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/><link>http://www.urubupensador.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>181</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/urubupensador" /><feedburner:info uri="urubupensador" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/</creativeCommons:license><image><link>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/</link><url>http://creativecommons.org/images/public/somerights20.gif</url><title>Some Rights Reserved</title></image><feedburner:emailServiceId>urubupensador</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:feedFlare href="http://add.my.yahoo.com/rss?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Furubupensador" src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/us/my/addtomyyahoo4.gif">Subscribe with My Yahoo!</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.newsgator.com/ngs/subscriber/subext.aspx?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Furubupensador" src="http://www.newsgator.com/images/ngsub1.gif">Subscribe with NewsGator</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://feeds.my.aol.com/add.jsp?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Furubupensador" src="http://o.aolcdn.com/favorites.my.aol.com/webmaster/ffclient/webroot/locale/en-US/images/myAOLButtonSmall.gif">Subscribe with My AOL</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare 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MUITO OBRIGADO, E VOLTE SEMPRE! PEDRO</feedburner:browserFriendly><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-5290933547664513562</guid><pubDate>Fri, 03 Feb 2012 19:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-03T19:18:24.587-02:00</atom:updated><title>Nós não vamos esquecer.</title><description>Olho no relógio, uma da madrugada. Sei que não vou conseguir dormir e, se conseguir, poderia me atrasar. Vou pra rodoviária – como aqui não há circular nesse horário, vou andando –, esperar pelo primeiro ônibus para Campinas, que sairia às quatro e meia. Também seria a primeira das outras seis conduções que eu tomaria ao longo do dia. Lá, me encontro já com algumas das pessoas que eu podia partilhar o repúdio e a indignação com o caso do Pinheirinho. Não são poucas; conseguimos lotar dois ônibus rumo a São José dos Campos, palco do massacre do dia 22 de janeiro. Agora, no entanto, seria palco da luta popular, coisa que enche meu coração e escreve páginas da História. Foi convocado um ato nacional pelo apoio à comunidade do Pinheirinho e que reivindicaria uma intervenção do governo federal na solução para as famílias desalojadas. Não obstante, a manifestação também aconteceu pelo direito básico à moradia, que o Estado se recusa a oferecer. Foram reunidas mais de quatro mil pessoas, de todo o país; além dos lojistas que levantavam faixas com mensagens de apoio e das pessoas que, das janelas de seus prédios, tremulavam bandeiras vermelhas e brancas. Todos queriam ter uma voz contra a opressão e a barbárie que desalojou milhares de famílias. Era unânime a gana de denunciar a realidade criminosa das ações da polícia militar, fielmente patrocinada pelos governos estadual e municipal e pelo próprio Naji Nahas. Paramos a cidade. Acredito que contém nessa ação específica um dos principais objetivos de uma manifestação: o rompimento da sistematização do cotidiano. O urbano é muito previsível, carros e pessoas indo de um lado pro outro, o dia inteiro; nada mais diferente que isso acontece, estão acostumados com o comum. Logo, interromper toda essa gente será um desaforo; aproveitemos e chamemos a atenção para uma situação gravíssima. O coro que anunciava a manifestação era emocionante: quem luta não está sozinho, somos todos Pinheirinho. Observe quão importante é a carga semântica que leva este grito: a polícia foi covarde e violenta, e também pode sê-los a cumplicidade do povo inerte, mas nós não. Nós estamos dispostos a mostrar a cara e ir pra rua; pois, se não somos a polícia, o governo, e se não somos cúmplices, somos todos Pinheirinho.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
Logo após a passeata, algumas das caravanas foram visitar o local do massacre, o próprio bairro do Pinheirinho. Fomos também. Mas cadê o bairro? Só vejo escombros. Começo a crer que o bairro, a comunidade inteira foi cruelmente enterrada sob estes escombros, assim como sonhos, tetos, conquistas e até vidas. A cena choca, e de fato, atinge. Sente-se a opressão que tomou o lugar, a destruição, a violência. Não dá pra acreditar na insensibilidade das autoridades ao pôr na rua tantas famílias, levando ao chão suas casas. O terreno é enorme, maior que bairros comuns; continua depois do último alcance da vista. É revoltante perceber que era só uma pessoa que queria tudo aquilo, e passou por cima de tantas famílias pra conseguir. Me diz, que indivíduo realmente precisa de mais de um milhão de metros quadrados? Ainda por cima, esse tal “dono” das terras é um criminoso. Não pode entrar em mais de trinta países. Mas aqui, ele tem todo o amparo que precisa. Até mesmo do poder militar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Debaixo das pedras (sim, pedras, pois não eram barracos ou tendas e, sim, casas construídas com o trabalho e suor do povo), dá pra ver móveis inteiros, como sofás e armários, material de construção fechado, como sacos de cimento; também se via muitas apostilas e livros didáticos, brinquedos, bicicletas, sapatos de criança, e muita roupa. O cenário acompanhava um fortíssimo cheiro de carne podre, e ninguém via nenhum animal morto por perto. Sabe-se que nenhuma busca de corpos foi realizada até agora, e os dirigentes contam com pelo menos vinte pessoas desaparecidas. Além disso, há a informação de que, no dia da desocupação, policiais passaram nos hospitais da cidade e levaram os corpos, feridos ou mortos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois disso, partimos para um dos abrigos onde estão algumas das várias famílias do Pinheirinho, pois deixaríamos algumas doações. Há uma quadra de esportes, daquelas enormes, que foi completamente ocupada por colchões, um do lado do outro. As arquibancadas desta quadra também estão forradas. Precisei ir ao banheiro, e encontrei com uma fila grande para os chuveiros. Conversando com os moradores, temos mais certeza como os autores deste crime são uns verdadeiros facínoras. Um senhor, já nervoso, conta como era impossível resistir à operação da polícia; pois, certamente, se o fizessem, perderiam suas vidas e arriscariam as de suas crianças. Presenciamos o diálogo de uma moradora enfrentando, com coragem, uma assistente social, que explica que cada família receberá uma quantia mensal de quinhentos reais, por pelo menos seis meses, que funcionará como auxílio-aluguel. O problema disso parece tão óbvio, só pra essa moça da prefeitura que não, pensamos. Como encontrar na cidade casas, a este preço, para todas as famílias desabrigadas? E será que ninguém se importa em alugar para a gente do Pinheirinho? Em suma, eles não tem pra onde ir. Também pergunto se é verdade a história das passagens para o Norte. A moradora confirma: “É verdade! Eles deram pra gente passagem pro norte e pro nordeste, como se todo mundo do Pinheirinho fosse do nordeste, mas não, a gente é tudo daqui da cidade, mesmo”. Nenhuma família era nordestina. Portanto, além da óbvia política higienista do estado, o preconceito também atinge os nordestinos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos prontos para voltar pra Campinas. Antes de partir, lanço um último olhar ao abrigo onde se concentram centenas de moradores. Vejo, de longe, um senhor do próprio abrigo me encarando, com olhos azuis e caídos, rugas cansadas por todo o rosto, que define e condena toda a brutalidade e crueldade do episódio. Sua expressão, triste e taciturna, revela que, infelizmente, agora não se espera outra coisa senão a impunidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-5290933547664513562?