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        <title>passageiras agonias</title>
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        <pubDate>Mon, 20 Apr 2009 19:11:33 -0300</pubDate>
        
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            <category><a href="/posts/tag/o+coringao+voltou" rel="tag">o coringao voltou</a> <a href="/posts/tag/o+rei+teimoso" rel="tag">o rei teimoso</a> </category>
            <title>O São Paulo acabou</title>
            <pubDate>Mon, 20 Apr 2009 19:11:33 -0300</pubDate>
            <description>&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/1626/20090420-murici.jpg" width="291" height="218" alt="A cara da derrota" title="A cara da derrota" /&gt;



Todos que gostam de futebol deveriam comemorar a vitória do Corinthians sobre o São Paulo na tarde de Santo Expedito.

Não só porque um supercraque como Ronaldo brilhou mais uma vez, não só porque o futebol brasileiro mais uma vez pode contar com seu imenso talento e carisma, mas porque o jogo é um marco da decadência do hegemônico e sem graça São Paulo de Muricy Ramalho.

Amigos, o tricampeão do Brasil - a Imperatriz Leopoldinense do futebol, que vence o desfile mas que não comove nenhum folião - foi humilhado ontem em seu estádio. 

Poucas vezes em um clássico houve um predomínio tão flagrante de um grande sobre outro. Muitos minutos de olé de um lado e de outro um time acovardado e sem forças para reagir. Um chocolate, um baile, um nocaute.

Tudo isso diante de um grande público tricolor que, constrangido, tentou mostrar alguma força para parecer que tudo aquilo não havia sido tão dolorido. Mas, sabemos, foi desmoralizante. 

Muricy e seus comandados assistiram o fim de uma era.

Uma era marcada pelo pragmatismo e pelo jogo aborrecido escamoteado pelas vitórias em campeonatos de pontos corridos.

Ontem, o São Paulo foi sepultado em seus próprios domínios, esmagado por um Corinthians emocionante, altivo, de toque de bola envolvente, sob o comando de um rei no campo e de um líder rígido e ético no banco.

O Corinthians foi enorme ontem.

E quando o Corinthians é enorme até a empafia adversária sucumbe.

Sobre o São Paulo, o hino nos dá uma pista: as suas glórias vêm do passado.

Sobre o Corinthians, lá na bica do Parque São Jorge tem um bilhetinho dizendo que ontem se alcançou uma graça.

Uma graça e tanto.

O time do povo ganhou o futuro.





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            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/04/20/o-sao-paulo-acabou/</link>
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            <title>Coração de binóculos</title>
            <pubDate>Wed, 15 Apr 2009 19:03:37 -0300</pubDate>
            <description>	

Ah se a distância fosse só questão de tempo. 

Ah se a questão não fosse todo este conforto do não-construir. 

Este conforto frio de não sofrer. De viver só o provável e ainda ficar todo pimpão.

Fosse apenas 2 mil passos.

Mas é que a gente está sempre mais longe do que deveria estar e o cavalo selado passa. Some na estrada. 

***
A distância não é assim. Pune. Ela cresce até o impossível. A distância, de tão grande, faz da gente um verme microscópio querendo dar a volta ao mundo. 

Algo além do horizonte leva até sua alma magnífica.. 

E leva a minha.. 

Mas eu compro outra na 25 de março, se caso for. 

A sua é um caso mais complicado. Não encontro nem na Daslu. Alma assim tem o capricho da exclusividade. É à prova de pirataria. Podem abrir todos os contêiners. De dentro deles, não vai sair alguém que eu vou chamar de você.   

***
E é verdade que a gente se estica de mentirinha em direção ao outro. A vida encurta a vida. Não encurta a distância.

***

Eu queria saber sobre esta possibilidade toda de ser feliz. Agora desconfio que já sei. Mas só desconfio. Ainda bem.

***
Quem sabe, a gente se encontra lá, onde os cafés fracos não têm vez... 
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            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/04/15/coracao-de-binoculos/</link>
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            <category><a href="/posts/tag/22+de+marco+de+2009" rel="tag">22 de marco de 2009</a> <a href="/posts/tag/chacara+do+jockey" rel="tag">chacara do jockey</a> <a href="/posts/tag/indie+rock" rel="tag">indie rock</a> <a href="/posts/tag/los+hermanos" rel="tag">los hermanos</a> <a href="/posts/tag/radiohead" rel="tag">radiohead</a> </category>
            <title>18 verdades sobre um megashow</title>
            <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 00:57:34 -0300</pubDate>
            <description>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GgAoOaDSoz4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GgAoOaDSoz4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;

1
Sempre me perco em São Paulo. Seja lá quem estiver dirigindo.

2
O público obrigando Yorke a recantar Paranoid Android foi algo comovente.

3
Kraftwerk não é para uma vastidão daquela. Tudo se dispersa no descampado. Fica mais chato que show do Yamandú.

4
Não sei porque tem fã de Radiohead que renega Los Hermanos. Num sentido profundo, são bandas muito parecidas. Acho é porque o Camelo e o Amarante cantam em português. 

5
Multidão indie pode ser uma multidão indie?

6
A única coisa inesperada foi a falta de No Surprises.

7
Creque. Pego o copo de plástico cheio de espuma de cerveja no bar distante do palco e o acorde seguinte já é Paranoid Android. Gritos na multidão. Vou de encontro a Thom Yorke e esbarro em Márcio Leijoto, 17 horas de vontade, 10 a mais que a minha.

8
Nas paradas da Castelo Branco, só encontro corintiano feliz. Na ida e na volta. Havia outra paixão - com mais de 30 mil adeptos – sendo celebrada na cidade ontem. E tinha gente de todos os lugares também.

9
Ouvir aquele mar de gente fazendo ecoar Casa Pré-Fabricada na imensidão da chácara, sentindo os óculos embaçarem com a garoa, me deu forças para agüentar mais sete horas em pé. Foi um abrigo de luxo.

10
Havia nos olhos de cada um ontem, uma sensação de sonho realizado. Cada música parecia a última. E vi gente se beliscando. A demora para que a maior banda da atualidade aportasse aqui criou um clima de quebra de tabu no maior concerto de rock alternativo da história do Brasil.

11 
Vi uma bandeira do Pará, um cara com a camisa do Sport, um amigo de Goiânia. Um ônibus com placa de Salvador e um grupo de bolivianos na fila da cerveja. É fácil descobrir que estamos num grande momento, num lugar onde todos querem estar.

12
Na saída, uma procissão compacta e interminável que percorria as alamedas da gigantesca propriedade. Havia a quietude de uma torcida que havia perdido o jogo. Era um misto de cansaço e perplexidade com o que haviam acabado de ver. Ninguém brigou. Apenas um protesto. “Radiohead, porra! Radiohead, porra! Nós vimos o Radiohead!! E vocês ficam assim? Parece que estamos saindo de um enterro. Alegria, meu povo”. Risos generalizados.

13
Eu nunca tinha visto isso: todos os cambistas queriam comprar ingressos. Ninguém tinha mais convites para vender. Será que foi o encalhe da Madonna?

14
O Radiohead vai ter que plantar 79 árvores hoje pra compensar a overdose de gás carbônico exalado no gramadão repleto de malucos com hábitos antigos. 

