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 <title>Speakers&#039; Corner</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt</link>
 <description>
	 Liberalismo é &quot;a doutrina que mantém que o indivíduo tem o direito de pensar o que quiser, de exprimir o que pensa como quiser, e de pôr em prática o que pensa como quiser, desde que essa expressão ou essa prática não infrinja directamente a igual liberdade de qualquer outro indivíduo.&quot; Fernando Pessoa
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 <language>pt</language>
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 <title>A transferência</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/a-transfer%C3%AAncia</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Fa&amp;ccedil;o minhas &lt;a href=&quot;https://causa-nossa.blogspot.pt/2017/11/lisbon-first-4-o-caso-do-infarmed.html&quot;&gt;estas palavras de Vital Moreira&lt;/a&gt;: &amp;quot;a deslocaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o territorial de alguns dos numerosos institutos e ag&amp;ecirc;ncias do Estado sedeados em Lisboa deveria estar na agenda de todos os governos apostados em combater a profunda assimetria na reparti&amp;ccedil;&amp;atilde;o territorial dos servi&amp;ccedil;os do Estado entre n&amp;oacute;s. [...] deveria haver um plano ponderado de transfer&amp;ecirc;ncia de [...] institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas, atenuando o quase monop&amp;oacute;lio da capital. [...] entre as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es eleg&amp;iacute;veis para sa&amp;iacute;rem de Lisboa ocorrem-me sempre o Tribunal Constitucional e o Instituto da Vinha e do Vinho!&amp;quot; (E acrescento, na minha &amp;aacute;rea, coisas como a Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Ci&amp;ecirc;ncia e a Tecnologia, porque precisam de estar em Lisboa?)&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/a-transfer%C3%AAncia#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-portuguesa">Política Portuguesa</category>
 <pubDate>Fri, 24 Nov 2017 09:42:05 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>A derrota do Porto</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/a-derrota-do-porto</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Como j&amp;aacute; se esperava, o Porto foi derrotado na corrida &amp;agrave; instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Ag&amp;ecirc;ncia Europeia do Medicamento (AEM).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;Eacute; preciso ser claro que as hip&amp;oacute;teses de qualquer cidade portuguesa ser escolhida eram nulas &amp;agrave; partida. A AEM &amp;eacute; uma ag&amp;ecirc;ncia important&amp;iacute;ssima da Uni&amp;atilde;o Europeia, que regula uma das grandes ind&amp;uacute;strias da atualidade e &amp;eacute; portanto objeto de intensas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es e intenso lobbying. Para sede da AEM s&amp;oacute; serve portanto uma cidade central da Uni&amp;atilde;o, com boas e r&amp;aacute;pidas conex&amp;otilde;es por transportes - n&amp;atilde;o somente a&amp;eacute;reo mas tamb&amp;eacute;m terrestre, por comboio ou autom&amp;oacute;vel. Nenhum lobbyista quer perder tr&amp;ecirc;s horas a deslocar-se a uma cidade que fica num dos cantos da Uni&amp;atilde;o, longe dos principais centros urbanos e industriais dela. Logo, &amp;agrave; partida Portugal n&amp;atilde;o podia entrar nesta corrida para vencer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Para que entrou, ent&amp;atilde;o? Para concentrar a nossa diplomacia no sentido de dar a conhecer os m&amp;eacute;ritos, os atrativos e as vantagens de uma importante mas ainda mal conhecida cidade do pa&amp;iacute;s - o Porto. E esse objetivo ter&amp;aacute; sido, espero eu, alcan&amp;ccedil;ado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	N&amp;atilde;o h&amp;aacute; m&amp;eacute;rito somente em ganhar - tal como no desporto, h&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m m&amp;eacute;rito em competir.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/a-derrota-do-porto#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-europeia">Política Europeia</category>
 <pubDate>Tue, 21 Nov 2017 15:56:09 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4193 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Seminários</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/semin%C3%A1rios</link>
 <description>&lt;p&gt;
	O bispo Manuel Clemente, defendendo a diretiva da Igreja Cat&amp;oacute;lica portuguesa no sentido de n&amp;atilde;o deixar homossexuais aceder aos semin&amp;aacute;rios (com o fim de receberem educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para se tornarem padres), afirma que &amp;quot;&amp;Eacute; melhor n&amp;atilde;o criar a ocasi&amp;atilde;o [de n&amp;atilde;o respeitarem os votos de castidade]&amp;hellip;&amp;quot;. S&amp;oacute; posso concluir que o bispo acha que nos semin&amp;aacute;rios os homossexuais t&amp;ecirc;m condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es especialmente prop&amp;iacute;cias para praticarem sexo. Certamente por se verem rodeados de muitos homens jovens, giros e, qui&amp;ccedil;&amp;aacute;, com tend&amp;ecirc;ncias sexuais id&amp;ecirc;nticas.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/semin%C3%A1rios#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/religi-o">Religião</category>
 <pubDate>Sat, 18 Nov 2017 18:02:59 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Seca (2)</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/seca-2</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Em Viseu a &amp;aacute;gua para a rede p&amp;uacute;blica &amp;eacute; transportada em autotanques. (Em muitas outras cidades e vilas do pa&amp;iacute;s a mesma coisa est&amp;aacute; a ser feita, s&amp;oacute; que n&amp;atilde;o se fala disso para n&amp;atilde;o se dar m&amp;aacute; fama a essas cidades e vilas. M&amp;eacute;rtola j&amp;aacute; est&amp;aacute; a ser abastecida por autotanques h&amp;aacute; muito mais meses que Viseu.) Isso custa um ror de dinheiro &amp;agrave;s autarquias. Mas a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua a ser autorizada a gastar &amp;aacute;gua &amp;agrave; sua vontade. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; racionamento nem aumento de pre&amp;ccedil;o da &amp;aacute;gua, apesar do enorme custo que as autarquias suportam com o transporte dela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Em tempo de seca, mandaria a mais elementar racionalidade econ&amp;oacute;mica e ambiental que se aumentasse o pre&amp;ccedil;o da &amp;aacute;gua - para o dobro, para o triplo, para o que fosse necess&amp;aacute;rio. Mas em Portugal h&amp;aacute; a ideia de que a &amp;aacute;gua &amp;eacute; um bem p&amp;uacute;blico que deve ser tendencialmente gratuito (e que deve ter o mesmo pre&amp;ccedil;o em todos os pontos do pa&amp;iacute;s). Por isso, a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o tem qualquer verdadeiro est&amp;iacute;mulo para poupar &amp;aacute;gua. Os autotanques que servem Viseu podem custar muito &amp;agrave; autarquia, mas os viseenses podem continuar a gastar &amp;aacute;gua &amp;agrave; vontade sem olhar ao seu custo.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/seca-2#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/meio-ambiente">Ambiente</category>
