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href="http://vivendocidade.com/desculpe-o-transtorno-estamos-mudando-o-pais">Desculpe o transtorno, estamos mudando o país</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/desculpe-o-transtorno-estamos-mudando-o-pais">{lang: 'pt-BR'}</g:plusone></div><p>Toda pessoa que já esteve, mesmo que por pouco tempo em uma universidade já deve ter se encontrado com aquele pseudo-aluno-de-sociais- comunista-que-tem-iphone, e como tal, nunca entendeu bem o que ele deseja, ao defender com unhas e dentes assuntos tão extremos.</p><p>É possível que ao criticarmos tão duramente os nossos amigos, imaginando até que o alto consumo de maconha e outras drogas tenham afetado seus cérebros, nos comparemos à nossa própria juventude, que lutou, foi presa e torturada durante a ditadura, ou mesmo que foi às ruas a pedir o direito em escolher seus representantes pelo voto direto.</p><p>Sempre existiu a sensação de que as gerações mais novas, por já terem nascido nos anos dourados do mundo, não tivesse algo com o que se preocupar ou mesmo não houvesse um objetivo.</p><p>Acontece que essa imagem aparente, pelos últimos dias, tem se mostrado – ainda bem – que é fruto apenas do nosso descontentamento de velho rabugento. Nós somos assim, aceite.</p><p><center><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/06/protesto-mpl-sp.jpg"><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/06/protesto-mpl-sp.jpg" alt="#vemprarua" width="612" height="612" class="alignnone size-full wp-image-5138" /></a></center></p><p>O que estamos vendo, com as manifestações pelas cidades brasileiras, inclusive com o apoio de diversos países, é a descoberta de que o agente público, em qualquer esfera, nada mais é do que alguém que teve a nossa confiança para fazer uma tarefa, que pode ser a guarda da nossa cidade, como nos relacionamos com os nossos vizinhos, ou mesmo presidir o país.</p><p>Dessa forma, o aumento na passagem do transporte público frente à qualidade que o mesmo apresenta foi apenas o sal que temperou a salada; e toda uma geração de pessoas pode enfim se unir em torno de um objetivo comum. Os vinte centavos se transformaram na bandeira da nossa gente.</p><p>Há quem diga que eles estão errados, e também quem os defenda, o que não podemos ficar, é em cima do muro.</p><p>Mais informações na sua <a
href="https://www.facebook.com/events/388686977904556/" target="_blank">rede social</a> preferida.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/desculpe-o-transtorno-estamos-mudando-o-pais">Desculpe o transtorno, estamos mudando o país</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p>  <script type="text/javascript">bb_keywords = "#vemprarua";
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href="http://vivendocidade.com/classes-conflito-social-marx">Classes e conflito social em Marx</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/classes-conflito-social-marx">{lang: 'pt-BR'}</g:plusone></div><p>Depois de uma pausa nos textos sociológicos, marcado pela publicação de um <a
href="http://vivendocidade.com/o-que-vira-desse-iniciar" target="_blank">poema de minha autoria</a>, sigo com minha contribuição ao site “Vivendocidade” abordando um importante tema do pensamento sociológico. Refiro-me aos conceitos de classes, que são centrais no desenvolvimento da sociologia, e um importante impulso foi dado por Karl Marx em sua obra clássica. De acordo com <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ralph_Miliband" target="_blank">Ralph Miliband</a> em seu artigo <strong>“Análise de classes”</strong> o ponto de partida da análise de classes no marxismo foi a famosa passagem do Manifesto Comunista na qual Marx e Engels declaram que <em>“a história de toda a sociedade que existiu até agora é a história da luta de classes”</em>.</p><p><center><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/06/broken-rope.jpg"><img
class="alignnone size-full wp-image-5130" alt="Cabo de Guerra" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/06/broken-rope.jpg" width="540" height="358" /></a></center>Pensando em termos dos conflitos vê-se de imediato que nessa concepção a análise de classes é, com efeito, uma análise da luta de classes, ou seja, é um modo de análise que procede da crença segundo a qual a luta de classes constitui o fato crucial da vida social desde o passado remoto até o presente. Para Miliband, Marx está preocupado com a base e os mecanismos dessa luta, com o caráter dos protagonistas, as formas que a luta assume, as razões das diferenças nessas formas de um período para outro em qualquer sociedade e entre sociedades, entre outros fatores.</p><p><span
