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        <title>Bloco de Notas</title>
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        <pubDate>Sun, 01 Mar 2009 23:31:59 -0300</pubDate>
        
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            <category><a href="/posts/tag/ansiedices" rel="tag">ansiedices</a> </category>
            <title>londrina, 35 graus</title>
            <pubDate>Sun, 01 Mar 2009 23:31:59 -0300</pubDate>
            <description>Pode um único dia, para uma só pessoa, ser o mais e também o menos aguardado de toda a vida dela (até aqui, pelo menos)?
Segunda-feira, amanhã, é esse dia. Meu dia.
* 
&lt;strong&gt;r&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;andom: &lt;strong&gt;Belo e estranho dia de amanhã - Roberta Sá&lt;/strong&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2009/03/01/londrina-35-graus/</link>
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            <category><a href="/posts/tag/inscricao" rel="tag">inscricao</a> </category>
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            <pubDate>Mon, 19 Jan 2009 07:58:22 -0200</pubDate>
            <description>e de repente um dos grandes mistérios da vida deixa a gente assim, com uma nota só e a poesia mais pobre entre o Céu e a Terra: a da despedida.
*
A quem teve paciência de (ainda) passar por aqui nesse tempo, um terno e sincero agradecimento.
</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2009/01/19/post_12/</link>
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            <category><a href="/posts/tag/brasileirice" rel="tag">brasileirice</a> </category>
            <title>AKS 2167</title>
            <pubDate>Wed, 17 Dec 2008 12:59:26 -0200</pubDate>
            <description>No rádio, o rapaz pede ajuda pro apresentador: roubaram a moto dele, sem seguro, e restam mais de 20 parcelas a serem pagas. De repente...: “Pode ligar no meu telefone, &lt;em&gt;eu pago o resgate&lt;/em&gt;, só quero a moto de volta”. A reação do outro lado da linha? O apresentador pede pra ele deixar o número para contato.

Não sei o que me causa mais surpresa nisso, confesso.
* * * 
Na TV, a senhora devolve um carrinho de supermercado abarrotado de donativos, os quais, distraidamente, ela surrupiou dos desabrigados de Santa Catarina. Diz que "a consciência pesou" – imagino em quantas arrobas, depois que o flagra foi transmitido em rede nacional pra estranhos, familiares e vizinhos dela. Seria vil, não fosse, antes de tudo, hipócrita: são esses mesmos brasileiros – gente como a gente, sem foro, sem ‘auxílio’ – que enche a boca pra falar que a corrupção, no Brasil, é ‘privilégio’ de político.

Por falar em político, e pra não fugir à regra (que, pelo jeito, tem mesmo as exceções), ontem um deles me disse o seguinte: “salário baixo, filha, é um convite à corrupção”. Por isso que ele propôs uma atualizada de valores pro prefeito – de R$ 4.700 pra R$ 12.800, na cidade de menos de 11 mil habitantes. Aqui, a consciência pesa o mesmo que a mão.

&lt;strong&gt;r&lt;/strong&gt;andom: &lt;strong&gt; Don't watch me dancing – Little Joy&lt;/strong&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/12/17/aks-2167/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/velhice" rel="tag">velhice</a> </category>
            <title>once again</title>
            <pubDate>Mon, 03 Nov 2008 11:55:31 -0200</pubDate>
            <description>E assim, quem diria, foi.</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/11/03/once-again/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/capetice" rel="tag">capetice</a> </category>
            <title>buzinaço de farinha de trigo e ovos</title>
            <pubDate>Wed, 29 Oct 2008 00:18:01 -0300</pubDate>
            <description>Na Zona Norte, àquela hora, possivelmente o cemitério Jardim da Saudade tivesse um pouquinho mais de barulho que a Saul. Um pouco antes, mas quase em frente ao prédio do deputado que se orgulhara do "eu, eu, eu", no domingo, alguém berrava feliz aquele que seria um coro das sacadas vizinhas. É Londrina, sinônimo das conjunturas mais capetas de improváveis.
Rapaz...

