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<title>Tipos Digitais</title>
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<title>Amazon divulga números amazônicos</title>
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<description>A Amazon divulgou hoje um comunicado de imprensa com alguns números bastante impressionantes sobre as vendas de e-books para Kindle. A notícia mais importante, histórica até, é que pela primeira vez o megasite de vendas dos EUA está vendendo mais e-books do que livros físicos na terra do Tio Sam....</description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec178834014e8889c303970d-pi" style="float: left;"><img alt="Kindle" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a00e5521eec178834014e8889c303970d" src="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec178834014e8889c303970d-800wi" style="margin: 0px 5px 5px 0px;" title="Kindle" /></a> A Amazon divulgou hoje um <a href="http://phx.corporate-ir.net/phoenix.zhtml?c=176060&amp;p=irol-newsArticle&amp;ID=1565581&amp;highlight=" target="_blank">comunicado de imprensa</a> com alguns números bastante impressionantes sobre as vendas de e-books para Kindle. A notícia mais importante, histórica até, é que pela primeira vez o megasite de vendas dos EUA está vendendo mais e-books do que livros físicos na terra do Tio Sam.</p>
<p>Vale aqui um breve relato histórico. A Amazon começou a vender livros em julho de 1995. Apenas 12 anos depois, em novembro de 2007, a empresa lançou a primeira versão do leitor digital Kindle e começou a vender e-books. Em julho do ano passado, as vendas de e-books para Kindle superaram as vendas de livros em capa dura e, seis meses depois, ultrapassaram as vendas de livros em brochura. Desde abril, a venda de e-books para Kindle vem superando a soma das vendas de livros em brocura e em capa dura.</p>
<p>Aqui vão alguns destaques dos números divulgados pela Amazon:</p>
<ul>
<li>Desde 1º de abril (e não é mentira), a Amazon.com vende 105 e-books para cada 100 livros físicos. Esta estatística inclui as vendas de livros físicos que não têm versão digital e exclui livros gratuitos.</li>
<li>Até agora, em 2011, o grande crescimento das vendas de e-books e livros em papel da Amazon está resultando &#0160;na maior taxa anual de crescimento da divisão de livros da gigante de Seattle.</li>
<li>Em cinco semanas desde o lançamento do “Kindle with Special Offers” por US$ 114, o produto – que tem um preço inferior por permitir publicidade paga por anunciantes – já é o leitor mais vendido da família Kindle.</li>
<li>Em 2011, até agora, a Amazon já vendeu mais de três vezes a quantidade de e-books vendida em 2010.</li>
<li>A loja norte-americana da Kindle possui mais de 950.000 títulos digitais à venda atualmente.</li>
<li>Dos 111 bestsellers da lista de mais vendidos do The New York Times, 109 estão à venda para leitura no Kindle.</li>
<li>Do catálogo de mais de 950.000 livros, mais de 790.000 custam US$ 9,99 ou menos.</li>
<li>Mais de 175.000 títulos digitais foram adicionados ao catálogo Amazon.com nos últimos 5 meses.</li>
</ul>
<p>E, agora, segundo <a href="http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/brasil/320541/" target="_blank">nota publicada no Radar on-line</a>, da VEJA, a Amazon está vindo para o Brasil.</p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TiposDigitais/~4/h9aoO2UyFuY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>e-bookstores</category>
<category>e-readers</category>
<category>Estratégia digital</category>
<category>Mercado digital</category>

<dc:creator>Carlo Carrenho</dc:creator>
<pubDate>Thu, 19 May 2011 19:40:00 -0300</pubDate>

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<title>Publicando um e-book na Amazon, por José Luiz dos Santos*</title>
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<description>Andei cometendo livros de ficção nos últimos anos e deu-me vontade de publicar uma espécie de novela policial que intitulei Bertioga. Senti-me, porém, sem tempo ou ânimo para encarar o risco de uma maratona esquisita de contatos com editoras, sina que pode acometer autores iniciantes dessa modalidade. Como também me...</description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a style="float: left;" href="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340147e2e73c27970b-pi"><img class="asset  asset-image at-xid-6a00e5521eec1788340147e2e73c27970b" style="margin: 0px 10px 10px 0px;" title="Bertioga" src="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340147e2e73c27970b-800wi" border="0" alt="Bertioga" /></a> Andei cometendo livros de ficção nos últimos anos e deu-me vontade de publicar uma espécie de novela policial que intitulei <strong><a title="Bertioga" href="http://www.amazon.com/Bertioga-Portuguese-Edition-ebook/dp/B004KZOQGU/ref=sr_1_1?s=books&amp;ie=UTF8&amp;qid=1298928514&amp;sr=1-1" target="_blank">Bertioga</a></strong>. Senti-me, porém, sem tempo ou ânimo para encarar o risco de uma maratona esquisita de contatos com editoras, sina que pode acometer autores iniciantes dessa modalidade. Como também me desinteressei pelos esquemas de publicação sob demanda, acabei arquivando o livro e a intenção. Passado um tempo me ocorreu publicá-lo na forma de e-book.</p>
<p>Há muitas plataformas de publicação digital e das que acessei interessei-me pela <a title="Plataforma Kindle" href="https://kdp.amazon.com/self-publishing/signin" target="_blank">Kindle da Amazon.com</a>, que desde o ano passado aceita livros em português. Ela me pareceu pouco complicada e com bons termos de contrato. Para fins de direitos autorais pode-se optar pelas bases de 35% ou 70% sobre o preço combinado. Consideradas as vantagens e desvantagens, optei por 70, embora essa percentagem só se aplique a compras feitas a partir de países como EUA, Canadá e Reino Unido. &nbsp;No caso de compras do Brasil, valerá sempre 35%. Para autores de fora dos EUA o pagamento é feito através de cheques em dólares. O preço do livro o autor fixa a partir de parâmetros da plataforma. Fixei o meu em US$ 8.45. Novamente, esse preço é para compras nos EUA. Para compras feitas em outros países é acrescido um valor de US$ 2.00 como custo de envio eletrônico.</p>
<p>Faço umas sugestões abaixo para quem quiser ver como a coisa funciona.</p>
<p>O site da <a title="KDP" href="https://kdp.amazon.com/self-publishing/signin" target="_blank">Kindle Direct Publishing</a>&nbsp;(KDP) é o ponto de partida. Registre-se como autor e consulte as informações disponíveis. Há várias maneiras de preparar um texto para publicação, o que num primeiro contato pode parecer confuso. Sugiro abaixo a que me parece menos sujeita a problemas. A despeito da gíria técnica, acaba sendo fácil. Se precisar mais detalhes, procure no site.</p>
<p>Prepare seu texto no Word segundo as instruções do KDP clicando no <em>Kindle Publishing Guide</em>, depois <em>Publish Your Content</em> e finalmente no <em>Simplified Guide to Building a Kindle Book. </em>Nada de numeração de página ou notas de rodapé. Fique atento para a instrução sobre <em>Quebra de Página </em>fechando parágrafos e partes e após títulos de capítulo que queira isolar.<em> </em>Revise seu texto e salve-o como <em>Página da Web, filtrada</em>. Ele não será revisado pela plataforma.</p>
<p>Tenha pronta a capa no formato TIFF ou JPEG, com tamanho entre 500 por 1.200 pixels e 72 DPI. Muitos livros digitais dispensam índice. Se for o caso de ter um (eu não quis) prepare a relação de hipertextos usando um editor de html como o <strong>SeaMonkey</strong>. O download deste e dos dois outros programas mencionados abaixo é gratuito.</p>
<p>Com o programa <strong>Mobipocket Creator</strong> escolha Import From Existing File, <em>HTML document</em>. Em seguida localize aquele arquivo de texto em <em>html, filtrado</em> e importe-o. Um novo ícone será gerado e acima dele clique em <em>Build</em>. Na página que se abre clique em <em>Cover Image,</em> traga a sua capa e acione o botão <em>Update</em>. Se for usar índice incorpore-o através de <em>Table of Contents</em>. Isso feito clique na caixa <em>Build</em>.</p>
<p>O arquivo transformado pelo <strong>Mobipocket</strong> (.prc) será salvo numa pasta <em>My Publications</em>. É seu livro, em condições de upload para a KDP. Antes, porém, é conveniente visualizá-lo no programa <strong>Kindle Previewer</strong>. Se algo não estiver bem, por exemplo, um nome de capítulo mal centrado, o jeito é consertar a partir da versão Word e refazer todo o percurso. A publicação é rápida e não há pagamento a fazer. Menos de 72 horas após ter transferido meu arquivo lá estava meu <strong>Bertioga</strong> publicado:&nbsp;<a href="http://www.amazon.com/dp/B004KZOQGU">http://www.amazon.com/dp/B004KZOQGU</a></p>
<p>Os procedimentos da plataforma de publicação e de informes aos autores são comandados por inteligência artificial, é claro, que até despacha e-mails de congratulação quando um livro é publicado. &nbsp;Os procedimentos incluem uma central de autores concebida para que&nbsp; as vendas e os direitos autorais sejam acompanhados de perto. É possível entrar em contato com pessoas através do endereço de apoio mas uma questão considerada padrão está sujeita a receber uma resposta automática. &nbsp;Nos fóruns da própria KDP pode-se acompanhar &nbsp;preocupações&nbsp; de autores com esse sistema, seja por terem dificuldade em operá-lo, seja por desconfiarem que não funcione direito. Suas ansiedades cobrem um leque de temas, do upload de seus textos ao pagamento de seus royalties, passando pelas informações sobre seus livros e suas vendas..&nbsp;&nbsp;</p>
<p>É uma mudança e tanto na forma de texto. Como ficarão as editoras nisso tudo? O que significarão suas marcas e práticas longamente construídas nesse contexto de uploads, downloads, blogs, sites, reading devices e plataformas de publicação? Já os autores independentes têm novos desafios e tarefas. Cabe-lhes cuidar da revisão final e da edição de seus livros, tendo que se entender com peculiaridades do mundo digital e com seus programas. Consumada a publicação digital os autores podem ver seus livros colocados na “cauda longa” de que falou Chris Anderson e ficará a cargo deles a tarefa complexa de dar visibilidade ao que produziram.</p>
<p style="text-align: right;">*&nbsp;<strong>José Luiz dos Santos</strong>&nbsp;(jlsantos17 @ gmail.com) é um antropólogo que virou escritor. Conheceu Carlo Carrenho, editor deste blog, nos idos de 1998 quando lecionava um curso sobre Globalização na Unicamp e o Carlo era um aluno especial perdido pelos lados de Barão Geraldo. Naquela época, não havia e-books, mas Carlo enviou sua prova final por e-mail.</p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TiposDigitais/~4/FMzHlL-G6OE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Convidados</category>
<category>e-bookstores</category>
<category>Self-publishing</category>

