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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3284568</atom:id><lastBuildDate>Mon, 13 Jul 2009 19:18:24 +0000</lastBuildDate><title>Ninguém lê esta porcaria</title><description>O porquinho discordou do nome do blog.
Blog da Fernanda, jornalista e estudante de Direito, solteira, 27 anos, 1,60m, 56,6kg///Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher/Sou minha mae e minha filha/Minha irma, minha menina/Mas sou minha, soh minha e nao de quem quiser/Sou Deus, tua deusa, meu amor...
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ninguemle@hotmail.com</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Fernanda)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2079</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/vidabizarra" type="application/rss+xml" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-6818059899035610553</guid><pubDate>Sat, 04 Jul 2009 23:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-04T20:21:57.112-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Arezzo e o caso de descaso com o cliente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo vocês acham que deveria durar uma bota da marca Arezzo, considerando a marca famosa e que a média de preço é acima de 300 reais? Uma bota que quase não foi usada, que você só calça em ocasiões especiais? Mais que 90 dias? Claro, né? Um calçado desses tem que durar alguns anos. Não, tolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei uma bota tem mais ou menos uns dois anos e quase não usei, porque o salto é alto e então raramente uso. Outro dia, percebi que ela estava bamba, levei em um sapateiro e ele disse que a alma de ferro está quebrada. A alma de ferro é um ferrinho que fica entre onde você pisa e a sola, por dentro do sapato. É algo feito para não quebrar nunca. É claro que tem alguma coisa errada: a alma de ferro de uma bota que quase não foi usada, da marca Arezzo, não deveria quebrar. Levei na loja e a vendedora informou que não mandam para análise nada com mais de 90 dias de comprado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo? Depois de 90 dias, um calçado Arezzo pode acabar? Sei que esperar que a loja ouça o que eu estou dizendo não é nenhum absurdo. Outro dia mesmo Minnie Nome Triplo levou na Mr. Cat uma sandália que ela comprou há uns três anos e arrebentou. Eles prontamente mandaram para a análise e consertaram. Mesmo a sandália não sendo nova, ninguém discutiu, ainda que fosse para manter a cliente, evitar uma repercussão negativa ou mesmo para verificar se alguma parte no processo de fabricação falhou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi para o SAC da empresa relatando o problema e a resposta foi que, pela legislação, a loja não é obrigada a analisar um produto com mais de 90 dias de comprado. Em momento nenhum eu falei que achava que estivesse legalmente amparada. Só que eu acreditava que, talvez, uma marca como a Arezzo tivesse o cuidado de ouvir o cliente. Estamos falando de uma marca que pretende ser percebida como de alta qualidade e vende seus produtos com valores que seguem esta lógica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No e-mail do SAC, eles disseram que “todos os direitos elencados no Código de Defesa do Consumidor foram e sempre são respeitados por toda Rede de Franquias Arezzo”. Jura??? Gente, é CLARO que eles respeitam o Código de Defesa do Consumidor. Eles não são malucos! Se não respeitassem, gastariam milhões em processos perdidos. Respeitar o consumidor hoje não é um diferencial. É o básico. Só que não é isso que vai fazer a marca se destacar. O diferencial não é fazer o "básico", a "obrigação", o que "atende à legislação", e sim, encantar o cliente, conquistá-lo. O contrário do resultado da minha história: uma cliente profundamente decepcionada. Infelizmente, não tenho acesso ao dono da marca, o empresário Anderson Birman. Parece um visionário, duvido que ia querer que o nome da marca ficasse arranhado assim. Mas essas histórias não chegam no dono da quitanda: param nos robôs do SAC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quiserem comprar um sapato que dure mais que 90 dias, já sabem: não comprem na Arezzo. E se não quiserem que os conhecidos de vocês também caiam nessa armadilha, comprando um sapato lá achando que é de qualidade, divulguem essa história. Postem nos blogs de vocês, mandem pra listas de e-mails, contem pros seus amigos. Porque ninguém aqui é mané pra ficar comprando produtos caros e depois ser tratado assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-6818059899035610553?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/07/arezzo-e-o-caso-de-descaso-com-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-5891773533546181066</guid><pubDate>Wed, 01 Jul 2009 02:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-30T23:34:44.530-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;No elevador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no trabalho, fui a última a entrar no elevador. Se bem que entrar não é o termo mais adequado. Fui a última a arremessar meu corpo para dentro do elevador, porque ele estava lá, já estava indo embora e, se fosse mesmo, ou eu ia direto almoçar (porque até descer novamente já seria meio dia), ou eu ia de escada (meu corpo doente cheio de gripe do porco não aguentaria). Mas isso não foi necessário, porque eu consegui. Consegui! Primeira vitória do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei "estou dentro", depois reparei que quase todos os botões estavam apertados e ouvi um sujeito com uniforme da manutenção comentar, alegremente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Quase todos estão apertados! Agora só faltam o 4 e o 9! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 10 andares, todos apertados. O caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apertei o 4, pra onde ia, e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O 4 não falta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o sujeito surtou e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Quase todos! Quase todos! Só falta um! Ah, quer saber? Vou apertar logo o 9, assim ficam TODOS apertados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(aperta o 9)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, ouve-se um murmúrio de choque entre as 18 pessoas que se apertavam lá dentro. Como assim o sujeito apertou um botão pra ficar tudo iluminadinho? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse pro 10, depois de parar em TODOS os andares, até no que ninguém ia descer, juro, ia querer arrancar os olhos dessa pessoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-5891773533546181066?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/06/no-elevador-chegando-no-trabalho-fui.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-3803849487945770487</guid><pubDate>Sun, 21 Jun 2009 21:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-21T18:19:00.664-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;A cor inexistente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francesa Egípcia conta que já fez uns cursos estranhos na vida, só por diversão. E cita dois. Um é “Emília e a transgressão na obra de Monteiro Lobato“. E o outro “Da cor à cor inexistente”. Anh? Cor inexistente? Que negócio do cão danado é esse? Ela explica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Cor inexistente. Uma cor que não existe na escala de cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, não tem cor que não exista. É sério. Se é cor, tem no Corel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Já sei! Ele ensinava a pintar quadros invisíveis! Aqueles que só os inteligentes podem ver!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse isso, e, claro, não poderia perder a piada amarela, então complementei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu mesma já pintei um quadro desses! Aqui, ó - apontando o vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dã. Mas não era isso. Por cor inexistente, o cara queria dizer realmente uma cor que não havia sido retratada em nenhum lugar. Impressionante. Imaginem só uma exposição com quadros de cores inexistentes, as pessoas olhando, olhaaaando e tendo que dizer que estão vendo alguma coisa. Igual aqueles livrinhos de 3D que lançaram quando eu era criança, que em algum momento a gente ficava farto e dizia que estava vendo até o Bob Marley tocando Is this love na figura. Aliás, falando nisso, drogas seriam talvez um recurso para que as pessoas vissem a caceta da cor inexistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o tal curso que Francesa fez não tinha drogas no material de apoio, os alunos realmente, a seco, aprendiam a chegar à tal cor inexistente. Que, vocês podem imaginar, não devia ser parecida com nada que nossos pobres olhos humanos que não fizeram o curso da cor inexistente já tenham visto. Não é mesmo, Francesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Bom... Ninguém falou pro professor, achamos que ele pudesse ficar chateado, mas a cor inexistente era... violeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cor inexistente existe! Adoro arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-3803849487945770487?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/06/cor-inexistente-francesa-egipcia-conta.