</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/10/29/buzinaco-de-farinha-de-trigo-e-ovos/</link>
        </item>

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            <title>dardos / dados</title>
            <pubDate>Mon, 27 Oct 2008 09:10:59 -0300</pubDate>
            <description>&lt;strong&gt;Cena 1&lt;/strong&gt;
"Eu, eu, eu, fulano se f..."
Frase de um deputado sobre o palanque do candidato vencedor.

&lt;strong&gt;Cena 2&lt;/strong&gt;
"Alô? Tem uma vaga aí em Curitiba na Procuradoria pra mim?"
Representante do MP, ao telefone, ar de aflição aos 95% de urnas apuradas.

&lt;strong&gt;Cena 3&lt;/strong&gt;
Do outro lado do mesmo saguão, o juiz eleitoral, sorriso no rosto, se empolga pelo candidato "dele". Ainda assusto quando a falta de discrição é nessa direção; depois de tudo, não se por quê.

&lt;strong&gt;Cena 4&lt;/strong&gt;
Pessoas passam com rojões à mão, comemorando, e os miram para a igreja onde está sendo realizada, naquele momento, uma missa. Crianças e idosos, principalmente, se assustam.

&lt;strong&gt;Cena 5&lt;/strong&gt;
Pizza pra fechar a noite. Calabresa e portuguesa, quem está a fim?

Pronto: agora é definir o estilo do filme ou do espetáculo; a conferir. Os personagens são conhecidos, os figurantes, aos montes, também. 
* * * 
A relação causa-conseqüência nunca foi tão clara como em Londrina - ontem e hoje. Estou aqui há uns 10 anos, tempo que me foi suficiente pra criar os vínculos que pensava que não teria tempo de criar. Não imagino os próximos 10, há um tempo que não, e agora penso que o melhor seja substituir o "suficiente" por "o bastante". Ao menos em pensamento, como primeira etapa de um processo necessário, Londrina começa a se tornar sinônimo do que eu não quero.
* * *
&lt;strong&gt;r&lt;/strong&gt;andom: &lt;strong&gt;Janeiros - Roberta Sá&lt;/strong&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/10/27/dardos-dados/</link>
        </item>

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            <title>"Paixão por Londrina"</title>
            <pubDate>Thu, 09 Oct 2008 12:53:27 -0300</pubDate>
            <description>A Prefeitura quer &lt;i&gt;revitalizar&lt;/i&gt; uma parte do Centro de Londrina - agora, em outubro. Quer dar mais segurança a quem passa ali à noite. Solução: dezenas de árvores centenárias cortadas, sob protesto de moradores.
Perto dali, agora, em outubro, um banheiro público vai ganhar acabamento em granito, torneiras elétricas e câmeras de vigilância (do lado de fora, espero) pra, quem sabe, manter o granito reluzente e as torneiras arrumadinhas por tempo razoável.
Cansei de topar com cheirador de cola no mesmo trajeto onde as árvores centenárias-cortadas-pra-garantir-a-segurança da população, ao menos nesse resto de mandato, na esquina do prédio onde trabalho. Estranho é que os cheiradores de cola, moradores de organizadíssimos mocós ou flanelinhas pouco amistosos até a quem não tem carro (ou tudo isso junto, vai saber) estão fora das copas das figueiras, e, agora, fora também do coreto - demolido há um tempo atrás pelo mesmo motivo.

Pro coreto dá-se um jeito - empresas terceirizadas estão cheias de ... gente de boa vontade, digamos assim, pra reconstrução de um patrimônio que nunca mais terá o mesmo valor histórico.
Pras árvores centenárias, enfim, acho que muito já foi falado. É muito tempo falando, centenas de palavras perdidas.

