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	<title>tio .faso - o_bonequeiro.txt</title>
	
	<link>http://tiofaso.marcamaria.com</link>
	<description>Uma forma de racionalizar minhas idéias e ao mesmo tempo fazer uma autoanálise sobre meus sonhos</description>
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		<title>Designers garotos de programa</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 21:31:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>.faso</dc:creator>
				<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento de software]]></category>
		<category><![CDATA[programação]]></category>
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		<description><![CDATA[Esse título pode assustar um pouco à primeira vista. Não vou falar de designers que precisam recorrer a trabalhos mais&#8230; &#8220;corpóreos&#8221; para sobreviver. Minha questão aqui é sobre design vs programação.
Quando estive na faculdade de design, pude ouvir muitos futuros designers de web bradando aos sete ventos que eles não deveriam saber programar. A falta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse título pode assustar um pouco à primeira vista. Não vou falar de designers que precisam recorrer a trabalhos mais&#8230; &#8220;corpóreos&#8221; para sobreviver. Minha questão aqui é sobre design vs programação.</p>
<p>Quando estive na faculdade de design, pude ouvir muitos futuros designers de web bradando aos sete ventos que eles não deveriam saber programar. A falta de informação era tanta que muitos reclamavam que para saber <em>diseñar</em> não precisava sequer &#8220;programar em html&#8221; &#8211; hei! &#8216;pere um pouco! HTML nem é linguagem de programação!!</p>
<p>Não vou discutir méritos, mas sou firme na minhas palavras: se você é designer que trabalha com web, você <strong>precisa saber programar um pouco</strong>. Mas acalme-se. Não estou dizendo que você precisa saber desenvolver sistemas bancários e trabalhar com criptografia de 128bits, mas sim saber dominar o seu meio. Exemplo:</p>
<p>Se um cliente pede um cartão de natal <em>pop-up</em>, o designer vai precisar trabalhar o papel, criando dobras e estruturas necessárias para que o mesmo, ao ser aberto, destaque do fundo aquela clássica imagem de um pinheiro recoberto por bolas de vidro e neve. Até aqui, nenhum designer reclamaria. Mas se o seu cliente pedisse para que exatamente no dia 25 de dezembro, fosse exibido aquele banner que você fez do Sr. Noel e, que ao acabar o dia 25, ele sumisse da <em>home</em>? Como que você faria isso sem ter que se dividir entre o chester que sua mãe fez e um upload do arquivo ao soar do &#8220;Feliz Natal&#8221;? Um simples programa resolveria isso.</p>
<p>Mas você pode pensar: &#8220;poxa! O programador pode realizar isso com um pé nas costas!&#8221; &#8211; mas se, por motivos ligados a parte estética, você resolvesse mudar outros itens? Deixar a home do site em tons natalinos, p.e.? E se depois de testar o cliente não gostar? Você interrompeu o trabalho do programador umas três vezes para acertar detalhes que você mesmo poderia fazer.</p>
<h3>Desenvolvimento prog-visual</h3>
<p>Como já disse, não estou querendo que um designer faça programas, mas sim da mesma forma que devemos saber manipular papéis, boleadores e estiletes, devemos saber um pouco de código para &#8220;libertar o nosso design&#8221;.</p>
<p>Exemplo prático: no novo site do .marcamaria (que ainda não está no ar) eu gostaria que em cada página que o visitante visualizasse, que as imagens do cabeçalho e as cores dos links mudassem de acordo com que era exibido. Como a plataforma que eu utilizo (o <a href="http://wordpress.org">Wordpress</a>) gera as páginas automaticamente, eu não poderia -e nem deveria- criar uma página separada, com cada cor que eu desejava. Então criei uns comandinhos simples que &#8220;lêem&#8221; que página está sendo exibida, mostram a imagem de cabeçalho e altera as cores dos links de acordo com o que foi clicado.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="Exemplo de alteração automática de design por causa da programação" rel="lightbox" href="http://farm5.static.flickr.com/4102/4764950549_1b329c31fd_b.jpg"><img class=" " title="Exemplo de alteração automática de design por causa da programação" src="http://farm5.static.flickr.com/4102/4764950549_1b329c31fd.jpg" alt="Exemplo de alteração automática de design por causa da programação" width="500" height="159" /></a><p class="wp-caption-text">Exemplo de alteração automática de design por causa da programação</p></div>
<p>A imagem acima é um exemplo claro de como um pouquinho de programação (no caso, PHP) permite que um projeto de design não fique apenas no papel.</p>
<p>Agora você já está achando que vale a pena saber programar um pouco, para poder libertar o seu design?</p>
<p>Um super abraço,</p>
<p>tio .faso</p>
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		<item>
		<title>O logo da Copa 2014 e o nosso nacionalismo às avessas</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 13:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>.faso</dc:creator>
				<category><![CDATA[branding]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[divagações]]></category>
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		<description><![CDATA[Já adianto que esse será um post de extremos, com oitos e oitentas. Alguns concordarão e outros odiarão completamente. Os comentários estão lá embaixo para se manifestarem (mas não exagerem, por favor!).
Antes de mais nada quero ser bem claro: odeio futebol.