id="more-5129"></span></p><p>Nessa visão os protagonistas da luta de classes são, de um lado, os proprietários dos meios de produção e, de outro, os produtores e esses protagonistas estão engalfinhados num conflito que é eminente, “estruturalmente” determinado e implícito em sua respectiva localização no processo de produção. Os proprietários (burgueses) são inelutavelmente levados a tentar extrair a quantidade máxima de mais-valia que é possível extrair dos produtores (proletariado) nas condições históricas dadas, enquanto os produtores são similarmente levados a tentar minimizar essa quantidade e a produzir sob as condições menos onerosas possíveis.</p><p>&nbsp;</p><h2>Proprietários x Produtores</h2><p>A relação entre proprietários e produtores é uma relação de exploração que num sentido técnico denota a apropriação da mais-valia e a alocação do produto excedente por pessoas sobre as quais os produtores têm pouco ou nenhum controle. A exploração não é um desenvolvimento peculiar do capitalismo e a questão da apropriação e da alocação da mais-valia é muito mais complicado do que essa formulação sugere.</p><p>Para Miliband a análise de classes está preocupada basicamente com um processo de dominação e de subordinação de classes, o que constitui uma condição essencial do processo de exploração e sempre foi o principal objetivo da dominação. Para Marx, a exploração é de crucial importância, mas é a dominação que a torna possível. Marx visava criar uma “sociedade verdadeiramente humana”, onde seriam abolidas as relações de dominação e coerção.</p><p>A obra central de Marx “O Capital”, segundo Miliband, bem que poderia ser chamada de um tratado acerca da dominação sob o modo de produção capitalista.</p><p>Uma classe dominante em qualquer sociedade de classes é constituída em virtude de seu controle efetivo sobre três fontes principais de dominação: os meios de produção, onde o controle pode envolver a propriedade desses meios; os meios de administração e coerção do Estado; e os principais meios para estabelecer a comunicação e o consenso.</p><p><center><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/06/workers.jpg"><img
class="alignnone size-full wp-image-5131" alt="Trabalhadores" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/06/workers.jpg" width="540" height="358" /></a></center>Nessa análise a importância da propriedade é fundamental na vida da sociedade capitalista. Ela é a principal fonte de poder administrativo nas empresas capitalistas de médio e pequeno porte, mas ela não é pré-requisito essencial para o controle das principais fontes de poder na sociedade capitalista, ou seja, o poder corporativo e o poder do Estado.</p><p>O próprio Estado é um extrator maior da mais-valia, tanto como empregador quanto como coletor de impostos. Ele é capaz de envolver-se no processo de extração em virtude de seu controle do poder estatal, sem ter nada a ver com a propriedade pessoal que intervém nesse processo. Para Miliband a tributação sempre foi e continua sendo um aspecto crucial nesse processo de extração de mais-valia e requer não a propriedade, mas o controle efetivo dos meios de administração e coerção.</p><p>Os elementos comerciais e profissionais da classe dominante compõem a burguesia das sociedades capitalistas avançadas da atualidade. Essa burguesia se distingue da elite do poder em virtude de não ter nada que possa ser chamado de seu poder. No entanto, ela faz parte da classe dominante porque seus membros exercem um grande poder em termos econômicos, sociais, políticos e culturais, não apenas na sociedade em geral, mas também em várias partes do Estado.</p><p>&nbsp;</p><h2>O clássico entre classe dominante e subordinada</h2><p>A classe dominante, como todas as outras, está longe de ser homogênea e divergências e choques muito pronunciados ocorrem constantemente entre diferentes segmentos dessa elite. Essa elite permanece suficientemente coesa para assegurar que seus objetivos comuns sejam eficazmente defendidos.</p><p>A outra seria a classe subordinada da sociedade capitalista e que compreende uma vasta maioria de sua população e cuja maior parte se compõe dos trabalhadores e seus dependentes. Ela é uma classe extremamente variada, diversa, dividida com base na ocupação, habilidade, gênero, raça, etnicidade, religião, ideologia, entre outras.</p><p>Essas divisões são de grande importância política e têm um peso muito grande na história das sociedades capitalistas, sem falar nos movimentos trabalhistas. O autor lembra que a classe operária como um todo tem aumentado com o passar dos anos.