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	<title>Voltemos Ao Evangelho</title>
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		<title>Para onde vai a alma do cristão assim que ele morrer?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[John Piper]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
		<category><![CDATA[John Piper Responde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hghvf.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hghvf.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hghvf.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hghvf.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Como devemos entender o destino de nossas almas logo após a morte? Vamos diretamente para o céu ou permaneceremos “dormindo”? John Piper responde a essa pergunta neste episódio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hghvf.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hghvf.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hghvf.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hghvf.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p><strong><i>Transcrição do vídeo</i></strong></p>

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			<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Hoje vamos falar sobre a vida após a morte. Vamos à pergunta feita por Jéssica:</span></i></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">“Pastor John, tenho estudado 1 Tessalonicenses 4 e, conforme estudo, fico cada vez mais confusa sobre o que acontece quando os crentes morrem. Quando leio aquela passagem sobre os mortos em Cristo ressuscitando primeiro e depois encontrando o Senhor nos ares, parece que os crentes que já morreram não encontram Jesus até a sua segunda vinda. Talvez suas almas estejam apenas dormindo ou esperando em algum lugar até que a ressurreição aconteça, e é então que eles encontram Cristo face a face pela primeira vez? Mas sempre me ensinaram que, quando os cristãos morrem, vão imediatamente para estar com Jesus. Então, qual é a verdade? Obrigada!”</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A razão pela qual esta é uma excelente pergunta é que 1 Tessalonicenses 4.16-17 diz que os crentes que morreram ressuscitam dos mortos e, nesse sentido, encontram o Senhor pela primeira vez na sua vinda, em vez de o encontrarem imediatamente após a morte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Parece que sim, mas tenho </span><i><span style="font-weight: 400;">certeza</span></i><span style="font-weight: 400;"> de que não é isso que Paulo quis dizer, e vou tentar mostrar o porquê. Acho que fica bem claro em duas passagens das Escrituras que Paulo tinha certeza: quando ele e outros crentes morressem, iriam imediatamente estar com o Senhor Jesus e vê-lo naquele momento.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em casa</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Primeiro, veja 2 Coríntios 5.6-8:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé e não pelo que vemos. Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Essas são as duas alternativas que Paulo vê. Ou estou aqui no meu corpo — em certo sentido, longe de estar em casa com o Senhor — ou morro, e estou em casa com o Senhor. Agora, aqui está o versículo 9: “Portanto, quer estejamos em casa, quer ausentes” — quer estejamos com ele, quer aqui — “o nosso objetivo é agradá-lo”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Paulo não concebia um tempo em que o corpo morre e não estamos mais em comunhão com o Senhor. Morrer é perder o corpo temporariamente e ir para a comunhão com o Senhor. Essa não era a sua primeira escolha. Esse é um dos pontos que podemos corrigir nos funerais. Não queremos dar a impressão de que a comunhão desencarnada com o Senhor seja a primeira escolha apostólica. Sua primeira escolha era que o Senhor Jesus viesse antes de sua morte e revestisse seu corpo com a vida eterna.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mas ele diz que, se morrermos, é melhor. Então, sua terceira opção é ficar aqui e trabalhar; sua segunda opção é ir e estar com Jesus sem o seu corpo; e sua primeira opção é esta: “Vem, Senhor Jesus, e dá-me um novo corpo para que eu nunca mais tenha que ficar sem corpo”.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Partir ou ficar?</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A outra passagem é Filipenses 1.22-24:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Bem, essas eram as duas possibilidades para Paulo, e uma delas </span><i><span style="font-weight: 400;">não</span></i><span style="font-weight: 400;"> era morrer e ter a alma adormecida na sepultura. Essa não era a escolha — morrer e ter a alma adormecida na sepultura até a segunda vinda. Não.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">As duas possibilidades eram continuar vivendo aqui ou ir estar com Cristo (o que é infinitamente melhor). Concluo que Paulo não tinha dúvidas de que se uniria a Cristo com alegria consciente pela fé nesta vida, e essa união jamais seria interrompida pela morte. E quando deixasse seu corpo, quando fosse martirizado, iria para algo muito melhor do que a própria comunhão que desfrutava com Cristo aqui.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Levados juntos</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Agora, vamos falar um pouco sobre 1 Tessalonicenses 4.14-17. É preciso usar a cabeça, porque a lógica desse texto é muito importante. Acho que é clara, mas é complexa. Funciona assim:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1 Tessalonicenses 4.14)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ora, isso soa como se ele pretendesse trazê-los consigo do céu, onde eles estão. De fato, existem </span><i><span style="font-weight: 400;">almas</span></i><span style="font-weight: 400;"> no céu. Acabamos de argumentar isso com base em 2 Coríntios 5.6-9 e Filipenses 1.23.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1 Tessalonicenses 4.15)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ora, isso também pode soar como se já estivéssemos em nossas almas — corpo na sepultura, almas com Jesus — na presença do Senhor. E, nesse sentido, aqueles que ainda estão na Terra não os precederam na presença de Cristo. Mas eis o problema. Agora vem o argumento de por que aqueles que restaram, que estão vivos, não precederão aqueles que morreram. É o seguinte:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1 Tessalonicenses 4.16)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">É por isso que não os precederemos. Eles </span><i><span style="font-weight: 400;">ressuscitarão</span></i><span style="font-weight: 400;">. Eles ressuscitarão </span><i><span style="font-weight: 400;">primeiro</span></i><span style="font-weight: 400;">. “Depois nós, os que estivermos vivos e formos deixados, seremos arrebatados </span><i><span style="font-weight: 400;">juntamente</span></i><span style="font-weight: 400;"> com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4.17).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O argumento para explicar por que aqueles que estiverem vivos na vinda do Senhor não precederão os que já morreram é que os que já morreram ressuscitarão </span><i><span style="font-weight: 400;">primeiro</span></i><span style="font-weight: 400;">, e então iremos todos </span><i><span style="font-weight: 400;">juntos</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não há hierarquia — não há &#8220;Ah, você tem que ir primeiro&#8221;. Iremos juntos ao encontro do Senhor nos ares. Sem primeiros, sem segundos; estaremos todos juntos.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encontro com o Senhor</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Eis a minha conclusão ao analisar essas três passagens em conjunto. Em 1 Tessalonicenses 4.15, &#8221; </span><i><span style="font-weight: 400;">preceder</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8221; não se refere aos mortos precedendo os vivos na presença do Senhor no céu (o que, obviamente, acontece). Paulo simplesmente não está falando disso. Em vez disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;preceder&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> se refere a preceder, com os corpos ressurretos, na experiência gloriosa da segunda vinda.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Deixe-me repetir, porque é exatamente isso que o argumento dos versículos 16 e 17 exige que o termo &#8221; </span><i><span style="font-weight: 400;">preceder</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8221; signifique. &#8220;Não precederemos os mortos&#8221;, diz Paulo. Preceder onde? Precedê-los com corpos ressuscitados na experiência gloriosa da segunda vinda.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em outras palavras, o que Paulo está dizendo em 1 Tessalonicenses 4.14-16 é que os vivos não terão nenhuma vantagem sobre os mortos quando se trata de desfrutar plenamente daquele dia — a ressurreição, o dia da segunda vinda, incluindo a visão corporal, o desfrute e a celebração corporal da segunda vinda — porque os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em outras palavras, antes que haja qualquer reunião gloriosa para encontrar o Senhor nos ares, os corpos de todos os crentes que morreram ressuscitarão, serão reunidos com suas almas e, então, toda a igreja cristã, os vivos e os ressuscitados, se encontrarão com o Senhor e o receberão para estabelecer o seu reino legítimo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Conheça os livros de John Piper pela Editora Fiel &#8211; <a href="https://www.editorafiel.com.br/john-piper">clique aqui.</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">Veja mais episódios do John Piper Responde &#8211; <a href="https://voltemosaoevangelho.com/blog/serie/john-piper-responde/">clique aqui!</a></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-alert-danger vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: JOHN PIPER. © Desiring God Foundation. Website: <a href="http://www.desiringgod.org/languages/portuguese" target="_blank" rel="noopener">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte: <a href="https://www.desiringgod.org/interviews/ten-seconds-after-you-die"><em><strong>Ten Seconds After You Die</strong></em></a> | Revisão e edição por <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
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		<title>Necessidade humana e provisão divina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kathleen Nielson]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 11:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Complementarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Devocional O que Deus diz sobre as mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Trechos de livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Como Deus revelou a necessidade humana e sua perfeita provisão na criação da mulher como auxiliadora idônea.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p style="text-align: center;"><b>“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” Gênesis 2.18</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por que Deus criou Adão em primeiro lugar e Eva em segundo? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece que Deus estava permitindo que a solidão de Adão crescesse até um momento dramático, mas também estava ensinando a Adão a respeito de seu lugar neste mundo, antes de criar a mulher, que o ajudaria na obra de governar a terra. Ele seria uma pessoa mais bem preparada para receber auxílio quando ela chegasse aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, nós, leitores, tenhamos o foco somente na experiência de Adão, mas em última análise essa história é sobre Deus e seu cuidado em relação a nós, suas criaturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na ordem da criação do homem e da mulher, Deus está revelando a grande necessidade de Adão, e a grande provisão correspondente de Deus para suprir essa necessidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, Deus tomou uma costela do homem que dormia e “transformou-a numa mulher e lha trouxe” (v. 22). De repente, estamos olhando para duas pessoas, dois semelhantes, mas não idênticos. A mulher é perfeitamente “adequada” a ele. Combinação perfeita. Nenhuma vergonha no compartilhamento pleno de si mesmo com o outro. A solidão de Adão terminou com Deus fazendo maravilhosa provisão de uma auxiliadora idônea, uma esposa.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p><b>Oração:</b><span style="font-weight: 400;"> Seja grata pela providência de Deus em criar a Mulher como combinação perfeita para o homem.</span></p>
<p><b>Medite:</b><span style="font-weight: 400;"> Posso perceber que Deus é meu provedor? Quais provisões de Deus posso reconhecer em minha vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Leitura complementar:</b><span style="font-weight: 400;"> Gn 2.18;1Co 11.8; Gn 2.22-24.</span></p>
<h2 style="text-align: center;"></h2>
<hr />
<p style="text-align: center;">Este devocional é uma adaptação do livro <a href="https://www.editorafiel.com.br/o-que-deus-diz-sobre-as-mulheres-kathleen-nielson">&#8220;O que Deus diz sobre as mulheres&#8221;, de Kathleen Nielson. </a></p>
<p style="text-align: center;">Clique abaixo para saber mais sobre este livro e adquirir seu exemplar!</p>
<p><a href="https://www.editorafiel.com.br/o-que-deus-diz-sobre-as-mulheres-kathleen-nielson"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-73007 size-full" src="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/46-O-QUE-DEUS-DIZ-SOBRE-AS-MULHERES-3D-e1778261138695.gif?resize=412%2C632&#038;ssl=1" alt="" width="412" height="632" /></a><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-73006" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/34-O-QUE-DEUS-DIZ-SOBRE-AS-MULHERES-3D.tif" alt="" /></p>

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</div></div></div></div></div>
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		<title>Esperar no Senhor em tempos de crise</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/esperar-no-senhor-em-tempos-de-crise/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hermisten Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 11:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos no Antigo Testamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões Comprometidas]]></category>
		<category><![CDATA[TeoBrasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/dfgrs.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/dfgrs.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/dfgrs.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/dfgrs.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>A mensagem de Miquéias é: não permita que o problema ocupe todo o seu horizonte. Tire os olhos da crise e fixe-os na promessa; espere no Senhor em tempos de crise.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/dfgrs.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/dfgrs.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/dfgrs.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/dfgrs.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><em>Em meio ao caos social, à corrupção e à inversão de valores, os profetas Miqueias e Isaías proclamam uma esperança firmada na fidelidade de Deus. Este artigo explora Miquéias 7, mostrando como a fé perseverante, a esperança ativa e a oração sustentam o povo de Deus em tempos de crise. Uma reflexão bíblica sobre confiança, perseverança e restauração em meio à injustiça. O artigo a seguir foi escrito pelo Dr. Hermisten Maia, ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil. É formado em Teologia, Filosofia e Pedagogia. É Mestre e Doutor em Ciências da Religião. Leciona em diversos Seminários ininterruptamente desde 1980. Tem experiência na área de Teologia Sistemática, lecionando há 40 anos, e História da Reforma Protestante, atuando principalmente nos seguintes temas: João Calvino ,Teologia Reformada e Cosmovisão Reformada.</em></span></p>
<hr />
<p style="text-align: justify;">Quando os valores de uma sociedade são subvertidos, o mal prevalece e se perpetua. Nesse ambiente, é natural que surjam sentimentos variados: queixa diante da injustiça, contemplação cética que nos faz duvidar do que estamos vendo, indignação contra a corrupção, revolta diante da opressão, indiferença como mecanismo de defesa e até cinismo como forma de lidar com a frustração. Esses sentimentos não apenas se manifestam em diferentes pessoas e grupos, mas também podem variar dentro da mesma pessoa ao longo do tempo, conforme ela enfrenta a realidade dura e instável.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse ambiente de caos e inversão de valores, Isaías e Miqueias se levantaram como vozes proféticas. Eles não apenas denunciaram a injustiça, mas apontaram para a fidelidade de Deus, mostrando que a esperança não é anulada pela crise, mas nasce justamente dela.</p>
<p style="text-align: justify;">O povo, em vez de confiar na aliança com Deus, buscava segurança em alianças políticas e em práticas religiosas vazias. Nesse contexto, os profetas não apenas anunciaram o juízo, mas também ofereceram uma palavra de esperança: Deus não é indiferente ao sofrimento humano, nem cego diante da injustiça. Ele vê, julga e promete restauração.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a mensagem de Isaías e Miqueias nos mostra que, mesmo quando a sociedade parece mergulhada no caos, a fé não é anulada. Pelo contrário, é nesse ambiente que a confiança em Deus se torna ainda mais necessária. A oscilação dos sentimentos humanos encontra estabilidade na fidelidade divina.</p>
<p style="text-align: justify;">O chamado pastoral, portanto, é para que aprendamos a esperar no Senhor, lembrando que sua justiça prevalecerá e sua misericórdia sustentará os que nele confiam. A fidelidade de Deus é o chão firme em meio ao caos.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O Profeta e seu contexto</h2>
<p style="text-align: justify;">O nome Miquéias significa “<em>Quem é como Jeová?”</em>, funcionando como um credo em si mesmo. Natural de Moresete-Gate, aldeia do Reino do Sul, Miquéias provavelmente era de origem humilde, mas exerceu um ministério influente. Enquanto Isaías atuava na corte, Miquéias era um profeta rústico, com ministério voltado ao povo rural. Ambos, porém, foram usados por Deus para proclamar sua Palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">Miquéias profetizou entre 742 e 686 a.C., durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias, sendo contemporâneo de Isaías e Oséias. Sua mensagem reflete a pobreza espiritual do povo e sua apostasia: idolatria, exploração dos pobres, corrupção judicial, sacerdócio interesseiro, profetas mercenários e dissolução familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">A denúncia é clara: a corrupção espiritual e social conduz à ruína, e tanto Samaria quanto Judá não escapariam da disciplina divina. Contudo, a mensagem não termina no juízo. Miquéias anuncia que Sião experimentará uma glória futura ainda maior, por meio da vinda do Messias libertador.</p>
<p style="text-align: justify;">O reinado de Acaz é particularmente emblemático. Ele fundiu imagens de Baalins, ofereceu seus filhos em sacrifício, fez alianças políticas desastrosas e construiu altares pagãos. Essa conduta não apenas afastou o povo da aliança, mas também trouxe consequências devastadoras, culminando no cativeiro assírio. A história mostra que a quebra da aliança sempre conduz à disciplina divina, mas também abre espaço para a promessa de restauração.</p>
<h2 style="text-align: justify;"> 1) Fé corretamente direcionada</h2>
<p style="text-align: justify;"><em>“Eu, porém, olharei (tsaphah) para o SENHOR e esperarei (yachal) no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá (shama)” </em>(Mq 7.7).</p>
<p style="text-align: justify;">O profeta Miqueias nos mostra uma mudança decisiva de perspectiva. Antes, seus olhos estavam fixos no castigo que viria sobre o povo; agora, ele escolhe olhar para Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antes:</strong> “<em>O melhor deles é como um espinheiro; o mais reto é pior do que uma sebe de espinhos. É chegado o dia anunciado por tuas sentinelas, o dia do teu castigo; aí está a confusão deles</em>” (Mq 7.4).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agora:</strong> “<em>Eu, porém, olharei para o SENHOR</em>” (Mq 7.7).</p>
<p style="text-align: justify;">O verbo <em>tsaphah</em> transmite a ideia de expectativa ativa: não é um olhar distraído, mas fixo, atento, aguardando com confiança a ação de Deus. O profeta assume a postura de sentinela espiritual, vigilante e perseverante, esperando a revelação divina. Ele não espera em vão, porque conhece o seu Senhor. O Deus que julga é também o Deus que salva; seu poder é irresistível e sua misericórdia infinita.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos de crise, é comum que nossos olhos fiquem presos às dificuldades, como se não houvesse outra realidade além do problema. Isaías e Miqueias viveram exatamente nesse cenário: uma sociedade marcada pela injustiça, pela corrupção dos líderes, pela exploração dos pobres e pela religiosidade superficial. O povo estava tão fixado em suas circunstâncias que não conseguia enxergar além da opressão e da decadência moral.</p>
<p style="text-align: justify;">É nesse ponto que os profetas nos ensinam a “tirar os olhos” do problema e fixá-los em Deus. Isaías, ao anunciar juízo contra a idolatria e a injustiça, também proclamava a visão de um futuro glorioso, onde o Senhor reinaria em justiça e paz. Miqueias, ao denunciar governantes corruptos e falsos profetas, apontava para o nascimento do Messias em Belém, mostrando que a esperança não estava nas alianças humanas, mas na intervenção divina.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Não é fuga ou alienação</h3>
<p style="text-align: justify;">Desviar o olhar das circunstâncias não significa negar a realidade, mas redimensioná-la à luz da fidelidade de Deus. Quando olhamos apenas para o caos, somos consumidos pela ansiedade e pelo desespero. Mas quando olhamos para o Senhor, percebemos que Ele continua soberano, atento e atuante.</p>
<p style="text-align: justify;">Isaías e Miqueias nos lembram que, mesmo em meio ao colapso social e espiritual, Deus prepara redenção e restauração. Por isso, a mensagem pastoral é clara: não permita que o problema ocupe todo o seu horizonte. Tire os olhos da crise e fixe-os na promessa. A esperança não nasce da negação da dor, mas da certeza de que Deus está presente, vê, julga e salva. É nesse movimento que a alma encontra descanso e força para perseverar.</p>
<h2 style="text-align: justify;">2) Um testemunho de perseverança</h2>
<p style="text-align: justify;"><em>“Eu, porém, olharei (tsaphah) para o SENHOR e esperarei (yachal) no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá (shama)”</em> (Mq 7.7).</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de redirecionar o olhar, Miqueias nos mostra o caminho da perseverança. A fé não é apenas declarada, mas vivida. Essa perseverança se desdobra em etapas: fundamento, disciplina, cuidado, certeza e louvor — uma verdadeira jornada espiritual.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> Fundamento da esperança:</strong> O primeiro passo dessa perseverança é reconhecer o fundamento da esperança. Não se trata de um sentimento instável, mas da fidelidade imutável de Deus. É por isso que o salmista pode dizer: <em>“Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, na qual me tens feito esperar”</em> (Sl 119.49). A espera não se apoia em sentimentos instáveis, mas na fidelidade imutável de Deus. Por isso, pode-se dizer: <em>“Tu és o meu refúgio e o meu escudo; na tua palavra, eu espero”</em> (Sl 119.114). A Palavra é escudo contra a ansiedade e a insegurança.</li>
<li><strong> Disciplina da alma:</strong> Mas não basta reconhecer o fundamento; é preciso exercitar a disciplina da alma. Esperar exige prática diária, não passividade. O salmista confessa: <em>“Aguardo o SENHOR, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra”</em> (Sl 130.5). A alma abatida encontra remédio na esperança: <em>“Por que estás abatida, ó minha alma? Espera em Deus, pois ainda o louvarei”</em> (Sl 42.5). Essa disciplina se renova diariamente: <em>“Antecipo-me ao alvorecer do dia e clamo; na tua palavra, espero confiante”</em> (Sl 119.147).</li>
<li><strong> Cuidado e vigilância divina:</strong> Essa disciplina não acontece no vazio. Ela é sustentada pelo cuidado e pela vigilância divina. O Senhor vê e se agrada dos que confiam em sua misericórdia. Esperar, portanto, é viver debaixo de um olhar atento, que não apenas observa, mas protege e fortalece. <em>“Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia”</em> (Sl 33.18). O Senhor se agrada dos que confiam em sua misericórdia (Sl 147.11). A perseverança na espera revela dependência e agrada ao coração de Deus.</li>
<li><strong> Certeza da resposta e redenção:</strong> E porque Deus cuida, podemos ter certeza da resposta e da redenção. A espera não cai no vazio; antes, é carregada de convicção: <em>“Pois em ti, SENHOR, espero; tu me atenderás”</em> (Sl 38.15). Essa confiança é coletiva: <em>“Espere Israel no SENHOR, pois no SENHOR há misericórdia; nele, copiosa redenção”</em> (Sl 130.7). A graça é abundante e inesgotável, sustentando não apenas o indivíduo, mas todo o povo de Deus.</li>
<li><strong> O louvor é o fruto da espera:</strong> O resultado natural dessa jornada é o louvor. Quem aprende a esperar descobre que cada dia é oportunidade de engrandecer o Senhor. A perseverança não apenas sustenta o coração, mas o transforma em fonte de adoração contínua. <em>“Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais”</em> (Sl 71.14). A espera perseverante transforma o coração e gera louvor contínuo.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Assim, a promessa de Deus é o alicerce da esperança. A alma, muitas vezes abatida e ansiosa, precisa ser disciplinada a confiar, mas encontra descanso na certeza de que o Senhor vê, cuida e responde. O clímax dessa jornada é a convicção de que a espera não é em vão: Deus redime e derrama misericórdia abundante. Esperar não é passividade, é fé em movimento.</p>
<h2 style="text-align: justify;">3) Uma esperança ativa: Deus ouve as nossas orações</h2>
<p style="text-align: justify;"><em>“Eu, porém, olharei (tsaphah) para o SENHOR e esperarei (yachal) no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá (shama)” </em>(Mq 7.7).</p>
<p style="text-align: justify;">A perseverança se torna esperança ativa quando se expressa em oração. O profeta não apenas espera, mas fala com Deus, certo de que será ouvido. Essa é a marca da fé viva: não silêncio resignado, mas diálogo confiante com o Senhor que ouve: <em>“O meu Deus me ouvirá”</em>. Essa certeza molda toda a espiritualidade bíblica: Deus não é indiferente, Ele nos deu a sua Palavra e empresta seus ouvidos para que possamos falar com Ele.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Deus não nos é indiferente</h3>
<p style="text-align: justify;">Os salmistas, em meio às angústias, repetidamente se alimentavam dessa convicção: o Senhor ouve. A oração verdadeira nasce da Palavra, que deve ser o estímulo e o conteúdo de nossas súplicas.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Oração comprometida</h3>
<p style="text-align: justify;">A oração não pode ser fantasiosa, desconectada da postura espiritual. Se peço discernimento, devo me colocar atento à instrução divina. O salmista testemunha: <em>“De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando”</em> (Sl 5.3). A oração é acompanhada pela vigilância, pela expectativa confiante da resposta.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Deus ouve e responde</h3>
<p style="text-align: justify;">Em outra perspectiva, o salmista clama: <em>“Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração”</em> (Sl 4.1). O alvo é definido: o clamor é dirigido a Deus, não a forças anônimas ou ídolos impotentes. Nós clamamos ao Senhor porque sabemos quem Ele é, e isso nos basta.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Deus nos atende na angústia</h3>
