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        <title>Igual a tudo na vida</title>
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        <pubDate>Fri, 17 Jul 2009 13:11:19 -0300</pubDate>
        
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            <title>Retomando...</title>
            <pubDate>Fri, 17 Jul 2009 12:31:10 -0300</pubDate>
            <description>Eu estava no meio do país quando o Tipos saiu do ar. Nem vi nada, mas tinha muito o que escrever. Ativei meu &lt;a href="http://igualtudonavida.blogspot.com/"&gt;blog plano b&lt;/a&gt; pra isso. Escrevi umas coisas, algumas acabei de passar pra cá e outras ficam por lá mesmo.

Tá, nesse meio tempo eu voltei de Brasília, fiz o que tinha que fazer pra fechar o semestre - leia-se provas de rádio, e stand ups de tv - fiz um churrasco lá do lado da UEL e agora eu to aqui, free and freaky nas minhas férias.

Mentira, to comportada pra caramba no meu ócio.

E aí embaixo tão as besteiras de sempre que eu escrevi no recesso tipológico. (OI??)
_____________

Um beijo pra quem tá dormindo 12 horas por dia.</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/07/17/retomando/</link>
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            <title>De ver o céu com grande angular.</title>
            <pubDate>Fri, 17 Jul 2009 13:11:19 -0300</pubDate>
            <description>[13 de julho]

Cinco dias pra matar a saudade e morrer mais um pouco. Aeroportos são lugares cheios de gente e tão vazios ao mesmo tempo! É lugar de ninguém. São Paulo parece uma maquete infinita vista de cima. Ou um monte de pecinhas de Lego espalhadas pelo chão. Ao pisar fora do avião, o ar seco denuncia: este é o Planalto Central. Abraço apertado, nós finalmente viemos visitar. Brasília lembra a UEL: prédios baixos e parecidos, árvores e calçadas. O céu se parece com o meu, mas acho que lá quase ninguém liga pra isso. Os homens usam terno, tudo gente grande. Jardins entre os prédios, crianças voltando da escola e acompanhando o pai engravatado no mercado, confeitaria, carros parando quando a gente vai atravessar a rua. Parece cidade de interior e primeiro mundo ao mesmo tempo. A mesma cidade que abriga inúmeras inovações de Niemayer é preenchida por pedaços intocados de cerrado. Talvez exista uma cidade sob o Paranoá. Tem gente que lava nossa alma, conversas que salvam a minha vida e ainda bem que você tá um oceano mais perto pra me ensinar a ver os encontros e despedidas no aeroporto, mesmo que em Brasília todo mundo seja sério. Por trás das torres do congresso, um por do sol de três cores. Os meus costumam ter cinco, mas ali do meio do país, em frente à maior bandeira do mundo, o sol indo embora é mais lindo, mesmo com três cores. Você já fez a brincadeira do eco? Dá pra conversar através das paredes côncavas da catedral. Só pra constar, eu gosto de supermercado. e de tiras da Mafalda. E eu falo coisas desconexas depois de acordar e acho que o mundo seria melhor se todas as pessoas pudessem cochilar meia hora na rede que fica embaixo daquela janela com vista pro céu azul da asa norte. Expectativa, espera, ansiedade, preparação. Essas coisas me fascinam e me fazem contar os minutos, mas com Mafalda e Cat Power tudo passa mais rápido. Pode estar chato, desconfortável, longe...o mundo pode estar acabando, mas em boa companhia tudo fica sensacional. A saudade já não aperta tanto, o sol se põe no fim do lago, e eu quero chegar logo. Todos querem. E começa. Rede, fogueira, cachaça, rosca que tem gosto de infância, macarrão, cantoria, cobertor, todos (ou quase) reunidos, finalmente. Mais fogueira, acampamento na sala, criança é coisa engraçada, medo do mendigo. Banho frio, café da manhã, vamos botar ordem no galinheiro, palha de arroz, os cem pintinhos chegaram. Comida pros peixes, carinho nos bezerros. Mais gente pra matar a saudade, sotaque de recife, papéis coloridos, balões, doces, machucados, tudo aquilo que poderia ter sido e foi melhor ainda. Luz, cavalo, conversas queridas, garapa. Impressão de ver o céu através de uma grande angular. Fogo na vassoura, costela de chão, nem vi anoitecer. Frio, shorts, meia calça colorida, festa, festa, fogueira, fogos, milho pra agradecer, "canjica", caldo de feijão, pastel, coxinha só pra quem é legal, fogueira, gatinho. Pardo é listrado, chinês, rir até doer, piada sem graça que me fez rir a garganta pra fora, super bonder fixed heart, dormir. Criança no lugar do travesseiro, bigode de caipira, não consigo parar de rir. Dia, café, queria acordar assim sempre. Horrível arrumar as coisas. Tudo espalhado. Falta de apetite, não quero ir, não quero. Passou rápido. Despedida, coração despedaçado. Música pra ver se melhora. Check-in, despedida, café, o último por do sol do planato central, mais despedida, cruzadinha, dá vergonha de tomar sopa do avião depois de toda a comida sensacional do fim de semana. São Paulo, livraria, falta pouco. Cheguei, finalmente. Mas ainda queria estar lá.
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Esse texto já tem uma semana. Eu ainda queria estar lá, foi foda.
Um beijo pra quem sabe como foi.</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/07/17/de-ver-o-ceu-com-grande-angular/</link>
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            <title>Eu também vou falar de MJ.</title>
            <pubDate>Fri, 17 Jul 2009 12:26:52 -0300</pubDate>
            <description>[11 de julho]

A morte do Michael Jackson me fez refletir sobre três coisas:

Primeira: As pessoas que viveram os anos 80 ficaram desoladas. Ou pelo menos sabem que é uma perda musicalmente significativa. Ok, eu sei que é uma perda musicalmente significativa, mas não é algo que eu vejo como uma grande tragédia. Michael nunca significou muito pra mim - embora eu saiba que o cara era talentoso, inovador e essa coisa toda. Michael não formou meu caráter, eu não sou uma das pessoas que ajudou Thriller a ser o disco mais vendido de todos os tempos.

Eu poderia argumentar dizendo que Michael teve seu auge nos anos 80 enquanto eu nasci em 91, mas é besteira. John Lennon, Johnny Thunders, Joey Ramone...alguns dos meus ídolos morreram antes dos meus 15 anos. E eu comecei a pensar em caras que realmente significam alguma coisa pra mim, que eu vou ficar triste se morrerem. Cheguei a um top 5 e desses cinco, só um teve seu auge nessa década.

5. Iggy Pop - Iggy tá velho e meio bundão, mas eu ainda não conheci velhos completamente jovens. E ele também já fez de tudo nessa vida, tá na hora de sossegar. Vai me fazer falta o dia que morrer.

4. Mick Jagger - Se tem um cara que é meu ícone é o Mick Jagger. É meu Michael Jackson. Tem dias que escutar Stones e ver qualquer vídeo onde Mick Jagger esteja dançando loucamente é questão de sobrevivência.