 <pubDate>Fri, 17 Nov 2017 16:00:04 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Seca (1)</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/seca-1</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Portugal j&amp;aacute; est&amp;aacute; em seca h&amp;aacute; muitos meses. Mas durante esses meses todos quase que n&amp;atilde;o se falou da seca no espa&amp;ccedil;o medi&amp;aacute;tico. Subitamente, em outubro come&amp;ccedil;ou-se a falar muito da seca (e atualmente fala-se dela todos os dias). Porqu&amp;ecirc;? Porque em outubro acabou a necessidade de utilizar &amp;aacute;gua para irriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o na agricultura (isto &amp;eacute;, efetuaram-se as &amp;uacute;ltimas colheiras e terminou o ano agr&amp;iacute;cola), pelo que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o se tem que considerar a medida verdadeiramente eficaz - interromper o fornecimento de &amp;aacute;gua &amp;agrave; agricultura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;Eacute; que, em Portugal 80% da &amp;aacute;gua &amp;eacute; gasta na agricultura. Pelo que, se se quer enfrentar eficazmente uma seca, a mais importante medida deveria ser eliminar o gasto de &amp;aacute;gua na agricultura. Mas essa &amp;eacute; uma medida muito dura, que eliminaria todo um importante setor econ&amp;oacute;mico e da qual portanto os governantes n&amp;atilde;o querem que se fale. Por esse motivo, s&amp;oacute; se come&amp;ccedil;a a discutir verdadeiramente o problema da seca quando o ano agr&amp;iacute;cola j&amp;aacute; acabou, ou seja, quando j&amp;aacute; foi gasta a imensa maior parte da &amp;aacute;gua que teria sido preciso poupar.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/seca-1#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/meio-ambiente">Ambiente</category>
 <pubDate>Fri, 17 Nov 2017 15:52:23 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Fim do ISIS, fim da guerra na Síria</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/fim-do-isis-fim-da-guerra-na-s%C3%ADria</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Finalmente, a paz voltou &amp;agrave; S&amp;iacute;ria!!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Foi hoje anunciado que os ex&amp;eacute;rcitos s&amp;iacute;rio e iraquiano conquistaram as &amp;uacute;ltimas cidades controladas pelo Estado Isl&amp;acirc;mico, precisamente junto &amp;agrave; fronteira s&amp;iacute;rio-iraquiana, no vale do rio Eufrates. Assim, acaba a guerra contra o Estado Isl&amp;acirc;mico e, com ela, termina a guerra na S&amp;iacute;ria, uma vez que j&amp;aacute; h&amp;aacute; algum tempo que a guerra entre o ex&amp;eacute;rcito s&amp;iacute;rio e os chamados &amp;quot;rebeldes&amp;quot; est&amp;aacute; em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cessar-fogo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;Eacute; uma excelente not&amp;iacute;cia para a S&amp;iacute;ria e para a Europa. Que, provavelmente, tem alguma coisa a ver com o facto de agora estar Trump, e n&amp;atilde;o Obama, na Casa Branca.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/fim-do-isis-fim-da-guerra-na-s%C3%ADria#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-internacional">Política Internacional</category>
 <pubDate>Thu, 09 Nov 2017 11:53:48 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Zonas industriais</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/zonas-industriais</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Hoje em dia grande parte dos munic&amp;iacute;pios do pa&amp;iacute;s t&amp;ecirc;m parques industriais. Os parques industriais s&amp;atilde;o feitos assim: o munic&amp;iacute;pio expropria - a pre&amp;ccedil;o de terreno r&amp;uacute;stico - um conjunto de terrenos; depois infraestrutura-os (construindo ramais de eletricidade, g&amp;aacute;s e &amp;aacute;gua, ruas, e instalando ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica); finalmente, o munic&amp;iacute;pio vende os terrenos infraestruturados - ao pre&amp;ccedil;o de terreno industrial - a ind&amp;uacute;strias que neles se queiram instalar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Por outro lado, o munic&amp;iacute;pio pro&amp;iacute;be a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ind&amp;uacute;strias em qualquer outro terreno do concelho que n&amp;atilde;o o parque industrial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Pergunto: porque &amp;eacute; que n&amp;atilde;o se faz exatamente o mesmo para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Seria, em minha opini&amp;atilde;o, o que se deveria fazer. Proibia-se a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de habita&amp;ccedil;&amp;otilde;es em qualquer local que n&amp;atilde;o as zonas de expans&amp;atilde;o habitacional designadas e delimitadas pelo munic&amp;iacute;pio. Essas zonas seriam expropriadas pelos munic&amp;iacute;pios - a pre&amp;ccedil;o de terreno r&amp;uacute;stico - infraestruturadas e depois vendidas, em lotes, aos privados que nelas quisessem construir moradias ou pr&amp;eacute;dios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Se as coisas fossem feitas desta forma, n&amp;atilde;o haveria hoje casas nem f&amp;aacute;bricas no meio de &amp;aacute;reas florestais. As zonas habitacionais, industriais, e florestais estariam bem delimitadas e separadas umas das outras.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/zonas-industriais#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/ordenamento-do-territ%C3%B3rio">Ordenamento do Território</category>
 <pubDate>Tue, 31 Oct 2017 12:21:23 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4188 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Os municípios e os incêndios</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/os-munic%C3%ADpios-e-os-inc%C3%AAndios</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Transcrevo partes de &lt;a href=&quot;https://causa-nossa.blogspot.pt/2017/10/responsabilidades-partilhadas.html&quot;&gt;um post de Vital Moreira&lt;/a&gt; que me parece muito pertinente: &amp;quot;a responsabilidade dos munic&amp;iacute;pios [nos inc&amp;ecirc;ndios florestais] &amp;eacute; grande e &amp;eacute; indesment&amp;iacute;vel. Quem faz o planeamento da ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o territorial s&amp;atilde;o os munic&amp;iacute;pios no seu plano diretor municipal, incluindo a localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de zonas industriais rodeadas de matas (algumas das quais arderam), sendo tamb&amp;eacute;m os munic&amp;iacute;pios que irresponsavelmente licenciam edifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es isoladas no meio de pinhais e eucaliptais, que foram vitimas dos inc&amp;ecirc;ndios. Grande parte das estradas sem bermas limpas s&amp;atilde;o estradas municipais. S&amp;atilde;o os munic&amp;iacute;pios que t&amp;ecirc;m a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal de fazer cumprir a dist&amp;acirc;ncia legal de seguran&amp;ccedil;a das matas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a habita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o que em geral n&amp;atilde;o cumprem.&amp;quot;&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/os-munic%C3%ADpios-e-os-inc%C3%AAndios#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/meio-ambiente">Ambiente</category>
