<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18260298</id><updated>2024-01-30T23:22:13.486-08:00</updated><title type='text'>test drive</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://myfictionstestdrive.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default?alt=atom'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://myfictionstestdrive.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lilith Fox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05513340679991063445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3356/1545/1600/girlygirl.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18260298.post-114589804987779761</id><published>2006-04-24T09:57:00.000-07:00</published><updated>2006-04-24T10:01:31.666-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;Journal entry, Nov. 23rd, 2005&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I am the vampire Midnight Grey...this is my requiem of darkness and pain....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It has been in essence two hundred years since I was last cognizant of the warmth and splendor of the rising sun. Twenty long decades without the delicious and succoring sensation of fresh air. I see... I smell...yet nothing is as it once was.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is all a hideous facade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Providence has pilfered the true granduer of life, substituting a beautiful imitation in place of the original. Everything is absent of the shine and luster it once radiated. Events are like a great work of art which has been ravaged by the effects of time, allowing decadence and decay to seep into its cracks and imperfections.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Only two aspects of my existence remain divine. My lust for knowledge and my raging hunger for blood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What animates our lifeless bodies is unknown, but the great power which allows me to preserve my last link to mortality, is siphoned from the viscous properties of man&#39;s crimson ichor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I do not truly live, but even in the shadows, I do exist. If what I have within is my mortal spirit, then even in undeath I have purpose and direction. After a century of thought and contemplation I have deduced that even the loathesome and woeful creatures of the night cannot escape the firm grip of destiny&#39;s embrace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So much has progressed since I last was a mortal woman. No longer do the elegant and somewhat temptestous southern belles of Naw&#39;lins grace the immense ballrooms of the plantations. Nor does secession and slavery force the states of the Union to war against one another for sovereignty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This world is far more dangerous to those of our kind.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My heart languishes for the nectareous harmony of days long past, my feet tapping gently to the ballad of &quot;I wish I was in Dixie&quot;. It was a day when the Confederacy held sway and the hopes and dreams of all rested upon the broad shoulders of General Robert E. Lee, a true son of the south.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My lungs ache for the fresh aroma of cotton which once drifted upon the gentle breeze near the shipyards.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My eyes only wishing to gaze once more upon that picturesque sunset along the swampy meadows down on the bayou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is truly the city that care forgot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yet it will be my city......when this struggle for succession ends and stability and peace once again rules those who prowl the night.&#39;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://myfictionstestdrive.blogspot.com/feeds/114589804987779761/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18260298&amp;postID=114589804987779761' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default/114589804987779761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default/114589804987779761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://myfictionstestdrive.blogspot.com/2006/04/journal-entry-nov.html' title=''/><author><name>Anonymous</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/blank.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18260298.post-113176002718017208</id><published>2005-11-11T17:39:00.000-08:00</published><updated>2005-11-11T17:47:07.190-08:00</updated><title type='text'>Capítulo VI</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#8b9ba5;&quot;&gt;Conforme havia dito, na noite seguinte Mercúrio levou Liz ao seu novo refúgio: um pequeno apartamento de um quarto, banheiro, sala e cozinha conjugadas, decoração simples... Mas o essencial não faltava: geladeira contendo três bolsas do tipo O-, recém compradas do banco de sangue local; televisão, som, cama macia, janelas reforçadas com cortinas escuras... na escrivaninha um celular e um laptop; no armário algumas roupas &lt;em&gt;‘hum, ele tem bom gosto’&lt;/em&gt;; na gaveta do criado mudo um envelope com a quantia equivalente ao dobro do salário que ganhava no antigo emprego, uma Glock 17c e uma caixa extra de munição, &lt;em&gt;‘até parece que eu sei manusear uma arma’&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que acordou, a vampiresa estava inquieta... fato que não passou despercebido pelo homem. “Liz... LIZ! Pára de caminhar de um lado para o outro... credo, tá me deixando tonto! Que bicho te mordeu?