute; tamb&amp;eacute;m por este acervo de raz&amp;otilde;es que a pretens&amp;atilde;o do Requerente, R&amp;hellip;, n&amp;atilde;o&amp;nbsp;pode, proceder, tout court, desde logo pela natureza e estrutura do direito de cr&amp;eacute;dito tal&amp;nbsp;como se encontra positivado no art.&amp;ordm; 397.&amp;ordm; do C.C., atrav&amp;eacute;s do qual a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o credit&amp;iacute;cia&amp;nbsp;compreende um v&amp;iacute;nculo jur&amp;iacute;dico em virtude o qual uma pessoa fica adstrita para com a&amp;nbsp;outra &amp;agrave; realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Reconhecendo-se que o credor n&amp;atilde;o tem qualquer direito sobre os bens do devedor,&amp;nbsp;parece claro que tem que se reconhecer-lhe um direito subjectivo &amp;agrave; presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma vez que&amp;nbsp;o devedor est&amp;aacute; vinculado ao seu cumprimento, sendo que a exist&amp;ecirc;ncia de um direito apenas&amp;nbsp;depende do seu reconhecimento por uma norma, independentemente de ser garantido por&amp;nbsp;uma san&amp;ccedil;&amp;atilde;o e muito menos por uma san&amp;ccedil;&amp;atilde;o com plena efic&amp;aacute;cia (GOMES DA SILVA,&amp;nbsp;citado em MENEZES LEIT&amp;Atilde;O, Direito das Obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Volume I, 3.&amp;ordf; Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Almedina,&amp;nbsp;p&amp;aacute;g. 91 e 92, ap&amp;oacute;s an&amp;aacute;lise cr&amp;iacute;tica das teorias realista, personalista e mistas da obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o.).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		O objecto desta decis&amp;atilde;o envolve somente o modo de exerc&amp;iacute;cio do direito de&amp;nbsp;cr&amp;eacute;dito pelo credor Banco &amp;hellip;, S.A. ap&amp;oacute;s a adjudica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em processo de invent&amp;aacute;rio, pelo que&amp;nbsp;n&amp;atilde;o nos cabe sindicar a fonte da d&amp;iacute;vida e a adstri&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos inventariados ao seu cumprimento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		&lt;b&gt;O que vale por dizer que n&amp;atilde;o vemos raz&amp;atilde;o atend&amp;iacute;vel para que a adjudica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do&amp;nbsp;bem acarrete a extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o da obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o por completo.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Mais se diga que o passivo compreende o incumprimento do contrato de m&amp;uacute;tuo&amp;nbsp;oneroso no valor de 3.550,00&amp;euro;, o qual, apesar de garantido com hipoteca sobre o bem&amp;nbsp;im&amp;oacute;vel, n&amp;atilde;o partilha da subsun&amp;ccedil;&amp;atilde;o jur&amp;iacute;dica que ora se explanou quanto ao desequil&amp;iacute;brio no&amp;nbsp;exerc&amp;iacute;cio do direito de cr&amp;eacute;dito face ao contrato de m&amp;uacute;tuo oneroso pela quantia de&amp;nbsp;117.500,00&amp;euro;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Assim, considerando o valor patrimonial do bem adjudicado nos autos &amp;ndash;&amp;nbsp;117.500,00&amp;euro;; o valor da adjudica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; 82.250,00&amp;euro;; a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do adquirente enquanto credor&amp;nbsp;hipotec&amp;aacute;rio de empr&amp;eacute;stimo concedido aos inventariados no valor de 117.500,00&amp;euro; e o valor&amp;nbsp;do passivo aprovado antes da adjudica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash;129.521,52&amp;euro;, considerando que n&amp;atilde;o h&amp;aacute;&amp;nbsp;diverg&amp;ecirc;ncia quanto ao incumprimento m&amp;uacute;tuo com hipoteca no montante de 3.550,00&amp;euro; (tr&amp;ecirc;s&amp;nbsp;mil e quinhentos e cinquenta euros);&amp;nbsp;&lt;b&gt;entendemos que deve ser reconhecida a d&amp;iacute;vida dos&amp;nbsp;inventariados, E&amp;hellip; e R&amp;hellip;, ao Banco &amp;hellip;, S.A. no valor de 12.021,52&amp;euro; (doze mil e vinte e&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;um euros e cinquenta e dois c&amp;ecirc;ntimos), resultante da subtrac&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 117.500,00&amp;euro; &amp;ndash; valor&amp;nbsp;patrimonial do bem adjudicado, ao passivo anteriormente aprovado de 129.521,52&amp;euro;.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p&gt;
