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	<description>Inovação, Investimentos e empreendedorismo.</description>
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		<title>O impacto de Revenue Intelligence no valuation de startups</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado Especial]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:12:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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<p>* Por Thais Sterenberg Quando um investidor senta para avaliar uma startup, ele não olha apenas para o produto ou para o potencial de mercado. Ele tenta entender se a empresa sabe o que está acontecendo dentro dela, se consegue prever o que vem pela frente e se tem controle suficiente sobre a receita para [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>* Por Thais Sterenberg</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um investidor senta para avaliar uma startup, ele não olha apenas para o produto ou para o potencial de mercado. Ele tenta entender se a empresa sabe o que está acontecendo dentro dela, se consegue prever o que vem pela frente e se tem controle suficiente sobre a receita para justificar o capital que vai receber. E para que isso aconteça, a qualidade dos dados tem um peso extra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é que a maioria das startups chega a uma rodada com dados fragmentados, espalhados entre CRM, planilhas, conversas de WhatsApp e memória do time comercial. Os líderes até conseguem mostrar o número, mas têm dificuldade de explicar o que está por trás dele, o que motivou o churn, por que uma projeção não se realizou, onde está o risco real da carteira. Do ponto de vista do investidor, essa dificuldade de explicar é tão relevante quanto o número em si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Revenue Intelligence pode mudar essa dinâmica porque organiza o que aconteceu e também o contexto em que aconteceu. Uma startup que consegue mostrar os sinais que antecederam um churn, demonstrar como identificou esse padrão e o que fez para evitá-lo nas contas seguintes está apresentando algo muito mais valioso do que uma taxa de retenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa capacidade de aprendizado documentada é o que transforma dados comerciais em argumento de investimento, porque Revenue Intelligence integra numa mesma visão o que aconteceu em diferentes áreas, tornando possível explicar um resultado com a precisão que nenhuma planilha ou CRM isolado conseguiria entregar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo vale para projeção de faturamento. Projetar apenas com base em histórico de CRM é diferente de projetar com base em comportamento dos contatos, sinais de engajamento e dados de CS integrados ao processo comercial, e essa diferença aparece na hora em que alguém começa a fazer perguntas mais complexas sobre os números.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, investidores experientes já viram muitas startups que cresceram bem e travaram na hora de explicar por quê. O que vai prender a atenção deles numa negociação não é só o crescimento em si, mas a clareza de quem sabe exatamente o por que cresceu. Revenue intelligence é o que permite chegar nessa conversa com respostas, porque integra dados de vendas, marketing e CS num histórico rastreável, tornando possível explicar cada resultado, identificar onde está o risco da carteira e projetar com base em comportamento, não em achismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>* Thais Sterenberg é CEO e Cofundadora da Elephan.ai</em></p>
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		<title>R$ 1 trilhão em FIDCs: o que explica a expansão em meio à queda da Selic?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Startupi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 12:32:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Magazine]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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<p>A leitura mais comum sobre os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) os trata como um produto de juro alto: enquanto a Selic aperta e o banco recua, o crédito estruturado avança. O problema dessa leitura é que ela não sobrevive aos próprios números. A Selic já foi cortada três vezes seguidas, de 15% [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A leitura mais comum sobre os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) os trata como um produto de juro alto: enquanto a Selic aperta e o banco recua, o crédito estruturado avança. O problema dessa leitura é que ela não sobrevive aos próprios números. A Selic já foi cortada três vezes seguidas, de 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, para 14,25% em junho, e a indústria de FIDC não desacelerou. Ao contrário: caminha para ultrapassar R$ 1 trilhão em patrimônio líquido, depois de atingir cerca de R$ 960 bilhões em maio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dado importa porque desmonta a tese fácil. Se o crescimento do FIDC fosse apenas reflexo da Selic alta, a virada do ciclo já apareceria como freio. Não apareceu. A indústria captou R$ 41,6 bilhões entre janeiro e maio, alta de 36% sobre o mesmo período de 2025, e segue liderando as entradas líquidas da indústria de fundos mesmo em meses de resgate generalizado na renda fixa. “O crescimento do FIDC não é filho do juro alto. É filho de uma mudança na forma como o crédito chega à economia real”, afirma Gabriel Padula, CEO do Grupo EverBlue, especializado em crédito estruturado e securitização. “Se fosse só Selic, a indústria oscilaria com o Copom. Ela não oscila — cresceu com o juro a 15% e continua crescendo agora que ele começou a ceder. Isso é estrutural.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">A base de investidores conta a história</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A migração mais reveladora não está no estoque, mas em quem compra esse risco. O número de contas de investidores em FIDCs saltou de 172,2 mil em janeiro de 2025 para 331,4 mil em dezembro, alta de 92,5% em um único ano. É uma democratização de uma classe de ativo antes restrita a grandes operações e investidores institucionais, hoje disputando espaço na carteira de uma base muito mais ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Padula, esse é o ponto que a narrativa de conjuntura ignora. “Quando a base de investidores quase dobra em doze meses, você não está diante de uma janela de oportunidade que abre e fecha com a taxa de juros. Está diante de um instrumento queentrou de vez no mercado de capitais brasileiro.