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parando, a jovem lançou um olhar nada agradável em sua direção, antes de jogar as mãos para o alto e dizer “eu já perdi a conta de quantas vezes me perguntei desde que essa novela toda começou, se eu estou sonhando, ou se alguém batizou o meu drink e eu to alucinando”, voltando a andar de um lado para o outro, continua “há algo dentro de mim... uma fera enjaulada, furiosa, arranhando as grades... tentando libertar-se... é... ah, sei lá... é assustador e ao mesmo tempo, magnífico...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que eu posso te dizer... bem vinda ao mundo das sombras. Essa fera que você sente tentando se soltar é o que vocês chamam de Besta... quando você mata um inocente, por exemplo, ela chega mais perto da superfície... até que um dia, ela te controla... você se torna um animal selvagem faminto por sangue”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vocês? Como assim vocês? Você não faz parte do ‘vocês’?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não exatamente... eu sou um servo... um ghoul. De duas a três vezes por mês eu bebo a minha cota de sangue vampírico, mas nunca fui mordido”. Diante da expressão confusa da mulher a sua frente, seguiu “eu não sou vampiro, tampouco sou completamente humano: sou mais forte do que as outras pessoas, posso andar livremente durante o dia e envelheço bem mais devagar... olhando para mim, você não diria que já passei dos sessenta, não é mesmo?” pergunta sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Legal...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bom, chega de falar sobre a minha encantadora figura”, comenta indo até o laptop e abrindo o programa de e-mails. “Liz, esta é a tua senha... se quiser muda-la, fique à vontade... toda vez que eu tiver uma ‘missão’ para você, vou te mandar uma mensagem. Então mocinha, não se esqueça de sempre verificar a sua caixa de entrada...”, vendo que Elizabeth já não estava mais prestando atenção, ele adota um tom de voz firme “Liz... vai comer alguma coisa. E te concentra! O chefe já tem serviço para você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto interessou a jovem “o que eu tenho que fazer?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“LaCroix está de olho em uma propriedade localizada na Praia de Santa Bárbara, o lugar já é dele na verdade... trata-se de um hotel... só que ele teve que interromper as reformas porque os pedreiros notaram atividades estranhas por lá”. Tentou falar de maneira a dar a entender que realmente não havia nada demais, mas a jovem percebeu algo no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Atividades estranhas? Sei... de que tipo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Coisinhas banais... aparentemente tem um fantasma de uma mulher assombrando o lugar e...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fantasma?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É... mas eles são seres inofensivos... então, tudo o que você tem que fazer é ir até lá e encontrar qualquer objeto que possa ter pertencido à dita cuja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como é que eu vou adivinhar o que era dela e o que não era? E para que ele precisa de um objeto pessoal de uma pessoa que já morreu?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Calma... não vai ser difícil localizar algo dela. E o que você achar vai ser usado numa espécie de exorcismo, para liberar o prédio da tal entidade, compreende?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Claro... vai ser moleza: só vou ter que revirar cada canto do maldito hotel!”, exclama sarcasticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Relaxa... provavelmente vai ser jogo rápido... você retornará em tempo de sair e se divertir um pouco... estou tão certo disso que vou até deixar uma lista de uns lugares bacanas para você ir”. Assegurou à vampiresa descrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite estava limpa: sem nuvens no céu, mas sem muitas estrelas também. As ondas batendo na encosta... o cheiro do mar trazido pela brisa suave... a lua cheia iluminando o caminho. Tal cenário seria perfeito se o imponente hotel não fizesse parte dele... Mesmo do lado de fora, é possível sentir a presença de algo diferente; estranho. À medida que se aproximava da entrada, Liz notou que o silêncio aumentava... como se nem o vento quisesse estar ali. Ao checar a maçaneta, constatou que a porta em madeira trabalhada estava trancada, ‘&lt;em&gt;teria sido fácil demais’&lt;/em&gt;. Olhando a sua volta, avistou o trailer da companhia construtora... &lt;em&gt;‘não custa nada tentar’&lt;/em&gt;. Dirigindo-se até lá e forçando a entrada, achou um molho de chaves... &lt;em&gt;‘esses caras realmente saíram apressados daqui’&lt;/em&gt;. Retornando, começou a testar as chaves até que na quarta tentativa obteve sucesso: &lt;em&gt;‘bingo!’&lt;/em&gt;. CRASH! &lt;em&gt;‘Merda!’&lt;/em&gt;... as lamparinas localizadas uma em cada lado da porta estouraram, mandando cacos de vidro diretamente de encontro com o rosto da jovem. Graças aos reflexos rápidos, a maioria dos ‘projéteis’ atingiu suas mãos e antebraços, provocando pequenos cortes na pele clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos mais tarde, decidiu-se por continuar com a missão e entrou cautelosamente no hotel. A escuridão não é problema para vampiros, então a mulher podia movimentar-se livremente sem esbarrar em nada. O saguão era amplo... logo a sua frente, um par de escadarias em forma de ‘U’ invertido, encontrando-se no meio delas uma saleta de estar com direito a sofá, poltronas e mesa de centro; tanto à esquerda quanto à direita, um longo corredor levando à diversos cômodos, à portaria e aos elevadores. Todo o local estava decorado com quadros, tapetes, luminárias, vasos, etc. dando a impressão de que os donos simplesmente abandonaram o estabelecimento de uma hora para a outra. Suspenso, bem acima do hall de entrada, um luxuoso lustre. O som de risadas atraiu a atenção da jovem para o alto das escadas... lá, de pés descalços e vestimenta branca, avistou uma menina de não mais do que dez anos de idade, cabelos longos, cacheados e pretos... mas ela não estava sorrindo; pelo contrário... seu semblante era triste e ela apontava para algum lugar a sua direita. &lt;em&gt;‘Eu já estou morta, então... além do mais, ela é só uma criança...’