<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482</id><updated>2025-12-24T16:24:59.475-03:00</updated><title type='text'>Confissões de um viciado em jogos eletrônicos</title><subtitle type='html'>Eu fui (sou?) um viciado em jogos de computador. É difícil falar esta frase, pois ela soa um tanto ridícula, mas depois de tanto tempo convivendo com isso, eu não tenho como negar. Vício em jogos de computador existe, e eu sou (fui?) vítima.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-7892068349439541472</id><published>2014-07-30T13:53:00.002-03:00</published><updated>2014-07-30T13:53:39.035-03:00</updated><title type='text'>Ah, vou jogar só um pouquinho ... NÃO, não caia na armadilha</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
Vou aproveitar que vim publicar a história do Luiz e falar de algo que me incomoda desde muito tempo: a falácia do &quot;vou jogar só mais um pouquinho&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dica é: NÃO É SAUDÁVEL PARA NÓS JOGAR, NEM 1H POR DIA!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode parecer radical e pode parecer desesperado, mas isso se trata como uma desintoxicação. Jogar 1h por dia não te desintoxica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O argumento de que só um pouquinho de jogo todo mundo pode não é válido para quem tem o vício. É uma bomba relógio esperando pra estourar, e pasmém, ela sempre estoura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O argumento de que todo mundo precisa de algum lazer, e por isso jogamos, também não é válido. Procure outras formas: ler um livro, ler Neil Gaiman, ver 24h de ponta a ponta, quaquer coisa! É lazer suficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, o ócio leva nossa cabeça pra onde não devia. Use seu tempo livre de outra maneira:&lt;br /&gt;
- Vá fazer academia e corrida pra ficar bem e conhecer pessoas interessantes.&lt;br /&gt;
- Vá estudar qquer coisa do seu interesse: uma nova linguagem, um idioma, cheff, qualquer coisa. Nós gastamos de 2h-6h por dia jogando. Um curso profissionalizante tem 4h por dia. Dá pra imaginar o quanto podemos nos profissionalizar a nós mesmos em qualquer coisa com o mesmo tempo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe aqui o paralelo com vício em drogas. Nas clínicas de desintoxicação, alguem já ouviu falar dos médicos dando só um pouquinho de heroína para que seu paciente desintoxique aos poucos? Ou de pais que dão só um pouquinho de maconha para seus filhos irem parando aos poucos? Não parece o melhor tratamento, correto?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentem algo bem mais radical: 12 meses sem jogos. Esses 12 meses vão mudar suas vidas, assim como mudaram a minha. Pensem maior que isto ainda: vai mudar a vida também da sua família. 12 meses sem jogos testam sua força de vontade e você prova a si mesmo que é capaz de qualquer coisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocês vão ouvir de todos os lados de pessoas que são viciadas e conseguem conciliar a vida com um pouquinho de jogo. Não, isso não existe!!! Ou essa pessoa não é viciada, ou você nunca mais ouviu falar dela porque ela teve uma recaída e não voltou pra contar isso pra você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A única coisa que você precisa é de sinceridade com você mesmo. Façam-se a pergunta: &quot;baseado em todas as vezes que tive recaídas, eu realmente acredito que não vou ter mais uma se jogar só um pouquinho?&quot;. A primeira resposta que você vai ouvir de você mesmo é: &quot;CLARO!!! Sou mais forte que esse vício!!&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora parem e perguntem novamente: &quot;Tem certeza? O que te faz ter essa certeza?&quot; Perguntem pro seu eu lá no fundo, aquele ser sincero e humilde que quase nunca aparece pra falar oi: &quot;Tem certeza mesmo?&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A minha resposta pra mim 8 anos atrás foi dura: &quot;Sim, tenho certeza que não sou forte&quot;. Chorei muito, me desconstruí, comecei um blog, tive recaídas por tentar jogar &quot;só um pouquinho&quot;, me recuperei de novo, e mudei minha vida, tudo porque decidi não mais jogar uma horinha por dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantenham-se fortes, pessoal.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/7892068349439541472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/7892068349439541472?isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/7892068349439541472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/7892068349439541472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2014/07/ah-vou-jogar-so-um-pouquinho-nao-nao.html' title='Ah, vou jogar só um pouquinho ... NÃO, não caia na armadilha'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-2720913601028156194</id><published>2014-07-30T12:59:00.001-03:00</published><updated>2014-07-30T13:02:25.659-03:00</updated><title type='text'>Histórias dos leitores.</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
Olá,eu conheci o seu blog sobre viciados em jogos eletrônicos e realmente gostei muito dele,alem de me identificar muitas partes,gostaria de deixar minha historia e se possível compartilha-la no seu blog e ter mais atualizações sobre a sua luta.Obrigado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui fanático com a realidade além da&amp;nbsp;normal,adorava games pois você poderia ser outra pessoa,além da pacata vida normal e sem poderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro console foi o Master System 3 que ganhei aos 5 anos,rodava sonic no cartucho e mais uns 20 jogos inclusos simples e foi meu primeiro contato com os games.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era criança,não ligava muito para aquilo,tinha amigos na rua,escola,minha irmã e passeios com a família e desenhos da tv globinho imperdíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu gatilho para o vicio foi quando conheci o Ragnarok Online aos 7 anos,na época tinha acabado de chegar ao Brasil,e foi uma febre como o meu pc não rodava o jogo(Windows 98 na época, foi meu primeiro contato com as lan-house para jogar e eu amei aquele jogo a cada segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente(ou felizmente)menores so podiam acompanhados do responsável(na que eu ia era assim) e esperava ansiosamente final de semana para ir com a minha mãe quando ela se dispunha a ir.Durante a semana não parava de pensar no jogo incrível que era o ragnarok.Mas mesmo com 7/8 isso não era tão forte ainda fazia outras coisas normalmente de crianças e o Ragnarok era como um brinquedo cobiçado,nada alem disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci o Tíbia e vi que funcionava no meu pc modesto,e foi uma fuga para o ragnarok durante a semana,no começo,não era mais que horas porque era apenas um joguinho e gostava de passear pelo mapa,mas no momento que comecei a entender o espirito do RPG de monstros,equipamentos,evolução etc...comecei a passar mais horas jogando,e tinha vezes que ia escondido de madrugada jogar,e quando minha mãe trancou a porta que leva ao quarto.Cheguei a quebrar uma janela ( a porta tinha uma janela)para tentar entrar(e isso eu com 9 anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso e com sinais de abstinência e vicio era uma criança normal,me socializava,passava tempo com a família,brincava na rua.Normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha pré-adolescência e adolescencia começou a piorar,consegui finalmente jogar ragnarok do jeito que gostaria e logo uma onda de desejo de compensar anos de frustração de nunca jogar o quão eu gostaria,me fez começar a ficar horas jogando a fim.Tive outros games no período como MU,PW,GunZ,C.S.Jogos de vídeo game eram legais e alguns eu passava horas mas nada comparado a fantasia do MMO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período continuei sendo socializável,nunca fui uma pessoa com problemas de fazer amigos e nunca me senti só de verdade. Mas via que trocava muitas coisas pelo jogo e dinheiro em lan-house com promoções para muitas horas creditadas e o clima de competitividade na lan house.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tenho 18 anos sim sou novo,finalizei o ensino médio com um desempenho deplorável,e não passei pro vestibular de Geologia,profissão que almejo para mim apesar de ter tirado uma nota boa no ENEM.E esse ano prometi a mim mesmo que teria 100% do meu tempo voltado ao estudo,porem o jogo de League of Legends entrou na minha vida,e como muitos amigos meus jogam rapidamente fiquei viciado extrapolando completamente minha vida.No carnaval fiquei trancafiado em casa invés de curtir minha família e namorada para subir de Elo no jogo,e continuo virando noites e chego a ficar 12 horas de jogo por dia.Deixei de fazer academia,sair e meus relacionamentos foram comprometidos,senti uma sensação de vazio,passei a me alimentar mal,não cuidar da higiene pessoal,não tive foco nos estudos,a fé,a namorada me deixou.E essa sensação de vazio que sentia era substituída pelo jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro com meu pai atualmente e ele rala muito e deseja de todo coração que eu esteja em uma posição boa na vida.E se preocupa com o jogo,apesar de ele não vetar meu uso ao pc.Ele diz que devemos formar nosso caráter e nossas escolhas.E essa sensação de querer trazer orgulho para ele é que esta me fazendo abandonar toda essa vida de vicio ha mais de 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo essa mensagem em julho de 2014 ainda da tempo de voltar aos estudos e tentar a vaga para geologia em uma faculdade e sei que o vicio não será fácil de largar,porem espero ver minha vida pelo menos em 2015 muito melhor e também a todos ao meu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado se leram toda a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu e-mail:luizeduardojunior@hotmail.com&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/2720913601028156194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/2720913601028156194?isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/2720913601028156194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/2720913601028156194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2014/07/historias-dos-leitores.html' title='Histórias dos leitores.'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-7195823852692531959</id><published>2013-10-07T23:25:00.002-03:00</published><updated>2013-10-11T03:52:50.815-03:00</updated><title type='text'>Atualização 2013</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
Como sempre, o blog está parado, mas não abandonado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre procuro responder msgs no bpdvicio@gmail.com e aprovar as postagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos e-mails que recebi foi do leitor C. (apenas a primeira inicial). Ele me perguntou o que foi que me fez parar de jogar, o que mudou na minha vida para eu abandonar o vício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vou responder com um texto longo.&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
O grande problema do vício em jogos é a sensação de satisfação imediata que os jogos trazem VS a morosidade e sensação de demora da vida real.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
Você tem que pensar em todo o tempo que investiu em N jogos, e o que isso te trouxe de fato. Fora o tempo que você jogou cada um desses jogos, o que estar entre os melhores de um jogo te traz de benefícios hoje, de fato?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
Esse tipo de pergunta e resposta você tem que dar pra você mesmo, com toda a sinceridade. Ninguém tem mais interesse nessa resposta que você mesmo. Você pode argumentar que melhorou seu raciocínio lógico, que deixou sentidos mais aguçados, que te tornou uma pessoa mais feliz no geral, ou qualquer outro benefício, ou pode encontrar só malefícios, ou um pouco de cada coisa. Enfim, essa resposta você tem que se dar lá no fundo, e tentar descobrir o que ser um vencedor nos jogos te traz na vida real.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
Tudo o que fazemos na nossa vida, seja jogar o dia inteiro, seja trabalhar o dia inteiro, seja beber ou dormir o dia inteiro, é o que vamos ter quando tivermos 60, 70 anos. O resultado final da nossa vida é a soma de tudo o que fizemos durante ela. Parece óbvio, mas as vezes não é claro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
Aí chegamos na pergunta do leitor C.: o que me levou a parar? Qual foi a gota d&#39;água?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
Não teve nada tão claro assim não. Foi só o fato de olhar para minha vida, com 25 anos, com o total de horas que investi para ser o melhor em N diferentes jogos, e notar que estava no exato mesmo ponto que estava 5 anos atrás. Foi perceber que eu poderia chegar a 30, 40, 50, com exatamente as mesmas coisas que tinha com 20. E por &quot;coisas&quot; entenda-se não somente coisas materiais, mas coisas que eu aprendi, coisas que eu sou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
Quando me fazia a pergunta &quot;o que ganhei em 5 anos de jogo, e o que posso ganhar com mais 15 ou mais&quot; , percebia que ia chegar aos 60 anos sem ter feito nada na vida, sem ter conhecido mais países, pessoas, comprados coisas legais, enfim, vivido de fato. Essa percepção demorou meses para vir à tona.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
Quando comecei a comparar as N satisfações imediatas dos jogos com as 0 satisfações da vida real, comecei a entrar em pânico. Jogar não me trouxe nada de fato, a não ser felicidade momentânea.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
Nesse ponto é sempre muito importante lembrar que não advogo nunca contra os jogos como entretenimento. Você jogar algo de maneira sadia te traz sim coisas boas pra vida. Entretenimento é vital para o ser humano, e jogar uma quantidade razoável te tempo te torna uma pessoa melhor, assim como jogar bola uma quantidade razoável de tempo, sair pra beber uma quantidade razoável de tempo, assistir filmes ou ler livros uma quantidade razoável de tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #222222; font-family: arial; font-size: small;&quot;&gt;
O péssimo do vício em jogos e outros diversos vícios é te roubar tempo. E tempo não tem como recuperar ...&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/7195823852692531959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/7195823852692531959?isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/7195823852692531959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/7195823852692531959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2013/10/como-sempre-o-blog-esta-parado-mas-nao.html' title='Atualização 2013'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-4827435951393689717</id><published>2012-05-23T17:14:00.001-03:00</published><updated>2012-05-23T17:14:38.606-03:00</updated><title type='text'>Sobre o blog ...</title><content type='html'>Vou acabar assumindo que a frequencia de postagem atual é de 1x por ano. :-)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro queria dar uma resposta a todos os pedidos de contato por e-mail, tel, entrevista, etc. Quero muito poder ajudar a todos os que passam pelo mesmo, ou que tenham alguem que amam passando por isso, e este é o objetivo principal do blog. Meu tempo hoje é curtíssimo, com um emprego tomando conta de 50% e a família dos outros 50%, mas mesmo assim quero poder responder perguntas e ajudar como der.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os posts do blog podem ser usados em jornais, revistas, sites, onde acharem melhor, mas é sempre legal citarem a fonte para que as pessoas possam conhecer a origem e debater os problemas nos comentários, quando quiserem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para continuar mantendo a privacidade, criei a conta de e-mail bpdvicio@gmail.com . Quem quiser mandar perguntas, entrevistas, pedidos, o que quiserem, é só enviar. Posso demorar um pouco pra responder, mas vou sempre tentar manter atualizada a caixa de entrada.Obviamente, da mesma forma que prezo meu anonimato total, manterei o anonimato de quem quiser se comunicar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O blog vai continuar, assim como eu vou continuar. Podem ter certeza que vou continuar mantendo a minha história como uma história de sucesso nessa luta. Digo isso porque o gosto de vencer na realidade é tão mais intenso e tão mais durador que na outra vida, que não tem nem como começar a comparar. :)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mensagem a todos: saiam dessa, encarem o problema de frente e deixem de ser escravos dos jogos. Vale muuuuito mais a pena. :)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/4827435951393689717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/4827435951393689717?isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/4827435951393689717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/4827435951393689717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2012/05/sobre-o-blog.html' title='Sobre o blog ...'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-5975265502936556681</id><published>2011-04-28T03:10:00.002-03:00</published><updated>2011-04-28T03:25:48.157-03:00</updated><title type='text'>E a vida continua</title><content type='html'>1 ano e meio depois do último POST, a vida continua.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 filha nascida, outra a caminho, uma carreira maluca, sem tempo nem pra pensar na vida, quanto mais pensar em mundo virtual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada melhor do que descobrir a magia e a recompensa da realidade. O caminho é mais longo e mais árduo que no mundo virtual, mas a sensação de dever cumprido e a consciência limpa são muito maiores do que qualquer coisa que qualquer jogo pode trazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Precisamos ter força para nos manter no caminho REAL, e fugir do virtual. Um dia os jogos se vão, a saúde se vai, e quando olharmos para o lado, veremos que não restou nada, ninguém, somente nós, sozinhos, esperando a próxima febre e torcendo para termos condições de sobreviver por mais algum tempo e jogar por só mais um dia, porque, afinal de contas, podemos parar a hora que quisermos, estamos aqui por opção. A vida REAL é perene, a virtual não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Terminar qualquer jogo, alcançar qualquer objetivo num RPG, derrotar qualquer um no PvP, alcançar o top 5 em qualquer ranking,  nada se compara a chorar de felicidade junto da amada por algum motivo mágico, a ver o sorriso da sua filha quando coloca o pé em casa depois de um dia de trabalho, a terminar uma faculdade e colar grau depois de 4 anos de ralação, a entregar um projeto no trampo depois de 1 ano de sacrifício.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A recompensa no jogo é mais rápida, mas nunca será mais intensa que a vida real.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fica aqui a mensagem de quem já esteve dos dois lados e não troca NUNCA o que estou vivendo agora pelo que vivi no passado. Nem por 5 segundos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos sair dessa vida, galera. No que eu puder ajudar, estou aqui.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/5975265502936556681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/5975265502936556681?isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/5975265502936556681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/5975265502936556681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2011/04/e-vida-continua.html' title='E a vida continua'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-4886408475503800342</id><published>2010-01-18T00:10:00.003-02:00</published><updated>2010-01-18T00:13:28.208-02:00</updated><title type='text'>Sempre forte</title><content type='html'>Faz muito tempo que não posto nada aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa notícia é que não ocorreram recaídas, jogadas secretas, ou nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a muuito tempo sem jogar, e isto não faz falta na vida. Depois de 12, 13 meses, fica fácil. Você povoa a sua mente com a vida real, fugindo do mundo imaginário, e fugindo da fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem para todos é: mantenham-se fortes, e mantenham-se longe do que faz mal a sua vida. O quanto subi na vida desde que parei com os jogos é ridículo. Nunca teria conseguido se ainda perde-se tempo nos jogos.