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	<title>Thiago Dias</title>
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	<description>Blog de economia e negócios</description>
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		<title>Que tal reformar a estante?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 01:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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O desafio de um bom profissional do século XXI é manter-se conectado à informação e ao conhecimento. Não se trata somente de ‘reciclar-se’, mas de estar antenado às novas dinâmicas e tendências do mercado. A figura do profissional local se perdeu em um mundo globalizado, em que um atraso no fornecimento de carne no Sul [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Livros" src="http://postmania.org/wp-content/uploads/2009/09/estante_para_livros.jpg" alt="Estante de Livros" width="500" height="465" /></p>
<p>O desafio de um bom profissional do século XXI é manter-se conectado à informação e ao conhecimento. Não se trata somente de ‘reciclar-se’, mas de estar antenado às novas dinâmicas e tendências do mercado. A figura do profissional local se perdeu em um mundo globalizado, em que um atraso no fornecimento de carne no Sul do Continente Americano pode afetar a venda de Kebab’s nas ruas de Madrid. De fato, profissionais do Novo Século se tornaram seres que se alimentam de conhecimento.</p>
<p>Mas você, um leitor atento, sabe que isso não representa novidade alguma. De fato, há algumas décadas o novo paradigma do conhecimento tem ocupado temas importantes nas manchetes e publicações ao redor do globo. A questão não é se devemos nos alimentar de conhecimento ou não, mas sim qual é a dieta que devemos seguir. De acordo com o website Worldometers.info, somente em 2010, no mundo todo foram lançados 536.240 novos livros. Isso representa quase 75 mil publicações por mês, ou 2,5 mil por dia. Será que há bibliotecas que comportem tantas novidades, ou leitores dispostos a se aventurar em tantas páginas?</p>
<p>Recentemente comprei um livro de marketing do autor Philip Kotler, chamado ‘Marketing 3.0’. Como muitos internautas, pedi o livro pela <em>web store</em> e esperei a entrega pelo serviço postal. Depois de ansiosa espera, abri a embalagem de papelão, rasguei o plástico que envolvia meu livro, e lá estava o meu mais novo passaporte para o conhecimento. O livro era menos espesso do que parecia na foto, mas isso me foi compensado pelo selo na parte superior direita: ‘Palestrante HSM – Inspiring Ideas’. Ótimo, tudo indicava uma boa leitura e uma viagem emocionante às “Novas forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano”, como dizia a frase de efeito da capa.</p>
<p>Não foi necessário gastar mais de meia dúzia de páginas para perceber que havia pegado o avião errado ou que meu passaporte para o conhecimento ainda precisava de um visto. Mas, chega de bla, bla, bla, devo logo dizer a vocês que a leitura foi decepcionante. Texto repetitivo, como aqueles para aquietar crianças. Conceitos maquiados, de relativo fácil observação prática e roteiro que não foge da regra da maioria de livros de administração ou estratégia empresarial. Não estou querendo desvalorizar nosso honroso Best Seller, apenas quero compartilhar com vocês outra proposta.</p>
<p>Assim como empresas de tecnologia, a indústria dos ‘Best Sellers’ é movida à inovação. Novos lançamentos são extremamente necessários para alavancar mais e mais vendas. O problema é que, muitas vezes, o genuíno conhecimento é muito pequeno. Então, que tal deixar o ‘Best Seller’ de lado e aventurar em algo mais antiquado. Sim, antiquado! Aqueles livros que sobram nos sebos, autores consagrados do século passado, cujas obras inspiraram escritores, artistas, políticos e diversos líderes deste século.</p>
<p>Nós devemos sim nos alimentar de conhecimento, porém observar a dieta é importante para evitar a obesidade, ou simplesmente, a perca de tempo. Os livros devem ajudar a formar críticos inovadores, e não apenas executores de receitas prontas no estilo 7 passos para alcançar o impossível.</p>
<p>O próximo <em>post </em>será uma resenha sobre o livro A Utopia, de Thomas More. Uma obra-prima escrita por volta do século XV. Por sinal, este pequeno livro veio junto com a encomenda do livro de Philip Kotler. Apesar da capa menos imponente, a leitura é de um prazer indescritível.</p>
<p>Proponho então uma dieta: ler cuidadosamente não somente o necessário e o novo, mas o que alimenta a alma e nos faz mais fortes para criar e inovar. Isso pode significar envelhecer a sua estante.</p>
<p>Pronto, terminei este artigo. Agora você já pode colocar mais 160 livros novinhos na sua estante. Opa! Mas tome cuidado para não engordar.</p>
<p><em>Por Thiago Dias</em></p>
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		<title>Vender é uma arte</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 00:32:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[cliente]]></category>
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		<description><![CDATA[
Vez ou outra amigos animados me mandam mensagens hilárias. Esta eu achei muito boa.