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que realmente sustenta o crédito estruturado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A força do FIDC, segundo Padula, não está na Selic, mas na forma como o ativo é analisado e originado. Diferentemente de uma linha bancária tradicional, o FIDC olha para o fluxo de recebíveis, para a capacidade de geração de caixa e para a estrutura da operação, não apenas para o porte da empresa. Isso permite transformar direito creditório em caixa com uma velocidade que o crédito bancário, mais lento e mais seletivo, raramente acompanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É também aí que mora um ponto que o discurso simplista costuma esconder. Juro alto por tempo prolongado não é uma bênção automática para o crédito estruturado: ele pressiona a inadimplência das pequenas e médias empresas, justamente o lastro desses fundos. “Selic alta não é vento a favor. Ela aperta o tomador, e quem compra recebível sente isso na carteira”, diz Padula. “Por isso a disciplina de análise é o que separa quem cresce de forma sustentável de quem só surfa um momento. O FIDC bem estruturado não torce por juro alto, ele é desenhado para atravessar qualquer ciclo.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">O teste daqui para frente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com a Selic em queda gradual e o Banco Central sinalizando cautela, a inflação projetada para 2026 segue acima do teto da meta, e o ritmo de cortes permanece incerto, o crédito estruturado entra em um teste real. Se a tese de que o FIDC é conjuntural estivesse certa, o afrouxamento monetário começaria a esvaziar a indústria. Os números do primeiro semestre apontam o contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> “O ponto central não é a Selic de hoje. É entender que a empresa não procura o FIDC porque o banco está caro, ela procura porque precisa transformar venda em caixa, manter fornecedor e honrar folha com previsibilidade”, conclui Padula. “Esse problema existe com juro a 15% e existe com juro a 10%. É por isso que o crédito estruturado deixou de ser alternativa de momento para virar infraestrutura de financiamento da economia real.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Crédito Sobre Rodas: A Hora de Bancarizar e Proteger a Base da Economia de Plataforma</title>
		<link>https://startupi.com.br/credito-sobre-rodas-a-hora-de-bancarizar-e-proteger-a-base-da-economia-de-plataforma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escolha do Editor]]></category>
		<category><![CDATA[escolha do editor]]></category>
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<p>A formalização e o acesso ao crédito para entregadores não são apenas uma pauta de inclusão social, mas o alicerce indispensável para a sustentabilidade de toda a cadeia logística nacional.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O mercado de entregas por aplicativo no Brasil atingiu uma maturidade incontornável, exigindo que governos e empresas deixem de tratar sua força operacional como um contingente invisível. A iniciativa anunciada pelo governo ontem, 27 de julho, que viabiliza crédito facilitado para aquisição de motocicletas e bicicletas, pode transformar a base da economia de plataforma em um ecossistema financeiramente integrado e de alto potencial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>A ampliação do acesso bancário a esses trabalhadores reduz a vulnerabilidade sistêmica e qualifica a prestação de serviços</em>&#8220;, afirma Carlos Eduardo Carvalho, professor do Departamento de Economia da <strong>Pontifícia Universidade Católica de São Paulo</strong> (PUC-SP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente à margem do sistema financeiro tradicional, os entregadores enfrentam barreiras severas que comprometem a renovação de seus ativos de trabalho e a própria segurança viária. A falta de linhas de financiamento adequadas perpetua a precariedade e eleva o custo de capital para quem sustenta a ponta final da cadeia de consumo digital. Ignorar essa demanda latente significa pavimentar o caminho para gargalos operacionais crônicos, encarecendo a logística para o consumidor final e estrangulando o crescimento das próprias plataformas de tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação parece ser importante, pois o custo de uma inércia poderia recair diretamente sobre a margem operacional das empresas e sobre a estabilidade macroeconômica, caso o setor continue desamparado por políticas públicas estruturantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia</strong> (Amobitec), entidade representativa do setor sediada em Brasília (DF), aponta que a previsibilidade financeira da frota autônoma é o único antídoto contra a escassez futura de mão de obra qualificada. Sem um compromisso multissetorial com a bancarização e a proteção desses profissionais, o ecossistema corre o risco de colapsar sob o peso de sua própria expansão desordenada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É hora do empresariado e dos formuladores de políticas públicas considerarem a infraestrutura humana da nova economia como um dos alicerces desta nova Era, pois, até aqui, ela tem sido tratada apenas como um mero insumo descartável.</p>
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		<title>Por uma nova IA, como startups brasileiras estão construindo posição no segmento mais atraente da tecnologia global</title>
		<link>https://startupi.com.br/por-uma-nova-ia-como-startups-brasileiras-miram-uma-nova-posicao-no-segmento-mais-atraente-da-tecnologia-global/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Startupi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Startupi Radar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><a rel="nofollow" href="https://startupi.com.br">Startupi</a><br />