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/4886408475503800342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/4886408475503800342?isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/4886408475503800342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/4886408475503800342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2010/01/sempre-forte.html' title='Sempre forte'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-8018577526570729946</id><published>2008-07-07T15:21:00.000-03:00</published><updated>2008-07-07T15:30:28.243-03:00</updated><title type='text'>1 ano sem jogos</title><content type='html'>Estou me aproximando agora a um ano sem jogar ... ou quase :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei neste ano exatamente:&lt;br /&gt;- Um joguinho de quiz de músicas de filmes e seriados antigos, com a minha esposa.&lt;br /&gt;- Meia partida de paciência, também com a minha esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para ser completamente sincero, não senti nem perto da falta que eu achei que sentiria. Quando tomei a decisão de não jogar mais, por pelo menos um ano, achei que iria ficar pensando nisso, tendo calafrios, síndrome de abstinência, etc. Mas estou tão longe disso tudo que dá até gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais acho que com força de vontade suficiente e com o apoio externo, que é imprescindível, tudo é possível. Você pode ir atrás de algum objetivo que parece impossível, pode mudar sua vida, pode fazer o que quiser, basta querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A receita para sair de um caminho ruim, sair de um ciclo vicioso destrutivo, ir numa direção boa, é só uma. Acreditar que é possível e seguir nesta direção sem perder a fé. Simples e infalível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida sem alienação, sem preocupações, sem culpa e sem mentiras é algo tão bom que não dá para explicar. Corram atrás de uma vida sem vício, e não se arrependerão !!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/8018577526570729946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/8018577526570729946?isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/8018577526570729946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/8018577526570729946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2008/07/1-ano-sem-jogos.html' title='1 ano sem jogos'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-5981265972248339124</id><published>2008-06-03T10:55:00.000-03:00</published><updated>2008-06-03T11:08:41.712-03:00</updated><title type='text'>Mais comentários no blog</title><content type='html'>Vou escrever um pouco para falar sobre o comentário abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;Gente, eu sinto muito dizer pra vcs mas acho q vcs tão sendo radicais demais, eu jogo, gosto de jogar, jogo com minha família e namorado. Me divirto muito com eles e a gente interage demais. Ao mesmo tempo faço muitas coisas, tb assisto filme, vou a faculdade, trabalho e estou fazendo minha monografia agora que eh sobre jogos eletrônicos, percebi que jogos não é só bom de jogar como tb de estudar. A questão é que tem gente q não quer fzer mais nda além de jogar e o maior problema está na pessoa e não nos jogos.&lt;br /&gt;Assim como os jogos, tudo q vc faz, se não for feito com um certo limite e moderação vai te prejudicar com certeza.&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente tenho que concordar com este comentário em um ponto, mas discordar em outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema em qualquer vício &quot;legal&quot; está nas pessoas SIM, e não no vício. A maioria das pessoas pode beber normalmente, e até chegar ao famoso &quot;beber, cair e levantar&quot;, e não se viciar. Tem pessoas que fumam maconha uma ou duas vezes por mês, e não são viciados. E tem muitas pessoas que jogam sozinho, com a família, online, etc, e também não são viciados. Tentar criar qualquer proibição de jogos, bebida, cigarro seria arbitrário e radical, punindo todos aqueles que não tem nenhum propensão ao vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bebidas são boas para relaxamento e facilitam a interação social. O cigarro antigamente era sinônimo de glamour. Os jogos divertem, relaxam, ajudam a interação, e determinados jogos ajudam a educar as crianças e adolescentes. Tudo isso é fato, e eu nunca questionei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o outro ponto é que existe uma parcela de pessoas - na china estimam em 10% - que tem uma propensão e se viciar em jogos eletrônicos. Não quer dizer que 10% das pessoas que jogam se tornem viciadas, mas que uma parcela destes 10% acabam entrando um um ciclo de comportamento extremamente prejudicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que falta - e a monografia da autora do comentário é um exemplo de um local perfeito - é mais informação sobre o vício. Os pais não devem deixar de comprar um video-game para os filhos, mas devem estar cientes de que existe um mal relacionado ao video-game, e eles devem estar atentos a determinados comportamentos para identificar se os filhos têm ou não a propensão ao vício. O adolescente ou adulto que compra um video-game também precisa estar ciente dos malefícios existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas bebidas temos o famoso &quot;beba com moderação&quot;. Nos cigarros as mais famosas ainda &quot;faixas azuis&quot; com fotos intimidadoras. Simplesmente uma pequena tarja ou aviso nas caixas dos video-games ou dos jogos já atrairia a atenção de muita gente para o fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga não à proibição, mas por favor, diga sim à informação!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/5981265972248339124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/5981265972248339124?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/5981265972248339124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/5981265972248339124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2008/06/mais-comentrios-no-blog.html' title='Mais comentários no blog'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-4469365096264858804</id><published>2008-05-30T17:10:00.001-03:00</published><updated>2008-05-30T17:50:02.283-03:00</updated><title type='text'>Disponibilizada a assinatura de RSS</title><content type='html'>Arrumei o link com os posts em formato RSS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu não atualizo com uma frequência muito grande, quem tem vontade de acompanhar um pouco do que eu tenho pra escrever precisa ficar entrando a todo momento pra ver se tem novos posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não tem conhecimento sobre o que é assinar um RSS, o melhor modo de aprender é pela wikipedia, acessando &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Rss&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Rss&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero com isso facilitar a vida de quem lê este blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/4469365096264858804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/4469365096264858804?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/4469365096264858804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/4469365096264858804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2008/05/disponibilzada-assinatura-de-rss.html' title='Disponibilizada a assinatura de RSS'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-7906847652232454402</id><published>2008-05-30T11:04:00.000-03:00</published><updated>2008-05-30T11:14:43.897-03:00</updated><title type='text'>Criação de Fórum para debates</title><content type='html'>Algumas pessoas, a grande maioria sem deixar e-mails ou alguma forma de contato, deixam depoimentos ou fazem perguntas as quais eu nunca tenho como comentar ou responder somente pela falta do contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi criar um fórum para que todos que quiserem discutir a respeito de vícios, sejam contando experiências, seja fazendo perguntas, tenham um canal de comunicação para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei deixar tudo o mais anônimo possível neste fórum. Se alguém conhecer mais a respeito e sugerir alguma mudança lá para que fique ainda mais anônimo, é só avisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só acessar &lt;a href=&quot;http://vicioemjogos.forums-free.com/&quot;&gt;http://vicioemjogos.forums-free.com/&lt;/a&gt; e começar a usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou verificar o mais frequentemente possível se existem novos tópicos e responder ou comentar sempre que eu puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes abraços a todos.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/7906847652232454402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/7906847652232454402?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/7906847652232454402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/7906847652232454402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2008/05/criao-de-frum-para-debates.html' title='Criação de Fórum para debates'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-1144507805775856010</id><published>2008-05-08T10:50:00.000-03:00</published><updated>2008-05-08T11:52:35.732-03:00</updated><title type='text'>Debate de leitores no Blog</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Achei interessante colocar aqui duas opiniões bastante diferentes que apareceram em um dos posts antigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Opinião 1&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;O que comentar disso ae? Na verdade senti tristeza da pessoa que escreveu, e nenhuma pena para as pessoas que se tornam viciadas. Quando é que o mundo vai entender q a CULPA dos nossos atos são só NOSSAS? Quando é que as pessoas vão entender q o pior(melhor?) dos nossos problemas é q ngm tem nada com isso? Ngm nem vc que escreveu é VÍTIMA de nada. Se vc é compulsivo, vc será com UO, com Sexo ou com qualquer outra coisa. Vá se tratar. A culpa é sua, não dos jogos. Eu jogo MMORPG e outros jogos como vc citou, Starcraft entre outros, tenho uma namorada, meu relacionamento está ótimo, curso psicologia numa universidade federal difícil e minha vida familiar é bem agradável. Acho que vc deveria apontar para outras causas e problemas. Vício existe em qualquer lugar, e todo vício estraga a vida das pessoas. Sendo de crack como sendo de computador. Mas o crack e o computador nao matam as pessoas, são elas mesmas que optam por faz~e-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Opinião 2&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Sobre o Primeiro comentário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Devo discordar do que foi dito, embora não tenhamos responsabilidade direta sobre o vício de terceiros, não devo me abster de reconhecer os males citados pelo declaração contida no blog. Somos seres sociais, e dentro deste &quot;organismo&quot; social somos co-responsáveis quando não nos mobilizamos, seja por nos manifestarmos sobre, educar nossos filhos, transmitir boas exortações para amigos, etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Dizer que a culpa não é de ninguém seria o mesmo que, ao ter a chance de alertar, ver alguém cair em um buraco e ao invés de avisar ou depois ajudar o caído dizer que a culpa é dele por não ter atenção ou que é de quem fez o buraco (ou fazendo uma analogia com o que foi afirmado no primeiro comentário, que a culpa não é de ninguém pois o buraco já estava lá).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Pessoalmente, não acho que devamos eliminar tais jogos (além de não sermos capazes de tal feito, os jogos ainda tem um fator didático e desenvolve muitas faculdades mentais), mas devemos sim procurar por entretenimentos mais sadios, exigir que tais riscos existem para os que jogam, exigir o que nossa constituinte nos assegura, o direito de vetarmos algo nocivo ou controlarmos tais males.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;É nossa responsabilidade como ser humano consciente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;É minha singela opinião.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Meus pitacos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;A opinião do primeiro leitor é bastante forte e controversa, tanto que já tinha colocado aqui os meus comentários a respeito, mas sempre vale reiterar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Não sou a favor de acabarmos com os jogos, assim como não sou a favor de acabar com as bebidas. Mas todos sabem dos possíveis males das bebidas e todos sabem dos possíveis males dos cigarros e todos sabem muito mais dos possíveis males das drogas. O que falta no mundo dos jogos é apenas informação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Quando se diz que o vício em jogos existe, não estamos especulando, estamos atestando um fato, e é aí que começa o problema. O fato é muito pouco difundido e informado, e aquelas pessoas que tem a tendência ao vício não ficam sabendo que existe um perigo ali (de novo, apenas para as pessoas que tem a tendência), e portanto não ficam de sobreaviso para observar possíveis transtornos de comportamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Não gostaria nunca de ver nenhum jogo proibido (como já aconteceu no caso da proibição do CS - Counter Strike - no Brasil), pois essas decisões são arbitrárias e tiram nosso direito de escolha, mas por outro lado a falta de informação é extremamente prejudicial. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Uma simples mensagem em todas as embalagens de jogos, talvez nos manuais, seria um grande primeiro passo. Mas acho que até isso é utopia. Não é do interesse de uma indústria de bilhões de dólares ao ano alertar sobre um possível perigo na utilização de seus produtos. Mas tenho fé, pois a indústria do cigarro também é bilionária, e até ela teve que acatar os famosos avisos em suas embalagens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Ao psicólogo em formação eu tenho a dizer que é um felizardo, e que não precisa se preocupar com transtorno comportamental e emocional em relação aos jogos. Espero que ninguém próximo a ele tenha este problema, pois aparentemente não receberá ajuda dele. Espero mais ainda que nenhum futuro paciente tenha algum problema de adicição em jogos, bebida, sexo ou qualquer outro, pois seria informado que a culpa e a responsabilidade é unicamente dele, e ele deveria se tratar (que é aliás o motivo dele ter ido ao consultório).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Lembro também que uma forma muito eficiente de &quot;se tratar&quot; é escrever a respeito para exteriorizar tudo o que se está sentindo, seja no seu computador, só pra você, ou seja num blog. Se você puder debater isso com outras pessoas que tenham também o problema, ou que conheçam alguém que tenha, melhor ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Só para frizar, não quero nenhum proibição, quero apenas difusão de informação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;()s,&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/1144507805775856010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/1144507805775856010?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/1144507805775856010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/1144507805775856010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2008/05/debate-de-leitores-no-blog.html' title='Debate de leitores no Blog'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-8245176123454485725</id><published>2008-02-26T08:35:00.000-03:00</published><updated>2008-02-26T08:45:02.108-03:00</updated><title type='text'>Bate Papo instantâneo</title><content type='html'>Coloquei logo acima dos links, a direita, a nova funcionalidade que o google lançou. Ela permite que qualquer pessoa possa falar anonimamente comigo. O interessante é que os dois lados ficam anônimos, preservando a identidade tanto do leitor quanto a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho a menor idéia de que alguém venha a utilizar isso, ou se está de fato funcionando, mas vale a pena testar. Espero com isso poder falar diretamente com pessoas que estejam passando pela agonia de não conseguir parar de jogar, de usar a internet, não importa a que preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que eu aprendi mais durante este tempo todo de abstinência total de jogos (nem paciência eu jogo desde julho de 2007) é que com o tempo fica mais fácil, e o mais difícil é o começo. Outro ponto importante é que a vontade dura uns 5 minutos, e é sempre aconselhável que você fique longe do computador, ou pelo menos fazendo outras coisas que não te levem a iniciar uma partida. Chegamos assim no meu objetivo: se você quer parar de jogar realmente, mas está tendo uma recaída, fale com alguém que conheça o problema e permaneça falando até que a vontade diminua. E se você ainda não quer contar para ninguém, use o Chat do google pra falar comigo, pra deixar a vontade ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não garanto que estarei o tempo todo disponível, mas a hora que eu estiver garanto que vou falar com você de bom grado. O horário mais fácil de me encontrar, uma vez que só uso o computador no trabalho, é no horário comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu conseguir ajudar uma pessoa com esse bate papo, já vai ter valido a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, se esforce para ficar longe dos jogos se isso tem se constituído um problema para você. É muito gratificante ter a vida de volta, e só depende de sua força de vontade.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/8245176123454485725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/8245176123454485725?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/8245176123454485725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/8245176123454485725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2008/02/bate-papo-instantneo.html' title='Bate Papo instantâneo'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-618865221032122635</id><published>2007-12-12T14:16:00.000-02:00</published><updated>2007-12-12T15:31:57.515-02:00</updated><title type='text'>Mais histórias</title><content type='html'>Novamente posto histórias que foram colocadas nos comentários. Cada vez mais reportagens vão aparecendo e histórias vão sendo contadas a respeito do problema. Abaixo coloco as duas que me mandaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------&lt;br /&gt;11 de Dezembro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de viver do outro lado do atlântico, o teu comentário é quase um espelho da minha vida. (Não tenho pesadelos, mas sonho com jogos quando paro de jogar, estes sonhos misturam-se com cenas quotidianas). Ignoro problemas, deixo coisas importantes para depois (que antes seria impensável), por vezes ignoro a minha noiva sem querer. Desisto facilmente para o jogo quando aparece um problema... que antes resolvia num piscar de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho também um futuro cunhado 9 anos mais novo com 19 que não é capaz de parar de jogar um jogo chamado Tibia, ele passou um ano e meio nesse jogo, e os pais dele ainda não tomaram a consciência devida ao problema. Eu pelo menos tenho uma vasta experiência na minha área, mas ele nada :(.