 <pubDate>Tue, 31 Oct 2017 09:17:28 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4187 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>O seguro ilegal</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/o-seguro-ilegal</link>
 <description>&lt;p&gt;
	O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem descobriu agora que a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa do seguro autom&amp;oacute;vel n&amp;atilde;o est&amp;aacute; conforme com a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o europeia. Se bem entendo, enquanto que esta &amp;uacute;ltima requer que a seguradora pague quaisquer danos causados a terceiros pelo autom&amp;oacute;vel, independentemente de quem o conduza, a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa s&amp;oacute; cobre os danos desde que o autom&amp;oacute;vel esteja a ser conduzido pelo seu propriet&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;Eacute; muito interessante como o Estado portugu&amp;ecirc;s se permite manter desta forma despudorada leis internas que est&amp;atilde;o desconformes com o Direito da Uni&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Gostava de saber como &amp;eacute; que este problema vai ser resolvido. Ou me engano muito ou, sob press&amp;atilde;o das companhias seguradoras, o Estado vai aceitar pagar uma indemniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o qualquer e vai manter a sua lei desconforme. Cada cidad&amp;atilde;o que v&amp;aacute; tendo o azar de ser atropelado por um autom&amp;oacute;vel que n&amp;atilde;o seja conduzido pelo seu propriet&amp;aacute;rio ter&amp;aacute; que descobrir forma de recorrer ao TEDH para ser ressarcido; se n&amp;atilde;o descobrir, fica com os preju&amp;iacute;zos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;Eacute; uma vergonha. &amp;Eacute; um nojo.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/o-seguro-ilegal#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/seguran-a">Segurança</category>
 <pubDate>Mon, 30 Oct 2017 16:20:10 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4186 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>A um palmo</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/a-um-palmo</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Em entrevista &amp;agrave; Antena 1, o deputado do PAN Andr&amp;eacute; Silva diz que &amp;eacute; inadmiss&amp;iacute;vel que continue a haver f&amp;aacute;bricas que t&amp;ecirc;m, a um palmo de dist&amp;acirc;cia da parede da f&amp;aacute;brica, eucaliptos. Ele diz que tem no telem&amp;oacute;vel dele fotografias de casos desses, e eu acredito. Mais: confesso que eu pr&amp;oacute;prio sou propriet&amp;aacute;rio de um eucaliptal que tem, a poucos palmos de dist&amp;acirc;ncia, a parede de uma antiga f&amp;aacute;brica (que j&amp;aacute; fechou, mas podia at&amp;eacute; n&amp;atilde;o ter fechado).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O deputado Andr&amp;eacute; Silva tem toda a raz&amp;atilde;o, mas a pergunta que se p&amp;otilde;e &amp;eacute;: &amp;eacute; a f&amp;aacute;brica que deve ser encerrada, ou s&amp;atilde;o os eucaliptos que devem ser cortados? A resposta n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada evidente...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Entendamos a origem do problema. At&amp;eacute; h&amp;aacute; poucos anos, qualquer um instalava uma f&amp;aacute;brica ou oficina em qualquer terreno que possu&amp;iacute;sse. Da mesma forma, qualquer um plantava um eucaliptal num qualquer terreno que possu&amp;iacute;sse. Cada um podia, ao fim e ao cabo, fazer o bem lhe aprouvesse com a sua propriedade. Assim, o meu pai plantou um eucaliptal numa sua propriedade, e um seu vizinho instalou uma f&amp;aacute;brica na propriedade dele; ficaram a f&amp;aacute;brica e o eucaliptal encostados um ao outro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Hoje em dia j&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; assim. As pessoas hoje em dia s&amp;oacute; podem instalar f&amp;aacute;bricas nos parques industriais devidamente infraestruturados por cada concelho. Mas, em mat&amp;eacute;ria de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o mesmo princ&amp;iacute;pio continua a prevalecer: se uma pessoa possui um terreno em zona urbaniz&amp;aacute;vel, ent&amp;atilde;o &amp;eacute; livre de construir nele uma moradia, sem ter em conta que na vizinhan&amp;ccedil;a muito pr&amp;oacute;xima desse terreno pode haver um outro no qual haja uma planta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de eucaliptos. Finda a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da moradia, o seu propriet&amp;aacute;rio adquire o direito de ir mandar vir com o propriet&amp;aacute;rio dos eucaliptos, dizendo-lhe que eles est&amp;atilde;o muito perto da moradia e que portanto t&amp;ecirc;m que ter o mato limpo. Ou seja: o propriet&amp;aacute;rio da moradia imp&amp;otilde;e custos econ&amp;oacute;micos a um vizinho que nada tem a ver com a moradia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Qual a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, deputado Andr&amp;eacute; Silva? N&amp;atilde;o sei. S&amp;atilde;o os eucaliptos que est&amp;atilde;o plantados onde n&amp;atilde;o devem, ou s&amp;atilde;o as f&amp;aacute;bricas que est&amp;atilde;o instaladas onde n&amp;atilde;o devem? Ou s&amp;atilde;o ambas as coisas? E, como &amp;eacute; admiss&amp;iacute;vel que um pessoa possa construir uma moradia sem que seja propriet&amp;aacute;ria de todos os terrenos que se situam na periferia de seguran&amp;ccedil;a - ou seja, no raio de 50 metros para todos os lados - dessa moradia? Como pode o propriet&amp;aacute;rio de uma moradia ir exigir que todos os propriet&amp;aacute;rios da vizinhan&amp;ccedil;a suportem os custos inerentes a limpar os seus terrenos, apenas para seguran&amp;ccedil;a e usufruto dessa moradia?&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/a-um-palmo#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/meio-ambiente">Ambiente</category>
