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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><description>porque quando suas calças caem, todos ficam sabendo.</description><title>minhas calças caíram</title><generator>Tumblr (3.0; @mypantsfell)</generator><link>http://www.danielvilhas.com/</link><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/tumblr/wndk" /><feedburner:info uri="tumblr/wndk" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" /><item><title>E...</title><description>&lt;p&gt;&lt;i&gt;ele morreu.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/sio4paA_Vn0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/sio4paA_Vn0/18094042308</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/18094042308</guid><pubDate>Wed, 22 Feb 2012 19:04:41 -0400</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/18094042308</feedburner:origLink></item><item><title>A Arábia: parte dois</title><description>&lt;p&gt;&lt;i&gt;1: A ideia&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por mais estranha que me pareça a ideia, penso no suicídio. O cessar total de minha existência; da consciência que me habita agora, das experiências que tive, dos amores que nutri e nutro por todos que algum dia me encantaram - alguns, se foram; outros, permanecem. Seria o cessar da existência tudo o que eu preciso para que as pessoas tenham ideia de quem realmente me importava? &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;“Por mais que queiramos impressionar ou confortar alguém, não existe nada além de nós mesmos no fim das contas. Não tem.”&lt;br/&gt;
- &lt;i&gt;Edilson C. Takano Filho&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A parte só sua, que só você administra, no meu ponto de vista, tem que ser parte de mim. E você não quer isso. Você não quer abdicar da sua liberdade única e inexorável. Pois te direi, pela primeira vez em minha vida, algo que nunca disse a ninguém: eu sou inexorável, assim como o teu e o meu destino.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Wyrd bið ful aræd&lt;/b&gt;. O destino continua totalmente inexorável. Mas o destino não existe.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tu existes e isso foi o que me importou até agora. Minha ideia será, certamente, executada. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;i&gt;2: A conversa&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt; – Você não vai se matar.&lt;br/&gt;
 – Por que acha isso?&lt;br/&gt;
 – Você sabe por que a maioria das pessoas não se matam? Porque fazer as coisas é legal. E, quando se morre, você não pode fazer absolutamente nada. A ideia da inexistência nos perturba mais do que qualquer outra coisa na face do universo. Por isso foram criados os deuses. &lt;br/&gt;
 – E se eu te dissesse que eu não me importaria de não fazer nada? &lt;br/&gt;
 – Então se mate. Você não vai saber que está morto, de qualquer modo. Será como se nunca tivesse existido. Só quem vai se preocupar com você morto é quem ainda está vivo.&lt;br/&gt;
 – Você choraria se eu morresse?&lt;br/&gt;
 – Muito.&lt;br/&gt;
 – Perdão.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/1rTqQlebjKo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/1rTqQlebjKo/18082233317</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/18082233317</guid><pubDate>Wed, 22 Feb 2012 15:38:00 -0400</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/18082233317</feedburner:origLink></item><item><title>A Arábia</title><description>&lt;p&gt;&lt;i&gt;1: A visita&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No meio do verão em que minha mente se encontra, em meio a todos os pensamentos quentes e abafados, encontrei o inverno. Encontrei-o como se fosse amigo de longa data, daqueles amigos que fica sem se ver durante tempos e tempos e só se vê uma vez por ano mas que você ama com tanta convicção que daria sua vida e tudo o que viesse com ela embora só pra ter seu reconhecimento. Aqueles amigos do tipo Muri. &lt;br/&gt;
Enquanto conversávamos, como se já não fosse estranho nosso encontro fora de época, percebi que ele havia mudado. Disse-me que eu teria que entender que algumas pessoas, como ele, gostavam da solidão e da frieza que seus cobertores quentes revelavam.&lt;br/&gt;
Revoltei-me: a solidão não faz e nunca fez sentido, por mais que em certa época de minha vida eu a tenha acolhido. Ficar sozinho não faz sentido. E se faz pra alguém, há algo de errado. A solidão parece que combina, que acolhe, que aconchega: mas só corrompe. Que graça há na solidão? Eu sem elas e eles não seria nada. Você também não será. &lt;br/&gt;