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<p>Com ecossistema projetado em 25 mil empresas e juros no maior patamar em duas décadas, investidores apostam em inteligência artificial de nicho para agronegócio, saúde e logística.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em julho de 2026, enquanto a taxa Selic se mantém em 14,25% ao ano — patamar que o mercado projeta inalterado até dezembro —, um movimento contraintuitivo ganha força no ecossistema brasileiro de startups. A notícia vem do registro de que empresas nacionais de inteligência artificial, todas focadas em resolver gargalos específicos de setores tradicionais, foram mapeadas e apresentaram potencial para captar até US$100 milhões cada ao longo do ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista, divulgada pela <strong>Value Capital Advisors </strong>em parceria com a Forbes Brasil, inclui nomes como <strong>Blip </strong>(atendimento conversacional), <strong>Nagro </strong>(crédito rural) e <strong>Enter </strong>(automação jurídica), e sinaliza uma mudança de lógica: o capital de risco deixou de buscar &#8220;novos ChatGPTs&#8221; e pode passar a premiar startups que aplicam IA em problemas reais, mensuráveis e lucrativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>timing </em>não é casual. O <strong>Observatório Sebrae Startups </strong>registrou 22.869 startups ativas no Brasil em 2025, alta de 26,7% sobre 2024, com projeção de que o país ultrapasse 25 mil empresas do tipo até dezembro de 2026. O crescimento ocorre mesmo com o ciclo de juros elevados, que encarece o capital de giro e reduz o apetite por investimentos de alto risco. Ainda assim, o ecossistema de <em>venture capital </em>mostra sinais de recuperação: o Brasil captou US$1,25 bilhão no primeiro semestre de 2025, superando a metade de todo o ano de 2024, quando o total foi de apenas US$1,7 bilhão — o menor em mais de uma década.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Por trás da aposta</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O que explica a aposta em IA de nicho num cenário de juros altos? A resposta está na maturidade do mercado. Segundo levantamento da <strong>ABStartups</strong>, o ecossistema brasileiro de IA cresceu mais de 40% nos últimos dois anos, com mais de 1.400 empresas mapeadas. Mas o diferencial das dez startups da lista não é a sofisticação do modelo de linguagem — é o conhecimento profundo do setor atendido.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Nagro, por exemplo, acelera análises de crédito rural; a <strong>Traive</strong> calcula risco financeiro a partir de imagens de satélite e dados climáticos; a <strong>Arvo </strong>identifica fraudes em operadoras de saúde; e a <strong>Logcomex </strong>organiza dados do comércio exterior para importadores. Todas operam em mercados que movimentam bilhões de reais, onde pequenos ganhos de eficiência se traduzem em impacto financeiro imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>O segundo semestre mostra um ecossistema mais sólido. O capital continua disponível, mas está sendo direcionado para startups que demonstram capacidade de execução, geração de receita e potencial de crescimento sustentável</em>&#8220;, afirma <strong>Marilucia Silva Pertile</strong>, <strong>CEO da Start Growth</strong>, que tem sede em Curitiba e é considerado um dos melhores ecossistema do país pela <strong>Global Startup Ecosystem Index 2026.</strong> A executiva reforça que o desafio atual não é apenas criar startups, mas transformá-las em empresas preparadas para competir em mercados cada vez mais exigentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic em 14%+, no entanto, impõe uma realidade dura. Para <strong>Nelson Hervey Costa</strong>, <strong>diretor-superintendente do Sebrae-SP</strong>, juros altos desaceleram a atividade econômica, reduzem consumo e investimentos, além de encarecer o capital de giro. &#8220;<em>Nesse cenário, as micro e pequenas empresas sentem mais esse efeito porque dependem mais de financiamento, têm menos garantias e pagam spreads mais altos</em>&#8220;, explica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Setores intensivos em capital, com retorno mais lento, como construção e bens duráveis, sofrem mais. Mas startups de software e SaaS, com custos variáveis e menor imobilização de capital, atravessam melhor o período — especialmente quando vendem eficiência operacional a grandes corporações que, justamente por causa dos juros, buscam reduzir custos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aposta internacional reforça o otimismo. &#8220;<em>Hoje você pode construir muito mais rápido com IA. O diferencial passa a ser entender o problema. E brasileiros são bons nisso, especialmente em ambientes complexos</em>&#8220;, disse <strong>Linda Rottenberg, cofundadora e CEO da Endeavor</strong>, durante a <strong>Brazil at Silicon Valley 2026</strong>. Rottenberg, que lidera uma rede de 100 unicórnios em mais de 60 países, aposta que a próxima onda de inovação virá de mercados &#8220;fora do eixo&#8221;, especialmente na camada de aplicação de IA: &#8220;<em>No caso do Brasil, há algo muito interessante: empresas olhando para problemas complexos, em áreas de recursos humanos, jurídico, outros, em ambiente extremamente regulado. Isso cria uma base para empresas globais desde o início, com &#8216;alma brasileira&#8217;</em>&#8220;.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que vem pela frente</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O calendário de eventos do segundo semestre reforça o ritmo acelerado. Entre 26 e 28 de agosto, Florianópolis recebe o <strong>Startup Summit 2026 </strong>— com a novidade da etapa brasileira da Startup World Cup, cuja vencedora disputará US$1 milhão na final em Silicon Valley.&nbsp; Já em outubro, São Paulo sediará o <strong>Futurecom 2026</strong>, com foco em IA e conectividade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fundadores, a lição é clara: <strong>em 2026, não basta ter tecnologia. É preciso ter receita, dominar um nicho e saber comunicar eficiência em reais economizados — não apenas em </strong><strong><em>prompts</em></strong><strong> gerados</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ecossistema brasileiro de 25 mil startups está aprendendo, na marra, que sobrevivência e escala passam pelo mesmo portão estreito, resolvendo problemas reais e oferecendo retorno mensurável.</p>
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		<title>Só 3 em cada 10 brasileiros confiam na economia, mas 67% acreditam que sua vida financeira vai melhorar. O que explica esse paradoxo? </title>
		<link>https://startupi.com.br/so-3-em-cada-10-brasileiros-confiam-na-economia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Convidado Especial]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 12:23:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[finanças]]></category>