3. Lou Reed - Ouvir Lou Reed cantando - no Velvet ou fora dele - é sensacional. Aliás, são cantados na voz dele os versos que mais me identificam: "Her life was saved by rock and roll".

2. Bob Dylan - Dylan é poeta. Só não comparo com Vinicius de Moraes e Manuel Bandeira porque não tem nada a ver. Dylan já não é mais o jovem revolucionário que era na década de 60, mas continua fazendo coisas sensacionais.

1. Julian Casablancas - é o que mais vai me doer. Strokes foi a banda que me fez ir atrás de Iggy Pop, Velvet Underground, Stones e Dylan. Eu tinha 14 anos e larguei tudo que já tinha ouvido antes no momento em que escutei 12:51. Já tinha ouvido Last Nite e gostado, mas nada foi como 12:51. Strokes foi meu divisor de águas. E é do meu tempo.

Segunda: Será que mais alguém vai causar essa comoção toda quando morrer? As pessoas me respondem que talvez a Madonna cause, mas eu duvido. Não como Michael. Apesar de também ser polêmica, ela não mudou de cor, não construiu uma Neverland e nem foi a artista a vender mais discos no mundo. Nenhum dos Beatles mortos até agora causou essa comoção. Paul não causará e Ringo...pfff. Antes da morte do Michael Jackson, só tinha visto o mundo parar desse jeito quando a Lady Di morreu. Acho difícil surgir algum ídolo que mova multidões e cause a mesma comoção no mundo todo.

Terceira: Fora os médicos e a família, ninguém viu Michael Jackson morto. Será que ele morreu mesmo ou só queria continuar sua vida como simples anônimo? Estaria ele morando com Elvis na Argentina? E onde estaria enterrado Paul McCartney? Por ser uma figura absurdamente polêmica, Michael Jackson dá muita margem pra essas especulações, o que reforça sua imagem mitológica. Mas ele deve ter morrido sim.
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Um beijo pra quem não acordou de ressaca.</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/07/17/eu-tambem-vou-falar-de-mj/</link>
        </item>

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            <title>For now, but not for long</title>
            <pubDate>Fri, 17 Jul 2009 12:27:21 -0300</pubDate>
            <description>[10 de julho]

Não to sóbria, tá nublado, não tem mais Tipos, quando eu bebo eu fico forte e tenho vontade de comer macarrão e ainda não me conformo que aquele cara maravilhoso não tem um orkut pra contar a história. Aliás, uma recomendação pra você, homem bonito do meu Brasil: exista virtualmente.

E eu queria assistir um filme. Trainspotting. Chose life, choose a job, choose a career...mas eu aposto todos os meus vestidos com bolso que eu vou dormir e começou a chover e parou enquanto eu escrevia esta frase e voltou enquanto eu escrevia essa aqui. Parou, choveu, parou e essa desgraça de chuva não se decide. Pior que eu. Parou de novo.

Lembrei de duas músicas que se chamam I can't decide, mas to com preguiça de falar sobre agora. E eu tenho que escrever sobre o que a morte do Michael Jackson provocou em mim. E sobre Brasília. Eu digo, a cidade.

Sabe, ESTOU DE FÉRIAS.
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Um beijo pra quem sabe a dança da artrite</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/07/17/for-now-but-not-for-long/</link>
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            <title>Oi, pandemia.</title>
            <pubDate>Mon, 29 Jun 2009 12:04:37 -0300</pubDate>
            <description>A UEL decidiu suspender as aulas até dia 6 pra entrar em férias dia 11. A professora de TV suspendeu a prova e eu to aqui dançando lambada louca no teto de tanta felicidade, porque depois de apresentar meu seminário sobre tv paga eu traumatizei. É, talvez eu precisasse fazer prova mesmo.

E tá uma bagunça isso. Eu preferia entrar em férias e voltar uma ou duas semanas antes, uma vez que as aulas só voltam dia 3 de agosto. Não sei quando vai ser minha prova de rádio, até porque a professora tá indo embora (uma das melhores do curso até agora). 

Conforme for, eu passo o resto do ano em Brasília.
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É, bem que me disseram que apresentar os seminários era uma tristeza.

</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/29/oi-pandemia/</link>
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            <title>E depois dos sixty four?</title>
            <pubDate>Sat, 27 Jun 2009 12:47:24 -0300</pubDate>
            <description>Eu admiro os artistas que mesmo depois de muito tempo na música ainda conseguem fazer coisas boas. Tem uns caras que começam a pirar demais, que tentam manter sua música jovem e no fim das contas só conseguem lançar umas coisas esquisitas, que parecem não pertencer àquele cara que já fez tanta coisa boa e...vamos a um exemplo:

Paul McCartney. Ex Beatle, escreveu "Michelle" e "Hey Jude", só pra citar algumas. (Sim, ele dividia os créditos das músicas com o Lennon, mas essas duas são quase inteiras dele). Em 2007 Paul lançou "Memory Almost Full", disco que tem a música My ever present past. Veja como é estranho:

&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fVGk5qm6Mac&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fVGk5qm6Mac&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;

Me parece que Paul pesou a mão no desejo de inovar sua música, coisa que é meio desnecessária pra quem já mudou o curso da música uma vez. "My ever present past" não orna com McCartney, parece não pertencer a ele. A impressão que eu tenho ao ouvir essa música não é de que Paul McCartney, aquele de "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=aChUwN5LBao"&gt;And I love her&lt;/a&gt;", envelheceu. Minha impressão é de que Paul não quer envelhecer. E nem quer que sua música envelheça.

E tá complicado explicar o que eu quero explicar, então eu explico o exemplo com outro exemplo.

Bob Dylan. Um dos meus compositores estrangeiros preferidos. Poeta mesmo. Dylan acabou de lançar seu novo disco, "Together through life". Veja a diferença:

&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hPpCxY05dqs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hPpCxY05dqs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;

Dylan não é mais o mesmo cara de 25 anos que lançou "Blonde on Blonde". Dylan tem seus quase 70 anos e dá pra perceber isso na música: ele envelheceu, mas sabe que não precisa fazer mudanças drásticas em suas composições. "Together Through Life" é diferente dos outros discos e mesmo assim tem muita cara de Bob Dylan.

Ao meu ver, a música dá mais certo quando o cara sabe se colocar no seu lugar. Iggy Pop, por exemplo. Iggy lançou este ano o Preliminaires, seu disco novo. Ele mesmo disse que se cansou das guitarras e fez um album mais tranquilo, com música francesa, blues e uma versão de "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NNjLvAAE2e8"&gt;Insensatez&lt;/a&gt;". Pra quem ainda tem em mente o Iggy Pop de "TV eye" e "Search and destroy", o Preliminaires soa meio bundão. 

&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nsXkjkC5OxI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nsXkjkC5OxI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;

O que faz com que Preliminaires não seja alheio a Iggy Pop é o fato de se tratar de um senhor de 60 e poucos anos, saudável, que pratica ioga e não tem contato com drogas. O Iggy de agora é o que dá pra ouvir nas músicas novas. Ouvindo The Weirdness, o último disco de Iggy Pop com os Stooges, dá pra notar algumas mudanças que se concretizariam em Preliminaires, mas ainda com certa pretensão de voltar ao auge, de repetir "No Fun". 
Preliminaires tem alguma coisa de Bob Dylan, onde Iggy mostra que já foi a época de passar manteiga de amendoim no peito. E Iggy Pop já fez sucesso, já rolou em cacos de vidro, agarrou todo mundo que queria e usou todas as drogas possíveis. É um tipo de pessoa de quem se espera qualquer coisa, até um disco comportadinho.
_____________

Tá, já calei.

