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        <title>bette davis' eyes</title>
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        <pubDate>Sat, 04 Jul 2009 00:02:22 -0300</pubDate>
        
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            <category><a href="/posts/tag/madonna" rel="tag">madonna</a> <a href="/posts/tag/musica" rel="tag">musica</a> <a href="/posts/tag/pop" rel="tag">pop</a> <a href="/posts/tag/michael+jackson" rel="tag">michael jackson</a> </category>
            <title>As Madonnas não morrem nunca</title>
            <pubDate>Sat, 04 Jul 2009 00:02:22 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Tive uma overdose de Michael Jackson nesse fim de semana. Todos os canais do mundo estavam passando entrevistas, documentários, clipes e shows daquele que, há uma semana, lembraram ter sido o maior artista pop de todos os tempos.

Todos falavam do seu talento inigualável, que MJ nunca foi uma marionete dos produtores musicais etc... Concordo. Michael tinha talento, mas não segurava o modelão.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090703-madonna-e-mj.jpg" width="308" height="461" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Voltando ao &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u586626.shtml"&gt;artigo que publiquei&lt;/a&gt;, não sei se ficou claro que, embora triste com sua morte, nunca fui seu seguidor, tampouco seu fã, porque ele se negava e aquilo me deprimia.

Até aí, problema meu não gostar dele. Além disso, não me interesso muito pela vida real dos artistas. Gosto deles no palco mesmo. Se lá em cima eles criam uma fantasia autêntica, fico feliz e satisfeito.

Domingo vi um trecho da turnê de "HIStory" que passou no Multishow. Se não me engano isso era 1996. Deprimente é a palavra para definir aquilo. Michael Jackson fica o tempo todo interpretando um "personagem" que, no fundo, não passa de um arremedo de si mesmo. As coreografias e as performances são todas as mesmas que ele fazia em 1983. Fora isso, os intermináveis momentos ONG: coral de criancinhas pobres, bailarinos vestidos como flagelados da fome na África. Enfim, um saco, afinal, aquilo era um show de música pop, não o caderno mundo.

Mas, e a música? A música continuava a mesma. Boa, muito boa, mas datada. Não havia evolução e modernização nos arranjos, nas performances, nas coreografias...

No almoço que tive com o Groucho nessa semana falei disso e fiz a inevitável comparação com a Madonna. Não queria escrever sobre isso porque o momento era do MJ e tal. Mas, na verdade, o momento atual ainda é da Madonna. O Michael só desencarnou. 

Disse que o momento atual era da Madonna porque, daqui a quatro dias, estréia a segunda perna da turnê "Sticky and Sweet" que assistimos aqui em dezembro e que, do ano passado para cá, já evoluiu. A setlist terá alterações, as performances sofrerão mudanças, enfim, tudo será trazido para este ano, porque 2008 já era.

Se MJ revolucionou a música pop com "Thriller" (e eu acho que ele revolucionou mesmo), parou por ali. Enquanto Madonna aperfeiçoou tudo que ele criou. 

Quando MJ canta um sucesso antigo, é quase como ouvir o CD. E, se for para ouvir o CD, ninguém precisa sair de casa, ficar horas na fila de um estádio para ver algo que ja viu mais de perto e mais nitidamente na TV. Um show tem que ser uma experiência catártica.

Quando Madonna canta um sucesso antigo, essa música é trazida para uma nova sonoridade, seja do último álbum lançado, como "Vogue" mixada com "4 Minutes", seja com a linguagem das raves, como "Like a Prayer" mixada com "It Feels Like Home", seja com a disco dos anos 70, como "Hung Up" com sample de "Gimme, Gimme, Gimme" do Abba. 

Ou seja, as músicas da Madonna dialogam com outros ritmos e artistas. A música de Michael Jackson é perfeita, mas é megalomaníaca como ele, vive enjaulada em sua "Neverland". Se para Madonna "time goes by so slowly", para Michael o tempo foi cruel.

Digo tudo isso porque hoje vi, no &lt;a href="http://papelpop.com/"&gt;Papelpop&lt;/a&gt;, o vídeo abaixo, uma coletânea de vários momentos do show ocorrido em Buenos Aires em dezembro do ano passado e fiquei louco pra ver tudo de novo. Mal posso esperar pelo DVD.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H_Nuycx33KY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/H_Nuycx33KY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

É por isso que sempre gostei mais da Madonna. Ela entrega o produto direitinho. Michael Jackson morreu. Madonna will die another day. 

E chega desse assunto!
</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/07/03/as-madonnas-nao-morrem-nunca/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/politica" rel="tag">politica</a> <a href="/posts/tag/twitter" rel="tag">twitter</a> <a href="/posts/tag/coronelismo" rel="tag">coronelismo</a> <a href="/posts/tag/fora+sarney" rel="tag">fora sarney</a> <a href="/posts/tag/mercadante" rel="tag">mercadante</a> <a href="/posts/tag/sarney" rel="tag">sarney</a> <a href="/posts/tag/senado" rel="tag">senado</a> </category>
            <title>"Twittando" com Mercadante</title>
            <pubDate>Thu, 02 Jul 2009 16:11:18 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;O Senador Aloísio Mercadante andou publicando &lt;a href="http://twitter.com/Mercadante"&gt;em seu Twitter&lt;/a&gt; algumas considerações sobre o recuo do PT em relação ao afastamento de José Dinossauro Sarney da presidência do Senado.

Conforme publicado hoje na Folha e em outros jornais do país, o coroné chamou Mercadante e Ideli Salvati em sua sala e executou uma ação digna de seu currículo político, a chantagem, na tentativa de não largar o osso de jeito nenhum.

Mercadante começou aqui:

&lt;i&gt;O PT tem consciência de sua responsabilidade. É minoria e não aprova mudanças que o governo Lula quer sem o apoio do PMDB.

Mas não abdica da sua luta ética e por isso defende reformas profundas administrativas e financeiras.

O PT não votou no senador Sarney para a presidência da Casa, não o apoiou. Mas não vai se comportar como os Democratas.

O DEM teve a chave do cofre nos últimos 14 anos e agora dizem que não tem nada a ver com a crise.

Nesses 14 anos de atos secretos, Sarney foi presidente por 4 anos. E o resto do tempo é uma indagação. O DEM também tem que explicar isso.

Temos que descobrir todos os responsáveis por este descalabro.

Muitos que querem Sarney fora querem assumir o Senado para fazer oposição ao presidente Lula.&lt;/i&gt;

E Margo Channing replicou abaixo:

&lt;i&gt;Senador, muitos dos que querem Sarney fora (grande parte da população), é por não suportar mais o coronelismo institucional. &lt;b&gt;#forasarney&lt;/b&gt;

Agora, que o Congresso possui em sua formação uma parcela significativa de oportunistas, não há dúvidas. &lt;b&gt;#forasarney&lt;/b&gt;

Mesmo assim, o oportunismo da oposição não implica na permanência de Sarney na presidência da Casa. &lt;b&gt;#forasarney&lt;/b&gt;

Afinal, é preferível negociar com esse arremedo de Odorico Paraguassu a tentar negociar com a oposição? &lt;b&gt;#forasarney&lt;/b&gt;

É preferível manter o governo recebendo ameaças de que o PMDB abandonará a base aliada? Isso não é chantagem? &lt;b&gt;#forasarney&lt;/b&gt;

O Lula é o presidente da República ou um refém do Sarney e do PMDB? &lt;b&gt;#forasarney&lt;/b&gt;

Quem sabe não seja uma oportunidade de o presidente negociar com o PSDB e abrir um novo capítulo na política. &lt;b&gt;#forasarney&lt;/b&gt;

O que não dá é arcar com o ônus político de manter Sarney no poder. A população está farta dessa figura arcaica. &lt;b&gt;#forasarney&lt;/b&gt;

E, por favor, Senador, vamos parar de chamar o PFL de Democratas. Eles mudaram o nome por vergonha de suas implicações semânticas. &lt;b&gt;#forasarney&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;

Esse Twitter é uma maravilha, né, minhas amiguinha?

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/A132MlGrSTU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/A132MlGrSTU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/07/02/twittando-com-mercadante/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/estilo" rel="tag">estilo</a> <a href="/posts/tag/doenca" rel="tag">doenca</a> <a href="/posts/tag/joao+pereira+coutinho" rel="tag">joao pereira coutinho</a> <a href="/posts/tag/normal" rel="tag">normal</a> <a href="/posts/tag/normalidade" rel="tag">normalidade</a> <a href="/posts/tag/psiquiatria" rel="tag">psiquiatria</a> </category>
            <title>Normalpatia</title>
            <pubDate>Wed, 01 Jul 2009 00:40:11 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Hoje tem um &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq3006200916.htm"&gt;artigo do João Pereira Coutinho&lt;/a&gt; na Folha falando sobre como a psiquiatria moderna transformou tudo aquilo que acreditávamos serem manias inocentes em patologias.

Segundo o artigo, o "Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorder", um manual de referência da American Psychiatric Association publicado desde 1952 e revisto de década em década, incluirá novas 
"doenças", como assaltar a geladeira durante a noite, o vício em internet, o gosto por vários parceiros sexuais e até colecionar quinquilharias.

Pelo jeito eu e muita gente que conheço vamos parar na camisa de força logo, logo...

João Pereira Coutinho termina seu artigo dizendo que, ao que parece, a única doença tolerável é a normalpatia. 

Coutinho está longe de ser meu articulista favorito. Mesmo assim, não posso deixar de concordar com ele. Agora há pouco, no Twitter, publicaram o seguinte "tweet": "O que Lady GaGa tem na cabeça? O pior chapéu do mundo."

Beleza, os modelos da Lady GaGa são os mais excêntricos, dificilmente alguém iria trabalhar com um chapéu gigante em forma de botão, mas vamos concordar que aquilo combina bem com o personagem que ela criou? E outra: o pior chapéu do mundo na opinião de quem? De uma pessoa que nem usa chapéu? 

Estou usando um exemplo radical. Então, vamos ao corriqueiro cotidiano de um local de trabalho supostamente "mente aberta". Hoje estou com uma camisa de estampa de florzinhas roxas com bordas verdes em um fundo branco. Trata-se apenas de uma camisa estampada de mangas curtas, nada mais. Mas bastou isso para eu ouvir inúmeros comentários sobre como eu tenho estilo (leia-se "como você gosta de aparecer").

Ontem era meu tênis Adidas vermelho. Também não vejo nada de excêntrico naquele tênis. Tanto que ele é vendido em lojas de artigos esportivos de qualquer shopping center fuleiro de São Paulo. Mesmo assim, teve quem se desse ao trabalho de olhar nos meus pés e comentasse a cor do tênis.

Taí coisa que me surpreende. Uma parte do corpo que nunca olho é os pés das pessoas. Olho nos olhos, na boca, no cabelo, nos peitos, no desenho dos ombros, nas tatuagens, nos piercings, na bunda e na mala, mas nunca nos pés.

É o famoso "medir dos pés à cabeça". Puta coisa chata. Eu não fico falando pra ninguém "nossa, como você é ordinário" ou "nossa, como você está barrigudo, gordo, magro, cheio des espinhas"... Até penso, às vezes comento com alguém mais próximo, rio, tiro sarro, mas nunca me dirijo a ninguém com eufemismos carregados de ironia. 

E o que mais me surpreende ainda é que a pessoa venha com esse tipo de comentário justo para mim que, como bem descreveu o Groucho, sou praticamente a mãe da ironia, além, é claro, de segurar o modelão.

Mas, voltando ao artigo, acho que o único equívoco do Coutinho foi não ter elaborado a descrição clínica da normalpatia. 

&lt;b&gt;S. f.&lt;/b&gt; 
&lt;i&gt;1. Doença que acomete as pessoas ditas normais, que gostam de passar despercebidas, mas que não gostam de ser solitárias. Essa patologia leva o seu portador a querem viver em um mundo sem graça, sem cor e a se divertir apenas com aquilo que seja socialmente aceito. O principal sintoma é a hostilização eufemística e irônica do diferente. O principal exemplo da manifestação da doença está na admiração por Stefhany, a Beyoncé do Piauí. Embora diga que a ama, o público que assiste aos vídeos e apresentações dessa jovem na verdade gosta de vê-la se expondo ao rídículo. Assim, sentem-se melhor em sua mediocridade. Há, inclusive, registros de que o ditado em inglês "misery loves company" (sofrimento detesta solidão) foi inspirado na observação do comportamento recalcado dos normalpatas. A doença, no entanto, tem uma peculiaridade: não afeta seu portador, apenas os que com ele tenham contato. A única forma de evitar sua ação é o uso de máscaras sociais, o que inexoravelmente implica na contaminação do interlocutor.&lt;/i&gt; </description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/30/normalpatia/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/musica" rel="tag">musica</a> <a href="/posts/tag/pop" rel="tag">pop</a> <a href="/posts/tag/michael+jackson" rel="tag">michael jackson</a> <a href="/posts/tag/cultura+pop" rel="tag">cultura pop</a> <a href="/posts/tag/thriller" rel="tag">thriller</a> </category>
            <title>Michael Jackson era o monstro dançarino de "Thriller"</title>
            <pubDate>Fri, 26 Jun 2009 12:53:01 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;A gente fica triste quando morre um cara como o Michael Jackson porque ele fez parte da nossa vida. Às vezes, um artista pop parece ser a única pessoa que nos entende. No meu caso, além disso, Michael Jackson me ajudava a me sentir menos sozinho no mundo e menos diferente das outras pessoas, menos estranho, menos bizarro...