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-5056343823879146576</guid><pubDate>Mon, 15 Jun 2009 02:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-14T23:37:06.956-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Pétalas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com vergonha de ir nadar sexta-feira. Nadar na sexta-feira à noite normalmente já pega mal. Significa que você não saiu pra tomar um chopp depois do trabalho e são grandes as chances de você ser chato sem amigos. Mas essa sexta abusou. Era sexta-feira, imprensada entre um feriado e um fim de semana, dia dos namorados, estava um frio do cão e chovendo torrencialmente lá fora. Ou seja, só ia ter eu na aula. A pessoa vai num dia como esse e fica até mal vista. Então, com tudo isso... eu fui assim mesmo. Cheguei e os nerds da natação estavam todos lá. Inacre.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor mesmo foi que, no caminho, saindo do meu prédio, de repente olhei pro chão e vi umas pétalas de rosa e umas velas espalhadas. Senti um arrepio e pensei: “CREDO! Fizeram um despacho na porta do meu prédio!”. Pédepatomangalôtreizveiz. Seria um aviso pra eu voltar imediatamente pro meu sofá quentinho? Quem sabe ver televisão, eu e a barra de chocolate? Será? Será??? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que eu olhei melhor e percebi que era a DECORAÇÃO DO DIA DOS NAMORADOS do restaurante japonês que tem do lado da minha portaria. OK, eu passei a semana inteira esquecendo que sexta era dia dos namorados, esse ano joguei ratos decompostos pra essa data de um jeito que nunca pensei que fosse possível. Então estava desligada. Mas que parecia macumba, parecia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-5056343823879146576?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/06/petalas-fiquei-com-vergonha-de-ir-nadar.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-8019015371354327695</guid><pubDate>Mon, 08 Jun 2009 23:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-08T20:49:12.255-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;O meu (mau) humor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um tipo de mau humor matinal particular, assim, muito meu. Não é exatamente na hora que eu acordo. Geralmente, começa depois que eu desço do ônibus, porque aí deu tempo de alguma coisa sair errada. Nesse momento eu já percebi que me atrasei, ou que meu cabelo está horrível, ou que a minha roupa amassou no caminho, ou o motorista não abriu a porta onde eu queria, ou demorei pra achar o crachá na bolsa, ou estava muito quente, ou muito frio, ou qualquer merda que vai me aborrecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então desço do ônibus de mau humor, entro no trabalho de mau humor e o mau humor vai até às 10h30, com algumas variações para mais ou para menos dependendo do dia. A variação para mais pode se alongar um pouquinho, até às 18h. Mas geralmente o ápice é até 10h30. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até essa hora, algumas coisas podem influenciar para piorar ou melhorar meu estado. Por exemplo, se chega uma pessoa mais mal humorada que eu, resmungando, reclamando da vida, falando mal de alguém, com muita raiva de tudo, eu acho divertido e me sinto muito melhor. Uma pessoa mal humorada é muito engraçado. Automaticamente meu humor melhora. Agooora... se chega uma pessoa superfeliz, dizendo BOOOM DIA!!!, sorrindo, emanando flores e borboletas pela respiração, aí... meu humor piora muito! Eu tenho vontade de matar essa pessoa! Bater até sangrar, pra ver se ela fica triste e o meu humor melhora. Entenderam? Mas é só até 10h30.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-8019015371354327695?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/06/o-meu-mau-humor-eu-tenho-um-tipo-de-mau.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-5098286376433932223</guid><pubDate>Sat, 06 Jun 2009 18:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-06T15:09:07.604-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Sinais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que já falei sobre isso, mas preciso falar de novo: o que há de errado com plaquinhas de "feminino" e "masculino" na porta dos banheiros? Por que as pessoas precisam colocar figuras engraçadinhas, tipo uma bolsa e um chapéu, a dama e o vagabundo, uma pera e uma maçã, uma coca e uma fanta, e não escrever nada embaixo que me ajude a interpretar aquilo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no Peru, os banheiros de um restaurante que fomos tinham na porta um bonequinho com um poncho e um bonequinho com uma saia. Sendo que os bonecos tinham a mesma cara e um poncho e uma saia pra mim nas figuras eram idênticos. Eu tive que perguntar pro cara onde era o meu banheiro. Em espanhol tosco, ainda por cima. Aí ontem fui num barzinho onde nas portas tinham uns bichos desenhados. Um estava sentado e o outro em pé. Meu cérebro danificado jamais poderia compreender aquilo. E se o bicho sentado era um macho fazendo cocô? E desde quando animais sentam no vaso? Ah, não gosto, não acho digno a gente sexta-feira, às 22h, ainda ter pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-5098286376433932223?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/06/sinais-sei-que-ja-falei-sobre-isso-mas.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-2664412508272525806</guid><pubDate>Sat, 06 Jun 2009 17:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-06T14:59:57.014-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;O troco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me deu TOC quando algum comerciante me dá o troco em dinheiro contando ao contrário. Se eu dei 50 e o troço custa 16, eu espero que ele diga que 50 menos 16 dá 34 e que ele me dê os 34 de troco. Mas não. Eles pegam as notam e vão dizendo um monte de número aleatórios até chegar no troco, algo como: "Cinquenta! Trinta, vinte, quatro, cinquenta!" e tacando as notas na sua mão, com os olhos injetados. Isso sempre me confundiu toda porque eu tenho que fazer muito esforço mental pra fazer essa conta de cabeça, e mais ainda pra interpretar esses números que eles dizem. Não gosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-2664412508272525806?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/06/o-troco-sempre-me-deu-toc-quando-algum.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-1637363235370368586</guid><pubDate>Sat, 06 Jun 2009 17:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-06T14:54:05.366-03:00</atom:updated><title /><description>Pentel outro dia cobrou novos posts. Disse que entrava no meu blog todos os dias e nunca tinha nada. Nessa hora, senti que, se eu tivesse um coração, ele teria ficado cheio de dó. Então, quem quer que também se importe com novos posts, agradeça a Pentel. Porque o blog estava na UTI. Vão dizer que vocês nem notaram? Faltava só o post de despedida pra fechar o caixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter o que escrever não tenho, já que não fiz nenhuma viagem e, ultimamente, não ando com paciência pra procurar o que dizer. Então, vamos fazer assim: eu posto qualquer coisa só pra não ouvir Pentel falar que entra aqui todos os dias e não tem nada, OK? Se tudo ficar absolutamente desinteressante, um dia ela vai me implorar pra parar. Aí eu vou postar mais umas cinco ou seis vezes, só por vingança, mas, no fim, vou parar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-1637363235370368586?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/06/pentel-outro-dia-cobrou-novos-posts.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-1070619031507942267</guid><pubDate>Mon, 11 May 2009 03:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-11T00:23:30.720-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;EU E O PERU - PARTE FINAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O bolinho muito rústico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trem da volta de Machu Picchu, três farrapinhos humanos receberam o lanchinho do trem. Vinha em uma caixinha linda, que eles entregaram pra gente aberta, como que pra mostrar com orgulho o que tinha lá dentro. Era um sanduíche e um bolinho. Tá bom. Bom, booom, não estava, né, mas tava bom. Ainda mais que tínhamos Inca Kola (nossa paixão: um refrigerante amarelo com gosto de tutti-fruti produzido com drogas, provavelmente coca) pra beber junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sanduíche estava gostoso, então eu estava lá, aproveitando meu lanche, quando Veia vira pra mim e fala: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Será que esse bolinho é bom? Estou com medo de comer o sanduíche e deixar o bolo pro final. Se o bolo for ruim, vou ficar com o gosto dele na boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam como a mente da pessoa pode arrumar complicação até em uma viagem de férias. Que tudo tem que ser milimetricamente calculado. Até o gosto que vai ficar na boca durante a viagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ele fez o pedido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Você não quer provar o bolo, não, pra ver se é bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintam a folga da pessoa. Mas pensando bem... que mal havia em provar o bolo? Afinal, eu ia comer mesmo. O quanto um bolo pode ser ruim? No máximo, ia ter um gosto doce geral. Então, dei uma mordida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o bolo era de COCA! Taqueopariu! Imaginem socarem um monte de folhas de chá verde, misturarem açúcar, fazerem uma pasta e colocarem recheando um bolo? Era a mesma coisa! Discretamente, eu sinalizei para Veia que o bolo era ruim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - AAHHHHHHHHHHHHHHH Esse negócio é HORRÍVEL! Não come isso! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não me fiz entender, porque ele imediatamente...provou um pedaço do bolo. E viu que era mesmo ruim. Eu, hein. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela não seria a última vez que receberíamos um bolinho esquisito. No avião voltando de Cuzco pra Lima, recebemos uma caixinha com outro bolinho suspeito. Eu provei aquilo e imediatamente achei que tinha cheiro e gosto de coca, igualzinho o do trem. Até que Veia disse que o dele tinha cheiro de maresia e gosto de peixe, eu disse que não, que era de coca, mas quando cheirei o dele vi que parecia peixe mesmo. O que está acontecendo com os mundo? Que tipo de povo faz doce de coca e de peixe? Ainda bem que existia a Inca Kola. Que deixa tudo com um delicioso gosto de tutti-fruti com corante amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cuy e a garçonete do mundo bizarro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de voltar pra Lima, conhecemos Cuzco. Andamos, andamos e andamos e tiramos mais muitas outras fotos. O almoço foi CUY. Fomos ao Peru, comer cuy. Tudo com muito duplo sentido. O cuy era porquinho da índia, um troço que tem muito pouca carne e parece frango. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em Lima novamente, fomos pra night (leia-se jantar e depois comprar um monte de cerveja pra beber no quarto). O restaurante era um típico peruano que vendia ceviche, que vem a ser peixe cru temperado com limão. Como essa parada era A comida do Peru, a gente tinha que experimentar, assim como o CUY (ui) e o chá de coca (e seus derivados). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal restaurante tinha garçonetes do mundo bizarro. Na porta, uma menina muito simpática entoava o canto da sereia, tratando as pessoas muito bem até que elas entravam e sentavam. A partir daí, elas estavam abandonadas à própria sorte. Que se salvasse quem pudesse. Era a fuga das galinhas. Ou dos cuys.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de esperarmos muitas horas, pedimos o tal ceviche e as nossas bebidas. Veia pediu uma Coca Zero e depois de mais muuuitas horas, de ele ter que perguntar pelo refrigerante, pedir de novo, ela veio dizendo que não tinha Coca Zero. Ele então disse que ela podia trazer normal. Mais muitas outras horas, eu e Medulinha já na metade da sangria e nada da Coca.  Depois de pedir pra mais umas três garçonetes do mundo bizarro, a veia de Veia já saltando, ele vira e fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Agora ela vem trazendo uma Coca Zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que eles estivesse brincando, algo como “agora só falta ela trazer uma Coca Zero”, mas não, a mulher vinha realmente com uma Coca Zero, aquela que não tinha. Depois veio a comida, mas não vieram pratos. Pedimos pratos e nada, óbvio. Muuuuito tempo depois vemos a mulher parada, olhando para o nada, e nossos pratos não vinham. Pedimos novamente, ela fez uma cara de que tinha lembrado do pedido naquele momento, pegou os pratos na mesa que estava do lado dela e deu pra gente. Mas o melhor foi na hora da conta. Pedimos a conta e - claro - nada aconteceu. Depois de muito tempo ela volta, olha pra gente e fala: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ainda não trouxeram a conta de vocês???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um ar super-indignado, como se fosse um absurdo estarmos sendo tão mal atendidos. Aí dissemos que não tinham trazido, ela olhou pra bandeja que estava segurando, viu um papel e... era a nossa conta, na bandeja dela! Ela não percebido que a conta estava lá! As nossas gargalhadas explodiram na cara da mulher, que, coitada, saiu de fininho. Claro que a simpática da porta não vê essas coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte ao ceviche e às cervejas no albergue, passeamos um pouquinho por Miraflores, onde ficamos hospedados, mas logo tivemos que partir para o aeroporto, para o nosso dia inteiro de viagem. Saímos às 10h, porque o voo era 12h30. Chegamos em São Paulo às 18h30 (são 5 horas de viagem, mas tinha a diferença de fuso). Mais duas horas esperando a conexão, resumindo, chegamos no Rio quase meia-noite. Novamente, pobre é foda. Ainda bem que eu tive uma semana de férias pra descansar - e passar mal do estômago, não entendo por que - em Massambaba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-1070619031507942267?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/05/eu-e-o-peru-parte-final-o-bolinho-muito.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-8802108530826935832</guid><pubDate>Mon, 04 May 2009 00:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-03T21:55:58.485-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;EU E O PERU - PARTE II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada no aeroporto de Cusco, cidade onde se desembarca de avião pra ir a Machu Picchu, só não foi decepcionante porque, pela primeira vez, vi neve. Tá, era lá longe, no topo de montanhas com nevezinha, mas não importa, porque eu nunca tinha visto, então fiquei que nem boba. Digo que seria decepcionante porque eu esperava uma descida nas montanhas igual no filme Vivos, saca, o avião passando por entre as montanhas em voos rasantes quase derrubando todo mundo de lá de cima, o avião caindo e todos tendo que comer carne humana pra sobreviver. As pessoas na internet falam que essa descida dá medo, então eu não esperava nada menos do que isso. Queria sentir medo e não senti la-da. Daí que ainda bem que tinha as montanhas com neve pra animar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia, utilizamos todos os meios de transportes para chegar a Machu Picchu. Do aeroporto, pegamos um táxi e fizemos uma viagem de uma hora e meia até chegar a Ollantaytambo, a cidadezinha onde ficaríamos hospedados. Deixamos nossas coisas no albergue, pegamos um trem (mais uma hora e blau e outra decepção, diga-se de passagem, porque disseram que a viagem de trem era linda e foi só chata e demorada) e depois um ônibus pra chegar no parque onde tem as ruínas. Essa agência de viagens que eu contratei (Veia saltada e Medulinha Inc. ) adora uma aventura. Antes de pegar o trem, tomamos um café da manhã reforçado com... chá de coca! Fala sério, a gente chega lá querendo tomar chá de coca e ver até elefantes indianos voando nos céus do Peru. Na verdade, o troço é pra ajudar a encarar a altitude, uma bobagem de cerca de 4 mil metros. É incrível como a gente fica sem fôlego se começa a falar muito. Então calei a boca. Ou andava, ou falava. Também me senti um pouco aérea e jurei que era por causa do chá (o maldito chá TINHA que dar alguma onda), mas acho que era a altitude mesmo. As cervejas que tomamos no fim daquele dia num bar que era só nosso deram muito mais barato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lhamas locas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machu Picchu. Machu Picchu é um lugar para se ver na vida. A primeira visão que se tem das ruínas é de tirar o fôlego. Tudo é enorme, grandioso, alto, lindíssimo. Nós três concordamos que não sentimos uma “energia” (uma coisa assim zen-cabeça-zuuupertendenzia) que esperávamos sentir, mas não importa. É bonito, é deslumbrante, vale a visita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeávamos, então tirando foto de cada pedra, ni qui vemos quem? Elas, finalmente. As lhamas. Minutos antes comentávamos que era frustrante não ver nenhuma lhama de verdade, já que elas estão desenhadas em todos os lugares, e que por isso deveriam soltar umas nas ruínas pra enfeitar, nem que fossem de circo. Foi o que fizeram. Lá estavam elas, correndo alegremente por entre os turistas, sendo fotografadas, tudo na mais perfeita ordem. Já estávamos assim acostumados com elas, sabe, passeando com a gente, todo mundo junto... Quando, passando por um caminho estreito avistamos lá de longe uma lhama endemoniada correndo a uma velocidade inexplicável. Na nossa direção. Do nosso lado esquerdo tinha uma paredão com o quê? Pedras. Do lado direito era um barranco. Não tinha espaço pra gente e a lhama. E ela vinha correndo, surtada, lo-ca. Na fração de segundos em que tudo isso aconteceu, quando achávamos que a única opção seria sair correndo da lhama, que corria muito mais que a gente, sei lá como Veia achou um recuo na parede de pedras e a gente se espremeu ali, esperando a lhama enfurecida passar correndo e rezando pra ela não resolver virar pro lado e acabar com a nossa existência. Olha, depois de quebrar o pé ao ser atropelada por uma bicicleta, só faltava ser atropelada por uma lhama. Ia ser o cúmulo da humilhação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu estou aqui, inteira, sem nenhum osso quebrado. Vocês podem imaginar que a lhama passou. Então no fim do dia, depois de tudo devidamente visitado e fotografado, três farrapinhos humanos embarcaram no trem de volta, porque esse passeio cansa, viu? Na viagem de trem eles serviram um lanchinho com um bolinho muito rústico... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(CONTINUA...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-8802108530826935832?