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	<title>O POVO Você Online</title>
	
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		<title>Mineiramente Nascimento</title>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 16:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Sousa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[MILTON NASCIMENTO]]></category>

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		<description><![CDATA[Nascimento não encanta desde o início. É preciso ouvir mais vezes para gostar das experimentações feitas com timbres do folclore mineiro. O novo trabalho de Milton é mineiramente instigante]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se especulou sobre o estado de saúde de Milton Nascimento nos últimos meses. Os boatos começaram em dezembro do ano passado, quando o cantor e compositor mineiro assustou os fãs ao aparecer magérrimo no programa Sai de Baixo, da Rede Globo. Chegou-se a falar até em Aids &#8211; afinal, perder peso exageradamente nos últimos anos virou sinônimo do mal do século. A explicação médica veio depois: era diabetes.</p>
<p>A doença, que tinha apresentado algumas complicações, acabou provocando o atraso do lançamento de seu novo disco. Programado para sair ainda em 1996, somente agora Nascimento chega às lojas brasileiras. E, de cara &#8211; ou melhor, na capa &#8211; já vem comprovando que Milton tem se recuperado bem. Numa foto simples, em preto-e-branco, ele ainda está magro, mas mostra um semblante tranqüilo, longe da expressão abatida de meses atrás.</p>
<p>Produzido pelo norte-americano Russ Titelman &#8211; que apresenta no currículo colaborações com feras da música internacional como Eric Clapton, Paul Simon, Ry Cooder, Steve Winwood e James Taylor -, Nascimento é um trabalho difícil. Não se trata daquele tipo de disco que basta a gente colocar no CD player para a identificação surgir imediata, encantando o ouvinte a cada nota. Não. Para assimilá-lo melhor &#8211; e gostar realmente dele &#8211; é necessário ouvi-lo bem mais que uma vez.</p>
<p>Essa estranheza sonora é explicada, sobretudo, pelas experimentações de Milton &#8211; que, aliás é o co-produtor do trabalho &#8211; com timbres folclóricos de Minas Gerais. Três faixas de Nascimento &#8211; &#8220;Louva-a-Deus&#8221;, &#8220;Janela para o Mundo&#8221; e &#8220;Tambores de Minas&#8221;, as duas primeiras em parceria com Fernando Brant e a última com Márcio Borges, amigos do tempo do Clube da Esquina &#8211; têm como destaque a base percussiva. Mas não uma percussão qualquer.</p>
<p>Pandereta, caixa de folia, tambores de tabóca, peneira cheia e pau do índio imprimem às melodias elementos do congado e reisado mineiros, até então raramente presentes na obra do cantor e compositor. &#8220;Janela para o Mundo&#8221; vai ainda mais além ao fazer a ponte Minas-Nordeste graças ao acordeom, que adiciona uma levada discreta de forró ao ritmo.</p>
<p>Também curiosa é a semelhança entre os timbres latinos e mineiros ressaltada nas duas canções em espanhol do álbum: as uruguaias &#8220;Cuerpo Y Alma&#8221; (Eduardo Mateo) e &#8220;Birones Y Servilletas&#8221; (Léo Masliah). Mas no quesito novidade e, principalmente, ousadia nada se compara a &#8220;E Agora, Rapaz?&#8221; (Dinho Caninana), com sua introdução à capela totalmente seca, direta, que contrariando as expectativas dos mais exagerados e pessimistas, comprova que a voz de Milton não foi em nada abalada pelos problemas de saúde.</p>
<p>Arrasado mesmo ele ficou por causa da morte de amigos muito próximos, a quem homenageia em duas faixas instrumentais de Nascimento. Uma das músicas é a jazzística &#8220;Ana Maria&#8221;. Composta por Wayne Shorter para sua esposa brasileira &#8211; que morreu num acidente de avião nos Estados Unidos, ano passado &#8211; a canção havia sido gravada por Milton em 1974 e faria parte de Native Dancer, disco de Shorter. Mas, na última hora, a voz de cantor foi limada da mixagem do álbum. Em Nascimento, porém, ela ressurge com toda a sua beleza, fazendo o papel de mais um instrumento &#8211; e que instrumento!</p>
<p>Outra faixa-tributo é &#8220;Ol&#8217;Man River&#8221; (Oscar Hammerstein/Jerome Kern), referência quase explícita ao ator River Phoenix. Vítima de overdose no final de 1993, aos 23 anos, River era o astro predileto de Milton e se tornou também admirador do trabalho do brasileiro, chegando a se hospedar em sua casa durante a ECO-92. Na época, lembrando-se de uma reportagem sobre o ator numa revista estrangeira que tinha como título &#8220;Young Man River&#8221;, Milton imediatamente associou o fato com &#8220;Ol&#8217;Man River&#8221; &#8211; tema do musical &#8220;Showboat&#8221; &#8211; e, juntos, eles chegaram a cantarolar trechos da música que, no disco, tem o reforço de corais.</p>
<p>A perda dos amigos também foi o referencial que deu origem à belíssima &#8220;O Rouxinol&#8221; &#8211; única faixa do CD que soa instantaneamente familiar. Escolhida como tema da personagem Beatriz, vivida por Letícia Spiller na novela Zazá, a canção une uma melodia singela &#8211; com viola caipira, acordeon e baixo acústico &#8211; a uma letra reveladora, em que Milton fala sobre o seu estado de espírito depois de perder pessoas queridas e a sua vontade até de encerrar a carreira: &#8220;Quando a música ia e quase eu fiquei/ Quando a vida chorava/ Mais que eu gritei&#8221;. Pode acreditar, só essa já vale o disco.</p>