Depois de toda minha revolta, caí em lágrimas e tentei usar de toda empatia que eu poderia para tentar entender o que faria alguém querer a solidão. A solidão pode ser sinal de afeto; as pessoas querem constantemente poupar as outras das coisas más porque as amam. Mas não fazem, as coisas más, parte da vida? Claro que o fazem! Deixe que aconteçam as coisas más, oras - não todas, decerto.&lt;br/&gt;
Não tenho coragem de te deixar só. Porque amo-te. Amando-te, sou incapaz de exercer a solidão em seu malefício. Posso estar errado? Sim, posso. Mas não quero pagar para ver e acabar estando errado em te deixar só. Estou com medo de sofrer tanto de novo. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;i&gt;2: A conversa&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;— Peixe?&lt;br/&gt;
— Peixe.&lt;br/&gt;
— E era grande?&lt;br/&gt;
— Muito. Quase me derrubou do barco.&lt;br/&gt;
— Não pediu ajuda, não?&lt;br/&gt;
— Não, não. Falei com ele e amansou certinho o bicho.&lt;br/&gt;
— Falar com peixe? Eu sabia que você não batia bem dos cocos. &lt;br/&gt;
— Para com isso! &lt;br/&gt;
— Te amo.&lt;br/&gt;
— Eu também.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/VHnKuR8kiOw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/VHnKuR8kiOw/18040251512</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/18040251512</guid><pubDate>Tue, 21 Feb 2012 20:43:49 -0400</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/18040251512</feedburner:origLink></item><item><title>Incandescência: Onde acabam os logogramas</title><description>&lt;a href="http://incandescencia.org/post/17289341544"&gt;Incandescência: Onde acabam os logogramas&lt;/a&gt;: &lt;p&gt;&lt;a href="http://incandescencia.org/post/17289341544" class="tumblr_blog" target="_blank"&gt;incand&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;

&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_lz3m0jqdlr1qzezgi.jpg" height="400"/&gt;&lt;/p&gt;A alta armada ansiosa aguarda&lt;br/&gt;até a pátria na alegoria ampara&lt;br/&gt;c’a fina espada se assina carta&lt;br/&gt;na pedra baixa ela aspira a lata&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eu esperei este ermo estame&lt;br/&gt;que era e esperava-se eterno&lt;br/&gt;era eu estando errado e ele&lt;br/&gt;ele estava no ébrio embate&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Inimigo de inimigo irriga o ringue&lt;br/&gt;o impasse é amigo…&lt;/blockquote&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/1sG56sqHwWo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/1sG56sqHwWo/17290236504</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/17290236504</guid><pubDate>Wed, 08 Feb 2012 20:24:14 -0400</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/17290236504</feedburner:origLink></item><item><title>Pesadelo de tango</title><description>&lt;p&gt;Ataca-me a espuma. Uma espuma densa e que vai lentamente me envolvendo. Espuma essa que carrega todas as minhas frustrações e lágrimas que escorrem no momento. Talvez, A Espuma seja o Eu. Vou me envolvendo em mim mesmo. Tendo que aturar incertezas que vieram lá de longe, do país que há tempos não me incomodava. &lt;br/&gt;
Sou tão fraco que mal consigo escrever sobre isso.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/dn-JC49suZM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/dn-JC49suZM/17118896457</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/17118896457</guid><pubDate>Sun, 05 Feb 2012 18:41:30 -0400</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/17118896457</feedburner:origLink></item><item><title>Carta aberta ao Ministério Público Federal</title><description>&lt;p&gt;Campinas, 29 de Janeiro de 2012&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Caro Ministério Público Federal,&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Venho por meio deste e-mail me manisfestar em relação ao massacre ocorrido recentemente no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos  - um massacre (e não me arrependo de usar essa palavra em um momento sequer) no qual a Polícia Militar do estado de São Paulo teve efetiva participação com sua truculência e abuso de poder. É inútil que eu afirme isto, já que com certeza essa história já deu muito o que falar nos escritórios em que vocês trabalham. Acessei o site do Ministério Público Federal e me deparei com a seguinte frase: “Seu direito, nosso dever.”. Explorando um pouco mais tal site, ao passar o mouse por cima da aba “direitos do cidadão” é possível ler o seguinte: “O MPF garante o respeito aos direitos humanos e às normas que protegem o cidadão”. Então agora estou certo sobre “A quem recorrer?”.Caso vocês não tenham conhecimento a respeito do ocorrido em Pinheirinho (eu realmente acho que não seja o caso, já que vocês são responsáveis por garantir o respeito aos meus direitos humanos e aos direitos humanos de cada cidadão brasileiro), sugiro que avaliem os seguintes vídeos:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
