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</description><language>en</language><lastBuildDate>Sat, 31 Dec 2011 09:34:23 PST</lastBuildDate><generator>TypePad http://www.typepad.com/</generator><feedburner:info uri="typepad/jgal" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://hubbub.api.typepad.com/" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>revelando a beleza do evangelho</itunes:subtitle><feedburner:browserFriendly></feedburner:browserFriendly><item><title>RETROSPECTIVA RIO DE PAZ 2011</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/12/retrospectiva-rio-de-paz-2011.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Sat, 31 Dec 2011 09:34:23 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c0162fec7c251970d</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><iframe frameborder="0" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/IXfdsldlQ7A?fs=1&amp;feature=oembed" width="500"></iframe> </p>]]></content:encoded><description></description></item><item><title>RESOLUÇÕES DE LISBOA</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/12/resolu%C3%A7%C3%B5es-de-lisboa.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Fri, 30 Dec 2011 14:48:10 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c0162feba3969970d</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p><span style="font-size: 12pt;"> <a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0168e4b02a3c970c-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="float: right;"><img alt="5342022081_9208cd5363_s" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a010535e6a52a970c0168e4b02a3c970c" src="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0168e4b02a3c970c-800wi" style="margin: 0px 0px 5px 5px;" title="5342022081_9208cd5363_s"></img></a>N</span>o dia 21 de outubro de 2005 encontrava-me no aeroporto de Lisboa à espera de um vôo. Estava com o coração apertado, tomado por um profundo desejo de ser um homem melhor. Peguei a última página em branco da minha Bíblia de bolso, e registrei 21 resoluções, que julgava, na época, essencias, tanto para o aperfeiçoamento do meu caráter, quanto para a minha felicidade.</p>
<p>Outro dia me deparei com elas novamente, ao usar essa mesma Bíblia. Ainda agora decidi publicá-las, movido pelo clima de esperança e sonho que costuma dominar o coração de muitos quando um ano novo se aproxima. Espero que o ajude para 2012:</p>
<p><em>"Movido por um profundo desejo de viver para a glória de Deus e cumprir meu chamado, decido:</em></p>
<p><em>1. Buscar a face do meu Senhor todos os dias.</em></p>
<p><em>2. Estudar e meditar nas Sagradas Escrituras diariamente.</em></p>
<p><em>3. Ser generoso.</em></p>
<p><em>4. Fazer aliança com os meus olhos.</em></p>
<p><em>5. Planejar meu tempo.</em></p>
<p><em>6. Amar os que me são próximo, especialmente, mulher e filhos.</em></p>
<p><em>7. Fazer de Deus meu bem maior.</em></p>
<p><em>8. Usar minha língua apenas para propósitos santos.</em></p>
<p><em>9. Esquecer das coisas que para trás ficam.</em></p>
<p><em>10. Crer firmemente na bondade infinita de Deus.</em></p>
<p><em>11. Aguardar ansiosamente a restauração de todos as coisas </em>(parousia<em>).</em></p>
<p><em>12. Atacar frontalmente a desesperança.</em></p>
<p><em>13. Ir na direção do cumprimento dos meus sonhos ministeriais.</em></p>
<p><em>14. Maravilhar-me com as excelências de Deus.</em></p>
<p><em>15. Aplicar-me à busca constante de conhecimento.</em></p>
<p><em>16.  Agir de um tal modo que os homens julguem que sou de Cristo.</em></p>
<p><em>17. Confessar meus pecados e deles me esquecer.</em></p>
<p><em>18. Crer de modo ilimitado no poder de Deus.</em></p>
<p><em>19. Ver a velhice como plano de Deus para a vida do pecador.</em></p>
<p><em>20. Alegrar-me por saber que o meu homem interior se renova dia a dia.</em></p>
<p><em>21. Buscar o batismo com o Espírito Santo.</em></p>
<p> </p>
<p><em>Lisboa, 21 de outubro de 2005"</em></p>
<p>Antônio Carlos</p>
<p> </p>
<p> </p></div>]]></content:encoded><description>No dia 21 de outubro de 2005 encontrava-me no aeroporto de Lisboa à espera de um vôo. Estava com o coração apertado, tomado por um profundo desejo de ser um homem melhor. Peguei a última página em branco da minha Bíblia de bolso, e registrei 21 resoluções, que julgava, na época, essencias, tanto para o aperfeiçoamento do meu caráter, quanto para a minha felicidade. Outro dia me deparei com elas novamente, ao usar essa mesma Bíblia. Ainda agora decidi publicá-las, movido pelo clima de esperança e sonho que costuma dominar o coração de muitos quando um ano novo se aproxima. Espero que o ajude para 2012: "Movido por um profundo desejo de viver para a glória de Deus e cumprir meu chamado, decido: 1. Buscar a face do meu Senhor todos os dias. 2. Estudar e meditar nas Sagradas Escrituras diariamente. 3. Ser generoso. 4. Fazer aliança com os meus olhos. 5. Planejar meu tempo. 6. Amar os que me são próximo, especialmente, mulher e filhos. 7. Fazer de Deus meu bem maior. 8. Usar minha língua apenas para propósitos santos. 9. Esquecer das coisas que para trás ficam. 10. Crer firmemente na bondade infinita de Deus. 11. Aguardar ansiosamente a restauração de todos as coisas (parousia). 12. Atacar frontalmente a desesperança. 13. Ir na direção do cumprimento dos meus sonhos ministeriais. 14. Maravilhar-me com as excelências de Deus. 15. Aplicar-me à busca constante de conhecimento. 16. Agir de um tal modo que os homens julguem que sou de Cristo. 17. Confessar meus pecados e deles me esquecer. 18. Crer de modo ilimitado no poder de Deus. 19. Ver a velhice como plano de Deus para a vida do pecador. 20. Alegrar-me por saber que o meu homem interior se renova dia a dia. 21. Buscar o batismo com o Espírito Santo. Lisboa, 21 de outubro de 2005" Antônio Carlos</description></item><item><title>QUEM PODE AJUDAR?</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/12/quem-pode-ajudar.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Tue, 06 Dec 2011 07:39:56 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c0162fd6fd8ee970d</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><div><a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0153941a222f970b-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="display: inline;"><img alt="IMG_9658" class="asset  asset-image at-xid-6a010535e6a52a970c0153941a222f970b" src="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0153941a222f970b-320wi" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="IMG_9658"></img></a><br>O <strong>Rio de Paz</strong> tornou-se conhecido no país por meio das suas manifestações, sempre acompanhadas de ampla cobertura dos meios de comunicação brasileiros e agências internacionais de notícia. Procuramos realizar de modo pacífico todos os nossos atos públicos, jamais trazendo problema para o trânsito ou insultando autoridade pública.</div>
<div>Nesses últimos meses, contudo, em razão do contato com tanta desgraça nas favelas do Rio de Janeiro, sentimo-nos inclinados a dar início a projetos sociais que dessem prioridade às comunidades pobres às quais temos acesso, o Complexo de Manguinhos (14 favelas, cerca de 100 mil habitantes) e o Jacarezinho (um mar de pobreza, com número aproximado de moradores). Ambas não foram ainda pacificadas.</div>
<div>Tencionamos desenvolver os seguintes projetos sociais:</div>
<ul>
<li><strong>Plano de Apadrinhamento e Inclusão</strong> (PAI): A ideia é adotarmos crianças pobres para escola, até sua entrada na faculdade.</li>
<li><strong>Repartir</strong>: trata-se de um Bolsa Família da classe média, que adotaria as famílias mais miseráveis de ambas as comunidades, enviando uma cesta básica de alimento a cada mês.</li>
<li><strong>Padaria Escola</strong>: o objetivo é oferecer a profissão de padeiro para meninos envolvidos com o tráfico e que queiram deixar o crime.</li>
<li><strong>Casa do Cidadão</strong>: é o sonho de ter espaços dentro da favela onde noções elementares de direitos humanos e direito constitucional seriam ensinadas aos moradores dessas comunidades pobres. Nesses mesmos locais poderíamos realizar outras atividades mais, visando preparar pessoas para a vida profissional e o exercício da cidadania.</li>
</ul>
<div>Além desses projetos que desejamos levar para dentro da comunidade pobre e não pacificada, há outros no campo da segurança pública e defesa dos direitos humanos:</div>
<ul>
<li><strong>Conferência ONU (DPI)-Rio de Paz</strong>: há quatro anos que realizamos esses encontros em parceria com o Departamento de Informação Pública da ONU, ao qual somos associados. Desejamos realizar ano que vem um congresso sobre a reforma da polícia.</li>
<li><strong>Pesquisas acadêmicas</strong>: com elas poderíamos fornecer dados objetivos para o governo do Estado visando a implementação de políticas públicas. </li>
<li><strong>Cultura de Direitos Humanos</strong>: estou certo de que deveríamos fazer no Brasil campanhas de conscientização social, usando todos os meios de comunicação, outdoors, internet, camisas etc. Seria uma campanha para fazer com que o nosso povo tão dócil, aprendesse também a valorizar a vida, uma vez que convivemos com os maiores abusos à santidade da vida humana sem nos escandalizarmos.</li>
</ul>
<div>Além disso tudo temos que manter um escritório no centro do Rio, com pelo menos 4 funcionários de tempo integral. O <strong>Rio de Paz</strong> precisa hoje de aproximadamente 20 mil reais para manter o seu dia-a-dia (caso façamos as contratações necessárias). Nós já temos uma sala, no prédio da Faculdade Cândido Mendes (rua da Assembléia, 10). Mas, que luta para manter tudo em dia. </div>
<div><span style="font-size: 11px;"><br></span></div>
<div><span style="font-size: 8pt;"><br></span></div>
<div><span style="font-size: 8pt;">Antônio Carlos Costa</span></div>
<div><span style="font-size: 8pt;">Ps. <strong>Caso você queira colaborar: Banco Itaú – Agência 1185 / Conta corrente: 44820-4</strong><br></span></div>