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<p>* Por Walney Barbosa A percepção dos brasileiros sobre a economia parece, à primeira vista, contraditória. Enquanto apenas 30% afirmam confiar na economia do país atualmente e somente 32% demonstram confiança no sistema financeiro, dois em cada três brasileiros (67%) acreditam que sua situação financeira será melhor nos próximos 12 meses. O dado faz parte [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>* Por Walney Barbosa</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A percepção dos brasileiros sobre a economia parece, à primeira vista, contraditória. Enquanto apenas 30% afirmam confiar na economia do país atualmente e somente 32% demonstram confiança no sistema financeiro, dois em cada três brasileiros (67%) acreditam que sua situação financeira será melhor nos próximos 12 meses. O dado faz parte do estudo Principalidade Bancária 2026, realizado pela Okiar Intelligence com mais de dois mil consumidores bancarizados em todo o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas essa aparente incoerência revela, na verdade, uma importante mudança na forma como os consumidores enxergam seu próprio futuro financeiro. Cada vez menos, a percepção sobre a economia nacional determina as decisões individuais. Em um ambiente marcado por inflação, juros elevados, instabilidade política e incertezas globais, o brasileiro parece ter aprendido a separar o cenário macroeconômico da própria realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa mudança de perspectiva traz implicações importantes para empresas, instituições financeiras e marcas que disputam a preferência do consumidor. Historicamente, momentos de baixa confiança na economia costumavam ser acompanhados por retração nas expectativas individuais. Hoje, esse comportamento parece diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do estudo mostram que metade dos entrevistados afirma que sua situação financeira está melhor do que há um ano, enquanto 34% descrevem o momento atual como de crescimento, com aumento de renda, conquistas e melhora do padrão de vida. Além disso, quase metade (49%) declarou ter conseguido guardar ou investir dinheiro no último mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses indicadores sugerem que parte significativa da população passou a construir uma percepção financeira baseada na própria trajetória, e não apenas nas notícias econômicas. Ou seja, o brasileiro continua atento ao cenário nacional, mas suas expectativas estão cada vez mais ligadas à capacidade individual de gerar renda, empreender, investir e organizar as finanças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse movimento não acontece por acaso. Nos últimos anos, houve uma transformação importante no acesso da população a serviços financeiros, investimentos, educação financeira e ferramentas digitais. Aplicativos de controle financeiro, plataformas de investimento, contas digitais, Pix, Open Finance e o crescimento da economia dos aplicativos ampliaram a sensação de autonomia sobre o próprio dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também reforça esse comportamento ao mostrar que o planejamento financeiro já faz parte da rotina da maioria dos brasileiros. Sessenta por cento afirmam planejar os gastos antes do início do mês; 56% registram despesas em aplicativos, planilhas ou cadernos; e 55% estabelecem limites de gastos por categoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, não é exagero afirmar que mais do que consumidores, os brasileiros estão assumindo um papel mais ativo na gestão das próprias finanças. Um ponto que devemos prestar atenção é que Otimismo não significa ausência de desafios, e o dado de 67% de expectativa positiva não deve ser interpretado como ausência de dificuldades econômicas. Na prática, ele indica que os consumidores acreditam ser capazes de melhorar sua realidade mesmo diante de um ambiente econômico desafiador. Essa é uma diferença importante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale destacar que o otimismo não decorre necessariamente da confiança nas instituições ou na economia do país, mas da percepção de que existem mais ferramentas, oportunidades e alternativas para construir estabilidade financeira. Isso ajuda a explicar por que confiança institucional e expectativa individual caminham em velocidades diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto importante revelado pelo estudo é que confiança não se constrói apenas com comunicação. A preferência dos consumidores está cada vez mais associada à experiência, transparência, simplicidade e capacidade de resolver problemas. Em outras palavras, o relacionamento cotidiano pesa mais do que promessas institucionais. Essa é uma mudança relevante para organizações que ainda concentram boa parte dos investimentos exclusivamente em campanhas de aquisição ou fortalecimento de marca. No atual contexto, confiança é resultado da experiência acumulada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o aparente paradoxo entre baixa confiança na economia e alto otimismo pessoal revela uma sociedade mais resiliente e protagonista das próprias decisões financeiras. Para empresas, isso significa que compreender o comportamento do consumidor passa a ser tão importante quanto acompanhar indicadores econômicos tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que observar PIB, inflação ou taxa de juros, torna-se fundamental entender como as pessoas interpretam esses cenários e, principalmente, como eles influenciam suas escolhas. No fim das contas, os consumidores não tomam decisões apenas olhando para a economia. Eles decidem com base naquilo que acreditam ser possível construir para si mesmos. E essa talvez seja uma das transformações mais importantes do comportamento financeiro brasileiro nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>* Walney Barbosa é Diretor de Insights Delivery da Okiar, consultoria especializada em Consumer Insights</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Estudo mostra que 2 em cada 3 edtechs no Brasil nunca receberam investimento</title>
		<link>https://startupi.com.br/estudo-mostra-que-2-em-cada-3-edtechs-no-brasil-nunca-receberam-investimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Startupi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 12:16:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Magazine]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