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/71hwU17NXqw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/71hwU17NXqw/nos-nao-vamos-esquecer.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2012/02/nos-nao-vamos-esquecer.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-2450654224427084340</guid><pubDate>Sat, 21 Jan 2012 20:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-21T18:21:16.333-02:00</atom:updated><title>A arte e eu</title><description>Pra que serve a arte? A princípio, soa a pergunta algo insensível, que seria bradada por um tosco, um boçal, exigindo que se abra um caminho no meio daqueles artistas de rua, filósofos de sarjeta, uns nojentos, vagabundos. Sim, pode ser, esse sujeito seria um boçal. Mas a pergunta é também muito relevante. Considero, antes, que arte é se expressar. Somos humanos e, assim como projetamos distintas expressões e sentimentos, há também diversos tipos de arte. Portanto, toda a arte tem seu valor, mas com a condição de que seja fiel à expressão do artista, ao que ele sente. Caso contrário, não é arte. Mas aí já acredito que isso seja uma crença pessoal e que a arte pode ser definida de forma diferente em outra cabeça. O devaneio que quero aqui explorar não é a definição da arte, mas sua função. Curioso é pensar como um conceito simples e, ao mesmo tempo, amplo, que adquire sentidos tão diferentes em tantas perspectivas, pode afetar drasticamente a vida de qualquer pessoa. Acho que a arte é isso: uma provocação, tanto no sentido subversivo quanto catalisador dessa palavra. Existe para sacudir essas tantas estátuas que vemos por aí nas ruas, inexpressivas, sérias, sisudas, fatalmente introspectivas, quase defuntas, mesmo que andando e falando a esmo. A arte é substancialmente um instrumento para a aurora da consciência crítica – não falo de uma consciência política ou social e sim, de uma essência crítica, que desperta o ser humano, habilita-o para o pensar e ser autônomo. Funciona como uma revolução no íntimo, creio eu. Pode soar algo demasiado forte para uma palavrinha de quatro letras, mas, de fato, o é. A prova está aí, a arte existe, subsiste e resiste até mesmo nos dias de hoje, nos quais a frivolidade, a ociosidade e a arrogância não fazem terra tão fértil para sua morada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-2450654224427084340?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/YcjxJKQ12F0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/YcjxJKQ12F0/arte-e-eu.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2012/01/arte-e-eu.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-5546781594324870225</guid><pubDate>Thu, 19 Jan 2012 14:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-19T12:39:14.436-02:00</atom:updated><title>1968 e hoje</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nossa democracia é uma ditadura legitimada. Seja para você, tal afirmação, polêmica ou óbvia, será a bandeira que erguerei até que meus olhos me provem o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nutrimos relações de admiração e respeito por todos os heróis de 1968; pois sejam eles brasileiros, ingleses, mexicanos, franceses, chilenos, argentinos, estadunidenses, não foram poucos, e não lutaram em vão. Foram vitoriosos. Além de suas próprias conquistas, foram capazes de semear em alguns corações o real espírito da luta e a aversão à inércia vegetante. Mais que isso: num único momento da História, uniram-se e despertaram o mundo de um sono profundo, alertando-o da opressão que o construía. Isso é belo. Também herói de 68, Augusto Boal marcou seu nome em minha mente com uma frase célebre, que resume a catarse coletiva daquele ano: cidadão não é aquele que vive em sociedade, é o que a transforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passo que as lutas de 68 e sua globalização nos enchem de orgulho, também choramos por presenciar os mesmos atentados, justamente os quais, tentando extinguir, morreram lutando. Assusta-nos (e aqui usei o termo propício, assustar) como pouco realmente mudou. A repressão e a violência ainda são instrumentos do Estado para manter a “ordem”, assim como a alienação – que inclui submissão total do pensamento popular, e também o mascaramento e distorção dos fatos. Porém, com a perfeita democratização da informação que não existia, como uma simples e fatal evolução tecnológica, foi surgindo uma urgência cada vez maior de estabelecer um controle mais amplo sobre a sociedade. Para isso, há um processo de domesticação e adestramento da opinião pública que, além de deixá-las dóceis, tornou as pessoas repulsas e adversas a qualquer incômodo à sistematização do cotidiano. Hoje, vemos acontecer os mesmos crimes em nome da ordem que abalaram 1968: podemos ver cavalarias militares prontas para reprimir estudantes, vemos soldados disparando contra multidões, sem nenhum medo ou pudor, ouvimos relatos horríveis de tortura, presenciamos agressões físicas, assim como perseguições e prisões políticas, vivemos sob constante vigia; e por outro lado, também vemos sujeitos dispostos a justificar toda essa crueldade, outros que, de tão cômodos, não se sensibilizam com nenhuma injustiça, e outros, mais acéfalos ainda, que condenam as ações do Estado por reprimir pouco, por serem insuficientes, e os de sempre, que só querem assistir televisão enquanto esperam pelo almoço. Todos estes horrores, que podem soar inofensivos, são óbvios resquícios ditatoriais. Não há como negar que é vestígio dos anos em que o país era assombrado por fardas verde-oliva e por cassetetes da ordem; dos anos em que muita gente morreu, foi assassinada, desapareceu, foi torturada ou teve que fugir. E agora, essa gente está vendo todos os seus pesadelos renascerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que realmente me preocupa é que não abandonemos o ano de 1968 como mera fonte de nostalgia; tal seria ultraje, desrespeito. Somos, aqui e agora, os responsáveis por honrá-lo e eternizar tudo o que nos deixaram, que não me canso de frisar: o verdadeiro espírito da luta e a aversão à inércia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-5546781594324870225?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/Js7uSVSHzVc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/Js7uSVSHzVc/1968-e-hoje.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2012/01/1968-e-hoje.