<p> </p></div>]]></content:encoded><description>O Rio de Paz tornou-se conhecido no país por meio das suas manifestações, sempre acompanhadas de ampla cobertura dos meios de comunicação brasileiros e agências internacionais de notícia. Procuramos realizar de modo pacífico todos os nossos atos públicos, jamais trazendo problema para o trânsito ou insultando autoridade pública. Nesses últimos meses, contudo, em razão do contato com tanta desgraça nas favelas do Rio de Janeiro, sentimo-nos inclinados a dar início a projetos sociais que dessem prioridade às comunidades pobres às quais temos acesso, o Complexo de Manguinhos (14 favelas, cerca de 100 mil habitantes) e o Jacarezinho (um mar de pobreza, com número aproximado de moradores). Ambas não foram ainda pacificadas. Tencionamos desenvolver os seguintes projetos sociais: Plano de Apadrinhamento e Inclusão (PAI): A ideia é adotarmos crianças pobres para escola, até sua entrada na faculdade. Repartir: trata-se de um Bolsa Família da classe média, que adotaria as famílias mais miseráveis de ambas as comunidades, enviando uma cesta básica de alimento a cada mês. Padaria Escola: o objetivo é oferecer a profissão de padeiro para meninos envolvidos com o tráfico e que queiram deixar o crime. Casa do Cidadão: é o sonho de ter espaços dentro da favela onde noções elementares de direitos humanos e direito constitucional seriam ensinadas aos moradores dessas comunidades pobres. Nesses mesmos locais poderíamos realizar outras atividades mais, visando preparar pessoas para a vida profissional e o exercício da cidadania. Além desses projetos que desejamos levar para dentro da comunidade pobre e não pacificada, há outros no campo da segurança pública e defesa dos direitos humanos: Conferência ONU (DPI)-Rio de Paz: há quatro anos que realizamos esses encontros em parceria com o Departamento de Informação Pública da ONU, ao qual somos associados. Desejamos realizar ano que vem um congresso sobre a reforma da polícia. Pesquisas acadêmicas: com elas poderíamos fornecer dados objetivos para o governo do Estado visando a implementação de políticas públicas. Cultura de Direitos Humanos: estou certo de que deveríamos fazer no Brasil campanhas de conscientização social, usando todos os meios de comunicação, outdoors, internet, camisas etc. Seria uma campanha para fazer com que o nosso povo tão dócil, aprendesse também a valorizar a vida, uma vez que convivemos com os maiores abusos à santidade da vida humana sem nos escandalizarmos. Além disso tudo temos que manter um escritório no centro do Rio, com pelo menos 4 funcionários de tempo integral. O Rio de Paz precisa hoje de aproximadamente 20 mil reais para manter o seu dia-a-dia (caso façamos as contratações necessárias). Nós já temos uma sala, no prédio da Faculdade Cândido Mendes (rua da Assembléia, 10). Mas, que luta para manter tudo em dia. Antônio Carlos Costa Ps. Caso você queira colaborar: Banco Itaú – Agência 1185 / Conta corrente: 44820-4</description></item><item><title>DIA EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA </title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/12/dia-em-mem%C3%B3ria-das-v%C3%ADtimas-da-viol%C3%AAncia-.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Sat, 03 Dec 2011 11:18:24 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c015437cad9ae970c</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p><a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c015437cad87b970c-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="float: right;"><img alt="2450718983_4e2dc2e4ed_m" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a010535e6a52a970c015437cad87b970c" src="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c015437cad87b970c-800wi" style="margin: 0px 0px 5px 5px;" title="2450718983_4e2dc2e4ed_m"></img></a>Os parentes de vítima da violência prestarão homenagem neste domingo (4) aos que tiveram a vida interrompida pelo crime nos últimos anos no Estado do Rio de Janeiro. Um painel de 4 metros de altura por 10 metros de comprimento, com os nomes de centenas de vítimas, será fixado nas areias da praia.</p>
<p>No local onde se encontram a Cruz da Patrícia e o Placar da Violência, um grande lençol será extendido, onde serão lançados 31 mil grãos de feijão preto, simbolizando o número análogo de mortes violentas no Estado do Rio de Janeiro entre os anos 2007-2011. Um varal de fotos estampadas em camisas brancas será fincado atrás da cruz.</p>
<p>Cinegrafistas prestarão homenagem especial ao companheiro de trabalho, Gelson Domingos, morto recentemente enquanto fazia a cobertura de uma operação policial na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um cartaz será aberto na praia com a seguinte frase: "Gelson Domingos, o tiro que acertou o seu peito, atingiu os nossos olhos". </p>
<p>O ato público será realizado na Praia de Copacabana, em frente à avenida Princesa Isabel, a partir das 10h.</p>
<p><em>"O número gigantesco de mortes violentas em tão curto espaço de tempo, a dor incalculável produzida no coração de parentes e amigos enlutados e a magnitude do problema histórico da violência, deveriam levar todos os setores da sociedade a lutar pelo sonho da pacificação do Rio de Janeiro". </em></p>
<p><em>"Ainda se mata muito no nosso Estado. Quase 31 mil mortes violentas em apenas 4 anos e meio (2007 - julho 2011). A estatística oficial não é conclusiva, uma vez que não inclui os casos de desaparecimento registrado (24 mil, aproximadamente) e não registrado em delegacia que resultaram em óbito. Um estudo recente do Ipea, feito pelo pesquisador Daniel Cerqueira, com base nos dados da área da saúde, aponta para milhares de mortes violentas de causa indeterminada, que não constam na estatística oficial de homicídio. Se isto é um fato, trata-se de algo escandaloso. Não afirmamos que haja fraude, mas precisa haver mais empenho a fim de que esses números sejam apresentados de modo claro e exato, para que possam ser acompanhados de perto pela sociedade civil. O ISP está há quatro meses sem atualizar os dados da segurança pública no seu site".</em></p>
<p><em>"Não podemos deixar de apoiar o governo do Estado do Rio de Janeiro na sua luta pela retomada das áreas que se encontravam sob domínio territorial armado de facções criminosas. Entendemos que essa iniciativa é um marco na nossa história. Não deve ser visto como inimigo do Estado, contudo, aquele que se levanta para cobrar outras tantas medidas que precisam ser implementadas com urgência, a fim de que ocorra uma queda significativa no número de mortes violentas. Urge, por exemplo, que haja a reforma de ambas as polícias, associada à consequente valorização do profissional da segurança pública".</em></p>
<p>Antônio Carlos Costa</p>
<p> </p></div>]]></content:encoded><description>Os parentes de vítima da violência prestarão homenagem neste domingo (4) aos que tiveram a vida interrompida pelo crime nos últimos anos no Estado do Rio de Janeiro. Um painel de 4 metros de altura por 10 metros de comprimento, com os nomes de centenas de vítimas, será fixado nas areias da praia. No local onde se encontram a Cruz da Patrícia e o Placar da Violência, um grande lençol será extendido, onde serão lançados 31 mil grãos de feijão preto, simbolizando o número análogo de mortes violentas no Estado do Rio de Janeiro entre os anos 2007-2011. Um varal de fotos estampadas em camisas brancas será fincado atrás da cruz. Cinegrafistas prestarão homenagem especial ao companheiro de trabalho, Gelson Domingos, morto recentemente enquanto fazia a cobertura de uma operação policial na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um cartaz será aberto na praia com a seguinte frase: "Gelson Domingos, o tiro que acertou o seu peito, atingiu os nossos olhos". O ato público será realizado na Praia de Copacabana, em frente à avenida Princesa Isabel, a partir das 10h. "O número gigantesco de mortes violentas em tão curto espaço de tempo, a dor incalculável produzida no coração de parentes e amigos enlutados e a magnitude do problema histórico da violência, deveriam levar todos os setores da sociedade a lutar pelo sonho da pacificação do Rio de Janeiro". "Ainda se mata muito no nosso Estado. Quase 31 mil mortes violentas em apenas 4 anos e meio (2007 - julho 2011). A estatística oficial não é conclusiva, uma vez que não inclui os casos de desaparecimento registrado (24 mil, aproximadamente) e não registrado em delegacia que resultaram em óbito. Um estudo recente do Ipea, feito pelo pesquisador Daniel Cerqueira, com base nos dados da área da saúde, aponta para milhares de mortes violentas de causa indeterminada, que não constam na estatística oficial de homicídio. Se isto é um fato, trata-se de algo escandaloso. Não afirmamos que haja fraude, mas precisa haver mais empenho a fim de que esses números sejam apresentados de modo claro e exato, para que possam ser acompanhados de perto pela sociedade civil. O ISP está há quatro meses sem atualizar os dados da segurança pública no seu site". "Não podemos deixar de apoiar o governo do Estado do Rio de Janeiro na sua luta pela retomada das áreas que se encontravam sob domínio territorial armado de facções criminosas. Entendemos que essa iniciativa é um marco na nossa história. Não deve ser visto como inimigo do Estado, contudo, aquele que se levanta para cobrar outras tantas medidas que precisam ser implementadas com urgência, a fim de que ocorra uma queda significativa no número de mortes violentas. Urge, por exemplo, que haja a reforma de ambas as polícias, associada à consequente valorização do profissional da segurança pública". Antônio Carlos Costa</description></item><item><title>PROJETO REPARTIR</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/12/projeto-repartir.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Thu, 01 Dec 2011 03:23:14 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c0162fd2c4b86970d</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><iframe frameborder="0" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/uPucj47ZTqU?fs=1&amp;feature=oembed" width="500"></iframe> </p>]]></content:encoded><description></description></item><item><title>QUEM MATOU O MENINO JOÃO ROBERTO?</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/11/quem-matou-o-menino-jo%C3%A3o-roberto.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Tue, 29 Nov 2011 04:55:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c0162fd078cd5970d</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p>Quinta-feira passada participei do julgamento de um dos policiais envolvidos na morte do menino João Roberto, ocorrida numa operação policial na Tijuca em julho de 2008. Uma pergunta emergia na minha mente a todo instante: por que estávamos ali?</p>
<p>Procurava entender a razão pela qual aquela inevitável sessão de tortura num tribunal estava acontecendo. Vi o momento em que os pais se retiraram. Não suportaram ver as cenas da morte do filho exibidas num telão. Como o mal, sempre presente neste mundo que não pode prescindir de tribunais, uma vez que a natureza humana não o permite, ganhou expressão naquela noite do dia 6 de julho de 2008?</p>
<p>Aqueles policiais haviam recebido treinamento na academia de polícia. A eles foi ensinado que respeitassem três princípios para o uso de arma de fogo: adestramento, oportunidade e legalidade. O policial tem que estar preparado para atirar (treinamento), as circunstâncias devem se mostrar propícias (por exemplo, não haver risco de inocente morrer) e eles devem somente apertar o gatilho se a lei os autorizar a fazê-lo (não matar se podem prender).</p>
<p>Sendo assim, por que desferiram 17 tiros num carro onde havia uma mulher grávida, uma criança de 9 meses e um menino de três anos? A resposta é só uma: o desejo de matar os bandidos, aos quais perseguiam naquela noite, os cegou. Qual a fonte desta obsessão? Ela é cultural. O homem é o mesmo em qualquer nação, mas fatores culturais predisponentes podem expor certas sociedades a maior volume de atos de insanidade. Em suma, não podemos sacar este episódio do clima que reina há anos na nossa cidade. A ânsia pelo sangue do criminoso tem vazado os olhos de todos nós.</p>
<p>O ambiente cultural de ambas as polícias vai de encontro ao que é ensinado nas academias. Muitos policiais admitem, com franqueza impressionante, que matam mesmo, ainda que o bandido esteja subjugado.</p>
<p>Políticas de segurança são outro elemento incontroverso deste tipo de tragédia, na qual o Estado se volta contra o cidadão. Naqueles dias, um amigo, excelente oficial da Polícia Militar, me disse: “o Estado deveria ser responsabilizado pela morte dessa criança, uma vez que estimula este tipo de prática”. Vivíamos o ápice da chamada política de confronto. O modelo Colômbia estava sendo implementado. Afirmava-se até mesmo que efeitos colaterais na vida de inocentes seriam inevitáveis. “Não se faz omelete sem quebrar ovos”. Os autos de resistência dispararam. Sabe-se de operações policiais em favelas nas quais o número de mortos foi muito maior do que o divulgado. Um relator especial da ONU sobre execuções arbitrárias, sumárias ou extra-judiciais veio ao Rio para averiguar as mortes numa operação policial no Complexo do Alemão. Seu relatório oficial foi o pior possível para a imagem do Rio.</p>