15
Idioteque é possante ao vivo. E eu nem gostava.

16
Som tecnicamente perfeito. O melhor ao ar livre que já ouvi. Palco belíssimo e emocionante com aquelas luzes hipnóticas. Inesquecível.

17
Brisa fresca transformou Creep em elixir quando as pernas já ameaçavam dobrar.

18
Ontem me achei em São Paulo.
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            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/03/23/18-verdades-sobre-um-megashow/</link>
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            <title>Sangues de barata, tá chegando a hora!!!</title>
            <pubDate>Sat, 21 Mar 2009 12:53:51 -0300</pubDate>
            <description>Nos encontramos na chácara, ok.



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            <category><a href="/posts/tag/so+falta+o+los+hermanos+tocar+anajulia" rel="tag">so falta o los hermanos tocar anajulia</a> </category>
            <title>E o milagre aconteceu</title>
            <pubDate>Wed, 18 Mar 2009 21:39:26 -0300</pubDate>
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            <title>Para mexicanos, Radiohead fizeram show da década</title>
            <pubDate>Wed, 18 Mar 2009 17:50:24 -0300</pubDate>
            <description>Belíssimo texto publicado no La Jornada, diário ligado à Universidade Autônoma do México (UNAM).


MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
El de Radiohead, quizá el mejor concierto de la década en el DF

Sueño cumplido para 50 mil espíritus que durante meses cultivaron la esperanza y acamparon por días fuera del Foro Sol
 
Patricia Peñaloza
 
La noche del domingo 50 mil espíritus sintieron compartir el que quizá sea el mejor concierto que se haya realizado en el Distrito Federal, al menos durante la década que casi termina. Bajo un cielo despejado convergieron en un solo día los ingleses de Radiohead, una de las bandas de rock más trascendentes y emotivas del último decenio –algo así como el Pink Floyd actual–, y el grupo considerado el padre de la música electrónica pop, como hoy la conocemos: Kraftwerk.

Conjunción excepcional, del ombligo del mundo para el mundo. Torrentes lacrimales, éxtasis sonoro, cerebro activado, cantos hermanados: jugoso racimo, un regalo primaveral a una audiencia hambreada, ganosa.

Comandado por uno de los nerds más encantadores del orbe, Thom Yorke, el grupo más anhelado y solicitado por el público mexicano durante años cristalizó un sueño que para muchos llegó a parecer incumplible: ésos que durante meses cultivaron la esperanza con el blog Radiohead en México; ésos que durante días acamparon en congelación nocturna, a las afueras de las taquillas para comprar sus boletos en noviembre pasado, o quienes hicieron lo mismo desde hace cinco noches para alcanzar buen lugar en la zona general. Ésos que musitaron sílaba tras sílaba. Esos adolescentes que al nacer ya oían a sus papás escuchar tal música cual si nanas infantiles; esos veinteañeros que recién los descubrieron, y los adoraron; esos cincuentones que en dicho quinteto han hallado una continuación de lo que han sido las bandas de rock más grandes del siglo pasado. Ésos para quienes las letras de Radiohead son el espejo doloroso, sardónico y espeluznante del mundo decadente en que vivimos: pocas bandas como ésta para generar identificación con los jóvenes que arrojan tan apocalípticas horas.

Mientras los nervios crecían, las olas en el público se multiplicaban, el cambio de escenario entre banda y banda fue rápido y preciso. Una maquinaria cuasi perfecta. Difícil de creer, dado que el espectáculo que se avecinaba sería impresionante. Exigencia y disciplina: palabras claves en Radiohead.

Cuando uno a uno fueron apareciendo en escena, el Foro Sol se desaliñaba, los cuerpos dejaron de estar en su sitio, la materia se expandió y las almas se hicieron un conglomerado de 8 notas y sus respectivos semitonos desconcertantes. El llamado comenzó con el sonido de la insustituible Telecaster de Jonny Greenwood (guitarra principal); los tambores exactos, sin rebote ni embarres, personales, potentes, de Phil Selway; el bajeo hipnótico, así como los ánimos y gritos de aliento en escenario de Colin Greenwood, hermano del primero; de las decenas de guitarras armónicas, pedales mil y coros cálidos de Edward O’Brien. Y por supuesto, del lánguido y contagioso canto de Yorke, al frente, solo, con guitarra acústica en mano o al piano de pared. La impecable sonorización permitió percibir cada rasgueo, cada inflexión, cada aliento, cada roce… incluso cada latido.

El rezo, el rosario, que no pararía por dos horas y media, es decir, 25 canciones después, se sintió cortito. El repertorio fue pródigo en temas del In Rainbows (2007), ese álbum que casi regalaron por Internet, lo que para muchos nostálgicos quitó espacio a clásicos de discos previos. Pero era imposible resumir 15 años en tan poco tiempo. Así, de tal disco, quizá su más íntimo, amoroso y delicado, desfilaron: 15 step y las hermosas House of cards, Arpeggi y Nude, entre otras.

El segundo tema de la noche, Airbag, del OK Computer (1997), considerado por especialistas el mejor disco de los años 90 (al lado del Nevermind, de Nirvana), desarmó piernas con sus imágenes futuristas, terribles, conmovedoras, sus sonidos irregulares; la dupla vino unas 17 canciones despúes, con esa maravilla llamada Paranoid Android, quizá el momento más alto de un concierto que se mantuvo rumbo al infinito y más allá, de inicio a fin.

Guitarras estridentes sin llegar al ruido, voces melancólicas, evocadoras de tristeza y redención, teclados deslavados y extraterrestres, guitarras chillantes mediante un arco, se fueron robando el pulso de cada asistente.

Yorke, que ríe pocas veces en sus conciertos, se hallaba sonriente, efectuando cada tanto reverencias cual de alabanza a un público la mar de entregado. Yorke tenía en mente, mientras lo hacía, información sobre aquellos a quienes tenía enfrente: un día antes, por la mañana, hospedado en el Condesa DF, el grupo se mostró sorprendido de saber que, para tocar en México, ya no sólo son opciones Ojo de Agua o bares pequeños como La Diabla; se mostraron maravillados por el crecimiento que ha tenido México en lo cultural (así lo expresaron) y atónitos al saber en cuánto tiempo se habían agotado los boletos, y que había gente acampando días atrás. De modo que en playera azul simple, y jeans, Yorke y su ojito gacho correspondían a tanto amor, debajo de una escenografía hecha de grandes tubos de neón en vertical, cual si un bosque luminoso, colgante, cuyos juegos y cambios, al lado de sus alucinantes composiciones, cambios frenéticos de ritmo y sentimientos, se volvían una conjunción sensorial y musical indescriptibles.

La cannabis rolaba en exceso, mas no era necesario, pues ante tal maestría ya nadie pudo tener los pies sobre la tierra.

Sin embargo, entre ojos rojos y corazones latiendo a mil, la gente se retiró extasiada, incrédula, deseosa de más y más.
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            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/03/18/para-mexicanos-radiohead-fizeram-show-da-deca/</link>
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            <title>LEC rebaixado</title>
            <pubDate>Sun, 15 Mar 2009 19:53:39 -0300</pubDate>
            <description>&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/1626/20090315-tubarao.jpeg" width="132" height="83" alt="Abatido pela mediocridade" title="Abatido pela mediocridade" /&gt;

Tarde mais triste.