<p style="text-align: justify;">A Escritura afirma: <em>“Olhou-os, contudo, quando estavam angustiados, lhes ouviu o clamor”</em> (Sl 106.44). Ele é fortaleza do pobre e refúgio do necessitado (Is 25.4). Mesmo em sociedades corrompidas, como descreve o Salmo 10, o Senhor continua ouvindo o desejo dos humildes, fortalecendo-lhes o coração e acudindo-os (Sl 10.17).</p>
<h3 style="text-align: justify;">Deus firma os nossos passos</h3>
<p style="text-align: justify;">Ainda que sejamos tentados a pensar que Ele está distante, a Palavra nos lembra: <em>“Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor”</em> (Sl 34.15). Essa certeza não é mero consolo psicológico, mas experiência real de comunhão com o Deus vivo. Calvino (1509-1564) expressa bem: “É uma bênção singular a que Deus nos confere quando, em meio às tentações, Ele nutre nossos corações, não os deixando retroceder dele, nem buscando em outra fonte algum outro apoio e livramento.”<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><strong>[1]</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Jonas confirma essa verdade: mesmo do ventre do peixe, clamou ao Senhor e foi ouvido (Jn 2.1-2). Em contraste, os ídolos têm ouvidos e não ouvem (Sl 115.4-6).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a esperança ativa se revela na oração perseverante. O Deus que julga é também o Deus que ouve. Ele não abandona os seus filhos, mas os sustenta em meio às crises. A oração é testemunho vivo de que, mesmo quando tudo parece ruir, o Senhor continua atento, misericordioso e presente.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Considerações finais</h2>
<p style="text-align: justify;">O profeta Miqueias conhecia profundamente o seu Deus (Mq 7.18-20) e nos ensina que, mesmo em meio ao colapso social e espiritual, é possível manter um testemunho seguro. Ele não nega a realidade dura, mas escolhe olhar além dela, fixando os olhos no Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Esperar em Deus não é fuga ou otimismo vazio, mas disciplina espiritual que se ancora na promessa, na misericórdia abundante e na certeza da redenção. O Deus que julga é também o Deus que restaura; a última palavra não é a crise, mas a esperança viva em Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, como igreja, somos chamados a viver com confiança perseverante, sustentados pela Palavra e fortalecidos pela oração. Essa confiança se transforma em louvor, porque sabemos que o Deus que ouve é também o Deus que salva. Esperar no Senhor é transformar a crise em testemunho de esperança viva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a>João Calvino, <em>O Livro dos Salmos, </em>São Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 10.17), p. 230.</p>
<hr />
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-grey vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Autor: Hermisten Maia. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Editor e Revisor: Vinicius Lima.</p>
</div></div></div></div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
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		<title>O que Deus faz por nós no batismo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joshua Bremerman]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 11:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Desiring God 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hnoi.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hnoi.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hnoi.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hnoi.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Cristo usa o batismo para nos ajudar a remediar a vergonha do nosso pecado e nos levar a um estado de honra, assegurando-nos a nossa adoção na família de Deus.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hnoi.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hnoi.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hnoi.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/hnoi.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><em>O batismo cristão não é apenas um símbolo externo de fé, mas um meio pelo qual Deus confirma ao crente as promessas do Evangelho. Neste artigo, exploramos a relação entre batismo, consciência purificada, filiação divina e certeza da salvação, mostrando como essa ordenança fortalece a fé, encoraja a obediência e aponta para a união do cristão com Cristo. Artigo escrito por <span dir="auto">Joshua Bremerman, que formou-se no </span><a href="https://bcsmn.edu/"><span dir="auto">Bethlehem College and Seminary</span></a><span dir="auto"> e trabalha como pastor de discipulado na The North Church. </span></em></span></p>
<hr />
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<div class="z-0 flex min-h-&#091;46px&#093; justify-start">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Deus realiza alguma ação no ato do batismo? Se sim, qual é a sua intenção?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Quando fazemos a pergunta sob uma perspectiva humana — “O que estamos </span><i><span style="font-weight: 400;">fazendo</span></i><span style="font-weight: 400;"> no ato do batismo?” — a maioria dos cristãos daria respostas semelhantes. No batismo, obedecemos ao mandamento do Senhor Jesus para novos discípulos (Mateus 28.19). No batismo, demonstramos exteriormente a obra interior da fé em nossos corações (Colossenses 2.11-12). No batismo, professamos lealdade a Jesus e, com ele, ao seu povo (Atos 2.38-41).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mas será que </span><i><span style="font-weight: 400;">Deus</span></i><span style="font-weight: 400;"> age em e através do nosso batismo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Essa questão é importante para os batistas. Embora enfatizemos que o batismo é para os crentes — um ato de profissão de fé e obediência </span><i><span style="font-weight: 400;">em</span></i><span style="font-weight: 400;"> Cristo — não queremos perder a beleza do que a Bíblia diz sobre a obra de Deus no batismo. E para aqueles que consideram se afastar dos círculos batistas por desejarem uma visão mais &#8220;centrada em Deus&#8221; das ordenanças, os batistas não apenas têm uma resposta para essa pergunta, como também se baseiam na resposta que o Novo Testamento oferece, e não em especulações.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A obra de Deus no batismo</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Com razão, temos cuidado ao descrever a atividade de Deus no batismo. Ao discernirmos como Deus usa o batismo para o nosso bem, também identificamos </span><a href="https://www.desiringgod.org/articles/what-does-the-bible-say-about-baptism"><span style="font-weight: 400;">o que Deus </span><i><span style="font-weight: 400;">não</span></i><span style="font-weight: 400;"> está fazendo no batismo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Primeiro, embora o batismo seja um sinal da Nova Aliança, assim como a circuncisão era da antiga (Romanos 4.11), Deus </span><i><span style="font-weight: 400;">não</span></i><span style="font-weight: 400;"> introduz o seu povo na Nova Aliança por meio do batismo — ele o faz somente pela fé (Jeremias 31.31-34). Segundo, embora “nascer da água” esteja relacionado ao novo nascimento (João 3.5), Deus </span><i><span style="font-weight: 400;">não</span></i><span style="font-weight: 400;"> regenera o seu povo por meio do batismo. Em vez disso, o Espírito Santo é o agente da nova vida (João 3.8), sendo o batismo a confirmação da sua obra decisiva. Terceiro, embora o batismo represente a união com Cristo na sua morte e ressurreição (Romanos 6.3-4), Deus </span><i><span style="font-weight: 400;">não</span></i><span style="font-weight: 400;"> une o seu povo a Jesus por meio do batismo. Aqueles que recebem o sinal já estão mortos para o pecado e vivos para Deus pela fé em Jesus Cristo (Romanos 5.1).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Embora possa ser mais simples evitar as concepções errôneas acima, espiritualizando qualquer referência ao batismo no Novo Testamento ou excluindo Deus completamente da equação, não devemos perder de vista a verdadeira graça de Deus no batismo. O batismo não é necessário nem suficiente para a salvação, mas Deus nos dá o batismo como um meio especialmente ordenado para nos levar à plenitude em Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Como explicou Hercules Collins (1646–1702), os sacramentos “são sinais e selos sagrados, colocados diante de nossos olhos e ordenados por Deus para esta causa, para que Ele possa declarar e selar por meio deles a promessa do Seu Evangelho para nós” (</span><a href="https://archive.org/details/bim_early-english-books-1641-1700_an-orthodox-catechism-_collins-hercules_1680/page/n33/mode/2up"><i><span style="font-weight: 400;">Um Catecismo Ortodoxo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, 25). Collins não afirma que Deus usa o batismo para selar a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova Aliança</span></i><span style="font-weight: 400;"> conosco. Juntamente com outros batistas particulares de sua época, ele prioriza “o Espírito Santo prometido” (Efésios 1.13), e não o batismo, como o selo da Nova Aliança (</span><a href="https://www.ccel.org/creeds/bcf/bcfapdx.htm#appendix"><i><span style="font-weight: 400;">Segunda Confissão Batista de Londres</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apêndice). Em vez disso, o “selo” do batismo se relaciona à “promessa do Seu Evangelho”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A graça de Deus no batismo, então, sela duas realidades para nós: (1) o </span><i><span style="font-weight: 400;">gozo</span></i><span style="font-weight: 400;"> de nossa consciência limpa pela fé e (2) a </span><i><span style="font-weight: 400;">confirmação</span></i><span style="font-weight: 400;"> de que somos filhos de Deus.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Deus conforta a consciência</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O apóstolo Pedro escreve: “a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a </span><i><span style="font-weight: 400;">indagação de uma boa consciência para com Deus</span></i><span style="font-weight: 400;">, por meio da ressurreição de Jesus Cristo” (1 Pedro 3.21). O batismo não salva na lavagem em si, mas salva em certo sentido — ou seja, como um apelo a Cristo por uma consciência limpa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Quando somos batizados como expressão de fé, Cristo sela </span><i><span style="font-weight: 400;">nosso testemunho</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, assim, nos assegura da nova vida oferecida por meio de sua morte e ressurreição. Cristo usa o batismo como um meio de confirmar à nossa consciência que nossos pecados foram perdoados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">De certa forma, assim como Paulo prega, o batismo lava os nossos pecados quando invocamos o nome do Senhor (Atos 22.16). Como escreve Andrew Fuller, “O pecado é lavado no batismo da mesma forma que a carne de Cristo é comida e o seu sangue é bebido na Ceia do Senhor: o sinal, quando usado corretamente, conduz [nossas almas] àquilo que significa” (</span><a href="https://archive.org/details/completeworksofr184503full/page/340/mode/2up"><i><span style="font-weight: 400;">Obras Completas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, 3:341). A fé é como a concepção, e o batismo é como o seu nascimento. Você estava </span><i><span style="font-weight: 400;">vivo</span></i><span style="font-weight: 400;"> desde o momento em que creu em Jesus para a salvação dos seus pecados, mas você é </span><i><span style="font-weight: 400;">selado publicamente</span></i><span style="font-weight: 400;"> pelo batismo — e esse selamento do seu testemunho proporciona um desfrute ainda mais profundo da sua nova vida.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Deus confirma que somos Dele.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao lembrar aos Gálatas que eles são filhos de Deus, Paulo escreve: “Em Cristo Jesus, todos vocês são filhos de Deus, </span><i><span style="font-weight: 400;">mediante a fé</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pois todos vocês que foram batizados em Cristo se </span><i><span style="font-weight: 400;">revestiram de Cristo</span></i><span style="font-weight: 400;"> ” (Gálatas 3.26-27). Paulo destaca a fé como o instrumento para a filiação, e essa filiação é então </span><i><span style="font-weight: 400;">confirmada</span></i><span style="font-weight: 400;"> no evento memorável do batismo. O batismo confirma que somos seus filhos por meio de uma representação viva de estarmos mortos para o pecado e vivos em Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O próprio batismo de Jesus enfatiza esse ponto. Porque estamos em Cristo pela fé e pela obra do Espírito, as palavras que o Pai dirige a respeito de Cristo também se aplicam a nós: “ </span><i><span style="font-weight: 400;">Tu és o meu Filho amado</span></i><span style="font-weight: 400;">; em ti me comprazo” (Marcos 1.11). Ao nos aproximarmos do batismo como novos crentes (e sempre que presenciarmos </span><a href="https://www.desiringgod.org/articles/improve-your-baptism#improve-our-baptism"><span style="font-weight: 400;">um batismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no futuro), podemos nos lembrar uns aos outros dessa profunda verdade: somos filhos amados de Deus, e o nosso batismo serve como um auxílio divino para nos assegurar dessa realidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Cristo usa o batismo para nos ajudar a remediar a vergonha do nosso pecado e nos levar a um estado de honra, assegurando-nos a nossa adoção na família de Deus. É por isso que batizamos </span><i><span style="font-weight: 400;">em nome</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Jesus (Atos 2.38;  10.48 ; 19.5) — isto é, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28.19). Assim como uma esposa assume o nome do marido no casamento, os crentes assumem publicamente o nome de Cristo e do Deus trino no batismo.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Para a certeza da fé</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Essas realidades — o conforto espiritual e a confirmação pública da filiação do crente — atuam em conjunto para uma certeza objetiva da salvação. Quando realizado com fé, o batismo serve como sinal e selo da obra de Cristo por nós na cruz e em sua ressurreição. O batismo não é regenerador, mas </span><a href="https://www.desiringgod.org/articles/baptism-now-saves-you"><span style="font-weight: 400;">é poderosamente confirmatório</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em outras palavras, agora temos a certeza visível de realidades invisíveis. Essa é uma verdadeira graça de Deus, mediada por meio do seu corpo, a Igreja, que confirmou nossa fé aplicando-nos o sinal e o selo do batismo. A fé é como a ascensão de um príncipe ao trono quando seu pai morre, mas o batismo é como o dia de sua coroação, um selo público e uma celebração da realidade de que ele é o novo rei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Essa certeza, embora nem sempre seja sentida subjetivamente pelo crente nos altos e baixos da vida, nos proporciona uma garantia objetiva de Cristo de que nossos pecados foram perdoados e de que somos filhos de Deus. Quando surgem as provações, ou quando cedemos ao pecado, podemos nos lembrar uns dos outros tanto da obra interior do Espírito de Deus pela fé quanto da confirmação exterior do nosso batismo para fortalecer a certeza: “Aproximemo-nos, portanto, com um coração sincero e em plena certeza de fé, tendo </span><i><span style="font-weight: 400;">os nossos corações purificados</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma consciência culpada e </span><i><span style="font-weight: 400;">o nosso corpo lavado com água pura</span></i><span style="font-weight: 400;"> ” (Hebreus 10.22). É claro que o batismo não deve proporcionar segurança para aqueles que abusam da graça de Deus, como Paulo adverte (1 Coríntios 10.1-6). Mas deve proporcionar segurança para aqueles que buscam dar frutos dignos de arrependimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Portanto, ao emergirmos das águas do batismo, ou ao presenciarmos batismos no futuro, podemos olhar uns para os outros e dizer: “Assim como esta pessoa, eu assumi o nome </span><i><span style="font-weight: 400;">de cristão</span></i><span style="font-weight: 400;"> pela fé no Senhor Jesus e pela obediência ao seu mandamento do batismo. Através da união com Cristo, Deus me vê como um filho amado”. E oramos para que essa certeza objetiva nos conduza à alegria da certeza subjetiva.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Chamados a Obedecer</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O batismo não apenas nos lembra da nossa graça diante de Deus, mas Paulo nos ensina a aplicar o batismo à </span><i><span style="font-weight: 400;">obediência</span></i><span style="font-weight: 400;">. Devem os cristãos continuar no pecado? “De maneira nenhuma! Nós, que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?” (Romanos 6.2). E o que Paulo aponta como prova de que morremos para o pecado? O batismo: “Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte?” (Romanos 6.3).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Novamente, o batismo em si não nos une à morte de Cristo. Paulo diz que os crentes, que antes eram escravos do pecado, “tornaram-se obedientes </span><i><span style="font-weight: 400;">de coração</span></i><span style="font-weight: 400;">” (Romanos 6.17). Contudo, Paulo aponta para </span><i><span style="font-weight: 400;">o batismo</span></i><span style="font-weight: 400;"> como evidência objetiva dessa morte, evidência que motiva a obediência contínua a Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Assim, ao contemplarmos as águas do batismo pela primeira vez, ou ao observarmos novamente um novo crente passando por elas, podemos agradecer a Deus por sermos seus — purificados dos pecados e declarados seus filhos — e podemos buscar nele uma graça renovada para seguir Jesus como Senhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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<p>&nbsp;</p>
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<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-grey vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: Joshua Bremerman ©&#xfe0f; Desiring God Foundation. Website: <a href="http://desiringGod.org">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte: <a href="https://www.desiringgod.org/articles/what-god-does-for-you-in-baptism"><em><strong>What God Does for You in Baptism</strong></em></a> |<em> </em>Todos os direitos reservados. Revisão e edição: <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
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		<title>Minha mãe está morrendo — o que devo dizer a ela?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[John Piper]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 15:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
		<category><![CDATA[John Piper Responde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/pmdpm.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/pmdpm.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/pmdpm.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/pmdpm.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Palavras no leito de morte são sempre muito difíceis. No episódio de hoje, John Piper Responde a um jovem cuja mãe não crente está no leito de morte.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/pmdpm.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/pmdpm.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/pmdpm.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/pmdpm.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Imagine que você é um novo convertido — recém-chegado à fé — e sua mãe é uma descrente, uma mulher que lutou contra o câncer quatro vezes. Mas agora o tempo está se esgotando para ela, e parece que ela está perdendo a batalha final. O que você diria a ela quando o tempo está se esgotando, as consequências são eternas e você também é novo na fé? Este é um caso real, a pergunta veio de Ethan, que mora em NewCastle, Inglaterra,</span></i></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">“Pastor John, olá! Como cristão há apenas dois anos, estou com o coração partido, sabendo que ela pode falecer sem a paz encontrada em Cristo. Compartilhei o Evangelho com ela e continuarei a fazê-lo, confiando na soberania de Deus. Ao permanecer ao seu lado para confortá-la, como posso, como um jovem cristão, lidar com essa situação difícil de uma maneira que honre a Deus e reflita o Seu amor por minha mãe?”</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ethan, não sei se conseguimos gravar isso a tempo. Pode ser que sua mãe já tenha falecido. Se for esse o caso, sinto muito por não termos conseguido gravar a tempo, mas espero que o que eu disser aqui possa ser de alguma ajuda para você (e para outras pessoas, talvez), já que essa não será a última vez que você se despedirá de alguém que ama.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao refletir sobre como poderia ajudar, pareceu-me que a melhor coisa a fazer seria estabelecer a conexão entre o seu amor pela sua mãe e o amor de Cristo por você. Parece-me que você já possui os instintos corretos para amá-la, pois diz que ficará ao lado dela e a confortará, e que já tentou compartilhar o Evangelho com ela. E eu simplesmente lhe sugiro que continue fazendo o que já está fazendo e que veja isso como uma expressão do amor de Cristo por você e, através de você, pela sua mãe.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Incorporar o amor de Cristo</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Aqui estão os detalhes do que quero dizer com essa conexão entre você amar sua mãe e Jesus amar você. Vou sugerir dez coisas que você pode dizer à sua mãe e que você pode vivenciar por ela, que demonstram o amor que você sente por ela e o amor que Cristo sente por você da mesma forma. É extraordinário como Cristo nos amou de todas as maneiras que podemos estender aos nossos entes queridos que estão morrendo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A Bíblia diz em 1 João 4.19: “Nós amamos porque [Deus] nos amou primeiro”, e o que isso significa para você agora é que cada expressão do seu amor pela sua mãe é uma imagem — ou uma personificação — do amor de Deus por você e, através de você, por ela. Então, vou te dar dez coisas que você pode dizer para sua mãe, com versículos bíblicos que mostram como Deus te amou dessa forma.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">1. Expresse seu amor por ela.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Diga a ela: “Eu te amo, mãe. Eu te amo muito.” Porque Deus diz a você, Ethan: “Sendo eu rico em misericórdia, por causa do grande amor com que te amei, Ethan, mesmo quando você estava morto em seus pecados, eu te dei vida juntamente com Cristo” (ver Efésios 2.4-5).</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">2. Console-a.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Diga a ela: “Se eu pudesse, mãe, eu tomaria o seu lugar — eu realmente tomaria.” Porque Cristo disse a você, Ethan: “Certamente eu tomei sobre mim as suas dores, eu carreguei as suas angústias; fui traspassado pelas suas transgressões, fui esmagado pelas suas iniquidades” (ver Isaías 53.4-5).</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">3. Demonstre empatia por ela.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Diga a ela: “Sinto muito que você esteja passando por isso. Toda a minha compaixão está com você, mãe.” Porque Cristo disse a você, Ethan: “Vocês não têm um sumo sacerdote que não possa se compadecer das suas fraquezas, mas sim alguém que, como vocês, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (ver Hebreus 4.15).</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">4. Fique ao lado dela.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Diga a ela: “Mãe, estarei ao seu lado. Não a deixarei. Estarei aqui.” Porque Jesus disse a você, Ethan: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei. Sou o seu ajudador. Não tenha medo. Ninguém poderá lhe fazer mal” (ver Hebreus 13.5-6).</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">5. Lembre-a.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Diga a ela: “Você é muito preciosa para mim, mãe — muito preciosa.” Porque o Senhor disse a você, Ethan: “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos” (Salmo 116.15).</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">6. Deseje o melhor para ela.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Diga a ela: “Quero o melhor para você, mãe.” Porque Deus disse a você, Ethan: “Porque você me ama, estou fazendo todas as coisas cooperarem para o seu bem, porque você foi chamado segundo o meu propósito. Não poupei o meu próprio Filho, mas o entreguei por você, Ethan, e não deixarei de lhe dar tudo com ele” (ver Romanos 8.28, 32). E ele também disse: “Ethan, eu faço o sol nascer sobre maus e bons” (ver Mateus 5.45).</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">7. Sirva-a.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Diga a ela: “Como posso te ajudar, mãe? Posso te oferecer alguma coisa?” Porque Jesus te serviu, Ethan, e te deu o exemplo. João 13.5: “Ele deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha que estava à sua cintura.”</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">8. Agradeça a ela.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Diga a ela: “Você tem sido tão fiel a mim, mãe, tão fiel. Obrigada.” Porque, Ethan, mesmo que você nunca tenha dado a Jesus nada que ele não tivesse lhe dado primeiro, você o serviu fielmente, e ele dirá no último dia: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mateus 25.21). Então, diga a ela: “Muito bem, mãe. Obrigado por tudo o que fez por mim.”</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">9. Fale com ela com ternura.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Diga a ela: “Vou sentir sua falta, mãe. Vou sentir muita falta mesmo.” Porque Deus disse a você, Ethan: “Como posso te abandonar, ó Ethan? Como posso te entregar, ó meu querido? Como posso te tratar como um inimigo? Meu coração se comove profundamente. Minha compaixão se inflama” (veja Oséias 11.8). Deus falou assim com você, Ethan, mesmo você tendo sido seu inimigo. Portanto, fale com ela com ternura, dessa forma.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">10. Faça-a feliz.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Finalmente, diga a ela: “Mãe, eu não quero te decepcionar. Eu desejo ser motivo de alegria à senhora. Prometo me esforçar para viver de uma maneira que você possa admirar.” Porque Jesus disse a você: “Eu não vou te decepcionar, Ethan. Eu sempre serei o tipo de Salvador que você pode admirar. Eu serei para você riquezas insondáveis” (veja Efésios 3.8).</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ame-a em direção a Jesus</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Então, Ethan, você pode ou não — Deus lhe dará sabedoria nisso — dizer à sua mãe que as maneiras como você a ama são mais fortes e sinceras porque você não só viu amor nela, mas também em Jesus. Ele o amou dessa forma e lhe deu a capacidade de amá-la dessa forma. Depois, ore por ela, e nós oraremos com você, para que ela veja a conexão entre ser amada por seu filho e ser amada por Cristo — e oramos para que ela acredite.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Conheça os livros de John Piper pela Editora Fiel &#8211; <a href="https://www.editorafiel.com.br/john-piper">clique aqui.</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">Veja mais episódios do John Piper Responde &#8211; <a href="https://voltemosaoevangelho.com/blog/serie/john-piper-responde/">clique aqui!</a></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-alert-danger vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: JOHN PIPER. © Desiring God Foundation. Website: <a href="http://www.desiringgod.org/languages/portuguese" target="_blank" rel="noopener">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte: <a href="https://www.desiringgod.org/interviews/dont-let-her-die-before-you-say-this"><strong><em>Don’t Let Her Die Before You Say This</em></strong></a> | Revisão e edição por <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