</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/26/e-depois-dos-sixty-four/</link>
        </item>

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            <category />
            <title>Gripe A</title>
            <pubDate>Thu, 25 Jun 2009 15:45:18 -0300</pubDate>
            <description>O reitor da UEL fechou o campus até segunda feira. Hoje eu não fui na aula por conta da uma dor de garganta e aproveitei pra ler os dois primeiros capítulos do Manifesto do Partido Comunista. Eu teria que apresentar um seminário sobre eles amanhã.

O fechamento do campus aconteceu por causa de &lt;a href="http://www.londrix.com.br/noticias.php?id=59315"&gt;suspeitas de gripe A.&lt;/a&gt;

Só falo uma coisa: acordei com gripe, &lt;a href="http://www.bancodesaude.com.br/gripe/sintomas-gripe"&gt;tive calafrios e tosse seca.
&lt;/a&gt;
Vou pro pronto socorro, beijos.
_____________

Medo, muito medo.

--*UPDATE*--

Voltei do médico e...nem é gripe suína. É uma gripe normal e eu vou aproveitar meu segundo fim de semana estendido pra dormir e ficar boa pra sem-nivelice de sábado. Mentira, eu tenho umas entrevistas pra fazer.
_____________

Da série "Betão é meu ídolo":

-Pai, tá assistindo TV aqui na sala...o que aconteceu?
-Ah, fiquei a tarde toda deitado lá no meu quarto e cansei. Ficar deitado cansa!

Vida de aposentado é dura, viu.</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/25/gripe-a/</link>
        </item>

        <item>
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            <title>Cacofonia.</title>
            <pubDate>Mon, 22 Jun 2009 16:38:05 -0300</pubDate>
            <description>Semana passada minhas aulas acabaram na terça feira. Foi lindo. Terminei meu seminário de rádio, comecei o de tv, fiz uma entrevista, assisti umas peças do FILO e fiquei em casa, bem feliz no meu ócio.

E eis que em um desses dias eu estava dormindo. Não passava das nove da manhã. E eu acordei. Acordei porque meus vizinhos resolveram que as nove da manhã era uma hora ótima pra soltar uma playlist linda com Calypso, alguma dupla sertaneja (oi, é tudo igual) e uma música de um corno infeliz que vai ficar sempre chorando por uma tal de Amanda.

Sabe? Eu bem podia arrepiar a vizinhança toda e colocar uma caixa de som muito potente ali no quintal e tocar Cramps o dia todo, mas não. Podia fazer a cachorra dançar Sonics e montar uma banda cover dos Stooges e ensaiar todos os sábados, mas eu ainda tenho bom senso. Ok, um pouco de bom senso. Eu não faço meus vizinhos (nem meus pais, que moram sob o mesmo teto que eu) escutarem as músicas que eu gosto porque eu sei que nem todo mundo curte os berros do Lux Interior.

E tudo bem, eu não acho tão horrível ter que ouvir musica ruim em festas ou em outros lugares, mas oi, eu estou na minha casa. Tudo bem que a casa do meu vizinho também é dele, mas o som é uma coisa que se propaga através do ar e não respeita os muros das propriedades. Infelizmente.
______________

Aqui do lado de casa - do lado mesmo, muro colado - tem uma Assembléia de Deus. Enche aos domingos. Eles se acham os donos do quarteirão.

Um dia o culto estava fazendo um barulho dos infernos, já era tarde e eu era bem criança e não conseguia dormir. Meu pai ligou pra igreja e disse que era domingo, a família toda tinha que acordar cedo na segunda feira, então fazfavor de calar a boca aí. Dois minutos depois ele escuta o pastor dizer aos fiéis:

-IRMÃOS, O CAPETA LIGOU! NÓS VAMOS TER QUE ENCERRAR NOSSO CULTO!

Problema resolvido.

Só que agora nessa mesma igreja tem um cara que toca corneta o dia todo. Ou umas crianças que ficam berrando. Vizinhança boa essa aqui.
</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/22/cacofonia/</link>
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            <title>Meu reino por um laço.</title>
            <pubDate>Thu, 18 Jun 2009 13:08:44 -0300</pubDate>
            <description>E ontem a tarde, enquanto todos os meus amigos estavam de olho no que acontecia no STF, eu fui dar uma volta no centro. É que eu tinha um laço de cabelo. Ele era de plastico prateado, coisa linda. E eu perdi.

Outro dia uma amiga apareceu com um laço bem parecido e disse que tinha comprado numa loja do centro. Fui lá e não achei. Passei na sergipe, peguei uma vitamina e fui entrando em cada loja de cabelereiros e bijuterias. Nenhum laço. Mentira, tinha sim. Tinha uns pra criança. 

Mas eu fiquei abismada não só com o fato de ninguém fabricar uma coisa tão simples que é um laço de plástico, sem brilho nenhum. Fiquei perplexa mesmo com o tanto de coisas feias que eu vi naquelas lojas. Sabe? Tudo tem que ter uma oncinha, um pelo, três estampas, glitter ou um strass. Já diria Narcisa Tamborindeguy (oi piada interna) &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uIm0TD1CUGo"&gt;neste vídeo&lt;/a&gt; que ser chique é ser simples e ter bom gosto.

Hoje cedo eu estava assistindo troca de esposas. De um lado tinha uma mulher com oito filhos que morava numa fazenda, de outro, uma louca que gastava 75 mil dólares por ano com roupa. Enquanto uma vestia a família toda com 500 dólares, a outra se acabava no brilho, no babado e na estampa assim, tudo junto.

E tudo bem sabe, se você tem seus 75 mil dólares pra gastar em roupa, vai lá e gasta tudo, mas se veste bem pelo menos. A mulher do troca de esposas se vestia muito, muito mal. Ali na Duque de Caxias, em frente de onde era o Quizomba, tem um boteco que chama "La Bodeguyta". A mulher dos 75 mil dólares se veste tipo a mulherada de lá. (Perto do "La Bodeguyta" tem dois brechós. Acho que é lá que as mulheres montam seus armários. E sai bem mais barato)

Tá, e eu rodei todas as lojas do centro e não achei um puto de um laço de plástico pra segurar meu cabelo. Achei sim, mas eram uns laços com glitter, colados num tic-tac, eles eram tortos e eu não ia pagar cinco reais em um negócio que me lembra o enfeite que colocavam no meu poodle quando ele voltava da tosa.

As únicas coisas legais que eu achei nessa andança toda - fora ter descoberto que o meu amado "Havana" da Risqué agora se chama "Um toque de ira" - foram um pacote com 36 grampos de quatro cores a um real e um par de grampos bem chiques com uns laços (e strass) na ponta. E ah, eu realmente acho que grampos são uma grande invenção.