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-2929975520759419060</guid><pubDate>Tue, 03 Jan 2012 23:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-03T21:16:07.000-02:00</atom:updated><title>O pardal, a calha e o canalha</title><description>Alguns pardais se contentam em habitar as calhas das casas, percebi. Ficam lá por horas; e quando não estão lá, estão buscando outras coisas para preencher o lar que lá constróem, imagino eu. Nômades, resistirão até a próxima chuva, apenas. Lamentável, mas... será que sabem disso? Não descarto hipóteses. Tantas árvores tem caído por aqui; sem contar as várias vezes que são despejados. Acho até que lhes faltam alternativas para abrigo. O que lhes resta? Tem o canalha que manda cortar as árvores das calçadas e das praças, e o outro que enxota os bichinhos, pois não quer sujeira no quintal. Mas nenhum destes fez outra proposta de moradia para os pássaros. Digo mais: estes canalhas impuseram seus interesses frívolos, de uma forma que censurasse a necessidade dos bichos; e, para estes, essas imposições representam uma atitude fatal. Afinal, não tem onde morar. E o canalha, além de ter um ótimo lugar para se morar, ainda se satisfaz em privar os pardais de uma habitação minimamente digna, sem razão aparente. O curioso é que estes animais voam, e cantam, naturalmente. Caminham, desde o nascimento, numa plenitude máxima da liberdade - mesmo não tendo onde morar. Desta liberdade, os canalhas nunca chegarão aos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Espero que tenham entendido a metáfora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-2929975520759419060?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/hR1ZgsbYsjM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/hR1ZgsbYsjM/o-pardal-calha-e-o-canalha.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2012/01/o-pardal-calha-e-o-canalha.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-3224136548668668948</guid><pubDate>Wed, 21 Dec 2011 16:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-21T14:28:47.391-02:00</atom:updated><title>Se beijo matasse a fome.</title><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
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&lt;style&gt;
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&lt;![endif]--&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Se beijo matasse a fome, meu bem, seríamos ricos! Percebe o
quanto gastamos com comida? Finalmente, poderíamos fazer todas as viagens que
tanto sonhamos. Mas se beijo matasse a fome mesmo, não seriam só as nossas
vidas que mudariam. Ah, que bem faria ao mundo se beijo matasse a fome! Miséria
usaria de outro sentido; finalmente, os de bolsos mais fartos que seriam os
maiores mendigos. Seria curioso (e revolucionário), pois os mendigos seriam os
mais limpos e mais bem-vestidos! Muito mudaria, meu bem, se beijo matasse a
fome.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Se beijo matasse a fome, os políticos, a princípio, iriam se
aproveitar e nadar em moedas de ouro, como o plutocrata do Tio Patinhas; mas,
mais tarde, renunciariam ao povão e clamariam por beijos. Imagine só, minha
querida. “Por favor, alguém me beija!”, gritariam pelas praças das cidades.
Ajoelhariam, implorando por piedade. Seriam obrigados a, até mesmo, abandonar
seus moralismos conservadores e nojentos, em nome da sobrevivência. Mas que
pena... quem ia querer beijar ladrão, ou assassino? Pior: quem gostaria de
beijar aqueles velhos do congresso, de bigodes oleosos e tingidos?! Coitados.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Já ouviu falar de seleção natural, meu bem? Pois é, em pouco
tempo, o mundo seria exclusivo dos que beijam, olha que beleza! Acho que aqui
seria um lugar bem melhor de se morar, se só o beijo matasse a fome. Peço agora
que imagine, meu amor. Imagine, só.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-3224136548668668948?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/ggzxSuS_42I" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/ggzxSuS_42I/se-beijo-matasse-fome.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/12/se-beijo-matasse-fome.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-8659292711797813168</guid><pubDate>Sun, 04 Dec 2011 05:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-04T03:12:50.321-02:00</atom:updated><title>ternura sem título</title><description>uns tem tanto.&lt;br /&gt;ostentam,&lt;br /&gt;porém,&lt;br /&gt;tantas manchas&lt;br /&gt;sangue e suor,&lt;br /&gt;no teto e tapete.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;outros são tanto.&lt;br /&gt;entretanto, não tem nada,&lt;br /&gt;nem teto,&lt;br /&gt;nem terra,&lt;br /&gt;mas tantos a condenar...&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;(02.12.2011)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-8659292711797813168?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/WoXnxjLfiv0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/WoXnxjLfiv0/ternura-sem-titulo.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/12/ternura-sem-titulo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-6928469322223324534</guid><pubDate>Sun, 27 Nov 2011 13:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T11:48:21.034-02:00</atom:updated><title>invalidez</title><description>muito distraído e pálido&lt;br /&gt;
parado, inerte, inválido&lt;br /&gt;
não sente fome nem pena&lt;br /&gt;
não se sente tão vivo&lt;br /&gt;
nada mais tem sentido&lt;br /&gt;
ele não tem sentido mais nada&lt;br /&gt;
só, sentado&lt;br /&gt;
quis um câncer&lt;br /&gt;
pra criar em cativeiro&lt;br /&gt;
avança, coleciona, cava&lt;br /&gt;
como seu próprio coveiro:&lt;br /&gt;
conseguiu um emprego.&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;(03.11.2011) &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-6928469322223324534?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/_NWqgXD4Ei0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/_NWqgXD4Ei0/invalidez.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/11/invalidez.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-4171514095813110900</guid><pubDate>Tue, 22 Nov 2011 02:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-22T11:17:29.505-02:00</atom:updated><title>Andorinhas</title><description>Belas são essas aves que aqui gorjeiam como lá, nos meus mais puros sonhos. A harmonia de suas cores dança com as nuvens, parece até que as fazem sorrir. Impressiona como não cansam de brincar pelo céu; insistem em nos levar até a esperança todos os dias. E ainda tem quem recuse seus convites, que lástima. É maravilhoso e curioso o modo como se relacionam entre si, com tanto afeto e carinho. A magnificência desses bichos é azul; são lindas as andorinhas! Arrependo-me amargamente de cada dia que destruí ao deixar de nelas reparar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-4171514095813110900?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/Mq0KEa8LFPA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/Mq0KEa8LFPA/andorinhas.