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090626-michael_jackson.jpg" width="482" height="548" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Era a época em que eu ainda tinha medo de filmes de terror. Não existia a MTV no Brasil e o único meio de ver videoclipes era o "Fantástico". Naquele domingo de 1983 foi exibido "Thriller", o videoclipe mais caro do mundo, que serviria para levar ao topo das paradas o álbum que seria o mais vendido da história da música.

Eu olhava para a barriga da minha mãe tentando imaginar como seria meu irmãozinho. De repente, aquela figura ambígua surgiu na tela da TV. Dançando e rebolando entre monstros e diluindo em minha cabeça as fronteiras entre o masculino e feminino. Fiquei vidrado.

Até então, para mim, homem de cabelo comprido só Jesus Cristo. Rebolado era coisa de mulher e monstros nada tinham a ver com música. Mas Michael Jackson misturou tudo isso e fez uma música de terror, um 'thriller musical', sei lá... Naquela noite fui dormir com minha mãe de tanto medo...

Quando, mais tarde, ele lançou "Dangerous", meu irmão, que na época em que "Thriller" foi lançado estava na barriga, repetiu a cena que protagonizei. Ficou vidrado em frente à TV vendo "Black or White", a música auto-indulgente de Jackson que na década de 1990 tentava justificar todo o processo de mudança de cor de sua pele, no mesmo "Fantástico".

À medida em que eu crescia, Michael embranquecia e se tornava tão repulsivo visualmente quanto os monstros de seu sucesso mais famoso. Ao mesmo tempo em que o hedonismo premeditado de Madonna me ajudava a afirmar minha sexualidade, Michael Jackson se esmerava em se transformar em uma criatura desconstruída. Eu me afirmava e ele se negava. Não suportava ver aquilo. Me perguntava por que ele não assumia o que era?

Hoje, quando via Twitter anunciavam sua morte, fui entender. Ele, a cada plástica, estava afinal assumindo o que era: um monstro dançarino saído de um videoclipe. De certa forma, "Thriller" era o anúncio de sua fantasia. Morreu com ele um pedaço da minha infância.

Publicado na &lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u586626.shtml"&gt;Folha Online&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;/div&gt;

P.S.: Além disso tudo, uma pessoa que consegue fazer uma cerimônia chata como um casamento em algo como esse vídeo abaixo merece todas as minhas reverências.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OPmYbP0F4Zw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OPmYbP0F4Zw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/26/michael-jackson-era-o-monstro-dancarino-de-th/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/jornalismo" rel="tag">jornalismo</a> <a href="/posts/tag/morte" rel="tag">morte</a> <a href="/posts/tag/aula+de+jornalismo" rel="tag">aula de jornalismo</a> <a href="/posts/tag/redacao" rel="tag">redacao</a> <a href="/posts/tag/reportagem" rel="tag">reportagem</a> <a href="/posts/tag/ira" rel="tag">ira</a> <a href="/posts/tag/iraniana+morta" rel="tag">iraniana morta</a> <a href="/posts/tag/mau+gosto" rel="tag">mau gosto</a> <a href="/posts/tag/on-line" rel="tag">on-line</a> </category>
            <title>Aula de Jornalismo nº 2: o mau gosto (ou o dia em que a morte me fitou os olhos)</title>
            <pubDate>Wed, 24 Jun 2009 16:45:57 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Como grande parte dos leitores de jornal é de classe média para cima, volta e meia recebemos cartas e e-mails indignados com o "mau gosto" na divulgação de determinadas imagens, principalmente no tocante às coberturas de guerras, conflitos civis, rebeliões em prisões e quase tudo que envolva violência.

O argumento dos leitores é que eles não querem ser chocados logo no café da manhã com a imagem de um corpo ensanguentado ou de uma criança subnutrida.

Há ainda aqueles que implicam até com o "pelo menos". Por exemplo, quando há um acidente de avião, na medida em que os corpos vão sendo contados, é comum que se publiquem notas dizendo que, até aquele momento da publicação, foram encontrados "pelo menos" X corpos.

Os leitores acham que o "pelo menos" é uma forma pouco otimista com a qual o jornalista olha para o fato, pois, segundo eles, usando essa expressão, matamos as esperanças de que se encontre alguém vivo. O caso não é esse. Acontece que os jornalistas lidam com a realidade. E a realidade é dura e inexorável, principalmente em se tratando de acidentes aéreos, conforme demonstrei no post "&lt;a href="http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/06/o-alivio-estatistico-dos-avioes/"&gt;O Alívio Estatístico dos Aviões&lt;/a&gt;". 

Se escrevêssemos novelas, quem sabe tivéssemos a obrigação de escrever um final feliz para as histórias. Não é o caso. Mesmo assim, a &lt;a href="http://www.folha.uol.com.br/"&gt;Folha Online&lt;/a&gt; optou por usar "ao menos" em vez de "pelo menos", pois uma preposição faz muita diferença para quem está na expectativa de encontrar um ente querido com vida.

Na segunda-feira, enquanto escrevia meu &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u584772.shtml"&gt;comentário alienante sobre Lady GaGa&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WmS1Kk05VH4"&gt;assisti ao vídeo da iraniana morta &lt;/a&gt; em meio aos protestos contra o resultado das eleições no Irã.

Aquilo me encheu de desespero e me fez entender os leitores. Muita gente da redação não quis ver. E não os condeno. Fui então para casa me questionando se aquele vídeo deveria ter sido publicado. 

Muitos leitores devem ter questionado o "mau gosto" dos veículos de comunicação em divulgar um vídeo em que a morte nos fita os olhos de forma tão brutal. Não é coisa para acompanhar um café da manhã, um almoço, um jantar e momento nenhum do dia.

Mesmo assim, penso que esse vídeo foi acertadamente divulgado, a despeito do sensacionalismo das imagens. Nesse caso, foi mostrado com o intuito de ser mesmo de muito mau gosto. Estamos muito acostumados com a violência ficcional, com a guerra hollywoodiana e com o conforto dramatúrgico proporcionado pela séries de TV em que o vilão sempre morre e o mocinho sempre sobrevive. Achei necessário que a morte olhasse nos olhos de todo mundo e nos tirasse de nossa confortável ilusão de que o bem sempre triunfa.

Mesmo eu, que já tinha ouvido o estampido da morte e sentido o seu cheiro, nunca havia me deparado com seu olhar desesperado e vazio. Nunca me esquecerei dele. E espero que mesmo aqueles amantes do bom gosto não se esqueçam, porque há certos ódios que devemos cultivar.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;/div&gt;

Ainda espero as aulas, coleguinhas...</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/24/aula-de-jornalismo-n-2-o-mau-gosto-ou-o-dia-e/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/musica" rel="tag">musica</a> <a href="/posts/tag/pop" rel="tag">pop</a> <a href="/posts/tag/michael+jackson" rel="tag">michael jackson</a> <a href="/posts/tag/lady+gaga" rel="tag">lady gaga</a> <a href="/posts/tag/britney" rel="tag">britney</a> <a href="/posts/tag/christina+aguilera" rel="tag">christina aguilera</a> <a href="/posts/tag/estilo" rel="tag">estilo</a> <a href="/posts/tag/fergie" rel="tag">fergie</a> <a href="/posts/tag/gwen+stefani" rel="tag">gwen stefani</a> <a href="/posts/tag/miss+universo" rel="tag">miss universo</a> <a href="/posts/tag/moda" rel="tag">moda</a> <a href="/posts/tag/vestido+de+bolhas" rel="tag">vestido de bolhas</a> </category>
            <title>Lady GaGa e a Lojinha do Pop</title>
            <pubDate>Wed, 24 Jun 2009 15:14:32 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Quando vi aquele incrível vestido transparente de bolhas, pensei que era apenas mais uma das excelentes metáforas involuntárias que a indústria cultural acaba gerando para a máxima de que "tudo que é sólido desmancha no ar".

Passei umas boas três semanas zoando meus amigos e meu namorado. Tentei convencê-los de que Lady GaGa não era a "nova Madonna", que sua musicalidade me lembrava aquele "poperô grudento" dos anos 90 e que eu achava que, no fundo, ela não passava de uma nova La Bouche ou, no máximo, uma Corona com o timbre de voz da Christina Aguilera, os figurinos da Britney Spears e, vá lá, o mesmo esquema cênico e postura da Madonna.

Meu discurso negacionista resistiu até sábado passado. Ao ver a apresentação ao vivo do hit 'Poker Face' no programa da Ellen DeGeneres pelo Youtube, entendi porque a chamam de "a nova Madonna".

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090623-lady-gaga.jpg" width="400" height="300" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Na verdade, Lady GaGa parece ter passado pela lojinha do pop. Esteve na prateleira do Michael Jackson e pegou as luvas, alguns passos de dança não tão óbvios como o 'moonwalker' e aquela atmosfera 'street dance' de seus clipes.

Depois, passou pela seção princesas do pop. Pegou o figurino de policial-cachorra-dominatrix da Britney, o timbre de voz e os falsetes da Christina Aguilera e o rap de boutique da Fergie e da Gwen Stefany.

Mas foi no andar da Madonna que ela pegou os principais itens: controle total de cena e de palco; bailarinos como extensão da própria imagem; coreografias marcantes para cada música; estética do videoclipe; o sutiã pontudo, dessa vez cuspindo fogo; apresentações nos programas mais populares das TVs europeias e americanas para conquistar as
massas; sugestões de bissexualidade; músicas falando de sexo implícito, dinheiro e fama; uso consciente da mídia e até a figura do Mr. DJ está em cena com ela.

Parece um tudo-ao-mesmo-tempo-agora. E é, pois todo artista pop, em começo de carreira, tem que mostrar a que veio. E Lady GaGa veio para passar por cima de todas as outras, Madonna inclusive, já que ela tem o que a rainha não tem: alcance e controle vocal, mesmo dançando.

Não é a toa que Madonna, por influência da filha, e Cindy Lauper levantaram de seus tronos e foram, no mesmo dia, a um show de Lady GaGa em Nova York. Dá até para imaginar a cena de Madonna ligando para seus produtores e dizendo: 'Arranja um jeito de eu beijar a Lady GaGa na boca.'

Mas, já que ela é um amontoado de referências visuais, porque ouvi-la, já que, em um primeiro momento, música é o que menos importa em Lady GaGa?

A resposta para isso está nas apresentações ao vivo. Como hoje em dia o que dá dinheiro são os shows, Lady GaGa mostra que, antes de tudo, entende de arranjos musicais (estudou piano por muitos anos) e que sua experiência em apresentações em clubes noturnos de Nova York, concursos de miss e em promoções baratas em rádios lhe deram a presença de palco que todo artista pop precisa ter.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/I05faOgq1UA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/I05faOgq1UA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

No concurso de miss universo do ano passado, mesmo cercada por algumas das mulheres mais bonitas do mundo, era difícil de não olhar para ela. E Lady GaGa, sem toda a parafernália, é feia, embora gostosa.

A cantora também não sai do personagem. Não gosta de revelar seu verdadeiro nome em entrevistas (diz que todos a chamam de GaGa) e, sem toda a montação, é capaz de passar despercebida na rua. Ou seja, pode-se dizer que, em vez de ser a nova Madonna, ela é, na verdade, a melhor aluna dos reis do pop.

Não apenas alguém que premeditadamente se fez em cima das referências pop, mas um autêntico produto dessa cultura dos clubes gays. Ela, inclusive, já disse que seu primeiro foco foram os gays, que frequenta esses clubes e que é bissexual. Ou seja, essas referências não foram compradas por seus produtores na lojinha do pop.

Além disso, no palco, nunca parece uma marionete da indústria como a Britney, Christina Aguilera, Gwen Stefany, Fergie etc. Muda sempre os timbres de voz, entra e sai da coreografia o tempo todo, sorri, grita...