Se alguém estiver por aí e encontrar uma fivela de cabelo em forma de laço, pode comprar e me mandar a conta. Presente eu aceito também.
_____________

Ah, o diploma. Eu já tava perdida, me perdi mais um pouco mas vou continuar perdida porque eu to feliz assim. Se um dia eu perceber que vai dar merda e encher o saco de tudo, eu vejo o que eu faço.
_____________

Eu tenho um primo de 15 anos que entende de aviação. O pai dele era piloto e ele cresceu dentro de um avião. Com essa história do voo 447 ele ficou inconformado com os absurdos que estavam saindo na imprensa. Naquela época jornalista ainda tinha que ter diploma.

Marcelo, se algum avião cair a partir de agora, você morre de desgosto.</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/18/meu-reino-por-um-laco/</link>
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            <title>If I fell.</title>
            <pubDate>Wed, 17 Jun 2009 10:44:19 -0300</pubDate>
            <description>&lt;img src="http://static.tipos.com.br/media/16392/20090617-famili-business-039-redd.jpg" width="500" height="375" alt="" title="" /&gt;

Esta foto é de 1991. Hoje nós somos muito mais inteligentes e bonitos (ainda bem!), mas isso só aconteceu por sua causa. E do Betão, que esteve sempre do seu lado pra, entre outras coisas, ensinar a ver o lado bom das coisas - e rir dele.

Mas você esteve sempre aí e nós só não largamos tudo no meio do caminho porque como você sempre diz, "criou os filhos pro mundo". E deu no que deu. Todo mundo espalhado (e eu só sobrei por insistência sua e da dona Gera) se virando como pode. Isso só porque você e o Betão ensinaram todo mundo a se virar sozinho e ser responsável desde sempre.

Se bem que nós nunca estivemos sozinhos. Sempre foram os quatro e vocês dois, todo mundo bem junto. Você se preocupando com tudo: de gripes a molas idatiformes, mudanças de emprego e de cidade, compra de apartamentos e tantos anos depois, quem diria, um vestibular. 

Nós temos uma vida pra te agradecer.
_____________

Achou mesmo que eu não ia te fazer chorar, né?
_____________

Minha semana dos sonhos é essa. Não tenho aula hoje nem amanhã, sexta é feriado e ainda tem sábado e domingo.</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/17/if-i-fell/</link>
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            <title>Mick Jagger day.</title>
            <pubDate>Mon, 15 Jun 2009 18:31:30 -0300</pubDate>
            <description>Segunda feira depois de feriado. Depois de uma semana corrida. Não, eu não aproveitei meu feriado. Em metade dele, terminei minha tarefa de acompanhante de um grupo que se apresentou no FILO (depois eu falo disso) e na outra metade eu fiz trabalhos. Entreguei um hoje, outro é pra amanhã. Teve festa junina aqui em casa e eu tive que me contentar em tomar quentão enquanto lia "A era da iconofagia", porque tem que apresentar um seminário sobre isso amanhã. E hoje é segunda feira.

Sabe, eu tinha todos os motivos do mundo pra acordar num mau humor dos infernos, porque eu quero que esse mês acabe o mais rápido possível porque aí logo logo eu vou pra Brasília e mato a saudade de um monte de gente, mas não.

Geralmente eu acordo com uma música na cabeça. A de hoje foi essa:

&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VKJHWzicN_4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VKJHWzicN_4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;

E no caminho para a UEL, por mais que eu estivesse escutando outras músicas na minha baleia-que-canta, por dentro eu ouvia uma playlist diferente (igual o menino do "Meu pé de laranja lima", que assobiava pra dentro). E começou com Johnny Thunders e acabou com Rolling Stones. E eu me segurando pra não dançar.

Passei a manhã toda cantando Stones. Intercalava Gimme Shelter e Get off of my cloud. Ninguém sabe como eu gosto de acordar feliz sem ter motivo. Até dancei.

&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ss02sfQinxI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Ss02sfQinxI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;

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Nota mental: O Mick Jagger não precisava ter envelhecido tanto.
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            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/15/mick-jagger-day/</link>
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            <title>Hoje é dia de Santo Antônio.</title>
            <pubDate>Sat, 13 Jun 2009 10:25:29 -0300</pubDate>
            <description>Não sei o que me colocou bem aqui, bem neste lugar, no meio dessas, justo dessas pessoas. Sempre paro e penso se um dia eu vou ser realmente útil pra alguém, se um dia eu ainda vou fazer algo que melhore, um pouco que seja, a vida de alguma pessoa. É que a vida fica fácil demais quando tudo que a gente quer é ter uma carreira de sucesso, uma casa confortável, uma familia bonitinha e os outros que se danem. E eu nem estou falando de caridade, de fazer a limpa no armário...não. Estou falando de dedicar a vida a um propósito maior.

Eu conheço uma pessoa. Conheço várias, mas hoje eu vou falar só de uma. É difícil começar. É que ela sempre esteve ali. Esperou ansiosa o meu nascimento, me batizou e até hoje, sempre que me vê chorar fala "Ah, Marina, sua boba! Para com isso!" Ela não se deixa abalar. Podem falar o que quiserem, ela vai dar uma gargalhada, dizer "Ah, até parece!" e vai voltar a se preocupar com o que realmente importa. Nesse caso, o que realmente importa é quem tá na pior, quem nunca teve nada, quem apanha e não tem nenhum amparo na vida.

Ela é uma ótima profissional, mas e daí? Existem mais coisas na vida. E o que me impressiona é isso: tem gente que larga tudo pra ser bem sucedido profissionalmente. Abandona o marido, esquece dos filhos, mas ela não fez isso. É ela quem junta todo mundo pra bagunça, quem topa fazer qualquer coisa pra ver todo mundo feliz. É ela quem canta na van que leva a familia toda pros casamentos no interior do país, quem brinca com os netos, quem joga ping pong e pergunta quem é quem quando a família se reúne pra ver o último capítulo da novela. É quem sempre completa a festa.

Junho. Não tem nada que me lembre você mais que junho. Talvez as castanhas portuguesas ou uma infinidade de colares, mas não. Junho tem fogueira, pinhão, bandeirinhas, vestidos de chita, bolo de fubá e milho. Acho que eu não conheço ninguém que goste mais disso que você.

Pra quem vê de fora, parece que isso faz parte da campanha, mas não. É puro amor mesmo, sem querer nada em troca, igual você sempre me ensinou. Você, que sempre fez tudo por mim (e por todo mundo), que quase perdeu um avião só pra me dar um abraço quando eu passei no vestibular. Obrigada por ser parente por lado de mãe e de pai também (o que atesta que não tem jeito, você tá aí pra sempre), por ser exemplo pra tanta gente e por existir.

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            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/13/hoje-e-dia-de-santo-antonio/</link>
        </item>

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            <title>Do que já foi.</title>
            <pubDate>Mon, 08 Jun 2009 14:15:25 -0300</pubDate>
            <description>Seo Zé tem sessenta e um anos. Trabalha desde bem jovem. Já foi impressor de jornal e trabalhou em quase todas as rádios da cidade. E em quase todos os prédios ao redor da Concha Acústica. 