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<p>Mais de 66% das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, boa parte dessas empresas conseguiu consolidar seus negócios e hoje compõem um ecossistema mais maduro e resiliente do que o mercado imagina. É o que mostra o estudo inédito &#8220;O Perfil das Edtechs Brasileiras&#8221;, realizado pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) em parceria [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Mais de 66% das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, boa parte dessas empresas conseguiu consolidar seus negócios e hoje compõem um ecossistema mais maduro e resiliente do que o mercado imagina. É o que mostra o estudo inédito &#8220;O Perfil das Edtechs Brasileiras&#8221;, realizado pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) em parceria com o Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo (PGT USP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na análise de 368 edtechs brasileiras, o estudo revela um ecossistema que cresce de forma sustentável, mesmo diante da dificuldade de acesso a capital. Entre as startups mapeadas, 44,6% estão em operação há mais de cinco anos, indicando que boa parte delas conseguiu consolidar seus modelos de negócio por meio da geração de receita própria. Para alcançar essa sustentabilidade, a capacidade de adaptação foi determinante. Segundo o estudo, 59,7% das startups já pivotaram — ou seja, mudaram seu modelo de negócio ou estratégia ao longo da trajetória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando observamos os resultados em conjunto, vemos um ecossistema que amadureceu mesmo enfrentando restrições de capital. A combinação entre capacidade de adaptação, foco em modelos escaláveis e aproximação com o mercado corporativo mostra que as edtechs brasileiras encontraram caminhos para crescer de forma consistente e gerar valor&#8221;, afirma Cláudia Schulz, CEO da ABStartups.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro destaque é a consolidação do segmento corporativo como principal frente de atuação das edtechs. O modelo B2B lidera com 38,1% das intenções de atuação, seguido pelo B2B2C, com 32,7%, demonstrando que empresas e instituições de ensino se tornaram importantes impulsionadoras do crescimento dessas startups. &#8220;A educação corporativa e o fornecimento de tecnologia para grandes instituições são hoje algumas das frentes mais promissoras para as edtechs. Existe uma demanda crescente por soluções que aumentem a eficiência, a escala e a qualidade dos processos de aprendizagem, e as startups brasileiras têm respondido a esse movimento&#8221;, avalia Cláudia Schulz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também mostra que as edtechs operam com estruturas enxutas e modelos altamente escaláveis. Mais da metade das empresas possui equipes de até cinco colaboradores, enquanto o modelo SaaS (Software as a Service) é o mais adotado pelo setor, reforçando a busca por eficiência operacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora apenas 11% das startups já tenham expandido suas operações para outros países, o interesse pela internacionalização é expressivo: 61,3% afirmam que pretendem levar seus negócios para mercados internacionais, indicando que esse deve ser um dos próximos movimentos do ecossistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento completo reúne ainda informações sobre distribuição geográfica das edtechs, perfil dos investimentos, modelos de trabalho, propriedade intelectual e tendências para o desenvolvimento do setor no Brasil. &#8220;As edtechs brasileiras mostraram que conseguem construir negócios consistentes mesmo em um cenário desafiador. Agora, o próximo passo é criar condições para que esse ecossistema acelere seu crescimento e amplie seu impacto dentro e fora do país&#8221;, conclui Claudia Schulz.</p>
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		<title>Incêndios devastadores na Europa são problemas pequenos junto do terror da negação climática</title>
		<link>https://startupi.com.br/incendios-devastadores-na-europa-sao-problemas-pequenos-junto-do-terror-da-negacao-climatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escolha do Editor]]></category>
		<category><![CDATA[escolha do editor]]></category>
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<p>Inércia corporativa e governamental frente às crises ambientais pode representar um risco financeiro sistêmico infinitamente maior do que os danos diretos das chamas.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O avanço devastador de incêndios florestais na Europa, que forçou a desocupação de centenas de milhares de pessoas nos últimos dias, evidencia a urgência de uma mudança radical na matriz de risco global. Isso porque o que tem se mostrado é que o verdadeiro catalisador da destruição não reside apenas nas faíscas que consomem biomas inteiros, mas na indiferença crônica de lideranças que tratam a crise ambiental como mera externalidade passageira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acredito que ignorar os dados científicos consolidados por órgãos internacionais de pesquisa sobre o clima compromete irreversivelmente mais do que o meio ambiente, chegando a afetar também a estabilidade dos mercados financeiros, transformando eventos extremos em perdas catastróficas para cadeias logísticas globais. “<em>O custo da inação econômica diante do colapso ecológico já supera o investimento necessário para a mitigação</em>“, afirmou Ricardo Abramovay, professor titular da Universidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E caso o empresariado e os formuladores de políticas públicas persistam na incredulidade estrutural, o sistema poderá enfrentar, em breve, choques de oferta intransponíveis e uma quebra sistêmica de ativos imobiliários e agrícolas. isso porque a complacência corporativa vista na gestão de riscos climáticos coloca em risco a insolvência de portfólios inteiros, subestimando a volatilidade de um planeta em transformação acelerada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até que a sociedade reconheça o desafio e começe a agir seriamente sobre isso, a aposta de que vivemos uma normalidade climática vai continuar cobrando seu preço, com o custo da indiferença queimando, literalmente, os pilares da economia real.</p>
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		<title>A fatura nunca foi a parte cara da IA: o aviso do CEO da Microsoft que todo gestor brasileiro precisa ouvir</title>