O princípio descrito vale para qualquer tipo de negócio, desde comprar um imóvel para investimento até montar um negócio. O fato é que um empreendedor deve sempre estar atento a seu cliente e atender as suas necessidades. Mas não se esqueça, este cliente pode ser seu filho ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Vendedor" src="http://coachingsp.files.wordpress.com/2009/06/vendedor.jpg" alt="Vendedor" width="390" height="390" /></p>
<p>Vez ou outra amigos animados me mandam mensagens hilárias. Esta eu achei muito boa.</p>
<p>O princípio descrito vale para qualquer tipo de negócio, desde comprar um imóvel para investimento até montar um negócio. O fato é que um empreendedor deve sempre estar atento a seu <strong>cliente </strong>e atender as suas necessidades. Mas não se esqueça, este cliente pode ser seu filho ou seu chefe, ou seu cliente mesmo&#8230; aproveitem a leitura:</p>
<p><strong><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-45" title="aspas" src="http://www.thiagofariadias.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/aspas-150x150.jpg" alt="" width="68" height="76" />Um garotão inteligente vindo da roça, se candidatou a um emprego numa<br />
 grande loja de departamentos da cidade. Na verdade, era a maior loja<br />
de departamentos do mundo, tudo podia ser comprado nessa loja. </strong></p>
<p><strong>O  gerente perguntou ao rapaz:</strong><br />
<strong> - Você já trabalhou alguma vez na vida?</strong><br />
<strong> - Sim , eu fazia negócios na roça.</strong><br />
<strong> O gerente gostou do jeitão simplório do moço e disse:</strong><br />
<strong> - Pode começar amanhã, e no final da tarde venho verificar como você  se saiu. </strong></p>
<p><strong>O dia foi longo e árduo para o rapaz. As 17:30 o gerente se<br />
acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e<br />
perguntou:</strong></p>
<p><strong> - Quantas vendas você fez hoje?</strong><br />
<strong> - Uma!</strong><br />
<strong> - Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia.<br />
 De quanto foi a venda que você fez?</strong></p>
<p><strong> - Dois milhões e meio de Reais!</strong><br />
<strong> - Como você conseguiu isso???</strong><br />
<strong> - Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno,<br />
depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Daí eu lhe<br />
vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa, para pescaria pesada.<br />
 Eu lhe perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca<br />
 oceânica. Eu sugeri que talvez fosse precisar de um barco, então eu o<br />
acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha.<br />
 Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de<br />
 puxar a lancha levei-o a seção de carros e lhe vendi uma camionete com<br />
tração nas quatro rodas. </strong></p>
<p><strong>O gerente levou um susto e perguntou:</strong></p>
<p><strong> - Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?<br />
</strong><br />
<strong> - Não senhor, ele entrou aqui, de fato, para comprar um pacote de<br />
absorvente para a esposa, e eu disse a ele:</strong></p>
<p><strong> - &#8220;Já que o Sr. não vai estar com a sua mulher neste final de semana, </strong><strong>porque o senhor não vai pescar??&#8221;</strong><strong><img class="size-thumbnail wp-image-45 alignright" title="aspas" src="http://www.thiagofariadias.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/aspas-e1265937224163-150x140.jpg" alt="" width="77" height="71" /></strong></p>
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		<title>Imóveis: a preferência nacional</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 19:20:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[construção]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Thiago Dias
A partir de 2008, quando houve o estouro da crise imobiliária nos Estados Unidos, percebeu-se que a valorização das casas não era eterna. Os americanos foram expostos a uma dura realidade: os sólidos investimentos em imóveis eram um castelo de cartas. De lá para cá, a crise atingiu o mundo. Em 2009, nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Thiago Dias</em></p>
<p>A partir de 2008, quando houve o estouro da crise imobiliária nos Estados Unidos, percebeu-se que a valorização das casas não era eterna. Os americanos foram expostos a uma dura realidade: os sólidos investimentos em imóveis eram um castelo de cartas. De lá para cá, a crise atingiu o mundo. Em 2009, nos EUA, a construção de novas casas caiu 28,2% em relação a 2008. Na Inglaterra a queda foi de 34,4% e no Japão de 37%. O valor dos aluguéis comerciais na Rússia caiu 63% no período dos últimos 12 meses a partir de junho de 2009. No Brasil, curiosamente, esta cifra cresceu 25%.  Especialistas acreditam que, ao contrário do ocorrido nos países mais desenvolvidos, a crise pode ter fortalecido o mercado de imóveis brasileiro.</p>
<p>Com as sucessivas quedas na taxa de juros, os investimentos em imóveis tornaram-se mais rentáveis em relação aos investimentos em renda fixa, como poupança e títulos do governo. O financiamento ficou mais barato e os investidores, inclusive aqueles que vivem fora do Brasil, podem optar por financiar o imóvel diretamente com as construtoras.  Além disso, há perspectivas de valorização dos imóveis nas principais capitais brasileiras. Em Curitiba, por exemplo, os analistas prevêem um crescimento de 22% nos preços até o final do ano. Este mesmo fenômeno está acontecendo em praticamente todas as capitais do país. Pequenos ou grandes investidores, todos à procura de retornos lucrativos, impulsionam o mercado.</p>
<p>Ao investir em imóveis você pode estar pensando em duas coisas. Uma delas é a realização de um projeto de vida, um sonho, que é a casa própria. A outra é a busca de um retorno financeiro que irá garantir ou complementar sua renda no futuro. Se optar pela segunda opção, algumas dicas são importantes.</p>