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/11/andorinhas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-529281614261133233</guid><pubDate>Wed, 02 Nov 2011 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-02T12:53:12.921-02:00</atom:updated><title>Apoio à expulsão da PM da USP</title><description>Na semana passada, ouviu-se novamente bastante do debate sobre a presença da polícia militar nas universidades públicas. O responsável foi o episódio da invasão desta na cidade universitária da USP, em São Paulo. A história começou quando se sentiu a necessidade de uma maior segurança dentro do campus, devido à frequência crescente dos roubos e assassinatos. Desde então, a reitoria firmou um acordo com a PM -- friso, acordo este com a participação também dos estudantes -- para que esta esteja mais presente dentro do campus. Demorou alguns meses para que se inciasse a confusão: três estudantes foram presos fumando maconha dentro de um carro. Com a revolta à ação da polícia, iniciou-se um violento confronto, no qual PMs e estudantes foram agredidos. No momento, há uma forte resistência à presença destes soldados na universidade, sendo firmada pela ocupação do prédio da Administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso, ressurgiu a discussão a cerca da entrada de policias militares na universidade que, por incrível que pareça, atraiu reacionários em defesa desta. Tentarei aqui manter o respeito ao mesmo tempo que exponho meus argumentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É essencial tomar ciência das origens deste debate e saber que não é recente, antes da mera pretensão de seu início. A autonomia das universidades públicas foi conquistada há anos, durante o regime militar brasileiro (1964-1985), por glória das lutas dos próprios estudantes. Aliás, estes mesmos estudantes são grandes responsáveis pelo processo da democratização do país. Sem o conhecimento destas lutas, não há debate. Na própria FFLCH, intensificaram-se as agitações do movimento estudantil e da oposição intelectual à ditadura. Foi, aliás, onde se politizaram grandes mestres brasileiros, como Octavio Ianni e Florestan Fernandes; que também foram vítimas da repressão militar e, como vimos neste episódio, ela está renascendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além deste, há outro argumento fundamental, que consiste em questionar o verdadeiro papel da polícia nos dias atuais, seja no Brasil ou noutros países. Já discursei muito aqui quanto ao meu repúdio severo à violência policial. É ilusão e ingenuidade crer hoje que a função da polícia se refere ao clássico lema "servir e proteger". Este ideal foi deturpado, se é que existiu. Talvez possa significar 'servir e proteger uma determinada classe social', desde que esta classe não se intrometa no caminho dos policiais, das bombas de efeito moral e dos sprays de pimenta. Não dá pra negar: a polícia bate, a política agride, tortura, mata. A polícia &lt;b&gt;é&lt;/b&gt; violenta, é assassina. Isso é um fato que se vê &lt;a href="http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/em-cinco-anos-pm-de-sao-paulo-mata-mais-que-todas-as-policias-dos-eua-juntas-20110607.html" target="_blank"&gt;nos jornais&lt;/a&gt; e no cotidiano, ponto. Não se pode confiar na polícia a manutenção da segurança ou a nossa defesa. Ao contrário, os fatos dão razões concretíssimas para se temer a polícia, mesmo não devendo. Logo, quem defende a presença militar no campus está automaticamente se cumpliciando à violência; partindo de uma posição muito acomodada e alienada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora acredite que tais argumentos (ou fatos) são perfeitamente suficientes para se entender a monstruosidade e o absurdo desta situação, ainda há que se reforçar a irrelevância do feito que provocou o último estopim necessário para a ocupação policial no campus, objetivada já há um tempo. Os estudantes detidos estavam fumando maconha dentro de um carro (!), foram repreendidos inconstitucionalmente, mas tal expressão não representava nocividade nenhuma a ninguém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todavia -- ainda me esforçando para manter o respeito entre as posições --, digo que é primordial conhecer o contexto histórico para se abrir o debate; pois não fazê-lo implica em completa ignorância, logo, invalida todos os argumentos usados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fim de firmar minha postura de modo definitivo, expresso aqui então, meu mais sincero repúdio à presença da polícia militar na USP.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-529281614261133233?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/JY2Y3-mku4o" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/JY2Y3-mku4o/apoio-expulsao-da-pm-da-usp.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/11/apoio-expulsao-da-pm-da-usp.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-1251000110612455334</guid><pubDate>Sun, 23 Oct 2011 18:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-23T16:53:25.152-02:00</atom:updated><title>Breves sobre o analfabetismo político</title><description>Já dizia Brecht que o pior dos analfabetos é o analfabeto político. Tal conceito define alguém que não se relaciona de modo algum com a política, seja a global ou a local. É submetido à todas as ocasiões e consequências políticas de forma passiva, além de destas tornar-se cúmplice, tragicamente. Diz não se agradar com debates políticos ou até mesmo &lt;i&gt;odiar&lt;/i&gt; a política em si. Pois da ignorância política e da ausência de senso crítico é que nascem os piores produtos e injustiças da política - falo, principalmente, da corrupção; mas também estão incluídas a violência e a desigualdade econômica nesta cumplicidade. No atual contexto brasileiro, também se considera analfabeto político aqueles que usam chavões do senso comum para forjar uma posição política respeitável - "todos são corruptos" ou "políticos não prestam", por exemplo. Este, além de ser ignorante também em outros âmbitos, reproduz pensamentos clichês; ou seja, é totalmente desprovido de perspectivas próprias e autônomas sobre a realidade, já que apenas repete o que ouve ou o que vê na televisão. Como uma criança, exerce de forma perfeita as mais nobres técnicas da mímice.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Envolver-se com a política é essencial, a fim de se compreender tudo em sua volta; desde o aumento do preço do feijão e o desconto incômodo e mensal do seu salário até a eleição presidencial de uma potência mundial, ou o assassinato de um líder. Não fazê-lo implica em abandonar o indivíduo em condições completamente alienáveis e, como disse, implica também em determiná-lo como cúmplice efetivo das mazelas sociais desencadeadas pelo descompromisso popular com a política. Além de evitar tais condições, é fundamental a consciência política para se obter voz ativa e deixar de &lt;i&gt;se&lt;/i&gt; &lt;i&gt; &lt;/i&gt;submeter às injustiças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-1251000110612455334?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/fVt5awOs4oM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/fVt5awOs4oM/ja-dizia-brecht-que-o-pior-dos.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/10/ja-dizia-brecht-que-o-pior-dos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-3257585780993920000</guid><pubDate>Thu, 20 Oct 2011 00:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-19T23:03:44.656-02:00</atom:updated><title>Minhas considerações gerais quanto ao OWS</title><description>"Se você não sabe o que está acontecendo, desligue a televisão e se ligue no movimento" - com esta fantástica síntese, o &lt;i&gt;Occupy Wall Street&lt;/i&gt; define seu principal caráter: a veiculação independente de informações, graças às ferramentas hoje disponíveis. O movimento se originou na importantíssima prática de se desmoralizar os grandes empresários e banqueiros e de escancarar a desigualdade econômica; iniciou-se numa grande praça em Nova Iorque chamada Zuccotti Park. Também teve grande influência dos processos revolucionários do Oriente Médio, que consistem em extinguir os governos ditatoriais por aqueles lados. Pergunta-se, principalmente quando se toma como perspectiva a realidade brasileira, o porquê de se incomodar os banqueiros e não os políticos, já tão corruptos. E eu lhes digo o motivo. O sistema de democracia hoje vigente trai os ideais gregos de democracia que, a princípio, significava 'governo do povo'. Bom... já dizia Mafalda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cgWM9s5flwk/Tpo89wxNoMI/AAAAAAAAAQ0/32N0TBJEEHc/s1600/mafalda-politica1.