&lt;/em&gt;, caminhando em direção aos degraus, passando por debaixo do lustre, percebeu que o mesmo começou a se mexer... rolando para a esquerda, conseguiu sair do caminho antes de ser nocauteada pela luminária do além que se desprendeu do teto, espatifando-se no chão. Mal teve tempo de levantar e o vaso da mesinha de centro ‘foi lançado’ contra ela, acertando-a num dos ombros. &lt;em&gt;‘Aceitar esse trabalho foi uma idéia ruim... muito, muito ruim... ai, droga!’&lt;/em&gt;. Continuando rumo ao segundo piso, subiu degrau por degrau, observando tudo a sua volta. Na metade do caminho... “AAAHHHH!!!”... os degraus cederam, mandando a vampiresa em queda livre ao subsolo do prédio. Quando um gato cai, ele sempre – ou quase sempre – aterrissa com as quatro patas... processo semelhante acontece com vampiros: não importa a altura, a aterrissagem é – na maioria das vezes – perfeita. Sendo assim, fora o susto, nenhum dano foi causado à mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isto é ESPETACULAR! Eu to numa porcaria de um hotel mal assombrado, na bosta do porão para ser específica, o buraco da onde eu caí é muito alto para alcançar... não faço idéia de para que lado são as escadas, tem um bruto de um letreiro dizendo ‘elevadores’ à minha esquerda, mas advinha: não há energia elétrica!”. Levando uma das mãos aos cabelos, continuou seu monólogo “calma... dar escândalo não vai adiantar nada”. Um pouco mais controlada, focalizou-se no lugar em que estava: não era muito grande... perto dela, uma porta... depois um corredor e outra porta. E, conforme já tinha observado, no canto esquerdo o elevador. Não conseguiu abrir ou arrombar nenhuma das portas, então seguiu pelo corredor. Este tinha a metade de seu cumprimento total cortado por mais um corredor, formando uma encruzilhada e ao final, outro cruzamento. Antes de chegar ao meio do percurso, ouviu o choro desesperado de uma mulher... logo após, uma jovem magra, de cabelos escuros e vestido completamente manchado de sangue atravessou correndo bem à sua frente. &lt;em&gt;‘Cristo! Isso já não tem mais graça’&lt;/em&gt;, pensou enquanto seguia a aparição. Foi parar em uma sala cujos móveis estavam revirados... &lt;em&gt;‘cadê ela? Sumiu...’&lt;/em&gt;. Olhando para o chão, pegou um jornal e leu a manchete &lt;em&gt;‘MASSACRE NO ATLANTIC HOTEL! Cabeça de menino encontrada em máquina de lavar roupas’&lt;/em&gt;. Uma porta que não tinha visto ainda abriu sozinha... &lt;em&gt;‘alguém está me guiando... de uma maneira bizarra, mas está me guiando’&lt;/em&gt;. Saindo do cômodo, deu-se conta de que estava de volta ao ponto de partida... entrou novamente pelo corredor, mas foi na direção contrária da que a ‘moça fantasma’ veio. Aproximando-se de uma entrada, notou estar na lavanderia... de repente, uma das máquinas começou a funcionar e parou. A vampiresa abriu a lavadora, e suspirou aliviada ao encontrar somente uma chave ligada a uma plaquinha com a palavra ‘caldeiras’ gravada nela. Retornando ao corredor, explorou em vão algumas salas até encontrar a que procurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, havia três grandes tanques de metal posicionados lado a lado, conectados às paredes por canos também de metal. Passos vagarosos e o ruído de um objeto sendo arrastado no chão de concreto quebraram o silêncio... entre o vão dos canos, Liz viu um homem com um machado na mão &lt;em&gt;‘ai..meu..Deus!’&lt;/em&gt;. Todavia, o fantasma desapareceu de uma hora para a outra. Passando com cuidado pelas caldeiras, pôde perceber que no fim da sala havia um disjuntor... mexendo na alavanca, o barulho das luzes ascendendo ecoou pelo edifício... Só que nesse momento, as caldeiras ‘voltaram a vida’ e o vapor rapidamente começou a vazar, disparando os parafusos dos tanques com força semelhante à de balas de revólver. À vampiresa só coube tentar sair dali o mais rápido possível sem ser alvejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no elevador, as portas se fecharam e o mesmo foi ativado. Chegando no primeiro andar, parou e as portas se abriram. Tão logo saiu da cabine, a jovem enxergou a menininha de antes apontando para um dos aposentos... Aproximando-se cuidadosamente, entrou no local indicado: os brinquedos e desenhos espalhados pelos móveis davam a entender que os últimos ocupantes daquele quarto foram crianças. No chão, perto da cama, um livro de capa vermelha chamou a atenção da mulher. Folhando-o, constatou tratar-se de um diário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;‘30 de maio de 1958&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz muito que chegamos no Atlantic Hotel... Planejamos essas férias em Santa Bárbara durante tanto tempo que mal posso acreditar que finalmente estamos aqui. Mesmo na baixa temporada, o lugar é maravilhoso... mágico até, eu diria. As crianças passaram a tarde inteira na piscina enquanto meu marido e eu aproveitamos para passar algumas horas juntos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31 de maio de 1958&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros dois dias têm sido quase perfeitos, exceto pelo fato de que meu marido não pára de perguntar sobre o colar que ganhei da minha mãe... ele está convencido de que foi um presente de algum admirador secreto! Edward é um ótimo esposo, mas às vezes fica cego pelo ciúme... tomara que amanhã ele esteja melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 de junho de 1958&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia está lindo! Céu limpinho, ensolarado... Seria tudo ótimo, se não fosse por meu marido insistindo em perguntar de hora em hora quem é o meu novo namorado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03 de junho de 1958&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pela manhã, o hotel ofereceu um picnic aos hóspedes... muito chique. Ed está de mau humor... eu não sei mais o que fazer para mostrar a ele... convencer aquela cabeça dura de que ele é o único homem em minha vida... Ele pareceu animar-se um pouco ao conversar com o zelador do porão sobre máquinas e ferramentas! Meninos e seus brinquedos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04 de junho de 1958&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a Deus estamos indo embora para casa em dois dias! Meu marido não fala mais comigo ou com nossos filhos... eu o encontrei mais de uma vez no banheiro do nosso quarto com aquele colar na mão... Às vezes eu acho que ele enlouqueceu... eu disse para terminarmos as férias mais cedo, mas ele só balança a cabeça... nem sequer olha para mim... Eu só quero ir para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05 de junho de 1958&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu marido saiu hoje cedo e eu não o vi desde então. Se ele não voltar em uma hora, eu vou chamar o gerente do hotel... Contra a minha vontade, o nosso caçula. foi procurar o pai no porão... vou mandar nossa filha ir atrás dele... espera, tem alguém batendo na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus do céu... Ed coberto de sangue... ele vai me matar. Tranquei-me no banheiro... meu Deus! Ele está louco... gritando que vamos ficar juntos para sempre... que ele nunca vai me libertar... Por favor, Senhor... alguém me ajud...’&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto escrito em letras tremidas acaba sem terminar a frase. De repente, os objetos do quarto são atirados contra a vampiresa, obrigando-a a sair do recinto apressadamente. Ao tentar voltar e pegar o diário, a porta se fecha com força bem na sua cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lado oposto de onde estava, viu a menina indicando um outro quarto... enquanto atravessava o corredor, os quadros que decoravam as paredes eram jogados contra ela... lâmpadas estourando... portas quebrando... definitivamente algo estava querendo impedir sua passagem. Chegando na entrada, ouviu uma voz doce de mulher suspirando &lt;em&gt;‘ajude-me’&lt;/em&gt;... Logo que entrou, um flash de luz clara ofuscou sua visão por alguns segundos... ao abrir os olhos, viu que o quarto estava diferente... como se tivesse voltado no tempo: móveis novos, chão e paredes limpas, sol brilhando pelas janelas... &lt;em&gt;‘sol? Mas como? Coisas do além... lindo, simplesmente lindo!’&lt;/em&gt;. Ela podia sentir o calor dos raios tocando a sua pele... a gama de cores refletindo no assoalho o mosaico dos vidros... naquele momento, deu-se conta do quanto ia sentir falta do Astro Rei... &lt;em&gt;‘nostalgia à parte, tenho um trabalho a fazer... suspeito que esta seja a suíte dos pombinhos... só falta achar o tal do colar’&lt;/em&gt;. Não demorou muito para encontra-lo... no mesmo instante em que colocou as mãos na jóia, o encanto se quebrou... estava de volta ao presente e chegara a hora de, finalmente, deixar o hotel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default/113176002718017208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default/113176002718017208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://myfictionstestdrive.blogspot.com/2005/11/captulo-vi_11.html' title='Capítulo VI'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05513340679991063445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18260298.post-113175253416067842</id><published>2005-11-11T15:40:00.000-08:00</published><updated>2005-11-11T15:42:14.166-08:00</updated><title type='text'>Capítulo V</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#8b9ba5;&quot;&gt;O bairro não era dos piores... claro, um mendigo aqui, uma prostituta tentando ganhar a vida ali podem até tirar um pouco do glamour do lugar, mas à essa altura do campeonato, coisas assim não fazem mais diferença para a mulher parada em frente ao conjunto de apartamentos. &lt;em&gt;‘3A... deve ser no térreo... se bem que, esse prédio não parece ter um segundo andar. A fachada é bonita, gostei’&lt;/em&gt;. Cinco minutos depois, ela estava apertando a mão de um homem jovem, cabelos e olhos claros, nem alto nem baixo, trajando calças sociais e camisa de seda preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando LaCroix me disse que estava enviando uma mulher para falar comigo, ele se esqueceu de mencionar que se tratava de uma belíssima moça”. O engraçado é que as palavras dele não soaram como uma cantada barata e sim, como um genuíno elogio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“LaCroix?”, pergunta a vampiresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sebastian LaCroix... você sabe... loiro, alto, olhos azuis, sempre de terno e gravata... também conhecido como o príncipe da Camarilla em nossa acolhedora cidade... caiu a ficha?”. Perguntou em um tom amistoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah... claro, claro... eu só não sabia o nome dele. Presumo que você seja Mercúrio?