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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234</atom:id><lastBuildDate>Thu, 19 Jan 2012 14:04:45 +0000</lastBuildDate><category>Em resposta</category><category>Série "Dos Sonhos"</category><category>velha casa</category><category>Poema bobinho</category><category>Tentativa de poema...</category><title>:: velha casa ::</title><description>"Quem disse que eu me mudei?"</description><link>http://velha-casa.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>213</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/velhacasa" /><feedburner:info uri="velhacasa" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-550895779313123918</guid><pubDate>Wed, 30 Dec 2009 06:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-30T04:57:50.823-02:00</atom:updated><title>Palhaço</title><description>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;No camarim, já cansado do espetáculo, de todo aquele circo armado, o palhaço veio a se sentar. Por um instante, mirou o espelho. E, por mais um instante, fitou o que lhe escapara à maquiagem branca que encobria o rosto. Era de um olhar triste, lábio caído e semblante envelhecido por certas agruras difíceis de explicar. Por isso, preferia seguir a vida como palhaço e fazer do riso alheio seu maior aplauso. Era essa sua força motriz para seguir adiante, serelepe e esfuziante pelas ruas. Mas, diante da sinceridade do espelho, não tem mais gargalhada, muito menos sonoras palmas. Apenas o silêncio despido, pouco a pouco, em chumaços de algodão com água. E lentamente revela-se em movimentos lentos e circulares, a outra face do rapaz, com rugas por ele próprio desenhadas para sobreviver aos dotados de fúria e dor nesse mundo. É que ele precisava a todo custo mascarar qualquer vicissitude infantil ou pueril que carregava no corpo, ainda que seu maior sonho fosse ouvir reverberar em cada canto de seu corpo o aplauso de quem só busca ser reconhecido. Desta vez, por aquilo que é, e não por aquilo que encena ser num palco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;[Ouvindo “Fogueira”, na voz de Ângela, com os versos sussurrando na cabeça: “Deixa eu cantar / Aquela velha história, o amor / Deixa penar, a liberdade está (também) na dor”]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/58311482/863bdf5" width="420" height="250" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-550895779313123918?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/LRpqTw-Szuo/palhaco.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>12</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/12/palhaco.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-7607707190092489677</guid><pubDate>Mon, 16 Nov 2009 12:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-16T10:21:03.973-02:00</atom:updated><title>Para Clarice</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SwFDm_8HXII/AAAAAAAAA5o/aYKAjuUIZJ0/s1600/Clarice_Lispector.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404675365098970242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SwFDm_8HXII/AAAAAAAAA5o/aYKAjuUIZJ0/s320/Clarice_Lispector.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;“Estou caindo numa tristeza sem dor. Não é mal. Faz parte. Amanhã provavelmente terei alguma alegria, também sem grandes êxtases, só alegria, e isso não é mau. É, mas não estou gostando muito desse pacto com a mediocridade de viver”.&lt;br /&gt;[Clarice Lispector]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu também não, Clarice. Os dias por aqui se passam exatamente assim: oscilantes, alternando tristeza e alegria num ritmo ainda incerto. Hoje, por exemplo, estou feliz sem qualquer motivo, mas ontem me vi por algumas horas num profundo pranto interno. Coisa passageira, de menino manhoso talvez, que ainda não descobriu como faz para fugir dessa mediocridade. Minha relação com a vida, cara companheira, tem sido tão torpe ultimamente que ando preferindo o sono. Talvez esteja melhor ao acordar. Boa notícia: há cinco dias não faço uso de remédio para interromper a insônia. E tenho sonhado bastante, diga-se de passagem. Ou melhor: a memória tem colaborado nessa minha relação com os sonhos. Hoje eu lembro bem: me vi pequenino, na casa da minha avó. Era de tarde, céu ainda róseo, e eu tomava banho de mangueira. “Perto de muita água tudo fica mais feliz”, diz mais ou menos a frase de seu amigo Rosa. Talvez seja por isso que eu acordei bem. Estou em São Paulo esta semana, mas em breve vou procurar ver o mar no Rio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-7607707190092489677?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/V2xJ7TL-Oq4/para-clarice.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SwFDm_8HXII/AAAAAAAAA5o/aYKAjuUIZJ0/s72-c/Clarice_Lispector.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/11/para-clarice.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-7344425940190992060</guid><pubDate>Mon, 16 Nov 2009 12:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-16T10:15:41.758-02:00</atom:updated><title>Ao irmão que eu não tive</title><description>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Queria muito poder contemplar sua existência hoje. Fecho os olhos e não consigo lembrar nossa despedida. Era garoto ainda, você ainda mais novo. Seria bom tê-lo conosco hoje. De verdade. Aqui em casa, as coisas vão caminhando. Papai vem tentando se reinventar, sem muito sucesso, e a mãe está ligeiramente cansada. Já tentei carregar os dois no meu colo, mas não dá. São arredios demais – talvez tenha puxado isso deles. Será que você seria arredio também? Só sei da cor dos seus olhos, azuis, como os meus e os da mamãe. Sei do seu nome, Pedro, e do sobrenome. Seu quarto continua conosco, hoje ocupado pelas roupas e algumas traquitanas de nossa mãe. Eles não falam de você, mas não se sinta desmerecido por isso. O amor ainda existe – entre eles e para comigo. Hoje eu o represento aqui. Mas isso não significa que não lamento por sua ausência entre nós. Queria tê-lo por perto para compartilhar a família. É muito sentimento e responsabilidade para lidar sozinho. Sua companhia me faria muito bem, mesmo pensando nas possíveis brigas (acredite: muitos me têm como uma pessoa de difícil gênio, mas as pessoas aumentam muito o que falam. Eu prefiro acreditar que a gente se daria muito bem). Qual faculdade você escolheria? Que segredos teríamos um com o outro? Onde eu o buscaria à noite (sim, o carro é meu e eu não empresto, ponto final)? Em que eu mais poderia ajudá-lo? Hoje sou jornalista, posso dizer que sei um pouco de alguns assuntos.  