1 - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NBjjtc9BXXY" target="_blank"&gt;www.youtube.com/watch?v=NBjjtc9BXXY&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
2 - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=TAy-jiAkVr0" target="_blank"&gt;www.youtube.com/watch?v=TAy-jiAkVr0&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
3 - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YHUiFYtwXOA" target="_blank"&gt;www.youtube.com/watch?v=YHUiFYtwXOA&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
4 - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Tj_zHrx7jcU" target="_blank"&gt;www.youtube.com/watch?v=Tj_zHrx7jcU&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Eu peço que assista a esses vídeos, você que está lendo esse e-mail. Eu peço do fundo do meu coração. Eu peço como cidadão brasileiro que quer ver os direitos do seu próximo cumpridos. Enfim… continuando.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Após as imagens que sugeri que vissem, é impossível que não seja constatado o desrespeito direto e indireto dos direitos humanos da população que morava em Pinheirinho. Irei citar alguns dos direitos presentes na Declaração Universal dos Direitos Humanos que foram desrespeitados:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
“Artigo III&lt;br/&gt;
        Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
“Artigo V&lt;br/&gt;
        Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
“Artigo XII&lt;br/&gt;
        Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
“Artigo XIX&lt;br/&gt;
        Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
“Artigo XXV&lt;br/&gt;
        1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Eu peço que se eu estiver errado em algum ponto, me corrija. Somos todos humanos e passíveis de erro. Mas quem fiscaliza o erro dos outros não tem o direito de errar, portanto, Ministério Público Federal, eu espero e peço que realmente se mobilizem a respeito do acontecido em Pinheirinho.&lt;br/&gt;
A reintegração de posse tinha que ser feita? Tinha. É legal? Totalmente legal. Mas isso não a faz legítima. Como disse o jornalista Ricardo Boechat (TV Bandeirantes): “Não há razão social na outra ponta que justifique a premência, a violência, a truculência […] com que as autoridades do estado de São Paulo e sua proba justiça [cumpriram a reintegração]”; “Não é ilegal, mas é absolutamente ilegítima pelas consequências que produz” (depoimento completo: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mghmTSVEyrM" target="_blank"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=mghmTSVEyrM&lt;/a&gt;)&lt;br/&gt;
A ação em Pinheirinho só comprova que os governantes e a Polícia Militar não estão sendo usados em benefício do povo. Estão sendo usados em benefício daqueles que têm e não dos que pouco têm. A ação em Pinheirinho só comprova que a Polícia Militar, que é um instrumento do povo, está sendo constantemente usada como um instrumento contra o povo. E isso é inaceitável. É inaceitável que o MPF tente amenizar a situação apenas tentando dar condições imediatas de subsistência para essas pessoas. Não que seja desnecessário: é óbvio que é necessário. É claro que é necessário. Mas e depois? Para onde vão essas famílias? Programas sociais do governo? Esperar em filas gigantescas que demoram anos?&lt;br/&gt;
Seis mil pessoas. Não deveria o governo do estado de São Paulo ter arranjado moradia com mínimos padrões de vida para essas famílias antes de tê-las despejado? É possível que o governo federal seja acuado pela justiça do estado de São Paulo? “Ah, mas é a decisão da justiça e ela deve ser cumprida”. Pois a Senhora Justiça está errada. Eu tenho quinze anos de idade e sei que ela está errada. Eu tenho quinze anos de idade e sei que jogar pessoas que já não tinham condições boas de vida em abrigos do governo é errado. É errado tirá-las de suas casas (sim, SUAS casas) com tal violência, como fez a Polícia Militar. Se eu que tenho quinze anos e sei que isso está errado, como os senhores e senhoras que fizeram com que essa ação fosse cumprida e provavelmente têm diplomas e mais diplomas de Direito e doutorados não sabem? Como essas pessoas não têm noção do que fizeram? É óbvio que elas têm. É óbvio. Acontece que o interesse pelo dinheiro, o interesse pelo favor político