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="246" src="http://3.bp.blogspot.com/-cgWM9s5flwk/Tpo89wxNoMI/AAAAAAAAAQ0/32N0TBJEEHc/s320/mafalda-politica1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Menina esperta.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Posto este conceito, é utopia imaginá-lo nos dias de hoje. O poder se concentra nos bancos e nas empresas multinacionais. São estes que efetivamente governam o mundo atual; e eles não foram eleitos. Nem são elegíveis. Portanto, é este o sentido que tomou a democracia atual, se é que pode ser chamado assim. Só não pode continuar assim. E o Occupy Wall Street está se ocupando disso. Porém, felizmente, o movimento não se restringiu à cidade de Nova Iorque - infestou-se pelas outras cidades grandes estadunidenses e então, pelo mundo todo. Hoje, quando escrevi este texto, foram contadas mais de 1500 cidades que estão também germinando ações importantes para este caminho bifurcado da História. E é esta a importância global do movimento - sim, a dimensão é global. Trata-se de buscar alternativas para o ciclo histórico já tão enfadado e gasto, análogo a uma imagem de uma grande engrenagem mestre toda enferrujada. Ou seja, é provar a célebre máxima marxista que diz que "o capitalismo não é o fim da História".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://www.occupytogether.org/"&gt;&lt;img border="0" height="40" src="http://www.occupytogether.org/images/occupyTogether.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Além de toda essa obviedade e urgência, o que mais me incomoda ainda é a
 violência policial. Fiquei impressionado quando vi a polícia 
estadunidense distribuindo socos diretamente nos rostos dos 
protestantes; a polícia daqui, pelo menos, é treinada para não deixar 
marcas visíveis - se não mata, claro. Portanto, chamo a atenção também 
que esta consciência seja finalmente globalizada: a polícia é violenta, a polícia mata. E conta com o apoio integral da legitimidade. 
Espero que não os fardados dos EUA não saiam impunes, visto que a 
cobertura midiática está competente, seja pelos meios massivos ou pelos 
meios independentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante frisar que o caráter do movimento não contém reivindicações e exigências, pelo menos por enquanto. Traduzindo um trecho do primeiro número de seu jornal &lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/67837516/Occupied-Wall-Street-Journal"&gt;&lt;i&gt;The Occupied Wall Street Journal&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; (em inglês), o movimento, a princípio, optou por tornar sua exigência a própria ocupação, como um espaço destinado a praticar a real democracia direta. "Para Wall Street e Washington, a exigência não é que eles tenham que nos ceder algo que não é deles. É nossa. Está com a gente. Nós não vamos pra lugar nenhum. Nós apenas viemos pra cá."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Peço que se mantenham informados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-3257585780993920000?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/VP67aYqlQis" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/VP67aYqlQis/minhas-consideracoes-gerais-quanto-ao.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-cgWM9s5flwk/Tpo89wxNoMI/AAAAAAAAAQ0/32N0TBJEEHc/s72-c/mafalda-politica1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/10/minhas-consideracoes-gerais-quanto-ao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-4296773469958041222</guid><pubDate>Sat, 15 Oct 2011 15:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-15T12:56:24.852-03:00</atom:updated><title>maldito martírio</title><description>é martírio,&lt;br /&gt;
maldito tormento,&lt;br /&gt;
quando as palavras não se completam,&lt;br /&gt;
as neblinas mentais não cessam,&lt;br /&gt;
as folhas em branco embranquecem,&lt;br /&gt;
as canetas cheias de tinta não escrevem,&lt;br /&gt;
a cabeça cheia de ideias não as amadurece;&lt;br /&gt;
quando a inspiração perece.&lt;br /&gt;
a autocrítica está lúcida e sóbria como nunca.&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;(14.10.2011)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-4296773469958041222?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/lkY3vBrSRTw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/lkY3vBrSRTw/maldito-martirio.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/10/maldito-martirio.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-2078227280133501273</guid><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 16:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-04T13:47:35.230-03:00</atom:updated><title>Everyone can feel the nothingness</title><description>Todos podemos sentir o vazio. Todos sentem o espaço, o vão, perfeitamente nítidos na vivência do dia-a-dia. Todos partilhamos, ao menos uma vez na vida, o estado de espírito que aparenta beirar ao colapso. É como se vivêssemos numa plena escuridão, que só não pode ser análoga à cegueira pelo fato de sermos hábeis para enxergar, sob nossos pés, uma superfície frágil, prestes a desabar, que nos atirará para um infindável abismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-2078227280133501273?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/CJCaHXyaXOA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/CJCaHXyaXOA/everyone-can-feel-nothingness.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/10/everyone-can-feel-nothingness.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-341669590845199489</guid><pubDate>Tue, 20 Sep 2011 17:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T14:29:14.878-03:00</atom:updated><title>Fugere urbem</title><description>Os reflexos brilhantes do sol nas águas se unem em perfeta harmonia com o som das brisas e do farfalhar das folhas secas, já cansadas de viver tão alto. Faz-se necessária a fuga frequente para a paisagem natural, visto que a própria civilização envenena, adoece, enlouquece. Sou convencido, diante de tal imagem, de que o tédio é urbano; o tédio é obra exclusiva da cidade. Quando gasto várias horas, ociosas, sentado na beira do lago, mergulhando minhas mãos e pés nas águas da eternidade, não sou incomodado pelo demônio do tédio, que lá não conhece morada. Desfruto, no campo, da mais pura, rica e fértil paz interior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-341669590845199489?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/rFaHk8D06EM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/rFaHk8D06EM/fugere-urbem.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/09/fugere-urbem.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-6425929457871699475</guid><pubDate>Sat, 10 Sep 2011 16:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-10T13:24:46.037-03:00</atom:updated><title>Aquele demônio (reeditado)</title><description>Este é um dos meus textos que mais gosto. Estava visitando os arquivos empoeirados do blog, encontrei-o e decidi reeditá-lo. Há vários textos que precisam de reedição também, mas poucos que realmente merecem. Gosto de deixar os arquivos disponíveis para perceber os reflexos do meu amadurecimento, tanto na vida quanto na literatura, e também reflexos sobre como eu conhecia o mundo. Afinal, já escrevo aqui há mais de dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--- &lt;br /&gt;