			Note-se, por&amp;eacute;m, que o juiz, no processo de invent&amp;aacute;rio limita-se, no caso&amp;nbsp;considerado [rejeitadas por unanimidade], a reconhecer ou n&amp;atilde;o a exist&amp;ecirc;ncia da d&amp;iacute;vida (&amp;hellip;)&amp;nbsp;reconhecida judicialmente (&amp;hellip;), a declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do juiz de que os credores ficariam com o&amp;nbsp;direito a receber pelos meios comuns, quer significar que, n&amp;atilde;o tendo os credores pedido o&amp;nbsp;respectivo pagamento no invent&amp;aacute;rio, lhes fica assegurado o direito de receberem os seus&amp;nbsp;cr&amp;eacute;ditos, mediante execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o (&amp;hellip;) deve tamb&amp;eacute;m entender-se que a tais d&amp;iacute;vidas se aplica a&amp;nbsp;mesma doutrina que, para as aprovadas unanimemente, ficou declarada no art. 1554.&amp;ordm;&amp;nbsp;(LOPES CARDOSO, Partilhas Judiciais, Vol. II, Almedina, p&amp;aacute;g. 155 e 156).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p&gt;
			A prova documental dos autos &amp;ndash; escritura de fls. 45 a 49; documento complementar&amp;nbsp;de fls. 50 a 55; escritura de fls. 57 a 60 e documento complementar de fls.61 a 67, quanto &amp;agrave;&amp;nbsp;natureza solid&amp;aacute;ria e quanto &amp;agrave; exigibilidade da d&amp;iacute;vida n&amp;atilde;o foi, minimamente, posta em crise&amp;nbsp;louvando-nos do seu valor probat&amp;oacute;rio.&amp;raquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		No final, portanto, o juiz reconheceu a d&amp;iacute;vida do banco no valor de &amp;euro; 12.021,52 acima mencionada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Em suma, em causa estava uma venda judicial em que o credor comprou, ele pr&amp;oacute;prio, o bem executado. Esse bem encontrava-se avaliado em &amp;euro; 117.500 pelo pr&amp;oacute;prio credor e o credor aproveitou-se da venda judicial se processar por um valor inferior para o adquirir por &amp;euro; 87.500, vindo depois pedir o remanescente da d&amp;iacute;vida considerando saldado apenas este &amp;uacute;ltimo valor. O&amp;nbsp;tribunal considerou que, na pr&amp;aacute;tica, banco tinha acabado de adquirir um bem que avaliava em &amp;euro; 117.500 por &amp;euro; 87.500 e queria que os devedores pagassem a diferen&amp;ccedil;a entre estes dois valores e o remanescente da d&amp;iacute;vida (e seria este o valor do enriquecimento injustificado) - e considerou esta actua&amp;ccedil;&amp;atilde;o um abuso de direito.&amp;nbsp;No entanto, no final, abateu os &amp;euro; 117.500 &amp;agrave; d&amp;iacute;vida total, mas reconheceu o remanescente como estando ainda em d&amp;iacute;vida.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "&gt;
&lt;p&gt;
		Ou seja, contrariamente ao que por a&amp;iacute; tem sido dito, o tribunal n&amp;atilde;o decidiu que basta entregar a casa para que a d&amp;iacute;vida se considere saldada - antes pelo contr&amp;aacute;rio! Divulgar a decis&amp;atilde;o de forma deturpada em nada ajudou a esclarecer a opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, tendo ali&amp;aacute;s o efeito de perverso prov&amp;aacute;vel de ter induzido em erro todas as pessoas que a decis&amp;atilde;o iria &amp;laquo;ajudar&amp;raquo; (n&amp;atilde;o ajuda) por &amp;laquo;poder criar jurisprud&amp;ecirc;ncia&amp;raquo; (n&amp;atilde;o cria).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
		[Tamb&amp;eacute;m no &lt;a href="http://www.cousasliberaes.com/2012/05/o-que-decidiu-o-juiz-em-portalegre.html"&gt;Cousas Liberaes&lt;/a&gt;.]&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/S8Uv0odl3L4" height="1" width="1"/&gt;</description>
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 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/justica">Justiça</category>
 <pubDate>Sun, 06 May 2012 01:36:29 +0000</pubDate>
 <dc:creator>João Mendes</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3366 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
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<item>
 <title>A equidade na tributação</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/dy3sy1boi8M/a-equidade-na-tributa%C3%A7%C3%A3o</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Numa altura em que se fala de um poss&amp;iacute;vel resgate a Portugal, de um poss&amp;iacute;vel cont&amp;aacute;gio espanhol, Passos Coelho vem colocar uns paninhos quentes ao abordar a quest&amp;atilde;o da &amp;quot;reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos sal&amp;aacute;rios&amp;quot;. Ora, quem n&amp;atilde;o olha para os n&amp;uacute;meros ou pensa que o pa&amp;iacute;s vai ter taxas de crescimento como n&amp;atilde;o teve na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada ousa sonhar que tal &amp;eacute; verdade. Eu c&amp;aacute; suspeito que a receita vai continuar a mesma, pelo menos enquanto as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es continuarem em alta e os juros a descer. Mais austeridade e pouca justi&amp;ccedil;a contributiva (&amp;ldquo;a equidade tribut&amp;aacute;ria trata da justa distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carga tribut&amp;aacute;ria