O Tubarão está virtualmente rebaixado para a Segundona estadual.

Não vai acontecer milagre algum.

Parabéns, Peter Silva.</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/03/15/lec-rebaixado/</link>
        </item>

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            <category />
            <title>O dia está tão bonito lá fora</title>
            <pubDate>Sat, 14 Mar 2009 19:01:52 -0300</pubDate>
            <description>E todos os jardins do mundo estão na minha casa, e tem uma borboleta 

amarela no meu indicador, uma vermelha no meu polegar, uma verde no meu 

dedo mínimo, outra branca-e-preta no meu dedo médio, e no meu anelar 

tem uma borboleta bragada e enorme. E eu hoje subi a escada do porão.

E todos os canários belgas estão cantando modinhas de crianças e os 

cães estão dormindo de barriga pra cima e acordando, latindo nervosos 

com as minhas risadas. E todas as rosas colombianas que murcharam na 

lata de lixo - ó desentendimentos do mundo - vicejaram nas minhas 

cinzas que nem o vento quis levar. E meu pote de mágoas secou com o sol 

mais generoso que se fez. E eu vou guardar a brisa em uma garrafa 

PET porque brisa fresca assim eu nunca tinha visto e quero apertá-la 

nos dias ruins para que ela sopre e seque minha transpiração. 

Porque o dia está bonito lá fora. 

Os ribeirões estão límpidos, vazando água que vem da montanha.

E lá na montanha, a grama é verde clara. E embaixo dela, está enterrado 

meu coração. Vou pegar meu par de asas e pousar sobre a terra pulsante.

Vou arrancá-lo da cova rasa. Eu quero ele de volta. 

Hoje o dia está tão bonito lá fora. 
</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/03/14/o-dia-esta-tao-bonito-la-fora/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/cancoes" rel="tag">cancoes</a> </category>
            <title>keane no Brasil</title>
            <pubDate>Wed, 11 Mar 2009 20:02:05 -0300</pubDate>
            <description>&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/1626/20090311-keane-in-sp.jpg" width="436" height="300" alt="keane" title="keane" /&gt;

Ontem fizeram show em Sampa. Amanhã, Eles fazem show em Belo Horizonte. Mas queria ir mesmo no Rio, na sexta. E reviver 2007 e viver 2009. Gosto muito das canções destes caras. De verdade. Mas a grana é curta. Tem nada não. Aliás, tem sim. Radiohead e Los Hermanos nas próximas semanas. E os Reis em maio. 
Prometo que em 2011 estarei lá, ouvindo a voz de veludo de Chaplin e os teclados mágicos de Rice-Oxley em algum hall desta vida. 

&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/1626/20090311-tom.jpg" width="270" height="169" alt="tom" title="tom" /&gt;

“Durante quase todo o show, que durou 1h40, Chaplin falou em português, agitou o público pedindo palmas ou acompanhamento em seus "uuuhhs". Em resposta, o vocalista ganhou um pequeno coro de "happy birthday" (ele fez aniversário no último domingo, 8) e um grande coral de "olê, olê, olê, olá, Keane, Keane".

&lt;em&gt;O Keane ainda é uma banda que pertence à brava segunda divisão da liga inglesa, mas se esforça para vencer o campeonato e subir na vida. Ao vivo, acumula pontos na tabela: o time está preparado física e psicologicamente. O Coldplay que cuide bem de seu reinado pop.”&lt;/em&gt;
&lt;strong&gt;(Mariana Tramontina, UOL)&lt;/strong&gt;


&lt;em&gt;Você não vai encontrar o Keane em muitos órgãos da imprensa: eles não são esquimós. Nem africanos. Mas que eles são a melhor banda da atualidade, aí você vai ter que confiar em mim. Você confia?
O Keane é descaradamente pop, dos arranjos com teclados às vozes melódicas. Mas aqui o adjetivo 'pop' é positivo, feito com elegância e talento. Músicas assobiáveis não tem nada de mau, desde que feitas com honestidade. E isso sobra no Keane, como podemos ver no novo single, 'Spiralling' (vídeo). Ela resume bem o disco, que tem uma pegada meio anos 80/high tech (ops, isso não é contraditório? É.) Apesar de 'Spiralling' ser genial e uma perfeita canção pop, minha favorita do disco é 'Black Burning Heart'. Mas o álbum inteiro é bom, a começar pelo título (Eu adoro a expressão 'simetria perfeita')&lt;/em&gt;
 &lt;strong&gt;(Felipe Machado, Estadão.com)
&lt;/strong&gt;


&lt;em&gt;“As comparações mal elaboradas com o Coldplay talvez tenham servido como um impulso para que o Keane amenizasse seu lado "lamurioso" - e buscasse nos sintetizadores de Perfect Simmetry (2008), terceiro disco da carreira, a formação de uma outra identidade. Foi o tom dançante do álbum que animou cerca de 5.500 pessoas na segunda passagem da banda por São Paulo, na noite desta terça, 10.

O vocalista Tom Chaplin entregou uma performance dividida em dois contrapontos: animada nas canções marcadas por um quê de anos 1980, e apaixonada nas baladas que elevaram a banda à condição de expoente do pop britânico. As demonstrações de carinho pelo Brasil, mais do que comuns em shows de artistas internacionais que tocam por aqui, pareciam genuínas - assim como a alegria de Chaplin em tocar para uma platéia que sabia de cor suas músicas, mesmo estando tão longe de sua terra natal, a Inglaterra.”&lt;/em&gt;
&lt;strong&gt;(Bruna Veloso, RollingStone.com)&lt;/strong&gt;


“&lt;em&gt;Deixando de lado os palavrões, a postura da banda no palco é uma antítese do que se pode esperar para um espetáculo de rock, mas nem por isso a performance ou resposta do público sai prejudicada. Homens e mulheres com camisetas do Oasis, grupo inglês famoso por inúmeras polêmicas, por exemplo, vibraram com Perfect Symmetry, faixa título do novo álbum, definida pelo vocalista como "uma música em protesto da paz."&lt;/em&gt;

(&lt;strong&gt;Gabriel Pinheiro, Estadão.com)
&lt;/strong&gt;

&lt;em&gt;“Liderado por um simpático vocalista com bochechas rosadas e voz aguda, e cujos conhecimentos de língua portuguesa vão muito além do “obrigado” básico que todos dizem quando se apresentam por aqui, o grupo inglês foi recebido com bexigas coloridas e refrãos cantados a plenos pulmões na noite desta terça-feira (10) no Credicard Hall, em São Paulo.”

“Se depender da alegria estampada nos rostos de Tom Chaplin (vocal), Richard Hughes (bateria) e Tim Rice-Oxley (piano), além de um músico de apoio que se reveza entre baixo e mesa de efeitos, quem for aos outros dois shows que a banda faz no Brasil – quinta (12), no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, e sexta (13), no Citibank Hall, no Rio de Janeiro – pode esperar bons momentos.”