e econômico é maior do que o interesse humano. É por isso, Ministério Público Federal, que você existe. Você existe para assegurar os direitos humanos de cada um daqueles que foram baleados sem piedade com balas de borracha. Você existe para impedir que as crianças que lá estavam durmam no chão, em locais improvisados, por mais uma noite. Você existe para assegurar que os culpados por essa invasão violenta sejam punidos. Ou será que você não existe? Será que é só mais um instrumento político-econômico? Espero que não. Porque se for, não nos resta mais nada a fazer senão sentar e chorar esperando que mais uma tragédia (tragédia essa proporcionada pelo Estado) aconteça.Seja longe ou perto de onde estou; seja com algum desconhecido que têm os mesmos direitos que eu de dormir numa cama quente, debaixo de cobertas; ou seja com um membro de minha família. Não calem-se diante disso. Não tomem meias-medidas. E se envergonhem se por acaso não fizerem algo: porque eu, do alto da minha impotência, já me envergonhei. De todos. E de mim.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/ATJ9NQh9Mso" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/ATJ9NQh9Mso/16752031574</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/16752031574</guid><pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:29:00 -0400</pubDate><category>paz</category><category>justiça</category><category>pinheirinho</category><category>polícia</category><category>brasil</category><category>apelo</category><category>revolta</category><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/16752031574</feedburner:origLink></item><item><title>A lua de Monacce</title><description>&lt;p&gt;&lt;b&gt;Primum (, non nocere?)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;“Estão convidados para a grande inauguração do terceiro andar da Mansão Monacce todos aqueles que possuem pele parda e olhos verdes. Se te interessa o assunto, venha e retire seu convite.”, repetia o homem vez após outra. Segurava os convites de forma porca e estranha, do mesmo modo como aqueles velhos entregavam os panfletos da clínica dentária na esquina da José de Alencar com a Cônego Cipião. “Dentaz” era o nome da clínica, se não me engano. Mas ao invés de tirar atenção da história que venho aqui contar, prosseguirei. Só dessa vez.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;– Eu quero um convite - revelou um garoto. Pardo. Olhos verdes. &lt;br/&gt;
– Tudo bem, menino. Aqui está. - e entregou um panfleto de alumínio dourado ao garoto.&lt;br/&gt;
– Obrigado, senhor.&lt;br/&gt;
– De nada. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Era sabido que todos que iam até a Mansão Monacce voltavam decepcionados por terem esperado algo bem mais digno de uma inauguração. Mas garotos são garotos e a curiosidade desse ultrapassava decepções - decepções, estas, que ele não teria.&lt;br/&gt;
O relógio da cidade marcava meia-noite com um tilintar bem suave e sonoro por toda a região. Além de marcar meia-noite, esse tilintar indicava que era hora da inauguração. Apressado, o garoto colocou seu par de galochas pois previa que o caminho até a Mansão Monacce estaria muito lamacento por causa daquele verão anormalmente chuvoso que enfrentavam naquela pequena ilha esquecida no oceano pacífico. &lt;br/&gt;
Chegou nos portões da mansão com as botas sujas de barro e chacoalhou-as pra lá e pra cá visando tirar a lama para que pudesse aparentar um pouco aceitável. E não sabia o que fazer com o convite. Não havia guarda nem mordomo; muito menos luzes. Estava tudo escuro.&lt;br/&gt;
Tirou seu panfleto dourado do bolso e balançou para o alto, achando que alguém pudesse notá-lo. O panfleto, porém, brilhava insistentemente apesar da ausência de luz no local.&lt;br/&gt;
Não veio ninguém e o garoto inquietou-se: jogou o panfleto no chão. Um trovão imediatamente ecoou pelos bosques da Mansão Monacce, fazendo o garoto saltasse de susto. Uma placa gigante no chão brilhou, fazendo com que fosse possível ler em letras bem grandes: “JOGUE SEU CONVITE EM CIMA DESTA PLACA”.&lt;br/&gt;