* * *</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/10/09/paixao-por-londrina/</link>
        </item>

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            <title>(opa, 48 semanas)</title>
            <pubDate>Mon, 29 Sep 2008 23:48:04 -0300</pubDate>
            <description>Quatorze quilos de carne (alcatra e bisteca), dois engradados de cerveja e um saco de carvão depois, devidamente recolhidos no mercadinho da vila, 'sem qualquer compromisso', e o colega jura que não tentaram cooptá-lo.
------------------
O candidato visita a repartição pública tão abarrotada de processos quanto deficitária de gente pra atender a demanda, em pleno horário de expediente, e a legislação jura que isso pode. Ué, não é crime desrespeitar o servidor?
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No telefone, o amigo ouve o homem público que trabalha - já - pelo reajuste do Salário Um dizer que não pode atender. Horário de expediente na kaza do povo, ele preferiu ir ao encontro do próprio - nas bases. Admite: está em campanha. "Em campanha?", pergunta o amigo assombrado com tamanha sinceridade às 4 da tarde. "Não, chupando cana. Lógico que tô em campanha". O homem público abocanha pouco mais de 24 salários mínimos mensais de Salário Um pra entregar o bagaço de volta à sociedade. Claro, ele não faz isso sozinho: esse canavial está cheio de mão-de-obra qualificada por aí. É a força do engenho, imagino.
------------------
Voltei a ter aqueles sonhos recorrentes de viagens perdidas, correria, mas, dessa vez, as bagagens não existem. 
Agora mesmo, um avião passa baixinho contando os sete meses que restam.
------------------
&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Cantiga - Ceumar&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/09/29/opa-48-semanas/</link>
        </item>

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            <title>voz e violão</title>
            <pubDate>Sun, 28 Sep 2008 23:51:26 -0300</pubDate>
            <description>Gosto da primavera. E todo ano falo a mesma coisa.
Dessa vez, porém, nos primeiros dias dela conversava com meu pai sobre datas (não aquela nomenclatura bizarra pra terreno, fique claro), planos simples, e, me lembrando que foi nessa estação que a rebenta mais velha ampliou um pedacinho da família, me pergunta, na maior naturalidade:
- Foi numa segunda que cê nasceu, né?
Diante das rugas na testa, a cara de incredulidade dele pela falta da resposta na ponta da língua me fez imaginar a facilidade com que guardo número de telefone. Se é que se chama isso de excentricidade, uma data dessas. Pensando bem...

* * *
Hoje três candidatos a vereador distribuíam santinhos na feira-livre aqui em frente de casa. Um deles tentava convencer a senhora como se fosse neto dela - mais um pouco, se oferecia pra carregar as compras da vó. No verso do panfleto, não havia uma única proposta de competência legislativa. Confesso que o "prometo ser ético" dá margem a sacanagens; afinal, a incompetência em cumprir pode bem ser dividida depois.

E por falar em eleições, eu gosto da primavera.
Imagina quatro anos você me ver falar isso?

* * *
&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Janta - Marcelo Camelo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/09/28/voz-e-violao/</link>
        </item>

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            <title>súmula vinculante</title>
            <pubDate>Wed, 16 Jul 2008 12:32:05 -0300</pubDate>
            <description>Depois de me pedirem (com certa insistência) uma seqüência de funks, ontem à noite, hoje foi a vez de o cobrador do ônibus me pedir o jornal. Leu rapidamente a seção de horóscopo, e, sorriso no canto da boca, sussurrou um “eu sabia” que me deixou na mais completa ignorância. Melhor assim.

* * *

Estiagem em Londrina. Indefinidamente.
Enquanto isso, Clarice pergunta: “Até quando um coração bate no mundo?”

* * *
&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;tecladostecladosteclados&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/07/16/sumula-vinculante/</link>
        </item>

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            <title>Confundir para entreter</title>
            <pubDate>Thu, 10 Jul 2008 00:44:51 -0300</pubDate>
            <description>Na volta da colenda Casa, um colega de firma sugere a venda do voto. "Só pra ter o gosto de dar o bote depois no sujeito? Ah, vendia". Segundo grau completo, pouco mais de um salário mínimo nas costas e uma lista de proibições pra seguir, ele passa pela lombada da rua e se diverte com a histeria passageira. "O negócio é papar a viuvinha que tá dando mole e correr pro abraço, ela tem grana". Logo o pensamento da venda forjada do voto vira poeira no asfalto que entorpece, ainda que frio. Superior completo.