<p>Não podemos nos esquecer de nós cariocas, que fomos os primeiros a dar as boas-vindas à política de confronto, que nas salas de cinema superlotadas aplaudimos as cenas de execução policial mostradas num famoso filme e que sentimo-nos frustrados quando na retomada do Complexo do Alemão não vimos um massacre de traficantes.</p>
<p>A morte do João Roberto foi um divisor de águas na política de segurança do Estado. Resta este consolo para a família. Quem milita na área sabe. Temeu-se que a sociedade se voltasse contra o Estado. Desde então, houve avanços significativos na formação de uma nova mentalidade policial, com o advento das UPPs. Vivemos hoje um momento de esperança na cidade, que ninguém deve boicotar. Como permitir que a paixão político-partidária nos impeça de torcer pelo triunfo da ordem, da paz e da vida?</p>
<p>Receio, porém, que seja visto como necessariamente inimigo do Estado quem levanta críticas contra parte da política de segurança. Não podemos nos esquecer que a morte do João Roberto não é um caso isolado. Temos o carro de um juiz metralhado, uma engenheira desaparecida, uma juíza assassinada, um menino pobre de nome Juan morto. Não preciso mencionar o que há em comum entre todas essas histórias.</p>
<p>A que conclusão chegamos? Precisamos mudar. Não podemos aplaudir o desrespeito à lei, a barbárie, o menosprezo à dignidade humana, especialmente, quando praticados por agentes do poder público. Mas há mais um passo que precisamos dar. Se o primeiro exige amor, este demanda coragem. A sociedade tem que se levantar para propor a reforma urgente de ambas as polícias. A política de pacificação está fadada a ser a maior decepção da nossa história, podendo desaguar em problemas sociais no campo da segurança pública inimagináveis, caso não entendamos que sem valorização e reforma da polícia continuaremos com esta estatística absurda de homicídio. Entre 2007 e 2011 chegamos à marca de mais de 31 mil mortes violentas. E o crime organizado, que jamais se estabelece numa sociedade sem a conivência policial, continuará impondo seu regime de terror.</p>
<p>Se nos faltar fibra para tratarmos desta questão séria, famílias terão que continuar vivendo o drama que o Paulo Roberto e a Alessandra, pais do João Roberto, viveram naquele tribunal. Peça a Deus para você não parar ali. E lute para que não aconteça.</p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 8pt;"><strong>Antônio Carlos Costa</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 8pt;"><strong>Rio de Paz</strong></span></p>
<p> </p></div>]]></content:encoded><description>Quinta-feira passada participei do julgamento de um dos policiais envolvidos na morte do menino João Roberto, ocorrida numa operação policial na Tijuca em julho de 2008. Uma pergunta emergia na minha mente a todo instante: por que estávamos ali? Procurava entender a razão pela qual aquela inevitável sessão de tortura num tribunal estava acontecendo. Vi o momento em que os pais se retiraram. Não suportaram ver as cenas da morte do filho exibidas num telão. Como o mal, sempre presente neste mundo que não pode prescindir de tribunais, uma vez que a natureza humana não o permite, ganhou expressão naquela noite do dia 6 de julho de 2008? Aqueles policiais haviam recebido treinamento na academia de polícia. A eles foi ensinado que respeitassem três princípios para o uso de arma de fogo: adestramento, oportunidade e legalidade. O policial tem que estar preparado para atirar (treinamento), as circunstâncias devem se mostrar propícias (por exemplo, não haver risco de inocente morrer) e eles devem somente apertar o gatilho se a lei os autorizar a fazê-lo (não matar se podem prender). Sendo assim, por que desferiram 17 tiros num carro onde havia uma mulher grávida, uma criança de 9 meses e um menino de três anos? A resposta é só uma: o desejo de matar os bandidos, aos quais perseguiam naquela noite, os cegou. Qual a fonte desta obsessão? Ela é cultural. O homem é o mesmo em qualquer nação, mas fatores culturais predisponentes podem expor certas sociedades a maior volume de atos de insanidade. Em suma, não podemos sacar este episódio do clima que reina há anos na nossa cidade. A ânsia pelo sangue do criminoso tem vazado os olhos de todos nós. O ambiente cultural de ambas as polícias vai de encontro ao que é ensinado nas academias. Muitos policiais admitem, com franqueza impressionante, que matam mesmo, ainda que o bandido esteja subjugado. Políticas de segurança são outro elemento incontroverso deste tipo de tragédia, na qual o Estado se volta contra o cidadão. Naqueles dias, um amigo, excelente oficial da Polícia Militar, me disse: “o Estado deveria ser responsabilizado pela morte dessa criança, uma vez que estimula este tipo de prática”. Vivíamos o ápice da chamada política de confronto. O modelo Colômbia estava sendo implementado. Afirmava-se até mesmo que efeitos colaterais na vida de inocentes seriam inevitáveis. “Não se faz omelete sem quebrar ovos”. Os autos de resistência dispararam. Sabe-se de operações policiais em favelas nas quais o número de mortos foi muito maior do que o divulgado. Um relator especial da ONU sobre execuções arbitrárias, sumárias ou extra-judiciais veio ao Rio para averiguar as mortes numa operação policial no Complexo do Alemão. Seu relatório oficial foi o pior possível para a imagem do Rio. Não podemos nos esquecer de nós cariocas, que fomos os primeiros a dar as boas-vindas à política de confronto, que nas salas de cinema superlotadas aplaudimos as cenas de execução policial mostradas num famoso filme e que sentimo-nos frustrados quando na retomada do Complexo do Alemão não vimos um massacre de traficantes. A morte do João Roberto foi um divisor de águas na política de segurança do Estado. Resta este consolo para a família. Quem milita na área sabe. Temeu-se que a sociedade se voltasse contra o Estado. Desde então, houve avanços significativos na formação de uma nova mentalidade policial, com o advento das UPPs. Vivemos hoje um momento de esperança na cidade, que ninguém deve boicotar. Como permitir que a paixão político-partidária nos impeça de torcer pelo triunfo da ordem, da paz e da vida? Receio, porém, que seja visto como necessariamente inimigo do Estado quem levanta críticas contra parte da política de segurança. Não podemos nos esquecer que a morte do João Roberto não é um caso isolado. Temos o carro de um juiz metralhado, uma engenheira desaparecida, uma juíza assassinada, um menino pobre de nome Juan morto. Não preciso mencionar o que há em comum entre todas essas histórias. A que conclusão chegamos? Precisamos mudar. Não podemos aplaudir o desrespeito à lei, a barbárie, o menosprezo à dignidade humana, especialmente, quando praticados por agentes do poder público. Mas há mais um passo que precisamos dar. Se o primeiro exige amor, este demanda coragem. A sociedade tem que se levantar para propor a reforma urgente de ambas as polícias. A política de pacificação está fadada a ser a maior decepção da nossa história, podendo desaguar em problemas sociais no campo da segurança pública inimagináveis, caso não entendamos que sem valorização e reforma da polícia continuaremos com esta estatística absurda de homicídio. Entre 2007 e 2011 chegamos à marca de mais de 31 mil mortes violentas. E o crime organizado, que jamais se estabelece numa sociedade sem a conivência policial, continuará impondo seu regime de terror. Se nos faltar fibra para tratarmos desta questão séria, famílias terão que continuar vivendo o drama que o Paulo Roberto e a Alessandra, pais do João Roberto, viveram naquele tribunal. Peça a Deus para você não parar ali. E lute para que não aconteça. Antônio Carlos Costa Rio de Paz</description></item><item><title>CONFERÊNCIA CUIDANDO DA ALMA</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/11/confer%C3%AAncia-cuidando-da-alma.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Tue, 22 Nov 2011 13:09:16 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c0162fcbf74d9970d</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c01539369ffa5970b-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="display: inline;"><img alt="CUIDANDO DA ALMA" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a010535e6a52a970c01539369ffa5970b image-full" src="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c01539369ffa5970b-800wi" title="CUIDANDO DA ALMA"></img></a></p>]]></content:encoded><description></description></item><item><title>DIA EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/11/dia-em-mem%C3%B3ria-das-v%C3%ADtimas-da-viol%C3%AAncia.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Sat, 19 Nov 2011 05:13:11 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c015393454060970b</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p>
<div> </div>
<div> </div>
<div><strong><span style="color: #3366ff; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: large;"><a href="http://sandradominguessp.blogspot.com/2011/11/ato-em-memoria-e-homenagem-as-vitimas.html"><img align="baseline" alt="" border="0" hspace="0" src="cid:014101cca562$240bc170$6400a8c0@SANDRA"></img></a></span></strong></div>
<div><strong></strong> </div>
<div><strong><span style="color: #6fa8dc; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: large;">Ato em memória e homenagem as vítimas de violência </span></strong></div>
<div> </div>
<div>
<div><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana;">O <strong>Movimento Gabriela Sou da Paz</strong>, em parceria com outros movimentos de vítimas de violência, estará realizando um ato em memória e homenagem as vítimas que tiveram suas vidas interrompidas pela violência em nossas cidades.<br><br>O ato contará com a presença de familiares e amigos das vítimas de violência.<br><br>Instalaremos um painel, na praia de Copacabana, com nome de centenas de vítimas usado no ano passado, mas as pessoas que ainda não têm o nome de seu parente vitimado no painel poderão levar, no dia do evento, um adesivo com o nome e colocá-lo ao lado dos já existentes. (Tamanho padrão: 25 cm comprimento x 6 cm altura; Cor: fundo preto com letras brancas; Fonte: Arial.)<br><br>Convidamos a todos os movimentos e familiares de vítimas para levarem um banner do seu caso, que serão colocados na areia da praia.<br><br><em><em><span style="font-family: Verdana;"><strong>OBS: </strong></span><span style="font-family: 'Trebuchet MS';">O<span style="font-family: Verdana;"> Movimento</span> <span style="font-family: Verdana;"><strong>Gabriela Sou da Paz</strong> fará uma exposição com camisetas de vítimas da violência</span>.</span></em></em></span></span></div>
<div><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"> </span></div>
<div><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Dia:</strong> 4 de dezembro (domingo) de 2011<br><strong>Horário:</strong> A partir das 10 horas<br><strong>Local:</strong> Praia de Copacabana – Av. Atlântica com Princesa Isabel (Em frente ao antigo Hotel Meridian).<br><br>Contamos com vocês,<br><br>Santiago – Pai de Gabriela.<br><br></span></span><a href="http://www.gabrielasoudapaz.org/"><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;">www.gabrielasoudapaz.org</span></a></div>