O garoto sorriu e um raio o acertou. Desapareceu em meio a faíscas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estavam todos sorridentes num salão da mansão tomando vinho e conversando sobre os recentes avanços tecnológicos na área de robótica, que aconteciam nas terras do norte daquelas terras em que estavam. As luzes se apagaram e um raio saiu do piso quadriculado (em verde e roxo) do salão. Se materializou ali, em meio ao salão - e a partir de um raio - o garoto pardo de olhos verdes. Seu nome era Uln’y e fazia parte de uma tribo que vivia afastada da civilização. A luz voltou. Uln’y, ainda assustado, percebeu que o panfleto voava suavemente à sua frente; como uma pluma que foi deixava aos cuidados do destino por uma criança de cinco anos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;– Ah! Aqui está. Mais um convidado - exclamou o anfitrião, Sérgio Honma Monacce (sim, porque pessoas importantes precisam ter seus nomes escritos por inteiro, sílaba por sílaba) - Já podemos começar a inauguração. Sigam-me todos, por favor - e bateu duas palmas, palmas essas que foram potencializadas pelo fato de Sérgio estar usando luvas de látex cirúrgicas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma porta de oito metros ficava mais visível à medida que o anfitrião se aproximava dela. Parecia tudo friamente calculado. Bateu mais duas palmas. A porta abriu - para dentro. Um vento monstruoso entrou por ela como se quisesse devastar tudo, mas apenas devastou cabelos com laquê e maquiagens porcamente feitas. &lt;br/&gt;
Uln’y foi o primeiro a se aproximar da porta depois de Sérgio. E viu o que todos mais queriam ver: a lua. Havia uma lua no terceiro andar da Mansão Monacce. Todos, incrédulos, tentaram entender a situação.&lt;br/&gt;
Muito longe dali, num lugar chamado Europa - a lua, não o continente -, extraterrestres miravam seus canhões de plasma azul para a Terra. Sem hesitar, atiraram. A lua de Monacce explodiu. Uln’y se explodiu. Todos se explodiram.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;– Papai - disse Hen, que acompanhava seu pai numa base subterrânea em Europa - eles tinham mesmo que morrer, papai? Não foi crueldade demais, papai? Eles não são como nós?&lt;br/&gt;
– Eles são, Hen. São como nós. Mas se tiveram a capacidade de aprisionar a lua de nosso planeta, sem ao menos nos procurar para que pudessem pedir permissão, o que fariam se soubessem da nossa existência? É difícil, filho. Mas uma raça onde não há respeito entre eles mesmos não é digna de uma ou duas chances para que possam respeitar a nós. Foi por isso, filho, que explodimos a Terra. Mas não se preocupe. O grande Shivàn há de cuidar do ikakeru desses pobres mortais. Eles não morreram. Apenas foram para um lugar melhor.&lt;br/&gt;
– Pai… seu nariz está sangrando.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/mRs5oTCbKPg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/mRs5oTCbKPg/16616089576</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/16616089576</guid><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 23:40:00 -0400</pubDate><category>lua</category><category>vida</category><category>banal</category><category>crônica</category><category>texto</category><category>garoto</category><category>latim</category><category>raça</category><category>humana</category><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/16616089576</feedburner:origLink></item><item><title>Vender a alma e mudar de ideia talvez surta o mesmo efeito, dependendo do mundo no qual você vive.</title><description>&lt;p&gt;E no mundo no qual vivo, todas as flores são manchadas com o sangue de um garoto que há tempo não as toca por terem seus espinhos. E isso me lembra uma certa guerra entre carneiros e rosas que um dia encantou as crianças que já não fazem mais parte da nossa época - existem, mas são raras as que conhecem tal guerra. Não sei o que me faz sujar os dedos com o sangue desse garoto, dessa vez. Talvez porque eu não esteja satisfeito com o que tenho no momento - que poderia parecer uma fortuna para muitos. &lt;br/&gt;
Não se pode mudar de ideia tão fácil: acarreta consequências, desamores, raiva e aqui posso usar uma frase famosa por ser banhada em clichê: para se fazer um bom omelete, é preciso quebrar alguns ovos. Não gosto de omelete, portanto ao invés de quebrar ovos, racho corações. O que de certo ponto de vista, pode ser horrível e melancólico. Mas minha vida não está nada horrível e melancólica. O único problema é que o amor não é o suficiente pra fazer uma pessoa completamente feliz. Sou egoísta e quero mais. Quem quer o perigo acaba sangrando sozinho.&lt;br/&gt;
Uma vez concordou comigo - ou concordei com ele - um rapaz chamado Hélio, (escrevo como se tivesse acontecido há muitos e muitos anos, mas não foi: aconteceu hoje de madrugada) e sobre o que concordou? Concordou que amor era induzido, que não era mágico e não acontecia de repente. Acontece que temos uma tradição de querer magicar e enfeitar com tudo e a ideia de que o amor não é induzido nos faz se sentir melhor. A ideia de que é “por acaso” conforta nossos corações estranhos. &lt;br/&gt;