“E o show termina em alta com “Is it any wonder?” e “Bedshaped”, momento em que o vocalista aproveita para derreter os corações de uma vez por todas: “Da primeira vez que viemos ao Brasil, vocês nos acolheram de braços abertos. Desta vez, foi ainda mais especial.”
&lt;/em&gt;
&lt;strong&gt;(Lígia Nogueira, G1)
&lt;/strong&gt;


&lt;em&gt;“O primeiro hit do set foi “Nothing In My Way”, tirada de “Under The Iron Sea” (2006). Entre uma música e outra, Tom arriscava algumas palavras em português para incitar a massa. O vocalista correu de um lado para outro do palco durante toda a apresentação.” 

”Com suas batidas eletrônicas e dançantes, “Spiralling”, de “Perfect Symmetry”, transformou o Credicard Hall em uma verdadeira pista de dança, arrancando gritinhos (característicos da música) da plateia.”

”“Este país é o coração do mundo. É muito bom estar de volta ao Brasil”, desabafou o vocalista, para o delírio do público.”
 &lt;/em&gt;
&lt;strong&gt;(Bruno Dias, Abril.com)&lt;/strong&gt;


&lt;em&gt;“Com um show perfeito, um som sem microfonias ou distorções e com as letras na ponta da língua dos fãs, o Keane engatou uma música na outra. Em “Again and Again”, o telão mostrava um vídeo com referências a comandos do DOS e a (de)efeitos gráficos de videogames dos anos 80. Outras canções também ganharam vídeo no telão, como a faixa-título, “Parfect Symmetry”. Para esta, o vídeo mostrava cenas - em sua maioria, paisagens - dobradas e em perfeita simetria.”
&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;“Mal termina a canção e Tom Chaplin solta um “Oi São Paulo, tudo bom?”. Em português mesmo, para alegria da platéia. “Esqueçam seus problemas e divirtam-se” emendou o vocalista antes da banda tocar a segunda do repertório, “Everyboy’s Changing”. Tom Chaplin não é um cara bonito ou exatamente carismático. Mas é talentoso e conquistou o público logo de cara, que respondeu com animação aos seus pedidos de palmas, de “mais alto” e a seus elogios ao Brasil.”
&lt;/em&gt;
&lt;strong&gt;(Lizandra Pronin, Canal Pop)
&lt;/strong&gt;


&lt;em&gt;“Com muito carisma, o grupo britânico conseguiu conquistar o público e ainda ganhou gritos de torcida típicos das torcidas de futebol do Brasil com um "olê, olê, olê, olê. Keane. Keane". "Da última vez que vocês nos receberam com os corações abertos foi ótimo, mas agora está sendo muito especial. Queremos tocar por muitos anos no Brasil e queremos voltar em breve", cravou o vocalista Chaplin.”
&lt;/em&gt;
&lt;strong&gt;(Osmar Portilho, Terra)

&lt;/strong&gt;

&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/1626/20090311-chaplin.jpg" width="300" height="198" alt="Nós é que devemos nos curvar" title="Nós é que devemos nos curvar" /&gt;</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/03/11/keane-no-brasil/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/futebol" rel="tag">futebol</a> </category>
            <title>O rei e o mosqueteiro</title>
            <pubDate>Tue, 10 Mar 2009 18:57:04 -0300</pubDate>
            <description>&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/1626/20090310-ronaldo2.jpeg" width="91" height="121" alt="ronaldinho" title="ronaldinho" /&gt;


“Ei você aí, ei você aí, largou a Cicarelli pra pegar um travesti!

Podem festejar, tem um traveco com a camisa dos gambás!” 

Ronaldo foi homem quando caiu em uma arena com leões enfurecidos, em um Corinthians x Palmeiras que tostava na chapa quente. 

Ouviu desaforos de milhares de vozes, ouviu o coração acelerado, as articulações estralando, ouviu os urros de uma nação em delírio. E aquele calor imprudente! 

Com o suor ardendo nos olhos, ele já estava à segundos de ser esmagado no mais difícil dos jogos quando ainda teve a gentileza de acenar pra sua gente, que se acotovelava, agachada junto ao alambrado, embaixo da faixa da Camisa 12. 

Também eram milhares e milhares de cliques vindos das arquibancadas fumegantes. Ronaldo foi homem quando deixou a comodidade dos alongamentos para o pique seguro até ao portão do matadouro. Ele viu as objetivas e as câmeras de TV, olhou todo o estádio investingando suas emoções. Não lembrou das peladas de Bento Ribeiro, teve que pensar nos contratos todos, na Brahma, na Nike, no Visa, e em tantos outros CGCs e em todas as cifras que entram ou saem dos bolsos dos parceiros.  

E entrou à vontade.

Driblou no primeiro lance, tomou um terrível tranco no segundo, quando já estava em frente ao arco. Houve quem tivesse pensado na sua fragilidade em forma de corpanzil. E houve quem tivesse pensado que tudo estava acabado. Mas ele se levantou com fogo nos olhos. Fez uma jogada extraordinária pela esquerda, uma daquelas das velhas arenas tomadas por homens de chapéu. Antes, ele já havia chutado uma bola com o requinte da potência mais efeito, um lance executado tantas vezes por seu ídolo Zico. Mas havia um travessão no caminho.

Ronaldo se divertia e a multidão tatuada corria e pulava na geral do Prudentão. Mas tudo seria diferente sem o gol. Era uma euforia dentro da angústia ou uma angústia dentro da euforia. E quando havia um clamor coletivo para que algo imenso acontecesse naquele pedacinho da Terra, veio o escanteio, o cabeceio clássico, propalado ponto fraco do guerreiro.  

E veio o gol e a catarse, a comunhão de corpos e o orgasmo mental. O povo drogado pelo gol transformando arame em papel. Era tudo um milagre que se pagava com gritos e pulos.

O Fenômeno caminhava pela história. 

Quando o jogo acabou, falou em rede nacional, venceu os fios e as luzes da parte mais chata do programa, a parte sem futebol.

Estava à vontade.

Este é o seu mundo.

Negociando sempre com o destino a troca da dor pelo gol. Da paz pela noite. Da disciplina pela paixão. Trocas públicas que distraem a audiência.

Era de novo o garoto do Fantástico e a capa de todos os jornais.

O rei das arenas voltou, anunciaram.

E aconselham: comprem seus ingressos. 

O futebol está vivo.


</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/03/10/o-rei-e-o-mosqueteiro/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/poesia" rel="tag">poesia</a> </category>
            <title>Prato do dia: poesia com cinema</title>
            <pubDate>Fri, 06 Mar 2009 18:30:44 -0300</pubDate>
            <description>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-_9IudIXKxA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-_9IudIXKxA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;"

&lt;del&gt;Pela Rua
Ferreira Gullar
&lt;/del&gt;
Sem qualquer esperança
detenho-me diante de uma vitrina de bolsas
na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, domingo,
enquanto o crepúsculo se desata sobre o bairro.

Sem qualquer esperança
te espero.
Na multidão que vai e vem
entra e sai dos bares e cinemas
surge teu rosto e some
num vislumbre
e o coração dispara.
Te vejo no restaurante
na fila do cinema, de azul
diriges um automóvel, a pé
cruzas a rua
miragem
que finalmente se desintegra com a tarde acima dos edifícios
e se esvai nas nuvens.

A cidade é grande
tem quatro milhões de habitantes e tu és uma só.
Em algum lugar estás a esta hora, parada ou andando,
talvez na rua ao lado, talvez na praia
talvez converses num bar distante
ou no terraço desse edifício em frente,
talvez estejas vindo ao meu encontro, sem o saberes,
misturada às pessoas que vejo ao longo da Avenida.
Mas que esperança! Tenho
uma chance em quatro milhões.
Ah, se ao menos fosses mil
disseminada pela cidade.