		<link>https://startupi.com.br/a-fatura-nunca-foi-a-parte-cara-da-ia-o-aviso-do-ceo-da-microsoft-que-todo-gestor-brasileiro-precisa-ouvir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Startupi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Expresso]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Gazeta Mercantil]]></category>
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<p>Executivo alerta que empresas pagam pela inteligência artificial duas vezes — com dinheiro e com o conhecimento próprio que as torna únicas — enquanto dados de consultorias mostram que muitos executivos nem sequer conseguem enxergar o primeiro custo</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O verão de 2026 já começou nos EUA e, sob o sol escaldante da temporada, Satya Nadella, CEO da Microsoft — empresa que distribui o programa de IA ‘Copilot’ e que detém participações na OpenAI e na Anthropic, além de faturar bilhões com infraestrutura de nuvem — publicou um ensaio em seu perfil no X que poderia estar afixado na porta de toda sala de reuniões do Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“</strong><strong><em>Na era da IA, o comprador arrisca dar de graça o conhecimento, só para usar aquilo que comprou</em></strong><strong>“, escreveu o executivo.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O alerta é simples e brutal: as empresas estão pagando duas vezes pela inteligência artificial. Uma vez com dinheiro, pelas assinaturas. Outra com o próprio conhecimento institucional que as diferencia da concorrência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nadella cunhou o termo “paradoxo reverso da informação”, uma inversão do clássico paradoxo do economista Nobel Kenneth Arrow, que observou que quem vende informação corre o risco de entregá-la ao tentar vendê-la, pois o comprador só conhece o valor depois de recebê-la — e aí já a tem de graça.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parece uma afirmação confusa, mas Nadella não somente a entendeu como inverteu sua lógica: agora, quem arrisca entregar o conhecimento não é o vendedor, é o comprador. “<em>Quanto melhor você quer que o modelo funcione, mais desse conhecimento você tem de revelar</em>“, afirmou. “<em>Você paga pela inteligência duas vezes: uma com dinheiro e outra com algo ainda mais valioso, o conhecimento proprietário que precisa revelar para tornar essa inteligência útil</em>“.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema, segundo o executivo, piora com o tempo. Cada comando, cada correção, cada ajuste que um funcionário faz em um modelo de IA é o que Nadella chama de “exaustão” — fragmentos de saber operacional que nenhum concorrente poderia comprar no mercado, mas que vazam “traço por traço, correção por correção”. O fornecedor do modelo aprende cada vez mais sobre o cliente a cada uso. “<em>O cliente aprende quase nada</em>” sobre o que o fornecedor absorve em troca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ironia, apontada pelo próprio CEO da Microsoft, é que os grandes laboratórios de IA reivindicam o direito de treinar seus modelos com dados públicos, mas impõem termos restritivos que se reservam o direito de aprender com os dados de uso dos clientes. Se o aprendizado flui em uma só direção, o valor econômico se concentra nos donos da infraestrutura — e não em quem de fato gera o conhecimento.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O primeiro custo já pode estar fora de controle</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se o segundo preço — o do conhecimento — é invisível, o primeiro, o da assinatura, já está deixando os executivos de cabelo em pé. Uma pesquisa da consultoria KPMG divulgada em junho de 2026 revelou que apenas 26% das organizações têm visibilidade em tempo real sobre o custo de operar IA em escala. Quase um terço dos executivos (29%) admitem ter dificuldade para entender e controlar os gastos com inteligência artificial, à medida que os fornecedores substituem assinaturas fixas por modelos de cobrança por uso — tokens, inferências, chamadas de API.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de preço está forçando empresas a reconsiderar implantações. Quase metade das organizações pesquisadas pela KPMG já remarcou ou reduziu&nbsp;<em>deployments&nbsp;</em>após os custos superarem o valor esperado. Um terço dos líderes citam fraca compreensão da economia da IA como barreira para implantar agentes. “<em>As organizações estão enfrentando um desafio emergente: entender e gerenciar o custo de operar IA em escala</em>“, resume o relatório da KPMG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, as contas de IA parecem estar confundindo o&nbsp;<em>C-suite</em>&nbsp;com um modelo de precificação por uso que transformou o que antes era uma despesa previsível em uma linha orçamentária volátil e que explode conforme a adoção se amplia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A terceira camada: a revolução dos agentes</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto os gestores tentam enxergar os custos, a tecnologia avança em outra frente. Outra consultoria global, a Gartner, previu que 40% das aplicações&nbsp;<em>enterprise</em>&nbsp;terão agentes de IA específicos por tarefa até o final de 2026 — um salto de menos de 5% no início do ano. Com isso, agentes autônomos que planejam, executam e ajustam workflows sem intervenção humana estão saindo do laboratório e entrando em&nbsp;<em>roadmaps</em>&nbsp;de produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas essa aceleração tem um preço adicional. A consultoria calcula que até US$234 bilhões em gastos com&nbsp;<em>software enterprise</em>&nbsp;estão em risco até 2030 por causa do que chama de “arbitragem agentic” — quando agentes de IA completam tarefas através de múltiplos sistemas, reduzindo a necessidade de os usuários interagirem com interfaces tradicionais de software. “<em>A IA agentic muda a economia do software</em>“, afirmou George Brocklehurst, vice-presidente da Gartner. E completou: “<em>Sistemas agentic entregam resultados diretamente, contornando aplicações tradicionais com UX pesado e tornando o software invisível</em>“.