Sim, e tenho uma cama de casal para deitar ao seu lado e ver um filme. E um videogame com dois controles para brincarmos. Não ria: eu guardei esperando que você um dia voltasse. Ainda aguardo. Pena eu não conseguir encontrá-lo nos sonhos. Seria bom conhecer e reconhecer você. Mande notícias, por favor. O espaço para comentários aqui está sempre aberto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-7344425940190992060?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/kh8MIpcdA9U/ao-irmao-que-eu-nao-tive.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/11/ao-irmao-que-eu-nao-tive.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-8219396894314380428</guid><pubDate>Sat, 14 Nov 2009 22:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T20:44:50.288-02:00</atom:updated><title>Assinado eu</title><description>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;[Inspirado num sonho e na voz da Tiê]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um sonho recente ainda me instiga. Você estava nele. Quanto tempo nos falamos, quiçá nos encontramos, não é verdade? E, de sobressalto, como quem não quer nada, eis que você me surge inesperadamente. Eu estava vulnerável. Não pede licença, não chega de mansinho e, como de hábito, causa pertubação. Incomoda não por causa de sua mania de querer se exibir sempre. Incomoda porque me fez suscitar as dores e delícias de estar ao seu lado. Me fez sentir saudade. Estava sentindo falta de quem eu ainda não tinha -- e você, por alguns instantes, tive ao meu lado. A falha, neste caso, dói mais que a falta. Por que não bateu a porta? Deferência, de minha parte, nunca lhe faltou. Já lhe estendi tantas vezes meu tapete vermelho. Sei que algumas decisões minhas soaram a você inaceitáveis. Eu sei. Mas nem por isso pense que o sonho é o melhor ponto de encontro para nós dois. Prefiro o tete-a-tete, olho no olho, como aquele dia na avenida. Lembra? Ainda sigo a direção que meu coração ordenou, mas espero sinceramente que essas nossas paralelas ainda se cruzem por aí. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-8219396894314380428?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/gWEWlT-XmTE/assinado-eu.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/11/assinado-eu.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-5199387845972791586</guid><pubDate>Sat, 07 Nov 2009 02:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-13T23:11:54.388-02:00</atom:updated><title>Ladeira</title><description>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Caro Daniel,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ira um dia lhe irrigava as palavras, que brotavam em profusão dentro da &lt;strong&gt;velha casa&lt;/strong&gt;. Hoje já não há mais tanta raiva. Talvez tenha sido drenada para algum canto aí de dentro, apêndice pronto a eclodir a qualquer momento. O que circula então pela liquidez dos sentimentos? Não sei – e exatamente essa dúvida deve estar atordoando-o. Só não permita entravar-se diante da interrogação. Ainda é possível acreditar nos seres humanos, a começar por você, que ainda personifica a risada quando está no meio dos populares. Não se deixe mudar na solidão. Converse comigo. Saiba que eu estou sempre aqui para compartilhar com você o peso contumaz de bancar quem você desejou ser. O caminho começou a ser trilhado, meu caro, não tente dar para trás. Caso tenha se cansado, pare um pouco. Parar nem sempre é sinônimo de estacionar, lembre-se disso. Não queira ser sempre a lebre da história, pois nunca se sabe o quanto nosso peito suporta o ritmo ofegante da ladeira. Sim, Daniel, estamos numa eterna subida. O reto não tem mais graça. Por isso, a derrapagem pode ser mais dolorida, mas nem por isso irrecuperável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conte com o bom e velho amigo aqui,&lt;br /&gt;Daniel&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-5199387845972791586?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/KB0SiUOCtm8/ladeira.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/11/ladeira.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-4976722329401010217</guid><pubDate>Thu, 05 Nov 2009 05:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-05T03:32:12.588-02:00</atom:updated><title>Terceira margem</title><description>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Conta uma lenda iorubá que, para chegar ao Supremo, deveria-se perpassar antes por uma espécie de nove céus. Todos eram comandados por uma rainha, dona dos ventos e das tempestades. O dia estava claro naquele dia, mas a menina insistia em descobrir o que havia depois do azul. Olhava insistentemente para cima e nem se incomodava com a luz do sol batendo reta em sua vista. Queria porque queria ir mais longe só com o olhar. Era quieta e observadora a moça, mas não ia muito além na suas inserções com o céu. Chegava até à terceira margem, talvez, daquelas delineadas pelos ancestrais em priscas eras. O resto era só um clarão, que lhe embaçava os olhos tamanha a intensidade da luz vinda do alto. Passaram-se algumas horas, e a menina se cansou. Já era crepúsculo, o rosa pincelava a tintura azul do alto. Foi quando um sopro de vento cantou no ouvido da menina. Era a tal rainha. Feche os olhos, disse-lhe, no seu quarto. À noite eu a levarei para onde quer chegar. Eis o momento de atravessar todas as nove fronteiras que pairavam sobre sua pequenice e de contemplar a imensidão um dia desenhada em seu caderno. Ela e o Supremo se encontrariam nos sonhos e devaneios de quem só buscava uma explicação para a grandeza da vida. Nessa noite, depois de atravessar a tal terceira margem que tanto parecia limitá-la, a moça dormiu mais feliz do que de costume. Sentiu-se leve, como há muito não ousara se permitir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-4976722329401010217?