*

Nas ruas de Londrina, me falta a criatividade. Logo o pensamento se vê naquele ponto-cego inconfundível do horizonte neutro, interrompido, como ontem, pela lua crescente tão sedutora.
Enquanto isso as pessoas andam curiosas pra saber quem será o novo prefeito, quem vai depor ou ser preso amanhã, quem é laranja de fulano ou fala abobrinhas de sicrano, a mando de beltrano. Pois é. Eu só espero pela próxima lombada no asfalto frio.

*

As últimas entrevistas daquele pai cujo filho foi vítima da selvageria humana, no Rio, chocam e dão um nó de impotência na garganta. Não pelo caos que se tornaram a segurança pública e as instituições (algumas muito mais bandidas e organizadas do que caóticas, é verdade), mas exatamente por saber que um ser humano sentirá pra sempre os efeitos de uma ação que, sinceramente, não se teria nem contra um animal. Pensar naquele pai guardando o dinheiro pra festinha de aniversário do filho e agora tendo que consolar a si e à esposa, depois do funeral, chega a me dar uma sensação de vergonha. Que é o asfalto frio  perto disso, não? Pedrinha.

*

&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom:&lt;b&gt; Up the spout - Mateo Messina&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/07/10/confundir-para-entreter/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>"a realidade é que..."</title>
            <pubDate>Mon, 05 May 2008 11:57:38 -0300</pubDate>
            <description>Olhou nos olhos da amiga, sentiu aquela dor como sua e derramou a lágrima sincera. Então ela percebeu que, se morre com dor, de uma forma, o amor renasce devagar, mas sólido, de outras maneiras, em outros lugares. 

&lt;b&gt;*
*
*&lt;/b&gt;

Lições difíceis de aprender: desacreditar na palavra humana (isto me disseram no sábado, ainda que paliativamente) e também na impossibilidade da dor maior que a de perder alguém pra eternidade. Quando minha avó se foi, há 10 anos, achei que nunca mais o coração sentiria um baque desses; que a vida nunca seria tão forçosa pra existir como o foi, ali. A perda em vida é um ciclo que se repete. Eu, que trabalho com a palavra, tenho que me acostumar a não depositar nela o peso que ela demonstra, as máscaras que ela veste. Eu, que vivo de sentimento, tenho que me desacostumar daquele que de mais bonito eu tive dentro de mim.

&lt;b&gt;*
*
*&lt;/b&gt;

&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;As Ilhas dos Açores&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/05/05/a-realidade-e-que/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>o título é intransitivo</title>
            <pubDate>Mon, 07 Apr 2008 00:05:44 -0300</pubDate>
            <description>Ouvi pessoas hoje na Expo (ou Expô, como adoram dizer por aqui) que vão ao parque "fazer higiene mental". Fisiculturista, vendedor, gente cabeka, famílias vindas de outros estados só pra ver aquela boizada toda, aquelas máquinas de seis dígitos e mais um monte de coisa em que me dá preguiça só de pensar.

Nem assim. Nem trabalhando.
Nem escrevendo.
Isso não passa.

*
&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;My Bloody Valentine - Sometimes&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/04/07/o-titulo-e-intransitivo/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title />
            <pubDate>Mon, 24 Mar 2008 00:01:00 -0300</pubDate>
            <description>&lt;b&gt;Condições do tempo&lt;/b&gt;

A semana inicia com temperaturas mais baixas no Sul do Brasil. Uma massa de ar frio e seco permanece no setor e favorece para que as temperaturas fiquem mais amenas, especialmente no final do dia. À tarde, o sol predomina em grande parte do Paraná, e as temperaturas ainda se mantêm um pouco mais elevadas no interior. Apenas na faixa leste as nuvens continuam persistentes, em resposta ao vento que sopra do quadrante sudeste e transporta umidade do oceano ao continente. Neste setor, as temperaturas apresentam pouca variação diurna, e chuvas com intensidade leve a moderada podem ocorrer a qualquer hora do dia.
&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.simepar.br"&gt;Simepar&lt;/a&gt;

* * * 
No outono os dias começam a amanhecer mais tarde - depois das 6h32, conforme o que acompanho pela fonte acima -, mas também levam embora os raios do sol mais cedo. Gosto da primavera. 