<p>Ao contrário do que muitos pensam, o investimento correto pode estar longe da sua Terra Natal, principalmente se lá o mercado imobiliário já estiver muito valorizado. Isso significa que você terá mais chances de fazer um bom negócio se pesquisar empreendimentos em outras praças. Além disso, leve em conta o perfil do seu futuro inquilino. Se o imóvel for comercial, escolha um local de fácil acesso e que esteja na rota dos consumidores. Para isso, faça uma pesquisa e descubra se existem outros comércios por perto, se há outros empreendimentos sendo construídos no local e se não há impedimentos legais para o estabelecimento de um comércio nesta região. Pesquisas mostram uma valorização de 25% no valor dos aluguéis comerciais no segundo trimestre de 2009, em relação ao segundo trimestre de 2008. Se a opção for imóvel residencial, diferencie os investimentos populares, de classe média ou de alto padrão. Imóveis muito caros, acima de R$1 milhão, podem oferecer pouca liquidez, enquanto imóveis populares podem render aluguéis baixos.  Leve também em conta que você não irá morar no imóvel. Portanto não é você quem precisa gostar dele, mas sim o seu inquilino.</p>
<p>Outra observação é na hora do pagamento. Se possuir uma reserva, compre à vista. Assim você terá mais chances de conseguir um bom desconto. Mas se precisar financiar, uma boa opção é utilizar as linhas de crédito das próprias construtoras.</p>
<p>Para aqueles que desejam fugir dos problemas com inquilinos, os fundos imobiliários são uma opção mais barata. Essas aplicações funcionam como um investimento em fundos de ações, mas sua rentabilidade vem das aplicações               feitas em diversos tipos de imóveis, como flats, salas comerciais, shoppings e até hospitais. São de longo prazo, cinco anos ou mais, mas é possível aplicar a partir de 10.000 reais. Também podem oferecer menos riscos, pois alguns fundos aplicam em mais de um imóvel, diversificando a carteira. Outra vantagem é que este tipo de aplicação é isenta de imposto de renda, ao contrário dos ganhos obtidos por aluguel ou renda fixa. Estes investimentos estão disponíveis por meio de bancos ou corretoras.</p>
<p>Ao decidir investir, não deixe de acompanhar o retorno dos investimentos. Pode ser útil comparar este retorno com outras modalidades de investimento como fundos, ações e poupança. Lembre-se também que no investimento em imóveis há taxas e tributos específicos como ITBI, corretagem, IPTU, entre outros. Depois de se planejar, agora basta procurar um especialista ou o seu corretor de confiança e começar a investir.</p>
<p><strong>Como prometido,  aí vão alguns links para aqueles que querem saber mais sobre como investir em Fundos de Imóveis</strong></p>
<p><a href="http://www.cvm.gov.br/port/protinv/caderno6.asp">http://www.cvm.gov.br/port/protinv/caderno6.asp</a></p>
<p><a href="http://dinheirama.com/blog/2007/08/30/imoveis-versus-fundos-imobiliarios/">http://dinheirama.com/blog/2007/08/30/imoveis-versus-fundos-imobiliarios/</a></p>
<p><a href="http://www.hagah.com.br/imoveis/jsp/default.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;template=2912.dwt&amp;pSection=584&amp;section=guia_imoveis">http://www.hagah.com.br/imoveis/jsp/default.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;template=2912.dwt&amp;pSection=584&amp;section=guia_imoveis</a></p>
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		<title>Brasil, um país para investir</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 17:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
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		<description><![CDATA[Este artigo foi publicado no Jornal Com Você, na cidade de Boston-MA, em 1 de fevereiro de 2010.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.thiagofariadias.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/Bovespa.jpg"><img class="size-medium wp-image-11 aligncenter" title="BM&amp;FBovespa" src="http://www.thiagofariadias.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/Bovespa-300x159.jpg" alt="Bolsa de Valores de São Paulo" width="300" height="159" /></a></p>
<p><em>Por Thiago Dias</em></p>
<p>Há uma nova palavra de ordem para todo brasileiro: investir. Num curto espaço de tempo, o Brasil demonstrou ser capaz de sair bem da turbulência. O mercado de ações brasileiro subiu de patamar, tendo uma das maiores valorizações do mundo, e o País já aparece entre os quatro destinos preferidos para Investimentos Estrangeiros Diretos (IDE) até 2011, de acordo com a Conferência de Desenvolvimento e Comércio da ONU (UNCTAD). Até o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse com todas as letras que o Brasil será a locomotiva da economia latino-americana, graças ao amplo mercado interno e às exportações para diversos continentes, especialmente a Ásia.</p>
<p>Uma das razões para tanto otimismo é que o brasileiro está ganhando mais. Nos últimos cinco anos, o ganho real da massa de salários chegou a 30%, o que colaborou para o crescimento do consumo e para a entrada de investimentos no Brasil. Com mais dinheiro no bolso, um número maior de brasileiros experimentaram a ascensão social. Com isso, surgiu no Brasil a nova classe C, com renda entre R$ 1,1 mil e R$ 4,6 mil, que representa 92 milhões de compradores. Tudo isso contribui para o aumento dos investimentos no Brasil, e as perspectivas para 2010 são animadoras.</p>
<p>Para aqueles que conseguiram vencer a tentação de consumir e fizeram uma reserva para investimento, este ano pode ser uma oportunidade para melhorar o padrão de vida. As oportunidades são diversas, desde imóveis até o mercado de ações.</p>
<p>A bolsa de valores é uma opção atrativa de aplicação para os investidores, alternativa que se tornou ainda mais importante com a queda dos juros e, conseqüentemente, com a da rentabilidade da renda fixa. A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&amp;FBovespa), agora é a quarta maior do mundo em valor de mercado, perdendo apenas para bolsas dos Estados Unidos, China e Alemanha. Somente em 2009, quem investiu no índice Ibovespa, teve valorização de 140%, a maior entre as bolsas mundiais. O índice começou o ano abaixo dos 38 mil pontos e se aproxima dos 70 mil. Isso significa dizer que quem investiu 100 mil dólares no início de 2009, terminou o ano com 240 mil dólares na carteira.</p>
<p>Quase cinqüenta ações dobraram de preço desde janeiro de 2009 Uma pesquisa da Revista Exame* com as 35 principais instituições financeiras e consultorias de mercado mostrou o ranking das 10 ações mais promissoras para 2010. No topo da lista está a mineradora Vale, que se destaca por sua capacidade produtiva capaz de atender grandes demandas mundiais; em seguida está o Itaú Unibanco, o maior grupo financeiro do hemisfério Sul; depois vem o Bradesco, que foi considerado o banco mais rentável em 2009, na comparação com bancos da América Latina e Estados Unidos;  o Grupo Pão de Açúcar, que tornou-se o gigante do varejo após a fusão com o Ponto Frio e as Casas Bahia; a fornecedora de aço Gerdau, que promete uma recuperação, ainda que lenta, depois da queda nos lucros; a transportadora ALL, que assinou contrato recente com a Usiminas para levar aço, em suas ferrovias, ao Sul do país; a Petrobrás, que será a grande beneficiada pela exportação de petróleo na camada pré-sal; a Brasil Foods, fusão das antigas rivais Sadia e Perdigão, que se tornou uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com receita de 25 bilhões de reais; e a PDG Realty, incorporadora especializada em imóveis de baixa renda, segmento que está em franco crescimento no País.</p>