Talvez por isso, dificilmente vá subir no palco chapada como a Britney e dificilmente será vítima dos paparazzi, como a Amy Winehouse. Aliás, em sua canção 'Paparazzi' ela, ambiguamente, reconhece que, talvez, eles [os paparazzi] sejam as maiores estrelas do showbizz.

Caso você goste de pop e, como eu teimosamente fiz por três semanas, ainda esteja torcendo o nariz para Lady GaGa, a melhor canção para se iniciar (e também a mais grudenta) é 'Poker Face'.

Segundo GaGa, essa expressão é fruto das relações sexuais que tinha com o ex-namorado. Enquanto transava com ele, pensava em outras mulheres e fazia uma cara impassível, como os jogadores de poker, para que o namorado não percebesse o blefe. Algo que os gays brasileiros chamam de 'fazer a egípcia'.

Se a história é verdadeira pouco importa, mas a explicação e a música são ótimas.

&lt;div style="text-align: right;"&gt;Publicado na &lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u584772.shtml"&gt;Folha Online&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/23/lady-gaga-e-a-lojinha-do-pop/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/celebridades" rel="tag">celebridades</a> <a href="/posts/tag/aula+de+jornalismo" rel="tag">aula de jornalismo</a> <a href="/posts/tag/factoide" rel="tag">factoide</a> <a href="/posts/tag/jornalismo+online" rel="tag">jornalismo online</a> <a href="/posts/tag/redacao" rel="tag">redacao</a> <a href="/posts/tag/reportagem" rel="tag">reportagem</a> <a href="/posts/tag/tv" rel="tag">tv</a> </category>
            <title>Aula de jornalismo nº 1: como criar um factóide</title>
            <pubDate>Sat, 20 Jun 2009 13:52:04 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;E continuando as festividades pela queda do diploma de jornalismo, começarei a elaborar a primeira das aulas do curso de jornalismo de duas semanas que o Tanga propôs ao Briguet, o que achei deveras uma bela idéia, com acento, embora eu acredite que o curso vá durar muito mais que um curso universitário de quatro anos. 

Aliás, estou apenas iniciando o curso. Sugiro que todo mundo que é jornalista, por diplomação ou não, escreva a sua aula e mande para que eu publique aqui com os devidos créditos, caso não tenha blog. Se tiver, mande o link para que eu monte uma série em rede.

Na aula de hoje aprenderemos como criar um factóide com base na experiência americana. Fuçando no site &lt;a href="http://www.madonnaonline.com.br/noticias/index.asp?#5696"&gt;Madonna Online&lt;/a&gt;, deparei-me com a notícia seguinte: "Madonna quer fazer pratos típicos para Jesus". O chapéu era HAHAHAHA... 

Ou seja, nem as bibas do Madonna Online acreditaram nesse despropósito. Inclusive fizeram uma enquete divertidíssima perguntando qual prato ela devia fazer pra ele (feijoada, vatapá...).

Segundo o site, a notícia foi publicada na revista US e que "uma fonte" teria dito que a Madonna estaria tendo aulas de culinária com a Jessica Seinfeld. Até aí, tudo bem, porque as duas são amigas mesmo. Daí à Madonna ter "aulas de culinária"...

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090619-norman_rockwell-meninos.jpg" width="326" height="397" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Vamos aos fatos, ou melhor, aos factóides, os meus factóides...

Imgino eu que a cena deve ter ocorrido assim: Estão lá Madonna e Jessica Seinfeld na cozinha da casa que Jerry Seinfeld tem nos Hamptons. Enquanto Seinfeld "twita" em seu computador, as duas conversam sobre o casinho de Madonna com Jesus Luz.

&lt;i&gt;&lt;b&gt;Madonna (com um sorrisinho estúpida e premeditadamente bobo):&lt;/b&gt; Oh, Jessica. People think i´m dating Jesus because i want to look superior... But it´s not true... Jessica, i mean it, i´m in love with him.

&lt;b&gt;Jessica (cortando cenouras):&lt;/b&gt; You´re not in love. You are feeling like a virgin again, that´s all. This is your paradigma... Because you are a man, Madonna. You need an younger guy around to raise your self-esteem. Besides, being a star, you are completely unable to fall in love with a guy like him. He´s no one. So cut it out!

&lt;b&gt;Madonna (não prestou a menor atenção e continua o número):&lt;/b&gt; And i´ve been thinking on having cooking classes with you... I wanna play the happy little housewife to him...&lt;/i&gt;

As duas caem na gargalhada.
E as cortinas descem lentamente...

Trabalhando como estagiário do Jerry Seinfeld, uma dessas bichinhas caipiras do meio-oeste americano, que sonha ser roteirista de cinema, presta atenção em toda a conversa.

Ele sai dali. Liga para sua amiguinha inteligente, porém pintosa, que trabalha na US magazine e "vende" a nota da seguinte forma: "Madonna falou que vai ter aulas de culinária para cozinhar para o Jesus." Pronto, está criado o factóide.

A redação da US deve se parecer com a de um site que trabalhei, na editoria de variedades. Aos fins de semana, quando eu cuidava do plantão, era responsável por alimentar a página de "gente &amp; TV". Era uma tortura.

Funcionava assim: o site pagava para que alguns paparazzi do Rio de Janeiro passassem o dia fotografando celebridades e mandando material para a gente. Montávamos galerias de fotos do flagrante para colocar no ar e ganhar mais audiência em cliques no mouse. 

Faltava só o que escrever. E esse era meu maior problema. As fotos não diziam nada na maioria das vezes e, quando isso acontece, você parte para a fórmula celebridade + verbo + local + complemento.

Exemplo: "Mylla Christie/Kelly Key/Mulher Melancia + passeia/come/fode + em Ipanema/na Barra/no raio que a parta + com o namorado/com a vó/com a puta que a pariu."

A história da Madonna é até mais fácil de transformar em factóide. Porque, ao que parece, houve um diálogo. Ou seja, a nota existe independentemente da imagem. Dá uma dramaticidade dizer que aquela estrela pop vai cozinhar para um moleque latino-americano filho de uma manicure evangélica. 

Aumentam as expectativas sexuais femininas em relação a Jesus Luz ("ele fode a Madonna, a Madonna é a  maior puta do mundo, ele deve trepar bem, logo eu quero arrumar um desse") e as dos homens latino-americanos em relação à própria potência sexual e à possibilidade de comer a Madonna.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090619-gossip_norman_rockwell1.jpg" width="410" height="440" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Rende um monte de cliques, minhas amiguinha.

A classe está dispensada.

P.S.: As imagens são de Norman Rockwell.</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/19/aula-de-jornalismo-n-1-como-criar-um-factoide/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/trabalho" rel="tag">trabalho</a> <a href="/posts/tag/jornalismo" rel="tag">jornalismo</a> <a href="/posts/tag/diploma" rel="tag">diploma</a> <a href="/posts/tag/profissao" rel="tag">profissao</a> </category>
            <title>Du-vi-do</title>
            <pubDate>Sat, 20 Jun 2009 13:55:21 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;O assunto do dia é a obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo, certo?

Eu acho o seguinte: Se, durante uma seleção para repórter que cubra urbanismo e obras públicas, por exemplo, aparecer um cara formado em engenharia ou em arquitetura que saiba escrever bem, mas que não seja formado em jornalismo e um cara formado em jornalismo, sem formação em engenharia, mas com algum conhecimento sobre o assunto _como eu que fiz curso técnico em edificações_ o segundo será contratado. Se o editor não tiver bom senso, pode até contratar o primeiro, mas quem vai durar na carreira é o segundo.

Por um motivo muito simples. O cara formado em jornalismo saberá como procurar as informações e saberá com quem falar sobre o assunto, porque, para o jornalismo, importam mais as aspas de fontes externas para dar a tal "isenção". O famoso "botar na boca de alguém". 

Fora isso, o jornalista, como bem disse o Gilmar Mendes, vai cozinhar as informações melhor que o engenheiro, que entende bem de sonadagens e prumos, mas que não vai saber como livrar o leitor de jargões herméticos que os especialistas têm, organizar e hierarquizar as idéias, ou seja, traduzir para uma linguagem minimamente culta e o mais intelegível possível.

O engenheiro servirá muito mais como especialista ou como articulista do que como repórter, já que o repórter não pode expressar opinião.

E, para quem trabalha na edição, o jornalista ainda é o mais adequado para exercer as funções de redator, editor, revisor e pauteiro, pois são aculturados na faculdade a estar por dentro do noticiário, a ter visão critica de certas abordagens e a não se limitar a saber muito sobre um assunto, mas o suficiente sobre todos os assuntos. Um especialista tem esse nome justamente porque se interessa muito por um assunto. Será que ele vai querer saber de tudo um pouco?

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090619-sopadeletrinhas-1.jpg" width="314" height="400" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Obviamente há exceções. Uma amiga minha aqui da Folha formada em sociologia e com passagem pela faculdade de física. Excelente jornalista: sabe olhar para os fatos com a curiosidade devida, tem espírito contestador e gosta de discutir a realidade. A questão nesse caso, no entanto, não é de formação, mas de talento e de aptidão.

Além disso, o jornalista é mais barato e se sujeita mais às precárias condições de trabalho, já que não tem muitas opções de área de atuação, a não ser dar aula em cursos de jornalismo ou fazer concurso público. 

Será que um engenheiro vai querer fazer plantão, pescoção e ganhar o piso da categoria, sem benefícios, sem plano de carreira? 

Será que ele vai querer perder seus feriados, os de fim de ano inclusive, pelo salário mixo que os donos dos jornais pagam?

Será que ele vai querer passar um ano ou mais trabalhando sem férias remuneradas, décimo-terceiro, registro em carteira e benefícios?

Será que ele vai querer se sujeitar à superficialidade com que os assuntos que ele preza e nos quais se especializou são tratados pelo jornalismo diário?

Será que ele vai querer abdicar de seu horário comercial de trabalho quando uma avião cair? Ou se meter numa favela em meio a um tiroteio? 

Será que ele terá o interesse em discutir o mundo, a humanidade, a sociedade e todas as suas nuances?

Du-vi-do.</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/18/du-vi-do/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/aniversario" rel="tag">aniversario</a> <a href="/posts/tag/chronos" rel="tag">chronos</a> <a href="/posts/tag/futuro" rel="tag">futuro</a> <a href="/posts/tag/perspectivas" rel="tag">perspectivas</a> <a href="/posts/tag/tempo" rel="tag">tempo</a> </category>
            <title>O futuro a Chronos pertence</title>
            <pubDate>Wed, 17 Jun 2009 13:30:49 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Eu gosto de fazer aniversário, pois é um dia em que as pessoas dão um jeitinho de, pelo menos, te ver ou de te ligar e te emocionar, como fizeram o Zero e o João, que passavam em frente à minha ex-casa, na Saldanha Marinho, e me deram essa lembrança de presente.

Ontem, por exemplo, teve um reuniãozinha lá em casa, com bolo, coca-cola e gente querida. Fiquei muito feliz.

Mas, se tem uma coisa que me irrita na vida, principalmente em datas supostamente decisivas, são perguntas sobre o futuro.

Meu irmão me perguntou quais as minhas expectativas para mais um ano de vida. Disse para ele que eu não era muito de projetar expectativas em nada nem em ninguém. Que eu era bom em projetar linhas, perspectivas, plantas, cortes e elevações no papel e no AutoCAD.

Outro dia, meu chefe veio com essa, quando pleiteei mudar de função. "O que você pretende estar fazendo daqui a 10 anos?"

"Eu sei lá o que vou estar fazendo em 10 anos...", respondi. Entre outros papinhos de RH, ele concluiu que eu ainda não tenho um perfil definido para a vaga...

Não tenho mesmo e pretendo não ter. Odeio "perfil definido". Aliás, odeio gente que planeja tudo. Odeio gente especializada demais, odeio trabalho alienado demais, setoristas e pequenos feudos.

Primeiro porque não acredito em futuro projetado; segundo porque é de uma arrogância tremenda achar que se pode controlar o tempo; terceiro porque acho um saco a pessoa "saber" tudo que vai acontecer na vida

Não quero saber o futuro. Quero me surpreender... Lido muito melhor com o presente.</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/17/o-futuro-a-chronos-pertence/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/aniversario" rel="tag">aniversario</a> </category>
            <title>33</title>
            <pubDate>Tue, 16 Jun 2009 12:48:00 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Pois é, minha gente, hoje cheguei aos 33. Podem me crucificar...

Sempre que faço aniversário fico pensando em tudo que poderia ter feito se...

Por exemplo, aos 21, pensava: "Puxa, se eu fosse a Alanis Morissette eu seria milionário com 21 anos e já teria viajado o mundo." Só não pensei, na época, que ela ficaria decadente tão rápido, a ponto de fazer shows em Teresina...