Sim, eu ODEIO FUTEBOL com todas as letras garrafais que eu posso usar. Mas o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="float: left" title="Símbolo da marca da Copa 2014" src="http://farm5.static.flickr.com/4043/4659960590_3679fefc37_o.jpg" alt="Símbolo da marca da Copa 2014" width="300" height="300" />Já adianto que esse será um post de extremos, com oitos e oitentas. Alguns concordarão e outros odiarão completamente. Os comentários estão lá embaixo para se manifestarem (mas não exagerem, por favor!).</p>
<p>Antes de mais nada quero ser bem claro: <strong>odeio futebol</strong>.</p>
<p>Sim, eu ODEIO FUTEBOL com todas as letras garrafais que eu posso usar. Mas o principal motivo por quê eu odeio futebol é o estranho espírito patriótico que surge na época das copas. Há cada quatro anos milhões de brasileiros erguem suas flâmulas e bradam os gritos o seu orgulho de ter nascido nesse país. No resto do dia passamos o tempo cinza que nos resta sonhando com morar em países bem longe daqui. É de se estranhar que alguém que não gosta nem um pouco de futebol soltar letras sobre essa temática, mas o que venho comentar aqui é sobre a marca da Copa de 2014.</p>
<p>Pelos comentários que vi aqui e acolá, muitos dizem que acharam a marca da copa algo digno de pena. Sei que muitos desses comentários foram feitos para ir junto com a maré, mas não tenho vergonha de admitir em alto e bom tom que <strong>sim, eu gostei e muito do logo da Copa 2014!</strong></p>
<p>Vendo através da óptica do meu diploma empoeirado de designer de marcas, há alguns detalhes que poderão gerar problemas, como aquela pequena união entre os dedos &#8211; mas falo isso sem ver o manual da marca e se há alguma boa solução para redução da marca. Outro item que poderia mudar é a cor do 2014, convertendo-a para o azul varonil da nossa bandeira, mas sei que o criador o fez dessa forma (assim espero) para criar um contraste e diminuir a uniformidade natural que todos nós temos ao ver as cores de nossa bandeira. É legal olhar para símbolo e dar de cara com um 2014 berrando por sua atenção e depois percorrer as formas orgânicas ali presentes.</p>
<p>Agora falando como leigo, eu percebo coisas que fazem desse símbolo algo bom, digno de &#8220;meus parabéns senhor desenhador!&#8221;:</p>
<ul>
<li><strong>Taça da Copa:</strong> se não fosse por esse detalhe, esse logo não teria o significado de &#8220;sou uma marca do maior evento de futebol&#8221;;</li>
<li><strong>Mãos e braços:</strong> leio a aplicação das mãos e braços como demonstração de que aquele evento pertence a todos, tipo &#8220;união dos povos em prol de uma causa&#8221;. Estou ciente que isso é puramente planfetário, mas não podemos negar o valor dessa idéia; e</li>
<li><strong>As cores da nossa bandeira:</strong> por mais que eu seja um completo ignorante em assuntos futibolísticos, sei que o verde e amarelo são as cores da taça da Copa são as mesmas da nossa bandeira. Atrelado a isso está o fato de sermos (infelizmente) respeitados pelo mundo todo por nosso futebol. Usar as cores da bandeira em forma da taça do mundo é o mesmo que dizer: &#8220;Sim! Somos os maiores e melhores jogadores de futebol dessa bolinha de gude azul&#8221;.</li>
</ul>
<p>São basicamente esses motivos pelos quais eu gostei da marca da Copa de 2014. Isso não me fará gostar de futebol ou investir meu dinheiro em esporte, mas falar em coro que essa marca é horrível sem mais e nem menos, é como querer que a sua escalação para a Seleção é a melhor do que a do técnico, que ganha para realizar o seu trabalho (afinal, de médico, técnico, designer e louco todo mundo acha que tem um pouco).</p>
<p>Um super abraço,</p>
<p>tio .faso</p>
<p>Fonte da imagem: <a href="http://copadomundo.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/06/01/fifa-registra-a-logomarca-da-copa-de-2014-uma-taca-do-mundo-estilizada.jhtm">UOL</a></p>
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		<title>Dos pixels de Gutenberg</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 15:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>.faso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde que eu comecei a blogar (lá pelos idos de 2004) muitas coisas mudaram: vídeo sob demanda é uma realidade, notícias são relatadas no momento que acontecem, as pessoas se transformaram em centros de mídia e entretenimento, a comunicação passou a ter laços e-sociais; mas de todas as mudanças importantes que ocorreram, uma demorou (ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que eu comecei a blogar (lá pelos idos de 2004) muitas coisas mudaram: vídeo sob demanda é uma realidade, notícias são relatadas no momento que acontecem, as pessoas se transformaram em centros de mídia e entretenimento, a comunicação passou a ter laços e-sociais; mas de todas as mudanças importantes que ocorreram, uma demorou (ou está demorando) a se transformar: os livros.</p>
<h2>Ler livros não significa &#8220;virar páginas&#8221;</h2>
<p>Eu adoro livros. Posso dizer que gastei mais dinheiro em leitura do que com roupas. Se quer me presentear e me deixar feliz, basta me dar um compêndio informativo em papel. Mas quando falamos de revolução na forma de ler -em transformar livros em e-books- muitos defensores se apegam a forma física do livro, ao invés de se ater ao que é importante: <strong>o conhecimento que ele proporciona</strong>.</p>
<p>Depois de lançamento do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Amazon_Kindle">Kindle</a>, tive o primeiro lampejo de como a forma de adquirir conhecimento através da leitura poderia ser silenciosamente revolucionado. Não me refiro a livros com vídeo, música ou coisas do tipo, mas sim em usar o potencial da tecnologia para melhorar a experiência da leitura.</p>
<p>Isso que hei de relatar já aconteceu com muitas pessoas, mas é um simples exemplo de como pode ser &#8220;o livro do futuro&#8221;: hoje ao ler uma determinada frase, nos deparamos com uma palavra desconhecida. Usualmente corremos atrás do dicionário (digital ou físico). Isso requer um tempo em que a leitura é interrompida. Mas se você pudesse marcar a palavra com um simples toque do dedo e o significado aparecesse? Em instantes você tiraria sua dúvida e continuaria sua leitura.</p>
<p>Um outro exemplo interessante é a deliciosa combinação de teclas CTRL+F (atalho comum para &#8220;buscas&#8221;). Muitas vezes eu me sei que determinado livro possui uma passagem que me interessa, mas não faço a menor idéia em qual página se encontra e um simples busca iria facilitar e muito a vida. Esses são simples exemplos de pequenas melhorias que um leitor eletrônico de livros pode proporcionar.</p>