</div>
</p></div>]]></content:encoded><description>Ato em memória e homenagem as vítimas de violência O Movimento Gabriela Sou da Paz, em parceria com outros movimentos de vítimas de violência, estará realizando um ato em memória e homenagem as vítimas que tiveram suas vidas interrompidas pela violência em nossas cidades. O ato contará com a presença de familiares e amigos das vítimas de violência. Instalaremos um painel, na praia de Copacabana, com nome de centenas de vítimas usado no ano passado, mas as pessoas que ainda não têm o nome de seu parente vitimado no painel poderão levar, no dia do evento, um adesivo com o nome e colocá-lo ao lado dos já existentes. (Tamanho padrão: 25 cm comprimento x 6 cm altura; Cor: fundo preto com letras brancas; Fonte: Arial.) Convidamos a todos os movimentos e familiares de vítimas para levarem um banner do seu caso, que serão colocados na areia da praia. OBS: O Movimento Gabriela Sou da Paz fará uma exposição com camisetas de vítimas da violência. Dia: 4 de dezembro (domingo) de 2011 Horário: A partir das 10 horas Local: Praia de Copacabana – Av. Atlântica com Princesa Isabel (Em frente ao antigo Hotel Meridian). Contamos com vocês, Santiago – Pai de Gabriela. www.gabrielasoudapaz.org</description></item><item><title>VOZ AOS SEM VOZ, VISIBILIDADE AOS INVISÍVEIS</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/11/voz.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Sat, 12 Nov 2011 02:12:34 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c015392fea98b970b</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p>
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Quantidade de riqueza incalculável é gasta sem que se siga -a lista de prioridade do bom senso, do amor e da consciência cidadã-, a partir da qual os mais graves problemas sociais do país sejam combatidos. <br><br>A falta de igualdade de oportunidade, escândalo social histórico que priva milhares de pobres de se desenvolverem como seres humanos, é um dos principais itens dessa agenda. Nem todos no país nascem em bairros com rede de água e esgoto, acesso a educação de qualidade, condição digna de habitação, oportunidade de trabalho. Tais coisas fazem ou não fazem diferença na vida de um ser humano?<br><br>Nesta manifestação teremos a oportunidade de entrar numa das favelas mais pobres do Rio de Janeiro, andar pelas sua vielas, visitar barracos, ouvir moradores, abraçar crianças, fazer amigos e unir em torno de um sonho justo uma cidade tão socialmente dividida.<br><br>Encheremos as ruas de cartazes, levaremos nossas famosas vassouras e com a ajuda dos meios de comunicação brasileiros, que claramente torcem pelo sucesso dessa campanha cívica, vamos dar voz aos que não têm voz.<br><br><span style="font-size: 8pt;">Antônio Carlos Costa</span><br><span style="font-size: 8pt;">Presidente do Rio de Paz</span><br><br>Post Scriptum<br><br>Leia este artigo: <a href="http://riodepaz.typepad.com/rio_de_paz_news/2011/10/os-que-mais-sofrem-com-a-corrup%C3%A7%C3%A3o.html" rel="nofollow nofollow" target="_blank">http://riodepaz.typepad.com/rio_de_paz_news/2011/10/os-que-mais-sofrem-com-a-corrupção.html</a><br><br>O ato público conta com o apoio dos movimentos do Rio de Janeiro de combate à corrupção e associações de moradores das mais diferentes comunidades do Complexo de Manguinhos.</p>]]></content:encoded><description>Num ato público inédito, asfalto e favela estarão unidos no próximo dia 15 de novembro a partir das 10h, numa manifestação contra a corrupção e o mal uso de verba pública. O uso indevido de dinheiro público no Brasil não se restringe aos escândalos de corrupção. Quantidade de riqueza incalculável é gasta sem que se siga -a lista de prioridade do bom senso, do amor e da consciência cidadã-, a partir da qual os mais graves problemas sociais do país sejam combatidos. A falta de igualdade de oportunidade, escândalo social histórico que priva milhares de pobres de se desenvolverem como seres humanos, é um dos principais itens dessa agenda. Nem todos no país nascem em bairros com rede de água e esgoto, acesso a educação de qualidade, condição digna de habitação, oportunidade de trabalho. Tais coisas fazem ou não fazem diferença na vida de um ser humano? Nesta manifestação teremos a oportunidade de entrar numa das favelas mais pobres do Rio de Janeiro, andar pelas sua vielas, visitar barracos, ouvir moradores, abraçar crianças, fazer amigos e unir em torno de um sonho justo uma cidade tão socialmente dividida. Encheremos as ruas de cartazes, levaremos nossas famosas vassouras e com a ajuda dos meios de comunicação brasileiros, que claramente torcem pelo sucesso dessa campanha cívica, vamos dar voz aos que não têm voz. Antônio Carlos Costa Presidente do Rio de Paz Post Scriptum Leia este artigo: http://riodepaz.typepad.com/rio_de_paz_news/2011/10/os-que-mais-sofrem-com-a-corrupção.html O ato público conta com o apoio dos movimentos do Rio de Janeiro de combate à corrupção e associações de moradores das mais diferentes comunidades do Complexo de Manguinhos.</description></item><item><title>ENTREVISTA CONCEDIDA AO REPÓRTER DE CRIME</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/11/entrevista-concedida-ao-rep%C3%B3rter-de-crime.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Tue, 01 Nov 2011 09:11:28 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c015392bbb587970b</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p>
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<p><strong>MORTES VIOLENTAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ENTRE OS ANOS 2007-JULHO 2011(FONTE: ISP)</strong></p>
<p>HOMICÍDIO DOLOSO: <strong>24 985</strong></p>
<p>LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE:<strong> 210</strong></p>
<p>LATROCÍNIO (ROUBO SEGUIDO DE MORTE): <strong>816</strong></p>
<p>AUTO DE RESISTÊNCIA (MORTE EM CONFRONTO COM A POLÍCIA): <strong>4 687</strong></p>
<p>POLICIAIS MILITARES MORTOS EM SERVIÇO: <strong>87</strong></p>
<p>POLICIAIS CIVIS MORTOS EM SERVIÇO: <strong>25</strong></p>
<p>TOTAL: <strong>30 810</strong></p></div>]]></content:encoded><description>Veja os números que levaremos amanhã (1/11) às 10h para a Praia de Copacabana (em frente à avenida Princesa Isabel) e que constarão no -Placar da Violência-, que será fixado na areia ao lado da cruz preta em memória das vítimas de homicídio do Estado do Rio de Janeiro: MORTES VIOLENTAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ENTRE OS ANOS 2007-JULHO 2011(FONTE: ISP) HOMICÍDIO DOLOSO: 24 985 LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE: 210 LATROCÍNIO (ROUBO SEGUIDO DE MORTE): 816 AUTO DE RESISTÊNCIA (MORTE EM CONFRONTO COM A POLÍCIA): 4 687 POLICIAIS MILITARES MORTOS EM SERVIÇO: 87 POLICIAIS CIVIS MORTOS EM SERVIÇO: 25 TOTAL: 30 810</description></item><item><title>CRUZ DAS PATRÍCIAS</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/10/cruz-da-ju%C3%ADza-patr%C3%ADcia-acioli-ser%C3%A1-carrega-por-outra-fam%C3%ADlia.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Fri, 28 Oct 2011 19:15:43 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c0162fbfc3bd1970d</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p>A cruz preta de cinco metros de altura, que há 78 dias encontra-se fincada nas areias da Praia de Icaraí em Niterói -em memória da juíza Patrícia Acioli-, assassinada no dia 11 de agosto, por combater o crime organizado no município de São Gonçalo, mudará de local neste próximo domingo e será simbolicamente carregada por outra família.</p>
<p>Era desejo da família da magistrada, desde o início, que a cruz permanecesse na praia até a elucidação do crime, o que, para o entendimento da família, já houve e de modo amplamente satisfatório, num excelente trabalho de investigação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>Ao saber da decisão de se retirar a cruz da Praia de Icaraí, a família da engenheira Patrícia Amieiro, desaparecida desde o dia 14 de junho de 2008, decidiu num gesto simbólico passar a "carregar" a cruz, como expressão do seu desejo de que haja o mesmo empenho tanto na investigação sobre o seu desaparecimento, quanto nos demais casos de homicídio sem esclarecimento que ocorreram no Estado do Rio de Janeiro nos últimos anos.</p>
<p>O ato público seguirá o seguinte roteiro:</p>
<p><strong>Praia de Icaraí (em frente à rua Miguel de Frias). Domingo 30 de outubro às 16h.</strong> Na presença de parentes e amigos da juíza Patrícia Acioli e pais da engenheira Patrícia Amieiro, voluntários do <strong>Rio de Paz</strong> retirarão a cruz das areias da praia.Ela será novamente pintada de preto na segunda-feira (31), dia em que a ONG confeccionará um novo Placar da Violência, com os números da estatística oficial (ISP) de mortes violentas ocorridas entre 2007 e julho de 2011.</p>
<p><strong>Praia de Copacabana (em frente à avenida Princesa Isabel). Terça-feira 1 de novembro às 10h.</strong> Na presença de parentes e amigos de ambas as famílias, a cruz e o Placar da Violência serão fixados nas areias da praia. A família da engenheira Patrícia Amieiro pedirá na ocasião que a prefeitura do Rio de Janeiro permita que tanto a cruz quanto o placar permaneçam no local até o dia 4 de dezembro do presente ano, quando uma homenagem será prestada no mesmo local a todas as vítimas de homicídio do Estado do Rio de Janeiro nos últimos anos.</p>
<p>Ambos os atos públicos terão como meta apresentar ao poder público as seguintes reivindicações:</p>
<p>1. Maior empenho no combate às mortes violentas.</p>
<p>2. Transparência na estatística oficial de mortes violentas.</p>
<p>3. Aumento no índice de de elucidação e punição dos autores de crimes contra a vida. No Estado do Rio de Janeiro 92% dos homicidas não são punidos.</p>
<p> </p>
<div><strong>Declaração da família da engenheira Patrícia Amieiro:</strong></div>
<div><strong><br></strong></div>
<div><em>"O caso da Juiza Patrícia Acciolli  é um marco na história desta cidade, e que sirva de exemplo para todos os criminosos  que acham que matarão e ficarão impunes. Nós estamos há quase 4 anos lutando por Justiça e queremos o mesmo empenho e rapidez para colocar os policiais que mataram e ocultaram o corpo de Patricia Amieiro na cadeia o mais rápido possivel, pois não aguentamos mais tanto sofrimento" .</em></div>
<p> </p>
<p><strong>Declaração do primo da juíza Patrícia Acioli, Humberto Nascimento Lourival:</strong></p>
<p> 1) <em>Agradecemos o empenho e a solidariedade da ONG Rio de Paz , que, logo após esse crime bárbaro que chocou o país, fez  coro com nossa indignação e nosso clamor por justiça.</em></p>
<div> 2)  <em>Patrícia dedicou sua vida ao Direito, essa era a razão de sua existência.  Que sua coragem e seu sacrifício inspirem os homens e mulheres de bem de nosso país,  para que não se acovardem  diante da  violência , da corrupção e da injustiça.  A construção de uma sociedade mais ética e transparente exige o compromisso permanente com a mobilização e a vigilância.  O silêncio e o medo só alimentam a transgressão e o crime.</em></div>
<div> </div>
<div>3)  <em>Que no futuro,  o cidadão possa ser respeitado por todas as instâncias do poder público, independente de sua posição social.  Que as investigações de homicídios de pessoas humildes mereçam o mesmo empenho  e diligência.   Que ninguém  seja tratado como mais um número.  Pessoas  tem nome, sobrenome, famílias, amigos...  não são simples estatísticas.</em></div>