entre os membros da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e considera o sacrif&amp;iacute;cio, por parte dos indiv&amp;iacute;duos, em termos de bens privados que os mesmos deixam de consumir&amp;rdquo;&lt;a href="#_edn1" name="_ednref1" title=""&gt;[i]&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Atualmente, a quest&amp;atilde;o da equidade tribut&amp;aacute;ria tem novo folego. Com o pa&amp;iacute;s a atravessar uma recess&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica, &amp;ldquo;o relat&amp;oacute;rio de Bruxelas revela que Portugal &amp;lsquo;&amp;eacute; o &amp;uacute;nico pa&amp;iacute;s com uma distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o claramente regressiva&amp;rsquo;, ou seja, em que os pobres est&amp;atilde;o a pagar mais do que os ricos quando se aplica a austeridade&amp;rdquo;&lt;a href="#_edn2" name="_ednref2" title=""&gt;[ii]&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ultrapassada a curva de Laffer&lt;a href="#_edn3" name="_ednref3" title=""&gt;[iii]&lt;/a&gt;, ser&amp;aacute; o esgotamento do modelo existente num pa&amp;iacute;s que deixou de crescer? Faz sentido Portugal manter o atual modelo ou adotar outro, como o modelo &lt;em&gt;flat tax&lt;/em&gt;, conseguindo obter receitas por via das vantagens que o modelo proporciona?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Em simult&amp;acirc;neo, pa&amp;iacute;ses como &amp;ldquo;a Litu&amp;acirc;nia, a Est&amp;oacute;nia, a Rep&amp;uacute;blica Checa, a Eslov&amp;aacute;quia, a R&amp;uacute;ssia e a Hungria s&amp;atilde;o exemplos da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste sistema e assistiram a um aumento das receitas do Estado, a par com aumento do ritmo do crescimento do PIB e do emprego, bem como uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dr&amp;aacute;stica na fraude e evas&amp;atilde;o fiscal&amp;rdquo;&lt;a href="#_edn4" name="_ednref4" title=""&gt;[iv]&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Este modelo apresenta in&amp;uacute;meras vantagens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pode facilitar a uniformiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal europeia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Poupan&amp;ccedil;a nos custos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ganhos de efici&amp;ecirc;ncia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Justi&amp;ccedil;a tribut&amp;aacute;ria&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Comodidade para o contribuinte&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Permite o combate aos esquemas fiscais e de fuga aos impostos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Desencoraja gastos sup&amp;eacute;rfluos do Estado e os sucessivos relacionados com elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de governos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	No entanto, e contra as evid&amp;ecirc;ncias supramencionadas, alguns cr&amp;iacute;ticos deste modelo apontam como cr&amp;iacute;ticas: n&amp;atilde;o permitir a progressividade fiscal, nem a redistribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o justa dos rendimentos, que n&amp;atilde;o &amp;eacute; de todo verdade, n&amp;atilde;o fosse a &lt;em&gt;flat tax &lt;/em&gt;um &amp;ldquo;caso especial de taxa proporcional&amp;rdquo;&lt;a href="#_edn5" name="_ednref5" title=""&gt;[v]&lt;/a&gt;. Trata-se de um modelo progressivo que n&amp;atilde;o fere o seguinte artigo da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;
	&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Artigo 104.&amp;ordm; - Impostos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&lt;em&gt;1. &lt;u&gt;O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das desigualdades e ser&amp;aacute; &amp;uacute;nico e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.&lt;/u&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&lt;em&gt;2. A tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&lt;em&gt;3. A tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do patrim&amp;oacute;nio deve contribuir para a igualdade entre os cidad&amp;atilde;os. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&lt;em&gt;4. A tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo visa adaptar a estrutura do consumo &amp;agrave; evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das necessidades do desenvolvimento econ&amp;oacute;mico e da justi&amp;ccedil;a social, devendo onerar os consumos de luxo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;ldquo;Desde os anos 70 que v&amp;aacute;rios estudos apontam para que um esquema linear de imposto seja a forma &amp;oacute;tima de alcan&amp;ccedil;ar certos objetivos de efici&amp;ecirc;ncia e de equidade. Acabando com as taxas marginais muito altas, incentiva-se o trabalho e desincentivam-se a evas&amp;atilde;o e a fuga fiscais. Muitas preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es com a equidade podem ser mais eficazmente alcan&amp;ccedil;&amp;aacute;veis por outras vias. N&amp;atilde;o deve ser tabu, por exemplo, refletir, no &amp;acirc;mbito da UE, sobre a reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma taxa de IVA superior para bens de luxo e de &amp;lsquo;estatuto&amp;rsquo;&amp;rdquo;.