<p>No entanto, não é apenas por ela que Nascimento merece ser ouvido. Anticonvencional e instigante, o álbum aponta para novas experiências de Milton. Experimentações cuja empatia não acontece de graça, mas vale todo esforço.</p>
<div id="attachment_1201" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970530bb08.jpg" rel="lightbox[1200]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970530bb08-550x900.jpg" alt="Página do Jornal O POVO, publicada em 30/05/1997 - Pág. 08 Vida &amp; Arte" title="Página do Jornal O POVO, publicada em 30/05/1997 - Pág. 08 Vida &amp; Arte" width="524" height="857" class="size-large wp-image-1201" /></a><p class="wp-caption-text">Página do Jornal O POVO, publicada em 30/05/1997 - Pág. 08 Vida &#038; Arte</p></div>
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		<title>Uma mulher grávida morre a cada duas horas no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2012 10:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Você Online 15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[CEARÁ]]></category>
		<category><![CDATA[ESTATÍSTICA]]></category>
		<category><![CDATA[GRAVIDEZ]]></category>
		<category><![CDATA[MORTE]]></category>

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		<description><![CDATA[No Dia Nacional de Combate à Mortalidade Materna, autoridades de saúde demonstraram, ontem, a preocupação com os números de óbitos registrados. No Brasil, duas mulheres morrem a cada duas horas, em conseqüência de problemas na gravidez. O Ceará tem uma cifra de 88 óbitos por 100 mil nascimentos ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>29 de maio de 1997</strong><br />
<strong>Autor: Rita Célia Faheina</strong></p>
<p>Uma gestante morre a cada duas horas no Brasil. Diariamente, são 10 mulheres grávidas que morrem no País por causas evitáveis como pressão alta ou hemorragia durante o parto. As infecções, nas quais incluem-se os abortos, também levam as brasileiras ao óbito na idade de plena capacidade de reprodução. Essa realidade não difere por região. Os índices de mortalidade materna são praticamente semelhantes de Norte a Sul. Dados recentes indicam, no Brasil, a cifra de 134 óbitos de gestantes por 100 mil bebês nascidos vivos. No Ceará, o coeficiente de mortalidade materna é de 88 por 100 mil nascidos vivos. </p>
<p>Esses números, nada animadores apresentados pelo Unicef, foram apresentados ontem, Dia Nacional de Combate à Mortalidade Materna. Autoridades da área de saúde reconhecem que, nos últimos anos, o atendimento à mulher grávida melhorou, mas a qualidade do serviço continua ruim. A meta que almejam é tímida: pretendem diminuir para 85 o número de mortes para cada 100 mil nascimentos. Nos países desenvolvidos, esse número é inferior a 10 óbitos.</p>
<p>O Presidente da Comissão Nacional de Mortalidade Materna da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Arnaldo Afonso Carvalho, adverte que se, de duas em duas horas, no Brasil, uma gestante chega ao óbito então &#8220;temos praticamente uma hora para prevenir a mortalidade materna. Isso nos preocupa muito e o que nos chama mais a atenção é o percentual de mortes por eclâmpsia (decorrente de hipertensão durante a gravidez) que varia entre 60 A 70%. Isso poderia muito bem ser evitado se fosse feito um pré-natal adequado com acompanhamento médico&#8221;.</p>
<p>A Coordenadora do Programa Viva Mulher da Secretaria da Saúde do Estado, Dirlene Mafalda Silveira, acredita que 95% das mortes de gestantes seriam evitáveis &#8220;se além de um bom pré-natal, a mulher tivesse um parto bem assistido, um bom pós-parto e um bom aporte nutricional, além de intervalos gestacionais não menores que dois anos&#8221;. Ela garante que, no Ceará, 83% das mulheres fazem o pré-natal, mas reconhece a necessidade de melhorar a qualidade. </p>
<p>O Secretário Estadual da Saúde, Anastácio de Queiroz Souza, reconhece que o sistema tem deficiências &#8220;mas a população precisa ajudar. A mulher grávida tem que participar do processo. Pedir ao médico para medir a pressão, fazer exames. Tem que exigir&#8221;. Diz achar lamentável uma mulher morrer de parto por questões simples, como pressão alta.	</p>
<p><strong>29 de maio de 1997</strong><br />
<strong>Autor: Rita Célia Faheina</strong><br />
<div id="attachment_1194" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970529aa17.jpg" rel="lightbox[1193]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970529aa17-550x903.jpg" alt="Página do Jornal O POVO, publicada em 29/05/1997 - Pág. 17 Cidades" title="Página do Jornal O POVO, publicada em 29/05/1997 - Pág. 17 Cidades" width="524" height="860" class="size-large wp-image-1194" /></a><p class="wp-caption-text">Página do Jornal O POVO, publicada em 29/05/1997 - Pág. 17 Cidades</p></div></p>
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		<title>Médico anuncia morte cerebral de frei Damião</title>
		<link>http://blog.opovo.com.br/voceonline/medico-anuncia-morte-cerebral-de-frei-damiao/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2012 10:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Você Online 15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas]]></category>