<div> </div>
<div>4) <em>Por fim, a família agradece imensamente o apoio dos meios de comunicação, que  cobraram moralidade e provocaram mudanças na Polícia Militar . Sem  uma imprensa livre e atuante, talvez  esse caso não tivesse o desfecho que teve.</em></div>
<div> </div>
<div>5) <em>Cabe agora ao Judiciário honrar a memória da magistrada e cumprir seu papel de condenar  todos autores e partícipes desse atentado ao Estado Democrático de Direito.</em></div>
<div> </div>
<div><strong>Declaração do Rio de Paz</strong></div>
<div><strong><br></strong></div>
<div><em>A democracia brasileira exige que o governo do Estado do Rio de Janeiro mostre empenho em três áreas nevrálgicas para a diminuição das mortes violentas:</em></div>
<div><em><br></em></div>
<div><em>- Apresentação de estatística, acima de toda possibilidade de dúvida quanto à sua exatidão, sobre as mortes violentas no Estado entre os anos 2007-2011, incluindo pesquisa sobre os desaparecidos e mortes violentas não identificadas.</em></div>
<div><em><br></em></div>
<div><em>-Combate a todas as modalidades de mortes violentas.</em></div>
<div><em><br></em></div>
<div><em>- Aumento da taxa de elucidação de autoria de homicídio. Estudos provam que 92% dos homcidas do Estado do Rio de Janeiro não são punidos.</em></div>
<div><em><br></em></div>
<div><strong>RIO DE PAZ</strong></div>
<div>Defendendo a vida, semeado a paz</div>
<p> </p></div>]]></content:encoded><description>A cruz preta de cinco metros de altura, que há 78 dias encontra-se fincada nas areias da Praia de Icaraí em Niterói -em memória da juíza Patrícia Acioli-, assassinada no dia 11 de agosto, por combater o crime organizado no município de São Gonçalo, mudará de local neste próximo domingo e será simbolicamente carregada por outra família. Era desejo da família da magistrada, desde o início, que a cruz permanecesse na praia até a elucidação do crime, o que, para o entendimento da família, já houve e de modo amplamente satisfatório, num excelente trabalho de investigação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Ao saber da decisão de se retirar a cruz da Praia de Icaraí, a família da engenheira Patrícia Amieiro, desaparecida desde o dia 14 de junho de 2008, decidiu num gesto simbólico passar a "carregar" a cruz, como expressão do seu desejo de que haja o mesmo empenho tanto na investigação sobre o seu desaparecimento, quanto nos demais casos de homicídio sem esclarecimento que ocorreram no Estado do Rio de Janeiro nos últimos anos. O ato público seguirá o seguinte roteiro: Praia de Icaraí (em frente à rua Miguel de Frias). Domingo 30 de outubro às 16h. Na presença de parentes e amigos da juíza Patrícia Acioli e pais da engenheira Patrícia Amieiro, voluntários do Rio de Paz retirarão a cruz das areias da praia.Ela será novamente pintada de preto na segunda-feira (31), dia em que a ONG confeccionará um novo Placar da Violência, com os números da estatística oficial (ISP) de mortes violentas ocorridas entre 2007 e julho de 2011. Praia de Copacabana (em frente à avenida Princesa Isabel). Terça-feira 1 de novembro às 10h. Na presença de parentes e amigos de ambas as famílias, a cruz e o Placar da Violência serão fixados nas areias da praia. A família da engenheira Patrícia Amieiro pedirá na ocasião que a prefeitura do Rio de Janeiro permita que tanto a cruz quanto o placar permaneçam no local até o dia 4 de dezembro do presente ano, quando uma homenagem será prestada no mesmo local a todas as vítimas de homicídio do Estado do Rio de Janeiro nos últimos anos. Ambos os atos públicos terão como meta apresentar ao poder público as seguintes reivindicações: 1. Maior empenho no combate às mortes violentas. 2. Transparência na estatística oficial de mortes violentas. 3. Aumento no índice de de elucidação e punição dos autores de crimes contra a vida. No Estado do Rio de Janeiro 92% dos homicidas não são punidos. Declaração da família da engenheira Patrícia Amieiro: "O caso da Juiza Patrícia Acciolli é um marco na história desta cidade, e que sirva de exemplo para todos os criminosos que acham que matarão e ficarão impunes. Nós estamos há quase 4 anos lutando por Justiça e queremos o mesmo empenho e rapidez para colocar os policiais que mataram e ocultaram o corpo de Patricia Amieiro na cadeia o mais rápido possivel, pois não aguentamos mais tanto sofrimento" . Declaração do primo da juíza Patrícia Acioli, Humberto Nascimento Lourival: 1) Agradecemos o empenho e a solidariedade da ONG Rio de Paz , que, logo após esse crime bárbaro que chocou o país, fez coro com nossa indignação e nosso clamor por justiça. 2) Patrícia dedicou sua vida ao Direito, essa era a razão de sua existência. Que sua coragem e seu sacrifício inspirem os homens e mulheres de bem de nosso país, para que não se acovardem diante da violência , da corrupção e da injustiça. A construção de uma sociedade mais ética e transparente exige o compromisso permanente com a mobilização e a vigilância. O silêncio e o medo só alimentam a transgressão e o crime. 3) Que no futuro, o cidadão possa ser respeitado por todas as instâncias do poder público, independente de sua posição social. Que as investigações de homicídios de pessoas humildes mereçam o mesmo empenho e diligência. Que ninguém seja tratado como mais um número. Pessoas tem nome, sobrenome, famílias, amigos... não são simples estatísticas. 4) Por fim, a família agradece imensamente o apoio dos meios de comunicação, que cobraram moralidade e provocaram mudanças na Polícia Militar . Sem uma imprensa livre e atuante, talvez esse caso não tivesse o desfecho que teve. 5) Cabe agora ao Judiciário honrar a memória da magistrada e cumprir seu papel de condenar todos autores e partícipes desse atentado ao Estado Democrático de Direito. Declaração do Rio de Paz A democracia brasileira exige que o governo do Estado do Rio de Janeiro mostre empenho em três áreas nevrálgicas para a diminuição das mortes violentas: - Apresentação de estatística, acima de toda possibilidade de dúvida quanto à sua exatidão, sobre as mortes violentas no Estado entre os anos 2007-2011, incluindo pesquisa sobre os desaparecidos e mortes violentas não identificadas. -Combate a todas as modalidades de mortes violentas. - Aumento da taxa de elucidação de autoria de homicídio. Estudos provam que 92% dos homcidas do Estado do Rio de Janeiro não são punidos. RIO DE PAZ Defendendo a vida, semeado a paz</description></item><item><title>BRASIL DE TOGA</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/10/brasil-de-toga.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 15:01:04 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c01543668b440970c</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p><a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0162fbea733f970d-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="float: right;"><img alt="6241546571_57bb0316d7_m" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a010535e6a52a970c0162fbea733f970d" src="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0162fbea733f970d-800wi" style="margin: 0px 0px 5px 5px;" title="6241546571_57bb0316d7_m"></img></a>A qualquer momento será anunciada a data da votação no STF da Lei do Ficha Limpa. Essa lei ajudará o povo brasileiro a não ser dirigido por homens acerca de cujo caráter há dúvida. Sua importância é incalculável. Milhares vivem vida subumana no Brasil devido ao desvio de verba pública, num contexto de hipocrisia, maldade e impunidade.<br><br>Por isso, estamos convidando os brasileiros a acamparem nas mais diferentes cidades, no dia da votação da referida lei, em apoio à sua aprovação pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. <br><br>O Rio de Janeiro e Brasília já confirmaram presença. Haverá mobilização simultânea em ambas as cidades, do nascer do sol até o fim da votação. Se houver necessidade, permaneceremos até à noite e madrugada, quando velas serão acesas. Centenas de manifestantes estarão "togados", simbolizando a "pátria de toga", como expressão do desejo do povo brasileiro de que o STF atenda a demanda social tão óbvia. A votação será também acompanhada por telões em ambas as cidades. No Rio, o acampamento será na Praia de Copacabana, em frente à avenida Princesa Isabel. Em Brasília, os manifestantes farão o ato público em frente ao prédio do STF.<br><br>Sendo assim, a data não está ainda definida. Escolhemos o dia 15 de novembro pelo valor simbólico. Pode ser que seja antes (o que julgamos mais provável). Tudo o que queremos é que todos estejam mobilizados para esse dia, em que o interesse de milhares de pessoas, que estão cansadas de ser ludibriadas, estará em jogo.<br><br>Este ato público está sendo organizado pelas lideranças da Marcha Contra a Corrupção do Rio e de Brasília e pelo movimento Rio de Paz.</p>
<p> </p>
<p>Antônio Carlos Costa</p></div>]]></content:encoded><description>A qualquer momento será anunciada a data da votação no STF da Lei do Ficha Limpa. Essa lei ajudará o povo brasileiro a não ser dirigido por homens acerca de cujo caráter há dúvida. Sua importância é incalculável. Milhares vivem vida subumana no Brasil devido ao desvio de verba pública, num contexto de hipocrisia, maldade e impunidade. Por isso, estamos convidando os brasileiros a acamparem nas mais diferentes cidades, no dia da votação da referida lei, em apoio à sua aprovação pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. O Rio de Janeiro e Brasília já confirmaram presença. Haverá mobilização simultânea em ambas as cidades, do nascer do sol até o fim da votação. Se houver necessidade, permaneceremos até à noite e madrugada, quando velas serão acesas. Centenas de manifestantes estarão "togados", simbolizando a "pátria de toga", como expressão do desejo do povo brasileiro de que o STF atenda a demanda social tão óbvia. A votação será também acompanhada por telões em ambas as cidades. No Rio, o acampamento será na Praia de Copacabana, em frente à avenida Princesa Isabel. Em Brasília, os manifestantes farão o ato público em frente ao prédio do STF. Sendo assim, a data não está ainda definida. Escolhemos o dia 15 de novembro pelo valor simbólico. Pode ser que seja antes (o que julgamos mais provável). Tudo o que queremos é que todos estejam mobilizados para esse dia, em que o interesse de milhares de pessoas, que estão cansadas de ser ludibriadas, estará em jogo. Este ato público está sendo organizado pelas lideranças da Marcha Contra a Corrupção do Rio e de Brasília e pelo movimento Rio de Paz. Antônio Carlos Costa</description></item><item><title>A GRANDEZA E A MISÉRIA DO HOMEM</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/10/a-grandeza-e-a-mis%C3%A9ria-do-homem.