<dc:creator>Carlo Carrenho</dc:creator>
<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 19:17:41 -0300</pubDate>

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<title>Livros digitais e o mercado editorial brasileiro, por Alexandre Linares*</title>
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<description>“Tudo o que era sólido e estável se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado.” Karl Marx &amp; Friedrich Engels O texto A publicação no formato digital não é uma opção, é uma questão de sobrevivência do editor e articulista editorial Carlo Carrenho abre um debate necessário....</description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">&#0160;</p>
<p style="text-align: right;">“<em>Tudo o que era sólido e estável se desmancha no ar,<br /></em><em>tudo o que era sagrado é profanado.</em>”<br />Karl Marx &amp; Friedrich Engels</p>
<p>&#0160;</p>
<p>O texto <a href="http://www.tiposdigitais.com/2011/01/a-publica%C3%A7%C3%A3o-no-formato-digital-n%C3%A3o-%C3%A9-uma-op%C3%A7%C3%A3o.html">A publicação no formato digital não é uma opção, é uma questão de sobrevivência</a> do editor e articulista editorial Carlo Carrenho abre um debate necessário. E polêmico.</p>
<p>Pensar sobre a questão do livro digital depende hoje de mais ousadia entre aqueles que decidem no mercado. A iniciativa do <a href="http://www.tiposdigitais.com/">blog Tipos Digitais</a> não pode, nem deve ficar isolada. Ao contrário, todos os atores do mercado editorial devem entrar nesta discussão, internamente nas editoras e publicamente em todos os espaços do mercado.</p>
<p>&#0160;</p>
<p><strong>Ponto de partida</strong></p>
<p>Qual o ponto de partida? Apesar de jovem, comparado com tantos outros lugares do&#0160; mundo e mesmo da América, nossa indústria editorial já tem história e maturidade. Exatamente por isso tem dificuldades de ver e entender o processo em curso.</p>
<p>Nada mais natural. Os copistas medievais devem ter passado por algo parecido quando Johannes Gutenberg colocou sua tipografia para funcionar.</p>
<p>A média de idade dos editores do mercado editorial é alta. Não estou falando de funcionários contratados, estou falando dos proprietários, daqueles que decidem. Pela minha experiência de 12 anos trabalhando com livros, o mercado editorial brasileiro tem uma média de idade entre 50 e 70 anos. É só lembrar dos jantares de final de ano da CBL, onde há inúmeros ganhadores das bodas de prata e ouro do mercado editorial.</p>
<p>Esse dado é relevante para entender a dificuldade de viver as transformações em curso. Não é uma crítica, veja bem, é uma constatação.</p>
<p>Essa geração não é dependente de internet. Não vive com ela. É diferente de toda a geração que nasceu com internet. Hoje, já temos uma geração de jovens que nunca pagou por música, diretamente. E escuta música o tempo todo com celulares, mp3 players e afins.</p>
<p>Esse é o ponto de partida para entendermos o problema.</p>
<p>Baixo livros desde que entrei na internet em 1996/1997 (eu tinha um HD de 1,7GB, tenho hoje mais do que isso no meu celular). Adorei ler o clássico <a href="http://www.scribd.com/doc/7229010/Anarchy-Cookbook">Anarchy Cookbook</a> e as linhas do fanzine brasileiro mais bacana do início da web, o <a href="http://www.webng.com/curupira/ind.htm">Barata Elétrica</a>. Mas isso é antiguidade da internet, afinal sou de uma geração pré banda larga, wi-fi, celular etc. Hoje as pessoas vivem com a internet 100% do tempo. Alguns minutos na TV mostram a publicidade sistemática das operadoras de telecomunicação incentivando você a viver 100% conectado. As crianças vão para escola com celulares permanentemente on-line.</p>
<p>Por isso, acredito que o trem da história vai atropelar quem não for rápido. Essa esmagadora roda do progresso da tecnologia digital para os livros vai esmagar quem acreditar que dá para fazê-la rodar para trás. Não dá.</p>
<p>Quando trabalhava na Conrad Editora no ano 2000, instalamos o falecido software <em>Napster</em>. Foi inacreditável: em 48 horas havíamos baixado algo como 600 músicas, na sua maioria temas de séries, trilhas de filmes e músicas obscuras. Ficamos nos divertindo por horas. Se naquele momento tivéssemos um <em>iPod</em> ou se um celular com <em>MP3 player</em><span style="text-decoration: line-through;">,</span> nos fosse oferecido,&#0160; pagaríamos o preço que fosse para ter os meios de escutar essas músicas com facilidade. Meu primeiro <em>MP3 player</em> (de 128MB) eu recebi como brinde de uma assinatura de banda larga que fiz. Usei aquilo até queimar.</p>
<p>Hoje, qualquer pessoa que anda de trem/metrô está com seu celular abarrotado de música. Nunca se escutou tanta música na história da humanidade. E isso é bom. Muito bom.&#0160; Discos obscuros de bandas punk rock da Iugoslávia, cantos tribais africanos, música clássica soviética, samba paulista com Plínio Marcos como mestre de cerimônias, discos da banda <em>Fellini</em>... tudo disponível a dois ou três cliques! Coisas que a indústria musical nem sabia que existia... Passam a ser escutadas.</p>
<p>Entender e começar a estudar destemidamente o que será do futuro do livro. Encarar e desbravar os caminhos deste futuro. Como uma “Corrida ao Oeste” ou uma “Bandeira de Mineração”, por territórios desconhecidos, em busca do novo veio de riquezas do mercado editorial.</p>
<p>O negócio vai mudar. Como mudou na música. Como mudou no cinema. A indústria do cinema hoje, se perdeu dinheiro para a pirataria de DVDs, ganha dinheiro como nunca, nas salas de cinemas boas. Ninguém mais consegue assistir filme nos finais de semana sem fila.</p>
<p>Como tornar viável uma editora com livros digitais? Esse é um problema que os editores precisam se desdobrar para resolver. Não existe resposta pronta. O que tenho a<strong> </strong>dizer são ideias e especulações. Pistas sobre o caminho e sobre os obstáculos.</p>
<p>&#0160;</p>