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		<title>O bom propósito do gênero</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/o-bom-proposito-do-genero/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Kathleen Nielson]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 13:15:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Complementarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Devocional O que Deus diz sobre as mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Trechos de livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>A Bíblia ensina que Deus criou homens e mulheres com propósito, bondade e dignidade. Descubra o valor do gênero feminino segundo as Escrituras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p style="text-align: center;"><b><i>“Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.” Gênesis 1.31</i></b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Gênesis 1 nos diz que o gênero humano não é arbitrário, ou autodeterminado, ou uma parte socialmente determinada de nossa identidade; é a nossa identidade como homens e mulheres, conforme o bom desígnio de Deus acerca do nosso sexo biológico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">As vozes que nos cercam, insistem, contudo, que devemos deixar que as pessoas descubram e escolham o gênero que se sentem mais confortáveis, não importando seu sexo biológico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Parece que o gênero mudou para algo que é definido por cada pessoa em seu interior, em vez de ser um dom dado por Deus que criou e governa o universo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Hoje em dia, soa radical afirmar o ensino da Bíblia de que gêneros masculino e feminino foram uma boa ideia de Deus, instituída como parte de sua ordenação soberana da criação, a fim de mostrar sua própria imagem nas pessoas que criou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Hoje em dia, soa radical afirmar o ensino da Bíblia de que os gêneros masculino ou fe- minino foram uma boa ideia de Deus, instituída como parte de sua ordenação soberana da criação, a fim de mostrar sua própria imagem nas pessoas que criou. Mas a verdade da Bíblia nos alcança, no fim, não como uma corrente para nos prender, mas como uma luz que aponta o caminho quando estamos no escuro, tateando, buscando encontrar nosso caminho.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;"><b>Oração:</b><span style="font-weight: 400;"> Peça a Deus para você ser grata pela sua bondade por tê-la criado do gênero feminino.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Medite: </b><span style="font-weight: 400;">Em todas as coisas boas de ser uma mulher como: ser criada à imagem de Deus, a feminilidade, a maternidade, ser acolhedora, receptiva, ter papéis complementares ao dos homens. Quais outras características da mulher criada por Deus que você se lembra?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Leitura complementar:</b><span style="font-weight: 400;"> Gn 1.26-27; 1Tm 4.4; Jó 33.4</span></p>
<h2 style="text-align: center;"></h2>
<hr />
<p style="text-align: center;">Este devocional é uma adaptação do livro <a href="https://www.editorafiel.com.br/o-que-deus-diz-sobre-as-mulheres-kathleen-nielson">&#8220;O que Deus diz sobre as mulheres&#8221;, de Kathleen Nielson. </a></p>
<p style="text-align: center;">Clique abaixo para saber mais sobre este livro e adquirir seu exemplar!</p>
<p><a href="https://www.editorafiel.com.br/o-que-deus-diz-sobre-as-mulheres-kathleen-nielson"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-73007 size-full" src="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/46-O-QUE-DEUS-DIZ-SOBRE-AS-MULHERES-3D-e1778261138695.gif?resize=412%2C632&#038;ssl=1" alt="" width="412" height="632" /></a><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-73006" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/34-O-QUE-DEUS-DIZ-SOBRE-AS-MULHERES-3D.tif" alt="" /></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper"><div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-alert-danger vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: Kathleen Nielson ©MinistérioFiel. Website: <a class="external" href="http://ministeriofiel.com.br/" target="_blank" rel="noopener">ministeriofiel.com.br</a>. Todos os direitos reservados. Edição da adaptação:<i> Renata Gandolfo.</i></p>
</div></div></div></div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
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		<title>Como viver o cristianismo fiel em uma cultura secularizada</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/como-viver-o-cristianismo-fiel-em-uma-cultura-secularizada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hermisten Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cosmovisão e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Reformada]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões Comprometidas]]></category>
		<category><![CDATA[TeoBrasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/djhfwh.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/djhfwh.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/djhfwh.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/djhfwh.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Em meio à cultura contemporânea, o cristão precisa escolher entre acomodação cultural ou fidelidade radical ao Evangelho de Cristo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/djhfwh.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/djhfwh.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/djhfwh.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/djhfwh.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element bs-vc-block" >
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			<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><em>A cultura molda pensamentos, valores e relacionamentos, mas o Evangelho chama a igreja a viver como sal e luz em meio às tensões do mundo contemporâneo. Neste artigo, refletimos sobre cristianismo e cultura, contextualização do Evangelho, mundanismo intelectual e fidelidade bíblica, mostrando como o cristão deve confrontar os desafios culturais sem abrir mão da verdade de Cristo. O artigo a seguir foi escrito pelo Dr. Hermisten Maia, ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil. É formado em Teologia, Filosofia e Pedagogia. É Mestre e Doutor em Ciências da Religião. Leciona em diversos Seminários ininterruptamente desde 1980. Tem experiência na área de Teologia Sistemática, lecionando há 40 anos, e História da Reforma Protestante, atuando principalmente nos seguintes temas: João Calvino ,Teologia Reformada e Cosmovisão Reformada.</em></span></p>
<hr />
<h2 style="text-align: justify;">Introdução</h2>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em um tempo em que a metáfora do casamento, da viuvez e do novo casamento pode ser aplicada às relações humanas. Mas também descreve a forma como a igreja e os cristãos se relacionam com a cultura.”</p>
<p style="text-align: justify;">Em muitos casos, já é tempo de buscarmos o divórcio cultural − rompermos com padrões que nos afastam da fidelidade ao Evangelho. Em outros, mesmo sem percebermos, talvez pela dor silenciosa da viuvez espiritual, já nos encontramos em processo de novas núpcias, isto é, de alianças com valores que não refletem a verdade de Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Jamais o nosso coração estará completamente “solteiro”. Ainda que mantenhamos a pretensa sensação de liberdade, estaremos sempre casados cultural, social e intelectualmente com algo ou alguém. O não ser é sempre uma questão de ser. Essa é a questão central: com quem estamos casados? Com quem nos divorciamos? E com quem nos comprometemos novamente?</p>
<h2 style="text-align: justify;">Cultura como herança e construção</h2>
<p style="text-align: justify;">A cultura é simultaneamente herança e construção. Ela carrega em si o sentido de desenvolvimento pleno. O homem culto é aquele que procura se desenvolver em todas as áreas de sua existência, buscando realizar o propósito de Deus e glorificar o Criador em tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os cristãos, a cultura não é apenas um espaço de expressão, mas também de missão. É nela que desempenhamos nossa vocação de formação e transformação. O chamado de Deus se concretiza em nossa cotidianidade, nas pequenas e grandes tarefas que Ele nos confiou. O que importa não é a grandeza aparente da obra, mas a fidelidade no cumprimento do chamado.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O chamado cristão e a vida comum</h2>
<p style="text-align: justify;">O melhor serviço que podemos oferecer a Deus é justamente cumprirmos nossos deveres cotidianos. O protestantismo pôs fim à separação artificial entre vida religiosa e vida secular. Todo homem que aspira ser espiritual deve começar por fazer o seu dever óbvio, sua tarefa diária, o trabalho específico que se encontra à sua frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o cristianismo não é mero sentimento ou emoção. É um encontro qualitativo com o Deus infinito-pessoal. Esse encontro gera transformação radical e oferece uma nova estrutura de pensamento. Essa fé é cristocêntrica: Jesus Cristo é o Senhor verdadeiro de toda a realidade, e por isso mesmo, de nossa existência, quer aqui quer na eternidade.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O perigo da acomodação cultural</h2>
<p style="text-align: justify;">Hoje, esse perigo se manifesta quando a igreja adota sem crítica os padrões das redes sociais, medindo sua relevância pelo número de seguidores ou curtidas, em vez de pela fidelidade ao Evangelho.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, Deus nos colocou nesta cultura para sermos sal da terra e luz do mundo. O sal preserva, mas não no saleiro; a luz ilumina, mas não debaixo da mesa. O perigo é transformar a igreja em uma “tribo religiosa” separatista, ou, ao contrário, em uma comunidade indistinta do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">O cristão deve participar ativamente da formação e transformação da cultura. Ele precisa reconhecer que não existe cultura perfeita. Essa tarefa inevitavelmente gerará conflitos. O nosso chamado é para aplicar o Evangelho fielmente à cultura, sem concessões infiéis ao paganismo reinante.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse desafio de viver como sal e luz nos leva naturalmente a refletir sobre como o Evangelho se relaciona com cada cultura.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Recontextualização do Evangelho</h2>
<p style="text-align: justify;">A recontextualização se torna urgente quando pensamos em como anunciar Cristo em meio a debates políticos polarizados, onde muitas vezes a fé é instrumentalizada para interesses partidários.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda comunicação do Evangelho já está culturalmente condicionada. Não recebemos o Evangelho puro, mas sempre contextualizado. Portanto, toda contextualização é uma recontextualização.</p>
<p style="text-align: justify;">A cultura não é o problema primário; o pecado é. A cultura carrega as marcas do pecado, mas não está acima do homem que a constrói. O propósito é levar Deus à cultura e trazer a cultura a Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, toda recontextualização só fará sentido se confrontarmos os assuntos hodiernos de forma bíblica. A Palavra de Deus apresenta mandamentos supraculturais, válidos em qualquer época ou contexto.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O amor como princípio orientador</h2>
<p style="text-align: justify;">Amar o próximo hoje significa também lidar com a diversidade cultural e social dentro da própria igreja, acolhendo pessoas que chegam com diferentes histórias, hábitos e até feridas trazidas do consumo desenfreado ou da busca por status.</p>
<p style="text-align: justify;">O amor é o princípio que deve permear todas as nossas ações. Ele é o único absoluto moral que não se anula em sua própria prática. Amar significa comprometer-se com misericórdia, bondade e justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, amar o próximo é difícil. Muitas vezes não encontramos nele suporte ou reciprocidade. O amor exigido por Cristo tem como modelo o amor do Pai revelado na cruz. Esse amor não é sentimentalismo. É compromisso radical com a verdade e com a vida do outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse amor pressupõe absolutos. Não podemos relativizar princípios em nome de um sentimento genérico. Sem absolutos, a moral se reduz a preferências pessoais ou convenções sociais. A ética cristã exige discernimento, humildade e submissão a Deus.</p>
<h2 style="text-align: justify;">As núpcias com interesses e a viuvez de princípios</h2>
<p style="text-align: justify;">Uma tentação constante é sacrificar princípios absolutos para sermos aceitos culturalmente. Os viúvos intelectuais de hoje foram casados com a moda efêmera de ontem. O amanhã refletirá tragicamente o consórcio intelectual e moral de hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos nos despedir da vida e da sociedade. Estamos no mundo, mas não somos dele. Somos peregrinos e estrangeiros residentes. Essa tensão é inevitável. Somos imperfeitos, limitados, e nossos anseios muitas vezes se confundem com os convites sedutores da cultura. O equilíbrio é necessário.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Mundanismo intelectual</h2>
<p style="text-align: justify;">Esse mundanismo aparece quando líderes e igrejas moldam sua mensagem para agradar ao público, suavizando verdades bíblicas em nome de popularidade, ou quando o entretenimento passa a ocupar o centro da vida comunitária, substituindo a centralidade da Palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">O risco é cair no mundanismo intelectual e vivencial, santificando padrões mundanos com linguagem religiosa vazia. Isso leva ao ateísmo prático, vivendo como se Deus não existisse.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira coisa que verdadeiramente caracteriza o cristão é que ele não é deste mundo. O ódio do mundo é evidência do discipulado. A diferença está no chamamento de Cristo. Ele nos transforma pela sua Palavra, e essa transformação gera inevitavelmente conflito com o mundo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">A Igreja como testemunho</h2>
<p style="text-align: justify;">A Igreja é chamada a ser instrumento de transformação, não de acomodação. Paulo desafia: <em>“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”</em> (Rm 12.2).</p>
<p style="text-align: justify;">Seguir fielmente a Cristo exige nadar contra a corrente cultural. A missão da Igreja inspira-se na missão do Filho<em>: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”</em> (Jo 17.18).</p>
<p style="text-align: justify;">A comunidade cristã só tem direito de se chamar assim se assumir sua função mundanizante, influenciando o mundo com os valores do Reino.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Considerações finais</h2>
<p style="text-align: justify;">O cristão vive em constante tensão: casamento, viuvez e novo casamento cultural. Ao longo deste texto vimos que a cultura é tanto herança quanto construção, e que nela somos chamados a ser sal e luz. Refletimos também sobre o perigo da acomodação, a necessidade de recontextualizar o Evangelho sem perder sua essência, o amor como princípio absoluto que orienta nossas ações, e o risco do mundanismo intelectual que nos afasta da fidelidade ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, entre casamentos e viuvez culturais, o chamado permanece: viver em fidelidade ao Senhor, aplicando o Evangelho à cultura sem nos conformar a ela, mas transformando-a pela renovação da mente.</p>
<p style="text-align: justify;">A palavra de Provérbios ecoa como exortação final: <em>“Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração”</em> (Pv 7.1-3).</p>
<p style="text-align: justify;">Que Deus nos abençoe e ilumine, para que sejamos sal e luz em meio a este mundo, vivendo em fidelidade ao nosso Senhor.</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-grey vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Autor: Hermisten Maia. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Editor e Revisor: Vinicius Lima.</p>
</div></div></div></div></div>
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		<title>Como este livro impactou profundamente a vida de um pastor</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/como-este-livro-impactou-profundamente-a-vida-de-um-pastor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gary Millar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 11:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ministério Pastoral]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Desiring God 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/fdsfge.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/fdsfge.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/fdsfge.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/fdsfge.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Se você tivesse que escolher um livro que tenha marcado profundamente sua vida e seu ministério como pastor, qual seria?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/fdsfge.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/fdsfge.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/fdsfge.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/fdsfge.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Se você tivesse que escolher um livro que tenha marcado profundamente sua vida e seu ministério como pastor, qual seria? Para mim, a resposta é fácil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Li </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span></i><a href="https://www.editorafiel.com.br/deus-e-o-evangelho-john-piper"><i><span style="font-weight: 400;">Deus é o Evangelho</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span></i><span style="font-weight: 400;"> pela primeira vez logo após seu lançamento em 2005. Naquela época, acho que já havia lido tudo o que John Piper havia escrito (e fui profundamente impactado por &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Em busca de Deus&#8221; </span></i><span style="font-weight: 400;">[Edições Vida Nova]</span><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Quando Não Desejo a Deus</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;[Editora Cultura Cristã] e </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Graça Futura</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; [Shedd Publicações], em particular). Devorei as </span><a href="https://www.desiringgod.org/biographies"><span style="font-weight: 400;">palestras biográficas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ele proferiu nas Conferências de Pastores. Mas nada disso se comparou ao impacto que </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Deus É o Evangelho&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve em minha vida e ministério.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Uma passagem em particular, na página 66 (meu exemplar está bastante usado e cheio de anotações), resume a mensagem que me impactou tão profundamente:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">O bem final do Evangelho é vermos e experimentarmos o valor e a beleza de Deus. A ira de Deus e nosso pecado obstruem essa visão e esse prazer. Você não pode ver e experimentar a Deus como extremamente satisfatório, enquanto está em plena rebelião contra Ele, que está cheio de ira contra você. A remoção desta ira e desta rebelião é o objetivo do Evangelho. O alvo final do Evangelho é a manifestação da glória de Deus e a remoção de cada obstáculo que impede que vejamos e experimentemos esta glória como nosso tesouro mais sublime. “Eis aí está o vosso Deus” é a proclamação mais graciosa e o melhor dom do Evangelho. Se não O vemos, nem O experimentamos como o nosso maior tesouro, não temos obedecido ao Evangelho e crido nele.</span></i></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por que esse livro teve um impacto tão profundo em mim? Há pelo menos três razões.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Meu trabalho principal como pregador</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em primeiro lugar, o livro esclareceu o objetivo da minha pregação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Eu era pastor havia cerca de onze anos quando li “</span><i><span style="font-weight: 400;">Deus é o Evangelho”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tínhamos acabado de passar por um período desafiador. Em retrospectiva, percebo que estava exausto e desgastado. E agora? Nas páginas deste livro, a resposta me atingiu como um trem desgovernado: </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu trabalho é convidar as pessoas a “Contemplarem o seu Deus” no e através do Evangelho.</span></i></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Não é que eu não tentasse fazer isso antes. Mas, como muitos pregadores, minha pregação carecia de foco preciso. Eu ansiava por interpretar o texto em toda a sua riqueza para que as pessoas se sentissem entusiasmadas, capacitadas e fortalecidas, mas meu alvo muitas vezes parecia um pouco impreciso. Piper ajudou a refinar essa mira imensamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A leitura deste livro desencadeou uma mudança gradual, porém profunda, na minha preparação. Continuei me esforçando para entender e explicar o texto, mas dediquei cada vez mais energia a refletir sobre o impacto que ele deveria ter nas pessoas à minha frente e, em particular, como </span><i><span style="font-weight: 400;">este sermão</span></i><span style="font-weight: 400;"> poderia ajudá-las a ver e saborear a Deus em Cristo de forma mais intensa. Mais explicitamente do que nunca, meu objetivo passou a ser ajudar as pessoas a se maravilhar, a se gloriar, a se prostrar e a se deleitar no Senhor Jesus.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Deus além dos meios</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Deus também usou este livro para recentrar a minha própria vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Suspeito que não sou o único com essa tendência ao intelecto. Ler teologia ou refletir sobre problemas exegéticos sempre me pareceu mais fácil do que dialogar com o próprio Deus. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Deus é o Evangelho&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> me lembrou, em boa hora, que Deus nos dá a </span><i><span style="font-weight: 400;">si mesmo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quando Piper (canalizando o sermão de Jonathan Edwards de 1733, &#8220;O Peregrino Cristão&#8221;) perguntou: &#8220;Você seria feliz no céu se Deus não estivesse lá?&#8221;, ele expôs uma deficiência há muito oculta em meu pensamento. Ele continua,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Propiciação, redenção, perdão, imputação, santificação, libertação, cura, céu — nada disso é bom, exceto por um motivo: nos conduz a Deus para o nosso desfrute eterno dele… O Evangelho não é um meio de levar as pessoas ao céu; é um meio de levá-las a Deus. É um meio de vencer todos os obstáculos à alegria eterna em Deus. Se não quisermos Deus acima de todas as coisas, então não fomos convertidos pelo Evangelho.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (47)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Percebi que, em grande parte dos meus pensamentos (assim como nas minhas pregações), eu vinha tentando ajudar as pessoas a se maravilhar com os </span><i><span style="font-weight: 400;">meios que</span></i><span style="font-weight: 400;"> Deus usa, em vez de apontá-las para o fim de toda a Sua atividade: deleitar-se no próprio Deus como o “maior tesouro da minha alma sedenta” (como diz a canção “Ó Senhor, minha Rocha e meu Redentor”). Só por isso, já sou profundamente grato.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Assinatura do Ministério Principal</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Deus é o Evangelho</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode até ter mudado a tonalidade do meu ministério.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Tenho consciência do perigo de exagerar a diferença que um livro pode fazer. Certamente não é como se minha vida e ministério antes de 2005 fossem desprovidos do Evangelho ou de qualquer indício de “alegria soberana”, e a leitura </span><i><span style="font-weight: 400;">de Deus é o Evangelho</span></i><span style="font-weight: 400;"> tivesse mudado tudo de repente. Não foi esse o caso. Mas também seria um erro subestimar o impacto que este livro teve em mim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Olhando para trás, percebo que esta foi uma época em que algo terrivelmente importante mudou. Eu ansiava há muitos anos que as pessoas viessem </span><i><span style="font-weight: 400;">a</span></i><span style="font-weight: 400;"> Deus, e até mesmo que O </span><i><span style="font-weight: 400;">conhecessem</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas depois de ler este livro, passei a </span><i><span style="font-weight: 400;">desejar</span></i><span style="font-weight: 400;"> que elas se deleitassem em Deus por meio de Cristo. Por causa disso, o tom das minhas pregações e conversas começou a mudar, à medida que uma nota dominante de </span><i><span style="font-weight: 400;">desfrutar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Deus — Pai, Filho e Espírito Santo — aprimorava e enriquecia a minha proclamação do Evangelho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Além disso, as ideias tão belamente sintetizadas em </span><i><span style="font-weight: 400;">Deus é o Evangelho</span></i><span style="font-weight: 400;"> forneceram tanto uma rica estrutura bíblica quanto um vocabulário para garantir que meu ministério permaneça genuinamente </span><i><span style="font-weight: 400;">trinitário</span></i><span style="font-weight: 400;">, visto que a iniciativa soberana do Pai, a intervenção decisiva do Filho e o ministério íntimo do Espírito Santo atuam em conjunto para nos permitir glorificar e desfrutar de Deus para sempre. Isso não é pouca coisa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Pela providência de Deus, o </span><i><span style="font-weight: 400;">livro &#8220;Deus é o Evangelho&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve um impacto significativo e duradouro em minha vida e ministério. Agradeço a Deus por isso de todo o meu coração.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.editorafiel.com.br/deus-e-o-evangelho-john-piper"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-73030 size-full" src="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/46-DEUS-EVANGELHO-2a-ED-3D.png?resize=412%2C668&#038;ssl=1" alt="" width="412" height="668" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/46-DEUS-EVANGELHO-2a-ED-3D.png?w=412&amp;ssl=1 412w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/46-DEUS-EVANGELHO-2a-ED-3D.png?resize=185%2C300&amp;ssl=1 185w" sizes="auto, (max-width: 412px) 100vw, 412px" /></a></p>
</article>
</div>
</div>
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<div class="text-center"><a href="https://www.editorafiel.com.br/deus-e-o-evangelho-john-piper"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-73029" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/34-DEUS-EVANGELHO-2a-ED-3D.tif" alt="" /></a></div>
</div>
</div>
</div>
</article>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Para ver mais conteúdos do Desiring God traduzidos em nosso blog, <a href="https://voltemosaoevangelho.com/blog/serie/desiring-god/">CLIQUE AQUI</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-grey vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: Gary Millar ©&#xfe0f; Desiring God Foundation. Website: <a href="http://desiringGod.org">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte: <a href="https://www.desiringgod.org/articles/a-book-that-recentered-my-soul-and-my-sermons"><em><strong>A Book That Recentered My Soul and My Sermons</strong></em></a> |<em> </em>Todos os direitos reservados. Revisão e edição: <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O que a Bíblia diz sobre termos animais de estimação?</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/o-que-a-biblia-diz-sobre-termos-animais-de-estimacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[John Piper]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 15:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cosmovisão e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