&lt;a href="#_edn6" name="_ednref6" title=""&gt;[vi]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	N&amp;atilde;o &amp;eacute; aqui o meu objetivo advogar este modelo, uma vez que sou um leigo na mat&amp;eacute;ria e at&amp;eacute; porque nos pa&amp;iacute;ses desenvolvidos &amp;eacute; adotado o actual modelo. Contudo, gostaria de relan&amp;ccedil;ar o debate com a seguinte interroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Dada a atual conjuntura e consequente fuga e agravamento fiscal, faz sentido Portugal adotar a &lt;em&gt;flat tax&lt;/em&gt; e evoluir para o atual modelo apenas quando os impostos forem bem aplicados e o pa&amp;iacute;s fiscalmente competitivo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Suspeito que alterar toda a m&amp;aacute;quina fiscal nesta fase do campeonato n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel, mas o meu receio &amp;eacute; que j&amp;aacute; nem isto seja suficiente, caso o atual Governo resolva mexer no IMI ou &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a do que foi feito na Gr&amp;eacute;cia com a taxa calculada de acordo com a &amp;aacute;rea da resid&amp;ecirc;ncia, tal medida possa provocar uma convuls&amp;atilde;o social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;
	&lt;br clear="all" /&gt;
&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;
&lt;div id="edn1"&gt;
&lt;p&gt;
			&lt;a href="#_ednref1" name="_edn1" title=""&gt;[i]&lt;/a&gt; Pol&amp;iacute;tica Tribut&amp;aacute;ria, LEODEGAR JOST, AGE Editora, 2003&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id="edn2"&gt;
&lt;p&gt;
			&lt;a href="#_ednref2" name="_edn2" title=""&gt;[ii]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/mais-pobres-suportam-austeridade"&gt;http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/mais-pobres-suportam-austeridade&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id="edn3"&gt;
&lt;p&gt;
			&lt;a href="#_ednref3" name="_edn3" title=""&gt;[iii]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Laffer_curve"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Laffer_curve&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id="edn4"&gt;
&lt;p&gt;
			&lt;a href="#_ednref4" name="_edn4" title=""&gt;[iv]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=542259"&gt;http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=542259&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id="edn5"&gt;
&lt;p&gt;
			&lt;a href="#_ednref5" name="_edn5" title=""&gt;[v]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Flat_tax"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Flat_tax&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id="edn6"&gt;
&lt;p&gt;
			&lt;a href="#_ednref6" name="_edn6" title=""&gt;[vi]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://economico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/979106.html"&gt;http://economico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/979106.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/dy3sy1boi8M" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/a-equidade-na-tributa%C3%A7%C3%A3o#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/fiscalidade">Fiscalidade</category>
 <pubDate>Tue, 01 May 2012 18:16:05 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Tiago Neves</dc:creator>
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<item>
 <title>A Holanda, esse país exemplar</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/gZ7R6jDmoW0/a-holanda-esse-pa%C3%ADs-exemplar</link>
 <description>&lt;p&gt;
	O primeiro-ministro Jos&amp;eacute; S&amp;oacute;crates demitiu-se a 23 de mar&amp;ccedil;o de 2011. As elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es legislativas consequentes tiveram lugar a 5 de junho - dois meses e meio depois.