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/Sin9QNklTeM/terceira-margem.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/11/terceira-margem.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-4847966665024098316</guid><pubDate>Wed, 28 Oct 2009 00:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-27T22:33:12.894-02:00</atom:updated><title>Paralelepípedos</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SueRP0nVI2I/AAAAAAAAA5g/MyD7yIWZFaI/s1600-h/paralelepipedo1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397442379434500962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SueRP0nVI2I/AAAAAAAAA5g/MyD7yIWZFaI/s400/paralelepipedo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda caminho andarilho, mas agora prestando menos atenção nas pedras que compõem o caminho. Eu estacionei na fossa que existe ente elas, o espaço vazio entre os tijolos, o pequeno vão que paralisa o próximo passo. O que se passa nesse espaço tão miudinho? O que ali dentro se acumula? Será que nele eu vou tropeçar? Mal me dei conta de que há muito caíra nessa interseção de corpos que não se unem. Espaço engessado pelo tempo, que cimenta o pé de quem só quer pular a amarelinha nos paralelepípedos. O céu, por ora, nem é o limite da brincadeira. Só queria mais disposição para sair desse buraco e dar o passo adiante. Por favor, girem a roleta ou lancem os dados. Não dá mais para ficar limítrofe no jogo. Quero avançar, pelo menos, três casas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-4847966665024098316?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/2Unst_5vntw/paralelepipedos.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SueRP0nVI2I/AAAAAAAAA5g/MyD7yIWZFaI/s72-c/paralelepipedo1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/10/paralelepipedos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-1244241699815050167</guid><pubDate>Fri, 16 Oct 2009 05:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-16T02:51:10.742-03:00</atom:updated><title>À toa [ou ‘Oxossi’ ou ‘Pais e filhos’]</title><description>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Onde já se viu nessa vida um filho maldizer o próprio pai? Deus me guarde, faça logo o sinal da cruz antes que qualquer maleita lhe ocorra tamanha a gravidade do seu pensamento, menino. Mas é verdade, minha senhora: que pai é esse que insiste em ser carregado pelo vértice mais fraquejado da casa? Como pode cobrar tanto de quem só quer leveza nessa vida – e tentou dar a quem tanto tinha valor? Pai assim não merece o filho que tem, não pode merecer, mas há quem já tenha escutado na vizinhança: foi pouco o que o mocinho fez pelo velho. Eu juro: tem gente que insiste em apontar uma falta, embora o que reverberasse mesmo ali era a falha da relação dos dois. Não bastaram as confissões, as entregas ou a confiança depositada em todo esse tempo. O tal pai, dizem, tem andado ultimamente com tanto cabelo na venta que, coitado, nem o diabo mais aguenta.  E danou a cobrar o que não podia, numa intempestividade imprevisível que poucos dão conta. Ou aceita logo o amor do filho que tanto um dia te quis ou então renega essa criança logo de vez. Não dá é para deixar a cabeça do menino assim, confusa, diante desse furacão todo montado num palco de incertezas. Pois vai chegar uma hora em a despedida vai mudar de prumo. E aí, minha senhora, talvez seja tarde demais para esse pai desmanchar o desengano e mostrar que, na verdade, ele ficou tão atordoado à toa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;“É muita mágoa &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Nem mesmo o mar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Tem tanta água &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Pouco prazer pra muita lástima &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Haja milagre &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Pra tristeza se acabar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;É muito pranto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Tem povo triste em todo canto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;É muita dor pra pouco santo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;E o santo vira dois&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;É santo e é orixá”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;[“Santo e orixá”, de Paulo César Pinheiro]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-1244241699815050167?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/BtPOvAFonQs/toa-ou-oxossi-ou-pais-e-filhos.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/10/toa-ou-oxossi-ou-pais-e-filhos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-2908523765405366246</guid><pubDate>Wed, 07 Oct 2009 02:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-06T23:29:13.801-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não sei levar o amor de forma mambembe. Mas, por favor, não me faça de palhaço. Não me deixe acreditar que o relacionamento se constrói a dois quando, na verdade, você só pensa na sua lacuna – Onde estou? Por que não ligou? Quem, afinal, é o egoísta da história? Eu sei que estava aqui, na &lt;strong&gt;velha casa &lt;/strong&gt;de sempre, cujo endereço já lhe é peculiar e em cuja entrada você nunca precisou de deferência. Bastava bater à porta. Eu só estava me arrumando para te receber da melhor forma que pude. Desculpe se demorei e não cheguei a tempo de lhe receber como devia. Tropecei no cadarço desamarrado. Me é muito difícil lidar com nós, você sabe. Tentei desatar alguns com você criando um outro “nós” – eu e você, embalados por músicas escolhidas, sentidas, lembradas, vividas, planejadas. Embalados por um sentimento compartilhado a dois. Ainda cheguei a tempo de te ver pelo olho mágico da porta: era de rosto largo, olhos ainda verdes prontos a dizer algo que a boca protelava em palavras. Não precisa me orquestrar o dicionário com suas lógicas e motivações. Eu já sabia de antemão que você chegou para se despedir. Apresentou-se a mim naquele mês em forma de ventania, sagrado ar que remexeu os papéis e móveis do meu quarto. Ainda vejo a desordem, e de certa forma a cultuo. Intuitivamente, talvez; é a fisiologia de juntar os cacos para ver se preenche a lacuna oca e embrutecida pelo tempo. Talvez nem faça muito sentido ocupar mais esse espaço, mas ainda me é necessário. O vento já passou por ele hoje e levou com ele o pouco da folha seca caída no chão. O pedaço de mato onde eu me escondia só por uns instantes, antes de me revelar por inteiro a você. Por ora, não existe mais ciranda aqui dentro. Só a batida perene de um coração que não aprendeu a desamar com um mero tchau.