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/05/eu-e-o-peru-parte-ii-chegada-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-7517549836930157530</guid><pubDate>Mon, 27 Apr 2009 16:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-27T14:00:22.063-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;EU E O PERU - PARTE I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era noite e eu, Veia Saltada e Medulinha conversávamos animadamente no MSN. De repente, Veia disse: “olha, tem aquela promoção da TAM com passagens bem mais baratas pra vários lugares. Tem aqui pro Peru. Vamos?”. Não estávamos fazendo nada mesmo, todos achamos muito digno viajar pro Peru. E assim nasceu nossa viagem a Lima, Olanttaytambo, Machu Pichu e Cuzco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uns dois meses de preparativos, a viagem finalmente chegou. Olha, estava quase chegando o Natal e abril não chegava nunca. Mas chegou. Sim. Chegou o dia em que todos acordamos às 3h da manhã (voo de pobre nunca é às três da tarde) e fomos rumo à aventura peruana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mira, señor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos em Lima no fim da manhã de quinta-feira. Fomos conhecer a cidade e junto conhecemos a insistência do povo de Lima em vender coisas pra gente. Lembrei de um amigo da faculdade que tinha viajado pra lá uma vez e falou sobre isso: que não podia andar 10 metros sem que alguém colocasse na cara dele um tecido/poncho/gorro/luva e dissesse: “Miiiira, señor... La lhama... Lo campesino... Hecho a mano!”. Aí tudo o que víamos vendendo achávamos de lembrar disso e dizer “mira señor la lhama, mira la lhama....”. As lhamas, claro, estavam só desenhadas nos gorros. A gente queria ver lhama na rua, igual gringo vem pra cá e quer ver macaco no centro da cidade. Estávamos aflicetados pra ver uma lhama e nada de lhamas. Que decepção. Mas ainda eram as primeiras horas da viagem. Nós ainda não sabíamos que as lhamas iam aparecer. Ah, mas iam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pre-ri-go&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas nossas andanças pelo Peru, vimos muitos sinais com caveirinhas desenhadas escrito “PELIGRO” por causa de alguma coisa: homens trabalhando, alta tensão, altura etc. Eles acham tudo muito peligroso, igual o seu Madruga naquele episódio do Chaves em que ele resolve dar aula pras crianças, aí desenha uma caveira no quadro e diz que o aviso significa PRE-RI-GO.  Mas de peligroso mesmo, em toda a viagem, só o passeio de ônibus pra um lugar chamado Mirador de São Cristóvão. A gente lá embaixo, quietinho, no centro de Lima, quando um dos oferecedores de coisas veio gentilmente vender um passeio ao mirador. Ele apontou um morro com uma cruz láaaaaa na puta que o pariu, alto para Peru, digo, para cacete, mas claro que não íamos em um onibusinho até aquela cruz. Imagina, ia ser só até o meio do caminho, nunca poderia ser lá em cima. Tola. Uma vez dentro do ônibus, ele começou a subir, subir, subir e subir quase na vertical rumo à lonjura. O mais legal é que a subida se dá passando pelo meio de uma comunidade (vulgo favela) e em determinado momento o guia recomenda que se fechem as janelas. PRE-RI-GO. Nunca subi morro no Rio, vou fazer isso no Peru. Era só o que faltava, carioca ser atacada numa favela peruana. Mas tudo correu bem: chegamos lá e valia a pena, a vista era linda. Ainda tinha a tal cruz que dizem, dizem, atende o pedido que você faz a ela. Veia Saltada perguntou se eu pedi pra casar. Não sei por que as pessoas pensam que eu tenho que casar, se a minha vida é tão legal visitando vários lugares diferentes com os meus amigos. Juro que um dia ainda vou descobrir o porquê dessa fixação, sabe. Não, não vou contar o que eu pedi à cruz porque senão eu não caso, quer dizer, senão não vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa maratona de acordar no primeiro dia às 3 da manhã pra ir pro Peru, viajar seis horas de avião, chegar, conhecer Lima, no dia seguinte acordamos... 3 horas da manhã, pra viajar de avião. Era o dia de ir pra Machu Picchu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(CONTINUA..., MAS VAI DEMORAR, PORQUE VOU VIAJAR DE NOVO EHEHE)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-7517549836930157530?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/04/eu-e-o-peru-parte-i-era-noite-e-eu-veia.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-3266722028890443873</guid><pubDate>Thu, 09 Apr 2009 01:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-08T23:12:12.379-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Por que o pudim é diet&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde fim de janeiro, troquei a terapeuta por uma nutricionista. Antes magra e lelé da cuca que obesa e boa da cabeça. Até por que não preciso mesmo de terapia, já que sou a última pessoa lúcida do mundo e todos a minha volta é que são os sem loção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá pra cá, em quase três meses, que serão completados agora em abril, foram embora uns cinco quilos. Essa é a hora em que vocês falam assim, ó: "como pode ter emagrecido cinco quilos alguém que já era TÃO magra, uma sílfide, quase uma anoréxica???". Vou ficar aqui esperando vocês dizerem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto espero, conto que depois dos cinco quilos perdidos sou fã incondicional da minha nutricionista, porque ela não tirou, mas incluiu coisas no meu cardápio que eu não achava que podia comer e emagrecer ao mesmo tempo. Fiquei viciada em algumas coisas, tipo cereal de manhã, paçoca diet (um pedaço do paraíso sem açúcar) e pudim diet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pudim diet tem que ser Royal. Se não for, é arriscado. Descobri isso da pior forma quando, na segunda ou terceira vez em que fui ao mercado coisa linda de Deus que tem aqui embaixo do meu prédio e não encontrei o Royal, resolvi tomar uma atitude e ir na (argh) Sendas. Lá também não tinha, então apelei e comprei umas marcas diferentes. O gosto não é bom, mas o pior não é isso. Estou eu degustando o pudim (eu fiz, agora vou ter que comer), já conformada com o gosto (MiniPentel diria: "É assim mesmo", mas isso é outra história), ni qui vejo uma parte embolotada do pó que não deve ter dissolvido direito. Só que essa bolota era... AZUL. Juro, gente. E o pudim era de chocolate, não de anis ou, sei lá, de hortências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o pudim é diet. Se servir pra emagrecer mais uns quatro quilos, de repente é jogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-3266722028890443873?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/04/por-que-o-pudim-e-diet-desde-fim-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-1564878663995205376</guid><pubDate>Tue, 31 Mar 2009 02:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-30T23:08:17.525-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Contos de Camundongo Morto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rato Morto tem um sobrinho de quase quatro anos, alguns meses mais novo que MiniPentel. É uma graça, Camundongo Morto. Conta Rato que, outro dia, o bisavô da criança insistiu para que Camundongo dormisse na casa dele. Ao que ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não posso, vô. Só posso dormir na sua casa sexta e sábado, porque nos outros dias, no dia seguinte, eu tenho aula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ele suspirou e complementou, já farto, no alto dos seus três anos e meio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - A minha vida, agora, é assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente. É a cara do tio, na semana da má vontade. Que orgulho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-1564878663995205376?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/03/contos-de-camundongo-morto-rato-morto.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-8686749207676561899</guid><pubDate>Tue, 24 Mar 2009 23:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-24T20:40:30.215-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Acabaram seus problemas de dedetização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês sabem que eu já me acostumei a matar baratas. Agora acho até divertido. Tá, tudo bem que quando uma aparece dá uma preguiça danada de ter que sair da inércia do meu sofá (onde geralmente estou vendo algum capítulo de série, ou novela, ou lendo, qualquer coisa, mas sempre no sofá), levantar e ter que me coçar pra exterminar o bicho, mas o processo de perseguição em si é animado. Uma verdadeira catarse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, como agora não me importo mais em matar as cascudonas, elas nunca mais apareceram. Resolveram atacar em outra frente: começaram a surgir aquelas baratas pequenas, francesinhas. Inferno. Aí rola um terror psicológico, porque você não sabe por onde aquele bicho andou. Que nojo. Na primeira vez que vi uma por aqui, ignorei. Porque sou adepta do “ignorando o problema ele não existe”.  Na segunda vez já parei pra pensar que na terceira eu ia ter que dedetizar. E aí na terceira eu já estava ligando desesperada pros tios que dedetizam pra virem logo aqui, no dia seguinte, de preferência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei pra mandar matar as formigas também, que me dão muita agonia. Ah, sim, e acabar com os cupins de uma madeira que tem no teto do meu quarto, a qual eu não sei para que serve, além de ser moradia dos cupins. É verdadeiramente um mistério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei em casa hoje, encontrei a madeira cheia de buraquinhos, no formato de túnel dos cupins. Acho que pra colocar o veneno eles abrem buracos no caminho que os bichos fizeram. Não sei, sei que olhar pra isso me dá um nervoso que chega a arrepiar os pelinhos do meu rosto. Então a madeira serve pra ser cemitério dos cupins e me dar TOC. Agora entendi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-8686749207676561899?