Não era um demônio como os outros, este era um pouco diferente. Enquanto os outros portavam tamanhos enormes correspondentes ao tamanho do estrago psicológico que eram capazes de provocar em humanos, este era bem baixinho, mas o estrago não era tão pequeno assim. O demônio da morte, por exemplo, com seu porte tremendamente assustador e sua feiúra colossal, aparentava ser muito velho devido às horríveis rugas que o cobriam – chegava a se assemelhar a uma caveira, de tão definhado e consumido seu rosto –, mas a sua força não era de gente velha. Muitos o temiam muito e o evitavam disciplinadamente, algumas até criavam patologias em função do terror que lhes causavam esse demônio em particular. Algumas outras o derrotavam facilmente, porém eram requeridas bravura e integridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, este demônio baixinho de quem eu estava falando é também terrível. A simples observação de sua aparência já incomoda, de tão feio que é. E quando aparece, faz-se ser percebido, definitivamente. Aborrece e incomoda tanto quanto uma criança mimada numa loja de brinquedos. O bichinho é tão desagradável que chega num momento que parece estar cutucando repetidamente com a ponta de seu indicador o exterior do cérebro da vítima. A quem ainda não descobriu, estou falando do demônio do tédio. Todos já o avistaram pelo menos uma vez na vida, tenho certeza – ainda mais nessa modernidade líquida, na qual um jovem púbere queima de estresse e se aborrece ferozmente quando a simples energia elétrica de sua casa é cortada, por minutos que seja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O safado me visita frequentemente, mas já o tranquei no meu armário, como a tradição manda, e sei do que se alimenta. E do que ele não se alimenta também sei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-6425929457871699475?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/6-ma3jPy0YI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/6-ma3jPy0YI/aquele-demonio-reeditado.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/09/aquele-demonio-reeditado.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-1909330116889492849</guid><pubDate>Wed, 24 Aug 2011 02:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T15:05:58.004-03:00</atom:updated><title>acredito, sobretudo</title><description>perguntam-me se eu 'acredito'&lt;br /&gt;
digo, ué, o verbo é transitivo&lt;br /&gt;
acredito na poesia, acredito nos livros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
livro-me de dogmas,&lt;br /&gt;
livro-me de princípios&lt;br /&gt;
acredito, sobretudo,&lt;br /&gt;
no som que faz&lt;br /&gt;
meu sistema cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;(26.05.2011)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-1909330116889492849?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/0yPXt-OFPA8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/0yPXt-OFPA8/voce-acredita.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/08/voce-acredita.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-2808287351585323852</guid><pubDate>Tue, 16 Aug 2011 22:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-16T19:38:12.948-03:00</atom:updated><title>Primitivismo II</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8tWnXd-eWg4/Tkrwp6QyOyI/AAAAAAAAAQQ/ojuf0exTLQ4/s1600/Machines06.sized.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="288" src="http://2.bp.blogspot.com/-8tWnXd-eWg4/Tkrwp6QyOyI/AAAAAAAAAQQ/ojuf0exTLQ4/s400/Machines06.sized.jpg" width="400" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pretensão ilimitada do homem contida na ação insistente de civilizar o natural obstrui qualquer humanismo e decência - contradiz até mesmo os padrões de pensamento estabelecidos pela própria civilização.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-2808287351585323852?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/KpVbnLEZQv8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/KpVbnLEZQv8/primitivismo-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-8tWnXd-eWg4/Tkrwp6QyOyI/AAAAAAAAAQQ/ojuf0exTLQ4/s72-c/Machines06.sized.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/08/primitivismo-ii.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-1901718684895431699</guid><pubDate>Mon, 08 Aug 2011 01:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-07T22:04:08.790-03:00</atom:updated><title>Uni-vos contra a frivolidade</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tenho uma vida que não existe. Não existo nela. Partilho e pratico quem não sou todas as horas do dia. Aliás, a cada uma dessas horas, afasto-me mais de quem realmente sou. Minhas algemas são invisíveis, mas estão aqui. Desculpe, mas não faço ideia de quem eu sou, ou o que sou. Não sei o que estou fazendo aqui."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Operários pós-modernos, libertem-se de suas gravatas desagradavelmente apertadas, libertem suas costas disformes das cadeiras giratórias. Assim, libertar-se-ão da diária dissociação de vocês mesmos. Sirvam-se desta meta, acolham este princípio, e então encontrar-se-ão com o próprio ser verdadeiro; aquele do qual já nem se lembram mais, e também o qual não lembra de vocês. Priorize os laços amorosos de suas relações sociais e despreze os contratuais. Estes são efêmeros, muito efêmeros. Como engrenagens, somos recicláveis, logo não seremos mais tão úteis. Seus laços contratuais exterminarão qualquer vestígio de outro possível laço formado, assim que o contrato for rasgado. Não deixem os papéis governarem suas relações. Não deixem o dinheiro governar suas vidas; não deixem o império da exploração e toda sua luxúria acabarem com mais uma pessoa: não seja mais uma vítima. Há de se impedir essencialmente que o capital domine nossa mente e vontade; que a ambição domine nossa vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-1901718684895431699?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/XPRpI5c267I" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/XPRpI5c267I/uni-vos-contra-frivolidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/08/uni-vos-contra-frivolidade.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-2611533387429312289</guid><pubDate>Sun, 31 Jul 2011 22:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-31T19:42:05.482-03:00</atom:updated><title>Justificando minha ausência</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tão de repente, encontrei-me num rio, numa fortíssima correnteza, como se as várias águas em suas várias direções me atingissem com uma força significativa, impedindo-me de qualquer movimento. Talvez, eu mesmo sou este rio. As minhas turbulências são as transformações que estou sofrendo, talvez metamorfoses, mutações - falo de mudança interior, espiritual, na minha própria psique, não de acordar no corpo de um inseto, como fez o personagem de Kafka -; mudanças estas tão violentas quanto às confusões de um longo rio apontando para uma queda, a cachoeira. Aguardo ansiosamente para descobrir o significado da cachoeira nesta analogia que me veio talvez como uma espécie de premonição, também multiforme - ora faz-se verdadeiramente real, ora não faz sentido nenhum. Em suma, vejo tudo como se de fato estivesse imerso em águas agitadas: muito se passa diante dos meus olhos, porém não consigo visualizar quase nada, e quando finalmente conquisto um pouco de oxigênio, quando finalmente minha cabeça emerge, outra maré está pronta para me abater de novo, provocando essa disforia diária, constante, incômoda, muito incômoda. A única certeza que a mim se mostra inteiramente verossímil é: marés que vem e vão não me vencerão, não me liquidarão, não serei à toa dizimado, e eu não deixarei de lutar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-2611533387429312289?