		<category><![CDATA[John Piper Responde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/bhib.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/bhib.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/bhib.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/bhib.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Enquanto muitos tratam seus pets como seres humanos (ou até melhor), outros desprezam os animais e chegam até a maltratá-los. John Piper nos mostra o que a Bíblia diz sobre nossa relação com os animais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/bhib.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/bhib.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/bhib.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/bhib.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Hoje vamos falar sobre os chamados &#8220;filhos de quatro patas&#8221;. A pergunta é de um rapaz chamado Samuel, de New Haven, Connecticut: “Pastor John, o senhor parece ser um homem que ama cachorros, e eu também gosto! O que o senhor acha desta sociedade em que vivemos, na qual mulheres solteiras com instinto maternal tratam cada vez mais cães e outros animais de estimação como filhos ou substitutos de filhos? Ou, especialmente, por casais que poderiam ter filhos, mas que, em vez disso, optam por gastar seu dinheiro mimando esses animais com roupas desnecessárias e comida cara, viajando em jatos particulares, usando recursos que sustentariam facilmente uma criança e jogando tudo aos cachorros, como Jesus diz em Mateus 15.26. Tenho certeza de que o senhor já viu isso. Qual a sua opinião sobre isso?”</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Quando vi essa pergunta, pensei: &#8220;Quando eu morrer, alguém vai dizer: &#8216;O Piper não só desperdiçou tempo e dinheiro com um cachorro, como também fez todo mundo perder tempo respondendo perguntas sobre se você deveria ter um cachorro.'&#8221; Quem mais se colocaria como alvo de piadas por causa de cachorros, gatos, peixes e tartarugas de estimação? Então, vamos lá.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Se a sua cultura for suficientemente pobre, você come cachorros — sem vergonha nenhuma. Eu certamente comeria um cachorro antes de deixar meus filhos morrerem de fome. Se a sua cultura for suficientemente rica, você mata outros animais, como peixes e galinhas, e alimenta seus cachorros, e depois os traz para dentro de casa e escova seus pelos. Claramente, a forma como nos relacionamos com os animais, seja como animais de estimação ou como alimento, é determinada principalmente pela cultura.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Companheirismo Bíblico</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Então, vamos perguntar quais fatores bíblicos podem moldar a atitude de uma cultura em relação aos animais (ou animais de estimação em particular). E a primeira coisa que eu gostaria de destacar é Gênesis 2.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Então o Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele uma auxiliadora que lhe seja idônea.” [Aliás, é daí que vem o complementarismo, dessa palavra: “</span><i><span style="font-weight: 400;">auxiliadora</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> que</span></i><span style="font-weight: 400;"> lhe seja idônea”.] O Senhor Deus havia formado da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu e os trouxe ao homem para ver como ele os chamaria. E tudo o que o homem chamou a cada ser vivente, esse foi o seu nome. Assim, o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo. Mas para Adão não se achava uma auxiliadora que lhe fosse adequada (Gênesis 2.18-20).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O ponto principal desse parágrafo é que, quando Deus criou todos os animais, não os criou como parceiros ideais para o ser humano — esse é o ponto crucial. “Para Adão não se achou uma auxiliadora que lhe fosse idônea” (Gênesis 2.20). Os animais não foram criados por Deus para suprir o anseio inato por companhia, e isso é expresso claramente nas palavras: “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2.18). Esse problema não é resolvido pelos animais, conforme o plano de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Isso não significa que você não possa desfrutar da companhia de um animal. Significa que, quando essa companhia começa a funcionar como a companhia de um ser humano, ela está indo contra o plano de Deus. A Bíblia considera o sexo com um animal uma perversão (Levítico 18.23), e Jesus teve palavras muito duras para aqueles que tinham mais compaixão por um animal do que por um ser humano com deficiência — ou, eu acrescentaria, por um ser humano não nascido (Mateus 12.10-12).</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Respeito pela vida</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O próximo texto que eu citaria é Provérbios 12.10: “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel”. Em outras palavras, embora os animais não sejam humanos e não devam ser tratados como tal, a forma como os tratamos diz algo sobre a nossa humanidade. Aliás, diz algo sobre sermos justos e não ímpios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ora, o texto, é claro, não está falando sobre animais de estimação, mas certamente é relevante para a questão de você chutar um cachorro sarnento para a sarjeta ou sentir certa compaixão e tentar aliviar sua dor. E penso que é possível perceber com bastante clareza que não há uma distância tão grande entre essa compaixão bíblica e o ato de levar o cachorro para casa, apenas para descobrir, depois, que aquele gesto de misericórdia se transformou em dez anos de cuidado, afeto e amizade entre o homem e o animal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O terceiro texto ao qual me referiria é 2 Samuel 12. Lembre-se, o profeta Natã acusa Davi de adultério e assassinato contando esta pequena parábola:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Tinha o rico ovelhas e gado em grande número; mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma cordeirinha que comprara e criara, e que em sua casa crescera, junto com seus filhos; comia do seu bocado e do seu copo bebia; dormia nos seus braços, e a tinha como filha. (2 Samuel 12.2-3)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ora, seria muito estranho Nathan usar essa pequena parábola se tal coisa fosse repugnante para Davi ou se tal coisa nunca tivesse acontecido. Em outras palavras, evidentemente, acontecia de vez em quando que uma família se apegava a um dos cordeirinhos do rebanho, que então crescia e se tornava um animal de estimação.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Beleza e Estranheza</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O quarto texto (ou grupo de textos) ao qual me refiro são as dezenas e </span><i><span style="font-weight: 400;">dezenas</span></i><span style="font-weight: 400;"> de textos que mencionam mais de 75 tipos diferentes de animais na Bíblia, a maioria dos quais não tem nenhum valor comercial. Eles simplesmente estão lá na natureza, e o principal uso que Deus lhes faz não é como eles funcionam perfeitamente para manter o ecossistema em equilíbrio (embora essa também seja a Sua sabedoria), mas como eles proporcionam aos humanos oportunidades de ver na criação de Deus coisas como força, diligência, beleza, ordem, perseverança, liberdade, habilidade, humor (como o avestruz), destemor, equilíbrio, instinto materno, sujeira, repulsa, inconstância, astúcia, sutileza, imensidão, insignificância (pardais que simplesmente caem no chão no meio da floresta), paz, sabedoria, engano, ternura, humildade, magnificência e assim por diante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Assim como as estrelas, as árvores, as montanhas, os lagos e as flores, os animais mostram que Deus se dedica à beleza e à singularidade, não apenas à funcionalidade. Ele deseja que toda a criação, incluindo os animais, declare a glória de Deus — sua sabedoria, seu poder, sua beleza, sua maravilha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E quando perguntamos para que servem os animais, não podemos simplesmente responder: “Para alimentação, para vestuário, para transporte, para guerra”. Devemos também responder: “Eles devem ser admirados, temidos, evitados, agarrados e imitados”. “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; observa os seus caminhos e sê sábio” (Provérbios 6.6). Eles devem inspirar em nós respostas de adoração a Deus.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Sabedoria para Animais de Estimação</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Então, aqui estão algumas das perguntas que acho que devemos fazer para testar se estamos respondendo aos animais de forma bíblica e sábia, sabendo que somos moldados pela nossa cultura:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Será que esse animal nos aponta para Deus e nos ajuda a amá-Lo mais, ou nos distrai de Deus e o substitui?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Será que esse animal desperta em nós impulsos virtuosos ou instiga impulsos injustos? Será que tratamos as pessoas melhor por causa desse animal?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Será que nossa relação com esse animal está de acordo com a ordem da criação de Deus e a confirma, ou a distorce? Será que o animal está começando a suprir necessidades que somente um ser humano deveria suprir?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Será que o cuidado com esse animal está consumindo recursos e tempo que deveriam ser usados ​​para ajudar outras pessoas?</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Agora, estou tentando ser cuidadoso com essa última pergunta porque sei que existem pessoas que não têm animais de estimação e são mesquinhas, não sendo generosas com os outros, e existem pessoas que têm animais de estimação e são extremamente generosas com os outros. Abrir mão de seus animais de estimação não as tornaria mais generosas com os outros. Então, estou perguntando: &#8220;O animal de estimação está impedindo a generosidade para com os outros?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Pronto, acho que consegui responder. Alguém vai dizer: &#8220;Piper, você pensa demais&#8221; (é o que minha esposa diz), ao que eu respondo: &#8220;Então pare de fazer essas perguntas, adote um cachorro e ao mesmo tempo seja muito mais generoso com as outras pessoas do que você é agora.&#8221;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Conheça os livros de John Piper pela Editora Fiel &#8211; <a href="https://www.editorafiel.com.br/john-piper">clique aqui.</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">Veja mais episódios do John Piper Responde &#8211; <a href="https://voltemosaoevangelho.com/blog/serie/john-piper-responde/">clique aqui!</a></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-alert-danger vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: JOHN PIPER. © Desiring God Foundation. Website: <a href="http://www.desiringgod.org/languages/portuguese" target="_blank" rel="noopener">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte: <a href="https://www.desiringgod.org/interviews/fur-babies-and-pet-stewardship"><em><strong>Fur Babies and Pet Stewardship</strong></em></a> | Revisão e edição por <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O Clímax da criação</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/o-climax-da-criacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kathleen Nielson]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 11:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Complementarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Devocional O que Deus diz sobre as mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Trechos de livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>O que Deus diz sobre as mulheres? Gênesis 1.27 revela a dignidade feminina como portadora da imagem de Deus e seu propósito na criação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/DEVOCIONAL-2.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<h2 style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Apresentação</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">“As vozes ao nosso redor falam de questões de gênero, sexo e sexismo; em meio a um turbilhão de opiniões, precisamos saber como Deus nos vê como homens e mulheres.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> – Kathleen Nielson </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Enquanto perguntamos o que Deus diz especificamente sobre as mulheres na Bíblia, é importante lembrar que a maior parte das Escrituras não é a respeito das mulheres; a Bíblia fala do Deus que fez mulheres e homens, salvando-os por intermédio de seu Filho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Estou determinada a demonstrar a bondade de Deus que nos criou – especificamente sua bondade com as portadoras femininas de sua imagem.</span></p>
<blockquote><p>
<b><i>“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1.27</i></b>
</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Aqui está o princípio das respostas àquilo que ansiamos por conhecer: de onde viemos, quem somos e como nos encaixamos nesse rodopio do fluxo da vida no qual somos tragadas. </span><span style="font-weight: 400;">A humanidade que Deus criou à sua imagem consiste em “homem e mulher”. </span><span style="font-weight: 400;">Mostramos a imagem de Deus em nós na medida em que nos relacionamos tanto com ele como uns com os outros, no processo de governar juntos sobre a criação. </span><span style="font-weight: 400;">Aqui, o ponto primário e fundamental é que o governo da humanidade, ao demonstrar a imagem de Deus, envolve a interação de dois sexos distintos: homem e mulher. </span><span style="font-weight: 400;">O seu gênero (sua identidade como homem ou mulher) é parte significativa de sua criação como ser humano criado à imagem de Deus. </span><span style="font-weight: 400;">Em nenhum outro lugar a pessoa encontra maior dignidade do que no fato de ter sido criada à imagem de nosso Deus Criador.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Oração:</b><span style="font-weight: 400;"> Ação de Graças por ter a dignidade de ter sido criada à imagem do Deus Criador.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Medite: </b><span style="font-weight: 400;">Como posso refletir a imagem de Deus em mim? </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Leitura complementar:</b><span style="font-weight: 400;"> Gn 5.1-2; Mt 19.4; Mc 10.6</span></p>
<hr />
<p style="text-align: center;">Este devocional é uma adaptação do livro <a href="https://www.editorafiel.com.br/o-que-deus-diz-sobre-as-mulheres-kathleen-nielson">&#8220;O que Deus diz sobre as mulheres&#8221;, de Kathleen Nielson. </a></p>
<p style="text-align: center;">Clique abaixo para saber mais sobre este livro e adquirir seu exemplar!</p>
<p><a href="https://www.editorafiel.com.br/o-que-deus-diz-sobre-as-mulheres-kathleen-nielson"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-73007 size-full" src="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/46-O-QUE-DEUS-DIZ-SOBRE-AS-MULHERES-3D-e1778261138695.gif?resize=412%2C632&#038;ssl=1" alt="" width="412" height="632" /></a><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-73006" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/34-O-QUE-DEUS-DIZ-SOBRE-AS-MULHERES-3D.tif" alt="" /></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper"><div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-alert-danger vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: Kathleen Nielson ©MinistérioFiel. Website: <a class="external" href="http://ministeriofiel.com.br/" target="_blank" rel="noopener">ministeriofiel.com.br</a>. Todos os direitos reservados. Edição da adaptação:<i> Renata Gandolfo.</i></p>
</div></div></div></div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>A justiça e a misericórdia de Deus não se contradizem</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/a-justica-e-a-misericordia-de-deus-nao-se-contradizem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hermisten Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Reformada]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões Comprometidas]]></category>
		<category><![CDATA[TeoBrasil]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://voltemosaoevangelho.com/blog/?p=73011</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/jdbf.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/jdbf.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/jdbf.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/jdbf.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Como Deus pode ser justo e misericordioso ao mesmo tempo? A cruz revela a resposta definitiva em Cristo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/jdbf.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/jdbf.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/jdbf.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/jdbf.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><em>A cruz de Cristo revela aquilo que a lógica humana considera impossível: a perfeita harmonia entre justiça e amor. Neste artigo, exploramos como a misericórdia pactual de Deus, revelada no conceito bíblico de hesed, encontra seu clímax na obra redentora de Cristo. Em Romanos, Paulo mostra que Deus permanece justo ao mesmo tempo em que justifica pecadores pela graça. O artigo a seguir foi escrito pelo Dr. Hermisten Maia, ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil. É formado em Teologia, Filosofia e Pedagogia. É Mestre e Doutor em Ciências da Religião. Leciona em diversos Seminários ininterruptamente desde 1980. Tem experiência na área de Teologia Sistemática, lecionando há 40 anos, e História da Reforma Protestante, atuando principalmente nos seguintes temas: João Calvino ,Teologia Reformada e Cosmovisão Reformada.</em></span></p>
<hr />
<h2 style="text-align: justify;">Introdução: O aparente paradoxo</h2>
<p style="padding-left: 160px; text-align: justify;">Embora a pregação da cruz não se adeque à mentalidade humana, é conveniente, no entanto, abraçá-la humildemente, se desejamos retornar a Deus, nosso Artífice e Criador, de quem nos afastamos, para que ele comece, de novo, a ser nosso Pai. − João Calvino, <em>As Institutas, </em>II.6.1.</p>
<p style="text-align: justify;">Na experiência humana, justiça e amor parecem conceitos antagônicos. Amar seria abrir mão da justiça; ser justo seria negar o amor. Entretanto, em Deus não há contradição. Ele é perfeito em todos os seus atributos, e neles há plena harmonia.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo afirma: <em>“Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: o justo viverá pela fé”</em> (Rm 1.17). Essa justiça não é apenas condenatória, mas reveladora da graça. Romanos 3.26 declara que, em Cristo, Deus se mostra justo e justificador, revelando simultaneamente sua retidão e seu amor.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>
<h2>O <em>hesed</em> no Antigo Testamento: a misericórdia pactual</h2>
</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">O termo hebraico <em>hesed</em> aparece cerca de 250 vezes, especialmente nos Salmos. Ele expressa bondade, fidelidade e misericórdia. Davi chega a chamar Deus de “Misericórdia” (Sl 144.2).</p>
<p style="text-align: justify;">Esse <em>hesed</em> é a base da aliança: um amor consistente, firme, que não depende da constância humana, mas da fidelidade divina (Dt 7.9,12; Jr 31.3). Isaías reforça<em>: “Ainda que os montes se retirem, a minha fidelidade não se apartará de ti” </em>(Is 54.10).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como no Antigo Testamento, Paulo mostra que a justiça de Deus se revela em sua fidelidade à promessa: <em>“Mas agora se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, testemunhada pela lei e pelos profetas”</em> (Rm 3.21).</p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li>
<h2>Justiça e graça na cruz</h2>
</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">O <em>hesed</em> não é barato. Deus não ignora o pecado, mas encontra em Cristo o caminho justo para salvar o pecador. Justiça e graça não se opõem; se completam. A cruz é o lugar onde ambas se encontram em perfeita harmonia.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora gratuita, a graça custou o preço mais alto: a vida do Filho. Paulo declara: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). Receber essa graça é entrar em uma relação transformadora, marcada pela fidelidade de Deus e pela responsabilidade humana.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li>
<h2>Misericórdia em ação</h2>
</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">No grego, misericórdia é a sensibilidade diante da dor alheia que se traduz em ações concretas de bondade. Não é apenas um sentimento, mas um movimento que se expressa em socorro real e eficaz. É amor que se inclina para quem está em desgraça, oferecendo perdão, restauração e cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;">Na cruz, essa misericórdia se revela em sua plenitude. Cristo tomou sobre si a nossa vergonha e nos comunicou sua glória. Ele se fez solidário com nossa miséria, assumindo nossa condição pecaminosa e nos revestindo de sua honra. O que era indignidade tornou-se dignidade; o que era desonra foi transformado em herança gloriosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo reforça: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).</p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li>
<h2>A justiça amorosa de Deus</h2>
</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Deus não quebra sua justiça por amor; ao contrário, Ele cumpre a justiça em amor<em>. “Para que, como o pecado reinou na morte, assim também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna”</em> (Rm 5.21). O pecado é tratado de forma definitiva em Cristo, o Amado (Ef 1.6-7).</p>
<p style="text-align: justify;">Romanos 4 mostra que essa justiça é recebida pela fé, como no exemplo de Abraão: <em>“Porque o que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” </em>(Rm 4.3).</p>
<p style="text-align: justify;">Na cruz, contemplamos o encontro perfeito entre justiça e graça. O Pai envia o Filho; o Filho se entrega voluntariamente; o Espírito Santo atua em todo o processo da encarnação, ministério, morte e ressurreição. A Trindade inteira está comprometida com a nossa salvação, revelando que o amor de Deus não ignora o pecado, mas o vence, e sua justiça não é anulada, mas plenamente satisfeita.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li>
<h2>Implicações para a vida cristã</h2>
</li>
</ol>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Culto:</strong> O nosso culto é sempre resposta à misericórdia de Deus (Sl 5.7; Rm 12.1).</li>
<li><strong>Confiança:</strong> A misericórdia de Deus nos acompanha e nos cerca em todas as circunstâncias (Sl 23.6; Sl 32.10).</li>
<li><strong>Arrependimento:</strong> A disciplina divina nos conduz ao arrependimento, revelando sua justiça e misericórdia (Rm 2.4).</li>
<li><strong>Esperança:</strong> A aliança eterna é sustentada pela fidelidade de Deus, mesmo quando nós somos infiéis (Is 54.10; Sl 89.1-4).</li>
<li><strong>Ética cristã:</strong> A justiça amorosa de Deus nos chama a viver em santidade, refletindo sua misericórdia em nossas relações (Rm 6.1-2).</li>
<li><strong>Missão:</strong> A igreja proclama não apenas a justiça que condena, mas a justiça amorosa que salva em Cristo (Rm 1.16).</li>
</ul>
<h2 style="text-align: justify;">Considerações finais</h2>
<p style="text-align: justify;">O que para nós parece antitético — justiça que salva o injusto — em Deus é harmonia perfeita. Em Cristo, justiça e amor se revelam em plenitude. Somos declarados justos não por méritos, mas pela justiça amorosa de Deus, recebida pela fé (Rm 3.28).</p>
<p style="text-align: justify;">Essa justiça amorosa é o fundamento da aliança eterna. Deus é justo, porque não deixa o pecado impune; e é justificador, porque em Cristo oferece perdão e reconciliação. Assim, a aliança não é apenas um pacto formal, mas uma relação viva, sustentada pela graça e pela fidelidade divina.</p>
<hr />
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-grey vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Autor: Hermisten Maia. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Editor e Revisor: Vinicius Lima.</p>
</div></div></div></div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>A Igreja Primitiva como modelo</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/a-igreja-primitiva-como-modelo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Jonatan Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Igreja (eclesiologia)]]></category>