<h2>Indo além das páginas</h2>
<p>Recentemente li um artigo em que o <a href="http://meiobit.com/64342/ipad-app-ibook/">Ipad não revolucionará a forma de ler</a> e muitos dos comentários reclamam que um livro feito para esse dispositivo acabaria virando um jogo, desviando o foco da leitura. Concordo em parte com eles, pois adicionar conteúdo multimídia pode mesmo desviar o foco da principal função de um livro: adquirir conhecimento através das letras. Mas como abusar da tecnologia sem descaracterizar o ato de ler em si?</p>
<p><a href="http://www.vovolima.com">Como aprendiz de escritor</a>, eu adoraria poder libertar minhas idéias e deixar que o conteúdo fosse moldado de acordo com a experiência do leitor. Isso não é novo e já foi feito com os Livros-jogos, onde as tramas se desenrolavam de acordo com as escolhas do leitor. Mas ainda não vi nenhum exemplo atual implementando essa lógica. Tal forma de escrever pode permitir a que o ato individual de ler seja uma experiência personalizada e única. Em suma: por mais que duas pessoas comprem o mesmo livro, eles podem ter um desenvolvimento totalmente diferente e individual para cada um. Quem não gostaria de ter uma estória feita só para você?</p>
<p>Acredito que a partir de agora os livros começarão a mudar e a coexistir pacificamente com os seus antepassados físicos, tudo dependerá de nós aprendermos a escrever para um novo meio em que os limites estão na imaginação de cada um. A discussão agora não deverá ser o suporte em que os livros são exibidos, mas a forma como eles serão concebidos por nós que os criamos.</p>
<p>Um super abraço,</p>
<p>tio .faso</p>
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		<item>
		<title>A arte de desanimar e se auto-animar</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/tiofaso/~3/5jFZR5abD-E/</link>
		<comments>http://tiofaso.marcamaria.com/2010/03/01/a-arte-de-desanimar-e-se-auto-animar/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 19:33:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>.faso</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de ler um interessantíssimo relato sobre um Prof. de Português que hiperdesestimulava um jovem aluno. Além de dar zeros para o coitado disse: &#8220;Você jamais será lido por alguém&#8221; &#8211; e hoje esse &#8220;aluno&#8221; é colunista da Veja e tem seus textos indicados em vestibulares. Toda essa história me fez lembrar um causo meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ler um interessantíssimo <a href="http://escolas.melhores.com.br/2010/03/voce_e-sempre-voce.html">relato sobre um Prof. de Português que hiperdesestimulava um jovem aluno</a>. Além de dar zeros para o coitado disse: &#8220;Você jamais será lido por alguém&#8221; &#8211; e hoje esse &#8220;aluno&#8221; é colunista da Veja e tem seus textos indicados em vestibulares. Toda essa história me fez lembrar um causo meu muito parecido com este.</p>
<p>Lá pelos meus 10 anos de idade eu não era muito fã de educação artística.  Nunca me dava bem em pinturas com guache, lápis de cor, giz de cera e todos aqueles materiais que nos são empurrados goela a baixo. Eu era um aluno tão ruim que tal qual o autor do texto supracitado, ouvi da minha professora: <em>&#8220;Você nunca servirá para qualquer trabalho artístico&#8221;</em>.</p>
<p>Não me lembro a minha reação no momento (dizem que nós apagamos da mente aquilo que nos traumatiza), mas tenho certeza de que fiquei triste. Não pelo fato de ter sido esculachado, mas não saber dizer para um adulto que aquilo que ela ensinava não me dava <em>tesão para dar o melhor de mim</em>. Até hoje minha mãe fala que eu era um desastre no quesito artes e que não entende como eu mudei tanto, mas eu tenho uma teoria.</p>
<h3>Nunca desista dos seus sonhos</h3>
<p>O meu mantra está estampado no rodapé dos meus blogs e até na minha nota fiscal. &#8220;Nunca desista dos seus sonhos&#8221; foi uma palavra que eu sempre lia na ida e volta da faculdade, estampada em um muro nos fundilhos da mesma. Era isso que me fazia acordar todo dia às 4h30 para trabalhar e depois ir dormir perto das 1h da madrugada. Era a força que me fazia acreditar que tudo o que eu desejo é possível, basta ter um pouco de paciência e persistência.</p>
<p>Depois daquele episódio da professora de educação artística eu poderia ter desistido de unir o lápis ao papel, mas busquei em mim a vontade de fazer algo diferente. Foi nessa época que eu comecei a ler Histórias em Quadrinhos, com as quais vi que era possível fazer algo muito além do que eu via naquelas folhas fotocopiadas das aulas de arte.</p>
<p>Eu queria virar desenhista e contador de histórias e, para isso, passava de dez a quinze horas desenhando e criando em meu quarto. <a href="http://tiofaso.marcamaria.com/2009/10/08/o-que-voce-quer-ser-quando-crescer/">Eu não consegui virar desenhista de quadrinhos</a>, mas estou conseguindo <a href="http://marcamaria.com">criar meu próprio mundo</a> de contos e causos que a cada passinho vai se concretizando.</p>
<p>Hoje ao olhar para trás, eu não poderia saber que todas as HQs e livros que consumi, que os personagens, línguas e mundos que criei seriam a base do que faço hoje. Não dá para ter certeza como as nossas escolhas afetarão o nosso futuro. O importante é nunca desistir dos nossos sonhos, afinal serão sempre eles que nos farão dar o melhor de nós naquilo que realmente amamos.</p>
<p>Um super abraço,</p>
<p>tio .faso</p>
<p>Dica do texto &#8220;Nunca Permita Um Professor, Um Chefe, Um Amigo Lhe Desanimar&#8221;, por <a href="http://twitter.com/tucahernandes">@tucahernandes</a></p>
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		<item>
		<title>Steven Appleby e acreditar em si mesmo</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/tiofaso/~3/sBwDE4p59fg/</link>
		<comments>http://tiofaso.marcamaria.com/2010/02/08/steven-appleby-e-acreditar-em-si-mesmo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 11:49:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>.faso</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[idéias]]></category>
		<category><![CDATA[illustration]]></category>
		<category><![CDATA[ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[steven appleby]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das maiores dificuldades que uma pessoa pode enfrentar nessa vida é não acreditar em si mesmo. Eu já sofri (e ainda sofro um pouco) disso.