 <pubDate>Sun, 29 Oct 2017 16:59:07 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4185 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>O Luxemburgo</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/o-luxemburgo</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Havia uma piada da Mafalda, a c&amp;eacute;lebre personagem de banda desenhada, sobre o excesso de popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana: &amp;quot;H&amp;aacute; quem diga que somos demais, mas ningu&amp;eacute;m se vai embora.&amp;quot; N&amp;atilde;o posso deixar de me lembrar disso quando vejo o presidente da Uni&amp;atilde;o Europeia dizer que n&amp;atilde;o quer que a Uni&amp;atilde;o venha a ter 95 pa&amp;iacute;ses - porque n&amp;atilde;o come&amp;ccedil;a ele ent&amp;atilde;o por prop&amp;ocirc;r a extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Luxemburgo, o micro-Estado de onde provem?&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/o-luxemburgo#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-europeia">Política Europeia</category>
 <pubDate>Sun, 29 Oct 2017 16:06:19 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>O prazo</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/o-prazo</link>
 <description>&lt;p&gt;
	O Presidente da Rep&amp;uacute;blica d&amp;aacute; ao governo um prazo de dois anos para resolver o problema dos inc&amp;ecirc;ndios florestais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Mas n&amp;atilde;o se preocupe o Presidente: como no ano passado e neste ardeu praticamente tudo o que havia para arder, temos agora pela frente uma meia d&amp;uacute;zia de anos em que arder&amp;aacute; muito pouco. Pelo que, daqui a dois anos o problema dos inc&amp;ecirc;ndios estar&amp;aacute;, evidentemente, resolvido. S&amp;oacute; voltar&amp;aacute; a deixar de o estar daqui a uns dez ou doze anos, quando poderemos esperar fogos ainda maiores que os deste ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	(Os grandes fogos anteriores a 2016 e 2017 foram em 2003 e 2005 - dez a doze anos antes.)&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/o-prazo#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/meio-ambiente">Ambiente</category>
 <pubDate>Sun, 29 Oct 2017 16:02:14 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4183 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Não havia necessidade...</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/n%C3%A3o-havia-necessidade-0</link>
 <description>&lt;p&gt;
	... do o governo - tanto atrav&amp;eacute;s do primeiro-ministro como atrav&amp;eacute;s do ministro dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros - nem de o Presidente da Rep&amp;uacute;blica - em telefonema ao rei de Espanha - terem vindo afirmar publicamente que n&amp;atilde;o reconheceriam a independ&amp;ecirc;ncia da Catalunha e que apoiam a ordem constitucional espanhola, especialmente a exist&amp;ecirc;ncia de Espanha como Estado unit&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	N&amp;atilde;o havia necessidade de, desta forma, rebaixarem Portugal perante Espanha. Se n&amp;atilde;o querem reconhecer a independ&amp;ecirc;ncia da Catalunha n&amp;atilde;o reconhe&amp;ccedil;am - n&amp;atilde;o precisam de afirmar publicamente por que n&amp;atilde;o o fazem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Quanto mais Portugal se abaixa perante Espanha, mais se lhe v&amp;ecirc; (a Portugal) o cu.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/n%C3%A3o-havia-necessidade-0#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/pol%C3%ADtica-externa">Política Externa</category>
 <pubDate>Sat, 28 Oct 2017 15:30:28 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Calçada portuguesa</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/cal%C3%A7ada-portuguesa</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Compreendo perfeitamente que o presidente da C&amp;acirc;mara Municipal de Lisboa, nessa qualidade, louve o trabalho dos calceteiros e elogie o valor art&amp;iacute;stico de alguns dos seus trabalhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Mas, que o presidente da C&amp;acirc;mara Municipal (de Lisboa e de outras cidades, por exemplo Cascais) n&amp;atilde;o se iluda! A cal&amp;ccedil;ada &amp;quot;portuguesa&amp;quot; &amp;eacute; para erradicar. Com pedras j&amp;aacute; muito gastas pelo uso, cara de fazer e de manter, essa cal&amp;ccedil;ada &amp;eacute; perigos&amp;iacute;ssima para quem nela anda, por ser horrivelmente escorregadia. Pode ser mantida em s&amp;iacute;tios frequentados por turistas, sobretudo se esses s&amp;iacute;tios forem mais ou menos planos; mas, no resto das cidades, deve ser eliminada!&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/cal%C3%A7ada-portuguesa#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/pol-tica-local">Política Local</category>
 <pubDate>Thu, 26 Oct 2017 09:11:27 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Repulsa</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/repulsa</link>
 <description>&lt;p&gt;
	O que me causa repulsa agora, que toda a gente fala dos inc&amp;ecirc;ndios e d&amp;aacute; senten&amp;ccedil;as sobre o que deveria ser feito para acabar com eles, &amp;eacute; o fraqu&amp;iacute;ssimo conhecimento que a imensa maior parte dessa gente tem do mundo rural portugu&amp;ecirc;s e, sobretudo, da sua economia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A senten&amp;ccedil;a mais frequente e &amp;oacute;bvia &amp;eacute; que &amp;quot;os propriet&amp;aacute;rios devem ser obrigados a limpar o mato das suas propriedades&amp;quot;. Isso est&amp;aacute; muito bem, mas quem passa esta senten&amp;ccedil;a deve julgar que a limpeza do mato &amp;eacute; muito barata, que os propriet&amp;aacute;rios s&amp;atilde;o todos uns rica&amp;ccedil;os, que as propriedades lhes d&amp;atilde;o enormes lucros, e que portanto pouco lhes custa gastar uma pequena parte desses chorudos lucros na limpeza do mato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ora, tudo isto &amp;eacute; em geral falso. A maior parte dos propriet&amp;aacute;rios s&amp;atilde;o pessoas comuns, pequenos burgueses que vivem nas cidades e que ganham pequenos sal&amp;aacute;rios. As propriedades rurais d&amp;atilde;o, na zona de minif&amp;uacute;ndio, lucros m&amp;iacute;nimos ou nulos. E a limpeza do mato d&amp;aacute; muito trabalho, gasta muita gasolina (se f&amp;ocirc;r feita com motorro&amp;ccedil;adora) ou gas&amp;oacute;leo (se f&amp;ocirc;r feita com trator), e fica muito cara. Ainda pior, dado que muita da gente que agora habita o mundo rural n&amp;atilde;o tem capacidade f&amp;iacute;sica para efetuar a limpeza (que &amp;eacute; trabalho duro), os propriet&amp;aacute;rios teriam que se deslocar das cidades para as suas propriedades rurais para fazerem eles pr&amp;oacute;prios a limpeza, o que tamb&amp;eacute;m custa muito dinheiro e tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Em conclus&amp;atilde;o, essa senten&amp;ccedil;a &amp;quot;os propriet&amp;aacute;rios que limpem os seus terrenos&amp;quot; &amp;eacute; muito justa, mas economicamente invi&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/repulsa#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/meio-ambiente">Ambiente</category>