</p><p>A classe trabalhadora compõe-se atualmente de operários e de funcionários de escritório e seus dependentes e de uma variedade de homens e mulheres dedicadas a ocupações voltadas para os serviços e distribuição.</p><p>Entre os conflitos temos as lutas que assumem uma multiplicidade de formas e expressões, mas pode-se situá-los em duas categorias gerais. De um lado, a classe dominante (classe conservadora) que procura defender, manter e fortalecer a ordem social, e o faz em nome do interesse nacional, da liberdade, da democracia ou de que quer que seja. Do outro lado, a classe subordinada, ou pelo menos a minoria ativista dentro dela que está envolvida num processo permanente de pressão de baixo para cima. Pode ser exercida ou para modificar ou melhorar as condições nas quais a subordinação é vivenciada ou para erradicar por completo a subordinação. A primeira preocupa-se, sobretudo com as melhorias e reformas dentro da estrutura do capitalismo, e não procura ir além dessa estrutura. Já a segunda procura ultrapassar essa mesma estrutura, sendo portando revolucionária.</p><p>Segundo Miliband é a oposição e as lutas geradas por esses objetivos contraditórios descritos acima que constituem o fato crucial da vida social.</p><p>É importante destacar as maneira pelas quais as classes dominantes procuram usar o sistema político para seus próprios fins. A mais importante dessas instituições é o Estado, visto que ele desempenha um papel único e indispensável na defesa e no fortalecimento da ordem social e nenhuma outra instituição é capaz de intervir com a mesma eficácia na vida social. Isso ocorre por mais “não-intervencionista” que ele possa querer ser na vida econômica. Mesmo assim ele desempenha um papel crucial no âmbito dos conflitos e poderes na experiência social, nem que seja para atenuar os custos sociais da empresa capitalista.</p><p><center><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/06/foot.jpg"><img
class="alignnone size-full wp-image-5132" alt="Pés cansados" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/06/foot.jpg" width="540" height="358" /></a></center>O Estado é importante também porque ele é responsável pela previdência social e pelos serviços coletivos que servem também para assegurar a manutenção e a reprodução de uma força de trabalho eficiente e atenuam as queixas das pressões vindas de cima. Ele está profundamente envolvido na decisiva propaganda e na doutrinação e está encarregado do imenso aparato de coerção e repressão que está sendo operado na sociedade de classes. O Estado procura desempenhar um papel importante na manutenção da ordem social baseada na dominação e na exploração de classe.</p><p>A análise de classes está também preocupada com a crucial e incessante luta empreendida de cima para baixo com o objetivo de impor aos produtores as disciplinas que tornam possível a extração da mais-valia, processo que ocorre no ponto de produção e no local de trabalho, mas que depende também de toda uma série de condições sociais e políticas.</p><p>Quanto à pressão de baixo para cima, Marx acreditava que a classe trabalhadora deve inevitavelmente adotar as lutas pela modificação e melhoria das condições em que a subordinação e a exploração são vivenciadas e a luta pela abolição total da subordinação, onde Marx destaca a última.</p><p>Nessas lutas tem-se que destacar a influência da democracia capitalista sobre os movimentos trabalhistas. A democracia capitalista revelou-se um sistema extraordinariamente flexível, resistente e com poder de absorção, e desempenhou um papel fundamental na contenção e neutralização da pressão de baixo para cima.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/classes-conflito-social-marx">Classes e conflito social em Marx</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p>  <script type="text/javascript">bb_keywords = "marx";
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href="http://vivendocidade.com/simposio-internacional-da-associacao-brasileira-de-historia-das-religioes-abhr">Simpósio Internacional da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR)</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/simposio-internacional-da-associacao-brasileira-de-historia-das-religioes-abhr">{lang: 'pt-BR'}</g:plusone></div><p>Pessoal, de 29 a 31 de outubro de 2013 ocorrerá o <strong>Simpósio Internacional da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR)</strong> / 1º Simpósio Regional Sudeste, que será sediado na Universidade de São Paulo (USP).</p><p>Dentre os 28 Grupos de Trabalhos selecionados para o evento, foi aprovada nossa proposta para o GT 19 – Pentecostalismos brasileiros: Novas perspectivas.</p><p><center><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/05/Religioes-Protestantes-e-Evangelicos.jpeg"><img