* * *
&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom:&lt;b&gt;Trying Your Luck - The Strokes&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/03/24/post_11/</link>
        </item>

        <item>
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            <title>planozinhos</title>
            <pubDate>Mon, 07 Jan 2008 10:37:16 -0200</pubDate>
            <description>Folheando ontem o jornal, li uma matéria sobre as resoluções de ano novo que se revelam verdadeiros fracassos. Acompanhava o texto um info com pelo menos 10 promessas, as falhas na tática usualmente adotada e o 'how to do' pra que tudo dê certo, enfim. No final, a dica de um psicólogo norte-americano: fazer apenas uma promessa - realista, não fantasiosa -, não contá-la a ninguém e, em caso de falha, é proibido aceitar a desistência. Basta "começar de novo", encerra o conselho. Simples, não? Só esqueceram de dizer que é um ser humano que terá de processar tanta simplicidade.

No plantão da véspera, tinha ido à casa de dois aposentados que haviam acabado de morrer em um acidente automobilístico terrível, terrível. Ele acabara de completar anos; ela o faria mês que vem. Buscavam as águas quentes de Goiás a cada seis meses, mas, nessa última, ficaram no início do caminho. Planos realistas, desistência involuntária. E aí?

* * * 

Na feira, as duas moças zombam do menino tímido que as atende, na barraca do pastel. Barraca da "Vitamina S", diria uma amiga. Elas riem do garoto; perguntam se ele tem sono ou fome pra estar "tão caidinho". Em seguida, diagnosticam: "Toma uma fluoxetinazinha, pra dar uma (faz gesto) levantada. Acorda, cara!" Em volta da panela cheia de óleo, os colegas colaboram com as duas simpatias e avacalham mais um pouco. Afinal, o cliente sempre tem razão, né, gente?

Poderia elencar a cena entre as zilhares que me enchem de vergonha alheia, ou, antes, ser bem mal-educada e receitar uma pilulazinha pras duas mulherzinhas. Desisti. Plano fantasioso, desistência voluntária? Quem sabe também precise, eu, acordar.

* * * 

Faltam 28 dias, 13 horas e 20 minutos.

* * *
&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;We All Have Hooks For Hands - Hold On, C'mon&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/01/07/planozinhos/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>epílogo</title>
            <pubDate>Fri, 04 Jan 2008 14:19:09 -0200</pubDate>
            <description>Hoje começa minha contagem regressiva - finalmente.
Alívio ou medo? Só vou saber depois de um mês.
O curioso é que, pra mim, parece que o ano vai começar mesmo é depois dessa etapa. Nada de Natal nem Réveillon, muito menos (contrariando a lógica nacional) Carnaval; 2008 tem que ser diferente a partir de março.

* * *

Talvez de março em diante eu entenda por que raios os vendedores no comércio, questionados sobre a disponibilidade de determinada mercadoria, preferem dizer que "acabou de vender a última peça", ao invés de admitir, por vezes, que nunca ouviram falar daquilo. Talvez dali em diante eu entenda melhor as coisas, ou a mim mesma, e diminua sozinha as dores da enxaqueca.

Preciso.