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/03/acabaram-seus-problemas-de-dedetizacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-7169872975475391881</guid><pubDate>Sun, 15 Mar 2009 23:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-15T20:32:16.414-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Sobremesas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando papai, do alto da sua joselitice diz que na Etiópia não tem nenhum gordo, ele tem razão. Ninguém é magro à toa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, fui jantar com Pentel. Na hora da sobremesa, íamos dividir a mais famosa de lá: uma coisa com sorvete de chocolate, doce de leite, amêndoas, biscoito... Nem queiram saber. Só que eu estava olhando o cardápio antes e vi que tinham várias outra opções que também pareciam deliciosas. Tinha uma torta de chocolate amargo com calda de laranja maravilhosa que eu comi num aniversário uma vez, tinha uma bolo de caramelo quente com sorvete de creme e por aí ia. Eu fui ao banheiro e disse a ela pra dar uma olhada no cardápio pra ver se se a gente se inspirava a fazer uma mudança e pedir outra coisa igualmente boa, mas diferente do que a gente seeeempre come lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando volto do banheiro, Pentel está com uma cara esquisita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O que foi, Pentel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Bom... é que eu me interessei por uma sobremesa, estou com muita vontade de experimentar... mas acho que você não vai gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, me preparando para a bomba (que certamente não seria de chocolate e nem de doce de leite):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Qual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - É essa aqui: FIGOS com calda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figos. Figos. Só mesmo Pentel, com tortas variadas, chocolate e doce de leite no cardápio, escolheria comer figo. E o que é pior: não é porque ela está de dieta, é porque ela DESEJA o figo. Tem vontade de experimentar. É por isso que essa criatura tem cinco quilos a menos que eu. Pentel é a pessoa que ganha um bombom e parte em dois, metade que agora e metade pra depois, porque um bombom é muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que depois disso - pra espantar os maus espíritos anoréxicos que porventura estivessem me rondando naquele momento e me induzindo a pedir uma salada de frutas -comi a primeira opção, aquela de doce de leite com sorvete de chocolate. Todinha, sozinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é pra eu aprender que sobremesa não se divide. No mundo dos gordos, dividir sobremesa é proibido nos restaurantes. A pessoa entra lá e já tem uma plaquinha na porta dizendo que, se for pra dividir, melhor comprar meia dúzia de maçãs e ir comer em casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-7169872975475391881?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/03/sobremesas-quando-papai-do-alto-da-sua.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-4728871460786613708</guid><pubDate>Fri, 06 Mar 2009 02:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-05T23:11:22.866-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;PISANDO NA SAPUCAÍ – PARTE FINAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O domingo de carnaval, dia do desfile&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, finalmente, chegou o dia. Eu estava em pânico de sair de casa sozinha, andar até o metrô fantasiada pagando mico e ainda carregando todas aquelas coisas pesadas. Felizmente, Francesa Egípcia, minha amiga assessora para carnavais aleatórios, gentilmente se ofereceu pra vir até aqui me ajudar a vestir e ir comigo à concentração. Graças a Deus, porque eu teria surtado sozinha quando um dos braceletes presos à fantasia descosturou. Isso tinha que acontecer justo comigo, que logo despiroquei achando que a gambiarra que fizemos com esparadrapo (porque eu não tenho agulha e linha em casa) iria cair na hora e eu não poderia desfilar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de encontrar com Medulinha, Veia Saltada, Kátia Lisa e Noiva do Ano e tirarmos muuitas fotos, chegou a hora de nos prepararmos pra desfilar. Até que passou rápido: logo estávamos andando da concentração até a passarela do samba. Quando pisei na avenida, esperava sentir uma emoção que fosse fazer todo o perrengue dos ensaios, da fantasia pesada, da sandália 40, da logística da chegada ao sambódromo, tudo isso valer a pena. Mas preciso dizer que não senti. Só o que eu sentia era que o adereço de mão realmente devia pesar 15 quilos, e eu tinha que ficar trocando de braço toda hora, e que o chapéu, aquele que não cabia na minha cabeça, não cabia MESMO, e fazia uma pressão que me fez lembrar aquele filme da máscara de ferro com o Leonardo de Caprio. Pra piorar a situação, o carro com a Ana Botafogo ficava bem em frente à nossa ala, fazendo um paredão gigantesco. Além de ninguém olhar pra gente, porque só olhavam pra ela, rolou uma claustrofobia, porque com isso não dava pra saber em que ponto da Marquês de Sapucaí estávamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se foi aquele paredão, ou as pessoas vestidas todas iguaizinhas com aquele monte de esplendores com penas se batendo, ou o chapéu que não cabia na cabeça, ou o adereço de mão de 15 quilos, ou todas essas coisas que vêm juntas, mas sei que foi me dando uma gastura, uma agonia... e pronto: comecei a passar mal. Tudo o que conseguia pensar era que adoraria saber em que ponto do desfile estava, pra saber se estava chegando e, assim, ia aguentar chegar até o fim sem desmaiar, mas a merda do carro alegórico tapava toda a minha visão. Pensava muito também em tirar aquele chapéu. E em como me tirariam dali se eu desmaiasse. E se eu ia ser aquela que ia aparecer na televisão porque passou mal. Graças ao bom Deus, fiquei livre desse vexame, porque consegui chegar até o fim. Assim que tudo acabou, Medulinha olhou pra mim e disse: “Você está passando mal, né?” Aí eu vi que a coisa estava feia mesmo, porque eu nem estava conseguindo disfarçar. A sorte é que, sem o chapéu na cabeça e sem o paredão na minha frente, e com o adereço devidamente apoiado no chão, comecei a melhorar na hora e estava pronta pra jornada de volta pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voltando pra casa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos muuuuito até o metrô. Qui-lô-me-tros até a estação aberta mais próxima. Fui montada, com o esplendor preso nas costas, porque era a única forma de carregar aquilo àquela altura do campeonato. Aí veio a parte mais divertida de toda essa história: as pessoas pedindo pra tirar foto comigo. Ouvi até que eu estava “linda, parecendo um anjo”. Gente, luxo e riqueza. Me senti a própria atriz da Glóbo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei aqui no prédio, tive que pedir ao porteiro pra me ajudar a desamarrar a fantasia, um sujeito da madrugada que eu nunca vi na vida, mas que era a única pessoa disponível no momento. Santo homem. No caminho para o elevador, pra completar a minha noite de prazer e felicidade, lembrei que o prédio tinha passado por uma dedetização naquele dia. Não sei, mas acho que devo ter lembrado disso porque estava CHEIO DE BARATAS MORTAS NO CHÃO. A fantasia tinha um véu que arrastava no chão feito uma cauda de vestido de noiva, então eu tive que ir andando e desviando como podia dos cadáveres, sem conseguir levantar a tal cauda porque, àquela altura, eu estava carregando o esplendor na mão, aquele que o porteiro que ajudou a tirar. Cheguei em casa, tirei e taquei tudo no chão e confesso que não tive coragem de olhar pra ver se tinha levado alguma barata morta pra dentro da minha sala embolada na roupa que arrastava. Olha, a vida do babaca é atribulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, eu estava toda dolorida. Um ombro doía mais que o outro, não sei se o esplendor pesou mais de um lado, os braços doíam de carregar o adereço e fiquei com a testa doendo como se tivesse batido com a cabeça. Fui tomar um banho de mar pra dar uma renovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou. Não me arrependo, porque acho que essa é uma experiência para se ter, em sendo carioca e tendo crescido vendo desfiles das escolas de samba e tal. Mas ano que vem me procurem em algum balneário ou nas montanhas. Montanhas é uma boa idéia. Lá em cima. Nas tundras geladas da Noruega. É lá que eu vou estar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-4728871460786613708?