		<category><![CDATA[TeoBrasil]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://voltemosaoevangelho.com/blog/?p=73015</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/kgen.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/kgen.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/kgen.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/kgen.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>O que tornou a igreja primitiva tão poderosa? Atos 2 revela fundamentos espirituais ainda indispensáveis para a igreja hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/kgen.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/kgen.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/kgen.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/kgen.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #808080;">Atos 2.42–47 apresenta o retrato da igreja primitiva após o Pentecostes: uma comunidade marcada pela doutrina, comunhão, oração e generosidade. Mais do que um relato histórico, o texto revela fundamentos permanentes para a igreja contemporânea. Neste artigo, exploramos como a vida da primeira igreja continua oferecendo princípios essenciais para o discipulado, culto cristão e missão da igreja nos dias atuais. Texto escrito pelo pastor presbiteriano <span style="font-weight: 400;">Francisco Jonatan Soares, que tem formação teológica pelo Seminário Teológico de Fortaleza, mestrado em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior e exerce atualmente a vice-presidência do sínodo de Fortaleza e é também o Secretário Sinodal para o Trabalho Feminino.</span></span></em></p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O relato de Atos dos Apóstolos 2.42–47, escrito por Lucas, constitui uma das mais densas sínteses da vida e da identidade da igreja nascente. Longe de ser apenas uma descrição histórica, o texto apresenta um paradigma normativo que atravessa os séculos, oferecendo à igreja contemporânea fundamentos espirituais, eclesiológicos e práticos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Esse trecho deve ser compreendido à luz do contexto imediato do Pentecostes, quando o derramamento do Espírito Santo inaugura uma nova fase da história da redenção. A comunidade que surge ali não é fruto de planejamento humano, mas da ação soberana de Deus, e por isso seus elementos constitutivos revelam princípios permanentes para a vida cristã.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>1. Perseverança na Doutrina Apostólica</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Atos 2.42 diz:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“E perseveravam na doutrina dos apóstolos&#8230;”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A expressão “perseveravam” indica constância, dedicação contínua e compromisso intencional. A doutrina apostólica, fundamentada nos ensinamentos de Cristo, constituía o eixo normativo da comunidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No contexto atual, marcado por relativismo teológico e subjetivismo religioso, a centralidade da doutrina bíblica torna-se ainda mais urgente. A igreja que negligencia o ensino sólido perde sua capacidade de discernimento e se torna vulnerável a distorções.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Com isso, temos como implicação teológica que a maturidade espiritual dos crentes e da igreja está diretamente ligada à fidelidade doutrinária. Por isso, devemos, por exemplo, investir em ensino bíblico sistemático e formação teológica consistente.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>2. Comunhão (Koinonia) como expressão de unidade</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Atos 2.42 diz:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“&#8230;e na comunhão&#8230;”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;"> Atos 2.44 diz:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A comunhão descrita aqui transcende a mera convivência social. Trata-se de uma participação ativa na vida do outro, fundamentada na unidade em Cristo. O termo </span><i><span style="font-weight: 400;">koinonia</span></i><span style="font-weight: 400;"> expressa partilha, solidariedade e corresponsabilidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em contraste com o individualismo contemporâneo, essa dimensão comunitária revela a natureza essencialmente relacional da igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Podemos ter como Implicação teológica e prática o seguinte: a igreja é corpo, não ajuntamento ocasional; devemos desenvolver vínculos reais, discipulado e cuidado pastoral mútuo.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>3. O partir do pão: memória e comunhão</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Atos 2.42 diz:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“&#8230;no partir do pão&#8230;”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Atos 2.46 diz:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“&#8230;partiam pão de casa em casa&#8230;”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O “partir do pão” possui dupla dimensão: sacramental (Ceia do Senhor) e comunitária (refeições compartilhadas). Ambas apontam para a centralidade de Cristo e para a vida em comunhão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa, nesse contexto, torna-se espaço de graça, memória e relacionamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Isso significa para nós que a Ceia reafirma a obra redentora de Cristo e a unidade do corpo. Logo, devemos valorizar nossa liturgia, mas, na mesma proporção, valorizar também nossa convivência fraterna como igreja.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>4. A Centralidade da Oração</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;"> Atos 2.42</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“&#8230;e nas orações.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A oração era prática contínua e coletiva. A igreja reconhecia sua dependência absoluta de Deus, buscando direção, provisão e poder espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em tempos de ativismo e autossuficiência, a negligência da oração revela uma crise de dependência espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Podemos aprender com isso que a oração é meio de graça e expressão de dependência. Por isso, devemos sempre cultivar nossa vida devocional pessoal e comunitária.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>5. Temor e Reverência diante de Deus</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Atos 2.43:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“Em cada alma havia temor&#8230;”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O temor aqui não é medo, mas reverência profunda diante da santidade e da presença de Deus. Esse elemento preserva a igreja da banalização do sagrado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Aprendemos de Deus com isso que o temor do Senhor é princípio de sabedoria e santidade. No contexto da igreja, devemos aplicar isso tendo cultos reverentes e consciência coletiva da presença divina.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>6. Sinais e maravilhas: a confirmação divina</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Atos 2.43 diz:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“&#8230;e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Os sinais não eram um fim em si mesmos, mas confirmação da mensagem apostólica. Eles apontavam para a autoridade de Deus e autenticavam o evangelho proclamado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O sobrenatural serve à revelação, não à espetacularização. Por isso, devemos ter equilíbrio entre abertura ao agir de Deus e fidelidade bíblica.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>7. Generosidade como estilo de vida</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Atos 2.45 diz:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A generosidade era resposta prática ao amor cristão. Não se tratava de imposição, mas de disposição voluntária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Os bens são instrumentos de serviço, não de idolatria. Deveríamos ter, então, em nossas igrejas, uma cultura de solidariedade e assistência aos necessitados.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>8. Unidade e Alegria na Vida Comunitária</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Atos 2.46 diz:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“Diariamente perseveravam unânimes no templo&#8230; tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A unidade (</span><i><span style="font-weight: 400;">homothymadon</span></i><span style="font-weight: 400;">) indica harmonia de propósito. A alegria, por sua vez, reflete a experiência da graça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A verdadeira unidade nasce da ação do Espírito. Devemos sempre, no seio da igreja, promover ambientes saudáveis e acolhedores.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>9. Louvor e testemunho público</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Atos 2.47:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo&#8230;”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A igreja era visível, relevante e respeitada. Seu testemunho público era coerente com sua vida interna.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Vemos com isso que a adoração autêntica impacta a sociedade. Precisamos ter uma vida cristã coerente e presença ativa no mundo.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>10. Crescimento como Resultado da Ação de Deus</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Atos 2:47 (RA)</span></i></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“&#8230;enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O crescimento não era produto de estratégias humanas, mas da ação divina sobre uma igreja saudável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Devemos crer que Deus é o agente principal da expansão da igreja. Logo, precisamos priorizar nossa fidelidade aos fundamentos, confiando os resultados de nossos ministérios a Deus.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><b>Conclusão</b></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O modelo apresentado em Atos 2.42–47 permanece como um chamado à igreja contemporânea. Em um contexto de complexidade cultural e desafios institucionais, a simplicidade e profundidade da igreja primitiva revelam que o essencial não mudou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Palavra, comunhão, oração, santidade, generosidade e testemunho continuam sendo os pilares de uma igreja viva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A ausência de estruturas sofisticadas não impediu o crescimento da igreja primitiva, pois sua força não residia em recursos humanos, mas na presença e no poder de Deus. Este é, portanto, não apenas um retrato do passado, mas um convite à redescoberta de uma igreja centrada no essencial e comprometida com sua missão.</span></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-alert-danger vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: Francisco Jonatan Soares. © Voltemos Ao Evangelho. Website: <a href="https://voltemosaoevangelho.com/">voltemosaoevangelho.com</a>. Todos os direitos reservados. <em>Revisor e Editor: Vinicius</em> <em>Lima.</em></p>
</div></div></div></div></div>
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		<item>
		<title>A maternidade é um fogo purificador</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/a-maternidade-e-um-fogo-purificador/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kathryn Butler]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:12:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criação de filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Desiring God 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/ohouh.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/ohouh.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/ohouh.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/ohouh.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Este artigo oferece uma reflexão profundamente bíblica sobre maternidade, sofrimento, santificação e graça, mostrando como Deus usa até os dias mais difíceis para moldar mães à imagem de Cristo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/ohouh.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/ohouh.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/ohouh.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/ohouh.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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<article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none &#091;--shadow-height:45px&#093; has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) &#091;&amp;:has(&#091;data-writing-block&#093;)&gt;*&#093;:pointer-events-auto scroll-mt-&#091;calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))&#093;" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-WEB:b7a9e9b4-e2ed-458f-84e1-4bf32a1c5c11-1" data-testid="conversation-turn-4" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant">
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<div class="z-0 flex min-h-&#091;46px&#093; justify-start">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><em>Este artigo oferece uma reflexão profundamente bíblica sobre maternidade, sofrimento, santificação e graça, mostrando como Deus usa até os dias mais difíceis para moldar mães à imagem de Cristo. A partir de experiências reais, textos como Efésios 6, Salmo 127, Mateus 11 e Romanos 8 revelam que a maternidade não é apenas uma tarefa doméstica ou emocional, mas também um instrumento de transformação espiritual nas mãos de Deus. Artigo escrito por <span dir="auto">Kathryn Butler, que é cirurgiã de trauma e terapia intensiva, que se tornou escritora e mãe homeschooler. Ela é autora da </span><a href="https://www.amazon.com/dp/B0B68F87QJ?binding=paperback"><span dir="auto">Saga The Dream Keeper</span></a><span dir="auto">. </span></em></span></p>
<hr />
<div class="flex flex-col text-sm pb-25" style="text-align: justify;">
<article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none &#091;--shadow-height:45px&#093; has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) &#091;&amp;:has(&#091;data-writing-block&#093;)&gt;*&#093;:pointer-events-auto scroll-mt-&#091;calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))&#093;" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-WEB:b7a9e9b4-e2ed-458f-84e1-4bf32a1c5c11-1" data-testid="conversation-turn-4" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant">
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<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Anos de treinamento em cirurgia me equiparam com as habilidades e a confiança necessárias para estancar hemorragias maciças, remover vesículas biliares e abrir o tórax em menos de meio minuto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Essas habilidades não me valeram de nada quando minha filha pequena incendiou um jogo de tabuleiro em nossa casa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">As redes sociais frequentemente retratam a maternidade como uma experiência imaculada e idílica, repleta de passeios por campos floridos, roupas combinando com golas brancas impecáveis ​​e o aroma de bolos e doces perfumando o ar. A realidade da maternidade, no entanto, costuma ser muito mais caótica do que as imagens ideais que tanto zelamos. Hematomas e regurgitações são mais frequentes do que chás aromáticos e algodão natural. Birras e discussões transformam nossos planos meticulosamente elaborados em ruínas. Nos orgulhamos da nossa paciência até que outra mamadeira molhe o tapete. Nos piores momentos, olhamos para os nossos fracassos, para o trabalho duro que fizemos, e imploramos por uma fuga.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mãe cansada, anime-se. Esses momentos — os mais difíceis, os mais dolorosos — são precisamente quando Deus pode, nas palavras de John Bunyan, realizar sua “obra de ferimento”, conformando você à imagem de seu Filho (</span><a href="https://www.amazon.com/Works-John-Bunyan-Set-1-3/dp/0851515983"><i><span style="font-weight: 400;">Obras de John Bunyan</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> , 1:720). A maternidade é uma dádiva e uma bênção. É um privilégio imenso pastorear corações jovens. É também um fogo purificador, que nos molda através de suas provações mais desafiadoras, tornando-nos cada vez mais semelhantes a Cristo.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Longe de ser idílico</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Deparei-me com as realidades caóticas da maternidade — e com a feiura dentro de mim — logo no início da minha jornada como mãe. Pouco depois de deixar a prática clínica para educar meus filhos em casa, eu encarava cada manhã com eles como se fosse uma cirurgia no trabalho: metodicamente, minha testa se franzia em concentração enquanto eu organizava todos os momentos como painéis brilhantes em um vitral. Em uma dessas manhãs, acordei com uma dor de cabeça latejante, mas mesmo assim encarei o dia, determinada a aproveitar cada minuto para aprendizado, alegria, união e produtividade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Então começou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Primeiro, meu filho de três anos resolveu discutir sobre quase tudo: pentear o cabelo, se vestir, usar colete salva-vidas dentro de casa, usar guardanapo, comer torrada, as meias de tartaruga da irmã, a existência da irmã, comer sopa, não comer sopa, ficar pendurado na janela e falcões-peregrinos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Então minha filha de um ano entrou na brincadeira. Ela subiu nas cadeiras, rasgou livros e espalhou sua saliva cheia de migalhas de biscoito por todas as superfícies. Ela bateu a cabeça, o pulso, o pé, o ombro e o dedinho do pé seis vezes durante suas acrobacias ilícitas na sala de estar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Houve gritos. Houve lábios ensanguentados. Houve uma criança em idade pré-escolar fugindo para a neve de meias. Houve essa mesma criança uivando porque seus pés estavam gelados. Depois, houve fumaça saindo de uma caixa de um jogo de tabuleiro depois que minha filha acendeu uma lâmpada halógena no alto de uma prateleira de jogos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao pegar aquela caixa toda queimada e ainda saindo fumaça, tive vontade de desistir e voltar para o meu emprego no hospital, onde as pessoas me ouviam e respeitavam minhas palavras. Queria me refugiar em um lugar onde me sentisse competente, onde o que eu fizesse realmente importasse. Enquanto esses pensamentos me invadiam, meu filho pediu um copo d&#8217;água. Com a paciência à flor da pele, reagi de forma desprezível: gritei com ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Enquanto seu rosto se contorcia e seus olhos se enchiam de lágrimas, a verdade me atingiu como um trovão: o que importava não eram minhas conquistas em outra época, mas os corações que estavam sob meus cuidados naquele momento (Efésios 6.4). As lágrimas do meu filho eram um espelho diante do meu rosto. Nelas, vi o pecado que eu cultivava a cada gemido de ressentimento. Através delas, o Espírito me confrontou, levando-me ao arrependimento e à graça de Cristo.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Descanso para os cansados</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“Os filhos são herança do Senhor” (Salmo 127.3), um presente de Deus para nutrirmos, valorizarmos e pastorearmos (Deuteronômio 6.6-7). Como mães, adoramos nossos filhos, os amamos e ansiamos por nos unir aos nossos maridos na criação deles segundo a doutrina e o ensinamento de Cristo (Efésios 6.4).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mas às vezes — ou quase sempre — nossos dias parecem deploráveis ​​em comparação com o ideal que temos em mente, com as nossas habilidades parentais profundamente deficientes se comparadas às de nosso Pai celestial. Como mulheres imperfeitas cuidando de filhos imperfeitos em um mundo imperfeito, muitas vezes a maternidade nos deixa exaustas, despentiadas e ressentidas. As longas horas frequentemente drenam nossas energias. Se deixamos um emprego para passar os dias em casa com nossos filhos, podemos questionar nosso valor próprio quando fraldas, bisnaguinhas com requeijão e geleia substituem reuniões, salários e promoções. Se conciliamos o trabalho dentro e fora de casa, nossas reservas podem se esgotar enquanto nos dedicamos completamente ao serviço dos filhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em momentos como esses, quando nossos ossos doem e ansiamos por descanso, nossos esforços como mães podem falhar. Elevamos a voz. Ignoramos o apelo de uma criança. Quebramos promessas. A amargura se instala. As queixas brotam de dentro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez, mãe cansada, anime-se. Em Cristo, Deus é fiel para perdoar tudo o que você confessa (1 João 1.9). Através da cruz, Ele separou seus pecados de você “tão longe quanto o Oriente está do Ocidente” (Salmo 103.12). Enquanto o cansaço pesa sobre seus membros e você caminha de um lado para o outro com uma criança na calada da noite, Ele vê o seu serviço. Ele conhece o seu esgotamento (Hebreus 4.15). Ele a convida para o verdadeiro descanso que vem somente dEle (Mateus 11.28).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E ele pode trabalhar até mesmo durante esses dias longos e árduos para o seu bem e para a glória dele (Romanos 8.28).</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Um fogo purificador</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Assim como fez com meu acesso de raiva por causa de uma caixa de jogo de tabuleiro incendiada, Deus pode usar cada momento de fragilidade e cada fracasso para nos lembrar que sua graça é suficiente e que seu “poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12.9). Em sua misericórdia, o Deus que nos salva pelo sangue de Cristo pode lavar nossos trapos mais imundos e torná-los brancos como a neve (Isaías 1.18 ; 64.6), usando nossos piores dias como pais para nos moldar à “imagem de seu Filho” (Romanos 8.29). Ele faz grandes coisas com os poucos; faz coisas belas com os imperfeitos. Ele escolhe os menores, os mais humildes, os mais quebrantados como seus servos (1 Samuel 16.10-12 ; Números 12.3 ; 1 Timóteo 1.15). Ele opera para o bem através das maiores calamidades (Gênesis 50.20). Quando seu povo amado se sente quebrantado e esmagado, ele estende a mão através do firmamento e, em amor, faz novas todas as coisas (Apocalipse 21.5).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Quando os dias pesarem sobre você, lembre-se de que a maternidade é um fogo purificador. Ela molda. Ela destrói. Ela reduz a cinzas as falsidades e os artifícios. Embora as chamas ardam, por meio delas Deus queimará a escória pecaminosa que realmente pesa sobre sua alma cansada. Ele a esculpirá à imagem de Cristo. E Ele acenderá em seu coração uma alegria não na obra de suas próprias mãos, mas naquele que </span><i><span style="font-weight: 400;">a</span></i><span style="font-weight: 400;"> adotou como sua filha amada (Efésios 1.5) — não importa como seus momentos de maternidade se desenvolvam.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">
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<p style="text-align: justify;">Para ver mais conteúdos do Desiring God traduzidos em nosso blog, <a href="https://voltemosaoevangelho.com/blog/serie/desiring-god/">CLIQUE AQUI</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>
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<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-grey vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: Kathryn Butler ©&#xfe0f; Desiring God Foundation. Website: <a href="http://desiringGod.org">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte: <a href="https://www.desiringgod.org/articles/motherhood-is-a-refining-fire"><em><strong>Motherhood Is a Refining Fire</strong></em></a> |<em> </em>Todos os direitos reservados. Revisão e edição: <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
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		<title>Como mães com filhos pequenos podem manter a leitura bíblica diária?</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/como-maes-com-filhos-pequenos-podem-manter-a-leitura-biblica-diaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[John Piper]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 15:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
		<category><![CDATA[John Piper Responde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/idwho.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/idwho.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/idwho.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/idwho.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Episódio de John Piper Responde especial de dias das mães! Piper dá conselhos para mães ocupadas sobre como podem encontrar tempo para Deus.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/idwho.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/idwho.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/idwho.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/05/idwho.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">O dia das mães está chegando e hoje temos um assunto especial para elas. Pastor John, aqui está uma pergunta comum que ouvimos sobre a leitura da Bíblia que vem de diversas mães: “Pastor John, sou uma mãe ocupada com três filhos em casa. Como vou encontrar tempo para ler a Bíblia sozinha e ter meu tempo de devocional diário?”</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Veja como vou abordar isso. Se você é uma esposa na seguinte situação, não uma mãe solteira — esse é outro desafio que mencionarei em breve — mas se você é uma esposa que tem um marido morando com você, pause este podcast e chame seu marido, ok? Porque vou pedir a ele que assuma a responsabilidade por esta questão. Você tem alguma responsabilidade. Sim, você tem. E talvez eu fale um pouco sobre isso daqui a pouco. Mas a ideia de Deus para o casamento e a criação dos filhos é para os dois. Esse é o ideal Dele. E uma das razões para isso é para que um possa amparar o outro e garantir que ambos estejam conectados com Deus por meio de Jesus na Palavra todos os dias.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Chamando todos os maridos</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Certo, ótimo. Então ele está aí? Estou falando com o marido: Olá, marido. Sua esposa quer saber como ela vai conseguir tempo para ler a Bíblia sozinha quando essas crianças precisam da atenção dela o tempo todo. Aqui está como eu acho que você, Sr. Marido, pode ajudá-la:</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">1. Coloque seus filhos sob sua autoridade.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Estabeleça um ambiente de disciplina e ordem em casa para que as crianças não fiquem descontroladas, mas sim submissas, obedientes e com autocontrole. Trabalhe em parceria com ela para que essas crianças se comportem. Isso exige atenção séria e constante desde o momento em que começaram a mamar. É possível mostrar a elas: “Não faça isso. Isso não é permitido aqui.” Assim, os cochilos, a hora de dormir e as refeições se tornam horários fixos em torno dos quais o dia pode ser organizado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Tenho a impressão de que muitos pais hoje em dia acham que seus filhos devem controlar o ambiente da casa. Isso é um grande erro em muitos níveis. Então, pai, assuma a responsabilidade. Trabalhe em parceria com sua esposa para estabelecer rotinas e espere obediência — espere que seus filhos se submetam à sua esposa e à sua autoridade. Isso é fundamental: todo o ambiente da casa precisa estar sob a ordem dos pais.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">2. Brinque com seus filhos todos os dias.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Estabeleça um horário para brincar com as crianças todos os dias. Obviamente, isso mudará com a idade delas, mas dedique toda a sua atenção a essas crianças em algum momento do dia em que ela estiver livre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Para nós, isso acontecia logo depois do jantar, por cerca de uma hora, durante muitos e muitos anos. Jantávamos às 17h30 e terminávamos às 18h. Das 18h às 19h, eu brincava com todas as crianças, assumindo a responsabilidade por elas — e Noël, minha esposa, fazia isso o dia todo. Eu conseguia fazer isso por uma hora, e durante este tempo ela poderia fazer o que quisesse. E se fosse hora de ler a Bíblia, ela leria.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">3. Inclua na programação retiros curtos e frequentes para a mãe e o pai.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Inclua momentos de retiro na sua vida e na da sua esposa, para que ela possa ter a metade de um dia ou um dia inteiro de vez em quando. Definam juntos a frequência disso ao organizarem o cuidado com as crianças. Você pode ficar com elas no sábado de manhã ou pagar alguém para cuidar delas. Mas ambos devem ter esses momentos de retiro periódicos e prolongados, onde poderão realmente relaxar e se conectar com o Deus vivo.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">4. Busque a Deus em sua Palavra.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Guie sua esposa na Palavra para que o desejo dela nunca vacile por causa do seu exemplo de buscar, junto com ela, tesouros e doçura na Palavra.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">5. Reservem um tempo para conversas significativas a dois.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Tenha conversas adultas com ela sobre assuntos importantes, incluindo passagens das Escrituras, para que ela não perca a noção do propósito de todo esse tempo dedicado à infância das crianças.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">6. Ore por sua esposa.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E, por fim, ore por ela — por sua motivação, sua disciplina e seu prazer na palavra.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Tempo com Deus</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E gostaria de dizer uma palavra final para a mãe solteira ou para aquela que talvez não tenha um marido com esse tipo de coração. Bem, então, você precisa fazer isso sozinha, e Deus a ajudará. Sim, Ele ajudará. Nenhuma tentação ou provação cairá sobre você que Deus não lhe dê a graça de suportar (veja 1 Coríntios 10.13). Então, você poderia ler a história de Susana Wesley, a mãe de Charles e John Wesley. Ela teve dezenove filhos. Nove deles morreram na infância. Ela ficou com dez. Ela prometeu ao Senhor que dedicaria tempo à oração e à Palavra todos os dias e, em certo momento, sua estratégia foi essa: ensinou a todos os filhos que os mais novos estavam sob responsabilidade dos mais velhos. E, quando vissem a mãe com a Bíblia aberta sobre a mesa, não deveriam incomodá-la, mas mantivessem as crianças em silêncio. Aquele era o seu tempo com Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Portanto, discipline seus filhos com esse tipo de rigor. Espere obediência. Encontre a sua estratégia e siga em frente em sua busca diária por Deus. Mas, maridos, estou olhando para vocês como o principal suporte nisso.</span></p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Conheça os livros de John Piper pela Editora Fiel &#8211; <a href="https://www.editorafiel.com.br/john-piper">clique aqui.</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">Veja mais episódios do John Piper Responde &#8211; <a href="https://voltemosaoevangelho.com/blog/serie/john-piper-responde/">clique aqui!</a></p>