<p>Para iniciar um investimento em ações não é preciso ter muito dinheiro, basta uma quantia em torno de cinco mil reais. Mas é importante que o investidor não precise utilizar esta reserva no curto prazo, pois uma vez que o dinheiro está investido, ele se transforma em ações que variam de valor diariamente, podendo desvalorizar bastante no curto prazo. Com o dinheiro na mão, o próximo passo é procurar uma corretora de valores, ou até o seu banco de relacionamento no Brasil e entrar no mundo dos investidores.</p>
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		<title>Brazil, a country to invest</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 03:21:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[By Thiago Dias
Reviewed in English by Flavia Vial Martins
There is a new command to all Brazilians: to invest. In a short space of time, Brazil has shown to be able to easily escape from turbulence. The Brazilian stock market reached a higher score, being one of the most valued countries. It appears among the four [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>By Thiago Dias<br />
Reviewed in English by Flavia Vial Martins</em></p>
<p>There is a new command to all Brazilians: to invest. In a short space of time, Brazil has shown to be able to easily escape from turbulence. The Brazilian stock market reached a higher score, being one of the most valued countries. It appears among the four preferred destinations to Direct Foreign Investments (FDI) until 2011, according to the United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD). Even the International Monetary Fund (IMF) clearly said that Brazil will be a locomotive of the Latin American economy, thanks to its wide domestic trade and to the exportations to diverse countries, especially Asia.<br />
One of the reasons for all that optimism is that the Brazilians’ incomes are rising. In the last five years, the real gain of wages reached 30%, which collaborated to the upgrowth of consumption and to the entry of foreign investments in Brazil. With more money in the pocket, a larger number of Brazilians experienced a social uprise. Therefore, the new C class emerged in Brazil, with an income between Brazilian R$ 1.1 thousand and R$ 4.6 thousand, which represents 92 millions of consumers. All that contributes to the raise of investments in Brazil, and the perspectives for 2010 are exciting.<br />
To those who overcame the temptations of consumption and saved for investments, this year might be an opportunity to improve their living standards. The opportunities are countless, from real estate to stock market.<br />
Stock market is an attractive option of investment applications. Such alternative became much more significant with the decrease of interest rate, and consequently, the drop in fixed income securities’ yield. The São Paulo Stock Exchange (BM&amp;FBovespa) is now the fourth worldwide most important stock in market value, losing just to the American, the Chinese and the German stock exchanges. Just in 2009, those who invested in Ibovespa index obtained a 140% appreciation, the largest appreciation among the world countries. This index started off the year below the 38 thousand points, and now it has approached 70 thousand. This means that whoever invested 100 thousand dollars in the beginning of 2009, ended up having 240 thousand dollars in the pocket by the end of the year.<br />
Almost 50 stocks doubled their values since January 2009. A Brazilian investment maganize; Revista Exame, prospected the 35 most important financial institutions and market consulting, and ranked the 10 most promissory stocks for 2010: The mining company Vale, at the top of list, stands out for its production capacity, sufficient to satisfy the world’s demand. Next comes the Itaú Unibanco Bank; the south hemispheric’s biggest financial group. Then comes Bradesco Bank, being the most profitable bank of the world in 2009, in comparison with Latin American and U.S. banks. After the fusion with Ponto Frio and Casas Bahia, the Pão de Açúcar Group has become a retail giant. In despite of its slow recuperation after a profit crash, the steel supplier Gerdal promises improvement. ALL, the railroad company that signed up a recent contract with Usiminas in order to deliver steel to the South of the country, also stands out. Being the most benefited by the oil extraction from the pre-salt layer, the state oil company Petrobrás is also among the top 10 stocks. Brasil Foods, a fusion of the former rivals Sadia and Perdigão, has become one of the most biggest companies of the world, with an income of Brazilian R$ 25 billion. And finally comes PDG Realty, a company specialized in small value properties; a segment that is growing fast in the country.<br />
Starting an investment in stocks does not require much money. An amount of five thousand Brazilian reais should be enough. However, it is important that the investor does not use this reserve at short time, since once the money is invested, it becomes stock. Stock’s value varies daily, and it may have a significant depreciation at a short time. With money on hands, the next step is to find a dealer broker or even your preferred bank in Brazil, and step into the investors’ world. The next edition of the investment series “Brazil, a country to invest”, will introduce the topic “Brazilian real estate market”, and will expose how this sector has become more and more attractive and profitable.</p>
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		<title>No Brasil, tudo é possível</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 17:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Dias</dc:creator>
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Por Thiago Dias