Como todo moleque que engolia gibis, eu sonhava ser desenhista e passava hora-e-horas em cima de uma mesa rabiscando e tentando imitar os traços dos artistas que eu admirava. Depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das maiores dificuldades que uma pessoa pode enfrentar nessa vida é não acreditar em si mesmo. Eu já sofri (e ainda sofro um pouco) disso.</p>
<p>Como todo moleque que engolia gibis, eu sonhava ser desenhista e passava hora-e-horas em cima de uma mesa rabiscando e tentando imitar os traços dos artistas que eu admirava. Depois de alguns anos, percebi que não conseguiria fazer ilustrações &#8220;cheias de realismo&#8221; e músculos que eu consumia nos <em>comics</em>. Posso dizer que perdi muito tempo de minha vida almejando por algo que simplesmente não pertencia a minha pessoa. É até por isso que eu tenho poucos desenhos meus anteriores a faculdade de design: eu não me sentia bem com o que minha mão produzia e tinha vergonha de tornar isso público.</p>
<p>Demorei muito para perceber que eu tinha o meu estilo próprio de desenho, que aqueles traços doces que escorriam da minha lapiseira eram o tio .faso de verdade. Todo esse trauma teria sido menor se na minha época eu tivesse ouvido os conselhos do <a href="http://www.stevenappleby.com/">Steven Appleby</a>.</p>
<p>O conheci através da Claudia Fajkarz do <a href="http://www.superziper.com">Superziper</a>. Ele é um cartunista britânico com um traço muito marcante eque  produz que nem um louco. Em um vídeo (mais abaixo) ele dá pequenos conselhos (regras) de criação:</p>
<p><center><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G_Vz7gTh1VE&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/G_Vz7gTh1VE&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
</center></p>
<p>Basicamente o que ele diz (vou adaptar para não ser repetitivo, dando minha interpretação):</p>
<ol>
<li><strong>Desenhos tortinhos/desajeitados/estranhos são legais</strong> &#8211; você não precisa ter um traço perfeito e hiper realista. Seu traço é como o seu idioma: quanto mais natural para você, melhor você saberá se expressar através dele;</li>
<li><strong>O que importa são as idéias</strong> &#8211; não adianta você saber se expressar através do desenho se você não tem nada a dizer. Palavras e traços soltos se perdem ao vento. Boas idéias marcam;</li>
<li><strong>Se solte</strong> &#8211; quando fazemos um rascunho não estamos pensando no desenho, mas sim como transmitiremos as idéias. Aquele rascunho é o seu melhor desenho em traço bruto. Por não ter a preocupação em ser perfeito, tendemos a nos soltar mais, nos preocupando com o mais importante: a idéia. Se ela pedir -p.e.- um desenho simples, por que complicar mais o traço?</li>
<li><strong>Não tenha regras</strong> &#8211; não se baseie apenas em regras e tutoriais de criação (como este), acredite em si mesmo e deixe suas idéias fluir. <strong>VOCÊ PRECISA</strong> se reconhecer naquilo que você desenha. É assim que você se torna único e faz com que as pessoas queiram fruir do seu traço. Afinal, se você não acredita em si mesmo, por que os outros o farão?</li>
</ol>
<p>Um super abraço,</p>
<p>tio .faso</p>
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		<title>Pequeno dicionário de marcas</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 12:46:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>.faso</dc:creator>
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		<category><![CDATA[gestão de marca]]></category>
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		<category><![CDATA[marca]]></category>
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		<description><![CDATA[Há quase um ano atrás eu fiz um documento PDF de uma página que explicava a nomenclatura básica de uma marca. Nada muito técnico, apenas uma forma gráfica de exemplificar o que é um logotipo, um logograma e falar que logomarca não existe.
Como o arquivo original foi para no limbo do meu hd, atualizo republico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quase um ano atrás eu fiz um documento PDF de uma página que explicava a nomenclatura básica de uma marca. Nada muito técnico, apenas uma forma gráfica de exemplificar o que é um <em>logotipo</em>, um <em>logograma</em> e falar que <em>logomarca</em> <strong>não existe</strong>.</p>
<p>Como o arquivo original foi para no limbo do meu hd, atualizo republico aqui o Pequeno Dicionário de Marcas, acrescentando novos conceitos. Estes eu aprendi durante a faculdade, em aulas ou em conversas com professores. Espero que seja útil.</p>
<hr />
<table border="0" cellspacing="15" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td><a name="logo"></a><strong>Logo</strong> &#8211; é um termo genérico e popular que serve para designar qualquer tipo de marca. Sua origem (provavelmente) vem da palavra <strong>logotipo</strong>. Por causa disso, o <strong>modo correto de se referenciar é no masculino</strong> (&#8220;o&#8221; logo) e não no feminino (&#8220;a&#8221; logo). (<a href="#logo">permalink</a>)</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td style="vertical-align:middle"><a name="logotipo"></a><strong>Logotipo</strong> &#8211; é o termo que designa toda e qualquer marca nominativa (composta apenas por letras, gerando um nome), estilizadas ou não. <strong>Toda marca tem um logotipo</strong>. (<a href="logotipo">permalink</a>)</p>
<p>Exemplo: A palavra multicolorida Google é um exemplo de um logotipo.</td>
<td style="vertical-align:middle"><img class="alignleft" title="Logotipo da marca Google" src="http://marcamaria.com/wp-img/tiofaso/pequenodicionariodemarcas/google-logo-thumb.png" alt="" width="135" height="54" /></td>
</tr>
<tr>
<td><a name="logograma"></a> <strong>Logograma</strong> &#8211; é um tipo especial de logotipo onde o<strong> símbolo é parte ingerante do nome</strong>. Sem ele ocorre a perda de significancia da marca. O logotipo do <strong><em>Canal Fox</em></strong> é um exemplo de logograma (seu símbolo mais fore é a letra &#8220;O&#8221; estilizada)  (<a href="#logograma">permalink</a>)</td>
<td style="vertical-align:middle"><img class="alignleft" title="Logotipo do Canal Fox" src="http://marcamaria.com/wp-img/tiofaso/pequenodicionariodemarcas/canafox-logo-thumb.png" alt="" width="135" height="71" /></td>
</tr>
<tr>
<td><a name="simbolo-sinal-grafico"></a><strong>Símbolo (ou sinal gráfico)</strong> &#8211; é a <strong>parte imagética de uma marca</strong>. Geralmente é a parte mais difundida e lembrada pelos fruidores/consumidores de uma marca. <strong>Nem toda marca tem um símbolo</strong>. (<a href="simbolo-sinal-grafico">permalink</a>)</p>
<p>Exemplo: A maçã da <strong><em>Apple Computers</em></strong> é um exemplo de um símbolo.</td>
<td style="vertical-align:middle"><img class="alignleft" title="Símbolo da marca Apple" src="http://marcamaria.com/wp-img/tiofaso/pequenodicionariodemarcas/apple-symbol-logo-thumb.png" alt="" width="135" height="59" /></td>
</tr>
<tr>
<td><a name="simbolo-misto"></a><strong>Símbolo misto</strong> &#8211; é a <strong>união do logotipo com o símbolo</strong>. &#8220;Símbolo misto&#8221; é um nome técnico que pode ser facilmente substituído por &#8220;logo&#8221; ou &#8220;marca&#8221;, pois ambas as formas são conhecidas pelos fruidores/consumidores. (<a href="simbolo-misto">permalink</a>)</td>