<p><strong>Algumas pistas sobre os obstáculos</strong></p>
<p>Faz um ano, fui chamado por um selo editorial de uma grande editora para uma consultoria para rascunhar um projeto de edições digitais. Comecei, desenvolvi uma parte do estudo levantando oportunidades, viabilidades e afins. Mas não havia segurança em investir no prosseguimento da pesquisa na editora. Entre o certo e o duvidoso, tive de optar por me dedicar a minha outra área profissional (como professor).</p>
<p>Com raras exceções, é uma tendência do mercado em geral: esperar alguém ir na frente, bater a cabeça, errar, se machucar... para depois o restante seguir a trilha já traçada sem dificuldades.</p>
<p>As exceções devem ser registradas como a Ediouro, com seu projeto <a href="http://www.singulardigital.com.br/">Singular Digital</a> e o Grupo Positivo que aposta em um e-reader próprio e possivelmente unificará suas estratégias de negócios editoriais e educacionais.</p>
<p>O problema é que, no geral, isso está muito devagar. E ninguém está disposto a errar. Isso, numa empreitada nova, é um equívoco.</p>
<p>Fica óbvio que o que leva as editoras a não investir nos livros digitais é insegurança, medo. Tratar livro como papel. E livro é conteúdo, não é forma.</p>
<p>Mas qual a razão dessa decisão? Simples, optaram por seguir o mercado: fechar-se, colocar a cabeça na areia e rezar para o céu não cair em cima deles. Esperar que outros se arrisquem, que outros façam o novo para só seguirem a onda.</p>
<p>O problema é que aqui não adianta rezar. Toda a fé do mundo não muda a realidade<strong>, </strong>se as pessoas ficarem de joelhos. É preciso agir. Recordando as palavras de <a href="http://bancodameditacao.com.sapo.pt/fil_10/aulas_pdf/29_accao_caracterizacao-da-accao.pdf">Goethe</a>: “<em>No princípio era a ação</em>”.</p>
<p>&#0160;</p>
<p><strong>O mundo editorial precisa renascer</strong></p>
<p>Vivemos uma nova transformação <em>gutenberguiana</em>. Aquilo que Gutenberg fez com seus tipo móveis, mudou o mundo. Mas mudou o mundo não pela técnica em si, mas porque essa técnica foi capaz de reduzir drasticamente os custos do acesso ao conhecimento e a novas ideias que antes estavam isoladas e fragmentadas. Socializou, assim, o conhecimento clássico e abriu as portas para novas ideias. Tornando possível mudanças na escala da Reforma Protestante, do Renascimento e do Iluminismo.</p>
<p>Não há dúvidas, o mercado editorial precisa se reinventar. Renascer. “<em>Necessário vos é nascer de novo</em>” diria <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/43/3">João (3:7)</a>.</p>
<p>Claro, ainda tudo parece um balcão de apostas. E ninguém quer colocar as fichas sem saber onde é que elas vão ser jogadas. Nada de fazer como fez a AOL, quando distribuía CD-ROM ou outras loucuras torrando o dinheiro da falecida “nova economia”. Não é isso.</p>
<p>Mas não dá para achar que as faixas de lucro vão ser as mesmas. A rentabilidade no novo negócio do livro ainda está para ser descoberta. E creio que ninguém duvida que o desenvolvimento do mercado vai depende de vários elementos, variáveis e fatores.</p>
<p>&#0160;</p>
<p><strong>Alguns elementos e fatores para o futuro do livro</strong></p>
<p><strong>a) </strong>Hoje o público de vanguarda está comprando leitores (e-readers/tablets) e já consumindo no Brasil. O público é pequeno ainda. Mas é o público que consome mais e logo exigirá o que consumir. Seja ele professor universitário, leitor modista radical, pessoas da área de tecnologia ou advogado consumidor de livros jurídicos pesados que não quer carregar na mala entre um processo e outro (entre outros consumidores de mais de 80 livros por ano).</p>
<p><strong>b) </strong>Da capacidade de multiplicação de e-readers e de tablets eficientes e baratos (e barato, sem dúvida é na faixa de 150/200 reais no mercado brasileiro). No <em>Compre direto da China</em> já vendem um <a href="http://www.comprediretodachina.com.br/produto-1421-itablet_7_netbook_touchscreen_com_android_wifi_e_leitor_de_e_book_(branco)">iTablet ching-ling </a>por 249 reais usando o Google Android, que pode ser o primeiro tablet de muita gente. Outros vão vir. E logo mais cada universidade privada “presenteará” seus alunos (com o custo diluído nas mensalidades, claro) com um e-reader (como já faz a Faculdade COC, para o ensino a distância).</p>
<p><strong>c) </strong>Da ousadia das editoras de recalcular integralmente os custos dos livros a partir da nova realidade. De reduzir os esbanjamento e estudar drasticamente como produzir conteúdo para os novos formatos. De recuperar todos os livros dos seus catálogos. E de entender a <a href="http://imasters.com.br/artigo/13502/seo/cauda_longa_e_o_google/">cauda longa</a> (o livro do <a href="http://books.google.com.br/books?id=Azimn30tFbUC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=Cauda+Longa&amp;source=bl&amp;ots=-Lr76vvg9B&amp;sig=Zp2xSSu5qbfvVf-3gB85fVjNqzo&amp;hl=pt-BR&amp;ei=iZQoTbvoOcGC8gaw3bHyAQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=13&amp;ved=0CGQQ6AEwDA#v=onepage&amp;q&amp;f=false">Chris Anderson</a> passa a ser leitura obrigatória).</p>
<p><strong>d)</strong> De novos modelos de contrato. Novas formas de repartir resultados. Com esse formato, fica sendo possível combinar direitos autorais para autores, tradutores, capistas e mesmo editores de edições críticas. Isso fará os custos de investimento caírem e possibilitará mais ousadia e apostas. E mesmo resgates de obras esquecidas e abandonadas. A possibilidade de ótimos resultados com livros de domínio públicos em edições críticas de alto nível. De definição de tempo menores para extensão dos contratos. De cálculos escalonados onde os resultados de vendas ampliam os resultados de royalties, tornando os autores vetores principais da divulgação e do marketing das obras. Tenho certeza que livros que façam sucesso originalmente em e-books vão se tornar versões impressas, muito mais legais para presentear (pois permitem dedicatórias, por exemplo) e para adornar as estantes de bibliófilos. Além disso, seguem essenciais para as noites de autógrafos.</p>
<p><strong>e)</strong> Esse processo ampliará drasticamente a base de leitores. O modelo digital vai ajudar, como a música digital fez. Mais consumidores consumindo e descobrindo. E o consumo de energia de um e-reader é tão baixo que um sistema de energia solar fará qualquer cidadão no meio do deserto capaz de ler um livro usando o sol como fonte de sustento de baterias... nem eletricidade vai necessitar. Programas públicos de acesso a internet como o Programa Nacional de Banda Larga que o governo federal desenvolve com a nova Telebras serão ferramentas importantes para ampliar o mercado leitor.</p>
<p><strong>f) </strong>Ao mesmo tempo, livros de luxo, de arte, de colecionadores, continuarão a ser do jeito que são. Uma obra em quadrinhos do <em>Sandman</em> (Neil Gaiman) segue sendo melhor lida no papel. Um livro de fotos do Sebastião Salgado a mesma coisa.</p>
<p>&#0160;</p>
<p><strong>Um outro elemento importante: a pirataria</strong></p>
<p><strong>g) </strong>Como competir com a pirataria? Antes de tudo é preciso entender que ela existe e vai seguir existindo. Para concorrer com ela, é preciso em primeiro lugar, preços justos e competitivos. Como professor, incentivei meus alunos a comprar essa coleção de livros da Folha “<em>Livros que mudaram o mundo</em>”. Até a edição 14, pelo menos 30 dos meus 250 alunos compraram.&#0160; Por um sistemático incentivo meu que a cada semana apresentava a importância de cada obra e comparava seu preço (15,90 reais) dela com as edições de livraria. Um resultado impressionante, pois sem dúvida, muitos jamais chegariam a obras como aquelas, se não fosse o preço.</p>
<p><strong>h) </strong>Vejo editoras vendendo livros digitais por preços praticamente iguais aos livros em papel. É uma afronta à inteligência do consumidor. É um empurrão para o consumo de livros por fora das editoras. Com a inesgotabilidade das obras, em alguns casos, as obras vão ser gratuitas e as pessoas vão contribuir livremente para ajudar projetos editoriais ousados. Um pouco como fez o <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/01/21/radiohead-quase-acabou-em-2007-diz-guitarrista-915679013.asp">Radiohead </a>quando disponibilizou um disco no seu site para as pessoas pagarem o quanto quiserem. Recentemente, um blog especializado em digitalização de livros para uso de estudantes de uma grande universidade fez uma campanha para comprar um HD extra e arrecadaram 400 reais em poucos dias com doações voluntárias.</p>