class="alignnone  wp-image-5121" alt="Religioes-Protestantes-e-Evangelicos" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/05/Religioes-Protestantes-e-Evangelicos.jpeg" width="585" height="328" /></a></center>Os interessados neste ou em outro GT podem enviar sua proposta de trabalho (comunicação oral ou pôster) até o dia 20 de junho conforme as regras do evento.</p><p>Seguem os links:</p><p>ABHR: <a
href="http://www.abhr.org.br/" target="_blank">http://www.abhr.org.br/</a></p><p>Simpósio Internacional da ABHR / I Simpósio Regional Sudeste: <a
href="http://www.sudesteabhr.net.br/wp-content/uploads/2013/03/Resumo-GT-19.pdf" target="_blank">http://www.sudesteabhr.net.br/wp-content/uploads/2013/03/Resumo-GT-19.pdf</a></p><h3 style="text-align: center;">GT 19 – Pentecostalismos brasileiros: Novas perspectivas</h3><p>Coordenadores:</p><p>Gedeon Freire de Alencar. Doutor em Ciências da Religião, PUC-SP. Professor da FTBP. Contato: gedeonalencar[no]gmail[ponto]com<br
/> Marina Aparecida Oliveira dos Santos Correa. Doutora em Ciências da Religião, PUC-SP. Contato: marinasantoscorrea[no]gmail[ponto]com</p><p>Membros do Grupo de Estudos do Protestantismo e Pentecostalismo, GEPP, da PUC-SP.</p><p>Maiores informações em <a
href="https://www.facebook.com/events/500494476671333/?ref=2" target="_blank">https://www.facebook.com/events/500494476671333/?ref=2</a></p><p><a
href="http://vivendocidade.com/simposio-internacional-da-associacao-brasileira-de-historia-das-religioes-abhr">Simpósio Internacional da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR)</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p>  <script type="text/javascript">bb_keywords = "pentecostalismo";
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href="http://vivendocidade.com/o-que-vira-desse-iniciar">O que virá desse iniciar?</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/o-que-vira-desse-iniciar">{lang: 'pt-BR'}</g:plusone></div><h2 style="text-align: center"><strong>O que virá desse iniciar?</strong></h2><p
style="text-align: center">A aridez de uma folha branca<br
/> Um começo de semana a mais<br
/> A rua que se inicia na curva<br
/> Encharcam minha imaginação</p><p
style="text-align: center">O que virá desse desconhecido?<br
/> Uma bela literatura?<br
/> Um produtivo trabalho?<br
/> Um caminho reto e certo?</p><p
style="text-align: center">Só saberemos se enfrentarmos<br
/> Mais esse desafio na vida<br
/> Só colheremos os frutos se plantarmos<br
/> Letras, labuta e estradas&#8230;</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/o-que-vira-desse-iniciar">O que virá desse iniciar?</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p>  <script type="text/javascript">bb_keywords = "desconhecido";
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href="http://vivendocidade.com/reir-llorando-garrick-juan-de-dios-peza">Reír llorando (Garrick) &#8211; Juan de Dios Peza</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/reir-llorando-garrick-juan-de-dios-peza">{lang: 'pt-BR'}</g:plusone></div><p>Poema de Juan de Dios Peza inspirado no ator e dramaturgo britânico David Garrick. Esta é a interpretação mais bela:<span
id="more-53"></span></p><p><center><object
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href="http://www.box.net/shared/56sbp4zspd" target="_blank">http://www.box.net/shared/56sbp4zspd</a></p><p><strong>REÍR LLORANDO</strong></p><p>Viendo a Garrick -actor de la Inglaterra-<br
/> el pueblo al aplaudirlo le decía:<br
/> “Eres el más gracioso de la tierra,<br
/> y más feliz…” y el cómico reía.</p><p>Víctimas del spleen, los altos lores<br
/> en sus noches más negras y pesadas,<br
/> iban a ver al rey de los actores,<br
/> y cambiaban su spleen en carcajadas.</p><p>Una vez, ante un médico famoso,<br
/> llegóse un hombre de mirar sombrío:<br
/> sufro -le dijo-, un mal tan espantoso<br
/> como esta palidez del rostro mío.</p><p>Nada me causa encanto ni atractivo;<br
/> no me importan mi nombre ni mi suerte;<br
/> en un eterno spleen muriendo vivo,<br
/> y es mi única pasión la de la muerte.</p><p>-Viajad y os distraeréis. -¡Tanto he viajado!<br
/> -Las lecturas buscad. -¡Tanto he leído!<br
/> -Que os ame una mujer. -¡Si soy amado!<br
/> -Un título adquirid. -¡Noble he nacido!</p><p>-¿Pobre seréis quizá? -Tengo riquezas.<br
/> -¿De lisonjas gustáis? -¡Tantas escucho!<br
/> -¿Qué tenéis de familia? -Mis tristezas.<br
/> -¿Vais a los cementerios? -Mucho… mucho.</p><p>-De vuestra vida actual ¿tenéis testigos?<br
/> -Sí, mas no dejo que me impongan yugos:<br
/> yo les llamo a los muertos mis amigos;<br