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 03:38:27 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c0162fbe720cd970d</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p><a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0162fbe72025970d-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="float: right;"><img alt="2374991969_396f37f793_m" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a010535e6a52a970c0162fbe72025970d" src="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0162fbe72025970d-800wi" style="margin: 0px 0px 5px 5px;" title="2374991969_396f37f793_m"></img></a>Para onde quer que o homem lance o olhar contempla aquilo que pode representar a sua destruição. A condição do homem é trágica. Os cristãos sempre levaram em consideração esse fato. Para eles a vida de um incrédulo sempre foi um enigma, pois os que tem as certezas do evangelho não sabem como alguém pode viver sem uma esperança adequada - suficiente para atender às aspirações do espírito humano e baseada em evidência racional. Foi Pascal quem disse: <br><br>É preciso ter a alma muito elevada para compreender que não há... satisfação verdadeira e sólida; que todos os nossos prazeres não passam de vaidade, que os nossos males são infinitos; que, finalmente, a morte que nos ameaça a cada instante deve colocar-nos infalivelmente, dentro de poucos anos, na terrível necessidade de sermos eternos, ou aniquilados, ou infelizes. <br><br>Foi Pascal, como poucos pensadores, quem pôde descrever o caráter ambíguo da condição humana – sua grandeza e a sua miséria, que ironicamente, coincidem: <br><br>A grandeza do homem é grande na medida em que ele se conhece miserável. Uma árvore não se conhece miserável. É, pois, ser miserável conhecer-se miserável; mas, é ser grande conhecer que se é miserável. Todas essas misérias provam a sua grandeza. São misérias de grande senhor, misérias de um rei destronado... numa palavra, o homem conhece que é miserável. Ele é, pois, miserável, de vez que o é... o homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante. <br><br>Um caniço pensante! Um ser frágil e que o sabe. Como atender as demandas da alma de um ser racional e que se vê ao mesmo tempo exposto à tragédias das quais procura fugir com horror? Como lidar com o receio de ter que enterrar os filhos em lugar de ser enterrado por eles, de ser abandonado pelo que ama, se privar mediante morte do convívio com alguém estimado, perder a reputação, ser objeto de uma escaramuça, fazer um câncer, sofrer um acidente grave, presenciar uma terceira guerra mundial ou ver um asteróide se chocar contra o planeta terra e destruir toda a espécie humana e tudo aquilo que esta produziu, sem deixar registro algum de um poema ou composição musical? E isto sem ter ninguém do lado de fora para chorar. Será que as palavras que William Shakespeare põe nos lábios de um dos seus personagens estão com a resposta final?<br><br>Apaga-te, vela fugaz!<br>A vida não é senão uma caminhada<br>Sombria, um pobre ator<br>Que se pavoneia e gasta a sua hora<br>No cenário,<br>E logo ninguém mais o ouve;<br>Vem a ser um conto<br>Narrado por um idiota,<br>Cheio de ruído e fúria,<br>Que não significa nada. <br><br>O que Cristo trata de fazer nessa passagem é apresentar uma forma de o homem aprender a lidar com os seus temores. Ele não apresenta um mandamento tão além do que o homem julga ser capaz de alcançar, sem ao mesmo tempo revelar a razão de ser do mandamento. Cristo nunca pede do homem o que este não pode dar. Deus não deixaria os seres humanos sem uma saída para as suas preocupações, muitas das quais suficientemente fortes para deixar qualquer pessoa aturdida. <br><br>A partir do versículo 25 Cristo trata de apresentar os motivos para crer da razão iluminada pelo evangelho. Sim, há duas formas de usarmos a mente. A forma natural e a forma iluminada. A fé cristã não tem nada a dizer para aquele que rejeita o evangelho. O evangelho provê luz. Sem a luz do evangelho a mente humana terá que funcionar inevitavelmente sob a influência das trevas dos condicionamentos mais diferentes impostos pelo pecado. Sem o evangelho o homem natural pode até chegar à conclusão de que Deus existe. O que ele não conseguirá jamais será conceber um Deus confiável.</p>
<p> </p>
<p>Antônio Carlos Costa</p>
<p>Ps. Trecho do livro sobre ansiedade, escrito por mim.</p></div>]]></content:encoded><description>Para onde quer que o homem lance o olhar contempla aquilo que pode representar a sua destruição. A condição do homem é trágica. Os cristãos sempre levaram em consideração esse fato. Para eles a vida de um incrédulo sempre foi um enigma, pois os que tem as certezas do evangelho não sabem como alguém pode viver sem uma esperança adequada - suficiente para atender às aspirações do espírito humano e baseada em evidência racional. Foi Pascal quem disse: É preciso ter a alma muito elevada para compreender que não há... satisfação verdadeira e sólida; que todos os nossos prazeres não passam de vaidade, que os nossos males são infinitos; que, finalmente, a morte que nos ameaça a cada instante deve colocar-nos infalivelmente, dentro de poucos anos, na terrível necessidade de sermos eternos, ou aniquilados, ou infelizes. Foi Pascal, como poucos pensadores, quem pôde descrever o caráter ambíguo da condição humana – sua grandeza e a sua miséria, que ironicamente, coincidem: A grandeza do homem é grande na medida em que ele se conhece miserável. Uma árvore não se conhece miserável. É, pois, ser miserável conhecer-se miserável; mas, é ser grande conhecer que se é miserável. Todas essas misérias provam a sua grandeza. São misérias de grande senhor, misérias de um rei destronado... numa palavra, o homem conhece que é miserável. Ele é, pois, miserável, de vez que o é... o homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante. Um caniço pensante! Um ser frágil e que o sabe. Como atender as demandas da alma de um ser racional e que se vê ao mesmo tempo exposto à tragédias das quais procura fugir com horror? Como lidar com o receio de ter que enterrar os filhos em lugar de ser enterrado por eles, de ser abandonado pelo que ama, se privar mediante morte do convívio com alguém estimado, perder a reputação, ser objeto de uma escaramuça, fazer um câncer, sofrer um acidente grave, presenciar uma terceira guerra mundial ou ver um asteróide se chocar contra o planeta terra e destruir toda a espécie humana e tudo aquilo que esta produziu, sem deixar registro algum de um poema ou composição musical? E isto sem ter ninguém do lado de fora para chorar. Será que as palavras que William Shakespeare põe nos lábios de um dos seus personagens estão com a resposta final? Apaga-te, vela fugaz! A vida não é senão uma caminhada Sombria, um pobre ator Que se pavoneia e gasta a sua hora No cenário, E logo ninguém mais o ouve; Vem a ser um conto Narrado por um idiota, Cheio de ruído e fúria, Que não significa nada. O que Cristo trata de fazer nessa passagem é apresentar uma forma de o homem aprender a lidar com os seus temores. Ele não apresenta um mandamento tão além do que o homem julga ser capaz de alcançar, sem ao mesmo tempo revelar a razão de ser do mandamento. Cristo nunca pede do homem o que este não pode dar. Deus não deixaria os seres humanos sem uma saída para as suas preocupações, muitas das quais suficientemente fortes para deixar qualquer pessoa aturdida. A partir do versículo 25 Cristo trata de apresentar os motivos para crer da razão iluminada pelo evangelho. Sim, há duas formas de usarmos a mente. A forma natural e a forma iluminada. A fé cristã não tem nada a dizer para aquele que rejeita o evangelho. O evangelho provê luz. Sem a luz do evangelho a mente humana terá que funcionar inevitavelmente sob a influência das trevas dos condicionamentos mais diferentes impostos pelo pecado. Sem o evangelho o homem natural pode até chegar à conclusão de que Deus existe. O que ele não conseguirá jamais será conceber um Deus confiável. Antônio Carlos Costa Ps. Trecho do livro sobre ansiedade, escrito por mim.</description></item><item><title>CETICISMO E ESPERANÇA</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/10/ceticismo-e-esperan%C3%A7a.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Wed, 19 Oct 2011 10:03:39 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c015436422e02970c</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p><a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0153926e3e9c970b-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="float: right;"> </a> <a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0162fbc3c6e7970d-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="float: right;"></a></p>
<p><a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c01543642378a970c-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="display: inline;"><img alt="166950_10150334945472401_504862400_8579497_645787305_n" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a010535e6a52a970c01543642378a970c image-full" src="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c01543642378a970c-800wi" title="166950_10150334945472401_504862400_8579497_645787305_n"></img></a></p>
<p>"Sua preocupações são boas, e esse é um risco, Marcus. Posso lhe garantir, entretanto, conhecendo as lideranças das marchas, tanto do Rio quanto de Brasília, com as quais mantenho diálogo constante, que as pessoas estão é iradas com a corrupção, fartas de tanta impunidade, e hoje, avessas a partidos políticos e céticas quanto aos políticos. Elas querem resolver questões pontuais, sem mediação político-partidária, tais como: voto secreto, ficha limpa, impunidade nos casos de crime do colarinho branco, apoio ao CNJ e transparência nos gastos e serviços públicos.</p>
<p>Creio que é uma boa agenda, e depois de tantos anos de falta de participação popular nas questões político-sociais, com pessoas indo para as ruas de modo pacífico e lutando por causa tão justa e oportuna, não há nada que possamos fazer de melhor por elas e pelo país do que nos aproximar para compreender, compreender para aperfeiçoar e aperfeiçoar para combater a praga da falta de caráter de gente de direita e esquerda, que lá na ponta faz o pobre gemer.</p>
<p>É sempre motivo de alegria conversar com você, Marcus. Quanta a mim, continuo meio Woody Allen: "Não me surpreendo com as guerras, o que me surpreende é sendo o homem quem é, como que não temos mais guerras ainda". Ou Saramago: "O homem é metade indiferença e metade maldade". Ou W. Shakespeare, quando falava sobre a "nossa natureza de bode". Ou Cristo, que foi parar na cruz por dizer que os homens são maus.</p>
<p>Não tenho o mínimo encanto nem pela direita nem pela esquerda. Vejo poucos amando mais aos homens do que as suas ideologias. Percebo que não existem sociedades, existem famílias. Não saio das ruas porque creio na pressão que faz homens cederem mais pelo temor do repúdio público do que serem levados a fazer o justo pelo verdadeiro amor ao próximo".</p>
<p> </p>
<p>Antônio Carlos Costa</p>
<p>Ps. Esse texto foi redigido em resposta às honestas preocupações de um amigo cristão, aflito com a possibilidade de haver oportunismo político nas marchas contra a corrupção.Veja como o diálogo começou:</p>
<p>Eu: <em>Há os q vêem em termos de preferência político-partidária a marcha contra a corrupção. Sugiro q façam o trabalho de campo antes de falar.</em></p>
<p>Meu amigo: <em>Oi Antônio, certamente a marcha vai além das questões partidárias. Mas é preciso mantar o olho aberto: não faltam oportunistas de plantão, querendo levantar bandeiras partidárias e fazer discurso eleitoreiro. Sempre foi assim, desde as marchas contra a corrupção que tomaram o Brasil em 2001 - dessas eu lembro, pq participei - e já tinhamos problemas desse tipo.</em></p>