A noite se ergue comercial
nas constelações da Avenida.
Sem qualquer esperança
continuo
e meu coração vai repetindo teu nome
abafado pelo barulho dos motores
solto ao fumo da gasolina queimada.

&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/1626/20090306-ferreiragullar.jpg" width="434" height="632" alt="beleza interior" title="beleza interior" /&gt;</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/03/06/prato-do-dia-poesia-com-cinema/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>Ah, Douglas!!! Porra!!!</title>
            <pubDate>Thu, 05 Mar 2009 11:20:09 -0300</pubDate>
            <description>
O meia que ainda não me encantou e que já falava em Seleção, cuja maior partida que fez foi justamente CONTRA o Corinthians, foi o maior empata-foda da gloriosa noite em Itumbiara.

Ele tinha um rei no elenco do contra-ataque e preferiu chutar a gol.

Deve se achar importante. Não é.

Ele nunca fez meu coração acelerar como acelerou ontem, quando o maior reserva do mundo tirou o colete com o cachimbo da Nike.

Foi demais.

Mas e este gol sonegado pelo meia-boca? Seria o que então? Só sei que seria um pulo grande e uma daquelas coisas que a gente não esqueceria. 

No mais, o Gordo nos divertiu nos 20 e poucos minutos que esteve em campo. A cada toque, um aviso: sou Ronaldo.

E que venha o Palmeiras!!!

Eu estarei lá.

Fritando os miolos no sol inclemente e achando que só o Presidente é Prudente.

Eu, eu vou me arriscar.

 

</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/03/05/ah-douglas-porra/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>Ronaldo e o fim dos créditos. De todos os créditos.</title>
            <pubDate>Fri, 27 Feb 2009 16:06:27 -0300</pubDate>
            <description>Bebedeira grossa, seis horas de atraso, biquinho por causa da multa.

Este Ronaldo que tome jeito! 

Tá achando o quê, que ele tá fazendo um favor pro Corinthians? 
E as 500 mil pratas/mês? 

Não é o suficiente para cobrar disciplina dele?

Ah, vai se fuder...

A Fiel tá de olho, mano.
</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/02/27/ronaldo-e-o-fim-dos-creditos-de-todos-os-cred/</link>
        </item>

        <item>
            <category><a href="/posts/tag/carnaval" rel="tag">carnaval</a> </category>
            <title>Tira essa dor do meu caminho, que eu quero passar com meu sorriso</title>
            <pubDate>Sat, 21 Feb 2009 21:01:29 -0200</pubDate>
            <description>O Cordão do Bola Preta sacode a Rio Branco. E eu,aqui. Sem Monobloco, Sovaco, nem a Banda de Ipanema. Olho pra cima e não vejo os bonecos de Olinda. É Carnaval e eu estou arrependido de não fazer a coisa que eu mais queria. E hoje eu não vou na Vila Vintém pra cantar nossos sambas antigos, da aurora ao arrebol. Eu nem vou trocar o abadá naquele endereço da Rua Chile. Só queria saber no que esta possibilidade toda de ser feliz vai dar. Hoje eu não vou no Autódromo e quero todos os copos de plástico longe de mim. Nem nas folias cristãs e sóbrias eu aposto em lucidez. Se você estivesse olhando pra mim naquela foto eu nem precisaria mais de Carnaval. Há algo grandioso em você que faz o Carnaval ficar pequenininho. E o Cordão do Bola Preta sacode o centro e eu nem moro na Rua dos Inválidos pra acenar da janela. Se quiser, eu pego cerveja pra você andando no contrafluxo do Valentino um dia. Eu desfilo meu amor em você, se você aceitar. Você não precisa acompanhar a apuração. É uma seqüência de 10, nota 10, pra você. Eu não quero nada alternativo neste Carnaval. Quero tradição. Não quero encher a boca e dizer que não gosto de Carnaval. Eu quero admitir que gosto. E um dia eu tive coesão. Mas hoje minha coesão é assim: é tudo e você, você vai e volta, e esta é a coesão que me desestabiliza. Eu finjo que esqueci de você e vou viver. E quando eu estou vivendo, estou esquecendo que não consigo te esquecer. Antes era só o tudo. Agora é o tudo e você. Porque você não está no tudo não. Você concorre com o tudo. Ó quanto riso, ó quanta alegria. E é o primeiro Oscar que eu queria assistir com você. E eu ia brincar que a curiosa vida é a nossa. E eu sem Monobloco pra me distrair, sem me preocupar que hora que a Banda de Ipanema vai passar. O Sovaco do Cristo ou a concentração da Mangueira. Eu não tenho estas dúvidas a me afligir. Eu não tenho mais nenhuma dúvida. Nenhuma.      </description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/02/21/tira-essa-dor-do-meu-caminho-que-eu-quero-pas/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>Regina</title>
            <pubDate>Thu, 19 Feb 2009 02:16:56 -0200</pubDate>
            <description>A programação diária vespertina e matutina das TVs grátis é sempre associada com crianças, donas-de-casa, aposentados e vagabundos de toda a espécie. A crítica especializada se lixa para analisar o conteúdo deles, quase sempre duvidoso mesmo. As próprias direções das emissoras não buscam muita qualidade nestes horários. O mais importante é o custo-benefício de cada atração. O Hoje em Dia da Record é uma exceção. Sempre nas pautas dos jornalões, o programa se tornou um símbolo da nova ordem da TV, com a Record jogando de igual para igual com a Globo. Concorre com a pior apresentadora do mundo, a estúpida Ana Maria Braga, arrogante, brega e desinformada. Pelo Brasil afora, há dezenas de apresentadoras de programas femininos mais talentosas. Mas ela é larga e está lá ganhando milhões por ano. Brito, Hickman e cia equilibraram o jogo até por esta fragilidade da concorrente. Mas também é um programa medonho, uma futilidade só, com os apresentadores mais parecidos com replicantes sem nenhuma espontaneidade e atrações ao vivo que nos constrangem frequentemente. Além disso, há um diretor que insiste em ser um personagem do programa. Ocorre que ele é um mala e mudo de canal quando aquela voz canastra invade meu quarto.

Bom, mas queria falar de uma exceção de verdade. O excelente Casos de Família, um vespertino do SBT que fez história para quem gosta de uma TV viva, instigante, brasileira. A fórmula é simples, manjada, mas não residem aí as virtudes dele. A produção é muito esmerada, o que surpreende o expectador acostumado à tosquice da TV de Silvio Santos. Há uma harmonia ímpar entre apresentadora, platéia, participantes. Rola choros e risos em abundância. É intenso e pedagógico. Um espaço quase exclusivo das classes C e D. Quanto não aprendi sobre a nova família brasileira, os dramas de quem não tem carro, casa, pai, mãe, que não tem msn, blog, que não sabem onde fica o MacDonalds mais próximo, que não tem conta em banco...E quanto não me diverti com tanta vontade de viver, de resolver os problemas, de enfrentar as ondas gigantes que avariam os cortiços, os barracos e as palafitas de norte a sul. O Brasil de São Paulo é um resumo de tudo: um monte de pardos invisíveis querendo ser gente e suplicando socorro por que já não gostam mais de sofrer, como sofreram os pais e os avós. Nordestinos - sim, o sotaque quase nunca é o da Moóca - que querem atenção, ser ouvidos, fazer a diferença, brilhar, nem que for no bailão do domingo à tarde.