<p><strong>i)</strong> É provável que uma das formas para o acesso a conteúdos esteja ligado a sistemas de assinatura. Isso possivelmente implicará que as editoras tenham de fazer acordos/negócios com operadoras de telecomunicação (Teles em geral) e portais de internet. Algo como um grande Círculo do Livro, mas agora digital. O sucesso das obras estará ligado à capacidade de dar visibilidade (sites, TV e afins). Mas também ao boca a boca, em torno das redes sociais. Nos EUA já há uma rede social dedicada só à leitura de livros: <a href="http://www.thecopia.com/">The Copia</a> com grande convergência para e-books.</p>
<p><strong>j) </strong>Nas edições técnico-científicas – em todas as áreas – produzidas ou traduzidas nas universidades públicas com pesquisas de bolsistas de órgãos de fomento públicos, vão também mudar a forma de acesso ao conteúdo.</p>
<p>Não se justifica – do ponto de vista do interesse da sociedade – que pesquisas e obras sustentadas com dinheiro público, com livros produzidos por professores e pesquisadores com estatuto de dedicação exclusiva, tenham livros restritos a versões impressas para serem vendidos a preços de mercado. Sendo obras de interesse social, possivelmente terão outra dinâmica.</p>
<p>Parece que o modelo desenvolvido pelo <a href="http://www.scielo.org/php/index.php">portal Scielo</a> para os periódicos científicos, tende a se generalizar no futuro numa espécie de Scielo Livros disponibilizando os acervos das editoras universitárias ao público leitor sem custo ou a custos próximos do simbólico (ou mesmo sistemas de assinaturas acessíveis).</p>
<p>Essa questão da disponibilidade das publicações técnico-científicas é um problema central hoje para o mundo acadêmico, para a elaboração de políticas públicas e mesmo para a reforma da legislação de direitos autorais. Não é por acaso que um excelente grupo de professores e pesquisadores da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP liderado pelos professores Pablo Ortellado, Jorge Machado e Gisele Craveiro no <a href="http://www.gpopai.usp.br/wiki/index.php/P%C3%A1gina_principal">Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai/USP)</a> tem demonstrado a crise que existe na disponibilidade de livros nessa área no estudo “<a href="http://www.gpopai.usp.br/relatoriolivros.pdf">Relatório: O mercado de livros técnicos e científicos no Brasil</a>”.</p>
<p>Para dar um exemplo real deste problema, hoje, dos 11 livros exigidos no edital para a prova de mestrado em História Econômica na USP de 2010, cinco títulos estão fora de catálogo nas livrarias eletrônicas de edições novas (<a href="https://docs.google.com/leaf?id=0B28MODeZcXe0ZmUzMTRjZTUtYzlmMS00ZGQ0LTk0OTItMDljMGZmYmJlYjEx&amp;hl=en">veja tabela de disponibilidade</a>). Uma parte destes livros só está disponível em sebos e sites de downloads ou na biblioteca da própria USP.</p>
<p>&#0160;</p>
<p><strong>Outro elemento: Recuperar, resgatar e reeditar os antigos títulos e gerar novos negócios</strong></p>
<p><strong>l)</strong> Uma vasta quantidade de obras traduzidas que já foram editadas e publicadas, mas que estão fora de disponibilidade do mercado, vão poder ser recolocadas no mercado graças ao formato digital.</p>
<p>Os leitores digitais com toda a certeza vão fragmentar a edição. Não será necessário capacidade de investimento para publicar. Será necessário capital para contratar autores consagrados, isso é claro. Mas abrirá o caminho para uma ampliação da experimentação de novos autores, novas formas narrativas, novas ideias...</p>
<p><strong>m) </strong>Como lembrou um amigo, outro elemento que deve ser abraçado é a possibilidade de casar os novos formatos digitais com mecanismos de publicidade de marcas. Porque empresas que investem em prêmios literários e edições de livros via isenção fiscal (Rouanet) não vão investir em projetos editoriais digitais disponibilizando livros gratuitamente? É também um terreno aberto.</p>
<p>&#0160;</p>
<p><strong>Reformar os direitos autorais</strong></p>
<p>Hoje a resistência ao processo de modernização dos direitos autorais tende a se inverter. As editoras vão se tornar as maiores interessadas com uma ampla reforma ampliando as limitações (situações nas quais as obras podem ser copiadas). Isso porque com os tablets, os livros vão passar a ser obras de convergência de mídias.</p>
<p>As editoras de livros didáticos terão de se transformar em canais de mídia, com publicitários, com departamentos de criação dinâmicos, com acordos de licenciamento em infintas formas de conteúdo. Os desafios e obstáculos que hoje documentaristas e cineastas vivem vão se tornar desafios para os editores que terão de utilizar todos os meios e mídias para projetos inovadores.</p>
<p>Imagine um capítulo de um e-book produzido para tablets, num livro de história, para ensino médio sobre a Revolta da Chibata. Ele terá imagens, passeio pela planta dos navios, a reprodução da música do João Bosco cantada pela Elis Regina, terá imagens do ex-presidente Lula lançando ao mar o primeiro navio da Petrobras produzido nos estaleiros navais de Pernambuco, batizado de João Cândido. Também terá depoimento em vídeo do senador Paulo Paim, autor do <a href="http://www.senado.gov.br/senadores/Senador/PauloPaim/pages/projetos/2007/pls/PLS%20N%C2%BA%20241%20de%202007%20-%20Inscrever%20o%20nome%20de%20Jo%C3%A3o%20C%C3%A2ndido%20no%20Livro%20Her%C3%B3is%20da%20P%C3%A1tria.pdf">projeto</a> que propõe inscrever no Panteão dos Heróis da Pátria e da Liberdade o nome de João Cândido entre tantos outros recursos de multimídia. Para ficar apenas num exemplo. A produção de obras deste tipo vai exigir sem dúvida, uma reforma da legislação de direitos autorais.</p>
<p>Sobre esse tema recomendo a leitura do e-book em quadrinhos <a href="http://www.law.duke.edu/cspd/comics/portuguese">Prisioneiros da Lei</a> produzido e traduzido para o português pelo <a href="http://www.law.duke.edu/cspd/">Center for Study of the Public Domain</a> da <a href="http://www.law.duke.edu/">Duke University School of Law</a>.</p>
<p>&#0160;</p>
<p><strong>Uma transformação profunda e sem volta. O futuro está à nossa porta!</strong></p>
<p>O mercado editorial prepara-se para uma transformação profunda e sem passagem de volta. Temores sempre existem. Mas às vezes é preciso coragem para encarar o futuro.</p>
<p>Mas diferente de décadas passadas, hoje o futuro dá medo. A ficção projeta atualmente a um futuro, em geral trágico. Como explicou o crítico <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fredric_Jameson">Fredric Jameson</a> no seu <a href="http://books.google.com.br/books?id=sPBad_aN0i0C&amp;printsec=frontcover&amp;dq=Archaeologies+of+the+Future&amp;source=bl&amp;ots=3ZICjlKSxP&amp;sig=ZSmY3jxAhN54KQzwPunw8gYhuig&amp;hl=pt-BR&amp;ei=9rMoTfyRNoP-8AaUlejFAQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=3&amp;ved=0CDEQ6AEwAg#v=onepage&amp;q&amp;f=false">Archaeologies of the Future </a>&#0160;a tendência da projeção do futuro no terreno da ficção hoje, no capitalismo, é a hecatombe apocalíptica ou mais do mesmo que já vivemos. E essas duas opções, convenhamos, não são muito boas.</p>
<p>O futuro pode ser melhor. Mas desde já trabalhemos para isso. Frente às opções de hecatombes ou mais do mesmo, prefiro um futuro melhor. Os livros digitais podem não resolver os problemas do mundo, mas vão ajudar. Devemos ir para o futuro “<em>audaciosamente indo onde ninguém jamais esteve</em>”.</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 120px;">&#0160;</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 90px;"><strong><br /> <a href="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340147e25dfe7f970b-pi" style="float: right;"><img alt="Alelinares" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a00e5521eec1788340147e25dfe7f970b" src="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340147e25dfe7f970b-800wi" style="margin: 0px 0px 0px 10px;" title="Alelinares" /></a> * Alexandre Linares</strong><strong>&#0160;(</strong><a href="mailto:alexandrelinares@gmail.com">alexandrelinares@gmail.com</a>) é editor, cientista social&#0160;e professor. Foi coordenador editorial na Conrad Editora. Foi sócio-fundador da Amauta Editorial. Trabalhou na Boitempo Editorial e na Editora Nova Palavra e colaborou com várias outras editoras. Mantem o blog <a href="http://www.ativandoneuronios.com.br/">Ativando Neurônios</a> para seus alunos do pré-vestibular/ENEM.</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 120px;">&#0160;</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 30px;"><strong><a href="http://www.tiposdigitais.com/PDFs/Livros%20digitais%20e%20o%20mercado%20editorial%20brasileiro.pdf" target="_self" title="Livros digitais e o mercado brasileiro">Clique aqui</a> para baixar este post em PDF e ler no seu e-reader favorito.</strong></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TiposDigitais/~4/e8_8ztjP0Zk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Convidados</category>
<category>e-bookstores</category>
<category>e-readers</category>
<category>Estratégia digital</category>
<category>Mercado digital</category>
<category>Pirataria</category>