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou num doutoramento (irónico, porque está em águas mortas agora). Há uma capacidade de concentração que perdi há uns anos quando houve um intervalo longo na minha vida após a graduação, tenho tido um apoio muito forte da minha noiva, as recaídas acontecem facilmente assim que se perde algum controlo. Tento distrair-me com outras coisas, mas facilmente caio na teia novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------&lt;br /&gt;12 de Dezembro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi! Também encontrei seu blog pelo artigo da revista Época. Eu estava procurando notícias sobre esse novo vício porque minha vó tem tido comportamentos estranhos e até então não sabia identificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, pra quem achava que isso era coisa de jovens, não é. Minha vó comprou um computador há alguns meses e me pediu para ensiná-la com algumas coisas. Pois bem, ingressei ela no mundo digital, msn, bate-papo, jogos online e comunidades tipo orkut. Me espantou como ela pegou a &quot;manha&quot; rápido. Acho que por causa da idade dela não se interessou em jogos mirabolantes, mas comecei a perceber que quando ela não tinha amigos online ela se limitava a jogar paciência. Para vc ter uma noção, entro no meu trabalho às 9hs da manhã e saio às 18hs e nesse período a minha vó sempre está online no messenger, fora o horário que eu volto pra casa. Já notei até algumas vezes em que ela diz boa noite, entra no quarto e assim que faço o mesmo ela volta ao escritório e retoma seu novo vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a entender que isso não era normal quando numa queda da conexão a deixou extramente irritada e dizia que eu como &quot;jovem entendida&quot; deveria consertar. Na hora disse que eu estava ocupada e ela começou a resmungar. Quando a internet voltou, senti como se ela tivesse ficado embaraçada com a situação e até mesmo com vergonha por ter discutido por uma coisa tão pequena, mas não me disse nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ela participa de mais de 5 comunidades diferentes, entre sites de encontros ou tipo comunidades como o orkut.Percebo também que ela esquece de comer algumas vezes ou leva o prato até o computador, até a novela das 8 perdeu a vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não encontrei um modo de dizer isso a ela. Ontem mesmo ela deixou de fazer alguns afazeres domésticos e chegou a deixar comida no forno passar do ponto. Mas como dizer isso a avó? Uma aposentada que aparentemente encontrou um mundo novo e &quot;antenado&quot;. No dias atuais, idosos não têm muitas opções de lazer e mesmo sabendo que a internet está prejudicando sua vida, é difícil fazê-la abandonar um vício que está &quot;completando&quot; seu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre é difícil para mim ler outras histórias sobre vício em jogo, vício em internet mas paralelamente fico feliz que pessoas próximas ou mesmo a própria pessoa que está enfrentando o problema estão tentando e conseguindo saber mais sobre o problema por reportagens ou blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você está na faculdade (ou pós graduação) acontecem muitas mudanças na sua vida. No meu caso eu acabei recebendo uma liberdade instantânea por ir morar fora de casa, e isso me deixou perdido. Aquilo que eu mais desejava na época acabou ajudando a me fazer perder o norte. Além disso veio a pressão por resultados nas provas, novas amizades, festas, o que fazer quando eu me formar, e um tanto de auto-sabotagem (mas isso já é outra história), etc. Eu precisava escapar de algum jeito, senão ia explodir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu mais aprendi a respeito desse vício, e que vou levar comigo para o resto da vida, é que é mais fácil você esconder os problemas e dificuldades do que enfrentá-los. É muito mais fácil fingir que nada de ruim está acontecendo, e passar o tempo todo fazendo coisas que dão prazer imediato. Você não resolve nada da sua vida e, no final do dia (ou quando você não aguenta mais), você está tão cansado que consegue dormir tranquilamente, o que não seria possível se estivesse pensando nos problemas diretamente. No dia seguinte você se sente culpado por não ter enfrentado os problemas, e isso faz mal, e novamente o refúgio é o jogo, a internet. No outro dia você se sente tão culpado de estar se escondendo por dias dos problemas que a primeira coisa que te passa pela cabeça quando acorda é jogar. A idéia de encarar tudo o que você perdeu e deixou de fazer dói tanto, que a única solução é continuar jogando. O ciclo é interminável, e só tem uma quebra quando alguma força externa age nele. Um parente que te dá um esporro, um semestre de faculdade jogado no lixo, a faculdade inteira jogada no lixo, o chefe que dá um ultimato, ou mesmo manda embora logo, o prazo que passa, o adiamento do prazo que também passa, sei lá, alguma coisa que nos faça acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós não somos menos porque somos pessoas com problemas com este vício, nós estamos menos naquele momento em que deixamos o vício tomar conta. Somos exatamente a mesma pessoa quando estamos jogando sem parar ou quando estamos &quot;sóbrios&quot;, mas gastamos toda nossa energia e emoções no mundo virtual ao invés de no mundo real. Nós apagamos e gastamos tudo o que há de melhor, tudo o que brilha em nós, no lugar errado. Mas basta ter força para sair, para quebrar o ciclo destrutivo de se esconder, e depois de uma &quot;ressaca&quot; podemos voltar ao normal. Essa é a hora mais difícil. Encarar tudo o que foi jogado fora, olhar o leite derramado, encarar a merda que você fez, pisou e sentou, e perceber que não importa tudo o que você fez, desde que a partir de agora você faça as coisas certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que leio parágrafos como esse acima me sinto como se tivesse lendo textos com chavões de auto-ajuda. Mas digo tudo com experiência própria. Quando você resolve encarar os problemas e - principalmente - compartilhar com pelo menos mais uma pessoa explicando a seriedade do que você está passando, tudo começa a parecer mais fácil. Encarar o problema é o primeiro passo; com isso você consegue quebrar o ciclo. O segundo passo é ter mais alguém junto com você para enfrentar tudo, senão fatalmente você voltará para o vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você conhece alguém que está passando por algo parecido, não force nada, não tente apontar o erro diretamente, não a julgue ou culpe por nada. A pessoa sabe que está fazendo algo errado, só não tem idéia de que isso possa estar afetando muito mais do que ela acha, e ficar apontando erros e defeitos só vai fazê-la se sentir pior e querer se esconder o mais rápido possível. Ela só vai encarar o problema quando tiver certeza que é um problema sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como hoje existem muitas matérias, textos, etc que falam a respeito, o ideal (pelo menos o que funcionou comigo no começo) é mostrar alguns textos, tentar mostrar que existe algo que está acontecendo com cada vez mais gente, e que pode acabar com a vida de pessoa, ou no mínimo uma grande parte. Mostre que você está preocupado com ela, e não nervoso por o que ela estar fazendo ser errado. Tenho certeza que a mudança não é imediata. Ela não vai olhar pra você e dizer &quot;nossa, você está certo, vou parar com isso&quot;. As campanhas anti-tabagistas esperam convencer as pessoas com informação, e não com opressão ou julgamento. Se existir a abertura para uma conversa mais franca, faça tudo menos &quot;passar a mão na cabeça&quot;. O que a pessoa está fazendo é errado, e ela precisa mudar as atitudes, e vai ser difícil, e ela vai ser a maior responsável por continuar ou parar. Você oferece apoio para conversar, para que ela desabafe, dá conselhos, mas não pode nem dizer que a vida é assim mesmo, que ela é uma vítima, nem tentar proibí-la de jogar ou navegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente somente a pessoa que está passando pelo problema poderá decidir se quer sair ou continuar. Quem está em volta pode oferecer a mão, o braço ou o corpo todo, mas se ela não agarrar por conta própria, não dá certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como digo em quase todos os posts: só espero que cada vez mais informação a respeito surja e alcance o maior número possível de pessoas, pois esta é a única maneira de quem tem o vício poder combater em pé de igualdade.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/618865221032122635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/618865221032122635?isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/618865221032122635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/618865221032122635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/12/mais-histrias.html' title='Mais histórias'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-2295389080265764022</id><published>2007-10-29T10:42:00.000-02:00</published><updated>2007-10-29T12:23:52.920-02:00</updated><title type='text'>Mantendo-se longe</title><content type='html'>Inspirado obviamente pelo comentário deixado no blog que eu coloquei no post anterior, vou aproveitar e escrever um pouco sobre o meu dia a dia com a abstinência do jogo. Como ele bem frisou, cada um tem a sua história com o vício, cada um tem o seu motivo para decidir que definitivamente estava na hora de parar de jogar, e cada um tem a sua forma de conseguir se manter longe o máximo de tempo possível. Acredito que qualquer tempo que a pessoa conseguir se manter longe já é valiosíssimo. Uma semana, um mês ou um ano no fim acaba tendo o mesmo peso: você saber que quer ficar longe disso e estar fazendo alguma coisa a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, na minha pior época do vício, eu passava literalmente umas 12 horas jogando, 6 ou 7 dormindo e as 5 ou 6 que sobravam comendo, vendo TV e invariavelmente pensando no jogo. Como muitas vezes eu sonhava com jogos, pode se dizer que ás vezes eu ficava em contato com o vício 24 horas por dia. Quando não estava jogando estava pensando no jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como falei em outro post, eu morava numa república com mais dois que estavam bastante viciados, e quando saíamos todos para comer fora, levamos vários &quot;vai tomar no cu&quot; por que só falávamos de jogar, de estratégias, dos inimigos, etc. Nunca cheguei a ter episódios de entrar no estado de transe do jogo sem estar jogando, mas já tive pesadelos por causa de jogar muito, e passar mau a ponto de quase vomitar depois de horas intensas de jogo. Não sei se o cérebro queria mais ou não aguentava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça, nada disso me fez querer parar de jogar. O ponto da virada foi após começar a trabalhar, e logo depois começar a namorar a minha atual esposa. Nessa hora eu vi que a vida era bem mais que jogar, beeeeem mais, e o medo de perder todo o pouco que tinha sido construído foi bastante determinante. Mas este momento é só o começo da luta, talvez o mais importante, pois é o momento de admitir que você tem um problema sério, e começar a tentar resolvê-lo. Depois de muitos períodos sem jogar, alternando com jogar pouco, até chegar na recaída que eu contei, cheguei no ponto que estou agora. Mais de 3 meses sem jogar nem paciência, e bastante feliz, sem crises de abstinência, sem vontades que precisam ser controladas a todo momento. É realmente possível, é só encontrar a real motivação para parar de jogar e se apegar a isso com todas as forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu trabalho com internet 10 horas por dia, e portanto estou sempre a apenas um endereço de baixar um jogo ou encontrar um joguinho online. Tenho que ser muito atento, mas acredito que estou cada vez mais no controle. Não existe controle depois que você começa a jogar, mas você tem até o momento de entrar no jogo para criar força de vontade para ficar longe, e isso é tempo o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei outros períodos grandes longe do jogo, mas como meu contato era zero, acredito que isso me fez ficar com mais vontade. Hoje acabo acessando algumas notícias de jogos da UOL, lendo na folha o que está saindo de novo por aí, e acessando um site específico de notícias de jogos casuais, e sempre que faço isso sinto uma mescla de &quot;como será esse jogo&quot; com &quot;jogar isso estragaria tudo&quot;, e assim vou me mantendo longe. Vejo o jogo e sinto o potencial de vício que ele pode exercer nas pessoas, e principalmente que área dele me atrairia. Me insiro em segundos no mundo que o jogo promete, e tenho horror do que aconteceria se eu entrasse lá agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida real exerce muito mais atração que a vida virtual. Como no meu caso o que mais me envolvia nos jogos era &quot;chegar no final&quot;, &quot;desenvolver ao máximo o personagem&quot;, &quot;resolver o problema/enigma&quot; ou &quot;encontrar o caminho&quot;, acabo consciente ou inconscientemente tentando o mesmo no mundo real:&lt;br /&gt;- Tenho sempre uma séria de pequenos objetivos como arrumar determinada parte da casa, consertar o carro, comprar o que está faltando pra casa, consertar um bug específico no trabalho, etc, que mantém a cabeça ocupada.&lt;br /&gt;- Objetivos de médio prazo como terminar um projeto no trabalho, juntar um pouco de dinheiro para uma compra maior, começar a economizar dinheiro pra por na poupança, entrar na academia, etc.&lt;br /&gt;- Objetivos de longo prazo como comprar um carro novo, fazer uma grande viagem para o exterior com a minha mulher, me preparar para no futuro ajudar os pais e sogros com o que precisarem.&lt;br /&gt;- E finalmente objetivos de vida. O que eu quero fazer da minha vida, o que eu quero ser, que objetivos eu gostaria de ver cumpridos quando eu estivesse com meus 80 anos. Ter uma empresa, uma loja, uma academia, uma aposentadoria, filhos, netos? Os sonhos vão em mil direções, e o importante é estar preparado para seguir na direção que você quiser quando chegar a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim mantenho minha cabeça ocupada com coisas importantes, com construção pessoal (vs construção do personagem), com objetivos de curto, médio e longo prazo (vs terminar um jogo ou encontrar a arma x), e vou me mantendo longe do jogo. Hoje em dia, todas as vezes (graças a deus poucas por enquanto) que me pego pensando: &quot;ah, hoje o dia está pesado, eu mereço jogar um pouco&quot;, ou &quot;que bosta, não estou produzindo nada, então vou jogar&quot; e outros similares, penso imediatamente: ou vou pra casa e faço alguma coisa útil, já que no trabalho não está dando nada, ou deixo o trabalho de lado e vou pesquisar coisas úteis na internet que façam alguma coisa por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma necessidade, desde criança, de fantasia. Sempre me apaixonei pelos mundos e ambientações de Isaac Asimov (ficção científica), Tolkien (Sr. dos anéis), Agatha Christie e Edgar Alan Poe (Mistério), para ficar só nos livros. Devo ter começado a ler com uns 10, 11 anos. Antes disso eu criava labirintos e mini jogos em papel e caderno, ou seja, desde sempre eu quis brincar com a criação de lugares, ou com estar em lugares criados por outras pessoas. Hoje em dia eu me pego pensando toda hora que devia escrever um livro sobre qualquer uma das minhas viagens criacionistas, ou por mais paradoxal que pareça, criar um jogo para extravasar tudo o que passa na minha cabeça de tempos em tempos. O que tinha feito até hoje foi gastar imaginação e energia vivendo em outro lugar, e pus na minha cabeça que tenho que gastar essa energia criando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como preciso alimentar essa fome de fantasia, hoje eu leio muito. Ficção, romances históricos, ensaios, tudo o que aparece na minha frente. E quando não tem nada novo para ler eu releio livros antigos. Sempre tomo o cuidado para isso não se tornar um novo vício. Fecho o livro e paro de ler se minha esposa fala comigo, fecho o livro e paro de ler se estou com sono, fecho o livro e paro de ler se está na hora de ir para algum lugar. Não quero substituir um vício pelo outro. A pena é que leio rápido demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi falado no comentário que eu reproduzi no post anterior, cada um tem a sua forma de lidar com o seu dia a dia, e eu tentei contar um pouco de como eu faço. Achei minha motivação e minhas medidas paleativas para me manter longe e espero que elas sejam suficientes. Se não forem, não é o fim do mundo. Vou ter passado um tempo sem jogar e vou descobrir novas formas de me manter longe, até que isso não seja mais algo que me tome os pensamentos mais do que uma pequena lembrança do passado.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/2295389080265764022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/2295389080265764022?isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/2295389080265764022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/2295389080265764022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/10/mantendo-se-longe.html' title='Mantendo-se longe'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-5902742097016203120</id><published>2007-10-29T10:26:00.000-02:00</published><updated>2007-10-29T10:42:33.693-02:00</updated><title type='text'>Comentário do último post.</title><content type='html'>Vou apenas copiar e colar o comentário que deixaram no último post, pafa colocá-lo em evidência. Não vou introduzir, nem apresentar, nem nada, pois ele já diz tudo. É muito bom conhecer gente tão esclarecida e que ataque o problema de frente. MMORPG eu também já me viciei (as vezes me pergunto no que eu não me viciei), e esse pega pesado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as mensagens que acabo recebendo sempre me ajudam, e muito, e a sua não é excessão. Sempre acho triste descobrir mais alguém que está ou esteve com esse problema, mas por outro lado o fato do assunto ser mais e mais divulgado ajuda a diagnosticar mais pessoas para que elas possam ser ajudadas, ou pelo menos se ajudar. Vou bater nessa tecla até o fim: o vício existe, e só não se descobre tantas pessoas viciadas porque elas não sabem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço e que você continue firme fora do mundo virtual. Acredito que nosso esforço para ficar longe, por mínimo que seja, sempre vai valer a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações.&lt;br /&gt;Conheci seu blog hoje, e li as suas últimas mensagens (3 últimas) e fico feliz de saber que você está em uma recuperação. Mas fico triste de saber que outras pessoas passam pelo mesmo problema que eu, afinal, achava que esse problema não era tão comum. Minha história não é muito parecida com a sua, mas com certeza já tivemos algumas experiências comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha luta com os jogos já vem de pelo menos uns 6 anos (tenho 25). Digo 6 anos porque antes desse tempo eu não queria parar, só jogava. Decidi parar por volta de 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou novamente em uma abstinência, já faz 1 mês que não jogo. Meu vício é com MMORPG. Conheço diversos e já joguei um monte. Quando jogo minha minha alegria depende disso, porque fico contente o dia inteiro já que sei que à noite poderei matar um monstro especial, pegar um item diferente, semana que vem poderei entrar em um clã, mês que vem poderei ter habilidades novas e lutar contra jogadores experientes e por ai vai. Seu combustível emocional vira a realidade do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa última abstinência que tive foi motivada por um fato que realmente me assustou. Sabe aquela espécie de transe que entramos quando jogamos? Não percebemos nada em volta e ficamos numa espécie de concentração plena, algo meio que suspenso no ar, não sei explicar. Bem, estava na cozinha e minha mãe falava de algum assunto que não lembro. De repente percebi que tive um transe desses, na cozinha, olhando para a minha mãe. Foi algo rápido. Quando acabou veio aquela sensação quando acordamos após um sonho: estou acordado, isso é a realidade ou é um sonho? Percebi que tinha acabado de perder contato com a realidade involuntariamente, não estava pensando em nada naquele momento e nem concentrado em algum tema, simplesmente o transe veio e se foi. Na minha interpretação, acho que por um momento não consegui distinguir entre realidade e ficção, tudo já estava virando uma coisa só. Nesse momento, resolvi tentar uma nova abstinência, mas vamos ver até quando, já estou cansado de recaídas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas entrei para falar algo que talvez lhe possa ser útil. Durante esses anos, o máximo que já consegui ficar sem jogar foram 6 meses, por isso, como já tive um grande número de recaídas, percebi alguns padrões em todas elas. Em resumo, vou contar os padrões que percebi comigo, claro que muita coisa pode ser diferente de sua experiencia, nem tudo pode bater com a sua personalidade, com você, mas talvez seja útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo da abstinência, após um forte período de jogatina, meses ou anos, normalmente, devo dizer que a euforia é grande, você fica muito feliz. Dá vontade de sair por ai gritando que você está livre, de contar para todo mundo que sua vida mudou. Você percebe tudo o que você perdeu nesse tempo, você percebe o quanto jogar é inútil, e ainda pior, percebe o quanto ele pode ser destrutivo para a sua vida. Isso comigo, pelo menos, é sempre assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois de um tempo, normalmente alguns meses, com as desilusões ou fracassos da vida, ou com a rotina estressante e outros fatores, o desejo começa a nascer de novo, começa a querer tomar alguns minutos de seus pensamentos durante o dia. O seu lado racional de repúdio ao jogo começa a ser substituído pelo lado instintivo do desejo. Você começa a entrar em fóruns, a ver mais notícias sobre jogos ou qualquer coisa que represente uma volta ao vício quase que engatinhando, bem aos poucos. Se você resiste a isso, pelo menos comigo é assim, bate uma certa depressão algumas vezes, você fica meio triste, sem vontade de fazer mais nada, a única vontade é deitar e dormir, tentar “se apagar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos comigo, depois de alguns meses, eu mal posso pensar em um jogo que vem uma saudade, um prazer enorme, um desejo grande... Você sente o cérebro reagindo, parece que ele libera algo na sua cabeça que te faz sentir prazer, mas um prazer muito momentâneo, que acaba mais aumentando a saudade desse prazer do que aliviando alguma coisa. Segundo a reportagem da revista Época, matéria que achei seu blog, o que é liberado no seu cérebro é dopamina. Mas seja lá o que for, é real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não sei, você já está também alguns meses sem jogar, e sinto certa euforia em seu último texto, então, caso o desejo comece a voltar aos pouquinhos, Deus queira que não, eu aconselho a tentar algo que estou tentando agora, e pelo menos até o momento está funcionando. A primeira coisa é ter muitos compromissos, de preferência todos longe do computador. Sempre se ocupe com algo, isso vai aumentar bastante o tempo de duração da sua euforia e do seu “ódio” pelo vício, aquele que disse que vem no começo da abstinência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda coisa que estou tentando fazer é achar um hobby que seja compatível com o jogo. Quero dizer, jogar é ficar com a mente em suspensão, naquela concentração plena no jogo, num estado quase que zen. E existe por trás disso a motivação, já que sempre nos MMORPG tem algo para fazer, para se conseguir, para se derrotar e etc. Para buscar esse mesmo efeito de suspensão e motivação, eu já tentei aulas de música, tocar um instrumento, mas não deu, o instrumento que escolhi é um verdadeiro inferno para se aprender, é uma viola (igual ao violino, mas um pouco maior). Muito difícil para se aprender, fiz uma péssima escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, estou tentando um novo hobby, desenhar. Algo mais fácil e prático. Consigo exercer minha criatividade, até mesmo desenhar coisas fantasiosas como os temas dos jogos. Se a concentração no desenho for plena, você consegue efeitos parecidos com o jogo. Toda vez que surgia o pensamento sobre jogos na minha cabeça, isso dentro desse mês que comecei a mais nova abstinência, transferia toda minha ansiedade, todo o meu desejo para o desenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A motivação vem dos fóruns que acesso. Freqüento sites de desenho, já vi disputas entre desenhistas que posso participar e etc. Estou procurando meios que me motivem a desenhar, justamente o que a empresa do MMORPG procura para você jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já comprei um livro e vou ver se consigo prosseguir com esse “tratamento”, se der, vou entrar em uma escola. É mais uma tentativa entre as diversas que já tentei, e todas fracassaram, mas estou confiante nessa agora. Nunca passei tanto tempo em abstinência (1 mês e 3 dias) com a facilidade que estou tendo, por isso a confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que saiba que, apesar dessa agonia em que vivemos entre o desejo e a abstinência, entre o real e a ficção, acredito que o fato de não estarmos sozinhos e encontrarmos outras pessoas que sofrem da mesma agonia é algo que te dá esperanças, mesmo que te deixe triste, porque fico muito chateado quando descubro pessoas jogando sua vida fora por algo tão estúpido e inútil quanto um jogo. Até dormir, como você deu a entender no seu último texto, acredito ser mais recompensador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentamos e aprendemos com as experiências alheias, ficamos tristes e felizes, o que é provavelmente uma boa síntese da vida humana. Aprendi com o seu blog, espero que tenha alguma utilidade para você também ou para alguém o que escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/5902742097016203120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/5902742097016203120?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/5902742097016203120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/5902742097016203120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/10/comentrio-do-ltimo-post.html' title='Comentário do último post.'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-4369474606763584625</id><published>2007-09-26T10:53:00.000-03:00</published><updated>2007-09-26T11:25:24.050-03:00</updated><title type='text'>Fase muito boa</title><content type='html'>Faz bastante tempo que não jogo, bastante mesmo. Talvez não para os padrões de pessoas que não tenham o vício, mas para mim, mais de dois meses sem jogar nem paciência é muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri nesse tempo todo, principalmente nesses dois meses, que você pode pode reproduzir todas as sensações, todos os atrativos que te sugam para os mundos virtuais dos games na vida real, e em maior intensidade e duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer um chavão sem tamanho, mas o fato é que você deve viver e aproveitar todos os momentos do seu dia com prazer, com felicidade. É muito melhor você aproveitar um bom filme, extraindo ao máximo o tempo ao lado da esposa, a pipoca, mãos dadas, cabeça no ombro, enfim, tudo o que um cinema ou dvd podem propiciar do que passar essas mesmas duas horas num jogo, construindo um personagem virtual ou chegando mais e mais perto do fim de um jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação de vitória, de construção, vem quando você percebe que se estivesse jogando você não estaria ali, com aquela pessoa, naquele momento, e isso dura o tempo que você acreditar nisso. Ela é potencializada quando você percebe que a sensação de culpa não enevoa as de vitória e de conquista do objetivo, muito pelo contrário, estar fazendo o que você acredita ser certo e ter muito prazer com isso potencializa o momento. E SEM CULPA, isso é o principal. Viver sem culpa é realmente viver de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é acreditar que o tempo que você passa no jogo é o tempo que você não está construindo seu futuro. O ciclo vicioso de &quot;jogar porque tem medo da vida real, fazendo com que a vida real se torne mais difícil por estarmos perdendo oportunidades, dando-nos mais vontade de fugir para a vida virtual do jogo&quot; precisa ser quebrado, e essa quebra é sempre difícil, dolorosa, demorada. Acredito hoje que estou bem próximo da quebra definitiva. Acredito também que o fato de estar cada vez mais afastado dos jogos me faz viver melhor meu momento na vida real, que não está fácil, mas a vida para muito poucos é fácil. Acredito que fazendo as coisas da maneira correta as oportunidades surgirão cada vez mais, como elas sempre surgem, mas você precisa estar atento quando elas passarem, porque a chance pode durar muito pouco, e você pode perdê-la por estar enfiado em outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida pessoal está excelente, a vida profissional também e a vida financeira vem melhorando aos poucos, com muito sacrifício da família, mas vem melhorando. Como disse meu pai, se eu levei anos para me enfiar no buraco, nada mais normal do que demorar anos para sair. E claro que gastar dinheiro é mais divertido do que segurar e não gastar. Mas não existe um &quot;load game&quot; para você fazer melhores escolhas depois que jogou o dinheiro pelo ralo em compras e lazeres desnecessários, não existe uma forma de ganhar dinheiro rápido e salvar a situação. Mas a vida de todo mundo é assim, e para se sobressair você deve fazer coisas diferentes de todos, ou seja, fazer contas, economizar, gastar só o que tem, e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é acreditar que jogar faz mal, para quem tem o vício, claro. Jogar uma horinha por dia pode parecer inofensivo, mas no final de um mês você terá jogado 30 horas, mais que um dia inteiro jogando. Se você tivesse gastado esse tempo vendo filmes, seriam 15 filmes; dormindo significaria dormir 9 horas ao invés de 8 ou 7 ao invés de 6, e uma hora a mais dormindo faz muito diferença; lendo livros seriam 2 livros no mês; fazendo esporte seriam 1 hora de esporte por dia, quando meia hora de caminhada por dia já faz maravilhas pela saúde. Isso tudo para 1 hora de jogo por dia, que parece tão inofensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou desde o começo do ano nessa luta. Acredito que não tive nenhuma recaída, pois não perdi tempo precioso jogando, apesar de ter jogado coisas aparentemente inofensivas nesse tempo, muitas vezes com minha esposa para quando ela parasse, eu parasse também. Mas como a vontade continuava vindo dia após dia, principalmente nos dias difíceis, decidi que o que eu estava fazendo era pouco. Logo após meu aniversário decidi que não jogaria mais, e ponto final. Vou gastar neurônios e emoções em outras coisas. Vou arrumar meu jardim, fazer academia, trabalhar mais tempo, ficar de bobeira em casa com minha esposa, sei lá, mas não vou jogar. Tem dado certo por mais de dois meses, e a vontade de jogar vem diminuindo mais e mais, a ponto de eu esquecer por muitos dias que eu tive qualquer problema com isso na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia longe do jogo, cada dia que eu vivo com prazer eu dou mais valor a isso. Estou construindo algo que nunca construiria dentro de jogo algum: a certeza de estar no caminho certo, do jeito certo, e aproveitando cada momento.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/4369474606763584625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/4369474606763584625?isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/4369474606763584625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/4369474606763584625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/09/fase-muito-boa.html' title='Fase muito boa'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-2640966972778702577</id><published>2007-08-03T19:16:00.000-03:00</published><updated>2007-08-03T19:42:11.764-03:00</updated><title type='text'>Artigos e sites sobre o vício</title><content type='html'>Fiz uma pesquisa rápida sobre o que já foi falado, isso só em português, sobre o vício em jogos eletrônicos, e comparado com um ano atrás, a quantidade é animadora (em relação a quanto isso está começando a ser tratado com seriedade), e claro, assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro os que estão na minha coluna lateral:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76953-6014,00.html&quot;&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76953-6014,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.meiobit.com/arq/005907.html&quot;&gt;http://www.meiobit.com/arq/005907.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT995660-1664,00.html&quot;&gt;http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT995660-1664,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=4770&quot;&gt;http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=4770&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois outras que encontrei hoje:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://ciberia.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;amp;fokey=id.stories/5109&quot;&gt;http://ciberia.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;amp;fokey=id.stories/5109&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ovelho.com/modules/news/article.php?storyid=35830&quot;&gt;http://www.ovelho.com/modules/news/article.php?storyid=35830&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://pc.ptgamers.com/artigo.asp?id_artigo=51&quot;&gt;http://pc.ptgamers.com/artigo.asp?id_artigo=51&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://info.abril.com.br/aberto/infonews/062007/28062007-14.shl&quot;&gt;http://info.abril.com.br/aberto/infonews/062007/28062007-14.shl&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=9881&amp;sec=7&quot;&gt;http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=9881&amp;amp;sec=7&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso um site interessantíssimo, em inglês, no mesmo estilo de JA, mas para jogadores eletrônicos:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.olganonboard.org/&quot;&gt;http://www.olganonboard.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no site do &quot;O velho&quot;, ele reproduz o teste para começar a perceber se você é viciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Responda as perguntas abaixo com sinceridade:&lt;br /&gt;1) você alguma vez se pegou jogando por mais tempo do que gostaria ?&lt;br /&gt;2) Você joga, freqüentemente, em longas seções, de mais de três horas?&lt;br /&gt;3) Você joga todos os dias ?&lt;br /&gt;4) Você já teve algum trabalho ou atividade importante para resolver que foi adiada (ou mesmo ignorada) por causa do jogo ?&lt;br /&gt;5) Incluindo fins de semana e feriados ?&lt;br /&gt;6) Você considera pizza e coca-cola como uma dieta normal e saudável ?&lt;br /&gt;7) Você se sente impelido a &quot;recompensar-se&quot;, depois de alguma tarefa ou objetivo alcançado, com uma rápida jogada ?&lt;br /&gt;8) Você fica irritado ou agitado se não consegue jogar ou conectar ?&lt;br /&gt;9) Você costumava praticar esportes, mas abandonou por causa do videogame?&lt;br /&gt;10) Você já tentou diminuir o tempo que passa jogando ?&lt;br /&gt;11) E falhou ?&lt;br /&gt;12) Você já recebeu algum ultimato de parentes ou namorado(a) ?&lt;br /&gt;13) E ignorou ?&lt;br /&gt;14) Alguma vez já mentiu para parentes, amigos ou no trabalho sobre o quanto você joga ?&lt;br /&gt;15) Você já sonhou com videogames ?&lt;br /&gt;16) Alguma vez seu habito de jogar já lhe causou problemas na escola ou trabalho ?&lt;br /&gt;17) Você fica seriamente aborrecido quando perde no jogo ?&lt;br /&gt;18) Você fica pensando sobre a derrota ou perda sofrida no jogo por horas, ou mesmo dias ?&lt;br /&gt;19) Você alguma vez usou termos como &quot;flooder&quot;, &quot;cheater&quot;, &quot;ownage&quot;, &quot;macroar&quot;, &quot;respaw&quot;, &quot;gibs&quot;, ou &quot;lamerz&quot; em conversas ? (algumas palavras são contribuições minhas ao questionário original)&lt;br /&gt;20) A maioria dos seus amigos tem nomes como &quot;hOt69&quot;, &quot;Darth Derek&quot;, &quot;kIlLeR&quot;, &quot;Lord Loser&quot;, &quot;StealthNet&quot; ou &quot;O Velho&quot; ?&lt;br /&gt;21) Quando alguém lhe conta uma piada, você diz &quot;LOL&quot; ao invés de rir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada resposta positiva conta um ponto. Aqui esta seu &quot;estado&quot;:&lt;br /&gt;1-4 : Relaxe, você esta sob controle e os jogos são somente mais um componente do seu estilo de vida normal e saudável;&lt;br /&gt;5-10: Você já estámostrando sinais de dependência.&lt;br /&gt;11-15: Você está nos limites do&quot;saudável&quot;. Você tem problemas para dizer &quot;não&quot; aos jogos e esta a poucos passos da total dependência.&lt;br /&gt;16-21: Você é um dependente. Você não consegue mais viver sem os jogos e considera seu personagem virtual mais interessante do que você é na vida real. Procure ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, fiquei na última faixa, pensando nos meus piores meses de vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensando em como estou atualmente, graças a deus na primeira faixa. Isso pra mim é uma vitória sem preço, e me faz acreditar que todos podem conseguir o mesmo. O único problema, hoje e sempre, é que estou sempre a beira de voltar para a última faixa, basta um pequeno descuido. Sem faixas intermediárias, é direto mesmo para a última. Isso não quer dizer que sou melhor ou pior que ninguém, apenas estou longe por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico muito feliz que mais e mais pessoas possam perceber que estão viciadas, que teêm uma doença emocional, e que tenham a oportunidade de controlar, de amadurecer. Quando isso se tornar mais conhecido, os jogos, a internet, deixarão de ser perigosos.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/2640966972778702577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/2640966972778702577?isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/2640966972778702577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/2640966972778702577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/08/artigos-e-sites-sobre-o-vcio.html' title='Artigos e sites sobre o vício'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-1900377518567041222</id><published>2007-08-03T17:20:00.000-03:00</published><updated>2007-08-03T17:41:37.935-03:00</updated><title type='text'>Mais histórias</title><content type='html'>Reproduzo aqui um dos comentários recebidos. Como ele não está em evidência, prefiro colocá-lo num novo post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tantos em tantos tempo... depois de mil promessas, encontro novidades de internet no nosso computador. A última ... Second Life...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um cara casado que entra até de madrugada, quando estou dormindo só pra poder falar com uma zinha do SL e que abre perfil de avatar no orkut, depois de ter prometido que não faria sexo pela internet...