No Brasil, tudo é possível. Durante a crise financeira que abalou as principais economias do mundo, o Brasil foi posto à prova. Ao conseguir manter o comércio interno aquecido, driblar as crises políticas, fortalecer sua imagem perante o mundo e manter a economia estável, o País venceu mais uma etapa e adquiriu características [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.thiagofariadias.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/lula-petroleo2.jpg"><img class="size-medium wp-image-33 aligncenter" title="Petróleo" src="http://www.thiagofariadias.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/lula-petroleo2-300x180.jpg" alt="" width="300" height="180" /></a></p>
<p><em>Por Thiago Dias</em></p>
<p>No Brasil, tudo é possível. Durante a crise financeira que abalou as principais economias do mundo, o Brasil foi posto à prova. Ao conseguir manter o comércio interno aquecido, driblar as crises políticas, fortalecer sua imagem perante o mundo e manter a economia estável, o País venceu mais uma etapa e adquiriu características semelhantes às de países em estágio de desenvolvimento muito superior.</p>
<p>Durante os primeiros semestres de 2009 a produção brasileira caiu, seguindo as expectativas de queda no consumo. Não poderia ser diferente, pois, com um clima de crise quem teria coragem para sair às compras? Nos momentos de pânico, a palavra chave era economizar. Felizmente o cenário foi melhor do que o previsto, e o consumo interno se recuperou, aquecendo o comércio nos últimos meses do ano. Para 2010, as previsões são animadoras: o Banco Central brasileiro já fala em taxas de crescimento superiores a 5%. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Expectativa do Consumidor atingiu um recorde histórico, superando até mesmo os anos pré-crise e mostrando que o brasileiro está disposto a voltar às lojas. O clima de otimismo pôde ser percebido em vários setores, e as montadoras de veículos, por exemplo, fecharam o ano com a marca recorde de 3 milhões de veículos vendidos, com projeção de crescimento de 10% para 2010.</p>
<p>Além da crise financeira, o País enfrentou também crises políticas. A democracia brasileira foi colocada à prova por escândalos nos três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Enquanto parecia difícil a tarefa de colocar em ordem as contas do congresso nacional, os desentendimentos no judiciário e as denúncias contra o partido presidencial, o setor produtivo parecia não se importar com a confusão no setor público. As empresas brasileiras, assim como o governo, superaram a crise política e continuaram a investir. Então, apesar do mau exemplo dos governantes, o País deu mais passo em direção à maturidade, conseguindo descolar os ambientes da política e da economia.</p>
<p>A imagem do País no exterior também foi colocada à prova. O desafio desta vez era consolidar-se como uma economia com bases fortes para o desenvolvimento, com poder de influência política e econômica. Somente palavras não bastaram, foi preciso esforço para mostrar ao mundo que o Brasil não é só um País de futebol e Carnaval, mas um exportador de soluções e tecnologia. Como resultado deste esforço, o Brasil já começa a ser incluído nas listas dos países petroleiros mais promissores, ao lado de potências como Rússia, Nigéria, Iraque e Cazaquistão. Além disso, uma pesquisa realizada recentemente pela Sociedade Brasileira de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica, mostrou que as empresas multinacionais brasileiras estão melhorando sua posição no exterior, e o índice de internacionalização do capital brasileiro, apesar da crise, cresceu de 14,7% em 2006 para 17,4 em 2008.</p>
<p>Para 2010, a previsão é de um ano próspero. As estimativas são de crescimento forte, um dos mais robustos dos últimos tempos. Juntamente com a expectativa de crescimento vigoroso, este será ano de eleições para governadores e para o Presidente da República, e a percepção generalizada é de que, sejam quais forem as escolhas do eleitorado, a vida no futuro será muito parecida com a de hoje. O consumo das famílias e a produção industrial continuarão se expandindo, a economia continuará estável e o Brasil continuará mostrando ao mundo que mesmo com crise, tudo é possível.</p>
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		<title>A recuperação da crise e as divergências entre os economistas</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 17:27:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Yoshiaki Nakano*
Há concordância de que existem sinais de que o ritmo de queda nas economias desenvolvidas está reduzindo. Alguns analistas já se apressam em afirmar que já estamos chegando ao &#8220;fundo do poço&#8221; e que no final deste ano aquelas economias vão iniciar a recuperação cíclica. Outros analistas mais críticos afirmam que não há nenhuma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Yoshiaki Nakano*</em></p>
<p>Há concordância de que existem sinais de que o ritmo de queda nas economias desenvolvidas está reduzindo. Alguns analistas já se apressam em afirmar que já estamos chegando ao &#8220;fundo do poço&#8221; e que no final deste ano aquelas economias vão iniciar a recuperação cíclica. Outros analistas mais críticos afirmam que não há nenhuma indicação de que o &#8220;pior já passou&#8221;, ou de que recuperação virá, ou de que a recuperação se iniciará ainda neste ano. Em relação aos emergentes, não dá para fugir do fato de que a China e a Índia estão conseguindo manter o crescimento forte em 2009, ainda que num ritmo bem menor do que dos anos precedentes, e de que o demais vão sofrer contração nas suas economias em 2009. Da mesma forma, alguns analistas acreditam que já em 2010 estas economias voltarão a crescer, enquanto outros pintam um quadro mais difícil em que a recuperação não virá sem mudanças estruturais e reformas.</p>
<p>É natural que as opiniões dos economistas sejam conflitantes, pois existem divergentes visões de mundo e diferentes percepções sobre a natureza da crise e, consequentemente, da saída da crise. Existem também interesses divergentes e diferentes capacidades de fugir da ditadura das velhas ideias às quais se referia Keynes, ao revolucionar a macroeconomia na década de 30. É fundamental entender o que está por trás das divergências para podermos interpretar corretamente as previsões sobre a recuperação da crise. Vamos entender estas divergências colocando foco numa questão central, que é se as medidas já tomadas e anunciadas serão suficientes para que as economias voltem a se recuperar em 2010, ainda que timidamente, e retomem em algum momento a trajetória de crescimento.</p>