 <pubDate>Tue, 24 Oct 2017 10:11:28 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Derrama</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/derrama</link>
 <description>&lt;p&gt;
	&amp;Eacute; natural que o Bloco de Esquerda queira criar (ou aumentar) um imposto especial sobre os lucros de empresas acima de um determinado valor. O Bloco de Esquerda &amp;eacute; um partido comunista e &amp;eacute; sabido que os comunistas t&amp;ecirc;m avers&amp;atilde;o a grandes empresas, a n&amp;atilde;o ser que elas sejam estatais. Os comunistas t&amp;ecirc;m dificuldade em entender o facto elementar de que, se queremos ter grandes realiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ent&amp;atilde;o grandes empresas s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rias. No mundo ideal dos comunistas, todas as empresas privadas s&amp;atilde;o individuais ou de dimens&amp;atilde;o m&amp;iacute;nima - tipo, um cabeleireiro ou uma oficina de repara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bicicletas. Mas, &amp;eacute; evidente que n&amp;atilde;o se vai a lado nenhum somente com empresas de tal dimens&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Toda e qualquer distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o, fiscal ou burocr&amp;aacute;tica, que aumente as dificuldades ao crescimento de uma empresa privada &amp;eacute;, portanto, benvinda para um comunista. Uma empresa que tenha mais trabalhadores ou mais lucros deve ser castigada - na fiscalidade, na burocracia, em tudo - por esse facto. O Estado deve travar o crescimento das empresas. As empresas devem ser penalizadas por crescerem e premiadas por encolherem. Como muito bem o Partido Comunista passa a vida a dizer, as &amp;quot;microempresas&amp;quot; (os cabeleireiros, as oficinas de repara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bicicletas) &amp;eacute; que s&amp;atilde;o boas. Tudo o resto deve ser penalizado, castigado e, em &amp;uacute;ltima inst&amp;acirc;ncia, nacionalizado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Como &amp;eacute; evidente, eu, que sou anticomunista, rejeito esse ponto de vista.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/derrama#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/fiscalidade">Fiscalidade</category>
 <pubDate>Mon, 16 Oct 2017 10:48:31 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Uma dúvida</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/uma-d%C3%BAvida</link>
 <description>&lt;p&gt;
	A acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra Jos&amp;eacute; S&amp;oacute;crates e muitas outras pessoas &amp;eacute; um monstro jur&amp;iacute;dico que, ou me engano muito, ou tem grande probabilidade de apenas conter acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es insuficientemente provadas e que n&amp;atilde;o conduzir&amp;atilde;o a qualquer condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Uma d&amp;uacute;vida leg&amp;iacute;tima foi levantada ontem por Jair Ratner num debate na &lt;em&gt;Antena 1&lt;/em&gt;: com que fundamento e cabimento &amp;eacute; que certas &lt;strong&gt;empresas&lt;/strong&gt;, nomeadamente o Grupo Lena, s&amp;atilde;o acusadas, enquanto que outras empresas, nomeadamente o Banco Esp&amp;iacute;rito Santo, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o? Como pode a empresa Grupo Lena ser criminosa? A pr&amp;aacute;tica de crimes deveria ser imputada apenas a &lt;strong&gt;pessoas&lt;/strong&gt;, nomeadamente os administradores do Grupo Lena, e n&amp;atilde;o a empresas. Como pode a empresa Grupo Lena ser criminosa e a empresa Banco Esp&amp;iacute;rito Santo n&amp;atilde;o o ser?&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/uma-d%C3%BAvida#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/justica">Justiça</category>
 <pubDate>Fri, 13 Oct 2017 10:30:05 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Fogos (2)</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/fogos-2</link>
 <description>&lt;p&gt;
	O relat&amp;oacute;rio sobre o inc&amp;ecirc;ndio de Pedr&amp;oacute;g&amp;atilde;o Grande, pelo que ouvi nas not&amp;iacute;cias,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	(1) Contraria a ideia, propagada por algumas pessoas, de que foi um erro as autoridades terem impedido a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o no IC8; o encerramento do IC8 nada teve a ver com as mortes ocorridas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	2) Desmente a ideia, propagada por algumas pessoas, de que teria sido aconselh&amp;aacute;vel, e vi&amp;aacute;vel, impedir a cicula&amp;ccedil;&amp;atilde;o na EN 236-1 (a &amp;quot;estrada da morte&amp;quot;). As pessoas que morreram estavam praticamente todas em aldeias a leste dessa estrada e tentaram fugir por ela. Se se tivesse colocado guardas a impedir o acesso das estradas secund&amp;aacute;rias &amp;agrave; EN 236-1, n&amp;atilde;o somente isso n&amp;atilde;o teria impedido as pessoas de procurar fugir por ela, como com toda a probabilidade os guardas teriam morrido queimados tamb&amp;eacute;m.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	3) Afirma a ideia de que, com grande probabilidade, (muitas d)as pessoas que morreram n&amp;atilde;o teriam morrido se, em vez de tentarem fugir de carro, tivessem permanecido bem fechadas em suas casas. As pessoas morreram queimadas mas as suas casas n&amp;atilde;o arderam. Uma casa bem constru&amp;iacute;da (sem madeira, com o telhado limpo de carumas e assente em bet&amp;atilde;o, com janelas met&amp;aacute;licas) protege bastante bem contra o fogo.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/fogos-2#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/seguran-a">Segurança</category>
 <pubDate>Fri, 13 Oct 2017 10:23:38 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4177 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Fogos</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/fogos</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Muito barulho pol&amp;iacute;tico foi feito em Portugal a prop&amp;oacute;sito dos inc&amp;ecirc;ndios deste ver&amp;atilde;o, especialmente o de Pedr&amp;oacute;g&amp;atilde;o Grande, onde 64 pessoas morreram.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Agora, na Calif&amp;oacute;rnia, supostamente um dos Estados mais ricos do planeta, fogos devastam (em outubro!) zonas residenciais inteiras, muitas centenas de casas s&amp;atilde;o destru&amp;iacute;das, e as autoridades dizem que pelo menos 17 pessoas (mas provavelmente mais!) morreram.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Felizmente, em Portugal ardem mais eucaliptos do que casas.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/fogos#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/meio-ambiente">Ambiente</category>