<dc:creator>Carlo Carrenho</dc:creator>
<pubDate>Sun, 06 Feb 2011 23:25:04 -0200</pubDate>

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<title>Simplissimo promove workshop sobre ePubs</title>
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<description>A e-bookstore gaúcha Simplissimo está organizando, em conjunto com a Infoprepress do Rio de Janeiro, o workshop Como produzir ebooks no formato EPUB de modo profissional. A intenção dos organizadores é levar um pouco de conhecimento prático e profissional sobre a produção de um ePub qualidade. O curso é voltado...</description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340147e16f30b5970b-pi" style="float: left;"><img alt="Workshop" class="asset  asset-image at-xid-6a00e5521eec1788340147e16f30b5970b" src="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340147e16f30b5970b-200wi" style="width: 160px; margin: 0px 10px 10px 0px;" title="Workshop" /></a> A e-bookstore gaúcha Simplissimo está organizando, em conjunto com a Infoprepress do Rio de Janeiro, o workshop&#0160;<a href="http://simplissimo.com.br/blog/cursos" target="_self">Como produzir ebooks no formato EPUB de modo profissional</a>. A intenção dos organizadores é levar um pouco de conhecimento prático e profissional sobre a produção de um ePub qualidade.</p>
<p>O curso é voltado para profissionais dos mercados editorial, gráfico e publicitário, e também a estudantes de&#0160;produção editorial, comunicação, design, artes gráficas etc. Com duração de 16 horas, o curso será oferecido em dois dias nas seguintes datas e cidades:</p>
<ul>
<li>21 e 22 de janeiro 2011 – Rio de Janeiro</li>
<li>28 e 29 de janeiro 2011 – Niterói</li>
<li>11 e 12 de fevereiro 2011 - São Paulo</li>
<li>18 e 19 de fevereiro 2011 - Porto Alegre</li>
</ul>
<p>Para mais informações, acesse o <a href="http://simplissimo.com.br/blog/cursos" target="_self">site da Simplissimo</a>.</p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TiposDigitais/~4/97v8AvjfNu4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Cursos</category>
<category>e-bookstores</category>

<dc:creator>Carlo Carrenho</dc:creator>
<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 11:55:17 -0200</pubDate>