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<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-alert-danger vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: JOHN PIPER. © Desiring God Foundation. Website: <a href="http://www.desiringgod.org/languages/portuguese" target="_blank" rel="noopener">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte: <a href="https://www.desiringgod.org/interviews/bible-time-for-busy-moms"><strong><em>Bible Time for Busy Moms</em></strong></a> | Revisão e edição por <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
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		<title>Vivendo sob a Providência de Deus</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/vivendo-sob-a-providencia-de-deus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hermisten Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 11:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fuy.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fuy.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fuy.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fuy.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Este artigo explica preservação, concorrência e governo divino, mostrando como essa verdade bíblica traz consolo, esperança e direção prática para enfrentar as adversidades e viver pela fé.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fuy.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fuy.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fuy.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fuy.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><em>A doutrina da providência de Deus revela que Ele sustenta, governa e conduz todas as coisas com sabedoria e amor. Longe do acaso, a vida do crente está sob o cuidado soberano do Senhor. Este artigo explica preservação, concorrência e governo divino, mostrando como essa verdade bíblica traz consolo, esperança e direção prática para enfrentar as adversidades e viver pela fé. O artigo a seguir foi escrito pelo Dr. Hermisten Maia, ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil. É formado em Teologia, Filosofia e Pedagogia. É Mestre e Doutor em Ciências da Religião. Leciona em diversos Seminários ininterruptamente desde 1980. Tem experiência na área de Teologia Sistemática, lecionando há 40 anos, e História da Reforma Protestante, atuando principalmente nos seguintes temas: João Calvino ,Teologia Reformada e Cosmovisão Reformada.</em></span></p>
<hr />
<p style="text-align: right;"><em>É pela fé que tomamos posse de Sua providência invisível.</em> − João Calvino (1509-1564).<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p style="text-align: justify;">A <strong>Providência de Deus</strong> é uma das maiores certezas da fé cristã: o Senhor reina e cuida de nós.  Ela nos lembra que o Senhor, que criou todas as coisas, não abandonou a obra de Suas mãos, mas continua sustentando, preservando e governando o universo segundo o Seu propósito eterno, sábio e amoroso.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que uma ideia teológica, a providência é uma realidade que toca a vida diária dos crentes. É a certeza de que não estamos à mercê do acaso, da sorte ou do caos. O Deus vivo reina, e Seu governo é firme, justo e cheio de misericórdia.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Deus preserva: o sustento invisível que nos mantém de pé</h2>
<p style="text-align: justify;">O primeiro aspecto da providência é a <strong>preservação</strong>. O Senhor não apenas criou o mundo, mas o mantém em existência. O autor de Hebreus declara que Cristo <em>“sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder”</em> (Hb 1.3).</p>
<p style="text-align: justify;">Cada respiração, cada batida do coração, cada detalhe da criação é sustentado por Deus. Sem esse cuidado, tudo voltaria ao nada. Até mesmo aqueles que se rebelam contra Ele só existem porque o Senhor, em Sua bondade, permite.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa preservação se manifesta em coisas simples e cotidianas: o sol que nasce a cada manhã, a chuva que rega a terra, o alimento que chega à nossa mesa. Jesus nos lembra: <em>“Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuva sobre justos e injustos” </em>(Mt 5.45).</p>
<p style="text-align: justify;">Essa verdade nos consola: não estamos sozinhos. O Senhor é quem nos guarda, quem nos protege, quem nos sustenta. É por isso que o salmista pode afirmar: <em>“O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita”</em> (Sl 121.5).</p>
<h2 style="text-align: justify;">Deus concorre: o Senhor que age através das circunstâncias</h2>
<p style="text-align: justify;">Depois de vermos como Deus preserva todas as coisas, precisamos lembrar que Ele também age nas circunstâncias da vida. Esse agir chamamos de concorrência.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus atua por meio dos acontecimentos, mesmo quando parecem contrários ou dolorosos. Ele coopera com as causas secundárias — sejam pessoas, eventos ou decisões humanas — sem anular a livre agência das criaturas, mas conduzindo tudo para o cumprimento do Seu plano perfeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Pense em José, vendido como escravo pelos próprios irmãos. Aos olhos humanos, aquilo era uma tragédia irreparável. Mas anos depois, José pôde olhar para trás e dizer: <em>“Vós intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem”</em> (Gn 50.20). O que parecia derrota foi, na verdade, o caminho para a preservação de uma nação inteira.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o Deus que age também em nossa história. Quando somos vítimas de injustiça, quando decisões humanas nos ferem, quando o futuro parece incerto, podemos descansar na certeza de que o Senhor continua soberano. Ele transforma o mal em instrumento de Seu bem maior.</p>
<p style="text-align: justify;">O maior exemplo disso é a cruz de Cristo. Homens maus conspiraram contra Jesus, mas o apóstolo Pedro nos lembra: <em>‘Este, que vos foi entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios’</em> (At 2.23).</p>
<p style="text-align: justify;">A cruz foi o maior crime da história. A cruz foi também o maior ato de salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde o pecado abundou, a graça superabundou. O que parecia derrota tornou-se vitória eterna.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, mesmo quando não entendemos os caminhos do Senhor, podemos confiar: Ele está agindo. A mão invisível da providência continua conduzindo cada detalhe, e o braço amoroso do Pai nos sustenta em meio às circunstâncias.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Deus governa: o Rei que dirige a história</h2>
<p style="text-align: justify;">O terceiro aspecto da providência é o <strong>governo de Deus</strong>. Ele não apenas sustenta o universo, mas o conduz com mão firme e coração amoroso. Cada acontecimento, seja grandioso como a queda de um império ou simples como o nascer de uma flor, está sob o olhar soberano do Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">O salmista nos lembra: <em>“O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo”</em> (Sl 103.19). Nada escapa ao Seu governo. Até mesmo o lançar de sortes, que parece tão aleatório aos olhos humanos, está nas mãos de Deus (Pv 16.33/Pv 1.14).</p>
<p style="text-align: justify;">Isso nos dá segurança: a história não é fruto do caos, nem da sorte cega. O Senhor reina como Rei soberano. Ele conduz o mundo, e também a nossa vida, para o cumprimento do Seu plano perfeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Pense nos grandes impérios da história. Babilônia, Pérsia, Roma… todos se levantaram com poder e glória, mas todos caíram no tempo determinado por Deus. Ele levanta reis e os derruba (Dn 2.21). Ao mesmo tempo, o Senhor conhece até o número dos cabelos da nossa cabeça (Mt 10.30). O Deus que governa os destinos das nações é o mesmo que cuida dos detalhes da nossa vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa visão nos chama a viver com confiança e responsabilidade. Se Deus governa, não precisamos temer o futuro. Podemos descansar em Sua providência e, ao mesmo tempo, viver em submissão ao Seu senhorio. O mundo pode parecer instável, mas o trono de Deus permanece firme.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui está a nossa esperança: não caminhamos ao acaso, mas sob o governo do Rei eterno, justo e misericordioso.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Fundamentos que nos sustentam</h2>
<p style="text-align: justify;">A providência se apoia em verdades fundamentais que fortalecem nossa fé:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>A Bíblia é a Palavra infalível de Deus</strong>: sem confiar na Escritura, não poderíamos crer na providência.</li>
<li><strong>Deus é Todo-Poderoso e soberano</strong>: nada limita Seu agir.</li>
<li><strong>Deus é sábio, bondoso e amoroso</strong>: Seu plano não é arbitrário, mas perfeito.</li>
<li><strong>Deus tem um plano eterno</strong>: nada acontece sem propósito.</li>
<li><strong>Deus é imutável</strong>: Seu plano não muda, e isso nos dá segurança.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Esses fundamentos nos chamam a confiar, mesmo quando não compreendemos os caminhos do Senhor.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Vivendo sob a providência</h2>
<p style="text-align: justify;">A providência não é apenas uma doutrina para ser estudada; é uma realidade para ser vivida.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Consolo nas adversidades</strong>: quando enfrentamos crises, podemos descansar sabendo que Deus está no controle.</li>
<li><strong>Esperança no futuro</strong>: a história caminha para o cumprimento do plano divino.</li>
<li><strong>Chamado à confiança</strong>: mesmo sem compreender, podemos confiar que o plano de Deus é perfeito.</li>
<li><strong>Motivo para gratidão</strong>: cada detalhe da vida é sustentado por Deus.</li>
<li><strong>Convite à obediência</strong>: se Deus governa todas as coisas, nossa vida deve ser vivida em submissão à Sua vontade.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Essa doutrina nos chama a viver com fé prática. Não é apenas um consolo intelectual, mas uma verdade que deve moldar nossas atitudes, nossas decisões e nossa esperança.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Exortação final: fé na providência</h2>
<p style="text-align: justify;">A providência de Deus não é apenas uma doutrina para ser estudada, mas uma verdade para ser abraçada com fé. Ela nos lembra que não caminhamos sozinhos: o Senhor reina, preserva, concorre e governa. Ele é soberano, sábio, bondoso e imutável.</p>
<p style="text-align: justify;">Spurgeon (1834-1892) afirmou: <em>“Deus é independente de tudo e de todos. Ele age de acordo com sua própria vontade. Quando Ele diz: ‘Eu farei’, o que quer que diga será feito.”</em><a href="#_ftn2" name="_ftnref2"><strong>[2]</strong></a> Essa certeza deve encher nosso coração de confiança.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, diante das incertezas da vida, não precisamos temer. O futuro não está nas mãos do acaso, mas nas mãos do Deus eterno. A providência é a mão invisível que guia o mundo, mas é também o braço amoroso que sustenta cada crente.</p>
<p style="text-align: justify;">Que essa verdade nos leve a descansar em Cristo, a agradecer em toda circunstância e a obedecer com alegria. E que possamos proclamar com convicção: “O Senhor reina, e nele está a nossa esperança!” Amém!</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"><strong>[1]</strong></a> João Calvino, <strong> </strong><em>O Livro de Salmos, </em>São Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 13.1), p. 262.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2"><strong>[2]</strong></a> C.H. Spurgeon, <em>Sermões Sobre a Salvação,</em> São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1992, p. 42-43.</p>
<hr />
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-grey vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Autor: Hermisten Maia. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Editor e Revisor: Vinicius Lima.</p>
</div></div></div></div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Por que somos ingratos?</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/por-que-somos-ingratos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Charisse Compton]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 11:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Desiring God 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/yhoi.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/yhoi.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/yhoi.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/yhoi.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Lucas 17 revela a ingratidão humana, sua gravidade espiritual e dor relacional, chamando à gratidão verdadeira diante da graça de Deus em Cristo na vida cristã.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/yhoi.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/yhoi.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/yhoi.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/yhoi.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><em>Este artigo examina o problema da ingratidão à luz de Lucas 17.11–19, revelando como a ausência de gratidão a Deus expõe a condição do coração humano. A partir das perguntas de Jesus, o texto trata da dor relacional, do perigo espiritual da ingratidão e do chamado bíblico à gratidão verdadeira, oferecendo uma reflexão pastoral profunda, cristocêntrica e relevante para a vida cristã contemporânea. Artigo escrito por <span dir="auto">Charisse Compton,</span><span dir="auto"> coordenadora do Seminary Wives Institute e professora adjunta de Gramática e Redação no Bethlehem College and Seminary. Charisse também atua como escritora e professora de estudos bíblicos para mulheres em sua igreja local.</span></em></span></p>
<hr />
<div class="flex flex-col text-sm pb-25" style="text-align: justify;">
<article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none &#091;--shadow-height:45px&#093; has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) &#091;&amp;:has(&#091;data-writing-block&#093;)&gt;*&#093;:pointer-events-auto scroll-mt-&#091;calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))&#093;" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-WEB:b7a9e9b4-e2ed-458f-84e1-4bf32a1c5c11-1" data-testid="conversation-turn-4" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant">
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<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrada no relato de dez capítulos de Lucas sobre a viagem de Jesus a Jerusalém, há uma narrativa que apresenta dez leprosos (Lucas 17:11–19). Impedidos pelas leis judaicas de pureza de se aproximarem de Jesus, esses dez leprosos clamam a ele à distância, implorando para serem curados. Jesus atende ao pedido deles com um teste de fé semelhante ao de Naamã: “Ide mostrar-vos aos sacerdotes” (versículo 14). Todos os dez leprosos obedecem, descobrindo no caminho que foram purificados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Nesse momento, um único leproso decide adiar seu encontro cara a cara com o sacerdote e protelar sua reintegração à sociedade para voltar atrás, encontrar Jesus e agradecer-lhe. Purificado e agora sem medo de espalhar sua terrível doença, ele se aproxima de Jesus, louvando a Deus em voz alta antes de prostrar-se aos pés de seu Salvador (versículos 15–16).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O que acontece a seguir pode ter surpreendido o leproso anônimo. Jesus adia seu habitual “tua fé te curou” (versículo 19) em favor de três perguntas penetrantes. A resposta de Jesus expõe simultaneamente uma realidade preocupante sobre a ingratidão e oferece um bálsamo curativo àqueles familiarizados com sua dor, uma dor que o Rei Lear de Shakespeare descreveu como “mais afiada do que o dente de uma serpente” (King Lear, 1.4.302–303).</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">1. “Não foram dez os que ficaram curados?”</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A primeira pergunta de Jesus expõe a prevalência da ingratidão: tantos foram curados, e ainda assim tão poucos voltaram. Ao chamar a atenção para os muitos que não voltaram para louvar e agradecer a Deus, Jesus revela a ingratidão como pecado e avalia corretamente seu peso. A ingratidão — uma cegueira à graça de Deus e a falha em honrá-lo com nosso agradecimento — provoca justamente a ira de Deus. Paulo a inclui em uma lista de pecados graves em Romanos 1, ao lado de coisas como idolatria, assassinato e imoralidade sexual (Romanos 1:21, 26–32).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Com sua pergunta penetrante, Jesus, longe de isentar a ingratidão, a expõe e lamenta sua prevalência.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">2. ‘Onde estão os outros nove?’</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Semelhante à primeira, a segunda pergunta de Jesus sugere a dor da ingratidão. Apenas um entre dez homens tinha um coração devidamente voltado para Deus naquele momento. Apenas um voltou — apenas um — quando todos deveriam ter voltado. Onde estavam os demais? Eles também não haviam crido, obedecido e sido curados?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A proporção de 9:1 confronta os crentes com a possibilidade de que nós também possamos estar entre os nove. Podemos querer acreditar que somos aquele que voltou, único em virtude, mas esse encontro nos leva a parar e fazer um balanço. Estamos entre os nove? Com muita frequência, também demoramos a perceber a graça de Deus em nossas vidas. Seguimos alegremente com nossas vidas, consumindo os bons dons de Deus, quando, assim como o único leproso, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yf0SgnZRWis"><span style="font-weight: 400;">deveríamos voltar e cantar com o hino,</span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Dissolvido pela tua bondade, caio por terra</span></i></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">e choro em louvor à misericórdia que encontrei.</span></i></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">3. “Não se encontrou ninguém, a não ser este estrangeiro?”</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A terceira pergunta destaca o único leproso como um estrangeiro entre o povo de Jesus; Lucas o identifica como samaritano (Lucas 17:16). Poderíamos esperar encontrar corações devidamente voltados para Deus entre as pessoas com quem Jesus vivia e servia, mas a triste realidade era esta: a maioria dos compatriotas de Jesus o rejeitou. Ele recebeu pouca gratidão daqueles que veio salvar, e poucos louvores a Deus saíram de suas bocas. Aqueles que professavam amar a Deus mais do que ninguém não apenas rejeitaram Jesus, mas o assassinaram. Na maioria das vezes, eram os estrangeiros e os marginalizados socialmente que percebiam mais rapidamente a graça de Deus para com eles em Jesus. Eram eles que imploravam para não se separarem dele (Lucas 8:38).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">As perguntas penetrantes de Jesus desmascaram nossos próprios corações. Somos rápidos em ver a graça de Deus agindo em nossas vidas e em louvá-lo por isso? Agradecemos àqueles que são os meios por meio dos quais Ele realiza seus bons propósitos?</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Jesus continuou caminhando</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por mais irregular que seja o registro da nossa gratidão para com Deus, nossas falhas pouco diminuem a dor que sentimos ao experimentar a ferida da ingratidão. As feridas causadas por filhos, cônjuges, amigos, membros da igreja e líderes da igreja ingratos mal chegaram a cicatrizar; permanecem prontas para se abrir novamente e sangrar. E, quando isso acontece, a amargura inunda nossos pensamentos, e o orgulho e a ira procuram restabelecer domínio em nosso coração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Veja bem, após esse episódio, sem se deixar abalar pela contínua ingratidão de seu povo, Jesus mais uma vez “pôs o rosto para ir a Jerusalém” (Lucas 9:51). Havia mais quilômetros a percorrer, mais pessoas para curar, mais pecados para perdoar, mais parábolas para contar. Zaqueu estaria esperando em uma árvore de sicômoro, e um mendigo cego ao longo da estrada de Jericó. Havia a Última Ceia para preparar e instruções de última hora para dar aos seus discípulos. Havia a cruz, o túmulo e a coroa. O tempo era curto, e nada impediria Jesus de completar sua jornada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Assim, seguimos os passos de Jesus, acompanhando-o o mais de perto que ousamos. Cientes de que poucos podem louvar a Deus, poucos podem voltar para nos agradecer, e aqueles que o fazem são frequentemente aqueles de quem menos esperaríamos, nós, no entanto, voltamos nossos rostos para Jerusalém e assumimos nossas cruzes designadas, pois o tempo é curto e muito ainda resta a ser feito.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div class="mt-3 w-full empty:hidden">
<div class="text-center"></div>
</div>
</div>
</div>
</article>
</div>
<p style="text-align: justify;">Para ver mais conteúdos do Desiring God traduzidos em nosso blog, <a href="https://voltemosaoevangelho.com/blog/serie/desiring-god/">CLIQUE AQUI</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-grey vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: Charisse Compton ©&#xfe0f; Desiring God Foundation. Website: <a href="http://desiringGod.org">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte: <a href="https://www.desiringgod.org/articles/jesus-knows-the-sting-of-ingratitude"><em><strong>Jesus Knows the Sting of Ingratitude</strong></em></a> |<em> </em>Todos os direitos reservados. Revisão e edição: <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Trabalhar com excelência — o que a Bíblia fala sobre isso?</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/05/trabalhar-com-excelencia-o-que-a-biblia-fala-sobre-isso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[John Piper]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 15:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cosmovisão e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
		<category><![CDATA[John Piper Responde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/igi.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/igi.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/igi.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/igi.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Neste episódio do John Piper Responde, John Piper fala sobre o que significa trabalhar com excelência — algo que vai muito além da competência técnica e tem a ver com o nosso coração.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/igi.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/igi.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/igi.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/igi.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p><strong><i>Transcrição do vídeo</i></strong></p>

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			<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Será que é pecado não atingir a excelência no nosso trabalho? Esta é uma ótima pergunta, relevante para empresários, donas de casa, voluntários, estudantes — para todos nós. E a pergunta nos foi enviada por um ouvinte chamado Dylan.</span></i></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Eis o que ele pergunta: “Pastor John, olá! Em Colossenses 3.22-24, Paulo exorta seus leitores a &#8216;trabalharem de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens&#8217;. Isso significa que qualquer trabalho que não seja feito com excelência é pecado? Como aplicamos a visão de Deus sobre o trabalho à limpeza da nossa casa, à redação de um trabalho escolar ou ao trabalho das nove às seis? Tenho me sentido culpado pela maneira como lido com essas coisas há meses, e não sei se estou apenas sendo arrogante ou se estou sendo desobediente ao Senhor. Paulo está descrevendo um tipo de excelência em tudo o que fazemos?”</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Permitam-me começar com uma ilustração do meu ministério de cerca de trinta anos atrás. Naquela época, estávamos debatendo em nossa igreja como definir as expectativas de excelência na música, nos cultos. E havia um grupo que enfatizava a excelência técnica e citava 2 Samuel 24.24: “Não oferecerei holocaustos ao Senhor meu Deus que não me custem nada” — o que, aplicado à nossa situação, significava: “Não oferecerei a Deus nenhuma música em nossos cultos que não tenha me custado um esforço extraordinário de prática para torná-la tecnicamente excelente, até mesmo impecável”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Havia outro grupo, ou talvez eu devesse dizer, havia eu. Eu apreciava esse compromisso com a excelência; no entanto, minha gentil objeção a essa ênfase era que, na igreja cristã, Deus não se importa apenas se somos excelentes músicos, mas também se importa se somos excelentes em perdoar. Foi assim que eu coloquei — se somos excelentes em paciência, excelentes em longanimidade. Por exemplo, se demonstramos paciência e perdão quando o esforço musical de alguém não foi impecável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em outras palavras, quando se trata de excelência na vida cristã, jamais devemos limitá-la à maneira como uma pessoa executa uma </span><i><span style="font-weight: 400;">habilidade</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou um </span><i><span style="font-weight: 400;">ofício</span></i><span style="font-weight: 400;">. Devemos sempre levar em conta a excelência nas atitudes, nas emoções e nos relacionamentos. Deus tem muito mais a dizer em Sua palavra sobre se estamos irados em nossa atitude do que sobre se somos competentes em nossa habilidade.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Excelência sem distrações</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A forma como finalmente chegamos a essa conclusão entre o nosso povo, entre os nossos líderes, foi usar esta frase como nosso objetivo: </span><i><span style="font-weight: 400;">excelência sem distrações</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em outras palavras, há algo maior, mais profundo e mais importante acontecendo neste culto do que a qualidade técnica da música. Não é que seja irrelevante; simplesmente não é o mais importante. O objetivo aqui é conhecer a Deus, encontrar-se com Deus, amar a Deus, valorizar a Deus, confiar em Deus, desfrutar da presença de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Esses são todos atos do coração e da mente. Tudo o mais está subordinado a isso neste serviço, ajudando as pessoas a chegarem a esse objetivo, incluindo a excelência de nossas apresentações — seja na música, no sistema de som, na iluminação, no aquecimento, no ar condicionado, na pregação ou nas roupas que vestimos. Tudo visa remover obstáculos — evitar distrações — e servir conhecendo a Deus, encontrando a Deus, amando a Deus, valorizando a Deus, confiando em Deus, desfrutando de Deus. Capturamos esse objetivo colocando o adjetivo &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">sem distrações&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> depois da palavra </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;excelência&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> .</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Isso implicava que um trabalho malfeito não só poderia distrair do encontro com Deus (se a pessoa continuar a cometer erros, todos ficarão constrangidos; ficarão distraídos — isso não vai funcionar). Mas também, o excesso de refinamento poderia distrair da realidade espiritual do encontro com Deus. E estou pensando nisso na pregação, não apenas na música. Um sermão pode ser tão malfeito em sua ordem e clareza que não ajuda. E pode ser tão refinado retoricamente que distrai e não ajuda. Portanto, o critério deixou de ser uma visão abstrata de excelência técnica e se tornou um objetivo espiritual de remover os obstáculos que impedem as pessoas de ver e desfrutar de Cristo.