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/03/pisando-na-sapucai-parte-final-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-4700244629461173023</guid><pubDate>Mon, 02 Mar 2009 02:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-02T00:14:02.356-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;PISANDO NA SAPUCAÍ – PARTE II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nossa fantasia superprática de bolso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, chegou o dia de buscarmos a fantasia. Até então, não tínhamos idéia de como era. Podia ser só um tapa sexo. Como não pagamos por ela, não vimos antes, e a escola fez o maior mistério. Quando chegamos lá, vimos que a coisa era gigantesca. Minha fantasia tinha tudo: chapéu (que não cabia na cabeça), esplendor (aquele negócio que fica nas costas do folião, cheio de penas, igual a um pavão), adereço de mão (uma coisa feito um cetro que na avenida pesaria 15 quilos), bracelete, saia, top, sandália (que me deram tamanho 40). Pra trazer todo esse trambolho pra casa, tive que me atirar dentro de um táxi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei aqui, fui, toda pimpona, vestir a fantasia, pra ver se precisava fazer algum ajuste, e, principalmente, matar a curiosidade de como aquilo ficaria em mim. Quinze minutos depois, percebi que não seria assim tão simples, pícara sonhadora. Eu não conseguia decifrar como se colocava aquilo. Onde enfiava a cabeça, os braços, como amarrava... Mais quinze minutos e eu decidi que, provavelmente, o problema devia ser eu. Convenhamos, não sou a pessoa mais jeitosa do mundo. Já deixei de comprar algumas roupas porque tinha certeza de que não iria conseguir vestir sozinha. Então liguei pra Medulinha, a única do grupo na mesma ala que eu, crente que ela iria rir de mim e dizer que era muito fácil. Mas não. A coitada estava na mesma situação que eu, brigando com a fantasia, sem conseguir ter idéia nem de por onde começar. E olha que o pai dela estava ajudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só conseguimos entender como vestia aquela merda quando Medulinha, no dia seguinte, se despencou até a quadra da escola e conseguiu falar com a nossa coordenadora de ala. Surpreendentemente, duas palavrinhas fizeram com que conseguíssemos vestir o troço. Bom, pelo menos começou a fazer sentido, mas ainda assim estabeleceu-se uma polêmica entre nós duas sobre como prendia a gola. Horas gastas tentando entender, e eu vou adiantar pra vocês: só foi colocada certo lá no dia, com assessoria de outros cálegas componentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A sandália 4 números maior&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estresse pré-desfile estava longe de terminar. Lembram da sandália 40? Pois é, não dava pra pisar na passarela do samba com uma sandália 40. Então, eu e Medulinha, companheiras de luta, fomos à caça de um sapateiro que pudesse fazer alguma coisa – qualquer coisa – pra que aquilo ficasse usável pra duas moças de pezinhos 36, que mereciam o sapatinho de cristal da Cinderela, e não aquela pracha de surf long board. A de Medulinha era menor que a minha - número 39. Quando a tiazinha que distribuía as fantasias deu a 39 pra ela ainda disse que ela teve sorte porque ainda tinha uma pequena: 39. Era pra rir naquela hora ou quando chegássemos em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sobre o sapateiro: fomos primeiro em um velhinho português, com fama de ser fofo. Mentira. Sapateiro nenhum é fofo. Como todo português, ele, Joselito, olhou aquilo e disse: “Mas isso não é do tamanho de vocês. Isso é de homem! Vocês vão cair”. Isso porque já chegamos lá explicando a situação, dizendo que era de uma fantasia, que foi de graça, que tinham dado maior que o nosso pé. Ele ignorou toda a explicação e ficou repetindo isso e dizendo que não havia nada a fazer. Então, tá. Fomos a um outro moço, que nos olhou com uma cara de sem saco, resmungou que aquilo era muito grande pra gente, que teria que refazer toda a sandália, mas disse que podia fazer. Não sem antes, claro, dar uma sacaneada, dizendo que só ia poder entregar dia 23 de fevereiro, um dia depois do desfile. Porque esse não é português, mas é filho de português, e todo filho de português também guarda algo de Joselito em seu coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(CONTINUA...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-4700244629461173023?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/03/pisando-na-sapucai-parte-ii-nossa.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-6193349446004780230</guid><pubDate>Thu, 26 Feb 2009 03:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-26T00:45:09.192-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;PISANDO NA SAPUCAÍ – PARTE I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De onde surgiu isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou quando, numa tarde modorrenta de novembro do ano passado, Veia Saltada mandou um inocente e-mail para mim, Medulinha, Noiva do Ano e Kátia Lisa. Dizia o seguinte: “Querem desfilar na escola Sbbrubles? Tenho como conseguir fantasia de graça”. De graça. De graça. Desgraça. Já repararam como essas duas palavrinhas ficam ecoando na nossa cabeça? Claro que eu ia querer. Claro que todo mundo quis. O povo paga muitos dinheiros pra desfilar no carnaval, a não ser que seja da “comunidade”. Como eu não sou da comunidade e nem nunca ia pagar por isso, vislumbrei a oportunidade de ter a experiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na semana seguinte, descobri que tinha arrumado um compromisso semanal, todas as quintas-feiras: o ensaio da escola de samba. Sendo que isso era novembro, faltando três meses pro carnaval. E era um compromisso sério: quem faltasse mais de três vezes seria cortado. Decidi encarar.  No terceiro ensaio, eu já sabia o samba de cor e não precisava mais ir. Lá pelo quinto ensaio, eu estava farta e ainda faltavam dois meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ensaios até eram animados, mas na maior parte do tempo era um estresse. Eles faziam chamada no início e no final, então a gente tinha que chegar cedo, senão depois tinha que implorar ao coordenador de ala pra não dar só meia presença. O problema é que, quando os ensaios começaram a ser na rua e não na quadra, eles marcavam uma hora e o ensaio só começava umas três horas depois. Três horas que a gente ficava lá em pé, sem fazer LADA. Tínhamos medo de chegar mais tarde no próximo ensaio e acabar não pegando a tal presença do início, daí fazíamos intrincados cálculos mentais bolando estratégias para encontrar um meio termo, algo nem tão cedo que mofássemos e nem tão tarde que atrasássemos. Mais ou menos pelo penúltimo ensaio, em fevereiro, chegamos mais ou menos perto desse horário X ideal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os ensaios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras e as últimas filas da ala precisam ficar arrumadas, todo mundo na mesma linha, porque elas marcam o limite de cada ala. As pessoas que ficam nessas filas, teoricamente, deveriam se preocupar com isso. Mas, na prática, é uma zona, e o pessoal da harmonia fica gritando com a gente enlouquecido. Quando a ala é muito ruim, eles marcam ensaio extra, como castigo. Os coordenadores de ala dizem que quem não está nem na primeira nem na última fila pode ficar solto, circulando, mas não pode ir pra trás e nem pra frente, só pro lado. É fisicamente impossível fazer um círculo e não ir pra frente e pra trás e aí, adivinha? Fica tudo uma zona e eles gritam com a gente novamente. Mas o pior não é isso. O pior são umas pessoas que desfilam há 98 anos, conhecem todo mundo da escola e por isso acham que podem perceber o que está errado e mandar nos outros componentes. Geralmente, são umas velhas malucas que não têm a menor noção do que estão fazendo e só atrapalham, mas todos fazem vista grossa porque elas são as velhas malucas da comunidade. Elas empurram no meio do ensaio, mandam a pessoa circular, resmungam... vocês podem imaginar que esta era uma ótima forma de passar as minhas noites de quinta. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A parte divertida dos ensaios era que, um dia, eles iam acabar. Eu tinha fé que o Carnaval um dia ainda ia chegar. O problema é que em janeiro a coisa ficou pior, porque eram DOIS ensaios por semana e não apenas um. Gente, foram muitos ensaios, muitos. E tinha o mistério de que, a cada ensaio, aparecia uma pessoa nova na ala. Como entrava gente nova, se não podia faltar, se eu estava ensaiando desde novembro? Era estranho, mas chegou num ponto em que a gente não queria arriscar faltar e ver no que ia dar. Era uma questão de honra: a gente ia desfilar. Ser cortado depois de dois meses de ensaios não era uma hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(CONTINUA...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-6193349446004780230?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/02/pisando-na-sapucai-parte-i-de-onde.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-3587213305958945670</guid><pubDate>Thu, 12 Feb 2009 22:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-12T20:37:18.314-02:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Mais contos de MiniPentel&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MiniPentel está aprendendo na escolinha sobre lendas africanas. Novamente, lembro que este pequeno ser não tem nem quatro anos. Com quatro anos eu mal sabia que a Terra era redonda, quanto mais que existiam outros continentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí que outro dia Pentel escutava umas musiquinhas com ela e tinha uma da galinha d´angola. Então ela disse que sabia o que era Angola, que tinha aprendido na escola. Pentel confirmou que Angola era um país da África. E MiniPentel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Mamãe, sabia que lá na África tinha um menino que virou pássaro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das tais lendas. Aí Pentel disse, ternamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - É, filha? Um menino que virou pássaro? Que legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E MiniPentel, revoltada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Legal, não! Ele era um MENINO e virou um PÁSSARO. Você acha isso legal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou, papudo? Isso é pra gente aprender que ela já passou da fase que qualquer coisa que diz a gente pode responder "que legal". Tô besta. Daqui a pouco não vou saber mais conversar com a criança. Vou ter que voltar pra escolinha e aprender as lendas africanas. E pensar que antigamente bastava conhecer o saci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-3587213305958945670?