		<category><![CDATA[FREI DAMIÃO]]></category>
		<category><![CDATA[MORTE]]></category>

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		<description><![CDATA[Até o começo da madrugada de hoje, somente o coração e o pulmão de frei Damião continuavam funcionando. Sua morte cerebral foi anunciada ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>28 de maio de 1997</strong></p>
<p>O frei capuchinho Damião de Bozzano, de 98 anos, teve morte cerebral por volta das 6 horas de ontem, em Recife, depois de uma parada cardiorrespiratória ocorrida às 5h30min. Os médicos conseguiram reanimá-lo 25 minutos depois, com medicamentos vasoativos e massagens torácicas externas. </p>
<p>Até à 1 hora de hoje, somente o coração e o pulmão do missionário capuchinho continuavam funcionando, com ajuda de aparelhos e drogas, de acordo com informação dada pela direção do Hospital Português, onde o frade foi internado no último dia 6 com insuficiência respiratória. A morte cerebral de frei Damião foi confirmada no final da manhã de ontem, quando o médico Blancard Torres, que o acompanha há sete anos, afirmou que ele havia entrado em coma profundo e irreversível e que a sua morte era uma questão de horas. O religioso recebeu a extrema-unção às 10 horas, do frei capuchinho Fernando Rossi, seu assistente há mais de 50 anos. Logo depois, ele foi visitado pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, e pelo governador de Pernambuco, Miguel Arraes (PSB).</p>
<p>O arcebispo ficou ao lado do frade até às 15h30min, rezando a&#8221;oração dos agonizantes&#8221; e cantando músicas religiosas. &#8220;Eu também considero o frei Damião um santo&#8221;, afirmou ele. &#8220;Ele é o testemunho de um santo missionário que consagrou toda sua vida ao Evangelho e ao bem das pessoas&#8221;. O governador Miguel Arraes ressaltou &#8220;a grande força&#8221; do frade junto à população e o qualificou como &#8220;um professor de vida no Nordeste&#8221;. Em frente ao prédio da emergência cardiológica do Hospital Português, onde se encontrava o frade, fiéis e devotos começaram a se aglomerar desde o final da manhã. Cerca de 30homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar interditaram a entrada da emergência cardiológica.</p>
<div id="attachment_1189" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970528aa02.jpg" rel="lightbox[1188]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970528aa02-550x905.jpg" alt="Página do Jornal  O POVO, publicada em 28/05/1997 - Pág. 02 Últimas " title="Página do Jornal  O POVO, publicada em 28/05/1997 - Pág. 02 Últimas " width="524" height="862" class="size-large wp-image-1189" /></a><p class="wp-caption-text">Página do Jornal  O POVO, publicada em 28/05/1997 - Pág. 02 Últimas </p></div>
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		</item>
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		<title>Loucos por música</title>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2012 10:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida & Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Você Online 15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[DISCO]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[VENDA]]></category>

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		<description><![CDATA[Por lidar com material bastante diversificado, a clientela dos comerciantes informais de disco é também composta por pessoas com interesses completamente distintos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>27 de maio de 1997</strong><br />
<strong>Autor: Christiane Viana</strong></p>
<p>Por lidar com material bastante diversificado, a clientela dos comerciantes informais de disco é também composta por pessoas com interesses completamente distintos. É só conversar com alguns deles para perceber que gostos os mais variados possíveis freqüentam com igual desenvoltura o mercado &#8220;na pedra&#8221;. Roqueiros, românticos incuráveis e adoradores da MPB são alguns dos tipos que esperam apenas receber o salário do mês para torrar parte dele &#8211; ou, em casos extremos, todo ele &#8211; em &#8220;novos&#8221; LPs e CDs.</p>
<p>Múcio Veloso é um bom exemplo de cliente apaixonado por vinil. Na sua casa, ou melhor, no seu equipamento de som &#8211; porque a filha tem um só dela, onde os CDs são a bola da vez &#8211; só entra música romântica. Mas não é qualquer intérprete, não. &#8220;Esse pessoal novo, com brinco na orelha e cabelo comprido, eu não quero nem ver na minha frente. Gosto das músicas antigas, dos grandes cantores, como Francisco Alves, que é imbatível&#8221;, diz.</p>
<p>Sua coleção, composta por cerca de 1000 LPs, já foi solicitada até para servir como base para um programa de rádio. &#8220;Era um programa de seresta e, como me conhecem em várias emissoras, chegaram a me convidar&#8221;, afirma. Falando em seresta, Múcio, que segundo suas próprias palavras é &#8220;vendedor de ilusões&#8221; &#8211; vende bilhetes de loteria pelo Centro &#8211; também já participou de muitas delas. &#8220;Adoro cantar&#8221;, diz, soltando a voz &#8211; por sinal, bem afinada &#8211; em &#8220;Boneca de Louça&#8221;. Pela música, sua grande paixão, ele acaba fazendo, vez por outra, algumas extravagâncias. &#8220;Um dia desses, gastei mais de R$ 200,00 em discos. Não tem jeito, se passo por uma loja ou então vejo na calçada algum disco que me interessa, compro mesmo. Não quero nem saber o preço&#8221;.</p>