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi a confiança e estou acabando com um casamento de 15 anos... Os nossos filhos ficam nervosos quando sento no computador pois sabem que o pai apronta e temem que eu descubra. Mal sabem eles que eu já sei. Vício...? Mas cansei... drogas e bebidas têm tratamento... tentei ajudar... desisti, cansei de me magoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo isso para que alguém que esteja passando por isso leia e saiba... se ele não quer ajuda, desista... se ajude... Saí magoada, me sentindo lixo e passando por louca desequilibrada, afinal, não tem nada demais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sinto falta de 15 anos atrás, quando ele ainda via graça na pureza da vida, no som da água do mar batendo nas pedras, do deitar na rede e curtir o som do mar... ouvir os pássaros...tomar sorvete caminhado na areia da praia. Olhar dentro dos olhos, tocar, sentir o calor, o amor...Mas em algum lugar da vida a gente se perdeu. Que pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil comentar uma situação assim, mas tem um ponto que eu venho pensando muito nos últimos tempos. O que é de fato o vício em jogos assim? Qual o ponto de partida para você começar a fazer algo que só vai te trazer problemas? Porque deixamos algo que sabemos que nos faz mal, e sabemos que faz mal para pessoas próximas, tomar conta de nossa vida, de nossos dias, nossas noites, nossa família?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vício em jogos eletrônicos, bate-papo, internet no geral é como os outros vícios. Começa como novidade, diversão, integração com outras pessoas, etc, mas em algum ponto ele passa de um adicional na nossa vida para se tornar a razão da nossa vida. Esse ponto é quando percebemos, consciente ou inconscientemente, que precisamos de uma fuga da nossa vida diária. Se já não gostamos de um aspecto de nossa vida por si só, a vida real perde do longe quando comparada ao que é fornecido nos jogos ou na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jogos, a internet, tudo é sobre ilusão. Quem eu quero ser no jogo, quem eu quero ser na sociedade virtual, o que eu quero esconder da minha vida real que eu não gosto, e o que eu gosto e quero mostrar. E não estou generalizando, é assim também na vida real. Quando você começa a conhecer outra pessoa dificilmente vai sair falando dos seus defeitos, você vai falar das suas qualidades, obviamente. O ponto é que com os jogos interativos, com a internet, você pode manter essa imagem de &quot;apenas qualidades&quot; indefinidamente, você pode aumentá-las, você pode inventar novas, ninguém vai duvidar mas, na vida real, uma hora a máscara cai. Vem daí o mundialmente famoso conselho: seja quem você é. Não fingir nada para as outras pessoas, pelo menos as mais próximas, é a melhor maneira de garantir um relacionamento por muito tempo.&lt;br /&gt;Aí entram os jogos que estimulam você a ser outra pessoa, ter outra vida, ter uma segunda vida, uma segunda chance. Para quem tem problemas na vida real é um prato cheio para fugir, para se esconder. É muito mais fácil fingir que não tem nada de ruim acontecendo e começar de novo do zero, ter 20 anos novamente, não ter responsabilidades nem problemas ... Com bebida, drogas, jogos de azar, ou qualquer outro vício, o princípio é exatamente o mesmo: fugir da realidade. Só mudam os meios, uns menos piores que os outros, uns com aparência de normalidade maior que os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto preciso frisar que não sou contra os criadores dos jogos, não sou contra quem realmente se diverte nos jogos ou na internet, mas infelizmente isso não é possível para todo mundo. Existem pessoas, muitas, que se perdem no mundo imaginário, e são apenas elas próprias, os familiares, os amigos que conseguem identificar o problema. Quem está com elas no jogo ou na internet, mesmo os administradores dos jogos, não podem imaginar que ela está com um problema, que ela tem uma doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, para tentar entender quem tem o problema, para tentar ajudar, ou continuar ajudando, é preciso saber do que ele está fugindo, do que ele não gosta na vida real, o que acontece na vida dele que ele gostaria de mudar, do que ele se esconde criando novas personalidades, avatares, nicks de bate-papo, personagens, etc. E nessa hora não é simplesmente falar que tudo vai mudar, tudo vai ser maravilhoso e que no dia seguinte o mundo será novamente um lugar lindo. A vida é difícil, o mundo é uma bosta, ninguém está aqui a passeio, todo mundo tem que batalhar para resolver os problemas financeiros, problemas no trabalho, problemas no relacionamento, na família, porra, problemas até com os vizinhos, carros, cachorro, gato, sei lá!!!! A mágica de tudo é ver que as pequenas felicidades do dia a dia são milhares, milhões de vezes mais importante do que os problemas do dia a dia. Sem estar gostando da vida você não resolve nenhum dos problemas, quanto mais todos. E existem ainda os que são insolúveis!! Ou seja, é realmente difícil, e esconder embaixo do tapete não é de forma nenhuma um bom caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A complacência é o pior que os viciados podem receber de quem está próximo. Nós sabemos que fizemos merda, que está errado. Quando voltamos ao pouco pro objeto do nosso desejo, sabemos que não devíamos, que aquilo faz mal, mas contra-atacamos com o célebre &quot;um pouquinho não vai matar ninguém&quot; e aí começa tudo de novo. Mas se quem espera ajudar ficar passando a mão na cabeça, a parte infantil da nossa cabeça vai se regozigar, e vai querer cada vez mais. No meu caso um relacionamento, até então perfeito, de quase 4 anos; no caso lá de cima, de 15 anos, ambos em perigo só porque o problema não foi tratado com seriedade. Se existissem formas de colocar-nos longe de um computador por seis meses, conseguiríamos controlar o vício mais facilmente, mas isso não é possível na realidade de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo é entender que existe um problema, uma doença emocional. Enquanto ele não entender isso, não há o que fazer. Mostre artigos, blogs, notícias, etc, que provem que a doença existe, e que ele sofre dela. O segundo passo é perceber o que isso vai tirar dele e, principalmente, o que já tirou. O terceiro passo é querer acabar com isso e voltar a ter uma vida normal. E o quarto passo, que nunca será concluído completamente, é se manter longe da primeira queda, com muito apoio de quem é próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falo isso tudo como o dono da verdade, das respostas, falo como alguém que já passou por isso, que se atirou duas vezes no abismo. Na primeira perdi a faculdade que ralei por um ano no cursinho pra entrar. Na segunda quase perdi o casamento. Hoje só estou longe porque tenho puro medo de começar tudo de novo, tenho medo do meu vício, porque sei que se acontecer de novo, vou jogar no lixo tudo o que eu sou hoje, tudo o que consegui, mesmo que aos trancos e barrancos, vou jogar fora 4 anos da minha vida, que iriam se somar a outros 4 que já não tem recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil para quem não tem esse problema entender porque a pessoa não consegue simplesmente parar, se manter longe e pronto. Mas o que nos leva a querer voltar é a decepção com o estado atual na vida, mesmo que seja em apenas um aspecto, e as promessas, na verdade mais que promessas: as lembranças de quando tínhamos tudo o que queríamos, éramos tudo o que quiséssemos em outro mundo. O sucesso no mundo virtual é instantâneo, e é difícl querer trocar o instantâneo pelo longo prazo. No fundo somos simplesmente egoístas, paramos de pensar que existem pessoas se machucando em volta, e continuamos fazendo assim mesmo. Nosso umbigo é o que importa, um comportamento simplesmente infantil. Essa área da nossa personalidade esqueceu de crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, quando entendi que ia perder a parte de mim que eu mais gosto, consegui mudar os pesos nessa balança. Quando entendi que conseguir o que se quer depois de lutar por meses é muito mais gratificante que conseguir o que se quer depois de 10 minutos, várias vezes por dia. Excesso de sucesso nos torna vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento eu amadureci um pouco, na pancada. Foi uma semana na minha vida em que eu não era ninguém, eu era etéreo. Tudo o que eu acreditava que eu era, tudo o que era importante pra mim, eu tinha ou jogado no lixo, ou quase. É disso que precisamos, de muita pancada, para perceber que existem pessoas que, por mais merda que você tenha feito, ainda gostam o suficiente de você para se sentirem fisicamente machucadas pelo que você fez, que perdem tempo e saúde chorando por você, que gostam a ponto de, mesmo querendo que você suma da vida delas, estenderem a mão para tentar ajudar. Infelizmente só começamos a sair dessa se realmente quisermos e, graças a deus, aqueles dias foram definitivos para eu ter certeza de que queria sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do casamento de 15 anos acima me parece que ele ainda não percebeu que tem um problema, e que é sério. Se ele precisa esconder, é porque ele sabe que está errado, e se isso está fazendo o que resta do casamento ruir, então ele precisa querer acabar com isso. Até diria que ela não está necessariamente querendo conhecer mulheres no Second Life ou em bate-papos, o que ele quer é a fuga de um problema real, talvez até mesmo da situação real do casamento. Mas é preciso saber do que ele está fugindo, porque está com medo de encarar a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o que ele quer é ficar sozinho, ele precisa no mínimo ter força pra falar isso com todas as palavras. Se ele quer deixar a situação ir aos poucos por água-abaixo, isso será a ruína dele como pessoa. Quando tudo terminar ele vai continuar achando que foi porque sim, e não por culpa do vício, e vai jogar mais coisas além do casamento no lixo. Mas se terminar porque ele achava que era melhor, ele vai poder parar de se esconder desse problema no mundo virtual, e encarar a vida como ela vai passar a ser. E se tudo melhorar aos poucos (e demora), ótimo, mas não é garantido. De qualquer forma o mais importante é agora é ele como pessoa, como homem, como pai. Não sei em que ponto está realmente ele como marido, se tem volta ou não, mas o que pode ser perdido é mais que o casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na coluna lateral está o link para os jogadores anônimos (JA). Os mesmo princípios de recuperação dos vícios em bebida e drogas são utilizados para a recuperação do vício em jogos, no caso focado em jogos de azar. Eu passei cerca de 1 mês visitando as reuniões de JA, e isso me ajudou muito. Dividir os problemas com estranhos, ouvir os problemas de estranhos, mexe com a gente. O fato é que poderíamos estar bem pior se o vício fosse um pouco diferente. E o Second Life nesse ponto é perigoso, pois você pode de fato gastar dinheiro real lá dentro, e problemas financeiras são as últimas coisas que vocês precisam agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, espero que junto com meu desabafo eu tenho podido dizer uma frase que seja que ajude alguma coisa. Não me considero curado, porque isso não tem cura, mas me considero são hoje, e gostaria que todos que passaram ou passam por isso pudessem sentir o prazer, a força que sinto hoje pra me manter afastado. Cada vez que ouço histórias assim eu revivo tudo o que eu passei, e meu dia fica mais sombrio, mas se puder ajudar um mínimo que seja uma pessoa que esteja passando por isso, e que talvez nem saiba, eu já me sinto menos em débito com as pessoas que amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam aqui meus desejos de melhora para ele e para o relacionamento.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/1900377518567041222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/1900377518567041222?isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/1900377518567041222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/1900377518567041222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/08/mais-histrias.html' title='Mais histórias'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-7300553616227244052</id><published>2007-04-17T14:12:00.000-03:00</published><updated>2007-04-17T15:17:36.734-03:00</updated><title type='text'>Mensagens para o Blog</title><content type='html'>Com a matéria distribuída pela Época a pouco tempo tive uma pequena quantidade de mensagens, a maioria de apoio. Acho realmente importante que mais e mais pessoas fiquem cientes da existência desse problema, para que consigam controlar logo no começo. Como já falei várias vezes, a doença é progressiva e toma cada vez mais espaço na nossa vida. Nós nunca nos curamos, apenas aprendemos a nos controlar dia após dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi (e escrevo) pouco aqui porque a cada vez que falo a respeito, tudo o que aconteceu na minha vida pessoal volta, e é muito doloroso lembrar disso. Mas vou falar sobre as mensagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro agradeço a todos que mandaram mensagens de apoio e compreensão. Isso ajuda e muito a dar força para todos os dias conseguir me manter o mais longe possível. Difícil dizer hoje à quanto tempo estou sem jogar, porque não consegui definir exatamente o que faz parte do vício e o que não faz. Será que jogar paciência pode me levar para uma recaída? Será que jogar scrabble com a minha esposa pode me levar a uma recaída? A única coisa que posso dizer é que faz muito tempo que não perco horas do meu dia preso no jogo, e isso é uma grande vitória. Cada mensagem de apoio, cada conversa com outras pessoas a respeito me faz ficar cada vez mais certo que de tenho de ficar longe do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o jogo quase me tirou não tem nenhum jogo que me fizesse sentir nem remotamente parecido. A realidade, suas conquistas, seus amigos, familiares e esposas (namoradas, rolos etc) são insubstituíveis. Claro que você se enfia mais ainda no buraco para não lembrar que sua vida está indo pro buraco, mas é preciso ser forte, é preciso romper o círculo vicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das mensagens que deixaram no blog, vou falar de duas em particular. Responderia por e-mail, mas elas foram deixadas anonimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)  &quot;O que comentar disso ae? Na verdade senti tristeza da pessoa que escreveu, e nenhuma pena para as pessoas que se tornam viciadas. Quando é que o mundo vai entender q a CULPA dos nossos atos são só NOSSAS? Quando é que as pessoas vão entender q o pior(melhor?) dos nossos problemas é q ngm tem nada com isso?Ngm nem vc que escreveu é VÍTIMA de nada. Se vc é compulsivo, vc será com UO, com Sexo ou com qualquer outra coisa. Vá se tratar. A culpa é sua, não dos jogos. Eu jogo MMORPG e outros jogos como vc citou, Starcraft entre outros, tenho uma namorada, meu relacionamento está ótimo, curso psicologia numa universidade federal difícil e minha vida familiar é bem agradável. Acho que vc deveria apontar para outras causas e problemas. Vício existe em qualquer lugar, e todo vício estraga a vida das pessoas. Sendo de crack como sendo de computador. Mas o crack e o computador nao matam as pessoas, são elas mesmas que optam por fazê-lo. &quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ele está certo em quase tudo o que ele falou, mas tem vários poréns na história:&lt;br /&gt;- A culpa de nossos atos são nossas, mas existem pessoas mais ou menos propensas a se desviar do comportamento considerado &quot;normal&quot; pela sociedade. Ninguém é culpado por eu ser um viciado em jogos eletrônicos, assim como outros são viciados em cigarro, bebida, sexo, etc. Mas o vício é realmente um doença, e você só se percebe um viciado quando ela começa a atrapalhar sua vida. Não devemos proibir a bebida porque existem pessoas com propensão a serem alcoólatras, não devemos proibir os jogos de entretenimento porque existem pessoas que não conseguem jogar eles normalmente, mas precisamos que todos saibam e acreditem que essa doença existe. Se você não tem a propensão para este vício ou para algum outro, eu realmente fico muito feliz. Mas eu, bem como tios alcoólatras, primos que estão a volta com drogas, parentes próximos que também tem problemas com jogos, tenho. E isso não deveria te trazer tristeza ou pena, e sim preocupação. Os problemas de cada um são exclusivamente de cada um, mas é muito mais fácil resolvê-los ou contorná-los com a ajuda de outras pessoas. As que te querem bem nunca vão recusar essa ajuda. Uma frase famosa: &quot;no man is an island&quot;. Pense nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) &quot;Olá, Estou com um grande problema com meu namorado (quando não fica como ex por motivo do jogo). Ele admite estar viciado, mas nada faz pra mudar....aí daqui a pouco muda de opinião e acha que não é vício e que eu estou exagerando...ele já não nota nem que chego em casa..se eu não falo nada ele fica sentado ali até a hora de ir pra aula (isso ele ainda faz). Tentou algumas vezes várias alternativas (diminuir o jogo, não mais jogar, ) mas nenhuma deu certo...e o último acontecimento foi ele mentir pra mim que não havia entrado no computador e eu descobrir que dez minutos antes de ele me dizer isto ele havia baixado um tal jogo “Call of Duty”. Que ele havia comentado um dia antes e eu o lembrei que tínhamos os dois um acordo a cumprir, mas ele mentiu.....DAÍ PIREI...O QUE MAIS PODERÁ MENTIR. PRECISO DE AJUDA. SERÁ QUE É SÓ SOBRE O JOGO QUE ELE PODE MENTIR OUTRAS COISAS. NÃO SEI MAIS O QUE FAZER. AMO ELE DEMAIS, MAS TÔ COMEÇANDO A PIRAR JUNTO COM ELE.....O QUE POSSO FAZER???? &quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá. Gostaria de responder em particular esta mensagem, mas você não deixou um e-mail. Eu me identifico muito com esta descrição do seu problema. Graças a deus ele ainda consegue frequentar as aulas, o que o tira do mundo cativante dos jogos. A mentira é o grande deslize, de longe, dos viciados. Mas te garanto que ele está mentindo muito mais pra ele mesmo que pra você. Ele quer acreditar, e acredita, em tudo o que fala, para não encarar de frente o problema. Tenho certeza absoluta que ele, quando prometeu baixar o jogo, tinha muita confiança de que realmente não baixaria. E quando ele resolveu baixar, tenho certeza que ele tinha a intenção de jogar apenas alguns minutos pra não pensar muito a respeito. Mas é mais forte que a gente. A mentira é para esconder nossa fraqueza, nossa vergonha de não ter mantido a palavra, ou para tentar adiar a bola de neve de mentiras que se forma e cresce dia após dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero defender, ou me fazer passar por um sábio que tem todas as respostas, posso só te falar da minha experiência com jogos e mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ainda não sabia que tinha o vício, e achava que passar 3 anos da minha vida sem sair de casa, sem ir na faculdade, e assim jogar a faculdade no lixo era culpa de uma depressão, nunca pensei em parar de jogar seriamente. Achava que a única coisa que me mantinha viva era o jogo, então não tinha porque parar com ele. Só não percebi que o caminho era o contrário, o que me fazia jogar a vida no lixo e me deixava depressivo com o resultado das minhas não-conquistas era justamente o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando parei de jogar porque arranjei um trabalho, e pouco depois comecei a namorar a minha esposa, não pensei mais no assunto e achei que tinha se comprovado minha tese. Como minha vida tinha se arrumado, e eu parei de jogar, então tudo estava OK. Mas sempre teve uma coisinha. Um joguinho simples online de futebol, os contatos antigos de jogos que eu não jogava mais, essas coisas, mas como tudo estava perfeito na minha vida, não prestei atenção mais aos jogos. Era tudo muito mais divertido que qualquer jogo que eu joguei ou jogaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando as dificuldades financeiras normais de um casal, comecei a precisar novamente de uma fuga. Tudo continuava perfeito na minha vida, menos a conta do banco. Aí voltei aos poucos a olhar o mundo dos jogos de novo, meio de longe. Nessa época eu decidi dezenas de vezes que não ia mais jogar nada, nem joguinho de celular. Durante alguns dias, semanas até, eu conseguia. Aí eu me convencia que o problema não era tão grande, e que eu estava fazendo tempestade em copo d&#39;água. Aos poucos ia jogando uma coisinha aqui, lendo sites de jogos ali, e baixando uma outra coisa. Aí batia a consciência pesada e eu tomava de novo a decisão de não tocar mais em nada. Funcionou durante anos. Descrevo nos outros posts bastante do que aconteceu.