<p>Meu amigo (em resposta à parte do que escrevi acima): <em>Concordamos nisso aí! O que me preocupa é que, quando um escândalo surge na esquerda, às vezes uma determinada direita reaparece, principalmente no meio religioso: aquela que geralmente não se declara (porque proibida), a extrema direita. E isso é grave, porque essas ideologias (integralistas, nacionalistas) que muitas vezes animam os grupos de extermínio - "Cavalos Velozes", "Águia de Ouro", "Águia de Mirra" - e milícias que se inspiram nos aparelhos criados na Ditadura dentro das Polícias Civis e Militar. Vejamos, por exemplo, que um dos Bolsonaros chegou a criticar a Juíza Patrícia Accioli e falar em defesa de seus assassinos - depois se retratou. Mas são coisas que me vieram a cabeça hoje, pontualmente, quando li algumas críticas no jornal e vi alguns perfis por aqui. Deus continue te abençoando nas lutas!! grande abraço.</em></p>
<p> </p>
<p>Ps. Por que tão poucos cristãos dispostos a tratar dessas questões? Quem bom manter também o diálogo educado. Obrigado, Marcus.</p></div>]]></content:encoded><description>"Sua preocupações são boas, e esse é um risco, Marcus. Posso lhe garantir, entretanto, conhecendo as lideranças das marchas, tanto do Rio quanto de Brasília, com as quais mantenho diálogo constante, que as pessoas estão é iradas com a corrupção, fartas de tanta impunidade, e hoje, avessas a partidos políticos e céticas quanto aos políticos. Elas querem resolver questões pontuais, sem mediação político-partidária, tais como: voto secreto, ficha limpa, impunidade nos casos de crime do colarinho branco, apoio ao CNJ e transparência nos gastos e serviços públicos. Creio que é uma boa agenda, e depois de tantos anos de falta de participação popular nas questões político-sociais, com pessoas indo para as ruas de modo pacífico e lutando por causa tão justa e oportuna, não há nada que possamos fazer de melhor por elas e pelo país do que nos aproximar para compreender, compreender para aperfeiçoar e aperfeiçoar para combater a praga da falta de caráter de gente de direita e esquerda, que lá na ponta faz o pobre gemer. É sempre motivo de alegria conversar com você, Marcus. Quanta a mim, continuo meio Woody Allen: "Não me surpreendo com as guerras, o que me surpreende é sendo o homem quem é, como que não temos mais guerras ainda". Ou Saramago: "O homem é metade indiferença e metade maldade". Ou W. Shakespeare, quando falava sobre a "nossa natureza de bode". Ou Cristo, que foi parar na cruz por dizer que os homens são maus. Não tenho o mínimo encanto nem pela direita nem pela esquerda. Vejo poucos amando mais aos homens do que as suas ideologias. Percebo que não existem sociedades, existem famílias. Não saio das ruas porque creio na pressão que faz homens cederem mais pelo temor do repúdio público do que serem levados a fazer o justo pelo verdadeiro amor ao próximo". Antônio Carlos Costa Ps. Esse texto foi redigido em resposta às honestas preocupações de um amigo cristão, aflito com a possibilidade de haver oportunismo político nas marchas contra a corrupção.Veja como o diálogo começou: Eu: Há os q vêem em termos de preferência político-partidária a marcha contra a corrupção. Sugiro q façam o trabalho de campo antes de falar. Meu amigo: Oi Antônio, certamente a marcha vai além das questões partidárias. Mas é preciso mantar o olho aberto: não faltam oportunistas de plantão, querendo levantar bandeiras partidárias e fazer discurso eleitoreiro. Sempre foi assim, desde as marchas contra a corrupção que tomaram o Brasil em 2001 - dessas eu lembro, pq participei - e já tinhamos problemas desse tipo. Meu amigo (em resposta à parte do que escrevi acima): Concordamos nisso aí! O que me preocupa é que, quando um escândalo surge na esquerda, às vezes uma determinada direita reaparece, principalmente no meio religioso: aquela que geralmente não se declara (porque proibida), a extrema direita. E isso é grave, porque essas ideologias (integralistas, nacionalistas) que muitas vezes animam os grupos de extermínio - "Cavalos Velozes", "Águia de Ouro", "Águia de Mirra" - e milícias que se inspiram nos aparelhos criados na Ditadura dentro das Polícias Civis e Militar. Vejamos, por exemplo, que um dos Bolsonaros chegou a criticar a Juíza Patrícia Accioli e falar em defesa de seus assassinos - depois se retratou. Mas são coisas que me vieram a cabeça hoje, pontualmente, quando li algumas críticas no jornal e vi alguns perfis por aqui. Deus continue te abençoando nas lutas!! grande abraço. Ps. Por que tão poucos cristãos dispostos a tratar dessas questões? Quem bom manter também o diálogo educado. Obrigado, Marcus.</description></item><item><title>PARCERIA ONG CANADENSE - RIO DE PAZ</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/10/parceria-ong-canadense-rio-de-paz.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Tue, 18 Oct 2011 06:13:22 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c0154363810be970c</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p><a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0162fbb98102970d-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="float: right;"><img alt="Vassoura 001" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a010535e6a52a970c0162fbb98102970d" src="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0162fbb98102970d-800wi" style="margin: 0px 0px 5px 5px;" title="Vassoura 001"></img></a>Prezado Antonio /<em> Dear Antonio</em> (<em>the English version will follow</em>),<br><br>É com grande prazer que temos assistido, por meio da Internet, ao sucesso de sua manifestação realizada ista semana. Por favor, saiba que Génération d'idées apóia suas ações pacíficas e criativasque visam a acabar com a corrupção no Brasil.<br><br>Como você sabe, nós também temos problemas com corrupção aqui no Québec: aqui o problema estácom a atribuição de contratos para a construção de infra-estruturas públicas (estradas, pontes, etc.).Nos últimos dois anos, nosso governo tem se recusado a abrir uma comissão pública de investigaçãosobre este assunto, embora que a maioria da população esteja a favor de tal comissão.<br><br>A fim de mostrar que o público não irá ceder sobre esta questão, Génération d'idées, a nossa ONG, vai realizar uma manifestação em frente da nossa Assembleia Nacional, na Cidade de Québec, naterça-feira, 18 outubro, 2011, ao meio-dia. Nas últimas semanas, temos vindo a recolher o apoio depessoas de todo o Província de Québec; no dia da manifestação, vamos entregar, frente à Assembleia Nacional, uma vassoura para cada uma dessas pessoas.<br><br>É interessante que em nossos dois países, com diferentes referências culturais, nós nos voltamos parao mesmo símbolo: a vassoura anti-corrupção. Como um sinal da amizade entre nossas duas organizações, Génération d'idées vai entregar, no dia da nossa manifestação, uma vassoura pintada de verde e amarelo, em nome de Rio de Paz. Esperamos que essa imagem vai chegar a vocês  vai chegar ahi no Rio e que nossa parceria irá inspirar mais grupos ao redor do mundo que também se cansam da corrupção.<br><br>Se você tiver alguma dúvida sobre nossa manifestaçao, por favor não hesite em contactar PaulSt-Pierre Plamondon, nosso presidente, ou Caroline-Julie Fortin, que cuida das relações de imprensa (os endereços sao em "cc").<br><br>Atenciosamente,<br><br>Olivier Charest<br>Membro da ONG Génération d'idées</p>
<p> </p>
<p><em>It is with great pleasure that we have witnessed, through the Internet, the success of your demonstration held this week. Please know that Génération d'idées supports your peaceful and creative actions aimed at ending corruption in Brazil.</em></p>
<p><em><br>As you know, we also have issues with corruption in Québec; here, the problem lies with the allocation of contracts for the construction of public infrastructure (roads, bridges, etc.). For the past two years, our government has refused to hold a public commission of enquiry on this matter, even though most of the population is in favour of such a commission.<br><br>In order to show that the public will not yield on this issue, Génération d'idées will hold a demonstration in front of our National Assembly in Québec City, on Tuesday, October 18, 2011, at noon. In the past weeks, we have been gathering support from people all over the Province of Québec; on the day of the demonstration, we will deliver, before the National Assembly, one broom for each of these people.<br><br>It is interesting that in our two countries, with different cultural references, we turned to the same symbol: the anti-corruption broom. As a sign of the friendship between our two organizations, Génération d'idées will also deliver, on the day of our demonstration, one broom painted green and yellow in the name of Rio de Paz. We hope that this image will reach you in Rio and that our partnership will inspire more groups around the World who are also tired of corruption to stand up.<br><br>If you have any questions, please do not hesitate to contact Paul St-Pierre Plamondon, our president, or Caroline-Julie Fortin who handles press relations.<br><br>Sincerely,</em><br><br><em>Olivier Charest<br>Member of Génération d'idées</em></p>
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<p>PS. A vassoura que será usada na manifestação no Canadá é essa da foto</p></div>]]></content:encoded><description>Prezado Antonio / Dear Antonio (the English version will follow), É com grande prazer que temos assistido, por meio da Internet, ao sucesso de sua manifestação realizada ista semana. Por favor, saiba que Génération d'idées apóia suas ações pacíficas e criativasque visam a acabar com a corrupção no Brasil. Como você sabe, nós também temos problemas com corrupção aqui no Québec: aqui o problema estácom a atribuição de contratos para a construção de infra-estruturas públicas (estradas, pontes, etc.).Nos últimos dois anos, nosso governo tem se recusado a abrir uma comissão pública de investigaçãosobre este assunto, embora que a maioria da população esteja a favor de tal comissão. A fim de mostrar que o público não irá ceder sobre esta questão, Génération d'idées, a nossa ONG, vai realizar uma manifestação em frente da nossa Assembleia Nacional, na Cidade de Québec, naterça-feira, 18 outubro, 2011, ao meio-dia. Nas últimas semanas, temos vindo a recolher o apoio depessoas de todo o Província de Québec; no dia da manifestação, vamos entregar, frente à Assembleia Nacional, uma vassoura para cada uma dessas pessoas. É interessante que em nossos dois países, com diferentes referências culturais, nós nos voltamos parao mesmo símbolo: a vassoura anti-corrupção. Como um sinal da amizade entre nossas duas organizações, Génération d'idées vai entregar, no dia da nossa manifestação, uma vassoura pintada de verde e amarelo, em nome de Rio de Paz. Esperamos que essa imagem vai chegar a vocês vai chegar ahi no Rio e que nossa parceria irá inspirar mais grupos ao redor do mundo que também se cansam da corrupção. Se você tiver alguma dúvida sobre nossa manifestaçao, por favor não hesite em contactar PaulSt-Pierre Plamondon, nosso presidente, ou Caroline-Julie Fortin, que cuida das relações de imprensa (os endereços sao em "cc"). Atenciosamente, Olivier Charest Membro da ONG Génération d'idées It is with great pleasure that we have witnessed, through the Internet, the success of your demonstration held this week. Please know that Génération d'idées supports your peaceful and creative actions aimed at ending corruption in Brazil. As you know, we also have issues with corruption in Québec; here, the problem lies with the allocation of contracts for the construction of