<p>De uma forma bastante esquemática, para termos referência, podemos agrupar os economistas em dois grupos. De um lado, aqueles que acreditam, em maior ou menor grau, que a teoria econômica convencional, a teoria neoclássica, descreve corretamente as leis de funcionamento dos mercados. Como nos mercados interagem agentes racionais, os textos com a orientação da teoria neoclássica estabelecem como leis que os mercados tendem a se autoequilibrar e se auto-ajustar, autorregulam-se e são eficientes, isto é, os preços determinados pelos mercados são corretos e refletem os fundamentos. Assim, desequilíbrios e crises seriam fenômenos transitórios causados fundamentalmente por fatores exógenos, ou seja, por interferência de elementos externos, principalmente as ações do governo ou outros choques, causados sempre por fatores exógenos.</p>
<p>De outro lado estão os economistas que rejeitam a teoria neoclássica em maior ou menor grau. Este grupo entende que, na realidade dos fatos, os mercados são instituições criadas e desenvolvidas pela sociedade humana, e nem sempre se comportam de forma racional, pois são antes seres morais, agem emocionalmente, cometem erros e têm interesses conflitantes. Assim, os mercados, como qualquer outra instituição humana, têm falhas. Eles nem sempre se equilibram ou se autorregulam, portanto a qualidade da regulação pelo governo é fundamental para o seu bom funcionamento, que também pode falhar. Os mercados podem gerar &#8220;bolhas&#8221; de preços descoladas dos fundamentos, particularmente no mercado financeiro, onde os preços dos ativos não têm referência clara dos fundamentos e dependem de fatores como liquidez e crédito. Nestes mercados podemos ter comportamentos de manada, manias e pânicos. Assim, as crises são inerentes ao sistema de mercado e inevitáveis.</p>
<p>Se você for economista do primeiro grupo, esta crise financeira foi causada por um choque exógeno, houve erro na política monetária de Alan Greenspan [expresidente do Fed], de juros excessivamente baixos, e é um fenômeno cíclico e passageiro. Como os mercados tendem a se auto-equilibrar e se autorregular, a recuperação acontecerá em breve e não será necessária uma maior regulação, ou reformas estruturais no sistema financeiro, ao contrário. Para os menos fundamentalistas, a ação do governo foi necessária e já dá sinais de seus efeitos, assim a recuperação e volta à normalidade deverão ocorrer no final deste ano.</p>
<p>Se você for do segundo grupo, esta crise financeira é fenômeno endogenamente gerado pelo próprio funcionamento dos mercados. A desregulação e introdução de inovações financeiras permitiram o desenvolvimento de um sistema bancário paralelo que promoveu uma expansão excessiva de crédito e liquidez, bolhas especulativas e, por fim, a crise que causou o colapso do crédito, preferência pela liquidez, colapso nos preços dos ativos, grandes prejuízos e perdas patrimoniais. A crise num segmento pode contaminar outros, provocando prejuízos e criando diversos circuitos de realimentação e afetando todo o sistema financeiro. Portanto, a crise é sistêmica e estrutural. A gigantesca injeção de liquidez pelos bancos centrais foi necessária para evitar o colapso de todo o sistema bancário e paralisia do sistema econômico, mas não põe de pé o sistema financeiro, nem mesmo com taxa de juros zero e oferta infinita de crédito do banco central. O sistema financeiro precisa ser reconstruído com nova regulação para a economia real se recuperar. Como a política monetária torna-se ineficaz para reestimular a economia, só a política fiscal ativa pode evitar maior queda na demanda agregada. Entretanto, as políticas monetária e fiscal são insuficientes pois, sem a reconstrução do sistema financeiro, a verdadeira recuperação não ocorre.</p>
<p>Nesta última visão, não há sinais de recuperação nas economias desenvolvidas e a crise financeira pode ter novos desdobramentos, pois o próprio remédio, a injeção de liquidez massiva pelos bancos centrais, não é propriamente terapêutico &#8211; só evitou o pior, e pode causar novas bolhas e crises se o sistema financeiro não for reconstruído com novas regras rapidamente. A recuperação das economias emergentes depende da capacidade de antever as consequências da crise e fazer reformas e ajustes estruturais para se ajustar ao novo quadro pós-crise.</p>
<p>Certamente, um quadro global em que os fluxos de capitais serão menores, as exportações já sofreram forte queda e as importações alimentadas pelo consumismo e crédito dos americanos não serão fonte de crescimento dos emergentes via aumento das exportações. Será preciso tanto aumentar a poupança doméstica, como gerar dinamismo do mercado interno.</p>
<p>*Yoshiaki Nakano, ex-secretário da Fazenda do governo Mário Covas (SP), professor e diretor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas &#8211; FGV/EESP</p>
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		<title>Panorama Econômico Semanal &#8211; 10 de junho/2009</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 17:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Beige Book]]></category>
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		<description><![CDATA[PIB BRASILEIRO
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o produto interno bruto (PIB) do Brasil recuou 0,8% em relação ao último trimestre de 2008. Já são dois trimestres consecutivos de queda, o que é considerado um quadro de recessão técnica, ou seja, dois trimestres consecutivos de retração no PIB. Apesar da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>PIB BRASILEIRO</strong></p>
<p>De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o produto interno bruto (PIB) do Brasil recuou 0,8% em relação ao último trimestre de 2008. Já são dois trimestres consecutivos de queda, o que é considerado um quadro de recessão técnica, ou seja, dois trimestres consecutivos de retração no PIB. Apesar da queda, a retração é menor que a esperada pelo mercado. A última recessão do país ocorreu em 2003, antes da eleição do Presidente Lula. Naquele momento, a economia, que já se encontrava fragilizada, sofreu com as incertezas trazidas pela eleição do novo presidente.</p>
<p>O PIB é um dos principais indicadores de uma economia. Ele mostra o montante de toda a riqueza gerada no país. O PIB é calculado somando o valor adicionado de riqueza para cada setor da economia.</p>