/> y les llamo a los vivos, mis verdugos.</p><p>Me deja -agrega el médico- perplejo<br
/> vuestro mal, y no debe acobardaros;<br
/> tomad hoy por receta este consejo<br
/> “Sólo viendo a Garrick podréis curaros”.</p><p>-¿A Garrik? -Sí, a Garrick… La más remisa<br
/> y austera sociedad le busca ansiosa;<br
/> todo aquel que lo ve muere de risa;<br
/> ¡Tiene una gracia artística asombrosa!</p><p>-¿Y a mí me hará reír? -¡Ah! sí, os lo juro;<br
/> Él sí; nada más él; más… ¿qué os inquieta?<br
/> -Así -dijo el enfermo-, no me curo:<br
/> ¡Yo soy Garrick!… Cambiadme la receta.</p><p>¡Cuántos hay que, cansados de la vida,<br
/> enfermos de pesar, muertos de tedio,<br
/> hacen reír como el actor suicida,<br
/> sin encontrar para su mal remedio!</p><p>¡Ay! ¡Cuántas veces al reír se llora!<br
/> ¡Nadie en lo alegre de la risa fíe,<br
/> porque en los seres que el dolor devora<br
/> el alma llora cuando el rostro ríe!</p><p>Si se muere la fe, si huye la calma,<br
/> si sólo abrojos nuestra planta pisa,<br
/> lanza a la faz la tempestad del alma<br
/> un relámpago triste: la sonrisa.</p><p>El carnaval del mundo engaña tanto,<br
/> que las vidas son breves mascaradas;<br
/> aquí aprendemos a reír con llanto,<br
/> y también a llorar con carcajadas.</p><p><strong>Juan de Dios Peza</strong></p><p><a
href="http://vivendocidade.com/reir-llorando-garrick-juan-de-dios-peza">Reír llorando (Garrick) &#8211; Juan de Dios Peza</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p>  <script type="text/javascript">bb_keywords = "Juan de Dios Peza";
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href="http://vivendocidade.com/a-verdade-por-detras-do-bbb">A verdade por detrás do BBB</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/a-verdade-por-detras-do-bbb">{lang: 'pt-BR'}</g:plusone></div><p>Muitos de vocês há essa hora já viram o vídeo, em que um telespectador critica o BBB. (Se ainda não viu, pare a leitura e <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=CiSb1w-mkuY" target="_blank">vá lá</a>&#8230;).</p><p>Bom, todos vistos, podemos voltar ao nosso raciocínio.</p><p>Em determinada parte do mesmo, o repórter Vinicius Valverde compara a televisão a uma janela, e sua programação, a uma paisagem. Até aí, é uma associação lógica, entretanto não o é a afirmação de que <strong>&#8220;se não gosta da paisagem, feche a janela&#8221;</strong>.</p><p>&nbsp;</p><p><img
class="aligncenter" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-nUwkSxZ0fv0/UUXOdQUmhgI/AAAAAAABZ34/HY7XLNS5rP0/s1600/vinicios+valverde+entrevista+cidadao+critica+bbb+video+youtube.jpg" width="584" height="354" /></p><p>&nbsp;</p><p>Nessa ânsia desenfreada de buscar audiência, as emissoras se tornaram cada vez mais populares (o que é bom) e &#8220;entenderam&#8221; que as pessoas querem ver qualquer coisa que pertença à teoria do muito (o que é ruim).</p><p>No caso do Big Brother Brasil, a emissora mostra o que as pessoas querem ver, basicamente: mulher pelada sem calcinha, fofoca, barraco&#8230;</p><p>Ou será que as pessoas só assistem a isso porque a é só isso que emissora mostra? É um típico caso do enigma da tostines.</p><p>A verdadeira libertação consiste em reverter este círculo, presente nas mais diversas esferas sociais (você é daqueles que acredita que no governo só tem ladrão e por sua vez faz pouco ou nada para mudar isso?), e questionar faz parte da nossa evolução enquanto pessoas que se preocupam minimamente com o futuro das coisas.</p><p>Levar este conceito ao máximo, é disto que paisagens são feitas.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/a-verdade-por-detras-do-bbb">A verdade por detrás do BBB</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p>  <script type="text/javascript">bb_keywords = "vinícius valverde";
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href="http://vivendocidade.com/cinco-regras-simples-para-felicidade">Cinco regras simples para felicidade</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/cinco-regras-simples-para-felicidade">{lang: 'pt-BR'}</g:plusone></div><p>Cinco regras simples para felicidade</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/03/shintoismo.jpg"><img
class="size-full wp-image-5087 aligncenter" alt="meditação-felicidade" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/03/shintoismo.jpg" width="500" height="334" /></a></p><p>1. Liberte seu coração do ódio.</p><p>2. Liberte sua mente das preocupações.</p><p>3. Viva de maneira simples.</p><p>4. Doe-se mais.</p><p>5. Espere menos.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/cinco-regras-simples-para-felicidade">Cinco regras simples para felicidade</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p>  <script type="text/javascript">bb_keywords = "regras";