Hoje, aos 33, penso: "Puxa, com 33 anos Jesus Cristo já tinha sido crucificado."

E eu? O que fiz da minha vida? Ok, fiz bastante, ou melhor, fiz o possível. Então, por que essa sensação de insaciedade?

Ora, porque Margo nunca está satisfeita, como descrito no diálogo abaixo:

&lt;i&gt;&lt;b&gt;Bill:&lt;/b&gt; You have every reason for happiness.
&lt;b&gt;Margo:&lt;/b&gt; Except happiness!&lt;/i&gt;

E as cortinas descem lentamente...
Fim do primeiro ato.</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/16/33/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/gay" rel="tag">gay</a> <a href="/posts/tag/hermafrodita" rel="tag">hermafrodita</a> <a href="/posts/tag/jose+serra" rel="tag">jose serra</a> <a href="/posts/tag/papel+social" rel="tag">papel social</a> <a href="/posts/tag/sexualidade" rel="tag">sexualidade</a> <a href="/posts/tag/transexuais" rel="tag">transexuais</a> <a href="/posts/tag/transgeneros" rel="tag">transgeneros</a> <a href="/posts/tag/travestis" rel="tag">travestis</a> </category>
            <title>O sexo social</title>
            <pubDate>Wed, 10 Jun 2009 16:25:19 -0300</pubDate>
            <description>&lt;/br&gt;Ontem, o Serra inaugurou o primeiro ambulatório do país com atendimento médico direcionado à população de travestis e transexuais. 

Lançada na semana da Parada Gay, a iniciativa do governador faz parte de um, digamos, pacote de ações destinadas a lhe tirar um pouco da pecha de representante das camadas privilegiadas da população.

A criação de um perfil &lt;a href="http://twitter.com/joseserra_"&gt;pessoal no Twitter&lt;/a&gt;, a de outro perfil do &lt;a href="http://twitter.com/governosp"&gt;Governo do Estado&lt;/a&gt;, com uma equipe destinada a responder às dúvidas e críticas da população, uma espécie de ouvidoria online, também integram esse pacote.

Durante a coletiva, perguntei a ele o que diria aos estratos mais conservadores da sociedade, que consideram que o atendimento aos transgêneros não é uma prioridade da saúde pública. O governador foi categórico ao afirmar que seu governo tem como objetivo a preservação das liberdades individuais e que não faz distinção de cidadãos.

Embora esse discurso de "liberdades individuais" soe meio Reinaldo Azevedo, parece irônico que, ao defender valores liberais, o governador realize uma ação de cunho social que, na minha opinião, merece aplausos.

Mas o assunto aqui não são apenas as estratégias políticas do governador. 

Logo que recebi o release sobre essa inauguração, me ofereci para cobrir o evento. A reportagem está &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u579207.shtml"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Em grande parte, fui motivado pelo artigo do Drauzio Varella &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1104200919.htm"&gt;"Homens que São Mulheres"&lt;/a&gt;, que reacendeu minha curiosidade sobre o tema da, digamos, migração e alternância sexuais.

Embora o governador tenha dito que a ideia do ambulatório não foi motivada especificamente pelo artigo do dr. Drauzio, a diretora do local, que hoje atende pacientes portadores de HIV, afirma que recebeu o pedido de realização do projeto há apenas um mês do secretário da Saúde. Ou seja, a coisa foi feita, como quase tudo no Brasil, meio que a toque de caixa e usando estruturas já existentes de atendimento.

O local pretende ser um centro de referência, mas ainda está na fase testes. Quando pergutávamos dados e procedimentos padrão que seriam tomados em relação a esses pacientes, ninguém sabia responder ao certo. E, nesse caso, não é por displicência, mas pela ausência de dados e estudos sobre o tema. 

Duas infectologistas que participarão do programa disseram que não há, nas faculdades de medicina, registros ou estudos sobre tratamentos médicos específicos para travestis e transexuais. "Talvez surja alguma nova especialidade médica", ponderou uma delas. Tampouco têm ideia de como tratar um organismo humano que conjuga características de dois sexos. 

A diretora do centro, no entanto, foi cautelosa em deixar claro que, a princípio, o centro terá um papel mais de elaborar protocolos, ou seja, estudar casos clínicos padrão e catalogá-los, do que resolver de imediato todos os problemas de saúde dos transgêneros, que vão desde a aplicação de silicone industrial a  problemas não relacionados à sexualidade, como álcool e drogas.

A única certeza e recomendação expressa que os profissionais desse ambulatório receberam foi que as travestis e as transexuais querem ser chamadas pelo nome social, Pamela, Paula, Claudia, Regina etc, e não pelo nome de registro.

Conversando com Claudia Wonder, uma das ativistas do movimento LGBT presentes ao evento, fui tentar ter uma ideia de que tipo de espírito aqueles corpos modificados abrigam. 

Porque, mesmo para mim, que sou gay, é difícil de entender o processo que leva uma pessoa a realizar mudanças tão drásticas em seu corpo.

O artigo do dr. Drauzio diz que, caracteristicamente, os travestis só aparecem nas classes mais baixas. O que ele quis dizer é que esse fenômeno é típico de pessoas excluídas socialmente em quase todos os aspectos da existência e, na minha opinião, a principal delas é no tocante ao acesso à cultura e ao desenvolvimento do intelecto.

Não estou dizendo que ser travesti é ser burra, mas que, em grande parte dos casos, meninos viram travestis porque é a única elaboração mental que encontram para serem aceitos socialmente. Já que ser efeminado é sinônimo de ser discriminado, além de tudo sou pobre e não estudo, logo, se eu extirpar aquilo que me caracteriza como homem e acrescentar aquilo que mais evidentemente caracteriza uma mulher, serei aceito. Acontece que nem todos eles querem de fato passar por essa transformação, pois nem tudo que funciona no pensamento, funciona na prática. Muitos se matam. 

Dia desses, vi no Multishow e depois baixei o documentário da BBC "Transexuais no Irã". O Irã, curiosamente, é um país onde ser gay é passível de pena de morte. No entanto, o governo dos aiatolás aceita que você faça a operação de mudança de sexo. Até paga metade. E ainda muda seu sexo nos documentos.

No entanto, o que esse documentário mostra, é uma realidade aterradora, porque muitos desses iranianos são de classes pobres, rejeitados pelos pais antes da cirurgia e mais ainda depois dela. Caem na prostituição, que lá funciona de um modo mais curisoso ainda: para você vender seu corpo, tem que passar por um "casamento" islâmico que dura uma hora ou duas, e grande parte se arrepende de ter mexido "na obra de Alá". Mas, ou é isso, ou a marginalidade total e a morte.

De certa forma, esse documentário mostra que a capacidade intelectual dos aiatolás é similar à de uma pessoa excluída socialmente. Na verdade, é um pouco pior, porque a pessoa excluída socialmente tem a desculpa de ser excluída socialmente, o que, obviamente, não é o caso doa aiatolás.

Quando vi esse documentário fiquei indignado ao me imaginar em tal situação de barbárie, pois desde que assumi para mim que era gay, tive o entendimento de que eu era um homem que gostava de outros homens. nunca pensei em ser mulher. Sempre gostei do meu pinto, além dos pintos dos outros, claro...

Claudia Wonder, no entanto, me mostrou que a coisa é mais complexa ainda. Ela não se define nem como travesti nem como transexual nem como hermafrodita. Ela é intersexual, pois possui órgãos dos dois sexos no mesmo corpo. 

Claudia só descobriu isso há cinco anos, quando, em um almoço de família, sua tia revelou que a cicatriz que possuía no abdôme não era por causa de uma hérnia, mas por um ovário extraído quando tinha seis anos.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090610-sexo8.jpg" width="362" height="468" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Na época, diz ela, me revoltei. "Cada dia sentia uma coisa diferente. Acho que quem deve decidir sobre meu corpo sou eu. Recomendo que, em casos assim, o pai deixe a criança crescer até uns 15 anos para escolher qual sexo irá seguir."

Então, perguntei, porque ela não tinha feito a operação para mudança de sexo, já que tinha se roveoltado por não ter tido escolha. "Porque sou andrógina e sempre me senti assim, mesmo antes de saber que eu era intersexual. Meu pai e o médico decidiram por mim o que eu supostamente deveria ser, mas isso de homem e mulher são apenas papéis sociais..."

Eu não sei se acredito nisso. Ao mesmo tempo em que fala do papel social, Claudia diz que ficou um pouco revoltada ao saber que não teve liberdade de escolher um de seus sexos biológicos, no caso o feminino. Aparentemente ela teria escolhido ser mulher, com tudo original de fábrica (ela contou ainda que, durante um ultrassom, descobriu que tinha útero).

Não seria a androginia escolhida por ela como definição biológica outro papel social? Ou o fato de ela se sentir andrógina mesmo antes de saber da existência de seu útero revela que, afinal, o nosso sexo "social" é aquele portado originalmente pelo nosso corpo?

Sou a favor que todo mundo decida por seu corpo e fico feliz de saber que essas travestis e transexuais poderão ter um atendimento decente de saúde para colocar suas próteses e serem quem bem quiserem.

Mesmo assim, ainda acho que tem coisas na vida que simplesmente não são possíveis. Alguém que nasce fisicamente homem virar mulher é uma delas. Mas parece que, para todas as outras, existe Mastercard.</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/10/o-sexo-social/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/jornalismo" rel="tag">jornalismo</a> <a href="/posts/tag/airbus+a330" rel="tag">airbus a330</a> <a href="/posts/tag/aviacao" rel="tag">aviacao</a> <a href="/posts/tag/estatisticas" rel="tag">estatisticas</a> <a href="/posts/tag/fisica" rel="tag">fisica</a> <a href="/posts/tag/matematica" rel="tag">matematica</a> <a href="/posts/tag/numeros" rel="tag">numeros</a> <a href="/posts/tag/probabilidades" rel="tag">probabilidades</a> <a href="/posts/tag/atrito" rel="tag">atrito</a> <a href="/posts/tag/energia+cinetica" rel="tag">energia cinetica</a> <a href="/posts/tag/queda+livre" rel="tag">queda livre</a> <a href="/posts/tag/air+france" rel="tag">air france</a> </category>
            <title>O alívio estatístico dos aviões</title>
            <pubDate>Sat, 20 Jun 2009 14:08:42 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;O jornalismo é adepto dos números. Percebi logo que, para você emplacar uma matéria, é bom que ela sempre esteja calcada em números, embora grande parte dos jornalistas não seja muito afeita à matemática e pouquíssimos saibam fazer um simples cálculo de porcentagem.

Em apenas cinco anos de carreira, três aviões grandes caíram em meu colo. A cobertura frenética do assunto sempre traz especialistas e articulistas discorrendo acerca da segurança nos voos, e SEMPRE existe a seguinte ponderação: "as estatísticas comprovam que, mesmo assim, ainda é muito mais seguro viajar de avião do que de carro".

O tocante artigo da Barbara Gancia de ontem fala exatamente isso, embora não fale disso: "a probabilidade de um passageiro morrer de avião é uma em um milhão".

Até tem rima, mas, nessa afirmação reside minha implicância, afinal de contas, existem muito mais carros e pessoas que neles viajam pelo mundo do que aviões e do que pessoas que viajam de avião. 

"Mas a questão é de proporção", retrucam os defensores da estatística. Concordo, mas isso não passa de um alívio estatístico, afinal, pode até ser verdade que a probabilidade de acontecer um acidente de avião seja pequena, mas ninguém comenta que a probabilidade de alguém morrer em um acidente de avião é de quase 100%. 

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EYAE1bKcZ1U&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EYAE1bKcZ1U&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

Tanto é verdade que, não fossem as caixas pretas, ninguém nunca saberia detalhes de nenhum acidente aéreo, já que quase nunca sobram testemunhas.

E já que o assunto são os números, vamos a eles. Mais precisamente à matemática aplicada às leis da física, aquelas que nenhum brasileiro, por mais jeitinho que tenha, é capaz de burlar.

Primeira coisa para se elaborar um problema de física é coletar os dados. O Airbus 330 tem um peso máximo para decolagem de 285 toneladas, isso significa que, caso ultrapasse esse peso, o avião nem mesmo levanta voo. Mas, quando levanta voo, o mque por si só já é um grande feito, alcança a altura chamada de cruzeiro, a cerca de 10.700 m de altura, e atinge uma velocidade média de 840 km/h, o que gera nos passageiros uma inércia absurda.