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/2F87F05W6X4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/2F87F05W6X4/justificando-minha-ausencia.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/07/justificando-minha-ausencia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-6849632075032745484</guid><pubDate>Wed, 06 Jul 2011 00:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T15:06:00.720-03:00</atom:updated><title>Aumento salarial parlamentar</title><description>No fim do ano passado, foram aumentados os salários do presidente e dos deputados. Nesta semana, a Câmara Municipal de São Paulo, também num piscar de olhos, aprovou aumentos salariais para o prefeito, seu vice e seus secretários. Logo São Paulo, uma cidade administrada de forma tão porca. Porém, não pareceu porca ao ver das figuras públicas; e se pareceu, consideraram motivo para recompensa. No segundo semestre, Kassab passará a receber mensalmente mais de 24 mil reais, pelo seu péssimo trabalho; e seus queridos secretários – espero que não sejam muitos – serão carinhosamente presenteados com um singelo aumento de 250% em seus salários: de $5 mil, passarão a receber mais de $19 mil por mês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A gestão política brasileira tem se mostrado muito auto-suficiente, não? Não vimos mais, também, aquela horrível burocracia que tudo atrasava e tanto nos incomodava. Ambos os projetos de lei que citei foram propostos e aprovados na mesma semana, com uma eficiência relampejante!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, passados os momentos de sarcasmo furioso, vamos às “críticas construtivas”. A princípio de tudo, tais decisões &lt;i&gt;devem obrigatoriamente&lt;/i&gt; (aqui se faz jus o pleonasmo) passar por votações universais e plebiscitos, pois envolvem diretamente o povo, visto que é de dinheiro público que estamos falando. Até peço desculpas pela colocação tão &lt;b&gt;óbvia&lt;/b&gt;, mas os auto-premiadores ignoraram sumariamente o fato. Em segundo lugar, será esta a maior necessidade de investimento, com tal urgência assustadora e quantidade monstruosa? Esta segunda obviedade pode remeter ao pensamento de que devemos deixar o aumento salarial parlamentar em segundo plano; adiá-lo. Na verdade, estou o invalidando de vez, pois não deve haver aumento nenhum enquanto a eficiência concreta do político não for cuidadosamente comprovada e reconhecida pela opinião pública! – eficiência esta possivelmente demonstrada por investimentos realmente necessários e adequados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todavia, dizer simplesmente que deveríamos opinar em decisões como esta e que as maiores necessidades devem ser atendidas primeiramente talvez não seja suficiente para ilustrar o quão obscena, suja, ultrajante, absurda, injusta e revoltante a situação realmente é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-6849632075032745484?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/2HT7N6XlR5w" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/2HT7N6XlR5w/aumento-salarial-parlamentar.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/07/aumento-salarial-parlamentar.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-2089667744823287827</guid><pubDate>Fri, 24 Jun 2011 16:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T15:05:46.712-03:00</atom:updated><title>Para Carlos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cansei de vê-lo cuspir hipocrisia. Não bastasse ser forçado a ouvi-lo, enojo-me ao assistir aos seus pequenos seguidores e pseudo-fãs idolatrando-o; como se fossem animais, assemelhando-se aos filhotes que se alimentam das regurgitações da mãe. Seus discursos doentes convencem os ingênuos de sua bondade inexistente - os atos, lá fora, espalham doença. Dão-lhe crédito: o local começa a exalar demagogia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vejo motivos para respeitá-lo, ao menos; &lt;i&gt;au contraire&lt;/i&gt;, preciso de forças que me impeçam de estrangulá-lo. Espera, estrangular não. Satisfeito ficaria em acertar-lhe uma torta em cheio na cara, sim, isso me daria muito prazer. Não consegui evitar um grande sorriso ao imaginar a situação. Meus olhos brilham de sadismo, o qual prefiro chamar de sede de justiça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-2089667744823287827?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/QRa_XwpqDI0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/QRa_XwpqDI0/para-carlos.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/06/para-carlos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-1621768570956534035</guid><pubDate>Mon, 20 Jun 2011 02:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T15:06:00.475-03:00</atom:updated><title>Guerra ao terrorismo estadounidense</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok, decidi escrever sobre os Estados Unidos. É importante dizer antes que tentarei aqui reprimir o repúdio e o nojo que tanto sinto por essa nação; apenas censurarei o necessário para que o texto fique agradável. Vou tentar. Aliás, outra observação inicial: para a produção deste texto, adotei, por ora, como historinhas verídicas as coisas que andam nos contando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onze de setembro de 2001. Quem não lembra? Claro, ninguém, a mídia sensacionalista está aí para nos perturbar as idéias, constante e repetidamente. As gloriosas torres gêmeas de Manhattan - torres estas, até então, sempre participando do símbolo de identificação pessoal e afeto patriótico da cidade, cultuado por tantos novaiorquinos - foram destruídas por grupos radicalistas do Oriente Médio; terra, há muito, incomodada pelos norte-americanos, por um simples motivo: ambição. Pensar na origem de tudo isso é curioso; nasceu da pura ganância, sede insaciável de petróleo. Não há outra razão por submeterem aquele povo à tamanha exploração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, aquela ocorrência de dez anos atrás (sim, já faz dez anos), que insistem em lembrar, trouxe um conceito, digamos, inovador de tragicidade: pouco mais de duas mil pessoas morreram no atentado. Enfatizo que não estou expressando desprezo pelas vítimas e seus familiares, porém, dramatizo aqui a contradição da reação global de frustração e solidariedade à nação, quando ocorrem, ao mesmo tempo, tragédias consideravelmente maiores, de danos e números bem maiores, que não lhes causam sequer interesse. Àqueles que insistem por um exemplo, dou-lhes um valioso: o genocídio de Darfur, dado em 2003 e completamente desconhecido, já que, num inteligente golpe de manipulação - ou total desinteresse mesmo -, não foi vinculado pela mídia. Foram assassinadas e dizimadas cerca de 450 mil pessoas, além das 200 mil desabrigadas. O sangue cruelmente derramado parece não provocar tantas lágrimas quanto o de Manhattan.