* * * 

&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Descansa coração - Fernanda Takai&lt;/b&gt;
&lt;i&gt;agora nem sei mais o que querer,
e a noite não tarda a nascer
descansa coração 
e bate em paz&lt;/i&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2008/01/04/epilogo/</link>
        </item>

        <item>
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            <title>bom dia</title>
            <pubDate>Mon, 10 Sep 2007 09:22:58 -0300</pubDate>
            <description>Tem dias em que parece que o coração vai até parar, por um motivo ou por outro, tão forte é a batida.
Tem dias em que uma devastação 'preenche' esse espaço que é, ou pelo menos deveria ser, tão sagrado. Tudo é tão diferente no mundo dos sonhos, quando eu vou entender que isso, sim, não é um sonho?

*

365 dias de corrosão.

*

&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Postcards from Italy - Beirut&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2007/09/10/bom-dia/</link>
        </item>

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            <title>simplis ancim</title>
            <pubDate>Thu, 02 Aug 2007 11:51:20 -0300</pubDate>
            <description>Você descobre que vai ficando mais velho e chato quando se esquece mais facilmente do que almoçou ontem. Quando deixa de lado qualquer nesga de condescendência quando, às duas e tanta da manhã, o sujeito passa na rua com a mão colada à buzina, ou mesmo quando o comercial da rádio rima 'contente' com 'diferente', assim, bem deprimente. E também quando adota a velha - e sábia - filosofia de São Tomé pras coisas mais simples, em casa ou no trabalho. Ou quando pensa no telefonema de volta só pra ouvir "ok, cheguei bem, pode ir dormir agora" e sossegar o coração quase-aflito. E eu, que falava tanto dessa mania do meu avô...

Enfim. Ontem, percebi a velhice (seria mesmo velhice?) quando vi o anúncio na Tv de um show de violeiro experiente como algo "simplismente imperdivel". Perderam mais alguma coisa, pensei na hora. Ou fui eu que perdi?

* * * 

Desejo urgente de férias - seis meses depois de ter voltado das últimas - também vale?

* * *

&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;A hora da estrela - Pato Fu&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2007/08/02/simplis-ancim/</link>
        </item>

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            <title>Antes tarde...</title>
            <pubDate>Tue, 24 Jul 2007 20:23:12 -0300</pubDate>
            <description>&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/151/20070725-TT.jpg" width="340" height="480" alt="é hoje!" title="é hoje!" /&gt;

* * * 

"Se não fosse em cima da hora, não seria eu."
(Janaina, por ela mesma)

* * * 

Neblina bonita em Londrina. Não fosse pelo atraso de vôo de gente querida, diria que a noite de hoje chega a ser tão significativa quanto as de luar explícito-desafiador.

* * * 

(ah)

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&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Rubi - Ludov&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2007/07/24/antes-tarde/</link>
        </item>

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            <title>chega de luto</title>
            <pubDate>Thu, 05 Jul 2007 10:30:28 -0300</pubDate>
            <description>De um lado, a PM acelera o treinamento de homens que vão para as ruas combater assaltantes armados com pistolas - os assaltantes, não os policiais: estes têm cassetetes às mãos. Coisas de colonização inglesa, folks.

De outro, antigas vitrines agora com estruturas de aço e alguns vãos para os que passam e se interessam pela mercadoria, fora do horário comercial. Sem precisar de muita sorte, acham-se dessas antigas vitrines completamente à deriva e o sinal latente de que a insegurança deixou há muito de ser um sentimento abstrato - ou, na análise arguta do secretário de segurança do Paraná, "algo criado pela imprensa".

Conheço gente que foi assaltada três, quatro, cinco vezes. Conheço outro tanto que conhece outras vítimas dessa celeuma criada pelo noticiário malvado, bobo e feio. Ligo o rádio e outra leva se queixa. Na TV, é o pai chorando a morte do filho que perdeu a vida tão jovem e bem ali, na sua frente, dentro de casa. Nos jornais, é a dor da família que vai demorar pra ver sentido no Dia das Mães; afinal, ela foi morta com uma bala 'perdida' enquanto repartia a pizza para os filhos, num domingo à noite. É a bala que está perdida?