Mas a magia do Casos de Família não está só nisso, neste Brasil que a Globo esconde até nas novelas. Está justamente na grandeza de um contraponto, um ouvidão generoso que dá gosto. Uma mulher branquinha, bem nascida, sexy, linda de morrer, de simpatia transbordante que transcende pelos olhos aprazíveis, que porta uma caixinha de lenços na mão e uma candura imensa no coração. Ela é Regina Volpato, a apresentadora perfeita: sensível, articulada, bem informada, elegante no que é importante. Com ela, não existe saia justa. A segurança dela dá conta de tudo. 
Mas o contrato dela está acabando, dizem que ela vai pra Record. Vai ser pasteurizada pelos bispos. 
E os fãs estão inconsoláveis.
E a TV vai perder com este divórcio. 
O programa não vai conseguir manter o nível (ainda mais se ela levar gente da produção) e ela vai perder a fórmula que deu vazão a todo o seu enorme talento. 
O Casos de Família virou história.
    
 

    
</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/02/17/regina/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>O maior cometa do mundo</title>
            <pubDate>Thu, 12 Feb 2009 23:09:40 -0200</pubDate>
            <description>
É quando estou farto de tudo, até dos gols de Zico no Youtube, do espanhol doce-cálido-pungente saindo da garganta de Andréa Echeverry, do coro hermânico, de Gullar e Leminski, de tudo, até do timbre da Takai, da obsessão pelo próximo trocadilho e pelo segundo triângulo do Josephine, eu, farto, deixo escapar um sorriso sem testemunhas, e já não estou farto de nada mais, minha vida brilha. Você passou como um cometa mas eu dei um jeito deste átimo durar o quanto eu bem entender. Este retalho que eu roubei do tempo, é invólucro inexpugnável no meu entorno. E meu sorriso é o espelho dele. Quando não quero saber de nada, o nada já não existe porque o nada é só o que está fora. E agora está tudo aqui dentro e eu nem sei mais o que é o mundo sem este cometa que não passa, que emperrou ao invés de irromper decidido pelos mundos. Ele gira em uma orbitinha de feira de ciências mas hoje é o maior cometa do mundo. E faz minha vida brilhar. De segundo em segundo. 
</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/02/12/o-maior-cometa-do-mundo/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>Felipão e um emprego que não se procura no Sine</title>
            <pubDate>Tue, 10 Feb 2009 20:16:21 -0200</pubDate>
            <description>
* Robinho fez um gol de Pelé hoje em Londres.

* Pelé nunca jogou em Londres pela Seleção.

* Luca Toni foi premiado como maior canastrão do jogo, depois que reclamou da anulação do gol que ele só fez porque tem braço esquerdo.

* A Itália apresentou futebol de campeão mundial. De campeão mundial contemporâneo.

* Um delay incrível entre a TV e a internet (Jovem Pan e Globo). A TV na frente.

* Achei que não fosse viver o suficiente para ver que Londres havia se transformado na casa da Seleção Brasileira. 

* Um primeiro tempo bom, um segundo sofrível. E Dunga ganha, ganha e não convence. Mesmo superando seleções fortes como Portugal e Itália na seqüência, o Escrete não é confiável. Ainda falta uma consistência na criação de jogadas. Elas são, quase sempre, de iniciativa individual. 

* Felipão e Chelsea fizeram um acordo. Foi mais ou menos assim: “A gente gostou tanto de você que temos uma proposta: você não precisa mais trabalhar e a gente te paga um prêmio da megasena”. Prêmio que daria pra ele comprar um castelo nas montanhas de Minas. Quando ele acabar de contar a grana, provavelmente vai aceitar assumir esta equipe cheia de virtudes que, apesar de Dunga, já demonstrou que será tão favorita na África do Sul quanto foi na Alemanha. 

* Só Felipão vai transforma-la numa equipe confiável. Ou, na pior das hipóteses, nem ele. A seleção virou um encontro de jovens enriquecidos com mais vontade de fazer grandes farras com champagne, funk e beldades safadas. O método de auto-ajuda do Felipão pode funcionar. Tem que ter muita lábia para fazer estes caras ganharem uma Copa do Mundo. Eles não precisam disso. Só precisam de dinheiro para uma banheira de hidromassagem, uma caixa de Dom Perignon por semana,um SUV na garagem, um Carnaval regado no Brasil, uma casa para mãe ou para madrinha (a consciência pesa) e surubas com putas de 3 mil euros por sessão. Se der, eles ganham e são mais respeitados. Se não der, não vai fazer falta. Pelo menos por enquanto. 




</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/02/10/felipao-e-um-emprego-que-nao-se-procura-no-si/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>Chega né!? (Ou a ira é a vitamina da maldade)</title>
            <pubDate>Fri, 09 Jan 2009 18:48:57 -0200</pubDate>
            <description>
Pô...Bem que Israel poderia parar de matar crianças. 

É tão feio isso!!! </description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/01/09/chega-ne-ou-a-ira-e-a-vitamina-da-maldade/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>Cruzeiro do Sul</title>
            <pubDate>Tue, 06 Jan 2009 17:36:01 -0200</pubDate>
            <description>Gostaria que - definitivamente - você entendesse.

De onde eu olho o mundo, daqui desta base avançada bem no meio do Cruzeiro do Sul, onde transo com a solidão tateando o silêncio, fumo um milhão de vezes pensando na minha alma estrangeira, esta alma estrangeira que vaga sem GPS, vaga em busca de calor, mas o quilo do calor está tão caro que eu tenho a impressão que não disponho mais de recursos para conseguí-lo, taí a crise global espalhando a pobreza e sou mais estrangeiro ainda sem recursos e sem calor, sou tão estrangeiro hoje quanto é um islandês na Amazônia.

Gostaria tanto que você entendesse.

Quando estou orbitando, o mundo confortavelmente me escapa ainda que me baseie.

Já não há olhos a me enganar, nem murais seus sem fotos minhas, nem dedos que não mereçam anéis, nem beijos que acabam sem começar.

Meu giro embriagado pelo universo tem o set que eu montei para você e que acabei roubando pra mim.

Meu giro por aí me detém sem grades, me confina sem paredes: posso ganhar qualquer lugar mas não existe nenhuma superfície capaz de abrigar meu basculante lotado de pretensão descarregando as idéias que não vão mudar o mundo.

O mundo é tão grande daqui.

Tão grande que caberia tudo ao mesmo tempo, o que foi, o que é, o que será.

Todos os segundos em que pensei tanto em você que você era o mundo inteiro, todos estes segundos se espalhariam em todos os lugares que mereceram nosso amor mas que foram ocupados pelos sentimentos baratos das relações banais.

Daqui o mundo é tão grande, mas tão grande que caberiam todas as palavras que eu tenho pra te dizer até que meu coração seja enterrado após a capitulação.

Cabe tudo, de acordo com a parafernália tecnológica desta base perdida entre a imensidão do que nem é "eu" nem é "você", este mundão de mentira que inventaram e que apartou a fantasia da realidade.