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O único. E você, tem nome?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Elizabeth Blaine”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Prazer em conhece-la Srta. Blaine”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hum, pode me chamar de Liz”. Retruca no mesmo tom amigável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Certo... Você deve estar cansada, então... direto ao ponto: vou funcionar como um intermediário para você aqui na Zona Norte Liz... Quando LaCroix precisa de alguém para resolver determinados ‘assuntos’ por essas redondezas, ele me avisa. Sempre que for o caso, eu entrarei em contato com você, especificando os detalhes do teu trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ok”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, eu tenho a habilidade de conseguir qualquer coisa que você possa necessitar: armas, informações sobre pessoas, lugares, etc... mas você tem que cooperar comigo. LaCroix dá as ordens, só que ele não está aqui para fiscalizar a maneira como as cumpriremos... o cara quer resultados, e desde que assassinatos em massa ou incidentes do gênero não ocorram...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entendido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso o homem continua “ótimo. Bem, daqui a pouco o sol nascerá... preparei um dos quartos para você dormir durante o dia de hoje e mais tarde, a levarei para o seu novo lar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu sei, você provavelmente já tem uma casa. Mas, a vida que você conhecia quando acordou ontem... já era. Isso inclui seus amigos, família, pertences... essas coisas são passado para você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu sei”, disse num suspiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Durma, descanse... e conversaremos melhor amanhã”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boa noite... ah... quero dizer, bom dia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bons sonhos... é menos confuso”. Respondeu sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Está tudo pronto para partirmos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ótimo... Ben, como é mesmo o nome do príncipe em Moon City?”, Anna pergunta ao outro vampiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“LaCroix...”. É interrompido antes de terminar a sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sebastian LaCroix?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amigo, ou antigo namorado? Tsc, lembrei que você fez voto de castidade... desconsidera a última alternativa”, comenta maliciosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você sabe que qualquer um em sã consciência pensaria dez vezes antes de tirar sarro da minha cara, não sabe?”. Questiona seriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sei”, fala com um pequeno sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E mesmo assim, você se arrisca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ã-hãn”. Balança a cabeça afirmativamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por quê?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque te considero a minha irmãzinha, e os irmãos têm o direito de encher o saco um do outro...”, diz sorrindo largamente “até parece que você não tira onda comigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como você mesmo disse: te incomodar é a minha prerrogativa...”, admite a vampiresa sorrindo também “a propósito, LaCroix não é meu amigo... e a minha vida sexual não te diz respeito, mas fique sabendo que eu estou longe de ser celibatária”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ta, desculpa... só porque a última vez que te vi interessada em alguém foi há uns três séculos, não quer dizer que você seja uma mulher casta”. O vampiro estava adorando se divertir às custas da amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ben... eu não estou com espírito para brincadeiras... Gabriel conseguiu me estressar mais do que o de costume. Então, se você quiser continuar falando bobagem, continua... mas eu to indo para meu quarto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Anna, espera!”. Teve que correr para alcançá-la ‘cara, ela se move rápido quando está irritada’. Lado a lado com a jovem, continua “afinal de contas, da onde você o conhece?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não o conheço... mas já ouvi falar nele. Pelo que sei, ele é francês, nascido em Calais há não muito mais de duzentos anos... após formar-se pela Academia Militar Real, ele juntou-se às tropas napoleônicas. Foi pouco tempo depois de Waterloo que ele recebeu o abraço de um nobre belga... ou seja, nós lidaremos com um Ventrue”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um burocrata almofadinha...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas com conhecimentos militares”, parando em frente ao seu quarto e olhado o relógio de pulso, prossegue “partiremos em doze horas. Boa noite”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bons sonhos...