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/02/mais-contos-de-minipentel-minipentel.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-1546399494321278868</guid><pubDate>Fri, 06 Feb 2009 17:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-06T15:49:18.493-02:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Comidas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MiniPentel foi personagem de matéria do Jornal Nacional sobre alimentação saudável. Um luxo só. Tudo porque a pequena, boa de boca, adora tudo, todos os tipos de comida. E isso inclui os "verdinhos" (brócolis, bertalha, espinafre...), que ela ama, legumes, peixe, carne, fruta, o que vier a bichinha traça. Menos mamão, porque ela puxou a dinda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos ensaiar pra matéria, porque ela realmente gosta dessas coisas. Mas, como qualquer criança normal, ela também gosta de uma besteirinha. Aí, na primeira vez que a minha irmã estava falando pra ela sobre a matéria, começou a dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Olha, MiniPentel, amanhã vai um moço lá em casa. Aí, ele vai perguntar o que você come, do que você gosta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela, prontamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu gosto de farofinha, que faz crescer pro lado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, meu pai. Ainda bem que ela também gosta das coisas que fazem crescer pra cima. Eu, como não cresço mais pra cima, acho justo só gostar das coisas que fazem crescer pro lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-1546399494321278868?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/02/comidas-minipentel-foi-personagem-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-3288541538437598655</guid><pubDate>Wed, 28 Jan 2009 02:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-28T00:08:09.496-02:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Imunizando e cantando (e seguindo a canção)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei pra trabalhar e tinha uma novidade na minha mesa. Um papel dos exames de saúde periódicos da empresa. Fazia muito tempo que eu não via um daqueles.  Não sei de quanto em quanto tempo deveria ser o periódico, mas o meu não mandam fazer há bem uns quatro anos. Achei bom, vou fazer o exame de sangue pra ver se meu colesterol continua alto, muito alto ou altíssimo e se os médicos vão continuar ignorando e me mandando pra casa sem fazer nada. Poréeeem... olhando mais de perto o tal papel vi um item esquisito. Além do tradicional sangue, urina e raio X de tórax (alguém precisa avisá-los de que a tosse não é por tuberculose, é alergia a trabalho), estava lá que a gente tinha que apresentar a CARTEIRA DE VACINAÇÃO. Quê demônio é isso? Eu não tenho isso não. E nessa carteira tinha que ter vacina contra Hepatite B e Dupla (leia-se antitetânica). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tádisacanági, né? Já perdi meu trauma de exame de sangue, mas de vacina não perdi não. Eu passo mal com injeção. Além de ser superdesagradável a pressão baixar até o pé, ainda sinto vergonha, porque tenho essa doença da frescura. “Vertigem” é coisa de mulherzinha. Eu não me conformo em apresentar tal sintoma. Queria chegar lá, bater no braço e dizer assim: “Fura logo isso aer porque eu não tenho medo de nada, só tenho medo de sapo”. Mas não. Eu fico impressionada e passo mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora que, convenhamos... antitetânica pra quê? Tétano nem existe mais. Ninguém conhece ninguém que morreu de tétano. Isso é lenda. E não me venham com o argumento de que é assim só porque todo mundo se vacina. Se eu não vejo o tétano, ele não existe. Também não venham dizer que é bom tomar a vacina porque eu posso pisar num prego. Eu não ando por aí descalça em canteiros de obra pra pisar em prego. Esse prego também não existe. É caô da saúde do trabalhador pra fazer a gente tomar agulhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante alguns dias me perguntei o que aconteceria se eu me recusasse a tomar essas vacinas. Eu podia ser a louca da imunização e dizer que acredito naquela teoria da conspiração que diz que tomar vacina é horrível. Será que sairia a minha demissão? Não sei, nunca saberei, porque eu, católica apostólica romana que sou, três dias depois de receber o pedido fui ao posto de saúde tomar as benditas vacinas requeridas. Tomei logo as duas de uma vez só. Ah, sim, e passei mal, porque, gente, eu passo mal. Tive que ficar uns 15 minutos lá, humilhada, deitada na maca. Agora a minha cabeça dói e os dois braços também. Acho que seria digno tirar a semana inteira de folga porque fiquei muito fragilizada. Daria supercerto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-3288541538437598655?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/01/imunizando-e-cantando-e-seguindo-cancao.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-1855932557299262390</guid><pubDate>Sun, 18 Jan 2009 02:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-18T03:32:36.966-02:00</atom:updated><title /><description>Essa semana, perdi Sassá preciosa. Ela veio pra mim quando eu tinha 15 anos. Foi presente de quatro amigos meus, que se dividiram pra me dar um pinscher porque eu tinha acabado de perder a Duda, uma filhote de seis meses, e fiquei arrasada. Aí, eles resolveram me dar a Samantha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chegou numa caixa gigantesca, só com a cabeça de fora. Logo que eu a vi, percebi que eles tinham comprado uma mutante, tadinhos: era pinscher misturado com sei-lá-o-quê (quando ela cresceu, vimos que provavelmente era pinscher com basset). Me apaixonei por aquele bicho imediatamente. Fiquei com medo de papai e mamãe Joselitos ficarem putos por terem que colocar novamente um cachorro no apartamento, depois da tristeza que foi a morte da Duda, mas meus amigos falaram com eles antes, eles já sabiam, então ficou tudo bem. Meus amigos era bem espertos. Só não sabiam reconhecer um pinscher, o que no fim foi bom, porque me trouxe a Sassá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samantha no início não queria comer e eu fiquei apavorada. Rezei pra São Francisco de Assis, fiz promessa, acendi vela. Então ela vingou e nunca mais ficou doente na vida. A gente nem levava no veterinário pra não dar ideia. Ela foi vivendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era bravinha, a Sassá. Avançava nas pessoas. Latia. Defendia a casa. Rasgava as cartas que o porteiro jogava por baixo da porta, porque não se conformava com aquilo. Roeu algumas coisas quando era filhote. Destruiu coisas minhas. E era tudo lindo. Tudo o que ela fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sassá foi agitada a vida inteira. Corria toda a casa, apanhava coisas no chão pra mastigar. Só sossegou depois dos 14 anos. Antes, era filhote. Acreditem. Não sei de onde vinha tanta energia. Devia ser da banana e do presunto que ela comia todos os dias. Ela adorava banana. Parecia macaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, andava cansada. No último ano, ficou rapidamente muito cega e quase totalmente surda. Só o faro funcionava que era uma beleza. Quando fomos pra Massambaba no fim do ano, ela já não subia degraus muito baixos. Foi lá também que ela parou de comer ração, que foi a alimentação dela a vida toda. Passamos a dar carne, que ela comia totalmente esganada. Na primeira semana de janeiro, ela parou de comer totalmente. Desistiu de viver. Ficou farta. Então, no dia 12, às 22h15, ela se foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viveu, a minha Sassá. Viveu ao meu lado 17 anos e meio. Faria 18 em julho. Conheço mais tempo da minha vida com ela que sem ela. Agora tenho a coleira da preciosa, muitas fotos e a lembrança de uma criatura de Deus que se foi pro céu dos cachorros. Onde deve ter muita banana, presunto e cartas pra ela destroçar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-1855932557299262390?