<td style="vertical-align:middle"><img class="alignleft" title="Símbolo misto da marca Apple" src="http://marcamaria.com/wp-img/tiofaso/pequenodicionariodemarcas/apple-logo-thumb.png" alt="" width="135" height="60" /></td>
</tr>
<tr>
<td><a name="fonograma"></a><strong>Fonograma</strong> &#8211; é a marca <strong>composta apenas por fonemas de determinada língua</strong>, quase como uma abreviação. Geralmente são marcas compostas apenas por logotipia. O logotipo do canal <strong><em>HBO</em></strong> é um exemplo de fonograma, pois é a abreviação de Home Box Office. (<a href="fonograma">permalink</a>)</td>
<td style="vertical-align:middle"><img class="alignleft" title="Fonograma da marca HBO" src="http://marcamaria.com/wp-img/tiofaso/pequenodicionariodemarcas/hbo-logo-thumb.png" alt="" width="135" height="59" /></td>
</tr>
<tr>
<td><a name="marca"></a><strong>Marca</strong> &#8211; marca não é um único objeto. Marca é um<strong> microuniverso criado ao redor de um conceito que se deseja compartilhar com fruidores/consumidores</strong>. Logotipo, símbolos, etc. são apenas partes desse mundo. Dentro da marca encontraremos valores, formas de comunicação e interação, manifestações físicas (loja, embalagens, sites, etc.), sensoriais (amoras, tato, marcas sonoras, etc.) e psicológicas (valor, afetividade, relacionamento entre marca e fans, etc.) A <strong><em>Apple</em></strong> é um dos melhores exemplos de como uma marca funciona como um microuniverso coeso. (<a href="marca">permalink</a>)</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td><a name="fruidor"></a><strong>Fruidor</strong> &#8211; Pense o que significa ser um consumidor. Agora remova a relação comercial (o consumo) e você terá o fruidor. <strong>Fruidor é a pessoa que absorve e utiliza o imaginário, os valores, idéias e ideais de uma marca, sem necessariamente colocar a mão no bolso</strong>. (<a href="fruidor">permalink</a>)</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td><a name="logomarca"></a><strong>Logomarca</strong> &#8211; algo que vem dividindo opiniões entre profissionais. Logomarca não existe ao mesmo tempo que ela existe. Realmente é errado usar esse neologismo, mas muitas pessoas leigas. Há muitas divergências sobre o termo e suas origens. Alguns dizem que foi criado para efeitos puramente comerciais outros apelam para o lado mais pessoal, como conflitos entre profissões. Para evitar mais confusão, siga essa simples regra: <strong>VOCÊ NÃO USARÁ A PALAVRA LOGOMARCA</strong>.(<a href="logomarca">permalink</a>)</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Atualização:</strong> o verbete <strong>&#8220;logomarca&#8221;</strong> teve sua revisão ampliada, discutindo um pouco mais sobre o motivo do não uso do termo.</p>
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		<item>
		<title>De tempo ao tempo</title>
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		<comments>http://tiofaso.marcamaria.com/2010/01/23/de-tempo-ao-tempo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 00:54:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>.faso</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[angústia]]></category>
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		<description><![CDATA[Vivemos em um mundo que a cada dia está mais acelerado; a cada passo que damos estamos tentando sempre chegar mais a frente &#8211; ir mais longe, mas como sonseguiremos isso se os nossos passos continuam com o mesmo tamanho?
Eu tenho quase 27 anos de idade; me vejo mais perto dos 30 do que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos em um mundo que a cada dia está mais acelerado; a cada passo que damos estamos tentando sempre chegar mais a frente &#8211; ir mais longe, mas <strong>como sonseguiremos isso se os nossos passos continuam com o mesmo tamanho?</strong></p>
<p>Eu tenho quase 27 anos de idade; me vejo mais perto dos 30 do que eu poderia imaginar e esse fator (estar perto dos 30) me deixa muito agoniado, pois vejo que por mais que eu corra eu ainda não consegui sair muito do lugar. Quero ter sucesso financeiro, casar e ter filhos mas o meu hoje ainda não me permite nada disso &#8211; e como qualquer pessoa normal, fico frustado.</p>
<p>Ser empreendedor é complicado. Temos que nos <em>auto-impulsionar</em> &#8211; arrumar forças para continuar em direção a um destino completamente desconhecido. A frustação do parágrafo anterior, somada a pressão familiar e da sociedade, faz com que esse foguetinho comece a perder altitude e, durante a queda eminente, você se sente compelido a abandonar o navio e pular de pára-quedas para outra jornada, mais segura e &#8220;comum&#8221;. É nesses momentos que vale lembrar que o tempo está aí para isso: ser vivido um dia de cada vez.</p>
<p>Recentemente estava fruticando nos textos da caríssima ilustradora <a href="http://www.lupevision.com">Lupe</a>, quando me deparo com a seguinte frase:</p>
<blockquote><p>&#8220;[...] O tempo médio que leva para um designer/ilustrador se estabelecer é de 12 anos (segundo um vídeo interessante que estava rolando no Twitter dia desses)! Eu estou completando 4 anos de profissão agora, e sei que ainda estou longe de estar onde gostaria!&#8221; &#8211; <a href="http://www.formspring.me/Lupevision/q/61933319">fonte</a></p></blockquote>
<p>Ela disponibilizou o vídeo (mais abaixo) no qual a idéia que são necessários 12 anos para se firmar na sua opção de carreira. Assista e entenda o conceito (em inglês):</p>
<p><center><br />
<embed src="http://blip.tv/play/AYG8tQkC" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed><br />
</center></p>
<p>Nele descobrimos que até a Pixar levou esse mítico período de 12 anos para poder se estabelecer no mercado. Com isso, percebemos que a pressão por sucesso que nos auto infligimos é torpe, pois queira ou não <strong>leva-se tempo para conquistar os seus sonhos</strong>.</p>
<p>Fazendo uma rápida restrospectiva da minha vida profissional, percebo como isso é real. Eu comecei a bonecar dentro do meu quarto, sobre uma mesinha com menos de um metro de largura. A cada bonequinho feito, eu aprendia mais e mais e só depois de um ano eu consegui alugar uma sala comercial para poder trabalhar. <a href="http://www.flickr.com/photos/mundesign/sets/72157622310641597/">Hoje o .marcamaria é um pouco maior do que o meu quarto</a>. mas é algo que consegui e a qual me faz muito bem.</p>
<p>Para finalizar, por mais que o mundo te cobre sucesso ele não é instantâneo. Assim como qualquer prédio ele é construído do chão até o topo, e isso requer tempo. Tempo para crescer, para amadurecer e entender a sua real função no mundo, que é antes de tudo <strong>ser feliz com o que você faz</strong>.</p>
<p>Um super abraço,</p>
<p>tio .faso</p>
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		<item>
		<title>A vaca roxa é a ousadia em sua melhor forma</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/tiofaso/~3/CvvTTiOxjwM/</link>
		<comments>http://tiofaso.marcamaria.com/2010/01/20/a-vaca-roxa-e-a-ousadia-em-sua-melhor-forma/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 10:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>.faso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabo de ler o livro A Vaca Roxa de Seth Godin. Li de uma vez só e foram 8h de entretenimentoaprenditivo da melhor qualidade. Basicamente o livro fala sobre uma palavrinha que muitos conhecem e poucos praticam: a ousadia. Vou misturar o meu raciocínio com a idéia base do livro.