Seo Zé sabe a história de cada prédio que esteja no campo de visão de quem fica na porta da Galeria Vila Rica. Ele sabe das pessoas que se atiraram de lá de cima, dos moradores antigos, dos novos e de todos os detalhes que envolvam aquela parte da cidade.

Ele se lembrou da bagunça que fazia no bosque quando criança. Disse que tinha um guarda que brigava com os moleques. Vestido com camisa branca, gravata preta, jaqueta grossa e com óculos de avô, Seo Zé disse que nunca vai se esquecer de passar correndo pelo velho guarda.

Seo Zé é da época das Casas Fuganti, quando meu avô se vestia de Papai Noel. Em meia hora de conversa, fiquei sabendo como foi o começo das rádios e dos jornais em Londrina. Seo Zé viveu isso tudo. Deu pra ver Londrina em preto e branco.
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Hoje a professora de rádio passou um documentário feito por alunos em 98 e orientado por ela. Era apresentado pelo Marcelo Rocha e tratava justamente das rádios londrinenses que Seo Zé me falou.
</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/08/do-que-ja-foi/</link>
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            <title>Junho veio de novo.</title>
            <pubDate>Sun, 07 Jun 2009 10:37:57 -0300</pubDate>
            <description>Londrina é uma cidade barulhenta no mês de abril. Botas em profusão nas vitrines, dez shows que parecem ser o mesmo. Estardalhaço, alarde. Elegem a rainha de uma exposição de equinos e bovinos. Milhares de pessoas. Parque de diversões, stands de comida (tá, essa parte é ótima), gente que vende aquele cabide resistente-dobrável-para-não-sei-quantos-paletós que você teve vergonha de comprar pelo Polishop. Bichos infláveis, balões de gás hélio, maçã do amor, superlotação, cheiro de bosta de boi e sapato embarreado. Move multidões, acredite.

Mas eu gosto mesmo de junho.

Frio, cidade florida. Acontece bem ali, no meio de todas aquelas pessoas que vão e voltam do trabalho todos os dias. Muitas nem desconfiam, só descobrem quando os palhaços ganham o calçadão. Acontece bem no meio da superpopulação de pombas e entre aquelas pessoas que fingem que entendem tudo. E depois de cada história, cada um arruma seu cachecol, coloca as mãos nos bolsos e segue para o seu boteco preferido, se perguntando como aquela personagem fez aquilo. Sob as três cores do Centro Comercial, o Jair do bar vende mais cerveja e a lanchonete da Galeria Vila Rica vende mais cafés. Ele passa duas semanas aqui, enlouquece os produtores, anima os cults (que, claro, ficaram bem mais de seis horas na fila pra comprar os ingressos daquela peça não-sei-de-onde) e tem muita gente que nem sabe. Ele deixa coloridos os meus lugares preferidos nessa cidade e depois vai embora. Junho sempre volta.</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/05/junho-veio-de-novo/</link>
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            <title>Então ele chegou.</title>
            <pubDate>Mon, 01 Jun 2009 13:52:43 -0300</pubDate>
            <description>Minha garganta dói, mas eu não vou reclamar. Só queria te dizer que tá tudo bem, apesar de ainda achar que seria melhor ficar quieta as vezes. Já estamos no meio do ano e isso me desespera. Imagine que há exatos seis meses eu escrevia em um caderno que as coisas seriam difíceis. Elas são mesmo. Não sei se você se lembra, mas nesses seis meses, muita coisa mudou. 

Agora faz frio, eu continuo com a mania dos hidratantes pra manter a decência das pontas dos dedos, mas já não escrevo tudo isso enquanto alguém fala de alguma coisa entediante. A aula de hoje me fez lembrar um tio que morreu. Ele me falaria sobre transmissões. E falaria muito, porque as pessoas mais velhas têm essa empolgação bonita quando falam do passado.

Te disse outro dia (não em plena consciência, é verdade, mas disse) que as coisas são diferentes vistas daqui. Parece que quanto mais confuso tudo fica, mais eu tenho certeza de que foi desse caminhão que eu caí.

Parece a última vez que fez frio: as pessoas confortáveis, leite quente, agua congelando as mãos na torneira do banheiro, batom, dias frios de céu azul, piadas infames, risadas no almoço e dias como hoje, tão indefinidos quanto o meu humor. Eu ainda detesto as voltas todas pra dizer o que eu diria em uma frase, mas isso é só pra você ter certeza que ainda tá tudo aqui.
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Nossa, COMO EU GOSTO de frio!
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Eu tinha várias coisas pra escrever, várias mesmo, mas são três seminários só pra esse mês, mais umas coisas de rádio pra reescrever, um texto de tv (que eu não sei fazer), outro de sociologia, pra relacionar "Central do Brasil" com a obra de Weber e um ensaio sobre um livro que eu não gostei. Então um beijo, gente!

(Pra falar a verdade, tá bem tranquilo, dizem que o segundo ano que é o terror. Troquei o blog pelo diário da minha sala mesmo. Pronto, falei.)

</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/06/01/entao-ele-chegou/</link>
        </item>

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            <title>O dia que meu quarto engoliu uma calça.</title>
            <pubDate>Thu, 28 May 2009 17:45:16 -0300</pubDate>
            <description>(Não leia se você estiver afim de ler isso tudo escrito à mão no diário do jornal 09)
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Eu estava saindo do terminal com uns amigos, fomos descer pela escada rolante, mas ela estava em manutenção. Um guarda disse: "Tá quebrada, tem que descer pela MANUAL". 

ESCADA MANUAL, oi?
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Um dia minha mãe deu uma festa aqui em casa para os amigos dela do departamento de biologia da UEL. Eu tinha três amigas que também eram filhas de professores. Eu devia ter uns oito anos, duas das meninas tinham seis ou sete e a menor tinha três.

Eu já fazia patinação nessa época e minhas amigas achavam o máximo. Eu era um exemplo para aquelas pobres crianças.

Nós passamos a festa brincando com os brinquedos do meu baú, com a casinha de Barbies cor-de-rosa, com a casa de Lego e com todos os meus bichinhos de pelúcia, até que alguém teve a brilhante ideia de fazer um desfile usando as minhas roupas da patinação. E eu já tinha roupa de todos os tamanhos, já que quando eu comecei a patinar, não tinha nem cinco anos de idade.