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<title>iFlow permite ler e-books da Cultura no iPad (sem quebrar o DRM)</title>
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<description>No início de dezembro de 2010, uma nova app chegou discretamente à loja de apps da Apple. Com o nome de iFlow, a princípio parecia ser apena mais um e-reader para iPhone/iPod e iPad. Mas uma pequena análise do aplicativo já demonstrou que havia algo mais ali. A grande vantagem...</description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iflowreader.com" style="float: left;" target="_blank"><img alt="Iflow" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a00e5521eec1788340148c76d276c970c" src="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340148c76d276c970c-800wi" style="margin: 0px 10px 10px 0px;" title="Iflow" /></a> No início de dezembro de 2010, uma nova app chegou discretamente à loja de apps da Apple. Com o nome de <a href="http://www.iflowreader.com" target="_self">iFlow</a>, a princípio parecia ser apena mais um e-reader para <a href="http://itunes.apple.com/us/app/iflow-reader/id403041499?mt=8" target="_self">iPhone/iPod</a> e <a href="http://itunes.apple.com/us/app/iflow-reader-hd/id403042704?mt=8" target="_self">iPad</a>. Mas uma pequena análise do aplicativo já demonstrou que havia algo mais ali. A grande vantagem do iFlow é que, apesar da existência de uma iFlow &#0160;Bookstore, ele permite que você leia nele qualquer outro livro digital em formato ePub. Até aí os leitores da Kobo e o próprio iBooks fazem isso, mas o iFlow abre ePubs com DRM da Adobe Editions! Isto quer dizer que livros comprados em e-bookstores da&#0160;Google, Sony, Borders e Kobo podem ser lidos no iFlow! E, no que interessa a nós, tupiniquins, livros comprados nas ebookstores brasileiras como Livraria Cultura, Gato Sabido e Saraiva também podem ser abertos e lidos no novo aplicativo, mantendo-se o DRM dos arquivos intactos.</p>
<p>A vantagem para quem compra livros da Livraria Cultura (e de outras ebookstores menores como a soteropolitana Grioti) é óbvia: graças ao iFlow é possível ler os livros no iPad e iPhone/iPod, já que estas lojas não possuem apps próprias. Para e-bookstores com aplicativos próprios para iPad e iPhone, como a Saraiva e a Gato Sabido, a vantagem pode parecer menor, mas para mim ela ainda é imensa. Explico: assim como ninguém tem em casa uma prateleira para cada livraria onde compra livros, ninguém vai querer ter uma app para cada e-bookstore onde adquire e-books. Assim, apps que aceitam livros com DRM de outras lojas trazem uma grande vantagem.</p>
<p>Eu acredito que a maioria das pessoas vai sempre ter a app da Amazon em seus iGadgets, primeiro por ela ser uma condição <em>sine qua non</em> para usar o modelo proprietário da gigante de Seattle e, segundo, porque a app deles é excelente. Além da app da Amazon, acho que o público leitor de iPads e iPhones terá um ou dois aplicativos em suas telas para ler ePubs. E talvez um destes seja o iFlow. Aliás, vale lembrar que o iBooks não tem agradado muito à torcida. Eu mesmo acho meio patético aquelas páginas virtuais virando...</p>
<p>A outra grande novidade do iFlow é que ele trata os e-books como um conteúdo que flui, ignorando a paginação – daí o nome iFlow. Ou seja, você lê passando as páginas verticalmente, como a leitura que já estamos habituados a fazer em tela. Quem quiser &quot;virar as páginas&quot; também pode por meio de dois botões virtuais. Pode-se também optar pelo fluxo automático das páginas e regular a velocidade... Mas haja concentração!</p>
<p>Para ler os livros de outras lojas no iFlow é preciso fazer o cadastro gratuito no aplicativo ou no site (<a href="http://www.iflowreader.com" target="_self">www.iflowreader.com</a>). No processo, deve-se cadastrar o username e senha da Adobe Editions. E é aí que vem a pegadinha. Pelo menos por enquanto não é possível importar os ePubs DRMizados no iPad ou no iPhone. Isto tem de ser feito no site, mas é um processo simples e indolor. Basta clicar em &quot;Import a Book&quot; depois de fazer o login e escolher os arquivos .epub dos livros que você quer importar. Os livros da Cultura e Gato Sabido ficam no diretório &quot;My Digital Editions&quot; dentro de &quot;Meus Documentos&quot;. Os eBooks da Saraiva ficam dentro de &quot;Livro Digital Saraiva&quot; também em &quot;Meus Documentos&quot;. Outras lojas virtuais, como a Sony, criam diretórios dentro de &quot;My Books&quot;. Enfim, a primeira vez pode ser difícil achar, mas depois fica fácil.</p>
<p>O iFlow é uma ótima alternativa de app de leitura para iPad e iPhone. Ainda tem muito para melhorar, mas já é melhor que qualquer app de leitura nacional. Baixem o aplicativo, testem e comentem aqui.</p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TiposDigitais/~4/StIdkFaKucs" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>DRM</category>
<category>e-bookstores</category>
<category>e-readers</category>
<category>Mercado digital</category>

<dc:creator>Carlo Carrenho</dc:creator>
<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 20:52:47 -0200</pubDate>

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<title>Números indicam que e-books faturaram US$ 400 mi nos EUA durante o Natal</title>
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<description>A Barnes &amp; Noble, maior rede de livrarias dos EUA, divulgou ontem seus números de faturamento do período natalino, ou seja, das nove semanas que se encerraram no dia 1º de janeiro. Os resultados são ótimos, com 8,2% de crescimento das vendas em relação ao mesmo período no ano anterior....</description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="Encore_featureoverview_1" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a00e5521eec1788340148c763f37b970c" src="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340148c763f37b970c-800wi" style="margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; float: left;" />A <a href="http://www.barnesandnoble.com/" target="_self">Barnes &amp; Noble</a>, maior rede de livrarias dos EUA, divulgou ontem seus números de faturamento do período natalino, ou seja, das nove semanas que se encerraram no dia 1º de janeiro. Os resultados são ótimos, com 8,2% de crescimento das vendas em relação ao mesmo período no ano anterior. Mas o que realmente interessa para este blog é o crescimento de 67% das vendas da <a href="http://www.barnesandnoble.com/" target="_self">Barnes &amp; Noble.com</a>, a divisão virtual da megalivraria americana,&#0160;com as vendas alcançando US$ 228,5 milhões. Na prática foi um crescimento de US$ 94,5 milhões que corresponde majoritariamente a vendas de conteúdo digital, i. e. e-books. Com base nestes dados, Michael Cader, do <a href="http://www.publisherslunch.com" target="_self">Publishers Lunch</a>, fez um cálculo bastante interessante. Se aceitarmos que a&#0160;Barnes &amp; Noble.com tem cerca de 20% do mercado norte-americano de e-books e que realmente a quase totalidade do crescimento que acabamos de comentar seja de vendas digitais, então o mercado americano deve ter faturado aproximadamente US$ 400 milhões em vendas de livros digitais no período natalino, ou seja, nos meses de novembro e dezembro. Para chegar neste número basta considerar que US$ 80 milhões do crescimento se deve a e-books e quse seja 20% do mercado.</p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TiposDigitais/~4/5aAQpjf3wvw" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>e-bookstores</category>
<category>Estratégia digital</category>
<category>Mercado digital</category>

<dc:creator>Carlo Carrenho</dc:creator>
<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 13:34:39 -0200</pubDate>