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atmosfera é calma, sensual... a intimidade entre as duas mulheres deitadas na cama é óbvia. O único foco de luz está a cargo do luar que invade a janela do quarto, iluminando as ondas douradas dos cabelos de uma delas e acentuando o azul escuro dos olhos da outra. A loira apóia-se em um dos cotovelos, repousando o queixo na mão e observa a jovem ao seu lado. Ela se inclina um pouco para frente e dá um beijo delicado na boca da morena, fazendo com que algumas mechas caiam em seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morena sorri, e com uma das mãos recoloca os cachos rebeldes atrás da orelha da loira que também sorri enquanto descansa a cabeça no ombro da sua amante. O abraço delas é suave... ambas imersas em puro contentamento. Ao sentir os lábios da jovem em seus cabelos, a loira volta a beijá-la. Em um movimento fluído, a morena inverte as posições, encontrando-se agora por cima da loira... ela aproveita essa ‘vantagem’ para iniciar uma série de beijos... começando no canto dos lábios da outra, passando pela linha do queixo... atrás da orelha e terminando com uma mordida forte o suficiente para excitar, mas gentil o bastante para não machucar a pele aveludada do seu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loira traz as mãos até a nuca da morena, acariciando a região... puxando levemente seus cabelos, elas ficam cara a cara. Azul e castanho fitando-se intensos, ao mesmo tempo em que a língua da morena toca o lábio inferior da loira, pedindo entrada. Esta sente a mão da outra mulher passando em seu ombro e afastando com os dedos a alça esquerda de sua camisola. Logo após, sente a boca quente e a língua provocante da morena fazendo o mesmo com a alça direita. A loira levanta-se um pouco, permitindo à morena retirar a peça de roupa. Beijos lânguidos e esporádicos cobrem o seu peito... o vale entre seus seios... até que lábios incrivelmente macios envolvem um mamilo já enrijecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morena captura entre os dentes a pele rosada, sugando-a de leve antes de afagar com a língua a área mordida... a marca deixada em sua amante desaparecendo rapidamente. Ela desliza seus dedos ao longo da perna da loira, suas unhas arranhando delicadamente a pele clara da parte interna da coxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curvando o corpo para trás, a loira se oferece por completo à mulher acima dela... enterrando os dedos nos fios lisos e escuros, fechou os olhos e trouxe a boca da outra em encontro a sua, num beijo intenso. Deixou escapar um gemido quando a morena tocou o seu sexo, partindo-lhe os grandes lábios. Arqueou os quadris ao sentir o polegar da jovem passando de maneira lasciva sobre o seu clitóris, e dois dedos penetrando-a facilmente... estabelecendo um ritmo lento. A morena também fechou os olhos e baixou a cabeça, prendendo a boca no pescoço da loira, quando sentiu o calor úmido cercando seus dedos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loira enlaçou as pernas em volta da outra, trazendo o corpo dela contra o seu e empurrando a morena ainda mais profundamente para dentro de si. Ela correu os dedos de cima à baixo pelas costas da beleza de olhos azuis, ora acariciando... ora arranhando, enquanto a beijava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo que sua amante estava prestes a gozar, a morena pressionou o polegar contra um ponto estratégico... No momento em que as primeiras ondas do orgasmo a atingiram, a loira cravou os dentes no pescoço da outra, gemendo ao provar o sangue dela e desencadeando nas duas uma reação violenta de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordando e sentando-se na cama de repente, com uma das mãos Anna segura o lençol, enquanto passa a outra nos cabelos e a mantém junto ao seu pescoço, como que procurando por alguma marca ou vestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Moon City, o mesmo ocorre com Elizabeth, mas ao invés de levar uma das mãos ao pescoço, leva à sua boca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;‘No final das contas, Benjamim está certo... eu preciso sair mais’&lt;/em&gt;. Pensa soltando um riso nervoso. Ainda acariciando a pele do pescoço, prossegue &lt;em&gt;‘se ao menos eu lembrasse como ela era’&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;‘Wow... Liz, Liz... que imaginação fértil’&lt;/em&gt;. Passando a língua nos lábios, continua &lt;em&gt;‘ela tem um gosto tão doce... tinha... ah! Droga... como se a minha vida já não estivesse de pernas para o ar... mas convenhamos, foi real pra caramba. Pena que eu não to conseguindo lembrar direito o rosto dela’&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default/113175253416067842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default/113175253416067842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://myfictionstestdrive.blogspot.com/2005/11/captulo-v_11.html' title='Capítulo V'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05513340679991063445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18260298.post-113060932871446078</id><published>2005-10-29T11:07:00.000-07:00</published><updated>2005-10-29T11:08:48.733-07:00</updated><title type='text'>Capítulo IV</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#8b9ba5;&quot;&gt;Como se nada de muito importante tivesse acontecido, o homem continuou. “Agora, resta decidir o destino da prole mal concebida”, disse isso olhando para a mulher ajoelhada. Voltando-se para os outros, prosseguiu “na falta do seu genitor, a maioria dos recém nascidos está condenada a andar pela Terra sem nunca saber o seu lugar, suas responsabilidades e, o mais importante: as leis que devem obedecer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Por que ele não diz logo para o cara cortar a minha cabeça, ao invés de ficar discursando? Provavelmente, porque ele é do tipo que adora ouvir o som da própria voz...’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim sendo, eu decidi que-...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ISSO É CONVERSA FIADA!”, levantou-se e gritou um dos presentes, causando um burburinho no local e interrompendo o que estava no palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Mas-... hein? Agora sim não to entendendo mais nada. Quem é esse cara?’