&lt;br /&gt;Aí na última recaída grave, tudo quase foi para o saco. Graças a deus que eu tinha a pessoa especial que tenho ao meu lado. Ela é a pessoa mais forte que eu conheço. Graças a ela e a quanto eu não quero ficar sem ela que hoje consigo ficar mais e mais longe da recaída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No site dos jogadores anônimos (link na coluna lateral), existem as famosas 20 perguntas, que eu livremente altero para abarcar a realidade dos jogos de entretenimento sem retornos financeiros:&lt;br /&gt;1. Você já perdeu horas de trabalho ou da escola devido ao jogo?&lt;br /&gt;2. Alguma vez o jogo já causou infelicidade na  sua vida familiar?&lt;br /&gt;3. O jogo afetou a sua reputação?&lt;br /&gt;4. Você já sentiu remorso após jogar?&lt;br /&gt;5. Você já deixou de fazer necessidades básicas (comer, dormir, ir ao banheiro) porque estava jogando?&lt;br /&gt;6. O jogo causou uma diminuição na sua ambição ou eficiência?&lt;br /&gt;7. Após ter perdido muitas partidas você se sentiu como se necessitasse voltar o mais cedo possível e jogar até ganhar?&lt;br /&gt;8. Após ganhar partidas você sentiu uma forte vontade de voltar e continuar ganhando?&lt;br /&gt;9. Você geralmente jogava até que o sono te obrigasse a parar?&lt;br /&gt;10. Você já perdeu importantes oportunidades na vida porque estava jogando?&lt;br /&gt;11. Alguma já perdeu amigos ou namorados(as) porque preferia jogar? &lt;br /&gt;12. Você relutava em usar o tempo livre para as atividades fora do jogo?&lt;br /&gt;13. O jogo o tornou descuidado com o seu bem estar e o de sua família?&lt;br /&gt;14. Alguma vez você já jogou por mais tempo do que planejava?&lt;br /&gt;15. Alguma vez você já jogou para fugir das preocupações ou problemas?&lt;br /&gt;16. Alguma vez você já cometeu, ou pensou em cometer um ato ilegal para passar mais tempo jogando?&lt;br /&gt;17. O jogo fez com que você tivesse dificuldades para dormir?&lt;br /&gt;18. As discussões, desapontamentos ou frustrações fizeram com que você tivesse vontade de jogar?&lt;br /&gt;19. Alguma vez você já teve vontade de celebrar alguma boa sorte com algumas horas de jogo?&lt;br /&gt;20. Alguma vez você já pensou em se auto-destruir como resultado de seu jogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos jogadores compulsivos responderão sim a pelo menos sete destas perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o primeiro passo é ele acreditar de coração que tem um problema. Mostre para ele a reportagem da época, mostre as histórias de gente que morreu, que matou o filho, etc, por causa desse vício. Convença-o de que obviamente ele ainda está longe de fazer essas coisas, mas que a doença é progressiva. Se ele ficar sozinho porque te perdeu, se ele perder a faculdade, se ele perder o apoio da família, tudo porque ainda não se convenceu de que é sério, aí sim ele chegará a esses extremos, mas por enquanto ele está graças a deus longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostre as 20 perguntas, e peça para ele respondê-las internamente, sem falar nada pra você, pois é preciso que ele seja sincero. Não pergunte nem pra quantas ele respondeu sim, apenas mostre as perguntas e deixe ele pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso isso acenda alguma coisa nele, tente convencê-lo a ir em pelo menos uma reunião do JA, e vá você junto para participar do JOG-ANOM, que costuma acontecer no mesmo local (próximo) e horário. O vício é tão desconcertante tanto para o viciado quanto para os familiares e amigos. A confiança mútua é perdida, o respeito mútuo é perdido, o amor próprio no viciado é perdido, mas enquanto restar amor, resta uma saída. Já ouvi diversas vezes que é mais difícil para quem está próximo do viciado do que pra ele mesmo, pois além de não compreender o vício 100%, a pessoa ainda está impotente. O único que pode dar a palavra final, dar o basta final, é o próprio viciado e quem está em volta só pode ajudar e apoiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele precisa ter certeza de que tem a propensão ao vício, e que sozinho não vai conseguir se curar, mesmo porque não vai ter cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, espero que tenha ajudado alguma coisa.&lt;br /&gt;Já escrevi demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/7300553616227244052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/7300553616227244052?isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/7300553616227244052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/7300553616227244052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/04/mensagens-para-o-blog.html' title='Mensagens para o Blog'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-117068546447901822</id><published>2007-02-05T11:10:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T12:24:24.536-02:00</updated><title type='text'>O grande vilão - MMORPG</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Continuando a história que parei com os jogos de estratégia (Starcraft, Warcraft, Civilization etc) o próximo estilo da lista são os MMORPG (Massive Multiplayer On-Line Role Play Games). Em tradução livre seria algo como: jogos de interpretação online e massivo para múltiplos jogadores. Tradução horrível, mas significa que são jogos de RPG (representação de personagens) em que inúmeras pessoas se conectam no mesmo &quot;mundo&quot; e interagem entre si.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;O jogo que eu joguei era o Ultima Online. Devo ter passado perto de um ano jogando muitas horas por dia, ou melhor, muitas horas por noite e madrugadas. É um jogo clássico de RPG. Você cria um personagem, um avatar, e é transferido para o universo do jogo. Seu personagem pode ser um guerreiro, mago, comerciante, fabricante de armas e armaduras, mineiro, lenhador, e provavelmente qualquer profissão que você possa imaginar num mundo medieval fantástico. Qualquer ambição que você tenha na vida real pode ser transferida de alguma forma pra dentro do jogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Para desenvolver seu personagem você pode passar centenas de horas jogando de fato, ou utilizar programas que fazem seu personagem treinar automaticamente. Quanto melhor você configura esses programas, mais rápido seu personagem se fortalece. Mas para jogar de fato você gasta horas e horas explorando terrenos, florestas, cavernas, combatendo monstros, comprando e vendendo itens, etc. A quantidade e diversidade de opções do que se pode fazer lá dentro é descomunal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Até aqui nada de mais, não fosse o fato de que a grande maioria das pessoas que você encontra (todo mundo exceto os vendedores de itens nas cidades) são outros jogadores reais que estão em outro ponto do Brasil (ou do mundo), também representando seus personagens, fortalecendo-os para poder participar de aventuras ou adquirir itens cada vez melhores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Nesta época eu morava numa república com 7 pessoas, sendo 5 jogadores de UO, e 3 deles totalmente viciados. Tínhamos 4 computadores ligados em rede, onde passávamos 12 horas por dia no jogo, e as outras 12 horas o computador ficava ligado rodando os programas que fortaleciam automaticamente os personagens. Passamos provavelmente vários dias aprimorando esses programas para nos tornarmos cada vez mais poderosos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Esse jogo tem a capacidade de fornecer todas as emoções e sentimentos que um ser humano precisa:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;1) interação com outros seres humanos - o ser humano é um ser social, e precisa se socializar. Num mundo virtal com milhares de jogadores simultâneos você inevitavelmente faz amizades, ganha inimigos, respeita alguns jogadores e é respeitado por outros, tudo o que a interação social traz pra você no mundo real.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;2) trabalho para crescer - você as vezes precisa trabalhar por horas e horas para se ter uma recompensa, exatamente o que acontece na vida real com os empregos. É maçante, é chato, muitas vezes você queria estar longe, mas você faz porque sabe que é importante e que vai render frutos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;3) ambições e objetivos - como o universo de opções de personagens é gigante, você pode ser qualquer coisa dentro do jogo. Comerciante, guerreiro, chefe de um clã, colecionador de itens, de casas, etc. Basta definir seu objetivo e ir atrás. Qualquer semelhança com os sonhos da vida real de todo mundo como o da casa própria, trabalhar com o que você gosta e ter um dia excitante atrás do outro por toda a vida não é mera coincidência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;4) apegos emocionais - tudo aquilo que você conquistou no jogo, uma arma, respeito dos outros jogadores, várias casas, etc é fruto do seu trabalho. Aquilo é seu e você pensa naquilo toda hora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Esses são os quatro pontos que eu considero principais, mas não são os únicos. E &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;qual a motivação de 3 marmanjos de mais de 20 anos para ficar 12 horas sem sair de casa, sem ir na faculdade, sem fazer nada a não ser ficar olhando seus personagens crescendo em poder, ao invés de investir esse tempo todos construindo algo na vida real? O JOGO É MAIS FÁCIL QUE A VIDA REAL. Em 3 meses é possível, com esta carga de trabalho, nos tornarmos uns dos 20, 30 personagens mais poderosos daquele universo, ganhar respeito, construir casas e castelos, acumular uma quantidade gigantesca de dinheiro e itens raros, a ponto de começarmos a distribuir o dinheiro de graça pra ganhar mais reconhecimento  dos jogadores, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Para 3 pós-adolescentes, que não aguentaram a pressão de uma faculdade de ponta de exatas, que bombaram em váárias matérias, que estão naquele momento em especial se sentindo um lixo, sentindo que não vencerão nunca na vida, encontrar um lugar que podem se tornar ricos, conhecidos, talvez até temidos, por centenas de outras pessoas em 3 meses, é uma perdição, um prato cheio, algo impossível de resistir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;E infelizmente isso não foi privilégio nosso não. A quantidade de viciados nesse tipo de jogo só cresce a cada ano. Claro que não é interessante para ninguém da indústria do entretenimento falar a respeito, pois seus jogos movimentam literalmente bilhões por ano, mas as histórias não são poucas. Os casos mais conhecidos são de coreanos que morreram jogando o Everquest, jogo com os mesmo princípios do Ultima Online mas com mais jogadores. O jogo já ganhou até um apelido, &quot;Evercrack&quot;, de tão viciante que é. Claro que as pessoas que não tem a compulsão falam isso em tom de brincadeira, mas para alguém que tenha, a combinação é uma bomba. Relacionado ao Everquest existem várias histórias horríveis, como morte após mais de 50 horas seguidas de jogo, morte do filho pequeno pois os pais viciados esqueceram dele, suicídio por perder uma arma muito poderosa, ataques epiléticos seguidos de contusão fatal etc. Melhor parar por aqui. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Ao ler sobre esses casos percebe-se mais um agravante da doença. Ela é progressiva. Significa que todos os compulsivos, em maior ou menos velocidade, e sem acompanhamento, tem a chance de chegar nesse ponto. Minha salvação foi o emprego e o casamento. Não quero pensar no que seria da minha vida hoje se não tivesse parado, pelo menos parado com a inércia de horas e horas diárias de jogo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Hoje em dia a versão warcraft (World of Warcraft) e a versão star wars prometem desbancar todos os outros jogos do tipo, sendo que o World of Warcraft já rendeu até um episódio do South Park retratando de forma engraçada (ou terrível) o que o jogo faz com as pessoas. Mas sem complicar as coisas, o negócio é simples: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;- Esse tipo de jogo dá muito dinheiro pois cada um dos milhões de jogadores pagam uma mensalidade para jogar, ao invés de comprar o jogo e gastar dinheiro uma só vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;- Tem menos problemas de pirataria, já que a chave do jogo original deve ser usada para se jogar online, e essa chave não pode ser duplicada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;- O jogo precisa ser apelativo o suficiente para que as pessoas continuem pagando todos os meses, independente dela jogar uma hora por semana ou quarenta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;- Os compulsivos tem a mesma chance de começar a jogar que todas as outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Assim, como o problema da compulsão não é divulgado e conhecido, os jogadores se acabam no jogo, eles não sabem o que está acontecendo, amigos e familiares não sabem o que está acontecendo, e as vidas deles começam a ir pro buraco. Estamos na era da informação e ninguém fala a respeito disso. Pelo menos alcoolismo, tabagismo e drogas já está bastante divulgado. Falta agora as outras bastante frequentes que são jogos de azar, comida e jogos eletrônicos (sem falar de outras que devem existir por aí mas que não devem ser reconhecidas como tal). O que eu mais gostaria era de saber que tinha a doença em 1998, e não em 2007. Não é tarde demais, mas é um tempo ridículo perdido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Uma das coisas que eu mais quero é recuperar o tempo perdido jogando. Seu eu trabalhar com o dobro de energia, de ambição, de motivação, eu recupero esse tempo em 5 ou 6 anos. É possível manter essa motivação por 5 ou 6 anos? Não sei, mas tenho certeza de que é possível por 24 horas.&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/117068546447901822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/117068546447901822?isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/117068546447901822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/117068546447901822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/02/o-grande-vilo-mmorpg.html' title='O grande vilão - MMORPG'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-117068094418529572</id><published>2007-02-05T09:37:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T11:09:04.220-02:00</updated><title type='text'>Jogadores Anônimos</title><content type='html'>Motivado pelos comentários em alguns posts vou começar a escrever novamente aqui. Espero que além de me ajudar, tudo o que escrevo possa vir a ajudar pessoas que passem pelo mesmo problema, mesmo que esse não seja o objetivo final do blog. Mas se mais alguém se identificar com o que eu passei e passo e isso ajudar a ver que essa pessoa não é uma aberração, não está sozinha e que esse é um problema real e sério que muitos passamos, então terá valido mais a pena ainda. Não desejo esse problema, essa doença, para realmente mais ninguém, mas desejo que todos que a possuem tenham consciência disso, para que não afete suas vidas como afetou a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa aconteceu nessas semanas. O clima em casa já esteve ótimo e já esteve novamente horrível, com idas e vindas, imagino, esperadas. Tensões extras com vestibular, morte na família, problemas de saúde com os cachorros, tudo se acumulando nesse começo de ano. Continuo acreditando que o tempo pode curar todas as feridas, mas acho que isso hoje é mais uma esperança do que um crença. Eu gostaria muito, muito mesmo, mas já não sei dizer se um dias as coisas voltarão a ser como eram. Minha esposa é muito forte, mas está sendo realmente difícil para ela. A única coisa que posso fazer, e continuar fazendo, dia após dia, é não esconder mais nada, falar das minhas angústias e deslizes, falar de tudo. Acho que quando se passarem alguns anos sem surpresas desagradáveis nós dois passemos a acreditar que nada nem remotamente parecido acontecerá novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era quase perfeito na visão dela, como ela fazia questão de me dizer sempre, e ouvir isso de que você considera que seja perfeito é uma das maiores felicidades que você pode ter. Isso eu tinha alcançado apenas sendo eu mesmo, o que é mais fantástico ainda. E agora isso está destruído. Eu tenho uma doença emocional, e eu escondi minha recaída. Isso me tornou bem distante de perfeito. Hoje tento dia após dia resgatar meu amor próprio, resgatar meu respeito próprio, porque só assim será possível retomar a vida de onde ela parou, alguns meses atrás. Quem sabe um dia eu possa chegar perto de novo de se perfeito para ela. Ou pelo menos ser digno. Espero que minha doença não acabe com o que a gente tem, ou tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, voltando ao tópico depois de desabafos, logo depois de contar para ela que eu tinha tido uma recaída, ela mencionou o JA (Jogadores Anônimos - link na lateral do blog), uma reunião como as da AA (Alcoólicos Anonimos), mas para jogadores compulsivos. Na primeira reunião na minha cidade fui até lá para conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava um tanto desconfiado da necessidade de participar das reuniões, de discutir problemas que não são exatamente da mesma espécie, mas alguma coisa tinha que mudar na minha vida. Estava bastante óbvio que eu não tinha mais força pra sozinho manter o jogo sob controle. Como ainda não posso fazer terapia particular e como o JA é tão absolutamente unanimidade entre seus participantes, fui para lá. Mas por inércia que por convicção. Estava com bastante medo de não ser bem recebido, mas todos somos jogadores compulsivos ali, independente da natureza do jogo. Existem jogadores de bingo, loteria, maquininha de bingo e o primeiro caso de jogos eletrônicos fui eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos comentários dos outros posts vi que existe um movimento no Rio de Janeiro para se montar uma sala específica para jogos de entretenimento, o que seria excepcional. Como eu venho repetindo, é um problema grave e que ainda não é tratado com a seriedade necessária. A diferença entre uma sala de JA convencional e uma específica para o meu problema seria média, já que metade da terapia em JA é falar e metade é ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você fala a respeito (ou escreve), você tira um peso das costas. Aquilo não fica mais consumindo 90% do seu pensamento. Não desaparece, obviamente, mas você consegue se distanciar um pouco, e se concentrar nas tarefas do dia ou em outras angústias. Nas reuniões de JA você tem o espaço para falar livremente sobre seus problemas com a certeza de que vai ser bem compreendido. E não é preciso se sentir deslocado (digo isso mas eu ainda me sinto bastante), pois como disse uma participante para mim: &quot;nós perdemos algo que é possível ser recuperado, mesmo que difícil, que é o dinheiro. Você perdeu tempo, e isso não se recupera&quot;. Isso me tocou bastante e me ajudou a ver que todos em JA estão preocupados com o retorno a uma vida saudável e sem vício, independente do tipo de vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você ouve outras histórias sobre a compulsão, que são mais graves ou menos graves que a sua, diferentes em sua natureza mas idênticas em sua essência, você acaba se sentindo inspirado a não jogar nunca mais. Obviamente não posso citar nenhuma história aqui, mas existe uma realidade de jogadores compulsivos que nós não imaginamos até ouvir da pessoa que está falando ali na frente que aconteceu com ela. O mais motivador é ouvir como viver um dia após o outro, sem pressa e abstinente, acumulando um mês, dois, três, seis, um ano, dois anos, etc mudou a vida delas, e é isso que eu quero pra mim. Não voltar a ficar alienado, não voltar a deixar o jogo tirar ou, se deus quiser, quase tirar tudo o que é mais importante na minha vida. Já tirou várias