Você já deve ter visto uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ler o livro <strong>A Vaca Roxa</strong> de <a href="http://sethgodin.com/">Seth Godin</a>. Li de uma vez só e foram 8h de <em>entretenimentoaprenditivo</em> da melhor qualidade. Basicamente o livro fala sobre uma palavrinha que muitos conhecem e poucos praticam: <strong>a ousadia</strong>. Vou misturar o meu raciocínio com a idéia base do livro.</p>
<p>Você já deve ter visto uma vaquinha pastando por aí. Não há nada demais nela; não vale a pena comentar com os outros. Mas no dia em que você der de cara com uma vaca roxa, pode ter certeza de uma coisa: aquilo <strong>irá te surpreender</strong> e você vai querer<strong> compartilhar esse achado com outros</strong>. No mundo dos negócios e das marcas, uma vaca roxa é exatamente isso: um produto ou serviço que <strong>surpreende</strong> e que automaticamente será <strong>compartilhado </strong> (lê-se &#8220;comentado&#8221;) por todos. Esse é o Santo Graal de qualquer empreendedor que se preze, mas como achar suas vacas roxas?</p>
<h2>Saia da caixa e ouse</h2>
<p>O primeiro passo para tentar criar sua vaca roxa é <strong>ousar</strong>. É preciso ter culhões e fazer algo que outros não fizeram.</p>
<p>Quando comecei o <a href="http://marcamaria.com">.marcamaria</a> (que ainda não era uma bonecaria) recebi uma dica de uma loja de papelarias especiais estava precisando de um designer. Eu, com a maior cara lavada do mundo, pensei: <em>&#8220;eu não posso trabalhar para eles, mas posso fazer com que eles queriam que minha empresa trabalhe com eles&#8221;</em> &#8211; mas como eu poderia fazer isso?</p>
<p>Como a empresa era do ramo de papelaria, pensei em usar o papel como forma de fisgar o cliente. Para tal, fiz uma caixinha direcionada para a dona da loja, contendo mensagens e um micro envolope com o meu número de celular (clique nas imagens para ampliar):</p>
<table border="0" style="margin-bottom:10px">
<tbody>
<tr>
<td><a title="Caixa - perspectiva" rel="lightbox" href="http://farm1.static.flickr.com/208/471358800_3e055d2d7a.jpg"><img class="aligncenter" title="Caixa - perspectiva" src="http://farm1.static.flickr.com/208/471358800_3e055d2d7a_t.jpg" alt="Caixa - perspectiva" width="100" height="75" /></a></td>
<td><a title="Caixa - detalhe da tampa" rel="lightbox" href="http://farm1.static.flickr.com/219/471358804_06d528fd82.jpg"><img class="aligncenter" title="Caixa - detalhe da tampa" src="http://farm1.static.flickr.com/219/471358804_06d528fd82_t.jpg" alt="Caixa - detalhe da tampa" width="100" height="75" /></a></td>
<td><a title="Caixa - detalhe da tampa" rel="lightbox" href="http://farm1.static.flickr.com/210/471358806_1626c4ed56.jpg"><img class="aligncenter" title="Caixa - detalhe da tampa" src="http://farm1.static.flickr.com/210/471358806_1626c4ed56_t.jpg" alt="Caixa - detalhe da tampa" width="100" height="75" /></a></td>
<td><a title="Caixa aberta (visão geral)" rel="lightbox" href="http://farm1.static.flickr.com/169/471358810_59b59dbaab.jpg"><img class="aligncenter" title="Caixa aberta (visão geral)" src="http://farm1.static.flickr.com/169/471358810_59b59dbaab_t.jpg" alt="Caixa aberta (visão geral)" width="100" height="75" /></a></td>
<td><a title="Base e o micro envelope" rel="lightbox" href="http://farm1.static.flickr.com/183/471358814_495281f39c.jpg"><img class="aligncenter" title="Base e o micro envelope" src="http://farm1.static.flickr.com/183/471358814_495281f39c_t.jpg" alt="Base e o micro envelope" width="100" height="75" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td><a title="Escala do micro envelope" rel="lightbox" href="http://farm1.static.flickr.com/213/471358822_8325d0d3dd.jpg"><img class="aligncenter" title="Escala do micro envelope" src="http://farm1.static.flickr.com/213/471358822_8325d0d3dd_t.jpg" alt="Escala do micro envelope" width="100" height="75" /></a></td>
<td><a title="Envelope aberto e micro carta com a mensagem" rel="Lightbox" href="http://farm1.static.flickr.com/215/471393420_8470979295.jpg"><img class="aligncenter" title="Envelope aberto e micro carta com a mensagem" src="http://farm1.static.flickr.com/215/471393420_8470979295_t.jpg" alt="Envelope aberto e micro carta com a mensagem" width="100" height="75" /></a></td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
Resultado: ela me ligou e fechamos negócios! X) Perceba que nesse exemplo há outro ponto fundamenta da teorida da Vaca Roxa.</p>
<h2>Direcione a sua mensagem/produto, não generalize</h2>
<p>Como menceionei, eu fiz uma caixa justamente porque o meu alvo era uma empresa que vivia de papelaria e necessitava de alguém que soubesse trabalhar com isso. Se fosse outro tipo de negócio a mensagem não teria o mesmo impacto.</p>
<p>Quando você sai da sua zona de segurança e ousa, sua <strong>recompensa pode ser grande </strong>ao mesmo tempo que <strong>você também pode falhar</strong>. E isso é bom!  Comigo aconteceram as duas coisas.</p>
<p>A minha empresa se chama <strong>.marcamaria</strong> justamente porque eu queria trabalhar com design e marcas, mas como eu era inexperiente, não soube levar o negócio para frente. Mudei todo o foco da empresa para criação de personagens para licenciamente, mas não consegui transformar a <a href="http://www.vovolima.com">Vovólima</a> em um produto viável. Só depois de muito pestanejar e quase desistir, é que eu criei o <a href="http://www.mini-mi.net">mini-mi</a> e consegui obter um resultado que me fizesse sonhar em frente.</p>
<p>Pense como você pode fazer surgir uma vaca roxa em seu negócio. Não tenha medo de ousar. Veja se sua marca está mais para as vaquinhas pastoreiras ou não. Se reinvente a cada queda.</p>
<p>Um super abraço,</p>
<p>tio .faso</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tiofaso/~4/CvvTTiOxjwM" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Marca mãe, marca filha, prima e todos os outros parentes</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/tiofaso/~3/PuLY23cCuNM/</link>
		<comments>http://tiofaso.marcamaria.com/2009/12/14/marca-mae-marca-filha-prima-e-todos-os-outros-parentes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 23:19:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>.faso</dc:creator>
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		<category><![CDATA[gestão de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[hierarquia]]></category>
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		<category><![CDATA[marca mãe]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao vivenciar o mundo das micro-marcas percebi que um conceito aparentemente trivial era completamente desconhecido: a hierarquia de marcas. Por mais que esse nome sugira uma forma vertical de criação e gestão de marcas, a hierarquia é uma ótima forma de descomplicar a vida de quem possui e gere sua própria marca.