* * * 

Hoje, em Londrina, comerciantes e representantes da sociedade civil hastearão bandeiras negras contra esse noticiário feioso. Durante uma hora, fecharão as portas ou as abrirão pela metade para mostrar que, bem, algo está errado na cidade-paixão. Preocupada com algo que (me custa crer) seja o propósito do movimento, a Prefeitura alardeou ontem nas raras manifestações da chefia que isso afasta investidores "e também a clientela desses comerciantes", puxa vida. Afinal, o interesse é criar vínculo de paixão, não de amor. E se quem ama, cuida, e se é verdade que a paixão cega, então, eita povo coerente.

* * * 

Apesar do desprezo que tenta enfeiá-la, Londrina ainda tem coisas lindas de se ver. Ouvir o pé-vermelho na rua criticando e ansiando por um futuro melhor é um alento - ainda que seja uma queixa baixinha, na proporção com os danos. É uma queixa à moda inglesa, talvez. Que será da cidade daqui 10 anos? "Um lugar mil vezes melhor que muitos outros", grita o político-poliana, ou simples 'apaixonado'.      

E ainda dizem que a "política é a arte do possível". Não é possível.

* * * 

&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Pace is the trick - Interpol&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2007/07/05/chega-de-luto/</link>
        </item>

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            <title>mosaico da dúvida - tomo I</title>
            <pubDate>Sun, 27 May 2007 16:55:26 -0300</pubDate>
            <description>De pedreiras a pedregulhos; de pedregulhos a grãos de areia. Um dia, estes resolvem se transformar em tempestades arenosas – e assim a vida segue.

(à espera de brisas marítimas levemente mornas)

Segue entre placas de "perigo: siga adiante" e "por aqui – feche os olhos e sinta-se a salvo", e entre certezas desconstruídas a cada passo (em falso, ou não).

Segue a trilha que indica a consciência tranqüila como fonte de problemas – um dia, fonte de alternativas pro bem comum –; abre as porteiras pra face mais obscura daquilo que, até há um tempo, era idealizado como um dos muitos objetivos de vida.

(convergentes sempre para um único, um único. E complexo.)

Segue o som do coração, com todas as alternâncias que o aquecem ou  que o intimidam, embebido das lembranças-que-valem-a-pena, e curioso diante das respostas a tantas perguntas que, pelo que percebo, não devem ser feitas. Ou não deveriam, até que a tempestade de areia se transformasse, enfim, na brisa marítima dos sonhos.

(&lt;b&gt;' &lt;/b&gt;será isso é possível? &lt;b&gt;'&lt;/b&gt;, ele me pergunta.)

* * *
&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Bem melhor - Moptop&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2007/05/27/mosaico-da-duvida-tomo-i/</link>
        </item>

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            <title />
            <pubDate>Mon, 21 May 2007 00:03:15 -0300</pubDate>
            <description>&lt;div style="text-align: center"&gt;&lt;b&gt;Memória&lt;/b&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right"&gt;&lt;i&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center"&gt;&lt;i&gt;Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;

*

Danado, esse Drummond: sabia mesmo das coisas.

*

&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Please be patient with me - Wilco&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2007/05/21/post_10/</link>
        </item>

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            <title>mosaico da sujeira</title>
            <pubDate>Thu, 19 Apr 2007 12:26:15 -0300</pubDate>
            <description>Ontem de manhã eu andava pelo Calçadão e reclamava, mentalmente, da imundície que a sujeira das pombas deixaria na sola da sandália. Às vezes, nem entro mais em casa calçada – o caminho do jornal até aqui é cheio daquilo que inunda a avenida Paraná, há tempos, sob o beneplácito de muita gente convenientemente cega.

No trajeto matutino ainda pude ver, infelizmente, a cena que há anos eu ouvia de entrevistadas que diziam por A + B por que raios as calçadas deveriam ser bem cuidadas. Era sempre aquela mesma história de torção, permeada, ou não, pela situação de iluminação precária. Ontem, à luz do dia, vi uma dessas histórias acontecer à minha frente quando uma senhora de pouco mais de 70 anos, talvez, enfiava o pé no buraco sem grelha e, bengala em outro – este, deixado pelo excelente petit pavet -, procurava em vão no que se apoiar. Caiu, mas não se machucou. Vi a humilhação nos olhos dela, ao oferecer ajuda. Não vou me esquecer disso tão cedo.