<p>Mais comedido, porém igualmente louco por música, é o universitário Mychel Távora, 22. Toda semana ele vai até a Discomania conferir as novidades. &#8220;Aqui é mais fácil encontrar álbuns raros. Como eu gosto de grupos que não são muito conhecidos &#8211; Dead Kennedys, The Fall, Sonic Youth &#8211; tenho que procurar em lugares alternativos. Às vezes, encontro até o que não estou procurando, mas que é interessante também&#8221;, ressalta. Ele aponta ainda os preços mais baixos como um atrativo. &#8220;Tá certo que a maioria do material é usado, mas tem muita coisa bem conservada e os preços são ótimos&#8221;. Sem tanto radicalismo, Mychel é adepto das novas tecnologias, dizendo até preferir comprar mesmo CDs. Porém, quando não encontra o título que está querendo, apela para os LPs ou fitas. &#8220;O que quero é ouvir a música, tanto faz se é em CD, K7 ou vinil&#8221;, diz.</p>
<p>Já o agente de saúde Araújo Júnior, não quer nem saber de compact disc. Cliente assíduo dos vendedores da &#8220;pedra&#8221;, ele dedica noites inteiras a fuçar o material disponível nas calçadas do Centro. Sua coleção, que inclui mais de 5 mil LPs nacionais e estrangeiros, tem mercadoria até de outros estados. &#8220;Encomendo muitos discos em São Paulo. Para entrar no meu acervo, a música tem que ser boa; só isso. CD eu nem me ocupo em comprar, porque só sai porcaria. É muito difícil ter alguma coisa que preste, a não ser a reedição de lançamentos antigos, como os do mestre Luiz Gonzaga, que é o maior do mundo&#8221;. </p>
<div id="attachment_1185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970527bb05.jpg" rel="lightbox[1184]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970527bb05-550x900.jpg" alt="Página do Jornal O POVO, publicada em 27/05/1997 - Pág 05 Vida &amp; Arte" title="Página do Jornal O POVO, publicada em 27/05/1997 - Pág 05 Vida &amp; Arte" width="524" height="857" class="size-large wp-image-1185" /></a><p class="wp-caption-text">Página do Jornal O POVO, publicada em 27/05/1997 - Pág 05 Vida &#038; Arte</p></div>
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		<title>Confusão e violência no clássico</title>
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		<pubDate>Sat, 26 May 2012 10:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Você Online 15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[CAMPEONATO ESTADUAL]]></category>
		<category><![CDATA[CEARÁ]]></category>
		<category><![CDATA[FORTALEZA]]></category>
		<category><![CDATA[FUTEBOL]]></category>

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		<description><![CDATA[Ceará x Fortaleza, rotulado de "amistoso", registrou lances violentos, pênalti não marcado e rixas individuais em campo. O clássico terminou no empate de 1 x 1, no Castelão ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Autor: Renato Abreu</strong><br />
<strong>26 de maio de 1997 </strong></p>
<p>Quando Ceará e Fortaleza se enfrentam, costuma ser uma autêntica guerra. É o que dizem os analistas do futebol. No jogo de ontem, no Castelão, a previsão se confirmou. Foi um clássico de pouco futebol, muita violência e confusão para torcedor nenhum botar defeito.</p>
<p>O Ceará fez 1 a 0, num golaço do craque Edu Lima, aos 25 minutos do segundo tempo. O Fortaleza empatou aos 42 com um gol que somente foi confirmado pelo árbitro Marcos Brasil aos 46 minutos, através de Frank. A confusão se generalizou pela marcação de um impedimento do ponta Frank pelo assistente Aloísio Silva.</p>
<p>Depois de conversar com Silva, o árbitro Marcos Brasil confirmou o gol de Frank, afirmando que o impedimento não existiu. &#8220;Eu expliquei ao meu auxiliar que não poderia haver irregularidade no lance porque a bola foi passada ao Frank pelo zagueiro Paulão. O Aloísio errou e compreendeu minha decisão&#8221;, disse Brasil ao O POVO.</p>
<p>Em outro lance polêmico, ocorrido aos 45 minutos do primeiro tempo, os jogadores do Fortaleza reclamaram um pênalti sofrido pelo artilheiro Sandro, não marcado pelo árbitro. &#8220;Foi um lance normal e os dois jogadores caíram simultaneamente. Não houve o pênalti&#8221;, assegurou Marcos Brasil. Segundo o árbitro, os jogadores foram a campo para resolver suas diferenças individuais. &#8220;Ficou patente que muitos não vieram jogar e sim resolver suas rixas&#8221;, acusou o árbitro, que expulsou Frank, por jogada violenta, aos 50 minutos.</p>
<p>Confusões e polêmicas à parte, o clássico não agradou ao pequeno público (2.111 pagantes) que foi aa Castelão, reflexo direto do caráter meramente amistoso do jogo, prejudicado pela conquista antecipada do primeiro turno pelo Fortaleza. No final, a torcida tricolor comemorou um empate com sabor de vitória.</p>
<div id="attachment_1180" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970526cc01.jpg" rel="lightbox[1179]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970526cc01-550x905.jpg" alt="Página do Jornal O POVO, publicada em 26/058/1997 - Pág. 01 Esportes" title="Página do Jornal O POVO, publicada em 26/058/1997 - Pág. 01 Esportes" width="524" height="862" class="size-large wp-image-1180" /></a><p class="wp-caption-text">Página do Jornal O POVO, publicada em 26/058/1997 - Pág. 01 Esportes</p></div>