Para quem vive da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao vivenciar o mundo das micro-marcas percebi que um conceito aparentemente trivial era completamente desconhecido: a <strong>hierarquia de marcas</strong>. Por mais que esse nome sugira uma forma vertical de criação e gestão de marcas, a hierarquia é uma ótima forma de descomplicar a vida de quem possui e gere sua própria marca.</p>
<p>Para quem vive da próprio trabalho, seja ele artesanato contemporâneo, ilustração, design ou mesmo uma pequena vendinha na esquina do bairro, gerir a própria marca parece ser uma uma tarefa dentre as milhares de tarefas que temos que realizar durante a nossa jornada de trabalho, mas é justamente aqui que esse aparente peso pode se tornar o pulo do gato na administração do seu negócio.</p>
<p>Quando iniciamos o nosso próprio negócio, tendemos a criar uma marca que represente todos os ideais e valores que esta marca simboliza para nós naquele momento. Ela parece ser perfeita mas&#8230; -sempre tem um &#8220;mas&#8221;-  conforme a marca vai crescendo temos a sensação que ela não se encaixa mais nos nossos planos ou descobrimos algo nela que não reflete mais o que acreditamos. Quando isso ocorre, o pequeno gestor toma a ação que lhe parece mais correta: mudar de marca.</p>
<h2>Regra do Um Real e do Um milhão</h2>
<p>Mudar de marca é algo que, a priori, tem um custo muito baixo, compensando e muito os benefícios que a nova marca irá proporcionar. É aqui que está o erro de quem possui a marca: <strong>não existe almoço grátis</strong>.</p>
<p>Vamos pensar de forma hipotética: quando você iniciou o seu negócio, você gastou menos de um real para criar sua marca. Você pegou uma folha de papel, desenhou, passou a limpo no computador e a mostrou ao mundo. As pessoas começaram a te conhecer por aquela marca, você vendeu o seus produtos, criou material de divulgação, etc. &#8230; agora pense que esse um real é, na verdade, um milhão que você gastou em tudo o que você fez após a criação da marca. Agora pense: <strong>é lógico querer mudar de marca dessa forma?</strong></p>
<p>Quando o gestor da marca resolve mudá-la, ele ainda está com a mentalidade de quem gastou pouco na criação, mas ele esquece que <strong>ele investiu tempo, criou uma rede de relacionamentos</strong>, <strong>ganhou fruidores e consumidores</strong> &#8211; fazer com que todo os envolvidos nesse microverso entendam que a sua marca não é mais a mesma, vai exigir um investimento que muito de nós não possuímos e com um retorno que não é garantido.</p>
<p>Coloque-se no lugar de um possível consumidor: ele entra em contato com o seu primeiro produto -que foi feito há um bom tempo- e quanto vai tentar de achar, você <strong>simplesmente não existe mais</strong>. É uma venda que você acaba de perder, um consumidor que deixará de indicar para possíveis novos clientes e todo um ciclo prejudicial é iniciado e a <strong>vítima sempre será você</strong>.</p>
<h2>Marca mãe e marca filha</h2>
<p>Ok! Te convenci que mudar a marca com o bonde andando é uma péssima idéia, mas como fazer para adaptar a danada para os seus novos desejos? E qual é a solução milagrosa que você tanto falou? Vou me usar como exemplo.</p>
<p>Ao tentar criar um cartão de visita para a minha empresa, me vi em um dilema: ao colocar a imagem da minha caricatura na forma do meu principal produto, percebi que apesar de conseguir vender o meu peixe através do cartão, a marca da minha empresa estava diluída&#8230; quase sumindo perante ao produto. Cheguei a pensar em mudar o site corporativo simplesmente para acompanhar a linguagem do meu produto &#8211; foi aqui que o conceito de <strong>hierarquia de marcas</strong> se fez valer.</p>
<p>A minha empresa tem sua marca &#8211; chamemos de <strong>marca mãe</strong>- essa marca mãe já foi pequenina, mas cresceu e todo mundo tem um ideário dela. Ela cresceu, conheceu pessoas, fez novos relacionamentos e pum! teve uma linda filha. Essa <strong>marca filha</strong> é como sua mãe: também vai crescer, vai querer conhecer um monte de gente, mas como em todo relacionamento ocorre atritos, desgastes e desgostos, pois chegará uma hora em que as duas marcas não poderão ocupar o mesmo espaço.</p>
<p>No meu caso, percebi que <strong>a marca da minha empresa</strong> era a <strong>marca mãe</strong> que estava sendo eclipsada pelo <strong>marca do meu produto</strong> &#8211; não havia mais um limite claro onde terminava uma e começava outra. Isso acarreta em diversos problemas, mas fiquemos apenas no nosso lado do balcão: as vezes o seu produto tem uma imagem de marca tão única que não combina com a imagem da empresa. Pense: sua mãe faria uma tatuagem porque você fez? &#8211; o mesmo ocorre aqui.</p>
<p>Quando o seu negócio começa a amadurecer é preciso que você veja claramente que <strong>a sua empresa é uma entidade</strong> e seus <strong>produtos são outra coisa</strong>. Apesar do seu produto carregar todos os valores que a sua empresa prega, ele precisa de um local só dela para poder se manifestar, por isso é preciso criar mais uma marca &#8211; uma marca filha. <em>&#8220;E onde criar mais uma marca vai me ajudar?&#8221;</em> &#8211; você me indaga. Voltemos ao meu cartão de visita.</p>
<p>Ao perceber que eu estava colocando o meu produto frente a minha empresa, percebi que eu não precisava de um cartão somente com a imagem de um boneco. De um lado eu poderia ter o logo da minha empresa e do outro uma pequena caricatura minha, com os meus dados.</p>
<p>Separando os dois, eu pude criar um <a href="http://mini-mi.net">site todo minimalista para o meu produto</a>, enquanto o <a href="http://marcamaria.com">site da empresa é mais orgânico e rabiscado</a>. Meu produto trabalha bem com fundos brancos, enquanto a cor forte da empresa é um azul clarinho. Perceba que não há um conflito de interesses; cada um tem o seu lugar e sua própria forma de evoluir. É isso que a <strong>hierarquia de marcas</strong> possibilita: uma forma clara e coerente de tomar decisões.</p>
<p>Separar nem sempre é ruim. Às vezes é a melhor decisão.</p>
<p>Um super abraço,</p>
<p>tio .faso</p>
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		<title>Manual, mas com aroma industrial</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 23:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>.faso</dc:creator>
				<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[divagações]]></category>
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		<category><![CDATA[consumidor]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dos meus valores internos e corporativos na bonecaria .marcamaria diz o seguinte:
Criar produtos manuais, mas com gostinho de industriais.