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do estudo da KPMG, a consultoria detectou que a parcela de empresas orquestrando múltiplos agentes de IA em&nbsp;<em>workflows</em>&nbsp;coordenados dobrou para 18%, ante 9% no período anterior. “<em>Agentes de IA estão mudando tanto o modelo operacional quanto a economia</em>“, disse Rahsaan Shears, líder de transformação de IA da KPMG. “<em>À medida que as organizações migram de implantações isoladas para uso coordenado em toda a empresa, a boa governança é o que une escala, performance e valor</em>“.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Por que isso importa para o Brasil</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para o leitor de negócios brasileiro, a convergência desses três vetores — o custo oculto do conhecimento, a falta de visibilidade de gastos e a chegada dos agentes — cria um modelo curioso de alto risco e alta recompensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório “State of AI” da NVIDIA, publicado em março de 2026 com mais de 3.200 respostas globais, já havia mostrado que 64% das empresas já usam IA ativamente em suas operações e 88% relatam impacto positivo no aumento da receita anual — 30% delas com crescimento superior a 10%. Em telecomunicações, 99% dos respondentes disseram que a IA melhorou a produtividade dos funcionários. Em serviços financeiros, 52% citam ganho de produtividade como principal impacto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados são animadores, mas escondem uma armadilha: a maior parte do ROI está concentrada em grandes corporações (mais de 1.000 funcionários), onde 76% usam IA ativamente. Empresas menores, com menos capital para infraestrutura e especialistas, ficam para trás. No Brasil, por exemplo, onde o ecossistema de startups e médias empresas é vasto, o risco de adoção desigual é real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a transição para modelos de cobrança por uso pode ser especialmente perigosa em um mercado com volatilidade cambial. Um contrato de IA que parece acessível em dólar pode virar uma âncora orçamentária em poucos meses. E se a empresa, ao usar o modelo, está simultaneamente treinando o concorrente de amanhã com seu know-how, o prejuízo vai muito além da fatura.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A saída, segundo quem vende</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A solução proposta por Nadella é surpreendentemente técnica para um CEO de uma&nbsp;<em>big tech</em>: distribuir a infraestrutura de aprendizado para cada empresa, criando uma “fronteira de confiança” rígida onde dados, avaliações e memória organizacional se acumulam sem atravessar para o lado do fornecedor. Na prática, isso significa desacoplar a camada de orquestração de qualquer modelo único, manter a propriedade das correções e do histórico de decisões, e usar modelos de pesos abertos em infraestrutura própria para o trabalho de rotina — reservando os modelos caros de fronteira apenas para o que realmente os exige.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Uma empresa deveria poder usar um modelo sem abrir mão do conhecimento que a torna única</em>“, escreveu Nadella. “<em>Esse é o paradoxo reverso da informação que precisamos enfrentar</em>“.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que vem por aí</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de&nbsp;<em>software enterprise</em>&nbsp;está prestes a viver uma metamorfose. A Gartner prevê que, até 2028, um terço das experiências de usuário migrará de aplicações nativas para interfaces&nbsp;<em>agentic</em>, criando novos modelos de negócio e precificação. A “Saaspocalipse”, como a consultoria batiza a desagregação do mercado SaaS tradicional, não é o fim do software — é seu renascimento em outra forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os gestores brasileiros, a lição parece ser clara: a decisão de compra de IA não pode mais ser baseada apenas em qual modelo é o mais inteligente hoje. A pergunta decisiva é quem fica com a aprendizagem que se acumula enquanto o modelo é usado. Se a empresa não consegue transferir sua carga de trabalho para outro fornecedor em uma semana sem perder as correções e o contexto que sua equipe construiu, então esse valor não é dela: é do fornecedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nadella não disse para ninguém parar de comprar IA. Disse para parar de pagar o segundo preço sem dar por isso. E no mundo dos negócios, onde cada real investido em tecnologia precisa render múltiplos, essa é uma lição que não pode esperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais notícias e análises do mundo da economia e dos negócios, acesse: <a href="https://www.gazetamercantil.digital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>https://www.gazetamercantil.digital/</em></strong></a></p>



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		<title>BNB anuncia R$120 milhões para startups do Nordeste e coloca região no Mapa da Inovação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Startupi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Startupi Radar]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento Startups Nordeste]]></category>
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<p>Fundo Capital Semente, criado por BNB, Finep e Sebrae, pode injetar até R$6 milhões por negócio e mira empresas com receita anual de até R$4,8 milhões</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Banco do Nordeste (BNB), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), anunciou a criação de um Fundo de Investimento Capital Semente no valor de R$ 120 milhões. O recurso é destinado exclusivamente a startups em estágio inicial instaladas na área de atuação do banco, que abrange os nove estados nordestinos, além de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa visa suprir uma lacuna histórica no ecossistema de inovação brasileiro: a concentração de investimentos nas regiões Sul e Sudeste. Para startups com receita bruta anual de até R$4,8 milhões, o fundo oferece um aporte inicial de até R$1 milhão. Empresas que apresentarem bom desempenho podem receber uma segunda rodada de até R$5 milhões, totalizando R$6 milhões por negócio.