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		<title>Estudante representa Ceará na Unesco</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2012 10:30:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Você Online 15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[ESTUDANTE]]></category>
		<category><![CDATA[PRÊMIO]]></category>
		<category><![CDATA[UNESCO]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ceará está entre os estados brasileiros que representarão o Brasil da Reunião de Cúpula das Crianças, que acontece de 6 a 13 de junho em Paris, na França. A estudante Viviane Freire tirou o 1º lugar na redação promovida pela Unesco e representará o Estado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>25 de maio de 1997</strong></p>
<p>Apenas 45 minutos de uma aula foram necessários para levar a cearense Maria Viviane Freire, 13, à Paris. A estudante da 8ª série do Centro de Educação de Referência Professora Maria José Santos Ferreira Gomes, no bairro de Antônio Bezerra, tirou primeiro lugar na redação promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que teve como tema foi &#8220;A Escola que a Gente Quer&#8221;. Agora, juntamente com os selecionados de mais quatro estados do Brasil, Viviane irá participar da Reunião de Cúpula das Crianças, onde encontrará 600 estudantes, de 40 países.</p>
<p>&#8220;Não sei o que pensar. Não imaginei que pudesse ganhar&#8221;. Essa foi a reação de Viviane ao ser indagada sobre o que estava sentido por estar entre cinco melhores do País e ser a primeira entre os concorrentes do Ceará. Viviane concorreu com alunos de 7 a 14 anos de todo o País. Entre eles, colegas de escolas particulares. A estudante conta que pensou nos menores de rua que não tinham condições de ir à escola para fazer a redação. Também passou pela cabeça dela a falta de assistência do Governo para com as escolas, principalmente as públicas, e questionou a eficiência do telensino &#8211; televisão nas salas de aula &#8211; . &#8220;Os alunos aprendem melhor com os professores em sala de aula. Se ele tiver alguma dúvida tem com quem tirar&#8221; &#8211; diz. </p>
<p>Tímida, Viviane disse que passa a maior parte do tempo do seu dia participando das recreações promovidas pelo colégio. Dançar é uma de suas principais atividades extra-sala. A garota faz parte do grupo de dança do colégio, tem aulas de computação e participa do jornal &#8220;Série Notícias&#8221;, produzido pelo clube do jornal do Centro de Educação. </p>
<p>A professora de Viviane, Maria Francisca Carneiro, a Tininha, disse que sempre acreditou na capacidade dos seus 36 alunos. Tininha contou que Viviane dizia que não ia conseguir tirar nenhuma colocação com a redação. &#8220;Ela não estava com expectativa de nada, embora seja um a criança muito questionadora. Tudo o que ela pensa, diz. Na sala de aula está sempre expondo suas idéias. Tem notas excelentes&#8221; &#8211; afirma. A professora salientou que acredita na melhoria da qualidade de ensino das escolas públicas. &#8221; Só depende de nós e do interesse do Governo&#8221;.</p>
<div id="attachment_1176" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970525aa20.jpg" rel="lightbox[1175]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970525aa20-550x902.jpg" alt="Página do Jornal O POVO, publicada em 25/05/1997 - Pág. 20 Cidades" title="Página do Jornal O POVO, publicada em 25/05/1997 - Pág. 20 Cidades" width="524" height="859" class="size-large wp-image-1176" /></a><p class="wp-caption-text">Página do Jornal O POVO, publicada em 25/05/1997 - Pág. 20 Cidades</p></div>
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		<title>Fóssil de 120 milhões de anos é encontrado no Cariri</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 10:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Você Online 15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[CEARÁ]]></category>
		<category><![CDATA[FÓSSIL]]></category>
		<category><![CDATA[SANTANA DO CARIRI]]></category>

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		<description><![CDATA[Um fóssil de um peixe de 120 milhões de anos foi encontrado semana passada no município de Santana do Cariri. Acredita-se que a descoberta é registro positivo do "Celacanto" ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>24 de maio de 1997</p>
<p>Considerado por pesquisadores do Museu de História Natural de Nova York como um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo, Santana do Cariri, a 600 km de Fortaleza, oferece mais uma contribuição para se desvendar alguns capítulos da instigante história da terra. Na semana passada, &#8220;peixeiros&#8221; encontram no sítio Ponta da Serra, um peixe fossilizado de 120 milhões de anos, do período Cretáceo. A descoberta está no Museu Paleontológico da Urca (MPU).</p>
<p>O fóssil de aproximadamente 1,20 m, ao que tudo indica, é o registro positivo do peixe da espécie Mawsonia Gigas, conhecido popularmente como Celacanto &#8211; um ancestral dos anfíbios.</p>