Agora, relembremos os probleminhas de física do antigo segundo grau. Lembram-se da queda livre? A fórmula para se calcular a velocidade de um corpo em queda livre é &lt;b&gt;vf² = v0² + 2ad&lt;/b&gt;, na qual &lt;b&gt;vf&lt;/b&gt; é a velocidade final do corpo, &lt;b&gt;v0&lt;/b&gt;, a inicial, &lt;b&gt;a&lt;/b&gt; é a aceleração da gravidade e &lt;b&gt;d&lt;/b&gt;, a distância (no caso do avião, a altitude).

Vou fazer o cálculo simplificado, considerando apenas a componente vertical da queda e desconsiderando o atrito originado pelo ar durante a mesma. &lt;b&gt;v0&lt;/b&gt; é 0 mesmo. &lt;b&gt;vf² = 2 x 10m/s² x 10.700m&lt;/b&gt;, o que dá uma velocidade de &lt;b&gt;462m/s&lt;/b&gt;. Fazendo-se as transformações de metros por segundo para quilômetros por hora, chegamos a uma velocidade &lt;b&gt;1.665 km/h&lt;/b&gt; quando o avião tocar o solo ou o mar, nesse caso específico. 

Mas o que isso significa? Significa que, a essa velocidade, o impacto libera uma energia equivalente à liberada pela explosão de uma bomba. 

Vamos a outra fórmula, a da energia cinética, a energia originada pelo movimento de um corpo, cujo cálculo vem da fórmula &lt;b&gt;EC = mv²&lt;/b&gt;, em que &lt;b&gt;m&lt;/b&gt; é massa e &lt;b&gt;v&lt;/b&gt;, velocidade. Portanto, &lt;b&gt;EC = 285.000kg x 462m/s x 1/2&lt;/b&gt;, cujo resultado é 66 milhões de Joules. 

Não achei nenhum comparativo em termos de explosão, mas, quem se lembra do avião da TAM que caiu em Congonhas em 2007, quando já estava aterrisando e em processo falho de desaceleração, pode imaginar o resultado. Se essa imagem não for suficiente, é só lembrar do 11 de setembro ou, ainda, do recente caso do deputado Carli Filho, que, a meros 190 km/h, conseguiu arrancar a cabeça de um dos garotos que matou. E, veja só, saiu vivo...

Os acidentes de avião podem ser menos frequentes, mas são mais mortais. Nem poderia ser diferente. Quem pilota avião é especializado nisso, já quem dirige carro pode ser qualquer otário (e sabemos que há muitos pelas ruas). No entanto, quando acontece uma falha mecânica em um carro, raramente alguém morre por causa disso. O que mata bastante no trânsito não são os carros e suas falhas mecânicas, como ocorrer com os aviões, mas os motoristas e sua imprudência.

Ou seja, viajar de avião, é como transar sem camisinha. Você faz porque é bom. Pode ser que não aconteça nada, mas, se der alguma merda, vai ser uma merda muito grande, pois a viagem de avião é um desafio gigantesco às leis da física; um fenômeno que tira do solo um corpo de quase 300 toneladas e faz com que ele se projete pelo ar a quase mil por hora. Qualquer problema, por mínimo que seja terá um resultado fatal.

Fora isso, há o contexto externo ao avião. Ele está imerso em uma massa de ar rarefeito, a uma temperatura muitos graus abaixo de zero e a uma pressão atmosférica baixíssima. Por mais que fosse possível minimizar os impactos dinâmicos do avião, os fatores externos contribuiriam para uma morte quase que instantânea de seus tripulantes.

Quando se viaja de carro não existem esses fatores externos e há diversas possibilidades de se minimizar os efeitos de um acidente, fora os golpes de sorte, vide o deputado paranaense. Já no avião, não tem perhaps...

Felizmente para os franceses, isso tudo que eu demonstrei aqui de forma simplista já foi deduzido, tanto pelos familiares das vítimas, quanto pelo seu presidente, que já no primeiro dia disse que as esperanças de encontrar alguém com vida eram mínimas. No dia seguinte, lotaram a Notre-Dame, choraram, vão processar quem tiverem que processar, se isso for possível, mas, concomitantemente a tudo isso, vão tocar a vida para a frente.

Enquanto isso, no Brasil, sempre aparece alguém querendo mostrar que o sofrimento de quem ficou vivo é tão grande ou maior do que o de quem morreu. Sem falar nos oportunistas querendo imputar responsabilidade a companhias aéreas que, em última instância, não têm a menor condição de garantir a segurança de ninguém, uma vez que são incapazes de controlar as leis da física, mas que, mesmo assim, prometem o improvável.

Não que eu não acredite no sofrimento da maioria dos familiares, mas, quem está sofrendo de verdade pela perda de alguém, sofre com dignidade, sem estardalhaço e a última coisa que vai pensar é que dinheiro substitui uma vida.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090606-vertigo-new.jpg" width="320" height="320" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Segurança é algo subjetivo. Tanto que, quando me dizem que o avião é o meio de transporte "mais seguro do mundo", respondo: "Eu não me sinto seguro lá em cima. Não entro em pânico, mas só consigo relaxar quando ponho os pés no chão. Portanto, se não me sinto seguro, é porque não é seguro."

Nem por isso vou deixar de viajar de avião. É rápido e em muitos casos é o único meio de se chegar a algum lugar. Mas, quando a aeromoça começa a fazer aquela pantomima sobre os procedimentos de segurança, dá vontade de perguntar: "tá, mas isso vai salvar a minha vida?" ou "e aquele paraquedas não vai rolar mesmo, né?"

"O homem não tem controle de nada mesmo", disse meu irmão, via MSN, ao comentar o caso. Não contestei...</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/06/o-alivio-estatistico-dos-avioes/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/cinema" rel="tag">cinema</a> <a href="/posts/tag/david+carradine" rel="tag">david carradine</a> <a href="/posts/tag/heroi" rel="tag">heroi</a> <a href="/posts/tag/kill+bill" rel="tag">kill bill</a> <a href="/posts/tag/superman" rel="tag">superman</a> <a href="/posts/tag/tarantino" rel="tag">tarantino</a> </category>
            <title>"Superman was born Superman"</title>
            <pubDate>Thu, 04 Jun 2009 12:21:33 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Morreu hoje o antagonista de um dos melhores filmes lançados nessa primeira década do século 21. Estou falando de David Carradine e de "Kill Bill", a epopéia de Beatrix Kiddo em busca de vingança contra seu amado algoz.

Carradine, antes de virar uma das estrelas do filme de Tarantino, era famoso pela série dos anos 1970 "King Fu", da qual tanto meu pai quanto meu padrasto eram fãs e a qual assisti algumas vezes.

Fora isso, tenho sempre a impressão de que ele esteve na minha vida durante muito tempo, em carne e osso, já que se parece muito com meu padastro.

Filho de John Carradine e irmão de Keith Carradine, dois outros ícones do cinema, trabalhou com Martin Scorcese e Ingmar Bergman. De voz sibiliante, dizia nunca ter sido considerado um bom ator. embora tenha tido uma prolífica carreira tanto na TV quanto no cinema B. 

O reconhecimento veio depois da parceria com Tarantino, a quem atribuía o mérito de ter lhe dado o melhor papel de sua vida.

Aparentemente, morreu de causas naturais, em um quarto de hotel na Tailândia.

Mas minha homenagem a Carradine se deve à cena final de "Kill Bill", em que ele contracena com Uma Thurman. A cena é a melhor D.R. da história do cinema na minha imodesta opinião. Enquanto desmascara Beatrix, faz uma análise da mitologia de Superman e da essência do herói que só Tarantino poderia ter escrito.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;/div&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PdWF7kd1tNo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PdWF7kd1tNo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

&lt;em&gt;&lt;b&gt;Bill:&lt;/b&gt; As you know, l'm quite keen on comic books. Especially the ones about superheroes. I find the whole mythology surrounding superheroes fascinating. Take my favorite superhero, Superman. Not a great comic book. Not particularly well-drawn. But the mythology... The mythology is not only great, it's unique.

&lt;b&gt;The Bride:&lt;/b&gt; [who still has a needle in her leg] How long does this shit take to go into effect?

&lt;b&gt;Bill:&lt;/b&gt; About two minutes, just long enough for me to finish my point. Now, a staple of the superhero mythology is, there's the superhero and there's the alter ego. Batman is actually Bruce Wayne, Spider-Man is actually Peter Parker. When that character wakes up in the morning, he's Peter Parker. He has to put on a costume to become Spider-Man. And it is in that characteristic Superman stands alone. Superman didn't become Superman. Superman was born Superman. When Superman wakes up in the morning, he's Superman. His alter ego is Clark Kent. His outfit with the big red "S", that's the blanket he was wrapped in as a baby when the Kents found him. Those are his clothes. What Kent wears - the glasses, the business suit - that's the costume. That's the costume Superman wears to blend in with us. Clark Kent is how Superman views us. And what are the characteristics of Clark Kent. He's weak... he's unsure of himself... he's a coward. Clark Kent is Superman's critique on the whole human race. Sorta like Beatrix Kiddo and Mrs. Tommy Plimpton.

&lt;b&gt;The Bride:&lt;/b&gt; Aso. The point emerges.

&lt;b&gt;Bill:&lt;/b&gt; You would've worn the costume of Arlene Plimpton. But you were born Beatrix Kiddo. And every morning when you woke up, you'd still be Beatrix Kiddo. Oh, you can take the needle out.

&lt;b&gt;The Bride:&lt;/b&gt; [does so] Are you calling me a superhero?

&lt;b&gt;Bill:&lt;/b&gt; I'm calling you a killer. A natural born killer. You always have been, and you always will be. Moving to El Paso, working in a used record store, goin' to the movies with Tommy, clipping coupons. That's you, trying to disguise yourself as a worker bee That's you tryin' to blend in with the hive. But you're not a worker bee. You're a renegade killer bee. And no matter how much beer you drank or barbecue you ate or how fat your ass got, nothing in the world would ever change that. &lt;/em&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;/div&gt;

Ao final, após Kiddo lhe aplicar o golpe dos seis pontos e partir seu coração pela definitiva vez, Bill se levanta, fecha o paletó e pergunta: "how do i look?".

"You look ready", Carradine...</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/06/04/superman-was-born-superman/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/jornalismo" rel="tag">jornalismo</a> <a href="/posts/tag/literatura" rel="tag">literatura</a> <a href="/posts/tag/ignorancia" rel="tag">ignorancia</a> <a href="/posts/tag/fanatismo" rel="tag">fanatismo</a> <a href="/posts/tag/infancia" rel="tag">infancia</a> <a href="/posts/tag/poesia" rel="tag">poesia</a> </category>
            <title>É... Literatura faz mal...</title>
            <pubDate>Thu, 28 May 2009 16:31:29 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Hoje pela manhã fiquei enojado com &lt;a href="http://migre.me/1AJQ"&gt;a manchete que o Agora deu&lt;/a&gt; para a história do livro de poesia que a Secretaria de Educação de São Paulo recomendou para alunos da 3ª série do ensino fundamental.

O livro tem um poema chamado "Manual de Auto-ajuda para Supervilões", uma peça literária irônica e obviamente inadequada a crianças de 9 anos, mas totalmente legítima do ponto de vista literário, cujas citações exprimem ideias como "Nunca ame ninguém. Estupre" ou "Ao nascer, aproveite seu próprio umbigo e estrangule toda a equipe médica. É melhor não deixar testemunhas."

Segundo a matéria do Agora, esse livro "incita violência, ódio, uso de drogas e má educação".

Entre os trechos que, suponho, o jornal considera má educação, está um, destacado na capa, em que o poeta pede que o leitor "seja um pouco efeminado".

Fora esse enfoque moralista, o Agora avaliou o assunto não do ponto de vista da administração pública, mas como se o jornal fosse um arauto da crítica literária. 

Para o público do Agora, grande parte de aposentados e pessoas com baixo grau de instrução, pouco adeptas à literatura (salvo aquelas exceções como Zíbia Gasparetto e Paulo Coelho, além do próprio Agora, claro), a reportagem soa como: "olha o que esse poetas pervertidos querem fazer com as nossas crianças" e não "olha o que esses irresponsáveis da secretaria de educação estão passando para que nossas crianças precocemente leiam".

A impressão que dá é que o Agora já segue esse "Manual de Auto-ajuda para Supervilões" faz tempo, por isso edita essa reportagem tão porcamente. Ou então a direção do jornal tem apenas 9 anos de idade mental para não entender a ironia da poesia...

Por essa lógica, Hilda Hilst e Nelson Rodrigues mereceriam nada menos que o linchamento, só para citar dois exemplos.

Só para constar, a &lt;a href="http://migre.me/1AL6"&gt;matéria original é da Folha&lt;/a&gt;. Destaca o erro na escolha do material para a 3ª série, e não demoniza o escritor. 