coisas, mas ainda tenho a esperança, e isso ele não conseguiu tirar de mim, e é nisso que eu vou me apoiar, abraçar, agarrar e fazer com que tudo volte ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui em duas reuniões na primeira semana, e depois acabaram se somando os problemas que citei no começo com algumas desculpas, e faltei em quatro. Voltei ontem à uma reunião, com novos participantes e energia renovada. O ambiente está menos estranho, já me sinto mais confortável. Não tanto de falar, pois ainda tenho medo de ser mal recebido (o que, repito, é ao mesmo tempo normal e absurdo), mas falar e escutar me dá forças para não jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei praticamente nada nesse tempo, mas joguei, com a desculpa de pressão por problemas pessoais. Isso parece inofensivo, mas é perigoso. É como brincar de tonto (aquela brincadeira onde você coloca um bastão com 1 metro de altura com a ponta no chão, encosta a testa na outra ponta, e fica rodando em volta dele uma 15 vezes, depois levanta e sai andando) na beira de um precipício. Talvez não seja nada, mas talvez acabe com tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, reiniciei minha contagem de dias de abstenção, e vou reiniciar sempre que jogar qualquer jogo eletrônico, pois talvez até um dia eu possa vir a jogar com a minha esposa ou bater umas fichas no shopping sem grandes conseguências, mas não agora. Não existe jogar um pouco, existe jogar e ponto. Estou a apenas uma jogada do inferno, e garanto que se eu estiver num computador sozinho, estou mais próximo ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que ouvi ontem é a importância de se segurar o primeiro impulso. A compulsão em si dura de 5 a 10 minutos, e se você se segurar nesse tempo, você tem grande chance de não ter recaída. Por isso a importância de telefonar pra alguêm quando estiver com a compulsão. Falar a respeito dela e do que você está sentindo para distrair a cabeça por 5 a 10 minutos é o suficiente. Eu trabalho com programação, ligado 100% do tempo na internet. Para somar às minhas dificuldades ainda tenho facilidade de achar sites com download de jogos em apenas alguns minutos, baixar e jogar com uma conexão empresarial extra-rápida, tudo fica em menos de 10 minutos. Mas agora, sabendo disso, sempre que bater a vontade (que não são poucas vezes) vou sair da frente do computador. Vou levantar e tomar uma água, bater um papo com quem estiver perto, telefonar pra minha esposa, sei lá. O fato é que se eu não tenho certeza de que não vou conseguir instalar algo no meu computador, então tenho que sair de perto dele. É especialmente duro trabalhar pensando nisso tantas vezes, mas se é assim que vai ser, então tenho que me conformar. Se eu me segurar pelos 10 minutos, talvez 15, eu me seguro por mais aquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou fazendo um paralelo de tudo o que aconteceu com a minha vida, e de como e o quê o jogo destruiu, e me vem um pensamento paradoxal. Em tantos e tantos jogos eu sempre me via numa situação difícil, e depois de ralar muito saía por cima. Claro que isso tava no script do jogo e era programado, mas hoje estou acreditando que isso é possível na vida real. Sem passe de mágica, sem megalomania, sem ilusões, apenas trabalhando muito e vivendo um dia após o outro. Acredito que se eu ralar muito, não cometer os mesmo erros e me manter afastado das ilusões, vivendo só no mundo real, as coisas podem voltar ao normal, ou perto disso. Como eu falei antes, são mais esperanças do que qualquer outra coisa, mas graças a deus que elas não morreram, estão aí para me fazer acreditar num futuro bom. Então o jogo que destruiu tudo poderia ter me ensinado algo? Será que eu aprendi com o jogo que se você trabalhar muito as coisas comecem a dar certo pra você? Isso é muito estranho e não tenho respostas pra isso agora. É difícil hoje dar qualquer crédito que seja ao jogo. É apenas algo que quer me manter longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que quanto mais escrevo (pelo tamanho dos posts da pra perceber ;-) ) e falo a respeito, mais afastado consigo me manter. Falo bastante com a minha esposa e falo no JA, e aconselho isso a todo mundo que passa pelo mesmo problema. Não tenha vergonha de falar sobre isso com alguém de sua confiança, mesmo que isso possa abalar essa confiança. Sozinho você só adia o desmoronamento de tudo, mas junto com alguém (JA é um ótimo exemplo) você tem chances, e com certeza consegue sair e controlar, mesmo que isso possa causar o desmoronamento imediato. Entre o risco de um término imediato mas com chances de ter um &quot;depois&quot;, e a certeza de um término a longo prazo, escolho cem vezes a chance do &quot;depois&quot;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/117068094418529572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/117068094418529572?isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/117068094418529572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/117068094418529572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/02/jogadores-annimos.html' title='Jogadores Anônimos'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-116914724789511802</id><published>2007-01-18T15:06:00.000-02:00</published><updated>2007-01-28T22:18:09.103-02:00</updated><title type='text'>O pior</title><content type='html'>E assim chegamos ao ponto de virada, para o mal ou para o bem, mas que era inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar todo o amontoado de erros e atitudes reprováveis de todos esses meses ainda fiz mais uma grande merda. Também descobri a pouco tempo que os jogadores compulsivos tem pouca ou nenhuma habilidade pra tratar com dinheiro, simplesmente porque fantasiamos uma situação de reviravolta mágica na nossa vida, e isso pode alcançar absolutamente qualquer esfera. Não falei sobre a realidade do buraco financeiro do casal, esperando que tudo se resolveria logo, sem ajuda nenhuma dela ou de outras pessoas (que já estavam nos ajudando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando jogava sem parar na época da faculdade eu imaginava um momento em que eu pararia de uma hora pra outra, bem a tempo de retomar as aulas e terminar tudo no último semestre antes de ser jubilado, tudo acontecendo como um grande retorno triunfal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto jogava mais do que devia no trabalho sempre me apoiei no fato de conseguir terminar tudo antes do prazo, mesmo tendo que correr desesperadamente para que isso se tornasse realidade, comprometendo um pouco a saúde física e mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta de deslizes financeiros adquirimos uma certa dívida, e eu imediatamente comecei a esconder isso de todos, até de mim, com a certeza que uma hora tudo seria resolvido magicamente com um dinheiro extra do trabalho, um aumento, e quem sabe até uma vitória de uma em um milhão em jogos de poker online. Corri muito atrás de extras e aumentos, e consegui algumas vezes, mas nunca o suficiente. Cobria uma parte, mas não tudo. Consegui também malditas vitórias nos Freerools (jogos gratuitos) que me deram um dinheiro real no jogo. Digo malditas porquê se não tivesse ganho nada, pelo menos desse jogo eu tinha me livrado mais facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos falta a percepção da realidade. Nos falta ver que não existe mágica no mundo real, não existem reviravoltas se não corrermos atrás, não existe &quot;o escolhido&quot;, e muito menos somos nós esses escolhidos. Nossos personagens de jogos são os escolhidos, conseguem salvar mundos, conseguem sair de situações dificílimas, e se não conseguirem ... load game, começar de novo, mudar de jogo, etc; só que isso não é possível na vida real. Se pegarmos a quantidade de vezes que fazemos coisas erradas em um jogo ou perdemos tudo, e fazer 1% disso na vida real, já será mais besteira do que muitos dos piores seres humanos fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre brinquei com o fato de me achar megalomaníaco, mas quando isso se aplica a esse mundo real de sonhos, as consequências são catastróficas. Não existe se enfiar num buraco financeiro e sair por mágica. Não existe perder &quot;o&quot; casamento da vida e se sentir normal com isso porquê é possível voltar atrás e não perdê-lo. Não existe ser expulso da faculdade e de repente todos lembrarem em como você é bom e deixarem você tentar por mais um par de anos. Você pode se achar o quanto você quiser, mas as coisas só acontecem uma vez na vida real. UMA chance de ter um casamento perfeito, UMA chance de fazer uma faculdade na época certa, UMA chance de não se jogar no precipício dos empréstimos bancários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mágica do mundo real é diferente. Ela está nas pequenas coisas da vida, como ficar na rede com a esposa curtindo a chuva, rolar com os cachorros no sofá tomando mordidas e também dando umas , acordar todo dia do lado de quem você ama. Ela também está nas coisas grandes, que acontecem só uma vez, como o primeiro emprego ou o casamento. Agora salvar tudo no último segundo, dar a volta por cima quando tudo está uma merda gigante ou perder tudo e conseguir de volta em um piscar de olhos, isso não existe. Existe até nos filmes, mas as histórias disso na vida real são de uma em um bilhão, e não espere que a chance disso acontecer com você seja maior do que a do seu colega de trabalho, seu vizinho ou até mesmo aquele seu conhecido que você gostaria de ver morto. Você não é &quot;o&quot; escolhido. Não existem &quot;neos&quot; no mundo real. É duro, mas é verdade. EU NÃO SOU MELHOR QUE NINGUÉM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você passa muito tempo jogando você é envolvido pela atmosfera irreal do jogo, você começa a se sentir o melhor dos homens e que é capaz de tudo. Para as pessoas sem a compulsão, a doença, isso acaba no exato momento em que elas desligam os jogos, mas eu acredito que ela se mantenha, mesmo que subconscientemente, na nossa mente. Cada vez mais nos sentimos prontos pra tudo, que nada nos abala, e que somos mais esclarecidos que todo o resto da humanidade, que vemos coisas que ninguém mais vê, resumindo, que nos tornamos os personagens que jogamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, olhando pra trás, tenho a sensação de que isso é exatamente o que aconteceu.  Passei muito tempo conectado à realidade, sem fantasias sobre mim, sem mergulhar no mundo dos sonhos, até que comecei a jogar mais pesadamente, terminar inúmeros jogos em tempo recorde, e isso começou a afetar a minha percepção da realidade. Eu podia tudo. E tudo isso só foi totalmente distorcido quando eu voltei a jogar. E no círculo vicioso de fugir da realidade por causa das dificuldades por meio dos jogos eletrônicos, e jogar causando distorções na minha percepção, eu comecei a ficar cada vez mais perdido. Eu era de fato duas pessoas. A única coisa que me manteve ligado à realidade foi minha esposa, a nossa ligação ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais ou menos uma semana contei pra ela sobre a situação financeira e minha recaída. Não foi um ato de extrema bravura não. Não fui consciente e decidi que era a hora de contar. Não tenho mais ilusões a respeito de quão forte eu acho que eu sou. Vinha há muito tempo tentando encontrar forças pra falar de tudo, inventando desculpas de porque esse ou aquele momento do passado não era a hora certa, de porque era melhor esperar mais uma semana. O fato é que com tudo o que eu ia escondendo, uma hora uma ponta ia ficar aparente, e foi o que aconteceu. Não queria mais esconder, não podia mais esconder. Seu eu inventasse mais uma desculpa qualquer para esta ponta, não ia sobrar mais nada em mim mesmo que eu respeitasse. Eu já havia me tornado algo totalmente indigno de respeito, pelo menos por parte dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela hora eu decidi que precisava fazer a coisa mais difícil da minha vida. Falar sobre o que vinha acontecendo, sobre o que eu vinha escondendo. Eu me desconectei. Era outra pessoa contando tudo, pois eu mesmo não tinha forças. Eu não chorei, eu não pensei duas vezes, eu fui embora e deixei alguém falando no meu lugar. Simplesmente aquele momento, aqueles poucos minutos podiam acabar com tudo, não sobrar nada ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você ver tudo o que você mais preza, tudo o que você via todos os dias do que você considera os anos mais felizes da sua vida nos olhos dela, desaparecerem de uma hora pra outra, por única e exclusivamente sua culpa. Ver que você destruiu algo perfeito, dentro da pessoa perfeita ... Tive a certeza absoluta que é nesse momento que muita gente toma a decisão final mais errada que uma pessoa deveria tomar. Acabar com tudo não te ajuda a resolver os problemas, pois se você fizer isso, os problemas apenas continuam lá, sem ninguém pra resolver. Acabar com você mesmo é acabar com as chances de se arrumar tudo. Por menores que pareçam, as chances sempre estão lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu estou com muito medo. Medo por nós, medo do jogo, medo de ser uma pessoa diferente do que eu me vi até hoje. Só tenho certeza de uma coisa, que preciso mudar. Se eu não era a pessoa que acreditava ser, vou passar a ser ela. Seu eu sou, mas deixava que o jogo periodicamente me transformasse, então não vou deixar mais. Não posso deixar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em completa suspensão. Não sei  o que vai acontecer, não sei direito nem o que aconteceu. Como eu disse, parece que foi com outra pessoa. Me sinto etéreo, vazio. Não tenho mais confiança em nada a meu respeito. Não conheço a pessoa que fez tudo o que eu fiz. Tudo o que eu acho que pode ser uma resposta considero apenas uma desculpa esfarrapada para a quantidade de merda que eu fiz. Só quero recuperar minha sanidade, meu amor próprio. Sempre disse que se você não se ama, como é que você pode acreditar que alguém pode amar você. E hoje definitivamente eu não me amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estou conseguindo ver tudo um pouco mais lucidamente, pois a dose de realidade, a visão de que posso ter jogado tudo fora por causa do jogo, por ter me permitido voltar a jogar, expulsaram a megalomania, a sensação de poder tudo, para muuuito longe. Hoje tenho a exata noção de como sou pequeno perto do mundo, de como não sou diferente de absolutamente ninguém e de que posso pôr tudo irremediavelmente a perder por um ato impensado. Eu preciso enxergar as coisas como elas são, e não como eu acho que elas são ou que elas possam se tornar porquê eu me considero diferentes dos outros, ou me considerava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei qual o meu futuro, só sei qual o meu presente. Já tentei por 8 anos vencer isso sozinho, e não consegui. Acho que isso coloca muito esse problema em perspectiva. Primeiro porquê não existe vencer, não existe consertar, não existe arrumar, existe apenas controlar, e mesmo assim, nestes 8 anos consegui controlar por menos da metade desse tempo. Hoje sei que tenho que mudar, e que não posso fazer isso sozinho. Vou fazer isso com minha esposa, se nós continuarmos juntos, com meus pais pois já escondi muito deles, e eles não merecem isso, e com ajuda profissional ou de outras pessoas que passem pelo mesmo problema, ou parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma doença que é incurável, que me afeta e às pessoas do meu convívio, e que eu tenho que aprender a manter sob controle. Quanto mais eu falo a respeito, quanto mais eu conto como eu me sinto para outras pessoas, mais fácil é conseguir aceitar isso. Acho que esse é todo o motivo desse blog. Escrever ajuda a organizar o raciocínio, ajuda a me entender, e como ainda falta muito para que eu me entenda, vou escrever muito ainda. Não se se aqui ou apenas no meu computador, para mim. Mas tenho certeza que só pondo pra fora é que vou chegar em algum lugar.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/116914724789511802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/116914724789511802?isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/116914724789511802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/116914724789511802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/01/o-pior.html' title='O pior'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-116906242593905410</id><published>2007-01-17T15:54:00.000-02:00</published><updated>2007-01-17T17:33:48.386-02:00</updated><title type='text'>Recaída</title><content type='html'>Bom, não sei como começar a escrever sobre tudo o que aconteceu nesses meses. É triste saber que você pode ficar a mercê de algo que foge totalmente a seu controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumidamente: não me segurei mais do que alguns dias após o último post. Entrei em sites de jogos rápidos e baixei alguns. Como faz muito tempo não me lembro se passei duas, quatro ou seis horas jogando, ou se joguei um, dois ou três dias nas semanas seguintes. Mas voltei a jogar, e uma vez que você volta, uma vez que você entra de novo no universo da satisfação imediata, você pára de pensar racionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que você volta a jogar, você é engolido pelo ambiente do jogo, mesmo que seja bastante tosco. Já passei algumas vezes horas jogando Campo Minado, do windows, ou mesmo pinball, que é um pouco mais elaborado. Tudo o que você quer fazer é terminar fase após fase após fase, cada vez ficando mais expert nas dificuldades daquele jogo, alcançando níveis de excelência e recebendo um grande &quot;PARABÉNS&quot; por ter conseguido, com uma satisfação interna por ter passado de mais essa fase. Vencer o jogo é extremamente gratificante. E isso te leva a ir atrás do próximo jogo assim que você termina esse. Se não hoje, quem sabe amanhã ou depois, quando você correr com as responsabilidades do trabalho e ganhar alguma tempo &quot;livre&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive vários períodos de semanas de abstinência intercalados com períodos de dias de jogo. O trabalho progrediu muito, pois passava grande parte do tempo trabalhando alucinadamente, e aliviando a tensão com jogos. Sempre jogos bobos, sempre jogos que com algumas boas horas você termina e não vê mais porquê jogar. Acho que essa foi a maneira de me poupar, mesmo que inconscientemente, de algo pior. Escolhi jogos que tinham um fim, que uma hora acabavam e pronto, ao invés de jogos que exigissem meses de dedicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é que com a grande quantidade de jogos como esse disponíveis por aí, baixar três e jogá-los por uma semana acabavam comendo um bom naco do tempo de trabalho. Por muita sorte eu sei trabalhar sob pressão e consigo acelerar nos momentos cruciais, e essa era mais uma grande desculpa para não me sentir mal pelo jogo. Afinal de contas se eu puder aliviar o stress do trabalho com um parzinho de horas de jogo a cada dois dias, o que há de ser tão ruim assim? Se isso me ajudar a produzir ainda mais, melhor ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é que não funciona assim. Aprendi faz pouco tempo que o problema é progressivo. Você controla durante dias, meses, e até anos. Posso dizer que, perto do perigo que o jogo compulsivo representa, eu estive longe de qualquer problema por anos, desde que eu comecei a trabalhar até o fim do ano passado. Jogar por entretenimento é possível para um compulsivo, mas mesmo que demore muito, deixa de ser entretenimento e se torna compulsão; assim, logicamente, jogar por entretenimento não é possível para um jogador compulssivo, pois o tempo em que se encara como diversão é sempre limitado, levando inevitavelmente ao descontrole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo? Eu de novo. Aproximadamente a partir de novembro eu perdi o controle de novo, e isso ficou bastante claro em dezembro e janeiro. Com a chegada de um computador mais potente em casa, vindo dos meus sogros, a porta estava aberta para eu instalar os tipos