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-2908523765405366246?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/McjubePI-ZQ/eu-nao-sei-levar-o-amor-de-forma.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/10/eu-nao-sei-levar-o-amor-de-forma.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-4941347687695093886</guid><pubDate>Tue, 11 Aug 2009 00:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-10T21:19:17.031-03:00</atom:updated><title>Folhas ao vento</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SoC4QHEvvZI/AAAAAAAAA44/fak8Qa-5Ebo/s1600-h/folhas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368493342742003090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SoC4QHEvvZI/AAAAAAAAA44/fak8Qa-5Ebo/s400/folhas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje ventou forte na rua da velha casa. E como acredito na liturgia da natureza, pedi às folhas soltas que dançavam à frente da minha janela um amor, seja ele novo ou renovado. Preferi recorrer às folhas pela delicadeza de seus movimentos a mim apresentados, sobretudo diante daquele sopro forte que surgiu repentinamente à tarde. Eram tantas folhas, uma profusão delas, que não hesitei em logo cerrar os olhos e fazer o pedido com muita fé, para que elas possam espalhar meu recado como pólen das flores, outrora suas companheiras, para um coração desavisado andarilhando por aí. No fim, antes do amém derradeiro, joguei o coração no vento para ver se ele pega um pouco mais de ar ou de sol. Estava embolorando o peito já, cansado de ter de reger a ciranda monótona de um medo diário: o de encarar a solidão minha de cada dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-4941347687695093886?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/dVWH8-EuauE/folhas-ao-vento.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SoC4QHEvvZI/AAAAAAAAA44/fak8Qa-5Ebo/s72-c/folhas.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/08/folhas-ao-vento.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-3830733507494561388</guid><pubDate>Wed, 22 Jul 2009 05:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-22T02:16:04.494-03:00</atom:updated><title>A você -- só pra você</title><description>Fronteira é algo que se pede respeito. Não se pode chegar de mansinho, na ponta do pé, e querer do nada fincar sua bandeira no meu território. Alto lá! É preciso, antes de tudo, haver negociação. Seu espaço termina onde o meu começa, cara pálida, simples assim, sem eira nem beira. Por isso, esqueça sua cavalaria de lado, ela em nada me afronta. Os rios do lado de cá podem ainda escorrer sangue, mas eu sei muito bem como me defender das futuras feridas provocadas por terceiros. Deu agora pra entender por que não gosto de invasão nem de gente invasiva? Fica na sua que é melhor. E entenda de uma vez por todas: nunca fui tão claro em toda minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-3830733507494561388?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/_ROuhLGXt38/voce-so-pra-voce.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/07/voce-so-pra-voce.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-6211444741997543828</guid><pubDate>Wed, 22 Jul 2009 05:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-22T02:09:49.013-03:00</atom:updated><title>Maior verdade</title><description>"A gente só mente para dizer maior verdade". A frase é mais ou menos essa, mas só agora me dei conta de seu peso real sobre mim. Eu menti -- para mim mesmo. E só agora me dei conta. Menti caindo em esparrelas, menti dizendo que acreditava, menti acreditando que essa era a hora. Que nada. Foi tudo com os burros n'água, como dizia meu saudoso avô. Foram-se os anéis, os dedos, as falanges, qualquer forma de poder segurar a verdadeira chance de, finalmente, dizer "Ufa" e seguir os dias com um pouco mais de tranquilidade.  A vida me tem sido calma, é verdade, mas bem que eu queria afrouxar mais o sorriso e ter as batidas do peito mais espontâneas -- por ora, elas têm ocorrido de forma pragmática. Bombeiam o rame-rame do seu dia a dia. Queria também afrouxar os ombros, as pernas, os braços, o corpo. Em outra leitura, me entregar. Ainda acredito que um dia seja possível. É verdade: eu ainda minto para mim mesmo. Só para ver se um dia isso se transforma -- e não somente diz -- numa maior verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-6211444741997543828?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/9srnZ3iMoxQ/maior-verdade.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/07/maior-verdade.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-6737161979640431936</guid><pubDate>Wed, 08 Jul 2009 03:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-08T00:41:02.935-03:00</atom:updated><title>Feliz</title><description>Hoje foi dia de análise. Descobrimos juntos -- eu e a analista -- que eu estou infeliz. Ela me alertou: "Vou lhe fazer uma revelação séria. Qualquer coisa, me liga". Não vou precisar, Ângela. Está tudo bem. Foi, de certa forma, aliviante constatar isso. Precisava dar esse grito, que acabou saindo por você. Não tem problema: certas horas, você sou eu mesmo, não é -- ou para quem mais eu contaria minhas intimidades? Foi um alívio. Estava acostumado a ser infeliz. Difícil era encarar a ideia contrária: de ser feliz, mesmo querendo muito. Descobri que provocava o desejo dessa felicidade, mas me era clandestina. Eu renegava a troco, talvez, da comodidade de continuar à deriva na lagoa. A água já estava turva, e eu nem me dei conta. Os olhos cegam para a mesmice do tempo. Precisava de um sacolejo. E você, cara Ângela, me ajudou. Por isso saí bem hoje da análise, mesmo constatando a infelicidade que em mim ainda fixou endereço. Estou surpreendentemente feliz. E, claro, disposto a dar a volta por cima, ainda que seja difícil a ideia de encarar o que me é novo. Sim, meus amigos: ser feliz é privilégio para poucos. Para mim, ainda é sinônimo de novidade. Mas daqui a pouco vira notícia velha, podem apostar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-6737161979640431936?