<p>A descoberta chama a atenção por apresentar todo o corpo do animal, é considerada inédita na Formação Santana (camada de sedimento de espessura de 250 metros onde está depositada a fauna e flora pré-histórica na região) e rara nos sítios paleontológicos. Pesquisadores já encontraram na França e na bacia da Bahia, ossos do crânio do peixe fossilizado.</p>
<p>&#8220;Esse pode vir a ser o mais completo Celacanto descoberto no mundo&#8221;, diz o mestre em paleontologia do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Francisco de Castro Bonfim Júnior, que está estudando outro fóssil encontrado ano passado em Santana do Cariri: o lagarto de pouco mais 15 centímetros.</p>
<p>Para o cientista, a investigação taxonômica, que deve iniciar nos próximos dias, ajudará na definição da evolução biológica de todos os seres vivos. O peixe apresenta nadadeiras lombadas, o que demonstra, segundo Bonfim Júnior, a tentativa de seleção natural para fazer uma espécie de pata para o animal sair da água.</p>
<p>O paleontólogo admite que ainda é cedo para formulações científicas mais precisas a cerca do material encontrado. Na próxima semana, ele vai ao Cariri fazer as primeiras investigações. Promete começar a redigir o resumo (descrição preliminar) do fóssil e encaminhá-lo à comissão coordenadora do II Simpósio sobre a Bacia do Araripe e Bacias Interiores do Nordeste. O evento acontecerá no período de 9 a 11 de novembro deste ano, em Crato.</p>
<div id="attachment_1172" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970524aa17.jpg" rel="lightbox[1171]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970524aa17-550x902.jpg" alt="Página  do Jornal O POVO, publicada em 24/05/1997 - Pág. 17 Cidades" title="Página  do Jornal O POVO, publicada em 24/05/1997 - Pág. 17 Cidades" width="524" height="859" class="size-large wp-image-1172" /></a><p class="wp-caption-text">Página  do Jornal O POVO, publicada em 24/05/1997 - Pág. 17 Cidades</p></div>
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		<title>Projeto pretende alfabetizar detentos através da Informática</title>
		<link>http://blog.opovo.com.br/voceonline/projeto-pretende-alfabetizar-detentos-atraves-da-informatica/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2012 10:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Você Online 15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[ALFABETIZAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[INFORMÁTICA]]></category>
		<category><![CDATA[IPPOO]]></category>
		<category><![CDATA[PRESO]]></category>
		<category><![CDATA[PROGRAMA EDUCATIVO]]></category>

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		<description><![CDATA[Os detentos do IPPS e IPPOO terão a oportunidade de estudar informática. O Ministério da Justiça e a Fundação Proeducar são os responsáveis pela criação de dois laboratórios, cada um com sete computadores, nos presídios]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>23 de maio de 1997</strong></p>
<p>O projeto Depen (Departamento Penitenciário Nacional), do Ministério da Justiça em parceria com a Fundação Proeducar, está levando a Informática para dentro dos presídios. A iniciativa é ousada: alfabetizar os presos com a ajuda de computadores. E não é só. Se tudo der certo, os reeducandos, como são chamados os internos, receberão ensinamentos de 1º e 2º graus e até pré-vestibular. No Ceará estão sendo beneficiados os dois presídios masculinos: Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS) e Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO).</p>
<p>Esse trabalho vem funcionado em quase todo o País, assegura a responsável pela implantação, Lígia Elaine Gruber. &#8220;A nossa grande filosofia é resgatar a condição de cidadão. Viver é uma conseqüência do saber&#8221;, diz a pedagoga, que veio à Fortaleza para a inauguração do projeto, ontem no IPPS. A opção pela Informática, segundo Gruber, tem um motivo óbvio. Tudo hoje em dia gira em torno da tecnologia, portanto, é uma forma de diminuir o enorme fosso entre os homens que saem dos presídios e a sociedade, pouco disposta a recebê-los de volta.</p>
<p>&#8220;Acho legal porque esse trabalho vai abrir a minha mente que já estava praticamente fechada. A única coisa que leio é revista, quando os meus parentes trazem&#8221;, afirmou Francisco Irlan Lima, um dos poucos detentos com segundo grau completo. Empolgado com a facilidade de manusear o micro, Lima, que está há 3 anos no IPPS e como todos os demais diz que já cumpriu sua pena, tem preferência pelos temas relacionados à ciência.</p>
<p>Foram instalados sete computadores em uma sala improvisada no prédio da administração do IPPS. De acordo com o Diretor do instituto, coronel Amaral Neto, inicialmente 72 detentos participarão. Oito turmas, formadas aproximadamente por 14 presos cada, se dividirão semanalmente nas aulas, com duração média de 50 minutos. De segunda à quinta, haverá três aulas pela manhã e duas à tarde. Cada presídio contará com um instrutor contratado e dois monitores selecionados entre os detentos.</p>
<p>A prioridade no Instituto Penal Paulo Sarasate será a alfabetização dos presos. Não poderia ser diferente: de acordo com o último censo penitenciário, 379 são analfabetos. O próprio coronel Amaral confirma que 70% da população carcerária não sabem ler nem escrever. O critério de seleção para participar do projeto parece ainda não estar bem definido. O Secretário da Justiça, Paulo Duarte, fala em pena longa e ausência de alfabetização. Já o coronel Amaral remete à vontade de cada detento. O critério comum considerado pelos dois é, obviamente, o bom comportamento.</p>