public infrastructure (roads, bridges, etc.). For the past two years, our government has refused to hold a public commission of enquiry on this matter, even though most of the population is in favour of such a commission. In order to show that the public will not yield on this issue, Génération d'idées will hold a demonstration in front of our National Assembly in Québec City, on Tuesday, October 18, 2011, at noon. In the past weeks, we have been gathering support from people all over the Province of Québec; on the day of the demonstration, we will deliver, before the National Assembly, one broom for each of these people. It is interesting that in our two countries, with different cultural references, we turned to the same symbol: the anti-corruption broom. As a sign of the friendship between our two organizations, Génération d'idées will also deliver, on the day of our demonstration, one broom painted green and yellow in the name of Rio de Paz. We hope that this image will reach you in Rio and that our partnership will inspire more groups around the World who are also tired of corruption to stand up. If you have any questions, please do not hesitate to contact Paul St-Pierre Plamondon, our president, or Caroline-Julie Fortin who handles press relations. Sincerely, Olivier Charest Member of Génération d'idées PS. A vassoura que será usada na manifestação no Canadá é essa da foto</description></item><item><title>AS PRINCIPAIS VÍTIMAS DA CORRUPÇÃO</title><link>http://palavraplena.typepad.com/accosta/2011/10/as-principais-v%C3%ADtimas-da-corrup%C3%A7%C3%A3o.html</link><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Antonio Costa</dc:creator><pubDate>Fri, 14 Oct 2011 05:13:47 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:typepad.com,2003:post-6a010535e6a52a970c014e8c3ad555970d</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><p>O momento mais democrático e comovente da marcha contra a corrupção em Copacabana passou despercebido por muitos de nós. A manifestação estava terminando, quando o carro de som teve que parar na altura da avenida Princesa Isabel, a fim de que membros da classe média do Rio de Janeiro, que compunham a maioria dos participantes do ato público, pudessem se juntar a -dezenas de crianças pobres da Favela Mandela, do Complexo de Manguinhos-, que também participavam do protesto, pintando vassouras de verde e amarelo nas areias da praia.</p>
<p>Aquelas crianças haviam feito uma viagem de apenas trinta minutos, que as fez sair de um mundo e entrar em outro. Deixaram atrás de si uma África, para entrar num bairro de primeiro mundo.O que, por instantes, havia ficado para trás, quando cruzaram as fronteiras sociais rígidas de uma mesma cidade? Por um breve momento, elas se viram livres das ratazanas que infestam suas ruas e casas. Em vez de mergulharem nas águas fétidas e contaminadas do rio Jacaré, banhavam-se alegremente nas águas de uma praia que parece não ter sido criada para elas. Nada de som de tiro de fuzil. Nenhum corpo crivado de bala na frente de casa. Muito menos o agente do poder público dando tiro a esmo. Todas têm um histórico na vida de mortes trágicas, boçais, gratuitas. Elas conhecem a cor e o cheiro do sangue humano absorvido pela terra suja. Sabe o nome não oficial do lugar onde moram? Faixa de Gaza.</p>
<p>Lutar contra a corrupção é lutar pela vida das principais vítimas de crime abominável e tão presente na cultura política do Brasil. Por que essas crianças não têm acesso a área de lazer, moradia digna, proteção do Estado, acesso a educação que as faça apaixonarem-se pelos livros? Porque parte da -extraordinária riqueza de um país de dimensão continental- é desviada da sua finalidade constitucional, o povo pobre, para cair na conta bancária de gente que perdeu a alma, uma vez que acumula o que não precisa a fim de se sentir segura, ser adulada e trazer conforto para parentes que nunca questionam a incompatibilidade entre renda e padrão de vida da família. É impossível conhecer o Complexo de Manguinhos e manter o respeito pela autoridade pública brasileira.</p>
<p>O Brasil não precisa de uma primavera de indignação popular. Essa pressão da sociedade não pode ser um espasmo cívico. Carecemos de um movimento que atravesse as estações, capaz de criar uma cultura de controle social dos três poderes da república mediante pressão incansável nas ruas.</p>
<p>A classe média tem o direito de protestar. Ela tem pagado a conta, enfrentando diariamente trânsito infernal e submetendo-se -na cultura ensandecida do lucro como medida de todas as coisas-, a uma jornada de trabalho desumana, que impede milhares de cidadãos brasileiros de terem tempo para a poesia, o amor, a boa leitura, o lazer. A liberdade de imprensa, conquista recente da nossa jovem democracia, com todo o seu acúmulo de denúncias de desvio de verba pública, tem levado à revolta milhares dos contribuintes brasileiros que repassam um terço do rendimento do seu suado trabalho para um Estado que parece ser contra o cidadão.</p>
<p>Nada se compara, contudo, à condição do pobre. Estes não têm sabido como se safar. Nós ainda damos um jeito. Mas, e aquelas crianças que tomaram o caminho de volta para a comunidade pobre depois da manifestação em Copacabana? O que encontraram ao retornarem para casa?</p>
<p>Há um motivo para nós irmos às ruas protestar, numa ação suprapartidária, na qual eliminemos nossas diferenças a fim de que, unidos, lutemos por valores que nos são comuns: os efeitos deletérios da corrupção na massa de crianças e jovens pobres do Brasil.</p>
<p> </p>
<p><strong>Antônio Carlos Costa</strong></p>
<p>Presidente do Rio de Paz</p>
<p> </p>
<p><a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c014e8c3abf50970d-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="display: inline;"><img alt="IMG_3071" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a010535e6a52a970c014e8c3abf50970d image-full" src="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c014e8c3abf50970d-800wi" title="IMG_3071"></img></a><br><br></p>
<p>Ps 1. Esta foto foi batida por mim na segunda-feira passada, quando fazia visita à favela Mandela. Atônito, registrava crianças nadando num rio de esgoto, o rio Jacaré, que corta a favela do Jacarezinho e o Complexo de Manguinhos. Se você for lá, nunca mais deixará de protestar contra a corrupção. </p>
<p> </p>
<p><a href="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0154361a6fa8970c-popup" onclick="window.open( this.href, '_blank', 'width=640,height=480,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0' ); return false" style="display: inline;"><img alt="IMG_3087" border="0" class="asset  asset-image at-xid-6a010535e6a52a970c0154361a6fa8970c image-full" src="http://palavraplena.typepad.com/.a/6a010535e6a52a970c0154361a6fa8970c-800wi" title="IMG_3087"></img></a></p>
<p>Ps. 2 Esta foto, tirada no mesmo dia, revela o lugar onde essas crianças moram. Lembro-me do susto que tomei esses dias, ao ver uma enorme ratazana num barraco de um único cômodo, onde moram três crianças cujos pais são dependentes químicos de crack.</p></div>]]></content:encoded><description>O momento mais democrático e comovente da marcha contra a corrupção em Copacabana passou despercebido por muitos de nós. A manifestação estava terminando, quando o carro de som teve que parar na altura da avenida Princesa Isabel, a fim de que membros da classe média do Rio de Janeiro, que compunham a maioria dos participantes do ato público, pudessem se juntar a -dezenas de crianças pobres da Favela Mandela, do Complexo de Manguinhos-, que também participavam do protesto, pintando vassouras de verde e amarelo nas areias da praia. Aquelas crianças haviam feito uma viagem de apenas trinta minutos, que as fez sair de um mundo e entrar em outro. Deixaram atrás de si uma África, para entrar num bairro de primeiro mundo.O que, por instantes, havia ficado para trás, quando cruzaram as fronteiras sociais rígidas de uma mesma cidade? Por um breve momento, elas se viram livres das ratazanas que infestam suas ruas e casas. Em vez de mergulharem nas águas fétidas e contaminadas do rio Jacaré, banhavam-se alegremente nas águas de uma praia que parece não ter sido criada para elas. Nada de som de tiro de fuzil. Nenhum corpo crivado de bala na frente de casa. Muito menos o agente do poder público dando tiro a esmo. Todas têm um histórico na vida de mortes trágicas, boçais, gratuitas. Elas conhecem a cor e o cheiro do sangue humano absorvido pela terra suja. Sabe o nome não oficial do lugar onde moram? Faixa de Gaza. Lutar contra a corrupção é lutar pela vida das principais vítimas de crime abominável e tão presente na cultura política do Brasil. Por que essas crianças não têm acesso a área de lazer, moradia digna, proteção do Estado, acesso a educação que as faça apaixonarem-se pelos livros? Porque parte da -extraordinária riqueza de um país de dimensão continental- é desviada da sua finalidade constitucional, o povo pobre, para cair na conta bancária de gente que perdeu a alma, uma vez que acumula o que não precisa a fim de se sentir segura, ser adulada e trazer conforto para parentes que nunca questionam a incompatibilidade entre renda e padrão de vida da família. É impossível conhecer o Complexo de Manguinhos e manter o respeito pela autoridade pública brasileira. O Brasil não precisa de uma primavera de indignação popular. Essa pressão da sociedade não pode ser um espasmo cívico. Carecemos de um movimento que atravesse as estações, capaz de criar uma cultura de controle social dos três poderes da república mediante pressão incansável nas ruas. A classe média tem o direito de protestar. Ela tem pagado a conta, enfrentando diariamente trânsito infernal e submetendo-se -na cultura ensandecida do lucro como medida de todas as coisas-, a uma jornada de trabalho desumana, que impede milhares de cidadãos brasileiros de terem tempo para a poesia, o amor, a boa leitura, o lazer. A liberdade de imprensa, conquista recente da nossa jovem democracia, com todo o seu acúmulo de denúncias de desvio de verba pública, tem levado à revolta milhares dos contribuintes brasileiros que repassam um terço do rendimento do seu suado trabalho para um Estado que parece ser contra o cidadão. Nada se compara, contudo, à condição do pobre. Estes não têm sabido como se safar. Nós ainda damos um jeito. Mas, e aquelas crianças que tomaram o caminho de volta para a comunidade pobre depois da manifestação em Copacabana? O que encontraram ao retornarem para casa? Há um motivo para nós irmos às ruas protestar, numa ação suprapartidária, na qual eliminemos nossas diferenças a fim de que, unidos, lutemos por valores que nos são comuns: os efeitos deletérios da corrupção na massa de crianças e jovens pobres do Brasil. Antônio Carlos Costa Presidente do Rio de Paz Ps 1. Esta foto foi batida por mim na segunda-feira passada, quando fazia visita à favela Mandela. Atônito, registrava crianças nadando num rio de esgoto, o rio Jacaré, que corta a favela do Jacarezinho e o Complexo de Manguinhos. Se você for lá, nunca mais deixará de protestar contra a corrupção. Ps. 2 Esta foto, tirada no mesmo dia, revela o lugar onde essas crianças moram. Lembro-me do susto que tomei esses dias, ao ver uma enorme ratazana num barraco de um único cômodo, onde moram três crianças cujos pais são dependentes químicos de crack.</description></item><media:rating>nonadult</media:rating></channel></rss>