 <pubDate>Wed, 11 Oct 2017 11:27:18 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4176 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Catalunha (2)</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/catalunha-2</link>
 <description>&lt;p&gt;
	As grandes empresas que t&amp;ecirc;m sede na Catalunha est&amp;atilde;o a transferir essa sede para fora da Catalunha. T&amp;ecirc;m medo de que a Catalunha fique fora da Uni&amp;atilde;o Europeia quando (e se) declarar independ&amp;ecirc;ncia. Por&amp;eacute;m, esse receio &amp;eacute; injustificado. Com efeito, a Catalunha s&amp;oacute; ficar&amp;aacute; fora da Uni&amp;atilde;o Europeia se (e quando) uma maioria de Estados da Uni&amp;atilde;o Europeia reconhecer a independ&amp;ecirc;ncia dela. Ou seja, n&amp;atilde;o basta que o governo catal&amp;atilde;o declare a independ&amp;ecirc;ncia, &amp;eacute; preciso tamb&amp;eacute;m que essa independ&amp;ecirc;ncia seja formalmente reconhecida pelos Estados da Uni&amp;atilde;o Europeia. E estes n&amp;atilde;o o far&amp;atilde;o, evidentemente, enquanto o Estado espanhol n&amp;atilde;o o fizer tamb&amp;eacute;m (de alguma forma). (N&amp;atilde;o se p&amp;otilde;e fora da Uni&amp;atilde;o um pa&amp;iacute;s cuja exist&amp;ecirc;ncia nem sequer se reconhece!)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ou seja, quem por&amp;aacute; a Catalunha fora da Uni&amp;atilde;o Europeia n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; o governo catal&amp;atilde;o, quando declarar a independ&amp;ecirc;ncia, mas sim o governo espanhol, quando reconhecer essa independ&amp;ecirc;ncia. Coisa que, evidentemente, n&amp;atilde;o acontecer&amp;aacute; facilmente nem rapidamente.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/catalunha-2#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-europeia">Política Europeia</category>
 <pubDate>Mon, 09 Oct 2017 14:55:56 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4175 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Catalunha (1)</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/catalunha-1</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Os nacionalistas catal&amp;atilde;es insistem que querem &amp;quot;dialogar&amp;quot; ou &amp;quot;negociar&amp;quot; com o governo de Madrid. Este &amp;uacute;ltimo recusa-se a dialogar ou negociar. Por qu&amp;ecirc;? Tr&amp;ecirc;s raz&amp;otilde;es:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	(1) O governo de Madrid est&amp;aacute; politicamente muito dependente dos nacionalistas espanh&amp;oacute;is, isto &amp;eacute;, dos centralistas. Estes &amp;uacute;ltimos s&amp;atilde;o muito maiorit&amp;aacute;rios na direita espanhola, representada pelo PP. Se o governo de Madrid negociasse qualquer coisa de substancial com os catal&amp;atilde;es, seria acusado de &amp;quot;trai&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot; pelos seus apoiantes nacionalistas espanh&amp;oacute;is. &amp;Eacute; que, o problema nesta quest&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; somente o nacionalismo catal&amp;atilde;o, &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m o nacionalismo espanhol, ou seja, o centralismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	(2) Espanha tem muitas regi&amp;otilde;es auton&amp;oacute;micas al&amp;eacute;m da Catalunha, do Pa&amp;iacute;s Basco e da Galiza. Qualquer concess&amp;atilde;o &amp;agrave; Catalunha, especialmente em mat&amp;eacute;ria de autonomia fiscal, poder&amp;aacute; depois ser reivindicada por outras regi&amp;otilde;es mais ricas, em particular Navarra e Pa&amp;iacute;s Valenciano. Se Espanha conceder autonomia fiscal a todas as suas regi&amp;otilde;es mais ricas, fica sem dinheiro para distribuir pelas mais pobres (Andaluzia, Extremadura).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	(3) Espanha est&amp;aacute; com s&amp;eacute;rios problemas de d&amp;iacute;vida e d&amp;eacute;fice p&amp;uacute;blicos. Nestas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;eacute; muito dif&amp;iacute;cil para o Estado central conceder autonomia fiscal &amp;agrave; sua regi&amp;atilde;o mais rica (em termos absolutos). E n&amp;atilde;o tenhamos ilus&amp;otilde;es, aquilo que, em &amp;uacute;ltima an&amp;aacute;lise, os catal&amp;atilde;es desejam, &amp;eacute; autonomia fiscal, ou seja, que o dinheiro que &amp;eacute; pago em impostos na Catalunha permane&amp;ccedil;a na Catalunha.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/catalunha-1#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/politica-europeia">Política Europeia</category>
 <pubDate>Mon, 09 Oct 2017 14:49:44 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4174 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>As casas de banho</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/as-casas-de-banho</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Ontem fui a um concerto. Antes de ele come&amp;ccedil;ar, servi-me da casa de banho. Como de costume, &amp;agrave; porta da casa de banho das mulheres havia uma fila de gente &amp;agrave; espera. Espreitando para dentro dessa casa de banho (os construtores portugueses t&amp;ecirc;m quase sempre a arte de fazerem casas de banho com um supremo grau de privacidade, que permitem a qualquer um espreitar l&amp;aacute; para dentro), vi que tinha tr&amp;ecirc;s sanitas. A dos homens, tinha duas sanitas e dois urin&amp;oacute;is.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Eu n&amp;atilde;o entendo esta falta de l&amp;oacute;gica das casas de banho. Metade da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o mulheres. De onde, nas casas de banho deveria haver pelo menos tantas sanitas para as mulheres quanto h&amp;aacute; sanitas e urin&amp;oacute;is (tudo junto) para os homens. Assim, se a casa de banho dos homens tem duas sanitas e dois urin&amp;oacute;is, a das mulheres deveria ter, no m&amp;iacute;nimo, quatro sanitas - n&amp;atilde;o somente tr&amp;ecirc;s. Mas, por diversos motivos, as mulheres demoram mais tempo a fazer as suas necessidades do que os homens, pelo que, de facto, o n&amp;uacute;mero de sanitas destinadas &amp;agrave;s mulheres deveria ser, talvez, 50% superior ao n&amp;uacute;mero de sanitas e urin&amp;oacute;is destinados aos homens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	As casas de banho p&amp;uacute;blicas deveriam ser semple planeadas com a casa de banho das mulheres com, pelo menos, o dobro da superf&amp;iacute;cie da dos homens. Se para os homens bastam uma sanita e um urinol, para as mulheres s&amp;atilde;o precisas quatro sanitas. Se para os homens &amp;eacute; preciso acrescentar um urinol extra, ent&amp;atilde;o para as mulheres devem ser adicionadas duas sanitas extra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	S&amp;oacute; assim deixar&amp;aacute; de haver bichas para a casa de banho das mulheres. Ou, pelo menos, as bichas para a dos homens ser&amp;atilde;o do mesmo tamanho que para a das mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Igualdade n&amp;atilde;o &amp;eacute; fazer para os homens e para as mulheres casas de banho com &amp;aacute;reas iguais. Igualdade &amp;eacute; permitir que homens e mulheres tenham o mesmo tempo, ou a mesma falta dele, para fazerem em descanso as suas necessidades.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/as-casas-de-banho#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/sociedade">Sociedade</category>