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o pequeno tumulto, o líder da Camarilla pareceu reconsiderar a sua decisão. “Se o Sr. Valez me deixar terminar...” com isso recuperou a atenção de todos e prosseguiu “eu decidi permitir que esta vampiresa viva. Ela deverá ser instruída nos usos e costumes da nossa raça e receberá os mesmos direitos que o resto de nós. Como vocês podem ver, eu não estou indiferente às causas e pedidos desta comunidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Eu não vou virar pó? Uau... essa foi por pouco’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Obrigado a todos por atenderem ao meu chamado... e, reiterando: eu espero que a significância desta noite não seja esquecida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que se encontrava atrás dela retirou a estaca e a ajudou a levantar. O líder da Camarilla fez um gesto para que ela o seguisse e saiu rumo aos bastidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem parar de caminhar e de costas para a jovem, ele disse “quanto a sua genitora... tão trágico... peço desculpas por aquela cena. Mas como você pode ver, há um rígido código de conduta ao que estamos submetidos, a fim de preservar a nossa sobrevivência. Quando alguém, qualquer um, quebra essas leis, ele está comprometendo toda uma estrutura sobre a qual nossa sociedade descansa há séculos. Certamente, você é capaz de entender a minha decisão”. Dobrando à esquerda e aproximando-se de uma porta, complementou “deixa-la viver me faz diretamente responsável pelo seu futuro comportamento. Então, o que eu lhe ofereço não é generosidade e sim, a oportunidade de transcender o destino que a sua genitora trouxe para você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Eu não confio nesse sujeito’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando até a porta, ambos param e o homem vira-se para a jovem “Ouça com muita atenção. Este é o seu verdadeiro julgamento: você será levada à Zona Norte da cidade e lá conhecerá um dos meus agentes que atende pelo nome de Mercúrio; ele vai fornecer os detalhes das suas funções... Eu lhe mostrei grande dose de clemência... prove que foi mais do que um gesto em vão, criança: nem pense em voltar para cá sem tê-lo feito. Boa noite”. Destrancando a porta, fez sinal para que ela saísse e voltou para o teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Que merda foi essa? Gente do céu...’. Olhando a sua volta, a recém nascida notou que estava em um beco atrás do teatro. Mal deu três passos e foi abordada por um homem alto, magro, mas forte, vestindo calças jeans e colete do mesmo material, sem camisa ou camiseta por baixo, cabelos lisos, compridos e castanhos, assim como seus olhos e sua barba. Gargalhando, ele começou a falar “He, he, he... cara, que cena! Yo-hii! He, he... e agora temos você: jogada aqui, tão indefesa e despreparada quanto um bebê largado nu na floresta... he, he”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Era só o que me faltava: o Capitão Gancho ta drogado e ainda por cima, fazendo farra da minha desgraça!’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando um suspiro e recuperando o fôlego, diz num tom mais sério “olha garota, tudo o que aconteceu com você hoje provavelmente é muito para assimilar de uma vez só... então... o que você me diz de eu te ensinar o básico?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem é você?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você pode me chamar de Jack, mas o importante é que estou oferecendo ajuda. Nós trocaremos histórias de infância se você retornar inteira da Zona Norte, ok? Até lá, eu tenho alguns minutos... e ai, aceita ou não?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É a melhor oferta que eu recebi nas últimas horas...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ótimo... venha comigo”. Com isso, os dois se afastaram da porta dos fundos do prédio. “Nós não temos muito tempo, mas eu acho que alguém deveria te dar uma noção de como as coisas funcionam... para te economizar a viagem e tudo mais...”. Focalizando a atenção na aparência da mulher, continuou “ta parecendo que você mal se agüenta em pé... você ao menos bebeu algo desde a ascensão?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como o quê, por exemplo?”... ‘eu realmente estou me sentindo fraca, mas deve ser cansaço ou algo assim... nada de anormal, depois de tudo o que aconteceu... eu acho. O Barba Azul ta rindo de novo! O que eu disse de tão engraçado?’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cara! Temos praticamente uma virgem aqui... he, he, he! Oh, você vai adorar essa: sangue é a sua nova Coca-Cola, o seu novo champanhe... sangue é a pôrra da sua heroína agora, garota! E se prepare, porque nenhum outro gole é tão doce quanto o primeiro...”. Só de ouvir aquela palavra mágica, sentimentos de euforia e ansiedade se apoderaram do corpo da jovem... como se estivesse prestes a ter algo que há tempos desejava. Fechando os olhos e concentrando-se nos arredores, o vampiro falou: “perto da entrada do beco tem um cara... o ‘coitado’ não consegue achar as chaves do carro...”. Voltando a olhar para a mulher “certo, vá até lá de maneira casual... chega perto dele sem chamar a atenção, crave essas suas belas presas nele e alimente-se. Não te preocupa se você nunca foi lutadora de jiu-jitsu, ou não era fã dos filmes do Bruce Lee... isso acontecerá tão naturalmente que você vai pensar já ter mordido humanos centenas de vezes antes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se você está dizendo... eu acredito”, a expectativa crescente fez a vampiresa proferir essas palavras em um tom sensual e olhar predatório no rosto... ‘essa nova vida até que pode ser bem interessante’. “Espera um pouco, ao me alimentar dele... eu não corro o risco de transforma-lo em vampiro?