Mesmo assim, haverá milhares de cartas pedindo fogueira ao poeta e a esses livros incitadores de violência.

Fico imaginando a repercussão se fosse um governo do PT. O que ia ter de comentário de discípulos do Reinaldo Azevedo teorizando sobre uma conspiração comunista contra a moral cristã...

A esses, caso apareçam por aqui, recomendo o vídeo abaixo antes de qualquer comentário. Nele, é possível ver que, realmente, certos livros são capazes de destruir a infância de uma criança de 9 anos.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1LZP06KjbRQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1LZP06KjbRQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

E eu, há poucos dias, &lt;a href="http://migre.me/1Bmz"&gt;criticava o Silvio Santos&lt;/a&gt;...</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/05/28/e-literatura-faz-mal/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/televisao" rel="tag">televisao</a> <a href="/posts/tag/midia" rel="tag">midia</a> <a href="/posts/tag/amy+winehouse" rel="tag">amy winehouse</a> <a href="/posts/tag/maisa" rel="tag">maisa</a> <a href="/posts/tag/show+de+horrores" rel="tag">show de horrores</a> <a href="/posts/tag/silvio+santos" rel="tag">silvio santos</a> </category>
            <title>A mini Amy Winehouse</title>
            <pubDate>Wed, 24 Jun 2009 13:18:18 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Tenho acompanhado a Maísa desde que ela aparecia apenas no Youtube, em cenas espontâneas de crueldade infantil com as crianças de classe média baixa que ligavam a TV no "Sábado Animado" pedindo "pRaystations 2" e sendo alvo das chacotas da apresentadora.

Até então, achava que essa menina era apenas um prodígio a quem deram poder demais na hora mais inadequada da vida. Não uma Shirley Temple, como Silvio Santos quis construi-la semioticamente, mas uma Baby Jane Hudson, personagem genialmente interpretado por Bette Davis no filme "O que terá acontecido a Baby Jane?", que narra a decadência de uma estrela mirim do começo do século 20. 

Mas o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=amPkD6Wrv4Q"&gt;tétrico episódio em que Silvio Santos a enfia dentro de uma mala&lt;/a&gt;, arrastando-a pelo palco, enquanto Maísa grita: "tá doendo, tá doendo" é de um sadismo absurdo.

Embora todo mundo que comenta o caso pareça chocado com as atitudes do apresentador em relação à garotinha, é bom destacar que não é de hoje que ele ganha a vida humilhando as pessoas no ar.

Aquele quadro do "Pião da Casa Própria" ou as gincanas do programa "Tentação" e, mesmo hoje, a atual versão do "Roletrando", que serve apenas como forma de promover uma linha de cosméticos de seu grupo empresarial, sempre tiveram o seu momento de escrutínio público, em que SS pergunta detalhes das posses materiais das pessoas _como "você tem varal na sua casa?", "você tem máquina de lavar na sua casa?", "você já tinha viajado de avião?" ou "você já tinha ficado hospedado no hotel Hiltãommmmmmm?"_ para mostrar, logo em seguida, que graças à intervenção do Baú da Felicidade a vida daquele miserável que nem varal tinha mudou da água para o vinho.

A apariçao de Maísa em seu programa apenas fez a coisa tomar proporções monstruosas, pois, em um primeiro momento, a "mini petiz" mostrou-se, na verdade, um mini Silvio Santos, humilhando igualmente suas "colegas de trabalho" das manhãs de sábado.

SS, banqueiro, empresário "multi-task", viu em Maísa uma chance de capitalizar sua velha e decadente audiência, assolada pela ascensão da Record no Ibope.

Daí para a frente estava instalado o show de horrores. Os dois começaram a se digladiar em frente às câmeras, na tentativa de mostrar qual dos dois era mais Silvio Santos. Maísa, puxava o aplique de Silvio, chamava sua mãe de vaca... O criador seria sobrepujado pela criatura?

Obviamente não. Maísa, embora pareça um mini SS, não passa de uma criança cujos pais, na ânsia de sair da pobreza, procuraram o caminho mais fácil e rápido (ou o único?), de obter dinheiro: a mídia. Podiam ter feito como a mãe do menino super dotado que passou em primeiro lugar em Química na Federal do Paraná, que buscou patrocínio para os estudos do filho, mas estudar, como todos sabem, dá muito trabalho, leva tempo e não dá garantia nenhuma de sucesso na vida.

Mas voltando ao combate, Silvio não deixou barato e começou a mostrar à menina que o patrão é ele. Patrão de sua vida. Ela não pode dar entrevista para ninguém, ninguém pode explorar sua imagem, ninguém pode capitalizar o lucro que ela origina, apenas ele. Ela pertence a ele.

Com a elaboração possível a uma criança de sete anos, Maísa começou a perceber isso e, em sua inocência anárquica, cogitou enfrentar o opressor, desmoralizando-o perante sua audiência.

Mas Silvio é macaco velho. Já esteve às portas do Planalto, não deixaria uma "mini petiz" qualquer entrar em seu caminho assim. Bom de oratória e excelente em construções simbólicas, o apresentador começou a desconstruir o prodígio. Colocando-a ela em uma mala, supostamente de brincadeira, Señor Abravanel pega a audiência nas mãos e, embora não se utilize de palavras, diz: "Vejam, eu a carrego em uma mala. Ela é minha propriedade. Na verdade, ela está em seu devido lugar, afinal ela É uma mala, como toda criança adulta demais."

Maísa, enfim, chega a seu estágio atual, o surto. Não é o primeiro caso de surto por excesso de mídia dos últimos tempos. Britney Spears encheu a cara inúmeras vezes, apareceu sem calcinha, raspou a cabeça e atacou paparazzi com guarda-chuva. Amy Winehouse... Bem, essa já aprontou tantas que até perdeu a graça. E a pobre Maísa só não fuma e não bebe porque é uma criança, mas, na essência, virou uma mini Amy Winehouse.

&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090523-chaerge-maisa.jpg" width="600" height="402" alt="" title="" /&gt;

P.S.: A charge eu achei na internet, é do excelente site de cartuns para camisetas &lt;a href="http://blog.drpepper.com.br/"&gt;Dr. Pepper&lt;/a&gt;.</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/05/23/a-mini-amy-winehouse/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/catolicismo" rel="tag">catolicismo</a> <a href="/posts/tag/religiao" rel="tag">religiao</a> <a href="/posts/tag/biblia" rel="tag">biblia</a> <a href="/posts/tag/evangelho" rel="tag">evangelho</a> <a href="/posts/tag/judaismo" rel="tag">judaismo</a> <a href="/posts/tag/protestantes" rel="tag">protestantes</a> </category>
            <title>Evangélicos são os católicos...</title>
            <pubDate>Fri, 22 May 2009 01:49:15 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Outro dia fiz uma pergunta básica referente à Igreja Católica e me justifiquei dizendo que desconhecia detalhes da religião, afinal, era presbiteriano. Na verdade, falei, eu sou aquilo que, na "minha" igreja, chama-se um "desviado dos caminhos do Senhor".

O assunto morreu ali. Mas, dias depois, em meio a algum comentário solto entre colegas, me perguntaram: "mas não é você que era evangélico?"

Evangélicos mesmo, que eu conheço, só os católicos. Aliás, os católicos só existem por causa dos evangelhos. A Igreja Católica nasceu do evangelho.

Tanto que ela trata o Novo Testamento como seu principal livro. Pode reparar, todo católico tem aquela Bíblia em tamanho pequeno, de capa meio cinzenta e que só tem o Novo Testamento... 

Eu acho estranho. Pra mim, Bílbia tem que ter tudo, velho e novo Testamento. É a mesma coisa que vender a dramaturgia do Nelson Rodrigues sem o volume com as Peças Míticas.

Os evangélicos, aliás, os protestantes, são apegados a valores tanto do Velho quanto do Novo Testamento. 

É como se a Igreja Católica tivesse sido comida sem camisinha pelo judaísmo e, dessa foda, nascessem os protestantes, esses mestiços...

Bom... O Islamismo, todo mundo sabe, é o filho da concubina, certo?

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090522-evangelho.jpg" width="346" height="512" alt="sem título" title="sem título" /&gt;&lt;/div&gt;

Tudo isso pra dizer que católicos têm uma relação intensa com os evangelhoes e que, portanto, evangélicos são eles.

Eu já carrego rótulos demais.</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/05/22/evangelicos-sao-os-catolicos/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/sexo" rel="tag">sexo</a> <a href="/posts/tag/fragmentos+de+conversas+alheias" rel="tag">fragmentos de conversas alheias</a> <a href="/posts/tag/motoboys" rel="tag">motoboys</a> <a href="/posts/tag/o+tesao+do+homem" rel="tag">o tesao do homem</a> </category>
            <title>O tesão do homem</title>
            <pubDate>Thu, 14 May 2009 13:22:52 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Ontem foi um dia ótimo. Uma das minhas amigas curitibanas já há 17 anos passou por São Paulo. Almoçamos em um restaurante japonês chiquérrimo na Vilaboim, lembramos dos tempos em que éramos alunos-bolsistas do então Cefet e dos saques que fazíamos ao armário de bolachas do departamento de português.

Entre uma risada e outra, ela me relatou a experiência de ter desvirginado um cara. "Primeiro foi com o dedo", disse essa que é a maior caçadora de homens que já conheci. "Depois tive que comer o cara com uma daquelas cintas caralhas. Foi incrível! Puxei o cabelo dele, enfim, fiz tudo o que gosto que façam comigo. Esse cara nunca mais vai me esquecer."

O relato me lembrou um episódio que presenciei no Mc Donald´s da praça da República, dia desses. Sentei em uma mesa em frente a outra, cheia de bofes. Eles eram motoboys, conforme um deles comentou no meio da conversa.

O assunto era o seguinte: um deles tirava sarro do amigo mais bonitinho pelo fato de esse amigo ter se encantado com uma travesti "tão linda que até parecia uma mulher".

"Ele não tirava o olho dela, mano", contava aos risos. Os outros amigos, no entanto, minimizaram o assunto de forma que me surpreendeu. Não ficaram pondo em dúvida a sexualidade do colega.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090514-cardume.jpg" width="400" height="251" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Então, o personagem em questao se defende: "Mano, mas você viu o tamanho da bunda dela? Era a coisa mais linda do mundo. E não adianta falar, o tesão do homem está na bunda."

Não sei se ele queria dizer que os homens em geral tinham tesão na bunda e não admitiam ou se esses mesmos homens tinham um tesão enorme pelas bundas enquanto entidade sexual, por isso se encantavam com glúteos estupendos como eram os da travesti em questão.

Após toda essa explanação acerca do tesão do homem, um dos motoboys, que estava mais quieto e observando, encerra a questão com a seguinte máxima: "Ó, manooo. O negócio é o seguinte: tem duas coisas que o homem não pode fazer na vida. Uma delas é dar o cu. A outra é: se der [o cu], não pode contar."

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090514-cu.jpg" width="480" height="335" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Todos concordaram. Terminei meu lanche e saí satisfeito de saber como essa geração é muito mais bem resolvida sexualmente.</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/05/14/o-tesao-do-homem/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/caos" rel="tag">caos</a> <a href="/posts/tag/sao+paulo" rel="tag">sao paulo</a> <a href="/posts/tag/transito" rel="tag">transito</a> <a href="/posts/tag/urbanismo" rel="tag">urbanismo</a> </category>
            <title>São Paulo está entupida de carros, mas eu também quero um</title>
            <pubDate>Mon, 11 May 2009 12:56:21 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Então, Humberto, fiz aquela matéria contra o excesso de carros no mundo. Com essa redução do IPI e com a demanda de mercado reprimida que há no Brasil, "nunca antes na hiftória deffe paíf" se vendeu tanto carro. (Eu quis fazer essa graça no lead da reportagem mas minha editora me gongou, heheh)

Foram recordes de vendas os meses de julho de 2008 e março de 2009, disse-me o assessor da Anfavea, que ainda parafraseou o presidente dizendo que nunca na história da indústria automobilística brasileira isso aconteceu.

&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u563313.shtml"&gt;Tá aqui o link para a matéria&lt;/a&gt;, que só não saiu na capa do caderno porque a gripe suína derrubou.

A ideia da pauta surgiu em casa, vendo uma dessas propagandas chamando a população para um feirão de automóveis no Anhembi. Imagina um Anhembi cheio de carros? Agora imagina Deus pegando o Anhembi cheio de carros nas mãos e derramando na marginal Tietê?