de jogo em que eu estava me refugiando. Jogos simples, com começo, meio e fim, e principalmente que não envolvessem interação com outros jogadores online. Sempre dizendo para mim mesmo que não estava com problemas de vício e que era só pra aliviar a tensão do trabalho, dinheiro, etc. Só que junto com estes jogos que já me estavam viciando novamente, jogava também o poker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o meu grande erro foi instalar jogos de poker online, embora eu ache que mesmo sem isso o caminho teria sido parecido. Isso é tudo o que eu não devia nem ter pensado em fazer. Jogar contra jogadores reais me traz a competitividade à tona, me faz ficar sonhando em relação a ser reconhecido num pequeno universo e como seria possível um dia vir a ganhar dinheiro com isso, me traz a vontade de ficar bom, bom de verdade, e ganhar &quot;A&quot; grande bolada da vida. Nessa hora estávamos em dificuldades financeiras, e eu tive certeza de que a maneira perfeita de sair dos problemas era começar a treinar e aprender muito sobre o poker, quando me sentisse bem preparado colocar um pouco de dinheiro real, e fazê-lo multiplicar por muitas centenas. Colocar 50 dólares e sair com 10 mil. Tudo muito fácil de se fazer e sem chance de erro. Cheguei até a ganhar um total de 8 dólares jogando torneios em que não se pagava nada para entrar. TODOS os problemas resolvidos, YUHUUUU ... Não sei exatamente o que acontece com o cérebro nesses momentos de euforia com sonhos utópicos, mas certamente pensar racionalmente é algo que passa longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ficar ansioso com a chegada da hora de dormir para atrasar um pouco a ida para a cama, e dividir o tempo entre navegar um pouco nas internet, matar vírus no computador, procurar material para estudar, jogar, jogar e jogar. Meio a meio entre tarefas úteis e o jogo, talvez mais o jogo do que outras coisas, mas sempre tentando me segurar. De dez da noite até uma da manhã, de onze da noite até duas, de dez até duas e meia. Tudo com a desculpa de estar treinando poker, ou de estar me distraindo do stress do trabalho, e que quando tudo passasse, eu pararia sem problemas. Até aí não parece nada, mas escolher ficar no computador jogando e mexendo por aí, ao invés de estar dormindo abraçado com a minha esposa é algo impensável. E esconder dela que estou fora de controle, é mais impensável ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aconteceu algumas vezes em janeiro, pois me segurei até lá; talvez uma ou duas em dezembro, já não consigo me lembrar, mas acontecer uma única vez já é grave demais, pois mostra que a única coisa que me manteve afastado durante quase 4 anos estava começando a ser afogadada pelo maldito vício, minha esposa. Isso eu não suporto, isso eu não posso permitir e isso não vai acontecer. É a grande felicidade da minha vida, é a certeza de ser feliz para sempre, e isso não pode ser colocado em risco. Eu faço literalmente qualquer coisa para vê-la feliz, e ir contra isso é ir contra tudo o que eu acredito e prezo nessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é a aceitação. Eu ainda não consigo aceitar meu vício. Eu SEI que eu sou viciado, mas não consigo me SENTIR um viciado irremediável. O próprio consenso da sociedade em relação aos jogos de computador é de que é puro entretenimento, e passar muito tempo jogando é pura safadeza, falta do que fazer ou imaturidade. Colocar em risco um casamento, um não, &quot;O&quot; casamento não é pura safadeza. Um trabalho que me suga 50 horas por semana e uma casa com cachorros pra cuidar, fora o tempo de lazer com a esposa não é falta do que fazer. E imaturidade ... bom, como não consigo aceitar meu vício, e como todos somos frutos do que a sociedade nos ensina, sobra só a imaturidade. Talvez quando eu conseguir aceitar o vício como um problema sério, uma doença incurável, eu me sinta mais maduro, mas por enquanto não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza de que quando eu conseguir aceitar o vício em jogos de computador como uma doença grave, algo incurável, algo que pode apenas ser controlado um dia após o outro, eu consiga de verdade ficar longe, por anos e anos. Até lá só consigo racionalizar e deduzir que se até hoje eu não consegui me manter longe, só pode ser sério. Se mesmo tendo aprendido várias coisas a respeito da compulsão, e mesmo assim ela ainda me atinge e me faz perder o senso da realidade, responsabilidade, me faz me tornar outra pessoa, irreconhecível, então isso precisa ser tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje só tenha a agradecer por ter conhecido minha esposa. Todos os dias em que o vício batia mais forte, sabia que a única coisa que ia me fazer parar naquele dia era a vontade de ir pra casa e ficar com ela. Isso é mais forte que tudo, e me fez parar os jogos mais excitantes possíveis, desligar tudo e ir encontrá-la onde quer que tivéssemos combinado. Não sei se o mesmo aconteceria com os jogos multiplayer online que jogava no passado, e com certeza não vou pensar nisso, ou chegar perto.  Só tenho certeza que se não existisse ela na minha vida, hoje eu estaria sem emprego, e sabe-se mais lá em que situação em decorrência de 12 horas de jogo por dia, 7 dias por semana, como foram vários anos da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este vício tem o poder de te fazer esquecer de tudo enquanto você está jogando e, em casos cada vez menos raros, até de comer ou se movimentar um pouco, causando problemas físicos. É possível morrer em decorrência desse vício. A doença é grave, é uma variação do clássico vício em jogos de azar e à dinheiro, e deve ser tratada como tal.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/116906242593905410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/116906242593905410?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/116906242593905410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/116906242593905410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2007/01/recada.html' title='Recaída'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-115089685218258903</id><published>2006-06-21T10:01:00.000-03:00</published><updated>2006-06-21T10:34:12.863-03:00</updated><title type='text'>Uma mudança bem vinda</title><content type='html'>Mudei!! Da casa antiga, cara, num condomínio, para uma casa maravilhosa, quase uma chácara, economisando muito dinheiro. Estou muito feliz, mas por algum motivo isso me traz várias ansiedades, e com elas, fraqueja minha decisão de não jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz já provavelmente um mês que eu não jogo nada, nem paciência, nem pinball, nada. Só tinha conseguido isso uma vez no começo do ano. Estou sofrendo tremendamente com a abstinência. Não sei se é a falta de foco no trabalho que essa mudança de casa me trouxe, se é o fato de que sempre em época de copa eu assisti 90% dos jogos e essa copa eu estou vendo 10%, ou é simplesmente a quantidade de tempo que estou sem jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vontade agora é ir no site da MSN de jogos, baixar uma demo qualquer, e começar a jogar. Fiz isso várias vezes durante o ano, e sei que eu não abaixo apenas um, eu abaixo todos os novos (pois os antigos já joguei todos), e vou jogando um a um, perdendo horas e horas com isso, e tendo que recuperar depois trabalhando sábados ou até as 9 da noite na semana seguinte pra repôr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estou decidido a não jogar. Desde quarta-feira, talvez até desde segunda-feira que não consigo me concentrar, me focar no trabalho, e fico navegando por aí, lendo sobre copa, política, bussunda, navegando pelo humortadela e lendo centenas de piadas fraquinhas, fuçando coisas idiotas no Youtube, e fazendo só o essencial no trabalho, que não é finalizar um projeto, só dar a manutenção no que já está concluído. Tudo isso com a desculpa que é a ansiedade pela grande mudança na minha vida. Mas se eu já estou na casa nova, já entreguei as chaves da casa anterior, porque hoje ainda eu continuo sem foco, e com muuuuita vontade de jogar? Pra mim é o maldito vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cabeça manda a idéia da necessidade de me divertir. Eu PRECISO me divertir, eu preciso me desafiar num joguinho de lógica, eu preciso VENCER o computador, ser mais inteligente que o criador do jogo, eu preciso instalar um maldito joguinho que vai me consumir horas e horas, porque isso me traz uma vitória imediata. Eu não preciso ficar esperando juntar dinheiro para comprar uma casa, ou um móvel, eu não preciso esperar o fim do dia para sair do trabalho e ficar com minha esposa e meus cachorros, eu não preciso me planejar para iniciar algum projeto novo, fora do trabalho, que me traga frutos futuros, EU NÃO PRECISO ESPERAR, é só entrar num jogo, e começar a vencer de imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão pelo resultado imediato é responsável por uma boa parte do vício. Você de uma hora pra outra se torna alguem reconhecido, ou de uma hora pra outra você supera todas as dificuldades e termina um jogo. Com um mês de treino em Counter Strike (umas 5, 6 horas por dia), vc já se torna bastante bom pra ser conhecido, com pouco mais que isso acaba entrando pra um grupo mais sério, talvez até participando de campeonatos. Com 3 meses de Ultima Online, fazendo as coisas certas, você monta uma guilda, consegue os melhores personagens e armas, e todos passam a te reconhecer, desde que você resolva passar 6 horas por dia jogando. Agora, na vida real, pra vc comprar uma casa, um carro, casar, comprar móveis, etc, leva anos, e muito tempo de caminhada, muito mesmo. Tem que ralar, engolir coisas ruins no emprego, tomar e dar bicas em namoros, nada acontece rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o que é melhor?&lt;br /&gt;- Ter um pequeno sucesso terminando um jogo em 10 horas, e se sentir bem consigo mesmo, um vitorioso, em pequena escala, claro.&lt;br /&gt;- Passar alguns meses se treinando 6 horas por dia num jogo de habilidade como o Counter Strike e similares, e passar a figurar direto entre os melhores de cada partida.&lt;br /&gt;- Passar alguns meses treinando os personagens, adquirindo itens, comprando casas e montando guildas, 6 horas por dia também, e se tornar conhecido entre algumas centenas de jogadores reais.&lt;br /&gt;- Passar anos da sua vida, 5 na faculdade, mais uns 2 de trabalho até conseguir comprar um carro, outros 5 ou 6 para comprar uma casa, tudo isso trabalhando ou estudando 8 horas por dia, para ter uns 2 ou 3 grandes sucessos na vida por ANO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta óbvia é que você tem que fazer o que é real, o que vai te dar sustento no futuro, construir um patrimônio, etc, etc, etc. Mas e se você tivesse a oportunidade de ter uma renda fixa (mesada dos pais por exemplo) garantida por tempo indeterminado, tempo pra sair a noite e conhecer gente nova e não ter preocupações com seu futuro, principalmente o financeiro? É um cenário meio utópico, mas para algumas pessoas pode parecer real. Neste caso você preferiria passar 8 horas por dia se divertindo com jogos de computador, ou no seu trabalho ralando e aguentando problemas do dia a dia pelas mesmas 8 horas? Acho que cada um tem a sua resposta para essa pergunta baseado na sua experiência de vida, mas o que eu sei é que a resposta não é tão óbvia assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, construir alguma coisa que vai levar anos para se concluir, uma poupança pra comprar uma casa e sair do aluguel, uma vida confortável e estável para mim e minha esposa, uma vida com lazer, viagens, etc, é muito mais importante e recompensador do que ser o melhor jogador de qualquer coisa que seja em qualquer ranking que seja. Eu vejo os jogos como algo que pode vir a me tirar a coisa mais importante da minha vida, que é minha esposa. Mas esta é a minha realidade, e, mesmo na minha realidade, eu passo por períodos onde o jogo me suga várias coisas, muito tempo, e muito ânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se vou continuar conseguindo me manter afastado dos jogos, mas vou continuar tentando. Devo isso a mim, a ela, e ao meu futuro. Tenho esse objetivo na cabeça, a apesar dela estar fraquejando a uma semana, com as desculpas mais variadas possíveis, eu vou continuar tentando. Tenho também outros motivos que me dão mais força, algo que não faz muito sentido pra mim, mas que tem me trazido muita motivação. Ainda vou explicar o que é nesse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero não votar aqui dizendo que não consegui me conter, ou pior, nem voltar aqui durante meses a fio porque voltei a jogar sem parar, e por isso não querer perder tempo de jogo escrevendo quando poderia estar mais próximo do chefe final de algum jogo por aí.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/115089685218258903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/115089685218258903?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/115089685218258903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/115089685218258903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2006/06/uma-mudana-bem-vinda.html' title='Uma mudança bem vinda'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29158482.post-114980927883313995</id><published>2006-06-08T20:03:00.000-03:00</published><updated>2006-06-08T20:27:58.843-03:00</updated><title type='text'>Uma história triste</title><content type='html'>Isso aconteceu com um amigo meu. Na verdade hoje não sei dizer se fomos apenas conhecidos ou mais que isso. Ele veio morar na nossa república durante cerca de 6 meses, e depois precisou ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você estiver lendo isso, me desculpe divulgar a história, mas acho que ela deve servir de exemplo para que mais pessoas não passem pelas dificuldades que você passou. Você me ensinou muito, e me abriu os olhos para a gravidade deste vício, que ninguem leva a sério. Caso você peça, eu retiro toda e qualquer referência ao acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entrou na nossa casa como um recém recuperado de um vício pesado em jogos. Ele não poderia ter entrado em um lugar pior. Acho que se algum de nós tivéssemos a menor noção do perigo, não teríamos deixado ele se juntar á nossa casa, apelidada &quot;carinhosamente&quot; por nós como o buraco-negro do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande detonador da vida dele foi o Civilization. Ele, na sua outra república, chegou a passar 5 dias trancado no quarto, saindo só para comer, apenas jogando este jogo, sem parar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais, cientes do que estava acontecendo, em uma viagem à casa dos avós, deixaram ele em casa, e queriam fazê-lo passar um fim de semana pelo menos sem jogar. Assim, deixaram ele sem dinheiro, apenas com a geladeira cheia. Desativaram a conexão com a internet, desinstalaram todos os jogos do computador, alem de tirar absolutamente qualquer CD de instalação da casa, levando tudo embora. Qualquer semelhança com o tratamento de impacto com viciados em drogas NÃO é mera coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que os pais deixaram a casa, ele começou a se sentir inquieto. Como conseguir um Civilization pra jogar, como jogar. Ele precisava, fisicamente, do jogo. Em um momento de rara sorte (ou azar), ele se lembrou do número de conexão de uma internet discada gratuita, se conectou pela linha discada, fez o download do jogo (300 Mb em linha discada demora muuuuito tempo pra baixar) e o instalou. Quando os pais chegaram no final do fim de semana, ele estava tranquilo, com o computador desligado, sem nenhum traço de que tinha passado TODAS as horas do fim de semana jogando, sem sair de frente da tela do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois os pais tiveram a idéia questionável de mandá-lo à um médico, que receitou alguns remédios um pouco pesados contra depressão, para curá-lo de algo que não é depressão. O viciado em jogos não se sente deprimido, pois 100% do tempo que está jogando ele se sente mais vivo do que jamais esteve, e ele passa a maior parte do tempo que está acordado jogando, ou seja, VIVO, e não deprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os remédios funcionaram por um tempo. Num acesso de fúria contra os jogos, ele juntou todos os CDs de jogo que tinha em um saco de lixo de 100 Lt, levou a um terreno baldio e detonou cada um deles com um pedaço de madeira. Estava com raiva do que os jogos tinham feito com a vida dele. Pouco mais de uma semana depois ele já tinha recuperado os CDs dos jogos preferidos. R$ 5,00 num camelô para alimentar o vício não é nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época em que ele entrou na nossa república isso tudo era passado. Ainda sob medicação, ele se mantia a uma distância saudável dos jogos. Quando nos via jogando por horas seguida fazia questão de ficar longe do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por algum motivo, nesta época os remédios acabaram trazendo efeitos colaterais por causa de uma super-dosagem. Ele começou a ficar hiper-ativo, falando sobre tudo sem parar. Numa segunda-feira, após ter saído para passar o fim de semana com os pais, ele não voltou para a república. Como isso era comum, já que ninguem controla ninguem numa vida em república, ninguem deu muita atenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira ele apareceu em casa, meio sujo, com o olhar meio perdido, e falando muito, sem parar. Ele tinha saído no domingo da casa dos pais e chegado na nossa república apenas na quarta-feira. Aparentemente tinha falado com alguem no meio do caminho, no ônibus, que acabou colocando idéias religiosas fanáticas na cabeça dele, que já estava afetada pela superdosagem. Ele passou tanto tempo falando que a garganta começou a ficar ferida, provavelmente por desidratação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, evitando os detalhes piores da história dele nestes últimos dias que morou conosco e resumindo: os pais o convenceram a voltar a morar em são paulo naquele mesmo fim de semana, e eu ouvi falar dele mais umas duas ou três vezes, sempre dizendo que estava em recuperação. Ou seja, o vício no jogo acabou sendo tratado como depressão, com remédios, trazendo ainda mais problemas pra ele, espero que não permanentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo, se você estiver lendo isso e estiver recuperado: parabéns. E se você estiver em recuperação, eu dou meu total apoio. Passei, e talvez ainda passe por tudo o que você passou, e estou lutando para quem sabe de uma vez por todas acabar com isso de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que as pessoas precisam realmente se conscientizar do fato de que é POSSÍVEL E REAL o vício em jogos de computador. Não quer dizer que os jogos devem ser banidos, que uma tarja azul deve ser adicionada a todos os jogos. Apenas que todos devem se conscientizar, principalmente os pais, de que isso existe, e é possível que seu filho adolescente esteja passando por algo igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou bastante tempo para as bebidas serem levadas a sério, os cigarros também. Os dois levam a vício químico, que é muito mais fácil de se identificar, mas o vício em jogos de azar existe, e todos levam a sério, assim como chegará o dia em que todos saberão que existe o vício em jogos de entretenimento, e que ele pode sim destruir uma vida, ou apenas uma parte dela. No meu caso, cinco anos.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/feeds/114980927883313995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/29158482/114980927883313995?isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/114980927883313995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29158482/posts/default/114980927883313995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vicioemjogos.blogspot.com/2006/06/uma-histria-triste.html' title='Uma história triste'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry></feed>