Pois decepciono-te: o amor não é por acaso. É induzido. Não existe tal força sobrenatural que te faz amar alguém, você-não-sabe-o-porquê. É invenção, é eufemismo em outra forma que não a tradicional. &lt;br/&gt;
Isso certamente não se aplica a desprender-se do amor: aí temos que tocar no sangue e nos nervos expostos de outra criancinha - garotinha, dessa vez -, que nos assombra por séculos: a indiferença.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/dfIFr1iR94g" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/dfIFr1iR94g/15315812835</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/15315812835</guid><pubDate>Wed, 04 Jan 2012 19:48:00 -0400</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/15315812835</feedburner:origLink></item><item><title>Mecânica celeste aplicada</title><description>&lt;p&gt;Como diria Yoñlu, - e o título é inteiramente creditado a ele - a pior coisa que Platão inventou foi o amor - que só traz solidão. De Capitolina Pádua (Capitu) e Bento a Pierrot e a Colombina (e Arlequim, de intruso), há o amor. Que amor é esse, que tudo pode, tudo rasga, tudo atravessa e alegra? Seria esse o amor dos humanos? De Platão? Seria o amor de todos nós e de todos eles? Seria o mesmo amor que sinto?&lt;br/&gt;
Não sei! Clarice já disse nos seus últimos dias de vida que tudo era tão incerto. Quem sou eu pra discordar da nossa querida mulher de raízes ucranianas que tinha a flor de lis no peito? Acho que quando eu descobrir, passo aqui e conto pra vocês. Ou me faço de chato e guardo segredo. &lt;br/&gt;
Claro… achou que eu ia te contar o maior e mais valioso segredo de mão beijada?&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/t4R8QhiRlVY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/t4R8QhiRlVY/14351890666</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/14351890666</guid><pubDate>Sat, 17 Dec 2011 09:13:23 -0400</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/14351890666</feedburner:origLink></item><item><title>Morietur solus.</title><description>&lt;p&gt;Te olha da cabeça aos pés. Debocha. Elogia?&lt;br/&gt;
Se tens um amor que seja perfeito, liso, bonito, tudo bem: mas saiba que não vai durar. Não falo do amor, mas sim da consistência e da estabilidade. O amor dura sim. Dias, meses, anos, décadas. Podes até morrer com ele. Morrer com ele é claramente diferente de morrer por ele.&lt;br/&gt;
Quem morre de amor, morre sozinho. Eu juro que não estou querendo dar um ar sombrio, estranho e negativo pro amor: na verdade, não é isso. Estou só querendo dizer para que tome cuidado. Para que tome muito cuidado. Lidar com pessoas já é extremamente difícil. Lidar com a pessoa com quem se compartilha o “tudo” é mais difícil ainda.&lt;br/&gt;
Por exemplo: se olhe no espelho. Esse é você. Mas esse não é o “ele”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mudando de assunto… eu não estou mais conseguindo escrever. Escrevo e me vejo insignificante com minhas cinco ou seis linhas. Me sinto completamente insignificante; Eu escrevo por auto-ajuda e por ajuda. Escrevo por diversão. Por… prazer. Não sinto mais vontade de me ajudar. Não sinto mais vontade de ajudar. Não me divirto mais. Não tenho mais prazer. E eu não queria que fosse assim. Não mesmo. Queria continuar escrevendo, e escrevendo. Porque sinto, aqui no fundo, que alguns de vocês gostam disso. Que alguns de vocês se ajudam, compreendem. Mas não sei se isso é verdade. E acho que descobrir que a verdade é o contrário seria… decepcionante. Não vou parar de escrever, sabe? Mas a frequência com que escrevo vai diminuir (sim, mais) ou quem sabe aumentar. É tudo tão incerto quando se fala de mim mesmo.&lt;br/&gt;
Estou um pouco decepcionado comigo mesmo. Não me sinto suficiente. Parece que não sei mais completar, só sei ser completado. Isso não é bom; as pessoas exigem que eu as complete de vez em quando. E eu estou sentindo como se não soubesse mais fazer isso. Há algum tempo atrás, eu botaria a culpa de eu não conseguir mais escrever no verão e na sua temperatura irritantemente alta. Mas isso não adianta mais. Culpar as estações do ano pelas suas incapacidades é, no mínimo, infantil.&lt;br/&gt;
Antes de escrever esse texto, eu estava quase chorando. Mas não: não tem nada a ver com o que está escrito aqui. Tem a ver com umas coisas que acontecem diariamente comigo. &lt;br/&gt;