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href="http://vivendocidade.com/quer-aprender-a-verdadeira-lingua-do-mundo">Quer aprender a verdadeira língua do mundo?</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/quer-aprender-a-verdadeira-lingua-do-mundo">{lang: 'pt-BR'}</g:plusone></div><p
style="text-align: center;"><strong>Quer aprender a verdadeira língua do mundo?</strong></p><p
style="text-align: center;">Início das aulas no sábado, <del>04</del> 06 de abril, 2013</p><p
style="text-align: center;"><span
style="color: #ff0000;">(<strong>UPDATE</strong>: um estagiário rodou neste processo!)</span></p><p
style="text-align: center;">Maiores informações<br
/> 11-5072-2211 e 11-4508-7167</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/03/Anúncio-para-e-mail.jpg"><img
class="size-full wp-image-5080 aligncenter" alt="esperanto-língua0internacional-zamenhof-curso" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/03/Anúncio-para-e-mail.jpg" width="638" height="482" /></a></p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://www.camaradeesperanto.org.br" target="_blank">www.camaradeesperanto.org.br</a> ~ <a
href="http://www.facebook.com/camaraesperanto" target="_blank">www.facebook.com/camaraesperanto</a></p><p><a
href="http://vivendocidade.com/quer-aprender-a-verdadeira-lingua-do-mundo">Quer aprender a verdadeira língua do mundo?</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p>  <script type="text/javascript">bb_keywords = "ccdpe";
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href="http://vivendocidade.com/cortina-de-fumaca-na-camara-municipal-de-sao-paulo">Cortina de fumaça na Câmara Municipal de São Paulo</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/cortina-de-fumaca-na-camara-municipal-de-sao-paulo">{lang: 'pt-BR'}</g:plusone></div><p>Talvez quando o amigo (e)leitor estiver lendo isso aqui as coisas já tenham mudado um pouco, pelo que ouvi falar. Mas também, aqueles que acompanham meus textos aqui e no <a
href="http://cotidianonacional.wordpress.com/" target="_blank">Cotidiano Nacional</a> sabem que eu odeio falar de assuntos que estão nas primeiras páginas dos jornais.</p><p>Eu sempre espero um pouco a poeira abaixar, como estou fazendo agora, pois penso que desta forma as pessoas podem ter mais tempo para refletir sobre os assuntos, se não estiverem sendo bombardeadas pela mídia. Mas não se empolgue, pois a Câmara de Vereadores de São Paulo está longe de aparecer nas primeiras páginas nem tampouco é assunto de interesse de seja lá quem for.</p><p>Vamos ao assunto deste post: a Câmara havia proibido que se entrasse lá de <strong>camiseta, bermuda e chinelo</strong>, ou algo dessa natureza. Parece-me, perdi o interesse, que voltou atrás nesta decisão.</p><p>&nbsp;</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/03/bermuda-chinelo-camiseta.png"><a
class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/YmVybXVkYS1jaGluZWxvLWNhbWlzZXRhXyMjX2Nsb3VkXyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18xNzI3Njc=-84"><img
class="size-full wp-image-5076 aligncenter" alt="bermuda-chinelo-camiseta" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/03/bermuda-chinelo-camiseta.png" /></a></a></p><p>&nbsp;</p><p>Mas eu já tinha formado opinião sobre o assunto. É óbvio que deveriam proibir de entrar pessoas em quaisquer trajes, tendo em vista que a grande maioria dos projetos debatidos e votados naquele plenário dizem respeito a nomes de ruas, viadutos e passarelas.</p><p>Portanto, nada mais justo do que cercear o direito das pessoas de verem que o tempo que elas perdem assistindo programa eleitoral, escolhendo um candidato e saindo de suas casas para votar, é dispendido com pessoas escolhendo nomes para colocarem em placas.</p><p>Fabuloso seria se não estivéssemos falando de uma cidade problemática como São Paulo, onde quase nada funciona a contento para a maior parte da população.</p><p>Junta-se a isso um pseudointelectual da USP comandando a prefeitura. Show de horrores.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/cortina-de-fumaca-na-camara-municipal-de-sao-paulo">Cortina de fumaça na Câmara Municipal de São Paulo</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p>  <script type="text/javascript">bb_keywords = "chinelo";