Eu coordenei o desfile. Maquiei, ensaiei e apresentei as modelos para a platéia. A mãe de duas das meninas resolveu que era hora de se arrumar para ir embora. A mais velha se trocou rápido e me ajudou a arrumar o quarto, já que tinha brinquedo por toda parte. Não dava nem pra entrar, de tanta coisa que tinha jogada no chão. A mãe notou a demora e resolveu ver o que estava acontecendo. Enquanto eu e as meninas mais velhas arrumávamos a bagunça, a menor procurava alguma coisa. A mãe não se conformou ao ver a filha mais nova com a mesma roupa do desfile:

-Paula, por que você ainda tá com essa roupa?
-Mãe...
-Paula, se arruma pra gente ir!
-MÃE, PERDI MINHA CALÇA.
</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/05/28/o-dia-que-meu-quarto-engoliu-uma-calca/</link>
        </item>

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            <category />
            <title>Vai, time.</title>
            <pubDate>Mon, 25 May 2009 21:58:02 -0300</pubDate>
            <description>-Onde vocês estão? -Numa praça na frente do museu. -Tô indo praí. Pessoa deitada na escada tirando foto, cadê a entrada que tava aqui? Galinhas, contra plongée, "tira a ponta do filme pra mim?", museu, blablabla, lente, relógios, sol, vamos, casal, praça do japonês, não pode andar aí, lodo, reflexologia, vou andar de meia nas pedras, meu sonho é andar nesse xafariz, papelaria, cantoneira, homem chato, cartolinas coloridas, lado bege, caderno-diário, fadinha, botecos do calçadão, centro comercial, vamos lá, pessoal! Não vai dar, vamos comer espetinho, são vocês? Vamos! "Droga, vou ter que guardar meu espetinho". Foto, Pentax K1000, conversa útil, enquete, vocês respondem? "Eu não, sempre durmo em jogo de futebol". "Vocês vão sair no jornal amanhã". Fotos, redação, diagramação, pai da amiga, arquivo, pessoas legais e atenciosas, tchau. -Essa é minha avó, pessoal. -É. "Oi mãe, tchau mãe!" Ônibus. "Jooones, fica quieto!" Perigoso andar no escuro, Beco, no flat tudo é comunitário, dança no corredor, que roupa eu ponho? Colchão, pizza, vamo logo, veteranos, radiojornal, vem logo, moeda de um real perdida, taxi, Valentino, várias pessoas, frio, prefiro Cash, foto, cerveja, degrau, Amy WZzZzZzZzZzZzZ. Rehab, olha quem tá aqui! Aooooo Barretos! Cash, vira aí, quebrei meu cartão, are baba, jornalista é tudo sem nível, PARABÉNS FER! Aê, time! Minhoca, dança igual o minhoca. Beijo pra Fer. "Sabia que você parece aquela cantora, a Céu?" "Finge que contou uma piada aí que eu preciso rir alto disso". Taxi, flat, pega a chave, ziper quebrado. "Droga, não posso beber que eu fico forte e quebro as coisas". 4 pessoas dormindo em 17 metros quadrados, vou acordar parecendo um panda, com rímel na cara inteira. 7h30, alguém espancando a porta, ZZzZZZzzZZzzZZZz. 8:20, despertador, ZZzZZzzzZZZZ. 8:30, vamos, gente, vamos. Pizza no café da manhã, cabelo fedendo cigarro, diário da sala, notícias pra ler, laudas pra imprimir, o calçadão parece maior quando você dorme as 3:30 e acorda as 8:30. Diário da sala, não dá pra escrever andando, bolha de cerveja, capuccino, pão de queijo, laboratório de rádio. Disque-Piolho, voz de ressaca, adolescentes obesjbuvnugebngdeubjdojb mais, acho que eu vou gravar de novo. Bolo da Fer, aula, FILO, fim, ônibus lotado, duas bolsas, ZZZzZzZZzzzzzzZZzzzzZZ.
</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/05/25/vai-time/</link>
        </item>

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            <category />
            <title>Caverna do Dragão.</title>
            <pubDate>Tue, 19 May 2009 16:50:38 -0300</pubDate>
            <description>Hoje eu fui gravar uns exercícios de locução. Estou me ouvindo agora, inclusive. Minha voz parece de apresentadora de programa infantil. E é meio estranho falar de morte do comandante na cabine, do caso Amanda Rossi ou do gengibre em pó que dimunui a náusea de pessoas que fazem quimioterapia com uma voz de quem vai chamar a Caverna do Dragão daqui a pouco.

Eu até pensei em colocar minha gravação aqui, mas não, obrigada. Vou poupar vocês disso.
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Recebi minhas primeiras provas hoje. 8,5 em teoria da comunicação e 7,5 em história. Achei que não ia passar de 5.
_____________

Foram publicadas as primeiras matérias que eu escrevi. Uma &lt;a href="http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=10923&amp;id_noticia=1368"&gt;aqui &lt;/a&gt;e outra &lt;a href="http://www2.uel.br/ceca/jornal/materias/062/03.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.
</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/05/19/caverna-do-dragao/</link>
        </item>

        <item>
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            <title>Batatinha frita.</title>
            <pubDate>Wed, 13 May 2009 14:17:03 -0300</pubDate>
            <description>Eu ainda não estou recuperada, mas consegui ir pra aula hoje. Primeira aula de TV. Eu estou com dores ao longo do esôfago e elas foram agravadas porque eu e todas as pessoas sem nível da minha sala ficamos rindo des-con-tro-la-da-men-te disso aqui:

&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4rdEgWA-JLE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4rdEgWA-JLE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;

Claro que tem toda uma piada interna por trás e que esse vídeo se enquadra em um cenário folclórico bem complexo tecido nesse pouco tempo de convivência.

Rolou até a idéia de fazer um flashmob com dancinha e pescotapa à Liciane, mas ainda tá em estudo.

Ai, chega.

</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/05/13/batatinha-frita/</link>
        </item>

        <item>
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            <title>Virose.</title>
            <pubDate>Tue, 12 May 2009 13:11:24 -0300</pubDate>
            <description>Voltei do almoço do dia das mães com dor de cabeça. Dormi e...acordei pior. Dor de estômago. Piorei. Nem ri das vídeocassetadas. Lá pelas oito e meia, meus movimentos peristálticos foram driblados. 
Tomei banho, escovei os dentes, tomei chá de boldo, água e...de novo. Agora eu estava com frio. Outro banho, água, soro caseiro, Dramin, terceiro pijama da noite e fui dormir. Precisei de um quarto pijama. 

Passei a madrugada colocando pra fora o HCl do estômago e comprovei o que meus livros de biologia do ano passado diziam: é ácido.

Faltei no que deveria ser uma última aula da Maria Helena, mas acabou sendo uma primeira aula de rádio, onde a professora já passou trabalhos e dividiu grupos. A MH tinha pedido pra entregar um texto sobre jornalismo literário que eu não tive condições de fazer. Acho que agora não precisa mais.

Me levaram pro médico. Não tinha nada no estômago. Consegui comer uma maçã pequena na sala de espera. O médico olhou pra minha cara e disse que eu era a quarta naquela manhã. "Virose. Você vai tomar uma medicação intravenosa e..." Se tem uma coisa que me deixa apavorada nessa vida é ouvir a expressão "medicação intrevenosa".

A enfermeira me sentou numa poltrona e perguntou se estava tudo bem. Quer dizer, você tá no hospital, vomitou até a alma na madrugada, vão te enfiar uma agulha e...não, minha senhora, não tá tudo bem. Mas eu fui simpática com a moça. A coisa só ficou feia quando eu vi aquele caninho saindo da minha mão. Olha, eu já sou branquela, tava doente e com o objeto que mais me mete medo enfiado numa veia. Fiquei transparente e a pressão caiu. "Moça, preciso tomar água". A enfermeira ainda acelerou o gotejamento do soro.