Daqui, vejo coisas incríveis.

Olha lá a verdade, escoltada pela agonia e pela ternura.

Daqui da escuridão, do silêncio e da solidão, eu gostaria que você entendesse. </description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2009/01/05/cruzeiro-do-sul/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>Podemos ter esperança? Sim, podemos.</title>
            <pubDate>Wed, 19 Nov 2008 16:22:27 -0200</pubDate>
            <description>É por textos como este que eu acho este cara o maior jornalista brasileiro. 

Marcelo Coelho escreveu estas lúcidas linhas em sua coluna na Folha de São Paulo. 

Concordo com tudo. 

Esta gente careta, ranzinza e presunçosa está me irritando muito. Hábito de tratar alguém especial de forma banal. 

Confira:






&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;A mania de se frustrar&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;

O tom de comentários após a vitória de Obama padece de um tipo de paternalismo sabichão


MUITA GENTE já se encheu com a euforia em torno de Barack Obama. "Calma lá, ele não é o novo Messias, depois vocês vão se decepcionar..." De minha parte, começo a me encher com os que já se encheram.
Quanta má vontade!
Claro que não se pode esperar a instauração do reino da felicidade sobre a Terra assim que Obama tomar posse. Ele tem complicações de sobra pela frente. Ao mesmo tempo, acho que anda muito entranhada na consciência das pessoas a idéia de que toda mudança é impossível, de que qualquer expectativa é tola, de que a menor esperança, por definição, já é exagerada.
O tom de muitos comentários depois da vitória de Obama padece desse tipo de paternalismo sabichão. Faço duas observações a esse respeito.
A primeira é que articulistas, "formadores de opinião" e quejandos tendem a acreditar que a maioria das pessoas é mais crédula e tola do que na realidade é. Credulidade e tolice existem em quantidade, mas não onde os comentaristas imaginam.
O cidadão que responde às pesquisas com otimismo é também o primeiro a ter uma visão desencantada da política; sabe muito bem que a vida continua e rapidamente deixa de acompanhar os detalhes da vida partidária e parlamentar.
Quem de fato acredita na importância da política não é o pesquisado, e sim o comentarista. Naturalmente, "a população" diz que "acha" que "as coisas vão melhorar". Mas não vivemos numa época messiânica. Essa expectativa é em si mesma temperada pela experiência cotidiana; quem a exagera, a meu ver, são os comentaristas, não os que a professam.
Uma segunda observação. Estamos acostumados demais com a sensação de que "nada muda". Vale lembrar que mudanças acontecem, sim; nós é que nos esquecemos rapidamente delas.
Quantas pessoas, por exemplo, não disseram que os planos de Gorbatchev eram pura retórica e propaganda? E como negar que Margaret Thatcher e Ronald Reagan puseram de cabeça para baixo um conjunto de convicções que era praticamente consensual nos tempos do "welfare state"?
Na geração dos meus pais, mesmo quem não era de esquerda dizia gravemente: "o socialismo é inevitável".
Não era. Na minha geração, repete-se o tempo todo que "o neoliberalismo é inevitável"... Será?
Até o maestro-mor do neoliberalismo global, Alan Greenspan, fez recentemente um mea-culpa a propósito de sua atuação no banco central americano. Mesmo assim, acredita-se teimosamente que nada vai mudar.
Nada mudava enquanto estava dando mais ou menos certo. Para bem ou para mal, a crise já é uma mudança.
E a eleição de Obama já é uma mudança também, em alguns aspectos pelo menos. O mais importante, acho, é o seguinte:
Durante as últimas décadas, o pensamento de esquerda esteve preso na armadilha da "política das identidades". Defendiam-se "direitos" de grupos específicos, os negros, os gays, as mulheres, os índios.
Afirmavam-se, além disso, as "diferenças", como se fossem boas em si, e como se não importasse, em larga medida, dissolvê-las em benefício de uma idéia humana universal.
A bandeira do "universal", do que é válido para todos em qualquer lugar, caiu nas mãos da direita: o Mercado, a Democracia, a Liberdade...
Com as distorções e crimes que se conhecem, o fato é que um discurso geral, legítimo em tese para todos, ficou entregue à direita, enquanto a esquerda se tornava particularista, manhosa, corporativa e melancólica. O maior significado de Obama, para mim, está no fato de que sua campanha não se baseou na afirmação das "diferenças". Ao contrário, a mensagem de Obama pôde ser vitoriosa justamente porque apagava todo particularismo, a começar o da própria origem racial do candidato.
Outra mudança importante foi o sistema de financiamento da campanha, pulverizado em contribuições pela internet. Não é que Obama se torne independente de lobbies e pressões, claro. Mas uma coisa é prometer mudanças contando com recursos angariados desse modo, e outra é prometer mudanças com a campanha paga por empreiteiras e banqueiros, como aconteceu no caso de Lula.
Ah, sim, Lula não fez mudança nenhuma, ficou tudo a mesma coisa...
Particularmente, me desiludi; mas só preciso ver os seus índices de popularidade para reconhecer que sou minoria nesse caso. Desiludir-se, afinal, é coisa de comentarista.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2008/11/19/podemos-ter-esperanca-sim-podemos/</link>
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            <title>Amarelos</title>
            <pubDate>Tue, 04 Nov 2008 19:10:45 -0200</pubDate>
            <description>Os taxistas do Rio são os mais falantes do Brasil. 

E quase sempre agradáveis como a brisa fresca que vem do mar e lambe a floresta.

É intrigante tanto humor em meio ao trânsito caótico, onde a única lei respeitada é a escrita pelo Canhotinha de Ouro, o Gérson.

Não chega a ser um bom humor clássico mas um misto de estresse com auto-comiseração cujo resultado e a capacidade de rir sempre da própria situação, alguma coisa abastecida pela incondicional vontade de viver, ainda que o viver seja duro demais na cidade-cenário de Manoel Carlos.

Também é comovente como todos eles defendem a cidade. 

Porque precisam defender? Não precisam. Defendem porque amam o Rio de verdade. É incomum isto. É um orgulho danado que faz a gente invejá-los. 

O cara que trouxe a gente do Maracanã para o Arpoador defendeu com brilho sua tese sobre qualidade de vida. 

Ouviu um dos passageiros falando sobre a qualidade de vida de Curitiba e foi para cima. Para ele o Rio tem mais qualidade de vida porque oferece mais coisas: tem tudo o que você imagina, tem montanhas e mar, tem camaradagem e tem excelentes escolas e empregos. E tem muitos shoppings como em qualquer grande cidade. "Com grana, não há cidade melhor", sentenciou. 

De acordo com ele, o que faz a qualidade de vida de uma cidade é a sua alma, a relação que os moradores tem um com o outro. "Não é só grana". 

Para ele, a violência no Rio não faz parte do dia-a-dia das pessoas. "Isto é apenas coisa da mídia" (Aliás, os cariocas em geral são muito magoados com a imagem que o resto do País faz da cidade e é muito provável que eles tenham razão). 

Ele garante que é como em qualquer cidade grande do mundo. Há apreensão e medo, sim. Mas tudo muito suportável. Não é relevante.