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</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/vivendocidade/posts/~4/NEE7baOh49w" height="1" width="1"/>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/cortina-de-fumaca-na-camara-municipal-de-sao-paulo/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> <feedburner:origLink>http://vivendocidade.com/cortina-de-fumaca-na-camara-municipal-de-sao-paulo</feedburner:origLink></item> <item><title>Elias e Goffman: duas interpretações da sociologia contemporânea</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/vivendocidade/posts/~3/9cm5Am0EoUo/elias-e-goffman-duas-interpretacoes-da-sociologia-contemporanea</link> <comments>http://vivendocidade.com/elias-e-goffman-duas-interpretacoes-da-sociologia-contemporanea#comments</comments> <pubDate>Mon, 25 Feb 2013 14:18:54 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Matosinho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[Erving Goffman]]></category> <category><![CDATA[Norbert Elias]]></category> <guid isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=5068</guid> <description><![CDATA[Análise das teorias e interpretações sociológicas de dois principais autores, o alemão Norbert Elias (1897-1990), e o canadense Erving Goffman (1922-1982)<p><a
href="http://vivendocidade.com/elias-e-goffman-duas-interpretacoes-da-sociologia-contemporanea">Elias e Goffman: duas interpretações da sociologia contemporânea</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/elias-e-goffman-duas-interpretacoes-da-sociologia-contemporanea">{lang: 'pt-BR'}</g:plusone></div><p
style="text-align: center;"><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/02/masquerade.jpg"><img
class="size-full wp-image-5069 aligncenter" title="Masquerade - Quem você quer ser hoje?" alt="bailie-máscaras-masquerade-identidade" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2013/02/masquerade.jpg" width="500" height="400" /></a></p><p>&nbsp;</p><p>Nessa nova contribuição ao site “Vivendocidade” apresentarei dois autores, um alemão e outro canadense, cujas obras mostram tendências contemporâneas da teoria sociológica. O primeiro autor analisado será Norbert Elias (Breslau, 22 de junho de 1897 &#8211; Amsterdã, 1 de agosto de 1990) e enfocarei seus livros “Os alemães” e “A sociedade de corte”. Uma outra tendência comentada está no trabalho de Erving Goffman (Mannville, Alberta, 11 de junho de 1922 &#8211; Filadélfia, 19 de novembro de 1982) intitulado “Estigma, notas sobre a manipulação da identidade deteriorada”. Espero que a leitura seja proveitosa e que você retorne mais vezes a este site para se inteirar sobre sociologia, cotidiano, espaço urbano e política.</p><p><span
id="more-5068"></span></p><p>&nbsp;</p><h2>Norbert Elias</h2><p>A obra de Norbert Elias aparece hoje com uma destacada vitalidade e a pesquisa de nossos dias encontra nele um precursor brilhante e estimulante. Ele procura pensar as relações entre as várias cadeias de processos históricos e considera essas relações como um tema central da própria história, que transforma cada época em um todo indissociável. Sua obra também se preocupa com o espírito de cada época que a historiografia até então dominante tomava como explicador da história. Para ele esse é o ponto que é preciso verdadeiramente explicar.</p><p>Um livro que se destaca em sua obra é sem dúvida “Os alemães” e eqüivale a uma exposição quase contínua, do ponto de vista cronológico, do desenvolvimento social alemão. Nessa obra o autor aponta os muitos caminhos em que as características do “habitus”, da idiossincrasia, da personalidade, da estrutura social e do comportamento alemão se combinam para produzir a ascensão de Hitler e os genocídios nazistas podem ser entendidos como resultantes do passado da Alemanha. Ele mostra um hábil entrelaçamento de provas empíricas e argumentos teóricos para desenvolver o seu estudo.</p><p>Seu conceito de “habitus” significa basicamente “segunda natureza” ou “saber social incorporado”. Esse termo é usado em grande parte para superar os problemas da antiga noção de “caráter nacional” como algo fixo e estático. Ele implica um equilíbrio entre continuidade e mudança, onde o “habitus” muda com o tempo precisamente porque as fortunas e as experiências de uma nação continuam mudando e acumulando-se.</p><p>Nessa obra Norbert Elias foi capaz de escrever uma verdadeira “biografia” dos alemães. Ele faz a seguinte comparação: “assim como o desenvolvimento de uma pessoa individual, as experiências dos períodos anteriores de sua vida continuam tendo um efeito no presente, também as experiências passadas influem no desenvolvimento de uma nação”.</p><p>A tese central desse livro é de que a facilidade e rapidez com que Estados centralizados emergiram na Europa Ocidental dependeu, ceteris paribus, do tamanho das formações sociais envolvidas e, assim, da extensão das divergências geográficas e sociais existentes. Sua análise é profundamente histórica e mostra a trajetória do povo alemão em função das marcantes derrotas nas guerras em que estiveram envolvidos, desde o Império “Romano Germânico” até a derrota da Alemanha na II Guerra Mundial. Analisa em detalhes as conseqüências sobre o povo alemão dessas derrotas e como ele reagiu a essas adversidades.