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Trabalhando a partir da alma</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Agora, Dylan está perguntando sobre Colossenses 3.22-24 e como esse versículo nos chama à excelência. Aqui está o texto:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Escravos, obedeçam em tudo aos seus senhores terrenos, não apenas quando eles estiverem olhando, para agradá-los, mas com sinceridade de coração, temendo ao Senhor. Tudo o que fizerem, façam de coração </span></i><span style="font-weight: 400;">[literalmente </span><span style="font-weight: 400;">ek psyches</span><span style="font-weight: 400;"> , “com a alma”]</span><i><span style="font-weight: 400;">, como para o Senhor e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a herança como recompensa. É a Cristo, o Senhor, que vocês servem.</span></i></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Acho que Dylan está certo ao extrair princípios para todos nós desses versículos, mesmo que sejam direcionados a escravos e senhores. Digo isso porque Colossenses 3.17, logo acima deste parágrafo, diz: “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus”. E creio que Paulo está simplesmente aplicando esse princípio universal para todos nós à relação entre escravo e senhor, para que todos possamos aprender com sua aplicação. Gostaria de destacar três coisas que ele diz.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Evite a hipocrisia</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Primeiro, não tente apenas agradar as pessoas superficialmente enquanto seu coração não se importa com elas e nem com a qualidade do seu trabalho, contanto que elas o considerem bom. Isso é &#8220;agradar aos olhos&#8221;; é buscar agradá-las. Em outras palavras, não seja hipócrita.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Se você quer passar a impressão, externamente, ao seu chefe, professor, cônjuge ou amigo, de que você está fazendo algo para agradá-los, então faça algo que realmente os agrade. Não seja hipócrita. Não seja uma pessoa de duas caras ou de comportamento duplo, que busca agradá-los externamente, enquanto, no fundo, não fez um bom trabalho e esconde isso deles. Essa mentalidade afetaria significativamente a qualidade do seu trabalho. E Paulo diz: “Não a tenham”.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Trabalhe para Jesus</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em segundo lugar, seja qual for o seu trabalho e para quem quer que você trabalhe como cristão, sempre pense em Jesus Cristo como aquele a quem você prestará contas da qualidade do seu trabalho e da qualidade das suas atitudes no trabalho. Colossenses 3.24 diz: “Vocês estão servindo ao Senhor Cristo” — o que significa que, seja quem for que você esteja servindo, na verdade você está servindo a Cristo ao servi-lo. Portanto, seja qual for a atitude e a qualidade do trabalho que você teria se Cristo fosse seu chefe direto, faça esse trabalho com essa atitude.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Olhe para a recompensa</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E em terceiro lugar, Paulo diz: “Tenham em mente que a recompensa pelo bem que vocês fizerem virá do Senhor, ainda que não venha dos homens”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Portanto, claramente, Paulo está dizendo: (1) que não devemos ser hipócritas ou enganadores que buscam agradar aos homens; (2) que, em última análise, nosso supervisor para esta tarefa de casa, trabalho doméstico ou trabalho profissional é o próprio Senhor Jesus; e (3) que nossa recompensa vem dele, não principalmente dos professores, cônjuges ou chefes — tudo isso exercerá influência na qualidade do trabalho que fazemos e nas boas atitudes com que o fazemos.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Há mais em jogo do que a excelência</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Então Dylan pergunta: &#8220;Isso significa que qualquer trabalho que não seja feito com excelência é pecado?&#8221; E se essa pergunta deve ser respondida com precisão, eu diria que a resposta é não, nem sempre. Nem sempre é pecado. Não é tão simples assim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, se você decidir pintar seu próprio quarto em vez de contratar um pintor profissional, porque acha que Deus quer que você dê o dinheiro que pagaria ao pintor a algum amigo missionário, e você não for um pintor muito habilidoso, como Deus verá a os respingos que você deixou no rodapé e até mesmo no piso de sua casa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Falo por experiência própria. Um pintor habilidoso tem tanta precisão que não passa pela cabeça dele entregar a pintura de uma casa com respingos no rodapé, no piso ou com linhas tortas entre paredes de cores diferentes. Eis a minha resposta: Deus não verá os meus respingos e minhas linhas tortas como pecado. Não verá, mesmo que não sejam tecnicamente perfeitas, como as de um pintor. Em outras palavras, há coisas maiores em jogo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mas se eu me anunciar como pintor profissional, com a minha habilidade atual, e entrar no quarto de alguém e pintar a parede deixando respingos por toda a parte, deixando o acabamento bem amador como eu consigo fazer, mas esperando que a pessoa não veja e não perceba o quão malfeito é comparado ao que um pintor de verdade faria, isso será um pecado.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Dê o seu melhor</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O mesmo se aplica a muitas situações. Não é pecado tirar um B em álgebra em vez de um A, se você se esforçar e der o seu melhor. Não é pecado fazer cinco vendas esta semana em vez de dez, se você estiver se dedicando ao máximo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E eu definiria “o seu melhor” assim: “o seu melhor” é definido como um esforço falível para levar em conta todos os fatores relevantes, como sono (quando você dorme), saúde, família, idade, energia, talentos e outros relacionamentos que precisam de atenção. E então, quando tudo estiver dito e feito, você se entrega à graça de Cristo, que morreu por você para que você pudesse desfrutar do seu perfeito perdão.</span></p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Conheça os livros de John Piper pela Editora Fiel &#8211; <a href="https://www.editorafiel.com.br/john-piper">clique aqui.</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">Veja mais episódios do John Piper Responde &#8211; <a href="https://voltemosaoevangelho.com/blog/serie/john-piper-responde/">clique aqui!</a></p>

		</div>
	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-alert-danger vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: JOHN PIPER. © Desiring God Foundation. Website: <a href="http://www.desiringgod.org/languages/portuguese" target="_blank" rel="noopener">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte: <a href="https://www.desiringgod.org/interviews/have-i-sinned-if-i-fall-short-of-excellence-at-work"><strong><em>Have I Sinned If I Fall Short of Excellence at Work?</em></strong></a> | Revisão e edição por <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A Bíblia ensina aborto em Números 5?</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/04/a-biblia-ensina-aborto-em-numeros-5/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon de Sousa Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 11:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos no Antigo Testamento]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e moral]]></category>
		<category><![CDATA[TeoBrasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="500" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-3.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-3.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-3.png?resize=300%2C120&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-3.png?resize=768%2C307&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Números 5 realmente ensina aborto? Uma análise bíblica e exegética mostra que essa interpretação é distorcida e ignora o contexto real da passagem.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="500" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-3.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-3.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-3.png?resize=300%2C120&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-3.png?resize=768%2C307&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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<p data-start="0" data-end="433" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em><span style="color: #808080;">Este artigo examina se <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Números</span></span> 5.11–31 ensina ou autoriza o aborto. A partir de uma análise exegética e contextual, demonstra que a chamada “lei do ciúme” trata do julgamento divino em casos de suspeita de adultério, não da interrupção de gravidez. O texto não menciona gestação nem aborto, mas aponta para infertilidade como possível consequência do juízo de Deus. Escrito por Ramon de Souza,  bacharel em Teologia pelo STPRDNE, pós-graduado em Bioética pelo Instituto PIUS e em Teologia Aplicada pelo STPRDNE e Mestre em Estudos Hermenêuticos pelo CPAJ. É autor do livro O valor da Vida – Uma defesa bíblica e racional contra o ímpeto pós-moderno de negação da vida e da maternidade (Editora Cultura Cristã).</span></em></p>
<hr />
<p>Recentemente, em um debate na internet, ouvi a afirmação de que Números 5.11-31 ensinaria um tipo de aborto ritual. A partir disso, concluiu-se que a Bíblia não seria contrária ao aborto. Essa leitura, porém, não resiste a uma análise séria do texto. Quando o examinamos com responsabilidade, percebemos que ele trata de uma situação completamente diferente daquela que lhe foi atribuída naquela ocasião.</p>
<p>Neste breve artigo, meu objetivo é demonstrar que Números 5.11-31 não aborda a questão do aborto e, portanto, não pode ser utilizado como argumento para justificá-lo à luz das Escrituras Sagradas. Considerando os limites deste estudo, nos concentraremos nos elementos exegéticos diretamente relacionados ao tema, evitando discussões secundárias que não contribuam para a questão central.</p>
<h2>O CONTEXTO DA “LEI DO CIÚME” (NM 5.11–15)</h2>
<p>O texto descreve a situação em que um marido suspeita da infidelidade de sua esposa, mas não possui provas concretas:</p>
<p><em>Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Se a mulher de alguém se desviar e lhe for infiel, de maneira que algum homem se tenha deitado com ela, e for oculto aos olhos de seu marido, e ela o tiver ocultado, havendo-se ela contaminado, e contra ela não houver testemunha, e não for surpreendida em flagrante, e o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou o tiver, não se havendo ela contaminado, então, esse homem trará a sua mulher perante o sacerdote e juntamente trará a sua oferta por ela [&#8230;]</em> (Números 5:12-15)</p>
<p>Trata-se, portanto, de um caso em que há suspeita, mas não há evidência. A ausência de testemunhas impede qualquer julgamento humano legítimo, criando um cenário potencialmente perigoso, marcado por ansiedade, desconfiança e a possibilidade de injustiça.</p>
<p>É justamente nesse contexto que Deus institui um meio de julgamento que não depende de provas humanas, mas de sua própria intervenção. Em vez de permitir que o marido aja de forma precipitada ou violenta, o Senhor estabelece um procedimento que transfere o juízo para si mesmo, garantindo que a verdade seja revelada de maneira justa.</p>
<p>Assim, o problema abordado pelo texto não é uma gravidez indesejada, mas a impossibilidade de comprovar um suposto adultério. A lei do ciúme surge, portanto, como um mecanismo de proteção, tanto contra o pecado oculto quanto contra a injustiça humana, colocando o julgamento nas mãos do Deus que tudo vê e tudo conhece.</p>
<h2>A NATUREZA DO RITUAL (NM 5.16–22)</h2>
<p>A mulher era levada ao sacerdote, que preparava uma “<em>água santa</em>” misturada com pó do tabernáculo (Nm 5.17). Em seguida, ela era colocada diante do Senhor e submetida a um juramento solene, no qual aceitava as consequências caso fosse culpada. Todo o procedimento, portanto, tinha caráter profundamente religioso, transferindo o julgamento para a ação direta de Deus.</p>
<p>O ponto central do ritual aparece na fórmula de maldição pronunciada pelo sacerdote:</p>
<p>[&#8230;] <em>o Senhor te ponha por maldição e por praga no meio do teu povo, fazendo-te o Senhor descair a coxa</em> (יְרֵכֵךְ֙) <em>e inchar o ventre </em>(בִּטְנֵ֖ךְ); <em>e esta água amaldiçoante penetre nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre</em> (בֶּטֶן) <em>e te fazer descair a coxa</em> (יָרֵךְ). <em>Então, a mulher dirá: Amém! Amém!</em> (Nm 5.21–22).</p>
<p>Para compreender corretamente essa linguagem, é essencial observar os termos hebraicos utilizados. A palavra בֶּטֶן, traduzida por “ventre”, pode se referir ao <em>ventre</em>, o <em>abdômen</em> ou ao <em>útero</em>,<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> enquanto יָרֵךְ, traduzida por “coxa”, frequentemente funciona como um eufemismo para a região reprodutiva ou descendência (cf. Gn 46.26; Êx 1.5)<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>. Essas são figuras apropriadas, pois o castigo se remete ao crime<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>: no adultério se peca com as “coxas” e se concebe o fruto do adultério no ventre<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a>. Já os verbos empregados no texto indicam inchaço (צָבָה) e queda, enfraquecimento ou deterioração (נָפַל), denotando o peso do castigo aplicado e sua urgência.</p>
<p>Assim, a maldição descreve uma aflição física que atinge diretamente a região abdominal e reprodutiva da mulher. Parece sugerir que o castigo será a infertilidade da culpada, enquanto a bênção da inocente é continuar sendo fértil. Trata-se de uma linguagem forte e solene, típica de juízos divinos no Antigo Testamento, mas que não especifica o mecanismo exato dessa aflição.</p>
<h2>A AUSÊNCIA DE GRAVIDEZ NO TEXTO</h2>
<p>Um ponto decisivo para a correta compreensão da passagem é que nada no vocabulário utilizado sugere a ideia de aborto. Não há qualquer menção à expulsão de um feto ou à interrupção de uma gestação preexistente. O que o texto descreve é uma punição física que, reforço, possivelmente está associada à infertilidade, e é resultante do juízo de Deus; não um procedimento humano destinado a provocar a morte de uma criança.</p>
<p>O texto não faz qualquer referência à existência de uma gravidez. Termos comuns no hebraico para indicar gestação, como הָרָה (“estar grávida”)<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a>, simplesmente não aparecem na passagem. Tampouco há qualquer menção a feto, concepção já ocorrida ou perda de um filho.</p>
<p>Esse silêncio não é acidental, mas significativo. A ideia de aborto pressupõe necessariamente a existência de uma gestação em curso. No entanto, essa condição básica não está presente no texto. Portanto, interpretar Números 5 como um ritual abortivo exige a introdução de um elemento que o próprio texto não menciona nem sugere. O foco não está na interrupção de uma gravidez, mas no juízo divino sobre um possível pecado oculto, com consequências que afetam a capacidade reprodutiva futura, e não uma gestação presente.</p>
<h2>O RESULTADO DO JULGAMENTO (NM 5.27–28)</h2>
<p>O desfecho do ritual deixa ainda mais claro o propósito do texto. Se a mulher fosse culpada, sofreria a maldição anteriormente descrita, como resultado direto do juízo divino. Contudo, se fosse inocente, o texto afirma de forma explícita: “<em>será livre e conceberá</em>” (Nm 5.28). Essa declaração é de grande importância para a interpretação da passagem. Em vez de tratar da perda de uma gestação, o texto enfatiza a capacidade futura de gerar filhos. A absolvição da mulher é acompanhada da preservação, ou mesmo da confirmação, de sua fertilidade.</p>
<p>Isso demonstra que o foco da lei não está na interrupção de uma gravidez, mas na condição reprodutiva da mulher à luz de sua culpa ou inocência. A bênção da inocência é a possibilidade de conceber, enquanto a punição da culpa parece envolver justamente o oposto. Dessa forma, o próprio resultado do julgamento reforça que o tema central do texto não é o aborto, mas o juízo divino sobre o pecado oculto e suas consequências na vida da mulher.</p>
<h2>A FUNÇÃO TEOLÓGICA E SOCIAL DA LEI</h2>
<p>A lei do ciúme, descrita em Números 5, cumpria múltiplas funções no contexto do povo de Israel. Em primeiro lugar, ela atuava como um forte elemento dissuasivo contra o adultério, preservando a santidade do casamento e a pureza do povo da aliança (cf. Dt 22.22). Ao mesmo tempo, contribuía para evitar que descendência ilegítima se infiltrasse na comunidade, o que tinha implicações não apenas morais, mas também sociais e pactuais.</p>
<p>Por outro lado, essa lei também exercia uma função protetiva. Em uma cultura na qual o ciúme poderia facilmente se transformar em violência ou em acusações arbitrárias, o texto impede que o marido aja de forma impulsiva ou cruel. Em vez disso, ele é obrigado a submeter sua suspeita ao juízo de Deus. Assim, a mulher não fica à mercê de um julgamento humano falho, mas é colocada diante do Senhor, que conhece todas as coisas.</p>
<p>Nesse sentido, a lei estabelece um equilíbrio notável: ao mesmo tempo em que leva a sério a possibilidade do pecado oculto, protege a dignidade da mulher contra suspeitas infundadas. O marido não recebe poder irrestrito, e o sacerdote não deveria agir de forma leviana, mas avaliar cuidadosamente a situação, evitando que meras conjecturas resultassem em um procedimento tão solene.</p>
<p>Curiosamente, não há registro explícito no Antigo Testamento de um caso em que esse ritual tenha sido de fato aplicado. Esse silêncio pode indicar que sua própria existência já exercia um efeito preventivo significativo, desestimulando tanto o adultério quanto acusações irresponsáveis. Ainda assim, os princípios por trás dessa lei aparecem em outras passagens, especialmente na ênfase de que Deus é o juiz dos pecados ocultos e o defensor da justiça (cf. Sl 7.9; Jr 17.10).</p>
<p>Alguns intérpretes sugerem uma possível relação com Oséias 4.14, onde Deus declara: “<em>Não castigarei vossas filhas, que se prostituem, nem vossas noras, quando adulteram, porque os homens mesmos se retiram com as meretrizes e com as prostitutas cultuais sacrificam, pois o povo que não tem entendimento corre para a sua perdição.</em>”<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a>. Embora o texto não mencione diretamente o ritual de Números 5, pode refletir um contexto em que tais práticas de disciplina haviam sido negligenciadas ou distorcidas, evidenciando a corrupção moral do povo. Nesse cenário, a ausência de juízo adequado contribui para a desordem generalizada.</p>
<p>Portanto, a <em>lei do ciúme</em> deve ser entendida não como um mecanismo de punição arbitrária, mas como uma provisão divina que visava preservar a santidade, conter o pecado oculto, proteger os inocentes e reafirmar que o juízo final pertence ao Senhor. Consequentemente, em nada lida com a questão do aborto.</p>
<h2>CONCLUSÃO</h2>
<p>Evidentemente, este artigo não pretende esgotar todas as questões exegéticas envolvidas em Números 5.11-31. Nosso objetivo foi mais específico: <em>examinar o texto à luz de seu contexto histórico-gramatical para responder à alegação de que ele ensinaria ou autorizaria o aborto</em>. E, nesse ponto, a conclusão é clara: Ele em nada trata a respeito do aborto.</p>
<p>A leitura que enxerga aborto nessa passagem não encontra apoio no próprio texto bíblico. Ela ignora o contexto da lei, desconsidera o significado dos termos hebraicos e projeta na passagem uma preocupação (ou talvez um desejo) moderna que simplesmente não está presente ali. Como vimos, o texto trata de um julgamento divino em casos de suspeita de adultério, com possíveis consequências físicas que apontam para infertilidade, e não para a interrupção de uma gestação.</p>
<p>Além disso, observamos que não há qualquer menção à gravidez, nenhum vocabulário relacionado a aborto e nenhuma ação humana voltada para a morte de uma criança. Pelo contrário, o próprio texto destaca a capacidade de conceber como sinal de inocência (Nm 5.28), reforçando que seu foco está na fertilidade, não na sua interrupção.</p>
<p>Dessa forma, utilizar Números 5 como argumento em favor do aborto não é apenas um equívoco interpretativo, mas uma distorção do ensino das Escrituras. Trata-se de impor ao texto algo que ele não diz, a fim de justificar uma prática que a Bíblia, em seu conjunto, jamais endossa.</p>
<p>Quando interpretada corretamente, a Palavra de Deus permanece coerente em seu testemunho: <em>Deus é o autor da vida, aquele que forma o ser humano no ventre e que atribui dignidade à vida desde o seu início</em> (cf. Sl 139.13-16; Jr 1.5). Por isso, a Bíblia não pode ser legitimamente usada para justificar aquilo que ela mesma condena.</p>
<p>Em tempos de confusão moral, em que argumentos que se dizem bíblicos são evocados em debates para servir de validação daquilo que a bíblia condena, cabe à igreja (e aos demais defensores da vida) manter-se firme na verdade, interpretando as Escrituras com fidelidade e rejeitando leituras distorcidas. Afinal, a mesma Palavra que revela o juízo de Deus também proclama, de forma inequívoca, o valor da vida humana; e, por isso, permanece essencialmente pró-vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<hr />
<div class="markdown prose dark:prose-invert w-full wrap-break-word light markdown-new-styling">
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> DAVIDSON, Benjamin. Léxico analítico hebraico e Caldaico. Todas as palavras e flexões do Antigo Testamento organizadas alfabeticamente e com análises gramaticais. São Paulo: Vida Nova, 2018, p. 228.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Confira DAVIDSON, Ibid, p. 564. Confira também DOUGAS, J. D. (org). O novo dicionário da bíblia. São Paulo, Vida Nova 1995, p. 342.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Concorda com essa interpretação a Mishná Sotah 1.7.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> WENHAM, Gordon J. Números. São Paulo: Vida Nova, 1985, p. 90.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Termos que aparecem em Gn 16:11; 38:24; 38:25; Ex: 21:22; Jz 13:5; 13:7; 1Sm 4:19; 2Sm 11:5; 2Rs 8:12; 15:16; Is 7:14; 26:17; Jr 20:17; 31:8; Am 1:13; Os 14:1.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Confira em GILL, John. Gill&#8217;s Exposition of the Whole Bible. Disponível em: https://www.studylight.org/commentaries/eng/geb/numbers-5.html</p>
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	</div>
<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-alert-danger vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Autor: Ramon de Sousa Oliveira. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. <em>Revisão e Edição por Vinicius Lima.</em></p>
</div></div></div></div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Oito bençãos para uma vida temente a Deus</title>
		<link>https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/04/oito-bencaos-para-uma-vida-temente-a-deus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Christopher Ash]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="500" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fhoe.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fhoe.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fhoe.png?resize=300%2C120&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fhoe.png?resize=768%2C307&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>O temor do Senhor não escraviza — transforma. Descubra como ele produz santidade, alegria, coragem e uma vida verdadeiramente livre diante de Deus.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="500" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fhoe.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fhoe.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fhoe.png?resize=300%2C120&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/fhoe.png?resize=768%2C307&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element bs-vc-block" >
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			<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><em>O temor do Senhor é um dos temas centrais da teologia bíblica e da espiritualidade cristã. Este artigo explica, à luz das Escrituras, como o temor reverente a Deus fundamenta o verdadeiro conhecimento de Deus, produz santidade, alegria, humildade e perseverança, molda nossa relação com autoridade, impulsiona a evangelização e liberta o cristão de outros medos, revelando o caminho da sabedoria e da vida. Christopher Ash é escritor residente de Tyndale House e sua área de pesquisa é no livro de Salmos.</em></span></p>
<hr />