Obviamente que eu queria, com essa matéria, levar um pouco de reflexão às pessoas individualistas de São Paulo sobre seus atos insanos em relação ao trânsito caótico dessa cidade e também mostrar aos governantes dessa, que nada parecem entender de urbanismo, que eles não têm feito muito para melhorar o panorama.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090511-engarrafamento.jpg" width="400" height="280" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Mas já aviso de antemão: duvido que as pessoas vão deixar de comprar carros, porque o transporte coletivo aqui é insuficiente, precário e pouco funcional. 

Eu mesmo quero e preciso muito de um carro. Mas não para me enfiar nessa confusão. Consigo ir a pé de casa para o trabalho. Quero um carro para, nos fins de semana, sumir daqui!</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/05/11/sao-paulo-esta-entupida-de-carros-mas-eu-tamb/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/jornalismo" rel="tag">jornalismo</a> <a href="/posts/tag/bandidagem" rel="tag">bandidagem</a> <a href="/posts/tag/crimes" rel="tag">crimes</a> <a href="/posts/tag/twitter" rel="tag">twitter</a> </category>
            <title>Estilo Twitter de edição de textos</title>
            <pubDate>Wed, 06 May 2009 17:17:18 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Então, acordei hoje e, quando vi, tava dentro do Twitter.

Agora tenho que me acostumar a ser mais sucinto na hora de escrever.

Ainda não estou muito habituado à nova ferramenta, mas já me disseram que o twitter do Victor Fasano é bem engraçado e deprimente.

Portanto, esse primeiro post pós-twitter será em drops.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;/div&gt;

Aí que tem um trainee aqui que escreveu uma matéria falando sobre a falta de aplicação lei das multas a pedestres que está prevista no código de trânsito.

A matéria meio que critica o fato de muitas pessoas não respeitarem o código e que muitas delas aguardam em cima da faixa o sinal abrir.

Esse garoto já andou por São Paulo? Viu como os semáforos para pedestres fecham rápido? Viu como as calçadas são estreitas? Viu como os carros e as motos também param em cima da faixa? Isso quando não sobem na calçada e começam a buzinar para os pedestres EM CIMA DA CALÇADA?

Quer dizer: quem deve ser multado, já que o código diz que a preferência de tráfego é SEMPRE do pedestre?

&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;/div&gt;

E ontem saiu uma reportagem na edição Campinas sobre um sequestro relâmpago.

Os fatos que narrarei a seguir dão um novo sentido a esse conceito de crime.

O ladrão sequestrou a família em um carro e os levou a uma estrada em local ermo da periferia de Campinas.

Irritado com a forma com que a mulher dirigia, deu dois tiros à queima-roupa na cabeça da motorista.

O carro ficou desgovernado, bateu, e o bandido ficou preso entre o banco do carona e o painel.

O marido da família então apertou mais o banco e prendeu o delinquente enquanto seu filho de 17 anos ia até o porta-malas e pegava o macaco do carro.

O garoto volta e bate com a ferramenta na cabeça do bandido várias vezes, até matá-lo.

Para o bandido e para a mulher morta foi mesmo um sequestro relâmpago...

Moral da história: motorista ruim e bandido burro têm mais é que morrer.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;/div&gt;

E falando em bandido burro, vi no jornal do SBT uma história de uma mina que pediu pra morar um tempo na casa da amiga e sequestrou o bebê dessa mesma amiga.

De posse da criança, a sequestradora ligou para a polícia (!) e disse que só devolvia a criança se pudesse visitar seu namorado presidiário (!)

O policial não pensou duas vezes (nem a sequestradora, que, aliás, não pensou nunca na vida), marcou um encontro com ela na delegacia (!) e recuperou a criança...

Assim... Ela pensou que iria visitar o namorado presidiário EM UM PRESÍDIO, após SEQUESTRAR UMA CRIANÇA e pedir RESGATE PARA A POLÍCIA que sairia ilesa?

É isso que dá pensar só na visita íntima...

&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;/div&gt;

Então, só posso concluir que o Twitter não vai matar os blogs. E eu bem que tentei ser sucinto...</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/05/06/estilo-twitter-de-edicao-de-textos/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/palhacada" rel="tag">palhacada</a> <a href="/posts/tag/britney+spears" rel="tag">britney spears</a> <a href="/posts/tag/fa" rel="tag">fa</a> <a href="/posts/tag/gripe+suina" rel="tag">gripe suina</a> <a href="/posts/tag/miriam+leitao" rel="tag">miriam leitao</a> <a href="/posts/tag/womanizer" rel="tag">womanizer</a> </category>
            <title>Gente lesa gera gente lesa</title>
            <pubDate>Mon, 04 May 2009 22:52:03 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Sabem? Eu tenho a maior pena da Britney Spears. E não é porque ela vive cercada de paparazzi ou porque sai sem calcinha por aí ou porque raspou a cabeça, mas é porque ela é uma ninguém, mesmo sendo milionária.

Ok, vou admitir publicamente que quando algumas músicas da moça tocam na pista é o maior fervo e eu tô no meio. Tanto que, nas últimas semanas, apesar de só ouvir Radiohead, quando tiro os fones, fica na minha cabeça "Wo-ma-nizer, woman, wo-ma-nizer, you´re a wo-manizer...", desde que dancei com a Cuca na Posh!

Como a Britney tá em turnê, fui procurar a performance de "Womanizer", ví um vídeo que tava gravado muito de longe, mas já tinha achado meio tosco.

Aí, hoje, no &lt;a href="http://papelpop.com/"&gt;Papelpop&lt;/a&gt;, o Phelipe publicou um vídeo de um fã invadindo o palco bem na hora de "Womanizer". O coitado do fã nem fez nada, acho que ele só queria dançar com a Britney, mas acabou sendo preso.

Até aí tudo bem, fã invadindo palco sempre existiu, mas deem uma olhada no PAVOR da Britney quando vê o cara. Tá em 2min18s, se você for apressado, mas, se tiver paciência, veja o vídeo desde o começo. Esse dá pra ver de perto o quanto essa Britney é uma lesada. Não tem presença de palco nenhuma e fica andando pra lá e pra cá que nem uma perdida.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lLGy2F4cEMk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lLGy2F4cEMk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

Sem falar que, na hora em que o fã se aproxima, "she totally freaks out", grita, berra e a VOZ NÃO SAI, hahahahaha!

Beleza, a Madonna é craque no playback, mas você nem repara porque nela existe um negócio que Britney não tem: expressão corporal e coreografia. A Madonna domina o palco, já, no lugar da Britney, daria pra colocar qualquer Danielly Christyne do Pinheirinho que faria melhor.

O mais legal foi, mais uma vez via MSN, eu e meus amigos (e meu orgulho) especulando o motivo da cara de pavor da Britney. Acompanhe trechos da conversa:

&lt;i&gt;Ants: Gente, esse fã deve ser horrendo, nunca vi uma cara de pavor tão grande...

Margo: Ela pensou: "nossa, morri"...

Ants: Isso que dá essas celebrities viverem numa bolha.
Quando veem um popular na sua frente, já acham que a vida tá em risco. Deve ter achado que a biba tinha influneza porcina...

Margo: Ou era a Miriam Leitão disfarçada...

Ants: kkkkkk

Margo: "Ow, Britney, vim derrubar sua bolsa"...

Ants: "Oi, Britney, meus ativos são toxic"...&lt;/i&gt;

Não é à toa que o show da Britney se chama "The Circus, starring: Britney Spears", afinal, essa guria faz o maior papel de palhaça no palco.</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/05/04/gente-lesa-gera-gente-lesa/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/falta+de+enxada+braba" rel="tag">falta de enxada braba</a> <a href="/posts/tag/horoscopo" rel="tag">horoscopo</a> <a href="/posts/tag/jesus+cristo" rel="tag">jesus cristo</a> <a href="/posts/tag/paixao" rel="tag">paixao</a> </category>
            <title>A Paixão de Cristo segundo o Zodíaco</title>
            <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 11:32:43 -0300</pubDate>
            <description>Definitivamente a criatividade das pessoas funciona melhor sob pressão. A MPB é um bom exemplo disso. Outro bom exemplo é esse post idiota que eu e um amigo capricorniano escrevemos ontem, via MSN, enquanto eu fechava as três edições, um caderno especial e ele fazia mil prospectos de seus clientes de assessoria de imprensa.

A conversa surgiu no café, com dois amigos também capricornianos, um hetero e um gay, que falavam como os nativos desse signo são persistentes e impassíveis, enquanto eu dizia invejar essa característica.

Eu dizia ainda que o capricorniano era um desses caras que você encontra hoje e ele tem apenas um tijolo. Daqui a cinco anos você o reencontra e ele tem uma mansão. Por mais obstáculos que ele tenha, não se deixa abalar por nenhum.

Querem um exemplo? Jesus Cristo. Só um capricorniano para passar 33 anos sabendo que ia morrer crucificado, passar por um calvário e não se abalar nem um pouco com isso, afinal, ele tinha um objetivo. A cruz. Mas era uma meta e ele tinha de cumpri-la, nos mínimos detalhes.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090429-16capricornus.gif" width="386" height="311" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Agora, imaginem se Jesus fosse...

Ariano: Jesus teria com certeza brigado com TODOS os discípulos, com metade de Jerusalém e, claro, por impulsividade não teria ressuscitado no terceiro dia, mas no terceiro minuto após sua morte.

Taurino: Jesus Cristo teria com certeza ciúme de todos os apóstolos. Teria conversado muito sério com a Madalena para que ela parasse de sair por aí pegando qualquer um e que ficasse apenas com ele. Nunca teria feito a divisão dos peixes, porque seria muito pão-duro. E a teimosia? Teria se recusado terminantemente a ir para cruz e virado a cara para Deus para sempre.

Geminiano: Ai que indecisão! Será que eu entro em Jerusalém montado em um jegue ou andando mesmo? Será que eu divido o pão agora ou vou dar uma voltinha no Salão dos Gentios? Jesus, com tantas outras coisas para fazer, não teria feito nada. Além do que, teria sido largado falando sozinho durante o sermão da montanha, que duraria meses, de tanto que ele ia falar. 

Canceriano: Jesus chorou não seria o menor versículo da Bíblia, seria um testamento ou uma outra Bíblia só narrando o seu sofrimento e de cada membro de sua família, tadinho...

Leonino: Um Jesus Cristo leonino não teria apenas convencido a todos que era o Rei dos Judeus e filho de Deus, mas sim que ele era o próprio Deus! Não teria morrido por ninguém. Onde já se viu um leonino achar que as outras pessoas são mais importantes que ele?
Teria assumido o trono, feito todas as pessoas o servirem, desfilado com uma bela coroa, não de espinhos, e com um manto magnífico.

Virginiano: O perfeccionismo virginiano teria atrapalhado as obras de Jesus, porque para ele nada estaria bom. Viveria reclamando com o Pedro, João e toda a turma que eles deveriam fazer as coisas bem feitas. Ficaria sozinho! Pedro não teria apenas negado três vezes que o conhecia, mas teria aproveitado para meter o pau nele. Aliás, ele nem teria apóstolos porque, do jeito que seria controlador, iria querer fazer tudo sozinho, inclusive escrever os evangelhos antes de morrer.

Libriano: Jesus seria na verdade o próprio Pilatos, que faria tudo para harmonizar com todo mundo e, quando não desse, lavaria as mãos. Ia se fazer de sonso bem na hora da crucificação e ainda mandar trazer uma flores lindas para distrair o povo.

Escorpiano: Jesus não teria dado a outra face para bater não, teria é rolado na porrada. E mesmo que morresse crucificado, ressuscitaria para se vingar de todo mundo. Judas? Depois da traição não teria nem tido tempo para se enforcar. Jesus mesmo o teria matado a ferroadas. Sem falar que ele teria sido preso por participar de orgias absurdas com os romanos.

Sagitariano: Acho que Jesus não teria feito nada daquilo a que lhe foi proposto. Pegaria uma mochila, colocaria nas costas e iria ferver pelo mundo.

Aquariano: A extravagância começaria na hora do nascimento. Imagina que teria apenas um burrinho assistindo, ele teria chamado TODOS os animais da redondeza para uma rave, com muito doce e muita bala. O som iria até altas horas, o que teria chamado a atenção dos soldados e delatado a sua posição, afinal, para que ele passaria 33 anos esperando pela morte? O futuro é agora.