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com este atentado, comoveram-se milhões de pessoas pelo mundo inteiro. A propaganda estadounidense estava mais uma vez sendo globalizada - e atingindo o público-alvo em cheio. Foram divulgados e partilhados preconceitos e xenofobias de cunho assassino, também pelo mundo todo. A população estadounidense se desesperou e decretou pânico geral. Estava então nascendo ali o mais sádico e nocivo inimigo: o terror. Não pense que o governo ou a mídia do país tentou aliviar a situação, pelo contrário, foram responsáveis parciais pelo demônio que se espalhou por lá. Evitavam sair às ruas, apoiavam iniciativas anti-imigrantes, passavam longe de gente vestindo turbante. Era consenso geral o apelo à extinção dos "terroristas". Gostei quando Michael Moore disse que Osama morreu, mas venceu a guerra: o terror está definitivamente instalado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uso os verbos no pretérito, mas se vê muitos ainda que adoram os EUA como um deus ou uma terra onde tudo é produtivo, inclusive sua mão-de-obra, ou que partilham destas reações que citei acima. Não estão cientes, caros leitores, que o governo mais assassino, o mais manipulador, o mais sádico, o mais egoísta, o mais explorador, o governo que de fato espalha terror, &lt;b&gt;o governo mais terrorista&lt;/b&gt; no mundo é o estadounidense. Esquecem de seus soldados que, para sempre instalados no "território inimigo", são os que praticam de modo abusivo e passivo as mais cruéis torturas, são os que insistem em eliminar famílias e famílias, que &lt;b&gt;assassinam&lt;/b&gt; milhares de inocentes com lágrimas no rosto que pedem por piedade. Estes sim praticam o terror.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, o sangue é em prol do petróleo, sempre. Se admitem que matam, põem os  supostos inimigos como culpados. Afinal, eles que estão morando em cima do petróleo. Horror!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-1621768570956534035?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/Yz0FqUU6rCs" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/Yz0FqUU6rCs/guerra-ao-terrorismo-estadounidense.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/06/guerra-ao-terrorismo-estadounidense.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-6853024223871728138</guid><pubDate>Thu, 09 Jun 2011 17:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T15:05:46.911-03:00</atom:updated><title>O ócio e a mesóclise</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero encontrar a sombra perfeita entre as árvores para nela me refrescar. Sentar-me-ei sob seus braços, para me sentir envolto pelo seu afeto, e vou escrever. Não importa o quê escreverei, fazer-lo-ei apenas pelo prazer ocioso do ofício, como neste caso. Posso desfrutar inemoderadamente da minha solidão, perdendo-me os pensamentos em algum tempo que não o presente; mas também faria bom uso de companhias. As brisas e as vozes dos ventos assoprarão meu rosto e então me deitarei sobre as folhagens, secas ou não. Não me afetarão questões, por graves que forem, que dizem respeito da civilização, lá longe. Posso até, dentro de minhas profundas meditações, aprender artifícios úteis para possíveis soluções, mas nelas de fato não pensarei diretamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes que o perceba, afundar-me-ei em mágoas nostálgicas, pois voltarei aos tempos em que também procurava refúgios e fugas entre as árvores, mas com a liberdade sublime de ser criança, apenas com intenções lúdicas e inocentes. Não havia nem mesmo esta preocupação em livrar-me das preocupações, então segundas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso refletir sobre questões metafísicas, como de praxe, e eventualmente tropeçar em crises existencialistas. Entretanto, também posso me indagar o que comerei essa noite. Produtivo será, todavia, a sombra da árvore longínqua que me abraçar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-6853024223871728138?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/YR4tXVTEWLQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/YR4tXVTEWLQ/o-ocio-e-mesoclise.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/06/o-ocio-e-mesoclise.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-305173410767888792</guid><pubDate>Sun, 22 May 2011 20:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T15:05:58.070-03:00</atom:updated><title>entre os muitos, o pouco</title><description>encontrar o vazio&lt;br /&gt;
exterminá-lo&lt;br /&gt;
calá-lo o último pio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o veneno da apatia&lt;br /&gt;
sufoca os frutos&lt;br /&gt;
da mente vazia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
vende-se frivolidade&lt;br /&gt;
o preço é por quilo&lt;br /&gt;
mas também tem "à vontade"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
jaz a idiocracia&lt;br /&gt;
rege a coisacracia&lt;br /&gt;
vai-se também&lt;br /&gt;
a boa poesia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-305173410767888792?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/9GyYmqs_1Xs" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/9GyYmqs_1Xs/entre-os-muitos-o-pouco.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/05/entre-os-muitos-o-pouco.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-291878806234184007.post-6818363704159443641</guid><pubDate>Fri, 20 May 2011 19:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T15:05:46.904-03:00</atom:updated><title>Mágoa inútil</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A sede de ser completo me deixou neste estado de mágoa inútil&lt;/i&gt; (Pessoa); apesar de não saber se sou digno de fazê-lo, compartilho com Fernando o pesar e a frustração sanguessuga expressos nesta frase genial. Se fosse vivo, perguntar-lo-ia, como foi capaz, ou se foi, de conviver com essa perturbação horrenda; se em algum momento, conseguiu amenizá-la ou por vez exterminá-la: me seria muito útil aprendê-lo. Sinto-me menor que grão de areia quando vejo o &lt;i&gt;quanto&lt;/i&gt; há para conhecer, aprender, ler, ouvir, saber. A ciência de minha insignificância me atinge violentamente, como agressão física. Como Fernando, quero conhecer de tudo, quero absorver tudo o que toda ciência tem de relevante pra me dizer, esta é a maior certeza. Então, olho para a prateleira - é quando a depressão do fato me ataca. Todos os gênios, inclusive e principalmente os clássicos, estão caçoando de mim, às gargalhadas. Não os li. Tem tanta ciência que quero dominar, opiniões que quero formar ou evoluir, textos que quero escrever... mas creio que falta alguma coisa. Ou várias. É fácil reconhecer que nunca deixarei de utilizar da máxima de Fernando - ser completo é feito inalcançável, nunca chegarei lá. Quando chegar, vou querer ir mais longe, sempre. E agora estou aprisionado e afogado nesta mágoa inútil.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291878806234184007-6818363704159443641?l=www.urubupensador.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/urubupensador/~4/BOE5p2a4CJw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/urubupensador/~3/BOE5p2a4CJw/magoa-inutil.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Oller)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.urubupensador.com/2011/05/magoa-inutil.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