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Nesse tempo houve quem, como de costume, vituperasse o longo tempo que em Portugal demora organizar umas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Sem falta, apontou-se o modelo do Reino Unido - onde o primeiro-ministro se demite e simult&amp;acirc;neamente marca elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es para, aproximadamente, um m&amp;ecirc;s depois -, o qual, atualmente, conjuntamente com os Estados Unidos da Am&amp;eacute;rica, &amp;eacute; modelo supremo para todos os intelectuais portugueses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Agora (finais de abril), o governo holand&amp;ecirc;s demitiu-se. As elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es consequentes ter&amp;atilde;o lugar na Holanda a 12 de setembro, isto &amp;eacute;, quatro meses e meio ap&amp;oacute;s a demiss&amp;atilde;o do governo. Aparentemente, os holandeses s&amp;atilde;o aproximadamente duas vezes mais lentos a organizar elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es do que os portugueses. O modelo holand&amp;ecirc;s, compreensivelmente, n&amp;atilde;o &amp;eacute; referido em Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	(J&amp;aacute; agora, convem salientar que o governo holand&amp;ecirc;s se demitiu por n&amp;atilde;o ter sido capaz de fazer aprovar pelo parlamento um aumento do IVA, e algumas medidas adicionais, destinados a fazer baixar o d&amp;eacute;fice do Estado de 4,6% do PIB para 3% do PIB. Mais um modelo que n&amp;atilde;o &amp;eacute; referido em Portugal...)&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/gZ7R6jDmoW0" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/a-holanda-esse-pa%C3%ADs-exemplar#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-europeia">Política Europeia</category>
 <pubDate>Mon, 30 Apr 2012 09:18:18 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3364 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
<feedburner:origLink>http://www.speakerscorner.org.pt/a-holanda-esse-pa%C3%ADs-exemplar</feedburner:origLink></item>
<item>
 <title>TDT</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/MaozOHOm-ho/tdt</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Foi ontem conclu&amp;iacute;da a maior trafulhice feita aos consumidores portugueses nos &amp;uacute;ltimos anos: a elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da televis&amp;atilde;o anal&amp;oacute;gica de sinal aberto e sua substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela televis&amp;atilde;o digital terrestre (TDT).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Significativamente, essa trafulhice foi feita por ordem da Uni&amp;atilde;o Europeia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Foi uma trafulhice aos consumidores mais pobres. Os mais ricos ficaram imunes e nem se aperceberam, dado que em Portugal j&amp;aacute; tinham (quase) todos televis&amp;atilde;o por cabo ou via internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Os consumidores mais pobres tiveram que investir 45 euros num descodificador para continuarem a usufruir de televis&amp;atilde;o. Para alguns nem isso chegou, dado que o sinal da TDT n&amp;atilde;o chega a todo o lado. &amp;Eacute; claro que 45 euros n&amp;atilde;o &amp;eacute; muito dinheiro na cidade. Mas na economia n&amp;atilde;o-monet&amp;aacute;ria de muitos lares portugueses rurais, &amp;eacute;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Os consumidores ganharam uma televis&amp;atilde;o melhor, sem d&amp;uacute;vida. Infelizmente, por&amp;eacute;m, o sinal da TDT nem sempre &amp;eacute; de grande qualidade: mesmo em Lisboa tem falhas repetitivas. Noutros locais do pa&amp;iacute;s, essas falhas s&amp;atilde;o ainda mais frequentes, de tal forma que, por vezes, &amp;agrave; noite pura e simplesmente n&amp;atilde;o h&amp;aacute; sinal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Noutros pa&amp;iacute;ses da Uni&amp;atilde;o Europeia, a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a TDT ter&amp;aacute; trazido benef&amp;iacute;cios aos consumidores. Em Portugal, foi uma trafulhice que s&amp;oacute; trouxe custos. A mando da UE.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/MaozOHOm-ho" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/tdt#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/sociedade">Sociedade</category>
 <pubDate>Fri, 27 Apr 2012 09:41:59 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3363 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
<feedburner:origLink>http://www.speakerscorner.org.pt/tdt</feedburner:origLink></item>
<item>
 <title>Miguel Portas</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/avX3VZ6sfPM/miguel-portas</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Era, sem d&amp;uacute;vida, o melhor - o mais realista, o mais moderno, o mais l&amp;uacute;cido - dos altos quadros dirigentes (para n&amp;atilde;o dizer: propriet&amp;aacute;rios) do Bloco de Esquerda. Sem ele, o Bloco s&amp;oacute; poder&amp;aacute; ficar pior.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/avX3VZ6sfPM" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/miguel-portas#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-portuguesa">Política Portuguesa</category>
 <pubDate>Thu, 26 Apr 2012 09:12:19 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3362 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