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/opKMduvar3k/feliz.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/07/feliz.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-2893664113506085041</guid><pubDate>Wed, 01 Jul 2009 04:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-01T01:52:59.447-03:00</atom:updated><title>Boi pintado</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SkroIXfY8KI/AAAAAAAAA4w/NgbReI--kd4/s1600-h/Ox.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 304px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353346337525526690" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SkroIXfY8KI/AAAAAAAAA4w/NgbReI--kd4/s400/Ox.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Dizem muito aqui no campo que não se deve andar no lombo de boi pintado. É bicho danado de traçoeiro, não vale muita coisa. A calma que ele apresenta no campo não passa de enganação: vá se atrever a montar pra ver se o bicho não se enfurece? Eu nem arrisco tentar, deixa ele lá quieto. Coitado, deve ficar triste: um boi pintado e incompreendido. Vive sozinho, isolado no campo, a mastigar sempre a mesma comida. Está atado à rotina. Carece de afago, de cuidado. Talvez por não ter tido isso desde os tempos de bezerrinho que é ficou assim, bravo, parecendo um touro daqueles dos filmes. E duvido que dêem oportunidade do pobrezinho mostrar um pouco de calmaria.&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 17px; FONT-STYLE: italic; COLOR: rgb(102,102,102); FONT-WEIGHT: boldfont-size:85%;" class="Apple-style-span" &gt;"Um boi preto, um boi pintado,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 17px" class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic; COLOR: rgb(102,102,102); FONT-WEIGHT: boldfont-size:85%;" class="Apple-style-span" &gt;cada um tem sua cor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic; COLOR: rgb(102,102,102); FONT-WEIGHT: boldfont-size:85%;" class="Apple-style-span" &gt;Cada coração um jeito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic; COLOR: rgb(102,102,102)font-size:85%;" class="Apple-style-span" &gt;De mostrar o seu amor"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;[Guimarães Rosa, em "Sagarana"]&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-2893664113506085041?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/bdiIKImNtbo/boi-pintado.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SkroIXfY8KI/AAAAAAAAA4w/NgbReI--kd4/s72-c/Ox.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/07/boi-pintado.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-2616278060506060003</guid><pubDate>Wed, 01 Jul 2009 03:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-01T01:21:45.199-03:00</atom:updated><title>Interseção</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/Skrj1UdDlbI/AAAAAAAAA4o/vLDYDhxi_IE/s1600-h/radiant_intersection_by_riviera2008.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353341612246406578" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/Skrj1UdDlbI/AAAAAAAAA4o/vLDYDhxi_IE/s400/radiant_intersection_by_riviera2008.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Certos momentos eu me apresento de forma muito rude ao mundo -- tática defensiva de quem teve de aprender a se cercar de arame farpado pelo corpo. A verdade é que meu coração é mole demais, acreditem. E grande também. Poucas pessoas é que a ele têm acesso ultimamente. Amor hoje, para mim, pede cancela -- só dele participa quem souber entrar. Pede delicadeza, sensibilidade também. Tudo para entender que o sentimento, certas horas, é atemporal -- aquele que faz história ao fincar a bandeira na interseção dos círculos, respeitando a fronteira de ambas as partes. Essa marca não dá para apagar. Vira comum de dois -- mesmo se esses dois hoje estiverem distantes, cada qual no seu quadrado, cada qual com sua aliança debaixo do braço à espera de novas oportunidades de união. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De interseção. De ligação com o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-2616278060506060003?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/5S5_YNUTl-I/intersecao.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/Skrj1UdDlbI/AAAAAAAAA4o/vLDYDhxi_IE/s72-c/radiant_intersection_by_riviera2008.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/07/intersecao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-7251409624199047490</guid><pubDate>Tue, 30 Jun 2009 02:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-29T23:27:20.783-03:00</atom:updated><title>Aos leitores</title><description>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Caros amigos que frequentam ou vistam a &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;velha casa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;,&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Desculpem o tom exagerado dos últimos posts, mas eu preciso exasperar. Pelo menos, aqui. As palavras funcionam como minhas lágrimas -- preciso chorar, tento, mas não consigo. Há anos. Uma confissão que hoje faço a vocês. E elas (as palavras) me têm saído copiosas. É falta de choro descontrolado, aquele que pede o lenço na mão. Não quero mais verter nada forçado. Se dos olhos nada ainda salta, vou seguindo com a escrita. Pelo menos as palavras cumprem bem o papel de lavar a alma. Tudo sai espontâneo daqui, sem editor de texto, sem corretor ortográfico, sem nada. A palavra-lágrima brota. Afinal, choro bom é aquele de natureza não-planejada -- portanto, não carece de revisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sei que corro o risco de soar incompreendido para alguns, exagerado para outros ou melancólico para os demais. Mas, longe de querer ser presunçoso, tampouco mal-educado, lembro aqui duas músicas: uma é Paulinho da Viola: "Eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim". Ponto parágrafo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Outra é a sempre presente Bethânia, senhora "das chuvas dentro de mim". Ainda moro depois das tempestades, minha cara, mas eu reconheço: ainda sonho com a cena romântica do beijo no temporal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-7251409624199047490?