<p>Em meu <a href="https://voltemosaoevangelho.com/blog/2026/04/o-que-significa-temer-a-deus/">último artigo, mostrei com as Escrituras nos chamam a temer a Deus e o que isso significa — uma reverência amorosa para com Deus em Cristo Jesus.</a> Neste artigo, veremos c<span style="font-weight: 400;">omo se manifesta o temor reverente do cristão, e por que ele pode ser não apenas correto, mas desejável. Considere oito bênçãos que provêm do temor do Senhor.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">1. Conhecer a Deus é temer a Deus.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Talvez o versículo mais conhecido sobre o temor do Senhor seja Provérbios 1.7: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução”. Esse refrão se repete em vários outros lugares (por exemplo, Provérbios 9.10; Salmo 111.10). “Princípio”, aqui, não significa um ponto de partida a partir do qual avançamos. Significa algo como um alicerce sobre o qual construímos. Está presente no início e sempre estará. Retire-o e a construção desmorona. O temor do Senhor está sempre presente como a base da vida de fé. Por quê? Uma resposta fundamental é que não é possível conhecer verdadeiramente a Deus sem temê-Lo. Se você busca sabedoria, escreve Salomão,</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">Então você entenderá o temor do Senhor e encontrará o conhecimento de Deus.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Provérbios 2.5)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Se você pensa que conhece a Deus — talvez alegando alguma compreensão religiosa, conhecimento místico ou entendimento filosófico da divindade — mas não o teme, então você verdadeiramente não o conhece. Deus é o Criador. Ele é infinito em poder e majestade, deslumbrantemente puro em santidade, assustadoramente justo em julgamento. Sim, Jesus disse que fez de seus discípulos seus amigos (João 15.14-15). Mas se você pensa que isso significa que pode ser amigo dele, está redondamente enganado. Conhecer verdadeiramente a Deus é curvar-se em reverente temor e adoração diante dele.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">2. O temor do Senhor traz santidade.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Porque conhecer a Deus é temer a Deus, o temor a Deus traz consigo uma grande reverência pelas Escrituras e pela lei de Deus. Ao se alegrar nessa lei, Davi escreve: “O temor do Senhor é puro”, isto é, moralmente puro (Salmo 19.9). Longe de nos permitir continuar pecando porque somos perdoados, o temor do Senhor nos dá um ódio saudável ao mal (Provérbios 8.13). É “pelo temor do Senhor” que “a pessoa se desvia do mal” (Provérbios 16.6).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Viver na presença de Deus, conhecê-lo verdadeiramente, nos leva a abandonar toda forma de pecado, a rejeitar a comunhão com as trevas. Como Paulo escreve: “Portanto, amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de toda impureza da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus” (2 Coríntios 7.1).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, às vezes me vejo tentado a mentir para me livrar de uma situação difícil. Me convenço de que é uma pequena mentira, uma &#8220;mentirinha&#8221;, e que se justifica pelas circunstâncias. Como resistir a essa tentação? Posso ter medo de ser descoberto. Isso me dissuadirá. Mas se eu me lembrar de que Deus, que é o justo juiz de toda a terra, está observando, ouvindo, percebendo tudo, vendo os segredos do meu coração enquanto reflito sobre isso, me verei curvando-me em reverente temor a Ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Eu pertenço a Ele em Jesus. Nada pode me separar de Cristo. Mesmo assim, me curvo em adoração e temor reverente ao meu Criador. Jesus me aproximou do grande Deus, que é um fogo consumidor, de modo que este Deus cegamente santo é meu Pai. Viver na lembrança diária disso promoverá a santidade em meu coração e em meus lábios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O terror diante de Deus paralisa. Mas o temor reverente e amoroso transforma. Esse coração grato de adoração alegre é um coração que foge do pecado.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">3. O temor do Senhor traz alegria e conduz à vida.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O temor reverente do crente perdoado traz grande alegria. Talvez em nenhum outro lugar isso seja expresso de forma tão bela quanto no Salmo 34.8-11: “Oh, provem e vejam como o Senhor é bom”, exclama Davi (e, no fim, nos chama Jesus). E, portanto, porque ele é bom, “temam ao Senhor”. Se vocês o temerem, nada lhes faltará, nada de bom. E assim, Davi (e, em última instância, Jesus) nos convida: “Venham, filhos, ouçam-me; eu lhes ensinarei o temor do Senhor”. Este é um convite feliz!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Temer ao Senhor dessa maneira é motivo de alegria, pois nos conduz a uma vida verdadeira e eterna. Essa conexão entre o temor do Senhor e a vida real é um tema recorrente em Provérbios:</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">O temor do </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Senhor</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> prolonga os dias da vida,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">mas os anos dos perversos serão abreviados.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Provérbios 10.27)</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">No temor do </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Senhor</span></i><i><span style="font-weight: 400;">, tem o homem forte amparo,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">e isso é refúgio para os seus filhos.</span></i></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">O temor do </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Senhor</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> é fonte de vida</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">para evitar os laços da morte. </span></i><span style="font-weight: 400;">(Provérbios 14.26-27)</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">Melhor é o pouco, havendo o temor do </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Senhor</span></i><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">do que grande tesouro onde há inquietação</span></i><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Provérbios 15.16)</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">O temor do </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Senhor</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> conduz à vida; </span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">aquele que o tem ficará satisfeito, </span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">e mal nenhum o visitará.</span></i> <span style="font-weight: 400;">(Provérbios 19.23)</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">O galardão da humildade e o temor do </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Senhor</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">são riquezas, e honra, e vida.</span></i> <span style="font-weight: 400;">(Provérbios 22.4)</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">Não tenha o teu coração inveja dos pecadores;</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">antes, no temor do Senhor perseverarás todo dia.</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Porque deveras haverá bom futuro;</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">não será frustrada a tua esperança. </span></i><span style="font-weight: 400;">(Provérbios 23.17-18)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A lógica por trás desses provérbios é a seguinte: o temor do Senhor nos mantém caminhando com Ele e, portanto, nos mantém caminhando na vida e em direção à vida. Mas não temer o Senhor é não caminhar com Ele e, portanto, é trilhar um caminho de morte. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O temor do Senhor é motivo de grande alegria.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">4. O temor do Senhor traz humildade.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Um dos perigos na vida de fé é que a certeza do perdão de Deus e a compreensão das promessas do Evangelho podem se transformar em orgulho. Podemos nos tornar autossuficientes, complacentes em relação à nossa piedade. O temor do Senhor é o antídoto:</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">O temor do Senhor é a instrução da sabedoria,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">e a humildade precede a honra.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Provérbios 15.33)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Escrevendo aos cristãos gentios que corriam o risco de se orgulharem de sua nova fé, tentados a desprezar os “ramos” judeus que foram cortados da fé por causa da incredulidade, Paulo escreve: “Não te ensoberbeças, mas teme.” (Romanos 11.20). Ou seja, andem em temor reverente ao Senhor, para que vocês também não caiam na incredulidade e sejam cortados da “da raiz e da seiva da oliveira” (11.17).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Temer ao Senhor com amorosa reverência nos mantém em nosso lugar como criaturas e pecadores perdoados.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">5. O temor do Senhor nos prepara para o sacrifício e o sofrimento.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O temor do Senhor nos torna dispostos a tomar a nossa cruz, negar a nós mesmos e seguir a Cristo, custe o que custar. Abraão e Jó, dois brilhantes crentes da antiga aliança, exemplificam isso para nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Quando Deus testa Abraão e lhe ordena que sacrifique Isaque, seu único filho, Abraão está disposto a obedecer. Quando o anjo de Deus o impede de cumprir a ordem, ele diz: “pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho.” (Gênesis 22.12). Se Abraão não temesse verdadeiramente a Deus, jamais teria obedecido a essa provação tão dolorosa. Mas ele temia a Deus. E esse temor piedoso o tornou disposto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Três vezes, Jó é descrito como um homem temente a Deus. O narrador nos diz isso logo no primeiro versículo (Jó 1.1). Deus então o afirma duas vezes (Jó 1.8; 2.3). Desde o início, sabemos que estamos lendo a história de um homem que teme a Deus. Vemos Jó enfrentando os mais terríveis sofrimentos. Ele comete erros. Diz coisas que não deveria dizer e das quais se arrepende no final. Mas fica claro que ele confia no Deus a quem teme. Sua reverência piedosa o conduz através do fogo e do dilúvio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">É quase impossível superestimar a bênção do temor do Senhor. Certamente passaremos por momentos de tristeza e sofrimento. Um coração que verdadeiramente teme a Deus continuará seguindo em frente, um passo de cada vez, nesses dias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O temor a Deus nos prepara para sofrer sem perder a fé.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">6. O temor do Senhor molda nossa atitude em relação à autoridade e a forma como a utilizamos.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Uma das implicações sociais mais profundas da crença em Deus é a convicção de que toda autoridade humana deriva da autoridade de Deus. A sociedade humana precisa ser devidamente ordenada. Alguns de nós somos chamados a exercer essa autoridade derivada — por exemplo, como magistrados ou juízes, como gerentes, como pastores, como pais, como maridos. O tipo de autoridade exercida varia de acordo com o contexto. Mas o exercício da autoridade está intrinsecamente ligado às sociedades humanas ordenadas em todos os níveis. Uma sociedade desordenada é a anarquia, e esse é um lugar terrível onde os mais fracos são destruídos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O temor a Deus é fundamental para o exercício correto da autoridade. Quando Moisés começa a delegar sua autoridade governamental em Êxodo 18.13-27, Jetro o aconselha a “escolher dentre todo o povo homens capazes, </span><i><span style="font-weight: 400;">tementes a Deus</span></i><span style="font-weight: 400;">, íntegros e que detestem suborno, e colocá-los sobre o povo” (Êxodo 18.21). Eles devem ser íntegros e não se deixarem corromper. Mas, acima de tudo, devem ser homens que temem a Deus. Seu temor reverente a Deus significa que exercerão sua autoridade com integridade piedosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O temor a Deus também é crucial para aqueles que se submetem à autoridade. Pedro exorta os crentes a serem bons cidadãos, ordenando-lhes que “temam a Deus” e “honrem o imperador”, onde imperador é uma abreviação para toda autoridade civil (1 Pedro 2.17; cf. Romanos 13.1-7). Quem demonstra o devido respeito às autoridades humanas? Aqueles que temem a Deus. Da mesma forma, Paulo exorta aqueles em posições de subordinação a trabalharem bem porque temem a Deus. “Escravos, obedeçam em tudo aos seus senhores terrenos, não apenas quando eles estão olhando, para agradá-los, mas com sinceridade de coração, temendo ao Senhor” (Colossenses 3.22; cf. Efésios 6.5-8). O temor piedoso ao Senhor os leva a servir e a trabalhar bem nessas relações humanas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O temor do Senhor molda tanto a maneira como exercemos a autoridade (com justiça) quanto a maneira como nos submetemos à autoridade (com respeito e serviço voluntário).</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">7. O temor do Senhor nos leva a nos preocuparmos com os perdidos.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em 2 Coríntios 5, Paulo estabelece uma conexão fascinante entre o temor do Senhor e a evangelização. Ao escrever sobre o porquê de buscar persuadir homens e mulheres a se reconciliarem com Deus por meio de Cristo e uns com os outros em Cristo, ele diz: “Conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os outros” (2 Coríntios 5.11). Seu temor piedoso, amoroso e reverente ao Senhor é o motor de sua preocupação com os perdidos. Assim será também conosco.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Existem duas maneiras pelas quais o conhecimento desse “temor do Senhor” nos leva a persuadir as pessoas. A primeira — e provavelmente a principal — é que o temor verdadeiro a Deus nos leva a compreender algo dos horrores do justo julgamento de Deus sobre aqueles que não se arrependem. Contemplamos, por assim dizer, o abismo do inferno, e a ideia de que homens e mulheres que amamos possam ir para lá nos horroriza tanto que faremos tudo o que pudermos para persuadi-los ao arrependimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O segundo exemplo encontra-se na passagem de Ezequiel 33, na qual o Senhor diz a Ezequiel que ele é um “vigia”. Assim como um vigia da cidade deve dar o seu aviso quando a cidade está sob ataque, Ezequiel é responsável perante Deus por alertar as pessoas sobre o julgamento iminente. O seu temor piedoso ao Deus que o incumbiu torna-o zeloso em alertar os outros.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">8. O temor do Senhor significa que não precisamos ter nenhum outro medo.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Falando aos discípulos que frequentemente seriam atacados, perseguidos e injustiçados, o Senhor Jesus disse:</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">Não temam aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temam antes aquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Mateus 10.28)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A chave para não temer todas as pessoas e poderes que podem ser tão assustadores neste mundo é temer a Deus. O temor a Deus é o temor que expulsa outros medos! Nosso problema fundamental não é que temos medo demais, mas sim que temos medo de menos. Tememos demais os poderes sombrios e assustadores deste mundo porque tememos a Deus de menos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Jesus deixa claro que o temor piedoso é diferente do medo que sentimos das pessoas. Imediatamente após a declaração acima, ele diz: “Não se vendem dois pardais por um centavo? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais” (Mateus 10.29-31). Nós nos curvamos diante do nosso Pai celestial com um temor alegre e reverente — reconhecendo a sua justiça e o seu poder, sim, e também o seu cuidado pessoal. Sabemos o nosso valor aos seus olhos. Sabemos o quanto ele nos ama. Esse tipo de temor alegre expulsa todos os outros medos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Pedro encoraja os cristãos que sofrem com palavras semelhantes:</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1 Pedro 3.14-15)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Honrar a Cristo como santo é temer a Deus. Esse temor expulsa todos os outros medos. Aleluia!</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O temor a Deus imita a Cristo.</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerramos com talvez a mais maravilhosa verdade de todas: O Senhor Jesus Cristo temeu a Deus nos dias de sua vida terrena. Quando andamos no temor do Senhor, seguimos seus passos. Profetizando sobre o Messias, Isaías disse, como é sabido:</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">Do tronco de Jessé sairá um rebento, </span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">e das suas raízes, um renovo. </span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, </span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">o Espírito de sabedoria e de entendimento, </span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">o Espírito de conselho e de fortaleza, </span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. </span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Deleitar-se-á no temor do Senhor…</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Isaías 11.1-3) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O Messias, o Cristo, o Homem do Espírito, foi o Homem que andou pelo Espírito no temor do Senhor. Nos dias de sua vida terrena, ele se prostrou em reverente temor diante de seu Pai. E ele se deleitava nesse temor. Esse temor era o trampolim, o motor, o belo condutor de sua vida de fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Que assim seja também para nós.</span></p>
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<article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none &#091;--shadow-height:45px&#093; has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) &#091;&amp;:has(&#091;data-writing-block&#093;)&gt;*&#093;:pointer-events-auto scroll-mt-&#091;calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))&#093;" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-WEB:b7a9e9b4-e2ed-458f-84e1-4bf32a1c5c11-1" data-testid="conversation-turn-4" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant">
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<p>&nbsp;</p>
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<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-grey vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: Christopher Ash ©&#xfe0f; Desiring God Foundation. Website: <a href="http://desiringGod.org">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte:<a href="https://www.desiringgod.org/articles/forgiven-to-fear-god"><em><strong> Forgiven to Fear God</strong></em></a> |<em> </em>Todos os direitos reservados. Revisão e edição: <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
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		<title>Sexo, ser templo do Espírito e adoração — o que tudo isso tem a ver?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[John Piper]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 15:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ética e moral]]></category>
		<category><![CDATA[Desiring God Português]]></category>
		<category><![CDATA[John Piper Responde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/gig.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/gig.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/gig.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/gig.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div>Sexo é apenas recreação ou também adoração? Descubra como Paulo conecta corpo, templo do Espírito e santidade. Ouça a resposta bíblica em mais um episódio de John Piper Responde.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1250" height="470" src="https://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/gig.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/gig.png?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/gig.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2026/04/gig.png?resize=768%2C289&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /></div><div class="wpb-content-wrapper"><div class="row vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="bs-vc-wrapper"><div class="wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="bs-vc-wrapper wpb_wrapper">
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			<p><strong><i>Transcrição do vídeo</i></strong></p>

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			<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">O que sexo, adoração e o fato de sermos templo do Espírito Santo têm a ver entre si? Qual é a diferença entre o que a sociedade usa para determinar o que é certo e errado e o que a Bíblia apresenta como padrão moral, especialmente nas questões sexuais?</span></i></p>
<p style="text-align: justify;"><i><span style="font-weight: 400;">Uma ouvinte do podcast, chamada Sarah, nos escreveu com a seguinte pergunta: “Pastor John, li em 1 Coríntios 6.18-20 Paulo advertindo os crentes a fugirem da imoralidade sexual, enfatizando que nossos corpos são templos do Espírito Santo e devem ser honrados como tal.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A palavra ‘templo’ </span><i><span style="font-weight: 400;">me chama a atenção. Como e por que sexo e adoração se unem na visão de Paulo neste texto?”</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Acho que Sarah tocou num ponto realmente significativo neste texto ao usar a palavra </span><i><span style="font-weight: 400;">adoração</span></i><span style="font-weight: 400;">, embora a palavra </span><i><span style="font-weight: 400;">adoração</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apareça no texto em si. O que o texto diz em 1 Coríntios 6.18-20 é o seguinte: “Fujam da imoralidade sexual. Qualquer outro pecado” — essa é a tradução da ESV, essa palavra </span><i><span style="font-weight: 400;">“outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> ”; voltarei a isso mais tarde — “o homem o comete fora do corpo; mas aquele que pratica imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo. Ou vocês não sabem que o corpo de vocês é templo do Espírito Santo, que habita em vocês, o qual vocês receberam de Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica imoralidade sexual peca contra o próprio corpo. Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que está em vocês e que vocês receberam de Deus, e que vocês não pertencem a vocês mesmos?” Falarei mais adiante sobre esta palavra “outro”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Sarah está inferindo que a atividade sexual é adoração porque Paulo relaciona essa ação corporal da imoralidade sexual com Deus — o Espírito de Deus, a glória de Deus, o templo de Deus. Quando Sarah percebe essa conexão, ela conclui: “Bem, isso tem a ver com adoração. Quer dizer, templo de Deus, certo? Isso tem a ver com adoração.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E de fato, isso é verdade, porque adoração é o ato de glorificar a Deus, louvar a Deus, honrar a Deus, amar a Deus, valorizar a Deus, deleitar-se em Deus. Isso é adoração, e é aí que o texto termina — ou seja, “glorifiquem a Deus [adorem a Deus] em seus corpos”, ou com seus corpos. E Sarah está perguntando: “Como e por que sexo e adoração se unem na mente de Paulo?”</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Significado Corporal</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Uma maneira de responder a essa pergunta é focar por um momento no versículo 18, que é extremamente difícil de interpretar. Ele diz: “Fujam da imoralidade sexual”. Essa parte é clara. Não é difícil de interpretar. Parem de ter relações sexuais com várias pessoas; fujam da imoralidade sexual. Depois, ele diz: “Todo pecado”, e a palavra “</span><i><span style="font-weight: 400;">outro”</span></i><span style="font-weight: 400;"> não está presente no original. Paulo não diz “Qualquer outro pecado”. Diz apenas: “Todo pecado que alguém comete é fora do corpo” (1 Coríntios 6.18). Ora, se essas são as palavras de Paulo, o que ele quer dizer? Francamente, nunca li nenhuma interpretação satisfatória desse texto que considere essas palavras como sendo do próprio Paulo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Eis o que vou sugerir: creio que essas palavras, no meio do versículo 18, são um slogan usado pelos falsos mestres em Corinto para dizer que o corpo é insignificante quando se trata de moralidade e pecado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A paráfrase seria algo como: “Fujam da imoralidade sexual” — essas são as palavras de Paulo — “e sim, eu sei que alguns de vocês em Corinto estão dizendo: ‘O pecado não tem nada a ver com o físico ou o corpo. É apenas espiritual e moral, e o corpo não tem nenhuma consequência moral.’ Estou ciente desse ensinamento em sua igreja. Já me referi a ele no versículo 13. E então, estou lhes dizendo agora&#8230;” E então ele continua e dá seu conselho sobre a importância do corpo. Ele diz: “Mas a pessoa sexualmente imoral peca, de fato, contra o seu próprio corpo. O corpo realmente importa moralmente.” E então ele demonstra isso introduzindo a questão da adoração.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O Corpo para Deus</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Permitam-me explicar por que interpreto o meio do versículo 18 como uma citação dos vilões — os falsos mestres de Corinto — em vez das próprias palavras de Paulo. Apenas cinco versículos antes, se você tiver a versão NAA (Nova Almeida Atualizada), poderá ver as aspas onde os tradutores, de fato, citaram slogans dos falsos mestres. Aliás, não existem aspas no grego original. Essas são decisões editoriais de tradução que consideram que algo deve ser colocado entre aspas. Não sabemos, a partir do texto grego original, onde estavam as aspas, se é que havia alguma na mente de Paulo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Aqui está o exemplo. Há aspas em torno deste trecho: “O alimento é para o estômago e o estômago para o alimento” (1 Coríntios 6.13). Portanto, há aspas em torno disso. Concordo. Acho que esse é um lema dos falsos mestres em Corinto, e eles estão dizendo algo muito semelhante a “Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo” (1 Coríntios 6.18). Em outras palavras: “O corpo não importa quando se trata de moralidade e imoralidade. O estômago é para o alimento. Não se trata de pecado, Paulo. Pelo amor de Deus. Relaxa.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao que Paulo responde exatamente da mesma forma que no versículo 18. Ele diz no meio do versículo 13: “O corpo é&#8230; para o Senhor”. Esse é o mesmo ponto que ele está enfatizando no versículo 20, quando diz: “Glorifiquem a Deus no corpo de vocês”: “O corpo é para o Senhor. Ele realmente importa. E vocês, falsos mestres, estão errados ao pensar que todo pecado está fora do corpo e não tem nada a ver com o corpo”.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A vida como adoração</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Assim, a razão pela qual Paulo introduz a realidade da adoração no contexto da imoralidade sexual — e aqui chegamos à resposta da pergunta dela — é que havia pessoas em Corinto (e há pessoas hoje) que usam o corpo na fornicação e dizem: “Isso é apenas recreação, pelo amor de Deus. Certamente não foi feito para adoração, como no culto. Fornicação é recreação, não adoração, Piper, Paulo e mestres da Bíblia! Ter relações sexuais ao final de um encontro não é mais moral nem imoral do que jantar ou sair para correr. O uso do corpo para se envolver sexualmente na cama simplesmente não é uma questão moral. Matar pessoas é uma questão moral. Roubar é uma questão moral. Mentir é uma questão moral. O que fazemos com nossos corpos — seja comer, correr ou ter relações sexuais — simplesmente não tem significado moral algum.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E em resposta a isso — tanto naquela época quanto agora — Paulo relaciona o uso do corpo — comer, beber, ter relações sexuais e em todas as outras formas — com o Espírito de Deus, o templo de Deus, a glória de Deus, e transforma toda a vida em um ato de adoração. “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” ( 1 Coríntios 10.31 ). Façam tudo como um ato de adoração.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Templo Sagrado</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O que precisamos entender é que a Bíblia introduz um aspecto da moralidade que as pessoas seculares modernas não reconhecem — a saber, o aspecto do sagrado, do que é santo. As pessoas seculares modernas se concentram em uma moralidade que simplesmente diz: &#8220;Se não prejudica ninguém, não é errado&#8221;. Portanto, não pode ser errado dois adultos que consentem em ter relações sexuais fora do casamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Claro, seria possível argumentar contra o sexo extraconjugal nos próprios termos do mundo, dizendo: “Ah, sim, prejudica. Prejudica as pessoas. Por exemplo, </span><a href="https://www.pewresearch.org/short-reads/2024/03/25/what-the-data-says-about-abortion-in-the-us/"><span style="font-weight: 400;">87% de todos os abortos nos Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> são realizados em mulheres solteiras. Portanto, o sexo fora do casamento é responsável pelo assassinato de 870.000 bebês por ano.” Então, há muita dor envolvida, relacionada ao sexo extraconjugal, apesar de toda a conversa sobre “sexo seguro” — muita mesmo. Mas não é assim que Paulo está argumentando aqui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Paulo, assim como o restante da Bíblia, introduz uma dimensão da moralidade que afirma que algo pode ser imoral independentemente de causar ou não dano a alguém. Essa dimensão é sugerida pelo fato de nosso corpo ser um templo. É um templo do Espírito Santo. O templo era um lugar sagrado de adoração. A questão no templo não era se você estava matando pessoas ou não; mas se você era puro. Se você era santo. Se você tinha reverência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Portanto, o aspecto da moralidade que Paulo introduz não é se o seu comportamento fere alguém, mas sim se é impuro, sacrílego, corrompido, profano, iníquo, irreverente. Os cristãos seguem um ritmo diferente do mundo. Não medimos nosso comportamento apenas pelos padrões mundanos de certo e errado. Buscamos, em tudo o que fazemos, glorificar a Deus com nossos corpos, e medimos essa adoração pelo que Deus declara ser puro.</span></p>
<hr />
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<div class="vc_message_box vc_message_box-outline vc_message_box-square vc_color-alert-danger vc_do_message creditos_box" ><div class="vc_message_box-icon"><i class="vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation"></i></div><p>Por: JOHN PIPER. © Desiring God Foundation. Website: <a href="http://www.desiringgod.org/languages/portuguese" target="_blank" rel="noopener">desiringGod.org</a>. Traduzido com permissão. Fonte: <strong><em><a href="https://www.desiringgod.org/interviews/sex-is-worship" data-resource-id="sl7y5ody" data-resource-title="Sex Is Worship">Sex Is Worship</a></em></strong> | Revisão e edição por <em>Vinicius Lima</em>.</p>
</div></div></div></div></div>
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