<feedburner:origLink>http://www.speakerscorner.org.pt/miguel-portas</feedburner:origLink></item>
<item>
 <title>Entrada perigosa</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/ckwt5rpYC9I/entrada-perigosa</link>
 <description>&lt;p&gt;
	O ministro dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros portugu&amp;ecirc;s, Paulo Portas, fez ontem ao Conselho de Seguran&amp;ccedil;a das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas uma proposta que me parece muito perigosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ele pediu que o Conselho de Seguran&amp;ccedil;a enviasse para a Guin&amp;eacute;-Bissau uma for&amp;ccedil;a militar com o objetivo de recha&amp;ccedil;ar o recente golpe de Estado militar nesse pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ora, pergunto, qual o estatuto de uma tal for&amp;ccedil;a, e a justifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a sua exist&amp;ecirc;ncia?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	De facto, na Guin&amp;eacute;-Bissau n&amp;atilde;o h&amp;aacute; atualmente qualquer conflito militar que precise de ser intermediado ou parado. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; viol&amp;ecirc;ncia (de monta) na Guin&amp;eacute;-Bissau, ningu&amp;eacute;m &amp;eacute; ferido ou morto, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; torturas nem outras viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos direitos humanos. Ent&amp;atilde;o, como se justifica uma atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o que seria, para todos os efeitos, uma &lt;strong&gt;invas&amp;atilde;o&lt;/strong&gt; da Guin&amp;eacute;-Bissau?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Com que mandado iria uma for&amp;ccedil;a internacional para a Guin&amp;eacute;-Bissau? Para fazer o qu&amp;ecirc;? Para re-instalar no poder as pessoas que l&amp;aacute; estavam? Mas por qu&amp;ecirc;? Para imp&amp;ocirc;r uma democracia &amp;agrave; for&amp;ccedil;a? Mas tal coisa &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ser&amp;aacute; que n&amp;atilde;o foram aprendidas as li&amp;ccedil;&amp;otilde;es das desastradas interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es militares dos Estados Unidos na Som&amp;aacute;lia, nos anos 90, e no Iraque e no Afeganist&amp;atilde;o, mais recentemente?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ou ser&amp;aacute; que Paulo Portas pretende prosseguir na Guin&amp;eacute;-Bissau a &amp;quot;guerra &amp;agrave; droga&amp;quot; de mau efeito?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A Guin&amp;eacute;-Bissau &amp;eacute; um &lt;strong&gt;pa&amp;iacute;s independente&lt;/strong&gt;. Por pior que ela seja (des)governada, deve permanecer isso mesmo. Nada justifica a proposta de Paulo Portas.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/ckwt5rpYC9I" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/entrada-perigosa#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-internacional">Política Internacional</category>
 <pubDate>Fri, 20 Apr 2012 08:43:58 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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<feedburner:origLink>http://www.speakerscorner.org.pt/entrada-perigosa</feedburner:origLink></item>
<item>
 <title>Dez sessões</title>
 <link>http://feedproxy.google.com/~r/speakerscornerl/~3/BpO4p3rCvDM/dez-sess%C3%B5es</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Tenho ouvido repetidamente dizer, nas not&amp;iacute;cias, que o julgamento de Anders Breivik, na Noruega, ter&amp;aacute; dez sess&amp;otilde;es e durar&amp;aacute; dez semanas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	N&amp;atilde;o sei como &amp;eacute; que os noruegueses fazem para determinar, com tal exatid&amp;atilde;o, quanto tempo e quantas sess&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios para um julgamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Seria desej&amp;aacute;vel que, c&amp;aacute; em Portugal, se pudesse fazer julgamentos cuja dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o estivesse assim &amp;agrave; partida aprazada, independentemente da possibilidade de recursos, pedidos de audi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de testemunhas, etc.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/speakerscornerl/~4/BpO4p3rCvDM" height="1" width="1"/&gt;</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/dez-sess%C3%B5es#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/justica">Justiça</category>
 <pubDate>Wed, 18 Apr 2012 10:52:47 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">3360 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
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</channel>
</rss>