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/PUoiYCT6tEQ/aos-leitores.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/06/aos-leitores.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-2393355613045274798</guid><pubDate>Tue, 30 Jun 2009 01:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-01T01:10:49.575-03:00</atom:updated><title>Estacionamento</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SklyeMbt4SI/AAAAAAAAA4g/v2qRvKETumc/s1600-h/In_the_parking_by_Grum999.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 268px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352935495165665570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SklyeMbt4SI/AAAAAAAAA4g/v2qRvKETumc/s400/In_the_parking_by_Grum999.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A cena ainda é do estacionamento. Nós dois dentro do carro benzendo com a tristeza nosso fim. Pegue o lenço, enxugue o rosto com a página virada. Não, por favor, não feche de vez o livro, ainda temos história pra contar. Fique mais um pouco aqui.&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sim, aquele dia ainda reverbera, embora tenha me esforçado em valorizar mais os dias felizes juntos do que apenas aquele em que você bateu a porta com a eventual força, pôs a mão na testa e saiu andando. Alô, você chegou bem em casa? Sabe que eu sempre me preocupo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ainda vejo você diminuindo no meu campo de visão, embora a amplitude do vazio fosse latente naquele momento. Não tínhamos escapatória (Quem ama sempre encontra saídas? Eu não as vi naquele instante, nem você talvez). Também não temos hoje escapatória -- a aliança já fora feita. Eu calculo há cerca de dois, três, cinco anos. Outros preferem jogar no ar e apontar os tempos imemoriais, aqueles cujo apelido hoje dão de "destino". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E aliança é coisa difícil de desfazer -- "Não se desama dando um mero tchau", lembra? Tantas palavras só para dizer que ainda sinto falta do seu cuidado. Por isso tenho protelado tanto o sono. Dormir me dói. O esforço de duelar com o lado esquerdo vazio da cama, agora frio por causa do inverno, é grande. Talvez daí se explique o cansaço no corpo toda vez que acordo. Não descanso enquanto não tenho você novamente. Por isso, por ora, sigo com o coração estacionado. Igual àquele nosso último dia. Acho que ainda estou à sua espera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-2393355613045274798?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/NpjUKA0-2Gg/estacionamento.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SklyeMbt4SI/AAAAAAAAA4g/v2qRvKETumc/s72-c/In_the_parking_by_Grum999.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/06/estacionamento.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-5232394844088191489</guid><pubDate>Sat, 27 Jun 2009 05:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-27T02:46:09.849-03:00</atom:updated><title>A plantinha</title><description>Era como uma plantinha de apartamento: sempre no mesmo canto, sempre com o mesmo sol, sem muitas evoluções na vida. Era raro quando um pé de vento vinha lhe contar alguma nova -- a janela vivia fechada para evitar a poeira. Sua única companheira diária era a água, mas ainda sim só lhe molhavam rapidamente a raiz. Mais nada. Queria tanto sentir um pouco de frescor pelo corpo, pobrezinha, mas só recebia a calmaria das águas em seus pés. E com tempo contado: coisa de três vezes por dia e olhe lá. Restava a pobre plantinha se reservar às mutações a ela impostas para ver se conseguia ter alguma movimentação nessa vida. Era sua sina: responder no corpo aquilo que a casa lhe transmitia. Papo de energia, como dizem os mais entendidos no assunto hoje. A plantinha alterava seu estado físico de acordo com o ambiente. Era uma espécie de termômetro natural: absorvia o clima de seu habitat. Ecologicamente correto para lhe impor em sua estrutura o incorreto. Daí se explica sua natureza de caule encurvado, com pouco verde predominando, sem nenhuma florzinha qualquer para contar história. Ela funcionava como o espelho da velha casa, embora não pudesse cumprir de fato sua verdadeira função no mundo: refratar a quem para ela olhasse a real identidade da aridez, aquela terra que carece de um pouco de chuva para seguir a vida. O chão continuava liso, sem rugas, nem demarcações. Tudo parecia intacto. Inclusive a plantinha em seu vaso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-5232394844088191489?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/MqPV6K-qyFc/plantinha.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/06/plantinha.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-4105646048419392061</guid><pubDate>Tue, 23 Jun 2009 04:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-23T01:10:30.089-03:00</atom:updated><title>Insone</title><description>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Aos que dizem que sou muito fechado, de poucas palavras e de muitas entrelinhas, tenho uma confissão aqui a fazer: senhores, venho me alternando nessas últimas semanas entre a alegria e a tristeza. Tudo no intervalo do dia, o que torna ainda mais cansativo o prosseguir adiante. É tudo como uma parábola, dessas que aprendemos no colégio. Geralmente a euforia cresce ao longo do dia. Assume um auge sublimado, pontilhado no gráfico (porque não o percebo) e cai vertiginosamente no fim do dia. Ao ponto de estar aqui agora, a poucos minutos para uma da madrugada, insone, dançando no escuro do quarto com a companhia de músicas aleatórias, sem coerência lógico-afetiva entre elas. Um amigo, poucas horas atrás, me perguntou ao telefone: "Você está bem?". Respondi que sim, mas é mentira. Minto para mim mesmo -- e, por tabela, para os outros. Tem me sido uma constante ultimamente. Tanto que finjo que durmo. O corpo pede a cama, o cansaço dá sinais latentes, mas não consigo dormir de fato. Medo do que virá pela frente, talvez? Não sei, mas alguma batida