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/01/essa-semana-perdi-sass-preciosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-3767583962194508846</guid><pubDate>Thu, 08 Jan 2009 21:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-08T19:50:17.911-02:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;FreCHATO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente acha que o Frejat ficou chato, ele fica mais chato. Como ele consegue isso? É um fenômeno. Deve ter entrado na fila muitas vezes pra conseguir isso. Deve ter pedido pra ser chato no vale do eco. Quero ser chato! Chato! Chato! E aí atenderam o pedido três vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, ele começou com essa história de cantar o amooooor, eu procuro um amoooor... caceta. SEJE hômi! Tenho muitas saudades de quando ele dizia coisas como "Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra. A vida anda ruim na aldeia. Chega de passar a mão na cabeça de quem te sacaneia" ou "O bem que você me fez nunca foi real. Da semente mais rica, nasceram flores do mal". Isso sim era legal. Mas aí o cara despirocou e começou a tocar tango no teto. Não dá, sabe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que agora a situação piorou. É grave a crise. Eu estava ouvindo rádio (essa minha mania de ser uma pessoa FM me coloca em contato com as piores bizarrices), quando de repente começa a tocar um negócio esquisito de salvar o mundo, salvar a mãe natureza, as baleias, sei lá, e me deu um TOC horrível, algo muito similar a quando ouvi a blusinha branca. E aí reconheci a voz: era ele, o FreChato! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiram a mais nova pérola catada pelo rapaz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Ah, será que ninguém percebeu que estamos girando no mesmo lugar?&lt;br /&gt;Regredindo no tempo sem saber aonde nós vamos chegar?&lt;br /&gt;Maltratando a Mãe-Natureza e esse imenso altar?&lt;br /&gt;Impondo a miséria no mundo em nome de um tal "bem estar"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só queria entender o porquê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, será que um dia uma estrela-guia virá pra mostrar o nosso papel:&lt;br /&gt;Que a vida é uma linha fininha e o homem é o seu carretel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só queria entender o porquê&lt;br /&gt;Eu só queria entender o porquê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, será que o sentido da vida é viver o prazer de ostentar o poder?&lt;br /&gt;E depois, ao final, quando tudo acabar, o que vamos fazer?&lt;br /&gt;Eu espero que o homem perceba que assim está se matando&lt;br /&gt;Acabando com o mundo, sem ter, nem porque, é a razão de um insano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só queria entender o porque de viver&lt;br /&gt;Eu só queria entender o porque pra viver&lt;br /&gt;Eu só queria entender o porque pra dizer:&lt;br /&gt;Eu só queria entender o porquê"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AAARHG. Eu só queria entender por que alguém faz uma música assim. Rimando lugar com estar e chegar, papel com carretel, e falando da mãe natureza, da estrela guia, gnomos, seres encantados de luz... Esse menino não está bem. Alguém precisa dizer isso pra ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-3767583962194508846?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2009/01/frechato-quando-gente-acha-que-o-frejat.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-3723402886353060865</guid><pubDate>Tue, 23 Dec 2008 17:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-23T15:17:51.587-02:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;Dermato boca de sapo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz algum tempo que decidi que nunca ia ficar velha. Acho que a medicina vai avançar tanto que haverá a pílula da pele lisinha, a pílula que eliminará automaticamente todas as calorias do alimentos e a pílula do cabelo liso sem chapinha. Pode ser também que eu não morra nunca, porque vão inventar também o elixir da imortalidade. Mas isso eu não sei se vou querer. Ainda estou decidindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que enquanto não inventam essas coisas eu tenho que ir ao dermatologista mesmo e passar uns ácidos e uns cremes franceses na minha pele pessegal. Venho fazendo isso há alguns meses. A primeira vez que fui lá, o dermato disse que eu não podia ir à praia de jeito nenhum. "Nem com filtro solar 50?" "Não". "Nem de chapéu?" "Não" "Nem embaixo da barraca?" "Não" "Nem se eu levar a sua MÃE?" "Não". Saí de lá toda revoltadinha pensando que logicamente eu desobedeceria essa recomendação. Aí, como boa virginiana católica apostólica romana que sou, obviamente cumpri a determinação à risca e não vou à praia há meses. Agora, fui lá de novo, pra fazer consulta de rotina e comunicar que eu ia passar uns dias onde? Na praia. Ele suspirou, disse que ia suspender os cremichtos durante um tempo. Depois anunciou: "Sua pele vai manchar". Ai, meus sais. Expliquei a ele que não ia ficar de cara pro sol, que jurava que ia ficar de chapelão e óculos de sol que nem celebridade disfarçada. Ao que ele resmunga: "Isso se o tempo ajudar. Se não chover". Sai pra lá, dermato urubu! Pé de pato mangalô treiz veiz! Vai fazer muito sol no meu fim de ano. Voltarei com queimaduras de muitos graus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-3723402886353060865?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2008/12/dermato-boca-de-sapo-j-faz-algum-tempo.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3284568.post-7894039143050371581</guid><pubDate>Tue, 16 Dec 2008 23:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-16T22:34:33.706-02:00</atom:updated><title /><description>&lt;strong&gt;O POST DO SHOW DA MADONNA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se este post vai ser engraçado, porque todas as bizarrices que eu esperava passar no show da Madonna simplesmente não aconteceram. Foi tudo tão bem que até agora fica difícil de acreditar. Mesmo assim, um post sobre isso é obrigatório. Devia ter sido escrito ontem, aliás.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu estava com MiniPentel pouco antes de sair. Disse pra ela que ia em um show que era de noite, mas que eu tinha que sair cedo, pra pegar um lugar bom. Ela pensou e disse: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Não tem cadeira pra todo mundo?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Adoro quando essa menina argumenta. Fico emocionada. Notem que ela quer entender o processo. Expliquei pra ela que tinha lugar pra todo mundo sim, só que tinha umas cadeiras melhores e outras piores e que eu queria pegar as melhores. Depois Minnie Nome Triplo, que foi de cadeira central, disse que não era bem assim: parece que lá não tinha cadeira pra todo mundo e teve gente que ficou em pé. Eu, hein... MiniPentel não entenderia. Nem eu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Entrei na fila às 16h. Já no metrô, quando encontrei Gêmea da Night e Moço que Evoluiu, havia uma nova mulher no grupo, que tinha sido incorporada no metrô por Gêmea. Pois é. Descobri nesse show que as pessoas que não têm companhia vão sozinhas mesmo. E que nunca ficam sozinhas, porque sempre encontram amigos com um objetivo em comum. Ver a Madonna? Talvez, mas o maior objetivo mesmo é passar sem ficar fartos as quatro horas e meia enquanto o show não começa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na fila, encontrei Metadinha Clone, meu novo amigo de infância. O rapaz, de 19 anos, saiu sozinho de Itaboraí, um lugar que fica lá longe nos confins do interior do Rio de Janeiro, pra ver esse show. Fiquei admirada com a força de vontade do sujeito e logo o adotei. Pronto, estava montado o grupo que teria que passar o tempo na chuva até o show começar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrivelmente, tudo passou muito rápido. O DJ e as milhares de fotos que tiramos ajudaram a distrair. A chuva caía e por isso meu modelito capa de mendingolhes por cima da roupa foi obrigatório durante todo o evento. Era uma capa de plástico vagabunda total que eles vendiam lá. Parecia um saco de supermercado. Mas quebrou um galhão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o show... ah, o show. O show não é só um show. É uma experiência. Uma sensação.  Fiquei muito feliz em algumas músicas, principalmente nas menos óbvias, como Into the Groove e Human Nature (essa última eu adoro!). Quando era alguma do novo CD que eu não conhecia, eu simplesmente olhava pro palco hipnotizada, que nem MiniPentel vendo o DVD do pônei. Eu sabia que estava vivendo um daqueles momentos dos quais vou me lembrar pra sempre. Foram duas horas muito rápidas, em nenhum momento tive a curiosidade de olhar no relógio pra saber se estava acabando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que a volta pra casa pudesse transformar tudo em um grande programa de índio. Optei pelo metrô pra não pegar um trânsito dos infernos. Achei que fosse ser bizarro, que fosse demorar horrores pra conseguir embarcar e que fosse viajar espremida feito uma sardinha, algo insuportável no estilo show do Lenny Cróvis. Mas não. Tinha uma fila, que encaramos da mesma forma que encaramos a espera pelo show: conversando. E, dessa vez, tínhamos um assunto inesgotável, que eram as impressões sobre o show. Ah, sim, nas horas vagas também reclamávamos da chuva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa poucos minutos antes da meia noite, que era a hora que eu esperava estar saindo de lá, contando com atraso e perrengues pra conseguir me transportar de volta. Ou seja, tudo o que eu achei que fosse ser complicado (a espera, a chuva, a volta pra casa) foi tranquilo. Estou até agora esperando a pata do macaco chegar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3284568-7894039143050371581?l=vidabizarra.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://vidabizarra.blogspot.com/2008/12/o-post-do-show-da-madonna-no-sei-se.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item></channel></rss>