Pisciano: O negativismo NUNCA teria deixado ele fazer nada, sempre teria um obstáculo que lhe tiraria a fé. A pena que ele sentiria de si mesmo por saber de seu destino o teria afetado tanto que, com certeza, teria parado no meio do caminho e colocado a culpa em Deus. Não teria apenas 12 apóstolos, mas teria um governo paralelo só para que todo mundo se ocupasse da sua vida enquanto ele ficaria sentado esperando as coisas caírem do céu. Literalmente.</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/04/29/a-paixao-de-cristo-segundo-o-zodiaco/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/eleicoes" rel="tag">eleicoes</a> <a href="/posts/tag/belinati" rel="tag">belinati</a> <a href="/posts/tag/londrina" rel="tag">londrina</a> <a href="/posts/tag/burrice" rel="tag">burrice</a> <a href="/posts/tag/barbosa+neto" rel="tag">barbosa neto</a> <a href="/posts/tag/hauly" rel="tag">hauly</a> </category>
            <title>Seis por meia dúzia</title>
            <pubDate>Mon, 30 Mar 2009 01:31:29 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Quando eu publiquei que isso ia acontecer, fui criticado em cometários cifrados de ressentidinhos de Londrina, porque, afinal, eu gosto de Curitiba e, necessariamente, odeio Londrina, em mais uma das demonstrações práticas da sentença "se não está a meu favor, está contra mim".

Enfim, eu não voltaria a morar em Londrina mesmo. Como disse o amigo do Rubão, e a Pri também dizia, aquilo lá é uma fazenda iluminada.

Nem por isso eu desejaria que Londrina fosse governada pelo Belinati ou pelo Barbosa Neto. No entanto, eu sabia que isso ia acontecer.

E o Hauly, embora tenha me dito que a campanha dele foi mais bonita e mais propositiva, também sabia.

Leiam a frase que ele me disse em entrevista, quando comparei Belinati e Barbosa Neto: "Os dois são farinha do mesmo saco. Um é genérico do outro."

O Belinati, que também me deu entrevista, afirmou que o Barbosa "era o candidato que mais se identificava com suas propostas". Entendam como quiserem.

A única coisa que tinham em comum os três candidatos era a felicidade ao saber que eu tinha estudado jornalismo na UEL.

Parecia um sentimento que não era pessoal, mas coletivo, de orgulho da terra. Era como se pensassem: "Puxa, ainda servimos para alguma coisa. Ainda tem gente que sai daqui e vai fazer carreira fora."

De fato, aqui em São Paulo os jornalistas da UEL são muito bem vistos. No Agora tem editor que pergunta se tem alguém da UEL quando tem vaga, porque o texto é bom e apuram bem.

Só fiquei com medo no fim de duas das entrevistas. Belinati, por exemplo, me convidou para um café quando eu for a Curitiba.

E Barbosa me chamou de colega, não sei por qual dos motivos...

&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;/div&gt;

O pior é que ainda não acabou. O Belinati vai entrar com um recurso no STF na tentativa de anular a decisão do TSE de ter cassado sua candidatura.

Isso quer dizer que se, por alguma razão remota, ele consiga anular a decisão do TSE, o terceiro turno vai ser igualmente anulado, e Barbosa, deposto do cargo, fazendo com que, assim, Belinati seja reempossado.

O Hauly ficou irritadíssimo com essa possibilidade e diz que a Justiça tem que ter responsabilidade com Londrina e não ficar de brincadeira com a cidade.

Já Barbosa disse que, se a Justiça assim decidir, ele deixa a cadeira vaga para Belinati de bom grado.

Alguma dúvida de que um é genérico do outro?</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/03/29/seis-por-meia-duzia/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/arte" rel="tag">arte</a> <a href="/posts/tag/show" rel="tag">show</a> <a href="/posts/tag/radiohead" rel="tag">radiohead</a> </category>
            <title>Devastador</title>
            <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 12:19:45 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Tive que respirar um pouco e me desentoxicar da emoção que me devastou domingo no show do Radiohead.

Posso afirmar hoje que simplesmente foi muito melhor do que eu esperava. O melhor show que já vi em minha vida. E, desde de domingo, quando me perguntarem qual a minha banda favorita, vou poder dizer sem a menor dúvida.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cpu6ssWlcWo&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cpu6ssWlcWo&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

E não é exagero. Aquilo que o Radiohead faz está muito além da música. É poesia visual misturada com música sensorial. Sim, você sente a música nas pontas dos dedos, entrando pelo seu ouvido. Em um momento, não me lembro em qual música, dois acordes de guitarra vieram em minha direção e atravessaram meu corpo. Fiquei arrepiado.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XnfjUYg0Zm0&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XnfjUYg0Zm0&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

Chorei com a melancolia da voz do Thom Yorke em "Exit Music", depois em "Lucky". Dancei em "Idioteque", "Paranoid Android" e na minha favorita "Optimistic". Mas, na maior parte das vezes, fiquei apenas parado olhando ou de olhos fechados ouvindo.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4iC0_hHFWf8&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4iC0_hHFWf8&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

É por isso que eles deram o novo disco de graça. Não foi um simples golpe de marketing para promover nada. O Radiohead não faz disco. Não há mídia que comporte o que eles fazem. Tanto que eu estou colocando aqui alguns vídeos do show que achei no Youtube, mas que não dão a menor idéia do que foi o show. Aquilo é arte pura. Um momento único, incapturável.

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/K4ckuDrTfxI&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/K4ckuDrTfxI&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;/div&gt;

Eu gostaria de agradecer à atuação da força policial durante o evento. Graças a eles meu show pôde ser um experiência única.

Quando eu entrava na chácara do jóquei, o show do Kraftwerk já tinha começado. Estabanado, fui pegar meu "doce" para tomar, mas derrubei na grama, bem em frente à entrada. Comecei a vasculhar a grama, mas não achava. De repente, chega um bombeiro e pergunta o que eu estou procurando.

"Meu... piercing...?"

Nisso se aproxima um policial com uma lanterninha e joga luz bem no local aonde eu tinha visto cair a paradinha. Vejo o brilho do papel filme, bem pequenino. Finjo que continuo procurando, pego o plastiquinho, faço cara de desânimo e digo: "É... Acho que perdi mesmo. Vou ter que comprar outro... Muito obrigado, policial..."

E saí, rindo por dentro...</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/03/24/devastador/</link>
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            <category><a href="/posts/tag/aborto" rel="tag">aborto</a> <a href="/posts/tag/consciencia" rel="tag">consciencia</a> <a href="/posts/tag/excomunhao" rel="tag">excomunhao</a> <a href="/posts/tag/igreja+catolica" rel="tag">igreja catolica</a> <a href="/posts/tag/vida" rel="tag">vida</a> </category>
            <title>A excomunhão de Deus</title>
            <pubDate>Wed, 01 Apr 2009 22:20:04 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;Ok. Eu já entendi que a excomunhão não é um aviso que se recebe por meio de memorando e que é automaticamente disparado via e-mail para todas as igrejas católicas do mundo. Também entendi que nenhuma hostess fica na porta das igrejas com uma lista dos excomungados dizendo quem pode ou não pode entrar. 

A questão é mais de caráter interno, espiritual e pessoal. Ou seja, você sabe que o ato que cometeu é condenável pela instituição à qual você pertence e sua consciência cristã faz com que você se sinta excomungado. 

A pena só tem efeito graças à reação de sua consciência perante o ato e tem relação com seu senso de pertencimento a àquela doutrina, embora eu ache que a mãe da menina de 9 anos, estuprada pelo padrasto e grávida de gêmeos já se sinta tão excomungada pela miséria da vida que tal pena não surtiria muito efeito em sua consciência faminta de alimento para o corpo.

Também entendi que o fato em si não é suficiente para sair por aí demonizando católicos e sua fé, que só querem preservar o direito à vida e não usar o aborto como uma solução antiséptica para um "problema" que se perpetuará por toda a existência da mãe grávida indesejavelmente e, ato contínuo, do filho indesejado. 

Eu concordo com isso, mas apenas em caso de pessoas que agiram irresponsavelmente e que buscam soluções igualmente irresponsáveis para seus problemas. Sou a favor do direito de cada um decidir e arcar com as consequências, perante os homens e perante Deus, sem intermediários, embora a minha opinião e a de padres, cujas sexualidades são estéreis, não deva ser levada em conta..

Embora concorde em termos, me surpreende a falta de relativização da igreja católica no caso dessa menina. Claro que entendo que a fé deles é uma fé medieval e conservadora, que não permite interpretações e, digamos, licenças poéticas como fazem os neo-pentecostais, que se pautam mais pelas necessidades de mercado.

Fico surpreso com algumas tentativas de defesa da gestação dessa garota, como em um &lt;a href="http://oindividuo.com/"&gt;blog&lt;/a&gt; que, para defender as posições da igreja, aí sim relativiza a história, dizendo que lá no Peru, &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2006/12/02/ult34u169397.jhtm"&gt;uma menina de 9 anos estuprada deu à luz um filho e ganhou o título de "mãe mais jovem do país"&lt;/a&gt;, como se isso fosse motivo de orgulho. 

Quer dizer, a menina já foi estuprada sistematicamente pelo padrasto. É miserável em todos os sentidos da palavra. Não tinha estrutura física para carregar dois filhos no ventre. Estrutura psicológica nem se fale, mas mesmo assim, em nome da vida, a igreja católica defende que a garota levasse a cabo uma gestação da qual ela parecia nem ter consciência, justo essa mesma igreja, que apela para a consciência de cada um no caso da excomunhão.

Me pergunto: que tipo de vida a igreja católica defende? Pois, supondo-se que essa menina não morresse caso tivesse permanecido grávida, teria interrompido a própria infância aos 9 anos, obrigada a encarar diariamente o fruto da violência que sofreu. 

E os bebês, já que dizem que ninguém pensa neles? Que vida teriam esse bebês? Quem cuidaria deles? A igreja? A mãe da menina, que, ao que parece, mal pode consigo mesma? Talvez um casal heterossexual os adotasse, embora grande parte dos casais que procurem filhos para adoção, no caso de irmãos, não levem os dois para casa, ainda mais afro descendentes e nordestinos. 

Talvez um casal gay, mais comovido com histórias de violência sexual e preconceito, aceitasse a tarefa de cuidar de dois gêmeos. Ah... Mas a igreja católica também é contra isso...

Qual a solução? Deixar a menina parir e talvez morrer? Deixar a menina parir, morrer e, quiçá, os filhos, fruto de uma gestação de alto risco, com carência de nutrientes, também morrerem? Deixar a menina parir e sobreviver à morte prematura de dois filhos fruto de um estupro e de uma gestação de alto risco? Deixar a menina parir, ver os filhos nascerem, amá-los e ter de dá-los à adoção? Deixar a menina parir e ver os filhos de seu estupro crescerem na miséria como ela ou vê-los crescerem como seus irmãos, caso sua mãe excomungada cuidasse de seus netos, ou vê-los comendo lixo, ou vê-los se tornando marginais, bandidos...

Será que é melhor ter uma vida de traumas, sofrimentos e privações, porque isso traz enriquecimento espiritual, a não ter nenhuma? A não ter que passar por tudo isso?
 
Não seria melhor interromper esse ciclo de violência física e moral e, assim, dar uma oportunidade a essa garota de ter uma segunda chance, já que até agora ela não teve nenhuma?
 
Quem sabe Deus, em sua infinita piedade, se comova com o drama dessa menina e entenda que esses médicos não agiram por nenhum instinto assassino. Talvez Ele mesmo tenha deixado de lado seus afazeres globais e, movido por sua, repito, infinita piedade, colocado a mão no ventre daquela garota franzina, desnutrida, com apenas 33 quilos, e pensado: "Meus filhos, poupá-los-ei de tanto sofrimento, sois inocentes e não mereceis tal perpespctiva..."

&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/17/20090313-deus.jpg" width="450" height="323" alt="" title="" /&gt;&lt;/div&gt;

Seria Deus excomungado por uma atitude piedosa?</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/03/13/a-excomunhao-de-deus/</link>
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            <category><a href="/posts/tag/eleicoes" rel="tag">eleicoes</a> <a href="/posts/tag/belinati" rel="tag">belinati</a> <a href="/posts/tag/londrina" rel="tag">londrina</a> <a href="/posts/tag/burrice" rel="tag">burrice</a> <a href="/posts/tag/barbosa+neto" rel="tag">barbosa neto</a> <a href="/posts/tag/hauly" rel="tag">hauly</a> </category>
            <title>Conforme eu previa...</title>
            <pubDate>Thu, 12 Mar 2009 16:31:36 -0300</pubDate>
            <description>&lt;br&gt;...a pujante cidade de Londrina vai &lt;a href="http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=866216&amp;tit=Pesquisa-da-vantagem-para-Barbosa-Neto"&gt;trocar seis por meia dúzia&lt;/a&gt;.

Como dizia meu amigo Malcol, do CefetE, quem nasce pra burro nunca chega a cavalo...</description>
            <link>http://james.tipos.com.br/posts/2009/03/12/conforme-eu-previa/</link>
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