Estou com medo. Muito medo. Não medo de barata ou de aranha ou de cobra ou da morte: tenho medo de mim mesmo. Como alguém com medo de si mesmo pode completar alguém?&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/5qpt95tF8Oc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/5qpt95tF8Oc/14025472776</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/14025472776</guid><pubDate>Sat, 10 Dec 2011 15:21:26 -0400</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/14025472776</feedburner:origLink></item><item><title>~</title><description>&lt;p&gt;Estou sem vontade de bater os dedos nas teclas.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/kHZRZOTcqfQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/kHZRZOTcqfQ/13682778136</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/13682778136</guid><pubDate>Sat, 03 Dec 2011 12:42:28 -0400</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/13682778136</feedburner:origLink></item><item><title>12</title><description>&lt;p&gt;Quando fica estranho, difícil, amargo ou aspargo: deixe. Você tem todo o direito e a razão, se quer saber. Mesmo quando parecer que não. Mas você ter o direito não te dá o direito de expressar que tem. Vê? As pessoas se magoam.&lt;br/&gt;
Mas nunca abaixe a cabeça pra alguém que te magoou - se achar necessário. Mas tem que valer a pena. Você vale a pena? Ele? Ela? &lt;br/&gt;
Não confie demais. E não desconfie de menos.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/q-n5ocpYLYQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/q-n5ocpYLYQ/13292713842</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/13292713842</guid><pubDate>Fri, 25 Nov 2011 04:33:14 -0400</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/13292713842</feedburner:origLink></item><item><title>Edu</title><description>&lt;p&gt;Um dia tu vais compreender que não existe nem uma pessoa completamente má, nem uma pessoa completamente boa. Tu vais ver que todos nós somos completamente humanos. E sofrerás muito quando resolver dizer só aquilo que pensas e fazer só aquilo que gostas. Aí, sim, todos te virarão as costas e te acharão mau por não quereres entrar na ciranda deles, compreendes?&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/LjyN80kEuX0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/LjyN80kEuX0/12377303451</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/12377303451</guid><pubDate>Sat, 05 Nov 2011 14:53:00 -0300</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/12377303451</feedburner:origLink></item><item><title>"E ainda chamam isso de ser humano. Vê se pode. Ei, menino, não pode fazer nada?"</title><description>&lt;p&gt;Eu acordei de manhã e me perguntei: por que está tudo tão igual, se tanto mudou? Por que está tudo tão igual se tudo está tão diferente? Eles não sabem? &lt;br/&gt;
Como espera que o façam sem que você conte?&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/k4W7WMeYj94" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/k4W7WMeYj94/12345082456</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/12345082456</guid><pubDate>Fri, 04 Nov 2011 20:39:48 -0300</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/12345082456</feedburner:origLink></item><item><title>Igor e as sereias de Manju</title><description>&lt;p&gt;Tio Igor cuidava muito bem de suas sereias e tritãos. Tio Igor resolveu, bem cedo, se mudar para a Manchúria - que não era o melhor dos lugares do mundo, mas dava pro gasto. Igor era alto e sua ambição era tão alta quanto seus metros de alturas somados ao longo do corpo.&lt;br/&gt;
Recebeu, um dia, uma chamada de Londres.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- It’s London calling here, Sir. We want to help you: but you must let us help you before we can do something.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Ahn? Não entendo chinês não, meu filho.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Sir? Can you speak english instead of portuguese, please?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E Igor não sabia inglês. Mas sabia cantar. Havia aprendido com suas sereias.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/CD0zFLs1k24" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/CD0zFLs1k24/12066432549</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/12066432549</guid><pubDate>Sat, 29 Oct 2011 05:56:29 -0300</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/12066432549</feedburner:origLink></item><item><title>Por que será?</title><description>&lt;p&gt;Vamos sorrir em paz: buscar nossos amores. &lt;br/&gt;
Frequentar nossas dores (mas só de vez em quando). &lt;br/&gt;
Caminhe pela idade e dance através da liberdade.&lt;br/&gt;
Vá morar dois meses na Colômbia&lt;br/&gt;