<div id="attachment_1168" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970523aa18.jpg" rel="lightbox[1167]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970523aa18-550x898.jpg" alt="Página do Jornal O POVO, publicado em 23/05/1997 - Pág. 18 Cidades" title="Página do Jornal O POVO,  publicado em 23/05/1997 - Pág. 18 Cidades" width="524" height="855" class="size-large wp-image-1168" /></a><p class="wp-caption-text">Página do Jornal O POVO,  publicado em 23/05/1997 - Pág. 18 Cidades</p></div>
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		<title>Tibico ganha prêmio Nikon</title>
		<link>http://blog.opovo.com.br/voceonline/tibico-ganha-premio-nikon/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 10:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida & Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Você Online 15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[FOTOGRAFIA]]></category>
		<category><![CDATA[PRÊMIO]]></category>
		<category><![CDATA[TIBICO BRASIL]]></category>

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		<description><![CDATA[O fotógrafo cearense Tibico Brasil foi o terceiro colocado do prêmio Nikon Photo Contest International. A foto premiada faz parte de um ensaio com crianças das praias de Icapuí]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada menos que cinco &#8220;cabeças-chatas&#8221; já faturaram prêmios no Nikon Photo Contest International (NPCI). Agora foi a vez de Tibico Brasil, que ficou em terceiro lugar na categoria livre da mais recente edição do concurso.</p>
<p>Anteriormente com periodicidade anual, a partir de 1994 o NPCI passou a acontecer a cada dois anos. Nesta primeira versão bienal &#8211; com data de 1996 &#8211; houve mais de dez mil inscrições de profissionais do mundo inteiro. Somente do Brasil, 1.200 trabalhos concorreram ao prêmio. Entre os 156 fotógrafos premiados, sete são brasileiros.</p>
<p>O curioso é que Tibico não sabe exatamente qual fotografia sua foi escolhida. Ele enviou dez delas para o concurso, cinco na categoria livre e o restante numa categoria que tem tema definido. &#8220;A cada edição do Nikon Photo Contest Internacional eles elegem um novo tema. Desta vez foi Símbolos de Mudança: O Século XXI&#8221; &#8211; conta o cearense.</p>
<p>No caso, a foto premiada faz parte de um ensaio sobre Icapuí. Tibico diz que iniciou essa série fotográfica em 1994. Funcionário da Assessoria de Comunicação Social do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), ele foi até Redonda &#8211; uma das praias do município &#8211; para checar a atividade de uma cooperativa de pesca de lagosta, que é financiada pelo banco. &#8220;Fiquei encantado com o local e, ao invés de fazer só umas fotos sobre o trabalho dos pescadores, decidi fotografar também as crianças de lá&#8221;, explica.</p>
<p>O ensaio capta os garotos no seu dia-a-dia, que é intimamente ligado à vida no mar. &#8220;Eles brincam nas águas e, desde pequenos, já saem com os pais para a pesca. É um cotidiano muito interessante&#8221;, explica. Os japoneses parecem ter concordado com Tibico, ao escolher uma das fotos para o prêmio. &#8220;Não sei exatamente qual foi a selecionada, porque meus trabalhos costumam não ter título, e no documento que recebi estava marcada a primeira fotografia. Acho que é a do menino com as lagostas, mas não tenho certeza. A ordem pode ter sido alterada&#8221;, ressalta.</p>
<p>O NPCI premia os vencedores com uma medalha e valores pré-determinados, que não são pagos em dinheiro, mas em material fotográfico da Nikon. Tibico, por exemplo, tem direito a retirar US$ 500,00 em equipamentos de fotografia da empresa. Não é muita coisa, porém, vale pelo prestígio. &#8220;Mal comparando, o Nikon é um concurso que, para a fotografia, equivale o mesmo que o Oscar para o cinema. Pode até ter gente que faça críticas, mas, no fundo, todos querem ganhar um&#8221;, diz.</p>
<p>As fotos dos ganhadores são publicadas num catálogo, que é distribuído para todos os concorrentes e ainda para agências de notícias e publicidade. &#8220;Como já havia participado outras duas vezes, estudei os catálogos das edições anteriores, porque queria ter uma noção do tipo de fotografia que eles mais gostam. Assim, teria chances maiores de conseguir ser um dos premiados dessa vez&#8221;, diz Tibico.</p>
<p>Para o fotógrafo, o Nikon Photo Contest International é um concurso, de certa forma, convencional &#8211; outra característica que o aproxima do Oscar. &#8220;Ele tem um estilo clássico. Se você for analisar os catálogos, você percebe que a maioria das fotos premiadas são bem `normais&#8217;. Não há nada muito ousado. É raro se ver alguma foto borrada ou distorcida&#8221;. No entanto, ter seu nome entre os vencedores representa um reconhecimento importante na carreira de qualquer fotógrafo, até por causa da abrangência do prêmio, que é conhecido em todo o mundo e foi o pioneiro neste gênero.</p>