É um depoimento importante. Ele era morador da zona norte e nem gostava de Copacabana. "Tirando os hotéis, Copa é uma merda". Estava exposto ao que o Rio tem de pior e ainda assim era um advogado eficiente da cidade.

Em outra oportunidade, vi um caso extremo deste alto astral. Um mineiro de Tombos nos contava sobre a multidão que foi a parada gay ("Os taxistas e os policiais estavam todos lá, não se via nenhum deles no resto da cidade").

Havia uma defesa indireta da tolerância e da convivência com o diferente ali. Foi quando apareceu nosso personagem na pista de rolamento ao lado. 

Era um sujeito velho, barbudo e careca. Ele dançava carimbó no volante nas vias rápidas do Aterro do Flamengo como se estivesse em uma gafieira da Lapa. Os dois ficavam se comunicando aos gritos. Estavam a cerca de 100 km/h. O do nosso táxi ria a valer enquanto o outro fazia suas mungangas. "Este Paraíba é foda, né não. Olha só!"

Quando chegamos ao centro, na Avenida Presidente Antônio Carlos, os dois táxis emparelharam no sinaleiro vermelho. Pois, o Paraíba "saltou" do carro colocou a mão direita na barriga e dançou um forró em pleno furdúncio metropolitano.

O Rio tem a leveza deste Paraíba, que nem se importou quando um cara mal humorado buzinou para ele avisando que o sinal estava verde.

O Paraíba "que dança o tempo todo" é uma imagem de uma pessoa de bem com a vida que poucas vezes eu vi. 

Aliás, nem em Curitiba, eu vi tanta alegria assim.     

O taxista dançarino deveria ser lançado para o cálculo do IDH.

Ele me fez mais feliz e eu passei a amar ainda mais nossa eterna capital. E aprendi mais sobre qualidade de vida.





&lt;/h6&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2008/11/04/amarelos/</link>
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            <title>Bocejos</title>
            <pubDate>Fri, 12 Sep 2008 16:15:30 -0300</pubDate>
            <description>Cá entre a gente.

Pixies é muito chato. Chato para caralho.

Pronto, falei! 
E quem não gostou, ODA-SE, eu disse ODA-SE.

Pavement é chato todavida!
Chato é pouco.

E quem não gostou, ODA-SE, eu disse ODA-SE.

Ô duas bandas chatas da porra!

***
Pronto, falei!</description>
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            <title>Day after</title>
            <pubDate>Wed, 10 Sep 2008 11:28:17 -0300</pubDate>
            <description>Porque que a gente é assim?</description>
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            <title>Denver, 28 de agosto de 2008</title>
            <pubDate>Mon, 01 Sep 2008 21:27:20 -0300</pubDate>
            <description>Meus trechos preferidos do maior discurso de todos os tempos.

Com a palavra, Barack Hussein Obama Junior (Honolulu, 4 de agosto de 1961). 

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Há mais de duas décadas ele subscreve àquela filosofia republicana velha e desacreditada: dar mais e mais aos que têm mais e esperar que a prosperidade acabe filtrando para o resto da população. Em Washington, chamam a isso de Sociedade da Propriedade, mas o que isso realmente quer dizer é que você está sozinho, por conta própria. Está desempregado? Azar seu. Não tem seguro-saúde? O mercado resolverá o problema. Nasceu pobre? Erga-se sozinho, sem a ajuda de ninguém. Você está sozinho. 

Bem, está na hora de eles reconheceram que fracassaram. Está na hora de transformarmos a América. 

 &lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/1626/20080901-obama.jpg" width="600" height="307" alt="null" title="null" /&gt;
&lt;b&gt;222222222222222222222222&lt;/b&gt;

E, quando um de seus assessores principais --o homem que redigiu seu plano econômico-- estava falando sobre a ansiedade que os americanos estão sentindo, McCain disse que estávamos sofrendo apenas de uma "recessão mental" e que nos tornamos --e aqui cito suas próprias palavras-- "uma nação de choramingões". 

Uma nação de choramingões? Diga isso aos corajosos operários de uma montadora automotiva do Michigan que, depois de descobrir que sua fábrica seria fechada, continuaram a comparecer ao trabalho todos os dias e trabalhar tão duro quanto sempre, porque sabiam que havia pessoas que contavam com os freios que produziam. Diga isso às famílias militares que carregam suas responsabilidades em silêncio, enquanto vêem seus entes queridos partindo para seu terceiro, ou quarto, ou quinto turno de serviço militar. Eles trabalham duro, contribuem para o país e seguem adiante sem se queixar. Esses são os americanos que eu conheço. 

&lt;b&gt;3333333333333333333333333333333&lt;/b&gt;

Qual é essa promessa? 

É uma promessa que diz que temos, cada um de nós, a liberdade de fazer de nossas vidas o que bem entendermos, mas que também temos a obrigação de nos tratarmos uns aos outros com dignidade e respeito. 

E uma promessa que diz que o mercado deve recompensar a garra e a inovação e gerar crescimento, mas que as empresas devem assumir sua responsabilidade de criar empregos americanos, cuidar dos trabalhadores americanos e jogar segundo as regras. 

Nossa é uma promessa que diz que o governo não pode resolver todos nossos problemas, mas que o que ele deve fazer é aquilo que não podemos fazer por nós mesmos: nos proteger do mal e garantir a cada criança uma educação decente; manter nossa água limpa e nossos brinquedos seguros; investir em novas escolas, novas rodovias, nova ciência e tecnologia. 

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Este país nosso possui mais riqueza que qualquer outro país, mas não é isso o que nos torna ricos. Temos as Forças Armadas mais poderosas do mundo, mas não é isso que nos torna fortes. Nossas universidades e nossa cultura são motivo de inveja no mundo, mas não é isso o que faz o mundo continuamente vir até nós. 

Não: é aquele espírito americano --aquela promessa americana-- que nos impele para frente, mesmo quando o caminho é incerto; que nos une, apesar de nossas diferenças; que nos faz fixar nosso olhar não no que é visto, mas naquilo que é invisível, naquele lugar melhor que fica logo após a próxima curva. 

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América, não podemos voltar atrás. Não quando ainda resta tanto trabalho a ser feito. Não com tantas crianças para educar e tantos veteranos de quem cuidar. Não com uma economia para consertar, cidades para reconstruir e fazendas a salvar. Não com tantas famílias para proteger e tantas vidas para resolver. América, não podemos retroceder. Não podemos caminhar sozinhos. Neste momento, nesta eleição, precisamos prometer mais uma vez marchar para o futuro.</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2008/09/01/denver-28-de-agosto-de-2008/</link>
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            <title>Elephant Gun</title>
            <pubDate>Sun, 24 Aug 2008 20:29:49 -0300</pubDate>
            <description>&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/1626/20080825-implosao_f_007[1].jpg" width="320" height="174" alt="null" title="null" /&gt;

Criação, descriação.
¨¨¨
Tudo o que meus olhos veêm, 
eles ignoram.
¨¨¨
Tudo o que meus instintos despertam,
eles esmagam.  
¨¨¨
Tudo o que é caminho, tudo o que os meus tênis pisam,
eles chutam.  

¨¨¨¨
Tudo o que os ventos de agosto trazem, 
eles levam.</description>
            <link>http://lfm.tipos.com.br/posts/2008/08/24/elephant-gun/</link>
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