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O gargalo do financiamento inicial</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais obstáculos para empreendedores de regiões fora do eixo tradicional é a captação de recursos nos primeiros anos de operação. &#8220;<em>Esse investimento pode representar o impulso decisivo para startups que estão em fase de validação de seu Produto Mínimo Viável (MVP) ou que já iniciaram a geração de receita, mas ainda não tiveram acesso aos recursos necessários para alcançar todo o seu potencial</em>&#8220;, afirma a superintendente de Operações Financeiras e de Mercado de Capitais do BNB, <strong>Sandra dos Santos Lisboa</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fundo já realizou seus primeiros aportes em empresas da Paraíba e de Pernambuco . A expectativa é que, pelo menos, 30 startups sejam contempladas. Os setores priorizados incluem tecnologia financeira (fintechs), educação, saúde, energias renováveis, biotecnologia, agronegócio e segurança cibernética .</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Por que isso importa para negócios?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A chegada de um fundo com essa estrutura ao Nordeste representa uma mudança de paradigma. Para além do recurso financeiro, a iniciativa sinaliza o amadurecimento de teses de investimento que buscam negócios de alto impacto social e econômico fora dos grandes centros. Startups de áreas como agronegócio e energias renováveis, por exemplo, encontram na região um campo fértil para validação de mercado e acesso direto a clientes potenciais, reduzindo o ciclo de vendas e acelerando a escalabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conectando o micro ao macro, o movimento do BNB em parceria com Finep e Sebrae tende a descentralizar a inovação, criando polos de retenção de talentos e fomentando a geração de negócios em estados que historicamente enfrentam desafios estruturais. &#8220;<em>Com o objetivo de contribuir para a superação dessa barreira e fortalecer o ecossistema de inovação da nossa área de atuação, ampliamos as oportunidades para que negócios promissores possam crescer, inovar e gerar impacto econômico e social</em>&#8220;, destaca Sandra Lisboa .</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inscrições para receber os recursos devem ser realizadas no portal do Fundo Capital Semente, onde as empresas precisam informar dados da companhia, setor de atuação, descrição do negócio e mercado-alvo para passarem pelas etapas de avaliação .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações da iniciativa podem ser acessadas no site: <a href="https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/mercado-de-capitais/fundos-de-investimentos/fundos-de-investimento-em-empresas-e-projetos/fundos-de-venture-seed-capital" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/mercado-de-capitais/fundos-de-investimentos/fundos-de-investimento-em-empresas-e-projetos/fundos-de-venture-seed-capital</em></strong></a></p>
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		<title>CNPJ Alfanumérico entra em vigor a partir de 31/07: entenda o que muda para as empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Startupi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:14:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Magazine]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
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<p>O cenário do empreendedorismo no Brasil tem apresentado crescimento expressivo, com a abertura de mais de 5,1 milhões de empresas no ano passado, um alcance recorde cujo número é 18,6% maior em relação a 2024. Diante dessa expansão, a Receita Federal anunciou que, no fim deste mês, entra em vigor o CNPJ Alfanumérico, um novo [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O cenário do empreendedorismo no Brasil tem apresentado crescimento expressivo, com a abertura de mais de 5,1 milhões de empresas no ano passado, um alcance recorde cujo número é 18,6% maior em relação a 2024. Diante dessa expansão, a Receita Federal anunciou que, no fim deste mês, entra em vigor o CNPJ Alfanumérico, um novo modelo de identificação que passará a misturar letras e números. A iniciativa visa solucionar a escassez de combinações disponíveis no formato atual, que utiliza apenas números, garantindo que o país possa continuar emitindo identificações únicas para cada novo negócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como será o novo CNPJ Alfanumérico?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O novo formato manterá a estrutura atual de 14 caracteres, mas permitirá que alguns desses dígitos sejam substituídos por letras do alfabeto, de A a Z, excluindo-se as letras I, O, Q e F para evitar confusões visuais com números. Por exemplo, um registro que hoje segue o padrão estritamente numérico poderá apresentar uma composição mista, como 1A.3BC.45D/0001-EF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A transição ocorrerá de forma gradual e não afetará as empresas já existentes. Quem já possui um CNPJ numérico permanecerá com o mesmo número, que continuará válido e sem necessidade de alteração cadastral junto aos órgãos públicos. O modelo alfanumérico será obrigatório apenas para novas inscrições e filiais criadas após a data de implementação”, comenta Rafael Caribé, CEO da Agilize.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista explica que, apesar de a mudança ser de caráter apenas funcional, o impacto técnico será amplo e exigirá atenção consultiva dos gestores. Sistemas de gestão, plataformas de emissão de notas fiscais eletrônicas e softwares contábeis precisarão ser atualizados para reconhecer e processar o novo padrão. “Bancos, prefeituras e órgãos de proteção ao crédito também deverão adaptar suas bases de dados para garantir a continuidade das operações e integrações entre parceiros e fornecedores, mas tenho dúvidas sobre a capacidade de prontidão desses sistemas”, alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, embora a lógica do dígito verificador permaneça a mesma, as letras agora deverão ser convertidas em valores numéricos baseados na tabela ASCII para o cálculo. Rafael recomenda que, para se prepararem, as empresas devem verificar com seus fornecedores de tecnologia se as ferramentas utilizadas já estão aptas a aceitar o novo formato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Receita Federal não cobra taxas pela implementação da medida, mas os negócios podem enfrentar custos internos relacionados à atualização de sistemas ERP e ao treinamento de equipes das áreas financeira, fiscal e de atendimento. Os empreendedores devem manter contato próximo com seus contadores e acompanhar o cronograma oficial de implantação progressiva para evitar interrupções operacionais”, finaliza o especialista.</p>



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