Uma senhora sorridente chegou e sentou do meu lado. Ela conversava com todas as pessoas da sala. Estava com dor na perna, ia tomar injeção. Ela tinha 81 anos, estava com dores de quem trabalhou a vida toda e ia tomar uma injeção. Só sei de tudo isso porque a senhora sorridente é minha avó.

Eu fiquei ali meio dormindo enquanto a vó Gera conversava com as pessoas. O soro correu rápido e quando acabou, eu vi um pouco de sangue subir pelo caninho. Fechei os olhos e fiz um exercício de relaxamento que a terapeuta ensinou a fazer ano passado. Funcionou e eu nem vi a enfermeira tirar a agulha da minha mão.

Voltei pra casa passando mal. Dormi, almocei bem pouco, tomei outro Dramin e não adiantou nada. Acordei um pouco melhor depois de um longo sono vespertino, mas ainda não estou em condições.

Agora eu me encontro com dores absurdas de quem puxou muito ferro - e não é difícil perceber que não é o meu caso - umas olheiras profundíssimas e um furo na mão.

A gente tenta arrumar uma coisa e estraga outra.


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            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/05/12/virose/</link>
        </item>

        <item>
            <category />
            <title>É isso, eu acho.</title>
            <pubDate>Wed, 06 May 2009 21:40:26 -0300</pubDate>
            <description>A pergunta que eu mais tenho escutado nas últimas semanas é: "e aí, tá gostando do curso?" Bom, em um mês de universidade, é meio difícil responder a este questionamento.

A verdade é que eu me sinto perdida ainda e realmente penso se não teria sido melhor aguentar um ano de cursinho. Não, não é uma crise de "não é isso que eu quero fazer". É isso que eu quero mesmo e eu acho mais legal a cada dia, apesar de - ao mesmo tempo - perceber que a coisa definitivamente não é fácil.

E eu me encontro aqui, aos dezoito anos, numa universidade. No ano passado, isso parecia ser muito, muito distante. Apesar do esforço pra passar no vestibular, eu não achava que ia acontecer mesmo. Na segunda semana na UEL, eu cheguei a sonhar que alguém chegava e me contava que era mentira.

Eu estou perdida. Em um mês, descobri que escrever é bem mais difícil que eu pensava, que as minhas matérias não vão surgir do mesmo jeito que surgem os absurdos que eu escrevo aqui neste blog. Não, eu não vou poder ir dar uma volta no calçadão pra me inspirar para escrever uma matéria sobre as representações do luto na literatura, por exemplo.

Eu me perco no meio dos textos de teoria da comunicação, nas aulas de filosofia, naquele trabalho sobre premissas, contradições e conclusões, em certas coisas que a professora de impresso pede pra fazer e no ensaio de "Dom Casmurro" que eu tenho que levar num rascunho amanhã e não sai. Eu tô perdida, mas já entrei em um projeto, já entrevistei uma pessoa e, será que alguém pode por favor me falar o que eu estou fazendo aqui?

As vezes eu me pergunto "como isso aconteceu mesmo?" Ir do colégio pra universidade causa um impacto grande. Meu desespero enquanto eu estive no cursinho era não ter nada que me obrigasse a estudar. No colégio eu tinha provas toda semana. Até o ano passado, mesmo que indiretamente, existiam essas imposições que eu tinha que seguir religiosamente, senão meu futuro estaria comprometido eternamente e eu nunca, nunca seria feliz. As imposições diminuíram, eu sou feliz, mas agora eu preciso me virar sozinha. Essas mudanças todas me deixam perdida.

Mas quer saber? Eu estou me divertindo. E não é pouco. Ainda não tive paciência pra aprender a jogar truco, mas conheci as pessoas mais legais do mundo que eu ainda não conhecia. Isso. Minha turma é sensacional e isso torna tudo mais fácil. Eu não sou a única perdida. E tem os veteranos, que são muito legais, não judiaram de ninguém (e não me deram trote, mas deram apelido) e fazem umas festas maravilhosas. O que eu estou achando disso tudo? Tá legal pra caramba!
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Um beijo pra quem tropeça na rua e finge que deu vontade de pular.




</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/05/06/e-isso-eu-acho/</link>
        </item>

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            <title>Coisa da década passada.</title>
            <pubDate>Wed, 29 Apr 2009 19:26:09 -0300</pubDate>
            <description>Fato: eu sou uma pessoa dos anos noventa. Sempre quis ter nascido antes, mas isso não é problema meu. Descobri que os anos noventa foram divertidos pra caramba. Inclusive, eu tenho passado bons momentos relembrando a década passada com os meus amigos.

Minha sala tem mania de passar uma folha com uma pergunta-piada interna pra todo mundo responder e morrer de rir. Uma das últimas folhas tinha a pergunta: "Você tinha alguma Barbie? Qual? Tinha o Ken também?"

Eu tinha uma Barbie. Era uma Barbie fada, que tinha umas asas encaxáveis de plástico com umas bolinhas vazadas. As asas, quando embebedadas em água com detergente, soltavam bolinhas de sabão quando eu fazia a Barbie fada voar. Era muito, muito chique.

Os meninos da minha sala (são só seis) se lembraram dos bonequinhos dos Power Rangers que tinham um botão na barriga. Esse era um botão que quando apertado, fazia os Power Rangers morfarem.

E eu assistia Pokemon. Assistia mesmo. E Chiquititas também e ouvia Sandy e Jr e fiz minha mãe me dar uma sandália de plástico roxa da Xuxa que tinha umas coisinhas legais no salto. Pronto. Tô entregando mesmo, tô entregando sim. E teve um dia das crianças que eu queria ganhar uma fita de alguma dessas tosqueiras e meu irmão me deu uma do Pinky e o Cérebro. E eu nem gostava muito de Pinky e Cérebro, quem gostava mesmo era ele.

Hoje meus amigos passaram a tarde jogando Super Nintendo. Eu até tentei jogar, mas eu não sei. Não tem como. Nunca joguei videogame na infância. Acho que o único videogame que existiu aqui em casa foi um Atari e isso não é da minha época.

Eu gostava de brincar e não tinha primos da minha idade por perto. Eu brincava muito com o meu primo Rafa, que é oito anos mais velho. Sempre acabava em choro. Eu acabava brincando sozinha mesmo. Inventava as coisas. Minha irmã conta que uma vez ela me viu brincando de roda com umas garrafas de Guaraná e morreu de dó. Acho que é por isso que eu sou meio descompensada.

Contava os dias para a chegada das férias. Meus primos sempre vinham e eu me divertia horrores. Dormia todo mundo aqui em casa, na vó ou na minha tia Márcia, fazia cabaninha, corria, pulava, ia pra chácara e ficava a tarde toda na piscina e no fim da tarde, a vó chegava com uma bandeja cheia de salgadinhos.