Num desses acasos irônicos do destino, um funcionário que colava as pedrinhas a uns 10 metros dali cantarolava “tô nem aí, tô nem aí” – imagine o que cantam um pouco mais longe.

* * * 

Murro em ponta de faca – a cada vez que eu externo esse tipo de coisa que me incomoda, invariavelmente é essa a sensação que vem logo em seguida. Parece bobagem, detalhe pequeno, mas uma invasão recente desses pequenos detalhes tem feito com que a sujeira das pombas seja mesmo só a parte de cima do tapete.

Ontem à tarde, em tom de pilhéria, um assessor debochava pra mim do valor que uma decisão judicial obrigava o patrão dele, mandatário de cargo público, a ressarcir ao erário. “R$ 6 mil é enriquecimento ilícito, né?”, ria, no riso dos bons, acompanhado de outros, ótimos. Só mais um detalhe pequeno, deve ter pensado. Ou a música ambiente.

*

&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Let’s get out of this country – Camera Obscura&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2007/04/19/mosaico-da-sujeira/</link>
        </item>

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            <title>nariz de cera</title>
            <pubDate>Thu, 22 Mar 2007 01:51:07 -0300</pubDate>
            <description>Passei debaixo da mesa com o prato à mão, Moraes (cruzes). Adorei o temprêite novo! Parabéns, Flipper!!
Aliás,
- quando Flipper voltará a Londrina a nado ou em poltronas reclináveis?
- quando novo evento tipológico se desenvolverá na terra das pombas, terra vermelha e da "responsabilidád administrativa"?
(eis parte das perguntas de um lead infinito)

* * * 
Hoje uma pessoa queriiida pedia pra eu não brincar com os espíritos.  Abro o msn, depois de um tempo sem acessar a boniteza, e vejo o "fantasminha.pagodeiro" pedindo pra ser adicionado à lista de contatos. Cada coisa...

* * *
Hoje me lembrei do verso "sem amor eu nada seria" e resolvi substituir "amor" por "amigos", também uma expressão do amor verdadeiro idealizado pelo poeta, imagino. Essa sim é uma resposta sempre presente no lead infinito da minha vida.

*  
&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Windowsill - Arcade Fire&lt;/b&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2007/03/22/nariz-de-cera/</link>
        </item>

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            <title>back to</title>
            <pubDate>Sat, 24 Feb 2007 20:09:32 -0200</pubDate>
            <description>Cada retorno, um parto novo (não, não queria que fosse assim). O reencontro com tudo - a realidade, no que ela tem de bom ou não -, as novidades 'velhas' ou inéditas, o reinício. O déja vu: mais uma vez, a sensação do parquinho que vai se esvaziando, até que venham buscar, finalmente, você. Pra resgatá-lo, ou, efetivamente, pra salvá-lo, numa dimensão bem ampla do que salvação possa representar.

('recursos humanos' quer dizer... ahm, juro que não sei mais. A moda passou!)

* * * 
Não sei o que acontece, mas até agora só vi críticas altamente favoráveis a 'Borat' - além, é claro, de uma comparação ótema, produzida pelo arguto Briguet, dentro da série "Separados pelo nascimento". Alguém tem um testemunho diferente?

* * *
Nem precisa do Al Gore: 37 graus à sombra deixa ainda dúvida de que o mundo vai mesmo se esvair pelo ralo de um esquimó? Disus.

* * * 
&lt;b&gt;r&lt;/b&gt;andom: &lt;b&gt;Rehab - Amy Winehouse&lt;/b&gt;
&lt;i&gt;i said no no no
i won't go go go&lt;/i&gt;</description>
            <link>http://janaina.tipos.com.br/posts/2007/02/24/back-to/</link>
        </item>
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