aqui dentro veio me responder que sim, há uma certa tensão. Será que é com o amanhã? Ou com o ontem que ainda guardo no bolso da camisa, papel dobrado que tenho comigo por pura mania de não jogar nada fora, memórias amontoadas na desordem do armário embutido? Não sei responder. Tenho me achado um tanto burro ultimamente. Embruteci. Forjei o cerrado da testa. Talvez por isso o sono não se deixa aparecer. Dormir me deixa mais sensível ao mundo. Mas esses dias têm sido assim: de pernas exauridas e de hora atrasada para chegar ao trabalho. Não há tempo para lembrar dos sonhos. Por isso talvez ainda esteja acordado: em vez de dormir e deixá-los vir à tona, fico à espera aqui no quarto, só para ver se algum deles vai bater à porta. Acordado, ainda mantenho uma nesga de sensibilidade de que preciso para ver um pouco mais de graça, cor e leveza nas pessoas. Por ora, ainda sigo seco e meloso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-4105646048419392061?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/ygBd5Y0DLl0/insone.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/06/insone.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-7515985078670343157</guid><pubDate>Wed, 10 Jun 2009 03:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-10T00:54:45.288-03:00</atom:updated><title>Apelido</title><description>Gostava tanto de te chamar por aquele apelido. Não era original, muitos faziam uso dele, mas me era muito aconchegante. Isso não quer dizer que era fácil: para mim, era como se estivesse duelando com o sacrilégio de diminuir você, sempre tão imponente, em duas sílabas modestas: vogal-consoante, vogal-consoante. Elas eram soletradas numa voz baixinha, precedidas de um leve assobio que anunciava minha presença. Antes de chamar, queria sentir nos olhos a câmera lenta do seu pescoço virado no meio da rua, aquele olhar contemplativo avistando o ponto de longe e, por fim, o movimento suave do sorriso ao me ouvir chamar do lado de lá. Era essa a forma de demonstrar um amor tão guardado aqui dentro, quase eremita, que se manifestava ao mundo ao seu jeito, sem muitos padrões ou convenções. Tentava a todo custo ser único, original, autêntico, mesmo sem saber muito sê-lo. Por isso, o assobio para chamar a atenção. E o apelido guardado que, mesmo hoje longe, ecoa em certas noites de silêncio aqui no quarto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-7515985078670343157?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/oq6-rne9_Y4/apelido.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/06/apelido.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-4422428484166179333</guid><pubDate>Wed, 03 Jun 2009 04:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-03T01:37:52.417-03:00</atom:updated><title>Pesos e medidas</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SiX9cBXH-BI/AAAAAAAAA4E/nqpYQW8z4eA/s1600-h/Last_Car_Memories.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342955190788552722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SiX9cBXH-BI/AAAAAAAAA4E/nqpYQW8z4eA/s400/Last_Car_Memories.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora, seu moço, o senhor ainda não percebeu que as coisas da vida têm o peso que a gente dá? Pare de se queixar por aí, dando grandeza aquilo que nem se estica. Outro dia quebraram o retrovisor do meu automóvel. Na hora a gente se enraiva, cerra o punho e dá uns gritos por aí. Desconta até em quem nada tem com a história. Não vê que era apenas um retrovisor? Plástico com um pedaço de espelho, moço. Só isso. Olha a dimensão por mim que tudo tomou? Coitado do céu, de tantos impropérios que escutou naquele dia. Sei que é difícil, mas tente pensar bem antes de ligar o rojão e estourar por aí afora, sem muita eira nem beira. Veja: até o fardo de cada dia, que muitos por aí chamam de cruz, pesa menos que o senhor imagina. E olha que até o sagrado já determinou: todos podem carregar o peso que lhe cai sobre as costas. Não vê esse potro em que o senhor está montado? Pois então: segue estrupiado que só, coitado, mas aguenta firme o senhor aí em cima com certo ar de placidez. Nada parece muito lhe importar. É a conformidade de sua vida, de seu papel nessa vida. Sabe de certa forma pesar e dosar sua sina diária de existir no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-4422428484166179333?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/DuMOfWo9P4o/pesos-e-medidas.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SiX9cBXH-BI/AAAAAAAAA4E/nqpYQW8z4eA/s72-c/Last_Car_Memories.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/06/pesos-e-medidas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-8001557060254019579</guid><pubDate>Tue, 02 Jun 2009 03:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-03T01:35:47.076-03:00</atom:updated><title>Patologia</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SiXzQM32qUI/AAAAAAAAA3k/UM8mkktOZkA/s1600-h/HeartDisease_3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 222px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342943992603912514" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SiXzQM32qUI/AAAAAAAAA3k/UM8mkktOZkA/s400/HeartDisease_3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tinha ela uma dor no peito perene. Era acometida toda noite, na hora em que mais pensava em repousar. As ordens do corpo, sobretudo de suas pernas, eram dissonantes às do coração, carente que só ele. Queixava-se a moça o tempo todo de uma ausência por ela própria sentida. Ou seria uma presença imaginada? Que nunca existira? A dúvida rolava cama adentro. De concreto mesmo, só a imagem da falta. Porque a dita cuja ela nunca vira de fato, de corpo presente em seu quarto, tangível aos olhos, às mãos, à sua boca com sede de amor. Como então ela consegue soluçar por aquilo que nunca teve? São coisas do coração, disse certo dia uma amiga. Mentira. Coisas da cabecinha da pobre garota, ainda afoita por não diagnosticar sua doença diária: o amor. Sim, aquele de espécie patológica, viral, que não enxerga, não pondera, não sente. Simplesmente se autocondecora digno e nobre só pelo fato de no mundo existir. Mais uma mentira. Nobre é reconhecer seu papel -- e ele, esse amor, é tão soberbo ao ponto de não se deixar diminuir diante do seu real tamanho. Invade a fronteira do real vestindo a forma pontilhada do imaginário. E ainda com rosas em punho. Dá para acreditar nele? Ela ainda cria. Efeito da tal doença tão mesquinha que deu no coração da moça, mas deixou seus batimentos iguais aos do cursar do dia. No máximo, sentia uma pontada, que acusava a tal falta daquilo que nunca tivera na vida. A dor mesmo se reveza entre a esquerda e a direita da cama. Era a procura, no fundo, de algo que ela ainda não teve, mas que a noite permitia sonhar um dia lhe pertencer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-8001557060254019579?