Lembro que meu primo, o Gabriel, adorava fazer experiências. Uma vez, perto do natal, ele pegou uma pinha e disse que se colocasse na água e esquentasse, a pinha abria. Ele devia ter uns nove anos, eu uns cinco. Nós pegamos uma panela, enchemos de água, colocamos a pinha dentro e fomos esquentar no microondas, já que criança não pode chegar perto do fogão. Ficamos os dois em cima de uma cadeira, de frente para o eletrodoméstico, esperando pra ver o que acontecia. Achei engraçado aquilo, não sabia que pinha soltava faísca. Minha irmã apareceu desesperada e falou que nós éramos loucos, que o cabo tá derretendo e não pode colocar panela no microondas.

Sabe, eu fui muito feliz nos anos noventa.
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Nos anos noventa, as pessoas me falavam que eu era feliz e não sabia. E aí eu estufava o peito e dizia "eu sou muito feliz mesmo!" Acho que eu ainda não saí dos anos noventa.

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            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/04/29/coisa-da-decada-passada/</link>
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            <title>Porque eu entendo os animais.</title>
            <pubDate>Tue, 28 Apr 2009 16:26:23 -0300</pubDate>
            <description>Outro dia eu estava assistindo aquele "Vídeos Incríveis", no People and Arts. Eis um programa que é legal por causa da narração. Quer dizer, da dublagem tosca da narração. 
(E também por causa "deeeeeeeeeste caaaara". Essa nunca perde a graça)

O tema era "animais selvagens". E se tem uma coisa que eu não entendo nessa vida é isso: pra que, meudeusdocéu, pra que ir mexer com os animais sel-va-gens?? Passou o vídeo de um imbecil que foi colocar a cabeça dentro da boca de um crocodilo e acabou sendo abocanhado pelo animal. Agora me fala, por que uma pessoa tem a idéia ge-ni-al de colocar a cabeça na boca de um crocodilo? 

Outro vídeo era de uma mulher que estava apresentando seu programa sobre a vida na savana. Tinha uma chita antipática perto da moça. A pobre chitinha não estava afim de aparecer na tevê e nem de ser incomodada, foi lá e mordeu a apresentadora. Tá certa a chita. 

Tinha também o vídeo do elefante que surtou e saiu pulando igual aqueles bois que tem seus sacos apertados no rodeio. Por que o elefante, um bicho tão simpático e querido fez isso? Porque tinha umas cinco pessoas em cima dele, ele tava todo enfeitado e tinha uma multidão em volta.

Acho um absurdo o ser humano pentelhar o animal e depois que leva 359 pontos na cara, a culpa é do bicho, que é uma fera selvagem. Eu não sou uma pessoa que defende loucamente a causa dos animais, mas sou a favor de deixar cada um quieto no seu canto, vivendo feliz e sem maiores importunações. 
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Eu tenho pensado em um monte de coisas pra escrever, mas tempo já não é uma coisa que me sobra muito quando eu estou fora da UEL. Aliás, parece que eu não faço nada lá dentro, mas eu chego em casa e as coisas brotam no e-mail, na agenda, anotadas nas mãos...

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            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/04/28/porque-eu-entendo-os-animais/</link>
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            <title>Vai casar? Tem certeza?</title>
            <pubDate>Mon, 20 Apr 2009 11:05:09 -0300</pubDate>
            <description>Casar dá um trabalhão. Começa com a lista de convidados. A avó da noiva quer que chame todas as velhinhas da igreja, a irmã quer levar os amigos bêbados, o pai chama todos os conhecidos que encontra na rua. Só da família da noiva são 100 pessoas. Ainda tem os amigos e aqueles amigos da mãe que casaram os filhos e convidaram.

Depois tem que decidir o cardápio. O noivo quer churrasco, a noiva quer coquetel e um prato quente, a tia quer mesa de frios e a vó quer comer, comer, comer, enquanto o que importa mesmo é a bebida. Em casamento só dá bebum. Tem uns que até comem os copinhos de conhaque. Tem uns que passam a não andar mais sem apoio, que geralmente é alguém que não aguenta nem falar direito.

E sempre dá problema. Ou a noiva atrasa, a madrinha perde o vestido, a criança não quer entrar com as alianças, o cabelereiro que vai arrumar as 15 tias e a mãe do noivo se perde e deixa todo mundo horrível, a meia calça de não sei quem desfia, o padrinho sai do banho e vê que não fez a barra da calça.

Tem a música. O DJ começa aquela seleção manjada quando as pessoas já não estão sóbrias. De repente tá todo mundo dançando Sidney Magal lou-ca-men-te, com a gravata amarrada na cabeça. Nessa hora da festa, a mulherada geralmente está sem sapato, a meia calça tem um buraco que vai do meio da coxa até o joelho, o vestido já está manchado, a maquiagem borrada e a chapinha se desfez há horas. Neste momento, o noivo provavelmente estará dançando com a avó da noiva.

Fim de festa. Deplorável. Algum bêbado junta três cadeiras e deita, alguém perde a chave do carro, outro é achado no banheiro, a madrinha louca sai gritando "viva os noivos", umas pessoas cantam e alguém sai carregado. Em um carro entram sete pessoas e não necessariamente o menos bêbado dirige. E no outro dia ainda tem que ir almoçar com a família.

Por isso que eu gosto de casamento.
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A maior parte desse post é baseada em fatos reais.</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/04/20/vai-casar-tem-certeza/</link>
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            <title>Aula de nostalgia.</title>
            <pubDate>Wed, 15 Apr 2009 15:26:01 -0300</pubDate>
            <description>Aula de teoria da comunicação, o professor acabou de fazer a chamada. Dois veteranos pedem licença. "Só dar um recado, professor. Vai ter eleição do C.A. sexta que vem, seria interessante se vocês participassem. Chapas podem ser inscritas até essa sexta."

Alguém pediu esclarecimentos sobre o C.A. O professor se empolgou. "Fiz parte do C.A...isso foi em 1991." É, professor, nós nascemos em 91! "O QUE?? Tem gente aqui que nasceu em 91?" - essa é uma reação que ninguém nunca teve ao saber que eu sou de nove um, nunca. Isso que a pessoa mais nova da sala nasceu em 92 e já ouviu na UEL coisas como "mas tem certeza mesmo que você não é do colégio Aplicação e se perdeu aqui? Olha lá, hein!"

E nisso se foi meia hora, só de lembranças do mestre. E me agradam as recordações alheias. Costumava dedicar tardes às lembranças da Vovó Helena, que aos 90 e tantos anos, só se lembrava bem do passado remoto.

Neste dia percebi que eu já tenho idade para ter lembranças remotas. Uma delas aconteceu nesse mesmo dia, só que mais tarde, enquanto eu e uns amigos fazíamos trabalho e ouvíamos as músicas de abertura de desenhos da infância.

Outro dia eu passei a tarde cantando com uma amiga minha, a Nove Dois, toda a trilha sonora do Rei Leão. Interessante que eu sempre me pego cantarolando coisas como "é o ciclo sem fim/que nos guiará..." ou uma parte da música dos Cavaleiros do Zodíaco, que eu nem lembro de ter assistido.
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Se alguém aí achar O Rei Leão em DVD, me avise, por favor.</description>
            <link>http://marina.tipos.com.br/posts/2009/04/15/aula-de-nostalgia/</link>
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