Isso quer dizer que mesmo que um boneco seja feito totalmente de forma artesanal, ele precisa ter a aparência (styling) de um produto produzido industrialmente. A principal idéia por trás disso é remover da mente do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos meus valores internos e corporativos na bonecaria .marcamaria diz o seguinte:</p>
<blockquote><p>Criar produtos manuais, mas com gostinho de industriais.</p></blockquote>
<p>Isso quer dizer que mesmo que um boneco seja feito totalmente de forma artesanal, ele precisa ter a aparência <em>(styling)</em> de um produto produzido industrialmente. A principal idéia por trás disso é remover da mente do consumidor a imagem negativa que o produto artesanal tem -infelizmente- no Brasil.</p>
<p>Na faculdade realizamos uma pequena pesquisa com o público sobre qual que era a imagem (aquilo que ele percebe) de um produto artesanal; a maioria lembrou da <strong>rusticidade</strong>, <strong>qualidade inferior</strong><strong>, </strong><strong>acabamento pouco refinado</strong> e outros ideários que não me apetecem. Traduzindo em miúdos: boa parte do público consumidor pensa que o <strong>produto artesanal tem qualidade inferior ao industrial</strong>. Isso por ocorrer por diversos motivos mas é um fato de quem quer viver com artesanices precisa encarar de frente.</p>
<p>Esta pesquisa foi realizada justamente para poder aprimorar o valor final de cestas indígenas, que eram vendidas a poucos reais e davam um belo trabalho para serem feitas. Nesse caso, o que nós designers poderíamos fazer era criar todo um microverso de marca que catapultasse o valor do produto. Um desses passos é criar uma embalagem:</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><a title="Cestaria Guarani pendurada no &quot;seu ponto de venda&quot;" rel="lightbox" href="http://farm3.static.flickr.com/2266/2436638190_b5b05ca92b_o.jpg"><img class=" " src="http://farm3.static.flickr.com/2266/2436638190_e972283b1d_m.jpg" alt="Cestaria Guarani pendurada no &quot;seu ponto de venda&quot; (clique na imagem para ampliar)" width="240" height="181" /></a><p class="wp-caption-text">Cestaria Guarani pendurada no &quot;seu ponto de venda&quot;</p></div></td>
<td>
<p><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><a title="Cestaria Guarani dentro de sua embalagem (protótipo)" rel="lightbox" href="http://farm4.static.flickr.com/3216/2436638938_4e02c0df3c_o.jpg"><img class=" " src="http://farm4.static.flickr.com/3216/2436638938_e30f761cb0_m.jpg" alt="" width="240" height="178" /></a><p class="wp-caption-text">Cestaria Guarani dentro de sua embalagem (protótipo)</p></div></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Perceba que se você estivesse passando em uma estrada e visse a imagem da esquerda, o valor que você estaria disposto a pagar seria muito inferior a imagem da direita (nos testes o consumidor pagaria até 10 vezes mais pela cesta dentro da caixa). Esse tipo de percepção (de ter uma boa marca e uma embalagem bacana) é o que dá parte do &#8220;gostinho&#8221; industrial para o produto manufaturado. A outra parte é algo que nós artesãos contemporâneos já fazemos: aliar tecnologia com tradição.</p>
<p>Hoje na hora do almoço peguei o finalzinho do programa <a href="http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,JOR315-17665,00.html">Mundo S/A</a> no qual falava sobre uma empresa de porcelana bicentenária: a <strong><a href="http://www.vistaalegre.pt/">Real Vista Alegre</a></strong>. Na reportagem eles aliam em sua produção alta tecnologia com trabalho puramente artesanal. É como -no meu caso- ter um boneco que é bordado em máquina de costura (ainda não é eletrônica. Janome/Singer/Elgin/Brother aceitamos doações! -risos) e que possui uma caixa que é produzida em gráfica digital e ao mesmo tempo ter uma camisa pintada e costurada totalmente a mão (palmas para a <a href="http://marcamaria.com/2009/10/22/ola-toc-toc-com-licenca-posso-entrar/">Elisa Dantas</a>, minha sócia e companheira de guerra corporativa):</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><a title="Tecido estampado manualmente" rel="lightbox" href="http://farm3.static.flickr.com/2636/4156342978_ca5d3b3144.jpg"><img class="   " src="http://farm3.static.flickr.com/2636/4156342978_ca5d3b3144_m.jpg" alt="Tecido estampado manualmente" width="240" height="181" /></a><p class="wp-caption-text">Tecido estampado manualmente</p></div></td>
<td>
<p><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><a title="Camisa pólo feita com o tecido estampado" rel="lightbox" href="http://farm3.static.flickr.com/2713/4157816561_7a368d8851.jpg"><img class="     " src="http://farm3.static.flickr.com/2713/4157816561_7a368d8851_m.jpg" alt="Camisa pólo feita com o tecido estampado" width="240" height="178" /></a><p class="wp-caption-text">Camisa pólo feita com o tecido estampado</p></div></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Veja a matéria sobre a Real Vista Alegre e se suspreenda como dá para unir dois mundos que são, a priori, tão díspares:</p>
<p><center><br />
<object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1172603&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1172603&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object><br />
</center></p>
<p>Espero que a partir de agora você use a alta tecnologia e suas mãos para realizar os seus trabalhos manuais. Faça mais crafts com aroma de indústria de ponta! X)</p>
<p>Um super abraço,</p>
<p>tio .faso</p>
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