 <pubDate>Thu, 05 Oct 2017 16:13:54 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4173 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Trump e Porto Rico</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/trump-e-porto-rico</link>
 <description>&lt;p&gt;
	&lt;a href=&quot;https://www.rt.com/usa/405602-trump-puerto-rico-debt-wipe-out/&quot;&gt;We&amp;rsquo;re going to work something out. We have to look at their whole debt structure. You know they owe a lot of money to your friends on Wall Street and we&amp;rsquo;re going to have to wipe that out. You&amp;rsquo;re going to say goodbye to that, I don&amp;rsquo;t know if it&amp;rsquo;s Goldman Sachs but whoever it is you can wave goodbye to that,&amp;rdquo;&lt;/a&gt; foi o que o presidente norte-americano disse a prop&amp;oacute;sito da d&amp;iacute;vida de Porto Rico. Falou muito bem. Oxal&amp;aacute; algu&amp;eacute;m na Europa tamb&amp;eacute;m tivesse a coragem de falar de forma semelhante.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/trump-e-porto-rico#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/finan-as-p-blicas">Finanças Públicas</category>
 <pubDate>Wed, 04 Oct 2017 09:03:21 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4172 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>O camarada traidor</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/o-camarada-traidor</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Ouvi ontem na televis&amp;atilde;o o camarada Bernardino Soares, presidente da C&amp;acirc;mara de Loures, gabar-se de, gra&amp;ccedil;as ao servi&amp;ccedil;o de investimento por ele criado na C&amp;acirc;mara, ter j&amp;aacute; conseguido que muitas dezenas de empresas investissem no concelho de Loures, criando muitos postos de trabalho. Fquei chocado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ent&amp;atilde;o o camarada Bernardino acha que &amp;eacute; assim, fomentando a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empresas capitalistas, que se melhora a condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos trabalhadores? N&amp;atilde;o v&amp;ecirc; o camarada Bernardino que essas empresas que ajudou a instalar em Loures est&amp;atilde;o a explorar cruelmente o povo do munic&amp;iacute;pio? Ou ser&amp;aacute; que o camarada Bernardino teve o cuidado de fomentar apenas a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de microempresas, as &amp;uacute;nicas (conjuntamente com as empresas estatais) de que o Partido gosta?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A mim parece-me que o camarada Bernardino est&amp;aacute; a trair o povo e a fomentar a explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o capitalista. Rua com ele!!!&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/o-camarada-traidor#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/humor">Humor</category>
 <pubDate>Wed, 27 Sep 2017 10:50:18 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4171 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Ide roubar para a estrada!</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/ide-roubar-para-a-estrada</link>
 <description>&lt;p&gt;
	&amp;Eacute; isto que eu respondo aos enfermeiros que reivindicam um aumento generalizado de sal&amp;aacute;rio de 400 euros para todos eles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Sabem que o sal&amp;aacute;rio m&amp;eacute;dio em Portugal &amp;eacute; de 800 euros? Querem, s&amp;oacute; de acr&amp;eacute;scimo, metade disso? V&amp;atilde;o roubar para a estrada!!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Ou ent&amp;atilde;o, fa&amp;ccedil;am como muitos dos vossos cong&amp;eacute;neres: emigrem para o Reino Unido (enquanto podem). L&amp;aacute; ganhar&amp;atilde;o esses 400 euros a mais, certamente. A expensas dos contribuintes brit&amp;acirc;nicos. De n&amp;oacute;s, n&amp;atilde;o!&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/ide-roubar-para-a-estrada#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/trabalho">Trabalho</category>
 <pubDate>Wed, 27 Sep 2017 09:39:33 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4170 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Democracias muito imperfeitas</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/democracias-muito-imperfeitas</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Fala-se muito dos pa&amp;iacute;ses ditos &amp;quot;ocidentais&amp;quot; como sendo paradigmas da democracia, mas na realidade trata-se de democracias muito imperfeitas. Dou tr&amp;ecirc;s exemplos, tirados de alguns dos pa&amp;iacute;ses mais ocidentais que h&amp;aacute; na Europa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	(1) No Reino Unido, um partido (o partido conservador) aumenta a sua vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a outra mas v&amp;ecirc; o n&amp;uacute;mero de deputados eleitos decrescer substancialmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	(2) Na Fran&amp;ccedil;a, um partido (o &lt;em&gt;En Marche&lt;/em&gt;) tem na primeira volta das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es apenas um quarto dos votos, mas no final da segunda volta tem cerca de dois ter&amp;ccedil;os dos deputados eleitos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	(3) Na Espanha, pretende-se impedir a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um referendo, inclusive recorrendo &amp;agrave; for&amp;ccedil;a policial para tal efeito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	(Sobre o &amp;uacute;ltimo exemplo, fa&amp;ccedil;o notar que o resultado de um referendo, isto &amp;eacute;, a vontade do povo, pode ser contr&amp;aacute;rio &amp;agrave; Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o; mas, a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do referendo nunca pode, num pa&amp;iacute;s democr&amp;aacute;tico, ser anticonstitucional.)&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/democracias-muito-imperfeitas#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/democracia">Democracia</category>
 <pubDate>Wed, 20 Sep 2017 10:58:34 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4169 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Partidos regionais</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/partidos-regionais-0</link>
 <description>&lt;p&gt;