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<title>A publicação no formato digital não é uma opção, é uma questão de sobrevivência</title>
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<description>No ano passado, publiquei o post Por que eu não acredito em Papai Noel, Saci Pererê e DRM. Alguns dias depois, recebi um telefonema de alguém ligado ao mercado brasileiro de e-books. A pessoa estava bastante frustrada com meu texto, pois achava que ele serviria como desincentivo para que editores...</description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a style="float: left;" href="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340147e14eee32970b-pi"> </a><a style="float: left;" href="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340147e14eef3d970b-pi"><img class="asset  asset-image at-xid-6a00e5521eec1788340147e14eef3d970b" style="width: 200px; margin: 0px 10px 10px 0px;" title="© goXunuReviews (Flickr)" src="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340147e14eef3d970b-200wi" alt="4070018782_a9f76393b0" /></a> No ano passado, publiquei o <em>post</em> <a href="http://www.tiposdigitais.com/2010/11/por-que-eu-n%C3%A3o-acredito-em-papai-noel-saci-perer%C3%AA-e-drm.html">Por que eu não acredito em Papai Noel, Saci Pererê e DRM</a>. Alguns dias depois, recebi um telefonema de alguém ligado ao mercado brasileiro de e-books. A pessoa estava bastante frustrada com meu texto, pois achava que ele serviria como desincentivo para que editores entrassem no mundo digital e publicassem seus livros em formato eletrônico. Embora não tenha concordado com a crítica como um todo, percebi que eu não havia deixado claro minha posição sobre a publicação ou não de e-books, mas apenas mostrara que o DRM é absolutamente ineficaz. O resultado é este <em>post</em> que escrevo agora.</p>
<p><strong>Aviso aos editores: a revolução digital chegou e seu catálogo estará disponível em breve em formato digital. Quer vocês queiram ou não.</strong></p>
<p>É isto mesmo. Em 2010, o faturamento de e-books correspondeu a 9% do faturamento das grandes editoras americanas. Em 2008, foi 1% e em 2009, 3%. O crescimento tem sido exponencial. Em alguns poucos anos, haverá uma grande demanda por livros no formato digital, e onde há demanda, há oferta. Se os editores não fornecerem seus livros em formato eletrônico, alguém vai. Por mais que se combata a pirataria, será impossível evitar que algum adolescente na Lapônia ou em São José do Rio Preto digitalize um livro indisponível e o torne acessível na internet.</p>
<p>Os editores que, para evitar a pirataria, optem em não publicar no formato digital estarão apenas incentivando a pirataria. Parece paradoxal, mas é fácil explicar. Qualquer leitor honesto que busque a versão digital de um livro em uma e-bookstore se sentirá legitimado a procurar uma cópia pirata caso não encontre a edição oficial disponível. “Eu até compraria o original, mas não encontrei”, dirão eles. É claro que não basta que o livro esteja disponível. Ele terá de ter um preço justo e o processo de compra e download tem de ser absolutamente simples. Por isso que o próprio DRM pode, além de não evitar a pirataria, incentivá-la.</p>
<p>Do lado do pirata, seja ele motivado por ganância financeira ou por um sentimento de Robin Hood, com certeza ele se sentirá mais inclinado a copiar e disponibilizar obras que não podem ser compradas ou que sejam vendidas a um preço inadequado do que livros facilmente encontráveis em e-bookstores. Afinal, haverá mais demanda para os “livros difíceis”. Mas, de maneira geral, pirata ou leitor honesto se sentirão <em>moralmente</em> justificados em copiar um livro não disponível.</p>
<p>“Mas se eu não digitalizar meu livro, será muito mais difícil copiá-lo”, dirão alguns editores. Verdade. Mas não será difícil o suficiente. Pesquisadores da Universidade de Tóquio já desenvolveram um <a href="http://www.popsci.com/technology/article/2010-03/video-blazing-fast-book-scanner-captures-flipping-pages-high-speed-camera">protótipo de scanner</a> que permite digitalizar 200 páginas por minuto apenas passando rapidamente as folhas de um livro. Em um futuro não muito longínquo, teremos celulares capazes de fazer isto e livreiros preocupados não apenas com ladrões de livros, mas ladrões de conteúdo em suas lojas.</p>
<p>Concluindo, a pirataria é de fato uma ameaça. DRM é uma solução no mínimo ingênua para o problema. O desafio está em como minimizar o efeito da pirataria e usá-la para monetizar o conteúdo. E quem não entrar no mercado de livros digitais já perdeu <em>a priori</em> a luta contra a pirataria e por um lugar ao sol no futuro digital da indústria editorial.</p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TiposDigitais/~4/ynevdQPHOqc" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>DRM</category>
<category>e-bookstores</category>
<category>Estratégia digital</category>

<dc:creator>Carlo Carrenho</dc:creator>
<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 00:55:32 -0200</pubDate>

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<item>
<title>De olho no mercado espanhol</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/TiposDigitais/~3/9Q2OVzjTcgU/de-olho-no-mercado-espanhol.html</link>
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<description>No último Tools of Change Frankfurt - evento organizado um dia antes da grande feira pela O'Reilly e Frankfurt Buchmesse para discutir livros digitais -, foi realizado um painel sobre livros digitais em espanhol. Intitulado "O Estado da Edição Digital em Língua Espanhola", a mesa contou com a presença de...</description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No último <a href="http://tocfrankfurt.com/" target="_blank">Tools of Change Frankfurt</a> - evento organizado um dia antes da grande feira pela O&#39;Reilly e Frankfurt Buchmesse para discutir livros digitais -, foi realizado um painel sobre livros digitais em espanhol. Intitulado &quot;O Estado da Edição Digital em Língua Espanhola&quot;, a mesa contou com a presença de importantes profissionais do mundo editorial digital em espanhol, como Javier Celaya,&#0160;CEO e fundador do portal <a href="http://www.dosdoce.com/" target="_blank">Dosdoce</a>;&#0160;Patricia Arancibia, gerente de conteúdo internacional da&#0160;Barnes &amp; Noble; a editora argentina Ana Maria Cabanellas; e, mais importante para este post, a gerente digital da Random House Mondadori,&#0160;Carmen Ospina. Com seu jeito espanhol, meio Penelópe Cruz, Carmen fez uma excelente apresentação sobre o estado atual do mercado espanhol e, depois, disponibilizou sua apresentação no SlideShare. Confira aqui e, em poucos minutos, fique por dentro da realidade do mercado espanhol de livros digitais:</p>
<div id="__ss_5376805" style="width: 425px; padding-left: 30px; text-align: left;"><strong style="display: block; margin: 12px 0 4px;"><a href="http://www.slideshare.net/cospina/spains-digital-market" title="Spain&#39;s Digital Market">Spain&#39;s Digital Market</a></strong> 
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<p style="text-align: left;">&#0160;</p>
<p style="text-align: left;">Também recomendo, aos interessados no mercado espanhol, que sigam os twitter de Javier Celaya (<a href="http://twitter.com/javiercelaya" target="_blank">@javiercelaya</a>) e Patricia Arancibia (<a href="http://twitter.com/queridapatricia" target="_blank">@queridapatricia</a>).</p>
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<category>Espanha</category>
<category>Mercado digital</category>

<dc:creator>Carlo Carrenho</dc:creator>
<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 23:16:14 -0200</pubDate>