</p><p>Outra obra importante desse autor e que aponta algumas tendências contemporâneas da teoria sociológica é “A sociedade de corte”. Nela Elias analisa a corte régia do antigo regime e mostra as relações sociais que levaram uns aos outros por estranhas obrigações nas quais os homens se beneficiavam e eram vítimas. Ao mesmo tempo estavam ligados por uma ordem hierárquica mais ou menos rígida e por uma etiqueta minuciosa. O autor discute qual era a estrutura do contexto social no seio do qual pôde surgir esta formação. Analisa também quais exigências que decorriam da estrutura da sociedade de corte para com aqueles que nela desejavam triunfar ou simplesmente manter-se.</p><p>A importância do tema é que a corte revestia-se de um caráter representativo e central na maior parte dos países europeus nos séculos XVII e XVIII. Nessa época, não era a cidade que irradiava sobre todo o país, mas a “corte” e a “sociedade de corte”. As heranças dessa sociedade foram muito fortes e, como diz Elias, a sociedade aristocrática de corte representa uma figura central dessa fase histórica que foi suplantada pelo período da burguesia-profissional-urbana-industrial, ao fim de um processo de muitas lutas. No entanto, ela sobreviveu e manteve-se na vida social e cultural dessa mesma burguesia, em parte como herança, em parte como imagem invertida da sociedade de corte. Seu objetivo último é compreender a nossa própria sociedade atual estudando detalhadamente a sociedade de corte que foi a última grande formação não burguesa do Ocidente.</p><p>&nbsp;</p><h2>Erving Goffman</h2><p>Já Erving Goffman em sua obra “Estigma, notas sobre a manipulação da identidade deteriorada” retoma o tema do estigma, ou seja, a situação do indivíduo que está inabilitado para a aceitação social plena. Goffman realiza um exercício no sentido de separar o material sobre o estigma de fatos vizinhos, de mostrar como esse material pode ser descrito de uma forma econômica no interior de um único esquema conceitual, e de esclarecer a relação do estigma com a questão do desvio.</p><p>Quando aborda a questão do estigma e da identidade social o autor menciona três tipos de estigma. Em primeiro lugar aparecem as várias deformidades físicas, em segundo, as culpas de caráter individual, como vontade fraca, paixões tirânicas, crenças falsas, desonestidade e, por último, ele aponta os estigmas tribais de raça, nação e religião, que podem ser transmitidos através de linhagem e contaminar por igual todos os membros de uma família.</p><p>O interessante é que em todos os exemplos apontados encontram-se as mesmas características sociológicas: um indivíduo que poderia ter sido facilmente recebido na relação social cotidiana possui um traço que pode se impor à atenção e afastar aqueles que ele encontra, destruindo a possibilidade de atenção para outros atributos seus. Essa pessoa possui um estigma, uma característica diferente da que a prevista.</p><p>Segundo Goffman ocorre uma das cenas fundamentais da sociologia quando indivíduos normais e estigmatizados realmente se encontram na presença imediata uns dos outros, especialmente quando tentam manter uma conversação. Isso ocorre porque, em muitos desses casos, esses momentos serão aqueles em que ambos os lados enfrentarão diretamente as causas e os efeitos do estigma. Nessa cena o estigmatizado pode descobrir que se sente inseguro em relação à maneira como os normais o identificarão e o receberão. Surge nele a sensação de não saber aquilo que os outros estão “realmente” pensando dele. Além disso, é provável que o indivíduo estigmatizado sinta que está “em exibição” e leve sua autoconsciência e controle sobre a impressão que está causando a extremos e áreas de conduta que supõe que os demais não alcançam.</p><p>Após analisar vários casos de estigma o autor aborda também outros pontos bastante atuais como o controle de informações e identidade pessoal, o alinhamento grupal e identidade do eu, o eu e o outro (onde analisa os desvios e as normas e o estigma e a realidade) e os desvios e comportamento desviante.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/elias-e-goffman-duas-interpretacoes-da-sociologia-contemporanea">Elias e Goffman: duas interpretações da sociologia contemporânea</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p>  <script type="text/javascript">bb_keywords = "Erving Goffman";
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