<p>Apesar de o resultado do PIB ter superado a expectativa de alguns analistas, que previam quedas de até 2,5% para o PIB do primeiro trimestre, muitas outras instituições relatam que a queda de 0,8% poderia ter sido ainda menor. A Federação do Comércio do Estado do Estado de São Paulo (Fecomercio) divulgou reclamações quanto à demora do Banco Central em readequar a taxa básica de juros. Já o ministro da fazenda Guido Mantega, disse que o PIB que estamos vendo é o PIB velho e que a economia está se recuperando. De fato, mesmo com a queda, o desempenho do PIB brasileiro é o 8º melhor entre 36 grandes economias.</p>
<p>Hoje o mercado espera pela decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que divulga a nova taxa de juros. A expectativa é que haja uma queda moderada da taxa Selic, já que a queda no PIB não foi muito acentuada.</p>
<p>Nos Estados Unidos o destaque é o relatório do Beige Book, conhecido no Brasil como Livro Bege. O relatório é divulgado oito vezes por ano pelo Banco Central norte-americano, e reúne informações junto a economistas e analistas financeiros a respeito da situação econômica dos Estados Unidos. Os indicadores mostrados no Livro Bege tem um grande peso, e seu resultado pode alterar na última hora o rumo dos mercados.</p>
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		<title>Panorama Econômico Semanal – 03 de junho/2009</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 17:31:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[concordata]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[A CONCORDATA DA GM
Na última segunda-feira, a GM, que foi considerada a maior montadora do mundo durante sete décadas e que já foi a maior empregadora dos Estados Unidos, entrou com um pedido de concordata na Justiça de Nova Iorque. Agora a montadora está sobre a proteção do “Capítulo 11 da Lei de Falências americana”, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A CONCORDATA DA GM</strong></p>
<p>Na última segunda-feira, a GM, que foi considerada a maior montadora do mundo durante sete décadas e que já foi a maior empregadora dos Estados Unidos, entrou com um pedido de concordata na Justiça de Nova Iorque. Agora a montadora está sobre a proteção do “Capítulo 11 da Lei de Falências americana”, o que equivale à concordata ou à recuperação judicial, no Brasil.</p>
<p>Ao contrário do pedido de falência, que acarreta dificuldades para empregados e acionistas, o caminho da recuperação judicial de uma empresa pode ser um modo mais eficiente para o pagamento do que é devido. A lei permite que a justiça flexibilize as obrigações e promova alterações estruturais na empresa, que passa a funcionar sob a supervisão do judiciário.</p>
<p>A decisão da GM ao entrar com o pedido de concordata faz parte de um acordo com o governo americano, que terá de emprestar mais 30,1 bilhões de dólares à montadora. Em troca, os EUA e Canadá passarão a deter 72,5% das ações da GM. O que se espera é que a “Nova GM” passe por um período intenso de reestruturação que lhe permita voltar a ser competitiva.</p>
<p>Hoje a GM mantém fábricas em 34 países, e tem como principais mercados os EUA, China, Brasil, Reino Unido, Canadá, Rússia e Alemanha, em ordem de importância.</p>
<p>A montadora passou por processos de reestruturação em 2000 que não deram certo, e significou perdas de US$ 88 bi nos últimos quatro anos. Além disso, a GM apostou em modelos que não foram bem aceitos no mercado, como os utilitários esportivos. Com o aumento do preço do petróleo, os americanos optaram por veículos que consumiam menos, o que derrubou as vendas da empresa. Para piorar a situação da GM, o agravamento da crise derrubou o crédito, o que diminuiu ainda mais as vendas.</p>
<p>A GM do Brasil terá de se tornar financeiramente independente da matriz americana. Com o pedido de concordata, a matriz deve parar de ajudar a filial a investir e a desenvolver modelos. A unidade brasileira vai ser forçada a se autofinanciar. O que poderá ser feito por meio do BNDES, uma vez que a unidade brasileira tem operações rentáveis.</p>
<p>A filial brasileira não correrá perigo com o anúncio de concordata da GM. Existe até um planejamento para a construção de uma nova fábrica em Joinville (SC) que deverá fabricar motores e autopeças.</p>
<p><strong>DÓLAR</strong><br />
Hoje o dólar voltou a subir, depois de atingir o menor valor desde o final de setembro de 2008. Foram oito pregões consecutivos de baixa frente ao real. Ontem, mesmo com uma nova tentativa do Banco Central de conter a desvalorização do dólar, a retração da taxa ficou em 1,48%, com o dólar vendido a R$ 1,924. Com a segunda retração seguida nesta semana, a moeda acumula queda de 17, 53% em 2009. A cotação do fechamento de 2008 foi de R$2,333.</p>
<p>A baixa do dólar pode ser explicada por conta do fluxo de entrada de divisas. Mais dólares tem entrado no país, tanto pelo segmento comercial quanto financeiro. Um exemplo disso são os dados da balança comercial brasileira, que teve superávit de US$ 2,6 bilhões no mês de maio.</p>
<p>Deve ser um momento de cautela para os brasileiros que vivem fora do país. É bom esperar um pouco mais por uma melhora no câmbio para fazer investimentos ou transferências monetárias para o Brasil.</p>
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		<title>Panorama Econômico Semanal – 13 de maio/2009</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 17:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[GM]]></category>
		<category><![CDATA[indústria imobiliária]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação]]></category>
		<category><![CDATA[setor automotivo]]></category>

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		<description><![CDATA[EUA
O economista Martin D. Weiss, presidente da Weiss Research, Inc. divulgou, na revista Money and Markets, que não há sinais de recuperação da economia americana. Longe de uma recuperação, a economia está vivendo numa tempestade, com cinco grandes ciclones. O primeiro é o do desemprego, que apresentou mais um aumento em Abril. O segundo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>EUA<br />
</strong>O economista Martin D. Weiss, presidente da Weiss Research, Inc. divulgou, na revista Money and Markets, que não há sinais de recuperação da economia americana. Longe de uma recuperação, a economia está vivendo numa tempestade, com cinco grandes ciclones. O primeiro é o do desemprego, que apresentou mais um aumento em Abril. O segundo é na indústria imobiliária americana, a maior indústria do país. Os dados do setor mostram que a construção de novas casas caiu 77,6% no último ano. Além disso, o preço das casas também caiu. De acordo com a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis, o preço médio sofreu retração de 13,8% no último trimestre.</p>