<p>No Ceará, além de Tibico Brasil, já ganharam o NPCI os fotógrafos Dário Gabriel (do O POVO), José Albano, Celso Oliveira e Tiago Santana. O concurso deste ano teve um italiano como vencedor do Grande Prêmio. Foram escolhidos ainda de cada categoria &#8211; são três: tema livre, tema específico (já mencionadas) e a categoria técnica, que dessa vez analisou closes &#8211; um primeiro prêmio, oito segundos prêmios, 15 terceiros prêmios e 16 menções honrosas.</p>
<p>Esta edição, que marca 27 anos do NPCI, registrou o menor número de fotógrafos brasileiros premiados. &#8220;Geralmente, o País ficava entre os sete primeiros. Agora, caímos para 21º lugar&#8221;, diz Tibico. Ele acredita que isso pode ter sido causado pela nova periodicidade do concurso. &#8220;As pessoas podem ter se desmotivado um pouco. Eu quase esqueci que estava concorrendo, porque me inscrevi no ano passado e só agora saiu o resultado&#8221;, destaca.</p>
<div id="attachment_1163" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970522bb01.jpg" rel="lightbox[1162]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970522bb01-550x905.jpg" alt="Página do Jornal O POVO, publicada em 22/05/1997 - Pág. 01 Vida &amp; Arte" title="Página do Jornal O POVO, publicada em 22/05/1997 - Pág. 01 Vida &amp; Arte" width="524" height="862" class="size-large wp-image-1163" /></a><p class="wp-caption-text">Página do Jornal O POVO, publicada em 22/05/1997 - Pág. 01 Vida &#038; Arte</p></div>
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		<item>
		<title>Ladrões usam fuzis AR-15 para roubar carro-forte</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 10:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Você Online 15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[ASSALTO]]></category>
		<category><![CDATA[CARRO-FORTE]]></category>
		<category><![CDATA[FORTALEZA]]></category>

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		<description><![CDATA[Cinco homens armados de fuzis AR-15 e FAL roubaram R$ 130 mil de um dos carros da empresa Corpvs. É o segundo assalto, de grande porte, acontecido em menos de 24 horas em Fortaleza ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1157" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/foto.jpg" rel="lightbox[1156]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/foto-550x377.jpg" alt="O carro-forte da empresa Corpvs foi atingido por cerca de 35 tiros de diferentes calibres" title="O carro-forte da empresa Corpvs foi atingido por cerca de 35 tiros de diferentes calibres" width="524" height="359" class="size-large wp-image-1157" /></a><p class="wp-caption-text">O carro-forte da empresa Corpvs foi atingido por cerca de 35 tiros de diferentes calibres</p></div>
<p><strong>21 de maio de 1997<br />
Autor: Landry Pedrosa</strong></p>
<p>Cinco homens portando armas privativas das Forças Armadas, entre elas fuzis AR-15 e FAL, ocupando uma camioneta Ranger roubada, assaltaram ontem de manhã, na BR-116, um carro-forte da Corpvs e fugiram levando R$ 130 mil. O assalto aconteceu por volta das 6h20min no Km 23, próximo a localidade de Jibóia, município de Itaitinga (Região Metropolitana de Fortaleza). O veículo (placas HVM-9090), no qual a quadrilha escapou, foi encontrado abandonado dois quilômetros depois. O carro tinha sido tomado de assalto, pela madrugada, no cruzamento das ruas Visconde de Mauá e Padre Valdevino, bairro da Aldeota (Zona Leste de Fortaleza).</p>
<p>O carro-forte de placas HUH-3150, prefixo 162, seguia de Fortaleza com destino a Horizonte transportando dinheiro para o pagamento de funcionários da indústria têxtil Vicunha. Além do motorista Evaristo de Oliveira, mais três vigilantes viajavam no blindado. Ainda não se sabe de onde os bandidos iniciaram a perseguição ao veículo da Corpvs. Na fechada de uma curva, a Ranger o interceptou. De repente, uma saraivada de balas atingiu a frente do carro-forte, fazendo com que seus ocupantes o abandonassem. Instantes depois os assaltantes se apossavam do malote.</p>
<p>Quando a Polícia chegou fazia tempo que os ladrões haviam fugido. No entanto guarnições acionadas pelo Copom (Centro de Operações Policiais Militares) fizeram diligências na região, mas não encontraram pista do paradeiro deles. Peritos da Polícia Rodoviária Federal constataram no carro-forte nada menos de 35 perfurações a bala de diferentes calibres. O delegado Antônio Castelo Barros, titular da Delegacia de Roubos e Furtos (Aldeota), compareceu ao local do assalto. Ele supõe que a quadrilha é de fora.</p>
<p>A Polícia acredita que um outro veículo teria dado cobertura aos assaltantes. Da Ranger o grupo teria passado para esse carro. Os bandidos, conforme ainda a polícia, podem ser os mesmos que na tarde do dia anterior assaltaram a agência do Excel-Econômico, no Shopping Iguatemi de onde roubaram R$ 46 mil.	 </p>
<div id="attachment_1159" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970521aa171.jpg" rel="lightbox[1156]"><img src="http://blog.opovo.com.br/voceonline/files/2012/05/OITD_19970521aa171-550x899.jpg" alt="Página do Jornal O POVO - Publicada em 21/05/1997 - Pág. 17" title="Página do Jornal O POVO - Publicada em 21/05/1997 - Pág. 17" width="524" height="856" class="size-large wp-image-1159" /></a><p class="wp-caption-text">Página do Jornal O POVO - Publicada em 21/05/1997 - Pág. 17</p></div>
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