Mas nunca se esqueça: somos todos feitos de desumanidades e são desumanidades que vamos espalhar por esse bairro, cidade, estado, nação, continente, mundo. E por outros mundos, até.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/I6y3eNOyF6I" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/I6y3eNOyF6I/11915347695</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/11915347695</guid><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 16:15:08 -0300</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/11915347695</feedburner:origLink></item><item><title>"Para o menino atrevido, inteligente, que não se contenta com respostas banais, que gosta de..."</title><description>“Para o menino atrevido, inteligente, que não se contenta com respostas banais, que gosta de descobrir por conta própria as suas dúvidas; para o menino que confia num galho frágil, mas descobre que a vida é muito mais do que um tombo; para o menino desbocado, mas que, apesar da sua eterna ironia, tem um coração de ouro; para o menino que quer crescer rápido demais e abraçar o mundo e enchê-lo de questões que deixaria Einstein maluco; para esse menino que entrou através da internet nas nossa vidas, que este seu ano novo seja descobertas desconcertantes, amores eternos, palavras doces, caminhos instigantes, humildade ao reconhecer que nunca sabemos tudo. A você, meu querido, feliz aniversário!”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;Mirian Bueno Martin&lt;/em&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/ZZ_cGMRVmug" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/ZZ_cGMRVmug/11865746684</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/11865746684</guid><pubDate>Mon, 24 Oct 2011 12:18:14 -0300</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/11865746684</feedburner:origLink></item><item><title>Abre teus olhos, papai.</title><description>&lt;p&gt;um: os piratas&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Don’Marrrrrria? Don’Marrrrrrrrria? Responda logo, mi dulcinho de coco. Pai está aqui constied. - disse ele, arranhando seu português arcaico mesclado com espanhol e com um sotaque frescurento de argentino marrento com sérios problemas de dicção. - Ninguém, Marrrria, alãm de vóce, pode mudar teo fotoro e libertar soa mente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Papai. Tir’éstas tuas mãos de minhas indefesas pernas - imediatamente -  ou levarás um chute em tuas vergonhas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O velho afastou-se. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Vende-me, pai. Mas não apossas-te de mim que faço-te eunuco.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E o barco partiu. A garota estava jogada em meio aos barris de rum, com as pernas abertas como que prontas pro pecado da carne. Riram os piratas. Apossaram-se os piratas.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/W-s_R1O89Ps" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/W-s_R1O89Ps/11771839143</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/11771839143</guid><pubDate>Sat, 22 Oct 2011 10:47:34 -0300</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/11771839143</feedburner:origLink></item><item><title>Giec anwhocese kj aryaná </title><description>&lt;p&gt;Tem medo do passado, tem ciúmes do passado, tem medo de si mesma. Das traições que vai cometer. Das que cometeu. Medo. Tem medo.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/HvlCYkAi2-s" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/HvlCYkAi2-s/11661062967</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/11661062967</guid><pubDate>Wed, 19 Oct 2011 16:24:18 -0300</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/11661062967</feedburner:origLink></item><item><title>V and the Polly's crossover</title><description>&lt;p&gt;V wants a cracker&lt;br/&gt;
I Think I should get off h(er)im first&lt;br/&gt;
(N)&lt;br/&gt;
I think (s)he wants some water&lt;br/&gt;
To put out the blow torch&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;V wants a cracker&lt;br/&gt;
Maybe (s)he would like some food&lt;br/&gt;
(S)He asked me to untie h(er)im&lt;br/&gt;
A chase would be nice for a few&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;V* said…&lt;br/&gt;
V says h(er)is back hurts&lt;br/&gt;
(S)He’s just as bored as me&lt;br/&gt;
(S)He caught me off my guard&lt;br/&gt;
It amazes me, the will of instinct.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;i&gt;the will of instinct. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/tumblr/wndk/~4/Ma5Ul8jnGgk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/tumblr/wndk/~3/Ma5Ul8jnGgk/11362038807</link><guid isPermaLink="false">http://www.danielvilhas.com/post/11362038807</guid><pubDate>Wed, 12 Oct 2011 16:06:00 -0300</pubDate><feedburner:origLink>http://www.danielvilhas.com/post/11362038807</feedburner:origLink></item></channel></rss>