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/YcmTFACLALE/patologia.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/SiXzQM32qUI/AAAAAAAAA3k/UM8mkktOZkA/s72-c/HeartDisease_3.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/06/patologia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-5125952158005813036</guid><pubDate>Mon, 01 Jun 2009 03:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-03T01:00:48.721-03:00</atom:updated><title>Mensagem de noite</title><description>Não fecharam a janela de todo. Ainda há uma nesga de claridade que incomoda. A cortina do quarto já não é mais suficiente para cobrir toda a fresta. Ferida esta aberta que sangra luz pelo quarto. Ainda está escuro no céu. O pouco que a lua se faz exibir ao mundo as nuvens tratam de esconder. De quando em vez entram uns feixes quaisquer aqui perto da cama. Desenham no chão letras da palavra "companhia". Tudo está refletido no teto. Este talvez seja o recado que me passam esses dias de muito sono, mas de pouco dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-5125952158005813036?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/CBBDhFjG_3M/mensagem-de-noite.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/06/mensagem-de-noite.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-4498683648962463472</guid><pubDate>Fri, 22 May 2009 14:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-22T11:31:10.512-03:00</atom:updated><title>Cortina</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/Sha3J30qKjI/AAAAAAAAA3A/B_zLp9SABCk/s1600-h/the_curtain.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 346px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338655788525824562" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/Sha3J30qKjI/AAAAAAAAA3A/B_zLp9SABCk/s400/the_curtain.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O sol insiste em bater à janela, mas tenho preferido a companhia das cortinas. São mais acolhedoras, sobretudo no instante de despertar, que me é tão desolador. Ultimamente tem sido assim: acordo com as pernas mais cansadas do que quando eu vou dormir, e ainda não alcancei as teorias que possam explicar esse mistério. Diz a terapeuta que são os sonhos (sempre movimentados, é verdade); já outro amigo prefere apelar para as noções de espírito. Eu só me sinto à vontade para bater o martelo num ponto: não é justo o corpo esperar meu sono para ter vida própria, sair por sabe-se lá Deus onde, não me convidar e ainda por cima encerrar sua boemia me deixando um certo desânimo, sensação de tristeza mesmo. É assim que venho acordando nesses últimos dias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#666666;"&gt;[Sem mais o que dizer]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-4498683648962463472?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/7PWZlGHZ3c8/cortina.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/Sha3J30qKjI/AAAAAAAAA3A/B_zLp9SABCk/s72-c/the_curtain.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/05/cortina.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2863382504093454234.post-6867387288694631292</guid><pubDate>Wed, 20 May 2009 03:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-20T01:15:36.555-03:00</atom:updated><title>Seca</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/ShOC2pBbhgI/AAAAAAAAA24/crawHsCAjOM/s1600-h/seca.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 384px; DISPLAY: block; HEIGHT: 288px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337753858600568322" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/ShOC2pBbhgI/AAAAAAAAA24/crawHsCAjOM/s400/seca.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os olhos já não vertem mais lágrimas como antes. Na cortina branca que encobre as duas janelas da &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;velha casa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, perto da joia azul mantida no epicentro de minha pequena galáxia, surgem rios venosos, de cor predominantemente vermelha. São reveladores talvez de uma terra árida, hemorragia seca, gritando por um bocado de água. Geralmente acontece mais à noite, no fim de mais uma jornada rumo ao encontro de alguma nascente sequer, mas não tem uma gotinha pra contar história. Tudo se esgotou perto dali. Já beberam da fonte, muitas das vezes de forma indevida. E sem cachoeira de antes, que jorrava solta nos momentos mais inesperado, o menino heróico foge assustado pela mata adentro. Busca em outras bandas aquilo de que hoje mais precisa: o acalanto das águas. Mar para ele não serve: tem sal demais. O pequerrucho precisa de um pouco de doçura na vida. Anda um tanto amargo demais. Nessas horas, a avó ensina que não tem muita alternativa: em vez de se esgueirar por aí de galho em galho, o jeito é trocar os pés pelos joelhos, firmar ponto na aridez desse chão que lhe resta e esperar para ver se, quem sabe, o céu se compadece do seu lamento. De fato, há certa esperança no nativo. Por enquanto, é isso que tem lhe bastado durante esses dias difíceis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Comente! 

velha-casa.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863382504093454234-6867387288694631292?l=velha-casa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/velhacasa/~3/pLDet7bCaik/seca.html</link><author>noreply@blogger.com (:: Daniel ::)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_ZKOHNqSD1xE/ShOC2pBbhgI/AAAAAAAAA24/crawHsCAjOM/s72-c/seca.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://velha-casa.blogspot.com/2009/05/seca.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