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tsc, tsc... a fome já afetou teu cérebro! Você só irá transformá-lo em vampiro se, depois de mordê-lo, ele beber do teu sangue... Agora deixa de conversa e mãos à obra, antes que o teu lanche vá embora. Mas certifique-se de não sugar até a última gota: morde, bebe, mas não te refestela! Pode ser difícil de resistir, mas não o mate”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que não?”, ‘wow... muita calma nessa hora... desde quando eu fico decepcionada por não poder matar alguém?’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vai lá e depois a gente conversa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem andou até a entrada do beco e viu o homem: ele estava fumando, enquanto verificava alguma coisa em seu celular. Sorrateiramente, ela foi se aproximando da vítima... abaixando-se e escondendo-se nas sombras do carro parado atrás do veículo do sujeito, a jovem esperou pelo momento certo. Quando ele virou-se de costas, ela atacou... pulando e enlaçando as pernas na cintura do rapaz, a mulher afundou os dentes no pescoço dele. Ao sentir o primeiro gosto de sangue, ela fechou os olhos em êxtase... o calor da pele, o coração de sua presa batendo mais rápido a cada segundo, a vida dando lugar à morte... O prazer era tão grande que ela quase esqueceu o aviso dado pelo outro vampiro... ‘não o mate’. Abrindo os olhos, a mulher largou a presa que estava imersa em algum tipo de estado hipnótico, ‘pelo jeito, ele gostou também’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~.~.~.~.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eternidade não será tempo suficiente para explicar como estou me sentindo... o sangue fervendo em minhas veias... aquecendo o meu corpo... A noite nunca me pareceu tão bela: estou sintonizada em cada som, cheiro, textura e movimento. O vazio foi preenchido... não há mais dor, arrependimentos ou tristeza. Eu estou morta e, no entanto, é a primeira vez que me sinto realmente viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hum... isso... isso mesmo. Você está sentindo... eu posso ver em seus olhos: uma predadora... É isso, garota... o centro do nosso universo”. O vampiro mais velho podia notar a diferença na jovem, tendo o mesmo ocorrido com ele num passado distante. Retomando o tom descontraído de antes, “ok... ta barriga cheia, pronta para sair dando porrada, sentindo-se melhor do que nunca, mas espere! A coisa fica melhor ainda: todos os vampiros têm algumas características em comum... coisas que os colocam acima dos humanos na cadeia alimentar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como q quê, por exemplo?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sentidos mais aguçados, um corpo mais resistente a surras... e, se você jogar bem suas cartas... vida eterna. Essa última não é uma certeza absoluta, mas só a chance de ser imortal já é um bom negócio. Isso é só o começo... um bônus por você ter se juntado ao nosso clubinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hei... eu não devia ter morrido quando aqueles caras enfiaram uma estaca no meu peito? Pelo menos é assim que acontece nos-...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nah... claro que a gente pode ser destruído, mas esqueça os livros e filmes! Alho? Inútil; uma cruz? Enfia no... bom, você sabe onde; estacas? Só se atingirem o coração, mas mesmo assim elas somente te paralisam... como você já sabe, he, he; água benta? Até parece que seres como nós vão ter medo de água... eu tomo banho... de vez em quando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Sim... isso eu pude notar’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Agora, um tiro de espingarda na cabeça... isso é problema. Fogo? Definitivamente, é um problema. Luz do sol? Bem... pega um solzinho na praia e é o fim da linha para você, menina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Legal... mais alguma coisa que eu deveria saber?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, garota... o que te contei até agora, não é nem a ponta do iceberg... mas, nosso tempo acabou. Boa sorte e nos veremos novamente... ou não, he, he, he”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tchau, Jack”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default/113060932871446078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default/113060932871446078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://myfictionstestdrive.blogspot.com/2005/10/captulo-iv.html' title='Capítulo IV'/><author><name>Anonymous</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/blank.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18260298.post-113021527217599097</id><published>2005-10-24T21:40:00.000-07:00</published><updated>2005-10-24T21:41:12.180-07:00</updated><title type='text'>teste</title><content type='html'>bla,bla,bla</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://myfictionstestdrive.blogspot.com/feeds/113021527217599097/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18260298&amp;postID=113021527217599097' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default/113021527217599097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18260298/posts/default/113021527217599097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://myfictionstestdrive.blogspot.com/2005/10/teste.html' title='teste'/><author><name>Anonymous</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/blank.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>