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<title>Por que eu não acredito em Papai Noel, Saci Pererê e DRM</title>
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<description>A utilização ou não de DRM (Digital Rights Management) em e-books é uma questão bastante polêmica. A maior parte dos editores defende o uso da trava anti-cópia, receosos de que a pirataria tome conta. Outros defendem o consumidor honesto e acham que ele não deve ser penalizado para evitar a...</description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec178834013489882548970c-pi" style="float: left;"><img alt="© Gavin Baker" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a00e5521eec178834013489882548970c" src="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec178834013489882548970c-800wi" style="margin: 0px 10px 10px 0px;" title="© Gavin Baker" /></a> A utilização ou não de DRM (Digital Rights Management) em e-books é uma questão bastante polêmica. A maior parte dos editores defende o uso da trava anti-cópia, receosos de que a pirataria tome conta. Outros defendem o consumidor honesto e acham que ele não deve ser penalizado para evitar a ação dos pilantras virtuais. Muitas vezes, a discussão ganha ares filosóficos, com referências a conteúdo livre, <em>open platform</em> e até um ranço socialista.</p>
<p>Olhando o lado do editor, ele se encontra diante de uma escolha de Sofia com três opções:</p>
<ol>
<li>Utilizar DRM, ganhando certa proteção em relação à pirataria, mas prejudicando vendas ao oferecer um produto pouco amigável e flexível.</li>
<li>Publicar e-books sem nenhuma trava, agradando e facilitando a vida do público (que ainda é um pouco avesso ao conceito do livro digital), mas correndo o risco da pirataria.</li>
<li>Aceitar um modelo proprietário e restritivo, como o da Amazon, com um DRM discreto que não prejudica o consumidor, uma vez que não envolve a complexidade da utilização em vários devices diferentes.</li>
</ol>
<p>Como se vê, trata-se de uma escolha cruel.</p>
<p>Minha abordagem à questão é bastante prática. Como não existe um DRM eficaz, acho que o mesmo não deve ser utilizado. Qualquer DRM é facilmente quebrado, seja por softwares profissionais seja por adolescentes com uma mínima intimidade com um computador. Sendo esta a realidade, para que punir o consumidor honesto? Na prática, hoje, o DRM serve apenas para irritar o cliente, pois o pirata vai copiar de qualquer jeito.</p>
<p>Eu, por exemplo, prefiro ler no Kindle, mas os livros digitais que adquiri nas e-bookstores da Saraiva, Cultura e Sony, que utilizam o DRM da Adobe Editions, não podem ser abertos no e-reader da Amazon por dois motivos. Primeiro, porque o Kindle não lê o formato ePub destas lojas. Segundo, porque os arquivos possuem DRM. Como eu queria ler meus livros no Kindle e também porque queria testar a segurança do DRM da Adobe, me propus o desafio de converter meus ePubs para o formato mobi da Amazon.</p>
<p>O primeiro desafio, converter de ePub para Mobi, era muito simples. Bastou eu usar o software <a href="http://calibre-ebook.com/" target="_blank" title="Calibre">Calibre</a>, gratuito, que serve para criar e-books. O software até já transfere os e+books para dentro do Kindle sem necessidade de transferir arquivos manualmente. Mas e o DRM? Era preciso retirar a trava, uma vez que o Calibre não converte arquivos DRMizados.</p>
<p>Menos de meia hora no Google me revelaram duas soluções. A primeira é o software <a href="http://www.dvdvideosoftware.org/epub-drm-removal.html" target="_blank" title="ePub DRM Removal">ePub DRM Removal</a>, que custa US$ 29,90, e possui uma versão para testes gratuita. É fácil demais, o software funciona perfeitamente e não exige nenhum conhecimento técnico. A segunda opção, gratuita, é mais complexa e exige um pouco de conhecimento de informática. Trata-se de um software chamado <a href="http://www.dvdvideosoftware.org/epub-drm-removal.html" target="_blank" title="Python">Python</a>. Para efetuar a desDRMização, é necessário instalar dois programas e copiar alguns arquivos da Internet, mas o link acima permite que todos os arquivo sejam baixados em um pacote com instruções.</p>
<p>Testei os dois processos e estou lendo meus livros perfeitamente no Kindle. Até assusta. Vale lembrar que não é crime nem contravenção destravar e-books. Crime é distribuí-los ou copiá-los.</p>
<p>Concluindo, o DRM não faz sentido. Seu custo é alto demais e sua eficiência não resiste à meia hora de Google de um dinossauro da informática de 38 anos como eu. O mercado editorial terá de achar soluções mais criativas para sobreviver e evitar a pirataria.</p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TiposDigitais/~4/33gYIScLAJQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>DRM</category>
<category>e-readers</category>
<category>Mercado digital</category>

<dc:creator>Carlo Carrenho</dc:creator>
<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 12:53:28 -0200</pubDate>

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<title>Como misturar e-books com acarajé e um pouco de chimarrão</title>
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<description>O mundo digital não tem fronteiras e a grande revolução do e-book está na logística e distribuição dos livros. A maior prova disso é a mais recente livraria digital do mercado brasileiro: a baianérrima Grioti. É isto mesmo. A nova concorrente da Gato Sabido, Cultura e Saraiva está baseada ali...</description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.grioti.com.br" style="float: left;" target="_blank" title="Grioti"><img alt="Grioti" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a00e5521eec1788340147e026269b970b" src="http://carrenho.typepad.com/.a/6a00e5521eec1788340147e026269b970b-800wi" style="margin: 0px 5px 5px 0px;" title="Grioti" /></a> O mundo digital não tem fronteiras e a grande revolução do e-book está na logística e distribuição dos livros. A maior prova disso é a mais recente livraria digital do mercado brasileiro: a baianérrima <a href="http://www.grioti.com.br" target="_blank" title="Grioti">Grioti</a>. É isto mesmo. A nova concorrente da Gato Sabido, Cultura e Saraiva está baseada ali na Baía de Todos os Santos, na cidade de Salvador. Inaugurada na última segunda-feira, 22/11, a e-bookstore baiana já conta com 350 livros à venda e é uma iniciativa do designer gráfico Fábio Mascarenhas e do publicitário Wilton Bernardo. “Como eu já atuava como designer na produção gráfica de livros, surgiu o desejo no ano passado de estudar melhor o mercado do livro digital”, conta Fábio com seu sotaque soteropolitano. “Pensamos e decidimos montar uma empresa de produção editorial digital, mas depois, conversando com meu sócio resolvemos dar enfoque total na livraria”, explica.</p>
<p>No momento, a Grioti utiliza a plataforma tecnológica de distribuição da carioca <a href="http://www.xeriph.com.br" target="_blank" title="Xeriph">Xeriph</a>, enquanto negocia individualmente com cada editora. Sá Editora e Freitas Bastos são as editoras com maior número de títulos por enquanto. “Ainda existe um bloqueio dos editores e não conseguimos avançar tão rápido como gostaríamos”, explica Fábio, lamentando que uma simples assinatura de contrato se estenda às vezes por muitos dias. “A editora mais rápida de fechar negócios foi a <a href="http://www.cakibooks.com.br" target="_blank" title="Caki Books">Caki Books</a>”, conta o e-livreiro baiano, mas aí foi fácil porque a editora carioca divide o espaço físico com a própria Xeriph no Rio de Janeiro.</p>
<p>A Grioti pretende aumentar seu catálogo em pelo menos 1.000 títulos até o final do ano, além de oferecer aos editores a possibilidade de vender e-books apenas com uma marca d’água, sem DRM (digital rights management) – atualmente, todos os livros que vende via Xeriph são DRMizados. Com o sistema de marca&#0160; d’água, que insere em cada arquivo informações que identificam o comprador, o público leitor ganha liberdade para ler o livro comprado em qualquer computador ou e-reader, com menos complicações que o sistema de DRM da Adobe Editions. É justamente para fazer seu catálogo crescer e oferecer a marca d’água que a Grioti está fechando uma parceria com a gaúcha Simplissimo, detentora da plataforma Stealth, criando assim a primeira iniciativa baiano-gaúcha do mercado digital. “Até o fim do ano, a plataforma da Simplissimo estará integrada ao nosso sistema como seu catálogo de livros e a opção de marca d’água”, comemora Fábio.</p>
<p>E, afinal, estar em Salvador ajuda ou atrapalha? “Muitas vezes ajuda porque as pessoas adoram a Bahia e o processo desenvolve mais rápido. Outras vezes, parece que protelam ainda mais”, conta Fábio. O nome da loja, aliás, tem pouco a ver com a Bahia, mas é tipicamente baiano. <em>Griot</em> é o nome de trovadores típicos da África Ocidental, verdadeiros contadores de histórias que mantêm a tradição oral local. Mas ser apenas africano não era algo baiano o suficiente. “Resolvemos colocar um ‘I’ no final para ficar Grioti e ter mais sonoridade”, explicou o e-livreiro. Aí sim, Grioti ficou muito baiano. E com muito axé.</p>
<p><em>PS: O Tipos Digitais testou o site da Grioti, que usa o sistema do PagSeguro, e a compra ocorreu tranquilamente. O livro também abriu sem problemas no Adobe Editions, de onde é possível passá-lo para devices compatíveis, como o Cooler e o Sony Reader.</em></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TiposDigitais/~4/rfDOywibgc8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>e-bookstores</category>
<category>Estratégia digital</category>

<dc:creator>Carlo Carrenho</dc:creator>
<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 14:33:27 -0200</pubDate>

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