<p>Outro ciclone é no setor automotivo, que apresentou uma queda de 44% desde o pico das vendas, em fevereiro de 2007. O pedido de falência da montadora Chrysler piora a situação, pois assusta clientes e revendedores da empresa. Além de prejudicar o mercado de peças e suprimentos. A GM também não escapou. Ontem a ação da companhia caiu para o menor patamar desde 1933, retraindo mais de 20% de seu valor somente no pregão da terça-feira (12). A queda ocorreu depois da notícia de que 6 executivos da empresa liquidaram sua participação acionária na montadora.</p>
<p>O quarto ciclone representa o colapso do crédito para consumidores. Os bancos simplesmente estão parando de emprestar. Em 12 meses, o crédito para consumidores caiu 80%. Foi a maior queda já registrada. Finalmente, o quinto ciclone é o risco de haver uma quebradeira dos grandes bancos americanos que, ao invés de estimular a economia a através de empréstimos, sabotam sua principal função e optam por fazer capital rapidamente, inclusive com o dinheiro da ajuda do governo americano.</p>
<p>Na última quinta-feira saiu o resultado do “teste de estresse” aplicado nos 19 maiores bancos dos EUA. O objetivo do teste é saber se os bancos irão suportar uma piora no quadro recessivo da economia americana. O teste mostrou que 10 bancos irão precisar captar US$ 74,6 bilhões. Entre eles estão o Bank of América, o segundo maior banco do país, que deve captar US$ 33,9bi, o Wells Fargo (US$ 13,7bi), o GMAC (US$ 11,5bi), Citigroup (US$ 5,5bi) e o Morgan Stanley (US$ 1,8bi). Os números não alarmaram o mercado financeiro, que considerou o resultado dentro do esperado. O resultado do teste de estresse, porém, pode não ter relatado um risco sistêmico, de acordo com Weiss. Outra notícia ruim, que não preocupou o mercado, foi o resultado do emprego nos Estados Unidos. O Departamento de Trabalho americano informou uma taxa de desemprego de 8,9% em abril, com um fechamento de 539 mil postos de trabalho. A expectativa do mercado era de uma perda de 620 mil empregos.</p>
<p>Enquanto recebemos com preocupação as notícias de desemprego e dificuldades no setor bancário, o mercado financeiro vibra dizendo que apesar de ser um resultado ruim, foi melhor que o esperado. “Mas isso é uma piada, e os 539 mil novos americanos desempregados não estão rindo”, comenta o economista Martin D. Weiss. A ganância pelos ganhos nas bolsas ao redor do mundo parece ter cegado os investidores para a realidade econômica e social que os cerca. Sua economia parece estar baseada nas irreais expectativas fabricadas por programas de cálculos econométricos e não em análises sociais com foco na produção, distribuição e consumo de bens e serviços.</p>
<p><strong>MUNDO</strong><br />
Enquanto isso, longe do epicentro da crise e do capitalismo, o governo Venezuelano nacionalizou 60 empresas do setor petroleiro. A nacionalização foi possível graças a uma lei, promulgada na noite da última quinta-feira (7) por Chávez, que permite a desapropriação de empresas dos setores ligados à atividade petrolífera. A Venezuela é o quinto maior exportador mundial de petróleo e a medida de Chávez é um passo para a soberania do país no setor petrolífero. O governo venezuelano está indo na contramão do liberalismo. Os frutos dessa decisão, certamente, serão colhidos com alegria no futuro.</p>
<p>O Reino Unido apresentou o maior contingente de desempregados desde 1996. O número soma 2,21 milhões de pessoas, representando 7,1% da força de trabalho do Reino Unido. A economia britânica foi uma das mais afetadas com a crise. A previsão é que o PIB sofra uma retração de 3,5% em 2009.</p>
<p><strong>BRASIL</strong><br />
No Brasil, as notícias também não são boas, porém, parecem ser mais realistas. O Brasil está em recessão técnica, de acordo com o ministro Miguel Jorge. Considera-se como recessão quando há pelo menos dois trimestres consecutivos de desaceleração econômica. Ele informa, porém, que a recessão no Brasil é mais branda que a dos outros países. O país apresenta atualmente 2 milhões de desempregados, o que representa uma taxa de desemprego de 9% em março, a maior alta desde setembro de 2007. Contudo, o governo estima que haja uma melhora a partir do segundo semestre deste ano.</p>
<p>De acordo com João Sicsú, diretor do IPEA, a crise no Brasil é gravíssima e poderá eliminar milhões de postos de trabalho. Ele explica que a indústria e o emprego estão caindo com uma velocidade alarmante. E essa queda não é somente explicada pela falta de crédito, mas também pelas decisões individuais de empresários e consumidores de engavetar projetos de investimento e reduzir o consumo. Pesquisas do órgão indicam que o caminho para enfrentar a crise está no corte de juros. A sugestão é um corte de 5.75 p.p. (de 12.75% para 7%) até o mês de outubro. Segundo o IPEA, se o corte fosse realizado logo na próxima reunião, o governo iria economizar R$ 43 bilhões somente em 2009. Com a economia, seria possível ampliar os gastos públicos e gerar demanda interna.</p>
<p>O dólar hoje (10h49) está sendo cotado a R$ 2,098, com aumento de 1,45%. A expectativa do governo é que o dólar não caia abaixo dos R$ 2,00 e que o câmbio apresente uma apreciação.</p>
<p><strong>ESPERANÇA</strong><br />
Diante dessas notícias nada confortantes, podemos ter esperança de que a crise irá ter um fim?</p>
<p>Historicamente, todas as crises tiveram um fim. A preocupação deve ser de como o mundo, o país e as famílias estarão quando a crise terminar. Será que quando falarmos em economia iremos remeter aos balanços de Wall Street ou a uma ciência social? Será que quando lembrarmos dessa crise no futuro iremos saudar os bancos por terem saído mais fortes ou às famílias e empresas por terem conseguido driblar a falta de crédito por outros meios?</p>
<p>A economia é formada por todos os indivíduos. E cada indivíduo tem um papel importante para a recuperação econômica. Aos empresários, que melhorem a eficiência do seu negócio. Evitem dívidas, prezem por um balanço saudável e que evitem lucros financeiros exorbitantes. Ás famílias, que recuperem seu importante papel na formação de poupança.</p>
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