	&lt;a href=&quot;https://causa-nossa.blogspot.pt/2017/09/nem-pensar.html&quot;&gt;No seu blogue&lt;/a&gt;, Vital Moreira afirma-se a favor da continuada proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de partidos regionais. Acontece que tal proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;, pura e simplesmente, antidemocr&amp;aacute;tica. Os interesses regionais, regionalistas, eventualmente independentistas, t&amp;ecirc;m tanto direito a fazer-se representar no sistema pol&amp;iacute;tico como quaisquer outros interesses particulares.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/partidos-regionais-0#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/democracia">Democracia</category>
 <pubDate>Tue, 12 Sep 2017 08:27:51 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4168 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Lamentável</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/lament%C3%A1vel</link>
 <description>&lt;p&gt;
	&amp;Eacute; lament&amp;aacute;vel a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da candidata do PS (e atual presidente da Junta) a uma Junta de Freguesia do concelho da Covilh&amp;atilde;, em que rebaixou e gozou com o seu opositor, candidato do CDS, por este ser um ex-emigrante retornado da Venezuela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	&amp;Eacute; claro que o PS (ou qualquer outro partido) dificilmente pode exigir um grande n&amp;iacute;vel de eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos os seus candidatos, at&amp;eacute; a uma rec&amp;ocirc;ndita Junta de Freguesia. Mas tem a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de se demarcar desta atitude xen&amp;oacute;foba da sua candidata, desautorizando-a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Tal como os imigrantes estrangeiros em Portugal, tamb&amp;eacute;m os emigrantes portugueses retornados devem gozar de todos os seus direitos pol&amp;iacute;ticos, e n&amp;atilde;o podem ser rebaixados nem humilhados devido &amp;agrave; sua origem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O PS deveria imediatamente demarcar-se desta sua candidata, desautoriz&amp;aacute;-la, retirar-lhe o seu apoio.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/lament%C3%A1vel#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/direitos-civis">Direitos Civis</category>
 <pubDate>Sat, 02 Sep 2017 15:37:39 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Os livros de atividades infantis</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/os-livros-de-atividades-infantis</link>
 <description>&lt;p&gt;
	Deu muito brado durante as &amp;uacute;ltimas semanas da &lt;em&gt;silly season&lt;/em&gt; o facto de a Porto Editora ter editado uns livros de atividades para meninos da pr&amp;eacute;-prim&amp;aacute;ria com distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os sexos - uns livros para meninos, outros para meninas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	N&amp;atilde;o me pronuncio sobre o conte&amp;uacute;do dos livros, que desconhe&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O que questiono &amp;eacute; a necessidade ou conveni&amp;ecirc;ncia de editar dois livros diferentes. J&amp;aacute; tenho dois filhos, os quais andaram em infant&amp;aacute;rios, os infant&amp;aacute;rios n&amp;atilde;o eram separados por sexos, meninos e meninas eram supostos, no infant&amp;aacute;rio, praticar as mesmas atividades e brincadeiras. Nunca ouvi referir qualquer conveni&amp;ecirc;ncia de, em t&amp;atilde;o tenra idade, fazer meninos e meninas praticarem exerc&amp;iacute;cios ou atividades distintos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Editar dois livros &amp;eacute; certamente mais caro do que editar apenas um. D&amp;aacute; mais trabalho, as tiragens s&amp;atilde;o menores e os custos de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o maiores. Para que se deu a Porto Editora a mais trabalho e despesa sem qualquer necessidade did&amp;aacute;tica que o justificasse? (Se houvesse necessidade did&amp;aacute;tica, ent&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m haveria infant&amp;aacute;rios segregados por sexo. Ou ent&amp;atilde;o, mesmo nos infant&amp;aacute;rios n&amp;atilde;o segregados, as educadoras atribuiriam atividades diferentes aos meninos e &amp;agrave;s meninas.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A raz&amp;atilde;o &amp;eacute; simples: o mercado. A Porto Editora sabe, ou julga saber, que h&amp;aacute; pais que querem dar uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o supostamente diferenciada aos seus rebentos. Que h&amp;aacute; pais que querem explicitamente que os seus filhos realizem atividades e tenham livros supostamente adequados ao seu sexo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	O problema n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na Porto Editora. O problema est&amp;aacute; nos adultos que compram estes livros para as suas crian&amp;ccedil;as. S&amp;atilde;o eles que s&amp;atilde;o sexistas. A Porto Editora limita-se a pressentir a exist&amp;ecirc;ncia de um mercado para o sexismo e a explorar esse mercado.&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/os-livros-de-atividades-infantis#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-no-blogue/sociedade">Sociedade</category>
 <pubDate>Fri, 01 Sep 2017 14:01:27 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4166 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
</item>
<item>
 <title>Ignição</title>
 <link>http://www.speakerscorner.org.pt/igni%C3%A7%C3%A3o</link>
 <description>&lt;p&gt;
	No passado s&amp;aacute;bado, cerca das 7:30 da manh&amp;atilde;, eu estava em Cascais, quando comecei a ouvir na rua, pela janela aberta, um estranho crepitar. Fui &amp;agrave; varanda e, com espanto, vi um inc&amp;ecirc;ndio, ainda numa fase muito inicial, num lote abandonado de terreno, coberto de erva alta e seca, que h&amp;aacute; junto ao pr&amp;eacute;dio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Naquela manh&amp;atilde; bem fresca, mas soalheira, n&amp;atilde;o havia qualquer causa natural para a igni&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	Na rua n&amp;atilde;o se via vivalma, embora n&amp;atilde;o seja raro haver, por ali, pessoas a passear c&amp;atilde;es &amp;agrave;quela hora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
	A igni&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi de causa humana, sem d&amp;uacute;vidas. Mas o que poder&amp;aacute; ter sido? Fogo posto? Um cigarro mal apagado atirado da janela de um dos pr&amp;eacute;dios em volta? Um cigarro mal apagado atirado por algu&amp;eacute;m que estava a passear o c&amp;atilde;o?&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.speakerscorner.org.pt/igni%C3%A7%C3%A3o#comments</comments>
 <category domain="http://www.speakerscorner.org.pt/entradas-de-blog/meio-ambiente">Ambiente</category>
 <pubDate>Wed, 30 Aug 2017 08:25:01 +0000</pubDate>
 <dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4165 at http://www.speakerscorner.org.pt</guid>
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</channel>
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